NEUROSIS DE LA POBREZA: LA POLÍTICA DE LA SUBJETIVIDAD NEOLIBERAL EN SUJETOS EN MOVILIDAD SOCIAL
La Hilflosigkeit inicial del ser humano constituye la fuente originaria de todos los motivos morales.
- Freud
A Hilflosigkeit inicial do ser humano constitui a fonte originária de todos os motivos morais.
O grito adquire uma função secundária de comunicação e permite obter o auxílio alheio necessário à realização da ação específica. A dependência de outro indivíduo participa de consequências que ultrapassam a satisfação orgânica, alcançando a origem dos motivos morais. A proposição estabelece uma relação entre a necessidade de auxílio, a intervenção do próximo e a constituição da dimensão moral.
A neurose da pobreza é uma defesa formulada por mim a partir da hipótese de que, em determinadas trajetórias de ascensão social, o sujeito constitui uma organização defensiva diante do conflito psíquico da possibilidade de reviver uma situação de perigo anteriormente experimentada na pobreza. Após a ascensão social, essa organização pode permanecer atuante no "só depois" da transformação das condições materiais de existência, uma vez que a mudança na realidade exterior não determina, por si mesma, uma modificação correspondente das condições psíquicas de resposta ao perigo.
O medo da queda adquire a função de angústia-sinal, mobilizando modalidades de defesa que, mediante a repetição e a formação sintomática, passam a participar da organização das relações do sujeito com o trabalho, o dinheiro, o desejo e o laço social. A persistência dessas modalidades, mesmo diante de transformações nas condições materiais, permite investigar os efeitos da história singular na constituição e na manutenção do conflito neurótico.