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#194 a lista RUIM do New York Times, Foo Fighters, Barão Vermelho

01 de maio de 202636min
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New York Times listou os 30 maiores compositores vivos dos EUA, Foo Figthers lançou disco raivoso, Barão estreou show espetacular. Confira aqui!!!

Participantes neste episódio3
F

Ferla

Host
P

Pablo Mezau

Co-host
P

Pedro Soto

Co-host
Assuntos6
  • Eventos e CelebraçõesParticipação de Neymar do Grosso · Homenagem a Rita Lee e Tutti Frutti · Aparecimento virtual de Cazuza · Repertório e força do rock brasileiro
  • Novo EP da bandaCríticas ao álbum 'Your Favorite Toy' · Mudança na sonoridade e empolgação com a banda · Dave Grohl e sua persona pública · Morte de Taylor Hawkins · Substituição de baterista
  • Lista de compositores do New York TimesExclusão de artistas de rock da lista · Inclusão de artistas pop e de hip hop · Controvérsias e critérios da lista · Comparação com artistas brasileiros
  • Fechamento Estúdio AuroraImportância do estúdio para a cena musical independente · O papel do encontro e da troca musical · Histórias de artistas que passaram pelo estúdio · O legado de Carlão Freitas
  • Música de videogame com David WiseTrilhas sonoras de Donkey Kong Country · Impacto e qualidade da música de games · Apresentação ao vivo em São Paulo
  • Comunicação BrasileiraA importância das rádios culturais · Mudanças no mercado de rádio e mídia · A responsabilidade do ouvinte e anunciante
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Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada trabalhadores do Brasil dos 6x1 enfim, não vamos falar de Brasil hoje Bom tema Não é um bom tema, eu acho Eu quero dizer pra vocês que esse é o Página Não Encontrada Eu tô em Porto Alegre, Pablo tá em São Paulo Pedro Soto tá no Rio A gente como sempre tá falando de música Rumo Rumo à edição 200, rumo aos 4 anos Estou em Porto Alegre

uma sequência de acontecimentos felizes nesse podcast que a gente faz com o maior carinho toda semana aqui pelo streaming do Sué. Ele mesmo. Tudo bem aqui, meus caros?

Tudo bem, hoje é 1º de maio, dia do trabalho, dia de refletir sobre por que a gente faz o que a gente faz, e se vale a pena continuar fazendo o que a gente faz, mas a gente segue fazendo enquanto a gente pensa se vale a pena seguir fazendo. Ah, eu quero dizer que eu tenho resposta para isso. Opa! Quando a alma não é pequena.

É, é legal. Está calor aí no Rio, Pedro? Está calor, é impressionante como não acaba o verão sem fim. Só que do inferno, porque 33 graus já chegando a maio é difícil. Hoje está nubladinho, mas ainda assim abafado, o clima meio campo grande.

cozido a vapor. Vocês que conhecem e gostam de Porto Alegre, a gente está naquele momento outonal em que o sol e um frio maravilhoso. É realmente muito bonito. E essa semana já deu uns 9 graus. Para quem está nos vendo, essa semana começou aquele período um pouco mais tranquilo. O frio está chegando.

mas também quem está chegando é o Foo Fighters o Foo Fighters já chegou na verdade aliás, Pablo Mesawa é, não joga essa pro Pedro Só não, que ele não merece

O Foo Fighters chegou e alguém percebeu, fez diferença na vida de alguém? Olha, eu me sinto muito mal de ser essa pessoa que critica o Foo Fighters assim, sem nem ao menos dar mais chances ao novo álbum. Mas pra mim bastou uma ouvida do novo álbum pra eu dizer, ah, legal.

Não preciso mais ouvir este álbum. Que loucura, né? Que tempos horríveis a gente vive. Não faz muito tempo que a ideia de um novo disco do Foo Fighters, um novo disco do Dave Groh, era recebido com bastante ansiedade. Não ansiedade daquelas de fazer você não dormir, mas aquela do tipo, nossa, não vejo a hora de ouvir o novo álbum do Dave Groh e do Foo Fighters. Eu acho que a última vez que eu senti algo assim...

Digamos, foi em 2011, quando ele lançou, o que talvez fosse o último grande disco da banda, que é aquele Wasting Light, que tem participações do Bob Mould, que, enfim, é uma volta às origens.

com a sonoridade, foi a última vez que eu realmente fiquei empolgado com algo que o Foo Fighters lançou em estúdio, e a gente tá falando de uma coisa de 15 anos atrás, isso é bem sintomático, né? E talvez isso tenha a ver com o envelhecimento, isso tenha a ver com a gente começar a enxergar as coisas de uma outra forma e não ver muito sentido em certas...

coisas permanecerem sendo feitas do jeito que são. Isso tudo foi uma preleção para falar que o disco novo do Foo Fighters, o Your Favorite Toy, é bom, se você quiser que ele seja bom. Mas se você estiver já com o pé atrás, como eu...

que já não está mais comprando aquele jeitinho dele de fazer música e tal, e até de se comportar e de ser esse ícone da cena musical, o good guy, o cara mais legal do rock, você não vai também cair na conversinha do Your Favorite Toy, que é o álbum que ele lançou há exatamente uma semana, no dia 24 de abril.

Imagino que meus colegas aqui não tenham ouvido também, não perderam o seu tempo, né? Então eu faço esse trabalho pra vocês. É o disco mais raivoso do Dave Grohl em muito tempo. E é isso que todas as críticas...

que estão sendo lançadas na imprensa americana, estão falando. É um disco de descarrego, é um disco de raiva, talvez um disco até de vergonha, porque o Dave Grohl perdeu aquele caráter de ser o cara mais legal do rock quando foi descoberto recentemente, não sei nem se faz tanto tempo assim, mas foi descoberto uma...

traição no casamento dele, e aí ele teve que passar por aquela situação chata de divulgar nas redes sociais que ele fez isso, porque afinal de contas é gerenciamento de crise, hoje em dia é isso aí, passa pelo Instagram, e aí entrevistas em que ele fala que está fazendo terapia, seis vezes por semana, trabalhando esse momento da vida dele.

O Dave, se eu não me engano, está com quanto? Não chega a 60 ainda, né? Então, assim, ele está com... Ah, não, ele é de 69, está com 57. É aquele momento, sei lá, complicado, obviamente. Muitas coisas passam pela cabeça e tal. Mas não vou entrar nesse mérito aqui, até porque eu respeito muito a persona...

pública do Dave Groh em muitos outros aspectos, a maneira como ele lidou com várias coisas ao longo dos anos. Eles passaram também por um outro drama recente com a morte do Taylor Hawkins. Isso também acaba pesando um pouco o clima. Também passaram por...

uma troca, uma substituição de baterista que não deu muito certo. O Josh Freeze foi resgatado para ser o baterista substituto do Taylor Hawkins e ele foi demitido de um jeito muito esquisito. Publicamente, ele falou que não entendeu até agora porque ele foi chutado da banda, sendo que estava tudo certo.

Ele colocou no lugar do Josh Fries o Elon Rubin, que é bem mais novo e tudo mais, que também é um baterista bem experimentado em estúdio. Mas nada disso importa, porque o Your Favorite Toy é mais do mesmo. É um disco do Foo Fighters em que o Dave Grohl grita em todas as músicas. Não tem uma musiquinha tranquila, assim, daquelas...

pop que tocavam no rádio dos três primeiros discos, lógico Dave Grohl é calmaria e é gritaria também ele conseguia equilibrar isso muito bem num mesmo disco, e por isso que os três primeiros álbuns, talvez até os quatro primeiros, cinco primeiros álbuns funcionavam bem, porque no meio de algumas músicas muito bravas com guitarra, bateria todo mundo gritando, prestes a explodir

você tem ali uma coisa que toca no rádio, que sua mãe gosta, que pode ter um videoclipe engraçadinho. Então, essa tensão, o bate e o assopra, sempre foi uma parte integrante e importante da música do Foo Fighters, coisa que ele aprendeu com o Nirvana, aquele negócio lá do calmo, barulhento, calmo.

não que o Foo Fighters faça exatamente isso nas músicas tanto, mas assim várias das músicas que fizeram sucesso tinham essa dinâmica também mas nos próprios discos do Foo Fighters tinham essa dinâmica também uma baladinha mais divertida algo legal pra cantar junto no estádio daí uma gritaria e aí volta

pra aquela coisa mais pop. E esse disco Your Favorite Toy, pelo menos nas duas vezes que eu ouvi enquanto estava dirigindo no meio do trânsito de São Paulo, muito irritado, o disco me deixou irritado. Porque é isso. O cara, no alto dos seus 57 anos, está gritando pra cacete o tempo todo. E ele quer fazer questão de que ele está puto, ou que enfim, que ele está pondo os demônios pra fora.

E acaba ficando um pouco cansativo. E eu te digo assim, não tem nenhuma música ruim. Porque você fala, nossa, isso é horrível, deixa eu passar pra frente, eu não aguento ouvir essas guitarras. É tudo muito básico, é tudo muito parecido umas com as outras. O AV Club, que é um site que eu gosto muito de críticas, foi o único que teve coragem de falar que o Foo Fighters está voando no piloto automático.

É isso. Não tem nada tão inspirador assim. Não teve nenhuma música que eu falei, eu quero pular, mas também não teve nenhuma música que eu falei deixa eu ouvir de novo, porque essa parece a boa. Inclusive, a boa, que é o single, o primeiro single que foi lançado antes, é o Your Favorite Toy, tem a participação da filha.

do Dave Grohl, a Harper, e é interessante, né? Porque Your Favorite Toy, parece que ele tá meio que fazendo um, sei lá, jogando um shade em alguém, falando assim, ah, eu sou o seu brinquedinho favorito e tudo mais, né? Não sei, eu não fui muito a fundo na letra pra entender com quem ele tá falando.

mas não é agradável, não parece um disco de alguém que tá culpado de alguma coisa parece um disco de alguém que ficou puto e quer mostrar pra todo mundo, ó, tô bem puto, gente e esse é meu momento aí tô nessa fase da minha vida, sei que eu fiz merda, então o resultado disso e de todas essas outras coisas, é esse disco pouco inspirado, gosto muito do Dave Grohl, sempre falo bem dele já publiquei foto com ele conheci o cara, conversei entrevistei ele, respeito muito a persona até até até até

Mas o Foo Fighters continua lançando o mesmo disco sem graça há muito tempo. Então é isso, é um brinquedo que não vai ser meu brinquedo favorito. Eu continuo sendo nostálgico no caso do Dave Grohl. E acho que o melhor que ele fez sem o Nirvana são aqueles três primeiros discos ali. E olhe lá.

É engraçado, eu fico pensando nessa análise, que é legal do Pablo, porque eu também acho que consegue contextualizar aqui o sentimento, sobretudo o sentimento a partir de uma banda que é importante, e a gente já falou bastante de Foo Fighters aqui, eu sempre dou uma brincada, mas na prática eu acho que o Foo Fighters é mais do mesmo desde o segundo disco.

já é já começa a ter uma repetição e eu fiquei lembrando de muitas, muitas coisas aqui quando fala dessa coisa do cara agora querer ser mal vocês vão lembrar o Pablo Meazal com uma péssima lembrança

o Pedro só um pouco menos, pra variar eu vou juntar um pouco de futebol aqui, o Baltazar, o centroavante do Grêmio, foi o segundo atleta de Cristo, o primeiro era o João Leide, teve aquele momento que os caras começaram a ser, hoje quase todo mundo é atleta, faz gol e não é ele que faz gol, quem faz é Deus, enfim.

O João Leite, o goleiro do Atlético? É, que depois virou um político pela saco. Primeiro atleta de Cristo e o Baltazar quase na mesma época. E o Baltazar, ele era exatamente esse cara. Aí fala uma vez que ele ficou brabo no jogo, um zagueiro que deu um chute nele e falou assim, seu bobão.

E é um pouco disso, o Dave Grohl bravo ele deve usar os quatro palavrões, assim, tipo que são completamente seu bundão, sabe? É o máximo de... Seu bananão. Seu bananão é o Caio, né? Exatamente.

Mas sobre o David Grohl Eu devo dizer que o último momento Em que eu apreciei da carreira do David Grohl Além de como na produção de documentários Mas foram as Hanuka Sessions Que ele andou fazendo lá em 2020 Quando pandemia, em 2022 Aquelas covers incríveis que ele fez E lançava só como vídeo pela internet Aquilo ali realmente deu uma dimensão Então

Nessa época ele ainda estava como o nicest guy em rock and roll e tudo, né? E aquilo ali demonstra que dentro de toda aquela pessoa que pode ser menos inspirada ou mais maquiavélica e duas caras, tem uma pessoa que ama genuinamente a música pop e o rock and roll, né? É verdade, é legal isso, eu quero emendar aqui, porque o Dave Grohl é verdade, é legal isso, eu quero emendar

entre outros artistas, eu acho que ele deveria estar numa lista que o New York Times fez com vários filtros. Vários filtros. Eu estou dizendo aqui que estou um pouco... Eu ironizo um pouco, mas é claro que eu gosto de muitas músicas do Foo Fighters, inclusive, e do próprio...

E do Grohl como pessoa, o fato de ele ter sido baterista de quem foi, já coloca ele num lugar completamente diferente na música pop. O New York Times fez uma lista dos 30 maiores americanos vivos, songwriters, com a menor tradução para songwriters aqui para nós, Pedro Sop.

Compositores, né? Compositor mesmo, né? Tá. Compositores vivos. Americanos. Então, assim, não tem... Johnny Mitchell, porque Johnny Mitchell é canadense, mas é meio americana também. Mas enfim.

E é uma lista, claro que as listas são controversas. Eu tomei consciência dessa lista assistindo o Rick Beato, que é sensacional, porque ele ironiza barbaramente a lista. E ele cita, por exemplo, que não tem o David Grohl, e assim, não tem o Michael Stipe, não tem quase ninguém do rock, enfim. Não tem o John Fogarty, meu irmão. Não tem o John Fogarty. A coisa mais americana e mais compositor americano.

Fala também. A gente sabe que as liças são sempre... Elas existem... Falhou o áudio, Ronaldo? É, parei de te ouvir, Ferla. Ferla? Ele percebeu. Será que é o fio? É o cabo? Vou ter que ser o host?

Aí voltou. Tá meio ruim. Deu problema no meu... Acho que eu bati aqui entusiasmado e deu um probleminha no meu som. Mas agora vocês estão me ouvindo, né? Sim, daquele jeito. Daquele jeito sem microfone. Vamos lá. Mas assim... Eu acho charmoso. É rádio. Vamos lá.

O Rick Beato consegue ironizar, consegue contextualizar, e ele fala um pouco do que é um básico. As listas existem para a gente comentar quem não está na lista. Essa é a grande verdade. Eu vou ler aqui, são 30 nomes, eu vou ler a lista aqui, que é uma lista que, nossa, teve uma triagem enorme e seis críticos.

finalmente escolheram os 30 nomes. Nile Rogers, Lucinda Williams, Stevie Wonder, o Jay-Z, Paul Simon, vou fazer correr mais rápido aqui, Paul Simon, Taylor Swift, provavelmente a mais nova dessa lista, acho que sim, Brian N. Eddie Holland,

os Irmãos Holland, a Missy Elliot, o Lionel Richie, Dolly Parton, Young Thug, Diane Warren, Josh Osborne, Brandy Clark, Shane McCann, ali a turma do country, né? Fiona Apple, maravilhosa, Babyface, Stephen Merritt, não sei o que é Stephen... Ah, caramba! Stephen Merritt é Magnetic Fuse, é isso?

É. Caramba, ele é demais mesmo. Mas eu achei que fosse tão mais indie, vai? Tão mais desconhecido. Romeo Santos, Carl King, Outcast, Mariah Carey, Willie Nelson, claro, Kendrick Lamar, é um gênio, né?

Valerie Simpson. Robert Zimmerman. Bom, né? Não sei o que é o primeiro nome aqui. Mas enfim. Lana Del Rey. Tinha que ser o primeiro e os outros. The Dream. Jimmy Jemmy Terry Lewis. The Dream. É o que é mesmo? The Dream. The Dream. Eles são da turma do... Deixa eu ver aqui. É hip hop, né?

É hip hop, exatamente. Tá bom. Jimmy Jam e Terry Lewis. É Beyoncé, né? É Beyoncé, Britney Spears, por aí, né? É, pega essa turma. Bad Bunny, que já tá aqui no meio. Enfim.

Eu adoro o Bad Bunny, mas eu acho estranho ele estar nessa lista aqui já. Também é meio... Está na lista essa semana. Vamos ver se daqui a dois... Bruce Springsteen. E assim, de novo, a colaboração do Bad Bunny para a música atualmente é um negócio avassalador mesmo. Adoramos, mas... Enfim, né? Smokey Robinson. E é isso.

Essa lista quer o quê? Eles querem agradar todo mundo. A Johnny Warwick também estranheia. A Johnny Warwick, ela é basicamente intérprete. Aliás, um dos melhores intérpretes de Bácara. É. Mas caramba.

Pois, não, peraí, peraí, peraí, peraí, peraí. Deixa eu ver uma coisa aqui. Smokey Robinson, Bruce Springsteen, Bad Bunny. Segundo o nosso querido Rick Beato, essa lista, na interpretação dele, eles tentam de alguma forma misturar o pop, o muito pop, com o muito quebrador de regras e inventor de coisas novas. Então, eu acho que...

maluco ali. Não sei se é o lance da relevância, porque assim, de novo, é legal a gente falar do nome que é um...

a unanimidade no momento, que é o Bad Bunny de novo, o que o Bad Bunny fez pela música latina no mundo é realmente muito impactante muito importante, além do que eu acho a música dele muito boa, mas estar entre os 30 compositores é demais, né porque daí a gente deixa pra trás, e aí deixa pra trás todo mundo do rock

Dos anos 90, a gente não tem o Dave Grohl, a gente não tem o... Pra mim, não tem o Michael Stipe aqui, e o R.E.M. e o Michael Stipe é um negócio completamente sem sentido. Não tem... O Rick Beato fala assim, como que não tem... Ou poderia ter Billy Corgan, que é um grande compositor de rock.

Será que eles tiveram algum critério de excluir gente que é de banda? Porque, por exemplo, vou falar de novo, John Fogarty é de banda, mas é óbvio que as canções são... Ele é reconhecido notoriamente como grande compositor. Mas Nile Rogers, que é o primeiro nome aqui, é de banda também. É claro que ele tem um trabalho...

eu acho que assim banda de rock ficou um pouco assim não é tão legal e tudo bem, a gente está falando de música norte-americana que a gente tem a força do R&B colocar o R&B no meio aqui do processo e aí o soul e o funk de uma maneira absurdamente importante a gente tem ali Bruce Springsteen Waar Waar Waar Waar

Springsteen e Bob Dylan tá bom rock aqui, já tá mais do que... mas aí como o Pedro falou e o Beato também fala muito do John Fogarty, por exemplo, porque pô a colaboração do cara, em todos os termos, é musicalmente e com importância pra música pop de todos os tempos

Eu ia perguntar, o John Fogarty não foi cancelado politicamente, pelo contrário, né? Ele é um cara, assim, bem vocal sobre posição política nos Estados Unidos, né? Pra quem não conhece, é o vocalista, letrista, compositor do Credence, Clearwater Revival, que é um cara que sempre teve muito em evidência aí, falando o que pensa, não como o Neil Young, né? Mas não foi cancelado, pelo que eu saiba.

Eu acho que, por exemplo, o Kanye West não está aqui. O Kanye West talvez tenha sido cancelado. Porque assim, na boa, se a gente vai falar de contribuição para a música, ele tem que estar, né? De contribuição. Porque tem The Dream, tem... E eu estou pensando aqui, não tem Dr. Dre?

ou o Urezem. Pois é, né? Cara, não tem Dr. Dre, eu vou virar a página aqui. Eu não tinha me dado conta disso. Não quero mais falar dessa. O que foi inventado? É só para se incomodar no primeiro de maio, pessoal? Tá louco. O trabalhador não merece isso. Não.

Coisa doida, gente. Ô Pedro, ô Pablo Mezawa, por favor, introduza. Ah, antes disso, eu quero falar, porque semana passada foi muito legal, a gente falou sobre o fim do Eldorado FM, eu dei um ponto, que é o ponto...

das pessoas que reclamam sobre o que acaba, mas não seguem mais. Aí o Pedro deu o ponto artístico que é sensacional, que exatamente depois acabou. Eu espero que se tenham entendido, que eu lamento profundamente que qualquer rádio, eu que fui gerente artístico de duas rádios...

E aqui no Rio Grande do Sul, uma rádio como a Ipanema, ela foi absolutamente importante para todo o movimento cultural dos anos 80, 90, 2000 e tal. E é uma rádio bem diferente no sentido do que se espera de rádio por aqui. É quase que uma college radio, só que ganhou uma relevância brutal, entre outras. Mas eu lamento profundamente e concordo muito com o que o Pedro falou no final.

é que é isso, na prática não precisaria e eu comecei meu comentário falando exatamente sobre que o Brasil ele inventa parece que é a vanguarda de acabar com as coisas que parece que por algum motivo talvez tenham que acabar ou porque o mundo mudou como foi com o mundo

com lojas de discos, com várias dessas coisas que de fato mudam, mas elas acabam primeiro por aqui. No mundo elas sobrevivem de algum jeito. E é evidente que eu acho que um grupo como o Estadão poderia continuar com a rádio e um investimento para fazer isso não seria exatamente algo que faria tanta diferença. Mas, ao mesmo tempo, eu quis salientar e dizer da importância que eu acho de dizer que...

também tem que se fazer o meia-culpa, tem que se entender que o mundo mudou e que as pessoas que muito reclamam não necessariamente são as pessoas que apoiam e ouvem ou anunciam e fazem a coisa continuar acontecendo. Pablo Miasau. Você deu o gancho para eu falar sobre outra morte de uma instituição cultural importantíssima, pelo menos para algumas pessoas? Aqui é tudo, tenho horas e horas de reflexão e pensamento para deixar a bola picando para o Pita chutar para fora.

Não fala assim do Pita. Melhor batedor de falta do futebol brasileiro nos anos 80, sem contar o Zico, é claro. Marcelinho Carioca, anos 90, tudo bem?

ou estou equivocado aqui na minha cronologia, mas eu não estou falando de futebol, apesar de que o cara que eu vou homenagear aqui nesse espacinho foi um jornalista de futebol muito celebrado e que largou o jornalismo para viver o sonho do rock and roll.

mais de uma década atrás, e infelizmente esse sonho foi interrompido essa semana, com o fechamento do estúdio que ele comandou nos últimos anos. Eu estou falando do Carlão, meu amigo Carlos Eduardo Freitas, que hoje, na cena roqueira paulistana...

independente, alternativa, eu não sei qual é o nome dessa cena atualmente, ela simplesmente é, ela existe, é um monte de bandas legais que estão fazendo um circuito de casas de show bem pequenas também aqui, entre a Zona Oeste e a Zona Sul, e cujo epicentro, talvez o lugar onde essas bandas se encontraram, se conheceram, ensaiaram, e também fizeram shows, foi o Estúdio Aurora, que ficava até...

o dia de ontem, na rua João Moura, e o qual o meu amigo Carlos Eduardo Freitas, o Carlão, comandou praticamente sozinho, com a ajuda de vários amigos, como o Vini, entre outras pessoas que passaram por lá, comandando um estúdio que não era apenas um estúdio de ensaio.

como grande parte dos estúdios de São Paulo atualmente são. Pouca gente grava coisas em estúdio. Mas o Aurora, além de ser um estúdio de ensaio, com duas salas, para você ter uma ideia, ele foi fundado pelo pessoal do Palavra Cantada.

anos antes do Carlão finalmente virar sócio. O Aurora acabou se tornando um lugar de ponto de encontro entre as bandas e os artistas, mas não só isso. Os artistas grandes, não só os pequenos, começaram a ouvir falar que a acústica da sala era incrível e começaram a ensaiar lá. Ele me conta várias histórias maravilhosas dos últimos ensaios do João Donato, por exemplo, foram no estúdio Aurora.

A passagem explosiva das Ilhas Banks no Brasil passou por algumas horas muito tensas dentro do Estúdio Aurora. E também a chegada do Peter Buck, do Harry Young, onde ele veio aqui para o Brasil para tocar com o Barrett Martin, o baterista do Screaming Trees, e o Nando Reis. Tudo isso aconteceu ali dentro do Estúdio Aurora. Entre outras coisas, muitas bandas que surgiram lá, bandas que tocaram lá, inclusive a minha banda Como Assim, que eu tenho...

com o Alexandre Matias, o Matheus Potumatti e o Carlão, também começou ali dentro do Aurora. E é isso, coisas legais acabam, infelizmente...

diminuiu-se muito o movimento nos últimos tempos, as pessoas pararam de ensaiar, pararam de gravar o movimento baixou não estava dando mais para segurar ficou insustentável para o Carlão, ele teve que devolver o imóvel, e é uma pena porque rolou um grande evento uma espécie de Aurora Palusa nos últimos dias, muitas bandas daquela cena tocaram todos os dias, eu vi vários desses shows eu fiz uns shows lá Waar Waar Waar

também de despedida, e foi bem triste, porque as pessoas sentem que não é exatamente apenas um lugar físico que fecha, mas é também uma fase das nossas vidas. Muitas das pessoas que se conheceram lá, elas só se encontravam lá. Onde é que essas pessoas vão se ver? Será que outras bandas... Como é que a gente vai ficar sabendo das bandas que vão surgir? Tudo bem, tem uma grande cena de lugares para se tocar em São Paulo atualmente, talvez em muito tempo não tem tanto lugar.

tanta possibilidade para a banda pequena, mas o Aurora, de certa forma, simbolizava essa efervescência, essas pessoas, esses talentos, essa inspiração, tudo girando em torno de um lugarzinho confortável no bairro de Pinheiros, que as pessoas se sentiam em casa muito, porque o Carlão as acolhia muito bem.

Não só como dono de estúdio, mas também como produtor, como guru, de certa forma, de toda uma cena que eu espero que continue, apesar do Aurora ter ido embora. Então, um abraço a todo mundo que frequentou o Aurora nos últimos 15 anos e que outros Auroras venham a surgir. A Aurora há de chegar.

É isso que eu falo. Mas eu fiquei bem emocionado com toda essa história aí, com esse final, porque muito da minha história musical passou por esse lugar aí nos últimos 15 anos. Eu sinto muito que eu não tenha mais o Aurora para ir, mas que, como eu falei, outras oportunidades possam aparecer. Vida longa, Aurora.

Acho que tem um ponto aí, Pablo, que pra mim ele vale pra muitas, muitas outras coisas, que é o fato de as pessoas se encontrarem no estúdio, né? E aí eu não vou falar nem só do encontro pessoal, né? O encontro musical mesmo, entender, ver outra pessoa ensaiando, ouvir outra música.

entender o que está acontecendo e aí se criar algo artisticamente mais rico e se criar a troca, que para mim é a grande questão. Na verdade, eu conversava isso algumas vezes com o grande nosso querido Miranda, que eu perguntava como interessado e não como especialista necessariamente, mas cara, eu estou achando...

As produções estranhas, o que está acontecendo? A gente falava muito como ter um produtor de um disco em uma obra é importante, ter alguém, estou falando como alguém de fora que ouve uma música e dá suas opiniões e ajuda a música a ser terminada de alguma forma, ou a chegar no ponto que ela tem que chegar, que ela possa chegar.

E cada vez mais quando a gente tem esse isolamento e a facilidade tecnológica de se produzir tudo em casa, ao mesmo tempo ela barateia custos, ela tem todo esse processo, mas ela tira, para mim, o fato mais importante e foi...

me parece o que tu acabou mais salientando aqui, que é o encontro mesmo de pessoas num lugar pra que essa troca possa criar outras coisas. Eu conversei muito recentemente com a Nina Maia, que deu uma entrevista na Rádio... O Arquete Imperial.

sobre isso e ela tem uma turma ali de pessoas incríveis, de músicos incríveis, a Francisca Barreto o Ian Dardene o Tallinn participou do disco dela também e o Valentim Frateschi também, que são todos músicos produtores e ficou muito claro como e um grava com o outro e como é importante que essa junção acabe fazendo rendendo tantas músicas legais tantos discos legais, certamente que isolados são até alguns

nas suas próprias casas e fazendo música com as facilidades tecnológicas, eles jamais chegariam ao ponto que chegaram. Estou falando de artistas que eu considero dos mais legais dos novos tempos. Artisticamente mesmo, fora todas as outras questões. Mas enfim...

Você comentou Nina Mayer, eu entendi Nina Becker, desculpa. Mas o detalhe interessante é que você falou do Miranda, né? O sofá da casa do Miranda estava lá no Aurora. Então as pessoas que iam ao Aurora não apenas tomavam cerveja, conversavam com o Carlão, escutavam as músicas, viam os posters dos shows e estavam sentadas no sofá super design da casa do Miranda, que acabou indo lá para o Aurora. Então é isso, já estou com saudades.

Bom demais. Pablo, Pedro, a gente tem mais algum tema? Acho que a gente vai falar na sequência. Ah, claro que sim. Eu ia te fazer essa pergunta, então manda bala.

Ontem, 30 de abril, aqui no Rio de Janeiro, começou a turnê, a grande turnê de celebração do Barão Vermelho, né? E é uma turnê que vai rodar, começou no Farmácia Arena, aqui no Rio, e vai rodar o país. E ela tem, pelo menos, mais uma data imperdível, que é agora a próxima data, 23 de maio, em São Paulo. Porque, bom, além de tudo, sem nenhum demérito ao Barão Vermelho, mas temos a participação incrível de Neymar do Grosso, que ontem no...

na farmácia arena tocou, foi assim mais do que uma participação foi praticamente um show featuring a gente teve poema, jardins da Babilônia homenageando também a Rita Lee o Tutti Frutti, o Carlini Luz da Piedade

E ele volta no final, o final do Bez é incrível, o bilhetinho azul no formato acústico, todos ali em pezinho, bonitinhos, os quatro integrantes originais do Barão Vermelho. E aí depois voltamos com o Ney para o porquê que a gente é assim e para o dia nascer feliz, terminando a noite. É triste porque foi um dia de política, um dia politicamente horroroso, abominável, o que aconteceu em Brasília, e a gente pode lembrar.

o que aconteceu no dia 15 de janeiro no Rock in Rio, quando o Cazuza, bronzeado, saudou a volta da democracia para o dia de nascer feliz, falando de uma rapaziada esperta que iria fazer um novo país. Estamos aí 40 anos depois, 41 anos depois, nessa confusão. Mas, enfim, é um show imperdível, mostra a força do Marão Vermelho. Dessas turnês todas, acho que de revival do...

de grandes bandas do rock, eu acho bem mais consistente e emocionante e inteira do que todas as outras. A turnê do Barão Vermelho. A gente não tem o Cazuza, aliás, o Cazuza...

começa o show cantando, uma aparição virtual dele em todo o amor que houver nessa vida, que também para alguns foi um ponto dos mais ótimos, mas eu preferi quem estava vivo ali, e óbvio que o Cazuzzi também estava vivo musicalmente, mas quem estava vivo no palco suando todo o músculo que sente que são os integrantes do Barão Vermelho. Uma noite de rock and roll, reforçando a importância do rock and roll também brasileiro, até por que eles filtraram de...

repertório alheio, eles cantam, por exemplo, Maurício Barros canta Malandragem da um Tempo, do grande Adel Zonilto, que escreveu a música e morreu há uns dez anos, em Mesquita também, semi-esquecido e financeiramente desamparado, que é a tristeza da vida do compositor. Mas, enfim, um showsaço que vale muito a pena, vão ser lembrados também.

Ezequiel Deves, Peninha, o próprio José Frejá, também um baluarte da política brasileira, pai do Frejá, que morreu essa semana também, aos 103 anos, um portento da democracia brasileira. A democracia brasileira está viva. Demais. Eu estou com o Pedro. É o show dos revivals de banda brasileira, de grande banda brasileira, que é o que mais quero ver. E eu quero dizer que no dia 27 de junho...

Eles estarão em Porto Alegre, no maravilhoso auditório Araújo Viana.

Barão Vermelho, com quem eu muito ouvi, com quem eu tive a felicidade de compartilhar muitas horas de trabalho nos tempos, nos bons tempos de gravador Warner também. Então vamos lá. Os igrejas estão à venda, aliás, já para Porto Alegre e para o Brasil inteiro. Não percam porque essa banda realmente fez muito, muito, muito pela música desse país. Pabolo Miazava, para fechar a conta.

Não perdam. Vamos lá, não perdam também, não perdam. Aqui em São Paulo tá rolando o evento Gamescom Latam, é um evento de games, você me pergunta o que que você tá fazendo no Página Não Encontrada, não tem nada a ver? Tem sim, meus amigos. Teremos shows nessa sexta e nesse sábado do compositor David Wise, que talvez seja o maior compositor de música de game.

ocidental, europeu, ele não é japonês ele fez as trilhas sonoras dos jogos da série Donkey Kong Country nos anos 90 e o que ele fez com a tecnologia o que ele conseguiu gerar no Super Nintendo é uma coisa de louco que repercute até hoje, trinta e tantos anos depois, os vídeos do Youtube

com as músicas do cara, são pessoas realmente exaltando, alguém falou que as músicas do cara, tipo, é o mais próximo do sublime que os videogames já conseguiram fazer com música, e esses caras vão se apresentar, esse cara vai se apresentar hoje e amanhã com os Game Boys do Quarteto Paulistano de Música de Games meus amigos, recomendo então, vá ver David Wise tocando ao vivo em São Paulo, não perca, e é isso aí amigos, semana que vem tem mais