Episódios de Market Makers

#350 | IBOVESPA A 200 MIL PONTOS: AINDA VALE INVESTIR NA BOLSA BRASILEIRA AGORA?

21 de abril de 20261h38min
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O Ibovespa está novamente próximo dos 200 mil pontos, o dólar voltou a testar R$ 5 e o mercado começa a sair de um cenário dominado por guerra e incerteza para um ambiente mais “normalizado”. Mas a pergunta que fica é: ainda vale investir na bolsa brasileira agora ou a oportunidade já passou? Neste episódio do Market Makers, Thiago Salomão e Matheus Soares recebem William Leite, gestor de ações do Pátria, para destrinchar exatamente esse momento de virada — e o que fazer com o seu dinheiro daqui para frente.Ao longo da conversa, William explica como a guerra impactou o mercado global, por que o petróleo mudou o jogo para o Brasil e como isso influenciou diretamente a gestão dos fundos. Ele detalha como pensa risco, proteção e timing de mercado, além de revelar onde está mais otimista hoje: ações ligadas à economia doméstica, grandes empresas ainda baratas e oportunidades que surgiram mesmo depois da recente alta da bolsa. Também entram no debate temas como fluxo estrangeiro, dólar mais fraco, juros no Brasil e o papel das commodities nesse novo ciclo.Além do cenário, o episódio traz visão prática de alocação: por que o Pátria está com exposição relevante em bolsa, como William enxerga nomes como Localiza, Movida, Renner, Vale e Bradesco, e quais são os principais riscos que ainda podem mudar o jogo — especialmente inflação, juros e o ambiente global. Se você quer entender se o Brasil virou mesmo a “bola da vez” e como se posicionar diante disso, esse episódio é essencial.E você: acha que a bolsa brasileira ainda tem espaço para subir ou já estamos perto do topo desse movimento?📌 Inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder nenhum episódio!📢Apoie o Market Makers e ajude a fortalecer o mercado de capitais no Brasil! Clique no link e torne-se membro do nosso canal por apenas R$7,99 por mês: https://www.youtube.com/channel/UCwZwvDC6f0WhcVTG-3aBUTQ/join📩Entre para nossa newsletter gratuita: https://lp.mmakers.com.br/newsletter_gratuita?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X📢 Anuncie sua marca no Market Makers: comercial@mmakers.com.br📚Biblioteca Market Makers: https://lp.mmakers.com.br/biblioteca/?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X#patrocinado - - - - - - - - -IBOVESPA A 200 MIL PONTOS: AINDA VALE INVESTIR NA BOLSA BRASILEIRA AGORA? | Market Makers #350

Apresentador: Thiago Salomão (Apresentador do Market Makers)Convidado: William Leite (gestor do Patria responsável pela estratégia de equities de Brasil)#BOLSADEVALORES #INVESTIMENTOS #MERCADOFINANCEIRO #MARKETMAKERS #THIAGOSALOMÃO

Participantes neste episódio2
J

João Landau

HostGestor e sócio da Vista Capital
W

William Leite

ConvidadoGestor de ações
Assuntos3
  • Ibovespa e investimentoscenário de guerra e mercado · gestão de ações · impacto do petróleo · fluxo estrangeiro · juros no Brasil · oportunidades de investimento
  • Investimentos Financeirosalocação de ativos · risco e proteção · ações ligadas à economia doméstica · análise de mercado
  • Expectativas econômicasinflação e juros · perspectivas para o Brasil · eleições e mercado
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O que eu posso fazer com o meu dinheiro? O que eu faço com meus investimentos? Agora que o mundo não tá mais tão monotemático assim. Pra isso a gente tá aqui com o William Leite. A gente olha muito pro mundo pra pensar em como é que a gente faz a nossa carteira aqui. Essa guerra, do jeito que tá, fechar o estreito, você cortar 20% da produção de petróleo do mundo, ela é uma coisa tão violenta que tem que acabar rápido. E se você olhar o que aconteceu, vai acabar rápido mesmo, aparentemente, né? Não tão rápido quanto esperava no começo. Esse é o ponto.

A diferença entre duas ou quatro ou seis semanas é muito grande. Parece pouco quando você fala em semanas, mas no impacto que isso traz para o mercado, faz muita diferença ser duas ou quatro semanas. Parece que a guerra está caminhando para normalizar. Acho que ainda com risco, não dá para ir de peito aberto. Pelo menos está com uma cara de que a gente consegue enxergar o final. A gente está com um bode maior na sala, um bode chamado Guerra dos Estados Unidos e Irã. E isso está puxando as atenções de tudo.

Exatamente, é como se tivesse uma nuvem, na hora que essa nuvem sair, aí você vai ver o que mais que você tem do outro lado dela. Minha leitura é que hoje tem pouco impacto de eleição no preço dos ativos. O mercado está olhando, lógico, para isso, mas não está operando isso. Acho que no mercado você tem que sempre tomar muito cuidado. O objetivo não é você estar certo, porque na verdade você tem que pensar de uma forma diferente. Você tem que ficar sempre ouvindo e ver se você não pode estar errado. Porque se você estiver errado, você muda de ideia. Você troca a sua posição, você compra o que você está vendido, vende o que você está comprado, muda.

E evita perder dinheiro, né? Só que se você ficar insistindo muito, você acaba perdendo. É outra coisa que eu penso muito, assim.

Sim, sim, sim, está começando mais um Market Maker, seja bem-vindo ao podcast da família investidora brasileira. Eu sou o Thiago Salomão e hoje vamos falar de mercado. Nossa, há quanto tempo que a gente não fala de bolsa sem falar de guerra, né? A gente ainda tem que falar um pouco sobre isso, mas já dá para ter um pouquinho de noção do que pode acontecer daqui para frente, né? Os ânimos já esfriaram.

entre Estados Unidos e Irã. Espero que até esse episódio ao ar as coisas continuem esfriando, mas o fato é, a gente já está vendo uma descompressão do risco de cauda. Em outras palavras, a volatilidade tem diminuído um pouco, a gente já está vendo a bolsa, o Ibovespa, voltando a se aproximar dos 200 mil pontos, o dólar voltando a testar os R$ 5,00.

enquanto a gente grava, são esses os patamares que a gente está, mas Bolsa Internacional também. Acho que o mercado inteiro já está bem normalizado, só o petróleo que continua um pouco tenso, mas por isso a gente pode olhar um pouquinho para frente e falar, e agora? O que eu posso fazer com o meu dinheiro? O que eu faço com meus investimentos? Agora que o mundo não está mais tão monotemático assim.

Para isso, a gente está aqui com o William Leite. Ele vai falar com a gente de mercado. O William já esteve comigo em outras ocasiões, até em outras encarnações. Hoje ele está no Pátria, tocando a gestão de ações brasileiras. O Pátria, uma casa com... Só pegar o número atualizado aqui, são 58 bilhões de dólares. Isso aí, pelas minhas contas, dá uns 330 bilhões de reais.

Só na estratégia de ações são 2,8 bilhões de dólares também, espalhados entre Chile, Brasil e restantes de América Latina. O Will olha principalmente Brasil, é onde a gente vai focar o papo, mas obviamente a gente vai acabar falando do mercado de maneira geral. Então se você quer saber já sobre investimentos, já fica ligado aí, se você está andando na rua, está lavando a louça, já fica bem preparado que hoje o papo vai ser bem focado em mercado.

E aliás, se você já conhece o Market Maker, já deixa aquele joinha, se inscreve no canal, que a gente está crescendo e quer crescer ainda mais. E só lembrando também, beba o Mamba Water, a água que vai ajudar quem não tem acesso à água. Cada latinha dessa comprada, a Mamba Water se compromete a levar um litro de água para quem não tem acesso, são mais de 700 milhões de pessoas no mundo sem acesso à água potável e a gente está ajudando a fechar esse gap.

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Não tem uma grande visibilidade ainda, ainda tem a guerra acontecendo, mas pelo menos assim, como passou-se uns 30 dias aí desde que a gente falou, acho que agora pelo menos a gente consegue ter alguma visibilidade, né? Aquela época tava um pouco mais turbulenta a coisa, né?

explica um pouquinho como é que você faz a gestão da carteira, mas já colocando isso na prática. Como é que tem sido agora? A guerra ainda existe, mas o risco diminuiu. E a gente começa a ver isso nos preços dos ativos. Como é que você foi adaptando a sua gestão a essa descompressão de risco?

Perfeito. Só para colocar também um pouco assim, eu faço a gestão de dois fundos diferentes, né? O Longone e o Longbuys. O Longbuys ele é bastante mais ativo, né? Em relação a esse perfil que você perguntou. Então, vou até falar um pouco mais disso. Acho que a forma que a gente pensa, assim, de fazer gestão é um pouco conhecer bem o mercado, conhecer as empresas, entender um pouco...

qual o impacto que as principais variáveis, se movendo ali, elas têm sobre o mercado? Então, para dar um exemplo, quando começou a guerra, a gente olhou, tem uma coisa nova, diferente aqui. Até a gente pode também falar sobre isso, acho que eu errei um pouco a primeira visualização do que seria essa guerra, mas eu acho que a primeira coisa, tem um evento novo, a gente tem que de alguma forma reagir a ele.

seja mantendo as posições que a gente tem, mas buscando algum hedge, alguma coisa que proteja a carteira, seja eventualmente reduzindo as posições, acrescentando posições novas. No caso da guerra, uma coisa que parecia de alguma forma meio clara seria você aumentar posições em petróleo, por exemplo. Então, coisas do tipo que a gente busca, está sempre ali fazendo.

Mas para isso você precisa conhecer bem as empresas antes, para na hora que você precisar reagir rápido, você conseguir. Então, acho que esse é um pouco o modelo mental que a gente pensa. Mas daqui para frente, como é que você está agindo agora que o risco deu uma diminuída? Então, vamos lá. Acho que para contar isso eu tenho que falar um pouco assim, o que a gente estava vendo antes, aí veio a guerra, o que aconteceu, e como é que a gente olha agora. O nosso cenário de antes era um cenário...

que quando você olha para o Brasil, ele era bastante benéfico. Por quê? Antes da guerra. Antes da guerra, exatamente. Que era basicamente um cenário do mundo olhando para o dólar mais fraco. Então, o dólar em fraquecimento é bom para emergentes, enfim, consequentemente bom para o Brasil. Uma potencial queda de juros lá nos Estados Unidos, então, que também favorece esse movimento todo.

E aqui no Brasil a gente tinha assim, os juros também cairiam. E um adicional que é o gringo buscando hard assets. Então commodities como um todo, seja o próprio petróleo no fim, ou minério de ferro, enfim, coisas que no final o Brasil tem. Acho que esse é um pouco o modelo e isso vinha ajudando muito a nossa bolsa aqui. Quando veio a guerra, qual foi o principal efeito para mercado da guerra?

Acho que o principal efeito para o mercado é preço de petróleo muito para cima, alguns alimentos também, fertilizante, etc. E a consequência disso, ela acaba sendo um pouco mais inflação, ou menos desinflação, dependendo de onde você estiver. Então acho que foi essa a primeira reação do mercado. E até quando você olha do ponto de vista de preços, etc., eu acho que a reação do mercado lá foi muito forte, porque acho que tinha muita gente em posições parecidas.

quando você olha hedge funds globais, hedge funds locais no limite você tinha muita gente aplicada em juros algumas pessoas até vendidas em petróleo, porque se você olhasse o balanço de supply demand dele era muito ruim tinha um oversupply de petróleo de fato coisa que muda na hora que você fecha o estreito

Então, todas as posições, no final, indiretamente, eram short petróleo. Porque o petróleo sobe, o juros sobe também, então fica tudo mais difícil. Então, a primeira leitura foi, pô, a guerra veio e trouxe, de certa forma, um stop pra isso. Eu acho legal trazer essa explicação, porque é o que ajuda a explicar porque o movimento foi tão assintoso.

porque não foi só uma mudança brusca de cenário, mas estava todo mundo posicionado para o mesmo lado. Então é como imaginar uma gangorra, todo mundo estava aqui, então estava aqui embaixo. De repente o mercado virou e fez aquele movimento que fica muito evidente na cota, principalmente dos fundos multimercados, headfunds de maneira geral. A gente vê os locais, mas acho que os gringos também tiveram isso. Sim.

E tem uma coisa que eu acho que é importante, que é o seguinte, quando você tem um movimento desse, a variação do preço do petróleo foi muito forte, muito rápida. Então você começa a ter uma dinâmica das pessoas olharem e falarem assim, cara, a vol explodiu, a vol ficou muito mais alta e consequentemente muita gente precisa reduzir risco. E aí quando você reduz risco, você...

você vende o que você tem. E como muita gente tinha posições parecidas, está todo mundo na mesma ponta para vender. Então acho que isso também, isso explica acho que duas coisas, o porquê que o movimento foi muito forte, como você falou, e porquê que ele foi muito parecido em diversos gestores que às vezes não estavam nos mesmos ativos. Mas a correlação em eventos como esse, ela meio que se aproxima muito entre os ativos, ela vai para um entre os ativos, porque...

todo mundo tem que reduzir o que tem no final das contas, então acho que isso explica essas duas coisas

E aí, só voltando, então, à questão da guerra, né? Acho que, pô, onde foi a nossa avaliação ali quando a guerra começou? A gente falou, cara, essa guerra, do jeito que está, ela é tão, assim, né? Fechar o estreito e você cortar 20% da produção de petróleo do mundo, né? Se tirar do mercado, ela é uma coisa tão violenta que tem que acabar rápido, né? E se você olhar o que aconteceu...

ela vai acabar rápido mesmo, aparentemente. Não tão rápido quanto esperava no começo. Esse é o ponto. A diferença entre duas ou quatro ou seis semanas é muito grande. Parece pouco quando você fala em semanas, mas no impacto que isso traz para o mercado, é o que você falou, faz muita diferença ser duas ou quatro semanas. E acho que esse até foi um erro nosso de avaliação. A gente falou, pô, acho que vai ser rápido. Agora, se era duas ou quatro, a gente não sabia. Na verdade, já estamos na sexta e na verdade acabar mesmo não acabou. Sem estar com uma cara de melhora.

Então, acho que teve esse impacto aqui. E a impressão que me passou, e se eu não me engano, eu tirei isso até da conversa que a gente teve uns 30 dias atrás. O impacto foi forte no mercado.

mas as posições também acabaram não sendo tão desfeitas, porque também a solução poderia vir muito rápido. Então, você corria o risco de desfazer uma posição e aí você tomou um prejuízo com a queda e não ganhou na volta. Então, acho que muito gestor acabou carregando essa posição, porque não, daqui a pouco vai acabar, mas como o carrego acabava sendo negativo, porque ficava demorando para resolver a guerra.

Então a posição continuava sangrando. Era uma situação que para o gestor era muito difícil, porque a cada dia que não saía nenhuma notícia nova e a guerra continuava, você perdia um pouco de dinheiro. Porém, você sabia que se sai uma notícia positiva, é só você ver o que aconteceu. No primeiro dia de melhora, a Bolsa meio que melhorou de 30% a 40% de tudo que tinha perdido. Se você está fora nesse dia, você deixou 30% a 40% fora.

né? Então, você estopou ali perto do low e essa diferença é um dia. Então, pro gestor é muito difícil, porque você fica ali tendo que aguentar uma dor ali, só que você sabe que em algum momento aquele negócio vai melhorar e se você não estiver lá, você vai deixar uma parte relevante do upside na mesa, né? Realmente funcionário bem difícil nesse sentido. E como você agiu com isso?

Cara, assim, eu comentei, né? A gente até errou um pouco a avaliação do timing. Então, o que a gente fez, tá? Na contrapartida foi, pô, tá bom, erramos o timing. Agora, pô, obviamente a gente fica mapeando, né? Todos os dias, assim, pô, quais são as notícias? O que pode vir amanhã? A gente fica tentando, né? De alguma forma, entender um pouco onde tá o mosaico, né?

O momento no qual a gente sentiu um conforto, basicamente a gente foi mais ou menos segurando as posições e todo dia a gente fazia um movimento de, vamos chamar assim, de aumentar um pouco de risco. Aumentar risco nesse caso, acho que é um pouco assim, comprar mais a bolsa não petróleo e diminuir um pouquinho mais o petróleo. A gente foi fazendo assim, todo dia a gente fazia um pouquinho, conforme ia monitorando.

os eventos, né? E teve um determinado momento também que a gente entendeu o seguinte, né? Eu gosto muito, principalmente para os mercados externos, eu gosto muito de olhar a posição técnica. E tem muita gente que faz esse tracking de como é que está a posição dos CTAs, que são os sistemáticos, enfim, o Volcontrol, tem vários veículos diferentes que você consegue mais ou menos monitorar se eles têm mais ações para comprar ou para vender, né?

E aí no primeiro momento, a primeira coisa que aconteceu foi que a gente viu que com o choque de volatilidade que aconteceu, esses caras tinham muita coisa para vender. Inclusive isso é parte também do que acelerou o movimento. Quando a gente entendeu que boa parte desse movimento estava feito e dependendo do que acontecesse na direção do mercado, isso poderia se reverter, foi a hora que a gente teve um pouco de conforto para aumentar um pouco o risco do portfólio. Não foi muito, porque quando você está olhando para um cenário de guerra...

É muito difícil prever qual é o próximo passo, mas pelo menos a gente entendeu que do lado de mercado é como se você dissesse que as posições dos gestores, dos fundos, enfim, dos investidores estivessem já mais ajustadas. Então, pelo menos a simetria fica a seu favor. Então, foi nesse ponto que a gente aumentou um pouco as nossas posições. E até olhando para frente, quando você olha agora, até tem uma situação engraçada, porque...

Se você olhar o preço da maior parte das bolsas, o S&P já voltou para o high. O MSI e o Modem Markets, que eu gosto muito de olhar, não voltou, mas está perto. O Brasil está ali também. Então, meio que tudo voltou para o preço. Se você pensar no fundamento mesmo, o que essa guerra trouxe para a gente?

Apesar de que você provavelmente em algum momento vai ter uma reversão de grande parte desse movimento do petróleo, ainda assim ele está em um patamar mais alto. Então você teve mais inflação, o fundamento ele está, mesmo que seja marginalmente, ele está pior. Mas o preço já está melhor. Por outro lado, essa discussão toda dos indicadores técnicos está muito melhor, porque teve muita venda, conforme foi sendo empurrado, os preços foram empurrados para o low, teve muita venda e se você olhar agora, o que sobra é muita compra.

se olhar todo momento do CTA, você tem ordem de grandeza, 30 Bid para ser comprado por semana, as próximas semanas. Então, o momento acho que meio que limpou o técnico. Então, acho que agora está mais balanceado. Interessante isso, porque beleza, os preços voltaram.

Mas o fundamento piorou, no sentido de a normalização do preço do petróleo, ele normalizou num patamar mais alto. Isso pode frear a queda de juros, que era talvez um dos principais vetores para apostar numa alta da Bolsa nesse ano, a queda da Selic.

Mas esse lado da posição técnica eu não tinha me atentado. Realmente, o mercado estava muito comprado antes de tudo isso e agora ele está mais saudável. Under alocado, vamos falar assim. Está mais leve ali as suas posições. Mas me preocupa um pouco esse descasamento do preço fundamento. A história costuma ser triste. Triste não, mas o...

se o fundamento não melhorar, o preço vai ter que corrigir em direção ao fundamento. É, deixa eu, vou te falar duas coisas sobre isso. Primeiro é só assim, esse negócio do preço ter voltado rápido e o fundamento tá pior na margem, ele é muito parecido com o que aconteceu no ano passado, mais ou menos nessa época do ano também, no Liberation Day.

Se você pensar no Liberation Day, no final das contas as tarifas ficaram mais altas. É que elas ficaram muito mais altas e depois voltaram. E a bolsa muito rápida, as bolsas voltaram para o high e continuaram andando. E foi igualzinho, o técnico limpou muito na queda e depois foi subindo. E aí tentando trazer um pouco para o seu lado a sua pergunta do fundamento.

É verdade que na margem ficou um pouco pior. Isso pensando globalmente. Por outro lado, o cenário era bom antes. Então não necessariamente um pouco pior é ruim. Um pouco pior acho que ainda é bom. É menos melhor. Isso, talvez seja essa a palavra correta. Nem sei se eu comei o feio, mas o menos melhor. Mas acho que é isso. Então...

Dá para imaginar que esses 200 mil pontos que a gente está prestes a romper já deve ficar para trás mesmo. O mercado tem força para voltar a subir. Como é que você está olhando? Eu sei que você não opera diretamente o Ibovespa, você pode fazer o stock picking, mas como é que você vê a consequência desse fluxo, o mercado mais leve voltando e o cenário que era bom, talvez piora um pouquinho, mas continua sendo bom?

Perfeito. Então deixa eu fazer um comentário que quando a gente traz para o Brasil, acho que tem um detalhe adicional aqui que é super importante. O petróleo para cima, de fato, é pior para a inflação, mas ele é melhor para um monte de outras coisas. Sim. Eu ouvi em alguns dias atrás teve um evento do BTG que faz face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face face

Então, vou colocar até nas palavras ditas pelo André Esteves, que ele falou assim para o Mansueto, estava ele, o Mansueto Almeida, ele falou, Mansueto, você disse em Harvard outro dia que o petróleo estabilizando em 100 dólares, a gente zera o fiscal do Brasil. Ou seja, a gente resolve o grande drama do Brasil, que é o resultado fiscal, se o petróleo se mantém em 100 dólares. Porque, lembrando, hoje o Brasil é um país exportador de petróleo, é um baita exportador de petróleo.

Então, acho que a conta é essa mesma, até engraçado, porque essa frase do estabilizando, ela é porque, pô, se ficar um ano assim, o petróleo parou de subir, então não tem mais inflação, né? Inflação é a variação, né? Mas é isso, assim, quando você olha o petróleo alto, ele ajuda muito na balança comercial, que inclusive tem um contrapeso que é, pô, a balança comercial melhor, você gera mais receita de exportação e, consequentemente, você aprecia a moeda, né? Então, balança comercial favorável, você tem uma moeda mais apreciada que até ajuda.

no resto da inflação. Moeda apreciada faz o dólar cair. É, o dólar cair. Real apreciado, dólar para baixo. Isso. Que é o que a gente está vendo. Bateu para baixo de R$5,00 agora. E o fiscal é muito favorável quando isso acontece. A gente estava fazendo uma conta que só o número assim...

Cara, essa variação do preço do petróleo, a Petrobras vai gerar um excedente aqui de ordem de grandeza de 15 bilhões de dólares de lucro adicional, por conta dessa variação de preço do petróleo. Isso considerando que ela não está repassando tudo, do jeito que está, com essa subvenção e tudo.

não tem nenhuma mágica nesse número, mas só o ponto é o seguinte, se você considerar que o governo tem um stake relevante na Petro, que ele cobre impostos, etc e tal, o governo fica com ordem de grandeza 70% disso. Então o impacto disso para o fiscal só na Petrobras é grande, a gente está falando de ordem de grandeza 10 bilhões de dólar.

Então, é relevante esse número. Então, de fato, ajuda muito. Então, eu estou falando isso tudo para dizer assim, quando a gente fala para o fundamento, especialmente de Brasil, ele não necessariamente é pior do que estava antes. Eu acho que essa é uma das coisas que eu queria comentar aqui.

é o que a gente está olhando agora você falou 200 mil pontos 200 mil pontos, a gente está chegando perto porque grande parte disso também é Petrobras que é super pesada no índice então tem esse lado que ajuda muito e eu acho o cara que assim pensa o seguinte, eu contei aquele cenário todo que a gente estava vendo antes da guerra aí veio a guerra beleza, a inflação no mundo ela vai ser um pouco pior mas a gente estava vendo um cenário que era razoante bom que era municipal que era municipal

Só que eu acho que a gente tem uma leitura aqui que é se a guerra de fato em algum momento acabar ou ficar de uma maneira mais tranquila, que você consiga ter o fluxo de petróleo, etc., o petróleo aos poucos ele volta. E isso, de alguma forma, ele é um evento transitório.

Então, significa o quê? Que os bancos centrais nem conseguem, na verdade, combater o efeito do preço de petróleo na inflação. O que eles tentam combater são os efeitos de segunda ordem, que é você repassa para o frete, aí o cara que consome o frete tem que aumentar o preço dos produtos dele para conseguir manter margem e por aí vai. Esse é o efeito que o Banco Central consegue, de certa forma, combater.

E esse é um efeito que talvez você não precise de tanto juro a mais. E lembrando que no Brasil, a gente está vivendo um juro hoje de 14,75. Então, é muito alto hoje aqui. Então, acho que a discussão aqui é, pô, continua tendo espaço para cortar. Talvez um pouco menos do que antes. Acho que é isso que a gente está falando. Então, eu acho que a gente vai voltar para esse cenário na hora que a coisa se tranquilizar. Acho que é isso.

Interessante, interessante. Eu vejo também um outro ponto, eu não sei se você concorda, mas acho que se tem uma consequência também da guerra, é que as relações, elas naturalmente vão ficar um pouco mais tensas, né? E o fato de sermos um país distante de todos os conflitos que estão acontecendo, que já tem também uma habilidade política de sentar com o chinês, com o russo, com o americano...

e tem dentro do seu próprio território reservas de terras raras, alimento, não só alimento, mas também tem a segurança alimentar na sua pauta. Isso tudo traz, estruturalmente falando, uma vantagem positiva para o Brasil.

não vou dizer que ele sai mais forte da guerra, mas as consequências da guerra fazem o Brasil até... Se for pensar até em questão do... As instalações lá dos data centers, que se você vai colocar num território...

que está no meio de um conflito, você pode ter algum problema. Tem um risco, você tem que ter um backup. Então, até nisso, o Brasil acaba se fortalecendo. Enfim, acho que isso tudo... Talvez a gente esteja um pouco enviesado, porque eu tenho visto mais postagens, reportagens da imprensa internacional, fóruns internacionais de investidores, investidores estrangeiros, falando mais sobre o Brasil. E minhas interações...

com gestoras que têm um pezinho lá fora, ou conexão com investidores estrangeiros, também tem mostrado que eles têm olhado mais para o Brasil. Você tem algum insight sobre isso? Bom, o Pátria está aí, tem bem conhecido o mundo lá fora também. Como é que está essa interação? Vocês sentem um pouco disso também? A gente sente, cara. Falando um pouco do lado nosso, de public equity, o que a gente percebe é que já há quase um ano...

que a gente tem visto, assim, muita demanda de estrangeiro para sentar, conversar e falar assim, meu, o que está acontecendo no Brasil? E demandas que até alguns anos atrás a gente procurava os investidores, o cara falava, puta, legal, mas acho que eu não estou olhando para cá. E aí, às vezes, o mesmo investidor virou a chavinha e o cara fala assim, pô, vamos, o cara procura a gente para conversar, sabe? Puta, vamos ver o que está acontecendo. Eu acho que mudou bastante essa chavinha.

E acho que tem uma outra coisa acontecendo também, que acho que para a gente acaba sendo favorável, que é o seguinte, no final, os Estados Unidos acabou entrando numa dinâmica que ele está um país que comprou algumas brigas. E a gente viu no caso da Rússia que ele pegou as reservas russas e confiscou.

a reserva que estava em Treasury, etc. Isso depois da guerra da Ucrânia. Depois da guerra da Ucrânia, exatamente. Então, eu acho que isso, no final das contas, fez o investidor, em geral, olhar e falar assim, cara, eu não posso ter todo o meu dinheiro nos Estados Unidos. Não dá para 90% das minhas reservas estar na Treasury.

Então, o cara precisa começar a alocar em outras coisas. Acho que um evento, claro, foi o ouro, por exemplo. O ouro foi esse, teve isso como consequência. Mas, assim, acho que a consequência disso é que a gente tem visto muita demanda. E até, falando no Pátria como um todo, o Pátria é uma empresa que tem, como gestor, a gente tem muitos ativos reais. Tem uma área de infraestrutura grande e tal. E a gente vê...

que os investidores estrangeiros, não americanos, têm muito apetite hoje. Talvez mais do que tinham antes. E acho que talvez a explicação seja essa. O cara não pode... Acho que não acho que as pessoas estão tirando dinheiro dos Estados Unidos, mas só estão... O dinheiro marginal está sendo investido em outro lugar. Às vezes é um fundo que tem centenas de bilhões de dólares, que tinha 57% nos Estados Unidos, agora vai ter 55%. Isso.

Mas esses 2% muda completamente a história de um país como o Brasil, que estava totalmente a margem. Exatamente. Então, é um negócio interessante, né? Você vê assim, esquece um pouco esse período da guerra e vamos para o antes da guerra esse ano. Cara, antes da guerra esse ano, a bolsa tinha subido aqui, sei lá, um pouco mais de 15%. Cara, isso foi basicamente com 50 bilhões de fluxo de estrangeiro. 50 bilhões de reais é 10 bilhões de dólar. Assim, não é nada. E fez a bolsa aqui subir 15%.

para ver assim, quão underlocado as pessoas estavam, acho que teve esse efeito e até pegar um dado aqui que eu tenho acompanhado ele com com certa frequência até para sentir um pouco do fluxo do do gringo, que é acompanhar o as novas emissões do EWZ, que acho que isso mostra bem, o EWZ é aquele o ETF do

que quase que representa a Bolsa brasileira lá fora, e quando você tem uma nova demanda de investidores, você tem que ficar emitindo novas cotas para você atender. E ele vem renovando máxima atrás de máxima nos últimos dias, mostrando que tem surgido uma demanda por ETFs de ações brasileiras.

É, geralmente o processo do investidor estrangeiro, quando ele resolve alocar num país como o Brasil, eu acho que se ele olhou e falou, pô, vou alocar no Brasil, a primeira coisa que ele faz é compra o WZ, que é o mais fácil, ele compra o índice, etc. Até que, a partir daí, acho que você tem alguns investidores que tomam a decisão de, tá bom, agora eu vou começar a estudar mesmo o que tem dentro para comprar ações, acho que são poucos que fazem isso.

e alguns mais sofisticados, acho que os caras começam a conversar com gestores ativos e falam assim, cara, eu quero comprar Brasil, agora eu vou delegar para alguém que está ali para tocar essa carteira para mim. Então é super legal. A gente mesmo, assim, captou recentemente um feeder para o meu fundo, para o Long Bias, no Chile. Então tem demanda para isso fora do Brasil.

O Chile, como é que é o mercado do Chile? O pessoal é... Tem um mercado pujante, assim, de bolsa chilena? Ou eles têm que buscar mesmo aqui? Não, o que acontece, cara? Até para dar um contexto, por que o Chile? Porque essa área nossa de bolsa aqui, a gente tem, sei lá, a ordem de grandeza, 15 bilhões de reais em bolsa. E como você comentou, tem fundos de América Latina, fundos de Chile e os de Brasil.

isso vem da aquisição que o Patra fez do Moneda. O Patra adquiriu o Moneda em 2021. O Moneda era a maior gestora do Chile. Tinha aproximadamente 10 bi de dólar. 2 bi? No Chile. Dentro do Chile? Então é um mercado grande o Chile.

A moneda, acho que era o principal player ali. Como é que isso é dividido? Também não é que é 10% investido no Chile e não em bolsa também. A ordem de renda era 5, 6% em crédito. E aí a Latam não é só Chile. 2 a 3% em equities de dólar. E aí tinha algumas outras coisas espalhadas ali.

Então a gente tem uma força de distribuição grande lá, que ajuda bastante nisso aí. Mas o que eu comento é o seguinte, você perguntou como é que é o mercado. Cara, é um mercado bem concentrado. Você tem os fundos de pensão, que são muito grandes, bem concentrados, e você tem alguns family offices. Não sei precisar um número, mas acho que a ordem de grandeza é uns 20, 20 a 30.

é family office, então é bem concentrado. E a bolsa no Chile, ela não é uma bolsa super líquida. Então, não é que esses family offices, eles fazem que nem no Brasil, que você vem aqui e, sei lá, 70% do seu patrimônio está no Brasil, uma parte em bolsa, quando você vai para a bolsa, você primeiro pensa na bolsa aqui, depois você pensa, você pode ir para fora do Brasil. Lá é o contrário. Lá eles olham e falam assim, cara, o mercado chileno é pequeno, então eles investem com investidores globais.

Então, a alocação da maior parte deles até um ano atrás era 70% dos Estados Unidos, assim como a maior parte dos investidores globais. Então, o que está acontecendo ali também é um movimento de diversificar. Vou sair um pouco dos Estados Unidos e vou para outras coisas. Então, acho que é isso. Acho que o Chile e a América Latina para eles é mais uma coisa. É diferente daqui. Interessante.

Bom, como é que você está olhando então daqui para frente? Eu queria saber como é que o senhor se traduz em posições, pode falar um pouco do long buys e do long only, acho que o long only tem posições mais estruturais, mas o long buys vai nos dar uma noção como você pode ficar, não precisa estar totalmente exposto, você pode ter uma posição mais em caixa, até short, enfim acho que quanto mais exposto você estiver, mais eu vou entender seu otimismo como é que está a sua cabeça agora?

Cara, assim, o que a gente está pensando agora? Então, a nossa cabeça é, parece que a guerra está caminhando para normalizar, acho que ainda com risco, não dá para ir de peito aberto, acho que tem mais coisa para acontecer ainda, mas pelo menos está com uma cara de que a gente consegue enxergar o final. Acho que a gente ainda está um pouco na discussão de como vai ser esse final e quanto tempo ele demora.

Mas eu acho que tirando isso da frente, vai tirar um pouco a guerra do radar, eu acho que a gente vai voltar a olhar um pouco para o fundamento. E o fundamento aqui para o Brasil vai ser que tivemos um gap de inflação, piorou. Só que ao longo do tempo esse negócio vai se normalizar. Então o que a gente tem feito um pouco aqui é que...

A gente voltou a estar naqueles plays, a gente nunca deixou de estar, a gente aumentou um pouco recente os plays que são ligados à economia doméstica, só que de preferência nomes maiores. Então, mids, large caps, domésticos, nomes bons, assim, que a gente confia. Até porque, putz, esses nomes estão baratos ainda, né? Então, não é que você precisa ir para uma segunda, terceira linha. Acho que você tem nomes bons ali, baratos ainda.

por vir. Então a gente está bem focado nesses nomes, para citar alguns exemplos aqui, a gente tem população de Localiza, tem um pouco de Movida, a gente tem um pouco de Renner, tem algumas outras coisinhas no varejo ali, mas já são um pouco menores.

A gente tem eco-rodovias na parte de infra. Então, a gente está... Esse perfil de posição, ele reflete um... Vou colocar assim, um otimismo doméstico. Então, a gente está mais otimista aqui. E a gente tem, assim... Onde a gente está, é um pouco menor já. A gente já está um pouco menor em bancos. A gente tem posição em bancos. Na prática, a gente tem só Bradesco hoje. Tem um pouquinho de Itaú, mas é marginal.

E na parte de materials, de commodities, a gente voltou a aumentar agora. Eu voltei a aumentar principalmente vale. A vale durante a guerra sofreu bastante, porque uma das consequências potenciais da guerra é que você tem... Se a sua inflação está mais alta, os bancos centrais têm que subir juros, você deveria ter uma desaceleração.

cíclica, então ela apanhou bastante e acho que deu uma oportunidade de voltar a aumentar. Assim, o Minerda de Feio está perto de 110 dólares, né? Então, e a Vale até tem passado por algumas melhorias, assim, micro nela, né? Então, acho que tem um espaço aqui para ela voltar.

E eu acho que essa tese de queremos mais materials, hard assets, acho que ela volta com a guerra passando. Inclusive a guerra traz mais disso. Então acho que está um pouco nesse mapa aqui. A gente está assim, quando você pensa em exposição direcional, a gente está com essa exposição direcional que ela se traduz em

marginalmente otimista. Ela já não é mais tão grande porque os preços também já voltaram. Então acho que é essa cabeça aqui. Mas, traduzindo em números, o que significa um marginalmente otimista? Quanto por cento é comprado? 80. 80% comprado? 70, 80.

Isso no long buys. No long buys, tá. O nosso long only, ele é full invested, né? Então, ele pode até, assim, não estar 100% comprado, mas a cabeça ali não é fazer market time, é só ajustar um pouco o beta, né?

Podemos falar um pouco dessas posições? Fiquei curioso de por que o Bradesco entre os bancos, e até falar um pouco mais da Vale, faz tempo que eu não ouço. Porque você falou tanto desses 15 bi que a Petrobras pode gerar de free cash flow com o petróleo alto, pensei até que a Petrobras estava na carteira. A gente tem um pouco de Petrobras, mas não é super grande. Não é tipo um Ibovespa.

É, não é. Bovespa acho que hoje está 14%, 15%, não é nem perto disso. Vou só comentar da Petrobras e vou para as outras em seguida. A Petrobras é assim, a gente faz a conta, a gente estava até discutindo isso na hora do almoço agora, a gente faz a conta e realmente para vários cenários diferentes ela fica razoavelmente barata. Então, por que eu estou falando isso? Porque...

Quando isso acontece, significa que você deveria ter uma posição. Mas eu acho o seguinte, que se a gente caminhar por um cenário no qual a guerra se resolve, que é onde eu acho que está a simetria parece maior para esse lado hoje, você vai ter o petróleo cedendo.

de alguma maneira. E você não quer estar comprado na empresa de commodity, que acabou de subir muito, na hora que a commodity dela pode ceder. Então é por isso que a gente está menor. Como eu falei, como o fundamento é mais favorável, acho que isso explica um pouco por que a gente também não tem zero. A gente tem alguma coisa, porque quando você faz a conta ela é barata. Então a gente está nesse trade-off. Acho que vai ter algum momento que depois que o petróleo ceder, imagino que a ação ceda também vai ser a hora de aumentar essa posição.

A Vale está... Só um comentário aqui, estamos gravando com o mercado aberto, nesse dia que gravamos, o Ibovespa está caindo 0,5%, está a 196.600 pontos, mas a maior alta do Ibovespa nesse momento é a Petrobras, subindo 3,5% a ação preferencial e 4,3% a ação ordinária. Petro 4% no ano sobe impressionantes 57%. O movimento foi muito grande.

Mas você vê, né? Para o Petrobras está subindo tudo isso e o Bovespa está caindo, é que todo o resto do índice está... É, o Vale está fraco, né? Não, e tem muito mais ações caindo do que subindo hoje, né? Então você vê que... É, a maior parte do movimento, até durante a guerra, né? Se você pensar no mês de março, eu fiz essa conta.

O mês de março, o Ibovespa aqui, se não me engano, caiu 0,9 no mês. Porque teve aquele último dia que a Bolsa andou, que foi o primeiro dia que clareou a guerra, a Bolsa andou, caiu 0,9. Se você tirar a Petrobras da conta, ele teria caído 4. Essa é a conta. O Ibovespa sem a Petrobras teria caído um pouquinho mais de 4.

Foi relevante. Ela segurou muito o índice. Isso é uma coisa que também é difícil, porque a correlação entre esses ativos fica muito baixa. Então, quem não tem Petrobras abriu um gap muito grande ali. Então, é difícil mesmo. Que é o mercado inteiro, praticamente. São pouquíssimos os fundos de ações que têm uma posição em Petrobras maior que o Google Responder. O maior, acho que concordo.

Acho que todo mundo tem alguma coisa. De cabeça eu lembro um, mas também não sei como eu estava o resto da carteira. Exato, acho que todo mundo tem alguma coisa e pouca gente tem nesse tamanho. Acho que essa é a dinâmica. Mas você ia falar de Vale, desculpa. A Vale, assim, eu tento sempre pensar quando você fala em commodities e até... Eu fui analista de commodities a minha vida inteira. Quando eu comecei no mercado, enfim, eu cobria commodities. E eu tento sempre pensar nas commodities muito mais de um jeito macro. O que que...

Qual que é a próxima etapa? E, assim, principalmente esses nomes muito grandes, Petrobras, Vale, esses grandes mesmo, assim, é muito mais importante o preço da commodity do que o fundamento da empresa, né? Eu falo, assim, brincando, mas, pô, se a Vale vier aqui e falar, pô, temos aqui um projeto de corte custo que a gente vai cortar 10% dos custos da empresa.

ordem de grandeza, os custos da Vale são mais ou menos 30, 35 dólares por tonelada de minério. Então vai cortar 10% do custo, 3 dólares de minério. Cara, em uma semana o preço mexe nisso, né? Então o preço ele é muito mais importante do que a parte micro, vamos falar assim. Para esses caras que são produtores de low cost producers, que tem margem alta. Porque tem margem baixa e não é tão verdade. E eu acho o seguinte, assim, cara.

Quando você olha o movimento que aconteceu, o Minerva Félix está para cima nesse período. No período da guerra, o Minerva Félix subiu. Então, e a Vale caiu no período, em grande parte, porque o mercado antecipou um pouco uma desaceleração global.

que eu acho que a guerra arrefecendo, o mercado vai tirar um pouco esse risco da conta. Então, a Vale é um trade mais cíclico, de um pouco de uma tendência de melhora da economia global, acho que é um pouco disso. E a gente teve ao longo de janeiro e fevereiro aqui, uma demanda por materials muito forte, que eu acho que isso aí pode voltar também. Então, acho que equilibra bem.

a carteira. E aí também como a gente reduziu o Petro, você tem um lado aqui que compensa no lado commodities, vamos falar assim. O Bradesco, que você perguntou, a gente está com a cabeça que é o seguinte, o Bradesco sofreu bastante em 2022, 2023, teve bastante dificuldade, ele até meio de 24 ele estava sofrendo bastante e o que a gente enxerga agora

é que ele está, aos poucos, voltando a melhorar. Assim, os resultados dele estão... O ROI dele é crescente ao longo do tempo. Acho que isso ajuda bastante. Quando a gente olha para preço, ele é razoamente mais barato que o Itaú, por exemplo. Então, eu acho que num cenário mais favorável, você tende a ter uma compressão dessa disparidade. Uma ordem de grandeza que a gente vê...

O Itaú, 9 vezes e meia, mais ou menos, entre 9 e 9,5. E o Bradesco, mais para 7 vezes. Então, acho que tem um espaço aqui para isso fechar. Não vai fechar tudo, mas para diminuir um pouco esse desconto, com o Bradesco melhorando. Tem um lado aqui que essa operação da Bradesco Saúde juntar com a Doutor Prev também deve ter uma liberação, vai ter uma melhoria de capital.

para a Basileia do Bradesco, acho que isso acaba ajudando bastante também porque facilita o crescimento futuro. Então acho que tem um pouco disso aqui que ajuda. Interessante.

E dentro aí você falou de localiza imovida. Achei curioso porque localiza acho que está na carteira de 10 entre 10 gestores de ações aqui da Farel. A gente no Market Makers não tem, mas... Acho que já foi mais, né? É, ela já foi um pouco mais consciente, mas ainda é. Já foi 12 entre 10. É, 12 entre... O cara já operava alavancado, ficava short nas outras ações do Ibov, né?

Mas por que essa divisão com movida? Tem um pouco dessa pegada macro ou tem algum fator micro ali que te deixa a vontade de ter um pouquinho de movida junto com localiza? Vamos lá. Qual que é a tese que vale para as duas aqui? A tese que vale para as duas é o seguinte. Essas empresas tiveram dois problemas muito grandes ao longo dos últimos dois, três anos.

um que, acho que os dois são bem sabidos, mas um deles foi a depreciação, com a entrada dos veículos chineses, enfim, você está tendo uma queda de preço de carro ao longo do tempo, como ela tem uma frota de carro grande, a queda do preço faz com que a frota dela perca valor. Então, tem esse lado da depreciação, que até assim, se você, se fosse um movimento que você tivesse a queda do preço e depois estabiliza,

Se você for pensar bem, isso até no limite poderia ser positivo, porque ao longo do tempo ela também vai comprar os carros mais barato e também facilita o retorno. O problema é que está há muito tempo que tem caído o preço e não tem a estabilização. A nossa leitura agora é que...

Está acontecendo. A depressão, ela veio. A gente está num nível pior de depressão, mas neste nível pior parece que estabilizou. Assim, aí tem algum risco, a gente olha, está monitorando isso e acho que tem algum risco, mas acho que por enquanto a gente está confortável com ele. Então esse foi o primeiro problema que parece que está, vamos colocar assim, precificado pelo mercado.

O segundo problema foi o aumento da taxa de juros, porque você tem que pensar na Localiza da seguinte maneira, ela tem uma alocação de capital gigante, que é a frota, e se você tem taxa de juros muito alta, você tem que rentabilizar essa frota em uma taxa mais alta para pagar o seu custo de capital, seu custo de dívida, enfim, por aí vai. Então, na hora que esse custo subiu...

para rentabilizar isso, ela teve que passar muito para o preço do aluguel. E aí é difícil, você passa para o preço do aluguel, você começa, consequentemente, a crescer menos. Isso tudo aconteceu ao longo de 2022, 2023 e um pouquinho de 2024, essa piora. E acho que foi uma parte da explicação do porquê a ação caiu tanto.

ao longo do tempo. Quando a gente olha agora, acho que agora ela está em uma posição muito mais favorável, que basicamente é o seguinte, o juro vai começar a cair, e com o juro caindo, imagina que ela já repassou para o preço. Então, quando você olha as tarifas hoje dela, elas já são compatíveis com o custo de capital atual, juros de mais ou menos 15%. Geralmente, ela olha para tentar ter um high spread de uns 6 pontos percentuais, ganhar 6 pontos acima do custo de dívida dela.

O que vai acontecer agora é que com o juro caindo, o juro vai começar a ceder e esse high spread dela começa a melhorar, meio que sem ter que fazer esforço. E aí, obviamente que vai ter um trade-off em algum momento, que é, o juro não vai cair, você vai ficar com retorno, esse 6 não vai virar 10. Isso é improvável, porque o seu competidor vai começar a, tem que começar a crescer também e tentar te roubar share. Então, ao longo do tempo, eles também vão ter que colocar...

tarifa para baixo, mas eu acho que tem um primeiro momento que melhora, e eles podem, de repente, não colocar tão para baixo. Então, acho que você tem essa dinâmica que ajuda, e se for para baixo, a contrapartida é que você volta a ter crescimento, porque passa a ter mais demanda por conta do preço mais baixo.

E quando a gente olha para frente, a gente localiza negociando 11 vezes PIB, esse ano é 12, vai para 2026 e alguma coisa entre 10 e 11 para 27, que é barato perto do histórico dela. Então, quando a gente olha para isso, a gente gosta. E aí você perguntou, por que Movida? Por que Movida não, por que as duas? A tese é a mesma. O que muda? A Movida tem muito mais alavancagem operacional.

Quando você tem mais alavancagem operacional, você também tem um pouco mais de risco, porque a alavancagem operacional vale para o bem e para o mal. Então, o que a gente tem, quando a gente olha para a movida, no nosso cenário de melhora, a gente vê movida entre, puta, perto de oito vezes PI para esse ano. A localiza é 12. Então, a alavancagem operacional deixa ela muito mais barata.

Só que como tem algum risco também envolvido, ela é uma posição menor. A gente tem uma posição maior no Caliza e tem uma posição menor na Movida. Isso é uma coisa que a gente também costuma pensar muito, como você balanceia risco entre ativos. Acho que é muito difícil ter uma posição muito grande de Movida, dado a volatilidade dela. Então, para controlar isso, a gente distribui um pouco nas duas teses, dado que a gente gosta das duas.

Outra forma de pensar isso é quando ela tem uma volatilidade muito grande, você nem precisa ter uma posição tão grande. Também, exatamente. Porque se ela for muito bem, você já vai ganhar mesmo com um percentual pequeno. Sempre faço paralelo quando tem algumas estratégias de alguns fundos da mesma casa que o fundo é o mesmo, só a vol que é diferente. Meio que a volatilidade que ele busca.

E aí às vezes a pessoa fala, não, mas eu quero investir no fundo que tem mais risco. Mas se você parar a pensar, você pode investir no fundo que tem menos risco, só que mais dinheiro também, que no final vai ser quase... Deveria ser a mesma coisa. A mesma coisa, só vai ter menos sacolejar ali, mas no final vai ser a mesma coisa. Mas acho que as pessoas também, elas se impressionam um pouco quando você tem um movimento pouco que caiu X% e esquecem que na verdade ela só investiu metade, por exemplo. Então tem um pouco dessa situação psicológica, vamos falar assim.

A gente falou muito aí de Brasil, mas como é que fica a consequência para o mundo nisso que a gente está vendo agora? Pensando, quando eu falo de mundo, a gente tinha essa questão de política monetária nos Estados Unidos, a gente tem aí uma maior tensão entre os países, a gente tem um evento político importante nos Estados Unidos ainda esse ano, as eleições de midterms.

E o fiscal não dá para dizer mais que é um problema tupiniquinha. Hoje o mundo todo já começa a olhar isso como um problema. Enfim, como é que fica a consequência para o mundo se você, de certa forma, olha para tomar essas decisões, até se investe lá fora, enfim. Como é que você baliza isso? A gente olha muito para o mundo.

para pensar em como é que a gente faz a nossa carteira aqui. A gente faz algumas coisas fora do Brasil, mas as coisas que a gente faz fora do Brasil, elas também são muito numa linha de compor a carteira. Então, a gente faz muitos índices lá fora, porque vem ter cenários que, de repente, a gente está otimista com o Brasil e não está otimista com o Global Equity. Vamos falar assim, a gente fica comprado aqui e vende alguma coisa lá fora para proteger isso e vice-versa também. Se a gente é pessimista aqui, a gente diminui e pode comprar alguma coisa lá fora. Então, a gente olha muito isso para pensar em como é que a gente...

usa para compor a nossa carteira. Até quando a gente olha por que a gente está ainda, estava e ainda está otimista com o Brasil, ela é uma tese que basicamente a gente olha para três coisas. A gente olha para o valuation aqui que era muito barato, ainda é, antes era muito, agora é barato.

a gente olha para esse ciclo de queda de juros, então são as duas coisas locais. E o terceiro ponto é que não adianta você ter as duas coisas locais favoráveis e o externo te atrapalhando. Então, para o externo, que de uma maneira genérica você precisa, é que o dólar se mantenha estável ou enfraqueça. Se enfraquecer é muito bom, se ficar estável já é suficiente. Você não pode ter o dólar se fortalecendo. E aí, trazendo um pouco para isso, quando a gente olha para o dólar, se você fizer uma conta aqui,

o nosso economista fez essa conta, você vê que de 2020, que foi mais ou menos ali o começo da pandemia, até o final de 2024, o dólar saiu de uma posição que ele estava mais ou menos fairly valid para estar, ordem de grandeza, 20% sobrevalorizado. Então ele faz a conta basicamente por paridade e poder de compra. E aí, ao longo de 2025, que foi um ano de dólar fraco, voltou metade mais ou menos desse movimento.

Então, se você fizer a conta, você vai ver que no valuation do dólar, ele está mais ou menos 10% sobrevalorizado. Então, o dólar, eu digo broad dólar, não é real com dólar, é dólar global. Isso não quer dizer que ele vai desvalorizar só por isso, mas pelo menos te mostra um pouco para onde está a simetria disso. E aí, se você pensar nos fatores que eles fizeram, que fizeram o dólar desvalorizar ao longo do 24,

Eu acho que eles continuam aí, né? Que é o déficit americano que você comentou. É um pouco... Os Estados Unidos desacelerando um pouco e, consequentemente, podendo cortar juros. Eu acho que a gente tinha uma discussão de dois a três cortes de juros até...

a guerra vir, acho que essa discussão chegou a bater perto de zero, teve alguma discussão de poder ter um aumento, eu acho que isso ao longo do ano, acho que segundo semestre a gente vai voltar nessa discussão de Fed poder cortar de novo, acho que isso ajuda, e a última coisa é o que a gente comentou, os Estados Unidos usando o dólar como arma você quer ter menos dólar na sua carteira, então acho que todas as condições para o dólar fraco elas estão em place de novo, a guerra passando eles vão estar em place.

E até essa guerra teve um momento curioso que, eu acho que um dos principais ativos que se beneficiou no começo da guerra foi o próprio dólar. E acho que em grande parte porque as pessoas tinham os outros ativos. Pensa no caso do ouro. O ouro era um ativo que...

na minha leitura, deveria se beneficiar num cenário desse, de guerra. E, na verdade, foi o que performou mal, porque, basicamente, eu acho que as pessoas tinham, estavam overalocadas em dólar, em ouro, e tiveram que vender. Então, o dólar se beneficiou, mas eu acho que agora a gente entra numa tendência de enfraquecer de novo. Então, a gente tem pensado um pouco dessa forma. Então, basicamente, a leitura, o que eu quero dizer é o cenário está favorável para o Brasil e está, de certa forma, favorável para a Global Equity, o Emerging Markets como um todo.

A gente também não está num momento que a gente tem um hedge lá fora, porque a gente está achando que não precisa. Que o global também é favorável para estar comprado aqui. A gente não está comprado lá fora, porque já estamos aqui, mas não precisa se proteger. Will, eu ouvi de muita gente que até o momento a Bolsa Brasileira

ela não subiu por razões nossas. E até é simples a constatação, porque olha o desempenho da Bolsa Brasileira em dólar, compara com a Bolsa Peruana, a Bolsa Chilena, vários países da América Latina e emergentes, tiveram uma performance parecida com o Brasil.

Isso já ficou para trás, isso ainda continua, e se continua, quando isso vai ficar para trás? Eu falo quando isso porque vendo o que você já falou de posições, você acredita que o Brasil é a bola da vez. Você não está com nenhum head lá fora, você não está posicionado, você acha que o Brasil deve performar mais que os outros. Por que e quando isso vai acontecer?

Eu acho o seguinte, tá? Primeiro, se já aconteceu ou não, né? Acho que se você olhasse até poucos meses atrás, você ia ver que a performance de quase todos os emergentes, ela era muito parecida, né? Inclusive aqui dentro da América Latina, etc. Se você vê o que aconteceu desde que a guerra começou, o Brasil te performou, né? O Brasil performou melhor. Então, acho que pode criar uma percepção de que...

Ah, então já está sendo precificada um pouco a melhora do cenário de Brasil. Eu acho que médio, porque eu acho que o Brasil outperformou pela questão do petróleo. No Brasil, o exportador, o país net exportou de petróleo, e muitos emergentes são net importadores, alguns emergentes grandes, inclusive, são importadores, e aí o efeito da guerra é muito diferente entre países.

A minha leitura é que quando você olha para o micro do Brasil, a parte mais idiosincrática, que não depende de preços globais, etc., eu acho que tem muito pouco na conta. Talvez até um exemplo disso é a gente falar que o juro longo ainda está no patamar super alto. Você pega o juro de 5 anos, está acima de 13. Então, não parece que está precificada uma grande melhora aqui.

Vamos falar sobre isso então. O juro longo está acima de 13. Então significa que na média a taxa de juros vai ficar 13% ao ano. Por 5 anos. Por 5 anos. Hoje ele está 14,75. Por que isso é um exagero? Em outras palavras, eu sou um grande entusiasta de Bolsa. Eu realmente vejo muitas oportunidades na Bolsa, mas como um bom investidor de Bolsa, eu não quero ficar rico agora com a Bolsa. Eu acredito no longo prazo. E quando é longo prazo? Não sei, é longo.

Mas não é para agora. E acho que tem muita coisa se materializando. Mas sei a importância da queda de juros para esse cenário acontecer. E confesso que eu não sei se o nosso juro vai cair por fatores econômicos.

ou por fatores políticos. E quando eu falo fatores políticos, uma mudança de governo pode fazer com que a expectativa de juros vá para baixo, e talvez o juro nem caia agora, mas a expectativa caia, e o juro futuro caia antes da Selic agora. Não é fatores políticos, uma marretada do presidente fazer o juro cair.

mas às vezes a expectativa melhora antes do que o cenário base. E isso tudo vai trazer. Mas isso depende do cenário eleitoral, então fica um pouco mais complexo. Eu queria saber a sua leitura sobre o juros. Você acha que a gente tem...

fundamento para o juro cair olhando para a economia ou precisa dessa mudança de perspectiva para o juro longo cair antes da Seric cair? Perfeito. Eu acho o seguinte, assim, primeiro eu queria só colocar, eu não sou um especialista sem juros, eu sou um cara de bolsa. Mas a gente, obviamente, tem que olhar para isso. Aqui a gente tem sempre um jaleco aqui de especialista de alguma coisa, porque sabe que afeta a bolsa.

Mas a gente olha para isso porque a bolsa é importante, o juro é importante para a bolsa. Mas o que a gente vê? A gente está falando, vamos pegar o longo ali, 13%. Pensar que a meta de inflação aqui é 3%. Você está falando que ao longo do tempo, então é 10% de juros real. Não é isso porque a inflação para o juro está ali, a inflação deveria ser mais alta, etc. Então, não é assim tão simples. Mas o fato é que é um juros real muito alto. Pegar em TNB, a gente está falando de 7,7,5% de juros.

parece bastante exagerado. Dito isso, também não olho para isso e falo que é totalmente sem explicação. Não é. A explicação disso é que a gente tem um fiscal bastante pressionado. E até eu gosto muito de pensar o fiscal...

não tanto numa linha de, pô, é possível pagar a dívida, né, que é o fiscal ali, pô, endividamento do país, né, acho claro que isso é importante, mas eu gosto também muito de pensar no como que o fiscal está estimulando a economia.

Então, por que eu falo isso? O juro é alto por um motivo. Ele é alto porque se a inflação está alta, significa que a economia está superaquecida. Então, você coloca o juro mais alto para tentar desaquecer. Se na outra ponta você vem com alguma coisa que estimula a economia, você combate o efeito dos juros e o juro deveria ficar mais alto ainda. Então, a gente tem um desbalanço ali nesse ponto.

Acho que a minha leitura aqui é um pouco o seguinte, o desbalanço é grande, mas ele é um desbalanço que é bastante fácil de consertar. Você segurar um pouco a mão ali, eu acho que já melhora bastante. E o patamar é muito elevado, você fala de juros de 15%. Quando você fala com o estrangeiro e fala que o juro aqui é 15%, você tem que explicar de novo que é 1,5 o número, porque é muito. Então,

Estou falando isso tudo para dizer o seguinte, qual que é o driver? Acho que o driver é em algum momento o fiscal se acalmar um pouco. E eu acho que passando esse período eleitoral, independente do que vai acontecer com a eleição ou não, eu acho que a gente tem uma chance razoável de ter um rebalanceamento aqui, de dar uma segurada no fiscal. Acho que tem que passar esse ano aqui, mas eu acho que tem uma chance não desprezível de a gente segurar um pouco o fiscal para frente, seja com a mudança de governo ou não.

então acho que esse é um ponto aqui mas mais do que isso eu queria também trazer um outro ponto que é o seguinte, quando a gente olha para a nossa tese, para o patamar de juros que a gente está eu acho que hoje a gente está em um patamar que dá para você achar que a gente vai cair de 15 para 12 ou alguma coisa entre 11 e 12

sem uma grande mudança no fiscal. Só porque o patamar já é muito alto, a inflação estava razoante controlada até a guerra, mas quando você olha no horizonte mais longo, ela deve se comportar novamente. Lembra que o petróleo está perto de 100 dólares hoje, mas se você olhar a curva futura de petróleo, o final do ano é abaixo de 80 já. Então, só do petróleo seguir a curva, você tem uma desinflação.

acontecendo. Então, isso acho que é suficiente para você levar para um patamar ali de juros 11 a 12, que já é bom o suficiente para a Bolsa performar. Para ir melhor que isso, de fato você precisa ter algum ajuste fiscal ali, mas acho que até quando a gente chegar lá, a gente pensa nisso. A gente vê o que vai ser. O problema do mercado do futuro. Exato.

Acho que é também uma conclusão de muita gente falando que as pesquisas, a eleição ainda nem está fazendo preço. A gente tem dois fatores. A eleição costuma fazer mais preço três meses antes. Acho que até a Dária Capital soltou algum gráfico contando o histórico de quando costuma ter um impacto. Mas agora a gente está com...

Um bode maior na sala, né? Tem um bode chamado Guerra dos Estados Unidos e Irã, e isso está puxando as atenções de tudo, né? Exatamente. É como se tivesse uma nuvem, né? Na hora que essa nuvem sair, aí você vai ver o que mais que você tem do outro lado dela, né? Minha leitura é que hoje tem pouco impacto de eleição no preço dos ativos. Acho que o mercado está olhando, lógico, para isso, mas não está operando isso. E, bom, nisso, duas perguntas.

Não tem impacto agora, mas vai ter. E como vocês interagem muito com investidores estrangeiros, como eles olham para isso? Quando eles perguntam sobre eleição, tipo, esse tal de Flávio Bolsonaro, esse Lula, eles se preocupam com isso ou para eles é meio que, pô, cara, olha tudo que vocês têm aí de oportunidade. O presidente de vocês é o petróleo a 100 dólares. Se ele ficar 100 dólares, vocês resolvem o fiscal. Se ficar parado, a inflação não vai mexer mais. Então... E aí

Não importa muito, presidente. É mais ou menos assim, com o gringo? É, eu tenho essa leitura que você falou, tá? Assim, então, primeiro, né? Sua primeira pergunta, eu acho que vai ter. Vai chegar um momento ali que talvez seja esses três meses que você comentou. Em algum momento, acho que a partir de maio, junho ali, esse vai ser um tema relevante, né? Porque toda vez é. Não tem como não olhar.

Sobre o gringo, assim, o gringo ele olha de uma maneira muito mais superficial, tá? Assim, não superficial no mau sentido, mas ele olha, pô, quais são as principais variáveis econômicas, né? O que que tá acontecendo? Pô, vai ter corde, acho que esse negócio que quando você fala assim, pô, corde de juros vai acontecer, independente do que aconteça na eleição, né? Que tá acontecendo, né? A gente tá tendo corde de juros e a eleição nem chegou ainda, né? O gringo olha e fala assim, cara, isso pra mim já é suficiente.

né? Aí ele fala assim, ah, pode ser que seja ainda melhor? Ah, pode ser que seja melhor, mas, assim, acho que o gringo, ele realmente tá menos preocupado. Pra ele, importa mais, como falam, o petróleo do que a eleição. Sem falar que tem uma outra coisa, assim, cara, que... Eleição, acho que em qualquer lugar do mundo, tá? Mas a gente que tá aqui, a gente fica com a sensação é super difícil, né? O tema, assim, primeiro, é muito difícil você saber o que vai acontecer. Segundo, que imagina pra quem tá de fora entender que vai acontecer.

quem é cada um, o que está acontecendo. Então, para o cara de fora, se ele for olhar isso, provavelmente ele vai errar, o estrangeiro. Então, acho que o cara prefere olhar e falar assim, cara, eu tenho o conforto de investir, sem depender disso, e aí se ele tiver, ele investe. Eu sempre, talvez eu até vá escrever uma newsletter sobre isso mais para frente, mas quando fala de eleição, eu gosto muito de lembrar da primeira eleição do Donald Trump.

que ninguém, poucas pessoas imaginavam que o Donald Trump ia ganhar, o mercado não colocava na conta que o Donald Trump ia ganhar.

e esperavam que o mercado ia ter uma reação X caso ele ganhasse. O Donald Trump ganhou, e a reação foi o oposto do que o mercado esperava. Então, o mercado errou a projeção de quem ia ganhar e a reação a esse resultado. E isso, estamos falando da eleição dos Estados Unidos, que o mundo inteiro estava olhando. Não é aquela coisa que tinha assimetria de informação. Não, estava o mundo todo olhando para aquilo.

Isso tudo só para mostrar o quão difícil é você prever. Mas tem outro ponto também, imagina uma conversa com um investidor estrangeiro, ele está aqui olhando, Flávio Bolsonaro e Lula. Aí você não, mas o Lula é ruim para o mercado.

Mas o Lula já não foi presidente três vezes? Já, já foi presidente. E nos dois primeiros mandatos foi o maior rali que a Bolsa teve? É, foi, mas não foi por causa dele, foi por causa das commodities. Tá, mas agora ele foi presidente nos últimos quatro anos, a Bolsa está na máxima histórica. E as commodities estão aí também.

O que ele fez de tão ruim que o Lula 4 vai ser o 1, 2, 3 não acabou com o Brasil, mas o 4 vai acabar. Eu acho que ele olha de uma maneira... Óbvio, eu estou aqui olhando puramente os preços, mas eu acho que ele olha de uma maneira mais pragmática. E até para o próprio Flávio. Você fala, não, mas...

O Jair Bolsonaro tinha muita rejeição, mas o governo do Jair não foi aquela equipe econômica super boa e tudo mais, e certamente o Flávio vai ter uma equipe econômica boa também, que vai embarcar com ele. Então, acho que ele acaba olhando de uma maneira mais pragmática também, porque a história do Brasil mostra mesmo isso.

Eu acho que, assim, esse negócio que você comentou, né, do gringo já ter visto o Lula, puta, três vezes e ter sido tudo bem ali e tal, eu acho que dá o conforto pra ele de olhar e falar, eu já sei, já entendi como é que é. Não vai ser uma coisa muito diferente disso, então ele não espera tomar um susto.

Acho que isso facilita um pouco também a tomar a decisão. Ele olha e fala assim, pô, tá bom, eu quero comprar um país que é exposto a comodidade e vai ter corde de juros. Ah, mas tem isso aqui. Tudo bem. Acho que, ah, tem eleição. Tudo bem, o cara tá ok com qualquer um dos cenários da eleição.

Eu estou comprando o Brasil, não os Estados Unidos. Então já está no preço um pouco isso. Exatamente. Pô, só o comentário que você falou da primeira eleição do Trump eu lembro super bem, assim, cara, porque a gente tinha... Você estava onde na época? Estava no Crete Suíça. A gente tinha um book falante grande de Brasil ali. A gente viu a eleição vindo, você falou assim, tem um evento binário pela frente. Então...

vou diminuir tudo. A gente diminuiu nossas posições e tal, não sei o que, e fizemos um hedge que foi, como você falou, a gente fez um hedge que foi vender o S&P na época. Vendeu o S&P. Vendemos. Esse hedge, assim, cara, eu lembro muito bem, assim, ele funcionou até umas três da manhã.

3 da manhã o S&P caia 5%. De repente as pessoas começaram a se dar conta que o Trump, na verdade, naquela época, uma das propostas dele era cortar imposto. Imposto fiscal enorme. Os Estados Unidos cortando imposto das empresas que estão no S&P. E o S&P, na hora que abriu o mercado aqui, já estava meio zerado. E até começou a subir no dia. Eu até estou contando essa história pelo seguinte. Eu hoje, eu acho que usar o S&P como um instrumento de hedge

é muito ruim, porque a correlação da S&P com o nosso mercado aqui é muito baixa. Porque qual foi o cenário do Trump? Naquele momento ali, ele apertou o belos... Vamos lembrar, a Hillary ia ganhar. Isso, essa é a primeira coisa. Já era quase dado. Foi na madrugada ali que falaram, cara, o Trump ganhou. E o mercado estava com medo do Trump. Exato.

Isso tudo, ainda tem isso, quer dizer, mudou assim, nos últimos minutos. Mas o principal, assim, qual que era o efeito do Trump na economia naquele momento? O acelerador no fiscal cortando imposto. Esse era o efeito do Trump. Cara...

Se isso era verdade, isso para o S&P é bom, como a gente falou, corta o imposto, o lucro sobe. Por outro lado, se é fiscal para cima, o juro americano é um pouco mais para cima, o yield da treasury sobe também, e isso é ruim para emergentes. Então, é uma descorrelação muito grande, macroeconômica, sem falar que depois, com o tempo, o S&P virou uma bolsa que o peso de tech é muito grande, não tem nada a ver com o Brasil.

esse peso de tech. Então, eu estou falando isso tudo para dizer que hoje em dia, quando eu penso em redear um portfólio de Brasil, para mim é muito mais útil o MSI Emerging Markets do que o S&P. É um instrumento que eu uso mais, porque a correlação é muito mais parecida com as economias, com as relações macroeconômicas. Então, também teve esse aprendizado desse evento que você mencionou. Então, eleições...

Acho que, bom, já tem até o polimarketing, essas coisas, até pra tentar adivinhar alguma coisa de eleição, mas é realmente operar no mercado com eleições. Sabe o que eu tenho pensado, cara, sobre isso? Assim, você olha o cenário hoje, né, tá super bola dividida, né? Não dá pra saber quem que vai ganhar a eleição hoje, assim, sinceramente, você olha, é um meio a meio.

Se é um meio a meio, você pode ter uma opinião, uma percepção de que um lado está com uma vantagem, o outro está com uma vantagem, mas ela é uma vantagem, de qualquer forma, marginal. E se ela é uma vantagem marginal, você vai ficar observando os dados ao longo do tempo e sujeito a mudar de ideia a qualquer momento. Mudou um pouco a pesquisa, você vai estar mais para um lado, vai estar mais para o outro.

Por que eu estou falando isso? Se isso é verdade, você precisa ter posições que, se você mudar de ideia, você consegue sair, entrar e sair. Então, a consequência disso é que você tem que estar em coisas com liquidez maior. Por isso que quando eu comentei também no começo, eu falei que as nossas posições hoje estão muito mais em large mid-cap domésticas e a gente não foi para as small caps. Em parte por isso, porque...

como tem um evento binário grande pela frente, eu quero ficar tranquilo para poder mudar de ideia. E tem um fator que, assim, você pode falar, pô, mas você tem esse tamanho todo para ter que ficar tranquilo e tal. Às vezes não é nem questão da gente, do meu tamanho, mas é questão que se outro player maior precisar fazer esse movimento, ele vai...

amassar as minhas posições, né, indiretamente. Então, acho que a gente está no ponto também que o ideal é você ficar mais perto da porta, né? Até para dar uma ordem de grandeza, assim, né? Eu falei um pouco de valuation agora há pouco. Pensa aqui, assim, qual que é o valuation da Bolsa hoje, tá? Ibovespa.

A gente vê ele a 9 vezes e meia pi, mais ou menos. A média de 15 anos é 10 e meia. Então, está um pouco abaixo da média de 15 anos, tá? Só para dar uma ordem de grandeza, o pior momento desse número foi final de 23, se eu não estou enganado. Não, foi começo de 23. Estava perto de 6 vezes. Estava muito, muito barato. 6 vezes é 2 vezes o padrão abaixo da média. 1 vezes o padrão é 9 vezes, mais ou menos.

Então, você olha assim e fala, pô, tá bom, tá um pouquinho mais barato que a média hoje, uns 10% mais barato. E como é que tá o valuation do small, do ETF de small caps aqui? Ele tá nas mesmas 9 vezes e meia, só que a média histórica dele é 13 vezes. Então, assim, esse aqui, pra voltar pro high, assim, o upside, ele é muito maior. E eu acho que isso, pra mim, é um sinal de que acho que mais gente, né, acho que ninguém tá comprando small cap hoje, primeiro, porque não precisa.

segundo porque tem essa questão de priorizar um pouco de liquidez, mas também tem um outro ponto que é o seguinte, eu estou querendo um pouco argumentar que tem outras oportunidades, apesar da bolsa já ter subido, tem muita oportunidade, tem muita ação negociando com preços bons ainda.

e aí, para complementar eu acho que o momento de comprar small caps vai ser depois da eleição acho que, obviamente, depende um pouco do resultado, mas passada a eleição você tirou o evento binário pela frente aí você vai ter quatro anos que você sabe do que é, para qualquer um dos lados você vai saber o que tem pela frente

Só o Luiz de Micales tweetou outro dia que a diferença entre o Small Caps e o Ibovespa é a maior desde 2005. Ele pegou quase como se fosse um ratio, né? Dividiu um pelo outro. E aí a distância do Small Caps, essa relação do Small Cap... De Pio ou de preço? De preço. E pegou o last price de cada um.

fez a divisão, ele está no menor patamar desde 2005. Aí tem um fator, se ninguém está comprando small cap, está todo mundo comprando Petrobras. Então você vê o Ibovespa esticadão e o small cap para trás. Tem o fator commodities. O Ibovespa tem muita commodity, muito banco, o small cap não tem quase nada de um dos dois. É, o small cap é muito empresas made in Brazil.

E, cara, até foi uma pergunta também que o nosso fundo do Market Makers, ele tem muito small cap, até perguntaram, pô, por que vocês não fazem o benchmark small cap? Bom, primeiro que a gente não se considera um fundo de small cap, a gente gosta de ter a flexibilidade de investir em outras empresas, mas também se você parar para pensar,

A metodologia do índice de small cap é uma metodologia ruim, porque o que faz o... Vamos pegar o S&P. O que faz o S&P ser um índice... É o suco de capitalismo, porque as melhores empresas vão prosperar e vão ser cada vez maiores no índice. A gente está vendo isso hoje, a participação das empresas de tecnologia.

elas são as melhores empresas do mundo em crescimento, em lucro, market cap, e elas ganham uma participação maior no S&P. O Ibovespa tem uma metodologia parecida. O de small caps, se uma empresa começa a prosperar muito, ela é quase como se fosse a série B e vai para a série A. Ele sai do índice e vai para o Ibovespa. Geralmente entra no small cap a empresa que saiu do Ibovespa. Então, as boas empresas saem do índice e as empresas ruins entram.

Então ele acaba estruturalmente falando, ele acaba sendo um benchmark ruim, porque você não vai estar se beneficiando da evolução do capitalismo daquele país, porque as empresas que prosperarem muito vão sair do índice.

Eu concordo 100% com isso. Quando você olha para o índice Small Caps, acho que ele é uma coisa que, como investimento, você comprar esse índice parece que não é muito bom. Como você falou, eu concordo com você. Acho que o grande ponto aqui é, dentro desse índice você escolher os winners e você ficar com elas depois, aí sim você ganha dinheiro. Porque qual é a tese?

por trás, assim, de você alocar em small caps a tese por trás é que, pô, uma empresa razoavelmente pequena, bem tocada, qualquer coisa que ela faça de diferente pode ser transformacional. Porque se ela tem um market cap pequeno, imagina, se a empresa tem um market cap de 1 bi de dólar, se ela fizer algum deal, alguma coisa que gere 300 milhões de dólares de NPV, é 30%. Se a Vale fizer um negócio de 300 milhões de dólares de NPV, é nada.

então essa é a tese por trás dito isso você tem que achar os caras que são bons comprar e você pode esperar eles maturarem ali, então eu concordo o índice como índice ele é ruim acho que só com métrica de entender um pouco onde estão as coisas que ele tem uma validade é legal, bom já

É uma reflexão interessante, até estão criando tanto ETF, pode ter até um ETF com essa cara. Falando um pouco de tecnologia, como é que você acompanha toda essa tendência AI e tudo mais? O quanto isso interfere no seu portfólio? Se é só de uma maneira macro? Se é até no seu dia a dia como gestor, analista, enfim. Como é que você tem acompanhado talvez o assunto, que era para ser o assunto mais quente do momento, se não tivesse guerra e eleição?

Não, assim, a gente acompanha, pensa que a gente faz gestão focada em Brasil. Então, no Brasil, para a gente, não tem esse perfil de empresas. Então, eu tenho acompanhado muito mais de uma maneira macro. Tentar entender o que está acontecendo no mercado, onde as coisas estão mudando.

E eu acho até que eu demorei um pouco para acompanhar isso de uma maneira do meu dia a dia. Como é que esse negócio pode me ajudar? E eu comecei, sei lá, faz alguns meses que eu tenho começado a usar algumas ferramentas e realmente tem muita coisa que é transformacional. O ganho de escala, velocidade que você ganha com muita coisa.

Tem muita coisa que a gente usa para processar banco de dados, né? Aí você vai pegar um banco de dados com uma determinada informação, antigamente você ia lá, baixava do Bloomberg, ficava montando a planilha no Excel e tal, hoje em dia você até vai lá, baixa do Bloomberg, mas você coloca lá em alguma AI que você goste mais, assim, eu tenho usado bastante o Cloud, e pede para ele fazer, e sai bom, né? Sai melhor do que eu faria, então, você ganha, se acelera muito, assim.

Eu hoje fui criticado numa reunião porque eu falei que usa o chat EPT. Mas você ainda usa o chat EPT? Tipo, já... Já passamos disso. Aliás, já ficou até uma provocação aí pra você que é investidor. Se você faria um curso de AI pra investidores, se você faria, manda um e-mail pra contato.com.br

Estou fazendo essa provocação aí, porque você até falou do Claudio. O Claudio ganhou até um apelido aqui dentro, ele chama de Claudinho. O Claudinho já virou um cara da equipe aqui, ajuda todo mundo. É o cara do time. E não é nem um estagiário, acho que é. Não, não, não dá nem para chamar de... Quem chamar o Claudinho de estagiário aqui, até pega mal, né? Porque eficiente é o extremo. Mas bom, se você faz um curso desse, manda para contato arrobaimmakers.com.br. Estou aí fazendo uma provocação com alguns cérebros no mercado.

Will, estou sendo otimista desse papo. É para estar otimista mesmo? Sim, o Brasil finalmente vai dar certo? A gente tem um petróleo que pode ajudar o nosso fiscal. O juro tem uma expectativa de cair, principalmente se a gente tiver uma mudança de perspectiva. Qual é o grande risco para o cenário do Brasil?

Cara, eu acho que hoje, pensando em curto prazo, a minha leitura é que eu acho que o grande risco hoje é a inflação, por conta um pouco desse petróleo, etc., piorar mais do que o imaginado. Acho que a gente ainda está num ponto em que está todo mundo recalibrando essa inflação. Você pega o Focus, por exemplo, toda semana ele sobe um pouco, porque está todo mundo tentando achar ainda onde quer o ponto. Então, eu acho que diria que...

Na minha leitura, o grande risco hoje é esse. Eu acho que como a gente teve uma guerra agora e teve o impacto do petróleo que ninguém sabe mensurar direito, se for um pouco pior, um pouco melhor, acho que as pessoas vão olhar e falar, está tudo bem, está tudo só recalibrando, mas de repente ficar muito pior, eu acho que é onde dá para se preocupar. Eu diria assim...

ou do que o monitor o de Brasil hoje eu diria que essa é a principal principal coisa o ambiente preço de commodities tem que lógico acompanhar mas assim o petróleo é esperado que ele cai em algum momento então acho que o petróleo caindo do sem para lá se é alguma coisa de 70 80

não vai ser um risco, entendeu, para o Brasil. E acho que das outras também não. Então, eu acho que a gente está razoavelmente isolado. A verdade mesmo é que talvez, é uma coisa meio esquisita, mas talvez o maior risco para o Brasil seja, de repente, os Estados Unidos melhorarem muito. Voltar o dinheiro para lá. Voltar o dinheiro para lá. Faz sentido.

Will, como é que você foi parar no Pátria? Porque você falou um pouco do Credit Suisse. Eu comecei a ouvir mais a sua história quando você fundou a Helios. E falaram, cara, você tem que conversar com ele. Ele era uma máquina lá no Cies. Saiu, fez a Helios, a gente conversou. Eu lembro também, teve um começo...

extraordinário, e agora você está no Pátria, bom, uma baita de um Jesus, mas como é que você foi para lá? Cara, assim, tem, essa história ela tem dois lados, né, eu vou começar contando um pouco qual que era o lado do Pátria, né, o Pátria, como eu comentei agora há pouco, pô, essa vertical toda de Ecos, ela vem do Moneda, e ela é uma vertical que ela já era muito grande em Chile, em produtos de Latam.

Então, quando eles olharam o mapa das coisas, eles olharam e falaram o seguinte, pô, a gente hoje tem 3 bilhões de dólares distribuídos entre Chile e Latam, e a gente tem um parceiro hoje, no caso parceiro, mas no caso o Pátria, que é uma gestora brasileira, e a gente não tem esse business no Brasil.

Então eles falaram, cara, precisamos desse business para ter um business no Brasil, a gente precisa um gestor, alguém para tocar esse negócio. Então, o lado do Pátria era esse, olhar e falar assim, cara, a gente já é muito grande aqui em Latam, mas temos um espaço para crescer no maior país da América Latina. É só para deixar claro, Brasil faz parte de Latam e América Latina, mas é que seria uma caixinha só para Brasil. Exato, nosso fundo de Latam investe em ordem de grandeza 60% aqui no Brasil. Porém,

não é um produto, não é captado no Brasil e não é um produto dedicado para o Brasil. Então, quando a gente fala ter um business de Brasil, seria produto captado aqui e dedicado, né? Você pode captar fora, mas dedicado aqui. Então, o lado do Pátria era esse. Cara, do meu lado, assim, cara, eu fundei Helios em 2020, né? Juntos com meus sócios. E, cara, como você falou, assim,

inclusive o fundo que era da Aéreos é o Pátria Long Bias, né? Eu trouxe ele comigo. É, até ia comentar, porque o histórico, você tá no Pátria há menos tempo que o histórico do fundo, é um baita histórico. Exato, o fundo tem cinco anos. E parabéns, assim, acho que numa janela, você conseguiu ser consistente aí num belo prazo. É, na janela, até nesses cinco anos, desde o início, o fundo tem tido uma pronúncia boa. É, primeiro quartil ali nos Long Bias, né? É, tem sido bom. E o que, quando eu olhei pra isso, eu falei, cara, eu falei, cara.

A Pátria me procurou, a gente conversou sobre o tema e para mim foi uma leitura um pouco assim, cara, parece muito, assim, a gente tem aqui um modelo que funciona do ponto de vista de mercado, performance, etc. E parecia muito bom, de repente, ter um parceiro grande com uma placa grande, forte, uma estrutura parruda para crescer.

o produto. E de fato até assim, a gente fez essa migração pro Patreon no final de 2024, que a gente fechou esse deal. E, cara, de lá pra cá, teve uma ajuda do fundo ter performado, mas a gente é um dos poucos fundos na indústria que tem tido net captação. Então acho que tem esse lado de ter uma estrutura forte. Então a gente fez o deal pensando bastante nisso. Pô, já temos um produto aqui que funciona bem e a gente ganha a estrutura.

na escala, enfim, até um negócio legal, assim, cara, pra comentar, pô, a gente tem um time hoje de gestão grande, pegar só em equities, hoje a gente tem 22 pessoas no time, entre PMs, né, tem os PMs dos diferentes países, e a gente tem 15 pessoas no time de análise, metade aqui, metade no Chile, né, então, acho que tem esse lado também de ganhar robustez também do lado de análise e gestão, então acho que foi essa um pouco a ideia.

e bom imagino quer dizer acompanhei um pouco isso

mas eu vi a vida de muitos gestores empreendedores, que foram gestores que criaram, assim como você criou a Helios, vários outros gestores que criaram o próprio negócio. Tem um desafio que acho que foi um pouco subestimado nessa época, que é o bater sola de sapato e conversar com o assessor, visitar o Brasil inteiro e ter que operar o fundo ao mesmo tempo. Acho que também está numa estrutura que te dá todo esse background.

Para você poder se dedicar exclusivamente à sua tarefa principal, o que você faz de melhor, que é gerar cota. Isso ajuda também. São dois desafios, eu diria. Não é só um. Um é isso que você falou. O lado comercial da coisa, vamos falar assim. Só para dar um número. Quando a gente abriu o fundo, ainda na época da Helios, na plataforma da XP, a gente era o quarto melhor fundo da plataforma inteira.

Na minha cabeça de gestor que não tinha passado por essa experiência ainda, eu falei, pô, isso aqui é suficiente, cara, vai captar sozinho. E não era. Na vida real é que não era. E aí, nesse momento, eu falei, puta, preciso começar a, de fato, fazer esse trabalho melhor. E aí o que eu percebo é o seguinte, o trabalho do gestor, cara, ele é gestão 24 horas.

Assim, pô, eu acordo lendo coisa de mercado e durmo lendo coisa de mercado. A última coisa que eu olho no meu celular quando eu vou dormir é os preços do S&P no overnight. Quando eu acordo é a primeira coisa que eu olho. Então, a gente não tem esse tempo. E não é nem, até interessante assim, porque não é eu não tenho o tempo de, pô, ir lá conversar com as pessoas. Eu tenho esse tempo.

O que eu não tenho é a memória e a lembrança de falar assim, pô, preciso procurar essa pessoa. É o skill. É, também. Assim, é porque são duas tarefas, elas não são complementares, elas são totalmente diferentes. Isso.

E não adianta. É como você... Pô, você é um ótimo jogador de futebol. Agora pega esse esquia aqui, vai esquiar também. Não, cara. É outra coisa. São duas habilidades diferentes e o cérebro não está acostumado a isso. Então é muito difícil você... Sei lá, você consegue fazer uma gestão de um long bias e um long only, por mais diferente seja a estratégia, mas muita coisa ali se replica. Você está olhando para a mesma tela. As ações são as mesmas. As ações são as mesmas. Agora é muito diferente você gerir um fundo.

e bater perna comercial, negociar rebate com o assessor e, enfim, viajar o Brasil todo. Exatamente. Eu acho que é uma complexidade que boa parte dos gestores só perceberam quando foram de fato pra rua, né, e empreender, né.

Exato. E lá no Pater a gente tem essa estrutura, tanto a estrutura comercial como a gente tem internamente no nosso time mesmo a figura de um RI, que é um Portfolio Specialist, é um RI dedicado à estratégia de equities. Então isso ajuda muito, porque eu passo a poder focar no que eu acho que eu sei fazer melhor. Só lembrando, o Pater, como eu falei, são 58 bi de dólares.

Tem negócio não só no Brasil. São 11 escritórios espalhados pelo mundo. Tem ação listada na Bolsa Americana. Então, assim, é uma grande vitrine. Acaba tendo uma visibilidade muito maior. Exato. E tem uma outra coisa que você não falou, mas que também é importante, que é...

o lado de tocar o negócio, né? Tem muita decisão do business, de dia a dia da empresa, etc., que também acho que foi subestimada por muita gente, eu inclusive, assim, naquele momento, né? Então, eu posso dizer que estou sentindo isso na pele também, né? Acho que como empreendedor, fundador, CEO do Market Manager, essa é a parte...

que eu posso dizer que é mais fácil do meu trabalho, que é conversar e aprender muita coisa nova sobre investimentos, conversar sempre com alguém mais inteligente do que eu, mas desligou aqui o microfone, tem uma equipe inteira, tem várias áreas, enfim, é um trabalho. Esse sim é um trabalho que vai além do skill, vai mais até no... Ou você quer muito ou você não quer. Não dá para fazer isso 50%. Isso aí tem que estar...

É a coisa do olhar o S&P no overnight, logo que acordar, é a mesma coisa olhar o dash de vendas da empresa. Enfim, acho que isso é algo que também gira a chavinha, é uma nova forma do sangue correr no corpo. Enfim, muito bom. Eu acabei cortando quando você foi falar do... Ah, não, você até concluiu quando falou do risco do Brasil, a tese de estar muito mais na inflação.

Minha leitora hoje é essa. E, obviamente, aquilo que a gente não está vendo ainda, porque também acho que boa parte dos riscos que surgiram recentemente é tudo aquilo que a gente não conseguiu ver. Isso falou um ponto bem importante, cara, eu acho. Na gestão do fundo, do Long Bias, por exemplo, a gente sempre carrega uma carteira, sempre não, mas sempre que é possível, a gente carrega uma carteira grande de derivativo.

E a grande maioria das vezes a gente compra esses derivativos quando o preço está bom, a volatilidade implícita está baixa, e isso geralmente acontece quando não tem nenhum risco no radar. E é exatamente o que você falou, uma parte relevante dos riscos de mercado acontece em momentos que não tem nada, nenhum risco mapeado.

Até porque se fosse mapeado, a reação do mercado era menor, né? Já estava lá meio esperada. Essa guerra mesmo, acho que foi isso. Foi um risco que não estava mapeado e veio, aconteceu. Então, acho que isso é um ponto bom. Se você olhar historicamente, no Brasil você costuma ter...

dois eventos de choque por ano. Quase todo ano tem dois eventos. Geralmente um é local do próprio Brasil e um é global. Então o mundo todo tem um. Liberation Day, depois a guerra. Enfim, alguma coisa tem todo ano. Se você olhar a estatística, acho que quase todo ano o S&P tem um drawdown perto de 10%.

O S&P que é o S&P, aqui geralmente é pior. E aí você tem mais um local. Então essa estratégia também de você ter um pouco de derivativo na carteira para ajudar a te proteger de riscos que você não está enxergando, a gente entende que agrega muito valor. A gente usa muito isso.

Bom, e ainda mais um ano de eleição vamos lembrar, né, que já teve ano de eleição que avião caiu, já teve ano de eleição que teve facada enfim, é... A eleição só não se encaixa tão bem nisso porque ele é o risco que a gente sabe, ele tá ali, a gente enxerga É que a gente só não sabe o que vai acontecer Isso, mas ele tem data pra acontecer, sabe que em algum momento você vai ter uma voa ali

É, acho que até tem aquela brincadeira, né, quando falam, ah, quais são os próximos cisnes negros que podem afetar o mercado? Bom, só da gente estar falando já não é o cisne negro. Não é, exatamente. O cisne negro está justamente naquilo que ninguém está esperando, né?

Bom, Will, muito bom. O nome do fundo, então, ele ficou agora... Hoje ele chama Patria Long Buyers. Patria Long Buyers. A gente toca dois fundos, o Patria Long Buyers, e tem o outro fundo que a gente toca, que é o nosso Long Only, ele chama Patria Pioneiro Long Only. Muito bom, muito bom. Os dois fundos estão abertos? Os dois abertos nas plataformas ali. É... Investimento mínimo baixo, é bem tranquilo.

Beleza, muito bom. Bom, parabéns pelo resultado com o fundo. Já acompanhava bastante o seu trabalho, agora você estando aí no Pátria. Ah, e além de tudo, o Will também é assinante do M3 Club, então obrigado, isso nos prestigia muito, a gente tem trazido muitos gestores ali para participar. Mandar um abraço para todos os gestores e não gestores que participam da nossa comunidade de investidores. Se você quiser fazer parte, vai ter um link aí na descrição, enfim, aproveita lá. É um espaço bem legal para troca de ideias.

sobre investimentos, principalmente em ações. Will, vou para o ping pong então agora. Você está preparado? É a parte mais fácil. Não sei se eu vou saber responder tudo. São sempre as mesmas perguntas. Se você não souber responder, é sinal que você não está vendo muito o Market Maker. Vou perguntar para você. Livros, música, convidado e a maior gentileza que já te fizeram na vida.

Beleza? Vamos começar pelos livros. Um livro de mercado. Qual a sua recomendação? Olha, cara, um livro que eu gosto bastante, principalmente para quem está mais no começo, é o The Most Important Thing. The Most Important Thing. Eu sei que um milhão de pessoas já falaram aqui, mas... Mas o endosso é muito importante, Will. Se eu puder comentar, tem uma coisa que eu vejo às vezes, muita gente está começando e às vezes você olha e fala, poxa, esse cara aqui, ele é um excelente analista. Eu já vi isso acontecer. Esse cara é um ótimo analista.

E às vezes falta o clique de como é que um ótimo analista vira para pegar aquela mesma análise que ele fez e como é que ganha dinheiro. E acho que esse livro te fala assim, não é que tem um roadmap, mas ele te ajuda a pensar o que você tem que enxergar diferente para transformar aquela análise que é ótima num call. Sabe o que eu sinto de vontade de fazer com esse livro? Fazer uma pesquisa com profissionais do mercado e selecionar quais os...

Porque o The Most Important Film tem 20. As 20 coisas mais importantes é muita coisa. Vou pegar umas 5, 6 só. Mas realmente, aliás, um abraço para o Howard Marks. Já veio aqui do Market Maker. E esse livro tem tradução em português. O mais importante para o investidor. Um livro tema livre. Livro tema livre. Não é tão tema livre assim. É um pouco mercado. Mas o que eu gosto é o Why Nations Fail. Why Nations Fail.

Não é mercado, mas é um intermediário ali, né? Também tem em português esse aí, né? É, porque as nações fracassam.

e um livro pra não ler? Você tem uma recomendação de não leitura? Tenho. Oba, adoro quando tem recomendação. Não leitura é o Black Swan. Ah, é? Você até falou aqui. Caramba. Mas até eu vou falar assim pelo seguinte, tá? É bom explicar, porque senão... Não é pela tese, tá? Assim, a tese eu concordo, acho ótimo. Mas você lê as primeiras 30 páginas, você já entendeu.

eu nunca consegui acabar o livro é muito grande é muito bastante muitos exemplos repetitivos e você lendo no começo você já entendeu o recado é importante mas ele é muito mais simples boa uma música e por que essa música?

Cara, uma música eu tenho gostado do... Bem antiga, assim. Do New York, New York, do Frank Sinatra. New York, New York. Você tem gostado? Eu achei curioso, porque assim, é como se você nunca tivesse ouvido a música. Não, eu sempre ouvi, gostei. Mas ela voltou um pouco, porque eu tenho uma filha hoje de oito meses, né? Ah, que maluco.

E, cara, por algum motivo ela gosta muito, assim, ela escuta essa música, ela gosta, assim. Ah, que foi. Então tem uma fofura nessa escolha. Bom, já gosta de New York, New York, bom, é bom fundo e bem, né? Isso, pra poder ir pra mim, né? Já vai ser exigente a Malu. Um convidado que você gostaria de ver no Market Makers.

Cara, eu vou... Meu convidado vai ser um pouco diferente porque ele não é brasileiro. Tudo bem. We can speak in English. Oi, en espanhol. Aí vai ser um pouco mais engraçado. Eu ia sugerir o Pablo Eteveria.

que é o nosso gestor de Chile, que é o fundador do Moneda também. O Pablo, o primeiro fundo dele, que é o pioneiro, o Moneda pioneiro, é um dos fundos mais antigos do Chile, tem 32 anos de track record. 32 anos. É uma performance muito boa. É um mercado diferente, é uma outra história, mas é uma história legal.

E esse fundo é ações? Hoje esse fundo tem 700, 800 milhões de dólares no Chile. Caramba! Dá pra falar que é tipo o Dínamo da Chile? Acho que a comparação é essa. Ou a Dínamo que é o moneda do Brasil.

tem que olhar as datas, né? 32 anos, né? 32 anos, acho que já tinha Dínamo, né? Mas acho que a comparação é essa. Que da hora. Ele vem pro Brasil? Teria que ir pra lá? Cara, ele vem às vezes, né? Por conta do Pátria e tal, ele vem, não é... Pô, legal, vamos fazer isso acontecer.

Já passei vergonha entrevistando em inglês, em espanhol, então vai ser mais engraçado ainda. Mas é uma história legal. Não, pô, é super legal. E o contexto, assim, né? Pensar que toda gestão de Chile dá 1.6 bid dólar. Pro mercado chileno é gigantesco. O mercado chileno não tem essa liquidez. Então é interessante porque tem muitas teses que ele comprou no IPO e ele vai vender quando tiver um fechamento de capital, assim, fica lá coletando dividendos. Então é legal, assim. A dinâmica é bem diferente.

quero incluir uma pergunta no Ping Pong você é a primeira pessoa que vai fazer essa pergunta porque eu lembrei dela agora vamos ver se eu vou conseguir eu peguei de um podcast que o Stanley Druckenmiller fez recentemente e a apresentadora perguntou qual foi o seu maior hard lesson foi aquela lição que se aprendeu a duras perdas

Cara, assim, acho que tem várias, né? Porque ao longo do tempo... Talvez a primeira que veio na cabeça, uma hard lesson que você teve. A mais clara para mim é essa que eu comentei agora há pouco quando você falou da eleição do Trump em 2016. Assim que o macro do S&P é completamente diferente do macro nosso aqui, a forma de pensar é diferente. Eu contei um pouco a história, mas eu não falei que a consequência disso naquele momento é que...

O banco, naquela época, tomou a decisão de reestruturar a área inteira. A gente teve um PNL ruim no período seguinte. O banco tomou a decisão de reestruturar a área. Eu fiquei lá para reestruturar a área. Eu remontei essa área. Caramba, então foi uma hard lesson mesmo. Foi hard. Foi pior do que só ter um PNL ruim. Foi uma mudança grande ali. Então, acho que essa talvez seja uma. Poderia pensar outras, assim, cara. Mas essa já está firme. PNL, só para quem não sabe, é a siglazinha de Profit and Losses. É, resultado.

Teve muito L ali. Exato. Caramba. Vou até anotar. Então aqui, você foi o estreante do Hard Lesson. Eu tenho que achar um termo em português para isso, mas uma lição difícil, uma lição dura, não pega tão bem a essência. Mas deu para entender, né? Hard Lesson...

sabe que uma coisa nisso que eu sempre penso também é que não tem um evento que eu aprendi disso, mas acho que no mercado você tem que sempre tomar muito cuidado, porque o objetivo não é você estar certo, quero dizer assim você não tem objetivo nenhum de convencer os outros e ser o dono da verdade na verdade você tem que pensar de uma forma diferente, você tem que ficar sempre ouvindo e ver se você não pode estar errado porque se você estiver errado e ver se você não tem que ficar errado

você muda de ideia. Você troca a sua posição, você compra o que você está vendido, vende o que você está comprado, muda e evita perder dinheiro, né? Só que se você ficar insistindo muito, você acaba perdendo. Então, eu acho que é um pouco tentar ganhar dinheiro e não tá certo também é outra coisa que eu penso muito, assim. Pra finalizar, qual foi a maior gentileza que já foi feita na vida de William Leite?

Cara, eu acho que essa é uma pergunta que é difícil de responder, porque eu acho que tem muitas, né? Eu poderia falar várias coisas diferentes aqui, inclusive vou fazer um comentário de um segundo que não é a resposta, mas eu tive vários bons chefes que me ajudaram muito ao longo do tempo, não vou citar ninguém pelo nome assim, mas acho que vários que me ajudaram a crescer, a entender o mercado.

Me ensinaram muita coisa, acho que daria para encaixar, mas para colocar qual que é a maior, eu vou dizer que foi a minha esposa, ainda é, que cuida da nossa família, da nossa filha, acho que se dedica super a isso, e ao mesmo tempo em que ela também se dedica à vida dela, profissional, enfim, etc. Então, acho que talvez seja isso, essa dedicação aqui.

Legal. Qual o nome da esposa? Ana Elize. Ana Elize, então, bom. Terminar com esse recado apaixonado de William Leite para a Ana Elize. Os pais da Malu.

E o gestor do Pátria Long Bias e o Pátria Pioneiro Long Only. É isso, né? São dois fundos que o Will toca no Pátria. Cara, muito bom o papo. Gostei muito. Legal falar com você nessa nova era. Prazer foi meu. Parabéns e continue aí que 2026 seja um ano de muita cota pra vocês. Obrigado, foi um prazer, cara.

Bom, você que viu até o final, joinha no vídeo, se inscreve no canal. Market Makers toda terça, quinta e domingo, aqui às 18 horas, sempre comigo desse lado e alguém muito mais inteligente do que eu do outro lado da bancada. Até a próxima e tchau!