Episódios de Mundim de História

#174: A História de Jânio Quadros

04 de maio de 202617min
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Um dos nomes mais excêntricos da nossa política: Jânio Quadros. No episódio dessa semana abordei a biografia do ex-presidente,ex-deputado (federal e estadual), ex-vereador, ex-governador e ex-prefeito. Falo sobre como Quadros entrou para a política, o que fez e como saiu de forma curiosa porém marcante.

Bibliografia:

https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=280826

https://cpdoc.fgv.br/biografias/janio-quadros

https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/plenario/discursos/escrevendohistoria/a-crise-politica-de-1961/LEIA%20MAIS.doc

https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/ha-60-anos-congresso-aceitou-renuncia-e-abortou-golpe-de-janio-quadros

Música: Jingle Varre varre vassourinha

Assuntos4
  • Presidência de Jânio QuadrosCríticas ao governo Kubitschek · Medidas de moralização e centralização de poder · Reformas econômicas · Políticas de moralização social · Política externa independente e relações com bloco socialista · Condecoração de Che Guevara · Crise política e renúncia
  • Carreira Politica JairinhoInício na política como vereador · Deputado estadual e prefeito de São Paulo · Governo do estado de São Paulo · Candidatura à presidência · Renúncia e retorno à política
  • Legado e controvérsias de Jânio QuadrosInterpretações sobre a renúncia · Impacto da renúncia na democracia brasileira · Perseguição durante a ditadura militar · Retorno à política e últimas eleições · Visão histórica sobre sua figura
  • Morte de Benício XavierDeterioração da saúde · Causa da morte
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A banhadores do Brasil! Assim sendo declaro vaga a presidência da república!

Sejam todos, todas e todos muito bem-vindos a mais um episódio do podcast Mude de História. E no episódio dessa semana, vou falar com vocês um pouquinho sobre a história de provavelmente uma das figuras mais caricatas e mais zoadas provavelmente da história do Brasilia Pública, que é Jânio Quadros.

Esse episódio é muito interessante. Apesar do Jânio ser considerado uma pessoa muito caricata, muito exagerada. Ele era um pouco... Ele é uma pessoa interessante, vale a pena.

vocês escutarem esse episódio para entender um pouco mais sobre a história desse presidente. Mas, como sempre, eu quero deixar aqui meu agradecimento à querida Tata e ao querido Ratão, um grande amigo, que financiam o podcast. Lembrar que você pode fazer o mesmo por meio do nosso Apoia-se e que o link está lá no nosso Instagram. Mas, sem mais delongas, vamos passar para o episódio dessa semana.

Jânio Quadros nasceu no atual Mato Grosso do Sul, mas na época apenas Mato Grosso, em janeiro de 1917. Aos 18 anos, entrou para a faculdade de Direito e, após se formar, criou o escritório e se tornou professor.

Ele entrou para a política em 1947, quando ele tentou se eleger vereador de São Paulo pelo Partido Democrata Cristão, mas não obteve votos suficientes. Porém, uma situação curiosa aconteceu. Nesse ano, em 1947, o PCB foi suspenso e os seus vereadores foram caçados pela justiça eleitoral.

Com as caixas ações, Jânio Quadros, que era suplente, se tornou oficialmente vereador e começou a sua carreira política. Três anos depois, ele foi eleito deputado estadual com o discurso de moralizar o serviço público e buscando sempre escutar sugestões populares da população. Ele rodava por São Paulo.

ouvindo a população que eles desejavam. Em 1953, novamente pelo PDC, ele foi eleito prefeito de São Paulo. Jânio Quadros teve aproximadamente 65% dos votos. Sim, ele teve praticamente dois terços dos votos, derrotando o outro candidato, o Francisco Antônio Cardoso.

No comando da prefeitura, ele buscou, como ele colocava, moralizar o serviço público demitindo uma série de funcionários. Foram uma série de decisões em massa. Já dá a perceber que a ideia de moralizar o país, moralizar o serviço, foi algo muito comum na carreira do Jornal Quadros.

Ele ficou pouco tempo na prefeitura porque ele teve que renunciar ao cargo para competir pelo governo estadual. E foi eleito, só que uma votação apertada, com cerca de 1% de votos a mais do seu concorrente. Enquanto o governador, ele era próximo do então-presidente Café Filho.

E durante o mandato, São Paulo foi muito beneficiado pelo plano de metas de Kubitschek, que levou a uma implantação de indústrias no Estado, uma maior disponibilidade de crédito para as empresas e até mesmo, por conta da melhoria da economia local e do aumento da arrecadação, uma queda da dívida do Estado.

Assim, em abril de 1989, foi fundado o MPJQ, o Movimento Popular de Anu Quadros, que não apenas defendia o político, mas apoiava a sua candidatura para a presidência da República, o que de fato aconteceu.

Ele foi candidato pelo PTN, o Partido Trabalhista Nacional, na chapa com Milton Campos, o seu vice pela UDN. Mas a sua chapa contava ainda com o apoio do PDC, do PR, o Partido Republicano, e do Partido Liberal, o PL.

Inclusive, é nessa campanha eleitoral que se torna muito famoso pelo seu Dingle e pela sua ideia de varrer a corrupção. Ele andava com uma pequena vassoura que está disponível para conhecer aqui no Arquivo Público de Minas Gerais. E ele falava que varreria a corrupção do Brasil caso eleito. E ficou muito famoso por conta disso.

Ele foi eleito presidente da República, mas ele viu uma coisa interessante. Na época, não se votava na chapa. Se votava primeiro para presidente, depois para vice. Dessa forma...

O Jânio Quadros foi eleito, mas o seu vice não. Quem venceu para o vice-presidente foi o candidato trabalhista e ex-ministro de Vargas, João Goulart. Mas o fato é que o Jânio Quadros tornou oficialmente o primeiro presidente a tomar posse em Brasília.

Logo na primeira noite com o presidente, Jânio Quadros tem uma série de críticas ao governo de Kubitschek, o acusado de nepotismo, tem sido um governo ineficiente da administração pública e responsável pela autoinflação e pelo endividamento brasileiro com a construção de Brasília.

E logo anunciou as primeiras medidas, buscando imagem de recuperação da moral. Novamente, a moralidade retorna. Ele cortou regalias do funcionalismo público e extinguiu cargos de militares que atuavam junto a embaixadas, junto a diplomatas. E uma questão interessante, que ele buscava centralizar o poder na mão do presidente, enfraquecendo o Congresso.

E ele fugiu da burocracia de transmitir documentos oficiais para os ministros, para os órgãos. Ele enviava bilhetes. Ele ficou muito famoso não apenas pela vassourinha, mas por escrever uma série de bilhetinhos, determinando ordens, ações e enviar para os órgãos públicos diretamente, em vez de parar toda a burocracia.

de enviar o documento oficial. E era uma forma dele aumentar o seu controle sobre o órgão, porque agora é como se ele estivesse diretamente falando aquele órgão. Ele realizou reformas econômicas, visando o equilíbrio das contas públicas, a diminuição da dívida, a diminuição da inflação no Brasil. Ele chegou a planejar, o Pai Nugui implementou, uma reforma do imposto de renda.

E eu tenho que falar aqui novamente uma moralização. Entre as ações de quadros para a moralização do Brasil, nós temos o fim da ria de galo, o que eu concordo, porque animais não devem ser usados para um detenimento extremamente violento.

Inclusive, até hoje de hoje é proibido o rio de galo, a briga de galo. Mas ele também restringiu a participação de menores de idade em programas de rádio e TV. Proibiu o nosso perfume, o que não seria algo ruim.

Ele proibiu o uso de biquínis em compensações de beleza, máquinas de miss, por exemplo, e proibiu corridas de cavalo em dias de semana. Ele tinha terminado por proibir jogos de carta em algumas sedes de clubes privados.

Essa é a ideia de atacar. Isso era o plano de moralização do governo dos quadros. Era um governo conservador que via nessas coisas o atraso da sociedade e que deveria ser combatido. A sociedade estava muito liberal. A sociedade tinha que retornar à moral e, de passagem, à moral cristã. Politicamente,

Ele mantinha a política externa independente. Ele era moralmente conservador e agradava os Estados Unidos, mas ele também estabeleceu, ou começou a estabelecer, relações diplomáticas com o bloco socialista, principalmente com a China Popular e a União Soviética. Mas ele realizou...

uma nação que teria graves consequências para o seu governo. Após a conferência de Punta del Este, o Jânio recebeu o ministro da Fazenda cubano, o argentino Ernesto Guevara, o Che Guevara, que foi até Brasília para discutir reapreciação econômica entre os dois países.

E o Júlio Quadros, além de discutir a questão comercial, pediu a libertação de padres espanhóis que estavam presos em Cuba, que inclusive foi acatado, os padres foram libertos. E no fim do encontro com o argentino, com o Che Guevara, ele o condecorou com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul. Sim, ele condecorou.

um líder revolucionário guerrilheiro com uma ordem nacional em plena Guerra Fria. A condecoração causou uma crise interna com uma extrema indignação de civis e militares conservadores e além de um mal-estar.

diplomático por se tratar da Guerra Fria. Como que o presidente, aliás, nos Unidos, podia fazer uma ação dessa? O então governador do estado de Guarabara, o Carlos Lacerda, discursou no rádio contra o presidente...

alegando economicamente que a União não havia repassado para os Estados 2 bilhões de cruzeiros prometidos pelo furo do trigo e condenando a política externa de quadros. O Lacerda disse, abre aspas, pois trata muito bem as ditaduras comunistas e muito mal as democracias aliadas. Fecha aspas.

que foi a forma do caso Lacerda, opositor ferreio a diversos governos e ferreio abertamente anticomunista, foi a forma que ele encontrou de condenar, de atacar o governo de Jerucados. O Jerucados tinha uma ideia. Ele sabia que uma crise havia se instalado no seu governo. E assim ele decidiu abandonar o seu cargo.

No dia 25, ele partiu para o aeroporto, onde encontraria sua esposa e sua mãe, e determinou que o ministro da Justiça, o Pedro Horta, entregasse ao Congresso, às 15 horas, o documento de sua renúncia. Enquanto caminhava para o avião, ele disse aos auxiliares, deu testemunha dos esforços que fiz para governar bem, sem ódio e sem rancores. Nessa hora, pensa nos pobres e nos humildes. É muito difícil ajudá-los.

Uma semana depois, após o encosto do Cotia Guevara e a crise política, e apenas sete meses do início do subadato com o presidente, Jairu Quadros abandonou a presidência da República. Na sua carta de renúncia, podemos destacar alguns trechos, como no qual ele critica

quando o Bucolet admite que ele foi vencido pela reação, mas que ele cumpriu o dever dele em sete meses, que desejava um país para brasileiros, que esse sonho dele, um país para os brasileiros, tinha junto o sonho de combate à corrupção, ele finaliza com uma cartinha dizendo ao Congresso Nacional que ele foi vencido pela reação.

Nessa data e por este instrumento, deixando como ministro da Justiça a Sá-Zóis Moato, renuncio ao mandato de presidente da República. Mas ele vem à questão, por que o Jânio Carlos renunciou? O então senador Argemino de Figueiredo, do PTB da Paraíba, defendeu de forma correta a minha visão que o plano era uma armadilha.

o presidente ou o ex-presidente sabia que se o Congresso não aceitasse o renúncia e o chamasse de voto para a presidência, ele estaria mais forte. E o senador sabia disso. Ele sabia que era uma espécie de regime jianista. Para o senador de Miro...

Se ele chamasse o Jano de volta, estaria renunciando as conquistas liberais e condenando a morte à democracia brasileira. Ele comparou o plano do quadro com o Ante Simão Bolívar, no sentido de que o presidente esperava que o povo e os militares o carregassem de volta à presidência para governar como quisesse.

Nas palavras de Argemiro, abre aspas, a renúncia foi a primeira etapa do processo de uma ditadura que se tinha em vista, fecha aspas. E outros políticos concordavam com essa visão. O Coabros tinha um plano de...

Se tornar ditador. Apesar de eleito democraticamente e de uma grande carreira política, ele acreditava que conseguiria ser ditador para levar a cabo o seu plano de moralização do Brasil, do serviço e do povo brasileiro. Ele abandona a política oficialmente, mas com...

O golpe de Estado em 1964, lembrando que o João Goulart, que era o seu vice, foi o presidente derrubado pelos militares e pela elite brasileira para se instalar a ditadura militar. E com a ditadura, Quadros teve seus direitos políticos cassados e passou a usar o nome de sua esposa para fazer declarações da mídia contra o governo para evitar a censura.

Ele retorna aos holofotes políticos, defender uma convocação da constituinte durante a abertura política. Ele foi candidato a deputado estadual pelo PTB na redemoralização, mas acabou sendo derrotado, a sua segunda derrota na carreira. Ele teve diversas eleições, ele disputou diversas eleições, perdeu apenas duas, segue a primeira que ele perdeu, quando o vereador, no fim, ele acabou se tornando...

vereador, de mesma forma, não foi bem uma derrota. Mas, apesar dessa segunda derrota, ele foi eleito, anos depois, prefeito de São Paulo novamente. Em 1992, a sua saúde, que já estava deteriorada e que piorou com a morte de sua esposa, levando o quadro a ser internado, e ele faleceu em 17 de fevereiro, vítima de derrames cerebrais.

Quadros entrou para a história pelo sujeito diferente e quase caricato. Márcio Legado também é lembrado com uma preparação para o golpe de 64.

foram vítimas do anticomunismo que dominava a sociedade brasileira na época, acabou por forçar sua renúncia em uma desesperada tentativa de conseguir mais apoio e poder. Seu vice, sucessor, Jango, estava em plena China popular e já era mal visto pelas elites, tanto que teve seus poderes momentaneamente restritos durante o parlamentarismo brasileiro e o seu governo acabaria em abril de 1964 com o golpe civil militar.

Quadros é definitivamente uma das figuras mais únicas, se possa colocar, da nossa política. Ocupou quase todos os cargos políticos possíveis. Só faltou o de senador. Ganhou quase todas as eleições que participou. Contava com a popular.

e defendia varrer álcool do país. Mas, mesmo com tudo isso, a moita maré sobre Jânio Quadros é a de um sujeito doido, que agende de forma estranha caricata, em mão de um presidente que, sobre o manto da oralidade, arquitetou um golpe contra o próprio país.

Eu agradeço a todo mundo que estou por estar aqui. Convido vocês a nos seguirem no Instagram e no YouTube. Passar sempre por dentro quando o episódio for publicado. Lembra ainda que lá no nosso Instagram, você encontra o nosso Apoia-se para você que tem interesse e condições financiar nosso podcast, que ajuda a manter o programa no ar.

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Sonho! Você está Sonho!