Episódios de Maria Cristina Fernandes - Tudo é Política

Derrotas do governo revelam que Congresso desconfia da reeleição de Lula?

04 de maio de 20265min
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Maria Cristina Fernandes analisa as recentes derrotas do governo, com a rejeição de Messias e aprovação do PL da dosimetria. Ouça.

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Participantes neste episódio3
F

Fernando

HostJornalista
T

Tati

HostApresentadora
M

Maria Cristina Fernandes

ConvidadoEspecialista
Assuntos3
  • Críticas ao Governo LulaRejeição de Messias para AGU · Aprovação do PL da dosimetria · Imagem do Supremo Tribunal Federal · Expectativa de reeleição de Lula · Acordo Supremo-Congresso
  • Senado FederalSenador Flávio Bolsonaro · Rogério Marinho · Senadora Tereza Cristina · Presidente do Senado Davi Alcolumbre
  • O caso MasterDelações em negociação · Desbloqueio de celulares de Daniel Vorcaro · Ministro Alexandre de Moraes
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Tudo é Política, com Maria Cristina Fernandes.

Maria Cristina Fernandes deixou o comentário dela gravado a respeito de como o governo lida, está lidando e vai lidar com as duas derrotas importantes que teve no Congresso na semana passada. Fala, Maria Cristina. Boa tarde, Tati. Boa tarde, ouvintes. Bem, a semana começa sob a expectativa do que o governo vai fazer com o combo em sucesso na indicação do ministro Jorge Messias e aprovação do PL da dosimetria.

E o ponto de partida é porque o carimbo deste combo virou a derrota do governo Lula. Se o Supremo, primeiro, continuará com dez ministros, situação que já perdura seis meses, e atravanca a agenda do tribunal, e o PL da dosimetria, por outro lado, resulta da conclusão dos parlamentares de que os ministros do Supremo

atribuíram penas excessivas no intérito do golpe, ou seja, os ministros erraram. Há um dano inegável para a imagem do Supremo que é sobreposto pela evidente derrota do governo.

Porque ao fracassar na tentativa de emplacar seu ministro da Advocacia Geral da União na Corte, o presidente Lula mostrou sim que o Congresso não aposta na sua expectativa de poder, ou seja, na sua reeleição. Ok, esta é uma constatação óbvia. O que não é tão óbvio assim são as condições para que o acordo em que essas votações aconteceram, elas possam perdurar.

O que se viu foi uma dobradinha entre Congresso e Supremo Tribunal Federal, uma conjuntura em que se busca uma maioria na corte pela operação Abafa, no caso Master, e a reeleição da atual mesa diretora no Senado, para evitar, por exemplo, o impeachment de ministros do Supremo. Não precisa ir muito longe para se constatar que falta combinar com muitos russos para segurar as condições sobre as quais este acordo...

Supremo-Senado pode ser mantido. Primeiro que o inquérito do Máster é tão embrionário que não bastassem as delações que estão em negociação, nem mesmo o desbloqueio dos celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi concluído. Tudo isso coloca em questão personagens-chave do acordo do Supremo Congresso, como o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Se a gente vai para a Seara Eleitoral, as indefinições também dão as cartas, porque o que o Congresso avalia como expectativa de poder de Lula é um dado concreto e muito importante, mas não antecipa o resultado eleitoral. Este, até segunda ordem, continua com sua excelência eleitor, que ainda não parou para ver, ouvir e dar passagem aos vaticínios dos parlamentares.

Se o eleitor vier a confirmar o senador Flávio Bolsonaro, que tem pontuado bem nas pesquisas, qual é a garantia de que o senador apoiaria o columbre e não outro nome de sua confiança? Quais? O senador e seu coordenador de campanha, Rogério Marinho, ou mesmo a senadora Tereza Cristina?

Todos os dois sonham com a presidência do Senado. Por isso tudo é que há aliados do presidente aconselhando que ele deixe baixar a temperatura para avaliar o melhor momento para mandar a nova indicação para o Supremo. Pode ser que aquilo que é dado como certo e definido amanhã já não seja.

É isso, Tati Fernando. Uma boa tarde para vocês, para os ouvintes e até amanhã. Até amanhã. Um beijo.

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