#195 os 100 melhores solos de guitarra!
Neste ep comentamos a lista da Rolling Stones sobre solos de guitarra – e rendemos tributo a LUIZ CARLINI, autor do solo fundamental do rock brasileiro, em "Ovelha Negra"
Ferla
Pablo Mezau
Pedro Soto
- Lista dos 100 melhores solos de guitarra da Rolling StoneDiscussão sobre a lista e controvérsias · Solos de guitarra notáveis · Representatividade feminina na lista · Prince · Jimi Hendrix · David Gilmour · Slash · Eric Clapton · Rolling Stone
- Homenagem a Luiz CarliniImportância de Carlini para o rock brasileiro · Solo de Ovelha Negra · Luiz Carlini · Rita Lee · Tutti Frutti
- Rock brasileiro dos anos 70Comparação com o rock dos anos 80 · Artistas relevantes da época · Raul Seixas · Rita Lee · Secos e Molhados · Luiz Carlini
- Análise temporal de lançamentos musicaisComparação de lançamentos de 30 anos atrás com o presente · Percepção da passagem do tempo na música · Ash · Butchhole Surfers · The Beach Boys · Pet Sounds · Nirvana · Nevermind
- Aniversário do podcastComemoração de quatro anos · Planos futuros do podcast
- Discussão sobre aquecimento global e negacionismoCalor no Rio de Janeiro · Aquecimento global
Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada, internautas de todo o Brasil e de todo o mundo, esse é o Pai de Anama Encontrada, enfrentamos alguns problemas exatamente de rede. O que está acontecendo com o Brasil? Será, será, será que a Palantir está invadindo o nosso território? Enfim, esse é o episódio 195, eu quero dizer o seguinte, é o último episódio.
do Pai Janão Encontrada, no seu terceiro ano de vida. Por quê? Porque no dia 14, quinta-feira que vem, completamos quatro anos e a gente vai divulgar o que está acontecendo, o que a gente vai fazer, tivemos ideias. Enfim, logo, logo a gente vai falar sobre isso. Mas antes eu quero ouvir Pedro Só e Pablo Meazal com a sua saudação efusiva de abertura. Primeiro, Pedro.
Buenas, estamos aqui no Rio de Janeiro, muito acalorados ainda já, 8 de maio, depois falam do aquecimento global. É muito negacionismo. Estou aqui querendo ficar pelado, está foda. Opa, a audiência vai aumentar.
Poderíamos aproveitar. A gente precisa causar para ganhar like e audiência. Então eu acho que esse é um caminho, Pablo. Eu vou ganhar like-li. Like-li eu não sou novo. Mas eu sei que é like, tá? Beleza.
Eu assistiria este podcast. E é isso aí, meus amigos. Estamos aqui com três anos e onze meses e três semanas de programa Página Não Encontrada. Inacreditável que este projeto começou no pós-pandemia ou foi durante a pandemia. Eu já não lembro mais. Foi em 2022, 2021? Foi no pós. Faz alguma diferença?
Foi no pós, né? Faz alguma diferença hoje em dia? Porque é isso, né? Os tempos são líquidos e existe bactéria no detergente e no lavar roupa. Olha só que loucura é esse mundo. E é isso. Um mês pra Copa do Mundo, nenhuma vontade de ver a seleção.
e montes de discos legais que não tenho tempo de ouvir mas por isso que olho pra trás e celebro os discos de 30, 40, 50 60 anos atrás e é isso, isso que é uma abertura pessimista, mas também antes da gente entrar porque a gente vai fazer um link aqui com o Pedro Só nosso tributo que o Pedro Só vai fazer ao grande Carline e a nossa lista da semana Pablo, tu quer mostrar os discos aí, por favor?
Ah, sim. É, eu tava fazendo essa brincadeira aí com o Ferla, né, que é pra mostrar dois discos que pouca gente se importa, que estão completando 30 anos nessa semana, ambos foram lançados dia 6 de maio de 96, e pouca gente se importa porque talvez pouca gente se lembre, mas é mais uma brincadeira temporal aqui, né. O primeiro álbum da banda irlandesa, Ash, o 1977, que não foi lançado em 77, mas foi lançado em 96,
Completa 30 anos essa semana, é um disco que tem alguns hits como Girl From Mars, Goldfinger, Kung Fu. Ele começa com o barulho de um TIE Fighter do Star Wars, então ficou bem emblemático. É um trio muito simpático, que realmente envelheceu meio mal, pouca gente se lembra deles.
E outro disco que faz 30 anos também essa semana é este aqui, ó. É o disco mais pop da banda Butchhole Surfers. Apesar de ter um lápis enfiado num ouvido, é um disco pop de uma banda que sempre se orgulhou de ser muito barulhenta. E aqui colocou melodias, fez videoclipes pra MTV.
tem música com violão, nenhuma novidade, mas assim, é o disco que fez essa banda bem obscura do hardcore norte-americano ser conhecida, e depois disso, realmente, eles nunca lançaram algo tão famoso. Qual é a graça de falar sobre dois discos que estão completando 30 anos? É que você imagine que, quando esses discos foram lançados em 96, qual disco tinha acabado de completar 30 anos? Este aqui.
Beat Boys, Pet Sounds, lançado no dia 15 de maio de 1966. Nós vamos falar sobre esse álbum na semana que vem, mas é só para vocês entenderem esse lance temporal muito louco, né? Imagine os caras lançando aqui o disco do Ash.
E aí pensando, pô, 30 anos atrás saiu Pet Sounds, né? Uma coisa dos anos 60, né? Medieval praticamente. E hoje a gente tá aqui falando de dois discos que lançaram há 30 anos que eu me lembro muito bem quando eles lançaram. E isso aqui tem 60 anos. É a idade de um avô, sei lá.
Bom, não sei se temos a voz aqui, mas não é uma loucura, gente. Eu sempre penso assim, quando saiu Nevermind, que faz 35 anos, o que é 35 anos antes do Nevermind? É o Elvis, cara. 56, é That's Alright Mama. Não é muito doido essa coisa do tempo estar passando tão rápido? A gente sempre fala disso aqui, mas é que eu evito até me olhar no espelho para ver a quantidade de fios brancos no meu bigode. Pablo, você lembra The Clash falando de Phony Beatlemania?
Isso era no final dos anos 70. E os Beatles acabaram em 70. Os Beatles acabaram em 70. É verdade. E o Clash lançou o London Call em 80. Dez anos depois. E parece que foi realmente um abismo entre um e outro. Incrível, né? Incrível. E nos anos 70, diferentemente do que se apregou por aí, Pedro, já havia rock no Brasil. E talvez o melhor rock já feito no Brasil.
Porque temos Raul Seixas, temos Ritali, Secos e Molhados, e tivemos Luiz Carline, que hoje pela manhã recebemos a notícia de sua morte, e o Pedro Só vai contar, vai explicar pra gente quem foi e quão importante foi Luiz Carline para o rock brasileiro.
Cara, a comoção, primeiro que ele era uma pessoa incrível, maravilhosa, gente boa, simpática, todo mundo ama. Guilherme Arantes com quem ele estava tocando ainda, amigo da vida toda. A comoção Frejá, as pessoas todas muito emocionadas e tristes com a partida dele, que 73 anos é precoce ainda, né? E ele é, assim...
conversando e vendo com alguns amigos e pessoas de gerações, mais ou menos a minha, mas um pouco mais, um pouco menos. Era assim, tudo que sonhamos e pensamos no rock brasileiro, em termos de rock, de palco e também de estúdio, tem os dedos de Luiz Sérgio Carline.
o Lissérgico Carline, o Garoto da Pompeia, que aliás, a vizinhança dos mutantes e que tinha também o pessoal do Made in Brasil, tinha alguma coisa naquela água ali de São Paulo e saiu o puro suco, o mocotó do rock brasileiro e o rock brasileiro urbano. Porque se a gente pensar que, voltando aí o que o Ferla falou,
O rock brasileiro, tem gente que acha que só começou nos 80, tem gente que acha que as misturas com coisas brasileiras também só vieram nos 90. Na verdade, a gente tem, por exemplo, Pepeu Gomes, um dos grandes pilares do rock brasileiro, um instrumentista, um guitarrista.
que é totalmente brasileiro. E a gente tem o Carline, que é o outro, para mim, um grande arquiteto, um grande pilar do rock brasileiro, que é um cara urbano, São Paulo, paulistano, e com aquela coisa que é muito baseada, as influências dele são muito claras. Ele falava até de umas pessoas diferentes, mas como solista Johnny Winter...
guitarristas Keith Richards, Joe Welsh, o Leslie West e o cara do Doobie Brothers também, Tom Johnson, que ele era muito fã, e um cara que está no pilar que o disco da Rita Lee, a Rita Lee só virou Rita Lee graças ao Tutti Frutti, ao Carline, ao Fruto Proibido, que é um disco monumental não só para a Rita Lee, mas para o rock brasileiro, e depois ele tem todas as contribuições ao longo com o Erasmo, e depois ele tem
com o Barão, com o Guilherme, até com camisa de Vênus, ele teve gigs até com capital inicial, acho que as pessoas não vão lembrar disso, talvez ele nem lembrasse também. Mas ele é um cara assim de...
de importância magnífica. E a gente tem também uma coisa, a importância dele no Brasil, o solo de guitarra como uma coisa apreciada popularmente a ser reproduzido depois em forró e tudo, que é o solo de ovelha negra, que é um negócio também monumental e que está aí cravado. Isso é incrível, porque no país de...
samba e muito protecionista em termos de música ele conseguiu entronizar o solo de guitarra a partir do que ele fez em Ovelha Negra, que entrou aos 48 segundos do tempo, acho que o Andy Mills nem queria botar isso, e ele falou bota esse solinho aqui
Acho perfeito como o Pedro Só sabiamente abriu caminho para a nossa próxima pauta, depois da gente homenagear o Carline. Muito bem, falou do solo de Ovelha Negra, que realmente é um pré-requisito para qualquer guitarrista brasileiro que se preze, mas não posso dizer muito porque eu não sei tocá-lo, inclusive vou aprender. E eu queria só dizer uma coisa, eu estou sem luz aqui em casa.
porque voltamos às trevas então caso eu desapareça é porque acabou a bateria do computador tá certo, e a gente exatamente o gancho é legal e assim, sem muito esforço ovelha negra o melhor e o pior vai de cada um mas eu diria que é o solo de guitarra mais importante do rock brasileiro, né Pedro? acho que a gente pode sem muito esforço falar também
Tem discussão, é. Isso. E a gente usa como gancho que a revista Rolling Stone, norte-americana, no dia 4 de maio, lançou a sua lista, né? Adoramos listas. Jornalista vive de lista. Dos 100 maiores solos de guitarra de todos os tempos. Não pode tirar a lista do jornalista. Se você tira a lista do jornalista, vira um jorna. É verdade.
Você conhece essa gira, Jornas? Os Jornas aí. Ah, é assim que eu sou chamado às vezes. Olha os Jornas. Olha só. Enfim, as listas elas existem não para concordar, elas existem para discordar. Mas assim, são sem nomes, sem solos.
Evidentemente que tem controvérsias, que tem provocações. Todo mundo aqui já editou revista e jornal e sabe que botava naquele empate ali e vencia sempre o que dava mais controvérsia. Isso nem tinha like ainda. Imagina agora que se vive disso. Então, essa lista tem...
Ela tem 100 nomes, o centésimo da lista é You Shook Me All Night Long do ACDC. Eu vou passar aqui, tem Buddy Guy. Aí assim, 98. Getting Killed. De quem? Do Geese. Vamos botar uma banda desse ano. Olha o 92 aí, por favor.
Ah, o 92. 98 é o Guiz. Vamos para o 92 aqui. Aí a gente tem Megadeth, tem Red Hot Chili Peppers.
Tem Les Paul e Mary Ford. Aí vai lá pra trás, vai lá pra frente, é legal. Smashing Pumpkins, Mayonnaise. 92. Pô, Commodores. Maravilhoso. Solo do Easy. 92. Diz aí quem é o 92. Eu não vou falar. Diz você, porque senão sou eu que vou pronunciar o nome desse homem aqui. A música chama Share the Red.
Eu ouvi essa semana Quem é que deu uma entrevista essa semana Dizendo que A banda mais importante para os anos 90 Disparado foi o Pavement Vocês lembram? Foi o Lee Ranaldo do Sonic Youth Um cara de respeito que está nessa lista Evidentemente, música do Pavement Solo de guitarra do Stephen Malkmus
Não como o Pavement, Stephen Malcolm's and the Dicks shared the red de 2011. Não tem solo do Pavement, se não estou enganado aqui. Tem a Aerosmith Walk This Way, é só 91, só a posição 91. Um solo espetacular, que depois se desdobrou, porque ele virou um solo do hip hop também. Ele virou o primeiro solo de um...
Hip-hop é tocar, quer dizer, o encontro, o primeiro hip-hop é tocar na MTV, então esse solo do Walk This Way, ele tem uma dupla função histórica, né? Baker Street, do Jerry Rufferty, deixa eu ver, eu tenho uma reclamação de uma omissão dessa lista.
Opa, já vamos... Uma omissão que é absolutamente idiosincrática, mas vou aproveitar que tem uma notícia aí, né? Não tem nenhum solo de um guitarrista que vocês também não devem ter pensado, mas eu pensei. Paul Reynolds, o grande guitarrista da banda A Flock of Seagulls.
que era um dos expoentes do synth pop, mas as pessoas esquecem que junto daquela banda baseada em sintetizadores e entrada ali na onda de Duran Duran e tudo dos anos 80, tinha um grande guitarista, Paul Reynolds. E Paul Reynolds estará tocando em terras nacionais pela primeira vez em outubro. Clock of Sigles faz show único em outubro em São Paulo, no Cine Joia, 7 de outubro. Voltei.
Oba, voltou o Pablo. Eu tô preocupado que a gente falar de guitarrista sem ter o O Guitarrista da Carta. O Guitarrista do Power Trio aqui. É, caiu tudo na internet aqui. A gente não tem muito anos 80 aqui, né? Na prática, assim, a gente, sei lá, deve ter... Mas olha o primeiro lugar. Não votaram o Joe McGeouch, não votaram... Não votaram os guitarristas dos anos 80. O primeiro lugar é a coisa mais anos 80 que tem, cara.
Eu sei, mas... Não tem os anos 80 que não é ou black music, de alguma forma, ou um rock mais clássico. Isso que eu tô falando. Tem esse, mas sei lá, não tem solo do... Enfim, eu vou chegar aqui. Não tem do Echo and the Bunnymen, por exemplo. Ah, sim, isso. É. Não tem do Prefab Sprout. Enfim, tem grandes guitarristas lá. A gente tem... Eu vou passar aqui, tem John Mayer. Eu quero focar mais nos 50 pra gente conseguir...
Consegui falar um pouquinho mais Respeito disso A live do Pearl Jam Lugar aqui, 84º Lugar, aí tem Talking Heads Que nem é uma banda de solos tradicionais Burn Under Punches Aí tem umas músicas menos conhecidas De cada uma dessas bandas Tem um negócio aqui que eu acho maluco Mas enfim, mais pra frente Tem o cara de 23 também, que é o MJ Landerman Que é muito bom, aliás Knockin, aí é a versão do single Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul Tul
Tem umas idiosincrasias aqui. Tem um Steve Weil na posição 80. For the love of God.
Tem Starship do Yes. Ah, isso sim. Steve Hall e de espetáculo. O Steve Hall não pode não estar. Mas é uma loucura. A lista é uma punheta do cacete. Eu sempre acho. É, e a Rolling Stone tem os eleitos dela, né? Sempre tem aqueles caras que eles sempre vão...
apresentar em todas as listas e falar bem, né? E, assim, são poucos e bons, né? Vou fazer uma pergunta provocadora. Tem alguma mulher?
Tô procurando aqui. Tem a Sister Rosetta, né, eu acho. Tem a Sister Rosetta só, eu acho. Eu acho que não tem mais... Eu acho que tem mais uma ou duas. Tem a Bonnie Raitt. Em 72, é. Posição em 72, mais Charona. Um clássico. Tem o Yee Yee's, o Meps, que é uma banda de mulher, mas o guitarrista é o Nick Zinner, então o solo é dele.
O Nirvana? Qual a música do Nirvana que estaria na lista pra ti? Será Pablo Mezzau? Assim? De sopetão? Eu acho que aqui eles colocaram o Heart Shaped Boxer, foi isso? Colocaram. Colocaram na posição 70.
Ah, tem a Sam Vincent também, no número 50. Sam Vincent forçou a amizade, né? Mas as coisas forçam a amizade. Ela é legal, mas eu acho que a fama dela é mais legal do que o talento dela. Mas com solos de guitarra não seria por isso que ela seria lembrada. Mas ela é bem criativa no que ela faz com o instrumento.
Ela é legal, ela é legal, mas, cara, tem um PR em cima que eu acho que é exagerado. Watermelon, Mr. Hay do maravilhoso, Frank Zappa, posição 69. Posição 69 é isso, né, Frank Zappa? Frank Zappa 69 com uma melancia? Muito bom.
Olha, tem o ex-tex. Fala, fala, fala. Deve comentar. Eu estou só passando aqui, mas os comentários têm que ser mais de você. Tem uma... Eu tenho um comentário. Não deve ter mesmo. Não tem mais também, mas vá lá. Diga lá. Em 15º, a gente tem mais um solo do Prince. Ah, não, peraí, peraí.
Mas aí também não, vamos para o 15º ainda, vamos fazer um pouco de suspense. Vamos chegar lá, porque a gente vai falar muito sobre isso. O teu ponto é espetacular, eu também quero... Vou te deixar falar, não quero... Absolutamente vou te contar só porque eu quero chegar aqui, no 50 de página aqui. Eu estou no Paranoide Android do Radiohead, Mordena Feeling do Costum. Boa.
Tem Blue Yostler Cult. Claro, o Blue Yostler Cult na primeira formação, quem tocou era o Krishna Das, que hoje é um dos maiores cantores de manta do mundo, ganhou Grammy e tal. Pretenders, só em 59, com Tattoo e Love Boy, acho que tem muito mais música do Pretenders. De Purple tem Highway Star. De Purple te cantar quando é solo de teclado, né? Aí é mais jogo. Baby Zone Fire do Brayno, de posição 57.
Ah, Dano Salto Jr. com Freak, sim. Dano Salto Jr. tem muito mais solo legal, mas enfim. É. É? É. Tá bom, vamos.
Lodier aqui, estamos em 50. Estamos em 50. Posição 50 com a Sam Vincent. Aí tem Sonic Youth com Diamond Sea. Ah, não é. Enfim, Satriani, Hollywood. Rolling Stones com Seaport for the Devil em posição 46, mas depois eles voltam. Velvet Underground, eu acho que eles botaram um Velvet só pra botar o Velvet, né? I heard her call my name.
Rage Against Shinkilly in the Name, em 44. Wilco, Impossible Germany. Ah, isso aí é um solo de três guitarras, hein? É muito bonito isso. The band do Les Waltz, It Makes No Difference. Elvis Presley, That's All Right, aí Bonnie Raitt. Vou chegar lá, Pablo, pra ir tudo contigo. O solo nem é do... O solo não é do Elvis, né?
É do Scott Moore. Mas enfim. BB King, Swiss 16, 38. Rush Limelight. The Kings really got me. Gosto do Limelight. Demais, né? Aí, a Cicero Rosetta Time, Constraint Things Happening Everyday, está em 34º lugar.
Dead Straits com a inacreditável e maravilhosa Santos Off Swing, 33º. Essa aí está bem, hein? Podia estar até mais alta. Acho que tinha que estar maravilhoso. É melhor que o solo do Something, por exemplo, que é 35º. O que faz um solo bom, muita gente vai discutir sobre isso, e a gente está aqui justamente para criar essa controvérsia.
é que não é técnica ou quantidade de notas, ou se o cara apenas reproduz a melodia do vocal na guitarra, às vezes a melodia do vocal é tão boa que rende um solo muito legal. Mas eu acho que a capacidade de a gente poder cantarolar um solo...
de cabeça, como a gente faz aqui no Brasil, na plateia, muita gente cantarola, inclusive o solo lá que eu mencionei, uma frase do Impossible Germany do Wilco, ela é cantarolada no Brasil, quando as pessoas estão lá na comoção do show do Wilco, e o caso do Sultas of Swing também, são solos que não só você consegue fazer com air guitar, como você consegue também dublar os solos.
Eu acho isso uma característica muito importante. Não é algo que o George Harrison faz tão bem, mas os solos dele são maravilhosos também. O Santana só está em 28º lugar com Black Magic Woman, talvez ele tenha solos mais potentes. Metallica One.
Cream, só Cream. Crossroads 26º, Guns N' Roses, Shadow Mine, esse solo que a gente canta, espetacular. Quinto do Grande Slash. E Mark Moon, maravilhoso, que a gente também canta do Televisão. É legal que a gente tá chegando aqui nesse comentário do papo. Foi realmente muito legal, porque é isso, né?
É aquele que a gente já sai imaginando e cantando. Laila, o Derek and the Dominus, aí a gente vai entrando aqui mais uma vez. Deixa eu comentar rapidinho. O solo da Mark E. Moon do Television é interessante porque são dois guitarristas com estilos completamente diferentes e eles aparecem em momentos diferentes da música e dão o clima diferente. Então, o Richard Lloyd, que é o guitarrista base, digamos assim, que não é o vocalista.
Ele faz um solo mais técnico, digamos assim, com escalas e tudo mais. E quando chega o Tom Verlaine para fazer o solo dele na metade final, que fica lá cinco minutos solando, e toda noite que ele tocava com o Televisión ele improvisava esse solo, versões de 10, 15 minutos, é maravilhoso, né? Ele faz a guitarra cantar como se fosse uma gaivota.
É um dos solos mais lindos, assim, e realmente ele não consegue reproduzir isso, não conseguia reproduzir isso igual ao vivo, porque ele simplesmente improvisou no estúdio e ficou essa coisa maravilhosa aí marcada na gravação original. É Mark Moon, é um disco que a gente fala há pouco, ano que vem vai completar 50 anos, é um dos grandes álbuns de rock e o Tom Verlaine é um dos meus heróis.
Genial, é isso mesmo. Eu quero falar de um herói aí também que aparece, que é o Death Lady, do Isley Brothers, do Ernie Isley. É, passou o tempo. Um solo maravilhoso, é de 73, né? E na época falavam, poxa, ele pegou o melhor do Hendrix, que já não estava mais ali, e do Santana, e é aquele fãs.
mais fãs que o fãs pode chegar, né? E com um fraseado lindo, lindo, lindo, absolutamente incrível. Muito bacana terem lembrado e colocado bem posicionado esse solo do Ashley Brothers, That Lady.
Talvez tenha sido até pelo efeito, né, Pedro? Por causa de utilizar um efeito que não era muito comum nesse tipo de guitarra, o fãs, acho que eles também estão premiando um pouco de... Originalidade. Isso, superação tecnológica.
É verdade. Powder Finger, do Neil Young, um Guitar Hero espetacular. Aí a gente tem Steve Ray Vogan, com Texas Flood. Jeff Beck, com Freeway Jam, vigésimo lugar. A gente está pegando uns quentes, não tem como estar errado mais. Free Bird, do Leonard Skinner. Jimi Hendrix Experience, o Little Ink, está em 18º.
Ozzy Osbourne, com Crazy Trench, quem que é o... Randy Rhoads. Randy Rhoads, né? Isso, exatamente. O Randy Rhoads era o garoto prodígio do Ozzy, e esse disco, que é o Blizzard of Oz, ele é perfeito do começo ao fim, por conta...
do talento do Randy Rhoads. Todas as músicas são perfeitas, todos os solos deles são maravilhosos. É uma judiação ele ter vivido tão pouco, mas acho que isso colaborou também pra essa aura que esse cara tem. Mas o solo do Crazy Train é mais esse aí, é tipo guitar solos 101, sabe? Você tem que aprender, se você for um shredder, um cara muito técnico, mas assim, por mais notas que tenha, eu consigo cantarolar esse negócio na minha cabeça.
Pablo, comenta então, chegamos ao 15º lugar. Ah, sim. É interessante, pelo que eu vi aqui na lista, o 15º lugar é o único que não é uma gravação, e sim uma performance ao vivo. E ela ficou famosa por conta do YouTube, porque não foi algo que meros mortais puderam assistir, que foi a cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame de 2004.
em que o Prince tocou no mesmo palco junto com um time estrelado, como o Tom Petty, o Jeff Line, o filho do George Harrison, que estava lá também. Esqueci o nome dele.
O nome é Danny. Danny Harrison. E eles tocaram uma versão ali, um combo. Fez essa versão de Warma Guitar, Gently Whips. Que é um clássico do George Harrison. Que tem o solo do Eric Clapton na gravação original. E aí o Prince, assim como não quer nada. Esperou a hora dele de fazer o solo. E ele simplesmente, enfim.
Ele quis zoar a cara de todo mundo, né? E falando assim, parece que ele fez uma coisa ruim. Não, ele simplesmente fez tudo que ele consegue fazer com o instrumento, ele só não fez mais porque ele estava vestido ainda e não havia espaço ou, enfim, tinha velhinhas, né? Pessoas de idade no recinto.
presentes, porque senão certamente ele teria feito mais coisas com a guitarra do que ele conseguiu fazer em 4 minutos ou sei lá, 3, 4 minutos de solo ele destruiu todo mundo deu uma humilhada dizem que ele fez isso até de propósito mas tem gente que olha esse vídeo hoje em dia e eu recomendo que você procure procura Warma Guitar Gentry Whips Rock and Roll Hall of Fame e Guitar Solo
E é muito interessante ver esse vídeo. Eu já vi esse vídeo dezenas de vezes, porque é engraçado a cara das pessoas que estão no palco vendo o Prince violentar a guitarra no melhor sentido possível, se é que é possível isso, perdão aí o politicamente correto. Mas ele faz tudo o que é possível fazer.
desconstrói o solo original, usa alavanca, usa tapping, usa todas as técnicas possíveis e faz uma coisa maravilhosa com a música, né? Ele faz a guitarra chorar realmente, mas é engraçado, porque ele faz isso pra tirar uma onda, né? Porque ele não ensaiou, ele não falou que ele ia fazer isso, ele não tá nem aí pra ninguém, ele vai estendendo o solo dele por mais e mais compassos.
E todo mundo ficou olhando e falou assim, caramba, eu vou jogar minha guitarra fora, né? Porque simplesmente ele destruiu tudo ali. É muito legal de ver. É humilhante, vergonha alheia, mas é muito legal de assistir.
E esse solo, o Iomaguitar Gentle Whips, tá em décimo lugar também, daí na versão original, a versão dos Beatles. A gente tem Funkadelic em nono, com Maggot Brain. Tem Steely Dan com Keith Charlemagne em oitavo. Você pulou Van Halen aí no Beat It. Eu pulei, eu pulei porque a gente tá chegando no fim, mas a gente pode voltar aqui. Vamos lá. Tem Eruption do Van Halen, né? Tem Eruption e o Michael Jackson.
É, não, tem... Vamos lá, podemos voltar. Só a gente vai dar uma aceleradinha, porque estamos no fim aqui. O Jimmy Hendrix está em décimo primeiro, com o Hololongue. Ele tem três solos dele. Beat It com o Michael Jackson. Do Michael Jackson, mas não ele que faz, exatamente. A Diva Halley em décimo segundo, a Mambordance Bandwets. Vamos lá. Aí tem Led Zeppelin em sétimo lugar. Qual música do Led Zeppelin que está mesmo? Eu estou voando aqui, deixa eu ver. Correndo.
Nono, Funkadelic. Oitavo, Stilly Dan. Sétimo, Jimmy Page. Com Starway to Heaven. 71. Aí temos Chuck Berry, Johnny B. Good em sexto. Van Halen, Eruption em quinto.
Pink Floyd, Comfortably Numb, em quatro, só tem uma música do Pink Floyd, do David Gilmour aqui, com o David Gilmour, evidentemente, eu acho pouco. Eagles, Hotel California, aquele que a gente já subia também, terceiro. E aí, os dois primeiros lugares. Tudo contigo aí, Pablo Meazala. Três minutos pra gente encerrar.
Opa, o Pablo acabou de cair de novo, que pena. Opa, é uma escolha que não é a do Henry, Machine Gun, uma escolha que não é óbvia do Bed of Gipses, mas é totalmente justificável.
Eu diria que qualquer coisa do Hendrix, qualquer música do Hendrix aqui, a gente já pode falar de notificável, impressionante. No primeiro lugar... É showcase da pedaleira. Volta ao gênio, que eu volto a dizer, tivemos uma conversa uma semana sobre isso, como eu acho ele o artista mais completo.
Pequeno Prince, Rogers Nelson, com Purple Rain em primeiro lugar. Quero dizer, Pablo, já que você falou do solo do Prince no Hall of Fame, que tem um solo do Prince do Creep, do Radiohead também, que ele também faz isso num show que também tem no YouTube e que mostra ele que é um grande cantor, um grande dançarino, um grande produtor, um grande escritor de músicas, enfim. Ele é um guitarrista.
realmente endiabrado o Prince Purple Rain. Eu acho bem legal o Purple Rain ter em primeiro lugar nessa lista, embora a gente tenha mais 894 solos que poderiam estar em primeiro também. Ou, aliás, 1894. Fala aí, Paulo Lezal.
Coincidência ou não, a gente passou batido aqui pela celebração, se é que dá para dizer assim, da morte do Prince, que foi no dia 21 de abril de 2016. Então, há 10 anos o homem nos deixou Prince Rogers Nelson. Vocês chegaram a ver o Prince ao vivo? Vocês viram o show dele? Duas vezes. O Alfinio, Maracanã.
Eu vou esnobar aqui, cara. Eu vi no Madison Square Garden. Um show de três horas de duração. Eu falei, eu quero ir embora. Vai acabar o metrô. Mas o cara não parava. Ele ia e voltava. É um troço, né? Mas, pô, que pena. Podia... Eu queria ter curtido mais o Prince quando ele estava ativo.
É, ele realmente... Com tanto guitarrista, e ele não é só um guitarrista, né? Na verdade, a gente tem lá tantos guitarristas de bandas, e um Eric Clapton que era o deus, ou é o deus da guitarra, e a gente tem o Prince ali, eu acho que é um... Claro que tudo é discutível, mas...
tem mil justificativas para que ele seja o primeiro dessa lista, que de novo, é uma lista e a gente sabe que como elas são feitas e como elas existem para a gente ter só um ponto de partida. Então dê um Google lá, se vocês querem ver com calma a lista Rolling Stone melhores solos de guitarra da história de 4 de maio, uma Rolling Stone bem recente da semana passada.
E eu acho bem legal E também opinem e mandem mensagens Pra gente que é que vocês acham que deveria estar Nessa lista Temos quantos minutos ainda, Ferna? Tá estourado, acabou Só queria falar, semana que vem a gente fala Sobre o C6 Fest que tá vindo aí É isso aí? Desculpa as falhas técnicas Vamos nessa aí, hein? Ah, e tem isso aqui também, hein? Ó, quatro anos de página Não encontrada, hein? Semana que vem E aí
Nem falamos, né? Falou, falou no começo. Ah, mas nem contamos o que a gente vai fazer. Fazer o quê? É isso aí.