Caetano, Gil, Gal e Bethânia: obra revisita Os Doces Bárbaros
Há 50 anos, em 24 de junho de 1976, durante um dos períodos mais duros da ditadura militar, quatro grandes nomes da música brasileira se uniam em um projeto que marcou época e entrou para a história. Naquela noite, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia subiam ao palco do Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, como os “Doces Bárbaros”. Foi o primeiro show do quarteto, criado para celebrar os 10 anos de suas carreiras individuais.
O professor e escritor mineiro Luiz Abrahão – Doutor em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais – pesquisou o início da formação do grupo baiano e lança “Mistério sempre há de pintar por aí – uma história dos Doces Bárbaros”. A pré-venda do livro tem início nesta quarta-feira (24) pelo site da Garota FM Books, editora voltada ao mercado de música.
Caetano, Gil, Gal Costa e Bethânia já se apresentavam juntos em Salvador, em meados dos anos 1960. Mas é o show no Anhembi, que lança o quarteto baiano, dando início a uma turnê nacional de sucesso e ao álbum duplo gravado ao vivo no mesmo ano. Luiz Abrahão percorre essa trajetória e investiga a gênese do nome “Doces Bárbaros”, uma resposta de Caetano Veloso ao jornal O Pasquim, que se referiu aos artistas de forma pejorativa: “baihunos”.
A censura a letras de canções e o episódio da prisão de Gilberto Gil por porte de maconha em Florianópolis - que interrompeu a turnê e o obrigou a se submeter a um tratamento de reabilitação - também são destaques no livro.