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Caetano, Gil, Gal e Bethânia: obra revisita Os Doces Bárbaros

24 de junho de 202615min
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Há 50 anos, em 24 de junho de 1976, durante um dos períodos mais duros da ditadura militar, quatro grandes nomes da música brasileira se uniam em um projeto que marcou época e entrou para a história. Naquela noite, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia subiam ao palco do Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, como os “Doces Bárbaros”. Foi o primeiro show do quarteto, criado para celebrar os 10 anos de suas carreiras individuais.

O professor e escritor mineiro Luiz Abrahão – Doutor em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais – pesquisou o início da formação do grupo baiano e lança “Mistério sempre há de pintar por aí – uma história dos Doces Bárbaros”. A pré-venda do livro tem início nesta quarta-feira (24) pelo site da Garota FM Books, editora voltada ao mercado de música.

Caetano, Gil, Gal Costa e Bethânia já se apresentavam juntos em Salvador, em meados dos anos 1960. Mas é o show no Anhembi, que lança o quarteto baiano, dando início a uma turnê nacional de sucesso e ao álbum duplo gravado ao vivo no mesmo ano. Luiz Abrahão percorre essa trajetória e investiga a gênese do nome “Doces Bárbaros”, uma resposta de Caetano Veloso ao jornal O Pasquim, que se referiu aos artistas de forma pejorativa: “baihunos”.

A censura a letras de canções e o episódio da prisão de Gilberto Gil por porte de maconha em Florianópolis - que interrompeu a turnê e o obrigou a se submeter a um tratamento de reabilitação - também são destaques no livro.