Como empresas impulsionam a transição energética no Brasil - EP 219
- Gastos elevados com energia no BrasilMatriz energética renovável brasileira · Protagonismo das hidrelétricas · Crescimento de energia eólica e solar · Emissões de CO2 no setor de transportes · Inovação e eficiência em mobilidade
- Soluções de mobilidade e dados na EdenredPlataformas de inteligência de dados para mobilidade · Otimização de rotas e escolha de combustíveis · Uso de inteligência artificial (TED) · Gestão de frota (manutenção, pedágio, combustível) · Programa Move for Good · Compensação de emissões e reflorestamento · Conscientização de motoristas sobre direção sustentável
- Sustentabilidade e PatrocíniosGrupos multidisciplinares para metas ESG · Metas de remuneração variável atreladas à sustentabilidade · Programa de desenvolvimento de fornecedores (Mover e Edifica) · Projeto Inclusão Tech · Programa Mulher Motorista · Redução de resíduos destinados a aterro sanitário · Uso de energia de fonte renovável
- Combustíveis alternativos e sustentáveisDefinição de veículos eletrificados · Definição de biocombustíveis · Viabilidade econômica de novas tecnologias · Futuro híbrido da mobilidade · Desafios da infraestrutura de eletrificação no Brasil · Acesso a energia mais limpa para consumidores e empresas
- Implementação de ESGSquad 4 e agenda ESG · Programa de compras sustentáveis · Redução da emissão de carbono · Parcerias estratégicas na cadeia de suprimentos
- Cultura OrganizacionalTransformação cultural em empresas · Validação de comportamentos sustentáveis · Bem-estar do colaborador como mote · Impacto social da sustentabilidade · Mudança de comportamento individual e coletivo
- Mobilidade interna elétrica nos Estúdios GloboUso de carrinhos elétricos · Substituição de ônibus a combustão por jardineiras elétricas
Fala pessoal, estamos começando aqui mais um podcast do Menos é Mais. Eu sou a Clara Braga, aqui do time da Globo de Comunicação, e vou fazer a minha autodescrição. Sou uma mulher branca, de cabelo longo e castanho escuro, meus olhos também são castanhos, e eu estou vestindo uma blusa preta com uma saia preta. E a gente tá aqui hoje pra falar de um assunto muito importante.
quando a gente fala do contexto de sustentabilidade. Sustentabilidade aqui na Globo e também no mundo. E o tema de hoje vai ser a gente conversar sobre mobilidade. Mobilidade é algo que quando a gente para para pensar, já é um tema que você vê no seu dia a dia. Você já precisa utilizar algum meio de transporte para fazer qualquer coisa e já sabe qual é o impacto disso na sua rotina, seja pegando um trânsito, seja esperando ali uma encomenda.
que está demorando para chegar, né? E quando a gente fala de mobilidade aqui no Brasil, a gente já está saindo disparado dos outros países, tá? A gente tem aí números que mostram que a nossa base, tanto energética como também elétrica que a gente tem hoje aqui no Brasil,
é algo que a gente já se destaca e que a gente já tem uma grande vantagem para a gente entrar nessa transformação da humilidade ainda mais rápido, né? E a gente conseguir virar um case aí para os outros países também. E para a gente começar nossa conversa, eu vou trazer alguns números.
para a gente contextualizar sobre essa temática de mobilidade e também entender qual é a importância quando a gente fala de uma mobilidade no setor de transporte e na eficiência, na eficiência dos transportes para a gente melhorar o nosso caráter da sustentabilidade como um todo.
E aí, trazendo aqui números, de acordo com a empresa de pesquisa energética, cerca de 45% de toda matriz energética brasileira, já considerando transporte, indústria e também eletricidade, vem de fontes renováveis. Quando a gente coloca isso num caráter global, a gente está falando do triplo da média global. Não é dobro, é triplo.
E isso já coloca a gente em outro patamar. E se você estava achando que esse número já parava por aí, que já é um número, um ótimo feito que a gente tem, a gente ainda tem também um outro dado que coloca o Brasil numa posição ainda melhor quando a gente fala dessa temática de mobilidade e também do setor de transporte. Então, trazendo aqui um outro dado, quando a gente olha especificamente para a nossa matriz de energia elétrica,
a gente tem aí mais de 80% de eletricidade do Brasil oriunda de fontes renováveis. E aí a gente tem um forte protagonismo das nossas hidrelétricas, como também um crescimento de energia eólica e energia solar, que cada vez mais a gente está conseguindo implementar isso.
na nossa matriz aqui brasileira. Ou seja, o Brasil já parte ali de uma base mais limpa quando a gente compara com outros países que também estão nessa transição aí no mundo junto com a gente. Mas, como nem tudo são rosas, a gente vai falar também de desafios que a gente tem. Porque a gente já tem essa base e a gente quer melhorar, a gente quer avançar mais. E a gente sabe que quando a gente fala de mobilidade, temos que falar de transportes, como eu comentei agora com você.
E trazendo aqui também um número para a gente entender o contexto da importância de melhoria no setor de transportes, a gente tem aí um estudo que foi feito pela Agência Internacional de Energia, que trouxe que o setor de transportes é responsável por cerca de 25% das emissões de CO2 globais. E quando a gente fala disso, a gente está trazendo aí um peso enorme para o impacto que o setor de transportes tem.
Na transição energética, na transição do mundo como um todo, né? E o quanto que as empresas são agentes principais para atuarem nisso, né? Para atuarem tanto no pilar de conscientização, como também para dentro da própria empresa também realizar essas mudanças.
E aí, quando a gente fala dessas mudanças da transição no setor de transporte e da mobilidade como um todo, a gente está falando de inovação, a gente fala de inovação, de eficiência, e de cada vez mais termos essa responsabilidade ambiental e social, porque as coisas andam lado a lado, então a gente está trabalhando tudo em conjunto.
E hoje aqui para o nosso papo, depois desse contexto que eu te dei para você já ficar preparado e entrar com a gente nessa conversa, colocar suas perguntas nos comentários e entender como é que funciona hoje, em que patamar o Brasil está, a Globo está, as nossas empresas parceiras também estão. A gente trouxe uma galera que já entende muito sobre isso e que já está há alguns bons anos trabalhando aí com transição, trabalhando com mobilidade e tem aí dados para complementar a nossa conversa.
e também para agregar um olhar em relação a que outras coisas que os outros países também estão fazendo quando a gente fala dessa temática de mobilidade e de transição. E aí, para a gente começar essa conversa, tenho aqui na minha frente, que essa mesa aqui está composta por uma galera muito especial, que veio aqui para a gente conversar, o Homero Carrazoni, que é o diretor de Suprimento e Serviços e Logística da Globo. Seja muito bem-vindo, Homero.
e que também lidera iniciativas estratégicas aqui dentro quando a gente fala de sustentabilidade e também de logística de mobilidade aqui dentro para a gente cada vez mais conseguir ter essa transição mais justa, responsável e eficiente sobretudo. Romero, por favor, faça sua autodescrição.
Bom, primeiro, prazer estar aqui dividindo essa mesa aqui com vocês. Eu sou um homem branco, estou com barba, grisalha, cabelo grisalho e vestido com a camisa preta, fazendo menção, de fato, ao nome da área. A sua área, perfeito. Muito obrigada pela sua presença, viu? E aqui ao meu lado a gente tem a Patrícia Gomes. Muito obrigada pela presença, Patrícia. Patrícia é diretora de marketing.
da Edenred Mobilidade, que atua em uma das maiores plataformas globais de soluções para mobilidade, benefícios e pagamentos corporativos. Não é pouca coisa não, está muita coisa e já está há um bom tempo nesse mercado lidando com isso e tem muito conhecimento para conversar aqui com a gente. Muito obrigada pela sua presença novamente. Por favor, faça sua autodescrição.
Muito obrigada, é um prazer estar dividindo aqui esse momento com vocês. Então, eu sou uma mulher branca, tenho cabelo castanho médio, olhos castanhos, estou vestindo uma camisa branca com a logo da minha empresa e uma calça vermelha.
Perfeito, muito obrigada pela sua presença e por estar aqui hoje com a gente. E aqui seguindo na minha frente a gente tem a Isabela Salgado, que é gerente de sustentabilidade na Ipiranga, que é uma das maiores empresas quando a gente fala de distribuição de combustíveis aqui no Brasil e no varejo, e que também acompanha de perto e há muito tempo.
Também é que antes a gente estava conversando, a gente trocou aqui algumas informações e que já vem acompanhando esse setor de mobilidade e de transição justa cada vez mais no mercado. Muito obrigada por estar aqui hoje e, por favor, faça a sua autodescrição. Eu que agradeço o convite. Bom, sou uma mulher branca, cabelos longos castanhos, olhos castanhos. Estou vestindo uma blusa clara em tom de bege e uma calça clara em tom de verde.
Perfeito, muito obrigada e muito obrigada pela presença de todos aqui e agora a gente vai conversar sobre mobilidade e entender o que está rolando no mercado e que possibilidades a gente tem para cada vez mais a gente conseguir avançar nessa luta, na aceleração da transição cada vez mais justa e eficiente aqui como um todo.
E dois termos que a gente vai usar muito na nossa conversa é tanto biocombustível como também eletrificação. E para a gente já começar e não ter erro aqui, para todo mundo ficar ali na mesma página, Homero, eu gostaria que você explicasse o que são essas duas coisas que a gente tanto vai falar aqui hoje.
Vou falar de uma maneira rápida e que seja fácil para todos entenderem. Quando a gente fala de veículos eletrificados, quando a gente fala de eletrificação da frota, são os veículos que estão movidos por eletricidade. Na sua força motriz, usa a eletricidade como fonte para fazer a sua movimentação. E falando sobre biocombustíveis, eu acho que o resumo mais fácil para a gente dedicar são os combustíveis que não são oriundos de fósseis. Então, um pouco do resumo que eu gostaria de dividir com vocês.
E aí, Homero, vamos aqui para a pergunta, né? Além de você ser da nossa área de suprimento, serviço e logística, você também integra o nosso Squad 4, que faz parte da agenda ESG que a gente tem aqui na Globo, que são grupos que a gente tem multidisciplinares para a gente trabalhar temáticas que contemplam a nossa agenda como um todo aqui na empresa. E a gente sabe que no Squad 4 a gente trabalha tanto a conscientização, o pilar educacional da temática da sustentabilidade, como também a biodiversidade aqui na empresa.
E aí eu queria te ouvir como é que funciona, como é que é feita a governança desse Squad no que diz respeito também às temáticas de mobilidade e do próprio setor de transporte que a gente tem aqui na Globo. Eu vou trazer um pouquinho do contexto do que a gente se organiza em termos de Squad 4 quando a gente fala dentro dos compromissos que a gente tem na nossa agenda ESG da Globo.
É um grupo multidisciplinar, é um grupo que tem, dentro das suas características, temos pessoas de inúmeras áreas participando, desde geração de conteúdo para a Globo, de fato, a área de infraestrutura que suporta todas as gravações, suporta toda a geração de conteúdo para a Globo. Então, dentro desse grupo, a gente tem essas pessoas que estão focadas nas suas agendas para que, de forma...
de propagar, de fato, esse conceito da biodiversidade, principalmente da sustentabilidade, dentro de todos os nossos conteúdos e dentro do nosso dia a dia, dentro da nossa rotina. Então, esse grupo traz aqui os insumos para que, de fato, a gente possa discutir e, em cima desses insumos, em cima daquilo que a gente já tem como meta definida na nossa agenda ESG, a gente construa esses planos para que, de fato, a gente alcance os resultados que a gente espera.
Dentro da minha agenda diretamente, eu diria que eu tenho dois grandes enfoques que são importantes dentro dessa agenda. A gente tem uma agenda que é importante olhando uma visão de parcerias estratégicas, estamos falando aqui da nossa cadeia toda de fornecimento, nossos parceiros e fornecedores que nos ajudam no ecossistema, na geração de conteúdo, por exemplo, da Globo. E aí fazendo uma agenda junto com eles, que de fato a gente precisa propagar um pouco.
Da maneira como a Globo tem se posicionado, a forma como a gente coloca essa agenda disponível para todos, e o fornecedor, o nosso parceiro, ele tem um papel fundamental, dado que ele está na nossa cadeia também de supply para toda a nossa agenda e para todos os nossos desafios que a Globo tem diante do mercado.
A gente tem um programa específico que aborda isso, que é o nosso programa de compras sustentáveis. Esse programa tem três pilares que são importantes. Um pilar que é de fato de conscientização, e nessa agenda de conscientização a gente tem programas de sensibilizações, programas de desenvolvimento.
Aqui eu cito um como exemplo, que foi um programa que a gente terminou agora em 2025, a gente premiou agora no início de 26, celebramos aqui a entrega de certificados, que foi um trabalho grande sobre imersão ESG, onde a gente não ficou simplesmente preso, digamos, à sustentabilidade, a gente passou por outros processos que fazem parte do ESG, como valor social, como governança.
e onde a gente desenvolveu esses pequenos e micro empresas que fazem parte do ecossistema da Globo no seu processo de desenvolvimento. Então, isso é um exemplo do que está no programa de compras sustentáveis e aí muito com esse pilar de trazer essa agenda para todo o nosso ecossistema. Então, esse é um desafio para a gente que já daria um bom podcast específico para falarmos sobre isso.
Quando a gente vai diretamente nas ações que eu estou relacionado também, num outro pilar, e aí trazendo um pouco para a realidade da mobilidade, então aqui a gente tem uma agenda super importante que é a redução da emissão de carbono. Como que a gente atua nessa agenda? De que forma a gente, como o Globo, trabalha as nossas ações para que de fato a gente reduza as emissões do nosso carbono?
E isso também tem uma agenda importante que casa com compras sustentáveis, que também faz parte da cadeia de descarbonização dos nossos parceiros que estão aqui dentro. Então, isso tudo, a gente, de maneira integrada, dentro do próprio Squad 4, a gente trabalha com ações, com muita responsabilidade, com muita...
vontade de acertar. Acho que esse aqui é um mote muito importante aqui para a gente. A gente sabe que muitas das vezes a gente quer acelerar, mas também o time pode não ser o mais adequado, mas de que maneira a gente encaixa isso num ritmo que de fato traga os resultados e que na nossa agenda, com o objetivo de chegar em 2030, a gente passe por todos esses caminhos de maneira estruturada, de maneira consistente, que traga valor para o negócio.
Perfeito. E você complementando, né? Que a gente tem aí esse ecossistema, essa governança integrada, trazendo colaboradores de diversas áreas, né? Pessoas que já entendem um pouco mais o assunto e que não entendem. E também essa vontade de acertar, né? Que independente do seu conhecimento que você tenha hoje, você consegue contribuir.
é muito interessante porque mostra que é muito plural essa temática. É o que a gente está se propondo a fazer aqui hoje, inserir todo mundo nessa conversa e entender qual o papel que você pode ter, desde um papel mais inicial até mesmo um papel um pouco mais avançado, para entrar junto com a gente nessa transição. E quando a gente fala desses squads, desses grupos que a gente tem multidisciplinares, fiquei sabendo que na Ipiranga a gente também tem, né, Isabela?
E eu queria que você falasse um pouquinho como é que você faz, como é que funciona hoje dentro da Ipiranga, como é que é feita essa governança desses grupos também para abordarem esses temas. É muito legal a gente ver que as empresas têm iniciativas que são semelhantes. Acho que também isso mostra um amadurecimento da agenda ao longo do tempo. Na Ipiranga, a nossa governança, como é feito na Globo, a gente tem grupos muito disciplinares.
em que líderes de diversas áreas da empresa são responsáveis para fazer acontecer os planos de ação das nossas metas de longo prazo, de responsabilidade social, responsabilidade ambiental. E, formalmente, a gente reporta esse nosso andamento para o mercado, pelo nosso relatório de sustentabilidade. Já deixo aqui o convite para todo mundo acessar. E a gente também reporta para o nosso mais alto nível de organização, que é o Conselho de Administração.
E pensando em governança, isso é tão verdade que hoje os nossos executivos têm metas no programa de remuneração variável, ou seja, dói no bolso fazer e entregar o que a gente enxerga de ação para a empresa no longo prazo.
E um ponto que você comentou, e até o objetivo desse podcast, que eu acho que é muito genuíno, é fazer essa agenda estar presente no dia a dia. Como é que a gente também sai dessa governança do papel, sai dessa governança da...
do intocável e traz para uma comunicação simples, presente no dia a dia das empresas, como as pessoas se enxergam nas ações. E eu gostei muito de você ter falado do programa de compras sustentáveis. Eu acredito muito também que a maturidade de uma empresa, quando ela está falando de sustentabilidade...
ela sair dos seus próprios portões. Quando eu passo a querer influenciar toda a minha cadeia de valor que está em contato com o meu negócio, todas as pessoas que estão presentes no meu ecossistema. E a Ipiranga, como é uma empresa de distribuição de combustíveis, assim como vocês também têm programas de compras sustentáveis, a gente também tem um programa de desenvolvimento de fornecedores, alguns, citando dois.
A gente tem um programa de desenvolvimento para as distribuidores, os caminhões que entregam nossos produtos pelas ruas, que é o Mover. Que demais! E a gente também tem um que é desenvolvimento das empreiteiras que prestam serviços para a gente, que é o Edifica. E não vou entrar, porque aí também, como você falou, eu daria outro podcast aqui só para a gente falar desse assunto. Mas através desse programa, por exemplo, a gente consegue levar um dos nossos pilares, e esse DIC são super relevantes, que é a segurança.
Segurança é essencial, nada é feito sem segurança, é primordial, para além das nossas fronteiras. A gente também consegue levar outros temas, como diversidade, promoção da proteção à infância, a própria descarbonização também para o programa de compras sustentáveis. Isso tudo também faz parte de uma governança, faz parte de uma...
de forma estruturada, de um olhar da empresa que seja pensado mais de forma coerente e pensando também ao longo prazo, não é ação de imediata para agora, porque não é moda, não vai acabar amanhã. Pelo contrário, a gente está falando de transformação do planeta e da forma que a gente vive hoje como seres humanos.
Não, é muito legal ouvir você falando, porque aqui a gente tem uma mesa de pessoas que estão há muito tempo falando sobre isso, defendendo isso, lutando com isso, né? Então a gente vê que a gente não tá aqui pra simplesmente pensar em uma ação prática pontual, pronto, foi, a gente já resolveu. Não, mas sim a gente conseguir ter essa nova cultura, né? Essa nova cultura, desde uma pessoa que já entende mais até uma pessoa que já está trabalhando diretamente com isso.
Então, muito interessante ouvir isso também, saber que na Ipiranga vocês fazem isso e que isso tem esse valor, também essa importância dentro do relatório. E aí, como você trouxe no início da sua fala aqui, quando a gente fala dessas ações de compra que a gente tem, dos programas que vocês têm, para além do escritório, para além de quem está na empresa.
A gente está trazendo aqui muito claro que esse impacto sustentável, ele também está ali muito perto do impacto social, né? Ele está diretamente nas pessoas. E a Ipiranga foi reconhecida, né? Aí pelo projeto Inclusão Tech, que eu queria que você explicasse um pouquinho para quem ainda não sabe o que é esse projeto. E é um projeto em que a gente mistura, né? A gente está ali diretamente no impacto social, ela foi reconhecida por isso, o projeto. E também é...
ele é atrelado ali a todo o movimento que a Ipiranga faz na transição para a gente ter essa mobilidade cada vez mais justa e também acelerando essa descarbonização. E eu queria te ouvir que você explicasse o que é o projeto, para quem não conhece, e que também falasse um pouquinho o que a Ipiranga vem fazendo para conseguir ter essa transição mais justa e o que você espera para daqui a um ano, dois anos, de solução que a gente tenha no mercado.
Muito legal você ter falado do Inclusão Tech, né? Que é, quando a gente fala de sustentabilidade, os pilares são muito além de simplesmente o pilar ambiental. A gente está falando do social, promoção de diversidade, compras sustentáveis, assim, né? É um leque aí.
de assuntos. E o Inclusão Tech, ele é um exemplo de uma iniciativa nossa de promoção da educação e capacitação para emprego e renda. E especificamente, esse programa também, a gente uniu com outro pilar nosso, que é a inclusão, né? Promoção da diversidade.
Então, o programa capacitou 300 PCDs para trabalharem no universo de tecnologia, começarem ali, que a gente sabe que é um mundo super em alta, com alta empregabilidade, e a gente empregou dentro da Ipiranga parte desses PCDs. O restante do público ficou aí capacitado para buscar melhores oportunidades no mercado. E é um exemplo, além do Inclusão Tech, a gente tem também o programa Mulher Motorista.
em que a gente capacita mulheres para dirigirem caminhão de combustível, ou seja, uma habilitação super específica, pesada, e essas mulheres ficam com o currículo cadastrado com os nossos fornecedores. A gente quer promover diversidade também nos nossos fornecedores, para eles contratarem essas mulheres também para o público deles.
Enfim, a gente tem uma série de iniciativas que trabalham também o pilar social. E no pilar ambiental, acho que até um pouco mais aqui que a gente vai se debruçar, a Ipiranga tem um compromisso de reduzir a quantidade de resíduos que é gerada para, direcionada para aterro sanitário.
E no último ano, a gente chegou a menos de 5% do nosso resíduo é destinado a aterro, que isso vai muito também do empenho de cada colaborador, que é o dia a dia da coleta seletiva, pesa muito. A gente sabe disso, a gente vê quem está ali perto. E a gente também hoje utiliza 100% da nossa energia, a energia de fonte renovável, também diminuindo a nossa pegada de carbono da nossa operação.
Enfim, tem uma série de iniciativas, mas todas elas casam e estão em linha a essa visão de governança, essa visão de estratégia. E eu acho que é o principal, que as três empresas que a gente representa, uma visão mais coerente e mais coesa. São passos coerentes, planejados.
que vão muito mais além de simplesmente se pensar. É um movimento mesmo que a gente, eu costumo falar que é uma jornada. Essa palavra está um pouco degacinho, meio baixa, mas é uma jornada. A gente começa e vai construindo compromissos aos poucos até para achar soluções que a gente precisa.
Perfeito. E vocês dois aqui trouxeram essa correlação que a gente tem entre a sustentabilidade e impacto social, mas a gente também precisa olhar para o todo, fazer a gestão de tudo isso, qual é o impacto que a gente tem quando a gente utiliza um determinado...
um determinado tipo de energia, qual o impacto que a gente tem quando a gente pensa para que essa energia vai ser usada, se ela vai ser de longo prazo, curto prazo, e isso a gente engloba tanto a ação do transporte, como também em que local está esse transporte, qual vai ser o trajeto dele, em qual ambiente ele está inserido. E quem faz muito bem isso é a Eden Red, né Patrícia?
E aí eu queria um pouquinho que você falasse, né? A gente sabe que a empresa de vocês, ela atua muito fortemente na gestão dessa mobilidade, né? Ajudando ali as empresas a entenderem qual que é o melhor cenário pra gente conseguir entregar esse equilíbrio de uma melhor transição pro cenário daquela empresa. E aí eu queria que você explicasse, por meio da Ticket Log, o que vocês vêm fazendo ultimamente junto às empresas.
Com certeza. A Edenred é uma empresa global, ela está em 44 países, e a Edenred Mobilidade é líder do ecossistema de mobilidade na América Latina. Então hoje a gente é responsável por plataformas de inteligência de dados, onde a gente consegue ajudar nossos parceiros, como a Globo, a escolher quais são os melhores tipos de combustível, quais são as melhores rotas, quem são os melhores motoristas, quem são os melhores veículos da frota deles, porque a gente tem...
desde a manutenção dos veículos, uma plataforma para controlar essa manutenção, passando pelos lugares de pedágio e de estacionamento, então você sabe exatamente onde as pessoas estão indo, assim como o combustível, que combustível você está usando, o quanto você está usando, em que rota você está usando, então é um sistema que conjuga muitos dados para fornecer uma mobilidade eficiente e sustentável para todos os parceiros.
Perfeito. E quando a gente fala no papel que vocês têm hoje, tanto para as empresas conseguirem reduzir as emissões, como também os custos, como é que funciona esse processo? Como é que isso é feito? Então, desde 2019, a gente já implementa a inteligência artificial para ajudar nisso. E a gente tem o que a gente chama o TED. Então, o TED é um dos nossos parceiros, um dos nossos agentes, que ajuda, por exemplo, a escolher a melhor rota.
Porque nem sempre a melhor rota é a mais curta. Depende do preço do combustível que você vai encontrar na rota. Então, no caso da Globo, tem menos distância, eles vão mais de avião do que de caminhão para os lugares, mas tem caminhão também. Então, a gente pode possibilitar aos nossos clientes entender aonde eles vão adquirir o melhor combustível, se é um biocombustível.
ou se é um fóssil, porque a gente tem as calculadoras que ajudam a determinar qual é o melhor tipo de combustível, assim como a rota, quem é o melhor veículo e o carro também, a gente consegue chegar nesse nível de detalhe com os nossos parceiros.
Algo que há anos atrás seria inimaginável, né? A gente conseguir entrar nesses detalhes e pensar o que dá para fazer, o que não dá para fazer, né? E o Ted, ele não precisa que eu ou que o Homero estejamos na plataforma para resolver. Ele já indica para o motorista qual seria o melhor local para abastecer naquele momento. Que demais isso!
através do conhecimento e obviamente é um agente treinado. O Homero vai dizer lá, eu quero que seja assim, eu quero ter menos emissões, então a prioridade da Globo há muitos anos é gerar menos emissão, então eles já passaram para o etanol há muitos, muitos anos, foram um dos primeiros clientes nossos.
e são parceiros por causa disso, porque como a gente tem o propósito de eficiência e sustentabilidade, não é só reduzir o custo, mas também ajudar nessa mudança no planeta. Então, diante do que o parceiro tem de prioridade, a gente consegue ajudar. Então, por exemplo, a Globo já passou há muitos anos a sua frota híbrida para uso de etanol, é 100% etanol hoje em dia.
Que demais ouvir você falando isso e entendendo o quanto que as duas empresas estão caminhando juntas e pensando ali em como que a gente pode melhorar, o que dá para a gente otimizar aqui. Muito interessante ouvir isso. E eu queria que você compartilhasse também um pouquinho com a gente, pensando aí nas experiências que vocês têm globalmente e tudo mais, como que você enxerga hoje esse cenário de transição no pilar de mobilidade cada vez mais sustentável.
Então, eu acho que a Globo também foi pioneira nisso. A gente começou a ter carros elétricos no Brasil, que é uma realidade, às vezes, que não é tão próxima da gente, porque a gente tem o etanol. Eu não sei se todo mundo sabe, mas é só aqui, a Índia, que tem o etanol. Então, assim, na verdade, a gente já é híbrido há muito tempo.
Mas a nossa experiência mostra, por exemplo, na Europa, todo mundo mudou para o elétrico. A gente já tem países praticamente com 100% da frota elétrica. E para isso a gente precisou também se reorganizar. Então a gente passou a ter um ecossistema que pensa em energia e não mais em combustível.
Então a gente hoje comprou, adquiriu uma empresa no ano passado na Finlândia, onde ela já gerencia também a frota elétrica através de uma rede de eletropostos, assim como uma plataforma que indica o quanto dos seus veículos estão em combustão, o quanto dos seus veículos estão em elétrico.
Então, elétrico foi algo que começou muito cedo na Globo também. Eles foram um dos pioneiros a nos ajudar a desenvolver essa plataforma. Então, a gente também aqui no Brasil já consegue entregar uma visão conjugada entre uma frota que é elétrica e uma frota que é a combustão e uma frota que é, de qualquer forma hoje, biocombustível, ajudando nessa eficiência. Então, eu acredito que o futuro é híbrido.
porque mesmo na Europa a gente já vê que as frotas que eram 100% elétricas, a gente já começa a entender que talvez o caminhão não vai ser totalmente elétrico, porque não se torna também uma coisa financeiramente viável. Então, acho que esse futuro híbrido é muito importante e ter plataformas que consigam te ajudar a gerenciar esse futuro híbrido através de dados.
fatos vão te ajudar financeiramente também, porque no final a gente fala de sustentabilidade, mas eu digo que a sustentabilidade está ligada à sustentabilidade das empresas também. Então a parte financeira não é uma questão que você quer ganhar mais dinheiro, mas você precisa reinvestir no negócio. Então a sustentabilidade está ligada nisso também. Então eu acredito muito que vai ser esse futuro híbrido.
muito ajudado não só pelos dados, mas pelas inteligências artificiais que vão nos ajudar como pessoas a fazer as nossas atividades mais rápidas. Perfeito. E eu queria ouvir também de você, Isabela, se você acredita que o futuro também é híbrido e do cenário que vocês têm hoje na Ipiranga, o que você vem reparando de desafio que a gente tem aqui no Brasil para a gente conseguir melhorar o nosso setor de transportes?
É legal ouvir o quanto a gente está ganhando maturidade sobre esse tema e a gente está conversando abertamente sobre descarbonização. Falando de visão de futuro, acho que está muito claro para todo mundo que a gente está falando de um futuro em que vão coexistir diferentes tipos de energia para mobilidade. A gente vai ter uma parcela de um melhor tipo de deslocamento que é atendido pela energia elétrica.
vai ter um tipo de deslocamento que vai ser melhor atendido pela combustão a biometano, a combustão, a combustível é de menor pegada de carbono, vão coexistir diferentes tipos de energia. E eu gosto dessa visão, eu acho, pensando até em movimentos históricos, aprendendo com o passado.
Recentemente, escutei uma economista que eu achei brilhante, né? Ela trazendo como que a gente, na história da sociedade, a gente repete ciclos, né? E a gente está repletindo um ciclo numa outra experiência que a gente viveu. Eu gosto muito de fazer uma comparação com a saída da humanidade para a idade da pedra, né? A gente não virou, saiu da idade da pedra, descobriu o fogo e transformou tudo de uma hora para outra, né?
A gente, de fato, viveu uma transição. E o que a gente está vivendo é uma transição. E a ciência mostra isso, que são períodos graduais em que a gente vai ter que achar essa equação econômica versus disponibilidade de produto, versus acesso, versus eficiência. Tem uma conta aí bem difícil para a gente equalizar.
Mas fato é que lá na frente a gente vai ter diferentes tipos de solução. A Patrícia falou muito bem o quanto o Brasil é diferencial nesse cenário. A gente tem os biocombustíveis que nos diferenciam quando a gente fala de energia para mobilidade. E a gente tem uma vasta fonte de matriz para biocombustível aí presente. Então, na Ipiranga, falando como a gente se enxerga nesse cenário.
A Ipiranga está presente na mobilidade do brasileiro há muitos anos, é uma marca super conhecida, querida, e a gente quer continuar assim. A gente erga muito o nosso papel de ser essa ponte entre o que o consumidor, o que uma grande empresa quer, e o que a gente tem como solução hoje no mercado perante a descarbonização. Hoje a gente já é responsável por 16% da disponibilidade de etanol para grandes ferrotas, então...
consumo geral, né, de frotas, carros, então a gente já é bem participativo nessa matriz energética. E quando a gente fala de futuro, eu volto também a essa equação. A gente, como uma grande empresa, a gente tem a responsabilidade de garantir que a gente vá ter uma transição justa. Então, como eu disponibilizo um produto, então tem que ter disponibilidade de produto, como é que esse produto é acessível para tanto o consumidor final quanto os meus clientes empresariais?
e como também eu garanto escala para o Brasil todo. Não adianta eu falar de uma transversão energética.
sul-sudeste, que é o caso que a gente está vendo hoje na tristicação. A gente tem uma concentração muito forte hoje em regiões onde tem disponibilidade de infraestrutura. E com essa disponibilidade de infraestrutura, que eu pego para te responder sobre o grande desafio. O Brasil tem um diferencial gigantesco e brilhante, e está há anos, de muitos países, pelos biocombustíveis. E a gente está há anos por também um pulo do gato importante.
Quando a gente fala do meu fornecedor, do meu consumidor, seja ele final ou uma grande empresa, pela ter acesso a uma energia mais limpa, eu estou falando que ele precisa trocar aquele ativo dele, que é o modal, se é o caminhão, se é o carro. E isso exige, no mínimo, um financiamento ou uma compra. Então, tem um despendimento de ativo muito grande.
Hoje o Brasil está à frente, que a gente sabe que a maior parte dos carros hoje no Brasil vendidos são flex. Então, assim, reduz essa barreira já de disponibilidade, de investimento em um novo ativo. Já estamos ótimos aí. Já melhoramos ali. Já estamos na frente. Já saímos na frente.
É um diferencial para a gente, mas quando a gente fala em ampliação dessa matriz, eu ir para um biometano, eu tenho uma disponibilidade de maior rede de eletrificação em outras localidades do Brasil. A gente tem um desafio importante no nosso país de dimensão continental, que é a infraestrutura.
Como é que eu disponibilizo esses produtos em acesso a todos para, de fato, eu ter uma descarbonização genuína? A gente estava falando, a Patrícia acabou de comentar, talvez é isso, o caminhão não seja elétrico, porque a gente já percebeu, ciência mostra também, experiência, né? O Globo está testando.
que o caminhão é um last mile, é uma curta distância por causa da autonomia da bateria. Ao mesmo tempo, eu tenho soluções de biometano, mas como é que eu faço para chegar ao biometano no ponto de... Tenho soluções, acho que a gente ainda tem que pensar de forma mais...
coesa. E para essas soluções de forma mais coesa, eu acredito muito, e acho que todas as empresas aqui presentes, da importância da cidade, da gente ter que ter essa aliança entre empresas e também políticas públicas que garantem.
essa visão de longo prazo. Acho que tem um caminho aí vasto para a gente percorrer como país, mas acho que o mais importante é que a gente está num patamar diferenciado e a gente tem empresas que estão buscando essas soluções.
Perfeito, ótima colocação e ótimo esse contexto todo que a gente tem hoje no mercado e a importância, enfim, de falarmos sobre isso e de continuarmos aqui em conjunto nessa jornada. E aí falando de continuarmos aqui em conjunto, queria ouvir de você, Homero, um pouquinho.
A Patrícia trouxe o papel que a Globo tem também junto em cocriar alternativas para a gente conseguir melhorar a gestão da mobilidade e tudo mais. E eu queria ouvir de você de forma prática os ganhos que a gente teve ao longo desses anos, tendo esses dados, tendo esses dados para a gente entender como é que a gente pode melhorar a nossa logística e também conseguir ter essa transição de maneira acelerada.
Foi ótimo o contexto, porque vai ilustrar algumas informações que eu vou trazer aqui, que acho que fazem todo sentido para aquilo que a gente como Globo tem buscado trabalhar e aonde que a gente quer chegar.
Eu acho que dado esse contexto aqui que a Patrícia trouxe sobre o uso do etanol, como ela já bem citou, a Globo já na sua longa jornada, e há muitos anos a gente aplica em toda a nossa frota flex, o etanol como a nossa opção de deslocamento aqui como combustível para essa prática.
Isso nos trouxe muitos aprendizados ao longo desse tempo. E ainda que o etanol traga o benefício da redução da emissão de carbono, isso não faz com que a gente fique parado. A gente vai buscando outras alternativas, vamos buscando outras soluções também que a gente possa agregar. E um exemplo bem legal aqui, que é um ícone dentro da Globo, e principalmente aqui dentro do Estúdio Globo, são os nossos carrinhos elétricos.
Quem entra aqui tem que andar não, né? Tem que andar não, todo mundo pede. E é muito interessante, porque isso já é uma prática que a gente já tem há muitos anos aqui como mobilidade interna nos estúdios Globo. Há muitos anos atrás, inclusive, para grandes volumes de pessoas no seu traslado aqui dentro, a gente usava ônibus a combustão, a gente já eliminou isso. A gente trouxe também jardineiras elétricas, que tem o mesmo princípio, onde a gente consegue movimentar um volume maior de pessoas.
E hoje toda a nossa mobilidade interna aqui dos Estúdios Globo, quando a gente fala de movimentação das pessoas, ele está todo pautado em cima dessa mobilidade elétrica com as nossas jardineiras e com os nossos carrinhos. E o que é bacana é que, apesar de estarmos a longa data com o carrinho elétrico, a gente agora recente, ao final de 2025, a gente renovou o nosso parque de carrinhos elétricos. A gente está falando aqui de pelo menos 156 carrinhos elétricos novos. Nossa, muitos, muitos carrinhos. Lindos.
maravilhosa aqui para rodar, mas ele traz aqui alguns benefícios, porque por mais que já esteja no âmbito da eletrificação, você ainda consegue evoluir. Eu acho que esse é o ponto que a gente tem buscado muito na Globo. Mesmo que a gente já se olhe e enxergue que, cara, aqui a gente está bem, mas como que a gente pode gerar ainda mais valor em cima disso que a gente tem aqui traduzindo?
A gente pegou toda a nossa frota e aí dentro do modelo também financeiro, a gente conseguiu toda a nossa frota de carros elétricos, a gente conseguiu fazer uma modelagem financeira que fizesse sentido, a gente renovou todo esse parque com baterias mais modernas, mais eficientes, isso faz com que o tempo, o ciclo de recarga seja menor e eu maximize o uso do item, o uso daquele bem, que isso para mim...
para a gente aqui como Globo, traz uma eficiência também muito grande, porque o tempo que eu tenho o carro parado fazendo a sua recarga, é o uso que eu estou ocioso, eu estou desperdiçando com aquele item, com aquele recurso. Então, a gente trabalhou muito com isso também.
Um exemplo também bem bacana que a gente vem testando, acho que trazendo aqui as referências, a gente tem a frota leve, frota pesada. Então, as maneiras de como a gente trabalha toda a nossa movimentação, toda a nossa frota de supply, a gente tem buscado alternativas. E uma delas, de fato, é trazer eletrificação. Tem uma questão financeira que a gente tem buscado a equação e isso para a gente é importante, porque na hora que você olha...
especificamente o item financeiramente aquilo não não não dá viabilidade do primeiro momento mas na hora que a gente consegue olhar toda a cadeia e aí vou trazendo as eficiências em outras etapas eu trago o financiamento adequado para aquele item para que na minha cadeia como um todo lá no final
a gente consiga viabilizar e aí traz a eficiência que a gente precisa ter em todas as etapas daquela cadeia. Então isso para a gente é o caminho que a gente tem buscado ao longo desses últimos anos de fazer a viabilização. É claro, a gente gostaria de acelerar mais, mas além do apetite, a gente também tem que ter a responsabilidade que aquilo que a gente está fazendo é seguro e tenha sustentabilidade e seja viável para a gente ao longo do tempo.
Perfeito, perfeito. Esse ponto que você trouxe de olhar para o todo e também para o longo prazo é uma premissa muito forte que a gente tem na sustentabilidade, que muitas pessoas falam, mas é mais caro isso aqui, não compensa. No longo prazo compensa. A gente não vai afirmar 100%, mas 99% de que isso aqui vai valer a pena no final e vai justificar o valor que você investiu no início. Quando você olha para o todo, a gente tem esse retorno, que é um retorno muito lindo que a gente está vendo aqui interno.
E aí eu queria te perguntar também, antes da gente entrar para outras soluções que a gente tem no mercado, para a gente trabalhar a eletrificação e também o uso de biocombustíveis, como que é o nosso contato hoje? Ou então, como que a gente faz hoje para a gente conseguir trazer parceiro, trazer outras empresas, para a gente conseguir ampliar a nossa transição aqui dentro da Globo?
A gente tem... Todo mundo gostaria de trabalhar com a Globo. Então, isso para a gente é uma alavanca muito importante. A exemplo da parceria que a gente tem com a Inderhead, a exemplo de outros parceiros que a gente tem aqui dentro também, nos ajudando nessa visão e nessa gestão de mobilidade. Um ponto que eu acho que é crucial aqui para a gente...
a mobilização do ponto de vista de acreditar. Então, assim, isso aqui a gente acredita, é esse o caminho que a gente quer percorrer, isso faz parte da nossa essência, isso está alinhado com a nossa agenda ESG, isso está alinhado com a jornada que a gente quer percorrer. Eu digo para você que isso a gente já andou 80% daquilo que a gente precisava andar. Então, isso é o mote que é super importante. Quando a gente vai...
olhando os nossos parceiros, trazendo aqui de volta o nosso programa de compras sustentáveis, é isso, de que maneira a gente estimula esse nosso ecossistema e que todos andem alinhados.
lado a lado, então ninguém solta a mão de ninguém, todo mundo andando junto, e como é que a gente faz com que as pessoas, outras empresas, o mercado como um todo entenda que isso é um valor que é super importante, não só para o negócio, mas para todo o nosso ecossistema de operação e principalmente para o nosso planeta. Então esse mote é um mote importante. E aí nessa agenda, ela tem um viés aqui também muito interessante quando a gente fala também que a gente fala também.
dos nossos parceiros, eu gosto de brincar, ou dizer aqui, para esse ecossistema que nos atende, a Globo gosta de inovar. E para a gente inovar, a gente quer testar, a gente quer buscar novas alternativas, a gente quer buscar soluções. Traga isso para a gente. Vamos entender como é que isso funciona. É claro, a gente não vai testar isso numa operação que... Mas como é que a gente consegue...
fazer algum recorte de alguma ação, de algum movimento, de algum produto, algo que possa fazer sentido, que esteja no ambiente controlado, a gente testa e a gente vê o resultado disso e a escalabilidade. Isso faz com que os outros 20% se percorram naturalmente no processo de validação.
Perfeito, e você trouxe aqui, né, que cada vez mais, independente da gente já ter alcançado ali as metas, a gente está buscando melhorar, né, pegando aí blocos, cenários específicos em que a gente já consegue testar e experimentar o que é possível e o que não é. E a Eden Red faz muito bem isso também, né.
pensa em soluções para a gente conseguir cada vez mais expandir esse uso de biocombustíveis, como também acelerar a eletrificação. E uma das iniciativas é o Move for Good. E eu queria, Patrícia, que você contasse um pouquinho o que é essas iniciativas que vocês têm, assim como outras soluções que vocês já estão trabalhando para entregar para o mercado também, com mais uma possibilidade para termos essa transição na mobilidade, na sustentabilidade como um todo.
O programa Move for Good foi lançado mais ou menos em 2022 e ele vem para mensurar e reduzir as emissões de carbono. Então ele pressupõe que com esses dados, essa inteligência que a gente tem, a gente consegue não só ver quanto você gastou, mas de que combustível e aonde. Então o que não se mede não se diminui ou aumenta. Então a primeira parte do programa pressupõe que a gente mede e...
tem ações para reduzir. A segunda parte do programa fala de compensar e preservar. O que é isso? A gente tem um programa onde se você não consegue trocar o combustível, se você não consegue diminuir a distância, ou melhor dizendo, os combustíveis fósseis, a gente vai compensar. Então a gente tem um programa de compensação onde a maior parte da reflorestação, reflorestamento que a gente faz é aqui no Brasil mesmo.
Então, eu acho que a Globo teve até com a gente lá na reserva que a gente refloresta. Então, cada emissão que é compensada, esse programa, você pode comprar os créditos de carbono para poder recompor isso. A novidade agora é que o etanol, por exemplo, é 99,9% de não emissão, mas a gente também agora está gerando a compensação para essa diferença.
Isso é muito interessante, porque é algo que já é um número ínfimo, mas a gente quer melhorar isso também. Também. E aí a parte mais importante do programa que é a conscientização. Então toda essa conscientização dos clientes, do que é o melhor para se usar, qual é o tipo melhor de veículo.
Por exemplo, toda a parte da manutenção, a gente tem uma área especialista com mais de 500 pessoas sobre manutenção de veículos, onde a gente ajuda você a não ter uma frota parada. Claro, o carrinho elétrico não faz parte ainda, mas... Mas vai entrar. Vai entrar.
Melhor que andar no carrinho é dirigir o carrinho. Essa é a minha meta, mas eu ainda não tenho o dirija legal, um dia eu vou ter. Então, na manutenção, a gente ajuda muito com as manutenções preditivas, porque se você mantém bem o veículo, ele também não emite tanto carbono.
E eu sempre falo que toda parte de conscientização também passa pelo motorista. A gente faz alguns programas que a gente explica para os motoristas como é que se dirige a favor do ambiente. Se o motorista não sabe, cada vez que ele pisa mais fundo, ele está emitindo muito mais carbono do que se ele andar em uma velocidade constante.
Então, como a gente tem mais de um milhão de clientes no mundo, para a gente é muito importante essa parte de conscientização do programa. Então, a gente tem várias frentes de conscientização do Move for Good e, claro, a parte da eletrificação, que é algo novo no Brasil.
Eu já falei aqui antes, na Europa já está bem adiantado, onde a gente tem testado com alguns clientes que já migraram para a eletrificação, como a Globo, como é que a gente traz as informações em conjunto. Porque no final, eles precisam saber se o veículo elétrico está dando mais manutenção ou menos, o veículo combustão, porque tudo isso entra nessa equação financeira que o Homero estava comentando. A gente sempre fala, o veículo elétrico é caro, mas ele tem outros benefícios que a combustão não tem.
Assim como a autonomia do acombustão, é difícil do elétrico bater. Então, assim, eu acho que a gente traz nesse ecossistema dados que ajudam nossos parceiros a entender como é que eles vão fazer essa transição que a Isabela falou de uma forma...
organizada, sem perder eficiência. Intencional, né? Exatamente. E sem perder eficiência, porque não é pegando 10 veículos elétricos que não vão fazer os mil quilômetros que eu preciso que eu vou ter eficiência e sustentabilidade para a empresa. Então, são programas que reúnem os dados e ajudam as empresas a seguirem na velocidade que elas querem. Tem umas que vão mais rápido, outras que vão mais devagar, mas que...
Nesse processo, a gente cocria muito, porque para a gente é super importante o feedback do parceiro para conseguir continuar evoluindo nessas plataformas. Então, de novo, a gente tem uma parceria de muitos anos com a Globo e a Globo vem nos ajudando. Então, mesmo nos elétricos, a Globo foi uma das primeiras. A gente consegue que o motorista...
Não sinta diferença entre usar um elétrico e usar uma combustão, porque vocês podem parecer que não, né? Mas o motorista, que é uma pessoa que trabalha como motorista, ela também tem a... Eu vou ficar quanto tempo parado? Eu vou pagar de que forma? Então, tudo isso a gente ajuda a mitigar esses problemas que geram essa mudança, né?
para o ser humano, porque no final não é uma questão de tecnologia, não é uma questão de sustentabilidade, é uma questão de mudança do comportamento de uma pessoa. E é a parte mais difícil. Então, os programas, eles vêm também com essa ideia de conscientização, porque através dos dados as pessoas percebem que é verdade. Porque uma coisa é você falar, você deveria contribuir mais, então anda na bicicleta elétrica, vai trabalhar de patinete elétrico. Sim.
Mas no seu dia a dia, é importante que você entenda cada coisa que você faz, em que pode contribuir, porque acho que é o pouquinho que cada um vai dar que vai gerar essa mudança de comportamento das pessoas. Então, acho que a parte da conscientização do programa é bastante importante.
E o fato de a gente poder ter essa entrada nas empresas, para a gente é muito importante, porque a gente é uma empresa B2B, mas que a gente sabe que atrás de um B sempre muitos CIS, muitos consumidores. E criar essa conscientização é super importante para o programa. Com certeza. Posso entregar um gancho na fala dela?
A gente começou falando de governança, né? E a Patrícia está trazendo um ponto agora que eu também acredito muito quando a gente fala do movimento dentro das empresas, que é a cultura organizacional. A cultura é a forma que a gente tem de validar comportamentos dentro de uma organização, né? Então, na Ipiranga, todo o nosso processo de sustentabilidade, por exemplo, a gente acompanhou ele do processo de transformação cultural que a empresa passou.
Começou numa onda 1 que eu vivenciei lá em 2019. A gente está numa onda beta agora, que é processo constante. Mas é isso, o que está acontecendo no mercado? O que o meu negócio precisa se transformar? E como eu reflito isso dentro?
e valido esse comportamento. É isso, antes de mais nada, a gente está falando de pessoas. Quem toma decisão por trás de um diretor de sofrimento, existe uma pessoa. Então, como eu chego nessa pessoa para ele entender o propósito daquilo ali, a fortaleza daquilo ali?
E isso faz com que, por exemplo, a gente tenha uma governança que se sustente muito mais ao longo do tempo. Para eu ter um squad, para eu ter o grupo de mistura de sinais, para eu ter você aqui, claro, aqui de comunicação, falando desse assunto, a gente precisa ter uma cultura que valide, que sustente. E é legal também que isso reforça um comportamento e um bem das empresas. As empresas também transformam pessoas, pessoas são pessoas. Então, como é que a gente extrapola, leva bons comportamentos para a sociedade?
Eu posso trazer uma contribuição prática aqui de uma das nossas iniciativas que fala muito sobre esse bem-estar do nosso colaborador. E quando a gente fala de cultura, a gente está falando muito, passa por esse lugar do bem-estar. A gente, recentemente, a gente também mudou uma característica de uma operação. Hoje, 100% das nossas operações de compra, eles estão sustentados em veículos elétricos.
E o mais curioso dessa ação, claro, tem todo o movimento da eletrificação, só que a cultura que a gente conseguiu criar nesses motoristas, que são compradores, que estão na rua, o bem-estar que a gente gerou é o mote principal que eles trazem como retorno, de trazer um veículo que é mais tecnológico, um veículo que é inovador, um veículo que tem uma apresentação também diferente, que é um pouco do que a gente, o Globo, gosta sempre de trazer, trazer essa inovação, trazer essa cara de modernidade.
Isso é muito bacana. E as pessoas se comprometem mais. Porque na hora que você... Estamos implementando isso. Isso tem um mote. Isso está associado a essa agenda. Isso está associado a esse programa. E a partir de agora o comportamento também precisa mudar. Precisamos trabalhar de outra forma. A gente vê dados como redução de multa.
A gente vê dados do próprio consumo, a performance que a gente vê do quilômetro rodado muda, porque a pessoa também mudou o seu mindset. Então isso também é muito bacana quando a gente vê esse resultado, que acaba você não prevendo no primeiro momento ali, você não consegue criar um indicador, mas a percepção quando volta, ela volta muito positiva e que dá ânimo para a gente continuar seguindo nessa trilha.
Excelente ouvir isso e algo que cultura não é frágil, né? A gente demora para construir, mas quando constrói, muito dificilmente você vai romper com isso. E algo que vocês três falaram e comentaram que é feito nas empresas e tudo mais, é que o objetivo é que aquele consumidor, aquela pessoa que vai na prática receber a mudança, a transição, que ela não sinta a diferença, mas que ela saiba o porquê e qual que é essa diferença que tenha.
porque é nisso que ela vai continuar trabalhando essa conscientização, que é o passo que a gente chega no consumidor, esse consumidor, esse colaborador, ele ainda tem seus familiares, tem seus amigos que tem outros, e a gente vai criando aqui em conjunto essa roda. Queria agradecer muito vocês, foi uma aula que a gente teve hoje aqui, quando a gente fala de mobilidade e transição, muito além até da temática de mobilidade, a gente entrou aqui no pilar do impacto social da sustentabilidade.
E é uma verdadeira imersão do que o mercado já está olhando para isso, do que ele vem fazendo e das possibilidades que a gente tem. E ouvindo aqui vocês, a gente sai com muito mais inspiração, né? E com uma certeza, uma vontade de que tudo isso vai dar certo.
Ainda mais percebendo que vocês estão há tanto tempo no mercado e continuam com muita essa vontade, muita essa vontade de fazer dar certo e trazendo o que é possível, né? E que a gente não vai se contentar, a gente pode alcançar uma meta, mas a gente já está de olho ali no próximo passo que a gente vai fazer. Então, queria agradecer muito a vocês pela presença, pelo tempo, pelo papo.
E dizer que você que está acompanhando a gente, o conteúdo está disponível para você comentar, para você compartilhar. E já fica aqui para acompanhar os próximos conteúdos do nosso podcast Menos é Mais. Isabela, quer deixar alguma rede social? Por favor, sigam, vejam a rede social da Ipiranga. Estão lá todas as nossas campanhas, que são super divertidas. Acompanhe nosso relatório de sustentabilidade. A gente está aí.
Perfeito, a Patrícia também fica à vontade. Então, podem ir lá na Eden Red, na Ticket Log, Tagui, a gente tem várias marcas, aprendam mais e também se transformem, andem de carro elétrico, andem de bicicleta elétrica, caminhem, porque ninguém fala disso, mas a mobilidade é feita disso também, porque um dia vão medir as nossas emissões de carbono pessoa a pessoa.
É o nosso intuito como empresa também. Já chega essa novidade aí, hein? Porque você está falando que daqui a um tempo, mas daqui a pouco é ano, que vem daqui a cinco anos, dez anos, já chega rápido esse negócio. E para você acompanhar também o que a Globo vem fazendo, o nosso relatório ESG, ele vai sair logo mais. Talvez aqui quando já esteja publicado esse papo, ele já esteja ali. Vai que? Para você acompanhar é no site Somos Globo.
Então, coloca ali no seu pesquisador Somos Globo e já acompanha o que a Globo vem fazendo nessa agenda ESG que a gente tem por aqui. Muito obrigada, pessoal, e até uma próxima.
Edenred
Ipiranga
Sorte