#416 | QUE ESTÁ FAZENDO O BRASILEIRO VIAJAR CADA VEZ MAIS?
Por que o brasileiro continua viajando mesmo em períodos de juros altos, crises e incerteza econômica?
Neste episódio do Market Makers, Thiago Salomão recebe Juan Carlos Pasquel, Diretor de B2C para as Américas na Expedia Group, para entender o comportamento do viajante brasileiro e por que o Brasil se tornou um mercado tão estratégico para uma das maiores empresas de viagens do mundo.
Juan explica por que o brasileiro coloca viagens entre suas prioridades de consumo, como o mercado de viagens corporativas mudou depois da pandemia e o que diferencia Brasil, México, Canadá e outros países das Américas.
O papo também passa pelo crescimento da Expedia no Brasil, pela combinação entre viagens de trabalho e lazer — o chamado “bleisure” — e por uma transformação que está apenas começando: o impacto da inteligência artificial e de ferramentas como ChatGPT no planejamento de viagens e na tomada de decisões dentro das empresas.
Neste episódio:
• Por que o brasileiro gosta tanto de viajar
• Como parcelamento e comportamento de consumo influenciam o setor
• O crescimento das viagens corporativas depois da pandemia
• Por que o Brasil é um mercado estratégico para a Expedia
• As diferenças entre os viajantes do Brasil, México e Canadá
• Trabalho + lazer: o crescimento do “bleisure”
• Como a IA está mudando a pesquisa e o planejamento de viagens
• Os aprendizados de Juan após mais de uma década na Expedia
• Liderança, carreira e gestão em uma multinacional global
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O QUE ESTÁ FAZENDO O BRASILEIRO VIAJAR CADA VEZ MAIS? | Market Makers #416
Apresentadores: Thiago Salomão (Apresentador do Market Makers)
Convidado: Juan Carlos Pasquel (Diretor de B2C para as Américas na Expedia Group)
Edição: Pedro Pereira
Captação : Renan Moncoski
#EXPEDIA #VIAGENS #NEGÓCIOS #TURISMO #MARKETMAKERS #THIAGOSALOMÃO
Thiago Salomão
Juan Carlos Pasquel
- O comportamento do viajante brasileiro e suas prioridades de consumobrasileiro adora viajar·prioriza viagens sobre outras compras·crescimento de dois dígitos na Expedia·influência das redes sociais·curiosidade por novos destinos
- O crescimento das viagens corporativas e o foco da Expedia no setoroportunidade no mercado corporativo·atendimento a autônomos e PMEs·60% viajam mais pós-pandemia·produtividade como prioridade·programa de fidelidade Hotéis.com
- A importância do parcelamento e tendências globais nas viagens do brasileirofacilidade de parcelamento de viagens·seguindo tendências mundiais·apelo de voltar às raízes·praias e litoral brasileiro
- Diferenças entre viajantes das Américas: Brasil, México e Canadábrasileiro planeja e pulveriza destinos·mexicano viaja de última hora·canadenses e a relação com os EUA·brasileiro ignora política externa
- Aposta da Expedia no Brasil e o impacto da inteligência artificial nas viagensBrasil é mercado top 5 para Expedia·crescimento agressivo no mercado·IA e ChatGPT no planejamento de viagens·análise de dados com IA
- A trajetória de Juan Carlos Pasquel e sua paixão por viagensvida dividida entre Equador, EUA e Brasil·afinidade com o Brasil·carreira em analytics e marketing·longevidade na Expedia·desafios da categoria de viagens
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Realmente brasileiro é um povo que adora viajar.
Hoje a gente vai falar de um assunto bem específico que é o mercado de viagens no Brasil, principalmente para quem faz viagens a trabalho.
Você vê outros mercados com um orçamento um pouco mais curto, eles talvez privilegiariam outras coisas, como, ah, vou comprar uma geladeira, deixa eu viajar. Brasileiro viaja, depois dá um jeito com a geladeira, ou fica com a antiga, entendeu? Eles estão pensando, é, vou para Orlando, vou fazer meu shopping, vou fazer minha viagem porque eu gosto, mesmo Estados Unidos tem problema nenhum. Tipo, eles isolaram completamente esse problema político, não tem nada a ver com a gente, e a gente absolutamente Nossos próprios clientes, nossos próprios viajantes, eles usam outros tipos de tecnologias, por exemplo, para pesquisar viagem.
Antes era um hotel barato no Rio de Janeiro, Google. Agora você vai no ChatGPT e ele te monta o roteiro inteiro do que você vai viajar.
Como é que tá para vocês olhando para o Brasil nesse momento? Exige cuidado porque várias empresas pedindo recuperação judicial. Enfim, como é que vocês estão olhando para o Brasil nesse momento?
A gente aposta muito fortemente no Brasil.
Sim, sim, sim, tá começando mais um Market Maker. Seja bem-vindo ao podcast da Família Investidora Brasileira. Eu sou Thiago Salomão, CEO e fundador dessa empresa que já fala com mais de 7 milhões de pessoas por áudio, por vídeo, por texto, pela nossa comunidade de investidores, enfim, de todas as formas possíveis. E hoje a gente vai falar de um assunto bem específico, que é o mercado de viagens no Brasil. E a gente vai trazer principalmente para quem faz viagens a trabalho.
A gente tá aqui com Juan Carlos Pasquel, ele é diretor de B2C para Américas na Expedia Group. Américas pega América Latina, pega o Canadá também. Ele lidera o time de marketing e parcerias da região, incluindo a área de Consumer Marketing Sites e o time de Latam Partnerships. E o Juan não é brasileiro, mas já mora no Brasil aqui há 18 anos, fica aqui nessa cidade linda de São Paulo. Então vamos falar em português. Juan é natural do Equador, mas já teve sua vida no Equador, nos Estados Unidos, né, onde passou por algumas empresas, entre elas a Microsoft, e hoje está aqui no Brasil já um bom tempo trabalhando nesse mercado, né, crescendo aqui, um mercado crescente, e que vai explicar por que que agora o mercado de viagens corporativas é a menina dos olhos ali para turma da Expedia.
E vocês vão pegar algumas dicas bem interessantes, alguns dados desse mercado, que aquele papo de market makers, quando a gente pega um assunto específico e destrincha bastante para sair sempre mais inteligente do que entrou no podcast. Então já peço aquele pedido encarecido de deixar o like, se inscrever no canal, que ajuda a gente a chegar em cada vez mais pessoas. Já falei, são 7 milhões de pessoas todos os meses impactadas, mas a gente quer cada vez mais, sempre mais.
Quanto mais pessoas tiverem conhecimento, melhor. É bom. Juan, está preparado para o nosso papo? Já fizemos um belo papo aqui pré-entrevista. Já vi que você já tá preparado, tá preparadíssimo. Já perguntei qual a expressão favorita. No final do episódio vai contar aqui qual a expressão favorita que ele gosta de repetir aqui sobre o Brasil. Eu adorei, eu achei incrível. Mas, Juan, primeiro queria que a gente falasse um pouco desse mercado de viagens a trabalho e também até do próprio comportamento do brasileiro como viajante.
Vamos começar primeiro pelo brasileiro como viajante, né, pensando que a gente tá aqui falando principalmente para o mercado brasileiro. Mas o que que o brasileiro tem de diferente em relação ao resto do mundo? A gente é um povo que viaja mais mesmo, viaja dentro da média, viaja menos? Enfim, qual que é o raio-x que você, com toda a sua experiência nesse mercado, consegue fazer do brasileiro viajante?
Bom, muito obrigado pelo convite, né? Um prazer estar aqui. Realmente, brasileiro é um povo que adora viajar. Eu acredito que eles até priorizam viagens mais que outras coisas que talvez nos outros você você vê outros mercados onde o pessoal se está com um pouquinho de, vamos, com um orçamento um pouco mais curto, eles talvez privilegiariam outras coisas, como, ah, vou comprar uma geladeira, deixo de viajar. Brasileiro não. Brasileiro viaja, depois dá um jeito com a geladeira, ou fica com a antiga, entendeu?
É impressionante, porque eu estou na Expedia, que é um dos maiores conglomerados, né, americanos de viagens, há 16 anos. E todos esses anos a gente começou com um negócio bem pequenininho aqui, que agora virou bem maior. E ao longo de todos esses anos a gente nunca deixou de crescer 2 dígitos, 2 dígitos altos, mesmo em épocas de recessão, a parte econômica era difícil.
Porque 18 anos, vamos lá, 18 anos para trás, então é 2008, vocês pegaram uma grande crise que a gente teve no Brasil, 2015, 2016.
2014, 2015, 2016. 2008, 2009 lá no mundo também. A gente começou, mas claro, era um negócio um pouquinho menor, mas mesmo assim a gente apostou forte porque de fato o crescimento vinha e vinha por conta da demanda. Brasileiro adora viajar. A gente pegou também um pouco o início da virada do brasileiro fazendo compras mais online, ou seja, adotando mais e-commerce, os hábitos de e-commerce. Então já não ia necessariamente numa agência de viagens assim física, mas começaram a ver as lojas da internet, né?
Aí a Expedia estava muito bem posicionada com a marca principal aqui no Brasil, que é o Tays.com. Sim, até ia mencionar, o Tays.com, que é nossa marca principal, o carro-chefe aqui no Brasil. E a gente vê um crescimento de novo super agressivo ao longo de todo esse tempo, por conta principalmente de uma demanda que é incansável, graças a Deus. Brasileiro adora viajar. E falaria que o brasileiro tem algumas características que são interessantes, são a paixão pelas viagens, e a gente já falou disso, É um viajante que se programa, que se planeja para viajar.
Então temos 30 dias de férias, isso não acontece em todo mundo. Então tem um amplo, tem bastante tempo para viajar, para se planejar e para de fato viajar. Então eles usam muito esse tempo para fazer o planejamento. E o planejamento também é a parte gostosa das viagens, né? Quando você já começa a pensar o que vou fazer no próximo verão, o que a gente vai fazer nesse feriado, onde que a gente vai explorar diferentes destinos. O brasileiro faz muita pesquisa, então faz parte disso.
Brasileiro também é um povo muito influenciado pelas redes sociais, social media, né, que de fato um veículo importante para eles absorver conteúdo e trazer conteúdo que eles estão pesquisando durante a época de viagens, mais que outros mercados. Então, de fato, um bom influenciador tem mais peso no Brasil que talvez em outros mercados. E outra coisa que é interessante dos brasileiros quando viajam, que eles realmente viajam para diferentes lugares.
Então não é, tem mercados também lá fora onde você vê que 80% do pessoal viaja num destino só. Então eu cuido, por exemplo, do México. México é principalmente Estados Unidos como um destino internacional. No caso do Brasil, por exemplo, não é super pulverizado. Então você vai Estados Unidos, mas tem muita gente indo para Europa, aliás, mais que para os Estados Unidos. E na Europa não só Londres e Paris e Lisboa, não. Também vê destinos secundários na Itália, Croácia, sabe?
Eles seguem também tendências. Se você tem um clone da vida, a pessoa vai para Turquia. Esse ano a tendência principal é Tóquio e Japão. Então brasileiro é um povo curioso nesse sentido.
Só um complemento a isso, é que eu acho que isso também reflete o fato de o Brasil tem muitas bênçãos naturais, Mas ele tem algo que não ajuda muito, que é essa distância para o resto do mundo, né? A gente tem nossos vizinhos aqui da América do Sul e América Central, mas a distância do Brasil para os Estados Unidos, do Brasil para Europa, é quase que a mesma, e é grande, né? É uma distância grande. Então você falou do mexicano que vai muito para os Estados Unidos, porque é quase como a ponte aérea Rio-São Paulo aqui é o México-Estados Unidos.
Então o brasileiro ele acaba sendo um grande plano de viagem, né? Ir para Europa tal qual ir para os Estados Unidos. E mas é um ponto, é um ponto curioso mesmo do também da questão das próprias férias, né? O brasileiro ele é um povo que consegue usufruir mais tempo de férias do que outras sociedades, né? E a questão das redes sociais, né? Somos super, acho que isso se reflete muito até nas grandes empresas globais que sempre testam suas novidades em em usabilidade de celular no mercado brasileiro, que ele absorve muito rapidamente.
Com certeza absorvem tecnologias, as redes sociais como uma fonte de informação e conteúdo. Você falou corretamente e bem importante as distâncias que são maiúsculas. Se você não dá para fazer um bate-volta, né, você vai pegar um avião no mínimo 8, 9 horas. Isso já requer um certo planejamento e você também já vai aproveitar e tem que aproveitar mais. Viajando, conhecendo, mas também se programando. Então tudo isso faz parte do negócio.
Eu tenho um irmão que mora em Portugal, trabalha lá em Portugal. Ele tava me contando que ele passou 2 dias e meio em Amsterdã agora, né, num fim de semana. E eu pensei, meu Deus, imagina a gente sair daqui do Brasil para ir até Amsterdã, ficar 2 dias e meio e voltar. Não faz o menor sentido. Mas para ele é uma distância muito curta, né. Então É, acho que isso faz essa diferença. Mas uma coisa que eu, aí talvez seja uma opinião, porque eu não sei se os dados dizem isso, mas por que o brasileiro gosta tanto de viajar?
O que que, eu já entendi as distâncias, já entendi a questão das férias, mas por que ele gosta? Porque assim, eu gosto de viajar, mas eu não sei se eu saberia, se a minha explicação é a mesma que reflete os brasileiros. Você consegue trazer algum insight sobre isso?
Olha, tem alguns, mas não é uniforme, né? Viajar é uma dessas paixões pessoais. As motivações são diversas. No caso do Brasil, tem algumas, né? Pelo menos nas minhas observações, tem com certeza o fato de ter um lado prático, que é bem importante, já do lado de negócios, né? Que você consiga parcelar viagens, especialmente viagens mais caras. Essa facilidade, a forma que você paga a viagem, facilita e facilita muito você poder viajar.
Então você enxerga uma viagem, no mundo inteiro eles enxergariam uma viagem de R$1.000 com custo de R$1.000. No brasileiro é, nessa viagem, R$200 nos próximos 5 meses. Então eu consigo, tem cabimento no meu orçamento R$200 nos próximos 5 meses? Tem. Então vou viajar. Então do lado prático, essa facilidade de compra é crítica, é crítica. Agora, as outras coisas que também influenciam, de novo, tendências. O brasileiro é uma pessoa que está muito plugada, muito ligada nas tendências globais e muitas dessas tendências mostram destinos muito atraentes.
Emily in Paris aparece na TV, isso vai movimentar viagens no Brasil, com certeza. Estava falando do clone quando apareceu aqui, que a Turquia virou uma sensação. Então eles adoram seguir tendências mundiais, então quem conhecer. Também tem um negócio que o brasileiro vem de muitas partes do mundo. É um povo de imigrantes. Então aqui tem muito italiano, tem muito português, tem muito alemão, tem muito japonês. Tem um apelo, né, voltar para terrinha, para as raízes, conhecer um pouco a história dos pais, dos avós, que você vê isso.
Então é um povo inquieto nesse sentido. E a última coisa que eu diria de apelo, certamente os dados se mostram isso no Brasil, que a gente é abençoado com um litoral gigante, com umas praias belíssimas, E o brasileiro adora viajar quando fica em casa, que a maior parte das viagens são domésticas. Praia é uma predileção enorme e nosso verão é longo, verão muito comprido, né? Então a gente tem muitos meses de sol e calor. Aproveitar a praia faz parte da matéria-prima do Brasil, entendeu? Então isso também facilita aí. Incentiva muito as viagens.
Eu gostei da referência. Quem não pegou a referência do Clone, é a novela que passou na Globo. É que a primeira vez que o Clone passou você nem estava no Brasil, né? Foi 2001, né? Entre 2001 e 2002. Deixa eu até checar, que meu parceiro Lepo, que é o que eu sei sobre o Palmeiras, o Leopoldo sabe sobre novelas brasileiras. E realmente foi um fenômeno, né? Todo mundo, essa coisa de digitar tendências Realmente pega. Mas aí, olhando especificamente para o mercado de viagens corporativas, o que que diferencia um do outro?
Ou melhor, eles se diferenciam? Enfim, o que que é esse mercado no mundo e também dentro do Brasil? Por que que ele brilha os olhos de vocês?
De novo, o grande componente do hotéis.com realmente serve mais para viagens de lazer. Porém, a gente tem reparado que temos uma oportunidade, uma oportunidade de negócios muito grande de explorar esse mercado corporativo na seguinte forma, né? As pessoas que viajam a trabalho e fazem parte de empresas grandes provavelmente estão bem servidos com uma agência de viagens corporativa, American Express, agência, tem algumas. Mas para um grande número de pessoas que fazem, são independentes, que fazem essas reservas individualmente, pessoas autônomas, consultores, doutores ou advogados, pessoas que trabalham por conta própria, pequenas e médias empresas.
Então você tem um grande sucesso, podcaster que às vezes tem que viajar, e você vai, entra no site, você vai fazer sua própria programação, suas próprias reservas, né? Então tem um, tem uma tem uma demanda muito forte. A gente vê, por exemplo, nos números, a pesquisa que a gente fez recentemente globalmente para o Brasil mostra que 60% das pessoas que viajam a trabalho estão viajando mais agora que antes da pandemia. Sim, desses 60%, 50% vão viajar 3 noites ou mais, tá?
E além disso, você vai fazer 3 noites, 3 viagens ou mais, e vão ficar 8 noites ou mais. É isso. Então A demanda em si é muito grande. O que acontece? A gente, o que que a gente quer fazer dentro de um site, dentro do próprio sítio que já é familiar, onde você tá familiarizado, onde você faz suas reservas comumente, normalmente, a gente quer criar um ambiente de, se você vai fazer uma viagem a negócios, você vai ter uma experiência muito mais customizada e mais pertinente para o tipo de viagem que você quer fazer.
Por quê? Porque o viajante que faz as viagens a trabalho, procura outro tipo de, é uma outra modalidade, vai. A mesma pessoa, mas está pensando de uma forma diferente. Porque quando você viaja a trabalho é uma coisa muito mais prática. Você não tem que estar pesquisando 10 mil hotéis que estão em, ou está, tem uma piscina maravilhosa, está na beira da areia, essas outras coisas que você tá pensando quando está pensando uma viagem a lazer.
Não, é uma coisa prática A localização tem que ser boa, é um hotel que tem que me dar algo, que tem que ter algumas características, um bom Wi-Fi entre elas, uma política de flexibilidade boa para, por exemplo, se eu preciso cancelar último minuto, tem essa facilidade. A gente também vê nas pesquisas que eles prezam muito, por exemplo, por coisas como café da manhã, academia, e certamente um quarto talvez até silencioso, um bom quarto para poder descansar, porque eles estão pensando principalmente em produtividade, né? 70% dos pesquisados te falam que produtividade é o top das prioridades deles.
Então, uma boa noite de descanso no lugar perto do trabalho, onde eles vão, onde eles vão viajar por conta do trabalho, é premium para eles. Então, a gente quer fazer isso. Como? Você entra no site, cria um perfil de trabalho, e esse perfil de trabalho vai customizar a navegação que vai ter sendo que já identifica que você é um viajante que vai viajar a trabalho, que tem certas preferências, um quarto com Wi-Fi, um quarto com esse tipo de características.
Já guardamos esse perfil e você vai ter uma, de novo, uma experiência muito mais customizada dentro de um site no qual já é familiar para você. E essa é uma experiência um pouquinho mais diferenciada. Agora, o grande diferencial da Hotéis.com especificamente é nosso programa de fidelidade, que realmente vai dar na mosca nas necessidades desse cliente e o premia de uma forma diferenciada. Nosso programa é muito simples e é muito rico e muito generoso.
Você fica 10 noites com a gente, você ganha uma noite na média das 10 noites que você ficou com a gente.
Quase como quando aqui em São Paulo compra 10 pizzas, você recorta lá e você ganha uma.
Isso mesmo. Então ficou 10 noites, você ganha uma noite, que é uma modalidade super fácil de entender, né? Porque muitas vezes os programas de fidelidade são extremamente complexos. Neste caso são bem fácil e é muito generoso de novo, porque basicamente você está ganhando um desconto real de 10%. Na categoria, os descontos normalmente, a média de um desconto na categoria é 2%, 3%. 10% é bem, bem generoso.
Essa, eu uso essas 10 viagens a trabalho?
Não necessariamente, aí que está. Então você vai acumulando essas noites, principalmente porque você vai viajar muito a trabalho. De novo, você está viajando 3 viagens a mais, você está ficando 8 noites. Então rapidamente você vai acumular essas 10 noites. E aí você ganhando essa noite, você pode gastar essa noite como você quiser. Quer poupar na sua próxima viagem a trabalho? Quer poupar esse dinheiro? Você pode usar. Mas se você quer gastar essa noite num hotel com sua esposa, seu esposo, namorado, família, num fim de semana gostoso na praia, também pode fazer. Então já é para você realmente usufruir como você acha melhor.
Pô, isso assim, pegando o meu exemplo pessoal, não tenho feito viagens tão longas de trabalho, mas eu fiz várias viagens onde eu fiquei uma noite em Porto Alegre, uma noite no Rio de Janeiro, uma noite em BH, e já poderia ter acumulado isso. Enquanto você falava, eu vim aqui no hotéis.com, coloquei na parte para viagens a trabalho, que tem que fazer o ticar ali, e fiz um teste porque eu pretendo ir para o Rio de Janeiro mais uma vez esse ano.
E aí eu coloquei, nem coloquei que vou para o Rio, coloquei que vou para o Leblon, que eu sempre acabo indo para lá, e coloquei aqui a data e tudo mais. E achei muito curioso que a primeira opção que ele me deu é justamente o hotel que eu já tenho ficado as últimas vezes. Então já Já foi certeiro. A diferença é que já trouxe um desconto que eu não tinha quando eu fechava ali. Pô, que legal!
E isso também faz parte do programa da fidelidade. Se você vai ficando mais noites com a gente, obviamente você entra nos diferentes estratos de premiação. Então você entra como prata, ouro e platino, né? Se você é um cliente platino, você, além da noite grátis que você vai ter, você vai ter descontos diferenciados. 30% acima do 10% que você já está ganhando com a gente. Então tem outros benefícios. E os hotéis também que participam nesse programa também dão outro tipo de benefício para você.
Você chega lá, uma garrafinha de vinho, algum tipo, sabe, de cortesia que você está ganhando por fazer parte do programa. Então tem bastante, você é premiado simplesmente pelo fato que você está viajando de um jeito que você já viajaria, porque é trabalho, não tem muita escolha, você tem que viajar mesmo, entendeu? É uma forma de você ser premiado ou recompensado por um hábito que você já tem.
Agora, Juan, o quanto que, pô, qualquer usuário de internet, acho que a coisa mais importante é você tá no ambiente friendly, né? Aquela poucas fricções, poucos. O quanto que isso entra em conta? Porque é muito fácil usar aqui, né? Isso de fato é proposital, uma questão que, meu, isso tem que ser um diferencial, tem que ser o mínimo possível de interações para que ele consiga fechar.
Uma das grandes diferenças entre um viajante a negócios ou a trabalho e outra pessoa que está indo a lazer é que é uma pessoa, de novo, que preza pela praticidade e tem que ter tempo e dinheiro, né? Então tempo em tudo, incluindo na hora de fazer a reserva. Você tem que ter uma experiência rápida, uma experiência fácil. E uma experiência que, no caso, você, de novo, você identificando como viajante de negócios, criando esse perfil, uma das coisas que a gente vai fazer é te levar muito mais rápido pelo funil de compra para chegar na página final, porque você realmente não está interessado de novo em fuçar, em pesquisar muito, que você já sabe o que você quer e a gente quer acompanhar essa decisão junto com o cliente.
E esse mercado, você falou, né, que as pessoas voltaram a viajar muito depois da pandemia. A gente vivenciou, principalmente no mercado financeiro, vou trazer a visão, né, do que a gente viu aqui. Teve aquela coisa do, bom, primeiro a pandemia, toda aquela tristeza que foi aquele momento, mas aí veio aquela coisa até meio difícil de explicar hoje depois de tanto tempo, mas chegamos a acreditar que ninguém mais ia voltar para o escritório, ia ser o home office forever.
Eu trabalhava numa empresa na época, na XP, XP chegou a montar o projeto do, de ter a Vila XP, uma área onde as pessoas, todo mundo ia trabalhar de casa, mas ali ia ser a região de si. Bom, o tempo passou e mostrou que a vida voltou ao normal, voltou ao normal muito rápido. E você acha que as pessoas voltaram a viajar até principalmente por causa desse sufocamento que teve e voltou? Com certeza, porque parece que as pessoas chegaram a esquecer a importância da interação pessoal, né, de estar ali próximo no dia a dia.
Você acha que isso no Brasil foi mais forte do que no resto do mundo, ou você vê essa uma tendência mundial mesmo?
Eu acho que foi uma tendência mundial, com certeza. Alguns países se abriram mais rápido que outros, né? A gente viu uma movimentação bem ágil, talvez, por exemplo, nos Estados Unidos, a certo ponto. Ásia muito mais restrita. Então depende do lugar. Brasil realmente rapidamente começou a voltar à normalidade, até porque a gente é um povo muito social, a gente precisa, né, do contato. Esse contato. Na área de negócios também é crítico, porque por mais que você faz muito planejamento através de videochamada, você sabe, de fato você vira, mas a gente aprendeu a virar, a ser mais produtivo dessa forma até um certo ponto, mas na hora H, quando você realmente precisa conhecer o parceiro, fechar um contrato complexo ou extremamente delicado.
Ou quando você realmente está conhecendo o lugar, as novas empresas, novas parcerias, é mais potente, sabe? Quando você de fato conhece as pessoas, você olha no olho, você entende qual que é as necessidades dessas pessoas, é outro tipo de papo, outro tipo de relacionamento que você constrói. Até dentro das próprias empresas, né? Você trabalha numa empresa gigante que está em vários países, com meus colegas, e muitos deles não conhecia durante a pandemia.
Eles foram contratados talvez durante a pandemia, não conhecia muitos deles, mas a gente falava sempre por vídeo. Na hora que a gente chega a se conhecer pessoalmente, o nível de colaboração sobe exponencialmente. É uma coisa, sabe, natural. Tipo, a gente se entrossa mais, se conhece melhor, entende melhor, tem mais empatia pelo outro.
Natural.
Agora, voltando aqui ao, a reserva, né, quando para pegar essas 10 noites, eu tô vendo aqui, eu não vou fechar aqui agora, né, mas o, como eu tiquei que era uma viagem corporativa, eu não sei se é por isso que apareceu, mas já na opção já aparece junte selos. É justamente isso, né? Então se eu colocar aqui, eu vou ficar 2, 3 noites, eu vou ter esses 2 ou 3 selos, isso mesmo, que eles vão se acumulando, e depois eu posso usar para uma viagem.
Já fica guardado no teu perfil, e aí você vai ver quanto você está chegando próximo dos selos. De novo, no Brasil a gente é privilegiado, até nas viagens a lazer, como a gente viaja mais longo e planejado, normalmente a gente fica mais noites, né? Então rapidamente a gente atinge esses 10 noites, não é um sonho impossível. Tem mercados, de novo, onde as viagens são mais curtas, e talvez acumular 10 noites É uma proposta um pouco mais difícil, mas no caso do Brasil a gente vê pela própria experiência e a adesão enorme que esse programa tem com nossos clientes, que desde noite é uma coisa bastante viazível.
Porque as capitais no Brasil, dentro do Brasil, né, elas já têm uma distância que exige o avião, e a gente não tem uma malha de transporte, né, não tem um trem que leva de São Paulo até o Rio, não tem. Então a gente realmente, ou avião ou aqueles ônibus, você vai ficar 6, 7 horas ali até chegar. Então acaba sendo muito mais, muito mais cômodo. Se pegar outras capitais, então, né, nem se fala. Pensando aqui em São Paulo, né, que acaba sendo quase todo mundo vem para cá fazer alguma coisa, mas também quando você vai de São Paulo para outras capitais, tem muito disso.
Ô Juan, eu fiquei curioso sobre o resto das Américas. A gente falou um pouco do viajante brasileiro e tudo mais, mas você responde pelas Américas. E quando a gente fala Américas, a gente tá falando de Argentina, tá falando da Colômbia, o seu Equador. Até o Canadá. O que que dá para traçar de perfil assim de cada um desses, né? Que bom, nem vou falar o quanto o canadense é diferente da gente aqui debaixo do Equador, mas enfim.
Ou seja, os três, eu traçaria três perfis assim, talvez simbolizados em três mercados, vai: Canadá, México e Brasil, né? Brasil a gente já está discutindo bastante detalhe, eles se programam, eles viajam, é pulverizado, viajam em vários destinos. México muito último minuto, mas muito mesmo. Tipo, na hora que eles saindo para o aeroporto, estão abrindo o aplicativo para comprar hotel, reservar hotel. Então quando a gente faz um planejamento com eles, por exemplo, chega até, tá chegando o verão, que a sazonalidade mais forte, né?
Então a gente planeja obviamente muitas vendas nesse período. E normalmente a gente sempre dá riscada dentro da empresa que a gente vai ter o ataque cardíaco, a parada cardíaca do verão mexicano, porque A gente espera que esse verão comece sempre um pouquinho mais cedo do que de fato vai começar. E tá chegando, estamos em junho, que já é véspera do verão, e a gente tá vendo talvez que as reservas não estão chegando no número que a gente gostaria.
E de repente você vê uma explosão assim de reservas, porque como tudo último minuto e muito mais concentrado, e eles têm poucas férias, de novo, eles não têm 30 dias, eles têm 7, 8, 9 dias. Então é muito, muito mais concentrado, eles têm picos sazonais muito mais fortes. Que já faz uma grande diferença em termos como eles, como eles buscam, como eles planejam e onde eles vão. Muito doméstico, muito Estados Unidos, é diferente.
Canadá é interessante porque agora eu peguei Canadá nos últimos 3 anos, que eu, justamente coincide com a época de Trump. Então você vê muito conflito que antes não existia. Canadá, Estados Unidos, aliás, intercâmbio de viagens entre os países é gigante. E continua sendo importante, mas de fato, por exemplo, a gente viu isso interessante também para falar do brasileiro. Quando o Trump chega e faz todo o negócio das tarifas, e aí chegou até a chamar o Canadá de mais um estado, mais um estado e tudo, que acontece no Canadá?
Meu negócio contrai 70%, 70%, para, ou seja, as viagens para os Estados Unidos contraíram 70% em um mês. Ou seja, a relação foi imediata. E a partir daí tem uma recuperação, tem, mas é uma recuperação gradativa. E você vê principalmente que o pessoal viaja ou a eventos ou viaja dentro, próximo da fronteira. Então tem algumas coisas, mas as viagens que eles faziam para a Flórida durante o inverno, que eles ficavam 2 meses, enxugou de uma forma brutal.
Eles decidiram ficar realmente, ou vão para Europa ou principalmente ficam dentro do Canadá fazendo E viagens domésticas, uma resposta nacional. Então, nos Estados Unidos, aliás, com Trump, o que acontece? Você, a gente enxerga no geral uma demanda menor para os Estados Unidos. Canadá foi o caso mais brutal, mais clássico, mas a gente sim enxerga uma demanda menor de muitos países da Europa, também encolheu.
No Brasil não, não mudou praticamente nada.
Continua sendo super popular como destino, brasileiro continua viajando em grandes números lá. Tipo, eles isolaram completamente esse problema político, não tem nada a ver com a gente. E a gente absolutamente inelástica. Eles vão para os Estados Unidos, eles estão pensando, olha, vou para Orlando, vou fazer meu shopping, vou fazer minha viagem porque eu gosto mesmo. Estados Unidos não tem problema nenhum. Eles separam as coisas.
Os europeus, os canadienses não tanto. E mesmo com alguns dos conflitos que a gente tem visto, né, entre os governos, mas eles, o brasileiro compartimentaliza muito bem as coisas nesse sentido. É diferente.
Que curioso, que curioso. E o resto aqui na América do Sul, tem o seu Equador? O seu Equador, como é que é?
São mercados pequenos, né? Aí são um pouquinho menores, bastante doméstico. Então viagens normalmente são viagens curtas dentro do próprio país, vão para praia ou para diferentes vilarejos onde tem algum tipo de eventos culturais, ou viajam para comer diferentes regiões dentro do país. Mas a movimentação é um pouquinho menor. Argentina um pouco mais, e Colômbia um pouco mais, né, pois são mais ricos. Tem muita viagem também, além de doméstica, assim, para outros.
No caso da Argentina, por exemplo, muito para Europa também, porque tem muito desse perfil que também tem o brasileiro, né, demográfico. Cada um, cada país tem um pouco de similaridade, algumas singularidades. Mas eu tive uma impressão muito grande quando vim no Brasil e vi a colônia japonesa em São Paulo, né. Pelo fato de ser tão integrada. Porque para mim, até esse momento, né, a ideia que eu tinha da comunidade japonesa, onde uma comunidade japonesa que morava fora do Japão era uma comunidade muito mais isolada.
E lá eles mesmos se referem como Japanese American. Então você é Japanese American. Aqui não, aqui é Brazilian. Você primeiro brasileiro e depois você pode ser outra coisa, se assimila, né? E eles também se mistura muito mais. Eles, o casamento intracultural, interracional, que aqui muito forte, é um diferencial grande na diversidade do Brasil. Interessante essa parte.
Agora, trazendo um contexto aí um pouco mais econômico para o seu, para o seu business aqui no Brasil, seu, que é esse mercado de viagens corporativas, você já viveu momentos e momentos no Brasil, né? Porque vamos pegar dois principais momentos, né? Aquela super recessão que a gente teve em 2015, 2016, e o momento da recuperação ali, né, o juro que foi super para baixo, também teve a COVID. Enfim, são vários, tem os fatores, né, que impactaram o mundo como um todo, mas também tiveram esses fatores dentro do Brasil.
Nesse momento atual que o Brasil cresce, mas tem aquele receio de uma crise ali perto por causa do fiscal, Mas o Brasil ainda cresce com desemprego nas suas mínimas históricas, mais uma taxa de juros muito alta que faz com que aquela sensação de riqueza não, você não sente ali na sociedade, né? Como é que tá para vocês olhando para o Brasil nesse momento, né, com essas peças no tabuleiro, né? É um momento assim super promissor, é um momento que, pô, exige cuidado porque várias empresas pedindo recuperação judicial e como a gente tá olhando para mercado corporativo. Enfim, como é que vocês estão olhando para o Brasil nesse momento?
A gente aposta muito fortemente no Brasil. O Brasil tem, no mercado brasileiro, é um dos que melhor desempenho tem dentro da empresa nos últimos 3 anos. É um mercado top 5 para empresa. Então, em termos de tamanho, em termos de crescimento real e em termos de potencial, continua sendo uma aposta muito, muito forte para Expedia. E o Hotéis.com continua rendendo frutos porque continua dando resultado. De novo, esse crescimento continua muito agressivo.
A gente sempre tem, obviamente, que colocar risco na equação, né? Então tem algumas A gente tá de olho sim na situação macroeconômica. A gente não tem visto por enquanto retração em termos de número de visitantes ou reservas. A conversão continua muito boa. Então ainda continuamos vendo sinais muito fortes, não só a gente, mas também no mercado no geral, da categoria como um todo. Então são sinais muito fortes de uma categoria que continua saudável.
E uma coisa também fica de novo clara, que a gente vai continuar viajando, vai continuar priorizando viagem, especialmente no Brasil. Se você tem esse tipo de orçamento, mas algum tipo de orçamento disponível para fazer, para gastar além das necessidades básicas, viajar está muito no topo das prioridades do brasileiro e continua estando. Então a gente continua apostando fortemente no mercado, com certeza.
Legal, muito bom. Eu tava olhando, tem um até um termo, né, que é o que o brasileiro, né, que mistura o trabalho e o lazer. Você acha que esse plano de vocês ele mira justamente esse mercado? Pergunto porque, bom, no meu caso aqui, tá, porque eu acho que esse plano de vocês de viagens corporativas mira muito mais pequenas e médias empresas. Né, como você mesmo explicou. Mas eu também, eu gosto de viajar. Minha vida se resume a tentar encaixar o lazer junto com as viagens de trabalho, né? É bem por aí mesmo que esse plano mira aqui dentro do Brasil, né?
Isso mesmo, tem, tem essa, mais um benefício, né, da estratégia que a gente está tentando de seguir. E mais um benefício para o viajante, que de novo está viajando a negócios, ganha uma noite e pode usar essa noite imediatamente, até na mesma viagem, ou uma pequena extensão de viagem que você está fazendo para aproveitar um fim de semana em sei lá onde você tá. Eu acabei de voltar, por exemplo, eu fui para Londres e aproveitei o fim de semana para ir para Estocolmo, que eu conhecia, que tinha muita vontade, que está aí perto, né?
Passei o fim de semana lá, um leisure que a gente fala, né? Leisure, business and leisure, um leisure trip. Então uma combinação das duas, a lazer e a trabalho. Trabalho. E aqui fazia, quando eu morava nos Estados Unidos e vinha ao Brasil a trabalho, que por muitos anos aconteceu, era muito comum eu chegar, trabalhar 5 dias em São Paulo, passar o fim de semana no Rio. Então é bem comum fazer esse tipo de coisa.
E é o tipo de coisa que talvez me faça viajar mais, né? Porque talvez eu, ah não, não vou fazer essa viagem agora, mas eu não vou ficar mais uma noite porque Eu não, eu já penso no benefício que eu vou ter ficando uma noite a mais.
E é interessante também, quando você ganha essa noite, a gente acha, bom, ganhei uma noite de, sei lá, R$800, então vou gastar R$800 na propriedade. O que acontece é que você acaba gastando mais dos R$800, como uma noite que você ganhou de graça, e você é para você, né? Você é um mimo que você quer dar você, você e a sua família, sua a sua cara à metade, o que for, você acaba gastando um pouco a mais porque você quer um hotel melhor.
Então na hora de você redimir essa noite, você normalmente acaba fazendo um hotel mais bacana ainda. Porque claro, trabalho, hotel é trabalho, mas aí a lazer você faz um investimento um pouquinho maior.
É quase como você ganha um benefício de R$800 e aí você fica em algum lugar de R$1.200, que você põe na conta: não, eu gastei só R$400.
Isso mesmo, essa é Psicologicamente, esse é o cálculo.
Muito bom, muito bom. Bom, eu, antes de entrar no nosso ping-pong, queria saber um pouco mais sobre você. Como é que você foi parar na Expedia, né? Um equatoriano que morou nos Estados Unidos, por lá trabalhou, por lá estudou, e agora tá aqui em São Paulo. Você até falou que dividiu a vida em 3, né?
Sim, dividi a minha vida em 3, né? A primeira parte no Equador, que são minhas raízes, né, um país que eu amo, eu volto todo ano, parte da minha família mora lá, país maravilhoso, tenho amigos também de infância e esses amigos são sempre, para sempre, né, compartilho com eles. Daí uma segunda parte que é minha vida adulta nos Estados Unidos, faculdade, trabalho, toda a parte corporativa, onde trabalhei em grandes empresas de telecomunicações, também empresas de mídia, Time Warner, esse último passo na Microsoft.
Mas acabei basicamente porque é assim, eu acho que sempre teve algum tipo, sim, não foi programado, mas assim que eu comecei a viajar no Brasil, eu sempre tive algum tipo de afinidade com esse país. A começo era meio efímero, sabe? Mas eventualmente—
Qual foi a primeira vez que você veio para o Brasil?
Ano 2000, não, 98, 99. Nossa, muito! Por isso eu lembro do clone também.
Ah, tá, entendi.
Morava nos Estados Unidos, mas eu viajava bastante para América do Sul porque estava abrindo, tinha parcerias pela América Latina, né? Aí viajava bastante pelo Brasil fazendo uma outra coisa, não trabalhava com viagens, mas já comecei a conhecer o país e sempre teve uma afinidade que era difícil de explicar, talvez pelo fato de eu sempre gostar muito da vibra da América Latina, do fato das comunidades ser muito mais próximas, sabe, os vínculos entre as pessoas muito mais fortes, que são nos Estados Unidos é diferente.
Eu nunca assimilei 100% essa parte daí. Gostava do meu sonho americano de poder, sabe, ter uma bela carreira, ganhar uma boa grana, construir uma casa, todo esse negócio, uma certa segurança material e crescimento profissional intelectual, que era super importante. Os Estados Unidos te dá sem problema, mas era mais uma questão pessoal, de vínculos, de criar vínculos pessoais. Então, nesse sentido, Brasil para mim é uma síntese perfeita de um país continental com um grande mercado de trabalho, com potencial enorme de crescimento profissional, que ao mesmo tempo é situado no continente que eu mais amo.
Então é, para mim, é, sabe, são pessoas com uma cultura que presta muito à família, os amigos, é mais calorosa. Então tem outras coisas que eu gosto.
Que legal, que legal, muito bom.
Então é mais especificamente na XPedia, fui chamado por um headhunter quando estava aqui trabalhando no Brasil, e essa pessoa, a gente estava abrindo a operação aqui na América Latina, com sede aqui no Brasil. Então a Expedia como operação no Brasil nem existia direito, começando a abrir as portas, estava abrindo as portas, tinha um time muito, muito enxuto, 4, 5 pessoas. Aí o presidente, o GM para essa unidade, viu meu CV, né, eu claramente americano e com trabalho, com experiência de trabalho em em corporações americanas.
Aí falou, bom, então ele entende como funciona uma Expedia teoricamente, entendeu? Eu não tinha experiência em viagens, mas eu trabalhava na área analítica nesse momento.
E era isso que eu ia perguntar, você veio para Expedia pelo core business, viagem, ou mais pelo lado da tecnologia?
Do lado de analytics, então mais os lados dos dados e de entender um pouquinho as tendências e a parte mais realmente manipulação de dados para tentar fazer decisões, como a gente ia crescer esse mercado, ter decisões um pouco mais saudáveis, tanto financeira quanto operacionalmente, sabe? Então era por esse lado.
Mas agora fica até outra dúvida, né? Como um cara de dados foi parar na diretoria de marketing?
É que tinha também Realmente é interessante esse negócio, porque assim, minha carreira, eu comecei realmente do lado comercial, tá? Então eu desenvolvia canais sempre do lado internacional, morando nos Estados Unidos, né? Então a gente abriu na empresa de telecomunicações, abria mercados e parcerias estratégicas na Europa no começo, depois América Latina conforme foi abrindo esse mercado. Então era mais do lado comercial. Aí eu trabalhei, mudei para o setor de mídia, tava trabalhando para Time Warner e tava trabalhando em projetos.
Só que aí uma parte importante, desenvolvimento profissional, eu tive um feedback de um chefe nessa época que foi bem importante para mim, porque ele falou, ó, a linguagem das corporações conforme você vai subindo É uma linguagem analítica, empírica e numérica. Então é uma área que se você realmente tem uma ambição de crescer na empresa e nas outras empresas americanas e globais no geral, você precisa realmente aprimorar. É um músculo que você tem que trabalhar mais, que essa parte de análise, os números, qualquer história que o número está te contando.
E não só do ponto de vista financeiro, mas analítico geral, tipo as tendências do negócio mesmo. Pensei, refleti muito sobre isso. Não era uma, não estava, não estava na minha, no meu radar nesse momento, mas tive oportunidade dentro da própria Time Warner de mudar para uma área que era muito mais com viés muito mais analítico e com um chefe que nesse momento estava disposto a me ensinar o caminho das pedras. Então aí eu peguei muito da parte assim de ferramentas, de análise, como a gente faz o trabalho em si, que isso eventualmente me levou a entrar na Expedia dentro dessa área.
Uma vez que estava nessa área, minha ambição geral nunca foi ficar, porque eu não sou um grande analista, entendeu? Não sou matemático, estatístico, é meu maior respeito. Aliás, dentro do meu time eu tenho pessoas que fazem isso e admiro muito essas pessoas, mas meu interesse e minhas habilidades realmente estava mais do lado de negócios, mas aí já realmente do lado gerencial mesmo, management, interessado em uma parte do negócio onde eu conseguia realmente gerir o negócio, o P&L do negócio do começo ao fim.
Comecei na Expedia com os mercados menores, então nesse momento seria Colômbia, Argentina, eventualmente uns maiores, México, que já um volume mais importante para empresa. E eventualmente Brasil, que já era a coroa da, sabe, a coroa da empresa para América Latina, e eventualmente também Américas nesse momento. Então foi um crescimento gradativo, sequencial, mas um passo da vez, mas propositado no sentido que eu sabia que eu queria me aprofundar mais do lado do business mesmo, do negócio.
Que legal, que legal, muito bom. E só uma última pergunta sobre isso. Hoje em dia é meio raro pessoas ficarem tanto tempo numa mesma empresa. Qual que é o grande valor de estar há 18 anos dentro da mesma empresa?
Muita gente me pergunta isso.
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Propel hydrates better than water to help you get the Olha, de novo, não foi planejado assim, mas tem algumas coisas que para mim são importantes. Certamente eu fico na Expedia 18 anos, em grande parte, ou 16 anos, em grande parte por conta das pessoas, né? Eu gosto muito da cultura empresarial da Expedia, uma empresa onde a colaboração está no centro da cultura da empresa. Então é muito colaborativo, a gente sempre está trabalhando e ajudando a outros a se desenvolverem ou a resolver problemas.
Então eu sempre sinto que estou numa parceria grande, tanto na unidade aqui no Brasil quanto na unidade global. Sempre entendo que tenho parceiros fortes dentro da empresa para me ajudar a resolver meus problemas e desenvolver os problemas dos outros também. Eu fico também, para mim são 16 anos, sim, mas cada ano para mim é como começar praticamente de zero, porque a situação muda muito. Você mesmo falou, 2014, o panorama da empresa em 2014 e as perspectivas do crescimento da empresa em 2014 são muito diferentes que no ano 2019, que vira de novo de uma forma muito mais drástica e dramática depois 2020 com a pandemia e agora está numa fase de recuperação super forte, então te oferece outras perspectivas.
E além de que você, o mercado em si também vai mudando. Então agora temos, por exemplo, nossos próprios clientes, nossos próprios viajantes, eles usam outros tipos de tecnologias, por exemplo, para pesquisar viagem. Antes era um hotel barato no Rio de Janeiro, Google. Agora você vai para o ChatGPT, e ele te monta o roteiro inteiro do que você vai viajar. Temos, e a empresa está investindo muito nisso, né, como a gente integra nosso conteúdo e como a gente se integra nesse planejamento de uma forma muito mais orgânica para a gente ser visível, para a gente ser relevante nos olhos desse novo consumidor que está procurando de uma forma muito mais abrangente uma viagem.
Então são outros desafios que a gente vai ter que Ir descobrindo, estamos no começo, estamos nos primórdios desse mundo, né? Então vamos lá. E as ferramentas que a gente tem também mudaram muito, é que vem da parte de análises, né? Agora a gente usa AI para analisar, por exemplo, o desempenho real do que está acontecendo nos mercados. O nível de profundidade do entendimento dos insights que a gente trazia antes mudou um patamar gigante com AI.
Você usa um cloud da vida, extrai não só dados, mas ele consegue fazer conexões muito profundas e muito abrangentes em questão de dia, um dia, dois, o que antes levava a gente fazer duas semanas. E esses novos insights te permitem de fazer apostas muito diferentes, talvez até mais agressivas, potencialmente crescer o business, crescer o negócio de uma forma muito mais ambiciosa do que você mesmo tinha almejado no começo. Então essa motivação para mim é super importante, eu gosto de me sentir que ainda temos muito chão por percorrer, entendeu?
Isso é contagiante, ver alguém com 16 anos na empresa, mas tá só no começo, isso aqui é É muito legal encarar quase como se fosse cada dia é o primeiro dia, né?
Porque tem sempre uma coisa nova para aprender. Tem energia de novato que a gente fala, né? Rookie energy. É que realmente eu sou um apaixonado pela categoria, adoro. Graças a Deus, né, que a gente me deu oportunidade, que o destino colocou a Expedia nesse sentido de que viagens para mim era uma coisa que eu fazia, mas não conhecia profundamente. Mas quanto mais Eu trabalho nessa categoria, eu vejo, né, que é uma coisa tão incrível, não só pelo fato de que a gente está dando experiências ou facilitando essas experiências que mudam a vida da gente, porque viajar muda a vida das pessoas, mas além de tudo também é uma, em termos de business mesmo, é uma categoria extremamente desafiadora, extremamente desafiadora.
Esses desafios, esses problemas motivam a gente para continuar, sabe? Aprimorando e se aperfeiçoando.
Muito bom, Juan. É bom para quem quiser fazer o teste, já testei aqui pela hotéis.com colocando, né, como viagem corporativa já. E não esqueça, né, de fazer o seu login para poder ir recolhendo os seus selos, né. Aliás, isso é uma coisa que eu até recomendo. O Market Makers tem várias plataformas, mas eu confesso Desculpa Spotify, todos os outros agregadores, mas o YouTube ele acaba sendo aquela ferramenta que quanto mais você usa, melhor ela entrega o que você quer, né?
Então eu gosto muito dessas ferramentas que, querendo ou não, é você conversando com ela todo dia, vai personalizando mais, mas com certeza vai consumindo e ela vai te dando mais coisa.
Isso mesmo.
Juan, vamos para o ping-pong agora? Eu preparei uma, eu vou encaixar umas perguntas diferentes aí no ping-pong, tá? Geralmente eu pergunto sobre livro, música, convidado, a maior Beleza, mas eu vou aproveitar toda a sua experiência, tá bom, com viagens, para colocar algumas coisas no pingue-pongue. Vamos lá, vou começar com os livros. Eu sempre peço 2 livros, tá? Um livro mais técnico, um livro mais técnico mesmo, e um livro mais tema livre, uma leitura mais leve, tá?
Técnico é livros de negócios, são um pouquinho áridos, mas eu Tem um livro que adoro e não é de negócios em si, mas fala sobre liderança e fala de liderança de uma forma extremamente poderosa. Um livro que chama Lincoln, que é sobre uma biografia do presidente Abraham Lincoln dos Estados Unidos, escrita por uma, talvez a melhor historiadora presidencial dos Estados Unidos, chama Doris Kearns Goodwin. Chama Lincoln em inglês, o título Lincoln: Team of Rivals, O Time de Rivais.
Por que que é interessante esse livro? Porque mostra como Lincoln, uma vez que ganha as eleições, ele escolhe dentro para o gabinete dele os rivais políticos do partido que estavam indo, que tinham ido em contra dele. E ele forma esse gabinete com perspectivas diferentes, personalidades diferentes, e algumas delas que estavam realmente muito diferentes dele. Mostra como ele tem a sagacidade de criar um time diverso, escutar, ter empatia, entender outros pontos de vista, se colocar.
E como esse gabinete, justamente pela força da diversidade, em certa forma, encara de forma bem-sucedida a pior crise na história dos Estados Unidos, que foi a Guerra Civil. Então é um livraço, ela escreve super bem. E para mim, liderança é isso, né? Não sempre estar só olhando no próprio umbigo e entender só o ponto de vista que me satisfaz, mas realmente abrir a cabeça e ver os outros pontos de vista, como podem agregar até o ponto de vista.
Muito bom. Então, só para deixar claro, Team of Rivals: The Political Genius of Abraham Lincoln, da Doris Kearns Goodwin.
É aqui no Brasil, é só Lincoln, acho que é o livro.
Ah, ele tem em português?
Tem em português.
Ah, tá. Eu queria falar que eu não encontrei em português. Ah, sim, achei. É, a versão é só Lincoln. É que a capa é completamente diferente.
É diferente, é diferente. Ah, legal. Mas tem em português, sim.
Sim, o Lincoln.
É um livraço.
É boa, muito bom. Adoro quando a recomendação vem embasada, que dá mais vontade de seguir.
Ela escreveu um outro livro também sobre JFK, do Roosevelt, que também é super, super bom.
Bom, agora uma leitura, o que eu chamo de tema livre.
Isso, tema livre. Meu escritor favorito, aí eu volto minhas raízes latino-americanas, né, que é Mário Vargas Llosa.
Ó, grande!
Ele tem ganhador do Nobel e ele tem grandes livros, né, A Festa do Bode e Conversa na Catedral. Mas tem um livro lá que não é super conhecido dele, que para mim é maravilhoso, que chama O Paraíso na Outra Esquina. O Paraíso na Outra Esquina. E é um livro tecnicamente super inteligente e difícil de escrever, porque ele basicamente narra duas histórias em paralelo, que é a de Gauguin, que é o pintor pós-impressionista, né, francês super famoso, e da avó dele, que é peruana.
Então Gauguin tem raízes peruanas e ela de fato acaba casando com um francês e vai, muda para a França. E ela vira sindicalista e feminista. Então a avó dele realmente é uma pessoa muito especial, nesse sentido que ela luta pelos direitos dos trabalhadores, pelos direitos das mulheres. E tem um fim meio melancólico e uma luta que talvez não necessariamente acaba bem, nesse sentido Hollywood da palavra, mas é interessante ver para ela, para isso, né, tentar de fazer uma vida melhor aqui na terra.
Através da mudança social. Enquanto o neto, que é o Gauguin, ele busca um paraíso realmente saindo da terra. Ele vai para, se exilia no Tahiti, ele pinta, sabe, a natureza, ele é mais primitivista, ele tenta de chegar na pureza mesmo da pintura, saindo do modernismo. Ele tipo rejeita o modernismo. É uma coisa que que também a avó faz, mas de uma forma completamente diferente. E os dois estão basicamente perseguindo esse objetivo de chegar a um paraíso que elude eles.
E extremamente bem escrito, o cara é um gênio, ele escreve incrivelmente bem. E uma história muito, muito bem contada e bem interessante, porque eu não sabia, por exemplo, que eu tinha raízes latinas.
E bom, esse livro eu posso recomendar nossos não são parceiros ainda, mas a gente ficou muito próximo da turma da Magazine Luiza. Fred Trajano, CEO da empresa, deu uma entrevista para gente e a gente falou muito sobre a Estante Virtual, que é o, basicamente, é o sebo online da Magazine Luiza. Porque esse livro é bem difícil você encontrar. Tava até procurando aqui no Google enquanto você falava, encontrei aqui na Estante Virtual.
Que bom!
E se eu encontrei, já vou garantir o meu aqui. É super bom, Paraíso na Outra Esquina. De Mário Vargas Llosa. Pô, isso aí, incrível, excelente, muito bom. Agora uma recomendação de música. Eu quero uma música. E por que essa música?
Tava pensando um pouco a música aqui. Eu sou, gosto muito de rhythm and blues e soul music, né, black music. E eu acho que o melhor exponente de black music aqui pro Brasil, né, a pessoa que fez, conjugou melhor black music com música brasileira é Tim Maia, né, que eu adoro ele justamente porque ele traz um pouco dos Estados Unidos pro Brasil, né, é uma síntese um pouco da minha vida também. Então, Gostava Tanto de Você, adoro essa música, é super, é meio cru, sabe, você sente a dor do cara cantando. Eu adoro a voz dele. Então eu acho que Tim Maia para mim é um grande exponente.
Eu acho que você vai ganhar muitos fãs depois dessa entrevista, porque os livros foram bons. Ah, pô, recomendar Tim Maia aqui, maravilhoso, muito bom. É um convidado que você gostaria de ver aqui no Market Makers, no seu lugar, conversando com a gente?
Eu não sei se vocês convidaram ele, mas para economia e negócios, especialmente economia, eu gosto muito de Ricardo Amorim.
Ele tá me devendo uma vinda, viu? A gente já tentou chamar.
Gostaria muito de ver ele aqui. Eu sigo ele há algum tempo, ele é um cara super preparado. Ele morou em Nova York muitos anos. Ele vem de banking, como você, né? Mas é um cara super ponderado, uma pessoa extremamente bem informada. Gosto de como ele coloca suas ideias. Então Ricardo também.
Legal, pô, vou dar um oi sumido porque eu acho que já teve algum convite que acabou não casando agenda, mas vou chamá-lo, que era muito bom. Agora, antes da pergunta principal da gentileza, é: me convença, nem precisa me convencer, mas simplesmente quero ir para o Equador. Onde você me recomendaria passar um fim de semana, alguns dias? No Equador e fazendo o quê?
Tá, olha, Equador, a cidade mais linda do Equador, uma cidade chama Cuenca. Cuenca fica no sul do Equador, é um voo de 30 minutos de Quito. Ou se você quer, aluga um carro e vai de Quito para Cuenca, né, porque aí vai pelos Andes e você vai vendo toda a paisagem. É legal, é muito legal. Vai passando por uns povinhos assim super legais com comidas típicas.
Eu gosto de dirigir, então pode ir de carro.
Cuenca é muito legal, uma cidade colonial maravilhosa, super bem preservada, segura, tem comidas típicas super gostosas, o pessoal muito simpático. Então vale a pena um fim de semana lá. Aí é só conhecer mesmo, tipo, você vai entrar num tour e bosta aí, dá uma volta, um rolezinho. Vai vendo, tem um, tem uma do lado do Cuenca também, tem um páramo, né, que umas, a montanha meio que é vacia em si, que chama Cajas. Tem lagoas e montanhas, um pouco mais rústico em si, né. Mas é muito bonito lá e reflete muito o que eu gosto do Equador.
Pô, legal, vou, vai entrar na minha lista aí de viagens.
Bem legal. E Galápagos, né, claro. Mas aí precisa de mais de um fim de semana. Galápagos são 5, 7 dias, tem que voar 3 3 horas, 4 horas para chegar lá. Mas Galápagos é espetacular, esse é o único no mundo, né? É vulcânico, então não é Havaí com tudo verde, maravilhoso, não. É vulcânico, pedra, mas aí a quantidade de animais que são nativos de Galápagos, você vê pinguins no Equador, que é uma coisa muito louca. Você nada e está como ninguém mexe com os bichos, os bichos, você basicamente caminha, nada, E eles estão nadando com você, sabe?
Essas focas, leões marinhos, né? Nadam com você, você praticamente está tocando eles. É uma coisa muito surreal.
E dentro da sua— você já deve ter viajado muito lugar do mundo. Um lugar que te impressionou muito, ou prometia pouco e entregou muito? Algum lugar assim que você foi e falou, caramba, te surpreendeu?
Acabei de passar por essa experiência agora, justamente. Suecia.
A Suécia, Estocolmo.
Eu vou te falar, eu achava, achava que ia ser legal, bonito e obviamente arrumado e tudo, e é. Mas o que me causou muita impressão na Suécia, e são as coisas que viagens, né, é um país, as pessoas são muito cálidas. Eu achava que nórdico, sabe, meio como você vai São legais, são, sabe, são pessoas educadas, mas eu achei elas muito cálidas, especialmente o trato com as crianças, que para mim foi um choque. Você vê na Suécia, na Europa, normalmente um continente bastante mais velho, né, então é um continente adulto.
Na Suécia, no Estocolmo, você vê muita, muita criança. Eles adaptam toda a cidade para ter espaços de crianças nos parques, nas igrejas, nos restaurantes, nas igrejas, tipo, você tem playground aí para crianças enquanto os pais estão indo, sabe, no serviço. Então é um lugar muito, muito kid-friendly, muito. Se você tem crianças pequenas, é um lugar que eu levaria, que é muito curioso. E eles são extremamente carinhosos, sabe? Não é simplesmente o fato que eles têm aí as crianças, mas são de abraçar, beijos, tipo, é mais latino, sabe?
Para mim foi curioso ver, quebrou totalmente um estereótipo que eu tinha, por exemplo, da Suécia. E é um lugar lindo, maravilhoso. A comida eu gostei, mas principalmente o povo me impressionou, muito, muito amável assim. Muito legal ser turista lá.
Juan, agora voltando para o Brasil, qual a expressão que você aprendeu no Brasil que você mais gosta? A expressão, tá? Não vamos falar de palavrão, que a gente já brincou antes da gravação. Isso aí vamos manter, não dá para falar. É, mas é a expressão que você mais gosta?
A que eu acho mais original, e sempre que eu falo com meus amigos lá no Equador ou nos Estados Unidos sobre isso, todo mundo dá muita risada porque é completamente diferente, que é: eu não sei se eu caço ou compro uma bicicleta. Quando você está nesse período da vida onde você tá completamente perdido, sabe? Todo mundo passa por esse, né? Já tá nessa interseção da vida onde você tem que: o que que eu faço aqui? O que eu faço com minha vida?
Caso eu compre uma bicicleta. É genial, tipo, realmente para mim é muito, e também ilustra um pouco o sentido do humor do brasileiro, sabe?
Muito bom.
E a leveza do brasileiro, que é uma das melhores características deles.
Não sei se eu caso eu compre uma bicicleta. Os dois são bons. É para fechar a pergunta principal do nosso podcast: qual foi a maior gentileza que foi feita na vida de Juan?
Assim, talvez para esse podcast, pensando assim na minha trajetória, minhas viagens, né, e mudar de país. Quando eu cheguei aqui no Brasil, já mudei dos Estados Unidos, eu tinha algum contato com as pessoas aqui, especialmente trabalho, mas não tinha assim amigos. Toda minha vida basicamente ficou nos Estados Unidos, já tinha obviamente minhas raízes no Equador, mas Teve uma menina que trabalhava na empresa em relações públicas e ela, sem realmente me conhecer bem, ela falava inglês, eu não falava nada de português, tive que aprender aqui, né?
Ela falou, bom, o que que você vai fazer? Cheguei acho que na quinta, uma coisa assim. O que que você vai fazer fim de semana? Eu falei, nada, né? Realmente não tenho um programa. Ela falou, ah não, você não pode ficar sozinho, não. Você vai descer comigo, a gente aluga, a gente tem uma casa alugada no litoral e a gente vai, vou te apresentar meus amigos e muitos deles falam inglês, então você vai se entrosar mais rapidamente assim.
Ela realmente não tinha que fazer isso, foi realmente do bom coração dela. Aí a gente foi lá no litoral e coisa engraçada, um dos amigos dela tinha feito faculdade comigo nos Estados Unidos.
Caramba, isso é muito louco!
Que foi muito louco, realmente muito, muito pequeno, né? E eventualmente esse grupo virou muito importante para mim porque foi meu primeiro núcleo social dentro do Brasil. E para você se assimilar num país novo, ter essa rede é super importante. Então eu, sabe, sem ter que procurar muito, sem passar por uma fase muito longa de a adaptação, consegui conhecer pessoas muito bacanas que realmente me ajudaram muito a me assimilar aqui no Brasil.
Que incrível, que da hora! Uma mistura de gentileza com sorte também, né? Que coisa incrível!
Pois é, caramba!
Juan Carlos Pasquel, cara, obrigado por todo o conhecimento que você compartilhou com a gente. Realmente saiu desse papo entendendo muito mais sobre o mercado que sabia. Muito legal a iniciativa da Expedia, né, através do hotéis.com, esse compra 10 noites, ganha uma. Acho que vem para pegar mesmo, muito fácil. Já vou usar aí na minha próxima ida para o Rio de Janeiro. E espero que você tenha gostado. Portas do Market Maker estão sempre abertas para você.
Muito obrigado, valeu demais, curti bastante.
Obrigado você que viu até o final. Joinha no vídeo, se inscreve no canal, que ajuda muito o nosso trabalho a chegar em cada vez mais pessoas. Toda terça, quinta Sempre domingo, 18 horas, tem um episódio novo. Se você tá vendo pelo YouTube ou plataforma do podcast, não deixe de acompanhar. E, ah, todos os links aqui mencionados, né, lotes.com, vão estar na descrição desse vídeo. Então clica lá para você também aproveitar isso tudo, as novidades lotes.com. Até a próxima e tchau!
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