“Auto da catingueira” aproxima sertão e tradição europeia
A ópera de cordel “Auto da catingueira”, de Elomar Figueira de Mello, chega ao Teatro Cultura Artística para duas apresentações nesta quarta-feira (22) e quinta-feira (23) em montagem de André Heller-Lopes para o grupo holandês Apollo Ensemble. O espetáculo teve estreia na Europa e passou por várias cidades da Holanda, além de Londres, como parte da Brazil/UK Season, evento que celebra os 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Reino Unido.
O “Auto da catingueira” ocupa lugar central na produção de Elomar, compositor, cantor, escritor e violonista nascido em Vitória da Conquista (BA). A obra foi composta no final da década de 1960, inspirada no universo dos cantadores, repentistas e na literatura de cordel. A tragédia sertaneja de dimensão universal transita entre a tradição nordestina e a linguagem operística para narrar a história de Dassanta, jovem criadora de cabras cuja beleza desperta paixões, rivalidades e violência no sertão nordestino.
A versão que chega a São Paulo tem arranjo do pianista e compositor Henrique Gomide, e um elenco formado por Gabriella Pace, Giovanni Tristacci, Vinícius Atique, Geilson Santos, o violonista João Omar, além do Apollo Ensemble. André Heller-Lopes é responsável pela direção e pela identidade visual, incluindo cenografia e figurino.