CONVERSANDO COM O CHAT e POLEMICAS - ALMOÇO COM OS IRMÃOS - GEOPOLITICA HOJE - PODCAST 3 IRMÃOS.mp4
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Mais um almoço aqui dos irmãos. Estamos ao vivo diretamente do YouTube, da Kiki, da Twitch. Do meu lado aqui, meu irmão que já rangou, já bateu o rango tudo. O que eu falei, velho? Você tem que parar de chegar aqui e ficar comendo antes de começar. Você não perde a essência do almoço, pô. Tava brocado, velho. Não, come aqui na mesa com o pessoal, velho. É o almoço com a audiência, cara. Tava brocado. Sobrou aqui um restinho de extra power aqui. O que a gente faz no almoço aqui, Robertinho?
A gente põe a galera pra trabalhar junto com a gente aqui, tipo, dá palpite na agenda. A gente conta pra eles o que a gente fez durante a semana passada, o que a gente tem de planejamento pra construir. E, pô, troca ideia com a galera que tá aqui. E hoje, sim, a gente continua trocando ideia com a galera que tá aí no chat. O almoço é pra isso, é pra gente almoçar todo mundo junto. Mas hoje a gente tem um convidado especial na mesa, né?
Sim. O almoço ficou mais interessante ainda. Antes da gente apresentar esse convidado, eu quero que você conta como que as pessoas, como que a audiência pode participar dessa live.
mandar superchat para participar dessa live. Você pode mandar um chat normal. Você pode ser membro. A gente vai ficar muito mais feliz com a sua participação. E você pode estar também no... Na Twitch. Não, você pode mandar LivePix. LivePix. LivePix é o que eu mais gosto. Tá. Tá bom. Tá bom. Sempre eu esqueço. Se for superchat, a gente vai ler. E se for uma mensagem que não é superchat, se der sorte e cair na visão, a gente coloca no meio da conversa. Tem isso aí. E outra coisa.
vai fumar. Porque a gente tá com o Lucas Mendes. E aí, irmão, como é que você tá? Pessoal, prazer. Obrigado, viu, Rodrigão? Valeu demais por convidar de novo aí pra gente tá aqui conversando. Sempre é nos momentos meio tensos, né? Sempre, né, Robertinho? São situações meio polêmicas, mas assim, é o que a gente estuda, o que a gente trabalha, né? Tamo ali acompanhando diariamente e agora esse conflito no Oriente Médio, complicado, viu, Bill? Acho que é isso, né? Complexo. A palavra é complexo. Deixa eu te falar.
É daí a importância e talvez até o privilégio que a gente tem de ter essa liberdade de poder trocar ideia com você, porque o momento é tenso. É um momento importante, um momento histórico. Isso vai ficar nos livros de histórias. Sem dúvidas. E tem muita publicidade na mídia, paga na mídia, todo tipo de publicidade hoje. A gente precisa de algumas pessoas que realmente estão aqui para trazer a informação no mínimo correta, sabe? Sem viés, sem difamação de um lado ou de outro, mas a realidade.
um conflito, porque, poxa, mano, isso não é conversa fiada. São vidas que estão em jogo ali, são continentes que estão se movendo e talvez chegue aqui na gente. Indiretamente, fatalmente chega. Indiretamente vai chegar. Mas imagina uma escala global de um conflito desse. Você acha que dá para escalar em nível global, sei lá, uma terceira guerra mundial? Eu acho, Robertinho, primeiro assim, o que você falou da guerra de narrativas já está estabelecido mesmo. Em mais uma guerra, você tem,
o conflito bélico em si mesmo, um conflito político também e diplomático, você tem uma guerra nas redes sociais, uma guerra na mídia, dentro do YouTube, em todos os lugares possíveis que você tem circulação de informação, você está tendo também um conflito, um atrito de informações ali. Eu acho que eu agradeço, é um pouco isso que a gente tenta fazer mesmo, que você falou, é trazer primeiro que existem caminhos para a gente olhar isso, esse conflito no Oriente Médio, existem opções para a gente analisar esse conflito e,
Claro, cada um tem a liberdade, tem o discernimento de poder apoiar, de simpatizar com o que quiser. Mas é muito importante estar apropriado das informações antes até de você tomar uma decisão. Saber o que aconteceu, saber a história, saber os dados sobre os países. Acho que a gente ajuda nisso. E claro, uma segunda camada que a gente tenta fazer lá no Geopolítica hoje, que é o nosso Instagram, fica aí já o jabazinho, pessoal, seguir a gente.
Batendo um milhão de seguidores aí. Um milhão de seguidores aí, se tudo der certo, estamos em breve.
E essa primeira camada de apresentar os dados, de apresentar as informações, a gente tenta fazer e, evidentemente, avançar para uma análise um pouco mais profunda. Analisar e sim trazer não só essa primeira superfície, mas análise em si. O que está acontecendo? Por que cada país está fazendo tal coisa? O que cada país está falando? Condiz com o que está aparecendo? Faz sentido, né? O Trump fala tal coisa. Isso corresponde ao que está acontecendo na realidade hoje?
fala tal coisa, isso está de fato se realizando, então esse é um segundo momento que a gente também tenta aprofundar, e é isso, trazer uma análise sincera, acaba que sempre tem o olhar do pesquisador, sempre tem, essa coisa de uma neutralidade infinita também, eu já gosto de deixar claro que é uma bobagem, mas a gente tenta fazer esse trabalho, analisar em camadas para chegar finalmente lá na nossa opinião lá embaixo, quem quiser concordar, show de bola, quem não quiser também, não tem problema nenhum. E nessa pesquisa,
busca falar com pessoas dos dois lados, assim, por exemplo, eu sei que você conhece uma galera de Israel ali, que vez ou outra você tira uma dúvida de alguma coisa ou outra, você também tem informações dentro do Irã, você tem informações dentro dos Estados Unidos, você consegue obter? Sim, sim, a gente assim, infelizmente, até por conta do tamanho que foi adquirindo ali o nosso trabalho, nós passamos a conhecer muitas pessoas, fazer essa rede de contatos, e você estava contando em Israel mesmo, algumas informações,
eu estou recebendo diariamente do pessoal que está lá, algumas notícias, inclusive... Do Mossad. Muitas vezes também, muitas vezes o pessoal até querendo que a gente altere conteúdos, corrija, tentando passar um pouco da visão deles, e aí, claro, a gente coloca na balança um pouco dos dois. No caso do Irã, a gente tem também alguns contatos importantes, por exemplo, saiu agora uma notícia na mídia internacional, saiu no mundo inteiro, e a mídia deu uma barrigada, que a gente fala assim,
o pessoal da imprensa fala, que foi o anúncio da morte do Mahmoud Ahmadinejad, do ex-presidente do Irã, do Ahmadinejad. Ele foi dado como morto pela mídia mundial inteira, a CNN, os grandes canais americanos, a Globo, todo mundo aqui no Brasil falou. Mas quem matou primeiro foi Israel. Como assim, quem matou primeiro? Não, todo mundo falou que ele estava morto, mas o primeiro a falar, matou, foi Israel. Oficialmente, Israel que divulgou a notícia, então. Israel começou a circular essa notícia,
começou a espalhar e aí a Europa e o Brasil repercutiu. Hoje, já fazem dois dias que nós publicamos na rede social ele vivo, andando lá pelos cemitérios ali, era um momento ali de uma celebração, celebração não, mas uma homenagem a alguns mortos do conflito atual já, e ele estava ali circulando entre os presentes e evidentemente logo se recolheu, ele não está revelando onde ele está por motivos óbvios, mas ele está vivo, a mídia iraniana confirmou e pouco a gente viu
da mídia brasileira, eu pelo menos não vi, a mídia brasileira se retratar, ou dar uma nota por cima, falar que a gente estava errado. Então, a gente inclusive publicou esse conteúdo bem antes dos outros canais, até da mídia, a grande mídia tradicional, por um contato de uma amiga jornalista que eu tenho, que trabalha com os iranianos, está junto com eles, recebe informação direto dos canais de Teheran, e ela me falou, Lucas, ele está vivo, está aqui esse vídeo, pode publicar. Cara, mas eu vou te falar um negócio, se a gente começar a exigir
retratação, velho. Acho que os canais de geopolítica vai ser quem mais vai ter que se retratar hoje, você não acha ou não? Eu acho e a gente faz isso, viu, Rodrigão? Por exemplo, no início desse conflito, surgiram muitos vídeos. E surgiu um vídeo de uma refinaria na Arábia Saudita, por exemplo, que havia sido atacado. Nós publicamos esse vídeo. A gente faz, viu, gente? Você tem uma série de mecanismos de checagem. Tem aplicativos que ajudam, tem o mais óbvio de Google Lens, não sei se o
só conhece aí, tem alguns aplicativos aí que ajudam a checar se a informação é verdadeira ou falsa. E aí a gente checou, evidentemente a gente usou, mas mesmo assim, às vezes você escapa alguma coisa, ele não encontra, a inteligência artificial não consegue, o próprio Google às vezes bate cabeça, e a gente foi descobrir que toda a informação que a gente passou era verdadeira, mas o vídeo em si era um vídeo antigo, de 2019, envolvendo a guerra dos roots, quando uma refinaria saudita tinha sido atingida por um míssel root. A gente publicou isso depois pedindo desculpas e avisando o pessoal.
É claro, gente, que você está fazendo cobertura quente assim, você pode dar notícia às vezes equivocada. Mas acho que é isso que é importante, deixar o jogo aberto e mostrar para a galera que nós estamos analisando a quente mesmo. O Lucas Souza mandou aqui, podcast Três Irmãos, qual o nome do convidado? Pô, isso aqui, Lucas, é o seu xará, o Lucas Vendes, que é do canal Geopolítica Hoje, já esteve aqui no Três Irmãos. Acho que é a quinta ou sexta vez que você está aqui, não é, Lucas? Isso, nós tivemos, inclusive, acho que a última vez que a gente encontrou
Você fez um debate com o Brigadeiro lá, né? Isso, e com o Renato também, do MBL. A gente falou de El Salvador, né? Você chegou a debater com o Brigadeiro também lá? Sim, o Brigadeiro eu amassei ele, né? O Brigadeiro ele apanhou um pouco, né? A gente falou sobre Brasil, né? Sobre geopolítica brasileira. Mas foi bacana, viu? Foi o Brigadeiro, o Renato Batista, mas você fez um episódio já com o Rubão aqui. Com o Rubão, com o Breno Altman. Já fez um com o Breno Altman e um só.
Sólo, né? Isso, acho que solo até a gente já se encontrou mais de uma vez, assim, também. Falando da Ucrânia, falando de outras situações. Mas lembro que o ano passado foi muito também pela questão do Oriente Médio, né? A gente acompanha o Geopolítica, a gente fala muito de Oriente Médio. O Lucas aí, meu xará, estava perguntando. Eu sou professor de Geopolítica, né? Formado na área, aqui na Federal de Uberlândia. A gente está com esse trabalho de fazer, assim, um acompanhamento do que a mídia internacional fala, né? Incluindo a mídia brasileira. E nós não somos jornalistas.
eu não sou jornalista, mas eu acompanho e analiso o que a mídia faz. E aí muita gente, inclusive, fala, pô, mas tu posta a mídia iraniana, você posta a mídia da Turquia, da Rússia, como se essas mídias não pudessem ser dignas de confiança. E a gente, na realidade, a gente abre para o que todos os países e todas as mídias estão falando e a gente analisa em cima. Faz sentido ou não? O que tem de maior fake news hoje relacionando Irã, Estados Unidos e Israel? Qual é a maior fake news que você já viu,
cada um dos lugares. Olha, agora, nesse atual conflito, acho que o primeiro dado pra gente acompanhar, e nas redes sociais quem tá acompanhando aí vai ver, é a quantidade de vídeos falsos, vídeos feitos por inteligência artificial, que são literalmente vídeos falsos mesmo, né, tem um vídeo circulando aí, que nós tentei checar ele bastante, e não postei, porque justamente a imagem, você desconfia, se você tá acompanhando o conflito aquente, e você vê um vídeo do centro de Tel Aviv tomando dezenas de mísseis ao mesmo tempo, né, como se
todas as defesas israelitas estiverem paralisadas, no mínimo você vai olhar com estranheza. Tá, mas um ataque desse aconteceu, né? De dezenas de mísseis, centenas foram lançadas simultaneamente mesmo. Sim, sim. É porque nesse vídeo específico, Roberto, você vê todos os mísseis caindo ao mesmo tempo em um local específico, bem no centro de Tel Aviv. A imagem, assim, ela é muito forte, mas ao mesmo tempo ela é uma imagem que se você olhar com calma, você consegue ver algumas distorções na própria imagem, nas janelas, por exemplo,
dos apartamentos, você vê que está esquisito a imagem ali. E a própria imagem em si, você olha assim aquilo e você fala, cara, isso aqui se estiver acontecendo, você vai ter algumas centenas de mortes, talvez milhares em Israel, assim, né? E se isso acontecer, não vai ter como o governo Netanyahu esconder, porque de fato, uma das coisas que está acontecendo envolvendo essa questão que você perguntou, Rodrigo, sobre fake news, etc, é que Israel tem feito um esforço muito grande para poder controlar o que está saindo para fora do país.
Jornalistas, inclusive da Turquia, europeus, estão sendo bastante acompanhados pelo governo israelense durante a cobertura do que está acontecendo, sobretudo em relação à destruição em Tel Aviv, em Haifa, em Jerusalém. Então, eles estão tentando não deixar sair tanta coisa. Eu diria o seguinte, para responder, uma questão que saiu agora e está sendo muito debatida, se é ou não fake news, Israel está tentando conduzir a narrativa para um lado, o Irã para o outro, os países do sul global para o outro,
Vocês devem ter visto que logo no início do conflito, no primeiro dia, uma escola com mais de 170 crianças foi bombardeada. Era uma escola para meninas. Lá no Irã tem essa divisão das escolas masculinas e femininas. Era uma escola primária de crianças de 12 anos para baixo, até 14 anos, se eu não me engano. Saiu na mídia que esse bombardeio teria vindo de Israel. O Irã disse, já que era uma escola no Irã, Israel teria bombardeado o Irã. Imediatamente Israel negou, Israel nega até agora,
inclusive ações aéreas naqueles locais, acusou o Irã de ter deixado com que seus próprios mísseis atingissem a sua população, jogou para o colo do Irã, e agora a gente está até na ONU colocando ali o BD, analisando as informações, pessoas dentro das Nações Unidas têm dito cada vez mais, e isso aumenta muito a chance de ser verdade, que foram os Estados Unidos que bombardearam essa escola, porque essa escola fica muito próxima a uma base militar que foi atingida pelos Estados Unidos.
Então, a chance de ter sido, de fato, um bombardeio americano que, por algum motivo, desviou do local ou que mesmo tenha sido proposital, a gente não sabe, né? A gente não tem essa informação. Mas a chance de ter sido dos Estados Unidos é muito alta. Esses mísseis não têm uma precisão muito grande de localizador, inteligência artificial. Não teve um míssel que pegou o cara dentro do quarto dele lá? O nível de assertividade. Não teve dentro do quarto?
Você tem uma série de equipamentos que são usados. Por exemplo, quando a gente... Hoje, por exemplo, Teirã está sofrendo bombardeios muito intensos. E esses bombardeios de grande escala, que normalmente são usados para destruir construções inteiras, prédios inteiros de uma vez, normalmente nem são mísseis. Mísseis, às vezes, são usados em alvos muito específicos, justamente por ter uma precisão muito grande. Por exemplo, os Tomahawk.
Eles normalmente são usados junto com mísseis anti-radares para saturar e para conseguir atingir bases,
para atingir radares, centros de comando, coisas mais específicas. Quando você vai ter um bombardeio em grande escala, como por exemplo um quartel que aconteceu hoje de manhã, o Israel bombardeou a escola militar do Irã, como se fosse a Amman do Irã, onde formam os militares iranianos no centro de Teherã, eles bombardearam isso. A explosão foi gigantesca. Aquilo lá são bombas inteligentes, que são chamadas de J-Dans. São bombas que elas são equipadas, inicialmente elas são produzidas como bombas burras, que são chamadas,
precisão baixa. Aí os Estados Unidos conseguem acoplar alguns dispositivos, principalmente de GPS, de laser, de guiagem a laser, que realmente fazem essas bombas se tornarem bombas inteligentes, a G-Dance. Aí essas bombas passam a ter uma precisão de até 2, 5, 10 metros, que é muito próximo. Mas, vamos pensar o seguinte, nós estamos falando de uma operação, isso é no campo de teste. Quando a gente está falando de uma operação militar à quente, onde você tem centenas de aviões no ar, você tem sistemas antiaéreos operando e pressionando esses radares, esses aviões, uma guerra eletrônica,
acontecendo ao mesmo tempo, isso é uma coisa que também tem sido pouco falada, essas operações de bombardeio americanas, elas são sempre precedidas por uma guerra eletrônica muito intensa, vários aviões de combate eletrônico, de interferência, eles estão no ar junto com essas aeronaves de superioridade aérea, como os F-15, os F-18, junto com os bombardeiros, então você tem um esquadrão no ar voando, uma série de mísseis partindo do chão, e a chance então de você ter interferência no lançamento dessas bombas, de você ter erros de pilotos ali mesmo,
também não é desprezível. Então provavelmente foi isso que aconteceu, algum tipo de pressão contra a nação militar americana ali, que buscava bombardear alvos militares ou mesmo até alvos civis, mas alvos políticos, por exemplo. É pouco provável que os Estados Unidos tenham explicitamente querido atingir uma escola, porque isso tem um custo político para os Estados Unidos também. Exato, isso não é bom para eles, do ponto de vista político. Então assim,
Por mais que... Evidente que isso não limpa a barra deles. As mortes ficam ali na conta dos americanos. Mas assim, você tem uma espécie de guerra eletrônica acontecendo que pode ter contribuído para que essas crianças tenham sido vitimadas. A última pergunta, Robertinho. Eu sei que você quer colocar a pergunta no assunto. Depois do Irã, de Epstein, o que o Trump tem feito com o ICE nos Estados Unidos? Você acha que ele está preocupado com o custo político dele? Eu acho que essa é uma ótima pergunta.
Rodrigão, porque o Trump, cara, ele tá, assim, esticando a corda de uma forma que nenhum presidente americano fez nesse século até agora, né? Eu não acho que ele tá preocupado com as próximas eleições, na moral, velho. Eu acho uma ótima pergunta e tem muitos pesquisadores que têm dito o seguinte, o Trump ou ele não termina o mandato por conta dessa radicalidade da política dele, esse grau de radicalismo que ele tá atingindo, ou ele, eu particularmente não acredito nisso, o que é muito difícil a gente, né, tentar prever, mas pra mim a estratégia dele me parece que
ele está tentando dificultar, ou que ele possa tentar em breve dificultar, que eleições aconteçam nos Estados Unidos. Então, no sentido de criar algum fato político, algum fato geopolítico, alguma coisa dessa natureza, Robertinho, que justifique o adiamento, o momento de eleição sitiada, por exemplo. Nós vimos o Steve Bannon falar recentemente que eles vão colocar, num tom bem impositivo, que os 20 mil agentes do ICE vão estar cercando os colégios eleitorais americanos, isso pode gerar
também alguns episódios de estresse político, de conflito, onde eventualmente ele possa acionar a Guarda Nacional. Então, coisas dessa natureza podem estar na linha do horizonte do Trump, sim. E aquela coisa, né? É a estratégia dele, é semear o caos. Isso acho que ninguém duvida, né? Caralho, esse cara vai colocar o Ice em volta dos colégios eleitorais. Isso agora, no mid-term elections, né? Vai ter eleição de meio de mandato.
Ou seja, quem é contra Trump provavelmente não vai voltar. Exato. Porque o Ice vai pegar
Os caras vão ficar com medo, talvez. Mesmo cidadão americano pode ficar com medo. O cara até comentou ali sobre nos estados espaços por lei que cada um só pode ser presidente duas vezes. Isso, é isso mesmo. E com isso o Trump já completou duas vezes. Ele não vai tentar a reeleição. Ele não poderá concorrer novamente. Ele não vai... Assim... Eu tô falando só pra entender isso antes do verso. Quem é contra o Trump não vai poder votar.
Não faz diferença porque o Trump não vai estar concorrendo. Então, aí que é a questão. Seria pra deixar alguém no lugar dele?
possível quando a gente pensa em Donald Trump, né? Por exemplo, eu acho possível que ele tente, ele tem falado isso inclusive, ele já falou algumas vezes que ele gostaria de concorrer a um terceiro mandato, que a gente poderia ver se é possível. Aquela coisa de tentar jogar pro público pra pressionar a Suprema Corte, coisas dessa natureza ele já tem feito. Mas ou eu realmente não acho que a sociedade americana vai abrir essa nova oportunidade pra ele.
Mas aí fica aquela zona nebulosa. Será que ele não tá tentando cavar um lugar pra alguém do MAGA, muito próximo a ele?
Será que não é o Rubio ou o próprio Jade Vance ali, que são as pessoas, o vice dele, né? Então, talvez cavar uma vaga pra alguém ali. Vamos só lembrar, antes de eu passar a bola aqui de novo, que o Trump, ele fala até agora, até hoje, que a eleição de 2020 foi fraudada. Então, ele não reconhece a vitória do Biden. Isso pode surgir, de algum modo, como um argumento pra dizer, olha, me roubaram ali atrás, era pra ter sido eu. E mesmo agora, na eleição que ele venceu...
Teria uma compensação histórica? Talvez alguma coisa dessa natureza. Esquisito, né? Mas ele não dá pra duvidar.
Agora, eu acho mais interessante o seguinte, que mesmo nessa eleição que ele venceu, ele falou recentemente que o número de votos dele provavelmente foi maior, sugerindo que o colégio eleitoral americano é de baixa confiança. Então, ele diz, ó, vencemos, mas é porque não teve como eles negarem. Foram tantos votos a mais, se lá apareceu 3, 4 milhões, é porque foi 10. Então, ele tá sempre colocando o sistema eleitoral em xeque. E aí, a partir daí, eu acho que muitas estratégias podem estar sendo boladas, né?
Vamos lembrar que ele tem a CIA do lado dele, é ele que indica o diretor da CIA, né?
tem o FBI do lado dele. Ele tem tudo, né? Ele tem a máquina na mão. Ele tem ali poucas coisas em termos de resistência política hoje em relação a ele. Ele tem alguns aliados financeiros fortes também, né? Eu digo assim, porque no jogo desse tamanho o dinheiro manda muito. Mas em todo lugar, né? Mas ali... No jogo democrático-liberal o dinheiro manda mais que tudo, né? Quem você acha que usa mais as armas do Estado? Trump ou Netanyahu? Ah, sem dúvidas o Netanyahu, né? O Netanyahu ele usa tanto que ele consegue
direcionar a política americana. Acho que outra coisa interessante para a gente comentar com a audiência aqui é que essa guerra dos Estados Unidos é uma guerra de Israel. É uma guerra que os Estados Unidos iniciam essa guerra por uma pressão e por quase um ultimato israelense do gabinete do Netanyahu. Então fica no ar aquela coisa. O que o Trump deve tanto para o Netanyahu para ficar abrindo guerra? Isso enfraqueceu inicialmente o Trump nas pesquisas. Interessante o pessoal saber que o Trump,
faz parte do movimento MAGA, o tal do Make America Great Again. E esse é um movimento nacionalista, é um movimento isolacionista. É um movimento que na raiz ideológica dele, que está o Steve Bannon, que estão pessoas ali dentro dessa alt-right, da nova direita americana, eles pregam a visão de que os Estados Unidos devem se afastar dessas questões de conflitos, sobretudo em zonas de influência que não são tradicionalmente americanas, como por exemplo aqui, na América Latina. Então para o MAGA, por exemplo, invadir a Venezuela
sentido. Agora, fazer guerra lá no Irã, será que faz? Para esses grupos, não. Tem muita gente questionando, tem muitos soldados dentro do exército americano, não só soldados nativa, mas veteranos que estão criticando, que estão indo à mídia e que estão dizendo, a gente vai lá morrer por Israel em uma guerra em que não havia nenhum indício claro de que o Irã faria um ataque agora, muito menos nuclear, gente, é outra coisa, né, Rodrigão?
O Irã não tem armas nucleares, gente. Eu recebo muito essa pergunta. O Irã tem armas nucleares? O Irã não tem armas nucleares, pelo menos até o atual momento. Quem impedia o desenvolvimento dessas armas nucleares era o Khamenei, na sua opinião? O Khamenei deu algumas entrevistas, algumas declarações, dizendo que o Islã era contra a produção de armas nucleares. O Khamenei já disse isso. Agora, eu não acho que ele atrapalhava,
Mas eu acho que ele poderia ter se inclinado mais, tomado decisões políticas mais incisivas para que o Irã já tivesse essa arma. Mas o Khamenei era o cara que impedia o Irã de desenvolver essas armas. Inclusive, essa é a questão. Os caras mataram um cara, o exército de Israel matou um líder religioso dentro do Irã, que era o impeditivo para o desenvolvimento de armas nucleares.
Enquanto você tinha, por exemplo, membros da guarda revolucionária iraniana, os generais iranianos, figuras políticas dentro do Irã, o presidente do Irã atual, ele é bem mais tranquilo, o Massou Pesseskian, ele é um cara que não é muito de ficar tentando bater de frente com o Israel, mas vários outros eram, o Ahmadinejad era, o último agora, o Ibrahim Haiz, que morreu suspeitamente, não sei se vocês lembram, o antigo presidente do Irã morreu num acidente de helicóptero, muito estranho, uma situação que aparentemente foi um acidente, mas também morreu recentemente.
presidentes anteriores, eles se colocavam, eles se peitavam mais Israel, né? De fato, assim, o Khamenei, ele era, ele não era um linha dura, tá? O Khamenei não era um... Você tem muitas declarações, e é importante também fazer esse disclaimer, você tem declarações do Khamenei gravadas dele acusando Israel de vários crimes, dele se colocando como um antisionista, dele dizendo que Israel é um Estado ilegítimo, o Irã não reconhece Israel, né?
A existência de Israel é contra a existência do atual Estado de Israel nos modos atuais, então,
você tinha esse confronto, sim. Agora, eu concordo com você, viu? Ele não foi alguém que agiu de maneira definitiva para que o Irã tivesse a bomba. Isso, para mim, inclusive, hoje pode ser avaliado como um grande erro, né? O Irã está sendo atacado porque não tem a bomba. Se tivesse, claramente não estaria sendo, né? Essas declarações do Khamenei sobre Israel não era para promover um certo ódio e fomentar, por exemplo, eles falam aqui, o Irã que patrocinava o Hezbollah, o Hamas,
Quando o Khamenei propaga esse ódio contra Israel, não é pra colocar o povo um contra o outro ali? Será que esse não era o intuito do Khamenei? No caso, você fala pra colocar a população iraniana contra Israel? Não, não. É a população palestina. Cisjordânia, Gaza... Será que a hora que ele se pronunciava dessa forma, não era pra jogar um povo contra o outro? Ah, com certeza não, viu? Porque ali as coisas já estão dadas.
tensão entre os palestinos e os israelenses, independente do que o Irã pode fazer. Antes mesmo do Irã ser o principal aliado das forças palestinas, esse conflito já existia, ele já era muito grave e isso é independente. Saio não precisa de ninguém pra fazer merda. Saio é, aquele funk, né? Eu faço tudo sozinho. É um pouco isso sim, porque antes mesmo do Irã patrocinar esses movimentos de proxy, essa Hezbollah, Jihad Islâmica, Hamas, os Hutts no Iêmen, isso tudo de fato, o Irã tem braços em todos
esses lugares e gera influência política. O Irã controla muitas milícias dentro do Iraque. Hoje o país que tem mais influência dentro do Iraque é o Irã, apesar dos Estados Unidos ocuparem o Iraque militarmente. O Irã tem forças paramilitares dentro do Iraque. Então, de fato, o Irã tem essa força espraiada, essa zona de influência, mas não é isso que causa o conflito entre Israel e Palestina. Esse conflito é anterior e o Irã, inclusive, ele assume esse protagonismo que tem agora quando os países árabes começam a abandonar a causa do Palestina.
E aí os persas começam a se aproximar, os turcos. Hoje a Turquia, muitas vezes o Erdogan, fala de maneira muito mais contundente contra o Netanyahu do que o príncipe saudita, por exemplo. Mas continua fazendo negócios com Israel. Continua fazendo negócios com Israel. Contra a vontade da população turca. Sem dúvidas. Contra os turcos, de modo geral, eles não veem Israel de uma maneira muito negativa. Agora o presidente da Turquia está ali, um pé em cada canoa mesmo. Então, mas isso não é um problema. Você acha que é um problema?
países que estão em conflito, por exemplo? A gente tem que pensar o seguinte, né? Que Israel... Eu tô pensando como um país. Não, sim, sim. Eu acho que o seguinte, assim, Israel é um ator incontornável no Oriente Médio, né? De algum modo, você vai ter que falar com Israel. Só pra vocês terem ideia,
A Arábia Saudita, que é o maior player dos árabes, o país principal do mundo árabe, ele não reconhece, a Arábia Saudita não tem relações oficiais com Israel, não tem embaixada da Arábia Saudita, oficialmente o príncipe, o MBS, o Mohammed bin Salman, oficialmente ele não enviou ninguém para poder negociar ou mediar relação nenhuma com Israel. Mas a gente sabe, a gente tem certeza, não só por notas públicas que esses países soltam, mas pelo que a imprensa internacional tem dito há anos,
que você tem negociações embaixo da mesa, debaixo dos panos ali, entre a Arábia Saudita e Israel. Então, que a Turquia tem que negociar com Israel, tem que passar por Israel, isso é inevitável. Agora, essas negociações podem ser mais ou menos intensas. Por exemplo, um fato interessante, um país que é uma espécie de zona de influência turca dentro do Cáucaso, que é um país importante agora nessa guerra, é o Azerbaijão. O Azerbaijão é um país que é muito próximo da Turquia.
grande, né? Os Azeres, eles são também povos túrquicos, assim como os próprios turcos da Turquia, né? Assim como os povos ali da Ásia Central, alguns ali como aquelas ex-repúblicas soviéticas, tem povos túrquicos ali também. Puxar o DNA ali no começo, está tudo misturado. Tudo misturado. É uma galera que veio ali da Ásia Central, empurrado pelos mongóis e tal, e foram se estabelecendo dentro da Europa e no Cáucaso. Esses grupos hoje, por exemplo, a Turquia, ela negocia com o Azerbaijão,
e ela usa o Azerbaijão para poder comprar e vender coisas de Israel sem necessariamente ter que falar publicamente isso. O Azerbaijão também é um hub de passagem de petróleo que esses países que estão sancionando a Rússia usam para poder comprar petróleo russa indiretamente. A própria Turquia faz isso também. Então, o Azerbaijão agora, olha que coisa curiosa, cumpre esse papel de ser uma espécie de laranja, sem querer ofender o país, não é isso, mas o país ocupa essa...
posição de um mediador velado, alguma coisa nesse sentido assim, ele não aparece publicamente. E agora nós tivemos, no dia de ontem, por exemplo, o aeroporto de Nakshivan, que é uma zona autônoma dentro do Azerbaijão, que inclusive foi conquistada recentemente em 2020 numa guerra contra a Armênia. Esse aeroporto foi bombardeado por um drone. Não sei se vocês viram isso na mídia, vocês viram? O aeroporto de Nakshivan, que é um aeroporto dentro do Azerbaijão, foi bombardeado ontem por um drone. Esse drone, isso causou uma reação muito grande do presidente,
Ilan Aliyev, que é um ditador, tá 40 anos no poder e tal, mas causou uma reação muito grande e o Azerbaijão, ele é uma forma que a Turquia tem de fazer negócios com Israel, igual eu falei, então o Azerbaijão é um grande aliado de Israel, apesar de ser um país árabe, tá? Desculpa, não é um país árabe, é um país turquico, mas é um país islâmico, não confundir isso gente, pelo amor de Deus, é um país islâmico, é um país que não é turquico ali, mas é um país que tem ótimas relações com Israel,
hoje. Tem boas relações. Então, quando um aeroporto dentro do Azerbaijão é atacado e o Azerbaijão diz que foi o Irã, o Irã responde e diz, opa, isso não é verdade. Isso aqui foi uma operação de bandeira falsa. Foi isso que o Irã falou, inclusive. Então, hoje está essa guerra de narrativas. A gente não sabe se foi o Irã, se foi uma bandeira falsa causada por um conchavo ali, mas a gente sabe que a guerra está se espraiando e ela está saindo, inclusive, do Oriente Médio e indo para a borda da Europa, onde
o Cáucaso, o Cáucaso é justamente a linha de transição entre a Ásia, o Oriente Médio e a Europa, e isso é perigoso por uma série de fatores, não só porque o Azerbaijão em si vai poder ameaçar ou fazer qualquer coisa, mas porque o Azerbaijão tem aliados, pelo Azerbaijão passa alguns dos hubs ali, algumas zonas de escoamento de petróleo e gás mais importantes, então se atacar com o aeroporto pode atacar ali um gasoduto, qualquer coisa assim, e aí começa a guerra sair daquela zona só e virar uma coisa mais global.
lucrando com essa guerra? A guerra não é pelo bem nunca, é só um lucro. Uma boa pergunta, só pra deixar claro, não necessariamente eu tô dizendo que o Azerbaijão tá lucrando agora com essa guerra. Mas ele tá importante, ele criou credibilidade no mínimo com algumas negociações ali. É, ele se coloca cada vez mais como um país pró-ocidental, mesmo sendo uma ditadura, viu gente? O Azerbaijão é uma ditadura, é um país onde você não tem imprensa livre, por exemplo, né?
A imprensa é bastante controlada, a família Alieve governa desde o período em que a União Soviética
controlava o Azerbaijão, e você teve uma saída do socialismo, mas uma continuidade daquelas oligarquias no poder. No caso, a Zéria, a mesma coisa. E o Azerbaijão... Não tem nenhum país que quer ir lá livrar eles disso, não? Os Estados Unidos, curiosamente, não querem levar democracia pra eles, né? Não querem, até porque eles já estão vendendo petróleo pros Estados Unidos, já estão ajudando, né? Ninguém vai livrar esse povo, não, tadinho.
Mas você tem muito isso, viu, assim, uma ditadura ali que é amiga de Israel, que é amiga dos Estados Unidos, e que... O que que eles ganham, né, fazendo isso?
estou dizendo que eles estão fazendo uma bandeira falsa, mas é possível. O que eles ganhariam? Olha, eles se colocam totalmente ao lado do ocidente e eles, vamos lembrar, o Azerbaijão recentemente também, tanto o Nikol Pashnyan, que é o presidente da Armênia, o premier da Armênia, como o Ilhan Aliyev, estiveram na Casa Branca recentemente, eles assinaram um acordo, vocês devem ter visto que o Trump está dizendo que acabou com oito, dez, vinte guerras, né?
Trump não está falando isso? Uma das guerras que ele disse que acabou é a guerra da Armênia com o Azerbaijão. Essa guerra, na verdade, já tinha diminuído a intensidade, não estava
acontecendo um conflito mais, mas eles assinaram uma espécie de acordo para colocar no papel o que já estava acontecendo na prática. Os Estados Unidos passaram a deslocar tropas para dentro do Azerbaijão, para dentro de uma região fronteiriça entre Azerbaijão e Armênia, e eles fizeram uma linha, uma estrada separando os dois, que é chamado Corredor de Zangzur. Esse corredor é garantido a defesa deles por soldados americanos. Então os Estados Unidos já estão dentro do Azerbaijão, eles já têm uma relação muito pronta.
O Aliyev esteve agora, na Casa Branca, abraçando o Trump. Então, essa postura do Azerbaijão pode ser entendida como uma consagração mesmo, uma relação muito próxima que está acontecendo. E só para finalizar, quem ganhou essa guerra armênia em Azerbaijão foi o Azerbaijão. E os Estados Unidos meio que bateram o carimbo e disseram, essa mudança de fronteira pela força, nós estamos legitimando ela, porque você é nosso amigo. Os Estados Unidos fazem negócio com várias ditaduras, é importante deixar isso claro. E ao longo da história... Emirados Árabes ali,
E não só fazem, mas implantaram ditaduras. Por exemplo, um caso que é pouco falado, pouco lembrado. Coréia do Sul foi uma ditadura por quase três décadas. Há pouco tempo, Coréia do Sul começa a se democratizar na década de 90, final dos anos 80. E durante toda a Guerra Fria, Coréia do Sul foi uma ditadura bastante fechada também, assim como o Norte, mas com enorme apoio americano. Enorme apoio americano, base americana, todo tipo de investimento eles colocaram na ditadura.
sul-coreana. Enfim, isso hoje acontece no Oriente Médio, acontece em países africanos, em que os Estados Unidos estão ali também tendo boas relações, dependendo se o país oferece ou não uma postura geopolítica para os Estados Unidos. Quantas bases militares os Estados Unidos têm espalhadas pelo mundo? Você sabe que essa é uma questão polêmica, Rodrigo. Eu vou falar isso aqui, o pessoal depois vai fazer o corte aí. O que aparece na mídia, e sobretudo nos meios de esquerda, a gente tem muito circulando a ideia de que os Estados Unidos têm 800 bases pelo mundo.
Você já deve ter ouvido esse número mesmo. Não, eu ouvi falar 192. Esse pode ser um número bem mais realista, tá? Porque você tem muitas vezes circulando na mídia que os Estados Unidos têm 800 bases pelo mundo. Não tem nada que comprove isso, tá? Apesar desse número ser bastante difundido por aí, é um número muito maior do que provavelmente é verdade. O que os Estados Unidos têm são centros de apoio. Porque, veja, quando a gente fala base militar, nós estamos falando de um complexo que é virtualmente impossível você esconder a presença.
presença dele, principalmente quando ele é num país estrangeiro. Eu vou dar um exemplo. Os Estados Unidos tinham bases no Havaí que a gente não sabia até pouco tempo. Essas bases eram usadas sobretudo pela NSI, que é um braço da CIA que era usado para espionar principalmente os americanos. Os caras conseguiam esconder essas bases? Sim, porque era no subterrâneo também, parte delas dentro do Havaí. Então é possível que os Estados Unidos tenham bases em locais que a gente desconheça, principalmente em países muito aliados.
Os Estados Unidos tem uma iniciativa importante que são os cinco olhos, os five eyes, que são os principais
aliados em que eles compartilham inteligência. Então, no Reino Unido, em Israel, você tem na Austrália, você tem ali o mundo anglófono, vamos dizer assim, que está ali com os Estados Unidos. É possível que nesses lugares tenham bases? É possível, mas mesmo nesses lugares é improvável, porque esconder bases no estrangeiro é muito difícil. Essas bases secretas que os Estados Unidos têm é dentro dos Estados Unidos. Então, esse número aí que você falou, por volta de 200, faz muito mais sentido e é plausível.
Se a gente for pensar no Oriente Médio, por exemplo, os Estados Unidos têm algumas dezenas de bases
ali, desde base naval, base aérea, a maior base aérea, por exemplo, americana na Europa, está ali em Rammstein, na Alemanha, você tem outras bases na Polônia, você tem base em Portugal, que não são exatamente bases americanas, mas que Portugal oferece a concessão e deixa que os Estados Unidos usem ao seu bel prazer, então são centenas, eu acho que a gente pode ficar num número assim, os Estados Unidos ultrapassa a centena, mas ele dificilmente chega a um milhar,
Quem está em segundo lugar nessa contagem? Poucos países têm a quantidade de bases que os Estados Unidos têm. Você vai ter ali a Turquia, curiosamente, sendo um dos países que mais têm bases fora do território turco. Então, a Turquia tem bases na África, tem bases no Djibouti, que é aquele bracinho chamado chifre da África. Onde fica ali Somália, Somalilândia, Etiópia. A Turquia tem bases ali, mas vários países têm bases ali. A França tem, o Reino Unido tem, porque ali é justamente uma entrada, uma das portas ali
canal de Suez, pro Mar Vermelho, pra Rota do Petróleo e etc. Então você tem, ó, Turquia, Rússia, França e Reino Unido. São esses os países, assim, que tem ainda bases, por serem principalmente ex-metrópoles de colônias no mundo inteiro. A Turquia tem esse papel por conta do Império Otomano, que foi, né, a cabeça do Império Otomano até a Primeira Guerra Mundial. O Reino Unido, por exemplo, vocês terem ideia, o Reino Unido controlava Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos até 1971.
Os Emirados Árabes Unidos viraram um país de verdade em 1971. Até então, eles eram uma espécie de base do Reino Unido. E aí, trocou de mão. Hoje, os Estados Unidos têm muito mais influência do que os próprios britânicos. Mas eles ainda têm. Então, são as ex-potências coloniais. França, Reino Unido, a Turquia, por conta desse papel no Império Otomano, a Rússia e os Estados Unidos, principalmente. A China, vale a pena a gente também citar a questão chinesa, porque a China, eles têm construído, além de bases em países próximos ali,
Bangladesh, países onde eles têm tentado levar a presença militar deles, mas a China tem feito as chamadas bases lá também no mar do sul da China. Então você constrói, por exemplo, um aeroporto, uma base, numa ilha no meio do mar, uma ilha que não existia. Você vai lá e faz a ilha, faz aquele território, você constrói um território para ter uma base. A China tem usado muito dessa estratégia no seu entorno. É muito louco isso. Você anda aqui no Brasil, toda cidade você vê um exército, pelo menos as maiores,
ver. Nos Estados Unidos também, você anda nos Estados Unidos, você passa pela porta de algumas bases, né? De alguns exércitos, você consegue ver isso também lá. Cara, a China, os lugares que a gente foi, mano, eu não consegui ver um exército, sabe? Não consegui ver uma delegacia naquela parada. Aí, tipo assim, o povo tá falando, pô, a China tá colocando base militar aqui no Brasil. Fala, mano, eu tava na China e não consegui ver base militar lá e os caras vão colocar uma no Brasil aqui e todo mundo já tá vendo isso daí.
É curioso. Daqui é igual da China, tem, mas ninguém viu. É escondido, né? Vocês tiveram lá agora, vocês tiveram a sensação de, pelo que você está me contando, de não estar num país militarizado, né? Não. Aquela coisa assim de, ah, militar. Como se as pessoas estivessem vivendo obrigado daquele jeito. Só em Pequim, ali na Praça Celestial ali, que você vê uma segurança do governo. E mesmo assim não estão armados. Você não vê arma em lugar nenhum lá.
Mas outras cidades, cara, você não vê. Malha e malha, você vê polícia naquilo ali. Parece que você tem até essa sensação. Se um exército militarizado invadir isso aqui, vai tomar conta. Porque você não vê nada em lugar nenhum. Olha que curioso, né, Rodrigão? Que nos Estados Unidos, eu já tive a sensação contrária. Principalmente nos locais que eu visitei. Claro que os Estados Unidos tem muita diferença dependendo do lugar que você vai.
É um país enorme. Mas, por exemplo, eu estive em alguns estados americanos. Onde você foi lá? Massachusetts.
principalmente, né, e lá é uma região muito militarizada, uma região de muitas bases, de locais de teste de empresas como a Lockheed, né, então você tem bases secretas lá mesmo, onde você vai ter caça sendo testado, muito equipamento militar que você vê na rua blindado, andando, sendo transportado, avião sobrevoando, são regiões próximas ali, eu estive em Nova York, Nova Jersey, né, e você vê assim uma movimentação militar, claro que ali são grandes centros urbanos, né, mas você tá falando que na China, mesmo nesses
E você não viu, né? Eu fui pra... Da última vez que a gente foi pros Estados Unidos, a gente foi ali de... Eu fui de Orlando até Atlanta dirigindo, assim. Então eu passei por várias cidades, sabe? E você vê, cara. Você passa do lado ali, você vê alguns exércitos ali, você vê isso. Você vê, né? Presença de militares, né? É comum. Você vê caminhão andando com arma na rodovia, transportando um tanque, alguma coisa assim. Você se depara com isso. Isso é pouco falado, né? Mas a sociedade americana, ela é muito...
militarizado, assim, nesse sentido de ter presença de militares e ter um certo apelo também a um ufanismo, né? Eu fiquei, assim, impressionado de ver, por exemplo, nesse estado, em Massachusetts, que em alguns lugares, algumas cidades, praticamente em todo poste que você via na rua, tinha uma bandeira dos Estados Unidos, nos postes. Uma coisa, assim, que a gente às vezes pensa na Coreia do Norte, quando vai pensar nisso, né? Tem bandeira, assim, em qualquer lugar.
Mas isso eu até acho legal, assim. Não, nada, não é nem uma crítica. Tipo, na Turquia, você vai também, tem bandeira pra caralho.
Nos Estados Unidos você vê isso a todo instante. Você vê bandeiras que são enormes. Você fala, caramba, o cara gastou uma nota pra fazer essa bandeira. Na Turquia e na China eu acho que vê mais, né? Na China você viu mais. Eu acho que eu vi mais na Turquia. Mas na Turquia pra mim é imbatível. A Turquia... Toda janela de casa tem uma. No estádio você vai andar às vezes um quarteirão e vai ver uma bandeira. Fatalmente você vai ver. Na Turquia é difícil você andar três, quatro casas.
e não tem uma bandeira. Qualquer estabelecimento comercial ter pelo menos cinco bandeiras, sabe? Lá dentro não tem uma, são várias. Entendeu? Qualquer embarcação vai ter a bandeira, enfim, mas nos carros tem uma montanha. Você olha até uma montanha e não tem nada nessa montanha. Mas lá em cima tem uma bandeira. É muito louco isso, sabe? Onde você não tá vendo nada, a bandeira tá lá. E não é uma crítica não, tá? Você até comentou, não acho que... Seria ótimo.
Se o Brasil fosse mais assim, inclusive. Eu queria ter bandeira do Brasil. Cada instituição pública, obrigatoriamente, tivesse que ter uma bandeira, cada escola, um mastro ali, cada local de serviço público, hospital. Isso tende a piorar, porque teve um sequestro do símbolo nacional aqui. Isso é um problema. É uma merda, entendeu? Isso aqui. Porque caminha pra ficar pior. Se aqui a gente já não tem a valorização, o respeito, o amor pela pátria, isso caminha pra piorar, porque o símbolo foi sequestrado.
no Brasil só tem bandeira de time. Israel, Israel. Você vê mais bandeira de Israel no Brasil do que bandeira do Brasil, velho. É isso, Robertinho. Você também vê mais... Eu ia falar outra que eu acho que tem mais. Qual que você ia falar? Eu ia falar que você vê mais a bandeira dos Estados Unidos. Aqui no Brasil. Você vê em camiseta, você vê em boné. A bandeira dos Estados Unidos é um símbolo pop. Você está associando a bandeira a... Vamos pensar assim, aquela tecido... Mas você sabe que isso
outra parada legal, Lucas, tipo assim, na China, conversando com alguns chineses sobre isso, um chinês me falou que se você fosse na China há 30 anos atrás, o sonho da população chinesa era ser norte-americana. Era o sonho dos caras. Os caras olhavam a cultura norte-americana como, tipo assim, um saudosismo muito grande. Eu queria isso pra mim. E hoje, a visão dos chineses em relação a isso é totalmente contrária. Os caras
tem orgulho do país, os caras tem orgulho do que eles produzem, tem orgulho da produção deles, assim, sabe? Ele falou, cara, a China de hoje é totalmente diferente da China de 30 anos. Em Hong Kong, por exemplo, os caras tem orgulho do Reino Unido lá, né? Foi colonizado por eles. Mas isso é uma parada que eu acho que o desenvolvimento, ele fomenta o patriotismo,
a soberania, o cara se orgulhar de pertencer a um lugar, de fazer parte daquela história, principalmente quando ela é uma história difícil e suada. Aí você tem mais isso. Sem dúvidas. A China passou aquele período muito difícil, do século das humilhações, demorou muito tempo para ter um Estado Nacional Moderno organizado, só a partir de 1949, da Revolução Chinesa. E a partir daí foram anos, décadas,
para poder colocar as coisas no lugar, arrumar a casa. Mas eles, de fato, tiveram um projeto nacional de desenvolvimento que levou eles aonde eles estão hoje. Esse projeto, inclusive, é nosso. Em muitos casos, é. O Brasil forneceu muita inteligência, muita troca de capacidade. Em relação à China, o Brasil era muito maior que a China. Na década de 70, por exemplo, anos 80, até os anos 90, o Brasil era muito mais representativo que a China no mundo.
acabou mudando as posições. Mas eu acho que passa por aí. A própria Turquia, vocês estavam falando da Turquia, né? A Turquia é um país que tem um orgulho nacional muito grande. O turco é muito orgulhoso de ser turco, da história que eles tiveram. O Ataturco, né? Eles têm orgulho do Ataturco. O pai dos turcos. Mustafa Kemal, né? Ele é uma espécie de... É uma coisa que a gente meio que... O Brasil tem dificuldade de construir heróis e de manter esses heróis, assim,
e um papel importante na nossa história. Muitas vezes a gente acaba querendo desfazer ou desqualificar brasileiros que foram importantes, independente de erros e acertos. Você teve brasileiros que foram muito importantes na história e que hoje tem um papel totalmente secundário, não são lembrados. Os turcos é curioso isso, porque o cara lá da década de 20, o Ataturk, fundou a Turquia moderna num período em que o país estava declinando e hoje é visto como o pai da nação, é visto como o cara que colocou, que devolveu o orgulho,
iniciou um novo projeto de desenvolvimento nacional, eles lembram disso o tempo todo, né? Você acha que isso é porque o brasileiro se importa mais com a vida privada do que com a vida pública? Isso é uma boa questão, né? Eu já ouvi falar isso aí, sabe? Que a gente acabou de alguma forma desqualificando os nossos heróis nacionais por conta de uma vida privada que o cara teve. E aí a gente acaba esquecendo a contribuição que o cara teve pra vida pública. Tipo, ah, esse cara trouxe isso, fez isso, fez aquilo outro,
lutou por isso e tal, mas ele traiu a mulher, era um safado e tal, não sei o que, entendeu? E aí a gente julga as pessoas pela vida privada e acaba... Isso é muito ruim, porque se a gente for olhar as figuras históricas tentando esvaziar a contradição que elas estão sempre trazendo junto com elas, a gente vai estar, inclusive, desqualificando e diminuindo o papel delas. O caso clássico, se a gente for pensar no Vargas, o cara que contribuiu demais com o Brasil,
criou as leis trabalhistas, férias remuneradas, um monte de coisa que até hoje é super importante para o trabalhador, mas ao mesmo tempo ele foi um cara que desmantelou movimentos trabalhistas, sobretudo os mais radicais, movimentos comunistas principalmente, perseguiu comunistas, torturou, foi um cara ditatorial durante boa parte do governo dele. Então, acho que a gente saber olhar, na verdade, as coisas com os olhos do momento e não com os olhos do agora.
analisar o Vargas, como se ele estivesse em 2026, ele vai parecer terrível por um lado, vai parecer a pior pessoa, isso não faz sentido, você tem que pensar com os olhos de 1945, de 38, como que as coisas estavam ali agora, acho que falta um pouco disso, um pouco de anacronismo, isso é na minha opinião, é uma apropriação muito pouca que o brasileiro tem de história, o brasileiro não conhece a própria história, não sabe o que aconteceu semana passada, e muito bom se a internet está aí
fazendo isso, o podcast de vocês contribui demais, trazendo a galera que retoma esses assuntos. Mas eu ia até levantar um outro ponto que eu acho também. Eu acho que a influência norte-americana na cultura brasileira é esmagadora. A partir da década de 60, a CIA começa a desenvolver um monte de projetos aqui no Brasil que vai ter reflexo e resultado até hoje. Então essa ideia de um individualismo mesmo, de uma sociedade liberalizada no pensamento, mas extremamente oligárquica nas relações,
Isso vai criar uma contradição estranha, né? Em que o Brasil é extremamente desigual, mas as pessoas são extremamente liberais ao mesmo tempo, no sentido de, olha, cada um por si, mesmo o pobre é assim, né? Cada um por si, eu vou me esforçar bastante, eu vou conseguir, não é culpa de ninguém, né? É culpa minha que eu não consegui. Esse pensamento, assim, ele é muito brasileiro, né? Essa coisa de que eu consigo, que não tem nada, que a culpa é toda minha, né?
E não que, estou dizendo aqui, que a gente tem que terceirizar as nossas questões,
Mas o Brasil é muito influenciado pelo pensamento, pela mídia americana, pelo soft power americano. Talvez o Brasil seja mesmo assim. Se ele não for o país mais afetado por isso, por Disney, por Hollywood, por bandas americanas, cultura fonográfica, indústria fonográfica americana, se não for o mais afetado, ele está ali na lista dos mais. O sonho americano. Aqui tem poucos lugares onde isso é tão difundido. O brasileiro quer morar na Flórida,
Ele quer ir para os Estados Unidos. É isso que o brasileiro quer. Ele quer ser norte-americano. É o nosso sonho, assim, né, velho? E, ao contrário, o norte-americano está se ferrando para a gente. E por mais que a sociedade americana, sendo uma sociedade de mentalidade liberal, tenha hoje uma série de contradições e problemas, e que estão se esgarçando, mas eles não estão onde o Brasil está, né? Faz muito mais sentido ter uma...
E outra coisa lá, o Estado é forte pra caralho, né? Sim. Me fala um lugar no mundo onde o Estado é tão forte como nos Estados Unidos.
Poucos, né? Em termos de tamanho mesmo é poucos, assim, de presença, né? A questão é que o Estado lá, ele é forte em alguns setores, ele é super trofiado, é hipertrofiado, em outros setores ele é ausente, né? Você tem Estado forte, por exemplo, o investimento americano na economia, né? Do Estado americano é enorme. A parte militar deles é muito forte. É, questão militar nem se fala, né? Estados Unidos, ele tem um Estado enorme, né? Quantidade de funcionário público, né? Muitas vezes é maior que o do Brasil.
militar mesmo, a questão dos investimentos no setor, por exemplo, estratégico. Estados Unidos controla a energia elétrica, petróleo, gás, de uma maneira que o Brasil não controla. O Brasil é muito mais liberal nesse sentido, né? O Brasil tem algumas agências reguladoras ali, olha lá, os Estados Unidos não, ele tem uma reserva de petróleo que o governo entra e sai ali quando a gente quer estoques estatais, né? Os Estados Unidos tem estoques estatais e ele tem setores profundamente direcionados pelo Estado. É um país, com certeza,
É uma falácia, né? Mas como que ele paga essa conta? Como que os Estados Unidos custeia tudo isso daí? Será que o dólar ser uma moeda mundial não é uma forma de custear isso daí? Sem dúvidas. Será que as intervenções que ele promove pelo mundo... Pô, você viu aí o que aconteceu na Venezuela? Eu não sei se é verdade, é até bom você estar aqui, mas me falaram ontem que foi transferido quase uma tonelada de ouro para os Estados Unidos. Exato. Eu conversei com o candidato a presidente aqui no Brasil,
ele comentou com a gente nos bastidores que a Venezuela tem mais de 470 mil garimpeiros. Garimpeiro que sai do Brasil e vai pra Venezuela pro garimpo. Porque lá tem ouro em abundância. É muito ouro. Muito ouro. A Venezuela, isso é pouco falado. Porque a gente fala muito do petróleo. E é mesmo. A Venezuela é a maior reserva conhecida de petróleo. Mas a questão dos minerais é muito importante. O solo venezuelano é muito rico. Muito, muito rico.
região que, sobretudo, ouro mesmo. Você tem outras pedras preciosas, né, etc. Mas o ouro venezuelano, ele é abundante. Até hoje, né? Mesmo com um garimpo ali de alto impacto, mesmo assim, você continua achando muita coisa lá. E... Aí, a Venezuela é pequena, teoricamente. Sim, é um país que... Ela é um país pequeno. Se a gente comparar com o Brasil, países continentais, assim, né? Pitimba é essa, mano. Tem petróleo, tem ouro sobrão lá.
E é Pitimba? É esquisito isso, né? É esquisito. Você vê que tem um problema de administrativo também. Se fosse uma coisa muito grande ali, você fala, não, porra, não faz.
vai impactar no país porque o país é grande. A Venezuela não. Se você tem petróleo em Budanço como eles têm, e a gente entende dos embargos e tudo mais, realmente fica complicado. Mas eles mesmo assim trabalhavam petróleo. Não os 700 bairros que precisavam, mas os 300. E agora vem essa que pra mim é nova, que ela tem ouro pra caralho. Quem tá lá dentro sabe que tem, mano. Não justifica pitimba, não. Até entendo que você fala a questão do país ser menor e tal, né? Isso de fato, né? Muitas vezes o país
quando ele é grande, muito populoso, você aumenta as contradições, você passa a ter regiões e tal. Mas assim, você tem países no continente africano hoje, você tem países na Ásia também que são muito ricos, e até aqui na América do Sul, outros exemplos, de países que são muito ricos em recursos naturais, mas que está muito e muito comprovado que hoje ter recursos naturais é bom, não é ruim, jamais vai ser ruim você ter reserva de ouro, reserva de água, isso não é um problema, ao contrário. Mas não é isso que define a posição de um país dentro do sistema internacional,
e dentro da chamada divisão internacional do trabalho. Os países ocupam papéis dentro do sistema internacional e ter recursos naturais garante que o país será um exportador desses recursos, mas não garante que ele poderá explorar, que ele vai manter a riqueza ali dentro. Hoje a Venezuela vive o problema da doença holandesa, de depender demais do petróleo, ela vive uma escassez de mão de obra qualificada, ela vive uma desindustrialização.
tem no próprio país, refinar dentro do país, fazer a separação dentro do país, muitas vezes esse ouro é levado em natura, misturado com outras coisas, muitas vezes esse ouro, mesmo quando ele é separado, ele é garimpado dentro da Venezuela, você tem um altíssimo índice de corrupção dentro da Venezuela, forças armadas venezuelanas traficando esse ouro, vendendo esse ouro, ilegalmente para atores aqui dentro do Brasil. A PDVSA já fez o refino do petróleo venezuelano, não fez?
A PDVSA ainda faz, só que hoje ela tem uma quantidade, uma capacidade de refino,
muito limitada. Teve uma sabotagem nisso aí, não teve? Teve, principalmente a questão das sanções, porque o que acontece? A Venezuela produzia muito mais barris de petróleo do que produz hoje, conseguia vender em uma escala muito mais abundante, e isso promovia a capacidade da empresa ter concorrência, ser competitiva no sistema internacional, e ela conseguir, inclusive, gerar investimentos numa área de refino de petróleo pesado,
que é o problema da Venezuela, né? Você tem um petróleo lá de refino um pouco mais complexo do que em países como a Arábia Saudita, né? O petróleo venezuelano é totalmente diferente do petróleo saudita, por exemplo. Que é chamado de petróleo doce, né? O petróleo deles lá, que é um petróleo que sai do chão. Primeiro, o petróleo saudita é que você bate a picareta no chão e ele já está voando. Você não tem que cavar muito, já está ali.
E ele é mais leve. Os hidrocarbonetos que compõem ele, a linha química dele ali, é um petróleo mais leve, mais fácil de refinar,
por menos processos. Consequentemente, ele é mais barato e ele é mais lucrativo para a Arábia Saudita. A Venezuela, ela necessita de investimentos de longo prazo. E quando você começa a não ter capacidade de investir, de concorrer mais, você vai desativando estruturas. Mas existem algumas finalidades que esse petróleo pesado, ele é mais necessário que o petróleo fino, né? Sei lá, para a construção civil, sei lá, para o asfalto, coisa do tipo.
Sim, só que eles têm valores diferentes, né? Até o petróleo mais leve, ele é mais válido.
Porque aí justamente vai virar combustível de aeronave, vai virar às vezes cadeias químicas mais complexas ali na indústria petrocrática.
Ele concorda que o Maduro já estava para resolver esses problemas depois da queda do preço do petróleo. A Venezuela começa a viver todos esses problemas ali, mas o Maduro já estava conseguindo promover um crescimento dentro da Venezuela. A produção de petróleo já estava aumentando. Ele já tinha promovido uma reforma agrária que não existia lá até então. Ele já estava se precavendo para a doença holandesa não atingir a Venezuela de novo.
Os erros que ele cometeu lá atrás já tinham sido solucionados, não iam acontecer mais, era questão de tempo, a Venezuela iria se recuperar e ser próspera novamente. Essa é uma leitura que eu acho que é completamente acertada. A Venezuela vinha nos últimos anos, o fundo do poço já tinha batido, eles já tinham passado pelo pior momento e eles estavam recuperando, a economia venezuelana estava crescendo, o emprego estava em baixa, a inflação estava caindo, ainda era exorbitante, ainda é, a inflação na Venezuela é exorbitante, mas já tinha sido muito maior,
diminuindo muito. Você vê uma boa vontade muito grande da imprensa, por exemplo, em relação ao Milley, porque, de fato, ele conseguiu tirar a taxa de inflação de um patamar de centenas, de três dígitos ali, para dois dígitos. A Venezuela estava caminhando num caminho parecido, mas você não vê essa tão boa vontade da mídia em falar isso. Agora, de fato, a Venezuela estava se recuperando, estava passando por um pior momento que já havia passado. O pior momento da Venezuela,
foi em 2018. Foi quando o auge das sanções do governo Trump bateu na Venezuela. Mais de 90% das receitas líquidas da Venezuela foram anuladas. Então, realmente, você perde 90% do seu orçamento, não tem como você manter um país mais. E aí foi aquele momento das grandes rebeliões, teve até shows internacionais falando contra a Venezuela, etc. Enfim, foi um momento de pressão internacional muito grande. E o governo Maduro, de fato,
não conseguiu resistir a isso e estava se recuperando. Eu acho que a estratégia do Trump tem muito a ver com isso. Nós podemos ter, inclusive, aqui na Venezuela, no longo prazo, um país que desafia os Estados Unidos, que bate de frente com os Estados Unidos e, ao mesmo tempo, que está conseguindo, no longo prazo, prosperar, prosperar diante de sanções. E aí eu falo prosperar, gente? Claro que prosperar num sentido relativo. A Venezuela joga um jogo onde todas as regras estão contra ela.
assim, eles estavam conseguindo criar alternativas com a Rússia, com o Irã, com a China, com alguns países africanos, com Cuba. Enfim, estavam tendo parcerias com alguns países que estavam conseguindo colocar a Venezuela num lugar muito melhor do que eles estavam há pouco tempo atrás. Esse petróleo que ela negociava com a Rússia pode ser considerado um petróleo ilegal? O petróleo que o Maduro negociava com a Rússia? Cara, isso...
Eu ouvi falar isso, sabe? Tipo assim, ó, esse petróleo era vendido ilegalmente. Isso é totalmente absurdo.
Exato, exato. É totalmente absurdo alegar isso. Mas os Estados Unidos alegra que é uma venda ilegal, não é? Isso. Quem declara que a venda é ilegal é o Departamento de Justiça americano. Então isso é um ataque evidente à soberania da Venezuela e dos outros países que estão comercializando com a Venezuela também. Seja a China, seja a Rússia, seja quem for. Porque o Departamento de Justiça são os promotores de juízes federais americanos que estão tomando decisões com base na lei dos Estados Unidos e estão dizendo que um terceiro país, um segundo e um terceiro
terceiro país fazer comércio afeta a segurança nacional americana. Esse que é o argumento deles. Olha, se vocês fizerem comércio, vocês estão afetando, colocando em risco o meu país. É evidente que isso é uma tática imperialista, que isso é uma tática de intervenção contra um terceiro, e que mesmo no sistema internacional, hoje no direito internacional humanitário, não tem nenhum tipo de lastro jurídico que dê amparo para que os Estados Unidos possam dizer que essa venda de petróleo é ilegal. Tanto que,
Essas sanções são sempre chamadas de sanções unilaterais americanas. Ou seja, para os Estados Unidos é ilegal. Aí a mídia, como evidentemente repete o que a Casa Branca fala, repete o que os grandes canais hegemônicos americanos falam, dá a entender para a população em geral que é ilegal mesmo. Mas não é ilegal, não tem nada na lei. É aquela coisa, né, Rodrigão? O que é ilegal aqui no Brasil? Quando você tem uma lei dizendo que você não pode fazer.
era ilegal. Até obrigado, Igor, que comentou. Frota cinzas. É, chamada Shadow Fleet, a frota fantasma, que eles diziam que a Rússia usava bandeiras. Isso é altamente provável de estar acontecendo. A gente tem algumas provas até de que a Rússia está usando bandeiras de terceiros para poder continuar operando, vendendo e comprando petróleo. Veja, não é só a Rússia que faz isso. Tem vários países. O Azerbaijão, eu dei um exemplo aqui agora, que é um país que troca bandeira, ajuda nesse processo. Você tem pequenos países que vivem só disso.
Países como Palau, como Microné, países da Federação da Micronésia, são países que não têm receita praticamente, que estão isolados e que o Panamá vive muito disso também, de basicamente ser um local de passagem de navios, onde você consegue colocar as bandeiras, você usa a bandeira do Panamá num determinado navio de terceiro local, porque lá no Panamá você colocar a bandeira lá, o custo em relação a impostos é muito mais baixo.
E aí você consegue ter uma arrecadação, apesar de o custo ser menor em relação a outras nações. Já teve uma intervenção norte-americana no Panamá? O Panamá é o país que mais sofreu intervenção americana na história da América. Prender o presidente lá é igual prender o Maduro. O Panamá foi criado pelos Estados Unidos. Se a gente fosse tentar ser um pouco mais incisivo, o Panamá foi criado pelos Estados Unidos. A gente tinha ali no período do século XIX, no início do século XIX,
colônias espanholas se fragmentando, o poder espanhol se fragmentando na América. E aí você tinha ali na cabeça, perto da cabeça do cachorro, lá no norte do Brasil, o chamado vice-reino da Grã-Colômbia, que unia a maior parte do que a Venezuela, a Colômbia, partes do Equador, pedaços do Brasil, alguns pedacinhos do Brasil. Isso era o vice-reino da Grã-Colômbia, que era um país enorme. Hoje seria um país grande. A gente estava falando que a Venezuela é um país pequeno, para o padrão mundial.
Esse vice-reino seria um país enorme. Ele junta vários países que existem hoje. Já fez parte da república.
república bolivariana, é isso aí ou não? Qual república bolivariana? Na verdade eles falam que tinha um Bolívia junto com Colômbia, junto com Venezuela. É isso mesmo. Era a república bolivariana. Esse era o vice-reino da Gran Colômbia que começou logo nesse período de emancipação, de independência das colônias espanholas. Esse vice-reino, que inclusive o Panamá fazia parte dele, ele provavelmente seria um país só. Ele tinha tudo para ser um país só. Esse era o projeto do Bolívar.
O Oliver queria uma pátria unida, todo mundo junto, o máximo possível. E os Estados Unidos, observando isso, por exemplo, não só no Panamá, mas o Panamá é um fato notório, que o país moveu muitos esforços diplomáticos, esforços inclusive econômicos e comerciais, para poder fragmentar o norte do vice-reino da Grã-Colômbia e criar um país autônomo chamado Panamá. Isso tinha como objetivo, não só, evidente, fragmentar esse território infractivo,
esse novo poder que surgia ali, mas também a própria questão geoestratégica, porque o Canal do Panamá já é pensado há muitos séculos, mas a engenharia só pôde poder realizar ele no início do século XX. Então os Estados Unidos já também queriam ser dono daquele território. A obra do Canal do Panamá, inclusive, começa com países estrangeiros, europeus, França, Inglaterra, chegou a prospectar, mexer ali primeiro, e os Estados Unidos que vão pegar e realizar essa obra. Mas para realizar essa obra, eles precisavam ter,
o que o país permitisse. E seria muito mais difícil que um país enorme, muito mais populoso, poderoso, como o vice-reino da Grã-Colômbia deixasse, do que o Panamá, o pessoal já deve ter visto, né? O Panamá é uma tripinha, né? Um ístimo. Lá no ístimo da América Central, ele é um país bem pequeno, um país com poucos recursos. A própria geografia torna prisioneiro o Panamá daquela condição. Então, para os Estados Unidos ficou muito mais fácil, né?
E aí eles fizeram a obra, passaram por uma concessão de 100 anos de controle do Canal do Panamá, em 97,
se eu não me engano, eles devolveram o canal do Panamá para a posse do governo panamenho, ainda com muita influência, só que com o papel que a China passou a ter no mundo de grande exportador, maior influência comercial no mundo, acabou que as empresas chinesas passaram a ter muito mais influência nos últimos anos, nas últimas duas, três décadas. Recentemente, os Estados Unidos, e talvez essa também seja uma grande vitória do governo Trump, uma vitória do imperialismo americano, que foi, primeiro, vocês lembram,
que o Marco Rubio foi logo no início do mandato do Trump ao Panamá. Vocês lembram disso? Não, não, não. No início de 2000 e... No início do ano passado. Reivindicando o canal do Panamá para que eles tomassem conta, não foi isso? Isso. O Marco Rubio, secretário de Estado, foi, encontrou o presidente do Panamá. Antes disso, o Trump já vinha naquela escalada, ó, vai ter que... Nós queremos o canal do Panamá, vai ter que devolver o canal do Panamá.
Falou durante isso umas duas, três semanas, enviou o Rubio para o Panamá. O Rubio saiu de lá com um sorriso aqui de orelha a orelha, né?
mas passaram ali duas, três semanas, começaram a ter coisas curiosas acontecendo. Como, por exemplo, a China deu para o Panamá de presente um monumento no centro da capital do Panamá, em que esse monumento era uma espécie de celebração da relação entre os dois países. Não era nada demais, era um pequeno monumento arquitetônico ali. E esse monumento foi destruído pelo governo do Panamá, sem muita explicação. Ele tirou, mandou retirar essa coisa de apoio.
Passaram-se mais algumas semanas, as empresas chinesas tiveram, a justiça panamenha rompeu contratos com as empresas chinesas que davam passagem, acessos, concessões privilegiadas para os navios chineses no canal do Panamá. Passaram mais algumas semanas, tropas americanas foram colocadas no canal do Panamá. Hoje, tem americano controlando o canal do Panamá. E veja, o canal do Panamá não é o maior hub comercial do mundo há muito tempo.
lugares. Mas o Canal do Panamá, além de ter essa questão, cerca de 5% a 7% da economia global passa pelo Canal do Panamá. Então é importante, mas não é decisivo. Então, além da questão comercial, você tem sobretudo a questão militar e geoestratégica. O Canal do Panamá foi construído inclusive por forte influência de um dos pais da geopolítica, que é o Mahan, o Almirante Mahan. Esse cara, ele é o desenvolvedor da teoria do poder marítimo, que é o norte da base da teoria geopolítica norte-americana.
Por que os Estados Unidos têm a maior marinha, têm a maior frota de porta-aviões? Porque em algum momento do século XIX, esse cara chamado Alfred Thiermann desenvolveu uma teoria dizendo que quem controlasse os mares, controlaria o mundo. Essa ideia competiu, inclusive, com a ideia dos britânicos, com o que a Rússia fez, a ideia do Hirtland, do poder terrestre. A Alemanha desenvolveu outra teoria também, mas os Estados Unidos focaram nisso, no poder naval e, posteriormente, poder aeronaval.
E o Canal do Panamá surge como uma obra nesse sentido, de que nós precisamos ter uma condição de ligar a frota,
a primeira frota que cuida do Atlântico Norte, que está em Nova Iorque, lá no estado de Nova Iorque, nos estaleiros da costa leste, com a costa oeste. Só que para isso, antes, eles tinham que dar a volta lá pelo estreito de Drake, lá embaixo, passando pelo sul da Argentina e contornar a América inteira e dar a volta lá em cima. Isso era custoso, isso era caro e em um momento de conflito isso podia ser decisivo. O Canal do Panamá surge nesse sentido.
Nós precisamos ter uma passagem, uma porta para os navios de guerra americano poderem controlar o Pacífico e o Atlântico ao mesmo tempo. E o Panamá, no meio dessa história, dançou.
O Panamá era só um lugar onde os navios americanos iam passar. Essa foi a mentalidade dos policemakers, dos tomadores de decisão nos Estados Unidos. Esse país é um lugar por onde eu tenho que passar. E aí as consequências são graves. Os caras são bons. Essa parte, eu penso como negociação, ainda é importante. Mas só voltando um pouco para o conflito, hoje a parte aérea é predominantemente mais importante do que a naval, não é? Eu falo porque os mísseis
Sim, o poder aéreo hoje é determinante para a guerra. Ele é mais do que influenciador, ele é determinante. No caso, a gente fala, principalmente em algumas doutrinas, igual a norte-americana, de uma fusão mesmo do poder aéreo e naval. Os Estados Unidos fazem muito isso, porque eles têm bases espalhadas pelo mundo inteiro, onde eles vão colocar aviões, vão colocar caças, poder projetar esse poder aéreo. Mas os Estados Unidos hoje não dependem só dessas bases. Eles têm 11 porta-aviões, cada um deles carrega 90 aeronaves.
Só um porta-aviões americano é maior do que 90% das forças aéreas do mundo. Só um. Então, eles ligam esse poder aéreo com o naval no sentido de que você ter a plataforma aeronaval te dá a possibilidade de projetar poder em qualquer lugar do mundo. E é isso que o Pete Hegset, por exemplo, o secretário da guerra, falou recentemente. O chefe do Estado maior americano está falando. E é um jargão dentro dos militares americanos a ideia de que, olha, nós podemos atingir qualquer lugar do mundo.
Isso tem a ver com isso, dos Estados Unidos terem essas plataformas marítimas. Então, os Estados Unidos conseguem estar na Ásia, longe pra caramba, do outro lado do mundo, país que muitas vezes o americano nem sabe apontar no mapa ali onde que é, mas os Estados Unidos colocam dois, três porta-aviões ali e isso é uma força militar enorme. Mas pra manter eles ali era necessário eles controlarem o Strait de Hormuz. Você fala ali no entorno do Irã?
Exatamente. No entorno do Irã ali, os Estados Unidos, vocês viram que o porta-aviões americano foi atingido?
Eu quero te perguntar agora. Essa é uma questão importante, porque nós não temos, desde a Segunda Guerra Mundial, porta-aviões sendo atingidos. Na Segunda Guerra Mundial, vários porta-aviões foram afundados, americanos, japoneses. Teve uma guerra aeronaval ali no Pacífico. Desde então, a gente não tem porta-aviões sendo tratados como alvos exatamente, principalmente porque eles são dotados de enorme capacidade antiaérea. O porta-aviões, além de ser... O porta-aviões em si, o que ele é?
plataforma de projeção de poder. Ou seja, ele é feito pra atacar. Porta-aviões é uma plataforma de ataque. Mas ele é sempre muito cercado, inclusive por círculos concêntricos de embarcações, que vão defendê-lo. Então, o porta-aviões, normalmente, ele é a décima peça de um grupo de ataque, onde você tem nove, outras dez embarcações cercando ele. Ele tá no meio disso. Então, é difícil demais chegar lá no meio dele e bombardear. Mesmo um míssel teria dificuldade, porque passaria por camadas de defesa antiaérea, né? Hoje,
a gente tem a oportunidade de eventualmente ver um míssel hipersônico, que é uma tecnologia nova, pouco testada em combate, nunca foi testada nesse sentido de atacar embarcações, enormes embarcações assim. Então existe a possibilidade de que o Irã tenha condições de afundar os porta-aviões americanos com esses mísseis. O que a gente sabe? O Irã disse, a mídia iraniana disse, que quatro mísseis iranianos foram lançados e atingiram porta-aviões USS Abraham Lincoln, que estava ali justamente tentando exercer essa zona,
de controle no Yormuz. Esse porta-aviões, como que a gente sabe que ele foi atingido? Porque a mídia americana confirmou que cinco pessoas morreram no ataque. Ou melhor, três morreram e cinco ficaram feridos, gravemente feridos. Outros, algumas dezenas a mais, tiveram ferimentos leves, concussões, coisas desse sentido. Mas mesmo assim, o porta-aviões continua operacional. Então isso quer dizer o seguinte, os mísseis iranianos talvez tenham atingido, pelo menos parcialmente, esse porta-aviões.
A mídia americana também tem feito um esforço para não deixar a gente ver imagens disso,
porta-aviões avariado, isso teria um peso político grande, né, pro Trump. Então, assim, a gente sabe que foi atingido, que ele provavelmente tá em operações, e isso nos leva ao seguinte, né, esses porta-aviões, eles são as maiores máquinas já construídas pelo homem. Eles pesam 100 mil toneladas. Eles são cidades que tem 30, 40 mil pessoas dentro, às vezes. Mais ou menos isso, de 20 a 30 mil pessoas. Então, assim, pra você afundar um negócio desse, por mais que você tenha um míssel e tal, e que é evidente
possível, né? Mas não é qualquer impacto que vai afundar uma cidade flutuante. Você tem, inclusive, evidente que os engenheiros navais que constroem essas embarcações projetam elas pra minimizar os incêndios e inundações. Então, assim, não é fácil fazer isso. Tanto que não fazem, né? Mas teve um que transbordou cocô e os caras não conseguiam minimizar isso não, velho. Aí você vê como a logística é uma coisa louca, né? E eles quase... Foi esse aí, o SS Gerald Ford, que em teoria é o principal, o mais poderoso,
estava vazando cocô. Outro dia, e hoje ele está na costa de Israel defendendo o norte de Israel em Haifa. Isso é um outro motivo de porque Israel está sofrendo ataques, Israel está sofrendo bombardeios nas grandes cidades, mas o número de mortos e a destruição em Israel ainda é muito menor do que no Irã. Não só porque Israel tem os sistemas antiaéreos, tem Iron Dome, tem o Funda de Davi, tem o Arrow, mas porque você tem todos os sistemas do Qatar, do Kuwait, do Bahrein, atuando para defender Israel. Você tem sistemas dentro do Iraque defendendo Israel.
porta-aviões defendendo Israel em Haifa e outro em Hormuz. Então, Israel tá bem protegido, né? Então, mas o Irã, na primeira resposta dele, ele, teoricamente, continuou atingindo todos esses pontos também de parceiros aliados ali, não teve? Sim, o Irã conseguiu atingir praticamente... O Irã, no primeiro dia de ataque, ele atingiu 14 pontos ligados, 14 alvos ligados a países diferentes. Exatamente. Então, bases americanas no Catar, no Bahrein, no Kuwait,
Acho que teve da França, se não me engano. Isso, base na França, que também ficava ali nos Emirados Árabes Unidos. A maior base naval americana, que é onde fica a quinta frota, a base da quinta frota americana, que tem como área de controle o Oriente Médio, foi bastante atingida, fica no Bahrein. Bahrein é isso, é um país pequenininho, igual o próprio Qatar. São países muito pequenos, com a população autóctone muito pequena. Tem mais gente de fora do que a pessoa que fala que é do próprio Bahrein, do próprio Qatar. A maioria da população vem do Bangladesh,
Paquistão pra trabalhar a baixo custo nesses países. Não tem direitos iguais os cidadãos comuns, né? Vivem até em alguns casos uma espécie de semi-escravidão. Dubai é muito famosa por isso, né? Por ser uma cidade super rica, mas tem um outro lado negro que ninguém quer ver. E são países que foram quase que criados nesse contexto de serem criados pra serem bases. Porque eles já eram bases antes. Eles eram bases protetorados britânicos, até 1971, né? E aí a partir de 71 você tem a criação de várias dessas
monarquias do Golfo, que vão ser... O papel geopolítico deles é esse, né? Qual que é o do Brasil? É exportar matéria-prima pros Estados Unidos, pra China. É assim que eles nos veem. Já esses países árabes, o papel deles é receber bases e ser uma zona de projeção de poder, né? Então, você falou de Dubai. Dubai não é só um lugar pros cicos irem lá, gastarem seu dinheiro e viver bem? Lá não tem importância militar nenhuma, existe?
Porque lá foi um dos lugares onde, por exemplo, foi atacado por drone ali. Foi atacado, né? Tá aparecendo até em canal de fofoca a guerra agora.
Eu estava vendo, achando engraçado. Até o canal de fofoca lá do Léo Dias estava falando da guerra do Irã. Justamente porque tem muitos famosos brasileiros em Dubai, que estão hoje em Dubai, que estão passeando em Dubai. E estão presos lá, porque não tem jeito de sair. Exato, estão presos lá. Só para vocês terem ideia, hoje tem 35 mil pessoas ali dentro do estreito de Hormuz, cerca de 20 mil marinheiros e 15 mil civis, que estão presos dentro da região e não conseguem circular, sair.
Então eles estão, inclusive, pedindo apoio para consórcios de empresas marítimas,
fazer um resgate. Isso, tô falando da galera que trabalha, ou que tava ali circulando pelo mar. Mas Dubai em si, que tá ali, né? E aí muita gente pensa que Dubai é país, gente. Dubai, né? Dubai é uma cidade dentro dos Emirados Árabes Unidos, que é um conjunto de sete cidades ali, né? Onde a Abu Dhabi é a capital, né? E aí você vai ter essa cidade sendo, assim, um grande projeto, um grande case, que é a monarquia lá do MBZ, né? O Mohammed bin Zayed, que é o
o sheik do Emirados Árabes Unidos, ele projetou o país primeiro para ser um grande exportador de petróleo, e é isso que ele se formou ao longo do tempo, se confirmou, mas percebendo lá nos anos 80 que o petróleo é finito, que ia acabar, que a doença holandesa é grave, os sheiks do Emirados Árabes começaram a focar tanto no turismo, que é hoje o que Dubai é, mas principalmente, se é pouco falado, os Emirados Árabes Unidos são um enorme, um grande, um gigantesco,
de logístico e marítimo. Os portos dos Emirados Árabes Unidos passam milhões e milhões de toneladas de produtos, seja petróleo, grãos, coisas que vêm da China e vão entrar para a Europa, coisas manufaturadas, por aí vai. Então, hoje o país ocupa esse papel de ser um porto mundial importante e também de ser um local de luxo. Outra coisa que também Dubai é importante, só para a gente fechar, é que Dubai é uma espécie de novo paraíso fiscal, onde as legislações,
são muito brandas para uma série de questões que no Ocidente são tratadas como crime. Então, evasão fiscal, mesmo crimes aqui no Brasil que... Não sei se vocês viram, né? Recentemente, influenciador que agrediu uma moça aqui no Brasil, foi preso por isso ou estava com mandado de busca e apreensão e aí fugiu para Dubai. O Vorcaro ia para lá. O Vorcaro ia para Dubai. Então, é porque justamente os ricos, eles sabem que muitas vezes, quando cometem crimes nos seus países, Dubai é uma espécie de paraíso
você não vai ser caçado lá, porque não tem cooperação com o Interpol, não tem cooperação com uma série de organismos internacionais. É o lugar que o dinheiro fala mais alto. Exato. Além de viver bem, ninguém te incomoda. Dá pra viver bem, né? Ninguém te incomoda. Pô, eu não sei se você tem essa visão, mas eu vendo tudo que tá rolando na mídia, me parece que o Irã foi mais atacado do que Israel foi.
Porém, os ataques que o Irã recebeu foram ataques que, acho que foi meio que aleatório, porque os ataques que o Irã promoveu, esses sim foram muito mais assertivos. Os do Irã? Gerou muito mais prejuízo para os Estados Unidos e Israel do que os ataques que ele recebeu. Deixa eu só fazer um comentário aqui, que eu vi aqui, pessoal da audiência falando, que os Estados Unidos negou que o porta-aviões tenha sido atingido de fato. Não sei se ficou claro no que eu falei, gente.
negam que esse porta-aviões tenha sido atingido. Agora, a imprensa americana noticiou que pessoas morreram dentro do porta-aviões Abraham Lincoln. Isso aí, de novo, aquela velha máxima que é chavão, mas se você é chavão, é verdade, que é que na guerra a primeira vítima é a verdade. A gente ainda não sabe muita coisa do que está acontecendo nessa guerra e coisas que foram faladas já foram desmentidas, conforme eu falei do assassinato do ex-presidente iraniano. Então, só para deixar claro,
que eu não estou dizendo que os Estados Unidos estão mentindo ou que não estão. Estou dizendo que existe hoje um confronto de informações e um esforço muito grande de ambos os governos para tentar controlar a narrativa. Se ele foi atingido, não vai ser os Estados Unidos que vão falar. Gente, isso nunca aconteceu. Isso nunca aconteceu. Desde a Segunda Guerra. O governo Trump não quer de forma alguma sair dessa guerra com derrotas desse tipo. Inclusive, eu acho que isso é um tema que a gente pode conversar,
depois, que é essa questão de quanto tempo essa guerra pode durar, que tipo de consequência pode ter política pro Trump, sabe? Mas, retornando o que você tinha falado, você tinha comentado sobre a questão dos ataques iranianos, da eficácia deles. Até o momento, é interessante a gente pensar o seguinte, que o Israel e os Estados Unidos tem uma capacidade operacional por conta desse, até essas questões que eu tava falando antes do poder aeronaval americano, etc.
Israel é uma enorme potência aérea. Israel é um país pequenininho, um país pequeno, tem forças terrestres pequenas. Israel tem enorme dificuldade de arregimentar 300 mil militares. Israel tem cerca de 100 mil militares na ativa hoje. 100 mil, um pouquinho mais. Consegue colocar para lutar alguns mais, um pouco mais de 350 mil, mas mais que isso não. Então Israel tem forças terrestres limitadas, mas a capacidade aérea
a aérea israelense é muito grande, principalmente porque os Estados Unidos fornecem o top do top da força aérea americana para Israel, F-35, F-18, aviões bem potentes. Então, dado isso, essa capacidade aérea americana israelense, os Estados Unidos e Israel têm realizado um número de ataques muito superior aos ataques iranianos. Nas primeiras 24 horas da Operação Epic Furry, a fúria épica que os Estados Unidos lançaram, Israel atingiu os Estados Unidos, atingiu o Irã,
1.200 vezes em 24 horas. Os Estados Unidos atingiu o Irã mil vezes em 24 horas. Isso, evidentemente, no início, principalmente nos primeiros momentos ali, tem como objetivo atingir o centro do poder aéreo iraniano. Então, os Estados Unidos e Israel agora, nesses 3, 4, 5 dias aí, estão bombardeando principalmente radares, sistemas antiaéreos, torres de controle, pistas de pouso e por aí vai. Esses bombardeios, eles são muito eficazes
de longo prazo. Por quê? Vejam o que aconteceu com a Ucrânia. A Rússia destruiu a capacidade de projeção aérea da Ucrânia. A Ucrânia hoje tem caças disponíveis como os F-16, mas mal consegue usar, porque não tem pista de pouso suficiente, não tem torre de controle, não tem infraestrutura para gerar essa projeção de poder. O Irã, no longo prazo, ele corre o risco de viver essa situação onde o poder aéreo dele, que já é limitado, porque o Irã não tem uma força aérea poderosa, tem um sistema de mísseis, fica cada vez mais limitado. Então, em termos de eficácia,
Os ataques americanos e iranianos, e eu sei que isso pode deixar muita gente chateada ouvir isso, infelizmente os ataques americanos e iranianos, para alguns, são muito mais eficazes do que, ou melhor, os ataques americanos e israelenses são mais eficazes do que os iranianos. Hoje o Irã consegue atingir grandes centros, como já atingiu Raifa, Tel Aviv, o Irã conseguiu atingir na Guerra dos Doze Dias usina de dessalinização, usina elétrica, termoelétrica israelense, mas na proporção,
de número de ataques e de impacto global para a economia de cada país, o Irã está sendo mais fustigado. O Irã está lutando contra a principal coalizão aérea do mundo, que é a israelo-americana. Poucos países têm o poder aéreo que Israel tem e os Estados Unidos nem se fala. Então, o que está sendo diferente do lado iraniano é o seguinte, é que pouco se esperava que o Irã conseguisse ter capacidade de responder como está fazendo e furando defesas americanas, atacando base em grande quantidade,
Atacando dezenas de países ao mesmo tempo, que o Irã está conseguindo lançar enxames de centenas de drones por dia. Então o Irã está conseguindo responder, está conseguindo gerar impacto. E aí fica uma questão seguinte, questão política. O Irã está internamente preparado para responder e para sobreviver a essa guerra, me parece, que existe uma vontade política dentro da elite iraniana e por boa parte da população do Irã, para resistir. O iraniano quer resistir, mesmo com as mortes, mesmo com essa catastrofica
do céu. Já o israelense... Teve um líder iraniano que falou, né, que só vai acabar depois que Trump e Netanyahu cair. Teve, teve. Tem alguns ayatollahs que estão, porque o Irã tem muitos ayatollahs, né, tem alguns ayatollahs que estão convocando, basicamente, a população mesmo a resistir e ir pro tudo ou nada. Essa guerra, gente, ela tem... Imagina a hora que esses caras começaram a convocar a gente pelo mundo aí, velho. É a ideia da jihad global. Isso aí aconteceu. Vamos pegar a família do Trump e pega
neta, pega filha. Rodrigão, você sabe que a invasão, o 11 de setembro, melhor dizendo, os ataques terroristas aos Estados Unidos, eles são uma consequência da invasão do Iraque na Guerra do Golfo em 1991. Os Estados Unidos invadem o Iraque em 1991 pra poder derrotar o Saddam Hussein. Essa invasão vai ser considerada uma afronta sem limites pela Al-Qaeda e por outros grupos islâmicos ali. E isso vai motivar a ideia de que, olha, nós precisamos tirar os americanos
de dentro do mundo árabe. E para isso nós vamos fazer o que foi necessário. Então coisas desse tipo, sobretudo no ano de Copa do Mundo, conforme vai ter há poucos meses agora, coloca um alvo mesmo ali no território americano, a chance de ataques terroristas, a chance de americanos serem alvos em outros países, autoridades americanas, embaixadas americanas. Então, sem dúvida, os Estados Unidos estão se colocando ali numa posição que é dentro de uma guerra semestre,
Eu estava conversando com uma pessoa do BRICS, para ter noção, no primeiro dia do Zatar,
lá, esse cara do BRICS me falava que eles cancelaram a reunião importantíssima. Colocaria rolar uma reunião, cancelaram pra proteger o pessoal do BRICS aqui, velho. Seria no Irã? Será? Que loucura. Não, acho que não ia ser no Irã. Mas os caras cancelaram, falaram, não vai rolar não. Vamos ver o que tá acontecendo aí, pra depois a gente... Então, assim, mexeu com estrutura em outro lugar, velho. Isso tem impacto
Essa guerra, eu acho interessante que ela é muito diferente da guerra passada que é a guerra dos 12 dias. Ela tem uma possibilidade de durar muito mais tempo. Você tem relatórios, por exemplo, que saíram no portal Axios, que é um dos principais portais de geopolítica que existe hoje nos Estados Unidos. É muito bom porque eles têm entrada dentro da Casa Branca, eles conseguem informações quentes. Eles falaram, por exemplo, agora recente na mídia, que Pentágono e o Departamento de Defesa americano
Imaginam que a guerra pode durar até setembro. Ou seja, um ano todo quase de guerra. Isso causaria um impacto enorme para o mundo inteiro. Para Israel seria, nossa, talvez devastador para a economia israelense. Dados aí tem mostrado que Israel está gastando 3 bilhões por semana com essa guerra. Enquanto os Estados Unidos estão gastando 1 bilhão por dia. Estamos falando de dólares, né? Os Estados Unidos estão gastando 1 bilhão de dólares por dia nessa guerra. Por favor, coloca aí. Põe um fone aí, Lucas.
Você acha que o Irã tem capacidade de manter uma guerra de longa data, como se fosse a Ucrânia e a Rússia de quatro anos de guerra com Israel e Estados Unidos? Você não acha também que Estados Unidos uma hora vai ficar enforcado em relação de munição de alta precisão, enquanto eles estão gastando um bilhão de dólares por dia? Você acha que essa guerra pode durar muitos anos? Ou também o Irã não tem capacidade para isso?
tá falando aqui, que os Estados Unidos tá gastando um bilhão de dólares por dia, né, e quanto tempo essa guerra pode levar. Quem mandou a pergunta? É LivePix, tem o nome dele, hein, Pedrão? É o filho da Odete. Obrigado, viu, filho da Odete. Querida, um abraço, então. Ó, eu, assim, primeiro, deixa eu tirar aqui, primeiro, assim, a pergunta é se o Irã consegue manter uma guerra de longo prazo, né, ali contra Israel e os Estados Unidos. O Irã, ele tá se preparando pra essa guerra há muito tempo, né, e agora,
cada vez mais. Depois da Guerra dos Doze Dias no ano passado, o Irã começou a fazer o que a Rússia já fez há algum tempo, que é mover a sua indústria para uma indústria de guerra. Então o próprio Marco Rubio falou recentemente que o Irã aumentou muito a capacidade de produção de área e mensal de mísseis, de alta precisão, de bombas. O Irã tem se preparado para isso. E outra coisa, o Irã tem o chamado poder latente, muito maior que o de Israel.
O que é isso? São características geográficas que colocam o Irã como um país que pode retirar,
forças ao longo prazo que, por exemplo, Israel eventualmente não. Vamos pensar nos dois países sem os Estados Unidos, porque muitas vezes a gente pensa no Israel quase como um adendo americano. Vamos pensar em Irã e Israel. O Irã é um país 70 vezes maior que Israel. O Irã é um país que tem a economia maior do que a israelense, muitas vezes, porque justamente tem uma população de 90 milhões de pessoas, enquanto Israel tem uma população de 9.
A população iraniana é 10 vezes maior que a israelense, o território é muitas vezes
O Irã é muito mais rico em recursos naturais do que Israel. Israel é um país pobre em recursos naturais, apesar de ser um país muito avançado tecnologicamente, com empresas avançadas, etc. Em recursos é muito pobre, o Irã não. Então, o Irã tem um poder latente, uma capacidade de tirar forças desses lugares, dessas condições, que pode promover uma capacidade de atrito de longo prazo. Principalmente se a gente for pensar na ideia de que os Estados Unidos hoje estão cogitando
uma invasão por terra ao Irã. Ou estão cogitando, não sei se vocês viram isso, que tropas kurdas dentro do Iraque, no chamado Kurdistão iraquiano, estão sendo armadas e mobilizadas pelos Estados Unidos, inclusive recebendo agora, nesse momento, material de inteligência via CIA, para eventualmente iniciarem uma campanha dentro do território iraniano. No dia de ontem, a Fox News americana chegou a dar notícia de que forças do Kurdistão iraquiano
dentro do Irã. Aparentemente, essa entrada foi barrada por forças iranianas. Um pequeno choque na fronteira começou a se estabelecer e isso não se deu. Mas a chance é grande de que os Estados Unidos mobilizem forças terceiras paramilitares, como dos curdos, para tentar desestabilizar a fronteira iraniana. Mas você já vê a movimentação dessa tropa iraniana lá dentro do Irã também, né? Tipo, o cara mandando tanque de guerra para lá, blindado.
Para se proteger dentro dessa invasão iraquiana. Então, assim, são muitos elementos
Mas para responder a pergunta, eu acredito que o Irã tem sim capacidade, ele tem um poder latente que está ligado com essa sua geografia, com o tamanho da sua população, da sua economia e sobretudo com a vontade política dos iranianos de não se curvar a Israel. Essa vontade política somada a esses fatores pode sim oferecer ao Irã, por exemplo, uma capacidade de resistir até o fim do ano, até um pouco mais. Eu não acho que o Irã tenha as mesmas capacidades, evidente que eu não tenho, não é nem que eu não acho.
O Irã não tem as mesmas capacidades que a Rússia tem para enfrentar os Estados Unidos e a OTAN. Mas o Irã tem sim capacidade de esgotar Israel, por exemplo, muito mais rápido do que se esgotar. Israel não tem condição financeira de manter essa guerra sozinho. Israel não tem suprimento militar. Israel não tem nem pessoal para manter essa guerra sem os Estados Unidos. E curiosamente, a guerra começou porque Israel queria atacar.
E aí os Estados Unidos apoiaram. Mas Israel sozinho não consegue manter essa guerra.
de um acordo político entre Trump e Netanyahu para que essa guerra continue acontecendo e que o Irã continue sendo atacado. Então assim, em resumo, o Irã tem condições de enfrentar Israel, ele tem condições inclusive de fazer frente ao longo desse ano. É claro que o país vai ser muito castigado, vai sofrer mais do que Israel eventualmente, mas não é um país que vai se render e é um país que dificilmente vai ter suas capacidades de retaliação dizimadas, porque o seguinte,
Apesar do Irã não ter uma força aérea, uma marinha hoje ativa, o Irã tem um programa de mísseis que é um dos mais avançados do mundo. Inclusive, o programa de mísseis iranianos é mais avançado que o americano. O drone também. De drone também. O Irã consegue produzir drone em larga escala a um custo baixo. E aí o volume é alto. Então, isso faz diferença na guerra. Ou seja, o Irã está preparado para essa guerra e ele tem bases, verdadeiras cidades subterrâneas interligadas.
Onde, por exemplo, a pergunta dele foi muito boa, porque os Estados Unidos, de fato,
tem, a gente pensa em arsenal americano, em quantidade de aeronaves, mas os Estados Unidos, eles estão, e os relatórios do Pentágono têm destacado isso, não só agora, mas ao longo dos últimos meses, que sobretudo material de precisão, essas bombas, essas GBU que usaram lá contra as refinarias de material nuclear iraniano. Isso aí não tem, assim, a torto e a direito, não. Essas bombas. Os Tomahawk. O Trump, no meio do ano, estava negando Tomahawk para o Zelensky, falando que não tem.
Ele falou, ele falou, a gente precisa deles. A gente não pode dar porque a gente precisa. Precisa porque sabia que eventualmente iam se envolver num conflito como agora. Então os Estados Unidos, sim, eles enfrentam esse gargalo produtivo e hoje isso pode ser um problema para os Estados Unidos para manter uma guerra de longo prazo. Eu não acho que o Donald Trump prevê ou deseja uma guerra de longo prazo com o Irã, não. Apesar dele estar dizendo na mídia que ele exige uma rendição incondicional, saiu hoje na mídia. Trump exige que o Irã, rendição incondicional.
Vão ter que fazer tudo o que a gente quer. Apesar disso, ele não reúne condições hoje para poder, na minha opinião, colocar o Irã nessa posição. Isso não está dado. Só para eu fechar essa parte. Você falou na primeira parte do episódio aqui que os Estados Unidos realmente tem uma força aérea muito maior, muito mais estratégia, capacidade tecnológica para isso. E que nessa parte o Irã realmente não tem capacidade de enfrentamento contra os Estados Unidos. E agora você me fala que os Estados Unidos preparam
vazão terrestre, e eu queria ter falado sobre isso naquela hora, mas seguiu, tá tudo bem. Que eles planejam isso. E nessa hora eu enxergo que é onde a guerra vai se gargalar negativamente para os Estados Unidos. Por quê? A própria região do Irã, pelos relevos que tem, já é praticamente impossível de ser invadida. Ele é cercado pelo relevo destruído de montanhas e você só passa em poucos pontos específicos.
quem entende de guerra, ou quem não entende, viu 300, não interessa o tamanho de quem tá de fora. Você fecha uma boca ali com seus mil e ninguém vai passar nessa merda. E pra você conquistar uma área, um continente, qualquer ponto que seja numa guerra, você precisa ter uma base lá dentro. Só é essa hora que você conquistou o território. Quando você consegue pôr a sua bandeira, a sua base ali dentro. Na parte terrestre, o Irã é praticamente invencível. Ou não? Então, os Estados Unidos, até o momento,
tá planejando uma invasão com tropas americanas, tá? E principalmente porque... Eles estão querendo terceirizar a guerra, né? E usar mais ou menos o que eles estão fazendo em relação à Ucrânia, porque no caso da Ucrânia de fato são empresas, né? São mercenários via empresas que eles estão usando. No caso do Irã, eles estão tentando usar os curdos que é um grupo, vão lembrar, né? Os curdos são o maior grupo étnico sem país do mundo.
Eles estão espalhados pelo sul da Turquia, pelo norte do Iraque, por regiões da Síria.
sobretudo no Oriente Médio, eles não conseguiram constituir um Estado até então. Só que volta e meia, os britânicos, os americanos, os franceses, prometem que se os curdos fizerem tal coisa, eles podem eventualmente no futuro ter um Estado. Era uma grande promessa de que um pedaço do Iraque seria desmembrado para formar o Kurdistão, que hoje é o Kurdistão iraquiano, que é uma região dentro do Iraque, que é uma região autônoma, inclusive, tem uma certa autonomia ao governo de Bagdá, mas ainda faz parte do território iraquiano.
Eu acho que se os Estados Unidos enviarem tropas terrestres, isso pode ser realmente o tiro no pé máximo que o Donald Trump vai dar. Eu não acredito que ele vai fazer isso, tanto que isso pode ser desastroso. Primeiro, o Congresso americano teria que aprovar. Se não aprovasse, o desgaste interno, para mim, seria definitivo. O Trump poderia acabar com a carreira dele, não conseguir fazer um sucessor, perder as eleições agora no final do ano, uma série de questões relacionadas a enviar soldados. Porque enviou soldado americano,
eles vão começar a morrer. E começou a morrer a América, a mídia vai... É outro Vietnã, né? Pode virar outro Vietnã, sabe? Pode voltar a ser fala. Voltou, voltou. Acho que voltou. Voltou aí, galera. Dá um sim aí. Já se inscreve no canal. Espero que nesse tempinho que vocês estiveram pensando aí, todo mundo tenha conferido se está inscrito no canal ou se foi lá no... Voltou, meus queridos. Rapaz, a gente está sobre ataque aqui no Triângulo Menino. Fala, rapaz. Mas já dá o like aí, ó.
Aproveita e dá o like pra gente recuperar. A gente tava com quase 700 pessoas ao vivo. Então dá o like aí, vamos subir de novo. Logo, logo eu tô... Salva aqui os superchats, tá tudo aqui. Logo, logo a gente vai ler todo mundo aí e continua. Então ajuda aí a voltar a live. Eu ia te perguntar, Lucas, eu vi um vídeo de um professor chinês. Os caras até estavam falando que ele era um agente chinês, esse cara. Não sei se você viu. Ele é IA, ele é IA.
Ele estava fazendo uma análise da água ali no Oriente Médio. E ele falou, cara, se o Irã quiser acabar com isso daí, ele tem que começar a atacar as usinas de dessalinização da água, que aí seca Israel. Então, mas isso aí não seria crime de guerra? No caso, atacar as usinas, acho até que talvez não. Mas, por exemplo, você atacar barragem é crime de guerra. É um crime ambiental, considerado crime de guerra. Sabotar a fonte d'água é considerado crime de guerra.
deles é essa. É, então, porque... Entendeu? Não é uma usina normal. Foda-se, os caras podem jogar uma bomba nuclear lá e... É, se você for pensar assim, seria uma estrutura civil, né? Seria uma estrutura civil. Atingir uma escola com 170 crianças não é um crime de guerra? Porra. É, é que eu... Tá errado. Eu sou totalmente contra nessa hora. É que eu fico puta. É que eu fico puta aqui também porque você tá fudendo um monte de civil inocente, que na maioria das vezes até não concorda com isso.
E aí você vira e fala assim, não, vamos foder mais foder. Teve um vídeo de um soldado de Israel que você viu hoje. Vamos foder porque eu sou louco também. É justificar o seu erro com os erros dos outros. Vai escalando mais. Vamos virar tomo mercenário. Então agora para começar a decapitar o prazo. Os caras já estão comentando aqui que os Estados Unidos destruiu a barragem da Coreia. Pois é, esse é o ponto em que eu acho que todo mundo tem que entrar para retalhar. A própria população tem que entrar.
na pressão também, falar assim, não, mano, deixa eu te falar. A guerra, por si só, já é uma merda, que é um monte de general de velho querendo ganhar alguma coisa e fudendo um monte de gente inocente. É que crime de guerra acontece em Gaza todo dia também, né? Gaza é uma situação perene de crime de guerra. Você tem crime de guerra perpetuando no tempo ali em Gaza, né? Agora e antes mesmo, né? Eu não tô falando de você, Robertinho, que você tá errado ou não. Eu entendo, eu concordo com você.
Crime de guerra não pode ser cometido por ninguém. Não, Robertinho, não tá. Eu concordo com você. Crime de guerra não pode ser cometido por ninguém. Eu só faço um contraponto aqui, que a gente fala alguma coisa do Irã, a gente fala alguma coisa da China, a gente pontua na hora. Pô, mas isso é crime de guerra, não pode fazer isso não. É, não pode. Mas o outro lado tá cometendo crime de guerra todo dia e ninguém fala nada, entendeu?
É isso que eu tô chamando. Vamos chamar pra falar dos dois lá? É isso que eu quero.
vilão aí. Não, eu quero... Não tem mocinho nessa história. Só tem vilão nessa história. Vilão de todos os lados. Eu concordo com você. Só tem vilão de todos os lados. Mas eu quero chamar do outro lado também que tá cometendo crime de guerra todo dia. Ninguém fala nada, pô. Só pra fazer um comentário sobre isso, que é inteligente sim essa estratégia, pensando do lado iraniano, né? Porque Israel tem um rio só, né? Que corta o país, que é o Rio Jordão.
E ele é um rio muito curto, tá? A gente tem aqui na nossa região rios muito mais caudalosos do que o Rio Jordão, que é um rio pequeno.
que mal consegue e de fato não consegue abastecer a população israelense. Então por isso você tem essas usinas de dessalinização e por conta disso o preço da água é caro em Israel. É caríssimo. Então seria algo de fato. Se você atacar essas usinas de dessalinização, locais de tratamento de água, poderia não só dificultar o consumo da população, mas vamos lembrar que, por exemplo, indústria precisa de água pra caramba, agronegócio precisa de água pra caramba.
a gente não pensa, mas Israel, justamente por estar no deserto e ser uma região pobre do ponto de vista agrícola, desenvolveu ao longo do tempo algumas técnicas agrícolas que usam a água de uma maneira muito especializada, produz alguns bens especializados agrícolas também, e você tirar essa fonte de água israelense afetaria demais a economia de Israel. Israel é um país, como a gente estava comentando, está gastando cerca de 3 bilhões por semana.
dinheiro, o ministro de Israel, o Bezalel Smodrich, que é o ministro da economia, já tá dando alerta pro gabinete do Netanyahu, ó. E ele, inclusive, é super pro-guerra, tá? Esse cara, ele é um dos mais radicais do ministério lá do Netanyahu. Mas ele tem dado alertas de que no longo prazo, porque, veja, essa guerra, ela fecha o comércio em Israel. As pessoas não vão trabalhar quando tá tendo sirene, bombardeio. É todo mundo dentro de bunker.
A economia para, o país para. Então, você manter o país parado há uma semana, como tá agora, e gastando, gastando, gastando, gastando. Isso tem um limite.
Normalmente o limite é lá em Washington, que eles falam. Mas tem um limite. Então, de fato, se atacar essas zonas de dessalinização, poderia criar um gargalo que Israel não conseguiria rapidamente resolver. A água é brabo, né? Falta energia, você fica. Mas se falta água, meu irmão... Sem comida, você vai ficar ali sete dias, dez. Eu não sei quanto tempo você... Mas água, cara, um dia já fudeu. Um dia sem água, acabou. O Putin declarou...
É a morte imediata, muito rápido. Putin declarou que está ajudando o Irã com imagens, essas paradas? Eu li isso hoje em algum lugar. Saiu aí na mídia que a Rússia tem ajudado bastante o Irã, a China também, mas a Rússia tem tratados de cooperação com o Irã ainda mais profundos. Eles estão fornecendo, sobretudo, imagens de satélite, localizações. A Rússia tem o seu GPS próprio, chamado GLONASS, que eles conseguem usar sem interferência americana,
conseguem usar imagens, satélites, geolocalização com bastante precisão e têm fornecido dados. Por exemplo, quais bases estão sendo usadas pelos Estados Unidos para decolar aviões ou mísseis para atacar o Irã? O Irã tem usado esses dados para poder responder atacando essas bases. Então quando a gente vê notícia de que o Bahrein foi atacado, de que o Qatar, que Doha foi atacado, significa que muito provavelmente essas bases estão, é dali que estão saindo os ataques contra o Irã. E a Rússia que tem fornecido essas informações.
A China também circulou na mídia algumas imagens satélites que a mídia chinesa publicou, mostrando que a China passou para o Irã, por exemplo, uma base nos Emirados Árabes Unidos, lotada de caças americanos e mostrando a posição, mostrando uma série de detalhes que, do ponto de vista militar, é muito importante. O Irã, a China e a Rússia fazem parte da OCX, que é uma espécie de OTAN da Rússia e da China.
O Pacto de Xangai é uma espécie de OTAN desse país. Só que o que acontece? Esse grupo tem como objetivo trocar informações de inteligência, a venda de equipamentos militares sensíveis. Então a Rússia vende equipamento, drone, míssel para o Irã. Por quê? Porque estão dentro desse grupo e fazem essas parcerias. Agora, a OCX não tem o artigo 5º que a OTAN tem, que é o chamado artigo da defesa mútua coletiva.
Então a OTAN, além de toda essa troca de inteligência, todo esse aspecto de apoio indireto que tem nessa aliança russo-chinesa com outros parceiros, a OTAN ainda tem essa linha da defesa mútua que a Rússia não tem. Então a Rússia hoje não está obrigada por nenhum tipo de tratado internacional, e nem a China, a defender Irã. Não estão. Mas eles estão oferecendo todo tipo de inteligência e de apoio indireto. Inclusive, acredito muito sim, viu, que a Rússia deva estar,
inclusive passando munição, passando equipamento militar, da forma como for possível para abastecer o Irã também. Mas o Putin falou isso diretamente? Não. O que o Putin falou, o que o Kremlin falou, o Putin em si, eu não vi ele falando nada disso. O que eu vi, o Lavrov, o Sergei Lavrov, que é o chanceler da Rússia, que também é membro do primeiro escalão do governo, ele disse que a Rússia está oferecendo apoio e inteligência e monitoramento
Isso é importantíssimo. Isso ele falou. Porque a Rússia se posicionando dessa forma, os Estados Unidos sabem que o Irã tem um apoio nuclear do lado dele também. Sim. Que ele tem uma infraestrutura, por enquanto nós estamos nesse pé, né, Rodrigão? É um apoio numa infraestrutura de inteligência que o Irã sozinho jamais teria. A China também. Então são satélites, é uma infraestrutura logística também. O que eu estou dizendo? A Rússia e a China não se envolveram diretamente na guerra até agora.
Os Estados Unidos, na Ucrânia, vamos lembrar, os Estados Unidos enviaram tanques, os Estados Unidos enviaram não só equipamento leve, dinheiro, mas enviaram aviões. Os Estados Unidos estão oferecendo mísseis de longo alcance, médio alcance. Então coisas assim que de fato podem atingir a Rússia. A Rússia não está fazendo isso ainda, pelo menos. A Rússia está oferecendo, se está oferecendo equipamento militar, isso não foi dito, é equipamento leve, é munição. É tecnologia. É tecnologia, é muito mais tecnologia.
Até digo isso se está oferecendo equipamento militar, porque isso ainda a gente não viu. Agora a gente sabe que equipamento na linha de inteligência e informações, isso com certeza está sendo passado. O Irã não está sozinho. O Irã tem o apoio dessa aliança militar, que é a OCX, e tem também o apoio do BRICS. O BRICS não é uma aliança militar, o BRICS não foi criado para isso. É um apoio comercial, mas também diplomático.
são países importantes, são países que têm trânsito, como o Brasil, que pode chegar lá no Macron, no Reino Unido, pode chegar na Alemanha, e vai ser ouvido. O que o Brasil vai dizer vai ser levado em consideração. Então o BRICS tem usado desses braços diplomáticos para poder protestar e poder trazer a comunidade internacional mais para o lado do Irã no sentido possível. Agora, o BRICS não vai resolver a guerra também. Você falou de satélite, por exemplo, e eu sei que a China tem utilizado,
que ela tem como fonte de informação. Tem diferença de um satélite normal, igual os que a gente vê aí mandando animais, para um satélite militar? Tem diferença, com certeza. Até eles são fabricados para funções diferentes. Eu lembro que nós tivemos uma das oportunidades que a gente teve de conversar foi com o professor Carlos, que é especialista em satélite. E ele destaca muito isso, que tem satélite que vai ter uso agrícola, uso ambiental. Às vezes o mesmo satélite consegue fazer várias leituras,
eles de uso militar, eles normalmente são muito mais avançados, né? Então tem componentes muito mais avançados, componentes que os países vão guardar pra si em muitos casos, mas... E esse militar, ninguém acessa o que tem nele, só o... É, isso aí é extremamente restrito, linguagem criptografada. É o que ele tá vendo ali, a imagem dele. Mas eu não sei se vocês viram, acho interessante, o pessoal deve lembrar também, o pessoal aqui da audiência, que saiu agora recentemente a informação de que, e saíram imagens disso,
confirma isso, né? De que o Irã estaria pintando no chão dos seus... Isso, estaria pintando no chão dos seus hangares ali, nos aeroportos militares ali, com tinta metálica, o que seria ali o desenho, né? De algumas aeronaves. Eles estão pintando o F-14 Tomcat, né? Não sei se vocês lembram lá do Top Gun, o 1 que teve lá atrás. Naquela época, esse era o avião de superior
da Guerra Fria e tal. Esse avião foi vendido para o Irã antes da queda do Shah e antes da Revolução Islâmica. Até hoje o Irã tem alguns desses. A maioria foi canibalizada para poder trocar peça e etc. Mas o Irã até hoje tem alguns desses. E o Irã meio que como isca para mostrar onde eu estou colocando os aviões que vocês me deram. Eles pintaram no chão. E muitos satélites americanos, não só americanos, mas muitos satélites militares fazem uma leitura do espectro da imagem ali que não é exatamente
o espectro colorido, né? Igual a gente o olho humano vê. Então, os caras sabendo disso, usaram a tinta metálica pra poder chamar a atenção desses satélites, que são satélites térmicos ali, que olha pela temperatura e tal. Tem algumas especificidades aí técnicas. Mas estavam bombardeando o chão ali, né? Bombardeando o desenho no chão. E, enfim, assim, é uma espécie de tentativa de enganar mesmo, né? Deles conseguirem. É porque o Inter bombardeou o chão. Pra quem tomou uma bomba, não é?
Você sabe que tem bomba caindo ali, mas é um investimento de, sei lá, 100 milhões. Um Tomahawk custa 11 milhões, por exemplo, para vocês terem ideia, de dólares. Um Tomahawk, eles lançam 50 num dia, nenhuma operação de poucas horas. Então, aí você pensa, essa guerra, como a gente estava falando, está durando agora 6, 7 dias. Quantidade de mísseis, nesse sentido, não só o alto custo, mas a complexidade industrial. Isso tem a ver com a pergunta que a gente estava respondendo antes. Não basta ter dinheiro, precisa ter as fábricas, as pessoas,
os Estados Unidos não têm essa disponibilidade toda hoje, como já teve no passado. Toda essa indústria bélica está em território norte-americano? Não. Os Estados Unidos produzem grande parte do seu material militar em conjunto com os parceiros da OTAN. Isso também é curioso de notar como a postura do Trump é dúbia, ela gera um contrassenso. Porque, por exemplo, muitos dos motores das aeronaves americanas são de empresas canadenses.
Se eu não me engano, a Prattney Whitney, por exemplo, é uma das principais empresas de motores.
dos aviões americanos, essas empresas estão no Canadá. E o Canadá e os Estados Unidos estão em pé de guerra diplomática, com tarifas, com taxações e etc. Os Estados Unidos também dependem de componentes que são produzidos para software, por exemplo. Não só hardware, mas softwares também que são produzidos no Reino Unido. Empresas como a Haitian, que está lá na Alemanha, que vão produzir pedaços do radar. E por que é assim? Por que os Estados Unidos não fazem tudo? Porque é muito mais caro fazer tudo.
lógica de globalização, de liberalização da economia, você super especializar em uma área é muito mais vantajoso e lucrativo do que tentar fazer tudo sozinho. Então, os Estados Unidos ainda produzem grande parte, a maior parte, até a gente pode dizer, do material militar deles, mas eles não conseguem, por exemplo, produzir uma aeronave militar hoje sozinhos. A Rússia consegue. Pois é, mas que rola uma corrupção do caramba nisso também, né? Imagina, Rodrigão... Tudo é super faturado nos Estados Unidos.
querendo, ou ele apresentou lá o Beautiful Big Bill, a grande e bonita lei, é o nome da lei que ele apresentou. Essa lei é a lei orçamentária para o ano que vem, para esse ano, 2026. E essa lei prevê um orçamento de 1,5 trilhão de dólares para a guerra, para o orçamento militar, 1,5 trilhão. Isso é mais ou menos o Brasil, ele tem hoje o PIB por volta dos 3 trilhões,
guerra, só para o orçamento militar. É muita corrupção, é muito dinheiro vazando pelo ladrão e a gente está vendo isso, como que a gente, a gente não só especula, mas a gente sabe, não só pelas denúncias na Ucrânia de desvio, não só pelas armas de última geração que os cartéis mexicanos estão operando agora, cartéis mexicanos operando Javelin, que é um sistema portátil antiaéreo usado tanto para combater, ele pode ser usado para anti-tanque, missão anti-tanque de longo alcance, como até para bater helicópteros, aeronave de baixa altitude,
coisa de exército, que os cartéis mexicanos estão... A produção está sendo desviada para dentro desses cartéis. Isso é produzido nos Estados Unidos, o dinheiro sai do Congresso, é dito que isso traindo para a Ucrânia, a Ucrânia diz que recebe, ou muitas vezes o Zelensky já disse que não recebeu, não sei se vocês já viram, que o Zelensky já falou, ó, não chegou um tanto de coisa aqui não, tá? O que está acontecendo? E esses equipamentos de repente aparecem lá no México, na mão lá do cartel de Sinaloa, do Nova Geração de Jalisco,
Esses cartéis estão, por exemplo, combatendo o exército do México com armas americanas de última geração. E curiosamente os Estados Unidos estão querendo invadir o México para desmantelar cartel. Então é uma situação bem bagunçada, problemática que os americanos estão criando com essa corrupção. Porque aí é isso, é senador ganhando dinheiro aí atrás, fazendo lobby, é indústria bélica. E só um outro detalhe, gente, esse dinheiro todo é o dinheiro declarado nos últimos anos.
Saiu no New York Times, o pessoal pode jogar no Google agora e vai ver. Saiu no New York Times que o orçamento militar americano, o que é declarado nos últimos anos, teria sido no máximo 50% do que de fato foi gasto. Existe uma enorme quantidade de dinheiro que é executada pelo Pentágono e que não passa pelo Congresso. Isso aí virou um escândalo há uns anos atrás.
porque parte da sociedade americana estava se sentindo até roubada, porque é dinheiro do contribuinte que está sendo gasto sem contar para quê. E aí os Estados Unidos vão usar aquela carta da segurança nacional, vão dizer que são equipamentos secretos, que a gente não pode falar, etc, etc. Mas aí é aquela questão da democracia também. Será que é democrático você pegar o dinheiro do contribuinte, gastar uma pequena cúpula de burocratas militares, escolherem sozinhos, como que esse dinheiro deve ser gasto, em vez de colocar num hospital, num dentista,
vou fazer aqui um drone secreto, stealth, não sei o que, e o contribuinte não está decidindo isso. Moradia, né? O povo está morando em carro ali. E não é nem diretamente. Quando eu falo que o contribuinte não está decidindo, não é que o contribuinte está opinando. Além de não estar opinando, o representante dele no legislativo não está nem sabendo. O deputado que ele votou não está sabendo. Então mesmo nesse sistema de representação indireta, dá para ver que ele está gerando falhas graves, porque é muito dinheiro.
dúvida, né? Isso aí, você gastar o dinheiro, não contar pra onde vai, você não sabe se de fato esse dinheiro tá sendo todo empregado com eficácia, se tem alguém roubando, fica ali, né? Foda. Vamos ler um superchat, Sobertinho. Joga uma galera aí junto aí. Pode ser, Lucão? Vamos ler um superchat aí, falar um pouco, tem live pics, Pedrão? Oh, live pics, eu acho massa demais, mano. Falar um pouco da agenda também. Live pics. Enquanto isso, dê um like aí.
Deixa eu só ler esse superchat aqui, Pedrão, do começo aqui, do Aurélio. Aurélio, Aurélio
13 e 30, que é membro aqui do Três Irmãos. Mandou 54 e 90, Robertinho, chamando atenção. Boa tarde. A entrevista que vocês fizeram com o Dirceu foi vergonhosa. Aquele senhor simpático é o coveiro das esquerdas no Brasil. Esqueceram na carta aos brasileiros da rendição ao capital. O que você quer falar sobre alguma coisa, sobre essa entrevista, Robertinho?
Algumas pessoas já perceberam que, enfim, eu não estava confortável, né? A gente fez uma live que a gente estreou agora, né? Ao vivo, a gente, quando for viajar, a gente vai estar transmitindo ao vivo as nossas viagens. E não me lembro se foi ao vivo ou alguém perguntou. Foi, foi no carro. Porque eu estava diferente ali durante o dia seu. Cara, eu vou repetir um pouco do que eu falei lá ao vivo para a galera da live, que é o seguinte, o Zé é um cara, gosta dele ou não, entendo a indignação de várias pessoas,
pessoas, inclusive compactou da indignação quando se fala de altos membros da política brasileira, mas é um cara que tem importância histórica dentro do contexto, mano. Se você desconsiderar que esse cara, a política que a gente vive hoje, o país que a gente tem hoje, se você gosta ou não, ele construiu isso aqui. Se foi bem feito, se não foi, cara, a mão dele tá pesada em quase tudo nessa política atual que a gente vive. Não toda política, mas da que a gente tem atualmente, ele participou, cara, muito ativamente. Então,
muito da construção que a gente tem aqui hoje, foi esse cara que fez. E aí muita gente cobrou realmente que a gente foi leve com ele. Mas é o respeito pela história que ele tem e o seguinte, ele veio pela primeira vez, a gente quer conhecer o cara, quer que ele se sinta à vontade, que ele mostre os pontos que ele acha importante. E com essa, vamos pensar, com essa empatia que é criada na primeira, né, a mostragem que a gente dá para ele, a gente cria um vínculo para que ele volte. E aí a segunda vez que ele voltar, pô, manda super,
manda o superchat, igual você fez aqui, manda o superchat, manda a pergunta pra gente antes, a gente vai fazer pro cara, a gente não vai alisar ninguém. Contribuindo pro que você tá falando, dos bastidores aqui, quando a gente tava indo pra São Paulo, né, o Pedro, nosso diretor, comentou no carro, né, ó, tem que perguntar isso, tem que perguntar aquilo, tem que enquadrar aqui, enquadrar ali e tal, e eu comentei dentro do carro, falei assim, cara, primeira vez que a gente recebe um cara que faz parte da história do Brasil,
seja ela boa ou ruim, não importa o que você pensa, mas ele faz parte da história do Brasil, eu queria, eu tinha dúvidas genuínas ali que eu queria tirar com ele, queria levar a conversa daquela forma, né, de falar da história dele primeiro, pra depois, no final, levar pra atualidade e tal, e eu até agradeço o Robertinho aqui, porque ele deixou que isso acontecesse, né, a gente conversou bastante ali, da época que ele,
época que ele estudou com o Olavo de Carvalho, eu queria ouvir da boca dele se realmente ele morou junto com o Olavo de Carvalho, ele falou que morou, né, lembrou da época que o cara era comunista, tudo, falou da época que ele foi pra Cuba, e ainda ficaram algumas dúvidas ali, mas é a primeira vez, você tá sentando com um senhor de 80 anos, cara, na sua frente, você chega ali, velho, cara sério, porque você vai ficar enquadrando um cara de 80 anos ali, entendeu? Primeira vez que você vê ele, né, o Genuíno teve aqui a primeira vez,
foi da hora pra caramba, gostou. Voltou na segunda, a gente continuou a conversa, sempre perguntando todas as dúvidas de geral aí. A gente perguntou tudo pro Genuíno. Você traiu os companheiros dele na Guerrilha da Araguaia, como que foi torturado. Perguntou tudo pra ele. E depois ainda teve uma terceira vez o Genuíno com o Crepe aqui, onde o Crepe até enquadrou mais ali o Genuíno. A gente falou, não, a gente não tá conseguindo enquadrar. Vamos trazer um profissional pra fazer isso.
Que ainda tem essa, assim, cara. Nos bastidores, a gente conversou com o Dirceu. Cara, o Dirceu tá aberto a debater com a galera aí, velho, entendeu? Então, assim, a gente tem um nome da direita aí muito grande. Que o Dirceu tá disposto a sentar na mesa e debater com o cara. Além de outras pessoas, a gente tá vendo se faz acontecer. E isso tudo por conta de uma primeira vez que você troca ideia com o cara. Não fica pagando de enquadrando ali, interrompendo o cara toda hora.
Ah, é tipo assim, eu falo muito isso. Isso também incomodou o Robertinho, porque teve uma hora que eu fui perguntar o negócio e ele continuou falando, né? Aí eu fui perguntar de novo e ele continuou falando. Então, tipo assim, não deixou perguntar, deu uma meio que monopolizada ali na resposta ali e o Robertinho já fica putaça, assim, sabe? Tá fugindo da pergunta, não quer responder e tal. Mas, cara, foi de boa, né? Foi de boa, acho que foi positivo. Não, é sobre isso. É um cara que tem extrema relevância. Sim.
Eu já falei. Ah, eu não gosto dele. Concordo. Você está certo. Você deve ter seus motivos com certeza. Você não precisa gostar desse cara. Agora, falar que ele não é importante, porra. Vou dar um exemplo clássico aqui que aconteceu dentro dessa casa. O Haddad, quando veio aqui, ministro da economia. Gigante, né? Porra. Você está falando com o ministro da economia do seu país, mano. Gigante. Os caras têm que respeitar o cargo dele. Você não precisa gostar dele. Mas ele tem uma importância.
A palavra dele tem que ser ouvida. Um amigo nosso, que eu até gosto muito mais que a do ministro, veio e conversou com o ministro, comentou, não comentou o ministro. A galera meteu o pau nele. Ele falou, porra, você está falando com o ministro. Bom dia, senhor ministro. O cargo pede isso. O Haddad não pede. O Haddad não pediu isso. Mas o cargo dele pede isso. Ele tem importância, mano. Você quer chutar a bolsa de todo mundo? Boa tarde, dá uma queimada que você não tem noção.
Desarma, né? Não, cara, mano, se ele tivesse falado assim, ó, boa tarde, senhor ministro, isso aí, o cara ia ser totalmente diferente. Mas, ah, não, não vou, não vou, não vou não, os caras têm que se fuder e tal. E aí tem outra coisa, por exemplo, que a galera me vê aqui como a parte da direita, né? Eu, eu, como direita aqui, eu nunca vou fechar a porta de ninguém da esquerda, muito pelo contrário. Eu dou o maior apreço pros caras, porque as dúvidas que eu tenho são, vamos pensar, divergências com esses caras.
da forma honesta, responsável, sabe, amigável, ele não volta aqui falando, ó, que cara é chato pra caralho, o que eu vou fazer lá? Se você quer ouvir os caras, você tem que tratar ele com respeito, com responsabilidade, entendeu? Eu sou maduro suficiente pra entender isso. E é por isso que acontece as coisas aqui dentro, entendeu? Mas ele vai voltar, então vocês vão participar da próxima. E aí ele vai respeitar porra nenhuma, chuta na canela, dedo no olho.
E aí a gente não bada. Chuta na canela, dedo no olho, aí vai parar. O Aurélio acabou comentando também depois, mandou R$27,90.
ameaçado. Cadê a solidariedade do Dirceu, do Genuíno, do PT? Cara, eu vou falar outra coisa também, velho. Eu entendo. Esses caras têm história dentro do partido. Esses caras são grandes demais dentro do partido. Mas, cara, o partido é muito maior do que esses caras. Muito maior. Então não imagina que, tipo, ah, porque o Dirceu é o cara mais conhecido e ele manda... Cara, o partido é muito maior do que esses caras.
Você também acha que precisa ter solidariedade deles. Eu acho que o Diceu até falou no episódio. Falou do Renato como nova liderança. Falou da menina de Ribeirão Preto como nova liderança. Falou até do Jones, que não é do PT, como nova liderança. Então, assim, o Genuíno também fala bastante. Também acho que deveria ter uma solidariedade aí pro Renato. Mas, enfim, é isso. Tem o LivePix aí, Pedrão? Se quiser eu leio outro aqui. Então coloque.
Arthur Paiva mandou 12 reais. Por que os EU apoiam tanto Israel? Como Lucas disse, a guerra começou porque Israel quis atacar. Por que motivo tanto apoio assim a Israel? Pescador de ilusões... Quer falar alguma coisa sobre isso? Ele comenta por que tanto apoia americano a Israel, né? Acho que assim, de maneira resumida, a gente pode pensar o seguinte, ó. Essa região do Oriente Médio, como eu falei antes, ela tem esse aspecto geográfico de seu ponto de ligação entre outras várias regiões.
Isso hoje é muito central, principalmente para a distribuição energética no mundo. O Oriente Médio é o local que concentra as maiores reservas de petróleo, né? A gente fala da Venezuela, mas tem lá os clássicos, Árabas Sauditas, Emirados Árabes. Então, é um local de muita importância para a produção energética mundial. O mundo é um mundo ainda movido por petróleo e vai ser por várias décadas ainda, né? Então, qual que é o grande papel da OTAN hoje, né?
surgiu e acabou a União Soviética, porque anteriormente qual era o papel? Era defender os países do socialismo, lutar contra a União Soviética. À medida que esse papel foi sendo esvaziado, a OTAN foi cada vez mais se tornando uma potência militar que tem como responsabilidade agenciar, tomar conta dos interesses, esses interesses geoestratégicos norte-americanos. Por exemplo, essa questão energética, o controle dos fluxos energéticos mundiais.
E aí você ter não só Israel como aliado nessa região, por isso que os Estados Unidos fazem base e apoiam Emirados Árabes, Árabia Saudita, Jordânia e por aí vai. No caso específico de Israel, além desse papel geopolítico que Israel tem, inclusive o próprio Lindsey Graham, o senador americano, recentemente disse que Israel é um grande porta-aviões dos Estados Unidos no Oriente Médio. Então tem esse papel geoestratégico e militar, mas tem também uma coisa que é o caminho contrário,
Israel tem dentro dos Estados Unidos. Israel, por conta da diáspora judaica que aconteceu no início do século, por conta da presença de grandes investidores intelectuais, cientistas judeus que migraram para os Estados Unidos e que foram decisivos. E a gente está falando de pessoas como, por exemplo, John Rockefeller, David Rockefeller, pessoas, banqueiros gigantescos que construíram fortuna nos séculos 18, 17, na Europa e por motivos de perseguição e antissemitismo migraram para a América.
se tornaram grandes fundadores, builders dos Estados Unidos. Então você tem, inclusive, na chamada Era do Bilhão, nos Estados Unidos, na história americana, o século XIX é chamado One Billion Age. É o momento em que o país estava desenvolvendo vários projetos bilionários. Construção de ferrovias, grandes portos, quando os Estados Unidos se tornou a potência que é hoje, as bases. Muitos que investiram eram judeus, vieram da Europa, fugindo de perseguição e etc.
Então esses caras hoje, eles têm um poder e um lobby dentro dos Estados Unidos que é gigantesco. Tem uma entrevista do David Rockefeller, que é inglês, na verdade do John Rockefeller. É o David, perdão. O John é bem mais antigo. O David Rockefeller falando, meu país fez Israel. Minha família fez Israel, ele fala. Minha família construiu Israel. Ele é britânico, mas ele tem muitos negócios mais nos Estados Unidos hoje do que na Inglaterra.
O dinheiro dele está nos Estados Unidos. Então tem essa questão do tamanho da influência judaica,
por conta dessa história que os Estados Unidos teve ao longo do tempo com os povos judaicos. A Alemanha fez o contrário, né? A Alemanha expulsou os judeus da Alemanha e perdeu dinheiro, perdeu o Einstein, perdeu um monte... O Einstein é porque é o mais famoso, mas perdeu muitos cientistas do programa nuclear, perdeu um monte de ativos interessantes, né? Então, eu acho que é um pouco dos dois. Os Estados Unidos têm o interesse ali, já é o estratégico, de fazer influência, balcanizar o mundo árabe,
um super país árabe ali, Israel atua nesse sentido. Mas também é o contrário, Israel tem um poder de decisão hoje dentro dos Estados Unidos que é único. O Netanyahu, você vê, ele quase que manda no Trump. Eles falam que o Netanyahu tem o cartão do Banco Epstein, que ele usa o cartão do Banco Epstein. Eu não duvido não. Existe esse Banco do Banco Epstein? O Mossad, eles sabem muito, vou dizer que sabem tudo, né? Mas assim, o Mossad tem uma capacidade de coletar informações, inteligência, que é realmente único.
Então assim, não tenha dúvida que muitos figurões americanos, políticos, juízes, eles estão ali também, existe uma via de mão dupla ali. Israel também pressiona, Israel também chega ali e fala, vai ter que fazer, vai ter que agir assim, porque eu sei disso e daquilo. A gente sabe disso porque o Mossad, a estratégia norte-americana inclusive passou por isso.
mais importante do mundo. Israel é um dos cinco olhos, né? E esses olhos, assim, eles são basicamente... O que que é isso, né? São os dados do mundo, né? Israel tem muito acesso a metadados, etc. e tal. Pessoas como Epstein, por exemplo, né? Eles... Tem foto do Epstein com a camisa do Mossad, né, gente? Isso não quer dizer que ele seja do Mossad, mas quer dizer que ele tem simpatia pelo grupo, evidentemente. Você não veste a camisa da União Soviética se você é o Paulo Kogos. Se você é o Jones Manuel,
você não vai pôr a camisa dos Estados Unidos. Então o Epstein tem ele com a camisa do Mossad. Então assim, o que o Mossad tem ali, conhecimento de assuntos delicados, não tenha dúvida que isso é usado para fazer pressão. Pode pôr, pode pôr. Outro superchat aí, LivePix.
demência ou é Fakineus?
segredos da bomba atômica com os Estados Unidos. Não sei se vocês sabem disso também, mas muito do programa nuclear, programa de jatos americanos na Segunda Guerra, o Reino Unido tinha muito mais capacidade tecnológica que o Reino Unido. O Reino Unido tinha muito mais capacidade do que os Estados Unidos na Segunda Guerra. A Grã-Bretanha era mais dotada de tecnologia. Quando eles firmaram o Land Lease, o programa que os Estados Unidos iam armar a Grã-Bretanha, o que a Grã-Bretanha teve que dar? Segredos tecnológicos dela. Então, em teoria, isso dura até hoje.
os dois países são muito concatenados. Por que isso é importante? Porque o Kerry Starmer, que é o atual premier do Reino Unido, falou nessa semana que ele não entrará na guerra e o seu país não entrará na guerra porque ele não percebeu, ele não acha que o Donald Trump e os Estados Unidos e o Netanyahu têm um plano viável e um caminho seguro para esse conflito. Inclusive ele falou que ele não viu base legal para essa ação militar e que ele não viu
caminho, uma espécie de roadmap, ele não sabe aonde que eles querem chegar com isso, não tem um plano. Então, a gente pode dizer o seguinte, que esses países que estão aí com os Estados Unidos, que são aliados, mas que não estão agora diretamente envolvidos, eles vão ser um termômetro importante pra gente olhar a credibilidade dessas, pra gente poder interpretar essas informações. Quando o Reino Unido, por exemplo, se coloca dessa forma, a gente observa que de fato, olha, os Estados Unidos, eles
provavelmente eles não têm um plano muito bem traçado, que eles não estão com uma leitura que está convencendo os seus principais aliados. E isso dá margem, sim, para a gente perceber e especular, é tudo muito especulativo aqui, de que os Estados Unidos podem lançar mão, junto com Israel, de ações de guerra híbrida, ações veladas, cada vez mais, sobretudo quando você não tem um plano claro. Se você não tem um plano claro, quanto mais caos,
No caso ali, do governo Trump, por enquanto, para ele, isso é o melhor. Pode ser uma bandeira falsa e tal? Pode. Agora, para finalizar a resposta que ele perguntou, e o Reino Unido vai passar pano? Se eles descobrirem que Israel está fazendo uma bandeira falsa, atacando suas bases, por exemplo, veja, bases no Chipre. O Chipre é um protetorado britânico e um protetorado turco. O Chipre é uma ilha que fica no Mediterrâneo Oriental, faz parte da União Europeia, é um país europeu, apesar de localizar, ele está no Oriente Médio, basicamente,
mas ele faz parte da União Europeia e metade dele para cima, o norte é controlado pela Turquia e o sul pelo Reino Unido. Esses territórios foram atingidos, territórios britânicos dentro do Chipre. Em teoria, o Reino Unido não sabe, porque foi uma bandeira falsa ou não acha isso. Mas se o Reino Unido descobrisse, é muito improvável que o governo Starmer tivesse coragem de abertamente criar um racha geopolítico dessa magnitude com o governo Trump.
faria isso, tá? Mesmo ele sendo um governo de esquerda, porque o Kerry Starmer é trabalhista, né? E aí, vamos lembrar, esquerda pro padrão britânico, né? Inclusive, é chamado governo de esquerda mais à direita da história, é esse governo agora. Mas eu não acredito que o Reino Unido teria coragem de pôr na mesa essa questão, essa relação geopolítica, por causa do Irã, pra defender o Irã. Então, os Estados Unidos e Israel sabem que teriam uma margem ali pra manobrar, pra criar história, em que os próprios aliados não vão falar que não, né?
Passaria pano, então. Passaria pano. Os Estados Unidos é autossuficiente em energia? Que tanto assim você tem essa... Os Estados Unidos, eles são o maior produtor de petróleo hoje, eles têm enormes reservas de carvão, principalmente a parceria com o Canadá fornece um estoque extra de energia, e aí a gente está falando principalmente de energia suja, né? Mas aí ele precisa pegar do Canadá, aí já não é autossuficiente. É, não é autossuficiente, mas...
Ah, mas é, né? Não, não é. Mas você sabe que... Por exemplo, a China é autossuficiente em energia.
85% da energia que a China produz, ela produz internamente. Isso é autossuficiência. Isso é falta pra caralho. Mas os Estados Unidos também produzem. Hã? 85% também tem. Os Estados Unidos têm essa autossuficiência? Tem. Eu sei o seguinte, que os Estados Unidos... Por exemplo, o Japão, eu vi aqui, o Japão, 91% da energia dele, ele importa. Ele depende. Filipinas, 94% da energia é importada. Ou seja, esses caras estão,
se ferrando com essa guerra aí, porque os caras têm uma dependência de petróleo. O Japão já deu uma estralada lá, já testou prontos, já falou, pô, se travola a mão um pouquinho. O Japão, só pra comentar, o Japão é a primeira ministra, né? Não sei se vocês viram, isso até a gente ficou de postar, mas o volume de informação é tão grande que eu acabei não colocando lá na página. Direitona lá? É, a primeira ministra que inclusive é super pro-Trump, né?
Ela tenta evocar um nacionalismo japonês de novo, uma coisa assim. Ela deu uma entrevista, uma declaração no parlamento japonês,
dizendo que o Japão tem 249 dias, 250 dias de petróleo, de reservas de petróleo. O Japão não tem um ano de reserva de petróleo. Então, é um país super dependente dos outros, né? O Japão entrou em guerra com os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, porque os Estados Unidos impuseram um embargo de petróleo ao Japão. Foi por isso que o Japão atacou Pearl Harbor, né? Foi por isso. Foi porque, ó, você não vai comprar petróleo da gente nem de ninguém mais.
O que eles fizeram com a Rússia, eles fizeram com o Japão, só que os japoneses não aceitaram, né? Não deu conta. Não tinha bomba atômica também, isso também era um diferencial.
Mas assim, hoje, só para responder, tem países como o Japão que são super dependentes. Os Estados Unidos, como eles se tornaram o maior produtor de petróleo do mundo, principalmente com a técnica do fracking, com o petróleo de xisto, eles conseguiram extrair reservas que antes eram muito caras. Eles tinham lá, mas era caro demais tirar do solo. Como eles conseguiram fazer isso, hoje os Estados Unidos, ele é um país que tem essa situação de grandes reservas.
você usou a palavra, que é autossuficiência. Ele tem uma autossuficiência que é parcial. Por quê? Porque tem reservas, tem grandes reservas de petróleo, tem grandes reservas de carvão, tem uma produção hoje que ainda é pequena, em relação à China, por exemplo, de energia limpa, mas tem. Isso, os Estados Unidos ainda é pequenos, mas tem. Esse conjunto hoje consegue atender a sociedade americana durante um tempo, um tempo razoável, que coloca o país como
autossuficiente. Isso não quer dizer que os Estados Unidos, numa guerra, conseguiriam manter um conflito internacional, por exemplo, de grande escala, uma guerra mundial, sem parceiros. Não conseguiria fazer isso, né? Mas hoje, numa situação chamada, o pessoal fala lá na química, lá na CNTP, né? Condições normais de temperatura e pressão, os Estados Unidos são um país que consegue se manter sozinho. Principalmente nesse mercado de hidrocarbonetos, petróleo.
Os Estados Unidos têm algumas grandes barragens também, né? Eles têm algumas... Tudo isso controlado pelo Estado, viu?
De novo, para a gente lembrar, né? Por exemplo, o sistema de barragens americanos hoje, as grandes operadoras concessionárias elétricas, elas são ou estatais ou são empresas que estão diretamente ligadas ao Estado americano. É aquele caso, né? Gente, se a gente for falar do parque industrial militar americano, você pega essas empresas como Boeing, como Lockheed, elas são privadas, mas elas dependem há décadas do Estado. É um privado que é estatal, porque é só compra do Estado, só vende para o Estado, só faz negócio com um ator.
Não vende para mais ninguém. Quando vai vender para terceiro, quando a Lockheed vai vender para Israel, é os Estados Unidos, é o Trump que vai lá e deixa. Pode. Isso. Então, assim, é praticamente... Acho que é até estatal, né? Mas age como se fosse, né? O modelo de apropriação da riqueza é privado, né? Em cima da venda desses equipamentos. Mas, por exemplo, a arrecadação, o dinheiro que financia, é público, né? Sim, sim. É igual a SpaceX com a NASA ali, né? SpaceX é um bom exemplo também, né? Depende totalmente dos caras, né?
Eu estava vendo essa questão da China que eles são autossuficientes. 85% da energia deles é produzida lá, muito por conta do investimento em energia verde. Desses outros 15%... O que a gente vê de diferença é sobre isso. Desses 15% que eles importam, 59% é petróleo. Ou seja, é 7,5%. E desses 59% que eles importam de petróleo,
é o petróleo que vem do Irã. Sim. Aí se você for fazer todas as contas, você fala assim, a China depende energeticamente do Irã 1,5%, cara. Ah, sim, sim. Isso. 1,5%. Isso. Você sabe que o Irã, quase 90% do petróleo que ele vende é para a China. O Irã depende da China. O Irã precisa vender petróleo para a China, senão ele está lascado. Agora, é isso mesmo. A China não depende do Irã para fazer energia. Se amanhã o Irã quebrar, se amanhã o sistema dos ayatollas cair, a China segue.
Evidente que isso tem consequências geopolíticas de outra natureza, mas a economia chinesa não depende de um parceiro só. Esse é um grande feito que eles conseguiram. Hoje os Estados Unidos são muito mais dependentes de alguns parceiros específicos, principalmente da China. A Taiwan, os Estados Unidos é dependente de Taiwan, por exemplo. Questão de microchips. Questão de microchips, equipamentos. Já a China não. A China tem uma base industrial de defesa, ela tem uma indústria, um campo industrial que atinge
de várias áreas e que, inclusive, o que a China fez ao longo do tempo, vocês estão sabendo disso muito melhor que eu, inclusive, é exportar suas empresas de baixa complexidade para países vizinhos parceiros. Então você tem o Vietnã, que é um país que, apesar das relações dúbias, é um parceiro da China. Você tem, eu estava falando, Bangladesh, Mianmar, é um país que a China está disputando uma influência geopolítica com a Índia para ver quem coloca ali as suas empresas, consegue gerar capital ali.
tem essa questão, que a China também foi construindo uma rede de aliados. País do continente africano também. País do continente africano, sem dúvida, importantíssimo. Sabe, colocando empresas chinesas, colocando... E aquela coisa, o pessoal critica, a China, pô, mas a China está dominando a África. Mas está dominando como? Comprando uns pedacinhos. Está oferecendo o quê? Comprando uns pedacinhos, não é dominando, é diferente.
Pois é, mas eles não estão bombardeando, eles não estão invadindo. Não, eu falo assim, quer vender ou estou comprando. A China não dá ultimato,
pra ninguém, né? A China faz pressão diplomática, evidente, né? A China tá olhando os seus interesses e... Negócios são negócios, né? Isso, amigos à parte. Eles não vão, assim, abrir mão de interesse chinês pra poder ajudar o país qualquer que seja. Mas eles também não tão pôndo a faca na garganta de ninguém. Eu acho que isso é um grande diferencial. A gente teve com um brasileiro que mora na China há 18 anos e ele falou que lá na China o Trump é conhecido como camisa nobe, sabe? Que quanto mais o Trump joga, mais a China cresce.
O Trump eleba o desenvolvimento chinês, cara. Tem aquela frase do Sun Tzu no Arte da Guerra, que é famosa, não interrompa seu inimigo quando ele estiver cometendo um erro. É mais ou menos isso que a China está fazendo. O Xi Jinping mal tem aparecido, ele mal tem falado. Inclusive, a gente vê como reforça a figura dele como um líder sábio, como um líder que está acima dessas especulações, dessas bobagens. Enquanto o Trump tem uma outra postura, que é evidente que é focada para o país,
padrão de comportamento do cidadão americano, quer ser o showman, quer ficar fazendo palhaçada, quer fazer gracinha na TV toda hora, né? Mas isso, para o cidadão americano, pode até funcionar, apesar dos pesais. Mas, no longo prazo, isso dilui a confiança que os americanos têm, que os parceiros têm nos americanos, né? Você veja, até países próximos, como a Espanha, estão sendo ameaçados, né? O Reino Unido, essa declaração que eu falei do Kerry Starmer, né?
não ver confiança nas ações dos Estados Unidos, gerou uma resposta do Trump. O Trump disse que, olha, o Reino Unido tem uma péssima liderança, né? Esses caras estão muito mal, tô preocupado com o Reino Unido. Então, assim, começa a gerar ruído nas relações que, qual que é o problema? Tudo bem, amanhã não é mais o Trump, mas sabe que pode subir um Trump 2. Então, como é que eu vou fazer um acordo de 10 anos com esse país aqui, se daqui a pouco é o filho do Trump, é um outro cara, ou completamente diferente, você não tem estabilidade, né?
falando sobre não se pronunciando de forma ativa ou de nenhum tipo de forma, em conflito, em traves, a China tem condição de disposicionar a qualquer momento. Hoje, tanto economicamente como militar, ela tem força, literalmente, ela tem força para enfrentar os Estados Unidos. Independente de aliados. A Estados Unidos é China? Talvez a Estados Unidos realmente vença, mas ela tem força suficiente para peitar esse cara. Eles estão na mesma categoria, no mesmo peso. Se fosse uma competição de luta, eles estariam no mesmo
O Brasil não tem condição nenhuma pra isso. Numa situação de conflito dessa, a gente
A gente fica mudo, a gente dá palpite para um lado. O que você acha que é a posição? O que você acha que a gente tem que fazer? Vamos pensar no caso do conflito concreto do Irã agora. O Brasil está dentro de um grupo de cooperação super importante, talvez seja o grupo mais importante que o Brasil faz parte hoje, que é o BRICS. O Irã foi um dos novos parceiros a entrar no BRICS. O Irã é o país para o qual o Brasil tem o maior fluxo comercial dentro do Oriente Médio.
muito positiva com o Irã, ou seja, o Brasil vende muito, o Irã é o nosso cliente, o Irã é nosso amigo, o Irã compra coisa, ele entra na lojinha do Brasil pra comprar coisa toda hora, sabe? O agronegócio vende muita coisa pro Irã, é carne de frango, é soja, é minerais, o Brasil vende pro Irã alguns tipos de reagentes químicos também, amônia, enfim, várias outras coisas que pra indústria brasileira é central, porque é... Urânio enriquecido não, né?
Urânio não, isso tava, vocês viram que isso circulou, né, Robertinho? E vocês sabem por que não, viu, gente?
O Brasil faz parte do TPN, do Tratado de Não Proliferação Nuclear, e proíbe a venda do urânio para terceiros. Gente, vocês podem ter certeza que se isso tivesse acontecido, isso já teria vazado e a oposição já estaria pedindo crime de responsabilidade e impeachment para o Lula. O pessoal não ia deixar passar isso de bobeira, não. Se os Estados Unidos soubessem isso, eles já tinham jogado no ventilador. É porque não aconteceu. Então, o Irã é um parceiro do Brasil comercial. Além das relações culturais e etc.
Nossa, até perdi a pergunta. O que seria uma atitude inteligente? Não é ideal, não existe, mas é mais inteligente. Sim, por conta dessa relação comercial, é evidente que o Brasil não deve fazer uma postura de confrontação e rompimento com o Irã. O Brasil, de novo, quem entra na sua loja para comprar, você não manda a pessoa embora, você não xinga ela. Agora, por outro lado, só para fazer um comparativo, o Israel não compra nada do Brasil. Israel é um país que o Brasil tem pouquíssimas relações comerciais,
pequeno, Israel é um país que tem pouca gente, Israel é um país que faz comércio com mais que os Estados Unidos, com a Europa. O que Israel hoje fornece para o Brasil é principalmente softwares de inteligência para polícias, alguns equipamentos e componentes militares que estão presentes dentro do Gripen, por exemplo. Vem de Israel, mas também não é tanta coisa assim não. Israel tem uma parte militar que Israel oferece para o Brasil e que, por outro lado, coloca o Brasil também numa condição de muitas vezes de vulnerabilidade. Porque, sobretudo, esses softwares
rastreio, inteligência que a Polícia Federal usa, estão vendo aqui, estão vendo lá. Tá tudo integrado, né? Tá tudo integrado, é dos caras, né? A gente não tem privacidade dos nossos dados. Não tem. Então, assim, pensando nessa postura, nessa situação onde você tem relações dúbias, e eu não tô aqui dizendo que o Brasil tem que romper relação com Israel, né? Eu tô dizendo o seguinte, se a gente for olhar pra história do Brasil e for olhar pro que o Brasil já construiu, que eu acho que é por aí que a gente tem que fazer as coisas, não é saída numa de doido e falando, ah, eu penso isso, eu penso aquilo. O Brasil, durante, por exemplo,
a era do governo Geisel, só pra vocês terem ideia, em 1973, o Brasil era dominado por uma ditadura militar de direita, correto? Nesse momento, o governo Geisel, ele tinha, apesar de uma postura interna bastante direitista, ele tinha uma postura que era chamada de pragmatismo ecumênico e realista. O que é isso? Antes disso, o Vargas tinha a chamada equidistância pragmática também. O Vargas usava essa expressão da política externa dele, e o Geisel vai usar essa também do pragmatismo ecumênico
mênico. O que que é isso? É a lógica de que, olha, o Brasil, ele não vai se envolver diretamente em nenhum conflito armado, em nenhum tipo de ação militar direta. O Brasil segue mantendo isso. Quando o Brasil se envolve em alguma questão militar é pra enviar tropa pra... De paz. Igual tem na Unifil lá no Líbano. O Brasil tem fragata lá no Líbano. O Brasil já mandou pro Haiti, etc. Mas não é pra resolver, pra atacar, pra defender ninguém.
É pra mediar a situação. Depois o conflito já tá mais ou menos esfriado. Então, é, manter
comerciais com ambos os lados, manter a melhor forma possível de contratos estabelecidos, relações comerciais. Nessa parte não mexe em nada. Agora, na parte diplomática, dentro das organizações internacionais, na minha opinião hoje, é mais inteligente para o Brasil tomar uma postura que abandona um pouco essa linha da equidistância pragmática e caminha mais para dentro do sul global, caminha mais para dentro do BRICS. Então o Brasil tem que sim denunciar o que Israel está fazendo contra o Irã. O Brasil,
Veja, o Irã foi agredido. O Irã não estava atacando Israel e os Estados Unidos e foi atacado. Israel, inclusive, usa a expressão ataque preemptivo. Eu imaginei que você vai me atacar, então eu te ataquei antes. Mas não tem nenhum organismo independente, nem mesmo os americanos disseram que isso ia acontecer. Isso partiu do gabinete Netanyahu. Vamos lembrar, tem questões da política interna israelense também que motivam Netanyahu a querer uma guerra permanente.
Ele é processado, ele é investigado, ele não pode sair do poder. Até hoje não se investigou.
o que foi o 7 de outubro, se isso foi erro, se foi negligência, o que foi. Uma parte da população não apoia mais ele, não apoia o Likud. Não apoia, ele tem uma pressão interna que é crescente. Então, o Brasil deve sim denunciar os crimes que Israel está cometendo e violação de direito internacional. Agora, o Brasil não tem que cortar relações com nenhum dos lados, porque para nós brasileiros, sinceramente, isso não seria o melhor. Eu acho que o ponto limite para isso é a ideia
de um extermínio em massa, de um genocídio. E aí eu deixo aqui até para o pessoal que está acompanhando o seguinte. Durante a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, a gente não sabia muito bem que o Holocausto estava acontecendo. Essas coisas vieram a público no final da guerra. Então o Brasil se manteve na neutralidade com essa lógica da equidistância pragmática até o finalzinho lá, até o final, quando entrou do lado dos aliados e ganhou uma série de vantagens.
Hoje a gente está vendo o que Israel fez em Gaza. A gente está vendo o que Israel
tá fazendo no Irã. Então, a gente tem uma série de outros elementos que colocam a questão moral numa centralidade maior. O governo brasileiro, ele tem um papel, sim, de defender, na minha opinião, sobretudo pelo papel que o Brasil ocupa dentro do sistema internacional, um mundo mais pacífico, um mundo menos armado, um mundo onde o diálogo tem um papel mais importante do que o conflito, né? O Brasil é um país desarmado, gente. O Brasil é um fraco, tá?
No sistema internacional, do ponto de vista militar. Veja, se a gente pegar a América do Sul aqui, o Brasil, ele é uma
regional militar, mas em um cenário global, o Brasil não tem condições de fazer frente a muita coisa, né? Então, o que eu tô querendo dizer é isso, é fraco nesse sentido, de que o Brasil não domina armas. O problema é que o movimento sionista no Brasil é muito organizado, né, cara? Não tem nenhum país, nem mesmo os Estados Unidos, Rodrigão, é que é tão influente hoje. Do ponto de vista organizado, nem os Estados Unidos, eu diria, que tem tanto lobby, que tem tanta gente, que tem uma estrutura, sabe, assim, que inclusive
está por dentro de organizações militares, está por dentro de igreja evangélica, está por dentro de um monte de instituições. Tudo, banco, né, cara? É um dos maiores bancos do país. Eu só acho isso, Robertinho, que o Brasil não deve entrar em barco nenhum definitivo. O Brasil não deve tomar posturas definitivas. O Brasil deve continuar denunciando, deve continuar apoiando o Irã. É um parceiro do Brasil, tem relações muito mais importantes com o Irã do que com o Israel, do ponto de vista comercial e prático. Mas isso não quer dizer também que o Brasil
a fazer um discurso anti-Israel. Isso não seria inteligente, né? Mas, tipo assim, o que acontece em Gaza já era pro Brasil ter rompido todas as relações comerciais com Israel. É essa discussão que eu quero deixar pra vocês. O que acontece em Gaza já era suficiente. Igual você falou assim, ah, o Brasil não tinha conhecimento do holocausto na Segunda Guerra Mundial. Realmente. Acho que tem relatos até de próprios soldados norte-americanos chegando lá e assustando com o que tinha ali.
O mundo tinha um desconhecimento do que estava acontecendo ali. Agora hoje não. Hoje o mundo conhece, o mundo vê o que está acontecendo. Diante do genocídio que acontece em Gaza, já era motivo suficiente para o Brasil romper todas as relações comerciais. Posso fazer um contraponto? Eu concordo com você. Do ponto de vista moral, isso é inaceitável o que está acontecendo. Mas veja, nem os países árabes, que são da mesma etnia, que são o mesmo povo, porque os palestinos são uma nacionalidade,
igual os sauditas, igual os emiradenses. Quem é o maior parceiro comercial desses países árabes? O maior parceiro comercial? Aí depende, né? Mas normalmente hoje... Então, hoje a China também está tomando o papel dos Estados Unidos dentro do Oriente Médio, tá? Porque muitos desses Emirados Árabes, todos os caras ganham grana vendendo petróleo para os Estados Unidos. Os pequenos, principalmente os pequenos, eles ainda estão muito ligados aos Estados Unidos, tá? Os Emirados Árabes,
o Qatar, o Kuwait. O Kuwait é um protetorado britânico até hoje. Também é um país que tiraram um pedaço do Iraque lá para ter uma saída ali no final da boca do Irã ali. Mas hoje, a maioria do Oriente Médio, os grandes players, eles já fazem mais comércio com a China, viu? Do que com os Estados Unidos. Esses países pequenos aí, eles têm um papel muito importante que é mais geoestratégico. Os Estados Unidos não dependem dos Emirados Árabes Unidos para ter petróleo.
É evidente que ajuda, porque você tem uma reserva de mercado maior, você tem mais disponibilidade, o preço cai, né? Preço cai. E outra coisa, esses países estão dentro da OPEP, né? E os Estados Unidos ter boa relação com eles é uma forma dos Estados Unidos tentarem influenciar dentro desse órgão de cartel de petróleo, né? Também é uma via de influência americana dentro da OPEP e do mundo árabe. Mas o Oriente Médio, ele tem aquele negócio, né? As elites adoram os Estados Unidos enquanto a população odeia.
Renato comentou aqui, que acha que o Brasil tem que ficar neutro nessa situação. Mas eu acho também, é o que eu falei aqui. Será que se fosse a Segunda Guerra Mundial, o país ficaria neutro? Hoje o Brasil não faz sentido nenhum ele declarar guerra ou ele romper relações. Não, guerra não. Então, eu digo assim... Declarar diplomaticamente. O rompimento, fechar a embaixada. Hoje, na atual situação, eu concordo com o Renato que falou que eu acho que o Brasil tem que manter uma postura
neutra, mais tranquila, e a gente já viu coisas piores acontecendo num momento recente, e o Brasil não rompeu relação. Então, é mais uma postura de mediador, reforçar a posição do Brasil de mediador, de um país de não conflito, sabe? Não dá conta de tomar dois tapas, porque elas saem crendo com quem. Ó, o Rafael Brito mandou aqui, 5 dólares, porque os países de direita devem agir com toda transparência e os de esquerda não, não são cobrados, quanto China,
Rússia, gastam com defesa. Você acha que não tem transparência do que a China e a Rússia mostram para o mundo? Eu vou ser sincero. De fato, a China não é um país tão transparente quando a questão são gastos militares, quando são temas sensíveis da geopolítica. Eles reservam o direito de não ficar contando isso para todo mundo. Quantos casos estão produzindo? Não sai no jornal. O portal da transparência deles não fala desse assunto. Não vai ter lá. Vai ser uma coisa mais entre a cúpula,
partido, a burocracia mais importante. Agora... Mas muito também é gasto com estatais. É o próprio país mantendo a sua indústria bélica ali. Não tem relações comerciais com outros países. A verdade é essa. A grande diferença, além de evidente, é o Estado investindo ali, um investimento público estatal dentro da China e gerando emprego, gerando economia ali. Por mais que a informação não seja clara, é evidente
que o investimento está na China. Essas empresas americanas, muitas vezes, igual eu falei, você tem uma coisa aí que o dinheiro vai para o mundo inteiro, a gente não sabe. Eu acho que o importante é o seguinte, os Estados Unidos promovem um discurso que não condiz com a sua atitude. Os Estados Unidos dizem que fazem algo que eles não fazem. A própria mídia deles diz que não. Enquanto a China não faz isso. A China diz que faz uma coisa e de fato faz. Ela se reserva o direito de garantir que certas informações são importantes
sua soberania e a própria população chinesa apoia e defende isso. Então isso é autodeterminação, isso é soberania. O brasileiro querer que a China faz, que a China seja os Estados Unidos, que tem os mesmos padrões que os Estados Unidos, não faz sentido nenhum. A gente tem que entender que isso está funcionando para o chinês, que eles estão satisfeitos e que os resultados estão aí aparecendo. Agora, o americano, o acordo entre os políticos americanos e a sociedade americana é o mesmo que na China? Não. Você tem outro acordo, você tem outra constituição de outra natureza.
E é isso que a gente está aqui comentando, que muitas vezes você tem uma incoerência entre a ação e a fala. E o mais legal é o seguinte, a gente já falou aqui, você confirmou, os Estados Unidos declaram alguma coisa, mas o fato real é que nem eles sabem o quanto eles gastam, porque eles não sabem o que eles recebem, então eles não sabem o quanto que eles estão gastando. Ah, tudo bem, eles investem um trilhão, mas o quanto que eles estão gastando real, porque eles estão gastando um trilhão e não estão recebendo tudo que estão pagando. Então eles não sabem o tanto que estão gastando.
Não sabe o tanto que está gastando. Não sabe o quanto o dinheiro está pondo. O quanto está gastando em cada coisa, não sabe. Outro ponto é, a China não fala, mas eu acho que ela sabe direitinho tudo o que ela está gastando, entendeu? Provavelmente isso é muito verdade. Entendeu a diferença? Então a racionalidade econômica nesse ponto aí é mais sofisticada. A China sabe mais. Eu gastei tanto e foi cada produto desse que saiu por X, está em tal lugar.
O chat está bem equilibrado na questão do rompimento com Israel. Tem gente que falou para mim calar a boca.
Talvez não era o senhor. Tem gente aqui que falou que neutralidade é cumplicidade. Isso está pegando. Eu acho assim, a gente que pensa geopolítica a partir do Brasil, a gente sempre quer ver o Brasil no melhor lugar. Então a gente faz essa análise olhando para o brasileiro. É claro que o Brasil poderia romper relações com Israel se o governo achasse necessário. Agora, a gente tem que pensar que política é sempre feita a partir de uma lógica
realista, muitas vezes maquiavélica mesmo. O PT, por exemplo, que está no poder hoje, faz a crítica internacional a Israel, critica a Israel. A gente vê Celso Amorim, Mauro Vieira, a própria chancelaria do Brasil, rompendo relações com Israel. Gente, a gente vê a China, a chancelaria da China, dia sim, dia não, criticando Israel. A gente vê a chancelaria da China condenando Israel de maneira muito mais veemente que a brasileira.
Agora, nem a China rompeu relações com Israel. A China mantém relações com Israel. Os inimigos de Israel hoje,
historicamente, como esses países do Golfo Pérsico, eles eram inimigos do Israel até cinco anos atrás. Hoje eles têm relações. Então, eu não acho que dentro das relações internacionais, você manter relações é fazer endosso. Não é endossar a atitude daquele país, tá? Eu acho que cabe espaço pra negociação. Principalmente pensando que a política é pragmática. O governo do PT, ele vai calcular. Ó, quanto que isso aí vai me dar de voto? Quanto que eu vou perder?
Será que a sociedade brasileira vai achar que é positivo romper com Israel? Não tenha dúvida que se fosse 80%, 90% da sociedade pedindo para romper, o PT rompia. Pedrão, coloca um a um aí a agenda, a agenda de domingo, depois a agenda de terça. Coloca na tela aí para o Lucas, fala o que ele acha da nossa agenda e a audiência ver também. Acho que vai ser uma surpresa legal. Já está pronto isso aí? A gente já está pronto, o Pedro mandou. Não, da planilha não.
individual, o flyer individual que você fez de cada um, começando por domingo. Domingo a gente vai ter um episódio, ô Lucas. Pode ser que tenha em todos, não? Não, não, manda de um em um. Fica mais legal, assim, porque aí o pessoal vai vendo um a um, a gente vai comentando de cada um, entendeu? Se der pra mandar, né? Enquanto isso, pessoal, dá o like aí na live, a gente vai apresentar a nossa agenda da semana que vem pra vocês, com os convidados que vão passar pelo Três Irmãos. Tem convidados
incríveis, e eu acho que essa agenda vai gerar umas polêmicas aí, viu, Albertinho? Quando você fala isso aí, velho. O que que tu acha? Ai, não sei, eu acho que vai o que você falou. Começando por domingo, domingo à tarde. Vai ter merda aí. Domingo à tarde a gente tem um episódio com o Alid Rabah, que é o presidente da FEPAL. Conheço ele. Conhece? Bacana, gente boa. A gente vai falar aí desse conflito aí, da guerra, né, Estados Unidos, Israel e Irã, e lógico, né,
O Alid, como presidente da FEPAL, vai falar muito da Palestina, vai trazer uma visão histórica. A FEPAL é a federação da Palestina aqui no Brasil. O Alid, cara, tem muito conhecimento em Robertinho. Cara, muita cultura. Sabe tudo de geopolítica. E vive bem próximo da realidade dessa galera, por exemplo, do Irã, da Palestina, até de Israel. Então, enfim, ele vive muito próximo.
realidade diferente de quem eu, por exemplo. O que eu vejo são notícias de pontos específicos de uma pessoa igual a você. Ele não, ele vive de informações de pessoas que estão dentro desse cenário, sabe? De gente que está lá dentro da Palestina, de política dentro do Irã mesmo, sabe? É um cara que tem muita informação. Se eu não me engano, a FEPAL, ela posta, acho que até por ele, pelo pessoal da FEPAL, além do pessoal saber falar árabe, isso dá uma condição de eles acompanhar. Mas eles sabem falar até hebreu lá,
Eles trazem muita coisa da mídia israelense e traduzem, trazem coisas que a gente não vê por aqui. Sim. O Alid vai estar aqui segunda vez no Três Irmãos. Vai ser um grande episódio. Isso é domingo? Domingo à tarde. Ó, antes de passar pro próximo... Tem que ligar o sininho, não, porque senão depois começa a ser o cara que tá com o sininho, começa a não ver, perdeu o episódio. Já se inscreve no canal e ativa o sininho. É isso. Antes de passar pro próximo, Lucas, o Rafael Brito aqui falou que você tá muito enviesado. Eu tô muito enviesado? É, que você tá falando.
que o cidadão chinês concorda com ditadura. Como confiar na opinião de alguém assim? Você é de esquerda pra falar isso. O cidadão chinês concorda com a ditadura. Poxa, mas aí é até os termos, né, gente? O termo ditadura, do jeito que a gente observa, que o cidadão chinês tem uma observação muito diferente. Sério? Cara do céu, você falar isso aí foi legal. Com certeza, né? Sabe por quê? O chinês não se vê numa ditadura igual o brasileiro, acha que ele tá, né? A gente conversou com um cara,
essa semana, o Wuhan, e ele falou que a palavra ditadura na China, ela é uma palavra muito abstrata, assim, que inclusive tem duas palavras diferentes, uma pra se referir à ditadura ruim, como algo ruim, ela se pronuncia de um jeito, e a ditadura da democrática chinesa lá é outra forma de pronunciar, né? E aí ele falou, tipo, é igual a palavra, eu dei de exemplo a palavra amor. O que que é amor? Amor pra você é uma coisa, amor pra mim é
outro, amor pro Robertinho é outro. O que que é ditadura? Ditadura é algo que pra eles é uma coisa, pra gente é outra. É diferente de você falar água. Ó, água é isso aqui. Ó, né? Todo mundo sabe que a água não tem jeito de ser diferente. Mas lá tem essa parada. E tipo, pra eles, ditadura não é essa parada de tipo de quatro em quatro anos o chinês ir lá e botar quem vai ser o presidente. Não, isso é democracia, né? Pra eles, ditadura é você ter um cara que tá ali há anos representando um interesse.
a população pode ter certeza que se a população não concordar com aquele cara, aquele cara vai cair, assim como já caíram várias outras dinastias na China, que sempre caía porque o povo não concordava. É isso. O pessoal tem uma outra visão, tem a lógica do mandato do céu, do mandarinato. Eles têm uma outra visão do Estado, inclusive. O que é o Estado para o chinês? O brasileiro, normalmente, via de regra, por conta até de algo que a gente conversou agora mais cedo, essa visão americanizada, inicialmente europeia,
mas que após a Segunda Guerra passou a ser muito americanizada e muito liberalizada, do ponto de vista do liberalismo mesmo econômico brasileiro, ele vê o Estado com um olhar negativo por natureza. Hoje você pergunta para as pessoas, 90% falam que o governo, o Estado é ruim. O chinês não tem essa experiência histórica, é uma outra coisa que aconteceu lá. Enfim, acho que não cabem nem os mesmos termos, acho que falta um pouco disso, do pessoal colocar...
esquerda e direita. As pessoas querem transportar o que é esquerda e direita na América Latina e aqui no Brasil em específico para lugares como o Irã. Isso não faz sentido nenhum. Para lugares como a China, onde a história também é muito diferente. Não faz sentido pensar em termos de esquerda e direita aqui do Brasil em relação à China. Então, precisa ter essa questão de contextualização e de, sobretudo, não ser anacrônico. Você não tem que pensar que o chinês está com a cabeça de um brasileiro que estudou aqui na escola particular, lá no interior do São Paulo,
Paulo e via jogo do Corinthians. É outra vida, meu filho. É outros padrões culturais, outros signos. Tá achando ruim porque lá não tem YouTube. Isso. Ah, meu Instagram tá trancado e tal. Eu não consigo usar o WhatsApp. Isso não passa pela cabeça dele. Não são esses signos que ele tá movimentando pra construir as ideias dele, né? Então, tem que fazer esse tipo de mediação. Senão você vai cair só em chavão. Boa. Pedrão, quem que vem depois do Ali do Rabá? Na terça-feira, o Major, o Major
vai estar aqui. Porta-voz aí das Forças de Defesa do Exército Israel. Finalmente veio, hein? Eu já tentei falar com esse cara, viu? Vocês vão fazer remoto ou ele vai estar presente? Vai fazer remoto. Ele tá lá em Israel. Ele tá em Israel, né? Já tentei falar com ele diversas vezes. É? É, agora veio, né? Pois é, agora veio, Robertinho. Você tentou, conseguiu. A gente tava tentando um debate com ele e o Breno Altman também, mas deu errado esse debate, né?
Faltou informações ali. Parece que ele nem pode debater. Por ser um porta-voz do exército, ele só fala em nome do exército. E aí houve um engano na hora de oferecer ele. Por parte da assessoria de outra pessoa, acabou oferecendo e teve esse engano. Mas isso aí, porra, de verdade. Eu fico feliz com isso. É a prova de que você tem uma porta aberta para uma percepção, uma linguagem. Se você concorde com ela ou não, ela tem que ser ouvida.
E você tem uma porta aberta para uma outra realidade, outra percepção que você goste dela ou não, ela tem que ser ouvida também. Para mim é sobre isso, entendeu? É um jogo muito maior do que a minha vontade ou do cabeleiro. É de trazer as percepções. É uma oportunidade das pessoas saberem o que um porta-voz oficial de Israel está falando dessa guerra. Ele vai trazer o que Israel fala. É diferente de uma posição igual a nossa aqui, a minha particularmente, que eu estou aqui como professor, alguém que está analisando como um brasileiro.
uma carga emocional e toda de análise diferente. A mesma coisa com o Alid, né? O Alid é um palestino, é um cara que com certeza vai falar no sentido pró-Irã, pró-Palestina, vai criticar Israel e dar oportunidade da galera ouvir os dois é show, né? É isso, é isso. Tira suas próprias conclusões. É o que eu falo toda vez. Vamos fazer as mesmas perguntas. As mesmas perguntas que ele faz pro Alid e a gente tenta fazer pra ele. Caiu o que é míssil lá? 170 crianças morreram.
O que aconteceu? Ele vai falar a versão dele lá. Você tem que acreditar no que o
Não tem, mas você pega o que você está falando. Você vai ter a sua percepção de quem trouxe mais verdade, de quem trouxe mais lógica. É isso. Depois do Rafael, o que tem? Depois do Major, Pedrão? Tem um almoço dos irmãos, mais um almoço aí na sexta-feira. Dia 13 é sexta-feira. Sexta-feira 13. Caralho, mano. Sexta-feira à tarde, aí tem mais um almoço dos irmãos. Depois do almoço, no mesmo dia, a gente vai ter dois episódios.
a gente vai estar com o Gabriel Piauí. Rapaz, tem isso? Existe? É o ex-bolsonarista. Ex-bolsonarista. Que foi pro partido Missão. Parece que é o terror dos Flanelinha lá em São Paulo agora, hein? Ah, tá. Tá andando com o Léo, então. Ele e o Léo. Tá andando com o Léo. Já vi esse cara, então, andando com o Léo lá? Eu não sei com o que ele debate. Eu acho que ele debateu com o Mamãe Falei e aí ele virou do Missão. Mesmo?
Eu acho que foi. Conversão à força. Ah, certeza. Não, não sei se brigou assim. Ah, acho que foi, velho. Não, não, foi esse cara, não, foi? Não, acho que o que chamou pra lutar foi outro. É, teve um que falou assim, ah, eu te vergonha de ser igual você aí. Meu dia, cara, eu quero lutar com você no Music Fight lá, né? Que estranho pra ganhar dinheiro. Não foi esse, mas acho que não foi.
Ah, ele participou de alguns debates aí do 30 contra 1 aí. Mas legal, hein, legal. Quero ouvir, né? Como que o cara deixa de ser bolsonarista e vira do Missão? Será que tem muita diferença também de bolsonarista por Missão? Ah, porra, totalmente aí. Muita, muita diferença. É? Ó, sério? Sério? Ó, que isso, Piauí. Não vem fazer graça aqui não, velho. Depois vem chegar igual... Ó, já tô avisando. Não vem igual o cara do Waze.
MST. O ex-MST trouxe uma foto do Jones aqui, ficou mostrando na câmera, o dia que foi debater com o Gino, sabe? Eu já falei pro Pedro, não, não, não, corta aí, corta a câmera dele. Não mostra esse cara fazendo isso, não. Aí cortou e parou de fazer gracinha. O cara não tá presente, né? Não, porra, sai fora aí, para com isso aí. Ó, o Ícaro Tonelli mandou aqui, deveriam chamar o Clóvis Basílio, o maior do país. Eita aí, ó. Maior que o cabeleiro é esse cara?
Vamos lá, Pedrão. Depois do Gabriel Piauí, a gente tem mais um episódio no sábado, que é o nosso amigo aí, nosso irmão, Joel Paviotti. Vai estar aqui em Araguari pra gente. Sim, hein, rapaz. Prepara, hein? É, pô. Prepara pra beber cerveja aí com o Joel, viu, véi? Sério? É. Não, o Joel eu sei que ele é gente boa, mas não é destante, não é? Ele é gente boa. O trabalho dele é muito legal, né? Ó, eu falo isso desde sempre.
já, sei lá, dois, três anos atrás, a gente ainda tava pequenininho, ele veio aqui, um cara incrível, e eu não conheci o iconográfico da história, mas desde que eu falo, cara, um dos melhores canais que a gente tem no Brasil, um cara super responsável, que esmiúça, que você vê, o cara fala do crime organizado, e ele é respeitado, porque ele não inventa história, ele não cria notícia, ele não forja, ele não se sensacionaliza, é a matéria, é o fato. Esse cara, ele é foda.
O Joel é um dos melhores canais que tem no Brasil, a economia da história. Olha, o tema é quente, é o Banco Master. Então, sério, assim, se tem um conflito lá de fora, se tem guerra lá fora, mano, a gente tem uma merda aqui dentro que não perde pra bomba nenhuma, porque isso aí, cara... Pura verdade. Bilhões, bilhões. Eu nem imaginei que o Joel ia querer falar de Banco Master, porque eu vejo que ele tenta não politizar muito e é um assunto que tá politizado hoje no Brasil, né?
chamar ele, porque agora o Banco Master contratou o pistoleiro, né, assassino de aluguel. E o pior, o pistoleiro se matou-se. Tentou, né? Só que ele não era um bom pistoleiro, né? Tentou, cara. Que o cara usou a camisa, né, de botão ali. Olha pra você ver, a Polícia Federal com toda a organização que tem, porra, quase falha, né, mano? Incrível.
O Epstein estava na cela vigiando contra suicídio e foi suicidado. Mas deu morte cerebral. Mas do Epstein não tem nenhuma imagem. Não deu morte cerebral? Não tem nenhuma imagem. O da Polícia Federal tem imagens. Então o Brasil está até melhor. O Brasil vai ver. O Brasil vai saber a verdade. O Brasil vai saber a verdade. Cara, você vai ver essas conversas do Vorcaro. Milhão é centavo para eles.
Cara, ele gastou 20 milhões. Ele gastou 20 milhões de dólares. Ah, paga um bi ali, paga dois...
2 bi ali, paga 3 bi ali. Ele gastou 20 milhões de dólares. 20 milhões de dólares. Em festa, né? Em festa. Em festa, eu vi, eu vi. 20 milhões de dólares, é pinga. É isso, é literalmente, é pinga. Não, mas você viu como é que funcionava? É dinheiro da pinga. É que, tipo assim, toda sexta-feira, terça ou sexta, ele levava vários políticos pra um lugar lá de São Paulo. Não, pra um lugar de São Paulo. Era tipo um bar. Aí, tipo assim, era com 40 pessoas.
homens e 30 mulheres. Você viu as listas? Não, 10 homens e 30 mulheres. E aí deixava o pau-torá, que toda noite dessa era 400 mil reais que gastava lá nesse lugar. 400 mil reais por mês. Mano, que laranja. É bom, pessoal, ver a diferença do andar de cima pro andar de baixo, né? A diferença é muito grande. E o cabeleiro me fala assim, o Joel não gosta de falar de polícia, que eu não gosto de politizar, ficar de um lado ou de outro.
Os caras tão unindo a política brasileira, mano. É todo mundo junto. Pior que é, né?
O cara conseguiu unir a política, mano. Eu acho isso muito importante. Tudo junto, judicial, legislativo, executivo, tudo junto. Esse povo tá tudo enrolado. Tudo junto. Ele é o Epstein, do Brasil. Então tá aí a nossa... Eu quero ver os vídeos, quero ver os vídeos. É o Epstein mesmo, cara. Eu quero ver os vídeos, mano. É foda. Não sei se vai sair, né, cara? É porque os caras que estão chegando perto já estão morrendo-se. Você viu que ele, na noite, no dia que ele foi preso,
com o Alexandre de Moraes? Você viu isso aí? Isso foi bizarro. Que ele mandou uma mensagem pra ele... O Albertinho não quer nem falar. O Albertinho não quer nem entrar nesse cenário. Ele mandou mensagem pro Alexandre de Moraes no dia que ele foi preso e o Xandão mandou três mensagens pra ele de visualização única e não dá pra saber o que mandou. Não, mas eu imagino assim, mano, nem te conheço. Para de mandar mensagem, nem te conheço. Para de desinformar.
Para de graça. Uai, você sabe o que estava escrito? Não. Mas não era, eu não te conheço. Por que que não era? Porque ele tinha contrato milionário com o cara. Para de graça, velho. Para de desinformar. A mulher dele tinha um contrato milionário com o cara. Tem. Mais de 120 milhões, né? O maior contrato é celebrado por qualquer escritório de advocacia do país, velho. 130 milhões. Segundo a mídia de jornal, né? Vamos botar que não é a gente que está produzindo essa informação. Claro.
esses prints estão divulgados aí na mídia toda, né? Inclusive tem umas pérolas, né? Umas coisas engraçadas, além desse mar de lama, assim, tem umas coisas engraçadas, né? Vocês viram lá que ele ficava, ele era, ele namorava, né? Ele namorava uma ricona, uma socialite aí também. E aí uma das coisas que o pessoal pegou ali é que ele tava traindo ela torto e a direito, né? Ele mandava a mesma mensagem de bom dia, a mesma carinha pra três, quatro, assim, a namorada lá no meio, sabe?
Tem umas pérolas engraçadas, assim, que a gente vê, né? Oferecendo um apartamento,
de milhões aí pra conhecer a moça hoje ali, já quer um apartamento de 20 milhões aqui. Parece que um desses contatos aí era o João do TI, tá ligado? Mas era uma modelo. Ele salvava o João do TI. É isso que ele salvava com um nome diferente. Aí você ia ver uma loira lá. Sabe o que eu vi dele também, mano? Aí você vê que você não sabe nada da grana. Tipo um barco que ele tá fazendo. Você viu do barco? Não. Eu não sei o valor do barco, mas é um barco tipo exclusivo que ele tá fazendo e aí a galera meio que começou a falar disso. Aí ele manda uma mensagem pra uma mulher
dele, tipo assim, me perguntaram do barco, mano. Aí ela falou assim, como assim ninguém sabe desse barco? Deve ser um mega yacht. Ninguém tá sabendo disso, tal, tal, tal. Ela falou assim, ó, eu falei com o cara. Ela falou assim, ah, mas eu não fã não sei o que que tem, fato, final dessa conversa deles. Ele falou assim, pois é, e esse barco tá foda. Eu tenho um nome aqui, depois te mostro, de um grupo, ele falou assim, o dono lá, o multimilionário, me ofereceu 100 milhões de lucro no barco.
Ele falou assim, ó, ele paga o barco e me dá mais 100 milhões pra ficar com o barco. Ela falou assim, ah,
irmão, o barco tá sendo feito pra gente, e falou assim, pois é, ele quer esse negócio, porque pra essa empresa construir o barco do jeito que eles querem, vai gastar 5 anos, e o nosso fica pronto esse ano, então ele paga 100 milhões a mais, só porque ele quer o barco esse ano, ele não quer esperar 5 anos, o cara dava 100 milhões a mais no barco que ele tá fazendo, quanto que vale o barco, porra? O cara não tava dando, assim, o barco é isso, o dinheiro não passa, né, cara, imagina quantas empresas,
não morreram por conta disso, né, cara. Exato, porque ali foi uma fraude que eles estavam basicamente prometendo lucros exorbitantes, enganando as pessoas, né? E o pessoal está resgatando aí agora quem tem, acho que até 250 mil reais, né? Até 250 mil você consegue resgatar. Você investiu muito ali no Master. Aí o pior é isso, né? Você vai ver quem que é o investimento, até evito falar disso, mas é porque são assuntos que estão na mídia, né?
Vocês devem ter visto que a maioria dos investidores que compraram esses ativos super faturados, que estavam prometendo, eram fundos de pensamento,
fundos ativos de trabalhadores, funcionários públicos de estados que usam esses fundos de pensão para incrementar. Às vezes fazem um investimento que, em teoria, seria um investimento seguro. E aí vai ver uma especulação, um golpe, na verdade. Então, a gente nem sabe como vai ficar o prejuízo desses funcionários públicos. O pessoal que trabalha, investe, coloca ali compulsoriamente o seu dinheiro, aí vem o governador do estado, faz ali a transação e deu no que deu. A gente sabe o que é foda.
em 250 mil, você pensa assim, ó, só pegou... É o cara mais pobre mesmo. Mas tem um cara que não tinha nada e, sei lá, vendeu uma casa pra pôr ali, entendeu? Que era a única coisa que ele fez durante toda a vida, sabe? Você atreve a fazer um investimento a mais ali, esse cara perdeu a vida dele toda. Sabe? É um tipo de crime que você não tem como alisar não, viu? Isso aí na China tá dando pena de morte, né? Qual que é pior, um Vorkar ou o sistema judiciário
país que permite isso aí. É a mesma coisa, pô. Você não viu lá não? Você acabou de falar aí que tá tudo interligado, pô. Falou até nome. Eu acho que no nível, assim, de perversidade, de impacto... É que o Vorkari, ele age só economicamente. O judiciário tá agindo economicamente e na vida. E na vida das pessoas diretamente. Inclusive na letra da lei, né? A lei, ela condena com mais veemência e mais gravidade na pena quando o agente público comete a corrupção, né? Quando ele usa o cargo.
evidente que não é correto o empresário fazer isso, mas em teoria se espera, né, que em algum momento ele vá buscar vantagens, né, e o que não poderia de fato é a corrupção passiva, né, é pior, né, porque o pessoal não sabe, a corrupção passiva é a lógica, né, de que chega alguém te oferecendo dinheiro, você tem uma posição muito privilegiada e você aceita, né, essa questão do judiciário é gravíssima, né, porque nós estamos falando do topo, do topo, do topo, da elite do funcionalismo, e eu sempre comento isso,
com o pessoal, às vezes, mesmo com os alunos, que, cara, o início do STF, ele tem tanto ou mais poder que um presidente da república, sobretudo num país como o Brasil. Porque o presidente do Brasil, ele executa o orçamento, ele nomeia cargos, são coisas muito importantes. Ele vai sair daqui quatro anos? Ele vai sair daqui quatro anos. Você pega essa parte militar, essa parte diplomática, que é muito pesada nos Estados Unidos, em vários países, aqui não tem esse peso todo. É uma questão secundária. Agora, o ministro do STF, ele vai ficar, o resto da
vida, ou muitas décadas, e ele vai tomar decisões que vão impactar a vida, por exemplo, teve uma questão importante que afetou o caso da minha família, do meu pai, questão da desaposentadoria, né, ele, basicamente a legislação falava uma determinada coisa, o STF foi lá, alterou a legislação pra prejudicar a massa dos trabalhadores, o pessoal que teria oportunidade, contribuiu a vida inteira, né, e teria oportunidade ali de pegar um ganho ali, e foi vedado o direito, né, do pessoal, enfim,
Não vou nem entrar no detalhe jurídico aqui, mas quando a gente olha no geral mesmo, o STF mexe com a vida de milhões e milhões de pessoas. Mas isso que você falou está no DNA do STF. Aquelas pessoas não falam isso. Se você for olhar historicamente, a maioria das decisões do STF, elas mais prejudicam a classe trabalhadora do que favorecem. Concordo, velho. Uma instituição que está ali para representar o povo brasileiro, ela está pelo capital, velho. Está pelo capital, velho.
O que esperar numa instituição dessa? Acho que ficou uma falsa equivalência, uma falsa impressão nos últimos anos por conta do fenômeno do bolsonarismo e as questões relacionadas ao golpe, ou a tentativa de golpe. Isso levou a um posicionamento político no qual o STF, que hoje já está muito bem estabelecido dentro desse sistema, esses ministros estão com a vida ganha, para que eles vão querer mexer? Então eles mexeram para não mudar nada.
Eles não queriam que mudasse nada. Agora, isso manteve uma estabilidade institucional, isso é inegável.
Um golpe poderia estar sendo arquitetado, estava sendo arquitetado, e o STF agiu para combater isso. Agora, combater isso não significa dizer que eles estão do lado do povo. Na verdade, significa que eles querem manter a estabilidade dessa pirâmide política e social desigual que existe hoje no país. Eu sou mais dessa visão. E até porque se houvesse um golpe, ia mudar toda a estrutura do judiciário deles. Ia afetar eles. A gente não pode imaginar que o STF é o guardião da democracia,
da democracia brasileira. Mano, o que eles fizeram é pra salvar eles. É eles. Porque ali no plano, ali no punhal verde e amarelo, né? Tava ali um plano de matar o Lula, de matar o Alexandre de Moraes, né? Ele ia rodar ali naquela hora. Então, ele só salvou o dele, só, né? Ô, Rodrigão, e só assim, se a gente for aprofundar mais na análise, tentar entrar mais a fundo, tenta fazer um comparativo com o que acontece em outros países. Porque o
O STF pode, eventualmente, até ser mais ou menos corrupto aqui no Brasil. Mas, por exemplo, nos Estados Unidos, recente agora, durante o governo Trump em 2020, antes das eleições, nós tivemos alguns escândalos de corrupção lá, envolvendo um juiz muito tradicional, ligado ao Partido Republicano, que foi indicado, se eu não me engano, pelo Reagan, ou por algum desses figurões republicanos, que é o Clarence Thomas. Ele é um juiz muito famoso, porque ele é negro, se eu não me engano, é o primeiro, o único juiz negro da Suprema Corte Americana.
escândalo implicado, em que ele recebeu presentes, presentes assim, que a gente tá falando de mansão, de iate, de pessoas, empresários que posteriormente, depois ele tava julgando. E aí isso caiu na mídia. E o que que aconteceu com ele? Nada. Deu em pizza. Ele tá lá. Clarence Thomas, quem quiser acompanhar, dá um Google nisso aí. É um caso muito parecido. Então, eu acho que assim, é interessante a gente pensar também, numa maneira mais estrutural, como que essa ideia de tripartição de poderes, ela é limitada hoje, dentro dessa lógica de democracia liberal. Os...
Os poderes que deveriam se fiscalizar e deveriam manter uma espécie de balanço, eles, na verdade, estão abraçados por uma lógica de apropriação de recursos, muitas vezes. Enfim, de patrimonialismo, de uso do público para ganhos privados. Isso não acontece só aqui no Brasil, mas aqui no Brasil parece que está demais. Parece que o negócio está vazando pelo ladrão. Porque, de fato, esse escândalo do Banco Master, ouviu o Haddad falar, é o maior da história. É muito pior que Lava Jato, que várias outras coisas. Cara, você quer entender?
onde tudo foi perdido? Quando você tem um ministro que está envolvido num escândalo, e aí... O cara falou, oxe, petiça, está contra o STF. Tem a prova, aí ele não pode julgar o próprio caso, passa para um outro ministro, mas ele continua, teoricamente, dentro da ação. Aí vem um outro ministro, ele fala assim, tira ele da ação, me dá esse arquivo aqui, deixa eu ver. Isso aqui tudo é prova, é jogar as provas fora, apagar as provas. Quando o ministro fala para fazer isso de um outro ministro,
ministro, quer dizer, as provas. É estranho, né? Não, isso aqui são provas, é. Essas provas são descartadas. Quê? Não, é pra descartar essas provas. Mas elas fazem parte do processo da investigação. Essas aqui é pra tirar. Acabou tudo, meu irmão. Acabou tudo. O Judiciário é complicado. Acabou tudo. De fato é, gente. O Rubão deu um exemplo muito bacana ontem na live, né? Ele falou do caso da Luciana Gimenez, lá no caso de Epstein, né? Sim. Que o nome dela apareceu ali na lista e
mais que imediatamente, ela já foi na mídia, já ligou pro banco nos Estados Unidos. Que negócio é esse aí de milhões no meu extrato? Eu nunca movimentei isso aí. Pegou o extrato real dela, que lá era um somatório de três contas, onde o nome dela apareceu no meio ali. Mas ela tinha movimentado 120 dólares, um negócio assim. E o nome tava lá. Porque somou. Somou três contas, né? Aí a dela era cento e poucos dólares,
acima, tinha uma conta que tinha aumentado 12 milhões de dólares. E aí saiu na lista, saiu dela, velho. Ela já foi pra cima assim. Não, não, não. Resolveu tudo, mostrou e falou, ó, tá aqui. Tá aqui. Isso é outra coisa. Isso é outra coisa. Se eu não tá aqui nesse processo, tem que quebrar sigilo. Quebrar sigilo? Quebrar agora. O maior interesse é o meu de falar que eu não tô nessa merda. Eu não preciso quebrar, não.
Não precisa não. Tá aberto. Vamos lá olhar o que vocês querem. Eu que quero mostrar. Sim. Quando o cara fala assim, ó, tem que quebrar o sigilo, esse cara, ele pode provar o que ele quiser. Esse cara tem merda. Ninguém vai esconder o que tem porque tava sem... Quem tá certo não vai esconder não, mano. Não vai disputar não. A pessoa tá em cargo político. O cara escondeu pra ganhar tempo. Isso depois é mostrar que ele tava certo.
Se ele teve que quebrar o sigilo dele, é porque ele era vagabundo. Tá normal a net aí, Pedrão? Eu só vou ver aqui. Tem umas mensagens aqui na...
No grupo do... Será que é a minha, né? Deixa eu tirar ela aqui. Acho que tem umas mensagens aqui no grupo, Lucão. Vou ler elas e a gente já caminha pro... Deixa eu ver o que o pessoal mandou aqui. Lucas, o Renildo Alves mandou aqui. Por que os cristãos veneram tanto Israel, sendo que Israel odeia os cristãos? Os evangélicos sempre saudam Israel. Por quê? É assim, calma, né? Vamos analisar a pergunta. Primeiro, assim, não é exatamente verdade que os
odeia os cristãos, tá gente? Você tem uma comunidade ortodoxa, ultra-ortodoxa dentro de Israel, que de fato existem muitos materiais, vídeos, provas que demonstram que pregar cristianismo dentro de Israel, sei lá, com a Bíblia, um pastor, por exemplo, tentar ir lá perto do muro das lamentações, falar e converter, fazer proselitismo religioso, vai ser muito mal recebido em Israel. É uma ofensa pra isso. Inclusive pelos não ortodoxos.
A sociedade israelense não quer pregação externa, tá? Vamos lembrar que a maioria
Israel é um dos países com o maior número de ateus do mundo. É curioso isso, que Israel tem um equilíbrio religioso bastante curioso. De um lado é uma sociedade super racionalizada ateia, que é a maior parte, e do outro lado você tem uma sociedade super religiosizada, com foco religioso e com práticas religiosas ortodoxas. Então você tem, por exemplo, alguns partidos como... Essa parte ateia são judeus? São judeus, hoje.
Partidos como o Likud, por exemplo. O Likud que é o maior partido de direita de Israel. É um partido da direita secular israelense. Isso quer dizer que é um partido que não necessariamente todos que estão ali são ateus. Mas para começar, é um grupo político que não prevê a mistura da religião com a política. Eles querem uma separação. O Estado laico e o Estado neutro. Como Israel é fruto de uma diáspora chamada Aliá. Quando surgiu Israel, eles ganharam pela ONU.
o direito de retorno. Então, muitos judeus viviam na Europa, eram ocidentalizados, viviam em países dos Estados Unidos, Alemanha, etc. Hoje, o pessoal convida depois, pode confirmar. Hoje, com internet, é bom tudo que eu tô falando aqui, gente. Vocês podem checar. Israel é um país de maioria ateia. Então, tem essa questão. Não acho que os israelenses, de modo geral, odeiem os cristãos, tá? Agora, cuidado, né? Não vai lá pregar lá na terra deles. Eles não querem uma conversão, uma cristianização.
isso com bons olhos, e mais, eu acho que o que Israel faz é usar o cristianismo, inclusive hoje tem nome, o chamado cristianismo sionista, é usar essa ideologia política, essa linha de análise, para poder ganhar simpatia e influência dentro de países de maioria cristã. Então, qual que é o jogo deles? É que o cristianismo se passa dentro do livro que eles escreveram. O Velho Testamento inteiro é feito pelos judeus, são os livros da Torá,
parte do que é os livros do Novo Testamento, inclusive, dos livros do cristianismo mesmo, que são os livros novos da Bíblia, esses livros, sim, eles acabam tendo uma circulação, uma repercussão muito menor em Israel. Mas esses livros, mesmo esses, eles se passam dentro de Israel. Ou seja, Jesus morreu ali nas terras ali. As parábolas, as histórias, os lugares. Então Israel usa desse imaginário, evidentemente, para chamar atenção, para poder
dizer que a terra deles é a sagrada. Eles jogam muito com esse imaginário de que eles são o povo escolhido. Várias passagens do Velho Testamento falam isso, apesar de o Novo contradizer um pouco. Enfim, existe um jogo com esses signos da Bíblia, que é o livro principal dos cristãos, para poder chamar a atenção dessa comunidade. Bom, então até respondeu o Alfredo aqui. Obrigado pela pergunta, Alfredo. E o Eucaito mandou que a última gostaria de uma análise real do contexto,
como o jogo de videogame, quais serão os impactos para o Brasil e o que podemos esperar? Quer fazer alguma análise sobre isso? Desculpa, ele falou. Quais os impactos dessa guerra para o Brasil e o que a gente pode esperar? Cara, sendo bem breve, Rodrigão, eu acho primeiro, essa guerra, a gente ainda não sabe se ela vai ou não vai durar muitos meses, se vai acabar ao longo de semanas. Estados Unidos tem dado declarações erráticas, ao mesmo tempo que fala que está preparado para o ano inteiro,
dias, disse que preparou uma ação pra quatro semanas. Israel disse que esperava quinze dias de guerra. Isso é curioso, né? O Netanyahu ataca e fala, não, mas é só quinze dias, tá? Então, passa uma mensagem de que talvez eles não estavam preparados mesmo, não estejam, pra manter um conflito de longo prazo, de atrito ali contra o Irã. Eu acredito que, pro Brasil, se a gente for pensar no cenário atual, sem especular no que vai acontecer pro futuro, hoje, essa guerra, evidentemente, ela vai afetar, sim, por exemplo, o preço mais óbvio, né? O preço do petróleo, o Estreito de Hormuz tá fechado,
para os países ocidentais. 20% do comércio de petróleo passa por ali. O Brasil vai ser afetado por isso, talvez ainda não esteja sendo assim como pode acontecer nas próximas semanas, mas o mercado de petróleo está muito volátil. Isso também mexe no mercado de ativos como o ouro, tendência de uma valorização do ouro, uma tendência de dificuldade, volatilidade para as criptomoedas. Nesse cenário de guerra, normalmente as criptomoedas se tornam mais voláteis e perdem valor.
Bitcoin, por exemplo. Então, eu acho que para quem investe, para quem é empresário e está nesse ramo, e depende da cadeia do petróleo, depende de combustível, para o trabalhador comum, é evidente que a gente sabe que tem uma tendência a empurrar a inflação para cima, porque o petróleo é a base do transporte de todas as mercadorias. Então, na prática, hoje, é claro, o impacto ainda é pequeno, talvez menor do que o conflito na Rússia, por exemplo.
Inicialmente, o conflito na Rússia gerou uma pressão inflacionária grande no Brasil.
a pressão é pequena, mas isso vai existir. Então o preço de produtos, como o pão, por exemplo, que depende de importação, vende fora o trigo, o Brasil produz pouco, aí o petróleo sobe, o pão vai subir. Pelo Brasil participar do BRICS, será que ele poderia utilizar disso para pedir para o Irã liberar o Straight Hormuz para receber petróleo? O Brasil, em teoria, não está fechado para o Brasil, para nenhum navio de bandeira ou de empresa relacionado ao Brasil.
O risco também está relacionado... O problema é o seguro não quer pagar. Isso. Essa é a questão. As seguradoras estão impondo novas condições agora que para qualquer navio, empresa de transporte, está mais caro. Então vai ficar mais caro para todo mundo. Guerra, gente, principalmente no Irã, é empurrar a inflação global para cima. Inclusive nos Estados Unidos também. A gasolina já subiu lá, mais do que aqui agora, recentemente.
Só uma outra coisa. O pessoal está falando que o BRICS é ficção. Eu acho que outra coisa importante é o seguinte.
é um teste para o BRICS, sim. O BRICS não é uma aliança militar, mas a maneira como o BRICS vai lidar com essa guerra, a maneira como esses países vão interagir em torno do Irã, pode ser um fiel da balança, sim, para novas ações americanas. Seja para... Porque, gente, em última instância, essa guerra também é uma guerra contra o BRICS. E é uma guerra para deslegitimar o BRICS, para mostrar que o BRICS não está concatenado, que se um membro for atacado, os outros vão...
Exato. Então, é muito importante o BRICS agir com uma certa unidade, dar uma resposta,
contundente, mesmo que seja diplomática na atualidade agora. Se bem que eu acho que isso pode estar acontecendo, hein, Lucas? Só para encerrar, mas eu acho que financeiramente, já que o Briggs é um bloco econômico, não é um bloco militar, é econômico, eu acredito que financeiramente, mesmo que é invisível, está tendo a ação já. A gente espera que sim. É, não posso falar, mas eu acho que é isso. Porque senão não faz sentido, né?
É, mas entendeu, né? Acho que está acontecendo. Sim. Vou agradecer o parceiro desse canal que agulha o concurso.
Falar do guru que é muito massa. O quê? Primeiro, eu não falei o nome de ninguém, mano. Tipo assim, que quem tem quebra de sigilo que tem que falar, não falei de quem que era, não. Pode ser do Bolsonaro. Pode ser qualquer um. Se você tá lá, cara, a intenção tem que ser sua de provar que você é inocente. Não puxei pra um lado nem pro outro. Outro, a culpa é do Xandão e do Lula? Nem foi o Xandão que fez isso, tá? É porque vocês ainda não estão sabendo o que aconteceu.
Tá falando de mim sem saber o que eu tô falando. Não foi o Xandão que foi lá e tirou o processo. Foi outro ministro.
E se eu falei errado, falou muito mais que eu. Foi mais acéfalo. Agradecer ao parceiro desse canal, que é a Guruja Concurso. Se vocês não conhecem, acessem agora. O link está na descrição, o QR Code está na tela. Você vai se deparar com os melhores professores do Brasil, traçando planos de estudo com você e acompanhando passo a passo até você passar e ocupar cargos na Receita Federal, Receita Estadual, área de controladoria, que são áreas extremamente importantes,
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