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O dossiê do Exército Brasileiro! - CORONEL da reserva RUBENS PIERROTTI - PODCAST 3 IRMÃOS #932

16 de março de 20263h7min
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LIVRO Dossiê SMART: a história que o exército quer riscar https://amzn.to/4rvhQdO✅ Envie sua mensagem no LIVEPIX https://3irmaos.in/pix❤️ SEJA MEMBRO do canal e COLABORE para que possamos fazer programas CADA VEZ MELHORES https://3irmaos.in/membro ✅ INSCREVA-SE em nossos OUTROS CANAIS no YouTube:Canal de Cortes Oficial - https://www.youtube.com/@cortespodcast3irmaosoficialCanal Lixeira - https://www.youtube.com/@podcast3irmaoslixeiraVale a Pena Ver de Novo - https://www.youtube.com/@3Irm%C3%A3ospdc ‼️ Faça parte do DISCORD do 3 Irmãos - https://3irmaos.in/discord ➡️ SIGA o Podcast 3 Irmãos nas Redes Sociais:Instagram - https://www.instagram.com/podcast3irmaos/Tiktok - https://www.tiktok.com/@podcast3irmaosTwitter (X) - https://twitter.com/podcast3irmaosTwitch - https://3irmaos.in/twitchInsta de Cortes - https://www.instagram.com/3irmaoscortes/Threads - https://3irmaos.in/threadsFacebook - https://www.facebook.com/Podcast3irmaos/Canais WhatsApp - https://3irmaos.in/zap | https://3irmaos.in/zap2Novidades e posts EXCLUSIVOS no canal "Família 3 Irmãos" do Insta - https://3irmaos.in/instacanal 🎧 OUÇA o Podcast 3 Irmãos no seu agregador de podcasts favorito!Spotify - https://3irmaos.in/spotifyApple Podcasts - https://3irmaos.in/appleAmazon Music - https://3irmaos.in/amazonmusicDeezer - https://3irmaos.in/deezer ➡️ Demais LINKS e CONTATO COMERCIAL em https://3irmaos.in/links_________________________________________________ GURUJA✨ PARCEIROS DO PODCAST 3 IRMÃOS ✴️ GURUJA CONCURSOSDomine os concursos Fiscais e de Controle com quem mais aprova no Brasil! Acesse o site https://guruja.link/pd3irmaosInstagram: https://3irmaos.in/instaguruja____________________________________________________ INSTITUTO OLIVER✴️ INSTITUTO OLIVER - Escola Preparatória para Carreiras Policiais:📖 Curso SUPERIOR RECONHECIDO PELO MEC, à distância (EAD) e em apenas 3 meses! - https://3irmaos.in/oliver-superior🎓 Conquiste seu DIPLOMA do ENSINO FUNDAMENTAL ou MÉDIO em 6 meses e à distância (EAD) - https://3irmaos.in/oliver-supletivo________________________________________________________SOLDIERSA Soldiers Nutrition entrega qualidade, performance e o melhor custo-benefício em suplementos🔥 Mais força. Mais energia. Mais resultado.Garanta agora 👉 https://3irmaos.in/soldiers________________________________________________________ALPHA CO✴️ Conheça as camisetas, bermudas e ROUPAS de treino TECNOLÓGICAS da ALPHA CO e faça parte da nossa alcateia!Acesse nosso link https://3irmaos.in/alphacouse o cupom "3IRMAOS" para ganhar 10% off! #usealphaco ________________________________________________________TOPWAY Use o cupom 3IRMAOS e garanta 25% de desconto nos melhores produtos alimentícios saudáveis.👉 Aproveite agora e cuide da sua performance!https://3irmaos.in/topway________________________________________________________ ✴️ Conheça e experimente os cafés da VEROO CAFÉS ESPECIAIS ☕ café de verdade, de gente pra gente!Acesse pelo link do 3 Irmãos em https://3irmaos.in/veroo use o cupom "3IRMAOS" e receba DESCONTOS e BRINDES EXCLUSIVOS!__________________ ✴️ Futuristic Games & Magazine - Loja especializada em Games e Brinquedos!Conheça as novidades e faça sua encomenda, com envio para todo o Brasil, no https://3irmaos.in/insta-futuristic__________________ ✴️ WN Telecom - Internet Ultra Fibra Ótica (FTTH) e muito mais!Conheça em https://3irmaos.in/wntelecom e acompanhe as novidades no https://3irmaos.in/insta-wntelecom__________________ ✴️ Taiwan Hotel - Sua melhor estadia em Ribeirão Preto!Faça sua reserva pelo site https://3irmaos.in/taiwanhotel e acompanhe as novidades no https://3irmaos.in/insta-taiwan-hotel______________________✴️ Participe da BATALHA DE CORTES do Podcast 3 Irmãos!https://3irmaos.in/batalha__________________________________ ➡️ SAIBA MAIS SOBRE O CONVIDADO:https://www.instagram.com/pierrotticult/

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Podcast Três Irmãos na área, quem fala com vocês mais uma vez, Rodrigo Tchorro, do meu lado, meu brother, meu irmão, Roberto Andrade, filho Borracha, na mesa operando o nosso diretor Pedro Henrique. E aí, Robertinho, como é que você tá? Boa tarde, tudo bem? Fala aí, meus irmãos, beleza? Fala aí, meu irmão, muito bem. Domingão é tarde, mano, a gente vai fazer o que aqui? Então já, já que é domingão, vou desejar uma boa semana pra você, pra nossa audiência, pra todos.

Muita dedicação a esse nosso Brasil incrível. Vamos falar de um assunto sério, Robertinho. Exército Brasileiro. A gente trouxe aqui um convidado muito bacana para conversar com a gente. Tem uma experiência incrível. Lançou um livro premiadíssimo. A gente vai falar sobre isso também. Quero agradecer aqui a presença do Coronel da Reserva, Rubens Perrotti. Falei certo? Isso. Certinho. Obrigado, Rubens. Eu que agradeço. Uma honra. Já conhecia o programa de vocês, que é super badalado.

assistido e tudo, tem uma audiência e repercussão enorme, mas conhecê-los pessoalmente, então, uma honra muito grande, né? E vem de longe ainda, né? Legal, obrigado. Mas vamos aproveitar aí, exatamente como você falou, né, Rodrigo, pensar aí o que, acho que é um momento bem propício, né, com tudo que está acontecendo, geopolítica mundial e tudo, a gente pensar o que a gente quer como Forças Armadas, isso é importante para o Brasil, a gente não pode prescindir, né,

um exército forte e tudo. E a ideia, então, é contribuir para o aperfeiçoamento da instituição. Você sabe que isso foi o que me deixou mais empolgado para essa conversa nossa, porque eu já passo aqui pelo três irmãos convidados que defendiam, convidados da política, que falavam assim, mano, a gente tem que acabar com o exército brasileiro. O exército brasileiro não serve para nada, não consegue defender o nosso país, a gente não tem soberania. Antes de deixar na mão da polícia, que a polícia defende melhor,

nosso país que o exército. O cara falou isso aqui nessa mesa. Já teve gente que falou o contrário, que o exército é muito necessário, que a gente tem que investir mais no exército. Já teve pessoas que falaram que tá na hora do Lula começar a expurgar algumas pessoas dentro do exército, que é a única solução. Copiar lá o Xi Jinping que tá fazendo, começar a fazer os expurgos necessários, que aí o exército vai pra frente. Mas eu acho que nessa conversa a gente vai poder abordar isso e outros assuntos também, né?

Exatamente, eu acho que a gente tem que debater tudo de uma forma bastante ponderada. Eu de plano aqui já digo que eu considero um absurdo esses comentários de tem que acabar com as Forças Armadas e tal, o Brasil, a importância que tem aqui na América do Sul, América Latina, no BRICS e tudo. É um país que almeja muita coisa e não pode prescindir das Forças Armadas. Tenho experiência de já ter trabalhado na fronteira com a Colômbia,

em São Gabriel da Cachoeira, onde existe muito problema de narcotráfico, né? Já saí aí a porta de helicóptero com fuzil, né? Em operação ali na fronteira. Então, por todas as experiências, né? Eu digo com convicção que a gente não pode prescindir de Forças Armadas no Brasil. Com esse mar imenso que a gente tem, né? Importância da Marinha também, o território grande, importância modernizar nossa Força Aérea também, mas a gente tem que repensar, né?

A gente está vendo aí esse conflito. Vocês fizeram uma entrevista também sobre essa questão aí da guerra lá dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. E a gente vê muito esses conflitos assimétricos de grandes potências mundiais contra um país que possui recursos bélicos muito inferiores. Então é isso aí que a gente tem que pensar. Qual o modelo que nos atende? Qual a inspiração no Brasil?

Então, vamos conversar, né? Que tem bastante coisa pra falar, sim. Você sabe, ô Rubens, só pra fazer uma introduçãozinha também de outros assuntos que a gente pode abordar, mas aqui pelo podcast Três Irmãos já passaram vários anarcocapitalistas, né? Os caras defendiam não ter Estado, nada. Os caras extremamente liberais, né? E com esse movimento geopolítico que a gente tá vendo no mundo hoje, nunca foi tão essencial você falar de um Estado forte e soberano.

ano, né, porque principalmente um país rico igual o nosso, né, com várias riquezas naturais aí, né, minerais, petróleo, terras raras, pô, se a gente não tiver alguém pra defender a nossa casa, a gente vai ser dominado muito facilmente, muito. É, exatamente, eu acho que a gente tem que abordar esse assunto, esse tema também, Rodrigo, dentro de um aspecto pragmático, né, porque a gente pode abordar como utopia, não tô criticando as utopias,

Eu acho que as utopias são importantes para a gente imaginar um mundo melhor, imaginar onde a gente quer chegar, imaginar outros cenários. Mas deixa a utopia lá na frente e vamos tratando os problemas de forma pragmática. Então, é isso. Me conta essa história, meu exército. Quando você entrou? Vamos lá, é importante, porque eu não sou conhecido do grande público. Eu acho importante a gente contar um pouquinho quem eu sou, quem que está falando no programa, por que vocês acabaram me...

Me convidando aqui. Eu ingressei no Exército em 1985. Fiz concurso para a Escola Preparatória de Cadeiras do Exército. Na época era ensino médio. Então estudei três anos lá em Campinas. E depois quatro anos na Academia Militar das Agulhas Negras. Saí formado lá da Academia Militar como oficial de artilharia. Então minha especialidade. Passei grande parte da minha carreira militar na Brigada de Infantaria Paraquedista, que é uma tropa de elite do Exército. PQD.

O coturno era vermelho? Marrom, né? O boot marrom. Não pode falar coturno. O coturno é o chamado pé preto. Tem essa rivalidade no exército do PQD, o boot marrom e o pé preto. Agora mudaram, tem uma botinha lá diferente e tal. O uniforme mudou, mas era isso daí. Era o boot marrom, que é uma antiga tradição. E que o boot marrom é utilizado não só aqui, mas por diversos exércitos do mundo, que é o boot marrom e a boina grenar.

Portugal não, Portugal é a boina verde, não sei porquê, mas é diferente. Mas então, grande parte, eu passei lá na Brigada de Infanteria Parquedista, tive essa oportunidade aí, como eu falei, de servir lá na fronteira com a Colômbia também, e participei de um projeto, de alguns projetos tecnológicos do Exército. Um foi para computadorização, informatização dos cálculos balísticos para artilharia de campanha.

a gente fazia a lá Segunda Guerra Mundial, FEB, né? Tudo no papel, na mão, na prancheta, sabe? Mesmo quando, na década de 90, quando a gente estava na academia militar, era feito assim. Os exércitos já faziam com calculadoras balísticas, né? A informática estava crescendo no meio militar, mas a gente ainda fazia na caneta e papel aquela coisa e a desculpa era se o computador falhar, você tem que saber fazer na mão. Eu falava naquela época, se o computador falhar,

a gente vai tomar tiro, bomba, e não vai dar tempo. Então tem que informar isso aí. Depois, acabou que eu... Acabei sendo selecionado para trabalhar na indústria de material bélico lá no Rio de Janeiro, fábrica de material de comunicações eletrônica, no projeto do computador Palmar, que era essa... Por conta disso, o exército até me mandou para os Estados Unidos, Forte Seal, durante uma semana lá, fazer um intercâmbio de cooperação de especialistas para assimilar mais conhecimento

sobre softwares balísticos e tudo, como isso funcionava. Em troca, nessa época, a gente foi passar informações, os Estados Unidos estavam querendo, porque é uma troca de especialistas, os Estados Unidos estavam indo para a guerra do Iraque e queriam saber sobre o Astros, sistema de lançamento de foguetes, que o Brasil tinha vendido para o Iraque, uma parte o Iraque deu calote, nave Brás, mas aí eles iam enfrentar esse armamento lá e queriam saber algumas,

especificações técnicas e tudo. Então a gente fez esse intercâmbio e trabalhei nesse projeto lá. Nesse projeto, eu fiz uma coisa que, não querendo assim, mas só para as pessoas me conhecerem mais, eu acabei escrevendo um manual para o Exército. Então tem um manual... De operações? É, um manual de operação do computador para uma militar. Quem escreveu fui eu. Até assim, eu estava lá no projeto e a gente fazia os testes do equipamento nas unidades de artilharia,

do exército, mas o pessoal não usava. Quer dizer, o oficial que era responsável pela central de tiro, pelos cálculos balísticos, ele deixava o pessoal calculando lá, sargentos, cabos, não sei o que, fazendo trabalho e ele pegava o computador e conferia. Mas ele não usava o computador de falar assim, ah, usei o computador e vou atirar com os dados do computador, né? Ele não usava. E daí eu comecei a perguntar, por que vocês não usam o computador palma militar da indústria de material bélico? Ah, porque não tem

se acontecer alguma coisa, aí vem um inquérito de policial militar, uma sindicância, não sei o que, como é que a gente vai se, né, se defender, se respaldar. E eu falei assim, caramba, tem que escrever isso daí. E daí comecei a escrever, escrevi, aí comecei, as pessoas me pediam, né, e daí chegou uma hora que eu falei assim, peraí, eu não sou editora, né, o exército tem que cuidar disso, o exército tem que ver se o que eu escrevi tá certo, e aí eles, chegou até Brasília,

ao Exército, falaram assim, vamos ver se o que o Pierrot escreveu está certo nisso daí. Deram para a Unidade de Artilheira de Brasília, que é o 32º Grupo de Artilheira de Campanha, e para a Academia Militar das Agulhas Negras, o curso de artilharia. Quando chegou no curso de artilharia, alguns instrutores, o pessoal que estava lá oficial, colegas de turma ou de turmas próximas, me telefonaram e falaram assim, aí Pierrot, teu manual está aqui para a gente testar, só que a gente já está usando seu manual há muito tempo.

Ficou um ano sendo testado e virou um manual. Então tem um dos manuais do Exército que foi eu que escrevi. Esse foi o primeiro projeto tecnológico que eu participei do Exército. E o segundo... Dossier Smart. Que inspirou essa história aqui. Que foi quando o Exército queria dar um passo a mais e desenvolver um simulador para treinamento militar de apoio de fogo para a artilharia. Mas aí é uma história bem complicada, que deu muita coisa errada.

seria um avanço gigantesco pro nosso exército brasileiro? É. Seria na... A ideia dele seria... Sabe, Rodrigo, quando o exército americano quer fazer uma coisa, ele fala assim, o que vocês precisam? E aí o cara pode pedir o que quiser. O cara fala assim, eu quero enxergar através da parede. Ah, é o problema dos... Engenheiros. Engenheiros. Então os caras vão ver, pô, como é que o cara pode enxergar através da parede? Com uma visão termal?

ajuda, não sei o que, como é que ele vai enxergar? É isso, tá? Então, o exército, assim, esse não é o problema. Você dizer assim, ah, eu quero um simulador, já que o exército não tem. A ideia é boa, tá? Na concepção. Já que o exército não tem dinheiro pra modernizar, a gente ainda tá usando obuzeiros em muitas unidades da Segunda Guerra Mundial, da Guerra da Coreia, né? Totalmente obsoletos e tudo. Já que não tem dinheiro pra modernizar o exército, então que tal a gente contratar um simulador?

Então, pelo menos no simulador, os militares, os artilheiros vão ter contato com tecnologias de ponta e sem um custo muito alto, muito elevado. Na ideia, ótimo. O problema foi a implementação disso. O intuito era modernizar e economizar, mas acabou gastando mais e de forma ineficiente. Você sabe que a questão de economia em relação a simuladores é muito polêmica.

Porque as pessoas falam assim, não, o simulador realmente vai economizar bastante. Na verdade, o simulador não economiza nada. Você pode economizar uma vida, por exemplo. O que acontece com o simulador é que ele entra no processo de adestramento. Então, se você tem um processo de adestramento da tropa, em que tem a parte da teoria, depois tarefas, estanques, até o conjunto todo como sistema de artilharia ir para o campo e dar um tiro com uma munição real,

Você, nesse processo, você encaixa o simulador nisso daí. Então, você encaixa o simulador e você procura, então, quando o militar tiver que operar o equipamento real, ele já tem uma noção melhor. A ideia é essa. Mas aquela atividade real que você faria, por exemplo, se você fosse dar 100 tiros para adestar a tropa, você vai continuar dando 100 tiros. Você não vai economizar porque você fez o simulador. É o que você falou. Pode poupar vida.

melhorar o adestramento da tropa, sem dúvida o simulador. O simulador é usado em diversas atividades. Piloto de aeronave faz isso. Fórmula 1. Fórmula 1. Eu dirigi um simulador de Fórmula 1 lá em Mônaco. Eu tenho uma história aí de viagens. Eu vi que vocês viajaram para a China. Eu fui para a China para conhecer a muralha da China também. China, Turquia, a gente está indo para todo lugar. Então, eu também gosto bastante de viajar. Tem um histórico aí de viagem. E tive a oportunidade de pilotar.

entre aspas, né? Um simulador lá em Mônaco, lá no circuito de Mônaco e tudo, né? Então, assim, os simuladores, eles são uma coisa que veio pra ficar, assim, fantástico e tudo, né? Mas ele não necessariamente economiza depois. Você vai cumprir, o piloto, ele não vai se formar com menos horas de voo, mas ele vai ser obrigado a fazer horas no simulador. O militar, ele também não vai dar menos tiros. Então, quando o exército diz, ah, o simulador economizou tanto de munição, não é verdade. É como se você me dissesse assim,

comprei um videogame de tiro. Aí você fica contando quantos tiros você deu. Fala assim, economizei tanto de tiro. Não é, né, gente? Não, não. Ele é uma fase interessante, ele é uma melhora, mas ele não é um final. O simulador, por exemplo, não adianta você ter, vamos pensar, um simulador de voo ou de carro, para você dirigir um blindado, por exemplo. Sim. Também não vai adiantar você ter um simulador se o blindado não estiver lá

pra você operar. Exatamente. Tem mil caras prontos pra usar um blindado, mas a gente só tem um blindado. Pois é. Qual que é a finalidade de você ter feito esse gasto aqui, se você não tem outro? É, exatamente isso. O simulador, ele entra pra melhorar o adestramento pré o exercício real, né? Com armamento. É, exatamente isso. Você sabe, coronel, que nossa audiência é bem crítica, sabe? É, vamos lá. O pessoal já tá começando a falar várias coisas aqui, né?

Fala aí, fala aí. Eu gosto disso. O senhor é muito novo pra já ser um coronel da reforma,

O pessoal está falando aqui que viajou para o mundo inteiro aqui com dinheiro público. Estão falando das regalias do Exército Brasileiro. Acho que a gente vai chegar lá nesse momento. Vamos lá, vamos chegar lá. Logo, logo a gente está chegando aí. Antes eu já vou pedir para dar o like. A gente está com 350 pessoas ao vivo. Então, dá o like aí. Capricha nessa live aí. Domingão, a gente está com muito assunto interessante. Está ao vivo.

O assunto é interessantíssimo. A gente está com alguém que viveu dentro do Exército. Se você tem dúvidas sobre o que é isso aqui, essa entidade,

do Brasil, né? Manda uma pergunta aí, porque a gente tá ao vivo e a gente vai ler o Superchat. Manda o Superchat e vamos participar com a gente. O que você quiser, manda aí e a gente vai participar. Fiquem até o final aí. Uma dessas viagens foi pra Espanha também, né? Que foi onde foi desenvolvido aí o Simulador Smart. Robertão, vou só terminar de fazer uma... Rodrigo, Rodrigo, Rodrigo. Claro, claro. Vou só terminar de fazer uma apresentação rápida aqui, que eu comecei a falar, que eu trabalhei nos projetos e tal.

No final da carreira militar, então, eu comandei o quartel, onde eu tinha servido a maior parte da minha vida,

que foi um quartel da artilharia paraquedista. Então, eu servi a maior parte da minha vida. No Rio de Janeiro? É, no Rio de Janeiro. Servi a maior parte da minha vida na Brigada Paraquedista e, coerentemente, o Exército me designou para comandar uma unidade lá. Bom, essa foi a carreira militar. Em 2016, eu passo para a reserva, depois de 32 anos de Exército. Vamos dizer assim que a gente chama de macaco tático, porque o tempo de escola conta. Então, eu falo assim, já respondendo aí, pergunta.

me furtar nenhuma pergunta não, tá, Rodrigo? Então, é, falando assim, ah, muito novo pra estar aposentado, não sei o que, concordo plenamente, tá, concordo plenamente, é uma das críticas que eu faço também. Então, o tempo de escola é um macaco tático que proporciona que os militares se aposentem muito cedo. Então, no meu caso, quando eu me formei, eu já tinha sete anos, né, de exército, que foram os três anos de ensino médio e os quatro anos na Academia Militar das Bulhas Negras, mas quem é que tem isso? No mundo

civil. Você vai contar o seu tempo de ensino médio e faculdade pra se aposentar? Seria maravilhoso. No regime geral de previdência social? Então, realmente tá certíssimo o ouvinte aí do programa. Eu concordo com isso. Eu acho que é um benefício que se tem pro Chico, tem que ter pro Francisco. Pra mim, eu sempre defendi isso, mano. Se um cara tem, por que o outro não vai ter? Não, eu penso a mesma coisa. Não tem que ser igual? Beleza. Outro ponto é, você tá aposentado, mas você pode voltar a trabalhar no

pior momento. Isso é o que dizem, né? Eu considero a aposentadoria no estágio que você está como se fosse um sobreaviso. Você tem que estar sempre pronto porque você pode voltar a ter que agir imediatamente. Então, Roberto, isso... Eu não me vejo, no seu caso, desculpa, como um aposentado. Você está sabor aposentado. Sabor aposentado. Não é não, Roberto. Não é. Não é. Isso realmente o Rodrigo já falou. Está passando fã.

silenciar. Eu também quero falar, tu é passador de pano. Não, é passador de pano mesmo. E assim, eu tenho que ter honestidade intelectual em relação a isso. Porque fala assim, eu sou beneficiado por isso. O CID está sendo beneficiado por isso. Daqui a pouco a gente vai falar do CID também. Mas eu fui beneficiado por isso. Mas vamos lá então. Pede pro exército quantos militares da reserva foram convocados, sei lá,

nos últimos 30 anos. Faz isso. Não acontece. E não vou falar a pessoa, o cidadão que prestou o serviço militar obrigatório. A pessoa que presta o serviço militar obrigatório fica ali num período de 5 anos em que fica lá. Você tem que se apresentar, atualizar seus dados todo ano. Jurar bandeira. Não, jurar bandeira faz durante o serviço militar obrigatório. Mas depois você deu baixa, você tem que

seu endereço, tudo você pode ser chamado. Então, não estou falando desse pessoal, porque se colocar esse pessoal, vai injetar ali os números de uma forma errada. Vai inflar muito mais. Vai inflar, isso. Estão falando do pessoal de carreira. De carreira. Então, peça para o Exército o número de militares de carreira que foram convocados nos últimos... A chuta forte nos últimos 30 anos para ver se isso procede ou não. Aí você vai ver realmente

você deu uma lavadinha de pano agora. Porque o militar, essa reserva, realmente é a aposentadoria. O cara se aposentou. Tanto que a maneira como é tratado o militar da ativa é uma, o militar inativo é de outra maneira. As regras para o militar da ativa são uma, para o militar inativo é outra. Tanto assim, o militar ativo, vamos dar um exemplo. Para ele se candidatar a cargo político, tem que avisar o exército,

sair da força, ficar agregado à força, na verdade. Aí concorre ao pleito político. Depois, se ele for diplomado no cargo público, vai exercer lá carreira eletiva, cargo público e tal. Depois, se ele não for reeleito, ele vai voltar para a força. O militar inativo, não. Ele se filia a um partido. O militar inativo não pode se filiar a um partido político. O militar inativo pode.

O político se candidata e não precisa falar nada pra ninguém. Então, só um exemplo. A gente poderia dar vários exemplos aqui da situação diferente. Então, tem esse jogo de palavras. Você pode ser preso por um policial comum? Um policial militar comum? Sim. O militar da ativa, não. Ele só pode ser preso por um outro... Depende do crime. Depende do crime. Existe também um respeito, vamos dizer assim, entre essas instituições.

tanto as polícias, a segurança pública, que são estaduais, tudo em relação às forças armadas. Então, quando acontece alguma situação assim, e para evitar qualquer problema, e essas situações geralmente já envolvem problemas, os policiais militares se depararam com uma situação em que existe um militar da ativa, da reserva, que seja superior a quem está executando ali, a prisão, alguma coisa, normalmente eles pedem a presença do exército, algum superior,

coisa assim, o militar ele acaba sendo preso numa unidade militar, então o que eu falei, existem regras, existem regras distintas de militares nativa e inativa, existem regras comuns, né, direitos, deveres, etc. É isso daí, tá? Bom, vou continuar lá da apresentação, né, aí em 2016 então, eu passo pra reserva, me aposento, né, das Forças Armadas, e aí eu já tinha uma segunda formação,

advogado. Eu cursei cinco anos lá na faculdade de Direito na UERJ, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e aí depois de um tempo ali eu comecei a advogar. Trabalhei sete anos como advogado, depois decidi ali me lançar novos desafios, a advocacia foi bastante gratificante, aprendi bastante coisa e tudo, mas eu queria mais algumas coisas e sonhos que eu tinha, de próprio ser escritor e tudo, já tinha feito cursos sobre isso, era um leitor voraz,

de não só ler, escrever. E escrevi essa história aqui do dossiê smart, né? Um romance de autoficção. E continuo fazendo transição de carreira porque eu não paro, né? E agora eu tenho trabalhado também como investidor e trader, né? No mercado americano. Não é fácil não, tá? Caramba! São várias profissões. Mas eu achei interessante, assim, depois que o senhor entra, depois que você entra na reserva, cursar direito na UERJ, né? Não, eu cursei direito

quando eu ainda estava nativa do exército. Nativa. É, e eu cursei direito, eu estava no posto de capitão. Depois, quando eu me formei, eu era major. Mas mesmo assim, como que é a vida de um militar dentro da UERJ? Você se deparava ali com os estudantes? Cara, essa pergunta é ótima, Rodrigo. Os maconheiros e tal. Os militantes. Essa pergunta é sensacional. Essa pergunta é sensacional porque... Caramba, eu cheguei na UERJ, na faculdade pública, né? Falei assim,

Nossa, o que eu ouvia lá na AMAN? Eu fiz a academia militar, minha turma saiu formada em 1991. E daí a gente ouvia, olha, quem está preocupado com o Brasil é a gente aqui, são os militares. Aquela história do messianismo político. Então os militares estão preocupados com o Brasil, aí fora ninguém está preocupado com nada, seu coleguinha civil está lá na faculdade fumando maconha, não quer saber de nada, na vida boa e não sei o que, aquela coisa toda.

tem muita doutrinação na faculdade, esse pessoal é tudo de esquerda, não sei o que, aquela coisa, né? E daí eu chego lá na UERJ, super com o pé atrás, né? Falo assim, pô, vamos ver como é que vai ser esse negócio aqui. E eu encontro um ambiente, assim, fantástico, Rodrigo, de pluralidade, sabe? Então, na minha turma, eu vou dizer, tinha gente da extrema esquerda, tinha. Tinha gente da PC do B, não sei o que, um monte de coisa. Tinha gente da extrema direita,

fascista e tudo, tinha, né, tinha gente ali que não queria saber de nada, tinha não sei o que, então assim, tem de tudo, né, e assim, o importante que eu vi é que essa pluralidade, ela permitia que a gente tivesse, assim, diversas conversas muito enriquecedoras, que provocavam, sabe, ponderações, discussão, construção do conhecimento, né, esse, uma das pessoas lá, esse colega que é

ao PCdoB, a gente tinha altas discussões lá, mas sadias. Sabe? Então, hoje ele é procurador do estado do Rio de Janeiro. Exerce um cargo lá. Ele querendo infiltrar o comunismo dentro do exército e você querendo infiltrar o positivismo na UERJ. Mas foi uma experiência bastante enriquecedora. E eu acho que isso daí serviu para uma coisa que é o seguinte. O militar, ele vive

muito numa bolha, tá? Quem tá falando que o militar vive numa bolha? Não sou só eu não, o Pierrot, né? Quem já falou isso foi o próprio general Tomás, comando do exército. Tem um áudio do general Tomás, pouco antes de ser nomeado comandante do exército, substituindo o general Arruda. Os dois eu conheci pessoalmente, né? Durante a ativa, eles foram meus comandantes lá na Academia Militar das Gulhas Negras. Conheci os dois pessoalmente, mas pouco antes de ser nomeado,

do comando do exército, o general Tomás, ele era comandante militar do sudeste, que engloba só o estado de São Paulo, né? Pro exército, comando militar do sudeste é só São Paulo. E ele fez uma reunião lá com os comandantes dele, estado maior, tudo esse áudio vazou. E nesse áudio, o general Tomás, ele comenta isso, ele fala assim, ah, o exército vive numa bolha, numa bolha de direita, palavras dele lá nesse áudio que vazou, né?

Que tá disponível aí na internet. Então, o que que eu senti, Rodrigo, quando eu cheguei lá na UERJ?

saindo dessa bolha. Olha, eu, o exército, durante minha carreira militar, eu vi diversas campanhas como quartel de portas abertas. Então, tem o 25 de agosto, que é o dia do soldado, né? Vamos abrir os quartéis, vamos deixar as pessoas virem, vamos deixar mostrar, vamos fazer exposições em shoppings, tem essas exposições aí, pros civis conhecerem mais as nossas características, idiosincrasias, particularidade da profissão militar. Mas eu acho,

assim, essas iniciativas são boas, mas tá faltando fazer o contrário. É o militar

sair do quartel, sair dessa bolha e frequentar a escola civis e tudo isso. Então, eu acho que eu tive essa oportunidade de fazer isso, de conviver nesse ambiente de pluralidade de ideias, ver que muita coisa que meus instrutores na Academia Militar das Agulhas Negras me disseram, não era verdade, talvez porque eles mesmos não tiveram oportunidade de ter essa experiência. Alguém passou pra eles, eles acreditaram nisso e repassaram, porque o conhecimento

vai sendo repassado muitas vezes dessa forma. O que era uma limitação que tinha lá dentro da organização das águas negras? O que era o quê? O que você falou assim, que eles repassavam coisas que eles não conheciam, que era a percepção deles. Exatamente isso, dessa visão da sociedade civil, como o coleguinha lá na faculdade está fumando maconha, não quer saber de nada. A gente vê isso daí até retratado um pouco no filme do Pimentel, do Rodrigo Pimentel, o Tropa de Elite, que ele fala lá,

maconheira, não sei o que, tal. Então, assim, a gente não pode generalizar. É um risco enorme generalizar, tá? E aí eu falo isso, tanto em relação aos civis, né, que estão ali, quanto em relação aos próprios militares. E na UERJ você foi aceito pelos alunos, assim, como um militar lá dentro, um capitão lá dentro? Então, eu era capitão, né? E sabe o que o pessoal dizia? Falava assim... Estamos fechados, capitão. Se der ruim aqui, você salvou.

Não, não era, não. Eles falavam o seguinte, falavam assim... Cara, olha, eu tinha uma outra

a ideia do exército. Achava que você era chatão. É, então. Falei assim, pô, depois que eu te conheci, nossa, eu tenho uma imagem muito melhor do exército. Então, assim, é até interessante isso, né? Porque eu tô sendo processado pelo exército por causa do livro, né? E a repercussão que o livro... Um livro de histórias? Um livro de ficção? É. Então, um livro de ficção, né? Um romance. Eu tô sendo processado pelo exército por causa do romance e a repercussão que vem tendo na imprensa.

prêmios literários, né? O livro foi destaque em quatro prêmios literários, entre eles aí o Jabuti como finalista, né? Nessa categoria romance de autor estreante, pra mim também foi uma surpresa, né? Como autor estreante e já participar ali como finalista do Jabuti. E prêmio internacional lá na Califórnia, ele foi ganhador da medalha de prata do International Latino Book Awards. Essa medalha aí? É, essa medalha aqui, ó. Trouxe até aqui pra mostrar, né? Caramba, mano, isso é bacana, hein? Essa medalha eu recebi lá

Internacional Latina. Isso. Várias premiações. Em San Diego, aqui do Jabuti, né? O livro já tá na terceira edição já. É, o livro tá na terceira edição. Mas assim, a crítica gostou muito, a crítica literária. Só o Exército que não. O Exército não gostou, né? O Exército não gostou. Perdeu amigos com o livro? Eu acho que amigo a gente não perde. A gente perde quem era falso amigo. Tá. Mas eu tive apoio aí de muita gente, só que dentro do Exército é complicado.

muito hierarquizada, as pessoas sentem receio de serem perseguidas, como eu estou sendo perseguido com esse lawfare, com dois processos contra mim. Então as pessoas ficam com muito receio de falar, de expressar o mínimo apoio e serem incineradas lá com mecanismos de conceito e outras coisas. O que o dossiê smart mais incomodou dentro do exército, Rubens?

um romance de autoficção, ele apresenta uma linha muito tênue entre o que é ficção e o que é realidade. Então ele é baseado numa experiência que eu tenho lá, o protagonista que é o Batalha, ele não é um protagonista único da história, ele divide o protagonismo com os repórteres investigativos do El País. Só que isso está baseado numa história que aconteceu verdadeiramente. Eu concedi entrevista para repórteres investigativos

é o país, o exército sabe disso, essa reportagem está disponível aí na internet também. Então, eu acho que o primeiro que incomoda é isso, essa linha tênue. Mas o livro, ele vai muito além de uma história do dossiê smart. O que é o dossiê smart? O dossiê smart é uma denúncia apócrifa, uma denúncia anônima, que chegou ao jornal El País, ao jornal espanhol, El País, com

denúncias de supostos crimes e improbidades administrativas praticadas por generais e oficiais de alta patente do Exército. Do Exército Brasileiro. Consegue explicar por que essa denúncia chegou lá na Espanha e não na mídia? Chegou na mídia daqui e a daqui não seguiu? Bom, esse dossiê é um documento de 1.300 páginas com a narração dos fatos que aconteceram e com provas, documentos,

E foi entregue ao jornal O País pelo Brasilix, que é uma plataforma parecida com o Eclix. Por que eu acredito que o Brasilix escolheu o El País? Porque esse processo de desenvolvimento do simulador de apoio de fogo ocorreu na Espanha, com uma empresa espanhola. Então acho que eles acreditaram que tinha uma ligação com a Espanha, Brasil e Espanha. Mas eles enviaram para a sucursal do Brasil.

o Cursal aqui, é o país Brasil, e aí eles enviaram pra cá. E esses jornalistas, essa história, eles entraram em contato comigo, ficaram meses atrás de mim, até me convencer a realmente considerar entrevista e tudo, que no início eu tava bastante reticente. Você tava reticente mesmo? Tava, tava. E foi no metrô mesmo? Você chegou e empurrou o jornalista? Você empurrou o jornalista do metrô? Isso é verdade? Não lembro. É, isso é verdade. E essa história, Rodrigo, você encontra na revista

época. É, porque foi um jornalista da época, o Bruno Abud e a Juliana Dalpiva fizeram uma reportagem sobre isso, tá? A Juliana Dalpiva é bastante conhecida aí, né? Ela tá no ICL agora. Achei muito agente secreto, assim, mas também não era para esperar a menos, era do Serviço de Inteligência. Você era do Serviço de Inteligência. É, eu fui chefe da Sessão de Inteligência da primeira região militar, que era Rio de Janeiro e Espírito Santo, né?

Então, assim, eu conhecia, sabia, sabia que tinha que tomar cuidado, era um assunto muito sensível, um jornalista querendo falar comigo,

Sabe, esse início, o pessoal diz que o primeiro capítulo, que chama Arquivo Ainda Vivo, é aquele capítulo assim, eletrizante, né? Eletrizante. Você fala assim, caraca, o que está acontecendo? Por que tudo isso? E o próprio jornalista ficou impressionado e escreveu isso na revista Época. Na época escreveu na revista Época. A preocupação que você realmente tinha de ser descoberta ali. Mas existia essa possibilidade, assim,

Exército, tem outros ramais, outros canais investigando o que está acontecendo, para não ter um vazamento, principalmente no escândalo de corrupção. Uma parada que colocou corrupção pra caramba. Então, que foi investigado pela Polícia Federal. E o livro conta essa questão da Polícia Federal, quando o personagem... Vamos falar do personagem, não vamos dizer que sou eu. É meu alter ego. Mas quando o personagem batalha, que chama no livro, ele é chamado, então,

Pelo chefe da sessão de inteligência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Então existia toda uma preocupação. O personagem Batalha, que possui dupla cidadania brasileiro e italiano, saiu do país. Ficou um tempo fora. Teve que ficar quanto tempo fora? Passou alguns meses fora, 100 dias, alguma coisa. Voltou para o Brasil porque também não... Mas realmente escondido. Batalha fica realmente foragida. Ele dá um tempo fora para conseguir pensar em tudo

acontecendo com ele, reorganizar a vida. Vai um tempo pra falar assim, deixa a primeira coisa, embarcar, cair fora aqui do Brasil, pensar, ver como que eu vou fazer as coisas, tal. O personagem, ele passa por esse drama. E assim, é uma coisa que agradou muito a crítica literária, porque tem gente que olha assim, pô, diários da caserna, dossiê smart, é história que eu exerço que é esse cara. Caramba, eu vou ler um dossiê, uma coisa chata, um relatório. Não é, porque senão não seria finalista do Jabuti. Não é.

Mas, ah, o que acrescenta aí? Justamente esses dramas do personagem, sabe? Essa luta toda contra o que está acontecendo, as injustiças e tal, e as revelações aí, várias. Então, respondendo a sua pergunta, Rodrigo, você fala assim, ah, o que mais incomodou o exército? Eu acho que, primeiro, essa linha tênue entre ficção e realidade. E aí as pessoas vão me perguntar e eu não vou falar, porque isso daí é que nem Capituta aí ou não, Bentinho.

Cada um decide, cada um lê a história e fala assim, pô, isso daí que o Pierrot ou Rubens está falando é verdade.

Pô, isso daí que ele está falando, acho que está demais. Cada um vai ler e vai ter sua experiência com a leitura. Mas o que é que, por exemplo, que teve de corrupção aqui? O que é que acontece em específico? É porque isso é um super spoiler, né, Roberto? Mas realmente acontece. A corrupção realmente foi... Na história, na trama, aconteceu a corrupção. Quando é revelado isso, porque as pessoas falam assim que...

tem 500 páginas. Então, é um livro que passa da média nacional e até do recomendado para os livros no Brasil, que as pessoas às vezes assustam com o tamanho do livro. Normal que são 200 páginas? Normal que no Brasil são 200 páginas? É, até 300. O pessoal fala, escreve um livro até 300. Quando eu falo assim, porque existe toda uma técnica, todo um método para lançar um livro. Depois que eu escrevi, eu fiz, vou falar para vocês aí,

anos escrevendo, depois um ano revisando. Eu fiz mais de 15 revisões no livro. E eu enxuguei, porque o livro tinha mais de 700 páginas. Eu fui enxugando, enxugando, enxugando, enxugando, que também transformou o livro. O livro ficou muito mais dinâmico. E aí eu falei assim, não, agora eu tenho que saber se tá bom. Eu mandei pra uma leitura crítica, fazer uma leitura crítica. Quando ela pegou, ela falou pra mim depois, ela falou assim, pô, quando eu olhei, eu falei assim, perdeu o tom, tem muita página.

Quando ela começou a ler, ela falou assim, caramba, a gente lê na pineia. Porque é uma sequência,

Quando a gente fala assim, caramba, olha só o que o cara tá revelando. Daqui a pouco vem uma pior, outra pior. Ela fala assim, não dá pra parar, a vontade é de ler. E ela me contou também na leitura crítica, que ela falou assim, quando eu cheguei no final, que daí eu tive essa revelação do que tava acontecendo, ela falou assim, minha vontade era começar a ler tudo de novo, porque daí eu entendi a história. Sabe aquela coisa que você tá assistindo a um filme e fala assim, caramba, agora eu vou voltar,

ver o filme porque agora entendi. O menino realmente via gente morta o tempo todo. É fantástico esse daí, né? Você realmente via gente morta ali o tempo todo, né? Toda hora você tava vendo alguma coisa acontecer. Então, isso daí que eu acho que agradou bastante a crítica literária, essa forma de escrever dessas técnicas que eu usei, sabe? Fica realmente toda a história dentro do exército ou ela extrapola pra fora em outras ramificações? Essa...

o livro, ele apresenta aspectos, além do dossiê em si, dessa história, que é usada como a história principal, ele mostra aspectos, por exemplo, sociológicos da família militar, da vida militar. Então, assim, eu já ouvi pessoas que são cientistas políticos, especialistas, jornalistas que fazem cobertura com frequência, cobertura das Forças Armadas. Então, diversas pessoas que são da área,

são especialistas que tratam com isso dizendo assim, Rubens, eu aprendi demais lendo seu livro, né, dessas relações de poder, né, de mecanismos de controle, como são essas coisas dentro do exército, as promoções, a carreira militar, né, ele falou assim, ó, me deu uma visão bem ampla, né, ele falou assim, além de, a literatura, ela tem algumas funções, né, de formação, a pessoa lê livros, né, graduação, pós-graduação, informação,

detenimento e inspiração, seriam as quatro funções principais aí da literatura. E aí todo mundo diz que é um livro que pega duas dessas funções, de informação, que esclarece muitos aspectos, né, a relação do exército com política, né, do que aconteceu de 2018 a 2022, né, dessa volta dos militares ao poder, então tem vários aspectos aí que são comentados, que eu acredito assim, dão uma visão muito boa pras pessoas, além de a história ser contada de uma maneira

que um jornalista me falou isso, um especialista falou assim, além de tudo, tá sendo um tempo de relax, pra mim, assim, de entretenimento. Ô Rubens, a vida de um coronel da reserva é uma vida um tanto quanto confortável, né? Cheio de regalias, tudo. Principalmente quando é um cara que reza a cartilha do exército. Eu acho que até antes do livro ficar pronto, você já sabia as consequências do que ia acontecer na sua vida. O que que te motivou?

realmente seguir em frente com esse projeto? É assim, eu tinha, assim, é claro, sabe que no Exército a gente... Você não sabia? Não, sim, sim. No Exército, quando, lá na Escola de Comando de Estado do Exército, quando a gente faz, assim, o jogo da guerra, né? Tem uma coisa que a gente fala assim, qual é a hipótese mais provável e qual é a hipótese mais perigosa, tá? Então, existe a hipótese mais provável e a hipótese mais perigosa. O que você tem que estar bastante preparado é para

Você estava? Sim, estava e estou. Estava e estou. Então, só para esclarecer para as pessoas, o que são esses processos do Exército contra mim? O primeiro é um processo criminal, que não faz sentido nenhum, é absurdo. O Exército me acusa de dois crimes do Código Penal Militar. Então, aqui no Código Penal Militar, me acusam dos crimes do 166, publicação ou crítica indevida.

É, publicação ou crítica indevida. E o outro é o 219, que é ofensa às Forças Armadas. Então vamos lá, você fala assim, o Pierrot, por quê? Qual a sua avaliação disso daí? A avaliação é que, Rodrigo, desgaste não tem como, sabe? Mas, mal ou bem, eu não fui preparado para isso a vida toda. Opa, não sei, foi? Acho que sim, né? Uma parte do exército é realmente para a pressão, você sempre está preparado para suportar isso.

Tem pressão. Algumas muito indevidas, sabe? Que eu acho que nem faz parte da formação. Com assédio moral, outras coisas que acontecem lá, né? Mas, assim, a gente é preparado pra viver sob pressão. Então, qual a hipótese mais perigosa? A hipótese mais perigosa é o exército mover uma ação. Mas eu tô certo, sabe? Eu tô convicto disso. Mas, assim, a gente tem que considerar também que, muitas vezes, a justiça não é feita. Existem injustiças.

Se isso, a gente tem que estar preparado também. Mas, assim, acho que eu estou preparado para todos esses aspectos aí. Vamos comentar aqui o processo criminal, né? Para as pessoas entenderem. Ah, por que eu digo que é um absurdo isso? Essa publicação crítica indevida, que está no Código Penal Militar, primeiro o seguinte, né? Vamos esclarecer. Decreto 1001, Código Penal Militar, de 1969. A gente estava quando? Em 1969. Ditadura militar AI-5.

O Código Penal Militar foi parido em 1969 sob a égide do AI-5. Tanto que cheira censura pra caralho isso aí. Olha o cheirinho. Olha o cheirinho da censura. Deixa eu ver, deixa eu ver. Olha só. Típico do Exército. Caraca, moleque. Então, assim, o Código Penal Militar já é um código que já deveria ter sido revisto aí, né? A lei já deveria ter sido atualizada com a Constituição Federal de 88, a Constituição do Cidadão.

primeiro aspecto aí. Esse 166, publicação crítica indevida, existe decisão jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que diz que esse crime de publicação crítica indevida, ele só se refere aos militares da ativa. Ele tá num capítulo que reúne crimes de insubordinação, tá? Então, é claro que isso militar tá na ativa, com a hierarquia e disciplina, ele não tem a liberdade de sair criticando nos meios de comunicação,

em relação aos seus superiores ou ao governo. Se bem que o Castelo Branco fazia isso. Não sei se vocês sabem, Castelo Branco, quando ele era capitão, que o pessoal fala assim, Castelo Branco é o ditador moderado. Eu não sei como é essa história de ditador moderado, o cara que editou AI1, AI2. Mas o Castelo Branco, quando ele era capitão, eu escrevi isso em uma monografia na Escola de Comando do Estado do Mão do Exército. O pessoal ficou pau da vida comigo lá.

via com o pseudônimo de Coronel Y. Ele era capitão. Ah, por que Y? Coronel Y. A mulher dele era mineira. Não sei se vocês sabem. E daí ele colocou Coronel Y mais como se fosse o Y de Minas. Ele fazia isso. Mas assim, o militar da Ativa, como era o Castelo Branco lá naquela época, cometendo esse crime militar, não poderia fazer isso. Agora, o inativo,

aposentou, você não tem mais um superior, você está vinculado a uma organização militar pra fins da sua aposentadoria, sabe? Existe um respeito, aquela coisa de chamar um, ô coronel, capitão, não sei o que, aquela coisa, onde eu morava lá no Rio de Janeiro, existiam alguns capitães de Mar e Guerra da Marinha, aposentados, aí o pessoal chama, ô comandante, não sei o que, acaba sendo comum o civil chamar de coronel, isso e aquilo, né?

Mas... Vira um dito popular, né? É, vira um... Um apelido. É, um dito popular. Mas tem uma diferença que até mostrou pra gente, né? Que a gente, por exemplo, você não pode se apresentar, por exemplo, olha que existe uma diferença realmente, que você não pode se apresentar como coronel. Não, se eu me apresentar... Não pode. É, se eu me apresentar como coronel, eu tenho que fazer sempre a ressalva, coronel da reserva, né? Ou, às vezes, as pessoas não entendem o que é da reserva, reformado e tal.

aposentado do exército, eu costumo usar bastante essa expressão. Mas assim, o STF já decidiu que esse crime não se refere aos militares nativos. É uma decisão de 1998, 1999, já decidiu isso daí. Já tem parecer então? O exército apresentou um contraponto lá, dizendo que isso daí foi revisto pelo STF em dois mil e pouco, mas eu

fui até esse julgamento e eu vi que não. Que a decisão não tinha nada a ver com isso. A decisão que diz que o militar inativo não está sujeito ao crime, não é sujeito ativo do crime do 166, do Código Penal, de publicação crítica indevida, ele faz parte da emenda do julgamento, é o julgamento principal. O STF se debruçou sobre isso. O julgamento que o Exército quer fazer prevalecer é um julgamento que essa história é tratada em passão e que não

era o fulcro do julgamento. Então, a gente começa por aí. E aí o outro, 219, de ofensas às Forças Armadas, vocês viram assim, esse cara aqui, Nutt, se vocês prestarem atenção nos julgamentos do STF, atrás dos ministros ficam vários códigos, né? Código penal, código trabalhista, vários. Vê qual código penal quem é autor. Esse cara aqui, Nutt. Esse cara aqui é respeitadíssimo, tá? Ele é utilizado como referência lá no STF.

Enfim, e esse cara diz o seguinte aqui, em relação ao crime de ofensa às Forças Armadas. Não nos parece seja compatível com o princípio da intervenção mínima, que é o direito penal, tal previsão desse crime, além de excessiva para o cenário do Estado Democrático de Direito, até porque outras instituições não gozam da mesma proteção. Então, assim, é claro, o cara está na ditadura militar, fala assim, quem criticar aqui exército vai ser preso. Crime. É crime. Então, assim,

A imensa maioria dos juristas, a gente chama da doutrina no Brasil, eles dizem que esse crime dos 219 ofensas a suas armadas, ele não foi recepcionado pela Constituição. Eu estou falando tecnicamente a expressão certa como advogado, tá? Mas vamos dizer para as pessoas traduzir, inconstitucional. Inconstitucional lato senso, né? Tem uma diferençazinha entre uma coisa e outra, mas é para a gente simplificar aqui. Então é julgado inconstitucional.

Então, assim, o primeiro, a primeira é isso daí. Num inquérito policial militar eivado de vícios, esse foi bonito, né? Eivado de vícios, parece advogado, né? Então, assim, um inquérito policial militar, assim, cheio de vícios, desde o início, começa com o general Vasconcelos, comandante militar do Leste, quando ele determina a instauração de um procedimento contra mim, né? Direcionando já, porque você vai determinar uma investigação, e isso é falha da

assessoria jurídica dele, tá? Falha da assessoria jurídica de assessoramento do general. Porque você vai determinar uma investigação, você poderia falar assim, olha, determina a investigação, a participação do coronel da reserva, Rubens Piotti Jr., no podcast Três Irmãos, né? Só acabou. Se houve alguma ofensa, é isso aí, tá? Olha como ele escreve no documento que ele mandou pra unidade a qual estou vinculado na reserva.

terminando a instauração do procedimento, abre aspas, quando o referido militar, ele fala de duas entrevistas que eu concedi a uma rádio FM lá no Rio, rádio Pop Rio, e ao programa do Flow News lá com o Carlos Tramontina. Sim. É. E aí ele fala assim, quando o referido militar fez críticas e censuras públicas explícitas e ofensivas. Assim, o general quatro estrelas, general Vasconcelos, baixando um documento já dizendo qual a conclusão dele. E ele ainda escreve, referindo-se

Relativamente ao Comando do Exército, ao Alto Comando do Exército, ao Almirantado, à Marinha do Brasil, etc. Então, assim, primeiro, assim, direcionamento. Essa é uma das críticas que muito advogado faz na Justiça Militar, de sindicantes, inquéritos policiais militares, que já começam com a conclusão. Então, assim, o General Vasconcelos já começou, o Comandante Militar do LER já começou com a conclusão. Aí vai lá pro General Pontual, comandante militar, digo, comandante da Primeira Região Militar, já passou pra reserva agora, subordinado, um General Três Estrelas, designa lá o...

um coronel, Alan Martins Gomes, para me investigar. Esse coronel, a primeira coisa que ele faz quando recebe a ordem, indiciu o coronel da reserva Rubens Piotr Jr., sem análise técnico-jurídica da situação, sem me ouvir, sem nada. Então, assim, como é que a pessoa responsável pela investigação te indicia sem te ouvir, sem uma análise, porque quem determina essa análise técnico-jurídica para indiciamento é a lei.

sem obedecer a norma legal, sem fazer a análise tecno-jurídica e sem me ouvir. Primeiro ele teria que te intimar e depois te indiciar. É isso que é um protocolo correto. Depois de me ouvir, depois que ele tiver elementos suficientes para essa convicção, para essa análise técnico-jurídica, aí sim ele faria o indiciamento. Ele fez o indiciamento no mesmo dia que ele foi nomeado. Ele não fez o rito legal. Exatamente. E no mesmo dia, Roberto, no mesmo dia. Ele foi nomeado naquele dia,

No mesmo dia ele indiciu, me indiciou. E aí eu passei de investigado para indiciado. Aí você está falando da intimação. Assim, quando você é notificado que existe um processo contra você, o termo técnico certinho é citação. Mas vamos usar de intimação, né? Para não confundir as pessoas. Eu só tenho que falar certinho, porque senão o pessoal vai falar assim, pô, o cara é advogado e está falando errado. Mas eu perguntei dessa diferença, porque muita gente não sabe o que aconteceu. Quando você fala assim, eu fui indiciado. Então.

mas não sabe em que ponto ele tem que acontecer. O indiciado, ele tá dizendo que ele tá convicto que eu cometi o crime. É isso o indiciamento. E aí ele me intima lá pra comparecer. Quando determina lá, vai a tenente lá, a escrivã, me intima lá pra comparecer, ele me intima pra comparecer pra depoimento, pro interrogatório, tá? Não me fornece os autos do inquérito de prisão. Exatamente. Eu não sabia nem do que eu tava sendo acusado, qual era o crime.

sabia, né? E mais, colocou lá que caso eu não comparecesse, eu estaria cometendo também o crime militar de desobediência sujeito a condução coercitiva, que é uma coisa que o STF já acabou com isso. Aí, novamente, eu pergunto, pô, cadê a assessoria jurídica do Exército? Eu fui duas vezes assessor jurídico do Exército. Fui assessor jurídico, chefe da assessoria jurídica da Brigada Infanteria Praquedista e da Academia Militar das Gurias Negras.

Eu não fazia essa lambança. Não fazia essa lambança. Então, primeiro, assessoria jurídica do Comando Militar do

que escreve um assessório general Vasconcelos de uma maneira errada depois a assessoria jurídica da primeira região militar que não orienta o capitão Alain sobre o correto a intimação dizer pra ele que não existe mais condição coercitiva tem uma lógica nisso a pessoa ela pode comparecer e não falar nada porque a pessoa no Brasil não é obrigada a produzir prova contra si mesmo e pode permanecer calado como a gente vê muita gente aí fazer

mas eu sempre quis cooperar com todas as investigações. Mas se a pessoa pode comparecer e não falar nada, não pode ser conduzida coercitivamente, tem lógica isso daí. Aí eu compareci, entreguei um documento, e nesse documento eu falei tudo isso para ele, dos erros que ele estava cometendo, porque esses erros podem configurar até abuso de autoridade, poderia até chegar a esse ponto, pedindo uma redesignação de nova audiência e o recebimento dos autos,

História Amplia Defesa, né? E mais, falei que, assim, eu não poderia alegar, porque a lei diz que na fase de inquérito você não pode alegar isso contra quem está investigando. Mas que ele próprio deveria se declarar suspeito. Suspeição dele. Por quê? Porque quando eu era assessor jurídico da Brigada Infanteria Parquidista, o... Sem discutir. Não, eu era major, né? O chefe da assessoria jurídica. E o Alain, ele era capitão, lá no Sem Instrução Parquidista General Penha Brasil.

que é militar também, foi designada pra um curso de mestrado na Força Aérea Americana. Ela é da FAB. Ela é da Força Aérea, da Aeronáutica. E aí ele entrou com um pedido pra ele ser transferido pros Estados Unidos. Eu falei assim, o Alain não tem o menor cabimento isso. Porque ele queria ser transferido pros Estados Unidos. Tem uma gíria até no Exército disso, tá? Que o pessoal fala que é o Cidabex. Sistema do pessoal que se dá bem no Exército. Cidabex.

Daí eu falei assim, Alan, não tem, engraçado assim, Alan não tem o menor cabimento, não existe previsão legal pra isso. Eu falei assim, você pra ir pro exterior, você tem que ser selecionado. Missão lá, alguma coisa. Missão no exterior. Não é prêmio. Às vezes a gente até vê algumas situações, os militares falam assim, esse cara tá indo pro exterior pro prêmio, mas não deveria ser. Deveria ser uma coisa, se a empresa, você imagina o que? Você vai mandar um funcionário seu de uma empresa pro exterior.

É pra pessoa absorver aquele conhecimento e voltar, porque é caro, né? Voltar pro Brasil e empregar aquele conhecimento. E daí eu falei, não existe hipótese legal, você precisa, se você quiser, você precisa pedir uma licença não remunerada, que é a licença pra acompanhar conge, né? Que é chamada LAC. É,

E aí você fica o tempo lá, depois você volta, você vai perder a sua turma, os dois anos que ela fica lá, você entra numa outra turma, vai seguir sua carreira normal, isso daí não impede o Alan de ser promovido a general, nada disso, ele só perdeu a turma dele. Eu falo assim, você tem que ver o que é melhor, porque não existe essa de se dar bem em tudo, a vida tem seus prós e contras, você tem que ver o que é melhor pra você. Você quer ficar ao lado da sua mulher?

Você pede a licença pra acompanhar a conge, mas a gente não pode criar, porque primeiro ele tinha pedido

para ser lotado na US Air Force. Na Força Aérea Americana. Depois ele falou assim, não tem cabimento, você é do Exército, né? Era um pedido mais bizarro ainda. Aí ele falou assim, não, então qualquer missão nos Estados Unidos pode ser na Comissão do Exército Brasileiro em Washington, pode ser na Aditância, pode ser em qualquer lugar. Ele falou assim, pô cara, mas você não está entendendo. E daí você vê, e aí eu nego para ele...

Não dá para fundamentar. Não, não tem como, não tem como, eu tenho que seguir a lei.

Ainda mais, assim, eu tenho que assessorar. Eu tinha que assessorar o general como assessor jurídico e tudo. E daí, assim, anos depois, quem é que volta como o cara que tá me investigando? Alan Martins Gomes. Né? Olha só. Então, assim, olha... Tem que me ajudar. Se eu começar a falar aqui, esse inquérito policial militar, ele é cheio de vícios. E daí, assim, os caras não falam, porque quando falam no tipo penal, né? Por exemplo, no próprio...

no 219, ele fala aqui, propalar fatos que sabem verídicos, capazes de ofender a dignidade ou abalar o crédito das Forças Armadas. E daí eu falo assim, mas qual é o fato inverídico que eu propalei? Eu falo assim, você tem que especificar. O que me impressiona é que a condução do inquérito policial militar foi sofrível. Acabou saindo na imprensa, saiu no Globo, na Folha de São Paulo e tudo.

reclamaram também. Falaram assim que o inquérito é sigiloso. Olha o desconhecimento da área jurídica legal, né? Eu falei assim, o inquérito é sigiloso pra proteger quem tá sendo investigado pela presunção de inocência. Não é sigiloso em relação a quem está investigando, quem é o delegado que tá investigando o caso. Esse não. Esse tá submetido a escrutínio público, né? Se tá conduzindo corretamente, se não tá. A gente teve aí o caso do Cão Orelha, né? Que o delegado

agora tá sendo investigado. Aí o delegado vai falar assim, não, ninguém poderia saber que era eu que tava investigando, é sigiloso. Foi o que o Alan alegou e pior, o general entrou nessa também. Eu falei assim, é muita falta de assessoramento. Porque assim, até concordo que assim, quando eu falo que a formação da academia militar é deficiente, é por causa dessas coisas. Pia Rotti, você tá contando toda essa história assim, minha mente fez uma viagem no tempo. Vamos viajar então. Porque assim, você entrou no exército em 85, eu sei que

viveu experiências anteriores, mas nem precisa viver pra ter conhecimento delas. Até mesmo que você tava lá dentro. Eu fico me perguntando se o exército fez isso com você agora, em 2020. Que que o exército não fazia em 1970, velho? Essa sua viagem foi uma viagem bem apropriada, né? Sabe que o áudio do general Tomás, que vazou quando ele era comandante militar do Sudeste,

ele reclama muito de charges, né? A ministra Carmen Lúcia, ela fala que as ditaduras, elas não gostam de arte, muito menos da literatura. Ela falou isso numa entrevista à EBC. E, assim, o general Tomás, desculpa, ele reclamou de charges, do pessoal, negócio de lente condensado, pintar meio fio, né? Que tem saído muito aí dos caricaturistas, tudo, né? E ele fala também nesses áudios, ele fala assim,

a gente tem que tomar muito cuidado com essa deslealdade. Porque o Exército está perdendo a guerra para a mídia, para as mídias sociais e para tudo. Hoje todo mundo tem celular, todo mundo filma. Tem um advogado que é Adriano Rocha, que ele foi preso injustamente pela Marinha, a OAB saiu em defesa dele lá no Rio de Janeiro, porque ele teve um pedido lá negado e ele resolveu gravar com o celular dele a negativa.

no primeiro distrito naval, ele estava filmando só o rosto dele, e a marinha enquadrou como gravando segredos militares dentro de uma organização militar, essas coisas desatualizadas do Código Penal Militar, que servem para promover esses law fairs e perseguir. Mas realmente não pode filmar dentro do exército. Não pode. Você viu os influencers políticos e tudo, quando entram no quartel, e daí a própria marinha, e essas pessoas pegam o celular deles e filmam o interior,

de navio de guerra interior das belo-naves, que a gente chama interior de submarino das organizações. Então, assim, não pode ir para o advogado que está defendendo o cliente, né? Está defendendo o cabo, o sargento lá, que está sendo perseguido por algum motivo lá. Se for amigo, pode. Agora, se for amigo, se for Luciano Huck, que vai lá, né? Mas, assim, eu não concordo com isso. Lógico que o Luciano Huck não pode. Mas outro ponto é o que realmente é uma lei. Porque essa lei, como ela vai ser usada,

usada é um outro problema, mas o ponto principal é uma lei. E realmente não pode chumar, né? Tipo, você fala assim, nessa hora que eu acho que a lei tá sendo usada e ela foi usurpada quando um amigo do rei vai lá e faz isso. Não, então, mas tá sendo, assim, tá aplicando a lei de uma maneira equivocada, tá? Por quê? Por exemplo, no quartel tem as áreas sensíveis. Então, na organização militar que eu comandei, da artilharia

parquedista, paiol. Ninguém vai chegar lá no paiol filmando, não sei o que, isso é um absurdo. É uma área sensível, tem seus mecanismos de proteção, seus perímetros de proteção e tudo, como a gente faz a proteção do perímetro lá da área de paiol e tudo, das salas, as reservas de armamento, sala de armas, não sei o que, isso, né? Agora, você tá numa recepção, sabe? Então, assim, o problema, às vezes, é assim, também, a forma ficou

foi escrita a lei. Quer ver uma coisa? O exército revogou meu porte de arma. Revogou meu porte de arma. Depois que eu fui indiciado aí no inquérito de policial militar. Aí revogou meu porte de arma por quê? Ah, porque está escrito na legislação. Militar que estiver respondendo a inquérito policial militar ou a processo na justiça terá seu porte de arma revogado. Agora, como é que a lei estaria escrita de forma correta? Militar, que eu até concordo, mesmo na fase de investigação. Militar que é sendo investigado por crime,

cometido mediante violência, terá o porte de arma revogado. Então, são essas coisas de aperfeiçoamento. É, precisa revisar um código que é do tempo do AI-5, não é possível. Então, o dia de 64? 69. 69. Precisa fazer uma revisão dessa legislação, porque senão a legislação serve para isso, para a lawfare, para perseguições. Você não acha que se tiver uma atualização, eles não podem, de alguma forma,

forma de achar isso aí pior? Mais protetivo? Blindar algumas situações? Eu acho que com uma discussão franca e honesta da sociedade, eu acho que a tendência é melhorar. Você acredita que seria positivo se tivesse uma atualização? Eu acredito. Não sei se eu sou sonhador nisso. Eu tenho medo de falar vamos mexer. Por exemplo, a galera fala vamos fazer uma constituição nova. Será que vai melhorar?

Vai ficar mais blindado ainda. Existem coisas que talvez precisem ser corrigidas antes disso, não é, Roberto? Que é, por exemplo, acabar com a influência política do Exército. Porque isso já deveria ter terminado em 1999. O Ministério da Defesa foi criado lá em 1999 pelo FHC, Fernando Henrique Cardoso. E era justamente para tirar os militares da dimensão política, porque eram os três ministérios.

Ministério da Marinha do Exército da Aeronáutica. Então, os ministros militares viram comandantes das respectivas forças e é colocado um ministro da Defesa lá. O Jimar Mendes é um que ele fala que o ministro da Defesa tem que ser sempre civil. No governo Bolsonaro a gente não viu isso. Viu diversos militares e generais ocupando a pasta. O que, na minha visão, é inadequado. A outra situação, Roberto, são as assessorias parlamentares.

Então, na medida em que o Ministério da Defesa assume a dimensão política de defesa, política de defesa e tudo, a assessoria parlamentar tem que ser feita por funcionários servidores do Ministério da Defesa. E isso existe lá, um quadro lá, cerca de 13, 14, mais ou menos 15, vamos arredondar, de servidores do Ministério da Defesa que tem essa incumbência.

de discutirem projetos de interesse da defesa no Congresso Nacional, que é importante também pra chegar e conversar com os deputados e senadores, tá? O que não pode, na minha visão, é o Exército manter quase 100 militares dedicados a isso. Então, existem quase 100 militares, e aí, pra mim, é um desvio disso daí. Só pra fazer lobby em Brasília. Só pra fazer lobby. Fazer lobby. Que loucura. Ah, o Pierrot, pô, mas qual é o lobby que eles estão fazendo? Ah, lobby pra manter, às vezes,

privilégios, quando eu falo privilégios, a gente tem que fazer uma distinção nisso daí, tá? Porque a gente teve até um vídeo da Marinha, lançado no dia 13 de dezembro de 2024, que repercutiu muito negativamente, foi uma crise, na época o presidente Lula, ele chamou o Múcio, o ministro da Defesa, o ministro Múcio até colocou o cargo à disposição pra ser demitido, querendo salvar a pele do almirante Olsen, que era o comandante da Marinha,

o comandante da Marinha, por causa desse vídeo, em que mostrava o pessoal da Marinha, os militares da Marinha trabalhando muito e o brasileiro só na vida boa. E é interessante assim, como a sociedade reagiu a isso, porque a sociedade de uma forma geral e a imprensa caiu de pau em cima disso. Mas os militares, eles sentiram um alívio nisso. E daí a gente tem que entender isso, a gente tem que entender que os privilégios nas Forças Armadas, eles ocorrem sobretudo para a cúpula militar.

Prensa enorme entre os privilégios dos generais e o pessoal lá de baixo, cabos, sargentos e tudo. Esses não têm tanto privilégio. Quais não têm privilégios? Não, eu acho que não têm. Eles são o pessoal que está no chão de fábrica, dando duro, fazendo a coisa acontecer. E realmente sem direito a nem reclamar. Sem direito a reclamar. Não pode nem reclamar. Muitas vezes sofrendo abusos e tudo.

E isso daí piorou em 2019. Em 2019 teve uma lei, que foi a Lei 13.954, de 2019, e essa lei reestruturou a remuneração das Forças Armadas. Nessa reestruturação, existe um escalonamento que falseia um pouco isso, que é um escalonamento só em cima do soldo. O soldo é a remuneração base, em cima do qual é calculada outras gratificações adicionais.

Então, o escalonamento, eu acho que ainda poderia melhorar. Diminuir o escalonamento entre os postos lá de cima e os soldados, cabos, sargentos, etc. Melhorar para a base. Eu acho que ainda poderia melhorar para a base. Mas, assim, a coisa toda, você percebe que eles mostram o escalonamento, mas não mostram os adicionais que eles colocaram. Adicionais? Adicionais. Então, o militar fala diversas coisas. Por exemplo,

Ah, o militar não tem hora extra. O militar tem hora extra. Tem hora extra. Ah, o militar não recebe. Em 2019 foi criado, eu coloquei aqui, adicional de compensação de disponibilidade militar. É justamente para as horas extras isso, tá? Só que olha só, enquanto um general recebe de adicional de compensação por disponibilidade militar, recebe 41% sobre o soldo dele base de general,

A gente vai chegar à conclusão que o general trabalha sete vezes mais do que o cabo e o sargento? Claro que não. E isso é sobre o soldo. Sobre o soldo. Que já tem uma distância bisal. Outra. Indenização de representação. Quando a tropa sai da sua sede, ou está em operação, alguma coisa, a tropa recebe 2%. Mas só quando sai da sede ou está em missão em alguma coisa.

10%, só por ser general. Não precisa estar fora de sede, de nada. Ele recebe 10% todo mês. Sempre calculando em cima do soldo de cada um, né? Só da tropa sair, 10% o general recebe. Não, o general, ele recebe 10% todo mês, independente. Independente. É, independente por ser general, 10% sobre o soldo dele. Que maravilha, hein? A tropa só recebe 2% só quando sai da guarnição, ou tá em operação, né? Auxílio fardamento. Toda vez que

o famoso auxílio paletó do pessoal aí, né? Fala assim, pô, o exército tem auxílio paletó? Tem. Tem aqui o auxílio fardamento. Toda vez que o militar é promovido, ele recebe uma remuneração, que é o valor bruto dele, cheio, sem desconto, ele recebe, tá? Aí já vai aquela coisa também, que a gente se questiona. A farda do sargento é mais cara que a farda do oficial? É mais barata, digo, que a farda do oficial? Porque é sobre o soldo. Se tiver que pagar esse punduricalho, tem que ser o valor

fixo. E não, assim, uma remuneração. Porque tem gente recebendo muito mais. Então, não entendo isso do sargento receber uma remuneração, receber bem menos de auxílio-fardamento do que um oficial. Acho que deveria ser igual pra todo mundo. Eu acho que nem tinha que ter. Aumentaram uma gratificação que é do curso de altos estudos militares, que é da Escola de Comando do Estado do Mundo Exército. Aumentaram com essa lei de 30% pra 73%. De 30 pulou pra 73%. Essa remuneração

remuneração. E quem recebe essa remuneração? Quem fez o curso de autoestudos militares que possibilita a pessoa ser promovida general. Então, assim, os caras fizeram uma lei, né? Pra rir, né? Não, fizeram a lei pra quem tá lá em cima. Então, assim, eu acho importante falar isso. Sem representatividade. Eu acho importante falar isso. Tem de coisas no exército, aí o pessoal fala assim, esse cara é comunista, é melancia, não é possível. Mas, assim, coisas que eu não entendo.

existem os refeitórios nas forças armadas que são separados. Não faz sentido isso. E é interessante porque a gente quando faz a escola de aperfeiçoamento de oficiais para os capitães e a escola de comando de Estado do Exército, a gente faz visitar essas empresas. E aí você vai por exemplo numa Petrobras, em outras empresas e tudo e você vê todo mundo comendo o mesmo refeitório. Normal. Lá no Exército tem cassino, é chamado cassino dos oficiais. Refeitórios dos agentes e rancho dos cabos soldados.

Eu não entendo porque existe essa divisão. E aí, existem reclamações... Porque a comida lá no cassino é mais gostosa? Existem, existem... Você já almoçou lá no cassino já. É, almoçava no cassino. E assim, existem reclamações recorrentes que a comida não é igual. Existem reclamações recorrentes disso. Mas é igual ou não é? Olha, eu acho que o pessoal prepara melhor para o cassino dos oficiais para não ser chamado a atenção. Entendi.

Sabe? Tem essa coisa também, mas... Mas a teoria é de que é semelhante. Deveria ser a mesma coisa. O pessoal fala assim, é o mesmo gênero.

Mas até a forma como você prepara pode ser diferente. Você pode servir uma carne normal para os cabos soldados, que é chamada carne de monstro no exército, a carne que vem da licitação. E você pode ir para os oficiais e colocar um molho madeira. Entendo. E o pessoal está vendo. Eu acho que isso daí é péssimo para a liderança. Então, a gente está em uma fase de discutir penduricalho. Olha a quantidade de penduricalho que tem. Você tem um soldo base lá.

Pensão para filha. As pessoas falam assim, impressionante, porque eu critico, e isso é uma das coisas que o comando do exército, ele colocou lá para me submeter também, ele está me submetendo além do inquérito policial militar, da ação penal contra mim, eles estão me submetendo a um tribunal de honra, que é um conselho de justificação, para me declarar indigno profissionalato e cortar meus proventos na inatividade. Cortar minha aposentadoria, é o que eles querem fazer.

Aí, assim, dessas coisas que eu acabo mostrando. Essa pensão para filhas é um escândalo. E aí uma das críticas que ele colocou lá para me expulsar do Exército é dizer que eu critico determinadas posturas institucionais de respostas à imprensa do Centro de Comunicação Social do Exército, Seconsex, em defesa da imagem da força. Porque eu critico quando a resposta é uma meia-verdade, onde não expõe.

Porque assim, vamos lá, isso realmente existe, é devido ou não é devido, vamos decidir. Pensão da filha, a resposta do Centro de Comunicação Social do Exército é sempre a mesma. Eu já sei adequar essas respostas, tem os carimbos que a gente fala. Ah, isso daí terminou em 2001. Todo mundo ouve isso. Pensão da filha terminou em 2001. Não é verdade. Por quê? Porque fizeram uma regra de transição muito ruim. Nessa regra de transição da pensão militar para filha,

desconta 10,5% para pensão militar, tá? Para aposentadoria, pensão militar, continua mesmo na reserva descontando esses 10,5%. Quando eles chegaram em 2001, falaram assim, agora isso daí acabou. Acabou, mas quem quiser manter, vai descontar 1,5%. Não, tá de brincadeira, né? O mínimo que, assim, é para manter um privilégio, você está criando uma outra beneficiária da pensão militar, porque a beneficiária seria o cônjuge, né? O viúvo, né? Além do cônjuge,

Eu falo cônjuge porque pode ser mulher ou homem dentro das Forças Armadas. Mas o cônjuge, então, ele é beneficiário da pensão militar. Quer deixar pra filha? Então, se é 10,5, tem que descontar 21%. No mínimo. Porque assim, as pessoas... Eu entendo o que você fala, mas é inadmissível. É inadmissível. Porque o cônjuge, eu entendo, ela já tem um tempo de vida próximo e ela vai terminar a sua existência com um certo conforto. Outra coisa é você estender pra um jovem que não contribui em nada e falar assim, eu garante o futuro do meu filho. Não, Roberto.

É melhor que estudar. Eu preciso da educação pessoal. Você tocou num ponto fundamental, porque assim, eu nem queria entrar nisso. Porque eu já fiz alguns comentários assim no Instagram, né? E as pessoas que são beneficiárias disso vieram de pau em cima de mim. Fala assim, pô, você não entende. Ela fala assim, ah, porque eu contribuí, eu tenho direito, não sei o quê. Eu falo assim, não, você não entende, porque não é como a previdência privada, em que você contribui, o seu dinheiro é investido e lá no final você recebe. Não é isso? Não existe um cálculo autuarial.

O que existe é um critério em que o pessoal que está na ativa está pagando para quem já está aposentado e recebendo a pensão. É isso. Agora, é o que você está falando. Entra para o critério de idade e tudo. E assim, não resiste a pessoa dizer vai pagar 1,5% para ter esse benefício. E é isso que fizeram. Então, sabe o que acontece hoje? A pessoa fala assim, está diminuindo o número de pensionistas. Mentira. Está aumentando o número de pensionistas. Porque tem gente, por exemplo,

e de outras turmas mais modernas e tudo. O cara paga um e-mail lá e deixa pra minha filha. Que tá pagando ainda. A filha dele, a mulher dele, o cara não morreu ainda. Então, a mulher dele ainda não recebeu, a filha ainda não recebeu. Então, existe ainda muita filha pra entrar nessa fila aí pra receber a pensão disso daí. Então, olha, esse... Eu quero usar um pouquinho do seu conhecer jurídico. Isso daí só acaba em 2022. Tá, eu quero um pouco mais do seu conhecimento jurídico. Hoje, por exemplo,

quando você tem um relacionamento, porque essa extensão, esse benefício para a filha, ele dura até que a filha se case, não é isso? Se ela vier as casas, ela perde o benefício? Então, esse benefício quando foi criado, ele foi criado num outro contexto. A gente tem que ver o contexto em que a gente está vivendo. Na época, isso daí, lá antigamente, Segunda Guerra Mundial e tudo, as mulheres não trabalhavam. Então, hoje as mulheres estão integradas no mercado de trabalho,

precisa, obviamente, de igualdade entre os gêneros e tudo, para que elas ganham menos do que os homens na mesma função. Então, existem reivindicações bastante justas das mulheres nisso daí, mas a situação já foi muito pior. Mulher precisava de autorização do marido para trabalhar. Claro. Tudo isso é mensurado. Eu entendo que teve um momento que poderia ser interessante realmente. O problema são esses privilégios, eles se eternizarem.

Mas é nesse ponto que eu quero chegar. Porque se a mulher opta por um casamento, ela perde benefício ou não? Ela pode se casar e continuar recebendo? Nesse aspecto, Roberto, eu vou te falar que talvez não esteja atualizado, porque o que é propagado é realmente isso. Inclusive, eu vejo que diversas mulheres que eu conheço na vida militar, elas realmente filhas de militares não casavam. Exato.

Para manter o benefício. Para manter o benefício, mas assim, eu ouvi dizer que eu não me aprofundei nisso daí, tá? Que mesmo que ela casar, ela vai manter o benefício, tá? Ah, tá. Mesmo que ela casasse. Eu tinha uma outra ideia final, que a gente passando por isso, que ela perde. Ela perde. Então, o que eu já ouvi dizer também, não sei se é real, é que muitas filhas que têm esse tipo de benefício, às vezes do judiciário, não só do exército, mas do judiciário, por exemplo,

que elas não se casam para não perder esse benefício. É, na prática elas têm evitado. Até porque não se estende aos filhos, somente às filhas, né? Às filhas. Sim. Enquanto solteiras, elas estão recebendo benefícios. Só que, hoje, um outro entendimento que a gente tem é que para você ter uma relação, você não precisa mais de ser casado. Exatamente. Se eu tiver um vínculo com a mulher aqui e comprovar que ela mora comigo... Já é uma relação estável já.

Já é uma relação estável e ela tem todos os direitos. Sim, está no Código Civil. Se tem os direitos, tem os deveres. O que eu queria fazer?

É que ela não está casada. Ela mantém o benefício. Mas se eu cidadão, por exemplo, porque parte desse pagamento, desculpa, vai sair da gente também. Não é só desse um e meio que eles estão tirando dos militares. Está gerando um prejuízo. Essa aposentadoria militar gera um prejuízo anual de 50 bilhões de reais. Exatamente. 50 bilhões de reais. É o prejuízo. Se eu vejo um relacionamento, eu sei que essa mulher... É um escândalo do Banco Master.

Que tem tudo junto ali. Cara, eu vou denunciar essa mulher. É um escândalo por ano do Banco Master.

pode investigar aqui, e ela perde benefício. Então, assim, a união estável foi equiparada a casamento pelo SF, praticamente a mesma coisa, existem poucas diferenças, mas o Código Civil diz, é o convívio público, contínuo e duradouro, com o objetivo de constituir família. Então, assim, as pessoas acham, ah, eu vou fazer uma união estável no cartório, uma escritura pública de união estável, não precisa. Assim, é bom, eu acho, não precisa, entre aspas, é bom,

pra não ficar uma coisa questionável. Rapaz, é um terço do Bolsa Família isso daí, velho. Um terço. E o povo fica batendo no Vale Gás, que o povo fica batendo, velho. E Rodrigo, sabe qual é a resposta hoje do Exército pra isso? Eu assisti outro dia, eu vi um vídeo novamente, o general dizendo, não, esse recurso não vem da Previdência, vem do Tesouro Nacional.

Não, então a risada é por vocês, né? Então, assim, você vê. Aí, assim, eu preciso saber, né, nesse processo criminal e no próprio Tribunal de Honra, o que que é, o que que tá sendo feito. Eu tô levando justas ponderações, né? Eu acho que tem coisas aí pra melhorar nas Forças Armadas. Essa diferença entre o topo e a base, acho que as pessoas nem têm noção. Esses penduricales todos, né?

Tem carro, tem motorista, gasolina, taifeiro. Mora em mansões. Tem auxílio-moradia também? É. Se não morar na casa do exército, que é chamado próprio nacional residencial, PNR, recebe auxílio-moradia também. Mas normalmente essas casas dentro do exército são mansões gigantescas. Em Brasília, você tem uma ideia, o condomínio onde os generais moram é chamado de fazendinha. O apelido é fazendinha. O apelido dentro da força.

do exército, fazendinha, pra você ver, ter uma noção da dimensão da coisa. Outro dia, falaram quanto ia custar a reforma, a construção de uma casa lá, a imprensa falou assim, mas que isso? Eram milhões lá, pra construção ou reforma lá de uma casa, né? E pra, assim, às vezes, eu lembro, quando eu tava na academia militar, meus instrutores falavam muito assim, olha, cadete, não sei o que, não se preocupe, nossos chefes estão preocupados conosco lá em Brasília. Falavam isso, né?

Hoje em dia eu acho que, como eu falo, o Exército está perdendo a guerra dessas mídias sociais. O Exército já não era benquisto, e eu vejo com preocupação isso. Não fico feliz em ver isso. O Exército já não era benquisto pela esquerda por todos os crimes da ditadura militar. IPMs fakes, IPM do Bomba do Rio Centro. Aquilo foi um deboche. Bomba do Rio Centro? Qual era esse caso?

Essa não é a bomba do Bolsonaro. O inquérito da bomba do Rio Centro foi setores mais radicais do Exército que queriam implantar uma bomba no dia 1º de maio, explodir num festival de música que estava tendo no Rio Centro. Só que a bomba estourou antes da hora no colo do Sargento Rosário, dentro de um puma. Essa é a história aí. O Coronel Machado, que depois foi apelidado na turma

dele como o coronel bombinha. Você vê o deboche, né? Ele saiu segurando as tripas na mão. Então, assim, fizeram um inquérito policial militar fake. O primeiro coronel encarregado do inquérito foi afastado porque ele queria fazer a coisa correta. Foi afastado, colocaram um segundo para dar aquela conclusão lá absurda que tinha sido um atentado da esquerda, de grupos terroristas de esquerda, que não tem nada a ver.

O Rubens Paiva, que desapareceu, fizeram uma sindicância dizendo que ele tinha sido resgatado no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro, durante um transporte, sendo que eles assassinaram o Rubens Paiva lá dentro do primeiro batalhão de polícia de exército na Tijuca. E aí vem o Vladimir Herzog com aquela foto grotesca do Doicode lá preso em São Paulo, quando o Ustra era o chefe lá do Doicode, com aquela foto que o cara vai se enforcar como ajoelhado dentro da prisão.

O Ustra, assim, um assunto vai puxando o outro, eu vou lembrando, né? Uma das críticas que eu estou respondendo é porque eu disse que os militares que

responsáveis por perpetrar todos esses crimes durante a ditadura militar, eles nunca foram devidamente responsabilizados. E essa discussão vai longe. Eles foram anistiados. O STF agora vai discutir isso, né, Rodrigo? Dia 25 de março tem um julgamento. De rever a anistia, cuidado. Não, não é questão de rever a anistia, é crime permanente. Porque, por exemplo, o corpo do Rubens Paiva nunca foi encontrado, então é crime permanente. Então existem as situações de crime permanente, eles vão discutir isso daí,

de março. Você falou que ele foi executado, o Rubens Paiva, num quartel. Isso, é. Isso já foi esclarecido, essa execução? Existem documentos sobre isso? Tem. A Juliana Dalpiva escreveu um livro com várias provas, documentos, chamado Crime Sem Castigo. Um livro excepcional. Eu li esse livro. Nossa, que história triste. Então, assim, tem várias histórias. Aí, uma das coisas que fala assim, ah, tá criticando aí isso daí que nunca foram punidos. É pior, porque

fala assim, ah, mas a anistia foi pros dois lados. Opa, peraí. A esquerda, quando foi anistiada, virou a vida da... É fácil o cara sair do Brasil, mesmo se auto-exilando? Pô, muda a vida da pessoa. A pessoa ser perseguida, não poder elecionar. Tem um caso aí, porque não vai dar tempo de contar do capitão na época, Ivan Cavalcante Proença, herói do... O tempo é seu, hoje. O tempo é seu. Eu sou conta também. Tô adorando o papo.

A gente tá aqui com quase 800 pessoas acompanhando. Então já dá o like aí e eu tô adorando. No domingo o like, a inscrição no canal é de graça. É só dar o like e se inscrever no canal. Agora o pessoal gostou pra caramba do que você tá falando aqui. Então o tempo é seu mesmo. Então assim, eu poderia ficar contando histórias aqui, várias, sabe? Então assim, a esquerda, se a gente for ver, e vamos considerar a crítica da...

das pessoas da direita falando assim, ah, mas não era a gente que estava com arma na mão, saltando o banco, não sei o que tal. Esse pessoal foi punido. Tem gente que foi punida com morte, com morte e tortura e tudo isso. Então, eu tinha um vizinho lá no Rio de Janeiro, ele me contou as histórias dele, ele era da Aliança Nacional Libertadora, alguma coisa assim. A Eliane, né? É. Então... Do Marighella, né? É. Eu conheci, assim, algumas pessoas e tudo, as pessoas foram punidas efetivamente, ficaram presas, foram torturadas,

foram exiladas, sofreram todas as agruras. A gente vê o caso que trouxe o filme, ainda estou aqui. Uma mãe com cinco filhos, um marido desaparecido, não conseguia fazer nada. O Estado nem fornecia para ela uma certidão de óbito. Ainda existem vários desaparecidos da ditadura. Exatamente, ainda existem. A Comissão Nacional Verdade se relacionou com a 434, mas dizem que chega a milhares, que o trabalho não foi completado. Mas você vê, a esquerda foi punida.

Agora, por exemplo... Na inteligência do exército, você não teve acesso a esses documentos, não? Não, eu tive, mas isso eu não posso falar. Isso daí eu não vou poder falar. Mas é interessante falar, porque se existir essa quebra ali e colocar essa transparência para a sociedade, vários crimes serão solucionados. É, então, mas agora mesmo a família do Rubens Paiva pediu que o exército fornecesse documentos sobre o Rubens Paiva e tudo.

E o exército estava negando, eles estavam querendo, com a lei de acesso à informação, a LAI,

isso daí. Então, assim, a esquerda, ela foi punida, agora a direita. Por exemplo, a gente pega o Ustra. O Ustra pior ainda, porque assim, o Ustra, depois de tudo que fez, ainda foi adido militar no Uruguai, tá? Que é um cargo de relevância, né? Selecionado, passou por uma seleção, foi premiado com esse cargo de sendo adido militar no Uruguai. E acabou deixando pensão pras duas filhas dele, e o que eu não entendo... As duas filhas recebem pensão do Ustra? A Renata e a Patrícia, que são as filhas do Ustra, elas recebem pensão

papai até hoje, né? Essa questão da pensão militar que a gente tá falando, né, Roberto? E isso daí tá no site da transparência, tá? Pode estender pra mais de uma filha? Não tem que ser só a mais velha? Não, não. São as filhas, elas dividem. Se for cinco filhas... Elas vão dividir. Aí as duas dividem. O que eu não entendo é que, assim, o Exército ainda não respondeu pra imprensa isso. A imprensa já perguntou e não houve resposta. Porque o Ustra, ele passou pra reserva como coronel.

Por que as filhas dele recebem pensão de Marechal? Está aí no site da transparência. Se quiser projetar aí... Pô, tem aí, Pedro. Se quiser pegar aí, tem print aí. Então está aí... O cargo do Ustra é Marechal. Marechal, Marechal. Não, o cargo não. O que é o cargo? Marechal. Então, isso é o que elas recebem. Elas recebem como Marechal. Mas o que é o cargo dele? Ele se aposentou, ele passou para a reserva como coronel.

Ele não foi pro ouvido. Agora assim, sabe a questão que eu não entendo? Porque isso daí ficou conhecido como a farra dos marechais. Então a imprensa noticiou isso daí no governo Bolsonaro, que vários militares aí começaram a receber como marechal e o Ustra, que parece que foi nessa leva aí, tá? Dessa farra dos marechais. Alguns, por exemplo, o general Heleno, o general Braga Neto, o general Etchegon, todos os pessoas recebem como marechal. Mas vai perguntar por quê? Ah, porque é aquela situação

antigamente, que o militar, quando passava para a reserva, além de se aposentar com integralidade e paridade em relação ao pessoal da ativa, ainda subia, se aposentava um cargo acima. É uma coisa completamente absurda. O que é uma bolada dessa, Rubens? O que pega aí todo mês? A Patrícia Renata, a Ustra, elas recebem, do Ustra, o valor é de 38 mil reais. Então, cada uma ressobe 19 mil. 19 mil reais, cada uma. Todo mês. Isso sem décimo terceiro, sem nada.

a gente está falando. Então assim, aí quando fala de anistia, sabe Rodrigo, você está com essa provocação sadia e tudo, é isso daí que eu questiono, eu falo assim, a anistia foi igual, foi igual mesmo? Esse caso do capitão Ivaca Vaconti Proença, que impediu um desastre de 400 estudantes da UFRJ que estavam sendo cercados por uma milícia no dia 1º de abril de 1964, nessa história aí,

Ele foi expulso. Ele foi preso e expulso do Exército por defender os estudantes lá da UFRJ. Prestou vestibular para a UERJ, foi o primeiro colocado. Se formou em português, letras, literatura. E para ele exercer a profissão. Todo lugar que ele ia, daqui a pouco a diretora chamava e falava para ele assim, pessoal do DOPS veio aqui, não vai dar, não sei o que. Olha a perseguição. O DOPS é o quê? Departamento de Organização Política e Social.

De ordem. Departamento de Ordem em Política e Social. Era um braço do doicódico. É a SS da ditadura, essa parada. Então, assim, falar que houve a lei da anistia, vamos esquecer. Primeiro, assim, que pra esquecer a gente tem que ler. Ah, vamos virar a página. Pô, deixa eu ler a página, então, antes de virar. Você quer que eu vire a página sem ler? Então, existem essas incongruências aí. Assim, por essas ponderações que eu acho que seria muito mais salutar, sabe? Ô, Rubens,

Eu queria até pôr um intervalo aqui, sua opinião sobre isso, no seguinte sentido. A gente esteve aqui com um candidato a presidente, que é o Aldo Rebelo. Ah, sim. Ele já foi ministro aqui no Brasil e tudo. E o Aldo falou que se ele ganhar a presidência da República, ele vai fazer anistia, porque anistia é necessário, é algo que está na história dos brasileiros, é algo que precisa ser feito para trazer a paz, para o Brasil realmente se unificar de novo,

um povo só e a gente prosperar, esquecer os erros do passado. Mas, ao mesmo tempo, eu já ouvi de outros que eu concordo muito, assim, que anistia não tem que ser dada, porque a gente tem que acabar com essa história de golpismo no Brasil, que é golpe atrás de golpe e anistia atrás de anistia. Qual que é a sua opinião sobre esse assunto? A minha opinião, assim, sem paixões, tá, Rodrigo? É uma opinião sempre histórica. É uma opinião que começa a observar

1889, né? Proclamação da República pelo Deodoro com golpe de Estado, destituindo o Dom Pedro II, né? E daí vem desde lá até aqui, né? A gente teve, tem um episódio que às vezes as pessoas não conhecem, né? O Marechal Lott também, Marechal Lott que sofreu bastante, tem uma biografia dele aí sensacional para as pessoas lerem também. Marechal Lott, ele teve um neto dele que foi torturado pela ditadura militar.

A filha dele, mãe do neto desse menino, foi assassinada. As investigações disseram o crime passional, mas ela estava incomodando bastante os órgãos e tudo sobre as torturas que o filho dela estava sofrendo. Para o Marechal Lott, que é um militar com bastante vocação, que amava o exército e tudo, foi uma decepção muito grande. Saber que o exército estava torturando, mas ele impediu um golpe.

foi 11 de outubro, 11 de novembro, agora não lembro, para a posse do João Goulart. Então, o Marichal Lott, ele é citado como um exemplo de militar realmente legalista, tá? Porque hoje a gente vê muito aí, ah, porque o alto comando do exército impediu o golpe, foi legalista, não embarcou no golpe e tal. Eu assisti uma entrevista de um historiador, Carlos Fico, que ele tem um livro sobre esse autoritarismo e os golpes, né? Diversos golpes do exército aí, ao longo da república,

em que ele diz, só não embarca no golpe quem tem conhecimento do golpe. Então, se generais do alto comando do exército, o que ele falou lá na Globo News, se os generais do alto comando do exército sabiam que existia uma trama golpista, eles se omitiram, porque eles tinham dever de atuar contra isso daí. E daí, diversas coisas que a imprensa questiona, e que eu já tinha citado até no programa lá do Flow News,

pro Tramontina e tudo que eu já tinha citado como os acampamentos e o acampamento na frente do QG e depois que eu concedi essa entrevista a própria imprensa noticiou documentos que eles acharam do comando militar do Planalto e de outras organizações militares dando apoio administrativo e logístico entidades vinculadas ao exército como a Polpex o sistema é uma entidade civil mas vinculada ao exército pra poupança

para a aquisição da casa própria, a Fundação Habitacional do Exército e Poupança do Exército, ela franqueou o seu estacionamento para quem estava lá no acampamento golpista de carro. Os carros ficaram lá no estacionamento da Pulpex. Então, sabe que o tempo está passando, todas essas acusações absurdas e bizarras do Exército contra mim, nesses dois processos, nessa perseguição, nesse lawfare que eles estão movendo contra mim, dia após dia, elas estão sendo confirmadas.

talvez na época eu falei como um comentário, opinião, mas que depois foram confirmadas pela imprensa. Então, quando você me pergunta em relação à anistia, fazendo uma análise histórica do Brasil, eu não vejo como saudável. Eu vejo o que levou a essa tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023. Duas coisas, na minha opinião. Uma, essa sensação de impunidade. Tem um ditado que fala que impunidade corrompe até santo.

de impunidade, não vai dar nada, tranquilo, ninguém vai investigar, ainda mais generais quatro estrelas, é um absurdo e tal. Porque o exército até então era intocável. Essa condenação dos generais é inédita no país. E o segundo, esse aspecto dessa bolha, dessa doutrinação nas escolas militares. Sabe que quando eu entrei no exército falava-se muito no movimento comunista internacional, MCI. Então, eu acho que

A formação militar ainda está com essa coisa alienante, retrógrada, da caça aos comunistas, não sei o que, briga. Essa era a coisa do mundo bipolar, que a gente viveu antes da queda do mundo de Belém em 89, o fim da União Soviética em 91. Então, parece assim que a gente não atualizou o currículo para esses combates assimétricos, essa guerra assimétrica, essa coisa que precisa ser feita.

o MCI, essa doutrinação de guerra contra o comunismo, ela mudou dentro do exército. E daí a gente vai entender também um pouco dessa questão da escola cívico-militar, de onde vem isso, tá? Olha só, falei que ia ter várias revelações aqui, né? Que é o seguinte, o exército começou a estudar um filósofo pensador italiano, António Gramsci, escreve Gramsci em português, mas na pronúncia italiana, fala Gramsci, né? O António

ele diz que essa mudança do capitalismo para o socialismo, comunismo e tal, ela não viria pelas armas, por uma revolução cultural. E daí, nessa revolução cultural, eles falam como destruição dos valores da família tradicional, dos valores cristãos ocidentais, não sei o que, tudo isso. Então, isso daí começa a ser difundido dentro do exército.

tirando isso. Pega os livros da BibliX, a Biblioteca do Exército, a Biblioteca do Exército tem livros lá. Como fui uma pessoa sempre ao longo da vida mais dialética, por exemplo, o Exército lançou um livro lá uma vez, é o livro Negro do Comunismo. O Exército tem esse livro Negro do Comunismo? Não, era um livro que tinha sido lançado por uma editora, aí a Biblioteca do Exército decidiu lançar também, editar pela Biblioteca do Exército. Eu li esse livro, o livro Negro do

comunismo. Assim que eu terminei de ler o livro do comunismo, eu fui a uma biblioteca, porque daí não existia disponível dentro da Biblioteca do Exército, eu fui a uma livraria e comprei o livro negro do capitalismo. Não, porque é assim que a gente pensa, né? Você tem que ter... Claro, claro. Inclusive esse é um pouco o papel do Podcast 3, irmãos. A gente tenta trazer os dois lados o tempo todo pra confrontar e ver se a gente consegue fazer uma síntese disso daí, né? Então, assim,

A Biblioteca do Exército lançou esse livro. A Biblioteca do Exército lançou falando sobre o pensamento, a Revolução Gramicista no Ocidente. A Biblioteca do Exército lançou 15 tomos, olha só, 15 tomos, entrevistando acho que 250 pessoas, se não me engano, que é a História Oral do Exército. Essa História Oral do Exército tem uma obra lá que chama 1964, 31 de março.

seguinte, eu vou dizer pra você, eu li algumas entrevistas, mas assim, você lê o prefácio, eu acho que quando você lê o prefácio, você já desiste de ler o restante das obras, porque é assim, altamente tendencioso, sabe? Então, você vê o que é essa mistura explosiva de impunidade com doutrinação, de combate ao comunismo, de o Brasil não pode virar uma Cuba, que se falava lá atrás,

Eu já fui a Cuba também conhecer lá. Foi em missão ou foi em passeio? Não, olha, as pessoas falaram aí, o cara viajou pelo mundo com dinheiro de exército e tal. Com dinheiro de exército, eu fui para a Espanha, fui para os Estados Unidos, tá? Mas eu já viajei a 40 países. E assim, os 40 países que eu viajei foi porque eu sempre quis investir em cultura. Eu acho que viagem é fantástico sobre vários aspectos. Então, foi dinheiro meu mesmo do que eu recebia, tá?

Engraçado. Hoje, na hora do almoço, conversando com meu pai, meu pai serviu um exército em 1971. E eu perguntei pra ele, falei assim, ô pai, e aí, tal, o que o exército fazia na época que você serviu? Ah, a gente fazia muita ferrovia, tava construindo ferrovia aqui na região, né, que em Araguara é o segundo batalhão ferroviário. Então, assim, construção de ferrovia. Mas o que vocês conversavam na época dentro do exército, assim, né? Tipo, tinha uma caça aos comunistas, eles eram

vistos como terroristas. Eu até tenho uma tia comunista, né? Eu falei assim, tentaram prender sua irmã e tal. Aí ele falou assim, cara, não, não tinha essa conversa dentro do exército. Ele nunca falou sobre isso dentro do exército na época dele. Será que é porque era um cabo ali? Essas conversas estão mais no alto escalão? É porque existe um procedimento dentro do exército que é compartimentação da informação. Então você sabe o que você precisa saber pra executar sua função.

não preciso te falar demais. Então, se a função dele era construir ferrovia, ele continuou construindo... Você sabia como funciona no trilho. Exatamente, ele continuou construindo ferrovia, executando a função dele, sem saber exatamente o que acontecia dentro das Forças Armadas. Então, é isso daí. Então, eu acho assim, concluindo essa pergunta aí de anistia, eu sou contra por causa disso. E aí, eu acho que não é só deixar de anistiar. Acho que o STF,

andou bem, essa semana o ministro Dino, ele falou, o STF está recebendo muitas críticas e está com uma crise institucional agora em função dessa questão do Banco Master, mas ele falou assim, a gente mais acerta do que erra. Olha, eu achei de uma honestidade intelectual muito boa, porque não é só dizer, a gente não erra, porque eu acho que o exército muitas vezes toma essa postura, a gente não erra, a instituição é perfeita, não é isso. E esse plano,

De golpe existiu mesmo dentro do exército. Tinha o plano do punhal verde e amarelo. Isso daí já está provado. E está provado por quê? Porque no mundo de hoje as pessoas deixaram as provas dentro dos celulares, imprimiram o plano com a impressora do Palácio do Planalto. Então, olha, quem dizer que não acredita? Eu li o relatório da Polícia Federal, deu uma lida na diagonal, mas são 800 e tantas páginas. E depois a denúncia da PGR também, deu uma lida lá.

E, assim, as provas são robustas, sabe? As provas são bastante robustas. E o Bolsonaro era um protagonista do golpe ou ele era apenas uma ferramenta que o exército usou para voltar ao poder? Eu acho que, nesse aspecto aí, eu tenho uma opinião que foram usados reciprocamente. O Bolsonaro... Eu conheço pessoalmente também o Bolsonaro. Então, assim, o Bolsonaro tem... A gente vê, assim, tem um projeto de...

de poder da família Bolsonaro e ele já declarou isso, a gente já viu em entrevista, em áudios e vídeos de vou defender minha família, não vou deixar investigar e tudo isso que a gente viu naquela reunião lá no Planalto, depois que ele teve aquele atrito lá com o Moro. Então, assim, eu acho que o Bolsonaro, ele talvez seja esse cavalo de praia, de Troia, como o coronel Marcelo Pimentel falava, que depois sofreu

do exército também, hoje está cumprindo um acordo de não perseguição penal e está mais quieto aí, sem dar entrevistas nem nada, mas ele falava, o Bolsonaro possibilitou a volta dos militares ao poder, a gente viu o que aconteceu com essa lei 13.954 de 2019, beneficiando a alta cúpula do exército, mas eu acho que assim, ele não era, o Pimentel falava isso, o Marcelo Pimentel, do Cavalo de Troia, que era

meio autônomo, que tinha seus objetivos também. Tanto que a gente viu aí, por exemplo, o general Santos Cruz. O general Santos Cruz trabalhava lá, diretamente assessorando o presidente Bolsonaro e que pediu pra desembarcar do governo. Foi um dos primeiros que saiu do governo. O general Santos Cruz, eu conheci ele como major. Ele era chefe numa sessão lá na AMAN, eu era cadete. Eu era atleta da equipe de pentáculo militar da AMAN. E ele, com um preparo físico excepcional, liderança,

um ótimo militar, guerreiro. Ele era nosso orientador lá da equipe de pentato militar. Depois ele foi para a reserva com o General Três Estrelas e a própria ONU, reconhecendo o valor dele, o convocou para a missão lá no Congo, se não me engano. Você falou que deu uma lida no que a PGR trouxe, no que aconteceu ali no dia do 8 de janeiro. O que era a participação do Mourão? Ele era o vice-presidente, era uma pessoa do exército. O que o Mourão participou nisso?

Não vejo participação do general Mourão, senador, na época da vice-presidente. Primeiro que a gente viu que houve um atrito lá. O dele não houve nem ação e nem omissão? É, porque o Mourão tinha aquela coisa de dar entrevistas e tudo. Estou falando o que eu vi pela imprensa na época, que começou a rolar um ciúme do presidente com o vice-presidente,

de declarações do vice-presidente, extrapolando talvez o que ele deveria dar as declarações, tudo. E eu acho assim, o general hoje, antes vice e agora senador Mourão, ele seguiu um caminho que ele garantiu os interesses dele, sabe? O Mourão hoje tem um salário fura-teto de mais de 70 mil reais. Então, assim, tem vários generais aí com salário fura-teto.

Começa pelo comando do exército, o general Tomás. O general Tomás recebe como general de exército 42.661, agora é de março, que eu vi no site da transparência. 42.661,90 reais. E pelo cargo de confiança como comando do exército, mais 31.919,27. Aí você soma, ele recebe mais de 74.500 no mês normal. 74.500 reais no mês normal.

Isso sem décimo terceiro, sem adicional de férias, sem diárias, sem nada. O Mourão recebe mais até, R$ 78.500. É o salário dele de general de R$ 36.800, mais o de senador R$ 41.600. Todo mundo aí acumulando. O deputado federal-general Pazuello recebe R$ 76.700. Isso a gente está falando do salário normal deles, que eu pesquisei nesse último mês no site da Transparência do Governo Federal.

a gente não está falando de verbas, de gabinetes, de carro, de auxílio combustível, de viagem e outras coisas que eles possuem. Olha a situação. Estou indignado. A cúpula do exército, você sabe falar em número de pessoas? Quantos são? Mais de 5 mil, sei lá. O que seria mais de mil? Não vou chutar porque não tenho esse dado. Eu gosto de falar o dado certinho de cabeça. Mas não é muito pouca gente, não. Eu falo porque a gente é de 50 bi, não é? Não é pouca gente.

Tem gente que tem uma pessoa no Instagram que ela fala assim, as Forças Armadas não tem, a gente não tem Forças Armadas, tem folha de pagamento. Porque quase 80% do orçamento, os militares têm reclamado muito e a semana retrasada houve uma reunião também, um almoço dos comandantes do Exército com o presidente pedindo mais verba, pedindo um orçamento de 800 bilhões de reais, se não me engano, foi o que eles pediram.

triste aí. É porque a maior parte disso daí vai para pagamento de folha de pessoal. Existe uma cientista política, analista de assuntos militares, professora do UFRJ, que é Ana Penido. Ela já escreveu um livro sobre a formação do oficial do Exército Brasileiro. E ela tem defendido. Ela falou assim, a gente está perdendo uma ótima oportunidade de implementar uma reforma das Forças Armadas, diminuir efetivo, modernizar,

Por exemplo, nessa guerra assimétrica que a gente está vendo, Estados Unidos e Israel contra Irã, o Irã está usando o quê? Está usando o drone. Então, onde estão os drones, os mísseis do exército brasileiro? Porque hoje, para um combate assimétrico, a gente precisa... Isso é repensar as forças armadas modernas. Não é ficar com essa ideia de combate a comunismo, de guerra fria, de um mundo bipolar que já não existe mais, de combate à revolução gramicista do Ocidente, como os livros lá da Biblia,

GECs e tudo isso. Não, é pensar o que a gente precisa de defesa? Quais são as nossas ameaças reais? A gente vai entrar em guerra contra a Argentina? Por que as unidades militares ainda são concentradas lá no Rio Grande do Sul? Grande parte das unidades blindadas estão concentradas lá. Precisa disso? Isso é herança da Guerra do Paraguai. Então, sabe, os anos vão passando e a gente enxerga uma estrutura que virou uma estrutura muito burocrática.

com burocracia, gastando dinheiro com gente que não vai pra tropa. Quando eu estive lá no intercâmbio de cooperação com especialista lá nos Estados Unidos, eu vi que lá nos Estados Unidos eles valorizam muito o militar que tá na tropa. Que tá na função essencial das forças armadas. Até quem está em escola não é bem visto. Fala assim, ah, manda esse cara lá ser professor. Aqui no exército, como a gente é um exército muito de paz, não tem guerra, essa coisa toda, né?

Os militares que servem nas escolas são bem vistos e ganham uma pontuação diferente para ser promovidos e tudo por merecimento depois. Quem é instrutor da Academia Militar das Agulhas Negras, da Escola Perfeição de Oficiais, da Escola de Comando do Estado do Exército, recebe mais pontos do que os outros. Então, são coisas de um exército de paz, de um exército teórico. Então, eu acho bastante importante, a gente estava falando isso no início do programa, a gente repensar. Vamos investir, em vez de ficar aumentando efetivo,

exército, tinha lá o projeto FT-90, FT-2000, e queriam aumentar, aquela visão megalomaníaca de aumentar o efetivo das Forças Armadas. Olha o que está ocasionando isso daí, uma folha de pagamento enorme agora. Então, você tem que pensar que as decisões que você toma para a reestruturação das Forças Armadas, elas vão ter impacto daqui a 10, 20, 30 anos. Então, concordo com a professora Ana Penido, professora da UFRJ, diminuir o efetivo das Forças Armadas, repensar,

Então, investir mais, por exemplo, para o Instituto Militar e Engenharia. Esses meninos são fantásticos. Dependendo da forma que a gente investir no exército, a gente pode até potencializar o desenvolvimento do país. Com certeza. Um exército que está participando diretamente da construção da infraestrutura do país. De tecnologia mesmo também. A gente sabe, por exemplo, muito o que a gente usa hoje são, vamos falar, investimentos do exército. O GPS, todo mundo sabe.

internet, é tudo o exército que criou isso. A parte tecnológica mesmo, que a gente sabe que o desenvolvimento do Brasil é travado e hoje o que realmente faz um país ser financeiramente bem é o desenvolvimento de tecnologia. O exército tem capacidade e os jovens são bons. Eu acho que tem que investir nessa garotada aí, nessa Instituto Militar de Engenharia, por exemplo. Tornar a profissão militar mais atrativa. A profissão militar perdeu muito, a gente vê aí na procura dos concursos.

super atraído aqui, viu, Rubens? Doito para virar general. Antes eu queria muito que eu gostava muito de leite condensado, agora eu não vou gostar muito de doce mais. Ô, Rubens, mas assim... Deixa eu só me falar, o que é a função principal do exército? É a defesa do espaço do país? Seria essa a principal função do exército? Então, isso daí tem uma função bem definida lá na Constituição. Eu não vou saber decorar agora, né?

Eu já até sabia. As suas armadas constituídas pelo Marinho Exército Aeronáutico são instituições permanentes, com base na hierarquia e disciplina, destinadas à defesa da pátria e do território nacional, por iniciativa de qualquer dos poderes da lei e da ordem. Esse último, esse finalzinho aí da lei e da ordem, que gera, dá motivo para as operações de garantia da lei e da ordem, é que está sendo muito questionado,

Muita gente com uma interpretação bastante equivocada de que o Exército seria um poder moderador, que isso daí é um absurdo. Qualquer jurista sério nega essa missão do Exército como poder moderador. O Exército não tem que fiscalizar a eleição, não tem isso daí, nenhuma dessas funções. Então, a missão princípua das Forças Armadas é realmente essa defesa do nosso território.

das nossas riquezas. A gente está falando sobre isso, por exemplo, as nossas bacias petrolíferas, que é importante, o trabalho que a Marinha faz na defesa disso daí. Terras raras, a nossa tecnologia de enriquecimento de urânio. Não sei se as pessoas sabem, mas o Brasil tem uma tecnologia fantástica para enriquecimento de urânio. Isso daí é um segredo industrial com relação às centrífugas.

mas o Brasil consegue produzir, fazer um enriquecimento de urânio mais barato do que outras potências. O Brasil não tem, o Brasil é signatário do acordo de não proliferação de armas nucleares. Exato, o que não tem nada a ver com o enriquecimento de urânio, pode fazer isso para geração de energia. Mas a gente consegue enriquecer ele 80%? Então, a Agência Internacional de Energia Atômica, ela inclusive é franqueada, o acesso dela aqui, quando ela visita as...

A fábrica de enriquecimento de urânio, eles procuram tampar lá as centrífugas e tudo que mostrariam a tecnologia para enriquecimento desse urânio. Mas o Brasil tem que atender o protocolo e enriquecer só para a geração de energia das usinas de Angra. Sem capacidade de produzir para armas nucleares, que se não me engano é 90%. No Brasil ele chega o que? Até 60? Eu acho que usina nuclear é 5 ou 20%. Eu acho que é 20.

X-40 você já vai para o submarino nuclear, coisa do tipo. O Brasil, com essa função principal realmente de proteção, de defesa das riquezas do espaço nacional, o Brasil tem hoje que tipo de capacidade, no seu entendimento, de cumprir a principal função que ele deveria exercer? Então, eu acho que a gente tem que avançar nisso daí, que é chamada dissuasão. Dissuasão, que é quando qualquer potência estrangeira,

violar a soberania do Brasil. Falar assim, a gente vai ter uma guerra muito desgastante e tudo. O exército já abraçou uma doutrina que era baseada até na guerra do Vietnã, que era de resistência na Amazônia. Eu já era. Então tinha essa situação, eles chamavam, mudou de nome várias vezes, doutrina da lacidão, mas depois falaram assim, não, lacidão é coisa de preguiça, não sei o que, então não é bom esse nome.

e faziam muita propaganda de que o soldado indígena na Amazônia iria derrotar qualquer força. Bom, aí passou isso daí, tem lá os pelotões de fronteira, outras coisas que utilizam até esse conhecimento das pessoas indígenas e tudo que servem lá nos postos mais baixos lá na Amazônia. Mas, por exemplo, uma que eu acredito,

os países vizinhos sabem disso e tudo, que a gente tem, quando um poder de suas olhos, são os foguetes, que a Vibraz produz. Então não tem foguetes aqui? Foguetes, foguetes. Seriam mísseis? Não. Qual que é a diferença do foguete para o mísseis? O foguete, você aponta, ele tem uma carga inicial de propulsão, e depois é a balística. Ele vai cair para onde você deu o tiro, de acordo com a carga que você lançou. E depois ele não muda a trajetória. Esse é o foguete, e o Brasil tem esse lançador múltiplo de foguetes.

excepcional, desenvolvida com a nossa tecnologia aqui pela Avebrais, lá em São José dos Campos. Esse armamento aí que o Saddam Hussein comprou lá, que tinha, que os Estados Unidos se depararam lá na guerra do Iraque. Eu acredito que o nosso sistema de saturação diária, com foguetes, é inclusive melhor do que o sistema americano. Então, a gente tem coisas muito... O Brasil está fazendo gente paralítica andar, né? Então, a gente tem que se orgulhar das nossas conquistas.

nacionais. Tomara que saia o nosso primeiro prêmio, né? Nobel. Então, eu acho que assim, nisso daí vai bem, por exemplo. É um projeto que o Exército abraçou. Existe um oficial de artilharia que ele é designado como assessor do projeto. Assim como eu trabalhei como assessor do desenvolvimento da informatização, do cálculo balístico para a artilharia de campanha, existe um oficial que ele fica como oficial de ligação do Exército com a Avibraise.

trabalho lá dentro. Então, acho muito bacana isso. Isso daí é uma parceria incrível. Inclusive, existe uma luta para estatizar a Vibras. Resolveram agora a situação dos trabalhadores, fizeram um acordo, colocaram em dia, mas tem muitos pedindo para que a Vibras seja estatizada. Isso eu não vi. Mas, como eu falei, acho que a gente tem que avançar nessa tecnologia. Uma pena, o projeto simulador de apoio de fogo,

O simulador, ele custou 13 milhões, só o simulador, tá? 13 milhões e 980 mil euros. Então, quase 14 milhões de euros. Se somar os militares, a missão no exterior dos militares, indenização de mudança, toda vez que o militar se muda, que até o pessoal fala o seguinte, né? Ah, o militar não consegue formar patrimônio porque ele vive se mudando. É uma das coisas que as pessoas falam, a mulher não consegue trabalhar. Mas mal as pessoas sabem que o militar forma patrimônio,

sobretudo, se mudando de um lugar para o outro. Porque toda vez que ele se muda, todas as despesas são pagas, a despesa de mudança é paga, indenizada pelo Exército, o transporte do carro, todas as passagens, na maioria das vezes, são passagens aéreas, ou como é um lugar muito pertinho, é despesa rodoviária, passagem rodoviária, mas todas as despesas são pagas. Só que, além de todas as despesas serem pagas, o militar ainda recebe ajuda de custo. Tem um upgrade ali. Aí recebe, dependendo de onde está mudando,

de duas a quatro remunerações brutas ele vai receber. Então, assim, o militar dá muito upgrade na situação financeira quando ele se muda de um lugar para o outro, né? Essa é outra questão aí. Falando desses benefícios, na hora que você falou de vários benefícios que os militares tinham, você me falou uma coisa que eu não sei o que é, o taifeiro. Ah, o taifeiro, né? O taifeiro é um poço que tem no Exército, que seria equivalente ali a um...

cabo ou a um terceiro sargento, mas ele é destinado a determinadas tarefas, como ele serve na copa, na cozinha, ele tem atividades... Mordomo. É, não tinha pensado nisso. Mordomo. Olha, Roberto, já saíram várias reportagens em Brasília do emprego de taifeiros, taifeiros anonimamente reclamando, tem várias reportagens aí, é o Correio Brasiliense,

os jornais lá de Brasília, falando, ah, Taifeiro dando banho em cachorro, lavando o carro do general, saiu até bacharia falando assim, roupa, calcinha da mulher do general, sabe? Eles reclamando. Então, isso é um, vamos dizer assim, um dos penduricalhos que muita gente aí aponta, como militar, ele já está morando em uma casa do exército, está usando um carro,

oficial, que tem gasolina, que tem motorista, ainda tem um taifeiro como empregado doméstico. Então, é... Ô Rubens, você não acha que o Lula vacilou demais em realmente promover uma reforma do exército nesse mandato dele? Eu acho que, diante de tudo que aconteceu, e óbvio, ele tem muito mais acesso à informação do que eu e o Albertinho, talvez até você, o presidente do Brasil, né? Ele tem acesso a todas as informações.

ter cometido alguns expurgos ali dentro do exército. Eu acho expurgo uma palavra muito forte. É limpeza mesmo. Eu acho que eu sou um defensor de reformas do exército. Não só eu, como diversos especialistas em assuntos militares defendem uma reforma das Forças Armadas. Por exemplo, o próprio ensino, a gente estava falando aqui, que essa mistura de impunidade com doutrinação dentro das escolas militares,

serviu como combustível para a tentativa de golpe. E a gente viu aí a quantidade de militares nesses quatro núcleos da trama golpista surpreende. Então, uma coisa muito ruim. Por exemplo, nessa parte aí de reforma, porque às vezes em algumas entrevistas eu falei, precisa reformar o currículo das escolas militares. Eu acho que precisa ir além. Porque talvez o currículo, propriamente dito, é certo que,

que precisa de ajustes, melhoria, mas talvez não seja a reforma completa. Eu vou dar um exemplo da Espanha, onde eu estive. A Espanha passou por 36 anos numa ditadura que foi uma pancada do Franco, com cicatrizes abertas até hoje de muita gente que foi para campo de concentração e tudo. A Espanha foi um balão de ensaio, a Guerra Civil Espanhola, para a Segunda Guerra Mundial, para testar armamentos e tudo.

E lá na Espanha você pensa assim, o Brasil teve 21 anos de ditadura e um militar vai passando para o outro e isso vai se sucedendo e aquela não, não mexa com os militares, não mexa, nós não temos privilégios, é justo pelo sacrifício que nós fazemos pelo Brasil. Essa é a conversa que se vende. A Espanha, ela decidiu ir por um caminho diferente. Ela falou assim, não dá mais para a gente separar militar e civil, tem que estar integrado, tem que ver que a força

militar, ela está subordinada ao poder civil, e ela serve aos cidadãos, né, e não ficar enxergando o próprio nacional como inimigo, como vermelho, comunista, esse tipo de coisa. Aí o que eles fizeram? O oficial do exército espanhol, ele primeiro faz um curso na Universidade de Saragossa, ele se forma lá, ele se gradua em engenheiro, que ele chama lá engenheiro de sistemas, alguma coisa, que eu acho que aqui no Brasil seria engenheiro de produção, alguma coisa assim,

E depois que ele tem essa formação civil e se gradua lá, ele vai para as academias militares só fazer a parte militar. Então isso, vejo a diferença da minha situação como cadete, ouvindo meus instrutores, que o civis, o paisano, como o militar fala na gíria, o paisano não quer saber de nada, não está nem aí para o Brasil, nós é que estamos preocupados e tudo, está aí na faculdade, só fumando maconha, não sei o que, aquela coisa toda.

ele está estudando do lado do coleguinha civil. E quando ele vai fazer a parte militar, ele já conheceu o colega. Ele já teve essa experiência. Então eu acho que seria bastante salutar isso. O que eu acho que o exército tem medo de implementar isso? O exército tem medo com a evasão. Porque como a procura abaixou muito, a gente viu nesse concurso agora para a escola preparatória de cadeias do exército, teve uma primeira chamada, teve uma segunda, uma terceira, ele já estava uma quarta. Os alunos, os novos alunos da escola preparatória

de cadeias do exército, curso de formação de oficial, sendo chamados, já teriam que se apresentar, e eles já na quarta chamada tentando completar o efetivo, porque as pessoas fizeram lá a prova, sei lá, para treinar alguma coisa, mas não se apresentaram. O concurso da ESA para sargentos abaixou demais também. E a evasão das Forças Armadas, pessoas que até se formam nas academias militares, mas imediatamente começam a estudar para cargos públicos e estão saindo. O pessoal da Força Aérea, que vai

sair, vai ser piloto de linhas comerciais e tudo. A questão é, desde a minha época eu ouço que o exército tem projeto de dar uma graduação para o militar. E que o militar iria escolher e a partir dali ele teria uma maior carga horária naquilo. Então, por exemplo, direito. Direito é fundamental. E eu, quando eu fui fazer direito, eu não fui fazer direito com o principal objetivo ali, também isso, mas depois que eu passasse para a reserva ser advogado, exercer advocacia. Eu fui porque eu vi como minha

uma ação tinha sido ineficiente, com 60 horas, dá uns 180 lá no geral, mas de direito penal militar, 60. Não, exatamente, eu tinha que conhecer direito, aquilo pra atuar, própria garantia de lei da ordem, operação de garantia da lei da ordem, saber o que eu posso fazer, o que eu não posso fazer, diversas situações. Então, existe a ideia, o militar se gradua em direito, se gradua em administração de empresa, que é fantástico, pra um cara que vai

comandar um quartel depois. Se gradua em ciências contábeis, por exemplo, para o pessoal de intendência, parte de logística, seria sensacional também. Mas, olha, são ideias que atravessam décadas e não são implementadas. Por quê? Eu acho que o Exército tem medo que a pessoa depois com essa graduação, a evasão aumente. Mas eu acredito que implementar isso só aumentaria a qualificação do recurso humano.

humano, ele seria mantido, desde que as condições de trabalho melhorassem. A gente fala assim, ah, o que você está falando de condições de trabalho melhorassem para os oficiais? Porque para os sargentos, cabos, soldados, a gente já falou, é rancho separado, as gratificações são bem menores, o salário está difícil, não existem tantas casas para os sargentos como existem para os oficiais percentualmente. Ah, mas para os oficiais, tenentes, capitães e tudo, eles também acabam sofrendo

assédios morais e tudo. Houve um caso agora, no ano passado, em que a gente falou da Polpex, o Sistema Habitacional do Exército, Fundação Habitacional do Exército e Poupança do Exército, em que houve uma denúncia do Ministério Público do Trabalho e a Polpex foi multada em 2 milhões e 100 mil reais. Teve que assinar um acordo, um termo de ajustamento de conduta, um TAC com o Ministério Público do Trabalho e foi multada. E quais eram as

as acusações. Cronometrar o tempo que a pessoa ia ao banheiro. Assédio moral. Assédio sexual. Tá lá. No termo de ajustamento de conduta. Uso de processos como instrumentos de intimidação e perseguição. Agora você vê assim. Quem é o presidente da Polpex? Que deveria estar atento a tudo isso. É o general Stumpf. Uma pessoa que era general. A maioria dos diretores da Polpex

Polpex são generais. Existem diversos servidores lá, coronéis e tudo. Assim, Polpex acabou virando, ah, o meu amigo aí, vamos chamar ele aí, foi para a reserva agora, não foi promovido a quatro estrelas, três estrelas, sei lá, vamos chamar ele para trabalhar na Polpex. Será que essas pessoas começaram a praticar esses abusos constatados pelo Ministério Público do Trabalho, só agora na reserva ou já era uma assinativa? A conclusão fica com vocês aí.

trabalho e precisam melhorar. A gente falou desse lobby que o exército exerce no Congresso. Você acredita que o número de oficiais do exército no Congresso pode ser um impeditivo para essas reformas? Número de oficial como político? Como político é senador, a gente tem o Mourão, Girão, Pazuello, deputado e cada vez mais. Parece que tem até um efeito do Bolsonaro. Vários militares resolveram disputar cargos dentro do Senado.

dentro do Congresso Nacional. Muita gente pegou... O Bolsonaro é um fenômeno político. É um fenômeno político, a gente tem que observar isso daí, porque ele saiu do Exército praticamente expulso, não foi expulso do Exército, mas saiu praticamente expulso. Depois virou um deputado do Centrão. Não se tem notícia de nada nesses vários mandatos dele no Congresso Nacional, nenhuma contribuição efetiva dele. Ele tinha um eleitorado,

que era muito ali próximo das baixas patentes mesmo, soldados, cabos, pensionistas e tudo. De repente, os companheiros de turma dele começam a ascender. Eu lembro que no início, quando eu era tenente, existia até uma ordem que o deputado Bolsonaro era proibido de entrar no quartel. Tinha essa ordem, era visto como... Isso é época de tenente. De tenente. Ele era persona não grata e a gente, como oficial de dia, não podia deixar ele entrar no quartel.

parece aí que ele é dissolvido, vamos dizer assim, passa isso daí tudo, ele dá a volta por cima nisso. Em 2014, ele participa de uma formatura lá na mão, que esse é um episódio bastante emblemático, em que ele vai em encontro dos cadetes. Em 2014, eu estava na mão, eu tinha pedido para ser exonerado no projeto do estimulador de apoio de fogo, depois de ter reprovado o sistema,

Sete vezes. E o general fazendo. O gerente do projeto. Fazendo pressão. Para eu aprovar. Eu falei assim. General. Me zonera. Porque eu não vou assinar. O fiscal do contrato. Também falou assim. Nem eu. E os engenheiros falaram assim. Nenhum de nós. Vai assinar transferência tecnológica. Para essa empresa espanhola. Aí o general. Ele. Sozinho. Fala assim. Eu assino sozinho. Assinou. Isso daí. Está no relatório do TCU. O TCU fez um relatório. Sobre isso daí. E tem um. Acordam lá. Acordam 541.

de 2021, e cita lá o general Mourão, que é senador hoje, que na época era o gerente do projeto. Então, o general, ele assinou, acabou causando aí um problema para as Forças Armadas, tudo isso daí está no relatório do TCU, que dá para encontrar pela internet. O exército foi obrigado a fazer um acordo de repactuar o contrato com a empresa. O próprio TCU, os técnicos do TCU disseram que foi bastante prejudicial para o Brasil e para o exército repactuar esse acordo aí.

Então, em 2014, nessa época que eu estava lá e saí do projeto, pedi minha exoneração, eu me tornei, então, assessor jurídico do comando da MAN, que era o general Tomás, que hoje é o comando do Exército. Na formatura dos cadetes, no final do ano, o deputado Jair Bolsonaro vai em encontro dos formandos. Tem esse vídeo aí também na internet, se quiser procurar para passar aí. Coloca aí depois. O vídeo que eu te mandei do Bolsonaro sendo...

E aí isso daí é considerado como o lançamento da campanha presidencial dele. E ali ele, né, ele diz que, ah, vou disputar em 2018, tamo aí pra isso. Não, não, não. Esse, o outro, esse. Esse, é. Vamos assistir aí. Os cadetes já chamaram de líder, líder, líder. Na época não era mito, era líder. Parabéns pra vocês. Nós temos que mudar esse país, tá ok. O clássico tá ok. Alguns vão morrer pelo caminho.

foi disposta em 2018. Seja o que Deus quiser, tentar jogar para a direita este país. Assim, a gente viu aí a resposta do clube oficial do Exército Brasileiro, e aí quem aponta isso daí como um risco, que é exatamente o que a gente fala, a politização das Forças Armadas. Existe uma frase que fala, quando a política entra pela porta da frente dos quartéis, a disciplina sai pela porta dos fundos. Então, assim, é um risco muito grande essa politização, como eu citei também,

discurso do general Tomás lá, do áudio, do áudio que vazou dele, da reunião no Comando Militar do Sudeste, ele fala militarismo, os militares são uma bolha, uma bolha de direita. Nessa fala dele, ele até fala o seguinte, que ele também tem dúvidas sobre o sistema eleitoral, esse é o atual Comando do Exército, ele tem dúvidas, isso são palavras dele que estão aí na internet, tem dúvidas sobre o sistema eleitoral,

que o PT, ele fala assim, o PT está, porque foi a sua pergunta, né, Rodrigo, ele fala assim, o PT está querendo realizar uma reforma estruturante do Exército Brasileiro, mas o alto comando do Exército, são os generais quatro estrelas, estão aí para impedir isso, para resistir, para não deixar isso acontecer. É uma briga ali dos dois lados, é algo que é necessário e um poder que quer resistir. Então, você fala dessa visita do Bolsonaro, para ele falar para levar o Exército,

o país, na verdade, e com uma motivação para que também o exército siga um caminho mais à direita, mas o exército, pelo que você explica, ele já era essa direita, tanto é que o exército, teoricamente, o maior inimigo dele sempre foi o comunista. É, mas faltava força política, né, Roberto? Porque o exército, em tese, já é isso, não? É, porque você vê aí como o Bolsonaro consegue mobilizar multidões como fenômeno político, ele atrai multidões,

com soluções simples para problemas complexos. A gente tem que ser muito ingênuo para acreditar que problemas complexos vão ser resolvidos com soluções muito simplistas. E muita gente foi eleita no vácuo dele. Sem capacitação nenhuma. A própria eleição do general Mourão como senador pelo Rio Grande do Sul. Do general Pazuello foi o deputado mais votado no Rio de Janeiro.

Se não me engano, mas eu acho que foi. Tem o Tenente Coronel Zucco. Então, assim, hoje pode-se dizer que tem a bancada da bala, a bancada do boi, a bancada disso, a bancada daquilo. Já existe uma bancada militar lá também. Então, tem dois componentes políticos aí. Tem de militares que não necessariamente estão defendendo os interesses da força. Um militar que eu vejo aí que está sendo muito criticado por quem está na ativa e tudo é o Hélio Lopes.

O Eli Lopes é o papagaio de pirata, que vivia ali do lado do Bolsonaro. Fez aquele acampamento em frente ao STF, dizendo que estava fazendo greve de fome, e depois encontraram um monte de lanche e biscoito dentro da barraca. Depois o STF falou assim, sai daí, para com esse negócio. E ele levantou o acampamento lá. Você acha que o Tarcísio faz parte dessa bancada militar como governador de São Paulo?

vendo o Tarcísio no estado de São Paulo. Eu acho que diversas coisas ali ele errou. O pessoal até comentou aqui no Tarcísio. A privatização da Companhia de Energia Elétrica do estado de São Paulo, para a Enel e tudo, eu acho que foi um erro, piorou. A gente está vendo aí o caos na cidade de São Paulo sempre que existe aí um... E daí junta estado com município, nessa responsabilidade de poda das árvores, de as pessoas sem energia elétrica,

tudo isso. Então, o preço ali de consumo de água também aumentou. Então, acho que diversas coisas pioraram. E uma das coisas que piorou bastante é esse projeto dele aí da Escola Cívico-Militar. A gente viu ali aquele vídeo sofrível do pessoal colocando dois erros de português lá no quadro, na lousa dos militares lá. E, assim, é a crítica que se faz. Pesquisa aí se a Escola Cívico-Militar

uma escola tão boa, procura aí, vê se o filho do rico está estudando lá. O filho do rico, ele está estudando o Piaget, está com uma didática de ensino, metodologia de ensino moderna, de Paulo Freire e de tudo que as pessoas falam tão mal. Mas o Paulo Freire é reconhecido até pela Universidade de Harvard, para a gente deixar claro para o ouvinte que vai falar assim, esse cara aí é comunista, não sei o que tal. Então, país capitalista, Universidade de Harvard,

ela já homenageou o Paulo Freire, como expoente aí na didática, na pedagogia. Então, assim, o filho do rico está aí, está aprendendo isso. Aí o filho do pobre, ele está indo para a escola cívico-militar, aprendeu o quê? Obedecer. Só obedecer. No ensino que não está agregando nada. No Paraná, onde isso daí também foi implantado, as escolas cívico-militares, está tendo diversas denúncias, até de assédio sexual, contra os militares que estão sendo empregados lá.

passou para a reserva, se aposentou, da polícia militar exercer um cargo público, ganhando um adicional, sem capacitação técnica para isso. E por que isso? Esse é o projeto da Revolução Gramsista menos um. Aí você percebe de onde vem? A gente vai juntando as ideias. Para não deixar o avanço da cultura. Ah, quer dizer que eles estão querendo fazer uma revolução cultural? Vamos nós fazê-la. Vamos fazer essa revolução cultural. Vamos criar a escola civil militar, vamos implementar

as nossas ideias lá. Então é isso, é como se fosse a apropriação da ideia do Gramsci-1 que está sendo implementado com essas escolas cívico-militares e só para a população pobre de baixa renda sendo adestrada a obedecer e não a pensar. Vamos ler o superchat? Vamos jogar a galera aí? Pode ser? Vamos lá? Pode ser, Rubens? Vamos. Pegar aqui o comandante Robson Porinazo está aqui acompanhando a live com a gente.

Esse é da Elite.

Oliver, acessem agora o que a E-Code tá na tela. Vamos lá. O Robson Farinar, agradecer os novos membros aqui do canal também. Marinho, FSI, Alberto, tudo aqui com a gente. O Robson mandou 50 reais, canal Arte da Guerra, parabéns amigos. O Fê Gonçalo mandou um superchat aqui também, falando ofensas às forças armadas e a general golpista. Tá bom. Marcos Vinicius também,

Obrigado. O Copesp perguntou aqui, qual sua avaliação acerca da postura subserviente de nossos militares em relação aos militares dos Estados Unidos? O Exército Brasileiro, ele tem um programa de, assim, um intercâmbio com o Exército Americano, sempre teve boas relações. Claro que, assim, se a gente falar sobre a ditadura militar, golpe militar de 64, a gente percebe que,

os Estados Unidos, apoiando o golpe e tudo, é, não, não,

elogiaria esse tipo de relacionamento porque seria uma ingerência de uma nação externa sobre os nossos assuntos internos. Mas sempre houve uma relação salutária entre os dois exércitos. Na década de 70, e desde a Segunda Guerra Mundial, o exército passa a adotar a doutrina americana. Nós já tivemos adotando diversas doutrinas de outros países antes da Primeira Guerra Mundial, chamavam os

jovens turcos, pessoas que foram estudar no Império Austro-Húngaro na época. Depois, a Primeira Guerra Mundial é a guerra em que acabam os impérios, o fim dos impérios. E depois da Primeira Guerra Mundial, com aquela vitória da França, aquela guerra estática de trincheira, o exército começa a enviar militares para estudar na França. O próprio Castelo Branco fez curso lá na França, antes da Segunda Guerra Mundial, que já estava completamente desortalizado.

Na Segunda Guerra Mundial, a gente tem uma guerra de movimento, que a Alemanha implementa,

Britskrieg, né? Minha pronúncia em alemão é ruim. Terra, ar e água ao mesmo tempo. É, um relâmpago. Um sistema todo da guerra relâmpago, né? A tradução do alemão. E aí o Brasil, depois que eu acho que foi uma excelente iniciativa, mandou o exército pra lá com a Força Expedicionária Brasileira, que tem uma história incrível lá, subordinada ao Quinto Exército Americano, Quinto Exército de Campanha Americano. Então, vê, a FEB, a Força Expedicionária Brasileira, ela, com a divisão de

Infantaria Expedicionária se subordina ao exército americano, aprende a doutrina do exército, volta pra cá e a gente passa a adotar a doutrina americana. Isso daí vai até a década de 70, teoricamente até a década de 70, que diz que o acordo interamericano entre Brasil e Estados Unidos, os exércitos, terminou. Eu não concordo na prática, acho que acabou no papel, mas nós temos manuais, por exemplo, manual do grupo de artilheira de campanha. O nosso é o C620.

C de campanha, né? Manual de campanha 620. Nos Estados Unidos é o FM manual de campanha 620. Então até o número do manual é igual. Até quando eu estava nativo no exército, eu brincava, eu falava assim, pô, esses americanos vivem copiando a gente, hein? Até os números dos manuais eles copiam. Nossa doutrina autóctone. Porque lá na Escola de Comunidade do Mal do Exército, eles ensinam que a partir da década de 70, o Brasil tinha uma doutrina própria, autóctone. Mas eu não concordo com isso.

uma doutrina que tenta espelhar a doutrina americana, mas que não percebe bem, que ficou no passado. Tenta espelhar, mas que ficou no passado nessa Guerra Fria. Porque a gente tem que se preparar, a gente tem que, em vez de copiar o exército americano com todo o poderio que eles têm, recursos enormes, que não dá para comparar, a gente tem que olhar mais para países cometer como guerra simétrica. O exército tem, inclusive, um general no Comando Sul dos Estados Unidos,

no exército americano, um general do exército brasileiro. Então, eu diria que hoje a gente ainda tem uma grande influência do exército americano na nossa doutrina e tudo, que ficou para trás, que não é nem mais a doutrina do exército americano, que a gente poderia, assim, caminhar com uma reforma estruturante para uma doutrina autóctone realmente nossa, nos preparando para uma guerra assimétrica e para defender um país com as dimensões

que a gente tem. Você chegou a conhecer a Nectron? Não, mas eu sei do problema que está... Foi sabotada na Lava Jato. O que você acha dos Estados Unidos querendo implementar essas bases, igual no Paraguai, Equador, até no Brasil? Eu acho que não vai acontecer no Brasil. Não vai? Eu acho que aqui, no momento, vai acontecer. Eu acho que, falando um pouco de geopolítica, os Estados Unidos fizeram essa ação

Venezuela, eu acho que como um passo preparatório para aquilo que eles já pretendiam no Irã, porque... Sabia que ia rolar uma dependência de petróleo. Exatamente, sabia que ia depender, então garantiu um fornecimento de petróleo. A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo. Agora eles precisam garantir uma dependência de terras raras, que para de fazer negócio com a China. E aí, sim, eles foram lá. O próximo objetivo, que as pessoas estão comentando,

Cuba, né? Cuba, eu falo assim... Já está sinalizado Cuba, né? É, então, eles já estão sinalizando Cuba. Cuba, assim, infelizmente, né? Eu falei, eu viajei pra Cuba pra conhecer. Na época, falei pra minha ex-mulher, né? Viajei com ela, falei assim, ah, vamos conhecer Cuba antes que o comunismo acabe, né? O socialismo acabe. Porque eu imaginava que com o fim dos irmãos Castro e tudo, uma hora isso daí vai acabar. O que a gente vê lá é um país muito bonito, um povo, assim, sensacional,

mas muito sofrido, né? Um país, assim, lindíssimo, cheio de recursos e tudo. E as pessoas na capital de Cuba, em Havana, têm mais consciência dessa situação, porque tem mais contato com turista e tudo. E uma vez eu comentei lá com uma das pessoas lá, um guia turístico que a gente contratou, aí falou assim, as pessoas falam que o Fidel não precisa, né? Digo que ele não tem salário e tal, ele falou assim, ele nem precisa, né? Porque ele recebe tudo, ele tem casa, ele tem comida, ele tem carro,

Ele precisa de salário pra quê? É como o que eu falei assim, né? Os pinduricalhos aqui. Tem motorista, tem carro, tem casa do exército, tem taifeiro pra fazer faxina em casa. Tem tudo e ainda recebe salário fora teto, né? Então, agora as pessoas do interior, elas pensavam mais, falavam assim, não, o Fidel é o libertador, não sei o quê. Existia toda uma... Parecia aquele livro, 1984, do George Orwell. Aquela propaganda que a pessoa, sabe, é oprimido e tá aceitando aquela propaganda, né?

Então, assim, no momento eu acho que não existe essa perspectiva de bases americanas aqui. Acho que seria muito mal aceito pela população brasileira, pela imprensa, por todo mundo. Eu acho que, por enquanto, não tem espaço e que o próximo objetivo dos Estados Unidos é realmente Cuba, que sempre incomodou os Estados Unidos há muito tempo e não seria propriamente o Brasil. Não sei se Cuba incomodou os Estados Unidos em algum momento. Talvez a proximidade com a Rússia, sim, mas Cuba necessariamente não.

no que os Estados Unidos acham que é o quintal deles, né? É a proximidade, vamos falar assim, real, muito curta, né? É como a situação da Ucrânia. A Rússia, ela não aceita falar assim, pô, isso daí é a minha área de influência. Ucrânia não vem meter a mão aqui na Ucrânia. E Cuba é a Ucrânia dos Estados Unidos. E não só isso, quem Cuba faz negócios ali também, né? Estados Unidos sancionando ali e aí faz negócio com Rússia, com China, né? Os caras, pô, não quero.

ter um pouco disso também. Agradecer ao Roque Ferreira, mandou superchat, o Fire Beats BR também. Olá, ótimo episódio de domingo. Estou criando um simulador com base no livro Militar Solutions, SERS Games, de Roger Smith. Quais outros o senhor recomenda no nível do Exército Brasileiro? Não sei se eu falei o nome certo. Eu não saberia dizer, porque essa eu vou ficar devendo. Porque eu não sou muito de... Eu nunca fui muito de jogos assim. Eu sou mais de xadrez, tá?

Toda vez que eu pensei assim... Toda vez que eu penso assim, eu vou... Ah, vou comprar um desses jogos, simulador de... Tinha colegas que compravam esses jogos de simulador de caça, eles sabiam todas... Porque são muito realistas, né? As defesas aéreas, jogar flare, fugir dos mísseis. A diferença do míssil é essa, que o míssil é guiado em relação ao foguete. E daí eu falei assim, toda vez que eu pensava, vou comprar um joguinho aí e tal, eu falo assim, não, mas eu gosto mais de xadrez.

querem uma dica sobre simulador. Foi o que ele pediu. Uma pessoa que eu sei que entende muito disso é o cara que estava aqui com a gente, comandante Robson Forinaz. Ele está montando um simulador, inclusive. Eu tenho certeza que ele tem várias dicas. Se vocês entrarem lá no canal Arte da Guerra, ele deve dar dicas disso lá no canal dele diariamente. E se você chamar o Forinaz também, ele é um cara que é super, sabe? Super acessível, que ajuda a galera mesmo.

Se preocupe que entende. Então, se quiser, o Forinaz vai te dar a dica. Cara, e falar em jogos aí, porque depois

Olha, que eu tava mexendo no Discord do Três Irmãos e larguei a tela aberta e eu tava jogando aí e tava gravando a tela. Ah, você reiniciou. Ah, então não tá. Foi por isso que gravou. Eu pensei agora, pô, será que tá espelhando a tela no Discord, né? Inclusive, quem quiser falar com o Três Irmãos entra lá no Discord. A gente vai trocar uma ideia depois do episódio. Cara, isso é legal, mas assim, só porque a gente já falou aqui, a gente tem outras redes sociais, né?

Spotify, a gente tá no Instagram, então sempre você tem que ter acompanhado as vezes, a gente vai soltar a agenda da semana, tá lá no Instagram, se você estiver viajando, baixa nosso episódio no Spotify pra você ouvir, é isso. Rodrigão, posso lançar um desafio aí, uma provocação, né? Que é, eu sei que a gente, né, vocês estão dando um super espaço aqui, tá bem bacana esse papo de um domingo, mas é, as pessoas que estão nos ouvindo, é responder, tem alguma coisa aqui que eu tenha falado hoje, na visão, né, dos nossos

ouvintes aí do podcast Três Irmãos, aqui dos brothers, que você acha que eu estou extrapolando, estou cometendo uma crítica indevida, estou agindo de forma antiética, contra o que é chamado pundo ou não militar, que é a conduta correta do militar, seja nativa, na reserva, tem alguma coisa aí que você está achando que eu estou extrapolando, ou as reflexões que eu estou trazendo estão sendo justas, ponderadas, para a gente refletir, para a gente melhorar, isso é uma coisa aí que eu gostaria de deixar,

pessoas responderem aí na chat, daqui a pouco você me fala, né? E eu queria ainda abordar um assunto que eu acho bem legal da gente falar. Antes de você abordar, então, vou pedir para o Pedro colocar uma enquete aí, Pedro. Coloca uma enquete. Pergunta para a audiência aí se o Rubens, a conversa dele é necessária ou o pessoal está achando que está sendo indevido aí. Vamos lá. Isso, isso aí. É que é importante. Houve acesso na fala.

Isso. Houve acesso no que você colocou. O que você colocou realmente é uma coisa,

pontos pertinentes, importantes para serem debatidos por todo mundo, pela sociedade. Viver excesso ou fala mais? Isso. Conta mais, conta mais. Diz aí. Bota aí na enquete. Não, o que eu falo, eu sou uma pessoa super aberta para crítica, para tudo, tá? Não estou nessa fase aí negacionista do exército, de negar os problemas tal, quero melhorar mesmo. E uma coisa que eu acho importante aí, dentro desse mesmo tema, é que, assim, por isso, por entrevistas como essa, exatamente como essas,

sendo processado pelo exército o exército está querendo caçar minha aposentadoria que eu acho aí uma atitude bastante desleal por quem durante 32 anos só passou uma imagem muito positiva do exército fez tudo pelo exército escreveu um manual pelo exército passou uma imagem positiva do exército na faculdade em todos os locais onde eu trabalhei mas então o exército está me submetendo ao tribunal de honra o que eu quero dizer é o seguinte o exército ele não submeteu

CID, essa informação bem legal, importante para as pessoas saberem, porque eu acho que a informação está passando incompleta. O exército, o CID, ele não foi representado pelo PGR, pelo Procurador-Geral da República, como os generais foram, porque isso foi parte do acordo dele. O Mauro CID. Mauro CID. Mauro César Barbosa CID. O pai dele é Mauro César Lorena CID, Geraldo de Quatro Estrelas. Os dois têm quase o mesmo nome. Então, o Tenente Coronel CID,

ele não foi representado pelo PGR para perda do posto e patente, porque ele não recebeu uma condenação por pena privativa de liberdade, superou dois anos, esse foi um dos que ele tinha pedido os advogados no acordo de colaboração premiada. E isso está sendo vendido, está sendo apresentado como, ah, foi por isso, então ele não vai para o tribunal de honra.

não. Eu, muito menos do que o CID, eu não tenho nenhuma condenação. Porque o CID, que pode se dizer, é um criminoso condenado pela justiça do nosso país. É isso que ele é. Ele é um criminoso condenado. Ele não está sendo submetido ao tribunal de honra porque essa pena não passou de dois anos. Eu, que nem sequer tenho pena, estou sendo submetido. Porque no estatuto dos militares e

diz que o militar, se ele atentar contra a ética, contra a honra, contra o pundonomilitar, ele pode ser submetido a esse tribunal de honra. Aí a gente tem um segundo caso, que é do coronel Testone, da reserva, da turma de 1987. O coronel Testone, ele esteve na manifestação, naquela balbúrdia do 8 de janeiro, quando a polícia do Distrito Federal começa a jogar granadas de gás,

lacrimogênea e tudo, ele se exalta, ele xinga os generais, ele xinga o alto comando do exército. Existe esse vídeo aí na internet, não sei se a gente pode passar aqui no programa esse vídeo também. E no caso, o coronel Testone, o exército abriu o inquérito policial militar contra ele, pelos xingamentos aos generais. Isso daí foi julgado, tá? A pena dele foi de um mês, é isso mesmo, pessoal, não é um ano, tá?

É um mês e 18 dias. A pena dele foi de um mês e 18 dias. Com um mês e 18 dias, foi concedido sursi para ele, que é a suspensão condicional da pena por um período de dois anos. Ele já cumpriu esse sursi, essa suspensão condicional da pena, e já teve extinta a punibilidade. Agora, esse militar também, da reserva, sem papas na língua, desferiu diversos impropérios contra a general.

alguns nominalmente. Está tudo bem para o Exército também? A pergunta é, e agora eu vou fazer uma pergunta para o general Tomás, comando do Exército. Porque o general Tomás é que assinou a decisão me submetendo ao Tribunal de Honra para caçar minha aposentadoria. Quer dizer, eu com essas entrevistas, general Tomás, por favor, responda para a gente.

agindo de forma antiética, com pontos ali para a gente refletir, ponderar, diminuir as Forças Armadas, o CID não agiu não. Eu fico pensando que é o seguinte, eu deveria ter participado de trama golpista, eu deveria ser suspeito de falsificação de cartão de vacina, de liberar joias na Receita Federal, joias sauditas, depois de ser acusado de tudo isso daí,

feito um acordo de delação premiada pra acusar todos os generais, porque assim, o Cid virou unanimidade, né? Ele é detestado pela esquerda e detestado pela direita. Ele é detestado pela esquerda porque participou da trama golpista. Ele é detestado pela direita porque a direita considera o Cid desleal. Traidor. Traidor, né? Então, uma pessoa que é detestada por todo mundo, né? O Cid, condenado, assim, além da condenação, que é um critério objetivo, pena superior

anos você é representado ao superior tribunal militar, para o tribunal de honra. Esse é o critério objetivo. Agora, no critério subjetivo, está tudo bem com o CID? Pergunta para o general Tomás, porque é ele a autoridade responsável por submeter o CID e o coronel Testone ao tribunal de honra. Está tudo bem nisso? Será que eu se eu tivesse feito isso, participado de trama golpista, condenado pela justiça, delatado depois dos generais?

Era isso que precisava fazer para eu ganhar a boa vontade do comando do exército, para manter minha aposentadoria?

O CID nem completou 30 anos. Ele está sendo beneficiado com uma aposentadoria integral. Tem um trecho da própria apostila de direito militar, que é uma parceria. Eu fiz a pós-graduação em direito militar também. Quando eu fiz o curso de direito, eu fiz para usar dentro do Exército. Depois eu fiz uma pós em direito militar e em direito e gestão da segurança pública. Então, tudo para usar em proveito do Exército.

Na apostila, que é um convênio da Unisul, Universidade Sul de Santa Catarina, com o Exército, com o Centro de Estudos Militares, abre aspas, diz,

injustiças e arbitrariedades. É isso. Então, eu acho que fica essa pergunta que o general Tomás está devendo para a imprensa, para a população, para mim mesmo, sabe? Como lealdade. Porque eu sou leal ao exército, mas estou sentindo uma deslealdade dos meus chefes militares em me perseguir com esse lawfare. Então, eu queria saber, é isso que eu precisava fazer? Agir como Cid? Agir como Testone? A gente pode passar? Você encontrou o vídeo do Coronel Testone,

que ele falou. Você pega o vídeo aí, eu queria deixar aqui já. Tá aí, já? Tá, é isso aí. Com áudio? O áudio já vai sair pra audiência, porque eu tô com o fone. Ah, tá beleza. Não sai pra gente, mas sai pra quem tá. Forças armadas, filha da puta! Mandos generais, filha da puta! Mandos generais, filha da puta! Ritalto, seu filho da puta! Vão tudo tomar no cu! Vanguardeiros de merda!

Filha da puta! Covarde! Olha aqui o que tá acontecendo com a gente! Generais! Filha da puta! Feire Gomes! Filha da puta! Filha da puta! Outro comando do caralho! Mano de filha da puta! Olha aqui o povo! Minha esposa! Deus filha da puta! Manguardeiros! Filha da puta! Exército é o caralho! Esse nosso exército é um merda! Vão tudo tomar no cu!

Filha da puta! Filha da puta! Essa ficou de pé lá pro final, né, Rodrigão? Exército! Filha da puta! Ele tá falando que todos sabiam que o golpe era pra ter sido dado e essas pessoas não deram o golpe. É isso. Ele tá citando o nome de várias pessoas que sabiam do plano e não fizeram nada. Foram covardes na opinião dele. Ele tá reclamando que o golpe não foi dado. Exatamente. Que loucura! Uma loucura completa aí.

E aí, me parece que para o comando do exército, o general Tomás, isso está tudo bem, isso não é um comportamento antiético, não fere o pundonão militar, ele é a autoridade responsável por levar esses militares a conselho de justificação ao Tribunal de Honra, mas ele prefere levar a mim por causa de um livro, de um romance premiado, jabuti, premiado internacionalmente, e por entrevistas como essa. Então, assim, eu vou deixar aqui já a oportunidade, por exemplo, o general Tomás,

para qualquer um que achar que o que você falou aqui não está correto, vim aqui e expor a verdade dele. Seria ótimo. Vou carregar com ele o entendimento que ele traz. Para a gente ter uma resposta disso. E por que isso está acontecendo. Então já fica aqui o convite, a porta aberta do podcast Três Irmãos, para que qualquer um que foi citado aqui, se achar que foi indevido ou que não foi correto, vim aqui e se justificar, trazer as palavras dele aqui.

Seria excelente. Para o público também. Sim, claro. Por que de cada ação, né? Porque você veio aqui e trouxe as suas oportunidades. Sim, sim.

o seu entendimento e o seu justificativo do que você fez. Vamos debater. E se quiser sentar com você, você vem. Exatamente. Seria um prazer sentar aqui junto com o general Tomás ou com qualquer pessoa que ele indicar. Um representante. Se ele não quiser vir em relação de compromissos da agenda dele, quiser mandar alguma pessoa, mande o representante dele. Eu sento aqui, a gente debate. Eu tenho visto vocês

fazem bastante isso, né, debate entre um e outro, porque isso é bastante, é muito bom, né? É um esclarecimento público, né? Esse coronel tá preso esse do vídeo? Não, então, esse coronel, o exército abriu um inquérito policial militar contra ele, ele já foi julgado pela justiça militar, ele foi condenado, como eu falei, há um mês e 18 dias, 48 dias. 48 dias de detenção, iniciando no regime aberto, tá?

Ele nem cumpriu a pena, porque ele fez um acordo lá da suspensão. É legal isso, né? A suspensão condicional do processo, uma pena muito baixa. Chama sursi. Então ele foi beneficiário do sursi, da suspensão condicional da pena. Já cumpriu e já teve extinta a punibilidade. E ele não foi submetido. Isso em relação ao crime militar. Em relação ao Tribunal de Honra, ao Conselho de Justificação, ele não foi submetido ao Conselho de Justificação por nenhuma atitude antiética,

militar, que manchasse a imagem da força. Parece que está tudo bem com o que ele fez, com o que o Cid fez. Essa responsabilidade por encaminhá-los, por encaminhar militares, não sujeito a pena privativa de liberdade superior a dois anos, inferior, como é o caso do Cid e do Testone, é responsabilidade do comando do exército. Seria assim, até um poder dever, tá? Mais do que um poder dele, até um dever dele encaminhar esses militares para o Tribunal de Honra. O reservado 1919,

mandou um superchat e falou que pode concordar em muitas afirmações, exceto com relação a fazer patrimônio com movimentações. Pra pica-fumo, pra cada mudança é um empréstimo. Ele comentou aqui. Já sei. E o comandante mandou mais uma também, Arte da Guerra. Vamos assinar a petição pra conceder uma medalha ao Sindicato dos Metalúrgicos que defendeu a Vibras. Defendeu muito bem. Importante, hein? Teve uma galera que mandou pergunta,

aqui também no Instagram do Três Irmãos. É uma oportunidade, se você não segue o Três Irmãos no Instagram, vai lá. O Le Batista... Pô, pode me seguir também, né? É lógico. É o arroba Pierrot Cult. Boa, já sigam lá. Vou deixar aí também as redes sociais do Rubens. O Le Batista mandou aqui. O que o senhor acha da Operação Brothers Sun fazendo parte das Forças Armadas? O Brothers Sun, eu sei, essa daí foi do Apoio ao Golpe de 64, não foi? Não sei, tem conhecimento.

também essa. É, se não me engano, foi isso. A Operação Brother Sun. A gente já comentou aqui, né? Sobre esse apoio dos Estados Unidos. Então foi quando os Estados Unidos que quis invadir aqui, né? Foi quando os Estados Unidos apoiam o golpe de 64. Então, se não me engano, foi isso, tá? E o Manuel Cavalcanti mandou aqui, por que o Brasil permite treinamento militar na Caatinga e outras áreas estratégicas do Brasil? Por que o Brasil permite treinamento militar na Caatinga e outras áreas estratégicas do Brasil?

aceita isso? Deve ser de outros militares que não os brasileiros que ele está falando, com certeza. Eu vi que houve até visita de, acho que, oficiais militares da China, lá na Caatinga, se não me engano. Mas sabe que nem acho assim tão essencial isso, porque antigamente tinha essa coisa da Amazônia é um segredo, os segredos da Amazônia e isso. Então o exército fazia muitos segredos em relação

Amazônia, e aí se estende a outros ambientes operacionais, como a Caatinga e tudo, e a gente tem tropa com até uniforme preparado com partes de cor e tudo, porque a vegetação com espinhos, essa coisa toda. Mas, assim, eu insisto que isso daí talvez não seja o essencial. Acho que o essencial mesmo é ter uma força armada com poder de dissuasão.

Hoje seria o drone. Você quer fazer o certo, hoje é drone. Então, assim, dissuasão é você ter armas muito baratas e efetivas. Existe o chamado drone subaquático também, né? Tem, tem. O drone é que a galera, a gente fala drone, eu, por exemplo, sempre associo àquele aviãozinho ali. É um outro modelo. Mas também tem o subaquático e tal. Então, assim, você pega um aparelho que custa muito pouco, muito eficiente e que uma potência vai falar assim, pô, peraí.

ser atacado por... A própria Rússia e Ucrânia, olha como eles estão usando drones nessa guerra toda. E já desenvolvendo para não resistir ao drone. Então, esses intercâmbios, de vir um militar aqui, acompanhar os exercícios na Caatinga, fazer um curso de guerra na selva, curso de operações na selva, no SIGS, Centro de Instrução de Guerra na Selva, nem acho que seja assim tão... Faz parte dessa política dos militares, de uma boa vizinhança, vamos dizer assim, de intercâmbio.

para lá também. Quando eu fui para os Estados Unidos, aprendi lá sobre a parte do cálculo balístico deles, informatizado. Eles também mostraram diversos radares. Aprendi sobre os radares que eles tinham, que a gente não tinha. E aprendi diversas coisas que eu trouxe para cá. Então, eu acho que isso daí não tem tanta relevância. Esse treinamento, a sensação que eu tenho é de que, por exemplo, é quase o início do que a gente falou, do simulador.

O cara vem aqui e faz um treinamento, pode ser dentro da Amazônia ou na Caatinga. Ele foi lá treinando

por horas. A hora que você põe ele lá e fala assim, fica quatro dias aí dentro. Pois é. Ele não tá pronto. Ele só treinou, não dá. Hoje em dia, não é só que essa questão de treinamento, é muita tecnologia, sabe, Roberto? Sim. Então, assim, a tecnologia, ela suplanta muita coisa, tá? Eu vi isso lá no tempo que eu passei lá na fronteira com a Colômbia, São Gabriel da Cachoeira, eu vi como, assim, às vezes, alguma tecnologia de GPS e tudo era muito mais eficiente

do que o mateiro, por exemplo, que é um guia que conhece a selva. Então, sabe, a gente às vezes usava tecnologia e coisas que eram mais eficientes do que os próprios regionais. Então, acho que acabou virando um pouco um mito isso, mito do regional, do soldado da Caatinga, do soldado da Amazônia, do soldado de selva. É importante a gente saber operar nesses ambientes operacionais, mas eu insisto, olha, hoje em dia,

Duô, é guerra simétrica, né? E acho que já foi falado isso nesse programa aqui também, sobre isso, né? Legal, legal. Tem um LivePix aí, né, Pedrão? Você não vai tocar aí, não? Quer pôr o foninho aí, ô Rubem? Você escutar o LivePix? Vamos lá. Pode pôr aí. Dez reais. Percebo que os militares que estão na política não estão preocupados com as FAA, muito menos com os subordinados. O senhor vê o mesmo?

Qual que é o nome dele? Obrigado. Manoel GPL? Coyote. Coyote. Obrigado, Coyote. Então, a pergunta é se os superiores estão preocupados. Eu vejo com preocupação. A gente, desde a Academia Militar, existe uma matéria lá, liderança. Eu lembro o Coronel Ekscher, um grande instrutor lá da MAN, foi responsável por implementar também essa disciplina de liderança. Ele era uma pessoa muito benquista pelos cadetes e tudo, como líder.

E assim, me vê com preocupação quando eu observo até comentários em redes sociais. Comentários de que os chefes não estão preocupados, os chefes estão querendo manter só os próprios privilégios. É, mas ele falou dos militares que estão na política. Que eles não estão muito preocupados com o exército e nem com os subordinados. Olha, essa é a crítica.

que o Hélio Lopes recebeu. O Hélio Lopes era um suboficial, foi uma esperança muito grande dos sargentos, que ele iria para o Congresso e ia ser um grande representante dos praças, como são chamados, os sargentos no Exército. E eu já vi muita gente dizendo, ele não tem mais o meu voto. Ele está fazendo uma campanha agora, não sei com que currículo que ele tem para isso, para ser ministro do TCU, não sei se vocês viram.

Então, o Hélio Lopes está fazendo essa campanha aí e algumas pessoas estão dizendo, ele já está fazendo essa campanha porque está vendo que não vai ser reeleito. Porque os praças se decepcionaram com ele. Ele foi eleito pelos sargentos, sem dúvida nenhuma, lá no Rio de Janeiro. Tem uma grande concentração de militares lá no Rio. Sargentos, as famílias dos sargentos. Então, talvez aí a gente tenha um acerto de contas agora. Senador, não.

Eu vi muita gente criticando também o senador Mourão, que não colocou o pé no Rio Grande do Sul, no desastre lá do Rio Grande do Sul. Aliás, no desastre, a gente tem que elogiar, as Forças Armadas fizeram um trabalho excepcional lá, a Marinha, o Exército, que tem meios anfíbios e tudo, prestaram socorro lá, bastante importante para a população, pela pléiade de meios que tem mesmo. Construíram pontes, está certo que algumas lá cederam a tempestade, foram destruídas mesmo as pontes que o Exército construiu,

mas ajudou bastante lá. E, assim, uma crítica muito grande ao senador Mourão, que não pisou lá, não ajudou lá a população, né? Só que ele tem um mandato de oito anos, eu acho que você perguntou, eu acho que ele realmente, com a visão pragmática, eu já trabalhei bastante com o Mourão, né? Dentro da visão dele, ele viu que ele tinha garantido um mandato de oito anos, com um salário fura-teto desse de setenta e oito mil reais,

e falar assim, pô, por que eu vou me meter em trama golpista em qualquer coisa? Pô, o Bolsonaro já tá me escanteando mesmo, né? Então, que se dane, vou ficar na minha que eu já tô com o meu garantido aqui, né? Então, eu acho isso. Eu acho que essas eleições agora que a gente vai ter, vamos ver o que vai acontecer, mas acho que Hélio Lopes é um dos que vai cair fora. Rubens, obrigado, cara. Eu que agradeço. Espero que você tenha gostado aí da conversa.

Você falou, a galera de seguir na rede social, qual que é o... É o arroba, Pierroticult, né? Meus agradecimentos a vocês e mensagem final é essa. Eu acho que... Hoje vamos torcer para o Oscar, né? O agente secreto, com quatro indicações. É mesmo. Vamos valorizar a cultura nacional. O Kafka, ele tem uma frase que diz, né?

respeito de São a Verdade. Eu li alguns livros dele lá, O Processo, quando eu estava na faculdade e tudo, e a gente vê que como você, às vezes, com romance, você consegue, assim, abrir os horizontes, refletir sobre diversos pontos, né? Então, eu acabo aí, não de uma forma pretenciosa, mas dizendo, gente, o livro é bom. Diários da Caserna, Dossier Smart, A História que o Exército Quer Arriscar, chegou a finalista do Prêmio Jabuti, né? Como cinco melhores romances,

2024. Medalha de Prata no International Latino Book Awards. Segundo lugar no Prêmio Book Brasil, finalista do Prêmio Laurel Verbo. Então, está bastante agradável com literatura de informação, de entretenimento. Segunda edição já está se esgotando. Capaz de ficar um tempinho aí sem que a editora já me informou que já está mandando rodar uma terceira edição do livro. Inclusive, vamos fazer o seguinte.

Deixou dois livros pra doar pra vocês. A gente vai presentear vocês com esses livros. O que a gente vai fazer? Quem entrar no Instagram do Três Irmãos agora, lá no nosso grupo do Instagram, tem um grupo lá com quase 6 mil membros. Quem entrar lá, lá dentro do grupo tem uma caixinha de perguntas. Os dois primeiros que mandar pergunta lá nessa caixinha, mandar alguma mensagem no grupo do Instagram, os dois primeiros,

o livro do Rubens pra você. Tá bom? Então essa é a dica pra ganhar o livro. E aí quem entrar e ganhar o livro, já descobre os segredos que ele não pôde contar aqui. Não dá pra contar, mas no livro tem. Mas eu acho que dá pra fazer outros depois. Eu vi que o Rubens tá cheio das anotações aí. Tem muito assunto ainda. Então eu vou revelar mais uma coisa pra vocês. Quando eu escrevi Diários da Caserna, do CISMART, a história que eles acham que é Riscar, uma das observações

da Histórias Bem Contadas, da Mayara Fachini, que fez a leitura crítica, falou assim, Rubens, esse nome é muito grande. Diários da caserna do Seismart é História que o Exército Quer Riscar. Que nome é esse? Tipo aqueles nomes do Império, né? Eu falei assim, não, Mayara, é porque Diários da Caserna é o nome da trilogia. Então, esse episódio é Do Seismart é História que o Exército Quer Riscar. Talvez tenhamos outros aí. Eu ainda tô decidindo. Que massa!

canopilha, né? Quando é que você vai começar a escrever o segundo? Não vou falar sobre o que é o segundo e tal, mas é dentro do Diários da Caserna, mais histórias de lá, o segundo e o terceiro, mas por enquanto é só esse, tô curtindo o livro, tô curtindo os prêmios, tô curtindo as entrevistas, né? E tendo certeza que não tô ofendendo o Exército em nada, né? Nem fazendo nenhuma crítica indevida, que isso, esse livro deveria virar estudo de caso dentro do Exército, que é um livro pra melhoria realmente das Forças Armadas.

Pô, queria te dar uma dica. Faz um autificção com um agente da época da ditadura militar. E aí esse agente acontece várias coisas dentro do exército na época da ditadura militar. Vamos pensar e vamos escrever. Torturas, essas coisas. Vários casos. E aí ele sai contando o que rolou lá dentro. Acho que vai dar um bom livro aí. Mas obrigado. Obrigado mesmo. Eu que agradeço. Agradecer o parceiro desse canal também que é a Soldiers Nutrition. Se você quer comprar uma creatina muito barata,

Tem o QR Code da Soldiers aí na tela. Creatina a partir de R$18,00. E cupom do 3irmãos você ainda ganha um desconto lá. Creatina de 100g até 1kg. A melhor creatina do Brasil. E a mais barata também é a creatina da Soldiers. Então aproveita o cupom de desconto aí e garanta logo a sua também. Se eu pudesse dar uma dica pra alguém hoje, eu diria, use creatina. É bom mesmo. Valeu, galera. Até a próxima. Fui.

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