Episódios de Market Makers

#342 | TABATA AMARAL: POLÍTICA, ECONOMIA E OS PRIVILÉGIOS QUE ESTÃO QUEBRANDO O BRASIL

02 de abril de 20261h12min
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Recebemos Tabata Amaral no Market Makers para uma conversa sem filtro sobre o Brasil em um momento decisivo. Em meio à polarização, ela fala sobre Congresso, Judiciário, privilégios, reforma da Previdência, segurança pública, religião e os erros que, na visão dela, travam o país — sem poupar nem direita, nem esquerda.Este episódio faz parte da nossa cobertura especial das eleições de 2026, em que vamos ouvir diferentes visões para entender o que está em jogo no Brasil. Ao longo do papo, Tabata aborda Lula, Família Bolsonaro, cenário político, reforma tributária e os desafios reais de construir um projeto de país fora dos extremos.Essa série conta com o apoio dos nossos parceiros Money Times, Seu Dinheiro e Bastidores do Poder, ampliando o alcance das discussões e levando esse debate para ainda mais brasileiros.Ela também irá abordar:-Por que Tabata defende a reforma da Previdência até hoje-O que ela pensa sobre Lula, Bolsonaro e as eleições de 2026-A crítica aos privilégios no Judiciário e dentro do Estado-Segurança pública: onde a esquerda erra e por quê-O que está travando o Brasil — e por que ninguém enfrenta issoEsse é o primeiro de muitos episódios sobre as eleições de 2026. Fique de olho!📌 Inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder nenhum episódio!📢Apoie o Market Makers e ajude a fortalecer o mercado de capitais no Brasil! Clique no link e torne-se membro do nosso canal por apenas R$7,99 por mês: https://www.youtube.com/channel/UCwZwvDC6f0WhcVTG-3aBUTQ/join📩Entre para nossa newsletter gratuita: https://lp.mmakers.com.br/newsletter_gratuita?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X📢 Anuncie sua marca no Market Makers: comercial@mmakers.com.br📚Biblioteca Market Makers: https://lp.mmakers.com.br/biblioteca/?xpromo=MI-COMP-YT-DESCRICAO-MM-X- - - - - - - - -TABATA AMARAL: POLÍTICA, ECONOMIA E OS PRIVILÉGIOS QUE ESTÃO QUEBRANDO O BRASIL | Market Makers #342Apresentadores: Thiago Salomão (Apresentador e analista do Market makers) e Leopoldo Rosalino (Head de conteúdo do Market Makers)Convidado: Tabata Amaral (Deputada Federal)#TABATAAMARAL #POLÍTICA #BRASIL #BOLSADEVALORES #INVESTIMENTOS #MERCADOFINANCEIRO #MARKETMAKERS #THIAGOSALOMÃO

Participantes neste episódio3
T

Thiago Salomão

HostJornalista
J

João Landau

Co-hostGestor e sócio da Vista Capital
A

Alessandro Vieira

ConvidadoSenador
Assuntos5
  • Poder JudiciárioReforma da Previdência · Desigualdade salarial
  • Segurança OperacionalPCC · Inteligência policial
  • Histórico de polarização presidencial brasileiraFlávio Bolsonaro · Conselhos de Lula
  • Política FiscalImposto sobre consumo · Imposto de renda
  • Desigualdade SocialAcesso à educação · Pé de meia
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Se você ainda usa toner pra imprimir, tá na hora de você saber que o principal componente é o plástico. Um ano de impressão com toner em todo o mundo equivale a 20 bilhões de sacolas plásticas. É muito plástico, não é? Chegou a hora de reduzir o plástico nas suas impressões e ainda diminuir também o consumo de energia. Mude para uma impressão toner free, escolhendo as impressoras empresariais de jato de tinta Epson Workforce, com a tecnologia Precision Core. Você não vai querer continuar usando impressoras com toner, vai?

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pra mim o projeto Flávio Bolsonaro é um projeto familiar. Não é um projeto de país, nem é um projeto de direita. Eu acho que a esquerda, não no seu todo, mas de forma geral, trata com muito preconceito a fé das pessoas. Centrão é apoiar qualquer merda de projeto que lhe apareça na sua frente, desde que você vá ganhar dinheiro e poder com isso. Antigamente tinha auxílio paletó, carro oficial, pra deputado não tem mais. Por quê?

Porque os deputados são bonzinhos? Não. Porque eles têm que ir pra urna cada dois anos.

A deputada se elegeu e iniciou a sua trajetória política em partidos de esquerda, mas teve posições que desagradaram muito a esquerda. Em que ponto do espectro político hoje está Tabata Amaral? Quando eu falo de segurança pública, quando eu falo de economia, combate à corrupção...

Não, a Tabata agora é ultraliberal e quando eu falo de educação pública de qualidade, quando eu falo do SUS, a Tabata é comunista, de extrema esquerda. Eu votei a favor da independência do Banco Central, votei a favor da reforma da Previdência, já votei a favor de privatizações que eu achava que eram importantes.

E a gente vive num mundo polarizado. Como é que você joga esse jogo? Na campanha prefeitura eu pude fazer uma coisa diferente. Eu era mais desconhecida, tinha muito menos dinheiro. Talvez eu leve algumas eleições ou muito mais tempo do que alguém que chega mentindo, atacando, com dinheiro sujo, topando tudo. Eu não topo.

Mas aí também chega o final do dia e eu durmo tranquila. Seu nome tem sido aventado algumas vezes pra ser vice do Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, que deve ser o candidato ao governo. Isso vai acontecer?

Sim, sim, sim, está começando mais um Market Maker. Seja bem-vindo ao podcast da família investidora brasileira. Sou Thiago Salomão, fundador dessa empresa, que hoje é podcast, hoje é comunidade de investidores, hoje é prateleira de cursos, hoje é The Report, inclusive está aqui comigo Leopoldo Rosalino, famoso Lepo.

que, entre várias coisas que faz aqui no Market Makers, também cuida da nossa revista mensal digital, a The Report. Se você não é assinante da The Report, pelo amor de Deus, corrija esse erro agora, vire assinante. Tem vários benefícios, além da revista que a gente faz.

E o Leopoldo está aqui comigo porque a gente está com um projeto aqui no Market Makers. Não é novidade que a gente tem falado com muitos políticos já nos últimos anos. E teremos uma eleição, né? Parece que sim, é, eu ouvi falar. E a gente está com um projeto de falar com vários nomes influentes no mundo político.

E hoje temos uma convidada aqui, extremamente importante, já foi muito tietada aqui pela redação do Money Times, do Seu Dinheiro, do pessoal do Market Maker, todo mundo que passou por aqui. A Taba Tamaral está com a gente para ter um papo muito legal sobre o ano, falar sobre projetos de Brasil, enfim, muita coisa bacana, mas só antes apresentar um pouquinho do nosso projeto.

além da cobertura que a gente vai fazer aqui no Market Makers, e as mais de 7 milhões de pessoas que nos acompanham todo mês, a gente tem parceiros que vão ajudar a disseminar ainda mais esse nosso conteúdo. Então, agradecer a toda a turma que toca os portais Money Times e Seu Dinheiro, que vão fazer uma cobertura sobre os nossos programas voltados a eleições, e também o pessoal do Bastidores do Poder, produtores de conteúdo que estão fazendo... um

trabalho muito legal lá nas redes, então pode seguir lá no Instagram, todos eles, que vale a pena acompanhar. E, bom, e se você é uma empresa que quer apoiar uma iniciativa de uma cobertura eleitoral, que vai realmente ouvir o que o mercado quer e ouvir o que o Brasil quer, conversando com todos os lados da política...

A gente convida a mandar um e-mail aqui para comercial.com.br e entender como você pode ser nosso parceiro e se aliar, aliar a sua marca ao nosso super podcast que cresce e está crescendo cada vez mais. E só lembrando aqui, está todo mundo com o Mamba Warrior na mesa, isso aqui não é patrocínio, tá galera?

Esse é um projeto que o Market Makers abraçou, porque cada latinha dessa vendida, a Mamba Water vai levar um litro de água potável para a comunidade sem acesso. E hoje no mundo, são 750 milhões de pessoas que não têm acesso à água potável. Então a gente quer fechar esse gap, acabar com isso. Então se você também quer ajudar, vai lá em mambawater.com.br e ajude também aqui nossa mesa, todo mundo mambalizado para ajudar a quem não tem acesso à água.

Bom, nossa convidada, Lepo, posso chamar de Lepo? É um apelido que te deixa confortável? Pode, pode. Você prefere ser o Leopoldo? Não, não, pode ser. Nossa convidada hoje é deputada federal, tem 32 anos, está no segundo mandato na Câmara dos Deputados e na vida pessoal, né, veio da periferia de São Paulo, se formou em Harvard e acabou de se casar. É Tabata Amaral que está aqui com a gente. Tabata, primeiramente, bem-vinda, Faria Lima, bem-vinda, Market Maker. Está preparada para a conversa?

Ia falar já, bom dia, boa tarde, muito obrigada pelo convite, Thiago, Leopoldo, todo mundo que está nos acompanhando, estou preparada, animada e é uma honra estar aqui, obrigada mesmo. Pô, e a gente que fica honrado, só algumas informações úteis aqui sobre Tabata, como a gente falou, tem 32 anos, acabou de se casar com o João Campos, prefeito de Recife. Já está convidado inclusive para vir aqui. É, a gente está nessa agenda também, bem lembrado.

Ela foi eleita pela primeira vez deputada federal em 2018, filiada ao PDT. Depois se reelegeu em 2022. Antes disso, teve um quadro semanal na rádio CBN em São Paulo, em que falava, entre outros temas, sobre educação. Reforço isso porque vai ser um tema aqui da nossa conversa. É membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara. E um ponto interessante, né? Ela gerou polêmica com o eleitorado mais à esquerda por ter votado a favor da reforma da Previdência em 2019.

Outro ponto interessante que você levantou aqui, né, Lepo? Ela vem sendo aventada como possível vice na chapa de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. Foi candidata à prefeitura de São Paulo em 2024. Se formou em Ciências Políticas em Harvard. E alguns pontos legais que a gente vai trazer aqui, até para já ir deixando a Tabata à vontade de falar desses assuntos no papo, né? Diz que a candidatura de Flávio Bolsonaro não tem projeto de país, mas um projeto de família.

Fez um vídeo recente detonando a filiação de Pablo Marçal a um partido de centrão, União Brasil, lembrando que os dois rivalizaram na eleição de 2024, e criou o projeto Pé de Meia, que acabou encampado pelo governo Lula.

Tem mais algum ponto aí que quer trazer, Lepo? A gente já trouxe um... Tem um resumo bom aí da... Lepo, eu pensei em abrir... Aliás, você que fez essa provocação ali com o espectro político da Tabata. Então, se quiser dar o pontapé inicial com a pergunta... Obrigado.

Deputada, bem-vinda mais uma vez. A deputada se elegeu e iniciou a sua trajetória política em partidos de esquerda, o PDT, um partido historicamente aliado ao trabalhismo e agora o PSB. Mas teve posições ao longo da sua trajetória em votações que desagradaram muito a esquerda. O voto pela reforma da Previdência em 2019, depois o voto a favor do auxílio emergencial, que era um...

Era um projeto do presidente Jair Bolsonaro na época, mas que a deputada apoiou. Isso gerou ali, especialmente nas redes sociais, onde o debate é mais acalorado, gerou uma série de críticas. A minha pergunta é, em que ponto do espectro político hoje está Tabata Amaral?

A gente está vivendo uma grande polarização no Brasil e toda polarização extremada, ela emburrece. Ela emburrece porque a gente vê esse fanatismo ideológico, as pessoas param de pensar com a própria cabeça e acho que uma das coisas, acho não, uma das coisas que guia a minha trajetória, não é só na política, é pessoal, é pensar com a minha cabeça.

É fazer o que eu acho certo, mesmo que aquilo não seja popular, mesmo que aquilo desagrade o dono de um partido. Então, quando você olha para as minhas posições ao longo desses dois mandatos, eu acho que elas são bem coerentes. Vamos falar da questão econômica, que é um ponto que a esquerda bate muito.

Eu votei a favor da independência do Banco Central, votei a favor da reforma da Previdência, já votei a favor de privatizações que eu achava que eram importantes, e quando você olha para esse todo, votei a favor do marco legal de saneamento básico, votei contra aquele projeto, enfim, que criou essa bola de neve dos precatórios, das dívidas da União, porque são votações que falam não de uma visão ultraliberal, mas falam de uma visão responsável na economia.

Até por ser uma grande defensora do combate à desigualdade, de políticas sociais, eu preciso garantir que o Estado é eficiente. Então, eu não estou aqui para defender um Estado mínimo. Eu defendo um Estado eficiente que funcione para quem mais precisa. E quando a gente olha na questão social, também minhas votações são muito coerentes. Assim como os projetos que eu apresentei, que estão avançando, que eu já aprovei, do pé de meia, distribuição de absorventes nas escolas.

projetos muito voltados para mulheres, a questão do PIX Pensão, para essas mães que não estão recebendo pensão alimentícia. Aprovamos agora a ampliação da licença paternidade, que é o quê? Um mundo mais igual, um mundo mais justo, vai ser bom para todo mundo. É assim na questão ambiental, e eu poderia dar mil exemplos.

O que mais me incomoda não é o rótulo esquerda-direita. Se eu... Eu acho que isso é simplista demais, mas eu tô ali na centro-esquerda. Mas é o quê? É entender que eu vou votar de acordo com o que eu acho que faz sentido com a realidade. E aí me incomoda isso. Quando eu falo de segurança pública, quando eu falo de economia, combate à corrupção, não, a Tabata agora é ultraliberal.

E vários nomes e não sei o que. E quando eu falo de educação pública de qualidade, quando eu falo do SUS, a Tabata é comunista, de extrema esquerda. Eu acho que isso fala mais de quem só consegue enxergar um mundo dessa forma tão rasa do que das minhas posições. Eu desafio a apontarem uma votação minha e dizerem essa votação não é coerente com o seu histórico. Isso não acontece. Adorei a sua resposta, mas...

O mundo é o que é e não o que a gente gostaria que ele fosse, né? E a gente vive num mundo polarizado. Verdade. E você tem ambições políticas como qualquer pessoa que está no mundo político.

Como é que você joga esse jogo? Porque a gente está num mundo que é polarizado. A gente está vendo até pelas escolhas... Provavelmente a gente vai ter uma disputa presidencial que deve chegar com um Flávio Bolsonaro e um Lula que representam muito um antagonismo. Muitos TSDs.

que o Flávio Bolsonaro chegando numa disputa acaba sendo bem visto pelo PT, porque é quem acaba sendo um candidato que o PT tem mais chance de ganhar do que talvez um candidato mais moderado. E não é só no Brasil, a gente está vendo essa polarização mundo afora. Enfim, como é que...

Como é que se insere isso até nos seus planos, tão jovem, 32 anos? Você acha que o mundo vai em algum momento se voltar um pouco para uma moderação? Ou a tendência é até piorar e você correr o risco de estar gritando sozinha nesse senso de racionalidade?

Eu estudei astrofísica, e aí tem muita gente que confunde com astrologia. Aí aqui vale dizer que eu entendo muito do universo, mas não sei prever nem a próxima hora. Então, não sei o que vai acontecer com o mundo, tenho minhas esperanças. Agora, acho que você trouxe, Tiago, uma coisa que é até meio filosófica, que é como é que você sai do mundo como ele é, para o mundo que a gente acredita, que a gente quer construir.

O mundo como ele é, é quando eu tenho uma votação e chega um projeto que não é perfeito. Ou pelo menos, sendo mais sincero, que não é exatamente o que eu queria. E aí eu preciso olhar para esse projeto e olhar para os pontos negativos, positivos, tentar mudar aquilo que eu não concordo, fiz isso com a reforma da Previdência e no todo falar. No todo.

mesmo não sendo perfeito, isso aqui vai ajudar mais as pessoas ou vai atrapalhar? Se for ajudar, vai ter meu apoio, não importa se eu não concordo com tudo. E se for atrapalhar, vai ter a minha oposição. Foi assim com a PEC da blindagem, que queria blindar políticos corruptos no Congresso.

foi assim com a votação para aumentar o número de deputados, é assim com as votações para aumentar o fundo eleitoral, eu voto contra, porque é ruim para o povo. Mas eu sei que aquilo, depois vai vir uma conta no dia seguinte com os meus colegas bravos comigo. E eu vou ter um pouco mais de dificuldade de aprovar um projeto. Então, acho que essa é uma coisa. A outra coisa é, tá bom, tá, Bata, então eu entendi. Quando tem lá dois candidatos para você votar, eu nunca votei em branco, nunca votei em nulo, não sou de ficar em cima do muro.

Tem até uma passagem no Apocalipse que eu sempre lembro que fala o quanto que o inferno é o lugar para os mornos. Eu acho que a gente tem que ter coragem de se posicionar. Agora, também tem que ter coragem de construir o mundo que a gente acredita que é o melhor. E tem oportunidade que você consegue fazer isso. O pé de meia.

Foi um projeto que eu tive que negociar, eu levei quatro anos para aprovar, não ficou exatamente do jeito que eu desenhei lá atrás, mas hoje está mudando a vida de milhões de jovens que estão deixando de abandonar a escola. É um projeto que funciona, tem estudo publicado. A lei de distribuição de absorventes, eu desenhei de um jeito, fui negociando, chegou em outro. Acho que na campanha Prefeitura de São Paulo foi onde eu tive mais liberdade de abraçar, apresentar um projeto que eu acreditava. Então... ...

Outras eleições, geralmente, todo mundo vota no que gosta um pouquinho mais, vota nesse para que ele não se eleger. Na campanha prefeitura, eu pude fazer uma coisa diferente, que era, eu vou juntar o melhor time que eu consigo juntar, eu vou juntar as melhores propostas para São Paulo, e eu vou para cima, com muito menos recurso do que meus adversários.

Eu não tinha nenhuma máquina de prefeitura, governo do estado, governo federal me apoiando. Me chamou muito a atenção porque o recurso que eu tive para fazer campanha e meus 56 candidatos a vereadores foi o recurso que um vereador que estava apoiando o Nunes teve para fazer sua campanha.

do que está declarado, do que a gente sabe. Então, o jogo é bruto, eu era mais desconhecida, tinha muito menos dinheiro, mas acho que também tem essa coragem de falar, cara, talvez meu caminho seja um pouco mais longo que o deles, porque eu não vou mentir. Marçal pegou o caminho curto nessa eleição.

Uma das coisas que ele fez comigo foi inventar uma mentira sobre o suicídio do meu pai. Vocês não têm ideia do que foi isso pra minha família, do que foi isso pra mim. Isso é coisa de gente safada, que pega atalho, que acha que tudo tá valendo. Eu não fiz isso. Eu não menti.

Não ataquei ninguém no nível pessoal. Não trouxe nenhuma proposta mirabolante que eu soubesse que não ia dar certo. Eu fui com a minha verdade, eu fui com a cara e com a coragem. Tá, Bata, mas não deu certo. Não, não me elegi com a prefeita de São Paulo. Mas tive 600 mil votos.

com muito menos recursos, sendo muito menos conhecida. Ou seja, tem pelo menos aí 600 mil pessoas na capital que acham que tá tudo bem. Ser mais sério, ser mais moderado, não ser um artista de um circo.

Só que é um caminho mais longo, acho que é isso. Talvez eu leve algumas eleições ou muito mais tempo do que alguém que chega mentindo, atacando, com dinheiro sujo, topando tudo. Eu não topo. Mas aí também chega o final do dia e eu durmo tranquila.

Eu consigo falar do escândalo do Banco Master? Eu consigo falar do escândalo do INSS? Eu consigo denunciar a entrada do PCC aqui em São Paulo, mesmo tendo que andar com o carro blindado e escolta, como já andei muitas vezes? Mas eu já falei demais. É que você trouxe uma pergunta muito filosófica. A gente gosta de ouvir o convidado falar bastante, então vamos abordar mais filosofia aí, Lepo.

Eu já não sei se a gente entra na... O que ela vai fazer nessas eleições, ou se você queria trazer alguma coisa a mais. Não, tem a pergunta dos nossos parceiros do Money Times. É sobre isso. A gente tá fazendo essa cobertura de eleições deputada coletivamente com o Money Times, com o seu dinheiro, com bastidores do poder, e aí o pessoal do Money Times endereçou uma pergunta que é o...

O PSB, seu partido, vai compor uma aliança em São Paulo com o PT, assim como já compõe no nível nacional. Seu nome tem sido aventado algumas vezes para ser vice do Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, que deve ser o candidato ao governo. Isso vai acontecer?

O meu foco e o foco do nosso partido PSB é o Congresso Nacional. E eu explico o porquê. E já falo um pouquinho dos nomes, das composições. Eu acho que nem precisa explicar muito. Pense em quem está nos acompanhando no que foi aquela PEC da blindagem. Que a gente só conseguiu enterrar porque as pessoas foram para a rua se manifestar contra.

pensem o que é o que a gente vive, toda semana vê o congresso formando uma maioria para votar uma coisa que é muito ruim para as pessoas, que é muito impopular, como se esse congresso não fosse prezar de voto depois.

Tem, assim, eu até falo, meu Deus, será que essa pessoa não vai pra igreja, não anda na rua, não conversa com ninguém? Porque eu não teria coragem de sair na rua votando esse tipo de coisa. Então, qual que é o objetivo do PSB? Nós somos um partido que ainda tá crescendo, é importante reconhecer isso. Mas um partido que tá se renovando.

Não só nas teses, mas também nos quadros, nas pessoas que estão filiando. E a gente tem essa visão de que, tanto para que o PSB possa um dia ser uma alternativa, uma opção para a presidência da República, para os governos, para o país,

A gente quer ocupar esse lugar que o PSDB das antigas deixou, simplificando bem a coisa, que é o quê? Um partido que olha para o social com sensibilidade, mas enfrenta a segurança de uma forma dura, firme. Um partido que leva a sério o combate à corrupção. Infelizmente, o PSDB e muitos partidos se perderam nesses últimos anos, mas faz falta ao país alternativas ao centro. E a gente quer ocupar esse lugar.

Só que para ocupar esse lugar, a gente tem que ter representação no Congresso. A gente tem que aumentar o tamanho da nossa bancada. E eu acho que é isso que o Brasil precisa. E está ficando claro que o voto para o Congresso é mais importante do que o voto para o Presidente da República. E muita gente não quer que eu diga isso. São seis votos, se eu não me engano, esse ano. Presidente da República, governador, deputado estadual, deputado federal, senador 1, senador 2.

Todo mundo meio que já sabe presidente da República e governador. E os quatro aqui mais importantes ninguém sabe. Vão copiar o número dos candidatos a presidente, vai dar ruim. Tá dando muito errado. Então o PSB tá com essa missão de falar, cara, a gente vai levar os melhores pro Congresso. Beleza, Tabata, entendi. Me fala aí do concreto. Vou falar aqui de São Paulo. A gente tá numa sequência de dias mostrando quais são as pessoas que a gente quer ver nos representando no Congresso.

Primeira coisa, a deputada Andréa Werner, primeira deputada com autismo do país, um trabalho seríssimo pela pessoa com deficiência pela pauta da inclusão, é uma das nossas candidatas a deputada federal. Deputada Marina Helô, deputada estadual, da pauta da primeira infância, foi ela que tirou os celulares da escola aqui em São Paulo, da pauta ambiental, topou o desafio de ser candidata a deputada federal. A gente vai nessa sexta-feira agora filiar Simone Tebet.

que pra mim é um dos maiores, assim, nomes da política brasileira, eu acho ela muito, muito incrível, pra ser candidata ao Senado. Então tudo isso pra dizer que a gente realmente tá focado, Câmara e Senado. O problema tá ali, a solução vai ter que tá ali também. E é claro que tem outros nomes que não dá tempo de eu citar.

Beleza, Tabata, mas como é que fica a questão da candidatura do Haddad? Quem que vai ser o vice dele? Qual que é a segunda vaga do Senado? Tudo isso está sendo ainda negociado. A gente tem o Márcio França, que é ministro do empreendedorismo, quase foi governador aqui em São Paulo. Eu, pessoalmente, convidei também a Marina Silva para se filiar ao PSB. E a gente está, para um pouquinho de política, né?

Quem for ser candidato esse ano tem que estar filiado ao partido até o dia 4 de abril. Então a gente está na reta final de convites, negociações. Qual é o papel do PSB? Trazer os melhores para a gente poder representar a população. Posso me dar uma pergunta? Pode, claro. A deputada fala sobre o projeto do PSB de se posicionar nesse lugar ao centro. Como ser um partido de centro sem ser um partido do centrão? É possível?

Tem que ter projeto de país. E é isso que boa parte dos partidos desse país não tem. Eu fiz a provocação do Flávio Bolsonaro. Com muito respeito a quem discorda de mim, como eu sempre tenho. Qual é o projeto de país de Flávio Bolsonaro? Eu desconheço.

Eu nunca vi ele falar de pauta econômica, de pauta ambiental, de pauta para a educação, de pauta de modernização do Estado. Ele, assim como o Eduardo Bolsonaro e o próprio Bolsonaro, tem um projeto que eles colocam na rua há décadas, que é o quê? Um projeto para enriquecer, essa família só fez enriquecer na política.

E eu vou falar como alguém que se formou com bolsa numa puta faculdade dos Estados Unidos e que quando decidiu entrar na política falou, aqui eu não vou ganhar dinheiro. No dia que eu quiser ganhar dinheiro, eu saio da política e eu vou trabalhar fora, eu vou trabalhar em outro lugar. Família Bolsonaro só faz ganhar dinheiro na política. Quem enriquece na política deveria chamar atenção. A gente tem que olhar mesmo que tipo de roupa tá usando, a não ser que já tenha nascido rico, obviamente.

Enriquecer na política já é um péssimo sinal. E é uma família que faz de tudo pra salvar. Tá, Bata, por que você tá dizendo isso? Eduardo Bolsonaro, um dos mais votados do nosso estado, abandonou o mandato dele pra ir pros Estados Unidos colocar um país contra a gente pra tentar safar a pele dele do pai dele. Então, pra mim, o projeto Flávio Bolsonaro é um projeto familiar. Não é um projeto de país, nem é um projeto de direita. E aí...

A gente viu agora a desistência do Ratinho Júnior. Ele não seria meu candidato, mas talvez ali você pudesse ter um projeto de direita. Só que o bolsonarismo não deixa, porque o que interessa é a família. Então acho que esse é um ponto. Tá, Tabata, e os do Centrão? Aí é fácil, vamos olhar, escândalo do Banco Master, escândalo do INSS. Quem é que tá enrolado nessa?

ser centrão, é péssimo que essas palavras são parecidas, né, porque confunde muitas pessoas. Centrão é apoiar qualquer merda de projeto que lhe apareça na sua frente, desde que você vai ganhar dinheiro e poder com isso. Ter uma posição mais de centro é não cair nesse fanatismo, extremismo ideológico e falar, cara eu vou cuidar da educação pública e eu vou enfrentar os problemas de segurança. Aí só pra não ficar questionando as ideias, tá bom, tá, mas isso não é possível, não é não?

Vamos olhar quando o PSB governou? Hoje o Alckmin é do PSB.

Você pode ter muitas críticas, mas foi um baita governador que conseguiu trazer desenvolvimento social e econômico para o nosso Estado e enfrentou as questões de segurança pública. Vamos olhar para o Eduardo Campos, que a gente disse que era o nosso presidente dos sonhos aqui do PSB. O Eduardo Campos, no mesmo ano, foi reconhecido por ter o melhor ensino médio público do país e ter reduzido mais, ter feito um delta maior nos índices de segurança pública. Vamos olhar para o Casa Grande no Espírito Santo.

O Espírito Santo tá decolando, é um governo do PSB. Ele, quando já enfrentou coisas horrorosas de greve de polícia no Espírito Santo. Hoje é um estado seguro, é um estado que a educação decola. Então, vamos testar os quadros do PSB, sabe? Porque a gente tá tão... A rede social tem isso, né? O que viraliza? É a cadeirada.

que o Marçal levou. É o soco que o assessor dele deu. E às vezes a gente deixa de perceber as boas coisas que estão acontecendo. Juro que vou finalizar. A gente tem um governador na Paraíba, que é o João Azevedo. A Paraíba tá voando do ponto de vista econômico. Tá, Bata, mas é um governo de centro-esquerda. Sim, porque dá pra conciliar as coisas.

Muito bom, muito bom. Lepo, queria abordar um pouco a trajetória inicial da Tabata. Acho que... Bora lá. É um assunto que você já falou em outras ocasiões, mas é bom até para audiência que talvez não conhece tão bem a história da Tabata. Ela falou aqui da baita faculdade, para não repetir o elogio que ela fez à Harvard, mas tem uma origem bem diferente na Vila Missionária em São Paulo. Queria que você contasse um pouco...

Como foi sair da periferia de São Paulo e chegar até Harvard e hoje estar no mundo político?

Tiago, antes eu não gostava de falar muito da minha história. Porque acho que quem é mulher, quem nasceu pobre como eu nasci, a gente quer falar dos nossos feitos. A gente quer se provar o tempo todo. E aí eu percebi que se eu não falasse da minha história, as pessoas iriam falar dela. Eu comecei a campanha com o Marçal decidindo que era uma boa ideia mentir sobre o suicídio do meu pai. E eu tenho certeza que até hoje mais pessoas viram a mentira dele do que souberam da verdade.

E eu sequer ganhei o processo contra ele, sabe? Vai se arrastar por anos. Quando eu voltei de Harvard, com bolsa completa, começaram a sair várias matérias na internet, dizendo mentiras, que enfim, que eu tinha sido financiada por A, B, C ou D, sendo que minha bolsa foi da própria faculdade. Mas até mais grave do que isso, usando a minha história pra dizer que quem não quer, quem não consegue é porque não tentou.

Aí olha a crueldade, você pega uma história como a minha, você vira pra um jovem da periferia e fala, não foi pra Harvard? Ah, a culpa é sua. Por isso que eu comecei a falar da minha história. Depois que o Marçal fez o que fez, a gente gravou um... É muito curtinho, porque era o que o dinheiro dava. Mas é uma minissérie no YouTube pra contar a minha história, pra falar, você quer falar da minha história? Então, vá conhecer a verdade.

Eu quero falar dos meus projetos, mas quer falar da minha história? Tá aqui, ó, tem uma série no YouTube pra você ver. E eu tô trazendo isso porque quem nasce pobre como eu nasci, eu não sou. Muita gente fala assim, ah, eu nasci de classe média.

eu sou filha de um cobrador, de uma diarista eu cresci em uma ocupação esses dias eu tô reformando o apartamento que eu tô porque eu fui expulsa do outro que eu alugava, né, porque essa inclina é uma merda mas é o dono falou eu adoro você, voto em você mas tem 30 dias pra sair depois de 8 anos porque meu filho quer morar aí pois bem, aí eu tô reformando o apartamento né, e aí eu tava lá reclamando pra minha mãe, mãe, tá muito pó eu tô

Mãe, não tem água quente. Mãe, não sei o quê. Aí, olha só, ela falou, minha filha, você vai ter muita história pra contar. Eu tenho muito orgulho de que quando eu me mudei pra nossa casa com seu pai, só tinha uma lona como teto.

Na hora eu fiquei com o olho cheio de lágrima e falei, caramba, eu não posso reclamar de nada. Minha mãe teve uma filha, se casou, não tinha nem energia elétrica, sabe? E eu tô aqui reclamando porque a obra tá fazendo pó? A gente tem dessas, né? Mas enfim, tudo isso pra dizer que eu nasci num contexto...

de muita pobreza, e aí quando você começa a estudar, você vai entendendo, meu pai era dependente químico, mas ninguém nunca entendeu que ele era doente, as pessoas achavam que aquilo era culpa dele, culpavam ele e minha família, minha mãe engravidou muito jovem, não...

Meu pai biológico não acolheu a gravidez. Minha mãe, quando chegou da Bahia em São Paulo, ficou presa num trabalho, trabalho análogo à escravidão. Só que eu não tinha esses nomes que eu tenho hoje, pra entender o que aconteceu com a gente. E aí o que salvou a gente foi algumas coisas. Primeiro, minha mãe e meu pai são incríveis. Eu tive um pai que era dependente químico, que era bipolar, conheceu minha mãe grávida.

assumiu, eu tenho o nome do meu pai, Pontes, e meu pai, que nem fez o ensino fundamental, lia Malbataan pra gente, o homem que calculava. Meu pai jogava xadrez com a gente.

Que ser humano é esse? Quando minha mãe, eu lutei muito pela licença paternidade, né? Quando minha mãe engravidou, ela disse que meu pai tentou convencer ela a ir trabalhar, porque ela tinha mais estudo, que ele ia cuidar de mim. Ele era... Que legal. Esse homem não existiu, ele era incrível. E minha mãe também, com todas essas violências que ela sofreu, de trabalhar na Alagoa Escravidão, engravidar muito cedo, ser expulsa de casa pelos irmãos por conta do machismo.

Minha mãe é a pessoa mais alegre que vocês vão conhecer. Ela fala que eu sou uma freira, porque ela usa roupa toda decotada, é super festeira, super jovem. Assim, minha família é incrível. A gente muito cedo começou a ir pra igreja. Essa é uma coisa que a esquerda não entende. E é outra coisa que me ataca muito.

o quanto a igreja é um refúgio na periferia. Não tinha uma quadra na minha comunidade, mas tinha curso, retiro na igreja todo final de semana. E os professores? Teve uma tal de Olimpíada de Matemática, que foi feita em 2005, quando eu estava na quinta série. Uma tal de professora de Matemática da Escola Estadual Exaltino de Melo, que me incentivou.

ganhei medalha com a ajuda dela, ganhei bolsa numa escola particular e aí não parou nunca mais, muitas oportunidades então esse é um pouco do lugar de onde eu venho e eu acho que isso ajuda a explicar porque que a esquerda e a direita se irritam tanto comigo, porque a vida real ela é bem complexa, ela tem várias camadas essa vida da rede social que a gente é uma coisa ou outra não faz sentido pra mim E aí

E sua ida para Harvard? Eu tinha esse sonho desde muito... Assim que eu ganhei a Bolsa no Etapa, lá eles incentivavam muito para participar das Olimpíadas, para estudar fora. No final, eu sou bem nerd, eu participei de mais de 40 competições. Fui para cinco Olimpíadas Internacionais na equipe brasileira, tinha um sonho de ser astrofísica e tinha sonho de estudar em Harvard. Não falava inglês, não tinha como pagar as provas.

Mas foi algo muito assim, extraordinário. Virou o sonho da minha escola. A mãe de um grande amigo, que é a Soiane, conseguiu um curso de inglês pra eu fazer. Alguns professores, quando meu pai começou a usar crack, ficou muito mais doente, foram atrás de apoio psicológico pra mim. A esposa de um professor comprou roupa pra eu ir numa... Vocês estão entendendo? Premiação. Meus professores pagavam o meu almoço, quando perceberam que eu ia com fome pra escola.

É uma coisa que me arrepia e me emociona muito, porque passar em Harvard foi o sonho de toda uma escola. Dos professores, dos alunos. E quando eu passei em Harvard, dia 8 de março de 2012. E quatro dias depois, a gente perdeu meu pai pras drogas, pro suicídio.

Então eu desisti, né, eu fazia física na USP, eu larguei a faculdade, eu trabalhava e só continuei trabalhando, porque minha mãe ficou desempregada, meu irmão tava no ensino médio ainda, e meus professores seguraram toda essa barra comigo, sabe? Minha escola toda tava no enterro, minha escola toda tava na missa do sétimo dia, e não arredaram o pé até me convencerem a ir pros Estados Unidos. E esse grupo de professores e a Silvinha, que era do administrativo, que era do administrativo.

me acompanharam na minha formatura e estavam agora no meu casamento também. Tipo, eles são a grande razão por eu estar aqui hoje. Só um relato, a gente tá gravando, não sei quando vai a hora esse episódio, mas num mês de março, né? Então, assim, imagino quão marcante é esse mês na sua vida e... É um mês duro.

A deputada falou sobre a importância das igrejas. A gente tem visto, acho que desde 2018, a questão dos evangélicos no Brasil ser pauta de eleição. É um grupo que está crescendo, que se torna relevante para o político como um eleitorado relevante.

E aí a minha pergunta vai muito nessa linha. Como que a gente consegue levar esse grupo em consideração, ouvir o que ele tem a dizer, sem correr num populismo de ir lá visitar culto e fingir exercer uma fé que nem é a sua em troca de voto?

Eu confesso que eu já refleti muito sobre isso, porque eu tenho uma vida religiosa muito ativa. Eu fui coroinha acólita do coral. Canto muito mal, mas deixaram por sete anos. Eu também. Infância missionária, porque... Foi do coral? Ainda sou. Então você canta bem? Não.

Não, eu canto mal mesmo, é impressionante. Eu dublo e eles fingem que eu canto canto. Entendi. Então assim, a igreja salvou a gente e eu não consigo pensar na minha comunidade física, Vila Missionária, sem pensar na minha paróquia, que é a paróquia São Francisco de Xavier. Só que eu fiz uma escolha, que não é pra dizer que é certo ou errada, de...

Enquanto a igreja me nutre e formou boa parte dos meus princípios e valores, eu não acho correto usar dessa vida de fé em comunidade pra ganhar voto. Então, por exemplo, eu não peço voto em porta de igreja. Eu não faço campanha dizendo que eu sou cria da igreja. Eu não faço isso. E aí você fala, tá, Bata, mas você acha errado quem faz? Não. É só que...

no meu entendimento do evangelho, na minha relação com Deus, enquanto isso tem que estar muito presente, seria errado eu usar isso pra alguma vantagem, que seja um voto, uma popularidade. Então, digo isso porque acho que tem dois extremos aqui, dois riscos. Um deles, que tá mais à esquerda, é o...

Como eu sou tratada? De você tratar quem tem fé como sendo burro, pra simplificar. Quantas vezes eu não ouvi isso? Que eu não podia ser cientista e ser religiosa. Que eu não podia ser feminista e ser cristã. Quando o feminismo é sobre igualdade. Um dos maiores ensinamentos de Jesus. Então, tem essas falsas contradições, mas no final das contas, o que eu sinto é que existe uma parcela de elite acadêmica mais à esquerda que trata quem é religioso como se fosse burro. Como se fosse inferior.

as críticas que eu ouço por andar com minhas imagens eu sei que isso aqui não é o Espírito Santo mas me ajuda a lembrar da presença do Espírito Santo enfim, e não deveria ser tema de debate político esse é um lado, e eu acho que a esquerda não no seu todo, mas de forma geral trata com muito preconceito a fé das pessoas do outro lado, a gente tem uma extrema direita, no outro extremo que usa da fé pra ganhar dinheiro que usa da fé pra ganhar voto e aí

E eu não consigo ver isso sendo conciliado com o evangelho. Tem uma passagem muito forte da Bíblia. Jesus poucas vezes se mostrou violento. Em que ele destrói as cabanas que estavam ali na frente do templo, as vendas. E ele era muito duro com as lideranças religiosas que usavam da religião para ter poder, para ter dinheiro. E ele é muito explícito sobre qual é a opinião dele de você usar a fé das pessoas para ganhar dinheiro.

É dos momentos que você vê Jesus sendo mais agressivo na Bíblia, no Evangelho. Então, quem usa da fé, não pra guiar os seus valores, não pra guiar seus posicionamentos, mas pra ganhar dinheiro, pra ganhar voto, pra mim, assim, não tá vivendo o Evangelho. E eu também, e eu vou terminar aqui, eu acho muito, muito absurdo e contraditório quem usa o Evangelho pra pregar o ódio.

Porque, assim, todas as vezes que eu leio, que eu ouço, o que eu vejo Jesus é ele sendo extremamente gentil com as pessoas com deficiência, ele sendo extremamente amoroso com as mulheres, com as crianças, com os pecadores.

Jesus é muito duro com os faliseus, com as lideranças religiosas e políticas. Mas ele é muito amável com os pecadores. Então como é que usam esse Deus, o nosso Deus, para defender o ódio, o preconceito?

Isso não me entra na cabeça, sabe? Mas aí, de novo, eu também... Não é o lugar que eu escolhi de fazer esse enfrentamento com base no evangelho. Porque a minha fé não é a fé de todo mundo. E o Brasil é um Estado laico. Então, eu escolho fazer esse enfrentamento com base no que está na Constituição. Com base em valores humanistas universais. Um exemplo é pena de morte.

A nossa fé nos ensina a ser contra a pena de morte. E eu sou contra. Mas quando eu vou argumentar, eu vou falar de valores humanistas, que eu acho que são universais. E aí quando eu vejo alguém de extrema direita ser a favor da pena de morte e usar o evangelho para justificar isso...

Aí eu fico, vocês não entenderam nada, eu estou agindo de muita má fé. Enfim. Acho que eu nunca falei tanto sobre religião e política publicamente. Então, você vai falar um pouquinho mais, porque eu tenho uma pergunta sobre isso. Eu queria entrar no assunto mais ligado à economia, falar também de educação, mas o problema de quem fica fazendo podcast pra caramba é que a gente começa a fazer sinapse das coisas que a gente já conversou aqui.

E, recentemente, a gente conversou com um filósofo que fala muito sobre espiritualidade, fala muito sobre a religião, ele se converteu ao catolicismo recentemente, enfim. É também um cara jovem, trinta e poucos anos. E vou fazer pra você a pergunta que eu fiz pra ele. Qual é o nome dele? O Guilherme Freire. Eu já ouvi falar. E eu perguntei pra ele, como é que você vê hoje a religião dentro da sociedade?

Melhor perguntando, como é que você vê as pessoas, a relação delas com a religião? Você sente que as pessoas estão buscando mais uma espiritualidade? Ou você acha que isso está se perdendo no meio da sociedade? Enfim, acho que você que vive muito mais no dia a dia é uma pessoa...

religiosa, até contou no seu início de vida o quanto a igreja te ajudou, não só pela religião, mas até pela sua formação, enfim. Como é que você vê hoje a espiritualidade das pessoas e a conexão com a religião?

Eu não sou uma estudiosa do assunto, então vou trazer minhas impressões, não vou ter dados. Sim, é exatamente isso que eu quero. Partindo de uma experiência pessoal, os momentos em que eu mais busquei, tive que me reaproximar de Deus, da igreja, da minha comunidade, foram momentos difíceis para mim. E eu acho que muita gente tem essa experiência, né? De...

Buscar Deus quando entende que só o que a gente tá vivendo aqui no mundo material não explica tudo, a conta não fecha. E aí tem uma coisa que é material, que acho que fala muito da experiência que eu tive.

O Brasil é um país muito desigual. A gente viu muita gente voltar para a pobreza, para a extrema pobreza na pandemia. Então eu vejo que esse foi um momento de crescimento das igrejas nas periferias e muito mais da igreja evangélica do que católica, porque essas igrejas entenderam essas deficiências materiais que existiam.

na minha paróquia a gente tem um grupo de vicentinos muito ativo, e todas as doações que eu consegui, fora da Tabata Deputada, doações por rede social, boa parte delas eu direcionava via os vicentinos porque eu sei que são pessoas sérias que conhecem mesmo a realidade de cada família

E eles estavam preocupados com isso. Então, eu acho que a pandemia foi esse momento de... Cara, essas pessoas não têm nada. Não têm um espaço de lazer. Não têm um lugar de acolhimento. Não têm o que comer nesse momento. Então, eu acho que tem uma coisa material que muita gente que... Tem uma visão mais acadêmica, mas elitista das coisas não entende. Que é...

A igreja entra também, não só por isso, mas quando não tem um espaço de lazer, quando não tem um espaço de cultura, quando não tem uma assistência funcionando. Então, quem vem com esses papos de a igreja não sei o quê, faça você o que eles estão fazendo, já que lhe incomoda tanto. Essa é uma coisa. Tem outra coisa que essa é um pouco mais filosófica, mas é um momento muito sofrido que a gente está vivendo, né? Guerras por todo lado. A gente fala hoje da possibilidade concreta de uma terceira guerra mundial.

Já tem tantos países envolvidos nesse conflito, Irã, Israel, Estados Unidos, que não queriam estar envolvidos, mas estão tendo que se envolver, especialmente ali no Oriente Médio, que não é absurdo pensar que a gente pode estar perto de uma terceira guerra mundial. E aí vamos falar de guerra e Ucrânia. É, Rússia e Ucrânia. Perdão, é, Rússia e Ucrânia. Várias coisas estão acontecendo. Então é um momento que dá desespero, que a gente, do ponto de vista pessoal, vira e fala, mas será que está tudo perdido?

E aí vamos falar das redes sociais, que esse é um tema que eu atuo muito profissionalmente.

Cara, a rede social virou paraíso para bandido. Refúgio para pedófilo, refúgio para golpista, porque as plataformas se recusam a fazer o seu papel para que as redes sejam mais seguras. Não é à toa que a gente aprovou o ECA Digital, que acho que a gente pode falar depois também, para proteger as crianças. Aí vamos falar dos feminicídios. O que está acontecendo com a sociedade?

que toda semana tem uma mulher sendo esfaqueada, assassinada, porque decidiu terminar um relacionamento, porque decidiu começar uma faculdade, porque não quis se namorar com aquela pessoa. Então, acho que é um momento de adoecimento por conta de jogos. A gente buscou a igreja, a minha família, por conta do alcoolismo do meu pai, quando eu tinha uns sete anos. Muitas famílias estão buscando a igreja por conta do vício em jogos.

E a gente acha normal ter propaganda de bete na tela de uma criança. A gente acha normal ligar a novela e ter propaganda de bete. É uma coisa que vicia tanto quanto o cigarro. E não tem regra nenhuma nesse país. Então, tudo isso pra dizer que é um momento muito difícil. Muito difícil. Do ponto de vista de saúde mental, de solidão. Quantos idosos não estão se deprimindo por conta da solidão? Porque a gente tá perdendo esse vínculo de que os mais novos cuidam dos mais velhos.

Famílias menores. Então, acho que tudo isso, eu esperaria que levasse mais as pessoas a buscarem a Deus. A buscarem conexão, a buscarem um refúgio. E pelo menos na realidade que eu conheço, que é da periferia de São Paulo, eu tô vendo muito isso.

Posso entrar em economia? Vai lá, vai lá. Bom, a gente filosofou aqui, viu? É, bastante. Vamos trazer um pouco mais de merda. Mas acho que o papo, ele vai... Tem vida própria. É, vai indo da maneira que ele quer. Mas queria que você fizesse uma avaliação sobre esses quatro anos. Nem precisa ser necessariamente de economia. A gente pode até entrar lá depois, mas...

esses quase quatro anos de governo Lula, como é que você vê? E aí a gente já fez uma introdução suficiente para mostrar que não estou falando com uma pessoa que não vai nem puxar para um lado ou outro da política, vai trazer muito mais suas opiniões pessoais. O que você acha que fica de legado positivo? Coisas que poderiam ter sido feitas ou ter uma melhor resolução? Coisas que ainda dá tempo de fazer? Enfim, sua avaliação sobre o governo Lula.

Para não... Porque eu estou falando demais, né? Não, a gente adora. Pode falar. Pode falar. Vou falar menos. Naquelas áreas que a esquerda tem mais afinidade, a gente viu muito avanço. E especialmente, acho que até mais do que avanço, uma comparação absurda com o que foi no governo Bolsonaro. Então, educação.

O que foram aqueles ministros de educação do governo Bolsonaro? O que foi o Ministério da Educação durante a pandemia no governo Bolsonaro? E aí você vê um governo que fala de coisas chatas, que não viralizam, que é alfabetização, que são pautas da minha vida, ensino técnico, escola em tempo integral, o nosso pé de meia, dá conforto. Tabata, você acha que essas coisas dão popularidade ao governo Lula?

Não. Educação nunca deu voto, quem tá falando aqui é a presidente da bancada da educação. Então, não. Mas a comparação é muito absurda e a gente tá avançando no arroz com feijão, sim. Porque o Brasil tem um arroz com feijão pra fazer. Pauta ambiental acho que é outro grande exemplo.

embates ideológicos das redes sociais à parte, a gente está batendo novamente recordes de queda de desmatamento, e aí podem falar, ah, mas se é ideologia, ideologia é nada, porque o Brasil conseguiu abrir muitos mercados nos últimos anos, muito pela liderança do nosso vice-presidente Geraldo Alckmin.

que fez um trabalho brilhante na questão da contenção do tarifácio, de abrir novos mercados, especialmente para quem produz aqui em São Paulo, mas essa estabilidade e confiança na gestão ambiental ajuda muito o Brasil nas exportações. Então, acho que são duas áreas que já era esperado, que não são tão populares, mas que são importantes.

Tá, Tabata, beleza, mas e o que você faria diferente e onde que tem crítica sua? Primeira coisa é segurança pública, porque eu acho que a esquerda de forma geral perde por WO, por não apresentar um projeto. Eu não sou da tese de que bandido bom é bandido morto. Como eu falei, até meus valores cristãos me levam a ser contra isso. Quem decide sobre a vida é Deus. O nosso papel é investigar e punir severamente quem cometeu um crime.

Agora, eu não vi grandes coisas. Acho que o governo está tentando correr atrás. Teve o PL antifacção, teve a PEC da segurança. Agora, tem uma preocupação com o uso político interesseiro do Trump nessa questão do PCC, para a gente ficar alerta, né? O PCC é um dos grandes cânceres desse país.

mas não é uma ameaça ao governo americano e não pode ser usado por desculpa do governo americano para influenciar interesses brasileiros. Porque quem manda no Brasil são os brasileiros. Então, só para deixar esse ponto. Mas eu sinto falta de uma política estruturante de segurança pública. As tecnologias, a IA trouxe tanta possibilidade para a gente e a gente não consegue nem integrar os dados.

que os municípios produzem com os dados de outros estados. A gente está muito atrasado. Então, a gente é ruim de investigação. A gente é ruim de usar inteligência. A gente é ruim de integrar essas coisas. E aí, o que acontece? A gente bate recorde de roubo de celular aqui em São Paulo. Eu vou até... A gente vai lançar um podcast para competir. E um dos primeiros episódios é sobre isso. Quem já teve celular roubado em São Paulo quer morrer. Porque você consegue ver onde está o celular.

Em localizações muito específicas no centro e ninguém faz nada. E a polícia não faz nada. E aí você pega o Piauí com muito menos recurso, montrou uma estrutura Piauí governada por um partido de esquerda. Que já esteve aqui o Rafa Guterres. Que é super inteligente e conseguiu recuperar o celular das pessoas e fechar as lojas que vendiam o celular roubado. Então a gente, assim, a gente tá tão sem projeto pra ser... Porque a extrema direita também não é que tem projeto, né? Tem discurso.

Não é à toa que os índices não estão bons aqui em São Paulo. E eu acho que esse é um debate. Uma não tem discurso, a outra só tem discurso. Sinto falta, assim, de um projeto sério na questão de segurança pública. Outro tema é modernização do Estado. Esse é um que a gente patina muito lá em Brasília. Acho que...

os governos de esquerda, historicamente, sentem mais pressão de servidores públicos. Mas aí eu quero chamar atenção para uma coisa, que os grandes problemas que a gente tem no serviço público não são em termos de você ter que enfrentar coisas ruins. Não é com o professor, não é com o policial, não é com o enfermeiro, que vamos combinar, não ganha tão bem assim, em vários lugares. O problema é que a gente tem uma elite do funcionalismo público que vive como se fosse parte da monarquia.

A gente tem juízes, desembargadores e por aí vai, que conseguem receber salários de 500 mil reais por mês. Quando a Constituição diz que o máximo, o teto, é 50 mil. Aquela história, acho que não lembro se foi uma juíza ou uma desembargadora, que achou um absurdo ela ter que pagar o cafezinho dela.

Esse povo não sabe como o Brasil vive. Aqui em São Paulo, no município, a prefeitura aprovou reembolso para a cadeira gamer e para iPhone dos procuradores. Ficaram todos bravos comigo porque eu entrei com uma ação. Eu perdi a ação. Porque um vai defendendo o outro. Então, assim...

Acho que seria importante a esquerda reconhecer que não tem nada mais de esquerda do que você enfrentar privilégios, do que você enfrentar o que está aqui. E aí tem uma pessoa que é muito ligada nisso que é o ministro Flávio Dino. Ele é a primeira pessoa que está tendo coragem de enfrentar esses privilégios. Ele acabou com a aposentadoria compulsória. Que era o quê? O juiz foi condenado, cometeu um crime, aí ele ganhou um prêmio, que é não ter que trabalhar e se aposentar com o salário completo.

Ah, ele foi lá, deu uma canetada e acabou. Mas infelizmente o Flávio Dino é uma voz meio solitária. Porque você não vê muito... E eu acho que essa é uma incoerência. De novo, pra mim, um dos conceitos de esquerda é enfrentar desigualdades. É lutar por mais igualdade. Então eu não entendo não ir com tudo pra cima desses parasitas que estão aqui. Não é a maioria. Mas é inconcebível pra mim um servidor público ganhar um milhão e meio por mês.

Você trouxe nos pontos a melhorar duas questões. Uma que eu acho que ela é tão estrutural que é até difícil imaginar uma solução rápida, que é esse lado da segurança pública. Sim, existem projetos, existem países que fizeram, mas acho que tem que ter uma grande mudança ali. Mas essa...

Esses pontos que você trouxe agora, não que sejam fáceis, mas parece que eles estão muito mais próximos da questão moral. Se alguém tivesse um pingo de moralidade, será que faz sentido uma pequena parcela da população ter uma remuneração tão acima para um trabalho que não necessariamente se justificaria para isso? E detalhe, é ilegal.

Ah, então beleza. Então já tem até uma questão. Mas o ponto aí é que, embora isso não fosse resolver todos os problemas do Brasil, não é que isso é o bode na sala, mas eu digo e repito isso aqui no podcast, eu acredito muito que o exemplo arrasta. Então quando você tem uma medida dessa vindo da parte mais alta da sociedade, ou pelo menos de quem está a serviço do Brasil...

Isso já traz consequências nas partes mais baixas da pirâmide, né? Porque, afinal, se o cara lá em cima não está mexendo o benefício dele, porque eu aqui embaixo tenho que mexer no meu, né? Então... Não, concordo. Perdão. Não, eu só queria que você falasse um pouco o quanto você vê dessa dificuldade desses dois problemas. Um super estrutural e o outro muito mais ligado a uma questão moral e ética.

Tem uma resposta relativamente simples, mas dura, que é o porquê que políticos de esquerda e direita, na média, têm medo de enfrentar os privilégios do judiciário. Porque a maioria desses privilégios hoje estão concentrados no judiciário. Por quê? Porque o executivo e o legislativo vai para a urna.

a cada dois anos. Então, antigamente tinha auxílio paletó, carro oficial, pra deputado não tem mais. Por quê? Porque os deputados são bonzinhos? Não. Porque eles têm que ir pra urna a cada dois anos. Juiz e desembargadores, tem algumas coisas ainda no executivo legislativo, mas o grosso dos penduricalhos, do super salário, está no judiciário. Então...

Tem essa questão. Tá bom, Tabata, mas o Congresso tem como acabar com isso? Tem. Eu sou autora de uma PEC, que é uma emenda à Constituição, e um projeto de lei que acaba com tudo isso. Mas eu não consigo muito apoio, eu já aprovei 35 projetos, então por que eu não estou conseguindo apoio para esse? Aí vem a dura realidade, porque parlamentares de esquerda e direita estão enrolados no judiciário. Tem medo de enfrentar o judiciário.

O judiciário não vai para a urna, então não tem a pressão do povo para acabar com essas palhaçadas.

O executivo legislativo pode mudar isso, só que não tem coragem porque tem medo de ser retaliado pelo judiciário. Vamos olhar para o escândalo do INSS, vamos olhar para o escândalo do Banco Master. É porque as pessoas vão segurando as informações, mas tem muito parlamentar envolvido nessas denúncias. E aí fica uma coisa de, ah, vocês vão apoiar lá a proposta da Tabata? A gente está com o processo seu aqui na nossa mão.

É lindo o que eu tô dizendo? Me dá orgulho o que eu tô dizendo? Não, é péssimo, é uma tragédia. Mas aí vem a questão de eleger políticos independentes e honestos. Você pode ser de esquerda ou ser de direita. Agora não venha me dizer que você vai votar no Flávio Bolsonaro porque você acha que ele vai acabar com a corrupção do país. Flávio Bolsonaro tem inúmeros processos sendo investigados pela justiça.

de rachadinha, se eu não me engano, de 57 imóveis que a família dele comprou com dinheiro vivo, e eu aqui no financiamento, porque política não é pra dar dinheiro, quer ganhar dinheiro vai pro setor privado, então, só pra dizer que vai eleger um cara como Flávio Bolsonaro, ah, mas o Flávio Bolsonaro vai enfrentar o STF, vai?

Ele só assinou uns pedidos que tem de investigação de ministros do Supremo quando já tinha dado o número, porque ele sabe qual é o recado. E eu não estou aqui dizendo que ele estava certo ou errado. Estou só chamando a atenção que gente que tem problema com a justiça...

porque cometeu crime, porque é corrupto, sempre vai estar com a corda no pescoço. Então, desculpa, assim, quebrar o mundo cor-de-rosa de quem gosta do Flávio Bolsonaro. Ele não é alguém que vai enfrentar nada disso, porque estou para conhecer um político mais enrolado do que ele. Então, assim, tá, bota todo mundo é criminoso, todo mundo é corrupto. Não, não é. Não é. Agora, a gente... Essa questão do extremismo ideológico, do fanatismo, fez com que muitos parlamentares honestos já são rather já são rather já são rather já são já são rather

que representavam suas cidades aqui no interior do estado, perdessem a eleição para eleger um Eduardo Bolsonaro, uma Carla Zambelli, que tem milhões de votos, não trabalha pela cidade, não leva recurso para a cidade, mas estão com a corda no pescoço com a justiça. Tanto que os dois estão sem mandato pelos crimes que cometeram. Então...

Sinto muito trazer verdades de forma tão explícita, mas a corrupção é a coisa mais suprapartidária que tem nesse país. E se a gente não votar em gente independente, gente honesta, a gente nunca vai conseguir enfrentar, seja os excessos ou seja as regalias do judiciário brasileiro. Tem juiz sério, tem desembargador sério, só para reforçar, acho que é a maioria. Mas tem uma minoria ali que é bem parasita.

Ouvindo a Tabas, eu lembrei de uma figurinha que eu tenho no WhatsApp, que é um potinho de remédio escrito Verdades difíceis de engolir. Eu tenho essa também. Me manda depois. A gente falando da economia, né? Lá em 2019...

Você votou a favor da reforma da Previdência e, se não me engano, esse foi até o motivo da sua cisão com o PDT. Exato. Olhando agora, sete anos depois, a deputada acha que essa reforma valeu a pena? Ela está sendo bem implementada? Deu resultado? Porque a impressão que a gente tem, até quando a gente olha a demografia brasileira, é que muito em breve a gente vai precisar de uma nova reforma.

Para a gente se perguntar se ela foi exitosa, acho que é importante entender quais eram os problemas que a reforma da Previdência buscava resolver. E eu vejo dois. Um deles é financeiro, de um déficit que existe, ou seja, o que se arrecadava com quem estava trabalhando, já há algum tempo não era suficiente para pagar quem estava aposentado, quem recebia uma pensão.

Mas tinha um outro problema, que para mim esse é o principal, que é de injustiça. Quando a gente tem uma reforma da Previdência, que trata pessoas que têm mais acesso à renda, de classe média mais alta, pelo tempo de contribuição, ou seja, de carteira assinada, e a gente trata os mais pobres, que também estão trabalhando mais de oito horas por dia, mas não conseguem ter sua carteira assinada todas as vezes, e acabam se aposentando por idade mínima, isso gera uma injustiça.

Ou seja, a gente tinha um cenário de algumas pessoas, muitas, que trabalhavam em escritório, com ar-condicionado, mas que tinham, enfim, uma origem mais rica, não estou falando que era bilionário, mas que era de classe média, e que conseguia se aposentar com cinquenta e poucos anos. Enquanto a maioria da, enfim, da base da sociedade não consegue a carteira assinar do tempo todo. Minha mãe foi diarista boa parte da vida. Minha mãe sempre trabalhou muito, mas...

as pessoas não topavam assinar carteira naquela época. Eu tenho vários tios que são pedreiros, porteiro, meu pai foi cobrador, nem sempre estava com carteira assinada. E aí você tinha um cenário em que quem podia mais se apovizentava muito mais cedo e quem podia menos tinha que trabalhar por muito mais tempo. E acho que todo mundo vai concordar que se a gente for fazer essa comparação, quem está batendo uma laje...

envelhece mais rápido por conta do trabalho, muito mais do que quem está no ar-condicionado. E acho que esse é um ponto que boa parte da esquerda não entendeu. Não entendeu que aproximar as regras, na verdade, era promover a justiça.

que trazer quem estava aqui com mais privilégio ou com mais vantagem para também se aposentar por idade, era tratar a classe média da mesma forma que a classe mais pobre sempre foi tratada. E aí muita gente falava, mas é injusto, eu queria me aposentar mais cedo, mas não é sobre aquela pessoa, é sobre o todo.

E se dependesse de mim, todo mundo se aposentava mais cedo, todo mundo recebia salários menores, mas infelizmente a conta não fecha, a gente não tem dinheiro para fazer isso para todo mundo. E eu batia muito nessa tecla, tanto que eu fui a parlamentar, mesmo sendo super nova de Congresso, que mais aprovou sugestões de melhoria no texto da reforma da Previdência, e no final das contas, as regras para a base não mudou, então a reforma da Previdência não impactou os mais pobres.

E essa parcela da população até passou a pagar uma alíquota de contribuição do seu salário menor para a Previdência. Então, de fato, foi uma reforma que equilibrou as coisas, mas que, sobretudo, trouxe mais justiça. Tá, Bata, tá resolvido? Não, não tá resolvido. Não tá resolvido porque alguns grupos conseguiram ficar de fora, como é a questão dos militares, então ainda é injusto, mas principalmente porque a gente tá, de novo, vendo um desequilíbrio. Por quê? Aplicativos.

trabalhadores que trabalham muito, que trabalham mais de oito horas por dia, embaixo do sol, e que não por culpa deles, não contribui para a Previdência. Então, se a gente não olhar para isso muito rápido, que é o quê? Chamar essas empresas para conversa, chamar esses trabalhadores para conversa, e encontrar uma forma de cuidar desses trabalhadores do ponto de vista da Previdência, já já a gente vai precisar de uma nova reforma. Porque cada vez menos tem gente formal na CLT contribuindo para a Previdência.

Eu tenho uma pergunta ainda para fazer, mas eu vou encaixar no pingue-pongue e você responde de uma maneira mais direta e reta. Combinado. Mas temos que fazer a pergunta do nosso parceiro que abraçou o nosso projeto, o pessoal do Bastidores do Poder. O pessoal do Bastidores do Poder, eles estão falando aqui que em janeiro do ano que vem começa a cobrança efetiva do primeiro imposto da nova reforma tributária sobre o consumo. Mas o empresariado já vem absorvendo agora, desde esse ano, uma tributação de dividendos, novas regras para altas rendas.

E a pergunta é se a deputada acha que o Brasil aguenta tantas tarifas sobrepostas e como que seria mais prudente? Será que não é melhor sequenciar essas mudanças de uma outra maneira? Eu fui inclusive a única parlamentar mulher, porque, enfim, se tem preconceito na sociedade contra mulheres, imagina lá no Congresso, mas que de fato participou da construção da reforma tributária que a gente teve. Eu fiz parte agora também da reforma do imposto de renda.

E acho que dá para responder, tentar juntar as duas coisas. A primeira delas é que não, o Brasil não aguenta tantos impostos e tarifas e é por isso que a gente aposta muito na simplificação que traz a reforma tributária. O processo vai ser difícil porque toda adaptação é difícil.

Mas a gente realmente está falando de um cenário de ter muito menos tributação, em termos de quantidade, de forma muito mais transparente. E tem várias mudanças ali, que é onde você cobra aquele imposto, é onde o produto foi produzido, é onde ele é consumido. Tem várias questões que modernizam a cobrança de impostos no Brasil, então eu acredito que a reforma tributária foi muito, muito boa.

E ela vai trazer mais simplificação e mais envolvimento para o país. Quando a gente fala da reformulação do imposto de renda, eu aprovei uma coisa que passou despercebido do noticiário. Porque acho que o pessoal não entendeu muito e não chamou tanta atenção. Que é o quê? Eu concordo que é muito injusto hoje no Brasil.

Na prática, professores, classe média pagam uma alíquota maior do que quem tem muito dinheiro. E consegue ter advogado, e consegue ser criativo. Eu defendo justiça. Eu acho bastante maluco quem tem mais dinheiro paga um porcentual menor da sua renda do que quem não tem tanto dinheiro assim.

mas eu não acho correto aumentar a carga tributária do Brasil, que já é mais alta. São duas coisas diferentes. Uma delas é, eu vou cobrar aqui três moedas. Eu vou cobrar duas desse grupo e um desse, ou eu vou cobrar um e meio de cada um. Outra coisa é, vou tentar trazer aqui mais uma quarta moeda. O que eu fiz? Eu consegui colocar no texto, que é lei, que foi sancionado, que o governo não pode ficar com nenhum centavo a mais que for arrecadado. Ou seja...

Se o governo arrecadar mais, o governo diz que não, pelos cálculos que apresentou, mas se a reforma do imposto de renda, que deu a isenção para quem recebe até R$ 5 mil, cobrando mais de quem recebe mais, se ela trouxer excesso de arrecadação, o governo vai ser obrigado a usar isso para reduzir o imposto sobre o consumo.

Faz sentido? Porque eu acho que são várias camadas, é um tema mega complexo, precisamos de uma conversa sobre isso. Mas pra mim, pra além dessa injustiça de renda, quem ganha menos ainda paga mais do Brasil do que quem ganha mais, a distribuição está errada. A gente cobra muito imposto sobre o consumo, é o celular, é a camisa, é o arroz, é o feijão e pouco imposto comparativamente sobre a renda, sobre a herança, sobre o patrimônio.

Quando a gente compara com o mundo, é como simplificando no Brasil, dois terços, a maioria vem do consumo, um terço vem da renda. Deveria ser o oposto, quando a gente olha aqui isso do assunto. Então, uma reforma dessa amplitude não veio ainda. Mas com essa sugestão que eu aprovei de dizer, olha, governa, arrecadou um centavo a mais, alivia no consumo, a gente vai começar a fazer esse debate. Isso já está valendo, é que agora tem a transição.

difícil correr, viu, num tema complexo assim. Não, foi excelente. Deputada, você vai ter que voltar aqui. Leopoldo já deve ter anotado tudo que a gente tem aqui pra falar. Agradecer demais esse papo. Agora a gente vai pro Ping Pong, que é a parte um pouco mais fácil, que a gente já avisou um pouco antes as perguntas. Você que tá vendo aí o episódio, já deixa o joinha no vídeo, se inscreve no canal, que realmente foi um papo muito legal com a deputada Tava Tamaral.

Eu vou fazer a primeira pergunta do Ping Pong com a pergunta que não deu tempo de fazer.

Porque eu encontrei Tabata Amaral num evento que foi um jantar de uma pessoa do mercado financeiro que promoveu um jantar e queria mostrar a Tabata Amaral, as ideias dela para o Brasil. E aí a minha pergunta que eu trago para você, se a gente tivesse falado lá na ocasião, é o que Tabata Amaral acha do mercado financeiro? Qual a sua visão como deputada, como pessoa do mercado financeiro?

Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra pra trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990,00 pra CNPJ. Fala até uma concessionária BYD e faça um test drive. Consulte condições em byd.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Eu acho que o mercado financeiro é uma abstração tão grande quanto é a política e o Congresso Nacional. Eu tenho muita gente conhecida, muitos amigos que atuam no mercado financeiro. E atuar no mercado financeiro, como vocês sabem, é um mundo. É comunicação, é a parte tecnológica, é a parte mais financeira, é a parte de negociação. Então, acho que simplificações geralmente são usadas para repercutir estereótipos.

Então, difícil falar num pingue-pongue sobre o mercado financeiro, mas talvez a gente deveria falar um pouco mais sobre os agentes desse mercado financeiro, assim como a gente deveria falar sobre os agentes da política. Boa. Vamos para o pingue-pongue tradicional? Eu não acho que todos vocês usam coletinho e andam de patinete, em resumo. Eu até vou... Se você assistir 10 podcasts do Marketplace, você vai falar, caramba, ele veio de camisa só para falar comigo, né? Porque geralmente eu estou de camiseta.

De banda, às vezes. Não, não, de banda não. De banda eu já aposentei. Foi outra fase dele. Depois que eu virei empresário e pega mal. Acho que era mais quando eu era mais jovem. Vamos lá para os livros. Primeiro, a gente sempre pede um livro de mercado, mas para você não ser do mercado financeiro, pode ser um livro técnico. Algo mais ligado pode ser a política, astrofísica.

Olha, uma provocação pra vocês, e se vocês conseguirem fazer um episódio sobre isso, eu vou ser a primeira a assistir. Opa. Tecnofeudalismo. Eu não sei pronunciar o sobrenome, mas é do Ianes, que foi ministro na Grécia.

É o livro mais provocativo e assim, que eu já li nos últimos tempos. E ele defende que o capitalismo está acabando e que uma nova era está começando, que é o tecnofeudalismo. E ele traz de uma maneira muito bacana, mas muito provocativa também, o que significa estar num mundo que não é mais dos empreendedores, mas que é do marketplace da Amazon, que não é mais dos pequenos produtores de conteúdo, mas que é da meta.

Ele, enfim, até contesta o papel dos Estados Unidos e da China.

Sinto falta de ver gente no Brasil debatendo, porque o Brasil é um grande exportador de dados. Infelizmente, a gente ainda não consegue tratar os nossos dados, proteger os nossos dados direito, gerar tecnologia de ponta com isso. Então, eu adoraria ver um podcast sobre isso. Excelente. Esse é meu lobby. E leiam, é pequenininho. Já comprei aqui. Meu Deus. Esse é o problema do... Você tá conectado aqui. Não, mas leia, mesmo pra discordar. Tem que ler.

Yanis Varoufax foi ministro das finanças da Grécia e o livro Tema Livre a gente não abordou exatamente o assunto mas abordou um pouco eu fui aluna do professor Sandel que é um grande filósofo da atualidade e ele tem, enfim, um livro que é super famoso que é Justiça mas eu queria recomendar A Tirania do Mérito é um livro que questiona muito a nossa concepção ou a concepção mais mainstream de mérito eu já fiz um livro eu já fiz um livro eu já fiz um livro eu já fiz um livro eu já fiz um livro eu já fiz um livro eu já fiz um livro eu já fiz um livro eu já fiz um livro eu já fiz um livro eu já fiz um livro eu já fiz um livro eu já fiz um livro eu já fiz um livro

Eu sou a favor de mérito, mas a gente acho que concebe ele da forma equivocada. Então também é uma baita provocação. Não foi o tema principal, mas eu acho que atravessou várias coisas que a gente falou aqui. Pra mim é o melhor livro dele. A tirania do mérito, o que aconteceu com o bem comum de Michael J. Sanderson. É, e ele até explica a eleição de figuras populistas como Trump, etc, como sendo culpa, tô simplificando muito, tá? Mas de uma elite acadêmica de esquerda.

Vale muito a pena ler. É muito bom. Deputado, a gente também tem um livro pra não ler. Você tem uma recomendação de livro pra não ler? Nossa. Ou essa... Geralmente político pula essa, né? Não.

Quem me conhece sabe que eu adoro me jogar. Agora livro pra não ler. Todo livro que eu começo a ler, eu termino. Eu tenho esse toque. Eu também. De acordo com o meu psicólogo, eu estou um nível abaixo do toque. Você também? Eu também. Eu nunca abandonei um livro. Tamo junto. Nunca. Pode ser horrível. Eu me torturo até a última página. Nunca não terminei um livro.

Isso me dá até aflição ouvir. É, então... Ai, não sei. Eu vou pensar. Livro pra não ler? É, se chegar até o final do Big Bong e você lembrar... Tá. A gente brinca que é o livro pra morrer antes de ler. Pra morrer antes de ler? Não pra ler antes de ler. Que pesado. É, pesado, eu sei. Tá, vou pensar. A gente também não lê disso. Difícil. Uma música e por que essa música? Uma música? Ah...

Eu gosto muito de João Gomes. Ah, tem Flor de Flamboyão, que ele gravou com JP e Mestrinho. Eu adoro aquele encontro. Aquele dominguinho, né? É, muito bom, muito bom. E a gente tocou na saída do casamento. Então, tá na minha cabeça ainda. Ah, que fofa. É bem fofinha. É bonita. Um convidado ou convidada que você gostaria de ver aqui no Market Makers conversando com a gente? Essa eu pensei antes, tá? Simone Tebet. Ah, mas essa é... Nossa futura candidata ao Senado.

Cabeça aberta, pensa com a própria cabeça. E a gente está muito animada com a filiação dela ao PSB. Já manda um zap para ela. Manda, manda. Eu não tenho contato de vocês, mas vão conectar. A gente resolve fácil. Bora. Simone Tebet que tem uma curiosidade, né? Que Tebet, ao contrário, é Tebet também, né?

É palíndromo que chama? É palíndromo? A primeira coisa que eu faço quando eu vejo um nome de alguém é isso. Igual Soros. Soros. O que Simone Tebbit tem em comum com Jorge Soros? Me parece um ótimo vídeo pro MBL. É, então. Não, eu tô sugerindo linhas editoriais aí.

É igual a gente descobriu o que tem a ver o Geraldo Alckmin, o Lula e o Bolsonaro, né? Todos são de escorpião. Todos são de escorpião. Exato. Pra fechar, tá faltando... Ah, qual a maior gentileza que já foi feita na vida de Itaba Tamaral?

Ah, eu falei. Foi o que meus professores fizeram por mim. Quando eles descobriram sobre a dependência química do meu pai. Tudo o que eles fizeram por mim. Foi a maior gentileza mesmo. É, eu até já ia... Eu ia estragar o pingue-pongue. Quando você falou isso, eu ia falar, olha, difícil você contar alguma coisa mais forte do que essa. É que foi muito extraordinário. A gente ouvindo aqui já ficou arrepiado. Quer encaixar alguma coisa no Leopoldo pingue-pongue? Ou no pingue-pongue do Leopoldo? Não, não, não. Tá tudo bem.

Então, deputada, obrigado pelo seu tempo. Espero que você tenha gostado, porque a gente vai querer ver você de volta aqui no Market Makers. Não, adorei. Acho que eu nunca filosofei. Falei tanto de política, religião e ciência. Obrigada, foi massa. Então, na próxima vez, já vem com uma agenda maior. E eu não pensei num livro horrível. Pra não ler? Talvez eu mande. Fica pra próxima. É mais um gancho pra... Já aguarda pra próxima vinda. Vou pensar. É isso.

Obrigada, gente. Um beijão. Leopoldo, valeu demais, meu querido. Você que viu até o final, joinha no vídeo, se inscreve no canal. Toda terça, quinta e domingo nós estamos aqui sempre com alguém mais inteligente do que nós do outro lado da bancada, compartilhando conhecimento com a gente. Isso aí. Até a próxima aí. Tchau.

Olá, aqui é a Ana Paula Padrão. E como empreendedora, eu recomendo a Claro Empresas. Se você é micro, pequena ou média empresa e quer ir ainda mais longe, bora com a Claro Empresas. Soluções completas e inovadoras para transformar o seu negócio. Saiba mais em 0800-720-1234 ou acesse claroempresas.com.br. Claro Empresas. Bora fazer juntos.

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