#345 | O MUNDO QUE VOCÊ CONHECIA ACABOU (E NINGUÉM ESTÁ PREPARADO)
O mundo mudou — e não é só mais um ciclo econômico.Guerra, inflação, juros altos, desglobalização… e um novo jogo global sendo construído na nossa frente.Neste episódio, Ana Paula Vescovi e Marco Caruso explicam por que os modelos tradicionais deixaram de funcionar — e o que isso significa para investidores e para o Brasil.O que você vai entender:-Por que economistas estão errando mais-O impacto da geopolítica na economia global-O fim do mundo de juros baixos-Como o mercado de crédito está mudando-O papel da inteligência artificial-E por que o Brasil pode se beneficiar (ou desperdiçar tudo)📌 Inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder nenhum episódio!📢Apoie o Market Makers e ajude a fortalecer o mercado de capitais no Brasil! Clique no link e torne-se membro do nosso canal por apenas R$7,99 por mês: https://www.youtube.com/channel/UCwZwvDC6f0WhcVTG-3aBUTQ/join📩Entre para nossa newsletter gratuita: https://lp.mmakers.com.br/newsletter_gratuita?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X📢 Anuncie sua marca no Market Makers: comercial@mmakers.com.br📚Biblioteca Market Makers: https://lp.mmakers.com.br/biblioteca/?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X- - - - - - - - -O MUNDO QUE VOCÊ CONHECIA ACABOU (E NINGUÉM ESTÁ PREPARADO) | Market Makers #345Apresentador: Thiago Salomão (Apresentador do Market makers)Convidados: Fábio Guarda (Sócio e CIO da Asset da Galapagos Capital) e Bruno Stein (Sócio e Head de ETFs da Galapagos Capital)#BOLSADEVALORES #INVESTIMENTOS #MERCADOFINANCEIRO #MARKETMAKERS #THIAGOSALOMÃO
João Landau
Thiago Salomão
Ana Paula Vescovi
Marco Caruso
- Economia GlobalGuerra e economia · Impacto da geopolítica · Inteligência artificial · Mudança nas taxas de juros · Desglobalização
- Desemprego BrasilReformas fiscais · Crescimento econômico · Desigualdade social · Educação e mercado de trabalho
- Inteligência ArtificialOportunidades de negócios · Impacto no mercado de trabalho
- Previsões Econômicas FuturasProjeções de PIB · Inflação e juros
- Polarização PolíticaImpacto nas eleições · Segurança pública
Qual a grande solução para o Brasil, né? Onde é que a gente pode enxergar a luz no fim do túnel? Não vai ter um salvador da pátria, não tem uma pessoa que vai trazer todo mundo e resolver todos os problemas, somos nós. A Ana Paula Vescovi, que está aqui com a gente, economista-chefe do Santander, tem uma grande experiência também no setor público, também no governo do Michel Temer. Uma grande honra a gente seguir o país da gente.
E junto com ela está o Marco Caruso, economista também do Santander. A gente está vivendo um mundo onde as guerras econômicas viraram um pilar central de política externa das grandes potências. Você vai ter a busca por segurança em primeiro lugar.
Rússia puxando por um lado, China puxando do outro e Estados Unidos puxando de outro. Como é que junta essa vontade por mudar com o remédio amargo? A gente precisa ter um processo aberto e permanente de reforma do Estado brasileiro e principalmente reforma das contas públicas.
Mas a gente precisa preparar a nossa sociedade para o advento da inteligência artificial e das novas tecnologias. Porque muitas pessoas falam da inteligência artificial como vamos substituir trabalho, vamos substituir emprego e tal. A gente esquece de olhar o outro lado, né? Provavelmente a gente vai estar também criando novos negócios, novas oportunidades, novas soluções para as empresas. Adiciona valor à economia.
A gente precisa ter uma saúde que realmente inclua a população. A gente precisa ter segurança pública. A gente tem que abandonar essa história de que tem o Salvador da Pátria. Mas a gente precisa trazer uma proteção institucional maior a quem faz o que é certo. É a gente entender que está todo mundo no mesmo barco.
Sim, sim, sim, está começando mais um Market Maker. Seja bem-vindo ao podcast da família investidora brasileira. Sou Thiago Salomão, fundador dessa empresa. Hoje estou até com um moletom aqui. Não é tão bonito, mas, bom, para proteger da gripe, a gente tem que estar preparado aqui. Faria Lima, pode estar frio. Pode estar calor lá fora, mas aqui dentro dos escritórios sempre está frio.
Hoje a gente vai falar de um assunto bem quente, pelo menos para compensar, vamos falar de economia, falar do momento atual do mercado, tem muita coisa rolando lá fora, tem muita coisa rolando aqui dentro, eu estou com uma dupla que certamente vai trazer muito conteúdo para vocês, e uma dessas pessoas inclusive vai poder falar até de experiências que eu tenho uma grande curiosidade de saber qual a grande solução para o Brasil, quando a gente vê um grande problema...
Onde é que a gente pode enxergar a luz no fim do túnel? E a Ana Paula Vescovi, que está aqui com a gente, economista-chefe do Santander, tem uma grande experiência também no setor público, principalmente no Estado do Espírito Santo e também no governo do Michel Temer. Dois momentos em que ela vai falar um pouquinho mais.
mas a gente pode achar que estava tudo perdido no Brasil, ou pelo menos no estado ali, não tinha muita solução, e a gente conseguiu encontrar uma saída. Será que a gente encontra alguma coisa dessa em 2026 aqui no Brasil? E junto com ela está o nosso querido Marco Caruso. É Marco ou Marcos?
Marco Antônio Caruso. Marco Antônio Caruso. Economista também do Santander. É dupla do Santander que está aqui com a gente para falar de tudo que está rolando agora no mercado. Fechamos agora o primeiro trimestre do ano. Tranquilo, né? A gente já começou achando que ia ser...
aquele bull market maravilhoso, juros caindo, de repente surge uma guerra, petróleo dispara, juros não vão mais cair, inflação no mundo todo, e muda completamente todas as projeções, todas as contas dos economistas, dos investidores e o que vai ser daqui para frente. É o que a gente vai destrinchar nesse momento aqui no Market Maker. Você está chegando agora? Já deixa o like aí no vídeo, se inscreve no canal.
São 7 milhões de pessoas todos os meses aqui com a gente. Então você dando joinha ajuda a chegar em mais pessoas. E lembrando sempre da nossa campanha. Isso aqui não é patrocínio. É uma campanha nossa. Mamba Water é o projeto para entregar água para mais de 750 milhões de pessoas no mundo que não tem acesso a água potável. É muito simples.
Essa latinha aqui você pode comprar em mambawater.com.br. Cada lata dessa comprada é um litro de água potável para comunidades sem acesso no mundo todo. Quer ajudar? É só ir lá no site e fazer sua parte. Hoje nós e todos os nossos convidados são hidratados pela Mamba Water. Ana Paula e Marco Caruso estão preparados para a conversa?
Acho que sim. Acho que sim, com certeza você está. Obrigado por terem vindo, obrigado por aceitarem o nosso convite. Queria começar o papo... Bom, até queria saber com vocês, geralmente a gente começa falando do cenário internacional para depois vir para o Brasil. Podemos seguir desse jeito? Ou vocês acham que o Brasil merece ser falado primeiro? Acho que lá fora as coisas estão um pouco mais agitadas. Eu acho que vale a pena a gente começar pelo global, sim.
Então tá, então vamos lá, assim, eu não vou me ater muito ao que tá rolando nesse momento que a gente grava, mas o cenário mudou, né, a gente tava vivendo um momento em que, né, muito se falava do quanto que o mundo vai se adaptar à inteligência artificial, que deve trazer, né, um efeito...
é deflacionário na economia, poderia ter um impacto no mercado de trabalho e tudo mais, e parece até que isso ainda está acontecendo, mas perdeu o seu protagonismo por causa das consequências que a gente está vendo com a guerra envolvendo o Irã, Estados Unidos, Israel, e a consequência maior está no preço.
do petróleo e de todos os derivados, fertilizantes, e isso está impactando diretamente a política monetária no mundo todo. Aqui no Brasil a gente já viu um corte de juros menor do que era esperado na última reunião do Copom. E a pergunta que fica é o que a gente pode esperar daqui para frente? O quanto que isso muda o panorama de longo prazo das economias?
Pensando principalmente que a gente vivia esse momento de dólar mais fraco e todas as consequências da inteligência artificial entrando com tudo na economia americana e no resto do mundo.
Bom, Tiago, eu acho que esse é um ciclo muito longo que a gente está vivendo, de transformações globais, que eu acho que agora a gente começa a vivenciar mais eventos e deixam claro o rumo dessa mudança. Mas o mundo está mudando e agora está mudando muito rápido na nossa frente.
Eu acho que quem viveu essa década de 2020 a 2030, quando sair dela e olhar para trás, a gente começou em 2020 com a pandemia, a gente vai entender o tamanho das disrupções que a gente está vivendo. E tudo muito intenso, muito rápido. E acho que eu começo com essa história da pandemia e me lembro muito bem quando tudo aconteceu lá em fevereiro de 2020.
Nós economistas, a gente buscava alguma âncora de conhecimento para poder interpretar esse choque, esse momento. E pandemias são seculares, então muito pouco registro acadêmico, empírico, a gente gosta de números, gosta de ver modelos, enfim, muito pouco subsídio para a gente analisar. Mas uma coisa que me marcou muito nas leituras que a gente fez naquele momento foi que, olha...
Quando o mundo sofreu grandes pandemias ou grandes problemas sanitários, ele já estava em alguns processos de transformação e não houve mudança dessa trilha de transformação. O que houve foi uma aceleração delas.
assim foi o fim do final feudalismo início do mercantilismo assim foi a grande mudança da Europa depois da primeira guerra teve a gripe espanhola enfim e o que a gente viu foi a construção de um estado de bem-estar enfim essas tendências já estavam aí
E a pandemia também, a mesma coisa. A gente já estava vendo um mundo que estava se fragmentando, uma movimentação agitosocial muito grande. Você deve lembrar de Occupy Wall Street, você deve lembrar da Primavera Árabe, dos grandes movimentos sociais, a que teve no Brasil também, na América Latina.
e isso já estava em curso né parece que a sociedade se manifestando quanto algum tipo de insatisfação e veio a pandemia e essas disrupções começaram a ficar mais evidentes então a gente começou a ver uma fragmentação comercial maior eu acho que é um dos eventos mais claros que a gente tem esse choque de oferta né começaram a ficar mais recorrentes e nada mais são do que a demonstração né desse desse desses
quebras né de comércio de relacionamento geopolítico a geopolítica começou a ficar mais ativa mais acentuada é por outro lado a gente vê os países no fundo né aí traz um pouco mais para economia buscando uma certa autonomia um controle maior sobre cadeias produtivas então um controle sobre
dos insumos até a capacidade de produção de tecnologia, aí você puxa para a cadeia de minerais raros, a própria cadeia sanitária, aí você tem toda a cadeia química, farmacêutica, a produção de energia. Então, as nações começaram a ficar preocupadas em estratégia.
contexto mais eu preciso ter controle sobre uma estratégia de desenvolvimento de crescimento até de sustentação do meu patamar de renda e da coesão social é isso a gente está assistindo com cada vez mais novos eventos para explicar para gente como é que esse mundo novo vai funcionar e óbvio que isso tudo acontece para a mente a uma mudança demográfica intensa
né acontece também né com a questão da tecnologia que você mencionou então são muitas placas tectônicas estão mexendo e falando para a gente aqui que estuda economia vocês vão ter que olhar esse negócio com outro olhar não adianta ficar preso a modelo que projeto passado para frente
né porque as disrupções estão acontecendo então eu acho que no fundo isso nos traz uma reflexão que na macroeconomia vai trazer a gente para o mundo mais friccionado menos eficiente né a eficiência tá aí lá é importante mas as fricções geopolíticas essa geopolítica ativa vai trazer
é talvez a eficiência para um segundo né segunda prioridade ou um second best mais distante e a gente vai estar também a no mundo que tem pressões inflacionárias mais evidentes
a riscos até de digamos de suprimentos né de fluxo de suprimentos nesse processo uma incerteza maior sobre a estabilidade dos fluxos de suprimentos de materiais bens matérias-primas de bens básicos e a gente vai estar no mundo também de mais juros né a gente
deixou para trás aquele mundo de juros zero alguns países né economias mais maduras vivendo com juro real negativo né esse mundo ficou para trás então eu acho que isso que traz como principais elementos da gente pensar essa macro e essa sociedade também daqui para frente
Nossa, que bela introdução, mas eu só fiquei pensando numa coisa. Seria isso, então, que ajuda a explicar por que grande parte das projeções dos economistas nos últimos anos não têm se refletido no que de fato tem acontecido? A gente tem tido mais surpresas nas projeções, porque está mais difícil também entender o saldo final disso tudo que está acontecendo?
É, eu até queria ouvir um pouco o Marco aqui, porque, assim, a gente faz isso, né, nosso trabalho. E, óbvio, a gente errou bastante, né? Não estava falando especificamente vocês. Não, acho que nós economistas, acho que aqui é categoria. Por quê? Porque, óbvio, a gente tem uma base quantitativa, né? A gente tem uma base empírica muito forte, a gente tem que, enfim, não é uma ciência, exatamente, mas a gente, óbvio, que olha para essa base empírica.
E o que aconteceu é que até a mudança, a preferência dos trabalhadores em relação ao mercado de trabalho tem mudado desde a pandemia. A gente tem agora o trabalho online, o trabalho flexível, com uma opção, o remoto com o presencial. E também a preferência de pessoas, de trabalhadores, que historicamente a gente sempre viu buscando um mercado formal, seletista e toda a proteção que isso trazia.
mudou, né? A preferência agora é você ter flexibilidade, ter um pouco mais de controle sobre o seu tempo e você tem as plataformas que estão permitindo isso, né? Pelas entregas ou pelas plataformas de marketplace ou várias alternativas que a tecnologia está trazendo e que está, com certeza, estão mudando a preferência dos trabalhadores no reposicionamento do mercado de trabalho.
Então, eu acho que é isso que a gente não consegue modelar, né? Essa que é a dificuldade da gente ter de parâmetros que não são exatamente observáveis. Junto com outros fatores, obviamente, talvez parte desse erro foi a dificuldade da gente estimar o quanto que esses impulsos, creditício monetário, financeiro, fiscal, de diversas naturezas que foram jogados na economia desde então, desde a grande crise financeira, né?
global de 2008, 2009, como esses impulsos de fato repercutem nos canais da economia. Porque não é mais um agregado, o impulso fiscal ou o impulso de crédito. Isso está muito particionado, está muito fragmentado. E talvez ter os insights por trás, você ter um pouco a hipótese bem formulada, as perguntas bem feitas, é que vão te fazer chegar respostas melhores.
mas sabe que são nessa sua pergunta sobre erros de projeções a gente tenta nesses últimos tempos assim o economista a gente tenta com a Ana falando tenta botar tudo em número e fazer a parte cada coisa né
E aí tem um indicador, que já é bastante conceituado hoje em dia na academia, são esses índices de incerteza e etc. Tem índices de risco geopolítico, então basicamente esses indicadores fazem um grande web scrapping, então você passa por...
Os principais jornais do mundo caçando palavras que tenham relação com o que você está tentando achar, incerteza econômica, risco geopolítico, etc. E transforma isso em número. Então, de novo, o economista tenta botar isso em número. E, de fato, você pega esses indicadores de incerteza, não só Brasil, mas global, ou de risco geopolítico, é um particularmente que eu tenho me debruçado mais, e, de fato, você vê uma mudança da média desse indicador.
obviamente, os riscos geopolíticos, o importante deles é que muitas vezes eles vão, mas eles voltam. Quer dizer, essa incerteza, muitas vezes, ela tem um período de tempo que ela dura, mas elas voltam, elas voltam para uma certa média. E você percebe que essa média é mais alta nesses indicadores e, de fato, bate com a percepção que a gente tem numericamente. Isso é verdade que você está falando.
isso até bate voltando na primeira resposta da Ana com a tua até me antecipar pelo que eu sei que você faz você sempre faz que é o livro de mercado que a gente lê um que eu particularmente tô lendo chama choc point né não vou gastar agora vou deixar boa parte dele por jamais esse cara basicamente fala é um livro bem interessante é que é de fato assim a gente tá vivendo um mundo onde
As guerras econômicas viraram um pilar central de política externa das grandes potências. E guerra econômica traz repercussões, então é aquilo que o economista não aprendeu a modelar, mas ela é relevante. E tem aumentado isso, aliás os Estados Unidos tem usado bastante como pilar central da sua política externa essas guerras econômicas.
E é o que ele fala, ele traz para a gente uma ideia de uma trinca impossível. Você não consegue ter o mundo com uma interdependência econômica grande, ou seja, globalizado, junto com segurança econômica, porque, enfim, essa interdependência traz confiança, mas a segurança econômica...
Você perde ela a partir do momento que você está aberto ali no mar, aberto disputando, enfim, com outras economias, vantagens competitivas, comparativas, etc. E a terceiro ponto é num mundo onde você tem claramente disputas geopolíticas bem traçadas.
Rússia puxando por um lado, China puxando do outro, Estados Unidos puxando de outro. Então você não consegue ter as três coisas, a segurança econômica, essa globalização, com os países querendo disputar seus espaços. E bate muito com o papo que você teve tempos atrás com o Troíro sobre a desglobalização, que é o ponto que a Kiana trouxe. Então você joga tudo isso, essa é a minha grande resposta, em modelos. Você tem que esperar caudas mais gordas. Se tem caudas mais gordas, os economistas vão errar mais.
a gente já errava já existia piada e a piada ganhou novos capítulos assim vindo dados de disputas geopolíticas já nem ofende mais né porque já tá tudo bem é tipo o Palmeiras não tem muito legal eu não gostei essa piada eu não gostei e muda um pouco conceito dos choques que a gente tinha né choque será aquele nível de preços que subia e depois voltava o evento se esgotou e tudo né
O que a gente está assistindo depois dos choques é um reframe, uma reconfiguração do que tinha antes. E a gente está começando a se acostumar com essas camadas de reframing. E essa é uma dificuldade da gente entender os novos choques. É legal ter esse papo um pouco mais, com um horizonte um pouco mais longo, que a gente consegue olhar com mais calma todas essas grandes mudanças que vêm acontecendo.
Porque eu entrei no mercado em 2008, 2008 para 2009. Então, eu me considero um filho do bull market. Talvez aqui no Brasil não muito, mas lá fora, quem acompanha o mercado financeiro desde 2009 só viu o juros zero, o quantitative easing, helicopter money, todas aquelas medidas do FED e outros bancos centrais mundo afora.
deixando um juro próximo de zero, como você falou, né, Ana? A gente viu lá um juro zero, até juro real negativo. E agora está normalizando para um juro que talvez para níveis brasileiros nem parece alto, mas para quem viveu uma geração inteira, né? A gente já está falando de... São quase 20 anos de lá para cá.
20 anos já dá para dizer que é um longo prazo ali, né? Quem começou a investir em 2008 para cá, né? Acreditou que, pô, Bolsa Americana caiu, comprou, que deu certo aí por 20 anos, né? Então, muita coisa começa a mudar muito rápido, né? Mas e aí, o que essas mudanças estão mudando para vocês, né? O que dá para a gente...
projetar, talvez nem para os próximos 10 anos, mas pensando que essa década já passou mais da metade, que a gente consegue imaginar que, apesar de todas essas mudanças, isso aqui deve continuar acontecendo. Ou com base em tudo isso que está acontecendo, isso é o que deve acontecer. Olhando até os próximos anos, 2030.
Bom, primeiro é a gente entender que existem forças em direções contrárias, forças diferentes em direções contrárias. Essa história da fragmentação de comércio, ela tem o ponto de você não ter mais uma busca 100% pela eficiência. Então, essas cadeias estão se recompondo numa base de segurança.
onde você esteja próximo, ou pelo menos onde o nível de política é mais homogêneo naquela... naquela geografia onde você relocaliza suas cadeias produtivas. Por outro lado, você tem esse advento das tecnologias. Então, assim...
a obviamente que o mundo fragmentado ele também perde a com o componente da coesão social né porque que depois da segunda guerra mundial se investiu tanto nesse componente da integração de comércio porque a nações interdependentes brigam menos e realmente a gente teve anos décadas né onde até pela configuração de governança global os organismos multilaterais que foram editados né naquele momento
Isso tudo ajudou o mundo a tirar o ruído macro. Tiveram momentos de ruído importantes, nos anos 80, com o choque do petróleo, a reflação nos Estados Unidos, a subida de juros do Volcker, quebrou a América Latina, enfim. Tiveram ruídos macro, sim.
Mas você tem razão, a gente teve, depois principalmente do Conselho de Washington, você teve 25 anos de grande moderação. E aí o ruído macro sumiu. E aí criou uma geração de analistas, gestores, economistas, policy makers, uma geração que começou a pensar mais o micro.
é no micro que a gente cresce, é no micro que os negócios se desenvolvem, é no micro que a gente inova, é que a gente gera valor, né? E aí foi um mundo que realmente começou a se preocupar com fontes de crescimento, como é que a gente fazia para poder...
aproveitado os processos de inovação veio a onda da internet é enfim como é que a gente poderia lidar com as bolhas ou com excesso de precificação com os problemas de precificação é agora a gente está num ponto que que o projeto para frente
todo esse reconstituição de cadeias produtivas mais próximas, dentro de um ambiente um pouco mais controlado, olhando segurança e autonomia de países, de blocos, enfim, de nações.
é esse processo ele vai levar realmente a uma disputa maior por recursos que são escassos e a gente pode andar para base dessas cadeias produtivas é o que minerais energia alimentos né a parte química né que que leva a fabricação de medicamentos a toda a cadeia de saúde enfim é você vai ter a busca por segurança em primeiro lugar
né é aonde a gente leva uma ineficiência uma perda de eficiência maior e aí o que eu já apontou um pouquinho aqui né pressões inflacionárias às vezes rupturas ou descontinuidades da própria acesso às matérias-primas pode ter descontinuidade de supply chains cadeia de suprimentos
é e a gente vai conviver com o mundo que prêmios de risco e juros com certeza serão reprecificados reposicionados né
E ainda, tudo isso por trás, já que você tira o componente da integração de comércio para a pacificação social, você acaba levando a uma demanda maior de Estado. E aí a gente está vendo o que está acontecendo com as contas públicas no mundo inteiro. O Estado está sendo demandado, ele começa a entrar também financiando via subsídios ou tarifas, vários instrumentos diferentes.
esse reposicionamento de cadeias produtivas, esse reinvestimento em cadeias produtivas. O investimento direto estrangeiro passa a olhar outros atributos, outros componentes. E, por fim, eu acho que a gente vai ter um mundo ainda muito...
muito desafiado por essa desequilíbrio de contas públicas como é que você vai financiar a cadeia de defesa militar mesmo tô falando né como é que você vai financiar novas cadeias logísticas porque essa logística fica diferente é como é que você vai financiar esse mundo mais inseguro com prêmios de risco mais destacados
Eu, quando a Ana, eu me lembro dessa discussão antiga que existe, né, do pêndulo entre segurança e eficiência. Segurança e eficiência. Provavelmente a gente está caminhando, é o que a Ana está dizendo, né, por esse pêndulo de sociedades demandando mais segurança. Aí coisas que vão me vir da mente, assim, acho que isso explica, por exemplo, quanto que os incumbentes têm perdido eleições por aí. Porque se você tem o advento de choques constantes,
você bom a sociedade não quer saber se é exógeno choque veio não sei da onde ela quer saber se o dinheiro no bolso tá pagando as contas e vai culpar o incumbente ou seja lá porque mudanças de isso acho que é um ponto importante acho que outro assim grande assim é não que é uma discussão grande assim o quanto que a pandemia e mais a soma dessas outras coisas
não te leva a flertar com crises fiscais, que é uma constante na história do Brasil, mas agora parece que é uma constante ou algo presente em outras economias. E se isso é verdade, governos grandes, agigantados, você começa a... Você tem uma falta, uma das teorias de por que o juro neutro no mundo pode ser mais alto, o juro real neutro.
a partir da pandemia e desses choques, tem governos agigantados, começa a ter uma escassez ali, de safe assets, né? De ativos livres de risco de fato, né? Se tem essa escassez, economias grandes como a americana tem que pagar mais juros para atrair o mesmo capital que antes nos mesmos leilões vários que o Tesouro vai ter que fazer.
dito tudo isso, são coisas que vêm na minha cabeça, mas no fundo o que está por trás, também conversa com a outra pergunta, a dificuldade de projeção é que os economistas e o livro, o texto de economia, ele é muito bom para explicar o equilíbrio o caminho até o próximo equilíbrio se é isso que a gente está indo, a gente não aprendeu muito, a gente imagina que é para cá, mas esse processo daqui para lá é muito heterodoxo muito diferente para o ...
para o bom livro texto então no fundo é vamos ter que ver para entender e tem uma outra nuance aqui só para completar um pouquinho a gente tá falando muito de economia real né a ruptura de cadeias produtivas ou reconstrução de cadeias produtivas e tal mas assim o dinheiro vai atrás dias quer dizer os mercados financeiros estão se adaptando isso também
E às vezes a gente precisa parar para observar como é que está sendo essa adaptação. Está aí uma discussão sobre a dominância do dólar, está aí uma discussão sobre os novos mercados de crédito privado. Enfim, essa procura por diversificação de portfólios como estratégia até bem básica, né? De diluição de risco, de redução de risco e a volta de conversa sobre mercados emergentes.
Eu achei interessante, só até para deixar bem claro, quando a gente fala desse pêndulo de segurança e eficiência, pelo que eu entendi, e acho que é essa a ligação, quando você tem um mercado mais eficiente, você gasta menos e isso vai te exigir, vamos dizer... ...
um menor cuidado ali com a segurança, ou com o que quase como... É que eu fiquei pensando muito no Brasil nisso, porque parece que o Brasil pode se beneficiar dessa história, porque quando a gente fala de uma busca maior por... A gente pode ter recursos escassos. Bom, o Brasil talvez não seja um grande polo tecnológico, mas a gente tem muita coisa que o mundo todo demanda. Alimento...
com segurança, energia, agora até a questão de terras raras. Então, o Brasil pode se beneficiar desse mundo, vamos dizer, que busca mais a segurança em prol da eficiência. É um mundo mais ineficiente, mas buscando a segurança. Não estou sendo aqui muito otimista. Dá para dizer que o Brasil, nesse contexto, ele pode se sair bem.
Faz todo sentido comparar os nossos ativos com os ativos de outras geografias de outras regiões do mundo, nesse contexto que a gente está falando. O que é importante a gente entender é que isso não é automático. Agora, isso com certeza é um benefício que a gente tem para financiar as nossas transições.
Até os nossos problemas, Thiago. O fato de a gente ter avançado muito pouco na educação da nossa população, no aprendizado, que eu prefiro falar. O fato de nós termos muita coisa para fazer na infraestrutura. O fato de nós termos instituições que são imperfeitas. Eu acho que até os nossos problemas são ativos nesse momento, porque se a gente conseguir colocar um foco...
nesse benefício que a gente tem por ter ativos naturais e commodities e tão importantes nesse momento até a nossa localização geográfica longe das regiões que transita bem com a neutralidade diplomática acho que não é exagero mas que transita bem com relações múltiplas
é eu acho que a gente tem um conjunto de vantagens que poderiam né acordar a gente nesse momento olhar para os nossos desafios assim caramba a gente tem que aproveitar esse bom posicionamento porque não é a gente sentar nem berço esplêndido né em cima das nossas reservas de petróleo que nossos
a situação de petróleo, dado que a gente já contratou, vai crescer 30% até o início dos anos 2030. A gente já contratou uma série de marcos regulatórios na área de infraestrutura que estão ativando esse mercado, ainda que com esse juro tão alto que a gente tem. Estou falando de um juro mais estrutural aqui, não um juro cíclico.
A gente acabou de fazer uma reforma tributária importantíssima, que vai mudar a eficiência na coleta de impostos, mas não só isso. A reforma tributária é uma mudança de mindsets que vai ter que entrar nas empresas, na governança das empresas e na decisão, no processo decisório das empresas, na estratégia das empresas. Então, acho que isso precisaria acordar a gente para falar assim, nós temos...
um benefício único de como financiar o nosso processo de desenvolvimento. Só que ele não é automático e nem acontece instintivamente. Você tem que organizar esse processo. É um processo deliberado. Você querer ser um país desenvolvido, precisa de ter deliberação sobre isso. Você tem que organizar, conseguir coordenar suas instituições e todos esses processos para você chegar lá.
E pelo contrário mesmo, né? Não é automático, porque é uma coisa que a gente escuta muito dos gringos, né? Assim, pensando, voltando para o curto prazo, até para pensar o fiscal. Pode gerar uma condescendência, né? A gente ter esse benefício e surfar esse benefício pode gerar uma condescendência, porque o gringo fala para a gente, olha, beleza, vocês vêm aqui há 20 anos me falar que é o fiscal, fiscal, fiscal.
Tá bom, mas isso eu já sei. Hoje, então assim, eu já sei que o Brasil, né, o gringo fala, é um aluno nota C. Que pra gente seria, sei lá, o 6. 5, 6. O mundo era um aluno nota B. Sei lá, seria o 8, 9. Mas hoje o mundo é nota B-. Sei lá, é B-. É 7. Então assim, eu olho essas coisas, eu, investidor estrangeiro, tá bom, pelo menos você me paga 15%. E aí
Beleza, mas vem esse fluxo pra cá, a gente começa a achar que tá tudo bem, né? Então, um pouco da aflição que eu tenho de perceber, né, que não é automático, como a Ana bem sempre fala, que a gente precisa querer fazer, chega, sei lá, você chega e olha, o dólar tá 5,15, e aí? Voltando pro curto prazo, não é um maçarico pra ninguém, 5,15, certo? E podia ser.
480, não sei. O que eu entendi com isso, Marco, é que para a gente sentir o senso de urgência, a gente tem que ver o abismo mais de perto. Quem manda no Brasil hoje não está se sentindo muito ameaçado.
É curioso isso, porque a gente acredita que o mercado financeiro é uma coisa um pouco distante da realidade do dia a dia, mas nesse caso não, né? Nesse caso, assim, ele... Não sei se a gente está falando dos políticos exatamente ou de autoridades, mas enfim.
Mas ver que o termômetro está mostrando que o paciente está doente é o que vai fazer a gente tomar as decisões que precisam ser tomadas. É nada melhor do que um deadline para cumprir um desafio, certo? E saber qual é a punição caso não cumpra também, porque deadline sem munição não vai ajudar muito. Bom, então tem solução. É só a gente montar uma equipe legal ali que enxergue isso e está resolvido. É isso.
Muito mais do que isso. Muito mais do que isso. Quem monta aqui? É, então, posso... Aí, obviamente, você pode opinar, né, Marco? Mas você, Ana, que passou por isso ali, né? Eu citei o estado do Espírito Santo e também o governo Temer, né? Que foram momentos... A gente já teve aqui uma bela aula do Espírito Santo quando trouxe o governador Paulo Artung.
e o governo Temer, acho que o mercado todo pôde acompanhar, mas se dá para fazer um paralelo entre os dois, era uma situação onde parecia que não havia luz no fim do túnel.
E talvez por isso houve uma coordenação público-privado, empresários, políticos. Não teve um herói ali, teve uma coletividade que fez com que a gente tomasse as decisões que a gente tinha que tomar, os remédios amargos que tinham que tomar e que trouxeram consequências positivas.
Acredito que o Espírito Santo saiu um pouco melhor que o Brasil, durou um pouquinho mais. Mas queria que você comentasse um pouco isso para a gente talvez entender o que poderia ser. Então, qual é o gatilho ali que pode fazer a gente encontrar essa coordenação para que a solução está aí. A gente já tem aqui. A gente não precisa criar nada novo. Talvez é só coordenar e...
e organizando direitinho acho que todo mundo vai ganhar dinheiro do produtor ao empresário ao investidor todo mundo
É, eu acho que existem diversos gatilhos, né? Eu olho o caso do Espírito Santo, que precisou ir para o fundo do poço, na beira do abismo. Eu olho o caso do Brasil ali na crise de 2015, 2016, onde realmente foi, assim, nós tivemos a pior crise registrada da nossa história, né? Foi um 7% de perda de renda real para a média da população. É um PIB que caiu 7% em dois anos, a gente nunca tinha experimentado isso.
é mas eu vejo também o plano real né nós precisamos de década e meia não teve abismo teve uma deterioração contínua onde de repente alguma coisa trigo a gente começou a construir soluções e essas soluções vieram então eu ainda não sei se nós temos um modelo único se a gente precisa realmente chegar na beira do abismo mas eu acreditar que não porque o que a gente vê hoje estudando um pouco a economia brasileira que a gente tem
a algumas áreas né de expansão outras áreas de contração é um crescimento medíocre mas a gente teve no passado um crescimento levado por esses impulsos a gente é capacidade ociosa e a gente foi ocupando isso e crescendo mais rápido a gente não tem mais essa capacidade ociosa é a gente tem excelência
né que estão conseguindo brilhar com essa taxa de juros monumental né que a gente tem somos campeões nela então para mim não fica tão claro sabe Thiago eu acho que essa conjunção existem algum alguns fatores institucionais que a gente pode construir
né é o plano real foi o que a gente enfim teve a oportunidade dada por alguns gatilhos e eu já sei que o consenso de Washington e tal os organismos multilaterais apoiando e o Brasil precisou recorrer os organismos multilaterais porque não tinha como pagar as suas despesas com dívida externa e a escassez de divisas que a gente tinha na época a gente precisou recorrer o FMI
E aí veio todo um apoio de organismos multilaterais, eu estava no governo na época, acompanhei de perto, isso foi um fator importante, inclusive, para trazer o meio político para entender as nossas restrições e as nossas oportunidades. Então é como se o país tivesse se unido em função de um longo tempo, estava dando errado.
né obviamente inflação é mais de enfim perto do canal dos mil por cento ao ano é uma hiper inflação a gente enfim mercado de trabalho de tratado completamente e as empresas sem conseguir crescer né a gente não tinha horizonte de planejamento era tudo curtíssimo prazo então a gente viu uma destrava uma possibilidade de destravar valor muito grande né
isso tudo foi uma conjunção de fatores. Ali nas outras duas crises, eu acho que você mencionou, tanto o Espírito Santo nos anos 2000, também foi um grande período de detração da economia, até a gente ter uma chance de olhar para experiências que foram exitosas em coordenar lideranças locais e trazer elementos para ajudar a gente a combater o crime organizado, e não só o crime organizado, como a captura do Estado.
porque as empresas buscavam sobreviver. Então, às vezes, as duas coisas aconteceram ao mesmo tempo. Então, eu acho que é um misto entre um processo que vai se detratando muito gradualmente, que todo mundo começa a perder com ele, e alguns fatores que trigam, que acionam essa busca por uma solução.
O que eu acho é que a gente precisa realmente construir isso coletivamente. Não vai ter um salvador da pátria, não tem uma pessoa que vai trazer todo mundo e resolver todos os problemas. Somos nós. E aí lideranças é muito importante. A gente olha para a Argentina no que está acontecendo agora, mas a Argentina passou por 40 anos de depressão da sua economia.
e as lideranças pouco engajadas na solução desse problema. Então, acho que a primeira coisa que um país precisa ter é essa liderança empresarial, puxando outros tipos de liderança da sociedade e abrindo canais de consenso. A gente não vai ter 100% de entendimento, mas a gente precisa ter mais do que essa polarização política está trazendo para a gente. A gente precisa abrir esses canais e ir aprovando uma coisa aqui e outra coisa ali.
O que eu estou falando muito, que eu acho que é um pouco do meu entendimento sobre esse processo, que eu acho que tem solução, sim, é que a gente precisa entender que o Brasil precisa abrir uma frente de ajuste permanente da economia, das contas públicas.
das nossas instituições que trazem a produtividade, do arejamento da economia, trazer as empresas para competir, fechar essas lacunas, onde inclusive vários negócios foram sendo construídos na esteira dessa incompletude de mercados, e fazer reformas, reformas e reformas. E, de novo, o que eu já te falei aqui, as nossas mazelas também são nossas grandes oportunidades.
Como é que a gente constrói isso? Sim, a gente precisa arejar essas lideranças que fizeram o plano real, que sustentaram esse processo de reformas que a gente teve desde 2016. A gente precisa de um arejamento para trazer a gente disposta a brigar pelo Brasil e pelo longo prazo. Só antes de falar de arejamento, é...
Como foi lá no Espírito Santo? Até para quem não acompanhou, porque não foi um único herói, né? Eu citei o Paulo Artung aqui como o governador da época, mas queria que você falasse um pouco de como é que foi essa...
conexão ali, se foram os empresários da região, se foi gente de fora que trouxe as ideias, enfim, como é que se formou o que acabou sendo a solução para o Estado e também o que é essa solução, porque parece que a gente fala que veio alguém com uma varinha lá. Não, tem varinha mágica.
Como é que junta também, né, o... Pô, tem uma solução, mas essa solução vai doer aqui. É ajuste fiscal, é corte de gasto, é um monte de coisa aqui que, pô, não vai dar voto, mas vai resolver a vida no futuro. Como é que junta, né, essa vontade por mudar com o remédio amargo?
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Primeiro, a gente tem que acabar com essa sensação de impunidade e acreditar que uns farão sacrifícios e outros não.
E eu insisto muito que a justificação não é sacrifício. A justificação é uma forma de a gente colocar os recursos do setor público onde eles funcionam melhor para o coletivo. Isso às vezes não é tão claro. A gente precisa talvez de apoio de pesquisas, de testes empíricos, de evidência empírica para poder fazer isso. Isso não é tão intuitivo.
né é o Espírito Santo foi buscar o modelo lá enfim é do Ceará né onde as lideranças empresariais montaram uma organização para poder pensar o estado no longo prazo e trazer gente promover o estado nessa direção esse é a nossa plataforma quem topa ajudar nessa plataforma
né E aí você vai congregando lideranças da sociedade civil enfim diversas configurações até lideranças religiosas pessoas que têm capacidade de atrair é pelo bom exemplo né então de inspirar lideranças é a inspiração né
Então, acho que foi isso que o Espírito Santo foi lá, copiou, criou uma ONG, né? É um movimento empresarial. E isso, obviamente, que teve financiamento das empresas que estavam lá querendo ver o Estado crescer para poder prosperar. E depois teve, enfim.
ajudas também do governo federal da Força Nacional de segurança a gente tinha um problema de segurança gente por onde o crime organizado né é que eu acho que hoje é um problema que aflige também um Brasil em larga medida tá então é isso é a gente entender que tá todo mundo no mesmo barco às vezes eu vejo nossa discussão do tema fiscal que também é um tema muito caro para mim você sabe bem disso
Eu falei, poxa, mas isso daqui não é uma coisa tão relevante nas contas públicas. Quando a gente olha o orçamento, ele está lá uma rubrica bem pequena. Acho que vamos olhar aqui o que é o mais relevante, o mais importante. O problema é que às vezes essas pequenas rubricas tiram da gente a condição de gerar coerência.
dentro da ação pública. Por que eu vou penalizar só um determinado tipo, um determinado segmento da sociedade em detrimento de outros? Na verdade, é uma história de todo mundo no mesmo barco. Isso é muito difícil, inclusive para as lideranças empresariais, que querem, às vezes, um crescimento mais de médio prazo, curto prazo, para a roda não parar de girar.
você tem que ter uma noção que às vezes a economia vai passar por uma adaptação freio de arrumação e que isso precisa de fôlego né agora a gente tá passando por um processo de juros acima de seis e meio a desde o pós-pandemia 2022 por aí
é o sexto ano, né? A gente está com o juro real medido pela B, enfim, pelas NTNBs do Tesouro, entre 7 e 7,5. Então, assim, nós estamos pedindo esse fôlego às empresas por meio dos seus fluxos de caixa, né?
Mas até quando que a gente vai conseguir esse modelo que gera incertezas, gera risco, prêmios de risco super abertos e esse custo de capital? Acho que um dos primeiros problemas que o Brasil precisa endereçar e trazer todo mundo para a mesma página é reduzir esse custo de capital, que aí a roda gira de uma forma mais sustentada.
É, tem uma frase que a gente repete muito aqui, né? Que é o exemplo arrasta. Quando você... Quando você vê os que... Os mais beneficiados, ou os que estão numa posição mais privilegiada, né? Também sentindo na pele, né? Ajudando nesse processo. Isso.
Porque a sensação de, pô, mas por que vai mexer no meu se não vai mexer no dele, né? E ele tem mais do que eu, enfim, aí fica nessa discussão, a gente nunca sai do lugar. E aí o difícil do processo fica que a economia política do ajuste fiscal, ela se esgarça, porque você fica sempre fazendo meio trabalho, pegando meio público, não público inteiro, enfim, essas pequenas penduricalhos, etc.
vai perdendo legitimidade e se esgarça. E aí, lá vem de novo os mesmos economistas falar sobre os mesmos, mas, na verdade, é porque você não fez o devidamente. Eu brinco que o Marcos Lisboa, sempre que vem aqui no podcast, é uma aula, literalmente.
Mas alguém falou, pô, o Marcos Lisboa fala sempre essa mesma coisa. Aí eu falei, pô, esse é o problema, né? Ele tá mostrando os problemas e a gente não tá resolvendo. Ninguém tá levando a sério. Então, seria bom ele falar de novos problemas, né? Eu acho que ele adoraria falar de novos problemas, mas a gente tem problemas que a gente simplesmente... A gente vê ele ali e não resolve, né?
É, eu acho que é um pouco isso e também o fato de que, muito mais do que a gente ter os caminhos, é uma, digamos, uma lista de medidas, uma agenda de reformas.
Hoje, o que me preocupa mais é a gente ter instituições capazes de apoiar essas medidas. Não faltam técnicos brilhantes no Brasil, não faltam diagnósticos muito bem posicionados. As coisas também não são simples, quer dizer, você às vezes para uma mesma solução, você tem duas ou três propostas, mas desde que esteja na direção certa, não tem problema. A gente pode fazer escolhas, a gente tem até o direito de escolher.
qual o caminho de ajuste que a gente tem em várias frentes, ajustes regulatórios. A gente precisa, por exemplo, terminar nossas reformas no mercado de crédito no Brasil. Olha, a gente tem embaixo dos nossos olhos como foi importante a gente ter reformado o sistema de crédito, o que trouxe para o setor imobiliário, o que trouxe para o mercado de capitais. Essa é uma fonte hoje, isoladamente, de eficiência dentro do mercado brasileiro.
Ao que é setor de infraestrutura no Brasil, graças a essa evolução? É uma revolução que a gente não vai nem conseguir, talvez quando ela chegue lá na frente a gente vai conseguir medir, mas o que é a gente ter universalização do saneamento no Brasil? Em 2033 a meta talvez atrase um pouco, provavelmente vai atrasar, mas a gente vai estar anos luz do que a gente estava quando a gente começou a discutir como fazer melhor uso desses ativos.
que vem do poder concedente, vem do direito de você fazer o saneamento, até o modelo de contratos, até os tipos de governança diferentes que você tem, porque não tem uma solução única que a gente está adotando. Tem empresas que foram privatizadas, tem empresas que continuam parcerias público-privadas, continuam interagindo com o setor público, tem empresas que são públicas, mas agora tem um contrato de metas de universalização. Então, ainda que numa...
digamos assim, alguma coisa que não é linear, nem muito óbvia, é complexa, mas ainda assim a gente achou o caminho. A gente está achando vários caminhos, na verdade. Então é isso que a gente precisa entender. As soluções não são exatamente claras, não são prontas. Se a gente vai construir essas soluções, o importante é a gente andar na direção certa.
E para isso a gente precisa ter um bom diagnóstico dos problemas. A gente já tem, como você comentou, como é que faz para enfrentá-los. Me parece que hoje o tema, que pelo menos na minha visão prioritário, é a gente ter instituições ou trazer incentivos corretos para que as nossas instituições atuem nessa defesa de uma agenda na direção certa.
Acho que o lado bullish disso tudo, vamos pôr assim, é que um ponto que a Ana sempre traz, que é bem verdade, nesse olhar de médio e longo prazo, a gente fez reforma independente da cor da camisa de quem estava lá tocando o barco. Tem várias, o verde, o azul, o vermelho. E se pagou. Dá para ver que se paga, porque às vezes não é uma pergunta que faz assim, como que a gente está sobrevivendo?
a um juro real de 6% a tantos anos e está sobrevivendo e não só sobrevendo, voltando para a primeira pergunta, surpreendendo positivamente no caso de crescimento do PIB. O que está por trás?
Tem os anabolizantes que a gente conhece, que é o impulso fiscal e creditício, mas também tem uma sustância fundamental que vem da sequência de reformas. Então, geralmente, quando você olha 5, 10 anos para trás e você percebe que você errou o PIB vários anos para cima, ou seja, ele veio mais forte, tem algo por trás ali que tende-se a não ser só o anabolizante. E essas são as reformas, né? Então, o lado bullish é...
a gente entrega as reformas não na velocidade o professor pastor e Afonso Celso e fala que o Brasil nessa em algumas coisas ele anda na velocidade de um caga do Manco né que é o a tartaruga na velocidade do caga do Manco não é na velocidade do mercado mas a velocidade da política não é do mercado
mas a gente entrega e um ponto interessante né demora de novo como um caga do manco mas é depois de tanto tempo debatendo às vezes elas elas simplesmente andam assim o fato da gente ter feito a reforma da previdência depois de debater 20 anos tô de novo então tá lá vem os meses e quando eles fazem tudo bem mas a gente falou por 20 anos e mora saiu e saiu com protestos favoráveis né tudo ninguém lembra mas teve protesto favorável é para a da previdência na rua então
pode não ser a verdade que a gente quer a gente esgarça essas coisas mas a gente tem um histórico reformista de alguma forma histórico reformista de alguém que flerta com o abismo não pula como muitas sociedades e com o tempo se debatendo mora ela sai na mente de novo no automático no ponto da não é automático precisa querer ser mas tá lá os baleiros no PowerPoint do que você tem que fazer a gente meio que sabe
Falta a execução e essa força que não é, né, ela nasce naturalmente, que de novo, não é sexy falar de ajuste fiscal politicamente, mas ela nasce de um consenso que vai sendo construído e...
empurrado por esse por esses formadores de opinião que a Ana tanto bate que eles tem que estar mais ativo no debate pra que aquilo leve o policymaker a entregar o que tá todo mundo muito na defensiva entendeu Thiago? Mas Ana, quem que é esse todo mundo? A gente tá falando dos empresários, dos
políticos dos dos antigos políticos quem que é o todo mundo que precisaria aparecer tem que ser eu acho que um conjunto amplo né e tá aí eu conheço vários think tanks eu conheço vários movimentos empresariais que estão se formando né
pequenas mobilizações de instituições que se proliferam volta e meia a gente recebe convite para estar debatendo esses assuntos tem muita produção dentro da academia então eu acho que tá aí a gente tá passando por uma uma questão de coordenação institucional né é quem pega o fio da meada né difícil falar eu acho que é
a gente tem que abandonar essa história de que tem um salvador da pátria ou alguém que vai catapultar isso
mas a gente precisa trazer uma proteção institucional maior a quem faz o que é certo, quem faz direito. A gente só está conseguindo enxergar onde as instituições estão se degradando, mas eu ainda vejo muita gente boa participando por dentro dessas instituições, seja no judiciário, seja no legislativo, seja no poder executivo, seja dentro das empresas.
só que a gente não tá conseguindo proteger as pessoas que fazem o que é certo e às vezes tomam risco por isso vou citar um exemplo aqui claro né Enfim eu passei por um processo de ajuste na caixa fui fui enfim pelo conselho da caixa a gente foi fazendo uma transformação importante tanto na governança da empresa a quanto no ajuste de capital que a gente teve que fazer muito rápido ali
é e recentemente alguns funcionários da caixa reagiram a processos que estava acontecendo com a empresa eu não sei se a companhia conseguiu proteger esses funcionários que fosse a gente não vai assinar alguns processos porque a gente sabe que a gente vai com isso proteger a companhia de tomar riscos fizeram um trabalho técnico né Enfim a gente precisa proteger essas pessoas que fazem simplesmente o que é certo
né e eu ao longo da minha carreira vi várias pessoas fazendo isso e sendo protegidas protegidas que eu falo assim olha a sociedade reconhece né nós estamos assim é reconhecendo nesses profissionais o seu valor né então isso é uma forma que eu tô ilustrando aqui para dizer que os incentivos corretos
ajudam muito a gente a trazer essas pessoas à luz né a gente reconhecer quem são essas pessoas que podem se juntar e começar a ativar e contaminar a sociedade para andar para o lado de de fazer as coisas que não são fáceis não existe um processo se alguém ouvir né que é vamos fazer um ajuste do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do jejum do
não é fácil o processo é complexo ele é são várias medidas e de novo eu acho que ele é permanente por um bom tempo né ele não vai ser eterno que a gente vai começar a colher o benefício de algum momento mas a gente precisa ter um processo aberto e permanente de reforma do estado brasileiro inclusive e principalmente reforma das contas públicas e aí
a gente precisa ter uma democracia mais resolutiva, que entregue para a sociedade o que ela precisa, que é uma educação que vai transformar os jovens. A gente vai precisar ser reeducado agora com as novas tecnologias, com a inteligência artificial e tal, que prepare o mercado de trabalho para o que está vindo aí, que a gente tem uma incerteza muito grande de qual vai ser impacto, mas a gente precisa preparar a nossa sociedade para o advento da inteligência artificial e das novas tecnologias.
a gente precisa ter uma saúde que realmente inclua a população né uma zona de igualdade principalmente no mercado de trabalho que faça com que as pessoas tenham as mesmas oportunidades a gente precisa ter segurança pública e talvez a gente só vê os drives do que o estado precisa reduzir ou deixar de fazer mas tem alguns drives do que o estado precisa ser mais eficiente aqui para poder fazer mais ali a gente precisa ter um estado forte para combater o problema da criminalidade
é porque tem estado grande não tá falando que é um estado forte né é e acho que enfim essa democracia resolutiva ela é grande equação do problema como é que a gente chega lá você já pode imaginar o quão complexo é isso
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É que eu só fico pensando no... A gente faz muitos episódios não só com o pessoal do mercado, mas a gente tem conversado com muito político, analista político, pessoas que vivem e convivem em Brasília, falando com empresários também, enfim. A gente não foca só em falar com pessoas que estão aqui no nosso mundinho da Faria Lima, Leblon, né? A gente tenta enxergar um pouco além disso.
E a sensação que eu fico, e eu queria ouvir a opinião de vocês, Ana e Marco, é que parece que todo mundo está buscando esse diálogo, mas pela tal da polarização, fica muito difícil você dialogar.
Sem parecer com que... Pera, antes de você me falar a sua opinião, deixa eu ver quem que você está apoiando. Ou com base na sua opinião eu vou...
Eu vou já entender qual é o político que você está apoiando e isso já vai ser contra o que eu estou defendendo ou não. A gente trouxe aqui recentemente a Taba Tamaral, que a ideia não é fazer propaganda política para ninguém, mas é uma jovem, tem 32 anos, tem uma história de vida vencedora.
E o motivo pelo qual eu trouxe ela aqui, a gente está fazendo uma série especial de eleições, foi falar... Tá, a gente fala muito com o pessoal de direita, né? Que está aqui no mercado financeiro, geralmente as pessoas são de direita. E você é uma pessoa que conseguiu ao mesmo tempo ter ideias de direita e de esquerda. E eu queria dizer que você agradou os dois lados, mas na verdade não, você está desagradando os dois lados. Porque tem coisa que a esquerda não agrada e a direita não agrada.
e ela falou meu tudo bem eu eu eu acho que a gente tem que ir para o lado de diálogo de conversa e não vou agradar todo mundo mesmo acho que o problema é você apoiar uma ideia que você não acredita só porque é do do seu lado da sua panela política ali enfim
Achei interessante esse ponto de vista, mantém ela totalmente isolada no momento atual de polarização, mas queria entender de vocês o quanto que essa polarização acaba também dificultando essa conversa e pensando que o mundo está cada vez mais polarizado se isso torna-se um desafio ainda maior para a gente chegar nessa solução do Brasil.
A gente tem bons exemplos que nós mesmos estamos construindo. Eu citei aqui o exemplo do marco de saneamento. Citei o exemplo da reforma tributária. A gente não aprovou o first best dessas medidas, o estado da arte. A gente aprovou medidas que foram possíveis de aprovar. E estamos avançando muito nisso.
é e assim eu de novo as soluções não são únicas elas são múltiplas elas estão em várias direções né veja o que tá acontecendo na área de concessões para infraestrutura no Brasil a gente começou lá com o PPI recomeçou né com PPI mudar um pouco modelo colocamos ali
o modelo de precificação de leilões, a construção de projetos que tinham viabilidade financeira fora dos subsídios do BNDES, já estava aprovada ali a TLP, e teve uma continuidade disso, governos diferentes. Então o que a gente vê é o processo se aperfeiçoando a cada ano que passa, a gente com múltiplos leilões sendo realizados.
Essa velocidade da realização dos leilões de rodovias e ferrovias está se acelerando. A gente está vendo soluções muito interessantes na área de portos, de tupes, de terminais privados, que há 20 anos atrás não se viabilizariam no Brasil.
é isso tudo tá permitindo que a gente colha esses bons exemplos entenda como é que eles funcionam né não é direita nem esquerda é um pouco de olhar pragmático e aprovando aquilo que a gente consegue trazer essa discussão é o a gente é acho que a gente pode talvez a discutir como avançar nesses processos que estão dando certo
e olhar um pouco para coisas que estão à margem do processo decisório mas que estão moldando é esses avanços ao longo do tempo né E aqui eu tô me referindo particularmente ao judiciário é nós temos um país que tem a maior taxa de litigância do mundo
Qualquer comparação que você vê com outros países, o número menor que eu vejo em termos de litigantes, seja na parte trabalhista, na parte de regulação de contratos, é dez vezes mais.
é os números mais tênues né então o que que tá acontecendo com esse processo que a gente não consegue definir a teses que sejam a repercussão geral que possa unificar o judiciário no seu entendimento Olha o que que isso tá fazendo no mercado de crédito grande parte tudo bem a gente tem um juro neutro muito elevado mas grande parte do que tá dentro dos nossos spreads
são essas decisões que não permitem, por exemplo, que a gente execute garantias dentro do sistema de crédito, ou que essa execução é muito lenta. Então, quando eu falo de um mercado de crédito que está incompleto, isso também começa a pegar dentro do mercado de capitais. Veja, a gente precisa acertar essas pontas.
e às vezes é muito mais execução né a gente consegue ter né um processo cumulativo entre reformas entre mudança dos desenhos das políticas públicas as políticas sociais
mas também uma execução melhor, onde a gente olhe mais para a técnica que está por dentro desses processos, que estão à margem da decisão dos policy makers. Aprovamos a reforma da Previdência. Olha o que está acontecendo com a reforma da Previdência na concessão de benefícios. A gente tem, de um lado, uma fila contendo os benefícios, de outro lado, um excesso de judicialização no universo de outros benefícios.
tá redondo não a gente falta execução aí tem um grande debate sobre precatórios dentro do governo né é muitas pessoas não precatória fácil resolver se tira do teto porque é uma coisa que a gente não controla aí que é o risco né o fácil simples e o que não resolve
Está aí, o governo está precisando se debruçar nas teses, os governos, os últimos, porque essas teses se proliferaram e estão transformando em uma judicialização. E agora a gente vê que tem incentivos dentro das agências de governo a judicializar para não comprometer o exercício fiscal do ano, o orçamento do ano, dando mais espaço para as despesas discricionárias.
então assim eu acho que é um misto a Tiago para responder mais objetiva sua pergunta é de olhar o que tá dando certo ainda que nos nossos dilemas de imperfeição da nossa construção um pouco mais caótica que a cultural do nosso país e primar mais pela execução tá e assim a gente tem que começar a fazer tá e tem que começar a fechar essas
torneiras né do que está sendo feito errado você acha certo a gente ter 62 bilhões de emendas parlamentares pagas qual a narrativa que tá por trás não mas eu estou levando mais investimento para os rincões do país que não são ouvidos dentro do orçamento Ok então vamos organizar essa discussão e vamos qualificar esses investimentos que o Brasil tem uma escassez
enorme de recursos e o Governo Federal junto com os estados e municípios o setor público brasileiro despolpa a poupança que já escassa entre o setor privado brasileiro despolpa 5 6 porcento do PIB de uma poupança agregada que é baixa então a gente pode ter o tamanho do estado que a gente quiser o que a gente não pode ter um estado desequilibrado que gere isso se a gente quer um estado grande vamos pagar imposto para ter né a gente não quer pagar imposto então tem estado menor
essas discussões que precisam ser feitas. De novo, a gente tem um problema de execução por trás disso tudo. Eu queria trazer um ponto macro em cima dessa discussão da polarização, consequências, um ponto que me vem, eu não sou cientista político, mas eu tenho meu jaleco guardado. Todo mundo do mercado tem que ter esse jaleco.
como economista em pesca porque que morreu a tal da teoria do eleitor mediano né onde supostamente algum momento os candidatos convergem porque ele precisa conquistar o 50 mais um e 50 mais um em geral tá numa posição mais moderada ou não polarizada né porque que morreu né
Bom, eu não tenho a teoria, mas pensando como macroeconomista, com o meu jaleco surrado de cientista político, eu acho que, voltando para todas as perguntas que a gente já discutiu aqui, nesse mundo pendular, indo para o lado...
da segurança, onde a demanda do eleitor é por mais segurança, porque você tem tido mais choques, você tem tido, né, que aumenta a insegurança econômica. Talvez a própria inteligência artificial te empurre a ter mais demanda por segurança, porque ela tende a exacerbar desigualdades, porque geralmente você demanda algum tipo de, né, de uma escolaridade maior para usar, ou você vai diminuir trabalhos que demandam menos escolaridade, enfim.
nesse ambiente onde você precisa, você tem uma demanda do eleitor por mais segurança, e de novo a Covid, acho que exacerbou isso daí, porque ficou claro que dá para fazer, entre aspas, uma distribuição massiva de dinheiro, lá totalmente justificado, você tinha que salvar famílias e empresas, mas ficou muito mais difícil tirar.
Isso tudo abriu a porta nesse ambiente. Bom, mas que tipo de candidato em geral soa melhor trazendo segurança econômica para o eleitor? Em geral, populistas. E populismo é ambidestro. Então, tanto faz a cor da camiseta.
E aí você fica numa disputa, que o economista chama de race to the bottom, todo mundo correndo para ver quem gasta mais. Isso soa como música, porque é difícil você fazer o segundo nível de pensamento onde, olha, mais fiscal, poxa, vai me ajudar com dinheiro, mas você não sabe que lá na frente vai se transformar em mais imposto, e mais inflação, e etc e tal. É, esse cara ganha. O populista ambidestro aí, sem cor de camiseta.
E aí você automaticamente fala, pô, então eu preciso polarizar o debate. O polarizar, na verdade, ela está polarizada na economia, mas ela está pouco polarizada no populismo. Todo mundo se encontrando lá embaixo.
E aí o que eu acho que acaba precisando, né? É triste falar isso porque não bate muito com as minhas crenças, né? De que um certo pragmatismo, uma lentidão de solução das coisas geralmente se paga e é melhor fazer as coisas devagar do que... Mas talvez de tempos em tempos a gente precisa de uma...
de uma crise mesmo né não no Brasil mas assim ou a crise óbvio que eu talvez esteja sendo poliana porque quando vem uma crise você também pode ter um monte de 10 tapa fúrdia que só dobra a aposta dobra a meta para o lado ruim mas uma crise de tempos em tempos talvez seja aquele oi Capcom né
a gente tem que acordar e arrumação de casa ela precisa aparecer então assim enquanto então também voltando enquanto você não tem um maçarico verdadeiro dos mercados e acho que o mercado é um dos é um dos cheques em balanças né muito preços não pioram você consegue supostamente viver algo que os economistas percebem que é um muro onde você tá indo mas não parece tão perto
Tem aquela figura que a gente já falou várias vezes aqui no podcast, que tempos difíceis fazem homens fortes, pessoas fortes. Pessoas fortes fazem tempos fáceis, tempos fáceis fazem pessoas fracas, pessoas fracas fazem tempos difíceis, e vai se repetindo. E quando você falou do encontro da polarização que não se encontra no populismo...
É porque, no final do dia, embora pareça que... Eu vou dar nome para ficar mais fácil, né? Mas embora pareça que Lula e Bolsonaro são muito diferentes, em muitas coisas eles acabam se encontrando naquela liderança carismática mesmo, né? E quando eu falo Bolsonaro, embora o candidato deva ser o Flávio, está ainda na figura do Jair, né?
tem ali o carisma, né, que faz com que a seleção acabe ficando polarizada. Parece que são duas, dois políticos completamente diferentes, mas tem ali muitas características populistas que está também na essência do Brasil, né? Se você pensar o Brasil, sei lá, pega Era Vargas e tudo mais, a gente também não é, não é que isso é uma coisa super recente, né?
E até me gera uma dúvida isso, né? O quão difícil é mudar talvez até uma característica histórica do Brasil, né?
Acho que, Ana, você participou de muitas mudanças marcantes da história do Brasil. No Real, as reformas do Espírito Santo, o governo Temer. O quão difícil é mudar numa estrutura que parece que a gente tem há séculos, isso aqui dentro enraizado.
Isso traz um desafio adicional, sem dúvida. Eu acho que, por exemplo, hoje o Brasil não tem uma concordância plena com a tese dos juros altos, o que está por trás dos juros altos no Brasil. Parece que é só por maldade de banqueira. Pois é, pode ser isso. A gente tem que entender que é um preço que se coloca pela escassez do capital. A gente tem um custo de capital muito alto.
Por outro lado, a gente desenvolve empresas com musculatura bem importante. As nossas empresas que conseguem navegar por esse terreno, elas saem com uma capacidade de gestão incrível. Então, a gente está também criando essas lideranças empresariais com muita musculatura.
é difícil Thiago porque assim é sempre preciso ter uma capacidade de convencer o seu interlocutor né quem foi policymaker sabe disso é muito diferente da gente aqui no mercado tentando explicar o ciclo econômico né para um cliente nosso para até os setores empresariais e tal
Ali você precisa convencer, às vezes, medidas que são duras e você fala muito mais nãos do que você consegue realizar. Ou fazer-se falar de sim, né? De fazer de realizações. O que faz isso? O que fecha essa equação? É a visão de longo prazo. Aonde a gente quer chegar? Quando a gente consegue trazer esse direcionador aqui, é lá que eu quero chegar.
para eu poder reduzir o custo de capital no Brasil não posso dar tanta garantia pelo tesouro eu não posso dar tanto subsídio eu tenho que reduzir o número de subsídio valor valor dos subsídios e o share subsídio sobre PIB né é eu tenho que gastar menos eu sei que eu não vou simplesmente conseguir cortar gastos no Brasil mas eu tenho que controlar esse gasto como é que eu controlo esse gasto ele tem que crescer abaixo do PIB
Poxa, mas o PIB está crescendo baixo, né? O PIB está com crescimento de 1,5% segundo os nossos modelos. Vamos ver se a reforma tributária consegue levar ele para 2%, que seja. Enfim, esse é um número que não está pronto na mesa, cada um faz o seu cálculo, mas é por aí. Entre 1,5% e 2%. O potencial. O PIB potencial, né? Como é que a gente pode crescer esse potencial?
tá bom eu quero crescer mais então vamos fazer aqui uma reforma né vamos fazer complementar as reformas de crédito a gente acabou de aprovar o novo marco de garantia super importante vamos fazer um diálogo mais profundo com o Judiciário eu participo de vários fóruns onde a gente junta economistas e pessoas do direito que
dialogam com a gente que entendem né só não consegue pegar o fio da meada para fazer a gente precisa de uniformidade de teses a gente precisa de trazer mais segurança jurídica para os nossos contratos a gente precisa trazer para as empresas menos ruído para nós poderem crescer
né então acho que sim Thiago é bem mais difícil mas isso gera uma musculatura nas empresas setor empresarial setor privado nos policy makers né quem tá querendo fazer o certo que é muito grande e essa musculatura ajuda muito se a gente tiver um senso de direção aonde a gente quer chegar aonde que o país entende que seja o processo de desenvolvimento gente
tem alguns canais que todos concordam, a gente precisa ter mais educação, melhor educação, mas o segredo mora no detalhe. Como é que a gente consegue chegar lá com tanta escassez de recursos que nós temos no Brasil e precisando acertar desenhos de programas que estão vigendo há 40 anos que não fazem mais sentido? Como é que a gente convence que, enfim...
talvez o FGTS não tenha que ter o mesmo modelo que quando ele foi criado. O seguro-desemprego não faz sentido mais, nessa nova dinâmica de preferências nos trabalhadores, você ter o benefício do seguro-desemprego, independentemente do quanto você contribui para o sistema. Eu acho que são discussões super favorecedoras para um ambiente onde você consegue entender o racional. Fácil não é.
É, como o Marco falou, né? Às vezes a crise ajuda nessa hora a você poder mostrar que, ó, eu sei que você fez isso a vida inteira, o FGTS, assim, a vida inteira, mas é bom mudar agora. O mundo mudou. É, talvez o chacoalhão é o que ajuda a... O momento de crise é o que ajuda a ouvir, né? A ouvir algo novo. Enfim, complexo. Mas, olha, eu vou te falar, a gente está com mais de uma hora de papo.
Acho que uma das melhores conversas que a gente já fez com o Economista aqui, porque mais de uma hora de conversa a gente não falou de projeção de PIB, projeção de dólar, projeção de inflação. Mas, bom, vocês mesmo falaram que o Economista gosta de colocar número em tudo, né? Então, vamos trazer um pouco de número para o que vocês estão enxergando para o mundo nesse momento. Mas, ó, já agradecer. Acho que foi um papo já, essa primeira parte, muito ampla, assim, da gente enxergar o mundo de uma maneira...
mas com um horizonte mais longo. Como a gente chegou até aqui, não foi só depois da primeira bomba, o primeiro app de inteligência artificial que surgiu, muita coisa aconteceu desde a pandemia e para onde a gente pode ir.
Essa é a maior vantagem de trabalhar com a Ana e no Santander. Primeiro com a Ana, que ela traz a gente para uma discussão de médio prazo, saindo das trincheiras do curto prazo. Segundo, no Santander, porque lá a gente tem que cobrir corporate, hedge fund lá de fora, fundo multimercado aqui. Então, vira e mexe tem que trocar a cor da camiseta, a cor não, a camiseta e a roupagem do que você está falando. Muitas vezes para o corporate, tudo bem, os números importam, porque, enfim, ele vai fazer o budget dele, mas ele quer entender que ele vai fazer.
o ciclo do capex dele. E aí você tem que sair, de novo, das trincheirinhas dos economistas. Eu tinha um chefe que chamava a gente de economistas, né? As trincheiras dos economistas, pra discutir longo prazo. Então, essas duas vantagens estão... Qual era a conotação do economistinha? É, ou só fica nessa ah, o PMI veio não sei quanto, o alimento... Ele falava assim, ah, o tomate cereja subiu, o chuchu manco, ele fez inventar.
Tem um dos gestores mais incríveis que eu já conheci na vida, o Dório Ferman, lá do Opportunity. O fundo que ele gere, ele começou a gerir no ano que eu nasci. Então, assim, eu não sou mais nenhum garotinho aqui, né?
e ele falava assim para mim, não, eu gosto de investir, eu acompanho curto prazo, mas meus investimentos são longo prazo. Tinha um economista lá que sempre falava, não, porque hoje vai sair o PPI, que ele fala dos índices de inflação. Pô, se eu vou ter que esperar o PPI para decidir se é para comprar ou não, eu não quero ouvir o que você vai falar. Então, eu achava, talvez ele chamaria de economistia também. Mas vamos lá, projeções. O que vocês estão vendo?
para para esse ano e próximo enfim como estão os números da equipe econômica do Santander para a
Vamos falar um pouquinho de ciclo, então, né, Marco? Acho que a gente tem... Primeira coisa que a gente está começando um ciclo de corte de juros no Brasil, né? E eu costumo falar que entre o início do ciclo de corte de juros e o final do ciclo de corte de juros, a gente vai ter as eleições. Fora todos os eventos externos que a gente já comentou aí, estão acontecendo muito rapidamente.
é o Brasil tem um uma característica né na análise do ciclo que é o seguinte a gente como tá com fiscal sobrecarregado né e não é não pode não precisa olhar só o redline do resultado fiscal 0,6 por cento do PIB esse ano a gente tem enfim
a dívida indo para 83% do PIB 84% do PIB no final do ano o crescimento de mais de 10 pontos de percentagem no último ciclo de administração é bastante preocupante né a isso sobrecarrega a política monetária política monetária fica com um instrumento menos potente
né e portanto muito sobrecarregada tudo em cima dela né então acho que a gente está começando esse ciclo de corte de juros com um mundo que de repente mudou muito rápido é e o que eu acho que o relevante que eu queria né que eu puxar que o gancho para o Marco
é que nós temos tudo isso acontecendo com o processo de desancoragem no Brasil tá então tudo demanda mais esforço do do política econômica e tudo gera um resultado aquém do que a gente gostaria que tirar assim função do excesso de muito choque de juros para pouca organização né E aí estamos nós nós temos uma desencoragem
fiscal né porque a gente não vê a dívida se estabilizando e temos uma desencoragem monetária né nossas projeções de inflação no horizonte de referência até no longo prazo não estão dentro da merda então isso custa mais para gente então eu vou deixar um pouquinho esse ponto aqui para o Marcos detalhar um pouco mais o que a gente vê do ciclo
É, o nosso último mensal a gente chamou de recalibragem pós-choque. Então, assim, acho que vale dividir talvez essa discussão no que se pensava até o petróleo bater 120, agora mais perto de 100, 110, e o que vale e não vale para depois e as dúvidas.
Então, o que a gente via? Então, a gente tem uma certa cara de fim de ciclo, né? Late cycle, pensando no ciclo econômico mesmo. Então, caminhando para uma atividade que paulatinamente, dessa vez, é diferente. Então, paulatinamente está realmente indo para baixo. O PIB ano passado, um pouco acima de dois. Um e meio para esse ano a gente tem. E um para o ano que vem. Sendo que no meio do caminho tem uma lombada grande que a gente precisa entender, mas enfim.
Então, isso gera a visão de atividade desacelerando. A gente, antes do choque do petróleo, viu uma inflação que fecharia o ano ao redor do IPCA, ao redor de 3,7, sendo que a gente ficaria ali uns bons seis meses com a inflação ano contra ano beirando seus 3,20, 3, ou seja...
praticamente no centro da meta do Banco Central, um pouquinho acima disso. E aí o banqueiro central ia olhar isso, ia olhar uma economia que no fim, na segunda metade do ano inteiro, cresceu praticamente zero, esse é o ponto importante, cresceu 2.2, 2.3 o ano passado.
mas bastante concentrado no primeiro semestre. Olha para o segundo semestre, a economia de lado, e quando você olha a parte cíclica da economia, olha a demanda doméstica, aquilo que importa mais ou conversa mais com juros, na ponta, a demanda doméstica negativa.
Então você tinha a política monetária em porta. A frase que eu uso é, até no Brasil, quando o juros bate 15, alguma coisa acontece. Tem vários contrapontos, o principal contraponto é o mercado de trabalho e a política fiscal. Mas de novo, mesmo pagando 67 bilhões de precatórios em julho do ano passado, mesmo com pleno emprego, foi um PIB de zero.
essencialmente no semestre. Então, o político monetário estava funcionando, podemos começar o corte de juros, o Banco Central deu toda a pinta que começaria ali em março e, na verdade, foi explícito em janeiro, né, que começaria em março.
Começou os juros ali para mim antes do choque do petróleo, poderia ir, juros terminal, em algum momento do ano que vem, ir para os seus 11,5%, era o nosso número oficial de Selic. É ainda acima do neutro e era acima do neutro porque, no ponto da Ana, era uma economia já desancorada, olhando para as expectativas.
E que ainda era um PIB que desacelerava, mas de novo, nada que interrompa esse pleno emprego que a gente tem vivido. Então se você não tem um choque de credibilidade ou uma recessão e tem uma inflação que segue desancorada, mais uma economia que desacelera e uma inflação que está acima da meta, mas diminui, dá para você reduzir, mas não dá para você reduzir para baixo do neutro. Então se o neutro no Brasil...
é pra mim, sei lá, pra gente lá, nossas contas, seis e meio real, mais três de meta, dá seus nove e meio, fazendo, né, somado, mais algum prêmio, porque não é exatamente três nossa meta, assim, né, tem um... É difícil entregar o três se não tem um fiscal propriamente, é dez. O João tá tudo isso dez com onze.
então ainda seria acima disso beleza esse era o mundo que a gente imaginava é pós antes do choque do petróleo e isso tudo de novo assim e um PIB que era um e-mail por conta de um impulso fiscal nas contas do do Ítalo que faz fiscal muito bem feito lá no time ter um impulso de um e-mail por sendo PIB então essencialmente era o fiscal era o anabolizante segurando
Beleza, aí vem o choque do petróleo, o que se faz, né? Primeiro, pensando o lado bullish Brasil do choque do petróleo. Ponto que, enfim, amplamente já sabido, discutido, mas é interessante sempre, o óbvio também tem que ser dito. A gente é exportador líquido de petróleo.
Então tem um colchão vindo daí, então a balança, imagina que você tinha um certo orçamento de preço de petróleo, para cada 10% que esse petróleo está mais alto, a gente melhora a nossa balança perto de uns 8 bi mais ou menos, tem vários senãos, mas enfim, por aí, talvez até um pouco menos, mas melhora.
O nosso fiscal claramente melhora, 12 bi a mais de receita líquida direta do governo para cada 10 dólares, não 10%, 10 dólares de barril no governo federal, exato, 12 bi. Então, tem dois colchões claros de balança e também do fiscal.
E você tem um baita de um ganho de termos de troca, né? Porque não é só petróleo, mas toda o complexo, boa parte do complexo de commodities que estava caindo, especialmente algumas que a gente exporta, está subindo, então o nosso termo de troca está tomando um choque de, sei lá, 30%, 40% favorável, né?
Então, a gente tem um colchão aí que, quando eu olho para o PIB, a gente não mexeu nos nossos números de PIB, mas no fundo, assim, a gente estava... A gente ia revisar o nosso PIB para cima, não revisou por causa do choque, mas no fundo, porque tem o choque que te traz um problema de condições financeiras mais apertadas, é uma incerteza, mas tem esse outro ponto que é termos de troca, net exportador, fiscal melhor, né?
Soma tudo isso, a gente ficou nos mesmos 1,5 com 1, esse ano e ano que vem. Beleza, acho que o lado bonito da história vem daí. A grande dificuldade são duas, né? A primeira é, e aí, onde para os juros depois de um choque de oferta? E essa é uma discussão, assim, a gente aprende em economia, sei lá, 1.1 ali, o que um banqueiro central faz num choque de oferta adverso. Se ele é...
Totalmente exógeno, como é o caso. Está lá no estreito. Sua moeda não desvaloriza tanto, que está sendo o caso também por causa do termo de troca. Não sei se o pessoal lembra, mas assim, na invasão da Ucrânia, nosso real valorizou até, na verdade. Então, assim, podia até ser melhor. Mas, enfim, está indo a contento.
Se a sua moeda não perde tanto, você tem dois colchões aí. Então o banqueiro central olha isso e fala assim, botou um choque exógeno, a moeda não está exacerbando o movimento do petróleo, que é inflacionário.
posso, a expressão que eles falam é olhar através, né? Look through, posso ignorar os efeitos iniciais, olho só se isso tudo não vai permear os preços. O que permear os preços, ou seja, beleza, gasolina subiu, esse é o choque primário, esse eu ignoro. Se isso começar a puxar frete, que puxa o alimento, que puxa serviços, aí esse segundo parte do choque eu respondo.
Tá bom, então o lado também bonitinho para a política monetária é esse, tem uma moeda que não piora e tal, mas vem um choque no momento que você já está desancorado e você está em pleno emprego. São outras condições que também não te deixam ignorar totalmente o choque do petróleo. Então o banqueiro central fica nesse caminho. Olha, tem uma moeda que está se comportando bem e o choque não tem nada a ver com juros, está lá no estreito.
Posso continuar meu plano, mas eu preciso prestar atenção no choque, porque também, como eu estou em pleno emprego e estou desancorado, é mais fácil você repassar preço. O varejo, que teoricamente não tem nada a ver diretamente com o petróleo, já começa a pôr preço, porque, enfim, vai subir frete e essas coisas. Junto a tudo isso, qual que parece ser o plano do Copom na nossa cabeça?
Ah, e um ponto bem importante, ele já começou o ciclo, que acho que isso muda muito. Acho que se ele não tivesse dado o guidance lá em janeiro, dado o choque, o tamanho do choque, talvez ele não tivesse cortado em março. Eu realmente acho que ele ficou entre, tem um custo de credibilidade que não é zero, de eu ter falado que poderia cortar e não cortar, o mercado precificava, né, também um certo corte.
Mas tem o choque. Então, meio barro, meio tijolo, em vez de cortar 50, que parecia ser o plano, foi pro 25, que é o... Então, parece que 25 BIPs por reunião de corte é enquanto a guerra estiver lá. Sim, pra dar números, se o petróleo tá acima de 100 e não explodiu, sem baixos, é 25. Então, a princípio, a gente acha que abril dá mais uma de 25. Apesar de abril parecer que tá há 10 anos daqui, né? Mas, enfim, lá no final de abril, na próxima reunião, acho que ele dá mais uma de 25.
A gente tem adotado como premissa, baseado nos nossos jalecos também de geopolítica, de que esse petróleo fica acima de 100, pelo menos mais uns dois meses, mas pode acabar isso tudo num tweet, ou numa invasão por terra. Acho que aumentou a chance de uma invasão por terra, mas enfim, quem sabe sobre isso.
Essa é a parte, talvez seja de toda a nossa conversa, a única parte que pode envelhecer mal até o episódio ir pro ar, né? Porque as coisas são tão dinâmicas. Tem que ser igual a Faustão. Exatamente. Então agora, 27. Beleza. Aí, bom...
Quanto que eu mudo o meu plano final de juros? Dado o quanto eu imagino que vai piorar as expectativas, e uma parte eu ignoro, eu, banqueiro central, ignoro, parte eu combato. A gente passou o nosso Selic terminal de 11,5 para 12, e no final desse ano terminaria nos 12,5.
ainda é um choque, parece que o banqueiro do nosso central está ok em continuar cortando, nesse ritmo de 25, se tudo der certo, bate na madeira, a guerra tem esses mais dois meses, a partir dali a gente volta para um ritmo de 50, que é um ritmo ok para uma economia que ainda está em pleno emprego, mas está desacelerando e que tem uma lombada enorme que pode ser a eleição.
dito tudo isso não é que a inflação vai estar tranquila a gente fez uma bela revisão de inflação mas de novo eu banqueiro você não posso ignorar uma parte da inflação porque ela tem mais a ver com o conflito e o conflito não tem nada a ver com a Selic né o conflito não come Selic como pessoal né então é mas nossa inflação que já foi 3 e 70 para esse ano de IPCA já tá em 450 né
Então é uma engordada, mas a gente não mexeu na do ano que vem. Então, de fato, é um conflito que deveria ficar circunscrito aos efeitos em 26 em termos de inflação. Acho que é mais ou menos por aí.
O quanto vocês acham que o assunto economia vai entrar em pauta nessa... Porque você falou da lombada da eleição. Então, tem a lombada que mexe com a economia. Mas eu sinto que nesse ano, talvez o tema econômico, embora muito importante para nós, deve perder um pouco o protagonismo. Acho que talvez os dois tópicos mais importantes, pelo que a gente vê até nas pesquisas, segurança pública e corrupção. Vocês acham que vai ser por esse lado mesmo? Ou a economia, em algum momento...
vai entrar em pauta no na corrida eleitoral o que os nossos analistas políticos lá tem trazido para gente como reflexão sobre isso aqui primeiro é preço de alimento a variável que mais pega dentro do da visão do eleitor do feel good sensation né dessa percepção de como a energia tá rodando e como se fosse um emblema né
sensação térmica. Uma sensação térmica. E no segundo semestre a gente já tinha um evento climático, o El Ninho, a gente já esperava que tivesse um efeito sobre safras. Vamos ver se custos de fretes, seguros, se outros fatores, petroquímica com insumos mais caros, se isso também é um fator de pegar sobre preços de alimentos.
E uma outra coisa é uma insatisfação geral, né? Parece que as famílias estão muito endividadas, tem um tema que toca o crédito e o acesso ao crédito e essa questão do endividamento, que torna um pouco o sentimento geral das pessoas mais ligado à economia.
Então, acho que são dois temas que podem surgir como, assim, o imaginário do eleitor, vamos chamar assim, pode influenciar, assim, nesse ciclo eleitoral. Eu imagino que, bom, do lado do incumbente, o contraponto vai ser o pleno emprego, né? Que é o lado mais forte, talvez crédito ainda bem aquecido, ter o consignado privado indo muito bem. Acho que do outro lado vai estar a inflação. Pensando só no macro.
Eu tendo a achar que não, mas de novo, a eleição, que a guerra faz é empurrar a eleição, parece que o tempo se expande, né? Então parece que está daqui a 300 anos. E para pesquisa, o que a gente vê lá numericamente é que geralmente o eleitor mediano aí...
acorda para o fato de ter uma eleição a partir de agosto. Então, depende do que estiver lá. E, de novo, se for realmente um pleito que vai ser decidido no flipchart ali, aos 45 do segundo, por conta de 2, 3, 4 milhões de votos, talvez o que acontecer naquela janelinha seja muito mais importante.
como no mercado a gente vive de histórias em volta do fato acho que hoje a história em volta do fato da eleição é do lado de economia inflação versus emprego para cada lado entendi
Boa. Queria aproveitar esse momento pré-ping-pong, acho que tem alguns assuntos que a gente ainda não abordou, mas queria até sentir a sensação de vocês. A gente falou de muitas mudanças que aconteceram nos últimos anos, principalmente o pós-pandemia para cá.
que estão impactando, não é aquele impacto imediato, mas vão impactando aos poucos. Quais outras tendências que a gente tem que ficar de olho? Eu sei que a gente comentou rapidamente sobre inteligência artificial aqui, acredito que seja uma delas, mas tem mais alguma outra coisa que está talvez fora do radar, pelo menos aqui da Faria Lima, algo que é importante a gente ficar de olho?
Eu acho que é trazer um pouco esse gancho do importante da gente superar as agendas velhas ou reformar, ou que já não funciona mais, e trazer um olhar mais específico para as agendas novas. O Brasil fez um monte de reformas que favoreceram muito o desenvolvimento do mercado de capitais.
e a gente vê assim o tamanho do mercado de capitais que já faz emissões próximas a 800 bilhões de reais por ano né se imagina que as emissões só da dívida pública são a um trilhão e quatrocentos trilhão e meio para baixo então é um tamanho já importante que o mercado de capitais tem no Brasil
e essa complementaridade né porque a parte é é do crédito que antes era muito restrito ao sistema bancário financeiro tradicional bilateral que a gente chama é hoje já tem um acesso muito maior das empresas ao crédito dentro do mercado de capitais
e é um mercado que assim ajusta a spreads ajusta o fluxo ajuda os preços de uma forma muito mais dinâmica muito automática né ele reage de uma forma muito mais automática porque porque são múltiplos agentes que interagem com a enfim formando preço e formando essas interações então isso é uma coisa muito legal a gente tá vendo uma discussão lá em algumas economias envolvidas sobre a tensões que podem haver nesse mercado de crédito privado né
é essas tensões podem haver são uma fim ajustes mecanismos de ajustes do próprio sistema né que expande ou contrai o crédito em função de eventos em função de a gente está vendo agora uma discussão sobre será que os preços dos ativos ligados a mercado de tecnologia não foram longe demais esticaram demais podem estar contraindo por um ajuste o próprio preço do ouro né que foi ali o que foi raven durante vários momentos de incerteza e sofreu agora um ajuste para baixo quer dizer
é apenas uma dinâmica de ajuste e no Brasil a gente vai estar experimentando isso de uma forma muito nova né e criando novas papéis secundários dentro do mercado de capitais para dar suporte a essa reciclagem de capital que é o grande é grande função do sistema e de novo acho que o Brasil avançou muito no se regulamento do sistema de crédito desde a redução monetária
E esse é um exemplo muito vivo de como a gente pode estar avançando nessa agenda nova. A gente tem uma discussão sobre endividamento das companhias, endividamento das famílias, aumento das recuperações judiciais, das recuperações extrajudiciais. E seria muito legal a gente ver, por exemplo, o que eu vejo dentro do mercado de infraestrutura, que depende de crédito mais longo.
já um acesso maior ao mercado de capitais uma complementaridade com organismos internacionais multilaterais que às vezes completam essa necessidade de um prazo maior e então assim ficou muito mais sofisticado né e com muito mais participantes você poder construir soluções de crédito que não são mais aquelas soluções tradicionais
então acho que esse é um ponto que que merece atenção porque sim nós temos aí alguns alertas alguns sinais amarelos em relação a inadimplência em relação às recuperações judiciais algumas soluções mais importante para o Brasil entender que essa reciclagem né ela traz o capital de volta mais rápido a gente tem que entender que às vezes alguns projetos algumas empresas
sucumbem aos ciclos, mas o que outras nascem? E nascem com uma visão de mais inovação, com uma visão de aproveitamento maior desse capital. E é importante, às vezes, as mesmas iniciativas se reciclarem.
Então, eu acho que o mercado de capitais é um tema que a gente estuda bastante, né? Embora sejamos uma equipe macro, porque a gente vê conexões muito importantes com o que a gente falou, né? O Brasil ganha produtividade por esse canal.
E só complementar isso, porque a gente fez um episódio recente, estava até buscando aqui, foi o episódio número 339, deixa eu só garantir isso. O episódio que a gente juntou o Janser Salomon, da Quimera, e o Flávio Aragão, da 051 Capital. O Janser é especialista em o que chama de investimentos alternativos. Special situations. Special situations.
E a gente até brincou, né? Como o Brasil acaba sendo um país muito frutífero para situações especiais. Mas eles trouxeram uma análise bem legal sobre... Porque a chamada até era sobre a quebradeira das empresas. Pô, o número de RJ está crescendo e tudo mais.
E até foi um... O começo do papo foi legal para desmistificar um pouco isso. Tem um sinal de alerta, obviamente, mas existe aí também, primeiro, uma própria evolução do mercado, que hoje as empresas têm muito mais acesso a crédito e até uma mudança na lei das RJs, porque no passado RJ era quase como um game over, né? Você pede uma RJ porque você falhou, você morreu.
e hoje é uma forma de você se recuperar né então existe também um talvez incentiva palavra um pouco pejorativo mas a uma uma maneira da empresa se salvar também tá vendo a gente não é um fim de jogo e também reflete muito essa evolução do mercado e também aí falando disso no mercado internacional a JGP escreveu uma carta bem legal em fevereiro tá procurando aqui que era os
Os Business Development Companies, os BDCs americanos, falando da correção no mercado de private debt americano e as lições para o mercado brasileiro. Então fica aí duas complementos. E dar acesso às empresas, às soluções de crédito.
às vezes até mais customizadas porque a gente tá indo para aí e aí a tecnologia ajuda né a gente tem a inteligência artificial acho que ela tá entrando massivamente dentro do sistema financeiro eu acho que talvez o uso o caso de uso mais evidente mais próximo que a gente tem na economia brasileira seja dentro dos mercados financeiros sejam robôs de crédito de precificação
ajuda a estruturar sistemas de crédito mais customizados. Enfim, isso é um tema muito importante. E isso é legal também como no Brasil...
a gente até vê um ambiente mais favorável para isso, até quando você compara a estrutura dos grandes bancos americanos, por exemplo, que está até conversando com um investidor que falou, cara, você vai num grande banco americano, não vou nem citar nenhum nome, mas muitos não têm nenhuma área de tecnologia, às vezes o CTO é quase que terceirizado, então assim, aqui a gente já vê, talvez pelo nosso sistema financeiro já é mais evoluído mesmo, a gente consegue...
ter essa abertura para criar inovações. E provavelmente o Brasil não vai ser um país de big techs, mas o Brasil vai ser um país de boas soluções na franja dos sistemas, industrial, financeiro. Então, acho que a gente tem talentos e já casos muito interessantes para observar isso, como é que novos negócios vão surgir.
eu acho que você vai ser a beleza da inteligência artificial que muitas pessoas falam da inteligência artificial como vamos substituir trabalho vamos substituir emprego e tal a gente esquece de olhar outro lado né provavelmente a gente vai estar também criando novos negócios novas oportunidades novas soluções para as empresas e afinal abrindo um canal que é eficiente mas ao mesmo tempo gera valor né adiciona valor a economia então é muito importante a gente ter essa visão empresarial e inovação
dentro de uma ferramenta que muitos ainda veem como destruidora de postos de trabalho, como substituidora de... É que todas as grandes evoluções que aconteceram, elas de fato, alguns trabalhos deixaram de existir, mas assim, a gente não... Não viu uma...
uma grande quebra de do ciclo de mercado de trabalho né acho que tem todo um ajuste ali é obviamente é até um pouco insensível você falar você vai perder o seu emprego por causa inteligência artificial aceite isso né não mas
Mas que toda inovação, por definição, ela inova, então você realmente não sabe o ponto final. Mas muitas vezes você percebe rápido o perdedor potencial, mas você não percebe que a Ana está trazendo os novos mercados e o vencedor, talvez o vencedor do processo está nascendo ainda, entendeu? E ele vai chegar numa economia que está muito mais profunda, ou enfim, com novas vertentes. O perdedor, que geralmente é a minoria participativa, que é o que vai reclamar,
você já sabe a economia que não vai o setor ou a empresa ou o trabalho que vai perder a vencedor se descobre depois agora permita eu pegar meu jaleco de empresário agora né tirar o de podcast mas assim aqui na nossa empresa está até conversando antes de começar o episódio sobre algumas ferramentas que tem a gente tem trocado horas de trabalho longas horas por alguns minutos com essas coisas que a gente fazia né e
E te liberar tempo para empreender mais. Para poder fazer muito mais coisas, né? Não é que eu vou para casa descansar ou vai mandar o pessoal embora. Não, é que a gente realmente vai poder se dedicar a coisas que talvez a gente não fazia ou não gastava o tempo necessário, porque tinha outras tarefas que a gente fazia, né? Então, acho que também tem esse lado da...
Eu brinco, né, que a tarefa automática e a tarefa criativa, né? O automático, quanto mais rápido a gente conseguir fazer, melhor, pra poder gastar tempo com a criatividade, com o empreender, o fazer negócio, né? Eu sou zero especialista na parte micro, mas eu tenho umas aflições também, eu entendo assim, mas...
quando você começa a ver o tamanho dos valores na quantidade de dinheiro também tá sendo investido no negócio que você não sabe quem é o vencedor final também tô tá olhando só aquela 5 né Oracle Microsoft as enfim com certeza vai escrever Amazon são cinco elas vão gastar 700 Bid dólares em capex
Exatamente, o incremento anual de crédito americano. 700 bilhões, o cara sozinho assim, tomariam todo o crédito, o incremento de crédito, o crescimento do crédito americano. Só que assim, esse cara vai ganhar? Eu não sei, porque por exemplo, eu, uma brincadeira, né? Eu usava o chat EPT, hoje eu uso só o Claude. Hoje eu acho o chat EPT de humanas e o Claude de exatas. Tô começando a deixar o chat EPT pra trás.
Beleza, quanto esse cara gastou e se todo mundo pensar igual a mim, sei lá. Então, no final... E aí você começa, ou setores de... Pra trazer um cenário verde. Setores que vão ser disruptados, na palavra da moda.
Não é que o cara tinha um crédito ruim, sei lá, estamos falando da Microsoft, do Oracle, mas se esse cara perde o processo, tudo bem que ele tem vários setores, só um exemplo, ele tem vários, mas assim, se esse cara perde, não é que o crédito dele é ruim, ele foi o perdedor de um processo que custava 700 bi para só 5 empresas.
De repente esse cara... Porque crédito não tem vol até ter, né? Então o crédito do cara é bom e amanhã não é mais. Então, sei lá, também tem esse processo. Mas também, de novo, o economista entende o equilíbrio. O equilíbrio lá na frente supostamente parece ser superior. Porque você tem uma ampliação da capacidade de oferta, que é o que você falou. Em 30 minutos eu faço o que eu fazia em duas horas. Então, sua oferta de trabalho liberalizou uma hora e meia.
Então, isso é positivo, é mais produtividade. Beleza, mas e o processo até lá? O economista não entende muito bem essa dinâmica entre equilíbrios. Sei lá, pode ter uns perdedores razoavelmente grandes do S&P, que todo mundo fala, ah, eu sou comprado ou zerado. Essa frase aqui, S&P sou comprado. Beleza, mas essa turma aí, quantos vão vencer? Não sei, mas dito isso, eu prefiro ser comprado que vendido.
é antes de entrar no pingue-pongue uma pergunta direcionada para você Ana é a gente já começou com muita gente do setor público muita gente do setor privado poucas pessoas que passaram pelos dois mundos o que que o setor público te ensinou que a nossa vida aqui de Faria Lime não não vai determinar e até pensa nessa pergunta como
Talvez um convite, um incentivo para tanta gente boa que está aqui no setor privado que poderia ir para o setor público. Caso seja bom, né? Não sei. Não, Tiago, acho que a primeira coisa que me veio à mente quando você perguntou é que é uma grande honra a gente servir o país da gente. Isso é uma coisa inestimável e não tem preço.
E também tem o preço, que é a experiência. Você aprende resiliência, você aprende a conviver e a equacionar, ou seja, estruturar problemas muito mais complexos e buscar suas soluções. E você aprende por necessidade até um diálogo mais simples, uma conversação mais simples, uma forma de se comunicar.
que chegue as pessoas que não necessariamente o português mais simples mas às vezes empatia eu ouvi primeiro você entendeu o outro lado que tá e o que que ele espera de você antes de você se pronunciar então acho que o setor público me trouxe grandes aprendizagens profissionais para além da academia que eu também né tive que frequentar academia várias vezes para poder fazer jus ao tamanho do desafio
e é onde você encontra pessoas que estão dispostas a arregaçar as mangas e trabalhar pelo país né então acho que é uma experiência aqui insubstituível isso eu tô primar privado também obviamente uma grande experiência né então acho que simulo muito né os colegas que ficaram no governo a experimentar o setor privado para entender o ângulo
E mais ainda estimulo os colegas que estão no setor privado, os empresários, os empreendedores. Pera que eu tô começando, Ana. Deixa eu... Evivenciar esse... Quando a gente chegar num capex ali, bilionário, igual as Microsoft da vida, eu... E ajudar o país. É realmente... Não, com certeza. É uma grande honra.
Eu sei que o nosso trabalho está bem distante de trabalhar ativamente, mas bem ou mal o que a gente faz aqui com o Market Makers é conectar...
muita gente que gosta ou quer saber mais sobre o mercado, e a gente sente esse feedback, é uma coisa... Não tem preço, né? Aquela coisa que é realmente gratificante. Lógico que a gente está no mercado financeiro, a gente quer ganhar dinheiro, a gente quer prosperar, quer fazer com que as pessoas que trabalham junto com a gente enriqueçam, mas esse é o tipo de coisa que não tem nada mais gratificante do que receber uma mensagem de... Pô, a gente fez agora...
o episódio 340, alguém manda pra você, cara, esse foi o melhor episódio que você fez, eu fiquei, meu, tô fazendo um negócio pela trigésima, quadragésima vez e o cara falou que foi o melhor, então assim, e pra falar que foi o melhor, ele deve ter visto pelo menos uns 200 aí, né, então é realmente muito gratificante, assim, sentir que você também tá levando isso, enfim, mas imagino que trabalhar na carreira pública deve ser um pouquinho mais desafiador.
É mais complexo, bem mais complexo. Bom, gostei muito do papo, vamos para o ping-pong. Agora você já deu um spoiler de livro aí, mas a gente quer saber mais. Só lembrando, pessoal, quem está chegando agora no Market Makers, agora é a hora que eu pergunto livro, música, convidado e a maior gentileza que foi feita na vida.
dos nossos convidados. Formato Ping Pong, pode explicar um pouquinho o motivo da recomendação, mas primeiro eu quero um livro de mercado, aquele livro técnico. Vamos começar, Ana, depois Marco, pode ser? Pode. Seu livro de mercado. Our Dollar, Your Problem.
Ah, pô, esse livro eu ainda não li, mas estão falando tão bem disso. Do Kenneth Rogoff, é um economista acadêmico que eu gosto muito, e um enxadrista, bem legal também, quer dizer, eu tenho uma carreira no xadrez bem interessante. Mas você tem um vínculo com o xadrez, né? É, eu tenho um vínculo com o xadrez, e recente, mas tenho.
E o livro é muito interessante para esse momento especial. Acho que ele explica bem essa dinâmica do dólar, que muita gente fala assim, o dólar vai perder sua dominância calma. Isso acontece, mas isso é lento, é secular. A gente vai observar bastante isso acontecendo até acontecer de fato.
nesse estamos gravando no dia seguinte que eu terminei de assistir fiz uma reparação histórica porque não tinha assistido ainda o gambito da rainha e terminei muito bom sensacional e você marca é o meu é o choco point ele é do edward fishman
Eduardo Fischmann ele trabalhou no tesouro americano e ele tem tudo a ver com o momento atual também ele falou quanto que de novo né guerras econômicas viraram o eixo central da política externa americana é o quanto talvez hoje em dia mais importante do que algum certo poderia humilitar de fato ali né quanto vale muito mais talvez você controlar certos choco ponte mesmo
Ter controle de alguns gargalos logísticos. E não é só físico, não é só o estreito de Hormuz, que agora está aí, mas vejo o que o Ocidente fez contra a Rússia usando o sistema Swift. É um gargalo. E é uma guerra econômica. Ou sei lá, o microchip de Taiwan, etc. Ou as terras raras da China contra os Estados Unidos. Então, acho que tem tudo a ver com o tempo de hoje. Estou terminando. Quase terminando esse.
eu não gosto de ler muito livro de mercado para sair um pouco do monotema mas esse é de mercado que tem implicações e o livro tema livre
Ah, eu estou começando a ler, mas estou gostando muito, né? Eu, enfim, gosto muito da linha do Darren Samuels, do James Robinson, e eles têm um livro menos conhecido que se chama The Narrow Corridor, e tem muito a ver com a conversa que a gente fez aqui hoje, né? Esse corredor é muito estreito entre você descobrir um estado que é estratégico, efetivo, entrega...
É, mas que leva ao desenvolvimento das nações. É o que ele trabalhou no primeiro livro, o A Nation's Fail, e estou gostando muito. The Narrow Corridor. Muito bom. E você, Marcô? O meu... Acho que vou pegar um dos mais marcantes. Pelo menos foi o que mudando minha cabeça. Eu li lá no mestrado, 2006, 2007. Que é um livro de um filósofo chamado Burke. Edmund Burke.
É século XVIII, cara, até. Vou soar inteligentinho aqui, mas é. Reflexões sobre a Revolução na França. Mas o que eu gosto dele é a ideia que ajuda até em pensar a economia, que é o fato, assim, as sociedades, elas deveriam respeitar como a gente chegou até aqui. A gente chegou até aqui porque depois de anos e anos e anos teve interação entre pessoas, as instituições evoluíram.
E existe um conhecimento implícito ali na sociedade para por que você chegou daqui nesse ponto. Não quer dizer que você não tem evoluções possíveis, você sempre pode melhorar, mas teoricamente, digamos que esse é o arranjo institucional de interações entre pessoas vencedor. Então, ter uma história. Então, isso até depõe um pouco contra, por exemplo, grandes revoluções e grandes mudanças.
Porque a revolução é você tentar mudar o como você evoluiu, mas se você tenta mudar, você está meio que desrespeitando essa memória da sociedade que veio. Então ele prega um pouco esse pragmatismo, essa prudência. Acho que a maior palavra é a prudência. E aí isso, pô, para macro acho que tem tudo a ver. Muito bom.
O Our Daughter, Your Problem já tinha sido recomendado, mas os outros três, acho que foi a primeira vez aqui. Um livro para não ler. Vocês trouxeram um livro para não ler? Ou essa aí vocês vão pular?
Não, eu sou uma compradora compulsiva de livros, né? Eu adorei o compradora, porque você humildemente já assumiu que não lê todos os livros que compra, né? Não. E aí acontece isso, quando eu pego para ler, às vezes eu não consigo terminar o livro. Então, a minha é o meu sinal de livro que eu não gosto, entendeu? No segundo capítulo eu já desanimo, eu já pego outro, porque tem vários, né? Qual é o último, você lembra? Não, eu acho que... Um especial que você tentou ler e não conseguiu?
acho que tem um que é mais antigo mas que me marcou porque eu fiz esforço, que estava todo mundo lendo ele estava super na moda e eu não consegui chegar até o final que é o Capital no Século XXI do Piketty entendo enfim, eu não consegui o mais que eu me esforçasse, eu não consegui chegar ao final dele, eu achei N diversões em outros livros e acabei não terminando
E você, Marco? Pois é. É difícil, é isso, porque todos têm alguma coisinha que você tinha, mas um que hoje, na época eu gostei, hoje olhando para trás e passados os anos e passado por experiências, né? Um que eu não leria ou não recomendaria, pelo menos para o investidor, como diz o antigo chefe também, outro, o Neandertal Mediano, né?
É aquele axiomas de Zurich. Porque eu acho que ele simplifica demais uma coisa que... E a maneira que ele simplifica, talvez esse seja o poder dele, mas a fragilidade é isso, né? Ele vai contra a boa teoria macro financeira de diversificação, respeitar que o mundo é probabilístico.
Então ele trata o risco como se fosse só uma postura sua e não, enfim. Então é como se ele desrespeitasse Markowitz, Sharpe, etc. Então acho que é perigoso para o Neandertal mediano investidor, porque não é assim. Tem o porquê da teoria de você diversificar, de você respeitar retornos ajustados a risco. De tudo isso, quando eu passei por uma outra instituição, eu trabalhava mais na área de estratégia de investimentos.
Tem um contra-exemplo de quando, assim, eu tratei lá, tinha um cliente nosso que era uma fundação, como se fosse um endowment de uma empresa que tem capital aberto, que já pagou muito dividendo, e no fundo ela só existe porque ela não estava diversificada, né? Na verdade, ela estava concentrada naquele papel.
dito isso, ela é a vencedora. Quantas outras não conseguiram fazer endowments porque elas quebraram ou não diversificaram e tomaram uma porrada. É, mas o racional do empreendedor e empresário é exatamente o oposto do investidor. Eu tenho...
Eu sou o maior acionista do Market Makers, então, assim, por mais diversificada que seja a minha carteira de investimentos, ela não é tão diversificada quanto deveria. Até porque boa parte do meu capital também está no Market Makers. Então, acho que o empreendedor, o empresário, ele tem que ser... Tomador de risco verdadeiro. É, que não quer dizer que vai dar certo. E responsável. Acho que ele tem que ter uma veia irresponsável que a racionalidade... Na racionalidade ninguém empreenderia.
Um risk lover É, tem gostado É um jogo legal É que a boa teoria, ela deveria ser verdade Na média dos tempos Na mediana dos tempos, mas As grandes porradas, como diz a galera Porrada atômica mesmo
Tá naquele tiro certo. Dito isso também, a fundação, ela começou a procurar a gente, porque assim, olha, agora eu já tenho esse dinheiro, preciso perpetuar. E aí pra perpetuar, aí sim, beleza. Você diversifica, gasta só os juros e deixa o principal lá. Uma música e por que essa música? Ana Paula.
Tempo Perdido, Legião Urbana. Porque marcou minha juventude. Eu acho que os anos 80 e 90 foram, assim, profícuos em músicas e em bandas legais. No pop rock nacional, que eu adoro. E essa música também tem uma letra muito legal, né? Que diz um pouco sobre esse momento que a gente estava discutindo aqui. Talvez nós, no Brasil, estejamos perdendo tempo da gente se desenvolver mais rápido, né? Mas adoro essa música. Esse, pô, Legião Urbana, acho que é...
todo mundo deve ter escutado, mas essa música pra mim ganhou um ressignificado com aquele filme, eu esqueci qual é o filme que o Wagner Moura fez, que ele canta essa música e ficou muito legal esse filme, vou até procurar aqui, se você não assistiu já fica a dica cultural aí mas enquanto isso é só a música, Marlon
Cara, como eu sabia que você ia fazer essa pergunta, eu fui colar no Spotify qual que é a mais que eu escutei, né? Eu imaginava que ia ser alguma do Oasis, né? Ah, o Oasis. Eu sou de 83, os caras estouraram em 93, 10 anos foi quando eu comecei a ouvir rock, foi um pouco depois de metade. Poder ter sido metade, mas acho que era muito novo para a música. Não, porque eu não gosto.
Mas, cara, a que eu mais escutei, segundo aqueles compilados do Spotify, foi uma que se chama Take 5. Ele é um jazz do Dave Brubeck. E, cara, eu acho que é essa porque esse é um CD que meu pai ia jogar fora um monte de CD. E eu peguei esse CD só porque a capa era bonita.
Chama Take Five também, acho. E... Pô, desde então eu escuto direto. E acho que ajuda a trabalhar e é um baita jazz. Que legal, eu vou... Take Five, é bem conhecida a batida. Vou ouvir. O nome do filme é O Homem do Futuro, tá? Comédia romântica e ficção científica do Wagner Moura. Bem legal. Um convidado que vocês gostaram de ver aqui no Market Makers no lugar de vocês.
Tá, a primeira resposta que me veio a essa pergunta, eu resolvi substituir, você vai entender porquê. O nome que eu vou indicar é o Elon Goldsfund, que eu gosto muito e fez um trabalho muito legal no Banco Central e agora está em organismos multimaterais. No BID, mas passou pelo FMI. E acho que seria muito legal a entrevista com o Elon. Ele é um cara muito completo, como economista, como pessoa, como servidor público.
Mas a minha primeira tração, quando eu pensei nessa resposta, seria a Margaret Thatcher. Pena que você não pode trazê-la mais aqui, entendeu? Mas é aquilo que traz a coerência. Não importa o lado. Ela tinha um lado, obviamente, foi uma gestora pública com muita ortodoxia por trás. Ela trouxe o liberalismo econômico para o Reino Unido. E ela tinha muita convicção do que ela acreditava, estava na veia dela.
mas acima de tudo ela tinha coerência disso para a vida dela né ela ela dialogava com muita franqueza muita transparência e ela engajou as pessoas ela uniu as pessoas por essa característica né então dentro do ideário que ela acreditava podem ter outras pessoas com outros ideários mas é isso e coerência com que você acredita com que você pensa e a forma transparente com que você se comunica isso engaja muito
Adorei os dois convidados. De fato, vai ter que ser o Willan, mas... Não dá nem pra usar o Chico Xavier. É, não. Se bem que hoje em dia com inteligência artificial, você pode até... Simular. Sabe que um dos melhores livros que eu li na vida, o Charlie Munger ainda era vivo, mas é um livro que ele é feito, são 300 páginas de diálogo de uma pessoa ávida por conhecimento e ela conversa sobre várias coisas da vida com o Charlie Munger e o Warren Buffett.
todas as frases usadas no livro, é um diálogo, todas as frases usadas, foram coisas que o Charlie Munger e o Warren Buffett falaram ao longo da sua vida. Então o livro é metade é a história e outra metade são as referências de quando que ele falou isso. O trabalho de pesquisa, e assim, é pré-chat-EPT, então esse cara fez uma verdadeira pesquisa. E é absurdo, é maravilhoso. É lindo esse livro, é lindo. E o seu convidado?
Cara, acho que precisa ver como é que tá a noventena deles, mas com certeza o Diogo Guillen, que acabou de sair do Copom, e o Renato Gomes, porque ele foi um personagem importante na história do Master, né? E o Diogo, por todo o círculo e todo o conhecimento, acho que esses dois aí são convidados interessantes.
Lembrando sempre, indicação de convidado, se tiver aquele WhatsApp para falar, opa, falei seu nome ali, pode mandar lá que a gente gosta de ser ajudado. E para fechar, a maior gentileza que foi feita na vida de vocês? Quem quer falar primeiro? No meu caso foram as pessoas que acreditaram em mim profissionalmente sem ter muita clareza do que eu iria entregar. Então, pessoas que apostaram em mim. Foi essa a maior gentileza.
Quer citar alguém especial ou vai deixar no plural mesmo? Eu acho que tem várias ao longo da carreira. Eu acho que eu tive a felicidade de trabalhar com pessoas que eu acredito. Vou deixar os nomes em aberto porque eu tenho medo de cometer alguma injustiça esquecendo aqui de alguém. Mas é isso. Foi essa gentileza que abriu as portas para a minha vida profissional. E você, Marco?
Cara, o meu é um clichêzão, mas eu falo que os clichês, eles ganham o direito de virar clichê, porque eles são mais perto de uma verdade universal, né? O consenso no mercado, né? Fala, pô, o consenso. O consenso é uma ideia que deu certo, por isso que ela virou consenso, né? Tem momento, né? É, teve um momento ali. Cara, são meus filhos. Maria Isabel, famosa Bebel, e Luiz Eduardo, famigerado Dado.
Cara, e é uma gentileza porque a forceps, pelo menos no meu caso, né? Você precisa aprender a se colocar em segundo plano, a rever os seus padrões, a rever o seu tempo, a rever tanta coisa. Eu sou um... eu falo que eu sou pai praticante, né? Hoje em dia tem muita gente que não quer ter, eu sou um pai praticante e eu quase aquela testemunha que fala, olha, deveria ter filha.
enfim a maior gentileza é você poder perceber que você tem que algumas coisas você tem que mudar porque você precisa a criança não consegue ser aquilo que ela não vê, então você precisa mostrar pra ela o caminho que você acha aqui, então você tem que subir os padrões isso é uma gentileza te abre uma janela onde você fala cara, é sua chance de dar uma evoluída como ser humano
Se você não assistiu Te convido a assistir Eu postei no meu LinkedIn No Twitter, no Instagram A última postagem que eu fiz Ou uma das últimas Não sei o que saiu além disso Mas eu postei o trecho Da entrevista que eu fiz com o Lorival Santana Porque ele foi o convidado Que mais falou sobre os filhos Durante o papo
E aí eu perguntei pra ele o que ser pai mudou na sua vida, né? A resposta dele é um trechinho de dois minutos. Assiste lá, acho que você vai se identificar bastante. Se essa foi a maior gentileza da sua vida, você vai gostar bastante da resposta dele. Show. Bom, desse jeito, a gente encerra esse papo super especial, muito legal. Adorei, espero que vocês tenham gostado. Vocês gostaram? Foi ótimo, por favor. Mentiras confortantes me agradam, mas espero que vocês tenham gostado mesmo, que eu vou querer que vocês voltem mais aqui.
Obrigada, obrigada, Thiago. Parabéns pelo programa. Parabéns, exato. Escuto há um bom tempo. De outras vidas passadas. Até da outra encarnação, então ótimo. Então já prova que selo de qualidade ouvinte. E você, se está ouvindo agora, já ouvi faz tempo, deixa o joinha no vídeo, se inscreve no canal, ajuda muito a levar nosso conteúdo para mais gente. São mais de 7 milhões de pessoas impactadas pelo Market Maker todo mês, mas a gente quer mais. Toda terça, quinta e domingo
18 horas eu estou aqui, sempre com alguém muito mais inteligente do que eu do outro lado da bancada, compartilhando conhecimento com a gente. Até a próxima e tchau!
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