Episódios de Market Makers

#349 | O QUE A BÍBLIA REALMENTE DIZ SOBRE DINHEIRO E RIQUEZA?

19 de abril de 20261h59min
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O que a Bíblia — um livro escrito há milhares de anos — pode ensinar sobre dinheiro, investimentos e tomada de decisão? Neste episódio do Market Makers, recebemos Rodrigo Silva, arqueólogo, teólogo e professor, para uma conversa profunda que conecta princípios milenares com os maiores dilemas do investidor moderno: medo, ganância, paciência e propósito. Ao longo do papo, fica claro que o problema nunca foi o dinheiro em si… mas sim a forma como lidamos com ele.Você vai entender por que nem todo mundo está emocionalmente preparado para ser rico, como a Bíblia trata a relação entre dinheiro e felicidade, e por que o medo pode ser um dos maiores destruidores de valor — tanto na vida quanto nos investimentos. A conversa passa por histórias poderosas como a parábola dos talentos, a jornada de José no Egito e os ensinamentos de Jesus sobre riqueza, trazendo insights que vão muito além do mercado financeiro e entram no campo do caráter e da responsabilidade.Mais do que estratégias, este episódio entrega uma nova lente para enxergar o dinheiro: não como um fim, mas como um instrumento. Um instrumento que pode construir legado… ou destruir tudo ao redor. Se você quer evoluir como investidor — e principalmente como ser humano — essa conversa vai te provocar a repensar suas decisões, seus valores e o verdadeiro significado de sucesso.00:00 - Intro02:11 - Apresentação do convidado: Rodrigo Silva, teólogo e arqueólogo07:43 - O que a Bíblia ensina sobre dinheiro, riqueza e sabedoria14:47 - Jesus era pobre? A verdade sobre as vestes e os publicanos17:51 - Nem todo mundo está preparado para ser rico28:23 - A parábola do jovem rico e a história do empresário que fechou o Pizza Hut33:40 - Davi: quem quebrou e se reergueu na Bíblia34:47 - O futuro da próxima geração e a coragem de ser minoria50:38 - Administrador vs Dono: como o cristão deve lidar com o dinheiro56:15 - A Parábola dos Talentos: medo, ganância e covardia1:07:35 - Paciência: a virtude esquecida do investidor1:17:59 - Gestão de risco: as lições de José no Egito1:37:00 - Sagrado, secular e profano: como transformar o trabalho em sagrado1:41:54 - Onde acompanhar Rodrigo Silva1:44:45 - Ping-pong final: livros, música e gentilezaE você: acredita que o dinheiro aproxima ou afasta as pessoas de uma vida melhor?📌 Inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder nenhum episódio!📢Apoie o Market Makers e ajude a fortalecer o mercado de capitais no Brasil! Clique no link e torne-se membro do nosso canal por apenas R$7,99 por mês: https://www.youtube.com/channel/UCwZwvDC6f0WhcVTG-3aBUTQ/join📩Entre para nossa newsletter gratuita: https://lp.mmakers.com.br/newsletter_gratuita?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X📢 Anuncie sua marca no Market Makers: comercial@mmakers.com.br📚Biblioteca Market Makers: https://lp.mmakers.com.br/biblioteca/?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X- - - - - - - - -O QUE A BÍBLIA REALMENTE DIZ SOBRE DINHEIRO E RIQUEZA? | Market Makers #349Apresentadores: Thiago Salomão (Apresentador do Market Makers) e Matheus Soares (analista do Market Makers)Convidado: Rodrigo Silva (Arqueólogo, Teólogo e Filósofo)#RODRIGOSILVA #BIBLÍA #DINHEIRO #RIQUEZA #MARKETMAKERS #THIAGOSALOMÃO

Participantes neste episódio3
J

João Landau

HostGestor e sócio da Vista Capital
T

Thiago Salomão

Co-hostJornalista
R

Rodrigo Silva

ConvidadoArqueólogo e doutor em teologia bíblica
Assuntos3
  • O que a Bíblia ensina sobre dinheiroRelação entre dinheiro e felicidade · Preparação emocional para riqueza · Parábola do jovem rico · Gestão de risco e paciência · Legado e responsabilidade
  • Desafios do investidor modernoMedo e ganância no investimento · Impacto da cultura na tomada de decisão · Importância da paciência
  • Legado PessoalConstrução de legado · Identidade e valores pessoais
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Nem todo mundo está emocionalmente preparado para ser rico. E vou mais além. Ainda bem que alguns não ficaram ricos. Uma pessoa que é rica, bilionária, mas não é sábio, ele rebenta com a vida de muita gente. A gente tá com um cara que é teólogo, arqueólogo, filósofo e professor. Rodrigo Silva...

Há sim muitos multimilionários que ganham as suas riquezas a partir da opressão do pobre. Está registrado e denunciado na Bíblia. Assim como há muitos ricos realmente opressores, há muitos ricos de bem fazendo caridade. Eu conheço vários, que eu dou graças a Deus porque ele ficou rico. E outros que eu pensei, meu pai, por que esse cara está rico? Muitas pessoas que só estão pensando em ser ricos, mas eles não estão pensando em se preparar para serem ricos.

Competência emocional para ser rico, para mim, deveria vir no primeiro ponto. E acima da questão emocional tem a questão espiritual.

Para o rico é mais difícil ser salvo não é porque Deus tem um preconceito contra o rico. É porque para o rico aprender a servir é como para o Rodrigo Silva aprender a marcar um gol de placa. É muito mais difícil para mim do que para o Neymar. E quando um rico consegue, apesar da riqueza, servir...

Uau, isso é como se eu fizesse um gol Que os torcedores iam colocar até assim No replay lá do Fantástico, sabe Até pedir música, é uma coisa que ninguém está esperando O problema é que as pessoas não enxergam Que quando ele começa a apaixonar-se Demais pelo dinheiro O dinheiro começa a ocupar Lugares importantes na vida dele Há muitos investidores de sucesso Que já não conversam com o filho há muito tempo Já estão no quarto ou quinto casamento Que não têm uma vida estabilizada E que não estão felizes

O dinheiro, se ele não tiver sabedoria, espiritualidade, eu posso falar assim, coitado do fulano, ele é tão pobre que ele só tem dinheiro. E pode ter certeza, se a única coisa que a pessoa tem é dinheiro, ele é mais pobre do que um sem teto que tá na rua aí.

Sim, sim, sim, tá começando mais um Market Makers, bem-vindo ao podcast da família investidora brasileira. Eu sou o Thiago Salomão, um dos fundadores dessa empresa, junto com ele meu amigo, irmão, camarada e também fundador do Market Makers, Matheus Soares. E aí, Salomão?

Quanto tempo, hein? Que introdução legal, hein? Gostou, gostei. Mas e há tempo que eu não estava aqui? Olha, quando você vem aqui, é certeza que vai ser uma conversa inteligente. Filosófica até. Filosófica. Hoje não vamos ter um CEO de empresa aqui, ou alguma empresa que a gente investe no fundo do Market Makers que o Matheus gere.

A gente tem um convidado muito especial. Quer apresentar ele? Quer que eu apresente aqui? Pode ser. Eu vou deixar aqui então. A gente está com um cara que é teólogo, arqueólogo, filósofo e professor, que é o Rodrigo Silva. Vocês viram aí na Thumb. Bom, até aqui tem muitos fãs aqui que já passaram aqui na nossa empresa, vieram falar com ele. E eu já estava explicando para o Rodrigo os dois motivos pelos quais ele está aqui. O Market Maker nasceu para falar com investidores.

De uns tempos para cá, a gente tem trazido mais pessoas que falam de assuntos fora do mercado financeiro. Porque a gente acredita que para você se tornar um melhor investidor, você também tem que ser um melhor ser humano, um melhor profissional, um melhor marido, melhor esposa. E a gente acredita muito que os princípios moldam muito bem o caráter de uma pessoa. Então a gente já trouxe professores aqui, já trouxemos filósofos. E agora a gente está aqui com o Rodrigo Silva para o tema central.

que até Matheus Soares estudou muito nessa pauta, e vou explicar o motivo dele aqui, o que a Bíblia ensina direta e indiretamente sobre o investimento, risco e tomada de decisão. Bom, o Rodrigo Silva é um dos grandes especialistas desse assunto. A gente vai falar muito, ele tem doutorado em teologia bíblica, doutorado em teologia no Centro Universitário Assunção, pós-doutorado em teologia bíblica.

Ele tem dedicado a vida a estudar a Bíblia, não só do ponto de vista espiritual, mas também histórico e científico. E o Matheus Soares aqui do meu lado é um cara que segue muito a risca os pensamentos de Warren Buffett e Charlie Munger.

que são grandes... A internet chamaria de quibador, né? Que é o cara que rouba as ideias ali da Bíblia, mas você consegue ver muita conexão das ideias... Com certeza. Dos bons velhinhos lá de Omaha com os ensinamentos bíblicos. Sim, eu, assim, desde criança, minha mãe sempre leu a Bíblia pra mim, mas eu nunca...

Eu escutava muito por ser educado, mas eu nunca tive uma... Eu nunca parei para estudar a Bíblia, né? E eu estava lendo uma das cartas do Warren Buffett, não me lembro o ano, se foi 78, 81, não me lembro exatamente o ano. E o Buffett cita um versículo de Mateus.

que ele fala sobre aonde está o seu tesouro, também estará o teu coração. Aí eu falei, opa, ele até colocou ali o trecho da Bíblia. Eu comecei a ir um pouquinho mais a fundo. E percebi também que o Mateus falava da regra de ouro, que é se você vai tratar o outro da mesma forma que você quer ser tratado.

Aí eu falei, pô, peraí, eu preciso ler um pouquinho mais, eu preciso entender a Bíblia, porque esses dois caras que eu estudo diariamente sobre vestimento, eles certamente estudaram a Bíblia, né? E aí começou a despertar muito da minha curiosidade. Numa das viagens lá para o Rio Grande do Sul, a gente foi para Osório, ficamos na casa do Frederico Von Tobel, né? E comentando com ele sobre a Bíblia, sobre os ensinamentos, tudo que a gente pode aprender, né? Em termos de princípios, ele me deu uma Bíblia, né?

E a partir de então eu comecei a ler. E assim, tenho percebido cada vez mais como que a Bíblia tem os princípios para você ser feliz, né? Mas também princípios sobre lidar com o dinheiro, que é um pouco do que a gente quer trazer aqui nessa aula. Exatamente. Bom, então temos o Rodrigo Silva como um grande especialista, o Matheus Soares como um grande entusiasta e eu...

Como um grande curioso aqui do assunto, eu vou ficar com muita honra ser a terceira pessoa mais inteligente dessa mesa. Mas bom, vamos parar de falar um pouco e deixar nosso convidado falar. Rodrigo Silva, bem-vindo a Faria Lima. Poxa, muito obrigado. É um prazer estar com vocês. Foi difícil chegar hoje, né? Tem um acidente na estrada. Acidente é trânsito e São Paulo é pleonasmo.

é repetição, mas olha, é um prazer estar com vocês aqui, muito obrigado, você também que está acompanhando a gente de casa, é um prazer estar aqui, câmera, né? É um prazer estar com vocês nesse bate-papo sobre Bíblia, finanças, acho que temos muita coisa para conversar. Aliás, como a gente até já deu uma fala aqui no início, o sujeito pode até ser um bom camarada e um péssimo investidor.

Mas espera-se que o bom investidor seja um bom sujeito, porque senão o estrago é muito grande. Exatamente. A gente está muito honrado de ter você aqui. Obrigado mesmo. Só lembrando, você que está chegando agora no Market Makers, já deixa o seu like aí no vídeo, se inscreve no canal.

Nós já falamos com mais de 7 milhões de pessoas todos os meses e a gente quer falar com cada vez mais pessoas. E também você que está chegando agora, isso aqui não é um patrocínio, isso aqui é um projeto que o Market Makers abraçou e quer ajudar. A Mamba Water veio com a missão de entregar água para mais de 750 milhões de pessoas no mundo que não têm acesso a água potável. Como é que funciona? Cada latinha dessa comprada é um litro de água que é entregue para comunidades que não têm acesso.

Você gostou do projeto? Vai lá em mambawater.com.br E hoje, e nos últimos trocentos episódios e nos próximos trocentos também, nós e os nossos convidados seremos hidratados pela água da Mamba Water.

Matheus Soares, quer dar o pontapé inicial? Vamos lá, vamos começar. Bom, Rodrigo, você é arqueólogo e teólogo, né? Como que você enxerga a Bíblia como material de sabedoria humana, de sabedoria até econômica? Como que a Bíblia pode ajudar nesse sentido?

Bom, você mesmo citou dois gurus da área da economia, do mundo do investimento, que já descobriram isso até antes de mim. E há outros também, com certeza. Como não é um mundo no qual eu navego com muita facilidade, eu não tenho toda a bibliografia de cor, mas eu tenho certeza, porque eu já vi vários outros expoentes da área de marketing, publicidade, investimento, finanças, economistas, que também têm a Bíblia como referencial.

para muitas questões de sabedoria. É um livro milenar, é um livro que atravessou séculos, e ainda fala até hoje ao seu coração, e é um livro que tem uma dimensão muito grande, porque a Bíblia, aliás, nenhum título foi tão acertado para um livro como o nome Bíblia. Porque a palavra Bíblia, é até uma coisa interessante, Bíblia significa coleção de pequenos livros.

E na Bíblia você tem assuntos que dá pra conversar com um médico sobre saúde, a partir da Bíblia. Dá pra conversar com um psicólogo acerca de emoções, a partir da Bíblia. Dá pra conversar com um filósofo acerca de cosmovisão de mundo, a partir da Bíblia. E dá pra conversar também com pessoas do investimento. E a Bíblia tem casos concretos de investimento milenares que deram certo. E na arqueologia eu consigo ver os resultados desse investimento do passado e também do que deu errado.

Quando o propósito foi, assim, desvirtuado, ou perdeu o rumo, ou perdeu a identidade. Enfim, há muitos elementos que todas as corporações podem aplicar hoje sem o menor susto. E, assim, acho que a Bíblia tem a parte, o Gênesis, que é pré-Jesus, e aí são diversos personagens, tem lá Noé, Jó, Abraão, Salomão, são vários personagens. E tem o pós-Jesus, né?

Só que são personagens muito diferentes até. Se a gente olhar para o passado, são personagens muito ricos, inclusive. Ricos de detentores de riqueza. O próprio Salomão. Jesus era muito diferente. Ele não era um cara rico.

O que que são esses dois mundos, né? O que que a gente pode entender a partir disso, né? Desses personagens que são muito ricos, mas aí, depois de um tempo, Jesus como personagem com menos dinheiro, né? Bom, isso é importante porque a Bíblia, ela não mostra apenas uma camada social.

Se todos os personagens da Bíblia fossem ricos, não haveria espaço para o pobre ali. Se todos fossem pobres, não haveria espaço para o rico. O que há, na verdade, é uma desconstrução da narrativa bíblica, que eu posso destrinchar aqui se vocês quiserem as razões dela, que é uma construção que demonizou o dinheiro e o sucesso por longas e longas etapas do cristianismo.

o dinheiro foi demonizado. Isso não é muito herança judaica, não, é mais herança cristã. Especialmente a partir da Idade Média, entrando ali no comecinho da Idade Moderna, você tem uma demonização do dinheiro.

Então, criaram-se muitas lendas que ser rico afasta você de Deus, que o dinheiro é uma abominação, que o dinheiro é quase uma coisa que tem que pedir desculpas por ter, e não, assim, usar para as pessoas. Quando vem no século XVI a reforma protestante, você já tem um quebra de paradigmas aí, porque pelo menos o capitalismo começa por um berço protestante.

Max Weber, está aí para contar a história, o capital e o protestantismo, o próprio Lutero falava muito sobre finanças, rompeu com aquele vínculo medieval anterior da pobreza franciscana, que é o nome que se dá geralmente para isso, como o ideal da pobreza, é o voto de pobreza mesmo absoluto.

hoje eu temo que nós estamos indo para um outro extremo. Se nós saímos da pobreza franciscana, que era uma distorção, uma demonização do dinheiro, e aqui nada contra São Francisco de Assis. Eu estou usando o nome pobreza franciscana apenas como recurso literário. Não estou falando do personagem São Francisco de Assis.

Aquilo é outra coisa. O São Francisco de Assis tinha uma ideal da pobreza, que tinha uma teologia por detrás disso. Eu estou falando do que foi construído depois e recebeu o nome de pobreza franciscana, deixando isso claro para os nossos ouvintes católicos. Mas hoje nós estamos migrando para um outro extremo que é igualmente perigoso.

que é o extremo da romantização do dinheiro. Então se você tem no extremo a demonização do dinheiro, tem a romantização dele, achando que o dinheiro por si é um bem tão valioso em si mesmo, que basta tê-lo para ser feliz. Ledo o engano, eu repito a frase que eu falei com vocês no início. Um sujeito, ele pode ter dinheiro, pode ser um excelente investidor, isso é um péssimo caráter, um cara que eu não queria na minha mesa para tomar um desejo comigo.

Agora, a partir dos exemplos bíblicos que você deu. Você falou do Antigo Testamento, falou de Jesus.

A Bíblia não mostra apenas esses homens já ricos, mostra o processo de enriquecimento deles. Eu vou dar um exemplo do antigo e fecho em Jesus. Abraão, o pai da fé. E eu não estudo arqueologia só por ela, a Bíblia só por ela, eu estudo a Bíblia dentro do cenário do Oriente Médio Antigo. Quando a gente lê na Bíblia que Abraão era um nômade, andando de tenda em tenda, morando aqui, a tenda ali, com os animais, a gente pensa no máximo um beduíno.

Mas existe uma expressão usada nos textos hititas, ugaríticos, acerca dos Tamkarum. Tamkarum era um tipo de nômade que ele ia negociando coisas. Depois eu posso explicar qual era o recurso deles no deserto. Ele fazia dinheiro no deserto. E ele ia ficando tão rico, tão rico, tão rico, que grandes impérios como a Assíria, o Império Hitita, o Império Sumério, Esses impérios começaram com nômades,

que viviam em tendas. Tanto é que quando você pega a lista dos reis sumerianos, fala assim, esses são os reis que viviam em tendas. Então Abraão começou como um fundador de um país. E ele vai adquirindo dinheiro. E sem guerra. Isso é interessante. De Abraão para Jesus, a gente vê uma pessoa que realmente Jesus não era rico.

mas também é um ledo engano, achar que Jesus era um miserável. Porque nós temos, por exemplo, na Bíblia, Jesus também sendo recebido em casas de gente da elite da sociedade. As pessoas só olhem, não, mas Jesus só andava com os pobres, os pecadores. Bom, primeiro que a Bíblia não fala isso. A Bíblia fala que Jesus comia com publicanos e pecadores. O publicano não era pobre.

O publicano era o fariseu, né? Não, o publicano era o cobrador de impostos. Eu vou até piorar, vou ser politicamente incorreto aqui. O publicano era aquele sujeito que ganhava dinheiro, na maioria das vezes, de maneira ilícita.

Então era aquele investidor que está sendo investigado hoje aí. Você está entendendo? Agora, por que Jesus comia com esses publicanos, cobradores de impostos? Só porque Jesus estava se corrompendo também? Não. É porque Jesus tinha uma mensagem até para eles. Já quebra aquele negócio que Jesus só veio para o pobrezinho.

E Jesus tinha a coragem de ir à casa daquele homem comer coelho. Fala-se muito de preconceito contra o negro, contra o pobre, contra o indígena, contra o homossexual. Mas tem um preconceito contra o rico também. Ele também precisa do evangelho. Repito, Jesus não comia com aqueles homens de caráter duvidoso, porque estava se contaminando com eles. Mas Jesus também queria alcançá-los. E tanto é que os alcançou que dois deles, pelo menos, são mencionados na Bíblia como tendo mudado de vida. Eu estou falando de Mateus.

Seu Xará, né, o Mateus. Que era um publicano, né? Que era um publicano, que depois eu posso falar como é que ele era odiado, escreveu um evangelho. E nós temos Aqueu também, que era outro que morava ali. E o próprio Jesus, ele tinha uma roupa tão boa.

que quando ele foi crucificado, os soldados romanos queriam repartir entre si a veste de Jesus. Ninguém vai repartir as vestes de um mendigo. Então Jesus tinha veste boa. Jesus aceitou que a Maria Madalena, que até depois vou dar para vocês um livro que eu escrevi sobre isso, ungisse Jesus com um perfume que custava quase um ano inteiro de trabalho braçal. Imagina hoje, pega o salário mínimo, multiplica por 11,

Eu nem sei quanto está o salário mínimo hoje. Vixe. Esqueci. 1,300? É, coloca. Vamos fazer uma conta. Se fosse hoje. Se fosse hoje. Imagina você deixar que alguém, numa festa, derrame na sua cabeça um perfume que custaria pelo menos 11 vezes o salário mínimo atual.

1.621. Vezes 11? 1.621 vezes 11. É, só faço de cabeça, tá? 17.600. É, eu acho que um perfume de 17 mil reais pra ungir sua cabeça e você deixar, significa que você tinha um gosto refinado também. Então Jesus não era realmente um rico, mas também não era aquele pobre, miserável que muita gente pensa.

[trecho inaudível]

Hoje, quando você diz sobre a romantização de diânteses, está dizendo hoje, dias atuais. Falando em termos teológicos, é a chamada teologia da prosperidade. É o sujeito que promete que se você for para a igreja dele, você vai ter Lamborghini, você vai ter... O evangelho agora virou uma promessa de receita. Aí começa a complicar.

Então, posso puxar nesse assunto? Depois eu volto lá no... É porque quando a gente conversou aqui com o Clóvis de Barros Filho, filósofo maravilhoso... De me de margem eu participei de um podcast com ele. É, pô, o cara é incrível. E a gente perguntou pra ele, a gente trouxe ele pra falar, Clóvis, a gente aqui fala sobre dinheiro.

E dinheiro e todas as suas derivadas, de ganhar dinheiro, de perder dinheiro, de construir. Mas muita gente associa dinheiro à felicidade. Então, ouvindo sobre a teologia da prosperidade, queria que você falasse um pouco dessa relação dinheiro e felicidade.

Onde que essa relação de fato existe? Onde que a sociedade está se perdendo um pouco nessa relação? Qual é a sua visão sobre dinheiro e felicidade? Veja bem, quando você... Vou falar uma coisa perigosa aqui, mas vou misturar até a psicologia no meio. Nem todo mundo está emocionalmente preparado para ser rico. Existem várias barreiras que impedem. E vou mais além. Ainda bem que alguns não ficaram ricos.

Por que eu falo isso? Com base em quê? Porque eu sei alguns ricos que ficaram ricos, o estrago que ele está fazendo porque ele era um rico não sábio. Uma pessoa que é rica, milionária, bilionária, mas não é sábio, ele rebenta com a vida de muita gente. Ele rebenta com a bolsa de valores.

ele rebenta com a vida de um monte de empregados. Nós estamos vendo um caso clássico aqui no Brasil agora, com um banco que está sendo citado e tudo mais. Olha bem, quando o camarada não é sábio e não é honesto nas finanças, ele rebenta com a vida de muita gente, investidores se prejudicam. Então a gente tem que entender, o primeiro princípio da riqueza é o seguinte, você tem competência emocional para ser rico.

Competência emocional para ser rico, para mim, deveria vir no primeiro ponto da lista, antes mesmo da competência técnica. Como aplicar na Bolsa de Valores, como aplicar se é criptomoeda, se não é criptomoeda, como analisar os grandes investidores, entender de economia. Antes disso tem que ter a questão emocional. Por quê?

Eu vou dar um exemplo e vocês vão entender. Imagine que um supervisor de um aeroporto chegue ali no aeroporto para verificar se está tudo funcionando bem. E quando ele chega no aeroporto, ele vê o faxineiro cochilando, lá sentado numa cadeira dentro do banheiro com a vassoura aqui do lado, cochilando. E o banheiro sujo. Ele vai dar...

um belo de um xingaço, digamos assim, naquele homem, uma advertência, e vai mandar ele limpar o banheiro imediatamente. Correto? Esse mesmo supervisor sobe as escadas, vai até a torre de comando, e lá ele vê o controlador de voo cochilando em cima do teclado. É demissão sumária. O erro de ambos foi o mesmo.

Eles estavam dormindo no serviço. Mas o cochilo do faxineiro redundaria num banheiro sujo. O cochilo do controlador de voo redundaria num acidente aéreo de grandes proporções. O controlador de voos tem mais benefícios do que o faxineiro. Ele tem um carro melhor, ele consegue nas férias dele ir para um lugar mais requintado, ele come melhor na casa dele, o salário é maior, mas junto com isso tem as responsabilidades. Porque...

Ele tem mais privilégios, mas ele não pode se dar aos luxos de equívocos que o outro poderia, eventualmente. Então há muitas pessoas que só estão pensando em ser ricos, mas eles não estão pensando em se preparar para serem ricos. E acima da questão emocional tem a questão espiritual.

Porque uma vez eu estava estudando a Bíblia com uma família muito rica daqui do Brasil. Eu não vou dizer o nome deles por questão ética, mas vocês conhecem, todo mundo conhece. E uma das perguntas que eles me faziam assim, e eu notava sinceridade na pergunta, era Jesus falou na Bíblia que é mais fácil um camelo entrar no fundo de uma agulha do que um rico entrar no céu. Então... Estava na nossa pauta, inclusive. Posso responder isso agora? Lógico. Eu vou dar a resposta que eu dei para eles lá. Falei, veja bem.

Quando um de vocês se converte, a festa no céu ainda é maior. Eu vou explicar por quê. Quando você é rico, e se você nasce rico, isso é pior ainda do que eu vou descrever, quando você é rico, dificilmente você tem pessoas sinceras para te falar o que elas estão pensando. As pessoas começam a se comportar como o prompt do IA.

Eu tenho certeza disso aqui, porque eu fiz uma pesquisa lá na IA, e a IA deu esse resultado. Não, meu amigo, na verdade o prompt está ali pra te agradar. O prompt está pra te agradar. Se eu sou um ateu e pela IA quero argumentos que Deus não existe, ela vai me dar muitos. Se eu for um evangélico, ela vai me dar muitos. Se eu for um católico, então pronto. Quando você vai ficando rico, as pessoas começam a se tornar prompts ao seu redor.

que maravilha o que você acha desse relógio muito bom, maravilha muito bom mesmo o que vocês acham de apresentar o programa com a camisa com o nome do nossa maravilha, que ideia maravilhosa e vai se multiplicando a lista daqueles que só vão agindo como algoritmos de internet reproduzindo o eco do seu próprio pensamento

As pessoas não têm mais coragem de desafiar você. Você vai perdendo a sensibilidade de fazer coisas simples. Ora, se eu tenho uma Ferrari na garagem, um Lamborghini e uma BMW, para que eu vou gastar minha manhã de domingo lavando meu carro? O motorista vai lavar.

Pra que eu vou me preocupar em calibrar o pneu do meu carro? Meu motorista vai fazer isso por mim. Pra que eu vou me preocupar em enfrentar uma fila de banco? O gerente vem à minha casa pra assinar os documentos. Pra que eu vou ao hospital, eu ligo, o médico vem à minha casa?

Não estou falando que isso é errado, eu só estou descrevendo a história sem emitir juízo de valores sobre ela. Você vai sendo acostumado demais a ser servido, ser servido, ser servido. Aí quando você encontra com o evangelho, a primeira coisa que está assim na porta de entrada, igual Platão, que para selecionar quem iria estudar na academia, o Platão mandou escrever na porta assim, aqui só geômetras.

que aí o pessoal, a geometria era uma coisa muito difícil, aí o pessoal já desistia antes de entrar, e o Palatão não perdia tempo com quem não estava pronto para ser aluno dele na academia. Então, a frase que a academia do Evangelho coloca é aqui apenas servos. E para quem só está acostumado a ser servido, isso entra de uma maneira tão antinatural, como, por exemplo, eu confesso para vocês que eu nasci com duas pernas esquerdas e não sou canhoto.

Ou seja, sou péssimo de futebol. Nunca me chamem, pode me chamar para um podcast, mas nunca me chamem para jogar bola. E não venha com aquele papo, não, está todo mundo só brincando, ninguém aqui é profissional, porque eu sou horrível, ou algo antes disso, de péssimo. Imagine agora que, para ser um servo de Cristo, eu devesse jogar uma partida de futebol.

Pra alguém como o Neymar, isso é fácil. O Neymar já tá jogando futebol todo dia. Tá treinando. Vive disso. Ganha dinheiro com isso. Respira isso. Então pra ele é fácil. É só botar a bola lá. Ele sabe pra onde chutar. Pro Rodrigo Silva...

Isso é como falar chinês mandarim e querer que eu traduz ao pé da letra. Não faço a mínima ideia do que você está dizendo. Então, para quem já está acostumado a servir o pobre, está acostumado a falar sim para o patrão, sim para o gerente de banco, sim para a menina do SUS, que está tratando muitas vezes com má vontade, sim para outra pessoa que está lá. Ele dá sim senhor para todo mundo, ele está servindo todo mundo, porque ninguém o serve, ele que serve todo mundo. Quando ele vê que o evangelho tem que começar servindo,

moleza, isso eu já faço todo dia, é o Neymar você tem que marcar um gol, aí isso eu já faço

Está entendendo a comparação? Então, para o rico é mais difícil ser salvo, não é porque Deus tem um preconceito contra o rico. É porque para o rico aprender a servir, é como para o Rodrigo Silva aprender a marcar um gol de placa. É muito mais difícil para mim do que para o Neymar. Então esse que é o sentido. E quando um rico consegue, apesar da riqueza, servir, uau, isso é como se eu fizesse um gol e eu vejo alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns

que os torcedores iam colocar até assim no replay lá do Fantástico, sabe? Até pedir música. É uma coisa que ninguém está esperando. Então o que eu tenho que fazer quando tem uma coisa que não é o natural para mim? Quem quer dar um jeito, quem não quer dar uma desculpa, eu vou atrás. Os mesmos princípios que vocês usam para o mundo financeiro, quebrou, começa de novo, vai atrás. Quantos empresários quebraram, foram... Estão...

a banca rota, e depois voltaram e reergueram o patrimônio dele de novo, e você usa esses casos, eu tenho certeza, como exemplos de vida. Você tá desanimado aí, olha, fulano de tal, grande empresário, quebrou três vezes, e tá lá de novo morando, talvez tendo um prédio inteiro aqui na Faria Lima. A mesma coisa eu uso com a Bíblia.

Você vai desistir por causa das dificuldades ou vai tentar? E a graça de Cristo vai te levar. E você tem como servir sendo um rico multimilionário. Como? Eu preciso lavar o meu carro para ser humilde? Não. Usar o seu dinheiro para o reino. E deixar uma coisa que eu marco muito. Legado. Porque qualquer sucesso profissional, financeiro, acadêmico.

que não abençoe a vida de um outro que não tem nada a ver comigo, é apenas um eufemismo para a egolatria. Tá, eu me tornei multimilionário. Vocês estão me chamando agora como consultor de negócios porque o meu negócio deu certo. Tá bom. Quantas pessoas foram beneficiadas com a minha riqueza? Se foi só eu e minha família com as férias em Bahamas, eu sou apenas um, mais um riquinho. Agora, se alguém que não serve meu cliente...

Porque o cliente eu vou tratar bem, porque ele é a galinha dos ovos de ouro. Não serve meu cliente, nem meus filhos, nem minha família. Se alguma pessoa da minha empresa faz uma oração, um católico, um dia fazendo o Pai Nosso com a Ave Maria, ele agradece por trabalhar comigo, eu já estou tendo legado. Aí a minha riqueza está se tornando uma riqueza a serviço do reino.

Que maravilha. Tem até uma parábola, não é, do jovem rico, que ele encontra Jesus e pergunta pra ele como que ele faz pra ter um lugar no céu, né? Aí Jesus percebe que ele era um homem de posses, né? E fala vende tudo que você tem, ou doa tudo que você tem e me segue. Vende tudo, dá metade aos pobres e você me segue. E aí o jovem rico foi embora, né? Então, nem todo mundo, né?

E o problema vai mais além. O caso do jovem rico ali, olha que Jesus não falou pra ele ficar pobre. Vende, dá metade aos pobres, isso aí quer dizer que ele ainda teria um patrimônio consigo.

O problema é que as pessoas não enxergam que quando ele começa a apaixonar-se demais pelo dinheiro, o dinheiro começa a ocupar lugares importantes na vida dele. Eu não tenho um ranking aqui social para apresentar, mas eu acho que não estou falando nenhuma imbecilidade quando eu sugiro que se fizermos um índice a muitos investidores de sucesso que já não conversam com o filho há muito tempo, que já estão no quarto ou quinto casamento.

que não tem uma vida estabilizada e que não estão felizes. Olha que paradoxo. Estão realizados e não estão felizes. Uma vez eu conheci um sujeito, olha que curioso. Ele quebrou

Essa família foi uma grande família da Bahia de calçados. Eles tinham uma grande rede de sapatos. E eles quebraram, quebraram mesmo. Isso foi nos anos 90. A ponto que numa semana ele teria o dinheiro que ele quisesse pra entrar numa concessionária e comprar um carro à vista. Nasceu no cartão. Na outra semana eu não tinha dinheiro pra fazer o supermercado. A quebra foi desse sentido. E um dos filhos dessa família, que é inclusive meu amigo,

Ele contou que na época do grande riqueza da família, ele tinha tanto dinheiro, tanto dinheiro, que uma vez ele teve o prazer de mandar um senhor embora, pai de família, só pra ver o camarada implorar pelo emprego dele.

Ele tinha 17 anos. E esse mesmo... Hoje ele é um empresário, mas com a cabeça completamente diferente. Ele mudou realmente da água, nasceu da água do espírito. Ele falou que uma vez ele estava para comemorar o aniversário dele. E o Pizza Hut tinha acabado de chegar no Brasil.

E quando chegou essa empresa de pizza, era uma coisa muito nova. Não era igual hoje, uma coisa mais simples não. Era novidade. E chegou lá em Salvador, e ele chegou assim e falou assim, olha...

eu gostaria de ter o lugar aqui pra comemorar meu aniversário com os meus amigos exclusivo, fechado. Aí a moça falou, desculpa, nós não fechamos, eu não quero falar com você, eu quero falar com o gerente. E engraçado que o dinheiro também, ele te dá uma autoridade. O dinheiro é igual uma droga. Dependendo da droga que você usar, se você é um cara tímido, você chega lá na menina e cria coragem e vai falar com ela. O dinheiro também te dá autoridade, né? Menina, você não sabe com quem você está falando. Chama o seu gerente aqui.

Pois não. Eu quero fechar o Pizza Hut pra ter um aniversário com meus amigos. Nós não podemos fazer isso, senhor. É norma da franchising. Deixa eu fazer uma pergunta pra você. Quanto você fatura aqui num sábado à noite bem vendido? X. Na época era cheque. Tá aqui o dobro. Eu quero o Pizza Hut. Ele colocou o dobro do faturamento. E fechou. Quando ele chegou lá,

Ele viu aquele ambiente todo ali, ele não ficou nem 20 minutos.

Os amigos todos ali, todos felizes. Ele ficou 20 minutos. Ele saiu do aniversário dele e foi embora. E dirigindo pra casa, ele tava tentando se entender. Por que que eu tô tão chateado? Tava tudo bem lá, meus amigos e tudo. Ah, eu sei o que que é. É porque eu comprei um jet ski que eu queria estrear no meu aniversário. Que no aniversário foi sábado, no domingo de manhã. E ele não chegou, ficou preso lá na alfândega. É por isso que eu tô chateado.

E depois ele lembrou que ele já tinha um jet ski que ele tinha comprado uns dois anos antes e mal tinha usado.

Então você vê, o dinheiro, se ele não tiver sabedoria, espiritualidade, eu posso falar assim, coitado do fulano, ele é tão pobre que ele só tem dinheiro. E pode ter certeza, se a única coisa que a pessoa tem é dinheiro, ele é mais pobre do que um sem-teto que tá na rua aí. Eu já conversei, eu tenho um espectro muito interessante. Eu já tive situações de dar palestra pra um rei na Nigéria.

Já estive com presidentes de país, com primeiros ministros, e também já estive em casas, falando de Bíblia, que a galinha estava ciscando no meu pé. Isso me dá um espectro sociológico muito interessante, porque eu converso desde a classe A até a classe C e D. E isso me permite passear nesses mundos diferentes. E eu posso dizer para você, eu já encontrei muita alegria no Oxoupana.

comparada a muita tristeza numa mansão na Zona Sul, de algum lugar bem rico. Você disse de pessoas que quebram e conseguem ainda se reerguer, né? Tem algum personagem bíblico que representa isso? Que quebrou e reergueu? Bom, deixa eu ver. Nós temos um caso clássico, não necessariamente de dinheiro, mas nós temos Davi.

Davi várias vezes, ele já era consagrado como rei de Israel, e ficou sendo perseguido, perseguido, até ele tomou o trono, e depois que ele toma o trono, de novo ele sai do trono, ele perde o trono, porque Absalão, seu filho, tenta tomar o trono, ele tem problemas com a família.

Ele também tem erros pessoais, porque ele adultera, ele manda matar o marido de uma mulher. Então Davi é um exemplo clássico de alguém que esteve no alto e no baixo, na escala da moralidade, do sucesso e da derrota. Quando você pega os salmos de Davi, você vê uma pessoa desnudando o coração mesmo com grande angústia, e em outros momentos com grande alegria. Então Davi é um exemplo que eu poderia pegar de alguém que esteve no alto e no baixo várias vezes.

O que esses altos e baixos...

nos trazem de lição na vida. Assim, trazendo para os dias de hoje, onde a gente vive, talvez, não nós aqui, mas as pessoas mais novas do que nós, elas devem enfrentar um problema no futuro, que hoje em dia, seja você um anônimo ou uma pessoa super famosa, tudo hoje é registrado. O print é eterno, diriam, né? Então, qualquer coisa que você fizer, qualquer coisa que você falou, qualquer coisa que você fez...

tá ali registrado, tipo, é como se você não pudesse mudar de opinião, o caso mude, alguém vai te falar, mas você disse isso tempos atrás, você fez isso tempos atrás, que é algo que quase que impede uma coisa muito humana, que é o aprender com o erro, que é o se tornar uma pessoa melhor, ou ter esses ciclos, né? Como é que a gente pode trazer esses ciclos de altos e baixos do Davi?

com esse momento de hoje que a gente vive quase que o que você falou é caracterizado. Montanha-Russa. A minha esposa está grávida. Pô, parabéns. Agora, a partir das próximas duas ou três semanas, em qualquer momento já pode ter um novo chorinho lá no bairro, no condomínio que eu moro. Que maravilha. É uma menina, vai se chamar Sara. Já se chama, né? Porque eu já falo com ela e tudo mais, não está registrado ainda.

Mas eu estou estudando muito o futuro dessa próxima geração por causa da Sarah. E eles dão nomes para as gerações, né? Sigma, Z, etc. Estamos saindo da geração Z. A geração da Sarah tem muitas coisas que ainda estão nubladas. Vou dar alguns exemplos para vocês. Qual será o emprego?

O mercado de trabalho daqui a 15 anos, nós não sabemos. Não sabemos. Há declarações como o do Elon Musk, até muito fortes, mas o Elon Musk, não que eu estou aqui usando argumento para autoridade, mas é um camarada que tem informações privilegiadas.

que ele chega a dizer que até a medicina convencional já está com os dias contados. Ele chegou até a brincar, assim, eu não preciso estudar medicina, porque a IA vai fazer cirurgias robóticas com muito mais precisão do que o olho humano. E, tecnicamente, isso é possível. É...

A IA vai controlar um monte de coisa, ele está apostando muito nessa questão, a ponto de alguns entenderem que nós vamos trabalhar com o futuro nas próximas duas décadas de pelo menos 60% a 70% da população mundial sem trabalho. Muitas empresas já estão mudando, agora não estão querendo mais, aqui falando realidade brasileira agora, ter o CLT, agora está passando todo mundo para o VJ.

se é CLT, obrigado, mas nós vamos te demitir e vamos te contratar com PJ. Os vínculos estão ficando menos, perceba, pode parecer uma coisa meramente econômica, mas como você me perguntou do ponto de vista emocional ou espiritual, eu vou responder do ponto de vista espiritual.

Esse detalhe de não quero você mais como CLT, eu quero você como CNPJ agora, eu quero você como pessoa jurídica, isso reflete uma característica dessa próxima geração. Não existem vínculos.

Porque quer queira, quer não, a carteira profissional, não estou fazendo nenhum panegírico a ela, mas ela se torna um vínculo. Eu tenho a carteira profissional. Quem nasceu nos anos 70, sabia que um homem de sucesso, é aquele que tem a carteira profissional, quando você não queria que o DOPS te pegasse na época dele, saia com a carteira amassada aqui no bolso, carteira assinada, se me mandarem embora, tem que ter um mês de aviso prévio, aquela coisa toda, etc. Tem um vínculo. Hoje não tem vínculo.

Você vem, trabalha e vai embora. Quando precisar você também não tem nada. É prestação de serviços. Uma geração muito acomodada também ao tablet vai ser uma geração com dificuldade de trabalhar em equipe.

Uma das grandes dificuldades que vamos ter para as próximas gerações é trabalho em equipe. Olha que interessante. Nós partimos de uma fase que era a época dos grandes inventores, a época que eu chamo do professor Pardal, que o sujeito entrava lá no laboratório dele e voltava com o invento. O Marconi voltou com o rádio, não é isso? O Santos Dumont, Osimons Wright, cada um lê como queira, voltou com o avião. Cada um voltava com o seu elemento.

Thomas Edison voltou com a lâmpada. Depois, nós saímos dessa época e entramos numa época que acabaram os grandes inventores. Se eu falar, quem inventou a lâmpada? Thomas Edison. Quem inventou o rádio? Marconi. Quem inventou o motor automotivo? Robert Fulton. Mas se eu perguntar, quem inventou o celular? Você não sabe.

Quem inventou a internet? Você não sabe. Quem inventou o aplicativo? Você não sabe. Porque agora é um conglomerado de pessoas trabalhando. Esses dias eu estava vendo com minha esposa o livro do sujeito, um israelense que inventou o Waze. Mas não é ele agora, é um time. Só que agora nós estamos migrando para uma terceira onda.

que dificilmente nós vamos ter grupos. Os grupos vão ser substituídos pela IA. A IA faz por mim. Então, se eu estou tão acostumado a ter minha vida com celular, para que eu preciso de você? É um desafio. As pessoas também estão com muito receio de como é que vão ser as interações sociais daqui para frente. Como é que nós vamos fazer com uma grande massa não trabalhando. E um crescente controle.

da economia, a ideia do grande irmão, né, Orson Welles, tá voltando, nós somos controlados, a China já tá sendo um microcosmo do futuro, que você agora, sua face tá sendo fotografada em, eu sei de onde é que você esteve só pelas fotografias.

esse negócio de você sempre ter que dar os seus dados em alguma coisa, eles estão te controlando. Nós estamos vivendo o grande irmão, o Big Brother. Não no sentido da Globo, mas no sentido do clássico. Do 1974. Exatamente. Então nós estamos vivendo assim, é, é, é, é, é, vivendo um Big Brother.

E onde é que está a nossa liberdade? E os nossos valores? E o ensino? E onde é que vai estar a minha influência de pai perante uma filha que vai estar cada vez mais no mundo internético? Eu ainda peguei, eu sou dos anos 70, eu ainda nasci numa época analógica, porque eu datilografei em máquina de datilografar. Eu recebi e enviei cartas. Eu escrevi de maneira cursiva. Eu aprendi idiomas olhando gramática.

E agora minha filha vai nascer num mundo que ela já vai ter ar-condicionado no quarto dela. Que ela vai ter babá eletrônica. Que ela já vai nascer num mundo totalmente automotivo. De telas. De telas. Como é que vai ser isso? Eu vou dizer pra vocês num único princípio. Nós temos que tomar a ousadia...

de começar a ser minoria e não ter medo de ser minoria. Eu sei que vai na contramão de muita coisa do que o mundo corporativo manda, mas você fala, não, a tendência do mercado é essa. Isso vale para o mercado. Se eu for contratar você para ser meu consultor financeiro, você vai falar, Rodrigo, invista agora nisso aqui, não invista em dólar, não, porque agora o mercado não está bom para dólar, porque vocês ficam olhando as tendências de mercado. E tudo bem, está correto. Mas no que diz a princípios de vida,

Eu presumo, eu sou um pouco Kafka nisso aqui, sabe, um pouco pessimista, eu presumo que nós estamos caminhando para uma época em que as tendências de mercado no sentido de valores, moral, crenças pessoais, vai estar tão na contramão daquilo que o evangelho diz, que ou eu tenho a coragem de ser minoria, o apocalipse chama isso de remanescente,

Ou então, os valores que são tão caros para mim como cristianismo, vão estar fadados a um mundo pós-cristão. Agora, excelente explanação. Só um ponto aí, acho que até que corrobora por que a gente gosta tanto dos velhinhos que estão ali atrás, o Warren Buffett e o Charlie Munger. Porque, acho que um pouco do que a gente faz na prática...

como investidor, a gente tenta fugir dessa tendência também. A gente também quer ser minoria. A gente busca ser um pouco contrasensual ao que está sendo dito. E é até uma brincadeira, que a gente não leva isso ao pé da letra, mas a gente encara como uma brincadeira, porque quando a gente criou o podcast, o nosso fundo de ações que o Matheus gere e gere muito bem, ele nasceu depois de sermos podcasters.

E aí uma pessoa falou, pô, já entendi. Vocês vão trazer os caras mais inteligentes do mercado, vão perguntar onde é que vocês estão investindo, vocês vão pegar as melhores ideias e investir no fundo. A gente falou, olha, é quase isso. Na verdade, a gente vai pegar onde todo mundo está investindo e falar, bom, é aqui que eu não vou investir, porque já está todo mundo investindo. A gente tem que procurar outra coisa para investir, porque se já está todo mundo investindo aqui, não tem como a gente ter um diferencial de opinião, não tem como a gente... É aquela coisa da moda, né? Se já está todo mundo lá,

Qual que é o ganho marginal que eu vou ter em cima disso? Na verdade, eu vou olhar e até tem um pouquinho, né? Eu uso hoje o relógio porque somos acionistas de Tecnos. E até falam, pô, relógio? Mas quem que usa relógio hoje em dia? E a gente começou... É brasileira? É, e a gente começou a mostrar os resultados. Enfim, empresa que está indo super bem. A gente não é...

contra sensual por teimosia. Mas a gente entende que é ali onde a gente vai encontrar as grandes oportunidades. Mas tenho certeza que vocês pagam um preço por isso também, né?

Ah, é normal. O Fernando pensa assim, olha, igual falou, pra que investir isso aqui? Esse é o ponto, eu gostei da fala dele. Não vai ter tanta gente pra conversar. E não vai dar aquele quentinho quando alguém concorda com você. E isso a gente passou num evento muito importante na nossa vida. Foi um almoço que a gente teve com um investidor de décadas de mercado muito mais inteligente, talvez seja o termo errado, mas muito mais experiente do que nós.

E o Matheus tava contando que tava investindo numa empresa chamada Vulcabras. A gente tá até com o tênis aqui no pé, que é dona da marca Olímpicos e outras marcas. E quando o Matheus falou que investiu em Vulcabras, esse cara falou, o quê? Essa empresa? Essa empresa...

eu tô vendido, né, Simples, eu tô apostando que ela vai cair. E começou a contra-argumentar, e o Matheus levou ali uns 10 minutos do almoço, serenamente explicando porque a gente investe nela, mas depois do almoço a gente ficou, caramba, será que a gente tá fazendo alguma besteira? Porque no final acabou se provando favorável a nós, a empresa foi muito bem. É desconfortável. Mas é desconfortável. Você falar com alguém que vira pra você e fala você está errado, eu discordo de você, você tem que saber lidar com esse desconforto.

E o próprio Warren Buffett fala que quando você está olhando o mercado financeiro, comprar ações, é muito diferente de você, por exemplo, apostar em quem vai ser o vencedor de uma eleição. Porque geralmente o vencedor da eleição é aquele que é mais falado. O que é mais falado, mais popular, ele provavelmente vai ganhar.

as eleições. Agora, a ação mais popular, geralmente não é a que vai te dar mais dinheiro. Você tem que ir naquela que ninguém tá olhando, que tá todo mundo pessimista, que não vai acontecer. Então é um pouco disso, né? O ser popular nas ações geralmente é algo ruim. E por isso que é importante a questão dos princípios. Quando você tem princípios muito sólidos...

Quando você acredita em quem você é e no que você está fazendo, fica muito mais fácil você ouvir alguém falando que você está enganado e você ouvir respeitosamente, mas dizer, ok, discordo, mas obrigado. É por isso que a gente tem que ter muito claro em um dos pontos que a Bíblia coloca. Hoje escolheis a quem servis, fala em termos assim, né? Quem você é, de fato. Eu até falei esses dias num bate-papo com os amigos. Quando eu era criança, isso deve ter acontecido com vocês também, uma das primeiras coisas que os meus pais me obrigaram a...

A saber de cor era o meu nome completo, o nome da minha mãe, do meu pai e o meu endereço.

E eu entendi isso na prática. Um dia que eu estava em Belo Horizonte, no parque municipal, eu estava com meu pai ali, meu pai gostava de tocar numa banda lá chamada Banda Mólin. Era um carnaval fora de época. Eu tinha uns 5, 6 anos de idade. E ali naquele momento a gente estava lá tocando aquela coisa toda e tal. Meu pai, todo feliz ali. Daqui a pouquinho começou uma briga. Tinha alguns caras bêbados e tudo mais. Começou uma briga e na briga todo mundo corre pra uma criança.

Eu me desesperei, né? Saí desesperado, correndo. Quando olhei pra um lado, só vi a gente pra um lado. Cadê meu pai?

Aí eu, quando eu vi um policial, eu corri, e eu ficava só olhando pra ele e repetindo assim, meu nome completo, meu pai, da minha mãe, meu endereço. Depois o policial, calma, calma. Se a gente não achar o seu pai, eu te levo na sua casa. E eu elogiou, porque eu sabia o meu endereço. Mas moral da história, quando você sabe quem você é, isso é uma grande vantagem, porque se você se perder, você sabe pra onde voltar.

Entendeu? Então por isso que é muito importante eu ter claro quem eu sou e não me vender. Esse é um dos princípios do evangelho. Você tem que saber quem você é e ter o discernimento. O que que eu posso colocar na mesa de negociações e o que que eu não posso colocar na mesa de negociações? Porque veja bem, isso é um princípio bíblico, tá? Se eu coloco tudo na mesa de negociações, eu perco a minha identidade. Eu não sou mais ninguém. Eu sou apenas um vendido.

Se eu também não coloco nada, eu não sou um jogador. Eu não estou no palco. Então eu tenho que ter muito claro para mim, esses princípios aqui eu não posso negociá-los. Agora esses aqui eu posso. Vou dar um exemplo com a igreja. Algumas igrejas mais conservadoras, a minha, Adventista do Sétimo Dia, eu coloco aí, tem muito ainda o costume de no sábado pregar de terno e gravata.

tá certo? Só que em algumas outras igrejas eu já estou pregando sem paletó e gravata. Eu mesmo não preciso mais de paletó e gravata como no passado.

Hoje está mudando isso aí. Por quê? Porque antigamente o Cid Moreira apresentava o Jornal Nacional de Paletó e Gravata, o gerente do banco estava de Paletó e Gravata. Se esse podcast fosse nos anos 80, vocês estariam de terno e Paletó e Gravata. Eu também aqui, tudo mais e tal. Hoje mudou. Olha a camisa que estou aqui que vocês estão. Então, isso pode entrar na mesa de negociação. Vamos colocar agora o preletor, o palestrante, o pregador, o pastor, com uma roupa que converse mais com os jovens.

Tá tudo bem, há lugares que são mais resistentes à mudança, a gente entende isso, mas não é um desvio de conduta. Agora, pra que uma igreja, por isso que eu dei o exemplo, ela faça isso, ela tem que saber o que ela não pode negociar. E quando uma entidade religiosa começa a colocar na mesa coisas inegociáveis, aí começa a complicar. E aí é um grande problema pra quem lida com a teologia. Porque qualquer erro em nome de Deus, ele é pior.

qualquer erro, pode perceber, seja um erro de um crime, de uma falcatrua, se for em nome de Deus é pior. Se um investidor descobre agora, o camarada estava aplicando golpe no mercado e tudo mais e tal, vocês vão comentar, mas se aquele investidor era um líder de uma igreja, o escândalo é maior. Até para o ateu.

Você não precisa ser religioso. Pô, mas quem já pensou? O camarada era um religioso. Então o estrago é muito maior. E a gente tem que tomar muito cuidado, porque a partir do momento que eu estou com Cristo, tudo que eu tenho pertence ao reino e está a serviço do reino. Então a minha ideia de dinheiro é que eu não sou o dono do dinheiro, eu sou o administrador dele. Eu não sou o dono dos meus recursos, eu sou o administrador deles. E a quem eles pertencem? A Deus.

Se eles pertencem a Deus, eu tenho que usar sempre sabendo que eu estou usando para Deus. Então, eu tenho o meu carro. Como é que eu uso o meu carro para Deus? Não é colocando uma amante indo para um motel.

Não é negando, talvez, uma ajuda a alguém que precisa. Você entendeu? Não é usando tudo para apenas me envaidecer e fazer um culto a mim mesmo. Então esse é um princípio muito interessante. O que eu tenho não é meu, é de Deus. Eu estou administrando. Isso lhe dá muita responsabilidade. Eu tenho um amigo, por exemplo, que fundou a Golden Cross. Hoje ele está com 104 anos.

E um dia eu fui dirigir, mais de uma vez eu dirigi a Mercedes dele. Ele agora não tá mais com essa Mercedes, há 104 anos, não tem mais. Mas ele tinha, essa Mercedes, acho que só tinha duas dela aqui no Brasil. Mais de um milhão de reais a Mercedes dele. Pode ter certeza, eu dirigi com todo cuidado, sabe? Tudo direitinho e tudo, na hora de passar, olhava tudo, ver se não raspou tudo. Por quê? Porque ela não era minha.

Agora, a partir do dia que a Mercedes for minha, por mais que eu tenha zelo pelas minhas coisas, eu não vou ter o mesmo cuidado que eu tive na primeira situação por não querer estragar o carro de alguém mais rico do que eu. A responsabilidade é outra.

Concorda comigo? Se esse computador é de alguém que é muito caro, e fala assim, olha, cuida dele aqui, pra mim, Tiago, cuidado, olha, não deixa cair nada, gente, tira a água aqui pra não cair nada no... Porque você caiu o computador do fulano. Então as minhas riquezas são assim. Somos casados, né? Você tem a sua esposa, tem a minha... Tem medo maior do que estragar a água da sua esposa. Exatamente, exatamente. Eu acho que é o melhor exemplo possível. Então, assim, aprenda essa lição bíblica.

Quando você é rico pra Deus, você não é dono de nada, você é administrador. O dono é Deus. Aí você vai ter muito mais cuidado. Diferente de quando você é dono. Quando você é dono, você faz o que você quiser. Eu não posso fazer o que eu quiser com o meu dinheiro. Pertence a Deus. Nem ser, porque por incrível que pareça, na Bíblia, a condição de pródigo, de gastador, perdulário, é um pecado.

Tanto é que o filho pródigo, é chamado filho pródigo, que ele, além de ofender o pai dele tremendamente, pedia a morte do pai e pegou os bens. A herança que o pai, a duras custas, deixou pra ele, ele gastou tudo com mulheres, prostitutas e tudo mais. Foi o pecado dele. Afastou-se do pai, de todo mundo. O rico opulão também, que a Bíblia fala, o rico tolo.

que é um homem que Jesus fala que certa vez estavam dois jovens e chegaram para ele e falaram, mestre, manda meu irmão dividir comigo a herança. É que os rabinos na época de Jesus também funcionavam como juiz de pequenas causas. Enquanto ele estava dando o ensinamento, o pessoal trazia questões jurídicas. Aí Jesus virou para ele, como é que é? Manda meu irmão dividir comigo a herança. Jesus falou o seguinte, quem me fez repartidor entre vocês? Deixa eu contar uma história. O homem era muito rico e tinha muito dinheiro.

E ele ganhou mais dinheiro ainda e falou, o que eu vou fazer para guardar todo o dinheiro que eu tenho? Já sei, vou construir celeiros ainda maiores e vou armazenar tudo. E ele dizia de si para si, guarda essa expressão, ele dizia de si para si, farei celeiros ainda maiores. Até que uma voz chegou naquela noite e falou, tolo, nessa noite você morrerá, pedirão a sua alma. E o que você tem vai ficar para quem?

O cerne dessa parábola está em dois elementos. Primeiro, a resposta que Jesus estava dando aos jovens que queriam brigar por herança. E segundo, a expressão falava de si para si mesmo. Vou explicar a vocês porquê. Vocês já foram para o Oriente Médio alguma vez?

Já, fui muito rápido. Mas não para fazer negócios? Não, não, fui assistir o Palmeiras jogar uma partida de futebol. Se algum dia você fizer negócio com alguém árabe, palestino, ou israelense, ou egípcio, vá preparado para não olhar para o relógio. Seja para comprar algo na cidade velha de Jerusalém, ou para fechar um grande negócio em Dubai.

A primeira coisa que ele vai ter é bater papo com você e o questão financeira vai vir lá na frente. Ele vai lhe dar um chá estupidamente quente.

Porque você não pode deixar o chá sem beber todo. Então você vai demorar ali. Eles gostam de conversar. Eles amam conversar. Para eles, eles amam diálogo, grupo e tudo mais. Quando a parábola diz que aquele homem falava de si para si mesmo, ali está o segredo. Ele estava quebrando o padrão cultural do Oriente Médio. Ele não tinha ninguém com ele mais. Ele estava rico e não tinha mais ninguém.

Aí as riquezas dele vão ficar pra quem? O que adiantou? Ser muito rico e não ter boas relações sociais, boas, não relações sociais, boas relações, é como ter um repertório de piada e não ter pra quem contar. Aí Jesus vira, é isso que vocês querem? Vocês querem brigar por herança? Então nós temos que escolher também, como dizia o Ferreira Goulart, eu quero ter razão ou ser feliz? Então, o dinheiro tem que ser um instrumento, não uma causa final.

E tem dois sentimentos no mercado financeiro, Rodrigo, que é o medo e a ganância. O medo de perder, a ganância de querer ganhar muito. E tem uma história na Bíblia que é a parábola dos talentos. Queria que você contasse essa parábola e o que ela pode ensinar a respeito do medo e da ganância.

Jesus contou a história de um rei que tinha servos, ele fala de três grupos de servos, e cada um ganhou alguns talentos. O talento não é uma unidade monetária, o talento é uma unidade de peso. Mais ou menos 27 quilos. Então pode ter sido 27 quilos de trigo, 27 quilos de ouro ou de prata, não fala, só fala dos talentos. Um ganhou um talento, outro ganhou cinco, outro ganhou dez.

Aí, quando aquele senhor voltou depois de muito tempo e foi na parábola conversar com aqueles homens, o primeiro senhor falou assim, senhor, aqui está o dinheiro que o senhor confiou a mim, eu investi, multipliquei o seu dinheiro e aqui está o dinheiro que o senhor me deu, mas com tanto investido. E ele elogiou aquele servo.

O segundo, senhor, está aqui o seu dinheiro, também investi, deu tanto de juros e correção monetária e lucro, está aqui o seu dinheiro aumentado. E o terceiro, ah, senhor, eu sei que o senhor é um rei tirano, um homem muito duro, eu fiquei com medo, fiquei com medo de perder o seu dinheiro, o senhor ficar mal comigo, aí eu peguei, enterrei e está aqui. Um talento, igual o senhor me deu.

E aquele homem ficou muito entristecido com a postura daquele servo. A tradução dessa parábola para os dias de hoje é como se, de repente, eu pegasse três investidores...

e colocasse uma boa quantidade de dinheiro na mão deles para eles investirem. Eu estou pagando a eles para isso. Multiplica o meu dinheiro. Aí um consegue um bom investimento, o outro também não consegue nada. Ou investe tudo errado ou nem investe, pior. Nem investe. Põe debaixo do colchão. Põe debaixo do colchão, nem investe. Fala assim, até que o seu dinheiro é direitinho. Agora é a inflação, comeu isso aí e tudo mais. E a gente vê realmente a postura ali do medo, da covardia. A Bíblia faz uma distinção entre medo e temor.

O medo é uma doença, a fobia. O temor é uma responsabilidade.

Ter temor é bom. Tanto é que a Bíblia fala, temei a Deus e dá-lhe glória. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. É o temor que me impede de colocar a mão num buraco e ser picado por um escorpião lá dentro. É o temor que me impede de fazer uma ultrapassagem perigosa, porque eu não estou vendo a curva. O temor protege. Um pouco de temor é igual o caldo de galinha, sempre faz bem. Mas a diferença entre veneno e remédio é dosagem.

O temor na dosagem errada vira medo. E a Bíblia coloca o medo como sendo um pecado.

Aí você traduz medo por covardia. Tanto é que a Bíblia fala que no céu não entrarão os cães nem os covardes, nem os assassinos, nem os idólatras. Olha que interessante, quando a Bíblia coloca a lista dos que não entraram no céu, os assassinos, os idólatras, coloca os covardes na lista.

Então é pecado ter medo? Se o medo for um medo ético, sim. E quando é que eu sei uma coisa ou outra? Quando você, às vezes, para segurar, se proteger, você se vende para uma coisa errada. É o que vocês falaram, a dificuldade que muita gente tem de ser honesto. Ah, todo mundo faz isso, por que eu não vou fazer também?

Aí ele tem um medo de covardia, um medo que tem implicações éticas, um medo que pode trazer grandes consequências ruins para ele. Então a Bíblia apresenta exemplos disso. Posso dar para vocês, já que a gente falou de gente que deu certo e que não deu. Davi e Saul. Os dois foram escolhidos por Deus para serem reis de Israel. Só que Saul chegou um momento em que ele cresceu, cresceu tanto, e Saul era um cara que tinha tudo para dar bem.

Diz que o mais alto em Israel pegava na cintura de Saúl. Saúl era um homem potente, bonito. Tanto é que a palavra Saúl, Shaul, em hebraico, significa o desejado. Aquele que foi pedido. O desejado. Ele era o quê de Davi? Ele era o rei de Israel antes de Davi. Ah, o rei de Israel antes de Davi. Quando Israel pediu um rei, o primeiro que eles escolheram, Senhor, a gente quer um rei. Vocês têm certeza? Queremos. Nós queremos Saúl.

Todo mundo votou, assim, ganhou no primeiro turno com 90% de votos. E o Saul, como eu falei, a Bíblia descreve como um homem alto, imagina, que a altura da pessoa também chama atenção e tudo, bonito. Aí ele começou a crescer e fez batalhas e foi vencendo as batalhas, foi vencendo as batalhas. Um belo dia apareceu o gigante Golias.

E Saul, diante do gigante Golias, se acovardou. Ele não enfrentou o gigante. Não teve coragem. Aí o que era para ser o temor do Senhor, virou a covardia diante do gigante Golias.

E quem aparece ali naquele momento da batalha com Golias, todo mundo com medo. Nessa época tinha muito o esquema assim, como no caso de Aquiles, para não perder meus soldados nem você perder os seus, traz um soldado seu para lutar com o meu. Tipo desafio, né? De desafio. Aí estava o exército israelita de um lado, o exército filisteu do outro.

E os israelitas não tinham ninguém. E os filistas apresentaram aquele homem de dois metros e tanto de altura. Isso é que período antes de Cristo? Eu estou falando do ano mil antes de Cristo aproximadamente. Século XI. Século XI. Mil, mil e pouquinho antes de Cristo. Então chega aquele homem. Pesado.

Ei, mande alguém pra lutar comigo. Não apareceu ninguém. E o Saul, que era o homem mais alto de Israel, se acovardando lá também. Não cumpriu o papel dele como líder. Como exemplo. Isso é muito forte. Quando o líder é o primeiro a pular como se fosse um rato, saindo do navio, aí vem o jovem Davi. Davi de uns 13 anos de idade, talvez. 12, 13 anos. E quando Davi chega, o que é esse alvoroço todo?

Ah, o gigante Golias. Gente, mas vocês esquecendo da promessa de Deus, questão da identidade? Vocês esquecendo quem nós somos? Ele está ofendendo o nosso Deus. Eu vou lutar com ele. Tanto é que Davé era tão simples que colocaram a armadura de Saul nele.

E estava pesado demais, não deu certo. Aí vocês conhecem a história, o Davi pegou as cinco pedrinhas e com um estilinho bateu na testa do gigante Golias, ele cai. Davi pega a espada de Golias e corta a cabeça de Golias. Olha que interessante. Davi fez aquilo que os outros maiores estavam comendo.

Olha como é que o medo paralisa. E o Davi fez. Ele foi lá. Ele foi. Enfrentou o gigante. E ele mata o Golias com a própria espada de Golias. Isso é uma coisa interessante. E coragem. É agir com o coração, né? Agir com o coração. Coragem. Exatamente.

Tem uma história uma vez que eu vi um pastor amigo meu chamado Alejandro Bullion, ele contou uma história muito interessante. Ele é peruano e os peruanos de cultura indígena são muito frios. O peruano é aquele tipo de pessoa que você pode bater nele, você pode fazer qualquer coisa, mas ele aguenta, o peruano aguenta.

E um dia ele falou que, olha, eu aprendi a ser muito frio com a dor, com o problema, e realmente é uma história de resiliência do pastor Bouillon que eu admirava a história dele, mereceria um livro que não foi escrito ainda. E ele contou que ele sempre foi assim, e ele até brincou na palestra dele, falando, olha, se você tiver um segredo...

comigo, pode ficar tranquilo. Podem me torturar, podem ameaçar minha mulher e meus filhos, podem fazer o que quiser, eu não vou entregar o seu segredo. Pode me bater, eu não entrego. Porque eu sou duro, eu sou índio, eu sou peruano. A cultura é incaica. Ok.

Agora, só que se jogar um sapo no meu colo, continuou ele. Eu conto até o que não aconteceu. Todo mundo riu quando ele falou aquilo daquele jeito e falou, vou explicar por quê. Eu tenho desde criança um trauma tremendo com sapo. Muito medo de sapo. Nossa, mas é pavora, é coisa quase psicológica mesmo. A ponto que se o sapo estiver naquela sala que eu tiver aqui, eu começo a suar mal, passar mal. É uma fobia mesmo, a mão fica fria.

Então, se jogar o sapo, eu vou contar tudo. Aí todo mundo distraiu, rindo e ouvindo a explicação, que aparentemente esqueceu do que ele falou antes. E ele retornou à palestra. Espera aí, vocês pararam para perceber o que aconteceu aqui?

No início da minha fala eu disse que se você tiver um segredo comigo, pode ficar tranquilo porque me torturam, me batem, eu não vou contar. Mas se jogar um sapo no meu colo, o seu segredo está em perigo. Por quê? Porque na primeira situação eu estou tranquilo, na segunda eu estou com medo. Viram como é perigoso um homem com medo?

Um homem com medo entrega os seus amigos. Um homem com medo mente. Um homem com medo faz coisas. E o grande risco hoje é que nas megacorporações nós temos homens com medo. Nesse sentido imoral que eu falei da covardia. E um homem com medo com poder na mão é a pior desgraça. Porque com medo ele frita uma pessoa que é excelente só por medo de sombra. Como o Saúl tentou matar Davi.

Saul tentou a vida toda matar Davi, várias vezes, você entendeu? Ele tem medo de sombra, ele fica segurando as coisas, ele não cresce porque ele tem medo das pessoas descobrirem o segredo do crescimento dele, e a história está repleta de homens com medo que praticaram o Herodes, que mandou matar Jesus quando criança, a história de Flávio José coloca Herodes e mandou matar a mulher que ele mais amava.

Ele matou os filhos dele com medo de golpe de Estado. Que quis matar o João Batista, né? Esse é o filho dele que também saiu igual ao pai. Porque essa é uma outra questão. Quando você tem aquela herança hereditária maldita, que você não é obrigado a ser o que você é, porque seu pai foi.

Não é determinismo, mas a tendência existe. O Herodes, o pai desse que mandou matar o João Batista, ele mandou matar a mulher dele, a Mariane, mandou matar os filhos, mandou matar pessoas que estavam perto, mandou matar as criancinhas em Belém. Tudo medo, medo, medo, medo, medo. Então,

Uma pergunta séria que eu tomo licença do podcast para fazer para você aí. Você que está feliz, que acompanha o podcast, porque é uma pessoa bem sucedida e gosta da coisa que eles falam de investimento, parabéns pelo seu sucesso. Mas dá uma olhadinha no espelho depois e pergunte, eu sou um homem, uma mulher com medo? Só você vai ter a resposta sincera. Mas ela pode determinar muito dos rumos da sua empresa e daqueles que são liderados por você. Olha...

Essencial essa pergunta, essencial essa resposta, muito bom. Mate, por causa dos problemas que a cidade de São Paulo trouxe para o trânsito, estou preocupado com o horário do nosso convidado, então queria ser um pouco mais seletivo, vou pedir para você permissão para saber se a gente pode falar na nossa extensíssima pauta que você montou.

eu não queria deixar de falar sobre essa palavrinha aqui. Paciência? Paciência. Tá. Vamos falar dela. A gente fala de paciência e da história de José? Pode ser? Pode ser. Qual dos dois primeiro? Eu queria que você falasse da paciência, porque acho que é uma das... O Márcio até escreveu, né? Uma das virtudes mais repetidas nas escrituras.

mas também ela é uma das virtudes mais, ao mesmo tempo, considerada importante no mercado financeiro, mas tão importante quanto ela é, ela também é, como é que eu posso dizer, colocada em segundo plano. Porque todo mundo se diz um investidor de longo prazo, até acontecer alguma coisa ali que deixa ele, ai meu Deus, desesperado ali no curto prazo.

E às vezes as pessoas perdem paciência. Ainda mais no mundo como hoje, a gente até falou um pouco das novas gerações, tudo é tão ansioso, tudo é tão imediato, as pessoas estão menos expostas a aceitar o sofrimento, ninguém quer passar pela dor. Enfim, queria que você falasse um pouco sobre essa virtude, o quanto que essa virtude ainda existe, como manter essa virtude viva na nossa vida, não só como investidor, mas...

E o quanto ela é necessária. Eu gosto muito da etimologia das palavras. E falando em etimologia da palavra paciência, o pior erro, a pior falta de conexão é pegar aquele joguinho de cartas e chamar de paciência. Porque a última coisa que aquilo é é paciência. Aquilo é apenas um jogo. E se você jogar demais, é até um vício. Paciência não é isso. Não é ficar jogando várias vezes até ganhar.

Paciência vem da mesma raiz da palavra, veja bem, da mesma raiz da palavra pátio e da palavra sofrimento, pátios, pátios. A gente fala paixão, paixão é sofrer, a gente fala paixão de Cristo, vem da mesma raiz. A palavra paz também vem da mesma raiz, pátio.

Então, paciência, paixão, paz, paciente de hospital, o paciente de hospital é aquele que está ciente do seu sofrimento, mas permanece. Então, significa alguém que insiste em meio à dor, em meio ao sofrimento. Isso que é paciência.

tá certo? E isso é paciência, é insistir na contramão de tudo. E pra isso, uma coisa que nós precisamos ter muito, pessoal, é a resiliência. E a resiliência é... Eu vou começar do ponto de vista psicológico, depois eu termino com o espiritual.

é uma coisa que nós estamos, infelizmente, treinando as novas gerações para não exercitar a paciência. Diz que uma vez uma senhorinha na igreja estava muito chateada e ela reclamou de Deus. Falou assim, olha, eu não estou aguentando mais porque eu peço a Deus para me dar paciência, para me dar paciência, para me dar paciência. E quanto mais eu peço para dar paciência, mais aparece gente para me tirar, rapaz, para me tirar o sossego. Até que alguém falou assim, olha, minha irmã.

Deus está dando o que a senhora pediu. Como assim? Só não pediu para ter paciência? Como é que você vai exercitar a paciência sem estar em um ambiente propício a isso? É mesmo que eu estou falando assim, eu quero vitórias, eu quero vitórias, eu quero vitórias. Aí me enche de luta. Aí eu reclamo. Não tem vitória sem ter luta. Então, não vamos tirar demais das novas gerações a oportunidade de sofrer um pouco.

Eu entendo que nós não queremos que os nossos filhos sofram as privações que nós sofremos. Então começa a tirar tudo deles. E começa a facilitar demais o caminho. E aí vem aquelas perguntas seguidas dos sucessos da internet. Você que sempre tentou aprender inglês do método tradicional e nunca conseguiu, eu vou te ensinar um novo método de inglês aqui, que você vai aprender inglês enquanto estiver dormindo.

Você coloca o fone e aí você vai falar inglês fluentemente. Aí põe muito bem, às vezes é o IA falando e tudo. Você para que? Você vai perder tempo com isso? Para que você vai agora perder tempo e ficar observando bolsa de valores? Eu vou te ensinar um aplicativo que ele consegue pegar os momentos da bolsa de valores. Ou seja, nós estamos.

oferecendo cadeira de rodas para quem não é cadeirante. Enquanto os cadeirantes, que realmente são cadeirantes, estão loucos para se livrar da cadeira de roda, porque eu tenho certeza que todo mundo que é um cadeirante, ele gostaria de não precisar de usar a cadeira de roda, ele gostaria de andar com as próprias pernas. Enquanto quem é cadeirante gostaria de não ter a cadeira de roda, nós estamos vendendo cadeira de rodas para quem não é cadeirante. Explico.

Se eu começar a andar de cadeira de rodas, mesmo sem nenhum problema físico, e não usar mais as minhas pernas, elas vão atrofiar. E daqui a uns dias eu vou ficar cadeirante, de fato. Por uma circunstância. Quando você começa a colocar a máquina pra pensar por você, começa a querer encurtar caminhos, muita gente pergunta assim, como é que você decora tanta coisa? Eu sento o traseiro na cadeira, estudo.

E as pessoas quando fazem essa pergunta pra vocês, ou pra mim, elas não querem a resposta convencional, elas querem uma resposta mágica. Elas perguntam assim, escuta, como é que eu faço pra ser um investidor de sucesso igual você, Matheus?

mas ela não quer trilhar todo o caminho que você trilhou, de teóricos que leu, de subidas e descidas, de rupturas e desgastes, de noites em claro, de acordar às cinco horas da manhã, porque ela quer uma coisa mágica, que ela sai de hoje para amanhã, como se você saísse de ontem para hoje sem o hiato do tempo.

Aí não vai produzir perseverança. Mas nós precisamos dela. Então, nesse aspecto, eu não sou nenhum masoquista, não tenho amor ao sofrimento, mas é bíblico. Eu agradeço a Deus pelas tribulações porque elas me ajudam a crescer. Aprenda isso. Não fique apenas driblando os problemas. Enfrente-os cara a cara. Uma vez um grupo de cientistas de Oxford é um grupo de cientistas de Oxford

Eles fizeram um teste muito interessante, está mapeado isso, está em artigo científico. Eles pegaram dois grupos de ratos e colocaram em laboratório, esses ratinhos branquinhos de laboratório. E para um grupo de ratos, eles começavam a colocar a comida separada do rato a partir de um elemento que dava choque. E para o outro, ele colocava a comida ali pertinho, que o rato só tinha que ir atravessar o pátio e comer a comida.

Aí, para o primeiro grupo, ele ia colocando um labirinto que tinha choque e não choque.

Ou seja, às vezes o rato batia e dava um choque, ele tinha que lembrar, ele tinha que passar pelo outro lado, e era um labirinto difícil até o acesso à comida. Enquanto isso, para o outro grupo, eles pegavam a comida que estava distante e ia cada vez aproximando mais dos ratos, a ponto que os ratos nem precisavam mais atravessar o pátio para pegar a comida. E depois de algum tempo, eles foram examinar a sinapse dos dois grupos de ratos. O primeiro grupo, aquele que...

tinha o labirinto, tinha as dificuldades, tinha muito mais produção de sinapse, eram muito mais espertos, muito mais robustos e com uma saúde muito melhor. O outro grupo de ratos estava obeso,

com pouca sinapse, significando que eles tinham dificuldade de aprendizado, problemas de vista, com vários problemas físicos, inclusive de colesterol e outras coisas mais. Então a vida é a mesma situação desse experimento de laboratório. Se você quer crescer, deixa Deus levar você para o exército, ele vai bater em você, ele vai colocar você no lugar, mas você vai crescer, você vai amadurecer.

E uma última história pra você, agora eu passo pro nível espiritual. Você não vai estar sozinho nessa luta. Dizem que uma vez um pai entrou num quarto e viu um menininho assim, tentando puxar um armário pesado. E reclamando, e o pai, o que foi que você tá? Eu tô tentando puxar o armário que meu carrinho caiu lá atrás. E eu quero puxar pra pegar o meu carrinho lá atrás.

Aí o pai usa a sua força aí. Eu estou usando. O pai perguntou. Você tem certeza que está usando toda a força que você tem para puxar esse armário? Claro que eu tenho, pai. Estou usando toda a minha força. Não está, não. Você ainda não me pediu para te ajudar? Ah, só me ajuda? Claro. Aí com a força do pai, puxaram o armário e tiraram. Então, não é um humanismo puro. Não é antropocentrismo. É você com Deus. Uma dupla.

onipotente e incompetente. Onipotente e incompetente. Fazendo de você um sucesso, não apenas para esse mundo, mas também para o mundo por vir. Deixando claro aquilo. Eu tenho falado muito disso. Eu tenho falado sempre em uma palestra sobre legado. E eu tenho sempre estimulado os empresários, advogados, pessoas que assistem. São pessoas secularizadas a isso. O legado é a marca que você deixa no futuro. Mas não pense em legado como sendo algo apenas pós-morte.

O que os meus filhos vão herdar? Não, isso é herança. Legado é diferente. Legado é aquilo que eu falei no início do nosso bate-papo aqui. É alguém que na religião dele agradece por estar trabalhando com você. Por ter você como chefe. Agora, a partir do momento...

que você sabe que é o motivo da terapia de alguém que trabalha na mesma sala, repense os seus, sabe? Não estou falando que você nunca vai machucar ninguém, nunca vai magoar ninguém, não é isso. Ou vai ter que ser firme com alguém. Mas a partir do momento que eu me torno tema da depressão de uma pessoa,

ou o tema da tristeza, da angústia, ou do prejuízo do outro, alguma coisa está errada. As pessoas que estão ao seu redor não estão falando que todo mundo vai te amar. Não é isso. Nem Jesus foi amado por todo mundo. Mas pelo menos algumas pessoas têm que agradecer. Nem que seja aquele camarada que serve o cafezinho. Ele tem que agradecer porque você recebe com um sorriso o café dele e dá um bom dia, um boa tarde, cumprimento, um sorriso amigo.

O cara que está lá na portaria, ele tem que agradecer, porque às vezes ele está chateado, alguém tratou mal, você chegou e tratou bem. Alguém tem que fazer uma oração agradecendo a Deus por você existir. Quando isso começar a acontecer, aí você começou a construir o seu legado.

Eu queria... Lindo. Vai lá, Mate. Tem uma aqui que é um papo mais sobre gestão de risco. Porque a gente teve o Noé, que esperou... Me corrija se é 170? 120 anos. 120 anos, né? Que Deus tinha falado pra ele que o mundo ia passar por um dilúvio e ele tinha que construir uma arca. Ele esperou 120 anos. Ou seja, ele...

No mundo dos investimentos, a gente primeiro tem que se preocupar em não morrer. E não perder para depois pensar em ganhar. Então, acho que o Noé foi esse cara que teve paciência e esperou para não perder. E talvez a Bíblia também tenha o José.

que talvez tenha sido o melhor ministro da fazenda ali na Bíblia, né? Que foi... ele foi vendido pelos irmãos, nunca fez nada de errado, né? E depois virou o segundo homem mais importante do Egito. Então, o que essas histórias podem ensinar o investidor sobre gestão de risco?

Deixa eu resumir em um minuto a história de José, para o benefício daqueles que talvez estejam nos assistindo e não conheçam a Bíblia. Abraão, pai do povo hebreu, bem sucedido. Depois ele teve um filho, Isaac. Isaac teve dois filhos, Jacó e Esaú.

E Jacó teve 12 filhos. E teve filhas também, mas teve 12 filhos. E Jacó naquela época via a poligamia. Então Jacó tinha duas esposas, porque no mundo patriarcal era normal a poligamia, como no mundo árabe hoje os homens casam com até quatro mulheres. E Jacó tinha uma mulher que ele amava mais do que a outra. E por consequência ele mimava mais os filhos dessa do que da outra. Aquela que tinha os filhos que ele mimava era a Raquel.

E Raquel teve um filho chamado José. Pela regra social da época, quem deveria ser o líder do clã após a morte do pai era o filho mais velho. Mas ele amava tanto José, que antes que José... José...

Quando José nasceu, ele colocou José como o líder do clã. E como é que eu sei disso? Porque a Bíblia dá uma pista. Naquela época, as pessoas não tinham guarda-roupa de túnicas, como a gente imagina. Porque produzir uma roupa era muito caro. Muito caro. Nós temos números disso na época egípcia, na época do Novo Testamento. Para produzir uma roupa era quase como para comprar um carro zero, popular.

Um carro aí de 60 mil reais, 70 mil reais. Ou seja, se você tivesse que gastar 70 mil reais numa roupa, você não teria um guarda-roupa tão vasto, a menos que você fosse ultra mega power bilionário. As pessoas normais, mesmo os muito ricos, eles vão ter um carro, dois, três no máximo. Você não vai ter 20 carros como você tem 20 camisetas. Então,

E as roupas geralmente eram em tom pastel, porque a produção da cor não era como hoje artificial. Eles pegavam elementos da natureza e misturavam para ter uma cor ou outra. A mais difícil era a cor vermelha, a vermelha escarlata era a mais difícil que tinha. Você tinha a púrpura também, que era muito cara, que era feita a partir de uma concha marinha. Então, assim, um belo dia, a Bíblia fala que os irmãos de José, que já não gostavam dele,

porque José era mimado. Vamos fazer uma leitura psicobiográfica de José. Era um carinha chato. Era o filhinho do papai. Mimadinho. Os irmãos iam pra lavoura e ele ficava em casa. Ali junto com o pai. Já criou um problema em família. Aí ele falava assim, olha, eu tive um sonho que vocês um dia vão me servir. Olha a imaturidade dele. Se você teve um sonho que você vai virar o meu chefe e eu tô no comando, fica calado. Pra que você falar?

Pra que isso ia falar? Ele contou ainda, os irmãos debochavam dele. Um belo dia ele foi visitar os irmãos e ele foi visitar o pai. Vai lá ver se tá tudo bem com eles lá, com seus irmãos. E ele foi vestido com uma túnica multicolorida que seu pai lhe havia dado.

Quando eu analiso essa história cruzando com dados do Egito antigo, que era a grande potência da época, eu noto no túmulo de Beni Hassan, tem um desenho de pelo menos 3.800 anos, de uma caravana de asiáticos indo comprar comida no Egito. Você nota que os egípcios estão bem desenhados com roupas brancas, os empregados dos asiáticos também, mas os líderes do clã estão com roupas multicoloridas.

Agora, dessa informação egípcia, voltando para a Bíblia, eu entendo que a roupa multicolorida que o José ganhou do pai dele significa que você vai ser líder. Aí, quando os irmãos viram que ele estava vestido com aquela roupa, se antes eles praticavam bullying, agora tem que matar. Lembra que eu falei do medo?

Até então, José era um mimado sonhador, do qual nós vamos dar um cascudo, que ele é o mais novo. Agora ele se tornou perigoso, porque se ele está com aquela roupa, é porque papai vai oficiá-lo como o nosso chefe. Vamos matá-lo. Aí eles pegam José e querem matar José, mas acabam no final, um látrio misericórdia, não matam José, vendem José para uma caravana de ismailitas e José é levado como escravo para o Egito. E lá no Egito ele sofre na escravidão. Ele vai trabalhar na casa de Potifar.

depois quando ele está trabalhando na casa de Potifar que ele começa a melhorar ali aí a mulher de Potifar se apaixona por ele olha a importância da identidade ela queria dormir com ele ter relações com ele falou não posso pecar contra o meu Deus nem contra o meu Senhor desculpe e vieram consequências porque ela acusou José e Potifar manda José para a cadeia interessante que o crime de adultério no Egito era pago com a morte e Muraco

O fato de Potifar, o dono da casa, não mandar matar José é um indicativo de que ele acreditava na inocência de José. Ele talvez sabia que a mulher dele era meio piriguete, sabe? Mas e a vergonha pública? Aquela pessoa que vende o seu princípio por causa do status quo. Mandou José para a cadeia. Quando José está lá na cadeia, ele começa a crescer de novo na cadeia.

A ponto de que o dono, o chefe da cadeia lá, coloca José como administrador da penitenciária. Era um cara inteligente. Inteligente. Aí tem um padeiro e um copeiro do faraó, que estão presos ali. Ele revela os sonhos dele.

Quando um deles volta, ele lembra de José. E José vai aparecer diante de Faraó. E quando o Faraó dá uma oportunidade, José de novo faz o Egito crescer. E nisso ele salva uma nação inteira, inclusive a sua família que volta para comprar comida no Egito. Que é a história das sete vacas magras. Que é o sonho de Faraó. O que nós aprendemos aqui? Primeiro princípio. Falamos da paciência, perseverança antes. Deus tinha um grande plano para a vida de José.

Mas para esse José tinha que amadurecer. Aquele José vaidoso, que ficava ostentando a roupa colorida para os irmãos, não estava maduro bastante para as bênçãos que Deus tinha preparado por ele. Por isso que Deus teve que mandar o José para a guerra, para a batalha. Vai para o colégio interno, vai apanhar, vai aprender. Primeira coisa. Então você está querendo... Lembre-se, é igual o caso de Davi com Saúl. Você pode até ser o garotinho ruivo, mas se o Saúl está no trono, tenha paciência.

Não atropele. Você entendeu? Você vai chegar lá. Mas lembre-se que entre você de hoje e você de ontem, tem o hiato de crescimento que, gente, nem eu, nem o pessoal aqui do podcast não tem fórmula mágica que vai excluir...

a sua vitória da caminhada entre isso aqui e isso aqui. Sabe por quê? Se eu anular esse período de crescimento, de maturidade, de paciência, de perseverança, de sofrimento, de cair e quebrar, eu vou pegar você daqui e vou botar você aqui. Isso é tão insensato.

Como se eu colocasse... Deixa eu pegar um... Fala um grande investidor de sucesso aqui que vocês admiro, que o camarada deu certo. Qualquer um. O querido Warren Buffett. Warren Buffett. Ok. Vamos pegar o Warren Buffett. Vocês gostariam de ser liderados por ele, eu tenho certeza. Já somos. Já é, né? Agora imagina ele com 12 anos de idade, 8 anos de idade.

O mesmo. Vocês gostariam de tê-lo com oito anos de idade? Sabendo o que ele ia ser? Não, com oito anos de idade. Pega ele com oito anos de idade e põe. Você confiaria... Lógico que não. Ele era só um dedicado. Oito anos de idade. Você confiaria a ele as suas finanças? Não, lógico que não. Mas vocês não falaram que eu admiro? Por quê? Existe uma diferença entre o Warren Buffett com oito anos de idade...

E o CEO que ele se tornou depois. O problema é que muitas pessoas hoje estão criando uma fórmula mágica que ele sai dos oito anos pra cá sem passar por esse miolo. Não existe isso. É como eu dar um título de doutor sem fazer tese. Tem que ter um miolo. E as pessoas estão fugindo do miolo. Esse é o primeiro princípio. Não fuja do caminho.

Número dois, não pense que uma vez que você chegou lá, você não tem mais o que crescer. José foi só crescendo. Ele cresceu na casa de Potifar, depois cresceu na prisão, depois cresceu no reino de Faraó, depois cresceu ainda no Egito todo. Então, nunca contente-se com o pouco. Terceiro, há coisas que você vai resolver.

Há coisas e traumas que você vai curar. Há outros que você vai conviver com eles a vida toda. Então tenha paciência consigo mesmo. Quando você estuda depois, lê de novo a história de José na Bíblia, prestando atenção nesse detalhe que eu vou falar para vocês. Vocês vão adotar que existe um elemento que percorre a história de José todinho. Um objeto. Sabe qual é? As vestes.

Tudo na história dele começa porque o pai dele deu uma roupa pra ele, que virou o motivo de ódio dos irmãos. Depois essa roupa dele é arrancada dele quando ele vai pro Egito. Depois, quando ele tá na casa de Potifar, diz que Potifar mandou colocar roupas novas nele, pra trabalhar na casa de Potifar. Depois fala que a mulher de Potifar, quando estava apaixonada por ele e queria seduzi-lo, que ela agarrou a roupa de José e José saiu correndo e ela usou a roupa de José como prova de que ele tinha tentado...

alguma coisa com ela, a roupa de José. Depois, quando José vai pra cadeia, ele é despido novamente. Depois, quando ele recebe a notícia de que o faraó queria vê-lo, ele novamente é vestido com uma roupa e vai pra frente de faraó. Quando o faraó o impossa como o grande líder do Egito, o faraó coloca uma roupa nova nele e um anel no dedo. Então você pode olhar que a roupa ela atravessa toda a história de José. Isso significa que há traumas, há que há alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns alguns

questões da minha infância que vão percorrer comigo a vida toda. E alguns traumas você vai superar, outros não. Você vai ter que conviver com eles. A questão é, qual o significado que eu vou dar para esse tema veste ao longo da minha vida?

Às vezes você ainda vai ter aquela dor daquele irmão mais velho que te humilhava muito na infância. Ou daquele tio que menosprezava você. Ou daquele padrasto que tratava você com diferença porque você não era o filho biológico dele. Isso vai te percorrer mesmo quando você tiver 60 anos. Mas você pode ressignificar isso. Como? Eu já sei como eu não devo agir para que outro não sofra o que eu sofri.

E eu já sei como eu devo agir para permitir que o outro amadureça como eu me amadurecer. E ele sempre fez o certo de primeira, né? Não. Não? Vou te mostrar que o José também teve o erro dele. A prova que ele não fez o certo de primeira foi, quando o pai queria colocá-lo como líder,

ele se antecipou, ele foi lá, vestiu a roupa e foi aparecer para os irmãos, não acertou de primeira. Quando ele teve o sonho de Deus, falando você vai ser um líder dos seus irmãos, ele também foi e antecipou o sonho para a família antes do tempo, até o pai dele falou, você está sendo muito arrogante menino, você está colocando que eu e sua mãe também vamos ser seus servos? Quando os irmãos vão lá

que eles não reconhecem o José, ele quase mata o pai dele, porque ele também tem uma vingançazinha no início ali, depois que ele faz o acerto com os irmãos e perdoa os irmãos pelo que eles fizeram, mas no início tem um espírito assim, um pouquinho de vingança. Mas tem as virtudes também. Uma delas que eu queria destacar, José poderia ter...

Partido para essa filosofia, que essa eu quero colocar um asterisco nela, porque é o pensamento de muita gente que está do lado de lá. E vou pedir licença a vocês para desdobrar isso aqui, não perdendo o foco que é a temática de José. Hoje existem alguns discursos sociológicos, e aqui eu não estou emitindo um parecer político.

tá certo? Mas normalmente são discursos mais voltados à esquerda. Estou apenas descrevendo. Não estou falando que a direita é céu e a esquerda é inferno. Eu não disse isso. Se você quiser, eu te dou umas 10 defeitos da direita aqui. 20, se você quiser. Mas deixe-me apontar esse aspecto que é mais um discurso da esquerda. Pela teoria de Karl Marx e outras coisas mais. Geralmente, algumas pessoas, elas não querem pagar o preço do miolo.

Lembra que eu falei? Elas querem pular daqui pra cá sem passar pelo miolo. Elas são preguiçosas. E às vezes são preguiçosas por um problema de caráter ou às vezes por um problema emocional. Às vezes eu sou preguiçoso porque minha mãe mimou demais. Tem N razões da sua preguiça. Elas não querem pagar o preço. Elas querem ganhar o picolé, mas elas não querem pagar o preço. Elas querem jantar, mas não querem pagar a conta. Mas elas querem o jantar. Só que como elas não conseguem por N razões,

elas começam a ver ao lado delas pessoas que conseguiram. E algumas vezes ela vai trabalhar para aquele que conseguiu. E por não estar bem resolvida, ela vai odiar aquele que conseguiu. E ela vai criar um mantra de que o que conseguiu sempre é o opressor.

Nota de rodapé. Isso não significa que todo rico é bom. Isso não significa que a opressão não existe. Há sim muitos multimilionários que ganham as suas riquezas a partir da opressão do pobre. Isso está registrado e denunciado na Bíblia. Mas eu não posso agora jogar fora a água suja, a bacia e a criança junto. Joga fora a água suja. Saiba o que diferenciar. Assim como há muitos ricos realmente opressores, há muitos ricos de bem.

Fazendo caridade. Eu conheço vários. Que eu dou graças a Deus porque ele ficou rico. E outros que eu pensei, meu pai, por que esse cara tá rico? Tem o rico fútil e tem o rico que vale a pena. Então, mas normalmente a pessoa fala assim, todo rico é opressor. E eu não aceito. Você, a sua empresa, tá faturando aí 40, 50 milhões de dólares no ano.

enquanto eu estou ganhando apenas uma cesta básica, um panetone e o meu salário em dia. Não, é muito injusto isso. Por quê? Qual foi o trato quando você entrou nessa empresa? Eu entrei para ganhar cinco salários mínimos. E o que mais? Eu aceitei ser CLT. Tá, alguma vez a empresa deixou de te pagar? Não.

Alguma vez a empresa falhou com os seus benefícios? Não. Te humilharam? Não. Te trataram como empregado? Não. Te pediram para fazer alguma coisa a mais? Não. Cometeram alguma ilegalidade? Não. Então ela tem o direito de te dar um panetone, mesmo que ela tenha faturado 20 milhões. Ponto. Simples assim. E se você não está satisfeito de trabalhar para uma empresa que faturou 20 milhões de dólares e você ganhou um panetone, então abra a sua empresa.

A filosofia de José é diferente. José podia ter falado assim, eu trabalhar para o sucesso do Egito? O Egito é um inimigo. E aproveitando até meu alto falho, que eu usei a palavra igreja aqui, o Egito tinha deuses pagãos. O José tinha que se manter como um hebreu legítimo num universo politeísta, de paganismo. Eu tenho um livro sobre o Egito e a Bíblia. Havia muitos deuses.

o deus Ra, o deus Kepre, a deus Apitar, Rapi. Para você entender a situação de José vivendo no Egito sozinho, sem ninguém da família,

Seria como se você pegasse agora um católico fervoroso, bem fervoroso, imagina aquele católico bem fervoroso que vai à missa todo dia, comunga todo domingo, sabe? E está lá e faz a novena em casa e todas as rezes, participa do sacramento, não do sétimo, porque não é religioso, não é sacerdote.

mas participa dos sacramentos que ele pode participar, da comunhão auricular. Aí você pega agora esse católico, que se você imaginou, ultra mega power católico, apostólico romano, e obriga esse católico a viver lá no Afeganistão, num lugar dominado por talibãs, onde ele não tem nenhum parente com ele.

Nenhuma igreja pra ele assistir à missa, nenhum padre pra ouvir a confissão dele, nenhum sacerdote pra dar a comunhão, nenhuma imagem de Maria pra ele poder fazer a Ave Maria. E ele tem que viver anos e anos e anos e anos no Afeganistão e ainda manter a identidade católica dele sem participar da vida sacramental de uma igreja regular. Eu fiz essa comparação pra vocês entenderem quão difícil foi pra José. E esse católico não teria ido pro Afeganistão por conta própria.

ele teria sido raptado para ir para lá para trabalhar como um tráfico humano. Conseguiu imaginar a ilustração que estou fazendo? A situação desse católico que foi para lá contra a vontade dele, que ainda tomaram o passaporte dele, que ele não pode voltar, está ali trabalhando para os afegãos e para o pessoal do Talibã. E ainda salva o povo. Ele salva aquele povo? Forte isso, né?

Mas o sucesso de José caiu justamente nesse aspecto do versículo que você disse, que você leu lá no livro, o que quereis que os homens vos façam, fazei vós a eles.

Você está entendendo? Então se o meu papel na empresa é fazer correto os memorandos, se o meu papel na empresa é fazer uma boa peça de marketing para ela, se o meu papel é apenas afinar as câmeras e a luz aqui para que o podcast que eu venha, que eu faça isso para a honra e glória de Deus. Que eu faça para a honra e glória de Deus. O cristão tem que trabalhar e glória de Deus.

Quase com a mesma devoção com a qual ele vai para a igreja dele, seja católico ou protestante. Por quê? Não, aí você está colocando o trabalho no lugar de Deus. Não. É porque Jesus falou. Tudo que fizerdes, fazei para a honra e glória de Deus. Olha que interessante. A gente, às vezes, faz uma divisão muito perigosa aqui no Ocidente. Nós separamos o mundo em três áreas. Sagrado? Secular?

E profano. Aí o sagrado é ir à missa, ir ao culto, ouvir a palavra do pastor, participar da santa ceia. Isso é sagrado. Profano é adulterar, matar, roubar. E o secular? O secular é uma linha que nós criamos, muito perigosa do ponto de vista espiritual, que é um campo neutro onde nem Deus nem o diabo É uma linha que nós criamos, muito perigosa do ponto de vista espiritual,

metem o bedelho. Ali eu posso ficar tranquilo, porque eu não estou fazendo nada religioso, mas também não é nada pecaminoso. Eu estou no secular. E a gente acaba acomodando no secular e torna o secular quase que o percentual maior da nossa vida. Aí vem aquelas frasezinhas de boteco. Ah, eu não mato, não roubo, não faço mal a ninguém. Tá aí Deus. É, pode ser. Eu não vou à igreja, não frequento igreja nenhuma. Você reza, você ora.

Às vezes, quando eu passo na porta da igreja, eu faço o sinal da cruz e tal, tá, mas...

Se Deus não existe, então comamos e bebamos que amanhã nós vamos morrer. Tá certo? Se Deus não existe, como dizia o poeta português, nós somos apenas cadáver adiado que procria. Só isso. Tá certo? Fernando Pessoa. Cadáver adiado que procria. Então se não existe Deus...

pra que você tá perdendo tempo em guardar dinheiro pras gerações? Gasta tudo agora e vai... Se eu chegasse à conclusão que Deus não existe e que a vida é só isso aqui, sinceramente, eu ia ser o maior drogado que tem, porque a realidade é... a sobriedade machuca. Machuca. Ele pode me falar, ah, você é covarde. Não, eu sou realista. Se não existe Deus, não existe vida eterna, eu nem ia me casar, pra quê? Porque eu risco de ficar viúvo e perder a mulher que eu amo.

Eu nem queria ter filho. Isso acontece com uma coisa com minha filha. Se eu tiver que sepultar minha filha.

Não, então é melhor curtir a vida doidão, porque a realidade agride. Aliás, muita gente que talvez de maneira inconsciente faz isso, é porque a realidade agride. Mesmo ele ter dinheiro, tá tudo chato. É como o Schopenhauer falava, ele tem a ânsia de ter e o tédio de possuir. Igual o amigo que eu falei lá, né? Já tinha o Jetski e ainda tava reclamando e tudo mais. Bom, voltando ao que eu estava dizendo.

Nesse aspecto, o cristão tem que entender que na mentalidade bíblica não existe o secular. Só existe o sagrado e o profano. E onde é que entra o secular? O secular entra na maneira como você gere a sua vida. Como assim, Rodrigo? Eu posso ter o meu culto religioso de uma maneira profana, que ofende a Deus.

um culto legalista, de preconceito. Eu posso ter uma religião profana, cheia de ortodoxia, mas profana. Ou eu posso ter um trabalho dito, entre aspas, secular, religioso. Como? Simples. Eu entrei aqui. Um bom dia, educado, para quem me deu o crachá quando eu entrei aqui.

Posso dar uma coisa? Claro, pois não, está aqui. Uma cordialidade. Eu estou dando sacralidade para um evento secular. Eu estou tratando a menina da recepção como alguém por quem Jesus morreu na cruz do Calvário. Eu estou no posto de gasolina abastecendo o meu carro. Muito obrigado, meu amigo. Que Deus abençoe você. Obrigado por ter abastecido o meu carro. Eu estou dando sacralidade a uma coisa normal.

E às vezes você não sabe que o que aquela pessoa mais precisava naquele dia era de um bom dia. Ele tá arrasado. E o seu sorriso fez tão bem pra ele. E volta pra você, tá? Essa é uma lei do retorno que eu experimento na minha vida e dá certo. Então, a menos que você esteja trabalhando pra uma entidade que você sabe que ela está... Por exemplo, eu tô trabalhando pra alguém que tá traficando drogas, que tá acabando com a... Aí o meu papel como cristão é sair dali. Sair dali.

Mas fora essa situação que eticamente é mais do que lógica, se eu estou trabalhando para uma mega empresa, mesmo que eu não esteja ganhando aquilo que eu acho que eu merecia, eu vou fazer tudo para o rigor de Deus, para que as pessoas possam me olhar e ver em mim um testemunho daquele que anda com Cristo. Aí sim, eu vou ser uma igreja ambulante. E a minha vida vai ser talvez a única bíblia que muitos colegas vão ler ao meu redor.

Cara, que profundo. E quanto mais você fala, mais perguntas surgem aqui na cabeça. Eu vou deixar a gente pra uma próxima vinda sua, quando o Sara já estiver aqui entre nós. É a sua primeira? É a primeira. Então já vamos ter um assunto a mais que a gente adora falar aqui sobre paternidade, o quanto isso transforma a vida de uma pessoa. Mas vou respeitar aí a sua agenda.

Já agradecer demais, estava até pegando aqui uns dados, para quem quiser, acho que todo mundo aí conhece o Rodrigo Silva, mas para quem não conhece, segue lá ele no Instagram ou no Twitter, no Instagram ele é o Rodrigo Silva Arqueologia, com 3 milhões e 300 mil seguidores, segue lá, tem o canal no YouTube também, que é o mesmo nome, Rodrigo Silva Arqueologia.

E para quem ouviu aqui, pô, cara, quero começar a ler a Bíblia, quero começar a ter essa noção maior aí de aprendizado. Mas, pô, é um livro grande, né? Às vezes a pessoa se intimida. O Rodrigo Silva, se você jogar lá rodrigosilva.site, mas joga Rodrigo Silva no Google também.

Você vai cair na página que tem o... É um curso, mas é um serviço de assinatura. É a Bíblia comentada. Isso, tem alguns cursos. O curso de hebraico, grego, e todos os dias tem uma aula de oito minutos sobre Bíblia. Que às vezes você está esperando para ser atendido pelo dentista. É aquele tempo chato lá, com um monte de revista de cinco, seis anos atrás.

que não te interessa nada, uma revista sobre orquídeas. De 20 anos. Aquela musiquinha chata e tudo e tal. Você pega ali e vai ouvindo todos os dias. E muitas pessoas têm sido transformadas por esse curso. Tem sido muito bom. A Bíblia é comentada. Legal. Então, bom, já tem mais informações aí. Se adquirir alguma coisa, começar a seguir o Rodrigo e falar que veio pelo Market Makers. A gente vai gostar de saber que levou pessoas até o Rodrigo. Uma pessoa já...

amplamente conhecida. E eu posso dar um presente pra vocês também? Claro, claro. São dois livros que eu escrevi, Maria e Madalena, A Verdadeira História, inclusive esse livro aqui da editora Planeta, tem alguns capítulos que eu falo da economia da época de Jesus, do Novo Testamento.

e como era o papel da mulher nessa economia. E esse aqui também, a enciclopédia histórica da vida de Jesus, da Pai Editora, que também tem um capítulo que eu falo da economia da época de Jesus. Como é que funcionavam o dinheiro, a cobrança de impostos e tudo mais. Já vai preencher a nossa biblioteca. E já que você trouxe um livro, eu vi que você já tinha trazido.

Vou deixar um livro que eu escrevi com meu ex-sócio e também fundador do Market Makers, o Renato. Um livro sobre investimentos e ações. Já que a gente falou tanto da palavra medo, eu achei que é muito sugestivo o Sem Medo de Investir em Ações. Está aí com você. E é interessante. Você viu que ficou quase que emoções.

É verdade, é verdade. Não tinha percebido isso. Quase que ficou uma emoções aqui. Muito legal. Mas gostei muito da ressignificação de medo, ganância, coragem e paciência. Algumas palavras que... Dinheiro, felicidade, enfim. Que episódio legal. Mas vamos pro ping-pong? Que é aquela parte...

que ao mesmo tempo é mais fácil, porque a gente faz a pergunta sempre a mesma em todos os episódios, mas a gente descobre um pouquinho mais de Rodrigo Silva. A gente vai perguntar livros, música, convidado, a maior gentileza. E lembrando, todos os livros comentados são mais de 350 episódios do Market Maker, então tem livro aberta na nossa biblioteca, tem um link aí na descrição, se você está vendo pelo YouTube ou pela plataforma do Chupodcast, já vai ter um link lá.

Rodrigo, a gente pergunta livro de mercado, mas como você não é uma pessoa do mercado, pode ser um livro técnico da sua área de teologia, de arqueologia? Um livro da minha área, que namora um pouco a área de vocês que eu sugeriria, é o livro O Homem que Calculava, de Malbatarrano. Olha! É um clássico, um clássico, ele é um romanceado, né? A história de um homem que ele fazia muitos cálculos e anda pelo Oriente Médio, tem toda essa sabedoria do mundo oriental, então O Homem que Calculava, de Malbatarrano.

E um livro tema livre? Tema livre? Os Irmãos Karamazov, de Dostoiévski. Olha, esse aí tá na minha fila, hein? Esse é profundo. E principalmente quando você estuda a história de Dostoiévski, o que ele passou na cadeia, na prisão, toda aquela... Bom, vale a pena.

Já temos mais uma pauta para quando você voltar. O Dostoiévski é fantástico. Eu tenho um ex-aluno meu que agora vai fazer a tese dele sobre Dostoiévski. Ele aprendeu a falar russo ou não chegou nesse nível? Não, acho que ainda não chegou nesse nível ainda, mas talvez vai ter que chegar.

Crime e Castigo foi pra mim um dos livros que eu mais não sei ler. Você falou qual, Marti? Não, do Leon Tostoi. Ah, tá. Mas é mais sobre casamento. Mas ele também tem... Porque todos eles vêm da mesma época, de uma luta muito grande com as realidades existenciais, e eu admiro muito autores Tostoi, o Dostoi Eves, que é o mais que eu podia citar, Humberto Eco, que eles conseguem, Érico Veríssimo, eles conseguem pegar uma situação política, social, financeira, econômica, filosófica, teológica, transformar aquela...

problemática numa história, numa narrativa, e te cativar, te prender. Aí você começa a entender, Incidente Antares não é só Incidente Antares, você começa a entender que cada personagem representa uma coisa da sociedade da época, a igreja, a música, as artes, a política, os mortos que voltam para Antares, Vidas Secas também, Garciliano Ramos, o mundo, eu admiro muito esses que conseguem fazer isso. Agora, você tem uma recomendação de livro para não ler?

pra não ler. É muito bem. Essa é difícil, viu? Se você quiser pular essa aí, a gente... A gente não vai achar que você não respondeu por medo. É, não, é que realmente eu nem pensei nisso, viu? Um livro pra não ler. E se você tivesse que recomendar um único livro sobre a Bíblia pra investidores? Teria algum que... Um único livro. Da Bíblia você fala? Ah, da Bíblia eu falo que você leia o livro de Provérbios.

que é o... É o Salomão. É o Salomão. Provérbios e Eclesiastes. Leia os dois. Provérbios e Eclesiastes. Se eu tivesse tempo, eu até daria um exemplo aqui rápido. Posso? Não, você pode. A agenda é tua. Então eu vou dar esse exemplo aqui e terminamos o ping-pong. Eu até convido vocês um dia pra visitarem o nosso Museu de Arqueologia Bíblica lá no NASP e vocês vão ver uma área que é ilustrada por essa parte que eu vou falar de Salomão. Salomão fala assim.

lança o teu pão sobre as águas e depois de muitos dias o acharás. Esse aqui é um princípio de investimento. Mas quando você lê essa passagem, vou repeti-la, lança o teu pão sobre as águas e depois de muitos dias o acharás, você não pega a riqueza daquilo até conhecer a cultura do Oriente Médio que nós procuramos reconstruir através dos achados arqueológicos, como temos lá no museu. Na época bíblica, as estações são muito marcadas, é um ambiente muito sazonal.

Não é igual o Brasil que chove praticamente o ano inteiro, às vezes dá calor, faz frio. Lá na época do frio é época do frio, época do calor é época do calor. E na época da seca, não tem como você plantar. O chão fica duro igual pau, tá certo? Fica igual essa madeira aqui, bem duro. Então o que acontece?

você depende das chuvas para molharem a terra. Mas teve o plantio, teve a colheita, você guarda os grãos de cevada ou trigo na sua casa, em vasos de barro. E o azeite também. À medida que você vai fazendo pão para a sua família, porque o pão é cotidiano, e quem controlava isso era a mulher,

ela que controlava a medida, você tem que ir calculando os grãos que você tem, a comida que vocês têm, com o tempo que vocês ainda possuem até a próxima estação chuvosa.

Imagina a situação, a chuva atrasa, os grãos estão acabando. E se acabar, não adianta você ir ao Walmart comprar, porque não existia isso na época. Então tinha um jogo muito grande que eles sempre faziam no final do período da seca, antes da estação chuvosa. Você tem que começar agora a dosar a quantidade de grãos que você tem em casa com a próxima estação da chuva. Aí a chuva está demorando, começa a falar assim, meu bem,

não vai dar pra todo dia comer duas refeições. Vamos fazer o seguinte, as crianças fazem duas refeições, nós vamos fazer apenas uma pra economizar trigo. Tá bom. A chuva ainda não veio. Tá demorando. Vamos fazer o seguinte, as crianças também vão ter que passar a fazer apenas uma refeição.

Aí começa a complicar, porque a criança, pai, mãe, eu tô com fome, eu quero mais pão. Não, não tem. Como não tem? Tá cheio de grão lá dentro. Mas aquele grão eu não posso fazer pra você, tem que guardar. E a criança chorando e pedindo, e o pai naquela luta ali, querendo dar o pão pro filho, tendo grão em casa, mas não pode fazer. E a mãe a mesma coisa.

Até que depois de duras penas, eles começam a apertar mais o cinto. Vamos falar o seguinte, as crianças comem todos os dias, os adultos comem dia sim, dia não. Até que finalmente, uf, a chuva cai. Quando a chuva cai, que ela molha bastante a terra, ela deixa a terra bem fofa, pronta para o arado.

pronto para você receber a semente, e há várias poças de água que ficam em vários lugares, sempre que é uma terra muito cheia de calcário. Aí, quando a chuva caiu e fez aquela poça de água, o pai pega aqueles grãos que ele guardou a duras penas e começa a lançar sobre as águas.

Aí aquele grão vai germinar, vai crescer, virar uma lavoura e ele vai ter pão para outra estação novamente. Lança o teu pão sobre as águas e depois de muitos dias o acharás, porque ele vai crescer em forma de espigas de trigo ou cevada e você vai ter a continuidade do pão.

Então não é uma questão de pegar um pacote de Vic Bold e lançar no Rio Pinheiros e depois de três dias ir lá achar o seu pão. Não. É um exercício muito importante, como na época da pandemia. Você tem o recurso, mas isso não significa que você possa gastá-lo. Você tem o recurso. Você tem o dinheiro para comprar o carro novo. Segura um pouco. Guarda uma parte do seu recurso.

Por duas razões. Primeiro, pode vir uma situação em que você precisa daquilo, tanto é que vou falar do padre nosso, Povigário, vocês entendem mais disso do que eu. O ideal seria pelo menos cinco, seis meses de salário ali guardado para que se acontecer alguma coisa, você tem seis meses para procurar um novo emprego, procurar uma coisa e respirar. Segundo,

você vai pegar aquele que você poupou e ele vai multiplicar para que você tenha para outro ciclo, outro ciclo, outro ciclo. Isso é um ensinamento bíblico profundo que foi escrito há pelo menos 2.900 anos. Que louco. Muito bom. Você falou Vic Bold, deu até um flashback aqui na minha cabeça. Nem lembrava mais desse ponto.

Uma música e por que essa música? Ah, A Bridge Over Troubled Waters. É uma ponte sobre águas turbulentas. Quem canta é o Elvis Presley. Não sei se ele é o compositor. Caramba, quem que falou essa música outro dia no podcast? Essa música é linda. Essa música é pra mim. É incrível. Ela não é religiosa, mas é quase como se fosse. Mas ela...

Não, a letra é religiosa. A letra é religiosa, porque se você estiver lá, eu vou ser uma ponte pra ajudar, né? Você navega, você vai... O cara que recomendou essa música, eu preciso lembrar quem é, acho que foi o Jansen, Jansen Salomon. Ele falou essa música, ele falou que é uma música bíblica.

E o Elvis Presley... Cantou. E a cantada pelo Elvis é... É maravilhosa. Lá em Israel tem um sujeito que ele imita o Elvis Presley numa hamburgueria do Elvis lá perto de Jerusalém. E toda vez que eu vou lá eu peço, canta? Canta A Bridge of Troubled Waters. E ele canta... Tem outros artistas também que a interpretaram, mas o Elvis é diferenciado. Nossa, quando eu vou escutando a letra, aquela coisa, eu me sinto muito assim, Jesus falando comigo, sabe?

Aquele negócio que eu falei, né? Você tá usando toda a força que tá à sua disposição, você não me pediu pra te ajudar ainda, né? Então essa música é muito linda. Vou até garantir que é, se é essa mesmo. Eu só não sei quem a compôs. Confesso a minha ignorância, eu nunca fui atrás da história da música. Eu vou dar play depois que acabar pra ter certeza que é essa. Procurei aqui, tem até uma versão de Johnny Cash dessa música também. É isso mesmo, tem uma versão dele mesmo.

depois a música. Um convidado que vocês gostariam de ver aqui, contando a história dele pra gente no Market Makers. Nossa, tem muita gente interessante. Uma pessoa que vocês iam gostar de receber aqui, Luiz Saião. Luiz Saião, um teólogo que eu admiro muito, Batista, e ele é um enciclopédia ambulante. Um enciclopédia ambulante. Você pode perguntar pra ele qualquer coisa que ele vai saber. Então já vou te pedir um favor.

Você pode encaminhar isso para o Sayão. Por favor. Olha lá. Sayão, se eles convidarem, foi eu que estou sugerindo o seu nome aqui. Então aceite, Sayão, aceite. E para fechar, qual a maior gentileza que já foi feita na vida de Rodrigo Silva? A maior gentileza que foi feita para mim, por incrível que pareça, foi para uma menina de rua. Ela estava em Arthur Nogueira.

provavelmente usuária de drogas, várias vezes tentaram tirá-la dali, mas ela sempre volta. E uma vez que eu fui ajudá-la, com alguma coisa lá, não sei se eu comprei um lanche para ela, acho que foi isso, ela virou e falou assim, que Deus te abençoe, você é muito abençoado por Deus. E ela me deu um sorriso, que esteticamente falando, seria um sorriso feio. Seria um sorriso feio. Porque ela não tinha dente mais, tudo podre.

Mas espiritualmente foi tão lindo. E eu tinha naquele dia passado por um problema. E ela olhou pra mim assim com a bondade. Pena que eu não tinha assim, tipo aquele camarada que fotografou o Diego Evara. Aquele momento assim, sabe? Eu grito uma câmera profissional pra deixar uma foto naquela hora. Eu falei assim, que Deus te abençoe, você é abençoado. Ela me deu uma gentileza que naquele momento eu acho que quem fez a caridade foi ela.

Não fui eu. Eu poderia falar de vários outros momentos que eu fui abençoado por alguém nesse sentido. Mas eu acho que ela foi a que me...

Que fofo, que espirituoso. Ah, tem mais uma pessoa também que eu acho que... Perdoem eu quebrar o protocolo. Não. Vai lá. Que eu acho que vocês iam ganhar muito se trouxeram. Porque como eu estava falando da área religiosa, aí eu pensei alguém do meu métier, que é o Luiz Saião, né? Mas tem o Rodrigo Bertotti.

Ele é um... Ele trabalha muito... Ele morou na Europa, trabalhou na Europa em vários países, e ele é um estrategista. Então, por exemplo, o Bíblia Comentada que você falou, que é um case de sucesso, quem foi o estrategista do Bíblia foi ele. Ah, é? E muitos outros projetos que nós temos é o Rodrigo Bertotti. E eu tenho certeza que o Luiz Saião vocês ganhariam muito, ganharão, que eu estou falando na certeza que vocês vão chamá-lo, no campo espiritual, de falar da Bíblia, etc. E com o Rodrigo Bertotti,

ele vai ser uma coisa muito legal de vocês receberem aqui porque ele vai saber falar de estratégias, ele pode contar a história do Bíblia Comentada, que é uma história legal como é que começou pra construir um museu, o único museu da América do Sul de arqueologia bíblica, com mais de duas mil peças, um museu que hoje recebe mais de cem mil pessoas ano, isso no interior de Engenheiro Coelho de São Paulo Engenheiro Coelho, acho que nem o Museu do Ipiranga recebe tanta gente assim então

E o Rodrigo Bertotti foi o que desenhou tudo isso. E ele e a esposa dele, que é jornalista, a Fabiana Bertotti, eles também têm muita coisa com filhos. Tem um casal, um mais velho e duas meninas gêmeas, que ela lutou muito para engravidar. É uma história bonita, que vale a pena. Recomendo, vocês vão ganhar. Luiz Saião numa temática, Rodrigo Bertotti, se ele vier com a Fabiana, numa outra temática. Que eu acho que vai casar como uma luva para os temas que vocês abordam aqui.

E pra quem não conhece Engenheiro Coelho, fica a 133 quilômetros, pelo menos, daqui de São Paulo. Daqui onde a gente está gravando, a gente demoraria, nesse momento, duas horas e meia, que deve estar com o trânsito. É, mas às vezes dá duas horas. Quando eu saí de casa, se não fosse um acidente na estrada, estava dando duas horas até aqui. Duas horas até aqui. Então, vale a pena. Não, com certeza.

Rodrigo Silva, que papo legal. Muito obrigado por compartilhar tanto conhecimento. Espero que você tenha gostado. Portas do Market Maker estão sempre abertas pra ti. Obrigado, e nós também estamos de portas abertas pra vocês lá no MAB, pra conhecer o Museu de Arqueologia Bíblica. E muito obrigado por esse bate-papo. Também sei enriquecido daqui. Mat, valeu pelo papo. Você sempre aqui do meu lado traz muito conhecimento. Volte sempre.

Vou voltar, com certeza. E pra você que viu o episódio até o final, joinha no vídeo, se inscreve no canal. Lembrando, toda terça, quinto e domingo eu estou aqui, às vezes acompanhado, às vezes sozinho, mas sempre com alguém muito mais inteligente do que eu, do outro lado da bancada, compartilhando conhecimento com a gente. Até a próxima e tchau!

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