193 - Divas do Gospel (Com Diego Queiroz)
O Evange.Doc chegou! Convidamos o ouvinte e autor, Diego Queiroz para conversar sobre divas do gospel, como é ser uma gay que cresceu na igreja, além de muita galhofa! Vem ouvir!
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- Impacto Cultural dos ViraisDiabo Veste Prada 2 · Música 'Beach' de L7 · Música '
Diego, não se assuste não, é assim mesmo, tá todos os dias. É essa bagunça. Eu ouço o episódio, né? Ah, nada como receber um ouvinte. Sejam bem-vindos ao PopDoc. Esse seu podcast de música pop.
Até então, né? Vamos entender o episódio de hoje, como é que vai ser. Mas antes de introduzir o tema, queria deixar os recadinhos de sempre. Sempre visitando lá nossas redes sociais. Vocês já estão cansados de saber classificar esse podcast. Lembrando sempre que tem o Apoies, tem o Aurelo também. E aí agora, vamos introduzir esse grande tema, aí que vocês viram no título. E temos um convidado. Sim, ele já deu um spoiler de que ele é ouvinte.
E além disso, ele se disse ex-produtor de conteúdo sobre afetos e relacionamentos, autor de três livros, além de ser ex-evangélico e gay. Gay você ainda é. Ou é ex-gay também, Diego. Gay é um autor.
Por enquanto eu tô sendo... É, vamos ver como é que... Tá difícil continuar sendo... Até o final desse episódio, talvez eu volte a ser... Talvez ele volte. Vamos ver se eu vou me converter. Agora não pode pedir pra pagar depois não. É, gravando foi.
E queria deixar claro que a ideia desse episódio, obviamente, não foi minha, né? Claro, né? É. Porque quando é uma ideia sua, tem alguma coisa a ver. Ou com o Luiz Assunza... Ou com o Pedro Samparo. Não, porque você me chama de conservador, de direita, bolsonarista, machista, racista, taxista. Tudo possível, de ruim eu sou. Aí tem um tema, divas do gospel.
Meu amor, o gospel... Vou te dar uma aula de história aqui. Porque o gospel é um gênero historicamente negro lá nos Estados Unidos, papai. Ele nasce, ele ganha força com a comunidade negra. Não é à toa que temos aí as duas maiores vozes de todos os tempos da música mundial vêm do gospel, que é a dona Aretha Franklin e a dona Whitney Houston.
A própria fundação do rock vem do gospel, já que cista é Rosetta Tarp. Você acha que o nome dela era cista? Porque ela fazia um culto, Gatinho. Ele realmente estudou pra defender os evangélicos hoje. I'm sorry. Hoje ele veio em prol da galera evangelha. Acho tudo, acho tudo.
Não, é porque assim, eu entendo, Chandlevi, que você não sai dos limites do Projac, entendeu? E da Barra da Tijuca. Mas se você chegar numa periferia hoje, 80% da periferia é evangélica.
Entendeu? Eu digo mais, não somente elas Mariah começou na igreja Diana Ross, Patti Labelle Dona Summer O álbum mais vendido da Aretha Franklin É um álbum gospel Então tem muito pano pra mim Tem, Cláudia Leite Nem falei, nem agradeci Você que está aqui Sou ouvinte, sou fã Desde o primeiro episódio, não é balela Eu era um boiolinha do Iaí Gay Então quando o palco começa Eu era um boiolinha
Quando o Paulo começa um novo projeto, eu vou atrás pra saber o que é. E tô aqui desde o primórdio, sim, toda semana, ouvindo o PopDoc. Era até hoje. E aí conhecer o Paulo... Será que é feliz mesmo de ter vindo o PopDoc desde o primeiro episódio? Meu Deus do céu! A gente vai acompanhando e a qualidade vai aumentando. Ou diminuindo, dependendo da perspectiva.
Boa, é isso, é isso, é isso. Já que eu espero de um ouvinte de pop doc. 3 anos de AIG, 4 anos de pop doc, já é quase uma década. Meu Deus, gente, quase uma década. Gente do céu, passado. Obrigado, Diego, pelo carinho. Obrigado por ter vindo conversar com a gente sobre essa pauta que nos últimos meses tem tido uma movimentação engraçada, vou para além do gospel agora, interessante das divas pop, da música, da cultura, que várias artistas estão lançando projetos
que tem relação com a religião de alguma medida, né? A gente teve Rosalia, que lançou o dela do ano passado. Teve a Anitta, que veio com os macumbits dela. E nesse ano tivemos duas pessoas aí que a gente não esperava que elas fossem lançar um álbum nesse sentido. Que uma foi a MIA, que lançou um álbum católico recentemente. Poucas pessoas estavam sabendo disso aí. E reza a lenda de que a queridíssima Azélia Banks também ia lançar um projeto de... E aí E aí
Mantras e orações. Ela lançou, né? Ela lançou mesmo? Lançou, um disco de mantras. Que pariu, gente. Eu não estou entendendo essa movimentação do mercado, mas acho que é pertinente a gente chegar e falar um pouquinho sobre as divas gospel, porque existe um...
Um grandississíssimo número de pessoas queer que eram evangélicas, ou às vezes se mantêm sendo evangélicas, e que, obviamente, tiveram aí sua formação musical baseado em divas da gospel, dito cuja que, inclusive, Alexandre Santana, né?
Eu fico triste porque eu acho que tinha que ter mais gente aqui com conhecimento em divas gospel, porque a gente tem uma rica variedade de divas do gospel, sabe? Diego, qual foi a sua primeira diva do gospel, assim? A mais close errada de todas, porém uma das mais talentosas, Ana Paula Paladar. É, de todas nós. Ana Paula Paladar. Epítome do que é diva em todas as suas caixinhas. Ah, eu quero fazer um disclaimer, inclusive, aqui.
E eu sei que eu falo por mim e pelos meninos. Ninguém tá aqui defendendo crente. A gente entende que existe uma série de close errado. Alguns crimes, alegadamente. Então, a gente tá falando de um recorte de arte, de música. Se a gente tirar a homofobia, o preconceito, o machismo, a intolerância religiosa.
É divertido. Várias camadas. É divertido. A gente tira bastante coisa boa. Tirando tudo que é ruim, tem coisa boa. Eu falo aqui pelo Santana que tirando Claudia Leite e Ludmilla, a gente não vai defender nenhuma diva evangélica. Só isso que fique claro aqui. Ana Paula Valadão, é muito difícil você ter sido uma criança gay e não ter sido fã da Ana Paula Valadão, porque ao mesmo tempo que ela era a nossa Lia Michelle, porque ela participava de um grupo em que ela tinha todo o protagonismo.
e ninguém podia cantar mais do que ela ou aparecer mais do que ela. Ela também era a nossa Xuxa, porque ela tinha um projeto infantil, que era o Crianças de Anjos do Trono, e que toda semana saía, era tipo Xuxa só para baixinhos, todo ano saía o 1, o 2, o 3, o 4. Então é como se ela fosse todas as divas pop, porque ela vai de Xuxa, passando por Lia Michelle e por Beyoncé, ali na Destiny's Child, porque ela era a protagonista, então é meio impossível você não...
torcer pela diva ali entre 2000 e 2007, 2008, sabe? Quando o Diante do Trono bombava. Quem foi criança nos anos 2000 e nunca cantou aos olhos do pai numa homenagem do Dia das Mães não viveu os anos 2000 no Brasil. Verdade, verdade. A diva tem smash hit sim. É verdade. Nossa, agora você foi num hit bem específico e eu rir porque, de fato, já tive apresentação de Dia das Mães e que a gente cantou exatamente essa música.
Uma coisa muito louca de pensar é que o Diante do Trono, eles vendiam muito, gente. Era tipo um milhão de discos por álbum, sabe? E eles tinham um lançamento anual que cada ano eles faziam... Começou em BH, mas cada ano eles faziam uma cidade. Aqui em Salvador, eu lembro que teve, acho que é o Diante do Trono 7.
Nossa, na época foi... Eu não fui, porque eu era muito pequeno pra ir, mas foi uma agonia, assim. E era papo de lotar milhões de pessoas indo pro show e o DVD vender milhões e ficar ali circulando, rodando. Então era uma coisa, assim, era um faturamento absurdo. Não é à toa que a Igreja Batista da Lagoinha é extremamente rica hoje, né?
Deixa eu aproveitar pra te fazer uma pergunta, você como insider de Salvador. Eu acho que esses números do Diante do Trono, que eram divulgados pela polícia militar, eles são meio assim, lobacabana, eles são um pouco inflados. Em Salvador, alegadamente, eles disseram que teve 1 milhão e 200 mil pessoas na gravação. Ali no Centro Administrativo da Bahia.
Cabe? Um milhão e duzentas mil pessoas? Amigo, pior que eu acho que se enfiar, cabe. É grande. Entendeu? Só que realmente não tenho essa noção, porque na época eu ainda não era uma gaysinha de charts pra saber se era realmente isso, sabe? Mas eu lembro que a mobilização foi realmente muito grande.
O Diante do Trono tem números muito, muito, muito inflados, né? Começando ali em Brasília, em 2002, 1 milhão e 200, São Paulo, 2 milhões, Salvador, 1 milhão e 200. Então, assim, são coisas realmente gigantescas, eventos gratuitos.
Então, são números que, hoje em dia, não se batem mais, né? Não, a gente pode concordar, então, que em 2027 vai ter diante do trono em Copacabana com 3 bilhões de pessoas. É isso, então, que o Diego tá falando. Todo mundo vai com Ana Paula Valadão. Todo mundo tá em vez. Eu travo. Essa é a diva de 2027. Eu ia ficar morrendo de medo.
Eu, como LGBT, se eu fico sabendo que tem 3 milhões de crente em Copacabana, eu vou pra qualquer lugar. Não, mas pode ter certeza que se tiver 3 milhões de crente em Copacabana, um milhão é viado. Um milhão é viado? Pelo menos. Pelo menos isso.
Então você pode ficar em paz. Vocês estão falando de diva, e aí eu fui resgatar na memória quem era a primeira diva evangélica, que eu realmente ouvi falar e escutei. Minha criação não é evangélica, é católica, mas é a Aline Barros. A Aline Barros eu lembro do início dos anos 2000, que ela era uma pessoa que você via em qualquer lugar da mídia. O tempo todo o nome dela era falado, era citado.
E aí eu tava, inclusive, olhando aqui o roteiro que o Santana preparou pra gente e eu fiquei chocado com essa informação porque eu não sabia que ela se tornou a primeira artista gospel brasileira a conquistar um Grammy latino. Aí eu falei assim, quê? Como assim essa mulher já conseguiu um Grammy latino? Eu não estava sabendo essa informação. E fiquei passado com isso. Você nunca viu meme, pessoas que tem Grammy e Katy Perry não.
Aí tinha lá a Aline Barros. Não, juro, juro. Nunca tinha parado pra passar. Nunca tinha parado pra passar. E Paulo.
Não é que ela conquistou um Grammy, tá? Se eu não me engano, ela tem oito. Atualmente ela tem oito. Ela tem oito Grammys e um por álbum infantil. Que pra mim é o maior surto. Ela tem um pra álbum de criança. Caraca, é isso. Que surto de jeito passado. Sua Fave tem? A Aline Barros tem oito.
Ela foi a primeira, Priscila Alcântara, inclusive, porque a Aline Barros, eu acho que ela foi a primeira que entendeu que o mercado secular, digamos assim, como eles chamam, né? Ele tinha um espaço também. Então ela ia pra Globo, ela apareceu em trilha de novela.
Aí os crentes falavam, hum, essa daí não é tão crente assim. Ela é meio, sabe, meio esquisita. Então tinha essa coisa dela ser a diva gospel que tá mais próxima, entre aspas, do mercado secular. Porque existia uma separação muito grande antes. Eu acho que hoje em dia...
As gravadoras, inclusive, abraçaram, né? Todas as gravadoras têm um selo gospel e tal, porque dá dinheiro, né? Então, hoje em dia, é mais normalizado. Você vê, por exemplo, um artista gostinho indo num programa de auditório da TV Globo e tal. Eles até querem atrair esse público. Mas eu acho que ali nos anos 2000, tinha muito, por parte dos cristãos, uma coisa de tipo, ah, tá se misturando demais, né? Eu acho que a Lini Barros foi a primeira que começou a se misturar mesmo, sabe? E se beneficiar disso.
E por causa dessa mistura, a Lini passou por um cancelamento da era pré-internet. Porque a Lini, com 16 anos, tem um smash hit, a música da igreja dela não era carreira solo ainda, era da igreja que ela fazia parte. Ficou quase um ano em primeiro lugar nas Jades Evangélicas do Brasil, fazendo com que ela fosse pro Xuxa Park. A Lini era a Shakira da Xuxa. Todo fim de semana ela tava lá fazendo residência no programa da Xuxa.
Até que, na comemoração de 10 anos do Xuxa Park, a Aline, mais uma vez muito jovem, canta uma música com o refrão tipo Minha Rainha, Minha Fada Madrinha. E isso dentro da igreja caiu como uma bomba nuclear. Ela parou de receber convite, a carreira dela caiu, os álbuns pararam de vender.
E ela só foi se recuperar desse cancelamento no início dos anos 2000. E aí ela foi crescendo, crescendo, crescendo, crescendo, crescendo. Mas teve esse momento da carreira que por estar muito envolvida com a Xuxa, é exatamente o que vocês falaram. Ela nem é tão crente assim, porque ela tá na Globo. Porque a Xuxa era do diabo, né? A Xuxa era o diabo, né? A Xuxa, você coloca a música de trás pra frente dela, você vai ouvir mensagens subliminares da Xuxa. Não é assim que funciona?
Agora sabe o que eu tava lembrando? Que eu tive também a minha primeira diva negra injustiçada no Diante do Trono. Porque eu era muito fã da Anívia Soares. A Anívia Soares é uma das vocalistas do Diante do Trono. Pra quem não conhece o Diante do Trono, ele tinha, sei lá, 15 vocalistas. Meu Deus. E aí, só que era tipo Glee. Só que todo mundo fazia o backing vocal da Ana Paula Valadão e ela fazia todos os vocais. E aí, de vez em quando, ela dava oportunidade pra alguém cantar.
O André Valadão, que é a irmã dela, era a maricona que cantava uma ou duas músicas, né? A Cota Hétero, na época. A Anívia Soares, ela era a Negona. Porque todo coral tem que ter a Negona. Ela era a Negona presença. Então, de vez em quando, ela cantava uma coisinha ou outra. Mas é isso. A Ana Paula Valadão, ela era ali a Michelle e os outros eram os fúditos. Então, a Anívia Soares, ela foi a minha primeira... A Anívia Soares.
A primeira negra injustiçada falava Nossa, essa negona tinha que ser a principal vocalista, né? Essa branquela azeda, não. Eu pensava assim já nos anos 2000. Era a nossa Mercedes de ontem. Ela chegava lá no último final. Eu tava pensando exatamente não. Total.
Ela chegava pra dar um high note no final. Inclusive, eu tava olhando aqui antes da gente começar a conversar, segundo lá, ah, é a pessoa que fez um dado que eu não sei quem foi que fez, que entre os 20 álbuns mais vendidos da história do Brasil, o 18º é de Ana Paula Valadão. Então, assim, ela tem números, ela tem carreira. Ela tem uma comunidade.
Se a gente considerar o Padre Marcelo uma diva gospel, o álbum mais vendido da história do Brasil é de uma diva gospel, que é do Padre Marcelo. Quando a gente tirar esse recorte, o álbum mais vendido gospel da história do país é a da Ana Paula Valadão. Gente, estou chocado com isso. Gente, eu estou muito chocado com essas informações. Eu realmente estou de espectador nesse episódio de hoje.
porque é uma coisa que eu não vivi em absolutamente nada. Assim, parece de verdade, pra mim, que vocês estão falando de um mundo paralelo. Porque eu nasci numa família que a parte da minha mãe é de judeus, a parte do meu pai é de católicos. Então eu não tenho nenhum tipo de contato evangélico na minha família. Eu fui saber quem era a Ana Paula Valadão.
Quando aquele influenciador que imitava ela começou a viralizar. E aí eu fui descobrir que existia uma pessoa chamada Ana Paula Valadão. Porque até então eu nunca nem tinha ouvido falar. E agora vocês dando esses dados, vocês falando essas coisas, eu tô descobrindo mais coisas. Eu não tenho ideia, assim, eu não passei por nada disso. Como se esse mundo não existisse.
E é uma coisa muito engraçada, porque eu imagino que provavelmente muitas das pessoas que estão ouvindo esse episódio estão se identificando exatamente com o que vocês estão falando. Mas eu tô tipo assim, gente, o que que tá acontecendo? Que dados são esses? A igreja católica não tinha divas, não? É uma pergunta séria, porque eu também nunca tive contato.
Não tinha divas da igreja? Eu não lembro muito de cantoras católicas que eram conhecidas. Eu sei que, por causa da minha mãe, obviamente, que existem muitos padres que são cantores. O padre Marcelo Rossi é o grande exemplo disso aí, que lançou álbuns e mais álbuns e mais álbuns. Então é isso. Eu conheço mais padres brasileiros que fizeram álbuns e lançaram músicas, liguei as mãos e dai, glória a Deus.
do que necessariamente cantoras, mulheres. Sim. Não consigo lembrar de nenhuma. Padre Fábio de Mello também. Tipo, eu também só consigo, assim, me identificar ainda assim. Nossa. Mas ainda assim, gente, a minha família nunca foi muito religiosa a esse ponto de ouvir. Mas a gente tá falando de igreja, não de crossfit. Por que você citou? Não de crossfit, saco. Fábio de Mello. Olha o respeito.
Mas é isso, assim, a minha família nunca ouviu essas músicas, assim. Então eu não tenho nenhum tipo de contato. Vocês falaram que teve o Crete Cabana aí. Eu não tava nem sabendo disso, que a galera juntou um milhão de pessoas. Gente, pra mim isso é totalmente fora da minha realidade.
Eu tenho certeza que alguém da audiência vai lembrar, tá? De alguma cantora católica, necessariamente. Jogue aí nos comentários pra gente poder ler e descobrir quem são. Por favor, pra gente pesquisar, né? Por favor. É. Eu não conheço nenhuma, não. Mas uma coisa que eu queria ressaltar do gospel, né? A gente falou que tem coisas boas, mas eu acho que é uma coisa bem positiva.
É o aspecto vocal, assim. A gente tem grandes vocalistas no gospel brasileiro. Talvez alguns dos maiores vocalistas da história da música. Um exemplo é a Daisy Cipriano, ali, o Fat Family. Ele é R&B, mas ele parte também do gospel. Não é à toa que a Daisy Cipriano... Quando ela faleceu, ela era evangélica. Você tem vídeos dela cantando na igreja. Assim, ela é uma voz do gospel.
Ela tem aquela potência. Eu acho icônico o vídeo dela com o Regis Danese, que ele tá, entra na minha casa. Aí ela tá na palata e ele dá o microfone pra ela dar uma palhinha.
E ela acaba com... Eu não sei por que ele pegou o microfone de volta. Porque eu ficaria tão humilhado que eu iria pra casa dormir. Né? Mas é nessa vibe. Algumas outras também têm vozes, apesar de extremamente homofóbica também. A Bruna Carra, ela tem uma voz absurda. É fato. Porque ela canta muito. A própria Ana Paula Baladão canta muito. É extremamente afinada. Não é um timbre que eu hoje em dia gosto.
Mas eu acho que por admirar tanto vocais, é um gênero que eu ainda olho com certo carinho hoje, sabe? E tem uma pessoa específica que eu ainda acompanho, que não necessariamente é uma diva, mas é um cantor. Gosp, eu acompanho porque eu acho que os posicionamentos dele são razoáveis. Ele nunca teve nada problemático nesse sentido, que é o Leonardo Gonçalves.
É um cara que canta muito, muito, muito, muito. Depois dei uma pesquisada aí. Ele é tenor, né? Porque, amor, eu tive a minha fase de pesquisar a teoria musical. Então eu ia lá. Ah, e quem é baritono? Quem é tenor? Quem é soprano? Quem faz isso? Quem faz aquilo? Então eu gosto muito das acrobacias vocais que o Lana Gonçalves sempre fez na carreira dele. Então é um cara que, de vez em quando, eu vou lá dar uma olhadinha, dar uma escutada no que ele tá trazendo, porque eu acho que é muito rico musicalmente. Sim, sim. Então é um ponto aí a se pensar.
A gente estava comentando da Whitney Houston, do fato dela ter começado justamente num coral. Eu acho que uma coisa que é de praxe, para todas as pessoas, que todos os cantores que a gente deve estar citando por aqui têm que passar por uma aula de canto mesmo. Uma aula que você vai entender o posicionamento da sua voz, você vai entender o que é a sua voz em harmonia com outras vozes, porque você está fazendo parte de um coral. Isso te dá uma noção de canto muito absurda, que eu acho que...
Quando você é um cantor que não necessariamente você está fazendo de maneira um pouco mais pragmática, de maneira mais regrada, as aulas de você chegar, de você aprender e você entender qual é o seu tom, o seu tom em comunhão com outras vozes e tudo mais, eu acho que isso gera em você a falta disso.
gera em você talvez uma dificuldade ou uma diferença na potência vocal mesmo, porque eu não consigo pensar em nenhum cantor que seja de gospel aqui, seja negona ou seja branquinha, que não tem um alcance vocal bizarro, que não sabe ter um posicionamento de voz assim, tipo...
absurdo. Então, acho que a escola da igreja, a escola de dentro do gospel, essa coisa da gente conhecer os corais da igreja, principalmente também nos Estados Unidos, isso que a gente sempre associa, né? Bando de negões e negonas cantando pra caralho. Eu acho que quando a gente parar pra pensar essa escola que é exigido de um artista que tem esse lugar de ter vindo de um coral e ter vindo da igreja católica, cara, da igreja evangélica...
Eu acho que é uma parada muito lucrativa, sabe? Muito positiva para a carreira da pessoa, para a pessoa poder se entender como cantora. É uma coisa até interessante, assim, acho que quando a gente fala, por exemplo, de esporte, a gente vê o incentivo, às vezes, em escolas e tal, e eu acho que a igreja, ela acaba tendo esse papel na questão do canto, da performance, assim. A gente vê muitas divas brasileiras que aprenderam a cantar na igreja e tiveram esse contato com a música pela primeira vez na igreja.
E, assim, acho que talvez, sei lá, nos Estados Unidos, os colégios exploram essa coisa do coral, né? De você poder entrar num coral e você poder se desenvolver artisticamente. No Brasil, a gente não tem tanto isso. Então, acaba que a igreja, ela é o primeiro contato ali do jovem que ele começa a entender se ele gosta de música. Então, essa parte técnica aí...
acaba se desenvolvendo e aí a gente vê muitos cantores e cantoras que hoje em dia fazem sucesso começaram cantando na igreja justamente por ter esse tipo de contato então nesse lado é até positivo seria a igreja o Joe Jackson das religiões?
Que faz ali, que bota você pra ralar, pra entender a técnica, pra ver se você é afinado. E aí, quem sabe, se der certo, você vira um grande divo pop. Não sei. Eu acho que a voz é essa coisa grandiosa mesmo, né? Tem pessoas extremamente talentosas dentro da igreja que fazem música muito bem. Mas eu queria falar de uma diva que não é reconhecida pela sua voz, mas ela é reconhecida pela sua caneta.
ela escreve demais e dirige um grupo com grandes vozes. Então, às vezes, você não é um grande cantor, mas você está cercado, você tem um secto de gente que canta muito, que é a Bispa Sônia Hernandes, do Renacer Praise, um dos maiores grupos musicais da música gospel, que está em atuação, sei lá, desde a década de 80.
Ela escreve todas as músicas, ela participa dos arranjos. E ela é uma grande diva no melhor sentido da palavra. Com os vestidos, com a maquiagem, com a roupa. Ela fazia congresso pra mulheres nos Hamptons, porque ela dizia que era importante também alcançar os ricos, sim. Passado! Os ricos precisam ouvir a palavra. E é tudo muito opulento, tudo muito grandioso. Empoderamento gospel de mulheres ricas.
E ela tem uma passagem. Pra quem não sabe, Bispa Sônia, não conhece Bispa Sônia, pesquisa aí, Bispa Sônia e Estevam Hernandes, escândalo dos dólares. Ai, meu Deus. Porque eles têm tudo, amor. Tem escândalo de corrupção, tem tudo. E era sobre isso que eu queria falar.
ela cobre várias áreas da vida de uma celebridade. Porque, alguns anos atrás, talvez quase 20 anos, ela foi presa tentando entrar nos Estados Unidos com, sei lá, 50 mil dólares, não lembro exatamente a quantidade, não declarados, parte desse dinheiro escondido em Bíblia.
Então eles foram presos Sonia e seu marido foram presos Pelo FBI em Miami Por entrarem no país com 56 mil dólares Não declarados Escondido entre suas bagagens e bíblias Eles foram condenados a cumprir Penas dentro dos Estados Unidos Passado E aí eles ficaram presos Na cadeia, então cumpriram uma parte Na cadeia
E uma outra parte, eles cumpriram em prisão domiciliar. Eles ficaram sem poder voltar pro Brasil por dois anos. Só que a gente tem um detalhe. O grupo que ela era líder, gravava álbuns anualmente. Sim. E aí, qual seria a decisão lógica, inteligente, coerente? Durante a prisão dela, não gravar os álbuns.
ou colocar outra pessoa pra ser vocalista principal. Não. Ela gravou da prisão domiciliar. Ou a tornozeleira eletrônica no pé. Então, aqui do Brasil estava todo grupo de cantores, e ela gravou via satélite, porque não tinha a tecnologia que a gente tem hoje, né?
Se vocês assistirem esse DVD, que é o Renascê Praze 14, Eu 15, tá todo mundo no palco aqui em São Paulo e ela tá num telão, porque ela está gravando da prisão domiciliar que ela ficou nos Estados Unidos. Gente, se isso não é o puro suco do que é ser uma diva, ela não deitou nem pro FBI.
Ela não conquistou a história gostosa. Eu vou gravar o meu álbum, sim. E gravou dois anos seguidos pelo Telão. Desculpa, Diva. Diva. Isso foi antes da pandemia, né? Mulheres que correm com os lobos. Isso foi antes da pandemia, tá? Se não me engano, foi alguns anos antes. Isso foi tipo 2008, 2009. Visionária. Visionária, inventou a live. Gente, visionária.
Gente, isso. Inventou a live. Ai, eu até chorei aqui. Caralho, que história boa. Eu acho incrível. E são álbuns bons. A minha raiva é que é bom. Eu nunca gostei muito do Reina Surprise. Eu achava que eles ficavam tentando imitar o Diante do Trono. E eu era muito fã do Diante do Trono. Era a minha primeira fanata.
Eu também quando eu era criança, mas aí quando eu cresci eu passei a amar os dois e o Renan C. Gente, tem tanta história. Rodriguinho foi vocalista do Renan C. Praise. Salgadinho foi vocalista do Renan C. Praise. Porque teve essa época dos pagodeiros se convertendo. A gente não pode deixar de lembrar do papel social de Raul Gil no meio disso tudo, porque o povo do gospel ia tudo pro programa de auditório dele, era o primeiro contato.
A gente tem a grandiosa Jamile, né? Que saiu de lá do Raul Gil. Eu esqueci o hit dela agora.
Campeão vencedor. Campeão. Campeão vencedor. O Brasil inteiro cantou essa música, não é possível. O Brasil inteiro cantou. Não conhece, não, o Chandler? Nunca! Menos o Chandler. Meu Deus! Não, essa furou bolhas, amigo. Desculpa, essa furou todas as bolhas. Essa furou bolhas. Ela chegou na minha, mas tudo bem.
E vem cá, uma pergunta, a gente tá falando aí de divas que são presidiárias e tal. Qual a opinião de vocês de Flor Delis? Ela foi uma diva pop? Ela cantava, não cantava? Porque também foi outra que só chegou em mim recentemente. Nunca tinha ouvido falar. Ela fazia tudo, amor. Ela fazia filme. Ela tem coisa com a Xuxa também. Mentira. Ela tem tudo a Flor Delis.
Não sabia, não. Então tem o filme biográfico da Flor de Lis? Tem. Que ela participou. Tem, tem. Os atores da Globo. Basta uma história para mudar. Eles interpretam os filhos da Flor de Lis. E foi aí que a carreira dela musical decola. Porque através desse filme, a maior gravadora gospel do Brasil, que era a MK, lança a trilha sonora do filme.
E depois assina um contrato com a Flor de Lis pra gravar os álbuns dela. E aí tem as músicas que até hoje a gente tem como meme e tal. Que são muito boas, inclusive. Extremamente influente, né? Fazer o quê?
É, eu não conheci ela não. Ela tinha uma igreja enorme. Eu queria falar de umas divas que são menos criminosas do que as que a gente citou. Não, vamos sair dessa esfera. Vamos sair dessa esfera do Ministério Público. Gente, eu citei ela porque foi a que chegou em mim, é isso. E chegou em mim em 2020, sei lá, foi quando estourou o escândalo, que até então eu nunca nem tinha ouvido falar, né? Realmente, pra mim, eu tô aprendendo com vocês. Tô amando esse episódio.
Eu não sei aí no RJ, mas aqui em Salvador, uma das maiores, se não a maior diva ali do final dos anos 90 e início dos anos 2000 era a dona Cassiane.
Cassiane, pra mim, foi... Ela era muito camp, né? Ela cantava... Ela era uma coisa bem reteté, é um termo que a gente usa aí pras igrejas pentecostais, que o pessoal fica... Que faz aqueles barulhos de línguas e tal. Era uma coisa bem intensa. Então Cassiane, eu acho que foi... Talvez tenha sido a primeiríssima ali, quando eu nem entendia o que era ser cristão, porque ela fazia muito sucesso.
muito, muito sucesso muitos álbuns vendidos muita coisa regional, né? Cassiane tem muito pandeiro, muito forró no... porque tem isso, né? é verdade tem pessoas que são muito fechadinhas no nicho e vão tocar só pop só rock e tem cantoras como a Cassiane que vai do norte ao sul então ela vai tocar samba, ela vai tocar com influência de samba, né? não necessariamente samba, porque ela é mais conservadorinha então ela vai tocar
Mas com influências de forró e chachado e shot. E música pop. Música mais tradicional. Cassiane tem um leque muito grande. Muitos anos de carreira. 40 anos de carreira. Ela gravou recentemente um álbum. Ela tem uma identidade visual fortíssima, moça. É um jeans. Sim. Muito cafona. Ela usa a bibliolsa. Que é aquela bíblia com alça. Que também se forma uma bolsa. É a bibliolsa.
É, assim, supostamente cafona, tá, Cassiane? Se você estiver ouvindo esse episódio, vamos ver suas músicas. Isso, sempre pode usar. Gente, espero que a gente não seja processado aqui, porque estão falando de várias divas. A Fernanda Brum também. Com muito amor e respeito. Estamos protegidos em nome do Senhor. Estamos protegidos em nome do Senhor. Amém.
A gente tá respeitando o legado dela. Fernanda Brum também, por favor. Não deixe de falar dela. Eu amo ela. De outra diva carioca, né? Fernanda Brum com a sua franja icônica. Ai, verdade. Fernanda Brum.
Muitos álbuns, muito sucesso. E Fernanda é esse expoente também de mídia. Tem aquele vídeo icônico que ela tá com um cara no encontro com o Fátima Bernardes. E o cara, ele é um mentalista. Então ele diz que ele consegue adivinhar o que as pessoas estão pensando. E ela vira pra ele e fala, isso é um dom do Espírito Santo.
É Deus que te usa. Isso foi um escândalo também na igreja. Ela foi muito mal falada. Nossa diva contra alto, tá? Ela é uma das poucas divas do gospel que tem aquela voz mais grave, assim, uma coisa mais...
Mais pra baixo. Ela é meso ou ela é contra alta? Não tenho certeza. Não, ela é contra altíssimo. Fernanda alcança tons muito graves. E tem também, ela fez a... Ela teve a era de Tita Girls One World. Ela foi viajando. Ela fez DVD na Amazônia. Ela fez DVD em Israel. Fez DVD em Angola. Ela foi viajando pelo mundo. Ela fez a... Fazendo a carreira dela. Um murro na Beyoncé que não sabe o que é mundo. Um murro na Beyoncé que não...
Pra quem não entende nada de teoria musical, não que eu entenda muito, a gente tem as classificações vocais. Então a soprano é aquela voz mais leve, fininha, assim. Ariana Grande, Britney Spears, Anitta. A Meso, ela fica ali no meio. A Beyoncé, por exemplo, acho que ela é Meso.
É um bom exemplo. E o Contralto são as vozes mais graves. Né? Dona Fernanda Brum. Acho que Dona Ivete Sangalo talvez seja a Contralto. Não tenho certeza. Mas é aquela coisa mais gravona ali que fica mais pra baixo. Né? Só um disclaimer. Eu queria aproveitar que estamos falando de Fernanda Brum pra falar do Voices. Que é o grupo que a Fernanda Brum formou com outras grandes cantoras evangélicas. Estila, que tá sempre aí metida em alguma polêmica, pois é concunhada de Silas Malafaia. Josiane.
Liz Lani, que é irmã de Esla, e Marina de Oliveira, que renderia um capítulo inteiro. A Marina, só fazendo esse disclaimer antes de falar do Voices, ela é filha dos donos da maior gravadora gospel, e ela era tipo a Madonna evangélica nos anos 90. O meu marido, que é assim como o Levi não tem nenhum conhecimento de gospel, tem dia que eu abro um vinho e coloco aqui os vídeos da Marina nos anos 90 pra ele assistir, porque é uma experiência.
As coisas que ela fazia variam ali entre vergonha e genialidade. E ela fez versões de The Greatest Love of All da Whitney Houston. Ela fez versão de Celine Dion. Nossa, amusada, hein? A música do Titanic. Ela fez versão de Mariah Carey. Ela não é uma grande cantora, mas ela tem dinheiro e coragem.
Marina é o must. O Voices foi tipo o Pussycat Dolls do gospel. Foi muito bom quando saiu, né? Exatamente. Tinha umas coreografias. Eu acho que Pussycat Dolls, só a Nicole cantava, né? Mas no Voices, não. Cada uma cantava um trechinho. E foi também, assim, o escândalo. Elas faziam coreografia.
Mas assim, diferenciem coreografia de dança na igreja, tá? Quando a gente fala dança, tá falando de gente rodopiando, perna pro alto. Coreografia, basicamente, é apontar. Então elas apontavam pro céu, apontavam pro chão, diabo, um chifrinho. É mais ou menos isso que elas faziam. Quase um TikTok, né? Quase um TikTok. Era um TikTok. Chamou teu vulgo malvadão. O voz inventou um TikTok.
Entendi. A gente tá vendo que tudo aqui surgiu do gospel. Gente, o gospel inventou tudo. O gospel é realmente a origem da cultura pop. E o Voices traz muito essa coisa de grupo vocal com mulheres que também tem carreiras solo. Então todas elas tinham carreiras solo muito bem, com muito sucesso.
Mas também tinham uma carreira como grupo que fez muito sucesso e trouxeram uma outra vertente, que depois se desdobrou em anos e anos e anos de coletânea, que são as músicas românticas evangélicas, que fazem muito sucesso, que são tocadas em todos os casamentos de crente e até de não-crente. Outro dia, a filha do Zeca Pagodinho cantou uma música da Bruna Carla na renovação de votos do Zeca.
Então, assim, as músicas românticas e evangélicas também fazem e fizeram muito sucesso até hoje. A gente tem um histórico de algumas músicas evangélicas que acabaram entrando no meio secular. E tem muita gente que talvez não saiba que são evangélicas. Por exemplo, Pimentas do Reino tem uma música chamada Pensando em Você. Porque eu só vivo pensando em você. É uma música gospel.
E aí depois Dona Cláudia Leite Regravou e se apropriou Então muita gente não sabe que essa é uma música de fato gospel Eu não sei se eu vi nenhum Aqui na Bahia a gente tem o Asas Livres Eu acho que vocês não devem conhecer Mas que é um grupo de Arrocha Que Pabllo do Arrocha Antes de ser Pabllo ele era vocalista do Asas Livres Ela é tipo o NSYNC da Bahia Aí tem uma música chamada Tudo Azul que é uma música gospel E aí
E eles transformaram em um grande hit de arrocha. Então tem esses crossovers também que a gente acaba...
Meio que saindo do gospel e entrando no mundão. E tem muita coisa do gospel que entra na cultura popular, né? A gente usa como meme, tipo... E saiu a notícia que o mundo não acreditou. Isso vem de uma música gospel. Sim. Socorro Deus, é de uma música gospel. Essa eu uso. Aquilo que parecia impossível, também seja uma música gospel. E a mais recente que é o...
tantas bênçãos a Anitta cantando isso no Crião de Esperança noites traiçoeiras também noites traiçoeiras eu amo o vídeo da Anitta cantando noites traiçoeiras é muito bom esse vídeo é maravilhoso isso daí é engraçado porque a internet ela trouxe ela quebrou um pouco essa barreira e aí todos esses que você citou por exemplo que viraram memes eles chegaram até mim então
Então, eu acho que com a internet, acabou que eu tive mais contato. Tipo, Isadora Pompeu, eu nunca tinha ouvido falar nela. E aí, essa música viralizou, né? Deus, eu tenho tantas bênçãos, e acabou chegando em mim. Então, acaba que hoje em dia, isso é mais comum. O que eu queria entrar no assunto era perguntar pra vocês dois...
Como é que vocês lidam com essa memória afetiva, né? Porque assim, querendo ou não, a gente sabe que a igreja evangélica, ela traz... Pra um ex-crente, né? Que é gay, traz muitas dores. Mas ao mesmo tempo, eu imagino que vocês ouvirem essas músicas, vocês... De certa forma, vocês se conectam ali, enfim, com Deus de alguma forma. E também com o passado de vocês. Como é que vocês lidam com isso? Assim, pra vocês é de boa, dá play? Sente uma culpa do tipo, tá dando streaming pra essas pessoas?
Como é que vocês dois que principalmente consomem, assim, de certa forma, esse tipo de música? Pra mim, é um lugar meio agridoce, mas nem tanto. Hoje eu encaro esse tipo de música como música, como arte. Me lembra da minha adolescência, me lembra do início da minha vida adulta, né? Eu saí da igreja tem mais ou menos uns oito, nove anos. Me lembra desse lugar que foi muito legal, apesar de também ter trazido muito...
Ter trazido muitos traumas que até hoje eu trato na terapia. Mas eu olho pra esse recorte de música gospel hoje como música. Não é espiritual pra mim. Não é uma maneira de me conectar com Deus. É de ouvir falar, caralho, que arranjo foda. Que voz incrível. Que letra muito bem escrita. Eu olho pelo espectro da arte. Não acho como uma coisa espiritual.
Eu acho que eu encaro por esse lado também. Apesar de que a minha experiência na igreja não foi tão traumática assim. Eu acho que talvez eu não tenha passado tanto tempo assim. Eu não passei a minha adolescência, por exemplo, na igreja. Eu fui criança ali. Quando eu comecei a ter despertar sexual, eu saí. Comecei a entrar na escola federal. E aí eu parei de ir pra igreja e acabou. Entendi que não era aquilo. Mas eu encaro também como música.
Assim, eu não escuto tanto, não volto pra escutar muito. Mas quando toca, eu tenho uma memória, tipo, porra, eu adorava essa música. Cantava muito essa quando eu era mais novo, sabe? Então é muito nesse lugar, tipo, sabe? Dissociar de tudo que a igreja representa hoje. Eu jamais voltaria pra uma igreja evangélica, gente, pelo amor de Deus. Mas ainda validando aquela arte ali, porque fez sentido pra mim durante um período da minha vida. Entendi.
É, porque tem esse movimento do... Enfim, até esse final de semana eu tava conversando com o amigo justamente isso, assim. Que ele, às vezes, ele faz exatamente o que o Diego falou, assim. Chega final de semana, ele coloca alguma música, assim, tipo, da época da igreja e tal. E ele começa a chorar, assim. E ele diz que é o momento dele, assim. Que ele vive e fica...
Eu acho que muita gente que não viveu a igreja evangélica, ou que talvez esteja mais distante dos centros periféricos das grandes cidades, não tem noção de como a igreja faz parte do cotidiano de todo mundo. Até de quem não é da igreja. Então, por exemplo, muitas músicas que a gente cantou aqui, eu tenho certeza que são conhecidas pela massa, que não necessariamente é evangélica.
Porque toca muito, toca em todo lugar e faz parte da vida de muita gente. E uma outra coisa que talvez as pessoas não tenham noção. Gente, quando a gente fala que a igreja é cheia de viado, não é exagero, não. É metade da igreja, eu diria. Ministério de louvor de uma igreja pode ter certeza que é só viado. A maioria.
A maioria é gay. Louvor, dança, porque a dança também é muito presente no escote, né? A gente tá sempre envolvido com a arte, gente. E nas periferias, a gente não tem tanto acesso à arte, assim, a fazer, a executar. Você não é encorajado desde cedo a ser artista. E a igreja é um espaço que essas pessoas encontram pra fazer isso. E fazem muito bem. Então, quando você chegar no Ministério de Louvor, realmente vai ter gays e mulheres. É isso, entendeu? Então, tá muito nesse lugar. A igreja te dá acesso, né? Tem.
te dar acesso e conhecimento. Eu fui líder de louvor dos 17 aos 28, que foi a idade com que eu saí da igreja, porque eu era muito envolvido com isso, com música, com arte, com teatro, e tava sempre criando, compondo, pensando, arranjo, porque foram as possibilidades que a igreja me deu, e isso de fato é um ganho que a igreja traz. É, principalmente nas periferias, a igreja tem esse papel do Estado, né, e aí foi isso que eu até comentei no começo do episódio, que você acaba tendo contato com a arte.
acaba tendo contato com diversas coisas que, enfim, deveria ser um investimento do Estado, e aí a igreja obviamente se aproveita das periferias para fazer essa conversão das pessoas, mas de certa forma traz essa coisa positiva de colocar você em contato com a arte. Então, o primeiro contato da arte de muitos gays justamente foi na igreja.
Agora, Levi, você falou que não tem diva gospel, mas e a Priscila Alcântara? Você não gosta dela? Não, mas pior que não. Gente, pra mim, não adianta. Pra mim, entrou no mundo gospel, eu já me afasto automaticamente. Quando a Ludmilla falou que ia fundar a igreja, eu já falei, ai meu Deus do céu, não vai dar. Pra mim, eu me conheço, não vai dar. Eu já falei, gente, o que é isso? É biociclo. Não vai dar.
A Priscila Alcântara foi a primeira das divas pop que eu tive um amigo que era muito fã. Eu falei anteriormente que a Aline Barros foi a primeira que eu conheci de ouvir falar quando eu era bem pequenininho, mas a primeira vez que eu me deparei com um fã tal qual diva pop foi com a Priscila Alcântara, que é o meu amigo de mais tempo na minha vida.
E é interessante a trajetória da relação dele como fã da Priscila Alcântara, porque a Priscila veio desse fundamento gospel, teve toda a trajetória dela de lançar uns, sei lá, 3, 4 álbuns tidos como gospel e tudo mais, e depois ela fez a transição para o pop, para começar a cantar pop e tudo mais.
E é muito interessante parar pra pensar de como esse meu amigo e outras pessoas também que eu conhecia, que eram amigos dele e tudo mais, e pessoas que também já vi na internet, também fazem um pouco dessa transição de se entenderem pessoas queer um pouco junto com a Priscila Alcântara. Não tô dizendo que a Priscila Alcântara descobriu queer, tá, gente? Pelo amor de Deus. Mas de que esse movimento dela de se aproximar da cultura pop e tudo mais...
acendeu em alguma medida, e eu acredito nisso justamente por causa dessas pessoas que eu vi, acendeu em uma certa medida uma luz em a cabeça de algumas pessoas de que existe esse outro lugar, esse outro lado, esse outro ritmo, esse outro gênero, essa outra arte aqui, que talvez me abrace um pouco mais. Então eu conheço alguns fãs de Priscila Alcântara que eram da era de Evangelho.
E quando ela tava fazendo meio que essa transição pra chegar um pouco mais ali perto do pop, aí ficou com receio e voltou, e depois veio no pop de novo, que nesse momento dela de ida e volta pro pop, também acenderam uma certa luzinha na cabeça deles, assim, de se entenderem pessoas queer. Ah, eu acho isso interessante, sabe? Minimamente interessante com relação à trajetória dela. Eu acho que só as únicas pessoas que entendem a Priscila Alcântara são os desviados. Porque se você chega na igreja...
Ela é tipo o Judas, né? Ah, traiu a igreja, hipócrita, não sei o quê. Se você chega no meio queer, compreensivelmente as pessoas pegam falas antigas dela e falam porra, essa daqui tá querendo Pink Money. Aí você chega no desviado, as pessoas entendem. Não, ela era uma pessoa que era da igreja e entendeu que aquilo ali não era pra ela e saiu. Acho que tendo essa vivência, fica mais fácil de entender. Acho que é por isso que eu não julgo ela, sabe? Tipo, eu não julgo ela tanto.
Acho que nunca julguei a Priscila Cantor nesse lugar. Também não, inclusive, ainda digo mais pra vocês, o álbum que ela lançou, peraí, deixa eu achar o nome. O último que ela lançou, o Pop 2024, que ela lançou, o Priscila, que vem titulado com o nome dela, inclusive, que tem até Ponte do Tigrão no projeto. Gente, eu escutei algumas músicas daquele projeto. Eu escutei de verdade. Obviamente, aquelas que são muito evangélicas, eu pulo.
Mas, eu escutei algumas músicas desse projeto e acho que ela fez o trabalho dela de...
de se entender quanto artista pop e saber o que ela quer fazer e brincar com essa ideia de quero ser um tanto quanto disruptivo e abrir mão da igreja mas é isso, acho que existe um lugar da cultura da gay, do ex que não vai aceitar tanto a Priscila da maneira que ela é justamente por esse passado dela e tudo mais. E pra ser diva pop hoje em dia você tem que ter a conexão com o público LGBT
Não tem cobre. Então são escolhas que você tem que tomar. E que realmente a igreja cobra. Os gays cobram. E aí você tem que decidir o que você quer dar. Não sei quem cobra mais. Qual público cobra mais. Evangelicos ou gays ou evangélicos. Difícil. E na igreja não tem muito. Esse espaço. Para alguém como a Priscila.
Então, a partir do momento que ela escolhe fazer música pop, ela tem que automaticamente romper com a igreja, ainda que ela se considere dentro da religião. E pra quem tá de fora, né, que é o tribunal do Twitter, nunca vai perdoar as falas dela de quando ela tava dentro da igreja. Que é exatamente o que o Santana falou. Só entende quem viveu. Eu tenho falas execráveis, gente. Volta e meia, eu preciso voltar lá no meu Twitter, que é de 2009. Voltar no meu Facebook, que é de 2007. E apagar...
crimes, coisas absurdas que eu falei porque eu era crente, aquele era o meu pensamento eu não penso mais daquela maneira, eu mudei então eu acho que a gente podia ser um pouco mais gentil com as pessoas não com quem cometeu crime, mas com quem falou coisas das quais se arrepende e passar uma borracha dali pra frente exatamente, as pessoas que mudaram de verdade, porque tem gente que não mudou
Fica a pergunta aí para os popdokers, né? Vocês perdoaram a Priscila Alcântara ou não? Vocês acham que a gente está passando pano? É um debate complexo, né? Bem complexo, que eu acho que vai render uma discussão. Inclusive, a gente está falando sobre ter passado evangélico. E tem uma grandissíssima diva de gay de calcinha que tem um passado evangélico, que é a Gloria Groove.
Ela teve esse passado justamente porque a mãe dela era cantora gospel e que cantava músicas gospel também. E ela também foi criada dentro de uma igreja, frequentando aí, se eu não me engano, a Renascer de Cristo. Exatamente, a igreja da Bispa Sônia.
E aí quando você chega, inclusive no álbum Lady Lash, que foi o grande ápice da carreira dela nos últimos 10 anos, a última música é uma música com a Priscila Alcântara e que é uma música extremamente evangélica. Então é um exemplo de uma gayzinha de calcinha que a gente tem aí, que está no ápice de diva pop e já teve esse passado como diva gospel.
Paulo me lembrou de uma coisa que eu tirei aqui da minha memória que teve uma época que a gente tinha um projeto chamado Drag Ghost Gospel que eram duas gaysinhas que faziam, um deles era o Rizzi não sei se vocês conhecem o Rizzi ele ficou famoso ontem era Greg Queen era Greg Queen e o Wes
Era Greg Queen também? Era Greg. Era Greg Queen e o Wes. Sim, sim, sim. Era Greg Queen e o Wes. O outro amigo dela que não se monta mais, eles eram da mesma cidade lá no sul, é que tem um vídeo viral deles dois com o Reezy. Isso. É.
eles cantavam muito, eu lembro disso que foi um teve um rebolice na época porque fez muito sucesso isso aí os clientes ficavam xingando eles cantando 500 graus da Cassiane e abrindo voz foi na época áudio do Youtube
que acho que era Armário de Saia o nome do grupo, aí elas faziam umas versões gospel de várias músicas conhecidas. É, o Paulo citou a Gloria Groove aí, e falando de gays de calcinha, o Tiago Pantaleon também, ele já falou diversas vezes que ele teve essa criação evangélica aí na igreja e tal. E aí a gente falou também de divas que mudaram o posicionamento, a gente falou da Priscila, e eu me lembro, gente, na hora me lembrei do meme.
da mini pastora A Vitória de Deus, ela cantando na Paulista e a Zélia Banks dando dinheiro pra ela, mas aí eu lembrei que ela também foi uma que cometeu crimes, tadinha, era uma criança também mas falou barbaridades e aí hoje em dia já se posicionou dizendo que enfim, ela era...
completamente, né, uma criança irresponsável, que ela falava coisas que nem ela, que ela só reproduzia e tal. Então tem esse debate que, até onde vai o perdão, mas também aqui nesse exemplo estamos falando de uma criança que está reproduzindo um discurso. Então, no caso, a culpa não é dela, a culpa é dos pais que deixavam ela reproduzir isso em uma rede social, né?
Então tem essas... Sempre vai ter um lugar muito perigoso e delicado. Mas vocês pediram pra gente fazer o episódio falando de divas gospel pop. E a gente fez. E que tem tudo a ver. E que os gays ex-gays iam se identificar. Acho que estamos... Entregamos, né? Acho que a gente falou de tudo aí. E um beijo pras pop. Diego, tem alguém que você quer lembrar pra gente finalizar aí? Alguém que você não tenha falado?
Cara, pensando em adolescência, queria lembrar muito da Pamela, que era um hit gigantesco. A gravadora dela lançou um álbum de remixes e eles remixaram as músicas dela em funk. Isso foi uma febre. Quando vem do Sopra Forte, é essa? Exatamente. Nossa, essa eu tô muito aqui na minha casa.
Sério? Hitou demais. Tinham festas evangélicas. Gospel Night Funk em Irajá. Que era proibido beijar. Tinha umas pessoas que era... Tinha uma patrulha. Que se você beijasse, eles iam lá te separar. Então não podia beijar nessas festas. Porque era uma festa santa. Então Pamela foi um grande expoente. Ao mesmo tempo que ela estava hitando com músicas de funk.
Tinham escândalos gigantescos porque ela aparecia em boates e baladas bebendo. E os blogs gospel ferviam com fotos dela em mesa cheia de bebida. Então acho que a Pamela é uma diva adolescente que fez muito sucesso nas nossas festas.
E pensando em negronas, em grupo de mulheres, o grupo Elas, que eram três irmãs, três irmãs negras, era o nosso Dustin Child. Elas faziam R&B, um R&B muito foda, muito bem, com clipe, com coreografia.
com divisão de vozes e vale muito a pena ouvir tanto a discografia romântica delas, quanto a discografia gospel porque a qualidade técnica é absurda e a gente tem que puxar sardinha pro nosso lado das negronas. Depois elas se separaram uma das irmãs fez uma carreira solo muito bem sucedida, ou seja, a história de Beyoncé se repetindo, mas foi muito lindo
Pra finalizar, eu só queria perguntar se a diva gospel do ouvinte... Eu quero que vocês citem as divas gospel que você conhece, mas se vocês têm alguma diva gospel que conseguiu hitar a mesma música no gospel e no secular. Porque a gente tem, e é um homem, que foi o irmão Lázaro, que hitou com o Holodun em primeiro lugar, e depois ele refez a música e virou a música Eu Sou de Jesus.
Que irritou aí no gospel. Eu sou de Jesus, eu sou de Jesus. Esse também é um fato curioso que eu não poderia deixar de falar aqui nesse podcast. É isso, né? Foi um surto. O Irmão Lázaro foi um surto. Foi incrível. Todos os camelôs do Rio de Janeiro tocavam o DVD o dia inteiro. Vendeu muito, fez muito sucesso. Essas músicas viraram hit na igreja. Os camelôs tiveram um papel essencial. Assim como a gente falava da Black Music, a gente já falou algumas vezes aqui.
que tinha um papel essencial na venda desses álbuns, esses DVDs, essas coisas os camelôs também tinham um papel essencial na venda dessas divas do gospel e a disseminação
Ao mesmo tempo que era muito desestimulado pelas gravadoras, porque elas frisavam o tempo inteiro que pirataria era pecado. E por isso o gospel vendia tanto. Por isso o gospel vendia... Durante anos, vendeu só menos que sertanejo no Brasil. Era o segundo maior mercado. Porque eles faziam esse terrorismo psicológico de que não compre pirata, senão você vai pro inferno. Ou seja, você que não apoia o Pop Doc...
Você também vai pro inferno. A gente podia usar isso, né? A gente podia começar a usar isso. Será que a gente começa a falar isso? Você que não apoia esse podcast, você vai pro inferno. Eu vou apoiar agora. Viu? Viu? É Deus que tem um apelo. Apoiadores. Eu acho que tem um apelo aí. Acho que tem um apelo aí. Bora pras indicações. Vocês têm indicações? Comentários? Musicais? Eu queria só perguntar pra vocês do Shaq Cabana, né? Rapidamente. O que vocês acharam? Já que a gente vai ter um episódio temático sobre.
Globo Acabana. O que vocês acharam no Globo Acabana? O Levi, gente, passado mandou mensagem no grupo da gente falando Ah, eu ia, mas eu desisti. Amigo, estava as bases estavam prontas. Eu já tinha decidido que eu ia. Juro por Deus, no dia, quando deu, 4 horas da tarde, que era, tipo, basicamente, agora eu vou me arrumar pra sair de casa. A gente se entreolhou aqui em casa e aí eu tinha combinado com mais 3 amigos.
Então os meus vizinhos, a gente desceu pra decidir todo mundo junto, a gente se entreolhou. E aí falando, será que a gente... Porque a gente ficou com aquela sensação de vamos perder e vamos ter o fomo de que a gente perdeu o evento do ano. Assistindo pela TV agora, consigo considerar que a melhor decisão que eu fiz foi ter assistido esse show de casa.
Eu tinha comentado que eu já tinha assistido a Shakira ano passado, quando ela veio aqui no Engenharia 1 no Rio de Janeiro. O show foi, assim, claro que ela teve participações e mudanças e tal, mas a estrutura foi a mesma. Então não me fez ter esse fomo de que eu perdi o grande acontecimento e tal.
E acabou que eu acho que assim, as mesmas críticas que eu já fiz já aqui no Pop Docs, já falei sobre esse show, acho uma bregura aquele CGI, acho que, pelo amor de Deus, fazer aquilo dali foi uma cafonice, mas eu gostei que ela recebeu a Ivete, a Anitta, Caetano, Maria Bethânia, eu acho que não foi o melhor Todo Mundo no Rio, mas é um grande nome pra continuar perpetuando.
Isso nos próximos anos, porque nós, como gays, fãs de divas pop, torcemos para que sempre, como disse a diva das redes sociais, nada de homens, a gente quer diva pop. Então, torcer para ano que vem ter mais uma diva pop.
Eu acho que tirando tudo que vocês já falaram, que eu concordo com tudo, o que me incomoda, e não só da Shakira, mas de todas as divas que já fizeram, todo mundo no Rio, é de que é o maior show da sua carreira. Custa alguma coisa você fazer um show específico pra esse momento? Não vem com show de turnê. Não canta música B do seu álbum que foi lançado semana passada porque ninguém quer ouvir. A gente quer ouvir os hits. A gente quer ouvir as músicas que emocionam todo mundo. Não tô dizendo pra montar um show inteiro.
baseado nisso, mas mexe um pouco na setlist pra ela caber dentro da expectativa que as pessoas têm porque isso não vai se repetir que é uma coisa que a gente imagina que talvez a Beyoncé vindo ela faria vou fazer um show pra este evento acho que essa é a minha maior crítica não só da Shakira, mas de todas que vieram meu maior medo é a Beyoncé vir e vir com uma turnê tipo do Act 3, com o Rock é meu maior medo, sem sacanagem, porque ela vai ser esculhambada é porque tchau
Eu sinto, eu gosto, eu acho que de todas elas, a que mais me chamou atenção, que eu acho que faz sentido pro tamanho do evento que é o Todo Mundo no Rio e a escolha de setlist, mas é porque a proposta da turnê dela já tava nesse lugar, é a Madonna.
Porque eu acho que quando você faz um show do tamanho que é esse de Copacabana, é a sua oportunidade de você comemorar e louvar as suas eras, seus momentos de carreira, o que foi a sua trajetória até chegar ali. Então eu acho que de certa medida a turnê da Madonna já fazia um pouco isso. Então quando ela chega em Copacabana...
Acho que ela já tá conversando um pouco com esse lugar da grandiosidade que é aquele ambiente. E não necessariamente, não tô dizendo que o da Lady Gaga foi ruim, mas não necessariamente o que a Lady Gaga fez com relação a ter trabalhado a era nova de Mayhem que ela tava fazendo, sabe? Eu acho que é a oportunidade pro artista poder olhar pra sua carreira e falar assim, cara, eu tenho a oportunidade de fazer o maior show com o maior público da minha carreira, da minha vida.
acho que eu vou olhar pra tudo que eu já criei, pra tudo que eu já produzi, e pensar num lugar que eu vou poder comemorar, junto com os meus fãs que vão estar ali, com toda certeza, toda a minha trajetória pra chegar até aqui. Então, sinto que uma apresentação que seguisse os moldes do que a Madonna fez nesse sentido, acho que é muito interessante e muito legal de ser feito com todo mundo no Rio. Será que não seria um caso da equipe de todo mundo no Rio brifar, mandar um briefing? Olha, ó.
A gente queria mais ou menos isso aqui. Tá esperando esse tipo de show aqui. Será que você consegue adaptar um pouquinho? É, porque eu acho que a gente ainda não tá nesse nível. Eu imagino que ao longo dos anos, a gente vire essa coisa super bom da carreira da pessoa. Que é a consagração ali dela ter esse momento que o mundo inteiro tá usando. Mas eu consigo visualizar três artistas que fariam uma setlist personalizada, na minha opinião. Se viesse. Acho que Bruno Mars. Gente cabana.
Katy Perry. Katy Cabana. E visualizo a Beyoncé fazendo também, porque ela não dá ponto sem nó. Eu acho que se ela for fazer um show de 30 anos aqui, eu acho que ela vai fazer muitas adaptações. É, pode ser. Até porque a Tina Turner tem um momento muito marcante e ela tá fazendo isso de era rock, de sim, das referências dela.
Eu acho que do jeito que ela é doida, ela vai fazer alguma coisa assim nesse sentido. Eu amo que a gente já confirmou a Beyoncé em 2027. Ela vai fazer. Eu já tô confirmando a Beyoncé em 2027 tem um tempo já. Tem uma cota. Beyoncé, os fãs da Beyoncé disseram sim, mas ela também não disse nada. Ela não disse nada, né? Mas vamos que vamos. Indicações da semana.
Eu queria deixar de indicação o Diabo Vésperado 2, porque a trilha sonora está impecável. Eu fiquei assistindo no cinema e cada música que vinha nova ficava... Gente, peraí, é a Dua Lipa. Gente, peraí, é a Lady Gaga. Gente, outra música da Lady Gaga. Gente, tem a Lady Gaga? Como assim? Nem sabia que ela ia participar do filme. Então, assim, tem umas... Eu achei a trilha sonora impecável. Então, já que falamos de música pop, se você é um gay de música pop vivendo em 2026...
Aquele tempo passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer que me passa a me dizer me passa a me dizer me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me passa me
Eu acho que eu sou obrigação em assistir o Diabo Veste Prada 2. E além disso, também tem indicação de Beach, né? Liso lançou aí seu novo single. A gente chegou a falar sobre ele semana passada? Não, né? Acho que a gente só indicou naquele... Pois é. Ela que usou um sample de She's a Beach, aí e ela lançou uma música que eu considero boa em um bom tempo da Liso, assim, uma música que realmente merece ser um hit.
Eu ia perguntar se era indicação de Ai, saiu ou indicação de que você considera boa, porque eu achei essa música horrorosa. Ai, não, eu gostei. Eu gostei. Eu também gostei. Não é nem a faixa em si. Gente, discurso de autoaceitação em 2026, ninguém gosta disso mais. Você não tá no apoiador. Tem três divas que precisam superar os anos 10. Uma delas é a Meghan Trainor, a outra é a Liso e a brasileira é a Lesha. A gente já chega.
Mas eu acho que a questão dela não tem nem tanto a ver com esse lugar geracional de autoaceitação pelo movimento social. Eu acho que a autoaceitação dela é necessária pela imagem que ela tem com o público dela.
Ela tem engavetado, inclusive, o último projeto que ela lançou, de que ela tava vindo numa postura de, tipo assim, ah, bitch, eu sou assim, eu sou essa negra irreverente, ha, ha, ha, let's go. Então, tipo assim, ela voltar com um novo single, do qual ela tá baixando a bolinha, eu acho que faz sentido pra carreira dela. Muito mais do que discurso social, sabe? Isso que eu quero dizer. Eu gostei. É. E vocês, tem mais alguma indicação?
Eu tenho uma indicação brasilênia. A Buda lançou aí o Quebrei Sua Casa. A Buda que já está seguindo um segundo lançamento desse Movimentação da Nova Era dela. É uma artista que eu comecei a escutar muito mais esse ano.
E eu gosto muito da forma como ela flerta, de todas, acho que dessa geração atual do rap, do R&B nacional, eu gosto muito da forma como ela faz o R&B dela e ao mesmo tempo cruza e faz interseções com o rap. Então sinto que ela está num lugar muito gostoso, músicas muito delicinhas. Ela tinha lançado recentemente aí...
VIP junto com a Duquesa e agora ela lançou essa Quebrei a Sua Casa. Então fica essa dica aí quase que dupla da Buda que é uma maravilhosa perfeitinha, linda e talentosa. Diego, você tem alguma indicação aí da semana?
Ah, eu tenho da vida. Primeiro eu queria indicar a linha de joias da Ana Paula Valazegar. Ela teve uma linha de joias. Ela teve uma linha de joias, gente. Realmente. Mas pra continuar dentro do tema, eu queria reforçar Grupo Elas, R&B brasileiro, gospel de muita qualidade. Ouçam tanto as românticas quanto as que são evangelha, tem de tudo quanto é coisa.
E eu também queria indicar, dentro do tema, o álbum The Preacher's Wife, da Whitney Houston, que acho que é o álbum gospel mais vendido da história. É trilha sonora do filme The Preacher's Wife, acho que aqui no Brasil virou um anjo em minha vida, é com Denzel Washington, é um filme bem legalzinho, tá? No Disney Plus, pra quem nunca viu.
E é um álbum, assim, é um álbum muito bom. Então acho que de, vou indicar a velharia. Whitney é minha diva, né? É minha diva master. Então esse álbum da Whitney, The Pretty's Wife, é um álbum muito bom. Pra vocês darem uma conferidinha. E o filme também é um filme gostosinho de sessão da tarde.
Olha, uma indicação só pra comentar E falar que saiu, pra gente não receber um backlash Da galera que é um pouco mais kakura Saiu o single, tá? Da Madonna com a Sabrina Carpenter Bring Your Love, eu não cheguei a escutar ainda Mas já que a Madonna tá nessa sequência Eu gostei, eu gostei Voltar nessa nova era, disco Fica aí com esse comentário Eu também gostei, tá ótimo Arrasou, Paulo
E aí, vamos rapidamente os comentários dos últimos episódios. A gente fez aí o último episódio falando da cinebiografia do Michael Jackson. Fer, que o nome tá de cabeça pra baixo, mas vamos que vamos. Comentou assim no Spotify, eu curti muito o filme, porque sinto que, diferente de Bohemian Rhapsody, não tem momentos feitos só para a plateia rir. Acho que perde um pouco da essência quando a cinebiografia faz esse tipo de pastelão. Mas eles falaram muito em demonstrar a grandiosidade do Michael.
Parece que acontece tudo do nada, sendo que estamos falando de uma pessoa que já foi considerada mais famosa que Jesus Cristo. Aí tem tudo a ver com o episódio de hoje.
Olha o verso fechando Olha o verso fechando Inclusive, nesse segunda-feira teve um episódio Que a gente comentou um pouquinho sobre o álbum Quelani, da Quelani Fizemos aí o pitch doc sobre ela e o Matheus Comentou o seguinte O tempo só fez bem, adorei o álbum e a review E acho que o R&B já está Perto de se equiparar ao rap Nos charts, aí Santana, tá feliz com essa informação?
Que inclusive está em queda há alguns anos nos Estados Unidos. Sugestão para o próximo. Casey Musgrave com Middle of Now Here. Que é o novo projeto. A gente falou de gospel. Agora quer que a gente fale de sertanejo. Esse podcast está cada vez mais águas.
bancada da bala e bancada da bíblia e pra finalizar e pra finalizar o Bruno comentou nesse episódio da Kelane também Xandelevi dando uma nota 10 o coração mais peludo desse podcast se derreteu por um álbum é minha gente, coisas que só o outono faz pois é as folhas caem no quintal e gente, é só que um álbum bom ele queria dar 10 no brutal paraíso mas ele não pode, a gente não deixou
Gente, quando algo é bom, eu dou 10. É isso. Tem que se esforçar. Fazer o quê? Paciência. Fazer o quê, né? Olha, amores, vocês que escutaram até aqui, quiserem comentar um pouco sobre suas divas...
da gospel, que eles quiserem indicar músicas também pra gente poder, álbuns pra gente falar no Pit Doc, só você lá nas redes sociais, arroba Doc Popcast, que você deixa seu comentário, ou se você tá ouvindo na sua plataforma de áudio e é permitido comentar, comente nela também, comente aí no Spotify você aí do outro lado. Diego, muitíssimo obrigado por ter vindo gravar com a gente, nosso primeiro ouvinte a vir gravar, tá gente?
Viu como a gente traz um ouvinte de qualidade, escreveu o livro, entrega conteúdo, deu nome, é isso que a gente gosta. Fala em suas redes sociais aí pra galera se poder se encontrar.
Ai gente, eu que agradeço, tô muito feliz estar aqui com vocês, eu adoro o podcast, então falar com vocês sobre qualquer tema já é uma alegria hoje em dia eu não posto muita coisa em rede social, né, tal qual Rihanna que trocou a carreira musical por vender calcinha, eu troquei minha carreira de fazer vídeo por escrever livros mas eu tô lá, daqui a um dia eu entro de férias, então vai ter bastante coisa de férias, tá?
Daqui duas semanas eu entro de férias, aí vai ter muito story de férias. Mas assim, é só três semanas. E aí acabou também. Nas redes sociais eu sou o Diego Queiroz C, Queiroz com Z. E aí um Czinho, qualquer rede social, até naquele chorume do Twitter. E comprem meus livros, estão na Amazon, é só procurar. E obrigado mais uma vez, gente. Estou muito feliz mesmo, assim, ganhei meu dia estando aqui conversando com vocês, esse monte de baboseira, porém com muita qualidade. Aleluia!
obrigado, volte sempre e você que tá ouvindo, que você ouviu até aqui mande esse episódio pro seu amigo da Lagoinha, que vai lá que tá indo pra igreja quem sabe ele não gosta, né? a gente ouvindo essas baboseiras, a gente não desvirtua ele a gente tá querendo expandir públicos, né amigo? o episódio o álbum tá chegando, hein?
Vai ter um quadro de Globo. A gente quer alcançar os evangélicos. É. Agora a gente vai criar o spin-off evangé-doc, que a gente vai falar de música evangélica. Vai destrinchar toda a carreira das evangélicas. Ai, gente, é isso. Beijo. Tchau, tchau. Um beijo, gente. Tchau, tchau.