#365 | O NEGÓCIO BILIONÁRIO POR TRÁS DA ENERGIA SOLAR NO BRASIL
SAIBA MAIS SOBRE O SNEL11: https://api.whatsapp.com/send/?phone=5511950297116&text=ENTRAR+NA+COMUNIDADEO Brasil tem mais sol do que quase qualquer potência mundial em energia solar — mas demorou décadas para transformar essa vantagem em mercado. Neste episódio do Market Makers, Thiago Salomão recebe Vitor Duarte e Anderson Tonelli, da Suno, para explicar como a energia solar virou ativo financeiro, como funciona a geração distribuída e quais são as oportunidades e riscos do SNEL11.Neste episódio, você vai entender:-Como o Brasil se tornou uma potência natural em energia solar;-Por que a queda no preço das placas mudou o jogo a partir de 2017;-O que é geração distribuída e por que ela não é simplesmente “vender energia”;-Como funciona a compensação de créditos na conta de luz;-Por que usinas solares podem gerar aluguel, fluxo de caixa e renda mensal;-Como o SNEL11 investe em usinas solares;-Quais são os riscos: vacância, preço, manutenção, regulação, juros e curtailment;Deixe nos comentários: você investiria em um fundo de energia solar?📌 Inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder nenhum episódio!📢Apoie o Market Makers e ajude a fortalecer o mercado de capitais no Brasil! Clique no link e torne-se membro do nosso canal por apenas R$7,99 por mês: https://www.youtube.com/channel/UCwZwvDC6f0WhcVTG-3aBUTQ/join📩Entre para nossa newsletter gratuita: https://lp.mmakers.com.br/newsletter_gratuita?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X📢 Anuncie sua marca no Market Makers: comercial@mmakers.com.br📚Biblioteca Market Makers: https://lp.mmakers.com.br/biblioteca/?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X#patrocinado- - - - - - - - -O NEGÓCIO BILIONÁRIO POR TRÁS DA ENERGIA SOLAR NO BRASIL | Market Makers #365Apresentador: Thiago Salomão (Apresentador do Market makers)Convidados: Vitor Duarte e Anderson Tonelli, da Suno AssetEdição: Igor Conrado e Pedro PereiraCaptação : Renan Moncoski#BOLSADEVALORES #INVESTIMENTOS #MERCADOFINANCEIRO #MARKETMAKERS #THIAGOSALOMÃO
Thiago Salomão
Anderson Tonelli
Vitor Duarte
- Geração Distribuída (GD)Funcionamento da GD · Compensação de créditos na conta de luz · Autoprodução remota e consórcios · Vantagens financeiras da GD · Margens de lucro da GD
- Energia BrasilVantagem natural do Brasil em energia solar · Histórico de desenvolvimento da energia solar · Queda no preço das placas solares · Regulamentação e leis
- Energia solar e o futuro das casasInvestimento em usinas solares · Estratégia Greenfield vs. Brownfield · Implicações tributárias para investidores · Diversificação e liquidez · Base de cotistas e investidores
- O futuro da energia e fontes alternativasPotencial de crescimento da energia solar · Papel das baterias no sistema elétrico · Impacto da inteligência artificial e carros elétricos na demanda · Desafios de infraestrutura e rede
- Mercado de EnergiaCritérios ambientais da energia solar · Ações sociais do fundo SNEL11 · Governança corporativa do fundo
O pior estado do Brasil em irradiância solar, ele tem mais sol por metro quadrado do que o melhor estado da Alemanha. Já tem gente pegando bateria de carro velho, que não serve para mover um carro, mas serve para colocar num ambiente.
Onde está o risco nesse mercado? Eu vejo que ela já deu certo. Já deu certo? Já deu certo. A grande questão agora é você melhorar. Qual é a complexidade disso? Baixa. Os engenheiros me odeiam quando eu falo isso. É montar Lego. Quando o custo baixou significativamente, 2017, 2018 para cá, começou a corrida do ouro. Todo mundo começou a querer instalar. Então a gente tem uma concentração de investidores...
ultra qualificados. A Dona Maria que tem lá 10 mil reais e recebe 100 reais por mês. A gente vai falar sobre energia solar, uma tendência que o Brasil demorou décadas para abraçar, embora tenha sido sempre uma superpotência para isso, mas só agora ele está aproveitando e você também pode aproveitar como investidor.
Sim, sim, sim, está começando mais um Market Maker. Seja bem-vindo ao podcast da família investidora brasileira. Eu sou Thiago Salomão, fundador e CEO dessa empresa, que hoje não é só mais um podcast. Temos também nossas newsletters, nossa revista digital, nosso fundo de ações, comunidade de investidores.
uma penca de coisas para se comunicar com mais de 7 milhões de pessoas todos os meses, em áudio, vídeo, texto, fundo de investimentos, comunidade. Então, seja bem-vindo, você que está chegando agora. Hoje vamos falar de um assunto que a gente não costuma falar bastante... Quer dizer, a gente nunca falou nada disso aqui, então é daqueles episódios...
para ser bem aquela aulinha, para você sair muito mais inteligente do que entrou. A gente vai falar sobre energia solar, uma tendência que o Brasil demorou décadas para abraçar, embora tenha sido sempre uma superpotência para isso, mas só agora ele está aproveitando e você também pode aproveitar como investidor.
Para você ter uma ideia do tamanho da oportunidade que é a energia solar no Brasil. O pior estado do Brasil em irradiância solar, que é o Rio Grande do Sul, ele tem mais sol por metro quadrado do que o melhor estado da Alemanha. E por que eu peguei a Alemanha? Porque a Alemanha, por muito tempo, foi uma das grandes referências mundiais em energia solar. Ou seja, enquanto o mundo rico gastou fortuna para tentar descarbonizar sua matriz elétrica,
o Brasil aqui já nasceu com uma das matrizes mais limpas do planeta. Só para você ter uma ideia, 88% da eletricidade brasileira vem de fontes renováveis. E a energia solar, que era irrelevante lá em 2017, hoje já é a segunda maior fonte instalada do país, atrás apenas da hídrica. E quando a gente fala de energia, sempre pensava, pô, vai construir uma nova Itaipu, uma nova Belo Monte.
Isso talvez ficou para o passado, até porque novos investimentos e espaço para isso é cada vez mais difícil. Mas hoje, através da energia solar, ela deixou de ser um tema que era só para engenheiro ambientalista e virou um ativo financeiro com contrato, aluguel, fluxo de caixa e renda mensal. Porque hoje talvez milhares ou milhões de telhados, fazendas solares, mini-usinas e projetos de geração distribuídas estão espalhados pelo Brasil.
deixando isso muito mais democrático. Então, a gente está aqui com o Vitor Duarte e o Anderson Tonelli, os dois são da Suno, o Vitor Duarte já veio aqui uma vez, um CEO da Suno Asset, 20 anos de experiência no mercado, com passagem em várias empresas do mercado financeiro.
E o Anderson Tonel é diretor de operações da Suno e ele tem 28 anos de experiência no setor elétrico. Já trabalhou em empresas como Camargo Correia, Rede, Rede Energia, Triunfo Participações, China Three Guards. E eles vão falar hoje sobre esse mercado. E já vou ancorar aqui as três coisas que a gente não pode sair sem terminar esse episódio. Que é, primeiro, porque o Brasil tem uma vantagem natural gigantesca em energia solar. E porque demorou tanto para essa vantagem virar mercado.
Segundo, como funciona de verdade esse negócio de geração distribuída? Porque muita gente acha que está vendendo energia quando na prática o mecanismo é outro, é uma compensação de créditos na conta de luz. E terceiro, onde está a oportunidade e onde estão os riscos para quem olha o Snell 11 como investimentos? O Snell 11 é o fundo imobiliário da Suno que investe em usinas solares e recebe o aluguel desses ativos e distribui essa renda para os cotistas.
Bom, sem mais delongas, bem-vindos ao Market Makers, bem-vindo mais uma vez e bem-vindo pela primeira vez. Estão preparados? Bora lá. Bora lá? Então, só para o pessoal guardar o tostão da voz de vocês, em 30 segundinhos, Vitor Duarte. Legal. E aí você? Sou Vitor Duarte, economista, capixaba. Capixaba, é verdade. Vascaíno.
Isso eu também tenho mérito. Resiliente. Resiliência, é. Exatamente. Não abandono qualquer tese de investimento fácil, viu? Estou nesse mercado há 20 anos, investindo, seja em crédito, seja em equity, não chuto só com a perna direita, nem só com a perna esquerda, tem que ser ambidestro.
E atualmente na Suno, a gente tem fundos imobiliários, agro e de infraestrutura, majoritariamente fundos listados em bolsa, abertos a investidores de maneira geral. Então, esse sou eu. E Anderson Tonelli, bem-vindo pela primeira vez. Quem é você em 30 segundinhos? Bom, Anderson Tonelli é um mineiro, administrador de empresas, mestre em engenharia de energia.
pai da Marjorie e do Lucas, né? E tenho aí uma certa experiência no mercado de energia já, né? Sempre trabalhei no setor elétrico, em todas as vertentes, né? Desde na parte de engenharia, construção, geração, distribuição, comercialização. E agora a novidade é o mercado financeiro aqui na Suno, né?
Trabalhando como gestor dos ativos de energia, fazendo todo o processo, desde operação e manutenção até a parte de tesouraria. Então, estamos aí no processo como um todo. Quanto tempo de sono? Quatro meses. Quatro meses? Está novinho. Bem-vindo ao mercado financeiro.
fazer a sua estreia. Sim. Bom, vamos começar primeiro falando sobre essa tal oportunidade que demorou tanto tempo para aparecer. Por que o Brasil já tem uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo, mas a gente fala pouco disso como vantagem competitiva? O quanto essa matriz limpa é um ativo estratégico para o país e quanto o mercado ainda subestima isso?
Bom, falando de energia solar, a energia solar teve um boom no Brasil, principalmente por causa da redução dos valores, dos valores de investimento. Então, com isso, a partir de 2012, a energia solar começou a crescer cada vez mais, tanto na geração centralizada como na geração distribuída também, que já é um negócio mais próximo da questão do SNE11.
Então, isso fez com que a gente tivesse um boom da energia solar e proporcionando a gente ter uma participação na matriz energética hoje enorme. Então, antes o Brasil era um país predominantemente hídrico.
na geração de energia elétrica, e a participação da geração hídrica foi cedendo espaço para as fontes renováveis, tanto solar como a eólica também. Destacaria, a partir de 2017, 2018, o preço da placa. Desde 2012 existe, mas desde 2012 eram entusiastas.
não fechava a conta ainda. Não com o custo de importação no Brasil, não com o custo de capital no Brasil, talvez esse seja o motivo pelo qual a Alemanha começou na nossa frente, o custo de capital é incomparável no Brasil e na Alemanha. Em 2017 e 2018,
o preço das placas começou a cair mais significativamente. Para você ter uma ideia, a tonelada do policilício, que é o material usado para fazer a placa, o principal material que as placas levam, bateu 400 dólares a tonelada. E esse negócio hoje é menos de 10 dólares a tonelada, mais de 400 para menos de 10. Então isso muda completamente o jogo. E uma placa solar, Salomão...
É igual a televisão dessa aqui, a mesma tecnologia, é um negócio simples, entendeu? A gente até vê, até na apresentação que eu falei dos milhares ou milhões de pessoas, se tornou algo muito simples, não só pelo acesso financeiro, mas até pela instalação. Isso, isso. Qual é a complexidade disso?
Baixa. Os engenheiros me odeiam quando eu falo isso. É montar Lego. Não vou apanhar porque estão no vídeo aqui. Batam no monitor dos seus computadores. É uma complexidade baixa, tá? Como a televisão dessa aqui. Você coloca aqui, coloca o cabo. Você tem que colocar o cabo no buraco certo aqui. Aqui é HDMI ou não sei o que. Passou. Não tem uma complexidade de engenharia muito grande. Engenheiro, engenheiro mesmo. Eles gostam de hidráulica porque é muito mais complexo.
O solar é muito simples do ponto de vista de engenharia. E de 2017-2018 essa curva virou, porque os incentivos são grandes, acho que a gente tem que chegar nesse ponto aqui, os incentivos foram muito grandes, só que pouca gente fazia. Quando o custo baixou significativamente, 2017-2018 para cá, começou a corrida do ouro. Todo mundo começou a querer instalar. E aí veio, teve a regulamentação em 2012, e aí veio uma lei em 2022, e aí veio uma lei em 2022.
definitivamente, que fechou a porta, porque senão esse negócio ia virar ia desequilibrar o sistema, que era muito, muito, muito vantajoso fazer energia solar no modelo de geração distribuída. A gente vai entrar aqui nesse mérito de o que é distribuída centralizada.
Então, 2022 fechou uma porta e a partir de 2023, quem quer instalar uma nova usina ou colocar no telhado de casa, já começa a perder um pouco das grandes vantagens que tinha até 2022. Então, essa janela de 17 a 22...
fez com que a gente saltasse para mais de 20% de energia solar na matriz energética brasileira, mesmo que as usinas estejam ficando prontas agora, mas os pedidos até 2022 foram os responsáveis por colocar a solar com essa relevância que tem hoje.
Mas aí como é que está de 2022 para cá? Porque se teve o boom até 2022... Vamos falar do ponto de vista regulatório. O boom de pedidos. Como é que funciona a geração distribuída, que tem uma margem brutal? Se você olhar o nosso fundo ou qualquer player de geração distribuída versus uma Axia, uma Engie, a margem é muito melhor da distribuída.
A anestesia distribuída é um formato de autoprodução, que você pode autoproduzir no seu local, no seu telhado, ou você pode fazer a autoprodução dela remota. Aqui, por exemplo, a gente está em uma laje na Faria Lima. Aqui a gente não tem telhado. O prédio tem telhado lá em cima. Talvez não dê conta de todo mundo.
A gente pode se juntar, consumidores se juntam, se consorciam e alugam um espaço, tem que ser dentro da rede onde eles estão, aqui em São Paulo, em São Paulo, na Light no Rio, Semig em Minas, enfim, dentro da sua própria rede, você vai lá e monta uma usina.
que ela vai injetar créditos, tanto megawatt-hora na rede que vocês estão, e aí vai compensando na conta de cada um. Então você pode gerar a sua própria energia. E aí você não paga encargos setoriais, fundo, desenvolvimento de energia, uma série de encargos que é uma estrutura cara na conta das pessoas. Se você de casa aí pega a sua conta de energia,
Você paga mil reais de energia. Provavelmente, energia é menos de 300 reais. 200, 200 e poucos reais. Energia. Até mil reais tem impostos, tem os fundos constitucionais, fundo de compensação, não sei, aquela coisa toda. Quando você produz a sua própria energia, você não paga nada disso. Você só paga...
o aluguel daquele local, daquela usina que você alugou para gerar energia para você. E o aluguel não vai ser mil, vai ser oitocentos. Então, os players que operam nesse mercado de GD recebem esses oitocentos, enquanto uma Axia, uma Eletrobras, recebe duzentos, duzentos e qualquer coisa.
Essa diferença era uma diferença importante, porque montar uma estrutura de GD era muito, muito mais caro do que uma operação de energia normal. Quando o CAPEX de usinas solares despencou,
Virou o melhor negócio do mundo. Quando a gente começou a olhar esse negócio, a TIR era 35%. 35%. Quando o cara me apresentou... Só para o pessoal entender, TIR, a gente estava falando taxa interna de retorno. Exato. Você tem um retorno ao ano de 35%. Quando o cara me mostrou o projeto em 2022, 21, 22 ali, ele falou 35% a 40%. Eu quase levantei da cadeira, eu quase fui embora da sala, quase xinguei ele. Porque era mentira, né? É mentira.
Aí eu, não vou fazer essa grosseria com essa pessoa, vou deixar ela falar. Depois a gente começou a checar. Cara, como é que é isso e tal? Aí a gente começou a bater as premissas, porque TI é uma conta, taxa interna de retorno, é o fluxo de caixa ali. A gente começou a bater as premissas. As premissas dele estavam um pouco otimistas, falaram, vou vender energia R$ 900 em Minas Gerais. Não vai.
Não vai. O aluguel não dá para ser R$ 900, R$ 700 na época. Hoje R$ 580. Então, hoje a TIR desse negócio dá para conseguir uns R$ 18, R$ 20, R$ 22. Isso é Brownfield, você comprando uma usina pronta.
Como a gente começou o fundo construindo Greenfield, você faz o yield on cost, o yield olhando o capital que você colocou, o custo que você investiu. R$22, R$23, R$25, não deu R$35, mas R$25 algumas usinas bateram.
é o melhor negócio do mundo então para tudo, vai todo mundo fazer isso o que acontece se todo mundo faz isso a oferta de energia aumenta as pessoas precisam aderir a um consórcio existe uma fricção para o consumidor deixar de ser um consumidor para passar a ser um autoprodutor de energia
Então tem uma fricção, a oferta ia bagunçar o preço, deu uma bagunçadinha e hoje essa TIR está na casa dos 16%, 17%. Nosso investidor percebe, depois de taxa de administração e tudo mais, percebe alguma coisa como 14% alto, 15% ao ano de dividendo, e aí o fato está em fundo imobiliário, dividendo, líquido de imposto, todas as características que sabemos de fundos imobiliários.
Aí fala assim, poxa, 14 mais 14 é CDI. Lembre-se que aquele benefício, a energia sobe, o aluguel sobe de acordo com a inflação energética. Então é 14 mais inflação energética.
que inflação energética nos últimos 10 anos foi 75% contra 55% do IPCA, então é 14 mais IPCA mais um prêmiozinho, entendeu? É o IPCA mais a gente brinca que o IPCA ele não é energético ele é sabor energético porque energética é um pouco mais
Muito bom. Tá, já entendi um pouco da facilidade. Eu só queria tirar uma dúvida. Você falou da fricção, né? Para virar um consumidor também, né? Um autoprodutor, né? Você deixar de ser um consumidor, você sai da...
Acho que é uma boa hora para explicar essa geração distribuída e como é que faz, porque tá, beleza, para montar a usina solar, parece que é simples, mas para eu poder consumir, parar de usar, como é que era esse processo? Como é que é, na verdade? O processo é o seguinte, você precisa encontrar um consórcio, ou você é um consumidor e quer uma usina só para você, e esse mercado, você vai ter que buscar essa pessoa.
Tem várias plataformas hoje que organizam consumidores em um consórcio. Com certeza, se a pessoa que está vendo a gente aqui, que dá um Google, numa cidade dele, lá no estado dele, vai ter algum player disso, que faz isso. E o que ele faz? A pessoa precisa...
a pessoa precisa entregar o código de instalação, os dados dela e tudo mais. O código de instalação é um número que tem na conta de energia que é meio que o CPF daquela UC, daquela unidade consumidora, da casa dela, da loja, do escritório. Todo mundo é um consumidor de energia, todo mundo que consome energia, que tem um relógio que mede energia, tem um número ali.
Então, ele vai informar os dados dele e esse código para esse administrador, esse consorciado líder que organiza essas pessoas. E aí, esse consorciado líder vai lá na distribuidora, em São Paulo, por exemplo, e fala assim, olha, o Salomão, aqui do endereço tal, unidade consumidora número tal, ele agora faz parte do meu consórcio. Então, ele não é mais um consumidor cativo, ele não é um consumidor normal, uma pessoa normal.
ele agora faz parte do nosso consórcio. Então a energia que a gente está gerando aqui, e aí esse player pega o seu histórico de consumo, coloca, olha, eu quero que você destine tanto de crédito para ele aqui. Então quando o cara da Enel vai na sua casa medir, ele pega, mede, você vai pagar a taxa mínima, porque é uma taxa de conexão para uso básico da infraestrutura.
Mas a sua conta de energia deixa de ser cobrada, você é um autoprodutor. E você vai pagar para esse consórcio um aluguel, na sua proporção, daquela usina que está sendo usada para gerar o crédito para você. Então tem uma fricçãozinha, às vezes o cara tem uma conta de, sei lá, 300 reais para economizar 10%, economizar 30 reais, o cara fala, não vou mexer com isso. O cara com mil reais, com 10, por exemplo, Rio de Janeiro é...
tem. Enel e São Paulo não tem. Qualquer 5% já seria bom. Rio de Janeiro demanda dos consumidores também muito grande. Então, falta usina. Agora, Minas Gerais tem bastante oferta de usina. Goiás está com bastante oferta de usina. Mato Grosso.
também algumas praças com bastante oferta de usina, o desconto para o consumidor, o desconto percebido, porque o cara não está comprando energia com desconto, ele deixa de fazer uma coisa, passa a ser outra, mas economicamente, na prática, o desconto percebido é 10%, 15%, 20%, 22% para o consumidor. Então o cara com a conta de mil reais por mês, 220 a menos, dá para comprar duas picanhas e um saco de carvão. Guarde esse dinheirinho e já no final do ano dá para fazer um...
Uma festinha legal de fim de ano, né? Então 20% é um bom desconto percebido. Legal, legal. Eu estava até, enquanto falava, eu estava conversando aqui com o meu agente, ele estava explicando até a diferença do autoconsumo remoto e a geração compartilhada, né? Que aí nesse caso seria uma geração compartilhada, eu ia buscar alguém que já está gerando... Sim, sim, sim. E aí eu participaria desse consórcio, né? Um consórcio cooperativo ou uma estrutura similar. Entendi. Não, legal.
Bom, a gente já falou sobre o crescimento da oferta, eu queria saber por que demorou tanto para isso. O Brasil era tão refém das idelétricas, não existia incentivo, ou foi de fato o incentivo que fez isso decolar, enfim.
Só descobriram depois de 2012 que existia isso? Por que demorou tanto para isso surgir? Minha visão é questão de conta mesmo, uma matemática simples. No Brasil, o juros é muito alto. Então, o custo de você fazer uma usina, carregar ela, o custo de capital é elevado. Mesmo com os incentivos todos, as placas ainda eram...
Em reais, ainda caras. Placa, inversor, trafe e tudo mais. Então, essa conta virou em 2017. 17, 18 ali que isso começou a crescer muito rápido.
No Brasil, para você importar qualquer coisa, é caro. Tem imposto de importação. Então, na minha visão, era mais a viabilidade mesmo do projeto cujo capital no Brasil. A hora que a placa, o CAPEX, para fazer a usina, despencou, está sobrando placa no mundo. Está sobrando placa no mundo. Você pega a ação dos produtores de placa.
chineses, canadenses, todos, está um desastre. Então, assim, o preço do produto que eles vendem está muito baixo, porque eles produziram demais, demanda não foi a mesma coisa, o custo baixou também. A gente tem um caso até na Bolsa Brasileira, em Telbras, entrou nesse mercado e, enfim, não acabou não indo tão bem. Para você que estava dentro da indústria, Tonel, como é que você viu essa evolução?
O que acontece é que, se você olhar bem, você tem um inventário de potenciais a serem explorados, hidrelétricos, termoelétricos, que seja, mas a priorização para que esses empreendimentos possam ser viáveis, ela se dá...
de acordo com o custo que a energia vai ter em função daquele empreendimento. Então, no momento que você passa a ter alternativas mais viáveis, aí você abre uma oportunidade para um novo mercado, como foi o mercado solar. Então, você tinha um custo por megawatt-hora, um LCOE lá, muito mais favorável. Então, aqueles, digamos, potenciais inventariados não eram viáveis o suficiente para competir com essas fontes.
Agora, a pergunta que eu tenho mais... Olhando para o futuro, tentando entender esse crescimento da energia solar e eu não sei o quanto ela pode chegar de potencial. Hoje ela está na faixa dos 20% na nossa matriz energética.
o quanto que ela pode chegar, porque ela também tem suas limitações, porque a energia solar depende do sol. Só tem sol, por óbvio, de dia. Exato. Então, como é que fica essa harmonia entre o sistema elétrico, o sistema de energia solar, até onde pode ir, qual o impacto que se pode trazer até no oferta e demanda, enfim.
Eu vejo, sim, existem dois impactos aqui diferentes com relação a solar. Quando você pega uma energia solar mais próxima do centro de consumo, digamos, na residência ou dentro de uma área de uma distribuidora, essa geração solar, ela tende até a reduzir perdas.
Por quê? A perda é de venda da rede básica. Então, a energia que vem lá de Belo Monte para chegar aqui no Sudeste, isso tem toda uma perda de lá até aqui. Quando você coloca a geração distribuída ali do lado da carga, essa perda não existe. Então, para a distribuidora, existe um benefício. E quando eu falo isso, esse benefício reverte para a tarifa também.
Então, primeiro ponto, você tem um benefício da energia gerada ali solar, mediante a GD, ela é benéfica. Agora, quando você fala de empreendimento solar de grande porte, digamos assim, longe do centro de consumo, isso começa a gerar algumas dificuldades, até para o operador nacional do sistema poder controlar essas fontes. Porque...
É uma fonte intermitente, ela não é controlável porque eu não tenho como fechar o sol ou guardar o sol. Então ela é produzida naquele momento e isso traz uma certa complexidade para a otimização do próprio sistema elétrico. Então vamos separar aqui, a gente tem a energia solar GC, que é muito mais complexa, o porte maior, e a gente tem a GD, que é muito mais próxima do sangue de carga, é muito mais benéfica, no meu ponto de vista, do que esses grandes empreendimentos.
Acho que potencial, enfim, não sei o quanto ainda dá para crescer, mas eu diria que não muito, Salomão, porque não dá para ir de 22 para muito mais, já são 22% contra 44% da hídrica, porque não tem só à noite. É óleo que a venta... Que horas que venta?
a hora que o vento quer, não dá para estocar vento, já dizia uma presidente da república. Então, bateria tem sido apresentada como uma solução para isso, você produz o máximo possível de energia durante o dia, entre 9, 10 da manhã, 3 da tarde, é a hora que está sobrando, inclusive energia no Brasil, tem um horário que tem sobrado energia.
as baterias estão ficando cada vez mais baratas. E de novo, não sei se é o meu viés, mas eu sempre olho pelo lado da matemática. Para mim é sempre uma questão de conta de viabilidade. Bateria era mais caro, tinha menor capacidade.
vários motivos, inclusive desenvolvimento de carros elétricos e tudo mais, eletrificação das coisas, as baterias estão ficando cada vez melhores e mais baratas, cada vez mais abundantes. Já tem gente pegando bateria de carro velho, tem poucos carros elétricos velhos, poucos, mas já tem, para teste já existe, que não serve para mover um carro, mas serve para colocar...
num ambiente, pega a energia das placas, coloca na bateria e você reinjeta no sistema essa energia das 18h às 21h.
É o período de maior consumo. Porque ainda tem gente aqui no escritório usando energia, o ar ainda está ligado, as lâmpadas estão ligadas, mas alguém já chegou em casa, já ligou o micro-ondas, já ligou o chuveiro elétrico, ligou na televisão lá, botou o telefone para carregar, está lá tomando um banho, usando tudo isso.
Tem empresa ainda usando, residência dando um pico de energia, e a energia solar acabou de sair. A energia solar acabou de parar de injetar no sistema. Então, esse é um horário complexo que a energia solar não consegue ajudar e que as baterias, você pode estocar energia, seja em bateria, tem outras formas de estocagem de energia, mas sendo simplista aqui, as baterias podem suprir isso aqui. Então, a energia solar eventualmente vai crescer mais do que está hoje?
Sim, a depender do BES, da bateria, da capacidade de armazenagem dessa energia. E, de novo, para finalizar essa parte da fala, a bateria está ficando cada vez mais barata. As placas eram caras, foram ficando mais baratas, cruzaram a linha em 2017, 2018, todo mundo fez. Agora as baterias também já começaram a cruzar a linha, já começaram a fazer sentido para um grande cara de GC. GC é geração centralizada, GD é geração distribuída.
Grande cara de GC que está numa região longe do consumidor, sofrendo esses curtailments, esses cortes do operador nacional. A bateria pode salvar aquele business. E ajudar na matriz, ajudar a gente a ter energia injetada na rede das 18 às 21, por exemplo.
Você falou o Curtainment. Eu estava até revisitando a matéria que, embora a gente nunca tenha feito um episódio aqui sobre energia solar, a gente já trouxe aqui o Daniel Slaviero, que é o CEO da Copel. Já tivemos outros papos sobre o setor elétrico, de maneira geral. E eu fiquei, quando eu estive com o Slaviero aqui, fiquei muito com a imagem do quando ele contou do quase apagão no dia dos pais.
que no ano passado, até abrir a matéria aqui na Exame, para quem tiver curiosidade, joga lá quase apagão no Dia dos Pais, vai ter a explicação, no 10 de agosto, um domingo, milhões de brasileiros pararam tudo que estavam fazendo para almoçar com a família.
o gesto para comemorar o Dia dos Pais virou um problema grave no setor elétrico, porque foi um momento que todo mundo estava consumindo energia ao mesmo tempo, num momento que a gente teve o que foi chamado de excesso de oferta, o curtenimento que acaba sendo esse desafio, porque não é simplesmente muita gente quer consumir e não tem energia, quando tem muita oferta, isso também causa esse descasamento.
E acho que isso também, por si só, acaba sendo um fator limitante para o crescimento da energia eólica e solar, como vocês mesmos disseram. Sim, a matriz precisa ter sistemas que estão disponíveis o tempo todo. E aí as baterias acabam entrando como uma possível solução. Sim. Mas ainda a gente não tem uma... Está no início. A gente não está livre de um problema que pode vir a acontecer em algum feriado. Naquele momento está todo mundo usando energia ao mesmo tempo. Eu diria que ainda não. Então...
é um ponto importante já fica a dica aí, quem quiser fazer a luz de velas e tal fazer uma campanha, todo mundo ninguém usa forno nesse dia passamos o dia das mães sem sustos vamos ver no dia dos pais como vai ser se a gente pudesse fazer um pedido aos consumidores e que não use o microondas e o chuveiro elétrico ao mesmo tempo
já ajuda já vai ajudando bom, e falando um pouco sobre isso ter virado um mercado a gente já explicou um pouco de porque que demorou tanto para surgir
Mas agora, acho que o mercado acaba ajudando a acelerar. A gente já explicou um pouco dessa geração distribuída, mas aí como é que entra o Snell 11 nessa parada? O que de fato ele faz dentro desse ecossistema de energia solar?
Eu acho que a virada de estratégia do Snell, de Greenfield para Brownfield, já conta um pouco da nossa visão. A gente começou esse fundo para construir usinas. A gente fez quatro ofertas no fundo, duas delas a gente pegou o dinheiro e fez usina do zero. Pagamos terraplanagem, pagamos EPCista. EPCista é a construtora especializada. Compra placa, inversor, não sei o que, faz as benfeitorias e mobiliza isso, integra isso no ativo, porque é um fundo imobiliário,
Na terceira e quarta ofertas, a gente já foi, a gente já mudou a cabeça, isso já era 2024, 2024, final de 2024, já início de 2025, a gente já começa a não construir mais nada e apenas comprar usinas já prontas de players que construíram com alavancagem, que tinham o.
Ou, e aí no final de 25, na nossa quarta oferta, que a gente captou 622 milhões de reais numa única oferta, já foram players que fizeram um play mais tributário. Hoje você tem uma usina, ou você tem um galpão, você tem um imóvel, você tem um imóvel hoje.
na pessoa física você vai pagar 27,5. Então, basicamente ninguém tem na física direto. Você tem sua casa, tal, um imóvel para aluguel, alguém que explora comercialmente essa atividade imobiliária, tem empresas. Então você tem uma SPE, uma sociedade de propósito específico ali, e normalmente no lucro presumido, porque a margem é muito boa.
Você vai lá pagar seus 14, 65% de imposto sobre a receita e subia o dividendo isento de imposto de renda. Hoje, além dos 14, 65% e do CBS e CBS que se avizinham, tem 10% de imposto de renda sobre os dividendos. Então, você recebia R$100, pagava R$14,65 sobre a receita, sobrava ali um pouquinho de custo.
Sobrava R$80,00, você subiu R$80,00 de dividendos. Hoje, quando você sobe R$80,00 de dividendos, R$8,00 de dividendos são tributados. Então, R$14,00 que se você pagava mais R$8,00, deu R$22,00, R$22,00 alguma coisa, contra zero de fundos imobiliários.
Então é muito melhor, se você gosta desse mercado, se você quer investir nesse mercado, ao invés de você ficar com a sua empresa que tem as suas usinas, você vender essas usinas e comprar a cota do fundo. É melhor você deixar de ser cotista da limitada ou acionista da SA e passar a ser cotista do fundo.
tem implicações tributárias, e outros dois benefícios que vêm automaticamente. Você tem uma diversificação natural, você tinha lá duas, três usinas, agora no fundo você vai ter 30, 40, 50, 100 usinas. Quando você tem uma empresa de capital fechada, a liquidez é zero. Para você vender uma empresa, é um M&A, você não consegue vender, estou querendo trocar o carro, preciso de 300 mil aqui.
Você não vende um pedacinho da sua empresa de capital fechado para alguém. Arrumar um amigo, virou seu sócio, daqui a pouco você está arrumando problema com seu amigo.
os fundos imobiliários são negociados em Bolsa com uma liquidez cada vez maior, o Snel especialmente está com 4, 3, 4, 5 milhões, bate 5 milhões de vez em quando, de liquidez diária, e os fundos imobiliários na B3 têm ganhado relevância, não só o nosso, vários outros fundos imobiliários. Então é uma tendência que a gente vê.
E aí a gente migrou a cabeça. Crescer a oferta de solar agora, acho que não é o momento, não é adequado, não é a oportunidade. Não enquanto a bateria não ficar muito clara e essa solução com bateria ficar muito clara. E gestor de fundo de investimento, o Salomão sabe bem disso, não gosta de ser o early adopter. O primeiro cara que vai tomar aquele... Vamos deixar o pessoal investir primeiro?
especialmente os NELS são 100 mil cotistas. Tem cotista com R$8,00, cotista com R$80,00. Eu estou falando porque é R$8,50 uma cota mais ou menos. Então tem muita gente com uma, duas, dez cotinhas, super conservador ali, meio que aprendendo ainda.
Então, a gente não precisa ser o primeiro cara que vai investir em bateria, deixa esse negócio andar bem, e quem sabe depois com bateria, com tudo, a gente não pensa de novo em fazer um Greenfield, que é construir do zero. Mas hoje nossa cabeça está totalmente voltada para a Brownfield. Boa.
eu fiquei pensando aqui, enquanto falamos, está 8h54, o Snell Wands. Você falou de 100 mil cotistas, eu fiquei pensando no qual o potencial, qual é o mercado endereçável do Snell Wands. Vocês têm mapeado quantas usinas existem no Brasil, quantas vocês podem comprar, porque deve ser um número...
que nem deve ter como calcular, se você for pegar ali, mas por ordem de grandeza, o que vocês imaginam que é esse mercado? Pensando que, nesse momento, quando as baterias não se desenvolvem, a gente não deve ter novas usinas surgindo aí, porque talvez a gente esteja chegando no limite ali. O Snell é um fundo imobiliário, então a gente precisa ter o ativo imobiliário.
muitas dessa capacidade está no telhado da casa das pessoas. Então, apesar de ser um mercado de GD, ele está fora das nossas possibilidades de aquisição. Não vou sair comprando telhado da casa das pessoas. Dá um trabalho. Depois o Tonelio vai ficar bravo comigo e vai falar, você tem que fazer a operação e manutenção desse negócio, impossível. Mas é um negócio de 3, 4, 5 mil usinas. É um mercado muito, muito grande.
Uma curiosidade. Se você pegar a capacidade, pega a matriz energética brasileira. Primeiro, grande player, o maior player. Axia. Ok? Antiga Eletrobras. Eletrobras. Chuta o segundo maior player.
putz você falou aí que é a antiga Attack the Bell Andy então, Andy é a terceira o segundo são todos os telhadinhos o Outros seria o Outros é o segundo, então o GD é o segundo maior gerador de energia do Brasil é um mercado muito grande é um mercado muito grande
Caramba, mas aí como é que... Porque aí está, sei lá, deve ter algumas oportunidades aí, mas tem milhares de telhadinhas. Qual que é o mercado interessável que a gente trabalha? Muita gente se juntou com três, quatro, cinco amigos e montou uma usina para...
como business. E aí, esse cara tem uma, duas usinas. Players pequenos espalhados pelo Brasil. E às vezes grupos grandes começaram em GD, ficou pequeno. A gente já fez uma aquisição de um caso desse. O cara falou assim, cara, eu tenho hidrelétrica, termoelétrica, eu tenho GC aqui, eu tenho um monte de coisa. E eu tenho isso aqui de GD.
E aí dá o mesmo trabalho da GC e o cara resolveu vender. A gente comprou um dos nossos M&A's, foi de um caso como esse, e tem outros casos que a gente está discutindo, que não faz sentido o cara ter duas, três, meia dúzia de usinas. O cara achou que era só montar o Lego, como eu disse no início, era montar o Lego, ligar o fio na tomada e ir para a praia ficar 25 anos recebendo dividendo.
rato rói o fio as pessoas roubam o cabo para poder vender o cobre, não sei o que a usina se desliga do sistema fala alguns casos aqui assim, você pode ter tanto tempo mal tempo que vai fazer a usina se desligar e as vezes ela não volta você tem que mandar o operador lá para religar tem questão de limpeza de painéis tem questão de manutenções é.
preventivas, corretivas. Então, existe uma certa dinâmica onde o ativo, ele não pode ser simplesmente abandonado e ficar gerando energia lá sozinho. Ele tem que ser cuidado. Locais assim que normalmente o mato vai crescendo. E aí o mato cresce, faz sombra. O mato cresce por baixo da placa, entra ali e tal. Então, você tem que roçar sempre. Essa é uma manutenção constante.
Cara, o cara vai com a roçadeira com a lâmina de aço lá sem cuidar, vai pedra para tudo quanto é lado, pedra para debaixo do painel, trinca painel, não sei o quê. Aí você fala, poxa, mas tem aqui o método, tem o procedimento operacional padrão, a gente tem outra regra. O peão vai lá, faz de qualquer jeito e tal. Então assim, o cara achou que era só comprar uma usina e ir para casa receber o dividendo, só que aquele negócio é um business, cara.
é que ele funciona, aquilo dá problema, entendeu? E, obviamente, a gente tem um time pra isso, olha, monitora tudo, fica, pô, por que essa usina temperatura tá subindo aqui, vai lá, né, antes de pegar fogo. É, me conta um pouco mais desse trabalho do gestor, então, porque não é simplesmente um gestor que compra e, ah, beleza, comprei e sentei, igual aqui na, a gente tem um fundo de ações.
tudo bem, a gente analisa a empresa, mas a gente não vai lá inspecionar os mercados do grupo Matheus e falar, opa, isso aqui está errado, deixa eu mudar aqui você até faz uma visita ao Matheus passa a sua tese no comitê beleza e você não vai lá ver se cada loja tem energia, eu posso até olhar mas mesmo que eu olhe, não sou eu quem tem que mudar isso aí, enfim
Uma usina solar, eu vou comparar aqui com uma usina hidrelétrica. Uma usina hidrelétrica você tem lá operadores, mantenedores, equipes, logística funcionando. Então é um negócio, uma fábrica funcionando com recursos o tempo inteiro, com pessoas. O parque solar não é bem assim. Não é viável que você tenha para esse porte que a gente trabalha pessoas alocadas o tempo inteiro.
Então, a gente tem um investimento muito grande em monitoramento. Então, a gente tem um sistema SCADA, que é um sistema que ele lê todos os equipamentos da usina, traz esses dados, esses dados são tratados, existem alarmes que são disparados em função de qualquer tipo de situação pré-programada, que a gente diga, se acontecer isso, tem que alarmar, tem que disparar, tem que avisar. Então, a usina é monitorada 24 por 7.
E a gente tem uma empresa que fica analisando esses dados o tempo inteiro. Também é como se fosse um centro de operações. E o sistema que a gente utiliza se chama Suno 360. Foi desenvolvido por nós mesmos em parceria com a gente de mercado. Bom, então a gente só consegue fazer que o parque tenha disponibilidade porque a gente tem esse monitoramento. E a tecnologia é uma tecnologia bem avançada.
Então vai desde monitoramento de equipamentos a câmeras, câmeras que detectam, por exemplo, mudança de temperatura na usina, aproximação de pessoas, movimentos. Então a tecnologia é uma tecnologia avançada, digamos assim, apesar do ativo ser um ativo simples. Mas para evitar mão de obra o tempo todo na usina, o que inviabilizaria o negócio, a gente investe em tecnologia.
A nossa redundância costuma ser uns vira-latinha caramelo lá, que eles fazem barulho quando passa alguém. Em algumas tem vigia. Qual é o tamanho para ser elegível, para ser investido de vocês? Hoje a gente está olhando uma usina de pelo menos 2,5 megawatt pico, 2.500 kilowatts pico. O que significa isso em ordem de grande?
Em ordem de grandeza, é uma usina que vale 15 milhões de reais, 10, 12 milhões de reais. Se você montar num telhadinho da sua casa, 20 mil você faz. Então é algo só para a gente...
Sim, entendi. Menos de 10 milhões de reais, não faz sentido a gente olhar. A gente tem uma usina no Ceará de 1.2 megawatt pico, é o nosso menor ativo. Quando a gente tinha 50 milhões de reais de tamanho, a gente fez essa usina lá. Hoje eu não falaria em nenhuma hipótese uma usina de 1,2. A não ser que ela esteja do lado de outra usina de 1 mega, e ali em uma região muito, muito próxima, a gente tenha 3, 4, 5 megas, aí dá para ter uma de 1 mega.
Você me mostrou aí, antes da gente começar, uma tabelinha do... Acho que era legal trazer esse número, né? A margem que é gerada, né? Porque você falou no começo da TIR...
Por que a tira é tão alta? Por que o GD é tão bom? E a lei 14.300 de 2022 veio para calma, para fechar essa porta. Porque, de novo, a Axia, a Eletrobras, ela recebe lá os 200 reais, a gente recebe 600 em média. Os nossos custos são muito mais simples do que operar um Itaipu, coisas do tipo.
Então, a margem de GD, por exemplo, 85%. Estou pegando o balanço de 25%. A margem EBITDA da Axia, 39%. A margem líquida, 26%.
Corporate Tax Rate, imposto, 34%. Pisco Fins, 9,25 sobre a receita. Então o Dividend Yield da Eletrobras, da Axis, 9%. O de vocês já começa em 80%. A nossa margem é 85%. A cada 100 reais que... A margem é bíblica. A cada 100 reais que entram, a gente gasta 15%.
fica R$ 85,00 para a gente, que a nossa margem de EBITDA e a líquida é a mesma, são os 85%. E por isso que, obviamente, o nosso custo de CAPEX, porque a gente fez um monte de pequenas usinas, a gente compra pequenas usinas, então a Eletrobras por megawatt, ela fez um CAPEX menor. A gente fez um CAPEX proporcionalmente um pouco maior.
Mas, no final, o dividend yield aqui nosso é 15%. Eu estou em termos reais. E a Eletrobras, 9%. A End Brasil, no ano passado, na distribuição de dividendos do ano passado, 4,2% de dividend yield. Outro player aqui que eu trouxe está com margem negativa e tal. Acho que não serve de comparação. Está com 0, nada de dividend yield. Não serve aqui. Vamos pegar players mais estáveis.
Eletrobras 9%, End 4% e Snell 11, 15%. Não é só o nosso fundo. Players que operam GD tem algum retorno parecido com isso. O Snell um pouco mais, porque é fundo imobiliário, questão tributária.
Mas um player que opera aqui não vai ter 15, vai ter 12 de líquido para ele. 12 mais inflação não é também ruim, não. Na verdade é bom, né? A NTNB hoje é 8, 7 alto, 8. Já é um absurdo. A NTNB é inexplicável, porque o Brasil não vive com a NTNB IPCA mais 8. Em algum momento, ou a NTNB quebra ou o Brasil se ajeita. NTNB para quebrar, o Brasil tem que quebrar, né? Exato.
É algo que precisa ser ajustado. Vocês têm um mapeamento de quantos cotistas tem hoje, Luiz Nel? 100 mil. 100 mil cotistas. Ah, 100 mil cotistas. É que eu queria saber de institucionais. Quanto que esse mercado ainda é varejão total? Ou se tem fundos que olham também para...
para ter isso na carteira. Porque a gente está comparando elétricas que fazem parte da carteira de 10 entre 10 gestores, mas você tem um ativo listado em bolsa que está dando um rendimento muito maior. Exato. Os fundos imobiliários, de maneira geral, têm como principais holders pessoas físicas, majoritariamente.
Os investidores estrangeiros começaram a olhar esses ativos, começaram a entrar nesses ativos. O nosso fundo está em um índice, um MSI, Global, All Caps, mas não tem nenhum ETF ainda de fora que aloca nele. Digo ainda, porque a gente tem um plano para isso. Claro que ainda precisa ganhar um pouco de tamanho. O fundo está com um bi de market cap, um bi meio, já tem fundo imobiliário na Bolsa com um bi meio de market cap.
que já tem ETFs lá de fora, que compram, que tem uma participação pequena, mas tem aqui em fundos imobiliários brasileiros. Então, uma indústria que é dominada por pessoa física, institucional local tem pouca exposição, e gringo começou a ter uma exposição que pode ser muito grande lá na frente, mas ainda depende muito de pessoa física.
especialmente o Suno Energias Limpas pelo fato da gente ter comprado muitas usinas recentemente de players de grupos econômicos e de famílias a gente tem uma certa concentração do nosso passivo na mão desses players que são players do mercado na segunda oferta por exemplo a gente conseguiu dois players, a coragem de dois players que iam fazer as usinas a gente conversou, não faz a usina, bota o dinheiro no fundo
e a gente vai fazer a usina porque é questão tributária e tudo mais de investigação. E aí desde lá da segunda oferta já tem players conosco. Então a gente tem uma concentração de investidores ultra qualificados caras que estão no mercado de energia há mais tempo que eu eu venho aqui falando de água, daqui a pouco eu me vejo falando de imobiliário, não sei o que. O cara está nesse mercado de energia há muito mais tempo e decidiu investir pelo nosso veículo.
Então a gente tem esse cara e tem também o varejão varejão. O cara de uma cota, duas cotas, dez cotas a dona Maria.
que tem lá 10 mil reais e recebe 100 mil 100 reais por mês Dona Maria, desculpa, 100 mil, acho que vai demorar um pouquinho mas recebe lá seus 100 reais por mês e é a maioria, né? Desses 100 mil em números de investidores a maioria são pequenos investidores Legal, não, mas é você falou isso, eu lembrei do papo que eu tive com o Crestana aqui do BTG
Porque ele estava falando sobre ETFs que investem em fundos. No fundo do Crestanel, no BTLG, de logística, se eu não me engano, já tem gringo no passivo dele. Sim, isso pode ser muito transformador para esse mercado, que ele ainda carece daquele dinheiro que vai ajudar bastante, que traz uma notoriedade maior. Eu acho muito louvável até...
romântico, assim, como o fundo imobiliário, como indústria, ele democratizou o mercado, porque ele deu muito acesso para investidores, é só ver pela base, né, investidor brasileiro, não, brasileiro gosta de renda.
gosta de algo isento de imposto de renda, então ele tem ali, e tem também o fator de fundo imobiliário, tem no seu histórico tijolo e tal, e já é uma coisa que está no cultural do brasileiro. Então é bacana ver como que isso dá acesso para os investidores.
Posso fazer um paralelo com a Copa do Mundo? A gente está em ano de Copa, né? Pode. Acho que a indústria de fundos imobiliários estava disputando a eliminatória para a Copa do Mundo. Ela ia jogar na Bolívia, na Altitude, ia jogar em países que soltam cachorro dentro do vestiário e não sei o quê.
E aí a gente está classificando para a Copa do Mundo. A gente está aqui aspirante a alguns REITs lá de fora, alguns ETFs lá de fora. Estão começando a alocar, alocaram já numa meia dúzia, meia dúzia sim, uns 10, 12 talvez, fundos imobiliários no Brasil. Então a gente está começando a entrar para a Copa do Mundo, Champions League, sei lá qual é a metáfora futebolística que queira ser usada.
e alguns estão se classificando. Claro, tem muito fundo pequeno, muito fundo que não tem relevância e que não vai conseguir chegar lá. Mas essa porta começou a ser aberta. Existem ofertas públicas de fundos imobiliários.
que vem dinheiro no primário, não é comprar em bolsa só, vem dinheiro na oferta primária, o fundo expande, executa o pipeline, compra lá os galpões, compra shopping, compra, no nosso caso aqui, compra usina solar. Então, a gente está...
preparando aqui, estamos aqui disputando a eliminatória da Copa, naquela repescagem, alguns já começaram, a nossa ambição é chegar na Copa do Mundo, fase de grupos pelo menos. Eu pensei que você ia fazer algum paralelo com o Neymar, porque a gente está gravando antes da lista da seleção, a gente não sabe se o Neymar vai para a Copa ou não. Vocês acham que o Neymar vai para a Copa? Agora já que perguntou.
A pessoa vai ver lá no... A lista já saiu. A lista já saiu. Jogando uma moeda pra cima aqui, eu acho que ele vai ser convocado.
E você? Não tenho opinião sobre isso? Também acho. Então eu estou short nisso. Eu espero que você não vá. E a pessoa que está vendo agora, ela sabe. Ela sabe o resultado. Vou até editar depois. Se você for, eu vou falar eu sabia que você ia e trouxe para a gente o Rex. Bom, vamos voltar para a pauta aí. Qual o risco? Agora eu gostei do nome. Não sabia. Suno Energia Limpa, o Snell.
Onde está o risco nesse mercado? Eu fiquei pensando aqui em coisa que vocês estavam falando. A gente tem aí um mercado que ele talvez não tenha mais tanto espaço para crescer, mas isso acaba não sendo um problema, porque talvez até seja bom, porque se a demanda crescer, sem a oferta crescer, o preço até melhora.
mas a gente ainda tem uma dependência de, sei lá, uma bateria que pode ser desenvolvida, algo que esses gargalos que existem numa geração de energia que ela não é constante mas onde está o risco que eu não estou vendo nesse papo?
Bom, a gente pode separar os riscos entre riscos do medidor para dentro e do medidor para fora. Ou seja, aqueles riscos do medidor para dentro são riscos operacionais. São riscos de, de repente, eu ter algum tipo de avalia patrimonial, painéis que eu tenha que substituir ou que eu tenha dificuldade de repor, equipamentos que queimem e tornem a usina indisponível por algum momento.
Então existem formas de mitigar. Então a gente tem planos de manutenção muito bem elaborados, a gente tem monitoramento para manter o ativo disponível e gerando o tempo todo, só que a gente tem riscos que são também do medidor para fora. A gente tem riscos tributários, regulatórios.
Existem coisas que podem ser até um fato do príncipe que aí já sai um pouco da gestão do OIM aqui da usina. Enquanto vocês estavam falando isso, eu ia até brincar. Falaram, olha, ainda bem que o Haddad já deixou o ministério, porque eu vi ali o quê? 85% de margem, não paga imposto.
aproveitar aqui, poderia... Isso aí é um risco, né? Sim, sim. O outro risco é... O pessoal de GC tem vocalizado isso. Curtainment tem sido feito na geração centralizada. Naquelas usinas grandes, longe do consumidor, que tem uma dependência maior de rede, de estrutura de rede, falta de estrutura de rede.
está cortando lá. E aí, quando você está tomando um prejuízo, você olha assim, cara, estou tomando prejuízo, onde que eu posso jogar essa conta? Quem eu posso chamar para dividir o prejuízo comigo? E aí o cara começa a falar assim, não, mas o problema é o telhadinho. Não, o problema é a GD que está usando a rede. Se não estivesse usando a rede, eu ia usar. E, enfim. E no Brasil, Pedro Malan falou muito bem isso, até o passado incerto.
Apesar de ser uma lei que respalda a geração distribuída, alguns players querem colocar a conta de curtei em geração distribuída. Então o lobby é forte, o lobby da GD também existe para se defender. O melhor argumento de GD é que GD não é uma compra e venda de energia, é um consumidor que decidiu.
produzir a sua própria energia. Como é que você vai cortar o consumidor? Você está cortando um gerador que está jogando na rede algo acima da capacidade da rede naquele momento. Então, a gente tem um bom direito, e a gente tem uma boa engenharia, uma boa lógica, mas estamos no Brasil e a gente não pode esquecer desse risco. Um outro risco já mais de mercado, não é o cenário de nenhum economista.
Mas se essa taxa de juros real já absurdamente alta, abre mais. Se essa taxa de juros sair de 7, 8 para 12, 14, vai bater no que a gente está pagando. 14, mais inflação.
Mas aí eu diria que esse é o menor dos riscos. Eu vou falar que vai ser ruim para o Snell 11, mas imagina para o resto o que vai ser. Um outro risco que eu acho que já também está bem mitigado era o risco de acesso de oferta, que aconteceu e trouxe os preços de R$900 para R$500.
usinas não ocupadas, tem usina com vacância. A usina está lá, produz, mas não tem a quantidade de pessoas ainda para tomar aquela energia, está sobrando aquela energia. Então, do ponto de vista financeiro, a receita não está caindo, vai cair depois. Então, essa curva J alongada, para projetos que são full equity, que é o nosso caso,
Não é um grande problema, pode ser uma frustração de dividendo durante um período. Quem fez alavancado, pode faltar dinheiro para pagar parcela, o projeto pode quebrar. Não é o nosso caso, mas o risco do setor é esse. Então, frustração de receita, adiamento de receita. Falando de risco, acho que a gente não pode deixar de falar desse. A gente prevê o ramp-up, só que o ramp-up pode se estender. Pode se estender. Mas é previsto, já há um período para isso.
Ainda falando de risco, aí talvez o Tonel até responda melhor pelo tempo de mercado no setor. Existe alguma chance do...
da energia solar não dar certo, e quando eu falo não dar certo, é por falta de infraestrutura, por falta de, sei lá, desenvolvimento do próprio mercado, enfim. Mas é que, historicamente, o Brasil tem essa coisa, né, de, pô, isso é uma grande oportunidade para o Brasil e a gente acaba não aproveitando essa oportunidade. Pelo que eu estou ouvindo aqui, parece que isso...
Já foi, a gente já vê isso acontecer, mas pode ir além. Existe alguma chance da gente não conseguir ir além por causa dessas brasilidades? Eu vejo que ela já deu certo. Já deu certo. Já deu certo. A grande questão agora é você melhorar. Então eu acho que a vinda do BES a valores aceitáveis e economicamente viáveis vai ajudar a expandir mais ainda a solar.
Então você pode ver essa questão do BES tanto ajudando o sistema como um todo, mas também, de repente, ali atrás do medidor. Ou seja, a gente estocar a energia na própria usina para injetar à noite, por exemplo. Então eu acho que quando você tem uma melhoria das condições para que a gente possa investir em baterias, isso vai ajudar a solar a ser mais viável ainda. Porque imagina a solar injetando energia à noite.
Isso é uma maravilha. Aí ela começa a ajudar o sistema, ela pode acabar com a questão do curteio. Então, baterias, eu acho que é uma saída, não uma saída, mas um ponto que vai incentivar mais ainda, digamos assim, indústria solar. Legal, legal.
Bom, muito bom. Bom, então, para quem a gente falou, o Snel é S-N-E-L-I-O-N-Z, o fundo imobiliário. Mais um papo super legal que a gente teve. Sabe que eu vou entrevistar em breve o presidente da Anatel. E a gente estava conversando sobre o setor de telecom.
E quando vocês estavam falando do problema de manutenção das pequenas usinas, me veio muito na cabeça um problema que o setor de telecomunicações tem, que por falta de investimento das grandes operadoras,
muito da infra é de cobre, que é pior do que a de fibra. E aí, principalmente nas cidades mais distantes, estados mais distantes do centro, a rede não chegava à qualidade, então as pessoas se reuniam e falavam, não, espera aí, vamos criar nossa própria rede aqui. Então você tem espalhado um...
X número. E assim, o analista com quem eu conversei, ele falou, olha, eu falo que tem mais de 10 mil provedores de internet no Brasil. Mas eu falo porque eu não faço a menor ideia de construção, porque nem a Anatel deve saber. Porque tem um monte... E qual o problema disso? Todos eles, para sobreviverem, eles não seguem ali as normas de você ter que pagar o aluguel por poste, para você passar a rede, você tem que pagar um valor por cada poste e, obviamente, eles...
jogam o fio ali, não avisam ninguém, e como são dezenas de milhares, você acaba não tendo esse controle ali. Fiquei pensando se tinha esse risco aí no setor de energia, mas acho que no setor de telecom fica uma coisa muito mais disseminada, muito mais difícil de controlar.
É, eu acho que nem energia não, porque vai passar pelo relógio, né? Exato. E a distribuidora, por mais que ela não esteja sendo remunerada para isso, ela tem o relógio da usina e ela tem o relógio da unidade consumidora final. E tem esse gestor do consórcio que diz quantos megas é para ele. Se na sua casa consumir mais do que foi injetado, você vai pagar...
A diferença é para a distribuidora. Então, tem que passar no fio. Não dá para ser clandestino. Não dá, porque também é muito difícil você fazer uma usina sem ninguém perceber. E o interessante é que a própria Anel tem uma base de dados fantástica. Ela tem todas as usinas, até as de telhadinho, cadastradas e já referenciadas. Então, você consegue identificar em cada local o que você tem.
E isso é porque o regulador age de forma muito em cima da questão. As distribuidoras informam o que está acontecendo, quem está acessando, os pareceres de acesso que foram dados e tudo mais. Bom, já falamos dos riscos. Tem alguma oportunidade que a gente ainda não mapeou aí que dá para esse mercado aproveitar?
além da oportunidade de comprar um ativo a 14 que eventualmente pode fechar 14 de que é porque eventualmente pode fechar para 9 10 como sei lá as elétricas e não não quero compreste e tem um upside grande é ter oportunidade de a gente falou aqui de a em algumas horas do dia né tá sobrando.
Isso porque não começaram ainda as instalações dos data centers para suportar a inteligência artificial, os carros cada vez mais elétricos e não combustível fóssil e a edificação de uma série de coisas. Então, a demanda por energia, acho que não tem nenhum especialista que aponte que a demanda por energia vai diminuir. Pelo contrário. Então, hoje, especificamente nesse cenário,
em que muitas usinas chegaram no mercado, a oferta de usinas cresceu e o preço da energia deu uma baixada, o desconto percebido pelo consumidor está um pouco maior. Quando mais e mais consumidores aderirem, esse negócio tende a voltar para patamares de menores de desconto, o que significa maior receita para as usinas, portanto, maior dividendo e tudo mais. Esses 14% podem ser 15%, 17%, 18%. E aí
dá uma segurança muito grande você vê que a demanda de energia contratada para frente é de crescimento a discussão é, vai crescer quanto? então em investimentos a gente tem que sempre olhar assim, poxa, eu vou fazer esse produto mas vai ter demanda, vai vender vai ter receita, vai pagar as contas
E parece que a gente não vê a falta de demanda por energia nos próximos anos. É muito pelo contrário. É só ver até o CAPEX das empresas, as principais techs dos Estados Unidos, que investiram 450 bilhões de dólares ano passado. Esse ano já deve passar dos 800 bilhões e para o ano que vem já passa de trilhão.
O ativo, a gente faz um paralelo assim, na corrida do ouro, quem ficou mais rico? Quem foi minerar ou quem estava vendendo pá e picareta? Então, eu não sei qual que vai ser, será que é o chat GPT, será que é o Gemini, será que é o Claude, agora a OpenAI está com a gente também.
eu não sei quem vai ser o player, mas todos eles vão usar de energia. O Snell está, obviamente não é um player de venda de energia, mas enfim, está na mesma piscina, né? A gente está olhando como é que faz para vender pá e picareta para essa corrida do ouro que nos parece uma coisa mais segura e de conseguir participar dessa corrida da AI. Boa, muito bom.
E tem mais algum ponto aí para finalizar sobre o Snell? Tem um ponto importante. A gente falou de investidor estrangeiro e eles olham muito a questão ambiental, social e de governança. A gente é um fundo ambientalmente...
até por óbvio, um fundo ambientalmente correto. O fundo usa um sufixo que a Ambima regula, que é de IS, de Investimento Sustentável, e para você usar esse sufixo tem uma série de regras que a gente precisa cumprir, tem uma série de critérios que precisam ser passados e aprovados, e a Ambima aprovou isso, validou a nossa tese, as nossas práticas.
Além do ambiental, tem a questão social. A gente doa a parte da taxa de administração para o IAV, que é o Instituto Água Viva, que é um instituto que atua basicamente com mulheres e crianças no Nordeste do Brasil, em áreas com poucas oportunidades. Então, a parte social também a gente apoia. E governança, é um fundo aberto, com auditoria, listada em bolsa, tem relatório gerencial, tem forma trimestral, enfim, é uma companhia aberta.
nível de companhia aberta então a parte de governança também check, social check ambiental check no i, no s, no d, a gente está ali muito bem, isso é importante para o investidor estrangeiro na hora de decidir entrar então acho que ele não entrou ainda então de repente só falta o market cap já está tudo pronto só falta o market cap e estamos trabalhando para resolver isso o..
Não, mas então mesmo, é questão de tempo. Muito legal o trabalho que vocês estão fazendo. Agora vamos para o pingue-pongue, mas antes só, quem gostou dessa aula até o momento, já deixa o like no vídeo, se inscreve no canal. Se inscrever é muito importante, ajuda a levar o Market Makers para muito mais pessoas. Meus queridos, pingue-pongue é fácil. Eu pergunto livros, eu pergunto sobre um convidado, se vocês gostariam de ver aqui, uma música e a maior gentileza que foi feita na vida de vocês.
Então, um de cada vez, tá? Vou começar pelo livro. Primeiro, um livro técnico. Eu falo sempre livro de mercado, mas como a gente falou aí de energia solar, o Tonel já está aí há 28 anos no setor elétrico, pode falar um livro mais cabeçudão aí da área. Um livro técnico cada um.
Eu vou no clássico aqui. Da vez passada eu indiquei um outro livro. Hoje eu vou de investidor inteligente, Benjamin Graham. Já aviso que é denso. É uma leitura um pouco chata, mas eu acho que ele bate em fundamentos importantes para quem está começando a investir, ver tanta coisa, bolsa sobe, bolsa cai, renda fixa, renda variável. Ele organiza bem.
Sabe qual é a beleza desse livro para mim? Embora muita coisa ali já não esteja tão atual, mas é um livro que foi escrito no começo do século passado, foi a grande referência para o Warren Buffett, que é o maior investidor de todos os tempos.
E ele está aí. E ele continua aí. Tem até uma versão atualizada aí atrás de você com o prefácio do Armínio Fraga. Está aí, assim. Tem investidor inteligente para todo investidor ter que ler. Realmente é uma leitura que todo mundo que quer viver nesse mercado, deveria passar por ela ali. Porque hoje a gente vive ali, né?
sinais a todo momento, um monte de coisa. E é uma leitura que é importante fazer parte do portfólio de leitura de um investidor. Boa. Legal, gostei. E você, Tonelli, qual a sua recomendação? Bom, livro mais técnico da minha área, energia.
Eu posso recomendar Como o Mundo Funciona, do Vaclavis Mil. Ah, eu comprei esse livro e ainda não li. É, o Bill Gates recomendou esse livro, inclusive. Eu acho que algum episódio, acho que a gente fez o episódio com o ex-CEO da Tupi, o Fernando de Rizzo, ele deu uma aula sobre transição energética. Foi um puta episódio lá. Muito legal esse episódio.
Isso, qualquer livro do Vaclav Smil. Eu comprei dois do Vaclav. Ele é um excelente autor. E assim, apesar de não ser um livro só sobre energia, mas ele vai mostrar que a energia está por trás de tudo, na verdade. Aí um segundo livro que eu indicaria, que aí é fora do... Ah, vamos aí. Agora o livro fora de... O livro tema livre.
Tem uma livre, Analectos, de Confúcio. Ah, esse é pequenininho, né? É, é um livro, ele tem mais de dois mil anos, mas ele é super atual, porque ele fala muito sobre, como ele fala, respeito, conduta, política.
Então eu acho que ele é muito atual. Acho que quem recomendou esse livro aqui foi algum episódio sobre China, que alguém falou, para você entender a sociedade chinesa, você tem que ler esse livro. Deve ter sido o Ricardo Jeromel. Mas eu tenho esse livro também, curtinho. Esse aí é o próximo voo que eu pegar, eu vou ler. Dá para ler em uma viagem.
meu tema livre da vez passada a gente tava falando do Jaca Tatu não sei o que tá hoje eu trouxe Machado de Assis de novo só que o alienista o alienista é como é que era o nome do doutor Bacamarte Bacamarte
Bacamarte queria... Simão Bacamarte. Simão Bacamarte. Queria prender todo mundo, queria botar todo mundo num manicômio. No início pegou as pessoas meio fora mesmo, depois começou a exagerar, qualquer coisa... Você gasta demais. Não, você é maluco. Não, você gasta demais. Você é muito bom de válido. É maluco também. Daqui a pouco prendeu a cidade toda. Enfim, uma ironia, uma crítica. Sim. Acho que de tema livre aqui, um clássico também, assim, um ator.
vai estar ali, esse eu tenho orgulho de dizer que eu não li por causa da escola eu li porque eu queria ler realmente Machado de Assis, porque eu li tanto o livro na escola do Machado de Assis, gostei tanto que aí depois da escola eu comecei a ler muita coisa dele, esse foi um livro que tem até hoje comigo, legal Uma Música e Por Que Essa Música Quem vai primeiro? Vai você, vai Vitor
Ó, Vavá de Santana com... Vavá de Santana com dois t's. Deu ruim. É difícil achar em algumas plataformas. No YouTube tem como vídeo. Pô, essa daí só você ouviu. Só eu e o Vavá. Se alguém aí que tá vendo o episódio ouviu, conhece essa música Deu Ruim, deixa aí no comentário. Eu já conhecia.
Vamos estourar os plays ali do Vavá de Santana, então. Exato. É o que? É uma rocha, forrozinha, sei lá, alguma coisa do tipo. E é sempre bom lembrar, a gente está falando de business, de coisas que podem acontecer, eventualmente pode dar ruim. E a gente tem que ter a resiliência, a capacidade de suportar, sobreviver e seguir lá na frente. Lembra no início do episódio, trouxe para o Vasco da Gama. Eu tenho que ter resiliência. Vasco da Gama, Vasco e Santana. É isso aí.
E a sua música? Minha música é Kids, do MGMT. Porra, essa é uma das melhores músicas da história. Aí eu pensei, Filhos Adolescentes, Descobrindo o Mundo, lendo um livro do Vaclav e Smil também para descobrir o mundo, então tem a ver. Essa música é incrível. Você já viu o vídeo da primeira vez que eles tocaram essa música no pátio da universidade? Vi, muito bom. Cara, é isso aí, essa música é incrível. Porra, que...
Duas referências bem diversificadas, hein? De Bavara Santana e de TNT. Um convidado que vocês gostaram de ver aqui no Market Makers.
Eu queria ver os ministros da economia dos presidenciáveis. Acho que alguns presidenciáveis você já trouxe, alguns você com certeza vai trazer. Eu queria... Os ministros da economia, da fazenda, enfim, dos presidenciáveis. Se é para pedir, estou pedindo. Vamos trabalhar. Eu sei que vai vir em breve um ex-ministro.
Deve já vir um provável ministro, então, mas pode deixar. Isso é uma missão nossa, cobertura das eleições em 2026. A gente está trabalhando nisso. E você, Toneli?
que só um ex-ministro do Supremo subiu a régua. Ex-ministro do Supremo é fácil. O Nelson Jobim é um ex-ministro do Supremo, é sócio do BTG. Já até recomendaram ele, então esse aí dá pra realizar. Mais fácil do que trazer um atual ministro, né? Um atual, talvez... Se bem que alguns deles estão falando mais. Estão participando. Estão mais falando. Mas ia ser legal também. E qual a maior gentileza que foi feita na vida de cada um de vocês?
Bom, foi uma gentileza feita por meu tio Jaime e minha tia Aparecida que me convidaram para vir estudar aqui em São Paulo na época do colegial e por aqui fiquei Ah, você veio para cá no colegial? No colegial, para estudar porque na minha região não tinha científico
Então eu acabei vindo para cá, a convite dos meus tios. Que maravilha. E o mundo ganhou. Ganhou. Toneli. Especialista do setor. O setor elétrico. Tudo que é energia, agora já sei com quem falar. E você, Vitor? Qual foi a maior gentileza que fizeram na sua vida?
A maior gentileza, acho que... Eu vou ter que repetir do último episódio. Acho que a gentileza que os meus pais fizeram comigo, também fizeram com meus irmãos, de apoio, de liberdade, mas com suporte. A forma como eles me criaram, criaram meus irmãos, dedicação e tudo mais.
E de vida adulta, a gentileza da minha esposa. Comigo, com os meus filhos, é algo que tem que agradecer muito. Todo dia ainda vai ser pouco a gentileza que eu recebo da minha esposa. Maravilha. Um homem...
vascaíno e apaixonado pela esposa. Dupla resiliência, isso é fundamental. Meus queridos, valeu pela aula que vocês deram. Parabéns pelo trabalho que vocês estão fazendo na Suno. Parabéns pelo Snow11. Forza o Market Maker, que estão sempre abertos quando quiserem voltar. Sintam-se de casa e até a próxima. Valeu. Obrigado. Um abraço. Obrigadão.
Pessoal que vem até o final, lembra sempre, terça, quinta, domingo, 18 horas, eu estou aqui no Market Makers, no seu podcast ou no YouTube, sempre com alguém muito mais inteligente do que eu do outro lado da bancada, compartilhando conhecimento. Até a próxima e tchau!
Suno
SNEL11