#354 | CRISES E INCERTEZAS: O FUTURO SOMBRIO DO MERCADO FINANCEIRO BRASILEIRO
Neste episódio do Market Makers, Thiago Salomão recebe Juliano Custódio, CEO e fundador da EQI Investimentos, para uma conversa direta sobre um dos momentos mais delicados do mercado financeiro brasileiro.Juliano fala sobre o impacto do caso Banco Master, a migração de dinheiro de volta para os bancões, os conflitos de interesse no modelo de assessoria, a ascensão do fee fixo, o futuro das consultorias, a expansão da EQI como corretora e as novas avenidas de crescimento no crédito privado.A conversa também passa por internacionalização de patrimônio, dinheiro brasileiro indo para Miami, ETFs, inteligência artificial no mercado financeiro, bets, eleições, juros altos, crise fiscal e o desafio de empreender no Brasil.Um episódio para quem quer entender não só o que aconteceu no mercado, mas como o investidor brasileiro está reagindo — e para onde o dinheiro pode ir daqui pra frente.Na sua opinião: depois do caso Banco Master, o investidor brasileiro ficou mais cauteloso ou mais inteligente? Comente abaixo.Se esse episódio te ajudou a entender melhor o mercado financeiro, deixe o like, se inscreva no canal e ative o sininho para acompanhar novos episódios do Market Makers toda semana.📢Apoie o Market Makers e ajude a fortalecer o mercado de capitais no Brasil! Clique no link e torne-se membro do nosso canal por apenas R$7,99 por mês: https://www.youtube.com/channel/UCwZwvDC6f0WhcVTG-3aBUTQ/join📩Entre para nossa newsletter gratuita: https://lp.mmakers.com.br/newsletter_gratuita?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X📢 Anuncie sua marca no Market Makers: comercial@mmakers.com.br📚Biblioteca Market Makers: https://lp.mmakers.com.br/biblioteca/?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X- - - - - - - - -JULIANO CUSTÓDIO | Market Makers #354Apresentador: Thiago Salomão (Apresentador do Market makers)Convidado: Juliano Custódio (CEO e fundador da EQI Investimentos) Edição: Igor Conrado e Pedro PereiraCaptação : Renan Moncoski#JULIANOCUSTÓDIO #EQI #BOLSADEVALORES #INVESTIMENTOS #MERCADOFINANCEIRO #MARKETMAKERS #THIAGOSALOMÃO
Thiago Salomão
Juliano Custódio
- Escândalo Banco MasterMigração de dinheiro para bancões · Conflitos de interesse na assessoria · Evolução da profissão de assessor
- Futuro do mercado financeiroAscensão do fee fixo · Desafios das assessorias de investimentos
- Aperto monetário e aumento de jurosEleições e mercado financeiro · Desafios de empreender no Brasil
- Internacionalização de instituiçõesDinheiro brasileiro em Miami · ETFs e investimentos no exterior
- Inteligência Artificial
Sim, sim, sim, está começando mais um Market Maker. Seja bem-vindo ao podcast da família investidora brasileira. Eu sou Thiago Salomão, fundador, CEO e apresentador desse podcast que fala com mais de 7 milhões de pessoas. E hoje a gente vai ter um repeteco aqui, porque esse convidado já veio aqui no comecinho do Market Maker e está de volta.
O Juliano Custódio é um cara que representa muito a evolução do mercado de capitais brasileiro. Em 2014, ele gritou, eu quero investir, criou lá um blog do nome Eu Quero Investir. E como ele até falou aqui, pô, cria um blog de investimentos e nem sabia escrever, mas pô, modéstia dele, o cara que fez um projeto espetacular de educação financeira, que depois virou a EKI Investimentos, se tornou um dos maiores escritórios de investimentos do Brasil.
E hoje é muito mais do que isso, né? Já é corretora, já é uma das empresas do mercado financeiro que mais cresceram e continua crescendo uma posição de destaque. O custódio vai contar um pouco dessa evolução, vai até falar, vai corrigir até uma coisa aqui, né? Porque o custódio, o pessoal adora chamar a IKI de escritório de investimentos. Pô, cara, isso aí... Mas não é mais, né? Pô, primeiro, é uma honra estar sentado aqui nessa cadeira que lendas do mercado financeiro já sentaram nessa cadeira. Você já é uma lenda, cara. Já está construindo. Estamos chegando, estamos chegando.
muito obrigado inclusive e cara isso tá difícil pra mim assim a gente foi assessoria de investimentos eu lutei minha vida toda agora eu vou ser a corretora pô agora eu sou uma corretora daí o pessoal diz assessoria de investimentos e que aí eu falo pô que tristeza cara tô com dificuldade eu quero a ajuda de vocês que estão nos assistindo
Fala quando o pessoal escreveu no jornal que a gente assessoria de investimentos, não, aqui é uma corretora de valores, entendeu? Então, a gente está aí lutando para chegar no meio dos gigantes. O pessoal guarda a primeira história. O Michael Jordan tentou jogar a baseball, mas tudo lembrar do Michael Jordan jogador de basquete. É que ele é ruim no baseball também.
desculpem aos fãs do Mato Jardim. Bom, Juliano Custódio daqui, a gente vai falar muito sobre mercado, sobre a IKI, projetos, muito da evolução do mercado de capitais, mas antes, não existe podcast grátis, falar aqui do nosso patrocinador, o Super Coffee, que vocês podem usar o cupom MARKETMAKERS para usar o seu desconto aqui na nossa mesa. A gente tomou aqui, antes de começar, Custódio, você ainda está tomando. Gostou, Custódio? Isso aí vai te deixar meio ligadão. Gostei muito.
Eu tomo antes de começar o podcast, eu até brinco, eu fico menos burro quando eu tomo isso aqui. Esse aqui é o Caffeine Army de paçoca com chocolate branco. E tem também o rebate, né? Porque isso aqui é o koala, que é para ajudar a descansar. Confesso que eu ainda não precisei desse, eu estou tomando mais os para ficar ligadão. E se tomar os dois juntos é igual botar o pé no acelerador ou no freio, né?
É, meio que a política econômica do Brasil, né? Solta no fiscal e aperta no juros. Vamos embora. É melhor não fazer os dois ao mesmo tempo. É, o Brasil já mostra que é melhor equilibrar um de cada, mas está aqui o super coffee. Você pode tomar o super coffee com água quente, gelada. Eu estou tomando aqui com a minha aguinha gelada.
E o Custódio já gostou? Eu tomei e adorei, inclusive. Cadê o brinde do Custódio? Eu até falei para a turma, dá para tomar gelado? Pô, é extremamente bom. E outra, eu tomei dois cafés antes, não tinha feito muito efeito. Super Coffee me deu uma animada bacana. Então vai levar para casa aí, Custódio. Tem várias, tem umas amostrinhas, tem os... Caramba, tem de tudo aqui, cara. Tem coisa para caramba.
Vai ficar uma semana sem dormir aí. Muito obrigado para a turma do Super Coffee. Podem mandar mais lá para a IKI, que eu faço mais propaganda também. Boa, muito bom. Custódio, bom, eu queria começar o papo...
Pegando o assunto mais quente do momento, a gente fez até um episódio recente com o pessoal da AAWZ para falar sobre o caso Banco Master e as suas implicações dentro do universo de escritórios de investimentos. Muitos CDBs que foram emitidos, a gente fica naquela questão de, mas era um bom investimento ou era um investimento que remunerava bem quem vendia?
Isso tudo levantou um alerta que a gente já fala há muito tempo e a gente está nesse momento de migração do modelo de assessoria para o modelo de FIFIXO. Quer dizer, os dois são assessorias, mas um você paga um valor fixo, o outro você paga a comissão pelo produto.
Enfim, você é um cara que viu todo esse mercado crescer, se evoluir. Como é que você está vendo esse episódio e essa evolução da profissão assessor de investimentos? Cara, o primeiro, assim, eu acho que está todo mundo querendo botar a culpa do Banco Master nas assessorias de investimentos.
Pô, o pessoal esqueceu que tem Banco Central, que tem Ambima, que tem CVM. E aí, pô, a responsabilidade foi toda das assessorias de investimentos, cara. E a corretora que botou na plataforma? Teve uma corretora que botou na plataforma, teve um Banco Central que estava dizendo que está ok. Tinha o pessoal da auditoria dizendo que o banco estava ok. A CVM... E aí
Tava nem aí. Ambima também não. Aí no fim, a mídia tava querendo botar a culpa nas assessorias de investimentos. Caramba. Então assim, sim, a turma vendeu o Banco Master. Sim. Assim, há mais de ano e tanto atrás, todo mundo sabia que o banco tava bem esquisito. Mas ao mesmo tempo, quando tu chegava pro cliente e dizia o seguinte, ó, doutor, tem esse banco aqui, tá pagando 140 do CDI.
E assim, mas tá esquisito o banco aqui, tá? Mas tem FGC? Tem. Então quer dizer que se quebrar, eu recebo meu dinheiro de volta? Recebe. E enquanto não quebrar, eu recebo 140 do CDI? Recebo. Mas doutor, olha só, tem esse outro aqui, que é muito mais bonito esse banco aqui. E paga 102 do CDI. Esse aqui com certeza não vai quebrar.
Daí o cara, pô, mas os 140 lá, né? Ou 40% a mais de rentabilidade é. E tem FGC, né? Tem. Então me dá 140 mesmo. Assim, não tem. A comparação era muito longa, era muito distante um do outro. O próprio cliente preferia botar o dinheiro do Banco Master. Agora, obviamente, eu acredito que algumas assessorias não explicaram os riscos, né? E aí alguns provavelmente não explicaram para os clientes que eles deveriam estar dentro do FGC.
E aí, se teve gente que abusou do FGC, cara, provavelmente sim, né? Mas, assim, a turma jogou dentro da regra.
Ninguém levantou a mão para dizer, ei, turma, o Banco Central há muito tempo poderia ter já liquidado esse banco. Então, cara, difícil botar essa culpa aí inteira nas assessorias. Não, e complementando a isso, a gente fez um episódio com o Felipe Medeiros da AWZ e ele trouxe alguns dados bem legais, né? Foram dos 60 bilhões de CDBs emitidos, né? Da Tríplice, Master, Will e Pleno, Will Bank. Sim.
99% desse dinheiro foi devolvido... Santíssima trindade. Com retorno acima do CDI. Então, assim, até essa... Porque muita gente falou, pô, mas o cara perdeu o dinheiro. Aí ele até trouxe, ó...
99% não perdeu dinheiro com o Banco Massa. Ou ele empatou com o CDI, ou ele teve um retorno acima do CDI. Então, quem estava pelo menos 9, 10 meses com o papel, ainda assim ganhou mais com o CDI. A gente, uns 10 para 12 meses antes, a gente parou de vender. Porque eu comecei a olhar que, cara, estava muito perto de...
de dar besteira. Então eu falei, puxa, assim, talvez pare, agora vai começar a parar de valer a pena, né? E teve um ponto também nesse episódio que o Felipe falou que... Porque eu perguntei, bom, mas tiveram plataformas que venderam muito mais do que outras, né? Foi o caso da XP, né? Que foi a que mais vendeu. E ele falou, olha, eu não conversei com ninguém da XP sobre isso, mas esse é o típico caso que mesmo que a XP típico de...
tivesse visto que tem um problema ali, ou tinha uma suspeita, se está tudo rolando, seria até imprudente ela mandar parar. Porque se ela fala assim, não, não vende mais isso. Quebra mais rápido. Quebra mais rápido. O problema foi que...
O problema cresceu e acabou quebrando mesmo assim. Mas é que poderia provocar uma corrida bancária que já anteciparia um problema sem... Mas a XP não era quem tinha que dar esse diagnóstico, enfim. Porque no fim do dia, o que a gente como corretora consegue fazer? Consegue conversar com o banco, consegue pegar o balanço do banco que está no Banco Central e que é público, e tu confia...
que a auditoria que assinou fez o trabalho dela, tu confia que o Banco Central olhou e disse que está tudo certo, que o Baselé do cara está bacana e que o cara está com a liquidez em dia, que está tudo certo, e tu diz, cara, o que mais que eu posso fazer? Eu posso entrar lá dentro do banco e dizer, amigo, deixa eu dar uma olhada aqui nos teus números aqui, não vai deixar. Então, assim, é limitado também o teu poder de análise. Puxa, a gente pode olhar? Pode. A gente pode olhar balanço? Pode. A gente pode conversar com o banco? Pode. Mas no final do dia quem é que está...
com tudo aberto lá dentro, é o Banco Central. E estava autorizando. Mas a pergunta era muito mais sobre a reflexão sobre a profissão assessor, e não... Longe de mim, queria botar a culpa nos assessores, até porque a gente já fez o episódio para mostrar que a culpa não foi dos assessores. Mas... E...
Como é que você vê o futuro dessa profissão? Você acha que o futuro de fato é, vai todo mundo virar o tal do FIFixo, vai existir ainda o comissionado, vai todo mundo virar consultoria, enfim. Eu acho que é um movimento pendular, como sempre. Criou uma coisa nova, agora vai todo mundo correndo para lá e começa a usar essa sistemática de atendimento até quando não precisa.
E aí a turma vai começar a voltar para o meio e a gente vai ficar ali flutuando ao longo do tempo entre 40% e 60% no FIFIX e 40% ou 60% no comissionado. A questão é que o FIFIX é mais caro para a maior parte dos investidores. Esse aqui para mim é o grande problema.
Então você tem um monte de investidores que tem uma carteira parada de ações, ou tem, sei lá, uma carteira de ETFs, ou tem letra financeira, ou tesouro direto, coisas mais longas, e o cara vai começar a pagar 0,7%, 1% ao ano nisso. Algumas consultorias pagam até, cobram até mais, 1,5%, 2%, porque cobram mensalidade em cima de um cliente muito pequeno. Então a turma vai começar a notar que esse 1% é muito pesado.
para carteiras que se movimentam muito pouco. E a turma vai começar a notar que a maior parte dessas carteiras não vai vencer do CDI. Afinal, quantos caras sentam aqui no dia a dia gestores profissionais que têm dificuldade muitas vezes de vencer o CDI?
Agora tu imagina uma horda de assessores de investimento que estão por aí, muitos com um, dois, três anos de experiência. Como é que essa turma vai ganhar do CDI cobrando 1% de taxa de administração em cima? Vai ser difícil, cara. Sim, você já sai com um... Parece pouco, 1%, mas não. Porque o CDI já está 15. Já é uma corrida longa e você bota uma perninha a mais ali. Então o que eu acho?
principalmente para esses clientes que movimentam muito pouco a carteira e tem uma carteira muito conservadora normalmente, vai ficar muito caro.
pagar o FIFIX, em algum momento a turma vai fazer conta e vai descobrir que deveria ter ficado no comissionamento por operação. No final do dia, para as assessorias de investimentos e para as consultorias, é muito melhor cobrar o FIFIX. Tu tem garantia de receita?
tu tem, você sabe o quanto é que você vai ganhar e eu estou cobrando mais caro do que o normal, porque normalmente o ROA das assessorias é 0,6 ao ano, 0,5, 0,6, 0,7 ao ano. Se eu puder cobrar 0,7 fixo ou 1% fixo, melhor para mim, vou ganhar mais, né? E aí também eu tenho essa renda contínua em cima do meu cliente. A questão é que eu não acho que é o melhor para todos os clientes, eu acho que é o melhor para...
Uns 30% dos clientes é melhor o FIFIX. Para os outros 70% que movimentam muito menos a sua carteira, é pior. Para aquele cliente que mexe mais, que gosta ali, ou esse cara que está aqui o dia todo, que assiste todos os programas do Market Makers, o cara que está ali, o cara que movimenta a sua carteira, o FIFIX é melhor. Para o seu Alcides, que está... O famoso Alcides, é verdade. O seu Alcides, cara, não faz sentido muitas vezes pagar esse dinheiro todo.
Juliano, queria um diagnóstico seu sobre como é que está o mercado brasileiro olhando sob a ótica dos investidores. Você participou da construção de uma das empresas que mais cresceram no universo de assessoria, tanto que hoje nem mais assessoria puramente é. Conseguiu saltar? Mas eu vou ter que aceitar que você assessoria para sempre, já entendi. E antes disso você tinha um blog que tinha um aspecto educacional, então você participou ativamente.
de toda essa evolução. Como é que você vê hoje o brasileiro como investidor? É um cara já hoje muito melhor? É um cara que ainda tem muito a aprender? É um cara que ainda tem muitos vícios? Qual é o seu diagnóstico?
Eu acho que o brasileiro, assim, o brasileiro evoluiu muito, muitos brasileiros evoluíram muito. Hoje, ele sabe o que perguntar para a gente. Então, foi muito legal, porque o investidor mais bem educado, ele no final dá menos trabalho para a gente. Porque você já entra num papo com o cara de alto nível, então é muito melhor. Agora, eu vejo que, ainda conectando com a história do Banco Master aí,
O brasileiro está assustado, o investidor. A gente está vendo um flow de dinheiro de volta para o bancão que a gente nunca tinha visto. Então o dinheiro está voltando para o bancão.
E as pessoas estão poupando, eu vejo, as pessoas estão poupando e estão preferindo muitas vezes o bancão do que a gente, do que as assessorias de investimentos. Pô, você está falando isso em público, está jogando contra o seu próprio time, simplesmente é verdade. As pessoas se assustaram muito.
com o episódio do Banco Master, né? E colou essa ideia de que as assessorias fizeram um mau trabalho com o Banco Master, né? Colou bastante nas assessorias e aí ajudou muito esse fenômeno também do crescimento das consultorias, né? Porque elas conseguiram ficar um pouquinho à parte dessa conversa. Então, o brasileiro está um pouco assustado.
Imagina num ano que tem eleições e mais esse problema do Máster, a turma resolveu botar um pouco mais o pé no freio. Então o pessoal está buscando investimentos mais líquidos, mais tranquilos, esperando o que vai acontecer. Essa combinação de escândalo atrás de escândalo, um banco quebrando atrás do outro, foi bem difícil. A gente passou, por exemplo, janeiro e fevereiro inteiros só falando desse assunto.
Não tinha outra conversa no telefone com os clientes, todo mundo querendo saber, cara, e aí, o mercado financeiro vai explodir ou não vai? Vai acabar ou não vai? Esse era o grande medo das pessoas, né? O mercado imobiliário deu um surto bem legal. O mercado imobiliário está muito mal no Brasil, mas ele deu um spikezinho, porque muita gente pegou o dinheiro para comprar terreno, apartamento, com medo da quebra do mercado financeiro.
E pra mim, cara, e aí pra vocês que estão me ouvindo aí, talvez concordem, foi o maior teste de estresse do mercado financeiro brasileiro, sei lá, que já teve na história. E ficou de pé bonitinho.
Não teve quebradeira de banco, quebrou a turma que estava envolvida nos escândalos todos aí. Todo mundo foi pago, o mercado está de pé, bacana. Não foi uma quebra, aquele efeito dominó que a gente já viu em outras crises, aquele efeito pandêmico. É porque muita gente perguntou, cara, está acontecendo efeito dominó? Eu falei, não, na verdade estava tudo meio...
encostado um no outro nesse problema. E aí, o FGC já foi recapitalizado. Já dá pra quebrar outro Banco Master. Não dá pra quebrar, é brincadeira aqui, né? Eu tô... Não, mas você fala isso, mas semanas depois de toda a notícia do Banco Master, surgiu um outro CDB
De 170 do CDI, de um outro banco. Eu falei, gente, mas é sério, assim, eu nem sei qual banco que era, mas, pô, será que ninguém vai suspeitar, ninguém vai achar estranho que ele tá pagando mais que o Master até. Mas você sabe que, cara, assim, quando a gente olhava a operação do Master de alguma forma, tinha uma parte lá dentro, fora um monte de coisa que esse errado o cara fazia, tinha uma parte lá dentro que era bem rentável, que era a operação do Crete Sexta. Ele originava 40% ao ano.
Então, a 40% ao ano de originação, se você paga 140% do CDI, mesmo pagando 140% do CDI, né? Que daí, em cima do 15 vai virar 21. Mesmo pagando mais 2 ou 3% de comissão para as assessorias, que vira 24. Ainda tem uma gordura. Cara, ainda tem 16% de gordura, cara.
Entendeu? Mas o que era essa originação? Essa originação, que era o principal produto do Banco Master, era um crédito consignado alimentar. Então eles tinham um cartãozinho, era um cartãozinho de crédito que só servia pra fazer compra em supermercado. E que ele dava um 5% acima do limite do consignado em alguns estados do Nordeste. E ele tinha preferência de pagamento ainda. Mas você só servia pra comprar comida.
Isso começou lá num supermercado, não lembro o nome, de um supermercado que era do governo na Bahia e tal. E aí começou esse negocinho, esse era o negócio do Banco Master principal. E funcionava bem. E aí ele começou a fazer um monte de papagaiada em volta, que ele não deveria ter se metido. Mas este negócio em si era bom para o banco, a conta fechava.
Tá, mas o mecanismo era como ele dava esse cartão. Quem recebeu esse cartão? O funcionário público estadual. Tá, então o funcionário público recebeu esse cartão que ele usava só para comprar comida. No supermercado. No supermercado. Parcelado.
Ah, então tá. Parcelado. Aí ele botia esse juro... De 40% ao ano. Porque como era um benefício pro cara, não tinha problema tá pagando um juro super alto, porque nem não sentia no bolso diretamente. Ah, sentia porque ia pro contra-cheque do cara depois, né? Ah, tá. Não, é que como era um benefício do cara, às vezes ele não sentia tanto na... Não, a prestaçãozinha do consignado tava lá no contra-cheque dele, desconto em folha. Então, né, é um consignado federal. É como o consignado federal aí, que um monte de gente vende.
Mas esse aí era estadual. E começou nisso o banco. Essa era a parte interessante do banco, entendeu? Então parecia que ia parar de pé. Dava para parar de pé se não tivesse todo... Se não fosse todo o resto. Todo o resto. Todo o resto é uma boa forma de resumir. Todo o resto aí. Cara, não precisamos falar sobre isso. O banco master é...
É uma daquelas histórias que fica difícil entender o tamanho que ele chegou. Porque a gente estava até discutindo em outros fóruns. Porque pega um outro escândalo que a gente teve. Lá quando envolveu a Lava Jato, o Debreche.
Pô, mas eles faziam um ponte, faziam um prédio, faziam um monte de coisa, assim, você pelo menos via o que estava sendo feito, né? Era superfaturado, tinha os seus problemas? Tinha, mas você via a construção ali. O Banco Master, ele atingiu um tamanho maior, mais rápido e com aquela falta de pudor, de ostentação, assim, muito escancarada, né?
Acho que até demorou para essa bomba estourar, né? Porque acabou chegando num tamanho muito grande. Chegou muito grande. E aí, meu, botou muito medo em todo mundo esse negócio. Então, a gente passou algum tempo, esse início de ano foi marcado por trabalhar para tranquilizar as pessoas que o mercado financeiro não ia quebrar.
Esse era o grande medo dos clientes. Então, assim, chocou todo mundo esse negócio, né? Está começando a passar agora, mas a política também não deixa o brasileiro tranquilo, né? Não, de jeito nenhum. A política também não deixa o brasileiro tranquilo. Então, investidor brasileiro... É, eu, assim, eu conheço muitos investidores nessas... Acho que um exercício legal que a gente fez aqui no Market Makers foi começar a sair da Faria Lima. Então, a gente começou a fazer alguns eventos fora e...
Porque aqui dentro da Fariânimo, quando você conversa com gestor de fundo e tudo mais, você não tem a... Você não sente a representatividade de um ano de eleição na tomada de decisão de investidores. Eu já ouvi de...
escritórios de dezenas de bilhões de reais no Nordeste, e o cara fala, eu não tenho 1% em renda variável. Enquanto o Brasil é governado pelo PT, eu não invisto na Bolsa. Tudo bem, o cara não ganhou o que a Bolsa subiu ano passado, esse ano a Bolsa também está indo bem, mas é questão de princípio para o cara. O cara não invista. Então, assim, num ano como esse de eleição...
obviamente, o cara que talvez não seja tão radical quanto ele, mas é um pouco mais cauteloso, o cara vai esperar. Vai esperar. Tá todo mundo em compasso de espera. Assim, então, ninguém vai... É uma pena, né? Porque a bolsa subindo, daqui a pouco, quando o povo acordar, já foi. Ou ainda vai ter, claro, vai ter uma trend bacana aí se a gente...
tiver uma eleição mais à direita, tá todo mundo esperando. E não é nem pela decisão de ah, não, eu confio mais na direita ou na esquerda e tal. É a confiança do empresariado. O empresariado está com o pé atrás. Então tá todo mundo com medo de investir nas próprias empresas. Não tô dizendo o grande empresário, tô dizendo o pequeno e médio empresário ali que movimenta a economia. Essa turma tá...
com o freio de mão puxado. Não tá investindo, entendeu? E o cara, e quando tá mandando dinheiro pra gente, ele quer comprar o CDBzinho curto, ele quer a liquidez, ele quer LFT, ele tá travadinho. Tá difícil de falar pra essa turma, pô, toma um risquinho agora, tá barato, agora é a hora de comprar. Não. Cara, te prefix... Fica um pouquinho prefixado agora, toma um pouquinho de B aí, tá bacana esse juros real a sete. Não, não quero.
Eu até falei num evento uma vez que perguntaram, pô, mas tem tanto motivo para a Bolsa subir, por que a Bolsa não sobe? Falei, a Bolsa só vai começar a subir quando ela começar a subir. E assim, parece um argumento meio idiota, mas que na verdade, porque o fluxo que vai fazer a Bolsa subir só vai vir quando o pessoal vê a Bolsa subindo e fala, caramba, a Bolsa está subindo, vou lá comprar. Agora, a gente estava quase nos 200 mil pontos. Hoje a Bolsa está aí, acho que 185, entre 180 e 185 mil pontos, e aí
E ninguém quer comprar bolsa. Quando estava 200 mil pontos, estava todo mundo, caramba, como eu queria ter bolsa. Agora que ela cai, ela volta. Ninguém quer comprar quando está num momento ruim. Eu tenho uma figurinha que eu mando nos meus grupos. De vez em quando o pessoal começa a falar e eu começo a cantar a musiquinha. O mesmo banco, a mesma praça.
Aí tem as figurinhas, mesmo banco, mesma praça, as mesmas flores, mesmo jardim, cara. Porque, cara, tudo é igual, cara. É sempre cíclico, o movimento das pessoas é sempre o mesmo, acontece tudo, sempre muito tudo muito parecido, as coisas não mudam. E o pessoal só vai entrar na bolsa depois que ela já tiver subido.
E o pessoal vai ter a mesma turma que vai ficar com o pincel na mão lá em cima depois. Vai ser sempre igual. Não tem saída. Enquanto a mídia não começar a falar que bolsa é legal, ninguém compra bolsa. Porque não adianta a gente falar, não adianta olhar gráfico, não adianta nada. Tem que ter o frissonzinho. Se não tiver o frissonzinho, a turma não entra.
Juliano, e como é que você, aí olhando agora, tirando o jaleco de especialista de mercado e vestindo o jaleco de CEO de uma empresa do mercado financeiro, o que você vê hoje de avenida de crescimento para a AQI?
A gente tem trabalhado bastante nos últimos tempos e é um negócio que nos diferenciou como empresa e fez com que a gente conseguisse continuar crescendo forte nos últimos anos, sem fazer aquisições, sem nada.
A diferenciação de prateleira de produtos, ter produtos diferentes na prateleira. E aí, como é que tu tem produtos diferentes na prateleira? Tu tem que ter o teu próprio investment banking para não depender da turma que está por aí, que normalmente vai atrás de negócios muito grandes. Por muito tempo, o pessoal achava a gente meio maluco, porque eu sempre preferi um high yield com uma grande cobertura de garantias.
do que um high grade clean. E aí eu sempre fui chamado de maluco. Eu falei, cara, eu prefiro um high yield com 200% de garantia, de uma empresa menor, do exterior de Santa Catarina, do interior do Mato Grosso, do interior de São Paulo, do que um high grade que, cara, tu nunca sabe que o cara que assinou lá se assinou de verdade, se foi pago para assinar, ou aquela auditoria, e clean.
E, cara, anos depois, o presente estado atual da economia provou que a gente estava certo, né? Que engraçado você estar falando isso, estou procurando aqui no meu caderno, mas eu fiz um episódio com o Flávio Aragão e, cara, ele falou, ele é um alocador, né, da 051 Capital, ele falou algo muito parecido, assim, sobre, era até um pouco mais polêmico, ele falou algo como, cara, no Brasil...
High grade não existe. Ou nem deveria ser. Tipo, ele não investe em high grade no Brasil. Tipo, não faz sentido investir. Eu estava tentando achar a frase aqui, mas... Porque, cara... E aí, cara, o que a gente faz muito? A gente vai muito pelos interiores do Brasil, atrás de... Tem muita empresa boa, familiar.
tomando crédito muito caro, com secundizadora pequena, com factory pequena, com até a jotinha familiar ali da regiãozinha, o cara está tomando dinheiro muito caro, e aí tu olha para a empresa, o balanço é bacana, o nível de garantia da família é muito alto, o cara tem muito terreno, tem muito prédio, a fábrica própria, pensa, cara, o cara não deveria estar tomando esse crédito tão caro do jeito que está.
As factories locais, sorriso de orelha a orelha. E aí a gente está indo atrás de emprestar dinheiro para essa turma. Entendeu? E aí tem um monte de vantagens. Primeiro que eu desenvolvo o mercado local. Número dois, eu consigo botar um produto diferente na minha prateleira. Um produto com uma taxa muito bacana, porque esse cara antes...
Estava tomando o dinheiro muito mais caro nas factories, dinheiro com curto. A gente estrutura uma dívida longa para o cara, com garantias bem robustas. E aí, no final, eu ajudo o empresário local e ainda consigo botar um produto muito bacana na minha prateleira para o meu cliente. Então, essa é uma das nossas principais avenidas de crescimento.
E aí a gente está avançando cada vez mais nessa parte de crédito. E aí, no futuro próximo, agora, a gente deve entrar com a licença de financeira para poder fazer ainda mais dessa cobertura no interior de crédito. Que vira um... Eu tenho...
Uma distribuição forte. Que me gera. Produtos muito legais. Que gera satisfação no meu cliente. Gera lucro para mim. Para eu investir ainda mais. Em distribuição forte. Que faz com que mais gente me procure. Para distribuir produtos melhores. Então esse flywheel. Essa é a rodinha que vai tocando. A nossa companhia. Então acho que. Esse caminho é bacana.
Eu achei a frase aqui, high grade não deveria existir no Brasil. Frase dita pelo Flávio Aragão da 051. Um abraço para ele. Além de um baita investidor, é assinante do M3 Club. Participa lá ativamente. E ouvindo você falar, eu estava refletindo sobre outras conversas que eu já tive, que é quase sobre o...
O Brasil que deu certo, porque... Embora o nosso PIB, o Brasil como economia está tendo um crescimento nos últimos anos, está começando uma desaceleração, mas enfim, está com uma performance positiva. Mas quando você pega os estados que deram mais certo, se você colocasse eles como se fosse um Brasil separado, um país separado...
E teria um crescimento muito mais forte que o Brasil, muito mais forte que boa parte das maiores economias do mundo, né? E são estados pujantes, né? Você pega ali no centro-oeste, no sul, no nordeste, fora daqui do eixo Rio-São Paulo. E...
Estão crescendo, tem uma economia pujante, mas não tem um mercado de capitais tão distante do berço financeiro. Exato. É mais ou menos aí que vocês querem fechar essa lacuna. É isso aí. Essa é a nossa avenida de crescimento. Porque, puxa, emprestar dinheiro aqui em volta da Faria Lima, 100 quilômetros aqui da Faria Lima, já tem tanta gente boa aqui dando crédito, tem tanto dinheiro sobrando aqui.
Mas muitas vezes esse dinheiro não chega lá fora. Não chega lá nos rinconhos do Brasil. E tem um monte de indústria bacana, tem um monte de empresa boa lá fora. E essa turma está tomando crédito caro. Fora assim... Vocês vêm de um estado que...
Hoje é uma das referências no Brasil, né? O estado de Santa Catarina é quem nasceu em Balneário. A gente nasceu em Balneário Camboriú, é. Santa Catarina é um estado que funciona muito bem porque o empresariado está muito misturado com o poder público. Então, o empresariado e o poder público ouve muito empresariado. Então, o bate-bola é muito bom. O governo lá...
funciona como ele não é a engrenagem, ele é o azeite da engrenagem, ele é a graxa da engrenagem, entendeu? Então ele ajuda a organizar as coisas, é como o governo deveria fazer, né? Ele deveria estar ali azeitando as coisas para as coisas acontecerem melhor, né?
dar subsídio onde tem que dar e não para quem é amigo, ajuda do jeito que consegue, aqueles setores que a economia local é boa, então a gente tem DNA de exportação, de logística, então esses setores são subsidiados, mas trouxe muita riqueza para o setor, construção civil.
A turma é muito boa lá. O poder público ajuda a construção civil. Não atrapalha. Então, acho que esses estados que conseguem fazer isso, eles vão muito para frente. O governador é o Jorginho Melo. Ele vai buscar a reeleição, né? Vai buscar a reeleição. Do PL. Exatamente. Um abraço para o Jorginho. E nas últimas semanas a gente estava junto.
Legal. Bom, e... Mas você falou, pô, a gente não quer mais ser visto só como assessor, como... Mas como é que é hoje a...
Pizza de resultado da IKI, né? A assessoria ainda é o braço mais forte? Como é que estão... A gente faturou no passado 680 milhões de reais, sendo que 350 milhões, mais ou menos, ou 380 milhões, foi diretamente assessoria.
O restante, aí já é asset, já é banco de investimentos, já é corretora de seguros. Então, a gente já tem um... Ou já é a parte de banking também. Então, já tem um bolo em volta que já é 40% quase do nosso faturamento que está em volta. Então, a gente foi construindo todos esses...
esses negocinhos, né? Todos esses negócios foram em volta, no início, todos muito subsidiados pelo negócio de assessoria, né? Mas você vai aproveitando a confiança que o cliente tem num negócio, no capital dele, e a gente foi montando a asset, porque a gente queria, a gente achava que alguns produtos não tinham no mercado e a gente conseguiria fazer. Depois a gente montou o banco de investimento, que a gente começou a notar que os nossos clientes, na sua maioria, eram empresários e precisavam de crédito ou estavam tomando crédito caro.
E o cliente começava a ligar pra gente, olha só, tu tá cuidando dos meus investimentos aqui. Pô, dá uma olhadinha nesse crédito que eu tô tomando aqui na minha empresa, que eu tô achando que tá meio caro. Daí a gente começou a olhar e dizer, é, realmente tá meio caro, acho que tu consegue fazer coisa mais barata. E aí a gente foi tentando bater aqui na Faria Lima pra algumas gesturas que a gente já alocava, colocarem nos fundos de crédito. Daí alguns dos caras, puxa, mas eu vou ter que ir lá no interior do Paraná pra olhar esse crédito e, ai, cara, não quero. Aí a gente começou a puxar.
Cara, quem sabe tem um espacinho aqui para a gente montar o banco de investimentos. Então, a gente montou o IB da empresa. Aí, junto com o IB, esses clientes começavam a dizer, puxa, eu estou querendo vender minha empresa, vocês não acham alguém para comprar? Aí, já montamos a área de M&A. Então, a gente aproveitou a confiança que esse cliente tinha na gente, na pessoa física, para começar a lidar com a pessoa jurídica dele também. Então...
Uma coisa vai levando a outra, porque o mercado financeiro é um negócio de confiança, além de tudo. Fidúcia total. É fidúcia total, entendeu? Então, a gente vai gerando essa confiança. Confiança é essa que está meio abalada agora. É que é assim, né, Juliano? Você resolveu um problema que o cara nem sabia que tinha, ele vai ser leal a você o resto da vida. Agora, você faz um negócio também com o cara, que ele se sente lesado, se sente enganado, e ele vai ser leal a você.
Ele vai ficar, pra ele qualquer escritório, qualquer coisa já vai ser estigmatizado. Eu tava no evento da AWZ, que eles fizeram um evento essa semana aí, foi bacana o evento pra falar do relatório deles. E aí eu levantei a mão, eu sempre fui no meio da nossa turminha, do nosso mercado, eu sempre fui o cara mais polêmico, assim, que eu nunca tive muita vergonha de falar as coisas, né.
Daí eu falei, puxa, legal, mercado de consultoria, a princípio, ou do mercado todo de fixo, o jeito que vai ser com consultoria, com assessoria, muda pouco. Puxa, resolve um problema de conflito de interesses.
O problema é que, cara, isso não é também o mesmo cara que ontem estava fazendo absurdos na assessoria e vendendo porcaria para o cliente, no outro dia, porque ele foi para o FIFIXO, ele não se lavou, né, cara? Agora não é que ele mergulhou no Jordão agora e agora como ele atravessou o Jordão e saiu para o FIFIXO e agora ele está limpinho.
Não, agora eu cobro o FIFIXO. Ontem eu vendi a porcaria para o meu cliente, mas hoje eu mergulhei nas águas, eu acendi e agora eu sou o mais honesto do mundo, porque agora eu cobro o FIFIXO. É o mesmo cidadão, entendeu? Que está fazendo a mesma besteira. Então o mercado tem que começar a separar as pessoas. E você aí, investidor, tem que começar a separar o discurso da prática.
Porque a turma que fazia besteira antes vai fazer besteira ainda. Seja no FIFIXO, seja no SPREAD. Olhando esse diagnóstico que você fez agora, aproveitando também que você é um cara que acaba falando o que você realmente está vendo e expressando sua opinião. Dá para dizer que esse mercado de assessoria...
ele inchou mais rápido do que o crescimento do mercado brasileiro como um todo? Eu acho que não deu tempo das pessoas amadurecerem o suficiente. Então, tem muito cara imaturo cuidando de bastante dinheiro. Esse é um pouco do problema. A gente na empresa, porque tem conflito de interesse.
em todas as relações, o tempo todo. Qualquer relação é conflitada. O teu dentista, quando está mexendo no teu dente, está conflitado. Porque ele, puxa, será que eu conserto o dente ou eu estrago o dente para botar um implante? O teu médico vai cuidar do teu joelho. Pô, será que eu arrumo o joelho dele ou eu detono de uma vez para botar a prótese? O cara, todo mundo pode estar conflitado o tempo todo. Pô, será que o super coffee é bom mesmo? Ou será que...
Tem um outro melhor. Tem um outro melhor, mas o que paga o Salomão pra falar é o Super Coffee. Não tô falando mal do Super Coffee aqui, pelo amor de Deus. Até porque é bom pra caramba. Até porque é bom. Mas, assim, tem conflito potencial...
Em qualquer lado. Eu brinco que aqui na Faria Lima todo mundo tinha que andar com uma hashtag assim, um adesivo colado, somos todos conflitados. Exato. Todo mundo tem um conflito. Exato, todo mundo tem conflito. Agora o cara que tá dizendo, eu não tenho conflito nenhum. Cara, tem conflito, cara. Agora tu tem que tentar te autopoliciar.
Para não deixar o conflito acontecer. Porque se o conflito acontece, barbaridades acontecem. Mas todo mundo tem conflito. O cara que diz para ti, não, eu não sou conflitado. Hum, desconfia desse cara aí que está dizendo que é tão limpinho assim. Porque tem conflito, tem que admitir que tem conflito. Sabe, assim, engenheiro de obra pronta é muito fácil, né? Mas eu vou trazer aqui, até queria ouvir sua opinião. Eu li essa notícia na época, tem até um Google aqui.
Agosto de 2023. Isso é uma notícia na InfoMoney. Foi uma entrevista com o grande Bruno Balista, sócio lá da XP, Head de Acessoria e Relacionamento de Clientes da XP na época. E a manchete era assim, XP acelera programa de formação de assessores, meta é ter 20 mil até o fim de 2024. E aí eu li essa matéria, pô, 20 mil novos assessores até o fim de 2024?
E aí, na matéria, tinha um parágrafo que me deixou assustado. Falou, isso é praticamente o dobro do número de assessores registrados no fim de 2021. Que era 10 mil assessores. Ou seja, em 2024, a gente ia formar o dobro de assessores que existia em 2021. Não há tempo, cara. E cara...
Vai ter uma disparidade de pessoas, a quantidade de pessoas novas versus pessoas de cabeça branca, que já fez muita coisa. Será que todos esses aqui vão entrar? E aí casa muito com o que você está falando agora, dessa muita gente que ainda estava amadurecendo, ainda estava crescendo, já estava...
Tomando conta de grandes fortunas. Porque, na verdade, era uma necessidade. O mercado precisava de mais assessores. Mas, ao invés de, sei lá, tentar trazer pessoas já formadas em outras áreas. Para cá, para o mundo dos investimentos. Você está formando um exército novo. Mas, tem uma curva de aprendizado. Muita curva. E aí, o que a gente sempre fez na empresa?
eu sempre centralizei a parte de definição do que vai para os clientes e para a carteira dos clientes. Eu sempre centralizei isso. Porque é muito maluco você acordar um dia e tem uma notícia ruim qualquer. E aí você olha e você tem 80 mil clientes, você cuida de 50 bilhões de reais, estão sob a sua responsabilidade.
No caso de uma corretora de valores é pior, porque os meus bens estão alienados para o Banco Central em caso de qualquer cagada, né? Desculpa falar de novo. Então, pô, dá muito medo, né? Porque os teus bens estão amarrados na pessoa física. Aí tu pensa, não dá para deixar livre para o assessor fazer o que ele quiser, de qualquer jeito. Tu tem que centralizar essa tomada de decisão em pessoas mais seniors.
pessoas que entendem profundamente de alocação de carteira. E você tem que botar barreiras para o que vai ter lá. Porque, do contrário, você tem...
Mil pessoas, alguns muito experientes, alguns muito pouco experientes, tomando decisão sobre o que fazer com a carteira de investimentos dos teus clientes. E cara, eu não posso não saber. Eu não posso deixar o cara fazer o que ele quiser. Então, o dia que eu decidi fazer isso, alguns anos atrás, eu nem lembro qual era a notícia, mas eu acordei um dia muito preocupado com uma notícia que tinha acontecido. Eu falei, e aí, será que eu tenho isso na minha carteira? Como é que está a minha alocação? Isso foi, sei lá, 2021.
Não posso mais deixar assim. Eu não posso mais dormir e acordar de manhã e só rezar pra que ninguém tenha feito besteira. Eu não posso, cara...
Não posso me benzer e tomara que ninguém tenha. E aí eu passei a centralizar. Aí na época eu perdi muitos assessores. Porque a turma disse, como é que eu não tenho mais liberdade para botar o que eu quiser na carteira dos meus clientes? Muita gente foi embora. Muita gente foi embora da IKI porque passaram a não aceitar que ia ter uma alocação centralizada.
Eu falei, cara, eu prefiro que você vá embora, eu prefiro perder carteira, eu prefiro perder assessor, do que não conseguir dormir à noite com essa responsabilidade toda. E sem saber, sem ter nenhum controle sobre o que o cara vai botar na carteira do cliente. Eu não sei como é que tem gente que vive assim. É que é a diferença do horizonte de vida mesmo. Você tem a cabeça do fundador. Você quer perpetuar esse negócio para o resto da vida. E o cara que está, não estou aqui julgando o cara que foi embora, mas...
O assessor, ele não pensa que nem você, ele pensa no bônus dele no final do ano, no quanto ele vai conseguir crescer o patrimônio. Então, não é que seja ruim, isso é bom a pessoa ter ambição para ela buscar crescer. Mas você, com essa visão, estava muito mais preocupado com o cara.
Esse negócio tem que existir pelas próximas décadas. Exatamente. E a diferença... Mas eu acho que nem é assim, tem... Eu acho que o assessor mais maduro, o cara já... Os mais maduros olharam e disseram, cara, tu tá certo. Os mais imaturos disseram, não, eu quero a minha liberdade. Os mais maduros olharam e disseram,
Cara, se eu fosse tu, eu faria o mesmo. E eu acho que é até melhor. Porque daí eu posso me concentrar em relacionamento. Eu posso sair para jogar um tênis com o meu cliente. Posso almoçar com o meu cliente. E tem alguém mega especializado em alocação de carteira que só estuda investimento o tempo todo. Que está definindo o que vai fazer. E daí eu posso fazer a parte que nos diferencia.
Na assessoria de investimentos, que é o relacionamento, estar ali entendendo o cliente, é conhecendo a família, etc. Que vai na fidúcia, que vai ganhar a confiança. Que vai traduzir as coisas para esse cliente. E aí eu tenho dito que, puxa, olha essa revolução que está tendo agora com o chat GPT, com o Cloud e tal.
Qual é a chance de, num futuro bem próximo, um ser humano com pouca experiência fazer uma alocação de carteira melhor do que uma inteligência artificial? Cara, chance é nenhuma, cara. Mas esse, pra mim, é o ponto principal. A chance é nenhuma.
O cliente, ele não quer a melhor alocação. É, exatamente. Ele não quer, se eles quisessem a melhor alocação, isso já teria disruptado o mercado de assessoria. Ele quer o relacionamento. Exatamente. Ele quer a pessoa que vai olhar no olho dele, vai resolver o problema dele. Nós somos seres humanos, a gente vive dessa relação. Exatamente. Então, eu abro mão de ter uma alocação que não é 100% perfeita.
Em troca de ter uma boa conversa com alguém que vai me ensinar algo, vai resolver um problema meu, vai me ajudar e eu vou ter essa troca, né? Mas dá para ter os dois. Dá para ter os dois. Mas é que um não vai discutir o outro. Eu tenho uma locação centralizada, cara, que tem um time mega experiente, que está usando inteligência artificial para ajudar o cara que é experiente a montar uma locação.
Tá no back. Lá no front, tá o cara do relacionamento, que vai conhecer a família, que vai conhecer a dor do cara, que vai ajudar o cara. Pô, cara, olha só, tu me disse que tu deveria, tu me disse que tu ia ter só 15% de liquidez, mas cara, tô olhando a tua família aqui, o jeito que tu vive, o ideal era ter 25%. Esse... Aí é o ser humano que vai fazer. Eu vejo muito isso quando a gente...
A gente chegou a montar uma consultoria aqui no Market Makers. Hoje a gente terceirizou para os nossos parceiros da Legend. Mas a pessoa que veio aqui tocar a nossa consultoria é o Murilo. E ele está até hoje com a gente. É um cara que tem um tato humano.
É tão diferenciado que ele... Sempre que eu vou sair para almoçar com a minha sogra, jantar com a minha sogra, e o Murilo cuida dos investimentos dela. Ela pergunta do Murilo, às vezes mais do que sobre mim. Eu fico até, porra... Mas é isso, assim, é um... Ele conquista, quando uma pessoa conquista a confiança...
Pode vir o chat GPT que for, ela fala, meu Murilo, é melhor isso ou não? É porque ele vai traduzir para ela, entendeu? Então, eu acho que essas duplas, a inteligência artificial no back, com gente bem experiente, porque se tu botar besteira para dentro do chat GPT ou do cloud, ele vai devolver besteira, é o cheat in, cheat out, né?
Aí tu tem um cara experiente tocando isso aqui, um time experiente, e a turma fazendo relacionamento lá na ponta para entender melhor o cliente. Esse é o futuro. Então não adianta a turma querer fazer a alocação. E você chegou num ponto que eu já queria te perguntar, porque na sua primeira vinda aqui, foi muito legal ouvir a sua história de como você construiu a Eu Quero Investir para virar a IKI. Basicamente você batiu o escanteio, corria para a área para cabecear.
E já estava no meio de campo para dar saída de bola, né? Você fazia tudo ali. E até eu te perguntei na época, pô, aí a empresa foi crescendo, como é que uma pessoa que está tão acostumada a fazer tudo vai ter que começar a delegar as coisas para os outros, né? Vai ter que deixar, num bom português, o cara de baixo fazer merda para ele aprender com o erro, ao invés de você ficar corrigindo toda hora. E você até falou que, pô, isso é um exercício que é importante esse desafio. É importante ter que deixar acontecer.
Mas e hoje? Hoje que assim, a empresa está ainda maior e você tem todo esse avanço da tecnologia de inteligência artificial, como é que você vê hoje a função de um CEO dentro de um universo desse que é cada vez mais automatizado? Cara, a função do CEO, do fundador, como eu, é me tornar inútil, né?
Eu estou no processo de inutilização de mim mesmo. Então, cara, você vai ficando... Se você vai criando um time com responsabilidade, você vai ficando inútil. O que eu faço na empresa? Eu trabalho firme...
no negócio, de agosto, setembro a dezembro. Dezembro, janeiro vai. Que é a época que eu faço planejamento, meta, avaliação de desempenho, defino bônus, PPR e depois partnership. E o primeiro semestre eu trabalho com relacionamento.
Então, o que eu fico olhando todo mês? Eu tenho, cara, meta e orçamento. Eu olho pro meu diretor, bateu a meta? Bati. Bati o orçamento? Bati. Tchau. Aí, no outro, eu olho pro outro diretor, bateu a meta? Sim. Bateu o orçamento? Sim. Tchau. Eu vou pro próximo. Bateu a meta? Não. Pera aí que eu vou entrar aí. Daí eu entro lá. Então, pras pessoas que estão cumprindo meta e orçamento, eu nem dou bola.
Eu vou cuidar de quem não está batendo meta e orçamento. Então eu vou ficando inútil para as áreas que estão indo bem, que estão cumprindo o planejamento. E isso é muito maluco para algumas pessoas, né? Porque algumas pessoas foram aprendendo a lidar comigo desse jeito, que assim, tipo, tô indo super bem, o Juliano não me dá bola. Eu falei isso, óbvio.
Tu tá indo bem, não vou te dar bola. Eu vou dar bola pra quem tá indo mal. Eu não quero falar contigo, cara. Daí agora, a turma já aprendeu isso. Então, eu falo assim, cara, se o Juliano não vai na nossa área, é porque nós estamos indo bem. Melhor que ele não venha. Se ele estiver muito em algum lugar, é porque ali tá o problema. Então, a função, acho que, do CEO é ir se tornando inútil, entendeu? Assim, vai se tornando inútil, faz meta e orçamento e deixa a turma fazer.
Deixa a turma ter criatividade para fazer as coisas. E eu fico dando fronteiras. Eu fico dando a canaleta do...
a canaleta do boliche ali, né? Então, levanta a canaleta, cara, dentro ali da, daquele espaço, tu pode andar, né? Dá o guardrail, né? Eu dou o guardrail e a turma anda dentro daquele guardrail ali, mas sempre cumprindo essas premissas, assim, que eu tenho, né? Que as pessoas têm que ter essa liberdade controlada.
Então, cara, tu tens liberdade controlada. Não é fazer de qualquer jeito. Porque se também tu tira toda livre iniciativa, o cara não cria, não faz nada. Tu não tem inovação, não tem nada. Então, esse é o jeitinho que a gente toca lá. E aí eu tô conseguindo voltar agora pras mídias sociais, né? Tô tentando virar influencer de novo, né? Pô, e você era bom nisso. É, eu funcionava lá atrás. Na verdade, a gente criou a empresa fazendo isso.
E aí no ano passado comecei a notar que, puxa, tava indo tudo tão bem ali e tal. Falei, cara, turma, eu vou dedicar agora uma parte do tempo aqui. Vocês tão indo bem? Cara, um mercado muito ruim, onde quase ninguém cresce. A gente nos últimos, de final de 23 pra final de 25, a gente cresceu 90%. Eu falei, turma, eu vou começar a dedicar um pouco mais de tempo pras mídias sociais, que foi o que ajudou a gente chegar até aqui.
Hoje esse mercado, as pessoas que mais captam hoje são as empresas ligadas a algum influenciador muito forte. E eu falei, puxa, se tem uma coisa que eu errei ao longo da minha trajetória foi ter deixado essa parte de influência social de lado. Então agora eu estou voltando. Estou voltando a falar algumas coisas no Instagram, voltando com o nosso canal do YouTube. Então devagarinho a gente vai criando. Hoje está muito mais difícil, porque tem uma competição maluca.
nas redes sociais, mas vamos voltar a falar bastante. Falar em falar bastante, ano de eleição. Qual que é a maneira que o Juliano vai se posicionar tanto para dentro da empresa quanto para fora? Em outras palavras, dá para um executivo do mercado ter uma predileção política? Ou...
Por estar aqui olhando para isso para o longo prazo, eu não vou opinar nisso. Eu pergunto porque, sem citar nomes, tem CEO de asset que fala abertamente contra o governo, tem presidente de banco, fundador de banco, que faz negócio, não importa com qual seja, ele está no governo, ele consegue ser ativo e participante.
E tem gente que simplesmente ignora que a gente está em ano de eleição. Como é que você pretende se posicionar, se já está se posicionando nisso? Cara, até um ano atrás, eu me posicionava muito mais.
até um ano e pouco atrás eu me posicionava muito mais, eu era muito mais vocal sobre o que eu pensava sobre o atual governo e tal e aí cara a gente tem uma sociedade e a maior parte dos meus sócios disseram assim, cara, vamos diminuir o tom um pouco, porque no final do dia é muito complexo fazer esse negócio porque uma corretora ou um banco lá no final é uma concessão pública então assim ok
Ninguém nunca perdeu essa concessão pública por falar mal do governo. Mas começou a aparecer tanta coisa esquisita aí, né? Tanta opressão. Que em nenhuma votação interna lá na empresa, a turma preferiu que a gente fosse menos vocal. Mas eu admiro muito, por exemplo, o Valtinho Maciel. Que tá botando a boca no trombone, entendeu? O CEO da Asset que tá me referindo a ele. E tá fazendo isso muito bem. E ele tá fazendo super bem. É importante...
A gente deveria não ter medo de fazer essas coisas. Pois é, esse é o ponto. Entendeu? Pra mim, esse é o problema. Quando tu começa a ter medo de falar o que tu pensa, porque tu começa a ter medo de perder o que tu tem, tu começa a ferrar muito com a democracia, né? E aí, puxa, tudo pode ser enquérito de fake news.
É duro. Tu não poder falar o que tu pensa. Então, pô, até muita coragem do Walter de estar falando. A gente como empresa decidiu diminuir o tom. Mas, obviamente, assim, com o fiscal que está acontecendo, não tem como a gente ser a favor do governo atual.
Não tem como. Descalabros fiscais que estão acontecendo, estão mantendo o juro nessa altura, para poder segurar essa inflação. A gente passou a não confiar mais direito nos dados de IBGE.
tu olha pro IBGE será que esse é o caudado mesmo então tá muito ruim essa situação de desconfiança é muito difícil e lá atrás a gente como Faria Lima vai cometer o erro de achar que ia vir um Lula 3 diferente
Não, agora o Lula vai querer mudar ou vai querer resolver o final da vida dele. O cara vai vir mais tranquilo. Agora ele vai querer fechar bonito a história dele. Não veio esse negócio. E a gente cometeu o erro de apostar que o cara ia fazer um negócio legal. O Haddad veio super cheio de boas intenções, mas não conseguiu fazer o discurso dele virar realidade. E o que a gente vê na ponta...
É o brasileiro empresário com muita dificuldade de pagar um CDI mais 13, um CDI mais 4, que é o custo de capital da turma aí, 19 ao ano. Muito difícil de carregar 19 ao ano de custo financeiro nas empresas. Então, assim, não é por nada que tem esse número de recorde de falências aí, empresas pedindo, fechando ou pedindo RJ.
Porque não dá, não tem como aguentar esse juro nessa altura. E aí o problema todo é fiscal. Então, assim, se a turma não parar de gastar e o PT, a gente não vê o PT parando de gastar, então, assim, não tem como ficar do lado do governo atual. Agora, a gente vai ser menos vocal do que a gente gostaria, né? Porque, sim, nós estamos com um probleminha de liberdade de expressão no Brasil, na minha opinião.
Juliano, um tempo atrás, os bancões eram os seus principais concorrentes. Hoje dá para dizer que as bets entraram como um concorrente que está ameaçando a indústria de investimentos, ameaçando no sentido de...
Tirando a atenção de um dinheiro que poderia vir para o mercado de investimentos? Onde as bets me atrapalham mais, assim, eu acho que para o varejão, sim. Porque a turma não está conseguindo nem poupar por causa das bets. O percentual da renda comprometida com pagamento de dívida está batendo recorde. Foi a série histórica do Banco Central que começou em 2005.
Agora em fevereiro bateu o maior patamar, 30% da renda está comprometida a pagamento de dívida dos brasileiros. Muito grande. E essa turma continua jogando a bet ainda, né cara? Pois é, para pagar a dívida. Muito louco, né? Sim, ou seja. Então, mas o pior para mim é esses caras ocuparam um espaço...
na mídia tão grande que fazer propaganda de investimentos ficou cada vez mais caro por causa das bets. Então, os caras, assim, qual é a chance de tu patrocinar um time de futebol hoje? Zero. Esses caras aí tomaram conta. Pegaram tudo. Estava assistindo ontem um jogo da Libertadores.
Parecia que no intervalo era a mesma empresa, mas na verdade eram seis empresas de bet. Seis empresas de bet. Passando seis propagandas, eu falei, cara, não é possível. Não é possível. É impressionante. E aí, a maior dificuldade para nós é essa, porque a gente começou trabalhando nesse varejo de investidor bem pequeno. Hoje a gente já está com um ticket médio de milhão e meio de reais. Então mudou muito o perfil do nosso cliente ao longo do tempo. Então não atrapalha tanto, o que atrapalha muito é na mídia. Esses caras, a mídia é só deles.
O mídia offline não existe, é só bet. É bet o tempo todo. Aumentou muito o preço de propaganda de TV, muito preço de propaganda de rádio. Aumentou muito, assim, hoje é inviável patrocinar um time de futebol. Só a Victor que conseguiu. Mas já saiu.
Já saiu. Mais esses câmbios que nós não falamos. Se quiser falar, pode falar. Não tem problema. Melhor nem comentar. Então essa foi a dificuldade com as bets. Mas tu sabe que a gente de vez em quando aparece em bets querendo aporte ou querendo vender e tal, já não está tão bom para as bets mais. O brasileiro, assim, a gente está começando a ver a turma jogar menos e as bets terem menos lucro.
Eu acho que vai ter uma consolidação do mercado de Betis. A turma vai consolidar em alguns poucos grandes players. Porque não está parando tanto de pé mais esse número tão grande de Betis. E o Brasil está começando a se conscientizar. Então, acho que a gente tem uma luzinha aí no fim do túnel. Só falta Serik cair.
Mudar o governo. Aí é 300 mil pontos. Uma Selic a 11, 10, 11, ia fazer uma diferença brutal. Mais do que a Selic a 10, 11. É a perspectiva de que ela vai continuar baixa. Que passa por um plano fiscal mais claro. Nem resolver, nem virar um país superavitado. É simplesmente parar de crescer. Porque hoje, mesmo com arrecadação recorde...
O nosso fiscal está piorando. Está piorando. E não tem mais como arrecadar ainda mais. Não tem. Não, assim, ninguém aguenta pagar mais imposto. Está maluquido. Então você precisa ajustar, de fato. E aí vai ter reforma fiscal ainda nos próximos anos, que vai ser complexa essa reforma fiscal. Sim. Tem alguns estados, por exemplo, o estado de Santa Catarina é um estado exportador.
E aí o imposto vai para quem compra. E aí estados com população grande vão se beneficiar, onde tem consumo. E Santa Catarina é um estado exportador, por exemplo, e tem Espírito Santo também exportador. Tem vários estados exportadores, Mato Grosso, por exemplo, que exporta muito.
E consome pouco. Essa turma vai ter problema com a arrecadação de impostos. Vai ter pouco dinheiro para esses estados. Vai concentrar bastante onde tem mais gente. Então os estados têm altas populações e vão se dar bem. Então vai ter um problema interessante o próximo governo para enfrentar. Que é como é que vai lidar com essa reforma tributária. Vai ser o próximo papo.
do próximo governo. Interessante, é uma palavra interessante. E internacionalização, tanto do investidor quanto da IKI, vocês pensam nisso? Cara, a gente bateu o recorde este mês, a gente nunca viu tanto dinheiro saindo do Brasil, dólar a cinco, a turma se julgou e comprou valendo esse mês.
muita internacionalização, muito dinheiro fora, é uma linha bem importante do nosso DRE hoje, a parte de internacional, a grande dificuldade é montar um time lá fora assim, é uma loucura, a gente contrata, manda um menino pra lá, assim, é muito louco desculpa, vocês já tem escritório? a gente tem escritório lá, a gente tem escritório em Miami em Miami o pessoal chama de EQY EQY EQY e e E aí
Qual o grande problema? Está indo tanto dinheiro para lá. Que, por exemplo, você tem um menino aqui que ganha, sei lá, 20 mil reais. Trabalhando com a gente.
Cara, eu vou te mandar pra Miami. Aí em Miami com menos de 7 mil dólares, o cara não tem nem vida direito. Aí tu manda o cara pra lá. Daí o cara começa a custar 35 mil reais pra você. Então já ficou bem mais caro o cara. Aí o cara vai lá com o patrocínio do... do teu patrocínio por visto e tal. Então o cara tem que ficar um ano contigo. Um ano depois vem um banco gringo e joga 15 mil dólares nos peitos do cara. Daí o cara te liga e diz Pô, Juliano, cara...
15 mil dólares, né? Aí, pois é. Aí, cara, vai lá, mano. Entendeu? Então, cara, o mercado tá tão aquecido pra... Tá malucamente aquecido pra brasileiro que tem visto e que tem certificação no mercado financeiro lá.
Porque está indo tanto dinheiro para lá, que o bancão gringo vem e dobra o salário do cara e bota o cara para sentar lá só para atender essa enxurrada de dinheiro brasileiro que está indo para lá. E acredito que mesmo dobrando o salário do brasileiro que está lá, ainda é mais baixo do que de um americano. De um americano. Então os caras dobram o salário lá e a gente perde. Então está bem difícil de escalar a operação lá. Então sob a ótica de quem trabalha no mercado financeiro e quer buscar uma oportunidade... Ser gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş gelmiş
É bom o cara já praticar um inglês ali, tirar uma certificação. Não, mas os caras ainda falam, cara, você não precisa nem falar muito inglês muito bem, tu vai falar só com o brasileiro mesmo. Pô, então mais fácil ainda. Mais fácil ainda. O que tem que fazer é certificações, entendeu? Tem que tirar lá o City 7, City 6-6. E aí, cara, vai pra lá. O cara que tem o CFP aí, vai ser muito bem recebido nos Estados Unidos. Agora tem que arranjar um sponsor brasileiro.
Vai ter que trabalhar pro sponsor brasileiro um, dois anos lá. E depois você tá feio da vida. Tá? Vai voar nos Estados Unidos. Porque o brasileiro aprendeu. Finalmente tem que mandar dinheiro pra fora. Isso já é fato. Já é fato. Aprendeu mesmo. Aprendeu, tá aprendendo. Ó, hoje a gente tem... A gente tem...
cerca de 7 bilhões de reais fora do Brasil, da nossa custódia. Pô, tá mais de um bidó. Ou seja, cara, já passou de um bilhão de dólares. E o que esse brasileiro faz lá fora? É renda fixa, imóveis? Renda fixa, fundo imobiliário, renda fixa, bonde de empresa grande e tal, assim, é o que o brasileiro... No início, o cara...
Ele se apavora um pouco, né? Porque ele diz assim, ó. Mas eu vou tirar o meu dinheiro do Brasil pra ganhar só 6 ao ano. Eu falei, não, 6 ao ano é porque a gente tá num momento muito maluco aqui nos Estados Unidos. E não é pra dar 6 ao ano, né? Pô, mas eu queria um pouquinho mais, cara. Não é muito pouco, não. Puta, mas 6, 7 tá bom, cara, em dólar. Demora um pouco pro cara...
entender que é bom seis ou sete em dólar. Daí depois o cara costuma ir embora. E tem também um impacto que deve dar na cabeça do investidor quando ele fala, beleza, vou jogar.
um milhão de reais para investir lá fora. E quando vê, na verdade, você colocou 200 mil dólares, né? Você fala, porra, mas parecia tanto. Parecia tanto, porque ficou tão pequenininho o número. E vai ter esse impacto também. E aí, a gente está fazendo algumas operações lá que daí dá mais rentabilidade, mas tem seus riscos, né? E que é dar crédito para a construção civil lá na Flórida, porque a construção civil lá na Flórida está voando e não tem crédito para todo mundo lá, por incrível que pareça, nos Estados Unidos.
Então são operações que dão um pouquinho mais de rentabilidade. Dá para dar um... Às vezes dá um 10, dá um 12% ao ano. E para quem... Mas tem o risco porque o cara vira solidário ali na obra. Não, mas também no lado de quem quer ir para lá. Para quem já foi para Miami ou para Nova York.
Miami é quase, hoje é quase uma extensão do Brasil ali, né? Dependendo de onde você ficar, você mal vai falar inglês, né? Talvez seja até melhor você falar espanhol do que inglês. Melhor falar espanhol. As pessoas já começam, já falam contigo espanhol. Direto. Cara, olha pra tua cara aí, tu não é americano. Pode falar espanhol, vamos embora. E o clima lembra bem mais o Brasil. Muito mais o Brasil. Assim, os próprios americanos estão desistindo de Nova York. Por que a gente vai pra Nova York?
O Miami é o capital. Nova York é uma cidade incrível, mas eu acho que eu nunca moraria lá porque é uma coisa muito louca. Não, é aquele barulho o tempo todo de ambulância, né, cara? Sempre tem uma ambulância e uma buzina. A qualquer hora da madrugada tem uma ambulância passando. Tem um bombeiro ou uma ambulância passando o tempo todo. É muito barulho, tá doido. Não sei como é o cara vive lá.
Juliano, e ETFs, cara? Eu queria que você falasse um pouco sobre isso, porque a gente... Para mim, a tendência mais clara do mercado é que é um produto muito bom, ele é bem mais barato, tem liquidez. E, bom, só ver no mercado americano, 60% da indústria de fundos são ETFs na Europa, perto de 30, e aqui a gente está comemorando 1%. É.
Como é que você vê esse mercado no Brasil e as consequências caso esse mercado cresça? E aí falando especificamente de fundos de investimento tradicionais, que foram muito importantes até para o crescimento dos escritórios de assessoria, que foi meio que uma junção. Os fundos começaram a ficar disponíveis para o varejo, os escritórios começaram a oferecer. Então, por muito tempo, assessores e gestores viviam em harmonia. Hoje já não é mais tão assim. Não é tanto.
Tu sabe que a gente tem uma harmonia bacana com a turma, com as gestoras que a gente trabalha junto. Funciona bem e tal. O que acontece é que
As gestoras começaram a virar consultorias e wealths e as assessorias começaram a virar gestoras. Então começou a se misturar ali no meio do caminho. A gente... Eu entrei nesse mercado de ETFs, a gente chegou a lançar quatro ETFs. Eu lembro. O Guru Onze. É, exatamente, cara. A gente lançou, mas morreu o ETF. Ah, eu lembro, por quê? Porque as cotas são autodestrutivas, né? Então o cara começa a vender, tu começa a destruir as cotas e acabou.
Por quê? Porque todo mundo foi embora da bolsa, morreu o ETF. Não, mas é que nesse caso teve até a mudança na CVM, né? Que a carteira... Exato. O Guru On... Pô, era uma ideia muito legal. Era uma legal ideia. Porque ele se inspirava nas carteiras dos fundos. Exato. Só que tem aquele delay de três meses. Mas a gente tinha um algoritmo que tentava prever...
a gente tentava prever pela cota o que ele tava mudando. E como tem pouca ação no Brasil, esse algoritmo funcionava muito bem. Funcionava bem o algoritmo. Então, cara, era legal.
Só que, puxa, os fundos começaram a ir super mal, os multimercados, o ETF foi junto, né? No final das contas. Eu acredito muito nesse mercado e eu acho que com essa mudança, quando esses 30, 40, 50% do dinheiro tiver com FIFIX ou consultoria, vai dar uma pancada nos ETFs.
Porque daí, vai ser, na hora do cara, desse consultor, desse assessor que trabalha com o FIFIX, na hora dele alocar, ele vai querer facilitar a vida dele. Sim. O ETF é um facilitador para todo mundo. É, é um facilitador. Então, eu acho que vai crescer. Essa mudança estrutural do mercado e essa criação dessa trend do FIFIX vai ajudar a aporrar o mercado de ETFs.
Entendeu? Porque vai ser o facilitador da vida de todo mundo. Agora, tem um outro problema. Que esse problema é o que a gente estava falando lá atrás. Quando eu quando a gente começou a quando eu montei a I.K.A. lá atrás, com o blog e tal, eu tive a seguinte ideia. Eu falei, cara, eu sou o influenciador, eu falo de mercado,
Cara, sabe o que eu vou fazer, cara? Eu vou criar oito carteiras diferentes. Eu crio oito fundos diferentes. Um com cada perfil. E aí, cara, quando o cara compra, ele compra só o fundo. Ele compra um fundo. E.Q.I. conservador. E.Q.I. conservador 2. E.Q.I. moderado 1. E.Q.I. moderado 2. E.Q.I. moderado 3. E.Q.I. agressivo 1, 2, 3, sei lá. Dez fundos.
Aí comecei a fazer esse troço. Peguei uma gestora do amigo e comecei a fazer esse negócio. Aí tu... Pô, é a melhor maneira de tu fazer. O cara tem um fundo na carteira e por trás eu faço a gestão da carteira. E eu vou mudando ela conforme é necessário. E o cara fica só com aquele fundo na carteira. O que o cliente pensa? Pô, tu não vai fazer nada na minha carteira? Não, mas eu tô fazendo aqui dentro. Tá, mas eu abro o meu aplicativo, só tem um fundo. Sim, mas lá dentro tem um monte de coisa.
Tu não tá fazendo nada, por que eu tô te pagando? Aí, cara, como é que eu vou explicar? Então, tem essa dificuldade. O investidor, ele gosta de abrir o aplicativo e ver que tem um monte de coisa lá. Exato. Entendeu? Olha isso aí. Então, é muito maluco esse negócio. Não é o ideal. A maneira ideal é o cara ter um fundo.
De acordo com o perfil dele. Pô, mas... Cara, então a gente cria 50 fundos com 50 perfis. Por que com 50 fundos? Tu meio que encaixa todo mundo. Não precisa de 50, na verdade. Com 15 fundos, tu encaixaria a necessidade de quase todo mundo.
Ninguém vai querer. Esse, pra mim, é o problema. Quando o cara abrir a carteira dele e vai ter quatro ETFs lá dentro e que nunca vai mudar esses quatro ETFs, que nunca vai ter um quinto ETF, um sexto ETF, um sétimo, troca um ETF pelo outro, o investidor vai dizer pô, mas esse cara não tá fazendo nada. E esse é o problema. Não, é, o investidor, ele não tem essa sofisticação necessária pra entender que o ideal é que não mude, inclusive.
Eu acho que ele vai chegar num ponto que aí, assim, pegando um pouco dessa sua brisa, que vai ser um problema. Mas eu acredito que o investidor pode chegar num momento que ele vai separar qual a carteira que ele quer que seja tática e qual é que ele quer que não seja. Porque no próprio Market Makers, a gente tem lá os nossos assinantes do M3 Club, a maioria, todos eles investem em ações e muitos investem no nosso fundo, no Market Makers FIA.
Aí o cara coloca o dinheiro no Market Maker C, que porra, já é D mais 30. Então essa parte... Não vou mexer. Eu não vou mexer. O que eu vou mexer é esse resto aqui. E é até curioso porque tem muito...
muito assinante, que ele tem ações que a gente tem no Market Bankers Fiat, mas ele quer ter também na física, pra ele poder acompanhar ali. É isso. Então ele... Então tem um pouco desse comportamento. É. Eu acho que o cenário ideal aí desse seu problema é o cara, não, essa é a parte que eu não vou olhar. É. É mais ou menos eu coloco a minha carteira pessoal, ela é assim, hoje eu tenho uma carteira.
que são ETFs, fundos de infra, fundos imobiliários, que tem a liquidez, mas o grosso do meu investimento está no market maker's fia. Então, e aqui, bom, aí também questão de... Eu sou conflitado, porque eu acredito que o melhor fundo de ações do Brasil é o nosso, então eu tenho que investir nele. Mas essa parte aqui, eu posso, putz, eventualmente botar um outro ETF, fazer alguma coisa. É isso. A minha inquietude... É isso, é isso aí.
Porque no final, no final não é só sobre investir e ganhar dinheiro, é meio que sobre participar do mercado, se divertir do mercado. O cara não quer só ganhar dinheiro, entendeu? Olha, uns 10 anos atrás, conversando com um dos melhores gestores multimercados do Brasil, ele falou isso. Ele falou que se o cara soubesse que é só para ganhar dinheiro, o cara faria lá uma carteira, uma alocação em TNB com um pouco de CDI, um pouquinho menos de bolsa e só aumentaria a bolsa nos momentos de ciclo de queda.
Mas no fundo, no fundo, o cara quer comprar aquela coisa que ele comprou pra na sexta-feira ele bater no peito. Cara, acertei. Eu comprei a ação tal. É muito louco. Então tem um pouco disso. E a gente desistiu desse projeto lá atrás, cara. E era a melhor coisa pros clientes. Os clientes não quiseram. Porque eles não tinham a sensação que nós estávamos trabalhando.
O mundo é o que é, não o que ele deveria ser. A gente tem que se adaptar. É isso aí. Então, assim, é sobre... Economia comportamental é muito legal de estudar, assim, né? O comportamento humano, cara, a gente não é racional. Não. A gente tem que tentar ficar se...
Se policiando para se manter o mais perto da racionalidade possível. O tempo todo. E somos mutáveis também. Muita gente fala... As pessoas não mudam, não. Elas mudam principalmente no...
no que elas querem, né? Os objetivos de vida. Então, a gente também, essa mudança, essa alternância de prioridades, isso também tem um aspecto muito importante. Hoje em dia mesmo, né? Você vê que o papo que você vai ter com o senhor Alcide sobre investimento vai ser muito diferente do que o papo com as gerações mais novas. Eu... A gente fez uma...
Toda convenção anual da empresa tem um tema. E há uns três anos, uns quatro anos atrás, eu fiz uma convenção. E o tema da convenção era o seguinte. Só existe uma coisa constante no mundo. A mudança. Ou seja, constantemente você está mudando. Você vai mudar o tempo todo. Não tem. Vai mudar nem que seja o tamanho da orelha e do nariz, entendeu, cara? Vai ficar velho, vai mudar, cara. Não tem saída. Só que...
Eu vejo que a geração da turma que tinha 40, 45, 50 anos...
é mais acostumada com mudança. Porque, sei lá, a gente viveu num mundo que nem existia celular, depois existia celular, depois existia um celular que faz qualquer coisa, né? Primeiro a gente vivia sem computador, depois a gente passou a ter um computador gigante, depois passou a ter um computador com tela plana, depois notebook, e daqui a pouco não precisa nem notebook mais, porque o celular faz tudo. Então a gente viveu muita mudança. E mudanças drásticas, assim. E a turma mais nova não gosta tanto de mudança.
Então eu tenho toda uma educação pra pegar a turma mais jovem e aceitar que vai mudar, mano. Tem saída. Tem que mudar.
E o que mudou no Juliano Custódio de 2014, quando fez Eu Quero Investir e hoje? Eu tô mais cansado. Não, cara, eu, por exemplo, eu era um pouco mais fã de Bolsa de Valores, hoje eu sou menos. Assim, eu hoje aloco menos do que eu já aloquei em Bolsa, por exemplo, porque...
Tudo por muito conhecimento próprio. Eu não consigo ter uma posição muito grande de bolsa e não ficar olhando pra ela o tempo todo. E aí toma muito meu tempo.
Porque eu sempre fui muito freak disso. Então eu passei por um tempo e falei assim, cara, eu tô muito freak nisso aqui, eu tenho uma empresa muito grande pra cuidar. Cara, eu vou botar esse negócio aqui em fundo. Botar em fundo, minha turma da minha assa te toca aqui, porque senão eu fico olhando. Então, por exemplo, hoje eu tenho investimento em fundo. Antes eu brincava com ações direto. Não faço mais. É uma delícia brincar disso, mas investir em ações diretamente, não faço mais. Eu boto em fundo que é pra não ficar olhando.
Deixa os gestores tocando isso, o cara que só faz isso no dia a dia, olhar. Porque senão eu fico maluco olhando o tempo todo. E não quero ficar maluco olhando. Que tem muita coisa pra fazer. Aí, cara, são 11 anos de diferença. Então, hoje eu sou um cara muito mais experiente. Hoje eu tenho muito mais paciência pras coisas acontecerem do que antes. Eu tenho menos tempo de vida, mas eu tenho mais paciência pra deixar o tempo fazer as coisas acontecerem. Então, cara, você vai mudando bastante.
Eu era mais freak com política. Hoje eu comecei a aceitar mais, assim, entender mais que, cara, nós não vamos resolver rápido as coisas. É melhor resolver mais devagar, inclusive. Então, a experiência vai deixando a gente um pouquinho mais consciente. Não sei se também não é ruim, né? Porque daí a gente também não dá os rompantes que a gente talvez precisasse dar.
Pra resolver algumas coisas mais, que nunca mudam mais rápido. Mas... Eu... Eu acho que os ruim ou bom, né? Talvez seja aquilo que mais nos penitencia. Aquela auto-penitencia. Pô, será que eu devia ter sido mais incisivo?
Eu, a partir do momento que eu comecei a aceitar que o meu estágio de vida hoje, eu sou o que sou hoje pelo estágio de vida que eu estou. Então, eu também era muito mais impulsivo, hoje eu sou uma pessoa muito mais paciente. Então, é assim que eu tenho que ser. Então, eu comecei a aceitar melhor isso, porque...
e tentar fazer dessa sua versão ser a melhor versão que você é. Então, agora, se eu quiser tentar ser muito impulsivo, putz, talvez eu vou estar jogando na posição errada. Exatamente. Para cada idade, uma posição, né? O cara era jovenzinho, era atacante, o cara já vai para a meia, daqui a pouco está de volante ali. Daqui a pouco está só voltando. Já está no banco, só assistindo o jogo. Só entrando para decidir.
E Juliano, se você fosse começar um negócio do zero hoje no mercado financeiro, o que seria?
Já entendi que não seria uma assessoria, né? É, eu acho que... Eu acho que eu começaria um negócio de crédito. É assim, eu acho que é um mercado que é mega concentrado, está desconcentrando e tal. Já tem bastante gente montando Fidix e tal. Mas eu acho que dá para ir mais longe com crédito. Ou seja, dá para ir mais...
Nos rincões do Brasil. Entendeu? Eu acho que esse mercado é legal. Só que dá um trabalho para começar. E leva tempo para fazer essas coisas acontecerem. Né? Só que com a tecnologia agora também. Antigamente para você fazer um motor de crédito. Era muito difícil. Né? Fazer um bom motor de crédito. Eu acho que com a tecnologia agora. Você vai fazer coisas incríveis. Com.
com o algoritmo, entendeu? Então você vai ter uma previsão mais bacana, eu acho que vai descentralizar ainda mais o mercado de crédito e com a capacidade dos algoritmos de fazer isso, que vão ter nos próximos anos esse negócio vai ser bem diferente, eu acho. Nesse dia que estamos gravando, eu vou gravar hoje mais tarde um episódio com uma empresa e ok E aí
desse meio de crédito que conseguiu crescer muito por causa da tecnologia e depois até te mando o link quando esse episódio for pro ar é que acho que pode ser um algo interessante aí eu iria para esse mercado acho que vai ser bacana eu tenho outro mercado que é muito maluco ok
Mas também exige experiência. Talvez se eu fosse mais jovem eu não conseguisse fazer. Esse mercado de educação empresarial, eu acho que vai crescer cada vez mais também. O G4 fez esse baita trabalho que eles fizeram aí. E os caras estão meio sozinhos nesse mercado. E as pessoas são ávidas por esse conhecimento. Porque, puta, ninguém ensina ninguém a empreender direito. É difícil, cara. Como é que eu aprendo a empreender? E aí, eu vou montar um negócio. Como é que começa?
O que eu faço no primeiro dia? Eu tenho algumas suspeitas de por que as pessoas não ensinam. Porque a maioria das pessoas não tem sucesso. As estatísticas mostram, né? Os grandes casos de quebra ou da empresa não dar certo são muito altos até os primeiros 18 meses. Então é quase como os outliers. E pô, você é empreendedor. Você... E...
Agora, 11 anos depois do seu negócio prosperar, sociedade com o BTG e tudo mais, talvez você poderia parar e dar aula. Mas em um momento da vida você ia poder parar para ensinar alguém a fazer o que você faz. Cara, ou monta um negócio ou altruísta. Mas, puxa, o Brasil é tão complexo que não dá nem tempo de tentar ser altruísta. Entendeu? Cara, vou ser altruísta agora, vou me dedicar aqui e vou dar aula. Cara, mas se eu ficar dando aula demais, talvez... A qualquer...
Você comprou o problema do brasileiro? A gente tem um sentimento de que a qualquer momento pode acontecer alguma coisa que vai ruir teu negócio. É uma paranoia constante. A gente tem uma paranoia maluca, né? E aí, esses dias eu tava conversando com... Eu tô fazendo o OPM lá em Harvard e aí... O empresariado brasileiro nunca fica grande. Na média. É muito difícil ficar muito grande. Por quê? Porque sempre no primeiro cheque o cara vende.
O cara sempre vende. O cara bateu um cheque, o cara... Vou vender. O cara se ferrou tanto pra crescer aquele negócio. Ele ficou na linha da navalha, ele ficou na corda bamba tanto tempo, que quando aparece um dinheiro, ele diz assim...
Será que amanhã vai ter de novo esse cheque? É isso. Cara, eu vou vender. Será que amanhã não vão acabar com a economia? Será que amanhã não vão... Não vai ter uma canetada que vai acabar com o meu setor? Será que amanhã não vou bater o carro e... Sabe? Cara, o empresariado americano, ele vai indo, vai indo, vai indo, vai indo, vai indo, vai indo, vai indo, vai indo. Porque o cara sempre sabe que se ele quiser parar, tem o cheque. Então ele vai indo. E aí os caras ficam monstruosos, monstruosos. No Brasil ninguém fica monstruoso. Hoje em dia é mais porque, cara...
Quando vem o primeiro chequinho, o cara pensa, pá, com esse chequinho aqui eu compro 10 apartamentinhos, pego um aluguelzinho, não faço mais nada da vida, pum, venda a empresa. E a turma não fica. Assim, eu vejo pelos meus clientes alguns caras com negócios incríveis.
E aí o cara me liga, cara, vou vender a empresa, vou receber um cheque. Eu falei, por que tu vai vender, cara? Cara, não consigo lidar com essa confusão o tempo todo, não aguento mais. Todo dia eu tenho a sensação que eu vou quebrar mês que vem. Não quero mais. E o cara vende. Quando o cara passa a arrebentação e vira médio, médio para grande, alguém vai lá dar o cheque e o cara vende. Porque o cara tem uma insegurança muito grande. Que é a insegurança do Brasil. E ninguém fica muito, muito grande.
A turma que ficava muito, muito grande no passado, lá atrás, é porque não tinha cheque. Ninguém nunca tentou comprar os caras. E os caras foram indo. Eles cresceram por falta de opção. Cresceram por falta de opção. Eles não tinham alternativa. E até, pô, esse é um racional que explica bem, porque o Brasil é um país tão oligopolizado. Você vê...
Pequenos, grandes grupos em vários setores. E toda vez que alguém bota o nariz para fora d'água, o grande vai lá, dá o cheque e o empresário treme.
O cara treme e vende. Porque ai se ele não vender também, né? Porque é quase como... Pô, você não vai aceitar meu cheque? Então, prazer. Sou seu novo inimigo. É, exatamente. E como eu tenho muito poder político, eu vou te matar. É, basicamente. Eu vou te matar. É duro essa dinâmica, né? Eu vejo isso todos os dias. Os meus clientes vendendo as empresas deles. E alguns caras eu digo, poxa, esse cara devia continuar empreendendo, cara, que esse cara é um monstro. Mas o cara sucumbe, né? A tentação de vender.
E aí, muitas vezes é incorporado, o cara faz um burnoutzinho ali, a empresa pega e some com a empresa do cara. Aí tu vai pra dentro de uma corporação e perde todo o brilho. Vira só mais uma área ali. Vira só mais uma área dentro de uma corporação. É muito maluco esse negócio. Ah, mas já tô vendo aí um caminho pra você daqui a pouquinho, então.
Vou tentar, a gente vai tentar não vender, cara. Vamos tentar ficar aí o máximo que der. Enquanto eu estiver me divertindo com o que eu faço, eu vou ficar. Você tem quantos anos? 45. Pô, você está super novo. Mas eu estou cansado já também. Bom, Custódio, papo bom, cara. Vou para o pingue-pongue agora. Mas, cara, é sempre muito bom ter essas conversas com você. Filosóficos, filosóficos.
Não, mas é uma filosofia mão na massa. Não é a filosofia do cara que fica só no ar-condicionado, lendo. Não, você construiu um negócio. Das ruas, das ruas. Filosofia das ruas. Você é um cara das ruas. Construiu um negócio que, parabéns. É inspirador o que vocês fizeram com a IQI, que não é um escritório.
Boa! Aí sim. Pô, eu chamo, trocar o EQ Investimento com EQ Corretora, então. EQ Corretora. EQ a porra toda. Eu vou tentar, eu vou pedir uma licença bancária só para poder se chamar de EQ Bank. EQ Bank. Bom, custódio, eu chamei Juliana o episódio inteiro, agora eu estou de custódio. Mas o ping pong, a gente pergunta livro, música, convidado. Vou começar com os livros, só lembrando nossa audiência querida.
Se vocês quiserem os livros recomendados no Market Makers, manda um e-mail lá para contato.com.br. São mais de 350 episódios. A gente pede dois livros por episódio. Então, tem mais de mil livros lá recomendados. Eu sempre peço um livro de mercado e um livro tema livre. Qual o seu livro de mercado, Juliano Custódio?
Cara, o meu livro de mercado atual é a biografia do Safra, que é o que eu estou lendo agora, que é muito legal. É muito legal? Eu estou com ela na... Eu estou lendo biografias e pegar o que esses caras fizeram na época que fizeram. É muito maluco. Tem umas partes muito legais que, assim, para o meu momento atual, de...
Ir para algum lugar e montar um banco do nada. É bem legal, né? Tem um outro livro que não é de mercado, mas que... Só para... É a Jornada de um Banqueiro, né? A Jornada de um Banqueiro, exatamente. Do Edmond Sáfrio, tá? Beleza. Tá direitinho. Um livro que eu gosto muito, que eu vejo que faz uma diferença na vida. Fez diferença na minha vida. Quando eu li o livro, eu falei, cara...
Por sorte, eu sem querer tinha algumas habilidades do que estava escrito naquele livro. Aprendi outras outras. Que é a responsabilidade extrema. Que é um livro que um Navy SEAL escreveu. Sim, sim. Esse livro é... Aliás, quem teve um podcast essa semana...
In Good Company, o apresentador do In Good Company entrevistou o James Diamond. Ah, é? Ele fala sobre o comportamento Navy SEAL que ele gosta de implementar no banco. Aí uma música... Ah, é, peraí, só, vou chegar. A música eu gosto do porquê, tá? Ah.
A música, tem uma música chamada Batendo Água, que é uma música de um cantor chamado Luiz Marenco, que é uma música gaúcha. E aí as músicas dele são poemas em forma de música.
Então, são um poema sobre a vida do campo, etc. Em linguagem, tocado em música gaúcha. E era a música que, quando eu comecei no mercado financeiro, eu morava em Porto Alegre, saí da Ambev, fui trabalhar na XP, e eu tinha muitos clientes no interior de Santa Catarina.
Então eu ia toda semana, eu ia de Porto Alegre pra Santa Catarina de carro e ia ouvindo no repeat o CD desse cara. Porque virava quase um mantra, uma coisa que eu ficava pensando na vida ouvindo essas músicas. Então me lembra muito do...
do Rio Grande do Sul onde eu nasci, que tem valores culturais muito legais. A cultura gaúcha tem um valor, é muito sobre valores, que é muito legal. Hoje eu já sou mais catarinense do que gaúcho, porque eu estou há 24 anos, 23 anos em Santa Catarina. Mas ainda gosto de manter essa pegada aí, essa herança cultural e tal.
Você está exatamente na metade. Na metade. Metade da vida gaúcho, metade catarinense. Eu lembrei de uma pergunta que eu ia fazer, vou encaixar aqui no pingue-pongue. O que é muito ruim, né? Porque na verdade é o seguinte, quando eu vou para o Rio Grande do Sul, os caras dizem assim, pô, tu é Catarina. E aí em Santa Catarina eu sou gaúcho, então eu não sou nada, no final. Eu queria saber, você falou tanto do curso que você está fazendo em Harvard, e queria que você contasse um pouco do como é que conexão...
E.Q.I. Circo de Soleil. Porra, foi muito legal. A gente vai patrocinar o Circo de Soleil agora. E aí eu fui fazer esse curso em Harvard, que é o OPM, que é muito legal. A gente fica imerso 21 dias estudando e tal. Conhece muita gente bacana. Quem me indicou de fazer, inclusive, foi o Valtinho. Eu ia falar, ele fez recentemente. Ele me indicou, ele falou, cara, você precisa ir lá fazer esse curso.
Aí eu estou fazendo o curso e eu gostei muito da ideia do jeito que eles estudam, que é por estudo de caso. Eu falei, puxa, a minha turma aqui tinha que aprender assim também. E aí eu peguei uns professores da GV e do INSPER para fazer umas dinâmicas dessas com o meu time. E aí a gente foi atrás de casos de mercado financeiro que tivesse escrito em português aqui para a gente fazer com a turma.
E aí a gente pegou um estudo que era como que o Bradesco lançou o Prime no Brasil. Então o Bradesco era um banco de varejo.
E queria ter uma cara mais sofisticada para começar a criar um Prime e um Private. E é um pouco do que a gente anda vivendo nos últimos tempos como EQI. A gente trocou a marca, eu botei o cabelinho para trás. A gente está querendo ter uma imagem um pouquinho para conquistar um pouco mais esse cliente mais sofisticado, cliente maior. E a gente foi começar a tentar estudar como é que as marcas fizeram isso no tempo.
E aí a gente estudou como é que... E aí a gente viu esse case do Bradesco. De como é que o Bradesco tinha feito. E uma parte da estratégia era colar com uma coisa que fosse sofisticada. Uma coisa que fosse de excelência e tal. E eles usaram o Circo de Solé lá atrás, né?
E aí, quando eu li o case, eu falei, cara, esse negócio funcionou muito. Porque eu lembro até hoje da entradinha do Jornal Nacional lá. Circo de Solé. Bradesco apresenta Circo de Solé. Daí, na hora, eu já imaginei, cara. Imagina aí, que apresenta Circo de Solé. Cara, esse negócio vai, puta, vai remeter na hora. Se veio na minha lembrança esse negócio, vai vir na lembrança de muita gente mais. E é justamente... É justamente...
O público que eu quero. É o cara 45+, né? Que é o meu público na IKI. Aí eu falei... Daí a turma falou... Porra, mas esse troço deve ser... Não deve ser pro nosso bico, cara. Falei, cara, mas faz tempo que esses caras não vêm pro Brasil mais. Ah, vamos ligar, né, cara? Daí a gente ligou. E aí, por coincidência... A empresa que tava com a representação deles no Brasil... É a mesma que faz alguns eventos de tênis com a gente. E aí a gente bateu. Bateu o orçamento.
E tá aí. Daí a gente vai trazer pra São Paulo de agosto a dezembro. De agosto a novembro em São Paulo. E daí de novembro a dezembro em Curitiba. E aí também eu prestigiei Curitiba porque normalmente eles iam pro Rio. E como a gente tem uma base forte em Curitiba, a gente resolveu levar o Circo do Soleil pros curitibanos lá. E vai ser bem bacana associar a nossa marca com...
com uma turma que tem essa excelência, essa precisão e tal. Que da hora. Tudo nasceu porque eu resolvi estudar. E tudo nasceu porque o Valtinho mandou eu estudar. Grande Walter Maciel. Então, ele vai ter que estar lá na primeira apresentação do Circuito Solar. Vamos botar ele lá na primeira cadeira. Voltando para o Ping Pong, um convidado que você gostaria de ver aqui no Market Makers.
Pô, quem é que fera tu não convidou ainda, né? Ah não, mas pode ser alguém que eu já chamei e você gostaria de ver de novo. Cara, será quem que eu gostaria de ver você entrevistar aqui? O Luciano Hang. O Luciano Hang, a gente tava pra chamar ele. É, o Luciano Hang ia ser um cara legal de você trazer aqui. O vulgo... Velho da van. Velho da van, que é um fenômeno, né? Tu vê o empreendedor do interior, como é que funciona, né, cara? Todo mundo no varejo com dificuldade da margem.
E o cara com uma margem bizarra. No mesmo varejo que a turma não consegue fazer por aí. Então, essa turma tem coisa para ensinar, entendeu? E a gente precisa... A gente precisa... A gente exalta muito os empresários americanos. E a gente exalta pouco algumas feras brasileiras. E aí o Luciano é um cara que a gente tem que aprender com ele.
Pô, a gente sempre gosta quando alguém indica um convidado, manda aquele WhatsApp lá pra ele e fala, ô véio da van. Vou mandar, vou mandar. Ô véio, aqui ó. Vou mandar o... Seria muito bem recebido. Seria legal. Inclusive na minha época de XP, a gente fez um Stock Pickers com ele e um dos filhos dele acompanhava bastante o nosso podcast na época. Então quem sabe ele assiste aí. É, se estiver assistindo aí, pô, já fala pro seu pai vir aqui. Tem uma pergunta que vou encaixar.
Um hábito do Juliano Custódio de hoje que não tinha lá em 2014. Alguma coisa que, sei lá, talvez os dividendos a mais na conta te permitiu ter um hábito diferente? Ou até simplesmente ficar mais velho te fez? Cara, eu tenho um hábito diferente agora que eu me apaixonei malucamente por esportes de raquete. Então hoje eu jogo pádel.
algum tempo e agora eu tô aprendendo a jogar tênis, que é uma dificuldade danada jogar tênis por de velho, mas eu adorei o esporte. Comecei jogando bit tênis, daí o bit tênis começa a ficar sem graça, daí tu resolve que eu quero uma outra coisa, daí lá no sul o paddle é muito forte, daí comecei a jogar paddle, e daí tu joga paddle e vê a turma jogando tênis, quem sabe eu consigo dar uma raquetada ali também, e aí...
Vai pro tênis, então o cara hoje, o pádel e o tênis são hábitos aí e são esportes que eu gosto de fazer. Com que frequência você faz? Três, quatro vezes por semana. Ah, tá fazendo... Fazia zero, sei lá, três anos atrás fazia zero disso. Jogava um beat tênis ali final de semana, sei lá, né? Engana bem no pádel e no tênis? Estamos começando a enganar no pádel.
E estamos a quilômetros de distância de começar a enganar no tênis. Uma outra pergunta que eu vou encaixar. Na verdade, isso é uma pergunta nova. Que eu vi num podcast gringo. O Hard Lessons. O apresentador pergunta qual é a maior Hard Lesson que você aprendeu. Então, aquela lição que se aprendeu pela dor.
Eu aprendi a não esperar gratidão das pessoas. Não espere gratidão das pessoas. Faça porque tu quer fazer por elas. Não fique esperando gratidão.
Porque as pessoas não vão ficar com você por gratidão. Elas têm que cuidar da própria vida delas. E muitas vezes elas se atrapalham e não têm a gratidão. Elas nem notam aquilo que tu fez por ela. E ela foi, foi embora e ela não sofre mais. E você fica sofrendo aqui pensando que o cara foi ingrato. Então, não espere gratidão nas pessoas. Se vier, putz, muito bom. Mas não espere. Quem vai sofrer é você.
E por último, qual a maior gentileza que já foi feita na vida de Juliano Custódio? Puxa, a maior gentileza, cara... Essa aí foi difícil de pensar. O pessoal vai ter que cortar, porque eu vou ficar com cara de pamonha aqui pensando. Pode ficar no seu tempo. Mas gentileza... Gentileza... Cara, eu acho que a maior gentileza da minha vida... A maior gentileza da minha vida...
A maior gentileza da minha vida foi quando, pra eu criar a IKI, antes de criar a IKI, antes de criar o portal Eu Quero Investir, que daí gerou toda, foi o start desse crescimento da empresa, eu vivia numa fase muito...
baladeiro, muito beberrão e tal, assim, eu tava muito frustrado que eu tinha quebrado dois negócios. E aí a minha esposa, que não deveria ter me escolhido, porque eu era um traste humano, de alguma forma ela olhou pra mim e disse, vou ajudar o cara a sair dessa vida bandida aí. E aí ela fez a gentileza de me tirar da vida da noite, da vida bandida, e teve que ter alguma...
E aí, eu hoje, na época, eu sempre pensei, puxa, eu não merecia essa mulher, e ela me tirou de lá, então eu acho que essa foi a maior gentileza que eu recebi na minha vida. Que maravilha. Fofo. Qual o nome dela? Eu quero ver se eu ganho uns pontos com ela em casa agora. Qual o nome dela então, pô? Karina Souza, foi muito importante aí pra minha vida. Eu costumo dizer que a decisão de negócios mais importante da sua vida é a mulher com quem você se casar, ou o homem com quem você vai se casar.
Munger falava isso também, né? É importante. Isso aí é uma... Eu não sabia de onde é que eu tinha ouvido isso, mas eu levo isso. A beleza da vida é que a gente vai aprendendo as coisas, absorve... E depois de alguns anos a gente fala e pensa que foi a gente mesmo que... Tudo bem. Importante é que é uma lição... É maravilhosa essa lição.
Juliano Custódio, cara, papo sempre muito bom com você. Parabéns por você estar construindo a equipe. Muito obrigado. Você também. Eu espero, assim, eu lembro do dia que você foi lá no escritório, falar dessa ideia, eu falei, cara, você vai voar. E chegou mesmo. Sabe o que eu lembro daquele dia? Que eu estava no meu Garden Live.
Então eu fui com uma roupa zero corporativa. Eu tava com um short assim, acima da bermuda. Parecia que eu tava indo pra praia. Mas ia falar com você rapidinho e ir embora. Aí você, não, rapidinho. Vem aqui, ó. Isso me passa num...
Uma sala, deve ter umas 500 pessoas trabalhando, assim, eu olho e falo, caramba, eu tô, tipo, parecia que tava indo pra piscina, só deveria estar olhando e falar, meu, o que que... Mas quem te conhece sabe que tu é assim, vambora, entendeu? Só naquela voltinha eu recebi uns três WhatsApps, você tá indo pra EQI? Eu, não, não, só fui tomar um café com custódio. Só fui trocar uma ideia. É, mas foi legal. Foi legal. Quanto episódios são?
Ah, mais de 350. Eu parei de contar porque eu não sei quando vai ser publicado. A gente tá fazendo 3 por dia. Deve estar perto dos 400. Porque os podcasts começam a ter sucesso depois dos 100, né? E os primeiros 100 são os mais difíceis de fazer. Porque a audiência ainda é pequena, não foi e tal. E você veio antes dos centésimos. Então até foi legal você voltar aqui pra galera que tá conhecendo a gente agora. Era em outro lugar antes, né? Era lá no Malzone.
Bom, mas você é de casa. Quando quiser voltar, só avisar. Já tem Super Coffee para você. Super Coffee maravilhoso estar aqui. E uma aguinha também. Muito obrigado. Você que veio até o final, joinha no vídeo. Se inscreve no canal. Market Maker está crescendo e quer crescer ainda mais. São mais de 7 milhões de pessoas impactadas todo mês pelo nosso podcast e newsletters. E você já sabe, toda terça, quinta e domingo, 18 horas, eu estou aqui desse lado, sempre com alguém muito mais inteligente do que eu, do outro lado, compartilhando conhecimento com a gente. Até a próxima e tchau.
E aí
Super Coffee
Caffeine Army de paçoca com chocolate brancoValor Invest