#332 | MERCADOS, ECONOMIA E O BRASIL QUE PODE SURPREENDER
O Brasil costuma aparecer nas manchetes pelos seus problemas. Mas existe um outro lado da história que quase nunca recebe a mesma atenção.Neste episódio, vamos explorar o Brasil que deu certo.Ao longo da conversa, vamos discutir setores em que o país se tornou uma potência global, empresas brasileiras que conquistaram o mundo e histórias que mostram como inovação, empreendedorismo e oportunidades surgem mesmo em ambientes desafiadores.Existe um Brasil que cresce, que exporta, que cria tecnologia e que forma empresas gigantes. A pergunta é: por que quase ninguém fala sobre isso?Neste episódio, vamos investigar esse lado menos óbvio do país e entender o que realmente está funcionando no Brasil.E para você: qual é o exemplo do Brasil que deu certo?Baixe agora o eBook "AS 7 MUDANÇAS ESTRUTURAIS DA BOLSA QUE VOCÊ NÃO PODE IGNORAR". É uma cortesia do M3 Club, comunidade de investidores do Market Makers. Link: https://lp.mmakers.com.br/ebook-mudancas-estruturais-bolsa?xpromo=descytre2m3c📌 Inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder nenhum episódio!📢Apoie o Market Makers e ajude a fortalecer o mercado de capitais no Brasil! Clique no link e torne-se membro do nosso canal por apenas R$7,99 por mês: https://www.youtube.com/channel/UCwZwvDC6f0WhcVTG-3aBUTQ/join📩Entre para nossa newsletter gratuita: https://lp.mmakers.com.br/newsletter_gratuita?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X📢 Anuncie sua marca no Market Makers: comercial@mmakers.com.br📚Biblioteca Market Makers: https://mmakers.com.br/biblioteca-market-makers/?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X- - - - - - - - -MERCADOS, ECONOMIA E O BRASIL QUE PODE SURPREENDER | Market Makers #332Apresentador: Thiago Salomão (apresentador do Market Makers) e Josué Guedes (CEO do Market Makers)Convidado: Fernando Cinelli (presidente e fundador da Apex Partners)#BRASIL #ECONOMIA #INVESTIMENTOS #MERCADOFINANCEIRO #MARKETMAKERS
- Inflação e Política MonetáriaJuros estruturalmente altos · Impacto na inflação · Competição por capital privado · Mercado de capitais vs crédito público · Cenários de descida de juros
- Democratizacao Mercado FinanceiroDescentralização do mercado financeiro · Bancos regionais · Profissionalização de investidores · Educação financeira · Integração de mercados locais
- Evolução corporativa e industrialHistória de fundação e crescimento · Gestão de recursos e produtos financeiros · Expansão regional · Modelo de negócio · Visão de longo prazo
- Atuação de Lucia na políticaImportância relativa das eleições · Continuidade institucional · Reforma trabalhista e previdenciária · Centro-direitização do debate · Impacto de governos específicos
- Infraestrutura e InvestimentosSaneamento básico · Ferrovias e transportes · Energia renovável · Portos e logística · Investimento privado
- Lideranca PoliticaDiferença entre executivos e empresários · Resiliência em crises · Foco em eficiência operacional · Visão de longo prazo · Persistência e adaptação
- Reforma TributáriaIVA e cashback · Impacto no consumidor · Reinvestimento de lucros · Estabilidade macroeconômica · Continuidade institucional
- Mercado ImobiliárioMercado imobiliário em crescimento · Financiamento privado vs público · Desenvolvimento urbano · Penetração de crédito · Valorização patrimonial
- Fluxo Estrangeiro Mercados EmergentesInvestimento direto FDI · Capital especulativo na Bolsa · Repatriação de lucros · Estabilidade de fluxos · Benefícios para economia
- Turismo em RoraimaCVC e operadoras de turismo · Turismo internacional · Recuperação pós-pandemia · Mercado mobilário de viagens · Liderança em América Latina
- Transicao EnergeticaPetróleo como ativo estratégico · Energias renováveis · Economia de baixo carbono · Investimentos em energia · Oportunidades globais
- Etica e MoralRisco moral em mercados financeiros · Crise de confiança e solvência · Alinhamento de incentivos · Responsabilidade social · Regulação vs moralidade
- Procrastinacao e ProdutividadeFalta de dinheiro vs falta de produtividade · Alocação de tempo e capital · Priorização de agendas · Eficiência operacional · Retorno sobre capital investido
- Empresas FamiliaresSucessão familiar · Patrimônio multi-geracional · Controle acionário · Visão de longo prazo · Estudos de mortalidade empresarial
- Bitcoin e CriptomoedasArmazenamento de valor · Inflação hedging · Alocação em carteira · Investimento individual vs recomendação · Crenças pessoais em investimento
Sim, sim, sim, está começando mais um Market Maker. Seja bem-vindo ao podcast da família investidora brasileira. Hoje episódio ao vivo, para quem está vendo ao vivo, é dia 10 de março de 2026. 18 horas e 23 minutos de uma semana intensa nos mercados. Mas hoje a gente vai contar uma história bem legal, né Josu? Verdade. Trouxemos aqui um verdadeiro empreendedor dentro do mercado financeiro que está ajudando a tirar um pouco da hegemonia e da Faria Lima no mercado financeiro.
Um desbravador de outros mares, né? Exatamente. A gente foi lá para Vitória, já viu um pouquinho do que a Apex está fazendo lá. Amanhã estaremos em Brasília também, no evento da Apex. E é muito legal que eles estão construindo. E hoje está aqui com a gente o Fernando Cinelli, fundador e presidente da Apex Partners. E a gente vai falar, obviamente, de mercado, mas vai acabar falando também um pouco de tudo o que está acontecendo no Brasil, principalmente o Brasil, que pode dar certo.
o papo começar, o Fernando já estava falando bastante aqui de mercado, então a gente vai ter uma resenha bem solta, o Fernando é um cara bem bom de papo aqui, acompanhe que vai ser bem bacana, já saudando todo mundo que está vendo ao vivo e aproveitar para dar aquele recado importantíssimo sobre o M3 Club, que a gente preparou um ebook que a nossa comunidade de investidores liberou para você um ebook de cortesia e esse ebook tem as sete mudanças estruturais que podem definir a maior alta da década da Bolsa
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E também, ao longo da sua história, estamos muito felizes como cotistas. E, bom, patrocinadores, aquele recado especial.
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Bom, Fernando Cinelli está preparado para o nosso papo? Bem-vindo ao Market Makers. Super preparado, na verdade. Obrigado pela...
pelo convite, obrigado por estar aqui presente, pra gente é uma felicidade, a gente vem do interior do Brasil, vamos dizer assim por mais que seja uma capital ou algumas capitais que a gente está presente e eu acho que a gente pode somar um pouco com talvez uma construção mais holística dessa visão de Brasil, eu acho que esse é o papo de hoje, é onde a gente vai aprofundar e quando a gente enxerga esses vários Brasis dentro do Brasil, eu acho que tem muito mais motivo pra gente ficar otimista e celebrado que
eventualmente, se apegar às peripécias que o curto prazo ficam apresentando para a gente todo dia. Queria só fazer um relato quando a gente foi lá para Vitória, que me chamou muita atenção, que a gente conheceu a Apex, visitou lá muitas coisas da cidade e tudo mais, e a gente foi ter um papo contigo no final do dia. Até pensei, pô, sexta-feira, cinco da tarde, o fundador da empresa não vai estar ali, né? O cara estava lá, assim, não é que estava lá. Você recebeu a gente depois de uma reunião,
E se a gente não fala, Fernando, a gente tem que ir embora, você vai perder o voo. A patroa em casa vai ficar louca, né? Vou perder o voo sexta-feira. Se não, a gente estaria até agora conversando com o Fernando lá no escritório. Então, bacana não só ver o que vocês estão fazendo, mas a intensidade que dá gosto de ver. Até por isso, fico feliz que você está aqui. Eu sei que o seu tempo tem que ser bem gasto. Então, espero que seja tão bom para a nossa audiência quanto foi para a gente quando estava lá. Obrigado. Bom, queria que você trouxesse um pouco desse contexto.
Fernando, falar um pouco do que é o Brasil que você enxerga, principalmente até já jogaram aqui no chat, como é que pode dar certo com esse governo legislativo e judiciário? Somente se o meteoro acabar com 80% do executivo, legislativo e judiciário para o Brasil dar certo. Enfim, existe esse estigma do brasileiro que o Brasil não tem como dar certo. Mas e aí, como é que o Brasil pode dar certo? Acho que a primeira coisa é como você constrói a sua visão e o seu ângulo.
visão primeiro de horizonte temporal. Então, quando a gente brinca e vai fazer uma análise, psicanálise, ou você vai buscar construir uma reflexão para a melhoria de si mesmo, raramente a melhoria de si mesmo está no outro. Quando a gente faz uma análise de Brasil, a gente tem o hábito de se comparar com o outro. Então, quando a gente faz uma análise objetiva de Brasil, e você pode trazer alguns recortes, Brasil de 50 anos atrás, Brasil de 40 anos atrás, Brasil de 30 anos atrás,
Brasil de 10 anos atrás, Brasil de hoje, o Brasil, em todos os indicadores possíveis que a gente puder avaliar, melhoraram. Por mais que você tenha algumas, às vezes, relatos, histórias, saudosismos específicos, quando você vai olhar para o dado, e eu acho que o principal de todos que a gente tem que olhar para entender o sucesso ou fracasso de uma nação é o índice de desenvolvimento humano, o Brasil vem progredindo de forma significativa nesse indicador. Então, por mais que a gente goste de, eventualmente,
até por uma questão cultural, ressaltar os nossos defeitos e as oportunidades de melhoria, e é claro que a gente tem diversos problemas atuais para serem resolvidos, o primeiro fato que a gente tem que constatar é que o Brasil, comparando com o próprio Brasil, prosperou. Poderia ter prosperado mais? Sem dúvida. Mas essa lógica de comparação relativa, putz, mas a Coreia no mesmo período, na década de 70, tinha o PIB per capita X, o Brasil Y, e hoje o Brasil está em A,
E a Coreia está em B. Não faz sentido esse tipo de comparação. A gente tem que fazer uma análise para dentro. Então, a gente tem que entender o que dentro do nosso arranjo institucional e o que dentro daquilo que a gente teve de sucesso fez a gente chegar até aqui. E isso, obviamente, está gerando um resultado, um delta positivo para a população. Ou seja, o índice de desenvolvimento humano está indo bem. E quais são os pontos objetivos, e é esse delta que a gente tem que buscar também, dentro dos aspectos de desenvolvimento humano,
não está indo bem. E não é olhando e comparando com outros países, é olhando aqui para dentro. Quando a gente começa a ter esse tipo de análise, a gente começa a ter uma visão, em algum grau, que ela é suprapartidária. A gente sai de uma visão ideológica. A gente vai para uma visão objetiva sobre o Brasil. Por exemplo, a gente, para melhorar o desenvolvimento humano, tem um problema superobjetivo, saneamento básico. O saneamento básico no Brasil, ele ainda tem uma baixa penetração quando a gente compara com o que deveria ser para ter um desenvolvimento humano maior.
A gente teve uma lei que não importa se foi esquerda, direito, centro, baixo, cima, lateral, o que quer que seja, que foi o marco de saneamento, que está se provando que mesmo em um ambiente, por exemplo, de juros altos, como a gente está vivendo hoje, a gente está tendo recordes históricos, não só de investimentos acontecendo, quanto leilões e novos investimentos acontecendo dentro de um problema que resolve o dia a dia das pessoas, que é o saneamento básico.
a ficar ou relatando uma experiência negativa própria e generalizando, ou olhando para um problema específico e generalizando. Isso tem um aspecto cultural de mentalidade, que é um pouco do que a gente busca tentar trabalhar, não só, eventualmente, numa visão a partir da Apex, mas também um pouco pela filosofia que a Apex tem. A gente nasceu, em algum grau, inspirada, porque vários de nossos sócios cofundadores
o brasileiro. Então a gente tem um pouco dessa pegada, esse DNA, a partir do indivíduo e dessa visão construtiva de que o indivíduo é protagonista sobre a resolução de problemas, de que a gente realmente tem como enxergar o Brasil com uma lente um pouco melhor. E quando você usa essa lente, a gente passa de ser reclamador de problema para ser solucionador de problema. Quando você olha em diversos aspectos, alguns problemas que a gente tem para encarar,
sociedade, são problemas que quando a gente compara agora num corte mais recente com 10 anos atrás, relativamente simples de resolver. Primeira coisa, 10 anos atrás, a gente estava vivendo um fenômeno, ontem eu estava lá dando a aula magna para os alunos de graduação da FUCAP, que é a Business School que a gente investe lá no Espírito Santo, e eu, jovens, eu estava relembrando para eles da façanha que o petismo conseguiu fazer no Brasil no final dos anos 2000, no Lula II, e depois com a genialidade
da Dilma 1, de tentar fazer um pouco de heterodoxia na economia e mexer no sistema de preços. Dez anos atrás, a gente intervinha no Pera como se a gente fosse um mágico. Eu tenho oferta A de, por exemplo, energia, tenho uma demanda B, a demanda é maior, então a oferta, o preço precisa de subir, mas numa canetada a gente tentou resolver esse assunto. Não, o preço é A. Depois a gente tentou fazer a mesma coisa com combustíveis.
tentou fazer essa mesma coisa com aquilo que move o sistema de preços do mercado como um todo, que é a taxa de juros. Não, não. Mesmo que eu esteja gastando absurdamente a nível federal, eu vou resolver esse problema. O custo do dinheiro não é a oferta e a demanda pelo dinheiro dos investidores, os poupadores de mercado, e sim a caneta que eu determinei. Então, os juros, não lembro se eram 11 ou 12, vai para 7. A gente conseguiu construir uma depressão econômica sem precedente na história do Brasil.
E lá para cá, mesmo quando eu faço esse recorte para trás, pego esse horizonte temporal e olho para frente agora, a gente melhorou muita coisa. O Brasil, entre os países emergentes e até alguns países desenvolvidos, é um dos países que mais tem conseguido construir reformas, seja a nível federal, seja principalmente a âmbito estadual e municipal. E com isso a gente conseguiu progredir bastante. Então, você pega, por exemplo, olha o recorte atual.
que até agora não se arriscou a mexer no sistema de preços. Ele não interviu no sistema de preços principal, que foi a taxa de juros. A taxa de juros, inclusive, está no maior patamar dos últimos 20 anos. Quando a gente olha para outro insumo, que é combustíveis, a gente tem um presidente que também não mexeu nesse sistema de preços. Quando a gente olha para a energia, a mesma coisa. Então, se a gente não entender que isso definitivamente é um progresso institucional que o Brasil teve, eu não tenho como descrever de uma forma diferente o que está acontecendo.
Tem uma discussão agora acontecendo em relação ao judiciário, em relação à eficiência do judiciário. Não vou entrar aqui em outros aspectos. Tem várias outras questões para a gente poder falar. Mas quando a gente olha, por exemplo, o IDH do Brasil nos últimos 10, nos últimos 5 e no presente, o IDH brasileiro evoluiu. E ele evoluiu tanto do ponto de vista nacional como em diversas dimensões do ponto de vista estadual e municipal. Pega, por exemplo, um estado como a Santa Catarina.
as menores taxas de desemprego do mundo, 2%. É mais ou menos, eu não consigo nem pensar agora nos países que são comparáveis a Santa Catarina do ponto de vista de nível de desemprego. É um pleno emprego a um nível absoluto, quase. A gente tem esse case aqui dentro do Brasil. Santa Catarina vem crescendo muito acima da média brasileira. Então, quando a gente olha isso em recortes diferentes, a gente tem várias questões para olhar.
E quando a gente olha para o ano que vem, a gente às vezes fica achando que a gente está
A situação ruim, a gente está, de fato, numa situação ruim, déficit nominal de 10%, pressionando, por causa disso, a taxa de juros, pressionando a inflação, competindo o setor público com o dinheiro dos poupadores com o setor privado. Mas quando a gente olha, por exemplo, para um outro dado, setor imobiliário, na crise Dilma, 75% da oferta de crédito para o mercado do setor imobiliário vinha do setor público. Hoje é o inverso, mesmo com a taxa de juros desse patamar. Olha o que aconteceu.
O mercado de capitais cresceu nesse período. Bom, eu dei aqui alguns exemplos. Se eu ficar falando aqui, eu tenho um monte de exemplos. Não sei se a gente continua aprofundando nele ou se você quer buscar outro recorte e depois eu posso ir trazendo mais coisas. Deixa eu só trazer então uma provocação sobre isso tudo. Muita gente coloca como determinante o resultado dessa eleição para o futuro do Brasil. A gente talvez tenha uma eleição que vai definir se a gente vai levar a sério o nosso problema fiscal ou não.
A gente pode até ter uma terceira via, mas hoje tudo mais constante deve ter um Flávio Bolsonaro contra Lula. Pelo desenho que você está me trazendo, esses quatro anos eles se tornam importantes, porém não determinantes para o Brasil, tendo em vista tudo que a gente está conseguindo construir, principalmente em alguns polos. Na análise top-down talvez seria perigosa, mas no bottom-up a gente consegue... E é o bottom-up que constrói o Brasil.
porém não é tão determinante como o mercado está colocando? Eu tenho certeza absoluta. De jeito nenhum. Se a gente achar que a gente depende do nosso sucesso em relação a um resultado eleitoral, a gente como país já fracassou. Se a gente atribui esse poder inteiro para o Estado, não é porque o Estado determinou esse poder. Isso é uma escolha individual de cada brasileiro. Quando a gente olha no... Bom, vocês têm um fundo de vela investing, não é isso?
Vocês têm que ser coerentes com a abordagem de vocês de Value Investing. Se a gente olhar para o Brasil com uma perspectiva de Value Investing, talvez eu esteja olhando para uma das três ou cinco melhores oportunidades do mundo hoje para se posicionar em diversos aspectos. Quando eu levo a geopolítica em aspecto, quando eu levo em consideração a capacidade intelectual e da população brasileira que a gente tem aqui dentro, o nosso povo é empreendedor, trabalhador, tem conhecimento técnico embutido,
resolver, isso é um alfa, né? Você não encontra alfa numa empresa que tá toda resolvida, encontra? Por exemplo, você na sua carteira tem a Ambev? Não. Por que você não tem a Ambev? É uma empresa ruim? Não, tem vários motivos. Eu acho que ela já tá precificada à perfeição. Ela é uma ótima empresa, ela opera excelente, né? Mais ou menos uma Suíça aqui no Brasil, né? Você não vai comprar a Ambev, não é porque ela é ruim, é porque não tem mais muito o que fazer na Ambev, né?
E aí não é uma oportunidade pra capturar a alfa. Quando a gente olha pro Brasil, pro que tem pra fazer dentro do Brasil,
Brasil, a gente, os jovens brasileiros, mas também a geração X e vários baby boomers que ainda estão à frente das empresas e de cargos de liderança, talvez não tenha lugar no mundo para se divertir tanto como o Brasil para resolver problema. E o Brasil tem que adotar a mentalidade de ser resolvedor de problema, de baixo para cima. A gente não tem que delegar a resolução de alguma coisa que impacta a gente a um terceiro. Por mais que tenham coisas macroeconômicas, principalmente,
que de baixo para cima acabam afetando a gente individualmente. Só que, obviamente, isso gera vários fatores. Por exemplo, como que o Brasil consegue crescer do jeito que está crescendo com juros de 15%? Você consegue me responder? Tem algumas explicações, né? Tem elementos que corroboram para isso. Alguns elementos, eu vou pegar, vou usar o Espírito Santo, o estado de onde eu venho. Espírito Santo, chegaram a especular no ano passado que alguns institutos locais, que a economia iria crescer 0,5%.
Depois, o Instituto Oficial chegou a falar que ia crescer 2,2% e 2,4%. O Espírito Santo cresceu 3,9%. O que o Espírito Santo tem feito, por exemplo, que tem dado certo? Primeira coisa, lá atrás, final da década de 90, a gente não pagava em dia os funcionários públicos. Teve uma organização política, nesse primeiro momento liderada pelo Paulo Artune, junto com o movimento empresarial, iniciativa privada, criaram o Think Tank para começar a construir planos de longo prazo.
E começaram, por exemplo, naquele momento, o Espírito Santo era um dos estados mais perigosos do Brasil. Maior índice de homicídio por 100 mil habitantes. A gente estava indo muito mal. O primeiro problema que a gente atacou não foi a segurança. Foi, né, vamos organizar as contas em dia. Então a primeira coisa que aconteceu foi organizar o fiscal. Vamos arrumar uma casa em primeiro, porque quando a gente organiza o fiscal e começa a pagar em dia todo mundo, eu começo a restaurar a credibilidade com os stakeholders.
Depois teve outro governo, do Renato Casagrande, que deu continuidade para isso. Hoje, a gente, no Espírito Santo, se tiver algum candidato vindo para a eleição falando que gasto é vida, vai perder voto. Então, eu estou dando um exemplo de uma mudança que aconteceu muito rápido. A gente está falando de 25 anos. E, consistentemente, nesses últimos anos, você tem tido um Estado que hoje tem dívida líquida negativa, maior taxa de investimento sobre a receita corrente,
que é um fundo soberano, como vários países e outros estados no Brasil têm fazendo também, como o Paraná. E isso cria um ambiente mais frutífero e institucional para, na cauda longa, mais agentes econômicos apostarem naquele local de que aquilo ali vai prosperar, vai ter fruto, você vai ter retorno, você vai ganhar dinheiro e vai ter um círculo virtuoso. O mais recente que aconteceu lá, para um estado tão pequeno, 4 milhões de habitantes, a gente teve a GWM escolhendo
o Espírito Santo para montar a fábrica, um investimento de 10 bi, que para um estado como o nosso, é mais ou menos como foi o Porto da Vale, com as usinas de pilotização, o Porto da Celor, com a industrialização do aço, e agora com um novo investimento para fazer lâmina de aço para carro, a Suzano, que era a Araculcelulose, a Samarco, que está retomando. Então, eu estou usando esse exemplo, mas você tem exemplos como esse no Paraná, você tem exemplos como esse no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul,
voltados para o agro no Goiás. Você tem exemplos como esse acontecendo fortemente no Nordeste em relação ao turismo. O Brasil teve o recorde histórico no ano passado de turistas internacionais. E a gente não celebra esse dado. Não importa quem está no governo. O ponto importante que a gente tem que olhar é tem muito mais coisa para a gente celebrar no Brasil do que para a gente ficar eventualmente criticando. Só que a gente se apega demais à crítica. E eu brinco muito. Eu fiz um curso chamado OPM lá em Harvard.
Eu tive muitos amigos que eu fui construindo do mundo inteiro. E os indianos, a gente tem muito pra aprender com eles, né? Se você for na Índia, o hipercapita é menor que o brasileiro. O saneamento é pior que o brasileiro. Mas se você falar com um indiano, parece que você tá com o céu na terra. Você não vai ver um indiano falando mal da Índia. Você vai ver um indiano vendendo a Índia. E todos reconhecem todos os problemas que tem lá.
Tem um aspecto cultural de mentalidade que eles vêm construindo, que vem ajudando eles terem o pace, o ritmo de crescimento que eles vêm tendo.
E eles têm um monte de problema para resolver de índice de desenvolvimento humano. Mas não significa que você precisa de evidenciar e destacar eles. Posto isso, eu acho que um Lula 4 seria um governo adequado para os próximos quatro anos? De jeito nenhum. Eu acho que o Lula já teve a contribuição que ele podia dar para o Brasil. Pela própria idade dele, né, gente? Um candidato indo para a eleição com 81 anos não é uma coisa que, por além de falar de algum aspecto ideológico
eu acho que a gente tem que ter um debate objetivo. É um produto vencido. Na própria esquerda e centro-esquerda, quando a gente olha para alguns exemplos do Brasil, você tem vários casos muito melhores de gestão e de governança que vem conseguindo fazer trabalhos melhores que o Lula faz a nível federal. Está na hora de virar essa página. Então, eu colocaria um pouco nessa perspectiva, e obviamente não estou declarando meu voto aqui, até porque eu não decidi ele ainda, ele já variou algumas vezes, mas que definitivamente
não é no Lula, isso é certo. Excelente. Aliás, já aproveitar o gancho, até apareceu de novo o QR Code na tela, as sete mudanças estruturais da Bolsa, acho que vai muito em linha do que o Fernando falou, porque é uma pergunta, a gente tem falado mais sobre os nossos investimentos em ações, Fernando, e muita gente fala, pô, vou esperar as eleições passarem, que aí vai ficar mais calmo, vou investir. E sempre tem alguma coisa que vai te fazer esperar para investir em ações, o problema é que quando as coisas se acalmarem, geralmente é quando os preços também já vão ter andado, você certamente vai perder o
Quer trazer algum ponto aí, Josué? Quero sim. Eu acho que o Fernando falou uma coisa legal aí da filosofia de Value Investing que a gente pratica aqui, principalmente o Matheus tocando o fundo de ações ali, né? E aí você deu esse exemplo perfeito em relação à questão da dinâmica de preços, né? Se o cara ficar muito ligado na dinâmica de preços diária, ele acaba perdendo esse bonde. Não tem como ele ser um Value Investor se olha o preço todo dia e toma decisões baseadas só ali no preço, né?
Um velho inverso, você tem que ter um horizonte temporal. Você acha que o brasileiro acaba se perdendo nas oportunidades ou se perdendo em relação à política desse desenho de Brasil por achar que o Brasil é Brasília? E aí o cara fica só olhando tudo que acontece ali em Brasília e tal, e ele esquece de olhar os arredores ali. Você acha que essa dinâmica do cara achar que o Brasil é Brasília acaba fazendo a gente ter essa percepção horrível de Brasil, que na média... Eu acho que não só Brasil é Brasília, mas atribuir...
ao Estado um papel maior do que ele deveria ter. E aí isso faz com que o horizonte temporal que a pessoa raciocina, mais ou menos o rápido e devagar lá do Kahneman, a pessoa deixa o horizonte curto prevalecer sobre o horizonte longo. Quando você vai trocar uma ideia, por exemplo, com um chinês, ou quando você vai trocar uma ideia com um americano, ou quando você vai trocar uma ideia com um europeu, você vai trocar a ideia hoje com os árabes, o horizonte temporal que eles têm para fazer uma análise de investimento,
É de décadas. E o brasileiro quer ter um retorno agora, no próximo ano, nos próximos seis meses, nos próximos 24 meses. Quando você olha, por exemplo, eu gosto muito de imobiliário, vocês visitaram Vitória, vocês sabem o quanto que a gente investe em imobiliário. Eu brinco, não estou aqui. Ações também a gente gosta bastante, mas eu vou trazer para o imobiliário porque eu tenho exemplos interessantes de imobiliário. Que ativo que você conhece, que tem mais de mil anos e que continua gerando renda até hoje?
Mais de mil? Mais de mil anos. Que gera caixa? Continua gerando caixa. Caraca, sei lá. Pegar a Europa ali tem... Coliseu? Coliseu, meu amigo. Gera caixa, lucro absurdo até hoje e é um ativo de milhares de anos. Esse tipo de visão de horizonte temporal, de construção das coisas, é um pouco do que a gente de baixo pra cima vem provocando sobre a reflexão de Brasil. E é um pouco da reflexão que motivou a gente fundar a Apex.
do que a gente acredita, que é onde e para onde o mercado de capitais tem que evoluir. A gente não fica muito nessa linha de Faria Lima, o eixo Rio-São Paulo, nesse aspecto. Pelo contrário, até porque a gente acha que consorciar e trabalhar todo mundo junto é muito melhor. A gente fica muito mais na linha de como que a gente desperta nos brasileiros e nos brasis dentro do Brasil, essa visibilidade, essa cabeça de coisas que podem,
perdurar por além do nosso legado que a gente vai deixar aqui quando a gente está vivo. Então, quando a gente olha para isso, por exemplo, e aí eu pego agora de novo os exemplos dos catarinenses, e você vai olhar Balneário Camboriú. Balneário Camboriú é um exemplo super legal hoje de como o catarinense demonstra a ambição dele. Eles montam ativos que a ideia deles é perdurar por muito além do tempo que eles mesmos vão testemunhar. Quando eles vão construir um prédio, imagina,
Se você for em quase qualquer cidade do Brasil e falar que você vai ter uma obra que vai durar 12 anos pra você entregar, em quase qualquer cidade do Brasil, o consumidor vai falar, putz, essa construtora tá quebrada, ou ela é maluca, ou é algo do tipo. Se você for em balneário, falar, cara, a noite vai construir uma obra, ela vai durar 12 anos. Isso aqui vai ser o prédio mais alto residencial do mundo. Ou é 12, ou é 10, eu tô colocando.
E as pessoas sentem orgulho disso. Elas abraçam isso como algo que é um legado pra cidade.
que é um legado para o Estado, trazem atrações turísticas pensando nisso. Esse tipo de ambição que gira uma roda em um círculo virtuoso é o tipo de coisa que no Brasil, de baixo para cima, está spreading across o Brasil, está acontecendo pelo Brasil inteiro, em vários lugares. E vai acontecendo, acontecendo, e a gente não faz preço até que faz preço. Boa parte da explicação do que o Brasil vem entregando o PIB, muito acima do que os economistas estimam, nos últimos sete anos,
tem a ver com essa dinâmica. A dinâmica de preço de Brasil é mais Brasil, menos Brasília. Os estados crescem mais do que se espera. Quando a gente olha, por exemplo, o próprio fiscal do ano passado, a gente teve no federal, obviamente, um leve déficit. Quando pega o para-estatal, um déficit um pouco maior. Estou falando em relação ao superávit ou déficit primário, não considerando o déficit nominal total. Mas quando eu junto estados e municípios, esses estados e municípios tiveram superávit no ano passado. Então, a gente não está olhando.
Essa turma inteira está crescendo no Brasil. Essa turma inteira está alçando para novos cargos. Essa turma inteira está olhando para o Brasil com olhos bons para concessões, privatizações, para olhar para cuidar de forma mais objetiva, para segurança, para infraestrutura, para educação, para saúde. Não para correios, não para produzir petróleo, não para ser banco. Então, tem vários Brasis dentro do Brasil e essa dinâmica está acontecendo.
mesmo e a despeito da direita ou da esquerda. Você vê muita gente da esquerda, da centro-esquerda, entendendo e executando o papel do Estado com mais clareza, tendo uma dinâmica mais frutífera pelo Brasil. Então, a gente tem coisa boa para olhar em diversos aspectos. Quatro anos o Lula vai conseguir acabar com o Brasil de jeito nenhum. O Brasil é muito mais forte que o Lula. Então, ele não vai conseguir acabar com o Brasil. E o Lula é o presidente. Você tem 27 governadores, você tem senadores,
Você tem congressistas, você tem prefeitos, em algum grau você tem judiciário que tem defeitos, mas também tem qualidades. Você tem milhões e milhares de empresas e microempresas. O Brasil é um organismo vivo, com diversas dimensões. Então não dá pra gente entrar numa espiral de fracasso, de achar que o resultado de uma eleição é determinístico. O Brasil nunca esteve perto de ser uma Venezuela e nem vai ser uma Venezuela. E mais ainda, o Brasil não está perto e nunca vai estar perto,
de chegar no ponto que a Argentina chegou. E também a gente não destaca isso. A gente atacou problemas de hiperinflação já tem 30 anos, cara. O Milley, com todo o resultado que ele está tendo, ele está atacando o problema da hiperinflação que a gente atacou há 30 anos atrás. Agora a gente tem uma reforma para fazer no fiscal, que a gente tem que trabalhar o fiscal a nível nacional, mas ainda assim a gente está num... Não sei se eventualmente um Lula teria essa abordagem, mas eventualmente um outro candidato,
expectativas no Brasil hoje já é suficiente para criar espaço para corte de juros e o próprio corte de juros pela expectativa alivia o déficit nominal e alivia o déficit nominal, alivia a espiral inflacionária e a gente consegue fazer uma reforma muito mais de conter o crescimento de verdade e não igual foi agora nesse mandato do que eventualmente grandes cortes robustos ou um cavalo de pau então eu acho que a simetria está mais positiva para esse lado
para o cenário eleitoral, a nossa leitura na Apex é que mesmo com o Lula ganhando, ele vai ter uma vitória de pirro. Ele vai ganhar perdendo. Porque você vai ter um país mais a centro-direita, um país mais aberto para o diálogo. Imagina os debates esse ano. Você vai ter dois, três candidatos de direita e centro-direita contra um candidato de esquerda. Então, as pautas e as propostas de debate de Brasil vão ir para um caminho diferente. Por mais que às vezes não aconteça alternância de poder. E um país
efeito de ideias e propostas. Então, eu tô super otimista com o Brasil, independentemente do resultado da eleição. Pô, eu achei sensacional a sua leitura. Até mandaram aqui, ó, gostei desse senhor ali de Fala Real. Senhor não, né? É, eu adorei, né? Você tá bem penteado com... Cabelo branco, foda, tá? Mas eu sou novo, tá, gente? Desculpa. Mas eu gostei do que você falou, que ele pode ter uma derrota na vitória, porque eu lembro quando o Eduardo Bolsonaro veio aqui e falou que pode ter
Existe uma vitória na derrota. E o Lula pode ter uma derrota na vitória. É o sabor vitória. Sabor vitória. Sabor. Mas até aproveitando dessa sua visão bem mais otimista de Brasil, desses pontos estruturais, que eu acho que até fazendo aquele trabalho do stock picker, de escolher as empresas, é de fato o que um investidor tem que fazer. Quando a gente fala em investir na Bolsa, a gente não está comprando em Bovespa.
A gente está comprando empresas. Acho que é bem parecido, se você fizer um paralelo com o que você está falando sobre Brasil, não só olhar para os dados nacionais, mas olhar muito para o estadual, municipal. Mas ainda no campo político, aproveitando essa onda otimista, ou essa onda de melhoria, de evolução, você acha que a gente também está formando novos políticos que, mesmo que não venham agora em 2026, também podem levar o Brasil para um lugar melhor em 2030? Muitos.
Essa pergunta é até meio redundante. Tem muitos políticos novos sendo formados no Brasil e em diversas dimensões. Não só no campo da política objetiva de cargos eletivos, mas da política também da sociedade civil. O Brasil vem evoluindo em diversos aspectos. O primeiro aspecto que evoluiu bastante ali no governo Temer foi a diminuição forte do sindicalismo que a gente herdou do Getúlio Vargas.
perdurou até o Temer. Hoje, os próprios sindicatos, sejam os laborais, sejam os patronais, têm tendo que se reinventar sobre como eles operam, como eles atuam e como eles praticam o lobby deles para discutir pautas e agendas. Então, isso é uma evolução. Por outro lado, o brasileiro começou a entender o que são, não sei como é que eu traduziria isso aqui para o português, mas os think tanks, os tanques pensadores,
Essa tradução fica meio ruim, mas que é muito comum em sociedades mais maduras, que têm desenvolvimento humano mais forte, que é a sociedade civil se organizando para pautas e agendas específicas e de forma virtuosa, ajudando a influenciar nas políticas públicas e privadas. Então o Brasil vem tendo em várias escalas e dimensões, várias fundações e institutos sendo criados nos últimos 20, 25 anos, que ajudam a gente a influenciar a política brasileira,
de forma virtuosa, e cada um, obviamente, perseguindo o próprio interesse. Isso é bom, porque a grande mentira que sempre é contada no Brasil é de que para a gente atingir melhores resultados coletivos, todo mundo tem que ter o mesmo interesse. Isso não é possível. O que é possível é cada um perseguindo o próprio interesse, falando a verdade sobre o próprio interesse, de forma aberta e transparente, vai para a mesa negociar e busca, a partir de negociações abertas e objetivas,
são não só os frameworks institucionais que a gente tem que construir, mas o que a gente consegue construir de acordos e que esses acordos perdurem e sejam frutos de negociações entre pessoas, entre instituições de forma direta. Isso tem acontecido cada vez mais no Brasil. E quando a gente olha isso, isso ajuda com que as decisões saiam de novo desse âmbito mais macro do Leviatã Brasília
de baixo para cima. E quanto mais de baixo para cima você é capaz de fazer, mais você tem efeito de produtividade acontecendo. Porque quem está embaixo na ponta está mais próximo da escassez. E é na escassez que você ganha produtividade. E o Brasil hoje tem que atacar a produtividade. A gente não tem problema de falta de dinheiro, não tem problema de falta de recursos. A gente não tem problema de falta disso. A gente tem problema de alocação de tempo e capital. E prioridades em cima de uma agenda.
que isso é um ponto relevante. Claro que tem coisas que eu acho que são ruins, que tem que criticar, mas eu acho que já tem muita gente que fala disso. Eu acho que a gente gasta o mesmo tempo pensando no negativo que no positivo, e eu acho que pensando na parte positiva, a gente pode ser mais construtivo para atacar os problemas de fato que a gente tem no Brasil. E problema, para quem é empreendedor, para quem é empresário, para quem é banqueiro, é oportunidade. Você não ganha dinheiro com
como talvez com dividendos, desculpa, vou usar de novo esse exemplo, porque é o único exemplo que está me vindo na cabeça mais fácil de minhas ações, que eu vou tentar sempre remeter para vocês. Você não vai ganhar um upside de valorização na Ambev, tem muito problema para resolver lá. Você pode até ter steady os seus dividendos, mas definitivamente um alfa de valorização não tem tanto problema para resolver lá. Então, aonde tem mais oportunidade?
Naquela empresa que tem market share para ganhar, naquela empresa que eventualmente, que é o caso do Brasil,
Se melhora um pouco, você olha para o Brasil posto, quantidade de investimento em infraestrutura sendo contratada, inclusive nesse governo, está fazendo um bom trabalho com contratações de investimento em infraestrutura, tem que dar esse mérito. Esse governo também fez uma reforma tributária, que por mais que tenha aumentado imposto, aumentaria imposto com ou sem reforma tributária, tá gente? Porque é do DNA da agenda desse governo.
Mas a reforma tributária tem um impacto de médio e longo prazo muito frutífero para o Brasil.
licença da margem equatorial? De direita sim, de esquerda não. Não, mas aprovou no de esquerda, né? Então. Então, ou seja... Talvez teria mais dificuldade no de direita. Mais dificuldade direita, sim. Então tem muita coisa positiva pra olhar. Quando a gente olha essa nova fronteira, pra passar pela transição energética, pra ser uma economia mais descarbonizada, a gente tem que utilizar sim o petróleo. É um dos principais ativos do mundo, que move uma porrada de coisa ainda.
A gente não pode ignorar isso. Parte da transformação, por exemplo, do Espírito Santo, veio dos
e desse petróleo. E lá usou, inclusive, um case, parte do dinheiro, ao invés de ir pra receita direto pra pagar despesa corrente ou investimento direto na largada, vai pra uma poupança intergeracional. Então, a gente tem uma porrada, no sul tem a bacia de pelota sendo olhada, a gente não explorou nada da nossa oportunidade de terras raras, de gás que pode ter nos campos terrestres, petróleo nos campos terrestres. Nossa Senhora da Penha, olha a quantidade de coisa que tem pra gente fazer.
Até perguntaram aqui no chat quem está falando. Fernando Cinelli, fundador e presidente da Apex. Então aqui não está... Está ali na descrição do vídeo, mas para quem está chegando agora... Apex Partners. Apex Partners é importante. Tem muita Apex no mercado. Apareceu no começo do papo GC, mas não ficou. Bom, e quem está chegando agora também dá o like no vídeo. Já tem mais 300 pessoas aqui assistindo, acompanhando. Deixa eu pegar um gancho nisso aí que você, nesse paralelo até de bolsa e mercado.
Uma coisa que pode ajudar a bolsa é esse fluxo de dinheiro estrangeiro que está vindo para o Brasil.
Mas é aquele fluxo que muita gente fala da mesma forma que entra, pode sair, mas de fato está entrando dinheiro na bolsa e isso pode estar ajudando o mercado de maneira geral, aliás. É o que está ajudando o mercado porque o investidor local ainda não colocou muito esse dinheiro. Mas olhando para esses investimentos mais estratégicos, mais de longo prazo, infraestrutura, todo esse Brasil que deu certo, entre aspas, que você já trouxe aqui.
Esse dinheiro que está vindo é de investidor estrangeiro, é de investidor local? Como é que é essa relação?
também se aproveitar disso, vindo esse dinheiro de fora, ou esse dinheiro de fora geralmente vem de maneira mais especulativa? Na Bolsa, a gente tem que separar daquilo que é o FDI, que seria investimento estrangeiro direto. O Brasil hoje tem destravado duas coisas. A gente primeiro tem um estoque de capital que é razoável aqui no Brasil. A gente deve estar falando, eu nunca consigo pegar o dado exato, inclusive acho que é uma coisa para a gente buscar.
O Ricardo Friseira está aqui na nossa área de research, a gente pode buscar, mas
o estoque de capital brasileiro está da ordem de 15 a 20 trilhões de reais, se eu não me engano. Então, deve ser alguma coisa na casa de 3,53 de dólar. Não é uma coisa pequena. E o investidor brasileiro, o dendedor desse estoque de capital, tem cada vez mais canalizado para esse tipo de investimento de longo prazo. Quando você olha, por exemplo, mesmo com juros nesse patamar, boa parte da oferta de crédito do mercado hoje é provida pela iniciativa privada.
para projetos de infraestrutura, para projetos de agronegócio, para projetos diversos. Então esse é um aspecto relevante. É um capital que perdura, está aqui no Brasil. Depois ele recicla, reinveste. Quando a gente olha para investimento estrangeiro direto, o Brasil está entre os cinco países do mundo que mais recebe investimento estrangeiro direto. É um capital que perdura mais. A gente tem algumas questões ainda para melhorar, para tornar melhor a nossa regulação, para que o cara que investe dinheiro aqui, ele ao invés de remeter o lucro para fora,
mais esse dinheiro para reinvestir aqui dentro. Isso é uma coisa que, por exemplo, na reforma tributária, quando ela estiver 100% concluída, vai melhorar bastante. Ou seja, boa parte hoje do capital que vem para cá para investir, o lucro é remetido para o exterior. Com a reforma tributária, tem grandes incentivos de reinvestimento. Por quê? Vários reinvestimentos, olhando contabilidade, balanço, olhando para a capex principalmente, eles se tornam muito menos onerosos.
multinacionais, as empresas que alocam capital aqui, elas vão ter interesse em continuar investindo daqui, usando daqui, eventualmente, como uma base mais competitiva para não só atender o mercado local, que é a grande dinâmica do investimento estrangeiro direto até então aqui, mas olhar aqui como base para base dinâmica local, mas também para atender um pouco do fenômeno que vem acontecendo desde a Covid, desde essa mudança geopolítica que vem acontecendo, que são os fenômenos de near-shoring.
A cadeia global de suprimentos industrial está mudando. E o Brasil, numa perspectiva de Value Investing, você teve uma lei que eu esqueci especificamente que o Alckmin botou, tem a reforma tributária, está se posicionando de forma bem adequada para conseguir trazer de forma muito forte a indústria e também verticalizar mais o processo industrial dentro do agronegócio. E a gente, dentro desse aspecto de vantagem competitiva, quando a gente olha para o mundo,
segurança para resolver aqui interno, na perspectiva de cadeia de suprimentos e abastecimento global, o Brasil é um dos países hoje mais bem posicionados para poder negociar com o mundo inteiro. Então, esse dinheiro que vem primeiro, ele tem tendência a ficar, e esse é um dos motivos que vem gerando o alfa no nosso PIB, por além da poupança local. Quando a gente olha para a Bolsa, a gente tem uma questão específica. A injeção de capital que a gente teve para cá, ela veio de um movimento tático global.
como um todo. E esse movimento, normalmente, ele é cíclico e ele perdura um tempo. Então, não é uma coisa que a gente acha que veio e vai sair. Na nossa leitura econômica, ele veio e vai perdurar por um tempo, porque a gente está num momento de mundo de que você tem juros altos estruturalmente no mundo inteiro, você tem déficit em quase todos os países e ativos reais passam a valer mais. Então, países que são produtores de ativos reais, como o Brasil, energia, commodities, etc.,
países que tendem a receber fluxo de capital de forma mais intensa. A gente acha que isso é uma coisa que vai continuar por um bom tempo, ainda mais depois dessa guerrinha pequena aí que começou a rolar agora, né, lá no Irã, né, com esse probleminha ali do Estreito de Hormuz. Então, a gente é construtivo na agenda de equities de médio prazo, nesse movimento tático de alocação global, mas tem aquele ponto, né, caiu, subiu, hoje subiu de novo, pode subir de novo, bateu 190 mil pontos,
no patamar relevante, mas quando olha o valuation das empresas, então, price earnings, a gente ainda está numa posição muito interessante no Brasil, principalmente quando a gente olha para todas as empresas da bolsa. E principalmente aquelas empresas, tem vários Brasis dentro do Brasil, tem várias empresas dentro da bolsa. Então, no stock picking, você tem muita oportunidade de empresas, eu sou suspeito, eu vou citar uma aqui que eu invisto bastante, que é a CVC. A CVC é uma
que em 2023 teve um follow-on acontecendo, ancorado pela família Paulos, pelo Gustavo Paulos. Quando ele entrou lá, ele entrou com uma proposta de voltar para o básico. Ele vem executando o básico operacionalmente com maestria, liderando um time de executivos que cada vez mais vem se renovando e sendo capaz de entregar o plano de negócio do ponto de vista operacional. Os juros não foram para onde esperavam e a empresa está entregando um resultado operacional espetacular.
tendendo a entregar talvez aquilo que entregou no ano de 2019, quando ela valia 9 bi. Quando entrou no follow-on que ele ancorou, a empresa estava 9 vezes EBITDA alavancada, considerando a antecipação de recebível de cartão. Hoje ela está 1,8 vezes EBITDA, considerando a antecipação de recebível de cartão. Quando tira a antecipação de recebível de cartão, ela está meio vezes EBITDA. Líder absoluta no setor de turismo da América Latina. Mais de mil lojas. Uma penetração gigante pelo Brasil.
negócios, é um grupo econômico. Ela é formadora de mercado pra mais de 8 mil agências que usam ela pra poder comprar passagem, etc. Tô dando um exemplo aqui com super bias, né gente? Vamos fazer esse disclaimer. Tô super comprado no negócio. Mas tem várias empresas como essa que tem alfa. E a mesma coisa vale pro Brasil. O Brasil, se a gente dá pequenos tapas de ajuste, fazendo uma análise aqui na alavancagem, o que destrava se a gente pensar num horizonte de 3 a 4 anos que a gente possa
que não é irrazoável num patamar de, ao invés de 13 a 15, de 10 a 12, a mudança nos fluxos de caixa descontado de todos os negócios do Brasil é brutal. Se a gente pensa que os estados brasileiros continuam se organizando mais como vem se organizando mais, São Paulo, cara, acabou de fazer um puta projeto, tem que mandar pra todo mundo. Tá trazendo todo o centro administrativo um investimento de 6 bilhões de reais no centro, resgatando o centro, com iniciativa privada,
de fora, de dentro, tem um monte de iniciativa boa rodando. No Nordeste, se você olhar para Paraíba, João Pessoa, o crescimento que eles vêm tendo no turismo, na economia, é impressionante. Então, eu sou um otimista construtivo com dois pés no chão sempre. Mas eu estou tentando trazer coisas mais fundamentadas aqui para a gente olhar para o Brasil e ter energia para trabalhar. Alguma coisa só que eu vou criticar é esse ponto absurdo desse debate da escala,
um, que não sei se é seis por um, se é quatro por três, a lei que foi pra lá, quando você vê o chanceler alemão fazendo um discurso recente, voltando de uma viagem pra China, que supostamente é um país comunista, e a escala na China é sete por sete, e ele falando, ó, a gente não vai ganhar competição global e ter mais prosperidade e bem-estar de vida pras pessoas, se a gente continuar com esse nível de amarras trabalhistas que
gente tem aqui, porque o nosso competidor chinês, esse país, entre aspas, comunista, não tem lei trabalhista igual a brasileira. É 7 por 7. Então a gente deveria, nesse caso, se inspirar nos comunistas chineses. Então, temos que ter energia para trabalhar. Trabalhar ajuda a gente a melhorar a vida das pessoas. E aí, bom, falei bastante, não sei se a gente pode pegar outro chance. Deixa eu só trazer aqui um, para quem quiser saber mais do viés do Fernando em CVC. Joga lá no Google, Brasil Journal, Apex Partners, CVC,
vai cair a matéria do dia 27 de janeiro, por que a Apex Partners comprou 14% da CVC? Até o primeiro parágrafo aqui do Pedro Arbex, falando da Apex Partners, uma plataforma de investimentos do Espírito Santo, com 17 bilhões e meio ativos, chegou a 14% do capital da CVC, deve ganhar uma vaga no Conselho da Operadora de Viagens na próxima Assembleia de Acionistas. E ali, uma matéria já trazendo mais detalhes. CVC realmente é um daqueles... Quando você vai fazendo aquele checklist, é interessante.
E é um value-ejo interessante, líder de mercado. Tem liquidez. Tem liquidez, exatamente. Uma boa história aqui. Já mandei para o Mateuzinho para dar uma olhada. Quer trazer algum ponto aí? Eu acho que o Fernando falou um negócio ali. A gente está falando aqui de otimismo. É muito bom ouvir otimismo. Acho que já tem bastante tempo que a gente não escuta falar de otimismo aqui com o Brasil. Porque nos últimos tempos o cenário político brasileiro foi tomado por algumas questões.
que a gente abordou aqui em diversos episódios e não é esse ponto específico que eu quero trazer aqui. Mas você falou da questão aí de reformas que são necessárias, né? Falou dessa questão do 6x1, que é uma pauta que o governo está trazendo aí também. A gente viu que agora o Brasil está, digamos, renovando o máximo histórico em questão de processo trabalhista, né? Porque eles fizeram o que o Temer tinha feito, que é um problema.
O que te deixa preocupado com o Brasil, assim? Aquela coisa que você olha e que você fala, cara,
Bem, acho que sua visão não vai desconstruir ela totalmente, mas são aqueles pontos ali que você realmente fica de olho, porque isso daí pode alterar alguma dinâmica de investimento que você tem pensado para longo prazo, porque a gente sabe que tem coisas que impactam. Então, o que você... Eu acho que o ponto de preocupação é um só. É o seguinte, eu me planejo nos próximos cinco anos para um juros médio de 11 a 11,5 ou me planejo para um juros médio
de 13,5%, 15% ou até 16%. Só isso. Se for 15% ou 16%, na verdade, eu brinco, a gente fundou a Apex em 2013. O juros médio que a gente pegou na Apex é acima de 10%. A gente pegou ali um período ultra curto de um juros também meio irreal na Covid de 2%. Mas, quando eu olho de forma objetiva, a gente só construiu o nosso negócio com vento contra do ponto de vista de juros.
planejamento, na hora que eu for olhar para tomar a decisão de alocar capital, na hora que eu vou olhar negócios que a gente investe, na hora que a gente for olhar um pouco se faz sentido fazer uma aquisição ou não, o retorno que a gente espera do investimento, a margem de segurança, muda literalmente as finanças em relação à análise na taxa de desconto. E aí, uma coisa pode ficar melhor, outra coisa pode ficar maior. Mas não muda o nosso apetite de Brasil. Então, de forma super objetiva,
o Brasil é o seguinte, eu acho que muito mais gente teria mais prosperidade se a gente encarar o problema e tiver uma taxa de juros estruturalmente mais baixa. Mas, tem oportunidade pra investir e ganhar dinheiro e empreender com juros de 11 e com juros de 16. E esse é um ponto super relevante pra gente colocar. Na verdade, eu nunca vi juros baixos. Eu vi alguns meses no Covid, né? Depois, a gente viu que errou a mão pra baixo, estilingou igual um candle de
Tipo hoje, quando sai lá uma notícia do Trump, estilingou os juros de 2 para 14,25. Então, literalmente, eu não conheço uma forma de empreender no Brasil sem ser com juros altos. Então, é difícil eu falar para você de uma forma diferente, porque eu realmente não consigo precificar uma catástrofe. É difícil precificar uma catástrofe. Na verdade, quando eu converso com vários empresários, na nossa empresa, a gente é uma empresa mais de atacado,
mais clientes ricos, ultra ricos, empresas, esses empresários prosperaram com problemas muito piores que eu estou enfrentando. Prosperaram com hiperinflação, prosperaram com ditadura, prosperaram com crash da bolsa de 87, prosperaram com default da dívida brasileira em 82, prosperaram com invasão do Iraque, prosperaram com crise asiática, prosperaram com bolha.com,
Prosperaram com a crise absurda global do subprime em 2008. Prosperaram com a crise da dívida europeia em 2011. Cara, prosperaram com uma coisa pior do que a guerra. A gente caiu tipo Ucrânia. Com a crise, a depressão econômica da Dilma. Então, eu não estou acreditando que eu vou ver uma depressão econômica estilo a da Dilma nos próximos quatro anos. Então, o que muda para a gente o que a gente fica alerta? O sistema de preços é referenciado na Selic.
Então, dependendo do cenário, na hora que a gente for montar nossas modelagens de análise para tomar decisão em risco, a taxa de desconto de tudo vai ser uma ou outra dependendo de quem ganhar a eleição. Então, é isso que vai mudar. E aí, dependendo de quem ganhar a eleição, as ideias criativas para fazer negócios e empreender vão estar mais num campo de oportunidades ou em outro, a depender da taxa de juros. E eu acho que essa tinha que ser a nossa visão de forma holística das coisas.
não há tendo um boom de renda fixa se a taxa de juros continuar nesse patamar alto por mais tempo. Ah, tem problema na renda fixa? Tem problema na renda fixa. Igual tem problema na renda variável, igual tem problema no sistema financeiro que a gente acabou de ter. Tem problema em tudo. Mas, de forma objetiva, o alerta que fica para a gente é mais ou menos o seguinte. A gente olha de forma fria para o dado, tenta precificar ele e, a partir disso, entender como é que isso vai afetar
da nossa empresa e como que a gente vai ter que, depois disso, eventualmente, tomar uma decisão de desalocar capital ou alocar capital ou, eventualmente, treinar melhor o time ou buscar oportunidades que sejam mais óbvias do ponto de vista de assimetria de risco-retorno, dada a conjuntura nova. Então, é um pouco disso. Quando a gente olha para esses choques externos que estão rolando, a gente está buscando, a gente tem quatro áreas de negócios, uma gestora de ecusco, produtos a mercado, um investment banking,
M&A Mercado de Capitais, um advisory que a gente cuida de clientes wealth e corporate, então, pessoas de alta renda, ricas, ultra-ricas, e empresas, e uma área de research que faz pesquisa de dados microeconômicos. E isso é interessante, porque o dado microeconômico, ele te fala muito sobre muita coisa, né? A grande oportunidade do Brasil está na microeconomia. Por mais que a gente tenha todas essas coisas, eu estou num país com 210 milhões, 210, 211 milhões de habitantes, que tem muita coisa
fazer. E como tem muita coisa a fazer, tem muita coisa que pode ser feita com um retorno sobre o capital acima do custo de capital. Então, eu tô um pouco nesse olhar, tá? Então, assim, um alerta que eu teria é esse. Um desafio maior. Vai ter mais empresa quebrando, por exemplo, se o justo continuar mais alto? Vai. Mais empresa quebrando também é uma oportunidade. Assim, de uma forma objetiva. Então, eu acho que é um pouco por aí. Pro cara que é rentista, vai ser um paraíso.
Ele vai aplicar o dinheiro dele na NTNB, no título do tesouro, e vai ter uma puta renda sem fazer nada, com risco soberano no Brasil. Então, tem diversas formas de olhar, entendeu? E por isso que eu tento colocar essa visão mais construtiva, porque o Brasil é uma potência, a gente tem que se autodenominar como potência, e tem que acreditar que a gente é uma potência, e tem que agir como uma potência. Tem que defender aquilo que é o nosso interesse, tem que se posicionar,
vale um pouco para esses estados brasileiros que estão dando certo, que tem um ambiente de negócios bom, que atrai investimento, que tem prosperidade, que tem imigração positiva, vamos dizer assim. Eu queria aproveitar esse gancho para pedir para você explicar um pouquinho para quem não conhece a Apex Partners, que a gente já conseguiu aqui ter uma boa visão de como você enxerga o Brasil, as oportunidades que tem, principalmente no Brasil, vamos dizer,
do eixo Rio-São Paulo, ou daqui lá que fica só olhando para o que está acontecendo em Brasília, os brasis que estão dando certo. E como é que... Por que a PECS nasceu e como é que ela se beneficia disso? O nosso olhar, ele é meio simples. Porque a gente tem uma frase que eu vou usar muito e a gente gosta de comer o burro dos bifes. A gente vai fazendo uma coisa, domina ela, faz a próxima coisa, domina ela. Mas eu vou trazer uma versão mais resumida da visão. Acho que pelo tempo aqui, depois eventualmente eu posso detalhar,
A ou B. Quando a gente olhou, quando a gente era mais jovem... Vocês são jovens. Então, eu tenho 35 hoje. Quando a gente fundou a empresa, eu tinha 21 para 22. A gente tinha ali aquele romantismo do jovem de 20 e poucos anos. E vocês vão lembrar, e a Dilma marca muito a minha trajetória, porque era aquele momento que a inflação começou a pegar e aí não era pelos 20 centavos. Começaram as manifestações.
fundadores da empresa, a gente queria atacar e resolver um problema de mercado para ajudar o Brasil. E quando a gente olhava para isso, a gente chegou a uma conclusão. Países que têm IDH melhor, ou seja, mais qualidade de vida, são países mais capitalistas e que têm um mercado de capitais mais difundido, mais centralizado. A gente até pegava como referência alguns livros que a gente tinha como inspiração, mas um deles é importante, que é o Ascensão do Dinheiro, do Niall Ferguson,
o impacto das inovações de mercado de capitais e como vários países prosperaram tanto a partir da difusão e da inovação em mercado de capitais. Então, a gente olhou para isso, depois eu uso o exemplo da Holanda, é o que eu gosto de usar para caramba, até porque a gente vem de um estado pequenininho, que é o Espírito Santo, apesar de que, se eu falar isso para os meus outros sócios, os outros estados, cada estado é um polo e todo estado tem o mesmo peso que o nosso, eu estou falando aqui em primeira pessoa, então por isso que eu estou falando do Espírito Santo, mas o que a gente percebe é o seguinte,
O Brasil era uma economia, e é de novo, passaram-se 10 anos, de 2013 para cá. Desculpa, passaram 13 anos de 2013 para cá. Era uma economia de 2,2, 2,3 de dólares. E ela continua a economia de 2,2, 2,3 de dólares. Mas em GDP per capita, o ajustado a gente teve um crescimento, e isso é uma métrica relevante sim, porque traz poder de compra e tal.
relevante. A gente olhava e falava, putz, a gente não vai ajudar na política. A gente quer ajudar tentando fazer o Brasil ser mais capitalista. E aí, o Brasil sendo mais capitalista, eventualmente, a gente consegue aqui no nosso estado, primeiro, fazendo ele ser mais capitalista, trazer o mercado de capitais pra cá. E a gente começou primeiro com a área de gestão de recursos, desenvolvendo produtos pequenos. Vários deles deram errado, completamente errado. A gente teve MBA, mestrado, doutorado. Aprendemos com
isso, fomos desenvolvendo melhor o nosso processo, fomos entendendo melhor o nosso desenvolvimento de tese, até que a gente foi entendendo que, na verdade, o que acabava acontecendo era, a gente tinha que combater a fuga de talentos que acontecia no nosso estado. Os nossos pares, na época, ou iriam virar concursados, ou iriam virar sucessores, ou iriam trabalhar numa multinacional, ou iriam empreender, que eram raros, ou, a pior situação de todos, eles viriam para São Paulo.
O que todo mundo quer vir para São Paulo ou no que todo mundo quer vir para São Paulo trabalha? Eu nunca tinha trabalhado no mercado financeiro. A turma vinha para São Paulo para trabalhar no mercado financeiro. Então a gente falou, se a gente quer reter o talento e o capital humano aqui em Vitória, aqui no Espírito Santo, a gente vai precisar de montar alguma coisa dentro do mercado financeiro. E aí fomos começando primeiro com as gestoras de recursos, das gestoras de recursos, com as iniciativas que a gente foi fazendo, principalmente quando o real estate, mercado imobiliário, ganhou outra ação.
venture capital, depois crédito privado. A gente começou a fazer o trabalho de assessorar finanças corporativas, então fusões e aquisições. Depois a gente começou a aprender a fazer mercado de capitais. Aí o cliente começou a pedir pra gente cuidar do dinheiro dele. A gente desenvolveu a área de advisory, que é completa, tem assessoria de investimentos, tem consultoria CVM, tem gestora só pra isso, tem correspondente bancário, tem concierge.
Depois os dados que ajudavam a gente a corroborar as nossas teses, pra gente não cometer os primeiros erros que a gente cometeu,
porque nossos fracassos foram porque a gente executou com maestria as nossas teses erradas. São ideias boas, depois a história pra pano pra manga. A gente acabou tendo uma cultura de dado muito forte, aí criou a área de research. Dessa área de research a gente começou a perceber que o nosso cliente tinha essa carência, tem muito evento de mercado aqui em São Paulo, mas não tem isso nos mercados regionais brasileiros, então a gente começou a criar uma cauda longa de eventos pra promover esses dados microeconômicos que a gente produz dentro da casa.
e divulgar eles e trazer eles para os empresários e agentes econômicos para ajudar no processo de tomada de decisão e criar um círculo virtuoso. E a gente foi fazendo isso, boi aos bifes, por vários anos, até que a gente percebeu que a nossa visão de longo prazo, que ela hoje desemboca em 2030, é tentar virar uma instituição financeira de fato, construindo o principal banco de investimento regional brasileiro. Então, a gente quer se tornar um banqueiro que tem capacidade técnica na ponta,
polos que a gente está presente, com todas as áreas. Então a nossa tese não é de ser maior, de crescer, é de formar a gente capital humano, crescer de forma lateral nas quatro áreas, nas regiões que a gente está presente, que são polos que tenham pelo menos 150 bilhões de PIB de influência, levando as quatro áreas de negócio para lá, com capital humano capaz de executar as quatro áreas de negócio naquela região. Então isso significa desenvolver produto naquela região.
que a gente está muito forte também, que é Londrina. A gente já tem em Londrina empreendimento imobiliário que o estoque de capital dos londrinenses investe no mercado imobiliário em Londrina. A gente tem investimento no nosso fundo de shoppings em Cascavel, que é uma cidade que a gente atua também. A nossa tese de shopping é diferente de tese, talvez, dos macros. A gente quer ser minoritário de shoppings com controle familiar, porque a gente acha que a longo prazo, por mais que às vezes na Bolsa oscile a ação,
eu olho o valor patrimonial, que é o tipo de cliente majoritário nosso, é o cara que quer comprar tijolo, ele quer pegar naquilo que ele está investindo e ele está vendo o valor em 10, 20, 30 anos. Esse é o tipo de cliente que a gente gosta de relacionar. Então, a gente foi construindo essa tese e a gente foi percebendo como benchmark o Jeffries, que é um banco de investimento americano que tem um aspecto de regionalização. Quando a gente olha para uma economia do tamanho do Brasil, óbvio que a americana é muito maior, qual que é a nossa tese? Quando você vai para os Estados Unidos,
por exemplo, você quer conversar com um banqueiro de óleo e gás, você vai provavelmente pra Houston e pra Dallas. Você quer conversar com um banqueiro que entende de entretenimento, setor de entretenimento, você vai pra Los Angeles. Você quer conversar com um banqueiro que entende de venture capital, de investimento em tecnologia, você vai pra San Francisco. Você quer conversar com um banqueiro que entende de commodities ou de trading overall, você vai pra Chicago.
Você quer conversar com um banqueiro que entende de wealth, você vai pra Miami. Você quer conversar com um banqueiro de tudo, de tudo, de todos,
do mundo, você vai para Nova York. São Paulo é a Nova York do Brasil. Mas o Brasil, pelas vocações econômicas que tem, faz muito sentido a mão de obra e a criatividade do banqueiro de investimento, que é um stakeholder importante para as sociedades prosperarem, estar na ponta. Porque ele vai ter uma leitura de originação, construção de produto, leitura de assimetria de risco, muito mais aguçada estando lá. Um paralelo que a gente faz, muito interessante, que já funcionou bem no Brasil,
é, por exemplo, para lá das cooperativas, Cicobi e Cicred. Cicobi e Cicred não só já são muito grandes, como tem carteiras de crédito com alta qualidade e baixa inadimplência. E várias vezes, quando você pega lá os 5, 6 do crédito, o peso maior do Cicobi e Cicred é o caráter. Eles emprestam com base no caráter, no olho, sabendo para quem está emprestando. Quando a gente olha para várias iniciativas que poderiam ser desenvolvidas com o conhecimento e a criatividade do banqueiro de investimento, para poder montar um M&A,
sugerir que uma empresa funda com a outra para poder montar uma estrutura de mercado de capitais. Isso tem que estar na ponta, esse é o primeiro ponto. O outro ponto é vantagem competitiva de custo. A gente tem história em São Paulo, e a gente tem uma métrica de deflação e inflação para olhar a estrutura de cargos e salários da empresa. O deflator para São Paulo é positivo, para todos os outros estados que a gente está presente é negativo.
Quando a gente olha isso, eu faço um paralelo, eu gosto de usar muito esse exemplo, e aí por que é importante a difusão do mercado de capitais na ponta?
pra gente prosperar como nação, com os banqueiros de investimento, é o seguinte, se tem um funil de oportunidade, aí vem lá no topo, maminha, alcatra, picanha, eu não sou fã de carne, não sei qual que é melhor, tá gente? Então não tô falando por ordem aqui não. Mas o que eu sei que talvez é que as pessoas acham melhor, mas que definitivamente é a mais cara, é o IGU. Tem tanto pouco banqueiro de investimento per capita no Brasil, que o banqueiro que tá aqui em São Paulo, ele só vai pegar a oportunidade de negócio, que for o IGU. E tá certo, faz sentido.
porque a estrutura de custos que ele tem aqui em São Paulo, a receita mínima pelo deal, pelo negócio que ele vai pegar, pra gente um mandato de mercado de capitais de 30, 50, 100 milhões, nossa senhora da penha, a gente tá muito feliz de executar esse mandato. Pô, aqui não vale a pena pro cara, porque vai ter uma receita muito pequena, 1 milhão, 2 milhões, 3 milhões, receita mínima pros bancos aqui vai ser 10, 15, 20 milhões.
A importância de centralização é para a gente poder ter o capital humano na ponta, para ser capaz de fazer o deal para todos os tipos de empresas e empreendedores que o Brasil tem. E isso, na nossa visão, é um dos grandes destraves de alavanca de crescimento que o Brasil tem. Eu gosto de usar o livro A Lei, do Bachar. E o Bachar, nesse livro, traz o conceito do que se vê e o que não se vê, da teoria da janela da vidraça quebrada. Então, muita gente acha que quando você quebra uma janela, você gerou PIB.
que refazer a janela. Isso é uma estupidez. Você gera PIB naquilo que não se vê, no alfa, no ganho de produtividade, naquilo que não está posto e ninguém enxergou ainda. O grande crescimento que o Brasil tem está naquilo que não se vê. Está nas oportunidades que ainda não foram postas, porque falta ainda material humano, falta essa construção de ecossistema e efeito de rede numa escala maior e, obviamente, tem outros players participantes para esse ecossistema, mas o banqueiro de investimento
na ponta, é um player preponderante fundamental. O Brasil, às vezes, hostiliza bastante o banqueiro nessa atividade, mas essa é uma das atividades que mais requer, eu gosto também de um outro livro que é a Teoria dos Sentimentos Morais, do Smith, que eu acho até melhor que aqui as Nações, mas que requer você ter simpatia e requer você ter o espectador imparcial. Porque o banqueiro tem que ser o espectador imparcial. Ele, moralmente, tem que ser capaz de controlar,
não só aquilo que é o desejo dele de ganhar, como aquilo que é o desejo do cliente de ganhar, como é aquilo que é o desejo do investidor de ganhar. É uma balança que tem que ser equilibrada. E a gente precisa de focar mais na virtude, na moral. Acabamos de ter um caso agora, que foi totalmente imoral. Não é uma questão regulatória para discutir ou algo do tipo. Tem que discutir o regulatório, tem falha regulatória, mas a moral é o aspecto mais importante do debate. E esse é um ponto que, como a gente fundou a empresa,
Com esse romantismo, depois, obviamente, você toma tanta porrada na cara, apanha bastante, 13 anos de negócio, muita areia sendo comida, você também perde um pouco do romantismo, então é um pouco menos romântico. Mas o nosso norte de problema de mercado que a gente quer resolver continua o mesmo, que é a nossa missão, construir produtos e serviços adaptados às características do ecossistema local que a gente está inserindo. Excelente, muito bom.
Chegou aqui um superchat, pessoal, quem quiser mandar superchat, a gente gosta de dinheiro aqui, então,
Pode mandar que a gente fica feliz. O Cleomar, que até fez um complemento. Eu sou de Cascavel. Acho que foi romântico esse superchat dele. Mas ele mandou aqui, mandou 50 temers aqui para a gente. Como investir a longo prazo no Brasil com juros de 15% e com todas as falcatruas econômicas sem ser na renda fixa? E comparar com os mercados mundiais com juros baixos. E no longo prazo, o Brasil pode ser igual a esses outros mercados?
Acho que ele quis dizer. Como é que você vai investir em outra coisa que não seja renda fixa?
pode ser igual a esses outros mercados? Bom, essa pergunta é fácil demais, né? Ele é de Cascavel? Pô, imagina quem saiu comprando terra em Cascavel 50 anos atrás. Acho difícil quem ganhou mais dinheiro no mundo com a valorização que teve naquela terra. Então, esse é um aspecto. Imagina o desbravador que veio do Paraná, veio do Rio Grande do Sul, um pouco de Santa Catarina, na verdade, esses três estados, e foram para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e pegaram e compraram terra na bacia de centavo.
Quanto que vale hoje a terra nesses lugares? Cara, eu acho difícil achar gente que ganhou mais dinheiro no mundo que essa galera que desbravou esses locais. Hoje as fronteiras são novas. Rondônia, Matopiba, alguns outros locais. A própria inovação tecnológica permitiu que esses lugares fossem locais que você pudesse cultivar. Então investir em terra no Brasil é um excelente negócio. Outro negócio, o Brasil vai continuar tendo crescimento populacional.
Eu tenho um pai que é super patrimonialista, investidor imobiliário. Nunca vende nada. Quando compara com a Selic no longo prazo, ele ganha. Mas você tem que segurar por 5, por 10, por 15, por 20 anos. Se você comprar um negócio pra ficar 1, 2 anos, dificilmente você vai ganhar da Selic. O segredo tá no composto. E o composto da Selic, ele não é desse aspecto que a gente já fica imaginando. Porque você compra um título fixo. Você não compra a Selic. Você compra um título que vai te entregar um dinheiro,
Lá no final, com retorno fixo contratado. O risco é soberano. Mas você não está contratando a Selic no teu retorno. Então, primeiro no Brasil, tem uma porrada de oportunidade. Em ações, tem inúmeras ações que superaram a Selic quando você segura elas no médio e no longo prazo, no horizonte temporal maior. Em inovação, tem vários casos. Então, esse é o primeiro aspecto. O segundo aspecto da pergunta dele. A médio e longo prazo, eu acho que o Brasil vai ter juros estruturalmente baixos? Sim.
Acho que sim. Eu acho que essa safra nova de liderança que está vindo para o Brasil, eu acho que esse próprio fruto, imagina o seguinte, gente, a gente debatia reforma trabalhista, reforma previdenciária, a gente debatia se eletrobras deveria ser estatal ou não, a gente debatia na década de 90 se telebras deveria ser estatal ou não, a gente debatia se vale, produção de minério deveria ser estatal ou não.
melhor fiscal. Está difundido esse debate. Isso já é um resultado. Então, é claro que eu acho que o brasileiro é inteligente e a conclusão vai ser precisamos endereçar isso aqui. Independentemente de esquerda e direita, centro, baixo, cima, acima, baixo, não importa. O debate está acontecendo. Então, a médio e longo prazo, eu acho que o Brasil está mais próximo de juros estruturamente baixos do que distante. Então, quem comprar ativo real, inclusive, talvez capture mais rápido o alfa do que mesmo
quem pegou juros altos por muito tempo, eu dei vários exemplos aqui de um monte de gente que bateu, que bateu o mercado, né? Eu brinco com isso, gente que comprou terra no sul da Bahia, cara, na década de 80, vai a fortuna, gente que comprou terra no interior de Minas Gerais, gente que comprou apartamento num bairro Vitória chamado Jardim Camburi a 300, 400 reais um metro quadrado. Hoje vale 16, 15 mil reais. E quando você vê o composto disso, sempre acima
Selic. Qual é o segredo? O tempo que você segurou o ativo. Entendeu? Aí, se eu estiver discutindo outro ponto, que é estratégias de trading, aí é outro papo. A gente tem que mudar aqui a discussão que a gente está tendo. Que também dá pra ganhar dinheiro no trading. Mas aí é outra discussão, outro papo. A gente dá um cavalo de pau naquilo que a gente está falando aqui. O Mamiranda... Mamiranda SC. Eu tenho medo de ler nome no chat ao vivo. Sempre fica esperando. Fica aquela.
Ele falou, meu amigo comprou uma fazenda pelo preço de uma Hilux, hoje essa fazenda gera 2 milhões em arrendamento depois de 20 anos. Terra no Brasil sempre teve muita valorização. E vai continuar tendo, sabe por quê? O dos países do mundo com mais estoque de terra disponível e um ambiente de negócios regulatório e, por incrível que pareça, com os extremistas que acreditam que o Brasil não respeita propriedade privada, com propriedade privada garantida, é o Brasil.
Vai tentar comprar terra nos Estados Unidos. Você vê se você tem esse alfa todo. Já está tudo comprado. Aqui no Brasil, você tem rule of law, você tem lei, por mais que muita gente desrespeite, mas você compra terra, você consegue registrar no cartório. A gente é um país de descendência latina, então a gente tem a cultura cartorial, que tem na França, tem na Itália. E esses países são ricos, então cartório não é o isho aqui. E você tem um monte de oportunidade dessa ainda no Brasil, mas muita, muita, muita, muita.
Eu brinco, quer uma trade idea de terra? Que eu fico especulando com meus sócios, falo, putz, e se essa margem equatorial sair, hein? Quanto é que será que está custando a terra lá no Amapá? Imagina comprar ali, no entorno da capital do Amapá, a terra, porque se sair a margem equatorial, vai vir uma cauda longa grande, crescimento populacional. Pô, obviamente lá, você vai ter que ter uns seguranças para poder vigiar a sua terra, né? Mas, ali tem alfa, hein? Um efeito meio guiana, né?
foi impressionante o que aconteceu. Eu acho que vai acontecer. Eu acho que vai acontecer no norte do Brasil como um todo. Fernando, fiquei interessado em saber um pouco sobre como você bem comentou aí dessa questão de vocês olharem muito para mercados regionais e você falou também sobre os empresários brasileiros que passaram por tantas crises e conseguiram se consolidar, conseguiram gerar negócios, conseguiram ganhar dinheiro de verdade.
O que você vê nessas suas andanças por esses mercados regionais em termos de mentalidade de empresariado que eu acho que
muitas vezes a Faria Lima não consegue entender o que esses caras têm de diferente, que você acha que são aspectos que realmente fazem o brasileiro, independente do que Brasília está fazendo, cara, vou continuar tocando o meu negócio aqui, porque nem estou olhando, muitas vezes você vai olhar para um empresário desse, que eu já tive a oportunidade de conhecer alguns, o cara não tem uma vivência, ou não tem um entendimento tão grande do mercado financeiro mesmo, nem sabe tanto de produtos, nem sabe disso,
Mas, cara, o cara executa o negócio dele de uma forma tão brilhante ali que chama a atenção. O que você já viu em termos de empresariado pelo Brasil? Eu acho que a gente tem que fazer uma modulação no que você falou. Porque a gente às vezes fica falando da Faria Lima, empresário da Faria Lima. Eu diria que o empresário da Faria Lima, o empresário de São Paulo e o empresário que é bem sentido no Brasil, todos têm características similares.
É porque às vezes a gente tem uma dissociação cognitiva em relação à Faria Lima que não são os empresários da Faria Lima.
são os executivos da Faria Lima. Os executivos da Faria Lima são curtuprazistas, né? Você tem a dança das cadeiras de fevereiro aqui, né? Fevereiro, o cara já sabe que vai sair da empresa em outubro e ele tá esperando em fevereiro que ele vai receber o bônus pra mudar de cadeira. Então, os executivos da Faria Lima, de fato, é um debate que a gente tem que ter. Mas os banqueiros, os empresários da Faria Lima, tem mentalidade parecida com os empresários brasileiros de mercados regionais. São persistentes ao longo do tempo, superaram desafios,
eles ficam muito mais focados em resolver o problema micro dentro da empresa para a empresa ser mais eficiente, mais produtiva, em melhorar o processo dentro da empresa, qualquer que seja operacional, em formar a gente, em conseguir ter um retorno acima do custo de capital. Então, eu diria que a característica do empresário brasileiro de sucesso é essa. E do empresário também da Faria Lima e do banqueiro da Faria Lima. É porque aqui na Faria Lima tem uma voz muito grande que são os executivos.
executivo da Faria Lima, às vezes, confunde com o empresário ou banqueiro da Faria Lima. Pega o Itaú e o Bradesco. Pô, tem exemplo mais bem sucedido do que esse. Pega o BTG. Olha a história de resiliência do BTG. O que eles construíram, o que eles fizeram. Pega a XP. Pega Daicoval. Pega... Tem um monte de cases de sucesso de empresário do setor financeiro. Várias gestoras que têm sucesso de longo prazo. Então, eu acho que a gente tem que só fazer essa dissociação, porque
A gente, obviamente, eu sei que é ruim, porque o molt é fazer a contradição, ou seja, dar mais audiência a fazer a contradição. Então, desculpa, a gente pode continuar usando o molt, ter a contradição, dar mais audiência, mas a realidade é, o que a gente percebe andando pelo Brasil, é que a característica comum é, são empresários que pensam primeiro em como atender o cliente melhor, que não deixam uma crise, ou às vezes já quebraram, se recuperaram, eles não deixam se abater pela diversidade.
persistindo a despeito de todas as adversidades que eles enfrentaram, buscando entregar um produto e um serviço melhor. Regra geral, esse é o brasileiro empreendedor médio que tem sucesso. E tem algumas exceções que a gente tem que combater, que são empresários que tentam ter sucesso capturando por lobby, né, pelo aquilo que é um conceito de finanças públicas que chama rent-seeking, né, perseguição de renda por meio de lobby. Tem isso no Brasil, mas tem isso em todos os países do mundo, tá? Então,
Isso aqui tem que ser combatido, é uma questão moral, mas, na média, o que eu acho que a gente vê mais em mercado regional é que talvez a gente consiga descobrir que não precisa saber inglês, que não precisa ter ensino superior para ter sucesso. Fazer o básico bem feito com muita frequência, com muita persistência e resiliência, gera um negócio de sucesso. Eu acho que isso, quando você sai daqui de São Paulo, talvez, que há mais tempo tem um IDH maior, tem mais escolaridade,
conectada com o mundo, e você vai pro interior do Brasil, pô, tem cara com centenas de milhões, bilhão, e não fala inglês e quase não viajou pra fora do Brasil. Então esse é um ponto super relevante. E acho que outro aspecto relevante é, tem um vídeo muito legal do John Welcom, que é da família Agnelli, lá da Fiat, e tem um estudo da Universidade de Bocconi, da Business School lá de Milão, muito legal, que é outro aspecto do Brasil, de vários Brasis, que a gente não valoriza. Mas, historicamente,
os negócios e os empreendimentos familiares tem mais sucesso, menos mortalidade e mais longevidade do que negócio de capital aberto, por exemplo. E o Brasil tem muito disso. E eu acho que talvez o que eu vejo com muita difusão... Ninguém discute. Mas eu preciso de abrir o capital? Isso é um sonho mesmo? Na verdade, eu tenho um negócio aqui familiar e que a gente quer fazer melhor bem, que eu quero preparar meu sucessor ou algo do tipo. Pequeno ou grande, tá? Tem vários negócios pequenos, familiares, de gerações.
Tem um negócio, se você for rodar o Espírito Santo, que, se eu não me engano, é Parada de Iguaçu, Ibirassu. Parada de Ibirassu. É um negócio familiar. Pô, um pastel com caldo de cana, fantástico. Os caras ficaram em um ponto por décadas. Agora começaram a abrir outros pontos. É um negócio familiar, de sucesso. Tem todo tipo de coisa. Então, eu acho que, na distinção que eu tiraria um pouco, eu acho que o executivo aqui na Faria Lima é curto prazer.
Mas os sócios, os donos aqui na Faria Lima têm uma visão de mais longo prazo, até porque tomar risco de margem financeira no Brasil, na pergunta anterior, com juros altos, quem acha que juros altos é bom para banqueiro ou para banco, não entende de finanças. Juros altos é ruim pra caramba. Quanto menor os juros, melhor é a capacidade dos bancos terem retorno sobre o capital alocado com menos risco.
resilientes aqui no Brasil, que temos que tirar o chapéu, inclusive, né? Você citou rapidamente aí do... Tivemos um escândalo recente aí, falando um pouco da moralidade. Polêmica, polêmica. Mas eu queria saber como é que você acompanhou isso, né? Assim, até porque aqui dentro da Faria Lima... Todo mundo já sabia. É. E como é que foi... Não, mas até a repercussão de... O quanto que isso... Talvez o executivo da Faria Lima, o quanto que pode ter acelerado
isso tendo em vista a quantidade volumosa de emissões de CDBs que foram... É, eu acho que aí entra também no outro aspecto, é o risco moral. Mesmo a discussão que aconteceu, por exemplo, numa escala de bomba atômica com subprime. CDO, CDS, o CDO da derivada do CDS, uma coisa que precisou de um resgate de 700 bilhões de dólares do Tesouro Americano. A gente tem que ir para a discussão moral da situação. A discussão moral da situação,
ela tem a ver com incentivo, mas de novo eu volto para Adam Smith, na teoria dos sentimentos morais. A gente tem que ter essa visão do espectador imparcial. Se fosse você mesmo tomando uma atitude em relação àquilo que está sendo feito, você continuaria fazendo? Essa é a pergunta. E isso deriva para outras questões morais, que a gente acaba marqueteando aqui. Vamos pegar um exemplo de mercado de assessoria, consultoria de investimentos.
Vai para o debate moral. Assessoria, comissão, é mal. Consultoria, por fim, ou seja, uma taxa contratada é bom. A resposta verdadeira é, depende. Para a maior parte dos clientes, o custo da taxa fixa é mais alto do que o custo que ele teria. E quando você joga isso para um horizonte de 10 anos, eventualmente, ele está tendo o retorno dele sendo comido por uma taxa que ele não precisaria. Eu brinco, um dos meus colegas lá do OPM,
era dono de um RIA, um agente autônomo lá da Califórnia, 4 bilhões de dólares sob gestão. E aí ele era um senhor, 78 anos estudando, por exemplo. E eu perguntei, rapaz, por que aqui nos Estados Unidos, por exemplo, eu vou voltar para o moral da tua pergunta, que eu vou responder sempre nesse campo. Por que aqui nos Estados Unidos tem mais fee-based, taxa fixa, do que commission-based? Basicamente a resposta que ele me deu foi, Fernando, na década de 70, teve estagflação.
E a bolsa americana, que explodiu na década de 50 e 60, parou de dar dinheiro na década de 70. E os agentes autônomos de lá ganhavam dinheiro com comissão de renda variável. E aí a gente olhava para os nossos coleguinhas dos lados, as gestoras, e via que, putz, enquanto eu estava todo lascado aqui com rola lá embaixo, esses caras estavam ganhando 2,20. Então a gente percebeu que o nosso modelo de negócio era falho, era imprevisível. Lembra aquele livro, Receita Previsível?
no interesse alinhado com o cliente que os Estados Unidos teve esse modelo adotado de forma majoritária. Foi pensando no modelo de negócios mais previsível que eles adotaram isso. Então, olha aqui. Isso é o relato dele, tá? Não tô falando se tá certo ou tá errado. O ponto aqui é quando a gente volta pro que aconteceu aqui agora no Brasil e que já aconteceu em diversas dimensões, a gente tem que olhar pro aspecto moral da coisa.
Não só aquilo que foi feito, que todo mundo aqui na Farinha Lima já sabia há dois anos que era um problema, o aspecto
moral é o mais relevante. Como é que a gente encara isso daqui para frente? Quando a gente está investindo em alguma coisa, a gente tem que buscar ganhar dinheiro. Isso é importante. Tem que buscar ter retorno. Mas o significado do que você está fazendo para ganhar dinheiro tem que ser tão relevante quanto. Inclusive quando você também perde dinheiro. A quantidade de gente que aproveitou a curva espremida no final quando sabia que ia ser liquidado para comprar com mais retorno rápido. Por exemplo, o CDB e depois
receber dois, três meses depois do FGC. Foi um absurdo o que aconteceu. Então, o próprio investidor não se comportou moralmente. E aí, isso reflete num outro aspecto moral que a gente tem que discutir. Quando vem o escândalo e começa a aparecer, o centro do debate moral, ele está deixando de acontecer. A fábrica de memes está prevalecendo. Estão falando muito mais do apetite moral no âmbito feminino do indivíduo do que, eventualmente,
que aconteceu sistêmico. Eu não acredito, já deu para perceber, por ser liberal, que é no regulatório que você resolve esse tipo de coisa. É difícil resolver no regulatório. Pode melhorar a regulação e deve melhorar a regulação. Mas a reflexão que a gente tem que fazer é moral. Então, a minha conclusão para isso, olhando para o presente, para o passado e para o futuro, é essa. Muito bom. Chegou aqui um... Vou fazer um superchat aqui. A pergunta superchat é muito aberta.
mas você pode fazer um comentário sobre Bitcoin. BTC é Bitcoin, né? É a sigla certa. O Pedro mandou aqui, quanto por cento de alocação em Bitcoins as wealths brasileiras estão recomendando aos clientes? Ele é de São Bernardo Campo, ele falou aqui, terra dos sindicalistas e pai Lula. Não sei se o pai Lula é uma ironia ou não, mas enfim, não sei se você poderia responder pelo percentual, mas eu queria ouvir sua opinião sobre Bitcoin.
É um assunto que eu acho que tem diversas derivadas. A primeira derivada é você entender que tem um modelo que funciona de fato de data mining, de mineração de dados. E que essa mineração de dados criou, vamos dizer assim, com todo respeito, é um elogio isso, vou tentar falar de forma sarcástica, então entenda como sarcástico, uma pirâmide com teto, porque é um ativo que não tem valor intrínseco.
Ele é o valor que o outro percebe e ele tem uma escassez determinada. Ele não gera renda. Então, a tese principal que você olha para Bitcoin, que se foi debatida ao longo dos anos, já sabe-se que prevaleceu, que é um ativo de estoque de valor. E que você tem que confiar que todas as coisas que indicam até hoje mostram essa prova de confiança de que você tem um número limitado de quantidade de Bitcoins que poderão ser minerados.
Então, essa é a primeira premissa para estabelecer. Você está com um ativo que não gera renda,
E que alocar na tua carteira uma aposta e um ativo que tem várias defesas de captura, de inflação, de governos que possam tentar confiscar o teu dinheiro. É igual você ter uma barra de ouro escondida em casa, tá? Só que digital. Então, é assim que eu enxergo essa classe de ativo. Posto isso, quando você vai pra falar de uma recomendação de alocação, isso não tem como você fazer de uma forma ampla e irrestrita.
Simplesmente o investidor é individual. E quando você faz um trabalho, a metodologia que a gente adota na nossa empresa é super nova. Ela parte das premissas de tomada de decisão das reflexões que o investidor traz para a gente. O que ele quer para os próximos 5 anos, 10 anos, 15 anos, 20 anos. A idade que ele tem é relevante. Se é casado, se é solteiro, se tem filho, não tem filho. Esses tipos de fatores que vão ajudar a compor, eventualmente, o que vira uma carteira recomendada.
uma recomendação para a classe de ativo de forma geral. Eu acho isso um erro absurdo. E a gente não adota esse tipo de abordagem quando a gente fala de estratégia de ativos para alocação olhando para os nossos clientes. Posto isso, provavelmente a gente está falando com um jovem, né? Parece. Pai Lula, não sei. Pai Lula, pode ser, não sei. Mas posto isso, eu acho que também eu acredito muito em investir a partir das suas crenças.
dos seus beliefs. Eu tenho um sócio, por exemplo, que é um super alocador de wealth, atende várias fortunas, e ele tem quase que todo o patrimônio dele em Bitcoin. É super específico pra ele isso. Mas ele é um liberal quase libertário. É pela crença dele. Como ele enxerga o mundo. Eu, como um invisto, tenho muito a ver com como eu enxergo o mundo. Então, quando a gente discute um ativo específico ou vários ativos específicos, primeiro olha pra dentro de si, olha pros teus princípios, pros teus valores,
para a tua crença de mundo, para as tuas necessidades, e a partir daí cria o framework. E digo mais, hoje usando o GPT ou o Cloud, você pode fazer esse questionamento com você mesmo e criar o teu agente para te ajudar, te aconselhar qual é a alocação ótima que você poderia ter de Bitcoin para quem fez essa pergunta. Cara, estou gostando muito do papo, você traz uma, não é nem uma profundidade, mas é até uma visão muito singular sobre as coisas, que é bem legal quando a gente consegue ter uma opinião diferente,
do senso comum aqui, até o Antônio comentou aqui, 35 anos e muita bagagem, Fernando Cinelli, tá bem bacana. Quer fazer alguma aí, Josu? Tô com umas aqui, já estamos com quase duas horas de papo, já queria ir mais pra um momento um pouco mais rápido, mas não queria deixar de fazer umas perguntinhas, até eu gosto de perguntar, sempre que vem alguém que criou um negócio e, bom, já deu certo o Apex, né, depois de muito tempo aí. Nunca me sinto assim, essa é a primeira coisa. Mas tem algum, mas em algum momento você falou,
deu certo. Não deu. Eu queria saber quando foi o momento que você falou, puxa, agora a empresa deu, agora a gente entrou numa rampada boa. Qual foi o momento ali que você percebeu, porra, agora a gente tá... Pô, essa pergunta é uma pergunta de psicanálise, né? Tem um dos conceitos que... A gente tem vários livros que nos inspiram lá, né? É um livro do Jim Collins. E ele fala sobre um conceito de paranoia produtivo, né? Eu ainda não consegui me tratar do ponto de vista terapêutico,
para conseguir me sentir minimamente perto do que você está falando. Porque imagina que para mim o sucesso é resolver um problema de mercado em cima de toda essa dimensão que a gente discutiu aqui. Não é se a empresa está dando lucro, se a gente está ganhando dinheiro, se eu ganhei dinheiro, se eu construí patrimônio. Eu tive todas essas coisas. Mas eu ainda tenho um incômodo insaciável dentro de mim, que é esse problema de mercado no Brasil.
Então, é uma coisa que eu tenho que buscar trabalhar, eu sei disso. Eu acho que...
Algumas, já fui psicólogo, psicanalista, terapeuta cognitivo comportamental, esse ponto ninguém conseguiu tratar ainda. Então, eu sempre acho que o sentimento de sucesso é passar um dia após o outro entendendo que você conseguiu realizar pelo menos uma coisa boa e desviar pelo menos de um problema ruim.
A minha realização está muito menos, talvez, na empresa, nesse aspecto, porque eu tenho uma missão para cumprir na empresa, é para isso que eu estou lá. A minha skin na empresa, os jovens gostam de falar de skin, a minha skin na empresa tem que ser essa. Hoje eu busco satisfação em outras coisas. Eu gosto de estar com meus amigos, alguns dos meus sócios são meus amigos. Eu gosto de ganhar, por exemplo, direto no tênis do Pedro, que está aqui.
E ele vai falar que ele ganha de mim, entendeu? E essa disputa me dá mais satisfação. Eu estou grávido, meu filho nasce em breve.
É um sentimento novo que eu estou descobrindo. A minha relação com a minha esposa é nesse campo que eu estou descobrindo nova. Essas coisas são mais concretas e objetivas e tangíveis para mim do ponto de vista de sucesso. Quando eu estou com a minha família. Quando vai para a empresa, eu tenho uma paranoia produtiva que é quase uma obsessão. Então, eu ainda não consegui resolver ela e eu acho que eu estou longe de resolver ela.
Então, eu nunca consegui ter esse sentimento. Ainda. Você ainda é muito jovem e você criou a empresa muito jovem. 21 anos.
e agora 35. Mas, então, já que não dá pra dizer que você chegou nesse momento, mas o que mudou do Fernando de 21 anos e do Fernando de 35? Como é que você percebe a sua maturidade, a sua evolução? Pô, essa pergunta também foi... Bom, primeiro, eu acho que eu era, nessa época, um imbecil intragável. Porque eu era um trator que não pensava na hora de liderar de forma empática no outro. Não significa que eu continue sendo uma pessoa aqui boazinha ou que não tem um estilo agressivo,
algo do tipo. Mas eu comecei a tentar pensar, e aí foi uma terapeuta que me ajudou nisso, a pensar que cada etapa da minha vida eu tenho que mudar o que ela falava a minha, que diz o camarão, que diz a casquinha do camarão. O camarão tem um tamanho, ele vai crescer, sai a casquinha, ele fica vulnerável, você tem que criar uma casca nova. Então, quando eu fudei a empresa, eu acho que eu ainda tenho alguns traços disso, mas eu achava que eu era invencível, eu achava que eu era capaz de vencer obstáculos,
transponíveis, eu achava que com excesso de hora de trabalho tudo era resolvível, eu achava que as pessoas que tinham que se comportar de forma similar a como eu me comporto, ou seja, eu era um babaca, né? Eu melhorei bastante nisso, não é que eu resolvi 100% esse problema, tá? Mas hoje, de forma clara, o que eu acho de quando eu fundei a empresa pra a versão que eu tenho hoje, hoje eu sou mais tolerante ao erro, hoje eu tento entender qual foi a raiz do erro, eu tento coordenar melhor o que é a motivação
que as pessoas têm. Eu tento ter mais parcimônia com o problema que me incomoda e que eu não sei a solução ainda. E por mais que eu não saiba a solução, eu não deixo esse problema tomar conta da minha mente, eu deixo ele guardado numa caixinha até chegar o momento que, eventualmente, vai surgir uma solução para aquele problema. Então, eu continuo, talvez, com aquele ímpeto, mas eu tomei muitos tombos nesse processo. Então, esses tombos que me deixaram de joelhos me ajudaram, talvez, a ficar um pouco
pouco mais humilde intelectualmente e aprender a melhorar como ir construindo e renovando a minha capacidade de liderança pra desafios novos, né? Vou fazer um comentário aqui que não é... Eu acho que é tranquilo pro ambiente, botando, eu brinco, né? Porque no fim das contas o trabalho é ser um administrador de zoológico, né? Você tem que ser capaz de liderar animais diferentes, né? Você tem que colocar a zebra, mas a zebra não pode ficar perto do leão, né? A cobra, ela tem que ficar ali jogando mais sozinha, né?
Você tem ali, às vezes, a onça que também não se dá muito bem com o jacaré. O jacaré é que opera de um jeito. Então, você vai aprendendo a lidar de forma diferente, e eu também sou um animal, não sei qual, pode depois me nomear, de forma diferente a como lidar bem com as diferenças de cada indivíduo e tentar liderar a partir do indivíduo e não a partir do como você acha que o indivíduo deveria se comportar,
pela expectativa do seu comportamento. Acho que a grande mudança que eu tive de quando eu fundei para hoje é essa. Da hora. Cara, que papo da hora. Muito profundo. Já deixo o convite para você voltar aqui mais vezes, que já vi que com você dá para ter uma pauta bem freestyle, que dá para ter muito papo com você. Freestyle eu gosto. Posso ir para o ping-pong? Josu, quer trazer alguma coisa? Se chegar alguma coisa aí no superchat, só superchat, hein, galera?
A gente só lê aqui quem botar dinheiro aí, skin the game. É isso aí. Bom, ping-pong é muito fácil.
vai pedir as recomendações de livro, música, convidado e a maior gentileza que já te fizeram na vida. Começar pelos livros. Você falou vários aqui, né? Mas eu queria saber se você tem alguma outra recomendação até... Você falou de ascensão do dinheiro, falou de a lei, falou de teoria dos sentimentos morais. O Jim Collins, qual o livro que é do Jim Collins? Esse é o Vencedores por Opção. Vencedores por Opção. Mas qual o livro que você vai recomendar pra gente?
O livro de mercado. Ou o Vencedores por Opção é o Good to Great, mas acho que é Vencedores por Opção.
O livro... Qual livro? Repete a pergunta. Livro de mercado. Livro de mercado que eu recomendaria, além dos que eu falei. Eu acho que um dos que mais me influenciaram foi a biografia... São dois livros, né? Do Rothschild. Então, que é o Nile Ferguson também que escreve. Eu sou um fã do Nile Ferguson. Então, o primeiro livro, se eu não me engano, é Money Profits. É o primeiro ciclo de construção da história da família.
e o segundo livro é o Words Banker. Então, são dois volumes, e é impressionante o como que, a partir da mentalidade, dos princípios e valores deles, eles conseguiram construir uma instituição centenária, super sólida, e que conseguiu criar mercados globais. Então, basicamente é o banco, até hoje é um dos poucos bancos independentes que ficam aí de pé com controle familiar,
na França, na Inglaterra e na Suíça, mas o que é interessante é o como eles olhavam informação como forma de arbitragem e o como eles construíram depois o mercado de títulos públicos e de títulos privados para, por exemplo, financiar toda a infraestrutura de ferrovias da Europa, financiar a ferrovia no Brasil, nos Estados Unidos, financiar título de tesouro em diversos países. Eles criaram hoje várias classes de ativos,
que são líderes globais, como a gente vê hoje. Numa cauda longa, que vieram do Médici, depois que vieram dos holandeses. Mas eu acho que esses dois livros para o mercado financeiro foram os que eu mais tive lição. Da hora. Muito bom. Acho que é a primeira vez que está aqui. Acho que é a primeira vez. E o livro Tema Livre? Tema Livre, acho que um dos livros que eu mais gosto de construção de raciocínio filosófico é o Caminho da Servidão, do Hayek. Ele traça de forma muito clara esse aspecto da ferradura.
a gente quebra o bloqueio de pensar em esquerda e direita. A gente passa a pensar o mundo sobre mais intervenção do Estado sobre a vida do indivíduo, menos intervenção do Estado sobre a vida do indivíduo. E isso te ajuda a estabelecer vários parâmetros de qual que é o papel do Estado. E hoje eu acho que os Estados modernos que funcionam bem, mesmo os de bem-estar social, europeus, têm um papel muito claro em segurança, infraestrutura, educação, saúde, e não transpõem muito sobre isso.
a gente tem que debater, até os nórdicos, que às vezes usam como exemplo, falando que é mais à esquerda, do caramba. Você pega, por exemplo, mercado hoje de capitais mais pujante da Europa, um dos mais pujantes do mundo, é a Suécia. Suécia é um dos melhores mercados do mundo hoje. País nórdico. É um país supercapitalista. Então, tributação não necessariamente significa que você está intervindo mais ou menos na vida do cidadão.
Então, Caminho da Servidão é um livro, cara, puta, muito bom. Eu até estava vendo aqui, é raro ouvir,
alguém que recomenda dois livros que nunca foram citados. Eu até comprei aqui o Caminho da Servidão, que não é uma recomendação não. Não é um publi, mas podia ser. Mas a Amazon está na Semana do Consumidor, então está tudo com desconto ali. Legal a capinha aqui, a versão nova aqui do Caminho da Servidão. Muito bom. Gostei dessa dica. Tem uma dica de não leitura? Um livro para não ler? Porra, um livro para não ler? Aqui a gente brinca que é o livro para morrer antes de ler. Deixa eu pegar o último que eu tentei começar.
Parei, parei. Porra, um livro para não ler. Quer pensar nessa aí? Deixa eu pensar, porque agora eu tenho que tentar lembrar o último, porque eu sou persistente nos livros, é foda. Olha lá, um cara falou aqui, Valmir, filho, um dos melhores papos dos últimos tempos. Parabéns, porra, muito bom. Também gostei muito, viu, Valmir? Uma música e por que essa música? Eu não sou super, super conectado com músicas em específico, tá?
mais seriam ou algum tipo de música clássica, ou algum tipo de música, nem sei como é que chama hoje em dia, né? Eu acho que definitivamente as músicas que eu mais escuto hoje são o Rufus do Sol, mas eu nem sei dizer qual é o nome de cada música específica, porque eu entro meio que numa onda, numa vibe. Só coloca na playlist ali. Eu só coloco na playlist e eu escuto música muito mais pra pensar do que pra escutar a música, entendeu? Então eu não tenho uma super música preferida, não. E a clássica
e faço a mesma coisa. Às vezes eu quero entrar numa concentração de pensamento, eu boto playlist música clássica e é a mesma resenha. Tem uma... Qual era o nome daquela gestora especializada em short que fechou? É Hildenbrand? Sim, lá americana. É Hildenbrand. A carta de despedida do sócio, ele termina com um link, ele fala esse é o tipo de coisa que me ajudou muito a tomar grandes decisões e tal, e deixa o link. Aí você pensa, pô,
Deve ser um e-book, algum material. Você clica, cai numa... Tipo uma session de música, assim. Bem estilo Rufus do Sol, assim. Que você vai lá ouvindo e fica, caramba! E aí... Não manda isso aí. Vou te mandar que você vai gostar. E aí tem um monte de comentário. Você também veio aqui por causa da carta da Hildebrandt. Enfim. Eu comecei a ouvir mais também pra me concentrar. Porque eu ouço o som um pouquinho mais pesado. Mas isso ajuda.
Um convidado que você gostaria de ver aqui no Market Makers, conversando com a gente. Eu queria que vocês trouxessem
Paulo, o Gustavo Paulo da CVC, óbvio que é o primeiro convidado, porque eu acho que tem muito pra escutar dele, da visão que ele tá trazendo nova pra um negócio que tá executando talvez um dos maiores que a gente tem no round da Bolsa hoje, tá? Esse é um cara que eu acho que seria fundamental escutar e um outro convidado que eu acho que seria muito legal escutar pra ter uma visão diferente sobre, né, a gente tirar um pouco esse preceito de divisão política do país e escutar alguém super ponderado, né, do espectro
político da centro-esquerda, que é o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande. Ele é um cara que você escuta ele, você percebe que você pode ter um governo de esquerda, centro-esquerda, que é responsável fiscalmente, faz política social e tem uma cabeça super aberta para o mercado. Então, por mais que eu seja um eleitor, na média, de direita, centro-direita, ele é um governador que me surpreendeu e fez um trabalho super legal.
Vocês já trouxeram o Paulo Artung, então eu acho que é um outro cara que eu sou, também admiro bastante. É um outro governador de talvez mais centro, centro-direita, mas que também fez um trabalho formidável para o Espírito Santo. Aí talvez escutando os dois vocês entendam por que em 25 anos o Espírito Santo se transformou em uma onça brasileira, né? Que é a conotação que a gente dá para os estados que estão performando acima da média nacional por muito tempo. É bem legal essa analogia, tem os tigres asiáticos e aqui as onças brasileiras.
Exato. E para fechar, qual a maior gentileza que já te fizeram na vida? Essa pergunta é muito boa. Eu já tive vários tombos durante a trajetória empreendedora. E durante esses tombos, eu acho que meus sócios do partnership, os acionistas da empresa, eu tenho alguns acionistas investidores da empresa, amigos durante esse período de escuridão, que você fica ali eventualmente,
com autoconfiança abalada, vieram falar comigo e lembraram um pouco do meu valor. E lembraram que, na verdade, por mais que eu pudesse fazer besteira, ser falível, eu tinha um valor para entregar ainda. E foi nesses momentos de dureza que talvez eu via a importância de você também, às vezes, contribuir um pouco com a sociedade como um todo. Eu acredito um pouco que o que você dá, você recebe. E eu acho que as maiores gentilezas
essas. Semana passada, semana turbulenta de mercado, tive um fracasso e, por exemplo, de um dos meus sócios investidores, ele foi super aberto, trouxe um super papo pra mim e compartilhou comigo duas experiências negativas dele e similar, que me ajudaram a colocar em perspectiva a minha própria experiência e talvez me ajudaram a me recuperar do ponto de vista de moral e mental muito mais rápido do que se eu não tivesse essa oportunidade. Então, eu acho que
A gentileza maior que eu tive foram essas ajudas nos meus momentos de fraqueza como ser humano. Muito bom. Muito bom. E pensou num livro para não ler? Ou você não chegou nesse? Cara, eu nunca li. É foda não falar um livro para não ler. Eu nunca li. Mas de jeito nenhum eu acho que eu leria. Não recomendaria ler. O Capital, Karl Marx. Tem gente que gosta de falar, leia aquilo que os outros pensam. A vida é muito curta para você perder tempo com isso. Tanto livro bom que você até passou aqui, vem atrás.
Vou querer pegar um que eu te falei. Você quer falar do Piketty também. O Piketty também não parei para ler. Mas vamos falar a origem, né? Vamos falar a origem, né? O Capital. Não leiam o Capital. Boa. Excelente. Meu querido, parabéns por você estar construindo com a Apex. Obrigado. Amanhã estaremos em Brasília. Juntos. Obrigado pelo convite. Vamos fazer um evento bacana lá. Seja o primeiro de muitos. Exato. E valeu demais. Muito obrigado, gente. É um prazer estar aqui. Contem comigo. E quem quiser aí,
saber como que acompanha o trabalho da Pexos? Acompanha você? Você tem redes? Meu Instagram é Fernando AK Cinelli, tá? Pode mandar lá, mas eu não sou o cara do Instagram, de ficar ali, eu fico repostando mais a coisa dos meus amigos e sócios, né? Mas o meu LinkedIn é Fernando Antônio Cunic Cinelli, vai lá no meu LinkedIn, no LinkedIn você me mandar, provavelmente eu vou estar super disponível, vou responder rápido. Eu tenho o mesmo nome do meu pai, então não confunde, meu pai é Fernando Cinelli,
Então, eu sou Fernando Antônio Koenig Cinelli. Vai no LinkedIn, me adiciona. Estamos super à disposição. A empresa pode ajudar. Eu vou, obviamente, receber uma demanda, vou direcionar para algum sócio. E a gente vai ter o maior prazer em atender em qualquer tipo de demanda que a gente tiver capacidade de atender, de surgir de dúvida de qualquer pessoa do Brasil inteiro. Estamos à disposição. Fernando Cinelli, obrigado por ter vindo.
Obrigado, gente. Eu sou o Aguedes, valeu pela parceria. Valeu, Salomar. Muito bom. Você que veio até o final,
joinha no vídeo, se inscreve no canal. Market Makers Crescendo quer crescer ainda mais. Terça, quinta e domingo tem Market Makers Podcast. Segunda-feira tem Risco Brasil. Quarta-feira tem Second Level. E sabadão é o Crypto Never Sleeps. Está faltando um podcast aí na sexta-feira. Você pode botar um podcast falando sobre mercados regionais. Trazer aí os empresários das onças e dos mercados regionais brasileiros para falar. Pronto, fechou. Vai faltar dia de semana agora. Valeu demais, galera.
a próxima e tchau. Um abraço.