RÁDIOFOBIA 433 - com Rodrigo Campos
Saudações radiofônicas, ouvinte do RÁDIOFOBIA!
Mesmo com todas as novas mídias digitais, o rádio segue firme e forte, com milhões de pessoas diariamente sendo informadas e ouvindo suas músicas e locutores preferidos!
Nosso convidado de hoje é um desses locutores! Com mais de 20 anos de carreira e tendo passado por grandes emissoras do dial, hoje ele comanda a mesa da Rádio Disney diariamente das 10 às 14h, sempre com o astral lá em cima!
Neste episódio Leo Lopes, Thais Boccia, Jéssica Dalcin, Thiago Fujiwara, Júlio Macoggi e Victor Estácio batem um papo Rodrigo Campos, que teve sua voz na abertura do RÁDIOFOBIA 001 e agora volta quase 18 anos depois pra um papo mais do que especial da nossa série com profissionais do rádio!
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Arte do episódio: Sandro Hojo
Links citados no episódio:
- RADIOFOBIA 348 – com Nilson Nil
- RADIOFOBIA 210 – com Fabi Ribeiro
- Reels Nostalgia com Rodrigo Campos - Dia Mundial do Rock
- Curso da Amanda Louzada: Explicando o Mapinha
Links citados nas Cartinhas do Totô:
- 13 importantes lições que aprendi em meio século de vida! | Mixórdias com Leo Lopes
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- Carreira de Rodrigo CamposInício na Rádio Fênix/Banzai · Trabalho em rádios comunitárias · Passagem pela Rádio Dumont · Fomento ao rádio comunitário · Tecnologia de Rádio · Produção de vinhetas e plástica
- Histórias da Rádio Atlântida e Pretinho BásicoOrigem do nome Rádiofobia · Primeiro episódio com Rodrigo Campos · Evolução do podcast · Vinhetas e aberturas iniciais
- Importância do comunicador na rádioStorytelling e conexão com o ouvinte · Retenção de audiência em poucos segundos · Diferença entre Rádio Disney e Metropolitana · Locução em vídeo (Disney Plus) · Importância do conteúdo e naturalidade
- Tecnicas VocaisMudanças vocais ao longo da vida · Importância da hidratação e aquecimento vocal · Impacto de bebidas geladas e gritos na voz · Fonoaudiologia e treinamento vocal · Locução em ambientes ruidosos (estádios, bailes)
- Contribuição para a Rádio MelodiaFoco em flashbacks e público envelhecido · Mudança nos hábitos de consumo musical (TikTok, Spotify) · Dificuldade de lançamentos independentes no mainstream · Declínio da indústria fonográfica tradicional · Identidade Artística Olivia Rodrigo
- Indústria Fonográfica· CulturaFim da indústria fonográfica tradicional · Autopromoção de artistas independentes · Impacto da internet no consumo de música · Jabá e a promoção de músicas nas rádios · Músicas de novelas e trilhas sonoras
- Produção de Rádio Remota e Home StudioTecnologia de Rádio · Gravação de programas e inserts · Uso de console para alta performance · Produção de Reels Nostalgia no Instagram · Rádio remoto via IP
- O Legado da Rádio Banzai e FênixBerço de grandes profissionais do rádio · Estrutura de FM de grande porte · Coordenação artística de Ricardo Sun · Estúdios e equipamentos da época
- Música Oriental nas RádiosJ-Pop e K-Pop · Músicas japonesas e coreanas · Versões em japonês de músicas ocidentais · Playlist de músicas da Rádio Banzai no Spotify
A Radiofobia é pioneira na edição profissional de podcast no Brasil e desde 2012 assina a edição de alguns dos podcasts mais ouvidos do país, como o Nerdcast do Jovem Nerd, o Confins do Universo, do Universo HQ e muitos outros. Quer produzir ou melhorar o seu podcast em todos os aspectos? Acesse radiofobia.com.br e vamos trabalhar juntos. Aqui na Radiofobia nós somos apaixonados por podcast. São 20 horas e 25 minutos, senhoras e senhores.
Tá começando a partir de agora o primeiro Radiofobia. Hoje totalmente fenomenal, um programa especialíssimo apresentando para vocês, senhoras e senhores, incrível, espetacular, nunca antes na história das internets se imaginaria mais uma edição do Radiofobia. Sim, eu quero mais palmas hoje, não quero muito. Mais valas, porque hoje está no ar o Radiofobia, desde 2009, trazendo para o podcast o melhor clima do rádio ao vivo. Saudações, ouvinte do Radiofobia!
Eu sou Léo Lopes e tá no ar pela Radiofobia Podcast Network mais uma edição totalmente radiofônica, cozinha do seu Radiofobia. Nós estamos aqui para mais um episódio totalmente fenomenal da nossa série com profissionais do rádio, uma série que nos é muito, muito querida, porque o primeiro Radiofobia, lá em 1º de março de 2009, foi com meu querido padrinho Marcos Aguina, o Japa, que abriu os trabalhos desta mixórdia radiofobética, que agora está aqui às vésperas de completar 18 anos, e que tem na pessoa do convidado de hoje alguém que fez parte disso antes do projeto nascer, alguém que viu o piloto.
Inclusive, eu trouxe aqui um áudio hoje que fez parte do piloto que a gente gravou para levar a ideia do Radiofobia para o rádio em 2007. Olha só, eu tirei o meu DRT em 2006, a gente trabalhava juntos em Rádio Banzai, a rádio oriental do Brasil. Ele teve a sua voz no primeiro episódio do Radiofobia, gravada ali na abertura. E foi ele que editou as vinhetinhas com os meninos, que você deve ouvir até hoje aí. Cadê aqui, Tênica, as vinhetinhas dos meninos?
Radiofobia, radiofobia, radiofobia, radiofobia, radiofobia. Esse aqui, o Lucas, que hoje tem 28, 24 anos, 28 é muito. 24 anos de idade. E essa daqui, tem outras, mas essa daqui com o Leone, que já tem 21.
Olha aqui, olha aqui bem.
Olha ele. Rádiofobia. Foi ele que editou essas vinhetas, ele que editou aquela primeira abertura. Lembra do Rádiofobia? Emoção, aventura, suspense. Lembra? Você vai se cagando de rir. Foi ele que gravou e ele está aqui hoje. Não sei como que em 18 anos de Rádiofobia A gente nunca teve a presença dele aqui, mas hoje nós estamos desfazendo esse erro histórico e trazendo para vocês convidado que é um dos amigos mais queridos, um dos amigos que eu tenho há mais tempo na minha carreira radiofônica.
Mas para conversar com ele eu tenho diretamente de Boston, Massachusetts, a presença da nossa emaitinha Thaís Botti.
Aliança, oi, boa noite! Será que vai ter gol do Ryan hoje?
Hoje não tem. Mas eu quero que tenha no próximo jogo, porque está difícil o negócio, hein? Está, exatamente, tá difícil. Esse aí é o meme do quê? Da galera do Vasco aí? Do Flamengo? De quem que era? Onde que ele joga? Não sei qual time, eu sou totalmente por fora.
Era jogador, hoje era jogador do Vasco, agora ele tá no Bournemouth.
Eu tô agora assistindo o jogo da Copa e eu tô tentando entender, mas não entendo. Entendo regra, mas não sei quem que é de que time, quem que veio da onde. Eu tô mais, como diria aqui no interior, eu mais por fora do que um bico de vedete. É assim que se falava aqui na época da minha avó. Muito bem, Thaís Botti, obrigado pela participação. Diretamente também de Santa Maria da Boca do Monte, a nossa locutriz também é Jéssica Dalsinho. Olá, Jéssiquinha, tudo bem?
Olá, boa noite, muito obrigada.
Estamos aí para mais um papo também, um olho no podcast e um olho no joguinho.
Ah, mas agora durante o jogo do programa tá tendo jogo? O que que tá tendo jogo? É mesmo? Vocês são muito viciados nesse negócio de Copa, não sei, viu? Tem um cara que não gosta nada de Copa do Mundo. Ah, tudo bem, tá certo, tá certo. Eu não vou falar nada, não vou falar nada, que eu tava jantando aqui agora. Bem, eu tava vendo o pessoal de Gana chorar, coitados. Não, Senegal, Senegal, até errei o país. Senegal aqui chorar que deu de uma virada que, né, já está aqui entregue o dia aqui.
Para quem tá ouvindo isso no streaming, né, no feed, já sabe que nós gravamos esse programa aqui no dia 1º de julho de 2026. Um cara que não gosta nada de futebol, Thiago Fujiwara. Olá, tudo bem? E aí, Léo, boa noite! Boa noite, pessoal! E hoje conheceremos o 5º Beatles. Conheceremos o 5º Beatles. É quem? O 5º Beatles, né? Exatamente. Que será que aconteceu com a vida desse cara nesses 18 anos? E também temos diretamente de Belém do Pará o menino que eu nunca sei se ele gosta de futebol ou não gosta, mas que ele gosta de rádio, músicas e locuções, menino Vitor Estácio.
Eu sei que gosta.
Eu tenho que acabar o futebol, né?
Tal qual o jovem.
Não, é, não, vocês têm que ouvir isso como um elogio. O Capitão Nascimento entrou a partir de 22, entendeu? Não é tipo assim, ah, Tem que acabar o futebol como ele está, tem que remodelar.
Entendi, como tudo no mundo, né? Voltar a ser aquele futebol moleque, aquele futebol onde se ganhava menos dinheiro.
Isso, eu tô assistindo a Copa com o narrador no mundo e o Vidani comentando, entendeu? Nossa, esse último ele agrediu já de mascarenhas lá com uma cotovelada.
Mas olha, que coragem a sua, meu amigo, que coragem! Parabéns, muito bem. Vidani manda muito, alegria, alegria, muito bem. E temos aqui diretamente de Salto o menino que também está sempre com seu radinho sintonizado, o menino Júlio Marquardes. Olá, Léo, boa noite. E hoje nós vamos conhecer uma pessoa que soube sair desta bodega na hora certa. Na verdade, na verdade, ele viu que não ia, ele nem entrou, ele nem entrou. Ele pode ser, ele quebrou um puta galho para mim fazendo as vinhetinhas, fazendo a plástica do Radiofobia inicial.
Era muito legal, a gente gravava junto lá. Gravava junto não, a gente fazia ao vivo junto, né, nos finais de semana da Rádio Banzai lá em Vila Prudente, em São Paulo. E hoje ele tá aí pela terra natal, inclusive. O quê, Vila Prudente? Vila Prudente, do 0 aos 15. Olha aí, ali na Vila Prudente, a Moca, que faz parte da grande Vila Prudente ali, né, Moca e região. Muito bem. E hoje ele tá toda, toda de segunda a sexta, das 10 às 2 da tarde, pilotando a nave da Rádio Disney.
O cara que já passou por várias emissoras de São Paulo vai contar sua história pra gente aqui hoje. Você já segue lá no Instagram, @rcamposvoz, porque quem gosta de locução tem que seguir esse cara. Tá sempre mandando ali ele ao vivo na rádio, ele nos eventos, ele no estúdio dele fazendo ali os flashbacks Ele vai contar os projetos, os projetos, vai contar os projetos para gente também aqui hoje, meu amigo Rodrigo Campos.
E aí, Léo, prazer, obrigado aí pelo convite. Ô Thaís, Jéssica, o Estácio, o Tiagão, Júlio, obrigado aí. O Léo, pô, Léo, temos amizade aí há vários anos, cara. Eu vi que tava contando a idade dos seus filhos, você foi falando a idade da rapaziada aí que gravou as vendas, eu fui me sentindo velho Eu falei, mano do céu, velho, o que é que tá fazendo? Estamos ficando velhos.
20 anos, que quando a gente tava em Rádio Banzai, eu já era velho, mas você era moleque ainda, você era jovem ainda. Eu vou te falar, vou te pedir já já para você contar essa história, mas eu lembro que você vinha de Jundiaí, você trabalhava numa rádio lá. E você vai contar essa história para nós aí, mas você era molecão, você tava começando a sua carreira. Eu também tava começando, mas eu já era velhaco com 2 filhos nas costas, né? Então estamos todos ficando velhos, mas uns mais velhos do que os outros.
Nossa, aliás, esse mês estamos em julho, né? Sim, dia 1º, dia 15 de julho eu vou fazer aniversário, 43.
Olha aí, eu faço dia 31, 52. Olha aí, cara, é, então eu vou te falar, 9 anos de diferença.
Quantos anos eu tinha na época da Banzai?
Então, na Banzai foi 2006, você tira 20 anos, pô, tinha 23. Foi 2006, foi 2006. Eu vou tocar daqui a pouco aqui o áudio do primeiro Dose Dupla nosso, foi no dia 25 de agosto de 2007, porque a gente tava na rádio, fazia horário e tal. E demorou para o Dose Dupla ser um projeto, né, que o Nilson lá e o Celso inventaram de fazer. Mas o Dose Dupla vai completar agora 19 anos, mas que a gente tava na Fênix e na Banzai são 20 anos, cara, 2006 para 2026.
Eu adorava rádio, cara. Bem antes do, do, da febre do K-pop hoje em dia, a gente já tava lá bombando com J-pop, com essas músicas também, né?
K-pop, música chinesa também, era mais japonesa, né? Mas tocava música oriental, tocava de tudo. Cara, que alegria ter você comigo aqui hoje. Então vamos fazer o seguinte, ó, quem tá aí no YouTube já, obrigado para quem tá entrando na live, deixa sua pergunta. Já mandar aqui um abraço para o Rodrigo Nascimento que tá aqui, ó. Grande Rodrigo Campos, marcou muito na Metropolitana FM com Metronite. Olha aí, já chegando aqui ouvinte do Rodrigo também, que deve ter pego lá o link dele no Instagram, já tá mandando pergunta, já tô salvando aqui.
E se você tá no streaming aí no seu agregador de podcast preferido, você vai ouvir agora o nosso bloco de bloquinho de vamos aplaudir aqui, de faturar. Não tem nada para faturar, mas tem uns recadinhos para mandar para você. E se você tá no YouTube, a gente só vai virar a vinhetinha e já já volta, porque hoje é dia de Rodrigo Campos, finalmente, depois de 18 anos aqui no seu Radiofobia. Aliás, Alô, alô, é da rádio? É da Radiofobia, filho.
Então é que sabe que eu mando carta para o programa toda semana, tem uns 10 anos já, mas ninguém nunca leu as minhas cartas, rapaz. Carta lendo sério em pleno século 21?
E você ouve onde? No gramofone?
Mas não tem nenhuma carta por aí não, é? Ah, eu queria tanto ouvir o meu nome no programa. Tá, e qual é a sua graça? É Ostrogésilo.
Ostrogésilo.
Achei sua carta, mas vamos te chamar de Totô.
Tá.
E vamos rapidamente para a sessão de recados desse podcast que demorou tanto tempo para acontecer, mas finalmente bati um papo com meu querido amigo Rodrigo Campos. Ele que é, cara, ele é muito legal, cara, que é alto astral, tá lá todo dia de segunda a sexta das 10 da manhã às 2 da tarde pilotando aquela nave chamada Rádio Disney, um cara que eu tô completando aí 20 anos de amizade e que teve no Radiofobia 1, você viu, né? Então finalmente a gente bateu esse papo.
Fica aí, espero que você curta esse programa que ficou muito legal. Mas antes de começar, eu tenho recadinhos aqui, começando pelo nosso parceiro de 16 anos de hospedagem, HostGator. Sim, que nesse mês aí de Copa do Mundo, o Brasil já tomou na tarraqueta, né? A gente falou do Brasil no episódio, mas o episódio foi gravado antes. A gente não tinha a menor ideia que ia tomar uma naba desse tamanho. De qualquer maneira, a promoção da HostGator continua porque a temporada campeã tá rolando.
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Eu e o Gabriel, que vivemos essa vida de produtor de podcast já há mais de uma década, atendendo alguns dos podcasts mais conhecidos do Brasil em áudio e vídeo. Muita gente que tá aí no seu ouvido, muita gente que tá aí no YouTube contou ou conta com o nosso trabalho, conta com a nossa consultoria, nossa mentoria, o nosso apoio. E você com certeza pode ser também o nosso aluno por uma parcela ridiculamente pequena, que você pode parcelar em até 12 vezes no cartão.
Olha, menos do que um lanche com refri, menos do que uma cervejinha, menos do que uma pizza, menos do que muita coisa que com certeza você consome aí, quem sabe uma vez por semana. Você vai gastar isso uma vez por mês, muito baratinho para você ser nosso aluno, contar com todas as aulas lá dentro da plataforma, bonitinhas, organizadas, gravadas, é claro, com o nosso padrão profissional de qualidade. E é claro que você conta também com a nossa comunidade no WhatsApp, o nosso grupo que tem lá os alunos, tem outros produtores de podcast, tem o grupo de networking, o grupo de classificados para você que tá querendo vender ou comprar algum equipamento.
A nossa comunidade é extremamente ativa. Lá você consegue ter contato com muita gente que, como você tá produzindo podcast no dia a dia ou tá querendo começar, e tá ali compartilhando conhecimento. É muito legal você poder fazer isso com outras pessoas que têm um interesse em comum e poder se ajudar. Então, se você quer se tornar nosso aluno, não perca tempo, vai lá agora e garanta a sua vaga. Vem estudar com a gente, vem produzir com a gente, da concepção até a monetização, em cursodepodcast.com.br.
E tá no ar mais um episódio do Michodias, é a minha atração lá no nosso canal da Radiofobia no YouTube. Depois de um mêsinho aí de concatenando as ideias, pensando sobre o que eu deveria fazer mais um Eu que estou aí às vésperas de completar 52 ciclos em volta do sol, 52 primaveras no próximo dia 31 de julho, eu comecei a pensar recentemente, comecei a pensar não, eu continuei a pensar na verdade sobre essa coisa de eu já ter mais de meio século de vida, que não é pouca coisa não.
Isso justifica porque eu tô cansado. Justifica porque que eu tô cada vez mais cansado. Mas de qualquer maneira, como muitas coisas têm acontecido na minha vida que tem me feito pensar a respeito de tudo que eu aprendi até hoje, eu resolvi fazer um vídeo compartilhando com você 13 lições que eu aprendi em meio século de vida. Claro que no meu estilo, você sabe, você me conhece ali compartilhando. Não é um vídeo de coach, não é um vídeo de de autoajuda, não é um vídeo de, sabe, de mentoria, de religiosidade, não é nada disso.
É um velho cansado com uma certa experiência de vida compartilhando com você um pouco das lições que ele aprendeu e que eu espero, acredito, né, hoje me façam ser uma pessoa melhor do que eu já fui no passado, na busca de ser amanhã ainda um pouco melhor do que eu sou hoje. Então, se você quiser ouvir e acompanhar um pouco mais de meia hora de um velho compartilhando o que aprendeu ao longo desses 50, um pouco mais de 50 anos, entra agora lá no nosso canal do Radiofobia no YouTube, youtube.com/radiofobia, e procura pelo Michórdias, que vai estar lá em destaque para você.
Se você gostar do vídeo, compartilha com seus amigos aí. Se você não gostar, compartilha com os inimigos. Ou com quem você não gosta, mas faça alguma coisa com esse link e ajude o velho a continuar sendo relevante nas interwebs. Tudo bem, meu filho? E por último, mas não menos importante, aquele convite para você que quer participar do nosso grupo de ouvintes, apresentadores e produtores dos podcasts da Radiofobia Podcast Network no Telegram.
T.me/radiofobianetwork, totalmente de graça. Lá você bate papo com a gente aqui do Radiofobia, dos outros podcasts da casa, com vários amigos queridos da podosfera, vários ouvintes também, pessoas que estão aí há muito tempo. Somos ali mais de 300, quase 300 pessoas ali nesse grupo lá do Telegram, que é um substituto do antigo Twitter, quando a gente compartilhava meme, mandava piadoca sem medo de ser feliz. Hoje em dia, né, o Twitter não é mais aquele.
A gente faz isso nesse nosso grupinho do Telegram. Você pode mandar o que você quiser, pode mandar link, pode mandar— desde que você respeite o amiguinho, você pode fazer qualquer coisa lá. Inclusive, lá você fica sabendo em primeira mão quando tem uma nova gravação. É o primeiro lugar onde a gente posta os links das lives para você poder acompanhar as nossas gravações pelo canal da Radiofobia no YouTube. Você também recebe em primeira mão as artes dos episódios assim que o Alejandro Rood termina as ilustrações, as caricaturas, e pode trocar ideia com a gente ali no dia a dia.
Pode mandar jabá do seu programa também, tá tudo liberado para você se divertir com a gente ali no dia a dia no nosso grupinho t.me/radiofobianetwork. Belezinha? Então agora, Térica, roda a vinhetinha, chama de volta os meus amigos e o meu querido Rodrigo Campos para a gente bater esse papo e saber tudo. Olha só, Que carreira bacana que o Rodrigo construiu nesses 20 anos, cara. 20 anos já, menino já vai fazer 40. Ai, Deus, vou parar de falar, vou parar de falar que tem muita coisa no programa.
Roda a vinhetinha e vamos ouvir hoje Rodrigo Campos, finalmente, depois de 18 anos participando de um episódio só dele do Radiofobia. Aliás, radiofobia, radiofobia, radiofobia.
Radiofobia.
Agora sim, bora, miudinho! Tamo de volta, de voltíssima, de voltinha, de voltinha com mais um episódio do seu Radiofobia. Hoje, profissionais do rádio trazendo meu amigo Rodrigo Campos diretamente de São Paulo, que vai contar pra gente agora nesse início de podcast aqui, nesse comecinho de brócolis, de brócolis. Comecei de brócolis. Que eu ia falar, Rodrigão, que eu lembro que quando a gente trabalhava junto lá na Rádio Banzai, que ficava em Vila Prudente, ali pertinho da Moca, em São Paulo, na Rua Ibitirama, mais precisamente a Rua Ibitirama, lá em cima pertinho da padoca.
Esqueci o nome da padoca. A Sepan, lá, 2 domingos atrás eu tava na Sepan. Olha aí, então a Rádio Banzai era ali na esquina, ali pertinho ali que A gente comia lá nosso, nosso, como é que chama aquele pãozinho com, com, como é que fala em São Paulo quando tem com o misto? Não, não, não, aquele quando tem um requeijão tostado, tem um nome. Ah, é entrada, requeijão, entrada, não, saída, requeijão. A entrada é quando vira crosta, saída é quando você passa no final.
Ah não, aquele é saída então, é quando a crostinha, crostinha, é entrada, entrada, saída é o creme. Não, é com a crostinha e era morango pingado e uma, e um pãozinho ali, ou às vezes um queijinho quente para a gente poder trabalhar ali e fazer nossos horários. Era ali que a gente trabalhava, ali que a gente se escondia.
Nem jantei, mano, tá dando fome.
E a gente, o Rodrigão, a gente fazia os horários de fim de semana, por isso que a gente se cruzava, né? A gente se encontrava geralmente era de sexta, sábado e domingo. Tinha gente que fazia, tinha uma programação durante a semana e tal, mas como eu trabalhava na época no projeto lá do governo japonês, lá da Jaica e tal, foi antes de eu entrar para Toyota. Aí eu lembro de você vindo de Jundiaí para fazer os seus horários e tal.
Então eu queria entender um pouco o que que você fazia naquela época em paralelo com a Rádio Banzai, como foi que começou a sua carreira. Primeiro, da onde que você é? Da onde que veio sua paixão pelo rádio? É uma coisa de moleque que nem todo mundo que é viciado no microfone, ou foi meio tardio? Que você tinha o quê? Você tinha uns 20, 20 e pouco, 20 e poucos anos ali naquela época.
Cara, a Banzai, que antes de ser Banzai era Fênix, foi a primeira rádio que— isso, tinha fênix.net, a Fênix 2, que era a Rádio Oriental do Brasil, que depois virou a Banzai.
Exato, exato.
E foi a primeira Foi a primeira rádio que eu trabalhei assim com profissionais, porque antes eu trabalhava em rádios comunitárias, né? Foi, foi o Sam, que é o Ricardo Sam, que é locutor da Jovem Pan hoje, que era o nosso coordenador na época. Ele que deu a oportunidade na época da Fênix. E, cara, assim, eu queria ser DJ. Eu comecei a trabalhar como acho que a maioria dos caras da nossa idade naquela época começava, com seus 15 e poucos anos lá de Off-Boy, né?
E aí eu tava muito embalado, né? Era Off-Boy ou Rádio Escuta, né? As duas coisas que na época que tinha muito ainda.
E aí, e assim, eu trabalhava no centro de São Paulo, na Rua Barão dos Tapetiningues, na rua debaixo da Barão dos Tapetiningues, a 24 de Maio, que tem as galerias, tem a Galeria do Rock que a galera conhece, e ao lado da Galeria do Rock tinha uma outra galeria que tinha B-Sides, as lojas que vendiam os discos dos DJs. E cara, o meu horário de almoço eu fazia inteiro enfiado nas lojas escutando disco, escutando CDs para achar a bendita da música que que eu escutei no baile.
Esse era meu lance, eu gostava, queria ser DJ. E por acaso o filho da dona da agência que eu trabalhava era amigo, é amigo do Roberto Reis, que também é um radialista.
Grande Roberto Reis.
Pois é. E um dia o Reis apareceu lá na agência, foi lá visitar o amigo, o Júnior, o apelido dele é Anjinho. Aí o Júnior me chamou, falou, ó, esse é o Reis, locutor da rádio da 89 na época, tal. E aí eu falei, puta, que legal, locutor da rádio. Fizemos amizade, começamos a ir em bailes juntos. Porque eu queria ser DJ, então eu queria acompanhar. E aí um dia o Raiz falou, mano, você não quer ir lá na 89 conhecer? Eu falei, quero.
Tava na Paulista fazendo um trampo por acaso, falei, ó, tô na Paulista, pode ir? Pode, sobe aí, cara. Eu entrei no estúdio da 89 lá na Praça Oswaldo Cruz, o antigo estúdio da 89. Eu fiquei maluco, aquilo lá virou a chave, foi ali que mudou minha vida. Falei, é isso que eu quero para minha vida. E daí para frente começou, fui atrás, fui, aí comecei a fazer as radinhos comunitárias do bairro, né, que eu moro no Sacomã, que é na região do Ipiranga, Zona Sul de São Paulo. E tinha as radinhos aqui perto que eu fazia.
Você sempre morou no Sacomã desde aquela época?
Sim, sim. A parte de Jundiaí foi depois, quando eu fui trabalhar na Dumont. A gente vai chegar nessa parte. Isso mesmo, é Dumont. É, é. E aí, mas isso tá bombando lá até hoje.
E aí, a minha memória 4 no meu rádio do carro.
É uma rádio espetacular, tá? O tiozinho, tiozão de manhã lá. Um beijo aí para o tio Dumont, é, cara, acho que eu tenho as vidas.
Dumont era lá em cima, eu lembro, cara.
Quando eu entrei lá era o estúdio antigo, ainda tinha carpete. Eu tenho rinite, cara.
Tiozinho, tiozão, foi você que me apresentou na época, que eu não conhecia. E aí você trabalhava na Dumont lá quando a gente já tava na Banzai. Eu lembro que você me apresentou e eu fiquei viciado nesses caras, velho, durante acho que meses. Era só o que eu escutava. Cara, até hoje, de manhã e de tarde.
É, eles estão no ar até hoje, cara, até hoje. É um clássico lá da Dumont, acho que é o carro-chefe, se eu não me engano. É um dos programas mais ouvidos lá da Dumont, Tiozinho, Tiozão, Thiago Tomazelli e o Paulino, eles que fazem lá. Parece mentira, mas é verdade.
Mas antes de entrar na Dumont, você trabalhou em rádio comunitária. Como que você descobriu a rádio comunitária? Foi trabalhar de graça em rádio comunitária, mas assim Era rádio comunitária, comunitária, ou é que nem aqui em Serra Negra, que a rádio ela tem a, como é que chama, a licença, uma coisa que esqueci o nome agora, da, quando a gente fala para rádio, a permissão, né, permissão que fala, mas esqueci. É concessão, exato.
Obrigado, Estácio. Ela tem a concessão para ser comunitária, mas ela atua como rádio comercial, porque aqui assim, as rádios aqui são tudo a ver, cara.
Precisa ter apoio apoio cultural, né? Não seria, não seria, seria um apoio cultural. Ah, cara, não, as que eu trabalhei eram pirata mesmo, era loucura.
Eu era inclusive vida louca.
Eu, vixe, mano, ó, só para você ter uma ideia, a rádio pegava no Heliópolis. Eu não sei se a galera conhece a comunidade de Heliópolis. E, cara, eu andava no Heliópolis, eu parecia gente famosa, que todo mundo no Helipa ouvia rádio. Então a gente fazia aquele rádio clássico, mandava beijo, amor, tocava música e tal, fazia as festinhas, tinha as quermesses, a gente ia lá.
Bom, enfim, eu fiquei, fazia promoção também, né?
É muita coisa de promoção, cara. Fiquei uns 5 anos nessa aí. Eu trabalhava durante o dia na casa, trabalhei no jurídico da Casas Bahia, bicho. Olha, montava processo lá, da área trabalhista, cara, era loucura, mano. A Casas Bahia em São Caetano, na matriz, é O jurídico era dividido em 3 partes, né? A trabalhista, cível e patrimonial. Eu era da trabalhista, montava processo o dia inteiro, e à noite eu ia para rádio. Até que eu fui para o SENAC tirar o DRT e tal.
E aí eu tive a primeira oportunidade. Então, de locução, isso na Lapa, lá na Cipião.
Grande Lapa, Cipião.
Eu acho que na época que a gente estudou no SENAC, Léo, não tinha muitas unidades.
Eu fiz radioficina.
Você fez a radioficina?
É, na época só tinha os 2, era Lapa, Cipião no SENAC ou a radiooficina na aclimação, era os dois só. Então que dava DRT de locutor, né? Só tinha os dois.
Hoje, hoje o SENAC tem várias unidades que tem o curso de rádio. Naquela época era só o da rádio.
Inclusive que o Nil tava trabalhando até recentemente lá em Taboão da Serra, se eu não me engano.
Acho que é São Miguel Paulista. Cara, ó que louco, me convidaram umas duas vezes para ser professor de locução no SENAC.
E tem o de São Carlos também, nosso amigo, meu amigo Eduardo Moraes, que já me chamou para dar palestra lá em São Carlos no SENAC. Nos interiores tem outras unidades. Hoje, antes era só São Paulo, né, cara?
Meu, me convidaram, eu tive a oportunidade de receber o convite. O problema, eu só não fui virar aula no local.
Eu também já negociei uma vez, mas aí como eu morava em Serra Negra, não deu também para fazer.
O meu problema é o horário, cara, porque normalmente os horários batem com a rádio. E a primeira vez que me chamaram era para ir para esse de São Miguel Paulista, onde o Nilton trabalhava. Só que, cara, eu tava na Metrô na época e, meu, minha vida era muito corrida, não tinha tempo para nada, não ia dar. E chegar em São Miguel Paulista, para quem conhece São Paulo, Radial Leste, para quem tá ouvindo e não sabe, nós estamos falando aqui de Nilson Nilson, né?
Vou deixar aqui o link para você que quiser ouvir. Já gravamos um Radiofobia aqui com meu querido Nilson Nilson contando a história dele, da Rádio Banzai, da Rádio Fênix e tudo mais, que ele era o cara que fazia a coisa acontecer. Ele era primo, ele era primo, ele é primo, nenhum dos dois morreu, pô. Porra, ele é primo do Ricardo Sun, né? Ricardo Sun, que na época trabalhava na Transamérica, hoje tá na Jovem Pan. Eles são primos.
E a Rádio Fênix/Banzai funcionava nesse lugarzinho, nesse prédio ali na Rui Bitirama, na Vila Prudente, que era um prédio da família do Nil. Então lá funcionava, no primeiro andar, no segundo andar ali, a clínica da irmã do Nil, uma clínica de de, como é que chama, de cosmético e tal, dermatologia, estética. Exato, clínica de estética. Funcionava também, trabalhava também a ex-mulher do Japa. Aí no andar de cima tinha o estúdio da Rádio Fênix, o estúdio da Comunicare, que era a agência de comunicação do Nil, que fazia a coisa acontecer.
E o da Comunicare, que era do Japa, aliás, o estúdio da Comunicare. Que era do Japa, e ali era esse núcleo, né? Então funcionava tudo. Então esse é o Nil, quando a gente fala que— porque o Nil tem uma participação fundamental nas nossas vidas, né? Vira e mexe a gente tá falando aqui do Nil como se todo mundo conhecesse o Nil. Acho que todo mundo merecia conhecer o Nil, mas enfim. Então é isso, né? O Nil agora, acho que até ainda tá trabalhando no SENAC São Miguel, dá aula de de videocinegrafia, né, de filmagem.
Puta, o Nil é um cara, é um cara muito foda. E ali lá tem também, né, o DRT hoje em dia tem locução comercial, locução, locução comercial não, é radialista setor locução com DRT. Porque era difícil, né, Rodrigo, na nossa época ter um curso que dava o DRT de locutor, né, cara?
Para você ter uma ideia, para galera que tá curtindo a gente aqui, hoje em dia tá Não é que tá mais fácil, mas, meu, na nossa época você tinha que fazer uma prova para entrar no curso. Se você não passasse na prova, você nem fazia o curso de locução, cara. Era um pouco mais restrito. Hoje em dia já não existe mais esse teste, essa prova para você entrar no curso. E aí você tinha, na nossa época, você tinha a possibilidade de passar, de não passar, ou de ser suplente.
Se você ficasse para suplente, você tinha que rezar para alguém desistir do curso para você entrar. Era assim que funcionava na nossa época. Cara, era muito louco. E aí eu tirei o DRT em 2006, 5 ou 6, e aí eu fui para Fênix, que depois virou Banzai, onde eu conheci o Léo. E aí a gente começou lá. Aí veio, se eu não me engano, o 2 em 1. Ele tinha uma coisa a ver as duplas da Scala, não era isso?
Não, Dose Dupla 2 em 1 era o programa que o Sam fazia com a Gi na Transamérica, com a Gi lá na Transamérica.
Que eu tô falando, velho, passou dos 40, a gente já pode falar que na verdade foi meio que uma inspiração para o Dose Dupla, né?
O Dose Dupla, ele era— a ideia do Dose Dupla era ter no mesmo horário locutores que nunca se encontravam.
Porque o que acontece, a gente meio que ficava uma horinha a mais, uma hora, um lance assim, não era?
Porque assim, a gente fazia troca de horário no fim de semana, e a troca de horário de locutor lá na rádio não era que nem nas rádios hoje, que o locutor sai do horário dele, chama o comercial, aí entra o bloco de comercial ali de 2, 3 minutos mais ou menos. Aí quem vai entrar não cruza com o cara que tá saindo, geralmente se cruza nos bastidores com o microfone desligado. E aí quando começa, acaba o comercial, volta a programação já com o locutor da próxima escala.
Então sei lá, o Rodrigo fez sábado das 10 da noite às 2 da manhã, eu entraria das 2 da manhã às 4 da manhã, 6 da manhã, numa rádio normal o ouvinte só ia saber disso quando eu abrisse a boca e o Rodrigo já tivesse ido embora. Lá na Banzai a gente fazia uma brincadeira de troca de horário, porque era madrugada, a gente ficava sozinho lá na porra da Vila Prudente, tinha que descer para abrir aquela merda daquele portão e era perigoso ali.
Então O cara chegava mais cedo e a gente botava, o cara avisava, ligava no telefone, a gente botava uma música um pouco mais longa, né? Não aquelas músicas de cagar, mas um pouquinho mais curta do que as músicas de cagar. A gente botava, vamos falar sobre isso também, a gente botava uma musiquinha ali de uns 6 minutos mais ou menos para dar tempo da pessoa chegar. A gente abriu o portão, ficava de lero-lero e ficava ainda, não entregava o horário, a gente ficava ficava mais ou menos 5, 10 minutos ali, porque a gente tava no chat com a galera do Japão.
Era 4 horas da— 2 horas da tarde, da manhã aqui, era 2 horas da tarde da sexta-feira no Brasil. A galera do Japão tava bombando no sábado à tarde lá. Então a gente tava de madrugada aqui, um puto horário merda, mas lá no Japão a gente era superstar do final de semana. Então a gente ficava trocando ideia, ficava papo. Aí os cara falou assim, pô, é legal isso que vocês fazem na troca de horário, vamos transformar isso num programa.
E aí o cara chega uma hora mais cedo, e o outro, né, faz. A gente começou a cruzar os horários. E aí o Dose Dupla toda semana era assim, alguma troca de horário, a gente aproveitava que os locutores iam se encontrar e fazia. Então vamos aproveitar o momento aqui agora para mostrar como é que era essa bagaça, para a gente continuar daqui a pouco aqui no nosso papo, porque eu trouxe aqui o áudio arranjo do primeiro Dose Dupla que eu e você fizemos.
Você já tinha apresentado antes com a Sandrinha, eu acho que com Sandrinha, que Sandrinha de Carlo, que hoje tá lá na Alfa FM, muito bem, né? Sandrinha de Carlo, que na época foi uma das responsáveis pelo nascimento de Festa no Apê em Japonês. Já contamos essa história aqui. Foi o ex-marido dela que fez o arranjo da música, o Léo Breanza, na época. E que a música aqui, mas isso é outra história. Vamos, você lembra do A Pato no Pátio, né?
Lembra dessa? Mas olha aqui, 28 de agosto de 2007, primeira dose dupla, eu e Rodrigo Campos.
Ai meu Deus, agora vai! Se você cantar, tamo nós aí, Leozinho.
Vai começar o Doze Dupla aqui, ó.
Por aqui os seus melhores amigos.
Começa agora Doze Dupla.
Doze Dupla.
Doze Dupla. Doze Dupla. Doze Dupla. Doze Dupla.
Muito bem, estamos no ar ao vivo.
Meu filho falando, sabia?
Sério?
Meu filho falando hoje.
Opa, você que produziu a abertura?
Gostou?
Não, Gerson.
Produziu.
Eu fiz as vozes, eu imaginei, eu fiz as vozes.
E meu filho, alguma coisa que falava que era quase o pai, velho.
Muito bem, senhoras e senhores, está começando mais um Dose Dupla aqui pela sua Rádio Banzai, sua rádio oriental do Brasil. Hoje com a figura gostosa, sarada e cheia de pereba do meu lado.
Você cala a boca, né? Não tem nada a ver com a minha pereba. Isso aqui é uma espinha mal-sucedida.
Abaixa a trilha, abaixa a trilha. Aonde você tá fazendo botando essa boca, meu querido?
Não posso falar no ar, não posso falar.
Olha, meu amor, se souber como você está lindo com essa boquinha inchada, meu amor. Muito bem, Rodrigão, primeira vez que nós fazemos juntos por uma infeliz, um infeliz. Infeliz não, imagina, tava doido para fazer com você uma dose dupla consigo.
Eu vou falar um detalhe, até hoje, aliás, eu não devia falar, você já ouviu falar, né? É, meu, é a Lei de Murphy, né, bicho? Semana, a semana retrasada que eu fiz o Dose Dupla com a Claudinha na casata, eu falei aqui no ar, estava feliz porque era o meu terceiro Dose Dupla com uma locutora. Então eu falei que o Celso continuasse, ele deveria, eu acho que ele tava ouvindo a rádio.
Olha, meu amor, mas aí depende do ponto de vista, não é verdade? Se você quiser, a gente arruga uma locutora para você também, você entra com tudo.
Meu Deus do céu, entra com força!
O negócio é o seguinte, Gente, estamos fazendo hoje o nosso Dose Dupla até às 11 da noite. Você sabe que aqui a gente é que manda, tá bom? Então se você vai gostar ou não é um mero detalhe, problema é seu. É, mas então, mas tomara que goste. Afinal de contas, vamos fazer no capricho. É o seguinte, Rodrigo, eu estava vindo hoje, antes de vir para cá, estava tomando meu banho.
Lógico, né? Você não ia chegar aqui emporcalhado, que ninguém é obrigado a aguentar o cheirão aqui no estúdio.
Então Diferente de quem tá aqui desde as 6 da tarde, não é catinga danada, né, mãe? Também a BFD Case, a BFD Case.
Estamos aí, somos trabalhadores.
É o seguinte, eu fiquei assustado quando eu vi hoje no jornal da televisão, telejornal, telejornal, a quantidade de assassinatos que estão acontecendo nessa nossa grande São Paulo. Não é apenas isso, você sabe que política está uma merlim, todos os setores da sociedade estão passando passando por momentos tristes. Não tem trilha de tristeza?
Trilha de tristeza não tem, não tem, né?
Não arrumamos aquela trilha, mas daqui a pouco vamos arrumar uma trilha de tristeza para falar aqui com você. O negócio é o seguinte: hoje a boca no trombone é o seu Dose Dupla. Você que tá no chat aqui, a galera da sala de bate-papo mais animada da internet, pessoal de Caraguatatuba entrando aqui no chat agora, o Kiko e a Kiki vão mandar para nós agora um yakisoba do quiosque do Flávio. Flávio, mas é o seguinte, lá em Caraguá tive também final do ano, a situação não é diferente.
Enfim, você deve ter visto na televisão, pessoal lançou aí o movimento Cansei, movimento Cansei. Você ouviu falar? Muita gente criticou o movimento Cansei porque ele é liderado por pessoas da alta sociedade, João Dória Júnior, enfim, o pessoal aí, Chiquinho Scarpa. Da verdade, fazer o movimento, daqui a pouco vamos falar a respeito. Chiquinho Scarpa, eu vou te falar, vou falar respeito, porque o preço do salmãozinho, até uma tristeza.
Esse sapato aí, você é barato? Paguei $3.000, sapatinho de película, é que são mais barato da frente dos tetrapods.
O negócio é o seguinte, o movimento Cansei, o movimento Cansei foi criticado por muita gente. Eu também não sou contra nem a favor desse movimento, mas o que eu queria levantar hoje aqui, você concorda comigo?
Vamos aproveitar o ensejo, né?
É a bandeira da hipocrisia. Está levantada, está levantada a bandeira da hipocrisia. Vamos levantar o pau da barraca da hipocrisia.
E para levantar o pau da barraca, vamos chamar a convidada de hoje que está aqui nos estúdios da Rádio Oriental.
Temos uma participação feminina hoje aqui também na rádio.
Apresente-se para nós, que é para brilhantar um pouco mais.
Olá, boa noite, meninas!
Tudo bem?
Tô adorando isso aqui, viu? Que voz é essa?
Faz um oi de novo aí.
Abaixa a trilha. Topway Café, lembra quem era? Não, né, gente? Oi, menino! Graças a Deus, agora o amor está no ar, começou agora. Rádio Pirulito daqui a pouco para você também. Fala seu nome para todos. Oi, eu sou a Fabiana.
Muito prazer, Fabiana, sou o Rodrigo. Eu deixo meu telefone para você. Um forte abraço, tá bom?
Fabiana, que em breve estará aqui para deleite de vocês. Você cueca que gosta de assistir aqui pela sua webcam, ela estará online aqui. Casada, solteira, o tico-tico no Fubations. Solteira, né, gente?
Claro, nossa, solteira!
Estávamos precisando de mulheres lindas solteiras aqui.
Logo mais ela estará online aqui, estará aqui conosco.
Então é o seguinte, ó, você que tá no chat agora, você que tá aí ouvindo de qualquer lugar, a gente vai agora para um bloco de melódias e daqui a pouco a gente volta porque você vai entrar no chat e também ligar aqui para o 0 operadora 11 6347-0211. Hoje nós vamos fazer um Fala Que Eu Te Chuto, tá certo? Fala Que Eu Te Chuto. Liga pra gente, você vai falar do que é que você está com o saco cheio, o que é que você quer mandar para o vinagre.
A sua sogra, tô com o saco cheio, tá vendo só?
Tá com saco cheio de peixe, com a pereba na boca, né? Mandar a sua sogra para o vinagre, você tá com saco cheio daquele cunhado que não sai da sua casa. Manda e reclama que você não compra a cerveja que ele gosta. Enfim, você quer saber quando a lista da chamada— a lista da chamada não, a lista das músicas vai ser liberada? Já tá liberada a lista das músicas, pode pedir. Só que vai pedir, vai de leve, porque agora é hora.
Depende do meu bom humor.
Na primeira hora aqui, se o Rodrigo tiver a fim, ele toca. Se você agradar ele, ele toca. Se não agradar também não vai tocar. Então é o seguinte, liga pra gente se você quiser, manda um email, você entra no chat ou telefona, tá bom? O email pode mandar o inteiro, pode mandar, pode mandar só metade, aquilo que você quiser. E diga pra gente o seguinte: do que é que você está com o saco cheio? Dos políticos? Tá com saco cheio do preço alto da cerveja?
Tá com saco cheio de você tá aí no sábado à noite solteiro em casa sem ter uma namorada para sair? Ó, e tem mais coragem de sair porque não pega ninguém.
E tem mais, hein? Se falar que tá com saco cheio da gente, eu mando vírus no seu computador.
Não, a gente desliga a rádio, tiramos a rádio do ar, tiramos a rádio do ar. Você quer fazer um teste?
Fabiana tá aqui mesmo.
Você quer fazer um teste? Você quer fazer um teste? Quer ver só? Atenção, nós vamos ficar em silêncio. Eu quero ver quem vai ligar agora para cá. Eu fiz isso com a Juliana um dia, certo?
Vamos fazer um minuto de silêncio. Eu vou tirar a câmera.
Loucura, loucura! Vou falar só o telefone. Fabiana, fala para a gente o telefone. 0 operadora 11. 0, operadora 11, 6347, 6347, 0211, 0211.
Ganhei bingo aqui, bingo aqui, ganhei bingo!
Repita. Ela tava estagiando com a gente, Rodrigo. Menina que virou voz padrão do SBT.
0211, vai ligar.
Você vai ligar para cá agora, Fabiana vai atender.
A minha namorada tá me ouvindo, meu Pai do Céu. Toca telefone do inferno! Toca, toca telefone, toca telefone! Quer que eu toque o telefone? Já deu, né?
Já deu, hein? Não vai tocar? Vamos esperar aqui 2 minutos.
Atenção, 1 minuto de silêncio.
1 minuto de silêncio em nome da hipocrisia, da violência dos políticos corruptos, da situação degradante que nós estamos vivendo.
Meu Deus, 1 minuto de silêncio. Cadê o mouse? Aqui resolveu funcionar.
Você imagina os caras escutando?
Os caras estão loucos.
O telefone não vai tocar, está fora do gancho.
Não, tá no gancho aqui.
Ah, tá no gancho. Então vamos fazer o seguinte, vamos deixar o pessoal acordar primeiro, vamos de música, vamos de música, vamos de música. Daqui a pouco a gente volta. Você se prepara, esquenta aí, faz a sua lista, o que é que você está com o saco cheio, tá? Aqui, ó, o Jota Music Zip Net tá com o saco cheio do seu irmão querendo usar o computador enquanto ele atualiza o site dele. Maravilha, nem problema. Mas você pode ligar para cá também e falar do que é que você está com o saco cheio.
Hoje com Rodrigo Campos, muito bem, e Léo Lopes, e a Fabiana também aqui, já já tem mais. E aí vai a musiquinha, gente. Qualquer semelhança, pergunta aí, hein? Qualquer semelhança com o Radiofobia não é mera coincidência, tá? Era o Radiofobia, só que no caso tinha duas pessoas com talento. Só isso, mano.
Deixa eu ouvir. Ouvindo isso agora, eu fiquei ouvindo isso, fiquei pensando, caraca, velho, porque agora eu trabalho na Rádio Disney, tem compliance, pá dedéu. Se eu falasse um terço dos absurdos que eu tava falando aí, eu tô fodido.
Não, e assim, era uma web rádio, mas que foi, Jéssica?
Eu ia perguntar isso, vocês tinham a tranquilidade de falar o que quisessem porque era madrugada?
Não, porque não tinha compliance de nada. É isso que o Rodrigo tá falando, é outras épocas, né?
Os caras se inventaram em 2017.
Não, assim, a gente não falava nada, porque assim, quando a gente faz o curso de rádio, quando a gente tem o DRT de radialista, tanto que o nome Radiofobia nasceu na época que na radioficina a gente precisou fazer um programa dentro da matéria de direito do rádio para falar sobre um assunto polêmico sem ser preso. O professor Nilo na época falou assim, ó, fale sobre isso. Era sobre um cara que tinha tocado uma na na fila do Banco do Brasil lá e sujado o vestido da mulher, e a mulher tava processando o banco.
A notícia era essa. E aí falou assim: fale sobre isso durante uma hora num programa e não vá para cadeia. Aí a gente criou um programa e a gente falou assim: gente, quem ouvir isso vai ficar com medo de rádio, nunca mais vai querer ouvir, o cara vai ficar com radiofobia. E aí nessa, nessa matéria nasceu o nome Radiofobia, que depois que terminou eu guardei para mim, os caras deixaram eu trazer e virou isso. Então a gente já tem meio que uma noção do que não fazer.
O negócio é o caos, porque a gente se inspirou muito no Pânico, nos bons tempos do Pânico, né? Não só do Pânico, tinha o Chupim, tinha Galera Gol, o próprio Tiozinho e Tiozão, esses programas de interação que era o que a gente se inspirava. Tinha dias que a gente abria o Notícias Bizarras do G1, sei lá, de qualquer site, e ficava falando. Era um quadro nosso: a partir de agora, as notícias que não estão na boca de ninguém. Aí você pegava e falava notícias totalmente bizarras, entendeu?
Cara, sei lá, foi mordido por uma formiga na orelha, essas coisas assim. Mas aí o absurdo é que a gente tinha essa liberdade Então a gente também achava absurdo, Jéssica, como que deixavam a gente fazer isso, entendeu? Claro que a gente não ganhava nada. A hora que a gente ganhava lá de trabalho era tão pouca que se não fosse pelo menos a diversão, né, Rodrigo?
É, puta merda, eu não lembro quanto que era não, mas era uma merrequinha ali, R$6 ali a hora e tal, era pouquíssimo, cara. É o lance de tá numa rádio que assim, a estrutura da Banzai Era uma estrutura de uma FM grande de São Paulo. Exato, né?
Pulsar, Mesa, em termos de equipamento, em termos de coordenação artística, né? Era o próprio Ricardo Sun que coordenava, cara.
Era, pô. Lembra que o Verona montou o estúdio dele lá? O Ronaldo Rezende, Ronaldo Rezende, sim, montou o estúdio dele lá na estrutura da rádio.
Sim, Fábio Siqueira na época. Lembra do Siqueira na época? Fábio Siqueira quando tava em São Paulo ainda, fez muita coisa lá.
Então, a Rádio Banzai foi um celeiro de vários profissionais que estão no ar hoje.
A Mônica Leão, Mônica Leão, que trabalhou, trabalhou na Rádio Fênix antes da Banzai. A gente tem Mônica Leão, a gente tem Ana Martins, voz padrão ali da linha 3 do metrô, né, e entre outras coisas também, Rádio Alfa Mayumi San, na época chamava Márcia Mayumi, que hoje é Mayumi San porque casou com Ricardo San. Márcia Mayumi também ali. Paty Miyahira, Miyahirona, Paty Miyahira, você, Gerson, Gerson Neto, Gerson, que hoje tá em Portugal, hoje é Gerson Neto, Canadá, Canadá.
É, ele usou Gerson Neto como nome artístico durante muito tempo. Morou em Portugal, hoje tá no Canadá. Tava outro dia, eu vi no Instagram dele falando uma palestra em francês lá, porra, fluente lá. Quem mais a gente tem? Aí depois na Rádio Banzai, Juliana Molino. Juliana Molino fez lá também, que tá na época, ela é namorada do Sam, né? Eles eram namorados naquela época lá. E a Juliana Molino hoje tá lá na Mix também fazendo um puta sucesso.
Patrícia Miyahira, Pat Miyahira, a própria Sandrinha, que na época a Sandra, Sandra Di Carlo, né, Sandrinha Di Carlo, que hoje tá na Alfa FM com muito sucesso. Na época ela era Sandra Breanza, que ela era casada com o Léo Breanza, e ela era secretária do Japa. Ela não era radialista.
O Breanza acho que tava na Mix ainda.
O Breanza tava na Mix, é. E aí, por causa da relação dos dois lá na época, foi o que fez aquele arranjo de Shamisen do lá do Festa no Ape em japonês e tal. Mas isso que você falou, realmente, a Rádio Banzai, a Rádio Fênix foram berços de grandes locutores aí, tirando eu que tô aqui fazendo podcast, grandes locutores aí trabalhando até hoje. Que assim, foi também aquela escola para gente, né, Rodrigo? Porque a gente tinha o computador do ar, que era o computador das músicas, Esse foi o grande diferencial, né?
E o computador do chat, porque a gente não tinha programação pronta. Explica que a gente não tinha programação pronta, diferente. Como é que é numa rádio como a Disney, por exemplo? É você que escolhe as músicas?
Não é, né? A playlist tá pronta, tem a programação musical que a gente só toca, que tem, sei lá, 2, 3 pessoas na programação fazendo uma programação pensada. Na nossa época de Banzai, a gente ficava trocando ideia com ouvinte no chat e atender os pedidos, ia tocando puxando música, ia puxando música. Putz, agora tal música, vou puxar essa, puxa aquela. Era bem legal, vinha da nossa cabeça muita coisa, e muita coisa vinha do pedido do ouvinte.
A gente fazia ali na hora, cara, e era, e era uma ginástica. Porque você imagina, você dá atenção para programação, não pode dar branco, né, mixar as músicas e tal.
A não ser quando a gente tirava a rádio do ar de propósito.
É, não, tinha essas palhaçadas que a gente fazia. E trocar ideia com ouvinte. E ó, vou te falar uma coisa, o ouvinte era um ouvinte, a maioria que É brasileiro que tava lá no Nihon, lá no Japão. Você não faz ideia a carência e a saudade dessa pessoa daqui do Brasil. Sim, esse cara, esse cara, ele pegava, ele falava, é, Thaís, você mora em Boston, né? Você dá uma conta de uma saudade de casa, né? E aí você tem acesso, um canal que você tem acesso a brasileiros, a ter contato com a sua cultura, falar o português, trocar uma ideia. Meu, esses caras eram assim apaixonados. Era uma—
hoje em dia, para Thaís, é isso aqui, né, Thaís?
Eu só ouço podcast brasileiro, eu não ouço absolutamente nada em inglês, porque eu tenho uma coisa que eu só falo o inglês necessário, não falo mais do que eu preciso, não.
Faz quanto tempo que você tá aí?
Diferente do pessoal de agência, né, que fala mais inglês do que português.
Pois é, é verdade.
A gente tem aqui, a gente tem essa de tipo, eu no começo falava inglês e tal, não sei o quê, mas depois de um tempo começou a embananar tanto na minha cabeça, eu ficava cansada demais e tal. E quando eu tava no Brasil, imaginava que ia ser muito simples isso para mim, porque eu falei assim, ah, eu falo inglês desde muito cedo e tal, não sei o quê. A hora que chegou aqui, o cansaço mental de ter que trabalhar em outra língua e o tempo todo tá resolvendo pepino, porque Isso que você tá falando, Rodrigo, é muito— eu fui professora muito tempo no Brasil, e aí essa coisa de você não dar branco porque você tá fazendo, cuidando de quem— eu cuidava de, sei lá, 20, 30 crianças ao mesmo tempo, tinha que dar aula, tinha que responder, tinha que saber que aluno que saiu e tudo que tá acontecendo o tempo todo.
A mente cansa, mas quando você tá fazendo isso na sua língua é uma coisa. A hora que você põe a carga a mais de 20 pessoas falando com você o tempo todo, batem na tua mesa e falam, tipo, lá vai na sua mesa, não, você pode fazer isso aqui para mim, você pode fazer isso, você pode fazer isso. Eu em 3 meses tive um piripaque aqui por causa disso. E aí, pois é, tive um piripaque fodido assim, tipo, cheguei na cadeia, eu tava na academia, eu deitei para fazer um exercício no chão, eu levantei, eu não sabia quem eu era.
Não sabia, tipo, o que que eu tava fazendo, onde é que eu tava, tipo umas coisas assim, sabe? Peripaque real oficial. Quer saber? Foda-se, eu não vou falar mais inglês do que eu preciso, não vou falar mais com as pessoas do que eu preciso falar, eu vou falar o mínimo. E eu me fiz uma promessa de que todos os podcasts que eu fosse ouvir iam ser em português, tudo que eu fosse assistir de divertido assim para ter um momento que tipo começava a ficar meio jururu, aquele momento, ah, sei lá, eu vou tomar um sorvete, eu falo assim, cara, eu vou botar algum vídeo merda engraçado, Vanuti bêbado em português, vai ser isso.
É logo ali, África.
Eu falo, eu falo em memes de Vanuti bêbado durante a Copa inteira.
Ah, eu entendi agora de quem que o Stassi tá puxando esse negócio de só falar em meme, viu? Vocês estão muito no grupo da fofoca, hein?
Sou eu, sou eu.
Você contaminou ele total, contaminou o menino Stassi.
Mas é o jeito, é o jeito de eu viver o Brasil, de eu viver o Brasil, entendeu? Tá certo, é o jeito que eu tenho de viver o meu país, que eu não consigo viver em meme aqui.
Sim, o Léo Rodrigo, deixa eu fazer uma pergunta assim, um cara totalmente leigo, né? Eu nunca entendi como que funciona, por exemplo, um arquivo de uma rádio. Rápido, né? Então, por exemplo, isso, todas essas músicas ficam em servidor, ficam no computador. Antigamente tinham CDs, hoje não tem mais. Como que era esse processo de antigamente? Cartucheira, não tinha aqueles cassetes que antigamente tinha? Isso é cartucheira, né? Antigamente cartucheira tinha várias músicas, né? Eu sou da época que a gente tinha cartucho.
O cartucho, ele, as cartucheiras eram usadas para os comerciais. Cada cartucho era um comercial.
Mas antigamente tinha música em cartucho também, né? Nas rádios anos 80 ali, a música era em cartucho, né?
É, você tinha lá uma, uma lista de cartucho que você ia colocando, botando os comerciais, vinhetas, músicas.
O cartucho nada mais é do que uma fita cassete que dentro só tem a fita magnética do tamanho do áudio que que você precisa, porque quando você acaba de tocar, ele automaticamente assim se auto rebobina, né? Então era assim, você colocava, era meio que instantâneo. Foi uma coisa que veio parecido com uma, com cartucho de Odyssey, era mais ou menos isso. Cartucho de Odyssey, no formato sim, no formato sim. Mas as músicas ficavam onde?
Por exemplo, então o cara ligava lá, falava, pô, queria ouvir paralamas. Mas você tá falando de hoje ou de antigamente? Dos dois.
Antigamente você tinha que ter discoteca.
É, tinha até discoteca. Não, fala aí, Rodrigão. Ou você tinha o CD ou vinil, ou CD não, vinil. Antigamente era o vinil ou fita cassete, ou tava no cartucho. Depois veio o CD ou MD. Então você tinha mídia física, tinha que saber onde tá na mídia física.
Trabalhei em rádio que tinha, eu já trabalhei em rádio que as vinhetas a gente soltava gravava em fita cassete. E a vinheta, como é que você colocava? Fita cassete é grande, né? Você consegue gravar vários arquivos. Aí, para você colocar a vinheta no ponto, tinha uma voz que falava 1, 2, 3. Quando falava 3, você dava pausa. Aí, quando você soltava a pausa, a vinheta acontecia. Bom, enfim, mas respondendo a sua pergunta, antigamente tinha discoteca, você tinha lá os CDs, os discos, tal, tudo em ordem alfabética para você procurar na caso alguém pedisse alguma coisa diferente.
Hoje em dia as músicas ficam, o software, a maioria, acho que 98% das rádios usam o Pulsar. O Pulsar trabalha em rede, portanto você deixa as músicas em um servidor e via rede você cadastra essas músicas no Pulsar, via rede o Pulsar executa as músicas. Então elas ficam todas num servidor, numa HD de 100, 150 milhões de teras lá para caber, porque é muita música.
Tanto que a programação, Thiago, assim como é em rede, quem faz a programação não é o locutor que tá na mesa de trabalho, é alguém que tá na produção com acesso ao mesmo pulsar, só que numa interface de programador. Então lá ele coloca as músicas, no módulo de programador ele coloca as músicas, ele coloca os comerciais, que também são para nós, que quando disparamos o comercial também é uma música, né, também é um arquivo de áudio, mas ele entra lá para gente numa faixa com a cor um pouco diferente, classificado como comercial.
Mas a gente, que eu digo, né, que nem lá na Disney, né, o Rodrigo trabalhando na rádio aberta, Rádio Mundial, você não mexe com isso. Você não tem como entrar num HD, escolher uma música, a não ser que seja, por exemplo, um horário da escolha do ouvinte, e eventualmente você tenha isso, como na Kiza acontece e tal. Mas acidentalmente, 99% nas rádios comerciais você não mexe na programação, você só dispara e volta, e abaixa volume, levanta, né, Rodrigo?
Só executa a programação.
E aí, do cara que se mexer, você não mexe na programação, tá tudo no HD lá. A gente na Banzai não, a gente fazia, não tinha alguém lá na outra salinha fazendo produção, a gente fazia em tempo real. Então era essa coisa de ouvinte pedia no chat a gente entrava no Pulsar, jogava na busca pela ordem alfabética de música ou de cantor, arrastava e jogava na programação. Então a gente ficava se preocupando em fazer uma programaçãozinha de 15 minutos para dar tempo de lançar o comercial, falar, desanunciar as músicas, falar com a galera do chat e depois montar outra programação de 15 minutos. E a gente ia fazendo isso, né, Rodrigo, lá na Banzai, né?
Você ia selecionar, tem sei lá 5 ouvintes aqui, tá? Um pediu Konayuki, isso, outro pediu não sei o quê, outro pediu o Tadahikaru. Aí você puxava as músicas, a sequência do ouvinte, depois você vinha executando e falando o nome dos caras, mandando os beijos, mandando os abraços. Aí no meio você fala, putz, lembrei de uma música, insiro aqui. Você ia montando a programação.
Você sabe o que que era uma escola? Porque a gente tinha que pensar, a gente era orientado a pensar como programador assim, ó, não repita cantor nem música no intervalo de 2 horas, por exemplo. Então não podia repetir, era umas regrinhas. No intervalo de 2 horas você não vai repetir o mesmo cantor ou a mesma banda ou a mesma música, ainda que de outro artista, que tinha muito isso no Japão também. Tentar intercalar estilos, música japonesa, enka, Você não vai tocar enca e outra enca na sequência.
Você bota um K-pop, depois um— então você ia vendo de acordo com os pedidos. Às vezes os pedidos não dava para a gente ter uma programação redondinha dessa, então a gente acabava colocando alguma coisa da nossa cabeça para dar uma complementada, para complementar, para não levar bronca depois, né? Músicas, todas músicas, não se tocava música americana, britânica, na Banzai não, na Banzai não. Era a rádio oriental do Brasil, só tocava música japonesa, chinesa e coreana.
Sim, tocava, tocávamos versões em japonês de músicas famosas. Por exemplo, Pussycat Dolls, Don't Cha, na Banzai era Don Chan.
Don Chan tinha, tinha também, tinha.
Você tem aí, Léo, essa música?
Eu tenho, mas não posso tocar, senão o YouTube vai, vai me coisar aqui.
Você, você me mandaria essa música?
Mando, mando.
Mostrando a versão em japonês das Puskédolls, cara, era sensacional.
A gente tocava também, tinha uma música japonesa do New Order que a gente lançou lá na Banzai, o New Order cantando em japonês. Eu tenho essa música aqui também, fez muito sucesso na época. Tinha o amigo do Itsuki Hiroshi, que é do Roberto Carlos, né, que a gente abria, tá? Aí tá com o Nareba, sabe? Lembra? Era isso, cara, era isso.
Só, cara, dessas músicas, eu gostava de Matsuda Seiko, uma música chamada Daitei. Eu tenho algumas músicas daquela época da Banzai aqui na minha HD que de vez em quando eu gosto de ficar ouvindo. Anzen Titai eu gostava muito, Orange Range, puta, Grilas, tudo. Teriyaki, na época que eu cheguei na Banzai, Teriyaki Boys é o que bombava.
Você sabe que eu tenho uma playlist hoje, várias, né? Eu sou o cara das playlists no Spotify, com as músicas que a gente tocava na Banzai. Porque até uns 2 anos atrás não tinha música japonesa no Spotify. E aí, de uns 2 anos para cá, o Spotify fez os acordos com as gravadoras do Japão Sony, outras, Universal e tal, do Japão. E agora tudo que a gente tocava na Banzai tem no Spotify, tanto que eu tenho uma playlist lá gigantesca, vou te mandar o link. É, eu quero tudo lá.
Eu procurava essas coisas e nunca achava.
Tem tudo agora, tem tudo lá, tudo, tudo.
Vem cá, dá para ler ou tá em kanji, em hiragana, katakana? Porque eu não sei ler, aí ferrou.
O bom é que tá em japonês, cara. Não, não, mas a música tá lá. Toca no shuffle, toca no shuffle. Olha só, quero agradecer aqui quem tá no chat mandando recado, quero agradecer também quem tá ouvindo aqui através do seu streaming, através do seu agregador de podcast preferido. E o Rodrigão, antes da gente abrir aqui para as perguntas dos participantes também, dos ouvintes e tal, eu queria entender como que você chegou lá Como que você, como que você chegou lá na Fênix?
Porque, por exemplo, aqui a gente tava com a Fabi Ribeiro. Fabi Ribeiro, para quem não sabe, ela já teve no Radiofobia vários anos atrás, se tornou uma amiga querida. Nesse dia que eu e Rodrigo recebemos a Fabi ali, a Fabi estava estagiando na rádio.
A Fabi tinha conhecido de uma cidadezinha chamada Lambari.
Lambari. Ela tinha conhecido o Nil, ela veio para São Paulo para fazer radiofobia. Ela contou a história dela aqui no Radiofobia Já. E ali foi a primeira rádio da vida dela, ela tava estagiando com a gente. Olha só, cara, ali então fazendo horário, aprendendo a mexer na mesa.
A Fênix foi a primeira rádio profissional da minha vida. As outras rádios que eu trabalhei eram rádios comunitárias, que a gente fazia absolutamente o que a gente queria. Inclusive esse lance de escolher músicas, eu tocava o que eu queria. É que eu, de toda a galera que eu trabalhei em rádio, ó, vou falar o nome de um cara que trabalhou em rádio comunitária comigo, Rogério Morgado. Vocês sabem quem Morra, Morgadão, meu!
Eita, essa fera!
Ele fez, ele fez, chegou a fazer lá a Rádio Elite e tal. Era uma, era a rádio que pegava no Elipa, tal, não sei o quê. Então assim, Morgado já foi, já foi pobre, já foi pobre. É pouquíssimas pessoas que, que sonhavam em ser radialistas de verdade, ser profissionais, né? A maioria das pessoas iam lá mais para tirar uma onda, tal. Eu sempre levei a sério. E aí, meu, como eu sempre tive amizade com o Raiz, foi o Raiz que me, que me virou essa chave na minha vida, que me mostrou o rádio e tal.
É, provavelmente foi o Raiz que me deu o email do Sam na época. Eu produzi um piloto. Eu sempre gostei de mexer com produção, gravação no Sound Forge, mixar vinhetas, tal, não sei o quê. E eu gravei, produzi meu piloto, um pilotinho lá com umas vinhetinhas que eu tinha na época, tal. Eu mandei para o Sam. E o Sam ouviu, falou, cara, eu gostei, vem aí para a gente trocar uma ideia. Foi assim que eu entrei na Fênix, cara. Excelente.
Foi, foi, o Sam ouviu, gostou do que ouviu e me deu essa oportunidade. Mas eu confesso que o meu piloto não era uma coisa, meu, começo de carreira. Eu ouvindo eu falar com o Léo na, no Dose Dupla, se você ouvir a minha voz, parece que tem alguma coisa apertando a minha garganta, falando meio assim, aí, cara, como é que tá, meu? A gente, a gente vai evoluindo.
Que eu ia perguntar ainda agora se era pitch ou se tava acelerado?
Nem tava.
É falta de, falta de experiência.
Você é uma voz mais jovem também.
Até não, tudo bem também que tem o lance da época.
É uma voz mais jovem, né?
É uma voz mais jovem. Como que isso muda?
Como que isso muda o quê? Como que isso muda o quê, Thaís? A pergunta é justa.
Como que a voz vai mudando durante a vida?
Porque eu não consigo, além de cigarro, a voz, a voz, a voz, ela é um resultado da nossa, do ar que sai do nosso pulmão, passa pela nossa prega vocal e ecoa na nossa caixa de ressonância. A nossa caixa de ressonância, ela é formada pela nossa estrutura óssea pelo nosso peito, pelo nosso músculo, pela cabeça, pelo tamanho. Então tudo que a gente tem influencia na maneira como a voz faz. Ao longo da vida, a nossa morfologia, nossa fisiologia, ela se altera, e a nossa voz ela, ela envelhece.
A gente cansa, a prega vocal cansa, a gente fica com a prega frouxa. É isso que acontece, a gente fica A gente fica com a prega. O que foi, Jéssica?
A minha prega tá tudo cansada, Júlio.
Pois é, você pode ver que quando a gente acorda de manhã cedo, todo mundo tá sempre com aquela voz de barítono, né? Mesmo mulher tá com a voz mais grave, né? De manhã cedo todo mundo tem aquela voz que acordou agora. Por que que você tá com aquela voz que acordou agora? Porque você tá com a prega vocal totalmente relaxada. Você dormiu a noite inteira, você, né, deixou aquilo ali ali descansando, o músculo tá totalmente frouxo.
E a partir dali você vai começar a se alimentar desidratado, altera tudo. Mas ao longo da vida, você imagina que a vida é como se fosse uma noite a longo prazo, né? A gente vai mudando. Por exemplo, eu não consigo mais— eu imitava Tetê Espíndola quando eu tinha 20, 22 anos. Eu não tenho, eu não tenho mais esse agulho, eu não tenho mais. Eu imitava Gal Costa, inspirado no Fernando Ângelo. Eu não tenho mais os mesmos atitudes. Eu tava tentando voltar com o projeto do karaokê.
Tem algumas músicas japonesas que eu cantava há 20, 30 anos que eu já não consigo chegar mais no alcance delas. Então a voz da gente muda naturalmente, né? A gente vai ficando mais grave, né? E homem e mulher tem também essa diferença de, como é que fala, de Musculatura mesmo e tal. Então a gente é homem, a gente fica surdo mais cedo, a gente perde, a gente perde audição com os tons mais agudos, a gente fica surdo dos— eu, por exemplo, não escuto, já tem vários anos que eu não consigo ouvir cigarra, eu já não ouço mais.
A vida fica melhor. Queria falar comigo, a cigarra pode estar Só tá ignorando, né, Júlio, também. Sacanagem, né? A cigarra pode estar torando, eu não escuto mais aquele agudo, aquela frequência da cigarra. Eu já fiquei surdo para ela, por exemplo. A gente muda a audição.
O que eu ia falar é que assim, por que que eu perguntei isso para vocês? Porque eu, quando era pequena, até sei lá, na minha adolescência, eu cantava relativamente bem, cantava em coral, essas coisas assim, e sabia cantar. Quando eu fiquei velha, eu tive que fazer uma cirurgia, tirei minha tireoide e eu fiquei sem voz, completamente sem voz por 6 meses. Olha aí, caramba, 6 meses!
Eu tive tireoide, né?
Eu tive tireoide, eu tive tireoide. Exato, exato.
Eu tive amígdala.
Minha voz voltou completamente diferente, completamente. Eu não consigo gritar, eu não consigo, eu não consigo fazer umas coisas. Sorte sua também, que gritar é a coisa que mais É, mas eu percebo, por exemplo, agora jogo, jogo, eu vou tentar ficar tipo muito, entendi, celebrar essa coisa meio de uma hora para outra explosiva, né?
Explosiva.
Não tenho, não tenho mais. E assim, caraca, eu fui percebendo isso e fui tipo tentar, porque como eu dava aula, eu precisava da voz, eu precisava daquilo. E ela voltou, ela voltou completamente diferente. Eu peguei, ainda bem que eu não gravava nada antes, porque eu ia ficar muito triste, que nem o Rodrigo ficou se ouvindo aí. Nossa, cara, pois é, porque você tava com uma voz completamente diferente. Eu, se eu tivesse começado a gravar qualquer coisa antes, eu ia ficar muito triste porque eu não tinha a mesma voz de antes.
A minha pergunta agora vem é se vocês fazem fono, se vocês têm algum tipo de treinamento para fazer com que a voz dure mais tempo e que ela seja mais compreensível, que dicção, vocês investem nisso?
É, eu deveria fazer isso, mas eu nunca fiz fono. É que como eu faço rádio todo santo dia e o tempo todo, eu tô em atividade, em atividade constante. Isso é um treino. Então eu conheço alguns exercícios, eu tô o tempo todo falando, tô o tempo todo lendo, o tempo todo gravando textos. Então eu tomo muito cuidado para manter a articulação perfeita. Toma bastante cuidado com o que o Léo falou sobre a questão de respiração para projetar a voz melhor.
Aquele começo lá que a gente ouviu lá na Banzai, nossa, aquilo lá era meu começo, começo, começo, começo, começo. Ali eu não tinha técnica nenhuma, eu saía falando, saía berrando. Ali eu deveria ter feito fono.
Mas ainda que a gente não tenha fono constante Tipo assim, a minha fono, chamo de minha fono, mas eu já não a vejo há mais de quase 2 anos, é a Thaís Vaiano. Thaís Vaiano é a fono da Pabllo, é a fono da Ludmilla, né? Então tipo, a Thaís ficou gigante. Como que eu conheci a Thaís? Na época que eu fiz o curso de locução comercial com Antônio Viviani e o Nicola lá em São Paulo, e a Thaís tava lá para dar essa aula de fono. Mas assim, ainda que a gente nunca tenha ou não tenha uma fono constante, que deveria ter.
A gente na escola de rádio, a gente estudou sobre cuidados com a voz, coisas que prejudicam, coisas que fazem bem, né, para voz, que ajudam a preservar. Se você vai falar por um longo período, fazer um exercício de aquecimento vocal para você não sair dali. Por exemplo, se o Rodrigo vai num evento Se ele vai num evento sem um preparo vocal, sem saber como que ele— porque uma coisa aqui, ó, nós estamos gravando todo mundo com retorno, menos o Júlio que não se escuta, mas a gente tá todo mundo com retorno.
A gente tem que estar se ouvindo e ouvindo os outros. É essa que é, esse que é o ideal. Se você vai num evento ou, por exemplo, num show, você vê que os cantores que estão no palco, eles hoje em dia usam esse tipo de fonezinho de retorno assim. Antigamente o retorno, o retorno vinha PA. O retorno vinha no PA na frente assim. Hoje em dia você tem os fones que você fica com retorno no ouvido. Mas quando você vai num evento que você só vai subir num palco para falar uma coisa e tal, os cara não vão te dar retorno aqui, eles vão te dar o microfone na mão e você não tem ideia do quanto que a sua voz tá realmente chegando lá nos outros.
Então se você não souber manter a sua voz na mesma altura, na mesma modulação que você manteria numa conversa normal, você não dura 20 minutos de evento, né, Rodrigão? Você termina com a voz sangrando, com a garganta sangrando.
Eu fiquei, eu fiquei muitos anos fazendo o Metronite ao vivo da balada, né? Então eu entrava, fazia a locução no meio do baile, do fervo, até porque era, era esse o clima do programa. Então era legal eu lá fazendo a locução, pô, tava aqui ao vivo da balada, na violência. Exatamente, o pau torando. E cara, o que o Léo falou é isso mesmo, exatamente isso. Se você não, você tem que, ou você ignora, fala, controla e fala acreditando que o equipamento vai fazer o sidechain, vai jogar o barulho para baixo e deixar sua voz aparecer.
Ou então, se você não tiver esse controle, você vai começar a berrar e você não termina um programa de 2 horas, você não consegue terminar o tem problema. Você vai começar a falar, vai começar a falhar a voz, porque a tendência é gritar mesmo. Isso tudo é técnica que você vai pegando com o tempo, né?
Eu já me fodi muito, sorte de ficar, já me fodi muito.
Eu fui fazer, fazia tempo que eu tenho agora, o mês passado faz um ano que eu fui para Rádio Disney, né? E assim, quando eu fui para Rádio Disney, eu não saio para fazer cobertura, evento tal. Aí mês passado teve um evento aqui em São Paulo chamado Só Track eu fiz questão de ir porque eu gosto desse tipo de evento e tal, e gravei flashes para rádio. E o acesso que eu tive, eu tive acesso ao palco ao lado dos DJs. Então eu tava lá gravando e, sabe, os bailes hoje tem pirotecnia, sai fogo, uns caramba.
E eu lá gravando, saindo fogo perto de mim e aquele barulho. Fazia tempo que eu não fazia esse tipo de trabalho, quase que eu acabo com a minha voz berrando lá.
É perigoso. Na época da Banzai eu fazia junto com a Miyuki Morikawa, que era da produção, depois começou a fazer um pouco.
A Miyuki, mano, você tem contato com essa galera?
Não, não faz tempo que eu não tenho. Eu vi alguém no Instagram recentemente, assim, um tempo atrás, mas eu, alguns eu ainda tenho contato, tipo a Mayumi e tal, o Sam, mas outros eu não, o Nil, outros eu perdi o contato. A pessoa começou a me achar no Instagram outro dia, mas eu fazia todo ano com a Miyuki Morikawa O Undoukai, para quem não sabe, Undoukai é um evento de família japonesa. A escola faz um Undoukai, que é tipo uma gincana.
Então é a gincana japonesa, aquele negócio de corrida do saco, levar a colher, né, o ovo na colher e tal. Só que o japonês tem uma tradução. E tinha a Escola Reisei, lembra, Rodrigo? Escola Reisei era uma das que a gente fazia o merchan lá na rádio, na Rádio Banzai. E aí eu e a Miyuki, todo ano a gente ia fazer o Undokai da Reisei, que era via de regra num campo de futebol, um campo aberto. E aí era o quê? Era um microfone para cada um, 3 ou 4 PA nos corners do campo, e a gente tendo que apresentar o Undokai no meio onde chuta a bola, no centro do campo.
Você sabe como é que é o áudio, né? O áudio, ele vai embora, ele reverbera. Ele não reverbera, ele, se ele não bate em nenhum lugar, ele se perde. Então você imagina a gente tentando compensar a dispersão da caixa de som num campo de futebol com a voz. Destreinado, acabava. Chegava no domingo à noite, eu não falava.
Eu, em 2012, Eu fui contratado por uma agência de publicidade para fazer locução no estádio, no Pacaembu, nos Jogos da Libertadores. Era isso aí, eu ficava no meio do gramado, passava um— a patrocinadora na época era uma cerveja, que eles pegaram esses carros de golfe, colocaram, plotaram como se fosse uma lata de cerveja. E aí a lata ia passando em volta do estádio com uma bazuca tirando camiseta, e eu ficava fazendo a locução, agitando a galera, falando dos patrocinadores, atirando. É, realmente você não se ouve direito.
E aí o seu cérebro, qual é a iniciativa, né, natural do seu cérebro? É fazer com que você grite para você se ouvir, porque você não tá se ouvindo. Só que se o técnico de som é bom, quando você tá num palco ou num campo, em alguma coisa, a responsabilidade de fazer a sua voz chegar no público é de quem tá operando o áudio, não é sua. Mas o nosso cérebro não sabe disso. E aí, destreinados, né, a gente se fode. Então a gente, com 20 anos de janela, a gente se cuida já para não ter o mesmo problema.
É a mesma coisa, por exemplo, se eu entro para fazer uma locução aqui de, sei lá, eu vou gravar um audiolivro, e aí eu vou ter 3 horas ou 4 horas seguidas de gravação por dia. É a mesma coisa, você faz um aquecimento, faz uma sessão de meia hora, para. A gente ainda tem a possibilidade de Aqui direto, vocês me veem aqui com a garrafinha de 800 ml, é uma atrás da outra. Hidratação, né? Tomar cuidado se você vai ter um trabalho, tomar cuidado com goró.
As coisas que mais agridem a garganta são grito, falar alto, né? E infelizmente bebida gelada, muito gelada, são as coisas que mais agridem a garganta. E linha encerada de pipa também. Aquela mágica de engolir gilete eu não recomendo também não. Água gelada, ela não seria anti-inflamatória, Léo? Não, a pra garganta não, por causa da prega vocal. Porque a gente tem a prega vocal, ela, ela tá sempre numa temperatura que é a mesma temperatura do corpo ali, 36, 37 graus, né?
Então você dá um choque térmico na prega vocal, ela tende a dar uma, uma retezada, uma retraída. E aí você vai ter que forçar mais a garganta para poder sair. Por isso que a gente faz o contrário quando a gente vai ter uma locução longa, a gente faz exercício de aquecimento vocal, não é de resfriamento vocal, né? A gente faz um aquecimento.
Eu dei tanto choque térmico na minha prega vocal quando acabava o Metronite.
Não, mas eu tô cagando, eu só uso, só tomo água gelada. Eu nunca, imagina, a minha tem aqui dentro, tem, eu comprei na Daiso uma forminha de gelo para esse tipo de garrafa aqui que é uma mini trolha assim de gelo que toca e coloca aqui, cara. Eu nunca obedeci esse negócio d'água gelada e grito para caralho. Elas chamam pregas vocais, mas elas acham como se fossem uns testículos vocais. No frio contrai.
É, cara, eu vou te falar, teve uma época do Metronet que a gente já tinha uns lugares que a gente ia assim, que já tinha amizade, chegava lá, falava do bar, tal, não sei o quê, o cara sempre tinha lá um baldinho alguma coisa, tipo assim, acabou, terminou o Metronite, valeu, valeu, rapaz.
Se dependesse do térmico atrás do choque térmico, se dependesse do nosso professor de rádio, a gente viveria tomando água quente, comendo maçã. Era isso que a gente fazia, tava doidão.
Eu não recomendo fazer isso, mas eu saía para o intervalo no Senac, a gente tomava uns negócios diferentes e chocolate era ruim.
Ao contrário, era chocolate ruim, maçã bom. A gente comia chocolate no ar direto. Fala, errou, cara. Eu te interrompi. O que que você tava falando?
Eu sempre fui turma do fundão, escola, SENAC, tudo. E aí me juntava com uma galera muito louca lá que estudava comigo, e a gente tomava umas coisinhas diferentes no intervalo e voltava para aula. Chevetão, chevetão, estúdio não tinha, era bombeirinho, areia mole, essas coisas. Bombeirinho.
Chevette é coisa da juventude, né?
Acho que não existia Corote nessa época, acho que nem inventaram Corote.
Corote veio uma década depois.
Aí você se imagina, a gente entrava, voltava para aula, mano. O estúdio era um estúdio fechadão. Os estúdios de rádio antigos, eles eram bem abafados, cheio de carpete, tanto mofo também, né? É, os estúdios hoje são muito mais vivos. É igual meu estúdio aqui em casa. Eu tava falando com o Léo fora do ar, né? Eu tenho placas placas de absorção acústica são placas de lã de rocha, que são mais leves e deixa o som mais vivo. Antigamente não, era tudo muito fechado, muito abafado, sem cortiça, né?
Muita cortiça antigamente.
Aquele bafo de cachaça, mano, a professora ficava—
você já volta em estéreo, né? E gastando a voz.
Naquela época nem existia, mas eu já falava em dobiátimos. Exatamente.
Rodrigão, como é que foi a história de entrar lá no Dumont? Que você queria saber também lá na Dumont.
Veio, ó, eu vou dar, vou resumir o salto até a Dumont. Eu saí, aí teve a Fênix, depois Banzai, aí depois eu fui para uma outra, para um outro projeto de rádio para brasileiros no Japão, que foi a Deca, que foi o próprio Sandrinho.
Foi a evolução da Banzai depois, né?
Isso. Aí a gente ficou um tempo lá na Rádio Deca, aí Aí foi, ô Léo, aí você vai me ajudar. Não sei se foi 2007 ou 2008 que teve aquela crise louca no Japão, 2008, no Brasil foi, né? Aí a Rádio Deca, o nome Deca vem de DKC, né? Que era para os DKC, que são os brasileiros que vão para o Nihon para trabalhar. E era uma agência, Chita, que chamava agência, que era especializada em levar DKC, que estava não sei o quê, que montou a rádio.
Bom, deu aquele problemão, não fazia mais sentido ter a rádio, a rádio acabou. E aí eu fui convidado para fazer a Rádio Rock em Santos, que foi minha primeira FM. Lá no litoral, ficava no prédio do Rádio City Café em São Vicente, na Praia do Itararé. Era incrível, era da Rede Rádio Rock, 89 aqui em São Paulo, que era Rede. Então tinha lá em Santos, era 98 Rádio Rock, e o estúdio era todo de vidro de frente para praia, era incrível. Fiquei lá, aí eu, é, cara, putz, era demais.
Aliás, hoje é dia de aniversário de alguma coisa do Chorão, não sei, não sei se falecimento, nascimento, Alguma coisa assim. Meu escritório é na praia, nunca caiu tão bem nessa frase.
Era meu, era espetacular a rádio. Aí eu saí, fui fazer um projeto de um freela na Metropolitana chamado Super Verão Caraguá, que era ir para Caraguatatuba apresentar shows e gravar flashes para o Metronite. Acabou, eu fiquei desempregado. Eu fiquei em uma webrádio chamada Síntese em São Caetano, de um senhor chamado José Carlos Corse, que era um entusiasta de rádios. De dinheiro. E aí eu fui lá ajudá-lo porque ele tinha um equipamento tal, ele queria botar a rádio no ar.
Eu fiquei um tempo lá trabalhando com ele e mandando piloto até que o Thiago Tomazello respondeu meu email. E aí eu fui para Dumont, aí eu comecei a fazer.
Então é falsa a minha memória de que você fazia rádio em Jundiaí durante a época da Banzai?
Não, não, na época da Banzai, a época da Banzai foi o começo, começo, começo, começo.
Então eu tenho uma memória falsa. E como é que chama? Efeito Mandela? Que a gente tem memória que não existe. É tanto que eu puxei no começo do programa achando que era verdade. Eu achava que você vinha de Jundiaí para fazer o horário aqui.
Eu ia para Jundiaí e voltava na época da Dumont. Eu morava aqui em São Paulo e ia, cara.
A gente já não trabalhava junto mais há muito tempo. Não, foi bem depois.
Sim, isso foi depois. E assim, eu ficava 2 horas e meia, 3, para ir, 2 horas e meia, 3 para voltar.
É porque de trem, cara, Santos para Jundiaí, né?
Não, São Paulo também, de São Paulo para Santos. E foi assim, eu fiz Santos primeiro, aí voltei para São Paulo, e aí eu fui fazer Jundiaí. Fiquei quase 2 anos lá.
Em Santos também saía e voltava todo dia?
Eu cheguei a morar um tempo no Guarujá porque meu pai morava lá no Guarujá na época. Aí eu fiquei, fiquei algum tempo no Guarujá, pô, no Guarujá. Mas o Guarujá é uma, é um lugar maravilhoso, puta lugar lugar bonito e tal, mas ele não é que nem Santos, não tem a vida que tem em Santos. Agora já é mais pacato e eu não consegui me adaptar muito com isso. Eu gosto mais de agitação, sou de São Paulo, né? E bom, e eu também arrumei, eu namorava na época, eu resolvi voltar para São Paulo, fui morar com namorada.
Moleque, 25 anos só cagada uma atrás da outra, uma hora direto de cagada sem intervalo. Esse é o seu programa de rádio. Aí é, então aí Aí eu voltei para São Paulo. Bom, enfim, aí fiz a Dumont quase 2 anos. Aí rolou teste na Metropolitana. O Serginho Brale, que trabalha comigo na Rádio TV, trabalhava comigo na Dumont. A Fabi trabalhou comigo lá na Dumont. A Fabi, a Fabi Ribeira, Dona Fabi Ribeira. Dumont, aos finais de semana, aos domingos, desligavam o elevador.
O prédio esquisito da face da terra. E a Dumont ficava no 11º andar. Portanto, quem trabalhava aos domingos tinha subir 11 andares de escada. E a Dona Fabi fez, já fez eu descer e subir algumas vezes esses 11 andares aí, por causa que não trazia chave, perdia controle, não lembrava a senha.
Dona Fabi, olha aí, ó.
Aí eu, o Serginho Braly trabalhava comigo na Dumont, ele falou, o DJ, tá rolando teste na metrô, vamos lá, vamos lá. Mas eu falei, pô, vamos embora, vamos lá. O meu teste para entrar na Metropolitana foi entrar no ar. Eu fiz um horário ao vivo, fiz uma madruga lá. Eu pedi demissão, eu entrei na Metropolitana em 2010. Isso, eu pedi demissão na Dumont numa quinta, no sábado eu estreiei na Metropolitana e fiquei lá 15 anos. E durante esses 15 anos de Metropolitana, 2 ou 3 anos eu fiz Metropolitana e Rádio Vida ao mesmo tempo, que era uma rádio gospel top 5 aqui em São Paulo, era uma das mais ouvidas.
Agora eu sei da onde que veio a minha falsa memória. Memória. Não era da época que você, eu e você trabalhávamos juntos na Banzai. A minha memória é falsa, mas ela veio dessa época de 2009, quando eu ia começar o Radiofobia. Você trabalhava na Dumont, e aí foi naquela época que você fez as vinhetas por aí. Por isso que você também não começou a trabalhar com a gente no programa e gravou comigo gravou para mim as vinhetas, fez as aberturas e tal. 2009, sim, aí sim você tava lá, né?
Então foi daí, aí isso explica minha memória falsa. Não era de 2006, era de 2009, dessa época do início do Radiofobia. Isso, isso.
E aí eu fazia as vinhetas na época nessa, nesse estúdio da Rádio Síntese, que era uma rádio lá em São Caetano, aqui em São Paulo, no ABC. Era lá que eu produzia, foi inclusive, foi lá que eu produzia as vinhetas do Radiofobia para você.
Exato.
Então, se eu não me engano, tinha alguma coisa do Guilherme Briggs daí que você mandou, alguma voz, alguma coisa do Guilherme Briggs, não tinha?
É, do Briggs veio depois, foi a segunda, a segunda, segunda leva, porque na primeira leva eu queria estrear com umas vinhetinhas. Aí eu fiz umas imitações, aí você fez aquela abertura inicial para mim. Depois o Guilherme Briggs, ele só gravou comigo no Radiofobia 16, já foi em julho de 2009. E aí depois que eu gravei algumas coisas com ele, aí eu te mandei para fazer, e coisas que eu venho usando até hoje também.
Então o clima da abertura era meio trailer de cinema, tinha emoção, aventura, suspense.
Você vai se cagambalar de rir. Alô, pessoal do Radiofobia, aqui quem fala é o Seu Tomé. Aqui fala Buzz Lightyear.
Era isso mesmo, caraca, velho.
Nunca na internet se viu programa que você mijasse tanto de dar risada. Era um negócio assim.
Na Metrô fiz Metronight muito tempo, muito tempo.
Quantos anos você ficou na Metrô? 2010 até o ano passado? Até entrar na— nossa, 15 anos, cara. Fiquei.
Eu pedi demissão para ir para Disney. Eu recebi uma proposta bem legal, um convite bacana. Eu falei, putz, cara, acho que tá na hora de virar a chave.
Aí você falou um pouquinho disso quando eu tive com a Nádia ano passado lá te visitando.
A gente teve uma visita, então foi, foi uma coisa bem legal. Foi muito louco porque você tá na zona de conforto, literalmente, né? 15 anos, eu só saí da Metropolitana porque eu pedi para sair. Se eu não tivesse pedido para sair, eu estaria lá até hoje. E aí eu pedi e falei, cara, que muito louco. E quando você vai começar, por mais que você já que as pessoas conheçam o seu trabalho, por mais que as pessoas— o grande lance é você se sentir seguro, né?
Porque quando a gente vai para uma situação nova, a gente vai atrás de validação, de meu Deus, será que vão gostar? Será que eu vou me adaptar? Será que eu vou chegar no tom que querem aqui? Então foi louco assim, mas foi uma boa escolha. Eu fiz, foi uma sábia decisão, porque eu estou vivendo coisas novas, eu tô me reinventando como como locutor, como comunicador. Acho que lá na Disney eu nem falaria que eu sou locutor da rádio, sou um comunicador, porque eu tenho tanta coisa para falar, tanta coisa para passar para o ouvinte que tá ouvindo a Rádio Disney.
Eu não posso ser aquele cara que só entra, fala: a Rádio Disney, você ouviu aqui o som do Zé Neto e Cristiano, agora é 10:02, daqui a pouco eu volto com mais música. Não dá, não dá para ser só isso na Rádio Disney. Acho que nenhum locutor dá para ser mais esse tipo de, de, não dá mais para ter essa persona no ar. Você tem que ter um conteúdo. E a Rádio Disney é a exigência da minha orientação, o meu briefing artístico é esse, ó: eu preciso que você entre no ar conectando as coisas.
Então a gente vai falar da promoção que vai dar uma TV de 85 polegadas para assistir a final da Copa. Então você tem que criar uma, uma história, um storytelling, conectar as coisas, Então eu toco Coldplay na Rádio Disney, eu sei que o Chris Martin do Coldplay tá organizando o show do intervalo da final da Copa com a Shakira, com BTS, com a Madonna. E eu sei que a final da Copa essa pessoa vai assistir o jogo da final, esse show na TV de 85 polegadas.
Passa o QR code dessa promo para nós aí, tem que ouvir a Disney, pô.
Torcida, torcida, se tiver um de lava-louça, o Júnior quer também, que a gente só É, mas você percebeu o rolezinho que é para você construir esse storytelling? Não dá para ser somente aquela coisa rápida do tipo: tem alguém de redação no teu apoio?
Eu que produzo do meu horário. Eu tenho, eu trabalho com produtor dentro do estúdio, mas você tem briefing, né, das coisas para poder ligar? Não, eu produzo, eu construo na hora. O que que eu faço? Eu olho o meu, o meu playlist, ou o que acontece?
Tipo assim, não foi você que decidiu dar uma TV de 85 polegadas, né?
Isso que eu tô falando, é a promoção da casa.
Eu vou decidir me dar uma ainda.
É verdade, a rádio, a rádio, eu aceito uma de 70 inclusive, ficou mais econômico.
Humildade. A rádio tem tudo lá, a rádio já decidiu a promoção, a rádio já decidiu a programação, a rádio decidiu tudo. É a forma como eu, eu tenho que entregar isso para o ouvinte.
Perfeito.
É como eu construo a entrega, entendeu? Eu vou, eu chego, faço o checklist do meu horário. Olha, eu vou entrar no ar agora, então das 10 da manhã às 11 da manhã eu e Keyla Gimenez contando fofocas, os babados dos famosos. É a Keylinha contando os babados, eu apresentando junto com ela. 11 horas da manhã é eu com Desafio Rádio Disney, playlist da rádio, que eu tenho alguns momentos que eu preciso entrar para falar, para fazer alguma entrega, para falar de alguma coisa.
E é nessa hora que eu começo a construir eu vi, né? Eu faço uma pesquisinha, putz, ó, tem, eu vou falar do Coldplay, aí eu dou uma puta, que que tem legal do Coldplay, que que tá rolando, qual que é. Eu procuro, eu fico, todos nós ficamos com o celular muito tempo na mão, né? Então eu procuro as trends do momento, assunto do momento, e assim que é assim que eu tenho que trabalhar hoje. Não dá para ser somente aquele lance de, oi, você ouviu?
Mas deixa eu te perguntar um negócio, isso que a Disney trouxe para minha vida, porque eu estou me inventando como comunicador.
Mas deixa eu te perguntar um negócio. A gente sabe que durante muitos anos a gente no FM, a gente, se não tivesse num horário de programa, programa de variedades, se você tivesse fazendo o seu horário musical, era exatamente o contrário, né? O locutor não é incentivado a falar, né? Boquinha que abre, boquinha que, boquinha, a vozinha que sai. Como é que o Celso Portioli falou aqui uma vez? Vozinha que sai, bop que cai, né? Então você vai no que tá no script, né, do que você vai dizer, anunciar música e tal.
Não porque o locutor não quisesse, pelo contrário, muitos locutores se sentem até frustrados de não ter uma abertura maior, mas enxuga o papo.
Exatamente, é orientação, deu ruim no bop, enxuga o papo.
Então, falando muito aí, mas porque a o comercial da rádio, a linha, né, a linha, a linha, como é que fala, editorial da rádio, editorial pede isso. Se não for um programa de notícia, um programa de variedade, você vai desanunciar a música, falar da promoção e tal, não sei o quê, porque o próprio, a não ser quando tem um testemunhal, o próprio spot já tá gravado e tudo mais. Essa, essa, esse convite que você fez para ir para Fênix, para Disney, você recebeu sabendo que você teria esse desafio.
Isso para você era algo que você queria, que te deu um puta tesão, falar, puta, acho que vou me dar. Ou chegando lá que você descobriu isso? E durante 15 anos você tava se sentindo tolhido, digamos assim, como comunicador? Você queria fazer mais coisa e não conseguia?
São, são rádios completamente diferentes. A filosofia da Metropolitana é uma e a da Disney é outra. A Disney, ela tem uma conexão muito grande com ouvinte por ser Disney, Mickey, aquela magia. Então o carinho, o amor do ouvinte com a Rádio Disney é diferente das outras rádios, da Metrô, da Mix, da Jovem Pan. A Metrô era o menos possível, fala pouco. Se a gente se alongasse, já tava tomando encarcada do chefe. Na Disney não é que a gente fique falando mais que a boca, não.
A gente tem o compromisso de falar tudo que tem que ser falado, mas com time. Não dá para você ficar rodando muita lâmpada no ar. A diferença é que assim, eu, mas isso que eu vou falar, eu acredito que isso é para tudo, não somente para Rádio Disney. É que a Rádio Disney tem essa, tem essa magia, né, da do mundo Disney. Mas a gente tá vivendo um tempo de que é um tempo tudo muito artificial, tudo muito robótico, tudo muito— e, cara, pessoas se conectam com pessoas.
Então você tem que criar uma conexão com o teu ouvinte, e o único jeito é isso, é você trazendo para o cara alguma coisa, algum conteúdo que fácil, cara. Antigamente você tinha 3 segundos para convencer o cara te ouvir, hoje você tem 2 segundos e meio. 2 segundos e meio, igual scrollar lá no TikTok. Você scrollou, você olhou, ah, puta, que bosta, acabou. Scrolla, vai para o próximo. O locutor virou a mesma coisa. Que que o locutor tem que ter na cabeça?
Retenção. Como é que eu vou reter? Como que eu vou fazer a retenção? Eu tenho poucos segundos para reter você aqui. Você tem que achar que o meu papo é legal. E como que você faz isso? É esse o embate. E é É esse o lance. Eu acho que o comunicador do futuro, o locutor moderno, é esse. É o cara que vai conseguir fazer uma síntese de uma história grande, editar ela para 30 segundos, contar isso para o cara de uma forma agradável, legal, e tocar a música que ele quer ouvir.
É assim que eu acho. Se na Rádio Disney tocar sempre a trilha sonora de Mulan, eu fico preso o tempo que tu quiser.
Você sabe que a Rádio Disney não toca os temas da Disney. Tava tocando Paris de Google Dolls agora há pouco.
Aonde? Na Disney? É que horas são? Esse horário tá rolando clássicos Rádio Disney agora. Só clássicos Rádio Disney agora.
Tá tocando Someone Like You da Adele.
Clássicos? Isso tá no clássicos?
Meu Deus do céu, caraca, já virou clássicos Adele? Porra, Thiago, nós estamos velhos, Thiago.
Maroon 5, This Love, aquela música do filme das branquelas, é um clássico já.
Caramba, eu ia até fazer uma brincadeira no começo do podcast, né, quando tá falando que você era para fazer parte, não fez. Eu ia falar que da música antiga do Hotel Califórnia você foi o cara que conseguiu fazer check-out no hotel, né? Não sei se o pessoal ia pegar essa referência. Boa, foi. Esse escapou, viu? Escapou bonito. Sabe outro que escapou também aqui? Bernardo Veloso. Bernardo Veloso tá na energia, né? Tá na energia desde aquela época, desde que o Radiofobia começou, fazendo o programa do Palhacinho lá com Domênico Gato e tal.
Na época que o Morgado fazia o Epifânio ainda no programa do Palhacinho lá, o Bernardo tá lá. E o Bernardo é outro que participou das reuniões de futura pauta dos pilotos do Radiofobia e que também nunca deu certo, porque claro, ele entrou na energia primeiro.
Você tá de parabéns, cara, porque sobreviveu. Pioneiros com essa coisa de— não é assim, mas cara, você é um dos pioneiros. Quando você começou com Radiofobia, com o podcast, com essa situação que hoje ficou super na moda por causa da pandemia e tal, você já tava voando, já tava andando de braçada. E o cuidado e o carinho, a qualidade que você fornece é impecável. Eu vi algumas coisas também do Antônio Viviani, que você tá por trás das produções do podcast.
A gente publica aqui, sim.
Então, exato, quando eu vejo você colocando a mão, é marca, é confiança. Você sabe que tem qualidade, que você já é pioneiro, e o trabalho que você faz é incrível, cara.
Que isso, querido, você ficou lisonjeado vindo de você. Palma aí, bate palma aí! É o tic-clac, caiu na conta. Vou bater palma em, como é que é, em causa própria, advogar em causa própria. Inclusive quero aproveitar a oportunidade para mandar um abraço e parabéns para o Antônio Viviani e para o Nicola, porque hoje no dia 1º de julho de 2026 estreou o novo projeto da MyNews VIP FM 90.9, no lugar, né, que seria da Rádio Bandeirantes.
A Rádio Bandeirantes agora mudou de dial e para o 90.9 em São Paulo veio a My News VIP FM. Estreou hoje, acho que 8, 9 horas da manhã, e a primeira voz que se ouviu foi a voz de Antônio Viviani, que é a voz padrão agora também de mais uma emissora de rádio em São Paulo, e que terá aos finais de semana 2 podcasts queridos de excelente conteúdo na sua programação, programas inéditos e programas da grade também também da cauda longa do podcast, que é o Peças Raras do meu querido amigo Marcelo Abud, e o voz off com Antônio Viviani e Nicola Lauletta aqui da casa.
Vai estar na programação da MyNews VIP FM 90.9 em São Paulo, agora no rádio também. O podcast gerando conteúdo para o Dayo, não é legal isso?
É muito foda, cara. É legal. Eu já produzi, eu já produzi algumas vinhetas. Já produzi a plástica do programa do Carlinhos, o Oxidance, na voz do Antônio Viviani. Ele mandou o off do Viviani e eu mixei as aberturas, as vinhetas.
Viviani é o top 5 da TV brasileira. Fala com ele: e aí, negão, tudo bem, negão?
E aí, cara, boa noite, boa tarde.
Parecia todo mundo de negão. E aí, negão, tá bom, negão? É o Beto O'Hara imitando ele, é maravilhoso, né? Muito bem, muito bem. Meus queridos amigos, perguntas para Rodrigo Campos. Qual é a música?
Falando em música, hoje é um dia muito triste para música, né? O maluco do Village People faleceu, né?
Ah, sim, um dos criadores, né, do Village People. O policial, né? Policial, policial do Village, o Y, policial. Aquelas referências. É, todo mundo sabe. Eu tinha 25% de chance de acertar. E todo mundo sabe que o que que é o YMCA, né?
O que que é?
Tem aqui, aqui, o Young Men Club Association, grupo de jovens. Tem em São Paulo também, já fiz academia na Associação Cristã de de moços em português, pertinho da minha casa.
É Associação Cristã de Moços. Eu quase me hospedei lá quando— Quantos anos você tinha quando você— Como é que é?
Vitor Willis, o nome do cara.
Vitor Willis. Quantos anos você tinha quando você descobriu que o YMCA, que virou um dos maiores hinos gays de todos os tempos, era uma música de chamamento para os jovens entrarem para Associação Cristã de Moços. Quantos anos você tinha quando você descobriu isso?
Era isso? Não sabia.
Exatamente isso.
Caramba, não sabia.
Se você ler a letra, é uma música que convoca os jovens a se afiliarem à Associação Cristã de Moços. E o fato de terem as profissões diferentes era para mostrar que todo tipo de cor, todo tipo de trabalho, todo tipo de etnia, era todo mundo aceito na Associação Cristã de Moços. Era esse, foi o objetivo da música. A hora você descobriu agora então, com 43 anos de idade?
É isso, cara? Não sabia, descobri agora.
Cara, é sobre o suficiente para conseguir fazer coreografia Essa é uma conversa de bar ótima. Na próxima conversa de bar você puxa esse papo. Só, cara, quantos anos você tinha? Você sabia que o YMCA é isso, né? Uma coisa toda. Muito bem, quem tem perguntinha para o nosso querido Rodrigão, por favor? Vitor Estação.
Eu tenho, Rodrigo. É, tu tavas comentando na que essa tua mudança aí para a Rádio Disney trouxe algumas, trouxe alguns desafios para ti, coisas novas. Provas que tu tens que fazer por conta, eu imagino, que do tipo de rádio que deva ser a Disney, um conteúdo muito específico deve estar atrás da marca da empresa. Mas a gente, a gente viu, o Léo já comentou aqui, isso é pauta quando a gente tá falando de podcast, que foi essa transformação da rádio estar na internet, né?
Então a programação de rádio, desde a programação que ela é mais informativa, que é a rádio jornalística. Ela logo se adaptou para isso, né, de estar presente ali em transmissões, até em plataformas que não são proprietárias, como o YouTube. E para ti pessoalmente, como é, como é, como é essa mudança de ter que lidar também com vídeo? Porque tem muitas coisas da Rádio Disney em rede social, né, cara?
A Rádio Disney tá no Disney Plus, né?
Sim, sim, sim.
A galera que tem o Disney Plus aí, se você entrar lá no Disney Plus, tem a aba, a aba, é isso aí, ó, vai no ao vivo lá, você assiste a gente, cara.
O que que acontece é o seguinte, a linguagem, que nesse caso é uma plataforma proprietária, né?
Então é tudo uma estrutura que é muito louco, cara, é muito louco, é muito da hora. Assim, o que muda no meu caso, isso tudo tá funcionando para mim, é de novo, eu tô me reencontrando como, como locutor, como comunicador, porque O locutor de rádio, ele tem o hábito de ter sempre os textos aqui na frente. Então eu tô olhando aqui o texto, tal, eu só simplesmente faço a locução, eu narro o texto, vou falando junto com a trilha, coisa e tal.
Eu estou em busca do quê? De me tornar um cara mais natural, um cara que conversa mais, que saio, saio mais, saio bastante do texto. O texto, eu procuro usar o texto como tópicos, procuro ler, entender do que eu tenho que falar e contar com as minhas palavras. E o que que tá me ajudando a ser assim? A câmera do Disney Plus no estúdio. Porque eu tenho, eu entro no estúdio, eu tenho câmera 1, câmera 2, câmera 3, câmera 4 e o microfone na minha frente.
Então eu falo, é, ah, você foi lá, Léo? Quando você foi lá, já tava, as câmeras já estavam lá, eu acho que estavam instalando, eu não me lembro, tava instalando, né, quando você foi lá.
Então, só que não peguei você falando na hora porque É que não tava funcionando ainda, tava instalando ainda. Eu lembro que o cara tava chegando com televisão nova, tinha um monte de coisa ali.
Isso. Aí o que que acontece? Eu falo no rádio do mesmo jeito que eu sempre falei, porque eu estou fazendo rádio ali, é rádio Disney. O Disney Plus é somente um plus, você tem como ver o locutor lá no estúdio em ação trabalhando. E o que que eu faço? Eu, ó lá, tá aberta a câmera. O que que eu faço? Eu só olho para câmera. Eu continuo fazendo a locução do jeito que eu tenho que fazer e olhando para câmera. E pelo fato de ter que olhar para câmera, eu não consigo— ou eu leio o texto ou eu olho para câmera.
Então, o fato, não tem TP. Então, como eu olho para câmera, isso tá me fazendo ler mais, me aprofundar mais. Não tô sendo aquela coisa superficial de somente ler.
Você tem que ter o conteúdo para poder articular naturalmente.
É, então eu bato olho no texto e vou falando.
Legal.
Eu bato o olho para pegar o tópico e volto a olhar para câmera para contar a história, exceto algumas, tipo testemunhal que eu tenho que fazer, ipsis literis. Aí é o cliente que mandou, não tem como eu ficar saindo muito. Claro. Ainda assim eu ponho um olho, um caquinho, e ainda dou uma olhada. Eu me forço, eu me obrigo a olhar para câmera. Então eu tô aqui fazendo locução e dou uma olhadinha para câmera, saca? E boletim ESPN que eu tenho que fazer lá, os informativos da ESPN, que eu leio também são jornalistas escrevendo e tal.
Então eu faço mais ipsis literis. Mas mesmo assim, quando eu tô com alguma pauta jornalística que eu tenho que ler a pauta, eu olho para pauta, olho para o computador, olho para câmera, dou uma contada. Eu dou isso, tá, eu tô saindo um pouco daquele locutor que lê a notícia para aquele locutor que conta a notícia, né? Isso tá sendo um processo, tá sendo bem legal graças às câmeras do Disney Plus.
Entendeu? Olha aí que excelente! Isso faz com que, isso faz com que a Rádio Disney, e talvez outras também que hoje tenham vídeo também, contem com um diretor de vídeo, ou é o mesmo para tudo? Porque você falou tem 4 câmeras, você tem que, óbvio que tem lá, deve ter um ledzinho vermelho, né, aparecendo tal. E aí tem corte para 2, para 3, para 4?
Na Disney não tem. Na Disney é automático, quando a gente liga o microfone abre a câmera. Aí tem, mas durante o dia tem um, tem uma pessoa lá da Disney que é responsável por programar, por preparar as câmeras. Até porque durante, durante o dia recebemos convidados, aí tem, dependendo do convidado, já abre o estúdio de podcast da Rádio Disney, ele vai, vai para o Disney Plus, aí corta o estúdio da rádio e fica só a imagem do convidado da gente entrevistando, conteúdo de podcast que vai para o Disney Plus.
Para essas ocasiões tem lá um diretor de corte, mas no geral é a rádio automático. Abriu o microfone, abre a câmera, e a câmera já tá programada para de tempos em tempos abrir, mesmo que o microfone não esteja aberto, ela abre a câmera e dá um giro nas câmeras. Então são 3 câmeras dentro do estúdio e uma, e a quarta câmera na redação. E um, ah, minto, tem uma quinta câmera que filma Paulista. Então você tem um giro, essa Que maneiro!
Agora pouco aparece a gente no estúdio, aparece uma câmera que filma só eu, aí tem uma segunda câmera que filma eu e o produtor do estúdio que tá comigo, tem uma terceira câmera que filma de trás para frente, que filma eu de costas, mas você vê a mesa aonde eu opero, onde eu toco as músicas, as vinhetas. Aí tem a quarta câmera que corta para você ver a galera na redação trampando. Aí tem a câmera da Paulista. Essa câmera da Paulista para mim é sensacional, que ela um puta clima assim, sabe?
A galera vem da Paulista e tal, acho bem legal. Esse é o, essa é a rotina, né? Abrir o microfone, eu sei que a câmera tá me filmando, já tá ligado vermelho, eu simplesmente olho para câmera, Rádio Disney, não sei o quê, e vou falando com o cara, ó, tá rolando tal coisa, não sei o quê. Coisas que eu já sei, que já estão na minha cabeça, eu vou contando. Coisas que eu não sei, eu bato o olho, que nem eu te falei, eu bato o olho para ter o tópico e depois eu volto e conto do meu jeito, porque é assim que você se conecta, você cria conexão, a pessoa já sabe quem quem é você, o jeito que você conta, né?
Aí tem quem vai gostar, tem quem não tá nem aí, tem quem não gosta. Aí você vai indo, aí vai, vai repetindo.
Isso de alguma coisa te impacta comercialmente falando, profissionalmente falando? Porque a gente teve no Brasil, principalmente por conta das redes sociais, dubladores que antes eram pessoas que não apareciam em lugar nenhum, né, porque trabalhavam só com a voz, mas com a rede social passaram a frequentar vários eventos, tipo, somente evento de anime, eles estão sempre muito presentes. Que a figura deles agora também é tão importante quanto a voz, que era só o instrumento de trabalho, né?
Então tem muito esse deslocamento do dublador que só faz ali, trabalha com a voz, entrega o trabalho dele de colocar a voz no personagem para poder localizar no país. Mas agora a figura dele também é uma pessoa que participa de outros eventos, porque está aparecendo, né, visualmente aparecendo por toda rede social. Isso impacta também comercialmente para ti de alguma maneira, ou tem percebido?
Ainda não apareceu, ainda não rolou. Pode associar minha pergunta, porque eu acho que cabe, é: e como é trabalhar e levar agora, tá vinculado na verdade ao nome Disney, né? É isso. E isso muda bastante, que eu acho que Até assim, como é que eles—
porque eu acho, eu me ponho no lugar, fico pensando, pô, me descobriram aqui, agora eu tenho que dar essa postura, né?
Tem que ter, tem que ter uma postura. E eu quero fazer um tricomplemento, que é o seguinte: é uma rádio que não tem, digamos, regionais, né? Não tem. Você tá no ar para o Brasil inteiro. E você tá no Disney Plus. Você pode ser assistido no planeta inteiro se a pessoa quiser.
Eu acho que a Disney é só Brasil.
Só Brasil, mas você pode assistir. Então vamos lá, no planeta chamado Brasil inteiro. E outra, eu quero falar isso aqui porque para quem não é de rádio, talvez para quem não é de rádio talvez não tem esse peso. Segunda a sexta das 10 da manhã às 2 da tarde. Não é pouca bosta, só isso que eu quero dizer. Agora quero que você responda.
Esse horário, ele é bem cheio de coisa, é um horário difícil de fazer, é porque é o horário comercial da rádio, é o horário que tem muitas coisas, é o horário que tá todo mundo ouvindo, muita gente ouvindo, muita coisa acontecendo. É muito louco fazer esse horário. E bom, vamos por partes. Ainda não. O que eu percebo é assim, quando chega ouvinte lá na rádio, que ele te vê, né, ele tá acostumado a te ver na TV, né, ou te ouvir no rádio por causa do Disney Plus, ou simplesmente ouvir sua voz.
O encantamento você percebe que é diferente, a pessoa para, fica olhando para tua cara assim, só, caramba! Você percebe que a pessoa tá acostumada a te ouvir ou te ver e tá tendo a chance de te ver pessoalmente. Isso dá uma mudada Mas quanto a eventos, situações, ainda não rolou. Espero que role, estou disponível, pode chamar que é nós. E com relação ao nome Disney, sim, aí você muda muita postura, né? Porque você pertence à Rádio Disney e você tá lá na Disney, você é uma pessoa, você acaba sendo referência principalmente para quem é muito fã do mundo Disney.
Você é colega do Mickey, tá ligado nisso? Você é colega dia de trabalho do Mickey, cara.
Posso contar uma coisa? Eu fui o único, eu fui o único, isso é real, tá?
O único.
Eu tinha acabado de chegar na Rádio Disney, isso foi um presentaço assim para mim, que é, eu fui o único, o único locutor Latam, América Latina, o único locutor que entrevistou o Mickey, o verdadeiro. Ele foi lá na rádio ano passado, a Rádio Disney completou 15 anos.
Olha aí, foi lá o Mickey.
Isso você não tá entendendo, quando o Mickey, quando chega É esquema presidencial, tá? Segurança, rota de fuga, tal. É o Mickey, é outro, é outro nível. O Mickey é o Mickey Mickey, não é aquele cara que foi na 25, comprou uma máscara lá e boa.
Não, é o Mickey Mouse, não é o Níquel Náusea, né? É o Mickey Mouse.
Não, foi o Mickey lá, cara, assim, foi, foram diretores da Disney para fazer fazer porque a gente gravou um conteúdo. O Mickey, a boca do Mickey não se mexe, né?
Então ele fala e a boca não mexe.
É, aí, cara, tem todo, tem todo um jeito de acontecer.
E foi mágico, foi muito bom, cara. Você é colega de trabalho do Mickey, cara. Isso é, a Thaís falou, você é colega de trabalho do Yoda, cara. Deixa eu pegar, deixa eu pegar. Do Baby Yoda, você é colega de trabalho de Luke Skywalker. Mostrando foto com Mickey e Minnie. Olha aí! E ó, não é o Mickey da turma da Imbonha não, esse é o Mickey e a Minnie mesmo, do direto do Mundo Encantado. Sabe quando tem a Mônica da turma da Imbonha, que aquela Mônica do muro da escola?
Mônica do caralho! Putz, o Away, velho, o puto Away!
Onde eu trabalhava, quando você fazia 10 anos de empresa, você ganhava um relógio. Na Disney, com 10 anos, você pode ver o senhor Disney na criogenia, a cabeça do Walt Disney, do Walter Disney.
É, então, mas assim, cara, é, eu tenho lá no meu Instagram, né, que eu sou locutor da Rádio Disney, então eu tenho, eu tenho uma postura, eu tenho uma situação que eu não, que eu não, que eu quando eu fazia Metropolitana, não tinha muito essa preocupação. Exemplo, não posto nada na minha rede social com bebida alcoólica. Eu não posto que eu tô tomando uma cervejinha, eu não posto, porque, cara, eu trabalho na Disney.
Espero muito que participar hoje aqui não queime seu filme, viu? Espero de verdade, cara.
Não, mas eu participei, eu já, Léo, você não tá entendendo. Tem um amigo meu, Wesley, ele tem um podcast, chama Clube de Amigos, mas acho que não tá rolando mais porque ele foi para uma ACPM deu uma mudada na rotina e não tá rolando. O podcast dele é cabuloso. Tanto é que os cortes, depois eu mando para você em off o corte que tá na internet, mas eu não repostei. Mas é cabulosa a zoeira.
Já tivemos locutor aqui, amigo querido, que veio, deu entrevista, no dia seguinte ligou desesperado pedindo para não publicar o programa porque a coordenação artística da rádio não tinha autorizado a pessoa participar.
A gente não, na verdade, a gente publicou, despublicou o programa, né, que falou alguma atrocidade.
Publicamos, despublicamos o programa. Anos depois, 2 anos depois ou 3 anos depois, ela veio, participou de novo porque estava em outra emissora, que a emissora falou que tudo bem e tal. Provavelmente é bobagem frescura de, de, é, não era, era, a gente descobriu que era perseguição da pessoa que era a chefe dela na época, né.
Isso não tem nada a ver, mas já aconteceu.
Mas espero sinceramente que, cara, para quem é colega do Mickey, vim aqui participar do Radiofobia, bicho, você conseguiu fugir antes do primeiro programa, agora voltou 18 anos depois. Espero que não acabe com sua carreira.
Agora meu chefe é o Mickey, né?
Eu espero que não. Ele é seu colega de trabalho, ele é seu chefe, é Walter Disney da criogenia, diretamente da câmara criogênica lá.
Em memória, Walt Disney.
Walter Disney. Mas eu espero que não seja uma mancha na sua carreira, sinceramente.
Não, muito pelo contrário, tá sendo um prazer.
Por que que o Pateta é um cachorro e fala e o Pluto não? É uma pergunta, chega um briefing aí.
Vocês têm que manter em segredo, cara. Esse mundo, esse mundo da fantasia Disney, cara, pode tudo.
Eles explicam lá por que que o Pato Donald não usa calça, mas sai do banho com a toalha na cintura.
Puts, boa pergunta, boa pergunta.
Eles explicam por que que o Pateta, que é um cachorro, namora a Clarabela, que é uma vaca?
Nossa, cara, é mesmo que não tem preconceito lá. É que nem eu te falei, no mundo, nesse mundo, no mundo Disney, essas tudo pode.
Mas essa história de por que que o Pateta é o cachorro, fala, e o um minuto, não fala sacanagem, né? Os dois caras, cara, ó, tem uma pergunta derradeira aqui do nosso querido, diferente, pô. É, tá tudo bem. Ó, tem uma pergunta aqui do nosso querido ouvinte Rodrigo Nascimento, que tá aqui desde o começo do programa. Rodrigo, obrigado, viu? Você tá com a gente aqui desde o início do episódio aqui até o finalzinho, perguntando aqui, ó, pergunta para o Rodrigo, seu xará: o que que você acha do cenário atual da música nas rádios pop?
As rádios não estão mais focando em lançamentos, priorizando flashbacks. Então não estão mais focando em lançamentos, estão priorizando flashbacks. Aí a pergunta dele é uma provocação: acabou a ousadia das músicas exclusivas? Aí a sua visão como profissional e como ouvinte de rádio também, né? Obrigado, Rodrigo, mais uma vez.
Ó, então aí nós temos duas coisas. Como ouvinte de rádio, eu gosto de ouvir de flashback, porque envelheci. Agora vai a resposta técnica: o público do rádio envelheceu. A galera que ouve rádio é a galera mais velha. É isso aí, o IBGE envelheceu São Paulo. Eu vou falar do Ibope aqui de São Paulo, né? A garotada tá no celular, a garotada tá talvez nem no Spotify, a garotada tá no TikTok, a garotada escuta 30 segundos de alguma música e já tá satisfeita. Não é que nem a gente que escutava álbums, CDs, né, tal.
A gente curtia lá do A, lá do B, tava a gente que tinha a playlist, a gente tinha coletânea em fita cassete, depois migrou para CD, e hoje em dia a gente tem as mesmas coletâneas em playlist do Spotify, né. Hoje em dia foi no MP3, foi para o pendrive, foi para o pendrive.
Exato, estou voltando para o MP3 player.
Olha aí, é legal que a galerinha, eu tenho, eu tenho sobrinhos Tenho a Isabela, o Nicolas e o Enzo, são adolescentes, né? Com exceção do Enzo, que ainda é criança, tá chegando na pré-adolescente. Os meus outros dois sobrinhos, o Nicolas e a Isabela, são pré-adolescentes que ouvem, conhecem coisas de flashback. Mas por que que eles conhecem? Por causa, você vai assistir Deadpool, só toca flashback também, né? Meme, é algum Guardiões da Galáxia, os filmes, caramba, qual que é aquela?
Stranger Things, ressuscitou a Kate Bush, bagulhos estranhos. Então, cara, a galerinha, a galerinha mais nova escuta, consome uns produtos que nem sabe de onde veio, mas consome muito rápido, consome só o trechinho, passa rápido também, né? Passa muito rápido. Rápido. Então assim, o público que consome rádio é um público mais velho. Tá aí o porquê das rádios terem envelhecido um pouco a sua, não totalmente. Existem muitas músicas contemporâneas, existem alguns lançamentos.
Mas cara, eu vou ser bem sincero com você, vou falar do produto que eu trabalho, que é música. Então cara, os anos 90 foram uns anos assim espetaculares para o rock and roll. Nos anos 90 o rock era foda. Nos anos 2000, hip-hop era foda. Foi quando surgiu 50 Cent, Nelly, Usher, né, Ashanti, Jaru, Eminem. 2010 até ali os seus 2015, 16, 17, o funkão se reinventou com Anitta, Naldo, Amor de Chocolate, os leleques, MC Beyoncé, MC Beyoncé, sertanejo universitário, MC Loma.
O sertanejo, aí veio Luan, aí veio o sertanejo que, que é mais jovem. Sim, aí a gente, aí a gente migra dizendo que é um sertanejo mais jovem, uma linguagem, a letra é mais jovem, fala com o público mais jovem. Daí o sertanejo universitário que surgiu ali 2010, 11, 12 com o funk, cara. Beleza, nós estamos Estamos em 2026, então eu vou te perguntar o que que tem de novo de legal para a gente tocar em rádio. Fala para mim aí uma música nova, caneta azul.
Alguém aí consegue propor?
O problema é o seguinte, o problema é o seguinte, tá falando dos velhos aqui também.
Não, mas independente, gente, Rodrigo, hoje eu por experiência de ter uma jovem de de 17 anos na minha casa, dentro da minha casa, as músicas atuais e que são movimento, elas são impublicáveis numa rádio.
Trap, né? Tem uns trap, tem uns funk, umas batidas diferentes, intocáveis numa rádio.
Não tem jeito, não tem como. Existe esse movimento, mas esse movimento não dá para tocar numa rádio.
Ah, cara, você não tem, você tem, você tem quem que tem, quem que tá lançando alguma coisa legal agora? O BTS, que é uma febre do K-pop. Você tem a Taylor Swift, que é um pessoal, Felipe Neto, é Felipe Neto, entendeu? Não é um Felipe Neto, é um rap, é uma coisa, mas que não é que é ruim, é legal, tem o público dele, mas não é uma coisa comercial, não é um produto que vai, cara, vamos pensar em retenção. De novo, eu tava falando que antes nós tínhamos 3 segundos para chamar atenção de alguém, agora caiu para 2,5.
Então, cara, se você, se a sua música, se você tocar uma música que começa a falar alguma bobagem, que o cara troca imediatamente, e se você perder seu ouvinte para ele voltar para tua rádio, fudeu, vai dar trabalho. Então as rádios, elas, rádio ela toca o que a galera conhece, o que a galera sabe cantar, lança música lança. Tem algumas coisas legais, tem, mas não é mais como era antigamente, que você tinha uma usina fabricando músicas pop, surgindo lá os rappers, as Katy Perry da vida, Lady Gaga.
Lady Gaga já virou clássico também. Essa galera aqui que bombava nos anos 2000 são todas clássicas hoje, são as músicas enquadradas nos midbacks e nos flashbacks.
Sim, que que tem de novo?
Pô, cara, Olivia Rodrigo.
Então, mas Olivia Rodrigo, nunca ouviu uma música também, cara.
A Olivia Rodrigo, você nunca ouviu Olivia Rodrigo? É bom, não sei, é bom.
Olivia Rodrigo, só tem uma música dela que tocou em rádio, e eu posso falar porque eu toquei, chama Driver's License.
Igual o Michel Teló. Mas eu conheço vários, porque a molecada, essa molecada da idade da minha filha escuta Olivia Rodrigo de fio para Não tinha.
Aí você tem, ó, eu vou ser um pouco mais justo, vou falar da Lola Young que só tem Messi, né? Eu posso falar também do OneRepublic que lançou, que é uma banda clássica já com alguns hits, que lançou Need Your Love, que é uma música muito legal. Mas é pouco. Eu, o que eu quero dizer assim, a quantidade de produtos que tínhamos antigamente para quantidade de produtos que chegam hoje é muito.
E tem uma coisa também, um momento que você ouvia na rádio e passava um tempo sem ouvir, você ouvia só músicas novas.
Sim, mas tem uma coisa que a gente não pode fazer, vinhetas. Pode falar, fala, fala, fazer vinhetas.
Não, antigamente a gente fazia vinhetas na Rádio X, você precisa ouvir, e você colocava 2, 3, 4 trechos de novidades.
Hoje você não tem esse produto para criar essa vinheta. Vinhetas promocionais, ai, vezes fulano de tal, and you're listening. Era assim que acontecia. Tinha versões, tinha uma versão do Raimundo assim que era Penélope e acho que a Paola Pelosini que cantava, não é, não sei se era Mulher de Fases. Eles usavam duas locutoras, a Penélope daquela banda Penélope e a Paola para cantar uma parte. Então você tinha, sabe, o Amor às Assassinas cantando lá, não sei o quê, lá, 89.
Então, às vezes, mas tem uma coisa, cantando o nome da música. Tem uma coisa que a gente não pode deixar de levar em consideração aqui. Quero fazer uma última pergunta para o Rodrigo, mas antes eu quero dar só um pitaco nisso que a gente tá falando aqui agora, que a gente tem que lembrar que a indústria fonográfica mudou depois da internet. A indústria fonográfica acabou e não existe mais. Então, antigamente, na rádio, na nossa rádio, anos 80, anos 90, né, Fantasma tá aqui agora no chat falando: Fantasma aqui, anos 90, sou muito fã do rádio, né?
Melhor Rock in Rio 1991, para mim foi o melhor e tal. Naquela época que a gente viveu na nossa infância, o que que acontecia? As gravadoras, elas iam nas rádios promover as músicas. Aí o jabá, que era aquele negócio que é, né, o jabá culê, o negócio de ir lá, levava os discos, pagava os negócios para o cara da rádio, não sei o quê, o cara tocava as músicas. Negócio que vem desde os anos 60, 70. Então a gente não tem mais essa cultura da indústria fonográfica.
A Jéssica falou, né, você citou, né, Jéssica, lançamento ficou independente, as pessoas agora têm que se autopromover, né. Então a própria música ficou muito mais difícil de ter o alcance que tinha. Se você não é um artista internacional, um artista que tem muita grana, um campeão de, de de direitos autorais, como Sorocaba da Vida, por exemplo, que é um cara que é um dos campeões aí de direito autoral, que escreve para todo mundo música.
Aquela menina que infelizmente faleceu, Marília Mendonça, que escrevia para todo mundo também. Hoje tem aquela menina lá que você, como é que é que você parou lá, da Simone? Simone Mendes. Puta, Simone de Simone e Simaria, uma das cantoraça que escreve para todo mundo também e tal. E tal. Se você não tem esse tipo de gente pesada, né, na música, dificilmente isso acaba chegando no mainstream. Para chegar numa emissora de rádio de peso, digamos assim, tem que estar muito bombado lá fora, tem que ter.
Então é muito, é muito difícil. Mas agora a gente tem que concordar, realmente, se você olha hoje o que tem de lançamento de rock, de pop e tal, é infinitamente menor do que o que tinha nos anos 80, R$99, isso nem, nem se compara. Então, Rodrigo, agora eu queria aqui encerrar com uma pergunta para você, que é o seguinte: você também tem o seu home studio, que é da onde você tá gravando aí com a gente hoje. Você tem o seu equipamento muito legal, você tava me mostrando aqui em off antes de começar.
A gente que é apaixonado por microfone, por gadgets, por coisas de rádio, né, por compressores e placas de som e tudo mais, e eu sei que você também também faz trabalhos através do seu home studio, que você grava, que você faz para outros projetos, para outras emissoras Brasil afora. Isso nem é de hoje, já faz muitos anos que você faz isso. Eu queria que você compartilhasse um pouco dessa experiência também, é do Dial fora do Dial, né?
Como é que é você produzir para emissoras e para projetos de outros lugares aonde a distância geográfica graças à internet, graças ao home studio, graças— como é que é isso também, essa experiência? Queria que você compartilhasse um pouco, que também um pouco próxima dessa nossa do podcast, né?
Ah, cara, vou te falar uma coisa que tá super em alta, e eu acho que isso vai aumentar, vai ser um boom, que é a tal da rádio remoto, né? Eu posso entrar no ar na rádio lá no Acre daqui da minha casa via IP, né? Eu tenho equipamento via IP, eu eu consigo, eu entro no ar, eu fico às 4 horas no ar lá daqui da minha casa, porque eu tenho equipamento para isso, qualidade para entregar isso. Isso é um movimento que está aumentando e expandindo, né, rádio remoto. E assim, eu não faço rádio remotamente ainda, talvez algum dia eu faça.
Bora montar um projeto, vamos montar um projeto junto, seria legal, seria, vamos conversar.
Agora, nesse momento, vamos, é que agora o que eu faço, a minha rotina hoje não precisaria valer a pena financeiramente, porque para eu me dedicar a ficar 4 horas na hora na rádio, teria que parar de fazer outras coisas.
Não, mas a gente faz, a gente faz aqui em off, que ninguém tá ouvindo nós aqui. Térica, bota, bota um reverbzinho aqui para nós aqui. Cadê o reverbzinho? Não, não, não, calma, ninguém tá ouvindo aqui. A gente a gente entra com o projeto, a gente monta, faz esquemas, a estrutura do projeto, entendeu? Aí a gente pega alguém para ajudar a gente na captação, equipe de locutores Brasil afora para trabalhar. Não é para a gente ficar no ar 4 horas, para a gente coordenar o negócio, ganhar dinheiro coordenar, pô. Pode ser, pode ser, entendeu? Ninguém escutou isso que a gente falou, tá?
Ninguém vai roubar a nossa ideia, escondido só entre nós.
Então faz isso há vários anos já, né? Há vários anos.
Eu gravo, eu gravo para— você chegou a conhecer o Robson Ferri?
Que era, com certeza, não conheci pessoalmente, não tive o prazer, mas sei quem é.
O Ferri, ele tem a— agora ele tá completamente voltado para política, né? Ele trabalha com políticos e é onde, onde o dinheiro gira mesmo. E ele tem a agência de rádio também, que é a Rádio Conteúdo, a Play. É uma rádio, é uma rádio via satélite que tem os afiliados que estão lá no satélite recebendo a programação ao vivo, real time, e tem os assinantes dos conteúdos. Então eu gravo os programas, eu sou um dos locutores lá, tem alguns comunicadores que estão gravando os programas.
Por exemplo, eu faço diariamente Top Tunes, Link Upgrade, finais de semana faço Time Machine, Upgrade, que é um programa de balada, e o Hashtag Fica a Dica. Eu todos os dias, hoje antes de entrar aqui com vocês na gravação, Então eu estava gravando os programas da Rádio Conteúdo, Top Tunes, que eu mando todos os dias porque é um programa meio que factual, é gravado, mas eu gravei hoje.
E quanto tempo de duração tem cada um?
Uma hora.
Eu gravo rapidinho, não é programetezinho então?
Não, mas eu só mando os inserts. Como aí é que tá, eu tenho uma mesa, uma console aqui que me permite entregar para o cara a locução com a plástica, com as trilhas, com abertura, claro. Então eu toco abertura, faço abertura, os produtores mandam os textos, os roteiros. Então eu tenho lá as pautas que eu vou ler, eu vou tocar música do Belo, vou contar uma historinha do Benson Buoni, aí depois eu vou tocar Lady Gaga, aí eu vou contar uma historinha do Jorge Matheus, e aí eu vou tocar Ludmilla.
Eu gravo esse conteúdo, entrego os insertos, eles só, só sincam com as músicas e entrega o conteúdo para os assinantes. Eu faço a rádio conteúdo, tem uma rádio no Maranhão, uma rede de rádio chamada Rede Sucesso, que é do meu amigo Fábio Peixoto, que eu gravo sábados. As manhãs do sábado são gravadas por mim, eu mando os inserts também. Só que assim, por eu ter essa console, eu consigo entregar uma performance assim de como se eu estivesse lá na rádio, porque eu tô, eu tô, eu tô interagindo com a plástica, eu tô interagindo fazendo cabeça de música, eu tô falando da música, eu tô sentindo a música, eu tô ouvindo a música.
Eu não tô fazendo aquela gravação em off, sim, eu tô fazendo o que eu faço na Rádio Disney, por exemplo.
Por exemplo, aqui no meu estúdio, com uma qualidade, um ao vivo enquanto você grava. Eu conheço alguém que tá fazendo isso há 18 anos no podcast, mas tá enganando todo mundo aí.
É isso aí que eu faço com aquela performance, com alta performance da rádio, claro, sim, de rádio, porque eu tenho equipamento para isso, para entregar essa qualidade. Então eu faço isso e eu posso perfeitamente fazer uma rádio remotamente caso seja a a situação de eu precisar entrar e fazer uma rádio remotamente. É que agora eu não falo que não, digo que não vou fazer, é porque agora não tá fazendo muito sentido devido aos compromissos que eu tenho.
Claro, eu teria que abrir mão de alguma coisa. E também tô produzindo, eu tô tentando levantar o meu Instagram fazendo agora o Reels Nostalgia, que é, eu tô produzindo programinhas de 2 minutos no máximo, que é o que eu tava falando com o Léo aqui fora agora, que a treta é compilar uma história grande em 30 segundos e tocar a música e contar uma historinha, só que dando uma dinâmica de como eu sou radialista. Eu tenho essa, eu já tenho essa dinâmica de falar no trecho certo da música, contar a história, compilar.
Então eu tô aproveitando essa minha habilidade para criar esse conteúdo e tô colocando no meu Instagram e tá sendo legal, que chama Reels Nostalgia, contando historinhas, musiquinhas, tá? Tá bem legal.
Pô, que delícia, cara! Que papo legal! Que delícia de programa! Agradecer todo mundo que teve aqui com a gente. Vou agradecer daqui a pouco, gente. Podemos aqui fazer um wrap-up, encerramento, então, para a gente agradecer a participação do nosso querido Rodrigo Campos? Então, técnica, por favor, faça aquela pequenina ali, aqui, exatamente, para poder entrar a trilhazinha de encerramento, que é o que precisa agora, né? É porque quem sabe sabe faz ao vivo, e a gente faz ao vivo.
Não que eu saiba muito, mas a gente recebe aqui quem sabe para poder passar para gente a sua experiência. Eu tô muito feliz em poder gravar depois de tanto tempo esse episódio e ver como cresceu, como evoluiu, como se tornou um dos profissionais. Outro dia teve aí uma parada no Instagram que era para colocar ali o nome de 10 locutores que você admira, que você acompanha e tal. Aí é claro que eu coloquei nome dele, Dieguinho Baroni, outros amigos queridos que eu acompanho, Jorge Ribeiro.
Os cara me respondeu, cara, imagina, você me tem nessa, cara. Lógico que eu tenho. Se eu não tiver os meus amigos na mais alta consideração, eu vou ter quem na mais alta consideração? Claro que os meus amigos, pô, que são bons para caralho, como a gente já citou aqui vários ao longo desse episódio. Então, antes de agradecer ele aí, de fazer o encerramento, de passar todo o serviço, eu quero agradecer aqui no encerramento, é legal, porque ele sabe o que que é isso, é fazendo, jogando a trilhazinha para cima.
Ele sabe que o dedinho tá assim no, no, é, o dedinho tá ali, ali no nosso modulando, subindo e descendo. Nada como controles deslizantes, né? Delícia demais. Quero agradecer, deslizantes, maravilha demais. Você vai ver lá no Instagram dele, ele fazendo isso também ali nos seus rios de nostalgia. Mas eu quero agradecer demais aqui diretamente de Boston, Massachusetts, apresenta também pequena e Maitinha. Vai Corinthians, tá, Esporte?
Aliás, vai Corinthians, vai Brasil!
E tô perdendo a novela para assistir Copa do Mundo, porque olha aí, mas que novela? Novela Amor à Vida?
Puta, tô vendo também, tá aqui no Amor à Vida.
Você tá assistindo mesmo essa novela?
Sério?
Não, não, Amor à Vida tava no canal mortos, no canal Não, não, Amor à Vida não, é Quem Ama Cuida.
É Quem Ama Cuida, é isso? Você tá assistindo?
Quem Ama Cuida é Mama Cu, na verdade ela chama.
Mama Cu, Deus olhe. Ô Thaís Botti, aí eu só vou dizer que tá tudo bem porque você comanda o NovelaCast, só por causa disso.
Exatamente. E assim, preciso falar e fazer o convite, quem gosta de novela, a gente sabe, tá sempre de portas abertas o NovelaCast. Então Rodrigo se você gostar de alguma novela.
Você é noveleiro safado, Rodrigo?
Cara, eu gosto das novelas antigas. Tropicaliente, olha aí, Tropicaliente, Tropicaliente, Viagem, Cubanacan. Putsgrilo, vai ficar o meme, hein, cara. Olha aí, olha aí, 4x4, dava para Cubanacanheiro aí, Cubanacanheiro aí, ó, vai sair. Eu gosto das novelas antigas, Vamp, da música da Carla, da noite preta.
Faz o jabá então aí, Thaísinha.
Tá super convidado. A gente, a gente tá fazendo agora, o Léo participou do primeiro quadro de DJ noveleiro, que ele escolheu a trilha sonora de novelas internacional e a técnica ao vivo ali fazendo as músicas, melodias. Exatamente. Fez uso da técnica. Você tá muito, muito convidado se quiser fazer um quadro de DJ noveleiro com as músicas de novela que você quiser. E a gente tenta não ser pego no algoritmo, no direito autoral, no direito autoral.
É, não, mas o Spotify agora, o Spotify agora, deixa eu dar aqui um depoimento, Spotify agora tá mais rigoroso do que nunca. Até agora essas trilhas que ficam de IBGE aqui, -32 dB ali, tá pegando coisa do radiofobia que nunca pegou aqui. Toda semana quando vai para o Spotify eu tenho que justificar o uso aqui das trilhas, tanto que eu tô trocando toda a minha, a minha discoteca de IBGE aqui para trilha branca em breve, porque eu não quero ter essa dor de cabeça.
Mas é que novela, a gente dá um jeito, a gente não faz novela com música.
Mas enquanto não tiver ninguém indo para cadeia, tá tudo certo. Tá certo, Thaís. É isso que é em programa, né? É esse que é o ponto.
Tá aí o convite, fica o convite. E Léo, você precisa voltar para o volume 2 também.
Faremos o volume 2 agora, nacionais, nacionais, nacionais, nacionais. Exatamente. E essa aí, se prepara que nacionais vai ser. Muito bem, obrigado. Diretamente de Santa Maria, menina Jéssica.
Papo ótimo, já tô seguindo o Rodrigo também.
Participe, que com certeza ali eu vou ter várias dicas para o meu cotidiano de locutora, já que eu sou noob ainda, né?
Bem-vinda, prazer em conhecer, Jéssica. Vou seguir de volta lá.
Tá bem, que bom. Obrigada, Léo, pela oportunidade, hein?
Imagina, a Jéssica, a modéstia impede de dizer a experiência que tem, locutora, dubladora, diariamente ao vivo Ao vivo, da 1 às— toda segunda-feira, aliás, toda segunda, semanalmente ao vivo, toda segunda-feira das 13 às 14 horas pela rádio da UniFM em Santa Maria do Rio Grande do Sul, com seu Ineditados Podcast. Ela é muito— 107.9 ao vivo para o Rio Grande do Sul. Ela é muito modesta para dizer, mas essa menina é foda, velho!
Ará, locuteira, produtora, dubladeira. E é a nossa, a nossa locutriz aqui. Ineditado, se você quiser, o link na postagem do episódio, vai lá, acabou de ser publicado na segunda, de ir ao ar na segunda-feira, no máximo na terça de manhã tá entrando no Spotify, nos agregadores, tem canal no YouTube. Aqui no link do episódio você encontra o link direto, tá bom? Já tá ou não, Jezquinha?
Ótimo, melhor garoto propaganda do que eu.
E aqui é tipo Como dizem, é com testemunhal da minha cabeça. Não tenho texto, hein? Estou aqui, não tem nada escrito. Nunca tem nada escrito. Esse é meu, é o meu maior talento e o meu maior defeito. Nunca tem nada escrito. Tem hora que eu me perco.
Esse é o lance, mas a gente, a gente tem que se forçar a contar histórias de forma natural, da nossa cabeça. É assim que a gente cria conexão com as pessoas.
Mas tem hora que TDAH vai longe. Quando vai ver, eu comecei falando de arara, termino de helicóptero. E quem aqui sabe disso melhor do que ninguém dessa minha característica do que meu amigo Vitor Estácio? Aliás, sabe muito, hein?
Olha, Rodrigo, meu pai, ele tá com uma mania de ouvir uns flashbacks, só que é um cara no YouTube que ele fica discotecando. Então ele coloca uma câmera, um DJ, que ele fica discotecando. E às vezes eu passo, meu pai tá assistindo lá. Eu vou, eu vou tentar colocar ele lá no na Rádio Disney lá para ver.
Olha aí, você me engaja também.
É, tem um negócio dele, ele ouve a música, mas ele quer ver, ele quer ver a pessoa fazendo o negócio, né, o DJ lá.
Se seu pai gosta de flashback, de música antiga, coloca na Rádio Disney, é 10 da noite, 10 da noite é o clássicos Rádio Disney, ele vai gostar.
Olha aí, a gente tá fazendo o suco dele. Olha aí, me permite um, me permite um tiquinho aqui.
Isso é todo, até 2. Espera que vai o segundo.
A Mandinha Lousada está lançando o curso dela explicando os mapas de luz.
Olha aí, lançou!
Então, para você que tá aí iniciante no audiovisual, intermediário ou até avançado, que quer ver como é que funciona o trabalho dela, tem preço promocional de lançamento. Uma aula já está pronta lá. E aí a vantagem é que duas vezes ao mês ela vai entrar numa live com a turma que tiver assinado para tirar dúvidas e explicar outras coisas relacionadas ao assunto. Então para quem também é produtor de podcast, mas trabalha com videocast, foi ela que fez a minha luz aqui.
A minha luz é essa?
Exatamente. Quiser começar a pensar a luz aí do seu cenário, vale muito a pena. Olha, o preço está camarada, hein? É só seguir lá, @mandalouzada, no Instagram.
Então terá link. Daqui a pouco vem cupom Cezinho ou Estácio. Vai ter, não vai ter, vai ter. Falando nisso, inclusive está voltando o episódio 4, está vindo aí, né? Está voltando. Teremos link de Amandinha na postagem do episódio. Obrigado menino Estácio por participar com a gente. E já que você não fala, falo eu. Se você está aí em Belém do Pará, Ananindeua, até Iguaraci, Santa Luzia, por ali dá para você trazer. Marituba para cá, tudo é Belém.
Se você quiser, pode matricular o seu filho na Escola Cezim, vai ter link na postagem do episódio. Se você fizer um filho hoje, daqui a 7 anos 6 anos, você pode, 6 anos você pode matricular ele na escola com 50% de desconto, tá? Só falar FUNFEI e 50%. Se o cara chegar e falar, você fez ouvido, Rádio Novelo, espera um pouquinho, sabe, Chaves? Por favor, vale a pena, gente.
Licença.
Se daqui a 6 anos o cidadão bate na minha escola e fala que vai matricular um filho que ele fez Enquanto funfava me escutando no programa 6 anos antes, eu não só dou 50% de desconto como convido ele para comer a maniçoba do meu pai, querido. E por maniçoba, estou realmente— acho que sabe, Chaves, o que quer dizer, porque é a maniçoba mesmo e não nenhuma metáfora. O prato típico.
Exatamente.
Então, tá certo que está assim? Pode ser?
A gente sabe que funciona, a gente sabe Sabemos que funciona muito bem.
E diretamente daquele que ouve as rádios e que eu tenho certeza que vai estar ligado na programação das clássicas da Disney, e algum homem que gosta de velharia, menino Júnior Bacardi. Aliás, olha, Léo, muito legal o papo. Obrigado demais para você. Se você quiser mandar uma música na Rádio Banzai, é só ligar no 63470211. Exatamente. Corre o risco de ser atendido por Fabi Ribeiro no passado distante. Esse número, 00 operadora 11, inclusive podemos combinar.
Eu e Léo Lopes podemos combinar de reviver o Dose Dupla.
Vamos fazer isso, vamos, vamos fazer, vamos fazer, vamos. Aí a gente grava e faz para o quadro, um quadro, posta no Instagram a gente fazendo Dose Dupla.
Nostalgia.
Vamos, a gente grava no StreamYard aqui, vamos fazer uma nostalgia.
Não esquece de me mandar o Don-chan depois, tá?
Vou mandar, vou mandar, pode deixar. Obrigado mais uma vez, Julinho, e obrigado diretamente de São Bernardo, o pai das gêmeas que estão muito blogueirinhas de Copa do Mundo, fazendo Reels de Brasil-Japão, estão muito novela das 8, Menino Thiago Fujiwara. Valeu, Léo! Valeu todo mundo aqui. E agora fiquei muito feliz porque sempre que me perguntava se eu conhecia alguém que trabalhava na Disney, eu dava referência ao Marlon, amigo meu que trabalhava estourando pipoca lá no parque.
E agora tô dando um nível acima com Rodrigo Campos. Marlon, mas se puder, Rodrigo, seja bem-vindo. Foi bom enquanto durou, né, Thiago? Foi bom enquanto durou nossa amizade.
Mickey é chefe dos dois.
Colocarei no LinkedIn. E a próxima vez que você levar algum dos seus clientes lá da agência de turismo para Disney, você tem como bater na bunda do Mickey e falar assim, ó, somos brothers de Rodrigo Campos, também conheço ele, hein? Você pode chegar para o Mickey, manda o print, fala, ó, eu estava a 1 grau Kevin Bacon de você, eu conheci alguém que te conheceu. Na escala Kevin Bacon de distância. Aqui equivale aquele meet and greet que a Avril Lavigne fez com o papelão.
O meet and greet com boneco de papelão é muito bom. Eu vou fazer um desse enquanto convite, eu vou mandar um boneco de papelão no meu lugar. Muito bom, excelente. E diretamente de São Paulo, meu amigo de 20 anos de amizade, Que delícia ter você aqui comigo, Rodrigão. Sucesso demais, obrigado pelo carinho com que sempre me tratou. Você faz parte disso daqui, você ouviu as vinhetinhas, a nossa história. Fico muito feliz que você esteja hoje aí na Rádio Disney sendo um dos principais locutores do dial, não só de São Paulo como do Brasil inteiro, nesse horário nobre que é o desafio de tocar uma rádio desse peso, das 10 da manhã até às 2 da tarde, de segunda a sexta-feira.
Não é para qualquer um, como eu disse, não é pouca bosta não. E eu tô muito, muito feliz, fico orgulhoso, né, de ver aonde você chegou, cara. O espaço aqui é todo seu. Passa o serviço, passa o Instagram, Jabá, o que você quiser, meu velho.
Pô, Léo, obrigado, obrigado, Léo, Thaís, Jéssica, o Estácio Imhotep, sou fã da múmia também, viu? Tiagão, Júlio, obrigado Léo, você é um querido, você sabe que pode contar comigo sempre que você quiser, pode me chamar. Foi um prazer poder estar aqui trocando essa ideia, falando um pouquinho do meu trabalho. Pô, galera, pode me seguir no Instagram, @radio disney brasil. Não, tô brincando, meu é @ricamposvoz. A Rádio Disney Brasil você pode seguir lá também para conhecer.
Quiser ver eu no ar, vai no Disney Plus, tem que ter assinatura lá do Disney Plus para poder assistir, é bem legal. E é isso, gente, vamos nessa, vamos continuar curtindo o rádio. O rádio, ele tá se reinventando, o rádio tá se atualizando, o rádio não vai morrer, o rádio ele vai se atualizar e vai ser legal demais, porque você vai poder ouvir, o rádio vai continuar sendo o seu companheiro, e você vai poder assistir também, que eu acho que em breve todas as rádios vão ter câmeras no estúdio, você vai poder ver o locutor.
Puta, ferrou, Léo, não dá mais para ficar com o dedo no nariz, não dá mais para você ir trabalhar na na Disney com aquela pereba que você foi no dia que a gente gravou aquele programa lá. Jovem, eu era um jovem adolescente, você tava com um negócio na boca, parecia que tinha dado um beijo numa mariposa aquele dia lá, viu? E é louco, e o estúdio da Rádio Banzai era pequenininho, ficava um do ladinho do outro assim, porra. Eu ia pegar herpes bucal ali, ainda bem que não era o mesmo microfone, pelo menos, né?
Mas é mesmo, né? Ficava microfone.
Brincadeiras à parte, agora tem uma make.
Foi muito legal, viu, relembrar essa nossa nostalgia. Foi ativada com sucesso.
Eu vou pegar tudo que eu tenho da Banzai aqui, vou botar numa pasta, vou te mandar o link e você guarda. Você pode usar quando você quiser. O dia que você quiser gravar alguma coisa junto, alguma collab e tal, me fala. Eu posso gravar daqui, te mando, você grava daí, a gente edita. Camilinha, que trabalha aqui com a gente também, minha cunhada, ajuda a gente a editar. Pô, vamos, vamos fazer mais coisa junto, cara.
Vamos fazer nostalgia.
O dia que você quiser também botar aquela ideia de fazer o seu curso online, tô junto para ajudar a produzir, hein? Ó, vamos ganhar um chiclinho aí, né? Precisamos. Obrigado, meu velho. Vida longa, Rodrigo Campos. Obrigado demais. E obrigado a você aí, querido ouvinte, que acompanhou mais esse pequenino episódio do seu Radiofobia. Programa que tá aí às vésperas de completar 18 anos, que teve lá em 2009 a participação aí do nosso convidado de hoje como o cara que fez as vinhetinhas, já a vinheta de abertura, as vinhetas que eu uso até hoje com os meninos.
Você ouviu aí ao longo do episódio. Obrigado a você que me acompanha, que ainda faz com que o Radiofobia seja relevante no cenário do podcast brasileiro Obrigado a você que é ouvinte novo, você que é ouvinte de longa data, você que chegou nesse episódio aqui graças ao Instagram do Rodrigo, graças à divulgação dele. Espero que você tenha gostado do papo e que continue acompanhando o nosso trabalho. Para você conhecer todos os nossos podcasts, é só você entrar no nosso site radiofobia.com.br, é o site da Radiofobia Podcast Network.
Lá você encontra todos todos os nossos programas. Se você tá ouvindo no feed, no agregador de podcast em áudio, saiba que a gente também transmite a gravação ao vivo, a live dos nossos programas. Há mais de 10 anos, desde antes da pandemia, a gente faz isso transmitindo lá no YouTube, youtube.com/radiofobia. A gente posta lá também depois os cortes verticais com os melhores momentos dos programas. Você pode acompanhar também lá o nosso trabalho, assim como também o Takenobori Podcast, que é o novo projeto que traz para você histórias de pessoas que superaram grandes dificuldades, para a gente trazer um pouco mais de otimismo e um pouco mais de inspiração para vida nessa, nesse mundo tão negativo, né?
Vamos trazer também, além de entretenimento, risada, como aqui, algumas coisas legais. Acompanha a gente lá. Obrigado pelo seu download, obrigado pela sua audiência, um abraço nas sua boca e até o próximo Radiofobia News. Este podcast foi publicado pela Radiofobia Podcast Network. Acesse radiofobia.com.br/podcast para conhecer e ouvir todos os nossos programas, ou assine no seu agregador de podcast preferido. Esperamos você no próximo episódio.
Oi, eu sou Antônio Viviani e quero convidar você a ouvir o nosso podcast voz off. Desde julho de 2017, eu e meu amigo Nicola Lauletta temos o prazer de conversar com as grandes vozes do rádio, da TV e da publicidade do Brasil e trazer suas histórias até você. Se você, como nós, é apaixonado por locução, acesse vozoff.com.br e acompanhe nossos episódios aqui na Radiofobia Podcast Network.
Amanda Louzada
Curso explicando os mapas de luzEscola Cezim
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