#346 | O ALERTA BRUTAL SOBRE O FUTURO DO MERCADO FINANCEIRO
Os ETFs podem mudar completamente o mercado financeiro brasileiro — e muita gente ainda não percebeu isso.Neste episódio do Market Makers, você vai entender por que essa indústria pode sair de menos de 1% para R$1 TRILHÃO em poucos anos — e quais são as consequências disso para fundos, gestores e investidores.Com Bruno Stein e Fábio Guarda (Galápagos Capital), discutimos:-Por que os ETFs demoraram tanto para decolar no Brasil-O papel da renda fixa e da mudança no modelo de assessoria-Vantagens tributárias (sem come-cotas)-Por que o modelo “2 com 20” está sob pressão-O impacto dos ETFs na indústria de fundos-E o futuro: tokenização, ETFs ativos e disrupção total📌 Inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder nenhum episódio!📢Apoie o Market Makers e ajude a fortalecer o mercado de capitais no Brasil! Clique no link e torne-se membro do nosso canal por apenas R$7,99 por mês: https://www.youtube.com/channel/UCwZwvDC6f0WhcVTG-3aBUTQ/join📩Entre para nossa newsletter gratuita: https://lp.mmakers.com.br/newsletter_gratuita?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X📢 Anuncie sua marca no Market Makers: comercial@mmakers.com.br📚Biblioteca Market Makers: https://lp.mmakers.com.br/biblioteca/?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X#patrocinado- - - - - - - - -O ALERTA BRUTAL SOBRE O FUTURO DO MERCADO FINANCEIRO | Market Makers #346Apresentadores: Thiago Salomão (Apresentador do Market makers)Convidados: Fábio Guarda (Sócio e CIO da Asset da Galapagos Capital) e Bruno Stein (Sócio e Head de ETFs da Galapagos Capital)#BOLSADEVALORES #INVESTIMENTOS #MERCADOFINANCEIRO #MARKETMAKERS #THIAGOSALOMÃO
João Landau
Bruno Stein
Fábio Guarda
- ETFs no BrasilIndústria de ETFs · Renda fixa · Tokenização
- ETFs no Mercado FinanceiroCanibalização de fundos · Mudança no modelo de gestão
- Desafios enfrentados na gestãoGeração de alfa · Desempenho de fundos
- Futuro do mercado financeiroInovação no mercado · Educação financeira
Se você ainda usa toner pra imprimir, tá na hora de você saber que o principal componente é o plástico. Um ano de impressão com toner em todo o mundo equivale a 20 bilhões de sacolas plásticas. É muito plástico, não é? Chegou a hora de reduzir o plástico nas suas impressões e ainda diminuir também o consumo de energia. Mude para uma impressão toner free, escolhendo as impressoras empresariais de jato de tinta Epson Workforce, com a tecnologia Precision Core. Você não vai querer continuar usando impressoras com toner, vai?
Saiba mais em epson.com.br barra toner free. As estimativas da Epson são baseadas em dados internos e de terceiros. Deixei bem claro que o ETF tem que atender o mercado preferido dos investidores locais, que é a reina fixa. É um pouco aquela história da Xerox. O que a Xerox fazia? A Xerox era uma máquina de cópia.
depois ela virou uma impressora, depois ela sumiu porque ela não foi para a digitalização. Eu acho que a gente tem que voltar sempre para o problema do cliente.
A Galápagos é uma companhia global de investimento, a gente tem presença nos Estados Unidos, na Suíça, no Brasil, em vários estados do Brasil, de estruturas, soluções financeiras completas, integradas para a sua família, para você, para o seu negócio. Hoje a gente tem sob gestão em todos os diferentes bolsos da Galápagos, seja o Wealth Management, seja a gestão de Fund of Fund, ou a gestão proprietária e a gestão de líquidos e líquidos, tem cerca de 34 bi sobre gestão. Nos últimos dois anos...
A indústria já dobrou. Então ela dobrou de 24 para 25, dobrou de 25 para 26. Aí tem uma questão matemática simples, se ela continuar dobrando até o final de 29, ela chega no trilhão. Trilhão já? Chega no trilhão. 200, 400, é.
Eu tenho um filho de 3 anos e meio e uma filha de 10. E aí eu falei, cara, vou começar a investir desde que eles nasceram. E a gente vai começar comprando Tesouro Direto, começar comprando coisas assim. Cara, quando saiu esse produto, eu falei assim, cara, não, eu vou sair do Tesouro Direto, vou colocar o dinheiro aqui, porque durante, sei lá, meu filho de 3 e meio, durante pelo menos 15 anos, ele não vai tocar nesse dinheiro.
Cara, são 15 anos de capitalização em cima do tributo não pago. É um negócio, assim, absurdo de grande. E eu acho que os ETFs fizeram isso nos Estados Unidos. Então, hoje, você não tem praticamente nenhuma gestora grande daquelas tradicionais, o famoso Active Benchmark, né? O cara que...
cobrava um pouquinho pra bater o S&P, esse cara não existe mais. Então eu acho que isso é um caminho aqui também. Caramba, que pedrado em grupo. Eu acho que esse é um caminho meio inexorável aqui no Brasil. A ilusão do alfa é o que move o mundo. Se você pensar no capitalismo, por exemplo...
que é o modelo mais eficiente de evolução que a gente tem, é disparado e talvez inequívoco, ele depende de assimetria de informação, ele depende de objetivos diferentes. Se você não tiver isso, não sai negócio.
Sim, sim, sim, está começando mais um Market Maker. Seja bem-vindo ao podcast da família investidora brasileira. Eu sou o Thiago Salomão e no episódio de hoje a gente vai falar sobre uma das grandes futuras tendências. Aliás, não dá mais para falar que é uma futura tendência, já é uma realidade nesse momento. Vamos falar um pouco mais sobre a indústria de ETFs no Brasil. A gente não vai falar só disso, mas o tema principal vai ser esse.
Mas eu digo que a gente não vai falar só disso porque estou com dois convidados com mais de 25 anos de experiência no mercado.
Então dá para dizer que eles já fizeram muita coisa no mercado antes de olhar para o mundo de ETFs. Então a gente vai poder falar um pouco dessa transição. Mas o fato é que, bom, é um assunto que a gente já falou em outras ocasiões do Market Makers e desde então é um mercado que vem crescendo bastante no Brasil. Mas quando a gente compara com o mercado internacional, principalmente o americano, a gente vê que há um espaço enorme a ser preenchido, um espaço enorme para crescer.
mas são produtos com alta liquidez, que tem entregado uma performance tão parecida, às vezes até melhor que os investimentos ativos, e a um custo mais baixo. E quando a gente fala de custo baixo, eles vão apresentar até uma alternativa de investimento, custo zero, que eles lançaram recentemente.
mas sem mais delongas, vocês já viram aí na thumb, mas eu estou aqui com o Bruno Stein e o Fábio Guarda. Os dois são sócios da Galápagos. O Bruno Stein é diretor executivo e responsável da Galápagos, tem mais de 30 anos de experiência no mercado, passou por BlackRock, Itaú, Unibanco, GlobalX, Safra, fez administração na GV e MBA na Wharton. O Bruno Stein também foi responsável por...
um dos papos mais legais que eu fiz recentemente sobre ETF, até por isso que também ele está aqui para trazer um pouco desse papo que eu tive com ele fora das câmeras. E trouxe junto com ele o Fábio Guarda, que é o sócio responsável pela gestão de ativos, gestão de ativos de maneira geral na Assist da Galápagos, tem 25 anos de experiência no mercado. Então a gente vai fazer essa dobradinha aqui bem legal.
Só antes de começar o papo, lembrar sempre vocês que querem se hidratar e ajudar as pessoas ao mesmo tempo. Market Makers abraçou a campanha Mamba Water. Só comprar sua latinha, que cada lata dessa comprada é um litro de água que vai ser entregue a pelo menos, quer dizer, são 750 milhões de pessoas no mundo todo. Então um litro desse vai para uma dessas pessoas que estão nessas comunidades.
Se você está interessado, vai lá em mambawar.com.br e hoje Market Makers e nossos convidados estão todos mambalizados.
Bruno Stein, Fábio Guarda, estão preparados? Bora, sempre. Sempre? Pô, maravilha, cara. Vocês estão preparadíssimos. Vou fazer uma pergunta já capciosa no começo, né? O que que trouxe vocês para esse mercado de ETFs? O Bruno, principalmente, que a gente já conversou, mas o Fábio também. Quero ouvir um pouco, vocês que já acompanharam tanta coisa aí no mercado e agora estão...
embarcando nesse mundo de ETF, não sei nem o quanto é agora, mas enfim, a gente está vendo isso ser cada vez mais popularizado, mas o que trouxe vocês para o lado desse investimento passivo, investimento de índice, enfim, o que trouxe vocês para cá?
Vou começar, depois eu jogo a bola para ti. Não faço gestão de investimento há muito tempo, entrei no mercado bastante cedo e acabei, por idas e vindas, fui para a tesouraria do Unibanco e na tesouraria do Unibanco eu fui para o asset do Unibanco, que era o primeiro asset independente do Brasil.
E lá eu acabei conhecendo o Bruno, a gente se conheceu lá em 2002, 2003. 2003. Eu fazia gestão ativa e eu vi o Bruno deixar a companhia para ir fazer gestão de ETF. Então naquela época, 2003... Não, aí foi em 2009.
Ah, tá. A gente ficou junto lá seis anos. Ah, entendi. Vocês ficaram juntos? É, a gente trabalhou bastante tempo junto, fizemos uma série de negócios juntos, mandatos fora do Brasil juntos, levantamos dinheiro de japonês, investidor japonês naquela época. Onde eu conheci ETF, depois eu vou entrar nessa história. Ah, boa. E aí eu vi o Bruno sair para montar ETF e naquela hora, pô, que o Bruno está fazendo? Que loucura é essa para fazer índice passivo, tocar fundos passivos, onde tem...
Cadê o charme disso? Cadê o dinheiro nisso? E aí os anos se passaram, depois eu saí do então Itaú, porque houve a fusão, fui para o Itaú, fui para a tesouraria proprietária de novo, no Doit, e aí quando teve a oportunidade de empreender na Galápagos, isso foi em 2020, a gente já montou o asset da Galápagos pensando em ser uma plataforma completa.
E aí a gente já estava vendo alguns movimentos acontecendo no mundo. Então, o primeiro e mais notório, que era algo que eu e os meus sócios que estão na Galápagos hoje, a gente já via que estava ocorrendo uma sistematização muito grande do investimento, do processo de investimento.
Então, nos Estados Unidos, já naquele momento, dos 10 maiores fundos, 4 eram puramente sistemáticos, 3 eram híbridos que usavam estratégias sistemáticas e usavam discricionalidade, e 3 ainda eram puramente discricionários. Então, a gente estava vendo que era uma tendência que você tirar a emoção do gestor, do colo do gestor ali.
talvez isso tivesse sentido, e a gente acabou desenvolvendo uma série de modelagens e lançou um produto sistemático naquela época. E do outro lado da história, a gente viu o mercado americano, o desenvolvimento do uso de chefes no mercado americano para todas as alternativas. Seja o investidor pessoa física que faz a sua alocação, que não tem acesso a algum tipo de investimento e vai acessar o ETF.
e até o investidor ativo, até o próprio gestor, até o próprio portfolio manager, usa os ETFs como instrumento para ter exposição em ativos que ele eventualmente não teria liquidez para fazer no ativo em si, acaba fazendo isso no ETF. E a gente viu que o mercado estava migrando para os dois extremos, então você ia ter produtos de muito risco e muita volatilidade, num lado ativos, seja sistemático ou seja discricionário, e do outro lado você ia ter carteiras formadas por ETFs.
E a gente ficou sempre com essa bola quicando na Galápagos, quando vai ser o momento de entrar, quando a gente vai ter oportunidade, a gente não tinha o know-how, e aí, felizmente, a gente teve a oportunidade, no momento que o Bruno estava disponível, de conversar com ele, então a gente...
O Bruno já trabalhou comigo, já trabalhou muita gente que tá dentro da Galápagos, e foi o momento de falar, bom, agora a gente tem Cacife e tem a pessoa pra tocar o projeto dentro da Galápagos. Então vamos trazer o Bruno. E isso foi que ano? Agora é o ano passado. Então você já tá na Galápagos desde 20? Seis anos, é. E o Bruno chegou na Galápagos agora em 2025. Exatamente.
Agora a bola está com tudo. E só para também dar contexto para quem não conhece a Galápagos, quanto a Galápagos tem em sua gestão? A Galápagos é uma companhia global de investimento, a gente tem presença nos Estados Unidos, na Suíça, no Brasil, em vários estados do Brasil. A gente procura soluções financeiras completas, integradas para a sua família, para você, para o seu negócio.
Hoje a gente tem sob gestão em todos os diferentes bolsos da Galápagos, seja o Wealth Management, seja a gestão de Fund of Fund, ou a gestão proprietária e a gestão de líquidos e líquidos, tem cerca de 34 bi sob gestão, com diferentes mandatos, diferentes características. Legal. E aí você chegou na Galápagos. Pois é, eu cheguei na Galápagos, cara, para montar o projeto.
Eu acho que eu estou há 20 anos envolvido com ETF de um jeito ou de outro no Brasil, que coincide com a história toda de ETFs no Brasil. Então, acho que a primeira vez que eu ouvi falar de ETF foi no meu MBA. Eu fiz MBA em Wharton de 2001 a 2003.
Lá eu tive o enorme prazer de, durante três anos, assistir o... A primeira palestra lá era sempre do Jack Bogle, porque o Jack Bogle fez undergrad em Wharton, né? O criador da Vanguard e toda a discussão de... John Bogle, né? John, que chamam de Jack, né? Em geral. É o Jack Bogle, é.
mas é o John, né? E aí ele fazia sempre a abertura lá. E aí esse negócio me chamou atenção, como eu estava ali, e, cara, sempre... A gente tem que ser muito curioso sempre, né? Então se eu estava ali na Filadélfia, onde fica o Horton, eu falava assim, cara, o que tem aqui em volta para ver de interessante?
e lá tinha o campus da Vanguard, né? Aí eu fui duas vezes lá, depois de ver a primeira palestra dele, eu fui lá duas vezes. Ainda naquela época, ainda era uma coisa muito mais, a Vanguard ainda não tinha nem entrado tanto em ETFs ainda na época, ela estava ainda na parte de gestão passiva mesmo, low cost total e etc.
E aí eu me interessei por isso. Quando eu volto para o Brasil, em 2003, e aí fui trabalhar no Unibanco, que eu conheci o Fábio e a turma toda lá, em 2004, logo na sequência, o BNDES faz junto com o Itaú, o PIB 11. E aí a gente participou lá no Unibanco no consórcio de distribuição.
Então a gente fez roadshow, ficou muito próximo da turma lá, que inclusive é uma turma que está no BNDES até hoje fazendo mercado de capitais, etc. Toda hora eles são super fãs de ETF, a gente sempre troca ótimas ideias, tem um pessoal lá muito bom de papo também. Então assim, eles têm umas coisas bem legais. E aí fizeram o PIB.
Eu fiquei com aquilo na cabeça, na época ainda era um cara de produtos na Asset do Unibanco, começando a assumir uma parte da distribuição também, e uma parte de Asset Allocation também naquela época, então ETF era uma coisa que a gente pensava...
de vez em quando, na parte internacional, que é onde tinha muito produto nos Estados Unidos, mas no Brasil ainda não tinha praticamente nada, só tinha o PIBB. E aí eu me lembro que a gente começou, essas coisas da vida, a gente tem que prestar atenção no que está acontecendo, e começar a fazer as ligações com as coisas. Eu me lembro que a gente começou a ver, o Fábio falou que a gente fez muita viagem para buscar dinheiro lá fora, essa era na época da capa da The Economist, com o Cristo decolando.
E tinha muito IPO, né? Tinha muito IPO rolando naquela época. E a gente era um dos maiores gestores de ações do Brasil. E a gente ficava sempre frustrado, porque quando tinha alocação do IPO, a gente pegava uma alocação pequena. Porque tinha muito dinheiro para entrar. Porque tinha muito gringo. E os gringos, eles davam preço maior.
É curioso isso, porque... E por que ele dava um preço maior? Porque ele tinha um índice para seguir e precisava comprar, ele não estava preocupado em comprar com 5% de desconto para dar upside e tal, ele só queria implementar a estratégia que ele era obrigado a fazer.
E aí a gente começou a olhar quem que estava pegando essa grana. Então eram os ETFs, era State Street, era iShares na época, que não era nem BlackRock ainda, com os fundos de emerging markets, etc. Falei, cara...
Está aqui um negócio interessante. Será que a gente não consegue desintermediar esses caras? Porque nós somos o melhor gestor de ações, nós somos o melhor gestor de ações do que esses caras. A gente tem aqui não sei quantos analistas, um monte de gente e tal. Então, se o que a gente fala todo dia é verdade, vamos atrás.
Com aquela cabeça de quem tinha feito MBA, né? Com os contatos lá de ex-alunos e tal. Falei, vou usar esse negócio aí pra alguma coisa. E aí fizemos um business plan pra começar a viajar o mundo. Cara, viajando mesmo, de cacheiro viajante, assim. Indo nos congressos internacionais e tal. Fazendo standzinho. Quem são esses caras? Uniru. O pessoal falava do Unibanco, né? Era Uniru.
E aí a gente começou a discutir. E aí começou a rolar, cara, a gente começou a fazer muito negócio na parte de renda fixa Brasil.
Então a gente realmente trouxe muito dinheiro. Nessa brincadeira aí, o Fábio e eu, a gente fez um monte de roadshow. Ele era o gestor e eu era o cara de business. E a gente trouxe quase 30 bilhões de dólares nessa época. Pegando dinheiro na Ásia, fazendo negócio com os bancos asiáticos, fazendo um negócio de varejo mesmo. Eles montavam o fundo lá para captar dinheiro com o investidor e a gente fazia gestão aqui.
Ganhava um pouquinho. Mas esse dinheiro vinha para quê? Esse dinheiro vinha para investir em renda fixa. Então, a gente queria pegar... Originalmente, a gente foi para buscar ações. Aí a gente começou a perceber que a gente conseguia pegar renda fixa. E aí vem a história do ETF. Por que a gente não pegava ações? Porque quando a gente sentava para conversar com os caras, os caras, eles ouviam, eles viravam para a gente e falavam assim, cara, tenho três letras para te falar. E, W, Z.
que era o ETF do iShares de Brasil já na época, que é o MSI Brasil, que era o índice. O cara falava, cara, para mim isso aqui está ok, eu quero entrar, ganhar um dinheiro, sair e tal, não sei o que, eu opero nos Estados Unidos, não preciso fazer o cross-border, não preciso lidar com tributação, com regulação. Não precisa comprar o real também. Não precisa comprar o real, não precisa lidar com regulação, não corre o risco de ter um IOF no meio do caminho e tal. Então o cara falou, pô, não preciso.
E aí você começa, como bom vendedor, o que você começa a pensar? Você começa a pensar assim, cara, quais são as vantagens que eu posso falar do meu produto que são melhores do que as dos caras? Aí você começou a perceber, se eu fosse o cara, eu também fazia a sua EWZ. E aí eu falei, pô, esse negócio aqui é diferente.
esse negócio aqui em algum momento vai dar no Brasil, já tinha um produto aqui, já tinha regulamentação por causa da operação do BNDES, porque o PIB11, na verdade, foi o BNDES fazendo um block trade de ações do IBX50, que era o que ele queria fazer e era mais barato para ele fazer via um ETF do que via uma operação de mercado efetivamente. E ele queria criar esse arcabouço regulatório e tal. Mas foi o one and done, não só teve aquele, passou um tempão sem ter.
até o momento que eu conheci a turma do iShares.
um pessoal que... O iShares foi fundado pelo Barclays, né? E os caras ficavam em São Francisco, era uma turma super científica, PHD, era uma coisa de modelagem mesmo, não tinha... Bem ETF mesmo, assim, né? Criar índice e tal. E esses caras queriam abrir um escritório no Brasil. Era um peruano, chamado Daniel Gamba, na época, que era um cara que, por ser peruano, tinha um envolvimento muito grande com a América Latina e queria fazer negócio aqui. Brasil sempre é...
um grande sonho para o gringo, por causa do tamanho do mercado, e eles resolveram abrir o escritório aqui. Aí eu falei, cara, eu quero me envolver com isso. E aí acabei indo trabalhar na abertura do escritório aqui, aí a BlackRock comprou iShares bem nesse período, que para mim foi um outro exemplo de que o ETF era uma coisa espetacular, porque uma das maiores gestoras ativas do mundo resolveu gastar uma mega grana para comprar um ETF.
E aí você abria o jornal na época, aquela coisa antiga que a gente via de vez em quando. E aí tinha o Larry Fink falando assim, cansei de perder negócio para o ETF e resolvi comprar.
e o cara estava comprando EWZ, ou seja, cara, era a mesma coisa que tinha acontecido comigo, aí minha cabeça deu uma... Cara, eu vou entrar nesse negócio all-in, e aí eu fui trabalhar na BlackRock, aprendi loucamente com vários caras, os caras realmente sabem fazer o negócio, tem um grande expertise nesse negócio. E aí isso era 2009, e aí de 2009 até 2021...
era amassar barro, né? Aí era a época que os ETFs estavam sendo criados no Brasil, mas eles não andavam.
E aí, enfim, acho que tem muita conversa para ter depois disso, mas acabou que eu me envolvi com isso nesse momento. E aí, desde então, eu fiquei o tempo todo ligado aos ETFs, falando, cara, em algum momento esse negócio vai explodir, em algum momento esse negócio vai estourar mesmo. Aprendi muito com o Larry Fink, o fundador da Black, eu tive o privilégio de fazer seis roadshows com ele aqui no Brasil.
Eu brinco que eu era mosquinha na parede dele conversando com o Mishmol, com o Roberto Setúbal, com o Joaquim Levi, com o Tom Bini, com o Ike, com o Luciano Coutinho, né? Então, foi muito legal, eu aprendi muito. E aí, para mim, ficou muito claro que em algum momento o Brasil ia estourar esse mercado de ETFs, mas que tinham duas condições muito importantes.
que precisava acontecer. E aí eu fiquei um tempo, nesse tempo todo, sempre envolvido com ETF, uma parte dele dedicado a ETF, fazendo só ETF, mas a outra parte também indo fazer outras coisas também, porque os ETFs não andavam muito no Brasil por alguns motivos que a gente pode discutir, entendeu? Até, pô, sensacional esse túnel do tempo, mas se... Eu não sei se você já chegou a acompanhar os episódios que a gente já fez aqui sobre ETF. Sim, sim.
quase todos os players que aqui vieram pra falar de ETF, você sente... É como se eles estivessem na cara do gol, mas a bola tá demorando pra entrar, porque aquela coisa... Falta pouco pra esse negócio engrenar. E, pô, eu tô conversando com um cara que tá olhando isso desde...
Ativamente desde 2009, né? Já tinha um contato com a ETF. Skin on the game desde 2009. Olhando desde 2001. Cara, o carrego é pesado aí. É pesado. De 2009 para 26. Então, mas aí eu brinco. A gente estava falando aqui um pouquinho antes. Você me perguntou assim. Falou, mas por que você foi parar na Galápagos agora, né? Porque agora realmente o negócio está acontecendo. Então, é a hora de ser empreendedor. É a hora de fazer um projeto realmente para valer.
E aí na hora que eu saí do meu projeto anterior, em março do ano passado, e fiquei seis meses de non-compete, cara, eu tive a convicção total de que eu tinha que entrar no modelo empreendedor. E aí a Galápagos, cara, foi o...
Foi um lugar com sweet spot mesmo, das pessoas certas, com o projeto certo, com apoio, com grana, com marketing. Então foi muito por aí. Eu quero ouvir o que são esses... Por que o momento é agora? Quero até o Fábio também entrar no papo. Mas eu fiquei muito curioso de saber o que foi seu... Não precisa ser muito detalhista, mas o que foi de 2009 até 2025?
A indústria de ETF, como é que você acompanhou, se teve um momento que você falou, putz, isso aqui nunca vai dar no Brasil. Porque você meio que deu a entender que você está em Skim Game Day 2009, mas não 100% nisso. Não, então, o que aconteceu? Eu acho que eu nunca tive a percepção de jogar a toalha.
De falar assim, não, esse negócio não vai dar em nada, eu vou fazer outra coisa da minha vida. Mas eu tive a perspectiva do tipo, cara, eu não posso ficar esperando 10 anos, 15 anos, a carreira precisa andar. E tinha outras coisas interessantíssimas acontecendo no mercado brasileiro, que eram fundamentais, inclusive, para o ETF acontecer.
A principal delas era o amadurecimento e o desenvolvimento do mercado de assessoria, de consultoria, de advisory. Porque esse é o grande segredo do ETF. O ETF, por isso que a gente sempre fala, hoje em dia a gente sempre fala em ETF de gestão indexada. Por quê? Porque, cara, 90% do uso que é dado para o ETF é para fazer gestão ativa.
Só que quem faz gestão ativa é o alocador, é o cliente, é o cara que toma a decisão efetivamente. E o ETF é a forma de implementar. Então, encurtando um pouquinho a história, o que aconteceu? Muito rápido, com a ajuda do Larry, com a turma da BlackRock, eu percebi que tinham dois fatores absolutamente fundamentais, ambos necessários, nenhum dos dois suficiente sozinho.
para efetivamente fazer o mercado de ETFs explodir no Brasil. O primeiro deles, que só aconteceu para valer em 2021, 2022, é você tem que ter ETF da classe de ativo que o investidor local quer. O ETF não cria demanda, ele atende.
Então ele tem que ser uma coisa eficiente, mas para uma coisa que o cara já quer. E, bom, a resposta acho que é óbvia, mas é renda fixa. Renda fixa local, total. É o nosso core competence, né? Então esse é um. E essa é uma variável de oferta, né? Então você não podia fazer até 2018 por regulamentação. Depois você não conseguia fazer a partir do momento que a regulamentação permitiu, porque a bolsa precisava estar pronta.
Porque para você fazer o creation e o redemption do ETF, você precisava ter os ativos de renda fixa sendo trocados pela cota do ETF e isso precisava de um desenvolvimento dentro da bolsa. E aí isso ficou pronto ali para 2019, 2020. Aí aquela história no Brasil. Depois vem mais uma coisa que precisava, um pequeno detalhe que é, cara, como que a regulamentação...
dos clientes potenciais, ou seja, CVM sobre fundos, Previc sobre fundo de pensão, Secretaria da Receita, sob o ponto de vista da tributação, como é que vai ser tratado isso aí? Aí foi mais um ou dois anos, aí ficou em 2021, 2022, que essa coisa ficou mais sacramentada. Aí você tinha as condições de oferta.
para o mercado explodir, que era a renda fixa. E aí faltava o outro lado, que era a questão da demanda. E a questão da demanda no Brasil passava muito pela estrutura de distribuição. O ETF é um produto barato que não paga rebate.
Então você precisava de um desenvolvimento do mercado de FIIs, de FIBAZE, de desenvolvimento de FIBAZE. Você não precisava que o mercado inteiro fosse para FIBAZE, mas você precisava que uma fatia relevante fosse para FIBAZE para que você garantisse...
a condição para que você tivesse uma massa crítica de ETFs grande o suficiente para conseguir fazer gestão de dinheiro com eles, entendeu? E isso aí veio, e aí é que vem a história. Em 24, com a 179 começa, e outras circunstâncias. E aí no começo de 25, parecia que ia imbicar, mas ainda não tinha uma convicção total. E aí no meio de 2025, ficou claro que ia, e no final de 2025, ficou claro que já tinha ido.
que aí é o que eu brinco, entre eu sair em março de 2025 de onde eu estava, que era o Safra na época, até junho mais ou menos, eu tive algumas conversas com os principais agentes de mercado de distribuição no Brasil. E começou com eles falando que imaginavam que o Fibase ia ser 10% em cinco anos ali por abril.
Quando chegou em maio já era tipo 15% em cinco anos, quando chegou em junho já era 10% em três anos, até que chegou no final do ano, eles anunciaram oficialmente que já estava em 20%. E aí você jogou a gasolina no fogo. Só para tecla SAP de quem está chegando agora não sabe o que é o tal do FeeBased.
Até um determinado momento, o mercado de assessoria de investimentos era movido mais pela comissão. Pela comissão, exatamente. Então, o que o assessor de investimento oferecia para o cliente, ele ganhava uma taxa que, dependendo do produto, pagava uma taxa maior. E como o ETF é um produto barato, a comissão que o assessor ganhava era menor, então ele tinha um menor incentivo a oferecer aquilo. Muitas vezes, zero.
A comissão muitas vezes era zero, na maioria das vezes. Então o incentivo era zero. Tinha que ser muito altruísta. Ou o produto tinha que ser bom demais. Acho que tem uma questão do alinhamento de incentivo com o cliente. O modelo de comissão não necessariamente alinha.
o teu interesse com o do interesse do cliente. O modelo de FII, ele alinha esse interesse porque você não tem interesse em fazer um giro muito grande da carteira do cliente, você quer que a carteira performe muito bem para que ele esteja presente e continue pagando esse FII anualmente. E curiosamente o nosso modelo, o nosso Wealth Management que é anterior à origem da Galápagos, ele começou antes da Galápagos, a gente trouxe um Wealth Management para dentro.
ele sempre foi Fibase desde a sua origem lá de 2012. É, e o Fibase o cara vai pagar um valor fixo, não importa se a carteira tem 50 ações ou só tesouro direto. Exato. Inclusive a primeira pergunta que eu fiz sobre a Galápagos, quando a gente começou a conversar tanto para o Fábio quanto para os sócios mais sênios lá também, para o Fonseca, o fundador e tal, falei assim, qual é o seu cenário para Fibase no Brasil?
Porque dependendo da tua resposta, a gente pode ficar cinco anos conversando ou se você disser que você não acredita no desenvolvimento disso, não tem negócio para o ETF. E aí não é, com certeza não faz sentido a gente montar o business. Esse negócio é totalmente dependente de você ter essas condições. Agora, uma coisa que você falou, por exemplo, teve caso no Brasil já de produtos que pagavam zero de comissão para assessor que vivia de comissão e cresceram loucamente.
Porque o produto era muito bom. Que é tesouro direto, que é alguns tipos de corretagem zero, de custódia, etc e tal. Mas aí o produto é tão bom para o cliente.
que o cara usa aquilo como a conquista do cliente. Então, eu acho que isso é uma crítica aos ETFs. Os ETFs nunca conseguiram construir produtos tão bons a esse ponto. É que, para não cair muito num papo muito filosófico, mas o Tesouro Direto...
é algo muito mais fácil de você explicar do que um ETF. O ETF já é o nome, ETF, né? O que é ETF? É uma sigla em inglês para Exchange Traded Funds. É o fundo de índice. Sim, concordo. Cada coisinha vai gerando uma dúvida.
E o Tesouro Nacional, você está emprestando dinheiro para o governo e tem até aquela coisa do não deixa o dinheiro parado, é melhor deixar parado no Tesouro. Então, às vezes não era nenhum investimento ativo, era muitas vezes o cara... Perfeito. Então, isso meio que facilitou ali para o Tesouro. E quando eles criaram o Tesouro Direto, eles colocaram bastante dinheiro em educação, em promoção também, o que também ajuda muito.
mas eu diria que acho que é a exceção que confirma a regra que na época que o mercado como era não tinha como um produto, por melhor que seja tivesse uma explosão de demanda mas então hoje
os astros estão alinhados para o ETF, porque a gente já tem o ETF que atende o que o brasileiro quer, que é a renda fixa, que foi principalmente pela mudança que você explicou na regulação, que ficou azeitadinho em 2022. Perfeito.
E essa mudança de remuneração, a mudança de incentivo do assessor, que agora ele não é mais, ou pode não ser mais comissionado pelo que oferece, e isso vai ajudar a trazer o melhor produto, e no final do dia o ETF é melhor do que boa parte dos produtos. Acho que ele serve a muitas funções, ele serve para a alocação direta da pessoa física, ele serve para a alocação do alocador que está fazendo o portfólio do cliente.
com discricionalidade, ele pode montar o portfólio de forma eficiente usando o ETF. Imagina montar uma carteira de LFT para um cliente, pulverizado, você quer montar um índice de LFT, você colocar frações de LFT na carteira de cada um dos seus clientes, ou comprar um produto em um ETF que empacota todas as LFTs e você entrega isso.
de forma homogênea para os clientes. É muito mais fácil. LFT para os mais novinhos é o pré, né? É. É o tesouro pré. Não, é o tesouro pós. Ah, é o tesouro silítero. Isso, tesouro silítero. É o tesouro silítero, exato. É o LTE. E outros ativos de risco, né? Então, assim, acho que esses fatores... Por que o WeChef bombou nos Estados Unidos, que é um mercado muito mais maduro, muito mais rápido?
Primeiro 40, 60, o americano tem no seu portfólio uma parcela muito grande de bolsa. O empacotar índices de bolsa foi o caminho mais fácil e natural para o mercado americano que queria comprar isso e popularizar isso. Tinha vantagem tributária, uma série de fatores. Todos esses fatores que ocorreram no mercado americano, eles só vieram ocorrer no Brasil depois de 2019 e 2020, porque não tem demanda para a bolsa aqui no Brasil. A alocação nos portfólios de pessoa física é baixíssima.
E até 2018 só tinha ETF de renda variável. Isso. Então aí pode haver o ETF de renda fixa. Tributariamente tinha uma dúvida. E o ETF de renda fixa tem uma eficiência tributária abissal. Ele não tem vencimento. Você pode carregar isso infinito na sua vida. Não tem comicotas como os fundos têm. Mesmo agora o fundo exclusivo já tem comicotas.
A diferença do ComeCotas no investimento é brutal. Sim. O recurso que você quer manter em renda fixa por um prazo mais longo, no brainer você fazer uma carteira de ETFs. Você pode montar uma carteira de ETFs que vão replicar a NTNB, que vão replicar o Tesouro SELIC, vão replicar o Tesouro Pré. Traz uma eficiência para a alocação do cliente brutal. E a gente vai chegar em algum momento em que os próprios gestores de fundos ativos que você tenha que ser uma situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação situação
vão poder fazer alocação nesses ativos via ETF aqui. Então, assim, eu tenho gestão de ativo discricionária na Galápagos, os meus gestores compram muitos ETFs lá fora de ativos que eles não têm exposição aqui no Brasil, dos mais variados, de commodities, de energia, enfim...
É uma porta de entrada e de facilitação, de lubrificação do mercado muito poderosa. E agora acho que esse cenário aqui no Brasil, com uma vantagem tributária, o produto de maior exportação da pauta brasileira é o juro. Então agora a gente consegue oferecer o juro local para o investidor.
em algum momento vai conseguir oferecer produtos de crédito, produtos estruturados de crédito. A gente ainda está nessa batalha para tentar estruturar índices que repliquem carteiras de crédito e a gente consiga vender isso, que já tem lá fora, a gente não consegue fazer aqui no Brasil, mas é uma questão de tempo. Então, acho que é uma estrada aberta para a gente realmente ver o mercado decolar e todo esse acumulado de anos no mercado americano, de maturação e desenvolvimento, a gente agora vai conseguir ver um crash course rápido no Brasil. Uma pergunta...
Pode ser um chute bem conceituado, mas vendo, vocês acompanham o mercado há um tempão, vocês já tiveram o primeiro toque no ETF há muito tempo, que boa parte do mercado aqui não teve.
Vocês conseguem projetar onde que pode chegar a indústria de ETF no Brasil? Sei lá, a gente está gravando em abril de 26. Vamos falar aí até 2030. Aí vai ficar mais difícil de cobrar depois se vocês errarem. Mas pensando no que a gente já viu aí em outros mercados. Pô, agora os dois fatores mais importantes que tinham que acontecer, mudança no comissionamento e mudança no... A gente já tem o produto que o brasileiro gosta.
até onde pode chegar o mercado de ETF. Lembrando que hoje ele está se aproximando de 1% do dinheiro que está na indústria de fundos brasileiros. Está com 110 bi de reais. 110 bi dá um pouquinho menos de 1%. É por aí. O Bruno tem um número bastante bonito ali, que eu acho...
Ah, você já tem esse número? Bruno tem, e acho que é bem plausível, acho que ele é bem, para esse horizonte de quatro anos, 2030, acho que é bem factível. É, acho que, obviamente, tem um monte de fatores, mas, para mim, tem uma conta simples, nos últimos dois anos...
a indústria já dobrou. Então, ela dobrou de 24 para 25, dobrou de 25 para 26. Aí tem uma questão matemática simples, que se ela continuar dobrando até o final de 29, ela chega no trilhão.
Trilhão já? Chega no trilhão. É, verdade, 200, 400. É a história do grãozinho de arroz no tabuleiro de xadrez, da aposta na antiguidade. Mas ele chega no trilhão. Aí você... Claro, essa é uma visão top-down, super simplória. Quando você começa... Aí você começa a fazer o sanity check do teu cenário. Quer dizer, possível isso? Não é possível e tal. A gente tem CDI a 14,75.
uma boa parte desse crescimento vai ser em renda fixa. Então você vai ter uma capitalização em cima desse dinheiro que já existe hoje com certeza. E você, se você chegar a um trilhão, você continua com 10% da indústria de ETFs, da indústria de fundos, da indústria total de fundos. Se você for para a indústria de ativos, é menos ainda.
E se você olhar o que aconteceu em outros países, no momento em que você começa o ETF, se você olha no mercado todo, sabe aquela curva de adoção de tecnologia que você chega uma hora que você dá uma rampada? A gente está bem aqui nesse ponto que nos Estados Unidos foi ali por 2007, 2008, mais ou menos, se você olha a rampada da curva.
Se você começar a fazer essa... Eu tenho convicção de que a gente está aqui. Por que eu tenho convicção? Está no pré-rampada. A gente está na inflexão. Primeiro andar na rampada. Eu acho que a gente está no comecinho, na primeira derivada da inflexão. Exatamente, eu acho que nós estamos aí. Por que eu tenho essa percepção? Primeiro, porque eu estou há 20 anos olhando isso, nunca vi nada, nem tão perto de interesse.
só se fala nisso, está o tempo todo falando, tem muita gente entrando, comprando, a gente lança produto, a gente vê o movimento, a gente faz marketing de lançamento de produto de investimento que não era uma coisa muito trivial, não era uma coisa comum. E hoje em dia você faz e você consegue ativar coisas de interesse real. Então, esse número de um trilhão eu acho absolutamente factível. Então, você está imaginando hoje com 110 bi,
Nós estamos falando aí de um crescimento de 10 vezes praticamente. Num mercado que o produto não tem capacidade, não tem limitação de capacidade, porque ele é índice. Ele funciona maravilhosamente bem. A gente já tem 20 anos de teste de tudo. Então, toda a parte de acaboço regulatório, tributário, etc. Toda a infraestrutura do negócio está pronta.
Você tem corretora, então todo mundo hoje tem conta em corretora por causa do desenvolvimento do que foi feito recentemente. Então, assim, para mim, o único limitador desse crescimento é a educação. É a educação, é a informação, é pegar essa sopa de letrinha e transformar numa coisa palatável, né? Então, e eu tenho uma outra coisa que eu sempre falo, né? Na primeira vez que você foi fazer fundo imobiliário, você não sabia o que era.
Quando você foi fazer FDIC, você não sabia o que era. Quando você foi comprar FIAGO, você não sabia o que era. Quando você foi fazer uma debênture, você não sabia o que era. Quando você foi fazer ações, bem lá atrás, não sabia o que era. CDB, quem que conhece tudo o que acontece atrás da emissão de um CDB? E é aquela história, você não precisa necessariamente entender o como no detalhe de tudo. Você precisa entender o que faz.
E aí eu brinco que o ETF é tão simples para ele explicar o que faz, que ele precisa explicar em quatro letras.
Se você não conseguir explicar o que o seu ETF faz nas quatro letras que são o seu código de negociação, em geral tem alguma coisa errada. Então, ele é um produto bom para fazer educação, mas precisa investir nisso. Então, imaginando que vocês, esse um trilhão de reais até 2030, passa pela educação. Como vocês explicariam, nossa audiência que certamente já acompanha a gente, já viu outros podcasts sobre ETF.
Mas para quem está chegando aqui pela primeira vez, o YouTube é essa ferramenta maravilhosa que entrega isso aí para várias pessoas. São 7 milhões de pessoas que passam aqui todos os meses, mas pode ter um ou outro que está vindo pela primeira vez. Para esse cara que está chegando agora, o que é um ETF? O ETF é uma coisa, é um ativo que te entrega aquilo que você já quer de uma forma segura, organizada, barata e padronizada.
Então, você quer uma... Lá nos Estados Unidos, por exemplo, como é que as pessoas pensam em investimentos? Ah, eu estou pensando aqui, por exemplo, estamos vendo madeira aqui. Eu quero investir em madeira. Eu acho que madeira vai crescer por condições, sei lá quais, macro, né? Pô, se madeira vai crescer, a primeira coisa que o americano pensa, qual é a primeira pergunta que ele faz? Tem ETF disso?
Por que ele faz essa pergunta? Porque entre ele ter a percepção de que esse negócio vai crescer de valor, ele começa, no momento em que ele tem essa percepção, ele tem a ansiedade, o FOMO, o Fear of Missing Out, de cara, se eu não botar dinheiro nisso, eu vou estar fora do mercado. Qual o jeito mais fácil de fazer isso? Cara, compra o mercado de madeira. Não importa qual empresa de madeira, o que você vai fazer, qual é o preço dela. Comprei madeira.
ETF está ali, você apertou um botão, comprou. Aí você começa a observar. E aí tem uma outra lógica muito simples, né? Que é, cara, a gente só aprende aqui o que a gente tem. Você só aprende o que você faz. No mundo de hoje, tem muita coisa até que a gente faz e não aprende. Mas assim, você só tem chance de aprender uma coisa que você começa a fazer.
tais das 10 mil horas que você precisa fazer para ficar bom em alguma coisa, seja lá o que for. Então, daí para frente, a partir do momento que você se aprofundou e virou um especialista em madeira, talvez você queira começar a imaginar que você quer comprar uma madeira clara, uma madeira escura, uma madeira assim, uma madeira assada.
Aí você vai também perguntar, tem ETF de madeira clara e madeira escura? Não. Ah, então peraí, como que eu posso comprar madeira clara e madeira escura? Então ela é uma forma, na verdade eu sempre falo isso, que o ETF é uma forma de tangibilizar...
de uma coisa que você já quer, para você entrar no jogo. Não necessariamente você vai ficar fazendo isso o resto da vida. Então, muita gente faz, por exemplo, o seguinte, eu quero comprar xícara, eu compro um ETF de xícara, aí daqui a pouco eu quero comprar uma xícara preta ou uma xícara azul, eu fico na dúvida. Então, eu comprei azul. Ah, não quero mais azul, mas eu não tenho certeza se eu vou para preta. Então, tá bom, eu compro ETF de xícara.
Agora eu quero preto, aí eu vou para preto. Então, o pessoal fica usando muito ETF como transição, como entrada no negócio. É um produto muito bom para você fazer isso. Então, o jeito, para mim, a melhor explicação é essa. É um jeito simples, padronizado e barato de você comprar uma coisa que você já quer. Legal.
Eu tenho duas formas de usar o ETF na minha vida pessoal, como investidor. Boa parte do meu dinheiro está no fundo do Market Makers, um fundo que investe em ações, mas eu tenho uma parte que...
Bom, eu acredito que o mercado de ações é estruturalmente para cima, porque a sociedade está estruturalmente melhorando, então as empresas vão melhorar. E como eu não sou mais um jovenzinho, mas ainda estou numa idade que eu estou mais distante de me aposentar do que do meu início de vida profissional.
Eu tenho uma carteira de ETFs, onde eu carrego ETFs que se expõem a ações de grandes empresas do mundo todo. E lá eu consigo fazer ali a minha aposentadoria. Até me falam, mas você não tem uma carteira de renda para isso? Pô, carteira de renda é legal para você ganhar renda, mas faz mais sentido você ter a carteira de renda quando você se aposentou.
Depois de você ter essa carteira de ETF que vai crescer, porque eu acho que se eu vou parar de trabalhar daqui 25 anos, 30 anos, eu acho que uma carteira de growth vai ir muito melhor que uma carteira de renda. Você está em boa companhia, né? Foi a dica do Warren Buffett para a esposa dele também. É verdade, se parar para pensar, até quando parasse. Exatamente. Mas tem também a exposição...
temática, que também eu acho muito legal do ETF. Eu acho que quando entrou num tema de urânio, questão de energia na Europa, que começou a se discutir muito energia nuclear e tudo mais, ao invés de fazer o stock picking de qual a melhor empresa que vai se beneficiar disso, pega lá um ETF que está exposto a esse mercado.
E pronto, e vida que segue, né? Vai fazer o que você faz melhor. Ele é uma forma bastante eficiente de você simplificar a sua gestão, de se expor àquilo que você de fato quer, que é o que você falou. Tem um tema que dificilmente eu vou ter acesso na minha conta pessoal, né? Assim, pô, como é que eu vou saber que empresa de energia dentro da Europa comprar, né? Quanto de pesquisa eu vou ter que ter para fazer um bom stop-picking?
O WeChat te resolve isso. E ele te dá acesso a coisas que você eventualmente não conseguiria ter acesso sobre o sol. E você...
Como o Bruno falou, talvez você precisasse das 10 mil horas a fazer. Então assim, você tem um token do Bitcoin ali. O grande case de sucesso do ETF, acho, em 2024, foi o lançamento do iBit. E o que diabo do ETF que só compra o Bitcoin te entregou? Te entregou acesso. Nem todo mundo está preparado para fazer uma cold wallet, nem todo mundo está querendo correr o risco de uma corretora que não sabe se a origem e tudo mais. Beleza, um ETF da BlackRock eu estou disposto a comprar.
E eu quero ter a exposição ao ativo, quero ter a exposição ao risco do ativo. Então, é uma maneira muito elegante de você prover acesso, popularizar o acesso a coisas que dificilmente o investidor, a pessoa física, isoladamente conseguiria fazer.
E, eventualmente, até o investidor institucional. Então, por exemplo, tem endowments que querem ter acesso ao Bitcoin. Não tinham as cold wallets. Foi permitido você fazer esse acesso via um fundo no ETF, alocaram dentro do ativo. Isso no geral. Então, imagino que os endowments também vão querer ter exposição em urânio. O cara não vai comprar uma mineradora de urânio, uma beneficiadora de urânio. Vai no ETF de urânio. Então, é uma popularização muito elegante de diferentes alternativas de investimento.
É, e quando vocês falam da teoria das 10 mil horas, que eu gosto muito no livro do Malcolm Gladwell, o Outlier, você fala muito disso. A gente gosta de usar essas 10 mil horas, por exemplo, na gestão do nosso fundo. Então, eu sempre brinco com isso. Pô, mas se você já usa ETF na sua carteira pessoal, por que você não usa no fundo também? Não, porque eu acredito que olhando empresas brasileiras a gente consegue ter uma diferenciação. Eu sempre trago o exemplo, tem vários ali na carteira, mas...
Tem duas empresas de um setor que a gente gosta muito de acompanhar, que é o setor mais ligado a bem de capital, infraestrutura, que é a Mills e a Armac. Então, o ETF me dá facilidade para acessar empresas no mundo todo. Agora, a minha zona de conforto, a minha especialidade, me fez comprar Mills ao invés de Armac.
e uma subiu 80% no ano e a outra caiu 20%. Então, assim, é um pouco do... Gastar também mais onde você tem um diferencial, onde você pode gerar esse diferencial, e onde você não pode, cara, terceirizar num ETF que tem baixo custo, acesso... É isso, cara. Tem uma frase de um músico que é excelente, né? O Steve Vai, que é um guitarrista super virtuoso.
Que ele fala exatamente isso, cara. Eu nunca pratico nada que seja a minha fraqueza. Eu só pratico a minha fortaleza. Porque é onde eu sou bom. E é onde eu vou entregar melhor. Mais. Então é um pouco isso que você falou, exatamente isso. Não, isso é prazer. Mas, por exemplo, mesmo nesse teu fundo aí, talvez tenha situações eventuais onde você pode usar. Posso. Então, por exemplo, você saiu de um papel. Deu teu target price, você vendeu.
Aí você vai olhar mercado. Aí você, por qualquer circunstância, não acha nada que tem o upside que você quer.
O que você vai fazer com esse dinheiro? Vai deixar parado em caixa ou vai deixar parado no risco Bovespa, por exemplo? Você pode escolher um beta qualquer que você quer colocar o dinheiro, que não seja caixa parado. Por exemplo, você pode comprar um ETF de LFT. Sim. E aí você colocou, entendeu? Então, o que eu sempre falo é o seguinte, tem sempre um jeito de botar ETF na sua carteira. Nunca é o mesmo ETF e quase nunca é 100% da sua carteira.
mas ele é no core do negócio para fazer a coisa funcionar, para você poder dedicar tempo naquilo que efetivamente, no exemplo do Fábio, é exatamente esse é o fator que fez com que os ETFs dominassem completamente o mercado de investimentos no mundo, essa versatilidade que eles têm.
Eu queria falar, tem muita coisa que eu quero falar ainda, eu estou muito curioso para saber qual a opinião de vocês, qual que é a consequência de uma indústria de um trilhão de reais no Brasil, porque esse dinheiro vai sair de algum lugar. Mas antes eu queria saber o que vocês estão fazendo de ETF ali na Galápagos. Eu até falei do ETF custo zero, vocês lançaram recentemente um... Conta um pouquinho do que vocês estão fazendo.
A gente está bastante ambicioso, trazer o Bruno e a equipe foi um movimento bastante ambicioso da Galápagos, a gente acredita muito no desenvolvimento da indústria. E aí a gente tem um pipe, a gente gostaria de lançar um ou mais produtos por mês.
E a gente começou ali primeiro com o que a gente achou que eram os tiros mais fáceis da gente acertar, inclusive a nossa base, o nosso próprio passivo ali dentro da Galápagos, que foram os produtos de renda fixa, então são dois produtos de LFT e o POSB é um produto que é LFT e NTNB por conta do benefício tributário.
Mas é um, para a caixa de empresa, um produto que tem uma tributação maior, mas a empresa leva isso a balanço, então pouco importa. Então o dinheiro de curto prazo da empresa pode ficar parqueado nesse produto, é o GLFT11, e ele tem o benefício de não ter o IOF. Então uma empresa que eventualmente tem o caixa ali para 10 dias, uma semana, 15 dias, pode parquear o dinheiro nesse produto, se beneficia de não ter IOF, e o imposto de renda ele leva a balanço, não paga imposto de renda, então é um...
play ali específico para a pessoa jurídica para se beneficiar de imposto. Qual é o ticker? GLFT11. GLFT11. Isso. E o pós-B, o pós-B11, é um produto que ele tem na sua grande composição. A LFT tem de 8% a 9% de NTNB para cumprimento de prazo, para encaixar o produto em uma legislação.
de 15% de imposto de renda somente no resgate. Então, é um produto que não tem come-cotas. Então, uma carteira exatamente igual a do pós-B11, num fundo, ia ter o IOF nos primeiros 30 dias, que aí é menos relevante, mas ia ter o come-cotas de seis em seis meses. Enquanto se você está nessa carteira no pós-B11, você não sofre o come-cotas.
os títulos que vão vencendo na carteira, se você tivesse uma pessoa física, você tem transversal, pessoa física, num fundo ou numa no ETF. O fundo, o custo de transação está diluído ali junto com o do ETF e não tem muita diferença.
Mas se você tivesse isso na pessoa física, ao vencimento do título, você tem que comprar novamente o título e você incorrer no imposto de renda, não só no comicotas, você vem incorrer no imposto de renda do vencimento do título como um todo. No fundo e no ETF isso não acontece. Com o benefício do ETF de você não ter o comicotas e isso perdurar.
A gente já tem lançado também um produto de Bitcoin. O momento é difícil, mas enfim, está lançado, a gente tem um produto e está disponível. E a gente tem um produto que é bastante interessante para quem faz alocação global também, que você naturalmente vai ter uma alocação maior nos Estados Unidos, é mais fácil você alocar, você conhece mais o mercado. A gente tem um produto global de ação XUS, que é o GXUS11. GXUS, é Global XUS.
E qual é o de Bitcoin? GBIT. Não, é... GBIT. É, GBIT11. Aquele desafio das quatro letras, né? Que a gente fica o tempo todo tentando fazer. O que eu acho interessante, Tiago, é o seguinte, o que a gente pensou, né? Quando a gente foi montar, como é que a gente chegou nesses quatro, tá? E aí a gente tem mais quatro aí que estão para sair também.
Mas o que eu acho interessante é o seguinte, a gente, quando olhou o mercado, a gente falou assim, cara, quais são as fortalezas da Galápagos? O que a gente pode trazer da Galápagos para dentro da estratégia de ETF para a gente ter uma estratégia que seja diferente dos outros players e que a gente consiga crescer? Com a, claro, com as nossas forças, a gente tem uma marca boa, mas é uma marca ainda não tão conhecida quanto outras que tem por aí.
A gente está fazendo um trabalho e consolidando nisso. Mas o que a gente tem de Fortaleza? Um pouco o Fábio estava dizendo, quando ele falou da empresa no começo, a gente é uma empresa de alocação. Nós somos alocadores. Então, e para mim, para a gente que fica pensando nos produtos que vão lançar, estar dentro da Galápagos é um parque de diversões. Porque eu tenho três CIOs, pelo menos, para conversar dentro de casa, para falar, cara, essa ideia é boa, essa ideia é ruim.
e o cara pode virar pra mim e falar, essa ideia é uma merda, ou o cara pode virar e falar, nossa, essa ideia é ótima, eu botaria dinheiro nisso aí, eu falei, não, botaria não, você vai ter que pôr, porque se eu criar, você vai pôr. Então é uma coisa que tem muito skin on the game e é uma conversa que acelera muito tomada de decisão, entendeu? E aí, esses três...
CIOs são o cara do Wealth Management, o cara que faz gestão institucional e a pessoa que faz a gestão da Asset. E essas ideias que a gente lançou, elas surgiram muito disso. O GLFT surgiu da ideia de que os três tinham um problema em comum que era gerir caixa.
A gente falou, se a gente tem esse problema, outros alocadores vão ter esse problema, vamos lançar. E foi um produto que deu super certo. Aí o outro, por exemplo, o pessoal do gestão de institucionais queria aumentar a alocação de ações internacionais, mas virou para mim e falou assim, cara, eu não tenho hoje no Brasil um veículo para aumentar a alocação internacional que não tem nos Estados Unidos. E eu até me lembro que eu virei para o cara e falei, mas não é possível que não tenha esse ETF.
Não, não tem. Eu fui olhar e não tinha. Cara, tem que lançar. E é muito fácil lançar um ETF desse. Por quê? Porque eu vou lá fora, o mercado americano já resolveu este e dezenas de milhares de outros produtos com ETF há muito tempo. Cara, qual que é o melhor ETF disso? No caso, a gente chegou no da Vanguard, que era o mais barato, maior e mais líquido.
e faz uma parceria com a Vengor, um pessoal que eu também reconheço, trabalhei alguns anos na época da própria BlackRock, e aí você faz uma parceria e traz. Esse é um ponto importante, vocês não precisam ficar criando nada novo. A gente cria algo novo se a gente achar que não tem.
Se tem, eu vou usar onde a liquidez já foi resolvida. No mercado americano, esse produto, por exemplo, da Vanguard, o produto que eu compro lá fora é 0,05% de taxa. Onde que eu vou arrumar escala para fazer isso aqui, comprando ações direto lá fora com o meu ETF? Nunca.
Então vamos fazer direito, até porque quando o ETF pega a liquidez lá fora, você vai ter a liquidez da cesta mais a liquidez do ETF. E aí você traz isso tudo para o seu ETF através do formador de mercado, etc. Então esse aí para a gente foi uma coisa muito simples. E aí o pessoal de Wealth Management queria começar a falar de Bitcoin com os clientes da Galápagos. Tá bom, eu vou lá fora, pego o ETF lá fora, trago para cá, faço a mesma coisa. E aí a gente lançou esses três no começo.
E o que eu acho mais fascinante é que os três se comportaram de maneiras diferentes e fizeram a gente aprender do que fazer ou do que não fazer para o próximo. Então, por exemplo, coisas óbvias, mas que você só aprende fazendo. Quando os três querem, o produto é bom. Então, o GLFT, por exemplo, todo mundo queria e, cara, ele serve muito para a gestão de caixa, está indo super bem.
O Global Equity XUS também funcionou muito bem. Ele está sendo muito tradado. E aí você tem no mercado de ETF, você olha quantas corretoras estão tradando, quanto negócio sai, sai negócio todo dia, qual a quantidade de cotistas que estão entrando e tal. Todas essas métricas são super saudáveis.
O tamanho da alocação para a Global Equity sem Estados Unidos ainda é pequeno por causa da taxa de juros que a gente tem no Brasil, mas a gente começa a ver muita gente entrando nesse negócio. Mas aí por quê? Porque o produto é bem montado, mas porque a classe de ativo estava num momento de valorização grande. Desde que a gente lançou até agora, o negócio andou 20%. O que tem? Quais são os países? São 8.600 ações.
Do mundo inteiro, menos Estados Unidos. Mas tem algum país? É um terço Europa, um terço Ásia, e um terço mercados emergentes, e desses mercados emergentes, só 1% é Brasil. Então é um completion muito legal, e tem large cap, mid cap e small cap. Então você compra a economia global em Bolsa, sem Estados Unidos, basicamente.
O Brasil é 1% da cadeira geral. 1% do 100, não 1% do Emerging Markets, é 1% do total. Eu ia ficar meio ofendido isso. É, não, não. A gente é 1% do... Não, mas na verdade a gente é 1% da capitalização global de bolsa no mundo. Não, ok, isso aí eu já estou meio... Resignado. É, ok. Agora é só... Não, não, 1% do mercado emergente não, é um pouco mais, é um pouco mais. Ia ser muita humilhação. Mas mesmo no mercado emergente a gente perdeu muito espaço. Perdeu. Perdeu muito espaço.
Até porque aí tem uma discussão se Coreia do Sul é mercado emergente ou não. Algumas agências de rating acham que sim, outras acham que não, mas aí é uma outra... Mas assim, é que para o tamanho do que o Brasil tem... Para o tamanho da economia é ridículo. É muito pequeno.
O tamanho da economia é muito pequeno, não tem dúvida. Mas aí, ao fim e ao cabo, é isso. Vai você na física se expor a 8 mil papéis em diferentes praças, em diferentes localizações. Então é um produto que atende uma demanda. 20 bolsas diferentes, entendeu? Então, assim, a eficiência do negócio é absurda. No caso do GBIT, por exemplo, a gente lançou o produto, o Bitcoin estava a 120 mil dólares.
Então, realmente, assim, e é aquilo que eu falo, não tem jeito, o ETF, ele é uma coisa que atende uma demanda que já existe. Se a demanda não está lá, o ETF não vai fazer o milagre. Mas ele é o jeito mais eficiente de atender essa demanda. Então, acho que essa é uma dinâmica que para a gente está sempre...
girando. E aí o pós-B é o produto que a gente acha que é o... Eu brinco com ele que é o produto inevitável. Eu falo... Eu sempre brinco, eu falo... Cara, eu fico muito animado como vendedor de falar do pós-B, porque quando eu faço uma reunião com uma pessoa, eu tenho certeza que eu tiro uma boleta. Porque assim, ele... De novo, ele já compra o que você quer, o que você já compra, que é 92% de pós-fixado, 8% de B60.
Um a 14,75, o outro a IPCA mais 7,40. Então você já ia comprar isso aqui. Ele é muito mais barato do que o Tesouro Direto, que você paga 0,20 para B3. No caso, o nosso fundo é 0,15 e está com taxa zero até dezembro, até 15 de dezembro. Então quem comprar agora... Quem comprar agora até 15 de dezembro está com taxa zero.
Mas fica a taxa zero só até dezembro. Até 15 de dezembro. Aí depois fica 0,15, que é o mais barato do mercado. Mas a gente fez isso olhando muito também o mercado americano. Você faz muito isso para chamar atenção, para trazer promoção mesmo, para as pessoas realmente falarem do produto. Até porque muita gente hoje em dia, quando você tem o Fibase, o famoso Fibase, onde o cliente te paga para procurar o melhor produto, se existe um produto de taxa zero no mercado, na verdade você tem uma obrigação fiduciária de falar desse produto.
Então, a gente obviamente procurou esse ângulo também. E aí, as vantagens tributárias que o Fábio falou. Quer dizer, eu, por exemplo, você está falando como você usou ETF, como você usa ETF. Eu usei, o que eu fiz? Eu tenho um filho de três anos e meio e uma filha de dez. Desde que, como a gente é de mercado, em casa de ferreiro, o espeto tem que ser de ferro, não pode ser de pau. E aí, eu falei, cara, vou começar a investir desde que eles nasceram. E a gente vai começar comprando tesouro direto, comecei comprando coisas assim.
Cara, quando saiu esse produto, eu falei assim, eu falei, cara, não, eu vou sair do Tesouro Direto, vou colocar o dinheiro aqui, porque eu já fazia uma alocação meio de 90 a 10, de 92, 8, etc, e tal, que eu também não tenho coragem de comprar a B 100%, né, lá para frente, ainda, até porque a Selic está alta, né? E aí eu falei, cara, eu vou tirar isso aqui, vou botar aqui, porque durante, sei lá, meu filho de 3,5, durante pelo menos 15 anos, ele não vai tocar nesse dinheiro.
Cara, são 15 anos de capitalização em cima do tributo não pago. É um negócio, assim, absurdo de grande. E quando vocês falam do benefício do Comicot, de não ter o Comicot, é muito importante ter isso em mente, né? Porque você vai falar, mas quando você vender vai ter o imposto, né? Mas é que você tem que pensar que é um bolo que está aumentando, né? Se cada seis meses tiver uma mordidinha nesse bolo...
ele vai crescer menos, né? Então, se você deixa esse bolo crescer sem mexer e tira só no final... O benefício da capitalização, do juros sobre juros, sem a redução do imposto do come-cotas ao longo dos anos, é imbatível. É um negócio brutal. É transformacional, né? Num período de 15 anos, então...
Eu gosto muito de uma imagem que os empreendedores em geral usam, que é o seguinte, você tem que fazer o dinheiro trabalhar para você. Então, quando você tem um comicota, esse dinheiro para de trabalhar para você e ele vai trabalhar para outra pessoa, governo no caso. Se você não tem o comicota, ele vai continuar ali trabalhando para você. E, cara, vai continuar trabalhando para você a 14,75.
Então, faz um... A gente pode fazer um exemplo muito claro. Você tem 100 feijõezinhos em cima da mesa, você ganha 15 feijões por ano, vai botando na sua pilha, tira 15% dos 15 feijões e vai ver daqui a 15 anos quantos feijões a menos você tem. Basicamente é disso que a gente está falando.
Então, essa é uma coisa muito importante, né? Então, é por isso que eu falo, assim, esse produto, cara, assim, eu não sei como, mas as pessoas usam, porque ele tem todo um... E aí entra a grande história, né? Quer dizer, nos Estados Unidos, como que começou o mercado ETF?
com uma vantagem tributária inquestionável em cima da principal classe de ativo que os americanos já queriam comprar. Estava na minha pauta aqui, eu ia perguntar qual foi o gatilho. E que ano foi isso? Em 1990, foram criados os primeiros ETFs. Os primeiros ETFs foram criados no Canadá.
Aí dois anos depois eles chegaram nos Estados Unidos. E aí de 90 até 2008, período razoavelmente grande, foi o que eles chamam de primeiro ciclo de crescimento, que já foi muito forte, mas quando você olha na curva de inflexão, quando você estava olhando de perto ele estava acima, depois ele foi inclinando, mas ela foi bem forte e ela foi em cima de benefício tributário muito forte para as pessoas comprarem ações americanas.
e também depois globais, através de ETFs ao invés de comprar direto em ações, principalmente na parte de dividendos. O ETF lá tem uma característica de que ele obriga, o ETF é obrigado a distribuir pelo menos 15% dos ganhos todo ano em termos de dividendos e isso é isento para o investidor americano. Então isso faz muita diferença para eles lá e aí você começou a crescer muito em cima disso.
E aí, em 2008, acontece um fato fundamental que traz o segundo ciclo. 2008, subprime, que a gente lembra qual era a imagem que os bancos ficaram, das coisas que tinham sido vendidas, etc. E aí o regulador americano chegou e falou, não, cara, acabou a festa, tem que alinhar o distribuidor, alocador ao interesse do cliente. E aí o Feebase pegou fogo nos Estados Unidos.
Coisa importante, até hoje, o FIBase nos Estados Unidos é 70%, 75% do mercado, ele não é 100%. Tem uma parte de comissão que vai continuar existindo, mas ele cresceu muito. E daí para frente, a partir de 2008, foi quando você começou a ter ETF de tudo.
Aquela pergunta que eu te falei, tem ETF de tal coisa? Hoje em dia a resposta é com certeza, qual é o ETF? Quantos ETFs de cada coisa tem? Então, e aí essas duas fases aconteceram muito claramente lá nos Estados Unidos. Tem a terceira e a quarta fase também, a terceira fase é a fase de acesso.
que eles chamam de ETF as a wrapper. Então é quando você pega uma coisa como Bitcoin e coloca dentro, quando você pega uma coisa como opções, covered calls, e coloca dentro, quando você coloca dividendo sintético e você põe para dentro, ou quando você monta um ETF de urânio, coisas de difícil acesso que através do ETF você consegue trazer para todo mundo. E a quarta onda é de ETF ativos. Então eu brinco que a primeira e a segunda estão acontecendo ao mesmo tempo no Brasil agora.
A terceira e a quarta eu acho que ainda estão caminhando. A terceira vem logo, a quarta ainda precisa de uma mudança regulatória. Você foi falando... Bom, primeiro eu fico com uma dica cultural, né? Quem não assistiu The Big Short, né? A Grande Aposta, acho que é um dos melhores filmes aí que conta a história de maneira fidedigna, e o filme é uma delícia, né? É um filme maravilhoso, já vi incontáveis vezes, mas você vai entender um pouco do que aconteceu na crise de 2008.
E quando você foi explicando, eu lembrei do meu primeiro contato com o ETF. Sabe quando foi? Eu lembro muito bem que o ano foi 2011. Certo. Porque foi quando a XP comprou a InfoMoney. Eu trabalhava na InfoMoney, eu era um dos chefes da redação das editorias, a editoria mais focada em bolsa.
e eu estava no carro com o fundador da Infomoney indo para o escritório da XP para conhecer os sócios da XP, para falar um pouco, eu ia explicar como é que funciona o site e tudo mais. E no caminho, o dono da Infomoney na época, o Alessandro Tomasi,
Ele estava lá, sempre foi um super trader do mercado, e ele estava lá mexendo no celular, fazendo alguma coisa, eu falei, pô, o que é isso que você está... Ele falou, não, estou vendo a minha carteira lá fora, é que eu comprei um ETF que opera...
short duas vezes Brasil. Aí eu falei, caramba, o que é ETF mesmo? Já é um ETF que opera short Brasil alavancado. Então assim, só ali já tive uma super aula do nada para mostrar um pouco isso de 2011, o que já existia de produto nos Estados Unidos.
ETF short, a regulação permite que tenha no Brasil? Não, ainda não. Mas acho que é uma evolução que deve acontecer. Essas coisas vão ser pautadas em algum momento, vão surgir demandas, vão surgir prospectos para você montar o produto e em algum momento acho que vai ter um entendimento do regulador de que isso pode ser feito, já é feito, tem a proxy lá de fora, de como é feito. Os ETF shorts requerem ajuste.
Então a maioria dos ETF shorts, eles têm uma, principalmente esses alavancados, você tem um principal AC short e aí você tem um reset dele no dia. Então se você pegar a cota do ETF e o ativo desvalorizar, ele não necessariamente vai replicar duas vezes a desvalorização do ativo. Então tem mecanismos de ajuste que precisam ser refinados, que precisam ser entendidos pelo legislador aqui, compreendidos e aceitos para que isso aconteça. Mas acho que, sim, está na pauta e está no horizonte.
É, a gente tem uma... Acho que uma coisa importante é o ETF se consolidar, as pessoas entenderem o que é o ETF. E aí, a partir disso, eu acho que dá para abrir muitas dessas coisas. Eu acho que o regulador tem esse approach, essa questão. Mas dois assuntos que estão muito quentes é o ETF ativo, que é o ETF sem o índice.
Então, um ETF que tem só um mandato, como um fundo ativo tem, ele tem algumas características importantes, isso também não pode no Brasil ainda, mas tem bastante gente querendo fazer. E aí, qual que é a lógica dele? Eu sempre brinco que não é toda gestão ativa que pode entrar num ETF ativo.
Porque o que a gente não pode deixar de esquecer, você me fez a pergunta lá do que era um ETF, e eu te falei, é uma forma simples de acessar algo que você já quer. Tem uma forma um pouquinho mais complicada de dizer que é, ele é um fundo aberto listado em bolsa. Que é diferente de ser um fundo fechado listado em bolsa. O que quer dizer isso? Que ele é obrigado a emitir e destruir cotas todos os dias. E como que ele faz isso? E aí que está a questão do ETF ativo. Para você fazer um ETF ativo,
o gestor tem que estar aberto a publicar a carteira todos os dias e se obrigar a emitir mais ou recomprar a preço de mercado que está naquela carteira.
porque senão o ETF ativo viraria um fundo imobiliário, ele começa a treinar com deságio, desconto, ágio, etc. Essa é uma tecnicidade, mas para fazer isso é que precisa de um arcabouço específico. Esse aqui é bem tranquilo de fazer.
Ele só precisa seguir aqueles passos que eu falei do ETF de renda fixa. Precisa ser permitido, depois precisa ser construído, depois precisa ser regulado. Mas isso vai acontecer logo no Brasil, eu acho. Sabe quem... A gente já falou de ETF ativo aqui no Market Makers. Foi com o Luiz Mazagão. Sim. Diretor da B3. E até o... Converso muito com ele. A gente bate muito papo com ele sobre isso. Eu propus um desafio para ele. Não sei se foi um desafio mútuo.
Mas eu falei do nosso fundo de ações aqui, aí ele falou, quando puder ter o ETF ativo, quero ver o fundo de ações Market Makers listado na bolsa também, como ETF ativo. Bacana, se você abriria a carteira dele todo dia, dá para fazer.
Se você não abre, já é mais complicado. Ah, mas se for pelo bem do mercado e ajudar... Assim, tem coisas que a gente tem uma grande parcela do time de gestão, tem o job description de desenvolver modelos sistemáticos, e a gente tem dentro dos fundos ativos.
algumas verticais de modelos sistemáticos e tem os fundos sistemáticos já abertos como fundos discricionários, como fundos ativos. Uma das nossas questões é, Paulo, por que eu não lanço um índice do meu modelo? Aí tem a questão, eu vou ter que divulgar o modelo? Eu não quero divulgar o modelo. Eu estou ok em divulgar a carteira.
Então, acho que eventualmente o sistemático, talvez ele possa ser uma primeira entrada, assim, pô, assim, regulador. Eu tenho um arcabouço aqui e eu me comprometo a divulgar o resultado do arcabouço todo dia. Esse é o resultado da carteira e é uma carteira líquida, global, e eu consigo replicar ela facilmente e não vai ter descolamento de preço. Então, a partir daí, acho que começa uma conversa e uma lubrificação de conversa.
Uma coisa interessante, nos últimos dois anos, no mercado americano, 70% do fluxo para ETFs é em ETF ativo. Então isso eu acho que é uma coisa interessante. Quando você vai olhar o ETF ativo que tem lá, 80% é exatamente isso que você está falando. É o sistemático que não quer abrir 100% o modelo, e aí não tem o índice divulgado, mas abre a carteira todo dia e aí faz o trading, entendeu? Então é exatamente isso que é o movimento que está acontecendo muito lá fora.
E aí o gestor fica naquele último 20% ajustando a premissa. Condições macro aqui e ali. Entra um ativo, sai um ativo, que é uma coisa que você não pode fazer com índice. Para o gestor que abre a carteira e cria o ETF, qual que é o benefício para ele? O que ele ganha? Ele ganha muita escala.
Então, é muitas coisas que ele tem que fazer dentro de casa hoje. Ele não precisa, então toda a parte de precificação, tudo isso acaba vindo para o Price Discovery dentro do próprio ETF, porque se o ETF negocia e você tem as frações ideais, você vai saber exatamente que aquele ali é o preço de mercado que está acontecendo. Os fatores de risco são mais simples e você ganha uma vantagem de distribuição muito grande, porque você listando uma coisa na B3...
Ela está imediatamente em todas as plataformas, em todos os lugares. Aí você traz uma outra característica fundamental do ETF, que é o seguinte, o ETF... Por que a gente brinca que o ETF é um produto de investimento, mas ele é um produto de consumo de massa? Porque o que você precisa fazer para alguém comprar o seu ETF? Simplesmente dizer para ele que o seu ETF existe e o ticker dele é SALO11.
Acabou, ele vai lá e compra em qualquer lugar, ele está andando na rua, viu uma placa de rua escrito Salo 11, o cara vai lá no home broker dele, compra e acabou, você não vai nem saber que o cara é seu cliente. Então o que ele dá de escala para você é um negócio absurdo.
na distribuição, entendeu? E aí acho que assim, tem um fator bastante... Dá pra você fazer digital marketing, dá pra fazer advisor, dá pra você fazer follow-up em tudo que você faz, por exemplo, entendeu? E acho que tem um fator relevante, que assim, a gente viu a indústria local aqui se desenvolver e ela passou por um shift relevante, né? Então, o que é esse shift? A gente...
quando os grandes assessores vieram ao mercado e começaram a fazer a disrupção do modelo dos grandes bancos, então, assim, você não precisa ter a sua conta dentro do banco A, B e C, você pode ter uma conta aqui comigo e eu vou acessar todos os seus produtos, vou cobrar a comissão sobre isso, mas, assim, isso teve uma explosão de gestoras, porque, assim, agora eu não preciso estar ligado ao banco e eu posso acessar o cliente através dos distribuidores, dos alocadores, de uma forma fácil.
Isso foi um modelo que vingou bastante e ele perdurou até, na minha opinião, até a crise de 2020 do Covid. Depois, os grandes bancos começaram a perceber isso, os grandes locadores, os grandes escritórios que tinham agentes autônomas começaram a perceber, pô...
eu tenho que ser dono do passivo, eu não posso entregar o passivo para todo mundo de mão beijada. Então, eu vou começar a fazer a arquitetura fechada, eu vou voltar a fechar a arquitetura, então eu vou passar a ser sócio dessas gestoras, sócio das assets, vou concentrar o passivo dentro do meu ecossistema, os bancos começaram a fazer isso, seja com os multissessores ou sendo sócios de outras gestoras, então você começou a fechar a arquitetura e ficou mais difícil para os gestores independentes que não estivessem associados a essas casas que não estivessem associados.
fazendo a sua captação. O ETF, ele permite para esse gestor que não está vinculado a uma grande casa, pescar no mar aberto. É isso. Qualquer cliente, pessoa física, que tiver um cadastro na bolsa, pode acessar o meu produto e não tem o Gatekeeper. Então, não precisa de uma aprovação da casa para ser distribuído dentro dessa casa.
Então, o fundo, hoje gerido pela Galápagos, precisa aprovação de um gatekeeper em outras casas para que ele esteja disponível na plataforma. O ETF que eu faço gestão na Galápagos não precisa dessa aprovação. Então, é uma forma de popularizar o investimento e você abrir o teu horizonte de investidores.
E eu acredito muito no marketing gratuito que um quatro letras e dois números traz pra... Você consegue divulgar isso de qualquer... Todo mundo tem acesso de qualquer forma, né? Acho que é muito poderoso isso. E aí você... Desculpa.
Não, é que a pergunta é difícil fazer para um vendedor, porque eu perguntei o que ele ganha, mas o que ele perde? Qual é o lado ruim do gestor listar o fundo? Putz, cara, assim, acho que tem fatores a considerar que acho que muitos deles vão vir com o teste do tempo. Então, eventualmente, eu divulgar minha carteira, alguém vai poder mimetizar essa carteira e eu, eventualmente, vou perder uma vantagem competitiva da inteligência de gestão que eu estou promovendo.
Porém, o cara não tem a bola de cristal para descobrir com a minha carteira de amanhã.
pode se beneficiar da minha carteira de hoje para amanhã, caso o mercado abri em gap positivo para a minha gestão, isso não necessariamente acontece. O outro ponto, acho que essa gestão discricionária...
já está começando a mudar isso, então o que eu vou te falar aqui pode ser que não seja válido, ela ainda tem um prêmio de preço vis-à-vis a gestão de índice. Então, assim, você consegue ainda, no mercado brasileiro principalmente, outros mercados já não, você consegue cobrar um prêmio sobre essa gestão. A hora que você traz isso para o ETF, muito provavelmente vai ter uma questão de preço e um ajuste de preço.
Se você olhar no curto prazo, você vai poder pensar, estou perdendo aqui a margem do meu negócio, mas você vai ganhar a escala. Então, é um trade-off. Você perde alguns graus de liberdade, que o gestor ativo, em geral, quer todos os graus de liberdade. Então, mas... Isso para o gestor ativo é muito simples. Mas para a gente que...
Quando a gente começou a gestão sistemática, a gente tinha como pedra filosofal que é o seguinte, nada vai subjulgar o resultado do modelo. Não importa o que aconteça, o modelo é soberano, ele vai ser executado e poderia até ser executado automaticamente. Então, para a gente, a gente nunca nos demos grau de liberdade. Sempre foi zero esse grau de liberdade. Então, dentro da Galápagos, isso não importaria. Mas para quando você faz, por exemplo, stock picking, ações líquidas, quando você tem coisas ali dentro que são líquidas?
De forma geral, você perde pouco. Quando você faz mais coisas de derivativos, de opções, estrutura, coisas que têm mais a ver com descobrir assimetrias e tal, de forma até mais subjetiva, vamos dizer assim, aí você perde mais.
Quando eu imaginava que a resposta do que tem a perder está na margem do gestor, porque o 2 com 20, se ele performa bem, ele vai ganhar muito mais que se fosse um ETF ali. Mas aí pensando até no... Tirando o jaleco podcaster, botando o jaleco de empresário, o CEO do Market Makers.
A gente tem uma empresa aqui que ganha com patrocínio comercial, assinatura, venda de cursos, e o fundo do Market Makers é só uma das linhas de receita.
Que é exatamente o oposto de a maioria dos gestores que vêm aqui. Um gestor de ações, o cara da Dynamo, tudo bem que eles não estão mais tão preocupados assim, já fizeram o que tinham que fazer, mas a receita da Dynamo é o que vem do fundo da Dynamo. A receita da esquadra é o que vem do fundo da esquadra. Então, a gente tem outras linhas de receita. Então, poderia... Isso é um trade-off que às vezes o que você vai ganhar com o marketing compensa essa...
Eu acho que aqui a verdade absoluta é que quem gera alfa consegue cobrar.
Agora, tem muita gente que não gera alfa, que gera alfa escondido, bota beta, o beta disfarçado de alfa. Isso aí eu acho que é onde o mercado cada vez mais, e não só investimentos, em tudo. Todo o mundo de AI, de processamento de informação e etc., você começa a explicar as coisas de uma forma mais direta. E aí eu acho que o que vai acabar acontecendo é uma separação muito grande entre...
a gestão indexada, a gestão que está nos ETFs e a gestão realmente aqui nesse lado. Acho que aqui tem até um ponto interessante, você fez um comentário no começo, de quando a gente chegar em um trilhão, qual é a consequência para o universo. Então deixa para depois, mas eu acho que tem a ver com isso que a gente está discutindo agora. É que antes eu queria, estava até ali na mesa, porque você como falou do marketing.
do pós-B11, queria que explicasse aí, até trouxe, pô, vou... Aqui, ó, chegou aqui, o que é isso? Smoothie? É, pô, não vou fazer... Estou fazendo propaganda gratuita aí, o Smoothie, mas é por uma boa causa. O que isso tem a ver com o pós-B11 da Galápagos?
É, então, isso aqui é um shake proteico, né, que a gente fez uma parceria com eles, porque a gente queria, quando o ETE, um dos motivos também que a gente resolveu fazer os ETFs da Galápagos, tem a ver com o fato de que a Galápagos tem uma vontade.
uma disposição, uma coragem, até porque não dizer competência, eu não tenho nada a ver com isso, eu cheguei só em outubro, mas já dava para ver antes que eles tinham uma aptidão para fazer marketing e vontade. E o ETF, como a gente estava falando, ele tem tudo a ver com isso. Então, quando a gente fez os primeiros lançamentos, a gente fez alguns testes lá também, tomou alguns riscos controlados e deu muito certo.
Então a gente fez o lançamento, por exemplo, do nosso primeiro ETF, o GLFT, que tem essa história de entregar o cash rápido. A gente fez uma parceria que depois foi super até comentada, que foram umas motos que ficaram circulando pela Faria Lima. Então a gente fica com o conceito...
de entrega rápida, de caixa, de gestão eficiente, etc. Aí fizemos outros produtos, o GXUS, por exemplo, do gestão global sem Estados Unidos, a gente fez uma outra coisa que remetia a viagem, a conhecer novos mercados, etc.
Depois fizemos o do GBIT, a gente fez uma parceria com uma empresa de transportes com carro blindado, porque era o jeito blindado de você comprar. Então, essa ideia de você associar, esse é um dos grandes segredos do ETF. E é uma das coisas que no Brasil, quando você olha nos Estados Unidos, isso é um produto de consumo de massa. O ETF tem propaganda no intervalo do Super Bowl.
Eu tenho uma história muito boa, só rapidíssima aqui, eu volto para o assunto, mas uma vez eu estava trabalhando na BlackRock e uma das primeiras vezes que eu fui para os Estados Unidos como funcionário da BlackRock, eu cheguei na imigração e o cara falou assim, o que você está fazendo aqui? Ele falou, não, eu trabalho para uma empresa americana no Brasil. Aí que empresa que é essa? Aí eu falei o nome.
Nunca ouvi falar. Eu falei assim, cara, não, mas é que a gente faz ETFs, né? Ah, ETFs eu conheço. Aí o cara até brincou comigo assim, falou assim, você trabalha onde? Eu trabalho no iShares, porque aí eu percebi que a marca que o cara conhecia, né? Aí o cara falou, pô, iShares Brasil?
EWZ, comprovendo. Eu fiquei amigo do cara por causa disso, cara. De novo EWZ na nossa vida. Mas enfim, isso é marketing, isso é massa. Isso aí é realmente trazer, isso aqui que a gente está fazendo só é possível porque investimentos viram uma coisa popular, viram uma coisa que as pessoas têm interesse, é um assunto que as pessoas estão afim.
de discutir, ETF tem tudo a ver com isso. Esse negócio aqui, essa parceria que a gente fez foi exatamente porque a gente entendia que o pós-B tinha muitas vantagens, aquilo que eu estava te falando, de comprar o LFT, comprar o pós-fixado, comprar a inflação, comprar com...
Custo baixo com imposto baixo, etc. Então, várias coisas juntas que davam uma energia para o seu dinheiro. Então, o pessoal de marketing teve essa ideia e foi super legal. A gente fez uma ativação pela Faria Lima e tal. Então, cara, é um exemplo muito legal de como que essas coisas trazem. O ETF traz o investimento para perto do dia a dia. De novo, atendendo uma demanda que já existe.
Então isso aqui ajuda muito a tangibilizar, entendeu? Foi um super sucesso, o pessoal da empresa está... Aliás, as quatro parcerias que a gente fez, todos os caras disseram que deu um retorno muito legal. Ah, que legal. Porque TF está funcionando. Mas nesse caso, então, a galera chegava para comprar o... Ah, então, a ação era essa. Você chegava lá nos postos de ativação que eles têm pela Faria Lima e falava assim, ah, eu ouvi falar de vocês aí pelo pós-B.
Aí o pessoal ganhava o shake e ganhava algumas coisas adicionais, que era creatina, você que entende mais dessas coisas, era creatina e whey extra, né? Exatamente. E aí o pessoal ficava ligadão para trabalhar, já colocava o pós-B ali, então foi uma ação muito bacana. Legal. Esse tipo de coisa que eu acho legal de ETF, sabe? Que é trazer isso para o aterrissar.
Ele é um sopinha de letrinha, é complicado, as pessoas não conhecem ainda. Esse é um dos motivos, inclusive, pelo fato que a gente zerou a taxa de administração desse fundo. Porque eu quero, eu tenho uma limitação de quanto eu consigo gastar de marketing, de educação e tal. A gente faz um investimento grande e tal, mas tem uma limitação.
Então o que eu quero? A gente fica tentando gerar um movimento das pessoas discutirem sobre o assunto e aí a taxa zero quase que obriga as pessoas a falarem porque, cara, é uma obrigação fiduciária, né? Se tem um negócio a zero, por que eu vou falar de outro que custa alguma coisa, né?
A gente gosta de ideias ousadas. A gente nasceu de um pouco de ousadia. Não tenho dúvida. A gente que acompanha vocês sabe disso. Bom, mas vamos voltar então para aquele ponto do... E, pô, acho que vocês têm bagagem suficiente para dar uma opinião bem... Pode até trazer verdades inconvenientes, mas acho importante a gente saber o que vai acontecer com uma indústria que, bom, ETF chega a um trilhão de reais.
esse dinheiro vai sair de outros lugares, vai sair de fato, como é que vocês projetam?
a indústria de fundos no Brasil, até a indústria de investimento de maneira geral, caso os ETFs cheguem a um trilhão de reais. É, assim, eu acho que é um número que é bem factível, porque, assim, se a gente pegar uma indústria hoje, que tem perto de 12 tri, né, só o carrego dessa indústria, se ela não queimar dinheiro, se ela não perder dinheiro, não tiver alfa negativo, né.
Só o carrego dessa indústria vai levar esse número já para 18, 19. Então, daqui a quatro anos, se a gente olhar um tri, não vai ser 10% do mercado, vai ser 5% do mercado. Eu acho que dá para ser mais. Então, acho que não necessariamente é um jogo de roubamonte, não é uma indústria de soma zero, porque a gente tem um carrego muito grande e acho que parte do carrego vai começar a migrar para esses produtos. E aí eu acho que quando a gente chegar de fato em 10%, eu acho que
Aí vai ter uma... Assim, virou... Você abriu a caixa de Pandora e não dá mais para colocar esse gênio de volta na lâmpada. O mercado vai conhecer, vai saber que é um produto eficiente, vai saber que é um produto barato. E aí sim, acho que começa uma canibalização mais rápida de produtos que não são eficientes, ou por gestão ativa ou por tributação. Você vai começar a migrar para o ETF de uma forma mais ativa, mais efetiva.
eventualmente, quando a gente lançar, por exemplo, produtos de crédito, que eu acho que é uma barreira, um horizonte bastante próximo, se o produto de crédito tiver o mesmo benefício tributário que o produto de LFT, e assim, muito provavelmente ele deveria ter, uma analogia, o Brasil tem várias lupros de tributação, e esse deveria ser mantido, você está trazendo um produto análogo de renda fixa, que é uma atividade na bolsa, que deveria ter a mesma tributação de um produto análogo de renda fixa, que é uma atividade na bolsa.
Então os produtos que tem hoje já tem essa vantagem. Exato. Aí acho que a hora que isso se popularizasse chegou nesses 10%, aí acho que tem uma chance grande de ter uma aceleração bastante rápida. De novo, o Bruno está remando nessa onda tomando ali as arrebentações na cabeça há 17 anos, 18 anos. Acho que mais 4 é fácil, tranquilo.
Tentar passar essa arrebentação. E aí acho que tem uma boa onda pra surfar. Antes de... A minha pergunta ela também tem um cunho capricioso, porque...
Eu deixei bem claro aqui, o ETF tem que atender o mercado preferido dos investidores locais, que é a renda fixa. Então a minha pergunta vai mirando principalmente o que vai acontecer, os ETFs. Tudo bem, não é um jogo de rouba-monte, mas eles vão sugar o dinheiro que está nos fundos de crédito, FIDICs, que foram talvez a grande sensação de captação dos últimos anos na indústria de fundos.
ou se eles vêm para também atropelar o multimercados e ações que, principalmente multimercados, foram os que mais sangraram em termos de resgate e até em performance também, não performaram tão bem nesses últimos anos.
Bom, eu tenho uma visão, cara, que é o seguinte, é um pouco aquela história da Xerox. O que a Xerox fazia? A Xerox era uma máquina de cópia.
depois ela virou uma impressora depois ela sumiu porque ela não foi pra digitalização e teve a chance teve a chance, eu acho que a gente tem que voltar sempre pro problema do cliente, cara, isso aí pra mim é assim, é muito fácil falar e é muito difícil fazer
Então, eu acho que... O que eu quero dizer com isso é o seguinte. Eu acho que os ETFs, eles vão... Uma palavrinha da moda aí. Até que já está quase saindo de moda. Vão empoderar muita coisa. Então, por exemplo, eu acho que o...
O foco da parte de alocação de dinheiro, que no fim do dia o nosso serviço é alocar o dinheiro do investidor da melhor forma possível, ajudar ele a alocar o dinheiro dele da melhor forma possível. Pode ser via multimercado, pode ser via FDIC, FII, pode ser sobre tudo isso aqui, pode ser via ETF, pode ser o que for.
A sensação que eu tenho é que com a quantidade de ETFs que já existem hoje e a quantidade que continua sendo lançada e ainda tem muita coisa para ser feita, tanto em ETF de renda fixa quanto em ETF de investimento no exterior, essas duas coisas estão começando no Brasil. Já tem uma massa crítica super boa.
Mas tem muita coisa diferente para fazer. Principalmente quando você olha lá fora, é aquela história que eu te falei, é um parque de diversões, porque você olha lá fora os 30 mil estratégias que tem lá, aí você olha as 150 que tem aqui, é quase que tipo, o que eu posso trazer de lá para cá? Não dá para trazer tudo, nem tudo funciona, aí tem uma arte dentro dessa ciência.
Mas o que eu quero dizer é o seguinte, cara, os bons alocadores, sejam eles consultores, assessores ou o que for, eles vão assumir, eu acho, uma parte dessa geração de alfa.
muito na linha até do que o Bogle sempre falou, falou que era muito mais importante você saber em que classe de ativo você está, em que momento do que em quais ativos você vai usar para estar exposto naquela classe de ativo. Então, eu acho que isso é uma coisa que eu tenho a impressão que tem uma mudança tectônica aqui na história. Então, quando a gente pensa, por exemplo, nos consultores, a marca desses caras...
começa a ficar cada vez mais importante. Você viaja pelo Brasil, você começa a ver a marca desse pessoal. A gente tem feito muito roadshow pelo Brasil. Você vai para Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Recife, Salvador e tal. Os nomes que você vê no mundo de investimentos são cada vez menos aqueles que a gente sempre ouviu e cada vez mais caras novos. E gente muito qualificada.
Tem gente muito qualificada que tocava fund of funds em vários lugares grandes, que acabou indo de volta para onde morava, montou uma empresa, se associou ou com um influenciador que tinha acesso à originação de cliente ou se juntou a outro. Então tem uma dinâmica aí muito legal que fomenta um empreendedorismo muito forte que inclusive para o Brasil é muito bom, na minha opinião. Então assim, essa é uma mudança para mim.
Quando eu olho já agora sobre a ótica do mercado de asset management, aí é exatamente o que eu acho que o Fábio estava falando. Existe aqui um desafio de posicionamento. Tem gente aí que tem uma marca maravilhosa, que foi construída em 20 anos de gestão de multimercado. O cara é percebido pelos clientes e etc. como um ótimo cara para decidir onde o meu dinheiro vai.
Agora, talvez ele não possa continuar no modelo do 2 com 20. Talvez ele tenha que ir para outro tipo de modelo, construir outro tipo de produto. Talvez esse cara eventualmente vire o próprio... Ou vai virar o assessor, ou vai fazer outra coisa da vida, se aposenta. As pessoas têm que ir se reinventando. Acho que a grande lição do mundo hoje...
é que você precisa voltar no problema original. Então, se você ficar fechado em você mesmo e defender o seu modelo, a impressão que eu tenho é que no final da história você vai ser o avestruz, você vai ser o cara que vai ficar gritando sozinho a piada do português na contramão na autoestrada. Quer dizer, ele entrou na contramão na autoestrada e ouviu no rádio, cuidado, senhores, tem um maluco dirigindo na contramão. Eu falo, não, um não, tem um monte, tem todos. Então, tem que tomar cuidado com isso. Eu acho que tem que passar...
Tem que incorporar essa questão. E eu acho que os ETFs fizeram isso nos Estados Unidos. Então, hoje você não tem praticamente nenhuma gestora grande daquelas tradicionais, o famoso Active Benchmark, o cara que cobrava um pouquinho para bater o S&P, não sei o quê. Esse cara não existe mais. Ele virou ETF ativo.
ou ele começou a entrar no mercado de alternativos privados. Então o cara foi para o mercado não listado. Porque no mercado não listado tem muita oportunidade de assimetria.
E aí você consegue gerar muito alfa e tal. Então eu acho que isso é um caminho aqui também. Caramba, que pedrada, hein, Bruno? Eu acho que esse é um caminho meio inexorável aqui no Brasil, entendeu? Eu acho que tem uma desintermediação enorme que, cara, os próprios incumbentes têm uma chance grande de liderarem. Mas eles vão ter que entrar... Aquela história que a gente sempre fala com o incumbente, né? O único jeito do incumbente não morrer é ele se auto...
canibalizar. Ele precisa mudar o modelo de negócio dele. Então, eu acho que essa é a percepção. Isso falando de alguém que trabalhou em grandes corporações a vida toda. Você precisa fazer isso. Eu perguntei esperando uma resposta sincera de quem trabalha há muito tempo na indústria, mas...
Acho que foi uma pedrada forte isso aí. Não sei quantos amigos você tem aí na indústria de fundo, mas acho que muita gente vai te mandar um zap aí, ou reclamando ou até falando, pô, cara, então me ajuda a se reinventar. Porque é que muita gente... Mas acho que tem muita gente pensando nisso de forma muito intensa. É mesmo? Mas botando em prática isso, o termo que se usa, o portfólio manager, que no Brasil a gente traduz de uma forma errada como gestor de fundos,
esse cara vai voltar a ser um portfólio manager. Seja fazendo a gestão de um fundo, se tiver espaço para isso, ou seja fazendo a gestão de uma carteira teórica de um portfólio em que ele eventualmente vai poder cobrar performance alocando em diferentes produtos, mas ele não necessariamente vai precisar do veículo
fundo dele, cobrando 2,20. Ele vai poder fazer isso com uma carteira de clientes vasta, pulverizada. E, de novo, essa é a resposta? Vai ser isso? Ainda não sei. Tem um bom cheiro de que pode caminhar para esse modelo. Faz outra pergunta. Não, é que eu estou...
eu não enxergo isso. Se de fato está acontecendo, eu não sei, eu não consigo imaginar um gestor que, com méritos, construiu um business baseado numa performance 2,20, e hoje, de repente, ele vira e fala, vamos mudar.
Eu acho que faz parte da evolução, mas eu não percebo isso, pelo menos nas interações que eu tenho. Tudo bem que não chego a perguntar, e aí, cara, está com medo de como está o seu negócio? Mas existe essa tendência? Eu acho que hoje a gente tem uma situação muito específica, que é o momento macro de aversão de risco e de taxa de juros muito alta no Brasil, que impossam o dinheiro.
Então, acho que aqui para mim é um ponto importante. Agora, eu não consigo ver nenhum cenário onde alguém que tenha um multimercado cobrando 3,30 e que líquido de taxas dê 200 do CDI, esse cara não capta dinheiro.
Eu não consigo ver. Agora. Por isso que a gente acha que vai ter os dois extremos. Exato. Agora é difícil fazer. É que hoje com o CDI a 15... É isso. E até minha newsletter mais recente, que eu escrevi, eu falei um pouco sobre o desafio de um gestor multimercado. Porque antes...
Primeiro que esse percentual do CDI eu sempre achei uma coisa muito difícil. Tinha que ser um CDI mais, mas tudo bem. Pensando que a gente olha para um... Ou no total return, no limite. É, porque é o alfa. Mas hoje, você já tem um... Vamos botar o CDI a 15. Então você já tem um desafio lá do 15.
Aí você vai dar o quê? CDI mais um, CDI mais dois, CDI mais três? Pô, mas se você pensar que hoje tem tanto produto por ser mais barato, por ser isento, porque quanto que esse cara vai ter que correr de risco para entregar, porque não adianta mais entregar um percentual legal, ele tem que entregar uma gordura significativa para o cara falar, porra...
Que bom que eu não resgatei desse multimercado para não ir lá para a sopa de letrinhas da renda fixa. Então, às vezes, ele tem que ficar muito contrassensual, porque ele vai ter que correr um pouco mais de risco para entregar um pouco mais de retorno.
quando o mercado não for na direção dele, ele pode tomar uma ré mais forte, que fica mais difícil ainda buscar... A linha d'água de novo. A linha d'água. Não, é que assim, acho que tem uma questão estrutural, uma questão circunstancial. No Brasil, acho que a gente tem uma indústria mais justa e mais correta aqui, porque a gente cobra performance sobre o índice livre de risco. Então, a indústria brasileira pode cobrar o 2,20, mas cobra o 2,20 sobre o CDI.
Então, o cliente não é cobrado pela passividade da carteira. O CDI, que é... Se eu comprei o patrimônio inteiro em LFT e botei isso como margem na BNMF, tentei gerar alfa, sobre isso, eu não sou cobrado, não pago o prêmio, não recebo o prêmio do cliente pelo meu portfólio em LFT. Então, acho que é bem mais justo. O mercado americano cobra performance sobre zero. Então, se o cara tem lá a Treasury a 5%,
se ele não quiser fazer nada, ele garante 1% de performance FII porque ele alocou em trejo e ficou sentado esperando o tempo passar. Então eu acho o mercado brasileiro mais honesto nesse sentido. E aí a geração desse alfa, se você está pensando na geração do alfa sobre o livre de risco, ela é tão difícil quanto...
O CDI A2 ou o CDI A15. Sim. Mas, de fato, o trabalho fica em glória e ingrato, porque na ótica do cliente, se eu tenho 2 de CDI e o cara está me prometendo gerar 2 de alfa, vou ter 200% do livre de risco. Parece ser excelente. Se eu tenho 15 e o cara vai me entregar 200 de alfa, vou ter 115, 120 do livre de risco?
Não parece tão atrativo, não parece me demover comprar esses 2% de vol no portfólio, sendo que eu já tenho produtos incentivados, ou tenho produtos com crédito que são incentivados e não me pagam tributo, então eu tenho o gross up da taxa, eu tenho muito incentivo. Eu tenho ETFs que são baratos e me tem um incentivo tributário também do não comem cotas.
fica um trabalho mais em glória circunstancialmente nesse momento mesmo. Mas o fato é um pouco esse. Acho que na Galápagos a gente...
acredita que o mercado pode ir para essas duas pontas bastante distintas. Quem for muito eficiente na geração de alfa vai conseguir ter um pedaço do market share de cobrar, não sei se vai ser 2 com 20, não sei se vai ser 3 com 30, vai ser 1 com 10, mas vai poder cobrar mais e aferir performance em cima dessa geração de alfa. E quem for eficiente vai ter esse espaço. E do outro lado vai ter o cara que vai gerar alfa através da alocação em produtos baratíssimos.
Então, esse gestor vai poder estar sentado e depois da alocação em produtos baratíssimos.
nas duas cadeiras, na cadeira ou do gestor de fundo ou na cadeira do gestor, do portfólio manager de gestão de clientes, montando o cenário, fazendo a análise, dentro desse cenário eu vou alocar aqui no ETF, A, B, C e D e vou conseguir gerar alfa para o cliente depois, final. Então acho que tem espaço para esses dois modelos. Óbvio que o espaço aqui na gestão ativa de fundos
Eu acho que ele vai ser cada vez mais competitivo e vai ser cada vez mais duro você se manter. Porém, todo mundo que migrar, sair do fundo e for ter uma carteira administrada e fizer a pulverização dos seus ativos em ETFs, que é bastante eficiente, vai precisar de alguém para dar o call, vai precisar de alguém para dar o cenário, vai precisar de alguém para fazer esse trabalho. Então, a cadeira é a mesma. Você precisa perder um pouco o apego.
Não, eu sou gestor de fundo. Talvez não tenha cadeira de fundo para você sentar.
Os maiores clientes de ETF no mundo são os gestores ativos. Isso aí, os fundos soberanos, quer dizer, gente que faz gestão profissional de investimento.
Então, acho que o segredo é como é que você mistura isso. E aí dá para você entregar isso de várias formas diferentes. O que não tem espaço mais, por exemplo, é cobrar 0,5% para dar um fundo Ibovespa. O que não tem espaço mais é cobrar 0,3%, 0,4%, 0,5% para um fundo DI.
Isso eu acho que não tem mais espaço. Então, acho que a indústria é a história da Xerox. A indústria tem que olhar qual é o problema que ela está tentando resolver e ver se ela tem na mão a melhor maneira de resolver aquele produto. Se ela não tiver, o mercado é inexorável, não tem jeito. Ainda mais o mercado hoje em dia, com informação, com esse tipo de caras que fazem trabalho como você. Não tem jeito, a informação vai fluir.
Sabe que isso me lembrou o dia que eu bati um papo, não foi gravado o papo, o cara tem uma gestora hoje em dia, mas ele já foi um importante executivo numa asset de um grande banco.
E aí eu perguntei, de uma maneira até um pouco provocativa, eu falei, pô, você não se sentia mal de ter aqueles fundos, o fundo de renda fixa que cobra 2% ao ano, o fundo de ação monoativo que cobra 3% ao ano?
porque a tendência é isso acabar o dia, né? É normal, a eficiência do mercado vai chegar. Por que na sua gestão você não zerou isso? Aí ele falou, pô, Tiago, vamos lá, cara. Vamos ser bem direto e reto aqui. É óbvio que a gente sabia que esse produto uma hora vai acabar, e é óbvio que a gente sabe que isso vai acontecer em algum momento. Mas imagina eu assumindo a gestão da Asset.
Aí viram para o presidente do banco e falam, eu sei que nosso resultado foi de tantos milhões ano passado, mas vamos fazer o seguinte, vamos botar no budget desse ano zero de resultado, porque a gente vai zerar tudo. Mas eu garanto para você que daqui cinco anos a asset vai ter o dobro do tamanho, porque a gente vai ser o primeiro a fazer isso, vai captar para caramba.
Cara, se o presidente não me jogar pela janela pra eu falar isso, todos os caras que estão abaixo de mim que ganham um bônus em cima do resultado da área, todos eles vão embora e vão trabalhar em outro lugar. Então, assim, você também tem que entender que a evolução... Você não pode andar tão mais rápido do que a evolução numa estrutura que já roda desse jeito. É, perfeito. O que ele quis te dizer, ao fim e ao cabo, é que, assim, cara, eu ainda tenho demanda pra entregar esse produto nesse preço.
Quando não houver essa demanda, eu vou ter que ajustar. Vou ter que ajustar o meu portfólio aqui para um rua mais baixo e atender a demanda, porque ela vai ter acesso à informação. E acho que a popularização da comunicação, que o modelo de internet que a gente tem hoje, é fantástico para isso. Qualquer pessoa tem acesso à informação sobre investimento.
que ela quiser a qualquer momento. Então, facilita muito o final dessa arbitragem. Isso era uma arbitragem. Os grandes bancos podiam cobrar isso porque assim, pô, é arbitragem. Ninguém consegue entregar esse produto, eu consigo, tem uma demanda. E arquitetura fechada. E sem defender o cara, não sei nem quem é.
Nem vai saber. Nem quero. O mandato dele era esse. Exato. Entendeu? Talvez eu estivesse curioso o que o dono do banco acharia dessa conversa. Mas talvez achasse a mesma coisa, que é a grande discussão entre os quarterly earnings e a geração de valor. Que é por isso que o mercado hoje é tão em cima de incumbentes e entrantes. E acho que até ajuda a explicar que a tua primeira pergunta, de por que a gente está na Galápagos fazendo esse projeto.
O nome da Galápagos, inclusive, não é por acaso. Desde que foi fundada, a ideia era entrar em negócios que são evolução natural do mercado financeiro. Então, a gente tem a possibilidade de ser entrante num mercado como esse. Então, isso me dá uma tranquilidade para a gente de ter uma estratégia dentro de ETF.
cara, que talvez outras casas não consigam ter. E isso traz uma oportunidade muito grande nos próximos anos de talvez pegar um share desse trilhão maior do que eventualmente a gente poderia em outro cenário. Então, essa é a beleza do modelo, essa é a beleza do que a gente vive hoje em dia do mercado. Agora, o pensamento desse executivo é um pensamento que no limite do tempo leva a uma xerox. Não tem jeito. Então, assim, existe uma transformação acontecendo sobre o segundo...
na velocidade do Brasil. Às vezes eu brinco que o Brasil, muitas vezes ele é feito para andar um pouco mais devagar. Tem toda aquela questão que eu te falei. Você tem que passar a regulação, depois tem a construção da coisa, depois tem a tributação, depois tem tudo isso. Normal que seja assim. Mas o que a gente está vendo, pelo menos na parte de ETFs de renda fixa,
é um movimento, cara, de inflexão absolutamente claro. A gente tem visto quase todo dia na mídia números mostrando isso, novas casas falando disso. Então eu acho que essa é uma convergência grande. A gente discutiu muito lá em novembro, dezembro, quando eu lancei essa história do trilhão.
acabei fazendo uma coluna no jornal e lancei essa ideia. E uma das coisas que eu falava ali, eu falava assim, correndo o risco de virar meme, vou falar, entendeu? Eu demorei aqui alguns meses pra me convencer, mas acho que eu tô... E hoje eu tenho mais convicção do que eu tinha na época, a convicção tá crescendo. Então, assim, é um negócio muito fascinante, assim, que você estava falando, depois de 20 anos, quer dizer, tá vivendo isso, é um negócio que, cara, é quase que um...
um fechamento aí de todas as histórias, é muito bacana ver isso acontecer. Então tem uma consistência acontecendo. Agora, de novo, ontem mesmo eu estava conversando com um executivo que já foi de private, já foi de asset, já foi de várias coisas, um cara super experiente no mercado, já fez de tudo que você possa imaginar. Ele está na Suíça, trabalhando numa empresa lá.
que não tem uma presença no Brasil nesse negócio que ele tem. E, cara, quando eu estava tendo a conversa com ele, ele é um cara na Suíça, que lá eles têm muito acesso à ETF, tudo isso que a gente está discutindo. Quando eu comecei a descrever para ele o que estava acontecendo aqui, o olho dele fez assim. Aí ele falou para mim, cara, não tinha ideia que estava assim. Sabe o que você acabou de me dizer?
que o custo de eu montar uma estrutura para fazer no Brasil o serviço que eu quero fazer para o cliente acabou de ser 10 vezes mais barata do que eu imaginava que tinha que ser. Porque o cara pode montar uma consultoria aqui e começar a operar com ETF.
Ele não precisa mais ter uma gestora, ter uma DTVM, ter um banco, ter não sei o quê. Cara, isso aí é mundo moderno. Por isso que eu falo, a curva dos ETFs é aquela curva de inovação clássica que a gente vê dos early adopters, dos laggers e etc. E isso vai acontecer. E em algum momento do futuro, o ETF vai ser substituído também. Até já tenho a minha aposta. Eu acho que a tokenização vai ser o futuro dos ETFs.
Mas aí a gente está falando de futuro mesmo, porque aí você tem que mudar a reglamentação, tem que mudar a estrutura, tem que mudar a tributação, tem que mudar a cabeça das pessoas. Então, são coisas de gerações. Mas eu acho que já está aí. Aliás, não estou sozinho falando isso. Tokenização, o dia que você tiver tokenização para valer, você não precisa de ETF. Aí você ETFs ou tudo via tokenização.
Mas aí é um cenário de, sei lá, Blade Runner, sei lá, o que a gente poderia falar. Mas vai chegar. Não sei se eu vou ver, mas vai chegar. É, na realidade, assim, eu acho que é mais simples. Para algumas coisas já está aí. Exato, é mais simples. A frição aqui no Brasil é a legislação cambial, porque para mim a...
O benefício da tokenização seria você portar o seu ativo na sua wallet e transacionar isso onde quer que você quisesse. E aqui no Brasil a gente tem uma marra cambial, que você não pode liberar o ativo para ser negociado fora, senão você está evadindo divisa. Mas nos mercados lá fora, nos Estados Unidos, eu acho que a própria Bolsa de Nova York já está preparando para tokenizar todas as ações e elas serem negociadas 24 horas.
por dia, sete dias por semana. Para você portar isso numa legislação mais flexível e mais para o mercado como a americana, para você poder portar isso para o seu wallet e transacionar isso livremente, mais fácil. Então, acho que vai acontecer, esse movimento vai acontecer mais rápido. E eu vejo muito análogo ao Bruno. Acho que a tokenização é uma ETFização, usando um neologismo aqui.
de todos os ativos de uma forma bastante eficiente. Nos Estados Unidos você já tem ETF com token dentro e já tem token de ETF. Quando a gente ouve esse papo que parece tão futurista, é só lembrar, quer dizer, para quem estava, eu não estava no mercado nessa época, mas eu ouvi muita história, mas até o pregão virar eletrônico, quando era o pregão viva-voz, a bolsa fechava na hora do almoço.
porque os operadores iam, saiam para almoçar, ficavam acho que duas, três horas fechadas, e até a volta do almoço já era uma coisa... Até passar o efeito da cervejinha, né? Então, que também tinha muito disso, né? Se tivesse antidoping naquela época, o mercado ia ter circuit breaker, falta de liquidez, né? Sim. Mas, então assim, também é uma evolução do mercado, né? Você pode pensar, pô, a bolsa fechava por horas na hora do almoço, né?
Por exemplo, ETF, aquela história de falar tudo. O ETF hoje, uma das limitações que ele tem é que ele opera no mercado, no horário do mercado. Eu tenho mais uma pergunta para fazer. O papo foi muito profundo. Cara, que da hora. E vocês colocaram aí uma sementinha que vai virar esse lance do futuro da indústria. Acho que ficou muito legal. Na verdade, o que eu tenho é mais uma dúvida.
Tem como o ETF ser quase 100% de um mercado? Ele precisa do ativo para ele continuar... Qual que é o limiar? Existe algum estudo sobre isso? Já vi muita gente falando disso lá fora, mas eu nunca parei para me debruçar nisso. Vou aproveitar que tem dois... Todo mercado de um ativo estar em ETF? É, porque isso não tem como ser, na prática, isso acontecer.
Cara, uma boa proposição para a gente pensar mais abertamente. Então, assim, por exemplo... Tipo, todo dinheiro de ações está em ETF. Todo dinheiro no mercado de ações está em ETF e não nas ações. Eu gosto, por exemplo, do exemplo do ouro. Eu acho um exemplo interessante. Porque tem vários ETFs de ouro. Obviamente, tem o mais líquido que meio que ganhou a corrida.
Porém, existe a demanda por você ter ouro físico. Então, eu acho dificílimo que o mercado de ouro todo migre para dentro do ETF. E ainda no mercado canadense tem a corruptela do...
ETF de ouro físico. De fato, aqui você tem o ETF, você tem o ETF, negocia ele em bolsa, ele é negociado em diferentes bolsas, mas se você quiser bater lá na porta do gestor e falar assim, me dá o ouro aqui, você recebe o ouro, você redeem ele em ouro. Então, assim, cara, a gente pode ter um papo quase etéreo sobre essas variações por exemplo, me escutam.
surpreende, por exemplo, que ainda não tenha o ETF redeemable de Bitcoin. Assim, por que você quer ter Bitcoin? Eu quero ter autocustódia e ter autonomia sobre o meu dinheiro. O ETF não te dá isso, não te entrega isso. Mas se eu tiver um ETF redeemable, eu não preciso nem bater fisicamente na porta do cara lá, olha, está aqui a minha carteira, eu quero redeem os meus Bitcoins. Redeemable é transformar o ato da sua em ativo de fato.
Então, assim, acho que você tem que ser uma situação sobre o que você tem que ser
toda a natureza de um ativo ser negociado em ETF, acho bem difícil. Acho que vão ter casos...
que eu acho que a grande maioria do ativo pode ser negociado via ETF. Vão ter casos, por exemplo, como o ouro, acho que não. O ouro, o ativo, uma hard commodity como ouro, acho que vai ter muito mercado fora do mercado bursátil, por consequência, fora do mercado de ETF. Eu acho que essa é uma discussão que já está aí há muito tempo, inclusive os grandes bancos centrais, os reguladores pensam muito sobre isso.
Porque, claro, estão pensando em assimetria de preços, se todo mundo tem a mesma opinião. A história lá dos IPOs, lá na década de 2005, 2006, que eu falei, que eles pagavam mais porque era o índice, o cara tinha que comprar. Mas eu acho que isso teve uma evolução muito grande nos últimos 10 anos, que é o seguinte, tem duas coisas aqui que eu acho que são importantes. Primeiro, isso que o Fábio falou. Eu acho que você ter um mercado inteiro só dentro de ETF não dá, não vai acontecer.
porque aí você tem a história lá das 10 mil horas que a gente falou, as pessoas começam via ETF, mas no limite, conforme elas vão aumentando a posição naquilo, ela acha que consegue fazer melhor fora de ETF. Só que aí tem a segunda parte dessa resposta, que eu acho que é a mais importante do estudo, que é o seguinte, é a evolução dos índices. Então, se você virar para mim e falar assim, ah,
microeconomicamente falando, aquela história de uma empresa não pode crescer mais com o mercado para sempre, senão ela vira o mercado. Tem esse postulado básico de microeconomia. Isso obviamente não acontece. Só que nós estamos vivendo desde 1990 uma situação em que os ETFs crescem a um CAGR acima de 15%. Então, teoricamente, isso estaria acontecendo. Por que isso não acontece? Porque o número de ETFs hoje é 30 mil.
Então, são 30 mil índices diferentes sobre coisas que às vezes são parecidas ou são completamente diferentes. Então, o ETF virou uma forma de acessar o que você quer demandar. Então, você fala assim para mim, os ETFs vão tomar conta do mundo.
Primeiro eu acho que isso já está acontecendo, mais da metade do volume nos Estados Unidos já está em ETF. E você não criou um problema de assimetria de preço, por quê? Porque, cara, para cada classe de ativo tem 50 índices diferentes.
construído de forma diferente, com uma amplitude geográfica diferente, com uma composição diferente, com ativos diferentes, com fatores para compor aquele risco completamente diferente. Então você tem o cara de momentum, o cara de qualidade, o cara de dividendos, você tem todos os tipos de coisas diferentes. Então as pessoas não ficam posicionadas em um ETF, elas estão sempre posicionadas em ETF, cada hora em um ETF diferente. Então, na verdade, se você parar para pensar, é ao contrário.
O crescimento dos ETFs traz liquidez para tudo. E quando traz liquidez, traz descoberta de preço. Porque, por exemplo, eu te falei lá do GXUS, que tem 8.600 ações. Cada vez que o GXUS negocia...
você gera um preço justo para 8.600 componentes desse negócio. Você não teria isso de outra maneira. Então você tem uma formação de preço e de liquidez muito diferente. Mas a premissa básica aqui é que você esteja sempre evoluindo na composição do índice. E sempre uma maneira melhor. No mundo de ETF a gente sempre fala qual é o melhor índice para dar exposição a determinada classe de ativo.
normalmente o último. Porque o cara vê o que aconteceu antes, aprende, e ele está hoje projetando também fatores macro para frente.
Então, daqui seis meses a situação é outra, talvez você otimiza a sua equação com uma outra função. Então, eu acho que a grande questão é que se você pensa no ETF como um wrapper, como uma maneira de dar exposição a alguma coisa, seja ela qual for, aí você entende claramente que essa preocupação não é uma preocupação tão presente. Se você falasse que os ETFs de S&P...
500, sobem a um CAGR de 15%, acabou, o mundo acabou. Você só vai ter o ACP 500, mas não é isso que acontece. Aí aparece um outro ETF, aparece um outro ETF, aparece um outro. Aí tem o cara que pega microcap, aí tem o cara que pega small, aí tem o cara que pega só a Asia, aí tem o cara... E aí você começa, por isso que tem 30 mil ETFs. E aí toda a lógica da inteligência artificial, bindeira...
e etc, te ajuda. Hoje em dia, por que é tão difícil provar que você gerou alfa? É muito mais difícil hoje do que era no passado. Quando eu entrei no mercado, sei lá, quantos fatores de risco você tinha que olhar para decompor alfa? Oito? Quantos são hoje? 50 mil? Infinito, entendeu? Então aí, quando você faz uma regressão contra 50 mil coisas, e aí? O que é beta? O que é alfa? Por isso que é aquela discussão toda que a gente fala hoje de ETF indexado.
Mas dentro do índice, você tem muita inteligência, você tem muita coisa lá dentro. Então, eu acho que essa é uma discussão legítima, uma discussão importante, claro, mas ela tem que ser levada também de uma perspectiva de, cara, qual é o teste empírico que você tem no mundo? Esquece a teoria. Tem um teste empírico no mundo, que é um negócio que desde 1990 até agora...
está crescendo exponencialmente e não gerou esse problema. Por que não gerou? Porque ele está toda hora se retroalimentando com coisas novas. Então, a melhor maneira de pensar no ETF, de novo, sempre falo isso, cara, é uma maneira de atender uma demanda que já existe de uma forma eficiente, barata, padronizada e negociada em bolsa. Meus senhores, eu vou para o ping-pong, porque senão daria para ter esse papo...
por mais tempo, eu vou guardar uma perguntinha só pro Ping Pong, pra vocês responderem no formato Ping Pong. Pra não ficar... Mas eu... O Ping Pong, pra quem acompanha o podcast, agora eu vou perguntar sobre livro, música, convidado, e a maior gentileza que foi feita na vida dos nossos convidados, eu tô aqui com Bruno Stein e Fábio Guarda, os dois são sócios da Galápagos. E, bom, vamos lá, primeiro o Ping Pong tradicional.
começar com os livros, um livro de mercado, um de cada vez, primeiro o Fábio, depois o Bruno. Qual a recomendação de livro de mercado? Cara, Liar's Poker pra mim, do Michael Lewis, foi um livro que eu li quando eu entrei no mercado e era um mundo muito diferente do que é hoje, né? Um mundo selvagem e com poder. Eu sou um jogador de Dudo bastante, amo bastante o jogo, né? E assim, eu acho que o Liar's Poker tem uma analogia boa com o Dudo, né? Do Blef.
E ler esse livro, quando eu era garoto, molecote, me deu uma perspectiva do que eu gostaria de fazer na vida, daquele ambiente ainda selvagem, ainda meio sem regra, ainda meio a de ser desbravado. Então acho que é uma boa recomendação aí para quem forçadosista ou para a molecada mais jovem que poderia conhecer um mundo que não existe mais hoje. Da hora.
E você, Bruno? O meu é da mesma linha, o Engineers Failed. A história lá do Long Term Capital Management. São pessoas até que aparecem nos dois livros, né? Tem até uma história boa. Eu fui para a final da Copa do Mundo de 2014 com o John Gutfreund.
essa história é muito maluca, que aparece no Liars Poker, né, ele, um dos fundadores da BlackRock quis ir na final da Copa e veio a convite da Merrill Lynch, esse cara era do board da Merrill Lynch, é um belo dia, eu tava, antes do jogo, eu tava conversando com um cara que eu não sabia quem era, de repente o cara vira e tá escrito assim, Good Friday, eu falei, não é possível, fui descobrir, era o cara, olha que coisa maluca, mas o Endinios failed pra mim, assim, eu tava começando no mercado de Asset Management,
E, cara, quando eu li esse livro, eu acho que foi um primeiro... Foi uma primeira percepção para mim de que, cara, tem uma parte que não está sob o seu controle. Não adianta tentar modelar o mundo, porque o mundo é muito mais complexo do que a nossa capacidade de entender. Então, isso para mim ficou muito presente a minha vida toda em Asset Management. Legal que sua recomendação de livro só vai endossar a pergunta final que eu tenho no PiggyPong, que eu criei. Mas quem que é esse cidadão, porque não quer essa?
O Goodfriend era um cara que trabalhou na mesa da Salomon com a parte de Mortgage Securities, que passa no Liars Poker. E aí o Meriwether, que era o chefe dele, foi um dos caras envolvidos no Long Term Capital Manager, um dos caras que criou. Ele era o cara de negócio que trouxe lá os PHDs todos que montaram os modelos que funcionaram até não funcionaram. Deu certo até der errado. É isso aí.
O livro Tema Livre. Fábio, qual o seu? Cara, o Problema dos Três Corpos, do Liu Qichin, eu não sei se pronuncia assim, que é uma ficção científica chinesa. É uma trilogia, na realidade. Tem até o primeiro livro, já foi feito uma adaptação para a Netflix, que eu achei empobrecida vis-à-vis da leitura.
É uma leitura muito interessante que coloca, eu gosto muito de fiscão científica, e coloca uma questão que é assim, como é que a humanidade vai encarar problemas que não tem uma solução aparente, principalmente num momento de muita fragilidade. Então, é da onde vem a força humana, da onde vem o ímpeto do humano para se perpetuar. É bem interessante.
São longas os três livros? São, cara. Acho que cada um deles deve ter umas 400 páginas, mais ou menos. É um bola de neve do Warren Buffett. Cada um deles, é. Não, não. O Buffett acho que tem mais de mil páginas. É, ele é equivalente ao Atlas Shrug, né? O tamanho, mais ou menos, é o do Atlas Shrug. Legal.
E o seu, Bruno? Eu gosto muito de ler biografia, cara. Então, para mim, eu acho que é o... Eu não sei, eu esqueci o título em português, mas é o Winning Ugly, que é do Agassi, do André Agassi. Eu não li, mas o que falam desse... O livro é absolutamente espantacular. É o que começa falando eu odeio tênis. Exatamente. Exatamente. E é engraçado que, depois você vai perguntar o não recomendado, esse é a exceção que prova a regra para mim, porque essa é uma biografia autorizada pelo Agassi.
E qual é o livro para não ler, então? Já vou pular para você. Para mim, qualquer biografia autorizada, eu tenho raiva de ler, cara. Então, eu não gosto de chapa branca, essas coisas, o pessoal que fica gênio depois que vira livro, é uma coisa que eu tenho mais raiva, assim.
Essas histórias são boas de biografias autorizadas. Mas o André Agassi é autorizado, né? Ele é a exceção que confirma a regra. Porque ele quis contar os causos, né? É que eu acho que assim, uma biografia autorizada de alguém no mundo dos negócios realmente... É chapa branca. É, porque ele quer vender alguma coisa. O Agassi já acabou a carreira dele. É isso aí. É isso aí. Ou o cara já morreu ou a carreira já acabou. É isso mesmo.
Ouvi a opinião de quem está no foco humano, ou no... Talvez não é nem a questão de dinheiro, mas acabou já a carreira dele, acaba sendo mais honesto e sincero. Exatamente. Você tem uma recomendação de livro para não ler, Fábio? Cara, eu não tenho especificamente uma recomendação, mas eu não gosto de livros de autoajuda. Acho... Não me faz nenhum... Não tenho nenhum interesse.
Eu vou trazer um dia um maior autor de livro de autoajuda do mundo e vou perguntar para ele o que ele acha sobre... Livro de autoajuda. Porque eu acho que você tem um livro... O pessoal adora ser stock picker na recomendação de livro. E sector picker... O cara vai no ETF mesmo. Não, não vou me comprometer. Mas livro de autoajuda acaba entrando sempre aqui.
Uma música e por que essa música? Fábio, a sua primeiro. Cara, fiquei muito na dúvida entre duas bandas, as duas suecas, por acaso. Uma é o Refused, outra é o Helicopters. Eu vou na New Noise, do Refused. Refused?
Pô, a Suécia tem muita banda, né? Tem muita banda, cara, boa. É uma pleitora ali de música boa que sai de lá, cara. É, eu sou mais do hardcore, eu sempre ouvi muito o Milan Colling, aí depois que eu fui ver que tem o Satanic Surfers também de lá, tem uma outra também, pô, mas é... Tem muita banda boa, cara.
Um país, não parece que... Até as letras do Milan Korn acham muito engraçado. O drama de um adolescente sueco. Ele canta sobre como o time de hóquei dele nunca ganha o ano. Um dia vai melhorar. É o problema da classe média escandinava.
Bruno, e a sua? Cara, pra mim é Rhyme of the Ancient Mariner, do Iron Maiden. É a maior música que eu já ouvi até hoje, literalmente. Ela tem 12 minutos. E ela, pra mim, junta coisas que, pra mim, foram muito legais. Foi a primeira música em inglês que eu realmente peguei pra entender e tal. E ela é em cima de um poema do Coleridge, que é um clássico britânico falando sobre...
marinheiros e um monte de coisa acontecendo e tal então cara eu acho musicalmente maravilhosa ela tem uma progressão e tal é a banda da minha vida assim eu adoro a iron cara é peguei a ironia
e... Não, não, é só porque... Você é hardcore, né? Não, mas eu comecei no metal e é que Iron Maiden foi muito importante na minha formação musical. Maiden, né? Pra mim é, cara, eu tô até... Essa semana o meu filho de três anos e meio peguei ele cantando Fear of the Dark no carro, assim foi um momento espetacular, exatamente. Não sei o que ele vai fazer da vida, mas deu certo, né, cara? Ah, que da hora.
É, o Iron Maiden, ele entrou na minha vida porque... E o Fear of the Dark é a entrada pro Iron Maiden. Ele, o meu pai, meu pai é médico, e ele tinha um paciente que era dono de uma loja de CDs. No passado a gente ouvia CDs, era um objeto assim redondo, né? E ele pagou uma vez uma consulta, ele não tinha dinheiro, pagou com uma caixa de vários CDs. Ele falou, seus filhos devem gostar de rock. Meu, tinha uns 12 álbuns do Iron Maiden.
Eu não conhecia Iron Maiden. Meu único contato com rock era rock nacional, tinha o Raimundo, o Ultra-Gigor, Charlie Brown, e eu ouvia um pouco de Metallica. Quando veio Iron Maiden, imagina, eu ouvi 12 álbuns do Iron Maiden assim na sequência, e falei, caramba, isso é muito bom.
Música favorita é a música da adolescência ali, né, cara? No final e tal. Agora, minha banda favorita é o NoFX, ele tem uma música de 18 minutos sem refrão. Vou te mandar. Vamos ouvir, quero ouvir. Você vai ver, você pode comparar com Rhyme of the Ancient Mariner. Isso aí só pra quem quiser ouvir. Já vou até deixar...
o play aqui, pausado, pra depois ouvir. Eu não lembro de ter ouvido essa música. Também 12 minutos. Já ouviu, com certeza. Inteiro acho que não, mas já ouviu. Um convidado que vocês gostariam de ver aqui no Market Makers.
Pô, cara, eu vou ter um convidado que eu gostaria muito de ver, mas vai ser impossível dele estar aqui. Por quê? Que seria o... Pra mim, o Satoshi Nakamoto, que pra mim seria o Ralph Fiennes, né? Que já faleceu, né? Então, acho que dentro do conjunto de...
teóricos, né, de criptografos e anarquistas que estavam lá na criação do Bitcoin, acho que o Ralph Fiennes é o principal e eu acho que ele era o cara que assinava a lista de mensagens ali como o Satoshi então ele morreu, infelizmente acho que foi pro túmulo com ele a história e eu gostaria muito de, porra, pick his brain e gostaria muito que vocês pudessem ter entrevistado ele
Ah, que pena. Eu não vou poder te ajudar nessa, mas enfim, gostei da homenagem. E você, Bruno? Ah, o meu seria o Bogle, né, cara? Não tem como não ser. Pô, mas vocês também não estão ajudando. É, pois é. Vocês estão falando quem já foi pro mundo melhor ali? Seria o Bogle, mas tem, cara, tem outros caras interessantes. Ah, tem o filho de um Bogle, né, que é gestor, não sei se ele ainda é o gestor de um small cap. Não sei também, não sei.
Mas é? Mas assim, tem muitos caras interessantes no mercado de ETF lá nos Estados Unidos, né?
Um dos caras esteve aqui até recentemente, que é o Tom Lydon, que é um cara que montou a Vetafy, que montou a Nels também, que hoje está até com um projeto aqui do pessoal lá da Dex ETFs. Então esse é um cara interessante. São caras que podem trazer muita história, porque é uma coisa importante, cara.
Uma das coisas que esse crescimento de ETF vai trazer aqui é um ecossistema gigante de empreendedorismo que nos Estados Unidos, cara, explodiu, que é aquela conversa que a gente estava tendo outro dia sobre aquelas feiras americanas e tal. Tem um espaço gigantesco de crescimento. Quando a gente criar essa feira aqui no Brasil, a gente traz ele para falar. Com certeza, ele vai querer fazer parte disso aí, certeza.
Eu adoro entrevistar gringo porque eu testo a minha coragem e divirto meus amigos, né? Porque eu falo que meu inglês não é nem básico, nem fluente. Ele é corajoso. Mas deu certo. Deu certo na outra que eu vi. Não, não. Sempre dá. No final, sempre dá. Mas é... Meus amigos adoram me zoar depois disso. Pô, seu inglês é corajoso, hein?
A maior gentileza que já foi feita na vida de vocês? Cara, difícil essa, mas assim, eu passei por uma questão pessoal bastante relevante na minha vida. E, cara, tenho muita gratidão pelas pessoas que estavam ao meu redor, né? Assim, minha família, meus amigos, meus colegas de trabalho, meu empregador, né? Na época, então, acho que pra mim essa rede de suporte, assim, essa rede que não te deixa cair pro abismo.
ela é o meu exemplo aí de gentileza e gratidão. Pô, que fofo, Fábio. E você, Bruno? Cara, pra mim foi uma... Foram os meus pais, cara. Meus pais, é... Pessoas superengajadas aí no mundo da esquerda, do comunismo, do socialismo e etc. Desde a época que isso fazia sentido sob o ponto de vista ideológico.
E, cara, eles me educaram com livre-arbítrio de escolher para que lado eu queria levar a minha vida. Então, me ensinaram a pensar e a fazer as coisas e não me direcionaram para... E, cara, hoje você é do pai, né? Se você não pensa em ser um pouco magnânimo, você consegue estragar um caminho. Estragar ou não, mas você consegue direcionar. Então, cara, eu sou muito, muito grato a eles por essa questão.
E também por uma outra questão, eles não tinham religião e, cara, pra mim isso foi importante, assim, deles não escolherem uma religião pra mim e tal. Eu consegui levar esse lado da minha vida também pro lado que eu quis, assim. Então eu acho que a maior gentileza que você tem é dar a capacidade pra pessoa de pensar e deixar ela ser diferente de você, assim. Então eu sempre lembro desse caso, assim.
Muito bom, muito bom. A pergunta que eu ia deixar para o final, e quando você falou o engines fail, acho que faz sentido. Agora, tanto tempo de mercado e de corpo e alma no mundo de ETFs. O quanto que o crescimento do ETF tem a ver com a ilusão do alfa? Em outras palavras, o alfa de fato existe algo palpável?
ou os investidores subestimam o poder da sorte, o poder do beta? Cara, eu acho que o alfa existe, tem bastante a se separar, o que de fato é beta ou sobreexposição, ou stock picking ou asset allocation do alfa de fato.
E acho que a tua pergunta endereça boa parte das questões. Acho que tem uma desmistificação acontecendo do que é o alfa. E enquanto essa desmistificação estiver acontecendo, vai ter um sangramento da indústria que supostamente entregaria alfa. E vai se separar o joio do trigo. Vai se separar quem de fato produz alfa de quem não o produz, que é simplesmente um alocador, um stock picker, alguma coisa dessa sorte.
Eu acho que em tempos de inteligência artificial, eu acho que o alfa sempre vai existir. Só que o que eu acho que está acontecendo é que cada um de nós tem um alfa diferente. Então você tem objetivos diferentes com o seu dinheiro, não é justo que você esteja pensando em um alfa de mercado, em um beta de mercado para calcular o que é o alfa.
Eu acho que o dinheiro tem que ser colocado para trabalhar para a gente para cumprir os nossos objetivos, entendeu? Não adianta você ter o dinheiro infinito e não usar, e não saber o que você vai fazer. Eu acho que para mim tem muito a ver com isso, tem muito a ver de você tomar controle daquilo que você está querendo fazer. Agora, tem uma outra questão importante também, que é o seguinte, a ilusão do alfa...
é o que move o mundo. Se você pensar no capitalismo, por exemplo, que é o modelo mais eficiente de evolução que a gente tem, é disparado e talvez inequívoco, ele depende de assimetria de informação, ele depende de objetivos diferentes. Se você não tiver isso, não sai negócio. Eu estou a chegar para você e falar, cara, você quer comprar por um real essa lata que custa 50 centavos para produzir? Não, essa lata aqui, cara, ela te dá...
faz o bem, você está levando água para quem precisa de água e etc. Então, assim, eu acho que essa é uma... Para mim, passa um pouco por isso, assim. Eu acho que... Agora, o alfa de mercado, efetivamente, eu estou com o Fábio também. Eu acho que existe, sim. Eu acho que ele é muito difícil.
cada vez mais é mais difícil comprovar que você tem efetivamente o alfa, porque aí o outro livro, o Fooled by Randomness, quer dizer, você tem toda a questão ali da estatística, de quanto mais você aumenta a amostra, mais as coisas vão convergir para a média, não tem jeito.
Mas, aí a gente estava falando antes também da conversa do Bogle com o filho dele, que você postou esses dias, né? Que o filho do Bogle ganhou muito dinheiro com o fundo Small Caps e com o fundo Red Fund, né? E é isso. E o Bogle, o pai do ETF investia no filho. E eu ouvi ele falar numa das palestras lá em Wharton, em 2002, eu acho.
Falar assim, olha, eu sempre disse que não dá para bater o mercado consistentemente no longo prazo. Nunca disse que se você não bater dois anos consecutivos, você não pode ficar rico. Então, essa ilusão é o que move, eu acho. Acho que a humanidade está em cima da competitividade do indivíduo. Mas aí entra numa filosofia. É um papo muito filosófico. Para pensar o alfa, ele é uma ilusão na vida. Se você pensar... E aí E aí
Eu, quando garoto, gostava muito de jogar futebol. E qual era o meu sonho? Ser um jogador de futebol. Quantas pessoas que gostam de futebol não sonharam em ser jogador de futebol? Mas talvez o alfa seria você conseguir ser melhor do que todos os outros jogadores de futebol. E é uma realidade...
que não vai premiar a maioria da população. É sempre a minoria da minoria da minoria. Ainda mais ser um jogador bem sucedido. Mas nem por isso não deixei de acreditar que poderia jogar futebol. Chega um momento da vida que fisicamente você vê que não pode mais. Saber que é muito difícil não te faz desistir disso. E o sonho mobiliza. E o sonho mobiliza.
Porque é para isso que a gente vive, tem que ter um pouco de coragem. Caramba, filosofia, ETF e muito papo bom. Estou ansioso para o quinto ETF da Galápagos para ver qual vai ser a ação de marketing. Já gostei. Aqui, se quiser também patrocinar a gente, fica à vontade. Já fizemos um marketing gratuito aqui.
Mas parabéns, parabéns pela história de vocês. Obrigado pelo papo. Muito legal, depois de tanto tempo de estrada, estar construindo algo novo. Então, sucesso para vocês na Galápagos, porque o sucesso de vocês vai significar sucesso para o mercado. Obrigado. Obrigado mesmo pela oportunidade. Obrigado pelo papo. Muito interessante e lisonjado de estar aqui.
Valeu, Fabio. Valeu, valeu. Valeu, Bruno. Valeu você que veio até o final. Já sabe, né? Joinha no vídeo, se inscreve no canal. Toda terça, quinta e domingo às 18 horas eu tô aqui no YouTube ou na sua plataforma de podcast conversando sempre com alguém muito mais inteligente do que eu, trazendo conhecimento pra todos vocês. Até a próxima e tchau!
Olá, aqui é a Ana Paula Padrão e como empreendedora eu recomendo a Claro Empresas. Se você é micro, pequena ou média empresa e quer ir ainda mais longe, bora com a Claro Empresas. Soluções completas e inovadoras para transformar o seu negócio. Saiba mais em 0800-720-1234 ou acesse claroempresas.com.br. Claro Empresas, bora fazer juntos.
Claro Empresas
Soluções para micro, pequenas e médias empresasEpson
Impressoras jato de tinta