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Takinobori 003 - O verdadeiro milagre é ser amado

07 de maio de 20261h22min
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Saudações, ouvinte! Seja bem-vindo ao Takinobori Podcast, o novo projeto da Rádiofobia Podcast Network!

Neste novo podcast, Leo Lopes apresenta histórias reais de pessoas que enfrentaram grandes desafios e os superaram, no intuito de trazer mais positividade e inspiração às nossas vidas!

Neste episódio Leo bate um papo com o amigo Ricardo Gregman, do Quem Você Pensa que É Podcast, que é um verdadeiro Wolverine na podosfera brasileira!

Sobrevivente de 31 dias internado com Covid-19, dos quais 11 em coma induzido na UTI com zero atividade pulmonar, ele também superou duas cirurgias de hérnia de disco, uma antes e outra depois do corona vírus.

Ainda que ter sobrevivido possa ser considerado um milagre, Divino ou da ciência, você vai entender por que para ele o verdadeiro milagre é ser amado pelas pessoas que o ajudaram a superar isso tudo!

Você pode assistir o Takinobori Podcast no YouTube e no Spotify e ouvir em todas as plataformas de áudio:

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Assuntos4
  • Problemas de colunaHérnia de disco e ciático · Cirurgias de coluna · Uso de analgésicos e dependência · Importância da atividade física
  • Lidar com críticas onlineTodos enfrentam dificuldades · Agressividade na internet · Diferença entre online e offline
  • Produção de PodcastsHistórias de superação e positividade · Combate à negatividade da internet
  • A Luta Contra a COVID-19: Um Milagre da Ciência e da ResiliênciaInternação e coma induzido · Dependência de ventilação mecânica · Recuperação surpreendente · Impacto na saúde física e mental
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A Radiofobia é pioneira na edição profissional de podcast no Brasil. E desde 2012 assina a edição de alguns dos podcasts mais ouvidos do país, como o Nerdcast do Jovem Nerd, o Confins do Universo, do Universo HQ e muitos outros. Quer produzir ou melhorar o seu podcast em todos os aspectos? Acesse radiofobia.com.br e vamos trabalhar juntos. Aqui na Radiofobia, nós somos apaixonados por podcast.

Olá, seja muito bem-vinda, seja muito bem-vindo a mais uma edição do Takinobori Podcast, o novo projeto da Radiofobia Podcast Network, um projeto pessoal, um projeto que eu estou muito feliz em finalmente realizar, trazendo para você histórias reais.

de pessoas que superaram grandes dificuldades, de pessoas que venceram grandes desafios, histórias de vitória, de resiliência, uma tentativa de trazer um pouco mais de positividade para essa internet que é tão negativa, né? As pessoas atualmente estão tão reativas a tudo e a internet metralha a gente, bombardeia a gente diariamente com tanta coisa ruim. Então, por que não trazer...

histórias boas. Chegamos ao nosso terceiro episódio. Quero agradecer demais a você que tem acompanhado esse trabalho em vídeo, no Spotify e no YouTube e em áudio no seu agregador de podcast preferido. No episódio de hoje, eu tenho a honra de trazer aqui um amigo querido, diretamente de São Paulo, que... Será que ele é o Wolverine da podosfera brasileira, hein? Será que...

Ele é o cara que se regegenese mais do que... Que sobrevive a todas as quedas diretamente do Quem Você Pensa Que É Podcast. Meu amigo Ricardo Gregman. E aí, Gregman, que prazer. Obrigado por ter aceito o convite de bater esse papo comigo aqui hoje, cara.

Que é isso, uma honra, o Leo, trocar ideia aqui com você nesse seu projeto novo. Eu curti demais essa ideia, que é a gente tentar passar uma ideia mais positiva. Eu ouvi os outros dois episódios, e eu estava pensando que para além da ideia da mensagem positiva, também passar uma...

uma ideia de que todo mundo tá meio que lutando na vida, né? Todo mundo tá passando por uma batalha aí, né? Às vezes a gente tem essa ideia de que, cara, a dificuldade que eu tô é só minha, ninguém sabe o que eu tô sentindo e a história da galera serve bem pra isso, né? Pra falar, ó, tá todo mundo lutando aí, né?

Eu tava lendo esses dias, não lembro quem, falando assim, cara, ninguém tá bem, velho. Ninguém tá bem. Todo mundo tá com algum problema, todo mundo tá ferrado de algum jeito, sabe? Não tem ninguém que esteja com o burro na sombra em todos os aspectos. Então, a gente vê que parte dessa...

reatividade que as pessoas têm, né? E a gente vê isso muito na internet, principalmente na internet, né? Porque é muito fácil você ser agressivo quando você não tá olhando pra cara de alguém, né? É muito fácil. O teclado aceita qualquer coisa, né? Uma postagem anônima, ou mesmo você assinando, mas que você não tenha que confrontar a pessoa olho no olho.

aquilo ali vale, entendeu? A internet aceita. Agora, quantas vezes as pessoas fariam, na vida real, olhando no olho da pessoa, coisas que elas fazem online? Dificilmente, já aconteceu em eventos anteriores aí, de Campus Party e tal, a gente encontra com muito fã, de vez em quando tem um hater ou outro, tinha no passado.

E aí o cara xingava você o ano inteiro. Aí encontrava na Campus Party, pô, olha aí, um abraço, não sei o quê, tá tudo bem. Sabe? Não é questão que o cara afinou. É que é muito fácil você xingar na internet, entendeu? E quase ninguém tá bem. As pessoas estão reagindo de maneira agressiva, muitas vezes numa tentativa até de autodefesa, né? Então esse projeto vem com uma...

uma pureza realmente despretensiosa de trazer histórias de pessoas que superaram grandes dificuldades em qualquer aspecto, né? De saúde, de conflito, de problemas, enfim, não importa. E você, eu lembro que foi um dos primeiros amigos a me dar um feedback, mandou para mim uma mensagem lá no nosso Telegram e falou assim, Leozão, se quiser me chama...

Que eu tenho história pra contar, já me quebrei muito e tô inteiro aqui. Eu lembro que a gente se encontrou em São Paulo ano passado, né? Num show do stand-up do Vitor, né? Do Vitinho. Você foi lá com o seu filho, a gente se encontrou, deu um abraço e tal. E eu já tinha participado do seu podcast, lá do Quem Você Pensa Que É, numa época que eu tava com muita dor no nervo ciático, que eu descobri três eras de disco e tal. E eu lembro que você falou pra mim, Léo, eu operei duas vezes.

da coluna, né? Eu tive um problema que agora, recentemente, a nossa amiga Catiúcha Barcelos, a Cati, também, né, teve cirurgia na coluna e tal. Falei, cara, como assim? Fiz cirurgia, tive que meter parafuso, não sei o quê. E aí, agora eu fiquei sabendo que você também quase morreu de Covid, ficou entubado. Falei, cara, pera.

Esse cara é o Wolverine da podosfera brasileira, irmão. Temos que trazer ele aqui para bater esse papo. Então, para começar, eu queria que você, por favor, se apresentasse, né? Aqui para o ouvinte do Takinobori, que eventualmente não te conhece, não conhece o seu podcast. Quem é o Ricardo Gregman na fila do pão do bairro onde ele mora e na podosfera brasileira? Quantos anos tem? O que faz da vida? Se apresenta aqui para o nosso telespector ouvinte, por favor.

Opa, beleza. Ricardo, né? Ricardo Nascimento, é o nome original. Eu tô com 44, vou fazer 45 agora, fim do ano, né? O podcast, pra mim, ele é uma coisa até, um tanto quanto recente, eu diria que eu nem conhecia, assim, do jeito que eu conheço hoje, há uns sete anos atrás, talvez. Nem entendi. É bem recente.

Eu diria que é uma daquelas nuances do TDAH, que é você... Cara, você que é TDAH, você mergulha numa coisa que você gosta de um jeito que quem olha de fora custa entender, tá ligado? Sei bem como é. Eu acho que eu tenho um TDAH não diagnosticado pelo meu comportamento a vida inteira, né? Que é bem assim mesmo, em vários aspectos.

Então, é bem isso. Eu acho que as coisas que eu sei hoje, que eu posso dizer que eu aprendi, quase todas elas foi um desse rompante de cara, esse negócio me interessa muito. E eu mergulho de cabeça naquilo até sair esmiuçando tudo, tá ligado? Sim, sei bem como é. Cara, o radiofobia só existe por causa disso, sabia? Porque eu sou assim.

Eu tava numa época de estudo, jogando xadrez, chamei o cara mestre de xadrez. Ah, agora eu tô jogando pôquer, chamei o cara do pôquer. Ah, não sei o que da gaita, chamar o cara da música. É isso, tem épocas, épocas, épocas, né? Tipo, a gente acaba sendo especializado em generalidades, né? Sabe um pouquinho de tudo e acaba não sabendo muito sobre nada e vai pingando, pingando.

Mas é muito bom nas rodas de conversa. Rodas de conversa a gente sabe... Pô, curiosidade... Tá rendendo mais de 400 episódios do Radiofobia. Tá rendendo 17 anos de papo, cara. Tamo no ano 18, então...

O que tem de papo diferente que vem disso, a gente cai de cabeça. É isso mesmo, né, cara? É tipo uma nerdice de cada coisa. Você se aprofunda, você quer estudar, você quer fazer, quer saber como é que é, quer entender. É bem assim mesmo, né?

Desse jeito, desse jeito. Eu caí meio que por acidente nesse rolê do podcast, me deram uma missão na época que eu frequentava uma igreja. Um detalhe, eu fui evangélico aí um tempo significativo da minha vida, né?

Acho que tava bem no começo daquele rolê do Flo, sabe? E aí o pessoal da igreja tava com uma ideia de fazer alguma coisa parecida com isso. Tá. E cismaram que eu era a pessoa pra fazer o host, sabe? E eu sou, sabe? Uma coisa que eu consigo ligar com os dois personagens anteriores desse episódio é que eu sou absurdamente tímido, cara. Absurdamente tímido igual eles, tá ligado?

E quem te vê, não pensa, né? Porque você tem esse jeitão descolado também, tatuado, piercing no nariz, alargador no lóbulo da orelha, cabelinho raspado e tal. Vai falar, putz, esse cara com certeza ele é baixista de banda, ele é baterista de alguma banda de heavy metal e tal. O cara todo timidão, todo no jeito...

Todo quietão. Mesmo o rolê que o de Rosa falou, que se ninguém vier falar comigo em algum lugar, eu passo batido sem falar com ninguém. É a mesma coisa. Entre e sai e só comprimento. Caraca. E aí, deu certo o projeto? Como é que foi?

A ideia que eles queriam não rolou muito, porque a gente começou fazendo um modelo mais parecido com o áudio, o podcast mais raiz, e eu tive a impressão que não estava despertando interesse nem de quem estava lá frequentando, sabe?

Entendi. Apesar de eu estar fazendo eu estava fazendo o esforço de colocar algumas discussões bem legais a igreja que eu ia na época ela era bem progressista era uma ideia, mas não tinha muito a ver com essas ideias dessas igrejas que a gente tem vergonha hoje sabe?

Entendi, entendi. Era bem mais pra frente, assim. E eu tava tentando botar algumas discussões bem legais, assim, uns negócios bem... Chamar algumas pessoas bem interessantes, mas, assim, talvez não era o momento pra aquele pessoal ali despertar o interesse em podcast, né? Entendi.

E eu comecei a achar que o meu trabalho tava, tipo, porque como eu falei, o rolê da gente mergulhar no que a gente gosta, quando deram essa responsa pra mim, eu saí ouvindo podcast, eu saí tentando entender, foi nessa que eu conheci o Elotênica, né, que eu comecei a querer tentar achar jeito de gravar melhor, porque a gente fazia um negócio bem cru, com os canais tudo junto, e um atravessando o outro enquanto conversava, né.

E aí eu saí atrás de aprender e fui... Melhorou a qualidade significativamente, mas aumentou o meu trabalho, tipo, três vezes mais, porque era eu que estava atrás do rolê, né? Sim, claro. É o responsável por melhorar as coisas e você deve ser também...

Tem um perfilzinho de perfeccionismo, de querer fazer tudo bonitinho, né? O áudio de qualidade, a imagem é legal e tal. Então, o sofrimento com todas as aspas do mundo é maior ainda, né? É, desse jeito, né? E aí chegou um momento que eu tava pensando, cara, eu tô me matando de trabalhar e nem o pessoal que eu conheço aqui tá ouvindo o resultado final, o produto, né? Aí eu meio que pedi uma dispensa, eu falei, ah, pra mim não tá rolando não, eu tô trabalhando demais.

Mas era voluntário, né? Era um trabalho voluntário na igreja, né? Era voluntário, era. Igreja evangélica, sei lá, eu acho que é muito recente você ver falar de um cara que faz um trampo lá dentro e é remunerado por isso, né? Acho que toda igreja, né? Todo lugar que a gente tem uma dedicação, alguma coisa assim, é tudo voluntário, né? É, entendeu? O meu era isso também. E como eu tava curtindo, né?

Eu meti a cara, meti a cara, aprendi a gravar, eu aprendi a fazer a edição, no primeiro momento era no Audacity lá, uma edição bem mais iniciante, mas foi eu que comecei a aprender os negócios tudo lá, os comandos, os detalhes tudo pra editar, e ficou meio que na minha mão fazer isso tudo, sabe? Eu gravava, eu editava, eu publicava depois, entendeu?

Aí eu acabei achando que não estava compensando e eu parei. Só que quando eu parei, já estava a sementinha do podcast já plantada, tá ligado? Claro, claro. Em que momento você resolveu fazer o seu? Então, não demorou muito. Eu fiz o primeiro que era meu mesmo. Eu fiz em parceria com o meu cunhado. E era um podcast só sobre livros.

Tá ainda mais Spotify, inclusive. Ele chama Estante Infinita. Certo, legal, bonito o nome. Acho que chegou nos 20 episódios, pelo menos, pelo que eu me lembro. A ideia era falar sobre todos os gêneros de literatura, né? Até porque o que eu gostava e o que o meu cunhado gostava era totalmente diferente. Então, a gente uniu a oportunidade de falar de livro, então vamos chamar um de cada gênero e tal, né?

É legal que traz diversidade, né? Também não falta assunto, né?

É, só que assim, uma coisa que eu fui descobrindo com o tempo é que ele era bem nichado, né? Pela proposta de ser livros, ele era bem nichado, né? E a gente acabou esbarrando com pessoas que tinham histórias muito parecidas, tipo, ah, eu comecei lendo coleção Vagalume, aí a outra era, não, eu comecei lendo Harry Potter, né? E aí acabou que em um momento estava parecendo que eram histórias repetidas, sabe? Ah, tá contando a mesma história?

Entendeu? E aí, o que você pensa que é, na verdade, ele vem depois desse rolê do Covid. O que veio primeiro, a Covid ou a coluna?

Não, foi a coluna. A coluna eu acho que eu tô desde 2015 aí que começou esse negócio de começar as primeiras dores e aí a coisa que dava pra, tipo, remanejar bem, assim, ah, toma um remedinho, faz uma físio e bora, continua. O meu trabalho, o trabalho mesmo é no correio. Assim, o cargo em si é de carteiro, mas eu sempre trabalhei num setor que era de coleta.

É coleta de cartão, coleta de logística mesmo, de compras da internet, coisa assim, né? Entendi. Então é um setor que era carga e descarga de caminhão. É, eu tenho um amigo aqui, o Marcelo, amigo de infância, inclusive, que é carteiro, que faz as entregas aqui em casa, ele dirige aquela piruinha do Sedex, aquela amarelinha.

Ele que dirige aqui. E ele teve também o problema de... a mesma coisa que eu tive também, que eu descobri que eu tinha. 3 L... é a N de disco entre as vétalas L3, L4, L5 e S1.

Ele falou pra mim que também teve problema sério. Inclusive, ele que me recomendou depois que eu saí da crise aguda ali, né? A fazer fisioterapia, pilates pra fortalecer. Ele passou um pouco do exemplo dele lá. Mas também, carteiro também. Carrega peso, carrega encomenda, postura errada.

É, então, eu acho que, cara, se você sair fazendo uma pesquisa de campo aí no correio, não deve sair muita gente que tá zerado mesmo, assim, pra falar assim, não, eu não tenho nada, eu tô 100%, tá ligado? Você descobriu esse problema, começou com dorzinha e tal, e aí depois foi uma coisa que você descobriu o quê? Que tinha realmente hérnia na lombar e teve problema de ciático, porque você chegou a operar, você falou que operou duas vezes, pô, pra chegar nesse ponto, o bicho foi feio, né?

Foi, foi. Na verdade, o que aconteceu foi que ela começou esporádica, mas foi ficando constante até chegar um momento que eu não tinha uma posição que não doesse. E a minha dor sempre foi a dor da hérnia estar pinçando o ciático. Eu nunca tive esse... que todo mundo fala, tipo, ah, eu travei, sabe? Ah, eu travei na posição. Eu nunca tive isso.

Mas a minha dor sempre foi, tipo, ela foi gradativamente aumentando, mas sempre pensando o ciástico ali, sentindo aquela dor de arrastar, de repuxar, como se repuxasse alguma coisa dentro da, ali, na altura da perna e tal, né? Sempre foi essa, e ela foi aumentando a um nível que eu, deitado, dormindo, tava sentindo repuxar, acordava, a primeira coisa que eu sentia quando acordava era repuxar ali, sabe?

Você deve ter tido o quê? Uma hérnia estrusa, né? Que vazou. Eu gosto de um médico que eu sigo, que ele fala assim que o líquido que tem dentro da coluna é como se fosse aquela... o líquidozinho do babalú, do chiclete. Aí tipo vazou aquilo ali, no momento que aquilo vazou encostou.

no nervo e não tem posição, porque enquanto estiver batendo no nervo, tá pinçando ali, né? E é essa sensação de repuxar mesmo, porque ele tá, de uma certa maneira, ele tá repuxando, né? Quando você faz o movimento, ele estica ali em cima do ciático, né? E você sente como se tivesse alguma coisa puxando ali, né? Por dentro, né?

E a minha chegou num nível que eu não tinha posição. Simplesmente eu tinha posição, né? E eu fiz duas cirurgias porque a primeira foi só pra parar essa compressão aí, entendeu? Foi uma cirurgia que ele só tirou esse líquidozinho do Babalu que vazou. Ele só tirou, porque aquela ali calcifica, né? E fica duro ali fora, né? E aí ele tirou essa parte calcificada pra parar de pinçar. Se tinha calcificado é porque era coisa antiga já, então você nem sabia que já tava ali, né?

É que, na verdade, quando eu fiz a cirurgia, já era 2018. Eu comecei a sentir dor em 2015, entendeu? Então, já tinha esse tempo aí de 2015 até 2018, foi o tempo que foi aumentando gradativamente a dor, até eu não achar mais jeito, né? E, assim, uma coisa que eu falo pra todo mundo, que a Cate reforçou naquele episódio que ela falou aí com vocês, é sobre a atividade física.

Eu enrolei até quando deu, cara. Então, eu imagino hoje que se o primeiro ortopedista que falou pra mim, cara, vai fazer umas atividades físicas pra você fortalecer aí, que quem sabe você consegue resolver isso, se eu tivesse seguido o conselho dele, eu acho que eu não teria chegado a ponto de ter que fazer cirurgia do jeito que foi, entendeu? Mas eu fiquei naquela...

enrola, enrola, enrola, enrola, não faz, ah, não tenho tempo, não tenho dinheiro, até não dá mais, né? Então eu fiquei nessa. De 2015, quando você começou a sentir as dores, até a cirurgia, tinha dor sempre, ela ia piorando, ou você teve momentos que a crise passou, e aí você forçou de novo, veio com tudo, como é que foi esse período de 3 anos? De começar a doer até ter que operar, foi gradativamente a piora?

Ou tinha umas melhoras, meio que te dava um gostinho, aí você entrava na onda, quando vai ver... Porque comigo aconteceu de eu estar melhorando no primeiro mês, e aí eu...

Na confiança, fui pegar um galão de água de 20 litros pra trocar no coiso e voltou a crise outra vez, entendeu? Então, de lá pra cá, eu nunca mais deixei de tomar cuidado, entendeu? Comigo o que aconteceu, Léo, pra eu demorar tanto entre o começo e a cirurgia, foi que o famoso tramadol que você fala de vez em quando aí...

Plumidrato de tramadol, tramal. É, a primeira vez que eu tive contato com ele, ele tirava a dor com a mão, assim, ó. Sabe, você tomava um remédio, você ficava o resto do dia, parecia que você tava novo, sem dor nenhuma. É opióide, né, velho? É opióide, né? Você fica maluco, né?

Então, só que aí o que acontece? Eu falei, ah, eu faço uma físio, tomo um tramadol, tô tranquilo. Não vou precisar fazer academia, nada. E fui, tipo, postergando. E aí o que foi acontecendo foi que o meu corpo foi acostumado com tramadol. Você não tinha noção de que ele só tava resolvendo, assim, te deixando em estado anestesiado, né? Letárgico ali. E não tava resolvendo o problema em si que continuava ali cutucando, né?

É, tava só enganando na hora ali, anestesiava ali, eu não sentia nada. E você não fazia nada? Não caminhava, não fazia uma esteira, não fazia uma musculação, nada? Nada, eu fazia só as fisioterapia, acupuntura, essas coisas que eram específicas pra coluna mesmo, pra perna, né, que era onde doía, né? E você nunca parou de trabalhar? Não parei, eu tive intervalos assim, sabe, quando tava pior eu pegava... Tirava licença?

O NSS, o negócio aqui e tal. Isso, mas eu não parei, né? E aí chegou junto com, pode-se dizer, do mesmo tempo, o tramadol perdeu o efeito, deu época de tomar dois de uma vez, três de uma vez e não ter efeito nenhum. É, foi, você pode viciar, né, bicho? É, entendeu? E... E...

Conforme o remédio perdeu o efeito, também bateu com o lance da dor estar aumentando gradativamente. Então não tinha mais um momento que não doesse, sabe? Você falou sobre interrupções, né? De parar e voltar, né? O meu não foi interrupções, o meu foi tipo aumento gradativo. Ele doía um pouquinho do jeito que eu falava, ah, isso aqui tá tranquilo, dá pra lidar. Você ia acostumando com a dor naquele nível, depois ela piorava.

É, foi gradativo, foi subindo, subindo, subindo, aí chegou no limite que eu falei, cara, não tenho condições mais. Não conseguia trabalhar, não conseguia dormir, não conseguia nada, tá ligado? Aí teve que fazer a cirurgia invasiva de raspagem pra poder parar de pressionar o nervo. É, aí fez essa daí e ela me deu aí quase dois anos de alívio, foi uns...

60, 70% de melhor. Então eu falo assim, do jeito que eu estou agora, está tranquilaço. Mas ainda sentia? Ainda sentia. A recuperação foi mais complicada. Eu fiquei um tempo andando com aquelas bengalinhas de farmácia. Sei, sei. Então eu fiquei uma cota andando com aquelas bengalinhas igual um tiozão na rua. Caraca, com 40 anos de idade, 30 e poucos anos de idade. É.

E ela foi um pouquinho mais puxada. E assim, quando deu aquele prazo que ele falou assim, agora é pra estar zerado mesmo, é a hora que cicatrizou tudo, é pra estar já 100%, eu tava no 60%, entendeu? Ainda tinha uma dorzinha ali, né? Entendi. E eu fui lidando com isso aí até quando deu de novo, né? Mas foi a mesma história, ela foi gradativamente aumentando outra vez. Mas a segunda cirurgia já foi mais recente.

Foi, é que eu acho que aí o Covid entra no meio. Então, eu estou falando, entre uma cirurgia e outra, teve uma quase morte. Teve uma quase morte. Como é? Conta essa história pra nós. Vamos saber o que aconteceu. Eu, quando veio a Covid, eu tinha muito medo porque eu sempre fui grupo de risco, né? Obeso, né? Ex-fumante.

bebo, né? Alcoólico. Então, cara, grupo de... Assim, eu faço atividade física desde 2014, 2015, por conta mesmo de redução de peso, evitar diabetes, essas coisas todas, que eu não tenho, mas eu não queria chegar a ter. Eu cheguei a ter quase 130 quilos.

Quando eu lancei o meu livro em 2015, eu tava com 128 quilos. Olha só. Eu tava perto de 130. Você vê minhas fotos, tem gente que não me reconhece. E aí eu falei, não, não dá mais. Aí eu comecei a fazer acompanhamento nutricional, caminhar.

E pela primeira vez na vida eu comecei a fazer musculação. Mas assim, em 2015 eu já tinha 41 anos. Então, tarde para começar a se cuidar. E aí eu fui, perdi peso, cheguei a ter, um pouco antes da pandemia, eu cheguei a 104 quilos.

Aí veio a pandemia, lockdown, trancado em casa com três filhos, recém-divorciado, tinha um tempo e já estava divorciado, e com medo de sair de casa para não ter problema, porque eu sabia que eu ia pegar, eu tinha na minha cabeça que eu ia pegar Covid, eu ia passar para meu pai, que é idoso, minha mãe, que também é obesa, idosa, cardíaca, e o cara tinha quatro.

Então eu fiquei trancado em casa quase um ano com os três filhos, ou seja, cachaça para manter a sanidade, pedindo por delivery, chegava em casa, aí eu engordei de novo durante a pandemia, cheguei a quase 120 de novo.

E de lá pra cá eu tô num processo constante de perda de peso, academia, né? Enfim, é um processo constante. Eu sei agora com 51 anos que eu não vou virar o tiozão da maromba, nem é o meu tio. Mas eu quero com 65 poder limpar minha própria bunda, subir uma escada, carregar uma sacola. Se puder não ficar diabético, não ter problema cardíaco, né? Então o meu foi nesse. Mas eu tô falando isso porque...

Você, porra, magrinho, né? Não tinha problema respiratório e, de repente, parecia que não era grupo de risco, pimba. Então, isso é um detalhe que eu não sei explicar até hoje. Porque, assim, eu sei como eu peguei, porque trabalhando no Correio, a gente era, como é que se chama? Aquele grupo que não podia parar.

Ah, sim, é linha de frente, né? Isso, era. Assim como o pessoal da saúde e tudo mais, né?

Então, simplesmente não dava para afastar. Para eu afastar, eu tinha que estar dentro de um grupo de risco, igual você falou, né? E não consegui na época, eu continuei trabalhando. No meu caso em específico, eu confiei demais que tinha gente tomando os mesmos cuidados que eu e aí rolou que no momento que eu vacilei, eu percebi que não estava.

Peguei nessa brincadeira, né? E, cara, eu não sei te dizer por que ficou tão ruim. É essa parte que eu não sei explicar. Mas assim, você continuou trabalhando durante a pandemia, guardando restrições com cuidado, álcool gel, máscara, aquela coisa toda. Mas existia um entorno de você no trabalho que, eventualmente, você acha que você pegou no ambiente de trabalho mesmo.

Sim, porque assim, eu ia na minha casa, a empresa que a minha mulher trabalhava deixou eu trabalhando de home office, porque o tempo dela era administrativo. A escola ficou home office também. E era você que estava com contato externo, então. Entendeu? E eu ia de carro sozinho, voltava sozinho, então foi no trabalho. Isso eu tenho certeza. O momento que eu vacilei ali, que tirou a máscara um pouco ali, foi ali que deu ruim.

E aí, foi que ano? 2020 ainda não tinha vacina, né? Foi antes da vacina? Não, na verdade, eu peguei na segunda onda, sabe? Que teve aquela primeira que veio com tudo em 2020. E aí, parecia que ia diminuir. Aí, em 2021, subiu tudo outra vez, né? Mas sem vacina ainda. Eu peguei nessa segunda onda. Sem vacina ainda. Ainda sem vacina. Quando eu internei, tava naquela parte que tinha vacina por idade. Tava pegando os mais velhos primeiro e tal, né? Tá. Não tinha chegado na sua idade ainda.

É, minha mulher me disse que tinha uma semana que eu tava internado e chegou na minha idade pra poder vacinar, sabe? Mas aí você pegou sensação de gripe e da gripe pra problema respiratório pra ter que internar, como que foi isso?

Demorou um tempo, só aparecia uma gripe que eu não passava nunca, com uma tosse muito seca, né? E aí eu fiz o teste lá pra Covid, ele deu positivo, aí eu comecei a me isolar em casa e tal. Mas aí, tomando até antibiótico, já que os médicos receitavam, não passava, né? Tava ali tossindo o tempo todo, até o momento que eu passei uma noite sem conseguir dormir, porque qualquer posição que eu ficasse, faltava o ar, né?

Aí eu dormi sentado, porque de qualquer lado que eu deitasse, eu ficava sem ar, eu dormi sentado. Aí no outro dia eu fui de manhã pro hospital, aí eu já fiquei por lá, tá ligado? Já fiquei... Tava tudo zoado, tava oxigenação zoada, abatimento cardíaco zoado, tava tudo zoado, né?

Aí eles já seguraram lá, né? E eu falo que essa história dentro do hospital, o meu cagaço foi gradativo também. Porque assim, eu cheguei, fiquei numa enfermaria. Aí na enfermaria lá, eles dão remédio, analisam um pouquinho, você fica um dia. Aí na enfermaria eu subi pra um leito, tá ligado? Que era outro andar. Aí no leito eu fiquei ali mais um, dois dias. Falaram, ó, você vai pra...

Semi-UTI, que chama. Você tava pelo SUS ou tava por plano de saúde? Eu tava pelo plano da minha mulher, que era muito bom na época, cara. Foi o que me salvou ali, um dos... Acho que um dos pontos que me salvou foi isso, cara. Porque era um convênio bom, tá ligado?

Foi gradativo, entendeu? Então, do leito você vai pra CMUTI, né? Aí os caras sempre, o médico sempre tentando aliviar, né? Ele fala, tipo, não, não é pra se preocupar, é que lá eles podem cuidar melhor, dar mais atenção pra você, não sei o quê. Tentando aliviar, mas você vai entendendo que, tipo, cara, se eu tô indo pra outro nível, é porque eu tô piorando, né? Lógico, né?

Aí na semi-UTI eu fiquei coisa de uns 3, 4 dias e fui pra UTI, mano. Aí já foi pra entubar mesmo. É, na UTI eles tinham um negócio que era uma manobra que você tem que ficar deitado de bruxo pra ver se consegue respirar melhor. E aí eles revisavam isso com uma máscara que chama VNI, ventilação não invasiva, né? Que é uma máscara que tem um aparelhinho que fica soltando ar pra você ali e você fica respirando com aquela máquina lá, né?

É tipo aquele CEPAP, né? Que o pessoal que tem apneia usa pra dormir. Isso, isso. Igualzinho. É o mesmo princípio. O mesmo princípio, né? E aí, quando eles viram que nenhum dos dois estava adiantando na UTI, aí eles chegaram em mim pra eu falar, ó...

A gente tá considerando aí uma intubação. No primeiro momento aí é coisa de 48 horas pra você só recuperar mesmo ali, né? E, cara, eu fiquei ali, foi tipo o limite. Porque até então, todo mundo que você ouvia falar na TV, no jornal que intubou, a intubou morreu, né? Sim.

Tava nem Snipe, né? Ricardo subiu no telhado, né? Ricardo subiu no telhado. É, tipo, é pedindo pra subir. Tem o negócio do chapolim lá do... Aquela piadinha, né? Não fala assim que morreu, fala que subiu no telhado, o gato subiu no telhado, o gato caiu, o gato machucou, o gato tá bom, vai. E aí, o que aconteceu? A sua sogra subiu no telhado.

Ricardo subiu no telhado eu tava aquela piada do Chapolin você tá numa plataforma aqui agora e São Pedro tá contando 9, 8 tava nesse night aí

Cara, você tem um filho, quantos filhos você tem? Meu, eu tenho um menino que você conheceu lá, o Nicolas, e tem a filha da minha esposa, que eu tô aqui com ela desde que a guria tinha sete anos, então praticamente os dois são meus. Então é um casal, é um casal. É. E como é que foi esse gerenciamento de... Porque é você, sua esposa e as crianças. Sim.

Como é que foi, vinenciais? Então, cara, eu digo que pra mim não foi tão ruim quanto pra eles. Por que... Claro, não é mais ruim, né? Principalmente depois do lance do entubamento lá. Porque entubei, apaguei, não vi nada, só sei do que aconteceu quando eu acordei. E eles estavam tendo as notícias enquanto isso. Foram 11 dias falando, ó, tá piorando. Você ficou 11 dias desacordado?

Desacordado. Caraca! Foi difícil. Foi. Mas por que estavam mantendo você desacordado ou por que você apagou? A meta deles era aquelas 48 horas, mas o meu pulmão não recuperou. Ele estava mais dependente do aparelho ainda. Eles me disseram que eu fiquei com a tal da sepse pulmonar, que era o pulmão que estava zerado. Ele não estava...

fazendo o trampo dele mais, entendeu? Eu tava só... Era dois pedaços de carne no meio do peito. É, eu tava só pelo aparelho respiratório lá. Se tirasse aquele aparelho... E aí tem que manter você desacordado ou de propósito, é isso? É porque a intubação fica aquele cano aqui que vai... A traqueia toda aqui, né? Até por aqui, eu acho, né? Entendi.

E aí a nossa tendência quando tá acordado é tentar tirar, tá ligado? Sim, sim. Aí eu tinha que ficar desacordado. Isso aí foi o que me acabou, foi ficar desacordado, porque você ficar ali na base do soro 11 dias apagado foi quando eu perdi peso, quando eu perdi massa muscular. Agora eu quero saber o seguinte. Agora eu quero saber.

Quando eu fiz... Eu tenho dois tipos de situação que eu já apaguei. De bêbado, vergonhoso, mas, enfim, já aconteceu. Dá aquela apagada, você acorda no dia seguinte, você não lembra o que aconteceu e tudo mais e tal. Tudo bem. Aí você tem cirurgia ou endoscopia.

Onde você toma uma anestesia que quando você volta, você não tem noção do tempo que passou.

Aquela coisa do propofolzinho já. Então, já fiz a cirurgia, fiz uma cirurgia de safenectomia dupla. Eu retirei a veia safena das duas pernas. Por causa de varize, é cirurgia de varize, né? Então vai da virilha até o tornozelo, enfia um roto-router lá, um cano, só quem é velho vai saber o que é um roto-router, enfia lá o negócio e puxa e arranca as duas. É uma cirurgia de mais ou menos umas...

Duas horas, uma hora e meia, duas horas. Foi nas duas pernas ao mesmo tempo. E a endoscopia, que é um procedimento, sei lá, de 15, 20 minutos, vai. Sim. Mas que você dá aquela apagada e quando você volta, seja dois minutos, duas horas ou o tempo que for...

O seu cérebro não tem a noção do tempo que passou. Diferente de dormir, que você dorme, descansa, acorda. Ah, que soninho bom, dormir durante seis, oito horas. Anestesia, quando volta, você não tem a menor ideia do tempo que passou. Como é que foi 11 dias apagado? Se você teve momentos de consciência, você sonhava, ou quando você voltou...

simplesmente era como se tivesse, sumiu esse tempo da sua existência. Cara, eu diria que é um grande branco pra mim, assim. É um grande branco. Quando eu acordei, eu acordei noção nenhuma do quanto tempo tinha passado. Eu tava na mente, assim, é assim que eu recuperei um pouco do raciocínio. Da consciência, né? É, da consciência. Eu lembrei que... Noção de quem é você, né? Eu sou... Quem sou eu, né? Caraca.

Então, quando eu recuperei essa noção aí, eu lembrei que eles falaram pra mim que a ideia era ficar 48 horas, né? E aí, a primeira vez que eu falei com a minha esposa pelo WhatsApp, no videozinho, eu perguntei, quanto tempo que eu tô apagado? Ela falou, tem 11 dias.

Fiquei, como assim? Um dia, né? Um grande branco, um grande branco, né? E uma coisa que eu acho, pode ser que quem, talvez médico, ou talvez quem passou por uma situação assim, deve achar que é comum, mas pra mim foi uma experiência bem bizarra, é que o fato de eu estar sendo medicado esse tempo todo que eu fiquei entubado, cara, eu acordei alucinando demais, velho, vendo coisa que não existia, tá ligado?

Tipo, situações que eu achava que tava acontecendo ou não tava. Várias vezes tinha. Tinha uns momentos que eu dou risada hoje porque parece, assim... É hilário hoje, mas tinha dias que eu acordava internado e olhando assim, eu deitado na cama, olhando assim, me parecia que eu tinha que me tirado de um lugar e colocado em outro, assim, sabe? Você me parecia que eu tava ali em outro lugar. Brissando total. Eu acordei pensando que a minha mulher tava grávida de novo, cara. E ela nem pode. Olha aí.

tá ligado? Então, deu um brisado assim que me disseram depois que era porque eu tava tomando um mix de remédio muito forte pra limpar o pulmão, né, enquanto eu tava apagado, né? E aí, fez esse rolê de alucinar, mas foi, cara, foi uma semaninha aí, pelo menos, de acordado já e vendo coisa que depois eu falava assim, eu falava, não, mas isso aí não aconteceu não.

Esse beck bateu bem, hein? Bateu forte. Esse bateu gostoso. Caraca, meu irmão. Foi o mais forte que eu tomei na vida. Meu pai do céu. E nesses 11 dias, quando você acordou, foi porque tiraram o tubo e tiraram a medicação e aí você estava praticamente, o que a gente chama de coma induzido, né?

É, comendo os ídolos, exatamente. Eles tiraram a medicação anestésica, porque era assim, eles estavam observando, enquanto eu estava entubado, observando o aparelho de oxigênio. Então, eles iam reduzindo. Assim que eu entubei, estava em 100%. Era o aparelho 100%. Então, eles iam reduzindo e vendo se eu dava conta de recuperando sozinho. O seu pulmão estava zerado, não estava funcionando nada. Nada, nada. Era a ventilação mecânica 100%. E aí

100% nos primeiros dias. E aí o que acontece é que eles iam vendo, né? Como é que eu tava reagindo quando eles reduziam nesses 11 dias, né? Aí quando eles acharam que dava pra zerar mesmo assim, nós vamos tentar desentubar aí, né? E aí me disseram depois que tentou uma vez ainda, que eu reagi muito mal, que eles colocaram de novo e eu fiquei mais um dia. Então era tipo pra ter tirado no décimo dia.

E aí a minha reação foi negativa pra eles e eles deixaram mais um dia. Aí no décimo primeiro, quando tirou, aí foi mais tranquilo, né? Caraca. Você acabou ficando o quê? Você falou que foi um mês a internação. Foi, foi total aí, foi 31 dias desde o começo, né? Desde quando eu entrei lá achando que não ia dar nada, que eu só tava um pouco ruim, passando pelos 11 dias entubado e até mais uns...

Eu acho que foi mais umas duas semanas, pelo menos, de recuperação, depois que desentubou ainda, observando, tomando remédio, com oxigênio ainda, porque quando desentubou, eu fiquei com aquelas máscaras de oxigênio, aí reduziu para aquele outro que é só na nariz, eles foram reduzindo gradativamente para o meu pulmão ter a autonomia de novo.

E você deve ter ouvido depois que, infelizmente, muita gente que tava ali junto com você não resistiu, né? Sim, sim. No meu trabalho, inclusive, teve uns dois ou três que eu conheci, assim, de ter trabalhado junto, que era próximo, que não teve a mesma sorte que eu, sabe? É outra coisa que eu não sei explicar também, porque, assim, eu não sei explicar porque eu fiquei tão ruim. E a partir do momento que eu fiquei tão ruim, eu também não sei explicar porque eu recuperei tão melhor do que...

Uma galera aí, tá ligado? Sim, e aí imagina a família acompanhando você ali no próprio hospital, que deve ter tido outros leitos de UTI também, com outros numa situação igual a sua, às vezes uns melhores ou piores e tal, que não acordaram, né? É, na época a minha mulher falou pra mim que colocaram ela pra mim, tipo numa roda de oração, que aí colocava o nome das pessoas que elas ficavam orando todo dia pra ver se recuperava.

E na época ela falou pra mim que ela só ia vendo o pessoal riscando o nome. Isso aqui não deu, isso aqui não deu. Cara, isso deve ser, pra quem acompanhou ali de fora, uma angústia inexplicável.

né cara, porque você tá ali recorrendo a tudo, né, então se a pessoa tem alguma fé, ela tá recorrendo a fé também, tá orando, tá buscando energia positiva aonde puder tirar, pô tá aí ela tem que manter a família, manter as coisas em casa os filhos, cara foi guerreirinha também, hein, caramba, caramba

Minha mulher foi guerreira demais, porque assim, além desse rolê todo de eu estar piorando, eu tenho um áudio até hoje, são dois áudios diferentes do médico, que ele mandou para minha mulher pelo WhatsApp, que tem um dia de diferença, que era um falando assim, cara, o negócio está complicado aqui, eu estou lutando com ele, mas eu estou ficando sem o que fazer, estou dependendo da reação dele e tal, um dia de diferença. No outro falando, cara, ele está melhorando.

Sim, do nada. Não, ele tá melhorando aqui, ó. E a minha mulher, tem o áudio dela que a gente guardou também, que era ela falando assim, doutor, você tem certeza que você tá falando do mesmo Ricardo que eu tô falando? Porque você mandou um áudio ontem falando que ele tava piorando, que não sabia o que fazer, e hoje você tá mandando um que ele tá respondendo e tá melhorando e tá sozinho, assim, né? E aí o médico confirmou que era eu mesmo e falou, cara, eu também não sei.

foi tipo de um dia pro outro, assim, sabe? E você, como é que foi depois que você se recuperou, depois que você foi, teve alta, como é que foi dentro de você, assim, sua cabeça, sua mente, seu sentimento, como é que você lidou com essa fase, com isso que aconteceu? Eu queria entender um pouco de o quanto que isso mexeu com você também, como marido, como pai, como homem, como cidadão, enfim, como...

religioso, não sei se você ainda é ou não, mas enfim, como que isso mudou a tua cabeça? É, muda bastante coisa, Léo, muda bastante coisa. Que assim, num primeiro momento, eu tava meio que com uma leve crise existencial do tipo, cara, por que que eu recuperei do jeito que eu recuperei e em geral não recuperou? O que que me difere deles, né? Tive até um pequeno entrave com a minha mãe, porque a minha mãe é da igreja até hoje, e ela cismou que eu tinha que dar um testemunho.

porque eu recuperei, né? Sim. E pra mim, pegava exatamente isso que você falou uns minutos atrás, que era eu estar lá me gabando de ter recuperado, enquanto tinha uma galera chorando os mortos que não recuperaram, tá ligado? É, isso é delicado, né? É delicado. Entendeu? No jeito que eu via a coisa, parecia que era um tanto arrogante da minha parte, chegar lá e falar assim, ó... Eu entendo. Aqui, ó...

Deus gosta de mim, tá ligado? Então, esse aspecto... Porque assim, tem a lógica de estar querendo mostrar pra comunidade a atuação divina naquela pessoa e tal, mas do ponto de vista de quem tá ali sendo o protagonista do processo, e você falou que tava olhando pro lado e falando por que que eu... Sim.

tive demais, eu entendo você totalmente, cara, entendo você totalmente, e aí você evitou, não fez isso? Não, não fiz eu protelei até o último até ela meio que desistir, assim e ela mesmo foi fazer um testemunho falando, tal mas eu falei, mas pra mim não dá pra fazer isso, porque... Porque deve ter ali colegas até da própria fé ali, que tiveram o mesmo problema e morreram, né cara? Sim, sim E aí

Imagina, do ponto de vista da família dessas pessoas também, é delicado, é delicado. O testemunho de fé é uma coisa, mas tem... Eu entendo você, isso é um traço de respeito, de humildade do teu sentimento, que você desenvolveu isso depois, você deve ter entrado numa espiral, porque, pô, a gente falou isso no começo do episódio aqui.

nerdão, pensa em tudo profundamente, gosta de estudar, gosta de saber porquê. Você deve ter entrado num porquê que eu não morri forte, né? Forte, forte. Mas isso aí foi tudo, eu diria que isso foi muito... Depois que eu desintubei, mas quando eu tava no hospital ainda, porque eu tinha muito tempo ocioso. É um tanto desesperador você tá internado, porque o hospital é correria o tempo inteirinho.

E você tá lá sem se mexer, cara. Sabe? Era desesperador a ideia dele. Tipo, mano, só eu que tô parado aqui enquanto tá tudo acontecendo. Sabe? Então eu pensei muito nessa época aí. Eu até considerei isso que a minha família... Eu pensei, mano, será que aí eu tenho uma obrigação moral agora de sair mandando testemunho pra todo canto aí, pregando milagre, tá ligado? Porque o que aconteceu comigo é tipo um milagre, não sei, né?

Sim. Aí eu até pensei sobre isso, mas aí foi quando eu cheguei na ideia que eu falei, cara, eu acho que não seria respeitoso com quem tá em luto pelo parente ali, falar que eu sou o favorito de Deus, tá ligado?

Sim, sim. A gente sabe que, assim, pra quem tem uma fé, pra quem tem uma crença, quando você consegue algo que você tava pedindo intervenção divina, digamos, né, pra que aquilo acontecesse, obviamente que você vai atribuir uma grande parte daquilo a isso que você recebeu, que é exatamente o que às vezes não acontece quando você não recebe.

Então, tipo assim, quando é o merecimento, não é o merecimento. Mas, ao mesmo tempo, a gente sabe que, materialmente falando, cientificamente falando, o organismo tem uma capacidade natural de recuperação que, se você foi tratado de maneira adequada, se você realmente não pegou, eventualmente, uma cepa...

muito, muito, muito agressiva e o tratamento foi bem feito, foi bem cuidado, tudo certinho, você com o sistema imunológico foi recuperando e tudo mais, então, graças à ciência, graças à medicina também, também você conseguiu. Então, assim, não é para querer ser frio, nem para querer ser, nem tanto céu, nem tanto inferno, sabe? Mas a gente não pode deixar de pensar também que...

você conseguiu ficar forte o suficiente pra se recuperar e pra ultrapassar essa fase, né, cara? Então, a sua natureza, eventualmente, você passou por isso, porque é muito fácil atribuir só ao milagre, né? Mas assim, por que que estala o dedo e salva todo mundo? Não é assim que funciona, né?

Na verdade, se eu fosse pensar em milagre pra mim, o que seria mais perto disso seria eu ter contado com tantas pessoas que estavam empenhadas mesmo em fazer eu voltar, tá ligado? Isso é lindo, né? Entendeu? O milagre da sua esposa ter sido forte o suficiente, né? E ter segurado essa barra. Exatamente. O milagre de você ter tido o apoio de tanta gente. Cara, isso é bonito, viu?

Isso é, nem todo mundo que tem esse desprendimento de pensar isso não, cara. O verdadeiro milagre são as pessoas que estão à sua volta, né? É, e eu saí com uma coisa que eu falei pra várias pessoas na época, foi que eu saí com uma impressão que eu era muito mais amado do que eu imaginava que eu fosse.

Porque eu tenho esse jeitão aqui, meio não falar muito, né? Meio cara fechada, né? Então, pra mim, é muito fácil achar que tem gente que só me aguenta, tá ligado? E aí, o que eu fui ouvindo no hospital, quando eu tinha estubado, que era de gente falando que, não, eu tô fazendo minhas orações. Tem gente que era de candomblé falando, eu tô fazendo do meu jeito aqui.

Eu fui vendo uma galera que quando eu saí do hospital, eu não imaginava que tinha tanta gente que me amava do jeito que tem. Eu achava que era menos. Cara, isso é muito legal. Isso é muito legal porque isso traz para você uma alegria que faz com que você depois disso... Se você mantiver esse sentimento de gratidão vivo, você nunca mais vai ser a pessoa que você foi antes.

É que assim, tem coisa que talvez vá um pouco além do... Tipo, eu acho que o meu problema tem muito a ver com aquilo que eu falei no começo, de eu ter uma trava de ser a pessoa mais expansiva do mundo. Porque eu sempre fui muito legal com todo mundo que chegou em mim pra falar, sabe? E eu tenho uma coisa de sempre querer ser solícito no que eu puder fazer, sabe? Se eu posso ajudar, eu vou ajudar, né? Teve uma boa educação, né? Aham, é.

só que eu tenho essa trava e é inevitável que algumas pessoas achem isso já me disseram pessoalmente depois que eu peguei intimidade com algumas pessoas, já me disseram cara, eu achava que você era a pessoa mais metida que eu conheço e era só eu travado na minha lá, sem falar com ninguém eu só não consigo socializar tão facilmente assim, só isso

Eu tenho essa cara de que se a polícia me pega na esquina, vai me dar um tranco? Vai me dar um tranco. Mas eu sou quietinho, eu sou bonzinho, eu sou do bem. Pô, cara, que legal, que legal. Mas aí, como toda história, como diria no programa lá com o de Rosa, a vida é uma caixinha de surpresa. A vida é uma caixinha de surpresa. Porque assim, você perdeu peso, você perdeu massa muscular, você mudou fisicamente, deve ter tido um puto impacto, né?

Teve, eu saí do hospital sem andar, assinando um termo lá que eu ia entrar com home care, que era um enfermeiro para me acompanhar numa sessão de físio diária para recuperar. Você perdeu quanto de peso? No total, eu diria que uns 25 quilos, talvez. Caraca, e você pesava quanto na época?

Na época eu tava na casa dos 70, 75, por aí. Isso antes de perder o peso? É, antes de perder. Foi pra 50 quilos. Foi tipo isso. Quando eu saí do hospital... É uma perna minha. É.

é um braço, meu eu comentei com o enfermeiro quando eu tive que tomar banho lá, que foi aqueles banhos que os enfermeiros dão, né, quando você não pode nem andar ainda, eu comentei com ele que eu tinha um espelho assim na frente, a hora que eu terminei o banho, eu falei, cara, eu tô parecendo aqueles caras da Cracolândia, bicho desse jeito aí. E aí tem que perder massa perder massa muscular, eventualmente perde movimento, né E aí

Sim, aí eu não tinha força pra ficar em pé. Sabe, quando eu ia fazer esses banhos que era uma vez por dia, tinha que ter um enfermeiro parrudo pra meio que me pegar assim e colocar na cadeira de banho lá, que aí o banho era na cadeira, né? Mas pra pegar da maca, pôr na cadeira e depois voltar pra maca, tinha que ser um enfermeiro parrudo pra pegar, porque eu não conseguia ficar em pé sozinho, entendeu? E como foi sua recuperação?

Uma vez estando em casa, eu acho que fluiu bem melhor, sabe? Em casa é outra coisa, né? O hospital, ele acaba com o seu... Sabe, eu acho que você dorme por causa de remédio e acorda pra tomar remédio e não tem horário pra fazer as coisas, é o horário que eles podem. Então, quando eu saí do hospital, eu tava com o meu... O hospital é horrível, né, cara? O hospital é horrível, né?

É horrível. Quando eu saí, eu tava com a minha... O meu sono todo cagado, sabe? Em casa, eu não conseguia dormir, porque... Imagina, você ficou 11 dias dormindo na base de medicação na veia? Então. A medicação obrigou o seu cérebro a apagar.

Apagar. E tinha o negócio de quando você dormia no hospital, se o fisioterapeuta pulmonar podia te atender 4 da manhã, ele ia te acordar 4 da manhã pra te atender. Não tinha um horário fixo, então, sabe, era muito bagunçado. Então, quando eu cheguei em casa... Total!

Tá tudo bagunçado, sabe? E sem andar ainda, né? Essa medicação da indução do coma, você tá com uma ventilação mecânica porque o seu pulmão não tá funcionando.

Aí a medicação, ela é dada de forma que você não esteja consciente pra não ficar sentindo os incômodos e as dores e tudo mais, mas ela não pode ser forte o suficiente pra parar teu coração, pra parar circulação sanguínea, entendeu? Então, cara, tem uma medicina fortíssima envolvida nisso aí. Fortíssima. Aí quando tira esse remédio, o seu organismo volta a ter que fazer tudo por conta própria.

Sendo que você acostumou ele a algumas coisas ali. Cara, é louco isso, essa recuperação. É um outro sofrimento também, é uma outra adaptação, né, cara? É, quando eu saí do hospital, eu saí tomando ansiolítico, porque... Ah, certeza. É, eu comecei a ter uns ataques de pânico com a ideia de...

Quando eu tava tirando totalmente o oxigênio e falava, agora é você sozinho e a gente vai ficar te monitorando aqui pra ver se você consegue. Nossa, você já teve traço de ansiedade antes já também ou não? Cara, não. Ou você desenvolveu depois?

Eu acho que foi depois, porque a ansiedade que eu posso dizer que eu sempre tive, ela tem mais a ver com o mental, sabe? Ela não é aquela ansiedade que dá aqueles ataques. Paralisante, né? Parece que você vai morrer, ataque cardíaco e tal, e é uma crise de ansiedade. É isso aí, eu nunca tive antes.

E eu saí do hospital tendo isso aí, exatamente. Tipo, umas faltas de ar. Principalmente quando eu tinha que fazer alguma coisa que era recuperação mesmo. Tipo, a primeira vez que eu fui dirigindo pro mercado de novo, depois de...

E o cagaço, cagaço. Parei no mercado, cheguei até o mercado, mas parei lá, já... Sabe, já tipo... Cara, eu entendo total. Cara, se fosse eu, se eu não tivesse morrido antes, eu tinha morrido depois. Certeza, certeza.

Eu ia acordar de noite achando que eu não tô respirando. Putz, tenho certeza. A minha sorte foi eu não ter pego. Talvez eu tenha pego depois... Porque a Nath teve, a minha esposa teve. Quando ela ficou aqui em Serra Negra um período, a gente levou ela... Mas assim, já com duas vacinas, né? Já lá em 2022, já com duas vacinas. Acho que tava na terceira dose e tal. Então eu tive... Foi assim, o equivalente a uma gripe forte.

Mas a gente se relacionava, normalmente ela estava com gripe, dormia na mesma cama, compartilhava tudo junto e tal. Então dificilmente a gripe que eu peguei nessa época foi uma gripe enquanto ela estava convidada e eu estava só com gripe. Provavelmente foi também. Só que como a gente estava aqui isolado, eu não fui nem ter o diagnóstico. Quando ela melhorou, eu melhorei também, está tudo certo. Provavelmente...

eu tenha tido já pós-vacina e tudo mais. Mas se eu tivesse tido ali em 2019, 2020, sem vacina, cara, eu acho que eu não tinha nem chegado a passar esse tempo todo na UTI, não. Eu tinha capotado, com certeza. Então... Cara, que legal. Que legal, não, né? Que legal. Que foda. Cara, que experiência de vida, sobrevivência. Até o Wolverine da podosfera se...

Olha aí, já temos um... Como é que fala? Um candidato a título do episódio. Vamos ver como é que vai ser até o final. Porque você se recuperou, ganhou peso de novo, passou por essas dificuldades, continuou com o tratamento depois, fisioterapia e tudo, mas aí a coluna chamou de novo depois, né?

Chamou de novo. Eu acho que talvez tenha a ver com esse intervalo de ter ficado muito tempo deitado, a intubação, tudo isso, né? E que ela piorou de novo. Ela deu uma piorada bonita, porque foi... O médico disse depois pra mim que foi porque o jeito que aquele disco... Não tirou o disco, né? Tirou o conteúdo do disco só, né? Sim, fez a raspagem, né?

Ele disse que ele murchou pra dentro de um jeito que fez a vértebra de cima ela baixar e começar a pinçar de novo o ciático. E aí a dor veio mesmo. A primeira vez que você fez a cirurgia, ela foi de raspagem e tal, não teve nenhuma intervenção de botar um parafuso, um negócio assim, não teve nada disso.

Não, foi só a raspagem. Mas como tirou o conteúdo do disco, quando tirou o conteúdo, aí ele deu aquela murchada, aí a vértebra desceu, começou a pinçar de novo o ciático, e aí a dor foi aumentando gradativamente de novo para um estágio que eu não estava mais dando conta.

E aí foi quando o médico falou, cara, a tua opção agora é uma prótese, é tirar esse disco aí e botar uma prótese. Ai, ai, ai.

E olha só, a primeira vez que ele deu essa notícia, eu tava ainda, cara, voltando a andar, andando mancando ainda, todo com minha mulher segurando ainda. É, porque você saiu sem andar, né, do hospital. É, e aí com os ataques de pânico. Cara, com o ataque de pânico, eu acabei de sair do hospital, o médico chega e me falou, ó, você vai ter que fazer uma cirurgia aí. Pensa como eu fiquei quando eu cheguei em casa. Caraca, putz.

Ainda sem recuperar totalmente, foi bem próximo então? Foi, mas aí meio que foi, a gente conseguiu ir remediando até mais ou menos o ano passado, que foi quando eu consegui fazer mesmo. Teve uns entraves por causa do convênio, porque é uma cirurgia cara, aí o convênio tenta barrar, eu tive que entrar com o liminar, e aí isso foi demorando e eu fui tratando do jeito que dava, comecei a fazer academia.

A academia, na verdade, ela veio antes porque quando eu saí do hospital lá do Covid, eu passei numa equipe multidisciplinar aqui fora, né? Era passar no cardio, no pulmão, especialista de tudo pra saber se tava tudo ok. E o especialista do pulmão falou que eu tava com uma fibrose. Ele disse que o meu pulmão era como se ele tivesse dado uma atrofiada.

Atrofiou, tá? Deu uma murchada, né? Sim. E aí ele falou, cara, isso aí não tem um remédio que eu te dou que é o remédio pra isso. O remédio é você forçar... Tem que fazer atividade aeróbica. É, forçar teu pulmão pra ele recuperar, expandir de novo e recuperar o que ele era antes. E aí entrou a academia. Foi quando eu, tipo, não deu pra postergar mais a ideia de academia. Não, agora não tem o que fazer mais, entendeu?

Sim, sim. E aí é, ao mesmo tempo que você tem que ganhar massa muscular, você tem que fazer o exercício aeróbico, o cardio, pra poder atividade pulmonar aumentar, batimento cardíaco também e tal. Aí teve que virar o gregão da maromba. Aí tive que virar o da maromba. E aquele negócio, né, cara?

A gente tem uma ideia errada de academia, né? Eu acho que tem um quê de mídia, de pregar aquela ideia de que é só estética a academia, e você acaba trombando algumas pessoas na academia. Nossa, se fosse só estética, eu não pisava na academia, cara. Eu brinco com o pessoal lá da Radiofobia que tem dois tipos de pessoas só que frequentam a academia. Só tem dois. Os que não precisam e os que não adiantam.

só isso, entendeu? os que não precisam, porque os caras já são marombos, os caras já são atletas fitness e tal, e os que não adianta somos nós, os caras que vão porque você não vai ficar vovô marombeiro eu não vou, a minha ideia não é essa já falei no começo do programa

Mas eu vou, cara, vou porque eu preciso fazer. Então, tenho o meu treino, eu fui no nutricionista, tenho o meu plano alimentar, que eu tento seguir na medida do possível, o máximo. Para mim, o difícil é eu parar com a canje de brina. A canje de brina é complicado. Então, eu tento dar aquela espaçada, evitar coisa muito calórica, porque a gente sabe que se você está fazendo musculação e bebendo, o fígado tem que escolher. Ou ele metaboliza proteína.

ou ele se mantém livre da cirrose. Então, o fígado fica maluco. O que eu faço aqui com esse negócio? Então, a gente sabe que é... Sabe? Sabemos. E é isso. A gente tenta fazer. Mas, precisa ter atividade aeróbica pra poder ter um funcionamento legal do coração. Eu fiz exame, fiz até um anjo... Como é que chama? Uma angiotomografia computadorizada.

Pra saber... Depois que eu passei dos 50, um pouco antes até, dos 47 pra frente, eu comecei a fazer check-up todo ano. E aí eu vou, faço um exame total, exame geral e tal. No último, o meu médico falou, que ele também é cardiologista, ele falou assim, Léo, a esteira não bateu muito. Eu tive um pouco de cagaço de fazer o teste ergométrico no PIC, porque eu não queria que pinçasse a... A... A... A hérnia.

então ele falou assim, eu vi que você está aí piano piano aí na ergométrica aqui, na ergométrica não, né no teste ergométrico que aquela a esteira vai subindo e você vai tendo que e vai, pra ver até onde o seu coração vai forçando eu falei, doutor, eu não vou dar esse pique aqui porque senão vai pinçar a minha porra da coluna aí ele falou assim, então eu não posso te dizer que o seu teste ergométrico foi conclusivo porque não chegou no teu limite de cardíaco entãoませんませんません

pela primeira vez, você já fez esse exame? Falei, nunca fiz. Então, vamos fazer uma vez na vida, não custa nada. E aí, custa nada? Custa quase três pau, enfim. Custa sim. Mas aí eu fiz a tal da angiotomografia e foi muito bom eu ter feito, porque eu descobri que eu tenho índice de de... Como é que chama? De cálcio nas minhas veias? Zero. Zerado. Zeradaço. Falou, cara, coração de menino. Tá feliz, coração.

Se eu tiver uma dor no peito, vai ser qualquer coisa, menos coração. Tá de boa, me deu essa carta branca, entendeu? Então eu consigo ir na academia, fazer meu exercício, consigo tentar manter essa... Mas não é porque eu gosto, irmão. Não.

Não é porque eu gosto. Então eu tenho certeza que você também... Não é... Se fosse pra gostar, eu tava jogando videogame. É. Tava... Né? Tava assistindo série toda hora. Não, a gente vai porque precisa. Porque é em nome da saúde, né? E isso virou hábito pra você?

Hoje você vai, você pratica, você pegou o gosto, né? É uma coisa que você já... Porque assim, eu descobri que academia também, musculação, né? Levantar peso e tal, fazer treino de força, é bom pra cabeça também. Eu meto meu fone ali, eu foco no exercício mesmo, sem blá, blá, blá. Você gostou também? Acostumou? Pegou hábito? Como é que foi?

Sim, sim, eu acho que eu comecei a gostar um pouco mais, eu não fui com essa ideia, né? Eu fui por causa do pulmão, mas assim, o meu físico era totalmente outro. Eu comecei a ver umas mudanças, foi dando uma empolgada, tipo, ah, tá ficando legal, né? Foi dando uma empolgada, foi começando a... A mulher dá aquela elogiada, né? É, é. A mulher dá aquela elogiada, ô, tá bonitão, e esse bração aí, hein? Então.

Aí você vai começando a gostar, né? Dá uma motivada, né? Pô, ninguém nunca me elogiou assim, puxa vida. Então, pô. É bom. Ai, cara. E como é que você tá hoje, cara? Como é que tá a saúde? Como é que tá a cabeça? Conta um pouco pra gente, enfim. Porque, cara, você sobreviveu, né, bicho?

É, é. Assim, eu comentei isso com o Vidani, uma das primeiras vezes que eu falei com ele, foi porque ele postou alguma coisa falando da época que ele passeava com o Gabu lá na pandemia, e ele lembrou da época que eles iam e tava tudo vazio, deserto, ele comentou alguma coisa num story.

E aí foi uma das primeiras vezes que eu falei com ele, eu falei essa história minha toda do Covid e tal, né? E eu falei que, cara, quanto mais o tempo passa, mais parece uma história que não rolou com você, tá ligado? Parece uma história que você ouviu alguém falar, assim. Então eu consigo falar essa história toda hoje sem problema nenhum. Não tem gatilho, não tem, sabe, não dá neura, nada. Porque já foi de 2021 pra cá, né? Já tem aí cinco anos aí, né?

as primeiras vezes era um negócio mais traumático. Mas vai ficando distante de um jeito que tem alguns detalhes que talvez eu nem lembre mais do jeito que foi exatamente, né? Mas assim, em matéria de cabeça, a ideia de eu ter que fazer uma terapia por causa dos ataques de ansiedade e tal, né? Foi um dos motivos de eu ter descoberto o TDAH depois, que eu descobri bem velho, sabe? Tem dois, três anos que eu tenho, porque eu tava fazendo terapia.

Aí eu continuei com a terapia depois, eu faço até hoje, mas aí já focada na ideia de minimizar os transtornos do TDAH. Sim, inclusive é uma recomendação recorrente aqui no nosso Takinobori, que é use filtro solar, beba água e faça terapia.

É bom, cara. As três recomendações pra vida adulta que nunca vão te fazer mal e a gente precisa realmente. Como é que tá a saúde hoje? Como é que tá a coluna? Como é que tá seu pulmão? Ah, tô meninão agora, né? Ah, isso aí, garoto. Agora tô meninão. Não voltou a coluna? Resolveu? A prótese? Resolveu, cara. Foi bem sucedida.

o procedimento foi legal, a recuperação é meio embaçada, né? Cara, eu te digo que a recuperação dessa segunda cirurgia foi mais fácil do que a da primeira. A da primeira tinha mais sofrido. É mesmo? É o...

O médico explicou que, na verdade, eu até cheguei a te mostrar que eu fiz a cirurgia da prótese pela frente, né? Tá uma cicatriz na barriga aqui, né? A primeira cirurgia foi nas costas, né? A da raspagem. E a da prótese foi na frente, né? E o médico me explicou que na frente é, tipo, muito menos invasivo do que nas costas. Porque nas costas tem músculo, que eles têm que abrir, mexer no músculo. Na frente eles só têm que tirar os órgãos do lugar, do caminho? É.

E acessar a coluna lá atrás. Exatamente. Cara, medicina é fantástico. Não, é fantástico, cara. Eu fico besta. É fantástico. É fantástico, né, cara? Então você tá meninão. Então o resumo é esse. O Wolverine da podosfera brasileira tá meninão. Olha aí que bom. Tô pronto pra luta aí.

Pô Greg, que legal Ricardão, que bacana que história bacana, que superação e com a família também, esposos filhos, fortaleceu muito o relacionamento, acredito, depois de tudo isso a cumplicidade

É uma coisa que eu não tinha comentado, que assim, a minha mulher, quando eu saí do hospital, eu não conseguia me vestir, tomar banho. A minha mulher, ela foi tão parceira nesse momento, que era coisa dela me dar banho, dela me trocar, dela estar junto sempre. E uma coisa que pra mim foi fantástica, é que assim, ela fez tudo isso, mas já falando, ó...

amanhã você já vai começar a tentar ir dar uns passinhos, tipo sempre empurrando pra frente, sabe? O enfermeiro do lado falando que já podia... Ah não, vamos fazer só mais uma. Ela fala, não, faz mais duas. Como é que ela chama? É a Alessandra.

Alessandra, Alessandra, guerreirinha, hein? Com certeza ela vai assistir esse episódio aqui depois. Olha, minha reverência a essa mulher que, com certeza, você tem que cuidar bem dela, hein, cara? Tem que cuidar do tesouro da vida, hein? Tesouro da vida. Nem jogue na Mega Sena porque você não vai ganhar.

minha cota já foi, já eu também, eu nem jogo porque eu também ganhei a minha cota minha mulher é meu mais do que eu poderia pedir também cara, que alegria e a criançada tá bem, tudo em paz estudando, crescendo tá, uma das coisas que eu acho o Nicolas

Uma das coisas que eu acho mais da hora de ser pai é esse lance de você ver... Assim, o tema do meu podcast é construção de personalidade, né? É um tema que eu sempre curti. Então, assim, você vê a formação. Meu guri tá pra fazer 15 anos agora, então eu tô vendo ele começar a ter ideias e debater coisas do que ele acha certo, do que ele acha errado. Eu acho o máximo, eu tô perto pra ver esse rolê, tá ligado?

Legal demais, isso é. Eu sou pai de três meninos, dois já adultos, já seguindo a vida e tal, um de treze.

E não canso de me surpreender, cara, de ver como que, né, em cada fase da vida, como que eles ganham, sabe, novas mentalidades, um novo jeito de fazer. Agora os dois adultos, como é que já estão se virando, correndo atrás. Porque não é fácil, a gente sabe, a gente passa por isso todo dia, né? Então, e assim, não tem papaizinho cuida, não. É, ah, eu vou morar com a minha namorada.

O Lucas, o mais velho, que tem 24 anos, vai fazer cinco anos agora que saiu de casa e foi morar com a namorada. Agora já é esposa, né? Pai, tudo bem? Maior de idade, vacinado, dono do seu nariz, a gente cria você pro mundo. Vai lá, se vira, entendeu? E é isso aí. O do meio mora comigo ainda, mas também já trabalha.

tem o emprego dele lá carteirinha assinada ganhou promoção recentemente o chefe dele adora o trabalho dele lá e tal chega em casa cansadão, agora acabou de chegar mandou uma mensagem aqui no Whatsapp todo dia ele sai

Oi, pai, cheguei na fábrica. Ele trabalha numa fábrica de quadros e tal, na parte de impressão, controle de computador e tal. Aí ele, sete e meia da manhã, ele manda a mensagem. Oi, pai, cheguei, tá? Agora chegou em casa. Oi, pai, avisando que eu cheguei em casa, viu? Ah, que massa. E eu passo duas semanas do mês, eu não fico aqui. Eu passo em São José dos Campos com a minha esposa, né? Lá no apartamento. Que a gente, né? Casamento, mas a gente não consegue... Tem que continuar vindo pra ver o pai, a mãe, né?

O estúdio é aqui em Serra Negra, eu não consigo sair e ir pra lá. E eu tenho um filho mais novo, ele ainda é guarda compartilhada com a mãe dele. Duas semanas ele tá comigo, duas semanas ele tá com a mãe dele. Quando ele tá com a mãe dele, os outros dois são adultos, eu me pirulito e vou ficar com a mulher.

lá em São José. E aí, e o do meio, que mora aqui comigo, continua como se eu estivesse em casa. Ó, pai, cheguei na fábrica. Ó, hoje eu vou chegar um pouco mais tarde, que eu vou passar no supermercado pra abastecer as coisinhas pra mim aqui e tal. Ó, fim de semana eu vou sair com os meus amigos. Tem 21 anos, cara. É um doce. É uma alegria. É uma alegria isso que você falou de ver.

Como que eles mudam, como que eles... E assim, e a gente ter o orgulho de saber que a gente tá fazendo um bom trabalho, tá vendo a responsabilidade hoje em dia de criar filho homem também, é você não criar um canalha, né? Não criar um...

um cara que trate mal as mulheres, que seja um filho da puta, literalmente falando. Minha maior preocupação é essa, sabe? A gente sabe do desafio de criar menina, que a mulher tem que aprender a se defender. É muito mais complicado, eu tenho certeza disso, apesar de eu não ter filha mulher. Mas a minha preocupação como pai de homens é não querer que eles se tornem...

cafajestes, entendeu? Então, você vê que o menino tá lutando, vem direitinho, faz tudo bonitinho. Pô, dá um orgulho. Sinal que alguma coisa boa nós estamos fazendo, né? Uma coisa que eu acho massa, o Léo, é que eu sempre gostei de filosofia, até ter um quesinho de filosofia no meu podcast, né?

Só que assim, no trato com o meu filho, eu nunca quis impor, tipo, você vai curtir também, né? E eu percebi ele gostando e lendo livro de filosofia. E hoje ele fala que a aula que ele mais gosta na escola é filosofia. Cara, é mó bagulho da hora, velho. Você vê que é sozinho, que eu não fiquei ali em cima, tá ligado? É mó legal. A educação mais eficiente é aquela que a gente dá pelas costas.

É o exemplo, né? Assim, claro que cabe a quem tá olhando seguir ou não o exemplo. Mas quando você vê que o exemplo tá sendo seguido e você não falou nada, é porque alguma coisa certa você tá fazendo, né, cara? Pois é. E isso dá orgulho, né?

Dá um orgulho, né? Nossa, é mais massa. Que bacana, cara. Que bacana. Pô, obrigado, cara. Obrigado por compartilhar a sua história aqui comigo. Obrigado pela sua amizade, né? Por estar aqui há tantos anos já aí que a gente... Você manda mensagem, participa lá do Radiofobia, no grupo, nas lives aí. Sempre já estive lá também no seu podcast.

Deixa aqui, se você quiser falar mais alguma coisa, dar mais alguma mensagem aqui também, compartilha aqui, o espaço é todo seu. Mas eu não quero terminar antes também de você passar o serviço, lá do quem você pensa que é, podcast. Para quem ainda não conhece, vou deixar, obviamente, o link aqui na postagem do episódio. Para quem está aqui no YouTube, assistindo no YouTube, vai ter o cardzinho aqui para você poder clicar, aquela coisa toda. Mas vai ter sempre o link aqui.

Conta um pouco pra gente como que é lá, como é que o pessoal pode acompanhar, eventualmente quem quiser sugerir convidados, temos pra você, fala um pouco desse trabalho tão legal que você faz lá, porque eu já tive a honra de participar lá também. Sim, é, então, como a gente deu umas pinceladas aqui, a proposta do quem você pensa que é, é tentar entender como que a nossa personalidade é construída, o que faz a gente ir modelando quem a gente é, né?

A ideia, a princípio, era que eu pudesse... Eu comentei no comecinho que eu achava o Estante Infinita muito nichado por falar só de livro, né? Então, quando eu pensei no que você pensa que é, a ideia era não ter essa limitação.

de estar só num tema ali, né? E aí, o jeito que eu achei foi isso, que é um tema que eu sempre curti demais, que é entender a formação da nossa personalidade e dar uma liberdade de eu falar com qualquer um, tanto o cara que escreve livro, quanto o podcast, quanto o médico, né? Então, eu tô sempre chamando pessoas, assim, filósofo, podcaster, gente do cinema, eu tô sempre chamando uma galera pra tentar entender, tipo... Legal.

O que fez ela chegar ali onde ela tá, né? E por reflexo entender o que a gente tá fazendo também pra se formar, né? Curto demais esse trampo, é um hobby, mas é um hobby muito queridinho do meu coração, tá ligado? Eu curto demais fazer esse trampo. E eu convido todo mundo pra conhecer, é um podcast áudio, tipo raiz, né?

E tá nos agregadores todos. Sei lá, Spotify, tá em todos aí. Acho que até no YouTube Music eu coloquei recentemente, né? Então tá em todo lugar. Um bom podcast tem que estar em todo lugar, né? Se quiser entender um pouco de personalidade aí, bora, tá convidado a chegar aí.

Quem Você Pensa Que É Podcast, links aqui na postagem desse episódio, e também tem o Instagram, arroba Quem Você Pensa Que É Podcast, que tá aqui na tela pra quem tá vendo que o Ricardo tá usando, lá do Instagram, se você quiser acompanhar sempre que tem uma postagem. O Ricardo faz também ali uns rios com os cortes dos melhores momentos e tal, pra divulgar. Bacana utilizar também essas redes, as redes pra poder divulgar o podcast.

Vai lá ouvir que você não vai se arrepender. Muita gente bacana a cada novo episódio. Obrigado demais, meu amigo Ricardo Gregman. Saúde pra você. Vida longa. Beijo pra sua família aí, pra Alessandra, pros meninos. E conta com a gente, conta comigo, né? Sempre que você precisar, você sabe. A gente se comunica direto lá pelo Telegram, pelo WhatsApp. E que seja uma vida longa e próspera. E agora, né? Molecão!

Molecão, molecão. É, foi uma honra, cara, estar aqui trocando essa ideia com você, né? Eu curti demais. Como eu falei no começo, eu acho essa proposta maravilhosa, mano. Essa ideia de contar um pouco aí os percalços pra gente se identificar, né? Pra gente entender que não tá sozinho nas nossas tretas na vida, né?

Eu acho maravilhoso isso. E eu estou aqui também para quando você quiser qualquer situação. Estamos juntos aí. Valeu demais. Obrigado. Estamos juntos demais. E obrigado a você, querido ouvinte, que nos acompanhou aqui nesse terceiro episódio do Takinobori Podcast. Se você assistiu em vídeo, no Spotify ou no YouTube ou em áudio no seu agregador de podcast preferido, obrigado demais. takinobori.com.br

é um domínio que você pode entrar, lá vai ter o link para todos os lugares onde você pode acompanhar aqui o nosso conteúdo. Se você quiser, você pode mandar um e-mail para a gente, takinoboripodcast, arroba gmail.com, contando a sua história, se você quiser participar aqui do programa, se você tem alguém que você queira recomendar para a gente tentar entrar em contato, para eu tentar trazer aqui, para poder ouvir a história.

Qualquer coisa, se quiser, simplesmente mandar o seu feedback, como alguns que eu tenho recebido. Logo, logo eu vou trazer aqui esses feedbacks para os próximos episódios. Eu agradeço demais. É muito legal sempre receber um e-mail, saber que tem gente acompanhando o nosso trabalho. E lá no Instagram é Takinobori Podcast. No Instagram e também no nosso canal do YouTube, youtube.com.br.

Takinobori Podcast. A gente se encontra então num próximo episódio. Espero que você tenha se inspirado com a história do meu querido amigo Ricardo Gregman e que você também aí supere as suas dificuldades com coragem, com amor.

E que valorize essa lição, vai ficar forte aqui nesse episódio, valorize as pessoas que estão do seu lado, as pessoas que estão com você, porque a gente sozinho não vai a lugar nenhum, não faz absolutamente nada no dia a dia, às vezes, a gente tá tão absorto no trabalho, tão absorto no dia a dia, na correria, naquilo tudo.

que a gente esquece dessa rede de apoio das pessoas que estão ali por nós, nos amando, nos apoiando, família, amigos chegados, amigos queridos e tal. Então, que você descubra que você também é tão amado quanto o Ricardo descobriu, que você supere as suas dificuldades. Está aqui no Boro e está aqui para tentar trazer um pouquinho mais de positividade e inspiração para a sua vida. Um abraço, obrigado pelo download, obrigado pela audiência, obrigado pelo clique, obrigado pelo play, obrigado pelo stream.

E até o próximo episódio. Valeu. Aê!

Este podcast foi publicado pela Radiofobia Podcast Network. Acesse radiofobia.com.br barra podcast para conhecer e ouvir todos os nossos programas. Ou assine no seu agregador de podcast preferido. Esperamos você no próximo episódio.

Oi, eu sou o Antônio Viviani e quero convidar você a ouvir o nosso podcast Voz Off. Desde julho de 2017, eu e meu amigo Nicola Lauleta temos o prazer de conversar com as grandes vozes do rádio, da TV e da publicidade do Brasil. E trazer suas histórias até você. Se você, como nós, é apaixonado por locução, acesse vozoff.com.br e acompanhe nossos episódios aqui na Radiofobia Podcast Network.

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