Episódios de Podcast 3 Irmãos

GUERRA ENTRE EUA ISRAEL x IRÃ E PALESTINA - UALID RABAH - PODCAST 3 IRMÃOS#928.mp4

10 de março de 20261h50min
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Assuntos15
  • Limpeza étnicaDeslocamento forçado · Projeções demográficas · Apropriação territorial · Expulsão palestina · Ocupação
  • GenocidiosDestruição de infraestrutura · Deslocamento populacional · Mortalidade civil · Bloqueio humanitário · Crimes de guerra
  • Mandato britânico e origem do conflitoDeclaração Balfour · Mandato da Palestina · Partilha de 1947 · Colonialismo britânico · Legalização da limpeza étnica
  • Mediação InternacionalApoio militar a Israel · Doutrina Carter · Veto ao direito internacional · Bases militares · Interesse estratégico no petróleo
  • Direito InternacionalResolução 181 da partilha · Resolução 194 de retorno · Corte Internacional de Justiça · Substituição por conselho de paz · Crimes de genocídio
  • Mortes Civis em GazaComparação com Segunda Guerra Mundial · Taxa por milhão de habitantes · Crimes contra crianças · Densidade de morte · Impacto demográfico
  • Palestina e arqueologiaCivilização cananeia · Presença histórica contínua · Refutação de mitos sionistas · Patrimônio arqueológico · Narrativa histórica
  • Matança de mulheres e impacto reprodutivo14 mil mulheres esterminadas · Eliminação de mães e ventres · Limpeza étnica reprodutiva · Natalidade suprimida · Desaparecimento futuro de palestinos
  • Acordo de cessar fogo e sua violaçãoImplementação parcial · Tentativas de separação e escalação do conflito · Libertação de reféns · Termos unilaterais · Segundo governo técnico
  • Atuação de Lucia na políticaPressão comercial · Controle de mídia · Retirada de patrocínios · Perseguição a críticos · Silenciamento de vozes
  • Politica Mundo ArabeDivisão xiita-sunita · Aliados dos EUA · Compra de sistemas de defesa russos · Falta de coordenação · Elite corrompida
  • Quaresma e Tradicoes ReligiosasUso de religião para justificar genocídio · Teocracia sionista · Netanyahu e mandamento divino · Supremacia religiosa · Estado confessional
  • Conflito Irã-EUA58% do território ocupado · Impedimento de retorno · Fragmentação territorial · Controle de assentamentos · Expansão contínua
  • Relacoes EUA-IraIndependência armamentista · Capacidade de defesa aérea · Sistemas S-500 russo · Limitações contra EUA · Papel nos BRICS
  • Destruição de InfraestruturaEquivalência explosiva · Capacidade destrutiva · Comparação histórica · Bombardeio prolongado · Armas convencionais
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Podcast Três Irmãos na área. Quem falou com vocês mais uma vez, Rodrigo Tchorro. Do meu lado, meu brother, meu irmão, Roberto Andrade, filho, borracha, na mesa operando nosso diretor, Pedro Henrique. E aí, Robertinho, como é que você tá? Fala aí, meus irmãos, beleza? Fala aí, meu irmão. Tô muito bem. Pô, se é bom, tem que voltar, né? Tem que voltar, tem que repetir a dose. É o que eles falam isso, né? Meu pai falava muito isso pra mim, o que é bom se repete. E o nosso público pede, a gente tenta atender.

Obrigado, Walid. Muito tempo sem voltar na nossa casa. Infelizmente, as coisas não mudaram. Parece que só pioraram de lá pra cá também. Sim, muita coisa se agravou. Quando eu vim aqui pela primeira vez, foi no início de 2023. Perdão, no início do extermínio palestino em Gaza em 2023.

E não me recordo, não posso afirmar isso, mas talvez tenha sido o primeiro podcast nesse formato do que eu tomei parte. Não me recordo, na verdade, se foi o primeiro, mas talvez durante esse período, o genocídio foi o primeiro. E o genocídio estava começando, vocês estavam começando e a gente estava começando a falar disso. Então foi uma baita experiência e eu fico feliz de voltar aqui, eu falei isso em privado, com a profecia cumprida.

Eu brinquei que vocês tinham um jeito, que vocês iam se dar muito bem e vocês estão se dando muito bem.

Gaza não está se dando bem, mas vocês estão se dando muito bem, graças ao César, e vocês estão permitindo que a Palestina fale nesse templo de comunicação que vocês construíram. Parabéns, inclusive. Então, começando falando sobre a Palestina. Houve um acordo de cessar fogo, e que algumas pessoas apostaram que não duraria nada, acho que durou algum tempo, mas recentemente, se não me engano, ontem, anteontem, não sei, houve explosões ali dentro da Palestina,

Acho que alguns jovens foram feridos. Como caminha essa luta? Em tese, o que começou a ser um genocídio que deveria ter sido extinto e parece que toma força novamente. Um acordo normalmente envolve duas partes, não necessariamente iguais ou idênticas, mas parecidas. Ou duas partes com apoios equivalentes.

um diktat que é chamado de cessar fogo. Então, por exemplo, desde que foi decretado unilateralmente pelo presidente estadunidense de plantão, Donald Trump, o alegado cessar fogo, já foram mortos mais de mil palestinos. Em várias operações, exclusivamente israelenses, de bombardeio e outras atitudes bélicas, inclusive destruindo infraestruturas que não deveria destruir. Por exemplo, infraestruturas residenciais palestinas

já somam mais de 2 mil as destruídas por demolição neste mesmo espaço de tempo. A ajuda humanitária, que deveria entrar irrestritamente e nas quantidades máximas necessárias, na primeira fase, nós estamos na segunda, lembre-se, estão entrando a índices que mal arranham os 50%. E 83% a 85% dessa ajuda humanitária não é ajuda humanitária, de fato.

comércio local ou daquilo que continuou existindo muito pouco. Ou seja, para o comércio local quer dizer para quem manteve capacidade de consumo nesse período. Isso é o mínimo da população, já que, só para nós termos um termo de comparação, 92% dela sofreu deslocamento e perto de 80% da infraestrutura do território foi destruída, ou seja, tornada inabitável. Então esse é um aspecto terrível. Além do mais, o autoproclamado

Conselho de Paz, presidido pelo Trump, não inclui os palestinos. Inclui uma série de outros atores, inclusive regionais, a Turquia participa, a Arábia Saudita participa, os Estados Unidos. Israel participa e os palestinos não. O máximo que os palestinos têm é uma gerência, um governo de tecnocratas para gás, uma gerência que está sob este Conselho de Paz.

Conselho de Segurança da ONU. Ou seja, é possível que nós estejamos vivendo, e isso é terrível, na faixa de Gaza, um novo experimento em que todo o acumulado de direito internacional esteja sendo substituído por arranjos extralegais após destruições bélicas. Então, impõe no terreno uma saída bélica contra um grupo nacional mais vulnerável e desarmado, eventualmente,

no caso palestino, quase nada armado frente a uma potência como os Estados Unidos, e depois é imposta uma Pax romana, nesse caso uma Pax estadunidense. E nesse intervalo de tempo também, a segunda fase, que era já para ter, por exemplo, remoção dos entulhos para um processo de reconstrução, também não começou. E também os Estados Unidos vetam a entrada dos especialistas, os investigadores da ONU,

nesse caso da Corte Internacional de Justiça, que é a Corte da ONU para crimes de guerra, crimes de lesa humanidade, nesse caso para investigar o crime de genocídio. Então o que nós estamos temendo? Nós já dissemos isso muitas vezes, os Estados Unidos estão deixando isso muito claro. Os investigadores não poderão ingressar e a totalidade da cena do crime a pretexto de reconstrução será refeita. Portanto, todas as provas e indícios dos crimes de lesa humanidade,

Essa reconstrução, ela parte dos Estados Unidos?

Gaza está tomado pelas forças de ocupação e, ao que tudo indica, os palestinos não poderão retornar a esses 58% do território de Gaza. Detalhe, Gaza inteira representa, tem 365 quilômetros quadrados, ela representa apenas uma fração, 22%, menos de um quarto do território da cidade de São Paulo. E recebeu bombardeio equivalente a oito a nove vezes a capacidade destrutiva da bomba atômica lançada sobre Hiroshima, neste território.

do estado da cidade de São Paulo, isso. E recebeu carga explosiva de bombardeamento convencional, equivalente a todo bombardeamento convencional, até porque só tinha convencional nessa época, na Segunda Guerra Mundial, durante os seis anos da Segunda Guerra Mundial, sobre Dresden, Hamburgo e Londres somadas. Isso, claro, provocou uma destruição. Eu vi agora um dado da ONU dizendo que os entulhos provocados pela destruição do bombardeamento sobre Gaza

a todos os entulhos produzidos por guerras somados desde 2006 em todo o mundo. Isso num território muito pequeno. E tem um diagnóstico que eu acho que é o mais terrível de todos. Vocês ouviram, eu ouvi, o Mundo Mineral ouviu, para parafrasear o Minucarta, que em paz descanse, que Israel, e aí tem duas facetas, Israel eventualmente dizendo que conquistou seus objetivos, e eventualmente gente bem intencionada,

eventualmente, que apoia a Palestina, quer uma saída de paz ali, que diz que Israel não atingiu seus objetivos. Quais os objetivos que Israel e os Estados Unidos anunciaram? Duas farsas. A primeira, que o seu objetivo é destruir o Hamas. Bom, você não precisa matar tantas pessoas e destruir tudo para fazer isso. E o outro objetivo declarado era libertar os seus, aspas, reféns. Bom, vamos lá. Vocês recordam, dia 24 de novembro de 2023,

houve um acordo de cessar fogo, no qual houve combinadas três fases, e nas três fases haveria libertação de prisioneiros de guerra, que Israel adora chamar os seus de reféns, apenas. E nesse processo, houve implementação da primeira fase, inclusive, com libertação. E começou a segunda fase, Israel unilateralmente cessa o cessar fogo e reinicia o extermínio. Então, se o objetivo fosse libertar os seus, aspas, reféns, eles teriam todos sido libertados,

ainda em novembro e na primeira, segunda, terceira semana de dezembro. De quando? De 2023. Quando nós tínhamos uma fração da destruição e do extermínio que nós temos agora. Como tudo isso continuou, fica a pergunta. Qual era o objetivo de Israel? O objetivo de Israel era a limpeza étnica. Qual é o quadro que nós temos hoje na Palestina? Como um todo, com Gaza incluída. Gaza tinha, em 2023,

mil habitantes. E neste contexto, integrando a população da Palestina, ela fazia a população da Palestina somar, incluindo aquilo que foi tornado Israel pela força, incluindo Jerusalém Oriental com a Cisjordânia e incluindo Gaza. Tinha, em 2022 já, 40 mil não-judeus mais do que judeus. Em 2023, havia entre 70 e 90 mil mais judeus do que não-judeus.

Para 2026, que é este ano que nós estamos vivendo aqui nesta mesa, deveria haver 230 mil mais não-judeus, portanto palestinos originários, do que judeus, a esmagadora maioria estrangeiros. Aquilo que Israel diz ser a sua demografia privilegiada para o seu projeto nacional.

das estatísticas da Palestina, deveria haver em Gaza 2.411.000 habitantes. O escritório informa que em Gaza hoje há 2.114.000, 297.000 a menos. Isso fez com que a população judaica, ao invés de ser minoritária hoje em 230.000, passou a ser majoritária em 70.000.

4% a mais de palestinos passou a ver 0,7% a menos de palestinos. Este é o objetivo de Israel. Então, há uma vitória no plano estratégico de Israel, pelo menos tático neste momento, de produzir maioria judaica para continuar reclamando o direito à população majoritária, mesmo que construída artificialmente, como aquela detentora do direito à autodeterminação sobre todo o território.

e, taticamente, foi conquistado. Por fim, dentro deste contexto todo, há uma questão territorial também. A territorial para Gaza é seccionar Gaza da Cisjordânia e do restante da Palestina e despalestinizar Gaza. Por isso, não permitir que os palestinos tenham alto governo e nem mesmo participem sequer do Conselho da Paz presidido pelo Trump. Então, esta despalestinização de Gaza visa um projeto um pouco maior,

de desaparecer com a identidade palestina. Porque a limpeza étnica é um processo de limpar uma demografia de uma geografia, mas também acabar com a sua cultura, acabar com a sua história, acabar com a sua arquitetura, com a sua culinária. Quer dizer, desaparecer com aquela identidade nacional. Isso já vem sendo feito há quase 80 anos. Se você pegar o mapa inicial de Israel e como é hoje,

de como essa expansão vem acontecendo. Há 80 anos isso está rolando. Por que as pessoas não... Eu fico me perguntando assim, por que as pessoas não enxergam isso? O que falta para a gente mostrar para as pessoas o que está acontecendo? A capacidade dos grandes veículos de comunicação de intoxicar as pessoas e sequestrar a percepção delas é uma parte do processo. A segunda parte do processo é, lamentavelmente, essa é uma crítica que nós temos que fazer,

educacional no Ocidente para a história que não seja aquela contada sob hegemonia estadunidense, ocidental e consequentemente pró-Israel. Então você pega o livro didático. O livro didático só falta dizer que Israel realmente tem uma promessa divina e tal. Terra prometida. Isso. Então quando você pega, eu acho que isso é importante destacar. Você já viu isso no material do MEC, assim, no Brasil? Melhorou. Melhorou. Mas ainda é muito anêmico.

estudar a história do Egito, ou quando vai estudar a história grega ou romana, a arqueologia está toda ali, a ciência histórica está toda ali, a antropologia está toda ali. Quando vai para a história antiga da Palestina, pega os mitos velho testamentários, nenhum deles comprovado, eu vou citar um, vou citar um, um exemplo, quero dizer. Nós três aqui, e provavelmente grande parte da população brasileira, já teve contato com o Velho Testamento, mesmo que não lendo ele inteiro, correto?

Bom, vamos lá. Qual é a cidade citada no Velho Testamento? E eu desafio que me prove isso. Qual é a cidade citada no Velho Testamento, fundada pelos antigos alegados hebreus? Não existe. Todas são cidades cananeias e atacadas permanentemente, ou em menor escala, muito menor, diga-se de passagem, talvez uns 10% filisteias. E os filisteus são posteriores aos cananeus. Os cananeus constroem todas as cidades da Palestina Antiga.

as cidades-estado da Grande Canaã e Jericó a mais antiga delas com até, eventualmente, perto de 11 mil anos. Segundo a arqueologia moderna, 10.700 anos. E essas cidades é que forjam aquilo que a gente chama de Grande Canaã. Grande Canaã compreende a Palestina atual, o Líbano atual, a Jordânia atual, a Síria atual e parte do Líbano, perdão, do Iraque. É curioso esse passado, é muito importante, porque quando você pega

a história do Amurabi, por exemplo, que é uma história muito importante, até vou tomar a liberdade de ler um artigo dele aqui, que vocês vão ficar impressionados, porque eu realmente fiquei muito impressionado. O Amurabi, ele é descendente de Amorreus. Os Amorreus, eles constituem em três momentos distintos e três territorialidades distintas, reinos, nesta grande Canaã, mais perto do que é hoje a Palestina, o Líbano e a Jordânia, do que necessariamente é do que é o Iraque atual.

Sujeito foi, Amurabi se realiza na Mesopotâmia, no que a gente concebe como antiga Mesopotâmia. E este cara, portanto, é cananeu. Ele, Amurabi. E esse sujeito, Amurabi, a gente ouve falar do código dele, o código de Amurabi, como aquilo que é olho por olho, dente por dente, a lei de Italião, etc. Você sabe que todo o código de Amurabi, que não está todo ele recuperado, porque faltam tabuetas,

artigos que não foram achadas. Então ele está incompleto. Mas tem um artigo, que é o artigo 5º, que eu vou tomar liberdade de ler para nós aqui, que é impressionante. Ele diz o seguinte.

vezes a pena que era estabelecida naquele processo. E se deverá publicamente expulsá-lo de sua cadeira de juiz. Nem deverá ele voltar a funcionar de novo como juiz em um processo. Esse é um artigo para condenar o juiz suspeito. E veja, o olho por olho, dente por dente é, nós estamos em três aqui, se eu cometer crime contra qualquer um de vocês, naquela época, especialmente se eu fosse mais rico, não teria pena para mim. O Código de Amurabi estabelece que se eu cortar um braço teu, pelo menos um braço meu tem que ser.

Ele criou, e é um a um. O juiz suspeito é 12 vezes. Veja o quanto o Código de Amurabi estabeleceu de perigo da decisão judiciária suspeita, errada, viciada. Então, o Amurabi legislou, nós estamos falando de um código que é 1.800 anos antes de Cristo, portanto há quase 4.000 anos nos dias atuais, que disciplinou, por exemplo, o Sérgio Moro. Por este artigo 5º, o Sérgio Moro pagaria 12 vezes,

12 vezes a destruição do parque naval brasileiro. 12 vezes a destruição da indústria de drones brasileira, que saiu da Odebrecht e foi para a El Sistemas, que é subsidiária da israelense Elbit Systems. Ele pagaria 12 vezes a destruição do parque e da indústria competitiva, estava competindo com a China, onde você estiver esses dias, com a indústria chinesa de construção pesada. Nós estávamos ganhando concorrência na África. Acabou o Odebrecht.

A do Ibrecht e outras, né? E veja, isso não quer dizer que os mal feitos do sistema empresarial brasileiro, que persiste, inclusive, veja aí agora o caso Vorkar, não deveriam ser investigados. Mas não é esse o debate. Claro que a gente puxa isso. O debate é o quanto há de civilizacional nessa região. Esse Código de Amurabi, que é desdenhado como olho por olho, dente por dente, só tem dois artigos no Código de Amurabi que falam de olho por olho, dente por dente. Só dois.

disciplina família, direito de família, acho que são 50 artigos mais ou menos, as diversas facetas do direito de família. Ele disciplina, por exemplo, arrendamento agrícola, as compensações pelas enchentes, porque nós estamos falando de um complexo Tigre e Eufrates, que tinha enchentes às vezes que danificavam as produções, etc. Ele fala do trabalho de arrendamento, ele fala de um monte de coisa, o Código de Amurabi. Então existe um preconceito de destruir tudo que vem de civilização,

daquela área lá. Nós sabemos que a civilização deve muito aos cananeus, deve muito a tudo que veio depois, aos assírios, aos persas. O Correio nós devemos aos persas. O sistema integrado de estradas nós devemos aos persas. A governança ultra-administrada, inclusive talvez alguma coisa parecida com a contabilidade pública atual, nós devemos em parte aos persas. E o que nós devemos aos chineses que estiveram lá? Por que isso tudo é invisibilizado? Então,

Sempre que vai para tudo que tem que ser estudado, e mesmo lá, arqueologia conta, etc. Quando você vai para a Palestina, você pega todos os mitos dos quais o sionismo se serve para tomar a Palestina modernamente e torna ele história antiga. Por que você não pega os mitos gregos para estudar a Grécia? Não, você estuda arqueologicamente. Ou por que você não estuda Zeus? Por que Zeus não fez um monte de coisa, não teve um monte de filhos? Por que você não estuda a guerra entre os deuses e como elas eram narradas?

você não pega aqueles dragões e aqueles monstros do mar que estão na Ilíada e sei lá mais do que. Por que você não estuda isso? Porque isso é mito. Sim. Então, se um pajé, hoje no Brasil, disser pra nós que bateu seu cajado no Rio Amazonas e ele abriu pra ele passar com a tropa dele, nós vamos achar que ele realmente não tá sendo sério conosco. Agora, Moisés ter batido o cajado serve. É história. É história antiga. É real, né? Tem que...

respeito aos religiosos, tá? Meu pai que em paz descanse, inclusive. E além de ter essa invisibilidade de todo esse material aqui no ocidente, ainda tem a propaganda contra, né? Você pega várias pessoas que falam que, tipo, o que Israel fez naquela região, que era uma região que era infértil, que era só deserto, que levou água, que levou fertilidade, e as pessoas compram, compram essas coisas, assim, sem

questionar. É assustador isso, você fala assim, a falta desse material pro estudo no Ocidente mesmo. Isso tem que ser revisto urgente, pô. Você leu alguma coisa sobre a precipitação pluviométrica na Palestina? Você tá falando com muita propriedade, parece que você andou lendo alguma coisa. Não, não. Não li, não li. Alguma coisa sobre chuva lá, você chegou a desbilhotar na sua vida, Robertinho, alguma coisa assim? Só compra, só compra a ideia. O que realmente chega aqui, aí a gente falando dentro do Brasil mesmo, né?

um brasileiro comum médio, é que realmente o Israel teve uma capacidade gigantesca, e isso realmente é uma referência na área de gotejamento, de manejo de água, e com isso eles conseguiram fazer uma área improdutiva, virar uma referência de produção. Então vamos lá. O gotejamento existe em Gaza há mais ou menos 4 mil anos. Gotejamento em Gaza. Porque Gaza está entre duas grandes civilizações, ou, melhor dizendo,

Dois grandes espaços em que surgiram diversas grandes civilizações hidráulicas, a do Nilo e a do Tigre Eufrates. E na Palestina sempre houve precipitação pluviométrica e rios. Rios pequenos, alguns não perenes e alguns perenes. O Jordão é perene. Vamos lá. Vamos recorrer de novo à Bíblia. Alguém consegue encontrar na Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, alguma referência de fome na Palestina? Pelo contrário. É o mar de Tiberias, que é um lago.

É o Rio Jordão, são plantações, são rezes, multiplicação do pão, multiplicação do peixe. Não tem uma só passagem espiritual de Velho e Novo Testamento que fale de fome. Só fala de abundância na Palestina. A ideia de que Moisés chega, ou o seu povo chega, é naquela região, porque eles chegam primeiro do lado do Vale do Jordão, da atual Jordânia, não da atual Palestina.

Leite e mel. Agora vamos para modernamente. A precipitação pluviométrica média na Palestina nos últimos 10 anos é de 513 milímetros média, com até 900 milímetros média ano em áreas de maior precipitação. Não todos os anos, em alguns anos, até 900 milímetros ano. A de Los Angeles não chega a 400. A de Madrid não chega a 400. Ultrapassa um pouco os 400.

Lisboa é um pouco superior a 550. Onde é que está o deserto na Palestina? No tipo de solo, seria? Não. Existe uma área ao sul que encontra o deserto arábico, que é, sim, mais seca. Entretanto, os beduínos sempre criaram animais ali e sempre cavaram poços e com esses poços abasteciam esses animais. Sempre. A precipitação pluviométrica da Palestina é, por exemplo,

parecida com a do Agreste. E o Agreste brasileiro é deserto? Ela é superior em algumas áreas. Portanto, a Palestina é fértil. Sempre teve plantações. Sempre teve. Minha família é camponesa. Família do meu pai e da minha mãe. Ambas. E eu tive na Palestina incontáveis vezes. Vocês estarão em breve. Se Deus quiser, vocês serão convidados por nós para estarem. E vocês vão ver a Palestina verdejante. Então, o que de fato os sionistas pegam? Eles não pegariam um torrão de terra desértico.

criaram, sim, uma parte daquela região altamente fértil, com precipitação pluviamétrica e com os primeiros e mais eficientes. A maior exportação de laranjas do mundo era de Jaffa, a cidade árabe, Palestina, ao lado da qual foi construída a artificial Tel Aviv pelos sionistas a partir dos 1900. Então, esses mitos todos precisam, e aqui, claro, aproveito para defender,

a minha brasa, né? Fazendo uma crítica, até mesmo uma autocrítica, vamos assim dizer. Uma autocrítica não à minha pessoa, porque eu tenho tentado ser um pouco mais lúcido, mas no geral. Quando a gente vai bater boca, ou melhor, quando os sionistas e seus amigos vêm bater boca com a gente, a gente não cita estes dados. Nós temos que lidar com os sionistas com ciência. E não com maluquice, com chatice, cair na onda deles e ficar falando que não sei o quê. Promessa.

É, não é esse o debate. E a grande questão é, se houve alguma promessa divina, a promessa divina foi para um determinado grupo lá de trás. Esse grupo lá de trás, ele saiu da Palestina ou ele está ali ainda? Ele está ali ainda. Ele, num dado momento muito pequeno da sua existência, professou algum tipo de judaísmo daquela época. Professou. Provavelmente, portanto, há estudiosos que dizem que é isso.

a invenção da terra de Israel, ele mais ou menos adota este entendimento de que o hebraísmo é uma manifestação dos cananeus antigos montanheses. Portanto, se Deus Jeová, um Deus étnico do panteão dos deuses da antiguidade, Deus da guerra, diga-se de passagem, que no Novo Testamento foi tornado Deus dos Exércitos, porque Deus da guerra é meio feio falar, né? Só o Trump que criou o Ministério da Guerra agora, né? Renominou. Mas, então, Deus dos Exércitos.

Deus prometeu essa terra. Essas pessoas saíram de lá? Alguém vai dizer, mas teve o êxodo do ano 70 depois de Cristo. Sim, mas se teve o êxodo de 70 depois do Cristo, por que que teve depois o fiscos judaicos, que é posterior, instituído pelos romanos, e por que que teve depois a batalha de Bar Copra, se não tinha mais judeus ou hebreus, ou seja lá o que for? A verdade é que na Palestina nunca houve substituição demográfica.

porque foi uma área de trânsito de impérios. Nunca nasceu um império na Palestina como epicentro. Os cananeus constituíram uma grande canaã, mas sem ser um império a partir dali. Então foi uma área de trânsito, sempre foi. Entretanto, a origem é 100% cananeia e nunca houve substituição populacional. Assim como nunca houve substituição populacional no Irã. Por isso que o Irã é dos antigos persas até hoje. Mesmo tendo passado por ali e mesmo pelo Iraque antigo, por exemplo,

aquele oceano de gente do império e dos exércitos mongóis. Você concorda que teve uma modificação no livro judaico para justificar Israel? Hoje eu ouvi dizer que antes era que o Messias chegaria, que depois que o Messias chegasse, o povo hebreu iria ter sua terra prometida. Isso é o verdadeiro. Mas teve uma modificação que o Messias só chegaria

o hebreu estivesse na Terra Prometida.

a declaração Balfour, em 1917, era restauracionista e era anti-judeu doente. Eles criam uma ideia maluca de que os judeus devem, os euro-judeus, os europeus de fé judaica, devem sair da Europa e, aspas, retornar para a Palestina para que o Messias venha. Então eles invertem esta lógica. Eles é que invertem esta lógica. O Messias só vai vir depois que vocês... Isso, quando é o contrário. A vinda do Messias é que reúne. Então eles invertem.

a Europa professante do judaísmo não adota essa bobagem só começa a adotar essa bobagem quando começa a haver não só por Theodor Herzl mas por outros e a data limite não é de início 1896 porque em 1896 ele lança a obra seminal o Estado Judeu e em 1897 ele realiza o primeiro congresso sionista em Basileia e decide que a Palestina é o endereço desta realização

colonial sionista. Mas essa ideia não tinha força. Não. E antes também não tinha. Eles nem compravam essa ideia. Achavam um absurdo. Entre os alemães, judeus e os alemães, judeus e os euro da Europa Central de fé judaica, menos de 5% deles adotavam esse entendimento. E ainda assim com reservas. E por que essa ideia fica tão forte e crescendo? De onde é essa força? Porque ela vem de um cenário até extra-judeus. O que Israel

o Israel que existe hoje não foi feito só por judeus. Ele foi feito por intervenção de vários países, assinado em acordos, em tratados. Não são só judeus que fizeram aquilo ali. Essa questão acho que é importante porque ela é pouco debatida. Tem gente que pega todas as teorias do passado, de criminalização das pessoas de fé ou cultura judaica, adapta elas para hoje, etc.

de que os sionistas por si só foram capazes de comprar tudo para resolver a capivara. E não é verdade. Os ingleses é que tinham poder para isso. Então, os ingleses tinham poder diplomático, econômico, bélico, político e tinham, claro, já a maior projeção colonial da história naquele momento. Superavam Roma em territórios alcançados e submetidos à metrópole Londrina, Londres.

e resolve emitir a declaração Balfour em novembro de 1917, é que isso se torna possível. Uma coisa muito curiosa é que, em setembro de 1922, a Liga das Nações, pressionada, claro, pelos dois grandes impérios coloniais, França e Inglaterra, outorga, rearranja o mundo para essas duas potências e mais algumas, coloniais. Então, o que a Liga das Nações era naquele momento?

de potências coloniais e que legislam, legalizam entre elas, os seus impérios coloniais. E para a Palestina especificamente, aprovam um documento que todo mundo conhece hoje em dia como o mandato da Palestina. O mandato da Palestina tem um preâmbulo e esse preâmbulo é escandaloso. Ele diz que o objetivo do mandato da Palestina

é a implementação pela coroa britânica do lar nacional judeu contido na Declaração Balfour, ou seja, judaizar a Palestina. Um. Dois, ele tem depois 28 artigos. Os onze primeiros, isso é fantástico de ler, desenha como se realizará a limpeza ética e substituição da população por deslocamento da originária e a imigração, a importação de uma demografia eurojudaica.

estrangeira, portanto, para substituir os 11 primeiros. Então é o primeiro, digamos assim, documento internacional da história humana que desenha uma limpeza étnica e legaliza ela. É inacreditável isso. Esse mandato entra em vigor no dia 29 de setembro, perdão, 29 de setembro, 29 de setembro de 23. E o povo palestino tinha acesso a esses documentos? Claro, já contestava esses documentos. E mesmo tendo acesso a esses documentos,

Não aceitaram vender propriedades para alguns judeus? Não, não. Porque essa venda de propriedades aconteceu, não aconteceu? Essa é uma questão fundamental. E, aliás, benza a Deus que vossa excelência perguntou, porque eu não ia abordar esse tema. Vamos lá. Quando o mandato entra em vigor legalmente, quer dizer, legalmente, colonialmente, em 29 de setembro de 1923, só um adendozinho, em 29 de novembro de 2023, ele fez 100 anos.

Uma semana depois começa o extermínio na faixa de Gaza. Pode ser coincidência, pode ser uma cabala do Netanyahu, mas é isso. Quando começa o mandato? Primeiro, a Palestina tinha 28,7 habitantes por quilômetro quadrado. Portanto, não era uma terra sem povo. O Brasil, neste mesmo ano, não tinha 4 habitantes por quilômetro quadrado. E a China que vocês visitaram e ficaram maravilhados, mal passava de 30 habitantes por quilômetro quadrado.

A Palestina, para aquele momento, era muito habitada. Um. Dois. Os palestinos detinham, naquele momento, 90... 94... 95% do território. E os judeus, aproximadamente... 6. 5. 5. 87. Esse é o número exato. 5. 87%.

Detalhe, a maior parte deles palestinos de fé judaica. Aliás, 3%. Palestinos de fé judaica. E uma parte estrangeira que vem durante o Império Otomano, a partir de 1881, 1882, por motivos religiosos, em parte, e em parte fugindo da perseguição dos progroms na Europa Central e na Europa Russa, do Império Russo, Europa Oriental. Certo? 3%.

1947, ano em que a ONU decide pela recomendação da partilha da Palestina por meio da resolução 181. Vamos para os números. Eles tinham 3% e chegaram, segundo a ONU, o estudo da ONU, da Comissão Especial para a Palestina, a 5,87%. Em aproximadamente 25 anos de mandato britânico, que era destinado a promover na Palestina judaização, portanto, ter maioria demográfica judaica,

com maioria geográfica dominada por essa maioria demográfica, o que eles fizeram? O que eles conquistaram? Apenas 30% da população da Palestina naquele momento, sob o mandato britânico judaica, mesmo somando os palestinos judeus, judaica, e somente 5,87% do território. Eles não dobraram. E os registros de terra que a ONU traz para o relatório, que recomenda a partilha, dizem quem vendeu para quem.

Foram proprietários de terra, latifundiários, designados na época como senhores feudais, libaneses, inclusive uma família banqueira cristã ortodoxa que vendeu a maior parte, sírias, sediadas em Damasco, sediadas em Bagdá e outras sediadas em Amã, hoje capital da atual Jordânia, e no Cairo. Os palestinos praticamente não venderam território. E vamos supor que alguns tivessem vendido.

implementaram de 3% para, implementaram nesse período, aquisição de 2,87% do território. Qual foi a venda? Vamos avançar um pouco. Citar aqui um exemplo bem crasso. Se os palestinos tivessem vendido a Palestina, o que fez eles morarem em campos de refugiados miseráveis da ONU e vivem até hoje? Por que eles saíram com as chaves das suas casas na mão esperando retornar?

de 11 de dezembro de 1948, exatamente a data que em Paris era aprovado o texto final da Convenção para o Genocídio, só entra em vigor dois anos depois, claro. Por que que eles têm o direito de retorno se eles venderam? Quando você vende uma terra aqui e recebe o dinheiro e o cara é titulado, você tem o direito de retorno, é? Claro que não. Então esse mito é absolutamente desmontado por fatos e dados concretos. A ONU nunca engoliu essa bobagem. A benda nunca aconteceu.

E desde então a luta começa. Nunca aconteceu. E outra coisa, por que eles promoveram a limpeza étnica se eles tinham comprado as terras? Por que eles promoveram a Nakba? Por que eles promovem uma guerra contra o povo palestino e tomam 78% do território da Palestina histórica e dos 78% expulsam 88% da população originária, a maior limpeza étnica da história? Por que eles promovem depois a guerra de 67 e tomam o restante? Eu pergunto, quem está vendendo a sua terra em Gaza?

Quem está vendendo a sua terra na Cisjordânia, em Jerusalém Oriental? Quem sabe daqui a 50 anos eles vão dizer que eles compraram Gaza? Quem sabe eles vão dizer que compraram a esplanada das mesquitas? Quem sabe eles vão dizer que compraram toda a cidade palestina cristã de Taiba, onde está talvez a mais antiga cerveja do mundo ainda produzida? Majoritariamente cristã, diga-se de passagem. Então, mas esses são acordos que são assinados internacionalmente.

de hoje. Esse cessar fogo com o acordo que teve ali é um tratado internacional também onde vários países intervêm, participam. Não é feito entre duas partes equalitárias ali que são os principais interessados. Eu vi, por exemplo, o Putin pronunciando em que o tratado tem que ser cumprido. Vamos pensar os alimentos, os mantimentos tem que chegar lá da forma devida. Porque outros países ou países com relevância e

possíveis parceiros, eu digo porque, por exemplo, Palestina e Irã, eles têm uma sinergia ali, eles são aliados, teoricamente, não entram mais ativamente na participação para cobrar essas ações, já que, vamos entender, Gaza, Palestina, não tem condição física ou poder para cobrar isso. Por que todo mundo se cala nesse momento? Quem poderia cobrar isso hoje? O direito internacional. Nós queremos a implementação do direito internacional. Sim, é um órgão desse, talvez.

A ONU não é uma força capaz de coagir e impor soluções do direito. Quem pode fazer isso? As nações. Seria a OTAN. A OTAN é estadunidense. Então, o que nós normalmente não temos coragem de discutir é quem vai parar os Estados Unidos. A Alemanha nazista foi parada, até onde eu sei, bélicamente. Não foi com flores. A Itália fascista, a mesma coisa.

ingleses, dos norte-americanos, estadunidenses, melhor dizendo, também numa luta de libertação nacional. A China que vocês visitaram, e seguramente vocês viram coisas lá, eles têm orgulho da grande luta nacional deles de libertação. Eles até hoje falam do século da vergonha, ou dos 200 anos de vergonha, dos dois séculos de vergonha. Da humilhação. E tudo isso foi imposto pelo colonialismo britânico, o colonialismo francês, o japonês, que é pouco citado. Os crimes cometidos

na Manchúria, na cidade de Nankin. Tem um filme, inclusive. Unidade 971. Que conta coisas horripilantes. Então, e aí sempre fica a pergunta que você não fez, mas eu suponho que vai fazer. O mundo árabe. É o próximo. E o mundo muçulmano. Bom, vamos para o mundo árabe. O Líbano destruído. O Iraque destruído. A Síria destruída. A Líbia destruída. O Iêmen destruído. Vamos pegar agora os clientes.

Aliás, o Sudão destruído. Vamos pegar os clientes agora, que integram o sistema ocidental tanto ou até mais do que Israel. A Arábia Saudita é aliado aos Estados Unidos. O Catar é aliado aos Estados Unidos. A Arábia e o Catar não são aliados diretos? Não, tem bases ali. A maior base estadunidense no Oriente Médio está no Catar, da Al Jazeera, que provavelmente, portanto, abasteceu Israel de armas e munições e sistemas para o extermínio em Gaza

qualquer outra base militar no mundo. E Al Jazeera fica papagaiando que nos apoia. Os Emirados Árabes Unidos hoje são uma Israel árabe mais Israel do que Israel. O Kuwait. Então são países em que as elites são associadas ao sistema ocidental, se beneficiam dele e ajudam a mantê-lo com sua riqueza petrolífera. Seja em dinheiro para manter o petrodólar existindo, seja com o próprio petróleo para permitir que a

A Máquina de Guerra estadunidense funcione. Ou o petróleo está sendo cavado nos Estados Unidos para abastecer a máquina de guerra que está no Golfo Pérsico. Claro que não. É desses caras. Aí vem uma outra pergunta. E o mundo muçulmano, para daí poder envolver a Turquia? A Turquia é OTAN. A Turquia reconheceu Israel em março de 1949, antes dois meses que a ONU ter reconhecido Israel e admitido como Estado-membro em 11 de maio de 1949, por meio da Resolução 273-3.

essa resolução? Duas clausas condicionantes. A primeira, implementar a resolução 181 de partilha, portanto, recuar territorialmente a pelo menos restaurar pelo menos 42,9% do território aos palestinos, previsto, ainda que injustamente, nesses termos menores, para a Palestina, e implementar a principal resolução para a Palestina, que é a 194, quer dizer permitir o retorno dos refugiados e seus descendentes.

O retorno dos refugiados significa restaurar a demografia da Palestina histórica. Significa eliminar prática que levou a NAC para a limpeza étnica. Israel aceitou essas duas cláusulas condicionantes para ser Estado-membro e não acatou até hoje. É o único Estado na ONU ilegalmente posto porque não acatou as duas cláusulas condicionantes. E veja, a Turquia admite relações com Israel,

reconhece Israel sem exigir essas duas condições antes de a ONU admitir. E a Turquia é a OTAN desde 1955. A OTAN só reconhece, perdão, a Turquia só reconhece... Essa é uma pressão interna da população turca. Hoje sim. Hoje sim. Majoritário. Eu conversei com alguns turcos lá e, assim, era unanimidade. Não, é esmagadora. É como se Israel fosse persona não grata. É esmagadora. Na própria população árabe. Também desse país.

que eu citei antes. E a Turquia só reconhece os direitos nacionais palestinos em 1974, porque neste ano a ONU, por resolução, admite a OLP, Organização para a Libertação da Palestina, como o único legítimo representante do povo palestino e admite a OLP como Organização Internacional Observadora na ONU. Então admite os direitos nacionais palestinos e a OLP como representante. E daí sim a Turquia

comunidade internacional, expresso pela ONU, e aí passa a manter relações com a OLP e, pela primeira vez, reconhece os direitos nacionais, civis e humanitários do povo palestino. O mundo islâmico é isso. O Irã, até 1979, em virtude do golpe de 1953, que derruba o governo constitucional, liberal, diga-se de passagem, mas nacionalista de Mohamed Mossadegh, na Operação Ajax, de agosto de 1953, instaura no poder, com poder islâmico,

absolutos, a família do Shah Reza Parleve. A família do Shah Reza Parleve se torna o guardião para os Estados Unidos e para os ingleses, a esta altura mais para os Estados Unidos, porque a Operação Ajax só acontece porque a CIA participa, os ingleses não tinham mais esse poder. E aí o governo do Shah Reza Parleve vira o guardião estadunidense no Oriente Médio. Quando que isso muda? Quando acontece a Revolução de 78 e 79, que muda o regime e rompe com o colonialismo e renacionaliza o petróleo

iraniano, sob a liderança do Ayatollah Khomeini. O que acontece em 79? Uma figura chamada Jimmy Carter, um produtor de amendoim e pastor, e que se torna um campeão dos direitos humanos posteriormente, mas quando o presidente, ele inaugura a doutrina Carter, que até hoje está em vigor e ela é que é implementada na prática pelo Donald Trump. Israel sai do patamar que tinha antes e passa a ser um parceiro estratégico dos Estados Unidos, em 79, devido à perda do Irã.

a base ali dentro do Oriente Médio ali. Com um aliado estratégico, não que não fosse antes. E muda essa balança e declara que o petróleo do Oriente Médio é uma riqueza estratégica para os interesses nacionais estadunidenses. Portanto, estende territorialmente, estende soberania estadunidense ao petróleo da região. Isso tudo normalmente não é adequadamente debatido. Para compreender, por exemplo, a agressão atual ao Irã, ao Estado soberano,

e assassinar o seu líder, é como se hoje nós do Brasil não gostamos do Donald Trump e quando ele sobretaxa os nossos produtos na nossa relação comercial com eles, determinássemos que nossas forças bombardeassem a Casa Branca e eliminassem, neutralizassem, como gostam de dizer, o Donald Trump. Ele com todos os documentos aí da farofada do Epstein. Todo esse esquema de pedofilia o Brasil destruiria junto para facilitar...

Estados Unidos, mas é quem vai parar os Estados Unidos ou quem vai parar Israel? Estados Unidos. Não sei se você viu uma postagem do Irã, onde ele fala que o Trump era um fantoche de Netanyahu. É um discurso conveniente. Conveniente? É um discurso conveniente. Olha só, eu vou dar a minha visão. O PIB é dos Estados Unidos. A indústria bélica é dos Estados Unidos. 80% do armamento e das munições utilizadas por Israel para dizimar o coitadinho do povo palestino em Gaza são estadunidenses.

sistema antiaéreo de fato que funciona hoje é estadunidense. Na chamada Guerra dos Doze Dias, em meados do ano passado, se os Estados Unidos não intervêm, Israel teria acabado. O que pode se falar é do lobby sionista nos Estados Unidos. Qual que é o poder desse lobby? Que tem interferência. Mas esse lobby sozinho não funcionaria. Ele precisa de interesses estratégicos dos Estados Unidos, mesmo que a sua elite seja dividida quanto a esses interesses, mas tem que ter uma parte da elite,

do estado profundo estadunidense, com esta estratégia e aplicá-la no território. Veja, agora, mesmo com os Estados Unidos atuando, o Irã, que não tem apoio de outros países, a indústria bélica é sua. Os equipamentos, armamentos e munições são exclusivamente iranianos. Ou seja, se os Estados Unidos não intervêm com seus porta-aviões, etc., Israel não suportaria uma guerra com o Irã de 30 dias.

E daí, aí o mundo árabe. Então vamos lá. Se o mundo árabe estivesse unido hoje, Arábia Saudita, Egito, mais a Turquia e mais o Irã, os próprios Estados Unidos não teriam essa facilidade que eles têm. Se só o Irã está dando esse baile, imagine com esses. Só que daí a pergunta seguinte seria qual? Mas por que não se unem? Primeiro, porque os interesses são conflitantes. Segundo, porque não tem como fazer essa aliança. O Irã está sendo capaz de responder porque o seu armamento,

não pode ser desativado pelos Estados Unidos à distância. O da Arábia Saudita é todo estadunidense. Existe um negócio que chama-se número código. Não confundir com número fonte. Ou código fonte. Que teve essa discussão aqui na urna eletrônica. Então, esse código, esse número código... Ele consegue desativar todas as armas. Porque o armamento é estadunidense. Então, todo sistema eletrônico e todo sistema de guia satelital é estadunidense. E a inteligência artificial, que tem alguns, são guiados só por chips.

A informação é armazenada naquele equipamento bélico, naquele momento, e toda aquela informação vai guiar aquele armamento naquele momento, para que não possa ser interceptada a informação satelital, ou por guerra eletrônica interromper. Então, Rússia, Estados Unidos e China já têm esta possibilidade. Só que, é claro, eu preciso reunir toda a informação neste momento, naquele chip, e implantar e disparar aquele obus, aquele míssil, ou aquele drone,

ou aquele plano de voo daquele caça. Ele não vai ser mais guiado por satélite, mas por uma informação. E tudo isso estadunidense pode ser desativado com um apertar de botão. Então, se a Arábia Saudita quiser guerrear por seus interesses nacionais ou para defender o povo palestino hoje, o míssil estadunidense sai de Riad e volta e cai em Riad. A mesma coisa, por exemplo, para grande parte do armamento turco, embora a Turquia tenha hoje uma indústria bélica muito fantástica, mas que ainda não dá conta, por exemplo, de blindar o seu espaço aéreo. Então, hoje, um país só é soberano,

se ele blindar o seu espaço aéreo. E ter capacidade dissuasiva de atacar o espaço aéreo do outro. E o Irã tem essas duas capacidades. Mas não contra uma potência, ou uma superpotência, ou uma hiperpotência, como os Estados Unidos, e sozinho. Se destruir o Irã, destrói o BRICS? Não necessariamente. Embora isso esteja em construção. O Irã é essencial dentro do BRICS. Será que a Rússia e a China não vão se posicionar? Diplomaticamente se posicionaram.

Tem que se posicionar bélicamente. Exato. Mas é que o BRICS não entra nessa jogada. Não é a mesma realidade. A gente está falando de um composto econômico e o outro é uma ação realmente efetiva, física, bélica. Um é um acordo comercial, por exemplo. Pode ter retaliado. Eu não vejo como o BRICS possa intervir num conflito bélico. Tem que ter capacidade e vontade. É um aliado comercial. No caso financeiro, é um aliado financeiro.

o Irã é a destruição do BRICS. Eu sei disso. Eu sei disso. O BRICS incomoda os Estados Unidos. Mas você entende que não dá pra você virar e falar assim... Então, assim, o quem tá sendo atacado não é o Irã. O BRICS tá sendo atacado. Claro. O BRICS tá sendo atacado. Eu entendo. Mas outra coisa é você falar nisso numa escala mundial de conflito. Mas é uma escala mundial de conflito. Não, de interesses. O conflito é outra coisa. A grande questão é os interesses nacionais estratégicos de longo prazo da China

combinam com um confronto bélico com os Estados Unidos? Nesse momento, não. É isso, você entende a diferença? A Rússia, mesmo que ela não estivesse envolvida no pântano ucraniano, que, aliás, foi criado para justamente atolar, ou pretendia atolar a Rússia, só que a Rússia se preparou muito antes, começa a se preparar em 2014, até antes, mas a partir de 2014 especialmente, e ela toma iniciativa. A Rússia toma iniciativa. Por que eu interpreto dessa maneira o caso russo?

Porque a economia russa cresceu em todos os anos desde o início da confusão. Mesma guerra. Se ela tivesse atolada. Ah, mas aí tem outros arranjos. Claro, os outros arranjos também são de combinação. Não tem aquele negócio que combinou com os russos. Hoje você pode dizer que combinou com os chineses. Muita coisa você tem que combinar com os chineses hoje. Bom, então assim. É uma guerra não só contra o Irã. E contra o Irã-Brix. Essa é uma guerra contra toda a região e todos aqueles que aderiram ao BRICS. É uma guerra indireta contra a Arábia Saudita. Que aderiu aos BRICS também.

direta contra o Egito, que não só aderiu ao BRICS, como está comprando o sistema S de defesa antiaérea russo, assim como aliás os turcos, também estão comprando o S-500. E o Irã fez um acordo militar com a Rússia, finalizou ele finalmente, para adquirir sistemas modernos russos. A grande questão talvez seja hoje, os Estados Unidos conseguem dominar o Irã ao ponto de

Irã desaparecer integralmente os seus interesses nacionais, a sua elite e tudo o que ele conseguiu nesse tempo todo, ou vai promover uma destruição agora, etc. A grande questão é, os Estados Unidos conseguirão fazer o que eles estão fazendo por quanto tempo?

é Israel, dos Estados Unidos contra o Irã. Se o Irã, entendendo assim, só sabe aquela imaginação de se os Estados Unidos são realmente o inimigo do resto do mundo. A gente talvez não entendesse isso, ou talvez não entenda até hoje. Mas os grandes players, as pessoas que jogam lá dentro desse cenário, sabem quem são o verdadeiro inimigo, não sabem? Ah, perfeito. Eles sabem. Não era o momento, por exemplo, agora, de talvez, mesmo que invisivelmente, a galera juntar com o Irã e falar assim,

vai ali e vamos minar Israel, vamos tirar esse Israel daqui e, de certa forma, mexer o tabuleiro para que todo mundo do lado de cá ficasse protegido. Eu acredito que isso vai acontecer, mas não dessa maneira mais tranquila. Você entende? É a hora do Irã virar e falar assim, espera aí, você jogou uma bomba aqui? Eu tenho essas bombas também. Não que eu queira, a guerra para mim, eu já falei diversas vezes, sabe? É entender no cenário, porque a guerra para mim, nos dias de hoje, onde você tem N possibilidades, a guerra,

a coisa mais ridícula que existe, qualquer forma de agressão que seja. A guerra deflagrada é uma coisa, a capacidade de guerrear é outra coisa. Então se o Brasil, por exemplo, quer ter certeza absoluta de que não será atacado pelos Estados Unidos, ele tem que ter primeiro... Uma bomba atômica. Poderia ser. Ele tem que ter capacidade de se defender e capacidade de atacar na mesma proporção. Dissuasão é isso. Então se os Estados Unidos ameaçam o Brasil por causa do nosso petróleo,

nossas terras raras, por causa do nosso programa nuclear, etc., nós temos que ter capacidade de nos defender. Esse é o princípio básico. E você não se defende se você não tiver capacidade de atacar quem te ataca. Por que atacar quem te ataca? Porque é a indústria bélica dele que está lá que está permitindo que ele te ataque. É a infraestrutura energética que está lá que permite que abasteça. É o centro de pesquisa que está lá que permite que se desenvolva o armamento que te ataca. Razão pela qual o Irã hoje,

Ao atacar as bases estadunidenses, e saiu uma nota ridícula da Arábia Saudita, dizendo da covardia do ataque com mísseis iranianos a Riad, atacou uma base estadunidense. Portanto, a soberania saudita que está relativizada, pelos Estados Unidos, não pelo Irã. O Catar, por exemplo, serve de base, já que você falou que Israel é uma base. Israel é uma base, sim. Mas o Catar é uma base. Os Emirados Árabes Unidos são uma base. O Kuwait é uma base. E tem bases estadunidenses dentro da Síria,

E dentro do Iraque, porque são países ocupados pelos Estados Unidos hoje, e tem uma base militar estadunidense no Egito também, infelizmente. Mas que não está sendo utilizada para essas coisas, porque é outra situação ali. Então, além disso, claro, o deslocamento das tropas estadunidenses. Um porta-aviões estadunidense, acompanhado pelos barcos que o acompanham, é uma força bélica superior à de muitos países. Imagine um porta-aviões,

com 100 caças. Nós estamos agora com os suecos para o Gripen, nós vamos ter 20, 30 caças até 2030, eu acho. E eles têm um porta-aviões com 100, 120, 130. Então isso conta, isso conta. Bom, nós vamos entrar em guerra então o Brasil contra os Estados Unidos? Não. Até porque é preciso também colocar uma coisa na cabeça. Ninguém quer guerra. O único ator hoje que quer guerra e implementa guerra são os Estados Unidos. Porque a pergunta é, onde é que a China está guerreando?

está guerreando? Onde é que o Brasil está guerreando? Onde é que o Vietnã está guerreando? Onde é que o Japão, que teve pendores imperiais e fez barbaridades, está guerreando? Onde é que a Indonésia está guerreando? As Filipinas? O Congo? A África do Sul? O Egito? A Argélia? Aonde esse povo está guerreando? A Rússia é a única que está com esse pântano na Ucrânia. Só. Não existe nenhum país BRICS, e vamos citar os BRICS então. Onde é que está a Etiópia guerreando?

Onde é que está a Índia guerreando? O Paquistão nuclear, fora confusão agora com

o Alibã inventado pelos Estados Unidos. Então, os Estados Unidos é que estão guerreando em todo lugar. É, mas muitos estão se preparando para a guerra. Estão se preparando porque os Estados Unidos extraterritorializaram o seu direito de intervenção e aplicando as diversas doutrinas suas e para o Oriente Médio a Carter, eles extraterritorializaram o seu direito de intervir e a sua própria legislação. Por exemplo, eles estão substituindo o direito internacional em Gaza pelo Conselho de Paz,

aposentado na Casa Branca, sob aspas, legislação eventualmente estadunidense. Então, vamos lá. Para completar o raciocínio, os Estados Unidos têm base em todos os lugares do mundo e estão em vários territórios do mundo. Quase 200 bases espalhadas. Eu perguntaria, nós não podemos ter base dentro dos Estados Unidos? Nós. Nós não podemos ter uma base no México e eventualmente ajudar o México a recuperar território roubado pelos Estados Unidos? Sim ou não? Claro que não.

A resposta para nós é claro que não. Por que a resposta para eles não seria claro que não? A anomalia são os Estados Unidos, não o povo estadunidense. É que tem um discurso de liberdade, que eles lutam pela liberdade. Esse que é o problema. Tem toda uma propaganda que engana as pessoas, que as pessoas acreditam que eles estão lutando pela liberdade. Então vamos lá. Os guardiões do planeta. A Venezuela. A Venezuela, depois que o discurso, o papo furado de liberdade deles caiu por terra, o que o Trump inventou?

inventou que um punhado de gente com barcos pesqueiros estava inundando os Estados Unidos de cocaína e de outras porcarias. Está certo. A ONU emite relatórios e os Estados Unidos emitem relatórios que de toda a cocaína do mundo, 1% dela passa ou transita, passa ou tem origem, enfim, na Venezuela. 1%. Os outros 99%, que provavelmente deve ter, portanto, 99% dos barcos pesqueiros do mundo transportando a cocaína,

Não sofreram ataques cibernéticos ou de mísseis nesses barcos. Certo? Pois muito bem. Foram lá sequestrar o Maduro, extraterritorializaram o seu direito de matar e de sequestrar e levaram ele para os Estados Unidos. E está lá a vice-presidenta dele como presidente. Misteriosamente acabou o problema dos barcos. Acabou com... Porque resolveu o problema do petróleo. Mas ele deixou claro que era o petróleo. O petróleo é meu. Hoje é claro isso.

Começou com a história dos barcos. Para que a história dos barcos? Para bloquear marítimamente a Venezuela. Como é que eles destruíram o Iraque e depois a Líbia? Impondo bloqueio aéreo e bloqueio marítimo. E eles impuseram um semi-bloqueio aéreo também à Venezuela. Então os Estados Unidos hoje promovem esse tipo de coisa. Isso coloca em risco o mundo todo. Sim, e pensando em agravar essa situação, porque se é realmente o jogo,

Se não me engano, tem um estreito onde, sei lá, 20% do petróleo do mundo passa por esse estreito. E ele foi fechado agora, não foi? Depois desse conflito? Não há possibilidade de mantê-lo fechado por longo prazo. Esse é o problema. E se ele ficar fechado, ele deixa de abastecer a Índia e deixa de abastecer a China, etc. Ferra todo mundo. Você precisa ter força bélica gigantesca para fechar.

afundar tudo, etc. Quem que poderia fechar o Estreito de Hormuz? Uma força combinada de Rússia e China fecha. Isso fecha. Nenhum outro ator tem essa capacidade. Além dos Estados Unidos e desses dois atores que eu citei. Então, o Estreito de Hormuz pode ser dinamitado, pode ser tornado perigoso por um curto período? Pode. Pode aumentar o preço do petróleo por um período e castigar a economia chinesa? Pode. Isso pode ser vantajoso para os Estados Unidos nessa guerra de prejudicar a economia, economias, dentre elas a chinesa? Pode.

agora ele não tem tanta dependência desse petróleo, porque ele está pegando o petróleo venezuelano. Sim, que é pesado. 70% do processamento do petróleo, da capacidade de processamento petrolífera dos Estados Unidos é de petróleo pesado. Portanto, eles se beneficiam disso roubando o petróleo venezuelano, sequestrando. Ou seja, causar esse problema no Strait de Hormuz pode impactar muito mais China, Índia, outros países do que os Estados Unidos,

já conseguiu ter essa independência de petróleo, que ele resolve esse problema na Venezuela. Os Estados Unidos tem o seu petróleo, tem o petróleo da Arábia Saudita, tem petróleo que não passa pelo Estreio do Hormuz. E tem aqueles que passam pelo Estreio do Hormuz. E eles podem, da noite para o dia, comprar petróleo no mercado internacional, petróleo russo. Eles não estão nem aí para isso. Não estão nem aí para a Europa. A Europa que se dane para eles.

Muitos não falam também, mas uma parada que pega na Venezuela não é só o petróleo.

Ali tem várias minas de ouro. Ouro, terras raras. Muito ouro. Prata. Sim. Vários garimpos ali. E esse ouro vai todo para os Estados Unidos agora. Recursos aquíferos. Também. Muitos recursos. Recursos florestais, portanto, biológicos. Saiu uma questão, o pessoal fala dessa lista de Epstein, que tem uma influência, o Mossad está muito envolvido nisso aí. Você acredita? Não é uma novidade que os serviços de informação,

estados, às vezes é do exército, às vezes é um serviço de informação a CIA, utilizam esse tipo de coisa. Só para citar como exemplo banal, aqui no Paraná, em Curitiba, o Sérgio Moro e aquela quadrilha que estava instalada na 13ª Vara, que foi tornada Possilga, já que Vara é coletivo de porcos também, tinha lá um arquivo de vídeos, etc., da festa da cueca de desembargadores do TRF4, que teria

sido num dos hotéis de Curitiba. Então, esse tipo de coisa não é uma novidade. A escala e a obscenidade do esquema Epstein é que é, sim, uma coisa fora de norma. Então, por exemplo, predar sexualmente crianças. Isso é fora de norma. Isso é um grau de degeneração das elites fora de norma. Então, pegar, como sempre fizeram os serviços secretos soviéticos, russos e depois soviéticos, os alemães que talvez tenham sido os mais eficientes

cientes nisso. Inglês, francês, belga, português durante o seu império colonial, espanhol durante o seu império colonial, o estadunidense hoje, o próprio russo hoje, a FSB, o chinês, eventualmente. Fazem isso, mas uma coisa é pegar e chegar no Trump. Olha aqui, Trump, você com aquela prostituta aqui, olha essa farra que você está fazendo. Outra coisa é, olha aqui você, Trump, com essa menina de 11 anos. Ou aquele cara do filme de Hollywood, que quer fazer um filme

Então isso tudo é novo. E na escala é novo. E isso porque ainda não abriu a caixa de Pandora de investigar as mortes que aconteceram nesse processo. E onde estão esses cadáveres? E o desaparecimento misterioso e gigantesco durante um certo período de meninas de países da América Central. Para que indústrias estavam indo? Eventualmente.

chocando as pessoas. E aí, eu acho que cabe introduzir um elemento aqui. Quando eles começam a lançar esse negócio de bruxaria, de satanismo, na minha opinião, é para desviar daquilo que é verdadeiro, que é o uso dessa indústria degenerada de captura de pessoas importantes pelo sexismo filmado, etc., e daí chantagear, só que, neste caso, elevado a uma potência que ainda não tinha sido utilizada, a da predação de meninas, crianças.

seja um ponto de inflexão no mundo para a elite, para a percepção negativa que nós teremos e aumentaremos ela da elite anglo-saxã e da israelense misturada. Isso sim é chocante. Eu andei lendo coisas e são assim... É coisa muito difícil de você admitir como normal. Mas você acredita que o Estado israelense financiava a ele de Epstein e o Mossad se aproveitava disso

exercer controle nessa classe política? Com certeza absoluta, em parte sim. Mas não tudo e não apenas. Então isso tem a CIA no meio, tem muita gente no meio. Tem o Serviço Secreto Inglês, que é muito eficiente no meio. Então não é... Mossad não é essa coisa toda. Se não tiver a CIA no meio, os ingleses no meio, etc., que são de fato aqueles que podem fazer isso tudo, o Mossad sozinho não conta.

cada agente do Mossad dentro dos Estados Unidos. E se quiser eliminá-los, elimina eles numa rodada. A CIA tem conhecimento desses agentes? Tem, claro. Lógico, até porque a CIA tem essa capacidade. Ninguém vai chegar lá e fazer chacota nos Estados Unidos. Você já foi bloqueado alguma vez aqui no Brasil pelo lobby sonista? Olha, eles ficam bravos e xingam de vez em quando através de uma gente mal educada e tal. Tem uma rapaziada ativista extremista deles que dá inveja aos nazistas, que enche o

saco, mas assim, eu também não sou racista, não pego teorias da conspiração pra... O meu objetivo é libertar a Palestina e condenar o sionismo como projeto. Eu te pergunto porque assim, você é uma voz importante hoje aqui no Brasil. Você tem um lugar de fala absurdo. Você tem que falar mais da Palestina, do que tem acontecido em Gaza. É a segunda vez sua aqui no podcast Três Irmãos. Eu acredito que você está aberto pra ir em outros

pra ir em outros canais, por mais que você tenha uma agenda complicada. Aí eu pergunto por que que não te chamam? Por que que a Globo não chama? Entendeu? Assim, e eu te pergunto isso porque eu já vi isso acontecer. Um cara que é muito meu amigo, que eu gosto muito, é o Breno Altman, você conhece. A primeira vez que o Breno Altman veio aqui, pessoas da comunidade judaica vieram até mim e falaram assim, ó, não leva esse cara. Não leva esse cara porque se você levar vai dar ruim pra você. Se você levar,

vai fechar portas, outros convidados não vão, vocês vão perder patrocinador, não leva esse cara. Você tem tempo ainda de decidir se você vai levar ou não. Então eu vi isso acontecer comigo. Esse tipo de pressão tem. Então, por exemplo, já que você está falando do poderio econômico, do anúncio, etc. Existe uma máxima que ficou famosa no Ocidente, que a gente repete, que é do escândalo Watergate, siga o dinheiro. Não é isso? Siga o dinheiro.

desgraçado nessa confusão toda e ele cai. Então vamos lá. Quando o presidente Lula manda o Brasil aderir à petição da África do Sul, apoiar a petição da África do Sul, que pede a investigação do crime de genocídio na Corte Internacional de Justiça, um grupo de empresários ultra-ricos, dentre eles essa mulher da Magazine Luiza e outros mais, assinam uma carta abaixo-assinado pedindo que o Lula, dizendo que isso é antissemitido,

e para pressionar o Lula a retirar o Brasil de signatário da petição da África do Sul. Daí eu olhei a lista dos assinantes. Ali você tem uma parte do PIB brasileiro. O que essa parte do PIB brasileiro está dizendo? Está dizendo, olha, nós temos 3 bilhões ao ano de anúncio. Jornal Nacional, a gente anuncia. UOL, a gente anuncia. Então, quando isso veio, um monte de gente veio falar comigo. Aí eu disse, olha, algumas pessoas que assinaram ali,

dono de uma loja de grife, que é um irrelevante. Ninguém sabe que esse jacu existe. Mas quem é esse pessoal? Esse aqui é esse, esse. Ah, mas não conta nada. Esse é um povo que você tem nojo de ir no churrasco com o cara pelo papo indelicado dele, não sofisticado, ignorante. Tudo isso. Mas é o PIB. Então siga o dinheiro. Assim que funciona. E aí entra um grande esquema de agência de propaganda que manipula o mercado publicitário. Vicia o mercado publicitário.

Cria, inclusive, esquemas de publicidade. Tudo isso é o siga o dinheiro. Então, quando você interpreta o PIB agindo, aí você vê como é que ele funciona. Ah, é muito PIB? Sim. É um PIB suficiente para parar o resto? Não. Esse PIB desses falidos, em parte falidos, e picaretas que assinaram essa porcaria, não são suficientes para peitar um PIB antisionista.

No chinelo. Só que, e aqui, essa é uma autocrítica pra eu e você, que é Patrício meu, Robertinho não entra nessa capivara. Tá livre. Escapei de uma, né? Escapou de uma. E bem, um bi desorganizado fala menos que um milhão organizado. A chave é sempre a organização. Agora, se você vai no teu clube pra sair com dor de estômago de tanto comer quibe e com o olho embaralhado de tanto jogar baralho, você não serve pra nada. Essa é a diferença.

Isso talvez faça a diferença positiva, mas pequena ainda, da FEPAL. A FEPAL tem um orçamento tão pequeno que ela não conseguiria comprar um celular desse por mês. Mas está organizado o nosso orçamento. A nossa intervenção está organizada. O nosso discurso está organizado. Você nunca vai pegar discurso racista nosso. Nós temos um foco muito claro. É o sionismo como projeto colonial e a Israel como regime. Não é o povo.

que professam o judaísmo ou o povo tornado israelense. Nós advogamos, inclusive, que a libertação dos palestinos do sionismo liberta o judaísmo do sionismo. O judaísmo é a única religião na história humana capturada para ser fomento ideológico de um projeto genocidário. O nazismo não fez isso com o cristianismo, embora ele tenha se sequestrado em parte. Então, eu penso e tenho muita convicção disso, muita convicção,

Porque a questão é organizar. Você organizar, você joga o outro lado para a parede. E se o outro lado estiver na parede, ele começa a pensar criticamente também. Jogar na parede não significa negociar, como os Estados Unidos estavam fazendo com o Irã, em duas ocasiões, e trai a diplomacia, ataca sorrateiramente e mata o líder que mandou os negociadores. Colocar na parede não é isso. Colocar na parede é dizer, olha, nós estamos em duas polaridades iguais e nós vamos ter que conversar.

Quando você organiza os PIBs e organiza o discurso, é isso. Não sei se esse PIB é tão forte assim igual. Eu entendo. Organizado ele não está. Mas eu não sei se ele supera o outro ou se equivale ao outro. Supera mole. Mole. Eu não vou citar qual clube. Só ele reunido supera para não ter que explicar. Esse PIB é dono de banco aqui no Brasil. O banco tem muita grana. Só desculpa aqui, Albertinho.

A PIB lá nos Estados Unidos é muito mais forte que aqui no Brasil. Muito mais. Possivelmente. E aí você imagina a influência que não faz lá. Mas falando de lá e voltando aqui para a gente não sair daqui, que é onde a gente tem mais força para agir. Vamos tentar resolver o que a gente não dá conta e depois o que vier possivelmente... A gente coloca você junto agora. O que falta aqui para organizar essa galera? Não seria você um principal ator para esse cenário? Isso está mudando. Não é chegar, sentar e falar, vem cá. Isso está mudando.

Vamos montar. Roberto, isso está mudando. Mas ele está mudando em uma velocidade que é menor que a velocidade que a ditadura da urgência exige. Então, a urgência frente a um genocídio é muito maior do que o planejamento estratégico normal. Mas tem um gatilho chamado genocídio em Gaza e essas mudanças pela força que estão promovendo risco existencial no Oriente Médio e as pessoas que são do Oriente Médio aqui estão preocupadas porque as suas famílias estão lá.

recentemente que eu não vi em 40 anos. Já tem mudanças. Só que essas mudanças ainda não são capazes projetar na prática aquilo que no bastidor, em parte, está acontecendo. Ainda não. Uma coisa é você pegar tudo aquilo que está aliado à hegemonia ocidental por 100 anos e exigir que uma demografia diaspórica se reorganize, se organize em 2, 3, 4, 5 anos.

Esse é o primeiro aspecto. O segundo aspecto é que a unidade árabe desapareceu lá. Então ela desapareceu lá e plantou uma série de armadilhas. Então, por exemplo, armadilha chiita e sunita. Não existia na época do nacionalismo árabe que governava as diásporas. Aqui era só você falar Gamal Abdel Nasser e todo mundo estava unido debaixo do mesmo guarda-chuva. Era só você falar, nós estamos lutando contra o colonialismo e todos estavam reunidos debaixo do mesmo guarda-chuva. Nós estamos lutando contra Israel e a causa palestina.

no Brasil, tinha mais libaneses que palestinos. Muito mais. Em cidades como São Paulo, por exemplo. Não em todas as cidades. Onde existia mais comunidade palestina, era mais palestino. Então, isso não existe mais hoje. Hoje, existe uma fração de árabes que foram sequestrados na percepção que acham que o Irã é um perigo maior do que Israel. Então, você precisa também domesticar essa fúria irracional. E isso não é tão simples.

Porque quando uma pessoa é sequestrada na percepção, a partir dos anos 80, no Líbano, e a diáspora árabe é gigantescamente libanesa, e essa confusão chiita, sunita e não sei o que lá, na divisão libanesa, na divisão síria, é trazida para cá, ela, ao invés de produzir unidade, ela desune o pouco que havia de unidade. Ela destrói. Então nós estamos hoje diante disso. Soube, por fontes muito fidedignas, de duas localidades,

de maioria esmagadora palestina, e que na mesquita são, portanto, os muçulmanos que lotam a mesquita, que durante o genocídio, o sheik, na oração de sexta-feira, não falou uma palavra sobre Gaza. E um palestino presente questionou, o sheik, pelo amor de Deus, o que está acontecendo ali? Fome, as pessoas estão morrendo de fome. O sheik desconversou e disse que não sei o quê, que não podia, que não podia misturar com política e tal.

Você acha que veio de onde? Você acha que o sheik, na verdade, está proibido de falar de política?

está respondendo a uma certa elite árabe que permite que sua base estadunidense em seu território ajude a dizimar Gaza. Grana. A estatização do Islã. Então, essas coisas todas são dificultantes. E nós não podemos conversar disso de um modo raivoso. A gente tem que conversar essas coisas de modo generoso, de modo compreensivo, porque a política é a realização da generosidade na vida pública.

instrumento que torna a indignação uma coisa útil a partir de um indivíduo para a coletividade. Isso é um processo difícil. Eu tento exercer ele diariamente e é um processo difícil. Uma coisa é a minha fúria por dentro de tudo o que está acontecendo, a minha indignação. Mas eu não posso, como dizia o Brizola, sair por aí batendo lata. Isso exige muita paciência, muita conversa. Exige uma planilha de Excel em que o 000,5 vai se somando de coluna em coluna para chegar a 0,5% no final.

do ano. Esse é um processo difícil. Esse é um processo que às vezes até a minha família não entende. Porque é um processo difícil. Doloroso às vezes. Alit, você é muito próximo do governo Lula. Recente a ministra Macaé, ministra dos Direitos Humanos, esteve aqui e a gente conversando com ela questionou que ela fez um movimento aqui em São Paulo pra lembrar as vítimas do Holocausto, tudo, com parceria com o Ministério dos Direitos Humanos.

E a gente perguntou para ela se ela faria algum para mostrar para a população brasileira o que vem acontecendo em Gaza, as vítimas de Gaza. Ela pegou e falou que é tudo um pouco só, que ela é contra tudo o que vem acontecendo. Mas o questionamento é, cadê a gente fazer uma organização, chamar mesmo a população para uma palestra,

uma coisa parecida. Você cobre isso do governo Lula? Vou contar uma história muito incômoda, então, para depois avançar na pergunta em si. Na verdade, ela responde em tese. Quando inaugurou o governo Lula, em 2023, venceu a eleição em 2022, assumiu em 2023, nós buscamos algumas conversações e pedimos formalmente audiências. E eu fui conselheiro durante oito anos, seis deles como titular e dois como suplente, no Conselho de Promoção da Igualdade Racial, no Conselho de Igualdade Racial CNPIR.

parte do meu mandato foi exercido durante o início do governo Temer. Ou melhor, durante o período do Temer. Participei, inclusive, como conselheiro e delegado na Conferência de Igualdade Racial no governo Temer. Bom, aí mandamos lá ofício para a Secretaria de Igualdade Racial, comandado até hoje pela Aniele Franco, que é uma lutadora, tudo. E também para o Ministério dos Direitos Humanos,

comandado pelo Silvio Almeida, aqui de São Paulo. Não obtivemos audiência em nenhum desses dois ministérios. O Ministério da Igualdade Racial nunca nos respondeu. E o Ministério do Silvio respondeu, adiando em várias ocasiões por causa de dificuldades de agenda, e depois acabou não acontecendo e ele deixou de ser ministro. A ministra Macaé é uma ministra séria, comprometida com uma visão de mundo muito avançada, antissupremacista, antirracista, anticolonial e antiimperialista, seguramente, e seguramente também pró-resolução da questão palestina.

em termos os mais justos possíveis. Então tem essa faceta. E ao mesmo tempo tem o Lula, tem também a ministra Glaze, que se notabilizaram na denúncia desse genocídio. Muito. E o que aconteceu? A ala extremista, liquudista e pró-genocídio, que tenta sequestrar a comunidade e a percepção judaica aqui, começou a apresentar o governo como anti-semito. E aí o governo fez este movimento.

para conversar com a comunidade judaica, notadamente aquela e que é majoritária ao que tudo indica nas pessoas lúcidas, que está incomodada com esse genocídio. Que está incomodada com Israel falar em nome de todos os judeus na sua carreira criminal. Ou seja, Israel ter a simpatia de todos os judeus ou majoritariamente dos judeus é uma coisa. Israel exigir fidelidade ao seu genocídio em Gaza, ao seu regime de apartheid,

E aí é um movimento duplamente positivo. O governo dizendo que não, nossa posição não é anti-judaica. Interpretada erroneamente, classificada erroneamente, porque, inclusive, cientificamente é uma barbaridade falar em semitismo, não é antissemita. E, ao mesmo tempo, coloca esta parte da comunidade,

para conversar diretamente e sair do sequestro da percepção imposto pela ala likudista aqui no Brasil, que comanda uma parte das organizações que falam em nome da comunidade judaica e que defendem acriticamente o regime e impostos palestinos. No Brasil tem pessoas do Partido Likud? Claro, claro. Brasileiros do Partido Likud? Sim, claro. Que serviram o exército israelense e que participaram do extermínio do povo palestino. Tem, claro que tem. Assim como tem, claro.

outros grupos diaspóricos do Brasil simpáticos a forças tais e que tais dos seus países de origem. Assim como houve durante o período nazista, uma parte da diáspora alemã aqui que tinha simpatias, etc. E o governo Getúlio Vargas agiu em virtude disso. Então, isso tem. E tem muito. E esse setor altamente extremista, altamente racista, supremacista

criticamente pró-Israel em toda a sua carreira criminal, quer impor isso a todos os judeus. Assim como se nós, palestinos, quiséssemos impor a todos os palestinos uma visão só. E nós não temos uma visão só. A sua opinião que o Israel vem fazendo aumenta o antissemitismo no mundo? É a principal e a única fonte hoje. Os judeus não tinham nenhum problema no Brasil. Como é que eles passam a enfrentar, tem uma percepção falsa, induzida num relatório farcesco da Conib,

dizendo que há aumento do antissemitismo e enquadra como antissemita esse debate aqui. Você acha que essa conversa aqui é antissemita? Para eles é. A minha locução e as notas da FEPAL são antissemitas. O Cláudio Lotenberg, presidente da Conib, escreve um artigo na Folha de São Paulo ultra-racista e que a Folha de São Paulo depois omite aquela parte ultra-racista do artigo dele, só que daí, claro, estava printado e tudo, e nós, nós palestinos no Brasil,

que resultam num inquérito aqui em São Paulo para apurar esse crime de racismo do Cláudio Loutenberg. Antissemitismo é crime, né? Racismo, de um modo geral, é crime. Qualquer forma de discriminação ou racismo é crime. Portanto, a islamofobia é crime, o anti-judaísmo é crime, porque a islamofobia é encarada como uma forma de racismo. E o anti-judaísmo é encarado como uma forma de racismo. Assim como, por exemplo,

atacar religiões de matriz africana não é só atacar aquela espiritualidade. Claro que é, acima de tudo, uma forma de racismo. Assim como o xamanismo, para você demonizar as populações originárias e roubar seu território. E aí, ele é convocado a depor e não vai. É convocado a depor e não vai. Não vai. Daí, finalmente, tem uma petição do escritório que ele contratou para defendê-lo, que, aliás, também é um escritório, pela petição que fez,

pouco profissional, se dedicou a fazer o quê? Xingar a FEPAL, xingar o presidente da FEPAL e xingar o secretário de assuntos jurídicos da FEPAL. Veja, isso é uma coisa normal. Então esse combo é um combo extremista, é um combo pró-Israel, é um combo acrítico e um combo que quer impor ao cidadão comum brasileiro de fé ou cultura judaica uma visão distorcida. Então o governo está certo de buscar esse diálogo.

parte que foi buscada para o diálogo também se liberta. Puxa vida, existe sim verdades a serem conversadas. E nós queremos isso também. Todos querem isso. Quando teve o governo Bolsonaro e ele praticou uma islamofobia fantástica, um anti-arabismo fantástico, promoveu o ódio aos palestinos aqui no Brasil de uma forma fantástica, não vai ter um documento da FEPAL que tenha conhecimento público, que tenha detratado

a pessoa do presidente ou de ministros. Quando o Brasil votou de um modo criminoso pró-Israel na ONU, os nossos documentos foram de condenação daquela atitude, mas muito equilibrados. Gente mais radical, gente mais tosca, até enxergou que a gente... Mas tudo tem formalidade. Você acredita que o sionismo utiliza dos evangélicos aqui no Brasil? Claro, é uma sionização do cristianismo a partir da matriz velho-testamentária.

anticristãos em alguns desses setores ou não cristãos. Você vai num culto de algum desses CNPJs de Cristo, portanto não de igrejas evangélicas, mas de CNPJs de Cristo para ganhar dinheiro, um ou outro picareta que tem aí. E tem em todas as religiões. Tem no islamismo, tem em todas. Esses CNPJs de Cristo nem falam de Cristo mais. Nem falam. Você não vê cristianismo ali. No púlpito está a bandeira de Israel. O cara defende Israel. No púlpito o cara defendeu o extermínio do povo palestino.

defesa de Israel tem outra finalidade? Tudo é híbrido, né? Então o cara tá ganhando dinheiro ali. Mas a instrumentalização da fé pra ganhar dinheiro também não é uma coisa nova. Não é uma coisa nova. E os abusos acontecem também em outras fés religiosas. Por exemplo, os espíritas ficaram muito abalados com a barbaridade do João de Deus. Então não é um monopólio de grupos assim ou assados. Ou, por exemplo, nós vamos dizer, Robertinho, que nós muçulmanos

ficamos à vontade com aqueles malucos degolando gente, e a esmagadora maioria, inclusive, muçulmanos na Síria, e urrando, feito uma hiena louca, Allah Akbar. Nós não ficamos contentes com isso. Nós condenamos isso. Então, eu acho que todos devem ter equilíbrio. Nós, muçulmanos, devemos dizer, esses não falam em nosso nome, porque isso que estão fazendo é errado. Os judeus devem dizer, o Likud e os extremistas Bengvir e Netanyahu, os extremistas que se dizem judeus não falam em nosso nome, os cristãos,

a mesma coisa, os budistas a mesma coisa, os espíritas a mesma coisa, e claro, por que não? Os umbandistas a mesma coisa, você vê em volta e meia coisas em todas as fés religiosas com essas coisas ruins. Então eu acho que a gente tem que ser tranquilo quanto a isso. Na opinião do Breno, uma das formas de resolver o problema é estabelecimento da democracia em Israel, onde cada pessoa vai valer um voto. É uma das fórmulas, e a ULP defendeu isso até a inflexão por dois estados. Mas continua valendo,

Vamos supor que haja dois Estados, um palestino e um Estado de Israel. Palestina e Israel. Vamos supor, o Estado de Israel, à luz do direito internacional, poderia ser um regime de apartheid? Não. Poderia ser supremacista judaico e uma teocracia baseada nessa supremacia? Também não. Então, a solução com um ou dois Estados, ou 700 Estados e um deles marciano, tem que aplicar a totalidade do direito internacional.

extremistas a possibilidade de um regime de apartheid e de instrumentalizar a fé judaica, inclusive parte da narrativa velho testamentária, que é totalmente equivocada para os dias atuais, como justificativa divina para a aplicação do regime de apartheid. Porque a grande questão hoje que dificulta essa separação de regime e religião é o uso de Deus para justificar o apartheid. O Netanyahu usou Deus e a fé religiosa judaica

para justificar o extermínio em Gaza como um término do trabalho não concluído no passado por mandamento divino de Jeová, que era destruir os descendentes ou os guiados por Amamalek, Malek, sei lá que coisa que ele citou lá. Isso precisa acabar. É como você usar hoje o islamismo para justificar acontecimentos que aconteceram na época de vida do profeta

ressuscitar, que aconteceria em Medina. Quando o próprio profeta resolveu todos os problemas em Medina, inclusive instituindo uma constituição, um texto que é encarado como a primeira constituição do mundo. Então, eu sou contra todos esses radicalismos e o uso da fé religiosa para exterminar. A fé religiosa não pode ser um instrumento político e um instrumento bélico, de modo algum. Porque implica em você matar em nome de Deus. Quando eu brigo com qualquer um de nós briga, e briga

pelo celular, é uma coisa. Mas se eu disser que eu estou te matando por ordem divina, veja o perigo disso. Quando eu digo para você, você está ante Deus, veja o perigo disso. Eu tenho autoridade para te matar em nome de Deus. No caso de Israel, é um Estado que tem autoridade para matar em nome de Deus. Uma coisa é o João de Deus fazer a bobagem que fez, e a justiça, quando pegou ele, falou que está tudo errado. É uma coisa. Outra coisa é um Estado dizer, este regime de apartheid é em nome de Deus. A matança em Gaza é em nome de Deus.

11 mil crianças por milhão de habitantes exterminadas em Gaza, contra 2.813 em toda a Segunda Guerra Mundial. Portanto, Estados Unidos e Israel matam quatro vezes mais crianças palestinas em Gaza, em menos tempo por milhão de habitantes do que todo o período hitleriano. A guerra Rússia e Ucrânia matou até agora, nas duas demografias somadas, 2.5 crianças por milhão de habitantes.

vezes mais crianças por milhão de habitantes do que a guerra russa e ucrânia. Deus mandou fazer isso? Assustador. Lá na Turquia, a gente passou no... Estava tendo... em Istambul, o pessoal levou um carro que foi metalhado em Gaza e tinha dezenas de fotos de crianças no chão, cara. Assustador, né? Pô, acho que é isso, hein, Robertinho? Pô, você quer deixar alguma mensagem aí? Alguma coisa pra galera? Alguma reflexão

o que eles têm que pensar sobre isso, uma forma de talvez buscar uma orientação, já que você já explicou para a gente que a mídia aqui muitas vezes é enviesada, as informações não chegam da forma que você acredita que são as ideais. Busque informações. As informações corretas, a FEPAL é um dos instrumentos, não é o único. E sempre perguntem para si mesmos o seguinte, você gostaria da guerra na tua casa? Se você não gostaria, você deve desejar que o outro tenha paz. A paz deve ser para todos, a paz não vai ser boa se for para um lado só.

Então, nós queremos que a paz seja para os palestinos e para os israelenses. Só que para que ela haja para os palestinos, ela tem que ser justa. Nós precisamos ter direito a um território, direito a um Estado soberano, direito à aplicação do direito internacional, direito à segurança, desenvolvimento, riqueza e, claro, os nossos recursos naturais devem ser explorados por nós. E se tiverem alguma dúvida também, peguem algum escândalo que você se escandalizou muito com ele. Então, nós estamos escandalizados hoje com a lista Epstein,

Estamos escandalizados especialmente por causa do uso de crianças e eventualmente a morte de crianças. É ali que mais escandaliza. Se a lista do Epstein é relevante para você e horrorosa por causa do uso e da predação de crianças, olhe para as crianças de Gaza. Aí você vai ter um parâmetro. Se você se horrorizou aqui, você necessariamente vai se horrorizar aqui. E olhe para as mulheres e mães. Tem uma coisa mais sagrada que a tua mãe? Por que você aceita a maior matança de mulheres da história?

exterminadas em Gaza, 14 mil, equivaleria aqui no Brasil a 2 milhões e 800. Você aceitaria 2 mil e 800 mães brasileiras exterminadas? O que isso implicou? Quando você elimina mulheres, você elimina mães ventres. Você promove uma limpeza étnica, matando a reprodução. Em Gaza, a natalidade, a taxa é de 3,97 por mãe. Então, quer dizer que com 14 mil mães exterminadas,

60 mil palestinos jamais nascerão. Isso daria 1 milhão e 200 mil brasileiros que jamais nascerão. Alguém apoia isso? Obrigado, mais uma vez. Espero que você não demore tanto voltar aqui. Daria 12 milhões de brasileiros, perdão. 12 milhões, é. Não 1 milhão e 200. 12 milhões. Dá pra imaginar isso? É assustador. Obrigado. E tô feliz pelo sucesso de vocês, que eu, profeta que fui na primeira vez, profetizei. Profetiza de novo, então.

pra gente crescer mais ainda que a gente precisa. E o cabeleiro até falou de um ponto nosso aqui, um momento que a gente passou e que a gente escolheu seguir o que a gente acredita, buscando verdade, dando oportunidade de voz aí e que a gente foi ameaçado de perder patrocínio, perder fechar em portas e realmente isso aconteceu com a gente, a gente perdeu muito patrocinador, várias portas foram fechadas, mas quem tá aí, você pode ajudar a gente, tem cupom de desconto aí da Alphacor, então se você quiser usar uma camiseta bacana,

Bacana. E é uma forma de você ajudar também o trabalho que a gente faz. Porque os nossos patrocinadores são importantes pra gente continuar trabalhando. A gente tem vários produtos aí. São sempre produtos que a gente acredita, que a gente sabe que são bons. E que você não vai ser explorado nesse momento. Então usa os nossos cupons de desconto. É 3irmãos o cupom. E bom mesmo é a creatina que você não falou. Creatina da Soldiers.

Que eu uso, minha mãe usa. A gente usa em casa. E é a creatina mais barata do Brasil. Ah, mais barata do Brasil.

Três Irmãos, usa pra comprar uma creatina barata, receber na sua casa e realmente, Albertinho, tá certo. Vai ajudar o nosso trabalho aqui do Três Irmãos. A gente precisa muito de você se inscrevendo, dando um like e comentando o que vocês acharam desse episódio. E até a próxima. É isso aí. Valeu, Alede. Valeu. Fui.

GUERRA ENTRE EUA ISRAEL x IRÃ E PALESTINA - UALID RABAH - PODCAST 3 IRMÃOS#928.mp4 | Castnews Index — Castnews Index