# 415 | AS “BONDADES” DE LULA ANTES DA ELEIÇÃO VÃO CUSTAR CARO PARA O BRASIL?
Entre no Gabinete do Investidor: https://store.mmakers.com.br/gabinete-investidor-gdi01/pagamento/?xpromo=MI-GDI01-YT-DESCRICAO-X-20260915-DESC-MM-XCanetas emagrecedoras no SUS, aumento do Bolsa Família, mais recursos para o Minha Casa, Minha Vida: o que está por trás das novas medidas anunciadas pelo governo Lula às vésperas da eleição? E qual pode ser a conta para a economia brasileira depois de 2026?Neste episódio do Market Makers, Thiago Salomão e Leopoldo Rosa recebem José Dezene Jr. e Ivo Chermont para analisar a reta final das eleições de 2026 pela ótica da política e do mercado financeiro.Nos últimos dias, o governo anunciou uma atualização de 15,04% no Bolsa Família, levando o benefício mínimo para R$ 691 a partir de outubro; o FGTS recebeu suplementação de R$ 500 milhões para subsídios habitacionais das faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida; e o Ministério da Saúde afirmou que trabalha para disponibilizar canetas emagrecedoras no SUS, após estudos e definição de protocolo clínico.A grande discussão é: essas decisões são apenas políticas públicas sendo ampliadas ou o calendário eleitoral também pesa? E, independentemente da motivação política, quais são os possíveis efeitos sobre gastos públicos, risco fiscal, inflação, Selic, dólar e Bolsa?José Dezene Jr. analisa o tabuleiro político, as eleições e as decisões de Brasília. Ivo Chermont entra na consequência econômica: qual é o limite para novos gastos, o que o mercado está precificando e que cenário pode ficar para 2027?A política consegue impulsionar a economia antes da eleição sem aumentar os problemas fiscais depois dela?Conheça a Hoteis.com: www.hoteis.com/product/business📢Apoie o Market Makers e ajude a fortalecer o mercado de capitais no Brasil! Clique no link e torne-se membro do nosso canal por apenas R$11,99 por mês: https://www.youtube.com/channel/UCwZwvDC6f0WhcVTG-3aBUTQ/join📩Entre para nossa newsletter gratuita: https://lp.mmakers.com.br/newsletter_gratuita?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X📢 Anuncie sua marca no Market Makers: comercial@mmakers.com.br📚Biblioteca Market Makers: https://lp.mmakers.com.br/biblioteca/?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X- - - - - - - - -AS “BONDADES” DE LULA ANTES DA ELEIÇÃO VÃO CUSTAR CARO PARA O BRASIL? | Market Makers #415Apresentador: Thiago Salomão (Apresentador do Market Makers) e Leopoldo Rosa (COO do Market Makers)Convidado: José Dezene Jr. (Diretor da Monte Bravo) e Ivo Chermont (Sócio e Economista-chefe da Quantitas Asset)Captação: Renan Moncoski#ECONOMIA #POLÍTICA #ELEIÇÕES #BRASIL #LULA #FLÁVIO #MARKETMAKERS
Thiago Salomão
Leopoldo Rosa
Ivo Chermont
José Dezene Jr.
- A falta de mobilização e emoção nas eleições de 2026eleições passadas com fatos dramáticos·abstenção e voto branco/nulo·impacto na eleição de Lula·agenda do governo Lula para mobilizar eleitores
- O impacto do endividamento na percepção econômica da sociedademal-estar social pelo endividamento·inadimplência e juros altos·bets como problema de saúde pública·renda real e humor da população
- A necessidade de rediscutir os gastos do Estado para reduzir juroshistórico de adição de gastos·ineficiência em saúde e educação·subsídios a setores corporativos·custos com servidores e supersalários
- Cenários e probabilidades para o primeiro turno das eleições de 2026efeito do voto útil·propensão à abstenção (likely voter)·voto envergonhado (shy voter)·impacto da abstenção no Sudeste
- Análise do vídeo 'Revelando' de Fábio Porchat e seu impacto políticoconexão entre figuras políticas e religiosas·sátira e religiosidade·risco de ficar na bolha progressista·repercussão nas redes sociais
- Expectativas do mercado financeiro em caso de vitória de Flávio Bolsonarorally da bolsa e juros longos·prioridades do governo Flávio·composição do Congresso e diálogo·agenda de reformas versus agenda jurídica
Sim, sim, sim, tá começando mais um Market Makers. Seja bem-vindo ao podcast da família investidora brasileira. Hoje episódio ao vivo, 18 horas e 23 minutos dessa terça-feira, 22 de setembro. Para quem não me conhece, sou Thiago Salomão, CEO do Market Makers, fundador dessa super empresa que tá crescendo mais do que o interesse do brasileiro em eleições. Agora finalmente chegaram os brasileiros interessados em eleições. E hoje vamos ter um papo bem legal aqui.
Do meu lado está Leopoldo Rosa, o Lepo, já nosso famigerado Leopoldo aqui para fazer esse papo ficar ainda mais inteligente. Tá preparado?
Preparado, bora lá!
Preparado, porque, ó, fiz até uma pauta, 3 páginas de pauta, assustar os convidados. Vou te falar que José Desene, ele tem mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, analista político-eleitoral, já trabalhou em diversos segmentos. E hoje é diretor da mesa institucional da Monte Bravo. Ele é um dos convidados. O outro é o Will Sherman, é sócio economista-chefe da Quantitas Asset Management, também tem mais de 20 anos de mercado.
E o Ivo tem uma informação importante, ele é membro da nossa comunidade de investidores, o M3 Club, tá lá destilando conhecimento junto com os mais de 700 membros da comunidade de investidores. E descobri antes do papo que os dois são amigos. Eu nem sabia disso. A gente tem que— eu não sei se eu faço isso, pô, é legal saber para juntar amigos, ou se é chato, que a gente queria saber disso antes. Não, até, pô, odeio aquele Ivo, cara.
Ah, você queria fazer um negócio para gerar um debate, conflito?
Não vai ser o caso aqui, mas vai ter um conflito em outubro entre vocês, né? Porque Ivo, Fluminense.
Ah, eu achei que eles eram candidatos.
Não, não, Palmeiras e Fluminense estarei no Maracanã no dia 14, diga-se de passagem, e dia 21 no Nubank Park.
Também estarei.
Se Deus quiser, estaremos eu e Jotinha felizes em Montevidéu no final do ano.
Achei que tinha sido de propósito, porque ele palmeirense, chamou um palmeirense, um tricolor agora. Falei, pô, estão querendo me escusar aqui, com certeza.
Veja bem, eu tô sempre torcendo para o Palmeiras, embora eu não seja palmeirense.
É isso.
Se o Palmeiras ganha, meu chefe tá feliz. Se meu chefe tá feliz, eu tô feliz também.
Exatamente.
Siga Leopoldo para mais dicas de estratégias no mundo corporativo.
Exatamente.
Sensacional, galera! Vamos lá. Mas antes do papo, pô, tem que dar esse recado aqui, muito importante para vocês viajantes, para quem faz viagens a negócio e é um pouquinho atrapalhado que nem eu. Aqui do Market Makers, vocês têm que usar o hotéis.com. Aliás, tá aqui, ó. A gente teve um papo muito legal com o diretor do hotéis.com, vai ao ar essa semana, né, Lepo? O papo com o—
vai ao ar domingo, né?
É essa quinta, domingo. Mas enfim, hotéis.com, para quem viaja a negócios, tem uma oportunidade incrível. Aliás, muito mais que oportunidade, uma facilidade. Porque assim como a gente gosta de usar o YouTube, ele guarda tudo aquilo que você pesquisa, que você busca. O hotéis.com também consegue fazer isso. Então ele facilita demais as suas viagens quando você utiliza a ferramenta do hotéis.com. Ele consegue guardar tudo isso lá.
Então ao invés de você buscar do zero toda vez que você vai fazer uma viagem nova, ele já te ajuda a fazer esse trabalho mais rápido. Mas o mais importante, o melhor de tudo, não é isso. Eu sei, melhor de tudo é que toda viagem de negócio que você fizer, você vai acumulando pontos para você trocar por uma diária em uma outra viagem. Então, eu, para quem aqui comprava aquelas pizzas, né, e guardava o cupom ali da caixa da pizza, depois de 10 pizzas você ganha uma de graça.
Depois de 10 viagens, depois de 10 noites, né, da Hotéis.com, você tem uma noite de graça. E é só acessar, né, vai lá no Hotéis.com Rewards, e aí você faz as suas viagens. Juntou lá 10 diárias a trabalho, você pode ganhar uma, seja para uma recompensa própria, seja para estender um trabalho. Enfim, você pode usar da melhor maneira possível, gastando isso com você. Então, se você quer fazer uma viagem mais inteligente e de quebra ganhar uma viagem extra e uma diária extra, você tem que usar o hotéis.com.
Vai lá, na próxima vez que você fazer uma viagem, acesse hotéis.com para ter acesso a isso tudo. Bora, Lefinho, bora lá! Posso começar com uma pergunta? Porque o Jotinha, aliás, só para também colocar aqui cada um na sua posição, né, como eu falei na apresentação, o Ivo mais com o chapéu de economista, o Jotinha mais com o chapéu de analista político. Mas bom, dois homens que navegam muito bem dentro do mercado vão poder jogar nas duas posições ali.
Mas vou direcionar primeiro a pergunta mais de cunho político para o Jotinha, porque um pouquinho antes da gente entrar ao vivo, a gente tava comentando sobre o— como é que é o nome do projeto?
É o que o Porchat lançou agora, é o Revelando.
O Revelando. Então é um vídeo de uns 25 minutos, né, uma pegada meio Nicolas Ferreira, só que é o Porchat apontando algumas coisas que acredito que não deve ser contra o governo atual, né.
Eu, enfim, eu não cito governo atual, ele não, ele não cita.
Eu vi que você já fez até uma análise sobre isso. Então, para quem nem sabe do que eu tô falando, o que que é esse projeto aí?
Foi um vídeo que eu aqui tava aguardando até a gente tentar conversar. Eu falei, pera aí, esse vídeo aqui é interessante, 25 minutos. Eu falei, poxa, dá tempo.
Olhei no relógio, Acho que dá.
E aí eu comecei a analisar. Então ele faz uma conexão entre Fabiano Zetel, Daniel Vorcaro, André Valadão, que é o pastor da Igreja Lagoinha, conecta com Flávio Bolsonaro, Nicolas Ferreira e Fábio Faria, chegando até na Patrícia Abravanel. Então ele amarra todo esse elenco para criar uma conexão entre eles, para dizer que tudo que aconteceu do Banco Master está conectado e que aquilo é uma irmandade. Então esse é o primeiro ponto que o vídeo trata.
Só que a sátira com que é feita pelo Fábio Porchat, ela fica assim numa linha muito tênue com a religiosidade. Então se aquilo é para sair da bolha, para atingir pessoas mais de centro, e se essas pessoas de centro forem mais conservadoras, eu acredito que assim tem um risco muito grande desse negócio ficar dentro daquela bolha progressista, né? Então entram dois ministros do STF, entra o André Mendonça, entra o Alexandre de Moraes também.
No caso do Alexandre de Moraes, ele cita claramente os contratos que foram feitos. E no caso do André Mendonça, ele faz uma passagem en passant falando que os dois se encontraram, mas que não teve nada além disso. Mas ali ele faz esse debate e ele coloca muito bem em alguns momentos todas as passagens que tiveram junto à mídia. Então ele dá uma visão muito mais de material jornalístico, né, de uma apuração jornalística que foi feita para ganhar um pouco de credibilidade.
Entenda, o progressismo hoje— eu não tô falando de PT e PL, tá, de Flávio e Lula, tô falando assim de uma estrutura mais progressista e uma estrutura mais conservadora. O modelo progressista hoje não tem essa figura do Nicolas Ferreira que toda hora faz um grande vídeo com uma grande repercussão, com uma grande, digamos assim, isso fora da bolha, com grande debate em cima disso, né? Esse material que foi feito aqui pelo Pochá, ele tem esse objetivo, mas ocupando um campo mais progressista.
Que eu achei arriscado foi exatamente esse tipo de abordagem, né, que ele fica cruzando essa fronteira, andando bem em cima da religião, e só no final ele fala que aquilo não tem nada a ver com a fé. Só no final.
Lembrando que o próprio Porta dos Fundos, que era o canal que o Porchat, né, foi um dos fundadores, até hoje, né, um dos administradores da empresa, já ganhou muita polêmica até com aquele especial de Natal onde foi muito criticado. Então já tem um passado aí não muito bom quando fala de religião, pensando para quem se sentiu ofendido naquela época.
Exato. E a questão da religião, ela não se concentra apenas nos protestantes, né, que ele debate muito sobre o protestantismo, né. Que ele fala que aquilo é uma coisa meio, digamos assim, uma missão, né? Exato, é uma coisa messiânica. Perfeito. E aí ele, aquilo pode sensibilizar outras religiões. Como conservadorismo hoje ele é uma coisa mais espalhada, ele não é uma coisa que se concentra dentro de uma doutrina, ele é uma coisa que agora ele se espalha dentro do catolicismo e as vertentes protestantistas no Brasil, elas são muito alinhadas.
Eu acho assim, a chance de backfire desse negócio, ela é bem alta. Vamos ver se folha bolha. A gente vai descobrir daqui a pouco, não precisa de muito tempo não, 2, 3 dias a gente sabe se furou, se não, se foi positiva, se foi negativa. Até o momento a gente tá neutro nessa opinião, mas já teve pelo X mais de 1 milhão de compartilhamentos.
Caramba, então bom, é que infelizmente tem uma lógica muito doida das redes sociais, né? Porque 1 milhão de compartilhamentos a gente acha um monte, mas pode ter 1 milhão de compartilhamentos e ainda não ter furado uma determinada bolha, né? Porque as bolhas são grandes, né?
Ah, desculpa, eu falei compartilhamento, não, desculpa, 1 milhão de visualizações. Compartilhamentos eu vejo aqui, mas eu acho que foram, sei lá, 150 mil, 100 mil, alguma coisa assim. 1 milhão de views é bem alto, desculpa. Mas mesmo assim Eu fiz esse post com essa análise assim rapidamente, já bateu 5.000 visualizações ali, 3.500 visualizações. Não pode ser muito técnico na explicação, né? Mas assim, olhando aquilo, eu achei assim, é interessante, é um material muito bem feito, foi publicado vinculado por um jornal, salvo engano, o Veículo— não, não é jornalístico não, não tem vínculo com jornal, mas É o genérico do Nicolas para o lado mais progressista. Vamos ver se o Pochá vira o porta-voz, né?
Você acha que tem na eleição, e acho que essa pergunta os dois podem responder, você acha que tem na eleição que a gente tá vivendo hoje potencial para alguma coisa ainda despertar o eleitorado? Porque a gente já ouviu várias pessoas aqui e todas têm a mesma opinião de que tá tudo meio morno, de que as pessoas estão meio vão votar sem vontade, sem grandes convicções, um lado para evitar o outro. Você acha que, sei lá, algo que venha da mídia ou alguma coisa que venha das investigações que estão em curso ainda tem potencial de acordar as pessoas de agora até a eleição?
Vai lá, Ivan, começa aí que depois eu complemento.
É assim, a gente passou já nessas últimas semanas por um monte de coisa que poderia criar essa paixão, né? E Sinceramente, acho que eu não vejo, pelo menos nos meus meios, essa paixão toda de um lado ou de outro. Acho que até, supondo que não tivesse tido pedido de vista, por exemplo, do Dino na semana passada, poderia continuar e aquilo ali. Mas evidentemente, assunto STF sempre pode vir algo pela mídia, acho que de um candidato.
Mas ainda tem sempre um debate se o STF fica sempre muito dentro da nossa bolha né, esse agente, agente de mercado, a gente supervaloriza o tema ou não. Eu confesso que eu fico bastante na dúvida. Uma agenda positiva do governo no campo petista, assim, semana passada, é quando o Lula tentou fazer a questão do Bolsa Família. Para muita gente também foi visto como mais um sinal de desespero do que algo que pudesse realmente criar voto para ele, não só porque a maior parte dos beneficiários sei lá, cerca de 2/3 já são eleitores do Lula, como esse acréscimo que vai ter só vai bater no final de outubro, né?
Então, a não ser que as pessoas que vão receber esse acréscimo sejam super bem informadas, que já antecipem um voto nele porque sabem que lá na frente— mas acho que o Flávio foi relativamente rápido em reagir a isso com aquele vídeo dizendo que vai manter e até desmerecer o aumento, dizer que foi uma mixaria, que enfim, que ele vai vai pregar outras coisas, né, dá trabalho, etc. Então assim, o STF, a não ser que seja algo da mídia, que sinceramente no domingo saiu a questão do avião do Alexandre de Moraes, mas assim, eu acho que quem já é apaixonado por esse tema do STF, por exemplo, são acho que os poucos que são apaixonados, já estão mais ou menos minimamente mobilizados.
Mas eu acho que é um pouco do que você falou assim, eu acho que nenhum dos dois candidatos também atinge, né, o corações e mentes assim de um grande eleitorado. Então sempre vai ter, né, aquele tio, aquele primo brigando. Mas eu sinceramente, eu acho que assim, daqui a 12 dias, que é o primeiro turno, eu sinceramente eu acho que não.
E aí, Jota, a pergunta boa, né?
Vamos analisar o passado, né? 2014 teve a queda do avião do Eduardo Campos. A Marina não era nem candidata, era vice. Passou a ser candidata, passou a Dilma.
Teve uma, o avião caiu em agosto, acho, né? Agosto, começo de agosto.
Teve uma mobilização, teve um fato dramático. 2018, facada do Bolsonaro foi início de setembro, né? 6 de setembro. Um fato dramático, cobertura na mídia, risco de morte. 2022 era pandemia. Algo dramático que gerou na população ao mesmo tempo uma vontade de manutenção do governo, mas uma repulsa que, na minha opinião, foi o que elegeu o Lula. O Lula, ele veio com um debate de que ele foi um injustiçado, ele era um merecedor, ele tinha o sentimento, acho que, sabe, que eu falo que é emoção em cima da eleição, que era a saída da pandemia.
A forma como ela foi debatida pela mídia, a forma como ela era explorada pela mídia. Então, fator emoção até 2022, ele é presente. Eu ainda não achei qual é o fator emoção em 2026. Eu acho que esse fator, essa falta de emoção, ela pode criar duas vertentes que podem diminuir a mobilização do processo eleitoral. E a gente entra alguns termos técnicos que eu vou debater aqui aqui com vocês também. E eu acho que isso pode afetar muito, muito mais o presidente Lula, né, no processo eleitoral, do que afetaria Flávio.
E aí, o que que é? Se você olhar o histórico e somar abstenção, voto branco e voto nulo, desde 2002 até 2022— até 2018, perdão— sempre vai crescendo a somatória desses 3 itens, né? Então, lembrando que abstenção é a pessoa que não foi votar, O voto branco é quem foi até a urna, ainda apertou o botão branco e confirma. O voto nulo por duas razões: ou porque protestou, votou um número que não existe, ou porque ele errou um número.
Então votos que não são computados, são descontados, e só permanecem os votos válidos. Então se você pegar dados do TSE por região, isso vai crescendo em 2018, cresce muito aonde? Na região Sudeste, principalmente na região Sudeste. Em 2022, esses dados em todas as regiões caíram, mas principalmente na região Sudeste, seja no primeiro ou no segundo turno. E aí ele cai numa ordem de 5 milhões de votos. E se você observar o resultado de 2022, Bolsonaro teve um número muito próximo do que ele teve em 2018.
Quem teve um número excepcional foi Lula. Então, aonde o Lula ganha? Por obviedade, daquele. Ele diminuiu a abstenção branco e nulo, ele mobilizou mais gente para votar nele, teve as campanhas em que ele trazia os jovens, ele convidava os jovens a votar, ele fazia esse movimento de mobilização. E o objetivo naquela eleição era salvar a democracia e tirar o Bolsonaro. E foi o que aconteceu. Só que não existe agora um grande, uma grande emoção Eu não vejo, pode aqui, acho que a gente tá no debate de ideias, quem tiver por favor levante aqui, mas eu não vejo um grande, como a gente fala no mercado, trigger, né, o motivador, o catalisador.
Eu acho, não tem esse catalisador, eu não vejo isso hoje, que se porventura metade dessa abstenção voltar à média, você vai vetar o voto do Lula. E quando você pega lá o histórico, é um voto de mais baixa escolaridade, baixa renda, o voto um pouco mais feminino na região mais interioranas do país. Aí o governo Lula anuncia reajuste do Bolsa Família, monjaro no SUS, combate a cassinos online e ampliação da MEI. Isso tudo é agenda para justamente esse cluster.
Então o que que acontece aí? Ele tá querendo mobilizar porque ele sabe que isso gera um risco para eleição. Bom, então quando eu olho a eleição, eu olho eleição assim de uma maneira mais abstrata, por grandes tópicos. Mas eu acho que vai determinar essa eleição, assim como foi 2018, 2014 e 2022. Foi em 2018, era uma eleição em que a maioria não queria mais uma continuidade do governo do PT, e Bolsonaro ele catalisou a esperança de mudança, indignação, inconformismo.
A fórmula mais jocosa com que ele falava, mais conservadora. Em 2022, o Lula falou: vou salvar a democracia, eu sou a pessoa que vai trazer a esperança de volta, eu vou acabar com a injustiça.
Ele era a única pessoa, a única pessoa capaz de fazer isso.
Eu vou governar, falava, vou governar para todos, uma agenda aberta. Aí o povo olha, espera uma novidade, porque a gente já tá em 2026, né, praticamente ali entrando em 2027, e agenda do governo Lula é agenda assim, o pessoal quer agenda digital, a gente tá discutindo agenda analógica. Aí há uma insatisfação com o governo, seja pelo aprova ou desaprova, ou ótimo, bom, regular, ruim, péssimo. Você vê os números, eles não conversam com uma reeleição.
Então o que eu acho que nós temos em 2026 é um plebiscito do governo Lula. Flávio pode estar ruim, ter uma reprovação alta, mas no final o que vai decidir, na minha opinião, é Lula merece ou não mais 4 anos?
É uma coisa que eu acho que, dentro, uma coisa que eu, em cima do que o Jota tá falando, que eu acho que é importante pontuar o seguinte: se você pensar 2018 e o Bolsonaro aparece como uma figura política, como naquela época, um antissistema, e ele trazia, carregava essa emoção do antipetismo durante a campanha, e ele conseguiu encabeçar essa pauta antissistema, antipetismo o anti-wokeísmo, que também começou ali, principalmente depois que o Trump foi eleito em 16.
Então é uma agenda, né, meio global anti-woke que começou ali, que o Bolsonaro conseguiu incorporar perfeitamente bem, encampou bem aqui. Então ele trouxe essa novidade, vamos dizer assim, né. Então eu acho que essa eleição é uma eleição velha, porque o Lula tá, ele é dono da esquerda há 40 anos. Muitas pessoas, inclusive de esquerda, olham para a imagem do Lula e veem um político já envelhecido, com ideias envelhecidas, e uma imagem desgastada.
Qualquer pessoa que você, né, fica vendo o tempo inteiro há 40 anos, você cansa da imagem daquela pessoa, né? Eu acho que o Bolsonaro, tô agora incorporando a família como um todo, no caso agora é o filho, ele já tá, essa imagem do antissistema ele já não consegue mais incorporar, e ele já não é aquela novidade de 2018 que eu vou ser o antipetismo, vou trazer algo novo para vocês, né? Foi um governo, claro, no meio da pandemia dá para fazer mil ponderações, mas eu acho que também é uma imagem envelhecida, não dá mais para vender aquela novidade de 2018 que chamou atenção de tanta gente.
Então até pela circunstância da pandemia não trouxe um novo novo, né?
Isso é exatamente. Então é, no fundo, fundo são dois os candidatos velhos, digo, as ideias que cada um carrega no simbolismo são velhos, né? Em algumas ideias são velhas na prática, outras no concreto, e outras são simbolicamente velhas, não trazem mais essa— você perguntou de algo, né, que possa carregar e mobilizar. Eu acho que ninguém se mobiliza pelo velho, a verdade é essa.
E até assim, eu tô falando com ar de como seleção já tivesse decidida, né? Mas como cada dia tá acontecendo muita coisa, então tem muito tempo ainda para eleição, né? Inclusive estaremos aqui no Domingão fazendo abertura, Domingão da eleição do Marcos Mendes, Domingão do Salomão. Ô louco, meu, olha essa fera aí! Mas a gente percebe um certo anseio da sociedade no algo novo quando a gente viu rapidamente o fenômeno Renan Santos.
Eu digo rapidamente porque, enfim, as pesquisas já mostraram que foi um, não conseguiu se manter. Mas o fenômeno Augusto Cury, que quase com uma, com uma não campanha, né, foi um dos últimos nomes a surgir, não trouxe nenhum discurso verborrágico do vamos matar aquilo aí. Foi até aquela coisa do não, eu quero trabalhar com Lula e Bolsonaro juntos. E de repente o cara surgiu em pesquisas com 2 dígitos ali. Agora tá voltando ali para os 6, mas com muito mais expressividade numérica do que Caiado, do que Zema, do que o próprio Renan.
Então dá para sentir, talvez um, não sei se isso é suficiente para dizer, existe um anseio da sociedade por algo novo.
Sim, eu concordo. Para mim, eu acho que 2030 vai ser a eleição do algo novo. E por que que ele é algo novo? Já não vai existir Lula, né? Não é possível que o Lula vai concorrer com 85 anos de idade para mais um mandato. Acho que já não tem mais condições.
E numa eventual vitória do Lula agora, esses 4 anos de gap também esvaziam a família Bolsonaro.
Exatamente. Seja, exato, o Jair já não vai ter, já não vai, acho que, ter condições de concorrer. O Flávio em 2030, se ele não ganhar agora, O legado tá na mão dele, mas aquele negócio, ele precisa do pêndulo. Se em 2030 Lula não é mais candidato, seja porque ganhou, seja porque tá idoso, sei lá, qualquer razão que seja, eu acho que assim, eu sempre tive uma ideia muito clara nessa eleição. Eu falei, existe uma relação de codependência eleitoral entre os dois.
Os dois, um depende do outro. Acho que a hora que você desmontar um, é que nem torres gêmeas, né? Um desmontou, uma outra cai. Eu acho que existe isso. A questão do anseio da sociedade, ele é nítido. A gente tem um motor ali que observa as redes sociais, e assim, a gente brinca o seguinte: ganha quem chegar primeiro no centro, né? Você tem lá a direita, centro-direita, o centro, centro-esquerda, esquerda. Aí tá aqui embaixo o Lula na esquerda, flertando com a centro-esquerda, e o Flávio na direita, e um monte de gente na centro-direita.
O Augusto Cury foi o único que bateu o centro há um mês atrás, 45 dias atrás. Quando ele bate o centro, você marca na pesquisa, é onde ele bateu 10. Então assim, a pessoa que ele entra no discurso, na leitura de quem percebe e entra no centro, alguma coisa triga a mensagem na cabeça das pessoas que ele foge da polarização, que ele é uma união e pacificação do Brasil. Que ele é fora do debate entre esquerda e direita, ele clica ali, ele encosta, ele trisca ali, marca 10.
Se Augusto Cury tivesse hoje mais que 10, 12, 15, olha, eu veria que um dos dois candidatos poderia ter um risco muito alto de murchar. Hoje já é um cenário diferente, quem vai murchar é Augusto Cury e os outros candidatos, porque eu acho que assim, vai ter, é porque virou plebiscito, virou plebiscito, ou Lula merece segundos turnos ou não merece.
Então, para ele não E é uma coisa tão, tão diferente, né, o que tá acontecendo nessa eleição. Se você reparar, você falou, né, do Renan que teve esse pico e caiu, e o Cury também, mas as campanhas também murcharam. Então vai chegando essa reta final, você percebe que o candidato meio que ele já tá jogando a toalha, sabe? Porque claro, o trabalho de fazer campanha é um trabalho cansativo, custoso, né? Então custa dinheiro, custa energia, custa gente.
E aí você percebe que assim, até quando você vai acompanhar as agendas, né, que os noticiários fazem, ah, o que que o candidato fez, o que que o candidato fez, você vai percebendo que as agendas estão murchando aos poucos, estão com menos gás do que estavam lá no início, onde havia essa esperança de surgir, cara, de repente agora eu vou desenrolar e vou abocanhar ali um segundo lugar e vou conseguir ir para o segundo turno, né.
Mas você sabe que eu acho que até esse anseio pelo novo, que inegavelmente tem Mas assim, até isso eu não sei se foi um aprendizado que a sociedade teve, né, com as últimas experiências. 2018 foi o Bolsonaro, que era algo novo na época, pelo menos aos olhares da sociedade. O caso de São Paulo foi emblemático com o Pablo Marçal. Mas eu acho que as pessoas também aprenderam que só ser novo ele não se sustenta por muito tempo. Sabe?
Então assim, o Renan apareceu porque falava de maneira um pouco mais agressiva que os outros, que botava o dedo na ferida de todo mundo, não escolhia muito adversário. E aí ele foi ocupando, principalmente entre mais jovens e mais escolarizados, um ideal de novo, mas que não se sustentou por 2 ou 3 meses. O Cury, então, foram 2 semanas, né, como o Jota falou, atingiu o centro, mas E rapidamente murchou também. Já já provavelmente vai, né, subir 5 também.
Então acho que também tem um aprendizado de que só o ser novo, por mais que possa ser uma qualidade, não pode ser sozinho a única, único ativo de um candidato. Ele tem que mostrar algo a mais.
E aí tem uma coisa, né, o Jota fez esse retrospecto das últimas eleições. Tem uma coisa que eu acho que tá presente talvez desde 2006, naquela eleição pós-Mensalão, né. Que o Lula consegue a reeleição contra todas as possibilidades depois de um escândalo daquele tamanho, que é talvez o quanto o brasileiro também é meio pragmático em relação à economia. Então, se a economia vai bem, ele tende a avaliar bem o presidente e reeleger.
Se a economia vai mal, isso entra em xeque. E aí a eleição super apertada, quase derrota da Dilma em 2014, e depois o próprio Bolsonaro em 2022. Que teve o fator pandemia, mas a economia, até por causa da pandemia, também não ia tão bem, né?
Em 2014, a economia não dava os sinais, quer dizer, não tinha os sinais. A gente sabia o que ia acontecer, mas a gente, eu digo, é a bolha do mercado financeiro que já previa que aquela conta não ia fechar. Mas a sociedade não sentia isso na pele.
Mas é isso, vocês veem o brasileiro assim com esse pragmatismo econômico também? Se eu tô com dinheiro no bolso, eu voto de uma maneira. Se o dinheiro tá faltando, meu voto vai ser mais crítico, vai mudar?
Eu acho que sim. Aí alguém poderia falar assim, pô, mas esse ano o desemprego tá baixo. Aliás, é uma boa comparação, tá, essa eleição com a eleição de 14. O desemprego hoje tá perto das mínimas históricas e a inflação para o grande público tá mais ou menos controlada. É claro que se a gente ficar aqui, né, na taradice de olhar que tá longe da meta, mas a grosso modo tá mais ou menos controlada. Pô, mas então o que que acontece se o brasileiro é tão pragmático?
O que que tá acontecendo? Eu acho que existe um mal-estar muito grande na sociedade é por conta do endividamento. Eu acho que essa é uma eleição que se discute um monte de STF, que pode ser bolhado, se discute o comportamento de um, a prisão do outro, ou a ex-prisão do outro, ou a imagem tá velha, a imagem tá velha, novidade. Mas eu acho que no fundo, no fundo, é uma eleição que se não fosse o nível de endividamento da das pessoas, possivelmente esse pragmatismo econômico fizesse o Lula muito favorito.
Mas eu acho que existe um mal-estar econômico na sociedade pelo grau de endividamento e pelo risco que, portanto, que é um pouco isso. No final, o cara faz a conta do final do mês, é o salário, mas sempre tem, né? É, vocês trabalham com bolsa, sabe? No final da última linha não é a linha só do que tem, a linha dos juros, né, do serviço da dívida e do Eventualmente você, ninguém gosta de ficar, ninguém gosta de não pagar de volta, né?
Então o índice de inadimplência tão enormes. Então eu acho que a gente chegou numa encruzilhada no Brasil, temos que resolver o problema do endividamento que hoje é privado e público. Então eu acho que isso de alguma maneira criou esse mal-estar e explica o porquê que essa economia que supostamente não tá tão ruim assim, se você olhar para PIB e inflação, é porque que isso não é levado ao índice de popularidade que deveria ser maior, né?
Em 14, que eu fiz a comparação, é os índices de desemprego eram, estavam na época bem próximos da mínima histórica. Mas como o Salomão falou, a gente sabia que, claro que ninguém previa que era 3,5% negativo de PIB 2 anos seguidos, mas que algo muito ruim tava se desenhando era muito claro.
É aquela frase Eu duvido que seja verdade mesmo, talvez foi força de expressão, mas o Stuberger fala, já falou várias vezes, que rezou para que o Aécio perdesse a eleição de 2014, porque senão aquilo ia explodir no colo do Aécio e o PT ia voltar e ficar mais 8 anos.
Aí é, eu na época também acreditava nisso. Hoje eu tenho mais dificuldade, tendo visto o que que aconteceu com choque de confiança que o mercado ganhou depois só pelo impeachment e entrou o Temer, a mudança foi muito relevante em confiança. Então se em 2014 entra o Aécio, também não acho que assim, é claro que as coisas estão muito mal desenhadas, mas eu não sei se era inevitável que o Brasil não tivesse indo para um, para um, porque vamos lembrar, teve uma grande piora no mundo lá em 2015 também, que foi assim, eu lembro o final de 15 a gente falava, né, do Shadow Bank na China, commodities.
Então assim, teve muito ruim, teve a Lava Jato que de fato fez despencar o investimento em PACs da vida, investimentos públicos, e um Congresso que era extremamente hostil à falta de habilidade da presidente de negociar, né? Uma política econômica que era muito, muito ruim, né? E escolhas políticas muito ruins. Era até angustiante olhar de fora e falar, cara, essa mulher tá num xeque-mate. Aí, sei lá, no dia seguinte ela bota um cara na Casa Civil que, puta, Brasília inteira odeia.
Então assim, era até angustiante ver as decisões que a Dilma foi tomando ali. Mas comparando com a campanha eleitoral de 14, o desemprego tava perto das mínimas, como hoje, a inflação tava ali 5, 4 e pouco, 5, e a Dilma acabou levando, né? Então eu acho que assim, comparando essas duas, tem algum outro elemento que não seja PIB, inflação, que explica. Para mim, é dívida, é o que é o nome do jogo. Se o Flávio vier a ganhar, eu acho que quem vai fazer o Flávio ganhar é esse mal-estar econômico derivado do grau de endividamento da sociedade. PJ, PF, e indiretamente o setor público, estão enfrentando hoje.
E eu vou fazer uma provocação aqui para o Ivo, que eu acho que é interessante, é uma dúvida que eu tenho, é óbvio, né? Meu amigo aqui é o especialista econômico, mas assim, você não acha que a renda real é o que mais afeta o humor da população?
Sem dúvida.
Porque assim, a gente sabe que a inflação, bom, tivemos uma esticada da inflação e um controle. O problema é o nível do preço, tá mais lá em cima, né? Então a variação tá pequenininha, mas o preço tá mais alto, as pessoas tiveram que ajustar. A disponibilidade diminuiu, diminuiu porque essa população se endividou. E aí, para ficar mais claro ainda o exemplo, agora você tem as bets que viraram um pedaço, comeram um pedaço da renda das pessoas, né?
Você não acha que essa pitada agora tá pesando muito mais? Essa pimenta, né, que agora a gente tem bets e tudo mais, não acha que pesa muito mais?
Não tem dúvida. Assim, Caio, eu tuitei um negócio há meses atrás, eu não lembro quando foi, se foi fevereiro, março, abril, que eu botei assim: eu acho que as bets estão acabando no sentido simbólica, evidentemente, tá acabando com o governo Lula. Porque eu acho que, sem dúvida, eu acho que as bets vieram contribuir, né? Claro que tem todo estímulo para uma população ir se endividando para manter a roda do consumo girando, mas evidentemente que esse problema, que para mim já é um problema de saúde pública, ele veio, é a pandemia do Lula, sabe?
Eu acho que as bets é a pandemia do Lula. Então assim, as pessoas estão doentes todo mundo se endividando. E o cara olha para aquilo ali e é muito claro para todo mundo, você não precisa ter uma educação formal para entender que se você tá gastando metade da sua renda, do que entra, de dívida, seja com bets, seja no banco, seja onde quer que seja, o cara entende que, cara, eu não consigo sair daqui. O próprio Lula fez uma propaganda, acho que recentemente, não sei se foi propaganda ou foi rede social, dele conversando com algumas pessoas que tinham jogado, e as pessoas relatando nessa propaganda como é que era a experiência.
Ela falando, cara, eu tô devendo, uma pessoa que não sei qual o salário, vamos supor que seja de R$3.000, a mulher devia R$500.000 ou R$700.000, o outro falou que tava devendo R$300.000. Caralho, para aquilo ali, de novo, ele não precisa saber fazer a conta formal, mas ele sabe que se o que entra é na melhor das hipóteses R$5.000 e o cara tá devendo R$300.000, assim, algum problema grave ele vai acabar tendo. Exato. Então eu acho que isso, para mim, sem dúvida nenhuma, Betts, vou chamar de endividamento, porque não é só Betts também, embora Betts seja um problema muito grave, é, para mim, é a pandemia que acometeu o governo Lula, ainda que seja endógeno, né?
Eu concordo contigo. Eu acho assim, para complementar, acho que você trouxe uma informação 2014, mas que eu queria só trazer dois pontos, né? Quando a gente olha assim, você tem várias formas de medir economia dentro das pesquisas, né? Mas a melhor coisa que tem é uma avaliação do governo. E o que a gente tem de histórico, e aí você pode pegar uma série do Datafolha lá de 1990, que ele faz a pergunta de avaliação de governo: ótimo, bom, regular, ruim, péssimo.
Você pega isso daí, tem um modelinho muito, é um indicador, né? Não é bem um modelo, é um indicador. Você tira do ótimo e bom que tem de ruim, péssimo. Se o número é positivo, é acima de zero, o presidente ou ele se reelege ou elege o sucessor. Tá abaixo de zero, ele não elege o sucessor ou não se reelege. Então, em 2014, o saldo líquido da Dilma era de 22 pontos, com todos os problemas econômicos. Um outro ponto que eu concordo contigo, mas eu acho que a gente precisa fazer, trazer à luz aqui, é quantidade de pessoas com redes sociais.
De 18, 22 e 26, o número é cavalarmente maior. Então hoje você tem, ao mesmo tempo que a gente tem mais acesso à informação, acho que a gente tem uma blindagem com relação aos clusters. Tem um time que joga no lado direito, tem um time que joga do lado esquerdo, um pessoal que fica aqui navegando no centro, que vai para lá, para cá, para lá, para cá.
Com a sensação de que tá muito bem informado, mas na verdade tá se informando só ali no seu entorno, né?
Exatamente. Então, quando você olha isso, você tem uma das, um dos termômetros que a gente pode medir também a sensação econômica, avaliação do governo. Hoje, o último Datafolha, ele coloca o Lula com -10. Se você subtrair do ótimo e bom, ruim, péssimo, tá -10. E outra coisa é o seguinte: hoje a informação ela é mais democrática. Eu tenho um número numa apresentação que é o seguinte: se você somar tudo que tem de todas as redes que tem, WhatsApp, Twitter, Instagram, TikTok, tudo.
Nós temos 800 milhões de contas de brasileiros. De 2014 sai de 120 milhões para hoje 800 milhões múltiplos. Obviamente eu tenho Twitter, LinkedIn, WhatsApp, é múltiplo. Mas assim, só para você saber que hoje o termômetro é as pessoas estão mais conectadas, são 800 milhões de pontos de conexão, né? E de sobrepontos, né? Então aquele negócio, como essa pessoa consome essa informação, eu acho que hoje a gente tem um controle de narrativa e um impacto de propaganda eleitoral muito menor do que tinha em 2014.
Eu acho que isso hoje é uma das equações que a gente tem que monitorar. A sensação econômica, o Ivo descreveu muito bem. Ela não é boa. Era tanto não é boa que se você pegar aprova, desaprova, ou é ótimo, bom, regular, ruim, péssimo, você vê que os números do Lula indicam que ele não será reeleito. Ah, é, o modelo furou, agora entramos um novo paradigma, numa nova discussão, e agora a gente pode trabalhar com um teto negativo mais baixo, ou seja, até -10 o cara se reelege. Pode ser, a gente vai concluir daqui a 7 semanas, 7 dias.
Ah não, é se tiver segundo turno, segundo turno. Se tivesse, que eu ia trazer até essa pergunta, mas antes, meu, vocês falaram só para vocês entenderem um pouquinho.
Assim, hoje é difícil de você medir a sensação econômica. O Ivo tá perfeito, você pega a curva de qualquer indicador macro, fala crédito para pessoa física, isso aqui, ó, inadimplência. E a gente tem um problema de recuperação de crédito no Brasil, que assim, é outra coisa que a gente pode debater, mas é muito baixa. Por isso que os juros são altos, né? Ah, os juros são altos porque o BC, porque o mercado financeiro, aqueles vampiros, sugam sangue de todo mundo, são os malvados.
Não, se todo mundo, se a gente não tivesse um problema de recuperação de crédito, juros seriam muito menores, muito menores. Você pega, uma vez acho que eu trabalhava no Itaú e eu tava com o Ilan falando sobre isso, minto, O William tava falando sobre isso, ele era economista-chefe do Itaú antes de ir para o Banco Central, e ele debateu isso numa reunião com cliente. Ele falou, cara, recuperação de crédito nos Estados Unidos é 90 e poucos por cento, no México 85%, no Brasil era 20%.
Esse é um fator que eu acho pouco explorado quando se fala de juros. Não é o tema do debate aqui, mas eu acho que é um tema pouco explorado. Por que que os juros são altos no Brasil? Para mim, um dos grandes motivos é essa recuperação baixa. Também tinha a ideia da minha entrada, né? Tem gente que não paga de volta, você vai cobrar duas vezes de quem eventualmente pode pagar.
Então, a pauta econômica, em suma, é o seguinte: os indicadores que a gente olha para trás, todos mostram que Lula não vai ser reeleito. A sensação econômica, ela não tá confortável. O nível de preços, pô, depois da pandemia, você pega o quilo de arroz aí feijão. Você tem um problema de postos agora de gasolina que a gente tava debatendo com economista-chefe lá do meu time, né, na Monte Bravo, Felipe. E assim, temos problemas de abastecimento de combustível.
Se esse negócio ele fica mais denso daqui até o término da eleição, afeta o resultado. Então acho que são pontos importantes.
Quando vocês falaram sobre alternância de poder, Eu não sei se todos viram esse vídeo, mas tem um cara que as pessoas deveriam acompanhar durante as eleições, que é o Mano Brown. Que o Mano Brown em 2018, ele foi um lead indicator importantíssimo, foi mesmo, sobre o vocês têm que voltar para base, né, é hora de voltar para base, falando na convenção do PT sobre o— eles realmente entenderam o que que é a essência do PT. E teve evento recente, tava até vendo, que foi agora em setembro, e o Mano Brown ele fala sobre, agora um pouco menos combativo ao PT, mas ele fala: a manutenção do poder nos custou a base.
E fala sobre a importância da alternância de poder. Tem um vídeo, dá uns 3 minutos ali, durante o vídeo até fala, cara, se a gente ganhar de novo, a gente dizendo PT, a esquerda, eles vão nos odiar ainda mais. E a gente vai perder ainda mais a base, porque essa falta de alternância de poder é justamente o que causa esse descolamento.
Achei estar na oposição gera um engajamento, você sabe fazer uma boa oposição. E o PT, diferentemente do PSDB, por exemplo, sabe fazer muito boa oposição. O PSDB não soube fazer oposição nos anos do PT e por isso perdeu também a sua militância.
E dá tempo, porque quando você é governo Nunca fui governo, nem serei, nunca trabalharei, eu imagino. Mas assim, não deve dar tempo de você conversar com a base, ver o que que tá acontecendo lá, sei lá, nos municípios, onde realmente se faz política, de se reunir com o cara da comunidade, o chefe do comércio de uma cidade de 10 mil habitantes. O PT sempre fez, nasceu desse tipo de política, né? E de fato, você vira governo Acabou, você vira mainstream.
Agora, eu sei que a pauta é muito mais política, mas queria aproveitar você aqui, Ivo, porque faz tempo que a gente não fala de economia. E na verdade, nem com os políticos a gente tem falado de economia. Até uma coisa que a gente sente, né, é uma eleição sem planos, né? A eleição vira um plebiscito, como o próprio Jotinha definiu, né? Não importa se o Lula vai dar o aumento do Bolsa Família. Aliás, até isso também queria que entrasse nessa conta, porque um monte de gente parou para analisar qual vai ser o impacto em número de votos.
Será que vai ter um impacto negativo? Porque vai ter gente que vai olhar e falar: e claramente é eleitoreiro, agora que eu não voto nesse cara. Enfim, mas pouca gente parou para— pera aí, mas o que que acontece no Brasil que já tá todo endividado? Esse aumentinho que parece pequeno, mas não é, né? 15%. O quanto isso interfere num país que já tá ali, né, com a corda no pescoço. Todo mundo fala que tem uma crise contratada no fiscal em 27. Enfim, como é que tá a fotografia econômica do Brasil, Ivo?
Assim, a gente quando fala de mal-estar, a gente tá falando de endividamento privado, né, PJ, PF, etc. Mas é tão urgente quanto isso é a saúde pública do Estado, que também tá usualmente o ideal é que você tivesse um dos agentes, né, seja o Estado, seja o setor privado, não alavancado. E agora a gente tá numa situação em que os dois estão muito alavancados. Então assim, é óbvio que você colocar mais, sei lá, 20 bi de Bolsa Família ou coisa que o valha, pode ser sempre um debate apenas de rearranjo orçamentário.
No limite pode ser sempre assim. Não, eu vou colocar mais R$20 bi de Bolsa Família, mas eu vou ter que tirar R$20 bi de algum outro lugar. Isso é um debate orçamentário legítimo que deve acontecer no parlamento. Ok, o problema que o nosso histórico no Brasil, e aí eu não tô nem agora falando só do governo PT, histórico do Brasil de maneira geral é de só adicionando, só adicionando. Vou dar exemplo da desoneração. Tinha uma desoneração que a Dilma colocou lá atrás, depois tentou tirar, aí depois colocou de novo.
A velha frase da Dilma de quando a pasta de dente sai do dentifrício não volta mais. Acho, a sensação é que o gasto no Brasil é isso. E a velha frase do Friedman lá atrás, né, nada é tão permanente quanto um gasto temporário, é um programa temporário. Enfim, no Brasil É o exemplo claro disso. Então, mais uma vez, R$20 bi, muitas aspas, não é um problema se a discussão fosse uma rediscussão de prioridades orçamentárias, né? Agora, vamos discutir Zona Franca?
Não, vai, vão subir, a bancada toda do Amazonas não vai deixar. Vamos discutir o Simples? Não, Também não vai deixar o setor do empreendedorismo lá, não vai deixar. Então vamos discutir o MEI, ou vamos discutir o subsídio ao setor XYZ. Ninguém, porque é sempre o outro que tem o problema.
E se é piso sobre saúde e educação, você também não discute? Não, por mais que tem, é, não se discute nada. Por mais que piso de saúde e educação, você tem cidades que estão envelhecendo, que precisam de mais recursos para saúde, E ele não consegue fazer um management disso daí. Ele fala, pera aí, eu vou tirar um pouquinho aqui da educação, vou dar para saúde, porque minha população tá envelhecendo. Então assim, ficar muito demagoga e ninguém tá olhando um debate estrutural importante nesse momento.
É porque é muito difícil você conseguir falar, não, eu vou tirar dinheiro da educação, né? É altamente impopular e as pessoas não querem nem ver o número, elas só acham muito ruim. Mas é isso, a gente tá vivendo num país em que se nos anos 60 as pessoas tinham 4 filhos, agora elas têm 1 ou 2. Então tem menos crianças. Será que você não tira, remaneja a verba de uma educação básica para colocar em criação de centro de apoio para idosos? Talvez.
Não, eu ouvi uma de um prefeito recentemente, conversando com ele, que ele falou o seguinte: cara, eu pinto a escola 4 vezes por ano para poder usar a verba, que eu preciso gastar esse dinheiro, senão eu tenho, eu vou incidir sobre improbidade administrativa.
É isso.
Eu tenho que trocar o uniforme dos alunos a cada 3 meses. Ah, mas é ineficiente. É ineficiente material escolar. Eu falo, cara, tem um material que eu tenho que imprimir, dá, sobra, fazer o quê? Mas eu tenho que cumprir essa despesa. Quer dizer, no Brasil, sobre um título hipócrita de que a gente precisa investir em educação, a gente deixa de investir em educação com eficiência para manter dogmas de ideais que a gente precisa debater.
Que a gente não investe, a gente gasta.
A mesma coisa em saúde. A questão, exatamente, é o debate sobre gasto e investimento. Ele não é real hoje e a gente precisa colocar isso na mesa. Agora, cadê o corajoso político que vai sentar no parlamento e botar isso? O Ivo citou uma pancada de coisa aqui, tô falando de uma coisa simples.
E tem outra, você falou, o quadro do Brasil, assim, Selic, né, agora Banco Central cortou 25. No nosso cenário lá da Constance vai até 13,25 final do ano.
Eu até vi. Então a gente tem duas reuniões, então vai ter 12,25.
Aí a pergunta que eu acho que todo tá na cabeça de todo mundo é, cara, beleza, vai ficar discutindo 13,25, 13,5, são uns tarados macroeconômicos, vão ficar discutindo isso nos grupos do WhatsApp. Agora, o dinheiro grande, o dinheiro grande que eu quero dizer assim, O que todo mundo realmente quer saber é: a gente vai voltar a ter um juro de um dígito? Vai voltar a ter um juro de 10, que seja, né, de 10,5? É claro que o juro lá fora agora tá um pouco mais alto, fica difícil também furar muito para baixo, mas que seja um juro mais perto de 10, como é que a gente faz isso?
Eu acho absolutamente impossível a gente alcançar esse tipo de debate sem uma rediscussão séria sobre os gastos do Estado. E de todo mundo, e isso envolve todo mundo, porque se você pegar o orçamento brasileiro, você pode ter a discussão da educação, da saúde, que vai envolver, vou chamar a ala progressista. Você vai rediscutir uma reforma da Previdência, que tem outra rúbrica que já tá bombando de novo nosso orçamento. Você pode rediscutir os subsídios ao setor corporativo, você pode sempre falar assim, cara, por que que o Brasil tem que dar subsídio ao setor automotivo?
Exatamente, né? Então você pega a rubrica de subvenções lá, é um negócio estratosférico que não para de, do Estado brasileiro, dar subsídio para empresas que não precisariam receber subsídio. A própria Zona Franca de Manaus entra nessa jogada. Setor servidores, né? A quantidade de dinheiro que a gente gasta com servidores, não tem esse número de cabeça, mas provavelmente é o país que mais gasta com servidores. Supersalários, que acho que entra um pouco numa jogada, são super relevantes a gente atacar os supersalários, mas fiscalmente é importante, mas não é o mais relevante.
Mas deveria entrar como um sinal de, cara, todo mundo precisa contribuir, de moralidade. Então assim, se a gente não rediscutir, eu falei do setor privado que recebe subsídio, falei dos servidores, Falei do juízo, do STF, do juízo, setor judiciário, judiciário como um todo, do Executivo que precisa trazer muito mais eficiência para os programas. É todo mundo, e o fundo partidário, enfim, todo mundo tem uma contribuição que você olhar e fala assim, cara, isso aqui não para de pé.
E se todo mundo desse um pouco dessa contribuição, quanto que você acha que joga no PIB para frente em crescimento?
Teria que fazer umas contas assim, mas é um choque positivo de confiança, de confiança, eficiência, de o juro certamente cairia muito. Enfim, pode fazer a conta de produtividade, pode fazer a conta de— aí sim, aí a rediscussão que você falou mais cedo assim, passa, deixa de ser analógica para virar uma coisa digital. Pô, vamos começar a investir a sério no Brasil. Que aí sobra, pode sobrar dinheiro para investimento. Investimento evidentemente tem a ver com esse investimento digital.
A gente tá discutindo, cara, ainda coisas do século passado, infelizmente. Então acho que esse é o quadro assim. Enquanto não resolver isso, eu tenho certeza que juros não vão conseguir vir para níveis minimamente civilizados.
Eu tô acompanhando aqui o chat. Nosso chat costuma ser mais educado do que a média aí da internet, mas tem um cara, ele já apareceu em outras lives, o Desorganizado.
Ah, eu adorei as definições dele, é isso?
Eu não vou falar que eu adorei, mas foi caricato, foi engraçado, porque a gente tava falando sobre os outros candidatos, ele falou: temos um psiquiatra que não entende nada de política, um representante da elite patrimonialista do Centrão e um adolescente de 42 anos sem apoio.
Eu achei uma visão um pouco caricata, pragmaticamente jocosa.
Mas foi, tem, eu, a gente aqui valoriza a criatividade. Então parabéns aí. Tá com uma foto inclusive, acho que é o Eric Cartman aqui, né, do South Park. É um dos bonequinhos South Park ali. Um abraço para o Desorganizador Informacional. Na próxima vez manda o Super Chat aí que a gente lê com mais gosto ainda.
Aí, pessoal, pode curtir aí o vídeo também, né. Bastante gente acompanhando, mas vocês não deu ainda sua curtida. Dê sua curtida que ajuda o vídeo a chegar a mais pessoas.
É isso.
Deixa eu fazer uma pergunta simples e direta, mas vou aproveitar porque de trocentos mil conteúdos que a gente fez de eleições aqui no canal, esse talvez tenha sido o que mais deu audiência, que foi uma análise do Maurício Moura, o gestor da Zastra, né, o Asa Zastra. E ele explicou por que que eleição pode acabar no primeiro turno. Ele falou, não é uma chance Não é a maior probabilidade, mas tá longe de ser aquela descartada, o risco da cauda, né? Então talvez a cauda tá gordinha ali, né?
A cauda tá bem gordinha.
Então tem chance mesmo de acabar no primeiro turno?
Tem, tem. Alguns fatores precisam acontecer. Então eu falei que ia falar de coisas ali que eram interessantes, né? Acho que agora tá na hora da gente chegar e falar sobre essas coisas interessantes. Voto útil, são 3 vetores importantes para eleição. Primeiro que a gente vai falar sobre voto útil. O que que é o voto útil, cara? Como é um plebiscito, a gente vai aglutinar os votos em cima de 2 nomes. Quem é alternativa de esquerda dentro da base da lista de cardápio que nós temos hoje de forma relevante, ou seja, com mais de 2%?
Não tem, é só o Lula. Então Lula tem um poço ali de votos. Alternativas de direita e de centro tem algumas. Então provavelmente o Flávio, que reúne o grupo do outro lado, vai desidratar esses nomes. O que sobrar, ou ele vai para o branco e nulo, abstenção, branco e nulo, ou ele vai virar esse negócio, vai para o Lula. Só que eu acho que esse negócio já vai se resolver agora, faltando uma eleição, uma semana antes para do primeiro turno.
Então o efeito voto útil que a gente fala, ele não é aquele voto de última hora. Eu acho uma hipocrisia muitos pesquisadores de institutos falarem que o, ó, errei o resultado. Na verdade, todo mundo quer acertar, né? Mas, putz, tem um desvio muito grande aqui, pô. Às vezes até mais ético dizer, pô, eu errei no desenho da amostra. Mas não, foi um efeito de voto útil. Dá vontade de, sabe, assim, dá vontade de cavar um buraco, enfiar o rosto dentro e falar, não é possível.
O cara fala uma coisa dessa, né? Pô, mas a gente tem que olhar de uma forma correta. Na minha opinião, é efeito voto útil, ele é um voto que ele vai se definir agora. Pode ter uma migração de última hora, pode, mas não existe fenômeno social que explique 2 milhões de pessoas mudando de opinião do sábado para o domingo. Eu não consigo ver isso. Enfim, indignação à parte, eu acho que efeito voto útil ele vai acontecer agora, como ele já vem acontecendo, desidratação.
Para isso acontecer, eu resolvi em primeiro turno, acho que todo mundo ali é Cury, Renan, Zema e Caiado tem que estar abaixo de 2. Ou seja, a somatória desses 4 nomes aqui abaixo de 10, tá abaixo de 10%. Aí você cria o ambiente para isso. Aí você tem duas coisas, dois termos em inglês para pesquisa, que é o Likely Voter e o Shy Voter. Que que é o Likely Voter? É a propensão à abstenção. Então o like e voter é o seguinte: se lembra que eu comentei lá atrás que se você somasse abstenção, branco e nulo, você olhava assim uma tendência de crescimento até 2018, em 2022 cai?
E eu falei que se corrigisse um pedacinho, isso poderia afetar o voto do Lula. Porque assim, Jair fez o mesmo número que ele fez praticamente em 2022, ele fez o mesmo número de 18. Quem fez muito mais voto foi o Lula, por conta dessa abstenção branca e nula menor. Aonde eu quero chegar? Se o likely voter, ou seja, a propensão da abstenção, não tem aquela emoção na urna, esse cara deixa de votar por qualquer razão, não se sentiu à vontade, não tem esperança, não conseguiu comprar o sonho, tá chovendo, qualquer razão ele não for votar, e essa abstenção volta um pouquinho para normalidade, ela vai tirar voto de quem?
Se for na região Sudeste, que é da onde veio essa abstenção, que é São Paulo principalmente, Rio de Janeiro e Minas, né? Se você pega lá, são 4 milhões, delta, né? 2 milhões de votos em São Paulo, 1 milhão em Minas e 1 milhão no Rio, praticamente arredondando os números. Só que viram 2, né? Porque ele vai para um lado e afeta a base do outro. Então são 8 milhões de votos ali. Se você tiver essa redução, você pode ter um efeito que vai afetar muito o Lula.
E pode afetar o denominador e você vai ter uma eleição em primeiro turno. E aí eu falei do chá e volta, esse é o ponto. Desculpa, eu falei do chá e volta. Então, like, ele volta, abstenção, branquinho, nulo, ponto. Pode acontecer, e se acontecer pode desfavorecer o Lula, a grosso modo. Não vou dar os detalhes técnicos, senão ninguém entende, mas grosso modo é isso. O chá e volta é o voto envergonhado. Muitas quais a gente tá pegando algumas coisas interessantes.
Uma delas é aquela pessoa de alta escolaridade, renda, das principalmente de regiões mais urbanizadas, que no seu meio ele se sente constrangido de assumir que vai votar no mal maior. E aí ele pratica o voto envergonhado. Como a urna é um confessionário, não chega É, o pessoal perguntar, mas é legal olhar o quê? Estimulado, espontâneo. Eu falei, tá bom, quando você chega na cara da urna, você tem uma lista de candidatos, a urna falar, ó, digite 1 para votar no Lula, 2 para votar no Flávio, 3.
Não, você vai ter que ir lá sabendo o número. Errou o número, já era. É espontâneo. Então vai chegar um dado momento que se aproxima a eleição, a gente tem que olhar o quê? O espontâneo. Pega o espontâneo Datafolha de São Paulo, ele meio que acerta a ordem ali de quem vai estar Então, cara, o espontâneo é o que vale, porque na hora H é o confessionário. Então, na hora que o cara entra no confessionário, ele não vai mentir para ele mesmo.
Ele vai mentir para quem? Ó, que você fez? Ó, eu votei no Uru, não vou votar no, sabe, não vou votar no menos feio, no horroroso, no horrível. Não, que isso! Mas ele escolheu um lado. Mas é engraçado, rejeição relativa.
Porque assim, pelo que você tá dizendo, o Shai Wolter é o cara que vai votar no Flávio, mas não vai falar na pesquisa, vai votar no Flávio.
Certo, é isso aí. É porque também é o cara que tem uma família inteira de bolsonarista, mas não gosta do Flávio e vai votar no Lula.
É, eu acho, mas eu acho que nessa eleição, 18 era muito óbvio que tinha esse, esse, o Xai Volta do Bolsonaro, mas eu chutaria que esse ano pode ter o Xai Volta do Lula.
Eu acho também, é porque, mas eu não, eu só ia concluir do do primeiro turno. Não, não, que você falou do, tem um Scheinwolter e o outro é o likely voter, né, que é assim, esse é o ponto mais importante, né, de, o que as pessoas ficam pensando, pô, mas como é que o Flávio vai ter mais de 50%?
Que na verdade não precisa buscar os 50, que se tiver muito, se ele fizer 46 em votos totais, e aí você tem, se ele fizer 46, Lula 45, o resto desidratar, E você tiver abstenção, branco e nulo na casa dos seus 12, a conta fecha, porque ele fica com mais voto. Mas pode ser inverso, pode ser que o Lula fique com 46, Flávio com 45, acontece a mesma coisa.
Acredito que a estratégia mais clara para o PT, porque ele também deve fazer essa conta, pô, eu não tenho como ganhar muito voto para o segundo turno, tendo em vista que a maioria dos candidatos são meus opositores. Sim, então a chance de eu ter a mesma quantidade de votos no primeiro, segundo, o Lula na verdade teria que torcer para ter muita abstenção no segundo turno, né?
Para ele talvez não, muito pelo contrário, ele tem que ter voto no segundo turno. Se a abstenção aumentar, ele pode ser o mais prejudicado, porque existia a pandemia em 22, existia uma mobilização do Salvem a Democracia, do Fora Bolsonaro. Então isso tudo mobilizou para a gente ter uma abstenção, cara, bem menor do que era histórica. Não, mas então se a abstenção aumentar agora, voltar para média, lembre-se, no Sudeste a abstenção caiu em aproximadamente ali 4 milhões e poucos mil votos, né?
Basicamente, se você olhar o número, Sudeste, ó, simples, Sudeste em 2018, segundo turno, Haddad contra Jair, 70 a 30 para o Jair, arredondando. Segundo turno, 2022, Lula e Jair, 55-45 para o Jair. Então o Jair perdeu uma vantagem de 70 a 30 no Sudeste em 18 para ter uma vantagem em 22, 55-45. Lula fez 70% do voto no Nordeste.
É que a minha matemática na verdade é assim: se o Lula terminar na frente do Flávio no primeiro turno Sim, sei lá, vamos supor qualquer valor, 40 a 38. No segundo turno, quem não votou no Lula, desses, votou no Caiado, no Renan, no Zema, a probabilidade de votar no Flávio é muito maior do que ele votar no Lula. Então, na minha cabeça, e não sei se faz sentido, seria melhor para o Lula esse cara que iria votar no Flávio Não ir votar, sim, porque já seria um voto no Flávio, que aí indiretamente seria um voto no Lula.
Só que aí você precisa de um fato novo, tem que ter alguma coisa que mobilize, sensibilize, cria uma emoção nesse eleitorado para desistir de votar no Flávio. Um novo escândalo, alguma coisa bem mais grave do que tem aí, na minha opinião, tá? Hoje a minha chance de ter o cenário resolvido no primeiro turno dá uns 20%, era 5%. 3 semanas atrás, aumentou. Por quê? Porque estão murchando as outras alternativas. A chance de você ter Lula ou Flávio, acho que hoje é 60 a 40 por Flávio.
Ah, por quê? Por causa da tendência, entendeu? O Lula fez um anúncio do pacote de bondades lá: Bolsa Família, monjaro no SUS, combate a cassinos online e ampliação das MEIs, né? Se você pega treques de vários institutos Lula melhorou. Qual o problema? Parou de melhorar e começou a apontar para baixo. Qual o risco? Lula tá com a imagem, como o Ivo falou, tá com uma imagem já velha, desgastada, avaliação de governo tá ruim. E aí pode chegar no momento que o cara fala, pô, o que eu quero?
Alternar governo. O governo do Lula não é simples, tá? Na minha cabeça, uma ideia que eu tenho muito clara é o seguinte, que muita gente olhava a aprovação do governo Lula logo que terminou as eleições muito alta, olhava aquilo, eu falei Esse número não faz o menor sentido, porque esse número de aprovação alta em 2023, janeiro de 23, era condizente com Lula vencendo por 60 a 40, 55 a 45. Lula venceu por um ponto percentual, 51 a 49, arredondando.
Então olhava aquilo, eu falava, cara, não faz o menor sentido para mim. O governo Lula, e eu brinco isso, eu falo, o governo Lula terminou no dia 1º de janeiro de 2023. Porque ele tirou Bolsonaro e salvou a democracia. Ele acabou o mandato dele ali, terminou o que eu tinha que fazer. Qual o problema? É como ele leva e carrega esse negócio. Só que aí ele, que os outros governantes, nosso amigo Luciano Dias fala várias vezes, fala o seguinte, cara: remédio amargo logo no começo e suaviza no final para você se reeleger.
Que ele teve que fazer, ele tinha dúvida sobre o questionamento de governabilidade Ele teve que conquistar dando benesses para população, sendo muito populista no início do governo para elevar a popularidade dele, para ele ter na cabeça dele governabilidade até chegar aqui. E aí, qual foi o problema? O problema é que ia ter que governar com os russos, né? Muita coisa aconteceu na economia e tudo mais que eu acho que fugiu um pouco do controle.
Arredondando, é isso: 20% chance de hoje de ter Resolvido em primeiro turno, 60 a 40 para o Flávio. Tem que colocar a cara a tapa, vamos embora.
Só uma coisa dos números que você falou, eu sei que 40 a 38 foi só uma ilustração, mas eu acho que é importante trazer um número que eu tava fazendo essa conta das pesquisas de 2002 para cá, é sobre o voto que é distribuído dos outros para candidatos de esquerda e direita. Na média dá é 2/3, 1/3. Tá, que vai para esquerda ganha um terço dos votos dos outros e a direita ganha dois terços. Só que o problema é que na última, tá, já foi 30% dos votos que o Lula ganhou.
Só que o problema é que ele terminou o primeiro turno com 48,5%, ele tava a um respiro da vitória. E o Ciro tinha ganho 3, 4 pontos percentuais. A outra teve, chegou também mais 2, 3 pontos percentuais. Foram os dois dos dois outros mais bem colocados. Então isso acabou levando ele para esse 50, que nem chegou a bater 51, né? Mas grosso modo 51, foi 50,9. Mas o Lula tem um problema que eu acho que— por que que eu acho que hoje tá mais na casa dos 70-30, tá, para o Flávio?
Se você pegar as pesquisas, e aí eu não vou nem fazer julgamento das pesquisas, vou supor que elas estejam certas, não vou nem contar com a ideia de que elas erram, sprint final para direita, que acontece, mas vamos fingir que ela não existe. A menor diferença da esquerda para direita no primeiro turno foi 22, que o Lula ganhou do Bolsonaro por, vou arredondar, 5 pontos, 5,2. E aí o Bolsonaro pegou 70% dos votos dos outros e encostou e perdeu por menos de 2 pontos percentuais.
Se a eleição do primeiro turno termina mesmo com Lula à frente por 2 pontos, tá? Nem vou fazer conta de primeiro turno, mas se ele terminar a 2 pontos e os outros tiverem somados aí 10, vamos arredondar, eu acho muito difícil o Lula conseguir terminar na frente. Aí provavelmente a gente vai ter a primeira virada, porque isso é importante também, né? O primeiro turno é sempre quem ganha o primeiro turno ganha o segundo.
A gente já teve a primeira eleição que não teve reeleição. Né, que foi a do Flávio, do Jair Bolsonaro. E nesse cenário seria a primeira virada.
Eu acho que essa é, para mim, se eu estivesse na campanha do Lula, seria minha grande preocupação. Não é nem olhar que segundo turno agora tá empatado, que a gente sabe que as pesquisas de segundo turno ainda no primeiro são muito ruins. Então vamos supor que elas nem existem. Eu não sei quanto é que tá o segundo turno, nem sei quanto é que vai ser, mas se eu tô na campanha do Lula e vejo que a distância entre eu e o Flávio é de, como estão as pesquisas, 2, 3, 2, algumas empatadas, né, eu ia ficar bastante preocupado.
Porque mesmo em 2002, quando Lula era o Messias encarnado, ele ganhou metade dos votos para o segundo turno. Metade. Ele nunca ganhou mais do que isso. Então, quando essa é outra forma de se olhar para as pesquisas de hoje, fala assim, cara, como é que pode estar empatado no primeiro turno, está empatado no segundo? Porque assim, o Lula teria que estar obtendo de candidatos de centro-direita metade dos votos para conseguir manter, né?
Exatamente. Assim, não faz o menor sentido, não faz muito sentido. Então eu vou fingir que não existe pesquisa de segundo turno. E eu gosto de bater na tecla: o Lula tem que terminar, para ter chance de ganhar no segundo turno, a uma distância de pelo menos 4, 5 pontos. E as pesquisas até agora não sugerem que isso vai acontecer. De novo, eu tô fingindo que não existe o erro ou sprint final da comunidade da direita, o voto útil.
Eu não quero nem elaborar porque eu não sou sociólogo do voto, né? Não sei como é que funciona. Vou fingir que isso não existe. Olhando a valor de face, o que tem hoje, dia 22 de setembro, não é boa notícia para o Lula.
Eu concordo, meu cenário é muito aderente ao teu. Eu assim, o meu cenário para primeiro turno é mais 2, menos 2, como eu falo. É Flávio 2 pontos à frente, entre 2 pontos à frente, ou Lula 2 pontos à frente. Eu não vejo esses 5 pontos de vantagem hoje. Ou seja, se for 5, eu concordo 100% integralmente com Ivo, tá? Acho 5 muito difícil o Lula não ganhar eleição, tá? Agora eu fico pensando, já imaginou se vem um empate técnico? O que acontece com os mercados na segunda-feira?
Pera aí, um empate técnico no primeiro turno, nesse cenário o mercado explode para cima.
Ainda bem que é você que tá dizendo, eu não posso falar absolutamente nada.
Mas vamos lá, é que como aqui não é torcida nem nada, até falaram aqui no chat, o Salomão tá desesperado que o Lula vai perder. Mas o mercado tem uma predileção ao Flávio, então se o empate técnico já Se num cenário de virada, o cenário de virada já seria provável, empate técnico, Flávio, muita gente diz o seguinte: tecnicamente o mercado não tá posicionado para esse cenário. Então aí eu queria entrar nesse ponto, porque o único mercado que dá para ver que tá precificando isso aí se chama Polymarket e o Mercados Predictivos.
Você pega lá quem fez o trade do, comprou Flávio a 40%, e carregou, já ganhou aí 100%, 150%, dependendo do ponto que comprou. E assim, e o cenário não tá definido, o cara já pode ter zerado, ele pode carregar mais, mas já dava para dizer que muita gente enterrou a campanha do Flávio depois das polêmicas ali que envolveram. Mas quem achava que, pô, eleição vai ser 50/50 como foi 2022, como quase foi 2018, né? Depois a facada ficou, né, mais evidente que o Jair ia ganhar.
Mas o cenário 50/50 não precificava o que tava no Polimarket em maio. Mas tirando isso, bolsa tá ali, né? O rally para em 180, 185, e também o, o Fujian para as Montanhas para no 170. O dólar então tá super comportado, se você colocar em métricas eleitorais. E o juro, bom, é que o juro também já tá numa precificação tão, né, 14% ao ano para os próximos 10 anos, que não teria que piorar muito os outros mercados para ele piorar, né?
Por que que o mercado tá, o que que, qual a leitura de vocês para essa leniência aí do mercado?
Eu posso dar meus 2 centavos rápido? Porque especialista aqui é meu amigo Ivo, né? Eu acho que assim, olhando para o dólar, tem dois vetores: o dólar fraco globalmente, e o segundo é que, pô, com 14% de juros, vai arredondando, não tem como o dólar subir. A não ser o único vetor fiscal que eu acho que explica uma alta do dólar. Mas eu acho que assim, como a eleição ainda tá indefinida, eu acho que esse negócio não veio para pauta.
Ponto 1. Bolsa, acho que assim, técnico tá tão, a bolsa tá tão largada, cara. Pô, 50 empresas fecharam o capital desde 2022 para cá. Então acho que assim, bolsa tá precisando de um gás, né? E com 14 crédito privado para tudo quanto é lugar isentos, o pessoal tirou o dinheiro de bolsa, falou, pô, para que que eu vou entrar em bolsa, né? Então acho assim, se a pessoa, se o pessoal tá olhando assim uma alternância de governo, ele vai estar olhando o seguinte: o mercado vai dar benefício de da dúvida para quem?
Para mim, esse é o ponto número 1. Eu vejo muito mais claro o benefício da dúvida vindo para o Flávio, pelo que eu converso com gestores, do que para o Lula. O Lula vai ter que mostrar rapidamente algum tipo de ajuste de contas públicas, é uma agenda mais difícil. Vamos ver se ele vai entregar. A dúvida é: ele entrega ou não? E aí reflexo é dólar e juros. A bolsa senta, espera. Flávio, acho que a primeira coisa a andar, na minha modesta opinião, tem nada a ver com a opinião da empresa com que eu trabalho, porque eu acabei de chegar lá, mas eu acho que bolsa dá um rally rápido, os juros vai dar uma sentada na ponta longa, tem um benefício da dúvida, mostre-me o que você, do que é capaz.
Então, minha opinião, meus 2 centavos é isso. Especialista é o Ivo. O juro, acho que o juro longo indica para baixo, é um flatening de curva, né?
Assentado. É porque a 5ª série vai ouvir, né? Falou da ponta longa, o verbo que você usou ali ficou meio dúbio. Verses um pouco mais, né?
2031 para frente.
Deixa só, eu vou acrescentar uma pergunta para o Ivo responder, que é: para o mercado, essa possibilidade da eleição terminar no primeiro turno me soa positiva, no sentido de que você já vai ter ali com que trabalhar.
É, eu acho que sempre, como todo evento binário, quanto antes você se livrar dele, melhor. Não à toa, toda, várias vezes você sai um dado econômico, precisa nem ser uma eleição, muitas vezes a coisa veio meio em linha e o mercado reage positivamente só por você sair dos riscos de cauda que aquele evento importante carregava, sei lá, né? Então acho que tem esse fenômeno. Sobre os mercados, assim, eu acho o dólar em particular, eu sempre dou, eu atribuo um peso gigante ao global.
Então assim, até porque assim, de fato, o local é, acho que todo mundo concordaria que na visão do mercado o juro do Brasil com Flávio seria menor do que com Lula, e isso diminuiria o efeito do carrego para o nosso dólar, né? Então É, não é que o dólar não vai se mexer se o Flávio ganhar, acho que ele aprecia. Mas aí eu concordo com o Jota, se olhar para os cavalos, né, que estão na frente entre bolsa, o juro, juro de vértices mais longos e juros de vértices mais curtos, ou dólar, eu acho a bolsa e o juro real longo os dois melhores cavalos.
Eu juro, real longo a 8, 8,5 Tem mil motivos que daria 3 programas desse para a gente destrinchar o porquê que ele tá a 8%, 8,5%. Parte é fiscal, parte tem a questão técnica dos fundos isentos e tudo mais, não precisa entrar, né? Mas tem uma pressão do juro longo, do juro de vértices mais longos, juro real principalmente, que eu acho que é muito relevante. Então assim, eu acho que para mim são os 2 principais cavalos, tá? Bolsa.
E o juro acaba afetando, tem um círculo virtuoso aí, né, da bolsa. A bolsa já anda por expectativa, o juro mais longo fecha, isso estimula a bolsa. E eu acho que tem um círculo virtuoso.
E tem um aí, conversando com uma pessoa que cobre renda fixa, principalmente crédito privado aí no BTG, E ele tava falando sobre como os investidores, de maneira geral, eles estão evitando investir em crédito privado por causa dessas notícias de recuperação judicial e tudo mais. Isso acabou provocando— isso já foi um pouco ajustado, né, mas semanas atrás, coisa de menos de meses atrás, abriu-se uma oportunidade também de você comprar crédito privado de empresas AAA, né, empresas super risco governo, a um juro ali exorbitante, ele pegar um juro real de 8%, 8 e pouco por cento.
E até esses investimentos também nesse cenário acabariam ganhando, porque se você tiver um fechamento de curva, o valor de face deles também cai. Embora eles valeriam a pena até você carregar, né, mas enfim, mas você poderia ter até um ganho nisso aí, né. O fato é que a essa oportunidade de fato, seja na bolsa e no juro longo, caso você tenha essa mudança, né? Eu acho que eu não vou falar isso ao vivo. Depois, até quando acabar a live, vou falar para ouvir a opinião de vocês, porque jamais diria isso ao vivo.
Porque se isso acontecesse, eu acho que seria uma cartada na manga do Lula, que aí vai que ele faz isso e ele ganha eleição, e o pessoal vai falar: pô, Salomão, o Lula ganhou por sua causa.
Então Depois eu peço opinião de vocês sobre o Paulo Guedes para ser ministro da Fazenda.
Era tipo isso, era tipo isso. Você ia puxar alguma aí, Lepinho?
Não, eu tava dando uma olhada aqui nos comentários, né? Você falou que os comentários costumam ser mais educados que a média. Agora a galera tá dando uma brigada ali por— ah não, mas briguitinhas, tudo bem, só entre eles, não.
Mas sabe, aí pegando até um pouco da experiência da eleição Você lembra 2 meses atrás o que que era uma live de política? Parece que o Renan Santos ia ganhar no primeiro turno. Então aquela coisa, e hoje você até percebe isso, como deu uma, uma murchada, né?
Porque eu acho que é isso também, é essa coisa do voto útil, ela vai se desenhando também nas militâncias, do tipo, pô, meu candidato não decolou, eu preciso achar um outro rumo aqui. Porque no fim das contas a pessoa quer que o voto dela seja o vencedor, né? Tem, acho que a eleição tem um pouco disso também. As pessoas são competitivas e elas querem votar em quem ganhou, né? Falar, não, olha lá, votei nele, ele ganhou.
Você sabe que tem uma coisa muito interessante que os institutos fazem, né? Ninguém publica isso, fala, mas é o seguinte: às vezes o cara precisa saber se a amostra dele tá bem desenhada ou não. Aí o cara mete no final do questionário algumas perguntas de controle. Uma delas é: em quem você votou no segundo turno de 2022? Jair ou Lula? Você foi votar no segundo turno de 2022? Você foi votar no primeiro turno de 2024? Para fazer aquele negócio que eu falei do like, ele volta e tudo mais, né?
Mas essa pergunta de Lula, Flávio, é o seguinte: o TSE divulga depois da eleição o mapa eleitoral, né? Quando vai terminar o primeiro turno, ele também vai divulgar o mapa eleitoral. Aí você faz essa perguntinha lá no final do questionário, o cara pega aquela colinha para ver o seguinte, ó, peguei o resultado do campo, ele bate com o resultado do TSE, sim ou não? Opa, se não, assim, um ponto para lá, um ponto para cá, faz parte, é normal.
Agora tem pesquisa que pega, pô, 8, 9 pontos de desvio. Aí você fala, pô, tem um problema de desvio de amostra aqui gigantesco, né? E aí você fala sobre isso. E uma das coisas que eu acho que é interessante sobre essa questão é o seguinte: Tem um debate que é bem interessante, que é a característica do brasileiro. O brasileiro não gosta de falar que votou em quem perdeu. Eu fazer esse ajuste é certo ou errado? Brasileiro não lembra em quem votou.
É certo ou errado então fazer esse ajuste? Então tem muita coisa que a gente precisa debater, acho que assim, com muito mais cuidado. Porque assim, os institutos fazem coisas aqui que eles não colocam que eles fazem, tá? Não tô acusando ninguém aqui, só estou dizendo que eu sei que muitos fazem algumas coisas que a gente sabe que não tá descrito dentro do registro da pesquisa e tudo mais, mas fazem com a melhor das intenções. Todos querem acertar o resultado, todos querem acertar o resultado, porque quem acertou— tem todo mundo falar, tem um amigo aqui na internet que às vezes interage com a gente, né?
E o cara é PhD, pesquisa esse negócio. Aí ele chega lá e fala, pô, não existe certo e errado no resultado. Não, realmente não existe. Mas no final das contas, no mercado financeiro, o cara faz um rankingzinho bonitinho para ver quem errou, quem acertou. E é ali que o cara vai olhar para 2030, no caso, né, do resultado de 26, vou olhar para 2030 para falar.
Afeta a remuneração do cara, do instituto, perfeitamente. Então assim, óbvio que o cara Todo mundo quer cravar o resultado.
Eu quero cravar o resultado para 2030, é o seu único que vai ser contratado, ou mais caro, o passe mais caro.
Isso aí, hein, Lepinho.
Eu tinha só mais uma, não sei se vai lá. Vou, fique à vontade de responder, sigam o coração de vocês. Mas traduzindo, vamos dizer que esse cenário hipotético de uma primeira virada numa eleição, ou não, então a vitória no primeiro turno, enfim, Flávio ganhou, seja lá como for. E aí a gente tem espaço para esperar um bom governo do Flávio Bolsonaro? E aí Eu acho difícil a gente avaliar um cara que nunca teve um cargo, assim, foi senador e tudo mais, mas nunca foi um executivo.
Tem lá o naming rights da família, mas tá formando um time ali. A gente teve aqui a Dani Marques, que deu uma aula ali sobre economia. A gente sabe de alguns nomes estão sendo sondados, né? Acho que o Saxida, não sei se já é um nome, acho que ele faz parte da equipe agora. Pessoas boas, pessoas que quando vieram market makers falaram aquilo que a gente queria ouvir, falaram aquilo que o Brasil precisa fazer. Mas dá para acreditar que assim dá para ter esperança?
Ou pode ser o— não quero zicar aqui, mas aquela reação do mercado de empolgou e deu um tempo ali e falou, puta, mas não tem espaço porque o Congresso tá assim, eu não sei o quê, tá assado, ou tá comprometido com o centro, enfim. Como é que vocês enxergam isso?
Eu tenho duas formas de responder isso. A primeira, acho que é do Executivo. Eu acho que depende, vou falar depende do Flávio, parece uma obviedade, né? Mas o que que ele vai priorizar no dia 1? Todo político tem capital político, e esse capital político, como todo capital, você gasta ele né, de acordo com as suas prioridades. Se o Flávio quiser entrar no governo, é, se o Flávio quiser entrar no governo priorizando a agenda, vamos dizer assim, jurídica do pai, livrando ou se vingando de quem quer que ele acredite que tenha perseguido ele, o que quer que seja, e gastar um capital político enorme em torno disso, né, Depois, quando ele precisar desse mesmo capital político para tocar agenda de reformas, talvez esteja em falta.
Se ele tiver habilidade de conseguir tocar os dois ao mesmo tempo, beleza, vou ser surpreendido. Ele vai, vai ser um presidente muito hábil politicamente. Mas como você bem falou, a gente não sabe, a gente nunca, nunca, ele nunca foi nada no Executivo. Então acho que primeiro é é dessa habilidade, ou principalmente o que que ele vai priorizar. É outra resposta que aí é mais complexa ainda, que eu entendo que a gente, o mercado, qualquer mesa de bar que você sente para falar de eleição, a discussão é 100% em torno do presidente.
Mas a composição do Congresso, ela é tão relevante quanto o presidente para responder sua pergunta. Porque o Congresso, pelo menos desde 2018, ganhou uma importância naquilo que a gente tava falando antes. O Bolsa Família é ruim ou não é ruim? Se for só uma questão de tratar do orçamento, a discussão orçamentária pode ser, pode ser menos mal, ou né, pior ou melhor. Então o novo Congresso, Senado e Câmara, ele é chave para essa elaboração orçamentária.
Ele tem ganho poder, né, todo mandato presidencial a sensação que o Congresso tem mais poder de determinação orçamentária. Então a capacidade política, e aí vou lembrar do pai Jair Bolsonaro, que no começo do mandato dele tinha colocado aquele cara, o Major Vitor Hugo, sei lá, como líder do governo, tal, o cara que também era super inexperiente, ninguém respeitava, e O Congresso tratorou o cara até o cara tirar o outro e trocar pelo outro líder e tal.
Então, essa capacidade de diálogo com esse Congresso e ele saber que o presidente, ele realmente tem que ser presente todo mundo no sentido de eu vou abrir diálogo com todo mundo, é fundamental. Então assim, eu confesso que eu acho que o mercado, uma vez Flávio ganhando, vai ter um rally absurdo, tá? Sinceramente acho, não tenho a menor ideia se vão ser 3 meses, 4 meses, 5 meses. Acho que só começa em outubro, né? Até porque a gente tem mais ou menos a ideia da cara do governo nesse período de transição.
A gente descobriu o que que ia ser o Lula 3 no período de transição, com a PEC da Transição, né, que levou o gasto em R$200, R$300 bi. Ali a gente teve uma ideia do que que seria o Lula 3.
E muita gente ouviu aquilo, ainda falou não, vai ter um ajuste à frente, a gente depois, mas ele mostrou a cara, né?
Porque você não sobe o gasto em R$300 bi de maneira aleatória e não vai ficar imune a isso. Então o resultado foi o juro ficar alto como ficou o mandato inteiro. Então eu acho que vai depender dessas duas coisas, da agenda propositiva dele, se ele vai priorizar agenda jurídica do pai, e ou se ele vai priorizar agenda de reformas, e se ele vai ter habilidade de, se ele quiser, tocar as duas ao mesmo tempo. Em paralelo a isso, ele tem que ter essa dimensão do cargo que ele vai ocupar, se ele vai dialogar e vai ter a capacidade de botar pessoas certas nesse diálogo, que eu acho que quando Jair Teixeira falhou muito no início do mandato dele nessa dificuldade, e que inclusive tornou mais difícil a, por exemplo, aprovação de uma previdência lá, né, quando Rodrigo Maia era presidente da Câmara, né.
Então essa capacidade de ter diálogo, que eu acho que muitas vezes faltou no governo Bolsonaro.
E você já tinha?
Olha, eu acho que o Ivo falou tudo, assine embaixo. Eu acho que a questão é o seguinte: é como é que vamos sair dessa eleição com Congresso desenhado? Tudo depende dos presidentes da casa. Você basta ver que assim a gente tem uma dicotomia da Câmara com Senado, né? O que um quer, outro não quer, tem que sentar. E acho que a gente depende muito mais do Congresso hoje. A gente vive um parlamentarismo branco, depende muito mais do Congresso do que a vontade do presidente.
Óbvio que isso aqui, ó, na mão do presidente pesa. Então, como ele vai solvendo a caneta, a caneta, é a caneta. Eu acho que assim, primeiro é, se o Flávio olhar para o governo do pai e não cometer os erros que ele cometeu no início do governo, os pedágios que ele teve que pagar, eu acho que o Flávio tá ali à boa escola dele. Acho que nomes econômicos muito bons virão, né? Paulo Guedes vai com certeza falar esse, aquele, fora o debate que tem de nomes daí como Dani Marx, Adolfo Saxida.
Acho que esses nomes assim que já estão debatendo, né? Então acho que isso daí a gente não tem tanto desconforto. A questão é como é que vai sair da eleição a formação de desse Congresso. Entenda, a mídia ela se indignava com RPs e emendas que custavam 40 bi na gestão Bolsonaro 2022. Hoje, na gestão Lula, todas as RPs mais emendas custam 60. Não vi uma linha no jornal falando sobre isso. E se for no Congresso centro-direita um presidente de esquerda, vai custar 70, 80, 90, até 2030 vira 100.
Se for inverso, se a gente tiver um Congresso mais centro-esquerda e um presidente de direita, o resultante é o mesmo. Experiência é essa. Então, que eu acho que aí vai depender do presidente, de como ele vai formar o gabinete, quem são os nomes e qual é a agenda. Então, se ele olhar para o pai, como os erros que ele cometeu, e evitar esses erros, trazer nomes de consenso para serem as lideranças do Congresso, Casa Civil, ministério muito importante.
Quem vai sentar nessa cadeira? Porque vai ter que fazer todo o diálogo de construção de objetivo de governo, né? Vai ter o Ministério da Fazenda. Vai ser um governo mais enxuto? Vamos economizar dinheiro em algumas linhas? Vamos. Qual é a proposta número 1? Vamos gastar tempo para debater impeachment de ministro do Supremo? Não que não seja válido e justo esse debate, Mas pera aí, temos que botar o governo de pé. Qual é a prioridade desse governo?
Botar o governo de pé ou debater impeachment de governo? Eu acho que essas decisões, a zero de jogo do Flávio, e que são esperadas, o mercado vai exigir dele falar: ó, amigão, e aí, qual que é a tua agenda? Entendeu?
Hoje eu publiquei no Twitter até uma estimativa que eu fiz, peguei várias fontes assim e criei uma estimativa de número de cadeiras do Senado, que é onde, né, se coloca o debate sobre o ministro do Supremo. E aí, simplificando aqui, basicamente a direita teria coisa de 46, 47 cadeiras, o centro, e aí centro-centro, tá, centro-direita eu botei para direita, centro-centro teriam coisa de 11, 12 cadeiras, somando as duas dá aí perto de quase 60, pouco menos de 60 cadeiras.
Essas duas juntas 60 cadeiras, você empicha um presidente do STF, um ministro do STF, tá? Mas você, para poder atrair o voto de centro, né, o senador de centro, você vai precisar elaborar e ter um, vamos dizer assim, uma espécie de capital político para fazer isso, né? Uma coisa é você pegar alguém da sua base e trazer para sua agenda de querer empichar um ministro do STF. Outra coisa é pegar um ministro, é um senador de centro, e puxar ele para sua base para poder fazer essa agenda.
Então eu acho que é muito mais fácil você, se essa for sua agenda prioritária real, empichar ministros do STF, é muito mais razoável você conseguir fazer isso depois de apresentar, você ter o mercado do seu lado, e você colocar de pé projetos econômicos que comece a dar resultados. E aí você tem popularidade, é a popularidade que puxa o impeachment, não o contrário, entende? Porque você vai ter, ainda vão ter 20 e tantos senadores de esquerda, você vai ter um pessoal de centro que não vai ficar dar de bandeja um impeachment de ministro do STF.
Então é muito mais fácil você inverter a equação, você não empicha o cara do STF para ganhar popularidade, esse é o inverso, porque aí você consegue obter esse pessoal do centro, entendeu?
Isso aí, concordo 100%. Então acho que é isso, o mercado vai querer ver essa agenda rápida. Então assim, prioridades, qual é a agenda, quem são os nomes, quem são os líderes. Eu acho que é isso daí que vai determinar a confiança, manutenção da confiança ou não.
Eu compartilhei no meu Twitter, eu retuitei o análise do Jotinha sobre o vídeo do Fábio Porchat e essa análise que o Ivo falou que ele fez ali da eleição do Senado. Assim vocês já encontram também o Twitter deles, mas caso vocês queiram digitar é @ivochermont, né, muito, muito fácil achar, né. E o do Jotinha, olha lá, @jotinha.
Pô, então tá muito fácil, não tem nenhuma sigla, nenhum arroba, né.
Então Vamos seguir eles, informação de muita qualidade. Vamos para o ping-pong, galera. A gente não costuma fazer ping-pong ao vivo, mas vamos fazer. E então quem tiver aqui no chat, essa parte mais fácil para a gente, são sempre as mesmas perguntas. Se alguém tiver uma pergunta muito boa que tem cara de ping-pong, manda aí. Se a gente não usar, que a gente não achou muito boa, mas Vocês podem tentar, a gente já descobre aí. Tem uma galera criativa aí.
Vamos lá, primeiro recomendações de livros. Sempre peço 2 livros, hein? Um livro é mais técnico e o outro é mais tema livre, aquele livro, aquela leitura mais—
é a leitura do horário do expediente, outra leitura do livro para nerd, um livro para falar no bar, que tá Bom, dado que a gente está falando de política aqui o tempo inteiro, eu vou indicar um livro de política chamado No Início Eram as Bases, que é um livro sobre comportamento dos parlamentares, como é que se desenha, como é que o parlamentar raciocina, como é que ele se comporta, porque que ele se comporta. E no início eram as bases, né? No início, e no início eram as E no início eram as bases.
Geografia Política do Voto e Comportamento Legislativo no Brasil, livro escrito por Nelson Rojas de Carvalho.
Quem me indicou foi um amigo em comum, Luciano Dias, e é, o livro é espetacular.
Pô, fiquei curioso.
Não, é espetacular, é para entender esse comportamento do parlamentar, não só em campanha, mas também dentro do parlamento, mas Também, sobretudo em campanha, é muito, muito bom.
Já encontrei aqui na estante virtual, que é o nosso Roberto aqui, nossos amigos, que é nosso parceiro. Eu tenho que esperar um pouco.
Ah, nossos amigos, nossos amigos.
Já tinha um livro técnico aí para galera, cara.
Eu ainda não comecei a ler porque não deu tempo com esse momento aí de eleições, mas é um do Jairo Nicolau que eu quero ler.
Eu tô com esse livro técnico, vale a pena. Como é que é? Brasil Polari?
Não, Brasil Dobrou a Direita.
Eu li esse livro.
Ah não, eu pensei que era outro.
Não, esse é o novo dele agora, acho que lançou vai fazer pouco tempo, né?
É, não lembro exatamente, mas é muito bom, muito bom, muito bom. Arthur do Jara é muito bom.
É, também acho. Eu dei só uma folheada, peguei o mais novo, é O País Dividido.
É isso, isso é o que eu tenho para ler. Mas tem também O Brasil Dobrou a Direita, que é uma radiografia da eleição do Bolsonaro. Isso, mas O País Dividido ele é mais novo. Quem me indicou esse livro foi Paulo Artung. Quando eu chamei ele para participar, ele falou, pô, vamos brincar.
O Brasil Dobrou à Direita já tá na cabeceira para ler. Esses dias eu li um livro de um amigo meu que é técnico também, amigo nosso do Trauma, né?
Qual o livro?
O dele com Felipe Nunes, o Abismo.
Geografia do Abismo.
Biografia do Abismo.
Esse livro é muito bom, esse livro é muito legal.
Esses dias eu li porque assim, um clube do livro, só desses livros, de contar esses autores todos para falar do— vamos fazer isso aí, Léo.
Seria legal, hein? Aí seria entre o primeiro e segundo turno, seria legal trazer o Jairo Nicolau aqui, que já foi indicado.
Era minha indicação até, né?
Mas faz um eventão assim, tipo, pega o Thomas Trauma, Felipe Nunes, o Jairo Nicolau, esses acabou de publicar um livro e a gente começa a trocar ideia sobre as coisas.
O próprio Maurício Moro tem um livro muito bom também sobre a eleição de 18, é da eleição de 18, Voto a Voto. É isso aí, escreveu dois, um mais recente. Acho que o que eu acho que é mais recente, eu li o anterior que acho que é sobre 18.
O Thomas Trauman tem, acho que o livro mais famoso dele é o outro, né, o que é o pior emprego do mundo.
Assim, eu já sugeri para ele, falei, pô, ministro, ministro, eu chamo ele de ministro, né? Pô, ministro, tem que atualizar esse livro. Ele é muito bom de ler esse livro, cara. Esse do Pior Emprego do Mundo é um livro, eu nunca li esse livro. Pô, é muito gostoso.
Eu tenho na minha cabeça, tem esse livro autografado, hein?
Ah, é? Então tem que usar essa moral para trazer o Thomas para cá. Ele falou que tá trabalhando muito, trabalhando muito.
Aí liga na Globo News, ele tá lá. É, o bom de trabalhar na televisão é isso, eu não tenho Realmente, você fala que tá trabalhando muito, a gente tá vendo.
Se ele falasse para mim, falar, poxa, mas até a Malu Gaspar veio aqui, que pô, não tô querendo dizer que ela trabalha mais que você.
Agora ela não viria mais. Você viu que a gente liga na TV, só vê Malu Gaspar. Eu tô quase mandando uma quentinha lá para Globo News, para Malu.
Tem uma cama lá para dormir, porque sadia, esquece, o cara ficou 24 anos.
É isso, exatamente.
Vocês falaram tanto dos livros, mas eu queria também uma leitura mais light aí. O que que vocês recomendam de uma leitura tema livre para galera.
É, não é exatamente light, mas foi uma boa. Não tem porque, que eu acho que deveria ser obrigatório para todo mundo que matricula o filho na escola. Assim, matriculou, você vai ler o livro, daqui a 2 meses você volta. Se você souber dissertar sobre livro, você pode. Que chama-se A Geração Ansiosa.
Ah, sim. Eu ouvi esse livro, não li.
Tem filho, tem que ler, é obrigatório.
Eu tô lendo um que se chama Criando Meninas.
Já ouviu esse nome?
Eu li o Criando Meninos, né? Eu tenho um Gabriel que é meu filho mais velho, tem 20 anos. Eu li esse livro um tempão atrás e eu li, tô lendo agora o Criando Meninas que eu ganhei da minha esposa. Tem uma filha, Bela, vai fazer 6 anos agora. E aí eu tô lendo esse livro e assim, ele é bem, ele foi atualizado, então ele debate bastante coisas interessantes: ansiedade, como se trata, o respeito, a figura paterna, redes sociais.
A Geração Ansiosa é sobre o impacto que as redes sociais tiveram sobre problema de saúde mental mesmo de adolescentes e crianças até. Então assim, resumindo, resumindo, não desde redes sociais para os seus filhos até os 17 anos.
Porque eu vou te falar, isso eu acho que é um problema não só de geração.
É, mas ele explica isso porque, aliás, inclusive acho que o Carlos da Capital uma vez ele veio aqui e eu acho que o livro dele foi A Mente Moralista, se eu não me engano. Foi algo assim, porque me marcou, porque eu comprei o livro, comecei a ler, mas não tava na minha pegada aí, eu larguei. E o Geração Souza é meu motor. Jonathan Haidt. E ele fala inclusive disso: é óbvio que todos nós somos viciados em rede social, em celular, mas a gente tem o— aí ele explica até, vai lá, física, química, quimicamente, que o nosso cérebro já tá montado, já tá organizado.
Então a gente sofre menos danos, vamos dizer assim, de saúde mental por conta de: ah, tô com inveja que meu amigo tá em Fernando de Noronha, né? Paciência. Mas o adolescente é dramático assim, ele Leu o livro assim, é fundamental para quem tem filho ou vai ter, é fundamental.
Muito bom. Mandaram aqui, ah, se esse Pais Andy, o Andy for o Anderson, aí falou aqui: meu querido Salomão, mande um abraço ao Jotinha, diga que ele está devendo um almoço para o Pais.
Tô devendo mesmo.
E é Andy, não é Eduardo Pais.
Anderson Paes, amigo meu lá da Itaú.
Sim, não, eu tomei um café com ele um dia, foi bem legal. Foi um, era um dia, acho que era feriado esse dia até. Eu fiquei com vergonha de perguntar, será que ele sabe que é feriado? Foi uma dificuldade achar um lugar aberto para tomar o café, porque assim, era aquele feriado, acho que foi o feriado de 9 de julho, né, que é feriado, mas aí não tinha lugar para tomar café, a gente teve que ir no naquele dengo aqui da Faria Lima.
Tomaram um bom café então?
É, mas eu queria comer um ovinho mexido, ter uma pizza. Não, para mim café tem que ser de boteco. Você gasta R$100 para comer um ovo poché com queijo. Enfim, vamos lá continuar. Chegaram umas perguntas boas do ping-pong aqui, vou puxar, hein? Mas antes, continuando, uma música e por que essa música?
Acho que é a música do momento que eu venho ouvindo para cá, Beautiful Day do U2.
Beautiful Day do U2 é uma música, não sou muito fã do U2, mas é uma música boa. Do U2, minha favorita é With or Without, é isso? É isso, que é aquela mais bonitinha, né? Bonitinha essa daí.
A minha é com a letra, não seja bonitinha. A minha é como dizia o poeta do Vinícius de Moraes, que é bom, vocês vão entender talvez, mas 2009 o Fluminense tinha 99% de chance de rebaixamento. Eu já tinha largado mão completamente. Quinta-feira chuvosa no Rio de Janeiro, Fluminense ia pegar o Atlético Mineiro, que na época era um dos líderes do campeonato. E aí eu tô lá no trabalho e Começou a tocar essa música, aí comecei a ouvir a música.
E a música, depois peguem a letra, fala exatamente com essa ideia de, puta, né, quem viveu uma paixão e não sei o quê, é melhor, porra, viver essa paixão profundamente, não vai abandonar, não sei o quê. Eu falei, pô, a gente tinha largado mão completamente, 99% de chance de rebaixamento. E aí eu falei, puta, cara, tá chovendo, quinta-feira à noite, mas vamos embora. E ali foi o jogo da virada que Deu aquela arrancada. E depois, assim, Renato Gaúcho, não era o Cuca, tinham 10 mil pessoas no Maracanã.
Eu não tô exagerando, parecia que tinha 100 mil pessoas, porque assim, o barulho foi um negócio ensurdecedor. E depois, num vídeo depois, por conta do Fluminense se livrou, o Cuca citou esse jogo e falou exatamente que na época eu falei com amigos, pô, cara, tinham 10 mil pessoas, era inacreditável o barulho que eles fizeram. Ganhamos do Atlético E aí foi aquela, foi o começo da arrancada. Quantos jogos foram que o Fluminense foram? 10, de 10 a 12 sem perder, né? A gente empatou no meio do caminho também, mas foi de 10 a 12.
Mas era assim, a probabilidade de cair, e não cai numa partida dificílima com o Curitiba lá, Couto Pereira, onde que empatou e faz um empate. Eu lembro do Cuca, esse momento histórico assim, empata, a torcida do Curitiba O Coritiba é rebaixado, a torcida do Coritiba quebra tudo, invade o campo, assim, vira um negócio guerra campal. E a galera falando, vamos embora, vamos embora. O Cuca, não, não, se é para morrer hoje, vamos morrer em campo. Queria comemorar em campo que ficou.
Não, não, mas essa mãe do Vinícius me levou até o jogo e aí eu participei da jornada toda.
E agora cá estamos nós, uma semifinal de Libertadores, hein? Que loucura! O Fluminense, pô, tem umas histórias legais, o Fluminense. E você já tinha sua música?
Ah, não, ele falou.
Ah, é verdade. Nossa, foi tão— deixa eu trazer convidado. É agora convidado que vocês gostaram de ver no Market Makers, cara.
Um cara que para mim carrega, eu sempre que eu vejo escutando, eu sei que ele não tá no, vamos assim, usando termos de mercado, talvez não seja monetizável, tá? Mas eu acho que é um cara que carrega a história do Brasil assim. Quando for um tema assim meio história do Brasil, história, eu acho Pedro Malan sempre uma aula. É um cara que participou desde a renegociação da dívida externa, começo dos anos 80, foi presidente do Banco Central, foi ministro da Fazenda, participou do Plano Real.
E acho que é um cara que talvez nesse momento seja um cara que consiga assim com elegância, sabe, sem Eu joguei exatamente esse discurso para ele.
Não, não, ele tá, estamos em conversa.
Ah, boa. Então sim, talvez.
Não, ele não falou que não, não, também não disse sim. Ele disse um talvez, parecia um sim tímido, né, para o otimista. Mas ele não, vamos dizer que em algum momento ele vai vir. Como eu falo sempre, o Market Makers é o último emprego da minha vida. Também não tenho tanta pressa. Ele não vier agora, ele vai vir em 27, mas seria bom.
É meio uma serenidade que precisava ser ouvida. Talvez o grande tema é assim, beleza, a eleição acabou, acabaram os— como é que você vê o Brasil para os próximos 10 anos? Acho que ele tem uma visão ampla, sabe? Foge do— por isso que eu falei, talvez não seja monetizável, mas ele foge dessas miudezas que a gente do mercado fica tão preso ali no dia a dia, mas Ele tem uma, acho que é uma amplitude de visão.
E você, Jotinha, qual a sua recomendação? Vai ser o, você ia recomendar quem, o Jairo?
Ou se quiser falar, o Jairo, então o Trauma.
Vamos fazer esse rolê do Jairo e o Trauma aí, vocês dois juntos.
O cara é fera, ele tem um dom assim. Eu falo para ele, ele fala assim, cara, você escreve tão bem, é tão agradável o livro assim, o Os dois livros que eu peguei para ler, seja Biografia do Abismo, seja O Pior Emprego do Mundo, cara, você devora. Se você pega um dia inspirado, você mata em um dia o livro.
Foi muito rápido. Vou pegar o do economista, do Pior Emprego do Mundo agora.
Então eu trago o trauma aqui para bater papo.
Antes da gentileza, só relembrar o pessoal do nosso novo parceiro, hotéis.com. Então se você é que nem eu, que faz viagens corporativas e é um pouco desorganizado ali, usar o hotéis.com vai te ajudar muito, que ele já vai guardar todas as suas informações. Você não precisa fazer as reservas, começar tudo do zero, já vai ajudar bastante. E tem o melhor de tudo, que é usando o hotéis.com Rewards, é de graça lá, é só fazer o login.
Mas aí cada diária que você fechar, depois de 10 diárias você ganha uma de graça. Então faz 10 viagens de trabalho ganha uma noite aí de recompensa para você fazer, ou então desconto para você fazer uma viagem maior. Então, na próxima vez que reservar uma viagem de negócios, use o hotéis.com, novo parceiro do Market Makers. Agora sim, vamos falar de gentileza. Maior gentileza que fizeram na vida de vocês?
Ou maior gentileza? Acho que maior gentileza que eu recebi na minha vida foi oportunidade de trabalhar no mercado com com tantas pessoas me recebendo, sendo ignorante, um leigo, né, praticamente, com muita gente com tempo de explicar, ensinar, assim, com boa vontade. Às vezes a gente não encontra as pessoas com boa vontade que nos ensinem. Eu sou muito grato a Deus que muitas vezes durante minhas passagens em casas grandes ou menores eu tive pessoas de muito boa vontade comigo.
Que foram gentis em me explicar. Às vezes eu fazia a pergunta assim, ó, criança de 7 anos, me explica isso aqui, eu não consigo entender. O cara vai, explica com maior paciência. Então acho que assim, mercado me deu inúmeros amigos. Viva, prova viva aqui há quanto tempo a gente interage, fala, conversa, cliente, amigo, bate-papo. Então acho que o mercado ele foi muito gentil comigo, foi muito bondoso. Aprendi muito. Eu acho que muitas das pessoas que estão no mercado, às vezes a gente encontra aquelas falas assim agressivas, né?
Não, que o mercado é isso, cara. O mercado, ele é gentil. Se você tiver boa cabeça, boa vontade, um bom coração para retribuir também aquilo que você recebe, para você também saber ensinar, dialogar, eu acho que ele é, o mercado é muito, muito bom.
Esses anjos também apareceram na minha vida, assim, pessoas que têm uma paciência nesse ambiente tão hostil de ensinar as coisas. E você, Ivo?
Cara, fiquei pensando muito, que eu acho que essa é a pergunta mais difícil, né? Porque é sempre difícil e o risco de ser injusto com alguém. Mas eu acho que teve, vai lá, tenho 20 anos, tô indo para o 21º ano de carreira, mas eu tive ali, acho que todo mundo, né, teve 3, 4 anos ali no meio dessa confusão toda, um pouquinho mais errático, vamos dizer assim, é por N motivos que acho que não cabe aqui explicar, mas é que eu precisava de alguém para tá do meu lado e falar assim, não, vamos embora.
E esse vamos embora muitas vezes era sair, mudar de cidade. Então eu, 2013, morava no Rio, precisei vir para São Paulo por uma proposta. Minha mulher na época tava empregada no Rio de Janeiro com emprego super bom e ela pediu demissão para vir para São Paulo comigo. Vivemos para São Paulo, 2 anos, 3 anos depois recebi a proposta para ir para Porto Alegre, para Quantitas. Ela tava bem empregada em São Paulo porque ela é boa para cacete, então ela arranja emprego rápido.
Mas o fato é que ela tava bem empregada em São Paulo E estávamos indo para Porto Alegre, que é um mercado de trabalho menos dinâmico, então obviamente a incerteza era muito maior. E, cara, não pensou um segundo de, cara, proposta é boa, porra, conchas, pipipi, vamos embora e vamos junto. Então acho que essa gentileza de permitir que talvez sozinho, se eu tivesse que tomar a decisão sozinho, talvez não tivesse dado esses, não tivesse dado esse espaço. Então essa essa ajuda, vamos dizer assim, foi muito, muito importante.
Legal, muito bom, muito bom. E quanto tempo você já tá em São Paulo de volta de Porto Alegre?
É, de Porto Alegre a gente abriu o escritório aqui em 2018, comecinho. Então 18 para cá são 8 anos, vai completar 9 agora. De quantos tem 10 e pouco?
Perguntas que vieram no ping-pong. Tarcísio será candidato em 2030?
É para o Ivo, não é?
Não sei, aí é pingue-pongue, pode ser sim ou não.
Eu acho que passou o momento, perdeu o time, cara.
Essa pergunta é muito difícil porque depende dele. Eu acho que ele invariavelmente vai ter que se desgarrar do bolsonarismo, porque senão o Flávio, se ele ganhar, ele é naturalmente o candidato da reeleição. Eu pessoalmente não acredito na promessa de acabar com a reeleição.
Então eu, você fundamentou muito bem minha tese. Eu acho que é essa. Eu acho que assim, quando o Jair sinalizou para ele que ele poderia ser candidato, isso em meados de, antes do, quer dizer, início de 25, quando ele sinalizou, eu falei, bom, agora ele tem que pegar essa oportunidade. Cavalo tá selado ali, pula em cima desse negócio e vamos embora. Ele ficou, não, veja bem, tem que ter as condições, o momento certo.
E é tudo vai depender da pergunta sua anterior, né? Como é que vai ser o governo Flávio? Acho que um governo São Paulo bom ele vai fazer. E acho que 2030 tem tudo para ser 1989 reloaded, assim, com muitos candidatos, porque na esquerda vai ser um barata-voo com aposentadoria do Lula. Não tem uma liderança muito clara. O Haddad é uma tentativa, mas— e na direita a gente vê essa eleição mesmo, já tem 4 ou 5 pretendentes.
Eu acho que essa eleição de 2026 ela poderia ser com essa cara de 89 se não tivesse—
é que o Jair ainda tinha um capital político muito grande, né? Então 2030 pode ser que tenha mais essa cara.
Vieram algumas perguntas, algumas eu não vou fazer, né? Porque aí coloca quase como declarar um voto e, bom, não queremos ter problemas com o tribunal essa hora do canal. Mas alguém mandou aqui, ó, então faz uma pergunta de recomendação de viagem. Pô, gostei dessa, uma recomendação de algum lugar que vocês já foram aí, que vocês, vale a pena, recomendam.
Recomendo muitos lugares, viu?
A pergunta invariavelmente tem a ver com os meus gostos, né? Para mim é Acho que a Toscana é um bom lugar para— eu tava pensando na Costa Amalfitana, seria minha próxima, mas eu acabei não indo.
Então eu fui para Costa Amalfitana na lua de mel com a minha esposa e a gente foi em agosto, cara, sensacional. Tem que ir, tem que ir. É assim, quem tiver essa oportunidade de fazer essa viagem tem que fazer porque é incrível, cara.
Tô rindo porque eu tô lembrando da minha lua de mel. Aonde foi, Fernanda? Meu, mulher incrível! Porque a gente foi para Nova York, legal, não, para Nova York. Mas eu sou muito fã de uma banda chamada NoFX, e essa banda estava para acabar. Tem um disco até aqui, né? Uma banda de hardcore, não é um som para ouvir numa lua de mel. E a banda tava na turnê de encerramento, e eles iam fazer um show em Uma cidadezinha em Ohio. Eu convenci minha esposa, a gente interromper a lua de mel.
A gente, ó, vamos ficar duas semanas em Nova York, mas no intervalo vai ter dois shows do NoFX numa fazenda no meio de Ohio. Então a gente vai pegar um avião, vai para lá, vai pegar um carro, vai dirigir por duas horas para ver o show. Dormir no hotel beira de estrada, ver o segundo dia de show para voltar para o aeroporto.
Você foi ver os dois dias ainda?
Lógico, lógico.
Não, não, não, pegamos hotel de beira de estrada, mas assim, a gente saiu do hotel no Brooklyn.
Realmente ela te ama, né?
E aí a gente foi para ficar no hotel, aqueles hotel bem de filme de terror mesmo, assim, que lá que você olha o corredor assim, você fala, caramba, vai sair alguém do meio Gravei 2 dias de show, foi, pô, deixa eu recomendar Nova York, não recomendo.
Deixa eu mandar um eu te amo, Luana, né, minha esposa psicóloga, né, porque já te deve 2 declarações de amor aqui. Se eu não fizer a minha, tá ligado, cara, inflacionou, né.
Ah, quem mandou aqui da viagem é seu irmão, meu irmão SR Sherman, o senhor Sherman, não sei, é que tá aqui, é o nome dele no canal. Mas é seu irmão mesmo, né? Sou irmão do Ivo.
Não é autodeclarado. Espero que seja meu irmão.
Ele renegou o irmão, aí você falou não, é irmão do Ivo.
Clicar aqui na foto para ver se é outra pergunta.
Bandeirinha do Fluminense, se for, tá mais próximo.
Não dá para abrir a foto maior, não dá. Mas mandaram aqui um ping-pong: Everton ou Carlos Miguel?
Puts, o que o Everton jogou no final de semana foi uma coisa assim inimaginável.
Nunca na história ele fez tantas defesas, ele sofreu tantas ações de gol sem tomar gol.
Foi isso. Mas também o Carlos Miguel pegou uma bola aqui, não, cabeçada aqui.
Hoje Carlos Miguel mais para frente, eu acho que vai ser um grande goleiro, mas eu prefiro o Carlos Miguel. Na Libertadores contra o Fluminense, que eu acho o Everton mais goleiro.
É mais goleiro, se for para os pênaltis, eu prefiro Carlos Miguel.
Foi até Fabiozão, eu tô tranquilo.
Cara, já tá com quantos anos?
45. Mas não importa, né, cara?
É uma imortal.
Como é que você não acredita no Lula em 2030 com o Fábio jogando em alto nível com 45 anos?
Difícil de refutar, cara. Impressionante.
E se você como eu não sabe quem são essas pessoas, junte-se a mim, deixe seu like.
É isso, Lepinho. Bom, papo tá bom, mas falar em futebol, eu também hoje, hoje é dia de eu jogar meu futebol, então tem que liberar nossos convidados. Gente, correria bastante intensa nessas eleições, mas fico muito feliz de contar com pessoas como vocês que nos ajudam. Ivo, valeu também por estar lá presente no M3 Club ajudando. Já tinha sucesso aí na Monte Bravo. Muito obrigado, manda um abraço para toda a turma lá, sou grande fã deles.
E Lepinho, valeu demais, sempre um prazer ter você do meu lado. Valeu, Renan, pela condução. Valeu, Pedrinho, pelas fotos que tirou, né?
Hoje é aniversário do Pedrinho, cara, maravilhoso.
Rafael Lima fazendo parabéns. Fazer aniversário, ganhando parabéns. E bom, toda terça, quinta e domingo, 18 horas, tem Market Makers aqui no YouTube ou no Spotify. Nós desse lado aqui, sempre com alguém muito mais inteligente, interessante do que nós do outro lado, compartilhando conhecimento. Até a próxima e tchau!
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