Episódios de Market Makers

#347 | A NOVA LÓGICA DO MUNDO: GUERRA, IA E DINHEIRO (JOÃO LANDAU E RUY ALVES)

14 de abril de 20262h29min
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MENTORIA EXCLUSIVA DO RUY ALVES: https://lp.mmakers.com.br/mentoria-ruy-alves?xpromo=MI-MENTORIARUYALVES-YT-DESCRICAO-X-20261404-DESCRICAOSOBREEDICAOPODCAST-MM-XO mundo mudou — e o mercado ainda não entendeu o que está acontecendo. Neste episódio do Market Makers, gravado em um evento do M3 Club no Rio de Janeiro, recebemos Ruy Alves (Kinea) e João Landau (Vista Capital) para uma conversa profunda sobre a nova dinâmica global: guerra, mudança de regime macro, colapso de certezas e o impacto direto disso nos investimentos. Não é apenas mais um ciclo — é um novo jogo sendo jogado em tempo real.Ao longo do episódio, os gestores explicam por que entramos em um ambiente de volatilidade estrutural, onde modelos antigos deixam de funcionar e até as relações mais básicas do mercado começam a quebrar. Da geopolítica ao comportamento dos ativos, passando pela perda de credibilidade das narrativas globais, fica claro que o investidor precisa reaprender a interpretar o mundo — ou vai ficar para trás.Além disso, a discussão vai ainda mais longe ao conectar esse cenário com o avanço da inteligência artificial, que pode estar por trás de uma das maiores transformações econômicas da história. O resultado é um debate raro: ao mesmo tempo macro, filosófico e extremamente prático — com implicações diretas para quem investe hoje.Neste episódio, você vai entender:-Por que o mundo entrou em um novo regime de volatilidade-O erro que o mercado cometeu ao interpretar a guerra-Como commodities voltaram ao centro do jogo global-O papel do Brasil (e da América Latina) nesse novo cenário-Por que os “hedges tradicionais” estão falhando-Como a inteligência artificial pode redefinir o mercado inteiroVocê acha que estamos no início de um novo ciclo global — ou isso é só mais um choque passageiro que o mercado vai absorver?📌 Inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder nenhum episódio!📢Apoie o Market Makers e ajude a fortalecer o mercado de capitais no Brasil! Clique no link e torne-se membro do nosso canal por apenas R$7,99 por mês: https://www.youtube.com/channel/UCwZwvDC6f0WhcVTG-3aBUTQ/join📩Entre para nossa newsletter gratuita: https://lp.mmakers.com.br/newsletter_gratuita?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X📢 Anuncie sua marca no Market Makers: comercial@mmakers.com.br📚Biblioteca Market Makers: https://lp.mmakers.com.br/biblioteca/?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X- - - - - - - - -A NOVA LÓGICA DO MUNDO: GUERRA, AI E DINHEIRO (JOÃO LANDAU E RUY ALVES) | Market Makers #347Apresentadores: Thiago Salomão (Apresentador e analista do Market makers)Convidado: Ruy Alves (gestor e sócios da Kinea Investimentos) e João Landau (gestor e sócio da Vista Capital)#GUERRA #IA #COMMODITIES #BOLSADEVALORES #INVESTIMENTOS #MERCADOFINANCEIRO #MARKETMAKERS #THIAGOSALOMÃO

Participantes neste episódio3
T

Thiago Salomão

HostJornalista
J

João Landau

ConvidadoGestor e sócio da Vista Capital
R

Ruy Alves

ConvidadoGestor e sócio da Kinea Investimentos
Assuntos4
  • nova dinâmica globalguerra · inteligência artificial · volatilidade estrutural · investimentos
  • Consequências econômicas das guerraspreço de commodities · expectativa de inflação · hedges tradicionais
  • Inteligência Artificialtransformações econômicas · oportunidades de investimento
  • Mercado Financeirovolatilidade · gestão de portfólio
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Música

Sim, sim, sim, está começando mais um Market Makers. Obrigado aí, plateia, que ajudou. Estamos aqui direto da cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Já, como um bom paulista, já entrei no táxi. O taxista não ligou o taxímetro, então paguei um valor diferente do que eu acho que deveria ser pago. Mas tudo bem. O importante é a gente estar aqui na sede do BTG Pactual, no auditório aqui do BTG, para fazer esse episódio com os assinantes do M3 Club. Juntamos...

Dois grandes gestores multimercados que vão falar sobre o momento atual e outras coisinhas mais. Bom, são bem conhecidos aqui. Do meu lado esquerdo está o João Landau, da Vista Capital. Do meu lado direito está o Rui Alves, da Quinea. A gente vai ter um papo bem...

aberto e depois a gente vai ter um Q&A aqui com os assinantes do M3, mas aqui, para você que está ouvindo aí na sua casa, você só vai ver esse papo aqui. E quem for assinante do M3, aproveite sempre, a gente quer fazer nossos eventos presenciais, inclusive fora de São Paulo, estar aqui presente, uma plateia, vocês não estão vendo, mas tem umas 5 mil pessoas aqui no BTG preparadas para fazer as perguntas depois que o papo começar aqui.

E você que está vendo aí de casa, já deixa o like no vídeo, se inscreve no canal. São mais de 7 milhões de pessoas que escutam o Market Makers todo mês. A gente quer chegar em cada vez mais gente, levando conteúdo inteligente, falando não só de investimentos, mas sobre vida, sobre negócios, sobre ser um ser humano melhor. Meus queridos, vocês estão preparados? Quer dar só o tostão da voz aí, Landau? Como é que você está? Está bem? Sempre. Vambora. E você, Rui Alves, está preparado?

Na medida do possível, sim. Bom, queria começar, só para dar o pontapé inicial, para também não ficar muito datado, mas queria saber, a gente está terminando esse primeiro trimestre do ano.

Cara, foi um ano que começou, parecia que era o ano do risk taker, a gente vai ver um cenário de queda de juros aqui e lá fora, o Brasil com todas aquelas opcionalidades ali, terra de energia, terra de alimento e tudo mais.

Mas surgiu uma guerra aí no meio do caminho e deu uma bagunçada geral. Não sei nem se quando esse episódio for ao ar as coisas vão estar melhores ou piores, mas o fato é que essa reta final do trimestre trouxe muita incerteza. E quando a gente fala de incerteza no mercado, a gente se traduz em volatilidade. Isso está afetando expectativa de inflação, preço de commodities, expectativa de queda de juros. E aí, como é que é?

gerir um portfólio numa mudança tão brusca de cenário. Como é que tem sido esses últimos dias para vocês?

Um de cada vez. Em primeiro lugar, não tem diferença nenhuma. A gente vive isso a cada dia, a cada momento. A vida é uma surpresa a cada dia. Eu não vejo diferença nenhuma em ter que reagir a isso esse ano, como tive que reagir a Deep Seek. A gente teve que reagir a Deep Seek no ano anterior. Ou como tivemos que reagir ao início da subida de juros nos Estados Unidos. Ou como tivemos que reagir a Covid. Ou como tivemos que reagir a três pacotes de quantitative easing na década de 2010 a 2020. Ou como tivemos que reagir à crise da Europa.

ou a 2008 e eu posso voltar até a crise da Ásia, que é onde eu me lembro. Mas, gente, isso é o normal da vida, isso chama vida. Não chama nem portfolio management. Hoje eu acordei de manhã e tinha uma goteira na minha casa. Eu tive que reagir à goteira da minha casa para discutir com o meu vizinho de cima de onde via a goteira. Isso é vida, e que bom que é assim. Que bom que a gente tem que constantemente reagir a novos fatos. Isso é uma vida. Enquanto não tiver terra em cima do buraco, a gente está...

buscando alternativas e tentando aprender mais. Eu aprendi enormemente no último mês, eu estudei muito no último mês, aprendi enormemente no último mês, sei um pouco mais do que eu sabia sobre alguns detalhes de guerra que eu não sabia tecnicamente, passei a saber agora. E vamos continuar nessa jornada. Eu não vejo diferença nenhuma. Eu acho que...

É simplesmente saber como são os momentos... Aquela frase antiga, né? Momentos difíceis fazem homens fortes, que fazem tempos fáceis. E a gente... Tem tempos fáceis fazem homens fracos, que fazem tempos difíceis. Eu falo com meu filho todo dia, eu digo, olha, se prepara, né? A vida vai te trazer surpresas. Mas não vejo nada demais nisso, eu me sinto bem no desafio.

Direta e reta, e você, Landau? Foi tão tranquilo assim como foi para o Rui? Acabei de ficar um pouco mais animado depois. Mas o inevitável você faz de duas maneiras diferentes. O inevitável é você aceita o desafio e vai em cima do desafio. O inevitável não te dá opção. O inevitável é você correr atrás.

Acho que o Rui tem razão. Mas, é... Aqui me traz boas memórias, né? Porque eu comecei minha carreira aqui há 22 anos, né? Aqui no BTG. E tava pensando um pouco do Rui enquanto eu subia pra cá, né? Assim, isso. Quanta coisa aconteceu nesses 22 anos de mercado, né? Na época a gente sempre achava que ia...

o mundo é acabar. Então acho que é o inevitável, a gente vive para isso. Eu gosto de volatilidade, meus produtos têm um pouco mais volta que o normal. A gente gosta desses momentos. Eu gosto de guerra. Eu fui fazer economia, fazer história, terminei na economia, mas minha paixão sempre foi guerra.

Então, acho que esses são momentos que você gosta de acompanhar. O que não quer dizer que é um dia normal, porque dói, né? Dói. As pessoas não lembram que a gente tem nosso patrimônio quase inteiro dentro do fundo, então a gente está alavancado na física, no patrimônio e na PJ, no equity da empresa. Então, é momentos que para a gente são muito importantes, a gente está muito acostumado, mas são momentos de atenção.

É aquela história, né? Você acha que tá tranquilo, mas você dorme pouco. Você acha que nada tá acontecendo, mas você tem gastrite, né? Mas, é... Só que dessa crise, como o Rui falou, acho que é uma coisa que tá apertando. Não é só esse ano, né? Se você parar pra olhar, o Trump tem 13 meses.

e eu acho que a gente pode conversar bastante disso agora, o que aconteceu em 13 meses, você teve Liberation Day, tem Groenlândia, tem Fed, tem... tudo que você pode imaginar já aconteceu em 13 meses, parece que tem 10 anos de governo Trump, tem mais de 3 anos de governo Trump, pela frente o mercado trocou de regime de volatilidade e a gente tem que se adaptar como gestores a isso, então eu acho que, apesar do momento ser desafiador, apesar do momento ser duro, eu acho que...

Poucas vezes eu fiquei mais animado, e a gente conta sobre isso, das oportunidades que surgem, porque o lado macro, a gestão macro, voltou à vida, durante muito tempo era uma coisa estável, a tecnologia, juros caindo, etc. E acho que agora você tem uma mudança macro muito relevante que está acontecendo e que você discorda de um movimento. Então acho que assim...

Ao mesmo tempo, tem essa visão do Rui que eu concordo. A gente está nisso há mais de 20 anos, então está muito acostumado com essas oscilações. Não é a primeira, também não vai ser a última. Esses momentos são interessantes, são onde você aprende pra cacete, que você estuda pra cacete, você discute. Eu falo com o Rui todo dia, a gente discute isso sem parar. E eu acho que é...

São momentos mais especiais, porque são momentos que a gente não tem convicção e certeza de nada, então a gente fica se questionando e debatendo e se provocando o tempo inteiro. Então gera um aprendizado que é desproporcional nos outros momentos, que não é uma coisa estática, são coisas novas. Então acho que é um momento muito interessante, mas com custos, saúde, sono, estresse, que estão inerentes à nossa profissão. Então vamos para frente.

Eu, das conversas que a gente teve pré-gravação, eu peguei alguns insights que até se contrapõem um pouco, né? Do que vocês enxergam do que pode vir à frente. Queria começar com você, Rui, que você falou, porra, nessa época a gente estuda pra caramba, né? Porque tá acontecendo um monte de coisa.

Quais foram os maiores aprendizados que você teve aí nessas últimas semanas de estudo, acompanhando tudo isso e o que dá para tirar de insight, de alguma mudança de tendência no mundo até mudança de tese de investimento?

Cara, olha só, eu aprendi muita coisa, e até porque eu tive que aprender muitas tecnicalidades dessa guerra especificamente, que eu e Landau não conheciamos, a gente se fala todo dia. Eu, ele, o Bruno, eu até tinha sugerido a gente fazer esse programa, nós três, porque... Nós somos amigos e a gente se fala todo dia, muito mais além da profissão, é uma amizade mesmo, a gente gosta um do outro. Mas no bom sentido.

É, mas o... Eu nem vou falar isso, mas se quiser trocar de lugar comigo no meio da gravação. Mas o que acontece, cara, essa guerra, eu acho que tinha uma coisa que eu já sabia da guerra, né? Que a primeira coisa a morrer na guerra é a verdade. A verdade morre muito rápido na guerra. Mas eu não esperava que a verdade morresse tão rápido.

Vamos chamar do nosso lado, do lado que a gente considera, que todo mundo sempre se considera estar do lado certo da história. Eu me considero que eu estou do lado certo da história na civilização ocidental. E eu não esperava, em certos casos, que a verdade morresse tão rápido do nosso lado da história. Eu vou mencionar já porquê. A segunda coisa que eu tive que consolidar melhor na minha cabeça foi aquela mensagem básica do Klaus Witts, no On War, que a guerra é a continuação da diplomacia por outros meios.

Por que eu falo isso? Porque essa frase te dá a certeza ou não se você ganhou ou não uma guerra. Você só ganha uma guerra se você faz com que a outra parte faça a sua vontade, que você não pôde fazer via diplomacia, e você teve que usar a força para que aquela parte fizesse a vontade, que não foi feita sem o uso da força. Por que eu digo que a primeira coisa que morreu nessa guerra foi a verdade?

Porque algumas coisas, eu sempre estudei hormônios, desde o século passado, desde a crise da Ásia, crise da Rússia. Eu já estava estudando petróleo, mas eu fui me aprofundar no petróleo realmente quando o petróleo teve a grande subida dele, a grande elevação que culminou em 2008, quando bateu acima de 140 dólares lá em 2008.

no meio da crise financeira. E eu sabia desde ali que Ormuz era um problema. Todo mundo que estudou Ormuz a vida inteira, todo mundo que estudou guerra, todo mundo que estudou petróleo sabia do problema de Ormuz. Eu acho que algumas coisas nos enviaram da verdade ali. O primeiro, logicamente, foi o sucesso da guerra do ano passado, dos 12 dias, onde a gente não teve problema em Ormuz. E o segundo foi a crença de que ninguém faria uma coisa tão absurda como

tendo o objetivo de guerra, de dobrar o Irã para fazer a nossa vontade, que fizesse uma atitude militar contra o Irã, buscando esse objetivo, que não houvesse uma estratégia para o Hormuz. Eu não conseguia passar na minha cabeça isso. E não consegui logo depois, quais são as falhas que o mercado teve.

Nós tivemos, o mercado teve, e porque o mercado, logicamente, sofreu a correção que sofreu, porque todos nós tivemos que passar por esse processo de aprender o que estava acontecendo. E primeiro foi passada a ideia dos comboios. Primeiro foi passada a ideia em que a gente poderia viver, abrir hormuz, com a redução de drones e a redução de mísseis, que chegaria a um ponto em que isso aconteceria. E eu tive que estudar muito, todos nós, eu e o Landau, a gente dividiu muita ideia nisso, com o Bruno também.

no sentido de que foi uma descoberta para a gente que em algum momento a gente disse assim até foi aquele momento que o Irã explodiu aqueles petroleiros com duas pessoas e um bote, foram lá, botaram uma mina e explodiu cara, não é drone e míssel que vai limitar isso tem o Golfo Pérsico inteiro para ser atingido depois

Teve o segundo momento em que gradualmente a gente disse assim, vai ter um comboio ou não vai ter um comboio? Aí eu olhei assim e digo assim, vem cá, o navio mais perto dos Estados Unidos de guerra está a 500 quilômetros e está indo para longe do estreito. Não está indo, quer dizer, mover o porta-avião num certo momento de 500 para 800 quilômetros. Eu disse, cara, deve ter uma razão porque você não coloca um navio de guerra no meio daquele estreito. Deve ser racionalmente perigoso para um navio de guerra, quiçá.

um navio comercial. Então a segunda parte da história foi a gente perceber de que a primeira promessa dos drones e dos mísseis não era fundada e segundo a promessa de que o comboio não ia existir. Por isso que eu digo, a primeira coisa, morrer numa guerra, é a verdade. E a terceira verdade que a gente está vivendo no momento e que é o drama atual e deve ser o drama atual da continuação dessa guerra, é qual era o objetivo de guerra. O Marco Lúbio até hoje

Enquanto a gente estava falando, botou que o objetivo de guerra era destruir a capacidade de mísseis, e botou uma lista de três ou quatro pontos. Não, não era o objetivo de guerra. Tanto é que a diplomacia anterior levava ao seguinte ponto. Eu vou centrar com o Irã porque eu não quero que o Irã seja uma potência nuclear.

Eu quero limitar as ambições do Irã. E nós nos encontramos aqui numa situação em que custou vidas, custou uma quantidade substancial de dinheiro. Não estou falando só o quanto custou essa guerra para os Estados Unidos do ponto de vista fiscal, mas como custou para o mundo, quanto está custando para o coitado do tailandês que está subindo e descendo a pé porque não tem petróleo, não pode usar elevador.

quanto vai custar para o mundo ainda daqui para frente. Porque é a coisa, o Buffett tem aquela frase famosa, me dê o seu bom nome, empreste o seu bom nome, que eu posso fazer muito melhor com o seu bom nome do que você está fazendo. Porque o seu bom nome é o seu principal ativo. E a gente, verdade seja dita, gostando ou não do Trump, a gente perdeu um pouco do nosso bom nome.

Por que a gente perdeu um pouco do nosso bom nome? Porque a sequência de eventos ditos, a palavra não bate com os fatos subsequentes.

E você perguntava, eu esperaria isso do Ocidente? Você é sincero com você? Não. Não nesse nível. Quando você fala que a gente perdeu o bom nome, o Ocidente errou nessa estratégia? Olha só, eu vou voltar a Klaus Witz. Eu tenho que voltar a Klaus Witz. Klaus Witz diz, você entra na guerra para que você faça diplomacia através da força.

Então você entra na guerra que custa vidas, isso não é uma coisa light-hearted, não é uma coisa que você faz com um coração leve, eu vou entrar numa guerra. Você vai matar pessoas. Teve aquele Tomahawk que bateu naquelas crianças, entendeu? Pessoas morreram no golfe, pessoas foram atingidas em Israel. Você não entra nisso de maneira sem pensar em consequências.

É duro você entrar numa guerra. E a gente tem entrado nessa guerra com o objetivo claro, que era limitar o Irã antes de se tornar uma potência nuclear e uma ameaça ao Golfo.

A gente está há quatro semanas dessa guerra e, de diversas maneiras, a gente muda o objetivo dessa guerra sucessivamente. Primeiro ele disse que ia abandonar o Straits, segundo ele disse que vai destruir a infraestrutura, terceiro ele disse que está em negociações em que os fatos parecem não bater com as palavras, isso tudo custa o teu nome.

Isso tudo custou reputação. Se eu fizesse isso, você ia confiar em mim da próxima vez? Não, você não ia, né? Meu pai falava uma frase para mim que eu nunca esqueço. Rui, toma cuidado com aquilo que você considera normal, porque disso vai sair uma série de comportamentos para a sua vida. Se eu considerar normal eu mentir sobre fatos, se eu considerar normal eu esconder fatos, se eu considerar normal eu dissimular sobre fatos,

Se os fatos são ruins, pior para os fatos, com a frase máxima do Nelson Rodrigues, se os fatos são ruins, pior para o Fluminense, que ele falava, você não vai confiar em mim da próxima vez.

E você vai confiar no Ocidente da próxima vez? Você vai confiar nos Estados Unidos da próxima vez? Falo isso como uma pessoa que sou razoavelmente entusiasta da cultura norte-americana. Eu acho duro. Eu acho que a gente está numa guerra em que a gente não sabe, no momento ainda, quais são os objetivos exatos. A gente sabia que era restringir o Irã de ser uma potência nuclear. A gente chega a quatro semanas e a gente não sabe exatamente o próximo passo.

E a gente sabe que, de certa maneira, acho que todos nós vamos concordar, se pegarmos a sequência de tweets e confrontarmos os tweets com os fatos, os fatos não batem com tweets, não batem com a sequência dos objetivos de guerra. Eu acho triste para o Ocidente isso, acho razoavelmente triste. Para uma pessoa que honra a palavra.

para a pessoa que honra atitudes, moral, que acha que nós da civilização ocidental construímos tudo que construímos, por exemplo, através da Revolução Americana, porque esperávamos que esses princípios básicos, essas instituições básicas, essa cultura básica fosse mantida.

E se perguntar o que o mercado errou, o mercado confiou demais na palavra de que existiria uma solução para o Rombux. E essa solução não existiu. E custou caro. Para todos nós, para mim inclusive.

Landau, vocês dois fiquem à vontade de querer complementar um ao outro, mas um pouquinho antes da gente começar a gravação, você estava até falando de um cenário quase que pós-guerra, do que pode acontecer até dentro do mercado de commodities. Enfim, não sei se você vai querer complementar algo do Rui, mas gostaria que você falasse um pouco disso também. Eu vou dar um passo atrás aqui, vou chegar nele.

Primeiro, ratificar os elogios ao Rui e ao Bruno. Como o Rui falou, a gente é amigo na física e acho que tem uma coisa que é ótima. Nosso chat no final de semana deve ter trocado 10 mil mensagens no final de semana tentando entender. O Rui tem essa capacidade incrível de síntese e agnóstico.

que sabeu que errou, mudar de posição e ficar claro o cenário. O Bruno tem essa capacidade enorme de traduzir para a gente em posição. Então acho que assim, foi o que a gente falou antes. Eu não quero falar muito de guerra porque eu não tenho essa capacidade do Rui de conseguir encadear as coisas de uma forma tão clara. E eu tinha pensado exatamente quando a gente conversou e eu fico aprendendo com eles.

Exatamente, não falo de guerra, mas ele falou duas coisas que me chamaram atenção. Então, se eu for fazer um adendo antes de entrar no pós-guerra, que a primeira é a história da verdade, tá? E eu acho que isso pra gestora é muito importante, porque assim, eu pego o nosso caso da vista, tá? Como é que a gente gosta de operar historicamente? A gente tem um cenário macro de longo prazo, que a gente monta um portfólio, que a gente tenta achar que ele é razoavelmente equilibrado, e a gente historicamente, né, se você pegar a Covid...

Liberation Day, se você pegar impeachment, greve chamioneiros, a gente sempre foi muito bem nesses momentos, porque a característica da vida é que tem nosso portfólio a longo prazo, então a gente tá meio que olhando apenas pro evento que está acontecendo e consegue se redear muito bem nisso, conseguiu historicamente se redear muito bem nisso, assim, o hedge fund é um pouco disso, você é um histórico, o nome hedge fund vem um pouco disso, você tá alocado e você tenta fazer o hedge em ativos macros ao longo do tempo, que não foi o caso nesse momento.

Depois eu entro e enche um pouco disso, porque nesse momento nossa carteira já estava um pouco pra esse lado. Quando você olha o ouro, o urânio, são ativos que eu acredito que são beneficiários, é onde a gente vai entrar depois. Mas eu acho que um pouco dessa história, a verdade é a primeira que morre na guerra, porque, como eu disse, sou viciado em guerra. E guerra tem uma coisa fantástica, de tudo que o Rui falou, mas é um jogo de xadrez.

Se você olha todas as guerras, tanto a gente que gosta de futebol, que Blitz, vem do Blitzkrieg.

de linha mais de dor, e você vai que todas as guerras tem, você esconde o que você quer fazer. E isso é um dos motivos até porque eu tô tentando parar de olhar um pouco de guerra nesse momento cada dia. Você vê o Trump, o Rubio falando alguma coisa, olha, a gente não vai usar ground troops, eu acho que 50% de chance ele não usar ground troops, 50% de chance ele tá ludibriando a gente. Não dá pra tirar nenhuma informação, porque se ele for usar, ele não vai contar pra gente.

Então, porque faz parte, assim, então, quando a gente olha a guerra, o que a gente, qual o nosso, como é que a gente faz gestão em média, né, e eu faço gestão muito assim, porque eu olho muito a história, né, que é o que eu gosto, você tenta pegar padrões anteriores, né, e eu acho que boa parte da verdade que morre, é que a gente ficou muito claro que como teve a guerra de 12 dias, como teve a operação da Venezuela, como tiveram várias operações, assim, olha...

realmente não dá para enfrentar o exército americano. Não dá para enfrentar o exército americano, como o Rui disse, eles têm planos para tudo, eles estão discutindo isso há sei lá quantos anos, Israel está discutindo isso há sei lá quantos anos, quando você piscar o olho já acabou. Que foi assim em Gaza, foi assim com o Hezbollah, foi assim em operações na Síria, foi assim na operação anterior, no Irã que não conseguiu nem fazer bateria antiaérea.

Então a verdade pra gente naquele momento, e eu acho que isso pegou o mercado inteiro de calça curta, é óbvio que a gente poderia ter feito hedge, mas dado que nossa posição já era pra esse lado, não fazia sentido, né? Porque é uma coisa que nesse momento, que eu entendo que o mercado tá mudando, tá? A gente pode discutir isso, que o mercado inteiro tá mudando.

Porque você está indo para um lugar onde o nível de volatilidade mudou. Então você vai passar o tempo inteiro sendo estopado. Se você tiver métricas de risco muito curtas de estope, simplesmente porque o Trump vive de vol. Ele compra vol para desescalar depois. Então se você quiser se redear a qualquer evento que o Trump vai fazer, e eu posso ter certeza, tá? Tenho poucas certezas na vida. Quando passar a guerra do Irã, em um par de meses ele vai armar outro evento de vol.

Vai ser Cuba, vai ser o México, vai ser tarifa, vai ser uma negociação com a China. Então, se você passar a sua vida... Red custa caro, né? Então, se você passar o tempo inteiro buscando proteções pro Trump, você vai morrer. Porque ele vai procurar outros eventos de volta, porque o que ele gosta de fazer, o mercado mudou. E eu acho que...

A gente tinha um mundo onde o câncer crescia devagarzinho e se ninguém está vendo, você não morre. E eu acho que o lado ruim do Trump e o lado bom do Trump é botar esse tumor à amostra e tem que fazer alguma coisa em cima disso. Então isso gera volta. Certo ou errado, de alguma forma. Então acho que essa primeira parte soprar em cima do ruim foi assim, a verdade é a primeira que morre? A verdade que o exército americano é infalível e tem plano para tudo morreu.

de uma forma ou de outra, você pode discutir se vai terminar bem, não vai terminar bem, eu não consigo ter opinião clara sobre isso nesse momento, mas aquela verdade que o Irã é um país com PIB da Nigéria e não está nem entre os 40 maiores países do mundo, e o orçamento de defesa americana é duas, três vezes o PIB do Irã, então não dá para começar, ela morreu. Então essa é a primeira verdade que morreu. A segunda coisa que me chama a atenção é que ele fala...

da história do Nelson Rodrigues, dos fatos, e de como você está uma pessoa que é menos relevante, cara, eu acabei de voltar dos Estados Unidos agora, tive uma série de reuniões lá, e me chamou muita atenção, porque eu já vi discussões...

Se o Trump é bom ou ruim, discussão em seleção vai ser boa ou ruim, se a economia vai pro lado bem ou ruim. Mas eu vi pela primeira vez uma coisa seguinte, o exército americano é bom ou ruim. É a primeira vez, aquela história de confiança, você confia no judiciário, que no Brasil é zero, você confia nas instituições, o exército americano sempre foi uma coisa de 95%. Você ia pra um jogo, você tinha aquele cara, todo mundo tirava o chapéu, passava o caça em cima, a bandeira americana, o exército americano era muito confiável.

E tem uma discussão no mercado financeiro lá fora, enorme, sobre qual é o rumo do exército americano. Então...

O nível de incerteza sobre o exército americano, sobre a verdade, sobre o que está sendo falado, da capacidade das pessoas, é real. Então, acho que o grau de incerteza está enorme. Acho que o Rui resumiu bem. Acho que do meu lado, a gente está em águas não exploradas. Como é que a gente termina? O meu âmago, o que eu digo, ainda confio.

que tanto Netanyahu quanto Trump, quanto o exército americano tem a força e o plano para sair do outro lado disso seja na pressão ou seja na negociação mas não tem o saber para que lado inclusive para complementar o Landau, tem várias coisas ali que foram surpresas porque não só o exército americano nós consideramos talvez a melhor agência de inteligência do mundo seja a Mossad

que é a inteligência de Israel. E essa guerra, pelo tudo que a gente estudou no momento, foi iniciada por a inteligência da Mossad. Então, nada mais, vamos dizer assim, que seria uma consequência óbvia começar uma guerra com a melhor inteligência do mundo e continuá-la com o melhor exército do mundo. E o que a gente aprendeu nessa guerra, o que a gente aprendeu nesse processo, é que o que uma força...

militar convencional pode atingir é bastante é mais limitado do que a gente imaginava que fosse é mais limitado do que você imaginava que fosse principalmente o talibã tinha uma frase maravilhosa o talibã dizia para o que a gente perdeu a guerra do afeganistão a gente tem que sair do afeganistão 20 anos no afeganistão chegamos a ter um milhão de pessoas quando chegamos é nós a sociedade ocidental chegamos a ter um milhão de pessoas ali indo para o afeganistão

transitaram um milhão de pessoas pelo Afeganistão de forças militares, e a gente teve que largar o Afeganistão, uma geografia muito parecida com o Irã. E o Talibã falava uma frase, vocês têm todos os relógios, mas nós temos todo o tempo.

Você tem todas as máquinas, você sabe a máquina, mas a gente tem todo o tempo do mundo. Eu acho que nessa guerra do Irã, você vê isso muito claro. Existe a limitação natural do que uma força convencional pode fazer no Afeganistão e existe a limitação do que uma força convencional pode fazer numa geografia como o Irã. Quando para o Irã aquilo é existencial e para os Estados Unidos aquilo foi, até o momento, um erro de cálculo.

sobre o que poderia ser feito naquele momento. Quem joga xadrez aqui, tem xadristas aqui, eu digo o seguinte, o que aconteceu foi o seguinte, as brancas chamaram as pretas para jogar, as brancas sempre começam, as brancas começaram com uma Rui Lopes ali, uma abertura muito agressiva.

no xadrez, e as pretas foram chamando as brancas. E foram entregando. Entregaram cavalo, entregaram bispo. E para quem já conhece xadrez, chega um ponto que, embora você tenha as melhores peças no tabuleiro, se a sua posição no tabuleiro for ruim, é inevitável que você perca a partida.

E eu me senti ali como se fosse o Magnus Carlsen, que é o campeão e o grande xadrista, que entrou para ganhar e olhou assim as pretas mostraram uma estratégia diferente em movimentos surpreendentes.

em vários aspectos dessa guerra. A simetria de guerra foi uma coisa que a gente já estudava, a gente já conhecia, mas o Irã mostrou essa capacidade assimétrica com drones, com mísseis, com botes. Volto a dizer, os três petroleiros que eles explodiram não foram nem míssel nem drone. Dois deles não foram nem míssel nem drone. Foram um bote com duas pessoas.

É a tecnologia mais arcaica que você pode imaginar. Então, essa questão de que existe limitação do que uma força convencional pode fazer, e remetendo ao Afeganistão novamente, eu acho que foi uma coisa que a gente caiu a ficha num certo momento.

Eu acho que caiu a ficha para o Trump, num certo momento, de que a força convencional não ia fazer a diplomacia por outros meios. Pelo menos não. Eu tinha um chefe que falava que se dinheiro e pancada não funcionou é porque não foi o suficiente, porque dinheiro e pancada sempre resolvem. Então não vai funcionar, pelo menos a não ser que o nível de pancada aumente muito. Esse chefe era rico?

Era. Ah, tá. Não, porque senão ele resolver com dinheiro, senão ele ia só plantar. Eu acho que nessa linha o que mais surpreende a gente aqui, porque eu mesmo falei nas discussões, o Rumos é infechável. Porque as pessoas chamam de estreito, mas não é um estreito. Tem quilômetros. Então você tinha aquele cenário, olha, se você olha a quinta frota que fica lá no Bahrein, boa parte da quinta frota são navios anti-Minas.

Porque você tinha essa situação, olha, vai ter mina. Não, mas tem as frotas do Bahrein que fica parado lá para isso. Você criou uma base naval, que é a suposta de margem mais forte dos Estados Unidos, exatamente para não conseguir fechar o estreito. Aí o cara falou assim, não, mas o cara vai afundar um navio lá. Mas não dá, porque o estreito vai parar a marinha lá. Não, mas está chegando o porta-avião. Então você olhava aquela história e falou assim.

E aí surgiu essa história. Falei assim, cara, são os botes que não estavam no cenário de ninguém. E os drones, que você não imaginava que depois de 3, 4 anos de guerra de Ucrânia, onde só se usa drone para tudo que é lado, que é um micro-ondas voador, né? Que é uma coisa muito simples, né? Falei assim, cara, não é possível que depois de 3, 4 anos de Ucrânia, eu não tenha entendido que o drone é uma arma de guerra.

E você acordou pra isso. Você tem todos os F-35, todos os caças do mundo, todos os porta-aviões, e o cara te detona num drone. Então, é uma surpresa, uma tática militar que pegou uma falha dos Estados Unidos. Só que a gente também lembra que os Estados Unidos, às vezes, começam devagar em guerras, como na Segunda Guerra Mundial, e acelera depois. Então, talvez ele esteja ajustando isso com os elenios, que não sei onde vai terminar isso.

Mas é muito surpreendente o que aconteceu e mostra como o mercado foi pego tão de calça curta, porque, de novo, o Irã é o PIB da Nigéria. Você não imaginaria que teria esse negócio. Como é que vai terminar, não sei. Mas vamos à sua própria próxima pergunta. É, que eu estava no pós-guerra. Deixa eu só falar um negócio interessante da guerra, até porque eu e o Landau passamos muito por isso nessa guerra. A coisa que mais me chamou a atenção, e eu acho que é a lição para todo mundo aqui,

foi que desde o primeiro dia eu tinha uma visão diferente, eu achava que essa guerra ia ser mais rápida, eu tinha uma visão diferente, mas quando eu comecei a ver os especialistas, teve dois especialistas da Universidade de Chicago, em que eram contrários à minha posição inicial, dos primeiros dias, que era o Richard Pape, que tem um substaque maravilhoso, The Escalation War, The Escalation Ladder, alguma coisa dessa, e o John Mays Harmer, também de Chicago. E eu ouvi os dois e eu disse assim, Cara,

será que esses caras não são talvez muito democratas ou talvez muito bias, porque a análise deles não está batendo com a minha e no segundo, terceiro ou quarto dia de guerra eu comecei a concordar com eles eu disse, cara, eu estou errado e esses caras estão mais certos do que eu estou

E quanto mais eu olhava e mais o cenário dele se mostrava, mais eu tinha que adaptar a minha cabeça. E essa, para mim, é uma coisa fundamental que todo mundo, não é só gestor, todo mundo na vida tem que aprender. A gente pode errar, mas nunca fecha a tua cabeça para a visão contrária.

nunca, isso tipo assim, a gente discute todo dia mercado e a gente se provoca a gente catuca um ao outro, mas a gente nunca fecha a cabeça que a visão do outro cara tá errada. E muito importante você falar isso, porque até você começa falando sobre quando você vê que eles pensam diferente de você você fala, pô, mas será que eles vão ter uma cabeça meio democrata demais? Porque também, hoje em dia, a gente acaba polarizando o turno, ah, pra esse cara pensar diferente em mim, não, aquele era...

Ele é de esquerda, ele é de direita. Falar dessa guerra é um inferno, porque, logicamente, eu tenho muitos amigos da comunidade judaica, eu vim de família, minha ascendência é judaica, e eu tenho muitos amigos que são pró-Trump, e eu tenho muitos amigos que são anti-Trump.

Então você tem uma discussão objetiva, quando você tem quatro cohorts, quatro grupos, judaico, não judaico, Trump, não Trump, que essa guerra envolve esses quatro quadrantes, é infernal. Para você descobrir onde está a verdade, é infernal. E eu tenho amigos que eu digo assim, cara, olha só, tira o bias um pouco, tira a tua maneira de ver o mundo um pouco do lado, porque dessa maneira você não vai encontrar a verdade aqui.

Porque às vezes a gente quer tanto que uma coisa aconteça, logicamente, cara, se a comunidade judaica quer muito que essa guerra termine com o Irã de Joelhos e os Estados Unidos e Israel vencedores. É inteligível isso. Mas às vezes a gente quer, quando a gente quer muito, isso a gente vê em portfólio perfeitamente. Eu, por exemplo, quero muito que empresas de inteligência artificial performem bem. Mas às vezes quando você quer muito, você fecha a sua cabeça para o outro lado.

E nesses momentos, eu acho que nesse momento a experiência, os anos que você passou, e a capacidade de manter a cabeça no lugar, quando eu falo, eu sou uma pessoa muito otimista com a vida, extremamente otimista com a vida. Porque se a vida é inevitável, eu não vou sair vivo, eu sou extremamente otimista com a vida. Nessa hora, cara, mantenha a cabeça aberta, mantenha a cabeça no lugar.

A gente passou pela Covid, passou por tanta coisa. Eu passei pela guerra nuclear dos anos 80 e estamos aqui. Mas manter a cabeça aberta, é fundamental, qualquer coisa. Vai lá, Lundal, tem uma pergunta do pós-guerra e o efeito das commodities. Eu acho que, para entrar nessa parte, a gente teve um pouco desse trabalho, porque a gente tinha muita convicção da guerra.

tinha muita convicção que ia acontecer a guerra. Não sei se é um pouco de torcida também, porque eu sou esse amigo judeu do Rui. Então, assim, desse lado, não sei se era um pouco de torcida, mas eu tinha muita convicção que ia acontecer a guerra, porque eu acho que o Trump é muito rock. Tudo que ele fala que ele vai fazer, ele acaba fazendo. Ele escolhe o lado mais forte da história, porque ele gosta de demonstrar poder. Então, eu tinha muita convicção que a guerra tinha que acontecer, mas eu tinha muita convicção que os treinos ia ser fechados.

E a gente precisou ter essa discussão de cabeça aberta, que eu acho que é fundamental na nossa profissão. O Rui falou bem, na vida de todo mundo está aberto a isso. E a segunda coisa é...

Cabeça calma. Acho que a volatilidade, a gente está muito acostumado com ela. Então, para a gente, ela balança, mas o barco tem que ficar parado, apesar do mar estar balançando. Então, a gente está muito acostumado com isso e a gente tem que ter a cabeça aberta. A gente revisou todo o portfólio, olhou de novo, porque a gente achou que estava que estava no portfólio. E eu acho que parte da nossa tranquilidade.

de acreditar no pós-guerra e de acreditar que estava com o portfólio e está com o portfólio que a gente acredita correto para isso, vem exatamente pelo pós-guerra, porque acho que vai acontecer. Porque eu acho que a guerra é uma parte de uma coisa que já vem acontecendo. O que o nosso portfólio reflete, de algumas formas? É óbvio que tem coisas micro. Depois a gente vai entrar em eleição. Eu acredito que a eleição do Brasil vai ser positiva e que o Brasil está com juros altos demais. É óbvio que eu acredito que o Milley...

é o melhor presidente do mundo democrático e tem uma questão micro ali que pode acontecer. Mas, em geral, o meu portfólio, ele está direcionado por uma coisa que a gente chama hoje de resources. Brasil e Argentina são fontes de resources, seja lá qual for, gerações de energia, gerações de commodities, etc. Urânio e ouro que completam nossa posição.

O urânio, principalmente, é um sócio, o ouro também, o urânio é mais energia, o ouro menos, mas é uma alocação nessa parte. Então, a gente já acreditava, no momento anterior, que, de um lado, você tinha todo esse investimento de AI, que o Rui ensina a gente, a gente acompanha, que precisa de energia, então essa parte de energia já vem. E, no segundo momento, junto com três paralelos, que é um dos três que eu mais gosto de fazer, quando você tem mais de um vetor positivo para a história.

você tinha essa nova disputa geopolítica. Porque você virou uma corrida do ouro, o que acontecia no mundo recentemente. Você acabou com aquela história, a gente cresceu aqui, todo mundo escutando o Just in Time, etc. Não, a teoria de Ricardo, de especialização, Organização Mundial do Comércio. Não, eu preciso de uma pecinha que vem da China. Eu trago aqui para o Brasil e eu monto, encaixo. Isso está acabando. Na verdade, você está criando hubs de geopolíticos onde cada um quer ser independente. Isso começou no Covid.

Quando os Estados Unidos percebeu que 80% do antibiótico dele via da China, ele falou, putz, eu não posso entrar em guerra com o cara que eu tô dependente do outro lado. E eu acho que a guerra é um passo a mais disso apenas. A gente tá aprofundando isso, né? É aquela história do rei tanu, né? Boa parte das coisas do mercado a gente descobre expost. É muito impressionante isso no mercado. Você tem uma descoberta coletiva, né?

que foi o que aconteceu em 2022, por exemplo. O pós-guerra de 2022 é muito marcante. Você teve os Estados Unidos matando o Swift, você pegou o iate e os jatinhos dos bilionários russos, você confiscou, e você confiscou 300 bilhões de dólares que estão lá estacionados na Europa, etc. O que essas pessoas percebem? Eu falo assim, cara, eu sou idiota. Porque eu estou aqui provocando como Estado, como russo e como árabe, provocando os Estados Unidos, provocando a Europa, porque eu controlo o gás, controlo aqui, só que eu doto o meu dinheiro inteiro lá.

E a China é igual. Olha, eu estou aqui, de alguma forma, cutucando, sem eles me perceberem, que é a questão daquela história, que você não está percebendo que a China vem roubando, enquanto a Europa fica lá no green, etc. A China vai roubando as fábricas, foi roubando as produções, foi roubando toda essa questão, cutucando, só que o meu dinheiro ficava em trejo. Então, o que a gente percebeu, o que eles perceberam depois de 2022, e qual foi o melhor trade pós-2022?

A gente vai olhar as coisas em pares. O melhor trade foi o 30 anos contra o Gold.

O melhor trade do pós-guerra de 2022 foi o 30 anos contra o 2, no sharp inacreditável relativo. Por quê? Porque os bancos centrais e as pessoas ricas desses países que têm esse dinheiro escondido, que a gente achou que a gente ia passar por Bitcoin, percebendo o seguinte, olha, ele pode confiscar meu iate, mas se eu tiver 500 milhões de dólares aqui embaixo do meu palácio, em ouro, ninguém toma. Então o ouro foi o grande ativo de 2022. Você percebeu o rei Itanu.

Eu brinco que a terceira perna desse negócio que tá acontecendo, até de um exemplo aqui, mudando, assim, é o 3,5 do gerador. Você fala, cara, eu quero comprar um... Pô, acabou a luz na minha casa. Puts, que saco, né? Acabou a luz na minha casa um dia. Será que eu compro o gerador? Não, acabou um dia só. Aí passou uma semana, acabou de novo. Aí você vai, putz, quanto é que aquele gerador mesmo é X? E fala, pô, beleza. Aí daqui a pouco acabou duas semanas a luz.

Fala assim, não, não, me dá o gerador pra cá, tá? 50% mais X. Não, não, beleza, dá pra cá.

que a gente viu isso no Covid, né? Acabou os respiradores, né? As pessoas pagavam qualquer coisa por um respirador. Acabou comida, pagou água. E é a mesma coisa que a gente aprende na economia, né? Não tem certeza, apenas trade-offs, né? Quanto é que vale uma água no deserto? Se for a primeira garrafa, ou se for a certeza é uma garrafa? As coisas valem mais se você precisa daquele negócio. Eu falo assim, pô, pode ser.

Você começou a comprar máscara. Mas eu não vou sair de casa. Pode ser que eu precise de comida. Eu não posso correr o risco de não precisar de comida. Então eu vou estocar a comida. Eu não vou correr o risco de precisar de máscara. Então eu vou estocar a máscara. E isso tudo tem alguma coisa diferente. Então você veio no primeiro momento que era... No primeiro momento que já era AI demandando energia. Você já tinha uma questão geopolítica.

E agora você entrou numa coisa assim. Eu preciso ter garantia do ativo. Então é um tripartite que está tudo no mesmo lugar.

Boa parte do que a gente está vendo surpresa, e de novo a gente está surpreso, é uma discussão que a gente tem todos os dias no chat, é assim, por que o petróleo não anda mais? Porque qualquer pessoa que você falasse que o estreito ficasse fechado, a gente estuda estreito. Eu comecei há 20 anos atrás aqui, eu era de petróleo aqui no Pactol. Então o petróleo é uma coisa que toda vez que a gente fala assim, vai fechar o estreito é 300, 200.

E por que ele não estoura dessa forma? Óbvio que a gente acompanha várias métricas de curto prazo, está faltando... Boa parte porque a China...

percebeu isso que a gente está vendo agora. O estoque de petróleo criado pela China no último ano foi grossal, grotesco. Foi enorme. 400, 500 milhões de barris. A gente caiu agora 200 milhões de barris de estoque de petróleo, mas precisa cair 400 para voltar no nível de estoque total que a gente tinha no passado. Então, o nível de estoque, e é uma coisa que eu olho e falo assim, eu falo, pessoal, a gente ainda tem esse case de short petrobras, short petróleo.

Se a China não tivesse feito estoque, a gente tinha negociado a 30, 40 dólares ano passado. A China, a 50, 60 dólares, comprava o que tivesse na frente de petróleo porque ela já estava imaginando isso. E eu acho que hoje ela imagina mais ainda.

Porque não tem... Se você está dizendo que dois candangos e um bote travam o estreito, imagina o que a armada americana não faz. Com o estreito de Taiwan, com o estreito de Singapura, com os Estados Unidos. Se a China... Se os Estados Unidos quiserem que a China não receba petróleo nunca mais, ele faz isso. Muito fácil. A China não vai conseguir ultrapassar a marinha americana. Então, eu acho que se eu estou numa sala aqui de partido chinês, os caras estão falando olha...

A gente precisa acelerar essa independência. E acho que boa parte do que a gente já estava vendo isso é parte desse processo. Tem uma discussão, não, a China está indo para carros elétricos porque ela está preocupada com o meio ambiente, porque ela está preocupada que é uma questão tecnológica dela, ou porque ela quer ficar menos dependente do petróleo.

Talvez os três. Talvez seja mais uma questão geopolítica. Por que a China cresce sem parar os projetos nucleares dele? Cresce, aumenta todo ano, ele sobe o número de reatores que ele quer construir. Talvez porque ela queira ficar mais independente. Porque se você tiver uma usina nuclear com baterias antiaéreas em volta, que conectam na sua frota de carro, os Estados Unidos não conseguem mais te dar um córner.

Então, eu acho que nesse momento, o mundo inteiro percebeu, e você olha países como a China, que tem 150 dias de estoque de petróleo, mas países como a Austrália e a Índia, que tem 5 dias. Ou como a Tailândia. Esses caras estão olhando e falam assim, eu vou ter que sair dessa crise, eu vou ter que sair de 5 para 30. Eu errei, porque eles não estavam preocupados estrategicamente. Eu estive conversando, até almocei com um gringo agora aqui.

de cobre e ouro, que tem minas, ele falou, olha, eu estou passando problema porque eu não tenho gás e eu não tenho diesel. A gente fez uma reunião de emergência e a nossa decisão hoje foi fazer projetos rápidos para botar painel solar e fazer um reatório nuclear pequeno porque eu não posso ficar dependente desse petróleo e desse gás. Então, acho que o que aconteceu nessa guerra é que o mundo inteiro percebeu que você precisa de um gerador.

Então você já tinha a questão do AI, você já tinha a questão do geopolítico, que a gente já via essa questão de terra rara, os Estados Unidos estão vindo aqui comprar tudo que tem de terra rara no Brasil, e agora você soubeu que todo indivíduo do mundo tem fila na loja da BYUID para comprar carro elétrico. Você fala, putz, vai acabar a gasolina? Como é que eu estou preso? Eu preciso ter um carro em casa que seja elétrico.

ou híbrido, você está tendo uma mudança da percepção da sociedade muito rápida com essa crise. E a nossa posição, ela já era para isso, ela caiu em boa parte por isso, é óbvio que é uma surpresa do nosso lado, ver ouro e urânio caindo num cenário como esse, mas a gente fica ainda mais confiante, por isso que eu disse no começo, olha, dói, a volatilidade a gente é acostumada, tem um evento desse, o brasileiro tem um evento desse todo ano, igual o americano, e fala, nossa, o Covid, nossa, a guerra, a gente tem todo ano.

Mas tem algumas vezes que você senta e fala assim, cara, eu vou ter que revisar a coisa aqui e você fala assim, putz, esse dinheiro que tá perdido. Porque o cenário mudou e eu vou ter que zerar e eu vou ter que sair. Porque não dessa vez eu tô olhando e falo assim...

Eu gostaria de ter mais. Eu acho que o Urânio ficou mais atrativo depois. Eu acho que Brasil e Argentina viraram a mulher mais bonita da festa. A gente não está em guerra. A gente não tem bomba voando para cima da gente. Você quer construir um data center na Arábia? A Arábia ia fazer um bando de data center. Você vai fazer um data center na Arábia agora? Você tinha turismo na Arábia?

Você quer ir para o Arábia que está tomando bomba? Ou você quer ir para a Ásia que você está dependente de energia importada e se faltar energia ele vai dar prioridade à população e não ao seu data center? Ou você quer estar no Brasil que é um país onde...

Você tem a segunda maior reserva de terra rara do mundo e a quinta maior de urânio. Sabe quanto a gente produz de terra rara? Zero. Sabe quanto a gente produz de urânio? Tem uma mina que produz quase zero. Então você tem reservas desse tamanho e você produz... É corrida no ouro no Brasil que está acontecendo. Eu tenho acompanhado muito próximo disso. A gente tem uns investimentos próximos disso. É muito impressionante. Tem cada mina dessa, cada produção de terra rara, cada mina dessa que o Brasil está desenvolvendo, tem sete ou oito países querendo comprar.

Não é pessoas, são países que iriam comprar. Então, quando eu olho o que é o pós-guerra, eu acho que é um aprofundamento desse mundo novo. Por isso que eu digo que é um aprofundamento dessa questão macro, é muito interessante. Porque eu olho e falo, olha, commodities voltaram a ser interessantes. Você garantia energética, porque tudo no mundo é energia, né? Você celular esse microfone, você pega algum tipo de commodities, transforma isso e vira.

A indústria de transformação, que a gente vê muito na... Ela transforma alguma commodity com energia em outro produto.

seja na refinaria, seja no petroquímico. Então você precisa de energia e você precisa de commodities. E voilà, quais são os países que mais tem isso não explorado? Brasil e Argentina. O tamanho da produção do Brasil e da Argentina possível de gás, que é a maior discussão do momento, que é a ONG.

É grotesco. É grotesco. A gente produz gás e a gente rejeta. Você tem que fazer a Rota 3, vai ter que fazer os investimentos, mas hoje você tem plataformas de gás liquefeito flutuante. A quantidade de terra rara necessária que você está usando nesses mísseis todos que vão ter que ser repostos. A quantidade de urânio que você vai ter que fazer, porque as pessoas estão fazendo pequenos relatores nucleares, uma mina na Europa de cobre.

E você está fazendo no Japão. Os Estados Unidos, no meio dessa confusão, os Estados Unidos assinou um contrato de fazer novo nuclear com o Japão.

Então, quando eu olho, eu falo assim, olha, de um lado eu tenho, eu acredito que o urânio já era um grande investimento. Como a gente consegue acompanhar o que tem de oferta que não sobe e o que tem de demanda que já não é o suficiente, que não tem oferta suficiente porque tem de demanda, e você consegue ver na planilha muito claro, porque não é igual o petróleo, que é, eu vou encher meu carro, meu tanque, você não. Você sabe, demora quatro, cinco anos para fazer.

Só que você sabe que vão subir muito essa demanda de lá, porque nesse momento as pessoas vão adicionar.

Eu acho que o ouro, as pessoas estão percebendo que, olha, esse dólar não está se comportando como outras crises. Eu estava lá agora fora, um cara disse para mim, a coisa que mais me chama a atenção no mercado atual é o seguinte, a Argentina, toda vez que o mundo tinha um resfriado qualquer, chovia em algum lugar, a Argentina tinha que vender dólar. Porque era short dólar, vai acabar o dólar, o cara batia a reserva dele, pegava emprestado, como foi na eleição ano passado que os Estados Unidos saiam chegar junto.

Nunca na história, e isso eu posso dizer, nunca na história você teve uma crise onde a Argentina compra dólares. Isso é absolutamente impressionante. A Argentina está recompondo reserva. Não é que ela não está se vendo e fazendo nada. Ela está comprando dólares porque está entrando tanto dólar na Argentina que ela está conseguindo comprar. No meio de uma crise.

O argentino que tem esse medo total não tá mandando dólar pra fora, tá querendo comprar dólar. O Brasil, o campo tá basicamente estável nessa confusão. Então, assim, o dólar não tá se mexendo da forma que deveria estar se mexendo. Isso é o consenso lá de fora, por quê? Muito porque a gente falou. Caraca, que incerteza é essa nos Estados Unidos. Pô, o Trump tá mais fraco, o exército americano tá mais fraco, tá fazendo a coisa certa, não tá?

Mas se o Trump ficar falo, daqui a pouco eu entro democrata, eu quero ficar longo e na camala também. E 80% do meu patrimônio do mundo já está nos Estados Unidos. Então, tudo aquilo a gente já conversou em outros podcasts.

da aceita do dólar, eu acho que vai acelerar.

Você ainda tem o dólar um pouquinho fraco porque é inevitável nesse momento de estresse total. Mas tudo que vem acontecendo para mim está me dizendo o seguinte, olha, que o Soros sempre diz, você tem que comprar o que deveria cair num cap, você tem que vender o que deveria subir e não sobe. E o dólar deveria estar subindo e não estar subindo. Então, para mim, o 3 do dólar fraco é incomodos iguais. Eu acho que o ouro, a gente vai reverter essa queda, vai voltar a subir.

Eu acho que o urânio, a gente vai reverter essa queda, vai voltar a subir. E eu acho que o Brasil e a Argentina...

pelo que a gente tem visto de gringos querendo conversar, querendo bater papo de gente querendo de summit acontecendo, isso aqui vai virar corrida do ouro pelas commodities brasileiras e argentinas. E na América Latina inteira, porque não tem aonde. A Ásia não tem essas commodities, é compradora disso. A Europa está parada, demora 12 anos para fazer qualquer terra, qualquer coisa que tem lá. E os Estados Unidos estão fazendo os dele, tem bastante, está fazendo muito para ele.

Então só sobrou um lugar no planeta Terra inteiro que seja tão interessante. A América Latina. Então acho que quando a gente olha esse portfólio, só pra terminar, acho que assim, a gente gostava desse portfólio antes, sofreu nesse portfólio, se incomoda de não ter tido um head extra no petróleo, apesar de ter sido difícil, porque se você comprasse opções, ia virar pó também, porque elas não estão andando no pós-guerra.

tem conseguido ganhar algum dinheiro, se protegendo nessas linhas, tanto de venda de bolsa americana quanto de petróleo. Mas eu acho que o pós-guerra, ele...

ele ficou melhor para o trade do que ele já era antes. Acho que isso é um caminho muito longo. Então, só para... Excelente explicação. Gostei muito da maneira como você construiu o seu raciocínio. Mas só para entender, as grandes posições hoje continuam nessas teses Brasil-Argentina commodities e os hedges estão onde? E se estão...

Eu acho que essa que foi o grande... A gente veio tendo uma discussão desde o ano passado. No ano passado foi super bem, mas a gente teve uma discussão que foi assim, cara, queria ter gostado, queria ter ganho mais dinheiro. E eu acho que tem uma dificuldade nesse momento, que a nossa poção que a gente fez, a gente sempre normalmente tinha um, dois, três cases e achava qual era a discussão do momento. E a gente, ó, a greve dos caminhoneiros, a gente tomou o DI, se protegeu muito do DI.

No Covid a gente conseguiu pegar crédito, o CDS de Turquia, África do Sul e etc.

Então, a gente sempre tinha uma posição que a gente conseguia se proteger. De um ano pra cá, desde a época do Trump, a gente começa a ter uma discussão e fala assim, cara, tá muito difícil fazer hedge. Porque lá que você tá perdendo essa correlação com o dólar, e você tá perdendo uma nova discussão, um novo momento de commodities do mundo, um novo momento geopolítico, e fala assim, qual é o grande hedge? Isso é muito normal, porque você tá olhando e fala assim, num risco off, qual é o grande hedge tradicional? Pô, o bonde americano. Caiu.

Qual é o ganho de rédea? O dólar. Não se mexia. O ien normalmente sempre cai. Assim, você não teve nenhum dos rédeos tradicionais acontecendo. E isso é uma coisa que pra gente a gente fica chateado de não ter pego, porque tinha um rédea, né, que era o petróleo, que também não foi maravilhoso, mas era um rédea. Mas a gente fica chateado de não ter pego, mas ao mesmo tempo a gente fala assim, você pode tentar fazer um rédea e aí acontece que é o pior coisa, que você perde dinheiro no rédea.

Porque isso está desde o ano passado. Porque as correlações estão trocando e se invertendo muito rápido. Então, no ano passado, que a gente teve essa questão de falar assim, olha, você está tentando fazer red, mas não está. E aí você acaba batendo nos seus stops. E aí você reduz. E aí depois o negócio volta muito rápido. A gente viu isso no ano passado. Tipo assim, Groenlândia. Outubro, novembro do ano passado.

Não tem nada que marcou especialmente. E você teve questão de Fed e Groenland, o mercado desmoronou. Urânio e Argentina que eram iguais. 25% da correlação virou 1. O que é muito difícil para qualquer portfólio que você está diversificado. Qual é a correlação de urânio e Argentina? Pô, nenhuma, desculpa. Nenhuma.

E cair num 20%, 25% igual. E aí você tem que reduzir o portfólio. Ele fala assim, olha, o melhor head que a gente pode fazer é tentar ajustar o tamanho da posição, fazer algum head nas próprias posições. Se tiver um evento de cauda de verdade, que a gente está lá, todas as nossas posições estão protegidas nela mesmo. Mas eu acho que muito do que a gente fez historicamente de cross-head nesse momento é muito perigoso. Porque as correlações estão invertendo sem parar.

Se você acerta uma quebrada dessa correlação, pode ser fantástica, mas é muito perigoso. Por exemplo, eu estava agora na viagem e eu estive com muito pension fund em Down, mas a gente falou assim, olha, tem uma coisa que para a gente é definitivo. O pension fund lá, que a gente está acostumado aqui, aloca na NTNB, faz uma posição, ele falou assim, para a gente aqui, se a correlação do dólar com o risco virar,

isso pra gente é a coisa mais importante pra acontecer no planeta. Porque como o cara tem uma coisa lá que chama, que é o overhead deles, que é o brasileiro, que na verdade ele faz, quanto que ele redia da posição, um peixe um fã canadense, o dinheiro dele é do Canadá. Ele vai e compra a tech americana. Quanto ele vai rediar do câmbio nessa história? Ele redia pouco, por quê?

Porque sempre que a tech cai, o dólar fica forte, então o dólar protege ele, amortece essa queda. Esse ano a gente já teve um pouco disso no começo do ano. Olha, se o dólar cai e a bolsa cai também, ele perde em dobro. Então pra ele é muito preocupante. Se essa correlação quebrar, você muda o planeta Terra inteiro do mercado financeiro. E a correlação tá bem frágil ali. Então não tá trivial, porque se essa correlação quebrar, muda tudo.

Se você tem uma queda de bolsa com dólar fraco, o planeta Terra de investimento mudou completamente, porque todos esses pension funds vão virar e falar assim, não, eu tenho que redear 100%.

é melhor para mim estar redeado, porque o risco agora é os Estados Unidos. Não é óbvio que isso vai acontecer, zero óbvio que isso vai acontecer, mas tem essa discussão ongoing, que ela está viva. Então, para a gente hoje, nesse momento, o melhor é você fazer hedge nos ativos para você evitar. É óbvio que você tem um momento que agora a gente tem, todas as nossas posições caem, a gente está short na Petrobras, ela sobe, é um momento que é óbvio que dá uma vol, balançou o fundo 0,8 vol, que é historicamente, matematicamente, estatisticamente.

nem é uma oscilação acima do histórico de fundos em geral.

foi um para cada lado, mas a forma da gente evitar o nosso hedge, da gente evitar uma quebra de correlação e de estar no ativo é se proteger diretamente no ativo. Só que a gente acha que esse portfólio, não quer dizer que é um wall weather, que tem aquela história do Ray Dalio, que sempre foi aquele portfólio weather, a gente acha que é um portfólio que, nos eventos que podem acontecer, porque você vai falar assim para mim, não, olha, os Estados Unidos fez alguma coisa lá, o Netanyahu e o Mossad, como ganharam a guerra, botaram o Ieran de joelhos.

De repente o dólar vai ficar até um pouco forte, pra mostrar que realmente a gente tá enganado e o exército americano é mais forte. Mas você vai ganhar um pouco de risco, o risco vai subir, e aí você vai ganhar na Bolsa Brasileira, na Bolsa Argentina e etc.

Mas do outro lado, de repente, fala assim, cara, os Estados Unidos fizeram uma besteira completa, está completamente perdida essa história aqui. Então, putz, eu não quero ter dólar, então o ouro, de repente, vai ser o grande vencedor dessa história. Então, eu acho que a gente tem um portfólio que não acontece muito. Eu fico muito feliz quando eu tenho esse portfólio, que é o ter os heads que também são posições.

num horizonte um pouco diferente. Eu acho que eles todos podem se comportar de forma positiva e eles também me irradiarem em cenários de cauda. Um cenário que, por isso, olha só, a gente entrou num estalho de inflação, entrou numa recessão, acho que o ouro vai bem. A gente entrou num cenário que a energia virou muito escassa no mundo. Então, acho que o urânio vai ter que ir bem nesse momento. E eu acho que tem um cenário também que a gente sai desse negócio da guerra e as pessoas falam assim, cara, vamos comprar o Brasil.

Porra, acabou a guerra, o petróleo caiu, beleza. O juro vai voltar a cair no Brasil, o Galipo vai voltar a cortar juros, a gente vai ter um portfólio andando de verdade. Só que também se for um cenário muito ruim, cara, a Ministério da Fazenda diz que é 0,8 do PIB para cada 10 dólares. A nossa conta é mais para 0,2, 0,3. Mas beleza, subiu 40 dólares o petróleo, 50. Você está em superávit primário.

Quando eu tenho short petro, óbvio que eu tenho short petróleo, mas parte do short petro tem duas premissas pra minha carteira de Brasil. Historicamente, a gente tem uma carteira de Brasil recente, em algum tempo, por causa de preço, mas é a primeira vez que eu tô efetivamente animado. Nos últimos 15 anos anteriores, eu sempre fui pessimista com o Brasil. Não sou tão otimista como o Rui com a vida, mas acho que o Brasil é meio d'ávila, você tem que sobreviver. E agora eu tô animado. Você olha e fala assim, olha, cara, é...

O grande risco do Brasil é o primeiro dos, uma heterodoxia maluca do Lula, que ele efetivamente está fazendo na Petra, a gente pode discutir isso, mas o fluxo está ignorando.

E do outro lado, o petróleo ir para 30 dólares. Porque aí sim, se as commodities caírem, eu acho que a gente tem um problema fiscal mais insolúvel. Porque a gente vai estar sem dívida em dólar, a gente está sempre bem. Então, putz, o câmbio de valoriza, resolve, a gente volta a exportar, superávit vem, a gente viu isso em 2022, e a gente está vendo agora. Então, commodities para cima não é ruim. A gente vai ter um evento de crash em ações de qualidade brasileira que já tem um carrego de 12%, 13% real.

porque os ativos que a gente produz estão subindo, porque a soja e o petróleo estão subindo. Então, automaticamente, tem um estabilizador natural no Brasil. Não tem um rede claro, mas acho que é um portfólio muito construído, que a gente já gostava antes, que ele se autorredia, óbvio, com muita volta, tendo Vachoque, a gente está vendo...

Boa parte do que aconteceu pós-guerra não faz sentido porque muito foi Varchock, né? Tinha uma posição de juros enorme no mundo inteiro com essa história de AI, então, óbvio que o Varchock atrapalha disso, mas quando as coisas se normalizarem, acho que o portfólio que se autorredia. Só a tecla SAP do Varchock é o que o fundo é estopado.

O VAR-choque é assim, vou dar um exemplo muito trivial. Você fala assim, olha, eu estou indo para a eleição brasileira. Aí eu falo assim, eu compro o dólar e compro a bolsa. Eu falo assim, eu estou comprado aqui no meu Itaú e eu estou comprado no dólar. O BTG vai sobrou. Eu compro o BTG. Vamos comprar o BTG. Estava fazendo uma...

simbólico aqui, nosso amigo. Compre o BTG e Itaú e vendo o real. Então, eu falo assim, cara, a Lula ganhou a eleição, o BTG e o Itaú caem 10, 20%, o câmbio sai de 5,20 para 5,60. Então, assim, cara, é uma carteira meio neutra. Aí você tem um cenário que você fala assim, cara, não, foi para o outro lado. O Lula perdeu, o BTG e o Itaú subiram e o câmbio valorizou.

O VAR-choque, porque você pode olhar, a gente gosta de olhar muito a carteira no estresse, porque a gente acha que é no VAR-choque que você quebra. Então, parte do nosso portfólio ser olhado ao estresse e a gente entender que por mais que a gente tenha volatilidade, a gente fica dentro, nos cenários, dentro dessa uma vol do fundo, de drawdown, de movimento, porque a gente já olha o estresse. Como a gente olha o estresse? A gente pega cada ativo, multiplica pelo pior dia nos últimos 10 anos.

E eles dão um número. E a gente some esses números. Eles não são correlatos. O VAR é uma coisa que diz assim, olha só, o VAR 95%, 99%. Você está olhando. 99% das vezes, toda vez que o Itaú e o BTG caíram, o câmbio desvalorizou. Então, se eu tenho uma carteira aqui que eu estou comprado, Itaú e BTG, e eu estou vendido no real...

Se der um estresse, provavelmente eu vou perder dinheiro aqui, eu vou ganhar dinheiro aqui, então minha perda é pequena. E os pods, as posições globais no mundo todo, são muito mais por VAR do que por um estresse, que é o nosso caso. O que é o VAR-shoque? O VAR-shoque é assim, olha, o BTG e o Itaú caíram.

e o câmbio valorizou. Então, o que era seu hedge, você perdeu dinheiro no que era seu hedge. Então, a sua perda esperada é desproporcionalmente maior. Ela tem aquele 95% de VAR, 99%, ela está naquele 1% da distribuição que ela é desproporcionalmente esperada, que é muito do que a gente está vendo com o dólar. Você pode pegar no Brasil, um case claro de VARCHO que tem agora, é o dólar pré, que o nego chama.

Você fala assim, putz, o Galípolo vai subir juros normalmente no Brasil se o câmbio desvalorizar. Se o câmbio não desvalorizar, por que ele vai subir juros? E a gente teve um movimento de 200%, 150 bips de juros com o câmbio basicamente parado. Então você não teve prédio para essa posição de juros, só que no seu controle de risco ele te dava um VAR pequeno. Quando tem um VAR choque, estoura as métricas de risco e você é acordado com aquele tapinha no ombro do controlador de risco da sua empresa falando, ô campeão, eu não quero saber, reduz. E aí quando todo mundo tem que reduzir,

acaba que o movimento se acelera, porque está todo mundo na mesma ponta. E hoje, nesse mundo de multipodes, junto com o Trump, a gente está vendo isso. É stop para tudo que é lado. As coisas balançam sem parar, você vai sendo stopado. Então, se você não tiver um horizonte para aguentar um pouco dessa oscilação, que é o que a gente vem discutindo nas nossas cartas, tentando se preparar para isso. Óbvio que não tem falha no mercado. Você não tem...

fórmula mágica no mercado, né? Se eu tivesse fórmula mágica, eu não precisaria nem de dinheiro pra terceira. Se eu tocava meu dinheiro, alavancava e acabou. Não precisava fazer nada. Meu dinheiro tá no fundo porque eu acredito que é o melhor que eu posso fazer, mas não tem fórmula mágica.

Então, a gente entendeu isso e vem tendo essa discussão muito aberta nas cartas, a gente está sempre disposto com quem quiser conversar com a gente, de qual é a fórmula nesse mundo novo, onde você tem um presidente que é indutor de volatilidade, onde você tem pods que tem um drawdown muito curto, que também são indutoras de volatilidade, como é que você vive nesse mundo onde você tem vachocs constantes e sequenciais? Então, esse vachoc acabou de acontecer.

E as coisas perdem a correlação. Por exemplo, o ouro. Por que o ouro deveria cair 20% no risco geopolítico? Porque tinha um posicionamento diferente, porque tinha entrada retail, que entra também no jogo. Então, assim, as correlações estão muito diferentes. Então, acho que o portfólio, nesse momento...

Aquele portfólio quantitativo que você consegue olhar, a gente faz métricas de riscos infinitas lá, nosso relatório de risco tem 30 páginas, é uma coisa que a gente fica para tentar achar. As métricas quantitativas estão muito complicadas, porque as correlações estão se invertendo sem parar. Então, para a gente estar tentando uma coisa mais simples, sem alavancagem, com reds nos ativos, aceitando a oscilação em ativos que a gente acha que são vencedores no longo prazo.

excelente podemos entrar em Brasil então pode falar então o que você vai falar eu quero falar tipo assim acho que vamos falar de Brasil mais tarde Salomão porque eu acho que esse assunto do Landau é bem relevante tá porque se você olhar o mundo

depois de... O mundo que a gente conheceu, que a gente lembra, que é o mundo do século XXI. Eu vivi toda a minha carreira entre três tipos de mundo. Um mundo... Porque eu quero dizer que tem, tipo assim, o mundo do Landau é o que eu chamo do mundo Malthusiano. Que a gente vive entre três mundos. O mundo Malthusiano, que é o mundo em que você considera que é o mundo da falta, e você tem que ter o que precisa. Você tem o mundo Ricardiano,

que é o mundo em que você considera que a troca entre países ou o valor que é gerado pela economia global é maior do que a soma das partes. E você tem o mundo chumpeteriano, onde você considera que a tecnologia vai mudar a sua vida.

E a gente começou esse século com o mundo ricardiano. O Brasil era ricardiano. O Brasil existia porque a China emergiu, e a China emergindo era melhor vender para a China o que a China precisava. Então, por trocas no mundo, a Chimerica entre China e América, você criou um mundo que era extremamente ricardiano, não tinha nada a ver com o mundo malthusiano. Sobrava valor pelo valor das trocas.

Aí depois, de 2010 a 2020, você viveu um mundo extremamente chumpteriano. Foi o ano das big techs, foi o ano das big techs, as big techs explodiram, todo o valor do S&P foi para o setor de tecnologia e você criou as chamadas de Mag7s.

Aí de 2000 para cá, você vive um mix dos três mundos de maneira diferente. Você vive, por exemplo, eu não acho que o mundo seja somente malthusiano. Você viveu um mundo malthusiano a partir de 2020, quando o pessoal percebeu a quebra das cadeias.

via Covid, então você dizia basicamente, eu quero ter mais máscara, eu quero ter mais petróleo, a gente escreveu uma carta chamada Deus Lenin, um filme sensacional, para quem não viu, Deus Lenin é um filme maravilhoso, que a gente falava tudo isso, ali foi a gente escreveu essa carta em 2022, que a gente escrevia do ouro, dessa coisa toda, essa parte toda que a gente divide com o Ladau.

E essa carta de Oslenin, acho que vale até hoje, não vou repetir todos os fatos que o Landau mencionou, a gente subscreve para muitos deles, eu tenho algumas divergências com ele, ele sabe disso em alguns desses tópicos, mas depois disso veio o mundo chumpteriano.

A gente vive hoje entre uma mistura em Maltos e Schumpeter. A verdade é essa. Embora você tenha um mundo que de um lado você diga assim, putz, cara, eu preciso de mais petróleo, eu preciso de mais grãos, eu preciso acumular mais. A gente não pensa muito nisso, porque a gente é Brasil, a gente normalmente é superavitário em tudo isso. Mas eu vivi muito tempo no Reino Unido. E eu me lembro que eu tinha medo de falta de comida. Eu dizia assim, caramba, cara, se fechar isso aqui, de onde vem essa comida? Vem de fora. Eu tinha medo de falta de comida.

Mas o mundo hoje, para mim, é maltusiano, em certos aspectos, mas ele é muito chumpeteriano em outros. Eu até gosto mais hoje do mundo chumpeteriano do que do mundo maltusiano. O meu medo do mundo maltusiano, porque Maltus era um cara que foi extremamente infeliz. Eu acho que Maltus deve ter sido uma infelicidade imensa, porque foi um reverendo.

que criou a ideia de que a população cresceria acima dos meios de produção. E ele viveu na época exatamente antes da Revolução Industrial, onde a gente conseguiu aumentar enormemente os meios de produção, inclusive de alimentação, entrando no século seguinte, 18, 19 e 20. Então deve ser um cara muito infeliz, porque morreu infeliz, achando que a sociedade não ia ser capaz de se alimentar. E não só isso, viveu para viver o lado errado da sociedade.

porque não foi isso que aconteceu subsequentemente. Então ele viveu para ser um contra-exemplo da sociedade. A gente gosta de várias posições que o Landau gosta, mas no momento eu acho que a gente é muito mais chumpeteriano, principalmente via a questão de inteligência artificial, que a gente vai conversar certamente sobre isso. Eu vou ser sincero com você, acho bem mais interessante do que o Brasil.

acho bem mais interessante do que falar do Brasil eu acho ótimo, porque a gente tem só mais uma hora de papo e aí vocês dividem, um fala de Brasil um fala de inteligência artificial eu não quero entrar no mundo poliânico com relação ao Brasil, nem no mundo cassandra eu não acho que o Brasil é cassandra nem poliana

Eu acho que o Brasil, para você acreditar no Brasil, você tem que acreditar no mundo maltusiano. Não estou falando nem de eleição, com a capacidade de prever essa eleição muito baixa. Mas você vai ter que acreditar nesse mundo. Você vai ter que acreditar num mundo em que Maltus domina, não é nem Ricardo.

Porque o Brasil é péssimo no mundo ricardiano. O Brasil é uma geografia em que a gente perde o protagonismo a partir de 1980 porque a gente não funciona no mundo ricardiano, a gente não funciona no mundo de trocas internacionais.

O mundo se integra, o Brasil não se integra na cadeia global, a não ser via um exportador de commodities, graças a Embrapa, acende uma vela para a Embrapa todo dia, quando você puder, e agora Petrobras entrando, e o protagonista que a Vale teve. Mas o Brasil não é nem chumpeteriano, nem ricardiano.

O Brasil é essencialmente malthusiano. A gente vê o EWZ performando super bem. Eu tenho amigos meus que são entusiastas do EWZ no momento. Até que você percebe que grande parte é Petrobras no momento. É por razões óbvias. O preço do petróleo está subindo, mas as nossas mid caps, se você tem um fundo, um FIA, você deve estar percebendo isso. O quanto as mid caps têm sofrido recentemente. Em virtude da razão óbvia, a trajetória de juros virou.

Então esse mundo malthusiano completando, estou tendo uma visão diferente, um pouco diferente, completar algumas coisas assim, mas esse mundo malthusiano tem um cuidado, um cuidado especial, porque o Landau levantou o ponto. A gente vive hoje no Brasil taxas de juros que eu não preciso dizer para vocês, são insustentáveis, porque elas são insustentáveis matematicamente, elas não são insustentáveis do ponto de vista, elas são insustentáveis matematicamente.

Você não pode crescer real 2%, que seja, e ter juros reais de 7,5% na B. Essa B não é maná do céu, não é uma dádia divina que você tem. É uma transferência de recursos temporal para você, poupador, se todo mundo está aqui eu vou assumir todos nós somos investidores, mas isso é uma transferência temporal que pode existir só por um período limitado de tempo e não pode ser levado ao infinito, porque no infinito você quebra.

Então, uma das coisas maltusianas com relação ao Brasil, que é perigosa, é o outro lado da história. É que maltus faça o preço dessas commodities mais altas. Qual é o meu medo do petróleo alto no mundo? Meu medo do petróleo alto no mundo, embora o Brasil tenha petróleo e seja exportador de petróleo, é que o petróleo em si ainda é um terço da energia do planeta.

inteiro. Um terço de tudo. Eu sempre digo, eu gasto 100 watts de energia. 100 watts é uma lâmpada dessas normais que a gente usa. Não é nada para ficar vivo. Só que eu gasto 10 mil watts consumindo a economia. Eu gasto 100 vezes mais do que o que eu gasto em alimento para me manter vivo. O petróleo é um terço disso. Se o petróleo sobe, você vai ter uma série de cadeias que vão começar a quebrar. Tailândia, South Korea, problemas no Japão,

Egito, Turquia. Olha a Turquia, por exemplo. O Mandau falou, por que caiu tanto o preço do ouro? Uma das razões é que a Turquia começou a sangrar recursos e a Turquia é um dos principais detentores de reservas de ouro. São fascinados por ouro. E começaram a vender as reservas dele de ouro.

Num mundo malthusiano, em que o preço do petróleo seja alto, o meu medo é que você induza ou você acelere o cenário Fahrenheit. O cenário Fahrenheit 451 é o cenário que a gente escreveu numa carta uma vez, que dizia o seguinte, olha, o mundo vai ter que ter um encontro de contas com relação às suas dívidas.

o mundo vai ter que ter um encontro de contas com relação a essa taxa de juros. Bastou a taxa de juros do Japão disparar da maneira que disparou, principalmente a taxa longa, para as pessoas perceberem que em algum momento você vai ter problemas com dívidas ao redor do planeta. Então, se você tiver um processo como você teve no Brasil recentemente,

em que fatores externos ao Brasil, por exemplo, o preço do petróleo e a incerteza global, não permitam que as taxas de juros cheguem a um novo piso, porque a gente está com taxas emergenciais, 14,75. Se você provar que 10% ou 11% de juros real é o que precisa para frear uma economia, rasgue todos os livros de macroeconomia que você já teve.

não deveria ser essa taxa se isso levar as geografias como o Brasil a ter uma inabilidade de levar esses juros de volta para patamares normais, você pode antecipar uma crise pelas próprias razões malthusianas que você gostaria que fizesse o Brasil uma geografia interessante então

Eu sempre penso no mundo nesses três fatores. Existe o mundo nautosiano, existe o mundo ricardiano e existe o mundo chumpeteriano. E eu sei que o Brasil não é ricardiano, por natureza. O Brasil sempre cresceu muito quando o mundo se fechava. Qual foi o nosso grande período de crescimento? Pós-Primeira Guerra Mundial, antes...

antes da reabertura global nos anos 80 e 90. Ali a gente cresceu, depois dali a gente parou de crescer. E antes disso, com a grande abertura global que existia no século XIX, começo do século XX, antes da Primeira Guerra Mundial, o Brasil não conseguiu também achar o seu lugar no mundo. Então ele não é ricardiano. Eu sei, nós sabemos que ele não é champeteriano.

Não é aqui onde a gente tem grandes postos de tecnologia, infelizmente. Com exceção da Embrapa e alguns outros pedaços pequenos. Mas o Brasil é maltusiano. Só toma cuidado com esses dois lados de maltus.

Maltos nos dá os recursos naturais, mas Maltos tira do mundo, e tirando do mundo, tira a nossa estabilidade também. Só para falar algo diferente. Gostei do contraponto... Tu gosta de dois convidados tagarelas, né? Coisa boa que é ter dois convidados tagarelas. É uma dádiva para o entrevistador. Eu queria trazer as tretas que vocês têm no chat para cá, mas...

são oito horas de programa não é duas horas de programa a gente estava tendo uma treta no chat antes de vir para cá que eu disse para o Kazan que é muito nosso amigo também eu digo que eu não vou ter essa discussão na frente do Landau se eu tiver essa discussão na frente do Landau eu vou ficar três horas nesse chat então me liga porque eu já vou passar duas horas e meia com o Landau boa tarde

Mas a treta era sobre o quê? A treta era sobre se dá para abrir o estreito com força militar ou não. É uma treta boa, né, cara? Essa é uma treta, vou dizer que é uma treta de alto nível, né? E você acha que dá? Não, não acho que dá. Eu acho que se você for abrir o estreito à força, você não vai querer estar no mercado no momento.

Eu acho que o estreito é concessar fogo, não acho que dá para fazer com força. Ou se você ficar com força, lembra da frase do meu chefe, dinheiro e pancada, só funciona se for muito, você vai ter que aparecer com alguns maracanães de gente lá. Lembra o seguinte, a guerra do Vietnã, você começou mandando 900 americanos. Daí no segundo ano, eu não vou ter esses dados exatos na cabeça, no segundo ano você tinha 2.300. No terceiro ano apareceram uns 50 mil. Quando estava no quinto ano tinha 500 mil.

Então guerras, na verdade, quando você entra na escalada, na escalation ladder, você não controla mais. Então se você entrar numa situação que você diz, eu vou abrir o estreito à força, quando você vir, vai ter 200, 300, 400, 500 mil americanos ali dentro. Porque a guerra não escala por racionalidade. Agora as variáveis estão controladas. A guerra não escala por variáveis controladas. A guerra escala quando você perde o controle de uma variável.

Então hoje as variáveis estão controladas. Aí aparecem os roots e resolvem fechar o estreito ali do Mar Vermelho. Opa, variável não controlada. Aí você bota, vamos supor, eu vou invadir uma daquelas ilhas. Você invade, dá errado a invasão, você perde 500 marines. Depois que isso deu errado, você diz assim, putz, mas eu já perdi 500, cara, eu tenho que...

Eu tenho que fazer a morte dessas pessoas valerem de alguma coisa. E aí, meu amigo, quando você entra... Foi assim no Vietnã. Nossa, eu já perdi tanta gente, eu tenho que fazer essas vidas valerem alguma coisa para a sociedade. E aí, quando você entra nisso, você não controla a escalada uma vez que você começou a botar gente no chão. E eu acho que você abri aquele estreito de forma que... Porque aqui no Rio a gente brinca que são dois caras numa moto é a coisa mais perigosa do Rio de Janeiro.

A gente tem pavor de dois caras numa moto. Lá no Oriente Médio, a minha brincadeira é que são dois barbudos no bote. Você bota dois barbudos no bote com uma daquelas minas que grudam no casco do navio, para explodir depois, aquilo ali é o perigo do Oriente Médio. Então eu acho que é tão fácil você colocar terror.

naquela passagem, porque não é passagem, é o Golfo Pérsico inteiro, né? Essa discussão que a gente tinha era ótima, né? Mas a gente estava tendo essa discussão de assim, mas vem cá, cara, esse comboio aí, mas o navio mais perto está 500 quilômetros. Por que esse navio não está pertinho? Se é tão fácil fazer esse comboio, né? Daí outro dia eu li assim, o Centcom, que é a central dos comandos nos Estados Unidos, tirou o porta-avião e botou a mil quilômetros.

Ele estava a 800, eu acho, botou a mil. Porra, vocês devem ter uma razão para que esse porta-avião fique tão longe, né?

Senão estava ali pertinho, porque o avião tem que decolar, vai até lá, volta, graças a combustível aberto, o tempo em que você fica em ataque é muito pequeno, é melhor o porta-avião estar perto, mas estar longe. Deve ter uma razão. Então, se imagina, a gente não vê essas coisas no século XXI. A gente perdeu essa sensibilidade no século XXI. Meu filho nunca viu esse tipo de coisa.

Tipo assim, você vê um navio adernar e afundar, dois mísseis bater no navio, ele adernar e afundar com a tripulação dentro. A gente, como sociedade, não se acostumou mais com isso. E se você entrar em total war, em guerra mesmo, você vai ver marines entrarem numa... A última invasão fíbia que a gente fez foi...

teve na guerra da Coreia uma invasão anfíbia, mas a última realmente em escala foi em Vojima, ali no Guadacanal, em que a gente matava japoneses com lança-chamas. Os soldados tinham lança-chamas, entravam com lança-chamas matando os japoneses.

A gente não sabe mais ver essas cenas. A gente não imagina mais as cenas de 500 maridos entrando no mar. Salvando o soldado Ryan. Save Private Ryan. A gente não imagina mais essas cenas na sociedade. E se você for para a Total War, se você quiser abrir aquele estreito na marra, você vai ver cenas, possivelmente.

em que você só viu no cinema. Eu só vi Vojima naquelas imagens da Segunda Guerra Mundial ou com o Steven Spielberg lá com o Tom Hanks e o Matt Damon entrando ali na praia, em Omaha, ali na Normandia. Eu nunca vi isso. Eu não quero ver essas cenas de novo. Eu preferi, não. O Landau sabe, eu sou muito sentimental com relação a... Eu tenho um sentimento muito grande de construção do sofrimento humano. Eu não quero ver a mãe daqueles marines vendo essa situação. Preferia não.

Senhores, então eu vou entrar para os papos que eu não posso deixar de falar, AI com o Rui e Brasil com o Landau. Até estava brincando que a gente teve um jogo agora, lá em São Paulo a gente está jogando a Copa do Condado, o campeonato de futebol que a gente organizou, que não é só podcast que a gente faz, também joga futebol. A gente está classificado.

Ganhamos inclusive da XP, que era do nosso grupo. Então passamos em primeiro. E aí o último jogo foi um pouco mais fácil. Aí no intervalo ali do jogo, comecei a falar com o cara que estava lá na mesa e estava falando sobre quanto o gestor está comprando dívida da AP Vida.

E aí eu falando, pô, mas aí a dívida está apivida, até as gestoras cariocas do Leblon estão comprando. E aí um cara até falou, porra, mas com a Microsoft nos preços de 2013, o pessoal querendo comprar apivida. Enfim, depois alguém lembrou que a gente estava num jogo de futebol, a gente parou de falar disso. Mas até ia trazer essa provocação aqui, um pouco do Brasil e Estados Unidos, AI, e eu sei que você não vai falar, quer dizer, quer falar de apivida, pode falar, mas ia falar mais de eleições, mas enfim. Mas você gosta muito do investimento em Brasil.

Como é que você vê o cenário eleitoral? Eu sei que você tem um call um pouquinho... Eu não digo fora do consenso, tá? Eu acho que você considera de fora do consenso, mas eu acho que já está indo para esse lado, né? Acho que fora do consenso, hoje é Tarcísio Trade, né? Rest in peace, né, esse call, infelizmente. Mas como é que você vê eleições para o Brasil? Olha, primeiro eu acho assim, vamos dar um passo atrás do Brasil.

que o Rui fala de Maltos e Schumpeter, eu acho que assim, é aquele negócio de gole, né? O Brasil não é um país sério, né? O Brasil é uma criança, né? É uma forma bonita de falar isso e por isso que eu acho que é o lado bom. E por isso que eu sempre fui muito BR Brasil, tá? Assim, eu vejo, cresci em política, né? Em familiar e acompanho política com muito carinho, né? É uma coisa que eu gosto.

Eu vejo com muita tristeza sempre a política do Brasil, porque parecem duas crianças. Você é um fascista, você vai dar um Bolsa Família maior, Bolsa Família 200 virou 400, virou 600. E aí você vê grandes economistas sendo cooptados a isso, a mudar a história. Então acho que o Brasil... As discussões são, para dizer assim, patéticas. São discussões infantis.

você não consegue ter o básico de ter uma discussão de AI, de data center, de usar essa energia. O presidente hoje, todo mundo que é terra rara, todo mundo que é orane, a gente está discutindo uma besteira qualquer. A maior discussão dos presidenciáveis hoje são coisas completamente inúteis para a sociedade. Você passa no Congresso...

Essa votação do dia especial em homenagem dá alguma coisa, sabe? Assim, são completamente... O lado ruim e o lado bom do Brasil ser uma criança é que a gente flutua o sabor dos adultos, né? Que a criança é isso, olha, eu quero te levar pra passear, você vai. Se você não quiser te levar pra passear, você não vai.

E é muito impressionante o nível da história e um pouco disso que o Rui falou. A gente teve um pós-guerra onde o mundo era fechado, o Brasil veio nessa reconstrução, depois o Brasil ficou completamente largado, foi uma época dos países emergentes, o Brasil deu calote, os outros países tiveram esses problemas.

Até que você teve um momento de 2002 onde a China resolveu crescer descomunalmente e precisar do que a gente tinha para produzir. Que é o que fala um pouco da Austrália. Só que a Austrália, além dela ser o lucky country, que tudo que precisa tem, ainda é uma sociedade anglo-saxã que a gente e o Rui compartilhamos da qualidade não à toa melhor rapaz do mundo. Ou a era, que também está sendo dominada pela imigração. Enfim, não é assunto para três horas de conversa. Mas...

Na média do mundo, isso é uma coisa que o Brasil tem essa infantilidade, mas isso não é exclusividade do Brasil. Países produtores de commodities, onde a coisa é fácil, que é a história que a gente falou, pessoas, tempos difíceis fazem homens duros que fazem tempos fáceis, ele é comum em produtores de commodities. É muito engraçado isso, que os países que têm o que as pessoas precisam, normalmente não são os mais ricos.

A grande parte dos países mais ricos do mundo são importadores de commodities. Tirando os Estados Unidos, que é um bicho meio diferente, que faz tudo, não necessariamente a correlação. Tem a doença holandesa, que o pessoal chama muito, do câmbio. Mas a facilidade com que você consegue as coisas faz ser um país fraco.

O Brasil é um país fraco. A gente não discute as coisas importantes, a gente não precisa das coisas importantes porque a gente colocou na nossa cabeça que dinheiro dá árvore. Ah, eu sou um presidente bom porque eu dou mais Vale Gás e Bolsa Família, e sei lá o quê. E pros dois lados, tanto Bolsonaro quanto a Lula. Não tem esse negócio de lado. Fez igual. Fez igual. Eu lembro uma passagem no debate, que eu tava vendo os debates outros dias, que foi inacreditável do Brasil.

Acho que o Lula virou e falou assim, não, meu salário mínimo vai pra dois mil reais. Bolsonaro falou assim, eu dou mais.

Fazia o menor sentido pra ninguém. O cara chamou a palavra e falou o mesmo maior. Eu lembro que o Funchal pediu a demisição do Bolsa Família no Brasil porque ia pra 250 reais. E o negócio foi pra 700. E a Faria Lima, não, normal, maravilhoso. Não, Bolsonaro, e a gente campo banco máster. Tá tudo tranquilo. Não, e o nosso inimigo é o Galípolo, sabe?

Até a gente próprio se prende nessas narrativas como se tivesse um grande salvador. A sociedade tem uma discussão que é absolutamente rasa da necessidade. Esse é o lado ruim. O ruim fala do mal. Eu acho assim, se o mundo não levar a gente para passear, a gente está ferrado. E é onde a gente esteve durante muito tempo. Por causa disso, com 20 anos de gestão, eu devo ter ficado comprado em Brasil 3, 4 anos. Porque o mundo não queria levar a gente para passear. Quanto mais AI tem, quanto mais tecnologia tem, que não precisava...

o mundo não levava a gente pra passear. Qual foi o momento que mais me chama atenção? E aí, já vou provocar o Rui aqui na parte de errar que a gente se provoca nesse ano sério. Que me chama mais atenção do mundo, que levaram a gente pra passear? Foi em 2003.

com o Lula, que tem uma passagem do Lula, que até salvei, que dá um pouco de raiva, mas também é engraçado, que na campanha perguntam para ele assim, pô Lula, você não acha que você foi muito sortudo de ter pego um rali de commodities e o Bolsonaro azarado com o Covid? Aí ele falou assim, meu camarada, você quer estar com sortudo ou com azarado? Entendeu?

E assim, pô, o cara é espirituoso, mas ao mesmo tempo ele é sortudo, né? Porque foi puramente sorte. Zero competência, né? Então, assim, é muito fácil distribuir dinheiro, né? Tem poucas coisas mais fáceis na vida do que distribuir dinheiro. O cara te dá uma toma de 10 milhões de reais aqui e distribui pra galera. Pô, tu virou Deus. Vai ter gente andando atrás de você. Vai parecer um profeta. Então, assim, não à toa ele tá aí há tanto tempo.

Distribui dinheiro, só que... Então, assim, qual foi o momento que levaram a gente pra passear? Foi em 2002. E o que tinha de característica em 2002?

Você tinha um rally de tecnologia, nos Estados Unidos uma entrada de capital muito forte nos Estados Unidos, múltiplos muito altos. Até que você começou a ter uma incerteza maior, começou a ter um pouco de saída dos Estados Unidos, aquele capital estava muito concentrado lá. E do outro lado, que a gente chama de rise of the world, começou a ter uma demanda pela China. A China trocou de modelo e começou a ter uma saída muito acelerada e demandar muito, e o capital todo lá. A gente teve 10 anos de rally de emergente, e o Brasil foi levado para passear.

Eu sempre falo, cara, eu me questiono muito se a gente não está em 2003. Primeiro ano, tem balanço e etc. Os Estados Unidos tem essa incerteza agora em software, tem um múltiplos um pouco mais alto. Já antecipando a resposta, tem um crescimento de lucro que é diferente, tem uma coisa que é real, não é igual à internet, que tem a ver com a incerteza. Tem uma parte de software, tem uma parte... Mas eu acho que tem um crescimento, em característica, tem um aumento de incerteza que tem que reduzir múltiplos. E tem uma alocação excessiva nos Estados Unidos que soma um medo de alocação.

por toda essa questão política, geopolítica americana, que você não quer estar tão concentrado nesse caso. E do outro lado, eu acho que tem uma mudança de modelo. A China está mudando esse modelo mais para a tecnologia. Só que tinha um ponto que falava assim, olha, tem uma coisa aqui que não está encaixando. Porque se você olhasse o crescimento do Brasil...

E o crescimento da China tinha uma coisa que transferia esse crescimento para a gente, que era o gráfico de importação da China no Brasil. Ele era correlacionado ao PIB chinês. Quanto mais o PIB chinês, mais o Brasil crescia, que era basicamente minério. O cara construía casa, prédio, a gente importava minério. Então a China acelerava, a gente acelerava em junto. Hoje...

A China tá fazendo... Não à toa a China faz essa conta corrente absurda que suga todo o capital do mundo porque ela tem um excesso de conta corrente absurdo. Só que ela importa pouco, porque ela não precisa. Então eu sempre falava assim, pra virar 2003 tá faltando esse par de quebra-cabeça. E chegou. O que é que ela precisa agora?

Ela precisa de outras commodities que não sejam minério. É óbvio que não naquele montante anterior, mas agora em preços maiores, ela vai precisar dessas commodities. E o mundo vai precisar dessas commodities. Então talvez não seja uma coisa só do chinês carregando a gente, mas o mundo quer levar a gente pra passear. E esse é o lado bom.

Esse é o lado bom, porque como a gente é incapaz de fazer qualquer coisa, como eu disse, a gente tem a quinta maior reserva de urânio do mundo, tem uma estatal lá que produz quase nada, e tem um bando de gente lá, e no andar de cima tem os russos, no andar de cima tem os chineses, um lobby do caramba, mas a gente não produz, nossa Angra 3 está sendo produída há 25 anos, a gente só tem Embrapa e Embraer.

Mas fora isso, a gente tem uma incapacidade, a gente tem uma fábrica de chip, nada vai pra frente, né? O Lula foi fazer aqui no Rio de Janeiro, que eu tenho familiar, que já se envolveu um laboratório nível 3 mais de segurança em 2008. Já gastou um bilhão de reais, o laboratório não tá pronto. A vergonha não, a Feu Cruz, o negócio do seu negócio tem 20 anos, esse negócio tá lá estacionado, agora que tá ficando pronto, enfim, o Brasil tem essa incapacidade de fazer qualquer coisa.

a gente é uma criança que não se propõe a tomar as decisões difíceis, que é, olha só, o Estado precisa ser pequeno, o juros precisa ser baixo, o gasto de investimento público precisa ser pequeno, pra gente desenvolver empreendedorismo, pra desenvolver educação, a gente gasta, gasta educação dentro dos últimos anos, enfim. Todas as mais elas do Brasil a gente consegue, eu podia ficar falando daqui 3 horas, mas não é o caso. Mas o que tem agora no caso é que o mundo quer levar a gente pra passear. E quando a gente é esse barco que balança, é o nosso momento de brilhar.

Porque como a gente também não tem dogma, né? Não importa se o olho é puxado ou não importa se o dólar é verde, como dizem em Brasília. Está todo mundo querendo comprar tudo que a gente quer vender.

O que a gente nem sabe que a gente tem para vender. Então, eu acho que antes da gente entrar, eu acho que sim, Maltos tem essa questão, mas eu acho que nesse caso, as commodities, elas são mais fortes do que a nossa incapacidade de gerar dívida. Então, a gente tem um nível estático de dívida e de déficit que a gente não consegue se equilibrando. Tipo assim, olha, eu sou um pai ruim que dou alguma coisa para o meu filho, mas também, assim, chocolate no café da manhã não dá.

Mas depois do café da mulher tá liberado. Só pode beber depois de meio dia, sabe? O Brasil é aquela história. Então eu acho que você tem esse limite que a dívida piora, que a gente tem um déficit que é absurdo, isso tá deixando pras próximas gerações, é um absurdo a gente não discutir disso e fazer cada vez mais vale gás. É um crime com as próximas gerações, com a juventude, que eu acho que tá entendendo isso. Só que a velocidade disso então é pequena.

Quando você bota de 40 dólares de oil, que sobe 2% de superávit, um meio que seja...

é mais rápido do que a velocidade que o Lula consegue gastar. Então, como as coisas podem ser tão violentas, eu acho que a gente vira para a superávit, a nossa conta corrente se segura.

E o que gera perene, porque tem uma coisa assim, preço ajuda muito a gente na conta corrente, etc. Mas quantidade ajuda muito o país. Você vê que no Rio de Janeiro, quando as coisas começam a esquentar, você vê que você tem um amigo que trabalha no setor de tankers, aí o cara está ganhando dinheiro para cacete, o outro cara trabalha no petróleo. Na sociedade carioca, você tem advogados, você tem mercado financeiro, mas você tem muita gente de commodities. E isso cresce muito rápido, isso gera economia. A base é muito pequena.

Então eu entendo a questão mottosiana, entendo que a gente nunca vai ser chupiteriano, não tem como não estar na nossa sociedade, nossos governantes não querem, a discussão não existe, você vê a discussão entre Flávio e Lula.

tudo menos que o peniteriano, é uma discussão absolutamente infantil, mas eu acho que a parte malthusiana é potente no Brasil, e ela foi potente em 2002, e ela foi potente em outros momentos, e eu acho que a gente está diante de um ciclo muito potente, que eu acho que até ajuda a resolver. Semana passada teve um summit de terra rara na Embaixada Americana.

Quando os Estados Unidos chegam na história, é um pai. Fala, meu amigo, chega aqui, veio organizar com você. Você tem uma mina, eu vou te pagar... Esse negócio é 20 a 20, eu vou te pagar 120. Vem um cara da Austrália, que tá furando a mina em Poços de Caldas, junto com os Estados Unidos, que vai dar o dinheiro. A Coreia fala, olha, toma aqui, fura essa mina, me entrega, sei lá o que, exporta pra sei lá o que, paga um royalty. O cara vem depois e fala assim, olha, LNG, eu preciso, você faz...

É quase que chegou um pai aqui e tá resolvendo, porque é dinheiro. Então, acho que...

Essa questão de commodities. E a gente está vendo a mesma coisa na Argentina, só que lá com um governo bom. A quantidade de projeto de mina, LNG, cobre, urânio, óleo. O urânio tem menos lá, mas óleo, terra rara. Cara, eles estão atrás de tudo na Argentina. Então, acho que a gente vai ser levado para passear pelo mundo. E aí vira um momento muito interessante. Sorte nossa, entramos em eleição. Para terminar, porque completa esse cenário, porque o nosso cenário é bom apesar disso.

Sorte nossa que todo aumento desses petróleos não dá tempo para o Lula gastar, porque ele não pode gastar em ano eleitoral. Tem algumas amarras que o Bolsonaro tentou destruir, mas ainda acho que elas existem de alguma forma, pelo menos algum constrangimento. Não acho que a população está preocupada com isso nesse momento, não acho que é o que decide, mas de outra forma ele vai tomar uma inflação na cabeça. A gente continua short Petrobras, porque eu efetivamente acho que foi mostrado para a gente que está sobrando petróleo e vai voltar a sobrar.

porque a gente vai para o nível de petróleo pós-guerra que vai ser o nível que a China recompõe as reservas dela. Vai ter um ajuste e tal, mas depois, e a China costuma recompor reserva muito baixa, e você não vai ter mais as sanções, etc., que faziam o petróleo médio. A Rússia vendia a 30, e os outros a 50, 60. Então, acho que a gente vai ter uma volta do petróleo para esse nível que a China recompõe as reservas.

E efetivamente o nível de defasagem que tem uma piada hoje da gasolina, do diesel, uma piada, imposto de exportação, custo de frete, está totalmente fora de controle a forma com que o Estado está usando a nossa empresa estatal. Está totalmente fora de controle, não pode fazer isso, deveria usar o Tesouro, quer fazer subsídio, faz no Tesouro. Essa história dele colocar essas subinvenções com preços, basicamente quem está controlando a empresa do diesel agora é o governo.

Então, assim, todo mundo sabe que a Magda tem medo de aumentar o diesel porque ela pode se cortar a cabeça como foram outros no Lula. Então, assim, não tem uma questão de não repassar a volatilidade. A volatilidade está aí, tem um mês já, não é mais volatilidade. A volatilidade são dois dias. Então, assim, a gente sabe que o governo está usando a estatal como uma máquina eleitoral, fazendo o capex, vai fazer mais, já fazendo a refinaria, já sabe que vai fazer mais de equatorial, já entendeu que o petróleo é nosso. Então, assim, o acionista vai dificilmente ver a cor desse dinheiro.

Mas tudo bem. E a gente entra um pouco em eleição. O que eu acho da eleição que é a parte disso? Que eu acho que esse é o famoso plus a mais, digamos assim. Eu acho que no Brasil a gente tem uma discussão eleitoral histórica, que ela é muito esquerda e direita e o centro decide a eleição, que são aqueles 4 milhões de votos em São Paulo, etc. E a gente fica muito discutindo isso. Ah, o Brasil é mais direita, o Brasil é mais esquerda. Que são esses conflitos...

Eu acho que o Brasil claramente é direito. Tem até um paper de Georgetown que diz que o Brasil é a maior democracia conservadora do mundo. Você vai ver o Congresso, as prefeituras, etc. O Brasil tem 85% de direito. E você tem o Lula, que é esse cara que foi levado para passear no momento correto. Recebeu essa sorte, como ele diz mesmo, ele é sortudo. E pode só gastar dinheiro. A única coisa que eu resolvi fazer aqui é gastar dinheiro.

Está ótimo. Até acho que a questão tributária do Haddad foi bem... Para não ser só crítica, a questão tributária do Haddad foi melhor do que as pessoas criticam. Acho que tem algumas coisas decentes.

mas o Galipo é um bom presidente do Banco Central, tem boas pessoas na fazenda, mas você é um país de direita de alguma forma. Só que eu acho que as pessoas não estão percebendo nessa eleição que você tem um conflito geracional. Esse é o grande ponto. Você pega as últimas pesquisas da Atlas e você já começa a ter duas ou três ou quatro, você já começa a ter um pouco mais de força estatística.

Cara, o cohort de 16 a 24 anos, até 24 a 36, ele é muito impressionante, porque ele é tão violento que você não consegue dizer que é uma falha estatística. Você consegue ver na pesquisa anterior o Lula perdido Renan e do Flávio, de 16 a 24. Nessa pesquisa agora, ele faz próximo, acho que um pouquinho acima, não sei exatamente quanto é que é. Na própria data folha também é menor a diferença. E quando você vai acima de 60, de 70...

O Renan vai pra zero e o Lula vai pra 60%, 65%, que é a galera que viu a vida melhorar no começo dos anos 2000, quando os commodities bombaram.

O que isso diz? Diz que você tem um gap geracional de 20, 30, 40 pontos em pesquisa, que são até 50 pontos entre o pessoal de 20 para o cara de 70. Digamos que seja 25, já é uma coisa muito. E a gente já discutiu no último podcast que a gente fez que, ora, o Lula fez uma eleição 10 de 10. O Lula trouxe o Alckmin, trouxe os economistas, trouxe a mulher de São Paulo, que todo mundo é esse pessoal que se sentiu enganado nessa eleição. Ele falou que ia fazer um governo de centro, fez um governo de esquerda.

toda essa pessoa que já tá largando a mão do Lula, que já de repente não vai votar. Então ele conseguiu fazer essa eleição 10 de 10, e o Bolsonaro tava jogando granada na véspera da eleição, fez a eleição 0 de 0. Ele leu o livro Como Perder Uma Eleição em 17 capítulos, ele é inteiro, né? Então, fez de tudo pra perder, e mesmo fazendo de tudo pra perder, o cara fazendo de tudo pra ganhar, ele ganhou por 0,08.

Passou de quatro anos pra cá. De quatro anos pra cá, a demografia brasileira é ruim nesse momento, mas há 15 anos atrás ela era boa, nascia muita gente. Então você tem 10 milhões de pessoas, novos votantes nessa eleição que não tinha na última. E você perde 5 milhões que morreram. Então basicamente você tá mudando de 10% a 12% a base de votação com esse movimento pra cá. Se você tá falando que, beleza, não vou pegar os 40 da Atlas, mas bota 20, 25, você tá dizendo que tem aqui 2,5% dos eleitores do Lula mudaram.

E mudaram que 70% desses eleitores mais jovens são conservadores de direito. Isso não é um fenômeno brasileiro, tá? Você bota no Google aí, você vai ver jovens conservadores. Cara, o mundo inteiro, Estados Unidos, pra qualquer lugar que você vai, a juventude é mais conservadora. A juventude que olha as redes sociais, ela é mais conservadora. Não pode discutir por quê, mas não é o caso agora. Ela é mais conservadora. Então, o que você tá dizendo é o seguinte, soma-se aí seus evangélicos, que também crescem alguma coisa no Brasil, e também são de direito.

Você está dizendo que o Lula, por definição, para essa próxima eleição, ele perde 2%, 3%, 4% dos eleitores. Então o Lula vai ter que fazer uma eleição 11 de 10 para subir esse morro mais alto ainda, que já foi difícil na última, somado ao ponto que você teve um turn-out muito grande na última eleição, e eu converso com as pessoas que fazem pesquisas, isso é uma coisa que eles pescaram muitas pesquisas, porque vacina e democracia são coisas existenciais.

Então aquela senhora, aquela cara mais velha, de 80, 90 anos, saiu de casa para defender o neto dele. Falou, olha...

Eu não posso voltar à ditadura. São coisas existenciais. Agora, você não vai ter isso. Você não vai ter isso. O Flávio vai se vender como moderado. Você não tem mais essa discussão. Então, esse turn-out vai ser menor, porque as pessoas não precisam votar. Então, cara, você está dizendo o seguinte. Pelo conflito geracional, pelo turn-out, o Lula vai perder alguma coisa de... Sendo muito conservador de 2,5% até 5, 6% dos votos. Então, eu digo que a eleição do Lula...

apesar de ele ter a máquina, ela é estaticamente improvável. Talvez ela é estaticamente impossível. É óbvio que a família Bolsonaro consegue ler o livro várias vezes de como perder uma eleição. Mas o Lula também tá lendo esse livro. Quando ele bota a Erica Hilton, Boulos, ele também tá tentando se esforçar muito pra ler esse mesmo livro. Então, eu acho assim, tem muita... Eu coloco, a probabilidade do Lula perder essa eleição, ela é desproporcional perto do que o mercado e do que as pessoas acreditam.

Se vai ser o Flávio que vai ganhar, vamos ver. Também você teve o protesto na Paulista e não apareceu ninguém. Então também não acho que o Flávio está mexendo hearts and minds. Então também tem uma eleição que estava exposta a ser mais aberta que o esperado. Só que para o Lula o cenário é muito complicado. Então se entra numa eleição que...

E isso joga no que o Flávio cresceu rápido, isso joga que a popularidade do Lula não consegue subir, apesar de estar tudo bem na economia. Tem vários parâmetros que você olha e fala assim, cara, por que esse cara cresce tão rápido? Por que a popularidade do Lula não sobe? E ele, ah, por que com o salário mínimo não sobe? Porque o teto do Lula está muito baixo, estatisticamente. Então, quando você pega um país que vai vir com ódio, um país que está cortando sua taxa de juros, um país que...

tá indo pra superávit firmar e se o petróleo continuar assim, um país que tem essa questão que o mundo vai vir atrás de fazer a gente aqui, então a gente vai fazer PIB em cima disso, e com o viés eleitoral, que ao menos a gente não vai descobrir que o Lula ganha a eleição antes do dia da eleição, cara, eu acho que os próximos seis meses são muito interessantes pro Brasil, muito interessantes, eu acho que a gente sai dessa crise muito fortalecido e a gente tá long, Brasil.

ex-Petrobras, ex-Vale, porque eu acho que são vencedores os outros ativos, o juro vai conseguir cair. Eles têm esse problema com o Petrobras, está errado, claramente, nesse momento. Então, eu acho que o Brasil é vencedor macroeconomicamente, não é simplesmente microeconomicamente. E essas forças são muito positivas no Brasil. Se a gente conseguir encaixar um rally de commodities com uma troca de político, do jeito que o fluxo global está querendo se mexer para emergentes, cara, é um rally de proporções relevantes.

Landau, muito mais sua opinião. Primeiro, obrigado pela longa explicação. Estava lembrando aqui da sua primeira participação no Market Makers, que é fácil lembrar porque foi o primeiro episódio do Market Makers. Foi quatro anos atrás, não exatos quatro anos, foi julho de 1922. Também falamos de eleição. Gostei da analogia de levar o Brasil para passear, mas na época você falou que o Brasil é uma grande fazenda. E estava falando sobre que aí teve uma frase, acho que o Stuhl Berger tinha dito na época.

que um era idiota, o outro era incompetente. O psicopata... É, o psicopata... O psicopata é incompetente. E aí eu falei... Só não ficou claro pra mim se o Stuberk tava falando que o Lula era o psicopata, o Bolsonaro é o incompetente quem era. Aí você até falou, não, pra mim são os dois psicopatas incompetentes. Acho que a gente... A maioria concorda depois de... Depois de quatro anos a gente ia chegar lá. É...

Pergunta aqui, muito mais um achismo, mas também se tiver uma opinião baseada nisso, é que começou a sair em jornais nesse dia que a gente está gravando, nesse fim de semana. E algo que o Rogério Xavier até falou num evento recente, sobre a idade do Lula. Você acha que corre o risco do Lula não concorrer? E caso não concorra, o quanto esse cenário, o mercado até antecipa esse bull market?

Olha, quando eu lembro de idade, eu lembro daquele debate do Reagan, que o cara vira para ele e fala sobre idade, ele fala assim, eu não vou trazer inexperiência e idade para a eleição, que é uma passagem fantástica dele. Não, foi isso não, ele estava com um candidato que era o opositor, era muito mais jovem que ele, e o cara falou, você com essa idade vai concorrer, ele disse, eu não vou trazer idade para o debate, porque eu não vou explorar a falta de experiência do meu adversário.

É muito boa. Sim. Cara, o mundo tem essa situação atual que a maioria dos políticos hoje em dia são muito velhos. É uma coisa meio estranha nesse mundo atual. Não sei explicar exatamente por quê. Eu não consigo decidir. Eu, se fosse o Lula, não tenho a menor dúvida que eu pararia aí. Porque eu acho que ele não tem como ganhar essa eleição, como eu falei.

Acho que é muito pouco provável que ele ganhe essa eleição. Acho que ele se provou que ele consegue virar coisas incríveis, então, assim, não vou dar 100% de certeza por causa disso. Mas eu, se fosse ele, eu falaria assim, é um morro muito acima pra ele correr. E pior do que em outras eleições que ele já teve, que você tinha lá a Simone, né, que, tipo assim, é quase um cabo eleitoral, você tinha um cara, a terceira via que meio que ajudava, né, e ajudava ele.

Agora ele tem um problema que, assim, com o Caiado confirmando a eleição, você já sabe que vai ser uma eleição de Caiado, Renan, Lula e Flávio. Então, basicamente, ele vai ter uma bateria pra cima dele de pessoas mais jovens. Ele vai tomar voador e chute de tudo que é lugar. Não era aquela história, não, tem um bando de gente aqui me ajudando, você vai ter o Aldo lá que vai ajudar ele.

vai tentar, mas não consegue. Ele vai ser destruído nos debates públicos e de redes sociais. É que o Aldo nem é tão de esquerda quanto os outros. Pode ser do Partido Comunista. E tem o Zema também na história. E ainda tem o Zema. Verdade. Todos os adversários dele têm mais energia, mais força e mais vontade de bater nele. E são melhores do que ele.

Eu acho que os 81 anos vai pesar, porque se você parar pra ver, recomendo parar pra ver os últimos debates, cara, foi um debate horroroso de 2022. Horroroso. Eu acho que esses daqui vão ser muito melhores, porque os candidatos, tirando os dois, são muito melhores em debates, tá? Então, acho que a idade vai bater pra ele. Vai bater, fazer campanha cansa. A gente já fez, eu já fui seu site, já fiz roadshow pra cacete. Cansa fazer roadshow de uma semana, duas semanas.

Se a capacidade cognitiva cai, né, depois de um tempo. Então, assim, acho que vai ser difícil pra ele.

Ele tem todo o direito de tentar. Acho que ele se mostrou um grande político. A gente não pode negar isso. Ele tem capacidade de reverter e se enfrentar todo mundo. Porque é o exército americano da política. Realmente o cara tem uma capacidade política incrível. Mas se eu fosse próximo dele, falaria para ele. Olha só, meu amigo. Está muito difícil para você. Você vai jogar contra o Real Madrid um campeonato com oito jogadores. Pode tentar, dá para ganhar. Futebol tem tudo, política tem tudo.

Eu acho que ele deveria passar esse bastão e eu acho que ele vai perceber isso ao longo da campanha porque ele não vai crescer. Acho que tem essa sensação dentro do próprio PT, a gente escuta muito isso, que com um pôs de renda ele vai crescer 7, 8 pontos de popularidade. Já não está acontecendo. Eu acho que ele não vai ver isso. Em algum momento ele vai olhar e falar assim, cara, a gente não vai crescer porque o nosso teto é muito baixo.

Eu não gosto de fazer essa questão geracional de falar que o cara não tem capacidade, porque ele é presidente da República, ele tá aí correndo, malhando, fingindo que dá pra... Ele tá...

ele está vestindo a carapuça, né? Cada corridinha que ele dá, ele está tentando falando assim, eu sou velho, mas nem tanto. Então, assim, acho que ele está lá vestindo a carapuça, mas eu não acho que é esse o problema. Eu acho que o debate é o seguinte, cara, a gente tem que discutir AI, a gente tem que discutir educação, a gente tem que discutir para onde está indo o mundo, a gente tem que ter discussões mais relevantes nesse mundo, que já, acho que ele participa, entendeu?

E o problema é esse, ele desconectou com a sociedade. As discussões que ele traz, as pessoas não querem, porque, só para terminar aqui, é,

O eleitor, o próprio PT fez uma pesquisa e ficou surpreso na quebrada em São Paulo, que o eleitor quer ser empreendedor. O jovem do Uber e da entrega, a geração anterior que era do Lula, o cara falou assim, olha, eu fiquei muito feliz que eu saí do Nordeste e eu consegui comer, que eu passava fome, Bolsa Família, etc. E diversas pesquisas disso, que foi essa questão de a gente conseguir distribuir esse dinheiro das commodities.

Mas o filho desse cara, ele é mais educado que o pai, com todo respeito, porque ele teve rede social, porque ele tem escola melhor, porque ele cresceu numa cidade grande, etc. Ele é mais educado que esse cara, só que ele não vislumbra o que o pai... E ele consegue ganhar seus 5, 6 mil reais, 4, cada um fazendo Uber, fazendo motor aqui. Não é uma questão de falta de comida, é uma questão de falta de perspectiva. O cara fala assim, olha, eu não vou conseguir o que o meu pai teve.

comprar minha casa própria, eu não vou conseguir ter alguma coisa que meu pai teve porque eu não tenho perspectiva, porque o Brasil tá com juros absurdos, tá com o país parado, não olha pro futuro, e o Lula tá discutindo com outra geração, não tá discutindo assim. Então, assim, ele diz... O problema do Lula não é a idade, não é nada. O problema do Lula é que, e não usa a celular, ele tá absolutamente desconectado com uma parte muito relevante da sociedade, que é reflexo dessas pesquisas.

De novo, o Renan Santos deve ser conhecido por 30% da população e está na frente do Lula. É um nível de desconexão que ele tem com a sociedade mais jovem que nunca é antes visto. Ele pode tentar vir para a eleição, mas acho pouco provável que ele consiga se conectar com a sociedade. Rui, estou olhando para o relógio aqui pensando que a gente tem um tempinho bom para falar de AI. Eu não vou nem...

ensaiar muito na pergunta. Você traga essa discussão que você falou, é muito mais interessante falar de AI do que de Brasil. Como o Landau falou bastante de Brasil, você pode falar também o que você está olhando de AI? Não é que é mais interessante. Volto a falar. Eu acho que tem esse lado malthusiano e esse lado chupiteriano. Com relação ao que o Landau falou, se eu fosse... Quando você me chamou para esse programa, eu falei Tiago, eu não quero falar de eleição.

porque eu acho que eu não tenho muito a adicionar com a eleição. Eu só adicionaria algumas coisas no que o Landau falou. A primeira coisa é, outro dia eu estive no board de uma grande empresa de consumo no Brasil e uma pergunta foi feita para mim, se eu tivesse uma pergunta para perguntar para o nosso board sobre o nosso negócio, qual seria? Eu diria, qual é a idade média do seu consumidor e qual a idade, ano a ano, conforme a sua empresa envelhece.

se a base de consumidor dela está envelhecendo junto com a empresa, sim ou não. Porque eu acho isso até importante para o meu negócio. Eu quero que o meu negócio tenha uma presença grande no público jovem. Por quê? Porque é esse público jovem que vai me mostrar... Se diz assim, a asset management, a grande acumulação, logicamente está entre 40 e 60 anos de idade.

Mas você disse assim, onde é que eu quero que a minha presença seja forte no jovem? Porque o jovem é formador de opinião. Tanto é aquela discussão básica, se você quer envelhecer uma rede social, é muito ruim. Você quer que o jovem esteja presente. Então, como eu não quero deixar que o meu negócio envelheça, eu também não gostaria que essa empresa que eu estava tentando ajudar no momento visse a base de clientes envelhecer. Eu acho que isso acontece no momento com...

o presidente Lula e o resto é uma consequência. Mas, de contrapartida, existe uma coisa. Quando eu estive em Bordeaux, eu gostei de uma época da minha vida que eu gostava muito de vinho. Hoje em dia eu nem bebo mais, mas de uma época que eu gostava. Eu, como pessoa que gosta de estudar, eu fui lá tentar entender melhor.

E aí você via duas uvas que nasciam na mesma área da colina, que recebiam a mesma quantidade de sol, que tinham a mesma terra, tipo de terra, e você olhava para o tipo de uva, era a mesma uva, e o vinho de uma vinícola custava o dobro do vinho da outra.

O que é diferente se é a mesma uva, na mesma exposição, com o mesmo sol, com a mesma terra, com o mesmo cuidado, por que o vinho é diferente? Ele diz assim, senhor, aqui existe o savoir-faire, o saber fazer. E quando o Landau...

comparou os Estados Unidos com o Lula com o exército americano, eu sempre falo isso, a guerra tem o savoir-faire, tem o saber fazer. A China sabe fazer guerra? Não sei, eu nunca vi a China lutar, como é que eu sei que a China tem savoir-faire?

Uma coisa que o Lula tem enormemente em política e eleição é savoir-faire. Então, quando você saber fazer. Então, quando você entrar nessa eleição, eu não tenho controle das variáveis. Eu sempre digo o seguinte, eu não consigo controlar as variáveis. Então, para mim é muito difícil. Eu só colocaria nessa questão do Brasil, já vou falar de AI, eu só colocaria um ponto importante. Eu acho que o Brasil vai gradualmente perder importância, por bem ou por mal,

na alocação dos brasileiros ao longo dos próximos 10, 15 anos. Você tem que pensar menos em Brasil. Por que eu estou falando isso, gente? Porque não aconteceu até hoje, porque você tem essa impossibilidade matemática dos juros reais de 7,5%, do CDI de 14,75%, quer que seja, que faça...

mesmo quando você compara a desvalorização do real e você coloca o carrego, que você investir no Brasil seja uma coisa interessante para o brasileiro. Mas isso é uma impossibilidade matemática. Se você é positivo com o Brasil, você diz assim, olha só, uma proposta fiscalista vai ganhar a próxima decisão do Brasil. Então eu quero estar no Brasil.

Sim, mas a proposta fiscalista faria com que você passasse mais do seu dinheiro para o exterior com o tempo, porque ela teria que resolver o problema dos juros altos, e resolvendo o problema dos juros altos, faria o Brasil renda fixa, que é mais de 90% da alocação, migrar para outras áreas do mercado, e não existe ativo suficiente de renda variável no Brasil. Então você migraria naturalmente mais do seu portfólio lá para fora. Eu acho que o Brasil, seja por bem ou seja por mal,

vai representar menos do seu portfólio e deveria representar menos do seu tempo de análise olhando para frente. Falando agora de inteligência artificial, é a coisa mais fascinante, mais difícil da minha carreira inteira.

porque você tem hoje uma força que é uma força criadora, mas ao mesmo tempo é aquela frase do Bhagavad Gita, do Oppenheimer, Now I become death, the destroyer of worlds. Agora eu me torno a morte, o destruidor de mundos. E também ele se torna a morte, é destruidor de valuations, é destruidor de negócios.

e eu não sei que negócios sobrevivem, por isso que eu digo que é a coisa mais difícil da minha carreira. Eu gravei um vídeo recentemente, está na Quineia, no canal da Quineia, sobre o que é inteligência, e nesse vídeo a gente explica por que essas máquinas ficaram tão inteligentes e tão rápidas. Eu não sei se vocês entendem o porquê que elas ficaram tão inteligentes.

Num período tão curto de tempo, porque a gente estava tentando por 75 anos, 80 anos, a gente tentava que essas máquinas ficassem inteligentes e elas nunca ficavam. De repente, num período de três anos, que é nada, é uma gota no oceano.

em relação aos 75 anos que a gente tentou, desde ali de Oppenheimer, desculpa, de Alan Turing, do Turing Test, a gente tenta que essa... E de repente só em três anos a coisa decolou da maneira. Na verdade decolou desde 2017, mas a gente percebe os últimos três anos. Porque a gente mudou a metodologia, a gente começou com Attention is all you need, atenção é tudo que você precisa, que é um paper da Google de 2017, e esse paper muda tudo.

Agora, o que é interessante que vocês pensassem, eu queria levar vocês nesse pensamento junto comigo. Attention is all you need, o paper da Google 2017, faz a máquina perceber contextos de maneira que ela não percebia. Ela tinha que ler uma frase inteira e você nunca conseguia, parte a parte, e você nunca conseguia botar toda a informação dentro dela. Depois de Attention is all you need, você consegue colocar a quantidade...

infinita de informação dentro da máquina, por isso você conseguiu botar toda a internet dentro da máquina, por isso que a máquina conseguiu ler a internet. E aí você entra num processo, que para mim é o processo mais interessante do momento, eu vou chegar na practicalidade dele, que é, a gente não sabe o que é a inteligência, mas a gente sabe como ela se manifesta. Então, da mesma maneira que fogo é oxigênio,

madeira, temperatura, cria fogo. A gente percebeu o seguinte, se eu botar GPU o suficiente, dados o suficiente e uma rede neural, que não é a coisa mais fantástica do mundo, porque você vê que vários modelos existem hoje, então essa rede neural não é o sol especial.

o molho especial, mas é simplesmente força bruta. É o quanto você coloca de dados a internet inteira de um lado, e é o quanto você coloca de máquina de processamento com as GPUs. Quanto mais você coloca, mais inteligente a máquina fica. E sabe o interessante? A gente não sabe até agora por quê.

Mas existe uma coisa chamada lei de escala, e a gente sabe que com leis de escala, quanto mais você coloca, mais inteligente a máquina fica. Por isso que o capex vai... Você pergunta, por que o capex vai 100, 200, 300, 500, 700 e vai chegar a um trilhão? Porque existe uma coisa chamada lei da escala. A pessoa sabe, sem saber por quê, que quanto mais você coloca, mais sai do outro lado. E é uma característica emergente do sistema. Quer dizer, se você tem...

por exemplo, física, você sabe que cria moléculas e moléculas cria química. Química...

complexo o suficiente cria biologia. Se você bota esses fatores todos, cria inteligência. E o problema é que inteligência está sendo criada numa velocidade que a gente não consegue mais nem perceber o que está acontecendo, se você está olhando de fora, mas de dentro, para a gente que está de dentro, analisando o problema e estudando o problema, o que está acontecendo para a gente é muito claro.

A gente escreveu um paper bem extensivo sobre a gente, de como na verdade, porque uma das coisas, a coisa interessante da inteligência artificial, que a gente tem que estar extremamente aware, é que cada coisa que você não diz que ela fazia, ela faz hoje o que você dizia que ela não faria seis meses atrás.

Se você for um dado de inteligência artificial, um só dado para vocês olharem, quanto tempo de um ser humano a inteligência artificial consegue resolver aquela tarefa? Quer dizer, no começo a inteligência artificial respondia um e-mail, isso é um minuto de um ser humano. Depois ela começou a fazer tarefas que demoravam uma hora de um ser humano.

Hoje ela faz tarefas de programação que demorariam sete horas de um ser humano. Daqui a pouco ela vai fazer tarefas que demoram um dia de um ser humano. Isso é uma exponencial, tá gente? Isso eu não estou especulando não. É só você pegar a continuidade da exponencial. Daqui a pouco ela vai fazer a tarefa que demora um mês de um ser humano.

daqui a pouco um ano de um ser humano, e essa exponencial não está longe. O problema que eu tenho é que eu sei que a Antropic é líder desse processo. Eu sei que, como na verdade a inteligência é simplesmente uma função de quantos fatores você bota nesse sistema, eu tenho noção de que você vai precisar de ASML, eu tenho noção de que você vai precisar de NVIDIA, eu tenho noção de que você vai precisar de Google na fabricação dos desenhos das GPUs, eu tenho noção de que você vai precisar de TSMC.

Eu tenho noção, com o que eu consigo ver até agora, que a Antrópica é uma vencedora desse processo. Porque a gente sempre disse o seguinte, até num paper que a gente escreveu, que era velocidade máxima, que o consumidor não ia pagar o necessário pelo gasto. Ia ter que ser as empresas. Na Quinez a gente gasta hoje uma quantidade incrível de dinheiro com inteligência artificial cada vez investindo mais.

nesse lado. Mas eu não sei o quanto de destruição tem do outro lado. E aí eu vou voltar, você vai ver como funciona, porque eu vou voltar no Landau. Eu não sei o quanto de destruição tem do outro lado, porque a gente já deve ter ouvido falar do saspocalipse.

que é o apocalipse das empresas de sites, das empresas de software. Então ele vai destruindo, destrói primeiro a Adobe, porque é o Photoshop, então a máquina faz automaticamente o que a Adobe já fazia, vai destruindo a Salesforce, porque é o CRM, e o CRM é uma coisa mais fácil de ser feita pela máquina de inteligência artificial, e vai pegando uma ou outra, até que você olhe o preço da Microsoft.

e o preço da Microsoft está em franca decadência, embora ela esteja crescendo fortemente na nuvem, porque grande parte daquilo ali é software, e você começa a se questionar se você vai estar usando Excel, ou Word, ou PowerPoint, quando a máquina já faz todos os slides para você, grava a sua reunião naquele software que você me falou, e essa parte eu consigo ver.

é e baixar até aquela frase maravilhosa né que economia é que eu tenho a parte que você vê e você não vê tem vários anos anos que eu não sei dessa coisa até o momento de negócios que vão ser destruídos de negócios que vão ser substituídos

Agora voltando ao Full Circle, qual é o interessante de Eqtis Brasil no momento? E por que, na verdade, aí eu vou pegar por uma perspectiva completamente diferente. Por que eu acho que as pessoas estão interessadas em ações Brasil? Eu pensei nisso quando eu vi o Damodara. Você vai ver que eu vou chegar ao Landau de uma maneira completamente diferente.

Eu vi o Damodaran, que para mim, o Damodaran sempre foi meu herói quando eu era criança, quando eu era jovem, eu li os livros do Damodaran, não tinha nem internet, mas eu li os livros do Damodaran, o Damodaran falou uma coisa para mim que eu parei para pensar. Ele disse assim, cara, mais de 50% do mercado de ações hoje no mundo, não é indiretamente, é diretamente ligado à inteligência artificial.

Seja as Mag-7, que são mais de um terço do índice dos Estados Unidos. Aí se você botar as empresas de energia, se botar as empresas de semicondutores da Coreia, as empresas de semicondutores de Taiwan, você vai somando tudo, energia...

empresas de, por exemplo, turbinas eólicas, daí você coloca em cima disso as empresas que fazem os pipelines de gás para alimentar as turbinas eólicas que vão alimentar as empresas de geração de energia que vão alimentar os data centers, as empresas de construção que estão fazendo data centers, tudo isso quando você junta, talvez metade do mercado global hoje seja relacionado à inteligência artificial. Se você é um alocador,

e chumpeteriano, o cara está todo alocado em Hércules e esse tema mantém o castelo inteiro de Hércules de pé ou não, o que você busca desesperadamente? Onde está o diversificador?

dessa minha exposição em equities, que está todo o meu fundo, se você é um grande sovereign wealth fund, onde está essa diversificação? Você vai procurar, vou comprar um utilitinho regulado nos Estados Unidos, vou comprar um utilitinho regulado na Europa, porque vocês não perceberam, o preço dela se explodiram, principalmente ali na Europa. Aí você diz assim, tem um país na América Latina,

E o que esses caras fazem? Há absolutamente nada a ver com o nosso negócio de inteligência artificial. São empresas locais e são grandes produtores de commodities. Grande diversificação. Ótimo. Não tem nada a ver com o tema chupiteriano. É um tema puramente maltusiano. E eles nem entram muito nesse mundo ricardiano que está colapsando.

você começa a ver esses blocos regionais, essa queda do valor gerado pelo comércio global, nem nisso eles estão, eles são puramente exportadores de commodities. Maravilhoso, o que você puder nesse cara. E esse cara é uma formiga, daí você tira um pedaço do elefante norte-americano e tenta colocar na formiga brasileira que não tem capacidade, a formiga explode.

E eu acho que é isso que você está vivendo no momento no Brasil. Eu acho que não é uma grande história brasileira em si. Eu tenho muito pouco controle da seleção. Eu tenho uma opção, a gente tem opção de AWZ, para se der certo, porque o controle é baixo. Então a gente prefere operar na opcionalidade. A gente acha...

que gradualmente a gente volta para esse corte de juros no Brasil, passado esse estresse da guerra. Mas tem sempre esse risco maltusiano que eu falei com vocês, que Maltus se vingue e não consiga baixar o preço do petróleo, a gente viva com mais dificuldade nisso.

Mas eu diria o seguinte, meu filho está aqui hoje vendo a gente, porque eu disse, cara, sai do colégio e vem para cá, porque é mais importante que você vai escutar aqui do que você vai escutar no colégio no momento. Mantenha a cabeça como investidores extremamente aberto, que vai ser o mundo que vocês vão ver nos 3, 5 anos na frente.

eu não tenho a menor ideia do que vai ser. Eu não tenho a menor ideia de como valuations vão ser transformadas. O que eu tento é fazer o mesmo processo que eu fiz na guerra, é aprender um pouco a cada dia. Mateus tem essa frase maravilhosa na Bíblia, se não me engano é Mateus 6 que ele diz, não lembro o versículo, que ele diz

Não se preocupe com os males de amanhã, porque amanhã se resolverá. Viva o mal de cada dia. Então, tenta estudar um pouco mais a cada dia, tenta entender esse problema um pouco mais a cada dia. Eu não sei como valuations vão se transformar em alguns setores. Eu não acho que a situação é tão simples quanto os chamados halos.

High assets, intensity, low obsolescence, alta percentual de ativos fixos, baixa obsolescência. Se eu for chutar, eu acho que a gente vai mais para o lado da abundância do que para o lado de maltos. Eu tenho essa impressão no mundo.

Por que eu tenho essa impressão no mundo? Porque a gente está numa continuidade de uma exponencial gigantesca. Eu digo sempre o seguinte, a gente está aqui no BTG, uma coisa que eu sempre falo do Esteves, o pessoal diz assim, o Esteves sempre fala bem do Brasil. Eu digo, ótimo, por isso que ele é bilionário, porque ele é um cara que olha para o mundo e vê o mundo de uma maneira positiva.

Eu sempre vejo os teves dessa maneira. E, cara, quando eu fiz o meu mestrado, eu tinha dois professores que escreveram um livro chamado The Triumph of the Optimists, O Triunfo dos Otimistas, Paul Marsh e Roy Dimson.

E o mundo é dos otimistas. E se eu vejo a tendência que a gente vive, é uma tendência, eu queria deixar uma mensagem mais positiva do que só o mundo maltoseano. Mas a tendência que a gente vive é um imenso exponencial de aceleração. Saúde do coitado do Malthus ali, que achava que a gente ia morrer.

com falta de comida, para... Você tem ali toda a parte da mecanização, você tem toda a parte da máquina a vapor, você tem a primeira revolução industrial, você tem a eletrificação, você tem depois a industrialização, você tem depois o computador, o computador pessoal, a internet, o celular, e agora a inteligência artificial. Tudo isso para mim é um imenso exponencial. Esse imenso exponencial, para mim...

É um exponencial de abundância. E se eu estou falando aqui com vocês, porque a minha origem é equates, a minha origem é ações. Foi o que eu aprendi a fazer no começo, nem sei se eu sei fazer muito mais que isso hoje, mas foi o que eu aprendi a fazer no começo.

É porque eu estou falando com vocês porque eu entendi isso. Se eu não tivesse entendido isso, eu não estaria falando com vocês no momento. Porque eu teria perdido a revolução dos anos 2000, 2010, a ascensão das Mag-7s e a inteligência artificial dos últimos três anos, que foi o que levou a gente até esse momento que a gente está aqui. Então, eu prefiro pessoalmente acreditar no mundo chupiteriano. Eu prefiro acreditar nessa revolução.

Mas eu acho que o Landau tem um monte de razão aqui. Por que não diversificar um pouco para Maltos? E a gente tem Maltos também no portfólio. Urânio é uma coisa que eu e o Landau discutimos várias vezes. A gente investiu várias vezes juntos em tempos similares no urânio. O ouro eu investi de 2002 a 2025. Estou meio fora porque eu não estou entendendo muito bem no momento. A volatilidade subiu muito. Mas eu concordo que se você pensar...

quando a volatilidade normalizar a gente quer estar de volta no ouro a gente tipo assim, comodice é uma área ativa da gente, muito ativa da gente, então a gente acende uma vela para Schumpeter acende uma velinha para Maltos também, e vou ser sincero eu acendo uma vela para Ricardo todo dia para que o mundo volte

a ser um mundo integrado, um mundo só, um mundo que o valor, novamente, que a gente, os chineses, os iranianos, a gente possa se integrar num mundo de geração de valor e de abundância. Eu não sou um fã da teoria do Niall Ferguson, que agora tudo acabou, nós somos blocos separados.

Eu rezo todo dia para Ricardo também. Então, a vela para cá, o outro dos trechos. E vamos tocando o portfólio para frente. E a gente estoura o nosso tempo. Não, relaxa, o Landau ainda quer fazer um complemento. Que talvez a gente irritasse. Você vai querer fazer um complemento. Então, vamos embora. Faz um shopping. Tem um shopping. Está no Rio de Janeiro. Vamos embora.

Não, mas é coisa rápida aqui, assim, do que o Rui falou. Primeiro, eu acho que só vela para Ricardo pode apagar, porque não tem jeito, não. É o mundo de just-in-time acabou e cada um vai ter o seu. E é isso aí. E todo mundo vai brigar pelo Brasil, porque é um pouco da história da Argentina lá com o Milley, que precisou de dinheiro na eleição que o Trump deu.

Cada um vai ter seu dono e cada um vai ter seu pai que vai levar você para passear. E é isso. O Brasil tem essa vantagem que a gente tem no comércio com China e a gente é queridinho dos Estados Unidos. Então tem dois pais, tem pai e padrasto para levar para passear. Então é uma vantagem. Mas acho que... Dois comentários rápidos aqui. Primeiro, nesse mundo chuguteriano...

Eu desconfio se durante muito tempo a gente não foi perdedor dessa parte de tecnologia, porque os Estados Unidos dragavam o dinheiro do mundo, ele era um grande vencedor e ele usava para ele mesmo. Quem é que usava cloud aqui? A gente usava sem saber, mas em empresas muito específicas. Eu acho que o AI pode democratizar, até o momento ele está democratizando, o cara está fazendo um capex que ele não sabe o retorno ainda e talvez esse capex pode ser um presente ao mundo.

Porque boa parte desses caras vão quebrar no meio do caminho, outros vão dar super certo.

Então, o emergente que tem um nível de produtividade, de QI, de tecnologia abaixo do desenvolvido, também tem um gap a ganhar com o negócio. Então, acho que o Brasil, os países emergentes nesse mundo novo de AI vão ter um delta de produtividade relevante. Acho que você até que me ensinou por isso, falando de segurança pública, falando que vai ter um mundo aqui no futuro com a quantidade de câmera, reconhecimento facial e AI, etc.

vai ajudar o nosso nível de segurança. Eu aposto nisso morando no Rio de Janeiro. Exatamente. Porque antes você precisava ter um policial americano, que é um policial super educado e de altíssimo nível e consegue fazer a investigação. No futuro você vai ter um drone voando e a investigação vai ser muito mais trivial, porque os Estados Unidos deu de presente para a gente via tecnologia. Então acho que a emergente tem essa vantagem.

Além dessa questão de diversificação de patrimônio, que eu acho justíssima, é parte do case.

Não queijo de Brasil, né? A gente tem Brasil. Se eu tivesse que falar no micro, o meu favorito é a Argentina. Onde eu acho que a coisa que está sendo feita de verdade, é uma grande democracia sendo feita de verdade, chumperiana, tentando ir pra lá, é na Argentina. Mas eu acho que essa diversificação de vários ativos é porque o mundo vai se diversificar. E eu acho que nessa parte da tecnologia, o lado do mesmo que Malta tem dois lados, acho que o Schumperter tem os dois lados.

o capitalismo instrutivo, você começa a reduzir margens, porque todo mundo começa a brigar muito grande por onde está indo e o cara acaba tendo que diversificar no ponto. Mas só para completar, tem um ponto que o Rui falou aqui, que ele me chamou de assinção, você vai ter que diversificar do Brasil, e eu concordo 100%, apesar de estar otimista no Brasil. Porque se você olha ali pré-Covid no Bolsonaro, o Ju bateu 4,25. Naquele momento tinha um otimismo muito grande no governo Bolsonaro e uma coisa aconteceu e ninguém esperava. O câmbio desvalorizou.

O câmbio desvalorizou. Então se você pega o melhor trade que foi ali do começo do governo Bolsonaro pra frente, foi long dólar, long bolsa. Por quê? Porque você tem essa massa de capital que tá em renda fixa e ela vazou tanto pro dólar quanto pra bolsa. Porque ela deixou de ser utilizável aqui na renda fixa, ela saiu disso e ela foi pros dois lados. Então eu acho que o Brasil pode acontecer ao mesmo tempo. Se a gente conseguir ter juros mais baixos, a gente pode ter uma alocação maior em dólar e maior lá fora e ao mesmo tempo uma alocação maior em bolsa.

E parte do case que eu acho interessante em Brasil, nessas ações que o Rui estava falando, da mid-cap e etc., é que se você faz uma conta que para a gente é muito interessante, que é market cap ou alocação em equity sobre o M4, que é a base monetária, que é todo o dinheiro que tem no Brasil, esse número já foi uma alocação de 10%, 12%, 15%, hoje a gente está em 2,3%. Se você olha em fundo de pensão, já foi 7%, 8%, hoje é 2,3%.

Se você olha sobre o market cap, que até o Buffett gosta de fazer lá fora, o market cap sobre PIB, é um dos menores do mundo. Por quê? Porque a base monetária do Brasil cresce demais. Em 2018, a gente tinha 4 tri em renda fixa. Hoje, a gente está indo para 15 tri, todo ano cresce 2 tri a 15% ao ano. Então, quando a gente vê essa saída de bolsa que foram tipo 200 bi dos fundos, que machucou bastante essas ações, que trocaram essas ações, que tinham 0% de prêmio de recorde para 400 bíblos, que na minha cabeça, prêmio de recorde é igual ao fluxo no Brasil.

todo esse dinheiro que sai dos 200 bicos, que foi absorvido por alguma coisa de varejo, muito de buyback e alguma coisa de gringo, quando você olha do mundo que você está hoje em dia, que é 16 tri de renda fixa, você não está dizendo, olha só, vamos, todo mundo que está aqui, vamos voltar para 10% de alocação em bolsa. 10% de alocação em bolsa, é um tri e meio, não tem bolsa para todo mundo. Como o Rui falou, a formiga, você vai explodir a formiga, não tem.

Eu estou dizendo assim, olha, o cara vai pegar o retorno de um mês de CDI. Um mês de CDI, que é 1%. E aí

já dá tudo que saiu da bolsa. Então, se os alocadores do Brasil... É aquela história... Por que eu gosto de estar alocado no Brasil? Porque quando começar a ter um bando de... Como é que parou em 2021? Você começou essa alocação, só parou quando você começou a ter IPO ruim. Só parou na semana que parou, foi a semana que teve três clãs. Antes disso, não tinha parado. Foi ali que parou. Começou a ter um IPO atrás do outro, e assim, você, do nível pior, o negócio parou.

É porque o BTG fez 3 follow-on, você começa a dar muito supply para o mercado e aí você começa a casar essa oferta com a demanda. Mas eu acho que no Brasil hoje, se você tem uma alocação que, de novo, não é voltar para 10%, é simplesmente o juro voltar a cair, é sair de 2 para 3, de 3 para 4, já não tem mercado para todo mundo.

E não é que você está comprando coisas de baixa qualidade. As empresas brasileiras são Darwin, né? Para você viver nesse mundo de Maltos. Quem sobrevive aqui é as empresas de utilities, etc. Brasileiras, financials, etc. São empresas de muita qualidade. Então, essas empresas vão ser muito alocadas para esse dinheiro que está entrando em fundo de bolsa. Não precisa comprar empresas de baixa qualidade. Você não precisa ir na dívida da apivida.

Mas você pode ter uma... O que o Brasil tem de diferente com todos os outros emergentes que têm dinheiro em dólar, o Brasil tem dinheiro local. E esse dinheiro local pode se movimentar para o dólar, e esse dinheiro local pode se movimentar para o dólar. O que eu acho que vai acontecer, anyway, como o Ruiz, porque se a gente for para um caminho de inflacionar, a gente vai ter um juros real mais baixo e esse dinheiro vai vazar para o lado do mal.

E aí a Bolsa não vai ser o melhor investimento, o câmbio vai ser melhor. Mas como eu acho que a gente não vai para o lado do mal, eu acho que a gente vai vazar.

para o dólar. Mas acho que é isso, a minha mensagem otimista aqui dessa vez é estar um pouco mais animado com o Brasil, que é raro, então assim... Deixa eu complementar então, para a gente fechar bonito, porque tipo assim, eu não sou uma pessoa, eu sou uma pessoa para investimentos, que tipo assim, eu penso menos em investimentos, eu tenho dois lados, e eu conheço muito bem esses dois lados, eu tenho um lado que é um lado trader, que é um lado mais agressivo, um lado mais é...

belicoso, um lado mais que vive o dia a dia do mercado. Eu tenho um lado investidor realmente de médio e longo prazo que não fala muito com esse lado belicoso. Eu conheço esse lado meu, eu ajo muito diferente. O lado que não é meu do dia a dia do trade do mercado é o lado onde eu penso nos meus filhos, onde eu penso...

no meu futuro, na sociedade, e a maneira que eu tenho educado meus filhos nesse sentido, para esse mundo novo, eu digo assim, olha só, você tem duas geografias, você pode ficar, você pode ficar aqui ou nos Estados Unidos.

ok, alguns centros de estudo do Reino Unido, ok também, mas eu não quero você na Europa, eu não quero você em outros lugares do mundo. Por quê? Porque eu acho que, no meu tempo, quando eu estudei, que eu era criança, eu vou fechar full circle com o Landau, quando eu era criança eu estudava que existia primeiro mundo, segundo mundo, terceiro mundo. Depois passou emergente e desenvolvido. Frontier, emergente e desenvolvido. Agora eu acho que não existe isso. Eu acho que existe os Estados Unidos e o resto.

A demografia é diferente nos Estados Unidos, a tecnologia é diferente nos Estados Unidos, o savoir-faire é diferente nos Estados Unidos, a geografia é diferente nos Estados Unidos, que é muito importante. Eu acho que a China tem problemas sérios demográficos, eles podem tentar quietear com os Estados Unidos nos próximos 10 anos, mas dali para lá não conseguem. Eu acho que a Europa está num problema demográfico sério.

Eu acho que os Estados Unidos e a Terra, realmente, até porque por imigração eles conseguem fechar o gap, principalmente passado o Trump, imigração eles conseguem fechar o gap demográfico deles, que não é tão grande quanto o resto do mundo, mas eu acho que tudo de interessante que existe no mundo, mesmo Caetano Veloso falava numa música dele, os americanos são responsáveis por grande parte da alegria do planeta.

Eu acho que muita coisa, o dinamismo, o empreendedorismo, a fera vontade de fazer, ela está nos Estados Unidos. Estou dizendo para os meus filhos, olha, estuda ali e depois se quiser volta para cá, porque as oportunidades estão aqui. Tem muita coisa a ser feita aqui dentro.

e você pode fazer... Porque eu digo assim, o futuro pós-AI, eu acho que tem quatro ou cinco coisas que são fundamentais. Primeiro, você vai ter que saber identificar as necessidades da sociedade. A sociedade vai te pagar por identificar as necessidades dela e trabalhar em cima dela. Segundo, você vai ter que...

liderar pessoas e trabalhar em grupos de pessoas interessadas em resolver esse problema juntos. Eu sempre digo, lobos comem, matilhas comem, lobos solitários morrem de fome nesse mundo. Terceiro, você vai ter que tomar risco. Não vai adiantar, não vai ter rentismo nesse mundo. A Magna faz o rentismo.

Mas você vai ter que tomar riscos, você vai ter que tomar riscos talvez relevantes. Você vai ter que levantar capital, decisão de levantar capital. Você vai ter que ser um empreendedor no que quer que você seja. De onde as necessidades da sociedade são maiores, são aqui. Nos Estados Unidos ele teve que fazer uma aplicação para uma universidade lá fora e uma das perguntas era assim, crie um produto para ser vendido nos Estados Unidos que não exista.

nossa, parou a casa o final de semana inteira, usou a AI e não tinha o produto, porque não tem nada que não tenha nos Estados Unidos de uma maneira ou de outra, pensa aí, a gente pensou em 500 produtinhos brasileiros, só sobrou a fita do senhor do Bonfim, mas já deve ter também, tá, então eu acho que minha opção, se você, por isso que eu digo a minha cabeça investidora a cabeça investidora, eu digo assim, filho vai para os Estados Unidos

Se você quer aprender, se você quer ter o sabor à fé. E vem para cá para implementar, porque aqui as necessidades da sociedade são enormes e você vai poder fazer realmente uma diferença. Então, eu acho, bota uma grana aqui, bota uma grana lá. Entendeu? Nesse sentido. Porque tem muita oportunidade aqui, mas as coisas realmente acontecem de uma maneira diferente lá.

Pessoal, papo excelente Eu já não gosto de fazer muita pauta Nem com vocês, eu preparei um pedaço de pauta E nem metade eu pude abordar Só algumas coisas importantes Então pra quem tá ouvindo aí de casa Se você quer Qual câmera, Renan? Eu olho nessa aqui?

Faz como o Rui, se você quer que seu filho evolua, tira ele da escola, traz aqui para ver o Market Makers. A gente deixa ele em estúdio aberto para vocês trazerem ele. É um episódio também que inteligência artificial dificilmente vai conseguir fazer um resumo, que a gente citou Buffett, Malthus, Schumpeter, Caetano Veloso. Então, qualquer pláudio aí que botar para gravar vai explodir.

E achei muito legal toda essa discussão. Eu vou improvisar aqui no Ping Pong. Ah, uma coisa importantíssima também. O Rui Alves tem uma mentoria que ele fez com a gente em um dos eventos que a gente fez presencial do Market Makers lá em São Paulo.

A gente vai deixar o link, vai aparecer um QR Code aqui na tela, vai ter um link na descrição, enfim. Para quem quiser assistir essa mentoria, dá um presente especial para quem está vendo esse episódio com o Rui Alves e o Landau. O ping-pong é a parte mais fácil, porque são sempre as mesmas perguntas. A gente não ensaiou, porque sim, foi de propósito, se vocês não se prepararam, fica mais legal. Mas eu já perguntei a da gentileza para vocês dois? Já. Já, então vou colocar uma pergunta no lugar.

Então vamos lá. Primeira pergunta do Ping Pong, vai ser meio freestyle aqui também. Então já que vocês vão responder no papo, o que é melhor? Dívida da Pivida ou ação da Microsoft? Tchau. Mas olha só, eu prefiro ação da Microsoft. Nada contra a dívida da Rapivida necessariamente. Mas eu acho que quando você está comprado num ativo, eu gosto que a opcionalidade esteja a meu favor.

Eu acho que a Microsoft tem desafios do ponto de vista de software dela, mas a Microsoft talvez seja a verdadeira fênix do mercado, seja a verdadeira... É o Jason do Sexta-feira 13, que você já tentou matar várias vezes, voltando aos anos 80, nessas brincadeiras dos anos 80. O Jason era aquele cara do Sexta-feira 13, você matou em vários filmes. Teve até filme recente. E ele voltava. Está até voltando de novo.

Então a Microsoft você tentou matar ela várias vezes nos últimos anos, Steve Ballmer tentou matar, fez tudo para matar a Microsoft antes do Satya Nadella e ela voltou. Eu acho que tem várias opcionalidades interessantes na Microsoft, em ativos eu gosto que o vento esteja batendo na minha vela. É igual um avião, o avião decola contra o vento, porque você quer vento na tua asa para que a asa suba.

Então, eu acho o dívida da Rappi Vida justo, para quem quiser ter dívida da Rappi Vida, mas eu gosto de vento na minha asa, eu gosto de assimetria, eu gosto de opção comprada a meu favor. É o que eu gosto. Eu sou um comprador de calls mais do que eu sou um vendedor de puts. Então, eu prefiro o vento na minha asa. E você, Landau?

Difícil, porque a gente não... A praia é mais macro, apesar de focar muito em equity e commodities, ela vem do macro. Então, não entendo o micro profundo de nenhuma das duas. A gente tem essa característica de a gente gostar de convexidade. Então, a gente sempre faz equity e commodities em vez de aplicar juros, porque juros tem que estar alavancados. Então, é mais fácil você ter uma carteira, Brasil, Argentina, ouro e urânio.

que você não precisa estar alavancado, vai balançar, mas você não está igual no DI, que você está 10 vezes aplicado, você é obrigado a zerar, senão você vai virar o fundo. Então, a gente sabe que eu posso estar 100% comprado no BTG no Itaú, vai cair 20%, 30%, talvez em um dia, mas tem um limite. Então, eu sempre prefiro comprar equity do que vender. Então, o dívida é uma coisa que a gente nem faz. Então, por características que eu vou sempre estar no Microsoft, olhando via macro, eu diria que a incerteza da Microsoft, para mim, é gigante.

E na Apivida, o Brasil não vive sem. Vai ter que ter uma solução ali, porque não sei qual é, não entendo nada do setor. Mas vai ter que ter uma solução ali, porque o SUS não aguenta. Então, acho que esse cara vai terminar de pé de alguma forma. Então, acho que eu teria ambas. 50 e 50. É, 50 e 50. Mas, como eu não opero dívida, no fundo, só teria ação da Microsoft.

Meus queridos, uma só recomendação de leitura. Pode ser o último livro que vocês leram.

Cara, olha só, eu tenho uma dificuldade muito grande hoje de recomendar puramente leitura, porque eu acho que o mundo mudou. Eu aprendo hoje mais, honestamente, eu, Landau, Bruno, Kazan, várias pessoas que a gente troca ideias todo dia e a gente vai crescendo junto. Porque eu acho o seguinte, você cresce realmente no fazer. É no fazer que você cresce.

Eu cresço hoje principalmente escrevendo mais do que leio, e mesmo Schopenhauer falava dessa fase da vida, em que você em algum momento tem que parar de tentar simplesmente acumular conhecimento e você tem que se tornar conhecimento, você tem que consolidar conhecimento, expor conhecimento. Então hoje, por exemplo, no final de semana eu estou escrevendo que nem sites do mês que vem.

e estava organizando conhecimento dentro da minha cabeça dessa maneira. Eu acho que hoje as minhas conversas... Como é que eu gasto meu tempo hoje? Um terço.

Um terço não, um quarto em livros tradicionais. E aí tem que ser uma recomendação muito boa, o cara tem que ter me dado exatamente o que eu queria. Eu digo um quarto em podcasts, em que, tipo assim, putz, Goodfellows...

Olimpodcast, coisas que são realmente liderança naquele setor e que pessoas em que tem um nível de especialismo naqueles assuntos que eu não tenho. Então vou tentar extrair alguma coisa daquilo ali. Um quarto.

modelos batendo papo com o modelo de inteligência artificial. Eu tenho os quatro e conversando com eles, me ensina isso, me ensina aquilo. Como é que foi o build-up da guerra do Vietnã? Como é que foi no primeiro ano? Me explica como é que foi o segundo ano? Me explica por que passou do primeiro para o segundo ano dessa maneira. Me lembro o que aconteceu no terceiro ano e ele vai me ensinando. E um quarto, debates abertos com amigos.

debates abertos gloves off, sem luvas onde a gente vai ter um debate que seja um debate intelectualmente 100% intelectualmente honesto, em que quando a outra parte apresenta um argumento melhor que o seu você diz assim o teu argumento é melhor que o meu

Vamos partir do teu argumento, porque o teu argumento é melhor do que o meu argumento, eu não vou assistir o meu argumento. E a coisa que eu mais quero nessas discussões hoje em dia, não é impor o meu argumento, eu quero que alguém me mostre um argumento mais completo e mais bem construído que o meu argumento inicial. E o Landau, sendo uma pessoa extremamente inteligente, quando a gente discute essas coisas, ele muitas vezes apresenta argumentos e diz assim, putz, cara, eu não pensei sobre essa perspectiva. Então, um quarto, um quarto, um quarto, um quarto.

Então, eu não queria recomendar... Eu posso abrir aqui o meu amigo Leandreca? Mas a sua recomendação já foi ótima. Eu acho que faz esses quatro. E faz repetidamente. Hoje em dia, cada espacinho que eu tenho do meu tempo, eu tento colocar alguma coisa. Eu faço fisioterapia. Eu faço fisioterapia ligado ali. Qual é o podcast da fisioterapia? Eu boto ali, me tosse para um lado, me tosse para o outro. Caramba, cara, esse assunto é super interessante. Puta que maneiro. Quando eu sair daqui, eu vou tentar. Daí...

Se eu for botar um quinto, um quinto, um quinto, o outro quinto, que é mais que um quinto, é escreva. Escreva, consolide, crie conhecimento novo. Porque só escrevendo é que eu sei se eu sei ou não sei. É só quando eu vou, não para a caneta, mas para o teclado, é que eu percebo se eu sei ou não sei alguma coisa. Aí o Landau fala assim, isso é uma coisa que as pessoas normalmente falam. Rui, você tem um pensamento bem encadenado.

Você sabe encadenar um assunto depois do outro. Eu digo assim, cara, isso é porque eu gasto uma enorme quantidade da minha vida escrevendo. Então, eu vou encadenando um assunto depois do outro, porque eu me acostumei a escrever, encadenar um assunto depois do outro, escrevendo. Não tem Miracle People. Não tem, não tem.

Outro dia eu estava numa reunião, um grupo de amigos, né, e o cara tocando violão clássico assim maravilhoso, tocando, puta, barrios assim, uma coisa maravilhosa. Daí a pessoa do lado falou assim, putz, eu dava a minha vida pra tocar violão desse jeito. Eu dei. Eu dei a minha vida pra tocar violão desse jeito. Por isso que ele falou, por isso que eu toco violão desse jeito. Então se você não praticar o que quer que seja, né.

Não vai sair. Não vai sair. Posso te garantir que não vai sair. Depois dessa eu até com vergonha de pedir uma recomendação de livro pra você. O dia do Rui tem 30 horas. Mas você tem o livro pra indicar? O dia do Rui tem 30 horas. Você vai ver o Rui passando. Eu vejo ele passando na praia com fone de ouvido e você sabe que ele tá assistindo o podcast. E falando comigo mesmo. Você vê o cara passando assim. Mas assim, cara...

Eu vou ser bem honesto, é que eu queria muito ter tempo para ler nesse momento. Eu leio o tweet do Trump, é esse que eu estou lendo. Ah, esse aí é bom. É, mas eu acho que um livro que eu parei para dar uma olhada, que eu acho que eu até recomendei, mas eu acho que para esse momento é bom, é aquele Prisioneiro da Geografia. Esse livro, para esse momento de guerra, eu acho que casa bem. É fácil de ler, tem os mapinhas ali.

Pessoal, fui lembrado aqui que a gente tem o nosso Q&A com os assinantes, só que mais importante do que isso, a nossa equipe que chegou aqui, aliás, agradecer toda a equipe, chegou muito cedo aqui no Rio de Janeiro hoje, passou a manhã inteira montando isso, tem que pegar o voo de volta daqui a pouco. Então vou ter que encerrar aqui essa gravação, só antes tinha uma perguntinha final. Ô Mati, chega aí para fazer a pergunta final.

Vem aí, eu tenho uma pergunta final pra você. O cara tá preparado, né? É, botou o microfone aí no Mateuzinho? Não, porque eu...

Não, não, isso aí... Porque o Mateuzinho fez aniversário no sábado. Fez 32 anos. E estava chateado comigo, porque falou pô, você nem me deu parabéns. Então vamos compensar isso. Vamos cantar todo mundo parabéns, o Mateuzinho. Trouxemos até um bolo aqui pra ele. Então todo mundo aí, vai. Muita felicidade.

Aí... Parabéns. Aí você me surpreendeu, hein? Uma coisa que eu não dou é ideia ruim. E bom, desse jeito a gente encerra esse podcast. A gente vai comer o quê? Vai sobrar velhinha, Mati. Filma aí a velhinha enquanto a gente encerra aqui o podcast. Olha que bonitinho.

Bom, você que viu até o final, joinha no vídeo, se inscreve no canal. Agora a gente vai fazer o Q&A com os assinantes do M3 Club, o Rui Alves e o João Landau. Valeu, pessoal. Muito obrigado, hein? Salve de palmas aí para o Rui Alves e o João Landau.

#347 | A NOVA LÓGICA DO MUNDO: GUERRA, IA E DINHEIRO (JOÃO LANDAU E RUY ALVES) | Castnews Index — Castnews Index