Episódios de Market Makers

#353 | ROMEU ZEMA: GUERRA COM STF, CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA E O PLANO PARA O BRASIL

30 de abril de 20261h32min
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FAÇA O DOWNLOAD DO DÔSSIE BRASIL: https://lp.mmakers.com.br/dossie-brasil-2026?xpromo=MI-DB01-YT-DESCRICAO-X-20260428-DESCRICAOSOBREAOVIVOROMEUZEMA-MM-XNeste episódio, Thiago Salomão e Leopoldo Rosa recebem o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema. vamos falar sobre a briga com Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, a série satírica "Os Intocáveis", a proposta de um novo STF, privatizações de Petrobras e Banco do Brasil, o legado fiscal de Minas Gerais, reforma do Judiciário, plano de governo 2026, e o posicionamento de Zema frente a Lula, Tarcísio e Flávio Bolsonaro.Será ao vivo às 19h, mandem suas perguntas.📌 Inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder nenhum episódio!📢Apoie o Market Makers e ajude a fortalecer o mercado de capitais no Brasil! Clique no link e torne-se membro do nosso canal por apenas R$7,99 por mês: .https://www.youtube.com/channel/UCwZwvDC6f0WhcVTG-3aBUTQ/join📩Entre para nossa newsletter gratuita: https://lp.mmakers.com.br/newsletter_gratuita?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X📢 Anuncie sua marca no Market Makers: comercial@mmakers.com.br📚Biblioteca Market Makers: https://mmakers.com.br/biblioteca-market-makers/?xprmo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X- - - - - - - - -ROMEU ZEMA: GUERRA COM STF, CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA E O PLANO PARA O BRASIL | Market Makers #353Apresentadores: Thiago Salomão (apresentador do Market Makers) e Leopoldo Rosa (Head de Conteúdo do Market Makers)Convidado: Romeu Zema (ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo)#ROMEUZEMA #STF #ECONOMIA #INVESTIMENTOS #MERCADOFINANCEIRO #MARKETMAKERS

Participantes neste episódio3
A

Alessandro Vieira

HostSenador
J

João Landau

HostGestor e sócio da Vista Capital
R

Romeu Zema

ConvidadoEx-governador
Assuntos7
  • Eleicoes PresidenciaisRomeu Zema · Eleições 2026 · Direita no Brasil
  • Segurança Pública e Mega-OperaçãoFeminicídio · Criminalidade no Brasil
  • Relação com o STFGilmar Mendes · Alexandre de Moraes · Mudança no Senado
  • PrivatizaçõesPetrobras · Banco do Brasil · Reforma Administrativa
  • Reforma do JudiciárioMandato de ministros do STF · Decisões monocráticas
  • Legado Fiscal de Minas GeraisDívida de Minas Gerais · Gestão de Romeu Zema
  • Turismo em Minas GeraisCidades históricas · Turismo do vinho
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Market Makers, hoje ao vivo com o nosso querido governador, Romeu Zema. Vocês já viram aí na thumb que atrasamos um pouquinho o nosso começo, porque saiu uma notícia de última hora aqui, a gente já vai poder abrir o papo pedindo opinião do governador sobre isso, mas vamos lá. Hoje é o episódio ao vivo, horário extraordinário, dia extraordinário. Aproveitem, mandem suas perguntas, vamos estar de olho aqui no nosso chat.

Leopoldo Rosa, vulgo Lepo, tá preparado pra mais uma entrevista do projeto Eleições 2026?

preparadíssimo, uma entrevista muito aguardada, né? Muito aguardada, o timing melhor impossível. Mas o que é esse Eleições 2026, Lepo? O Eleições 2026 é o projeto de cobertura eleitoral do Market Makers para a gente fazer uma cobertura eleitoral que ouça o que o mercado pensa e o que o mercado quer para o Brasil. E aí a gente vai trazer perguntas do mercado para os nossos entrevistados e ouvir também as propostas deles.

E é isso. E a gente não faz isso sozinho, a gente está com uma parceria com muita gente boa. Os portais Money Times e Seu Dinheiro estão fazendo uma cobertura especial sobre isso. E também o pessoal do Bastidores do Poder. Então, se vocês quiserem segui-los nas redes sociais, principalmente o Bastidores do Poder, que tem feito uma repercussão bem legal lá pelo Instagram.

E também você que é uma empresa que quer apoiar esse projeto de falar com os políticos sobre o Brasil, por favor, mande um e-mail para comercial.com.br e apoie esse projeto por uma discussão mais sóbria e serena sobre o Brasil, olhando para o futuro do país.

E uma das empresas que nos apoia é a AWZ, uma empresa que atua como infraestrutura para consultorias e assessorias de investimentos, também para o Wealth Management. Eles não atendem o cliente final e também não competem com os parceiros. O trabalho da AWZ é estruturar e acelerar essas operações. E isso tudo porque o mercado está passando por um novo ciclo que cresceu muito nos últimos anos, ganhou muita escala, mas também, por causa disso, trouxe muitas distorções na forma como os incentivos são construídos. Né, Lepo?

É isso, não. E a leitura da AWZ, gente, é muito simples. É mais do que discutir comissão ou tese. O que está em jogo é a estrutura por trás da operação que está organizada. É aí que eles se posicionam como uma das principais infraestruturas do Brasil para esse setor, com áreas dedicadas à contabilidade, M&A, compliance, partnership, tecnologia. Tem até uma vertical de Wealth Services.

focada na fundação e aceleração de novas consultorias. Na prática, isso significa entrar na operação, estruturar o modelo de negócio, organizar o dia a dia, implementar a tecnologia e apoiar decisões estratégicas de crescimento, captação e M&A. Inclusive, a AWZ gravou um excelente episódio conosco aqui.

Exatamente, um abração para o Felipe, tem um episódio dele aqui, se vocês quiserem saber mais da AWZ, vai ter um link aí na descrição, só ir lá e acessar, você profissional do mercado financeiro já deveria conhecer muito bem a AWZ.

Nosso convidado, o Léo, ele já veio aqui no Market Makers. Já veio. Foi um baita sucesso, uma história muito legal. A gente focou bastante na história do governador. E detalhe, posso fazer uma parte? Veio também num dia com um factual importante na primeira vez. É mesmo? Não lembro qual era. Foi o dia que havia sido aventada a possibilidade de uma camisa vermelha para a seleção brasileira. É a época da camisa vermelha. Pois é, bom, mas a notícia de hoje bem mais relevante, bem mais importante.

Mas só para apresentar, para quem não conhece, o Rômio Zema, ele já pode se dizer, quer dizer, não dá mais para dizer que é um outsider, mas ele veio para a política como um outsider em 2018, conseguiu se eleger em um dos estados mais tradicionais da política, que foi governado por muito tempo por PT e PSDB, e o Zema entrou naquela campanha em 2018 como governador, com uma intenção de voto muito baixa, mas despontou.

já saiu no primeiro turno, na primeira posição, recebeu o vice, o segundo colocado, na verdade, ele recebeu menos votos no segundo turno do que recebeu no primeiro, ou seja, o Zema ainda conseguiu tirar votos do segundo colocado, uma clara percepção de como as pessoas conheceram o Zema, gostaram dele, deram o voto de confiança, e ele recebeu o segundo voto de confiança, tendo a reeleição em primeiro turno no estado de Minas Gerais, e agora ele, como todo mundo sabe,

vai buscar voos maiores, ele é pré-candidato à presidência da República. Antes disso, vem de uma família de comerciantes, foi presidente do grupo Zema, o grupo que leva o sobrenome da família, por sete anos, trabalha desde muito cedo e construiu a sua vida no mundo, vamos dizer, na economia real, antes de vir para a política e já tendo muito sucesso aí. Lepo, tem mais algumas informações sobre o Zema que você gostaria de trazer ou já vamos abrir com a...

Eu estou muito ansioso para a gente começar a conversa. Vamos fazer aquela pergunta. A gente faz ao longo da... Governador, bem-vindo ao Market Maker. Está preparado para o papo? Preparadíssimo, Salomão Leopoldo. Um prazer estar aqui com vocês mais uma vez. E parece que toda vez que eu apareço, tem aí um alinhamento de planetas provocando algo diferente. É isso. Foi a camisa vermelha da seleção. Você lembrou muito bem.

E hoje, pela primeira vez em mais de 120 anos, o Senado rejeita um nome que o presidente indicou. Isso é uma mudança total e isso está sinalizando que os parlamentares lá em Brasília já estão sintonizados com a eleição aí.

Se estivesse muito longe da eleição, até acho que a votação poderia ser diferente. Mas, como está próximo aí, eles sabem que aprovar um nome...

que o Lula indica é perder a eleição. E só dá um contexto, né, Leandro? Dá um contexto. Se você estava na espera aqui da nossa live e não viu o que aconteceu, o Senado rejeitou por 34 votos a 42 a indicação do Jorge Messias, indicação do presidente Lula para o Supremo. E como disse o governador, é a primeira vez em mais de 120 anos que isso acontece.

E sinaliza, governador, uma mudança na postura também dos políticos em relação ao Supremo. A gente tinha a impressão de que a Casa Legislativa estava muito refém do Supremo Tribunal Federal. Você acha que isso muda agora? Vai mudar. Eu falo que, acho que para vocês dois, igual para mim, nós sabemos que tem frutas podres lá no Supremo.

Vocês concordam comigo, não concordam? Nós temos pessoas lá no Supremo que em qualquer país mais sério já teriam sido colocados para fora pelo que fizeram. E aqui eles estão evitando até investigação. Com um Senado renovado e nós vamos ter essa renovação, eu tenho certeza que essas investigações vão avançar e essas pessoas serão colocadas para fora.

Porque é algo assim, é inconcebível nós mantermos esses elementos lá no Supremo Tribunal Federal, fazer o que eles já fizeram. Eu falo que é uma afronta a todo brasileiro do bem, que trabalha, que paga impostos, que presta contas. Eu, na minha vida empresarial, eu recebia lá fiscais.

direto da Receita Federal, da Receita Estadual, do Banco Central, do Ministério do Trabalho. E parece que esses intocáveis lá de Brasília estão querendo ficar acima da lei, não pode ser investigado, não pode ter sigilo quebrado. Então, o brasileiro hoje está totalmente indignado. Eu tenho andado Brasil afora, tive Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais recente.

e vejo esse clima de indignação. E ele só tem aumentado. E eu falo que esses nomes lá do Supremo é igual uma árvore podre que ainda está de pé. Ela está totalmente morta, cupim comendo.

É só questão de um vento certo aparecer para ela cair. Não sabemos se ela vai ficar de pé mais seis meses, mais um ano, mais um ano e meio, mas uma hora a gente sabe que ela vai cair. Isso é uma questão de honra para nós brasileiros do bem. Uma questão de honra. Não dá para ficar com essas pessoas lá devido ao que eles fizeram.

Governador, quando eu falei com alguns amigos do mercado financeiro que você vinha aqui, as perguntas que eles me fizeram e pediram para te transmitir, na verdade, nem uma pergunta tão específica, mas é quase o que a gente conversou semana passada com o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do crime organizado, o senador Sergipe, que, assim como você, tem batido de frente com o STF. Tenho acompanhado ele. E a pergunta que fizeram é bem simples.

O senhor não tem medo? O senhor não se sente coagido? O que te dá essa vontade de fazer isso? Num momento em que a gente já viu muitas consequências a quem tentou bater de frente. A gente entende que há uma revolta da população, ou há um desentendimento ao que está acontecendo, mas principalmente é o que eu posso fazer para expressar essa minha revolta. Mas quem bateu de frente acabou pagando por isso. E aí

O que te motiva a fazer o que está fazendo? E se você acredita que, pelo que a gente viu hoje nessa notícia e o que a gente já está vendo nessas últimas semanas, se já pode ser o início de uma mudança de tendência da forma como os políticos vão reagir a tudo isso que está acontecendo? Salomão, eu falo que eu só estou na política para mostrar que é possível fazer diferente.

Se fosse para fazer igual a maioria dos políticos fazem, que é dar emprego para parentes, que é distribuir favores, que é viver de esquemas, de mordomias, eu continuaria na minha vida lá de empresário, que era muito mais confortável e lucrativa. Mas eu fui para a política porque eu vi o PT arruinar Minas Gerais.

Foi uma catástrofe o governo do PT em Minas. E eu falei, o mínimo que eu tenho de fazer é tentar disputar aqui para mostrar que tem algo diferente. Então essa minha indignação, esse meu inconformismo, vem lá de 2015, 16, 17, 18, quando o PT governou Minas e destruiu o Estado. Lembrando que, concomitantemente, nós ainda tivemos um governo Dilma em Brasília.

que foi também uma lástima, impeachment, lava-jato, etc. Naqueles anos ali, eu que sempre contratei, sempre fiz a empresa crescer, tive de fazer o contrário, tive de encolher a empresa, tive de reduzir o quadro em mais de 2.500 colaboradores, foram os piores anos da minha vida.

Você ter todo dia de levantar com aquela missão árdua, indigesta, de falar o que mais que eu vou cortar para esse negócio se manter de pé. E o Brasil foi o único país do mundo que teve recessão em 2015, 2016. O mundo todo crescendo, o Brasil engatando uma charré. E nós sabemos por causa de quê? Por causa do PT.

E aquilo ali foi a virada de chave para mim. Eu que sempre estudei muito, fui disciplinado, fui um bom profissional, montei uma empresa que está lá hoje gerando mais de 5 mil empregos diretos, uma das raras sobreviventes aí nesse mercado de varejo que é hipercompetitivo. Eu vi que não adianta você se esforçar, não adianta você fazer de tudo num país que é governado por corruptos.

por ladrões que estão lá em Brasília procurando só ter proveito pessoal. E eu fui governador de Minas mostrando exatamente o contrário. Adivinhe quantos familiares eu levei para trabalhar no governo de Minas, que tem 300 mil funcionários.

Acho que nenhum. Zero. Adivinhe quantos familiares meus tiveram algum tipo de contrato com o governo ou com alguma empresa fazendo uso ou tirando proveito do meu cargo. Zero também. Inclusive tem um primo meu que é presidente de banco. Na ocasião que eu fui eleito ele me ligou e conversamos. Para o bem seu e meu, nós...

vamos fazer com que o banco não tenha nenhum relacionamento com o governo de Minas, nem com as estatais mineiras. Correto, você concorda? Se amanhã o banco lucrasse com alguma coisa, ou tivesse qualquer coisa, eles iam falar, é o primo do governador, tirando proveito. Eu até prejudiquei, de certa maneira, a instituição que ele preside.

porque ficou sem cliente naquele período. Mas eu tenho plena convicção que é desse jeito que as coisas têm de ser feitas. Então eu tenho me manifestado com a consciência muito tranquila e eu tenho até dormido bem. Quando eu durmo bem, Salomão, é sinal que eu estou fazendo aquilo que a minha consciência aprova. Agora se eles quiserem me retaliarem, pode vir atrás. Minha vida já foi vasculhada.

Quando eu ganhei o primeiro turno em 2018, Leopoldo, mandaram lá para a minha cidade, Araxá, um exército de detetive, de não sei o quê, para conversar com ex-namorada, com ex-funcionário. O que tinham de descobrir, já descobriram. E nada de grave. Minha vida sempre foi trabalhar, pagar imposto.

Nunca bebi, nunca fui de esbanjar, de ostentar, entendeu? Eu gosto é de trabalhar e entregar resultado. É isso que me realiza. Foi o que eu fiz à frente de Minas Gerais também. E agora, se quiserem fazer alguma coisa, acho que eles vão ter muito trabalho. E pelo que eu vi, já estão ficando mais quietos. Que viram que eu não parei e não vou parar.

E essa derrota hoje lá no Senado é só o primeiro passo de uma mudança muito grande que vem pela frente, se Deus quiser. Porque o brasileiro não merece esse Supremo Tribunal Federal. Nós temos de acabar com essa farra dos intocáveis lá em Brasília.

Você falou muito da palavra dos intocáveis, queria que você contasse um pouco, até para quem não acompanhou, porque, além de empresário, governador, agora candidato, dá para chamar também de produtor de... Produtor de conteúdo digital. O que foi esses intocáveis? Conta um pouquinho desse projeto e, principalmente, a repercussão. E acabou dando o nome do seu plano de governo, né?

Sim, exato. Bom, esses intocáveis aí, eu gosto muito de trabalho em equipe. Eu falo que quando você monta uma equipe boa, as coisas começam a fluir. Todo o meu secretário em Minas Gerais foi selecionado por headhunter. Isso também é inédito no meio público. Levei gente competente e não parentada e familiares e apoiadores eleitorais, como geralmente se faz.

E devido a esse clima bom na nossa equipe, inclusive tem aqui alguns me acompanhando, a gente está sempre rindo, porque é até cômico, né? Você lidar com esses coronéis que existem aí na política que se julgam dono do Estado. O Estado é da nação, é de todos, né? Mas fica muito claro que nós ainda temos essa mentalidade de coronelismo no Brasil. Aqueles que se julgam acima da lei.

Mas eu estou na política até para mudar isso também. Eu quero mostrar que apesar de ter sido governador, fui morar numa casa comum, sem todas as mordomias e privilégios, e que é possível sim. Economizei 3 milhões por ano como governador. Não vai corrigir o problema de Minas, mas ajuda. Fiquei lá 7 anos, 21 milhões, que era esbanjado.

pelo governador do PT. E nessas conversas da minha equipe, a gente sempre falou, aquele ali é um intocável, aquele ali também se considera acima do bem e do mal, e acabou surgindo aí os intocáveis. E nós já estamos aí pensando numa segunda fase, porque tem uns outros nomes aí também que merecem destaque e menção. O pessoal já está lá avaliando. Essa é a primeira novela, vai ter uma segunda novela ainda.

Temporadas. Mas você imaginava que a turma da STF ia tomar ar com isso? Reagir, né? Ia ter essa reação que teve? Eu não imaginava, não. Porque eu, como governador de Minas, a coisa que eu mais vi...

Foi eles fazerem bonecos meus, com nariz, com cara de todo jeito, fazer enterro dos bonecos, pôr fogo em boneco, dar pancada no boneco como se fosse Judas, caricatura no jornal, charge criticando. Eu acho que isso faz parte da vida de quem está na política. Eu sempre encarei isso com naturalidade. É lógico que você não fica satisfeito de ver o seu boneco lá sendo enterrado.

Porque parece que alguém está te reprovando, mas quem é que agradou a todos? Não é isso? E eu fui reeleito em primeiro turno em 2022, o que prova que o meu governo melhorou a vida da maioria dos mineiros. Mas eu sempre interpretei isso como algo que é focado...

na oposição a mim, que eu tinha lá, muito na esquerda, PT, sindicalistas, que nunca gostaram do governador que passou a pagar em dia. Eles apoiavam o governador que pagava atrasado, que não pagava décimo terceiro, eles davam apoio.

Então, eu sempre levei isso até meio que na brincadeira, não deixei isso me afetar, mas parece que a carapuça serviu lá para o ministro. Mas, governador, direto e reto, você tem medo que você possa não ser candidato? Você acredita que existe essa possibilidade? Ou você acha que isso só vai atrapalhar ainda mais essa impopularidade crescente do STF?

Eu acho que eles estão dando um tiro no pé. E lembrando, o ministro Gilmar Mendes conseguiu ofender os homossexuais e conseguiu ofender não só os mineiros, como também boa parte de São Paulo e Goiás, que tem o mesmo sotaque meu.

Quem vai ali na região de Ribeirão, Barretos, Franca, sotaque é muito semelhante ao meu. Quem vai para Goiás, a mesma coisa. Eu acho que o ministro deveria andar mais pelo Brasil para ver que tem muita gente que conversa igual a mim. Vocês estão me entendendo? Tudo que eu falei até agora? Porque se ele estivesse aqui, ele não estaria entendendo. Então o ministro, eu acho que ele tem até uma postura, como se diz, de discriminar.

Você entendeu? De se julgar superior aos outros, mas é porque eu acho que ele está isolado. Ele está lá num gabinete com ar-condicionado, cercado de bajuladores e perdeu o contato com o mundo real, com o Brasil que produz e trabalha e até com o Pana Faria Lima também, que eu acho um absurdo.

O mercado financeiro está aqui, é pujante, porque tem gente aqui que trabalha, que rala, que viaja o Brasil todo, diferente dos intocáveis lá de Brasília, que ficam lá vivendo no luxo. Eu nunca peguei carona em jatinho com o maior criminoso da história do Brasil, não.

Ninguém da minha família fez negócio, mas os colegas dele lá e ele inclusive pegou carona. Então acho que eles devem muita explicação e parece que estão tentando calar quem fala, quem relata. Igual vocês estiveram aqui a semana passada com o senador. Exato.

Bom, Lepo, vou... Poxa uma pergunta, mas antes... 1.200 pessoas ao vivo aqui, deixem seu like, se inscrevam no canal. Para quem está chegando agora no Market Makers, somos um canal de conteúdo que fala com mais de 7 milhões de pessoas todos os meses. E estamos fazendo uma cobertura eleitoral especial aqui. Inclusive, temos até um...

do CIE Brasil, o nosso documento explicando as mazelas do Brasil, basicamente é um resumo de todos os grandes economistas e políticos que já passaram aqui pelo nosso podcast, a gente compilou e transformou num super relatório, o QR Code está aparecendo aí na tela para vocês e tem também um link na descrição é só você apontar o celular e pegar lá custa zero reais então está baratinho, aproveita que tem muito conteúdo ali E aí

É isso. Bom, governador, eu queria entrar num outro campo dos rabos presos. O governador usou essa expressão lá na AgriShow, né, em relação aos ministros do Supremo e como a gente precisa de um Supremo ou de pessoas que não tenham rabo preso.

acredita que na Casa Legislativa também existem hoje políticos com rabo preso que acabam por causa disso não indo em frente em relação ao STF como deveriam, porque tem medo das investigações que estão lá paradas, porque são alvos de investigação, então preferem não se indispor com o Supremo porque tem seus esqueletos no armário também?

Certamente, Leopoldo, eu acho que nós podemos citar aí o caso do presidente do Senado que tem prestado um desserviço ao Brasil. E espero que os eleitores dele estejam atentos para que ele não seja reeleito. Impedir uma investigação que a maioria dos senadores quer que avance um pedido de impeachment?

porque ele está ali tentando proteger ou ele próprio, ou familiar, ou alguém do relacionamento dele, é uma das posturas mais antirrepublicanas que existem. Quando eu assumi o governo de Minas, no dia 2 de janeiro de 2019,

Eu reuni todos os meus secretários, 14, Minas é o estado que tem menos secretarias no Brasil, e falei para eles, vocês têm todo o meu apoio, eu confio em vocês, vocês podem contar comigo enquanto vocês estiverem fazendo as coisas certas. Se alguém aqui algum dia fizer um rolo, fizer um esquema, um desvio,

deixem de contar comigo. Eu vou estar do lado de quem estiver apurando e investigando. Coisa pública e acho que até coisa privada tem que ser tratada dessa maneira. Agora lá em Brasília virou um me cobre que eu te cubro.

Não é isso que está lá? Me protege que eu te protejo. Na hora que nós tivermos gente sem o rabo preso e eu e o pessoal do Partido Novo não temos, nós somos o partido que mais tem colocado para fora esses absurdos que têm acontecido. Porque não temos o que esconder. Nossa vida já foi vasculhada mais do que...

qualquer uma outra aí, e não encontraram nada. Então nós precisamos de ter esses políticos, que venham, vamos dizer, com esse passado limpo, para poder fazer as mudanças, além de capital político, é necessário também capital moral. Nós no Brasil só estamos vendo aí governo rico e povo pobre, político vivendo no luxo e o povo vivendo no lixo.

Então, é necessária uma mudança e eu espero que esse ano nós vamos ter uma eleição diferente. É uma eleição que eu falo que é a eleição da indignação. A de 2018 foi a eleição do antipolítico e essa agora é a da indignação.

Queria trazer uma pergunta mais do nosso métier, olhando para o lado da economia, em especial o lado fiscal. A gente tem um desafio que a gente gasta muito.

Não gasta tão bem, é verdade. Arrecada bastante, cada ano arrecadações recordes, nossos impostos estão crescendo e continuando no all time high, mas o problema é que a gente não está arrecadando o suficiente para pagar as nossas contas, então, mesmo assim, o país continua com esse seu desafio do resultado fiscal ruim.

Você se tornando presidente, como é que você endereçaria isso e até o quanto que dá para fazer de relação ao que você fez no estado de Minas Gerais que poderia ser feito no Brasil? Nós vamos precisar reduzir despesa e eu vou passar a faca em tudo que for possível. Mordomias, super salários, privilégios, despesas que não são necessárias.

Eu sei que algumas contam muito mais, mas na hora que nós avançarmos com uma reforma administrativa, que é fundamental, como a reforma previdenciária 2, que também é necessária, e com revisão de benefícios, nós vamos sinalizar para o mercado, que é um governo responsável, o que vai acontecer com a taxa de juros? Vai cair. Hoje a dívida é coisa de 8 trilhões, não é isso?

15% de 8 trilhões dá uma despesa fiscal para o governo de 1 trilhão e 200 milhões de reais. Na hora que essa taxa de juros cair pela metade, nós já vamos economizar quanto? 600 bi por ano. Então eu falo que um governo que chegue lá com envergadura moral e faça o que é correto, a economia vai...

Tomar o caminho certo, naturalmente. E o que nós precisamos é isso, e de gente corajosa. Eu falo que eu estou na política para mostrar que é possível fazer diferente. Se fosse para os mesmos de sempre, eu ser igual aos mesmos de sempre, eu estaria, como eu falei, em outro lugar hoje. Eu estou aqui para fazer diferente, que eu acredito que é possível. E essa redução de despesas...

Significa o que? Um equilíbrio fiscal a longo prazo, talvez uma economia de vários trilhões nos próximos 20, 30 anos e o mercado vai precificar.

E além disso, quero privatizar tudo. Para mim não existe vaca sagrada. A vaca sagrada, para mim, é nós termos uma boa saúde, uma boa educação, segurança. Eu quero que o brasileiro pegue o telefone e ande na rua conversando, e não que ele fique enfiando dentro da calça o telefone. Eu já fui roubado duas vezes aqui em São Paulo. Então é possível, sim, fazer um país diferente.

O Estado é forte. Agora esse Estado nosso está deixando o crime organizado controlar territórios no Brasil e encarando isso como natural. Eu quero uma economia sadia, com juros baixos. Com isso as pessoas vão ter acesso a mais casa própria. Vocês sabem que com essa taxa de juros hoje, o financiamento de um carro, de um caminhão, de um equipamento fica com valor proibitivo.

Então o investimento vai aumentar, o endividamento das empresas que apostaram no Brasil melhor e fizeram dívida, que estão aí morrendo, também vai reverter. Vocês têm acompanhado recorde de falência, recorde de recuperação judicial, recorde de endividamento das famílias. Então eu falo que é um efeito dominó. Na hora que você baixa a taxa de juros, vem mais investimento.

Indústria mais moderna, indústria mais competitiva, produtividade maior e renda maior. Desenvolvimento econômico, estou vendo os livros de vocês aí, vocês sabem de cor e salteado, é por aí.

Não é aumentando o gasto de governo, não. Pelo contrário, é deixando o setor privado avançar. E tem um ponto aí também, né, governador, que, assim, obviamente juro cair é bom e a gente espera que isso aconteça e agradece, mas quando a gente percebe uma mudança de direção, uma mudança de perspectiva...

Isso faz com que a gente no mercado financeiro tenha os mercados futuros. Então o juro futuro já começa a embicar para baixo. Então ele já traz uma precificação de que as coisas vão ser melhores no futuro. E por que é importante isso? Porque se fosse só o juro cair, a gente podia baixar na marretada, que nem o governo Dilma fez na gestão no Dilma 1, onde ela baixou os juros.

na marra, só que a gente não estava com uma economia preparada para o juro ficar baixo, e depois ela teve que subir o juro muito forte, e foi o prenúncio da recessão que você falou, que aliás, não é só que o Brasil teve uma recessão enquanto o mundo inteiro não teve, o Brasil teve uma recessão de país de guerra, foi uma baita recessão. A economia caiu 8% quase em dois anos, 8%, o varejo recuou 30% às vendas, eu estava lá.

de bens durados. Uma tragédia. Então é muito mais do que cair o juro, é criar esse colchão para que o juro possa cair e ficar baixo. Isso que faz a grande transformação em qualquer país que quer se desenvolver. E o PT fica se gabando de números. Eu falo que são números anabolizados, de uma economia anabolizada. É o sujeito que quer ficar bombadão.

Ele fica, mas depois vem problema renal, hepático, de impotência, cardíaco, etc. Não é sustentável. Nós precisamos ter um crescimento econômico saudável, sustentável, que se mantenha com o tempo. E precisa ter um governo que poupe para fazer infraestrutura, porque tem algumas obras que não são do interesse privado. Aquelas que são, você faz PPP, concessões, etc.

As outras dependem de um governo responsável. E lá em Minas eu provei que é possível. E no dia seguinte à minha eleição em Minas, os valores das empresas já subiram 20% e 30%. E desde que eu fui eleito, pelo que me falaram, já quadruplicou de valor as empresas listadas Copasa e Semig. Exatamente. O que mostra que uma gestão responsável valoriza o ativo público.

Agora, quando vem a petralhada ocupando cargos, como o Lula faz, é o contrário. E eu quero privatizar, mas com total transparência, com metas para serem cumpridas, metas sociais inclusive.

E nós sabemos que quando está na mão privada, a agilidade, a melhoria é muito grande. O setor público não foi feito para administrar empresas.

Tem, o senhor falou de privatização, o Salomão falou no começo que a nossa cobertura é feita a muitas mãos, né? E um dos nossos parceiros é o pessoal do Bastidores do Poder, mandar um abraço pro Vitor. Eles são lá de Minas Gerais, eles mandaram a pergunta deles, eu queria ler exatamente como ele mandou.

Ele diz assim, governador, o senhor assumiu Minas com o estado quebrado, salários atrasados, entregou com a folha em dia e a economia girando, mas a dívida de Minas com a União segue crescendo. O senhor propõe privatizar as estatais federais para zerar a dívida do país, mas o senhor tentou privatizar a CEMIG e Copaz e teve muitas dificuldades. O que faz o senhor acreditar que no Brasil será diferente do que foi em Minas?

Leopoldo, quem acompanha lá Minas Gerais sabe que só ficou a CEMIG. A Copasa já foi aprovada. No fim do ano passado, dezembro. Isso, foi aprovado já. A CEMIG tinha centenas de subsidiárias, foram todas vendidas, inclusive algumas que o mercado conhece muito. A Light.

Nós vendemos antes da derrocada dela, vendemos no momento certo, salvou alguns bilhões de reais, apesar do investimento ter sido muito ruim, porque como um todo a CEMIG perdeu. Vendemos a Renova no sul da Bahia, um ativo problemático, Belo Monte e Santo Antônio no norte. E muitas outras subsidiárias menores que eu nem me recordo o nome. A CEMIG, na minha gestão, voltou a investir 100%...

Em Minas Gerais, antes era tudo fora, tanto é que eu herdei um estado com a rede de transmissão e distribuição sucateada. A CEMIG, por politicagem, principalmente do PSDB, foi investir Brasil afora e deixou o estado de Minas esquecido. Mas já colocamos tudo em dia. E a dívida de Minas tem de ser vista da seguinte maneira. Primeiro...

Talvez eu tenha sido o primeiro governador de Minas que nunca fez uma operação de crédito, até porque o Estado não tem nenhuma nota de crédito. Então nunca peguei um real emprestado ou financiei alguma coisa.

O que eu fiz foi pagar dívidas. Paguei 13 bilhões ao governo federal durante os meus 7 anos e 3 meses e paguei quase 30 bilhões às prefeituras, aos funcionários públicos, a fornecedores de medicamento principalmente.

porque ninguém fornecia mais para Minas Gerais, as prefeituras estavam quebrando, e isso que eu paguei é coisa vencida, que eu herdei esses 30 bi. E quem é do mercado financeiro sabe muito bem, quem tem uma casa financiada...

pode às vezes pagar a prestação e a dívida subir, num país que tem essa taxa de juros altíssima. Você paga uma prestação da casa de 2 mil e a dívida sobe mil, porque os juros foram maiores do que o que você quitou. Então o governo federal, no meu entender, sempre cobrou os juros que por uma dívida antiga que tem a origem na liquidação do Benji, da Minas Caixa, do Banco de Crédito Real lá nos anos 2000,

sempre penalizou esses estados que tiveram esses bancos liquidados. Eu herdei essa situação, nunca falei que não pagaria, sempre quitei, e o que nós temos hoje é um estado com mais liquidez.

A solvência de Minas hoje é melhor. Quando eu assumi a receita de Minas, a dívida representava 190% da receita. Está caminhando para 160 já. Então a capacidade de pagamento do Estado hoje é bem superior. É igual alguém que devia o equivalente a 8 salários e agora está devendo o equivalente a 6 salários. Melhorou. Essa capacidade melhorou. E a oposição pega muito.

Salomão, na questão de que, falar, a dívida subiu. Só que a economia de Minas cresceu muito, muito mais, entende? A arrecadação, a mesma coisa.

Eu estou olhando aqui, a gente perguntou para os nossos assinantes do M3 Club, a nossa comunidade de investidores. Perguntei um pouquinho antes da live se eles tinham pergunta, mandaram várias aqui. Muitas perguntas aqui no grupo. E a galera que está no chat também, mandando muitos comentários. Quem quiser mandar pergunta aqui pelo chat, é mais fácil colocar aquele super chat ali que fica em destaque. A gente consegue ver mais fácil. E também pensando que já passou das oito, é bandeira dois até. Bandeira dois, coloca ali um...

perguntaram muito sobre privatização, mas eu acho que o governador já respondeu agora, mas eu vou trazer uma pergunta, mais uma curiosidade com um gostinho de provocação. Você, tenho certeza que você está nesse jogo, acreditando que você vai para um segundo turno, só que hoje as pesquisas mostram que tem dois candidatos ali muito fortes, já com uma votação consolidada, o Lula e o Flávio.

Mas se você tivesse que escolher um adversário para ir para o segundo turno, ou melhor, pensando que esses são os dois prováveis adversários seus no segundo turno, como é que você se enxerga contra o Lula e contra o Flávio com quem? Se o Lula hoje seria o seu antagonismo, o Flávio a gente sabe que vocês têm uma boa relação, até tiveram em eventos juntos, recentes, enfim. Como é que seria disputar a presidência com um amigo?

Salomão, eu vejo que nós vamos ter no segundo turno um candidato da direita e um da esquerda. Não tem como ser diferente. Eu me dou bem com os demais candidatos, sempre estou encontrando com os mesmos, inclusive nas duas últimas semanas encontrei com eles. E recentemente nós tivemos uma eleição no Chile. Tivemos lá diversos candidatos da direita.

E todos eles participaram do primeiro turno, vocês devem ter acompanhado, e no segundo turno caminharam juntos e fizeram o novo presidente do Chile. Então eu vejo que aqui no Brasil nós vamos caminhar nessa linha.

Se nós tivermos lá um candidato da direita no segundo turno e com a direita unida, nós vamos fazer o próximo presidente, com toda certeza. Eu estou muito confiante nisso. A esquerda tem perdido espaço.

Discurso tem limite, a esquerda vive de discurso e de narrativa e nós estamos vendo que a vida do brasileiro não melhorou. A conta da maioria dos brasileiros não fecha mais, a dona de casa não consegue fazer um supermercado como conseguia no passado. E depois de cinco presidentes do PT...

Deu para ver que o Brasil não avançou. Nós estamos aí com corrupção exatamente como há 20 anos atrás, que teve mensalão, petrolão, etc. Está aí a repetição. É colocar alguém que é permissivo com a corrupção. Se eu for presidente, eu vou todo dia para o jornal falar apurem, investiguem e prendam esses corruptos.

O que o presidente Lula está fazendo lá em Brasília? Seu mitindo, caladinho. Tenho o rabo preso com certeza. Eu, como governador de Minas, eu nunca pedi para esconder nada. Então o que nós temos hoje é um Brasil que tem muitos recursos, um povo que trabalha. O problema aqui é que está sobrando ladrão. Esse é o problema.

Então entendi pela sua leitura que a esquerda personificada no Lula já está quase que consolidada no segundo turno e a direita está ali entre quem vai ser o candidato que vai enfrentar o Lula. Não sabemos se ele vai.

Eu ia chegar nesse ponto. É, e ele até pela pessoa já meia folclórica, pela penetração que ele tem no Nordeste, Norte, né? Certamente ele iria por esse histórico aí, mas talvez ele até não anime muito, porque ele está vendo que o cenário para ele está ficando sombrio e acho até que uma saída honrosa é melhor do que uma permanência vergonhosa.

Olha, tem 1.700 pessoas ao vivo acompanhando aqui o governador Romeu Zema. Governador, antes de fazer uma pergunta que chegou aqui, eu vou só ler um comentário. O senhor agora é como produtor de conteúdo para as redes sociais. Se não pensou nisso, pode passar a pensar. Alguém comentou aqui, Zema é o Richard Gere brasileiro. Opa!

Eu vou pra Hollywood. Com toda a deferência, a senhora achei uma... E não é generoso. Espero que tenha sido uma moça bonita que falou isso. Muito obrigado pelo elogio. Eu não perdi aqui o nome da... Foi uma moça, mas perdi aqui o nome dela. Eu até estou precisando aumentar a minha audiência feminina. Preciso aí de umas sugestões de vocês.

Porque eu estou vendo lá nas minhas redes sociais, tem aparecido muito mais homens seguindo, apoiando do que propriamente mulheres. Eu acho que o meu discurso está muito focado para a ala masculina e preciso ter aí uma...

Uma redirecionada. Então já fica a dica aí, para quem chamou o Zema de Richard Gere, já pode dar algumas dicas. Pode dar, é, e dar um like lá no governador, porque ele está precisando de mulheres como seguidoras, né? Exatamente, vou correr atrás de seguidoras agora. Eleitorado feminino.

Vamos falar sobre isso também, mas antes eu queria fazer duas perguntas que chegaram aqui, governador. Primeiro, o Dino pergunta se o senhor vai propor mandato de quatro anos para os próximos ministros do STF e o RS Barros pergunta quais mudanças efetivas para aliviar o fiscal do Brasil. Bom, vamos responder o Dino primeiro. Dino, nós temos algumas mudanças para o STF.

Primeiro é idade mínima de 60 anos. Isso automaticamente limitaria o mandato de um ministro a 15. Mas se um ministro chegar lá com 65, vai ser 10. Eu gosto muito, muito dessa ideia. A gente não vê Papa de 35 anos nem de 40. E ser ministro do STF é equivalente a subir no mais alto degrau do judiciário igual o Papa é da igreja.

Então faz todo sentido, seria o coroamento de uma longa carreira. Além disso, vamos acabar com essas decisões monocráticas que muitas vezes anula uma posição do Congresso que teve lá 400 deputados votando a favor de algo e uma canetada de um ministro anula. Se o Supremo quiser anular, que seja o colegiado e não mais apenas o ministro.

E outra questão que queremos mudar também é a indicação de ministro para o Supremo. Hoje o presidente tem total liberdade. Ele pode escolher o filho dele e falar, meu filho vai para o Supremo.

Eu quero que o presidente tenha limitações, igual eu como governador tive, para indicar desembargadores para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Aquelas vagas da OAB, a OAB preparava entre dezenas de pretendentes seis nomes.

Mandava esses seis nomes para o Tribunal de Justiça, o tribunal escolhia três e mandava três para mim. Então eu quero uma triagem com participação do Superior Tribunal de Justiça, da Procuradoria Geral da República, da própria OAB, do Conselho Nacional de Justiça e talvez mais alguma outra entidade, alguns tribunais de justiças de estados também.

Então isso seria muito bem-vindo, chegaria para o presidente nomes de pessoas com toda certeza melhores do que muitos que conseguiram chegar lá. Então é possível melhorar essa indicação e consequentemente a governança do Supremo Tribunal que nós estamos vendo agora está cheia de falhas.

O Supremo no passado, lembrando aqui, sempre foi aquela instituição que administrava as crises, conseguia resolvê-las. Não tínhamos ministros estrelas, eram sempre ministros que ficavam na retaguarda, que é o lugar certo do judiciário no mundo todo.

Só no Brasil que juiz virou estrela, acho que se quiser essa estrela, tudo bem, mas saia do judiciário, porque acho que não dá certo, não funciona. E o judiciário que sempre foi esse bombeiro para poder apagar as crises, agora se transformou num incendiário.

agrava qualquer crise que existe devido à sua maneira de atuar, de falar, de comunicar e também de decidir. Então o judiciário precisa de reformas profundas e eu quero participar muito dessas reformas como presidente. Sei que é o Congresso, mas eu vou estar trabalhando em Minas Gerais como governador, trabalhei muito lá junto da Assembleia para nós fazermos avanço.

A outra pergunta, Leopoldo, é com relação à parte fiscal. Isso. Na parte fiscal, nós vamos ter algumas frentes. Eu até comentei aqui. Primeiro, uma reforma administrativa. Sei que o funcionalismo público tem direitos adquiridos, mas que nós façamos uma reforma para os novos entrantes.

Isso significa que nos próximos 50, 70 anos, nós vamos economizar muitos trilhões de reais. Aquilo que não der para cortar agora é que fique cortado definitivamente para o futuro. Se alguém quer ir para o governo, para o setor público, eu sempre falo isso.

Tem de ir por vocação, tem de ir porque quer ir para servir. Nós estamos assistindo no Brasil uma enxurrada de gente querendo ir para o setor público para poder ficar rico. Quer ficar rico, vem aqui para Faria Lima, não é isso? Vem aqui para ralar, para apostar, para poder colocar o seu capital em risco. Tem gente querendo ir para o setor público para ficar rico sem correr risco.

Então, eu discordo. O setor público tem de pagar um salário razoável, justo, mas para ninguém ficar milionário. E o que nós temos visto no Brasil é muita gente no setor público ficando milionária.

Então, reforma administrativa e mudança nesse conceito. Eu quero fazer essa transição. Você está vindo para o setor público, venha porque você tem vocação. Alguém está indo para o seminário para ser padre, está indo porque tem vocação também. Está indo para determinadas profissões que exigem essa postura. E o setor público no Brasil se desvirtuou, principalmente depois que o PT passou a administrar.

Uma reforma previdenciária. Participei da reforma previdenciária lá em 2019. Eu fui favorável, não conseguimos colocar um gatilho, que seria um mecanismo para aumentarmos o tempo de contribuição automaticamente à medida que a expectativa de vida aumenta. Nós sabemos que a expectativa de vida só tem aumentado. Está aí, vai ser necessário uma nova reforma.

É desgaste para os parlamentares, poderia ter ficado no automático. Não ficou, infelizmente. E vou rever programas sociais. Na minha opinião, hoje, o programa social é importantíssimo, muita gente precisa, mas tem muito marmanjão de 20, 30 anos que não quer trabalhar. Virou modo de vida.

Ele tem um bico ali, um bico lá, nunca se qualifica. Aparece um emprego formal, ele não aceita, porque ele não quer ter compromisso com horário. Consequentemente, ele não se qualifica.

Viver de bico, fazendo ali um trabalho manual, de servente, eventualmente, não melhora a vida de ninguém ao longo de 10, 20 anos. E fica dentro de casa, assistindo Netflix, na rede social e julgando tigrinho, geralmente. Para mim, esse marmanjão, na hora que for oferecido uma proposta de emprego formal para ele, e ele recusar, ele terá o seu benefício cortado.

Você está oferecendo para ele algo, para ele sair daquela situação e ele não quer? Aqueles que continuarem recebendo vão ter também de prestar serviço comunitário para as prefeituras que acharem que é viável. Vai lá na escola municipal, na creche, está ajudando. Então são mudanças que eu vejo totalmente necessárias. E eu estou sempre conversando com o setor produtivo.

tanto do campo quanto o urbano, e todos falam que essas são as medidas certas. Então não estou inventando nada. E outro ponto também que nós vamos salvar muito dinheiro é devido melhorias na segurança pública, que pouca gente fala.

O que acontece hoje no Brasil? O Brasil é o recordista mundial, uma vergonha para nós brasileiros, de homicídios há décadas. No mínimo, 40 mil brasileiros morrem por ano devido a ações entre facções, organizações criminosas, tiroteios, facadas, etc.

Isso significa uma tragédia humana em primeiro lugar. São 40 mil famílias afetadas. Quem está numa família dessa perde um pai, perde um filho, perde um ente querido. É uma família destroçada, é uma família que vai ter problemas. Isso acaba tendo consequências econômicas.

Além da tragédia humana, consequências econômicas. E tem algumas que ficam mais visíveis. O sistema de saúde sobrecarregado, toda hora atendendo gente esfaqueada e baleada. Depois um sistema de previdência dando pensões.

para quem fica ali com uma invalidez temporária, anos se tratando ou meses, e ainda um sistema previdenciário sobrecarregado definitivamente quando a sequela é definitiva, ou quando tem uma perda de vida e a viúva vai receber os filhos, etc. Então o Brasil hoje não tem noção do quanto ele perde devido à criminalidade. E o que eu vou fazer aqui no Brasil?

É fazer exatamente o que já foi feito e reduziu a taxa de homicídios em 99%. Eu vou repetir aqui, 99% que eu fui conhecer com o meu secretário de segurança pública o ano passado em El Salvador. A receita é muito simples, é prender bandido.

Se a prisão vai ficar superlotada, paciência. Pelo menos os brasileiros de bem vão ter paz para andar na rua sem ser morto e sem ser assaltado. E vamos construir também, porque na hora que isso começar, com certeza o recurso também surge para construir. Uma coisa boa sempre gera outra coisa boa.

Em Minas Gerais, eu falo que como governador, nós deixamos para trás um círculo vicioso e passamos a viver um círculo virtuoso. E o que o Brasil precisa é dessa virada de chave para a prosperidade. Então, dá para fazer muita coisa. Uma coisa boa vai chamando outra coisa boa.

A gente falou muito sobre segurança pública aqui em episódios recentes, o próprio senador Alessandro Vieira falou, mas acho que o papo mais legal sobre isso foi com o juiz do Estado do Espírito Santo, onde até explicou sobre uma das coisas que precisava ser feita era a construção de mais presídios. E não existe uma burocracia grande por isso. Existe mesmo, na verdade...

É o capital político que acaba sendo prejudicado quando um político fala, vou construir presídio e alguém fala, poxa, mas era melhor construir escola. O problema é que você precisa do presídio para resolver as coisas, para depois poder construir escolas, enfim, fazer outros investimentos. Mas o que eu acho que está acontecendo nesse ano de 2026, e vai ficar muito evidente com as eleições,

é que os grandes problemas da sociedade estão bem refletidos nas próprias pesquisas eleitorais, na segurança pública, corrupção, que eles colocam como os principais problemas do Brasil. Eles estão começando a ficar cada vez mais expostos.

E a gente tem uma solução para isso. Você citou o caso de El Salvador. Eu fui lá ver. Talvez a gente pode nem seguir o caso de El Salvador, mas só de existir um país que tinha um grande problema de criminalidade e resolveu esse problema com um método, e você pode questionar o método ou não, mas existe. Finaliza um caminho, né? O que no mercado a gente chama de referência, o benchmark. A gente tem pelo menos alguma coisa para dizer... Tem benchmark, exato.

Existiu, curou, vamos fazer igual, vamos adaptar, enfim, mas não é simplesmente tirar aquela ideia do nada e achar que só porque é sua ideia ela é a melhor de todas. É, eu fui lá ver. Sabe o que aconteceu em El Salvador?

5% da população já voltou para o país. Isso é equivalente aqui no Brasil a 10 milhões de brasileiros. Eu sei que nem tem tanto brasileiro assim lá fora voltar. O país passou a receber uma quantidade de salvadoreños que já tinham desistido do país devido à criminalidade enorme. O número de turistas. Na minha volta lá, eu encontrei com um brasileiro que foi lá surfar.

Ele me reconheceu lá, foi conversar e falou, ó, eu venho aqui já tem uns 15 anos. Ele falou, agora os hotéis aqui estão todos lotados. Antes a gente vinha, pouca gente arriscava vir aqui por causa da violência. Por que que o turismo não cresce no Brasil?

muito relacionada à violência, à criminalidade. Na hora que nós formos um país seguro, o turista vai animar muito mais a vir até o Brasil. A economia crescendo. Por isso que eu falo, uma coisa ruim atrai outra coisa ruim. E a boa, o contrário. Exato.

Governador, a gente falou um pouco rapidamente sobre a questão da mulher e chegaram algumas perguntas de mulheres no nosso chat, muito falando sobre a questão, primeiro, do feminicídio e da violência contra a mulher, né? A gente sabe que a Lei Maria da Penha colocou isso, de alguma maneira, ali como tipificação de crime, então avançou alguma coisa. Esse crime continua acontecendo de maneira muito intensa no Brasil.

E recentemente teve um assunto relacionado ao eleitorado feminino que divergiu inclusive os irmãos Bolsonaro, Eduardo e Flávio, que foi o PL da misoginia. Queria saber qual que é a opinião do governador sobre isso e como que a gente resolve um problema que me parece tão arraigado nesse comportamento brasileiro que é a violência contra a mulher.

Eu gosto muito da economia comportamental. Até estou vendo ali os livros que eu já li, apesar da sua versão ali ser inglesa, é do Tim Hartford. Não é isso, né? Que é muito bom. Então nós estamos falando exatamente disso aí. Na hora que você aumenta o custo do crime, o crime cai. Nós tivemos no Brasil, nos anos 80 até quase final dos anos 90, uma avalanche de sequestros.

Me parece que sequestra acabou no Brasil. Por quê? Porque ele foi considerado o crime hediondo com uma pena pesada. Para mim, feminicídio tinha de ter o mesmo tratamento. Na hora que falar, você assassinou, matou, foi a sua esposa, namorada, ou alguém que você estava querendo conquistar e não conseguiu, e a sua pena mínima é 30 anos.

ou então você vai receber uma castração química, que eu sou favorável, esse cenário muda e precisa mudar. Porque nós estamos vendo aqui no Brasil, entra ano, sai ano, feminicídio, homicídio, e nada acontece. A polícia militar do Brasil, de todos os estados da federação, elas devem ser as polícias mais frustradas do mundo.

Por quê? Porque eles prendem e o judiciário solta. O que acontece no Brasil é isso. Recentemente o comandante da nossa polícia militar me mostrou lá um prontuário, um histórico de um sujeito jovem que tinha 88 passagens, ocorrências de roubos e furtos de celulares. Hoje ele deve estar fazendo mais um.

Vai ser detido um dia e na audiência de custódia ele vai ser solto. Um país que trata criminoso assim está falando, continue no crime. Você não tem nenhum custo. Talvez ele ficar detido uma noite. Então eu sou totalmente favorável ao endurecimento de penas. Que façamos mais presídios.

Pelo menos as pessoas de bem vão passar a ter uma vida menor. E o feminicídio é uma vergonha para nós brasileiros. Já acompanhei dados, é no Brasil todo, temos recursos tecnológicos, que inclusive em Minas Gerais nós passamos a utilizar, que ajudam muito. É o agressor passar a usar uma tornozeleira.

E caso ele se aproxime menos de 300 metros da mulher que foi vítima, o telefone dela dispara na hora e já vai também uma chamada para a polícia.

Então, também é fazermos uso disso. E precisamos também avançar muito, avançamos em Minas, na conscientização. Em toda escola municipal, estadual, deixar muito claro para as meninas, para as moças, que qualquer tipo de agressão física, verbal, deve ser considerada como um ato extremamente...

perigoso, porque se começou vai vir coisa pior depois. E tem pessoas que às vezes até por ter um histórico assim em casa, acham que isso é normal, natural, e não é. Então a sociedade também precisa estar participando, através das escolas, tendo aí, vamos dizer, uma postura de relatar assim que tiver um fato menor, porque o fato menor está sinalizando que algo pior vem pela frente.

Então é um trabalho conjunto, não tem a bala de prata para resolver tudo. Acho que nós temos que estar fazendo tudo isso concomitantemente.

Governador, queria ouvir sua opinião sobre... Vou pegar alguns temas polêmicos que estão em pauta nos últimos dias. E a gente está em vias de aprovar o fim da escala 6x1. Mais do que sua opinião até sobre isso, mas é também sobre...

esse tipo de pauta no momento em que fica muito difícil uma discussão técnica, porque tudo vira político. Basicamente, a sua opinião sobre esse assunto vai definir se você é a favor ou contra o governo. E até foi muitos argumentos de quem é contra o fim da escala 6x1, mas falou, eu não vou argumentar contra o projeto.

porque eu vou dar munição para o governo para usar isso como discurso político. Enfim, queria que você falasse um pouco desse dois em um, o fim da escala 6x1 e assuntos que em ano de eleição acaba perdendo o fator técnico e vira meramente político. O Salomão...

Totalmente inadequado um tema desse num ano eleitoral. É a mesma coisa que já me falaram que o presidente também quer mandar para o Congresso um projeto de gratuidade no transporte coletivo para todo o Brasil. Você vê claramente que são pautas populistas. Eu sou favorável, como eu falei, ao crescimento econômico. Quando a economia cresce...

as pessoas começam a ganhar mais, podem pensar em começar a trabalhar menos. Se a renda dobrar, alguém que hoje trabalha 44 horas pode falar, não, eu vou trabalhar agora 40, 35, eu ainda estou ganhando mais do que quando eu trabalhava 44 horas. O que os países sérios fizeram foi isso. E é também o que eu acredito que precisa ser feito.

Eu quero lembrar que muitos milhões de brasileiros hoje já trabalham cinco dias por semana. Eu acompanho o mercado de trabalho direto, né? E isso hoje já não vai impactar muitos dos brasileiros. E nós temos de lembrar que um país igual o Brasil precisa ter competitividade. E um projeto como esse tira a competitividade e pode até encarecer muitos produtos.

já que micro e pequenos empresários vão ter um impacto grande e eles são os grandes responsáveis por muitos dos produtos que nós consumimos no dia a dia. Mas dentro desse assunto, nós temos no Brasil um monumento à... como que fala aí? A antiguidade, que já deveria ser uma peça de museu, que se chama CLT. CLT é lá dos anos 1940, em breve vai estar completando aí 100 anos de idade.

Como a esquerda idolatra a CLT, eu já falei que eu vou manter a CLT em respeito à esquerda, que idolatra tanto esse instrumento que já deveria ter sido aprimorado, e vou propor que haja uma alternativa, tipo um novo modo de contratar no mercado de trabalho. Quem vai casar pode escolher uma série de regimes de casamento, não pode?

com a sua nova companheira, com seu novo companheiro, regime parcial, regime total de separação, pode fazer um contrato prevendo isso, aquilo. Por que que na hora de trabalhar nós somos obrigados a engolir CLT? Você não pode ter uma outra alternativa. Eu quero ter uma outra alternativa, trabalho por hora. Se alguém falar, eu quero trabalhar só na terça e quinta.

Das 7 da manhã às 11 da manhã, pronto, faz um contrato daquilo e tanto por hora. E sem mais nada. Sem férias, sem décimo terceiro, sem qualquer outra coisa. Deixar o mercado começar a escolher.

Você quer CLT ou você quer esse novo método aqui de trabalho? Esse novo contrato de trabalho? E o brasileiro não fica amarrado mais numa antiguidade que já passou da época de caducar e que fica só complicando a vida do setor produtivo e fazendo com que trabalhadores mal intencionados entrem na justiça, como eu já vi, pedindo 600 itens. Se 20 colar...

ele está no lucro ainda e não tem nenhuma responsabilidade sobre aquilo que ele está cobrando ali sem nenhum fundamento. Isso aumenta o custo do Brasil, é por isso que o Brasil no passado exportava automóvel, exportava uma série de produtos industrializados, de uns anos para cá não consegue mais, e perdendo empregos qualificados.

Se CLT fosse boa, o brasileiro estaria ganhando muito mais. Milhões de imigrantes de outros países estariam vindo para o Brasil. Mas o que nós estamos assistindo hoje é o contrário. Milhões de brasileiros morando em países onde se paga por hora.

Então me parece que a realidade precisa prevalecer. E aqui no Brasil nós temos a esquerda falando que tem um instrumento que protege os trabalhadores e na verdade é impossibilitado o desenvolvimento do país. Posso fazer mais uma? Vai lá, vai lá. Vou aproveitar...

que eu até vi um comentário desse no chat, aliás, muito ativa a participação da galera aqui na live, obrigado. Fizeram um comentário sobre segurança, mas não na segurança pública, a questão de defesa da soberania.

Porque a gente está vivendo um momento, a gente está falando muito de Brasil e realmente temos que falar, mas o mundo está estranho, governador. Hoje o mundo está muito tenso, várias guerras acontecendo ao mesmo tempo.

E a gente tem um enfraquecimento claro, quase que um sumiço político das organizações que ali regiam o mundo. Os países estão voltando a ser protagonistas e quando não tem uma organização para fazer essa conexão...

A lei do mais forte impera. Então hoje a gente tem relações mais tensas entre países. E questão como soberania nacional, investir em exército, capacitação, isso começa a entrar no orçamento, o percentual do PIB de vários países.

Como é que você vê o Brasil inserido nisso? O Brasil deveria se preocupar com isso ou, de certa forma, por a gente ter aquela coisa mais amistosa com o mundo, saber negociar? O mundo também depende de muita coisa que o Brasil tem, principalmente em segurança alimentar, segurança energética. Isso deixa o Brasil numa posição um pouco mais confortável. Salomão, boa pergunta.

Eu vejo que realmente o mundo está mais tenso, mas eu faço um alerta aqui. Somada todas as guerras do mundo, se você multiplicar por dois, ainda se mata mais aqui no Brasil, devido à criminalidade e altíssima violência que nós temos aqui.

E tem guerra no mundo? Tem. Deveria ter? Não. Mas aqui parece que nós passamos a ver como uma certa normalidade essas 40, 50 mil vidas perdidas por ano, que eu falo me deixam indignado. Eu sempre acompanho e falo, poderia ter muito mais gente vivendo aqui. Geralmente homens jovens.

que perdem a vida e geralmente pessoas humildes, que acabam aí não tendo uma boa orientação. Então é uma carnificina que nós temos de corrigir, mas a situação do mundo tem ficado mais complexa. Nós tivemos a ascensão da China, que acabou mudando a regra do jogo.

E tivemos aí um Brasil que passou a se distanciar do Ocidente e muitas vezes a se aproximar de regimes autoritários. Sabemos que o presidente Lula foi extremamente próximo, ou é ainda, dos líderes de Cuba, da Venezuela, do Irã, que são notoriamente regimes autoritários.

Um presidente e um PT que falam tanto que valorizam a democracia. Deveriam questionar esses regimes, mas não. Muito próximos, o que é uma falta de coerência gigantesca. E essa proximidade desses países parece que distanciou o Brasil do Ocidente. E nós somos um país latino-americano, temos muito mais.

identificação com países da América, com países da Europa, do que com países dos BRICS, por exemplo. A grande maioria da Ásia, alguns do Oriente Médio e da África. O Brasil sempre teve uma postura com relação à diplomacia de não entrar em assuntos.

que são entre dois países que estão ali dividindo, sempre uma postura de não estar próximo desses conflitos, podendo levar ações humanitárias, o que é sempre muito bom.

Mas recentemente o Brasil começou a se posicionar meio que favorável a grupos extremistas lá do Oriente Médio, o que eu acho um absurdo, grupos considerados por muitos terroristas. Então, para mim, isso é totalmente inadequado. Eu falo que eu venho do varejo, como varejista há mais de 30 anos eu vendia para católico, para evangélico, para protestante, para anglicano.

para qualquer religião e me sentia muito confortável lidando com qualquer tipo de público.

O que eu acho que o Brasil precisa fazer é se dar bem com todos os países e nós sabemos que o Lula, principalmente, tem se indisposto com os Estados Unidos, tanto é que tivemos aí uma série de sanções. É um presidente que tem, às vezes, até prejudicado as negociações do Brasil no que diz respeito à área comercial devido a esse posicionamento.

Então o Brasil deveria retomar aquele Itamaraty que foi, até alguns anos atrás, de ter esse, vamos dizer, de não ter essa opção de estar se aproximando de regimes que são extremamente questionáveis, até porque nós sabemos que são verdadeiras ditaduras.

Eu tenho mais uma pergunta sobre literatura. Porque você falou aqui do livro do Tim Harford. E...

O que molda a sua cabeça? O que você já leu ao longo da sua vida? Até pré-política, talvez até você leu mais antes da política do que depois, mas enfim. O que foi moldando a cabeça de Romeu Zema ao longo da vida dele?

Os livros que você leu que mudaram a sua vida ou te trouxeram um grande aprendizado, seja antes ou depois da política, conta um pouco para a gente. A gente aqui gosta de... a gente não julga as pessoas pelo que leu, mas a gente gosta de tentar desenhar o perfil dela pelas leituras.

Eu fui muito nessa linha desses livros. Você já deve ter lido também do Dan Ariely, o primeiro da série, foi o Previsivelmente Racional, depois teve alguns outros, tudo Economia Comportamental. Eu interesso também, às vezes, por esses que têm a teoria, estou vendo ali o do Nassim Taleb, o Antifrágil, o Cisne Negro, que é o outro livro dele.

Está bem na linha de vocês. Eu fui empresário tanto tempo, mais de alguns anos para cá, eu comecei a ter de ler livros mais ligados à área pública também, ligado à segurança pública, ligado à saúde, à educação.

Mas eu sou um eterno aprendiz, estou sempre lendo, sempre aprendendo, e me incomodo muito quando você encontra pessoas que têm uma posição dogmática, que acham que são os donos da verdade. O mundo é tão dinâmico, muda tanto, muitas vezes a pessoa que acha que sabe é a que acaba ficando para trás, porque acaba não se atualizando e se abrindo a novas ideias.

Mas o que eu li muito foram biografias de empresários. Na minha época lá de empresário, nós tínhamos lá alguns empresários que não estão aí mais, mas que me inspiraram, Sam Walton, Jack Welch, Hebe Keller, da Southwest, lá nos Estados Unidos, o Ray Dalio, recentemente, li os livros dele também.

Então eu vejo, eu entendo perfeitamente como o mundo produtivo pensa. E muitas vezes os governantes desconsideram. O governo é fundamental para dar segurança pública, educação, boa saúde. Mas nós precisamos levar muitas ferramentas de gestão, muitos incentivos para o setor público. Sabe por que educação é ruim no Brasil?

Eu vou te falar por quê. Porque é praticamente impossível você pagar melhor uma professora que ensina mais. Sindicatos não deixam. Como que você vai melhorar a educação se você não dá mais incentivo para quem ensina mais? Uma escola estadual onde o ensino é muito bom e uma outra onde o ensino é fraco, tem de receber a mesma coisa?

Está errado, você concorda? Na hora que você tem incentivos, as pessoas começam a ficarem mais criativas, a se empenharem mais.

Tentamos colocar lá em Minas Gerais outros modelos de escola. O sindicato totalmente contra. Na hora que você tem modelos diferentes, você começa a comparar. E está tudo dentro desses livros aí. Você concorda? É o que eles falam ali, o Freaknomics também. São incentivos que fazem as coisas evoluírem. Então eu vou muito nessa linha.

Já li muitos livros, o do ex-prêmio Nobel, do Daniel Kellerman também, Rápido e Devagar, excepcional também, o que mostra como muitas vezes nós erramos ao sermos muito impulsivos. Então eu falo que é muita coisa, mas o que me inspira muito, que eu estou sempre escutando,

Eu não consigo ler bem dentro de carro, que balança muito. Eu vou escutando sempre alguma coisa dos estoicos.

Marco Aurélio, Sêneca e Epíteto, sabe? Aquilo ali para mim é uma inspiração, né? E eu até me torno uma pessoa melhor, né? Porque eu levanto todo dia, como o Marco Aurélio fala, né? Sabendo que eu vou encontrar com gente chata, com gente ingrata, com gente que vai me perturbar, que vai me agredir verbalmente, que não gosta de mim e que isso faz parte da vida.

e que eu tenha a opção de deixar isso me afetar ou viver bem. Você concorda? Então eu falo, não, o que eu quero é viver bem, e isso é normal, porque tem pessoas que se deixam influenciar por fatos que não são gerenciáveis. E nós temos de ter essa maturidade. Não é fácil, eu só aprendi isso tarde na minha vida, me desgastei muito.

quando eu era mais novo, achando que o mundo tinha de me entender e o mundo não vai me entender, não. Mas esse desgaste também faz parte da vida. A gente tem que estar preparado para aprender essas coisas. Então, o desgaste faz parte do processo de aprendizado. Só deixar uma dica aqui para a nossa audiência, episódio 242.

Eu tive um papo com o Renato Feder, a gente está no 300 e... 353. Então foi oito meses atrás, secretário... Renato Feder teve aqui também? Teve aqui, deu... Então, porque você foi falando sobre educação. Fornecedor da minha empresa lá, conheci ele na época em que eu comprava e compramos ainda produtos dele. Como que chama a empresa? Ele era da Multilays. Multilays, ele é isso. Ele era um dos fundadores, ele hoje é secretário de educação aqui do estado de São Paulo. Foi secretário do Paraná. Foi do Paraná.

Quase que ele foi para Minas Gerais, mas ele falou, esse Zema aí com Minas Gerais, acho que ele não vai dar conta não, ele acabou desistindo, sabe? Mas nós avançamos muito. Ele foi para o estado que estava com melhor estrutura, Minas Gerais estava quebrado mesmo. Você vai embarcar no Titanic, ninguém quer, né? Mas eu gosto muito dele, fez um belíssimo trabalho.

E o que eu... A gente sempre toma um pouco de cuidado quando vai falar de uma pessoa pública, porque sempre parece que você está endossando e direcionando um voto, mas o que eu gostei muito desse episódio é essa questão de tudo que ele tenta fazer ou fez.

Foi baseado no que já foi feito em outro lugar. Então, um baita estudioso, viajou o mundo todo estudando sobre educação e trouxe as melhores práticas para cá. Melhorou o Paraná e está melhorando o São Paulo. Exato.

É muito bom. Um abração para o Renato, uma das pessoas que passou aqui no Market Maker. E o sócio dele é o Alexandre, que toca o ranking dos políticos. Exato. É o outro que eu admiro também. A gente trouxe ele também, foi um episódio um pouco polêmico, porque a gente juntou ele com...

com o lutador Renato Moicano, que tem umas ideias também bem transgressoras, vamos dizer assim. Então juntou os dois ali, daria para trazer eles de novo aqui, é que eu acho que até nem vão deixar essa live rolar, mas um abração para todo mundo. Moicano, inclusive, vai estar dia 23 de maio, vai ter um evento do Moicano aqui em São Paulo, me convidou para ir. Infelizmente vou ter um compromisso, não vou conseguir, mas um abração para ele, vai ter uma luta dele aqui em São Paulo.

Que legal. Então, está aí exemplo de pessoas do setor privado que estão fazendo diferença no público. Sim, bastante. E foram, o caso do Renato, foi por missão. Total, total por missão. Foi por missão, não é isso? Falou, eu estou indo para ajudar, para mostrar que dá para fazer diferente. Não levou parente também. Então, é isso que eu falo com o setor público CISA. Nós do setor privado precisamos participar mais.

Porque quem já passou pelo setor privado tem alguma competência e muitas vezes você elege aí um sujeito que não tem nenhum histórico profissional e vai para lá só para fazer coisa atrapalhada. O papo está tão leve, eu vou ter que pesar o clima agora. Não, por favor. Mas é, governador, acho que é uma pergunta importante e é uma síntese de perguntas que foram feitas aqui no chat do YouTube, tá?

A gente tem hoje três pré-candidatos a presidente identificados com a direita. Estou excluindo o governador Ronaldo Caiado, que está ali no partido de centro, embora ele se identifique mais com a direita, mas tem o senhor, tem o Flávio Bolsonaro e tem o Renan Santos. Muitos dos comentários que vieram aqui.

A UZEMA é uma linha auxiliar do Flávio Bolsonaro. Deveria abrir mão da candidatura e ser vice do Flávio. O UZEMA está copiando as ideias do Renan. A gente sabe que num Brasil polarizado é difícil de enxergar os tons de cinza, né? Então, existem várias ideias diferentes à direita, como existem várias ideias diferentes à esquerda. Não é todo mundo igual. Queria que o senhor dissesse, então, para quem está nos assistindo...

Por que, se uma pessoa é de direita hoje, por que ela vai votar no Zema e não vai votar no Renan e não vai votar no Flávio? O que o Zema tem de diferente? O que o Zema tem de vantagem em relação aos outros candidatos? Como se eu estivesse no Big Brother Brasil e tenho que defender a sua permanência para não ser eliminado. Para ir para o segundo turno. Para ir para o segundo turno. Por quê? Ótima pergunta, Leopoldo. Bom, não quero desmerecer ninguém aqui, mas...

Eu tive uma primeira missão que foi fazer uma empresa sair praticamente do zero e crescer. Está lá gerando 5 mil empregos direto, faturando mais de 2 bilhões por ano, pagando impostos. Fiquei 30 anos à frente dessa empresa, rodei 2 milhões de quilômetros, Minas Gerais e estados vizinhos. Então eu conheço o chão de fábrica melhor do que ninguém. Tem esse lado aí.

Na hora que me fala qualquer região de Minas, Norte de São Paulo, Sul de Goiás, Espírito Santo, eu conheço. O Brasil é muito maior. Mas isso me ajudou muito a ser um bom governador. E eu sei montar equipes. Minha vida inteira eu montei equipes para poder jogar um bolão. E julgamos. Uma empresa que cresceu mais de 100 vezes, saiu de 4 lojas para 470 lojas.

Igual falei, não sei o histórico exato dos outros. Depois eu assumi um Estado quebrado, arruinado pelo PT. O Estado deu uma reviravolta total. O que era um cemitério de obras abandonadas e inacabadas, hoje é o maior canteiro de obras da história de Minas. Rodoanel Metropolitano, iniciado, expansão da linha 2 do metrô, que há 23 anos não recebia um metro.

Ponte sobre o Rio São Francisco, no norte, que estava lá esperando há 30 anos, que vai encurtar o caminho para Brasília em 300 quilômetros. Duplicação de Belo Horizonte, Ouro Preto e muitas outras obras que não são tão relevantes como essas, mas também grandes. Um Estado que não tinha nenhuma credibilidade.

E eu levei para Minas Gerais uma montanha de dinheiro. 530 bilhões de reais em investimentos privados. Pela cotação do dólar hoje, isso vai dar mais de 100 bi de dólares. Muitos países do mundo não atraíram isso. Minas, durante a minha gestão, ganhou participação no PIB do Brasil praticamente todos os anos. Um milhão de empregos gerados no setor privado.

Criei 5 mil. No público eu multipliquei por 200. O número de 5 mil. Então eu me sinto.

Muito confortável. Não sei qual que é a experiência de montar equipe, de gestão deles. Eu tenho essa bagagem. Eu sei montar equipe. Está lá o estado de Minas andando, funcionando bem. Saí tem 40 dias e está lá a empresa também profissionalizada, com balanço auditado, há 10 anos sem a minha presença.

E eu gosto de deixar legado também. Eu não sou aquele tipo de pessoa apegada. Tanto é que eu saí da empresa aos 52 anos de idade, sem pensar em política, porque eu falei, meu ciclo aqui na empresa está encerrado. E meu ciclo em Minas também está encerrado. Entreguei um Estado muito melhor do que o que eu recebi. Então já fiz duas grandes missões. E agora eu quero fazer a terceira.

Muito bom. Para te liberar, governador, porque o horário já deu e até... Estamos realmente ao vivo, então é quase nove da noite. Pois é. Para quem começou nosso primeiro evento aqui na empresa, perto das oito da manhã, a gente já está na escala seis por um aqui. A gente já está pegando fogo. Adicional noturno e tudo. Governador, deixa uma dica.

para quem quer conhecer o estado de Minas Gerais. E uma dica, alguma dica de turismo mesmo. Eu já fui para algumas cidades, mas sempre acabei indo para Belo Horizonte mais a trabalho. Mas se eu quisesse fazer algum passeio turístico ali em Minas Gerais, o que você me recomendaria? O que eu recomendo para o pessoal é o seguinte. Pode ir tranquilo, um estado seguro. As estradas melhoraram muito.

as que não estão tão boas estão sendo recuperadas. E nós temos ali muita coisa interessante, né? O turismo do vinho, o turismo do queijo, o turismo do café, da cachaça. É um estado com uma riqueza cultural gigantesca, com diferentes diferenças de clima, né? Se você vai ao sul, está muito próximo aqui de São Paulo, o norte já está na Bahia.

E o turismo, você citou aqui, foi uma das atividades que mais cresceram durante a minha gestão. Aliás, o turismo em Minas teve um crescimento, apesar de nós não termos praias, que é algo que o brasileiro aprecia muito.

na nossa gestão, é um crescimento espantoso. Novos hotéis sendo construídos no Estado, inclusive um na Serra da Canastra, que é um parque que vale a pena conhecer, próximo ali de Franca, para quem é de São Paulo, para poder se situar.

Mas eu falo que tem turismo para todos os gostos, as cidades históricas que são praticamente você entrar dentro de uma máquina do tempo, e a Mariana, a Ouro Preto, a Diamantina, as instâncias hidrominerais na qual se inclui a minha cidade natal que é Araxá, Poços de Caldas, Caxambu, Lambari, então os lagos, furnas.

Três Marias. Então eu falo que tem turismo para todo o gosto, do lado aqui de São Paulo, fácil de ir, não precisa nem de avião. E um povo acolhedor. Segundo o Booking, o mineiro está entre um dos melhores locais do mundo em termos de povo que acolhe.

E dá para ver, pelo que eu estou conversando aqui, que tem um sotaque um pouco diferente, mas dá para entender tudo. O ministro lá do Supremo é que não está entendendo. Bom, se ele for assistir a entrevista e achar que não entendeu, pelo menos agora o YouTube tem aquele botãozinho que gera legenda automática. Então o ministro vai poder entender. Então, tudo quase que eu posto é com legenda. Ele é que também, às vezes, não está querendo ler, mas dá para entender bem.

Bom, podemos encerrar, Lepo? Podemos, fiquei com vontade de ir a Minas Gerais agora. Não, vamos ter que fazer todo esse tour aqui que ele falou. Aliás, a última vez que o governador veio aqui, ele trouxe um café. Pois é. Eu fiquei, olha, estou até hoje pensando nesse café. Eu devia ter guardado o rótulo, para saber de onde veio aquele café.

Se você lembrar, por favor, governador, manda mais um ali, eu só falo de onde é que eu vou... É que lá fez sucesso em casa. Eu estou fora de casa já está fazendo dez dias, então se eu tivesse vindo como vindo a última vez direto, eu teria trazido. E a gente foi um péssimo, porque não tem nenhum pão de queijo aqui. Pois é, mas é melhor, porque a gente não ia conseguir servir um pão de queijo à altura dos mineiros.

ia ser sacanagem. A gente ia testar a educação do governador. Tem muito pão de queijo aqui, que é feito com queijo mineiro, é excepcional. Aí tudo bem. Bom, governador Romeu Zema, parabéns pelo seu trabalho, boa sorte nesse ano, que você esteja firme e forte nos desafios que virão, não só...

nas eleições, mas até no que você já está enfrentando agora. Estamos acompanhando a luta e sucesso para você, saúde e prosperidade nesse ano de 26. Obrigado, Salomão. Obrigado, Leopoldo. Um prazer estar aqui com vocês no Market Makers. E eu só quero deixar claro que estou muito confiante. Outubro está aí e em outubro o brasileiro vai decidir.

Se quer continuar com esses intocáveis lá, ou se são os brasileiros de bem que vão estar à frente do Brasil. E eu estou como vocês entre os brasileiros de bem, que trabalham, que pagam impostos, que não tem nenhum tipo de privilégio. E acho que nenhuma negociata também com o maior criminoso da história do Brasil.

que está aí gerando uma dor de cabeça enorme para muita gente que se aproveitou e que agora está querendo se esquivar.

Então, estou muito confiante. Tivemos, como falamos aqui no início, uma sinalização de um Senado que está atento a essas mudanças e isso é o rumo que nós vamos seguir. Tenho certeza que, eu tenho uma filha que mora em Londres, eu tenho certeza que os milhões de brasileiros que estão lá fora, no futuro, estarão voltando para o Brasil, da mesma maneira que a minha família, que é de italianos, veio há 130 anos atrás, mais ou menos.

Os brasileiros vão voltar para cá. Isso aqui vai voltar a ser uma terra de prosperidade, de oportunidades. O Brasil tem tudo para dar certo, um povo trabalhador, muito recurso. Só não dá certo porque está com excesso de ladrão aqui. Na hora que a gente acabar com isso, esse país funciona.

Boa, muito bom. Agradecer toda a audiência que acompanhou com afinco. Se você está vendo a gravação, deixa o like no vídeo, se inscreve no canal. Cobertura Eleições 2026, projeto do Market Makers em parceria com Money Times, Seu Dinheiro e Bastidores do Poder. Obrigado a todos vocês. Obrigado a você, Lepo, que sempre facilita muito o meu trabalho aqui na bancada. Volte sempre. Voltarei. Muito obrigado mais uma vez por mais uma entrevista juntos.

Boa. Então é isso. Lembrando só, terça, quinta e domingo, às 18 horas, nós estamos aqui sempre com alguém muito mais inteligente do que nós, do outro lado da bancada, compartilhando conhecimento com a gente. Até a próxima e tchau!

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