Episódios de O Vinho Não Cai do Céu

Os segredos do Mouchão Tonel 3 4 e os licorosos do Pico

29 de maio de 202618min
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Entrevista com Hamilton Reis a propósito do último Mouchão Tonel 3 4 e conversa com Bernardo Cabral sobre os novos vinhos da Picowines com história sobre os licorosos dos Açores.

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Participantes neste episódio2
B

Bernardo Cabral

ConvidadoAnólogo
H

Hamilton Reis

ConvidadoEnólogo
Assuntos3
  • Mouchão Tonel 3-4Mouchão Tonel 3-4 · Alicante Boucher · Herdade do Mochão · Engasso · Madeira
  • Vinhos e EnologiaVinhos licorosos do Pico · Ilha do Pico · Cooperativa Pico Wines · Verdelho · Arcos Vulcânicos 2021
  • Arcos Vulcânicos 2021Arcos Vulcânicos 2021 · Verdelho · Três Mistérios
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O Vinho Não Cai do Céu Um espaço com muita uva Olá, sejam bem-vindos a mais uma edição de O Vinho Não Cai do Céu Acho que não será muito arriscado afirmar que a história do vinho feito em Portugal vai ter um cantinho especial para o Mochão

Tonel 3-4. É um autêntico colosso alentejano, cuja primeira edição remonta a 1996, mas por estes dias foi lançado o último de 2015. É daqueles vinhos que não sai todos os anos, muito pelo contrário, só mesmo em anos especiais. Depois deste 2015, o próximo só deve vir com o Vindima de 2021.

Monshão Tonel 3-4, um colosso do Alentejo que está de volta nos seus 47 hectares de vinha no Monshão. Há um bloco, a Vinha dos Scarapeitos, que parece ter reunido todas as virtudes da natureza para as videiras e de onde saem grandes vinhos. Precisamente para dar conta das virtudes deste Monshão Tonel 3-4, daqui a pouco vamos ter conversa com Hamilton Reis, o atual enólogo da casa.

Mas não vamos ficar por aqui. Vamos ter também uma viagem pelos vinhos licorosos da Ilha do Pico, agora que surgiram mais algumas propostas. É uma viagem que vai ser guiada por Bernardo Cabral, anólogo da cooperativa Pico Wines. Mas isso é para daqui a pouco. Antes dessa prometida viagem ao Pico, nos Açores, ficamos então pelo Alentejo, pela herdade do Mochão. A palavra fica agora por conta de Hamilton Reis. O que é que o Mochão tem de...

tão especial da forma como tu acabas de descrever. É património, é uma reunião de um pedaço de terra super importante dentro do nosso país, com um testemunho de pelo menos duas famílias, os reino-proprietários, os alabaças como os adegueiros.

que depois tiveram a sorte de reunir, pá, daquelas coincidências na vida, em que houve uma sorte neste sítio de se reunir uma geologia, com uma climatologia e com uma família que depois fez apoiar noutra, em que uma feliz coincidência fez com que tudo resultasse. Uma casta num sítio certo, com o clima certo, com as pessoas que souberam interpretá-las da maneira certa. Eu não sei se foi com conhecimento de causa, talvez até nem tenha sido, se tenha sido mesmo só aleatório.

e uma enorme sorte para o nosso país, que foi com que tenha nascido este mito que é o Herdado do Mochão. Nós somos uma das poucas propriedades à escala global em que a história da empresa se usa com a história de uma uva. Nós nunca pensamos sobre isto. É impossível falar de Alicante Boucher e não falar de Herdado do Mochão, e é absolutamente impossível falar de Herdado do Mochão sem se falar de Alicante Boucher. Eu acho que foi uma reunião...

fortuita, mas com muita sorte à mistura e felicidade, que fez com que, aos dias de hoje, exista esta frase, que não é nossa, mas que vem conter connosco todos os dias que aqui trabalhamos, que é mochão é mochão. Realmente, mochão é mochão. É uma coisa diferente. Não é melhor, não é pior, mas há um fator diferenciador que fez a casa.

Porquê que o alicante bocheco, que não é propriamente uma casta muito fácil, às vezes consegue ser muito pesada e algo agresta, funciona tão bem aqui? O alicante bocheco, a resultar, tem que ter pontos de maturação muito específicos, muito próprios e muito conseguidos. Porque depois necessita também do apoio do engasso para lhe entregar a frescura, a nobreza de um tanino que lhe vai entregar ao vinho final uma nota mentolada, balsâmica, muito própria.

que lhe vai dar a identidade da frescura. Mas para tal, a maturação tem que ser completa, porque senão o tenino pode ser cru, pode ser rudo, pode ser verde, pode ser agressivo.

Aquilo que faz o sítio especial é que a abundância da água, a circunstância em que ela fica nos solos, que é muito particular, é muito única, este aluvião que aqui se formou e esta forma que tem de reservar água nele próprio, que vai entregar gradualmente durante o verão longo, quente e seco do Alentejo, faz com que os tais pontos muito específicos, muito particulares e muito importantes para a qualidade da casta Alicante-Bucher sejam conseguidos no pleno.

E quando ele fica no seu pleno faz isto, faz esta frescura, esta textura, esta reatividade, que é extraordinariamente gastronómica por um lado e refrescante por outro. São vinhos únicos e têm a ver com o património do sítio. Destaques muito também a importância de usar o engasso, que é uma prática não muito comum. Isso faz a diferença também para as características especiais do mochão? Sem engasso não há mochão.

Isso é, aliás, e posso dizê-lo com propriedade porque temos internamente experiências, só para realmente entendermos se estávamos certos.

na ideia que tínhamos. O engasso faz parte da matriz da construção dos vinhos do Mochão. Mas estes engasso têm que estar maduros. Para estarem maduros, numa zona quente como esta, a planta tem que ter um metabolismo muito próprio, tem que ser capaz de continuar a maturação até o fim do ciclo. A água, mais uma vez, elemento essencial. O engasso é essencial e para a sua maturação, a água é essencial. A água, natural, que lá está, não anda rega. Não resolverei da mesma maneira. O engasso vai entregar um tipo...

de composto fenólico, que é absolutamente essencial para a longevidade e para a tipicidade do vinho. É do engasso que vem muito daquilo que é a matriz da herdade do mochão através dos seus vinhos. Eu acho que, mais uma vez, eu acho que terá sido uma feliz coincidência, mas aperceberam-se dessa feliz coincidência, e isso foi a inteligência da família, foi a entender que se calhar aquilo era essencial, e durante 125 anos a empresa operou em cima do engasso,

e garantidamente que os próximos 125 anos vão ser operados em cima da engasso. Madeira, dizes também que este é dos vinhos que mais Madeira usa e praticamente não se dá para ela. Qual é o segredo para que isso aconteça? Tem a ver com tudo o que temos estado a falar para trás ou entram aqui outros tipos de componentes?

A parte de composto que vem do engasso, a parte de um taníso específico que vem do engasso vai ajudar na polimerização daquilo que é madeira, mas não é por causa disso. Ou também não é só por causa disso. O que se passa é que nós estamos a falar de uma casa em que todos os dinhos fazem...

Há enormes períodos de guarda em madeira, e sempre em madeira, 100% madeira. O que se passa é que estamos a falar de grandes dimensões, 5 mil litros, ou seja, o raço, madeira, vinho, é sempre em favor do vinho, mas acima de tudo estamos a falar de história, estamos a falar de 100 anos, estamos a falar dos tonéis centenários, de tonéis que foram bem preservados pela família e pela família Alabaça também ao longo destes anos, pelo seu bom trabalho, mas estamos a falar de madeiras que foram lixiviadas por tanto e tanto...

tanto e tanto vinho que nele passou ao longo dos anos. Por isso, o património maior do nosso tunel é a microoxigenação, não a contribuição do ponto de vista aromático ou sequer de textura em relação aos vinhos. Os vinhos são consequência de uva.

O tunel do Mochão serve como um envolcro que preserva e ajuda a desenvolver a propriedade que vem do campo. São madeiras neutralizadas por natureza, não reativas e que não entregam. Preservam, isso sim. O tunel 3, 4 não sai todos os anos, muito pelo contrário, este é de 2015, portanto já lá vão 11 anos.

Como é que é feita a avaliação? Imagino que seja um processo complicado. Escolher o que é que é, o que é que não é, deve ser, não deve ser. Para caso não, mas também é bastante simples. É histórico, vem do campo, sabemos onde é que ele vai. Se ele nascer, sabemos onde é que ele vai nascer. Estamos sempre focados e atentos. E todas as meninas acreditamos que eles vêm aí, que ele vem aí, que aquela uva é o tunel que aí vem. E aí toda a vega está preparada e polvorosa e chitadíssimos que estamos.

e os tuneis preparados para o pós-pisa-a-pé nos lagares e o térmico da fermentação, mas depois vai ser o ano, vai ser o clima daquele ano, vai ser a determinação pela qualidade que o ano ajudou ou não a casta a atingir. Nós temos por princípio que tunela há todos os anos, a verdade é que só há 2 ou 3 vezes por década, tem a ver com a mãe natureza, a mãe natureza determina.

a entregar naquele ano todas as condições hidáfoclimatéricas ideais para a casta, ou então não. É uma consequência daquilo que nos é entregue. Se a Mãe Natureza nos entregar a tonel, nós vamos guardá-lo e mantê-lo, o melhor que sabemos e podemos, para ele chegar ao seu momento. Não é nada feito por nós, ele vem ter connosco. Se a Mãe Natureza não nos deixa a ter, teremos que esperar pelo próximo ano.

Este 2015 que estamos a lançar agora é de alguma forma diferente dos outros ou isso nem sequer interessa? O que interessa é precisamente o contrário. A consistência, ser sempre parecido ou praticamente igual, nunca é, mas parecido com o que foram editados antes. Uma matriz, a matriz é importante. Uma consistência de matriz é importante que o nosso consumidor e nós próprios na prova identificamos o vinho. Isso é essencial, mas depois ele tem que ter o reflexo do ano. Agora...

É óbvio que, sabendo que vêm sempre do mesmo sítio, maioritariamente, que existem condições climatéricas que ajudam a vir a chegar àquele momento específico no tipo de maturação que vai dar o Tunel 3-4.

É muito normal que eles depois se confundam entre si, sendo claro que a matriz do tempo os vai dividir entre eles, porque como é editado muito raramente, temos esta matriz de tempo que vai ter impacto na identidade no dia em que o provamos. É o tunel de 96, ou é o tunel de 99, ou é o tunel de 2001. O tempo entre eles também os vai fazer. Agora, há uma matriz, uma identidade que quem o prova uma vez...

Quem prova o Tonel 2001 vai reconhecer o 2005. Não há dúvida e não se vai esquecer. E do Alentejo, terra do Mochão, seguimos para os Açores, para a Ilha do Pico, nos próximos minutos. O enólogo Bernardo Cabral, da cooperativa Pico Ant, dá uma autêntica aula de história dos vinhos licorosos do Pico e mostra as suas novas propostas. Os vinhos licorosos fazem parte do DNA dos vinhos do Pico, desde a sua origem.

O Pico começou a fazer vinhos, mais ou menos, na mesma altura em que também a Madeira começou a fazer. Portanto, já lá vão seis séculos. E na origem, os vinhos que eram feitos eram este estilo. Está a perceber? Talvez alguns um bocadinho mais secos. Enfim, foi-se afinando ao longo dos séculos, mas sempre foi a base dos vinhos. Os vinhos de mesa, portanto, aqueles secos de mesa, como nós conhecemos, os brancos, que agora fazem tanto furor, é que são uma novidade. Esses têm, enfim, cerca de...

40 anos, mais ou menos 30, 40 anos de existência. De alguma forma os licorosos foram abandonados, não é? Os licorosos foram postos, sim, enfim, como a cultura da vinha e do vinho que foi nos Açores inteiro, o Pico, eu falo mais do Pico para já porque é onde estamos a fazer vinhos, de quem estou a falar, e porque o Pico representa 90 e tal por cento da produção de vinhos dos Açores inteiros, portanto é a ilha com a maior representatividade. E a história dos vinhos do Pico.

está muito associada a muitos eventos dramáticos que foram acontecendo, eventos climatéricos, com erupções vulcânicas, eventos como seja a Filoxéria e o Oídio, que dizimaram completamente as vinhas, que era o ganha-pão daquela ilha, não havia...

Não havia plano B, está a ver? E, portanto, em 1800 e tal, que eles ficam, de repente, sem nada. Depois, mais tarde, ainda volta novamente o vulcão dos Capelins. E com isto houve sempre muitos abandonos, volta, não volta, não é? Está a ver? E foi menos estável a produção de vinhos do que comparativamente com a Madeira. O que aconteceu? Houve sempre os produtores que, nas suas próprias casas, iam fazendo estes vinhos. Portanto, havia sempre pouca coisa.

não havia, era grande dimensão, não estavam agregados, e a cooperativa aparece justamente para ganhar dimensão, para ser um produtor que tivesse a capacidade de pegar nestas pequenas vinhas, nestes pequenos produtores, e ganhar alguma dimensão. Portanto, justificar construir uma adega, justificar ter marca, justificar ir comercializar os vinhos pelo mundo fora. E isso aparece há 76 anos atrás.

com a formação da Cooperativa Fiat e Vinícola da Ilha do Pico, Pico Wines. E há um estoque, nós temos um estoque grande de vinhos licrósseos que foram sempre feitos desde esse primeiro dia, está a perceber? E de facto somos como que um museu de vinhos, justamente vinhos licrósseos dos Açores. Vale a pena visitar.

arrepiante, qualidade tal e enfiada. Esta ilha do Pico Licoroso 98, quais são as características principais? Estamos a falar 27 anos de estágio, quais são as castas, como é que foi feito? Falo-me um bocadinho do processo.

O que acontece é que estes vinhos aqui da cooperativa foram ali no pico, estes licorosos, nós conseguíamos fazer, ao contrário, se calhar da madeira, que é o nosso estilo de ser aquele que está mais perto, conseguíamos ter as uvas mais maduras na vinha e mantendo, portanto, ter mais nível de açúcar na uva, mas também ter muita acidez ao mesmo tempo. E depois havia anos em que os vinhos saiam...

ainda mais equilibrados, e chegavam a permitir a conseguir chegar ao estilo sem adição da aguardente, ou praticamente nenhuma, só pequenas correções às vezes, umas casitas assim. Pronto, este 98 é um vinho ainda mais emblemático, porque em 98, nesse ano, até à Vindima, tudo estava a correr mal.

Foi um momento, mais um daqueles momentos históricos de vários anos consecutivos, com péssimas produções, péssimas de pouca quantidade, um desânimo enorme por parte dos produtores, dos viticultores. É um cenário mais ou menos habitual nos Açores, no Picos.

É, mas aquilo vinha, enfim, muita dificuldade económica, enfim, estava tudo muito negativo, está a ver? E, portanto, aquilo que eu consegui ler, porque eu não estava lá em 98, havia muito desânimo, está a ver? Portanto, eu acredito que tivesse quase a acabar, não sei, e o ano, foi um ano, acontece que durante o inverno e primavera, mais uma vez um ano péssimo, portanto, um impacto enorme na produção.

e quando nascem os vinhos de 98, de repente as pessoas voltam-se a animar. Era pouco, mas era de uma qualidade absolutamente extraordinária. E este vinho faz parte dessa...

Eu não me lembro de estar a provar o de 98 assim há pouco tempo. Portanto, do espólio que nós conseguimos ter na adega e que somos únicos nesse sentido, e consegui lançar ao fim de tantos anos um vinho destes. Isto era para lhe dizer que então é feito de verdelho, da zona da criação velha, mas é a zona onde estão as vinhas mais antigas e tipicamente de onde saiam os nossos vinhos licorosos todos.

E, portanto, as uvas são apanhadas praticamente em passa, não estão completamente em passa, mas estão bastante, a começar a ficar bastante desideradas, tem um teor de açúcares bastante elevado, mas mantém também uma acidez muito alta. E, portanto, são uvas que vêm da zona das vinhas, mais perto do mar.

Ou seja, o sal também tem um impacto grande pela sua capacidade deste poder osmótico de retirar ainda um bocadinho mais de água e tornar as uvas ainda um bocadinho mais concentradas. E então o que acontece é que nessas zonas nós conseguimos ter vinhos com uma profundidade única. Este vinho foi feito assim e depois teve...

muitos, muitos, muitos anos em barricas de carvalho. São pipas de 650 litros, até este momento em que nós achámos que estava na altura de apresentá-lo ao mundo. E estamos a falar de apenas 470 garrafas, não é? Porque é uma produção curta, mas mais ou menos habitual. É, e de meio litro, são garrafas pequenitas.

Muito bem, do licoroso, saltamos então para o branco contemporâneo, que é um clássico já da Ilha do Pico, onde se fazem grandes vinos, este Arcos Volcânicos de 2021. Como é que é feito? Castas usadas? Mais ou menos a mesma questão. Este branco tem uma característica...

É um vinho também de verdalho. Portanto, na realidade são dois verdalhos de dois solos de lagido, só que são solos com idades muito distintas. Portanto, a criação velha, emblemática, enfim, é um lagido com mais ou menos 4 mil anos, mais coisa menos coisa. O Arcos Vulcânicos é da zona dos Arcos.

Portanto, ali a Santa Luzia e Arco são duas freguesias coladas uma à outra, em que tem um... que é um dos mistérios... aquele solo nasce num dos mistérios, que há três séculos atrás, houve ali três grandes erupções na ilha, que eles chamaram os Três Mistérios, e uma delas era o Mistério de Santa Luzia. E, portanto, é um solo muito, muito recente, tem 300 anos. E essa zona é uma zona onde, nas recentes replantações de vinhas, estamos a falar...

a partir ali de 2014, 15, não é? Porque começam a entrar aqui uns vítices interessantes, uns planos de apoio à replantação de vinhas, e foram reconquistados ao mato áreas que já tinham tido no passado vinhas, e esta zona foi uma zona onde, preponderantemente, está plantado verdelho. E ano após ano nós temos começado a separar estes verdelhos, a perceber um bocadinho o que é que eles têm para dar, e o Arcos Volcânicos acaba por ser o...

um vinho apoteótico de qualidade que em 2021 nasce ali, que é 100% fermentado em barrica, apesar de não se notar praticamente nada que ele tem em barrica.

Também estamos a falar de uma quantidade muito pequenina, foram duas barricas de carvalho de 500 litros, veja lá. Depois teve 10 meses em estágio sobre as borras finas até ser engarrafado. Entretanto, ele é engarrafado em 2022 e 2022, até agora final de 2025, quando nós o lançamos, começamos a apresentar, teve este estágio de garrafa. Então é um vinho com uma profundidade maravilhosa, uma mineralidade.

Eu acho que mostra muito o que é o verdelho no pico. E com Bernardo Cabral e esta sempre maravilhosa viagem pelos vinhos do pico, fechamos mais uma edição de O Vinho Não Cai do Céu. Saúde, boas provas e até para a semana.

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