Episódios de Market Makers

#344 | O COLAPSO DO MODELO TRADICIONAL DE ENSINO BRASILEIRO

07 de abril de 20261h28min
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A faculdade brasileira está formando profissionais prontos para o mercado — ou apenas distribuindo diplomas? Neste episódio do Market Makers, conversamos com Maira Habimorad, CEO do Inteli, sobre o colapso do modelo tradicional de ensino superior, o chamado “pacto da mediocridade” e o desafio de preparar jovens para um mundo dominado por tecnologia, inteligência artificial e mudanças cada vez mais rápidas no mercado de trabalho.Ao longo da conversa, Maira explica por que o Inteli nasceu com uma proposta radicalmente diferente: ensino baseado em projetos reais, proximidade com empresas, desenvolvimento de habilidades comportamentais e formação de alunos capazes de resolver problemas, trabalhar em time, debater ideias e chegar prontos para jogar. O episódio também discute empregabilidade, produtividade do Brasil, elite intelectual, formação de talentos, bolsas de estudo e o papel da educação na transformação do país.Além disso, o papo entra em um tema central para os próximos anos: como a IA vai mudar a faculdade, as profissões e a forma como aprendemos. O que ainda vale aprender? O que ficará obsoleto? E quais habilidades humanas vão se tornar mais valiosas em um mercado com menos vagas e mais automação?Assista até o fim para entender:-por que tanta gente passa pela faculdade sem realmente aprender;-como formar profissionais mais preparados para o mundo real;-o que a inteligência artificial muda no ensino e no trabalho;-como o Inteli quer criar uma nova geração de líderes para transformar o Brasil.📌 Inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder nenhum episódio!📢Apoie o Market Makers e ajude a fortalecer o mercado de capitais no Brasil! Clique no link e torne-se membro do nosso canal por apenas R$7,99 por mês: https://www.youtube.com/channel/UCwZwvDC6f0WhcVTG-3aBUTQ/join📩Entre para nossa newsletter gratuita: https://lp.mmakers.com.br/newsletter_gratuita?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X📢 Anuncie sua marca no Market Makers: comercial@mmakers.com.br📚Biblioteca Market Makers: https://lp.mmakers.com.br/biblioteca/?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X- - - - - - - - -O COLAPSO DO MODELO TRADICIONAL DE ENSINO BRASILEIRO | Market Makers #344Apresentadores: Thiago Salomão (Apresentador e analista do Market makers) e Josué Guedes (apresentador e CEO do Market Makers)Convidada: Maira Habimorad (CEO da Inteli)#BOLSADEVALORES #INVESTIMENTOS #MERCADOFINANCEIRO #MARKETMAKERS #THIAGOSALOMÃO

Participantes neste episódio3
J

João Landau

HostGestor e sócio da Vista Capital
T

Thiago Salomão

HostJornalista
M

Maira Habimorad

ConvidadoCEO do Inteli
Assuntos1
  • Colapso do modelo educacionalPacto da mediocridade · Inteligência artificial na educação · Empregabilidade e formação de talentos · Metodologia de ensino baseada em projetos · Desafios do ensino superior no Brasil
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Sprinter Empreendendo Sobre Rodas apresenta e se a acessibilidade virá-se uma oportunidade de negócio. No sétimo episódio do podcast, Ricardo Chimozacá e Amanda Graciano conversam sobre mobilidade inclusiva e como vans adaptadas para o transporte de pessoas com deficiência podem gerar impacto social e também novos caminhos de rentabilidade. São histórias reais em sites valiosos e um mercado em expansão. Com apresentação de Bia Bauer. Sprinter Empreendendo Sobre Rodas no Spotify. Ouça agora!

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Sim, sim, sim, está começando mais um Market Maker. Seja bem-vindo ao podcast da família investidora brasileira. Eu sou Thiago Salomão, fundador dessa empresa, junto com ele nosso fundador e também nossa mente brilhante e pensante, o CEO da Market Maker, Josué Guedes. Tudo bom, Josué? Fala, Salomão. Sempre uma satisfação estar junto contigo aqui. Onde estamos, Josué?

Pô, estamos fora dos nossos estúdios, né? Viemos até o Butantan. O pessoal tá lendo ali, ó. Tá ali, ó. Atrás de você. Olha lá, a Intele tá aqui. Ô, a Intele, né? Ô, a Intele. Importante frisar isso daí. Bom, Josu, e a gente veio fazer o que aqui? Cara, viemos falar com uma pessoa, acho que muito importante também, dessa novidade que tá surgindo no sistema educacional brasileiro aí. Entender um pouquinho disso, acho que vai ser um papo muito interessante.

Bom, estou aqui com a apresentação dela, vocês já viram na thumb, estamos com Maíra Abimoradi, ela é CEO do Intel, formada em Relações Internacionais pela Fundação Armando Álvares Penteado, a famosa FAAP, em filosofia pela Universidade Mackenzie, cofundadora da plataforma de vagas Beta, que visa conectar talentos e oportunidades no mercado de trabalho, e ela também é membro do Conselho do Banco PAN, uma organização dedicada à democratização da informática no Brasil, mas principalmente...

Ela é CEO do Intel. E ela é membro também do BTG, né? Conselho do BTG também. Só o BTG, né? Mas hoje a gente veio falar de Intel e falar, quando a gente veio falar de Intel, veio falar de educação, que aliás, é uma pauta que quase todo podcast que a gente vai, se tem um assunto...

que os nossos convidados falam, pô, o Brasil, o problema está ligado à produtividade, a gente ficou para trás na produtividade, tem que investir em educação. Então, agora a gente vai ter esse papo bem legal sobre educação, mas até a gente colocou um gancho especial no começo, até gostei do pacto da mediocridade, a gente vai poder começar um assunto com quem está querendo fazer a diferença no Brasil.

Acho que para todo mundo que não conhece o Intel, vocês vão ter a oportunidade de conhecer mais. É um projeto extremamente incrível que a gente já tem se aproximado, já tem visto muita coisa. A gente já falou um pouco disso no episódio que a gente fez com o Roberto Salutes, CEO do BTG. E agora vocês vão ter aqui a prova e falar um pouco de educação brasileira. Então, antes de começar esse papo...

se inscreve no canal, deixa o joinha no vídeo. Não custa nada, para aí, clica lá, que já são mais de 640 mil inscritos no nosso canal, mais de 6 milhões de pessoas impactadas todos os meses e a gente quer mais. Então você fazendo isso, ajuda a levar o conteúdo do Market Makers para muito mais pessoas. Maíra Abimoradi, você está preparado? Primeiro, obrigado por nos receber. A gente saiu da farelinha, veio até aqui. E você está preparada para o papo?

Estou preparadíssima, vamos lá. Que professora nasce pronta, né? É, então, eu adorei essa resposta. Nasci pronta, bora. Vamos aí. Josu, dá o pontapé inicial, então, já que esse pacto da mediocridade... Quando tem pauta, você que fez, né? Geralmente é o mais organizado.

Bom, acho que, Maíra, a gente veio para cá com certeza para entender o Intel, mas acho que a gente gostaria de dar um passo atrás. Acho que como empreendedores também, e a gente também gosta muito do que o BTG constrói, está construindo, e, na verdade, o empreendedorismo nasce de uma visão de resolver um problema. Então, acho que não teria motivo da construção do Intel se vocês não tivessem identificado um problema.

E eu acho que você colocou num dos papos que você fez, você cunhou uma expressão ali, colocou uma expressão desse pacto da mediocridade presente na educação brasileira e principalmente no ensino superior, que é onde o Intel se insere. Gostaria que você descrevesse um pouco, elaborasse a respeito disso, explicando como que isso impacta a educação brasileira e como que isso se reflete também mais na frente na formação dos alunos. O Brasil...

Acho que todo mundo sabe do problema de educação que a gente tem no país. Mas o que é esse pacto da mediocridade? E depois a gente vai entender como que a gente consegue romper esse pacto. Bacana. Bom, obrigada por estarem aqui, pelo convite, muito feliz. Você sabe que a coisa que mais me perguntam sobre o Intel é onde a gente acha professores para ensinar desse jeito diferente que a gente ensina, que é por projetos. A gente pode falar mais disso daqui a pouco.

E eu falo que a primeira característica do professor para vir trabalhar aqui, o professor e a professora, é o professor que está cansado do pacto da mediocridade. O que significa isso? O professor finge que ensina, o aluno finge que aprende, demonstra essa aquisição do aprendizado através de uma prova, de um trabalho que ele tira média, e aí ele é aprovado, passa de ano, e a gente fica com a fantasia de que aquele conhecimento foi, de fato...

interiorizado ou incorporado. Não é verdade. Não é verdade, é fácil você descobrir que não é verdade. Se eu perguntar pra você qual é a diferença entre uma briófila e uma pteridófila, você não vai saber a resposta. Só que você aprendeu isso na sua aula de biologia, você foi aprovado na sua aula de biologia, afinal de contas, você se formou no ensino médio, fez graduação, né? Agora, por que você não sabe a diferença entre uma coisa e outra? Porque você não usa pra nada.

Agora, provavelmente eu vou perguntar para um biólogo, eu vou perguntar para um jardineiro, eu vou perguntar para um paisagista, ele vai saber a diferença. Por quê? Porque aquilo faz parte do dia a dia dele. Porque ele aprendeu para que aquilo serve. Então, quando a gente fala aqui no Intel sobre romper o pacto da mediocridade, é sobre dar sentido e significado para um aprendizado que seja, de fato, duradouro.

E só para também contextualizar, a gente sempre pede para o convidado se apresentar em 30 segundinhos, mas achei legal apresentar o Intele em 30 segundinhos. O que é o Intele? Bom, o Intele é uma faculdade, começou como uma faculdade, uma organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo formar futuros líderes.

para transformar o Brasil através de tecnologia. Entendemos que todo negócio virou um negócio de tecnologia, então isso nos coloca de frente a dois fenômenos novos, ou mais recentes. O primeiro é a explosão de demanda. Falta profissional de tecnologia em todo lugar no Brasil, e em outros países também.

E a segunda é uma mudança de perfil. Do minuto que todo negócio vira um negócio de tecnologia, você não precisa só de alguém que conheça a computação. Você precisa quem saiba negócio, um valuation, sabe o que é um cap table, como atender um cliente, como se relacionar, resolver um conflito. Então o Intel surge para endereçar essas duas questões, formar mais gente para a área de tecnologia e gente com esse novo perfil de resolver problemas de negócios usando tecnologia.

A primeira parte é totalmente compreensível, formar pessoas em tecnologia, que acho que é uma demanda que o Brasil, não só o Brasil, mas o mundo tem, mas o Brasil é bem carente, porque talvez nunca teve um foco nisso. Agora, essa outra parte que você já endereçou na primeira pergunta, eu fico bem curioso em como insere isso dentro da sociedade. Porque se a gente parar para pensar...

A sociedade, muita gente foi formada nesse pacto da mediocridade. Até lembrei, para quem gosta das referências subtebolísticas, acho que o Vampeta falou isso na época, jogou no Flamengo. Eles fingem que pagam o meu salário, aí eu fingo que jogo. Mais ou menos isso, o aluno finge que aprende e o professor finge que ensina.

Mas se a sociedade foi formada disso, como furar essa bolha para ver essa transformação? Enfim, de onde partiu essa provocação para que isso aconteça? Bom, quando a gente recebeu o mandato do Roberto e do André, Roberto Salud, CEO do BTG, André Esteves, acho que toda audiência conhece as figuras.

Eles não queriam necessariamente que a gente rompesse o pacto da mediocridade, porque eles nunca tinham parado muito para pensar sobre isso, para falar a verdade. O que eles queriam era deixar um legado para o Brasil e fazer isso não com uma organização não governamental qualquer, eles queriam fazer isso com um legado que fosse ajudar a mexer o ponteiro.

do Brasil, né? Ou seja, formar mais gente, formar gente mais preparada, e tecnologia parecia o tema correto. Então, quando a gente recebeu essa oportunidade, eu falo aqui em nome do meu time todo, a gente falou, pô, a gente tem uma chance, cara, de fazer um negócio completamente diferente com tudo que a gente acredita que deveria ser feito. E por que a gente tem essa chance? Porque a gente está começando do zero.

E as pessoas subestimam a importância de começar algo do zero. É muito difícil transformar algo que funciona do mesmo jeito há 300 anos, 200 anos, como é o caso, muitas vezes, de muitas universidades. Então, a gente falou, pô, a gente tem uma chance de fazer diferente. O que significa isso?

Então a primeira coisa, o raciocínio que a gente fez foi a gente quer que o Inteli e a formação do Inteli esteja muito mais próximo do mercado de trabalho do que do ensino médio. Nós não queremos ser a continuidade do ensino médio. Nós queremos ser o passo anterior do mercado de trabalho.

Que mercado de trabalho é esse? O que o aluno, a aluna quiser. A gente não vai formar gente só para a carreira acadêmica. A gente vai formar gente que quer empreender e a gente vai formar gente que quer trabalhar em uma grande empresa. Então, esse é o nosso foco. Se é isso que a gente quer entregar no final, não basta a gente colocar um monte de disciplinas, ótimos professores, um prédio bacana e achar que a gente vai produzir algo diferente. Então, a gente escolheu trabalhar com o ensino baseado em projetos.

que é uma metodologia que a gente não inventou, obviamente quem dera ou tivesse inventado, porque é genial, mas não fomos nós que inventamos. A gente só, para vocês terem ideia, a primeira pessoa que escreveu sobre ensino baseado em projetos é um livro do John Dewey, em 1916. E aí muita gente pergunta, por que não é tão difundido quanto deveria? Porque é difícil para caramba, cara, de fazer. Muito difícil de executar. E a gente tinha essa chance de começar do zero, e foi isso que a gente escolheu. E o ensino baseado em projetos, ele te dá várias oportunidades. E aí

A primeira delas é trabalhar com problemas reais. Então, os alunos aqui não trabalham em projetos fictícios. Eles trabalham em parceria com empresas que trazem seus problemas, a gente conecta ao currículo, e os alunos trabalham por 10 semanas resolvendo problemas reais de empresas reais. Então, só isso já é muito diferente do que... Então, imagina mais ou menos a lógica de uma empresa júnior, que todo mundo conhece.

só que dentro do currículo, curricularizado. Então essa é a primeira coisa que o ensino baseado em projetos permite. A segunda é que você trabalha em time. E quando você trabalha em time, coisas mágicas acontecem, né? Você tem que se comunicar, daí você briga, aí você tem que fazer as pazes, porque você tem que entregar lá no final. Aí vem um parceiro real, que é um vice-presidente de uma empresa, você tem que apresentar o que você fez, receber...

feedback, falar isso aqui está um lixo, faz de novo. Então, você vai desenvolvendo competências que são muito próximas daquilo que o mercado de trabalho espera uma vez que você for trabalhar, for ser contratado ou for empreender, o que quer que seja. Então, isso a gente conseguiu fazer. Eu estou muito orgulhosa do que a gente fez nesses primeiros quatro anos, porque, de fato, a gente preparou gente, recebi um feedback muito legal de um investidor que investe em várias startups e contratou alunos nossos. E aí ele me mandou um WhatsApp e falou, Maíra, seus meninos chegam jogando.

E é isso que a gente faz, a gente forma gente que chega nas empresas ou para empreender jogando, porque viveram aquilo. Não é mágica, eles não são particularmente especiais, eles são treinados nesse modelo a resolver problemas, a resolver conflitos, se comunicar e por aí vai. Mas Maíra, voltando para o que você falou na primeira resposta, como é que acham os professores para ensinar isso?

A sorte é que a gente não precisa de muitos, né? A gente hoje é muito mais fácil, né? Porque os próprios professores indicam, recomendam, a gente já parte do princípio que o professor não vai ter a experiência de ensinar como a gente ensina, a gente nem procura isso. A gente procura professor que...

que realmente esteja cansado de dar aula do mesmo jeito e ver que os alunos não aprendem e tudo bem ficar contando os dias para se aposentar. A gente quer aquele professor que já propõe uma coisa diferente na disciplina dele, que traz um jogo de negócio, que traz convidado de fora, que propõe dinâmica de sala de aula no limite que ele consegue dentro de uma instituição tradicional.

ele se propõe a fazer algo diferente. Então, esse perfil comportamental para a gente é o mais importante. E, claro, tem que ter mestrado, doutorado, porque o regulatório é assim, coisa que eu não necessariamente concordo, que não acho que necessariamente os melhores professores são só os que têm mestrado e doutorado. Mas é assim, então a gente, obviamente, cumpre a regulação.

e busca esse professor inconformado. E agora é muito mais fácil, porque um chama o outro e tal. E aí tem aqueles apaixonados, professor que ama ser professor, a gente acabou de contratar um professor de finanças aqui, que é uma figura, Marcelo Desterro, que era CFO de uma empresa grande, mas o sonho da vida dele era ser professor, só professor, e aí a gente conseguiu trazê-lo. Então tem essas figuras também que são professores por vocação.

E no lado do aluno? Quem é o aluno que procura o Intel? E não sei se é uma influência até dos pais, enfim. Porque já nasce de uma maneira fora do padrão. Sim. É nova. É novo, né? O Intel. Como é que... Quem são esses alunos que chegam? Olha, você sabe que eu acho que... Meu avô dizia um negócio que eu acredito muito. Ele falou assim, tudo que dinheiro resolve não é problema.

O problema é o que o dinheiro não resolve. E isso vale, você pode levar isso para uma esfera pessoal, mas vale para os negócios também. Então, quando a gente foi montar o Intele, construir uma marca educacional é o típico coisa que botar um montão de dinheiro não resolve. Porque o tempo tem que passar. Você tem que construir reputação. Você tem que construir credibilidade. Você operaria num hospital que toda vez que você abre sua rede social, está lá, opere conosco com condições vantajosas? Não.

Você não quer matricular o teu filho numa escola que toda vez que você abre está anunciando o tempo inteiro. Então você tem que fazer um trabalho de construção reputacional que não é óbvia de ser feita. Então, respondendo diretamente à tua pergunta, eu falei, agora está tudo fácil. Você imagina a primeira turma? Vem estudar com a gente. Quem são vocês? Ah, somos o Intele. Tá bom, mas e aí? Quantos alunos vocês têm? Nenhum. Posso visitar o campus? Não, está em construção. Eu fiz 176 lives.

apresentações, a gente estava na pandemia, apresentações pelo Google, pelo Zoom, etc. Falando, confia, está aqui o prédio, vai ser assim, eu mostrava um PowerPoint, pode vir estudar com a gente que vai ser legal. Então foi, no primeiro momento, foi a credibilidade de muita gente, pessoas que emprestaram sua credibilidade para a instituição nascer.

Agora, os alunos chamam alunos, a gente tem um montão de alunos para falar. Então, entendo que o perfil do aluno que vem estudar conosco é um aluno que está em busca de um método de ensino mais contemporâneo, que já se entende como um aluno que quer mais protagonismo no seu aprendizado, que não quer ficar assistindo aula e não quer só fazer prova e tal. Ele quer essa jornada, que ele entende que essa jornada é preparatória para ele.

É um aluno de capacidade cognitiva alta, porque o curso é difícil, e a prova é difícil para entrar, então tem que ser aluno que gosta de estudar, não é um aluno mediano, é um aluno de alta performance, e que gosta de trabalhar em time. Então esses são os alunos. De onde eles vêm? A gente tem alunos aqui de 100 municípios do Brasil, todos os estados. Como é que a gente consegue fazer isso? Então hoje metade dos nossos alunos são alunos que pagam mensalidade, normalmente, como em qualquer faculdade privada, e a outra metade são alunos que recebem bolsa.

Alunos de alto desempenho que passam no processo, não temos cotas, não é cota, todo mundo passa no mesmo processo seletivo, e aqueles que não podem pagar e comprovam necessidade financeira recebem uma bolsa bancada por empresários, então no formato principalmente adote um aluno. Então a gente faz o match de uma fundação, empresa, pessoa física e tal, que banca aquele aluno, aluna por quatro anos toda a sua formação.

E aí banca mensalidade, moradia, alimentação, uma ajuda de custo para viver em São Paulo, computador, inglês, tudo. Para o aluno realmente conseguir sair do interior do Amazonas e vir estudar aqui e se formar.

E mesmo que vocês façam, com certeza, um processo seletivo grande aqui, eu acho que deve ter algum desafio em relação à adaptação do aluno no sentido dele já estar acostumado a ter feito durante o ensino médio essa questão de fingir que aprende. E o que vocês pensam e o que vocês fazem aqui para conseguir fazer o aluno entender que ele não está mais aqui para fingir que ele está aprendendo nada?

É uma ótima pergunta. A gente faz e às vezes a gente continua fazendo, errando e acertando, tá? Porque não é óbvio fazer isso. Os primeiros três meses do aluno aqui é um verdadeiro Deus nos acuda. Eu tenho certeza que eles vão desistir, assim. Você encontra eles desesperados, batendo cabeça por aí. Mas aí eles fazem a primeira entrega. E quando eles fazem, entregam o primeiro projeto no final desses primeiros três meses, tudo faz sentido, né? Tudo se materializa, que é muito diferente de você tirar dez numa prova.

Você pegar um produto, um protótipo que você construiu, no caso do primeiro módulo, é um jogo digital, e sentar na sua frente o presidente da Dell e você mostrar para ele o jogo que você desenvolveu e como aquilo resolve uma dor de negócio da Dell, por exemplo. Essa realização de concretude...

É muito bacana, né? E aí eles se encantam com o modelo e aí vão que vão. Mas os primeiros três meses é divertido de ver. Eu fico um pouco de dó, um pouco de risada, porque no final tudo dá certo. Mas é realmente o que você falou, assim. Essa transição, ela não é óbvia. Porque depende muito do aluno também se organizar bem, fazer sua autogestão. O que é esperado da gente no mundo do trabalho. Depois você não vai ter um chefe. Então, autonomia é algo que ele aprende aqui também.

Em termos de benchmarks, com certeza vocês estudaram muito, vocês foram buscar muita coisa, né? Onde que esse modelo tem dado muito resultado, e realmente de inserir pessoas no mercado de trabalho, que é diferente, porque a gente está aqui no Butantan, que é a USP...

Nossa vizinha. Exato, a gente passou aqui, né? E tem as formações básicas ali, administração e tal. Por que um aluno que é formado aqui, em relação a um aluno que é formado em administração, ele consegue se inserir no mercado de trabalho de uma forma mais competitiva? Por que vocês acreditam que esse é o modelo que conseguiria fazer a educação brasileira dar um salto de nível?

Eu acho que a primeira coisa é, assim, para esse modelo existir e funcionar, você precisa abrir as portas da universidade, as portas da escola para o mercado. Só de falar isso, em muitos lugares, assim, eu levo tomatada, né? Porque, assim, como assim o mercado dentro da universidade? A universidade é uma instituição sagrada, que tem que ser preservada, porque o mercado corrompe as entranhas da instituição. Eu acho isso uma coisa de papo de maluco, né? Eu falo assim, para que uma pessoa vai fazer ensino superior?

porque ela quer trabalhar e ganhar melhor, e crescer na carreira. Como é que a universidade acha que ela pode se dar ao luxo de se fechar para a sociedade e para o mercado? É papel dela preparar para servir aquela sociedade da qual o mercado de trabalho faz parte. Qual é o problema disso? Isso não pode ser uma coisa demonizada. Então, a gente entende que, primeiro, essa permeabilidade, a gente é muito permeável. Tem empresa aqui todo dia, tem investidor aqui todo dia interagindo com os alunos.

fazendo uma série de coisas, algumas curriculares, outras extracurriculares, e a gente incentiva isso ao máximo, porque a gente acha que é isso que vai fazer essa formação acontecer. Então, acho que o feedback que a gente tem recebido do mercado de trabalho, o primeiro é 97% da primeira turma que se formou, saiu, vou colocar aqui, empregada, porque não é só empregada com emprego, é empreendendo, muitas vezes, a gente tem várias empresas que surgiram aqui já.

Então, numa atividade de carreira que escolheram com opções. Tinham três ou quatro ofertas, duas ou três ofertas, e puderam escolher. Então, acho que isso já é um sinal de que alguma coisa a gente está acertando. E esse feedback que a gente recebe, que eles chegam prontos para jogar, eles chegam prontos para trabalhar, porque vivenciaram aqui dinâmicas educacionais que são muito mais próximas da realidade do mundo do trabalho do que do ensino médio.

Eu acho que, filosoficamente, é essa a pergunta que a universidade deveria estar se fazendo. Se vai ser por projeto, se vai ser assim ou assado, A ou B, é menos relevante. O importante é, o conjunto de práticas que eu estou expondo a esses alunos durante quatro anos, cinco anos, está preparando esse jovem para a realidade que ele vai enfrentar? Sim ou não? Se a resposta é não ou não sei, vamos parar e rever tudo, porque eu entendo que eu não estou cumprindo o papel de ponte entre juventude e vida adulta e entre educação e mundo do trabalho.

Mas, Maíra, quando a gente olha o modelo tradicional, e é muito transgressor o que vocês fazem aqui, como é que fica até essa reflexão do modelo tradicional? Você interage com pessoas de outras universidades? Como é que é essa reflexão? Quase como os bastidores aí.

Há uma preocupação de fato em, pô, precisamos realmente mudar? Porque até tirando o Inteli da jogada, olhando mais para o modelo tradicional sem a presença do Inteli, mas o próprio diploma por si só, ele já começou a ser uma coisa cada vez mais questionada. Porque, como você disse, era quase como um validador do eu mereço ganhar mais porque eu tenho um diploma. Então, virou um mercado. É uma moeda.

E eu acho que a gente não... A educação e o ensino superior, ele só não foi mais transformado já porque a gente não achou uma nova moeda que substituou o diploma. Há uns 10 anos atrás, eu falei um negócio que eu achava que ia acontecer, ia acontecer com o mercado de educação, que aconteceu com música. Então, você me falou aqui agora há pouco, você tem 38 anos, né? Então, você provavelmente ouviu CD, né? Você comprava CD, né? Ouvi até hoje, na verdade. Você ouve até hoje.

O que é um CD? Um CD era uma música que você queria ouvir, que você ouviu na rádio, passava na novela, sei lá. Você comprava um CD, uma música que você queria ouvir, um monte que você não queria. Aí, normalmente, você gostava da segunda faixa, porque tocava na sequência antes de você trocar e tal. Enfim, então era essa a lógica. Aí veio, primeiro, a mudança de unidade. Você deixou de precisar comprar um CD.

e passou a ser capaz de comprar um single, uma música. E aí isso veio depois, se organizou, hoje a gente usa Spotify, e na minha playlist, que é o meu CD, se eu quiser botar lá Maria Bethany, CDC, Nirvana, é problema meu, a playlist é minha, eu construo o meu CD do jeito que eu quero, vários CDs diferentes.

Eu fiquei imaginando que assim, imagina o dia que isso acontecer com educação. Imagina que a gente ache uma nova unidade, o single da educação. Qual seria? É uma disciplina? É um curso? A gente não achou isso ainda, que vá substituir e que possa substituir o diploma. Mas na lógica, em tese, o que eu acho que vai acontecer é os cursos ficarem cada vez mais curtos.

Por quê? Porque você vai ficar quatro anos estudando um negócio que vai mudar. E vai mudar cada vez mais rápido. Então, muito do que a gente ensina aqui hoje, do minuto que o aluno recebe esse diploma, está obsoleto.

A diferença é que eu tenho certeza disso e falo disso abertamente. E não fico achando, entendeu, que tudo que a gente ensina aqui vai ter 15 anos de duração, de durabilidade, vai ter. O que é importante, no entanto? Como ele conecta esses conteúdos, como ele faz pensamento crítico, como ele aplica conhecimento, como ele resolve o problema, convive, tudo isso tem um baita valor. E nada vai tirar isso dele. Agora, o aprendizado em si, o conceito em si, provavelmente vai mudar.

E tem que mudar, e vai mudar cada vez mais rápido, ainda mais com IA, a gente pode falar disso daqui a pouco também.

Então, a nossa cabeça é meio essa, assim, né? A gente parte do princípio que as coisas vão envelhecer e vão envelhecer cada vez mais rápido. E dessa... Não, só para concluir. A tendência para você é... As próximas universidades devem ser muito mais parecidas com o Intério do que com as tradicionais.

Olha, eu adoraria que fosse, né? Se eu não acreditasse no que a gente está fazendo, eu nem estaria perdendo meu tempo aqui, eu estaria fazendo outra coisa que eu acredite, né? Eu acredito muito nesse caminho. E a gente, você me perguntou se as universidades vêm aqui e tal. Cara, toda semana a gente recebe universidade do mundo todo, todas do Brasil já vieram aqui. E eu falo, quando uma universidade bater na porta aqui, mostra tudo.

O que funciona, o que dá errado, o desafio, onde é que a gente aprende. Mostra todo o modelo.

Nossa, Maíra, mas você não tem medo que te copiem? Eu falo, tomara que copiem, quero que copiem tudo. Quero que o modelo vá para todos os lugares que ele puder ir, porque realmente está comprovado que ele funciona. E de verdade, quando você tem o Brasil, eu falo assim, todas as universidades de ponta tem que dar certo para a gente ter uma chance. Olha o que está acontecendo na China. Como é que a gente vai competir com um negócio desse?

as chinesas entrando no ranking das top schools do mundo, assim, ó, rápido. Você acha que eu vou ficar competindo com o USP, com o IME, com o ITA? Quero mais é que todo mundo dê certo, que todo mundo melhore, que todo mundo se modernize, que todo mundo, né, enfim. A gente tem que trabalhar junto, isso aqui é um projeto pro país, não é uma coisa, ah, Maíra, o Intel e tal. Não, a gente testou esse jeito aqui, tá funcionando. Mas testem outros, não precisa ser esse, né, mas alguma, não é possível que a gente ache que é normal. Você já viu aquela história que fala assim, se um viajante do tempo e aí e aí

De 400, né? 1.400 chegasse aqui, né? 2025, você já viu essa história? Já. Que ele ia reconhecer duas estruturas, né? Igreja e escola. Todo o resto, não a natureza, né? O que foi feito pelo homem. Não é possível que a gente ache que isso... A gente fique satisfeito com isso, assim, que a gente fale não é assim, porque sempre foi, não dá pra fazer nada diferente. Enquanto isso, o mundo mudando...

E as escolas, de maneira geral, ensinemadas. Mas sabe qual é o problema disso? Isso começa no ensino básico, eu sempre falo isso, eu falo assim, todo mercado que não tem competição é um mercado que se estagna. E não existe competição pra escola, pra entidade escola. A escola não tem sistema competitivo. No Brasil, se eu decidir que a minha filha, minhas filhas não vão pra escola, sabe o que acontece comigo? Eu vou presa.

Eu tenho que mandar para alguma escola. Aí eu vou falar assim, tá bom, olha, sabe qual que é a minha escola? A escola que eu acho mais incrível no mundo é uma escola que chama Escola da Ponte. Ela só tem um probleminha, ela fica em Portugal. Então, além de eu ter que botar numa escola, eu tenho que botar uma escola na minha cidade. Se a gente mora em São Paulo, eu ainda tenho que botar num raio de 5 quilômetros, porque senão meus filhos vão ficar o dia inteiro no trânsito. Então, essa natureza da escola local, sem sistema competitivo...

ela previne a inovação. Porque o cliente que somos nós, que compramos o serviço da escola, a gente também não quer tomar risco. Você quer que seu filho faça o quinto ano duas vezes? Não quer, você quer acertar. Então a escola tem nenhum incentivo para inovar. Aí tem uns puta maluco que fala, eu vou fazer e tal, porque eu acredito e fazem. Mas assim, como sistema, tem muito pouco incentivo para fazer diferente. E a gente só consegue fazer diferente aqui porque a gente é sem fins lucrativos.

Porque a única coisa que eu tenho que entregar é excelência. É só isso que meus chefes me cobram. Eu quero excelência.

Então, eu tenho a faca e o queijo, mas quem tem isso? Pouca gente tem essa oportunidade. Fazer do zero, sem ter que dar lucro, com risk takers, com pessoas que não têm medo de arriscar, que têm apetite para risco, que topam fazer um negócio que dá trabalho pra caramba de fazer. Não tem nada mais rápido, fácil e prático do que você botar um professor e 60 alunos numa sala. Falam que tem uma frase horrorosa em educação que fala que não tem nada mais barato que guspe giz.

então assim, se você for pensar num modelo de eficiência, cara, bota um professor, 60 alunos, não tem o que discutir pacto da mediocridade na cabeça faz a prova, entrega um diploma no final isso aí é muito fácil de fazer

Eu ia perguntar justamente, você já respondeu, né? Mas eu queria que ficasse um pouco mais claro. Você falou dos três primeiros meses aí, a questão do projeto, que o aluno mostra aí. Exemplifica um pouco mais assim para a gente, qual é o projeto que você acha que mais brilha os olhos aqui dos alunos, para a gente entender realmente como que um leque...

Como que o aluno aprende essas habilidades que você comentou, né? Tipo, no momento que ele receber o diploma dele aqui, ele tem que ter certeza de que o mundo vai mudar e o que ele aprendeu e que o que importa são os skills, né? Digamos, são as habilidades que ele aprende. Mas como que o projeto ensina essas habilidades pra ele? Legal. Então, assim, o fato de ser por projetos não significa que não tenha aula, tá? Tem aula todo dia aqui com o professor que ensina coisas, né?

Então, o modelo é dividido em três tempos, vamos chamar assim. Primeiro tempo ele tá em aula.

segundo tempo ele tá em autoestudo, que ele tá se preparando pra aula do dia seguinte, ele tem que chegar preparado pra aula, ele tem que ler, ver vídeo, tem um monte de coisa que ele tem que estudar antes, e aí o projeto em si. Então, vamos imaginar que a aula e o autoestudo são a parte teórica, e o projeto é quando ele coloca na prática aquilo que ele aprendeu aquela semana.

Então, a gente fez um trabalho prévio de fazer essa organização. Essa aula, com esse material que ele estuda, ele tem que materializar no projeto desta forma. Então, isso aqui deu um trabalhão danado de fazer. E ficou pronto. E é o que a gente usa hoje como guia aqui do nosso dia a dia. Então, isso dito, vamos imaginar um projeto super legal que os alunos adoram fazer, que é um projeto de processamento de linguagem natural. Basicamente, é uma máquina lendo um software, lendo texto, certo? E classificando esse texto.

Então ele interpreta, processa aquele texto. Então você pega Uber, imagina. Sim? Sim. Aí imagina que você bota lá uma estrelinha e faz um comentário. Esse motorista é horroroso, o carro tava fedorento, adorei, qualquer coisa. Alguém tem que ler. Quantos comentários vocês acham que eles recebem por minuto?

milhares. Quem que vai sentar lá e ler? Ler pra ver o que é elogio, o que é crítica, o que é problema, o que é... Pessoas faziam isso, né? Então esse software que os alunos desenvolvem aqui lê todos esses comentários, classifica todos esses comentários e dá um direcional de tratativa nisso. Hoje em dia, com o DNAI, isso é moleza de fazer, mas até DNAI estar disponível, era difícil fazer isso, né? Então esse é um tipo de projeto que os alunos fizeram, por exemplo, de fato, pra Uber, em parceria com a Uber.

eles fizeram, por exemplo, um projeto... Aí essa parceria surge... Como é que é? A Uber vem e fala, estou com um problema, resolvam. Ou vocês chegam e falam, Uber, acho que eu tenho uma solução para um problema seu. As duas coisas. A gente tem uma estrutura aqui que chama escritório de projetos, que só faz isso.

conversa com empresas e organizações, identificam problemas que eles têm e colocam dentro para funcionar dentro do currículo. É um time técnico, a gente de tecnologia, dessa área, que consegue fazer essa interpretação, vamos chamar assim, das dores de negócio para soluções tecnológicas. E isso acontece todo dia, o dia inteiro, porque, enquanto isso, todas as turmas estão com um parceiro de projeto diferente. As empresas não pagam para participar, elas têm alguns compromissos, elas não podem desistir no meio.

não podem contratá-lo nos dois primeiros anos, porque acontecia. Então, eles estudam em período integral, nos dois primeiros anos. E a solução é dela, mas o código é público. Então, a solução é open source. Tudo que já foi desenvolvido por todos os parceiros do Intel está no site do Intel, do GitHub disponível para qualquer um baixar. Aí vocês vão me perguntar, mas, Maíra, por que você fez desse jeito? Para ser simples. Porque se a gente cobrasse...

A gente poderia cobrar. Tem valor o que a gente faz aqui, os alunos fazem. Só que aí tem que passar no jurídico, aí tem o contrato, daí tem que entrar no negócio de compras, aí tem que ter três propostas. Não, vamos simplificar um termo simples de parceria sem troca financeira. IP é a mesma coisa. Por que a propriedade intelectual é pública?

Porque se não ia entrar na discussão, aí ia ter que chamar o advogado da Samsung, aí o negócio ia complicado demais, a gente não ia ter fluxo de projetos. Então é por isso que é simples desse jeito, é pra gente ter fluxo sem parar, e é o que acontece aqui. Então hoje a gente tem mais ou menos três a quatro empresas que aplicam por vaga de projeto. Então a gente não consegue atender toda a demanda que a gente tem. O que me diz que...

Tem espaço para outras instituições funcionarem desse jeito e ter fluxo de projetos. É só fazer. Dá trabalho, mas dá para fazer. A gente fez, dá para fazer. A gente não é também gênio. A gente só é competente, botou e tentou e deu certo.

E até você falou um pouco no começo dos alunos que estão em 100 municípios e em todos os estados. Isso. Mas acredito que a concentração maior seja aqui em São Paulo. Estado de São Paulo. Mas como é que... Tem algum caso, assim, alunos que vêm de estados muito distantes, enfim...

Acho que é legal até para ilustrar um pouco dessa abrangência que tem tido o Intel. Super. E isso é uma coisa boa, né? Notícia boa corre rápido, né? Não é verdade? Verdade. Agora está fácil, porque os alunos se falam, a internet facilita muita coisa, né? A primeira turma é uma turma que eu tenho um carinho...

muito especial, a gente fez a formatura em dezembro do ano passado, de 2025, foi muito emocionante, né, porque a turma que começou tudo com a gente, a turma que se matriculou aqui sem ver o prédio, sem saber nada, não tinha um track record, zero, nenhum aluno formado, nunca viram, chegaram aqui no primeiro dia de aula.

Então, até tem uma história de um aluno formado na primeira turma, que é o Henrique, que é um querido, um beijo para o Henrique Marlon, se ele estiver nos vendo. Ele é um aluno que vem de Sergipe e ele estava estudando para o ITA, para fazer ITA, passou na primeira fase e aí ele, quando estava se preparando para a segunda fase, soube que ele tinha sido aprovado no Intel. E aí ele foi falar com o pai dele que ele ia vir morar em São Paulo e aí o pai dele falou assim, mas você vai...

morar onde? Não, a faculdade dá moradia. Mas, Henrique, sua mãe é manicure, eu sou policial aposentado, a gente não tem como te manter em São Paulo. Não, não, eles pagam alimentação também e tal. E aí o pai virou pra você, ah Henrique, esse negócio aí tá muito estranho, isso aí tá com cara de ser tráfico de órgãos, tá muito bom pra ser verdade, ele tive que fazer uma reunião no Zoom com eles, assim, online, pra provar que eu existia, que a gente era sério e tal.

E o Henrique veio, se formou com a gente, aí no meio da graduação, mais ou menos,

Ele foi fazer um research fellow, ele foi fazer um programa de férias na Technion, Israel, que é uma faculdade muito bacana de pesquisa lá em Israel. E aí eles não queriam receber o Henrique. Tipo assim, Henrique da onde? Em tele? Quem são vocês? Eu nunca ouvi falar de vocês e tal. E aí eu falei com o reitor, eu falei, olha, eu vou mandar um aluno. Se você não gostar do nosso aluno, você não precisa receber nunca mais nenhum.

dá uma chance pra gente, pra você conhecer o nosso trabalho. Ele falou, tá bom, vai. Aí mandei o Henrique. Lá foi o Henrique. Aí, ficou lá um mês, dois meses, eu falei, escuta, você não vai voltar? Não, Maíra, não param de me dar projeto, eles querem que eu transfira pra cá. Aí liguei de novo, né? Falei, escuta, seu reitor, devolve meu aluno, né? Pode me devolver. Então, essa coisa assim, você pegar um aluno que...

estava lá no Nordeste, longe de São Paulo, no sentido do Nordeste, no sentido de distância geográfica, e vem estudar aqui e vai morar em Israel e depois fez intercâmbio, estudou na Europa de novo e, enfim, agora está se preparando para um mestrado, provavelmente, nos Estados Unidos e está aplicando. Então, acho que são realidades que são transformadas. E, gente, eu falo isso para o Roberto Saluti direto, eu falo assim, cara, cada ano que eu passo no Intele, eu estou mais convencida que o talento é um mestrado, eu falo assim,

Não é mal distribuído, cara. Tem gente talentosa no Brasil todo, sem uma chance. Porque não basta entrar na faculdade, não basta o ensino ser gratuito. Dorme aonde? Come o quê? Chega na faculdade como? Que computador que estuda? Como é que vai? Assim, famílias que têm renda per capita ou um salário mínimo.

Faz o que com isso? Como é que você mantém um filho estudando na capital, que seja do próprio Estado? Então, assim, toda essa outra parte de financiamento também é um problemão de educação de ensino superior.

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É... Pegando esse exemplo super legal do Henrique, mas não precisa se ater a ele, é... Onde que você acha que o Intel transforma o aluno? Porque... Pô, ajudou pra caramba, né? Tem o estudo casa, comida e roupa lavada. Sim.

Mas tem também uma pessoa já super disposta, super inteligente, enfim. Mas acredito que tem um lado ali, tal qual um treinador que ajuda um jogador a se desenvolver. Onde que você acha, olha, pegando esse exemplo aqui, a gente melhorou esses skills do aluno. Onde você acha que, pegando até pela primeira turma formada, que vocês transformaram de fato?

Eu acho que a gente mexe o ponteiro em duas coisas, principalmente. Primeiro, nesse conjunto de habilidades comportamentais, de comunicação, realmente aprender a trabalhar em time, que não é se juntar com um monte de gente. Dá muito mais trabalho do que isso. Essa parte de negociação, resolução de conflitos, todo esse conjunto de habilidades comportamentais ou competências comportamentais. Tem gente que chama de soft skills. Eu acho que a gente faz muito bem.

E talvez seja o mais difícil de ser feito, porque ensinar computação, ensinar administração não é nada muito complexo. Difícil mesmo é você desenvolver habilidades comportamentais. E a outra coisa que a gente faz, que eu acho que a gente mexe o ponteiro também, que também talvez seja mais difícil de todas, é valores.

um pacto real de convivência e de valores que nos norteiam e que eu tenho muito orgulho de dizer que é o que a gente faz aqui. Então, por exemplo, aqui a gente ensina um dos nossos valores, nós acreditamos na economia de mercado.

Nós achamos que o capitalismo venceu, e ele de fato venceu, não sei o que você... Enfim... Tem uns por aí. Tem uns por aí que não somos nós. E o nosso papel é formar lideranças que vão se inserir no mercado, no universo capitalista, e trabalhar para tornar o capitalismo melhor. Como que a gente torna o capitalismo melhor? A gente torna o capitalismo melhor com ética, a gente torna o capitalismo melhor com a preservação das instituições e do Estado de Direito.

A gente torna ele melhor pensando em sustentabilidade, eu não estou falando só ambiental, em sustentabilidade da sociedade como um todo. Então, esses são os nossos quatro valores. E é isso. Então, várias pessoas me perguntam, como é que você lida com essa geração? Se os alunos fazem muito protesto? Eu falei, protesto? No Intel não tem protesto. No Intel tem conversa. Se um aluno não está feliz com algo, ele pode a qualquer minuto do dia entrar na nossa plataforma de comunicação, que a gente se comunica aqui dentro, a gente usa o Slack, e me mandar uma mensagem.

E eu vou responder. E se ele quiser tomar um café comigo, eu vou ouvir. E a gente vai debater, a gente vai concordar, a gente vai discordar. E se eu achar que o que ele tá me dizendo tem mérito, a gente vai atrás de resolver. Ah, é um professor que não tá dando uma aula como deveria, ou uma nota que foi injusta, ou o que quer que seja. Então, onde tem diálogo, não precisa protestar.

Então, aprender, ensinar esses estudantes, esses jovens a estabelecer diálogos construtivos para melhorar as coisas é um valor importante para a gente. E eu acho que muitas das universidades não fazem isso. Mantenha uma relação vertical com o aluno, o professor manda e o aluno obedece. Só que esse aluno não é mais quem nós fomos, é muito mais rebelde, quer um monte de coisa e tal. Ele não é treinado a ter conversas difíceis sobre coisas complexas.

E aí ele faz o quê? Protesta, pede demissão, foge, desiste, né? Então acho que é o que eu falo, que a gente tem que pegar um adolescente criado, assim, e transformar um jovem adulto. Acho que no final é isso, né? O trabalho da universidade é também esse. Legal.

Perfeito, eu acho que estava querendo escutar um pouco mais do que a Mayra tem para falar a respeito de IA, né? Exato. Acho que não teria como a gente... A gente colocou aqui para entender, eu acho que a Intele surgiu ali naquele período, logo após a pandemia, né? A estruturação do negócio e com certeza nesses últimos seis anos aí eu acho que o maior impacto que a gente viu no mercado de trabalho e em tudo que a gente faz.

Acho que o chat GPT foi ali o que realmente lançou para o mundo, para todo mundo ver que aquilo dali, mas já existia, né? O trabalho já existia, mas foi o que demonstrou para o mundo o que ia acontecer. E desde então, desde o lançamento do GPT, surgiram várias outras IAs. Com certeza os alunos usam muito aqui. E o que vocês estão fazendo aqui dentro da universidade para conseguir, não sei, modernizar a forma como vocês fazem? E o que você acha que isso vai ter de impacto? E aí olhando para o mercado de trabalho mesmo,

Como inserir um aluno competente nesse novo mundo de IA, que já é uma realidade, com certeza. E até a pergunta, o que é um aluno competente para este mundo de IA? Quem é esse aluno? O que ele aprendeu? Nem a gente tem as respostas. A gente tem se feito essa pergunta recorrentemente, de revisitar o nosso currículo e dizer, será que tudo que está aqui ele realmente ainda precisa aprender? Porque todo educador é um futurista.

Você está decidindo hoje para preparar o seu aluno para daqui 5 anos, 4 anos, ingressar no mercado de trabalho de fato como formado. Então essa é a reflexão que mais me preocupa. Eu não estou muito preocupada se o aluno vai usar chat EPT no dia a dia aqui. Isso me preocupa menos. É claro que a gente olha para isso também, a governança. O que eu estou mais preocupada é, será que tudo isso que eu estou ensinando, ele ainda vai precisar? Pergunta número 1.

Será que tem alguma coisa que ele vai precisar que eu não estou ensinando? Talvez tenha. Então, a gente está fazendo agora essa revisão crítica do currículo, porque por ser uma faculdade de tecnologia relativamente contemporânea, porque a gente começou há cinco anos atrás, o currículo já tinha muita coisa de IA. E tem. 70% do currículo, do que a gente escreveu lá, já tem IA.

Fora o que os alunos propõem. E fora o que o mercado propõe. E essa é a importância de você estar aberto pro mercado e pra sociedade. Porque se tudo que eu tenho que saber depende só da cabeça dos meus professores, aí a gente já nasce morto. Não tem nem como. Então, quando as empresas vêm, elas dizem assim, ó, eu já tô usando isso aqui.

Vocês estão nesse protocolo aqui, e essa tecnologia ali, o mercado nos oxigena, o mercado nos diz o que está acontecendo, e a gente consegue, então, incorporar esses elementos. Então, o currículo é auto-oxigenável pela própria natureza do como ele é feito. Então, falando um pouco de A, como é que a gente tem olhado para isso? A gente fez uma lição de casa importante, que é de olhar e dizer assim, olha, falando aqui da porta para dentro.

Quais são as atividades que a gente quer que os alunos usem IA? É para usar. Porque ele precisa aprender a usar.

Usar, duvidar, questionar, criticar, não usar a resposta que é dada. Então, esse uso crítico de A, então tem atividade aqui que o aluno tem que usar. Tem atividade aqui que é indiferente. Ele pode até usar, mas não vai resolver a vida dele usar. O tipo de proposta que a atividade tem não se resolve com o prompting, qualquer que seja a ferramenta. Pode usar, mas é indiferente. E tem atividades que ele não vai usar E, algumas inclusive que é feito no papel.

porque ele precisa aprender a estruturar raciocínio. E eu acho que esse é o maior risco da IA. A gente vai emburrecendo. Porque os processos cognitivos, eles não acontecem. É o equivalente de dizer o seguinte, vocês imaginam, usam Excel. Sim. Certo? Agora você imagina que no seu primeiro dia de aula de matemática básica lá na quarta série, te dessem um Excel. Não te ensinassem a fazer as operações.

Você ia saber quando o Excel, você faz uma coisa e o Excel dá erro, você não fala assim, esse número está esquisito? Como é que você sabe que o número está esquisito? Porque você conhece, você tem adquirido o processo cognitivo daquela operação. Então você consegue duvidar daquilo. Se você não aprendeu matemática básica, como é que você vai criticar o Excel? Então faz esse paralelo com o IA. Se você não aprende o pensamento, como é que você vai criticar aquilo que está ali?

aí é problemático. Aí esse profissional pode saber usar, mas ele não sabe criticar. Então, é nesse lugar que a gente já fez, vem fazendo esse trabalho, ele é meio infinito, né? Você não para nunca de fazer. Então, não estou muito preocupada com isso. Eu estou mais preocupada que profissional é esse que a gente precisa formar. Se a gente está ensinando ou não está ensinando o que vai ser pedido daqui cinco anos. Eu acredito que tem uma coisa que a gente faz aqui, que eu acho que essa história do entrar jogando... ...

que eu acho que é um diferencial e acho que todas as escolas deveriam estar preocupadas com isso. Porque se eu tiver... Vou imaginar que hoje eu tenho 10 vagas de analistas júnior para qualquer função. Aí vamos imaginar que a gente vai ser muito competente e vamos automatizar um monte de tarefas. E ao invés de 10 vagas daqui a 4 anos, nessa mesma função, eu vou ter 4.

vagas, tá? Porque eu otimizei processo, porque eu automatizei um monte de coisa, beleza. Quem são os quatro que eu quero?

Como é que eu vou escolher para essas quatro vagas? Provavelmente, meu raciocínio me diz que vão ser pessoas que trabalham bem em time, que sabem falar com gente, que sabem entender o outro, que sabem fazer boas perguntas e que depois sabem usar ferramentas de A para fazer a tarefa em si. Então, esse desenvolvimento comportamental que a gente faz aqui intensamente, eu acho que é uma coisa que todas as... Eu acho que eu não tenho dúvida que isso vai ser importante. Cada vez mais importante. Já era e vai ficar cada vez mais.

Você citou como exemplo o aluno da quarta série e já tem do Excel. Vocês já têm algumas usabilidades práticas? Quer dizer, a maneira como a gente aprendia as coisas no passado?

que ainda merecem ser mantidas, coisas que vocês querem manter. Assim, trazendo um pouco para a nossa rotina aqui, como somos, temos vários apostos aí, somos empreendedores, somos podcasters, escrevemos também nossas newsletters, somos investidores de empresas.

E no meu dia a dia, eu gosto muito da palavra escrita. Eu já li em algum lugar que quando você escreve ali, você ativa certas coisas no cérebro que você guarda melhor do que simplesmente digitar e tudo mais. Não sei, mas me sinto muito bem sempre com um caderninho, um papel ali. Embora hoje com o Evernote eu...

eu aprendi a tirar foto de tudo e salvo ali depois, fica mais fácil ler. Mas, aqui, trazendo um exemplo prático aqui nosso e vocês aí com todo esse conhecimento, essa vivência. O que que o...

o novo aluno, ou até as pessoas que querem entrar no mundo da inteligência artificial, mas qual a habilidade que elas não podem deixar de ter, não podem deixar de exercitar, não podem deixar de estimular os filhos e filhas a fazerem, enfim, você já tem alguma resposta para isso? Olha, a gente vem investindo bastante na construção do livre pensamento, construção de pensamento de maneira livre, sem necessariamente apoiado por tecnologia.

Então a gente fez outro dia um negócio aqui muito legal, que é um debate. Eu acho que debater é uma competência que você... Não tem ferramenta pra isso. Ferramenta pode te dar os argumentos, pode te ajudar a construir com dados e tal. Mas no final do dia, um debate é o quê? Eu aqui, diferente pra você, nós três. E você sustentar suas opiniões, seu posicionamento, fazer boas perguntas e tal. Essa é uma habilidade que eu acho que todo mundo deveria desenvolver e desenvolve menos do que a gente vê de maneira estruturada, né?

O aluno é muito mais treinado a dar resposta do que debater. Muito mais treinado a dar resposta do que fazer boas perguntas. Eu acho que tudo isso está nesse campo que a IA não vai necessariamente substituir. Uma outra coisa que eu acho que a gente faz pouco, ou não faz tão bem quanto deveria, é que a gente adora resolver as coisas. E às vezes a gente nem sabe o que está resolvendo direito.

Uma boa definição de problema, um problema muito bem definido, demora para você chegar nele, nessa definição do problema que você está tentando resolver. As pessoas já pulam para resolver, sem entender direito o problema. Isso é uma coisa que eu também acho que IA não vai conseguir substituir, porque é um pouco de percepção, é um pouco de leitura de cenário, repertório, pensamento crítico. A IA pode ajudar, mas ela não vai. Então, essa é uma outra coisa que a gente vem investindo também bastante. Como é que a gente define bem o problema que a gente está querendo resolver?

Tem alguma eixos? Estou anotando aqui. Estou pensando enquanto ela fala também. Como um bom anotador de coisa.

É, eu acho que essa questão das habilidades... Isso daí tem ficado também... A gente reflete também sobre isso daí. Porque eu acho que até hoje em dia, se você escreve um prompt bom, você consegue avatares, e você constrói um podcast hoje em dia só utilizando IA. Essa é a grande verdade, né? E já existe... Com voz já existem muitos, né? Que fazem resumos de textos. Você coloca na voz o que você quiser pra ler aquele negócio ali pra você e acaba virando até uma interação.

E eu acho que essa tem sido uma reflexão de quase todo mundo que está pensando nos próximos 10 anos, né? Como se tornar... O que vai fazer você não ser substituído por uma inteligência artificial, né? O seu trabalho. Acho que essa é uma reflexão que fica bastante na cabeça das pessoas.

Mas eu acho que só de você já estar refletindo sobre isso, você já está com um diferencial, né? Porque a maioria, tem muita gente que não está nem refletindo. E eu acho que o ensino tradicional, as faculdades, como você comentou, escolas que estão presas no modelo anterior, elas não estão preocupadas com isso, não tem uma preocupação genuína.

mesmo de, pô, vamos fazer uma mudança curricular pra poder adaptar e tal, é uma coisa que tá travada. Então, o aluno só de estar se questionando isso, talvez já seja um diferencial, né? Sem dúvida. Eu nem sei se elas não estão preocupadas, acho que elas estão apavoradas, assim, não sabem nem por onde começar. E aí, normalmente, quando a gente tá diante de uma coisa que a gente não sabe o que fazer, a primeira coisa que a gente vai é a nega.

Não, vão proibir, não pode. Não tem como proibir, gente. É impossível. É impossível. Então, as discussões estão em várias... A gente tem um grupo aqui bem legal que a gente montou com várias faculdades que a gente chamou, a gente convidou para fazer esse debate de forma mais organizada e até criar um pouco de uma governança conjunta de como essa banda de Iá vai tocar lá no Ita, vai tocar aqui, vai tocar...

em faculdades que a gente respeita e gosta. Então, a gente tem puxado um pouco esse assunto. A gente fez esse final de semana, já tem várias outras datas de uma formação para ir para a educação, porque as pessoas não é que elas não fazem porque elas não querem, é porque elas não têm nem repertório para fazer as perguntas certas. Então, a gente tem também entrado nesse campo de educar educadores.

em como lidar com essa questão, a gente não tem as respostas, mas como você falou, pelo menos a gente está fazendo as perguntas, já é alguma coisa. Você gosta de frases, quando você falou que as pessoas não sabem nem como reagir, eu tenho uma carta de uma gestora quando estava falando das mudanças, estava tendo no setor financeiro, e ela acreditava que os bancos iam ficar para trás, e eu falava que os dinossauros, mesmo se soubesse que estava vindo um meteoro, ainda eram só dinossauros. Exatamente. Às vezes você nem tem o que fazer.

E você vê, por exemplo, o BTG, que eu acho que é um caso de sucesso inegável, por vários motivos, mas se você pegar hoje, eu não quero estar errada no número, mas acho que 50 ou mais de 50% do staff BTG, do time BTG, é tecnologia.

metade do time é gente de tecnologia a gente teve um almoço com um gestor de venture capital que ele estava muito próximo do Itaú e ele estava contando sobre a diferença da área de tecnologia do Itaú para a área de tecnologia do, não vou falar o nome do banco é um banco americano que nem área de tecnologia tem, eles terceirizam toda a área de tecnologia e

E ele fala que a tendência é até o Itaú aumentar ainda mais essa proporção de funcionários na área de tecnologia para os funcionários totais ali, a massa total de funcionários. É isso que vai dar agilidade, é que vai se construir rápido. Mas essa é a cabeça, a diferença, você vê, é um entendeu já que todo negócio virou um negócio de tecnologia, e o outro ainda acha que tecnologia é suporte. É uma vertical, TI.

Vai acabar a área de TI. Tudo vai ser TI. Tudo vai ser tech. Então, todo mundo vai ter que saber. E eu acho que a IA também veio um pouco para isso, né? Para empoderar pessoas normais, como a gente, que não sabe necessariamente programar, por exemplo, que não sabe construir soluções tecnológicas, vai ficar cada vez mais fácil. Então, provavelmente, em muito pouco tempo, vai deixar de existir isso como função. Todo mundo vai ser esse híbrido.

Eu sou gestor de conteúdo, produtor de conteúdo e de tecnologia. Isso vai estar integrada ao exercício da sua função de uma forma muito simples, como parte do seu dia a dia. Maíra, deixa eu fazer uma pergunta mais, pensando um pouco nas jabuticabas que o Brasil tem. Nós, como empreendedores, a gente acredita muito...

que o que a gente faz vai dar certo. Talvez a gente não tenha muito juízo, porque empreendedorismo no Brasil costuma ser um pouco difícil, até ficam muitos cadáveres no caminho. Mas o quanto o fato de estar no Brasil dificulta essa tentativa de inovação? E pensando o que é o Brasil? O Brasil é um país que ficou para trás em termos de educação, em várias outras pautas, mas em educação, principalmente quando a gente compara...

com outros países. Se a gente olhar para o que é feito nos Estados Unidos e comparar com o Brasil, eu nem sei o quanto o governo de lá ajuda, mas eu sei o quanto ele não atrapalha. Então, enfim, o quanto estar no Brasil torna esse desafio ainda mais complexo pelas amarras do Brasil? Ou você nem tem essa visão? Você acha que, porra, não, o Brasil é foda e a gente vai conseguir fazer isso porque... Eu acho o Brasil espetacular.

Miracular, né? Eu sou brasileira e eu sou brasilianista, pra piorar, né? Não sou só brasileira, né? Eu amo o Brasil e eu fico no Brasil e vou morar o resto da minha vida no Brasil porque eu quero fazer minha parte aqui pra dar certo, né? Você sabe que, assim, fazendo um paralelo até que você mencionou nos Estados Unidos, nos Estados Unidos não existe a função do Ministério da Educação. Essa figura não existe, né? Então o setor educacional é muito pouco regulado.

A lógica que eles usam é a lógica, como tudo nos Estados Unidos, né? Então, assim, aqui no Brasil, se você for pego, eles fazem blitz, né? Se você tomou uma taça de vinho, você perde a carteira, né? Os Estados Unidos, não, os Estados Unidos é assim, você é autônomo, você bebe quanto você achar que você pode, você vai dirigir o seu carro, se você não fizer nenhuma besteira e você chegar do ponto A ao ponto B, vai dar tudo certo, se você andar devagarzinho, não atropelar ninguém, não botar ninguém em risco.

Ninguém vai te parar, você só vai ser parado se você estiver fora do limite de velocidade, se você estiver colocando a estrada em risco ali e tal. Então, é meio parecido. Então, os Estados Unidos não regula quase nada. O que ele faz lá no final é ter os boards, né? Ou seja, que nem tem o CRM aqui, que nem tem a OAB aqui. Então, para poder exercer a medicina, você tem que passar numa prova, que é uma prova independente. Não importa que faculdade você fez.

para você ganhar a chance, a oportunidade de exercer a profissão. É meio a mesma coisa. Então não existe essa figura. O Ministério da Educação aqui, quando eu falo de ensino superior, eu acho que ele tem que existir.

O Brasil é o país que tem as maiores empresas de educação privada e ensino superior do mundo. A maior é brasileira, inclusive. Então, se você mistura uma empresa de capital aberto, de novo, lembra, eu acredito no capitalismo, ele venceu, está tudo certo, é com uma prestação de serviço cujo resultado é algo de longo prazo, em educação tudo é de longo prazo, você estabelece uma dinâmica que é uma dinâmica que pode ser conflituosa.

Se eu tenho que reportar o resultado, eu estou falando de fatos aqui, se eu tenho que reportar o resultado a cada quarter, mas o resultado do serviço que eu presto é algo que eu vou ver daqui cinco anos, quatro anos, às vezes isso pode entrar em conflito. Então tem que existir o regulador sim, porque o regulador vai arbitrar e garantir que maluquices não aconteçam.

Muita gente diz que o Brasil inova pouco em educação porque o MEC não deixa. Isso não é verdade. Isso é desculpa de gente preguiçosa que não quer tomar o risco e ter trabalho de fazer diferente. Porque o regulador, inclusive, ele é burocrático, porém republicano. A gente não teve um problema com o MEC. Sou fã do MEC.

É só você fazer direitinho o que o rito pede. Você cumprir o rito, dá tudo certo. E não tem escrito em lugar nenhum no Ministério da Educação, nenhum documento que você tem que ensinar por disciplina, que tem que ser desse jeito, é assim por convenção. Todo mundo sempre fez assim, continuaremos fazendo. Não tem nada a ver com regulação. A regulação, inclusive, quando ela fala sobre esse assunto de metodologia, por exemplo, ela diz alinhar teoria e prática.

Ele diz preparar de fato estudantes para estarem prontos para a realidade do mercado de trabalho. Ele incentiva essa relação com o mercado de trabalho. Então, eu não acho que atrapalha. Eu acho que eu vejo muita oportunidade. Eu falo que eu queria viver 300 anos no Brasil para resolver mais problemas. Porque tem tanto mato alto, tanta coisa que dá para fazer, problema legal, importante para ser resolvido, que basta vontade, capital, talento, incentivo.

E como é que você foi parar no Intel? Cara, você sabe que eu sou uma pessoa que diz sim pra vida, né? Meu marido até briga comigo. Para de dizer tanto sim, né? Então, se você me chamar pra fazer um negócio, cara, eu vou dar um jeito de ir, assim. Eu sou uma pessoa que gosta de aproveitar as oportunidades que a vida me dá. Então, eu fui fazer uma palestra em 2016 na Brasa, que estava recém-fundada. A Brasa é...

Brasa Talks, aquela da turma que estuda lá fora. Isso, exatamente. A Ana, que trabalha aqui comigo, é cofundadora da Brasa. Ela fundou a Brasa lá atrás e ela me chamou para dar uma palestra. Na verdade, não. Ela chamou a minha sócia na época na Companhia de Talentos, a Sofia Esteves. A Sofia falou, eu não vou, não vou poder ir. Você se importa de ir no meu lugar? Eu falei, pô, nem fui convidada, né? Me chamaram, né? Chamaram ela, eu vou de estepe, né? Tipo, segunda opção.

Mas isso também nunca me parou. Eu falo pra 1, pra 30, pra 50, mesmo que eu não seja... Eu não tenho essa coisa do ego, sabe? Pô, vou lá, né? Vai ser legal e tal. Fui pra Chicago, fiz uma palestra lá. Foi super legal conhecer a Ana. Fiquei mentorando a Ana, né? Tomar decisão de carreira, me ligar. Tá um belo dia, ela me liga e fala assim, tô aqui na Ambev, tô super infeliz, quero trabalhar com educação, Ambev é o máximo.

Sou fã da Ambev, mas eu quero mesmo trabalhar com educação. E aí saiu da Ambev e foi conversar com o Roberto e começaram o desenvolvimento do que viria a ser isso aqui, que não existia. Aí, na época, eu trabalhava já com educação. A Ana me ligou e falou, você me ajuda? Eu falei, pô, claro que eu te ajudo. Eu almoçava com ela a cada 15 dias. Ela ia lá no meu trabalho. Trabalhava na Alameda Santos. A gente sentava no restaurante.

Ela me contava o que estava fazendo. Eu ia ajudando ela. Era zero remunerada, nada. Ajudava porque eu gosto dela e gosto do projeto e tal.

Aí foi que foi um belo dia, eles estavam falando, pô, a gente vai em frente, vamos montar essa faculdade. Então, precisamos de um, a Ana falou, agora eu preciso de um chefe, né, porque eu tenho 24 anos, eu não tenho tamanho, né, pra tocar esse projeto. E aí começaram a entrevistar um monte de gente, eu indiquei algumas pessoas e tal, aí um belo dia, o Roberto virou pra cara da Ana e falou,

A Maíra, por que a gente não chama ela pra ser CEO? E assim foi. E aí me fizeram... Ele conta essa história direto, que eu fui lá, eu não sabia que era entrevista de emprego, né? Ele me chamou pra tomar um café. E na época eu tava vendendo a empresa que eu trabalhava, né? Uma empresa grande de educação, tava no meio do M&A. Então eu ia em banco todo dia, né?

E aí ele chegou na sala lá no BTG e falou, nossa, você está apreciando a vista? Eu falei, ah, o que tem de melhor de banco é vista, né? Você tem vista bonita. Ele, por que você não gosta de banqueiro? Eu falei, não, não particularmente. Aí ele, pô, me dá uma chance, você nem me conhece e tal. E aí ele fala pra todo mundo essa história, que na minha entrevista de emprego eu falei que eu não gostava de banqueiro. Eu falei mesmo, na verdade. Mas enfim, deu certo e cá estamos.

Mas e como? Foi com o Roberto. Foi com o Roberto. Aí o Roberto falou, o André precisa te conhecer, te entrevistar. Aí, no dia seguinte eu fui lá e o Esteves me entrevistou, né, conversamos um pouco. Ele falou, quando você começa e tal? Começa amanhã já, aquele jeitão dele. E aí eu tô desde essa época. Então, desde que era só um PowerPoint. Tinha nada. A gente fez tudo. Absolutamente tudo. A Famous é uma história, assim, empreendedora de fato, né? Você pegar...

a ideia de alguém, o sonho de alguém, botar num papel, virar um documento, esse documento virar um projeto e virar tudo isso aqui. Então, eu e a Ana lá desde o início. Eu lembro da nossa primeira reunião, porque estava na pandemia. Aí ela falou... Veio a pandemia, né? Aí abriu o Zoom, assim. Bom, precisamos fazer uma faculdade. Por onde que a gente começa? O que a gente faz primeiro? Porque, imagina, é tudo.

absolutamente tudo, todos os contratos, todos os modelos financeiros, tudo, contratar, abrir conta em banco, Juscess, tudo, tudo, todas as pessoas, enfim, imagina, prédio, obra, enfim, então foi uma aventura empreendedora, assim, muito legal, minha terapeuta, uma vez eu estava muito cansada, minha terapeuta perguntou assim pra mim, se pudesse voltar no tempo, você faria o Intelli de novo? Falei, pô, cara, isso é fácil, com certeza.

Ela falou assim, mas você faria pela segunda vez? Eu falei, ai não. São perguntas diferentes, né? Sensacional.

Mas e como que você chegou até esse... Com certeza você já tem um histórico aí, né? A gente comentou aqui no começo, sua jornada não começou no Intele, né? Ah, não, claro. Então, conta aí um pouco pra gente, pro pessoal conhecer quem que tá tocando esse projeto aqui, né? Saber um pouco mais sobre tudo que você já colocou de desafios aí, tirou do papel, que o Intele não é o primeiro projeto que você tirou do papel. Com certeza o maior, né?

Assim, do ponto de vista de tirar do zero, né? Eu comecei minha carreira como professora de inglês.

Porque eu fui morar fora, fiz intercâmbio. Quando eu voltei para o Brasil, eu sempre quis ter meu dinheiro, ser independente. Então, eu fui ser professora de inglês com 16 anos e eu nunca mais parei de trabalhar. Agora, semana que vem, eu faço 46. Então, faz 30 anos que eu trabalho todo dia. Então, esse é um pouco do segredo do sucesso. Trabalho todo dia há 30 anos. Então, isso diz algo também.

Enfim, depois eu tive que tomar uma decisão, eu ia fazer pedagogia, eu ia procurar um emprego, eu fazia relações internacionais, como você falou, e aí eu participei de um processo seletivo na Companhia de Talentos, que era uma consultoria pequena na época, que fazia recrutamento e seleção de estagiários e trainees, Unilever, Ford, grandes empresas, você provavelmente se lembra dessa, deve ter tocado a tua vida em algum momento.

E lá eu fiquei, e aí eu fui trabalhar lá e fiquei lá por 18 anos. Segundo segredo do sucesso, resiliência. Porque se você fica dois anos aqui, três anos aqui, um ano aqui, você não constrói uma história de consistência. Então, era uma empresa pequena, quando eu cheguei, minha carreira cresceu junto com a empresa.

E eu comecei como estagiária, nove anos depois eu era CEO. Então eu sempre assumi cadeiras maiores do que eu. Como eu falei antes, eu digo sim para a vida, então me convidavam para fazer as coisas, eu não pensava muito, ia lá e foi dando certo. E aí eu decidi que eu queria trabalhar com educação. Nessa época o Degas, que é um amigo querido hoje.

liderava uma empresa no Brasil de educação chamada AdTalem, que era uma empresa de capital aberto em Nova York, nos Estados Unidos, que tinha uma operação no Brasil. E aí ele tentou comprar a Companhia de Talentos para criar um braço de empregabilidade. Tinha várias faculdades, ele queria criar um produto de empregabilidade. E aí a gente interagiu muito nessa eventual compra que acabou não acontecendo.

E aí ele falou assim, ó, não deu certo a compra, mas eu amei conhecer você. Se um dia você quiser sair da companhia de talentos, eu sei que é difícil porque você é presidente e sócia. Mas vai que você decide, me liga primeiro. Liga pra mim primeiro. Aí eu falei, tá bom. Aí passou uns dois anos, eu falei, eu quero trabalhar com educação. O bichinho me mordeu, assim, eu só pensava, sabe quando você tá muito apaixonada num problema, que você só quer ficar falando dele e tal?

Aí eu liguei pra ele, eu falei, eu quero trabalhar com educação. Aí ele falou, então vem aqui hoje. Aí eu fui lá numa quinta-feira.

Na sexta-feira, o meu chefe me entrevistou, que é o Maurício, na época. E aí, dois meses depois, eu estava lá. Ele criou uma vaga para mim, e aí eu fui trabalhar com educação. Aí eu fiquei três anos nesse grupo, que era dono das marcas IBMEC, Damasio e Wyden, que era uma marca no norte e nordeste. Um tier B, assim, de faculdade.

E aí essa empresa foi vendida para a Estácio, atual Edux. Então eu fiz parte do time que vendeu para Edux. E aí recebi o convite para montar o Intele. Então essa é um pouco, em grandes blocos, a trajetória. E aí tem uma história legal, que o Maurício, que é esse que foi meu chefe, o Maurício Garcia, ele me contratou, né? O Degas era o presidente da empresa, Maurício vice-presidente. Seis meses depois que eu estava lá, ele virou para mim e falou assim, eu vou me aposentar. Eu falei, como assim?

Como assim você vai se aposentar? Essa decisão está tomada. Faz tempo eu estava esperando uma pessoa para fazer minha sucessão e essa pessoa é você. Eu falei, acho que você está de porre. Ele, não, eu nem bebo. Eu falei, não, mas assim, eu não tenho a menor condição. Eu trabalho com educação faz seis meses. Eu estou aprendendo, eu estava estagiada. Eu não sabia nada.

Ele me dava aula de noite. Ele subia lá nas salas do IBMEC e falava, o MEC, o MEC faz isso. Ele literalmente me ensinou tudo o que eu sei. Ele falou, não, é você, você é brilhante, inteligentíssimo, aprender tudo e tem garantia. Se der qualquer problema, você me liga. E aí ele se aposentou de fato e eu assumi a vice-presidência. Quando eu vim montar o Intel, eu falei, vou ligar para o Maurício. Aí eu liguei para ele e falei, Maurício, você não sabe.

Apareceu para a gente uma oportunidade de a gente fazer uma faculdade. Sabe tudo o que a gente sempre sonhou? Ele, sei. Falei, eu falei,

Ele falou, pô, tô dentro. Eu falei, você quer a má notícia ou a boa notícia primeiro? Ele falou, a boa notícia. Eu falei, pô, a boa notícia é que tô te esperando. Aí ele falou, qual que é a má notícia? Eu falei, que agora eu vou ser só chefe. Aí ele falou, então só tem boa notícia. E estamos juntos aqui até hoje. Então hoje a gente, eu brinco que eu sou chefe dele, mas imagina, ele é o meu professor, tudo sabe.

E está comigo desde o início também na concepção. Então essa é a terceira dica de sucesso da carreira. Ela é longa. Trate bem as pessoas. Você nunca sabe. Um dia você está em cima, outro dia você está embaixo. Um dia você está vendendo, está comprando. Quanto mais generoso você for com as pessoas, ajudar, apoiar, enfim, realmente se preocupar com o desenvolvimento do outro, melhor a vida te trata e não é por acaso.

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Caramba, que da hora. Trabalhe todo dia, resiliência pra construir sua carreira, e a carreira é longa, então trate bem as pessoas.

que legal, e que história da hora que bom que vocês gostaram, obrigado e dupla jornada dupla jornada mãe, né acredito que conciliar as coisas devem ser bem ah, não concilia, né, tá sempre devendo eu só não devo no banco, o resto eu devo pra todo mundo sempre em dívida mas essa história de maternidade também tem uma simbiose a liderança tem muito a ver filosoficamente com maternidade porque e e

Maternidade é o seguinte, paternidade também. No início da sua jornada parental, aquele ser depende integralmente de você. No caso da mãe, para existir, está dentro da sua barriga. Então, é aquela simbiose total, dependência total. Ao longo da jornada, como você sabe que fez um bom trabalho? Como mãe ou como pai? Quando você se tornar absolutamente desnecessário.

E se tudo der certo, muito querido. Essa é a meta. Desnecessário e querido. Então, o dia que minhas filhas não precisarem de mim pra nada, eu terminei meu trabalho. Tomara que eles me queiram por perto. E liderança é um pouco isso também. Ou deveria ser.

Você vai trabalhando para se tornando desnecessário. Seu time está mais pronto para fazer as coisas, tomarem as decisões que tem que tomar sem ter que te consultar, fazerem a coisa certa mesmo quando você não está olhando, criar uma cultura que te... Enfim, eu não preciso estar aqui para as coisas acontecerem. Eu uso um pouco essa filosofia da maternidade na liderança. Eu quero desaparecer nas paredes do Intel um dia.

e as pessoas estarem prontas para tocar isso aqui que a gente começou. Então, acho que também é difícil conciliar, se tem razão. Por outro lado, se você bota esse óculos, você passa a enxergar as semelhanças, e uma experiência te ajuda na outra. É uma visão talvez meio copo, meio cheia, meio romântica, mas eu acho que dá para aprender muito tocando as duas coisas ao mesmo tempo.

Faz muito sentido mesmo. Quando você foi falando até, fui absorvendo como deve ser muito difícil esse desapego. Sim. Eu digo muito mais na posição de mãe do que numa empresa. Porque na empresa, às vezes, você até quer que... Não, eu quero mais é me afastar mesmo e deixar isso andar para tocar outros projetos.

As pessoas que têm outros projetos, o que querem ter, porque tem gente que é tão apegada, que tem tanto medo do futuro, que ela fala, é melhor eu ficar aqui agarrada no que eu conheço. Aí não desenvolve o time, aí não dá espaço para os outros crescerem. Começa a fazer o erro catastrófico, que é contratar gente pior do que poderia, por medo de... Isso é o erro mais clássico. Tem aquela história, A players, hire A players. Vocês já ouviram essa história? Sim.

Cara, isso aí é a mais pura verdade, assim. O começo do fim de uma empresa é quando você passa a contratar gente pior do que você poderia por medo de ser ofuscado, de se sentir ameaçado e tal. E acontece muito mais do que a gente imagina, assim. As pessoas têm muito medo, né, das coisas, porque não têm outros projetos, né? Não querem se preparar para o que vem pela frente.

São poucas as pessoas que, pode parecer que não, que tem a coragem do tamanho da ambição. Às vezes só tem ambição e não tem a coragem. A gente interage semanalmente com vários, principalmente pessoas do mercado financeiro, mas com empresários, com fundadores de empresa.

Então a gente consegue sentir quem ultrapassa esse desafio, que realmente é um desafio, né? Você tem o poder da escolha, você vai colocar alguém que é melhor do que você, do seu lado, ali no cangote, gera um desconforto, mas é nesse desconforto mesmo que as coisas acontecem. E as empresas mais bem-sucedidas do mundo, não importa onde, são empresas que fazem gestão de talentos muito bem.

Mesmo a sua maneira, não estou dizendo que tem que seguir o playbook de HR Management, não é isso que eu estou falando. São empresas que se preocupam com isso. Falam, não, contratar gente boa, reter gente boa, pagar bem gente boa, fazer gente boa crescer é minha prioridade.

Empresas que fazem isso são as grandes que sobrevivem ao tempo, que pivotam negócios e tal. Porque se você tem gente boa, cara, tudo é possível. Tudo é possível. É um dos grandes conceitos que o Jim Collins ensina ali, né? Primeiro o quem, depois o como, né? É isso. Básico.

E vocês trabalham aqui por meio de projetos, acredito que tem as avaliações, se o projeto está dando certo, se o projeto está caminhando. E esse projeto chamado Intelli, o que vocês olham para saberem que vocês estão indo no caminho certo? Com certeza é conseguir formar aluno que se posiciona bem no mercado. Mas acho que devem ter outras métricas e outras coisas que vocês acompanham. E o projeto nasceu muito por entender que existe um gargalo no Brasil, que é a formação dessa mão de obra competente para o mercado de trabalho. Para o mercado de trabalho.

O que vocês ficam de olho para saber, cara, daqui a 10 anos a gente vai estar formando quem a gente quer, a gente vai estar conseguindo fechar esse gap, o que vocês vão olhando para monitorar esse projeto que vocês estão construindo? Legal, a primeira coisa que a gente olha é o que você falou, empregabilidade no sentido mais amplo da palavra, nossos alunos estão se formando, conseguindo oportunidades competitivas, coisas interessantes e tal, seja de empreender, seja de trabalhar em uma empresa, não importa.

Até em pesquisa, a gente quer aluno nosso nos melhores institutos de pesquisa do mundo. Para os alunos que querem ser acadêmicos, a gente acha o máximo. Tem que ter um monte de gente que queira isso mesmo. A gente não tem nenhum tipo de negação à academia. Pelo contrário, eu adoro uma teoria. A gente acha que profundidade importa. Está tudo certo. Então, essa é a primeira. A segunda que eu acho importante é a saúde do time em tele.

porque todo mundo aqui é educador. Se o time não está sadio, se o time não está engajado, se o time não está feliz, esse tipo de negócio aqui, que é gente com gente, uma coisa depende da outra. Então a gente se preocupa muito em olhar se o time está saudável, vamos dizer assim, se as relações estão bacanas, se as pessoas estão crescendo, se desenvolvendo, estão tendo oportunidades para melhorar, para crescer, enfim, todos os aspectos. Então essa é uma outra coisa que a gente olha.

A terceira coisa que é importante para a gente é o engajamento da sociedade no projeto. Esse não é o projeto do Roberto e do André. Esse é um projeto que eles começaram para a sociedade brasileira. Alguém algum dia fundou Harvard, alguém algum dia fundou MIT. Essas pessoas não existem mais. As faculdades têm centenas de anos. Então a sociedade abraçou esses projetos.

de várias formas, com grana, com apoio, contratando, enfim, todos os jeitos possíveis. Então, acho que uma coisa que a gente olha é o quão a gente tem pluralidade de outros atores, né, com filantropia, com apoio, o que quer que seja, apoiando o Intele pra fazer ele acontecer. Porque se depender da Maíra, do Roberto, do André, não, isso aqui vai ter um tamanho limitado e vai ter vida curta. A sociedade tem que abraçar isso. Isso é uma coisa que a gente olha bastante.

E a outra coisa que a gente tem se perguntado agora é assim, tá bom, o que é isso?

provamos que isso aqui funciona. Montamos um modelo que para em pé. Academicamente para em pé, financeiramente para em pé. Estamos formando dentro daquilo que a gente se propôs. E agora?

Queremos continuar sendo uma referência pequena, porque a gente tem 800 alunos, vai ter mil e pouco. É pouco, muito pouco. Ou não, queremos expandir, queremos ir para outras cidades, queremos licenciar o nosso modelo de ensino, queremos abrir novos cursos, queremos entender que essa tese, que todo negócio virou um negócio de tecnologia, a gente vai precisar dessa competência tecnológica para a engenharia civil, para a agronomia, para outras... ...

Lugares onde o Brasil tem vocação para ser potência mundial, energia, no agronegócio, enfim. Então, a gente tem olhado um pouco, estamos começando esse debate dos próximos 10 anos do Intel.

Era até a pergunta que eu ia fazer, mas então, vocês já estão olhando para a frente do Intel. Eu ia perguntar qual seria o ponto para dizer que essa ideia deu certo. Vocês já estão olhando para 10 anos para frente. Mas qual é o momento que você já percebeu, meu, isso aqui deu certo. Já são 5 anos de Intel, mas é uma história ainda curta.

Mas certamente já tá construindo algo muito legal. Você lembra desse momento que você falou, nossa? Cara, eu lembro perfeitamente, porque até nem faz muito tempo, foi na formatura da primeira turma. A hora que eu vi aquilo ali, mil pessoas foram assistir.

138 alunos do Brasil todo subindo no palco na Sala São Paulo e entregar aquele diploma foi muito emocionante. Ali eu falei, foi. Nem precisa mais de mim agora. Agora outra pessoa pode vir sentar no meu lugar. Acho que o meu trabalho está feito. O que eu me propus a fazer, eu fiz.

Agora vamos fazer um monte de coisas juntos ainda. Mas a primeira parte, que é você pegar... E aí você até perguntou do livro, né? Esse livro do From Zero to One, né? Que é assim, você tirar algo do zero e botar de pé. Não é óbvio, cara, de ser feito. Não é óbvio.

Do 1 para 1 milhão, incrivelmente é mais fácil do que do 0 para 1. Então, ali foi o momento que eu vi o 1 se concretizando na minha frente. Aconteceu muita coisa para chegar naquele... E é legal porque, diferente de outras empresas que não tem um momento ritualístico tão forte, até a formatura é um ritual que todo mundo estava lá e viu. E foi muito emocionante. Foi muito emocionante mesmo ir concretizar esse primeiro ciclo do Intel.

Que da hora. Josu, tem mais alguma? Eu tô... Sanou todas as minhas questões. Pode deixar pro final. A gente já pode endereçar agora, né? O que eu... Pra querer escutar a Maíra falando, a gente tem um público aí de mercado e logo quando a gente entrou ali no hall...

Da entrada tem um quadro gigantesco lá, mostrando quem que... Apoia o programa de bolsas. Isso, exato. E aí, se você puder explicar como funciona esse programa de bolsas e quem estiver interessado também em apoiar, como é que faz, eu acho que já pode explicar, porque aí também explica como funciona o Intel, né? Perfeito.

Então, o programa de bolsas foi criado justamente para gerar oportunidades para pessoas talentosas do Brasil todo. Queremos os melhores alunos, independente da sua condição financeira. Então, essa é uma coisa importante. Aqui não é um programa de cotas. Não que eu tenha... a gente pode discutir cotas outro dia. Mas não é o que é aqui. Então, aqui, todos os alunos, independente de condição financeira, passam pelo mesmíssimo processo seletivo.

aqueles que não podem pagar aplicam para o programa de bolsas. Aí é avaliado, tem um time de assistentes sociais que fazem um trabalho de avaliação financeira, de necessidade financeira da família, um monte de documento. A gente tem migrado cada vez mais para a Open Finance. A gente tem usado a Open Finance nesse processo. E ali aquele time recomenda um percentual de bolsa.

E aí a gente faz a alocação. O que é muito legal do programa de bolsas do Intel? Ele é nominal. Então, o doador, empresa, pessoa física, família, fundação, ela passa a ser dona de uma bolsa, certo? E a gente aloca um aluno, uma aluna que ele conhece, sabe quem é. E recebe todos os boletins desse aluno, todo semestre, sabe o que o aluno está fazendo. Então, o doador tem CNPJ ou CPF.

E o aluno tem um CPF, sabe? Exatamente para onde está indo o dinheiro da sua doação. E isso faz muita diferença. Então, aqueles doadores que querem, conhecem seu aluno, acompanham. Eu conheço doador que almoça uma vez por mês com seu bolsista. Ah, que legal. Faz um acompanhamento mais próximo. Tem outros que faz festa de final de ano, leva os seus bolsistas para comer churrasco em casa, conhece os filhos. Então, tem uma relação próxima. Aqueles que querem, claro.

Então funciona desse jeito, você nos procura, você pode até indicar alguma preferência, tipo, ah, eu quero adotar o Roberto, por exemplo, e a Juliana, a esposa do Roberto, adotam meninas, todas as bolsistas deles são mulheres. O meu marido, por exemplo, adota gente do Rio de Janeiro, porque ele veio lá do Meir, Carioca, ele quer retribuir para o Rio de Janeiro. Então tem um doador muito figura que gosta de apoiar palmeirense, entendeu? Então a gente acha um palmeirense aprovado, que não é muito difícil.

Bom saber que tem esse motivo de escolha. Então, enfim, o que a gente quer dizer é que a gente quer o máximo possível que o doador tenha uma relação com aquele aluno, e às vezes essas características fazem, claro que a pessoa tem que ter sido aprovada no processo. Então é isso, procura a gente, indica o tamanho da doação que você consegue fazer, a gente tem alguns pacotes, vamos chamar assim, e aí a gente, com uma vez feito o processo seletivo, a gente faz esse match do aluno com o seu doador.

É, porque lá na entrada tem a plaquinha com o nome dos doadores, quantas bolsas doou, o formato que doou. Exatamente, tem a bolsa perpétua. A bolsa perpétua surgiu porque alguns doadores queriam fazer uma doação maior, mas queriam doar para o fundo de bolsas. Então a gente criou essa vaga perpétua. O que é isso? Faz uma doação maior, a gente faz a gestão desse dinheiro, não mexe no principal, como se fosse um endowment, e a remuneração desse dinheiro paga um aluno perpetuamente por quatro anos.

Então, Pedro começou, Pedro se formou, entra a Ana. Fica quatro anos, depois entra a Joana e por aí vai. Mas o principal, a gente não mexe. Então, a gente tem alguns doadores que quiseram fazer uma contribuição maior pro programa de bolsa. É assim que a gente faz. E a gente tem uma pessoa lá do próprio BTG que faz a alocação do dinheiro. Legal.

E existe, fora do Brasil, essas instituições mais antigas que seguem esse modelo, os próprios alunos viram os doadores. Até por isso que, embora André e Roberto começaram isso, o projeto tende a andar com todas as outras pessoas que foram ajudadas e vão querer ajudar. A gentileza gera gentileza.

É isso, os meninos falam aqui. Então, assim, teve uma coisa legal que a turma que se formou, agora em dezembro, a primeira turma, entregou um cheque de fundraising que eles fizeram de 35 mil reais para o programa de bolsas. Então, a própria turma já se mobilizou.

e todo ano isso é um ritual, então a comissão de formatura mobiliza os alunos para juntar dinheiro, para já deixar o seu legado para as próximas turmas que virão. Tem um aluno nosso que fala um negócio bonito sobre isso, que você falou de gentileza gera gentileza, ele fala que quando a gente sobe no elevador da vida...

É nossa obrigação mandar o elevador de volta pra baixo. Pra que outra pessoa possa ter a chance de subir também. Então, muitos dos alunos falam, né? Dos que recebem bolso, falam, meu sonho, eu vou saber que eu cheguei lá quando meu nome estiver aqui nesse mural. Isso é a coisa mais bonita que tem, né? Porque você tá criando um senso de compromisso com a sociedade. Isso é a verdadeira elite de um país, né? A verdadeira elite não é elite financeira só.

Ter dinheiro, muita gente pode ter dinheiro de jeitos lícitos, ilícitos e tal. Agora, ter a consciência que você é responsável à medida que você pode, né? Seja com trabalho, com dinheiro, com contatos, do jeito que você puder contribuir pro teu país ser um lugar melhor, aí sim, na minha opinião, você chegou na elite. Pô, que da hora. Que sensacional. Fechou muito bem.

É muito bacana. Bom, pra quem quiser saber mais sobre o Intel, vai ter o link na descrição. Tem rede social também, né? Tem tudo. A gente bota lá depois. Super legal. Vamos pro pingue-pongue? Vamos nessa. Fiquei até emocionado. A gente já vai pingue-pongue um pouco mais leve. Primeiramente, já agradecer, o papo foi incrível. Agora é a parte mais fácil, porque a gente pergunta sempre as mesmas coisas. A gente quer saber dicas de livro, música, convidado, a maior gentileza já te fizeram na vida. E tá faltando alguma e aí

Ah, não, é isso, né? Lembrando todos os livros do Market Makers, a gente tem uma biblioteca, são mais de 300 episódios, são dois livros por episódio, então, pelas minhas contas, é livro pra caramba que tem lá na nossa biblioteca. Maíra, primeiro a gente sempre pede um livro de mercado. Eu citei o 0 a 1, né? É um livro que alguém já deve ter citado, esse livro é antigo e bom. Eu gosto dos clássicos, então ele já é quase um clássico. Ah, vai recomendar esse? Eu vou. O do Peter Thiel? É, Peter Thiel do 0 a 1.

Ele tem em português? Acho que sim, é de 01. E a gente também pede um livro, tema livre. Tema livre? Vou citar o livro que eu ganhei do meu pai quando eu fiz 30 anos. O meu pai me deu A Revolta de Atlas. Ah, esse aí... Deve ser um clássico também, né? Muita gente cita ele. Muita gente. Eu acho que é um livro que todo mundo deveria ler. Acho que nos Estados Unidos ele só não é... O primeiro livro mais vendido é A Bíblia e depois é ele. E o segundo é A Revolta de Atlas.

Eu ganhei uma versão que são três livros divididos. Putz, maravilhoso. Então esse é um dos meus favoritos. Você tem uma recomendação de não leitura? A gente brinca que é o livro para morrer antes de ler.

Sabe o que eu acho que não? Porque eu desisto. Se eu começo a não gostar, eu desisto. Eu não tenho o menor compromisso. Eu tenho um desapego. Eu tenho um desapego, porque eu tenho tanta coisa pra ler, cara, que se eu começo a achar que tá ruim, eu desisto no meio. Não tenho o menor. Mas teve algum que você estopou muito rápido e você falou, nossa, nem começa. Assim. Pra educador é difícil essa pergunta, né? É, mas acho que assim, todos os livros de autoajuda em geral, eu tenho um problema.

E tem uns de autoajuda que são, assim, travestidos de livro de negócio, mas no fundo é autoajuda, né? Então começa com muito essa papagaiada, você consegue, só depende de você. Cara, não é verdade, né? Você até consegue, mas não depende só de você, depende de uma cacetada de coisa. Então essa temática, em geral, me dá um pouco de preguiça, assim, de coach de boteco, sabe? Uma música e por que essa música? Olha...

Eu vou escolher o que é o que é do Gonzaguinha. Gonzaguinha é meu artista, artista no sentido lato senso, assim, favorito. Foi muito cedo. Também era o artista favorito do meu pai. E eu acho que essa música é uma celebração da esperança, assim, né? Uma celebração de que vai dar certo, de que... E acho que música também serve pra isso, né? Eu adoro música, serve pra nos alegrar e pra nos dar coragem. Enfim, então essa é a minha...

Excelente dica cultural, musical. Um convidado ou convidada que você gostaria de ver aí no seu lugar contando a história para a gente.

Eu imagino que vocês devem convidar bastante mulheres, assim, também, né? Imagino eu. Eu gostaria muito de ver uma mulher que tenha feito diferença no mercado financeiro, assim, com a sua trajetória, né? Seja porque inspirou outras mulheres, seja porque faz um trabalho, assim, intencional de atrair, de ajudar, mentorar.

meninas, conheço algumas, uma que eu gosto muito que é lá do próprio BTG, a Mariana Oiticica, que faz um trabalho espetacular adoraria ver o podcast da Mariana. Pô, já tá anotado aqui, a gente adora nessa parte, a gente já falou, já manda aquele WhatsApp pra ela, já falou, opa os meninos do Market Maker são bonzinhos maior prazer legal, e pra fechar qual a maior gentileza que já te fizeram na vida?

Olha, acho que a maior gentileza que já fizeram na vida foi o meu marido quando casou comigo. Porque eu sou uma pessoa muito independente e difícil de lidar, eu acho. E ele me viu de um outro jeito. Ele viu uma pessoa que também gosta de ser cuidada, que também gosta de ser... Acho que cuidada mesmo é a palavra.

E ele é muito gentil, meu marido. Então ele faz milhares de microgentilezas pra mim. E me torna, acho que, uma pessoa mais doce. Porque eu sou meio braba. Então ele me adocica. Quantas primaveras casadas?

A gente tá junto há oito. E casamos em 2024. Casamento, festa. E a nossa cerimônia foi uma roda de samba. Caramba. É. Foi muito lindo. Que da hora. Pô, que história incrível. Até a última frase do episódio já foi sensacional. Papo muito bom. Tu quer trazer algum ping-pong? Não. Alguma coisa. Então.

Bom, só posso agradecer o papo. Ter nos recebido aqui, fiquei até visivelmente emocionado, achei muito legal ouvir histórias de transformação no Brasil, a gente gosta muito de trazer essas histórias aqui no Market Makers, parabéns pelo que você está construindo aqui, não só você, toda a equipe do Inteli, importante.

E, bom, espero que você apareça aqui mais vezes, contando novas histórias inspiradoras. Os Sports Market Makers estarão sempre abertos para você. Obrigada, meninas. Vocês são os amores mesmo. Venham sempre também à minha casa, à nossa casa, quando quiser. Aqui a gente vai voltar, com certeza. Valeu. Valeu, meu querido. Valeu, Saloma.

Se você que viu até o final, joinha no vídeo, se inscreve no canal que o Market Makers está crescendo e quer crescer ainda mais. Lembrando que a gente não é só um podcast, apesar de a gente gostar muito disso, mas a gente tem também nosso fundo de investimentos, temos a nossa comunidade de investidores, temos agora a nossa grande academia de cursos, o Market Makers Academy, temos a nossa revista digital, The Report, enfim, tem coisas...

demais para todos os tipos de investidores, todos os tipos de consumidores, podcast, texto, vídeo, áudio, som. Tem alguma coisa que eu esqueci? É bom lembrar que a gente também não está só no YouTube. Siga no Spotify. Clica lá no seguir no Spotify, é importante. Agora tem até vídeo no Spotify. Aí lembrar, quer anunciar no Market Makers também, não existe podcast grátis. Comercial

você pode conversar com o Igor e estar ainda mais perto desse podcast que cresce muito no Brasil. Até a próxima e tchau! Conforto pro seu dia a dia e atitude pro seu estilo. Encontre o tênis que acompanha o seu passo agora no App Net Shoes. Explore as categorias, garanta as melhores marcas e aproveite. Net Shoes no seu ritmo. Baixe o app.

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