Episódios de Market Makers

#386 | RONALDO CAIADO ABRE O JOGO SOBRE O FUTURO DO BRASIL

14 de julho de 20261h45min
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Neste episódio do Market Makers, o ex-governador de Goiás e candidato à Presidência apresenta sua estratégia para enfrentar Lula e Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026, critica a polarização e explica por que acredita que seu modelo de gestão pode ser aplicado em todo o Brasil.

Caiado fala sobre segurança pública, PCC, Comando Vermelho e o risco de “mexicanização” do país. Ele também detalha as medidas adotadas em Goiás nas áreas de ajuste fiscal, educação, inteligência artificial, infraestrutura e combate ao crime.

A conversa ainda passa pela relação do Brasil com Estados Unidos e China, pelas barreiras comerciais, pelo agronegócio e pelo potencial estratégico das terras raras e dos minerais críticos brasileiros.

Neste episódio:

-A estratégia de Caiado para chegar ao segundo turno.

-As críticas a Lula e Flávio Bolsonaro.

-Por que ele afirma que liderança não pode ser herdada.

-O crescimento do crime organizado no Brasil.

-Como funciona o modelo de segurança pública de Goiás.

-Ajuste fiscal, Previdência e controle de gastos.

-Inteligência artificial e o futuro da economia brasileira.

-Terras raras, China, Estados Unidos e soberania.

-Educação, agronegócio e desenvolvimento.

-A trajetória de Caiado desde a eleição de 1989.

Comente: Ronaldo Caiado consegue romper a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro?

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| Market Makers #386

Apresentadores: Thiago Salomão (Apresentador do Market Makers) e Leopoldo Rosa (COO do Market Makers)

Convidado: Ronaldo Caiado (Pré-candidato à Presidência do Brasil)

Edição: Igor Conrado e Pedro Pereira

Captação: Renan Moncoski

#RONALDOCAIADO #BOLSADEVALORES #INVESTIMENTOS #MERCADOFINANCEIRO #MARKETMAKERS #THIAGOSALOMÃO

Participantes neste episódio3
T

Thiago Salomão

HostJornalista
L

Leopoldo Rosa

Co-hostJornalista
R

Ronaldo Caiado

ConvidadoPolítico
Assuntos8
  • Eleições 2026 e candidatura ao SenadoEstratégia de campanha · Reconhecimento popular · Polarização política · Liderança herdada vs. conquistada · Críticas a Lula e Flávio Bolsonaro
  • Inteligência Artificial e AdvocaciaMarco regulatório em Goiás · Legislação punitiva no Congresso · Centro de Excelência em IA (CEIA) · Parceria com NVIDIA · Oportunidade perdida para o Brasil
  • Minerais críticos e terras rarasPotencial estratégico do Brasil · Exploração em Goiás · Memorando de entendimento com EUA e Japão · Dependência da China · Venda de minério bruto vs. processado
  • Contas públicas e disciplina fiscalResultados em Goiás · Equilíbrio fiscal · Reforma da Previdência · Corte de gastos · Sustentabilidade da Previdência
  • Agronegócio BrasileiroDemonização do setor nos anos 80 · Importância econômica atual · Desafios na cadeia produtiva · Dependência de fertilizantes · Comparativo com petróleo
  • Acordos comerciais e comércio exteriorPostura do governo Lula · Barreiras comerciais com China e Europa · Diplomacia brasileira · Acordos comerciais vs. ideologia
  • Integração e participação no combate ao crimeRoubo de celular e bens · Falta de estabilidade de renda · Reação da sociedade · Comentários sobre o crime
  • Lideranca PoliticaExperiência política acumulada · Comparativo com outros líderes mundiais · Coerência e trajetória de vida · UDR e MST
Transcrição106 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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TSThiago Salomão

Sim, sim, sim, tá começando mais um Market Maker. Seja bem-vindo ao podcast da família investidora brasileira. Eu sou Thiago Salomão. Fundador e CEO dessa empresa que falava tanto com o mercado financeiro e nesse ano de 26 está entrando cada vez mais na política. Já trouxemos muitos nomes de importância política e hoje vamos ter mais um candidato à presidência na nossa bancada. Leopoldo Rosa, Lepo, como é que você está?

?Voz A

Muito bem, Salomão, e você?

TSThiago Salomão

Muito bem. Você veio até muito chique.

?Voz A

Pois é, você hoje elogiou meu estilo.

TSThiago Salomão

Estilo não se compra em farmácia. Você veio muito bem vestido para receber Ronaldo Caiado aqui. A gente tava até conversando, né, a gente assistindo o Roda Viva do Caiado em 86, né. A gente nem tava aqui nessa terra e o Caiado já tava ali fazendo política, fazendo política. E hoje vamos ter esse papo muito legal com o Caiado. Você fez uma apresentaçãozinha dele, quer apresentar o nosso 30 segundinhos de quem é Ronaldo Caiado?

?Voz A

Se você não conhece, está desatualizado, pelo menos desde 86. Mas Ronaldo Caiado governou o estado de Goiás por 7 anos, né, 2 mandatos quase concluídos, com aprovação de 88% da população, a maior de todos os governadores do Brasil. Hoje tem ali entre 3 e 4% nas pesquisas presidenciais, aliás, 5% na pesquisa que saiu hoje.

TSThiago Salomão

Eu ia até falar, BTG Nexus deu 5%.

?Voz A

Um contraste que ele mesmo cita nas suas entrevistas. Médico, ex-líder ruralista, figura histórica da direita brasileira, Ronaldo Caiado deixou o governo para disputar a presidência pelo PSD. Partido do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, apostando na segurança pública, no ajuste fiscal e num acordo de terras raras com os Estados Unidos como algumas das vitrines dessa candidatura. A pergunta que fica, que a gente vai fazer, é se ele vai conseguir transformar o resultado e a aprovação dessa gestão estadual numa boa campanha à presidência.

TSThiago Salomão

Salomão, excelente! Antes de passar a bola para o nosso convidado, só, não existe almoço grátis, nem podcast grátis, nem podcast grátis. Então mandar aquele Agradecimento à Nomad e aquele recado para você que ainda não tem a sua vida financeira completa e não internacionalizou a sua carteira. Com a Nomad, que é nossa parceira aqui no Market Makers, você pode ter acesso não só ao mercado de investimentos dos Estados Unidos, o mercado mais desenvolvido do mundo, mas também poder dolarizar a sua carteira.

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Você faz a transferência e aí você vai ter um cashback, até 3% do valor que você transferiu vai ser convertido em cashback. É 3% ou $50. Então você já garante aí um bom cascalho assim que você abrir a sua conta na Nomad e poder fazer seus investimentos ou suas viagens internacionais.

?Voz A

É isso aí.

TSThiago Salomão

Bom, meu querido Ronaldo Caiado, obrigado por vir aqui até a Faria Lima. Tá preparado? Falar que tá preparado para conversa, tá fazendo política já muito tempo, mas obrigado, uma honra você tá com a gente aqui no Market Makers.

RCRonaldo Caiado

Obrigado, Salomão. O Lepo aí, como você já rotulou agora, na verdade, participar aqui do podcast investidores, market makers, né? É um momento especial. Afinal de contas, é que você colocou aí muitos anos de vida na política, mas um ponto que é extremamente relevante: 40 anos de vida pública sem nunca estar envolvido em nenhuma corrupção, em nenhuma negociata, em nada que desabone a minha trajetória de vida, além dos bons resultados obtidos como gestor E da minha coragem de ter assumido posições quando o Brasil criava uma tese socializante, eu defendia economia de mercado, a livre iniciativa, o setor produtivo primário, onde todos queriam ali transferi-lo para o governo federal na distribuição de terras no país.

Então são marcas que eu quero dizer que a popularidade ela oscila, agora a coerência é que marca sua trajetória de vida. Populistas, eles oscilam, sempre querem estar aonde, para onde o vento bate. O que tem realmente compromisso com o país, ele tem compromisso de posições claras. Não é que você seja intransigente na sua posição, pelo contrário, certo? Mas é que você tem pelo menos a coerência nas suas ações e não guarda sua vida pelo oportunismo e muito menos pelo lado da falta de autoridade moral para se envolver em bandalheiras.

TSThiago Salomão

Posso dar o ponto de partida aqui? Vai lá. Primeiramente, com esse vozeirão, Ronaldo Caiado pode ser um podcaster assim a hora que quiser.

?Voz A

Imagina suas campanhas enviadas toda manhã com essa voz de Ronaldo Caiado, já maravilhoso, maravilhoso.

RCRonaldo Caiado

Aliás, então já tem garantido aqui o espaço? Já tem. Não, não, vamos lá, já tô.

?Voz A

Não, você tem que, se você for maior Não, se você for eleito, dá para fazer a semana do presidente em áudio, né?

RCRonaldo Caiado

Dá para fazer em áudio.

TSThiago Salomão

Bom, mas eu vou trazer aqui a primeira pergunta, depois o Lepo pode trazer mais coisas. Mas aí, pensando assim na nossa audiência, 7 milhões de pessoas que nos assistem ou nos leem, nos acompanham todos os meses, e principalmente estão ligados ao mercado financeiro. Governador, a gente tem hoje, né, embora você esteja ali, oscilou para cima ali na pesquisa BTG Nexus, A gente tem hoje já dois candidatos muito bem consolidados ali, o Lula e o Flávio, nesse momento em vias de ir para um segundo turno.

Você como candidato à presidência, obviamente você quer ocupar um desses dois lugares, né? Acredito até, pegando um gancho da entrevista que o Kassab foi ao ar hoje no Globo, ele já meio que coloca um pouco, né, desse cenário onde o Lula praticamente já está no segundo turno. Então fica ali uma, quem é que vai ocupar esse segundo espaço? Qual a estratégia para que daqui alguns meses a gente possa ver Ronaldo Caiado no segundo turno disputando a presidência da República?

RCRonaldo Caiado

Bom, Salomão, a estratégia é exatamente poder fazer chegar a população, que quase 50% da população brasileira ainda não me conhece, né? Ou seja, eu fiz uma eleição, eu fiz um movimento ruralista de um segmento, fiz uma eleição em 89, mas depois, lógico que eu voltei a uma política estadual nas eleições para deputado federal. Lógico, sempre debati os temas nacionais, depois ao Senado e depois como governador do estado. Então é lógico que quem tá na presidência da República, ele tem uma mídia própria.

Quem quer que seja, ele é um forte candidato à reeleição. Isso é inerente do cargo. E o outro é de um sobrenome. Então são duas situações que você tá vendo. Agora, o fato que eu acho que deve ser debatido neste momento é que você tem os campeões de rejeição. Então, eu não gosto do Lula, vota no Flávio. Não gosta do Flávio, vota no Lula. Então é uma eleição de rejeitados. Esse é o primeiro ponto. Será que é isso que a sociedade deseja neste momento?

Será que é uma, uma, um revanchismo no processo eleitoral de agora? Não é enxergar o que que é que pode ser trazido para a população sem essa polarização, que nunca foi um traço da política nacional? Você tá vendo esse processo que tem mais um componentimento, um comprometimento, talvez aí uma análise mais no campo da psiquiatria do que do bom senso, da análise do que significa um presidente da República. Ou seja, presidente vai ter autoridade para poder realmente fazer as mudanças necessárias para que haja ambiente de negócios, para que haja segurança pública, para que hajam as reformas necessárias para estruturar o país, um regime fiscal que seja cumprido, ou como aquele que é apresentado só para ser falseado no decorrer do processo eleitoral?

Prevalecendo um populismo. É uma segurança pública que vai dar ao cidadão simples, principalmente que esse não tem carro blindado nem segurança privada, poder andar com celular, poder andar. Aqui tá com problema de andar com aliança, 45 alianças por hora, nunca vi isso, né? Você não tem como hoje transitar. Eu vi, eu estava no Rio de Janeiro anteontem, tá lá O cara falando: você acha que vida de motoboy é fácil? Olha aqui a plataforma aqui no Rio de Janeiro para você poder andar aqui.

É uma mancha vermelha sobre a cidade do Rio de Janeiro todo. Você tem que saber aonde você vai circular. Você tem um aplicativo específico para você saber como você vai chegar naquele local, porque as áreas de comando estão tomando quase que a cidade num todo. Isso não é só lá, isso você tem em Salvador, você tem na Bahia, você tem no Rio Grande do Norte, você tem no Ceará. No Ceará, você tem no interior desse Brasil todo. Isso é que tá levando o Brasil essa situação toda.

Então, como você pode acreditar que você vai viver num país e que vocês aqui são responsáveis por essa área, né? Como é que você vai estimular alguém a investir aqui sendo que cada vez mais as facções criminosas invadem o mercado formal? Qual é a garantia que você vai dar se você tem hoje um COAF que se cala, uma Receita que não avisa a nós brasileiros quais são os que estão envolvidos na corrupção esquentando dinheiro? Eles têm o mapa lá na mão.

Eles deveriam fazer com que isso chegasse rapidamente ao mercado e a todo governante para saber como bloquear e obstruir esse avanço da lavagem de dinheiro no narcotráfico no Brasil. Então, o que eu falo hoje, o Brasil, já que nós estamos falando aqui para investidores, certo? Hoje o Brasil, Salomão, caminha para um processo de mexicanização, não é de venezuelização. Hoje é o Brasil sendo uma réplica do México. Ou seja, as facções criminosas muito bem estruturadas, com muito mais capacidade do que as mexicanas.

Hoje o Comando Vermelho e o PCC atingem um patamar muito mais elevado de sofisticação e de invasão de mercado no mundo. São hoje as duas maiores multinacionais do narcotráfico no mundo. Isto faz com que cada vez mais eles vão se apoderando em todas as áreas, seja na política, seja na área do Judiciário, seja na área de Ministério Público, seja na área amanhã da economia formal. E daí a pouco, com as regras democráticas, ou seja, do processo eleitoral brasileiro, eles vão consolidando as suas vitórias e vão ocupando o comando do país.

E é isso que você vê, um governo que está há 5 mandatos à frente do país se comportar de forma complacente e conivente com o crescimento do crime em nosso país, comprometendo a economia, comprometendo amanhã a segurança da população.

?Voz A

Vou até emendar então uma pergunta, Caiado. Você trouxe a questão da segurança pública e você foi muito bem-sucedido. E aí não sou eu que tô dizendo, os números dizem que você foi muito bem bem-sucedido nesse tema no estado de Goiás, se tornou um dos estados com menor índice de criminalidade do Brasil. Então eu entendo que você reconhece a importância do estado, né, dentro do contexto de segurança pública. Onde que você traça a linha?

O que é responsabilidade do estado e o que é responsabilidade do governo federal?

RCRonaldo Caiado

Bom, primeiro é que o governo federal tem que dar o bom exemplo. Você não governa pelo discurso. Você governa pelo seu exemplo, você dá no seu governo. Ora, se você tá na presidência da República e contingencia toda a verba do Fundo de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário, o que que você tá falando para o Brasil? Ora, toquem que vocês não vão ter aqui nenhuma ação do governo. Eu não vou aumentar penitenciário, eu não vou aumentar infraestrutura, eu não vou aumentar, aumentar o número de policiais.

Eu não vou, eu vou garroteá-los ao máximo, podem ficar tranquilos. Eles não terão como competir com vocês, eles não terão armamento capaz de poder enfrentá-los, eles não terão a mobilidade para poder chegar até vocês, eles não terão a parte da inteligência funcionando porque eu não vou deixar avançar, eu não tenho a parte da inteligência artificial acoplando a todas as ações nossas. E assim que nós chegamos em Goiás, imediatamente montamos 1000 homens na área da inteligência, inteligência artificial de combate ao crime.

Hoje, hoje, a plataforma Goiás hoje de combate ao crime tá sendo exportada, tá certo? É a que mais avançou, é o estado hoje mais avançado em inteligência artificial. Desde o meu primeiro ano de governo, nós investimos pesado em 2019, quando ninguém falava Nesta ação, em 2019, nós investimos pesado, criou-se o primeiro curso na Universidade Federal de Goiás de inteligência artificial e de engenharia da computação. E a partir daí nós criamos o Centro de Excelência em Inteligência Artificial, que hoje 150 milhões de brasileiros que acessam o Itaú, Positivo, Seguradora, iFood, tantas coisas aí, todas desenvolvidas lá no estado.

E nós desenvolvemos isso dentro da estrutura da segurança pública, o que deu a nós hoje, para vocês terem uma ideia, saiu aí ontem, se não me engano, o índice lá: 86% dos crimes no estado de Goiás são identificados e resolvidos. A Bahia, 14%.

TSThiago Salomão

Juntos os dois dá 100%, né? Infelizmente não é assim que a conta faz.

RCRonaldo Caiado

Veja bem, então você vê que ponto nós chegamos no Brasil hoje, da como a população está vivendo. Ah, não tem a quem recorrer, já não tem certeza sequer que aquilo vai ser amanhã identificado, vai ser penalizado. É essa desordem institucional com avanço da criminalidade e da corrupção é que você sela o DNA do PT. Então vocês são repórteres, ou são jornalistas. Escândalo aconteceu no interior de qualquer estado brasileiro, você já pode chegar aqui sem saber nada, dizer o PT está envolvido, porque o DNA dele está em toda corrupção praticada no país.

É impressionante. Podem ter outros, mas eles estão, inevitavelmente estarão lá como membros de uma estrutura criminosa montada para poder roubar ou desviar, enfim, como dizia Carlos Lacerda, não dá para apelidar as palavras. Então, de repente, queria desvio do dinheiro público, nada, é corrupção, é ladrão mesmo, tá certo? Não dá para você ficar apelidando, olha, comprometimento do orçamento com desvio da verba pública, nada disso, você roubou o dinheiro, pronto, não é? Então, esta é a maneira com que o Brasil vem tratando a corrupção.

TSThiago Salomão

Não, vai lá. Eu tinha uma, mas não, fica aí. É que eu, para mim, levantou uma bola aí, mas eu puxei a sua.

?Voz A

Depois eu, eu ouvindo o Caiado falar, né, sobre a questão do PT e tal, eu queria levantar uma questão que eu não sei se é um bode na sala, você vai me dizer, mas você tem pelo menos 2 candidatos a governo do PSD que estão ali num flerte com o presidente Lula: Raquel Lira em Pernambuco e o Eduardo Paes no Rio de Janeiro, que são do PSD, mas tem um flerte ali com o presidente Lula, devem oferecer algum palanque. Não é desconfortável para você uma situação como essa, dada a opinião que você tem a respeito do PT, de Lula, e que é pública?

RCRonaldo Caiado

Perfeita a sua colocação. Por que que foi que o Kassab disse? Ele colocou isso com muita clareza. Ele virou e disse, olha, eu quero dizer que eu vou lançar um candidato à presidência da República. Agora, eu tenho que respeitar as condições e as conveniências regionais. Eu não posso ali garantir que terei uma verticalização na decisão, que isso não existe no Brasil. Foi tentado uma vez, não se conseguiu. Você tem que entender a vida como ela é.

Tá certo? A vida como ela é no município, a vida como ela é no estado e a vida como ela é no país. Você pode dizer, mas não fica difícil para o eleitor? Eu diria a você que o eleitor, ele ao escolher um candidato à presidência da República, ele aí sim eu acredito que não vai ter essa vinculação, tá certo, do voto engessado. Tá certo, que seja ali. Então é por isso que eu quero agradecer a oportunidade que eu tive, porque se o Kassab não tivesse lançado um candidato à presidência da República, você já teria o segundo turno no primeiro.

Você não teria mais, você teria aquilo que eles queriam, a polarização queria um candidato só do PT e um candidato só do PL. E de repente o Kassab veio e jogou água no chope. Olha, não, o PSD vai ter um candidato à presidência da República. Então, isto é algo que mostra que, sabendo dessas situações que você colocou, mas nós saberemos enfrentá-las tranquilamente com a nossa base de prefeitos, de deputados estaduais, de deputados federais, como também de segmentos da sociedade, tá certo?

Associações comerciais, Federação do Comércio, da Indústria, tá certo? Da Agricultura. Tudo isso também move uma força política muito importante nesta eleição de 2026.

TSThiago Salomão

A pergunta que eu tinha, voltando um pouco para minha primeira fala, juntando os pontos aqui, governador, você disse que metade da população ainda não te conhece. Então você vai ter um trabalho de ser reconhecido. E aí aquela que a gente brinca aqui da conversão de lead, né? A pessoa te conhece e tenta converter em voto. Você tem dois argumentos muito fortes na questão de segurança pública. Acho que hoje é um tema muito sensível para toda a população e a gente sente até aqui no nosso podcast quando a gente trouxe Rodrigo Pimentel, o Carlos Eduardo Lemos, né, o juiz do Espírito Santo, para falar sobre isso.

A repercussão do episódio foi muito grande, a audiência foi muito forte para um canal do mercado financeiro. Acho que isso diz muito. Né, o povo anseia por isso. Você falou sobre a sua reputação também como político, são duas coisas que jogam muito a favor. E falou também do PT, que tá sempre muito ligado ali, mas a gente sabe que se você for para o segundo turno você precisa receber votos que não necessariamente iriam para o PT, né.

Hoje eles estão principalmente centrados ali no Fábio Bolsonaro. Como fazer essa transferência de votos Desculpa que o resquício aqui da gripe é que tá ainda, mas como fazer essa transferência de votos que hoje estão no Flávio Bolsonaro vir para você, né? Porque acho que o seu discurso vai muito bem contra o PT, mas aqui dentro desse pool de candidatos da direita, como fazer essa transferência?

RCRonaldo Caiado

Primeiro, por uma coisa só: você deseja um candidato à presidência da República Tá certo? Que neste momento, diante de uma crise, ele busca uma carta de apoio do pai e se coloca como porta-voz, ou um presidente da República que saiba encarar os problemas e respondê-los. Ou seja, liderança não se herda. Bom, então esse é um primeiro ponto. Qual é a experiência para sentar naquela cadeira? Terceiro ponto: de todas essas denúncias que recaem sobre ele, quais as explicações que não foram convincentes até o momento?

Como você vai governar um país dividido como está e com a crise jamais vista de endividamento das pessoas e de colapso nos investimentos em todos os setores, seja indústria, comércio, serviço, seja na agropecuária, em tudo no Brasil. Então, qual é o tipo do presidente que você deseja neste momento? O PT já governou por 5 mandatos, o PL já governou por um mandato e perdeu com o mandato na mão. Então o cidadão vai querer então fazer esse revanche de novo, é isso?

Ou você está pensando no país, ou você está pensando única e exclusivamente quem é que vai ganhar o jogo? Lula ou Bolsonaro? Lula ou Bolsonaro? Bolsonaro não é candidato, candidato é o filho dele. Um filho, ele não pode ser porta— um presidente não pode ser porta-voz. De uma pessoa. O presidente é porta-voz de 215 milhões de brasileiros. Isso mostra uma fragilidade no momento de crise. Qual é o pai que nega uma carta a um filho? Qual?

TSThiago Salomão

Nenhum.

RCRonaldo Caiado

Então, na hora que você tá com uma crise, você vai e busca uma carta de apoio do seu pai. Pera aí, mas eu tô elegendo você. Só, ou seja, um filho de um exímio cirurgião, tá bom? Exímio cirurgião, craque. Aí ele vai estar ali operando, aí deu uma complicação na cirurgia e ele vai pedir uma carta para o pai dele ou vai mandar o pai dele entrar no centro cirúrgico para continuar a cirurgia, hein? Então Este é o ponto do debate. Eu acho que isso, Salomão, é poder conversar com a população.

Ora, você acha que esse governo aqui de 5 mandatos foi bom para o país? Você acha que esse é o modelo que o país quer, que só faz, como se diz no interior, cresce igual rabo de cavalo, só cresce para baixo, só perde representatividade no cenário internacional? Só deixa a juventude na porta do consulado para ir embora para outro país, a área nossa da inteligência, os pesquisadores indo para fora. Um país que não tem até hoje uma legislação de inteligência artificial, eu já tenho ali em Goiás há 3 anos.

O Lula descobriu o que que era terras raras pesadas quando eu fiz um memorando de entendimento. Eu sou o primeiro estado no país no hemisfério ocidental, tá certo, a explorar terras raras pesado e saber que ali tá o caminho, que o Brasil pode sentar à mesa com qualquer país do mundo e dizer: eu tenho, quer dizer, o Brasil tem o que o hemisfério ocidental não tem, que só a China tem, e nós temos. E temos aí terras raras com melhor qualidade, maior concentração em termos dos minerais mais críticos dentro daqueles que são exigidos.

Então você tem um mundo Aonde você não tem hoje um Brasil, tá certo, que sequer daquilo que ele gasta na educação, se você comparar com os países da OCDE, você tem um Brasil lá no fim da fila. E nós gastamos entre os que mais gastam na educação. E você tem no Brasil hoje, diferente de Goiás, que você tem um primeiro lugar no IDEB no Brasil, tá no meu estado, bati São Paulo, bati Rio, bati o Paraná, bati Espírito Santo, bati todos.

Primeiro lugar no IDEB, menor evasão escolar do país, maior crescimento em alfabetização na idade certa, no segundo ano do ensino fundamental. Mudei a Constituição de Goiás, fiz parceria com os municípios, cuido da grade curricular e também de toda a parte pedagógica, desde o primeiro ano até o ensino fundamental. Tem um ensino profissionalizante Sai com 2 diplomas, o profissionalizante do ensino médio. Se vai fazer a faculdade, tudo bem.

Se não vai fazer, já está com ensino profissionalizante. E ao mesmo tempo você tem hoje a maior nota em redação do ENEM no Brasil. Então você vê que eu não governei nessa tese de jogar um contra o outro, de buscar responsável. Eu governei para entregar Ali eu briguei pelo que é importante, eu não briguei para fuxico, para fofoca, para fififi, para cá, para lá. Eu briguei para aquilo que eu precisava de fazer: melhor segurança ao povo, a melhor educação ao cidadão, que hoje lá entra no colégio estadual e fala: eu vou competir em qualquer lugar.

Entra na universidade, na faculdade de inteligência artificial, fala: eu vou competir hoje com o mundo todo, tá certo? Entra numa condição de ir no hospital hoje, tem um hospital regionalizado onde ele tinha que andar 600 km para chegar numa leite UTI. No estado. Ele tem uma segurança plena para ele e para sua família, para poder investir. E ele tem investimentos pesados hoje na infraestrutura. Lógico que ainda tem muito a fazer, porque realmente a estrutura do governo sozinho não consegue.

Então, este é um processo que tem que ser analisado no todo. Então, Salomão, você e o Léo estão me dando a oportunidade de conversar com tantas pessoas que nunca me ouviram antes. Ah, mas o Caiado falou. Não, meu amigo, eu não tô falando não. Pega o telefone, consulte qualquer pessoa. Um número qualquer em Goiás, de 62 lá, liga para o 62 lá e pergunta: olha, vem cá, isso é verdade? Isso acontece? Porque na verdade eu estava no Rio de Janeiro, passei 2 dias no Rio de Janeiro nesse final de semana, tá certo, com vários eventos acontecendo.

As pessoas não acreditam, a pessoa fala: não, isso não existe, isso não existe. Como se a gente tivesse que entender que hoje não tem mais solução para o país, que é exatamente isso que esses 2 governos apresentaram. Um com 5 mandatos e outro com 1 mandato. Então, aonde é que é que o voto vai ser direcionado? Ele vai ser direcionado dentro dessa polarização cega, tá certo? Ou ela vai ser desfeita e dado espaço a argumentos, ao debate, ao conhecimento, a dados concretos?

Eu não tô falando nada que eu esteja inventando, eu tô dizendo que eu provo, que eu fiz. Ah, mas é Goiás. Mas tudo bem, proporcionalmente também, Goiás não tem um orçamento da União. Agora deixa eu ter estrutura na União, vocês vão ver o que que é eu fazer tudo isso de acordo com as características regionais. Vocês vão ver o que que é o combate ao crime, avançar na educação, fazer com que a saúde chegue nos quadrantes mais distantes, fazer com que a infraestrutura dê Brasil de competitividade, fazer com que a inteligência artificial a gente não perca essa última janela.

Já perdemos todos, Salomão, já perdendo da globalização, estamos perdendo de energia renovável, de combustíveis, tá certo? E agora estamos perdendo a IA também. Você não tem, veja bem, o presidente da República, o Brasil não tem um marco regulatório da inteligência artificial. Ou presta atenção, você é de mercado, cara, vocês são de mercado. Não se tem um marco regulatório para inteligência artificial no país. Eu tenho uma lei O Marco Regulatório aprovado há mais de 3 anos.

Eu tenho uma lei de autoridade de minerais críticos do Estado de Goiás. Eu não criei Terra Brás, uma lei só lá, autoridade de minerais críticos do Estado de Goiás. Então, o que você precisa hoje é saber se fala e faz ou fala e não faz, né? Porque também falar aqui é fácil. Falar aqui no microfone é muito fácil. Agora eu tô falando o que eu fiz. Eu não tô aqui dando nenhum dado que não seja aquele que nós implantamos no estado e resgatamos o equilíbrio fiscal.

Entreguei o estado ao meu vice-governador do estado com R$9,8 bilhões em caixa. Eu bloqueado no Tesouro, Capag C indo para D, tá certo? E ali R$6,8 bilhões de dívidas imediatas com salários e fornecedores do estado. Então fiz mudanças bruscas no estado, cortei 25% do duodécimo de todos os poderes, cortei incentivos fiscais em mais de R$3 bilhões, cortei os gastos também junto com folha de pagamento, e ao mesmo tempo fizemos uma reforma da Previdência mais austera do que a federal, o que chama-se sustentabilidade da Previdência.

Não é nem reforma, é dar sustentabilidade a ela, como ela vai dar conta de continuar amanhã dando garantia a quem está aposentado, sendo que o Brasil perdeu o bônus demográfico. Isso tudo o PT roubou do Brasil nesses 20 anos. O bônus demográfico hoje é outro. Nós envelhecemos no país e a Previdência não suporta esse tipo de modelo. Essa é uma realidade que tem que ser encarada, ela tem que ser encarada. Não adianta você querer dourar a pílula aí, porque a realidade ela é como ela é, ela tem que ser vista com a clareza da vida como ela é, e não daquela vida desenhada com discursos, tá certo?

Com palavras ali melífluas, palavra de ai, quem sabe, talvez, vamos não sei o quê. Tem que assumir a coragem de dizer Ó, meu amigo, o quadro é este, é dessa maneira que nós temos que governar. E a população entende. Falei direto ao meu povo. Muito menos, todo mundo dizia lá, Caiado com 10 meses vai ser cassado. Quando eu ganhei primeiro mandato, Caiado com 10 meses vai ser cassado. Eu fui por 7 vezes sucessivas o governador mais bem avaliado do país e entreguei com 88%.

Então isso mostra que quando você tem austeridade e que você não tá envolvido em, você não tá roubando na cadeira do governo, você não tá sendo sócio de quem vai lhe pedir amanhã um incentivo, que você não tá fazendo concessão para ganhar 30% da empresa dele, tá certo? Que ele senta na sua cadeira e fica tranquilo, que você não vai mandar ninguém para pagar a fatura, cobrar 20% dele. É o que eu falo para os empresários, se você souber o nome do meu diretor financeiro, eu vou demitir.

Que você não tem que saber nem o nome dele. Você tem que entregar minha obra, ela tem que passar por uma auditoria, por um compliance de acompanhamento, eu vou depositar na sua conta. Você não precisa trazer intermediário para buscar e nem nada. Você tem que dizer assim: você tá recebendo, não tá recebendo? Ah, não, não recebi. Então manda: olha, não tá recebendo porque o padrão da obra não tá dentro daquilo que foi contratado.

Então este é o parâmetro. Tá certo? Por exemplo, a evasão escolar. Você sabe muito bem que o jovem, principalmente na área da adolescência, e quando chega no ensino médio, que ele tá ali pelos 14, 15 anos de idade, ele quer ter alguma coisa, Salomão. Aquele momento eu via o colapso da educação no Brasil, era a sala de aula mais ultrapassada do mundo. Carteira quebrada, não tinha um ar, não tinha uma refrigeração na sala, a merenda escolar era arroz e doce, tá certo?

Aqueles pratos que comia, aqueles pratos de plástico tudo encebado, tá certo? Aquela cozinha toda suja, aquela quadra de esporte desmantelada. Eu investi R$8,5 bilhões na educação em Goiás. Você chega nas escola de Guarulhos, que esse povo fica com raiva. Eu falo assim, chega nas minhas escolas, tá vendo? Você vai ver tudo na grama esmeralda, tudo arrumado, tinta de qualidade, laboratório de física, química, biologia, informática.

Regionalmente faço robótica. Então você vê o menino todo, ele é organizado, uniformizado de ponta a ponta, do tênis à meia, um mochila, Chromebook do Google para todo aluno do 9º, 1º, 2º, 3º ano do ensino fundamental. É prova todo dia, não tem negócio de passar de ano sem ter nota Não existe isso. Toma bomba e vai repetir de novo, ou vai formar sabendo, ou vai ter que aprender, tá certo? Então não existe essa deformidade que foi criada na educação brasileira, tá certo, de querer criar curso para aprovar as pessoas.

Você vê lá na Bahia, as pessoas, independente da nota que tem, ela passa de ano. Mas você passou como? Não, não, por causa da idade. Passou de ano. Mas vem cá, você tá formando um analfabeto funcional e é isso que você propõe fazer no Brasil? É isso, tá aí a mão de obra qualificada no Brasil. Você compara com outros países, tá aí a mediocridade em termos de aquilo, o que aquilo rende para o PIB do Brasil, onde você tem um povo profissionalizado e onde você não tem. Esse é o Brasil que tá sendo construído pelo PT.

TSThiago Salomão

Só 2 comentários nessas andanças que a gente faz aqui pelo Market Makers. Semana passada a gente gravou aqui com um empresário que, embora seja do mercado financeiro, ele ainda reside lá em Goiânia, que é o Raul Sena. E até a gente foi almoçar junto antes da gravação. Aí eu falei, ô, põe o celular no bolso aí, cara, tá? Aí ele falou, não, é verdade, tô em São Paulo, né, que lá no meu estado não preciso ficar tão preocupado assim. Enfim, não sei se ele só quis tirar onda comigo, mas não tá não.

RCRonaldo Caiado

Você pode ir lá do jeito que você quiser, você pode ir para um show lá do Gusttavo Lima, sair de lá 2 horas da manhã, sentar lá, comer um churrasquinho, sentar, comer um pit dog, ir aonde você quiser, andar qualquer hora do dia, da noite, sem carro blindado, com relógio que você tá, com celular na mão. Você pode andar para todo lugar lá, e não é só em Goiânia não, em qualquer lugar do estado. Eu fiz uma MotoGP lá agora, foram 150 mil pessoas, não teve um celular roubado, um capacete, uma moto, nem nada.

TSThiago Salomão

É, eu queria ir para ver, mas minha esposa falou que não era uma boa ideia. Falou, não, você ir para Goiânia sozinho, não, meio perigoso.

RCRonaldo Caiado

Mas tem essa restrição em casa, ela falou que eu não quero.

TSThiago Salomão

Mas também vou conhecer o professor Anderson Soares, que é da CEIA, que inclusive a gente, o Anderson e a Telma, né? É, ele vai, ele tá aqui em São Paulo, vai estar nesses dias. A gente deve se encontrar porque já me falaram muito sobre o centro de excelência em inteligência artificial. É incrível isso aí que tá sendo feito.

RCRonaldo Caiado

Nós montamos para valer. Você vê que ninguém falava nisso.

TSThiago Salomão

Pois é.

RCRonaldo Caiado

Em 2019 eu fiz o primeiro convênio com ele, entrei com R$12 milhões e falei para ele: eu quero duas coisas em contrapartida, você montar o curso e ter contratos que cheguem a R$50 milhões. Ele me entregou R$500 milhões.

TSThiago Salomão

Cara, é incrível as histórias que eu ouvi.

RCRonaldo Caiado

Ele tá, ele tá ao 100% de inteligência artificial agora e nós estamos entrando no governo, né? Porque já foi na área de segurança, agora nós já entramos na área de meio ambiente, na Secretaria de Meio Ambiente. Vamos avançar para de planejamento e também da parte da Fazenda. E aí nós vamos ampliando também essa sofisticação toda da máquina de governo.

?Voz A

Você sabe que nessas conversas sobre IA, a gente na semana passada, semana passada, com duas semanas, com Adolfo Saxida, ex-ministro, gente da melhor qualidade, uma boa entrevista que a gente fez. E aí ele trouxe uma questão interessante, ele falou, olha, eu acho que a gente tá falando muito do ajuste fiscal, mas que a questão fiscal vai ter que ser resolvida cedo ou tarde por qualquer que seja governo.

TSThiago Salomão

E tem solução, e tem solução.

?Voz A

O desafio do Brasil é lidar com a inteligência artificial.

RCRonaldo Caiado

É a última janela nossa, né, cara?

?Voz A

Você acha que a gente tá mais preparado para aproveitar a oportunidade ou mais para ser engolido pela oportunidade que vai, que a gente pode deixar passar?

RCRonaldo Caiado

Olha, se esse Lula chegar no governo, você pode saber que nós vamos ser destruídos. Porque se você buscar hoje o projeto de lei que está em tramitação no Congresso Nacional, que regulamenta a inteligência artificial, que existe de mais retrógrado no mundo, isso eles copiaram dos europeus, e os europeus já estão propondo a revisão disso porque realmente perderam, e muito, o conceito no Brasil é de você punir toda e qualquer criatividade, tá certo?

Então você tá montando um projeto de lei, e veja bem o respeito que eu tenho, muitos meus familiares, filha minha, tudo são advogados, tá bom? Mas você tá montando um conceito de marco regulatório que você tá criando só um mercado para criminalização do uso da inteligência artificial. Pelo contrário, você tem que ter esse dispositivo, como tem no nosso projeto, como tem na nossa lei do marco regulatório em Goiás, mas você tem um código aberto, você dá espaço para pessoa poder desenvolver ali com o banco de dados que você tem, com a facilidade que você tem hoje do hub tecnológico também, de você dar suporte a todos eles poderem implantar a sua plataforma ou implantar lá, tá certo, o seu aplicativo que desenvolva aquilo que ele deseja para atender a empresa A, B, C ou D.

Então, a legislação de Goiás teve uma contribuição muito grande. Deve, vocês estão discutindo esse assunto aqui, vocês deviam trazer aqui o Ronaldo, o Ronaldo Ele hoje, ele é a maior cabeça na área de legislação de inteligência artificial e minerais críticos no Brasil. Ronaldo Lemos. Ronaldo Lemos hoje indiscutivelmente foi uma pessoa que eu pesquisei muito. Ele, eu busquei para que ele me desse todo esse assessoramento junto com o pessoal também do Anderson, junto com o meu secretário Adriano Rocha Lima, que é um cara também de ponta nessa área, e o Ronaldo Lemos dando toda essa área de como realmente fazer uma legislação da inteligência artificial no Brasil que fosse compatível para disputar com o mundo.

Porque se nós ficarmos do jeito que tá aí, vai fechar o Brasil. Ninguém vai agora, você viu mesmo, a Amazon agora com R$200 bilhões já foi para Índia, largou os projetos do Brasil. Por quê? Porque a legislação brasileira é punitiva, eles não vão investir aqui. E eles foram lá, quando eu estive nos Estados Unidos, eles foram lá me visitar dizendo, olha, consolidando essa legislação que vocês têm hoje em Goiás, que é a mais moderna que nós temos hoje, que nós avaliamos hoje, isso disse pelo vice-presidente da Amazon.

É a mais moderna que tem hoje no mundo, a de vocês hoje, que também não abre de forma desenfreada e irresponsável, mas prioriza a inteligência. É essa aí que vocês montaram em Goiânia.

?Voz A

Mas isso é uma, assim, quando você fala desse código, desse marco regulatório que tá em tramitação do Congresso, ele não repete uma lógica muito brasileira que é de restringir e criar dificuldade para iniciativas de inovação, de empreendedorismo, de avanço de fato.

RCRonaldo Caiado

Mas isso é uma mentalidade que você tem que quebrar ela. Por que que eu quebrei com ela? Isso é a postura do presidente, você tá entendendo? Você tem um presidente da República, não sabe de nada, ele só sabe dizer para você que, olha, dá dedo para as pessoas que pagam imposto, é vir jogar uma classe contra a outra. Tá certo? É falar que ele vai acabar com a pobreza no Brasil. Tem 20 anos que ele fala a mesma coisa, 40 anos que ele fala a mesma coisa, nunca conseguiu avançar.

Chega e fala a todo mundo: o que que tem? Qual é o problema roubar um celular? Afinal de contas, ele quer comprar um tênis. Ele é vítima do viciado, faccionado. Esse é o cara que tá na frente do país, gente. Pelo amor de Deus, você vai querer o quê mais? Você vai querer alguma coisa fora disso? Ele só soube o que que é terras raras pesadas o dia que eu fiz o memorando de entendimento com os Estados Unidos e com o Japão. Aí ele falou: o que que é isso?

Esse negócio, eu nunca vi uma tabela periódica na vida, só fala bobagem. Então como é que você quer um país desenvolvido onde você tem uma pessoa que não tem, ele não tem noção da riqueza do país? Veja bem, você é presidente da República hoje, você tem uma radiografia do subsolo brasileiro? Ele não tem. Nós vamos, nós estamos fazendo isso em Goiás até 400 metros de profundidade. Eu vou mostrar aos empresários onde é que eu tenho as maiores minas dos melhores, dos minerais mais críticos que se demanda hoje no mundo.

Eu vou montar quais são os lençóis aquíferos mais importantes para avançar na irrigação. Agora, um presidente da República senta numa mesa de negociação com os países e fica lá: é porque eu vou acabar com a pobreza. Que nunca acabou com nada. Ele convive com a pobreza. Ele, ele vai acabar com a pobreza porque é nós. Desde quando nós? O maior corrupto do país com com sítio não sei aonde, triplex não sei aonde, e filho dele hoje é a maior riqueza que tem.

Mas o cara dele vai falar nós na pobreza, que nós na pobreza o quê, rapaz? Ele nunca fez nada pela pobreza. Agora, um presidente que não sabe, não dá apoio para educação, não acredita na pesquisa, não avançou na tecnologia, não avança na inteligência artificial, não respalda, não tem nenhum projeto estruturante para o país, Último projeto estruturante do país que teve foi Proálcool em 1975. O único avanço que existiu em inovação e tecnologia foi na Embrapa, tá certo?

E daí no ITA, e daí na Embraer. Fora disso você não vê outro ponto de desenvolvimento do país, gente. E ele senta lá sem nada. Ele tem hoje, se o Brasil falar, não, eu vou parar de produzir nióbio no mundo, Acabou, meu amigo, acabou. Não tem outro lugar no mundo, só nós temos, certo? Esse potencial de terras raras, só nós temos, ninguém tem mais, só a China e nós. E ele não sabe usar do potencial que nós temos, tá certo? Das riquezas minerais que nós temos, como também do potencial que nós temos de água doce.

Enfim, ele não senta na mesa para negociar, ele senta na mesa para provocar o Trump, tá certo? Para ver se aí ele se beneficia da mesma maneira que o presidente do Canadá e da Austrália se beneficiou brigando com o Trump e ganhou eleição. Para falar de soberania, que soberania o Lula pode falar no Brasil se hoje metade do Brasil tá na mão do narcotráfico? Você circula aqui em Paraisópolis, você entra lá dentro hoje, você entra na Rocinha, você entra no Morro do Borel, então você entra lá em Salvador, Então que conversa de soberania é essa, Lula?

Então de repente vem falar pela soberania e no entanto o Flávio, ao invés de defender o Brasil, foi lá para defender, para adiar até a primeira turma da eleição, como se o problema fosse adiar. Não, o problema é você defender o seu país, não é o interesse pessoal seu da campanha, é o interesse do que é sua visão de Brasil. Você vai sentar à mesa e negociar com a Altivei, com a diplomacia à altura, com a chancelaria de bom, sempre foi histórico do Itamaraty brasileiro, com bons embaixadores, com pessoas extremamente preparadas para poder debater isso e construir para você?

Ou você vai querer um Itamaraty ideológico? Então essa, essa é a maneira de governar, gente. Agora, eu sou um homem que sou um democrata na essência, eu respeito decisão Vocês nunca me viram contestar eleição diurna, vocês nunca me viram contestar votação no painel lá, fui deputado e senador, nada. Eu me curvo à vontade da população. Agora, é o momento que a população precisa refletir com mais abrangência uma presidência da República.

Não pode ser de uma maneira tão simplória: eu não gosto de um, voto no outro, não gosto do outro, eu voto no primeiro. Então aí que nós não podemos, nós temos que sair disso. E essa entrevista me ajuda, como todos os canais, me ajudam a poder fazer o quê? Um debate que o Brasil possa saber do potencial que ele tem na mão de um presidente da República que assume compromisso e que tem coragem de propor suas mudanças.

TSThiago Salomão

Deixa eu trazer uma aqui, tá pingando várias perguntas aqui que estão surgindo, governador. Primeira, direta e reta: no cenário que você desenhou de disputa num eventual segundo turno, Eu entendi que o eleitorado, te conhecendo, ele pode te escolher entre você e o Flávio. Mas tendo em vista os acontecimentos recentes, você falou um pouco da carta ao pai, enfim, é, e você acha que até olhando por clima político mesmo, o Flávio ele pode acabar se desidratando até chegar às eleições?

Vocês trabalham com um cenário onde talvez não tem essa segunda opção ali na direita e o Flávio possa até ter que desistir, enfim, por falta de apoio? Como é que vocês enxergam isso?

RCRonaldo Caiado

Bom, nós temos que acompanhar, são as pesquisas. Aí fica muito, Salomão, aí ficaria muito machismo, né? Nós temos que ter sempre— eu sou um homem que acredito tudo com base científica, sou um homem que acredito na pesquisa, na ciência, um homem que acredito na vacina. Tá certo, Salomão? Então a minha vida é baseada nisso. Eu sou um médico, eu sou um cirurgião, e a minha vida sempre foi essa, tá certo? Então eu sempre tive coragem de embasar minhas decisões naquilo que a ciência orienta, naquilo que a pesquisa avança.

Então é uma análise hoje para você, qual é o grau de desidratação? Eu não sei mensurar. Não sei, isso aí vai ver como é que seriam esses dias todos até nós chegarmos no 4 de outubro.

TSThiago Salomão

E aí, fazendo um paralelo até com, porque muito se falou, né, dos novos quadros políticos estão surgindo, né. A gente desde o ano passado conversou com o Zema, conversou com o Ratinho Júnior, conversou com Eduardo Leite, até um nome do PT, mas enfim, é elogiado até pela pelo pessoal do mercado, que é o Rafa Fonteles, né, Rafael Fonteles lá do Piauí. Enfim, como é que você vê aí, até jogando a seu favor ou até uma desvantagem, né, o fato de que estamos falando com alguém que concorreu na primeira eleição democrática?

Inclusive um dos nossos assinantes até falou, poxa, que bom, foi meu candidato, eu votei nele na primeira eleição. O quanto você vê isso de vantagem ou até desvantagem, o fato de você ter já essa experiência? E como é que você também— aí aproveita até para pedir sua sobre essa nova política, entre aspas, que a gente tá vendo. A gente até comentou um pouquinho desses nomes. Tenho até o Renan Santos, que tem surgido, né, com uma força na internet, né.

Acho que é, acho que reflete muito o que que é eleição no Brasil, né, muito menos partidária e mais na pessoa mesmo, né. Ele consegue fazer uma campanha mesmo sem ter um partido, né, muito forte. Enfim, Como é que você vê essa nova política e a política antiga?

RCRonaldo Caiado

Olha, aí eu vou talvez trazer um dos debates, né, do Ronald Reagan, né? Diz que ele não ia utilizar esse ponto positivo da experiência, da experiência acumulada e da idade, em detrimento do outro que estava competindo com ele. Ou seja, ele não ia botar nesse peso favorável. Entendeu? Então o que eu falo é o seguinte, que a política, da mesma maneira que eu tinha 39 anos de idade, era o mais jovem candidato à presidência da República, é aquela época, eu venho de uma família política, certo?

Eu, tem gente falando, tem que falar mal de político, então você não pode falar mal, tá certo, de pessoas que você tenta generalizar. Você tem que saber fazer uma crítica justa. Agora não é pegar, generalizar que todos são bandidos, todos são corruptos dessa maneira. Porque você vê desvio de comportamento em todas as profissões. Então eu acho que tem que ter uma análise mais consistente quando se fala do político. Não é generalizar o político, não, esse é corrupto, a política é corrupta.

Não, não é assim. Tem políticos que são íntegros, são corretos e que realmente têm espírito público. Agora, o que eu enxergo neste momento é exatamente a experiência, não é? Ela é fundamental. Quando eu saí candidato, Meu pai me chamou e disse, olha, meu filho, você não pode ser candidato. Meu pai, não posso? Porque não pode, você não tem experiência nenhuma para sentar uma cadeira da Presidência da República. Você precisa saber que a vida exige que você tenha a experiência de tramitar pelos vários degraus da vida política, assim como você fez na medicina.

Você estudou, você fez o curso de medicina, fez residência, fez a pós-graduação. E aí você vai sucessivamente. E aí realmente ele já tava meio irritado e disse, você não tem nenhum fio de cabelo branco para você falar que você tem pelo menos vivência para poder sentar na cadeira. Ah, meu pai me perdoa, deixa eu desobedecer o senhor e tal. Fui. E aí você viu, Collor ganhou. Collor é poucos meses mais velho que eu e deu no que deu.

Então o que eu falo é que eu apoio toda iniciativa das pessoas, os mais jovens entrarem na política. Eu sou Eu realmente os motivo fortemente para entrarem, tá certo? O Renan é uma pessoa que tem o mérito dele, construiu um partido, tá certo? O Ratinho é um excelente gestor, tá certo? Ele teria até uma certa maneira uma preferência pelo tempo dele nos candidatos do PSD, tá certo? Eu ali eu era o terceiro lugar na escala. Depois era Eduardo Leite, eu que havia sido chamado quando eu não tive a legenda por parte do meu partido.

E aí eles resolveram ficar nos estados, e aí a porta já abriu para mim. Então eu já não tinha partido, já passei a ter partido, depois já passei a ser candidato, e agora o Kassab é nosso vice. Já tá mais do que claro que é uma candidatura sem volta. E dia 26 é a convalidação da nossa convenção nacional. Então, o que eu quero dizer é que eu sempre estimulo as pessoas a serem candidatos. Eu acho que é o debate. O que nós temos que mostrar é se alguém tem capacidade de aglutinar a pessoa, tem capacidade de formar maioria, se a pessoa sabe governar.

Por exemplo, Salomão, eu não governo sozinho. Eu entrei no governo nas maiores crises. Eu sentava com o presidente da Assembleia, do Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, Ministério Público, Tribunal de Contas, na mesma mesa dentro do Palácio. Falou: nós precisamos resolver o assunto, o assunto não é só meu, eu não vou ficar querendo ficar criticando vocês e vocês me criticando pela imprensa. Vamos resolver aqui na nossa sala de reunião, nós temos que achar uma saída para o Estado.

Ele não tem, adianta eu querer aqui pedir carta de ninguém, eu tenho que resolver com vocês. E resolvemos e convivemos maravilhosamente bem com todos os poderes. Então você briga pelo que interessa, você não briga por acessório, você briga pelo principal. Gente, eu vou brigar para recuperar a economia do estado, vocês podem ter certeza. Eu vou brigar para recuperar a segurança pública, a educação, os investimentos, os programas sociais, podem ter certeza disso.

Todo mundo reconheceu que eu entreguei um outro estado Para os goianos. E é isso que eu quero fazer, entendeu? Objetivamente é isso.

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?Voz A

A gente falou muito sobre o fazer política, né? O fazer política e o senhor é notadamente um democrata e reafirmou isso agora. Existe conversar com todo mundo, sem dúvida. O PSD acho que tem tido essa vocação de navegar ali pelos espectros. Você acha que um governo Caiado vai ser capaz de quebrar essa polarização a ponto de trazer todo mundo para uma mesma mesa para discutir de fato os problemas do Brasil?

RCRonaldo Caiado

Eu não tenho, eu sou aberto ao debate. Eu sou homem que depois do puxão de orelhas que meu pai me deu Você sabe, você é de convicção, eu sou um homem que eu vivi grande parte da minha vida no debate, no Congresso. Eu nunca fui daqueles deputados de não sabe nem o que tá votando, dá lá, que que o líder encaminhou, voto sim, voto não, abstenção. Não, eu sempre tive opinião, eu sempre estudei, eu sempre fui para debate, debater no assunto.

Então o que eu falo é que neste momento eu Eu tinha enfrentamentos ali, mas dentro de argumentos, tá certo, duros. Mas isso não quer dizer que você não possa cumprimentar a pessoa, você não possa conversar com a pessoa. Depois você tira, você termina ali a votação do plenário, você se encontra no cafezinho. Agora, no Brasil, depois dessa polarização, um não pode falar com o outro. Ah, você falou com tal, você é comunista. Ah, você falou, você é extrema-direita.

Então, uma loucura. Quer dizer, eu que tenho uma vida que onde agricultura não era pop nem tech, ela era demonizada, ela era colocada como ciozinho malta. Não sei se você chegou, depois você já deve ter visto reprise. Do homem com aquele relógio lá de ouro e tal, era o produtor, estigmatizando o produtor como tivesse visão social, que não tivesse a menor capacidade de poder respeitar ali o direito dos seus trabalhadores, tentando execrar, tá certo, colocando todos como fosse contra a reforma agrária, tentando transferir os poderes da propriedade da terra ao Estado, e o Estado brasileiro que dividiria as terras como queriam na Constituinte.

Eu tive coragem de enfrentar. Veja bem, eu sou um médico, sou um especialista. Eu poderia muito bem continuar na minha especialidade de cirurgia da coluna, tá certo, fazendo a minha especialização e continuando minha vida. Mas eu nunca neguei a minha origem rural. Eu sempre fui um apaixonado também por aquilo que é um segmento que sempre trabalhou e que sempre foi demonizado. Eu assumi a defesa dele, da economia de mercado, da livre iniciativa em 89 no debate.

Qual era o outro que defendia o setor lá? Ninguém. Hoje todo mundo quer ser defensor, todo mundo hoje quer ser sabor agro. Aí é bom, porque é tal, como é que é, eu sou isso, é porque o setor— vem cá, você lembra dele aquela época em 86? Você lembra dele? O que que era? Não, nessa época não, não lembro, tá? Mas agora eu sou. Então essas coisas é que a gente tem que mostrar na vida, que as pessoas têm que ter coerência e também estudar para propor soluções para os problemas que você tem. Essa é a realidade que eu entendo.

?Voz A

Só referência, Tiozinho Malta foi até garantir, né, foi o personagem de Lima Duarte, o Rock Santeiro.

TSThiago Salomão

Exatamente. Eu ia falar, você com certeza sabia já, né? Mas eu sou noveleiro, né? Então leva para o noveleiro. É, mas já que a gente pegou aí o túnel do tempo, 1986 foi— você teve uma participação no Roda Viva agora em 2025, mas 40 anos atrás foi o primeiro Roda Viva. Você na época era o presidente da UDR.

RCRonaldo Caiado

Quem era o apresentador? Você lembra? É, eu vi o Lula. O Lula criou o MST, eu criei a UDR. O MST para invadir propriedade rural e o UDR para poder fazer o jogo na Constituinte para preservar o direito de propriedade que está lá preservado na Constituição de 88.

TSThiago Salomão

Se eu não me engano, acho que era o Rodolfo Gamberini que votou.

?Voz A

Rodolfo Gamberini.

TSThiago Salomão

Tenho que confirmar se era ele mesmo ali, os apresentadores. Um pouco hostil, era legal o Roda Viva, até era um pouco mais pesado do que nos dias de hoje, mas eu queria, governador, Aqui no Market Maker a gente aprende muito com história. E aí teve uma pergunta lá que me pegou muito assim, que o jornalista perguntou: qual que, como é que você vai resolver o problema das carnes? Eu fiquei: pô, mas qual que é o problema das carnes?

O que que tinha nas carnes? E você respondeu basicamente, né, entre o pecuarista, né, criar o gado e o gado chegar no mercado, já teve um aumento absurdo do preço. O cara tomou um prejuízo ali E ninguém resolve porque os tecnocratas que deveriam estar resolvendo o problema estão especulando para ganhar no overnight e tudo mais. Até usou esse termo aí, o overnight. Conta para a gente o que que era o agro nessa época, que não era pop, não era tech, era demonizado, né?

Você até usou esse termo, usaram, né, para definir o agro na época, e hoje a importância que ele é. Então Situa no tempo, que como é que era o Brasil dessa época de 1986, principalmente olhando aí para o lado da agropecuária?

RCRonaldo Caiado

Naquele momento foi uma onda muito forte da socialização no país, é impressionante, apesar que nós não vivemos hoje. Então a tese que prevalecia era o Estado, se o Estado ordenando toda a distribuição de terra do do Brasil era realmente criando um clima de que o Estado, ao ser proprietário, ele distribuiria de acordo com a visão dele de quem que deveria estar ali explorando, retirando a sua capacidade criativa. E um desses momentos foi isso que você citou aí, ou seja, teve a caça aos bois nos pastos, entendeu, onde realmente Era, teve um aumento da produção, um aumento do preço da carne, não é?

E aí eles tentaram de toda maneira responsabilizar quem tava criando o animal lá. E eu dizendo para eles, olha, presta atenção, esse ainda tá criando animal, os outros já deixaram disso e jogaram no overnight, porque rendia numa inflação estratosférica daquela, rendia mais do que qualquer área produtiva do país. E vocês querem responsabilizar como se fosse esse cidadão que tá lá engordando o gado na sua propriedade rural o responsável pelo aumento da carne.

Então você tem toda uma cadeia aí, desde a engorda de gado até o abate, da comercialização, que estão sem dúvida nenhuma utilizando este momento da crise nacional para poder fazer com que a mercadoria chegue mais caro para você. São esses atravessadores É que estão destruindo e vocês estão botando culpa no cidadão que tá lá dentro da propriedade rural dele para engordar o boi. E vocês não têm coragem de atacar todo esse sistema que está desidratando a produção nacional e ao mesmo tempo encarecendo para o consumidor.

Então foi nesse nível do debate, foi o segundo, foi o segundo programa do Roda Viva no Brasil. Tá certo, segundo programa, o segundo. O primeiro foi daquele ministro do Supremo lá do Rio Grande do Sul, me esqueci o nome dele. O Google sabe que não, primeiro foi ele, me fugiu o nome dele aqui agora. Bom, eu fui o segundo Roda Viva no país quando ele foi montado, o primeiro e o segundo foi Paulo Brossard. Exatamente, Brossard foi o primeiro, inaugurou o Roda Viva, eu fui o segundo ali quando eu mostrei ali naquele momento que cidadão era simplista, é sem terra, eu dizia, tá bom, é sem banco, é sem luz, é sem carro, a tese simplista é sem terra, como se você tendo a terra aquilo tudo ia progredir.

E que nós vemos hoje os assentamentos que foram feitos, que foram verdadeiras favelas rurais, que nós estamos implantando hoje com tecnologia, com acesso à informação, à internet, energia elétrica, transformando dignidade a essas pessoas que lá estão. Então as pessoas gostam de rotular você contra Senai, contra B. Tá aí o Exército. O Brasil produzia 58 milhões de toneladas de grãos quando eu inicio o movimento. Criamos a nossa Frente Parlamentar da Agricultura, que antigamente era a bancada ruralista, quando eu cheguei ao Congresso Nacional, que hoje é a maior de todas, e que naquela época nós éramos 7, 8 deputados federais.

Então hoje você vê, tá certo, perdemos hoje para o petróleo, né? Petróleo agora passou a ser a commodity com maior arrecadação, com maior valor na balança comercial hoje, tá certo? E a agropecuária sempre foi o primeiro lugar, agora perdeu aí para o petróleo com essa taxação que o governo criou para exportar. É um fato inédito, né? Agora eu vou, além de estar ganhando mais, ainda vou tributar mais ainda para vender o petróleo para fora, sendo que não tem capacidade de refino no Brasil.

Mas bom, isso é um outro tema, não sei se vai dar tempo para isso, mas eu acho que uma área de energia, de combustíveis, também é uma matéria que a gente devia discutir aqui com mais profundidade também nessa dependência que o Brasil tem hoje de fertilizantes, sendo que nós temos todas essas minas no Brasil, tanto de fósforo quanto de potássio como de magnésio, e temos hoje uma carência muito grande nos fertilizantes nitrogenados, que nós estamos reinjetando gás aí no pré-sal, mais de 112 milhões de metros cúbicos aí por dia, tá certo?

E não, ao invés de nós termos aí também a produção nossa de amônia, de ureia. Então são informações que nós precisávamos de discutir também num plano, o gargalo que nós estamos entrando neste ano aí para poder fazer a produção nacional da agropecuária.

TSThiago Salomão

A gente pode falar um pouquinho disso, porque não é todo dia que a gente tem um político com esse conhecimento. Até de, eu até ia pedir para você falar um pouquinho até mais das terras raras, porque é um assunto que a gente passa tão rapidamente.

RCRonaldo Caiado

Mas aí o pessoal que tá ouvindo em casa, fiquei, veja bem, na verdade você sabe o Salomão, que o direito de exploração de uma mina, esse direito de lavra, ele é do governo federal, tá aí na Constituição brasileira. Então, a hora nenhuma eu extrapolei das minhas prerrogativas. O que acontece é que tem um empresário chamado Serra Verde que, na verdade, ele tinha, ele era ali estruturado por 3 grupos, 2 americanos e um grupo inglês.

E ele já havia tentado iniciar esse trabalho no estado de Goiás, já que haviam várias perfurações mostrando que nós tínhamos ali uma mina global. Uma mina global significa que ela tem uma capacidade de produção que realmente atende a necessidade do mercado e supera as expectativas por um prazo acima de 20 anos. Bom, eles me procuraram no início do meu governo O senhor, olha, governador, é impossível fazer isso porque normalmente a tramitação aí nos estados, que Goiás e Minas tem esse potencial, que nós já temos mapeado, lógico que na Amazônia nós não temos isso, mas diria o senhor que aqui em Goiás e Minas tem esse potencial muito grande.

Essa mina aqui eu precisava de ter uma capacidade de apoio para eu desenvolver a exploração da mina. Eu fui lá, concedi a licença ambiental e eles se instalaram ali dentro do estado. Aí tudo bem, você há de convir que isso é um processo lento, né, de um dia para noite. Isso foi 2019, quando eu entrei no governo. Quando foi final de 2023, 24, eles já estavam iniciando já o que chamava o concentrado, já é aquela, aquela, aquele produto já mais ou menos separado.

E aí eu fui ver no meu segundo mandato, chego lá, o que que tá acontecendo? Aquele, aquele material bruto ali, bruto não, é um concentrado, ele já foi, ele é sendo, ele é vendido para a China por $70 a tonelada. Bom, aí você tem as etapas, você tem um concentrado, Depois você tem a separação, segundo passo, que é esse passo aí que eu fiz um memorando de entendimento. Eu não tô, eu não tô, eu não tô avançando nas prerrogativas da União, nada, certo?

Isso aí foi dada pelo governo federal. Agora, aí eu avancei, foi para que a separação dos minerais, tá certo, desses elementos químicos fossem feitos em Goiás. E aí eu fiz uma parceria, memorando entendimento com o Japão e com os Estados Unidos. Depois da separação desses minerais, você tem a parte que é de produção da liga desses minerais, e depois o avanço para baterias, semicondutores. Aí já é etapa final. Aí você já tem turbina eólica, você tem armas de precisão e que suporta a temperatura máxima.

O que quer dizer terras raras pesadas, sendo que você vai ver muito, ah, tem muita terras raras leves? Terras raras leves não resolve porque ela não suporta a temperatura que os minerais críticos suportam, tá certo? E com isso você usa, isso é em aviação, você usa, usa em míssil, você usa isso em turbinas eólicas. Você vê aí esse aparelho médico também de ressonância. Você tem uma ampla utilização. Baterias de carros, semicondutores é o que mais é produzido hoje no mundo com esses minerais.

Então você tem ali a terra rara. Não vou dizer ali os 17 elementos, mas você tem ali, você tem o térbio, Você tem o disprósio, certo, e neodímio. Esses três aqui, cada quilo dele aqui oscila entre $900 a $1.000 o quilo. Eu tô vendendo a tonelada a $70. A terra rara pesada no Brasil tem uma característica diferente da China: ela é mais fácil de ser explorada e tem uma concentração maior desses minerais. Então você tem uma capacidade de ter o maior percentual de térbio, de esprósio, neodímio, que são os que mais são demandados nessas etapas que eu disse a você aí da separação da liga, e depois você construir a bateria, os semicondutores, avançar na parte de armas sofisticadas que suportam grandes temperaturas e tudo mais.

Então, este é o potencial que tem essa mina. Agora, o que que é o entendimento que eu fiz? É que a tecnologia americana e a tecnologia japonesa, junto com a universidade e junto com os empresários, montassem uma estrutura ali para que ele não saia dessa fase apenas da, da, da, do minério bruto, mas que ele tenha a segunda etapa, que seria a separação desses produtos, entendeu? Aí ele virou, o Lula virou e falou: ah, porque o Caiado quer entregar o— veja bem, veja bem, Veja bem se é possível você imaginar que um presidente da República fala uma estupidez dessa, uma estupidez.

Aí o cara quer entregar o mineral para os Estados Unidos. Não, o mineral tá sendo entregue hoje de forma bruta para China. O nióbio brasileiro todo, tá certo, 90% vai para China. Então nós estamos entregando como era o Brasil colônia, entregava pau-brasil ouro, tá certo? Desse jeito. Então nós continuamos, em relação à área de minerais críticos no mundo, nós continuamos como a época Brasil colônia. Nós não avançamos. Já pensou bem?

Nós, com a capacidade que temos hoje, avançando inteligência artificial, tendo esses minerais que são ali o que nós precisamos Tá certo? Que é tudo aquilo que você precisa para você avançar no que tem de mais moderno no mundo hoje em termos de tecnologia. Os insumos todos nós temos ele, mas só que tá debaixo da terra, ou senão vai de forma bruta para outros países. Este é um presidente da República que não sabe sentar à mesa de negociação.

Ele é um presidente da República que chega lá para insultar os outros. O que que vai ganhar com isso? Hoje nós temos pela proa, você vê, 25% do governo americano nessa Seção 301. Os europeus, já foi feito o Mercosul União Europeia, já disseram que a partir do dia 3 de setembro não importa mais carne bovina, frango, mel e ovos, alegando que existiu um uso indiscriminado de antibiótico. E o governo do presidente Lula não deu conta de explicar que nós não estamos fazendo isso.

A China nos impôs agora mais 50%, 55% para exportação de carne. 55% mais 12%, 72%. 55,5%, 52,5% vai para 67%, tá certo, por cento de imposto. Então você já bloqueou a carne para China. Você já não vai ter mais a União Europeia e você vai ter o americano com mais 35%. Ou seja, na mão do Lula, o Brasil virou a Geni. É Geni, cara. Fica com essas posturas aí de que tá defendendo o país, que não sei o quê e tal, e nós estamos sendo aí cercados de bloqueios por todos os lados, tá certo?

Então vira chacota hoje a postura dele no cenário internacional. E o Flávio, ao invés de ter habilidade de construir um processo e dizer, olha, eu vou sentar para defender o país, eu sei do potencial do meu país, o meu país ele tem que comercializar com todo mundo, o meu Itamaraty não tem que ser partido político, a diplomacia brasileira tem que ver pelo comércio dos produtos brasileiros. Essa é a responsabilidade de vocês, não é transferir.

Ah, então você tem simpatia com os Estados Unidos, você é inimigo da China. Você não tem simpatia com a China, você é inimigo dos Estados Unidos. Gente, calma lá, eu tô preocupada com o mercado brasileiro hoje, como nós vamos sobreviver. A discussão política, ela é outra posição política. A posição de mercado ela tem que ser analisar toda a extensão de oportunidades. Não interessa neste momento a ideologia dele lá, interessa a mim é que eu tenha mercado para quem tá produzindo.

Ou senão você vê o Brasil, o que que nós mandamos hoje em manufaturado? Nada. Nós temos toda a estrutura agrícola no Brasil, você já viu alguma caminhonete ser produzida por nós? Já viu algum trator produzido por nós? Alguma colheitadeira? Alguma semeadura? Nada. Você não vê nada disso. Você vê, nós estamos comprando hoje da NVIDIA um chipzinho. Você sabe que Goiás, o CEIA de Goiás, tem parceria com NVIDIA já para desenvolvimento da aplicação desses chips.

E o ponto que nós estamos, tá certo? E que você vai ter o chip hoje, você vai aguentar milhões de toneladas de soja para você comprar um lá que vai detectar quais são as pragas que tem, e você vai ter uma pulverização seletiva e não jogar um defensivo em toda a área. Você vai ter hoje uma capacidade de avançar nas técnicas cirúrgicas, tá certo? Então essas coisas todas é que o Brasil tá vendendo milhões de toneladas a troco daquilo que é ciência, pesquisa, inovação e tecnologia que o Brasil, eu acredito que ninguém sabe nem quem é o nome, é do ministro, da ministra de Ciência e Tecnologia do Brasil. Esse é o quadro que nós estamos vivendo.

TSThiago Salomão

Só pegando algumas atualizações, notícias recentes, né, já falando do novo investimento que a Ceia vai receber, né, R$78 milhões previstos até 2031. R$40 milhões vão ser destinados à implantação de um data center e um laboratório de veículos autônomos. É bem legal isso. E para quem não pegou a referência, né, da Jani, né, Geni, Geni e o Zeppelin, música de Chico Buarque, não, do Malandro, taca pedra na Geni, né, o refrão joga pedra na Geni.

Essa aí você também conhecia, né, Léo? Porque você também, além de muito culto na política, também nas novelas e na música popular brasileira. Eu gosto, eu gosto. Léo, a gente tem aí do nosso tempo aí está correndo mais rápido que a gente gostaria. Você tem ainda uma pergunta?

?Voz A

Eu tenho uma última, posso?

TSThiago Salomão

Lógico que você pode, cara, se o governador topar responder.

?Voz A

Ah, então a gente falando, né, sobre a questão da segurança, que a gente falou muito. E aí tem um ponto que eu sempre levanto, já levantei em outras entrevistas aqui, Caiado, que é o seguinte: a gente fala muito sobre combater a segurança, combater a insegurança nas grandes cidades, enfim, país afora, etc. Mas tem um outro ponto que torna o Brasil inseguro, que muitas vezes vai levar pessoas a reagirem a assaltos e abordagens criminosas, que é o fato de que as pessoas não têm uma estabilidade de renda.

Então hoje, qual que é a grande questão de roubaram o meu celular aqui na porta do, na Faria Lima? Não é só o fato de que roubaram meu celular, é o fato de que para 90% das pessoas é muito difícil comprar esse bem que foi, que foi subtraído pelos criminosos. Como que a gente cria uma sociedade em que haja uma economia estável a ponto de as pessoas não ficarem desesperadas porque perderam um bem que elas estão pagando em 10, 12 vezes? Então fizeram uma dívida para conseguir comprar e não vão conseguir recomprar.

RCRonaldo Caiado

E aí você vê o Lula falando: olha, e não vá na delegacia lá, eu vou mandar esse celular seu aí pelo correio, porque se você for na delegacia eu não sei que tipo tipo de delegado e policial que você vai encontrar pela frente. Veja bem, quer dizer, eu acho que ele só faltou dizer: vá lá na boca de fumo, tá certo, que você vai receber o seu celular e você vai pagar pouco por ele, que eu fiz um acordo com as facções agora. Ao invés de sair na delegacia, você vai na boca de fumo, você vai lá no escritório das facções e você vai pagar uma caução lá e você vai ter o seu celular de volta.

Esse é o Brasil. Agora, esta área de mesma pessoa tendo o celular roubado, como é que ela poderia ter tudo isso? Realmente eu vou deixar essa resposta, vocês vão entrevistar aqui o Anderson e a Thelma, tá certo? A nossa área de inteligência artificial, e com todo esse avanço na área de tecnologia, porque aí vai depender muito da evolução nossa para que a pessoa não tenha essa perda toda, aquilo tudo que tá armazenado, a vida dele tá armazenada lá dentro.

É, esse é um prejuízo enorme, além de ser uma afronta, né? Você está com telefone na rua, a pessoa vem de moto e tapa. Isso que agora a moda é que ele tem que estar ligado, porque aí eles acessam rapidamente aquilo ali e desmontam sua conta em 2 minutos, né? Então essa é a rapidez dele. Agora, eu posso dizer que quando você tem uma segurança eficiente, você não tem isso.

?Voz A

Mas do ponto de vista econômico, Como que a gente cria um país em que há estabilidade econômica para que a pessoa não se endivide para comprar um celular e não consiga muitas vezes ficar sem trabalhar, porque virou uma ferramenta de trabalho quando ela é roubada?

RCRonaldo Caiado

Como disse aqui o Salomão, e a tese que eu mais falo ela, certo? Eu hoje não tenho, eu muitos anos não tem tempo a ler romance, eu só leio história, tá certo? Eu só leio história. Então você tem que entender uma coisa só: você tem que aprender que existem muitos países no mundo que você não tem esse problema. Por quê? Porque você tem segurança, o cidadão. Então isso é um negócio brasileiro, isso não é uma realidade. Você não anda nos Estados Unidos com essa insegurança, você não anda na Europa com essa insegurança, você circula.

Agora, como é que nós vamos fazer isso? Exatamente implantando um sistema de segurança capaz de dar à pessoa o direito de ir e vir e ao mesmo tempo de exercer sua cidadania. Agora, hoje em dia você não sabe mais. Eu estava sendo aqui um dia entrevistado numa revista, o cidadão disse: ó, sinto muito, o senhor não pode ser entrevistado porque a repórter não vai ter como chegar. Ela vinha de bicicleta, roubaram ela, roubaram a bicicleta, roubaram a mochila dela, o telefone celular dela e o notebook dela também.

Aí um colega de vocês do lado disse, é, poxa, mas ela deu moleza, né? Aí eu olhei para o cara e falei, bom, se o que vocês pensam hoje é dar moleza, então quer dizer que a pessoa tem que andar dentro de uma redoma blindada para poder chegar ao local de trabalho. Então veja que ponto que acomodação das pessoas estão chegando hoje. Então este é o lado que a gente precisa de saber o seguinte: Isso não pode ser aceito, Léo. Essa é a primeira pergunta que tem que ser: isso não pode ser aceito.

A sociedade brasileira de repente fala: não, você deu moleza. Pô, cara, você deu moleza? A mulher tá indo para o trabalho de bicicleta, que é a opção que ela teve para querer ir para o trabalho, com a mochila dela, com o celular. Então ela não pôde ir lá me entrevistar, que ela teve que ir na delegacia de polícia fazer o boletim de ocorrência. Aí o cara deu moleza. Então É essa acomodação que as pessoas estão sentindo diante disso.

Então, aí eu tenho que ter carro blindado, aí eu não posso mais andar de aliança, aí eu não posso andar com celular, eu não posso andar amanhã com relógio, enfim, essas coisas todas. Então, isto é a consequência da acomodação. Isso é o que tem de pior no mundo. Você tem que reagir àquele fato que ele não pode ser dominante, que é o crime sendo é simplificado e vulgarizado da maneira como tá. Ah não, não sei o quê, igual o Lula falar: isso é vítima dos drogados, coitado dos faccionados.

Coitado, ele roubou para comprar um tênis, poxa vida, qual que tem demais? Então eu vejo isso como sendo algo que nós precisamos de resgatar, que essa autoestima do brasileiro, e não aceitar mais a convivência. Eu vi um, eu vi ontem um depoimento de uma colega médica Doutora Ana, uma cardiologista lá do Rio de Janeiro, não conhecia. Abrindo a rede social, abrindo aí o Instagram, ela lá dizendo: pelo amor de Deus, pelo amor de Deus, onde eu vou viver?

Onde é que os meus filhos vão viver? Eu não suporto mais ser agredida, não suporto mais ser assaltada. Pelo amor de Deus, que dia que nós teremos um combate aqui implacável? Usou essa palavra. Que dia que nós teremos um combate implacável ao crime aqui no Rio de Janeiro? Não sei aonde ficar, mas Então você viu, o cara é do— você acha que motoboy é fácil? Ó, aqui, ó, aqui, ó, aplicativo aqui no Rio de Janeiro. Você acha que para eu chegar lá é tudo uma mancha vermelha?

Eu tenho que passar por aqui, desviar para não entrar na área das facções. Então é isso que o Brasil tá virando. E de repente, cidadão: ah, eu tenho que seguir um aplicativo porque eu tenho que saber me desviar das facções. E as autoridades fica lendo. O outro fala assim: não, aqui em Pavuna eu tomei 800 apartamentos, aqui agora todos vocês vão ter que pagar R$300 aluguel para mim. Tomou 800 apartamentos do Comando Vermelho lá na Pavuna, no Rio de Janeiro. 800 apartamentos, um bloco, dois blocos construídos.

Pessoa pagou, Caixa Econômica pagando a prestação. Além da prestação na Caixa Econômica, vocês têm que me pagar R$300 por mês. É a ordem do Comando Vermelho. E pronto, meu amigo. E não tem um presidente, não tem nenhuma ação concreta para responder essa situação toda que as pessoas estão vivendo, ô É isso, cara. E daí a pouco você vê que o processo vai num desmando total com as decisões também do Supremo Tribunal Federal. Você corre o risco amanhã de ter uma desobediência civil instalada no país.

Eu sou roubado, ainda tem que cumprir decisão judicial, e tô vendo bandido circulando para cima e para baixo. Então, que país é esse? Eu tenho que cumprir ordem judicial e, no entanto, o Estado não me dá a proteção que eu preciso. Então você entrou num ciclo muito preocupante nesta eleição. Essa eleição, se não souber decidir, o Brasil caminha para um processo extremamente conflituoso. É isso aqui que eu enxergo.

TSThiago Salomão

Sempre que eu ouço essas histórias do, ah, deu bobeira, eu lembro sempre do texto da Marina Colasanti, A gente se acostuma, mas não devia, que na voz de Antônio já fica maravilhoso ali, mas a gente se acostuma com algumas coisas que não devia, não devia, sempre. Governador, pô, papo muito bom, mas nossa hora tá voando, então vou partir logo para o nosso ping-pong, aquele momento mais fácil que a gente faz sempre as mesmas perguntas para todos os convidados.

Quer dizer, fácil para a gente, difícil para quem vem, mas só pedir encarecidamente, você que já acompanhou o episódio até agora, dá aquela pausa agora e clica em inscreva-se no nosso canal. São quase 700 mil inscritos aqui no Market Makers, mais de 7 milhões de pessoas impactadas todos os meses. Então, pô, se você se inscrever, vai ajudar a levar esse conteúdo para mais pessoas, além de ser aquela chancela de que tá gostando do nosso trabalho de manter uma discussão muito plural, muito diversa aqui no mercado financeiro, trazendo todas as vozes importantes da política brasileira também, não só do mercado financeiro.

E óbvio, né, já se inscreve, deixa o like e continua acompanhando a gente, ó, da Mamba Water. Ah, falar, né, é verdade.

?Voz A

Ó, isso aqui não é patrocinamento novo, hein, Mamba Water.

TSThiago Salomão

Então vamos ajudar muita gente. Ó, isso aqui não é patrocínio. A Mamba Water funciona da seguinte forma: cada latinha dessa vendida, eles levam 1 litro de água potável para comunidades que não têm acesso. Então comprou uma lata dessa, eles levam 1 litro garantido. Então se você quer ajudar quem não tem acesso à água potável, vai lá em Mamba Water .com.br. Compre lá as suas. A gente comprou, inclusive compramos a com gás, que é uma delícia também.

Mas aqui agradecer ao trabalho que a Mamba Water faz de ajudar nisso aí. Vamos lá então, ping-pong. Agora saber o que o nosso governador lê, escuta, quem ele gostaria de ver aqui, a maior gentileza feita na vida dele. Governador, primeiro leitura. Você já deu aí uma dica aí, mas a gente sempre gosta de ouvir um livro mais técnico e um livro mais tema livre aí.

RCRonaldo Caiado

Eu tô me dedicando 100% à história, tem que ser honesto com você. Eu tenho lido o máximo possível da história, da história, da história, a história dos maiores líderes do mundo, tá certo? Seja Churchill, seja Roosevelt, amanhã seja também um momento da, os momentos da Segunda Guerra, momentos também da da crise que os americanos enfrentaram, uma quebra da bolsa, momentos que você vê como os países superaram as suas dificuldades.

Hoje, as transformações em Singapura, na Coreia do Sul, na China, são coisas que estão me Cada vez eu quero me aprofundar mais nesse aspecto aqui, é de aprofundar meu conhecimento para ver que quando— agora mesmo me impressionou muito o Narendra Modi na Índia, tá certo? Você chega lá, você tem um homem que tá conseguindo se manter como primeiro-ministro há um período bem maior, de uma segunda legislatura já. E que de repente você vê a China, você vê a Índia ali com todos os outdoor assim.

A Índia em 2047, na comemoração dos seus 100 anos de independência, é a segunda maior economia do mundo. Você vê ali 800 milhões de pessoas ainda vivendo numa condição de extrema carência ali, uma população de 1 bilhão e meio. E você anda, cara, é rodovia, ferrovia, é ponte, é viaduto, é túnel, é você ver um país se transformando. Você vai na área de tecnologia e inovação deles, você sai desse tamanhinho, Salomão, eles já estão batendo nós de capote, tá certo?

Eu, nós estamos buscando, buscamos não, fizemos uma parceria na área da saúde do meu estado de Goiás com a área deles lá. Eles estão conseguindo resultados enormes, tá certo, por um preço bem menor muito mais compatível por um verdadeiro SUS que deva chegar a toda a população brasileira. Então você nota é que você vê a capacidade dele em produção de satélite, o cara chegou na Lua, tá certo, e pelo outro lado. Então você nota que de repente, se você pega um BRICS aqui, você vê o Brasil daqui um dia perto para África do Sul, não é verdade?

Que o resto ele foi perdendo tudo. E se você pegar o Brasil 40 anos atrás, ele era exatamente à frente de todos esses países. Então Salomão, o que eu me preocupo hoje em dia, o que eu quero me aprofundar hoje em dia é exatamente nos exemplos que podem ter para que você possa governar e sinalizar o país para sair dessa, dessa, dessa paralisia, tá certo, mental, tá certo, e botar os cérebros para funcionarem e poder deixar essa criatividade.

Então eu tenho me dedicado mesmo à história, eu tenho tentado buscar o máximo possível de conhecimento, de superação que esses países todos atravessaram.

TSThiago Salomão

A gente já soltou a The Report de Índia, ou essa aí tá na—

?Voz A

já soltamos. Essa aí foi, temos uma revista mensal, a gente fez uma baita edição sobre Índia e a perspectiva de que a Índia seja a nova China do futuro.

RCRonaldo Caiado

Você tem uma ideia? Quando eu cheguei ao governo, meu secretário falava assim: governador, tem um congresso na Europa. Não, todo mundo tá proibido de ir para Europa, só pode ir para China. Eu tinha ido à China em 2013. Aí quando chegou em 2023, eu fui para China de novo. A hora que eu cheguei na China, eu tinha ido lá 10 anos atrás. Aí que eu fui para Huawei, para WeChat, para BYD, para essas empresas todas. Aí eu tinha passado há 10 anos atrás, que eu voltei agora, rapaz.

Eu voltei assim que eu falei, meu Deus do céu, mas não pode uma coisa dela, não tem cabimento. Esse povo aqui não tem área agricultável, esse pessoal aqui não tem água doce, esse pessoal aqui não tem essa condição que tem o nosso país, e acabou. Aí eu fui para Índia, aí voltei para o Brasil. Agora todas as viagens, meu secretário, só pode ir para Índia agora. Cortei 100% a China porque tá tão distante. Não, você vê o cara construir um prédio de 50 andares em 17 dias, você fala assim, poxa, você entendeu?

A distância tá ali, anos-luz. Então aí eu falei, não, agora vamos ver se a gente acopla para não perder da Índia. E a Índia já tá com a meta de ser a segunda economia do mundo em 2047. Para todo lugar que você anda, tá lá. Uma foto do Narendra Modi e a Índia, segundo maior economia do mundo em 2047. E o ritmo dele é um negócio impressionante, cara. É construção, obras maravilhosas, infraestrutura, facilidade logística, as pontes enormes por todos os lados.

Então você vê como é que pode 1 bilhão e meio de pessoas, é um terço, pouco mais de um terço do território brasileiro Eles estão dando a volta por cima, cara. E nós, com esse clima tropical, eles também têm, mas com nossa capacidade lá de produzir muito mais do que ele. O que falta a nós é exatamente isso, né, a formação.

TSThiago Salomão

Governador, uma música. E por que essa música?

RCRonaldo Caiado

É porque, veja, é uma coisa muito— você sabe que eu não deixo nunca, nunca abri mão das minhas raízes também. Acho Eu não vou ter a pretensão de dizer a você que a música mais linda que existe na língua portuguesa, que é Tocando em Frente, surgiu aqui semana passada, né?

TSThiago Salomão

Quem foi que falou recentemente?

?Voz A

Foi o Saccida, Adolfo Saccida.

TSThiago Salomão

É verdade, também falou dessa música.

RCRonaldo Caiado

Essa música é algo assim, é uma—

TSThiago Salomão

sabe que virou minha abertura de churrasco? É com Tocando em Frente. Eu vou começar os trabalhos ali, não é verdade?

RCRonaldo Caiado

Essa música é uma poesia linda. É uma coisa assim muito, muito assim da vida como ela é, a vida de quem realmente abriu esse Brasil. Eu acho que ela busca esse lado também que nos motiva a entender que tem que ter um reconhecimento a essas pessoas que desbravaram esse país hoje, que transformaram esse país, né, que deram condição de você ter expectativa ainda de poder vencer fortemente aqui diante dessa, esse espaço que tem aqui, essa natureza que Deus nos deu, e que a gente precisa só recuperar a parte política.

Então, tocando em frente, ele vai rasgando esse sertão brasileiro e ele vai trazendo riqueza, gerando emprego. Pessoas têm dignidade da função que ocupa, sendo ali tropeiro, sendo ali um cidadão que sabe também aplaudir a natureza. Enfim, eu acho que ela, ela tem muito disso, desse amor ao próximo também. Enfim, eu acho que ele consegue aglutinar tudo numa música só.

TSThiago Salomão

Quem não ouvir Tocando em Frente quando esse episódio acabar não foi tocado por essa conversa. Um convidado você gostaria de ver aqui no seu lugar trocando ideia com a gente aqui no Market Makers?

RCRonaldo Caiado

Uma pessoa trocando ideia com você, sendo entrevistado por nós? É, não vou puxar aí a sardinha aí só para mim, mas eu, nós estávamos comentando aqui antes de começar o programa, a capacidade de articulação do Kassab em relação ao momento político nacional, e o quanto ele sabe conviver com esses períodos mais críticos, e que criou um partido que tem uma estrutura de partido no Brasil. Isso é uma referência que vocês têm que refletir amanhã.

Porque partido, ele poderia simplesmente se concentrar para construir deputados federais e abrir mão de toda e outra qualquer candidatura, que muitos estão vivendo, é o caixa, né? Ter-se uma candidatura à presidência da República, onde na verdade ele poderia tudo distribuir 100% por deputados federais e não ter esse enfrentamento nacional. Então isso é ter visão de responsabilidade com o país. O Kassab hoje representa o único que preservou aquilo que já existiu no Brasil, ou seja, partido poder ser representativo do sentimento da população brasileira.

Ele é um bom papo e ao mesmo tempo é uma pessoa que traz aqui uma facilidade muito grande da gente conviver. E também eu diria, se você me deixar com tempo, também eu gostaria que vocês pudessem um dia trazer aqui uma pessoa que eu tenho um carinho por ela, como se fosse uma filha minha, que é a Ludmila Ajá, que é sem dúvida nenhuma hoje a maior referência em ciência no Brasil na área da saúde, tá certo? Que é uma napolina como eu e que hoje é uma professora mais jovem da Universidade de São Paulo e que é reconhecida mundialmente pelo trabalho que tem feito e pelas e pelas publicações que tem também produzido, não só na parte científica, mas também do ponto de vista editorial, para mostrar o quanto nós precisamos de avançar nessa área.

TSThiago Salomão

Sensacional! Só Kassab já recebeu algumas indicações, já tentamos. É um cara com uma habilidade de saber jogar. Eu vou guardar essa pergunta para uma próxima vinda sua. Fechar logo com a gentileza, que estou curioso. Qual foi a maior gentileza feita na vida de Ronaldo Caiado?

RCRonaldo Caiado

Ó, gentileza recebida, recebida. É isso aí, a gentileza ela vem também com um pouco de lição. Eu poderia dizer você o seguinte: um momento de muita reflexão na minha vida, quando eu estava ainda na fase de residência médica, certo, e que eu estava passando ali em visita os pacientes na enfermaria do Hospital Miguel Couto, onde eu era ali o chefe do plantão. E um paciente ao lado do meu, não era, não estava sobre o meu tratamento, sobre meus cuidados.

Aí eu virei a ele e perguntei a ele: como vai você? Aí ele, de uma maneira dura, é um jovem, 17 anos de idade, um mineiro, que foi pegar onda do mar no Rio de Janeiro. E naquele caixote que a onda quebra de uma vez, aí chamada período de verão, é muito comum essas lesões lá. Era tipo de lesão que mineiro sofria, por não ter como. Nós goianos também, que não tem mar, na verdade. E ele bateu a cabeça no fundo do mar e fez uma fratura na coluna cervical e tava tetraplégico, ou seja, só mexia com a boca e com os olhos.

Você tem uma ideia, isso é muito comum nesse tipo de acidente. Então a pessoa fica 100% paralisada. Aquela época você colocava uma tração na cabeça da pessoa, que é uma tração de crochê, e você amarrava lá, botava um peso para tentar ver se você reduzia aquela fratura da coluna. E aqui a pessoa sofria sem parar, aonde desenvolvia escaras, são aquelas feridas nas costas, insuficiência infecção urinária. Aí tinha comprometimento pulmonar, porque não respira direito, amarrado ali.

E eu virei para ele e falei assim: como você está? E ele vira para mim assim, aquele olhar assim de um menino, tá certo, um jovem. Só isso que você tem para me perguntar? Como eu estou? Você não tem mais nada para me propor? Você me vê amarrado aqui nessa, com esse ferro cravado na minha cabeça, e você vem me perguntar como que eu estou? Rapaz, aquilo ali me deu um momento de reflexão. E dali eu fui fazer, fui para a França fazer especialização em cirurgia da coluna.

Então hoje as pessoas têm aquela lesão, você bota ele no centro cirúrgico para fixar, entra, libera, substitui ali aquela área fraturada, fixa ali com as placas, tá certo, resistentes, que são placas de cromo, cobalto, molibdênio. Você tem ali as ligas fortíssimas, você fixa aquela coluna. E aí a pessoa, nós não conseguimos avançar na recuperação da medula, mas essa pessoa ficava lá quase que crucificado, tá certo? A gente já pega ele, já sai do centro cirúrgico, ele já tá, a gente já bota ele sentado numa cadeira, tá certo?

Você já dá o banho nele, ele já movimenta, você já leva ele com facilidade. Então você muda a vida da pessoa. Qual é a gratidão maior do mundo do que você ver aquela pessoa pelo menos não ficar ali na situação que ele estava? E aquele rapaz me deu oportunidade de eu ir para França, de eu fazer minha formação. E isso hoje em dia já existe pelo Brasil todo, seminário. E você vê a gratidão da pessoa em poder expressar que não morre mais insuficiência respiratória, insuficiência renal por escaras, infecção, septicemia.

Então são coisas assim que a vida mostra que não tem nada melhor no mundo, né? Nenhuma gratidão maior você possa receber do que eu tá andando num lugar ou no outro, a pessoa levanta a camisa assim, mostra a cicatriz, aqui a assinatura do senhor aqui, ó, muito obrigado, e hoje eu tô trabalhando e tal. Então veja bem, Você tem uns casos mais graves, os outros menos, e você tendo esse retorno da pessoa, aquilo que você recebe dela não tem nada mais gratificante.

É de arrepiar, tá certo? Essas conquistas que a gente tem. E lógico que também os depoimentos na minha vida política, das pessoas sim podendo dizer: ó, governador, eu sento na porta da minha casa, eu pego o meu ônibus, eu passei com minha filha, eu ando pelo estado hoje, não tem nenhum problema. Então, em cada etapa da sua vida, você tem momentos importantes, Salomão, em que você, fazendo aquilo que é tendo amor ao próximo, salvando vidas, cuidando das pessoas, você tem o retorno, você recebe a gratidão dessas pessoas.

TSThiago Salomão

Que história maravilhosa! Aproveito para dar um— os médicos da minha vida, né, meu irmão Rafael e meu pai Carlos Roberto, dois médicos que É uma, é quase como um chamado, né? Quando a pessoa, além de ter que estudar muito para virar médico, mas você tem que atender um chamado, que a vida das pessoas está nas suas mãos.

RCRonaldo Caiado

É muito transformador. Atropelada, e você escuta da mãe, do pai, do irmão: olha, meu filho tá na mão de Deus e do senhor. Rapaz, você fala: meu Deus do céu! Verdade, o cara quando chega politraumatizado, atropelado assim, olha, doutor, só sabe como é que é, tá na mão de Deus e do senhor. Então, quer dizer, a responsabilidade que você tem, um irmão e um pai, e que a melhor profissão do mundo, não tem a dúvida, você salva a vida, não tem nada igual. Se cuidar da vida das pessoas, não tem nada igual.

TSThiago Salomão

Bom, se você virar presidente da República, você pode fazer um comparativo, né? Se é médico ou presidente, o que que é melhor. Mas a gente vai saber nos próximos meses. A gente deixa aqui o agradecimento. Obrigado, governador, boa sorte na campanha, sucesso, e portas Market Makers estão sempre abertas para você.

RCRonaldo Caiado

Muito obrigado, Salomão, muito obrigado.

TSThiago Salomão

Aí o nosso LEP, gostei que você assumiu o LEP mesmo, cada vez mais final pós-governador.

RCRonaldo Caiado

Ah não, agora ficou bonito, ficou realmente compatível. Muito obrigado, eu que agradeço.

TSThiago Salomão

Valeu.

RCRonaldo Caiado

TriadMarket.

TSThiago Salomão

Mas obrigado, valeu, Léo. Pô, muito bom. Como sempre, você é do meu lado abrilhantando aqui as perguntas, sempre muito elogiado.

RCRonaldo Caiado

Parabéns, viu?

?Voz A

Muito obrigado. Em breve estaremos de volta.

TSThiago Salomão

É isso. E você que viu até o final, joinha no vídeo, se inscreve no canal. Toda terça, quinta e domingo tem episódio novo aqui no YouTube ou na sua plataforma de podcast, sempre às 18 horas, sempre com alguém muito mais interessante do que nós do outro lado da bancada compartilhando a história deles com a gente. Até a próxima e tchau!

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