#396 | O PLANO DE FLÁVIO BOLSONARO PARA ECONOMIA, SEGURANÇA E GOVERNO
Como Flávio Bolsonaro pretende vencer a eleição presidencial de 2026? E quais seriam as primeiras medidas de seu governo caso chegasse ao Palácio do Planalto?Neste episódio do Market Makers, Thiago Salomão e Leopoldo Rosa recebem Flávio Bolsonaro e Daniella Marques para uma conversa aprofundada sobre estratégia eleitoral, plano de governo e os desafios de administrar o Brasil.Flávio explica como pretende ampliar sua base eleitoral, construir alianças, enfrentar a rejeição e chegar competitivo ao segundo turno. Daniella Marques detalha os principais pilares econômicos do projeto, incluindo controle de gastos, impostos, crescimento, investimentos, emprego e reforma do Estado.Também discutimos:–Estratégia para vencer a eleição de 2026–Formação da chapa e escolha do vice–Relação com o Congresso Nacional–Diferenças em relação ao governo Jair Bolsonaro–Plano econômico e responsabilidade fiscal–Segurança pública e combate ao crime organizado–Saúde, educação e programas sociais–Privatizações e participação do Estado na economia–Política externa–Prioridades dos primeiros 100 diasAbra sua Conta Internacional na Nomad e ganhe até U$50 de cashback com o código de convidado MMAKERS50: https://link.nomadglobal.com/wIQT/MMAKERS50 (Leia os avisos legais: nomadglobal.com/legal)📢Apoie o Market Makers e ajude a fortalecer o mercado de capitais no Brasil! Clique no link e torne-se membro do nosso canal por apenas R$7,99 por mês: https://www.youtube.com/channel/UCwZwvDC6f0WhcVTG-3aBUTQ/join📩Entre para nossa newsletter gratuita: https://lp.mmakers.com.br/newsletter_gratuita?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X📢 Anuncie sua marca no Market Makers: comercial@mmakers.com.br📚Biblioteca Market Makers: https://lp.mmakers.com.br/biblioteca/?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X- - - - - - - - -FLÁVIO BOLSONARO E DANIELLA MARQUES | Market Makers #396Apresentadores: Thiago Salomão (Apresentador do Market Makers) e Leopoldo Rosa (COO do Market Makers)Convidados: Flávio Bolsonaro (candidato a presidência do Brasil) e Daniella Marques (ex-presidente da CAIXA)Captação: Renan Moncoski #FLÁVIOBOLSONARO #ELEIÇÕES #MARKETMAKERS #THIAGOSALOMÃO #INVESTIMENTOS
- Papel do Estado e BurocraciaDesburocratização·Facilitação do empreendedorismo·Redução de cargos em comissão·Internet como infraestrutura
- Governo Lula e CríticasGastança pública·Crítica à gestão econômica·Descontrole fiscal·Lula
- Empreendedorismo e Vendas· NegociosLei da Liberdade Econômica·Formalização de MEIs·Crédito para pequenas empresas·Inteligência artificial
- Plano para 2026Estratégia eleitoral·Formação de alianças·Escolha do vice·Alfredo Gaspar
- Reforma Tributária· EconomiaRevisão da reforma·Redução de impostos·Split payment·Alíquota de IVA
- Privatizações· NegociosCorreios·Estatais dependentes·Sanear empresas públicas·Teresina
- Relação com o Banco MasterDaniel Vorcaro·Investimento em filme·CPI do Banco Master
- Segurança Pública e Combate ao CrimeClassificação de PCC e Comando Vermelho como terroristas·Combate ao crime organizado·Lavagem de dinheiro
- Relação com o Congresso· PoliticaArticulação política·Colégio de Líderes·Renovação do Senado
Começando mais um episódio ao vivo do Market Makers. Para você que tá vendo ao vivo, começamos mais cedo do que tradicionalmente, às 18 horas, embora um pouquinho atrasado do horário que tinha combinado. Mas é assim, episódio ao vivo, a gente sempre lembra de Marcelo Tass. TV ao vivo é a casa do capeta, sempre acontece alguma coisa. Mas aqui estamos nós com mais de 700 pessoas aqui ao vivo esperando para ouvir o que já está no título aqui, o plano de Flávio Bolsonaro para economia, segurança e governo.
O Flávio Bolsonaro está aqui com a gente, não está sozinho, está com Daniela Marques. Então temos uma dupla aqui que vai abrilhantar ainda mais o nosso Eleições 2026 do Market Makers. E se eu tô falando de eleições, tá o Leopoldo do meu lado, o Lepo. Tá preparado, meu querido?
Preparado, muito ansioso, vai ser bem legal essa entrevista.
Antes de fazer aquela apresentação deles, primeiro, não existe almoço grátis nem podcast grátis. Então já tô aqui com meu cartãozinho da Nomad e convido todos vocês a abrirem sua conta na Nomad. A Nomad é o melhor lugar para você internacionalizar a sua carteira. Então, se você vai fazer sua viagem internacional, o cartão da Nomad é aceito em vários países do mundo. Você pode usar esse aqui, é o meu Visa débito, você pode usar em qualquer lugar.
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Já é uma boa ideia para o nosso Banco Popular, para as favelas e periferias, vamos falar sobre isso aqui.
E bom, e só lembrando, você que tá chegando agora no Market Makers, seja bem-vindo, se inscreva no canal, são mais de 7 milhões de pessoas que passam aqui Todos os meses era um canal que falava muito de mercado financeiro. Hoje a gente fala de tudo que é possível, que vai deixar você uma pessoa melhor, um investidor melhor, muito mais aprofundado. Quer apresentar nossos convidados aqui?
Vamos lá, temos dois convidados de peso hoje aqui com a gente. Senador Flávio Bolsonaro. Para quem não sabe o currículo, a gente preparou aqui o currículo do senador. Ele é formado em Direito, começou a vida pública ainda jovem, eleito deputado estadual lá no Rio de Janeiro aos 23 anos. E reeleito outras 3 vezes antes de chegar ao Senado em 2018.
Tá desatualizado, rapaz. Como, pô? Te mandaram errado.
É? É.
Por quê?
Aqui, ó. Advogado, 4 mandatos de deputado.
Ah, não, não foi.
Eleito aos 21 anos.
Eleito uma vez e reeleito 3, não é isso?
Eleito 3. Aos 21 anos, foi o mais jovem da história do Brasil.
Caramba!
21. 21, não é 23. Quase um terço dos votos válidos para senador na última eleição. É senador pelo PL do Rio de Janeiro. E é o número 01 do nosso querido ex-presidente Jair Bolsonaro. Do lado dele, Dani Marques, que já teve aqui no Market Makers, formada em administração pela PUC do Rio de Janeiro, construiu a carreira ao lado de Paulo Guedes, primeiro como parceira dele na Bozano Investimentos, depois como assessora especial e secretária do Ministério da Economia.
Mas em 2022 alcançou o posto de terceira, terceira mulher a presidir a Caixa Econômica Federal. Caramba, Dani! E é apontada hoje como a principal referência econômica da campanha do senador Flávio Bolsonaro à presidência da República. Seja bem-vinda!
Obrigada!
Senador, bem-vindo também!
Obrigado!
Bom, posso fazer a primeira pergunta? Porque—
Ah, vai lá! Eu sei que você tem uma história, né?
Não, é que 8 anos atrás eu tava com o seu pai numa sala na Polícia Federal do Aeroporto de Congonhas, porque um grande amigo nosso do mercado financeiro queria apresentar o Jair Bolsonaro, na época um candidato à presidência, 2018, isso, 2018, ali, né, ainda com uma desconfiança. E esse nosso amigo falou, eu quero apresentar para os dois jornalistas que eu mais confio, é que é você, Salomão, e a Luciana Seabra. E a gente teve um encontro com o Jair Bolsonaro.
E olha que coincidência, na época o assunto do encontro foi um encontro rápido, a gente tava falando sobre a escolha do vice, porque a gente tinha acabado de escolher o General Mourão. E tava lá falando, poxa, mas por que o General Mourão? Por que que não escolheu uma mulher? Por que que não escolheu não sei o quê, não sei o que lá? E babá. Bom, corta a cena, a gente viu que deu certo, né? Afinal, ele foi eleito presidente, não pela escolha do vice em si, mas estamos nesse momento em torno dessa polêmica, porque acabou de ser anunciado o seu vice, teve muito questionamento, pô, por que que vai ser uma chapa puro-sangue?
Enfim, então já trago esse papo que eu tive 8 anos atrás, seu pai, E agora tendo com você, Flávio, a escolha do vice.
Em primeiro lugar, boa tarde para todo mundo que tá nos assistindo. Obrigado aqui, Salomão, Lepo, pelo convite para estar no Market Makers. Grande honra para mim, sempre um aprendizado a cada conversa que a gente tem. E com relação a vice, né, é uma, foi uma novelinha, né. Aqui tá uma, aqui tá uma das que eu batalhei muito para ter do meu lado como vice, que é a Dani Marques, alguém da confiança, preparada. Eu sempre procurei isso.
Hoje eu sou mais que referência econômica, tô fazendo, jogando umas 8 posições ao mesmo tempo.
O que que aconteceu, Salomão? Eu sempre falei da minha preferência sobre ter uma vice mulher, não apenas por ser mulher, né? Porque eu sei da quantidade de mulheres preparadíssimas que tem do nosso lado, no nosso campo da direita, e a Dani era uma. Ela se filiou ao Republicanos, meio que uma escolha. Você escolheu o Republicano, né? Eu falei para ela filiar ao PL, mas ela não. Melhor vamos ficar lá para a gente poder de repente trazer, né, uma aliança mais ampla e tal.
E assim, se você olhar hoje para quem tá do meu lado nessa caminhada, que faltam 58 dias até o primeiro turno, todas as pessoas que foram, as mulheres em especial, que foram cogitadas para serem minha vice estão do meu lado, sem exceção. Todas elas, todas estão participando de alguma forma dessa pré-campanha ainda, colaborando com ideias, dando opiniões, eu tô ouvindo todo mundo. Então os principais quadros de todos os partidos vieram para nós, não apenas as que estavam sendo cogitadas para vice.
O que quem não via, quem não veio foram os caciques, os caciques dos partidos é que não vieram. Aí, a critério deles, eu respeito a decisão que eles tiveram. Mas independente disso, em vários estados nós temos palanques fortíssimos, na maioria deles em em aliança com esses mesmos partidos. Eu tenho que entender que as realidades locais nos estados acabam gerando uma discussão dentro de um partido. Não tem um partido que tem uma composição homogênea, todos são heterogêneos, né?
Tem pensamentos e preferências diferentes, né? O partido lá na Bahia tem um pensamento diferente dos integrantes do mesmo partido no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, no Amazonas. A gente tem que respeitar isso. E em função dessa busca que eu tava de uma vice preparada, uma mulher de outros partidos. Isso não foi possível. Aí viemos para dentro do PL e também tivemos ali, temos grandes quadros dentro do PL, né? A própria Michele, né?
A própria Júlia Zanatta lá em Santa Catarina, a Priscila Costa no Ceará, a Bia Kicis no DF, tem a A Clarissa Tércio em Pernambuco. Enfim, tinham grandes nomes aqui, mas todo mundo já meio que decidida a concorrer alguma coisa, Senado, deputado, com as campanhas estruturadas. Foi quando veio aí a possibilidade, alternativa, trazido pelo nosso coordenador de campanha, que é Rogério Marinho, do nome do Alfredo Gaspar, que é uma pessoa que também tem requisitos excepcionais.
Eu acho que é um grande privilégio de uma pessoa como ele nessa vice-presidência. Alguém que tem 24 anos de Ministério Público, foi procurador-geral de Justiça de Alagoas por 2 mandatos, foi secretário de Segurança. A pessoa que tá fazendo um trabalho brilhante como deputado federal, em especial destaque na CPMI do INSS, aonde ele foi lá proteger os idosos do INSS, onde ele denunciou a grande roubalheira que aconteceu durante o governo Lula.
Não tiveram pena nem dos aposentados do INSS tiveram seus descontos em folha obrigatórios. Gente que ganha pouco mais de ali R$2.000, que faz falta qualquer R$20 dentro do seu contracheque, quando percebe que tá sendo descontado ilegalmente sem ter autorizado. E são centenas de milhões, ou mais de R$6 bilhões, que foram desviados. Inclusive, a suspeita é que o próprio filho do presidente da República, o Lulinha, sempre ele, o Lulinha, tenha sido um dos beneficiários de receber dinheiro desviado dos aposentados do INSS.
Uma acusação de R$300 mil de mensalinho para ele, mais de R$25 milhões de propina que teriam sido oferecidos a ele também pelo careca do INSS. E para surpresa de zero pessoas, a marca do PT, que é a corrupção, mais uma vez vemos agora essa suspeita de roubo dos aposentados do INSS entrar no gabinete do Lula, do próprio presidente da República, quando o seu amigo de longa data, a pessoa que desde que ele cumpria prisão, antes disso até, já é um amigo de longa data, quem carrega o telefone do Lula que é o Marcola, né?
O Lula também tem o seu Marcola. Ele foi aí o beneficiário de receber essa, suspeito, né, de receber dinheiro desse esquema de roubo dos aposentados. Então eu tô bastante satisfeito com essa escolha. Eu acho que quem tá nos assistindo aqui pode comentar se gostou da escolha do Alfredo Gaspar. Bastante, gente, comentem aí então, porque até vai ser um pouco difícil acompanhar, porque o mais importante é que as mulheres fantásticas da direita estão aqui do meu lado, estão representadas na Dani aqui comigo.
E acho que só para complementar essa questão dos quadros técnicos, alguns eu tive o privilégio de trabalhar no governo do presidente Bolsonaro. Tarcísio, Tereza Cristina, Damares, fomos todos colegas de governo. A própria Simone Marqueto, que foi uma prefeita super bem avaliada, já tá com a gente no QG da campanha, que é do PP. O Ricardo Nunes, que é MDB. Então assim, eu até tenho dificuldade de compreender a política. Tarcísio é republicano, Marcos Pontes, Cleitinho.
Então os quadros técnicos e os próprios, o próprio Ciro Nogueira e o Marcos Pereira na convenção, que a gente tava junto, declararam voto em Flávio Bolsonaro.
Então é, tem muito mais ali.
Pois é. Aí eu queria, eu queria emendar uma pergunta nisso, porque assim como o seu partido, o PL, esses partidos dessa nova direita que emerge a partir de 2018 com a ascensão e a eleição do presidente Bolsonaro vieram muito na esteira da eleição do seu pai. Quer dizer, conseguiram ali ampliar suas bancadas tanto no Senado quanto na Câmara a partir de Jair Bolsonaro. Quando nessa eleição agora que você decide concorrer, eles negam, pelo menos nesse primeiro momento, esse apoio institucional, isso não te faz sentir minimamente traído por essas legendas?
Eu não digo traído, porque tem uma vantagem de quem tá na vida pública e tem que passar pelo escrutínio do voto. Quem vai julgar essas pessoas não sou eu, é o eleitor. É, mais uma vez, eu fui, eu entrei para política com 21 anos de idade. Eu tinha, foi meu primeiro mandato como deputado. Eu era do PPB na época, hoje é o Progressista, né? Comecei pelo PPB. O presidente era o Francisco Dornelles, do Rio de Janeiro, uma pessoa, né, já nos deixou, mas uma grande, uma grande referência na parte da economia, por exemplo, na parte social.
E ele sempre deu liberdade para mim e para o presidente Bolsonaro dentro do partido de votar inclusive como queríamos. Então várias vezes tinha oportunidades em que o partido fechava a questão. Quem votava diferente? O Jair Bolsonaro. E o presidente do partido deixava: não entendo, entendo, ele se elegeu desse jeito, não pode perder a sua essência. É, tanto é que na investigação do Mensalão, se vocês vão lembrar, ele é citado pelo Ministro Joaquim Barbosa como o único parlamentar do Partido Progressistas que não tinha recebido dinheiro de propina no esquema do Mensalão, né?
Para quem tá assistindo a gente que não se lembra, foram, eram compras, eram mesadas que eram dadas a parlamentares para que pudessem votar com o governo. E depois descobriu-se que a origem desse dinheiro eram as próprias empresas que faziam, eram beneficiadas durante o governo do PT e devolviam uma parte desse esquema em doações oficiais, inclusive muitas delas para o partido, na época que empresa podia fazer doação para candidatos.
Então o presidente Bolsonaro, ele se recusou a receber esse dinheiro. Eu lembro que é o Dani, é que ele já contou isso publicamente. Ele era candidato a federal, eu estadual, e a gente tinha pedido dinheiro que era desse fundo partidário, a gente não tinha dinheiro para fazer campanha. E aí foi destinado para ele R$200 mil e para mim R$100 mil, a gente pedindo dinheiro do fundo partidário. Aí quando ele descobre que a origem era uma empresa que na época não tinha ainda as empresas sendo colocadas com essa suspeita, era uma empresa que hoje Ela depois ficou comprovado que ela participou desse esquema.
Ele viu qual era a empresa. Eu não quero dinheiro desse jeito, eu não quero esse dinheiro aqui. Aí ligou para o presidente do partido, na época era o Ciro Nogueira. Ô Ciro, seguinte, eu pedi dinheiro do fundo partidário, vocês mandaram para mim aqui dinheiro do que é, foram, é doação de empresa que eu não sei de qual a origem desse negócio. Eu não quero, não quero devolver. Aí eu sei que eu sou, era testemunha, que eu tava do lado dele no telefone lá em Bento Ribeiro, no Rio de Janeiro.
Aí alguém tava explicando para ele que não era possível estornar esse dinheiro que foi doado pelo partido para as nossas contas de campanha. Ah, não vai, não vai estornar não? Tô indo agora lá na agência do Banco do Brasil na Cinelândia, vou sacar o dinheiro, vou tacar para o alto na praça para o povo pegar esse dinheiro, porque eu não quero. Eu quero dinheiro do fundo partidário, não quero dinheiro de empresa, tal, tal. Aí depois dessa pequena pressão, ele foi feito realmente, foi feita a forma correta como nós gostaríamos.
Então a gente sempre teve liberdade dentro do partido para votar, para se posicionar. Uma marca que o meu pai sempre falou conosco, com os filhos que estão na política: não se preocupe em agradar ninguém com voto em função das suas ações, dos seus projetos. Você faça o que você acredita, que o voto é uma consequência. Quem concordar com o que você tá fazendo vai votar em você, quem não concorda vota em outro. E assim a gente pretende, é assim que aprendeu a manter a coerência.
Mais difícil de você lá na frente ser pego numa incoerência. Então não me sinto traído, eu acho que cada um tem os seus motivos. Só que para mim o importante, é óbvio que eu queria que tivesse formalmente esses partidos na minha chapa a nível nacional. Isso daria muito mais tempo de televisão, daria muito mais capilaridade, porque oficialmente os partidos, candidatos a deputado federal, estadual e tal, eles colocam o número de presidente da República no seu material de campanha.
Mas isso não veio. Mas o importante é que os principais quadros desses partidos estão com a gente.
Deixa eu trazer uma reflexão que o mercado financeiro teve ao longo da eleição de 2022, que é um diagnóstico quase consensual de que na eleição de 22 não foi o Lula que ganhou, foi o Bolsonaro que perdeu. Essa foi uma opinião ali meio consensual aqui nas nossas repercussões aqui no Market Makers. Não sei o quanto você concorda com isso ou não, mas o ponto é, tendo como base essa análise, o que você acha que você precisa fazer para mudar esse resultado agora em 2026?
O que que você tem que fazer diferente do que foi feito pelo seu pai em 22 para mudar esse resultado?
Bolsonaro sempre foi um cara muito verdadeiro, sempre falou na lata o que ele pensa, e tem muita gente que não tá preparada para verdade. Isso que de fato acontece. E obviamente ele não contava com a boa vontade de vários setores da grande mídia, por exemplo, do próprio Supremo Tribunal Federal, né, enfim, de Ministério Público. E ele sofreu muita perseguição durante esses 4 anos, interferências, várias interferências durante o seu governo de decisões judiciais do Supremo em especial.
Ele foi muito boicotado, muito boicotado. Teve ali uma arrumação, né, dos melões na caçamba do caminhão. Quando a política entra em choque com o presidente da República, que não aceita negociar os seus princípios, que riscou, o Bolsonaro riscou uma linha no chão, falou para política: até aqui eu vou, daqui para frente eu não vou. Isso incomodou muita gente também, isso dificultou a nossa articulação, em especial no Senado Federal, aonde nós não tínhamos número suficiente para garantir de fato uma governabilidade.
Não tínhamos maioria em algumas comissões de inquérito que eram instauradas. Enfim, foi um dos problemas durante o governo dele. E sem dúvida alguma, a pandemia, em que foi muito explorado contra ele algumas falas que ele fazia, várias delas tiradas de contexto. Eu vou citar só uma aqui para aproveitar a audiência de vocês, uma que acusam ele de simular falta de ar, como se estivesse zombando de quem tava contaminado com o vírus da COVID.
E pega um trecho do vídeo que ele simula a falta de ar como se ele tivesse debochando. Se você pega 20 segundos antes e 20 segundos depois do vídeo, ele tá fazendo exatamente o contrário. Ele tá criticando o ministro da Saúde à época, que dizia que as pessoas tinham que esperar sentir falta de ar, ficar daquele jeito que ele tava simulando, para depois buscar um hospital. Ele falava assim: não, procure o hospital o mais rápido possível.
Não tinha vacina, tava todo mundo tentando entender o que que era essa doença ainda, uma coisa nova para todo mundo. Ele falava assim: vai para o hospital, porque de repente o médico consegue fazer algum tratamento lá que dê certo e salve a sua vida, né? Então esse foi, estou dando esse exemplo como é que isso foi muito explorado durante a pandemia e em função da massificação da grande mídia, como se ele fosse, como se ele fosse uma pessoa desleixada, quando hoje a OMS reconhece que o Brasil foi um dos exemplos de referência no combate à pandemia, tanto na parte econômica quanto na parte vacinal.
Foi uma das maiores coberturas vacinais do mundo. Todo mundo que quis se vacinar teve acesso à vacina. É, a economia do Brasil, como Paulo Guedes falava, se recuperou em V. Nós chegamos a ter um período em que, em que o nosso PIB foi maior do que a China. Nós chegamos um período em que a inflação no Brasil era menor do que nos Estados Unidos. Eu acho que a gente vivo nunca tinha, nunca tinha visto isso acontecer. Foi durante o governo do presidente Bolsonaro.
Vamos falar aqui de endividamento. Foi no governo do presidente Bolsonaro que nós tivemos a taxa de juros Selic abaixo de 2%. Muita gente naquele momento se endividou. Com o passar do tempo, hoje se enrolou nas dívidas por causa do governo Lula, mas vamos falar disso aqui um pouco mais para frente. Então acho que em função disso é que o presidente foi muito incompreendido. E hoje eu tenho a convicção que muita gente que tá nos assistindo aqui agora, que porventura tenha votado em Bolsonaro em 18 e não votou em 22, tá arrependido, tá arrependido.
Que eu converso com bastante gente, muita gente de mercado principalmente, aquela galerinha da Carta Democracia, por exemplo, tem um monte de arrependido. Antes de pensar em economia e não sei o que lá, temos a nossa democracia, a nossa liberdade. Então Bolsonaro é uma ameaça. Hoje, hoje tá todo mundo vendo que Bolsonaro nunca foi ameaça à democracia. Pelo contrário, sempre batalhou pela liberdade de expressão, contra censura na internet, pela liberdade de imprensa.
Por mais que ele fosse atacado, tivesse aquela confusão, eu acho que o modo com que ele se relacionava com a imprensa era muito ruim. Essa é uma coisa que eu pretendo, que eu acho que eu faço um pouco melhor. Mas em função disso tudo é que ele teve muitas dificuldades. Agora, para— desculpa a resposta longa. Agora, essa eleição de 2026, a vitrine é o Lula, esse desastre em qualquer área, né? Quem tá nos assistindo aqui, você sabe o nome de um ministro do governo Lula?
Agora, do governo Bolsonaro, a gente cita alguns aqui rápido. São 39 ministros do Lula hoje, né? Eu acho que se ele faz uma reunião presidencial com seus ministros, ele não sabe nem o nome de todos os ministros. Quem dirá cobrar metas, cobrar resultados, né? Cobrar idoneidade, honestidade do ministro, prestação de contas. Então o Brasil tá totalmente esculhambado, é um navio sem capitão. Ninguém sabe para onde o Brasil tá indo.
Nós sabemos, né? Tá indo para o mesmo destino do Titanic, estamos ali na iminência de bater no iceberg. A gente tem que puxar rapidamente esse barco para direita, senão ele vai bater e vai afundar. Isso é uma coisa, é um ponto pacífico de todo mundo perante essa irresponsabilidade e a gastança desse governo.
Só para complementar, Salomão, eu acho que essa é a questão. O presidente Bolsonaro assumiu o país numa situação econômica crítica, botou no lugar com Previdência, enfrentou a pandemia com gasto temporário, não permanente. Entregou no Azul. E esse governo foi uma gastança. A Dilma, o Dilma 2 produziu uma recessão sem ter nenhuma crise externa. E esse governo vai produzir outro e arrastou nessa gastança toda. Mês passado, 50 bi de buraco em um mês, arrastou as famílias e empresas.
Então, se você pegar primeiro semestre desse ano, saiu um outro dado, mais de 6 mil empresas quebradas, sendo que na pandemia não foram 2 mil, que ficou tudo fechado. Então as pessoas têm noção que essa gastança desenfreada colocou o Brasil no maior juro real do mundo, na maior carga tributária do mundo para bancar a gastança, e arrastou as famílias e as empresas para o endividamento. E as pessoas estão se endividando para sobreviver e não para comprar uma geladeira, um carro, um apartamento, como era lá atrás.
Eu quero entrar mais na pauta econômica, aproveitar você aqui, Dani, mas antes só uma bola aí que o Fábio você comentou, é, também sinto um pouco desse arrependimento de boa parte que votou no Lula em 22. Não dá para sentir isso, mas o que muda de 22 para cá? Hoje tem outros candidatos na direita. Por que que esses votos arrependidos viriam para você?
O que que você acha que agora as pessoas dão mais valor para o governo do presidente Bolsonaro? Foi o melhor presidente que esse país já teve, cara. Uma pessoa que de verdade ele amava o seu país, um cara que se sacrificava de domingo a domingo, era de madrugada mandando mensagem para ministro cobrando coisa. Alguém que parava no meio da rua e vinha um brasileiro com um determinado problema, na, pô, tô com um problema aqui de, sei lá, da minha casa que tá acontecendo, tem uma coisa na minha rua aqui que tá ruim, ele ligar para o ministro competente na hora, na frente da pessoa, para resolver o problema, né, do brasileiro.
Então assim, o jeito dele é um cara de hábito simples, é um cara muito humilde, cara extremamente inteligente, que tem uma visão política que eu não conheço nada igual no Brasil. E que as pessoas hoje olham para trás e reconhecem que foi um baita de um governo. E qual foi uma das marcas desse governo? Foi exatamente montar um time bom, montar um excepcional time de ministros, pessoas sempre muito qualificadas que entendiam daquela pasta que eles estavam tocando, e os resultados apareciam, né?
Então alguém que lá atrás tinha desconfiança de ser um intervencionista, né, alguém que era contra privatizações, que não sei o quê, E na prática ele mostrou que era exatamente o contrário. Por quê? Porque ele deu carta branca, ele deu autonomia para o Paulo Guedes, para Dani, para sua equipe econômica fazer o que tinha que fazer. E todo mundo reconhece isso hoje. Então todo mundo tá com saudade dele. Então quando olha para Flávio Bolsonaro, qual é a memória que traz?
Pô, já sei que eu tô levando essa caixinha para casa, eu não vou sofrer surpresa porque eu já sei como é que ele vai fazer. Vai dar continuidade ao governo do presidente Bolsonaro, ao que fez o governo do presidente Bolsonaro, com uma vantagem. A vantagem que a gente já tá ali vacinado com relação a alguns erros, algumas dificuldades que o serviço público impõe em relação à iniciativa privada, de burocracia, de corporativismo.
Eu tenho uma coisa que eu, para mim, é uma grande vantagem competitiva para mim, que é se relacionar bem com o Congresso Nacional, porque eu tô na vida pública 24 anos, né? Eu sou advogado, mas eu tô 4 mandatos de deputado, um mandato de senador, 4 deles acompanhando o presidente Bolsonaro nas tomadas de decisão. Então você acaba em 8 anos de Senado, eu conheço praticamente o perfil de todos os 81, 80 senadores, né, além de mim ali.
Então eu já sei quais são as preferências, onde é que tem um problema, o que que dá para contar, o que que não dá para contar, qual o perfil. E lembrando que nós vamos renovar 2/3 do Senado esse ano. O eleitor vai escolher 2, são 3 senadores por estado, esse ano nós escolhemos 2. E eu abri mão de uma reeleição bem encaminhada no Rio de Janeiro para o Senado Federal para cumprir essa missão que me foi dada pelo presidente Bolsonaro.
Me passou o manto, toma aqui, assume, vai e ganha. Então é essa vantagem, uma das vantagens competitivas que eu vejo, essa experiência dentro da política, experiência já dentro da máquina pública com o presidente da República.
Só para complementar, Antônio, assim, essa fórmula do de vontade de execução política com times técnicos. E eu que passei dentro da própria máquina pública, tem quadros técnicos excepcionais, que é um Tarcísio, que era um técnico, Mansueto, que tá no BTG, que é um cara reconhecido, e vários outros que a gente conheceu. Por que que esses técnicos não aparecem no governo do PT? Porque eles ocupam os cargos com sindicalistas para devolver dízimo para o partido.
Então, quando você traz uma liderança política experiente como é o Flávio, como é o Rogério, como é o time que tá junto, com um grupo técnico que tem um olhar de fora, né, barriga no balcão, de ser empresário, como era eu, como era o Salim, dando mandato para os técnicos de dentro. A forma é um time multidisciplinar que vai ganhar o jogo, né? E essa fórmula funciona. Então eu acho que nenhuma das outras candidaturas tem mais elementos dessa fórmula, né, de um time do Barcelona, do que O nosso, na minha leitura, e por isso me dispus a servir de novo e contribuir com um projeto aonde não só as próprias pesquisas dizem que é o que tem mais chance de ganhar a eleição, mas também pelo grupo político que tá em torno.
Porque tem os nossos sonhos, né, acadêmicos e liberais, e tem a realidade da política em Brasília. E não há outro caminho senão da política.
Só mais um comentário: é por isso que as pessoas olham para Flávio Bolsonaro e sabe que aqui nós teremos Danes e Tarcísios, né? E do lado de lá a gente vai ter Dirceu e Dilmas. Então assim, é incomparável o time que nós podemos montar e que vamos montar para resgatar o nosso país.
É, muitos desses nomes que fizeram a equipe do governo Bolsonaro passaram aqui pelo Market Makers.
E assim, você citou alguns, o próprio Roberto Campos fez um trabalho extraordinário no Banco Central, técnico E aí também a Dilma é um exemplo de que ser mulher ou não, dependendo da função e da competência técnica, não é sobre ser mulher, é sobre você inspirar como mulher e ter competência específica. Assim, se ele quiser me dar o Ministério da Segurança Pública ou da Advocacia-Geral da União, vai mandar bem, que é, eu me viro em qualquer coisa, mas não é onde eu jogo melhor, entendeu?
Então assim, É aonde você tem de fato voz, espaço e olhar para produzir as soluções, né? E não adianta você ocupar e povoar os cargos em função de outra coisa que não competência técnica específica para isso.
Senador, é uma das coisas a gente tá vendo agora, as últimas pesquisas que saíram, com uma melhora no seu desempenho, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Acho que todas as pesquisas que saíram essa semana apontaram isso. Mas houve a coisa de um mês atrás, é uma curva levemente para baixo provocada por tudo que saiu a respeito de Banco Master. Estamos no canal de mercado financeiro, então é natural que a gente vá perguntar sobre isso.
Qual era de fato a sua relação com Daniel Alvorcaro e qual é a sua relação com ele hoje?
Olha, a relação que eu tive com ele foi simplesmente por causa do filme, né? Um filho querendo buscar investimento privado para fazer um filme, para fazer um filme do próprio pai, né? Não ia bater, né, na Lei Rouanet. Enfim, foi a forma ali que foi me apresentado ele, foi isso que aconteceu. Minha relação com ele é exclusivamente sobre o filme. Você pode ver, eu assinei CPIs pedindo que o Banco Master fosse investigado porque eu sei que eu não tenho nada de errado.
Diferente da esquerda, que se mobilizou para não assinar, ameaçava quem assinasse. Eu queria que tivesse sentado lá Augusto Lima e Vorkaron na CPI lá no Senado para perguntar: vem cá, qual que é a sua relação com Flávio Bolsonaro? Ele ia falar o filme. Qual a sua relação com o Lula? É, ele é seu amigo, ele é seu sócio, ou ele é só seu orientador, seu consultor? Porque foi isso que as investigações começaram, que vieram, que vazou da investigação, trouxe à tona.
Alguém que um presidente da República, já que a gente tá falando aqui do Roberto Campos Neto, né, que foi o melhor presidente do Banco Central, se não me engano, 3 vezes, 3 por 3 vezes, e foi um excepcional presidente do Banco Central. O que que supostamente o Lula falou para o Augusto Lima? Olha, espera mais um pouquinho, não vende o Master para o outro banco ainda não, porque daqui a pouco a gente troca o presidente do Banco Central com Galípolo na sala, meu irmão.
Ele na sala vai assumir aqui o Banco Central, a gente consegue te ajudar. Essa relação é criminosa. A relação que eu tive não tem absolutamente nada de errado, não tem contrapartida pública em função do meu cargo, não tem nada. O cara fez um investimento esperando um retorno financeiro, que era 20% do que ele investisse, acabou.
E vamos lembrar, né, porque assim, só existiu o Banco Master porque o mercado financeiro distribuiu os CDBs do Banco Master. Então O Banco Master, ele é produto da cadeia de distribuição dos grandes bancos e corretoras aqui do nosso público. Eu não estava na vida pública aqui e ele fazia eventos com 500 pessoas, com 1000 pessoas, ganhou prêmios de compliance, o judiciário inteiro ia, os senadores iam. E eu nunca vi o Flávio, eu vi vários amigos nossos nesses eventos.
Então você cria uma cortina de fumaça e no final é Quem no uso da função pública tava se apropriando daquilo e quem conviveu e discutiu o negócio, que ele fez negócio com todo mundo na Faria Lima, né? Então assim, tem um pouco de hipocrisia nesse discurso, na minha leitura.
Dani, você acha que a gente ainda precisa melhorar a forma de controle e de fiscalização dentro do mercado financeiro? E de que maneira que o governo pode atuar para evitar novos escândalos como do Banco Master?
Sem dúvida. E tem que fortalecer as autarquias, né? A hora que você é um governo que faz a gastança que faz, e hoje a gente sustenta mais de 20 estatais dependentes que tem 30 mil funcionários consumindo R$6 bi de folha, e um diretor do Banco Central ganha R$12 mil, enfraquece a autarquia de controle. As leis estão defasadas, os caras não querem nem voltar, trabalham remoto até hoje. E aí o cara consegue corromper um técnico do Banco Central, né, que foi o que apareceu disso.
Então tem um sintomático de você tem que fortalecer a instituição, como a gente fez no governo Bolsonaro aprovando a independência do Banco Central, que foi o que assegurou a estabilidade econômica do Brasil. Senão o Lula teria demitido o Roberto e agora já teria demitido o Galípolo depois daquela última reunião do Copom para reduzir o juro a fórceps, né? E autarquia tem independência e a decisão é técnica. Então assim, você tem que fortalecer a instituição.
Um país de— não há como a gente falar de liberdade econômica num país que tem instituições frágeis.
Mas tem mais uma coisa, Dani, que eu acho que é um divisor de águas e que eu achei muito estranho até eu entender, que quando eu fui para os Estados Unidos pedir que Comando Vermelho e PCC fossem classificados como organizações terroristas, e o Lula se recusando aqui a fazer, né, porque protege os seus simpatizantes. Em algum momento chegou também algumas, algumas denúncias de que essas instituições narcoterroristas aí, essas organizações narcoterroristas, estariam usando corretoras, empresa aqui da Faria Lima, para lavar dinheiro, não sei o quê.
E para minha surpresa, confesso que foi surpresa, até hoje eu acho mais inocência, quando começa, começam as entidades aqui da Faria Lima e parte da grande mídia a criticar porque iam ter que aumentar o seu, as suas despesas com compliance para combater a possível lavagem de dinheiro por parte de um PCC nas suas empresas. Falei, cara, Que mundo é esse que a gente tá vivendo? As pessoas não querem fazer um esforço para tentar melhorar os seus mecanismos de controle, os seus compliance, para evitarem, ainda que muitas vezes sem saber.
Eu acho que muitas, muitas empresas aqui fizeram sem saber qual era a origem, que era do PCC. Como é que a pessoa tá preocupada com aumentar o custo da empresa, prefere tomar o risco, não tá nem ligando com a possibilidade de estar lavando dinheiro para o crime organizado. Então assim, isso me chamou atenção. Eu acho que a partir do que aconteceu com o Banco Master, aqui as empresas da Faria Lima, os grandes grupos começaram a tomar mais cuidado com isso, porque das duas uma, né?
Ou estavam sendo enganados ou estavam de fato se beneficiando de um, talvez, o maior escândalo de lavagem de dinheiro que esse país já viu. Então acho que esse fato traz essa diferença, essa linha no chão traçada que daqui para frente muda, de todo mundo se preocupar um pouquinho mais de onde tá vindo o dinheiro que você tá utilizando na sua empresa, né?
A gente fez muito episódio sobre o Banco Master aqui no Market Makers. Assim, a Dani tocou num ponto que é interessante, e foi em um dos episódios que a gente até falou sobre quantas cadeias acabavam se beneficiando ou se envolvendo no caso do Banco Master, né? Porque é stakeholders, é porque assim, o banco foi aprovado, o banco teve um compliance, o banco tinha um apoio ali, né? O banco emite o CDB, o CDB entra numa plataforma, as empresas vendem o CDB, os clientes compram o CDB.
E assim, isso também é uma coisa importante, porque para ver que não tem inocente na história, que na semana seguinte a todo escândalo do Banco Master, a gente tava numa live aqui e a gente tava falando sobre um outro CDB de algum banco, nem lembro qual era o nome do banco, mas tava lá como 160% CDI, né, que quando você vê que tá pagando tudo isso, algo não cheira bem, né, ou enfim. E tava lá uma demanda absurda pelo CDB. Então você vê que também tem um pouco do próprio, a própria ganância do investidor, que olha, pô, o FGC vai garantir ali qualquer coisa.
Mas é o seguinte também, isso aí É o seguinte, né, é por ser uma equivalência, como se fosse uma receptação, né. Quando você te oferece um carro, uma BMW por R$50 mil, pô, alguma coisa estranha tem. Então, mesmo associando a pessoa, a pessoa não tá ligando, né.
Eu tô me dando bem, pode ser assim, a casa do líder do governo PT, né, é lá que você deve explicações.
Léo, você quer trazer mais algumas ou eu posso virar a pauta para economia? Vamos, é, acho que a economia pode ficar para depois aí, se quiser trazer mais.
Não, acho que é só, o senador falou sobre ter ido falar com os Estados Unidos sobre a questão da classificação, né, do PCC, do Comando Vermelho como organizações terroristas. A gente teve um outro fato que acabou tangenciando ali a atuação Brasil-Estados Unidos, que foi a questão do tarifaço. E houve uma parte da opinião pública que acabou associando o seu irmão Eduardo Bolsonaro a ter ido lá pedir o tarifaço para o Trump. Queria saber como que você avaliou a atuação do Eduardo e como que você avalia a questão do tarifaço hoje.
Um grande pool de stakeholders querendo sustentar narrativa falsa do Lula. Eduardo nunca pediu tarifação de nada. Ele tá lá fora e continua fazendo, denunciando os abusos que estão acontecendo aqui no Brasil. E algum dia a história ainda vai mostrar que ele merece ser reconhecido pela coragem que ele tá tendo de abrir mão da sua vida aqui, abrir mão de um mandato para estar lá fora defendendo pela liberdade, pela liberdade nossa brasileira aqui de onde ele está.
Então ele sempre foi nessa linha, nunca tratou de tarifas. Agora, gente, vamos lá, O Lula cavou esse pênalti, mas com força. Toda hora o Lula batalhou pelas tarifas, ele fez muita força. O cara cansou de xingar o Trump, fazer ofensas aos Estados Unidos, ameaçar que o dólar fosse a moeda, a moeda referência, né, para comércio internacional. Esse sentimento anti-americano que ele sempre teve, porque ele é um cara de esquerda, odeia os Estados Unidos, isso prejudicou a gente aqui, prejudicou o Brasil, prejudicou as empresas brasileiras.
Prejudicou os produtos brasileiros. Então não à toa o Brasil toma essa tarifação agora, mais 25%, e você vê como é que é o Lula quando não é ele provocando a incompetência do governo dele, né? A gente perdeu a nossa livre negociação com o mercado europeu das nossas proteínas porque não atendemos aos requisitos, protocolos exigidos para que os nossos produtos sejam vendidos lá, porque aqui ele não tomou as providências sanitárias que tinha que ter tomado.
Perdemos ali a possibilidade de importar com tarifa mais baixa, de exportar com tarifa mais baixa para Europa nossos produtos. Na sequência vem a China. Eu não sei se já começou a entrar em vigor a sobretaxa aí de 55%, se não me engano, sobre a cota que exceder 1 milhão e 100 mil toneladas de carne que é exportada do Brasil para lá, né? Quando ultrapassou a cota, já aumenta mais 55% de impostos. É, o cara consegue brigar sair no cacete com Paraguai mesmo.
Quer dizer, o Brasil tá, tá no isolamento internacional. Com quem que o Lula se relaciona? Com Hezbollah, com Hamas, com Irã. Alguém que publicamente vai defender que os terroristas podem entrar em Israel e descer para beber porque é pela causa deles histórica, que não sei o quê. Quer dizer, o Lula, ele tá, ele tá completamente Biden. É um processo de Bidenização dele que é muito perigoso para o Brasil. E aqui eu não falo com relação à idade cronológica dele, eu falo com relação ao raciocínio dele, com relação às ideias atrasadas e velhas dele.
Alguém que não tá conectado com o mundo real, que não usa celular, que usava o celular dele é o Marcola, né? O Marcola que era responsável pelo celular, ele é que decidia quem entrava e quem não entrava no gabinete do presidente da República, né? E entrou lá, como é que é o nome da menina? A Regina Luz, essa amiga aí do careca do INSS, acusada agora eternamente de estar participando desse grande esquema junto com Lulinha. Quer dizer, você olha para o Lula hoje, você enxerga o quê?
Passado, cara. Você enxerga atraso. Eu acho que isso também reflete muito nas pesquisas. O Lula é uma mercadoria vencida. As picanhas que ele prometeu é aquela picanha podre que você não consegue cheirar, você não consegue botar na brasa. A cervejinha que ele prometeu também não entregou, é aquela cerveja choca que tá intragável. Esse é o Lula hoje, que não dá, não dá uma irresponsabilidade esse cara continuar mais 4 anos no governo com a gastança que ele tá promovendo, com endividamento que ele tá promovendo das famílias brasileiras.
Então eu tenho a plena, a plena convicção de que o Brasil vai mudar em 27 para muito melhor, se Deus quiser.
Tem Super Chat, Salomão. Galera tá mandando Super Chat aqui, você pode mandar também o seu Super Chat.
Quer que eu peça, por favor, pessoal? Super Chat, que ele vai escolher aqui as perguntas que ele vai me fazer. Vamos caprichar aí.
Ó, eu vou ter que— ó, teve uma pessoa aqui que mandou, teve um que mandou 100 talquês aqui. Caramba, a pergunta, a pergunta é cascuda. Posso fazer? Vou fazer.
Aqui não é PT, aqui não tem censura não. Só para ele.
Para você, você sabe que a direita inteira está aguardando um novo vazamento que vai aumentar a rejeição ao Flávio nas próximas semanas. Candidato teria a nobreza de, havendo algo e sendo vazado, assumir o compromisso de dar espaço para o nome de outro candidato que venha a poder vencer?
Assim, eu fico impressionado com, acho até inocência de algumas pessoas, né? Como é que se pauta? Nós viramos aqui o Minority Report, né? Estão sendo punidos pelo que vai acontecer no futuro, que ninguém sabe o que vai acontecer no futuro, né? Então eu posso te garantir que não tem nada de errado da minha parte, não tem absolutamente nada, né, que eu tenha feito que eu possa ser envolvido em algo de errado. Agora, a gente tá competindo com alguém que joga sujo, alguém que manipula as investigações, alguém que usa a Polícia Federal para perseguir seus adversários políticos.
É um governo que botou no Supremo Tribunal Federal pessoas que são alinhadas pela causa deles, né? O orgulho do Lula dizendo que botei um comunista no Supremo Tribunal Federal, que é o Flávio Dino, né? Então esses caras estão lá pela causa, não estão para defender a Constituição, né? Hoje o Alexandre de Moraes virou articulador político do Lula, cara. A gente não pode normalizar isso, isso é uma aberração. O cara chama para tomar um cafezinho, depois da reunião tá lá dentro o ministro da cúpula do Judiciário fazendo articulação política para o Lula, fazendo as pazes, né, com o presidente do Senado.
Pô, que vocês conseguem imaginar um ministro do Supremo dos Estados Unidos fazendo uma coisa dessa? Então assim, o Brasil tá, o Brasil hoje virou, virou a referência de tudo de ruim que existe. Ninguém toma cuidado com nada. Antigamente ainda tinha ministro que se preocupavam com a imagem da Suprema Corte, com a credibilidade da Suprema Corte. Deram suporte para Alexandre de Moraes fazer o que fez, continua fazendo, continua rasgando a lei, continua criando a sua própria Constituição, persegue quem quer, escolhe os alvos pré-determinados, escolhe quem vai investigar.
Ele é a suposta vítima muitas vezes, ele tá lá julgando para se vingar da pessoa, cara. Isso tudo tá lá escrito na Lei 1079, que é a lei de impeachment, crime de responsabilidade. Ele tinha que ser empichado e o Senado não consegue agir. Aí você olha, presidente do Senado tá sentado com quem? Né, ele e o Lula. Então assim, virou uma coisa que a gente não pode normalizar, né? As pessoas, o pessoal hoje, as pessoas hoje ligadas ao governo Lula não tem mais pudor de nada.
Tá todo mundo parece pensando no próprio umbigo e cagando para o país. Não dá para baixar mais a cabeça e achar que isso é legal, normal, gente. E isso também me motiva a ser candidato a presidente da República. Eu tô com 45 anos, eu tenho duas filhas pequenas, uma de 14, mais de 12 anos. É esse país que a gente vai deixar para minha filha? Eu não vou deixar esse país assim de jeito nenhum. Vou fazer minha parte. Ó, meu nome tá aqui à disposição, tá?
Você pode não gostar de Flávio Bolsonaro, mas gosto de você, gosto de você, e não vote no Lula, né? Porque eu votar nesse segundo turno, pelo menos se a gente não ganhar no primeiro turno, porque eu tô andando na rua, meu amigo, assim, eu tenho 14 eleições, 14 campanhas eleitorais nas costas. Eu sei sentir a temperatura da rua. A rua tá maravilhosa com Flávio Bolsonaro. Aonde eu vou não tem hostilidade. Eu fui gravar agora alguns programas ali em Taguatinga, eu não conseguia gravar, cara, porque as pessoas fazendo barulho lá de fora, eu conversando, querendo— inclusive eu quero falar um pouquinho sobre essas conversas que a gente teve lá de famílias, de pessoas, de empreendedores reais que estão sofrendo com essa taxa de juros elevada.
As pessoas lá fora gritando e tal, não conseguia gravar. O que que eu fiz? Eu parei de gravar e fui lá abraçar a galera. Fui lá, vamos fazer foto aqui, selfie para todo mundo. Então, se hoje o Lula, se ele vai, se ele sai na rua, ele não consegue andar, ele é hostilizado, só vai em ambiente controlado.
Então assim, até fazer justiça aqui que eu li um Super Chat com essa pergunta um pouco mais forte, mas tem muita gente mandando Super Chat com Flávio presidente.
Então só para tranquilizar a gente, olha só, é curioso, eu acho engraçado assim, um Num Estado Democrático de Direito, o ônus da prova é do acusador sempre. Ele deveria ter a mesma presunção. Ninguém faz essa pergunta para o Caiado ou para o Zema. E ele deveria ter a mesma presunção de inocência que todos nós temos.
E olha como é que é espiral do silêncio.
É só uma ilação atrás da outra enquanto você tem um presidente condenado em 4 instâncias, um líder de governo que o produto da corrupção foi fotografado As reuniões acontecem dentro do Palácio enquanto a gente fica fazendo ilações desse tipo em relação a um dos candidatos. Isso não é um amigo, eu acho que isso é, eu acho que são eles com a máquina na mão tentando fazer detração. Isso é parte da guerra política, a gente vai vencer apesar deles e ainda vai governar para eles também.
É isso, é uma guerra psicológica, eu acho que tá acontecendo. Acontecendo, né? Porque assim, é irracional, olha, irracional. Porque do outro lado você tem o Lula, cara, um cara que foi condenado por unanimidade em todas as instâncias. Mais de R$6 bilhões dele devolvidos em colaborações premiadas de dinheiro roubado da Petrobras. É o depoimento do Palocci dizendo que dava dinheiro para o Lula em caixa de sapato dentro do avião no aeroporto de São Paulo.
Alguém que todo mundo viu e foi descondenado e colocado de volta no jogo, e a conclusão todo mundo sabe qual foi. E aí querem me botar no mesmo patamar desse cara? Eu não vou admitir isso. Sabe quantas investigações tem contra mim hoje? Zero, nenhuma. Não tem um inquérito, tem nada, não tem absolutamente nada contra mim. E no imaginário das pessoas Querem me colocar na mesma prateleira de um Lula. Pelo amor de Deus, para e pensa um pouquinho, respira, olha como você tá sendo manipulado por parte da grande imprensa.
Eu aceito crítica, eu aceito, cara, pode falar o que quiser de mim, debato com todo mundo, não fujo de pergunta nenhuma. Agora, é importante esse espaço para as pessoas refletir. Pô, reflete um pouco, para 2 segundos, respira. Não, pera aí, o cara tá querendo dizer que o Flávio tá no mesmo patamar do Lula, que de corrupção. Pelo amor de Deus, tudo que eu conquistei na minha vida foi com trabalho. Sou advogado, sou empresário, sou qualificado, tenho, sou pós-graduado em Políticas Públicas e Governo, sou pós-graduado em Empreendedorismo e Novos Negócios.
Nunca me acomodei, sempre continuei estudando. Adoro fazer política, me encontrei no Senado Federal, tô abrindo mão, sair da minha zona de conforto para poder ir para essa missão de ser candidato a presidente da República. Minha vida corre perigo a todo momento por onde eu vou, desde o momento que eu decidi enfrentar a PCC, Comando Vermelho e milícia, dizendo que eu vou classificá-los como terroristas. E vou fazer, vai ser tratado como terrorista, vai ficar mais tempo preso.
Eu vou libertar você que tá me assistindo aqui, que mora numa comunidade dominada por esses marginais. Você nunca mais vai precisar olhar na cara de um vagabundo desse, porque ou ele vai ser neutralizado pela polícia, ele vai ficar preso, Diferente do atual governo. Assim, não dá, é incomparável, é incomparável. Então essas pessoas que estão insistindo, ah, será que vai, será que não sei o quê, gente, olha só, não vai acontecer.
E se eles inventarem alguma coisa contra mim, a gente vai enfrentar, esfregar a verdade na cara deles, e vamos ganhar essa eleição.
Posso trazer o assunto economia? Vamos lá. Primeiro agradecer mais de 6.500 pessoas ao vivo. Deixe seu joinha, Market Makers tá crescendo. Então se você não tá inscrito ainda no canal inscreva-se. Então, quase 700 mil inscritos, ajuda a gente chegar lá. Vou aproveitar que a Dani tá aqui, né? Obviamente o Flávio pode falar também, mas queria falar mais de economia de uma maneira um pouco mais aprofundada. A gente até separou várias perguntas, mas bom, hoje falam que, né, o consenso é o fiscal, né?
O nosso endividamento é o grande problema e tudo deriva dele, né? Porque a nossa dívida alta, o juro também tá muito alto, ele começa a ficar impagável, a gente tem que subir ainda mais os juros porque a gente já perdeu um pouco da credibilidade, ou talvez quase toda ela. E aí isso também desancora a expectativa de juro futuro, inflação, enfim. A gente tá entrando naquele momento bem perigoso, né, que a gente tem um juro real muito alto, sem perspectiva que ele vai diminuir.
E sabe por que a gente não afundou ainda?
Por que que a gente não afundou, Dani?
Porque ainda tem a probabilidade do Lula perder a eleição. Depois que ele perder, a gente afunda com 100% de certeza.
Independente, né, que o Bolsonaro O que me deixa preocupado, porque tem a probabilidade dele ganhar também, então o que pode acontecer.
Mas, Dani, pensando numa vitória do Flávio, e aí vai na parte técnica, eu vou na vida real depois, tá?
O que fazer para resolver esse problema? E aí, assim, quando eu falo o que fazer, pensando mesmo em planos, números, o que dá de fato para ser feito assim a partir do momento que assumir?
Eu queria que ele falasse primeiro sobre o compromisso e como ele pensa arrumar as contas, né? Assim, fala-se muito que fiscal, como você fala, não é fiscal, é descontrole de conta. E não existe política mais social do que contas controladas. Então hoje esse descontrole arrasta todo mundo.
Eu tava procurando aqui o tesouraço para eles me darem aqui, para dar de presente para vocês.
Eu tava preocupado, a gente tava falando de conta, eu ia perguntar do tesouraço, né? O mato gasto é tão alto que se a gente levasse uma dúzia de donas de casa para lá, para Esplanada, vai fazer um trabalho melhor do que o que eles estão lá. Porque 50 bi de buraco por mês, o governo que gasta só a estrutura— eu peguei o dado atualizado dessas super, dessas super ministérios, viagens, carro, avião da FAB— só a estrutura de contratos terceirizados, TI administrativa da Esplanada hoje já custa mais de R$150 bilhões.
Então, um país que não tem prioridade, que corta o orçamento do Pix do Banco Central, que corta o orçamento da Guavi.br, que não funciona mais, que era para facilitar, e gasta R$3 bi de viagem. Todo mundo tem carro preto, todo mundo tem avião, e só a Esplanada gasta R$200 bi sem pessoal. Então, enquanto você gasta R$300 bi de programa social Você gasta R$450 bi no pessoal que administra a vida de 200 milhões de brasileiros. Então assim, tá muito fora do lugar, né, a coisa do descontrole das contas.
E o resultado do dia está no carrinho de supermercado, que é inflação e taxa de juros para todo mundo empreender, que agora subiu carga tributária, vai taxando, vai taxando. Então quanto entra, quanto sai, Thiago. Taxa, taxa, taxa, gasta, gasta, gasta, gasta. É como se você fosse a dona de casa, você deve R$1.000, ganha R$10.000 e gasta R$15.000. Aí você pega um consignado, aí no mês seguinte você gasta R$20.000, aí você pega um cartão, aí no mês seguinte você gasta R$30.000, aí você pega o cartão para pagar o segundo cartão, depois acabou. Então acabou a fórmula deles.
Na vida real aqui, Dani, é simplesmente a conta não fecha. Ou a gente tira o PT, o PT acaba com o Brasil. O nível de endividamento do governo, a curva são gêmeos siameses, né? A curva de endividamento do governo é a mesma curva de endividamento das famílias brasileiras. Então não por acaso hoje 82% das famílias brasileiras endividadas, 40% delas já não estão conseguindo mais pagar os juros dentro do próprio mês, então parcelando de verdade o arroz, o feijão no cartão de crédito.
Vai comprar uma pizza no iFood, parcela em 6 vezes. Eu nunca tinha visto isso, oferecer parcelar uma pizza, você vai consumir em 30 minutos, vai ter 6 meses para pagar, fora os juros, né? Obviamente que tem os juros. E o endividamento do governo puxa o endividamento das famílias. Ou seja, você que tá me assistindo, você tá endividado, a culpa é do Lula. Se o governo não estivesse tão endividado, você também não estaria. Como nós demos o exemplo do presidente Bolsonaro, mesmo com pandemia, onde a gente teve que injetar mais de R$700 bilhões na economia para que as pessoas não passassem fome.
Hoje tem um monte de gente que tá aí pelo Brasil que tem que escolher entre comprar comida, comprar remédio. Isso quando a aposentadoria das pessoas não é roubada. Quer dizer, esse é o legado do governo Lula. Agora, tava conversando com esse empresário que eu disse lá em Taguatinga, Ele tem uma padaria já há 40 anos e ele tava com o filho do lado e ele conversando comigo com olho cheio de lágrima: Flávio, se você não ganhar essa eleição, eu vou fechar as minhas portas.
Eu não tenho mais condição de manter isso aqui porque a conta não fecha. E a conta só tá fechando porque eu, esse imóvel é próprio, não pago aluguel. Porque ele tava explicando lá atrás, tem amigos ali na Na mesma, na mesma, no mesmo centro comercial, falou, pessoal que no governo do presidente Bolsonaro aproveitou a oportunidade que os juros estavam na casa de 2%, a taxa real tava pagando, sei lá, 4%, 5% ao ano para financiar um imóvel.
Eles compraram parcelados aí mais de 12 anos, sei lá em quantas vezes, pessoal comprou para sair do aluguel. Começou a pagar, tava indo bem, economia tava girando, balcão aqui ficava cheio de gente consumindo, né, o salgadinho aqui, o joelho, risole. A taxa de juros começou a explodir com esse governo, não consigo mais pagar as parcelas agora, não tenho como largar isso aqui, voltar para aluguel, que se eu fechar minhas portas nesse momento aqui eu não vou ter nem como pagar as prestações, vou ter que devolver esse imóvel.
Pelo amor de Deus, você ganha essa eleição. Eu tô aqui, vou segurar mais, vou segurar mais 2 meses aqui para eu ter alguma esperança de que esse governo vai ter o equilíbrio fiscal, vai ter responsabilidade fiscal. É o que a gente vai fazer. Botar as contas a cada 1% que a gente baixa de taxa de juros, porra, é 90 bi que a gente tá economizando por ano, cara.
O próprio governo, se você pegar as entrevistas do secretário do Tesouro, Serom, e da Simone Tebet antes de, assume que o orçamento de 2027 é uma peça de ficção, é inexecuível, todo carimbado, estourado. O arcabouço é um calabouço e empurraram a conta para frente para passar a eleição. Então quando a gente chegar, e isso a gente tem conversado muito, vai ter que chamar Colégio de Líderes, aproveitar esse Congresso de deve isso ao povo brasileiro.
Passada a eleição, ainda na transição, a gente já tá preparando projeto. Parte precisa de emenda constitucional, parte dá para fazer por projeto de lei para botar as contas no lugar. Senão não tem nem como largar. Você fala, você quer ser ministro? Quero não. Tem que fazer. O orçamento tá todo carimbado, estourado, mas a gente vai resolver.
Então a gente vai entrar, por exemplo, gente, É cortar a burocracia. A título exemplificativo, né, logo no começo do governo do presidente Bolsonaro a gente cortou 20 mil cargos em comissão. O Lula já criou mais 22 mil, quer dizer, já aumentou, vai estar partindo para dobrar a meta. E tudo para pendurar, tudo para pendurar vagabundo lá para ficar pagando dízimo, dinheiro trabalhador, dinheiro trabalhador, né. Como é que a gente vai valorizar o trabalhador?
Como é que a gente vai tirar as pessoas do endividamento? É reduzindo a taxa de juros.
Como é que reduz?
É com responsabilidade fiscal. R$8 bi que o Brasil se endivida por dia, cara. R$8 bi você constrói, eu tava dando, eu tava fazendo as contas, você constrói 66 hospitais municipais de Salvador em um dia. Com R$8 bi você constrói 2.000 creches para as mães aí que não tem onde deixar seus filhos para ir trabalhar. Com um dia e meio dá R$12 bi. Você constrói a ponte Salvador-Itaparica que o governo do PT promete, promete, promete, não entrega nunca, ainda faz inauguração de que a ponte tá pronta.
Os caras são loucos, pô. Em fração de segundo todo mundo foi para lá para ponte que não existe filmar. Olha aqui, os cara inauguraram o troço que não existe desde 2014, 2012, não sei, a obra não acaba. Com um dia e meio que o Brasil tá se endividando, você construir isso aí, com um dia e meio do que o Brasil tá se endividando hoje, você faz outra transposição do São Francisco. Que o presidente Bolsonaro concluiu. Chegou água lá na Paraíba, chegou água no Ceará, e o Lula foi lá inaugurar uma obra de container.
Ele chegou antes da água, né? Ele chegou, cadê a água? Não tava. E teve um probleminha aqui, água tá chegando só meia-noite. Um improviso danado, ele correndo para inaugurações. E a realidade do povo nordestino É aquilo que o Bolsonaro sempre combateu, virou refém de novo de carro-pipa. Mas é um bem básico, gente, a água na torneira. O povo no destino foi tolhido disso por esse governo que diz que gosta dos pobres. Então assim, eu acho que não tem mais espaço para o Lula engalar mais ninguém. Então é o game over para ele esse ano.
E assim, o mato tá tão alto, se você pega a estrutura administrativa do Estado, mais as estatais, mais privilégios, penduricalhos, tudo perpetuado. O PT tá virando um fim em si mesmo enquanto governo, e todo o dinheiro da arrecadação de impostos tá sendo para isso. Se você não inverte esse modelo, e como vai inverter? Vai ter que trazer todos os poderes para mesa. A gente sabe que não Vai ter que ter uma, não há outro caminho senão o da política.
Qual é a PEC? Hoje eu tava numa reunião técnica agora. Qual é, qual é o projeto? O projeto bom é o que passa, que aqui o pessoal tomando chá do lado de cá de economista fazendo tese, e o Brasil já estaria no lugar há muito tempo. Mas depois de 18 anos de PT, a gente bateu no paredão. Então assim, as medidas passam por trazer os poderes para mesa, porque hoje são parte do problema e tem que se tornar parte da solução. Não dá para pagar 20 bi de penduricalho e privilégio para todo mundo.
Porque o caixa secou, tá quebrando todo mundo, as famílias, as empresas e o governo. Acabou. Daqui a pouco tem dinheiro nem pagar salário do próprio governo mais. Então a gente vai ter que trazer todo mundo para mesa no que eu tô chamando de uma governança fiscal.
A gente tem conversado muito, eu, tu, a minha esposa, porque ela tá me ligando.
Ela fala que ela assistiu, ela assiste a gente.
Pode atender.
Quer mandar um abraço?
Manda um abraço, manda um beijo.
Quem manda em nós todos é ela, minha amiga Fernanda. Então, o Salomão, a gente tem conversado muito, e vou deixar ele falar um pouco da construção política. Eu acho que vai ter agora 2 terços do Senado renovado. A gente vai entrar com base, mas, e ele fala um pouco da organização, mas ainda na transição, se não entrar como a gente ainda não tá, a gente depois de um Lula 4, que graças a Deus não vai acontecer, você chega onde o Milei tava.
A gente tem uma chance agora de resgatar o Brasil. Mas assim, ainda na transição, a gente tem que fazer 3 coisas: um projeto para botar as contas no lugar, e esse projeto envolve a revisão desse arcabouço, que é um caralho, um corte de despesa, uma governança para trazer quem é parte do problema para ser parte da solução, e a reestruturação da gestão. Quais são os cortes que vão fazer? A gente vai entregar um cardápio na mão dele, né?
Tem 300. Pode pegar o Roberto Campos, o Mansueto, Paulo Guedes, todos lá. Eu tô lá no Conselho de Economia da Fiesp com Roberto Campos, tem 300, tem uns 30 economistas lá debatendo para entregar um cadáver, porque tem o que a gente quer e tem o que passa. E aí vai ele, o Rogério Marinho. Ó, eu acho que esse é o grande compromisso, que no DIU foi eleito, tem capital político, 2/3 do Senado, que é onde a discussão aprofunda e técnica.
Só vai ter eleição daqui a 8 anos. Para a gente botar o Brasil no lugar. Agora, se não cortar na carne dessa vez e a gente endereçar alguns problemas que vão se arrastando, você não tem moral como governo para debater ajuste de previdência, de salário mínimo e tal, se você não for cortar na carne. A gente vive na gastança de aviões e carros e achando que é desumano morar. Você acha que vai ser desumano morar no Palácio do Alvorada? Seu café vai gelar assim?
Como é que o Lula tá fora da da área de cobertura, cara, tá sem som e sem imagem. Ele vai para entrevista ao vivo e reclama que mora num palácio. Olha, é muito desumano morar aqui no Palácio da Alvorada. Eu fico imaginando quem mora numa palafita vendo Lula, pai dos pobres, reclamando que mora no palácio, reclamando que a cerveja é tão longe do meu quarto da cozinha que se eu pedir um café ele chega frio. Se eu pedir uma cerveja, ela chega quente.
É desumano morar no lugar desse. Olha, desumano o que você tá fazendo com o povo mais pobre desse país. Você devia defender que acreditou em você, mas foi pela última vez. Falsas promessas, todo mundo endividado, o comerciante chorando porque o negócio de 40 anos dele, ele tá esperando a eleição para ver se ele fecha ou não fecha. Do lado, o filho, ele pagou o estudo do filho. Com esse comércio que ele abriu há 40 anos, um filho formado em administração, que tá ali: eu só tô aqui até agora por causa do meu pai, que eu não quero que esse sonho dele se encerre, eu vou dar continuidade.
Flávio, pelo amor de Deus, ganha essa eleição. Por quê? Porque ele sabe que a gente vai arrumar as contas, vai ter um time de craque, a gente vai ter responsabilidade fiscal, essa taxa de juros vai cair, a inflação vai cair, a gente vai devolver o poder de compra para o brasileiro, porque tem que resgatar a credibilidade, a confiança. Não só dos investidores aqui de dentro como lá de fora. O que eu mais ouvi, olha, nessa pré-campanha eu já fui em 17 estados brasileiros, em 7 países diferentes.
Em todos os países eu conversei sempre com grandes investidores. Foi na Argentina, foi no Peru, Israel, Bahrein, Emirados Árabes, França, Estados Unidos. Todos sem exceção falaram assim: Flávio, o Brasil tem a maior janela de oportunidade agora de receber investimentos de fora para garantir a segurança alimentar no Oriente Médio. Para garantir a segurança energética na Europa, para fazer um grande acordo com os Estados Unidos, um dos maiores mercados consumidores do mundo.
Tem mercados que são inexplorados nossos aqui, como a Indonésia. Enfim, e eu perguntava, tá, mas por que que vocês não investem? Ele fala, porque a gente não confia no Brasil. Eu prefiro deixar aqui meus trilhões de dólares no fundo rendendo negativo do que botar dinheiro no país que o presidente é corrupto que é um arcabouço ilegal que ninguém entende, uma tributação altíssima. Eu prefiro deixar aqui para não ter dor de cabeça.
Quando mudar o presidente do Brasil, quando o ambiente de negócio voltar a ser favorável como era com o presidente Bolsonaro, eu vou botar dinheiro lá com o maior prazer. Vai chover emprego no Brasil quando mudar o governo. Eu não entendo tanto de economia, chuva, só vamos supor, ganhamos a eleição, como é que funciona a próxima taxa de juros com as sinalizações que nós vamos fazer? Ela cai rápido, demora rápido?
Um pedaço do ajuste vem na curva. Então cada um ponto de Selic custa 90 bi, você faz um corte de 1,5, 2,5 vai vir do próprio ajuste da curva. Assim, o Brasil não precisa de um presidente que entenda de economia, precisa de um presidente que tenha vontade política de aprovar o que tem que ser aprovado no Congresso e coragem para fazer isso.
O Dani, você falou das estatais e tem alguns absurdos brasileiros que a gente normaliza É como, e aí é muito pessoal, mas dos Correios, que é uma empresa de entrega que pertence ao governo federal, que dá prejuízo há muitos anos, e que é um governo Bolsonaro, deu lucro, uma pequena janela ali dentro de um histórico de prejuízo há muitos anos, e que vem recebendo inclusive nessa última gestão vários socorros. Como que a gente, na falta de uma expressão melhor, como que a gente se livra dessas coisas que na verdade estão drenando dinheiro público em nome de um nacionalismo e de Ah, é do Brasil, mas que na verdade, desculpa, mas não é nacionalismo, é um cabide de emprego do PT.
E eles criam tanta burocracia para você fechar porque querem perpetuar aquele grupo de pessoas lá enquanto se perpetua no poder, botando uma manicure que tem uma MEI para pagar a conta disso. Cada R$1 de imposto é a gente que tá pagando. Então, se você tem estatais, o Correio é um monopólio de entrega isento de imposto, sim. Tem que ser muita arte para dar prejuízo num business desse. Só que agora a gente tá atrasado na pauta, porque o Correio, se você vender por R$1, eu te dou ele, você leva 9 bi de dívida, que é o que eles deixaram.
Pois é, quem será que você tem dinheiro para comprar hoje? Tem bilhões para você investir, você vai investir no Correio?
Não vai.
Como é que privatiza o Correio hoje? Tem que sanear primeiro, identificar quais são os problemas. Sabe quem é indicado para ser presidente dos Correios? Os advogados do Grupo Prerrogativas. Ligado ao PT, que que entende de gestão de correio? Bota, bota para quê? Para fazer besteira.
O que que a gente aprendeu na prática lá, Salomão? Salim chegou lá com um sonho de privatizar tudo, não saiu com pouca coisa porque é incompetente, né? Porque ele tem mais dinheiro do que todos nós juntos ganhando dinheiro trabalhando e produzindo riqueza. Não foi ganhando dinheiro lá se servindo, se servindo em Brasília, não. CETEC, né? Você passa no Conselho Nacional de Estatização, aí é quase recorrer. Você vai, não vai na AGU, vai no TCU, vai não sei o quê.
Depois de 2 anos e assinei. A gente tinha um grupo de estatais avalizados pelo presidente Bolsonaro para estatar. CETEC é uma estatal do chip do boi, igual a CETEC tem a TV Lula, ainda existe a Telebrás, a empresa do trem-bala, a empresa do trem-bala que nunca saiu. Essas 22 dependentes que você devia liquidar, né? E essas 22 têm mais de 30 mil pessoas empregadas e consome só de folha mais de R$10 bilhões. Então não é só o buraco.
O buraco é o extrato do prejuízo, tem o custo todo antes de chegar no buraco. Depois de 2 anos e meio, correndo a corrida maluca, jantar, celebramos, conseguimos mandato para liquidar a Ceitec. Aí o TCU pediu vista, acabou o governo, em 2 semanas o PT reabriu. Mas qual é o aprendizado que a gente tem conversado muito? Construir um arcabouço regulatório, né, para a gente reorganizar esses ativos ativos, trazer o corpo técnico, os Tarcísios e os Mansuetos, com o mandato para a gente conseguir reestruturar esses ativos e tapar esses buracos.
Precisa fazer negociação coletiva, precisa fazer tempo PDV, precisa ter, vai ter que tirar os companheiros todos que estão lá pendurados tocando.
Então isso é um escárnio. Tem carteiro que tá descontando no contracheque hoje para que os aposentados dos Correios não fiquem sem receber aposentadoria. R$400, R$500 por mês no contracheque, na fonte, porque roubaram fundo de pensão dos Correios.
E o Brasil tá pagando essa conta, nós todos estamos pagando essa conta via taxa de juros nesse endividamento e via imposto.
Correio, que é protagonista de escândalo desde o Mensalão, que o Flávio falou no início, 2003 a gente tá falando, né?
Então vai ter que inverter o modelo.
Eu lembro que o Paulo Guedes falava muito, o Paulo Guedes, né, quando quase nas aulas de economia dele falava, Flávio, A gente tem que privatizar o que for possível, que não for essencial para o país e tal, porque não adianta nada a gente sanear. Eu corri à prova disso, né? Vamos sanear, vamos organizar, fazer uma baita gestão, serviço público de qualidade. Em algum momento, quando a gente deixar o governo e os caras podem voltar, vai voltar a corrupção toda, não dê outra.
Alguém que não entende nada de política e faz uma previsão dessa, que é óbvio, né? E da realidade, essa é a marca do PT, é incompetência e corrupção. E vai ser sempre assim. E enganação, né, uma terceira aí.
E aí, entrando nessa coisa dos ativos, é onde a gente tá fazendo um trabalho minucioso de restauração desses ativos, que é patrimônio do brasileiro, né, e do Brasil. Não é para sustentar projeto de perpetuação do PT. Dívida ativa na mão da PGFN, mais de 3 trilhões, performados já 600 bi. Você pode performar todo ano mais um pedaço, então dá para monetizar 150, 250 bi por ano. Aí entra nos imóveis. Quer contar dos imóveis?
A gente tem esse número surpreendente, são mais de 730 mil imóveis que a União tem. E quando você entra no balanço lá da União, estão avaliados em R$1,7 trilhão e R$700 bilhões. E nós acreditamos que são valores desatualizados, né? Porque imagina quanto tempo esses imóveis não são avaliados.
São quantos?
R$700 bilhões.
Tem 700 mil imóveis, mais de 700 mil imóveis. E ainda assim, quanto é que a gente paga de aluguel? Quanto é que o União paga de aluguel por ano?
Mais de R$1 bilhão, entre aluguel e condomínio, quase R$2 bi. Nem a própria estrutura administrativa é alta o suficiente.
Você que tá nos assistindo aqui, você tem 730 imóveis, você pode escolher um para morar. Não, vou morar de aluguel.
Você tem 730 mil imóveis, deve dinheiro quase no agiota, e ainda mora de aluguel e não tem nada para cortar? Será? Tô falando, se levar uma dúzia de dona de casa para Brasília, dá para fazer um trabalho melhor hoje, porque sabe administrar dinheiro, né? Sabe fazer conta, administrar. Você fala, tá aqui com seu orçamentozinho em casa, entra R$1.600, sai R$2.600, mas você tem aqui imóvel. O que que você vai fazer? Primeira coisa, gente, passa a faca.
Então, tecnicamente, é pelo menos a estrutura administrativa, dá para listar um fundo imobiliário, né?
E brasileiro adora investir em fundo imobiliário.
Então é, e aí a gente precisa do quê? Da vontade política.
Esse foi aprendizado, né, Dani? Porque a gente teve dificuldade de começar a fazer.
Por que que não conseguiu fazer? Porque o caminho da burocracia te impede. Agora a gente já sabe como é que a gente desata o nó da burocracia para conseguir ter o mandato para chegar mais rápido, né? Então a gente vai mexer no mandato, porque se eu ficar fazendo um a um, a gente criou uma plataforma de venda, não funciona. Então a gente tá junto que aí junta a experiência política dele, do Rogério. Eu trago o problema técnico e o aprendizado.
Tem um monte de gente ajudando na estruturação, inclusive de mercado, para a gente conseguir reorganizar e monetizar isso e sair do aluguel, mas mexer na parte regular, na parte, na parte do regulatório, é que a gente tem que mexer para o caminho ser mais curto. Por isso que a gente não conseguiu, mas agora vai conseguir, né? Tem um aprendizado disso aí.
Entendi. Então, que muito mais do que um plano também é ver o que vai de fato poder passar, né? Então é quase como você falou, montar o cardápio.
Vai ter sempre o filtro do Congresso Nacional, não tem jeito. E mais uma vez, tem de tudo no Congresso.
Conta para eles como funciona uma reunião de colégio de líderes para a gente sair com a convergência.
Não, ali assim tem lobby de tudo quanto é canto, né? Tem os stakeholders, eu gosto de fazer stakeholders, né, que influenciam ali nas tomadas de decisão. No Senado especificamente sempre você vai ter alguma discussão que é boa para um determinado estado, mas é ruim para uma região do Brasil. Como são 3 senadores por estado, ou seja, o Rio de Janeiro tem o mesmo peso ali do que qualquer outro estado, né? Então, se está falando de royalties do petróleo, por exemplo, né, todo mundo quer que os royalties do petróleo sejam colocados no fundo, no FPM, no Fundo de Participação dos Municípios, porque vai distribuir para todo mundo.
Mas pera aí, Se tiver um acidente lá numa plataforma de petróleo, é o rico que é impactado, o hot é para possível indenização daquela região. Então assim, é difícil ter essa discussão, esse cabo de guerra. E mais uma vez, os lobbies são muito fortes. Você olha para o nosso arcabouço legal na energia, como é que esse atual governo conduz uma compra de estoque de energia? É pensando em qual é o menor custo, qual o menor preço? Não, não foi.
Qual foi o valor? Foram 10, foram quase 1 trilhão que foi contratado agora de energia para garantir energia que não falte para os próximos 10 anos, ou 5 trilhões, algo do tipo. Não sei agora o valor, mas, cara, qual foi o critério? Foi a energia que é mais barata ou é energia, né, que determinados amigos ofereceram para o governo e a coisa aconteceu?
Quem paga a conta?
É o consumidor.
É um pouco do que acontece com as renúncias fiscais, de quem pode mais chora menos. Quem tem mais influência política consegue que o seu segmento, que o seu setor seja mais beneficiado em detrimento do retorno que ele traz para o país.
É uma gambiarra de exceções. E no final sobrou uma alíquota, maior alíquota do mundo. Batemos recorde mundial de novo. Além de ter o maior juro real do mundo, tem a maior carga tributária, maior alíquota de Imposto de Valor Agregado do mundo, porque foi tanta uma reforma que era para simplificar imposto e reduzir carga, aumentou a complexidade e gerou a maior carga do mundo, que vai matar o setor de serviço, principalmente no Brasil.
Então todos os produtos, celular, móvel, automóvel e tal, que que vai acontecer para o consumidor? Vai aumentar o preço, e o cara repassa. Assim, você tem que ter coragem de enfrentar o debate e a sociedade civil apoiar, porque assim que você enfrenta, né, e revisa as boas políticas públicas, aquilo que tem retorno, né, para o Brasil, e aquilo que é puxadinha, gambiarra. E aí assim, lá normalmente o que eu aprendi lá na política, né, Flávio, você me ajudou muito, Rogério.
Então aquela reforma da Previdência foi uma foi um pós-doutorado para mim, é quase você fazer um MNEI, né? Você tem que ir lá com a sua PEC na mão da Previdência e vai costurando. E normalmente você constrói ali uma convergência com os líderes partidários, né, para você mandar mais ou menos alguma coisa que você consegue, é o que dá para, o que dá para passar, entendeu? Assim, tem que construir o consenso antes, senão você bate na parede, você manda Como o Ministro Paulo Guedes mandou o Pacto Federativo, era um projeto belíssimo, revolucionário, ficou parado.
Uma coisa óbvia que a gente mandou: férias de 60 dias, 30 de recesso com 60 de férias. Quantos brasileiros têm 60 dias que custam bilhões de reais? Essa a gente mandou, tá lá. Então você tem que construir o consenso antes, trazer todo mundo para mesa.
É por isso que é fundamental, Dani, quem tá nos assistindo também, quem vai assistir essa nossa conversa aqui ainda, Que não adianta só votar no presidente da República, você tem que votar em deputados e senadores que são alinhados com o seu candidato a presidente da República, porque essa base vai ser fundamental para tudo que a gente está discutindo aqui. Não só na parte econômica, a gente pode falar a parte de segurança, da parte de qualquer coisa, geração de emprego, redução de carga tributária, meio ambiente, tudo, licenciamento.
As pessoas que pensam como a gente tem que estar no Congresso Nacional, senão fica mais difícil. E o que eu tô falando, esse Congresso atual, composição desse Congresso atual ideologicamente tem muito mais ali afinidade com o governo de direita. Tanto é que o Lula abdicou praticamente de fazer, garantir a governabilidade dele no Congresso Nacional e foi fazer parceria com alguns ministros do Supremo. E a próxima eleição eu tenho certeza que esse Congresso vai ser muito mais de centro-direita ainda. Isso vai facilitar muito o Brasil desenvolver.
Então o brasileiro precisa voltar a ter perspectiva de futuro e sonhar, porque não tem nenhuma nação próspera no mundo que se desenvolveu com o Estado sendo motor do desenvolvimento. O PT tá 18 anos tentando, tá provado que não vai dar certo. Não é só aqui, não deu certo em nenhum lugar do mundo. Então precisa mudar a direção, é o pensamento. Quando ele pensa errado, não tem jeito. Então como é que você volta a ter futuro, sonhar?
Em vez de fazer as pessoas dos programas de assistência crescerem na vida, ter dignidade, empreender, não empurrar a classe média que virou pobre agora. Renda média de R$3.500. O que que você faz com R$3.500 com inflação ainda crescendo? Aí você pega um inferno, o cara tem que pedir licença para o Estado para empreender. Pensa a vida de uma manicure, Salomão. Ela tá fazendo unha de porta em porta, resolve formalizar uma MEI, aí aluga uma garagem, vai na prefeitura, Aí faz um CNPJ em 24 horas, porque a gente fez a Lei da Liberdade Econômica.
Aí ela vai na prefeitura, pede uma licença, aí mandam na Vigilância Sanitária, pede um projeto para saber onde vai descartar acetona, aí vai para outro lugar. Aí enquanto isso ela já fechou o ponto, tá pagando o aluguel. Aí quando sai o CNPJ tem que pagar a taxa, e se não pagar atrasado tem multa. Ela não conseguiu fazer uma unha ainda. Isso é um estado que aposta no empreendedor?
Tem que ser o contrário.
Aí se ela contrata mais uma ajudante, deixa de ser MEI e vira microempresa. Aí tem que ter um contador, tem que ter um projeto, tem que ter. Dá para a gente apostar um pouco.
Eu vou te dar um outro exemplo. Esse governo, ele olha onde ele pode meter a mão no bolso do contribuinte, ele mete. Uma coisa me chocou essa semana. Eu tava conversando com um catador, catador de lixo, chegou para mim também, quase olho cheio de lágrima, falou assim: Flávio, No governo do presidente Bolsonaro, não pagava imposto sobre o que eu catava de lixo lá no Distrito Federal. E o lixo que ele pega é resíduo de autopeças, coisas de automóvel, plástico, vidro, tudo, né, de cá, de automóveis.
E criaram uma outra dificuldade para mim aqui agora. Além de eu ter que pagar quase 10% de imposto, que eu não pagava nada, eu tenho que falar qual é a origem do material que eu tô catando na rua. A origem, o destino. Eu já, eu já, quando eu deixo aqui, peso o plástico, peso o vidro, peso o cobre, eu tenho que falar qual é a origem disso. Eu não tenho como, porque eu peguei na rua, como é que eu vou provar qual a minha origem?
Então estão me exigindo isso aqui agora. Quer dizer, a burocracia que está além do imposto, a burocracia ainda inviabiliza a pessoa andar dentro da linha. Qual é a consequência disso? O cara vai para informalidade, o cara, o cara é MEI. Catador de lixo era MEI, cara. Quer dizer, ele quer se formalizar, ele quer andar dentro da lei, ele quer pagar imposto se precisar, mas uma coisa razoável.
E inviabiliza.
O que que ele vai começar a fazer? Vai levar para o ferro-velho.
As pessoas detestam ter nome sujo. É coisa que mais, quando eu fui presidente da Caixa e vi assim as pessoas que eu conheci que transformaram, você fazia, fala, o que que você quer? Eu quero limpar meu nome. E aí você tira o cara, joga na informalidade, ele não tem histórico de crédito. Não tem. Então o Estado hoje, ele é um fardo. O cara tem que pedir licença para ele: deixa eu crescer daqui, só não me atrapalha. Então assim, deveria ser um motor e um facilitador, e hoje, se já não fizesse nada, tava bom.
Mas por isso que a gente tem falado muito de tesouraço, de burocracia, de tal. Dá 30 dias para o cara tentar montar o negócio sem cobrar imposto. Facilita o crédito. A gente fez o PRONAMPE, onde o governo é fiador das pequenas empresas com 12 meses de carência. Para quê? Para o cara ter fôlego. Aí o cara estoura na taxa de juros. Olha quanto é a taxa do PRONAMPE hoje, mais caro que um capital de giro na Caixa. Eu sei, tô acompanhando.
Então é um convite, é disfuncional para o cara tentar empreender e crescer. Então assim, a gente tem que voltar a tornar o Estado, um facilitador e funcional. A Caixa tem que ser um banco, o Itaú da favela, da periferia. Por que que a gente tem orientação financeira aqui? Vocês têm consultoria. E quem é que tá orientando esse cara para abrir a MEI? Tem que tirar 3, cada nota é diferente, da prefeitura, do Estado. Por que que é um lugar só?
Por que que pedem 18 documentos? Por que que não tem uma obrigação, um código de defesa do empreendedor? Fala assim: é proibido pedir o mesmo documento 3 vezes. Se o cara quiser. Então vão ter que ser coisas assim. E aí você capacitar o time do banco, e principalmente aqui que a inteligência artificial tá aí para estar orientando essas pessoas. O cara não sabe quanto ele paga de principal mais juros, né? Se a gente tem orientação financeira, por que que as pessoas não?
Como é que eu saio da minha dívida? Como é que eu, como é que eu faço crescer meu negócio? Quanto que eu tô pagando? E você ajuda tanto capacitando o time técnico da Caixa, que é fantástico, para fazer o Caixa para Elas. A gente tem uma universidade lá dentro. Quando a gente fez o Caixa para Elas, que era um programa de autonomia financeira feminina, que é a porta de entrada da liberdade, em 40 dias capacitamos 8 mil pessoas para ir para ponta.
Em 45 dias abriu mil espaços de agência, empreendedoras humildes, 200 carretas, Salomão, dentro das comunidades. Drica do Acarajé, que a gente vai fazer uma live com ela, que eu vi, foi minha garota, começou com uma barraquinha de acarajé dentro da favela, tem dois restaurantes, patrocinado pela Caixa.
O brasileiro é empreendedor, ele quer evoluir, que o Estado não deixa, inviabiliza.
Você imagina que a gente fez isso 5 meses, o que que dá para fazer em 4 anos ressignificando o papel do banco? Tinham 200 carretes, sacoleira do Brás, um stand lá dentro formalizando, dando microcrédito, ajuda. Não, hoje não. Tira uma licença.
Agora vai na vida, o cara vai vender um pastel, tá, o trato com suspeito, né? Você quer abrir um negócio para quê? O que que você quer fazer de errado com o negócio?
Você tem que dar satisfação 10 vezes, quase mão para cima. Então assim, vai ter muito, a gente tá muito focado nessa agenda estruturante para fazer rampa econômica. Gostaríamos de estar numa agenda de capitalismo popular igual a da Tati, que o cara vai comprar propriedade, investir em ação. A gente ainda tem que tirar a turma do endividamento, ajudar a formalizar. O cara que já tá MEI vai virar micro, micro vai ficar médio, grande, como montando estruturas inteligentes de crédito, não subsídio, mas principalmente dando motor de facilitação, incentivo e orientação para essas pessoas acumularem histórico de crédito, né?
Por que que a gente tem recompensa em tudo? Cartão de crédito, toma um café no Starbucks, tem recompensa, tem da passagem aérea, tem. E o cara gasta R$16 bi só de Bolsa Família por mês e não tem um, tem uma marca de De carne? Não, carne nem come mais, coitado.
Eu gosto de usar o exemplo de Singapura. Singapura há 40 anos era um país subdesenvolvido, uma favela gigante. Como é que eles começaram a mudar? Com o Estado induzindo as pessoas a se esforçarem para trabalhar, para ter uma renda. Você começa ali com as coisas que são, não demandam tanto estudo, trabalhos mais braçais e tal, que você vai fazendo. A pessoa começa a trabalhar, começa a gerar renda. Você dá essa esteira de serviços para qualificação dessas pessoas, você reduz carga tributária, você facilita as pessoas abrirem o seu negócio.
Com essa mentalidade, primeiro você começa a ganhar dinheiro, depois você formaliza, você traz os documentos que precisar. A gente baixou a quantidade, o tempo necessário para você abrir uma empresa. Hoje você abre em 24 horas, você leva 3, 4 meses para fechar a empresa, era outro parto, era outro sacrifício. Hoje você consegue né, sem burocracia. Então é facilitar essa esteira de serviço. Quando a gente fala de internet, vai ser tratada como infraestrutura no nosso governo.
Então, como o mesmo raciocínio que serve para uma estrada, para ferrovia, para um porto, para aeroporto, né, que conecta as pessoas, que leva as pessoas de ponta a ponta, que escoa a nossa produção, a internet vai ser tratada dessa forma também no nosso governo. Nosso governo do presidente Bolsonaro, com o Wi-Fi Brasil, foram mais de 21.300 pontos de internet gratuitos. Em especial em escolas, em aldeias indígenas. Lembro que a gente chegava, ia lá para São Gabriel da Cachoeira, numa determinada aldeia indígena, o presidente perguntava: o que que vocês querem que o presidente faça aqui?
Aí os indígenas: o Wi-Fi! Índio quer Wi-Fi! Por quê? Porque ele quer se conectar, cara, ele quer fazer parte da sociedade, não quer mais ser um animal de zoológico que o turista paga para ver ele, né, dançando ali, fazendo fogo com madeira, né? O índio tem que ser, o indígena tem que ser incluído. E essa, vamos levar e vamos caminhar para isso. Eu vou garantir autonomia dos povos indígenas. Como é que eu vou fazer isso? Quem vai resolver o que faz na reserva indígena são eles.
Se quiser plantar e arrendar sua terra, vai fazer. Se quiser autorizar a exploração do subsolo, vai fazer, vai ganhar royalties em função disso, sempre com responsabilidade ambiental. Mas respeitando a vontade deles. É assim que os indígenas, os quilombolas, em qualquer lugar do mundo se desenvolvem. Eu olhei lá, ali no Mato Grosso, eu sempre esqueço o nome da tribo, se esse é Xavante, qual o nome da tribo. O que é que o cacique lá percebeu?
Tava perdendo os seus jovens para o agronegócio, começou a ficar pujante na região, né? Então, cara, os jovens indígenas querem trabalhar, começaram a sair. Da aldeia e não voltar mais. Porque chegava lá, como é que o agro funciona? É sempre produção, evolução e valorização da sua mão de obra. O indígena chegava lá, se qualificava, daqui a pouco tava operando máquina, operando drone, não sei o quê, não voltava para aldeia. O que que o cacique falou?
Pô, eu não posso perder os meus jovens, vai acabar minha tribo. Começou a plantar, fazer a mesma coisa dentro da sua reserva indígena. Eles têm lá 6, 7 tratores, maquinário ultramoderno, e estão sendo multados diariamente porque estão explorando uma reserva indígena pelo estado. Cara, chega o estado e muda o índio, o indígena que quer prosperar, meu irmão. Olha que loucura que a gente vive, não dá para aceitar um negócio desse, né?
Então assim, vamos trabalhar para poder dar autonomia aos povos indígenas, aos povos quilombolas. Reduzir burocracia.
A inteligência artificial tá aí para isso. O brasileiro, ele já tem celular, só que pré-pago, e ele já tem Pix, tá bancarizado, já tem a vontade de empreender. Eu fiz uma pesquisa na Caixa: o que que as mulheres querem? Ser dona do meu negócio, dona do meu nariz, mais de 70%. Então vamos dar ferramenta para facilitar. E a internet é uma ferramenta poderosa, não só de redução de desigualdade, mas Ela tá no ônibus fazendo um curso com uma orientação financeira, buscando uma capacitação gratuita.
E aí brasileiro merece voltar a sonhar. Faz parceria com o Sistema S, traz as empresas B2B para dar cashback, para fidelizar a massa, na margarina, na pasta de dente que o cara compra todo mês, no bônus de tráfego de internet. Então isso é infraestrutura de prosperidade, não é BNES, não é picanha. É você dar futuro na palma da mão, porque ele não quer que as pessoas cresçam. E ele já disse isso, fala público, que senão vai deixar de votar neles.
Então você não pode aprisionar as pessoas na pobreza para a gente perpetuar o poder no PT e a gente pagando essa conta, sobrando pouca empresa para pagar a conta.
Isso é uma fala muito marcante para mim, Dani, do Lula, sabia? Quando ele fala que quanto mais escolarizado é o povo, menos vota no PT. Ou seja, quanto mais inteligente menos ele vota no PT. Com a consequência, ele quer deixar o povo burro, ignorante, não investe em educação da forma correta. E a gente vai fazer o contrário. Eu quero que a pessoa evolua, que a pessoa se instrua, ter acesso fácil à educação, que ele consiga se qualificar.
E que o meu sonho vai ser, depois de entregar o governo, no último dia de governo, a gente vai fazer um balanço. Olha, tantas milhões de pessoas não dependem mais do governo para ter o que comer. Vai levar dignidade para dentro de suas casas. Não dependem mais de político nenhum. Olha que maravilha, não depender de político nenhum é libertador. A pessoa trazer a dignidade, poder comprar um presente melhor para sua filha, poder fazer uma viagem com a família no final do ano, nas férias escolares, é poder comprar uma roupinha melhor para sua neta, poder pagar um plano de saúde às vezes para avó, um colégio melhor para o filho.
Cara, é isso, isso é prosperidade. Esse caminho que a gente quer oferecer para o Brasil. E do lado de cá, o que tem é trevas, bicho, é dependência do governo, é mentira o tempo inteiro, é inflação, é pobreza, é miséria, é violência. É o que esse cara tá deixando. Eu não vou baixar a cabeça.
Que que é a vida de uma mãe hoje, Salomão? Fica aprisionada. 200, aí ela vai fazer um curso, tem que ir na Senac, vai no CRIAD, vai na Caixa, aí vai procurar uma vaga de creche, tem que ir no outro, aí vai no CRIAD buscar o auxílio. Aí depois vai na prefeitura, tudo isso sustentado. Então a gente tá na era da inteligência artificial, da tecnologia, e isso tem que estar a serviço do cidadão. Hoje tudo é organizado em torno da jornada.
O cara usa iFood, o cara usa Uber, o cara usa rede social, o cara usa os bancos digitais. E por que que o Estado é essa estrutura obsoleta toda, cara? Então isso é uma ferramenta de não só de a gente organizar a jornada do cidadão, o estado em torno da jornada do cara, porque a lista de problema do cara é um só, ele não precisa de 38 ministérios, e nem é de Brasília que você resolve, porque o Brasil é grande demais para você resolver de Brasília, né?
E dois, em prol da eficiência do pagador de imposto. Então dá para você dar mais caminho, né, para essas 170 milhões de pessoas que estão vivendo com medo, sem oportunidade, endividadas, com uma estrutura mais eficiente para o pagador de imposto, dando um choque de tecnologia inteligente.
Imagina que maravilha! Ainda nosso sonho, ela falou que é o sonho dela, o meu também. Hoje em dia tudo tá na palma da nossa mão, né? Imagina que maravilha você, né, poder conectar o governo com os RHs das empresas para você, você disponibiliza ali as suas habilidades para fazer o encontro. Olha, você mora no local aonde tem ali uma obra que tá acontecendo, às vezes você não tem um curso, né, você não tem um diploma de alguma coisa, mas você sabe, né, você fazer uma obra, você sabe consertar um carro, você sabe consertar uma geladeira.
Aí tem a pessoa entrar no aplicativo e falar: pô, eu tô, minha habilidade é essa, tem algum lugar perto aqui de onde eu moro que tem oportunidade de trabalho para mim? Olha que maravilha, você tá ajudando o empreendedor, você tá ajudando o trabalhador e tá encurtando, você tá conectando, você tá dando tempo para essa pessoa e dignidade para essa pessoa. Ela vai trabalhar sem precisar do governo para poder levar comida para dentro da sua casa.
O Adolfo Saxida, né, Salomão, teve aqui com a gente umas semanas atrás. Ele falou muito sobre como o governo precisa estar preparado para essa revolução da inteligência artificial e como o governo hoje no Brasil, o poder público, tem zero preparação, tanto para gerir a máquina pública usando essas ferramentas quanto para disponibilizar para as pessoas, né?
É que ele até ameniza o fato da gente ter um fiscal, que ele falou, na verdade, o fiscal a gente consegue resolver.
Agora, esse foi o meu insight dessa questão toda da gente levar esse sonho, né, e esse futuro para palma da mão, foi justamente numa fala do Lula, que fala, sujeito não sai do celular, acorda no celular, dorme no celular. Eu me orgulho de não ter celular. Por que que ele não quer que as pessoas tenham? Porque não quer que elas se informem.
Qual a diferença da direita para esquerda? Esquerda. Quando a direita, liberdade, não gosta de alguma coisa, ela não compra. Quando a esquerda não gosta de alguma coisa, ela quer proibir você de comprar. É o que a Dani tá falando. Cadê a liberdade? Não tem.
Mas essa questão da inteligência artificial, por isso que essa eleição é muito decisiva para o Brasil, porque ela tem vários aspectos. A gente, o Brasil perdeu uma revolução industrial, agora veio outra digital. A gente tem a maior base de energia, são 7 trilhões de dólares em data center sendo decididos agora. Se o Brasil captura isso, pode virar a 6ª maior economia do mundo.
Porque o atual governo botou uma alíquota de 25% de importação de materiais que vão construir data centers. Inviabiliza.
60 dias para acabar esse governo, é um negócio de louco, né?
Você vê a outra coisa que a gente fala de tesouraço, né? Peguem exemplos reais. A gente vai acabar com essa outra alíquota de exportação de petróleo de 12% que eles inventaram por causa da guerra que tá acontecendo. Foi o que a Argentina fez lá, meteu imposto de exportação sobre a carne. Qual foi a consequência? Pararam de produzir, desabastecimento, preço alto, todo mundo passou fome. Aí tem que desfazer a besteira que fizeram. É governo de esquerda que faz isso. Aí vem o Milei, conserta.
Então ele estoura a taxa de juros e ainda aumenta o IOF que tá no crédito.
Então tem muita coisa assim. Tem a vantagem de o Brasil tá esse caos que tá hoje porque a gente pode também fazer muita coisa para resolver rápido esse caos. Eu confesso, medidas excepcionais para momentos excepcionais.
Então assim, porque do jeito que vocês estão falando, sim, de fato tem muita coisa aí na mesa, falta um pouco, tá tudo errado.
Então tem muito lugar para cortar, é o mato tá alto, é isso, é o mato tá alto, entendeu? Até corrigindo minha fala, não é que tá bom o caos, né? Tem uma, é uma esperança que a gente tem, que a gente sabe qual caminho que tem que fazer para resolver. É como tá tudo errado, tem muita coisa para fazer, basta uma tesoura, não tem que inventar roda, né?
Fazer o básico facilita você cutucar as feridas e fazer os ajustes estruturantes que talvez quando você tá meio barro, meio tijolo, é mais difícil cortar na carne, é mais difícil.
A opinião pública entender que precisa de medidas mais drásticas, né?
E acho que tem, é, acho que é isso, tem um consenso geral de que as coisas precisam ser consertadas. Isso acho rápido, né?
E rápido. Então assim, a gente tá com um grupo muito forte trabalhando já para ter uma, tanto botando as contas no lugar, mas numa simplificação, aquilo que é infralegal e que dá, né, de tirar um pouco de peso do ombro do empreendedor, da empreendedora, não só no alívio de taxa de juros que vem naturalmente botando as contas no lugar. Mas nessa parte toda do manicômio tributário, mais de 500 mil, desde a Constituição de 88 foram mais de 7 milhões de normas publicadas.
Então aquilo que dá para fazer infralegal, mais um tesouraço de início, vai no IOF que encarece o crédito, vai em outros, aí vai equilibrando, obviamente transformando excesso de arrecadação em queda de imposto e não em mais que é o que eles fazem, e tentar fazer uma aposta no empreendedor brasileiro, né? E o Estado, ele ser um promotor e não um peso, né? Você tem que pedir licença 10 vezes para conseguir ter e fazer crescer o seu negócio.
Agora a gente passou meio rapidinho só sobre a reforma tributária, e talvez foi uma das tentativas do governo aí de algumas agendas que andou. E vocês falaram que, né, que é É um pouco do reflexo dos lobbies ali, né, porque acabou sendo um grande conchavo ali. Mas aí, no caso, o que que vocês fariam com a reforma tributária? Veria o quê, uma suspensão, um aperfeiçoamento?
A gente tem que, na verdade, tem que rever essa reforma tributária, porque eu participei da discussão, eu votei contra a reforma tributária exatamente porque eu tava vendo que a quantidade de exceções era tão grande que a gente ia partir para o maior IVA do mundo. Porque a reforma tributária vai ser uma reforma tributária neutra, né? Ou seja, não vai ter aumento de carga tributária no final das contas. A gente tá vendo claramente que teria.
Então a nossa lógica, a minha lógica sempre foi que uma reforma tributária assim tem que modernizar o nosso arcabouço, tem que enxugar a quantidade de impostos, tem que ter um modelo ali que facilite o recolhimento de imposto e tal, mas acima de tudo tem que ter redução de imposto, que aqui não teve. Então, quando a gente fala de reanalisar a reforma tributária, de aprimorar a reforma tributária, nesse aspecto a gente tem que ver os mecanismos onde é que pode ser ela cortar, essas exceções possam ser diminuídas ou possam ter, né, uma previsibilidade que elas vão acabar em determinado momento.
Porque é óbvio que tem setor que você não pode de um dia para noite cortar determinado incentivo, que causa uma hecatombe. Mas tem que haver um planejamento, tem que haver uma previsibilidade para que isso possa ir reduzindo, a gente buscar uma alíquota menor, reduzida. 28% é insano, é impagável, né? Você que tem uma maricura, você que é advogado, você que é dentista, que é médico, você profissional liberal, você tá ferrado. Por baixo vai dobrar sua carga tributária.
Você vai trabalhar para pagar imposto, vai sobrar, vai, você, o seu lucro líquido vai ser menor do que o que o Estado tá arrecadando com a sua atividade. Isso não é inaceitável, é inaceitável estimular todo mundo a ficar parado, porque não prefere deixar o dinheiro guardado no banco rendendo lá um percentual do CDI do que você abrir o seu próprio negócio. Hoje, para você, hoje o empreendedor é um herói ou um louco no Brasil para abrir um negócio nas condições que você tem hoje.
É muito difícil, não compensa. E com esse juro estratosférico, é melhor ficar ali sem risco, né, sem fazer esforço nenhum, que é o que tá acontecendo. Essa lógica tá errada, mas é o quê? É o governo te empurrando para isso. Se fosse fácil abrir um negócio, se fosse rápido e se fosse barato e tivesse segurança jurídica, você ter uma explosão de empreendimento como teve no nosso governo com a nossa Lei de Liberdade Econômica, o incentivo aos MEIs a todo momento, a formalização.
Como é que a gente for, como é que incentiva a pessoa se formalizar? Sabendo que ela vai, que vai ser simples ela fazer, que ela vai pagar pouco imposto. Só que a carga tributária tá tão grande hoje É a famosa curva de Laffer aí de vocês, economia que vocês falam, que já foi ultrapassada há muito tempo. A consequência óbvia é sonegação. Você acha que a pessoa vai aqui, tem uma barraquinha de cachorro-quente, ou vende milho na praia, ou vende biscoito Globo na praia no Rio de Janeiro? Não sei se aqui tem biscoito Globo na praia não, né?
Infelizmente não. Nem praia nem biscoito.
Você acha que ele vai vir para ele? Você acha que ele vai ele é MEI, ele vai declarar o que ele tá vendendo ou ele vai preferir comprar uma caixinha de leite em pó, pessoal, para sua filha que tá em casa, que precisa de um leite em pó para mamar? Acho que vai dar para o governo ou vai dar para família dele. Agora, se for algo razoável, uma alíquota baixa, ele vai preferir ficar andando dentro da lei, cidadão exemplar, sabendo que o fruto do trabalho dele vai ser revertido principalmente para sustentar sua família. Essa vai ser a mentalidade do nosso governo.
Léo, pô, tem mais alguma aí da pauta que você quer trazer?
Cara, falamos sobre bastante coisa, né? Acho que a última era essa mesmo, sobre a revisão.
Então eu vou—
vai ser aprimorada, a intenção não é gerar mais insegurança jurídica.
Eu tava falando sobre suspensão, previsibilidade, mas a gente tá ouvindo muitos, muitos setores e todo mundo, Flávio, é A gente já tá se preparando aqui para a partir de 1º de janeiro atender essas novas, essas novas regras. Isso pode causar algum desconforto, alguma bagunça ainda maior. Então a gente tá avaliando como é que a gente vai fazer isso ainda, sob suspensão ou não, sobre atualização ou não. O fato é que entrou em vigor, vai arrochar no bolso do contribuinte.
É outra coisa que eu tô ouvindo lá, que a Dani não quer, eu sei que a Dani não queria que eu tocasse nesse assunto, mas eu vou tocar. É porque eu ouvi de novo também dos comerciantes onde eu tava agora nessa semana. Porque, por que é que o split payment começa a valer depois das eleições? Que que é o split payment? Para quem não tá nos acompanhando aqui, agora você vai fazer um Pix, você vai comprar uma massa, vai comprar uma água, né?
Aí você passou o Pix lá no comércio, o dinheiro dos impostos já vai automaticamente para o governo. E como é que funciona hoje esse dinheiro dos impostos? Você passou o Pix, é com água, custou R$5. Os R$5 vão para o comércio e daqui a 30 ou 45 dias, dependendo da situação ali, ele vai recolher os impostos. É uma coisa que moderniza, é, eu acho que dá transparência. Você sabe exatamente quanto é que você tá pagando de imposto ali naquele momento.
Isso dá uma educação, ajuda o contribuinte a cobrar mais do pro governo, sabe, dando valor à quantidade de imposto que ele tá pagando. Pô, se essa garrafa aqui eu tô pagando R$5, eu tô vendo que R$2,50 vai para o governo, só R$2,50 fica com o cara que tá me vendendo, alguma coisa tá errada. Mas por outro lado, teria que ter uma transição melhor, no meu ponto de vista, para que o comerciante pudesse se reorganizar para ter fluxo de caixa, né, cara?
E se ele tá contando com esse dinheiro, sei lá, em média aí 30% de carga tributária, Em média 32%. Você tá contando com esse dinheiro que é para ele poder pagar o fornecedor daqui a 30 dias, para ele poder, né, enfim, pagar alguma outra conta daqui a 45 dias, para recolher imposto, e do nada, pum, isso aqui acabou. Pode dar um bom ruído no início. E como sabem que vai dar ruído, deixaram para que isso começasse a funcionar após as eleições, né.
Então assim, essa tem, tá cheio de, tá cheio de surpresinha essa reforma tributária. E é por isso que a Dani fala, com razão, que a gente tem que atualizar, né? E enfim, mais uma vez buscando sempre a redução de impostos.
O objetivo era simplificar e reduzir cargas. Já vai ser judicializada, assim, precisa aprimorar para que você não aumente a complexidade, né? Então existe, então, com grupo de tributaristas bem interessante assim para tentar buscar aquilo que é melhor, mas principalmente que dê previsibilidade para o empresário. O secretário da Receita não comunicou alíquota ainda porque vai esperar para vir depois da eleição. Aí tá todo mundo ali e vai, não vai.
Então, obviamente, tudo que vai ser feito vai ser no intuito de dar clareza, reduzir a complexidade, e principalmente tendo um objetivo de reduzir a alíquota, que para alguns, para boa parte, principalmente no setor de serviço, é insustentável, que é o maior gerador de emprego do país, né.
E só então para encerrar, você falou que em 2030 quer chegar lá e mostrar quantas pessoas deixaram de depender do governo para sobreviver. Porque em 2030 você não vai buscar uma reeleição, porque também tá dentro dos planos.
Eu sou, eu sou assim, eu sou um compromisso que eu assumi, eu vou cumprir, tá, que é o fim da reeleição. Eu apresentei uma PEC proibindo a reeleição para presidente da República. Né, já que eu tô concorrendo à presidência da República. Tá lá no Congresso Nacional, tá no Senado, e óbvio que o processo legislativo é que vai dizer se isso vai se estender para governadores e prefeitos, que é a tendência. A discussão se 4 anos e só com um mandato são suficientes ou se passa para 5 anos, por exemplo, né.
Então, dependendo de como for a tramitação no processo legislativo no Congresso desta PEC, é que eu vou saber se vou ficar 4 ou 5 anos. Mas eu tô, eu tenho essa convicção de que a reeleição acaba atrapalhando muito mais do que ajudando, porque obviamente todo mundo que senta lá no primeiro dia tá pensando como é que vai ser nas próximas eleições. Isso em muitas oportunidades pode desencorajar um presidente da República a tomar medidas que sabe que são necessárias, mas são impopulares.
Eu acho que isso dá mais tranquilidade para quem sentar na cadeira de presidente da República, um compromisso maior de longo prazo com as próximas gerações, com as próximas gerações, você saber fazendo que não tá pensando na próxima eleição, tá pensando nas próximas gerações. Então eu penso assim, eu acho que eu vou usar um pouco desse, dessa força que o presidente da República recém-eleito tem para aprovar algumas medidas ainda na transição, para que valha já para o nosso governo. Então pode ser que seja 2031, mas não passa disso.
A gente, a gente briefou nossos convidados do ping-pong e não sei, será que a gente vai pegar eles?
Vocês sabem? Assim, então eu vou deixar vocês, eu vou fazer só as perguntas fáceis. Fáceis, o pingue-pongue.
Então já me bota para falar de surpresa sempre.
Então já, porque no pingue-pongue geralmente a gente pergunta qual a maior gentileza que já foi feita na vida, e às vezes o convidado quer tempo para pensar. Então assim, ó, eu vou deixar essa pergunta: a maior gentileza já foi feita na sua vida? Mas antes eu vou fazer as perguntas fáceis. Se vocês quiserem um tempo para pensar, vocês podem responder depois também, porque como é o dia, recebeu quem já fez, já recebeu, já recebeu.
Eu tenho, já tem.
Pô, então enquanto isso você vai pensando primeiro.
Eu vou, eu vou ver a ideia dela. Antes tem umas perguntas mais fáceis. Eu gosto sempre de recolher dos nossos convidados uma recomendação, uma leitura que vocês recomendam para nossa audiência.
Ah, eu vou recomendar o que eu dei para o meu pai lá na sede da Polícia Federal, Liderança de Alto Nível, do John Maxwell. É um livro que foi o meu pastor que inclusive me sugeriu. Ele tem algumas etapas ali de crescimento dentro da liderança, e no fim das contas ali você tem que Quando você conquista uma liderança de alto nível, é naquele momento em que você próprio já tá formando novas lideranças, né? Você não lidera pela força, pelo medo, você lidera pelo seu exemplo, pela sua capacidade, pela sua qualificação, pela inspiração que você promove nas pessoas, e pensando muito mais em fazer o bem do que você esperar reconhecimento.
Eu acho que tem muito a ver com o perdão, por exemplo, né? O perdão tem muito mais a ver com você do que com a pessoa que você tá perdoando, você se libertar de alguma coisa, né? Você, aquilo não ser mais uma situação que te traga sofrimento, mais lembranças. Então acho que liderança de alto nível é muito nessa linha. Eu espero ter oportunidade de executar com o presidente da República essa liderança de alto nível.
Ó, que legal, o subtítulo do livro é Unindo Pessoas em um Mundo que as Divide. Tudo a ver com o Brasil 2026.
Eu já exercito muito muito desse livro aqui na prática, nos últimos meses principalmente, que a gente que tá na política não tem que engolir sapo, né? Eu já engulo assim alguns rinocerontes todos os dias. Eu acho que já é um pouquinho desse treinamento aí que eu tô evoluindo.
Já vou comprar o meu aqui.
Qual o seu, Dani?
Eu vou fugir um pouco do— acho que para nossa audiência aqui recomendaria O Brasil no Espelho, que é para você conhecer do Felipe Nunes, porque eu, eu, graças ao presidente Bolsonaro tive a chance de ver o Brasil profundo, que eu chamo, né, e conhecer o Brasil dos brasileiros. Baiana jacarajé, sacoleiras. Esse é o Brasil real que merece voltar a sonhar. E isso explica muito do que, do legado que o Flávio representa hoje, mas do que ele reconstruiu de base de fé e família, de princípios e valores.
Quando você vai para esse Brasil dos brasileiros e entende essa base E aí eu acho que a nossa audiência precisa entender um pouco desse Brasil, e esse aí entender por que que, por que que é esse candidato que é o que vai ganhar a eleição, esse nem, não outro.
Eu nem preciso contar para alguns dos nossos amigos daqui que parecem mais sofisticados, porque o Felipe Nunes veio aqui, aqui assim, quando ele faz a referência que falam que o Brasil é o país do carnaval, mas quando você vê que na verdade a festa do brasileiro é o Natal e a festa de luz em Gramado e a festa junina, é, então, e fé e família e liberdade. A gente também gosta de ouvir uma recomendação musical, uma música que toca o coração de vocês. Qual música que vocês gostam?
Flávio tem dançado muito por aí, cara.
Do Rio de Janeiro, né? Mas eu não vou, eu sou de uma época que naqueles funks antigos traziam uma mensagem bacana de vidas reais, pessoas reais e tal. Mas eu tô, como eu me converti em outubro de 2022, eu tô ouvindo muita música gospel. E tem uma, uma que inclusive eu sempre peço minha assessoria botar em alguns vídeos, né? Já cantei na Marcha para Jesus. Olha, até cantar, eu já cantei essa música para milhões de pessoas. Que é o Hino da Vitória.
Hino da Vitória não é o do Ayrton Senna, o tema da vitória, é o Hino da Vitória, que conta uma história de que quando tudo parece impossível, Deus vem e abre as portas, abre o mar para você atravessar, né? Então é assim que ela, assim que ela é. Vamos lá. Quando estiver frente ao mar e não puder atravessar, chame este homem com fé Só ele abrir o mar. Não tenhas medo, irmão, se atrás vem Faraó, Deus vai te atravessar e você vai entoar o hino da vitória.
Um clássico gospel, que era Cassiano.
Eu vi você cantando aqui junto. Na próxima eu troco você de lugar com a Dani.
Vocês são um dueto ali. Tudo parece impossível, Deus vai abrir filmar para você atravessar e você vai cantar o hino da vitória do outro lado. É assim que eu espero fazer em outubro deste ano.
E você, Dani, qual música que você vai deixar para nossa audiência?
Vou deixar Janaína, que minha assessoria— você já viu a música Janaína do Biquíni Cavazão? Qual a história? Janaína acorda todo dia, ela é já na hora de ir para cama, ela pensa que o dia não passou. Que nada aconteceu. Aí fala que ela é passageira, que trens lotados, fila supermercado. E ela no final, a música fala, ela diz que apesar de tudo ela tem sonhos. Então a Janaína é a mulher real hoje do Brasil. E a minha assessoria me fez isso de— eu chorei, né?
Eu lembrei de tanta história, eu vou chorar de novo. Mas eu tô na Janaína porque nossa, são essas mulheres arriman de família, chefe de família, que quer empreender, que tem 1 milhão de vagas de creche Que a gente tem uns sonhos. Eu e ele, a gente é louco, para muito tempo sobre isso. Aliás, as pessoas, a gente passa boa parte do tempo, eu, ele, a Fernanda, outro dia a cunhada dele, debatendo o dia a dia das mulheres reais, muito mais do que as pessoas podem imaginar.
Mas a Janaína agora tá uma— eu nunca tinha parado para prestar atenção nessa música. E depois ouçam, realmente, essa música eu já ouvi umas 500 vezes, que você vê a batida e tal, mas a profundidade coragem que tem, no que ela é o dia a dia. Ela acorda 4:30, ela pega o ônibus lotado, ela vai trabalhar, ela volta. Quando ela volta para casa, ela tem que arrumar a casa dela. E ela fala, apesar de tudo, ela tem sonhos. Então é isso, a gente quer esse Brasil de Janaínas.
E é esse cara aqui que vai fazer as Janaínas voltarem a sonhar.
E eu vou ajudar e trabalhar muito.
Como eu sou do Rio, né, e vivi essa época romântica, né, É aquele, aquela do rap das favelas. Só que eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci e poder me orgulhar e ter a consciência que o pobre tem seu lugar. É isso, Favela Potência. A gente vai levar essa veia empreendedora para estimular os sonhos das pessoas aí que têm menos oportunidade, para elas poderem levar mais dignidade para suas famílias, caminharem com as próprias pernas e dar oportunidade que elas não têm hoje.
Aí gostei que demos um momento flashback nos ouvintes, você viu?
E eu puxei esse momento quando eu falar de graça, esse negócio aí que vocês pediram aí, de como é que é, da gentileza. Fui lá atrás, eu lembrei, na minha cabeça, negócio lá de trás.
Vamos começar então com a da Dani, que ela já lembrou primeiro. Então, qual a maior gentileza que já foi feita na sua vida, Dani?
Eu acho que eu até contei para você aqui, de sua mãe, e ainda é a mesma de rede de apoio. Então quando eu fui para o Brasil, agora vou ter emocionado.
Vai você primeiro agora, bebe aguinha aqui.
Vai, vai você primeiro, igual você fez comigo.
Óbvio que não é maior gentileza, foi a quem me veio, né, na memória agora. E é que eu falo que a vida pública, as coisas acontecem e você é gratificado quando você menos espera, né. E para encurtar a história, eu entrei com uma ação popular no Rio de Janeiro. Tem um concurso público para inspetores penitenciários no Rio. Em um ano, no ano seguinte, ainda com o concurso em vigor, o estado abriu outro concurso. Resumindo, tive que entrar com uma ação popular para essas pessoas que estavam sendo preteridas, né, que tinham passado no concurso público para ser inspetores penitenciários no Rio.
E essa ação popular levou 11 anos até ter uma decisão final. Que as pessoas começarem a ser convocadas para fazerem o TAF lá, avaliação física, né, para tomarem posse no serviço público. Então imagina, 11 anos depois, as pessoas que faziam parte daquela comissão de concursados que buscavam meu gabinete lá no Rio, na Assembleia Legislativa, eram solteiras, tudo sequinho, marombado, tinha um cabelo. Então 11 anos depois, participar da formatura dessas pessoas, cara.
Os cara sem cabelo, gordo, com criança, né? Uma outra vida. Teve que, o Estado tem que fazer outros critérios para o exame de avaliação física, porque 11 anos depois, foram 11 ou 12 anos depois, quer dizer, não era mais a mesma coisa, né? Então eu recebi lá o abraço da filhinha de um deles em agradecimento, né, por ter, não ter desistido deles, né? E agora a pessoa tava ali com a sua profissão, enfim, tudo que ela batalhou por mais de 10 anos acontecendo.
E na época que a gente começou, ele não tinha filhos ainda. E quando ele tomou posse, tinha já uma família filhinha dele, veio me dar um abraço e agradeceu. Foi legal.
E você, foram as mães da escola lá em Brasília, quando eu fui trabalhar com seu pai. Eu fui sozinha com meu filho mais velho, depois Tem um santo que casou comigo de novo. Mas assim, como a gente mãe que trabalha, que dá conta de tudo, e eu falo muito disso, de nenhuma mulher é mulher maravilha, né? A gente não dá conta de tudo, precisa ter uma estrutura de parceria. Então se não tem um parceiro e a relação não deu certo, é a rede de apoio que sustenta principalmente a família.
E o governo tem que facilitar a vida delas, né? Tem que dar creche, tem que dar um lar de idoso. Então quando eu fui para Brasília sozinha e a minha mãe não tinha, mãe não tinha sogra, ninguém para me ajudar, e foram mães vizinhas, mães de escola. Quando o presidente Bolsonaro me chamava, alguém pega meu filho na escola para mim. Elas resumiam, então elas se sentiam parte daquela missão e vinham. Quando eu assumi a Caixa, então elas, a gente tá vendo que você tá enrolada, a gente resumiu o dever, fazer um dever para ele, fazer trabalho.
Então tem toda uma rotina, né, de mãe. Eu tenho várias fotos no meu acervo que a mulher dá conta se a maternidade e o sucesso profissional estão juntos. Às vezes o presidente Bolsonaro me chamava, eu sempre forço na minha agenda para eu pegar o Pedro na escola, eu ia para o palácio com ele. Ele ama o Bolsonaro, fala Bolsonaro, ele sabe. Grava um salve para mim. Flávio grava vídeo para ele. E aí essas mães, elas foram uma rede de apoio, são minhas amigas até hoje.
Beijo para as mães de Brasília aqui também, mas assim, aquilo era uma gentileza agradável. Não eram minhas amigas da vida inteira, eram pessoas que eu conhecia 2 semanas e 3 e falava: você tá ajudando o Brasil, a gente vai te ajudar, que te ajudando a gente ajuda o Brasil. E até hoje assim, eu acho que isso me marcou muito. E você faz funcionar assim, é isso que faz uma mãe funcionar. Não existe uma separação entre o trabalho e a sua casa, existe uma relação de parceria.
Você vai ser pai agora, a gente falou disso, não é? Ter pai não é— a mãe vai gestar Menino, eu falei para ele, você já é pai de adolescente, como é que você fez com Fernanda? Tem consulta de pediatra, tem que buscar na escola, tem que sentar para estudar. Então tem que dividir as tarefas. São os homens que vão liderar a mudança que as mulheres precisam. Ele tem um papel muito mais importante, a gente conversa muito sobre isso, em demonstrar o que ele é como parceiro da Fernanda, que também trabalha e é dentista, do que todas as mulheres somadas se unindo e ocupando posições.
E você também, você vai querer participar da vida do seu filho. Você tem que liderar a sua instituição pelo exemplo, que isso é tão importante para um pai quanto para uma mãe, para a gente fazer essa mudança comportamental e cultural que a gente quer.
E nós somos privilegiados ainda, né, Dani? Porque a gente consegue se organizar, tem tempo para deixar um filho no colégio, para buscar, para estudar junto.
A gente tem uma vaga de colégio, né?
A gente tem um transporte privado nosso. Então imagina as pessoas que não têm essa oportunidade, sai tão cedo de casa que não vê o filho saindo, tem que alguém deixar o filho no colégio e tá lá trabalhando preocupado se o filho volta para casa, porque pode ser assaltado no meio do caminho, pode sofrer alguma violência. E quando chega muito tarde, às vezes o filho já tá dormindo. É, quantas vezes eu não saí de casa muito cedo, chego em casa, meus filhos, minhas filhas já estavam dormindo, que nem me viram, mas eu não tenho pressa de chegar e dar um cheirinho na cabeça, né? Um beijinho, fala eu te amo no ouvido e dorme.
Mas fala um pouquinho das suas tarefas aí domésticas, o povo quer saber.
Eu faço tudo, eu faço compras, eu lavo louça, cara, eu conserto as coisas em casa, eu gosto de consertar as coisas em casa, é trocar uma tomada, instalar ventilador de teto quando fazia, né? Agora o ar-condicionado aí já fica mais difícil. Eu gosto de arrumar de verdade, consertar, eu gosto de e coisas de casa ali que eu possa fazer. A Fernanda reclama que é bom pendurar quadro, né? Enfim, e a Fernanda reclama, pô, você pendura quadro, nunca fica bom.
Eu falei, Fernanda, não reclama não, mas a mulher é o que dá para fazer, tá aí. E ela, como ela é dentista, ela é toda, ela é milimetricamente, ela olha para sua boca, ela sabe se o sorriso tá um pouquinho assim assado, se é o lábio inferior. Então ela olha se não ficar milimétrico. E quando eu vou botar, fui, ela ia botar o o suporte de televisão. Aí que ela ficava louca. Se ficar um pouquinho torto a televisão, é ruim, né, cara?
Vai, televisão do quarto, eu pendurei ali, eu botei o suporte da televisão para poder— um pouquinho torto, ela: amor, não ficou legal não. Aí você tem que tirar tudo, furar a parede de novo.
Nisso aí, a minha Fernanda em casa, ela— a gente é o oposto nisso, porque eu— aquele quadro que eu comprei lá da camisa do Palmeiras, que eu enquadrei, Tá um mês lá no chão da sala, assim, embaixo de onde eu vou pendurar. E ela olha com uma cara de, você não vai pendurar?
Em algum momento ele vai para parede.
Eu tô esperando o momento que ela fala, foda-se, deixa eu pendurar mesmo, que ele não vai pendurar. Bom, tem mais alguma aí, Léo? Podemos encerrar?
Vamos embora, muita gente. Agradecer o pessoal que acompanhou.
Agora tem mais de 5 mil pessoas, chegou a mais de 7 mil pessoas simultâneas. Obrigado todo mundo que acompanhou. Deixa o like aí para quem tá vendo a gravação ao vivo. Se inscreve no canal. Agradecer também a Nomad, né, nossa patrocinadora aqui, o cartãozinho da Nomad. Abre sua conta aí, garanta o seu cashback premiado usando o MMAKER50. E agradecer, obviamente, Dani, Flávio, obrigado por terem vindo. Olha, gostei muito do papo, a gente conseguiu trazer uma profundidade, que é isso que a gente também quer ter nessas conversas sobre eleições.
A gente sabe que a gente tá vivendo um momento muito polarizado e às vezes as discussões ficam muito mais enérgicas, mas a gente fala pouco sobre planos. A gente falou bastante coisa aqui nesse papo. Tenho certeza que a audiência aqui saiu surpreendida. A gente ficou bem surpreso. Então parabéns aí, dupla. Valeu demais.
Obrigada pelo convite e vamos voltar a sonhar.
Obrigado também pela oportunidade. Eu acho que mais importante até nesse ambiente que a gente conversou aqui do que plano de governo e tal, porque a gente tem a convicção que a gente é muito melhor que o lado de lá. Né, que o nosso plano é infinitamente melhor que o do lado de lá. E quando começarem a comparar, a gente vai ter oportunidade de falar mais, mais brasileiros terão essa constatação. Mas é importante também as pessoas conversarem sobre assuntos que são mais amenidades para entenderem que eu sou de carne e osso, né?
Eu também, né, bebo água, eu também sofro, eu sorrio, eu tenho, eu luto com a minha filha para tirar ela da cama para chegar na hora no colégio, né? Como todos os brasileiros têm essa essa rotina, né, que enfim, que eu faço questão de pessoalmente ajudar minha esposa e tá perto da minha família. Então, para conhecerem um pouquinho do Flávio Bolsonaro, que muita gente não conhece. Então espero que tenham gostado aí e obrigado por ficar até agora. Foi quanto tempo de programa? Era uma hora.
Deixa eu fazer o último comentário.
Pode, lógico.
Boa noite para todo mundo.
Você sabe que no meu primeiro dia de estágio de mercado financeiro, quando eu sei, já que aqui é market makers, tem uma, sentei na mesa de operações, fala assim: opção de graça você compra, né, não vende. Então o Lula, a gente tem 100% de chance de estar errado na linguagem do mercado. E aqui tem uma belíssima opção de graça para a gente estar aproximadamente certo e dá certo. Então acho que vocês vão errar naquelas apostas lá daquela estatística.
O Brasil profundo, ó, leia o Brasil dos Brasileiros e veem que nós vamos resgatar o Brasil.
Vamos embora, vem com a gente!
Bom, pessoal que veio até o final, joinha no vídeo, se inscreve no canal. Toda terça, quinta e domingo eu e o Lepo, ou mais alguém aqui, está desse lado da bancada com alguém muito mais interessante do que nós do outro lado, compartilhando conhecimento com a gente. Até a próxima e tchau, tchau!