Antro, me diz como faz? Com Natã Souza
Como fazer pesquisa quando estamos rasgados e feridos? De que maneira a finesse e o refinamento teórico podem caminhar junto ao aprimoramento da sensibilidade, reconhecendo que é justamente seu cultivo que possibilita o aprimoramento técnico?
No sexto episódio da nova temporada do "Antro, como faz?", conversamos com Natã Souza Lima, antropólogo e pesquisador de pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas (PPGAS/UFAM), sobre os desafios de pesquisar a violência sexual e as questões éticas, metodológicas e sensíveis que atravessam esse trabalho.
Como fazer pesquisa quando somos confrontados com experiências de sofrimento e violência? Como construir conhecimento sem perder de vista as pessoas, suas histórias e as marcas que atravessam suas vidas?
Natã nos convida a pensar sobre o lugar da sensibilidade no fazer antropológico e sobre como a atenção às experiências das pessoas com quem pesquisamos também transforma nossas escolhas teóricas, metodológicas, políticas e éticas.
Porque fazer Antropologia não é apenas dominar conceitos e técnicas. É também aprender a escutar, reconhecer limites e desenvolver a sensibilidade necessária para pesquisar realidades que nos atravessam e nos desafiam.
Alerta de conteúdo: este episódio aborda violência sexual e pode mobilizar sentimentos e lembranças difíceis. Escute no seu tempo e respeite seus limites.
Dê o play e venha descobrir o "Antro, me diz como faz?".
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