Episódios de POP.DOC

"Kehlani", de Kehlani - [PITCHDOC #16]

04 de maio de 202633min
0:00 / 33:26

Kehlani surpreendeu com seu álbum autointitulado. Feats como Lil Wayne, Missy Elliott, Usher, T-Pain resgatam um R&B clássico mas também se renova com Cardi B e Leon Thomas. Vem ouvir nossa review!

-

Quer ajudar a custear o nosso podcast?

Conheça o nosso ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Apoie.se⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠!

Siga o Pop.Doc nas redes sociais: @docpopcast no ⁠⁠⁠Instagram e @pop.doc no Tik Tok⁠⁠⁠.

Siga também a gente: Alexandre Santana (⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@iexandre⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠), Paulo Corrêa (⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@paulorcorrea⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠) e Xande Levy (⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@xande.levy⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠)!

Participantes neste episódio3
A

Alexandre Santana

HostJornalista
P

Paulo Corrêa

Co-host
X

Xande Levy

Co-host
Assuntos4
  • Review do álbum KehlaniAnálise do álbum autointitulado de Kehlani · Comparação com álbuns anteriores (Crash) · Influências do R&B dos anos 2000 · Colaborações com artistas como Usher, Missy Elliott, T-Pain, Cardi B · Reconhecimento no Grammy (Folded) · Evolução lírica e temática (positividade, maturidade) · Identidade visual e videoclipes · Trajetória de carreira e longevidade artística · Representatividade queer no R&B
  • Análise das faixas do álbum 'Gonzaguinha da Vida'Nota 10 de Levi · Nota 9 de Santana (pelo tamanho) · Nota 9 de Xande Levy (por não ter voltado em todas as músicas)
  • O estado atual do R&BPerda de espaço para o Rap nas paradas · Artistas que resgatam o R&B clássico · Falta de representatividade masculina no R&B pop · Desejo por mais sucesso e visibilidade para o gênero
  • Indústria MusicalLongevidade vs. sucesso explosivo inicial · Artistas com construção gradual de carreira (Kehlani, Tinashe, Sabrina Carpenter) · Artistas com sucesso inicial e busca por identidade (Olivia Rodrigo) · Risco de se tornar um 'one-hit wonder'
Transcrição77 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Bom dia pra quem tá ouvindo de manhã, boa tarde pra quem tá ouvindo da tarde, boa noite pra quem tá ouvindo da noite. Chegou segunda-feira, que significa que é dia de PitDoc.

Estamos aqui para comentar o álbum da Keilani, que eu descobri que é Keilani que fala, de acordo com a própria. Ela que lançou o álbum auto-intitulado. Quando você lança o álbum auto-intitulado, você cria expectativas sobre ele. Porque é babado. Quer dizer, a não ser que seja o seu primeiro álbum, que não é o caso dela.

Ela já está há 10 anos na indústria e veio aí, surpreendeu. Ela que esse ano ganhou, se não me engano, dois Grammys, né? Teve o lançamento de Folded, que está nesse álbum. E aí foi criada essa grande expectativa para esse lançamento. O que vocês acharam desse lançamento?

Olha, se quiser eu posso começar falando da queridíssima. Acho que eu fico muito feliz com esse projeto da Kelani. Acho que você chegar... Ela já tem bastante álbum, se eu não me engano. Esse é o quê? O quinto? Para mais do quinto. É, para mais do quinto do estúdio, gente. Não lembro se é o quinto mesmo, não. Mas eu fico muito feliz com ela, porque já acompanhava ela desde 2017, mais ou menos, que foi o período ali...

Em que ela lançou o projeto que tinham alguns singles que ganharam o mainstream. O Sweet Sex and Savage. Foi a partir dali que eu comecei a dar ouvido pra elas e prestar muita atenção. Uma sensação que eu tenho muito com esse projeto. Com relação a principalmente o de 2024. Isso, 2024 que é o Crash. Eu acho que é onde tem o After Hours. Que foi uma das músicas aí também que recentemente dela que deu uma ritada.

Eu acho que aqui ela corrige uma coisa que eu senti escutando aquele projeto de lá. Eu não acho que ele é ruim, o Crash, no caso, mas eu sinto que ele tem uma abordagem muito mais ampla com relação a gêneros musicais e isso acaba tornando o projeto um pouco caótico. Um pouco só. Talvez desequilibrado seja o termo certo. Nem caótico seja o termo que eu queira usar.

E eu sinto que aqui no Quelani ela faz o inverso. Ela consegue olhar para um gênero que sempre foi um gênero que abraçou ela, que é o R&B, e mergulhar nele de cabeça. E fazer isso de uma maneira muito, muito, muito...

muito bem feita. Como o próprio Levi estava comentando agora, é o famoso álbum self-titled, que leva o nome do artista. E acho que quando um artista faz isso, de alguma maneira ele quer anunciar ou falar sobre aquela arte, aquele projeto, aquele momento.

Traduz a pessoa, traduz a sua arte, traduz sua visão de mundo, traduz um pouco do que é aquele artista através do álbum que carrega o seu nome. E eu acho que ela faz isso muitíssimo bem justamente nesse lugar de trabalhar.

O R&B do século XXI, e eu coloco o R&B do século XXI porque dá pra ver que ela declara o amor dela pelo gênero, tanto musicalmente falando, nos instrumentais e tudo mais, como, por exemplo, na lista de participações do projeto.

Então ela consegue olhar para dentro de um gênero que fez ela conquistar o mainstream de uma maneira incrível e trabalhar com isso ao mesmo tempo que ela não abre tanto a mão do pop, que também está obviamente frequente ali dentro da carreira dela. Então é um momento incrível para ela em todos os sentidos. Acho que principalmente quando a gente para pensar nesses dois últimos hits que teve dela, e principalmente em Folded, que ainda segue charteando por aí na Billboard.

E playlists e tudo mais. Então é ver que ela tá vivendo um momento de carreira muito, muito foda. E muito, muito grandioso. A primeira coisa que me chamou a atenção são os nomes que ela conseguiu colocar nesse álbum. Que são nomes bizarramente fodas. Tipo, nomes de pessoas que construíram o que a gente conhece da Black Music dos anos 2000. E final dos anos 90. Então, tipo, cara, é bizarro ver como ela conseguiu chegar num... ...

num nível de carreira, num momento de carreira em que ela consegue agregar todos esses nomes para trazer um projeto que, supostamente, teoricamente, está ali para traduzir justamente o que ela acredita ser a Kelani musicalmente falando. Então, eu particularmente tenho muitas poucas críticas a esse projeto. Acho que ela acertou muito no que fez. Liricamente interessante, musicalmente interessante, projeto como um todo. Acho que funciona muitíssimo bem.

Eu acho que esse disco é muito a síntese de um momento que o R&B tá vivendo.

onde a gente tem o principal gênero negro, digamos assim, nas paradas é o rap, já há uns, sei lá, acho que desde a última década, enquanto que o R&B veio tentando conquistar espaço ali, meio que acabou perdendo muito espaço desde os anos 2000, porque era o principal gênero, né? E esses artistas que surgiram ali na década passada, como a Keylane, a Tinashe...

e alguns diversos outros artistas, eles meio que não alcançaram, de fato, o nível de sucesso que artistas da geração dos anos 2000 conseguiram, como Usher, como a própria Brandy ali dos anos 90, 2000, alcançaram. Então eu sinto que esse disco é uma síntese dessa geração que veio crescendo com o tempo. A Kailani, como vocês falaram, ela tem acho que cinco discos.

Ela já lançou algumas mixtapes, então ela tem muita trajetória. Mas a carreira dela foi conquistada aos poucos. Não foi algo que explodiu, que imediatamente surgiu na boca do povo. Tanto que pra muita gente, talvez ela seja uma artista nova. Eu acredito que tem muita gente conhecendo a Kaylane agora, inclusive. E aí, esse momento dela de estar sendo reconhecida no Grammy, de ter pela primeira vez um hit no Top 10, que é Folded.

que se tornou o maior hit dela até hoje. E eu acho que esse disco vem como uma síntese disso, desse momento de construção. Eu acho que a carreira dela é muito semelhante, por exemplo, eu gosto de falar da Tinaschi como uma companheira dela, porque elas surgiram mais ou menos no mesmo momento. É semelhante com o que a Tinaschi fez, que foi construindo aos poucos.

Sempre teve essa brincadeira da Tinashe flopar e tal. E agora ela construiu uma base sólida de fãs e ela consegue lançar o material dela. Então eu sinto que o Kellani, principalmente a escolha de título, vem muito nesse lugar de, olha, foi isso que eu construí aqui até agora, a minha carreira é essa, eu sou essa pessoa. Então eu acho que vem muito nesse lugar. E de fato é um disco que bebe muito do R&B dos anos 2000, tanto que a maior parte das participações são de artistas que estavam ali fazendo muito sucesso nesse período.

A gente tem a Brandy, o Usher. Eu acho que é um disco que se inspira muito na Brandy, que se inspira muito também na Jojo. Acho que a audiência vai conhecer aí os primeiros discos da Jojo, que eram aqueles clássicos X do R&B também. Eu acho que ela tem essa inspiração direta. Ela tem inspiração no Mario, enfim, artistas que vieram.

ali entre 2000 e 2005, 2006 fazendo sucesso, mas ela também traz Cardi B, Big Chant e Pain, então ela faz meio que realmente uma síntese do que o R&B foi e do que é nesse momento eu acho que podia ser um pouquinho mais curto, eu também acho que não precisa lançar... Ele segue na defesa de áudio no Pit Doc, a mesma coisa porque todo álbum agora tem que ter 17 músicas, não precisa sabe?

12 tava ótimo. Eu gostei. E uma coisa engraçada que você falou, uma coisa que eu gostei muito desse álbum, é que ele traz essa síntese do R&B sem parecer velho. Isso. Ele resgata esse R&B... Ele soa atual, soa atual. Sem ser repetitivo, digamos assim. Sem ser aquela coisa do tipo, meu Deus, esse álbum deveria ter sido lançado há 20 anos atrás. Sabe? Ele tem essa coisa que ele resgata de uma forma... Até um detalhe muito legal, né? Em Back and Forth.

Com a Missy Elliott, ela começa justamente com a Missy Elliott, com aquela vinheta ali do Exclusive, tipo, como se fosse realmente uma coisa da época ali. Mas é isso, quando você escuta o álbum, não parece um álbum antigo, né? Como se ele estivesse atrasado no tempo.

Ele é um R&B... Ele soa atual, né? Exatamente, que soa atual de certa forma. E os feats desse álbum, gente, foram escolhidos a dedo ali. Não tem uma pessoa que você olha e fala assim, o que essa pessoa tá fazendo nesse álbum? É inacreditável o time que ela conseguiu juntar. Achei muito maravilhoso. E ela deu uma entrevista pra Complex e eu...

Vi algumas coisas sobre isso. E aí uma das coisas que ela fala é sobre o Usher, né? A parceria com o Usher, que ela fala que ela tava num podcast da Apple Music. E aí simplesmente...

Ela recebeu a ligação dizendo que o Usher ia estar no álbum. Ela resolveu anunciar aquilo naquele momento. Foi pro comercial. Quando foi pro comercial, o Usher ligou pra ela e falou Oi, tô te ligando só pra dizer que eu odiei a música. E a gente vai, não sei, a gente vai ter que ver o que vai fazer. Aí ela, tipo, peraí, calma aí, eu acabei de anunciar. Tipo assim, fodeu. E aí ele falou, não, vamos sentar e tentar alguma coisa que a gente se encontre, um lugar que a gente se encontre no que eu tô agora e no que você tá agora.

E aí vem Babyface, a música que é produzida pelo Babyface. Então aí você vê que, tipo assim, não foi só a pessoa que foi escolhida do tipo, vou colocar você aqui porque vai trazer o streaming ou vai trazer pro conceito criativo. Não! Você vê que ela criou ali, ela foi uma coisa pensada pra, de fato, fazer sentido naquele álbum. E todo mundo ali tá muito bem colocado.

E outra coisa que ela falou nessa entrevista também, que vocês citaram sobre os dois prêmios de Grammy, né? Que ela ganhou por Folded, que foi melhor performance de R&B, e melhor canção de R&B também. E ela falou que ela estava muito feliz com isso, e ela chegou a falar com o Leon Thomas, que o Leon Thomas ganhou também, né? E o Leon Thomas é um artista mais novo.

E aí ela virou pra ele e falou assim, tipo assim, legal, né? Tão feliz aqui, mas pra você não significa a mesma coisa do que pra mim. Eu tô aqui há 10 anos, ela está há 10 anos pavimentando esse lugar pra agora ela conseguir um Grammy, agora ela conseguir esse álbum. Então é uma coisa que é construída com o tempo e ela fez isso muito bem.

Outra coisa que eu reparei de bem diferente nesse disco é que ele é muito positivo em relação às letras. Sim, verdade. Eu acho que isso também é uma mudança e reflete um momento na vida dela, mas também é uma mudança de que volta, que retorna o que o gênero era também. Porque eu acho que por muito tempo, nos últimos anos, o R&B tem sido justamente músicas que falam de coisas, de uma perspectiva do amor que é mais tensa.

que é mais sofrer por amor, que é um lugar meio tóxico e etc e tal, principalmente nas letras da Kellan também. E eu acho que ela retorna a esse R&B que fala de amor num lugar positivo, sabe? Tô vivendo a vida bem, tô amando, tá tudo certo. Então eu acho que dá pra perceber isso. E ela falou também. Recentemente ela até falou que alguns fãs estão esperando que ela faça música como ela fazia antes. E ela disse que...

Essa é ela, é quem ela é nesse momento. Ela vai fazer música sobre como ela se sente, independente de qualquer coisa. Eu acho que a abertura do projeto, né? Ela começar com aquela frase, vou até resgatar aqui, porque eu acho que vale a pena abrir aspas. Vocês estão prestes a ouvir um coração que foi expandido, curado, renascido. E uma voz que se entrega à sua verdade sem medo, sem filtro e sem pedir desculpas.

E eu acho que, como você falou dessa questão da lírica, e da forma como ela aparenta estar bem mais madura nesse projeto, e de fato está, eu acho que vem desse lugar, sabe? De uma pessoa que chegou ao auge dos 31 anos e está passando pelo auge da sua carreira musical.

Então eu sinto que tem tudo a ver com esse momento que ela está vivendo, de poder falar sobre questões afetivas, falar sobre questões da sua própria vida, de desilusões e paixões que ela passou ou não passou, ou meramente só quis escrever. Mas principalmente essa sensação de que ela não tem medo. E dá pra ver que ela não está com medo. Dá pra ver que ela está confiante, sabe, no projeto como um todo.

E quando a gente fala principalmente da voz dela, e acho que esse texto inicial que fala sobre essa voz que vai se entregar a uma verdade nua e crua, você consegue sentir isso, sabe? Ela sempre foi uma artista que teve vocais maravilhosos e eu acho que aqui ela consegue manter esse nível de continuar entregando toda essa qualidade que a gente sempre acompanhou durante a carreira dela e talvez até melhor, sabe? Até mais... E aí

mais elaborada, mais bem trabalhada. Então eu sinto que ela sobre abraçar esse momento de vida que ela tem passado, de ser uma artista que está no auge, que está no momento, que tem maturidade para encarar a construção de um projeto.

e tudo mais, então é muito legal ver isso você comentou agora inclusive do Leon Thomas e ele tá no projeto, sabe ela traz ele pra dentro do projeto também como essa visão de tô trazendo as pessoas que me ajudaram a construir o que eu gosto musicalmente, sabe desde Brandy, a Missy Elliot e outros nomes, até o T-Pen, quando eu ouvi a música do T-Pen eu fiquei muito feliz você falou assim

Caraca, ela botou o T-Pen aqui. Tá vivo. Tá vivo. E dá pra ver que ao mesmo tempo que ela tá fazendo esse olhar, né? Pra todo esse lugar que fez ela se tornar quem ela é, ela também tá olhando pras pessoas que são do agora, né? Que tão fazendo o R&B e construindo ele agora. Isso é muito legal e muito gostoso.

Inclusive, o Santana comentou da Jojo, na hora que ele falou que lembra dela, um dos produtores de algumas músicas, o Antônio Dixon, ele é um dos produtores da Jojo durante alguns momentos da carreira dela e está aqui presente também em algumas músicas desse álbum da Kelana. Ela também está no remix de Folded. Ela convidou a própria Jojo para fazer... Ela convidou vários artistas, né? Um dos remixes é com a Jojo também.

E falando em Tá Vivo e os produtores do álbum Quem Tá Por Trás, eu também descobri que uma das compositoras de U é ninguém menos que Carrie Hilson. Carrie Hilson, a gente chegou a falar um dia por onde anda a diva de Knock You Down, de Pretty Girl Rock, por onde andava a diva, está viva? A gente fez um Por Onde Anda aí, ó, tá aí. Tá aí. Tá no álbum.

Daquela Anne. Uma coisa que eu tava pensando, né? Que eu até mandei pra vocês um tweet falando sobre como os artistas que fizeram sucesso ali na segunda metade dos anos 10 e durante a pandemia meio que floparam pra sempre, né? Tipo, Liso...

o próprio Lil Nas X Meghan Trainor, essa galera e eu sinto que esses artistas do R&B que começaram não fazendo tanto sucesso mas foram construindo uma carreira agora eles tem uma perspectiva eu acho que de longevidade que é maior, não sei, eu sinto que a Caroline por exemplo, tem uma carreira muito mais sólida que a Liso que irritou horrores eu sinto isso, sabe? e e

Eu acho que é justamente essa questão de você ir construindo e galgando e entendendo o seu público aos poucos. Aquela gente tem uma base sólida de fãs que acompanha ela há muito tempo. Se eu fosse criticar alguma coisa nesse projeto, não é só nesse projeto, mas eu acho que na carreira dela, que eu também fui revisitar, eu sinto que falta uma...

Identidade visual para os clipes, para as músicas, assim. Essa é a primeira capa da Kelani que eu amo. Todas as outras eu acho, defeito assim, não acho que são boas as capas. Eu acho que é a primeira capa de álbum dela que eu curti muito. Mas quando você vai olhar os clipes, eles são todos muito ruins. Pelo menos na minha concepção. Clipe de Folded, eu fiquei extremamente decepcionado. Achei péssimo.

Eu acho que ela tinha a faca e o queijo na mão pra fazer um clipe com uma identidade visual ali realmente anos 2000, já que a música, ela evoca isso, né? É uma típica balada que você ouviria na rádio, sabe? Tocando ali, ou então no seu disco, naquele compilado do DVD de melhores do R&B. Ela tinha tudo pra fazer um clipe nessa pegada e eu acho que o clipe é fraco.

Então, sinto que ela não tem um clipe marcante na carreira. Eu fui revisitar, eu não lembrava de nenhum clipe dela. Eu fui buscar, assisti, não gostei de nada do que eu vi. Então, eu sinto que falta uma... Não sei se é uma identidade visual, mas eu acho que falta uma direção criativa ali nesse sentido. Pra que ela fique mais marcante visualmente. É uma imagem não tão bem trabalhada, né? É, eu sinto que é isso.

Uma cantora de R&B que, pô, ela é realmente muito grande, principalmente nos Estados Unidos, né? Mas aqui no Brasil ela já chegou com alguns hits, a galera que acompanha sabe e tal. Mas é isso, ela não é uma artista que tem uma imagem tão bem trabalhada, assim. Que é uma cara que aparece. Tipo, o clipe com o Cardi B. Ai, o que é aquele clipe, sabe? Não tem nada muito bom. Sim, sim, acho que falta isso.

Mas eu gosto que essa questão dela pavimentar a carreira dela pode ser justamente o que faça com que agora ela dê uma virada em relação a isso, né? Com esse álbum especificamente. Ela até comentou que quando ela tava... Antes de fazer esse álbum, na verdade, ela tava fazendo um álbum mais dark que não tinha nada a ver com esse. E aí ela foi, enfim, em algum momento ela produziu Folded e sentiu ali que a energia dessa vez estava diferente do que costumava ser quando ela lançava alguma coisa.

E ela falou, bom, eu tô achando que é pra eu seguir mais nesse caminho. Que bom que ela ouviu a intuição dela. E aí fica aqui a dica de existir. Tomara que vire o precedente, né? A gente tá querendo esse tipo de R&B mesmo. Tá fazendo falta. Ouça a sua intuição, às vezes, pode ser o recado. E aí, isso também não existe tempo certo não, amor. Ela tá aí com 31 anos, 10 anos de carreira. E agora chegou o momento... Sabe que eu acho que é muito melhor você ser coroado assim? Porque eu acho que quando você tá estreando, talvez você não saiba muita coisa.

Como artista, quem você é. E deve ser assustador você tentar manter um nível de sucesso que nem você sabe direito como você conseguiu. E às vezes nem é o que você é, né? Porque às vezes o seu primeiro produto não é o que te representa. Quer ver um exemplo que eu acho que é muito nesse lugar? A Sabina Capinter.

Eu acho que o fato dela ter demorado tanto pra chegar onde ela chegou faz com que ela seja muito segura do que ela quer agora. E aí eu enxergo ela fazendo tudo, sabendo muito o que ela quer fazer. E eu acho que é muito nesse lugar. Enquanto que, por exemplo, a Olivia Rodrigo, que chegou e estourou...

Eu acho que ela ainda tem um caminho pra descobrir o que ela quer fazer, quem ela é como artista, sabe? Que ainda não foi completamente galgado. Eu acho que é muito isso. Então, se eu fosse artista, eu acho que eu ia preferir começar devagarzinho, assim, as duras pedras e depois estourar. E você fica muito presa, né, naquilo, daquilo que você primeiro lançou.

Porque acaba que foi o que te trouxe ao mundo, o que fez com que as pessoas parassem pra ouvir você. E aí você não tem essa liberdade criativa de apresentar, muitas vezes, né? Às vezes tem, mas a maioria das vezes você não tem essa liberdade criativa de apresentar uma coisa completamente diferente. E aí, realmente, se você estoura com o seu primeiro lançamento, você fica meio que preso naquilo, às vezes, talvez até na sua carreira inteira, e aí que faz com que você suma e depois nunca apareça.

A Kelani, eu acho que ela tá pavimentando de uma forma que ela realmente vai permanecer aí durante muitos e muitos anos.

Sim, sim, com certeza. Eu acho que tem uma geração, ela com toda certeza está influenciando uma nova geração de artistas e cantoras de R&B que vão surgir pelos próximos anos. É inegável isso. Parando pra pensar na trajetória, nesse lugar da construção que ela teve como uma figura queer, inclusive, dentro do...

dentro do R&B, podendo cantar sobre seus afetos sapatônicos e tudo mais, então acho que isso traduz uma geração, traduz para uma geração a possibilidade de você conseguir construir sua carreira, e é interessante para pensar como grandes nomes da música que a gente está vendo agora são pessoas que estão há um tempo construindo coisas, a gente acabou de citar Sabrina Carpenter, agora a gente está falando um pouco sobre a Kelane, obviamente tem as pessoas que surgem ...

terem estourado assim, né? Bum! Apareceu. Mas é interessante ver que essas pessoas que estão ali há um tempo construindo, fazendo as coisas, estão tendo essa virada de chave de um amadurecimento que é necessário pra você poder permanecer, sabe? Pra você poder continuar, pra você poder ter uma carreira que não seja só aquele one-hit wonder e tudo mais. Então, fico muito feliz com o resultado do que a Kelane tá fazendo agora. Fico curioso pra esse lugar que o Santana tava comentando agora de...

chegar com visuais marcantes e definidos e bem, não vou dizer bem produzidos que acho que tem alguns clipes ou outros dela que realmente são bem produzidos mas que cheguem pra marcar dessa maneira que ela tem feito nos últimos meses sabe, de lançar músicas que estão fazendo barulho, que estão fazendo movimento

E é interessante, né? Você vê que, tipo, ela tá fazendo um movimento que não é o movimento mais fluido pra você ter essa visibilidade e esse hit todo, né? Porque quando você para pra pensar que é uma mulher bissexual, que lançou o álbum de R&B resgatando os anos 2000, que não tem uma imagem tão bem trabalhada, ela basicamente tinha tudo pra ser só mais uma e ser esquecida. E quando você para pra ouvir esse álbum...

você vê que esse álbum é muito bom. E aí justamente ela se sustenta na música, porque ela não tem uma imagem, ela tem tudo contra ela, ela resgata um ritmo que as pessoas estão levantando, né? A morte do R&B hoje em dia, né? Que não está no melhor momento, digamos assim, na Billboard, quando você abre lá os maiores hits, não são R&B. E aí ela chega justamente neste momento e consegue se destacar.

Então é realmente se sustentar no que você faz de melhor. Pois é, eu acho que podemos finalizar esse EP, né? E eu queria fazer um pedido a Deus. Deus tira todo o sucesso do rap e coloca no R&B. É isso que a gente implora. Não, peraí, que tem rap e que não é esse. Não, já deu, já deu. Tá tudo ficando doido, maluco.

É a outra trumpista. É o outro nazista. Daqui a pouco aparece o Drake fazendo com a barriga falsa que ele fez. Vem aí. Que nada. Eu tô com Santana nessa. Acho que pode tirar um pouco. Não precisa tirar todo o sucesso do hip hop, mas pode realocar, sabe? Pode jogar uns 80% aqui de volta pro R&B, porque dá pra ver que as gatinhas e gatinhos que cantam R&B estão se dedicando e fazendo uma coisa interessante.

Tá faltando um homem também, sabe? Um novo, assim, que faça sucesso. A gente sente falta também. A gente fala mal de homem, mas a gente gosta. Tem, mas é isso. Precisa, talvez, uma imagem que o Santana tá dizendo, acho que é no top 10 da Billboard ali, com uma imagem bem trabalhada, um negócio, uma coisa meio R&B pop, assim, uma coisa mais... Eu acho que super vale.

É, em B-Pop realmente homem não tem, né? Não tem. O Leon Thomas até, eu acho que entrega uma coisa boa. O boot é muito bom. Cadê o Usher da nova geração? É. A gente gostaria. Seria tudo.

Agora vamos para as notas, Vob. Eu estou muito curioso, audiência, chegando aqui no final do episódio, estou muito curioso para saber a nota do Levi, porque alguns absurdos foram ditos aí quando ele terminou de dar a frente esse álbum. Eu quero saber até que ponto ele vai sustentar. Vou parafrasear aqui o nosso queridíssimo host. Você quer que eu fale? Não precisa me parafrasear, não. Eu dou o que eu falo. Eu não tenho problema nenhum quanto a isso. Eu quero registrado.

Gente, ouvi o álbum no dia que foi lançado. Aí tudo bem, eu tava um pouco emocionado. Mas assim, eu ouvi esse álbum. E quando eu terminei de dar play, eu falei, gente, me desculpa. É um dos melhores, se não o melhor álbum de R&B lançado nos últimos 10 anos. Um dos melhores não. Um dos melhores não. É o melhor. Olha lá, viu como ele saiu? Por isso que eu queria parafrasear. Porque eu sabia que ele ia sabonetar e sabonetar.

Não estou sabonetando. Eu, de fato, eu falei. Aí o Paulo falou, ah, mas o Lemonade. Eu falei, o Lemonade já tem mais de 10 anos. Não tem, foi lançado em 2016. Olha como ele dá firulas, ele dá firulas. Estamos em maio, ele foi lançado em abril, então já tem mais de 10 anos no mês passado. Olha como firula, olha como firula.

Não, mas tá bom, pra ser um pouco justo 10 anos realmente pode ser muito tempo Mas de 5 anos Eu, minha opinião Alexandre Levi Se você discorda, você discorda da sua casa Mas nos últimos 5 anos eu não lembro De ter escutado o álbum de R&B Que eu tenha achado tão maravilhoso Do começo ao fim Pode discordar aí de São Paulo, fica à vontade E aí, dito isso Né

eu não tenho como não dar 10 pra esse álbum. Olha! O que é possível? Porque aí também a coerência ia lá embaixo. Então eu vou dar mais um 10 no Pit Doc, pra ninguém dizer que eu não sou coerente em relação às minhas opiniões. De fato, é um álbum que eu me emocionei, não no sentido de... Eu saí excitado, assim, falando, meu Deus do céu!

Que álbum é esse? Você gostou, o Shandleville? Sim, ouvindo a R&B. O pior é que tem músicas ali que são músicas de fazer filhos, né? Vamos ser sinceros. Gente, é um álbum de fazer filhos. É um álbum pra você malhar se você quiser. É um álbum pra você ouvir de manhã, pra ouvir de noite. Então, assim, é um álbum que serve pra tudo. Então, ele merece um 10. Não tem como. É isso. Tudo bem. Passado, passado. E você, Santana? Let's go.

Então, eu gostei muito desse disco. Foi o disco que eu mais escutei, assim, de novo esse ano. Escutei muito, porque eu realmente gostei bastante. Só acho que ele podia ser um pouco menor. Então eu vou dar um 9. Assim, se fosse um pouquinho menor, daria 10. Tô cansado, gente, de álbum com 17 faixas.

Amigo, sai do TikTok, sai do Twitter que você tá querendo acelerar a vida demais. A vida é muito curta pra ouvir álbum com 17 faixas e nada, coloca 12, gente. Deca a pouco, ele vai querer que o Spotify lance o vezes 2 pra ele ouvir música mais rápido. Eu ia falar exatamente isso. Para com isso. Olha a dopamina, dá uma segurada aí. Pior que eu sei que quando o ato 3 sair ele vai ter 24 faixas. Eu vou chegar aqui e vou dar 10. É, entendeu? Sobe ou você pode, o resto não.

E vem aí, álbum do Drake mês que vem. Ah, tá bom. Mês que vem não, esse mês, daqui a duas semanas. Vem aí, eu quero ver essas opiniões aí. Quantas músicas ele vai lançar. E com toda certeza ele vai lançar o álbum com 200 músicas. São todas parecidas, enfim.

É sobre Kelani, sobre Kelani. A minha nota também vai ser um 9. Eu não vou dar o 10 dessa vez, porque ele não foi um álbum que eu voltei tantas vezes nele quanto eu achava. Eu voltava em músicas específicas que eu queria escutar. E eu acho que talvez tenha um pouco a ver também com esse lugar que o Alexandre tá falando agora sobre o tamanho dele.

eu não tenho nada contra, tá? Diferente dele, galera, não ligo pra álbuns grandes esse final de semana eu tava até ouvindo o Cowboy Carter de novo, duas vezes seguidas do início ao fim mas eu acho que por essa sensação por esse lugar de não ter me feito voltar nele várias e várias vezes

É o único motivo de eu não dar um 10. Mas eu reconheço todo o potencial que ele tem de ser um álbum que... Durante esse ano e acho que pelos próximos anos vai ser um álbum referência do que significa você escutar um R&B que flerta com o início dos anos 2000, mas ao mesmo tempo soa tão moderno e tão atual, vocalmente, liricamente falando e sonoramente falando. Extremamente bem produzido, sem nenhuma crítica com relação a Feats.

E músicas. Então tá aí. Que lani. É, gente. Enfim, é a primeira vez. Eu acho que talvez eu tenha dado a maior nota aqui do podcast no Pit Doc, mas é isso. Acontece. Já é o álbum mais avaliado esse ano, né? Pelo menos essa nota aqui, o Levi resolveu puxar pra cima, né, gente? Pelo menos alguma. Beyoncé com Act 3 vai ter que penar pra superar isso aí. Boa sorte.

Olha, meus amores, espero que vocês tenham gostado do episódio. Não se esqueçam lá de seguir nas redes sociais e comentar também qual é a sua nota. O que você achou de Kelani e do álbum dela? Fala aí pra nós, pra gente poder ler seu comentário, sua avaliação. E lembrando que quarta-feira tem episódio aí, episódio regular, tem a gente comentando um pouquinho mais sobre algum tema da cultura pop. E sexta-feira tem aquele episódio gostosinho só para apoiadores. Combinado? Um beijo, meus amores. Um beijo. Beijo.