Episódios de PullreCast: podcast da vida real, para explorar IA do jeito certo!

#81 - IA no Terceiro Setor: Sobrevivência, ROI Social e o Limite da Automação com Leonardo Medeiros

04 de maio de 202627min
0:00 / 27:05

Neste episódio, Alan Braz⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠Matheus Bitencourt recebem Leonardo Medeiros, fundador do Instituto Realiza.vc, para discutir como a inteligência artificial está deixando de ser um artigo de luxo para se tornar uma ferramenta de sobrevivência e escala no terceiro setor.

Esqueça o discurso de "IA para o bem" puramente romântico. O papo aqui é sobre como a IA permitiu que uma organização social com poucos recursos conseguisse construir sua própria plataforma (ATS - Applicant Tracking System ou Sistema de Rastreamento de Candidatos) e escalar seu impacto sem depender de financiamentos milionários.

Leonardo, que hoje é embaixador da Lovable, compartilha como está transformando jovens aprendizes em "builders" de tecnologia.

O que você vai encontrar neste episódio:

  • Contexto Real: Da periferia ao impacto tech. Como a vivência como ex-aluno de ONG moldou a visão de Leonardo sobre tecnologia e empregabilidade.

  • Filtro de Barulho: IA como ferramenta de produtividade para quem não tem equipe. "Se não fosse a IA, eu possivelmente teria desistido do Instituto".

  • O que Funcionou: O uso da Lovable para desenvolver aplicações funcionais (vibe coding) em tempo recorde, conectando jovens de vulnerabilidade a vagas reais.

  • O que NÃO funcionou: O erro de tentar automatizar a gestão de comunidade. Descubra por que a função de "Admin Master" precisou continuar sendo humana para manter a credibilidade e a governança da plataforma.

  • Técnica na Medida: A inclusão de ementas AI First na formação de jovens aprendizes e o impacto disso no ROI para as empresas contratantes.

  • Conexão Humana: A tecnologia como catalisadora de esperança e o papel do jovem como o verdadeiro embaixador da transformação digital nas empresas.

Links citados:

Este episódio não termina aqui. Se você está sentindo a onda chegar no seu setor, venha co-construir o PullreCast com a gente.

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Conteúdo independente e não representa as posições, opiniões e estratégias da IBM!

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Participantes neste episódio3
A

Alan Braz

Host
M

Matheus Bitencourt

Host
L

Leonardo Medeiros

ConvidadoFundador do Instituto Realiza.vc
Assuntos6
  • IA no Terceiro SetorIA como ferramenta de sobrevivência e escala · ROI Social · Limite da Automação · Desenvolvimento de ATS com IA · Formação de jovens em tecnologia
  • Instituto Realiza.vcConexão de alunos e ex-alunos de ONGs com empresas · Plataforma de entregabilidade · Formação de jovens aprendizes em desenvolvimento de sistemas e administração · Uso de IA para criar aplicações funcionais
  • Futuro do TrabalhoJovens como embaixadores da transformação digital · IA como ferramenta de produtividade e empregabilidade · Efeito TikTok convertido para melhoria empresarial · Resignificação do papel do jovem aprendiz
  • Lovable e a Democratização da ProgramaçãoPlataforma de IA para desenvolvimento · Missão de capacitar 99% da população a programar · Criação de aplicações funcionais em tempo recorde · Leonardo Medeiros como embaixador da Lovable
  • ONGs e FinanciamentoEvento gratuito para líderes sociais e gestores de ONGs · Capacitação no uso da Lovable para criação de aplicações · Disponibilização de créditos gratuitos da Lovable · Data: 7 de maio, 14h, em São Paulo
  • Limitações da IAAutomação da gestão de comunidade · Função de 'Admin Master' mantida humana · Necessidade de contato humano para credibilidade e governança
Transcrição73 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

O Recast, o seu podcast da vida real pra explorar do jeito certo com ele. Matheus me tentou aqui hoje. Será que vamos ver um jeito de usar IA não só pra guerra, mas também pra fazer um bem pra sociedade? E com ele?

É, Alan Brás e eu, Matheus, eu acho que se a gente não usar essa nova onda de a KUM e a Generativa para melhorar como sociedade, a gente falhou, cara, falhou como humanidade e não tem mais jeito. Vamos para o próximo aqui. Pode o sol vir e engolir a terra que já deu.

Pois é, eu diria que a Céia podia ser a dois sóis aqui e realmente a gente já se perdeu. Mas eu acho que essa discussão é boa porque a gente precisa trazer esse tópico. E eu tô muito feliz de anunciar aqui um grande amigo que eu tenho, que casou aqui os assuntos pra explorar a C&A, pra transformar a sociedade. Sem mais delongas, muito bem-vindo ao Purri Quest, Léo. Seja bem-vindo. Fala aí, irmão.

Obrigado, Matheus, Alan, pelo convite. É um prazer estar aqui com vocês, podendo falar desse tema super bacana. Contar o que a gente anda aprontando por aqui, né? Boa, boa, Léo. Exatamente. Fundador do Instituto Realiza VC, que está fazendo um trabalho super legal aí no terceiro setor, inclusive agora com o IA, né? Com voluntários com o IA. Também tem uma newsletter no LinkedIn falando disso.

Então a gente vai bater esse papo aqui do que a gente fala, né, Matheus? De tipo, cara, acesso, né? O chat GPT trouxe esse acesso pra todo mundo, democratizou o acesso. Mas e aí? E agora? O que a gente faz com isso? Qual o impacto disso? A gente discute muito aqui, Léo, o impacto nos empregos, na carreira do júnior, na entrada. E você tá no pré-júnior, vamos dizer assim, né? E assim, cara...

Da onde veio isso, essa inspiração para você já tão jovem, já começar a trabalhar no terceiro setor? Cara, assim, eu tenho uma relação com o terceiro setor bem diferenciada porque eu fui ex-aluno de ONG e projeto social. Então, eu sou ex-aluno da ONG Junior Achievement, que é uma ONG que, inclusive, o Matheus também participou. A gente estudou na mesma escola, então eu tive essa sorte de...

De já conhecer o Matheus, ele já era esse cara fantástico de tech, já no ensino médio ali, já demonstrava esse talento que ele tem. E eu participei do mesmo programa que ele, só que acho que uns dois anos depois, né? Sim. E muito novo, eu fui trabalhar nessa ONG também, tipo, com 16 anos. E na época, quando eu entrei nessa ONG, ela era quatro pessoas, né? Então, você imagina, era eu. E aí

Duas coordenadoras de programas e a diretora executiva. E, cara, assim, a saúde financeira do projeto estava lá embaixo. A galera, foi o pior momento da ONG. Eu só fui saber uns cinco anos depois, quando a coisa já estava boa.

E eu trabalhei muito, cara. Me pouparam, né? Me pouparam, mas assim, me deram muito espaço. E pra mim foi uma verdadeira graduação. E eu já vinha de um background de tecnologia, porque eu fiz ensino médio técnico, né? Na mesma escola que o Matheus. E depois eu fui pra outro caminho, mas eu já usava dentro do terceiro setor... Alan. É, e Matheus. Essa coisa da tecnologia, né? Tudo que eu já aprendia ali, que estava borbulhando, eu já conseguia ter um espaço pra usar dentro do contexto de homem.

E eu fiz dentro dessa ONG. Depois disso, eu fui trilhando um caminho mais voltado para a área de gestão, de comunicação. Então, eu me formei, por exemplo, em administração, fiz vários cursos em outras áreas paralelas.

e fui trabalhando sempre trazendo trabalhando em terceiro setor e trazendo esse background de tecnologia também. Então depois da J.A. que é essa ONG eu fui trabalhar na rede Acha, trabalhei na Faz Game, trabalhei no Atados que foi o meu último emprego né que é a maior plataforma hoje.

de voluntariado da América Latina e a brasileira, operada por uma ONG. Então, o mundo foi me levando também um pouco para essa área de impacto. E, obviamente, eu tenho esse propósito muito forte porque eu vivi o impacto na ponta, daquele jovem que está ali, muitas vezes, na favela, na periferia, que não tem tanta referência e que encontra nesses projetos uma chance, realmente, de mudar de vida. Então, a minha história é um pouco não-liliar nesse sentido.

Acho que da maneira como a minha vida foi se dando, né? E, obviamente, eu caí na IA. Juntou tecnologia com o ONG, legal. Propósito, né? É, muito bom. Bem-vindo ao nosso papo. E o que eu gosto, assim, da história do Léo, assim, o menino já viajou, já fez vários lugares, assim, representando. E, assim, ele é um ponto fora do povo. Geralmente, a gente tava aqui comentando antes de começar o episódio, assim, geralmente o pessoal...

vai lá, trabalha naquela coisa toda, acumula um monte de dinheiro, depois faz um trabalho de filantropia, vai trabalhar em ONG. Bill Gates, Bill Gates. É, talvez não tanto dinheiro como ele, mas... Tudo bem, vai ver um exemplo para ilustrar. É um exemplo.

Mas o Léo não. O Léo, acho assim, ele sentiu realmente essa questão do impacto e a gente fala tanto de propósito. Hoje em dia é uma discussão enorme, né? Pra todo mundo. Por que eu tô fazendo isso? Uma discussão que é demasiado, mas não tudo. O que realmente importa fazer? Ele quis começar isso antes.

E aí, Léo, assim, eu acho até pra comentar, então, assim, pô, aí você foi, mas você agora tem um projeto, né? Que é o Realiza.Você. Então explica pra gente um pouco mais sobre o projeto, porque eu quero chegar, igual você comentou, ele já foi feito usando o IA, tem várias coisas, vamos entrar nisso, explica pra gente o que é que hoje você tá fazendo.

Bom, aí assim, acho que o Realiza, hoje a gente é uma plataforma de entregabilidade. Então o nosso objetivo, acho que não fora um pouco do meu propósito também, é conectar alunos e ex-alunos de ONU com as empresas. Então o que a gente percebeu, gente? A gente percebeu que quando a gente está falando de diversidade, ou a gente está falando de oportunizar, existe um talento que ele é, além de ser diverso por N questões, ele já está engajado.

Ele já está comprometido com o próprio desenvolvimento, ele já está na busca, ele já quer. E a maneira de você avaliar isso é quando você olha um jovem que, embora seja muito novo, mas ele já está envolvido com atividade extracurricular, ele tem aquele pensamento crítico, ele já está fazendo acontecer, ele está, assim, antes dele entrar, por exemplo, numa vaga de jovem aprendiz, por exemplo...

que é uma política pública, ele já tinha um compromisso com o próprio desenvolvimento antes. E a gente às vezes acha que é uma coisa assim, é normal, ou pelo menos eu fui esse jovem, né? A gente às vezes olhando para si próprio, não porque era engajado, olha para o lado, acha que também outras pessoas são assim, e na verdade não é, é a minoria. Então, desde quando eu já estava na JA, que foi esse meu primeiro emprego, e à medida que eu fui conhecendo outros projetos também,

Esse desejo de colocar essa persona em destaque como um herói mesmo, né? Porque eu acho que quando você está num contexto de vulnerabilidade, você fala assim, olha, cara, tem uma formação gratuita de um instituto proa, de uma Girando Falcões, ou de uma JA, ou de uma ONG XYZ, muitas vezes para esse jovem é a válvula de escape, é onde ele encontra a esperança, e esperança é uma coisa muito séria, né?

Então, o projeto Realiza nasceu muito com esse olhar de como é que a gente consegue empoderar esse perfil que já está na busca e que não necessariamente os caminhos se abrem para ele, tal como se abre, por exemplo, para um cara que está numa universidade privada, universidade pública, ou um cara que está numa escola técnica ou numa escola privada.

E o próprio jovem de escola pública, ele já não é desprestigiado muitas vezes. Então, quando ele é de escola pública, ele passa por uma ONG, isso deveria ser um selo. Então, eu comecei a me mobilizar para apoiar essa mudança de perspectiva.

conectando a área de RH das empresas com a área de responsabilidade social, olhando para esses jovens. E aí, obviamente, o Realiza, por conta de toda essa construção, foi inevitável para a gente virar uma entidade formadora. Então, hoje a gente tem cursos de programa Jovem Aprendiz aqui em São Paulo, tanto de desenvolvimento de sistemas quanto de administração.

E a gente é uma grande articuladora e o nosso objetivo é colocar esse perfil de jovem como aprendiz nas organizações. Muito bom, muito bom. Porque, Matheus, uma ponte, eu estava falando no TDC semana passada com o Pedro do IA Brasil, e o IA Brasil também tem o propósito mais ou menos desse, de conectar a academia com empregabilidade, com IA.

E é bem interessante aí esse seu ponto. Até porque o ponto dele, Léo, que eu acho que você pode carimbar ou não, é que a transformação de IA vai ser feita pelos jovens. Entendeu? Que é o contrário do que a gente está vendo. Ah, não, vamos botar IA aqui para o sênior para ele automatizar, para ele fazer mais rápido, para ele criar código mais rápido e tal. Mas...

O que a gente vê é que, que você relatou aí agora, os jovens aí, eles vêm com uma sede maior, uma proatividade maior e nativos digitais. Sim, exato. Então, como que você acha que você pode... Como que você tem visto isso de converter, talvez, o efeito TikTok para um cara, assim, de realmente usar e ir para melhorar as empresas e, no fim, o que a empresa quer é o ROI, né? Também. Então, não é só...

a parte filantrópica, como você falou, né? Claro. E é legal destacar isso, né? Porque quando a gente fala de jovem aprendiz, aí eu imagino que muita gente que está assistindo tem uma lembrança, né? Em algum momento, a empresa que trabalhou viu um jovem aprendiz, ficou sabendo de alguma história, né?

Agora, tem pesos, dependendo do tamanho, que às vezes o próprio jovem atendente às vezes é subestimado, como aquele cara que vai levar cafezinho, que vai meio que ser o recepcionista da coisa. E também acho que a gente foi muito no olhar de como é que a gente ressignifica isso. E a IA, Alan, é uma grande oportunidade para poder fazer isso.

Porque quando você tem um curso como o nosso, que tem ali 1.280 horas, 400 horas de carga teórica, e você consegue mexer na inventa, colocando AI, um AI first para esse jovem, nos conteúdos que ele for fazendo, isso é uma oportunidade única. Porque nessa curva que a gente está hoje, se esse jovem começa a fazer micro-ações para o seu supervisor ou para a equipe que ele está trabalhando junto...

Cara, isso muda a perspectiva do empregador sobre ele. E aí, consequentemente, a possibilidade de empregabilidade. Porque realmente é um...

O jovem, ele provavelmente e possivelmente será esse grande embaixador mesmo da coisa toda. Então, o que a gente fez foi isso. A gente mexeu no e-mail, colocou conteúdo de AI alinhado a diferentes disciplinas. Então, por exemplo, marketing, produção. Então, o pessoal já entende dropshipping, como construir, no code. No nosso curso de desenvolvimento também, no mínimo, ele sai como um vibe code.

um builder, um vibe builder. Então, isso tudo ajuda o jovem no final do dia. E não necessariamente jovens que já viram um computador na vida, porque você consegue fazer isso inclusive para os que não viram. Então, a gente tem um laboratório aqui de informática que a gente vai introduzindo no jovem, mas a ideia é que quando finaliza o 16º mês do nosso programa, ele já está aí com esse pacote todo para financiar o longo prazo dele no curto, né? E a IA vai ajudar.

Então ele vai conseguir muitas vezes, mesmo que ele não continue na empresa, fazer um freela. Imagina, hoje a pessoa entra na Lovable, desenha uma landing page incrível, usando bibliotecas, Schwartz-CN, Twix-CN, vai usar várias inspirações ali e o cara vai vender isso por, sei lá, R$800, uma página.

600, 500, 300, 400, enfim. Então, é... Você, né, o que você me falou aqui, mas já vou pegar um gancho. Você falou, jovem ser embaixador, né, ser builder e fazer coisa com a logo. Eu fiquei sabendo que tem uma novidade aí, né. Conta pra gente um spoiler aqui pro pessoal, que tô sabendo que tem um novo embaixador da logo aqui. Conta pra gente.

Então, assim, eu, na verdade, tive um pezinho na área de desenvolvimento, né? Eu cheguei a ser um programador, eu cheguei no nível do Matheus mesmo. Antes disso, já que você é embaixador, a gente não pode pressupor aqui, Matheus, que as pessoas saibam o que é lovable. Fica aí em três, em um minuto, o que é esse lovable aí? É amável, o que é esse amável?

Então, gente, a Lovable é uma plataforma de IA para desenvolvimento, e ela tem uma missão incrível. Acho que a missão dela ilustra bem o que ela é. Ela diz que 1% da população global sabe programar, e a missão dela é fazer com que os outros 99% que não sabem possam programar.

Então, basicamente, é uma plataforma de IA que você, quanto leigo, você consegue simplesmente, dominando conceitos básicos de tecnologia, você consegue, em questão de horas, sair com a sua aplicação pronta, funcional, para você iterar e validar, inclusive, já sair vendendo o seu produto, a sua solução. E por conta desse trabalho todo, Martel e Zalã, no Realiza, eu biodei a nossa aplicação, o nosso ATS.

Então, a Lovable viu isso, ficou surpresa com a entrega, a sofisticação do projeto, e aí me convidou para falar disso no terceiro setor. Então, eu sou embaixador da Lovable há mais ou menos um mês e meio. Muito bom, muito bom. Que maneiro, parabéns, irmão. Eu acho que assim, quando eu soube, eu estava falando com o Léo, eu falei, Léo, você precisa vir no Corregoaz contar essa história, porque eu acho que esse link, toda essa transformação digital que você está fazendo, eu estou fazendo muito bem.

Eu acho que agora com o impacto que essa onda que a gente está vendo é lá. Está acontecendo. Porque a gente viu aqui, né? Pô, a gente, Clorio Lovable, a gente faz parte da nossa maratona, a gente rodou a maratona, várias pessoas. No episódio passado, o Lucas falando que ele ficou super feliz, ele veio aqui na área de desenvolvimento, fazendo o site dele, fazendo sistemas, usando o Lovable, né? E tudo mais. Então, assim, eu acho que esse tipo de impacto, igual você falou, né, Del?

Assim, pode começar um freela. Um jogo pode sair de lá, que daqui a pouco começamos a ter algum tipo de renda.

Então, assim, realmente a gente faz essa transformação bem forte. Léo, então é legal ver que isso é um caso grande de sucesso, né? Mas a gente aqui gosta de falar também o que não dá certo. Então conta pra gente aqui, como que história é essa, sabe?

Então, assim, a gente faz aqui, comente é isso, né? Vamos lembrar o belo tempo, né, Ló? Nossa, né. Uma perspectiva aqui. Conta pra gente alguma história que não deu certo. Você tentou usar IA, ou fala assim, Matheus, traz aqui IA não certo. Ainda mais focando você na questão do preço do setor, do trabalho que você faz com jovens. Ou até o que os jovens trazem, falam, não, vamos fazer uma coisa de IA aqui, você ou algum professor fala, não, ó, gente, aqui é melhor não, ou não por causa disso. Boa, boa, boa.

Eu vou tentar ilustrar isso, trazendo esse projeto da plataforma do Realiza. Inclusive, eu convido todo mundo a conhecer a plataforma. É www.realiza.vc ou só realiza.vc, mas é vc mesmo, não é .com.br, não. Não confunde, às vezes. É realiza.vc. Eu te pedi para você colocar lá a nossa comunidade também. Então, pode deixar, para que o pessoal entrasse. E aí, vocês vão poder conhecer um pouquinho do projeto, mas, basicamente, ela é uma plataforma que reconhece os alunos e ex-alunos de ONGs.

Então, o que acontece? Dentro do sistema, o jovem entra, se ele participou de uma ONG, ele faz uma autodeclaração e aí ele informa, olha, eu sou do PROA, da JA. E aí, isso automaticamente, quando ele sobe o currículo da plataforma, fica disponível para a empresa poder consultar o perfil dele com aquele selinho, olha, eu sou da ONG. Se a ONG entra no nosso sistema e começa a usar como banco de talentos,

o jovem pode fazer um pedido para alguém que está cadastrado para ela verificar ele. E aí aquela estrelinha vira uma verificação. Então a gente tem uma camada de diligência sobre quem está entrando para garantir para o empregador que aquele jovem de fato participou daquele programa. Então tem esse primeiro ponto que funcionou super, porque as ONGs estão usando. Inclusive a gente tem um modelo que a gente é um ATS um pouco diferente.

ideia é que a empresa cria vaga, mas nesse contexto de jovem aprendiz, às vezes, tem que ser muito rápido, né? Então, você não consegue fazer um processo às vezes muito estruturado. Estou falando assim, no contexto de todas as empresas do Brasil, não das grandes, das médias, mas no contexto Brasil. Então, o que a gente percebeu? Que muitas vezes essa ONG ali que tem um interesse...

de fazer com que o seu índice de empregabilidade aumente, ela pode usar o Realiza e cadastrar a empresa mantenedora dela ou parceira dela e criar a vaga pelo mantenedor e depois enviar a shortlist para o RH para diminuir o trabalho e facilitar esse interesse que a ONG tem de construir esse impacto social. Então, para essa rota toda...

Sim, não é uma landing page, não é um site simples, uma página, é uma aplicação, entendeu? Tem vários tipos de usuários que tem um banco de dados, uma governança sobre esses dados, validação, legal. Que é o valor que você está dando para a sua plataforma, mas é justamente esse, né? Esse embasamento, carimbinho lá, o selinho azul da rede social lá que você está dando.

exatamente, exatamente pra isso tudo, funcionou super gente, assim, cara, coisa super anda os jogos ficam tudo legal, agora a gente criou uma função de administrador master que a gente consegue aqui no Realiza, porque a gente opera a plataforma e aí acho que entra a questão humana da coisa as vezes as pessoas acham que plataforma é só ter um sistema bonito e as vezes as pessoas vêm falar comigo assim

É, as pessoas vêm falar com o Menefine. Vamos fazer um aplicativo. Vamos fazer um aplicativo. Tipo a iPod com Uber e com o chat de PC. Exatamente, assim. As pessoas acham que vão montar um... Por exemplo, hoje você pode entrar lá no Realiza e você pode ir com a Lovable e replicar o nosso sistema. Mas o que faz, por exemplo, o nosso projeto ser o nosso projeto são as pessoas que estão em torno dele, né? Exato.

cooperando com credibilidade, com inteligência, com know-how. Então, o que a gente percebeu? A gente percebeu que essa função de admin master para fazer o controle das vagas que estão entrando, qual o salário adequado se não está, a descrição, o contato tete-a-tete com a empresa, o contato com a ONG. A gente pensou, em algum momento, ter algum LLL fazendo esse processo ali junto com a automação para garantir que a coisa fosse mais ágil. A gente viu, por exemplo...

pessoalmente no contexto do projeto agora, que não faria sentido, porque é um momento que a gente, pra ser comunidade, a gente precisa estar com as pessoas, estar com a ONG. Então, isso foi uma coisa que não deu certo, foi uma coisa que a gente até tentou fazer, depois descontinuou isso, porque viu que qualquer tentativa de fazer isso não seria bem-sucedida.

E é uma coisa que a gente pensa até hoje, será que vale a pena, ainda que a gente, vamos supor que a gente tenha 200 mil usuários, será que, que tipo de evento vai fazer sentido a gente usar AI para fazer e que tipo de evento não, né? Então, foi o tipo de coisa que a gente tentou já fazer no início e a gente viu que não deu certo, que não precisava.

de maneira, até porque assim, até compartilhando. O que tem o valor humano na relação ali, justamente isso, né? Você contratar você. Mais com o ONG, né? Com os jovens. Exato. E assim, a gente até viu isso também na nossa comunidade. A gente pensou em automatizar várias coisas. Mas percebeu que o diferencial hoje é justamente ter as pessoas e a gente está lá falando, conversando. E Léo, você falou a palavra também de novo. Eu estou pescando aqui, ó. Evento.

Fiquei sabendo que vai ter um evento. Vocês convidaram, ele só está levantando para você cortar. É da vendra, é da vendra.

Maravilhoso. Bom, aí falando um pouco tudo dessa coisa de embaixador da Lovable, montando esse projeto aqui em São Paulo, o Instituto Realiza, a gente pensou assim, cara, como é que a gente consegue? E aí eu falo para vocês, assim, gente, de forma bem franca. Se não fosse a AI, muito possivelmente eu já teria desistido do Instituto Realiza, porque tinha falta de financiamento mesmo.

Porque muita coisa que eu precisava fazer, eu não tinha como financiar isso. E a IA me ajudou a acelerar. A própria plataforma, né? A própria plataforma. Às vezes até um site simples, né? Às vezes a pessoa não ajuda. É um custo relativamente alto. Também tem a ideia, né? Você que tem que lá captar toda hora.

Legal esse depoimento como empresário mesmo, né? De você conseguir não alavancar, porque a gente fala muito aqui em crescer, em escalar, né, Matheus? Mas você tá falando, Léo, de, tipo, fazer, levar, nascer mesmo, nascer mesmo. Exatamente. Continuar aqui, que eu acho que é a realidade.

A gente fala muito aqui, né? Uma mensagem que a gente vê é grande parte do Brasil, 78% é de pequenas e mesas empresas. Não estou falando ainda mais agora com o Leo e o terceiro setor. Então, assim, elas precisam sobreviver. Olha o impacto que tem, né? Tantas coisas em custos que eles tinham talvez elas estão realmente ressignificando.

Léo, assim, eu acho que até pra gente ver aqui o nosso término, porque eu acho que esse episódio incrível já fica aqui, eu já vou pedir pro Léo mandar lá a nossa comunidade, mandar o link do evento. Ah, o evento, a gente curtiu ele. Quando que vai ser o evento? É verdade. Como vai ser a estrutura? Não, aí só pra continuar, trazer esse depoimento, se não fosse aí, ah, seria tudo ficado mais difícil. Falei assim, cara, eu posso ajudar outros líderes sociais e gestores sociais a utilizarem também a...

Lovable, para criarem suas aplicações e ter esse pensamento de AI na cabeça. Então, para isso, a gente montou um evento chamado Lovable para ONGs. Vai ser gratuito, 100% gratuito. E a gente espera receber esses líderes sociais, esses gestores de ONGs, esses coordenadores de programas que estão dentro de estudo.

que muitas vezes reclamar tá faltando dinheiro ou a equipe não tem não tem equipe suficiente ou infraestrutura e que com a logo assim como a gente conseguiu sair do outro lado né com a nossa aplicação e tal a ideia é ajudar esse cara a fazer a mesma coisa né

usando o Lovable. Então, vai ser gratuito, 7 de maio, às 2 horas, aqui na Rua dos Pinheiros, 706, Casa 6, aqui em São Paulo. Vai ser um evento, tem um site para se inscrever, que é lovable.iaparaongues.br e lá dentro tem toda uma explicaçãozinha, todo mundo vai receber créditos gratuitos também da Lovable.

E eu estou fazendo a minha parte enquanto embaixador para ir disseminando isso e ajudar outras pessoas. O Léo está lá na nossa comunidade. Se você não está, comece.ia.br. Você já entra direto no WhatsApp. Ele responde dúvidas sobre logo o assunto. Que quente lá, né, Matheus? Sempre alguma coisa. E até esse pacto social, né? Tem várias pessoas que estão assim. Vamos começar.

Esse match do bem, né? Esse match bom, acho que isso é muito importante. E até o link pro evento vai estar lá. Então, quem não tá ainda, entre. Fale pro Léo e vá pro evento. Não, por favor, vá pro evento. Não, mas só um gancho, Matheus. Só um gancho, rápido. Porque ele falou de crédito. Quem não entende isso, tá? E na nossa maratona lá, você vai aprender a usar lovable. Também é maratona.ia.br.

Você faz no seu tempo, tem um desafio bem simplesinho de usar essa plataforma que o Léo tá falando. Mas na nossa maratona, por ser um curso, a gente fez tudo nos planos grátis, né Matheus? Só que quando você, Léo, tem essa experiência, quando você vai usar pra valer, muito provavelmente, com certeza, os créditos ou os tokens do plano básico, free não vai suprir. Daí você vai assinar, né Léo? Mas muitas vezes, acho que pelo que você tá falando, às vezes até assinatura pra empresa...

É financeiramente inviável. Às vezes vai... Não sei, não vai ser o plano de R$100. Às vezes você vai precisando um plano de R$500. Ou botar créditos adicionais e vira um custo. Vira quase um salário de um funcionário, realmente, como a gente diz aqui. Como que é, então, esse lance do embaixador? Você disponibiliza esses créditos também para a pessoa ir um pouco além da camada gratuita, certo?

A gente consegue subir eventos na plataforma da Loverbo e, uma vez eles aprovando esse evento, eles conseguem endossar a gente na missão da plataforma de gerar esses créditos para os participantes. Então, são 100 créditos, dá para fazer bastante coisa, dá para montar uma aplicação simples com 100 créditos, dependendo dos prompts que você faz. E o legal desse evento é que a promessa é a seguinte, se você vem com o teu projeto, você sai com ele pronto.

que oportunidade é oportunidade é oportunidade imperdível é quase um racatom exatamente olha, Léo, muito obrigado de verdade, você é um cara incrível eu quero até terminar esse episódio assim, com um depoimento também acho que pra realmente entender o impacto que eu já tô fazendo

Se não fosse essa ONG, provavelmente eu não estaria aqui. Porque a gente sabe da realidade, assim, com as coisas todas. E eu vivia na pele, o meu primeiro emprego como estagiário, eu tinha que ter experiência. E a minha experiência foi ter rodado uma mini empresa num projeto de uma ONG. Então, assim, isso foi um diferencial pra conseguir entrar, inclusive, até hoje, várias empresas que eu trabalhei, oito na ABM, mas assim, porque na entrevista, como jovem, eu precisava contar a experiência pra disputar com outros. Então, esse trabalho que fez em ONG... E aí

que é o problema do ovo e a galinha que todo jovem tem, né? você não tem tempo, não tem experiência mas é cobrado é, então exatamente isso essas oportunidades são incríveis mesmo sim, Léo aqui é um exemplo de uma pessoa um jovem transformado que tá transformando milhões quando ele fala do seu propósito meu amigo, muito obrigado obrigado Ney, continua, a gente vai divulgar o evento bota depois na comunidade quem sabe a gente vai estar lá

o Rickast tá se organizando aqui pra fazer eventos é, então fica tenso aí novidades é, que a gente já, não sei se você sabe quando eu e o Matheus liderávamos a comunidade da IBM, a gente rodou mais de 20 Tech Nights, que eram eventos de comunidade

E uma galera em peso do Proa lá. Inclusive tem aqui os estagiários lá. É, que massa. Que já vieram aqui, já fizeram episódio com dois deles aqui. Eu amo Proa. Amo Proa. Então, na verdade, estou sumido lá. Precisamos dar um toque lá para os nossos amigos. Vamos dar um toque para eles virem aí no evento de lá. Vamos lá, vamos gostar.

Então, meus amigos, nos vemos no próximo episódio. Vamos aí para transformar a sociedade. Valeu, tchau. Obrigado, Léo. Um abraço. Valeu, gente. Obrigadão. Para mais informações, acesse poolrecast.dev. Este podcast é uma produção independente e não representa opinião de nenhuma empresa.

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