Episódios de Podcast 3 Irmãos

JOEL PAVIOTTI - CRIME ORGANIZADO E BANCO MASTER - PODCAST 3 IRMÃOS #931.mp4

16 de março de 20262h31min
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Assuntos4
  • Legislação AntiterrorismoDefinição de terrorismo · Legislação brasileira · Ideologia política · Atos terroristas · Comparação com legislação americana
  • Segurança OperacionalControle territorial · Venda de drogas · PCC · Grupos criminosos mexicanos · Infiltração no governo · Monopólio de mercado
  • Mediação InternacionalBases militares americanas · Trump e políticas antiterrorismo · Suporte militar · Influência internacional · Questões geopolíticas
  • Banco Master
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Podcast Três Irmãos na área. Quem fala com vocês mais uma vez, Rodrigo Tchorro. Do meu lado, meu brother, meu irmão, Roberto Andrade. Filho, quase que eu mandei na frente, mas tá do lado. É porque tá na frente aqui, né? É, é, é verdade. É, é, é verdade. Na mesa operando o nosso diretor Pedro Henrique. E aí, Robertinho, como é que você tá? Fala aí, meus irmãos, beleza? Fala aí, meu irmão. Aqui é isso, sábado à tarde. Sábado à tarde, depois de uma sexta-feira 13. O Romance está no ar aqui dentro do nosso estúdio.

começar a deixar isso mais caliente. Sim, é um sábado à tarde, é um momento especial, porque melhor que a sexta-feira 13, é um sábado 14. E a gente vai falar sobre o assunto mais importante, pelo menos na minha percepção, que rola dentro do Brasil hoje. Muitas dúvidas em relação a isso. Muitas dúvidas. É incrível como esse tipo de coisa acontece e as pessoas parecem que não se preocupam, sabe? É aquela sensação de que o absurdo aqui realmente não existe. E eu acho que hoje é o assunto

mais importante do Brasil. É muito grana. Todo mundo tem que falar de Banco Master. E é muita gente grande nessa bagunça, mano. Será que a gente não limpa a casa dessa vez? Vamos ver. Vamos saber primeiro o que aconteceu. Hoje a gente está com um cara aqui no nosso estúdio. Joel Paviotti. Iconografia da história. E aí, irmão? Tu está com a pele bonita, cara. Tu está bonito. Felicidade, amor.

liso, tá fortão. Olha lá, mano. Eu tô só o creme, Robertinho, como você fala. Sabor paixão. É, sabor paixão. Seu joel, paiote. Irmão, seja bem-vindo. Aí você tá aqui de férias na nossa casa, né? Aproveitando. Pra quem não sabe, assim, ó. Eu vou entregar tudo, velho. Vou fazer igual eu sei. Só que eu já vou entregar de começo. Essa galera que tava aí vendo o Joel na academia, mudando de vida, se dedicando, pensando, pô, é uma oportunidade ali.

casa, essa oferta acabou. A oportunidade passou. O Joel está sim, agora oficialmente namorando. Então eu queria pedir para que todas as interessadas que agora procurem outra oportunidade, que essa aí vocês perderam. E aí, meu irmão? Como você está? Estou bem. Estamos na luta, trabalhando muito e eu acho que a gente precisava desse espaço aqui para falar sobre esse escândalo e essa questão que é muito séria.

na história do Brasil. Vamos esquecer agora um pouquinho facção, vamos esquecer outras questões. E acho que a gente precisa focar num negócio que deu um prejuízo aí na casa de 40 bilhões contabilizando. Sério? Tu acha que é o maior escândalo de corrupção que já rolou no Brasil? Até agora. Maior que a Lava Jato? Sim, maior que a Lava Jato. A Lava Jato chegou a algumas contas a dizer que tinha 30 bilhões aí. As outras contas mais conservadoras, 15 bilhões.

esse já bateu 40 bilhões e contando. Então, talvez seja um dos maiores prejuízos. E ainda não fechou a conta ainda. Não, a Polícia Federal, isso aí é a tampa, sabe? É o que as canetas conseguiram descobrir, que deu de prejuízo, uma série de coisas, e aí tudo isso vai se aprofundando. E tu se aprofundou nesse tema mesmo? Não é só corrupção, tá? Estou falando de prejuízo dado a toda a sistemática de controle bancário, essas coisas, não necessariamente corrupção,

A gente vai entrar num outro ponto também, que também deu um grande prejuízo e tal. Então talvez a comparação com a Lava Jato seja que a questão da Lava Jato deu 15 bilhões de corrupção. Envolvido com corrupção, esquemas, um monte de coisa. Aqui a gente está falando só de prejuízo. A gente ainda não entrou, não se aprofundou no sistema de corrupção. Isso é a ação direta que foi, para eu entender até melhor, esses 40 bilhões é o que o banco deixa de prejuízo. É o que ele não vai pagar.

Esse é o prejuízo direto. Existem muitas outras coisas, com certeza. Muitas outras coisas, porque existem papéis que foram duvidosos, coisas que foram vendidas e não eram realidades, coisas que foram colocadas, assinadas como verdadeiras de cartas de crédito que não tem laço. Depois a gente vai explicar tudo direitinho, tirando esses termos mais técnicos e colocando num termo mais exemplificador da realidade mais próxima das pessoas.

aí, velho. Pode se desenrolar. Antes de você começar me contando a história do Banco Márcio, a gente já tá com quase 400 pessoas ao vivo aqui. Eu vou pedir pra deixar o like na live. É importantíssimo, Albertinho. A gente tá muito fodido. A gente tá perdendo muita grana de patrocinador. Então, a única coisa que você pode fazer pra ajudar muito o 3 Irmãos, velho, que não custa nada, dá o like na live, se inscreve no canal, compartilha esse vídeo. Se você puder, apoie o 3

irmãos, tem o link do Apoia-se. Você pode virar membro do Três Irmãos, você pode mandar super chat e participar dessa conversa. Tem o Live Pix também? Tem o Live Pix e a gente tá precisando de vocês, viu? Sério mesmo. Tá ruim, o negócio tá feio aqui. Os caras tão tentando cercar o Três Irmãos e fechar isso daqui. E o pior é que eles têm força e de alguma forma eles até têm conseguido. É o que a Beira falou. Você vai ver alguns parceiros vão se distanciando, né? Mas a galera que é o que a gente mais quer próximo, a gente precisa mais

de vocês até do que de um parceiro financiador, sabe? Um patrocinador. É o mais simples. É dar like, é compartilhar se puder ser membro. Então, cara, ajuda mesmo. E é isso, né, Cabileira? Antes de começar o Banco Master, quem é o Vorcaro? De onde surge esse cara? Já vai falar do Vorcaro antes de falar do começo do Banco Master? Como é que é isso? O Vorcaro surgiu antes, não? Ele surgiu antes. Ele surgiu antes. Assim, hoje o STF fecha aqui esse podcast. Gostaria de agradecer de ter conhecido vocês. Valeu, já.

Foi bom, foi o último dia. Foi muito bom ter vindo aqui agora. E viu, Pedrão? Se quiser, manda um currículo para nós lá na iconografia, porque eu estou falando aqui e não vou fechar lá. Estou brincando. Sacanagem. Uma coisa para a gente entender o Vorcaro e a política no Brasil. O Vorcaro descobriu que poder é uma tinta de caneta que assina um papel. E poderoso é o homem que segura essa caneta. Quando você está próximo e convence o poderoso de algo, se ele assinar esse papel, você consegue o que você quiser.

para convencer um poderoso a assinar o papel que você quer. Ao entender isso, o cara consegue construir toda uma sistemática para ficar poderoso no nosso país. Tem um autor chamado Raimundo Faoro, sociólogo muito famoso, que escreveu um livro chamado Os Donos do Brasil. Na verdade, Os Donos do Poder. O Faoro diz que o Brasil tem um sistema patrimonial. O que é isso? Você pode ser o político que for. Quando você entrar na política, você vai se aproveitar do Estado para benefício próprio. Isso é meio cultural brasileiro.

que é exclusividade nossa, mas faz parte da constituição da nossa identidade pública e política. Os grandes empresários, eles são a mesma coisa. Quando eles estão no poder, em algum momento eles têm que se ligar ao Estado para conseguir privilégios e para acessar o poder. Se não é através do voto, através do financiamento, para conseguir certas regalias e não quebrar. Me parece, supostamente, que o Vorcaro entendeu muito bem essa sistemática

que abraça o risco, mas que também mantém uma rede de proteção muito grande dentro do poder, ao que parece. Então vamos lá. O Daniel Borcaro é de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Esse estado maravilhoso que eu estou... Esse cara é mineiro esse filho da mãe, bicho. Mineiro. Eu falei isso perto que é ladinho demais. Cara, só um mineiro pra conseguir convencer tanta gente assim do Street. Na miúda. Um paulista não faria isso nunca, jamais. Bom, vamos lá.

O Daniel Vorcaro tem um pai que ele se deu muito bem no ramo imobiliário. E o ramo imobiliário já é o ramo de grande negociação. Se você for construir algo, você precisa que a prefeitura dê o abitice para você. Ela consiga ali, muitas vezes, você ter um fomento da própria prefeitura, do poder público. E o pai do Vorcaro não se ligou apenas no setor imobiliário. Ele se ligou no setor religioso, que crescia muito. Ele caiu para dentro de uma igreja, que foi a igreja que mais cresceu,

arrecadou dos últimos 20 anos que é a igreja Batista Lagoinha que é a igreja dos Valadão lá o Valadão mais velho lá, aquele do meme agora, morreu agora, agora que ele fala do Guilherme de Pada e aí o pai dele entra nessa igreja o Vorcaro também entra primeiro como músico da igreja e como eles eram muito bons de contato de articulação, o pai ajuda o Valadão mais velho lá a comprar uma emissora de TV e a igreja passa a ficar poderosa e através dessa igreja o Vorcaro

a ter contato também com políticos de poder, porque naquele momento a política necessitava muito dos evangélicos que estavam ali em 2018, lembra? 2015, 2016, 2017, 2018, que as igrejas crescem muito e elas viram capital político, principalmente pro Bolsonaro, na primeira eleição. Bancado da Bíblia, Silas Malafaia, os próprios Baladão, que são chefões das igrejas aqui, de muitas igrejas, eles foram os primeiros a construir essas igrejas mais gourmetistas,

que são essas igrejas bonitonas, que o cara... The Church, The Church Christ, não sei o que... E a Lagoinha foi a igreja que mais cresceu nos últimos 20 anos. Ela cresceu mais do que a Universal, Edir Macedo... Não em números de igreja. Mas financeiramente falando. Financeiramente, muito provavelmente, porque a igreja tem até um banco, mas do ponto de vista de ser modelo para outras igrejas. Ela virou modelo. Uma referência.

Eu posso não ter virado o time mais caro do Brasil ou com mais tal coisa, mas eu fui o time mais visto, eu fui o time mais copiado como modelo. Certamente a Batista Lagoinha está dentro desse espectro. E o Vorcaro entra e ele começa a fazer contatos lá dentro da igreja, pelo que a gente estudou, e depois ele começa a entrar no ramo imobiliário junto com o pai dele por uma questão de herança. E ele constrói um prédio, ele entra em empreendimentos de risco, tem empreendimento que quer,

tem um empreendimento lá que teve ajuda da prefeitura de Belo Horizonte, então já dava para ver que ele flertava com o poder público. Até que ele pega um dinheiro e consegue fazer um investimento e comprar uma parte do Banco Máxima, que era do Salsabá, que era um grande banqueiro também e tal, e o Ministério Público percebeu que as coisas não estavam muito corretas no Banco Máxima e fez algumas denúncias. O Vorcaro comprou e o Vorcaro troca o nome do Banco Máxima para o Banco Master. Como o banco ia quebrar, ele acaba comprando tudo sem necessariamente,

ter muito gasto para fazer o negócio. Vocês vão ver mais tarde aqui que a hora que o Banco Master está para ser liquidado, tem um banco que oferece um real para comprar o banco, que sabe que poderia quebrar. O Vorcaro pega e o Vorcaro implanta um sistema genial de ganhar dinheiro. Genial. Só quebrou no meio. O que ele fazia? Vamos lá. Para quem não manja de investimentos, existem formas de você investir que chama investimento de renda fixa, certo? Todo mundo aqui sabe investimento de renda fixa.

Através do CDB, que é o Certificado de Depósito Bancário. O que é o CDB? O CDB, pessoal, é como se você prestasse dinheiro para o banco e o banco tem que te pagar esse dinheiro com juros. No prazo estipulado. É, sabe quando você vai pegar dinheiro prestado do banco, Roberto, espero que você nunca tenha feito isso, o banco fala assim, ah, você pega o dinheiro prestado, você vai me devolver com juros. Esse é o contrário. O CDB é uma forma que você passa o dinheiro para o banco e o banco te devolve com juros depois de um tempo. E o banco devolve com juros,

usando como padrão de moeda um negócio chamado CDI. CDI é uma forma que a gente encontrou de saber o valor do dinheiro. Porque o CDI é a moeda que os bancos trocam dinheiro. Se os bancos trocam dinheiro, são eles que emitem moeda como o Banco Central. E os bancos que informam a quantidade de moeda, é a forma mais segura de saber o valor da grana. Entendi. Então você empresta com o CDB, ele vai devolver para você 100% do CDI. O CDI é esse cálculo.

Então, você vai comprar um CDB, que é um título deles, e ele vai prometer para você o que ele vai pagar. Então, ele vai falar assim, eu vou pagar o dinheiro inteiro que você investiu, que é o CDI, e vou pagar 40% a mais do CDI. Então, ele bota assim, você vai comprar um CDB, eu vou te pagar 140%. Se você comprar um CDB de 10 reais, depois de um ano, ele vai te devolver 14 reais. 14 reais. Certo? Esses 14 reais, a receita vai tirar um tico-teco seu, você vai ficar com 13 contas.

Nossa, é uma taxa alta, 40%. Veja, o que o Vorcaro fez. Geralmente, o que acontece? O banco instituído mesmo, muito forte como Itaú, Santander, Bradesco, ele vai botar 110% do CDI. Por quê? Porque ele fala assim, mano, você sabe que eu não vou quebrar. Você sabe que o meu banco dificilmente vai ser liquidado. Você vai ter segurança, mas eu vou pagar menos. Mas você vai ter outro dinheiro. É o normal, então, do banco pagar de CDI no Brasil hoje é 110%. Por quê?

paga 10, 11%. É mais ou menos o normal no Brasil hoje. Aí quando eu comecei a investir, eu bati o olho no CDI do Banco Master, do que ele pagava quando você pegava o CDB. 140%. Eu olhava aquilo lá e falei, caralho, os caras tá bom, né? O zóio cresce e você vai, soca dinheiro. Só que o que o banco tem que fazer pra você pagar aquilo? As agências de risco, elas têm que entender que aquele banco tem saúde financeira pra pagar as coisas.

Isso, porque seria um lastro também, né? Assim, vamos fazer o dinheiro aqui, né?

O laço da realidade, ele vai ter que saber se você tem dinheiro pra pagar isso aí. Entende? Sim. Bom, isso foi uma sacada do Vorcara porque ele botou muito acima do mercado. E a galera começou a comprar isso aí, tá ligado? E os influencers de investimento, Banco Master, Banco Master, Banco Master, não sei o que, não sei o que, mano. Mas qual grana que ele usa pra comprar o Banco Máxima? É uma grana que vem da Lagoinha? Sim, ele...

Vem da construção civil? Ou realmente ele comprou porque o banco tava falido, ele comprou

reais, um real igual ia pegar... Ele deve ter colocado uma grana pra comprar esse banco inicialmente. Sim. O pai dele era muito bem sucedido no sistema imobiliário e ele também. Eles tinham grana. Mas o valor da negociação do Banco Máximo não foi... Eu não tenho esses números. Não apareceu, não. Não tenho esses números. O que interessa pra gente é que ele conseguiu comprar um banco que tava quebrando. E aí você me falou assim, é porque o cabelo voltou, mas aonde a gente tinha parado?

Você fala aí os influencers de economia conhecem. Banco Máximo é bom. É porque tava tendo retorno. Tava tendo retorno. Patrocinados ou não? Porque eles

falar um, porque na convicção deles o banco realmente tava positivo e era um bom negócio. Você acha que ele patrocinava os caras pra mostrar? Não, não precisa. Pô, tu lança 30% a mais, o cara bate o olho naquilo, já era. O que o Fleischer faz é falar, ó, pode comprar porque o bagulho é quente. Porque realmente ele tava pagando. Só que o que que acontece? Você precisa ter uma segurança. E várias agências de risco, elas emitem, e o Banco Central tem que ver isso daí, se o banco tá com saúde pra pagar as coisas.

que o Vorcaro fazia que era interessante também? Ele pegava esses CDBs e, porque você concorda comigo que o banco pega esse CDB, o que ele tem que fazer? Ele tem que investir esse dinheiro em alguma coisa, algum negócio, pra multiplicar e te pagar um pouco. Isso, ele vai pegar o teu dinheiro e vai falar assim, malandro, dá seu dinheiro aqui, eu vou ter que multiplicar ele com algum negócio novo pra poder te devolver a porcentagem que eu preciso devolver.

É uma correria que o banco vai fazendo com novos negócios e novos produtos. Sempre o banco é fácil que ele pegue esse dinheiro e ele te empresta.

ele é muito mais caro também. Então, também faz isso, né? Vai pagar 10% ali no final, mas ele pega 15% ao mês. Mas você concorda comigo que se o Vorcaro, para voltar a 140%, ele precisaria fazer uma taxa de juros mais alta? E aí o cara não pega empréstimo que ele pega no Itaú? Sim. Porque se meu banco é mais sólido e eu vendo o CDB a 120% do CDI, a 110% do CDI e o cara a 140%, ele tem que meter a taxa de juros de empréstimo mais alta,

Eu não pego no Master. Entende o processo? Sim, sim. Bom, o que acontece aí? O Vorkar pegava esse dinheiro e investia em empresas que estavam quebrando, que estavam com algum problema, mas eram empresas que davam rendimento. Um exemplo, vocês foram para a China, né? Ou vocês estão passando por essa situação, o que vocês disseram? Perda de patrocínio, essas coisas. Vamos supor que chega numa situação que ninguém te ajude e você está quebrado.

Mas o podcast Três Irmãos é muito bem sucedido. O que ele precisa é de dinheiro para funcionar.

Uma vez que o Banco Master coloca dinheiro aqui, vocês sobem e ganham dinheiro, ele lambe a parte dele e paga o CDI para o cara que comprou o CDB. Só que você concorda comigo que tem certas empresas que demoram um ano, um ano e meio, às vezes dois anos para se reerguer? Sim. Era um negócio muito foda porque ele fazia isso, o Banco Master fazia isso, mas demorava um pouquinho. Bom, as coisas estavam indo, eles estavam conseguindo pagar, só que chega um momento que a coisa muda. O Banco Central,

lançam uma nova ordem, uma nova resolução, que os bancos que querem cobrar um preço exorbitante como esse no CDB e no CDI, precisa ter um capital relativo a isso que possa bancar, uma espécie de colchão. A gente tem no Brasil um colchão, que é a FGC, que é o Fundo de Garantia de Crédito, que todo mundo conhece hoje, porque investiu na Master, que esse Fundo de Garantia de Crédito vai cobrir até 250 mil por CPF.

de investimento num banco que quebrou, que foi liquidado. Ele limita 250. Se você tem até 250, você vai receber 250, mas se você tiver 2 milhões, você também só recebe 250. Você vai receber 1 milhão e 750 mil. É isso, né? Ele limita só até 250 mil. Ele cobra 250 mil de prejuízo. Você vai perder 1 milhão e 750 mil. Aí você vai ver a porrada que o Rio de Janeiro tomou nessa, que não vai falar mais pra frente. Mas essas pessoas que investiram

até esse valor, 250 mil, elas estão calçadas pelo FGC no Banco Márcio? Até 250 mil, sim. Todos vão receber. Não perde o cara que pôs a grana, mas quem banca isso daí é o FGC e da onde que vem a grana do FGC? Todos os bancos colocam, inclusive o Banco Central, eles colocam dinheiro. Tem grana do Banco Central nisso aí? Também. Você abre um banco, você é obrigado a cotizar no FGC. Para manter o sistema... O Brasil enxerga,

bancos como um sistema bancário. O banco individualmente ele é uma pessoa jurídica, mas o Brasil ensega ele como sistema bancário e as diretrizes do Banco Central sempre são para o sistema bancário, que é o conjunto de todos esses bancos de financeiros. E o Banco Central faz essa mudança e o Master percebe que ele não tem esse dinheiro para continuar fazendo esse pagamento do CDI. Porque, obviamente, que as pessoas estão vendo aquilo e falando assim, mano, isso deve ser

Uma hora isso vai virar um esquema de pirâmide, né, mano? Porque não dá pra ficar pagando tudo isso sem o banco crescer. E aí o que o Vorcaro ia fazendo? O Vorcaro ia demonstrando que ele era muito bem sucedido e que o banco era muito bem sucedido. O Master alugava espaço lá em Nova York, na Wall Street. Faria Lima. O cara olhava aquilo e falava assim, não, Faria Lima é carne de vaca, né? Mas nos Estados Unidos, tipo, batia o recorde do aluguel do negócio,

Parecia. Dubai também, né? Parece que tinha. Os outros bancos têm uma ciência melhor sobre isso. Ninguém fazia... Não tem como fazer uma auditoria, alguma coisa? Mais ou menos. Os outros bancos não pediam. Tipo assim, esse cara tá fudendo o sistema. Porque aí tinha... Aí veio... Aí veio que a Polícia Federal falou que estavam as Maracutaia, porque é exatamente isso. Quando você já não tá dando conta das coisas, o que você tem que fazer? Você começa a maquiar papel sem lastro. Porque o papel é o comprovante,

mas o lastro é o processo. Concorda comigo? Se você me vende uma casa, pro cartório essa casa tá comprada. O cara não vai vir ver a casa aqui. Mas o lastro é eu tá morando na tua casa e ela é sem minha, parceiro. Mas e se essa casa não existir e só tiver o papel? Então, mano, a cutaia tá aí. Pro Banco Central o papel tá lá. Tá, pro Banco Central tava certo. Caralho. Só pra não adiantar. Vamos lá. Cara, vai crescendo mesmo, hein? O que começa a acontecer segundo a Polícia Federal? E aí que eu falo pra você,

da questão dos bancos, da questão do poder público. O BRB, que é o Banco de Brasília, que está nas mãos do governador do Distrito Federal, ele começa a comprar umas cartas de crédito do Banco Master. As cartas de crédito seriam dívidas que o Banco Master tinha, não, dívidas que as pessoas fizeram com o Banco Master e o Banco de Brasília compra para encher o caixa do banco para ele conseguir continuar fazendo as fitas.

A Polícia Federal desconfia que esses negócios não tinham essas pessoas que tinham dívidas. Eram só papéis dizendo que tinham dívidas. Então, por exemplo, o Robertinho presta o dinheiro do Master, ele não consegue pagar. Vende pro Banco de Brasília, o Banco de Brasília fica com a dívida e cobra o Robertinho. E paga o Master. E o Master enche o caixa. Isso pra Polícia Federal foi uma espécie de tentativa. E o Master começa a criar essas dívidas. Várias pessoas tinham dívidas com o Master, não tinham pago o Master.

de dívidas para o Banco de Brasília. O Banco de Brasília

Ele assume essa cobrança, mas passa a grana toda pro caixa do Banco Master. Antecipa a cobrança, né? Seria uma antecipação. Olha, eu tenho esse crédito aqui pra receber... Não, mas as pessoas não existem pra Polícia Federal. Então, mas é nesse ponto, então, que tem, tipo assim, o BRB, tinha parte de ciência disso e mesmo assim pôs o dinheiro lá? Não sei, não sei. O que a Polícia Federal diz é que há uma suspeita grande de que essas dívidas que foram vendidas pro Banco de Brasília pra entrar o dinheiro no Master eram pessoas que não existiam.

Sabe o valor que entrou com essa negociação do BRB e o Banco Master? Não vou lembrar de cabeça, mas chega o momento que o Banco de Brasília tenta salvar o Master daqui a pouco. É, ele começa a fazer isso. Só que o que acontece? O BRB, no final, ele chega a tentar comprar alguma coisa assim, não é? Daqui a pouco a gente vai falar dessas tentativas de compra do Banco Master. Na hora que os caras viram que eles iam se ferrar mesmo. E aí, segundo a Polícia Federal,

os caras tentaram vários esquemas pra aumentar o caixa do Banco Master e a credibilidade do Banco Master, porque tava vendo que ia dar mal, ia dar ruim. Ah, mas chega um momento que não consegue fazer isso também, pagar as dívidas, e o cara gastando dinheiro, e o que que eles começam a fazer? Tipo um esquema de pirâmide mesmo, supostamente, tá? Supostamente, agora tem que fazer tudo, supostamente, porque os caras é brabo. O que que eles pegavam?

O cara comprava CDB, e como que o cara pagava CDB no outro ano? Com os caras que estavam comprando CDB naquele ano. E no outro ano?

O cara que estava comprando o CDB daquele ano. Então, os CDBs que entravam, eles eram usados para pagar os CDBs antigos. Você concorda que isso é parecido com o esquema de pirâmide? Os últimos vão sustentando os primeiros para receber? Sim, sim, sim. Até o momento que isso não dá mais conta de funcionar. E o banco começa a entrar em conflito, em prejuízo e tal. Chega o momento que o BRB tenta comprar por 15 milhões, se eu não me engano, o Banco Master. 15 milhões. 15 bilhões. Bilhões.

Será que é isso? Eu acho que é um dinheiro grosso. Eu não posso estar falando besteira, eu não guardei o número. Mas é um dinheiro grande. Não sei se é 5 bilhões, mas é bilhão, caso de milhão. E o BTG Pactual ofereceu 1 real. Porque eu sabia que tinha dívida. O Banco Central olha para aquilo e fala assim, tá esquisito, hein? Ele não aprova a venda. E aí faz uma investigação muito grande com a Receita Federal, com a Polícia Federal e liquida o Banco Master.

Liquidação significa que é o seguinte, a gente vai fechar esse banco e a gente vai ver para que o banco deve,

e quem deve o banco. Tentar juntar esse dinheiro, pagar os credores, pagar os funcionários e tal, etc. Uma vez que liquidou agora em novembro o banco, o FGC é acionado. O FGC é acionado e aí tem que começar a pagar as pessoas que compraram CDB a 140%. Olha que negócio arriscado. E esse CDB a 140%, ele vai ser pago lá. Pelo FGC, que é o dinheiro de todo mundo que depois vai ser passado pra gente com 2, 3% de juros a mais. A hora de você fazer o empréstimo ou no cartão rotativo. Vai ser passado pra sociedade,

O Rodrigo, onde que sai? O dinheiro sai do banco. O banco tira dinheiro de quem? Do povo. A gente vai pagar a conta do Banco Marçal. Ah, eu acho que muito provavelmente sim na questão do FGC, né? E que o Banco BTG, ele tem uma ligação com o Paulo Guedes também, o ex-ministro. O Paulo Guedes, ele fundou o BTG, mas hoje tá na mão do André Esteves. E você acha que teve uma rixa pro BTG falar assim, ó, vale um real. Estava acontecendo alguma coisa pro BTG fazer essa sinalização?

O outro paga 15 milhões, mas eu sei que não vale. E por isso eu pago um real no que está aqui. Foi uma oferta simbólica para abraçar o Master. Não é incomum isso. É uma oferta simbólica de falar assim, vou comprar por esse preço porque está quebrado. Mas ele sabia que estava quebrado. Sabia. É isso que eu pergunto. O BTC sabia que estava quebrado, por isso ele oferece um real. Porque ele estava comprando a carteira de clientes, ele estava comprando toda a estrutura que estava por trás.

ia assumir essa dívida. Ele ia assumir a dívida. E o BRB já era o contrário. Ele ia pagar 15 bilhões nesse negócio. Não, na verdade, ele não chegou a oferecer um real. Ventilou-se que ele ia oferecer um real, mas ele acabou não oferecendo. Aí, o oferecimento foi do BRB 2 bilhões de reais. 2 bilhões. 2 bilhões. BRB. O BRB ia comprar quebrado por 2 bilhões.

e o BTG não quis comprar. Não quis comprar. Não valia nem um real. Teve a ventilação que eles iriam comprar por um real, por uma oferta simbólica que eles iriam fazer, e aí eles não quiseram comprar. E se essa venda acontece pro BRB por dois bilhões, o Vorcaro pega a grana do banco pra ele, como dono do banco, e o BRB assume toda a bronca a partir daquele momento. Exatamente. E aí o Banco Central não permitiu a compra. E nesse andamento todo,

a gente tem o agente do Vorcaro manipulando as pessoas de alguma forma para tentar prolongar isso cada vez mais. Isso é um lugar que a gente vai entrar daqui a pouco, porque é uma segunda parte da investigação. A gente só está falando da parte econômica do negócio, do business. O BRB é um banco estadual. É, o Banco de Brasília. Então, automaticamente, o Estado ia estar comprando essa dívida. Sim.

supostamente, o Estado estava comprando, porque eu não sabia que estava falido. Porque você sabe, supostamente, os envolvidos estavam pegando um dinheiro por fora, porque o Estado não vai comprar um negócio falido para assumir uma dívida. É tudo suposição. Eu tenho medo tão grande desses caras, mano, que já foi exclusivo ameaçar de processo, que eu não vou fazer essa suposição. Eu também imagino que não, mas é só para as pessoas pensarem. É mesmo? Por essa galera?

O advogado do Vorcaro acabou a live. Não tem graça mais não. Eles pediram pra tirar uma publicação que eu fiz no Instagram. Foi muito bem educado e tal. Mas ele disse que poderia gerar um processo e acabei tirando. Porque eu não iria ganhar, entendeu? E aí o advogado ia ser o Xandão o advogado dele? Fala de falar Xandão, você quer arrumar problema aqui mesmo. Um escritório de advocacia. Vocês querem arrumar problema, né, mano? O melhor escritório de advocacia.

O advogado dele é a mulher do Xandão. Não, mas daqui a pouco vamos chegar a isso corretamente? Não, porque se você não chegar nisso corretamente, sai o corte aqui que a gente tá falando do Xandão, mas tá tudo fundido. Tá bom, tá bom. É, porque, mano, tipo assim, você tá falando do ministro do STF, qualquer relação que você fizer aqui, ele é o mais alto poder do judiciário. Mano, eu tô perguntando, é o que tá na mídia, minha dúvida, pô.

Inclusive, galera, mil pessoas ao vivo aí, deixa o like aí, vamos ajudar aí a crescer isso aí. Antes do Xandão chegar, né, na parte que,

supostamente ele passou... Porque ele tem associação junto com isso, sim. Mas o lance que a gente tem que voltar aqui inicial é que o banco, o BRB, não compra... Não é permitido que ele compre. Ele é travado, na verdade. Essa negociação não aconteceu. Não é porque as partes não queriam. Eles foram proibidos de negociar. Houve um veto. E aí, o que acontece, cara? Quando acontece isso, obviamente que o BTG talvez sabia já que o bagulho estava quebrado. O BRB,

Talvez não sabia, né? O Ciro Nogueira, ele colocou uma proposta de subir a restituição do FGC pra um milhão. E não mais pra 250 mil. Acabou não passando. Mas algo muito estranho de colocar essa proposta logo que o bagulho tá todo acontecendo. Bom, essa é a parte... Qual o intuito que o Ciro Nogueira queria passar o FGC pra um milhão? Sei lá eu. Foi uma proposta que ele fez, né? A gente pode perguntar isso pra ele, não? O cara quer me fuder aqui, Pedro. Não, pô, mas é...

Vamos refletir. Será porque... Eu vou passar pra um milhão. Quem ia se beneficiar com isso aí? Porque a favor da população... E não tá. Porque o FGC pagando 250 mil, várias pessoas estão perdendo dinheiro aí. Tem gente que colocou a vida, colocou a grana da casa. A gente imagina com o CDB pagando 140%, brasileiro do jeito que é, que adora pirâmide. A gente tem a história do boi gordo aqui no Brasil, avestruz master, que a galera já caiu em todas

essas pirâmides. Então, assim, o brasileiro gosta disso. Falou que tá pagando muito, o cara põe a vida dele ali, que quer ganhar dinheiro, quer viver a vida tranquilo pro resto da vida. Pô, aí eu coloquei dinheiro no Banco Master também. Você colocou? Então você pode falar, porra. Mas colocou mais de 250 mil? Não tem. Não tem agora? Não tem agora? Quanto? Mercado livre? 140% do mercado livre tá pagando? Caralho, velho. É, tá vendo?

Brasil ou na Argentina? Porque a Argentina é um país que eu não tô confiando muito na economia dele não, tá? Esse negócio de qualquer coisa virar banco, mano, que loucura. O negócio do BTG, o BTG não necessariamente sabia disso. Mas quando você se coloca pra comprar um banco, às vezes o cara não quer o funcionamento do banco, ele quer os prédios do banco, os ativos, os passivos, os contatos, entendeu? A carteira de clientes tem um valor enorme. Isso realmente tem valor. Como o Vorcaro comprou, por exemplo, Máxima e

transformou no Master, sendo acionista. Bom, vamos lá. Colocando isso daí, essa parte do business, do negócio. A gente tá falando do comércio quebrando, certo? E toda essa sistemática. Agora a Polícia Federal entra num outro setor. Dos contatos e da vida do porcaro. Isso aqui, mano. Isso aqui é a parte mais louca da história que você começa a perceber que o Brasil é um país muito louco, mano. Muito louco, muito louco, muito louco. Tá, desculpa. Desculpa, Pedro. Por quê, cara? Porra é foda.

O Vorcaro, ele era um cara que ele simplesmente, ele curtiu a vida, mano. Ele pode ficar preso mais de 30 anos, sei lá, não vai ficar isso, mas se ele foi condenado, mas assim, ele curtiu a vida, hein, mano. Pegou muito peleleca. Mas vamos colocar um ponto importante aqui, peraí, antes da gente começar. A gente vai viver, já tá vivendo a memificação do Vorcaro. Ele tá vendo meme. E todo mundo tá tirando sarro. Agora tem a foto dele na cadeia, a foto dele bonzão lá na palestra. Pobre Vorcaro.

Peleleca. Bota ele com cebolinha, ele troca ideia com cebolinha falando de peleleca. Você gosta de sapo? Eu gosto de peleleca. Mano, essas coisas começam a ficar engraçadas, os caras começam a tirar o peso da seriedade que é esse escândalo no Brasil. É. Certo? Mas a vida é tão difícil, cara. Isso, isso. Tem que colocar ela um pouco cômica, porque não é fácil. Mas eu vou te falar que isso não acontece. Isso é intencional. Eu sei que é ruim memificar essas paradas.

Realmente você tira a seriedade da parada, mano. Mas o brasileiro hoje, se você não memificar a vida dele,

Fica muito mais difícil passar, velho. Porque é muito absurdo. Mas isso não virou também uma arma de, sabe, de deixar passar a situação? Porque é o que o Cabrera falou. É muito grave, é muito sério. Todo mundo sabe disso. Mas quando vira uma piada, realmente o peso é outro. Você já não vê o cara mais como talvez o maior agressor que o país já teve, sabe? Você vê ele como um cara que você pode rir do que ele fez. Vamos voltar um ponto antes de ir para a vida do mercado que eu achei importante.

Muitas cidades colocaram os fundos de pensão, investimentos dos fundos de pensão no Master. O Rio de Janeiro foi um desses. Quase um bilhão. E outras cidades, cidadezinhas pequenininhas que colocaram também. E o FGC já contabiliza que pode ser 40 bilhões de prejuízos de reposição. E aí o problema, porque deve ter sido uns 2, 3% dos prejuízos,

de pensão representaram 2, 3%. Qual que é a origem de um fundo de pensão do Rio de Janeiro? Você sabe como funciona um fundo de pensão? As pessoas contribuem, é como se fosse o INSS. Eles contribuem a um dinheiro que pega um pouco da contribuição e guarda e pega o dinheiro do governo e guarda. E aí ele acaba virando um fundo. E se você investe esse fundo a 140% do CDI ou no pagamento de fundo mesmo, ele cresce. Vai ter que botar no banco bem mais seguro. E aí,

uns negócios que foram assim, ó. Quando você vai pegar e você vai investir o fundo de pensão, pô, é a aposentadoria. Se não tem esse dinheiro, o cara morre na porta da farmácia, porra. O que você faz? Você contrata uma auditoria, especialistas, e pega o seu tribunal de contas, o seu conselho de contas, você vai até o banco e você faz uma auditoria geral pra ver se esse banco tem saúde pra você enfiar aquele dinheiro. Vocês concordam comigo?

Vocês fariam isso? Claro, claro. É a forma mais conservadora possível. Até porque o dinheiro não é seu, né? Você não pode arriscar com isso.

dinheiro. Aí a Polícia Federal descobriu que tinha uns papéis que os caras usaram pra ver essa auditoria era tipo um papel impresso como se fosse uma propaganda do Banco Márcio e os papéis eram iguais pra todas as cidades. Então os caras só viram aquilo e meio que parece que assinaram sem necessariamente fazer um grande estudo sobre a saúde financeira do banco. Então tem várias coisas que a Polícia Federal conseguiu encontrar que eu olhava pra aquilo e falava mano, um governo sério não olharia isso aqui e colocaria o fundo aqui porque

é um pouco irresponsável fazer isso. E, no caso, é o município que toma essa decisão de eu vou pegar essa grana e colocar no banco. Com certeza, porque se você deixar ali qualquer banco numa conta corrente ou numa poupança, ele não rende. Então, provavelmente, deve ter rolado alguma negociação entre o banco e os representantes desses municípios. Claro, obviamente. Secretários, prefeitos, tesoureiros. Negociação oficial, extraoficial, eu não sei.

Oficial existe porque o valor é sempre muito representativo. É um valor extremamente significante.

Quando a gente fala do Rio de Janeiro, eu não sei, mas são dezenas de milhões, com certeza. É quase um bilhão que eles colocaram lá. Só o Rio de Janeiro pôs quase um bi. E o Ministério Público, obviamente, vai pedir para os caras repor esse dinheiro e certamente é o contribuinte do Rio de Janeiro, que já está todo fudido, que vai ter que pagar isso, certo? Mas isso ainda está na justiça, ainda tem investigação, isso aí é outra parte. Vamos para o Vorkara, então? Vamos para o Vorkara.

falar supostamente o que já tá na mídia, tá bom? Me processa que eu não tenho dinheiro. Vamos lá. O Vorkar era um sujeito que ele realmente ostentava o que ele tinha de dinheiro. No aniversário da filha dele, ele gastou 15 milhões. Não me zoem, porque parece que ele gastava mais. Não, não, mas eu tô falando só do aniversário da filha dele. Peraí que tem mais coisa. Quantos anos é uma filha? 15 anos. Ah, um milhão pra cada ano. É, né? Quando ela fizer 20, a gente vê. Beleza. O que ele fez? Olha só.

A chácara que ele foi fazer, passava-se quatro ruas de uma rodovia. Ele mandou asfaltar as ruas, porque ia chover. E ele chegou para os vizinhos e falaram assim, falaram assim, ah, eu vou fazer dois dias de festa aqui. Caso faça algum morador, vocês têm direito a passar dois dias num hotel de luxo, que o preço era 3.500 ou 4.000 caras. O bolo custou 15.000, não, 25.000 o bolo, quase 30.000. E mais um monte de coisa, tem vídeo da festa e tal. Isso é uma das coisas. Outra, no noivado que ele fez,

ele fez pra noivado. Ele gastou quase 200 milhões de reais na festa. Foi com a namorada dele mesmo, com a loira lá. É, pra noivado. A gente fica até feio na foto, né? Porque não pode pagar um... É, a festa aqui contratou Coldplay pra tocar. Coldplay, gastou 56 milhões pra contratar. Michael Dublé, que eu não sei quem é, mas diz que é famoso. André Bocelli pros Tiozinho. Bocelli, o cantor... Meio tenor lá? É, como é que é a música dele lá?

Mas, cara, assim, o Coldplay, lógico, é mundialmente conhecido, mas o Bocelli talvez seja uma coisa até mais refinada, acho que até mais difícil de acessar do que o Coldplay, não? O Coldplay foi mais caro porque teve que tirar do país deles pra ir lá e o... E é uma banda, tá, tá, tá. Aí o The Strokes e o David Guetta. David Guetta? É, era pra esquentar a pista, depois o David Guetta pra esquentar, porque não, você vai lá pra você esquentar a pista pra mim.

Cidade, o The Stroke, você tem pros tiozinhos, o Devil Chalet, todo mundo tá contemplado. E mais um monte de coisa, mano, umas coisas malucas, assim, de alugar um iate de oito milhões e colocar um show de gladiadores no meio do negócio. Eu vi esse negócio dos gladiadores, cara, entrando lá com elmo e bandeira e música e fogo. O cara tinha três aviões, tinha uma casa nos Estados Unidos de duzentos milhões, tinha uma casa em Trancoso, que era a casa mais cara. Era um negócio, assim, absurdo, cara, absurdo.

Em que momento ele vira esse Vorcaro? Porque ele era bem financeiramente, vinha do ramo imobiliário. Mas quando ele vira o emergente, o cara que todo mundo vê e fala assim, olha o Vorcaro ali. É, isso ele é genial, porque a hora que ele compra o Banco Máxima, ressurge, levanta o Banco Máxima. Ele vira um banco. E desenvolve essa parada genial que ele desenvolveu, mano. De você cobrar 140 do CD, que você sabe que todo mundo vai comprar, porque o olho do cara é grande.

E você investir em pequenas empresas que vão dar lucro daqui seis meses e um ano.

tentou até essas modificações porque rolava, mas sem um grande colchão de capital por trás pra manter aquilo caso quebrasse. Então, ele começa o Banco Master, durou quanto tempo? De 2018 até 2026. Mas vamos falar dos gastos do Vorkar, eu gosto de ouvir isso aí. O pessoal tá comentando que teve até uma degustação de uísque macala. Mas não é só macala, cara. São coisas assim absurdas, tipo...

Ele gostaria de impressionar. Ele tinha três aviões, mano. Quantos? Três aviões. Ele tinha três aviões. Então, como é que é um lance de um frango que ele bancou para um cara? Acho que o cara comeu um frango, uma coisa assim que não tinha. Ele manda de jato buscar o rango para o cara? Não, não. É que eu estava falando para você que eu estava usando o exemplo do seguinte. O Volcar é o tipo de cara que ele sabe como te impressionar e como fazer você se sentir especializado.

com dinheiro. Robertinho tá aqui e fala assim, nossa, faz tanto tempo que eu não como frango caipira, o cara mandou ele, o cara liga aqui, pô, Robertinho, quer comer um frango caipira? Ô, esse cara, esse cara, vai estar depondo esse cara, o Chapolin. Tinha o Chapolin também? Não, não, não. Não, é porque o Chapolin resolve as coisas, você não sabe, mano, o Chapolin é o cara. Só falta, você fala que o Chapolin trabalhava também. Chapolin é peça. Chapolin, tem um sítio no Mato Grosso do Sul,

que cria galinha confinada e custa 3.501 kg de galinha caipira. Pega o helicóptero e vai buscar pro Robertinho. O cara chega aqui em duas horas com o frango pra você comer. Você se sente especial? Ei, Robertinho, se sente especial. E ele ia acertar até no prato, porque eu falo, não, eu gosto de galinha caipira. Ia fazer essas maluquices. Fazia com gente poderosa, Robertinho. É, porque pra mim é um frango caipira. Pro cara que tem muita grana, pra você impressionar um cara

muita grana, você tem que fazer uma coisa realmente surpreendente, né, mano? Você tem que... Não vou entrar na... Ainda não vamos entrar na peleleca de sentido figurado, mas é o seguinte. Eu acho, tá? Eu acho. Supostamente está divulgado o Vercaro. Eu acho que o Vercaro, ele sacou uma coisa que é que o cara do Mercadão de São Paulo sabe, que chama dívida psicológica. Isso é muito forte no comportamento humano. Você vai lá no Mercadão, você chega lá, o cara corta o pedaço,

de abacaxi da nossa mão. Mano, geladinho, docinho. Gostoso. E aí, dona Matildes, como é que tá? Tá docinho. E essa tâmara aqui, dona Matildes? E esse morango aqui, vermelhinho, dona Matildes? E aí, tá cheio? É difícil ir embora sem não levar nada. Você não vai comprar uma caixa de morango? É ruim isso, hein? Pois é. Esse lance do Mercadão, quem nunca foi em São Paulo, é incrível. Você entra no Mercadão, os caras começam a cortar umas frutas. E as frutas lá, sério. Pô, pelo amor de Deus. É a fruta.

Eu venho da roça, eu nunca vi no pé uma fruta igual você tem ali, a qualidade. E o cara pega aquela, o goiaba maior que tinha na banca, a maior, bonita, parte lá no meio, tira um... É pro Robertinho, né? Você come. Quer mais uma tainha? Aí você come dois, três pedaços. Não, não, obrigado. Comprou uma maçã. Pô, como é que você não vai comprar maçã, mano? Beleza, o Robertinho é funcionário do banco de alto escalão, muito foda, e ele dá o parecer pra ver se o banco tá com saúde.

caipira pro Robertinho. Uma semana depois, o Robertinho dera um favor pra mim e chega, Robertinho, sabe que o banco tá desse jeito e tal, não sei o que? O Robertinho fala assim, o cara foi buscar uma galinha pra mim lá no Mato Grosso, tio. De helicóptero, trouxe o bagulho. Tá entendendo? Eu entendo que vira uma dívida moral em até certo ponto de negociação. Mas uma dívida moral é algo que você paga que não vai te prejudicar tanto. Não vai prejudicar a sua história, não vai...

prejudicar a sua carreira, o que você já construiu. Pra você colocar em jogo sua história, aí eu acho que tem que ser uma dívida maior. Eu acho que tem que rolar uma chantalhada a mais. Tem que rolar algo a mais. Não é só um, ó, vou te emprestar um helicóptero pra você viajar com sua família ali. Não, sim, eu te devo um favor, mas não vale tanto isso. Peraí, nós estamos falando de uma galinha. Agora nós vamos entrar nas pelelecas, certo? Com todo respeito. Sim, eu concordo, mas eu acho que pra coisas maiores,

gente maior, não? Do que o cara que laudava? É porque eu ainda vou chegar nisso. É porque, né? Ele tinha gente lá em cima. Tu tá acelerando, velho. Tá acelerando o processo. Eu tô falando da filosofia. Segura, segura. Eu tô falando da filosofia. Pô, trocar ideia com mineira é foda, né? Os caras já jogam uma ideia em cima. É. Tá difícil. Nós tá falando uma galinha pro Robertinho. Isso é filosofia. Dívida. Guarda isso aí. Não, e eu sei que não é a galinha, né?

Agora, tem uma outra coisa que vale mais do que dinheiro em Brasília. Que faz dinheiro. Reputação.

Isso é importante. Aí entra Peleleca. A Polícia Federal, veja, supostamente investiga que pode ter acontecido com políticos e gente poderosa algumas festinhas com Pelelecas. Essas festinhas colocam em xeque reputação de um monte de gente que, se explodir, perde o mandato, perde o poder, perde o dinheiro. Eu não estou falando que talvez não existisse uma distribuição de dinheiro, alguma coisa assim. Isso está sendo investigado também. A gente sabe que no Brasil existem essas questões. Mas a troca de favor?

Robertinho, é. Ele é tão forte quanto. Eu preciso fechar um contrato de auditoria com alguém. Eu fecho com empresa que é do irmão do fulano. Esse tráfico de influência dentro de Brasília, ele é o que faz gerar poder pra você ou estar próximo do poder pra usufruir dele quando você precisar. A dívida psicológica é muito importante nesse ponto. Porque a partir do momento que você vai fazendo uma série de coisas pro cara, o cara aceita negociar ou não com você. Porque não é só o dinheiro,

Em Brasília, o cara tem uma série de ofertas. E não necessariamente você vai comprar ele com o dinheiro. Mas se você tem uma dívida psicológica com o cara, o cara aceita entrar naquele esquema com você por dinheiro. Não estou falando que o cara vai entrar no esquema porque trouxe uma galinha para o Robertinho, tá ligado? Mas, e aí você vai criando essa relação promíscua entre particular e o Estado, que é aquilo que eu trouxe do Raimundo Falouro, do patrimonialismo, desde aquele princípio de que o que é meu, é meu, o que é seu,

é nosso. Que é como o Caio Prado Júnior fala na formação da sociedade brasileira, da economia brasileira, que é na verdade o Celso Furtado que fala isso, não é o Caio Prado. O Celso Furtado falava o seguinte, mano, no Brasil os lucros são privatizados e os prejuízos socializados. Quando vem dinheiro é meu, quando perde dinheiro é nosso. Entende? A situação. E essa lógica funciona em Brasília. Então o Vorcaro me parece um cara, segundo a Polícia Federal, que circulou muito no poder e que mexeu com isso.

uma série de celulares. Uma série. Se não me engano, são sete, seis ou sete celulares. Ainda não saiu tudo. Essas conversas que saíram, essas mensagens que saíram do Vorkaro, não é desse processo do Master, que a Polícia Federal está investigando. É da CPMI do INSS. Caraca! Que ele suspeita que o Banco Master estava envolvido nessa questão dos empréstimos lá. Então as mensagens saíram de lá. E aí, quando saem essas mensagens, os caras descobrem que, na verdade, o negócio, segundo as mensagens,

era meio mafioso de uma coisa muito mais violenta do que propriamente meandros do poder. Os caras tinham um grupo de WhatsApp, segundo a Polícia Federal, chamado Aturma. Era o Vorcaro, mais três caras. O cunhado dele, que era o Fabiano Zetel, que era um cara meio que um articulador ali do Vorcaro, e um cara chamado Felipe Mourão, conhecido como Sicário. Esse cara, a Polícia Federal, disse que ele recebia um milhão por mês do Vorcaro para fazer o serviço,

sujo. Que tipo de serviço? Por exemplo, saiu uma mensagem que o Vorcaro estava falando que havia uma necessidade de dar uma surra, de quebrar num assalto o Lauro Jardim, que é o grande colunista da Rede Globo, que apura bastante. Então isso seria uma espécie de ordem que ele deu para o sicário que resolvia a situação para ele. Seria, né? Supostamente. Esse fato é um que eles pegaram uns prints do WhatsApp. É? Que eles falam, é,

Deveria ter arrebentado os dentes dele. É uma ameaça física bem... Bem grave. Ele queria dar um jeito numa empregada dele lá. Umas coisas assim. E tá passando mais coisas que não divulgaram tudo também. E aí que foi, parece que um esquema de... Mesmo de máfia, assim. De milícia, sabe? A própria Polícia Federal falou que era um esquema meio que de milícia, assim. De coagir jornalistas. De pagar influências.

Mas se o sicário recebia um milhão por mês, ele não coagiu só um cara. Não foi só esse do Lau Jardim. Provavelmente ele recebia um milhão por mês. Você não paga um milhão por mês pra um cara fazer um serviço só. Então, essa é uma questão importante, mas eu não sei de nada. Mais serviços já apareceram? Não, ainda não. Esse cara é o que tentou se matar na prisão. Morreu. É o que se matou. Ele se matou? Ele se matou.

Matou-se. Ele pegou a camisa e enforcou. Eles falaram que tentou socorrer ele rápido ali, levaram ele para o hospital e não sobreviveu. Teoricamente. Ô Joel, você sabe se tem o vídeo? Porque ele estava dentro de uma... Uma cela. Preso dentro de uma cela na Polícia Federal, não era isso? Monitorada, né? É, a Polícia Federal falou que tinha o vídeo, mas ainda não... Não tem nada oficial. É. E acho que eles vão guardar mesmo para as investigações gerais, né?

Do porquê que ele se matou. Porque às vezes tem alguma coisa que deram um recado para ele, alguma fita assim.

Sim, não é sabor suicídio, não. O cara tirou a vida mesmo. Porque é tipo o pessoal que eu tava falando, né? Teoria de conspiração e tal. Mas eu acho que quando o cara é um arquivo, é complicado, né? Pro cara... Enfim. Joel, você mexe com... Bom, você fala de crime, de facção criminosa já há muito tempo. E a gente sabe que quando você entra num mundo muito grande, muito pesado, de conduta perdida, sabe? De uma conduta errada mesmo. O cara vira e fala assim, mano,

morrer ou você quer que a gente mata todo mundo da sua família? E o cara prefere morrer sozinho. Não sei se é o caso. É, na máfia tinha isso. Mas a galera pensa que, tipo assim, nossa, talvez a Polícia Federal que já tentou contra o cara. É muito mais difícil uma situação dessa. Tem exemplos que aconteceram. De que que você fala? Do cara que tirou a própria vida, assim, porque os exemplos que eu sei, por exemplo, o cara do Epstein lá, fala que ele tirou a própria vida, mas mataram ele lá, né, mano? O dele não tem nenhum vídeo, não tem nada.

Tu acha que ele tirou a própria vida ali? Não sei. Eu acho que ele nem tirou a vida e nem que eles mataram ele. Nem lá tu não quer arriscar? Não, lá eu arrisco. Lá ele não tirou a própria vida e eles não mataram ele. Porque não tem vídeo dele morto e não tem o vídeo dele saindo de lá. Então talvez ele saia ao vivo. Na máfia só acontecia direto. O cara preferia tirar a própria vida. Ele já sabia, não precisava nem avisar. O arquivo vai preso, já era.

o cara tirar a própria vida igual o sicário, é meio que sinalizar, ó, eu tirei a própria vida porque eu sei demais, pode investigar a minha vida que vocês vão achar muita coisa. Então, eu não sei direito, né, como é que aconteceu isso, qual que foi feito, porque eles não conseguiram interrogar o cara também, né, porque o cara tentou se matar e tal. Foi no mesmo dia da prisão, assim, ele foi preso e já... Nove horas depois da prisão ali?

Nove horas depois? É. Porque o que aconteceu? A princípio, o cara foi preso tentando fugir do país, segundo a Polícia Federal. E aí ele foi solto, né?

Sim. E aí, havia a questão dele não atrapalhar as investigações, porque se ele atrapalhasse as investigações, era a abstenção de justiça e ele voltava preso. E aí, descobriram uma série de coisas dele lá, voltaram a prender ele também, era a questão desse negócio do sicário. Então, mas no caso do Vorcar hoje, a prisão dele é uma prisão preventiva, para que ele não venha interferindo... Não destrua a justiça. É, na investigação e no uso do poder que ele tem para, de alguma forma, barrar o que está sendo investigado.

Aí a gente vai chegar no STF, que precisa tomar muito cuidado agora com isso daqui, porque o Brasil é um país muito louco, cara. O Brasil é um país que os caras fazem, que tem uma insegurança jurídica muito grande, né? Bom, o que acontece no STF? O STF, o Dias Toffoli, ele teve um... Ele acabou pegando carona no helicóptero numa aeronave com o advogado do Rocaro uma vez, mas ele explicou que não tinha nada a ver, que eles não conversaram nada sobre isso. Não foi pra ir pro resort, não.

Esse que o Estadão e o Metrópolis fez foi absurdo. O trabalho jornalístico é absurdo, né, mano? E o Toffoli teve vários encontros com o Vorcaro. E ele explicou que em nenhum momento ele negociou nada, nem falou nada e tal. E a palavra dele pela presunção de inocência do Toffoli é essa. Isso pode existir, porque é um cara que está no meio social em que os ministros frequentam. E, enfim, os ministros... Existe uma amizade ali. Sério? Tu vai meter essa aqui na audiência?

É sério? Tu vai pra essa linha, assim, de que o Toffoli era amigo do cara? Supostamente sim. Supostamente sim. Tá bom. Cara, a hora que saiu o sorteio do relatório, que o relatório caiu na mão do Toffoli. Duas vezes, eu acho, né? É, só que o relatório caiu na mão do Toffoli, né? Que é dele. Você pode puxar? Não, ele primeiro tem que ver o relatório e falar assim, ó, vamos descer pra primeira instância ou vamos pro STF? Decide o foro. Decide o foro pelo STF. E foi pouco tempo depois dele pegar a aeronave

carona junto com a advogada do Volcaro. Então, ele poderia, muitas críticas a ele, é que ele poderia ter falado que não dava pra julgar, porque, enfim, ele tinha amizade com o cara, sei lá, teve encontro com o Volcaro, alguma coisa assim. Mas ele continuou. Depois, os caras vão lá em Itaiaiá, lá, no resort, e aí fazem uma grande investigação, que ainda está em, né, os jornais investigaram, fizeram um trabalho de investigação. O André Esteves esteve lá e tal, como se o Toffoli fosse dono dessa localidade.

entendeu? E aí o Vorcaro já teria passado por lá, o Vorcaro teria até se interessado por uma parte. E aí são meandros que não tá muito claro, entendeu? Mas o Toffoli assumiu ser dono do resort, não assumiu? Não me recordo agora. Bom, ele declarou que o empreendimento é dele, eu ouvi falar isso. A primeira parte que eu me lembro é que sim, teve uma associação do Dias Toffoli sobre o resort e ele fala que não, que ele não tem nada a ver com o resort, que não era a participação dele, enfim, que ele

tinha uma ação lá, mas que não era dele. Esse é o primeiro pronunciamento dele. Depois, aí surge uma matéria jornalística, e aí ele fala, não, sim, eu tenho uma participação lá, negociei, mas eu não tenho a ver com isso. Então, primeiro ele não tinha quase nada, e depois, sim, ele tem uma parte. Sim, mas isso aí foi tão pancada, impactante, que mexeu com todo mundo em Brasília, que ele acabou saindo do caso, da relatoria, e foi para André Mendonça. Sim. André Mendonça mandou prender e ver o cara novamente.

Por questões de segurança, o cara foi enviado para o presídio federal de Brasília. Aí tem uma coisa complicada. Vamos lá. Eu conversei com vários amigos advogados meus, doutora Hayley, doutora Flávia Frois, que são mulheres que defendem pessoas que estão no presídio federal. Chefes de organização e tal. E lá, em Brasília, por exemplo, todas as conversas de advogados com seus clientes são monitoradas e gravadas.

facção, o monitoramento se faz necessário pra que ele não incendeie o Brasil, ou não dê ordens pro crescimento da facção, concorda comigo? Apesar de haver a discussão muito forte de que o advogado tem o direito de não ser gravado. Beleza. Isso aconteceu depois que os caras mandaram matar uma psicóloga que trabalhava lá, um outro agente policial penal, deu aquela treta porque o tirista do PCC mandou matar e ele tratou com o Marcola e foi expulso do PCC, teve uma rua.

Convocado foi permitido que não houvesse gravação na conversa dele com o advogado.

advogado. O motivo é interessante, se justifica. Porque o cara não tá ali como um preso de organização criminosa e chefe de organização criminosa. Apesar de pessoas acharem que ele é o chefe de uma organização criminosa e já ter isso em alguns relatórios. Ele não tá lá como chefe de organização criminosa, ele não tá lá como o cara que tem que estar no presídio federal. Porque como que você vai pro presídio federal? O Estado que tem que prender o cara, o Estado pede pra levar o cara pro presídio federal porque ele tá dando muito trabalho ali no Estado. Então ele não entra nesse regime, por isso que ele não precisaria ser gravado.

Mas como o Brasil tá inflamado, você começa a achar que o cara não pode ser gravado pra não sair o nome de ninguém importante a hora que gravar. E a hora que monitorar. Porque não é escutado lá dentro do presídio, é escutado lá dentro de Brasil numa outra base que tem. E aí é toda essa questão. O Vorcaro está preso. E aí todo mundo fala assim, vai ter delação premiada? Vocês acham que vai? Tem que ter. Só que se considerar o Vorcaro como chefe da organização criminosa, não tem delação. Porque você só pode delatar pra cima.

ele é o chefe da organização, não tem pra cima. Não importa se em Brasília o presidente negociou com o cara. Isso é em outro processo. Você tem que processar o presidente. Certo? Aí a hora que chegar nos caras, no Vorcaro, e o presidente for, sei lá, supostamente o chefe, aí você pega o Vorcaro pra fazer a delação. Mas esses processos estão investigando o Vorcaro. Se ele é o chefe da organização, supostamente, se for, a delação para. Aí.

porque ele é o chefe, acabou, não tem mais nada em cima. Que ele corrompeu e tal, vai ser pego por corrupção. Agora, o sicário poderia ter feito a delação. Está me entendendo, Robertinho? Está me entendendo? O sicário seria uma delação muito foda, porque se ele mesmo fazia o serviço sujo, ele tinha gente e coisa para entregar ali. Mas por que eu te falei que era certeza de que ele tinha que fazer a delação? Pensando no mesmo problema que provavelmente esse cara que fazia o serviço sujo dele,

viveu, que é de se você tem alguma coisa muito grande que você pode entregar e guarda isso, e tem uma queima de arquivo, assim, a coisa mais fácil de fazer é uma queima de arquivo, porque você não falou nada, ninguém se ferrou nessa história ainda, queima esse arquivo, eu não caio nessa. Morto não fala. Morto não fala. Depois que você faz a delação, não adianta mais queimar o arquivo. A informação já está na gaveta. Mas no caso, no caso,

Você entendeu por que eu falei com o Vorcaro? Porque imaginando talvez que ele entregando tudo o que tem é uma garantia de que ele nunca vai precisar de ser queimado. Depende. Vamos lá. Se o cara faz a delação premiada, a polícia, a delação premiada por si só, ela não vale. A partir do que ele falou, tem que ter prova. Então o Robertinho fala assim, olha, o Vorcaro foi... Vorcaro não, sei lá. O Rodrigão, ele roubou uma mala cheia de dinheiro da prefeitura. Uma mala preta.

número tal. Beleza, você falou isso, mas quem disse que você tá falando a verdade? Você tá querendo se livrar, mano? Só que eles vão na casa do Rodrigão e acham a mala preta com barato. Inclusive, os caras... Inclusive, os caras foram num condomínio buscar coisa do Banco Master, a Polícia Federal, e aí, de repente, jogaram uma mala de dinheiro de um apartamento. Eu vi. Mas o cara da mala de dinheiro era outra fita, não tinha nada...

Aqui é que voou o dinheiro pra todo lado, mano. A Federal pegou o cara sem querer, mano. O cara falou assim, mano, agora não vai levar o cara, mas...

Não tinha nada a ver, não. Nós saímos outra fita. Nossa, eu fui muito louco. Outra operação pra Polícia Federal começar. Mano... O cara viu os federal entrando e jogou a mala de dinheiro na janela. Aí a polícia foi lá, do Banco Master. Não, não é Banco Master, não. É agora... Ah, pode pegar o dinheiro aí, Chiquinho. Pode pegar o dinheiro. Não, volta o dinheiro aí e saem outras histórias. E aí, cara... E aí, o que acontece? Esse cara poderia fazer essa delação. Tem muita gente no chat,

Inclusive comentando aqui que acredita que o Vorcaro não é o chefe não, mano. Eu vi até pessoas falarem assim que, mano, o Vorcaro se reunia com pessoas do Banco Central pra trocar ideia. Não era o lobo de Wall Street conversando ali, sabe? Não era o fodão, assim, sabe? Um cara até meio burrão, assim. E se você for olhar conversas e ir no WhatsApp, assim, você vê que não é um cara... Nossa, um cara extraordinário, assim, que tinha habilidades, coisa do tipo.

Tá certo, um picareta, um 71. Mas a hora que o negócio vai ficando grande... Sei lá, eu tô falando aqui teorias, lógico, né? Depois quero ouvir a opinião de vocês. Mas Brasília, cara. Brasília, quando você vai... Você já foi pra Brasília, Joel? Já. Cara, Brasília é um lugar que... Cheira poder, né? Que cheira poder, que cheira dinheiro. Tudo ali é. Tudo é muito grande, tudo é muito... É muita grana.

Muito caros lugares E tipo, todo mundo sabe da vida de todo mundo, cara Principalmente lá nos três poderes ali, velho Todo mundo sabe da vida de todo mundo Então se um cara tá fechando um contrato de 130 milhões Eu quero também Cadê meu contrato? Eu também tenho um escritório de advocacia Se o cara tá comprando um resort Porra, velho, eu quero também Eu não gosto de resort, mas eu gosto de fazenda Eu quero uma fazenda

As conversas que o Vorcaro teve ali com aquelas pessoas, era de cunha pessoal e a gente na vida pessoal é totalmente diferente às vezes. Mas o que eu ia falar, Rodrigão? Eu não estou falando que ele seria o chefe de todo o esquema e tal, mas do Banco Master a polícia acredita que seja ele. Essa é a investigação. Se de repente ele estava corrompendo a Câmara dos Deputados, o Senado, o STF, aí é uma outra investigação, num outro esquema, numa outra situação e que daí arruma o chefe do barato. Mas nessa, para aí no Vorcaro como chefe dessa organização.

Sim, você acha que não dá pra relacionar, sei lá. Hoje a gente vê várias igrejas relacionadas com crime organizado, com facções criminosas. Você acha que a hora que esse negócio começa a ficar muito grande, não tem a possibilidade de uma facção estar entrando junto ali, colocando grana por trás pra financiar essas negociações e ganhar grana depois em cima? Porque aí sim são caras que fazem de uma forma muito mais profissional, muito mais pensada.

Eu acho que o que as facções ainda não conseguiram fazer no Brasil é chegar nesse poder federal mesmo.

Se você fala que as facções não chegaram, eu tenho convicção de que eu vou acreditar. Porque é o que você mais entende. Você sabe a força que eles têm ali. Roberti, se tivesse chegado, o Marcola não estava tendo as reuniões com o advogado gravadas. Tinha saído da federal. Sim. Eu estou falando de você estar no poder. Por que o cara vai se desgastar para estar lá dentro do poder, que é caro, sendo que ele vai continuar preso no presídio federal? As facções ainda não chegaram no poder. De verdade. Brasil.

assim, de verdade. Pode ter uma coisa ou outra, tal, etc. Mas ainda não chegaram no poder. Aí é o seguinte, né? O que é facção, o que não é facção, o que é crime organizado, o que não é crime organizado e o que é organização criminosa e não é organização criminosa. Por exemplo, a PEC das facções, eu acho que o público vai achar interessante isso aqui. O que a PEC das facções faz? O que a gente estava analisando. A PEC das facções vai determinar o que é uma organização criminosa ser combatida mais duramente. Sabe o que eles colocam lá?

o nome pra diferenciar o que é uma organização criminosa do que é um CVIPCC. Que essa é organização criminosa ultra-violentas, que tem uso de fuzil, domínio de território e etc. São esses elementos. Essa vai ser combatida com mais força, com mais pressão, sem progressão de regime, direto pro presídio federal. E uma organização criminosa supostamente dirigida por um banqueiro. Ela só é uma organização criminosa. Você tira Faria Lima e você tira gente que faz lavagem de dinheiro, você tira um monte de gente, cara.

Você tira, inclusive, talvez, os líderes da facção criminosa. Não, não tira. Tira, cara. Esses caras subiram. Ou não? Você acha que o chefe do PCC mesmo, ele ainda está com um fuzil na mão? Não, não. Não acho. Não acho. Ele não está. Não. Ele está lá na Faria Lima, provavelmente. Não, pode ser que eles estejam lavando o dinheiro lá. Mas no nível do banqueiro, você concorda comigo que os caras não estão de rodar ali? Isso não quer dizer que os caras não têm perigo. Não, eu sei. Eu concordo. É assim.

estão muito bem, mas é que o banqueiro é o senhor supremo. Ele é o cara que realmente está acima de tudo. A Constituição parou aqui, ele está lá em cima, sentado. Mas é o que eu falei para você. Esse esquema do Banco Master, como eu disse, a gente passou por tudo. Ele está para acontecer aí, muita coisa ainda. Se não abafar. O Brasil tem um poder muito grande de abafar as coisas, sabe? Ele está preso, o Bolsonaro está preso.

Se vai ficar, já não sabe. Você me falou, tipo assim, o Dias Toffoli puxa pra ele a autoria desse processo pra ele tomar conta. O Nunes é o que pegou agora o... Cássio Nunes. André Mendonça pega. Inclusive ele tá muito bem na... Isso. Manda prender novamente. Teve ações de outros ministros ali meio que pra liberar novamente. Não teve o Vorcaro? Dessa vez não.

Eles até soltaram aquele primeiro a princípio, mas dessa vez ele tá preso mesmo. Tá preso mesmo. Há muita pressão, né? Não tem como manter o cara preso, não. Sim. Já virou um bagulho de milícia ali. E como que eles chegam nos contratos que foram estabelecidos entre os escritórios de advocacia, por exemplo, da esposa do Alexandre de Moraes, um contrato de 130 milhões pra fazer a... Eu vou ali no banheiro. Pode falar, gente. Eu vou esperar o Robertinho voltar, porque o B.O. tem que pegar pros três.

Não, pode falar. Vamos dividir em três o processo. O que acontece é que agora o jornalismo está cobrindo muito fortemente que o escritório de advocacia da esposa do Alexandre de Moraes, o Xandão, acho que é Viviane Moraes o nome dela, ele teria recebido uma grana do Banco Master para fazer algumas defesas ao longo de alguns anos que daria mais ou menos uns 3,6 milhões por mês.

baita de um dinheiro pra escritório de advocacia. Mas até agora não existe nenhum processo, nenhuma investigação, mas foi uma coisa descoberta pela imprensa. Quem investigou foi a Malu Gaspar, não foi? A Malu Gaspar soltou o lance daquelas mensagens que poderiam ter sido trocadas entre o Vorcário e o Alexandre de Moraes, que acabou sendo aí carecendo de apuração. Teve uns que falaram que sim, outros que falaram que não. Na verdade, parece que ele escrevia no bloco de notas, dava print e mandava de

visualização única. Única, é. Todo mundo aprendeu esse esquema agora, o cara vai começar a trair amanhã usando isso, né, cara? Visualização única. Os caras aprendeu, né? Aham. Mas que essas mensagens foram trocadas com o Alexandre de Moraes no dia da prisão do Borcaro, né? No dia da prisão. Na parte da manhã, assim, eles já trocaram mensagem. E teve um dia também, em um dos dias foi que ele vendeu uma parte lá do... Ele foi fazer uma negociação numa parte da empresa e ele acabou enviando umas paradas também. Mas não se sabe se ele realmente é

Alexandre de Moraes nessa fita, porque agora entra no meio político, porque todo mundo começa a bater no Alexandre de Moraes, por conta dessa questão. Não sabe se foi o Alexandre de Moraes que trocou essas mensagens com o Borcaro? Então, a mídia soltou que poderia ser ele, mas não ficou totalmente apurado. Entendeu? A Polícia Federal não tem nada, que não foi a Polícia Federal que soltou, não teve nada. A Malu Gaspar conseguiu. O que eu vi a Malu Gaspar falando, que o escritório da Viviane,

foi contratado pra fazer um contrato, tipo um complice do banco. Ela foi paga pra isso, pra fazer o complice do banco. E aí foi esse valor de 130 milhões, o que torna... Mas o que torna, tipo, ela como uma das melhores advogadas do mundo. Ela é a advogada que mais recebe no mundo. Não é a melhor, mas a mais bem paga, talvez. Pô, eu não tenho essa informação, porque tem advogado que é muito bem pago, gente, fora do país, sabe? Mas eu não tenho essa informação, não.

Os advogados bem pagos nos Estados Unidos, por exemplo, um dos melhores advogados lá, os caras ganham 5 mil dólares a hora, que é muito bem pago. O advogado mais pica dos Estados Unidos é 5 mil dólares a hora, que é grana pra caralho. Mas que, tipo, essa grana do escritório, esse contrato de 130 milhões pra fazer esse compliance, cara, é 20, 30 vezes mais bem pago do que o melhor advogado dos Estados Unidos, que recebe 5 mil dólares a hora.

Muita competência, né, cara? Porra, tem que dar mérito a quem tem, Albertinho. Eu te falo isso sempre. É muita competência, bicho. Porra! Só eu tô falando isso, não. Só pra ele entender. Nessa parte, você pode até achar que tá uma coisa meio imoral ou exacerbada de valores, mas quando você fala de um contrato assinado por ambas as partes, não dá muita margem pra você discutir isso. Não, mas é...

Ninguém vai questionar que tá errado isso daí, mano. Não vai. Só se você comprovar. O banco é um ente privado. Se fosse um contrato de um banco estatal, aí eu entendo que a galera tinha que gravar assim, porra, não pode. Como assim? Você acha que tá certo o contrato de 130 milhões? Eu não posso discutir isso. Não, a verdade não é o que você sabe. A verdade é o que você consegue provar, né? Você concorda comigo? Tá, você acha que foi realmente mérito e competência do escritório de advocacia de fechar um contrato de 130 milhões?

um representante importante que atendia o que precisava. É, exatamente, mano. Tipo assim, eu acho que... O melhor colaborador não é o que faz, é o que atende o que você precisa. Você entendeu? O Pedrão aqui é o melhor operador que tem. Talvez vai ter um cara que faz coisas que ele não faz. Mas quem me atende do jeito que eu preciso é o Pedrão. É o cara que sabe a minha necessidade, que trabalha comigo aqui, que eu tenho confiança.

Eu tenho confiança nele total, ué. Isso tem valor. Eu tô com o Robertinho. Isso tem valor, porra.

atuou na Lava Jato também. Pô, ela escreve o livro, ela escreve o principal livro da Lava Jato. Um livro gigantesco, assim, grosso, falando da Odebrecht. E ela tem recebido críticas em relação a isso também, né? Ah, tá apanhando bastante. Muita gente tem medo de surgir uma Lava Jato nova e não ser tão bom assim pro país, igual foi a Lava Jato, né? Que a Lava Jato deu uma ferrada em algumas empresas do país e deu mais prejuízo do que resultado que eles recuperaram. É diferente, né,

foi tendo um monte de pataquada ali, um monte de coisa, um monte de grampo mal feito, um monte de fita, assim, que no final das contas acabou um monte, os caras viram tudo político, né? O problema da Lava Jata pode acontecer que os caras que estavam lá envolvidos, sei lá, tá tudo solto. Só serviu pra quebrar, pegar o dinheiro da galera aí. Agora, por exemplo, o André Mendonça, ele tem feito um serviço corretíssimo, mano. Cara, ele tem me parecido valente e forte ali. Correto, ele tem feito um serviço correto de verdade. Tipo assim,

caiu na mão dele ali, ele tá, pelo menos os ritos ali, então, pelo menos os especialistas dizem que os ritos estão certinhos. Geralmente tem, às vezes tem um, tem essa briga idiota até no STF, né? Ah, eu não torço pro André, o STF é foda, eu não torço pro André Mendoza porque ele foi indicado pelo Bolsonaro, eu não torço pro Dias Toffoli porque ele foi indicado pelo Lula, por Flávio Dini e tal. E o Flávio Dini já apresentou ótimos trabalhos, assim como o André Mendoza também.

Então o André Mendonça, pelo que eu tenho visto e me parece, ele tem feito o trabalho correto. Dentro da lei, dentro da segurança jurídica e tal. Só que, mano, em Brasília as coisas se movem, né? Já começou a sair lista das pessoas que participavam das festas do Vorcaro, que parece que davam uma festa semanal. Toda semana em São Paulo gastava aproximadamente 400 mil reais em cada festa. Levava aí de 30, 40 convidados.

esquema de corrupção, você ia? Depende. Não, não. Eu achei que você ia perguntar se eu iria numa festa. Numa festa do Vorcário, eu iria. Não, eu acho que na festa você não ia, não. Nessa semanal de São Paulo, eu iria. Não, mas essa eu gosto. Você não gosta de festa, olha a verdade. Tu não era casado? Eu sou casado. Ela não está assistindo, velho. Ela me libera falar essas atrocidades. Ela não tem que dar ruim pra mim.

Ontem deu ruim pra mim, ontem eu falei um trem que eu não devia ter falado. O que é que você falou? Não, não, esquece, esquece, esquece, esquece. Se repetir e volta pra ele. Ah, tô brincando, velho, é pra entreter, assim, mas eu gostaria. Se eu fosse solteiro, eu iria numa festa do Borcaro, pronto. Se ele me chamasse, ó, bem numa festa minha, eu iria. Mas por esquema não. Mas aí você ia estar no esquema, mano, porque você ia conhecer os caras lá dentro que ia puxar você pra cima.

Ah, mano, eu não posso ser desonesto assim. Todo mundo quer viver a vida também, né?

Tem que ir, bicho. Não é sobrar a festa. Eu não faria esquema assim. Eu acho que não, cara. Sei lá, eu tô num ponto da minha vida assim que foda esse esquema. Você não sabe o que é dinheiro, Cabileiro. O dia que você souber. Você não sabe o que é dinheiro. Você é muito dinheiro, mano. Mas, ô Joel, na vida real, todo mundo que tá lá tem alguma grande oportunidade, é um grande empresário, é um cara muito influente. A galera que frequentava a festa do Vorcar é esse tipo de gente.

sabe? É o dono do poder ou da grana que é o dono do poder, que é a grana que te dá poder. Mas não necessariamente o mundo que tá ali tá fazendo um rolo. Quando você tá num meio grande, cara, você faz grandes negócios, você tem grandes oportunidades que não necessariamente precisam ser ilícitas ou, sabe, ter alguma forma de desvio de valores. Você tá defendendo a participação numa festinha do Vorcaro, né, mano? Não, porque eu não fui, mas é porque você tá ligado? Também agora, tipo assim, esse cara

conversou com o Vorcar. Então ele é um bandido. Às vezes não, entendeu? É meio isso que eu tô pensando, entendeu? Talvez muita gente que passou lá o cabeleiro ia na festa lá. Porra, loucura. Achei o cara lá dono da... que faz os maiores podcasts do Brasil. Ele me chamou. Foi uma oportunidade. Não quer dizer que você tá fazendo errado. Esse tipo de cara não ia na festa, Albertinho. As festas semanais ali, privadas, um barzinho privado ali, era só convidado estratégico mesmo ali. Não tinha um...

Um post de podcast porque eu gostei da cara dele. Não, ali é festa de negócio. Um artista, por exemplo, não ia. Não vai porque não sabe se portar. Ali são os gravata. Só os caras que se conhecem em Brasília ali que podem estar naquele mesmo espaço. Você viu que tem um influencer. Eu até entrei no Instagram dele. Ele é até grandinho. Tem uns 300 mil seguidores. É Diogo não sei o que. Era o cara responsável por convidar as meninas para as festas. Ele que gerenciava tudo isso.

cuidava, alugava iate, toda festa, ele que chamava as meninas pra participar. Ele era tipo um sicário. O sicário de Peleleca. Ele é o sicário da Peleleca. Tá, ok, ok. Ó, então vamos lá. Aí, mano, aí entrou na vida pessoal do Varcado, eu já não gosto também de pôr as minas também, que era amante, pá, não sei o quê. Mas o que muita gente diz é que ele era gente fina pra cá. Não morreu, né? Que na rua aqui,

era gente fina pra caralho. É muito difícil você ter uma amizade com o cara e não se apaixonar pelo maluco, tá ligado? E aí uma pessoa com carisma desse e que consegue prover com dinheiro o que precisar, luxo. Pô, mano, os caras têm matéria jornalística que diz que ele mandava buscar mina lá na Europa pra trazer pra cá. Pra ele ou pra geral? Não, pras festinhas dele. O que sempre aconteceu na história daqui do Brasil é os caras vêm

aqui fazer turismo sexual e levar as minas daqui pra lá. O Vorkaro inverteu a sua lógica. Ele traz as minas de lá da Europa pra cá. Entendeu? Então, tipo assim, matéria jornalística. Eu não tô afirmando nada. De novo, advogado do Vorkaro. Falei bem dele. Ok? Porque isso aí mesmo. Eu não tenho dinheiro pra pagar processo. Eu não quero ser processado pelos caras. Porque eu tenho medo. Sabe o que é que eu tenho medo? Eu não tenho medo dos caras de facção.

Eu falo tudo que saiu publicamente e tal. Eu tenho medo de cara poderosa assim que enche seu rabo de processo e quebra tudo que você tem, mano. Impede você

fazer as coisas. Isso aí eu tenho medo de verdade. É assim, de todo jeito é uma crueldade, só que o modo de agir é diferente, né? Claro. Eles acabam com a vida da pessoa. Matam tua vida social e econômica. Exato. É uma... Porra, é talvez mais cruel do que a outra. É. Porque o psicológico, enfim, o tempo de tortura acaba sendo muito maior. Só quem tá nesse cenário é que entende. Onde que a gente... Foda, né? Eu acho que para no Vorcaro, tá?

Ele realmente é o topo. Ele era a cabeça que realmente... Não, não, acho que a investigação, o processo, para nele. Ah, não sei. Eu tenho minhas dúvidas, assim. Tem muita gente falando que... Ó, vou te falar. Recente eu conversei com um deputado federal de Brasília, né? O cara da direita. Falei, ó, vamos três irmãos, vamos falar do Banco Master. Ele virou pra mim e falou assim, cara, espera um pouquinho que tá saindo muita coisa aí e vai sair umas paradas

que vai atingir aí uns amigos seus aí, velho. Falou, deixa ele pra mim. Como se fosse assim, ah, vai atingir pessoas da esquerda. Não vou, porque vai atingir pessoas da esquerda e a hora que, olá, aí eu vou, que eu quero falar dessas pessoas. Isso já tem um mês, mais ou menos, que eu chamei. Até agora o cara não veio. E eu tô vendo o inverso do que ele falou. Eu tô vendo essa parada escalar, escalar e atingindo. Eu sei que tem gente envolvida de todo lado. Tanto da esquerda quanto da direita.

muito perto, assim, de muitas pessoas da direita. Eu não conheço, não sei quem é o deputado, também não quero fazer relação a ele, mas às vezes o cara não vem porque às vezes o nome do cara pode sair também, entendeu? E alguma coisa, alguma agulha, algum contato que ele teve com o Vorcaro. Porque, realmente, o que o Robertinho falou é assim, nem todos os contatos que você tem com uma pessoa é um contato criminoso. O Vorcaro vivia lá.

Às vezes você tem um contato com o cara que não é criminoso, você é citado junto com o cara. Entende? Então, eu não estou dizendo necessariamente isso. Eu estou dizendo que muitos deputados, muitas vezes, não ser citados, que tiveram uma

relação com o vocálogo, mas não necessariamente uma relação que poderia ser uma relação criminosa. Você quer que eu te lembre como você começou falando isso aqui? O poder é uma caneta que assina um papel. E o poderoso é quem tem a caneta. Exatamente. A caneta, ela tá na mão de todo mundo. Não é da direita, não é da esquerda. Sabe? Mas tem caneta mais tinta. Tem, mas você entende? Quando você começa a associar, ah, tá pra um lado, ah, tá pro outro, é um outro grande erro. É outro grande erro.

Acho que aliena também, tá? Muito grande erro. Eu não usaria isso. Porque o criminoso é criminoso. Eu quero te falar isso aqui também. Ele não tem cara, ele não tem política, ele não tem escrúpulo. E tem gente boa em todo lugar, como tem gente ruim também. O Robertinho que eu estou querendo dizer é que esse ano é eleição. É muito pior, eu acho. E isso vai atrapalhar muito também. Os dois espectros políticos estão querendo falar assim, é o escândalo da direita ou escândalo?

escândalo da esquerda, entendeu? Assim como o INSS. Ninguém vê quem tá no meio. É, porque, tipo assim, qualquer... Eu publiquei um bagulho de feminicídio. Ninguém vê o centrão ali no meio. Não, mas os caras estão envolvidos em tudo, né? Eu publiquei um bagulho de feminicídio, acho que antes de ontem, os caras... E o Lulinha? E o INSS? Esse é uma merda, velho. Pô, vai tomando culpa pra deixar o saco, sabe? Tipo... Agora eles querem deixar o INSS como escândalo da esquerda e o Banco Master como escândalo da direita pra disputar nas eleições. Ali é na história, mano. Olha aí, velho.

Celulares do Vorcaro já pegaram os celulares, não já? Eu acho que já foi prendido. E aí a galera já começou a divulgar vários contatos que tinha nesse celular. Não, não. Esse é um celular que tava na CPMI da... Do INSS. Do INSS. Esse é na do INSS. Isso. Isso é um celular. E aí foi divulgado uma agenda do Vorcaro nesse celular. Isso. Mas esse era o pessoal dele, né? Porque tem outros que ele deveria lidar com um monte de outros negócios e outras coisas. Sim, sim, sim, sim. Já teve deputado que andou no avião,

Borcaro também, isso já saiu. Sim, ministro do STF palestrando em evento que o Banco Master estava organizando, patrocinando. Eu não sei se é verdade, mas também teve um ministro do governo Lula, que era um ex-ministro do STF, o ministro Lewandowski, que ele era conselheiro do Banco Master também. Não me recordo agora. Eu ouvi falar isso aí, que ele era um conselheiro do Banco Master, ele recebia para participar do conselho. Eu já vi alguma coisa explicando sobre isso.

Não sei se ele mesmo já pronunciou sobre isso. De verdade, eu não sei. Eu não estou nem realizando o negócio, mas esse aí acho que dá para a gente ver melhor. E realmente ele participou do conselho. Acho que é isso, acho que é isso. Ele era meio sócio de uma empresa e a empresa fazia par do conselho lá, consultoria. O Nicolas Ferreira estava andando no avião do Vorcaro. Acho que tem. Acho que andou sim. Estava na agenda também.

do Borcaro. Então, cara, mano, cara, se esse cara tinha negócios com o ministro do STF, o que é deputado e senador pra não ter negócio com o cara, meu irmão? É o que eu te falei, é muita gente. Quando eu falei a caneta, é porque, tipo assim, vamos pensar em 513 deputados ali, vamos pensar em mais de 80 senadores. Cara, é o que eu falei, ele tava no meio dessa galera. Ele tava no meio dessa galera, sabe? É tipo assim, é a turma dele. Ele tem,

contado com isso tudo. O que me faz pensar que muitos podem estar no meio da bagunça e acredito de verdade que devem estar mesmo. E também, é igual eu falei, tem gente boa e ruim em todo lado. Muitos que estiveram com ele, só estiveram mesmo. Foi almoçar e treinou. Joel, esse cara aqui está com um senador. Que está com o esquema, talvez. Supostamente. Um amigo fala assim, estou com o Rodrigão aqui. Joel, gente boa, vamos almoçar? Vamos. Onde você vai almoçar? Vamos almoçar lá na França. Vamos lá, Joel.

Eu vou. Mas o Joel não é o cara ruim. O Joel só tava comigo lá e foi junto. Porra, mas se esses caras me tentam com esquema de corrupção aí pra me assinar um papel e ganhar 6 milhões é difícil, hein, tio? Você chegou a ver um vídeo com uns relógios que o Warcar usava? Cara, não, mas diz que cada um tinha 2, 3 milhões, né? 1 milhão e meio, 2 milhões. Tinha relógio de até 4 milhões, assim. Uma loucura, assim. Várias imagens com ele em evento.

usando um relógio diferente milionário, né? Você falou 2 milhão mais barato? É, 1 milhão e 800, 1 milhão e 600. O mais barato. O mais barato de todos. E nesse vídeo mostrou uns 15 relógios diferentes, todos nessa faixa de preço. Agora, cara, você vai ver as coisas do Vor, cara, tudo é bilhão, velho. Tudo é bi. O que é um relógio de 1 milhão pra um cara que tudo é bi? Eu não sei se você viu também um... Eu não sei se isso é verdade, tá?

anos, né, cara? Mas saiu um arquivo. Tava escrito, tipo, até me falaram, não sei o que rolou nisso aí, mas saiu um arquivo onde tinha o nome de alguns ministros e tinha um valor mencionado do lado, assim, ah, 250 mil, 10 bi, 15 bi. Chegou a ver isso aí? Não, não sei nem ciência disso, mano. Hã? Você viu, não viu? Até basaram isso no Twitter, não foi? Mas é real isso aí, gente? Não sei, não sei. Por isso que eu tô

Ah, tá, tá. Acho que um dos ministros falaram que o nome dele tava escrito ali, né? Mas ele chegou a falar que não era ele que tava ali no negócio. É, é. Porque assim, cara, se fosse eu, vamos lá, se fosse eu num esquema louco desse, supostamente, se eu tava nesse esquema, mano, é muito dinheiro, é muito poderoso pra mim não fazer um dossiê e guardar prova pra caralho. Igual o Epstein fez. É muita coisa. Eu não sei se os caras conseguiram

Chegaram nesse casulo, sabe? É, porque não tem muito bobinho ali dentro. Agora, se fosse eu, numa situação dessa, vamos supor que eu tô num escadão de corrupção gigante, com muito dinheiro, tem muito poderoso. Eu, Joel, não entregaria isso pra polícia. Eu faria isso chegar nas pessoas que me devem favor, que são poderosas. Mas chega um momento que fica feio fazer certas coisas pro cara, né? Sim. Então, só o escrutínio público, que é a imprensa, a população, consegue fazer uma pressão pra que seja apurado de forma correta.

você segmenta esse escândalo da direita ou da esquerda, você perde metade das pessoas que poderiam estar pressionando, porque o bagulho é louco, mano. E aí que eu falei da mimetização, você para, você acaba deixando com um assunto sério, vira um assunto, tá ligado? Que é pra pessoa dar risada, daqui a pouco vira pizza. Eu acho que até existe uma estratégia brasileira de fazer isso, igual você falou, Rodrigo, tipo, é um inferno, né?

Todo mundo sabe que, todo mundo tá acostumado a não punição, que já trata como se fosse

uma brincadeira, porque ele sabe que o cara vai ficar. Mas isso não é saudável de forma alguma. E o que a Polícia Federal tá trabalhando? Em cima disso, imagina a pressão. Imagina a pressão que tá pros caras. Fazer esse tipo de investigação, mano. Cada 10 papel que os caras mexem, aparece um cara, um tubarão. Imagina o que é a pressão de ser um delegado de Polícia Federal, mano? Eu já conversei com uns aí e não é fácil. O cara anda com o cano na cinta, tudo bem, os agentes dele também andam com o cano na cinta, mas um revólver não resolve nada numa instância dessa, tá ligado? E a Polícia Federal

tem autonomia total pra fazer essa investigação? Tem, a não ser que se mude o superintendente e ele metamor em alguma coisa, né? Mas eu acho que não vai acontecer. Sim. Creio eu, tá? Mas assim, do ponto de vista de instituição, ela tem autonomia sempre. Porque isso já rolou no Brasil também, né? Não sei se você lembra. Você conhece o Saraiva, não conhece? Conheço. O delegado Alexandre Saraiva. Conheço. Ele saiu deputado, né? Ele era da superintendência da região do Amazonas ali e o cara tava denunciando vários crimes lá e mudaram ele.

ali da superintendência, né? Colocaram outra pessoa no lugar, meio dá um calabouca, mandaram ele ali pra Petrópolis e o cara ficou e teve que abrir mão de várias investigações que ele tava fazendo ali, que diz ele diretamente ligadas com o crime organizado, que eram as facções criminosas que estavam desmatando ali, né? E traficando madeira ali naquela região. É, o Narco Garimpo tá muito forte lá e realmente ele tava correto porque os caras tomaram boa parte da localidade. O Narco Garimpo tomou lá?

o CV tomou conta do lugar, exploração de comunidades ribeirinhas, extração de madeira, tudo que atividade que o crime pode estar colocando dinheiro, ele está colocando. Pois é, ele falou que isso dá mais grana para o crime organizado que o trafo de drogas. O que você fala? O trafo de madeiras, de ouro, de madeira, tudo que tem ali, o garimpo legal. O desmatamento na Amazônia dá muito mais grana para o crime organizado que o trafo de drogas. Em relação ao CV e PCC, eu discordo do nobre delegado. É? É.

O tráfico de drogas ainda é muito maior. Um cara, um amigo meu também, ele me falou que a galera falou assim, que o cara grande do tráfico não está lá no morro mais. E eu acredito que não. Mas você acabou de confirmar um tempo atrás que o cara começa lá no morro, ele vira um traficante, um chefe de uma facção e tudo mais, mas ele continua dependendo. Ele vive do dinheiro do morro lá mesmo. O tráfico ainda é importante para o cara.

agora eu vou começar a investir em imposto, em coisa, e sair da operação principal. A operação principal continua sendo o tráfico? Os caras têm essa conversa, né? Os verdadeiros chefes de traficantes estão no congresso, etc. Pode ter um cara que encoberta, pode ter lá um cara que tem um esquema. Mas, mano, os chefes do PCC e do Comando Vermelho, eles estão na Bolívia, eles estão lá dentro da penha mesmo. Só que, mano, o tráfico se tornou uma empresa multinacional e legal, mano.

o cara que é chefe da facção criminosa. Tipo assim, ah, ele é vítima da sociedade e tal. Não, porra não, ele é empresário, ele é um burguês. Ele é um burguês do tráfico de drogas, mano. Que contrata moleques de 16 anos, de 15 anos e dá um fuzil na mão e deixa o moleque de bucha de canhão pra morrer na mão da polícia. O moleque não cresce mais hoje no mundo do crime. Ele não dá tempo. Ele é morto muito rapidamente. Substituído rapidinho.

Isso, o Pezão, o Luciano Pezão, ele tá há 15 anos como chefe de CV, o Marcinho VP há 30 anos como chefe de CV.

em 1996. O Fernando de Meira Mar, desde 1997. Esses caras estão como chefe do comando há muitos anos. E o Comando Vermelho tem ramificações em todos os lugares. Eles têm uma faculdade do crime agora, né? A Unipen, União Alemão. Tem gente, tem chefes de todos os lugares do Brasil que aderem ao selo do Comando Vermelho, vão pro Rio de Janeiro, aprendem táticas, como usar, dominar território, como usar arma. E, mano, volta pros seus estados. Muitos chefes que estão fugindo do estado, estão pra ser presos no estado,

pro Rio de Janeiro pra ficar escondendo na Pena, no complexo do Alemão, tem hotéis pra esses caras ficarem, os caras são burgueses do mundo do crime. Tem, ele foi aprender as coisas lá, saiu uma reportagem sobre isso, mas os caras levaram essa reportagem pra frente, eu não sei porquê, mas o cara mandou uma foto, ele era chefe do tráfico. Então assim, é uma empresa multinacional, mano, gigantesca, que faz muito dinheiro, é uma máquina, e aí, cara, os caras são burgueses, mano, eles devem ter medo de produção, agora o PCC tem plantação

na Bolívia, sacou? Refina, leva pra Europa, leva pra Ásia, sacou, mano? Então, tipo assim, os caras tem muita grana e eu vejo que os caras, meio a galera quieta, assim, sabe, mano? E essa moleque que tá entrando no crime tá sendo explorada, velho. Mano, assim, é uma proporção bem menor, mas em parte é um reflexo do que realmente acontece. Aqui na nossa cidade tem um entrave aí, tipo assim, de guerra de facção. Todo dia morre um moleque, entendeu? É o que você falou, eles vão lá dar um...

Inclusive, aqui é um 38 na mão do moleque e um moleque mata o outro aqui. Exatamente. Agora, o que está acontecendo? Eles estão morrendo mais cedo. No Rio de Janeiro, eles estão por briga de território, porque realmente... É, aqui é briga de território. Agora, o domínio de território tem dado muito dinheiro. Você faz o... Vamos lá, vamos fazer isso aqui. Tirando o Comando Vermelho e o PCC, que são nacionais mesmo, e o TCP agora está se tornando também, que está em vários outros estados, as outras organizações criminosas mais locais e tal, etc.,

Você não consegue tirar tanto dinheiro com o tráfico de droga. Mas o domínio de território é importante porque você consegue tomar, por exemplo, os cabos de internet. Nem todo mundo cheira, mas todo mundo usa internet. Concorda comigo? Sim. Então, aí você consegue dinheiro. Nem todo mundo cheira, mas uma grande quantidade de pessoas fuma cigarro. Os caras podem entrar no contrabando de cigarro. Então, pode cobrar taxa, uma série de coisas para funcionar comércio, vender gás.

Técnicas milicianas, táticas milicianas, que fazem com que os caras deem ainda mais dinheiro. Então, há outros produtos,

nessa conta do ganho de dinheiro, do enriquecimento do tráfico, pensando em facções e grupos, organizações criminosas ultra-violentas, como está escrito na nova PEC da questão das facções, da PL das facções. Então, existem esses domínios de território também que dão lucro, dão dinheiro. E é por isso que está tendo disputas em muitos lugares para realmente controlar a região. O domínio de território dá mais grana.

que as drogas? Rodrigão, tem lugares que tá dando mais dinheiro do que droga. Essa droga vem do cartel de Los Solis, na Venezuela? Eu acredito que não, cara. A gente fez um trabalho muito profundo, assim, sobre essa história do cartel de Los Solis. Era um grupo localizado, assim, de membros do exército, realmente, mas não era o Maduro, que era chefe do cartel de Los Solis, nada disso. Eram membros do exército bolivariano. Do exército, é, da Venezuela.

Mas existia esse tráfico de drogas para os Estados Unidos? A droga que vai pelos Estados Unidos passa pela Venezuela? Sim, mas muito em menor quantidade do que a Colômbia, do que o México, do que o próprio Brasil. Tá. Colômbia vai muito mais, pelo Brasil muito mais. A interesse do Trump ali na Venezuela não é bagulho de tráfico de drogas, não. Era petróleo e garimpo. Vocês podem colocar um comentário aí que eu apoio não sei quem, não sei o que. Eu estou falando a realidade. Não, nem é sobre isso.

O Equador tem sido uma região de importância logística para o tráfico de droga mundial, muito maior que a Venezuela. Ali virou um novo entreposto que guarda o pó, que faz as transações. Ali virou uma espécie de comitê mesmo do tráfico internacional, com a ação de várias facções ali dentro.

Desses países que são envolvidos com isso, a Venezuela é a que menos oferece perigo para os Estados Unidos, para o nariz dos caras. Você viu aquela junção de países que foram lá para o Trump, se ele ia contra o tráfico, contra os traficantes, tem alguma função ali? Realmente aqueles países, enfim, tem uma ação de traficantes eficiente, porque aqui no Brasil o narco-estado está forte mesmo. Não, o Brasil não é narco-estado ainda. Não está.

que grandes empresários controlam o Estado, mas narcotraficantes ainda não. É porque tem números aí que parece que, se não me engano, 35%, quase 40% do Estado já está sobre... 23,5 milhões de pessoas. É, sobre o domínio do tráfico. Isso seria 23 milhões? É, pouco mais de 10%. A questão, Robertinho, é que a internet é feita de cortes e de muita ignorância. Eu falar que o Brasil ainda não é o narcotraficante

tá com problemas gigantes com facções criminosas aqui. Puta que eu pariu, né? 23,5 milhões, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que são sob controle do tráfico de vários níveis. Aqui nessa região pode ter controle do PCC, você pode nunca ter visto um cara do PCC na sua vida com arma. Mas tem uma influência, tem uma certa influência. Beleza. Porque quando a gente fala controle, parece que os caras tomou o território.

No Rio de Janeiro é verdade. É o que eu pensava. Pra mim era isso. Mas tá com a influência ali. Você pode ser sequestrado por um tribunal do crime e tal.

O número é real. Pelo menos com a metodologia foi muito bem feita. O que acontece nesse sentido? O que é o narcoestado? Vou ser claro para vocês o que é o narcoestado. É quando o presidente, os governantes, os deputados, os governadores, eles sofrem influência do tráfico de drogas ao ponto de não combater o tráfico de drogas ou a ponto de ser tirado ou colocado pelo tráfico de drogas ou de deputados, senadores serem assassinados.

são centenas por ano. Me dá um deputado, um senador do Brasil que já foi assassinado pelo tráfico de drogas porque falou alguma coisa. Aqui os deputados que são policiais, eles falam o que eles quiserem sobre o tráfico, sobre o crime organizado, sobre o tráfico de drogas. E aqui a gente não notou ainda uma influência pesada como, por exemplo, a do Banco Master supostamente em cima dos nossos políticos. Do tráfico de drogas, facções.

Isso significa que a gente não tem problema com facção? Não. A gente tem pra caralho. Muito. Tem que ser combatido. Senão vai crescer ainda mais e a gente pode se transformar

caminhada. Mas eu não posso dizer que o Brasil é anarquistado porque 23 milhões de pessoas vivem sob a edge dos caras, sendo que o conceito é outro. O conceito é do poder. Entendi. Não existe... No Rio de Janeiro, não existe polícia não entrar dentro do morro. A polícia entra no Complexo do Alemão. Ela deixa corpo pra caralho, troca tiro, mata muito bandido, mas entra. Eles não quiseram ocupar o Complexo do Alemão. Porque não era o objetivo, né?

Era cumprir mandado. Mas eles entraram lá. Eles entraram em vários lugares. Estão entrando e tirando barricada em vários lugares. No México, a polícia

nem entra na localidade, mano. Não entra, ela não entra. Ela nem se mete a besta de entrar. É dominado mesmo, é dos caras e acabou. Não existe a ordem, né? Vai lá e entra. Essa ordem nem acontece. Os caras tem tanque de guerra, tem blindado, tem .50, e os caras tem técnica militar, tática, Black Hawk. Os caras tem um helicóptero que parece Black Hawk. Os caras mostram esses tempos atrás do CNE, o cartel ralisco Nova Geração. Como que esse helicóptero chega lá na mão do cartel ralisco? 80% das armas vendidas pro México são de origem norte-americana.

treta, né? Corrupção nos Estados Unidos. Não, mano, é venda de arma mesmo. O cara compra. Ó, deixa eu falar pra você o que os caras fazem. Muitos traficantes e chefes, eles têm o filho, eles deixam que o filho nasça lá nos Estados Unidos. Quando o filho nasce lá, ele tem dupla cidadania. Ele tem o Jussoles, que é nos Estados Unidos, e o Jussanguis, que é no México. Então ele pode circular. E muitas vezes essas armas são compradas legalmente, só passa na fronteira de forma de tráfico, porque os caras sabem fazer isso, porque eles são coiotes, né? Eles dominam também o tráfico de pessoas. Tem cartel, tem batalha,

Bateria antiaérea, velho. Sim, mano. E vem tudo dos Estados Unidos. Não tem jeito de você mandar uma bateria antiaérea pela fronteira, assim, em cima de um caminhão. E é onde você compra o helicóptero militar. Isso é uma corrupção braba direto com a fábrica. Exatamente. As armas vêm dos Estados Unidos, gente. A gente não tá negando isso. Inclusive, o secretário da Defesa norte-americano, o Departamento de Defesa, ele teve uma fala...

Não, teve um deputado republicano que fez uma fala e o ministro da Defesa no México rebateu.

Falar assim, o México é tão incompetente que deixa o fentanil e a cocaína passar pelas suas fronteiras. Ele deveria cuidar. Aí ele falou, 80% das armas americanas do cartel são daqui. Vocês que são incompetentes. Sim, sim. É porque, assim, nos Estados Unidos, cara, sei lá, você pode ir numa loja, igual eu fui, e lá você pegar uma BMG .50, que é uma das maiores armas que tem ali de .50 o negócio, e comprar ela e levar pra casa.

Pra dar tira em garrafa. Você pode fazer isso, né? Eu acho que uma BMG .50 lá é 8 mil dólares.

40 mil reais. Você compra uma arma que derruba avião, põe dentro do seu carro e leva pra casa. Você paga pra tirar com essa arma lá. Como se tivesse comprando um pote de margarina. Você tem acesso a esse tipo de armamento lá. Mas você não compra um helicóptero. Você não compra uma bateria antiaérea. Isso aí já é uma parada restrita do exército. Agora, a gente sabe que toda a indústria bélica dos Estados Unidos, ela é terceirizada. Ela é privatizada. Ela sobrevive com o investimento dos Estados Unidos.

porque os Estados Unidos é o principal e deveria ser o único cliente, né? E paga por esses produtos. Tem corrupção pra caralho nesses contratos. E é daí que nascem os desvios de helicóptero, de míssel. Mano, como que um cartel de drogas tem bateria anti-aérea, velho? Não tem lógica, bicho. Então aí que eu falo pra você. E aí, mano, influência de... Pô, se você tem uma ideia, o governador do estado de Sinaloa, que é o estado com o maior tráfico lá no México, né?

território, o governador de lá, o Carlos Séris, ele era compadre do Miguel Ángel Félix Galhado, que foi um dos maiores traficantes. As eleições lá de meados dos anos 80, o tráfico decidiu essas eleições, o tráfico já matou o candidato forte por lá, sabe? Tipo assim, é totalmente uma outra coisa, tá? Dá pra ter essa noção de que é outra coisa, sacou? No Brasil, a gente caminha

ainda maior das ações criminosas. Entende? Isso que aconteceu no Trump é um comitê que ele formou chamado Escudo das Américas. Ele chamou todos os presidentes, todos não, mas muitos dos presidentes que são aliados a ele ideologicamente de direita. Certo? Ali estava o Bukele, que tirou foto com ele, que é o grande símbolo que vai ser usado nas eleições de combate às gangues de El Salvador. Inclusive, a gente está fazendo um trabalho muito foda, que a gente vai trazer um dossiê, se dá para implantar El Salvador no Brasil.

Brasil. Mas é com muitos dados. Brabem, Joel. Muitos dados, muitas situações, dados sobre armas que foram apreendidas em El Salvador, poder bélico, estrutura, organização. Nós vamos trazer tudo isso daí numa contribuição para a eleição de dizer assim, o que foi feito em El Salvador, diferente de legislação, foi estado de sítio. Se dá para ser feito ou não de modo prático. Porque todo mundo está fazendo isso. Você acha que vai ser o resultado?

Dá para implementar El Salvador no Brasil? Eu não vou falar nada porque eu não estudei isso ainda. Eu estou montando aí.

ainda junto com a Diana. Não ainda, não me aprofundei. Não vou falar essa besteira, porque às vezes é besteira que eu falo aqui e isso levanta muita paixão, né? Porque muitas pessoas que são da Segunda Nação Pública, eles vão começar a falar, é o Salvador aqui? Não, bucalização, bucalização, bucalização, sem o mínimo de estudo, de forma populista, e assim. Ah não, dá pra... Dois estados comportaria isso. Uma coisa que eu sei é que o poder bélico das gangues de El Salvador é muito menor do que das facções aqui do Brasil, tá?

Isso é muito claro. A gente fez um estudo sobre as armas apreendidas, o que é apreendido lá e tal. Aqui é absurdo de gigante. No México também. No México eu tenho certeza que não existe buquele. Até porque o estado é tão contaminado que o buquele seria morto no estado, esse tipo de coisa, ou seria parado com alguma situação. Se a gente fosse buquelizar o Brasil, a gente ia ter que construir mais presídios, ter que construir secotes. A gente ia ter que prender bem mais se fosse buquelizar o Brasil.

Como que seria esse investimento para construir mais presídios? Vamos pegar pelo seguinte aqui. Qual que é a população carcerária do Brasil hoje? Deve ser uns 700 mil. Contando com as pessoas que estão no semiaberto, com as pessoas que vão... Encarcerados mesmo deve ser uns 400 mil. Tá. Se a gente for buquelizar o Brasil, esse número aí tem que entuplicar. A gente vai passar nossa população carcerária para 2 milhões de pessoas. Talvez até mais.

Mas quem vai ser carcerado? O tráfico hoje tem um milhão e meio de agentes diretos. Não sei. É muita gente. Se a gente for bucalizar o Brasil, a gente tem que começar a prender de três a cinco vezes mais do que prende hoje. Pessoas do crime organizado, traficantes. A gente vai prender todos esses bandidos. A gente vai começar a punir mais. Igual o Bukele fez. O Bukele não colocou todas essas facções pra dentro do presídio. Isso eu sei, mas eu quero saber esse número.

quem falou que no Brasil tem um milhão e meio de pessoas ligadas diretamente no tráfico. Vamos fatiar, vamos fatiar. É porque é o número que você trouxe. De deputado estadual pra cima, ninguém vai ser preso. Porque o devido processo legal vai ser respeitado, certo? Correto? Aí você já fodeu a localização, filho. Porque você só vai encarcerar o trouxa lá que tá lá vendendo droga de baixo. Que tem que ser preso mesmo, se tá cometendo crime.

Até o DOCA. Beleza? Vamos lá, então. Como que a gente sabia quem era de banco? Milicianos também.

A gente vai prender tudo isso que foi o que o Bukele fez, né? Ele colocou todas as organizações criminosas dentro da cadeia. Ele acabou com o crime em El Salvador. Então, aí, eu não quero falar sobre isso aí, porque, como eu falei pra você, eu tô fazendo um trabalho muito, muito aprofundado, mas a gente volta aqui. Mas, por exemplo, as gangues de El Salvador não são gangues extremamente

complexas de hierarquização e organograma. Elas são gangues que você consegue identificar muito mais fácil quem é dela ou quem não é dela. Aqui no Brasil o bagulho é muito mais difuso, é muito mais complicado, você não sabe quem é quem, de que lugar é. Há sim uma possibilidade de você fazer prisões mais em massa, de investigações que já tem, mas é muito mais complexo isso daí. Você sabe qual é o tamanho da população carcerária de El Salvador? Olha, os caras eles tinham,

estavam com, até esses tempos atrás eles tinham 60 mil no Secote, mas os 20 mil no país inteiro. Estava mais ou menos 2% da população encarcerada. 2% da população estava encarcerada. Vamos supor que a gente vai encarcerar 2% da nossa população. Não, mas você está pegando um país para fazer a comparação. Não dá para fazer isso. Não dá para fazer isso? Não dá para fazer um cálculo assim? Aqui a gente tem tantos problemas de segurança pública quanto é o Salvador.

Não, é outra realidade. O Jota está acabando de explicar que é completamente diferente. Não, eu quero chegar em uma conta.

aqui, porque eu quero ter uma explicação de vocês. A gente concorda que se for buquelizar o Brasil, a gente tem que prender mais. Não concorda nisso aí? Eu concordo. Inclusive, lá ele prendeu uma coisa que... Albertinho, conversa eu e você aqui. Porque o Joel sabe mais. O Joel só vai dar opinião. Conversa eu e você. Se a gente for buquelizar o Brasil, a gente tem que prender mais. Certo? Sim. A gente vai ter que aumentar a nossa população carcerária.

Ou prender melhor, não sei. Porque a gente aprende muito. Não, tem muita gente do crime organizado solta, facções criminosas.

tem milícias. O pessoal tá solto. A gente tem que prender esse pessoal. Tem gente que nunca foi preso na vida e que tá atuando no crime organizado. A gente tem que aumentar a nossa população. Vamos supor que a gente prenda igual ao El Salvador e a gente vai prender aí, sei lá, vamos pôr 1% da nossa população. 1% da nossa população a gente vai prender. Eu jogo que é mais. Eu jogo que é 2%. Mais de 3 milhões. Se a gente prender 1% da nossa população, que é pouco, eu acho que é mais.

Que a gente vai ter uma população carcerária de 3 milhões. A população carcerária hoje é de 500 mil. 400 no fechado e 200 no semiaberto. Como que a gente vai pagar essa conta? Isso é fácil de pagar? Ou tem que aumentar a arrecadação do Estado? Não sei. Quanto que o Estado gasta no combate ao crime hoje? Organizado. Porque isso fica caro. A ação que eles fazem fica caro. De intervenção, de sonegação. Eu sei que é caro. Se você pega isso tudo, também não sei. Eu não sou o cara da segurança.

público ou que estude isso. Eu sei que se tiver a intenção e quiser fazer mesmo, tem jeito de fazer. Não sei se funciona. E é a parte que você está estudando. Não sei se seria o melhor caminho. A princípio, eu acho que é um modelo que dificilmente alguém conseguiria implantar aqui ou qualquer outro lugar que seja mais complexo o tráfico de drogas. No México é impossível. Esqueça. E agora aqui no Brasil, falando da bucalização, porque isso aconteceu lá.

E aí, você é a pessoa que tem que me responder isso. Eu já ouvi falar, por exemplo, que o tráfico,

ele patrocina, por exemplo, pequenos jovens talentos não para ficar na biqueira, mas para subirem cargos jurídicos, por exemplo, de advogado e depois prestarem concursos e se estabelecerem cargos que são realmente definitivos ali no ponto final, vamos supor, você vai ser preso ou não. Você acha que no judiciário daqui já existe a ação direta dos traficantes? Eu acredito que as organizações podem estar pagando aí faculdade de um, de outro, mas eu acho que o meio mais fácil e rápido,

aquilo pro negócio dele, é corromper, maluco. Ô, Robertinho, pensa, você precisa de um processo de uns 10 anos pra você formar um advogado e fazer ele passar pro juiz, certo? Certo. E você nem sabe se o processo vai cair naquela vara, se ele vai ter tal... Eu sei que é legal falar isso daí, ah, o crime tá bancando e tal, advogados já acreditam que sim. É o que eu já ouvi falar, eu já ouvi falar que isso acontece. Advogados já acreditam que sim, mas era muito mais fácil.

Quando explodiu a operação Etos, do Dr. Lincoln Gaquia, junto com o Gaeko, com a polícia,

Civil do Estado de São Paulo, eles estavam investigando os advogados da facção que faziam um serviço ilegal pra facção, que eram os gravatas, eles chamam de sintonia dos gravatas. Foi criado pelo Motta, que era o Calacalu, ou o Macarrão, ele criou essa sintonia dos gravatas, que era o caso que fazia o serviço errado. Como é que ele fazia? Eles não bancavam o bagulho pros caras, os caras precisavam do serviço naquele momento. Eles pegavam advogados que estavam começando, ofereciam um bom dinheiro pro

o cara não tinha trabalho, é difícil você começar a vida, né? E aí, através disso, eles conseguiam corromper o cara. Então, eu acho que por questão pragmática e assim, do momento mesmo, é muito mais fácil você corromper o cara, porque você tem dinheiro pra fazer isso, do que necessariamente. E corromper, mano, é fácil por quê? Nos meandros do crime, a gente sempre sabe quem faz negócio e quem não faz negócio, entendeu? Quem anda ali por dentro do mundo do crime sabe quem faz acerto e quem não faz acerto, entendeu? Os caras têm essa...

sabe, esse bagulho. Isso não tira a fita de que os caras pagam curso para advogado, essas coisas para formar o cara, para o cara passar na UAB, para o cara defender ele, ou ajudar no processo, ou acompanhar o processo, entendeu? Ou poder visitar o cara como advogado. Mas aí pensar na bucalização, por exemplo, não tem o cara que foi formado pelo crime, mas tem o que foi corrompido. Aqui você acredita, assim, da experiência que você tem visto como funciona o crime organizado?

se vem e rape essa parte de baixo, chega a pegar, sei lá, um magistrado, uma promotoria que estaria supostamente corrompida? Eu acho que não chega nesses caras, né? Não chega, né? O que as pessoas falam com buquilização, o que elas enxergam, é que os traficantes de favela vão ser presos e encarcerados, né? Entendi, porque uma das coisas que o Bukele fez a princípio lá foi agir, sabe, diretamente no judiciário, que era quem teoricamente liberava em alguns casos. É, a história não é muito assim,

Não, Robert, os caras falam pra justificar, mas a gente lendo lá viu que foi alguns afastados, outros estão lá descantando de corrupção. Uns caras ficaram no STF, outros caras saíram por outra questão. Entendi. O combate não... O país ficou seguro, tá? Esses crimes de rua é praticamente desaparecer, é fato. Sim. Vou negar a realidade aqui também, só que eu sou de esquerda, né, pô? Eu sei, eu sei. Às vezes eu falo, é, você tá apoiando o cara, não sei o quê, contra os direitos e tal. Não, mano. A população tem direito também de ter uma percepção.

opção de segurança, porra, na vida. Que vale. Que é válido. É, os caras entravam dentro da casa da pessoa, mano. Tirava a menina dentro da casa. Esclachava. Esclachava meninas. Tirava o moleque de dentro de casa, tomava o cara do moleque, porra. O cara tinha que pagar taxa duas, três vezes por dia pra andar em determinados lugares. Os caras trancavam ônibus e queimavam com a galera dentro, porra. Pô, eram pessoas violentas que tão ali dentro, tá ligado?

Mas não é um pãozinho que tá ali, velho. E o Bukele era de esquerda, sabia disso? É, ele foi de esquerda, mano. Foi de esquerda. Foi de esquerda, defendia a causa da Palestina,

Ele é de uma família que tem parentes da Palestina. Na verdade, ele foi pra um partido de direita só pra poder se eleger ali, né? É que o partido de esquerda de El Salvador, ele tava no poder, mas ele não tava fazendo muita coisa já fazia muito tempo. E no fim das contas, todo mundo fazia acordo com facção, tá? Ele chegou a fazer acordo com o gangue, segundo os jornais lá. Só que ele descumpriu e meteu os caras na cadeia, entendeu?

Quem me contou isso foi o Breno Ótimo. É, lógico. Ele conheceu o Bukele pequenininho. É, ele era amigo do Bukele? Ele era amigo do pai do Bukele. É.

o Bukele pequenininho, falou, ó, era de esquerda e tal, não sei o que, teve que mudar. Mas cresceu com essa estrutura, assim, dentro da casa dele, da família e tudo mais. O que você acha dessa questão do Trump pedir... Os Estados Unidos agora estão querendo transformar comando vermelho e primeiro comando em terroristas? Tá, vamos lá. Isso é uma estratégia ideológica de direita que, se vocês prestaram

atenção tá sendo repetida aqui por policiais que vão se candidatar a deputado e tal. O movimento identitário policial aqui é muito forte no Brasil, né? Sim. Muitos deles vão se eleger bastante e tal. Ele já tem chamado os traficantes de narcoterroristas. Já foi um termo que chegou aqui que foi importado de lá. E o Trump tem usado muito esse termo e agora ele fez esse escudo das Américas, quer reunir alguns 12 chefes de Estado que são alinhados a ele pra transformar os caras em terrorismo.

enfim, narcoterroristas. Nesses 12 países, o narcotráfico agora é narcoterrorismo. É, Paraguai e Argentina já é. Os países assinaram um contrato, um acordo, né? De que é isso lá. Que daí, quando é narcoterrorista, a maioria desses estados pode usar um estado de exceção para combater, e no caso do Brasil não pode. Tem que estar dentro da legislação sem usar um estado de exceção. O que pode dar algum problema na hora de você combater essas facções criminais na triplice fronteira ali, né? Argentina, Paraguai.

lá e Brasil. Porque os dois já estão alinhados e, enfim, o Brasil, as facções criminosas não se encaixam na legislação brasileira do que é terrorismo. Nem na definição internacional. Tudo bem, ah, eles dão tiro nos outros, isso não é terrorismo, eles assaltam os outros, isso não é terrorismo, eles explodem as coisas. Gente, isso é abominável e abjeto. Mas, segundo a legislação brasileira, não é terrorismo. Eu vou ficar com o Lincoln Gaqui, tá? Isso não são palavras minhas, pessoal. É a opinião do Lincoln Gaqui

que é, já já vou falar, é o maior especialista em PCC do mundo. Ele dá palestra para combate de máfia italiana lá na Itália. E ele falou que ele é contra essa nomenclatura. O PCC tem que ser combatido como é, uma empresa ilegal, multinacional, que vende droga. É isso. Mas aí o que acontece? No Brasil, a legislação de terrorista é grupos que têm um direcionamento ideológico

de derrubar um governo, causar pânico por questões ideológicas que possam agir movidos a xenofobia, racismo ou questões relacionadas, por exemplo, a política. Então, o que seria um grupo terrorista? Nós quatro aqui, nós cinco aqui, formamos um grupo que a gente não gosta de bolivianos. E a gente quer que o governo não abra mais para os bolivianos entrarem. A gente faz um local que os bolivianos trabalham e explode uma bomba para matar vários bolivianos

medo de fugir do país. Isso é um ato terrorismo. Porque a gente tem uma ideologia política de não querer os caras aqui, e a gente agiu segundo essa ideologia política, causando terror. Isso, para o governo brasileiro, é terrorismo. Governão, pela legislação brasileira. A facção criminosa não tem esse intuito político de derrubar o governo. O que a facção criminosa tem é vender droga, é domínio de território. Aí sim, existe uma discussão, mas o domínio de território está influenciando na política e tal. Mas cabe a política se organizar

para tomar esses territórios. É, porque não é ação direta, é um colateral. Exatamente. E quanto mais... É uma questão... Entenda que o domínio de território para faculdade criminosa não é político, ele é econômico. Sim. E o governo para de agir e aí vai se aumentando o território, eles vão se expandindo. Se você não tem a lei do monopólio no Brasil, uma empresa vai comendo todos os pedaços do Estado. Isso é o capitalismo, pô. Na verdade, o tráfico faz, mas o que realmente deixa

acontecer é a omissão do governo. O governo pode ir lá e restabelecer o território. Porque não tá a ação contra o governo, é só... Não é uma ação pra derrubar o governo, é uma ação pra conseguir mais lucro. E aí o que que acontece, Robertinho? Acontece o seguinte. Inclusive, pro PCC ou pros grupos como os mexicanos, o que eles querem é se filtrar no governo que tá estabelecido. Eu não quero derrubar os caras. Eu não tenho nada contra preto, não sei o que.

Quem quiser, entra, pô. Se tiver... O bagulho dos caras é lucro, mano. É dinheiro, é cascalho. E aí, o

não está correto em falar isso porque tem que mudar a legislação brasileira então para considerar os caras como narcoterrorista. Não é um país de fora que vai chegar aqui e considerar dessa maneira. Só que quando você considera alguém narcoterrorista, o Congresso norte-americano emenda isso com o terrorismo internacional e é mais fácil ele liberar o poder para o poder executivo, para os exércitos, para as forças armadas invadirem uma localidade ou agirem lá. Então seria importante esse termo para o Trump para que o Congresso

possa fazer essa liberação de modo mais fácil. Depois que o Paraguai considerou narcoterrorista e a Argentina também, os Estados Unidos estão vindo com uma base militar pra dentro do Paraguai e outra dentro da Argentina. É, e aí o que acontece? Acontece que eles têm um alinhamento com o Trump, então pra eles, sei lá, ideologicamente eles abraçaram o Trump e falaram, mano, é só mudar o nome, vamos mudar o nome e tal e a gente combate com a questão da exceção.

Só que na questão do Brasil, o Brasil, na legislação, não deixa de considerar os casos narcoterroristas. E assim, pro combate aqui no Brasil, não muda absolutamente nada, tá? A gente não tá combatendo assim, não vai combater quando é narcoterrorista também. Tá. Mas aí os Estados não mandam, sei lá, um suporte militar pra vir combater, porque pra que ele quer classificar isso se ele não vai vir aqui a AG? Mais que Estados Unidos?

É. Não, mas classificando dessa forma, você concorda comigo que você tira a soberania do Brasil no sentido de poder denominar o que os...

Grupos que atormentam a segurança pública do Brasil, o Brasil tem que denominar. Sim. E o Brasil tem que combater. A gente tem que começar a falar do combate. Esses policiais que são deputados, eles vão entrar lá. E como é que vai fazer o combate? Porque tem um monte de policial lá falando que os caras são narcoterroristas. Sabe o que acontece, Robertinho? Tem umas coisas que são assim, ó. Os caras falam assim, tem que mudar o código penal.

Pá! 200 anos de cadeia no vagabundo e tal, não sei o quê. Aí os caras aumentam 10 anos, o governador vai lá na porta do governo federal,

chega e fala assim, pô, aí você me fode, caralho. Precisa de grana. Pô, como é que você vai criar mais dois presídios pra mim? Eu não tenho nem lugar pra onde enfiar isso. Tem que gastar com preso, tem que gastar com presídio, caralho. Aumenta imposto aí, pô. Tem que aumentar imposto, você vai me ferrar mais ainda, tem que gastar dinheiro, eu tô próximo da minha eleição, aí eu vou ter que colocar numa cidade igual Sorocaba, que tem 800 mil habitantes, eu vou ter que socar um presídio lá e eu vou me foder. Vocês acham que não acontece isso, mano? Vocês acham que não acontece isso?

deputado que tá roubando ou tá próximo de ser processado, sobe pra 20 anos, tal crime, o cara fala, pô, mano, você vai me foder, caralho, se eu for pegar eu vou tomar no cu. É assim que funciona, mano. Senão os caras já tinham aumentado também. Aí faz populismo. Dizendo que no Brasil solta todo mundo, que no Brasil tem progressão de pena, que no Brasil tem isso e tem aquilo. Então os bastidores, eles fazem com que a segurança também não funcione direito, entendeu, mano?

Sacou? Então tem essa questão também. Se os Estados Unidos quiser combater o narcotráfico,

tráfico, por que que no combate de Nova York, Wall Street, a grana passa por lá? Concorda com isso, ou não? Porque a tendência deles não é esse, Rodrigo. Não, mas seria possível, seria uma forma de combater. Você concorda com isso ou não? Tipo, a grana do tráfico de drogas, ela, de uma forma ou de outra, ela é convertida em dólar e ela passa por Wall Street. Ela passa pelos centros financeiros, seja de Nova York, de Chicago, sei lá, mas ela passa pelos Estados Unidos.

eficiente de você combater o tráfico de drogas é você cercando a grana, pô. Não, mas lá tem tráfico de drogas pra caralho também. Tem um monte de laboratório de metafetamina, de fentanil. Nos Estados Unidos tem pra caralho. Califórnia tem muito, mano. Que dá grana pra caralho. Lógico que dá, mano. E essa grana passa pelo setor financeiro, pô. Muitas vezes o que o México manda pra lá é matéria-prima que os caras fazem lá mesmo, entendeu?

Os caras não combatem isso aí lá também, Rodrigão. Porque os caras estão tudo, um monte de cracolândia, né, que os caras chamam

Terra do Nunca, que são os caras que usam fentanil lá o dia inteiro, os caras também não combatem essa porra lá não, mano. Rapaz, se tu pegar teu cartão, começar a passar o cartão demais, gastar demais no cartão e não declarar, você vai cair na malha aí do leão, velho. O leão vai te pegar. Ô, Joel, você gastou tanto aqui, ó, da onde que vem essa grana aqui? Tem que pagar o imposto, velho. Os caras conseguem mapear tudo isso. Não vai mapear milhões que tá vindo de droga, velho? Rodrigão, vai, mas tem dinheiro pra todo mundo aí, né?

Ó, vamos lá. Sabe o que falta pra gente combater facção aqui no Brasil? Uma conexão muito bem feita entre todas as polícias brasileiras. E uma polícia única que junte todos os estados que é a polícia especializada em combate à facção. Às vezes um gaeco do Amazonas não tá conversando com o Rio de Janeiro e o crime tá totalmente conectado com ligação direta porque tem o chefe do Amazonas que tá dentro do Rio de Janeiro, dentro da penha.

Então os caras se articulam muito rapidamente porque não tem burocracia. Mas eu vou deixar uma coisa bem clara.

podcasts que eu tô indo. Eu não ofereço mais nenhuma solução pro combate às facções no Brasil, porque eu tô usando os meus estudos e tudo que eu tô me capacitando e tudo que eu tô lendo, ou pra fazer meu conteúdo, ou eu vou vender essa porra, porque o nego tá ganhando 50 mil reais e não tá pensando em bosta nenhuma. Não tá fazendo nada, mano. Pô, vai tomar no cu, eu vou nos lugares e o cara fala assim pra mim, e qual que é a solução?

Eu não sei, mano. Se eu me perguntasse, eu não ia votar em mim. Mas a solução, ela existe. E sabe

pessoas que estão ganhando lá, que estão lá e não estão fazendo nada, temos que fazer. E aí eu volto no exemplo que o cabeleira deu aqui, do Saraiva. Quando ele estava lá dentro, liderando lá as investigações dos garimplegais, do desmatamento lá na Amazônia, cara, ele fez um monte de ação lá que travou os caras. E ele falou assim, se quiser que eu acabe, me põe lá. Em um mês eu acabo com tudo. Em um mês ele falou, cara, pode me pôr, em um mês eu acabo com tudo que tem lá. Mas não põe. E outra coisa, ele estava lá, ele foi tirado

de lá. Você entende que tem gente que sabe fazer, sabe, trabalha, sabe fazer o trabalho. É que esse cara, esse não é bem visto. Se você chegar lá, você até, eu acredito, porra, assim, você é foda, você vai fazer um bom trabalho, eu tenho certeza disso. Qualquer lugar, vamos supor, se você for candidato a deputado aí, vamos pensar que a galera vai te abraçar e vai votar e você vai vencer. Mas chegar lá, eles não vão deixar você passar, sabe?

Se você fizer um bom projeto, eles não deixam passar. O bom ali, ele é mal visto. Ô, Robertinho, mas isso aí precisava pra,

precisava partir da política do poder executivo mesmo. Do poder executivo dos estados. Precisava reunir todos os governadores e os governadores fazerem, sabe? Por exemplo, cara, tem umas coisas que é muito loucas, assim. Eu vi um governador de um certo estado aí, onde eu estou nesse momento, que foi lá em El Salvador fazer react. E fez react da operação do caldo de castro lá no Rio. Minas Gerais tem 13 facções criminosas. Então, no Brasil tem 80 e tantas, né? 88. Na minha conta agora, 98.

duas. O cara vai pra El Salvador falar de lá enquanto a geladeira do cara tá vazia. Entendeu? Pô, tô metendo banquete com a geladeira vazia aqui, com 13 facção, entrando a facção da Bahia aqui, no Vale do Bumcuri lá. O governador, eu entendo. É porque o poder da polícia é do governador, né? Da civil, né? Quem vai ter que agir é o governo mesmo. Não tem como passar pra outra. Ah, o prefeito, a cidade tá

muito violenta. O prefeito não tem força pra agir. Como que a gente não tem uma força nacional pra isso? Quer ver um negócio legal? A lista nacional de procurados. Cada estado pode mandar oito criminosos procurados no estado. Mano, essa lista, os caras estão apovorando nessa lista. A polícia está atrás, está pegando todo mundo, Rodrigão. Todo mundo. O chefão fudido que ninguém achava, está todo mundo pegando. Porque os caras quando trabalham junto, os caras destroem, mano. É a lista nacional. Toda a polícia do Brasil recebe aquela lista. Bate o olho

naquele lá. Esse aqui é o ladrão. Se vê ele, tá aqui. O cara anda com a lista, pá. Pum, bateu. É o maluco. Vamos prender. Ah, mas o cara é do Amapá e tá no Rio Grande do Sul. Foda-se. Bota aí na série e manda os caras buscar. Isso é um puta de um bagulho louco. É um puta de um projeto. Lista nacional de procurados. Não tinha isso. Era por estado. O cara tá indo em Minas Gerais, ele não vai olhar pro... Ele nem tem acesso. Tá no site lá, os mais procurados de São Paulo. O cara não tem acesso.

Acho que fizeram um banco de DNA também, que foi eficiente, né? Chegou a prender alguns assassinos aí. Essa integração. Rolou isso no Brasil, né? Agora o que tá rolando é um smart sample. É smart sample, eu acho que chama. Que é o sistema de filmagem que o cara identifica o seu rosto e te prende. De boa de fazer, né? Inteligência artificial. O governo é simples fazer essas coisas. Barato. É barato. Prendeu gente pra caralho, mano.

Agora, por exemplo, Sergipe. A gente tá estudando, nessa série que a gente tá fazendo,

Falar nisso, pessoal, vai lá no Iconografia da História. A gente está fazendo a dinâmica criminal e a história do crime nas 27 unidades federativas do Brasil, que é para as eleições vocês saberem quem você vota e quem você não deve votar. O primeiro episódio foi em Minas. Tem 50 minutos o episódio. A gente entrevista dois especialistas, um da mídia e um bem especializado em crime organizado mesmo, que é o Murilo e o Renato Rios Neto.

Em Minas, a gente explica todas as facções, todas as dinâmicas, os lugares que essas facções agem,

porque elas agem. Minas é um local que é muito estratégico, que tem a maior malha rodoviária do Brasil, e tem divisas com vários estados, possibilitando que muitos fugitivos venham pra cá, ou muitos fugitivos saiam daqui e vão pra outro lugar. Tá lá no canal, no Iconografia, esse material? Isso, já saiu o primeiro episódio, tem mais 26. Vai ser um pra cada estado. Um pra cada estado. E o primeiro foi Minas Gerais. Minas Gerais.

Tá pedrado, hein? Então, por que você conhece Minas? É o mais agressivo? Porque ele é nosso amigo. Não, cara, eu simplesmente...

Não é ordem alfabética. Temos que escolher um estado. Que estado que a gente escolhe? Vamos escolher o melhor do país. Pegar Minas Gerais. É, pegou o melhor estado. É, gosto muito de Minas. E aí... E é muito louco, porque teve um tempo em que os bandidos mineiros, eles eram mineiros mesmo. Eles conseguiam resolver as coisas sentadas numa mesa tomando café. Sério, mano? Depois que as facções de outros estados entraram, é que começou uma violência muito grande, entrada de fuzil, um monte de coisa.

Antes, o Rony Peixoto, nem se enterra esses casos, eles conseguiam mesmo sentar.

e comer um pão de queijo, tomar um café, comer um bolo de fubá e resolver as ideias. O Pedro que tá falando, hein, mano? Vamos ler um superchat, colocar a galera na conversa? Se tiver live pics, toca aí também. Não vou falar o Chandon não, hein? Mas antes de tudo, eu vou falar pra galera que a gente tá no mês do consumidor na Alphacore. Você vai encontrar camisetas a partir de R$27, tá? E comprando mais de R$169, você tem

frete grátis pra todo o Brasil. Você pode comprar uma Alphacore linda, igual essa que o Robertinho tá usando aí. R$27, velho. É um baita de um presente. Você pode comprar várias, ir pra academia, sair com ela à noite. Comprando a partir de R$169, você tem frete grátis pra todo o Brasil. E se você comprar R$199, você ainda ganha mais uma camiseta de brinde. Usando o cupom 3irmãos. Então entra na Alphacore, tá o QR Code na tela.

escaneia aí, pode usar o cupom 3irmãos e comprar camiseta de extrema qualidade por 27 reais. Cara, é muito barato, né, mano? Isso aí, eu vou te falar, é uma oportunidade pra você trocar seu guarda-roupa inteiro. Joel, a história oficial mandou aqui, Vorcaro roubou errado. Lula fez isso 30 anos e não deu nada. Ah, mas nem vou falar isso aí. O Carlos G. Rocha falou aqui, Joel, se o presidente do Banco Central fosse o Campos Neto,

permitir dar a compra do Banco Master pelo BRB? Ó, deixa eu falar pra vocês desse negócio do Lula aí. Mano, mesmo a fita do negócio da Aldebrecht lá, os caras da Aldebrecht que eram chegados no poder. É a mesma sistemática, tá? Sim. Outra coisa, não sei. Boa. Por que eu vou meter o Roberto que eu vou roubar o processo pra mim, mano? Por que eu vou meter o Roberto Campos no meio disso aí, mano? Com todo o respeito, meu amigo. Com todo o respeito, viu, meu amigo? Eu te amo que mandou a resposta, mas assim, vai ficar

pra uma próxima. Agradecer a galera que mandou o superchat aí também, debaixo da tampa. O Araújo Z6K também prestigiou a gente aí. Valeu Araújo. Agradecer o Miguel Alves, que é membro aqui do Três Irmãos agora. Quer ser um irmão? Obrigado aí. Você ajuda muito o nosso trabalho sendo membro do Três Irmãos. É verdade. Você é o cara que tá dentro da casa, realmente. Você viu o Vorcar deu meio uma surtada lá dentro da cela? Você viu agora isso aí? Deu um soco lá,

machucou a mão tudo e ia dando um soco lá e gritando os nomes, tipo assim, de pessoas. Amigo? Caralho, ele vai fazer uns curativos na mão ali. Ainda bem que não é o meu. Se fosse o meu, eu tava rico, ó. Deixa eu te falar. Cadeia braba, federal, é pra pobre. Ou pra traficante-chefe de facção que já foi pobre. Uhum. O Fernando Iberamar tá lá desde 2003. Você olha pro Fernando Iberamar, parece que ele, lógico, com o tempo já passou e tal, mas... Ele envelheceu. Envelheceu, mas no sentido ele continua bem, parece, de saúde.

Você soltou o Vorcaro, igual soltou ali o Vorcaro, o rival dos brasão. Meu amigo, dá seis meses e o cara está só com o caco. Imagina o Vorcaro, acostumado a comer picanha, galinha caipira de 100 mil reais. E aí você traz para ele arroz e feijão e o bicho mal passado, que parece um borracho. Apesar que o Rango lá na cadeia federal é melhor, mas é muito longe do que o Vorcaro comer.

Rapaz, o estômago dele começou a falar uma brinca pra ele. Por que esse cara tem que ficar preso na cadeia federal? Pela própria segurança dele. Mas depois que julgar tudo, aí ele vai pra prisão normal, ou ele continua na federal? Normal, normal. Tá, por enquanto, na preventiva, na investigação, ele fica na federal. Sim. Depois que foi julgado, aí ele não tem benefício igual o Bolsonaro tá tendo, igual o Lula teve, de ficar...

O Lula e o Bolsonaro tem porque eles têm... Dizem, né? Eles têm segredo de Estado, né?

conviveram muito com o segredo de Estado, muitas coisas e tal, não pode colocar com a população comum. E no Brasil, né, o ex-presidente tem algumas questões assim, que ele, e legislação, que ele tem alguns privilégios, algumas coisas assim, e a gente vive num país desigual mesmo, mas no caso do Vorkar, ele consegue, ele vai ir para o presídio de Belo Horizonte, sei lá, o Nelson Gri, alguma coisa assim. Não aguenta não, hein. Põe um fone aí, eu acho que tem live fix, tem não, Pedrão? Foi todos aí já? Pô, então,

É isso, hein, Robertinho. É isso, Joel. Obrigado, irmão. Joel tá... Que noitada, hein? Que noitada, hein, irmão? Os caras prometem que ia levar eu pra tomar uma cerveja. Vamos agora, pô. Ontem os caras recebem o cara aí à noite, na sexta-feira 13, não falaram pra mim. Vamos derreter agora, pô. Vamos ali num boteco massa, copo sujo hoje. Eu tava aí, falei, ó. E o quebrilho falou assim, não, você tá saindo com o Robertinho, deixa que agora você vai sair comigo. Bem, né? O quê?

Eu saí com o Robertinho e ele me levou pra malhar. Agora eu vou sair com o Rodrigão que nós vamos tomar um. Nós vamos tomar um. Nem só de serviço vive o homem. Um pouco de salada e um pouco de

droga, acabou. Vamos rememorar esse namoro aí. Obrigado, gente. Um abraço pra todos vocês. Espero que vocês... Pro pessoal. Robertinho, Rodrigão também. Obrigado, Pedrão, por terem me recebido aqui. Muito bem. Beijo, Larissa, que tá aqui comigo. E, mano, quanto vocês precisarem, na hora que vocês precisarem, eu tô aí, firmeza? Além disso aqui, vocês sabem que nós temos parceria. Quando vocês se chamaram, eu não tô indo em podcast, mas aí quando vocês se chamaram, eu falei assim, mano, eu vou,

mas eu vou pela nossa amizade pra gente ficar junto lá, conhecer. Porque os caras, quando chamam aqui, não cobra pra ficar aqui no podcast. Cobra pra vir conhecer e tal. E assim, é maravilhoso. Pessoal, quando os caras chamam, aceitam o convite pra vir para a Guarimba. Já comi uma coxinha, fui no restaurante do Ubão. Hoje eu levei no Curicaca. Por isso que tá dando valor na galinha caipira ali. Entendi, entendi de onde surgiu. Pô, é bom pra caralho. Pessoal, vocês ficaram até agora aqui.

Comentem aí o que vocês acharam do episódio Dá o like aí Amanhã a gente volta com o Coronel do Exército Qual que é o nome dele mesmo? Doceir Smart, que eu li a história que o Exército quer apagar É o Coronel Rubens Perro A gente vai conversar com ele aqui, acho que vai ser um papo legal E a gente já vai providenciar também A agenda da semana que vem Eu tô ansioso pra ler o seu comentário O que você achou do episódio E até amanhã, fui! Valeu, fui!