#390 | 4 ANOS CONSTRUINDO O MARKET MAKERS: ERROS, ACERTOS E OS PRÓXIMOS PASSOS
Quatro anos depois da criação do Market Makers, Thiago Salomão e Matheus Soares contam pela primeira vez a história completa do projeto — dos primeiros episódios aos planos para o próximo ciclo da empresa.Entrevistados por Leopoldo Rosa, os fundadores revelam como o Market Makers começou, quais decisões mudaram o rumo do podcast, os principais erros cometidos nos bastidores e os momentos em que perceberam que estavam construindo algo maior do que um canal no YouTube.Neste episódio especial, eles falam sobre:• Como surgiu a ideia do Market Makers• Os desafios dos primeiros episódios• Os erros e projetos que não funcionaram• As entrevistas que mudaram o canal• A relação e a divisão de funções entre os fundadores• A transformação de um podcast em uma empresa de mídia• A criação de novos canais, produtos e formatos• O presente do Market Makers• Os projetos que estão sendo desenvolvidos• A visão de Thiago e Matheus para os próximos quatro anosMais do que uma comemoração, esta é uma conversa sobre empreendedorismo, mídia, criação de conteúdo, tomada de risco e construção de uma marca do zero.📢Apoie o Market Makers e ajude a fortalecer o mercado de capitais no Brasil! Clique no link e torne-se membro do nosso canal por apenas R$7,99 por mês: https://www.youtube.com/channel/UCwZwvDC6f0WhcVTG-3aBUTQ/join📩Entre para nossa newsletter gratuita: https://lp.mmakers.com.br/newsletter_gratuita?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X📢 Anuncie sua marca no Market Makers: comercial@mmakers.com.br📚Biblioteca Market Makers: https://lp.mmakers.com.br/biblioteca/?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X- - - - - - - - -ANIVERSÁRIO DE 4 ANOS DO MARKET MAKERS | Market Makers #390Apresentadores: Leopoldo Rosa (COO do Market Makers)Convidados: Thiago Salomão (Apresentador do Market makers) e Matheus Soares (Sócio e analista do Market Makers)Edição: Igor Conrado e Pedro PereiraCaptação: Renan Moncoski#MARKETMAKERS #THIAGOSALOMÃO #MATHEUSSOARES #INVESTIMENTOS
Leopoldo Rosa
Matheus Soares
Thiago Salomão
- Aniversário de 4 anos do Market MakersHistória do projeto · Erros e acertos · Próximos passos e planos · Transformação em empresa de mídia
- Networking e ambientes certosNetworking genuíno vs. interesse · Protocolo Influência · Importância da gratidão e reciprocidade · Nelson Tanure
- Mercado financeiro BrasilDesafios do mercado de ações · Juros altos e seus impactos · Desigualdade social e econômica · Perspectiva de longo prazo vs. imediatismo · Brasil real vs. Faria Lima
- Mentalidade EmpreendedoraOtimismo e paixão · Obstinação do empreendedor · Acreditar e fazer dar certo · Aprendizado com erros
- Produção e MercadoOrigem da ideia · Primeiros episódios e desafios · Saída da XP e criação do Market Makers · Papo com Gestor e Fora da Curva
- Aprendizado de Avraham AvinuCampanha Cervejuros e Roberto Campos Neto · Venda de Eletromídia e compra de Azul · Contratação de freelancers · Intuição e toque do fundador
- A natureza da amabilidadeO poder de um minuto transformador · Gentileza de Pedro Damasceno · Investimento em curso de Columbia · Acreditar no potencial das pessoas
Sim, sim, sim, tá começando mais um Market Makers. Eu não sou o Thiago Salomão, mas você vai descobrir o porquê eu tô ocupando hoje essa cadeira. Seja muito bem-vinda, muito bem-vindo, estamos ao vivo, 6 horas e 8 minutos para provar que a gente tá ao vivo para você. Dessa vez com um programa muito especial, que agora no mês de julho o Market Makers está fazendo 4 anos de existência. A gente já tá, essa é a edição 390, daqui 10 edições, ou seja, daqui umas 2 semanas A gente vai chegar a 400 entrevistas feitas nessa indústria vital do market makers.
Então, para falar sobre isso, ninguém melhor do que as pessoas que tiveram essa ideia, os malucos que colocaram isso no ar e transformaram um podcast numa empresa. Comigo hoje, Thiago Salomão e Matheus Soares.
Boa noite, Leopoldo. Gostei do sim, sim, sim do Léo, bem mais enérgico que o meu, hein?
Não, e que entrada fenomenal, hein?
Você gostou? Eu fiz em sua homenagem.
Muito obrigado. O Matheusinho, excelente, hein? Tá aprovado, selo de qualidade.
Gostei, hein?
Incrível. Tô nervoso, cara, desse lado.
Como é que é estar desse lado?
É ruim, viu? Aqui parece que do seu lado aí é mais tranquilo, a bola tá com você, você já vai jogar. Eu não faço ideia do que você nunca teve aqui mesmo, né? Nunca desse lado, não.
Mantendo a tradição de que uma vez a cada 390 episódios os entrevistados falam mais do que os entrevistadores, hoje vocês vão falar muito mais do que falam de costume, hein?
Legal. Não, falar é comigo mesmo. Eu soube agradecer aqui todo mundo que tá na live e todo mundo lá do M3 que já mandou algumas perguntinhas. Já vai facilitar seu trabalho, hein, Léo?
É isso aí. Bom, antes de mais nada, quero aqui um compromisso público de um salvo conduto. Eu posso fazer perguntas desconfortáveis e não serei demitido ao final da live?
Não, final da live não, porque o RH já foi embora, mas amanhã pode ser.
Ó, você que está na audiência, me defendem, porque eu vou fazer perguntas que eu tenho certeza que vocês querem saber Depois, se eu perder meu emprego, vocês vão ter que mandar meu currículo por aí. Bom, vamos lá. 4 anos de Market Makers e vocês dois estão aqui desde o início e são sócios fundadores, ou seja, gestaram essa ideia juntos. Só que quando a gente tá num negócio que dá tão certo a ponto de durar 4 anos, que num país como o Brasil é uma longevidade rara para as empresas, esse negócio certamente se transformou.
Então, primeira pergunta que eu queria fazer para vocês é: O que é do Market Makers de 4 anos atrás, quando vocês começaram a pensar, que ainda existe? E o que que ficou pelo caminho?
O que que era, o que ficou, cara? É difícil responder isso porque o Market Makers, ele no começo, ele não era, ele não tinha um corpo assim. A gente tinha, era muito mais uma ideia e muito menos uma uma estrutura de negócio onde cada um vai fazendo. A gente criou a empresa com zero funcionários, né, porque eram 4 sócios fundadores e um produtor, né, que tocava as edições ali do podcast. Mas assim, era muito mais uma ideia do que propriamente um grande plano super bem arquitetado com consultoria e tudo mais, e um benchmark para a gente crescer.
Eu acho que partiu muito de uma paixão nossa que a gente tinha pela, pelo conhecimento, pelo que a gente fazia, e querer colocar aquilo em prática através de investimentos, né, o famoso skin in the game. E foi bem desse jeito que ele começou, né. É muito mais um princípio, né, um objetivo a chegar, que é ser cada vez mais inteligente, acumular cada vez mais conhecimento conhecimento e compartilhar isso com as pessoas do que propriamente uma ideia de empresa mesmo, né?
Eu acho que ele foi se transformando numa empresa com o passar do tempo, mas não sei, acho que essa é a minha visão um pouco mais romântica da história. Eu acho que o Mati talvez tenha um complemento, porque o Mati entrou nesse jogo muito mais para ter aquela figura do analista, do cara que vai estudar as empresas e E era um parceiro meu nos podcasts mais técnicos, mas no final do dia o podcast ficava 100% comigo, né, o tempo todo.
A gente começou com a vontade de aprender. Acho que você perguntou o que que continua ainda. Eu acho que é a nossa curiosidade, que ela só foi melhorando, eu acho, né. No início a gente falava muito com o mercado financeiro de fato, então conversávamos com gestores para saber sobre se o dólar ia subir, se ia cair. Eram papos focados exclusivamente em mercado. E a gente foi aguçando a nossa curiosidade para abrir o nosso conhecimento para outras esferas, né?
Hoje a gente tá falando, vocês dois aqui conversam com presidenciáveis, né? Então acho que essa, vai, esse DNA de conhecimento, ele só melhorou ao longo do tempo. De conhecimento não, de curiosidade, né? Essa Essa nossa vontade de tornar, democratizar o acesso a conteúdos mesmo que antes não eram acessados, né, de maneira tão profunda como a gente faz. E acho que um outro DNA que permanece na empresa até hoje é essa nossa veia de investidor mesmo, de skin in the game.
Então não basta só saber falar sobre investimentos, a gente tem que colocar em risco o que a gente acredita, né, as teses que a gente gosta. Então essa nossa vontade que a gente tinha lá de trás, na nossa antiga encarnação, que a gente implementou no Market Makers, permanece até hoje. E a gente vem se provando bons investidores ao longo do tempo.
E eu esqueci de responder, né, o principal, que continua, que fica no caminho, né. Eu acho que essa continuidade foi bem o que o Mat falou, né, dessa vontade de aprender. Eu sempre fui muito curioso em aprender com as pessoas, e talvez por isso que foi muito natural a gente começar a falar com pessoas de fora do mercado, pessoas de outras ideologias políticas, pessoas com outras fases de vida. Emblemáticos episódios com os políticos de esquerda, né?
Muita gente torceu o nariz, mas pô, a gente tá aqui para aprender com todo mundo. Tenha seus, seus predileções políticas e ideológicas, mas a gente quer aprender com todo mundo, né? Seja o o empresário mais bem-sucedido do Brasil, até o Eike Batista quando veio aqui falar do declínio das empresas X e o que a gente poderia aprender com isso, né? Acho que tudo isso continua e acredito até que foi aprimorado, né? Porque a gente tem sempre se desafiado.
Hoje mesmo é um dia de uma live que hoje de manhã tava lá gravando com o Niall Ferguson. Então falar com um dos maiores historiadores do mundo sobre geopolítica no idioma que não é o idioma que a gente tá acostumado a falar aqui todo dia, é sempre muito desafiador. Mas, pô, desafio é o que move. E o que ficou no caminho, eu acho que é exatamente o oposto. O que ficou no caminho é a ideia de que a gente tem que falar apenas com o mercado financeiro, a gente tem que falar apenas com quem faz o mercado financeiro.
E não, assim, a gente tem nossos ídolos aí. O Charlie Munger tá aí para provar que Tudo que você tem que ter na vida é conversar com o máximo de pessoas ou estudar o máximo de assuntos, né, as melhores pessoas, né. E não, e ter essa universalidade, né, não ficar simplesmente ali, não, vou só ler Warren Buffett, vou só estudar valuation. Cara, isso aí vai te fazer um bom técnico, né, um bom, sei lá, planilheiro, um bom cara bom de conta, mas vai te dar pouco diferencial sobre o que é a vida, o que move as pessoas, né?
Porque no final do dia tudo são pessoas, né? As empresas são feitas de pessoas, empresas listadas na bolsa são feitas de pessoas, quem compra as ações, né, são pessoas. Então entender não só o que faz um, por que que uma ação tá cara ou barata, mas tudo que tá em volta. Eu acho que o podcast tem se colocado muito nisso, né?
E só um, e talvez algo que esteja presente na gente desde o início, Salomão é o otimismo. Porque a gente começou o podcast com uma vontade de dar certo e a gente nenhum momento achou que ia dar errado. A gente sempre acreditou que ia dar certo assim, né, desde o início assim. Às vezes até meio, sei lá, até mesmo ingênuo, né. Mas esse otimismo misturado com paixão, que pô, você gosta muito do que faz, então vai dar certo. Então a gente não tinha outra forma de de acreditar que não poderia dar certo.
É obstinação do empreendedor. Eu acho que, por mais que eu acho meio cafona esses termos, é o empreendedor, sei lá, não é difícil você se rotular, mas nisso aí eu me considero muito empreendedor, nessa coisa de simplesmente acreditar que vai dar certo porque vai dar certo, e eu tenho que fazer dar certo. Então, tive uma conversa uma vez muito legal com um grande amigo do mercado que eu ainda vou trazer aqui podcast. Ele contou sobre essa fábula do certas coisas na vida não são, não é apenas uma escolha certa ou errada.
A verdade é você fazer a escolha ser a escolha certa. Então seja lá o que você decidiu, faça aquilo ser a escolha certa e trabalhe por isso.
E é tão legal o que a gente faz que no final a gente tá aprendendo todos os dias. É tão legal que tem que dar certo, né? É tão legal que tem que dar certo.
Agora, uma coisa que vocês falaram que me chamou atenção é que hoje, se eu jogar aqui no YouTube podcast mercado financeiro, tem muitos, né? Agora, um podcast como o Market Makers, um modelo de negócio como Market Makers há 4 anos, era mais raro. Começa meio sem benchmark, né? Por onde começa? Como que puxa o fio? Eu sei que, enfim, tem uma experiência anterior que a gente vai falar daqui a pouco, Mas quem são as referências de vocês que você olhar e falar, cara, esse cara é bem-sucedido fazendo isso, eu queria persegui-lo? Olha que não tem.
Olha como foi foda isso tudo, né? Porque a gente teve um tempo para poder se preparar. E bom, aqui no Brasil tinham podcasts que não eram empresas, né? Principalmente o Flow e o Podpah, que hoje são empresas, mas são empresas ainda em volta de um podcast que é muito popular. Então assim, você não vai comprar uma ideia de investimento do Flow e do Podpah, mas certamente uma marca vai querer estar lá porque vai ter muita gente assistindo.
Pessoas que assistem o Flow e Podpah têm um poder aquisitivo alto o suficiente para botar um serviço financeiro? Talvez tenha ali, mas o Pareto vai dizer que não, né? Porque como eles falam com muita gente, certamente tem um público, né? Não é a grande, os grandes tomadores de decisão do Brasil que assistem lá. Então eu olhava quase como uma forma complementar. Poxa, as pessoas que também gostariam de consumir um podcast, mas de uma maneira mais aprofundada, e não vão ver isso no Flow e no Podpah, podem ver aqui, né?
Justiça seja feita, principalmente o Flow pelo Igor tem conseguido fazer um conteúdo mais profundo, mais técnico, que poderia até em algum momento estar aqui assim. Algumas conversas que ele faz é um cara que se aperfeiçoou bastante, tem trazido convidados bem interessantes, inclusive os presidenciáveis. Acho que ele tem conseguido fazer algo diferente. Mas tirando isso, não tinham muito, muitas referências. Primo Rico, ele já era um YouTuber, né?
O podcast veio bem depois. Aí eu, a gente começou a olhar para o mercado internacional. Eu tive um papo, acho que eu nunca contei isso aí, mas eu Uma das minhas grandes referências é um cara chamado Ted Seitz. Ele é o fundador do Capital Allocators. O Ted Seitz, ele ficou famoso um tempo porque ele foi o cara do desafio do Buffett lá, dos 10 hedge funds e tudo mais. Ele perdeu, né? E assim, é um grande estudioso do mercado. E o que que é o Capital Locator?
Ele tem um podcast e ele tinha uma comunidade onde as pessoas pagavam para estar lá, e ele tinha uma espécie de uma universidade e tal. E eu falei, poxa, cara, é muito parecido com o que eu quero fazer aqui, porque eu queria fazer um podcast e as pessoas em torno do podcast teriam as pessoas que querem ouvir só o podcast, mas teriam as pessoas que gostariam de pagar para fazer parte desse clube, estar ali perto de nós. E aí eu mandei um email para o Ted Sites contando dessa minha ideia.
Pô, eu me inspiro em você, me inspiro em você, eu tô aqui no Brasil, será que a gente pode conversar? A gente fez um call que era para durar meia hora, mas durou 15 minutos porque ficou meio sem assunto. Porque eu falei, cara, me explica aí como é que você ganha dinheiro? Ele, advertising. Eu, não, beleza, advertising é uma das formas. E a parte de assinatura? Não, é residual. Advertisement. Eu não sei se ele não queria abrir ou ele simplesmente tava puto também, que, meu, talvez ele, o grosso que ele fazia dinheiro era advertising.
Eu pensei, poxa, se o TED Sites, né, que tá no mercado super penetrado, que é o mercado americano, se é feio, não sei o quê, não sei o que lá, ele não consegue monetizar uma comunidade a ponto de não falar, não, eu ganho dinheiro aqui, aqui, aqui, não é só com advertising. Pô, será que a gente vai conseguir fazer diferente? Então os benchmarks que eu tinha não eram muito inspiradores assim, na verdade eles eram até desanimadores.
Então o que me, o que eu me apeguei e ainda me apego, mas antes era muito mais, é se a gente fizer um podcast muito bom, a gente vai ganhar notoriedade. A gente vai construir uma autoridade e o tempo vai jogar a nosso favor, porque mais pessoas vão nos assistir, mais pessoas vão falar de nós, mais pessoas vão querer vir participar. E com o passar do tempo, isso vai fazendo o compound em positivo, né? Poder do Hábito, Hábitos Atômicos, né?
O livro de autoajuda que você preferir sobre o assunto. Mas é algo bem feito por muito tempo, vai tendo o resultado do compound, né? Exponencialidade disso. Vai jogar a seu favor. Então meio que me apeguei a isso assim. É, o que vai vir disso é uma consequência. Se a consequência vai ser uma comunidade como a gente tem hoje, M3 Club, se vai ser um grupo financeiro que a gente vai poder prestar assessoria, consultoria, serviços bancários, cursos, viagens, eventos, confraria, o que for.
E eu meio que deixava a magia do caos conduzir isso. Mas o que eu não podia, o que tava no meu controle, eu deveria me dedicar mais, era a qualidade das discussões entre o podcast, tanto do assunto quanto dos convidados. Então foi meio que por falta de benchmark, foi onde eu me apeguei mais.
Vou entrar num assunto árido. Quando a gente se conheceu em 2015, era jornalista, você era jornalista, eu também. Fizemos juntos ali um MBA e você era sócio da XP, trabalhava na redação do InfoMoney, fundou o Stock Pickers e depois saiu de lá Quem é mais do mercado talvez tenha mais notícias sobre essa saída, quem é menos talvez tenha curiosidade de saber o que aconteceu. O que aconteceu nesse momento da sua vida e que te empurrou para a criação do Market Makers?
É bom, só um ponto antes, ele tinha o papo com gestor também.
Talvez tenha sido, talvez tenha sido o início de tudo, né?
Foi um Foi um, é, o Papo com Gestor era um programa quando eu tava na Infomoney ainda, que os gestores, né, começaram a ficar muito populares. A XP tinha sua área de fundos ali. E aí, numa conversa com Rafael Massa, que trabalhava lá na XP, ele falou, cara, a gente tem um monte de gestor aqui que a gente queria dar visibilidade para eles. Você não quer fazer um programa de entrevista com os gestores? Eu falei, pô, fechado, já tem até nome aqui, Papo com Gestor, e vamos aí, uma vez por semana.
Então minha semana, eu tinha duas agendas com a XP na semana, uma agenda para conversar sobre o próximo gestor, então eles me davam uma aula sobre o cara, às vezes com o próprio cara ou sem ele, e um outro dia que era para gravar com ele. Então assim, eu comecei no final de 16, a primeira entrevista foi com um grande amigo, o André Ribeiro, que era na época da Brasil Capital. Conheci, guardo com muito carinho essa primeira entrevista ali no Papo com Gestor.
E toda semana saiu uma entrevista nova até o final de 2018, quando eu saí da Infomoney, né? Então foram mais de 100 entrevistas.
Quando foi o papo do livro da Malu Gaspar?
Não, não, na época também, um pouco antes, eu fiz o do Fora da Curva.
Isso, Fora da Curva.
É, ali também foi, mas foi muito mais um projeto separado ali que eu Flória Bartunek me conectou com os gestores do Fora da Curva.
Mas que teve essa entrevista mais emblemática, talvez, o Pedro Damasceno.
Não, isso aí tudo ajudou a me mostrar que eu queria estar desse lado da bancada conversando com os gestores, os tomadores de decisão de investimentos mais importantes do Brasil, né? Isso tudo foi, né, aquela sementinha plantada e eu fui fazendo isso, né? Mas aí, chegando na saída da XP, Não tem uma história muito emocionante aí não, assim, não foi uma briga, não foi uma fuga para viver minha paixão. Eu acho que a vida ela é feita de ciclos e eu tive um ciclo muito feliz ali de construção de pessoa mesmo na XP, né?
Eu era um jornalista que virou sócio da XP, talvez Tenha sido o único jornalista que virou sócio ali da XP, pelo menos até eu sair. Com certeza hoje em dia não sei se alguém da Infomani virou sócio, mas isso mostra um pouco do reconhecimento que tinha o meu trabalho ali dentro. Eu sempre fui muito grato a isso e consegui desenvolver muita coisa lá dentro e me desenvolver. Quando veio o IPO da XP e muitos sócios começaram a ter e tudo mais, eu comecei a ver muita gente, pô, acho que eu vou fazer isso, acho que eu vou fazer aquilo.
Eu nunca tive essa curiosidade de, pô, será que eu gostaria de fazer alguma coisa que não seja aqui na XP? E aí foi meu primeiro embate, porque eu queria de fato fazer do Stock Pickers o meu negócio. E bom, Stock Pickers era XP, para eu sair do Stock Pickers, da XP com Stock Pickers Eu vi que assim, eu até conseguiria, mas eu nunca ia conseguir sair da XP de fato. Ia ser quase como vou sair da casa dos meus pais, tô morando na edícula, na casa do lado.
Então aproveitei esse momento, era aquele portal que se abriu, né, que eu tava numa idade boa para— não era tão novo nem tão velho, prestes a casar, sem filhos. E com uma certa liquidez ali que me dava um conforto para me arriscar, e acreditava muito no que eu poderia fazer. E escolhi, ao invés de continuar fazendo dentro da XP o que eu fazia, começar do zero por conta própria. Então foi uma confluência de fatores, Léo. Foi essa reflexão, foi um pouco do conforto financeiro que O meu trabalho lá já tinha gerado essa vontade de fazer algo que eu sempre falei, né?
Não, mesmo que não dê certo, deu certo, porque a coragem de sair, de criar algo seu, né? Aquele perrengue do caramba, cara, agora tudo eu que tenho que resolver. Análise relativa do caramba, olha o que eu tinha e olha o que eu deixei para fazer o que eu faço. E demorou para dar certo, né? Então por muito tempo a gente ficava tipo, será que eu fiz a escolha certa? Será que, enfim, eu não sei o quanto isso também passava na sua cabeça, Mati.
Na minha, pelo menos os 18 primeiros meses ali da empresa, que foi, foram os 18 meses mais desafiadores. Não que agora esteja tudo tranquilo, mas o começo foi bem mais complexo. 18 meses é tempo para caralho, né?
São São ali 500 e poucas noites dormindo, pelo menos um Natal e um Ano Novo pensando.
No meu caso, quando eu saí, quando me demiti da XP ali em dezembro de 2020, e ficou, ficamos naqueles 6 meses.
Detalhe, no meio da pandemia tudo isso aconteceu, ou seja, tinha um evento externo muito importante acontecendo em torno da XP.
Eu fazia o que eu gostava na XP. Eu tava lá no Celside junto com o time do Ferreira, que eu aprendia muito, me ensinou muito. Então assim, eu fazia algo legal e no meio de um mercado que tava pujante ainda, não tava, não tinha piorado o mercado, juro, ainda tava no patamar baixo. Mas aí eu não sei, eu já tinha uma vontade de empreender, eu tinha, porque o meu, a minha família tinha empreendedores assim, o meu avô principalmente, meu pai, tudo.
E eu tinha vontade. Quando o Salomão saiu para, sei lá, para pensar na vida e tudo mais, falei, ah, também, se ele sair, ele for empreender, eu quero estar com ele, né? E eu saí da XP. Isso foi nesse período, em dezembro. E aí a gente ficou 6 meses sem poder de fato trabalhar. Nesses 6 meses bateu o desespero. Depois que eu saí, eu falei, nossa, O que que eu faço? O que que eu faço? Será que eu fiz certo mesmo assim? E aí foi uma, foi um sentimento difícil assim.
Você vai conversar com as pessoas, você começa a ter muita dúvida da sua própria capacidade. Eu tinha muita dúvida da minha própria capacidade, porque Salomão disse, né, eu vim com o chapéu de ser o analista da carteira que a gente ia ter. A gente tinha vontade também de colocar as nossas, o nosso dinheiro nas teses que a gente gostasse. Então a gente não sabia se ia ser um clube de investimentos, se ia ser profundo como que ia ser, mas a gente ia fazer.
E eu tinha muita dúvida disso, e eu não me achava preparado para isso. Achava que eventualmente eu poderia entrar numa gestora e trilhar uma carreira como analista de uma gestora. Aí eu fui conversar com o Salomão num dia lá no São Bento, já falamos sobre isso. Falei, Salomão, eu não me lembro exatamente como foi a conversa.
Falei, Salomão, cara, eu acho que eu, eu acho o caralho, eu não tô preparado. Eu não vou. Imagina chegar no almoço assim.
Eu tava, pô, eu tava com muito—
Isso foi antes de pedir demissão, né?
Não, já tinha pedido demissão.
Não, isso aí já era o quê? Era janeiro ou fevereiro?
Eu tava decidindo que eu ia fazer.
Eu tava no meu Garden Leave só pensando, mano, quando acabar, o que que eu vou fazer?
E o que é um Garden Leave, para quem não sabe?
Garden Leave é o momento que quando você sai da empresa e você tem o período que você não pode fazer nada, não compete. E aí eu tava, a gente saiu para almoçar, obviamente assim a gente não tinha nada ali planejado, mas a gente conversava, né? Só que ali ele veio falar, cara, dependendo se você for fazer, eu não vou estar com você, porque eu não quero.
Cara, eu tinha muito medo assim, falei assim, acho que eu tenho que aprender ainda. Uma coisa é tocar uma carteira recomendada, outra coisa é tocar um, né, sei lá, um clube, um fundo e tal. Aí o Salomão me convenceu uns 5 minutos assim que eu tinha que estar com ele lá, que eu já tava preparado para isso e que ia dar certo. Foi o tempo de levar ele para casa naquele dia que ele saiu do carro, ele falou assim para mim, Mateus, pensa então no que eu conversei, pô, pensa bem. Eu falei, Salomão, esquece, velho, eu tô com você, esquece isso aí.
O mais legal é que a gente fala isso, tipo, a gente não tinha nada.
Não, não, a gente não tinha nada, tinha ideia, tinha ideia.
Agora Cara, que loucura! Qual que era a relação de vocês dois profissional dentro da XP? Vocês tinham interação?
Sim, eu tava na Rico. Isso era, eu entrei na Rico em 2016, entrei lá como estagiário. E aí pulando para 2019, porque a XP comprou a Rico, então vai, tava dentro do grupo XP. Em 2019, o Salomão ele vai para Rico porque acho que a Infomoney já não tinha como ter mais analistas, né, por conta de regulação. E o Salomão ia estar junto lá comigo.
É porque na época na Infomoney eu era chefe da redação e eu também tinha uma carteira de investimentos. E aí eles falaram, ó, você não vai poder exercer as duas funções, a gente teria que criar um Infomoney Research. E a gente, pô, vai ter que estruturar. E pô, você tá indo tão bem aí como chefe da redação, para de ser analista e volta a ser chefe da redação. Eu falei, pô, Não quero, quero ser analista.
Exato.
E aí a solução foi dentro do Grupo XP ir para Rico e eu desenvolver a parte de análise fundamentalista.
E até então eu tava sozinho, o Roberto Indec já tava cuidando mais, que era o meu chefe, ele já tava cuidando mais dos analistas técnicos. Então essa parte de fundamentalista era eu, então não tinha ninguém ali, era eu tocando e o pessoal da XP sentava junto com o time de research da XP na época, e o que eles, as análises que eles faziam, de certa forma eu bebia dessa análise, mas eu era meio que tava empreendendo na minha área lá.
Então se eu quisesse estudar qualquer ação, eu pegava lá o formulário de referência, estudava, tinha carteira 8+ da Rico, carteira dividendos, tudo, mas de maneira muito solitária assim. E daí quando o Salomão foi, era meio que uma esperança que eu tinha. Ele não né, não sabia disso certamente, não sei nem se sabia que eu tava lá, mas era uma esperança.
Fiquei sabendo quando deu fechado e falou, ah, tem um rapaz ali, lá vai trabalhar com você ali.
Eu tinha essa esperança que tipo, pô, agora vou estar com alguém do meu, vai estar alguém do meu lado, a gente junto fazendo, criando produto, estudando empresa, sei lá, vai estar legal. E daí ele entrou e o primeiro, o primeiro dia nosso eu lembro perfeitamente, já foi legal. Sabe quando deu uma interação boa? A gente foi lá no Gigabyte, que é chispetinha, trocamos ideia e foi muito legal. E o Salomão, por conta de ter já conversado com vários gestores naquela época dele, ele tinha, já tinha uma rede de contato legal.
E ele me levava: ah, vamos tomar café lá com o Dé Ribeiro na Brasil Capital? Bora! Vamos, sei lá, tomar um café com algum gestor? Vamos lá! E toda a interação que eu ia com o Salomão era muito legal, porque eu aprendia muito. Porque na XP eu tinha essa visão do analista sell side que tá produzindo relatórios para os investidores institucionais, mas eu não conhecia os investidores institucionais. Então foi nesse contato e nessas andanças com Salomão que eu comecei a nutrir essa vontade de, pô, eu quero ter o skin in the game, eu quero investir também.
Esses caras são muito inteligentes, eles Leio para caramba, era um papo sempre muito profundo, tudo, e começou a nutrir essa vontade. Isso foi janeiro de 2019, em abril começa o Stock Pickers. E no Stock Pickers, embora não apareça no primeiro episódio, eu tava lá sentadinho escutando o Aranha, o Sabanay e o Breda. Foi o primeiro episódio do Stock Pickers, e eu ficava lá aprendendo, escutando, e ao mesmo tempo ia pegando os contatos também para depois conversar de uma ação. Então foi assim, o nosso contato foi se aperfeiçoando dessa forma.
Foi, a gente se deu muito bem desde o começo, e o Mati, ele é um cara de trato muito fácil, né? E ele tem uma humildade absurda de estar sempre disposto a aprender e a retribuir o aprendizado. Então ele não tava lá só para, sei lá, chupinhar um conhecimento, levar para ele, não. Ele fazia de alguma forma aquilo valer a pena, sabe? Quase como, porra, já que você me deu a oportunidade de estar aqui trocando ideia, eu vou transformar isso aqui num relatório.
Vamos pegar, vamos— o cara falou daquela empresa, vamos estudar aquela empresa aqui, ó. Fiz já um estudo sobre ela.
A gente tinha uma carteira junto que era uma carteira de small caps.
Que bombou para caramba.
Isso foi legal porque a gente entrou, a gente tava junto, e a área de análise da XP não vendia relatórios assim, não era mensurado por resultado, né? E eu e o Salomão criamos uma carteira de small caps que em 4 meses passou a ter 800 assinantes.
É porque ela foi muito bem desde o início, a gente foi muito bem, acertou o Banco Inter ali, que foi maravilhoso.
Então assim, 2 caras conseguia gerar uma receita muito legal para XP assim, né?
É porque imagina que assim, um sell-side tradicional, né, o sell-side da XP, ele não precisa gerar receita porque ele mesmo já é um serviço, né? Porque a área de análise da XP, pô, às vezes tá analisando uma empresa que já tá ali, já tem alguma relação com a corretora ou com alguma área dentro do banco, já tem os clientes que querem, já demandam, pô, todo cliente da XP quer ter uma opinião sobre Vale, sobre Petrobras, sobre Itaú.
E, meu, a gente sabia que o nosso diferencial não tava ali. O que que a gente poderia falar de Petrobras diferente do Chicão, que era o analista que cobria Petrobras na XP? Assim, o cara tá lá, conhece setor há um tempão. Agora, Banco Inter, que era uma small cap na época, ninguém olhava. A gente poderia estudar e olhar com carinho e tentar encontrar uma oportunidade, assim como a gente encontrou com outras ações. Foi ali que a gente buscou esse diferencial.
E só como a gente não tinha, né, esse lado mais institucional que a XP tinha, que monetizava o Sellside, a gente buscou dessa outra forma, né. A gente tinha um relatório onde as pessoas assinavam, que nem várias casas tinham, né, Empíricos, Norte, Sul. A gente começou a ter um relatório assinado que já nasceu indo muito bem por causa das recomendações que pegaram muito bem naquele ano de 2019.
Muito bem. Olha, tem bastante gente acompanhando a gente aqui, então convido você a dar um like no vídeo, a se inscrever no canal para acompanhar os próximos 4 ou 40 anos de Market Makers, e mandar seu comentário aqui, ó. Tem bastante gente falando. A Bruna Magalhães está dizendo que acompanha você desde o Papo com Gestor. O Daniel Hasson falando: muito legal ouvir a história de vocês, rapazes, inspirador. O ADR Vitor falando: boa noite, legal essa inversão hoje, parabéns a todos.
E o Carlos Coelho falou uma coisa muito legal: graças a vocês eu aprendi muito sobre o mercado, a visão dos investidores que vocês trouxeram, contato direto que eu nunca imaginei que podia ter com a Faria Lima. Estratégia falando: bonita história, está faltando umas perguntas mais cabeludas, mas muito legal a história. Você quer que eu perca meu emprego, né?
Você tá, ó, rapaz, se você perder ele vai querer ocupar, porque eu conheço o Paulo Guedes aí.
Eu vou olhar a caixa do contato, arroba vai ter o currículo dele, hein? Que sacanagem! Não, olha só, antes de fazer a pergunta, tem mais perguntas cabeludas, fica em paz, é que eu vou, quando eu coloco cabelo, que eu fico igual, eu tô sendo chamado de calvo da Faria Lima. Estamos todos, quer dizer, o Mateuzinho não, Mateuzinho tem uma cabeleira robusta.
Eu preciso cortar o cabelo, inclusive, cresce um pouco aí.
Inclusive, ó, se você é de uma clínica de transplante capilar e quiser patrocinar Thiago Salomão e eu Por favor, a gente quer muito fazer.
Nem patrocina, só permuta. É permutinha, permutinha.
A gente vai aí, faz, e não vai ser a Turquia, né?
Só quero, é, não, por favor, só quero ser chamado de Davi Luiz, só isso. Davi Luiz da Copa lá, não agora.
Eu sou mais vintage, pode ser o Valderrama.
Valderrama aí, que legal. Cucureja da Espanha, o cabeludaço, pode ser também.
Aí, ó. Bom, é, Salomão, o Mati comentou sobre, ah, a gente ia tomar um café, a gente conversava com gestor, falava com não sei quem, ele já tinha uma rede de contatos. Eu acho que uma das coisas é que certamente impulsionou o Market Makers, porque o primeiro episódio do Market Makers, se não me falha a memória, com João Landau, certo, da Vista, que é, cara, um dos maiores nomes do mercado brasileiro. Então acho que muito do que impulsionou o Market Makers, especialmente no começo, é uma rede de contatos que você formou.
E aí a minha pergunta vai muito nessa direção de como que a gente constrói uma rede de— depois você lançou até um curso, tem lá, viu, gente, na nossa Market Makers Academy, o Protocolo Influência, que é o curso do Salomão sobre como usar a sua influência para conseguir fazer bons negócios e bons investimentos. Você lançou um curso disso.
Exato.
Como que a gente constrói uma rede de contatos genuína que não é o networking por interesse, mas é que são pessoas que foram se colocando ali no seu entorno e que hoje tem uma via de mão dupla, porque elas vêm no podcast muito felizes de estar aqui, você feliz de recebê-las, todo mundo ganha.
Olha, Alepo, eu sempre tinha algo em troca para oferecer para as pessoas, talvez não na mesma, no mesmo peso, na mesma medida, mas quando eu tinha o Papo com Gestor, as pessoas tinham interesse em vir falar comigo porque elas iam participar da entrevista. Então assim, tinha quase como um acordo, é um contrato onde vai, beleza, vou falar com você, eu participo do programa e vou embora. Mas aí eu não sei como explicar isso, mas eu sempre gostei muito de investimentos em ações, eu sempre gostei muito de aprender, e me cativava pessoas que sabiam muito.
Então talvez pelo fato de eu demonstrar muito interesse em aprender de uma maneira não pedante, aquela coisa, não é tipo o cara chato que fica lá, é só, porra, cara, gostei muito do papo, a gente pode continuar esse papo no almoço, no café, te pago um almoço aí, vamos. Eu acho que as pessoas, eu sinto que as pessoas no mercado financeiro, elas elas às vezes elas estudam tanto, elas sabem tanto alguma coisa, mas elas não têm com quem conversar.
Porque às vezes vai conversar com o cara, mas o cara é um concorrente. Então, pô, vou falar um negócio para ele, o cara vai levar lá, aquela disputa de quem é que sabe mais. Então é isso também, é quase não é uma conversa, é uma dialética, de aquela debate de quem é mais inteligente, quem explica melhor a sua tese. Então acho que tem uma certa, porque é tão gostoso quando você ensina alguém, né? Porque aprender é legal, mas ensinar o outro também é muito legal, né?
Então acho que quando você passa isso para alguém, você vê que a pessoa, caramba, eu aprendi. Então eu sei lá, eu ontem tava tomando um café com uma dupla de amigos que também participaram da gravação do primeiro episódio, que eu gravei com a Vista e com a IP. Eu conversei com o Rodolfo e a Ju, que trabalham na IP. E a Ju até soltou uma frase: pô, mas o pessoal do mercado inteiro gosta de você, né? Não vejo ninguém falar mal de você.
Eu até fiquei meio sem graça, mas falei, cara, sei lá, acho que tem um pouco disso, né? Do eu tô interessado no que a pessoa tá falando, é um interesse meio genuíno assim. Não tô lá porque o cara vai botar um dinheiro no market maker, o cara vai pagar para mim, não. É simplesmente um uma troca de uma pessoa curiosa querendo aprender com ela, com a pessoa que tem o conhecimento. Em troca, eu vou dar exposição para essa pessoa com conhecimento, eu vou fazer ela falar para um público grande.
Então acho que isso foi a maneira pela qual eu consegui ter esse acesso. Mas eu não queria ficar devendo nessa balança, sabe? Não queria ficar, pô, tô sugando tanto conhecimento que que eu tô dando em troca aí. Então sempre tentava de alguma forma poder ajudar dentro do ecossistema da XP. Isso era relativamente simples, né? Porque, pô, você já falou com fulano de tal área? Já falou com, pô, conheço um investidor que faz sentido conversar com você.
Ah, tá procurando um analista? Pô, conheço um cara que sabe. Pelo fato de eu ter essas conexões, então tentava sempre trabalhar para que de alguma forma eu pudesse ser útil. Acho que o ponto é esse assim, um contato que— quem são os amigos que você gosta que estejam por perto de você? Os amigos que não te deixam na mão, os amigos que te ajudam. Então eu pensava nisso, né? Talvez eu não vou ser um amigo de passar o Ano Novo com o cara, mas ele vai lembrar de mim caso ele precise de um favor. Ou talvez o Salomão conheça alguém que vai poder me ajudar nisso.
E tá tudo bem, né?
Não é—
você não olha para essa relação como, pô, que cara interesseiro, só me ligou para pedir um favor.
Mas eu adoro que uma pessoa me ligue, porque assim Eu sempre pensava assim, para quantas pessoas ele poderia ligar antes de ligar para mim? Então ele escolheu ligar para mim. Das duas, uma, ele tá desesperado, porque falou que todo mundo não conseguiu nada, ou ele viu em mim a possibilidade de eu ajudar ele com esse problema. Então, cara, tive uma ideia, quero saber sua opinião. Então é, eu acho que é um pouco dessa troca que acaba ajudando qualquer relação.
Né? Eu não posso ser romântico aqui de achar que não, todo mundo é amigo e tal. Não, você tem que ter algum, algo para oferecer, porque também quando eu for pedir alguma coisa, né, eu quero algo dela. Mas também nunca foi algo assim 100% mercantilizado. E bom, essa talvez seja a parte 1, né? A parte 2 é manter esse contato vivo.
Manter.
E aí é o famoso oi sumido, né? Então assim, eu sei quem são os caras que gostam de futebol, e aí vou lá falar alguma coisa quando eu consigo algum ingresso de jogo, ou vamos ver o jogo do Palmeiras, ver o jogo de alguém e tal. O cara que gosta de música, o cara que gosta de algum restaurante, sabe? É você, você lembra bem aquela coisa do passei na frente de tal lugar e lembrei de você, né? Acho que tem um pouco de manter essas conexões quentes ali, né, manter aquilo vivo para não parecer só o— se aparece depois de 2 anos pedindo um favor.
Então é, e no final do dia acho que é bacana porque a gente acaba criando amigos onde a gente menos esperava, assim, pessoas que começaram com contato profissional e acabaram virando amigos. Hoje tem gente que até que eu esqueço de falar de trabalho quando eu encontro. A conversa acaba fluindo de outras formas, né? Conhece minha esposa, a gente joga bola junto, passeia o cachorro junto. Enfim, eu acho que não tem muito, não sei se tem uma grande ciência aí por trás, mas tem muita persistência ali de manter o contato ativo, manter-se genuíno, sempre querer entregar alguma coisa em troca, sempre demonstrar gratidão, agradecimento, né?
Acho que também é, pode parecer bobo, mas é importante. A gravação que vai ao ar hoje, eu já dediquei isso na gravação com o Neil Ferguson, mas até aproveito e falo aqui, né? O Eduardo Câmara da Jubarte foi um amigão, só consegui essa entrevista com o Neil Ferguson graças a ele. Que a Jubarte, o Neil, se eu não me engano, é um dos conselheiros da Jubarte desde o início. E quando eu conheci o Eduardo, eu, mais de um ano atrás, a gente falou de um monte de coisa, inclusive do Neil Ferguson.
Eu falei, cara, adoraria um dia poder conversar com ele. Imagina que, acho que aquilo ficou na cabeça dele. A gente já teve várias trocas desde então. E aí, quando teve essa oportunidade de vir para o Brasil, ele falou, cara, você Você gostaria que eu conseguisse uma agenda com ele? Para, pô, você tá perguntando, sei lá, se o Neymar quer jogar pôquer, né? É lógico que ele quer, né? Ele tá agora, só pensa nisso. Então eu aproveitei essa oportunidade e deu no que deu, né?
Assim, um contato de mais de um ano lá atrás que acabou virando uma entrevista que em breve vai estar aí no nosso canal.
Salomão é o nosso Dale Carnegie brasileiro.
Dale Carnegie, eu só preciso transformar tudo isso num livro, né, que eu precisaria, vocês têm que me ajudar a sistematizar essa coisa que é pouco sistemática assim, é muito, às vezes é muito simples, eu abri o WhatsApp para, puta, preciso mandar mensagem para fulano, aí sabe quando você digita ali, ó, o Eduardo, Edu, aí você vê, caramba, O Eduardo fulano Nelson de tal lugar, faz tempo que eu não falo com ele. Eu vou lá e mando uma mensagem.
Então assim, tem uma coisa, não, não é nem isso, é que é o, ele, eu digitar para procurar um Eduardo me faz lembrar de um outro Eduardo que eu não falo uns 2 meses. Eu falo, porra, meu, como é que ele tá? O que que ele tá fazendo? E vou lá e acabo puxando alguma coisa com ele.
É, mas ó, vou contar para você que tá nos assistindo, sair com o Salomão aqui para almoçar na Faria Lima é difícil. Porque o tempo inteiro, nossa, ele é o vereador aqui, o prefeito da Brigadeiro Faria Lima.
Votem em mim, olha, pelo sucesso.
Já pensou em fazer política?
Que coisa insuportável.
Não, não teria, teria apoio, teria financiamento.
Eu sou, eu sou a pessoa gente boa. Político tem que saber lidar com muita gente que não gosta dela.
Dela.
Eu, as pessoas que eu não gosto, eu simplesmente mantenho distância. Eu acho que eu não teria esse estômago, essa maturidade de político de conviver com alguém que você não gosta.
Mateuzinho, você tem uma coisa que eu gosto muito, que você, você é um estudioso, você gosta de estudar. Então quando eu te vejo ali analisando empresas, quando eu te vejo fazendo um relatório, você tá sempre muito mergulhado, você é muito focado. Como que isso encontra um mercado cada vez mais imediatista, o mercado cada vez mais rápido, que quer o lucro agora, quer comprar e vender, quer a call? Como que isso para você hoje, passados 4 anos fazendo essa função e já amadurecendo nela, como que isso bate na sua carreira?
Eu tava lendo um livro de 1972 que o autor ele vai falando sobre o mercado naquela época de Wall Street, que é um livro americano, né? E ele fala exatamente isso: as pessoas já eram imediatistas lá atrás, as pessoas só queriam ler um relatório do sell-side indicando compra, e aí tá todo mundo comprando, segue a manada, e as ações sobem e atraem mais pessoas querendo comprar ela. Isso aí existe. Há muito tempo. Quanto mais eu estudo o mercado e a psicologia de mercado, mais eu percebo que ele não mudou, ele continua muito, muito similar.
Claro, né, quando a gente pega aí de, sei lá, 1970 para cá, principalmente com o advento dos ETFs, hoje em dia as pessoas seguram menos ações, elas não pensam muito mais no longo prazo. Isso vale para várias outras coisas, né. Então, sei lá, às vezes você quer fazer uma dieta, é muito difícil fazer uma dieta, você vai optar por algum, por algum atalho. Isso tem no mercado. Agora, estudando Warren Buffett, estudando Charlie Munger, eu diria que é quase como ir à missa aos domingos, né?
Você sabe exatamente às vezes o que o padre vai falar, você sabe o que você tem que fazer, mas você tem que estar sempre lendo para não se esquecer. Então eu diria que você tem que estar sempre lendo esses esses dois velhinhos para você nunca se esquecer do que mais importa. O que mais importa é se você encontra uma empresa que vai crescer lucros e que isso não esteja precificado, de certa forma você vai ganhar dinheiro. E aí o tempo vai ser o seu, vai ser o seu amigo, né?
Quanto mais tempo você ficar nessa tese e mais a empresa conseguir crescer lucros, melhor para você, né? Você como um acionista de empresa É, você é até mais fácil, né, executar uma empresa, o dia a dia aí. Então contratar pessoas, motivar as pessoas, ter um time de pós-venda, o marketing, captar cliente, fazer podcast, isso é muito difícil. Imagina o investidor que só coloca o dinheiro porque sabe que, pô, Salomão, baita entrevistador, um baita homem de negócio, e espera, né.
Então assim, o mais difícil no que a gente faz, no que eu faço assim, de encontrar empresa, é encontrar empresa, identificar aquela empresa que vai crescer. Depois o tempo trabalha a favor. E as pessoas são imediatistas, as pessoas elas vão querer, por mais que a gente fale, né, por mais que até elas saibam disso, elas vão querer ficar rico da noite para o dia. Senão não tinha bet, né? Ó como as bets estão crescendo. As pessoas querem ficar ricas da noite para o dia.
Então, sabendo disso, a gente tenta aqui fazer um trabalho até como podcaster, de explicar para as pessoas o foco no longo prazo, o que que realmente importa, os benefícios de estudar uma empresa. E a gente torce para que no médio prazo as pessoas invistam mais em ações, que o Brasil tem um ambiente de negócio também que permita com que as pessoas invistam mais, né? Mas eu acho que é um pouco disso, Léo. Não sei se eu respondi.
E tem um ponto aí, né, Mati, que as pessoas elas podem até se considerar longo-prazistas, mas elas caem nessa cilada de querer ficar vendo todo dia o preço da ação e achar que por ela ter caído 3 dias seguidos e tá 5% abaixo do que ela pagou 3 dias atrás, ela fica, poxa, o que que o mercado sabe que eu não sei, meu? Você tá trocando uma visão de longo prazo para um movimento totalmente randômico, né, que é um movimento de curto prazo que pode ter várias influências que não tem nada a ver com o que a empresa tá fazendo.
E não é só pessoa física, não, não, não tô falando institucional. Muitas vezes, e aí ele toma decisões de tudo ou nada, ainda mais nesse momento que a gente tá vivendo aqui, que tá super difícil, né, várias deixando de existir. Ou você dá certo ou você acaba em 5, 6 meses. E esse ou dá certo ou dá errado, você vai tomar decisões de investimento que vão te colocar numa decisão ruim muitas vezes, né? Você vai comprar empresa alavancada, você vai comprar empresas não muito boas, porque se o Brasil der certo, aí você voa.
Se o Brasil der errado, você fica pelo caminho. Então isso acontece muito assim e tem acontecido mais, eu acho que por conta desse cenário que a gente tá aqui no Brasil já de 4, 5 anos, né? Quando a gente começou o Market Makers, a gente achava que naquele momento a gente ia pegar uma mudança de mercado, né? 4 anos se passaram.
E mas isso também, eu acho que aí entrando um pouco no chapéu de empresários da nossa parte, eu acredito que isso ajudou muito a nos moldar como homens de negócio. E inevitavelmente a gente por mais que a gente não queira se ver assim, né, o Mat é muito mais um investidor, um analista, eu sou muito mais um podcaster, um entrevistador. Nós somos homens de negócio, nós criamos uma empresa, nós temos funcionários, nós temos contas a pagar, contas a receber, temos uma cultura a formar, temos várias coisas que nos tornam empresários.
Não tá nada fácil o Brasil nos últimos 4 anos, principalmente se você olhar dentro do mercado financeiro, principalmente se você olhar dentro do mercado de ações, que É onde a gente se dedica mais. E então, porra, a gente tá aqui 4 anos depois tendo tido sequenciais trimestres positivos e com uma perspectiva muito boa para os próximos trimestres. Aí quando eu falo positivo não é nem de audiência, eu tô falando mesmo do resultado financeiro da empresa.
Isso gera uma uma expectativa muito boa mesmo com um macro muito desfavorável, né? E isso que o Mati falou do gestor, né, que acaba tomando uma decisão quase que um all-in, porque se ele não acertar ele vai ter o mesmo fim de se ele errar, né? Então, pô, entre só fazer a média e errar eu vou ter o mesmo fim, então vou arriscar tudo. Eu faço analogia porque tá bem recente na cabeça de todo mundo que deve ter participado de bolão da Copa do Mundo, que é igualzinho o bolão da Copa, né?
Quando você tá na rabeira ali, nas últimas posições, pô, vão chegar, vão chegar os últimos resultados, os últimos jogos, que são os que dão mais pontuação. Fala, pô, se tá todo mundo apostando que a Espanha vai ganhar da Argentina de 2 a 1, meu, não posso colocar que a Espanha vai ganhar da Argentina, senão vou ganhar como todo mundo e vou perder. Então prefiro apostar que vai ser 4 a 0 para Argentina, que por mais que a probabilidade disso acontecer é baixa, caso isso aconteça eu ganho sozinho e vou ficar bonitão na foto.
Porque se eu apostar junto com todo mundo, eu vou ficar para trás e vou perder. Então é uma mentalidade meio parecida quando você pega alguns casos de gestoras que estão no momento, de momento muito difícil de marcar, muito difícil mesmo.
É interessante o que você trouxe, porque muitas vezes o placar que vai dar certo é o consenso, é o 2 a 1, porque tem um motivo para as pessoas estarem apostando nesse 2 a 1.
Consenso existe por algum motivo, né?
Na bolsa também, assim, às vezes, na maioria das vezes, o consenso vai estar certo.
Aliás, o consenso é uma ideia que venceu. Se você parar, ah não, você tem que fugir do consenso, meu irmão. Mas o consenso, no final, tinham várias ideias ali E uma ideia prevaleceu sobre todas as outras e ela se tornou consenso. Então, o seguir o consenso pode não ser a melhor coisa que tem, mas se você construiu, se você ajudou a construir o consenso, certamente você ganhou dinheiro.
E quando você coloca 4 a 0 e você se apaixona pelo 4 a 0, igual quando você compra uma ação que, e uma opinião fora do consenso, a chance de você se apaixonar pela sua tese é muito maior do que seguir o consenso.
Então, porque ela é mais sua, né?
Ela é mais sua. E aí você vira parte da tese, é a tua identidade. Você vender ou você falar mal é falar mal de você, de si próprio, né?
Então é a provocação que eu sempre faço, que é quando você usa o argumento— quando eu digo você, tô falando você, Mati, mas pode ser qualquer pessoa, né? Conversando você com você mesmo. Se você usar o argumento, não, mas o mercado tá errado sobre isso, toma cuidado. Não, pode ser que esteja, mas pode ser que você esteja errado e o mercado todo tá certo, né? Então quando você usa o argumento, não, o mercado tá errado, a chance de você criar aquele viés, de aquela ancoragem do tipo, não, aqui eu sei que eu tô certo e tá todo mundo errado, poxa, para você se desfazer dessa ideia É quase o que você falou, é você dar para si mesmo um atestado de burrice.
Você falou somos empresários, e de fato assim, tudo que vocês fizeram até agora, entre outras coisas, foi empreender, né? E passa por várias questões. Então queria falar um pouco desse lado empresário, gestor, sócios, né? Quando o Market Makers começou, ele tinha um grupo de sócios maior, eu 4 sócios, hoje são 2. Como que foi esse caminho e o que que é um sócio ideal?
Olha, eu acho que o Market Makers, como ele começou com um sonho, né, era menos uma empresa, mais uma ideia, a gente também tava se descobrindo ali até como sociedade. E enfim, eu acho que isso tudo faz parte de um processo mesmo. Eu sou muito diferente do que eu era 4 anos atrás, o Mate é muito diferente do que era 4 anos atrás, e acho que é um processo que faz muito parte da vida. Até o que me fez sair da XP e vir criar o Market Makers, isso tudo faz parte, né?
A chegada de pessoas, pessoas como você, você mesmo, né? Você chegou aqui com um mandato extremamente protocolar ali, você vai gerar conteúdos nas redes e braindead content. Porra, hoje você tá junto comigo na bancada, é o CEO da empresa, tem uma importância fundamental ali na condução do que tá acontecendo dentro da empresa. Então assim, é tudo muito dinâmico, né? Tudo ainda tá, é um organismo vivo e em transformação e autodescobrimento, né?
A gente tá se descobrindo o tempo todo. Dito isso, eu encaro, embora no momento que um sócio sai, né, sempre muito marcante, mas faz parte do processo. E acho que, bom, Market Makers não é exceção disso. Acho que várias empresas passam por isso, né? Chegada de novos sócios, saída de os sócios. Eu acho que o mais importante é como é que você conduz isso daí para frente, né? Então eu acho que é um processo que ele exige muita maturidade, exige muita, uma visão um pouco mais, eu diria, menos para o CPF, mais para o CNPJ, né?
Aquela coisa muito mais olhando para o empresarial e não o foco pessoal, né? Tipo, não pode ser algo simplesmente eu não gostei disso, eu gosto mais daquilo. Enfim, acho que passa tudo por uma mudança de mentalidade que você vai tendo conforme você vai construindo a sua empresa, né? E assim, no No caso do Market Makers, a gente teve saídas que foram em momentos bem diferentes, em situações bem diferentes, mas que no final do dia acabou sendo bom para ambos os lados, tanto para o Market Makers conseguiu se readequar e as pessoas que saíram também conseguiram talvez voltar ou fazer o que fazia mais sentido ter querido fazer.
Enfim, eu acho que é um pouco da vida de adulto também, tem um pouco desse lado. E acho que é encarar com mais naturalidade como as coisas elas podem caminhar para uma maneira que você não imaginava no início. Porque obviamente quando a gente cria uma empresa, a gente imagina desde o começo que vão ficar juntos para sempre, vai ser todo dia todo mundo muito feliz. Mas não, né?
É um casamento.
Exato, eu ia falar exatamente isso. Casamento, cara, vai ter um momento que você vai estar feliz. Eu sou casado ainda, questão de tempo.
Pessoal tá comentando, né, Mateuzinho?
Mas questão de tempo você. Mas é um ponto assim, é, e como num casamento, é saber ceder, é saber quando você pode brigar por algo e quando você tem que ceder. E se não é, se não tem uma mutualidade ali começa a ter um desgaste, né? E o tempo, assim como eu falei dos hábitos positivos, o tempo também vale para os dois lados, né? E aí eu sempre, quando falo de casamento, eu remeto à lição do Munger, né? Do deixar a pessoa amada feliz, né?
Pensar o que que eu tenho que fazer para ela ficar feliz e fazer. Você pensa no que deixaria ela triste e não faça. Eu acho que é uma mentalidade muito mais fácil de você conduzir relações, né? Enfim, não sei se tem algum ponto aí que você queira complementar, mas é isso. Eu acho que, porque assim, também não foram só sócios que saíram, né? A gente teve aí ao longo do projeto, assim, conforme ideias iam surgindo, surgiam novas pessoas e ideias iam deixando de existir, sabe?
É tudo ainda muito dinâmico. Ciclo, né? A gente pega até o próprio M3 Club, que nasceu como a comunidade market makers, aí virou M3 Club. E pô, quando a gente criou a empresa, a gente imaginava que a bolsa ia porrar, né, como o Mati falou, e entrar um novo ciclo. E a gente viu que assim, mercado, desde o momento que a gente criou para cá, quantidade de ações na bolsa diminuiu, o volume vem caindo, a quantidade de ações negociáveis diminuiu.
Assim, é um mercado, número de gestoras diminuiu, quantidade de dinheiro aplicado na bolsa, amigos do mercado que cobriam ações estão cobrindo renda fixa, ou então estão virando, estão indo para economia real, né? Vários amigos que foram para startups ou para empresas tradicionais ou foram empreender, enfim, o estrutural também começa a jogar muito contra, né? Então acho que faz parte assim, é uma série de variáveis que se não depende só de nós, da nossa vontade, também depende das pessoas que saíram, também depende do que tá acontecendo no mercado, dos ciclos de vida de cada um.
Eu acho que é muito mais natural do que parece. Talvez por a gente ter essa exposição pública, parece que tudo tem que virar uma notícia, uma notícia, né? Pô, mas eu não vi um post no Instagram falando disso. Foi, pô, cara, assim, quando você termina o namoro, você faz um post.
Ah, hoje em dia faz, né?
Então eu vi um péssimo exemplo, né, realmente. Mas talvez seja um pouco mais das antigas, eu prefiro essas coisas, depoimento no Orkut. É, mas talvez assim, você pega aí qualquer grande empresa aí, quando sai algum sócio, não tem um post, né? O BTG lamenta a saída do sócio e tal.
Então eu acho que vai muito mais de momentos, situações, e o que importa é nunca nunca esquecer dessas pessoas, porque elas cumpriram papéis fundamentais para a empresa ser o que é hoje, né? Então, de certa forma, é um legado que fica. E a gente ficou mais forte, as pessoas ficaram mais fortes, o Market Makers tá aí. Então é nunca esquecer também.
Você falou do BTG. O BTG hoje é, de alguma maneira, um sócio do Market Makers.
Insiders.
E não sei, eventualmente nem todo mundo que nos assiste ou que faz parte do nosso hub de serviço sabe disso, mas talvez ao saber tem alguma desconfiança de, pô, então será que eles continuam sendo independentes? Será que eles podem falar o que querem falar? Como que, como que é essa liberdade, né? Você continua se sentindo livre?
É que é fácil explicar, né? Porque sempre foi só assim, né? Era através da Empiricus, mas hoje Empiricus já é do grupo BTG. Então é um Empiricus BTG, sempre foi sócio do Market Makers, né? Sempre é. Acho que é um ponto interessante, assim, a gente já nasceu com eles como sócio. Então, pô, será que essa liberdade vai acabar? Pô, mas é que o Market Makers é a mesma coisa desde que começou, né, nessa relação de sociedade. E o Márcio usou um termo legal assim, né?
Eu, a gente pode dizer que a gente que escolheu o sócio, né? Obviamente eles também queriam ser nossos sócios, mas a gente sentou e falou, cara, a gente olhando o mercado, a gente acredita que para o que a gente quer fazer, a empresa que faz mais sentido tá com a gente é a Empiricus, Empiricus BTG. Mas é, a gente tinha uma conexão muito grande com, principalmente eu, né, desde 2019, quando, 2009, quando eu entrei no mercado, o Felipe Miranda e o Rodolfo Amistaldo, que são os fundadores da Empiricus, eles foram meus chefes lá na Infomoney.
O Miranda era chefe da redação, Rodolfo também cuidava da redação e da revista da Infomoney. Então eles foram os homens que me colocaram no mercado financeiro, basicamente, se fosse resumir de uma maneira bem simples. Então sempre tive eles como um benchmark ali de de conhecimento mesmo. Isso que eles são hoje, esse conhecimento, essa profundidade que eles têm, eles sempre tiveram. E a Empiricus, ela conseguiu criar um negócio que assim, salvo todas as ressalvas, que Empiricus tem muitos haters e lovers, né, mas eles criaram um negócio extremamente pioneiro no mercado.
A indústria de análise de ações, é, com uma comunicação que todo mundo achava, meu Deus, é muito agressiva. Mas depois que deu certo, todo mundo começou a fazer igual e tiveram a história coroada com uma venda milionária, quase bilionária, para o BTG Pactual. Então assim, eu enxergava neles o valor de ser pioneiro de fazer algo sem benchmark, ou pelo menos aqui no Brasil, né? Essa coisa de acreditar no que você faz, né? Aquela, não importa o que eu faça, desde que eu faça bem.
Então eles sempre foram muito estudiosos, muito dedicados, construíram um negócio de sucesso que deu certo e souberam capitalizar muito bem isso, né? Então, porra, Qual é a melhor empresa que a gente poderia ter para estar do nosso lado no momento que a gente não tinha benchmark, acreditava muito no que a gente fazia, mas não tinha capital? Eu não precisava explicar muito para ele, tanto que a conversa com eles foi muito rápida, né?
Foram poucos minutos de uma conversa super agradável e rápida sobre, cara, acabou meu Garden Leave, quero empreender, Quero fazer isso, topa vir comigo?
Topo.
Sim, foi uma coisa assim de uma tarde. Depois obviamente tiveram mais conversas com questões legais, jurídicas, mas foi uma tarde, nenhum, não diria nem que foi uma hora assim, foi uma meia hora numa sala que já tivemos o fechado ali e a gente pôde construir esse negócio assim de uma maneira Porque é isso assim, sabe? O Market Makers, quando começou, a Empiricus talvez via isso, né? Via muito do que eles eram no começo, assim, pô, uma ideia, meu, o que que esses caras estão fazendo, né?
Tipo, ninguém olhava para o que a gente ia fazer e falar, caralho, que boa ideia, vocês vão criar um podcast de ações no pior momento da história do mercado para criar uma comunidade de investidores no momento todo mundo só quer estar na renda fixa. Porra, que ideia horrível, né?
Então, que não fica trocando de ações o tempo todo.
Eu acho que eles, eu acho que eles perceberam ali um pouco desse valor, desse interesse genuíno de querer fazer as coisas e aprender e compartilhar esse conhecimento e tudo mais.
Acho que a Empiricus ensinou muito para a gente sobre confiança também, né? Foi sempre uma relação muito confiável desde Desde o início assim, desde o início.
Aí eu entro um pouco na questão da— eu não respondi a pergunta do sócio, né? Eu acho que a palavra mais importante para uma relação, não digo nem de sócio, acho que é de amizade, de uma relação amorosa, é confiança. É você olhar para a pessoa que tá do seu lado e falar, pô, eu confio em você. E talvez nem precisar falar, Acho que a confiança tá até em, sabe, você nem precisa reforçar a ideia de que confia, você sabe que pode confiar.
E isso muitas vezes acontece com atitudes, é muito menos com palavras e mais com atitudes. Então quando você tem uma atitude que mostra que a pessoa é confiável, e é isso, né, a confiança não é na Empiricus, no Market Makers, no BTG, nas pessoas, nas pessoas, é fundamental. E aí aqui eu deixo uma homenagem, um agradecimento ao Rodolfo Amstalden. Assim que eu, quando eu sei que é um cara que fala muito pouco, né, eu sempre quando falar o Rodolfo, ele é, o que que você fala do Rodolfo?
O Rodolfo fala 50 palavras por semana, mas você lembra das 50 palavras que ele falou. Assim, o cara é incrível assim, faz um belo churrasco aí, faz um belo churrasco e faz sabe o quê também? Um bom café, um bom café. Poxa vida, é verdade, é uma combinação interessante. E o Dorfo, ele, ele assim é um cara muito especial que veio na minha vida, e não só na vida profissional assim. Eu falo, o Dorfo é top 3 melhores pessoas da vida assim que eu conheci.
Um cara que com atitudes mostrou que eu posso ter confiança em ter uma relação de sociedade com ele. Então é, isso gera um conforto muito maior. Assim, é, e fica muito mais fácil você fazer negócio com alguém que você confia, e as ideias fluem mais fácil, né? Hoje mesmo, né, a gente tava discutindo uma ideia que a gente vai fazer para a próxima The Report, e é isso assim, a conversa flui de uma maneira mais fácil porque você pode confiar, né?
Então é, mano, junto. Quem foi que falou isso recentemente? Mas foi algo sobre a Tem algum momento da vida quando a gente busca a diferença da paixão e do amor, né? Na paixão a gente gosta da surpresa, a gente gosta daquela coisa repentina, quente. Mas aí quando vem o amor, o amor é quase que o oposto a isso, né? O amor é o conforto, é a segurança, é você saber que ali é um porto seguro, você tá tranquilo. Então eu acho que assim como nas relações amorosas, nas relações de sociedade também tem um pouco da paixão e do amor, né?
No que no começo é tudo muito mais quente, né? Aquela coisa mais excitante. Um dia tá assustador, outro dia tá incrível, mas passa um tempo, você quer amor, você quer coisa mais previsível, mais posso confiar nele.
Então é, eu acho que é tipo assim, você consegue caminhar por uma hora todos os dias, você não consegue correr uma maratona por uma hora todos os dias. A intensidade diminui o tempo que você tolera certas coisas.
Aí também tem dia que na verdade não vai ser correr uma maratona, de repente vai ser escalar uma montanha, né? Você fala, caralho, mas como assim, né?
E tem um teste também para você saber se você tá com um bom sócio ou não. Pega o carro, viaja para Ribeirão Preto ou faz uma viagem longa. Se não faltar assunto, cara, aí o dia foi louco.
Não sei se você já tava, até engasguei. Uma vez eu fui dar uma palestra em Ribeirão Preto, 3 horas de carro, né?
3 horas e meia numa chuva. Volta então.
E o Mate foi comigo, eu ia dar palestra, o Mate foi comigo. Fui de manhã, voltou à noite. E eu nem sei por que a gente decidiu ir junto, mas eu acho que eu devo ter falado algo como, meu, faz tanto tempo que a gente não conversa. Foi isso aí, cola aí, a gente vai ter 7 horas junto aí conversando.
O Salomão lembra do CD que a gente foi escutando até a Expert 2022, Charlie Brown.
Então assim, também eu acho que esse é um ponto interessante também, né? Tipo, porra, que maravilha você poder ser sócio de um cara que, meu, você vai passar 7 horas com ele de um dia inteiro, e é 7 horas assim indo trabalhar e 7 horas 3 horas e meia indo trabalhar e 3 horas e meia voltando cansado, extenuado. Então, e mesmo assim é um rolê prazeroso assim, né? Acho que é uma boa lembrança isso aí, de verdade.
Bom, estamos quase chegando ao final.
Ainda não é. Cadê as capciosas aí?
Ainda não é, ainda não é um ping-pong, mas eu queria que vocês contassem uma cagada. Cagadas que ensinam uma coisa um erro, algo, nossa, algo feito.
Será que essa é uma cagada? Só aquela das cervejas, da taxa Selic.
Cerveja? Não, essa aí foi mó legal, né? Que a repercussão foi, não, é que assim, a gente fez, a gente criou a campanha das cervejuros, que era o, a gente fez um vídeo lá do querido Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, que a gente tava falando sobre a queda de juros, que a gente queria ver o juro cair. Então a gente lançou a cerveja, que iam ter várias latas de cerveja com diferentes teores alcoólicos, né? E até a cerveja de 12, 11, 10, 9, 8, 7%, né?
Cada uma era. E a gente ia mandar entregar para o Roberto Campos Neto. Quando ele baixasse o juro para 11, a gente ia mandar de 11. Quando abaixasse para 10, ia mandar de 10. Que era assim uma maneira divertida, divertida de falar, pô, estamos ansiosos para ver a queda de juros. E aí eu cheguei em alguns ex-colegas, ex-chefes do Roberto Campos Neto, falei, cara, me ajuda a levar essa cerveja para ele e tal. E eles acharam graça e tal, menos uma pessoa que obviamente não vou revelar o nome, lógico, né?
Ele veio falar, você sabe por acaso a pressão pressão que ele está recebendo do governo por causa disso, e a família dele tá— não, assim, depois que ele falou eu pensei, poxa, fazia sentido mesmo, né? Talvez eu não tive essa sensibilidade, talvez eu tive o olhar como todo investidor que tá ansioso para ver o juro cair. Ele falou, cara, ele tá sofrendo pressão de tudo que é lado, e você com essa brincadeirinha da cerveja. Eu pensei, poxa, o cara fez a cerveja pensando em presentear.
E assim, mas essa aí eu pensei, caramba, que acho que eu perdi um entrevistado. Acho que esse daí nunca mais vem no marketing, acho que ele nunca mais veio mesmo, né? Mas já tinha vindo antes, já, já tinha vindo e não veio mais. Mas também eu, porque eu também fiquei com receio de chamar, já poderia ter chamado. Acho que foi só uma bronca ali na hora, né? Quem nunca? Ah, mas não acho que foi cagado isso não, acho que foi um evento Engraçado, eu, puta, cagada a gente comete várias vezes, a todo momento, né?
Mas assim, pô, já teve a cagada de a gente, um cara muito bom como freela, e a gente viu que ele era tão bom, falei, meu, vamos contratar esse cara para ele poder fazer mais coisa ainda para gente. A gente percebeu que na verdade ele era um ótimo freela mesmo, porque ele trabalhava no tempo dele e tudo mais. E quando ele veio, ele ficou acho que 2, 3 meses e E saiu assim, puta. E ali, por mais que tenha sido ok, né, é sempre uma sensação ruim, né, quando você contrata e não dá certo.
É porque você meio que falou para o cara, o cara vai lá, fica feliz, atualiza LinkedIn, tudo mais, dá 2 meses, o cara sai assim, sabe? Tipo, é aquela coisa que às vezes você perdeu um bom freela. Não, a gente até tem uma relação boa ainda, né? Foi, mas é um pouco daquelas cagadas que é que eu não consigo pensar em alguma Grande cagada assim que eu tenho uma cagada na carteira.
A gente vendeu eletromídia, puta merda, essa aí foi antes da empresa ser vendida 70% acima do preço para comprar uma tese que a gente nunca deveria ter comprado, né, que é Azul. Então assim, eu diria que do meu lado, do meu lado, do meu lado ali, se eu não me engano, foi 2024. A gente vendeu eletromídia para comprar teses alavancadas e se deixou levar pelo macro. Isso não nos tirou do jogo e estamos vivos e estamos indo bem, mas se não fosse essa cagada, a gente teria ido muito melhor, sem dúvida nenhuma, cara.
Agora assim, olhando em retrospectiva, eu não diria que é uma cagadas. É que não foi a sua pergunta, mas caso você me perguntasse o que você teria feito de diferente, você teria evitado—
bons entrevistados, eles fazem a pergunta e dão a resposta. É assim que você entrevista um bom cara.
É que assim, é que eu acredito muito no aprendizado do erro. Então, se a gente tá aqui depois de 4 anos celebrando o nosso nosso melhor trimestre, logo depois do nosso melhor trimestre, e o melhor semestre, e obviamente o melhor semestre, com uma grade de entrevistados incríveis, uma grade de lançamentos que a gente vai ter nos próximos. A gente já sabe aqui, ó, final de julho, a gente já sabe tudo que vai fazer até o final do ano, com uma grande convicção de que tudo vai dar certo, e exposto à magia do caos, que podem acontecer coisas aí no meio do caminho.
Cara, a gente só tá nisso porque a gente cometeu muitos erros ali atrás, e esses erros nos fizeram ficar melhores. Então eu valorizo muito. Ai, se eu pudesse voltar atrás, eu não teria feito isso, não teria contratado aquilo, teria feito isso antes e tal. Cara, não, a vida não funciona assim. A vida é muito, a gente vai apanhar sempre. E a vida é muito mais sobre como você lida com as pancadas que você tomou, né? Rocky Balboa ensina, né?
Não é o quanto você bate, mas o quanto você aguenta apanhar para continuar depois, né? E então assim, eu sou muito grato por todas as cagadas que eu fiz, as cagadas que fizeram comigo, tudo, tudo, tudo, porque isso tudo me fez ser quem eu sou hoje. Hoje, por exemplo, eu sou uma pessoa que valorizo muito mais o meu feeling, meu instinto, intuição. Obrigado. Embora a gente tenha tudo muito planejado, eu acredito muito no poder da intuição, não porque, ah, isso é coisa de romance, hoje apaixonado, não, mas Porque se tem uma pessoa que pensa o tempo todo no market makers e tá o tempo todo pensando qual é a melhor coisa fazer com market makers, esse alguém sou eu.
Não tem ninguém no mundo que pensa mais no market makers do que eu. Não tem ninguém que tá mais focado no market makers do que eu. E quando eu falo focado, não é que eu tô assim sentado numa tela de computador. Eu tô focado quando eu tô regando minhas plantas, Logo que eu acordo, quando eu tô andando com meus cachorros, quando eu tô fazendo meu treino, jogando bola, lendo um livro, ouvindo um podcast, conversando com a minha esposa, eu tô o tempo todo ligado nisso.
E então eu, se tem alguém que pode de repente fazer um aha, tive uma ideia, pô, eu tenho que acreditar em mim nisso. E por muito tempo eu achava que não, mas isso aí pode atrapalhar, isso aí pode ser não Ou tem de fato pode atrapalhar, mas que atrapalhe. Esse semestre a gente teve a prova disso, né? De repente fomos maravilhosamente atrapalhados, fomos maravilhosamente atrapalhados por um maluco de inteligência artificial e mudou a nossa empresa.
E agora tá mudando a vida de todo mundo tá fazendo curso dele, né, que é o Laudawad, com curso de cloud para investidores. Assim, foi tão transformador aquilo que ele mostrou para mim que eu falei, cara, Vamos ensinar isso para todo mundo que segue o Market Makers, vamos vender esse curso aí. Você vai ser bom para gente, que vai ter uma receita, vai ser bom para quem, assim como nós, até semana passada nem mexia no cloud, hoje é um freak no assunto.
E, cara, vai ser bom para você, que vai poder gerar essa autoridade. O cara, além de tudo, cara, gente boa para caramba, é um cara merecedor e Então assim, é nessas coisas que eu acho que o toque do fundador acaba sendo muito importante, assim, aquela intuição de, meu, temos que fazer isso porque é isso que a gente tem que fazer e vamos fazer.
Aliás, sobre fazer isso, no domingo tem episódio gravado do Market Makers comigo e com este senhor, mas na terça-feira esses dois senhores vão estar deste lado da bancada para um programa ao vivo e super especial. Não posso contar detalhes, mas do outro lado, pessoas que tiveram um pouco das suas histórias atravessadas pelo Market Makers. Terça-feira, 6 da tarde, ao vivo. Não perca, já bota aí na sua agenda, dá um jeito de— se você não segue o canal, por favor se inscreva, porque aí você recebe a notificação de ao vivo. Vai ser um dia muito bacana para o Market Makers na terça-feira.
E já podemos até falar quem é, né?
Até eu que sei quem são os convidados, sou a fim de ver com essa apresentação aí do Léo.
Sensacional!
Já podemos falar quem são ou não?
Ainda é surpresa.
Então tá, então tá.
Talvez um dia antes a gente divulgue ali nas redes sociais. Então tá, só para deixar um mistério.
Então tá, eu só digo que um deles, ó, tá devendo uma visita há um tempo. Um é um paizão e o outro não vem assim há um Cheirinho Bão, que eu sei quando ele aparecer todo mundo vai fazer: finalmente esse cara voltou, que maravilha! E o outro é um querido, paizão. Esse aí é uma das assim—
então não perca terça-feira, 6 da tarde.
É esse, esse é um dos caras que quando eu fui respondendo sobre o networking pensando nele, assim, como é um cara que nos ensina bastante sobre a vida, sobre a relação com as pessoas, trabalhador, e o lance do apaixonado Cara, você quer competir com alguém? Escolha alguém que não seja apaixonado pelo que faz e que gosta de trabalhar. Porque não, o cara que é apaixonado, ele nem trabalha. Não dá para falar que ele trabalha o dia inteiro assim super focado, porque o cara gosta para caramba disso. Então, é, competir contra o apaixonado é mais difícil.
Bom, 4 anos de Market Makers, e quando a gente pensa no podcast, acho que uma das funções mais interessante, até surgiu um dos comentários, essa conexão Faria Lima ou mercado financeiro, que a gente acaba sintetizando, né, na Faria Lima, com eu, cidadão comum, que tô ali tentando investir de forma mais inteligente, tentando ser um investidor melhor, que posso ter muito capital, como a gente tem hoje na nossa audiência, tomadores de decisão das principais companhias e gestoras do Brasil.
Ou pode ser um cara que tem pouco capital e, cara, será que com pouco eu consigo? Como é que eu faço isso de um jeito inteligente? E de repente dá até mais valor para o que a gente diz aqui, porque como ele tem pouco, cara, não posso perder. O que que é mais difícil de traduzir nessa ponte? O que que é mais difícil de explicar do Brasil real para Faria Lima? E o que que é mais difícil explicar sobre a Faria Lima para o Brasil real?
Bom, da Faria Lima para o Brasil Real, acho que fica um pouco mais fácil da gente responder. A gente não é, primeiro, o rentista, né? O cara da Faria Lima não fica feliz quando o juro tá alto. Ah, vocês ganham quando o juro tá alto, vocês falam isso, mas o juro alto é bom. Não, não é. Juro alto, ele é bom para quem pode se proteger E então assim, é o fato de você ter mais dinheiro e ter mais acesso, você vai conseguir se beneficiar disso.
Mas não dá para dizer que é bom, porque o juro alto é sinal de economia desaquecida, empresas empreendendo menos, menos empregos sendo gerados, menos possibilidade de investimento na bolsa. É sinal de retrocesso. Juro alto, ele não é bom. Por mais que você possa se defender disso. Então acho que esse para mim já é o primeiro ponto. Um outro ponto, e aí eu acho que a grande beleza do mercado financeiro é que tudo que você tá vendo no mercado hoje, né, o preço do dólar, o preço da bolsa, o preço das ações da Petrobras, da Vale, do Itaú, tudo reflete o futuro, tudo é sobre o futuro.
Tudo é o que essa empresa vai entregar lá no futuro, trazido a uma taxa de desconto para o valor presente. O dólar não tem valuation, mas o dólar ele tem um pouco desse termômetro do que que as pessoas estão achando do Brasil aí, olhando a taxa de câmbio dólar-real. Então aquilo é muito um reflexo do que a gente vai ver no futuro. E o que que isso significa ali na prática, né? Por mais que a gente veja, ah, mas a economia tá crescendo já há 4, 5 anos, crescendo mais do que esperado, ou o desemprego tá na mínima histórica, são todas fotografias que parecem muito boas, mas quando você olha para o que está acontecendo, o que deve vir a acontecer, né?
Uma economia que cresceu muito à base de estímulos, tanto estímulos, né, de programas sociais como acesso a crédito. Isso tá começando a esgotar e a conta vai ter que chegar. Uma taxa de desemprego na mínima histórica, mas também multiplicada por um deslocamento do mercado de trabalho brasileiro, né? Hoje muito mais informal, emprego muito mais de menor qualidade. Então você dizer que o desemprego tá na mínima histórica não necessariamente significa que as pessoas estão mais bem capacitadas em empregos de mais qualidade.
Então você olhar a foto pode parecer que a gente tá num bom momento, mas é assim, é só também você fazer um teste empírico e ver ali no dia a dia nas ruas que Não é isso que acontece, mas o que a gente vê no mercado, ele acaba sendo uma precificação do que a gente tá vendo para o futuro. Por isso que às vezes parece que não tem um descolamento, né? Porque aqui na Faria Lima tá todo mundo desesperado porque o fiscal hoje, com o Niall Ferguson, ele falou, cara, o problema fiscal de vocês é terrível, é para ontem.
E nem pelo tamanho da dívida pública, pelo crescimento do juro da dívida em relação ao crescimento do país. O país está crescendo menos do que o juro da dívida. Isso para qualquer empresa, né? É como você fala, você está operacionalmente quebrada, porque o que você gera de resultado, o que você gera de resultado operacional não paga o juro da sua dívida. Então assim, em outras palavras, você é impagável, porque não tem como você pagar o que você tá endividado, né?
E não é nem a dívida em si, é o juro, né? Então, pô, é desesperador, né? É desesperador. E só que não é isso que a gente vê no dia a dia, né? Até o Neil Ferguson falou, pô, enquanto eu tô falando isso, tem gente aí andando aí na calçada, aí na Paulista, tranquilão, felizão, né? Tá tudo tranquilo, não tá um cenário de crise. Mercado financeiro, ele tem essa capacidade de antecipar os eventos, né? E, pô, pega lá o filme The Big Short, acho que é o melhor exemplo disso, né?
Tá todo mundo lá feliz e contente E os caras estavam vendo o tamanho da crise que tava vindo. Então acho que esse talvez seriam os dois pontos ali para o cara que tá na Faria Lima, e melhor, o cara que não é da Faria Lima entender como é que a gente vê as coisas.
Posso, posso?
Claro, claro.
E esse ponto que o Salomão disse do juro alto, né, como isso é ruim, é o juro alto, ele realmente, ele favorece o poupador, né. Assim, ele favorece quem tem capital para investir o dinheiro. E esse fenômeno do juro alto, ele também faz, causa algo na economia que é uma desigualdade social muito grande, né? Porque tecnicamente o poupador ele vai ficar mais rico porque o CDI ele vai se acumulando, enquanto o mais pobre que não tem condições, né, a população mais carente que não consegue poupar porque ela tem que comprar o arroz, tem que comprar o feijão, vai ter que se capacitar no curso, e todo o dinheiro dela tá comprometido.
Essa desigualdade, essa pessoa não consegue acompanhar a renda do mais rico que tá se acumulando via CDI. Então essa desigualdade social, ela também é muito ruim para o país, né? Porque você começa a ter mais insegurança. Acho que isso que a gente tá vivendo aqui, que a gente traz muitas pessoas aqui especialistas em segurança é justamente, acho que acaba sendo um dos reflexos dessa desigualdade social que vem piorando ao longo dos últimos 4 anos, né?
Então juro alto não é bom para ninguém, né? Não é bom para Faria Lima e principalmente não é bom para a população mais carente que não consegue acompanhar, né, esse crescimento da renda.
Muito bom.
E tinha o outro lado da pergunta, outro lado da pergunta que é o que é difícil de explicar do Faria Lima para o Faria Lima entender da economia real? Aí eu acho que é menos fácil, menos planilha e mais, menos planilha e mais busão.
Como pode o analista sentado na Faria Lima achar que sabe tocar a empresa do executivo melhor do que o cara que tá lá todo dia? Ter essa quase que uma arrogância de que você sabe o que é melhor para empresa. Isso aí é Não é tão fácil assim, né?
E eu deixo uma dupla recomendação sobre isso. A coluna, até pegar o título das duas colunas, porque eu li nesse fim de semana e até salvei aqui no meu computador, a coluna da Helena Landau no Estadão com a coluna do Samuel Pessoa na Folha. Porque foi aqui, ó, o título da coluna da Helena Landau Foi, cadê aqui? A do Samuel Pessoa foi uma viagem no Japão e a da Helena Landau foi terra sem lei, falta de respeito ao próximo, as autoridades e as leis estão por todos os lugares.
Helena Landau, ela fala sobre, né, ela basicamente conta vários casos para mostrar como a gente vive uma terra sem lei. O exemplo vem muito de cima, mas a gente vê também o entregador de aplicativo que vira na que passa a contramão toda hora, passa no farol vermelho, o cara na bicicleta com fone de ouvido e a criança atrás também tá nem aí com o trânsito, o outro que fila, fura a fila do banheiro achando que tá tudo bem, enfim.
E vai meio que trazendo isso, como isso vai sendo um reflexo de, pô, também quem tá lá em cima tá sempre querendo proteger os benefícios próprios, né, seja no STF, seja nas instâncias políticas, enfim. E aí fala sobre como isso deixa meio desesperançoso de uma melhora do Brasil. E na coluna do Samuel Pessoa, ele fala dos 19 dias que ele passou no Japão de férias. Ele fala sobre como é uma sociedade que é difícil você querer ensinar algo para elas, né, porque é uma sociedade com pensamento coletivo muito claro assim, aquele senso de pertencimento, de onde eu tô.
E aí ele finaliza a coluna falando muito sobre aqui, né, como um pesquisador que passou a vida pensando no tema desenvolvimento econômico, eu experimento a enorme idiotice de achar que desenvolvimento econômico é juro e câmbio. Sente-se na pele que desenvolvimento econômico é um tema microeconômico e que parcela grande dele está embutida nas pessoas. Então assim, é, e aí ele até fala assim, de uma mistura de tristeza e de alívio.
Vivenci o que não há saída fácil. Alívio, pois o que somos tem mais elementos de escolha nossa do que sentia. Racionalmente já sabia, escolhas com amadurecimento podem mudar. Mas assim, ao mesmo tempo você vê como muita gente fala: não, tem que fazer uma reforma fiscal, a reforma da Previdência, o reajuste do salário mínimo não pode ser. Mas cara, mas assim, a gente também tem que passar por uma reforma social, uma reforma mental, uma maneira como a gente enxerga o nosso país, como a gente enxerga uns aos outros.
E então assim, é talvez a pessoa que tá dentro do ambiente do mercado financeiro aqui começa a acreditar muito que um ajuste de 0,45% nas despesas do governo de 2026 a 2030 vai ter um impacto não sei o quê, não sei o que lá. Cara, assim, a planilha pode ser maravilhosa nisso aí, Mas aí eu trago aqui a conversa que a gente teve com, eu não sei se foi o Zé Dirceu, ah, foi com Haddad, né? Quando a gente trouxe a galera da esquerda aqui para falar, e o ministro Haddad veio aqui, já ex-ministro, e veio falar, cara, o Bolsonaro aumentou o Bolsa Família, os gastos sociais à torto e direito.
Aí a gente, um governo de esquerda, vai chegar e vai falar, gente, vamos ter que cortar isso aqui. Imagina o impacto político e social que teria nisso. Por mais, ele aí, ele não falou isso, né, mas por mais que eles fizessem isso pensando que era o certo a ser feito, e eu acho que eles não iam fazer e não fizeram, mas eles nem poderiam fazer pensando no impacto político e social que isso poderia causar. Então assim, é muito fácil dizer, poxa, mas era só cortar ali aquilo lá, mas Cara, é óbvio que eles não iam fazer.
Primeiro porque eles não acreditavam nisso, né, nem agenda deles política. E segundo que eles sabem das consequências que teria isso, né. Pedro Parente, quando foi presidente da Petrobras, fez a decisão certa de fazer o reajuste do combustível, culminou com uma greve dos caminhoneiros, né. Então às vezes nem sempre fazer o certo acaba tendo o efeito, porque o certo também é relativo, né.
Muito bem. Você faz uma coisa aqui com as pessoas no podcast. Quando você começa o podcast, você fala quem é fulano de tal em 30 segundos. Eu queria fazer isso com vocês no final ao invés de fazer no começo. Legal. Thiago Salomão, quem é Mateus Soares em 30 segundos?
Caramba, eu defino o Mate? Cara, é fácil, pô. O Mate é um analista de ações, talvez um dos mais apaixonados que eu conheço, dedicados É com um coração assim enorme que torna muito fácil a relação de qualquer pessoa com ele, assim, seja um estagiário que virou analista como é o MG, seja um sócio como eu, seja o C-level de alguma empresa que a gente investe, algum gestor que antes era um cara que ajudava muito o Mati e hoje é ajudado pelo Mati, porque eles têm umas trocas muito muito, muito complementares, né?
Então em 30 segundinhos seria o analista mais apaixonado aí do mercado. E foi bom, né? E é um baita sofredor porque é um são-paulino.
Olha, o Salomo, quem é o Thiago Salomo?
Além do maior palmeirense que eu conheço, bom, ele é o maior comunicador do Brasil hoje, cara, que tem uma paixão enorme em ouvir as pessoas e aprender com elas. Além disso, é um cara divertidíssimo, piadista. O cara, só boas piadas, o que ele tem de piada assim, realmente, às vezes eu tô em casa, eu tento lembrar de todas as piadas que ele conta, e ele repete as piadas, mas eu não consigo lembrar. É assim, é impressionante. Todo mundo gosta, tem um coração enorme.
A gente falou muito do Salomão da porta para fora, mas Salomão da porta para dentro é um cara que descobre talentos É um cara que ele quer fazer as pessoas brilharem, né? Ele não pega todo o brilho para ele, ele quer que as pessoas brilhem, né? Não tira isso das pessoas. E eu tenho muita sorte de estar com ele, eu sou um sortudo de ter encontrado ele no início da minha vida profissional, porque depois a gente fala da gentileza, né?
Porque ele transformou minha vida. Então é um cara fantástico, não tem outra palavra para ele.
Bonitinho, muito bem, bonitinho. Peguem suas raquetes para o nosso ping-pong. Um livro, Thiago Salomão.
Ah, o livro é fácil, eu posso falar o do Munger, do Buffett? Não vou. É o All I Wanna Know Is Where I'm Going to Die, So I Never Go There. Aquele livro que eu já falei várias vezes aqui, mas é o Peter Bevelin que escreveu, é uma conversa hipotética porém verdadeira, do Charlie Munger, Warren Buffett, um bibliotecário e uma pessoa que tá desesperada por conhecimento. A primeira página do livro, o cara fala de todas as merdas que aconteceram na vida dele, e ele entra numa biblioteca e fala, cara, me faça ser inteligente porque eu não aguento mais tomar decisões erradas.
Ele entra numa sala que tá Warren Buffett, Charlie Munger, e aí o resto do livro é conversas sobre vida, sobre amigos, sobre investimentos, sobre relações. Sobre tudo. E todas as frases ditas por Charlie Munger e Warren Buffett são frases que eles disseram em algum momento da vida, numa entrevista, numa conferência da Berkshire Hathaway, em algum livro. E era um trabalho de pesquisa absurdo que virou um texto delicioso. É incrível.
Peter Bevelin, assim, eu sempre falo, de tão bom eu não terminei, porque eu não quero terminar esse livro, é muito bom. Mas aí, só para também, como eu já falei tantas vezes dele, Tô vendo aqui o Bola de Neve, né, que a gente leu para fazer a pauta, e o Almanaque.
Você tem que deixar um para mim, né?
Não, não, não tô recomendando esses, né? Tô mais o Almanaque Charlie Munger, que a gente também tem que fazer o episódio Charlie Munger, que a gente leu. Mas esse ano tive a oportunidade de ler, fazia muito tempo que eu queria ter lido, e li só esse ano, o Alerta Vermelho. Puta, assim, que livro foda assim para você Primeiro entender o que é de fato um país corrupto, o que a Rússia fez ali, entender o Sergei Magnitsky, né, que surgiu ali no livro, é o advogado que é assassinado.
E aliás, se você tem estômago sensível, pule o capítulo do assassinato de Sergei Magnitsky, que é muito pesado. Mas é um livro assim incrível, de tão— é uma história baseada em fatos reais, mas parece até são pesadas aqui.
É um livro só?
Olha, você viu, né? Ele, a regra foi ele que criou.
Ele já vai ter, mas vai ter um de mercado? Um para não, só um. Tá, então vou falar um diferente. Então vou citar o Day Tripper.
Eu tô com esse livro para ler, vou ler nas minhas férias agora em agosto.
Eu vou, indicação da Vitória, minha namorada. É um livro história em quadrinhos de um jornalista que escreve obituários, e ele vai contando a vida dele através das histórias, mas em cada história contada ele morre. Então é um livro sobre vida, então acho que é legal.
Caramba, que profundo! Vou ler, não vejo a hora de ler isso aí. Vou em agosto tirar uns dias para ler, é rápido, é um livro fácil de ler, é quadrinho, né?
É bom.
Um podcaster.
Um podcaster?
Pô, Salomão, um podcaster bom. Leopoldo, me sigam para mais dicas.
É assim que você é demitido.
Adorei essa.
Uma música e por que essa música, Mati?
Uma música e por quê?
Eu vou surpreender.
Ah, eu vou, eu vou citar, acho que é Choram as Rosas, pode ser.
Acho que é Choram as Rosas.
Choram as Rosas é sertanejão? Não, não, é do As Rosas Não Falam.
As Rosas Não Falam, Choram as Rosas é sertanejo.
As Rosas Não Falam, que é a música preferida do meu avô, que tem 95 anos, e uma homenagem a ele aí. Sempre que eu escuto essa música me vem um sentimento gostoso.
Uma música. E por que essa música, Thiago Salomão?
Ah, meu, que saco, que é tão legal esse momento, né?
Ai, meu, que saco.
É de que cantor? Não, é porque eu queria tanto. Não, fala aí, você podura. Toda vez que eu chegava sexta manhã, muitas músicas. Eu, não, é que assim, é um momento que eu poderia fazer uma homenagem para Fernanda. E tem duas músicas especiais assim, do, eu diria que é o Se Tudo Pode Acontecer na versão do Arnaldo Antunes. E tem a outra música que é, deixa eu achar aqui na minha playlist, que a gente tem ouvido muito, que é, cadê a nossa playlist?
Eu esqueci o nome da nossa playlist de casal. Temos uma playlist de casal, fofo.
Ele é um romântico, os dois cantam muito, é impressionante. Nunca vi gente que gosta tanto de cantar.
Quem canta muito?
Vocês dois.
Vocês dois. O casamento teve, é, o casamento teve aqui. Eu sempre mudo o nome da playlist. O nome da playlist é Sou Lindo Mas Sou Burrinho.
Eu tinha mais uma piada engatilhada, mas Eu sinto o RH chegando assim, sabe?
Se tudo pode acontecer. E, e era uma música do George Benson. Olha aí, qual é a música aqui?
George Benson, Menina Mulher da Pele Preta?
Não, era aqui, Amante Amado. Amante Amado. Caramba, Amante Amado, uma música muito gostosa. Foi longe, hein?
Pô, Salomão, essa música é ótima, mas antiga, né?
Bem antiga, antiga, bem o George Benson de Black Power aqui.
Joga bem, bem, bem novinho.
Muito bem.
Uma edição do Market Makers, uma edição que você gosta muito.
Ah, vou citar uma que eu participei com Cristiano Souza.
Legal.
Não me lembro o episódio, mas foi muito legal.
Primeiro, né?
O primeiro, que o segundo eu tava com a internet, não tava tão tão boa, mas foi muito bom.
Um episódio do Market Makers, difícil, né?
Mas eu vou escolher, vai, o que eu realmente, o primeiro que eu falei, caramba, como foi bom a gente ter feito isso, que foi com Ivo Santana. Foi o primeiro assim que eu falei, puta que pariu, que papo foda assim, ficou muito histórias, né? Muito bom, muito bom. Assim, ele é um cara sensacional, foi uma homenagem para ele ainda em vida. Ele é vivo ainda, né? Mas assim, foi, sabe, ele pôde contar a história toda dele daquele jeito que só Iva Santana sabe contar.
A gente pode falar dos livros dele, cara. Assim, eu não vejo a hora de fazer um parte 2 desse episódio que assim, foi, tive ainda oportunidade de, aí, ó, que loucura, aquela coisa da gente bonice, né? Uma das minhas últimas idas ao Rio de Janeiro, eu combinei um jantar com alguns gestores, e aí um deles falou, pô, cara, ao invés de a gente sair no restaurante, né, aquela coisa, badalação, né, barulho, vamos fazer na minha casa, tem uma churrasqueira legal aqui, a gente Eu pô, legal.
Aí eu, vocês gostam do Ivan Santana? Porra, lógico que gosta, a gente é fã do Ivan Santana, não sei o quê. Era o pessoal de uma gestora. Eu falei, meu, eu vou, posso chamar o Ivan Santana? Tipo, você é amigo do Ivan Santana? Eu falei, ah, eu acho que sou, não sei, a gente fez um podcast. Eu chamei, eu falei, Ivan, vou fazer um jantar aí no Rio, uma galera que é do mercado, sua fã assim, essa turma, posso te levar lá? Pode, claro, meu.
Tivemos um jantar, coisa assim, foi uma delícia assim. Foi tipo a gente lá, eu e Ivan contando, a gente falando, não é o petróleo, tal. Você falou, pô, mas o petróleo em 70, quando tava não sei o quê, aí eu comprei. É isso, tipo, pô, foi um jantar da hora para caramba. Ficou feliz para caramba, a gente ficou feliz para caramba. Foi uma daqueles, aquelas noites assim, falei, cara, o que que eu tô fazendo aqui assim? Que da hora!
Ele é um personagem, né?
Foi tipo a nossa noite também quando a gente jantou com o Ike Batista. Nossa Senhora, cara, que loucura aquela noite! O Ike dando carona para a gente no BioID dele e ele te segurando assim, não, não, calma, calma, calma. Botou a mão aqui assim, foi embora assim.
Eu falei, cara, levou a gente para casa, meu, que engraçado!
Quase o Market Makers terminou com Makers com X no final. Market Makers.
Não, não, não, foi, ah, por causa da empresa X, né? Não, não. Foi bem legal ali, foi, sabe, eu falo um pouco dessas conexões assim, acho que de tão genuíno que é, acaba rolando essas coisas, né? É incrível.
Um convidado que você sonha ainda em ver aqui?
Rogério Ceni. Vai sonhar, porque tem as histórias, contar sobre como foi o Campeonato Mundial que ele conquistou ali em 2005. Quem sabe a sua audiência palmeirense não passa a ver como é que é desfrutar desse momento.
Conta aqui para o Abel Ferreira como é ganhar o Mundial.
Mas seria um papo legal mesmo para o esporte. Sim, sim, ele deve investir também, né? Não, o cara inteligente, sempre foi um cara muito legal. E sabe que alguém fez um elogio ao Rogério? Não, assim, liderança. E alguém fez um elogio ao Rogério Ceni para mostrar o quão diferenciado ele sempre foi, cara. Qual foi o jornalista? É, puta, meu, que droga que eu não vou lembrar o nome. Mas a Copa de 2002 ele foi como terceiro goleiro, né?
Eu até brinco, né? O Rogério foi para pegar água para o Marcos e tal. Não, mas ele, como ele foi como terceiro goleiro, algum jornalista convidou ele para escrever um tipo uma coluna sobre a Copa e tal, né? E cara, parece que assim, eu não lembro disso ainda, eu só vi esse cara contando. Ele falou, cara, as coisas que ele me entregava Eu falo, meu, esse cara é muito diferenciado, esse cara, tipo, ele tem realmente uma maneira de ver o mundo assim, é bem diferente mesmo.
Enfim, legal.
E você? Eu, ah, cara, eu sendo bem sincero, vai chutando alto assim, tá ali, né? O Warren Buffett, imagina, a gente fala um dia com ele assim, ia ser do caralho, a gente zera O Zero Mundo, né? E dos mais possíveis, puta, seria um sonho entrevistar o Abel Ferreira, com certeza. Falar de liderança, falar de resiliência, falar de acreditar no que você faz independentemente do que os outros falam. Assim, pô, sei que tem muita gente que odeia o Abel Ferreira, e alguns têm até motivos para isso, mas eu acho que ele é excessivamente odiado assim.
Acho que ele continua fazendo o que faz, fazendo o que faz, fazendo o que faz. Eu acho que seriam dois nomes óbvios aí, pô. Mas tem vários aí, né? Tem vários, vários. Tem até uns nomes mais— eu amo a maneira como a Tata Werneck faz entrevista. Eu sei que ela não fala com ninguém, mas eu adoraria entrevistar ela para saber como é que ela se inspira nas entrevistas que ela faz, pegar umas referências aí. William Wack, Pedro Bial, Marília Gabriela. Ela. Eu acho que eu adoraria ter um papo com essa galera assim.
Qual a maior gentileza feita na vida de Matheus Soares?
Vou falar uma que o Salomão me fez. São várias gentilezas que o Salomão já me fez, né? Mas teve uma gentileza ali naquele hiato de 6 meses que eu tava sem saber se eu ia ser capaz, né? Duas gentilezas. A primeira foi ter acreditado que eu era capaz. Pô, se não acreditasse, eu não ia acreditar. Então essa aí já foi uma gentileza que certamente mudou minha vida. E a segunda foi pagar um curso de Columbia para mim. Ele pagou um curso de Columbia para mim, é um curso caro, e ele, pô, vou te dar esse curso aí.
Foi um investimento, foi um investimento, e um curso que depois virou um curso meu, né? Eu usei desse conhecimento que me, que foi gerado por esse curso. Então Então essas são duas gentilezas que o Salomão me fez. Se não fosse ele, minha vida profissional seria bem diferente dessa que eu tô hoje.
Pô, legal, obrigado por me citar, fiquei feliz.
Qual a maior gentileza feita na sua vida, Thiago?
Que merda, isso aí é assim, eu tenho uma muito especial, né? Eu já falei ela, então eu vou repeti-la. Que talvez eu só tô aqui fazendo o que eu faço porque alguém lá atrás, assim, muito tempo atrás, falou Daniel, você é bom nisso, continua nesse caminho. Foi o Pedro Damasceno, que foi um dos gestores sócios da Dínamo. O Pedro Damasceno faleceu em 2017 e a gente gravou uma entrevista em 2015, 15 ou 16, não, acho que foi 16, né, para o projeto do Infomani fora da curva.
E bom, o que que era esse projeto, né? Teve o Fora da Curva 1, grandes nomes, né? Guilherme Axé, Guilherme Alphonse Ferreira, Pedro Damasceno, Antônio Bom Cristiano. Eu gravei com 7 dos 10 personagens e, porra, nunca tinha feito entrevista em vídeo, pouquíssimas entrevistas em vídeo, ainda mais com os caras que nunca tinham falado com ninguém. No final do dia, até mais fácil entrevistar um cara que nunca falou com ninguém porque eu a expectativa é menor, né?
Porque ninguém vai falar em outro lugar ele falou mais, em outro lugar ele não. Vai ser a primeira vez que ele vai falar, então qualquer coisa que ele falar já vai ser uma novidade. E a entrevista com o Pedro ficou muito boa mesmo, ficou muito boa. Eu até, eu às vezes eu revejo e realmente ficou bem legal assim. Aquela curiosidade que eu tinha de me deixar levar ali. E quando a entrevista foi para o ar, ele me ligou no dia que foi para o ar a entrevista.
E ele me liga assim na mesa, tava na redação do Infomaniac. E aí, Salomão, aqui é o Pedro. O que, Pedro? Pedro Damasceno. Pô, minha primeira reação foi, cara, fudeu, alguma coisa eu fiz de errado na entrevista. O cara não ia parar o dia dele, 10 da manhã, bolsa abrindo, para me ligar para, sei lá, para falar bem da entrevista. Mas o pior que foi isso, assim, ele falou, tô ligando só para falar que assistiu a entrevista, espetacular, muito bom, tô recebendo um monte de feedback aqui, realmente ficou muito bom.
Ele deve ter falado mais um monte de coisa que eu não lembro, que eu fiquei tão emocionado que— mas ele falou algo como, cara, continua nisso, continua assim, continua fazendo o que você faz, sabe? Alguma coisa meio Que às vezes pode ter sido uma coisa super protocolar, mas bateu em mim assim aquele minuto que ele parou para me ligar para dar parabéns. Eu falei, caralho, tipo, eu fiquei muito feliz e falei, meu, é isso que eu quero fazer.
Se eu conseguir um parabéns de um dos maiores investidores, certamente a maior casa de gestão de ações do Brasil, que até hoje é, que é a Dynamo, se o que eu fiz mereceu uma ligação, que, cara, eu não recebi de nenhum dos outros participantes. Não recebi, nunca recebi ligação de alguém só para, ó, liguei só para falar que ficou bom que você fez. Tipo, cara, aquilo para mim foi muito transformador. Eu, e por que que foi transformador?
Não digo nem, ah, só por isso que eu fiz o Market Makers. Não, não é isso. Mas aquilo foi transformador para eu entender a importância que a gente tem na vida dos outros. Foi um minuto da vida dele, mas que mudou minha vida. Então eu penso, cara, para quantas pessoas eu posso às vezes dar um minuto que pode ser transformador para a vida dela? E a mesma coisa ao contrário, quantas pessoas que às vezes um minuto ruim meu eu posso detonar a vida dela?
Eu posso sair como, cara, esse cara, olha o que o cara me falou e tal. Então é uma responsabilidade É muito importante para os dois lados, né? E bom, até compartilhei com vocês recentemente, né, o caso de um menino que joga bola comigo, veio falar de uma transição de carreira, indiquei ele para um amigo que era mais para ter um papo, uma mentoria, e o cara contratou ele. O cara veio falar, porra, cara, jamais vou esquecer isso e tal.
Assim, no final, óbvio que eu queria ajudar ele, mas olha o meu pequeno gesto ali a transformação que eu posso ter feito na vida do cara, né? De começou um emprego numa área nova que ele tava querendo se transferir. Então eu acredito muito no poder que a gente pode ter na vida dos outros assim, de uma maneira bem simples, né? E eu levo isso assim na vida mesmo, até na condução dos negócios aqui. Pô, acredita mais do que as outras pessoas vão te propor assim.
Às vezes eu vejo alguém falar, né, a gente tá pensando num projeto, fala, pô, mas será que o que esse cara tá propondo é a melhor coisa a fazer? Eu falo, olha, esse cara que tá propondo, ele já faz isso há um tempão, ele acredita no que ele faz. Então, meu, melhor a gente dar uma chance para ele poder fazer o que ele faz do que você querer meter o dedo em tudo ali, aquela microgestão. E mesmo que não dê certo, né, às vezes o cara vai aprender com esse erro, né.
Eu valorizo muito isso. Assim, eu não tenho medo de errar, não tenho medo de bater a cara, e mas ao mesmo tempo, se eu posso ajudar de alguma forma, eu vou querer ajudar, né? Então acho que é essa gentileza que o Pedro Damasceno fez para mim, ela foi muito transformadora assim no que eu sou hoje. Assim, pô, eu falo, sei lá, fazem o quê, 10 anos que rolou essa entrevista e ainda lembro assim com carinho assim com emoção, tipo, e acho que eu vou lembrar para o resto da vida.
Legal, muito bem. Antes da gente terminar, alguns agradecimentos. Primeiro, o Lindenberg Alves tá aqui com a gente, da nossa live às 8 da noite de uma quinta-feira.
Que família esse cara tem! E detalhe, quantas crianças?
3 filhos.
E chamamos o Lindenberg 15 para 6 para fazer essa live. Então o cara topou assim, então, e tá aqui.
Gratidão a ele, gratidão também Vou me permitir fazer isso. As empresas parceiras que acreditam no Market Makers, a gente rodou aqui ao longo da edição a Binance, que é uma das empresas que acredita no Market Makers e que a gente tem recomendado para você ao longo dos podcasts. A Nomad também tá sempre conosco. Então agradecer a eles que fazem que isso aqui exista e seja possível, porque como diz este senhor, não existe podcast, almoço grátis, nem podcast grátis.
E agradecer a você que nos acompanhou e agradecer a vocês dois por estarem aqui, por conduzirem esse podcast que virou essa empresa, com tanto carinho, com tanto amor ao projeto, a quem faz parte dele. Então nós que fazemos parte dele, as pessoas que são tocadas por ele, eu tenho profunda gratidão e muita honra de estar ocupando esse espaço hoje e devo isso à generosidade dessas duas pessoas que estão hoje aqui na minha frente. Então agradeço muito isso também.
Léo, pô, eu também agradeço porque assim, você conquistou esse espaço, agora você dividindo essa bancada comigo, fazendo muito bem, tá sendo muito elogiado, né?
Cada dia já para fazer um Não Compete para ele.
E pô, cada mensagem de gente do mercado, gente fora do mercado, assim, é muito o que a gente busca aqui mesmo, uma visão complementar. E você consegue trazer isso muito bem, a química tem rolado muito bem. Então, pô, agradecer também a toda dedicação que você tem dado ao projeto, que tem sido um grande diferencial. Agradecer ao Mati, parceiro de vida.
Tamo junto.
E eu sei que se o Market Makers não der certo, eu resolver vender coco na praia, eu já tenho um motorista ali da Kombi que vai ser o Mati ouvindo Charlie Brown ali. Então, que é um parceiro que a vida me deu e sou muito grato. E aproveitar, agradecer todo o time do Market Makers, que hoje, né, uma constelação de pessoas apaixonadas e super capacitadas que querem fazer a diferença, cada um na sua área. Até um feedback legal, Bruno Chataque, nosso querido apresentador de esportes, ele participou da nossa reunião semestral de apresentar os planos e ele ficou, cara, impressionante que essa empresa se tornou, né?
Você tem vários chefes agora, cada um falando com muito amor de cada um dos seus projetos e como cada projeto se conecta com cada área da empresa, né? Então assim, é muito gratificante ver isso, né? Porque é muito mais do que um projeto meu, é ver como as pessoas estão abraçando esse projeto para elas, transformando a vida dessas pessoas que têm famílias. Então assim, é É aquele efeito positivo muito bacana que você começa a gerar, né?
E eu agradecer vocês, pô. É uma alegria trabalhar, acordar e vir trabalhar todo dia com vocês do lado e toda a turma do Market Makers. Valeu demais.
Bom, mantivemos essa tradição, hein? Uma pessoa desse lado e alguém muito mais inteligente do outro. Então muito obrigado pela sua audiência. A gente volta no domingo às 6 da tarde. Tchau!