GABRIEL PIAUHY - EX BOLSONARISTA no MISSÃO- PODCAST 3 IRMÃOS #930.mp4
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- BolsonarismoAbandono de ideologia bolsonarista · Evolução política pessoal · Mudança de perspectiva · Coerência política · Amadurecimento político
- Politicas PublicasPolarização política · Maturidade política · Posicionamento liberal vs esquerdista · Coerência de posições
- MBLParticipação no MBL · Liberdade econômica · Militância liberal · Ativismo político
Podcast Três Irmãos na área. Quem fala com vocês mais uma vez, Rodrigo Tchorro, do meu lado, meu brother, meu irmão, Roberto Andrade, filho Borracha, na mesa operando nosso diretor, Pedro Henrique. E aí, Robertinho, como é que você tá? Me fala. Fala aí, meus irmãos, beleza? Fala aí, meu irmão. Muito bem, rapaz. Hoje a gente vai conhecer... Quer fazer uma introdução? Você sempre gosta de fazer uma introdução do convidado e tal? Eu já até usei essa aqui, que é meio cartuchando, sabe?
missão. E a missão dele não é fácil. É sério, velho. Você sabe qual é a missão do cara? É provar que ele é um ex-bolsonarista, mano. Isso aí é foda, velho. Porque um ex... Eu já vi, tipo assim, eu já vi ex... Muita coisa aí, tipo assim. Ex quase tudo. Ex-bolsonarista, eu acho que esse cara é o primeiro que eu vejo. Que isso, Albertinho? Tá louco, velho. Vai, você conhece outro ex-bolsonarista? Você, porra. Você é um ex-bolsonarista. Eu nunca fui um bolsonarista. Porra,
aqui é da camisa. Você, você. Eu já, eu, flamenguista. Aí eu, flamenguista, sou, sou flamenguista. Capoeirista. Sim, eu fui capoeirista, né? Se for preciso, ainda até tento jogar. E bolsonarista você nunca foi? Então, o bolsonarista. Olha pra câmera e fala, eu nunca fui bolsonarista. Bolsonarista mesmo. Não, eu não era. Tu vai apanhar em casa, velho. Tu vai apanhar em casa. Não, mas eu era o mesmo tanto que você era, pô. Nunca, nunca, nunca.
Muito mais. Eu era menos. Muito mais. Você era mais. Muito mais. Tu é do agro, velho. Tu é do agro.
Tem a ver. Agro, agro. Tem agro, tem agro. Defende até o comunismo aí, velho. Ó, o podcast não é sobre a gente hoje. É verdade. É sobre o nosso convidado. O almoço já aconteceu. É. Vou agradecer aqui. Hoje a gente tá com o Gabriel Piauí. Uau! E aí? Aqui vocês estão. Muito obrigado. E aí, irmão? Obrigado por ter vindo aí, velho. Imagina. Obrigado pelo convite. E desculpa demora aí começar o podcast. O que é isso? Estamos aqui na resenha.
Ó, mas hoje eu vou te falar uma parada, hein, velho. Sim, é... Primeiro de tudo, nós somos caras legais, tá?
Então fica tranquilo. Mesmo que não pareça. Fica calmo, fica calmo. Nós somos caras legais. E assim, no podcast do Dr. Felipe Sestaro, você falou bem, velho. Você falou pra caralho. Não acha que você falou pouco, não. Você falou pra caralho lá também. Porque depois você fala assim, pô, eu falei pouco. Nesse do Três Irmãos eu vou falar mais e tal. Foi na medida, velho. Foi na medida. Foi bom, né? Foi bom. Não precisava falar mais nada, né?
Tô de zoeira, tô de zoeira. Rapaz, o doutor Felipe tá enquadrando geral, né, bicho? Tá enquadrando todo mundo, cara. Ele tá brabão e, ó, vou falar pra você, parece que depois dessa ida lá na manifestação com o Flávio Bolsonaro, eu não sei, parece, me parece, o negócio tá tomando um corpo meio enviesado, me parece. Gosto de acreditar. Ah, e subiu no caminhão ali. Subiu, é, com o Nicolas. Pegou a emoção da galera ali, se sentiu pertençante.
pertencimento. Tipo, puta, eu faço parte disso, eu subi, eu tô aqui, eu fui convidado por um presidenciável a estar num caminhão. Olha só essa manifestação, olha só esse mar de gente. Olha só essas pessoas gritando em apoio às pessoas que estão aqui nesse caminhão. Sabe? Isso tudo mexe com o coração do cara. Assim, tirando, né? Deve ser punk, mano. Você sobe lá, aquela galera, a galera junta ali, sabe? Pensando igual. Punk no sentido de bom ou punk no sentido de ruim? De legal, sabe? Você pensar assim de porra.
Isso, é uma energia do caramba, você entendeu? Eu nunca subi... Não julgo nenhum mérito, mas... Eu nunca subi no caminhão do bolsonarismo, né? Nunca estive lá no caminhão, mas eu sempre estive numa área que é... É uma área privilegiada, entendeu? Tipo, você tem até pulseirinha pra entrar, que é a área dos influenciadores bolsonaristas, entendeu? Tem essa parada ali? Tem, tem. Sério? Claro. Você vai numa manifestação, você tem camarote ali e vai ficar...
Tem. Pulseira verde, pulseira roxa, pulseira não sei o quê. O sonho é o seguinte, ó.
verde, você já tá na frente de todo mundo. Que tá lá fora. É o sinal verde. Só que é o seguinte, você quer a roxa pra acessar a outra grade. Aí quem tá na roxa quer a preta, quer pra subir no caminhão. Você tá entendendo? Quem tá no caminhão quer ser amigo de quem tá no caminhão. Quer amigo de quem tá no caminhão. Então assim, é uma escalada muito louca. E eu tava super bem, né, cara? Eu cheguei e já consegui a pulseira, sabe?
Já consegui os acessos, já consegui a coisa. E realmente você vê a coisa acontecendo, você vê aquelas pessoas todas em apoio. As pessoas que estão ali,
elas começam a te conhecer, elas começam a te seguir, aí elas começam a te reconhecer nas manifestações, as pessoas vão tipo, caramba, isso é muito empolgante mesmo. Então eu acho que o doutor Felipe, ele pode estar vivendo um pouco disso agora, e isso vai tomando o corpo. Necessariamente você se sente bem com esse cenário. Todo mundo quer ser... Todo mundo quer ser reconhecido. Eu acho que não é nem tipo, falar assim, ah, aclamado.
Não, reconhecido. Ei, que trabalho legal você presta. Que apresentador bom você é. É isso. Acho que todo mundo quer ser... E na bolha tem isso fortemente.
viu? Muito! Toda bolha tem. E é cego. É cego. Às vezes você nem é tão bom assim. O que que tu acha que você é parecido com o Dr. Felipe? O Piauí de alguns meses atrás? Alguns meses não. Até hoje o Piauí é com esse cara, cara. A única diferença... Não, mano. Tu mudou. Depois que tu conversou com o Arthur ali, ele te mostrou a realidade. Você passou a enxergar um mundo diferente ali. Você viu traições que não existiam. Você passou a enxergar elas. Você falou, pô,
Eu não tava tão certo assim. E você começou a refletir sobre o PAUI que você era. Eu acho que você mudou. Só que o Dr. Felipe, eu acho que ele não fez essas reflexões. Você acha que você parecia com o Dr. Felipe? Vamos lá. De um tempo atrás? Vamos lá. Eu acho o seguinte, ó. A energia que eu carrego em relação àquilo que eu acredito é a mesma. Então, tipo assim, a intensidade é a mesma. Só que agora do lado de cá, no MBL, no Partido de Missão. E eu quero deixar uma coisa clara aqui, tá? Eu sou MBL.
Eu sou MBL e partido missão. Eu sou MBL. Eu quero deixar isso bem claro. É a mesma coisa? MBL e missão? Não, MBL é o movimento. MBL é a militância. MBL é o motor. MBL é a pulsação do negócio. É onde o negócio ocorre, sabe? É onde o movimento ganha vida. Mas quem é MBL é missão? Não necessariamente. Quem é MBL não é missão? Perdão, perdão, perdão. Quem é MBL é missão. Com certeza. Quem é missão não necessariamente é MBL.
Ele quer ir pelo partido que, vamos combinar, é um partido libado, é um partido recém-criado, não tem escândalo de corrupção. Não tem jeito, mano. Não tem jeito. Não, quer dizer, o Nando Moura falou que tem uns escândalos aí. Não dá, Dão Bertinho. Que a galera foi colher a assinatura ali, tem vídeo, ó. Vamos proteger a Amazônia aí e tal. E os caras... Proteger a Amazônia agora.
Moura fala, não se escreve. É básico. Ele perdeu a credibilidade dele. Ele poderia tecer qualquer crítica, assim como qualquer um de vocês pode tecer críticas. E posso falar, a crítica de vocês vai ser vista não só por nós, acredite, como pela sociedade, de uma maneira um pouco mais, hum, tá, vamos levar em consideração o que esses caras estão falando. Agora, Nando Moura, ninguém leva em consideração o que aquele cara está falando.
A gente, eu me pego assistindo Nando Moura às vezes pra ver qual gancho que ele vai usar pra falar do MBR.
ele, sabe? É uma piada. Ele é um entretenimento. A gente vai chegar lá no Nando Moura. Eu quero voltar no Dr. Felipe, o Piauí, essa transformação. Cara, Dr. Felipe eu acho que é um personagem. Vamos começar por aí. Tá bom? De verdade. Você não parecia com ele antes? Você acha? Não tô te perguntando assim, cara. Que eu acho... Sinceramente, eu olho pro Dr. Felipe, eu vejo um bolsonarista. Tá, eu também. A maioria dos bolsonaristas que eu conheço são daquele jeito ali.
Caras realmente defendem daquela forma, né? Com aquela... Sabe? Cara, você sabe por que eu não acho que eu pareço com o Dr. Felipe? Então o Felipe não é um personagem. Ele realmente é um bolsonarista. Eu acho que a forma como ele atua faz parte de um personagem. Mas eu acho ele mais nicolista do que o bolsonarista. Que é proveniente do bolsonarismo. Ah, não, para. Vamos inventar outra variação disso aí agora. Infelizmente a gente vai ter que lidar com isso, tá bom?
Infelizmente a gente vai ter que lidar com isso. Sabe por quê? Porque o próprio bolsonarista já não consegue mais carregar o fardo que é a figura do Jair Bolsonaro.
Então ele começa a olhar pro Nicolas, que é uma figura ascendente, que não tem esse peso, esse peso das focatruas, das mentiras, das traições. Ele fala, não, pera, eu vou depositar minha confiança nesse cara aqui. Por quê? Só que ele vai se dar mal. Porque você tem que partir do princípio seguinte, cara. Se eu tô vendo merda aqui, e eu prossigo, e eu continuo, e eu quero, e eu finjo, faço vista grossa, não, não tem merda aqui.
Cara, eu sou um merda igual. Tá entendendo? Eu sou um merda igual. Difícil é o cara fazer igual eu.
cara pegar e falar assim, ó, eu tenho uma identidade política, eu tenho o caminho que eu tô traçando, eu tenho as minhas oportunidades. Eu falo assim, quer saber? Se isso aqui vai me levar pra um caminho de merda, e eu vou ser um merda igual a ele, que lá no futuro eu vou ter que ficar evitando pergunta X, pergunta Y. Eu vou ter que ficar fugindo de responder com a minha personalidade e as coisas que eu acredito. Eu quero que se dane tudo, pô.
Caguei, ó. Toma. Caminho. Vamos construir outro. Eu não construí esse? Eu construí outro. Tá tudo bem. Só que aos moldes daquilo que eu acredito.
Ponto. Está entendendo? Isso, para mim, é uma coisa que faz sentido. E tem que ser assim. Se todo brasileiro fosse assim, a gente estava em perspectivas diferentes dentro da política. Está entendendo? Então, assim, o meu ponto é o seguinte. Você depositar a esperança no Nicolas Ferreira, que é um cara que não só é deputado federal, mas como já foi vereador, ele tem conhecimento da casta bolsonarista, da casta política, que eu não tinha, por exemplo, como militante. Ele via coisas, ele ouvia conversas. Ele sabe das entrelinhas das histórias.
Não venha falar que ele não sabia que o Bolsonaro estava envolvido com não sei o que, não sei o que. Eu não sabia que o Flávio estava envolvido com... Tá entendendo? Tipo assim, você sabia sim, e você tá aí, e você continua apoiando. E mesmo com essa ascensão, o Nicolas Ferreira não é um cara que vira e fala assim, não, tá bom, acho que eu já tô grandão, vou bater o pau na mesa, vou me posicionar aqui agora e vou falar. Ó, é o seguinte, Bolsonaro errou muitas vezes na vida, isso, isso, isso, e cara, chegou um determinado momento que não dá mais pra apoiar.
Essa é a minha proposta. Essa é a minha figura. Isso que eu pretendo fazer. Acredita em mim. E começa a tocar as coisas do jeito dele. Não, ele não fez isso. Mas ele perde a base política dele, não? Perde. Eu advogado do diabo aqui, tá? Pra você continuar fazendo um projeto, e talvez ele tenha um projeto maior, cara, até você chegar onde você precisa, você não vai chegar sozinho. A política é assim no Brasil. Você não chega sozinho. E talvez ele esteja mirando algo maior e nesse momento ele precisa de...
de aliados. E a base dele é essa. Robertinho, sabe no que eu acredito fundamentalmente? Eu acredito que se a gente constrói a nossa casa, uma fundação de merda, ela vai cair. A fundação tem que ser boa. Então, se você tá usando do tipo assim, putz, eu vou fazer uma falcatrua pra embasar o meu apoio político e depois conseguir construir lá em cima, vou subir o prédio, subir. Depois eu acerto o acabamento, depois eu deixo bonito.
Você já se fudeu. Seu projeto já é um projeto falido. Porque ele tá baseado em falcatrua, em mentira, em omissão, em covardia. Não é esse tipo de líder que a gente precisa pro nosso país. Mas no caso, o projeto do Nicolas tá baseado em todas essas informações que você colocou agora. Mas só isso ou tem algo mais? Tô te perguntando pelo seguinte. O MBL vem se posicionando fortemente em relação ao que vem acontecendo do Banco Master. Os caras já saíram nas ruas várias vezes.
E eles falam que tem fortes ligações do Nicolas com a história do Banco Master. Você acredita que isso pode acontecer com o Nicolas? Ele está envolvido nesse esquema de corrupção? Na minha opinião? Sim. Totalmente. Porque, vamos lá, existem formas de você estar envolvido em uma coisa. Você pode estar envolvido de maneira ativa ou de maneira passiva. Das duas formas você está envolvido. Então veja bem, se eu estou presenciando um esquema de corrupção acontecendo na minha frente, ainda que eu não tenha participado desse esquema, eu tenho poder.
pra prender quem tá participando desse esquema, ou pelo menos pra denunciar quem tá participando desse esquema. E eu não o faço. Eu sou leniente. Vocês concordam? Vocês concordam? Você participa de forma indireta, né? Você tá participando pela omissão. É. Omissão também é um crime. Exato. Entendeu? Exato. Então, tipo assim, você tá sendo leniente. De uma maneira ou de outra, você tá endossando aquele comportamento. Um comportamento que não é bom.
E ele não é um comportamento popular. Não é um comportamento visto pela sociedade como um comportamento aceitável.
Todo mundo odeia corrupção, correto? Esquerda, direita, todo mundo odeia corrupção. Ponto. Agora, você ter um líder que foi capaz de presenciar tudo isso e não fazer nada pra combater isso em troca de um projeto de futuro do Brasil pessoal, isso não parece nem um pouco com algo que eu visualizei como alguém que pode salvar esse país. Mas aí do jeito que você fala, cara, você perde muita coerência
em várias coisas, sabe? Por quê? Se você realmente acredita nisso que você falou, você tem que sair do Missão agora, velho. Por quê, velho? Mano, você vai ver, os caras apoiaram o Ricardo Nunes, os caras apoiaram o Temer, os caras apoiaram o Moro, velho. Apoiaram? Porra! Não, mas veja bem, veja bem. Eu acho que você precisa... Na opinião deles, o Temer é o melhor presidente do Brasil dos últimos tempos, assim. Os caras estavam lado a lado. E aí você vai ver o que acontece internamente
Os caras conversam com o Temer, o Temer vai lá e dá conselhos pra ele. Ricardo Nunes, velho, eles apoiaram o Ricardo Nunes. Eles conhecem vários esquemas que estão acontecendo aí e de forma passiva, por um projeto de poder, não, não vamos bater nisso agora, vamos bater amanhã e tal. Não, isso deixa quieto, deixa passar, não é interessante. Existem vários cálculos políticos em relação a isso. Eu acredito que tudo isso que você tá falando aí são pontos pra se questionar, mas...
Mas eu quero deixar uma coisa clara aqui. Quando a gente fala, por exemplo, de Michel Temer, a gente não fala de apoio a Michel Temer. Quando a gente fala, por exemplo, você citou um outro antes do Nunes, perdão. Moro? Moro e o Nunes. Cara, isso foram momentos... Pô, o Sérgio Moro não merecia apoio por tocar Lava Jato. Quando ele estava tocando Lava Jato, você não acha que o Sérgio Moro era uma pessoa digna de apoio? Digna de aclamação dos brasileiros?
Ele se apresentou assim. Até o Bolsonaro, quando ele se apresentou, ele merecia apoio. Porque a gente não sabia da verdade.
você começa a ver, é que eu falo, você come um quilo de sal com a pessoa, é que você vê. Eu apoio o Bolsonaro por nove anos. Você tem noção, Rodrigão? Nove anos. E ele já tinha feito as falcatruas dele. Não estava sob a minha ciência. Eu não posso responder, nesse caso, por movimento ou partido. Eu posso falar por mim. Cara, se eu ver desvio de conduta, eu tô fora. E aí eu já tenho até um plano. Eu falo isso abertamente no meu canal. A minha última esperança de um Brasil próspero, bom, grande,
potente é a missão. Se isso não acontecer, se a gente e aí a gente não, integrantes que podem vir tentar contaminar o movimento e eventualmente serem retirados. Estou falando do quórum. Se a coisa na raiz do MBL, da missão, apodrecer, eu pego a minha mulher, pego a minha passagem e eu vou morar na Itália. Você falou que apoiou o Bolsonaro por nove anos e assim que você vê desvio de conduta, você pula fora. Eu pulei fora. O MBL pulou
do bolsonarismo em 2019. Em 2019, eles foram lá no Congresso e falaram assim, mano, a gente tá fora. Vai doer, mas vamos bater porque a gente não concorda com nada que tá acontecendo. Vários desvios, desconduta. Quando o MBL fala que vou pular fora, você demorou esse tempo todo pra pular fora? Sete anos tendo desvio de conduta no bolsonarismo, você não enxergou, velho? Pois é. Eu brinco, né, que eu invejo muito. Eu invejo demais os caras que lá,
acompanharam isso assiduamente, puderam ter seus olhos abertos. Porque eu não teria feito tanto papel de idiota, tanto papel de trouxa. A verdade é essa, tá entendendo? Porque todas as vezes que eu tive aparições públicas defendendo o Bolsonaro, pra mim é nojento hoje. Eu olho pra isso e falo assim, eu não acredito, velho. Puta merda. Isso é eterno. Isso aí vai ficar aí por anos. Você tá entendendo? É o meu maior peso. O maior peso que eu carrego é esse.
Ô Piauí, você até desculpa a pergunta que eu vou te fazer e te cortar. Não rolou um cálculo político nisso, não? Zero.
explicar uma coisa aqui. A base do bolsonarismo é a ignorância. Ponto. Então se você é ignorante politicamente, se você não acompanha tão assiduamente as notícias, se você não tá inteirado na política, se você não busca saber as entrelinhas, o porquê, o que cada coisa é, você deixa pra lá. O que aconteceu comigo foi simples. Eu conheci o Bolsonaro em 2016. Conheci através da internet e tal, aquela coisa e tal. Pô, mano, achei sensacional um deputado federal que falava aquilo tudo que, pô, a gente sentia, né, cara? A gente queria ver
Alguém com essa postura liderando o país. Poxa, eu olhei praquilo e falei, da hora. E eu achava ele engraçado. Adolescente, achava ele engraçado pra caramba. Então eu fazia vários memes do Bolsonaro. Eu fazia memes do Bolsonaro de maneira independente. Na internet fazia memes. Alguns bombaram pra caramba na época. Muito. E isso ajudou a popularizar o nome do Bolsonaro. Na escola, Bolsonaro, Bolsonaro, Bolsonaro. O terror dos professores.
Os professores arrumavam confusão comigo na sala. As garotas arrumavam confusão comigo na sala. Todo mundo arrumava confusão comigo na sala.
E tinha essa coisa de você ser o rebelde, antissistema, todo mundo me odeia e eu defendo mesmo o capitão. Beleza. O Bolsonaro era eleito no mesmo momento que eu já tô na facul. É, 18. Já tô na facul. Já tô na facul, cara. Eu jogava futebol americano. Eu queria ser jogador de futebol americano. Meu foco era NFL. Meu foco era jogar lá fora, ir pro college. Cara, então, eu não tava mais ocupando política. A verdade é que essa época que o Bolsonaro, 2016, 2017,
Eu já não acompanhava política também. Eu vi os cortes do Bolsonaro. Eu vi uma coisa ou outra. Não era aquele cara que falou assim, vamos ler. Vamos tentar entender o que é isso. Não. Não sabia de nada disso. Só apoia essa figura aí que está acendendo e que eu gosto das coisas que ele fala. Ponto. Então, fica por isso mesmo. E aí você, nessa condição, você olha para o Bolsonaro e fala, ah, da hora, isso aí é o mito aí. É o cara que é para matar bandido mesmo. É isso aí. E fica por isso, cara. Então, eu passei do Bolsonaro eleito,
até 24. 24? Outubro de 24. Nós estamos em 26, né? Outubro de 24. Cara, até outubro de 24, sem acompanhar nada muito. Sem acompanhar, sem se envolver. Ah, o Bolsonaro, vacina, tal, aquela coisa por cima. É, não, eu também não gosto de usar máscara, não. A vacina é, tem que tomar cuidado com a vacina. Apesar de que eu tomei as vacinas, tá? Mas a gente meio que foi obrigado a tomar, senão não entrava no lugar, senão não fazia aquilo. Tomei a vacina, mas o ponto é,
Eu ficava tipo, puta, se o Bolsonaro estiver certo sobre a vacina, né? Pô, eu ficava assim. Ficava. Bolsonaro certo sobre a vacina? Sério mesmo, bicho? Eu pensava, claro. Eu pensava, sabe por quê? Sabe por que eu pensava isso? Porque ele é o presidente da república, né? Então você viu a figura, a responsabilidade que a figura carrega? E olha só quem a gente colocou. Olha quem a gente colocou pra ser essa figura. Tá entendendo? Tipo, o cara disseminou a cultura da antivacina novamente no nosso país.
médica, ela fala o tempo todo. Cara, você tem que ver. A coqueluche tá voltando. Porque tem pai que fala, eu não vou dar vacina de coqueluche nas crianças. Não vou dar, não. Não sei o que é isso. Você não tem que saber o que tem que dar vacina. Você tem que dar vacina pro seu filho. Ponto. Tá entendendo? Ponto. E aí, beleza. O cara foi uma representação. Tinha peso. É o presidente da república falando. Ó, você quer tomar? Se virar o jacaré, eu não me responsabilizo, hein? Vamos lá, gente.
É o presidente da República, mais uma vez. Então, tá. Passado isso daí, eu achei embaçado alguns posicionamentos dele na pandemia. Alguns posicionamentos eu achei embaçado, mas passei pano. Passei pano. Por quê? Porque a mídia tá batendo no Bolsonaro porque o sistema que é o Bolsonaro fora disso aqui. O Bolsonaro tem que sair daqui a qualquer custo pra eles. Então eles vão jogar sujo, vão bater na vacina, vão bater no que ele falou. A Globo forçava a barra também. Fazia Jornal Nacional.
inteiro dedicado ao Bolsonaro. Então ficava fácil. Eu falo até hoje, esses caras são burros. Globo, até o próprio STF, a maneira como eles estão agindo com o processo do 8 de janeiro. Cara, eles dão uma narrativa pronta pro bolsonarismo. Tipo, olha, nós estamos sendo perseguidos mesmo. Todo mundo podia agir de um jeito diferente e ainda assim apontar as incoerências, as besteiras que o Bolsonaro e o bolsonarismo propagam. Mas eles propagam de um jeito tão violento, principalmente na pandemia,
Aquela coisa tanto que tem narrativa que mostra que o Estados Unidos financiou o combate à popularidade do Bolsonaro. Ah, não sei o quê, não sei o quê. Então, assim, é muito fácil pro bolsonarista ficar culpando o sistema o tempo todo. E quem é esse sistema? O bolsonarista não se preocupa em se questionar quem é o sistema. O que compõe o sistema? Ah, o sistema é a Globo, é a STF, é a esquerda. É só isso que ele sabe me falar. É, é isso.
no Missão? Eu ganharia? Cara, eu acho que... Seu capital político aumentou no Missão. Ah, mas aumentaria muito mais no bolsonarismo. Ah, duvido. Depois do que eu fiz... Eu acho que você ganhou demais indo pro Missão. E pra gente entender quem é maior, o Missão ou o bolsonarismo? Eu acho que, infelizmente, o Brasil, ele ainda não avançou a esse ponto de ver o valor que a Missão tem. Então eu acho que, por enquanto, o bolsonarismo ainda é maior.
mas uma perspectiva futura é que o bolsonarismo se torne, como eu disse aqui inicialmente, o nicolismo. Mais aderente ainda para uma classe jovem que ouve do pai e da mãe que o Bolsonaro é o cara. Ele não concorda com o Bolsonaro, mas ele também não quer ser o rebelde da casa necessariamente. Então ele vai pelo Nicolas, que está ali, né? E o pai e a mãe falam, é o Nicolas. E vai ter uma aprovação. Só que é o que eu falei para vocês, o Nicolas é uma farsa. O Nicolas consegue surgir dentro do bolsonarismo,
Bolsonaro é o grande carregador dessa bandeira. A bandeira é o nome dele. E ele não vai passar essa bandeira pra outro que não seja um Bolsonaro. Opa, mas não é assim. A bandeira não se passa. Ele acabou de passar. Não, não passou não. Passou? Passou pro Flávio. Passou não. Passou pra quem, então? Ah, é que o negócio é o seguinte, ó. Falar. Ah, esse aqui é o meu escolhido. É uma coisa. Só que essa bandeira que a gente tá falando, ela não é passável. Não é assim, tipo, tiro de mim, dou pra você.
O povo olha e fala, puta, eu me identifico. Puta, eu gosto, hein? Puta, olha. Sabe? É isso. E o Nicolas, essa figura. Desde que o Nicolas surgiu, ele já era visto como o príncipe. Isso incomoda Flávio, isso incomoda Eduardo. Eduardo, principalmente, a gente vê, né? Então, isso incomoda muito. Então, é assim. É pra onde a coisa tá indo, entendeu? E aí, respondendo essa pergunta, eu acho que eu perco. Acho que eu perco. No longo prazo, eu perco.
Acho que as figuras já estão desenhadas, assim, dentro do Bolsonaro. Realmente, ó, o Nicolas.
tem uma relevância lá. Às vezes você precisa de um padrinho pra passar a mão em você e falar, ó, confie nesse cara aqui, votem nele. E eu não vejo que você tinha essas ferramentas dentro do bolsonarismo, sabe? Você era mais um tentando galgar, escalar uma posição pra tentar ser eleito dentro de um PL, algo gigante, tudo. E, sinceramente, tô falando, até desculpa se eu tô incomodando de alguma forma o que eu tô falando aqui, mas eu acho que a hora que você vai pro Missão, aí você tá
Se é uma figura interessante, um ex-bolsonarista aqui dentro do Missão, que mostra que o Bolsonaro estava errado e a gente está certo, opa, esse cara é interessante.
pra gente. Vem pra cá, Piauí. Quero você aqui comigo. Então, assim, você se torna uma peça importante lá. Eu acredito que, sim, é o cálculo certo. Você tem que fazer. Lá você cresce. Você vai ter uma audiência já pronta ali. Uma militância jovem que tá disposta a te abraçar que talvez no PL você não teria isso. Não sei. Eu acho que no cálculo político você ganha mais no Missão do que lá no PL. Eu acho que a sua visão, ela é uma visão... Ok, eu posso considerar a sua visão e entender
que você olha por essa ótica. Mas, como eu vejo a coisa, eu vejo que pra ser eleito, pensando em eleição, sendo pragmático, tipo, puta, eu quero ganhar isso aqui. Cara, eu tinha padrinho sim. É que eu não posso falar sobre isso. Eu não posso. Não posso falar sobre isso. Mas eu tinha padrinho sim e tinha gente querendo pôr dinheiro alto pra eu ser eleito deputado estadual pelo Partido Liberal. Com o intuito de ser um deputado ideológico.
dentro da Alesp, porque isso não tem. Então eu ia preencher aquilo ali. Então na Alesp você tem deputados do agro, deputados de não sei o que, da mulher, beleza. Mas você não tinha um do PL ideológico. Um que fosse pra cima das escolas estaduais, que fosse agir ali naquele entorno das universidades estaduais, entendeu? Então eu tive uma conversa muito longa, muito detalhada, com um senador da república sobre isso, que falou, fica tranquilo.
Você vai ganhar. E aí eu teria o endosso, não só de imagem, de foto, de esse cara aqui é o nosso cara, de figuras que são consolidadas. Você está entendendo? Extremamente consolidadas. Eu estou falando aqui de deputados que são reconhecidos. Agora então, com o Flávio, é porque na época o desenho não era esse, entendeu? Mas agora com o Flávio, nossa, pronto. Eu juro para você, eu estava eleito. Estava eleito. Estão sendo pragmáticos. Falaram assim, vencer a eleição, pegar a cadeira.
seria mais negócio. Aí se você falar assim pra mim, e o futuro? E depois disso? Eu não sei. Eu sei que ali é uma garantia de que tipo, pô, eu vou ter minha legenda, eu vou ter meu apoio, eu vou ter com quem me escorar aqui, sabe? Em quem me apoiar aqui. Ponto. Não era uma meta ousada você sair como deputado estadual com seus diferenciais aí na internet e tal, beleza e tal. Num estado que talvez seja o segundo estado mais bolsonarista do país. Talvez só fique atrás
São Paulo é o segundo estado mais emocionais do país. Não era um desafio não, meu irmão. No PL, que ia ter, sei lá, quantos puxadores de votos. Você acha que foi muito mais difícil você ir indo por missão? Mas sabe por quê? O que eu mais senti foi a perda do network. Cara, isso me quebrou. Porque na época eu já conversava com umas pessoas sobre a possibilidade, sobre uma pré-candidatura. E tinha muita gente muito disposta a me ajudar.
Que tem, sei lá, 700, 800 funcionários numa empresa. Que tem sócios de outras empresas. Sabe? Eu tô falando de caras que são vidrados pelo Bolsonaro. Tipo assim, não, se você tá com o Bolsonaro, eu tô com você. E é muito louco. Porque quando você vai pelo certo, porra, o motivo pelo qual isso aí é genuíno, tá? Tipo, de coração. Caraca, você fala assim, pô, ó, então, não tô mais com o Bolsonaro porque aconteceu isso. Ah, tchau.
Você começa a perceber que as pessoas não estavam com você. As pessoas estão com o Bolsonaro, mano.
Nunca estiveram com o Gabriel Piauí. Estiveram com o Bolsonaro. Eles não acreditavam em mim, eles acreditavam no Bolsonaro. Você tem noção de quão doentio essa parada é? Sim. Então, tipo... Mas quando você entra num partido, é o líder do partido que vai fazer tudo isso. Automaticamente, no Missão, você vai seguir a cartilha que o Renan coloca lá dentro. Mas não é sobre cartilha. Aí já não é sobre cartilha. O que você não está entendendo é o seguinte, ó.
Quando eu me colocava como um candidato, um pré-candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal,
Gabriel. Era tipo assim, tá com o Bolsonaro? Tô. Ah, tomou junto. Dane-se cartilha. PL nem tem cartilha. Você não precisa seguir uma coisa. Não. Você tem coisas que você não pode bater. E tem coisas no PL que pediam pra gente bater. Mas até então tudo bem, porque, ah, ó, tão querendo votar isso aqui, bate nisso aí. A gente olhava e falava, é, não, é um absurdo mesmo. Então, batia. Batia com convicção. Tá. Mas, por exemplo, se você abriu meu Instagram, tá lá. Tá lá. Eu deixei lá. PEC da blindagem.
Contra. Ali, aquilo já criou uma dor de barriga em muita gente. Ali, eu já recebi algumas ligações. Ali, eu já ouvi... Você tá entendendo? Só que como que eu me posiciono, cara? Como é que eu me posiciono a favor de uma merda dessa? Você entende por qual motivo que eles queriam passar essa tech? Entendo. Pode falar? Posso. Posso. Tranquilamente. É simples. Quando você tem um projeto que condiciona o congresso,
perdão, a Câmara dos Deputados, a Câmara Federal, quando você condiciona esses caras a processar quem eles quiserem, só ter um prosseguimento no processo, quem eles quiserem, cara, você está basicamente endossando o crime de todos ali, e aí vira um jogo político, processar você ou não. Você pega o político, que no meu ponto de vista, ele já é muito controlado, e você põe mais poder de controle,
em cima dele. Tipo assim, ó, se você fizer o que a gente quer, se você... Ó, você não pode vacilar, porque se você vacilar, a gente vai te denunciar. Se você não... A gente arquiva isso aqui, a gente não toca isso em frente. Tinha alguém que ia se beneficiar mais com a PEC da blindagem dentro do PL? Cara, deixa eu ver aqui. Uma pessoa... Eu não consigo pensar em ninguém específico, mas eu consigo pensar em muita gente. Entendeu?
Eu consigo pensar em muita gente que ia se beneficiar, com certeza. Só no PL, tá? Você acha que o Nicolas ia se beneficiar? Ele poderia um dia se beneficiar.
disso. Mas a sua opinião não era uma preocupação dele agora. Não. Ele não tem nenhum medo do que vem acontecer com essa história do tio, trafo de drogas. Na minha visão, na minha opinião, na minha ótima, sob a minha perspectiva, nada momentâneo. Pelo menos naquela época. Naquela época, eu olhava assim, não, ele está seguindo o que foi proposto pelo partido. O que vem de cima, o que vem do Valdemar. Você não viu uma relação de banco
master rolando com o tech da blindagem. Na época não tava falando de banco master. Não, mas tava pra estourar, porra. Não, beleza. A gente tava ali na Carbono Oculto rolando, já tinha deflagrado a Carbono Oculto, aquela prisão lá da Faria Lima, que os caras prenderam o grana pra caralho. É, é verdade. Tava chegando um tanto de gente, velho, por questão de tempo pra banco master. Pois é. Que nasce na Lagoinha, na igreja Lagoinha, igreja dos caras, velho.
É que eu acho, de verdade, que se isso tivesse prosseguido, se tivesse esse intuito, eu acredito que isso teria
no Senado. Porque daí, meu irmão, envolvendo o Banco Master, envolvendo essas coisas todas, se fosse essa a preocupação iminente ali da coisa, eu acho que teria prosseguido pelo Senado, porque eu acredito que tem senadores envolvidos. Tá. Você acha que a população ter ido à rua não teve efeito nenhum? A população não foi à rua contra a peca da blindagem? Como assim, velho? Aquilo ali... Foi gente pra caralho, mano. Mas aquilo ali não faz, tá?
Aquilo ali não faz a coisa. Aquilo ali não fez. Infelizmente. Acho que foi a última manifestação grande.
foi da PEC da blindagem. Então, infelizmente, eu tenho que te dizer, aquilo não... Internamente, ninguém nem comentou. Tô falando pra você assim, tipo, lá no PL, internamente. Ah, tá. Então por que que não seguiu, então? Já que não incomodou a manifestação? É que tá, cara. Eu acho de verdade. Eu gostaria de entender isso. Eu gostaria de entender. Pra mim foi muito curioso. Foi muito curioso isso daí. Eu me surpreendi. Positivamente, claro.
Mas me surpreendi. De verdade. Eu não sei se o medo era o que poderia ser feito a partir disso.
Não tem muita lógica. Não, não tem. Se era algo que ia beneficiar os caras e não passou, por um motivo não passou. E qual a consequência? Porque a galera tava na rua. A galera tava na rua pedindo, ó, não queremos espectabilidade. E eu vi tanto pessoas de esquerda quanto pessoas de direita pedindo a mesma coisa. Na minha opinião, foi a última manifestação grande. Eu acho que nessa hora a única força que tem é quando você vê realmente que os dois lados não querem.
Porque hoje tem a partidária ali. Ah, se quem propôs foi o pessoal da direita, a direita abraça sem saber se está certo ou errado. E vice-versa. Às vezes a esquerda abraça a pauta ali sem saber se está certo ou errado, só porque quem propôs é do espectro que eles acham que é. Pode ser, mas o ponto é que eu estou falando para vocês, é a impressão que tinha internamente da coisa. Ninguém olhou para a manifestação e falou assim, puxa vida, acho melhor a gente... Eu estou falando dentro do PL, dentro das conversas ali que eu...
presenciei e que eu ri. Quem falou isso? Tipo, ah, puta, olha lá a pressão social, hein? Agora a gente vai ter que voltar atrás. Não, inclusive eu já tinha passado na Câmara, eu tinha... É que era áudio de visualização única. Então eu nem posso falar quem mandou, mas eu posso falar quem mandaram, tá? Dois deputados mandaram no grupo. Acho que o grupo tá salvo aqui ainda, tá? Os mandaram e falaram assim, galera, vamos fazer vídeo falando sobre a PEC da blindagem. Vamos explicar pro pessoal que é o seguinte, ó.
O STF tá prendendo as pessoas, cara. A gente não pode dar na mão do STF pra essa linha aí. Que eu achei burra. Pra mim, só um idiota olha pra isso e fala tá bom, obrigado, viu? Fulano de tal. Tá justificado. Agora eu entendi. Vou lá falar na minha rodinha de amigos. Vou justificar assim. Pra mim, você tem que ser idiota, né? Você fala assim, o político não ser processado é bom. Porque daí o STF agora não vai poder calar. Ah, me poupa, porra. Me poupa. Isso não é bom. Nunca foi bom.
bom. Eu já acho que o político é uma casta, tipo, que criou duas categorias de ser humano no Brasil. Ser humano de primeira classe e ser humano de segunda classe. Os seres humanos de primeira classe podem em tudo. Eles têm dinheiro, eles têm segurança, eles têm garantias, eles têm benefícios. É a classe política jurídica. Esses caras têm grana. E quer o que mais? Vantagem? Eu posso te, literalmente, mano, bater na sua mulher, xingar você, cuspir na cara da tua filha,
vai na polícia, abre um processo, chega lá, opa, é amiguinho, é nosso amiguinho do centrão. Não vai ser processado. Sim. Sabe, tipo, é cagar na cabeça do brasileiro. O cabeleira tava falando, e o Missão, né, que é onde você tá hoje, eu vejo ele batendo muito mais no bolsonarismo do que no governo atual. E pra mim é uma coisa muito lógica, porque o pessoal da esquerda não vai abraçar o Missão, mas o bolsonarista sim.
porque são muito mais próximos. A atenção não devia estar no governo atual, porque o Bolsonaro nem é nada mais. Por que a rixa fica contra o Bolsonaro e não no governo? Olha, eu tinha essa mesma dor quando eu estava fora do MBL, quando eu era do PL. Eu falava assim, meu Deus do céu, os caras só falam da gente. E ele parece. Então, mas por que eu tinha essa impressão? Vou te dizer. Porque a internet não mostra o que ela quer que você veja. A internet mostra o que você quer ver.
parada assim. A TV, ela mostra o que você quer, o que ela quer que você veja. Então, a Globo, ela programa você. Agora, a internet, ela é programada pra agradar você. Então, ela fala das coisas que você gosta, que você quer ver. Então, seja criticando, seja falando bem, tá falando de Bolsonaro, o algoritmo entende. Ah, Bolsonaro é pra esse cara aqui. Então, chegava Bolsonaro, mito, mito, mito, mito, capitão, e também chegava Bolsonaro, isso, isso, isso, aquilo. As críticas, né? O que eu quero dizer. E aí, você via,
Eu achava um absurdo. Não acredito, não acredito, não acredito. Só que, como aquilo era um conteúdo repulsivo pra mim, e o bolsonarista é assim, você começa a falar mal, ele... Ah, não liga, não quer ouvir. Tá entendendo? É automático, é inflamado, eu chamo. Eu chamo que o bolsonarista é inflamado. Então, tipo, você fala, o cara já tampa o ouvido, ele já não te ouve mais. Ele não te ouve. Ele tá gostando do seu papo até aqui. Você tá falando de segurança pública, você tá falando de imposto, você tá falando...
O cara tá alinhado com você. Você fala, mas o Bolsonaro... Pronto, você já morreu pro cara, mano.
Então, como é um conteúdo que inflama a gente, a gente não quer nem ver. A gente passa, pula. E a gente não analisa. Peraí, deixa eu ver essa página. Pum. Deixa eu ver o que esse cara tá falando aqui. Não. Por quê? Por que eu falo isso? Porque se você entrar na página, seja de qualquer um dos nossos porta-vozes que esteja falando mal do Bolsonaro, você vai ver que ele tá falando mal do Bolsonaro, que ele tá falando mal do Lula, que ele tá falando mal de ministros, que ele tá falando...
Tá falando mal. Tá batendo em muita gente. Mas a percepção bolsonarista é que ele só tava falando do Bolsonaro e da família Bolsonaro.
fundo, você começa a perceber que não é. E aí onde eu falo pra você, eu volto lá onde eu comecei. O bolsonarismo, ele é fundamentado na ignorância. Falei pra você que você era bolsonarista no começo? Você só desbatendo no Bolsonaro. Não, mas a história é essa. Sabe por quê? Por exemplo, o Cabeleiro é um cara que segue muito mais gente. Eu sigo poucas pessoas. Por exemplo, eu não sigo o Bolsonaro e não sigo o Lula. Mas eu sigo um monte de gênero do Missão. Entendi. E a minha percepção, então, não é baseada nos outros
É baseado no que os caras estão falando realmente. Você me segue? Você me segue, Roberto? Vai seguir agora. Tu não segue o Lula nem o Bolsonaro? Não, só o podcast. Geraldo Missão assim, você segue? Ele é missionário. O Renato segue? Renan sigo, o Arthur. O Renato também. Renato. O Kim. Kim não. Não segue o Kim? Segue o Kim, pô. Segue o japonês. Não, o Kim não. Por Deus. Será que tu é do Missão? Eu sigo os caras que já veio aqui.
Não, já troquei ideias, cara, aí dá pra me acreditar. O que conversa só lá na televisão, pra mim, ainda é outra história. Quem vai vir aqui, então? Bem, não. Quem acha que não? Eu não gosto da gente. Eu não gosto da gente, e quem não gosta da gente, eu não gosto também. Não tô sabendo dessa história, gente. Acho que não vem, não. Acho que não vem, não. Eu nunca falo nada, não. A gente já chamou e não veio. Não, a gente sabe. Não, não vem.
Não vem? Não vem. Eu acho que não vem também. Não vem, não vem. A gente já chamou. Eu não sei. Eu até entendo, sim. Até entendo. A última explicação, tipo,
Ah, o Kim é um cara sério e tal, não sei o que. Vocês ficam na zoeira demais. Ele prefere não ir. Tá tudo certo, cara. Tudo certo. É, eu não conheço essa trajetória de vocês aí. Sou novo. Sou novo na turma. Acho que não vem. A gente é muito amigo do Jones, né? Tal, não sei o que. Às vezes eu vou chegar aqui, vai ter zoeira. Pô, você achou o Jones forte e tal? Deve ser alguma coisa assim. Não sei. Também não sei. Eu sei que ele não quer vir aqui. Tá tudo certo, cara. Cara, olha, eu vou falar uma coisa pra vocês, viu?
provavelmente ia falar o nome desse cidadão aqui. Porque eu falei, ah, lá é a casa do cara, né? Falei assim, lá... Não, não, não, não. É que o Kebleira é muito fã dele mesmo. Eu sou amigo dele e gosto muito dele. Eu juro pra você. Eu não consigo vir aqui um dia e o Kebleira não fala do Jones pra mim. Eu falo, não, mano, eu sei. Eu até vou te falar um negócio. Tu deu uma sorte, velho. Mas tu deu uma sorte. Do quê? Você é um dos caras mais sortudos que eu já vi.
Por quê? A hora que você chamou o Jones pra ir pro pau, velho. Porra, mas eu tô chamando até hoje. Se ele aceita, mano.
Eu tô chamando até hoje. Deixa eu te falar. Tem um vídeo no nosso canal, na área de membros, que é o Robertinho lutando com o Jones. O Robertinho lutou com o Jones. É mesmo? É, se foi pro octógono e trocou ali. É porque o Robertinho é muito bom de chão. Ele é muito bom de Gil. Não, eu não sou muito bom. E aí, o Jones começou a chutar o Robertinho e ele tava dando tanto chute no Robertinho que do outro lado da avenida começou a gente a atravessar pra dentro da academia porque tava escutando o barulho da perna pegando o Robertinho.
É um barulhão, bicho. Cara, o negócio é amendrontador mesmo. Aí o Robertinho foi, levou pro chão pra parar de tomar em cima, entendeu? É. E aí que ele conseguiu. Puxa. E era só uma brincadeira, era uma sombrinha assim, sabe? Então assim, eu sei que você é do futebol americano, você é grandão, quase do tamanho. Deixa eu te falar. Mas eu vou te falar, velho. O futebol americano foi o último dele. É? É. Não, mas o Jones é bom, bicho.
Mas ele tem altas lutas no currículo. Tem? O que você fez de luta? Não, gente, vamos lá.
o seguinte. Não, eu sei. Você vai falar que não? Eu vou falar o seguinte. Bate forte pra caralho. Eu vou falar o seguinte. Eu chamei o Jones Manuel pra uma luta de boxe. Fechou? Chamei o Jones Manuel pra uma luta de boxe. Cara, o cara, ele podia olhar pra isso e falar assim, mano, eu vou aceitar e eu vou amassar esse cara e eu vou falar que eu bati num bolsonarista, que eu fiz isso. Não. Ele falou assim, não. Ele não quis aceitar a luta. E aí eu comecei a me perguntar, por que ele não quis aceitar a luta?
que tem demanda e tem evento pra isso acontecer. Não tem demanda. Tem demanda. Pergunta pra galera se vocês não querem ver Jones Manoel. A demanda dele. A demanda é gigante. Foi mal, velho. Desculpa. As pessoas querem ver. As pessoas vão pagar pra ver isso. Você tá lá dentro do Missão. Você sabe que toda hora os caras estão midindo. Ah, vamos fazer um debate? Então vamos. Então vamos medir. Medir um com o outro. Mas aí que tá.
Aí tipo assim, o Arthur ele é gigante lá. Sim. O Arthur jamais ele viria aqui debater com um cara
Pequenininho. Por quê? Por quê? Por quê? Se ele perde. Se ele perde, é ruim pro Arthur. Se ele perde, é ruim pro Arthur. E se ele não perde, ou se ele ganha, ou empata, ele tá dando audiência todinha dele pro cara. Mas ele não é o Superman Reverso? Não, o Superman Reverso, porque ele é varrer. Ele não é o cara do chute mais forte. Não, então. Mas ele cogitou. Você tem que pensar no... O cara nem pensa na hora de perder. Ele pensa mais de passar audiência pro cara. Ele cogitou.
tem que ser de igual pra igual. Nossa audiência no caso. Nossa audiência no caso não vai passar. A única coisa que ele ia passar era vergonha perante a audiência dele. Entendeu? Papo 10. E ele calculou isso. Ele pegou e falou assim, mano, se eu perder, ele, ponto. É o que você acabou de falar aqui. Você tá correto. Se eu perder, eu vou me fuder. E na hora que ele fala, se eu perder, ele cogitou perder. Eu nunca cogitei perder pro João Desmarais.
Eu tenho certeza. Todos cogitam. Eu não cogito. Todos. Você pode pegar o melhor debatedor. Quem que é o melhor debatedor? Não, não. Não tô falando de debate.
de sair na porrada. Eu não tô falando de debate. Eu chamei pra luta. Eu não chamei pra debater. Inclusive, eu falei pra ele, com gente igual você, com essas palavras, em letras garrafais, com gente igual você, a gente não debate. Meu debate com você é na porrada. Falei com essas palavras. Falei com essas palavras. Falei com essas palavras. E posso dizer... Você tá falando isso aqui. Você tá falando pra mim com gente igual você.
Eu sou igual o cara, velho. Não, eu sou igual o cara, não. Eu penso igualzinho. Ah, não, mas não é que em gente... Eu penso absolutamente igualzinho. Veja bem, não é gente que pensa...
discorda. Não é gente que pensa igual a você. É gente igual a você. Você não é igual a ele. Você é uma pessoa completamente diferente dele. Você pode ter a mesma ideologia que ele. Mas você tem alguma discordância a não ser de ideológica dele? Não, eu tenho. Você tem discordância de... O que me pegou no Jones? Vou ser bem sincero. Não é ideológica. Seu problema com ele não é ideológico. Pessoal. Completamente pessoal. Pessoal. Vou te explicar o porquê. O que o Jones fez que você repulsa?
Vamos lá, minha repulsa. É, o que é a ação do Jones direta que você não sei. Olha só, eu fui chamado pelo canal Spectrum pra debater com o Guilherme Cortez do PSOL, beleza? Certo. Aí, o que acontece? No mesmo dia que ia ter o Guilherme Cortez do PSOL, ia ter o Jones e o Manuel de manhã. Aí, eles falaram, você não quer participar também? Com um podcast aqui, tá? Falei, vamos, mas eu nem conheço o cara, tipo, eu nem sei o que eu vou debater com o cara, o Guilherme Cortez já tinha uma história por trás com o Guilherme Cortez. Então tá, nem conheço o cara que eu vou debater
com ele. Aí mandaram lá os temas. Eu nem estudei tema. Eu só olhei e falei assim, tá bom, me põe aí. Qualquer coisa eu fico quietinho sentando na cadeira. E aí, a gente tava falando sobre privatizações e eu achei interessante sentar lá e falar a minha perspectiva. Eu não ia confrontar o Jones. Ela não ia gritar com o Jones, não ia fazer nada. Eu juro, eu sentei na cadeira e ia falar assim. Eu ia falar, então, eu ia me apresentar e ia falar, então, Jones, eu na verdade pego o metrô todo dia e ia falar do metrô.
A minha experiência com uma linha que foi concedida pra via mobilidade é muito boa.
pega o metrô sempre. Então, tipo assim, eu acho que não necessariamente privatizações são prejudiciais. Eu acho que podem ter privatizações boas. Depende do que. Ponto! Era isso. Essa era a minha linha. Eu só ia falar isso. Tipo assim, eu só queria falar isso, tá ligado? Não, a gente não precisa ser tão radical, cara. Era isso que eu ia falar. Eu juro. Eu sentei, eu falei, oi, eu sou o Gabriel Piauí, professor e defensor das crianças.
Aí, puta, ele começou a gritar comigo. E ele começou, mas professor narista? Defensor das crianças no bolso narista?
Calma, deixa eu falar. Cara, ele começou a gritar, gritar, gritar, gritar, gritar. Eu falei, filha da puta, ele não vai deixar eu falar. Mas você falou ou não? Não, aí eu falei, olha só o que esse cara tá fazendo, ele não tá deixando eu falar. Beleza, aí acabou. Tá com raiva. Aí eu fui lá no outro tema. Detalhe, gente, eu não ia debater com esse cara. Eu ia compor casting. Eu sentei lá de novo pra falar de doutrinação, que ele falou que doutrinação não existe.
Eu sentei lá pra falar com ele. Eu queria saber se ele ia deixar eu falar. Aí ele começa deixando eu falar. E aí tem aquela frase, né? Infeliz.
da doutrinação e tal, que virou meme, enfim. E aí o negócio foi que ele me estressou tanto com aquela postura dele, porque no meu ponto de vista ele já tava sendo arrogante com as pessoas. Tipo, tudo bem. Foi o meu primeiro debate da vida. Eu entendi depois, com o passar do tempo, que ah, no debate é pra você lacrar mesmo, é pra você dar o corte mesmo, é pra você parecer superior ao outro. Eu não fui com esse intuito, eu não conhecia essa linha.
Tá entendendo? Tipo assim, eu não fui com essa maldade. Eu nunca tinha visto um debate do Jones Manoel. Saca?
Nem com quem? Eu não conhecia. Você tá entendendo? Você ainda era bolsonarista. Deixa eu te falar aqui, ó. O que eu acho? Não, mas deixa eu só entender por que ele ficou com o Rebo do Jones. Eu quero entender por quê. Ah, tá, tá. Por quê? Então, daí ele foi um puta de um cuzão. Ele tava agindo, assim, com as pessoas, sendo ácido com as pessoas, interrompendo as pessoas, no diálogo, não deixava a pessoa desenvolver. Lembrando, eu não entendia que isso eram técnicas de debate, tá?
Não entendia. Hoje você entende. Hoje eu entendo o que ele tava fazendo. Acho desonesto. Mas, beleza. Isso daí é outra questão.
É jogo, velho. É jogo, é jogo. Tá bom. Cara, olhei pra ele e falei, que filha de uma puta. Ainda não deixou eu falar, mano. Aí eu fiquei puto com ele. Porque ele foi arrogante até o fim. E, detalhe, no off, quando cortou a gravação e tal, ele foi um puta de um cuzão. Ele sentou sozinho. As pessoas foram lá conversar com ele e tal. Ele comeu o bagulho dele lá de cabeça baixa. Falando assim. Ainda perguntei pra ele, pra que fazer um negócio desse?
Ele nem me respondeu. Ficou comendo lá de cabeça baixa. Saiu, fumou o cigarro dele e foi embora.
Fiquei puto. Aí, beleza. Já tinha ficado puto. Aí eu fiz o desafio pra ele, reenterei o desafio na internet. E ele solta um vídeo mentindo a respeito do que aconteceu, do que ele falou, do que ele fez, do que eu disse. Aí eu falei, não, filha da... Mas mentindo do quê? Ah, sobre história de bastidor, inventando coisa que eu disse, que eu não disse. Tá ligado? Tipo, se você pegar o vídeo, você vai ver lá com detalhes. Eu, praticamente, não tenho nem isso na memória agora. Mas eu fiquei puto, cara. E aí, eu fui acompanhando toda a trajetória,
que ele foi inventando, posts e tal. E eu continuei desafiando ele. Vamos lutar boxe. Vamos pra uma luta de boxe. Vamos resolver isso no ringue. Vamos resolver isso no ringue. Vamos resolver isso no ringue. Você não é brabo. Você é uma farsa. Você não é essa porra toda. Eu sei que você não é esse cara. Eu sei que você não é revolucionário de merda nenhuma. E hoje eu sei. Caralho. E hoje eu sei. E hoje eu sei. E eu falo pra você.
O Jones Manuel, ele era um comunista quando ninguém falava sobre comunismo na internet. O Jones Manuel era um cara fundamentalmente comunista. Ele era um cara que, tipo, ele acreditava naquilo 100%. E ele era um cara que queria, sim,
um regime comunista no Brasil. Hoje ele não quer mais. Hoje ele ganha dinheiro. Hoje ele já tá, ó, nas benfeitorias. Hoje, esse cara se associou ao PSOL. Hoje esse cara tá lá. Ele traiu a ideologia que você acredita. Ele traiu. Ele não acredita mais nisso. Ele não quer mais isso. Ele não quer. Você não conhece o cara. Ele não quer mais isso. Você não conhece ele. Você nunca trocou ideia com ele sobre isso. Eu tô te falando, mano.
Na moral, assim, ó, Piauí. Você acredita fundamentalmente. Tô olhando o teu olho aqui. Tu não conhece o cara.
Cara, você vai... Tu não conhece o cara. Se você trocar ideia com ele, de verdade, uma ideia na moral, vai acontecer com você igual aconteceu com o Mamãe Falei. Igual o Mamãe Falei. Vai acontecer a mesma coisa. Ó, eu não queria falar isso aqui, velho, mas é porque o Felipe falou, eu sei que você achou ruim usar cartada de idade, velho, mas assim, eu olho pra você, cara, eu me vejo há uns anos atrás. Você tem 26 anos, velho. Você tem 26 anos, eu tenho 47, bicho. Quando eu tinha tua idade, eu era igualzinho você, velho.
Igualzinho, eu era do MBL, pô. Eu militava pelos caras, assim, com o maior paixão, o maior amor. É isso daí. E vou te falar outra coisa. Ó, o Arthur já veio aqui umas quatro ou cinco vezes. Ele já veio aqui. Olha o primeiro vídeo do Arthur aqui no Três Irmãos. A primeira vez que o Arthur veio aqui no Três Irmãos. Cara, eu olhava pro Arthur assim, ó. Eu gosto dele, gosto dele, sou amigo dele, sabe? De boa. Eu só não concordo com nada que ele fala mais. Mas sim, mano, o Arthur veio aqui. Nada, nada. Nada, nada.
Não sei, nada é muito radical, né? É muita coisa. 98%, 99%, nada é muito radical. É foda, é foda. É o jeito de falar, é o jeito de falar. A gente coloca, potencializa demais. Mas você vê o primeiro vídeo do Arthur aqui no canal, mano, cara, idolatrava o Arthur, velho. Tipo assim, mano, tu é foda pra caralho. Tu é o Mamãe Falei, bicho. Tu é o cara que vai acabar com o Estado. A gente tem que acabar com o Estado.
imposto. A gente tem que acabar com essa porra toda. O Estado tá pesado nas costas. Você jura que você achava isso barato? Cara, olha o primeiro Três Irmãos com o Arthur, velho. Vou assistir, vou assistir. Olha a nossa conversa com o Arthur. O Robertinho sabe disso, pô. Eu vou ser bem sincero com você. Uma coisa que me animou muito na missão é que, mano, a gente não se classifica mais como liberal, porque esse era um receio que eu tinha.
Mas isso é cálculo político, velho. Não quero saber. Eu olhava pra isso e falava assim, cara, não posso vestir o rótulo de liberal. Não sou liberal. O Missão faz isso. Entendeu?
O MBL faz isso o tempo todo. O MBL, ele olha e fala assim, pô, é vantagem a gente bater no Bolsonaro ou bater no Lula? Não, se a gente bater no Bolsonaro, depois a gente cresce. E aí os caras batem no Bolsonaro. Não, é vantagem a gente ser liberal ou a gente agora defender um projeto de desenvolvimento? Não, peraí, peraí, calma aí. Eu acho que você tá misturando as coisas. Eu acho que o movimento, ele nasce, ele cresce, ele amadurece. Tipo assim, cara, eu acho que...
amadureceu. Eu acho que o movimento ele tá amadurecendo. Ele tá tomando uma performance. Ele deixou de ser liberal pra ser desenvolvimento. Isso, então ele amadureceu. Vamos ser bem sinceros? Vamos ser bem sinceros aqui? Você não acha meio bobo essa ideia de, tipo assim, eu quero ter o... Eu quero fazer parte do governo. Eu quero governar. Mas eu quero jogar pra empresa privada tomar conta de tudo. Você acha meio tonto isso? Demais, né?
Demais. Então já começa pra esse princípio. Tipo, eu acho que assim, é muito louco você falar dos impostos,
Gente, vamos ser bem sinceros. O problema, talvez... Olha só o que eu vou falar, hein? Talvez o problema não seja o imposto só. Seja o Estado que é ineficiente com todo esse dinheiro.
E é também. Tá ligado? Então, tipo assim, você vê países da Europa e que agora... Pô, a gente fez uma lista disso. E eu não memorizei essa lista, mas tem a lista. A lista de países da Europa que, cara, eles arrecadam muito imposto. Mas o serviço que o Estado fornece é da hora, velho. Então, talvez o problema não seja esse. Talvez não seja ineficiência. Talvez não seja porque a gente coloca um bando de vagabundo lá. Talvez não seja porque esses políticos são filhas da puta ao ponto de roubar o povo brasileiro. Cometem estelionato eleitoral o tempo todo.
A gente endelza figuras que não são tão boas nem tecnicamente e nem... Porque eu acho que assim, quando o cara não é técnico... Por exemplo, eu não sou um sujeito técnico. Eu me considero um sujeito ético. Extremamente ético, tá? Extremamente ético. Isso é um lugar errado se você estiver pensando em política. O quê? Não, eu acho que... Não, não. Ali esse valor não dá certo, não. Não, dá sim. Dá sim, dá sim. Inclusive, eu posso falar aqui... Só te interromper, você continua aí.
Vamos dar um abraço para o Michele, que está aqui no chat, das Travas da Vida. Que falou aqui, ó. Proposta de debate contra o Gabriel. Jacuquinha regou ideologia de gênero. Propostas, projeto de lei e complexo industrial trans. Temas do MBL. Ô, Michele, faz o seguinte. Quando eu quis conversar com você, numa boa, no privado, o que você fez? Você surtou, gritou, ficou gritando. Eu falei para ela assim, ô, eu só queria falar uma coisa para você. Não é bem assim.
o Embelli não é, não é, é transfóbico. Ela tá falando que o Embelli é transfóbico e tal. Assim, não é transfóbico. Olha, talvez essa impressão, eu tinha acabado de chegar, tinha, tipo, algumas semanas. Assim, eu entrei aqui e não é não, viu? Porque eu conversava com ela, numa moral. Tu vai regar pra Michelle? Chegava e falava assim, ó, calma aí. Michelle é gigante, velho. Tu não vai debater com ela? É que eu particularmente, é que eu particularmente, ó, tudo a respeito, vamos lá.
Deixa eu só concluir pra você entender o meu ponto. Eu conversei com ela, na moral, ó, o Embelli não é transfóbico. É sim!
Porque vocês querem acabar com a gente. Gritou comigo pra caralho. Aí eu falei assim, não, tudo bem. Vou manter a calma. Ela tá surtada. Tá bom, tudo bem. Michelle, calma, não sei o quê. Não, vai se fuder. Xingou os caralhos. Mas tipo, beleza. Aí eu fiz um vídeo. Foi o primeiro vídeo dos planelinhas. Não, foi da prisão do traficante. Quando nós prendemos um traficante que tava vendendo drogas atrás de uma escola. Foi. Cara, tudo isso por like, né, seu filho da puta. Não sei o quê. E me bloqueou. Ela me bloqueou no Instagram.
ela vem aqui meter... A história não é só essa. Tá aqui, mano. Vamos abrir aqui. Vai falando aí que eu vou abrir aqui. Tá aqui. Eu não mento. Eu mostro, eu mostro. É que o Robertinho gosta de cair em quadrante. Então, beleza. Eu mostro. Por Deus. Ó, pela minha vida. Mas não é motivo você não aceitar um debate com ela. Não, não, não. Eu vou explicar pra você qual que é a real. A real é que assim. O meu motivo pra não querer debater com ela é que eu quero debater com uma outra pessoa pra falar sobre os mesmos assuntos.
Eu quero debater com a Erika Hilton. Entendeu? A Erika não vai. Entendeu? Ela não vai.
E a Erika não vai. A Erika não vai. Então tudo bem. Tá pegando o boi, a Michelle é gigante, velho. Obrigado. Michelle é gigante, bicho. Passo, passo, passo. A Erika, você nunca viu a Erika debater com ninguém, cara. Então, pois é. A Erika não vai. É mais fácil ela fazer um debate judicial com o C do que sentado aqui. Bom, enfim, eu ainda assim gosto de levar esse meu desafio adiante, entendeu? Debater, eu quero debater com a Erika Hilton. Eu tenho uma...
um caso específico com ela, que foi quando ela foi na Câmara Municipal de São Paulo, numa audiência pública junto com a vereadora trans lá também, com o nome dela, Amanda Pascoal. A Amanda Pascoal, elas fizeram uma audiência pública para tratar questões de saúde mental dos transmasculinos. E eu, eu tinha uma fala para fazer nessa audiência pública, eu me inscrevi previamente, eu segui todas as regras da casa,
Ela me censuraram. E a Erika Hilton não deixou eu falar. Ela não deixou eu falar. Ela viu que era eu. Ela pulou. Não me deixou falar. Protelou, protelou. Eu tive que berrar com elas lá. Fazer um puta de um show pra me deixarem falar. E quando me deixaram falar, ela falou assim, gente, só tem mais uma pessoa aqui pra falar, então eu vou fazer o seguinte. Vamos lá fora todo mundo tirar uma foto, tá? A presidente da mesa, que ela manda, a Pascoal, fica aqui, mantendo. Todo mundo saiu... Na hora que você veio falar?
eu poder, pra Amanda Pascoal poder me chamar pra falar. Ela fugiu de algo que ela nem sabe o que ia sair. E aí eu comecei a reparar que... Mas por que ela fugiu de você? Pois é, meu irmão. Na internet, provavelmente. Entendeu? Na internet, provavelmente. Então, teoricamente, ela já sabia quem era você, a sua posição, e por isso ela evitou. É, provavelmente. Entendeu? Ela evitou. É isso. Só que ela não sabia o que vinha. E por Deus, tudo que eu ia falar lá é que... Provavelmente ela achou que eu ia...
denegri. Não, eu só ia falar pra ela aqui. Essa pauta, ela é uma pauta que tá sendo usada pra fazer com que aquelas pessoas que estavam ali acreditassem que elas são perseguidas, que elas são... Não, mas elas são... Não, não. Mano, desculpa. Eu vivo na vida real. Eu pego ônibus, acordo, ninguém faz nada com trans. Eu moro em São Paulo. Ninguém faz nada com trans? Não, cara. Não, cara. Na vida prática real, na vida prática real, na vida prática real, a gente vê...
Vejo um trans na minha frente. Mataram uma trans. Tem pouco tempo aqui. Mataram uma criança. Não pode fazer programa com ela. E largaram morta na avenida. Matam crianças todos os dias. Matam idosos todos os dias. Matam mulheres todos os dias. Matam homens todos os dias. Mata criança por ser criança. Mata idoso por ser idoso. Ninguém mata trans por ser trans. Não. Tá bom. Ninguém não. A morte não é essa. Aí vem aqueles bandos de instituto.
Falar assim que é por isso. Ah, que o trans morreu atropelado. Puta, morreu um trans.
Cara, vamos lá. Olha aí, tá vendo? Aí depois tu acha ruim da Michelle não ficar puta com isso daí, entendeu? Que tipo assim, ela vive a realidade, ela estuda a realidade, ela sabe o que acontece, ela recebe relato todo dia, aí tu vira pra ela e fala assim, ninguém mata trans por ser trans. Cara, ela vai surtar. Ela, assim como a Erika Hilton, é uma pessoa que vive dessas pautas. Ela faz esse alarmismo porque ela precisa desse público, ela precisa dessa galera. Por quê? Porque um dia, se ela quiser,
se eleger, ela vai precisar dessas pessoas. Você acha que no Brasil mata gay por ser gay? Cara, eu acho que falar que não, ninguém mata gay por ser gay, ninguém é homofóbico. É uma mentira absurda. Mata mulher por ser mulher? Tem gente que mata gay por ser gay, tem gente que mata mulher por ser mulher, tem gente que mata homem por ser homem, tem gente que mata... Mata preto por ser preto? Tem gente que mata preto por ser preto.
E por que não mata trans por ser trans? Tem gente que mata trans por ser trans, tem, tem. Só que aí que tá. O alarmismo que é feito em cima disso é como se todas as pessoas...
acontece é que eles querem, por exemplo, eles querem separar a realidade em que a gente vive da realidade em que eles se veem. Então, é uma coisa muito louca. Eu fui lá, eu ouvi, eu fui respeitoso, eu sentei e ouvi tudo, toda a audiência pública até o momento das falas. Então, eu entendi alguns dramas, alguns problemas que eles levantaram lá, como por exemplo, olha só, a pauta era saúde mental dos transmasculinos. Dentro da divisão trans, parece,
segundo eles, tá? Isso não sou eu que tô falando. Segundo eles, os trans masculinos são mais rejeitados ainda. Porque existe uma visão social de que, tipo, o trans que é homem e vira mulher, ok, tipo, puta, talvez seja até um sex symbol pra alguns homens e tal, ter um atrativo pra sociedade, é mediático, é bonito, talvez apareça na TV, sabe? Só que o trans masculino ninguém liga. O trans masculino fica de canto. Então é uma subcategoria dentro do trans.
É isso mais ou menos aí. E por isso eles sofrem mais. Eles sofrem mais preconceito, sofrem mais perseguição, sofrem mais isso, mais aquilo. E aí a parada é a seguinte. Eu percebi que eles querem um universo até avesso dos transfemininos. Tipo assim, queremos um hospital para atender transmasculinos. Beleza. Por quê? Porque a saúde do transmasculino tem que ser acompanhada por uma equipe multidisciplinar especializada em saúde transmasculina.
Então não é um hospital pra atender as pessoas trans? Não. As pessoas trans não. As pessoas trans masculinas. Ou seja, sua mulher que passa por uma transição pra se tornar homem. Beleza? É dessa pessoa que a gente tá falando. Beleza. Tá bom. Tá. A ideia já é meio... Você já fica assim, peraí. Dinheiro público pra isso. Tá. Beleza. Aí você começa a desfarelar essa ideia. Qual que é? Ah, mas... Não foi eu que disse. Foi eles que disseram.
Pode abrir no YouTube. Tem lá a audiência pública até hoje. Tá lá. Ah, mas a gente tem que...
Tipo, médicos transmasculinos. O psiquiatra tem que ser transmasculino. Toda a equipe multidisciplinar tem que ser transmasculina. Ou ter muito envolvimento naquela pauta e tal. Ter o seu caso da vida dessa pessoa. Sacou? Cara, desculpa. Que realidade. Que realidade. Isso se aplica. É assim mesmo? Será que você não tá criando um espantalho sobre isso? Aí você faz o seguinte. Você abre o YouTube. E você vai assistir lá. A audiência pública dos transmasculinos. Isso aconteceu no ano passado.
2025, tá bom? Isso aconteceu, tá? Isso aconteceu. Vai lá e vê, checa e assiste a audiência pública inteira, assiste o desfile deles lá que eles fizeram na Câmara Municipal, vê todos os dramas da mulher que falou que foi rejeitada pela família, da mulher não, do homem transmasculino que foi rejeitado pela família, que não sei o que, que passou por isso, por aquilo, que foi diagnosticado com autismo, eu ouvi tudo, cara. Eu realmente fui ouvir. Porque às vezes a gente fala assim, ah, que pauta
Banal. Aí você senta lá e escuta. Porra. Não, não é tão banal assim. É banal. E você defende que o MBL não é transfóbico, então? O MBL não é transfóbico. Não é. Não. Não tem pessoas transfóbicas. Calma aí. Calma aí. Calma aí. Calma aí. Calma aí. Calma aí. Calma aí. Calma aí. Calma aí. Vamos lá. Vamos lá. O que eu quero dizer é que o movimento, ele não é transfóbico. O movimento não tem transfobia em sua pauta. Não tem pautas transfóbicas.
Pautas que diminuem a vida dos trans, por exemplo. Não tem. Não tem. Tá? Isso que eu tô dizendo.
um dia disse. Eu não sei, cara. Primeiro, tô chegando no movimento agora. Segundo, ainda que exista um corrupto no MBL, não significa que o MBL é corrupto. O MBL poderia ser considerado corrupto a partir do momento que você descobre que tem alguém corrupto dentro do seu time e você fala, tá bom, fica aí, vai. Vamos te encobertar. Só pegou essa vez esse tantinho. Não, então, mas não é essa a postura do MBL em relação à corrupção, né?
A gente expulsa todos os caras. Então, já aconteceu esse ano passado. Então, já aconteceu
alguns episódios aí do passado, bem passado. Então, é isso, cara. Esses caras foram expulsos do MBR e a maioria foi por corrupção? Eu conheço o caso do Sandro Filho. Foi por corrupção dele? Foi suspeita de corrupção, o Sandro Filho, né? Foi suspeita de corrupção. Tinha uma história meio torta, mas os caras falaram, mano, isso tá me cheirando muita merda. E os anteriores também? Você tá fechado com um cara que, tipo, mano, ele é corrupto.
Você tá andando com o cara, tipo, meio que diga-me com quem tu andas, que eu diria quem tu és. Mano, não dá. E os outros? Pabanato, Holiday,
e Rubinho... Não, eu acho o seguinte, ó. Eu vou dar o meu ponto de vista em relação a Pavanato e Holiday. A corrupção deles foi a corrupção moral. Eles falaram, puta, mano, ó. Até determinado momento, eu ganhei com o MBL. Puta, ó. Até aqui eu consigo voar com o MBL. Legal. Só que, a partir desse ponto aqui, eu não consigo ir além. O MBL, ele para de ser a coisa que me puxa pra cima e a coisa que me impede de avançar. Ah, se eu for pro Bolsonaroismo, eu avanço. Ele se corrompeu moralmente.
porque ele tava no MBL, não é porque faltava partido ou faltava movimento. Eles estavam no MBL porque eles acreditavam naquilo que era, digamos assim, a cartilha. Aquilo que era colocado ali, o arroz com feijão, todo dia. Eles viam, eles participavam. Eu vejo como o MBL é ativo na política. Então tudo que acontece de novo já cai, a gente já fica sabendo, a gente já quer saber mais, já busca saber, porque é produtividade lá dentro, cara.
Tipo assim, a galera trabalha mesmo, e a gente gosta de trabalhar. Esse é o nosso estilo de vida. Então você vê, desde que eu entrei pro MBL pra cá, por exemplo, eu paro, cara.
Eu só procuro coisas e procuro estudar. O Arthur me passou uns livros, eu tô começando a ler, eu tô começando a estudar de fato, entendeu? Não só o MBL, mas política como um todo. Tá tudo muito agitado e eu tô tentando dar conta de tudo, mas eu vejo mudança, eu vejo melhora, eu vejo mais coerência na minha fala, eu vejo mais... Eu sinto mais orgulho de quem eu sou, entendeu? E aí que eu falo pra você, tipo, o Pavanato, o Holiday, eles sabiam de todas as facaturas do Bolsonaro, tem um vídeo emblemático do Holiday, todo mundo já deve ter visto esse vídeo,
ele gritando, falando que o Bolsonaro é um corrupto, não sei o que, gritando. Pô, como é que tu vai lá? Você desacredita agora que ele é corrupto? Ou você simplesmente finge que você não disse aquelas coisas? Sabe, como é que ele se olha no espelho, bicho? Eu não tenho bola pra fazer isso, sacou? Eu posso olhar pra as coisas que eu falei na minha vida e dizer assim, puta, eu coloquei o cara lá e ele me decepcionou. Mas eu nunca, nunca vou olhar pra uma coisa que eu fiz e falo assim, eu peguei do lixo, reconhecendo que era
lixo, coloquei lá só pra me beneficiar. Mas em qual aspecto que eles queriam avançar que o MBL acabou limitando esse avanço? Se não me engano, por exemplo, o Pavanato... Sei lá, pra ser um bom político, o MBL ia ajudar. Bons projetos, o MBL ia ajudar. Mas sabe o que é, cara? É que tipo, o processo natural ele leva tempo, entendeu? Tipo assim, vamos lá, o Pavanato ele teve uma ascensão dentro das mídias e isso é legal. Isso te mantém aquecido por um tempo. Caramba, as pessoas estão vendo,
fazendo vídeo, eu tô tendo respostas, as pessoas tão me reconhecendo na rua. É aquele papo, né, de ser reconhecido. Tipo, pô, isso é legal, tá bom. Vamos transferir isso pra urna? Puta, não virou. Já não virou. Então, até certo ponto, eu consegui avançar na minha vida. Mas eu quero mais, eu quero ir além, eu quero ser vereador, eu quero ser deputado, eu quero um cargo no executivo, eu quero ser ministro. E aí você vai tendo que, tipo, galgar o seu caminho.
Cara, eu acredito fundamentalmente que quando ele tava dentro, ter um partido já era, já era
Não era... Naquela época já era uma coisa... Tipo assim, ele não acreditou na formação do partido. Essa é a verdade. Ele não acreditou que esse partido seria criado. Ele não acreditou que isso... Que o partido seria emblemático. O partido conseguiria... Se fosse criado, conseguiria eleger deputados, batendo no Bolsonaro, que até aquele momento era uma força muito grande e irredutível, né? Porque o bolsonarismo era não só... Tá, vai.
Não só irredutível, mas eu digo, ele ainda estava em crescimento. Cara, é muito louco se eu olhar pra isso e falar assim,
peitar o gigante. São poucos que olham pra isso e falam, tipo, não, é o certo e é o certo. E nós vamos morrer pelo certo. Ao longo da história, eu conheço alguns discípulos que morreram por aquilo que eles acreditavam. Tá entendendo? Se fosse equiparar ali e comparar. Se abrir o livro do mártir, por exemplo, os discípulos morreram de maneiras mais bizarras possíveis. Queimado, jogado de um penhasco numa cadeira quente. Aquelas cadeiras de ferro quentes que você morria torturado daquele jeito. Então, tipo assim, a parada
louca. Você empenhar sua vida num projeto baseado naquilo que você acredita, ainda que aquilo te custe tudo, irmão, é pra muito, mas muito, muitas poucas pessoas. Entendeu? Então, tipo, cara, eles olharam pra isso e falaram, mano, não dá. Se eu for pro bolsonarismo, que é o mesmo público, mesmo público, eu vou ganhar. E ganhou. Ganhou. Eleito. Foi recorde? Foi recorde? Bateu recorde? Não, né? Foi o mais votado. Eu não sei se bateu recorde, mas foi o mais votado.
mais votado. Bateu o recorde ou não? Não bateu o recorde? Eu acho que ele foi o vereador mais votado de São Paulo. Da história? Foi uma coisa assim, não foi? Foi bem emblemático. Então aí que tá. Então, tipo assim, ele também não parou de acreditar. Mas você já se perguntou, tipo assim, eu fico ouvindo conversas de bastidores aí, tipo, já fiquei sabendo do caso de um que o problema dele era comodismo, o cara não queria trabalhar, preguiçoso, cheio dos problemas e defeitos, mas queria receber um
bom salário pra estar lá dentro. Outro com problema de droga, de prostituição. Cara, uma vida assim, deplorável dos caras. Mas enquanto tá lá dentro, tá valendo. E aí depois que sai, aí vira um problema? Cara, eu vou ser bem sincero com você. Eu tinha muito medo. Quando eu fiz esse movimento, eu não falei assim, puta, eu tô saindo do bolsonarismo pra ir pro MBL. Não, eu só tava a ver se eu sou bolsonarista.
Eu saudei e falei assim, cara, eu não quero isso. Isso não é o que eu vou seguir. Seja lá o que eu vou fazer a partir daqui, não é isso que eu vou seguir. Foi isso que eu pensei, tá? Aí, beleza. Meio que de tabela, quem te abre os olhos, é o caminho que você meio que, né? Tipo, pá, tá, calma, você me trouxe pra realidade. Mas, pera, já que a realidade não é isso que eu tô enxergando, me mostra o que é a verdade, então. É meio que é natural.
Então, foi pra aí que eu fui. E eu tive muito medo de dar espaço. Porque eu ouvia tanta história no bolsonarismo. Eu ouvia tanta história. Tanta história. Eu ouvia que era uma seita. Eu ouvia que...
Você tinha que contar os seus segredos, que você assinava um contrato de não sei quantos mil que se você saísse de lá e você falasse sobre o MBL, você ia ter que pagar uma multa. Sabe, tipo, um negócio muito louco. Eu via cada coisa. Eu via que era suruba com todo mundo. Eu via... É isso que rola, tá? No bolsonarismo sobre o MBL. É esse tipo de espantar que eles contam. Cheguei lá, mano. Juro pra você. Todo mundo fazendo seu trabalho normal. Ninguém te chamou pra suruba. Ninguém me chamou pra suruba.
Muito filha da puta. Ao ponto de ninguém te convidar, né? Então... Não, mas pop sério. Assim... Ninguém... Ninguém... Não teve nada. Não teve nada. Tipo assim... Todo mundo trabalhando normal. Inclusive com um discurso... Bem coerente. Bem honesto. Conversei. Chamei o Renan Achinche aí, mano. Tem parada errada aqui? Não tem, mano. Tem parada errada? Para com essa merda. Não tem parada errada aqui. Fica aí e você vai ver. E realmente, mano... Até aqui. Até aqui. Eu não vi...
Nada de errado. Nada. Nada que você olha e fala assim, será que isso pode fazer? Nada. A hora que aparecer, tu sai. A hora que aparecer, eu vou querer explicações do core. E aí? O que a gente vai fazer em relação a isso aqui? Eu acredito no core. Eu acredito que o core... Vamos pensar. Se o que aconteceu é o core. Se o erro é o core. Duvido, cara. Quem vai te explicar? Cara, eu duvido. Aí você vai falar assim, de novo, Gabriel. De novo você vai se cegar. Você acredita demais.
É novo, Gabriel. Você tá indo... Cara, o dia que eu perder o meu coração, eu me perdi. Eu vou acreditar. Gabriel, falando de Brasil aqui, tu acha que corrupção é um dos maiores problemas do país? Um dos. Sim. Sem dúvida. O cara... Sem dúvida. Se resolver o problema de corrupção, você resolve o problema do país. Ah, o problema do país? Não. Eu acho que você resolve um dos problemas do país. Entendeu? Eu acho, por exemplo, que o cara que... Perdão. Por favor. Por favor, por favor.
que tem que ser combatido. Claro, claro. Desde o primeiro instante. Claro. Você não acha que a corrupçãozinha que tem aqui é pouca e que, nossa, não é isso que atrapalha o país. Então, você não. Então, veja bem. Eu acho que corrupção de qualquer natureza. O negócio é o seguinte, ó. Eu falei pra vocês que eu tenho lido algumas coisas que o Arthur me recomendou. Um deles é o livro da política. E, cara, apesar de estar tendo muito pouco tempo pra dar continuidade a essa leitura nesse momento atual da minha vida, que a gente vai pra lá, vai pra cá, organiza a manifestação, isso e aquilo. Mano, eu gosto daquele livro.
Eu tenho gostado muito porque eu tenho aprendido coisas que eu nunca imaginei que eu fosse aprender. Uma delas é sobre Confúcio. Confúcio é um filósofo chinês que ele idealizava um líder ideal. Era o Junzi. Então ele falava sobre esse Junzi como alguém que vai liderar o povo e o povo vai seguir esse exemplo. Porque ele é ético, ele é moral, ele é bondoso, ele tem boas intenções, ele está com o coração no lugar certo. Ele entende que o exemplo ele arrasta.
vem do líder. Quem dita o comportamento da massa é o líder. A população reflete a liderança, não o contrário. Aqui no Brasil a gente tem o costume de ficar falando assim, ah, mas os políticos lá roubam, né? Mas é que o roubo começa aqui, com você querendo levar vantagem na passagem do ônibus, no troco do mercado, que o cara te deu errado. Não, o roubo não começa aí, começa lá. Porque eles, os líderes, é que dão o exemplo. A elite,
O pensamento e o comportamento. Na massa. Então. Quando a gente tem políticos. Que é aquela galera de. O ser humano de primeira classe. Quando o ser humano de primeira classe. Ele rouba bilhões. E nada acontece. E ele está sorrindo no jornal. Quando o político. Ele desvia dinheiro. E nada acontece com ele. Quando barbaridades acontecem com esse desgraçado. E nada. E nada. Impacta na vida dele. Na liberdade dele.
na responsabilidade dele, você tá dando um exemplo pra sua população. Você tá dizendo o quê? Tá dizendo roubar nesse país compensa. O crime nesse país vale a pena. Você pode roubar. Eu roubei bilhões. Você não vai roubar uma carne no mercado? Eu te dou até a justificativa pra tu roubar a carne no mercado. Olha, é porque nós não cuidamos de você. É porque você precisa roubar pra comer. E aí você começa a misturar um discurso de ética com pauta social.
com uma coisa muito louca. Não, cara, o negócio é o seguinte. O negócio é o seguinte. Se você resolve o problema da corrupção, você punindo os corruptos, os juízes, os políticos corruptos, cara, você dá exemplo. Nesse país a gente não tolera mais isso. Então, desde o chefão, desde a elite, desde o cara que está lá em cima, desde o cabeça, até você que está aí embaixo, ladrão de galinha, você vai ser punido. Você dá um exemplo para a população. Então, eu acredito que não resolve
todos os problemas do país, mas, cara, resolve muitos. É uma questão cultural, tipo, é um negócio muito louco. Alavanca não só o fato do seu dinheiro público estar sendo usado de uma maneira melhor, mais responsável. Eu acho que implica até na maneira como a sociedade se enxerga enquanto país. Entende? É uma questão ética, de valor, de respeito, de você olhar pro ambiente e você ter respeito com o ambiente alheio, com o dinheiro alheio. É muita coisa. É muita coisa.
dos países mais soberanos do mundo hoje, né? Estados Unidos está em primeiro lugar, muito próximo ali da China. E Estados Unidos tem corrupção pra caralho, velho. Tem muita corrupção lá. Acho Estados Unidos uma bosta, mano, de país. Eu também acho. Acho assim, de verdade, os Estados Unidos é um péssimo exemplo. Concordamos pra caralho aqui. Tamo junto. Que massa. É, os Estados Unidos é um péssimo exemplo pra tudo. Muitas bostas culturais que a gente vive hoje é proveniente das bostas culturais que nasceram nos Estados Unidos. Sabe quem tá sofrendo com isso e vai sofrer muito nos próximos anos?
que é americanizadíssima, tá ligado? É patético aquilo ali. É patético com aquelas meninas, com aquelas roupinhas, aqueles caras com um jeito meio de boiola. Eu acho patético, eu acho simplesmente idiota. Eu citei ele que, tipo assim, não só os Estados Unidos, a China também tem corrupção. A China é um exemplo de país. Mas a China tem corrupção também, e muita corrupção. Mas aí o que acontece com os corruptos chineses? Ah não, sim, sim, existe punição, mas mesmo assim, até ser punido demora. Eu falo assim, tem muita corrupção na China, muita mesmo.
O Brasil tem muito mais, eu acredito, né? Não sei em valores. Não sei em valores, né? Porque o nosso PIB, perto do PIB chinês, é ridículo o nosso, né? Mas a China tem muita corrupção. Mas eu não sei se o problema é só a corrupção, sabe? Não, não é só. Eu acho que você tem que fazer muito mais, assim. Inclusive, eu já escutei de algumas pessoas aqui nessa mesa aqui, tipo, que corrupção é 5% do problema do Brasil. É provável, mas aí que tá. Eu não sei se 5, tá?
Essas métricas, esses cálculos eu não faço, eu não fiz. Mas eu estou discorrendo aqui a respeito das camadas que a corrupção envolve. As camadas de problema que envolvem corrupção. Que não é só sobre dinheiro público. Mas é uma questão cultural, mais uma vez. O exemplo é o que eu estou falando. Lembra? O exemplo vem de cima. É o vento, igualzinho o que o Fúcio descreve. O vento que bate na grama e dobra a grama. O vento é elite. Bate na grama e a grama se dobra.
vento, a força daquele vento. Então eu acho que é isso. Corrupção talvez não seja o maior problema do país, mas é um problema que se resolvido, resolve vários outros. Você falou que é contra a privatização em alguns casos. Se você fosse eleito, você ia brigar pra estatizar algo que já foi privatizado aqui no Brasil? Não sei. Sabia? Você ia defender mais privatizações? Eu preciso ter um pouco mais de conhecimento nessa área do que já foi privatizado
aqui no Brasil e entender a importância desses recursos para o Brasil enquanto nação. Eu precisaria estudar mais sobre isso. Hoje, mais do que nunca, a gente vê que essa questão de soberania é fundamental nesse movimento geopolítico do mundo. O Brasil está totalmente fragilizado. A gente não tem uma indústria nacional de defesa. Agora, com muito custo, a gente conseguiu estatizar... Você viu?
estatizou a Vibras ali, né, cara? Foi incrível. Não é estatizado, estatizado, mas é sobre a ação total, né? Eles pagaram ali, né, o dinheiro da recuperação judicial, pagou os funcionários, vai voltar a produzir, né? Mas a gente não tem uma indústria nacional de defesa, né? Então, cara, eu acho complicado. As instituições do nosso país são tristes, né? Todas. Essa é um negócio falido. Então, mas, por exemplo, isso aí,
entende, né? Sobre privatizações, que realmente são um problema. Tudo que a gente privatizou aqui, parece que a gente privatizou mal ou errado mesmo. Tipo assim, vendeu muito abaixo do que deveria ter sido negociado. E quando negociou errado, ainda teve situações em que, por exemplo, a própria empresa, o cara que comprou a empresa, já comprou ela tendo lucro. Quer dizer, me parece até que foi dado pra alguém ganhar uma grana com isso.
Outro ponto é que, assim, as instituições aqui são um problema muito grande. Por isso, a galera
algumas vezes vira e fala assim, não, tem que estatizar mesmo. E não é porque o negócio é ruim, é porque a instituição daqui é feita para dar muita merda, sabe? Pois é, instituição aqui é sinônimo de corrupção.
Sei lá, e falando da soberania nacional, então, né? Mas não é feita pra dar merda, né? Você faz pensando em prestar um serviço pra população. Exato. Mas isso muda no decorrer do Andarinho. Eu não acho que quem faz pensa nisso, sabia? Ah, não. Claro que não. Eu não acho que quem faz pensa nisso. Não nas condições atuais do nosso país. Eu acho que pode ter pessoas que querem pra fazer isso. Eu sou um exemplo disso. Pô, eu acho que, beleza, se a gente controlar e tiver nas mãos certas, a coisa vai rodar. O problema é que tem muito amigo de rei aqui, viu?
O problema é esse, bicho. O cara começa a fazer discurso que é pra população. Só que ele começa, quando ele chega lá e a população compra o discurso dele, ele vai lá e muda. Ele vai lá pra atender interesses e discursos. Essa é a desgraça. Porque o cara não tá pensando na população. Esse cara tá pensando em si. É aquela cultura mafiosa de minha família primeiro. Sabe? Aquela coisa... Sim, mas eu vou te falar aqui, por exemplo, tem coisa que é muito escancarada já. Eu vi Braz.
empresa, porra, que possa proteger o país, ou que gere algum tipo de proteção aqui, que você não depende de outras pessoas pra proteger o seu país. A Vibraise é fundamental nesse ponto. Diretamente ligado a Vibraise, talvez o ponto mais importante é o próprio exército. E aí você pega o investimento do exército, que é robusto até hoje, mas aí você pega a grana que entrou lá, você sabe pra que ela vai? Os aposentados? Não é pra manutenção, não é pra se armar, não é pra fazer defesa, é pra pagar um monte de
que tá lá encostado. Que tá encostado. E não, e se esse cara tá encostado e prestou um bom serviço, tudo bem. Esse cara prestou um bom serviço. O problema é quando você tem uma aposentadoria vitalícia pra uma pessoa que tá lá e vai viver que nunca fez nada, nem vai fazer e que vai viver desse benefício. Aí você vai pro judiciário e vive a mesma coisa. Você entende? E quando é pra mulher viúva do cara? É, pô. Mulher é viúva e passa pra filha que nunca vai casar. Nunca vai casar. Nunca vai casar.
que o cara tem filho, vive em relação estável, comprovadíssima, não perde benefício? Estou te falando, cara. É complicado. Mas você entende que isso é explícito? É explícito. Quem está lá tem que falar. O duro que aí o cara vai eleito e chega lá em Brasília, o Robertinho não briga com essa classe militar. Essa classe é intocável. Mas ele briga com o cara que recebe Bolsa Família, ele briga com o cara que usa um ProUni, ele briga com o cara que é um FIES. Como não, Robertinho? Pergunta para o Gabriel aqui.
de Bolsa Família? Cara, eu acho que vale gás. Tu brigaria por programas de assistencialismo? Vale gás é uma putaria. Olha aí, velho. Mas calma, calma, calma. O que tu acha do Bolsa Família? Eu acho que programas de assistencialismo, eles devem existir. Ponto, tá? Entendeu? Programas de assistencialismo, eles devem existir, mas eu acho que precisa ser calculado uma maneira de você não tornar as pessoas aderentes ao programa de assistencialismo meio que reféns daquele programa pra sempre. Eu acho que o programa de assistencialismo, ele tem que garantir que essa
A pessoa vai poder andar com os próprios pés. Ele tem que desistir pra mudar a vida da pessoa. Exato, pra dar um apoio, pra dar um suporte, né? Tipo assim, ó, vem cá, um levante. Respira. Respirou? Beleza, vai trabalhar. É isso. Eu acho que é isso. Mas o cara que não tem nada, sei lá, que tá fodido, esse cara tem que ter uma ajuda. Claro, pô. Claro. Claro. O Estado, ó o seguinte, ó. O Brasil, ele precisa começar a produzir, tá?
Ele tem um potencial gigantesco de produção. De tudo, você imaginar. Mas ele não é rico. Ele pode ser muito rico.
tornar, talvez, top 5, top 2, top 3, países do mundo. Porque o potencial é enorme. É gigantesco. É animador. Fala do quanto o Brasil poderia ser grande. Eu entro nessas pilhas e fico viajando. Só que é o seguinte. Tem que começar a desenvolver. Tem que começar a produzir. Você tem que começar a ter políticas que fomentem isso. E a gente tem que ir atrás dessas ideias. A gente tem que ir atrás de buscar isso de maneira constante. Mas não só.
uma determinada área, mas em todas. Uma delas é na política assistencialista. A política assistencialista tem que desenvolver aquele cidadão. E aí eu acho que o assistencialismo falha quando ele dá um Bolsa Família para o falido, para o cara que não tem já condição de nada, quando ele deveria ter dado, sei lá, um Bolsa Família para um bebê que nasceu e não vai consumir proteína o suficiente para se desenvolver. Esse cara não vai consumir proteína o suficiente para desenvolver
O seu cérebro... Pagar pro bebê, o Bolsa Família, já paga pra mãe, porra. Não, veja bem, veja bem. O pai ali... Eu falo do bebê, porque... Eu tô entendendo o que você tá falando. O ponto não é... Não, mas eu entendi o que você tá falando. Você que falou, velho. Não, beleza. Eu entendi o que você tá falando. Não deste, não. Eu sei, eu entendi. Você tem um bebê ali. Você sabe que tem necessidade, mas você já tem que estar desde esse primeiro momento. Você não precisa de um cara estar lá, virar... Ele se fodeu.
uma carteirinha e falar assim, ó, eu ganho menos do que X, minhas famílias são tantas. E lá pra pegar. Exatamente. O Estado tem que agir antes disso. Antes disso. Eu acredito, por exemplo, numa política assistencialista que ela dá auxílio pra criança. Então, por exemplo, a criança não vai ter acesso à comida porque a família é muito pobre. Beleza. Então, peraí. Vocês dois, como pais, vocês já não podem mudar o nosso país. Tudo bem.
Então a gente tem que investir no nosso futuro. No cidadão do futuro, que é o seu filho. Não tem o mesmo destino que você. Então a gente precisa garantir
que ele vai ter alimentação adequada, né? Minimamente adequada pra se desenvolver. Por exemplo, o cara, eu repito, o cara que não come proteínas, não faz a ingestão diária recomendada de proteínas, ele não desenvolve o cérebro direito. Esse cara vai ser necessariamente mais burro porque ele não tinha comida. Isso não é culpa dele, já que ele é uma criança, um bebê. Você tá entendendo? Ele tem a informação. Isso é culpa de toda essa merda que envolve ele, entendeu? A pobreza, enfim, a desigualdade, isso aí.
Corrigir. Mas ele não tem que corrigir depois que o cara cresce, já não tem capacidade cerebral formada, já é um cara que não vai produzir tanto. Aqui, vamos lá. Como é que faz com esse povo? Tem um tanto de gente que cresceu aí que tá precisando de ajuda. Tá grande já, a gente larga a mão desses caras. É que tá. É o que eu falo. Não tem como você criar algum novo, desconstruir e não dar mais apoio pra galera que já tem esse apoio. Eu acho que é muito louco.
complexo. A gente não pode abandonar os caras que já dependem disso, ao mesmo tempo que a gente também não pode deixar que eles fiquem parados pro resto da vida, recebendo auxílio, fazendo filho pra aumentar o rendimento desse auxílio. Por isso que eu tô falando. Algo radical precisa ser feito. E a visão tem que ser o cidadão do futuro. Não mais esse que faliu. Talvez a gente possa ajudar o filho desse cara, mas não mais esse cara.
Pô, a gente já tá tirando o peso de você sustentar o seu filho, beleza. Mano, sobrevive aí, velho. Faça sua vida aí, velho. Tá ligado? A gente auxilia com a cesta básica, com o
negócio e tal. Eu não sei, cara. Eu não tô vindo aqui com uma resposta pra o que você tá me trazendo. Eu tô dizendo que o que tá aqui tá errado. E que a gente tem que pensar algo diferente, saca? Mais voltado pra esse auxílio do cara que tá se desenvolvendo. Então eu acho que o cara tem que ter uma boa escola. Política de assistencialismo ótima é você deixar as escolas públicas redondas com ensino de qualidade. Isso é uma política assistencialista top. Assim, eu concordo com você que o que tá aqui tá errado, né? Mas
moral, assim, tu vem aqui como um cara que se propõe a resolver. Então, assim, a gente tem que discutir, a gente tem que discutir todos esses problemas do país com profundidade. Educação, saúde, qualidade de vida, emprego, segurança. A gente tem que discutir todas essas pautas, assim, com profundidade mesmo, assim. Eu espero até mais de você. Porque você é o cara que se propõe aqui. Eu sou o cara das dúvidas. Você é o cara das respostas aqui.
E eu tô me qualificando bastante, como eu disse. Eu tô estudando, tô buscando entender. Então, tudo isso que a gente levanta, por exemplo, todos os problemas que a gente levanta, a gente tem um canal, né? No YouTube aí, no Instagram, a gente mostra diversas coisas o tempo todo do cotidiano. E todos os problemas que a gente levanta, a gente busca a solução. O nome do canal já foi. É Gabriel Piauí, meu nome. O canal é Gabriel Piauí.
E a gente levanta os problemas e a gente busca a solução. Então, por exemplo, hoje, nesse momento, já deve ter ido já, na verdade, o vídeo pro ar, se a gente foi na Marginal Tietê,
pegar os caras que roubam os celulares no trânsito. Quebra seu vidro, puxa, sai. No meio do trânsito. A gente foi lá porque a gente ia pegá-los. Nós pegamos o cara lá, mas ele não cometeu crime. Então a gente não pôde prender o cara, não pôde fazer nada com o cara. Normal. Tu segue a vida. Mas como é que a gente resolve isso, galera? Entendeu? Então a gente já vai atrás disso. Os moradores de rua aparecem no vídeo. Pô, como é que a gente vai...
A gente entende que precisa de um mecanismo pra internar compulsoriamente o usuário de droga, que oferece perigo a si mesmo,
oferece perigo aos outros. Por estar ali na rua usando droga, ter comportamentos violentos e coisa nesse sentido. Beleza, já tem internação compulsória. Já existe em nosso país. Já existe. Mas é burocrático internar compulsoriamente uma pessoa. Então, beleza. Como é que a gente desburocratiza? Então, a gente entende que existem coisas que precisam ser mudadas e a gente está atrás desses mecanismos para mudar. Por exemplo, um problema mais antigo, que foi o que surgiu com tudo, os flanelinhas. Nós estabelecemos um projeto de lei,
pra brecar, pra tornar a flanelagem crime. Não ter mais flanelinhas. Então vai ser impossível a polícia passar por um flanelinha e não abordar, porque é o que acontece hoje. Ah, por que a polícia vê o flanelinha lá e não aborda? Porque ele não tá cometendo crime. O cara tá na rua parado. Assim, eu entendo o quanto o flanelinha incomoda a vida de várias pessoas. Eu conheço várias pessoas que não gostam de flanelinha, que é um problema. Furto de celular hoje no país é um grande problema.
destrói com a vida da pessoa de quem teve esse celular roubado. O cara tem vários transtornos que ele não é só o celular. O celular é um patrimônio, né? É a vida da pessoa que tá ali. Aplicativo financeiro, fotos, registros, meios de comunicação. A vida inteira da pessoa. A minha vida tá aqui dentro do meu celular. Documentos, né? Você ter o celular roubado hoje, cara, é roubar uma parte da sua vida e você vai ter um mês, dois meses pra ter que recuperar tudo aquilo. Se recuperar.
todo dia ali. Como que ela vai conseguir fazer isso? É um transtorno na vida da pessoa. Mas é você falar assim, pô, vou tirar os planelinhas da rua e vou colocar policiamento ostensivo ali pra ninguém roubar o celular. Será que vai resolver o problema do país? Ou será que a gente tem que fazer muito mais? Será que a gente não tem que começar a discutir geração de emprego? Melhorar o salário mínimo do brasileiro? Melhorar a renda do brasileiro?
Será que essa não tem que ser a bandeira que a gente tem que começar a discutir? Educação, saúde, lazer pras pessoas? Sim, eu acho que tudo que você tá falando, você tem total razão. Eu concordo 100% do que você tá falando, tá? Tipo, sim, existem problemas que são em tese mais consistentes. Mas eu quero te mostrar aqui, ó, um problema cultural que a gente tem no nosso país, que envolve tudo isso que a gente tá falando. Que é a incivilidade.
O Flanelinha, ele não é o Flanelinha pra mim. Ele é só um cara que comete atos de incivilidade como tal.
isso. Eu posso listá-los pra você aqui. Eu até trago essa lista, porque são tantos que eu nem lembro, então eu vou já listar pra vocês quem são os nossos inimigos de verdade. Mas beleza. Vou te fazer uma pergunta e eu quero que você me responda com toda a sua sinceridade, tá bom? Se hoje, assim, a gente vai orar aqui, dormir, amanhã a gente vai acordar com uma outra realidade. A mudança na realidade vai ser a seguinte, de hoje pra amanhã, o que vai ser ensinado nas escolas vai ser, tipo assim, o autoconhecimento,
A coisa é mais libertadora, desde os pequenininhos até os grandões. Aquela coisa que vai desenvolver o país. Você vai aprender tudo o que você tem que aprender para se tornar um cidadão de bem, qualificado para o mercado de trabalho. Beleza? A gente vai dormir, vai acordar e essa é a realidade. Vai ser sábado, domingo. Segunda-feira tem aula. Você acha que o ensino de qualidade aplicado hoje nas escolas, hoje, ele vai ter o efeito imediato? Não. Por quê?
pra você colher algo que você começa a mudar hoje na educação. Calma aí. Então você tá falando pra mim que o cara que tá na primeira série, o cara que tá na primeira série, quando ele chegar no terceiro do médio, ele não tá diferente do terceiro do médio que a gente tem hoje? Na primeira série? É, na primeira série. É, mas pra você ver o impacto disso na sociedade. Não, na sociedade não. Na vida dele. Não. Na vida dele, provavelmente sim.
Provavelmente. Provavelmente sim. Você concorda comigo. Mas pra você começar a ensinar algo hoje na escola e pra você colher os benefícios disso na sociedade,
demora de 30, 40 anos. Concordo. Não é algo tão rápido. O que o Cabeleira está explicando? É que quando você faz essa mudança na escola, em 13 anos, realmente o indivíduo já mudou. Sim. Mas a mãe dele ainda pratica o mesmo hábito, o avô, são três gerações. E aí depois de três gerações, ele vai ser o avô, que já pratica essa ação, o filho dele, que é um pai, está praticando essa ação, e a criança. Então, toda a sociedade está praticando a mesma ação. E nesse ponto, sim, precisa mudar toda a sociedade.
idade demorariam três gerações no mínimo. Eu concordo 100% com o que vocês falaram aqui, beleza? Mas o ponto é, a criança da primeira série, ao chegar no terceiro ano, ela mudou completamente. A visão de mundo dela, a perspectiva. Exato, ela é a primeira mudança. Só que o cara que tá na oitava série, indo pro primeiro, você acha que ele vai mudar? Não. E aí você vai perceber o quê? Você vai perceber que se amanhã o ensino mudar, as pessoas não mudam, porque o cara que tá na sala, ele tá jogando truco, ele tá gritando na sala de aula, ele tá arrumando brigue na escola.
Ele está fazendo confusão, está fumando droga, está traficando dentro da escola. Isso atrapalha até a nova geração que está chegando. Talvez atrase. Talvez tenha que sair essa, outra e outra. Está entendendo? Então, o que eu quero dizer? A gente tem que tratar, sim, o core da coisa. Ou seja, a qualidade do ensino. Mas a gente também tem que dar uma geral nessa que você pode considerar perfumaria. A conduta do aluno, ela tem sim.
Tá bagunçando, ele tá fazendo algazarra, tá desrespeitando o professor. Ele tem sim que ser corrigido. Ele precisa sim de civilidade aplicada na vida dele. E a gente faz isso aumentando o investimento em educação. A gente faz isso também aumentando o investimento em educação. Ou não precisa aumentar o investimento em educação. É que assim, o investimento em educação. Você jogou assim pra mim. Você investe muito em educação. Você acha que se investe muito em educação.
Só que se investe errado. Entendeu? Se investe errado. O que você acha das escolas cívico-militares? Acho fundamentais. Fundamentais.
Eu acho que é fundamental que escolas cívico-militares existam, mas a gente não pode resumir o ensino à escola cívico-militares. Você acha que é fundamental porque ela tem um resultado diferente das outras escolas? Ela tem um resultado diferente de outras escolas e é interessante que você tenha a opção, enquanto pai, de colocar o seu filho numa escola pública convencional ou uma escola pública cívico-militar. Sabia que ela tem três vezes mais investimento que a escola pública normal?
Cara, mas aí que tá. Três vezes mais investimento? Mas aí que tá. Eu acho que isso não...
Não se dá só pelo fato de ser cívico-militar, sabia? Como não, Gabriel? É, eu não acho, não. E nesse ponto, eu vou te falar, se o resultado for investimento três vezes, não. Se o investimento for três vezes nela e o resultado for positivo, cara, vamos pôr três vezes mais investimento. Na outra também, se tiver o mesmo resultado, é só isso que eu quero. Perfeito, mas, por exemplo, a gente já trouxe um selmo. Você não pode virar e falar assim, ó, cara, essa escola tem três vezes mais investimento e ela tá dando resultado.
Eu tô falando o seguinte. Existe uma demonização da escola normal pra falar que a escola cívico-militar dá certo, porque ela é cívico-militar, mas ela tem três vezes mais investimento. E a gente já trouxe profissionais aqui nesse podcast, igual o Lucelmo Lacerda, que dedicou uma vida pra estudar, que entrega todos os números, todos os resultados. E ele fala assim, mano, ele é um especialista em educação. Ele é um especialista em educação. E ele já falou aqui,
mano, é muito fácil ela dar certo. Ela tem três vezes mais investimento. Coloca três vezes mais investimento no normal. Em vez de a gente acabar normal, vai dar resultado até melhor. As universidades públicas. Exato, exato. Porque querem acabar com a escola pra gente fazer escola cívico-militar. É isso, isso é claro. Não acredito, porque eu não acredito que a força da escola cívico-militar, a força popular da escola cívico-militar seja essa. Entendeu? Não acredito.
Nós já teríamos muitas escolas cívico-militares. Você já comprou ideia, Gabriel? Você acha que a escola é muito melhor? Você já comprou ideia? Você acha que a escola cívico-militar é muito melhor? Calma aí, calma aí, calma aí. Eu disse isso aqui? Não, você falou que adora escola cívico-militar. Eu disse isso aqui? Não? Não, você falou que adora e porque é o seguinte, porque na sua percepção o pai tem que ter o direito de escolher, se ele quer essa ou na outra. É a opção de escolha. Ponto, ponto. É o que eu me lembro. São dois métodos.
dois métodos, beleza? Tem um método civil-militar e tem um método convencional. Eu não acho, tá, Albertão, com todo respeito, que o problema é a falta de investimento, tá? Não acho. Não acho que seja essa a questão. Tipo, a diferença das duas. Eu acho que o que se difere ali é a ordem. A ordem que é imposta. Um lado você tem a ordem imposta e na outra não. Ah, mas o professor não pede pra fazer silêncio? Ele pede, mas não pede igual.
Não pede sob as mesmas circunstâncias de uma escola cívico-militar. Isso vai fazer um pouco menos. Se ensino oprime, a gente
Pode discutir isso. Mas o ponto é que nós temos uma sociedade desordeira. E ela aprende a ser desordeira desde o princípio, desde a escola. Isso acontece nas escolas. Eu sou fruto da escola pública. Eu estudei em escola pública. Eu sei do que eu estou falando. Então, tipo, eu sei que o professor não consegue dar aula. Eu sei que o professor quer fazer o mínimo, o mínimo. É muito desafiado. Ele é tirado. O professor é desrespeitado. Está entendendo? Então, tipo, cara, você garantir
que o professor vai dar a aula dele sem ser interrompido, sem ter gente gritando, já garante que aquelas pessoas que estão na sala estão prestando atenção na aula dele e que vai absorver pelo menos um pouco do que ele está falando. A matéria que é dada em si não é ruim. Você só precisava que as pessoas prestassem atenção naquela matéria. Você só precisava que as pessoas olhassem para aquilo, anotassem nos seus cadernos, praticassem a reflexão sobre aquilo que se aprende. Isso não é possível em sala de aula hoje. Quem fala que é,
É mentiroso. Eu sou professor. Até no ensino particular, a coisa não roda direito. Por que que não é possível isso? Porque hoje você... Sua opinião como professor. Porque de fato falta a ordem. E quem põe a ordem? É ordem. O problema é ordem. Na escola... Se você tiver um professor lá assim com... Não, o professor não põe ordem. Se tiver um policial do lado na porta lá, todo mundo vai prestar atenção na aula e tal. É isso, vai resolver. O professor da cirurgia militar.
ele fica com um cacetete? Não, não, não. É uma cultura. Como que a gente põe ordem na sala? É uma pergunta. Como que a gente põe ordem na sala? O que a gente precisa, mais uma vez, de um exemplo que vem de cima. Nos micro espaços. Então, a escola, beleza. Como que a gente põe ordem? A gente impõe a ordem através de uma cultura punitivista para aquele que quebra a ordem. Ponto. Então, beleza. Punitivista, o que você quer dizer com isso, Gabriel?
Tem que bater no aluno? Não. Irmão, você vai sentar lá e você vai ouvir sua aula ou você não vai?
Não, não vou. Você vai aprontar? Então, beleza. Então, já chama o pai. Chamou o pai. Ah, o pai não atendeu, não veio? Conselho tutelar na hora. Bota. Foda-se. Responde aí. Eu chamei. Você é pai, você é responsável. Chama na tinte. Caralho, pera. Não posso faltar, então. Se me chamarem, tenho que ir. Tenho que atender. Posso dar caô na escola. Vou prestar atenção. Moleque, você tá me vindo fazer aqui? Tá me vindo sair do trabalho aqui pra ver você?
Toma vergonha na sua cara. E uma cultura de premiar aquele que você destaca. Não se pode só bater.
educando, você tem que estimular o bom comportamento. Você não pode só punir o mau comportamento. Você tem que estimular o bom comportamento. Então, você pega o aluno que se destacou por uma organização impecável de caderno. Esse cara vai ser o destaque. Ele vai ganhar alguma coisa. Coisa. No universo escolar, você consegue fazer de maneira lúdica quando é criança. Você consegue fazer de outras maneiras quando ele começa a crescer mais. Enfim, o professor tem mil ferramentas.
professor. Vamos premiar esse cara. Vamos punir quem tá fazendo errado. Daqui a pouco você premia todo mundo, você premia aquele que tem cadernos mais organizados e aí todo mundo tá querendo ser premiado também. E aí sem perceber, a cultura da sala já é de anotar bonitinho uma coisa, já tem a matéria organizada. Talvez você perca. Talvez você seja pra sempre o quinto lugar, o quinto caderno mais organizado. Seu caderno é exemplar.
Entendeu? Muito mais exemplar. Aí você ensina tantas coisas com essa cultura, cara. Tipo assim, você se ensina.
a superação pessoal. Você ensina o cara a lidar com frustração. Você ensina o que é certo e o que é errado. Você ensina que o errado tem consequências. Você ensina que o certo, ainda que não te premie, te garante conhecimento e várias outras coisas que você vai aprender ao longo do processo. Existe um trabalho pedagógico, relacional, que dá pra fazer dentro dessa cultura que eu tô falando aqui, que é gigantesco. Engraçado, né? A gente mais cedo tava com o Joel Apobiotti. Você conhece o Joel Apobiotti?
Não conheço. Ele tem um canal que chama Iconografia da História no YouTube. É um canal que fala de crime, de função criminosa. Canal gigante, cara. O Joel, na minha opinião, hoje é um dos caras que mais entende de crime organizado no Brasil. Tanto é que ele é convidado pra dar várias palestras, várias participações em vários podcasts. E a gente tava falando, no episódio de hoje, de uma escola que foi fundamental pro desenvolvimento do Rio de Janeiro, criada pelo Brizola, que eram os Brizolões.
Os CIEPs. Não sei se você já ouviu falar do CIEP. Já ouviu falar? Não, nunca ouvi falar. Cara, o CIEP era incrível no Rio de Janeiro. E mudou a realidade de várias pessoas. Eu também já escutei relatos de várias pessoas que estudaram no CIEPs. Por quê? Você chegava no CIEP, o seu pai te colocava lá de manhã, ele te buscava só no final da tarde. Você ficava o dia todo no CIEP. Com alimentação de qualidade, com ensino o dia todo, final de semana, com lazer, com esporte,
funcionava até final de semana. E aí depois que tiraram os CEPs do Rio, que foi um projeto, acabaram com os CEPs no Rio pra investimento em creche, porque creche dá a bota, inclusive o Joel falou isso aqui hoje. Vamos tirar do CEP, vamos colocar dinheiro em creche, que creche dá a bota. O Rio só foi degringolando. Que na época, disse o Joel pra gente hoje, que até os traficantes, que na época tinham outra mentalidade, não queria que o cara se envolvesse no tráfico, não queria que o cara ficasse
de fogueteira ali. Hoje o tráfico de drogas virou uma empresa mesmo. Ele quer capturar mais pessoas, né? Mas na época até o traficante queria mandar as crianças pro CIEPS, porque sabia que ele no CIEPS, no futuro, ele não seria um traficante. O CIEPS dava certo pra caramba. Mas era caro o CIEPS. E aí acabaram com o CIEPS. Aí eu te falo, escola cívico-militar custa três vezes mais do que uma escola tradicional. Será que se a gente não investir três vezes mais no escola tradicional,
a gente não consegue montar um CIEPS pra fazer período integral e da alimentação de qualidade pras pessoas e ter o mesmo resultado que a gente tinha nos brisolões? Cara, a gente pode fazer essa conta e isso me anima muito. Eu acho essa ideia muito legal. Eu já propus isso sem saber do CIEPS, sem saber do CIEPS, eu propus isso no meu canal. Há muito tempo atrás eu fiz um vídeo falando o plano pra salvar esse país. E ele se resume em educação, ensino, né?
Não teria como falar de outra coisa, afinal de que eu sou professor. Eu vivo escola. Então, tipo,
Cara, pra mim, muita coisa só se dá na sociedade porque a escola falhou. Entendeu? Nessa criança. E o ensino, ele tem que abranger tudo. E aí, esse CIEP que você classifica, ele se parece, pelo raso que eu vi aqui, ele se parece muito com uma coisa que eu descrevi como um centro de desenvolvimento humano. Lugares pra pessoas, pra desenvolver pessoas superiores, né? Que eu chamo de o ser humano superior, o cidadão superior. Que não tem absolutamente nada, tá?
teorias... Não sei se eu posso falar isso aqui em live. Não tem nada a ver com isso, não. É porque quando eu falo isso, a pessoa fala, nossa, ser humano superior, o que você quer? Vamos lá. Um cara que aprende linguagem, tá? Linguagem. Pô, eu acho isso muito importante. Você saber se expressar usando sua língua. Sabe? Cara, você já tem noção do impacto disso? Pô, eu sou um grande admirador disso. Talvez por não dominar tanto quanto eu gostaria. Eu sou um admirador
disso. Você virar e falar palavras bonitas, como por exemplo, defenestrar. Tipo, você sabe o que significa defenestrar? Provavelmente, né? Porra, nunca nem vi falar. Por Deus! Porra é essa. Defenestrar? Defenestrar é um verbo. Eu defenestro. Você defenestro o quê? Então, o que é defenestrar? Eu defenestro muito. Defenestrar é atirar coisas pela janela. Então você não precisa falar, ah, eu atirei a minha lata de energético pela janela. Não, você fala, eu defenestrei a lata de energético. Você já está se referindo
Caralho, eu não conheci esse verbo. Obrigado. De nada. E os brasileiros, eles não conhecem a sua própria língua. Existem muito mais palavras como defenestrar que a gente não conhece, cara. Entendeu? Então, tipo, eu acho fundamental que o cidadão saiba se comunicar da maneira que ele quiser. Então, se ele quiser falar gíria, mano, beleza. Faz parte da sua linguagem. Mas se ele quiser falar defenestrar, ele também tem que ter isso aqui, ó. Na cabeça. Então, linguagem. O cara tem que aprender retórica.
o cara sabe a palavra, mas ele não sabe se expressar. Como é que eu falo? Eu até sei a palavra, mas eu não sei me expressar. Eu não me faço entendido quando eu falo. Fica confuso. Ele tem que aprender isso. Ele tem que aprender debate. Ele tem que aprender não só a se expressar, a ter conhecimento sobre a sua fala, mas ele também tem que saber sustentar aquilo que ele acredita. Porque aquilo ele vai se moldando. Veja, eu debati com o Arthur e eu não sou mais bolsonarista. Então o debate gera mudança.
Ele enriquece a sua vida. Ele também tem que ser hábil fisicamente. Então, o cara precisa ter um corpo funcional. O que é um corpo funcional? Um corpo que ele consegue agachar, se arrastar, levantar, saltar, carregar, empurrar, puxar. Ele precisa saber fazer tudo isso. Ele precisa ter essas capacidades. Ele precisa. Além de você aumentar a sua capacidade neural, quando você aprende movimentos complexos, quando você consegue obter massa muscular,
consegue, sei lá, fazer mil coisas com o seu corpo, além de se tornar uma massa mais capaz de fazer diversas coisas simplesmente pelo fato de fazer exercício físico, você ainda colabora com a sua saúde, com a sua longevidade. Você também tem que ser hábil nas coisas práticas da vida. Então, por exemplo, cara, você tem que saber, além do sinal vermelho é parar, sinal amarelo é verde, você tem que saber tudo sobre o que é ser um cidadão. Então, você
precisa de aulas de cívico... Oh, meu Deus. São aulas de civilidade, basicamente. Vamos pôr assim. Você precisa entender... Na minha época, eu chamava educação moral e cívica. Moral e cívica. Perfeito. Esse nome assusta as pessoas. Não sei porquê. Mas, enfim. Vamos dar aula de civilidade. E aí, você ensina o cara o que ele pode e o que ele não pode. Acho que o cara precisa ter, sim, aulas de investimento. Acho que, sim, ele precisa ter aulas de culinária. O cara precisa ser um cidadão funcional. Meu pai morreu.
eu, quem cozinha? Eu. Você está entendendo? O cara precisa saber sobre um pouco de tecnologia, então ele tem que ter noções básicas de como mexe. Eu conheço gente jovem até hoje, que por não ter acesso a computadores, internet, celulares, não sabe. E como você mesmo disse, a nossa vida está nisso aqui hoje, entendeu? E quem não tem a vida aqui hoje, tem uma vida muito mais burocrática, sabe? Sofre mais. Então, é preciso, é necessário, o mundo evolui, a gente tem que evoluir junto nessa questão do conhecimento também. Então, são muitas bases,
que se você preencher, você necessariamente, aí vocês vão concordar comigo, você necessariamente vai ter seres humanos superiores. Um ponto importante, nesse lugar, eles precisam também se nutrir da maneira adequada. Porque, volto a dizer, às vezes o cara tem todo acesso ao conhecimento, mas ele não come direito em casa, ele não consegue absorver o conhecimento que ele acabou de ter ali, de presenciar. Então, ele não aprende, porque ele não come, cara. Isso é louco.
uma bolsa de estudos numa escola ultra-qualificada. Só que o cara não come direito. Ele não vai ter o mesmo... Ainda com bolsa de estudos, ele não vai ter o mesmo absorver da coisa. É claro que a gente vai usar aquela exceção pra falar, tipo, nossa, mas o cara, ele passava fome, ele fez... Tá bom, bicho. O cara era ruim mesmo, mas ele é exceção. Engraçado, né? Um bom governo, o que ele pode fazer, né? A gente acabou de voltar da China, né? Ficou uns 20 dias lá. E na China, comida,
cara, é extremamente barato, velho. É muito barato. É mais barato que no Brasil. Que louco isso, né? O salário mínimo do chinês é três vezes mais do brasileiro. E lá ninguém ganha salário mínimo. Lá todo mundo ganha mais do que o salário mínimo. E o custo de vida lá é muito mais barato que do Brasil. Principalmente na comida. E aí eu fico me perguntando quais políticas públicas que a gente podia trabalhar no Brasil pra gente ter comida barata pro povo.
Será que um controle de estoque seria legal a gente ter um controle, ter reserva de arroz, reserva de feijão, reserva de carne? O que tu acha disso daí? Pode ter comida pra todo mundo mesmo. Cara, eu acho que o Brasil não falta comida. O problema do Brasil não é a falta de alimento. O alimento tem. O problema é que ele não chega na mesa de quem precisa. O alimento tem. Inclusive, joga-se muito alimento fora. Isso é um problema.
não. A gente precisa conversar sério sobre isso. Por onde vai esse elemento que está sendo jogado fora? Eu gosto da ideia, mas aí é o tipo de coisa que eu falo. Eu vou parecer um bobinho sonhador falando isso? Eu vou dizer aqui o que eu acho, tá bom? Isso é aplicável na política brasileira? Não sei. Não sei. Vamos ter que estudar essa possibilidade. Vamos ter que ver. Vamos ter que levar esse sonho adiante. Mas eu acho, pô, peraí, por que o governo não compra?
O produtor vai jogar fora. O governo não compra. Ah, porque o governo vai vender como? Ah, esse daí tem que comprar um outro.
comentou aqui que uma das primeiras coisas seria acabar com a lei Candir. Do que se trata a lei Candir? De exportação, né? Ah, cara, não, peraí. Eu acho assim, vamos lá. Algo precisa ser feito, mas peraí, o brasileiro ele vende, ele exporta, cara. Tem gente que depende disso. Como é que você vai lá e você pega e fala assim, não, não, você tem que exportar menos, ou você tem que exportar até tanto. Calma, pera, pera. Eu acho que a gente tem que... Você para de ter isenção pra exportar.
mas os caras não pagam pra exportar. Não tem imposto nenhum. É zero imposto. O problema pra você é o imposto? É a falta de comida? Porque a gente acabou de falar que o cara não falta comida no Brasil, cara. Não falta comida no Brasil. Não falta. O Brasil produz comida o suficiente. O Brasil joga fora. Alimento. Por exemplo, carne, bovina. Toneladas vão pro lixo. Não falta alimento. O problema aqui não é isso. O problema aqui é que o nosso alimento tá indo pro ralo e eu não acho que tem uma intervenção do governo pra pegar
essa comida antes que vá pro ralo. Eu tava conversando uma vez com um produtor rural, ele planta milho, né? Cara, o cara, ele planta milho na agricultura familiar, beleza? Agricultura familiar, o negócio dele lá. É muita coisa. O que é considerado como agricultura familiar? Não é pouquinho, que os caras falam assim, ah, agricultura familiar é um quintalzinho, né? Não é um quintalzinho, meu irmão. É muita coisa. É muita coisa mesmo.
É pra você ver. E o cara da agricultura familiar, ele não se beneficia tanto com a lei Candir. É muita coisa, né?
da agricultura familiar. E ele não se beneficia com a lei Candir. O cara que planta pra exportar muito, toneladas de alimento que ele manda pra fora do país, esse cara exporta sem pagar nada de imposto. Então, acho que isso é uma coisa que a gente pode ver e entender o porquê que isso acontece. Que louco, né? Tipo assim, o cara da agricultura familiar não se beneficia com essa lei. Mas é que o Brasil ganha muito dinheiro também exportando, né, cara? Tipo assim, sei lá, você vai pôr um embargo pro cara exportar, puta, sei lá.
Você meio que desestimula a coisa. Eu vejo o imposto acabar com tantos serviços bons no Brasil. Sabia? Tipo, o excesso de imposto. Sei lá, bicho. Eu não sei. Eu não gosto dessa ideia, não. Entendeu? Não gosto dessa ideia. Como eu disse, eu acho que tem meios pro Brasil pegar essa comida que tá sendo desperdiçada antes dela ser desperdiçada. Como eu ia dizendo, o cara planta milho. O cara falou pra mim. Eu tive uma conversa. Olha a olho com ele. Cara, eu joguei um monte de milho fora. Toneladas de milho fora. Por quê?
comprou, porque os mercados não querem comprar. Porque ele vendia, ele passava isso pro Seagesp, inclusive, lá um pouco, mas sobrava muito, não tinha mercado pra aqueles milhos. Aí eu perguntei pra ele, carai, por que você não doa esse milho? Você vai jogar fora? Por que você prefere jogar fora? Ele perguntou assim, não, eu dou. Você quer pegar? Pode pegar aí. Se quiser levar lá pra São Paulo, pode pegar. Eu falei, como assim?
Qualquer um que vier aqui, eu dou. O que não dá pra eu fazer é eu pegar, contratar um serviço de transporte pra doar esse milho,
Aí eu tô me quebrando, cara. Você vir aqui, pegar com o seu carro, você pode vir aqui. Aqui na fazenda tem um monte de coisa que a gente pode doar o tempo todo. O pessoal vem pegar aqui. Só que não dá pra eu cortar na minha carne. Eu já não tô conseguindo vender tudo isso. Não dá pra eu cortar mais na minha carne. Pode dar pros outros. Desculpa. Isso é uma das maiores vergonhas do país, né? Isso é vergonha? O que resolveria isso aí?
A gente tem uma malha ferroviária robusta, né? Malha ferroviária robusta. A gente deixou de investir na nossa malha ferroviária. A gente pode investir, mas...
firmo hoje. Tem um lobby gigantesco pra que a malha ferroviária não aconteça. Um lobby? Gigantesco. Sério? Porra, o Congresso não quer que sua avance, nem a pau. Mas quem que faz o lobby lá no Congresso pra não avançar? Ah, eu não sei quem são as pessoas, mas eu sei que tem. Entendeu? Eu sei que tem. E quando eu descobri... Mas é pra manter o quê? O caminhão. O serviço de caminhão. Tá, seria o transporte. O transporte. Não pode, não, não.
Putz, isso vai quebrar os caminhoneiros. Os caminhoneiros. Bicho, eu juro pra você, eu faço uma promessa aqui. Não sei nem se eu posso fazer isso. Posso prometer coisas?
Não, né? Eu vou falar de um desejo do meu coração. Só se você for cumprir. Eu vou falar de um desejo do meu coração, beleza? Isso não é uma promessa. Isso é um desejo que mora dentro de mim, tá? Descobrir quem é o tipo de pessoa que faz essa coisa e expor essas pessoas. Cada uma delas pra o povo brasileiro saber. Eu sou esse tipo de cara, bicho. Então se eu descobrir que você tá fudendo a população por causa de interesses exclusivos de uma categoria que te beneficia, seu filho da puta. Mas já conta aí
que você falou mais cedo que fazia lobby pra ser bolsonarista. Lobby o quê? Pra ser bolsonarista. Lobby pra ser bolsonarista? Você não falou que tinha empresário que pagava ali se você fosse bolsonarista? Ah, é? Não, então. Exato. Eu sei que tem, mas eu não tô a fim de expor agora, não. Porque vai dar ruim pra mim, mas se quiser expor... Ah, não. Esses empresários, eles não são famosos, não. Não são pessoas que eu... Olha aqui, ó. Você, jurandir. Ninguém conhece. Você acha que tem lobby sonista no Brasil?
Acho que tem lobby de tudo, mano. Esse é o ponto. Tipo, tem pessoas com ideologias diferentes e essas pessoas, elas fazem coisas inimagináveis pra que essa ideologia se propague. Fando sério. Como, por exemplo, pessoas podres de rica. Podres de rica. Que investem muito dinheiro em pessoas que têm a ideologia que você tem. Por exemplo, a ideologia comunista. Você já viu pessoas defendendo Israel por conta do lobby sionista? Nunca vi. O que tu acha do que tá acontecendo ali? Israel, Gaza, Israel, Irã...
que eu sempre falo, é um problema que nunca vai ser resolvido, velho. É uma guerra cultural, é uma guerra que ela transcende aquilo que a gente pode controlar. É tipo assim, é tipo você querer me matar porque eu acredito em uma coisa que você não acredita. Só que eu já passei os meus ensinamentos pros meus e eles viram você me matar por isso. Eles tão putos com você, eles vão te matar também. Aí os seus vão ver e nunca vai acabar.
Isso nunca vai acabar. Acaba. Não, vai acabar. Tipo assim, escatologicamente falando, aí a gente entrou na religião. Não, não. Vai acabar. Nem sim.
Não precisa ser escatologicamente falando. Acaba se você fizer as políticas certas ali, né? Não é sobre política, cara. Evitar esse projeto expansionista de Israel ali. Não é sobre política. Que isso, cara? Totalmente político. Eu vou dizer uma coisa pra você. Isso transcendeu. Isso tá fora dos contatos. Eles pegam a religião pra falar que é religioso. É 100% político. Eu acredito que é religioso, porque o povo acredita nisso.
Eu acredito porque o povo acredita nisso. É tipo eu falar pra você aqui assim, ó.
antes, mas não é só política. Não, ela não é política. Sacou? Vai parecer que é política. Por quê? Ah, porque são dois opostos, um tá batendo no outro, um se promove batendo no outro. Não é. Eu odeio isso, cara. Tá ligado? Tipo assim, eu detesto ele. É real. Entendeu? Você nem conhece o cara, velho. É feio isso aí. Cara, como é que você fala de uma pessoa que você não conhece, velho? Cara, eu posso falar uma coisa? Você nunca sentou com ele pra trocar uma ideia.
Desculpa. As duas vezes que eu sentei com ele pra trocar uma ideia, uma, ele gritou e não deixou falar, publicamente, e na outra, ele ficou de cabecinha baixa,
comendo aqui esse olho no meu olho. Gabriel, deixa eu te falar um negócio. Na moral, eu até queria ter te falado quando você falou do Jones mais cedo. Assim, pelo que eu conheço o Jones, ele se preparou muito pro debate. Muito. Eu não conheço como funciona a galera do Spectrum, mas eu já ouvi falar que todos os debatedores do Spectrum, eles recebem a lista antes de quem são as pessoas que vão participar do debate. Isso acontece. Certo? Então acontece mesmo, né? Inclusive, o convidado, o âncora do debate,
ele tem até possibilidade de vetar alguns nomes. Ó, esse daqui eu não quero, esse daqui eu não quero. Já ouvi falar que isso até aconteceu com a Ana quando ela debateu lá, que ela vetou algumas pessoas que ela não queria debater. Que absurdo. Ó, essa eu não quero, essa eu não quero, essa eu não quero. Tirou as pessoas da lista. Então, assim, o Jones não te vetou do debate. Ele poderia te vetar, mas ele não te vetou. E eu tenho certeza absoluta que ele estudou todos vocês. Todos vocês. Acredite.
Não é um problema conversar com você. Mas provavelmente ele deve ter pesquisado quem é o Gabriel Piauí, o que o Gabriel Piauí já falou, o que ele defende. E alguma coisa que ele viu, ele falou assim, mano, eu não quero conversar com esse cara. Eu não vou dar palco pra esse cara. Provavelmente foi isso. E a estratégia de debate... E por que ele não vetou? E a estratégia de debate... Por que ele não vetou?
Talvez ele pode vetar dois só, três só, quatro só. Ele não vetou ninguém. Talvez ele poderia vetar alguma coisa do tipo. Ele escolheu não vetar ninguém. Pode ser essas 20 pessoas aqui, só que aceitou os 20. Pode ser os 20. Aí ele vai pesquisar quem são os 20. Beleza. Esses dois aqui eu não vou conversar. Eu não assisti o debate todo e eu não conversei sobre isso com ele. Mas eu sei que tinha uma galera bolsonarista no debate
Ele preferiu não conversar com essa galera. Mas aí que tá, cara. Desculpa. Não conversou comigo porque era bolsonarista. Sabe aí? Que papo maluco. Desculpa. Você acha admirável a postura do seu herói? Cara, nem herói também. Nem herói também. Nem herói. É um amigo. Ele é um amigo. Você acha admirável a postura do seu amigo? Cara, assim, eu acho coisas deploráveis em várias pessoas. Tem coisas que ele fala que eu não concordo. Você é comunista.
Mas, por exemplo, tá, beleza. Eu sou comunista. Você tá conversando comigo numa boa. Eu converso com o Arthur.
que eu acho deplorável também, entendeu? Então... Tá. Mas não é por isso. Mas é que tá. Não é porque ele vetou você, é porque ele aceitou, porque ele não quis conversar com você. Meu, desculpa, desculpa. O cara foi anti-debate num debate. Não, mas vamos lá. É tipo a menina que mandou calar a boca no debate. Eu já conversei com várias pessoas do MBL que não aceitam conversar com convidados que eu coloco aqui. E tá tudo certo, velho.
Cara, tipo, mas é que tá. Tá tudo certo. Mas é que tá. Veja bem, olha só. Você conversou previamente com essas pessoas? Tipo assim, ó.
Galera, tô convidando vocês pra vir conversar com fulano de tal. Aí ele chegou e falou pra você assim, não, não vou conversar com fulano. Ele nem deu ao trabalho de fazer as pessoas dirigirem até Minas Gerais e tal, chegar aqui pra fazer um papelão. Não foi isso. E foi isso que aconteceu lá. Eu tenho uma rotina matinal, dominical, que eu amo. Eu levanto cedo, eu gosto de correr, eu gosto de fazer exercício, eu gosto de ir pra igreja, eu gosto de passar um tempo com a minha família.
Eu perdi isso pra ir debater com o cara. E o cara nem sequer deu a chance de me ouvir.
nem sabia o que eu ia falar. Ele se acovardou. Ah, mas ele pesquisou você antes. Então ele tava com medo do que eu ia falar? Ah, mas ele pesquisou você antes e viu que você era bolsonarista. Beleza. Ele ficou com medo do quê? De ser mogado por um bolsonarista? É que tá. Não é isso. Eu não sei. Ele não me falou. Eu não sei por que que ele fez. O cara não tem medo de ser mogado por alguém. Então me conta. Então me conta por que que foi.
Eu não sei. Eu não sei qual foi. Exato. A gente não sabe. A gente não sabe. Eu não sei qual foi a estratégia dele. Não tem estratégia. Eu tô te falando assim. Eu acho, eu acho. O cara não me ouviu.
e falado assim, cara, eu não sei. Até o momento. Eu acho que ele viu alguma coisa sua e falou, eu não vou dar palco pra esse cara. Eu nem tinha debatido, eu nunca tinha debatido na minha vida. Não tinha material seu na internet, não tinha vídeo seu. Não, não fala de debate, fala de uma opinião que você deu. Ah, um vídeo. Eu vi uma opinião dele ali, ah, não tava afim de conversar com esse cara. Ô cara, me desculpa, mas isso é um acobardamento.
Mas não é motivo pra você, você acha que isso é motivo pra você odiar uma pessoa? Não, ainda não, ainda não.
disse, não é só isso, né? Não foi só isso. Foi todo o contexto que envolveu isso. Eu acho que é muito fácil a gente pegar hoje e eleger um inimigo número um e ficar batendo nesse cara, às vezes só pra crescer. Cara, eu posso te falar uma coisa? Na moral, eu vou pôr duas figuras aqui. Duas figuras ideologicamente distintas que eu detesto. Tá aí. Talvez eu deteste essa figura mais do que o próprio Jones. Eu detesto muito mais o Lucas Pavanato que o Jones Manuel. Mas eu ainda detesto o Jones Manuel.
O Pavanato não sabe por quê? Porque o Jones Manuel tem alguém pra defender ele aqui. E o Pavanato não tem ninguém. Eu não tô defendendo. Eu não quero que você fale do Pavanato aqui. Nem quero ficar aqui. Você tá defendendo o Pavanato? Se você defender, eu posso falar. Você vai ficar batendo em cego aqui. O cara não tá aqui pra defender. Você acha que é uma defesa incondicional que eu tô fazendo aqui? Bora debater, Pavanato. Não, eu tô tentando colocar uma coerência aqui. Pavanato, bora debater. Bora debater, Pavanato. Pavanato, ele é covarde.
No final do mês ia debate aqui no Três Irmãos com o Glauber Braga. Já tá marcado. Dia 30. Com o Glauber? Lucas Pavanato e Glauber Braga aqui no Três Irmãos. Vai rolar. Vou vir assistir. Mas olha a diferença. O Lucas tu conhece, velho. O Lucas tu conviveu com ele. Cara, o convívio foi extremamente raso. Mas você conhece. Você já conversou com ele. Já trocou ideias. Vocês eram do mesmo partido. Olha a diferença, velho. Você sabe por que eu não trocava ideia com o Pavanato? Vou explicar aqui de uma maneira bem clara. Pavanato no PL.
Fui até o gabinete dele uma vez, convidado por uma galera que eu fazia parte de um movimento e tal. Me apresentaram lá o cara. Achei ele super tranquilo comigo, tá? Comigo ele me tratou bem. A primeira impressão, tratou muito bem e tal. Tirou uma foto comigo, inclusive. Mas eu achei ele super arrogante, o equipe dele. Puta, achei aquilo... Puta, eu falei, puta, que merda. Cara, merda. Sabe, tipo, tratando as pessoas como se elas fossem lixo.
Pô, mano, desculpa. Desculpa. Trata pro ser humano como ser humano. As pessoas falam, é, não sei o que, Renato.
É assim, pô. Tipo, sabe? Grosso, seco, chato. Moleque, sabe? Mimado. Coisa horrível. Beleza. Olhava pra esse cara toda vez nas convenções do partido, todo evento que ele tava, eu falava esse cara não é bolsonarista. Essa era a minha pira com o Pavanato. Minha pira começou aí. Esse cara não é bolsonarista. Ele não é bolsonarista de verdade. Esse cara aqui não é bolsonarista. Tá fazendo um bad aqui. Ele não é bolsonarista. Detalhe.
Eu nem sabia que ele era do NBR antes. Só pra vocês terem noção. Tipo, não veio com rótulo pra mim.
não é bolsonarista, mano. Ele não acredita no Bolsonaro, na figura Bolsonaro. Depois eu venho descobrir toda a trajetória dele, eu falo, ah, tá, enfim. Então o seu ranço, vê se eu entendi correto, é sobre as pessoas pagarem ser uma coisa que elas não são de verdade. Você falou que o Jones não é comunista, você falou que o Pavanato não é bolsonarista. Ele era comunista, o Jones Manoel era comunista, o Pavanato nunca foi bolsonarista. O Jones Manoel era comunista, viu os
prazeres do capitalismo e hoje ele não faz mais questão de que o Brasil se torne uma república comunista. Um país comunista. Ele não. Ele só quer, na verdade, defender essa ideia porque essa ideia agrega pra ele politicamente. Não existe país comunista. Ele vai ser eleito. Não, não existe. Não existe. A partir do momento que vira comunismo, já não tem mais país. Já não tem mais país. Eu sei. Então, ele não quer isso, cara. Ele não quer isso. Por quê? Porque confortável
ganhar dinheiro, tá bom? Fala sério. Ganhar dinheiro não é bom. Mas você ser comunista não é voto de pobreza, não, velho. Ah, meu irmão... Tu acha que é voto de pobreza ser comunista? Desculpa, é um voto, pelo menos, de não desenvolvimento. Como assim, velho? Acabei de falar pra você, votei da China agora, um dos países mais desenvolvidos. Mas a China não é comunista. Não, não é porque não existe país comunista, lá é socialista. Ah, mas para. Socialista controlado, controlado,
Pelo Partido Comunista Chinês. Quem toca aquela porra chama o Partido Comunista Chinês. Quem toca essa porra aqui é o Partido dos Trabalhadores. Tu quer falar que o Partido dos Trabalhadores é sem sarisco? Não é, também. Também não é dos trabalhadores. O PT podia ser PB, Partido dos Banqueiros. Não é melhor? Você não concorda comigo? Concordo. Porra, mano. Concordo um pouco.
já era. É os banqueiros que mandam lá. Vamos ler o superchat? Bora. Pode ser? Dava pra conversar mais com você aí, mas vamos ler o superchat. Não, se quiser vamos puxar aí. A gente marca outras depois. Eu quero conversar com você porque teve um superchat aqui que eu concordo pra caralho, assim. Eu acho que você tem que voltar aqui mais vezes por conta desse superchat. Que foi o João Pabanete. Ele mandou aqui e falou assim, Gabriel, você é de esquerda e ainda não sabe. Puta merda. Só vem. Só vem. Não. Eu acho, cara. Eu acho.
Eu acho, mano. Eu acho. Pra caralho, bicho. Pra caralho. É porque tu é novo, velho. 26 anos. Tu ainda tem coisa pra caralho pra viver. Eu tenho certeza que eu não sou de esquerda. Pra aprender, pra estudar, pra conhecer. A esquerda. Aí, ó, tu chegou aqui, tu é professor, não conhece os CIEPs, não conhece várias coisas. Tu tem... Conhecer a lei Candir. Tu tem que conhecer muita coisa. Eu idealizei uma solução parecida com o CIEP e eu não sou de esquerda.
É que eu vejo valor em ensino. Eu vejo valor em preparo. Isso não é ser de esquerda. Sacou? Tu é.
Pronto, sai embora. Ó, agradecer aqui o Miguel Alves, que virou membro aqui do canal. Seja bem-vindo, viu, Miguel? Obrigado pelo apoio aí. É fundamental. É isso que faz diferença, né? O Andaro... Ah, não vou ler superchat da galera que tá xingando. Xinga aí, né? Eu gosto das críticas. Por favor, por favor, faça isso comigo. Obrigado, só obrigado. Se estiver me xingando, pode, Gabriel. Matthew mandou aqui. Gabriel, o que é doutrinação?
Cara, eu vou falar uma coisa pra você. Um dia eu vou fazer uma live só pra explicar o que é doutrinação. Tu foi doutrinado? Provavelmente. É? Sim. Eu sigo uma doutrina. Entendeu? Eu sigo uma doutrina. Eu sigo uma doutrina do evangelho. Entendeu? Às vezes eu acabo pecando, errando. Claro. Normal. Isso é natural, né? Do ser humano. Mas eu sigo uma doutrina. Então doutrinação é bom, então? Pode ser algo bom. É? Pode. E tem doutrinação ruim? Existem doutrinas que eu considero boas.
Mas a doutrina é individual. Cada um tem uma visão sobre uma determinada doutrina. Então, por exemplo, tem doutrinas religiosas que pregam que você tem que matar galinha e pôr no cemitério. Eu acho isso bizarro, mas dentro daquela doutrina, daquela pessoa, aquilo faz sentido. É assim que a fé dela é exercida. Ponto. Entendeu? Tipo, doutrina é uma questão de divisão de mundo. Eu acho que você fala assim, por exemplo, ah, Gabriel, você acha que a gente pode doutrinar as crianças nas escolas para serem comunistas? Eu vou lutar contra isso.
o resto da minha vida. Aí você fala assim, mas tá, e você? Quer ensinar o que pras crianças? Eu quero ensinar o que eu acredito. O que você acredita? Eu acredito que a esquerda é ruim. Acredito que a gente pode ir por esse caminho aqui. Acredito que as pessoas têm que sim pensar em se desenvolver através do capital. Beleza. Mas você não tá doutrinando? É, pode ser. Você defende o evangelho nas escolas? Não. A religião não tem que estar na escola, não.
Não, peraí. A religião... As religiões podem estar na escola. Sim. Mas elas não... Eu não acho que...
ensinar a religião. Não, eu acho... As igrejas já fazem esse papel. Então a igreja ensina a religião evangélica, católica, o cara é adventista, que são ramificações. Aí você tem o terreiro que ensina a religião e tal, do candomblé, da umbanda, aqui em banda. Você tem as sinagogas que ensinam a religião do judaísmo. Cara, você não precisa de uma instituição
religião na escola. Na escola, não. O pai, a mãe, a família que tem uma doutrina, que segue uma doutrina, leva o seu filho pra aquele lugar, naturalmente as coisas já acontecem lá, ele aprende sobre a palavra, não precisa, não tem por que fazer isso na escola. Ainda mais pública. Não faz sentido algum, no meu ponto de vista. E o que você acha de pastores em Brasília, no Congresso Nacional? Padres? Acho válido. Acho válido. O que é o Congresso ideal, na minha visão,
representação de toda a sociedade. Então, eu queria que tivesse um borracheiro no Congresso. Eu queria que tivesse um maquinista no Congresso. Eu queria que tivesse um policial, um taxista, pessoas que fossem atender os interesses de toda a população, com a sua visão, de acordo com a sua vivência. Então, por exemplo, o taxista vai ver a coisa diferente de um Uber, que vai ver as coisas diferentes de um motorista de ônibus, que vai ver as coisas diferentes de um...
sociedade. Eu acho que essa coletividade social dentro do Congresso é muito importante. Pena que hoje a gente tem no Congresso o quê? Um bando de cara que, mano... Os caras são empresários, outros são... Eles são herdeiros. Muitos, possivelmente, se elegeram com compra de votos. Você vê uns caras que possivelmente se elegeram com compra de votos. São uns caras que, sem carisma nenhum, você olha pro cara e fala assim, mano,
Segura abjeta. Ninguém votaria em você. Como é que você conseguiu? É, toma. Tá entendendo? Tipo... Então é isso. Esse é o retrato do nosso congresso. Representa zero o povo. Não tem representação do povo ali dentro. De verdade. Aí aparece uns caricatos que dizem representar o povo. Por quê? Porque tem o cabelo black. Vai tomar banho na soda, seu merda. Tá ligado? Ah, o outro chega e... Ah, eu represento o povo. Por quê? Porque você vai com cocar indígena. Ah, cala a boca. Cala a boca.
pessoa nunca abrir a boca lá dentro, sabe? De verdade, tô falando sério. Apagaria mesmo. Apagaria o triplo. Sai desse cargo. Larga isso aí. Você quer ter uma representatividade do borracheiro lá dentro, do mecânico lá dentro e não pode ter uma pessoa representando o povo indígena lá dentro? De maneira caricata, não. Ponto. Vai direito. Mas você acha que esse cara que tá lá, ele é caricato e representa ou ele é caricato e não representa?
Porque eu estiver representando, ele pode estar pra mim até vestido de... Nossa, você foi perfeito no seu comentário agora. Concordo.
Perfeito, perfeito. O cara vestia uma bandeira e não representar isso. E eu acho que é pesado. Então, a caricatura, ela pega os jargões pra representar a figura. E não a pauta. Não a fundamentação. Por isso é uma caricatura. Entendeu? Então, tipo, você parece que você tá defendendo os índios porque você tem um cocar, porque você vai com pintado. Você não tá fazendo merda nenhuma. Mas na hora de votar, não vota pra defender o que ele tava lá.
O Gabriel, vários países estão reduzindo a jornada de trabalho, né? Inclusive agora o México reduziu para 40 horas semanais. Foi uma vitória dentro do México isso daí. Na América Latina também, o Chile e Uruguai, se não me engano, já tem uma jornada de trabalho menor que a do Brasil. Vários países da União Europeia também diminuindo a jornada de trabalho. Essa é uma das pautas que o pessoal está lutando aqui no Brasil, né? O que tu acha dela? Se tu for eleito,
consegue carregar essa bandeira, fim da escala 6x1? Eu vou ser bem sincero com você. Quando a gente fala de escala 6x1, a gente fala, beleza, de uma escala de trabalho atenuante, né? Poxa, é embaçado. Eu entendo pra caramba. Mas o que você precisa entender é o seguinte. O brasileiro, ele não sofre porque ele tá trabalhando demais. O brasileiro sofre porque ele tá trabalhando e ele não vê frutos do seu trabalho. Eu sinto, inclusive,
as pessoas costumam dizer, ah, a gente trabalha, trabalha, trabalha e não sai do lugar. Mentira. Você sai do lugar sim. Você vai pra trás. Eu sinto que você trabalha, trabalha, trabalha, trabalha, trabalha e você tá conseguindo menos do que você conseguia antes com metade do trabalho que você fazia. Então, tipo assim, o bagulho tá ficando um negócio tão absurdo, tão fora de controle. A gente tá perdendo o controle de tudo. Você tem um cara que trabalha de enfermeiro de dia, ele sai de lá, ele vai fazer Uber à noite pra complementar a
e ele ainda assim está comendo pior, vivendo pior do que antes, quando ele só tinha que exercer a sua função de enfermeiro há 20, 15 anos atrás. Cara, desculpa, pra mim é surreal a gente abrir a boca pra falar de redução de escala de trabalho nessas condições. Você tem um país completamente improdutivo. E não é porque o povo brasileiro tá trabalhando menos, o povo brasileiro tá trabalhando mais. E se você virar pra esse cara e falar assim,
horas de dia. O dia agora não tem mais 24. Tem 28 horas. Eu te arrumo mais trabalho e o cara aceita esse trabalho. Ele precisa. Então o problema do brasileiro não é que ele tá trabalhando demais. O problema do brasileiro
é que ele trabalha, trabalha, trabalha, trabalha e ele está perdendo o poder de compra. O cara não consegue comprar um presente. A cultura, eu cresci sobre essa cultura. Nossa, muito feliz. Apesar de não ter tido os melhores presentes do mundo, são presentes que os meus pais, minha mãe, podiam me dar. Então, tipo assim, o lance era o seguinte. Antigamente tinha uma cultura de fazer aniversário e ganhar presente. Hoje eu não vejo mais presente essa cultura.
É verdade, gente. Estou falando sério. As pessoas não recebem mais presente no Natal. Dia das crianças, acabou. Tipo, eu não vejo mais criança recebendo presente.
em Dia das Crianças. É muito raro uma população muito pequena que recebe Dia das Crianças, que dá valor a essas datas, porque essas datas todas, elas estavam atreladas a uma comemoração. Então, tipo, a Páscoa, o ovo de Páscoa, o bacalhau, que bacalhau? Que ovo de Páscoa? Não tem mais isso. Isso não é mais propagado. Porque tá inviável. Tem gente que parcela o ovo de Páscoa. Você tem noção disso? Então, tipo assim, cara, não dá.
Só não dá. Aí você vai falar assim, pô, você não vai defender essa pauta? Eu não vou defender, mano. Desculpa. Não nesse momento, nesse país.
melhorar a produtividade do nosso país, vamos fazer o povo conseguir ter o mínimo da decência com o trabalho exercido, a remuneração adequada. E aí a gente pensa em reduzir um dia da escala. Pra mim, essa conversa é lunática, ela é inviável nos dias de hoje. Ponto. É isso que eu penso. Caralho, velho. Perde voto pra caralho. Perde. Mas eu posso falar? Você não importa com isso. Gente, não dá. Você tem que olhar pra mim e saber exatamente aquilo que eu represento.
E eu não posso ficar aqui falando que eu acredito em uma coisa pra poder ser popular. Eu não sou popular. Eu sou o remédio amargo que você precisa tomar. Não interessa se você quer ou se você não quer tomar o remédio. Você precisa. Depois que você tiver curado, pode me dispensar como se eu não valesse absolutamente nada. Meu trabalho já foi feito. É sobre isso. Quando você fala assim, vamos reduzir a jornada, esse cara, ele não vai trabalhar menos. Ele vai aproveitar esse dia de folga,
para ter um outro serviço e vai trabalhar mais. É isso que vai acontecer. Esse cara não vai ficar parado. Ele não para. O brasileiro não para de trabalhar. Ele vai trabalhar mais. E sim, aí é uma coisa que o cabeleiro sempre cobra aqui dentro, que é tipo assim, porra, o que a gente tem que fazer para resolver o problema? Não é? O que a gente vai para resolver o problema? Não é mascarar o problema. Isso mascara o problema. É o cara ganhar mais, porque claro que ele trabalha muito, ele poderia trabalhar menos. Eu também quero que o cara trabalhe menos, mas não adianta
você tirar a jornada dele e continuar passando fome. Não adianta você tirar a jornada dele e não conseguir pôr o filho dele num hospital ou numa escola que ele confia. É o cara ganhar mais, você acha? É o cara ganhar mais. Então, peraí. O cara tem que ganhar mais. Antigamente... Você nunca vai ver um médico reclamar de trabalhar numa escala de seis meses e reclama. Acordo. Mas aí que tá. Vou fazer uma pergunta pra você. Se é só ganhar mais, por que antigamente em números, tá? Essa pergunta não é tão burra quanto ela parece. Em números...
A minha mãe ganha muito mais hoje do que ela ganhava antes. Antes, ela tinha um salário, sei lá, de mil e poucos reais. Há muitos anos atrás. Só que hoje, mil e poucos reais não dá pra absolutamente nada. É ganhar mais? Hoje ela ganha mais. Eu entendo o que você tá falando. Entendeu? Porque o poder de compra diminuiu. Exatamente. Cara, vamos encaixar aqui, ó. Vamos combinar. Ó, vamos unir aqui as forças até com o nosso comunista aqui.
E você, eu vou dizer. Você é o meu comunista favorito, tá? Só pra falar. Só pra deixar claro.
É o seguinte, ó. É o seguinte. Se eu tô trabalhando mais, como nunca trabalhei, minhas perspectivas não mudaram de vida. Na verdade, agora eu sonho com mais coisas. Como eu vejo o brasileiro. O brasileiro, ele trabalha mais do que nunca. Sim, trabalha demais. Mais do que nunca. Até por isso é importante reduzir a jornada. Mas não vai reduzir. Então. Assim, o que eu acredito é que não vai reduzir. Ele trabalha muito. Esse cara, o brasileiro, ele trabalha muito.
Vai dar uma oportunidade de ganhar mais, tá? Oi? Vai dar uma oportunidade dele ganhar mais.
Porque vai ter um dia a mais pra ele fazer um outro tramo. Não, não necessariamente. Não necessariamente. Vamos lá. Calma, deixa eu só concluir. Se a gente pode estabelecer esse papo aí. O brasileiro, ele trabalha hoje mais do que nunca. Então, tipo, meu, o cara aumentou muito o trabalho dele. Ele faz o bico, ele faz o trampo. Tá trabalhando muito. Ele não parou de ter perspectiva de vida. Então, tipo assim, não, ele continua com perspectiva.
Eu quero um carro, uma casa. Na verdade, eu sinto que o brasileiro, ele quer mais coisas hoje. Ele sonha com mais coisas hoje do que...
Sonhava antigamente. Ele trabalha, ele sonha, ele almeja, ele busca. Por que que isso não fecha? Por que que essa conta não encaixa? Por que que não dá? Porra, mas eu aumentei meu nível de trabalho. Eu ganho mais, mas eu não consigo suprir as minhas necessidades. O que que acontece? É simples. Tem alguém roubando o nosso dinheiro. O nosso dinheiro tá valendo menos. Porque tem alguém roubando o nosso dinheiro. É simples. Roubando o nosso trabalho. Tudo. Quando você fala de, aí a gente volta, olha só que curio,
Corrupção. Não, não tem a ver com corrupção. Também. Também tem. Tem a ver com corrupção. Claro que também tem a ver com corrupção. É claro que também tem a ver com corrupção. Você acabou de falar. Tem alguém roubando o nosso trabalho. Não, não. Não, veja bem. Presta atenção. Você não acredita que quando o meu dinheiro passa a valer menos, o governo tem a ver com isso? Também. Também. Beleza. Ele tem a ver com isso. E você não acha que hoje, na atual situação do Brasil, a política ser tão corrupta... Por exemplo... Não, eu não vou nem trazer esse caso.
Vamos pegar aqui as contas públicas, por exemplo. As contas públicas não são infladas. Você tem um Estado inchado demais. E eu nem acho, repito, nem acho que a gente tinha que necessariamente reduzir tanto o inchaço do Estado necessariamente para resolver esse problema. Eu acho que o Estado tinha que fazer um serviço melhor. Entregar mais do que entregar. Você sabe que cada ano que passa o Estado só diminui, né? Cara, por quê? O Estado diminui? O Estado brasileiro, se você olhar na média histórica,
diminuindo. O tamanho dele. Mas ele ainda é bem chato. O que eu vejo do Brasil é que a gente gasta muito com coisas necessárias. Por exemplo, altos salários para a casa política. O número de funcionários públicos vem diminuindo. O número de concursos públicos vem diminuindo. O número de investimento do Estado vem diminuindo. Investimento em educação, investimento em saúde, investimento em segurança pública só vem diminuindo. Mas é que tá. Presta atenção. Eu acho de verdade que o negócio, o problema
não é esse. O problema é a eficiência desse serviço público. A gente tem políticos que não são eficientes. E eles ainda roubam a gente. Cara, se essa conta aumenta, necessariamente o nosso dinheiro vale menos. Necessariamente. Aí você vai falar assim, o Brasil é um país que tem um potencial muito bom. Você vê, se a gente está falando mais cedo, exporta bastante coisa. É o famoso quintal do mundo. Conceleiro do mundo. Conceleiro do mundo.
Entendendo? Tipo assim, ô mano, desculpa. Não era pra gente estar nessa. Não por uma questão econômica de tipo, compra e venda com o exterior. Eu vejo de verdade que a gente tem um problema sério na questão da política do nosso país. A gente tem que ter tempo mais eficiente. Eu vou ser bem sincero. Você falou isso como uma crítica à redução de funcionários públicos. Eu reduziria ainda mais. Tem muitos serviços públicos que, cara, não. A gestão pública, ok.
Então, vou dar um exemplo aqui. Você... Nossa, eu quero dar um exemplo. Mas esses exemplos vão ser todos impopulares que eu vou dar. Trabalhar uma pessoa que trabalha na Previdência Social. Beleza? O cara trabalha na Previdência Social. É um funcionário público. Cara, por quê? O cara fica lá o dia inteiro fazendo muitos nadas. A maior parte do tempo ele não tá fazendo nada. É assim. Eu já fui até a Previdência Social. Eu já fui.
Já precisei do serviço da Previdência Social. Quando eu me lesionei. Há muito tempo atrás. O cara fica lá, mano. Balcãozão. Morgando.
chama a sua senha quando ele quer. Nem tá fazendo muito trabalho. O cara só é improdutivo mesmo. Ele só tá, tipo, demorando muito tempo pra preencher uma ficha. Sacou? Esse cara, ele não tem uma meta. Ele é largado lá. Você tá aí, mano. Você trabalha aí, fica aí quietão, bate seu ponto, entra e sai. Não faz mais que o mínimo. Esse cara recebe dinheiro público pra estar lá. Esse cara não tinha que estar lá, mano. Ah, quem tinha que estar lá?
Não sei. Vamos botar a gestão do serviço público. A gestão é nossa? É nossa. Mas a gente contrata, sei lá, pessoas.
vem cá, você quer trabalhar? Beleza, chega aí. Entra aqui. É contrato. É contrato. Eu não passei em nenhum concurso, eu não fui indicado por um cargo comissionado. É um contrato. Vem cá, você quer trabalhar? Então trabalha aqui. Você tem essas metas aqui. Você não tingiu metas como qualquer empresa, você vai embora. Só que aí entra em outros, esbarra em outras coisas que eu acho que transformam essa política brasileira em um nó.
Que aí já é um monte de leis trabalhistas que você começa a complicar pro cara. Puta, ele tá improdutivo.
mas eu vou jogar ele fora. Por quê? Porque senão eu vou ter que pagar isso, vou ter que pagar aquilo, a minha conta vai aumentar, eu vou ter que contratar outro cara e pagar esse cara. É complicado. Você sabe que, ó, mais uma vez eu vou te pedir desculpa aí pela crítica que eu vou fazer. Muita gente fala que um dos problemas do Brasil é o neoliberalismo. Muita gente fala isso. E eu concordo com isso, sabe? O neoliberalismo foi uma política pública aplicada em países subdesenvolvidos pra, tipo,
assim, minar o desenvolvimento desse país, sabe? E as pessoas estão vendo isso. As pessoas estão vendo que o desenvolvimento é necessário. É necessário você ter um plano de desenvolvimento para o seu país. É necessário você investir no seu estado. É necessário você desenvolver grandes setores dentro do seu estado. É necessário um estado maior e forte. O MBL, ele vem dizendo que cresceu. A gente cresceu, a gente amadureceu. A gente não é liberal mais.
Mas aí você começa a conversar, conversar, conversar, aperta, logo, logo aparece esse discurso seu. De estado mínimo. Mas você não acha que você tem uma visão... De estado inchado. Não, não, não. Não, você falou aqui, o estado inchado. Isso é uma visão liberal. Mas é que tá. Isso é uma visão liberal. Perfeito. Só que é que tá. Você não acha que é meio bobo os dois extremos? Você não acha que você tem uma visão muito radical em relação a isso? Por exemplo, eu acho que a gente pode olhar preceitos liberais e falar, ok,
de conservadores, falar assim, mano, não. Disso aqui eu não abro mão. Mas eu acho viável a gente aplicar esse tipo de política aqui. Eu não sei se é só uma coisa só. Um hambúrguer é pão, carne e queijo. Não é só pão. Assim, Gabriel, eu entendo que alguns setores do Estado, eles precisam ser melhorados. Eu concordo com isso. Mas a gente tem que ter cuidado com o que a gente, com o nosso discurso, porque o resultado acaba sendo Estado inchado.
A gente tem que acabar com esses setores. A gente tem que acabar com... Não, pra que aquilo ali? A gente tem que reduzir esse tamanho. Tá, vamos chegar a um consenso. Mas sempre... Caminha sempre pra esse discurso liberal. Vamos chegar a um consenso, então. Ah, não sou liberal. Tá, beleza. Eu não quero ver o que você fala. Eu quero ver o que você faz. E aí, na hora que você vai fazer, você tá querendo acabar a reduzir com tudo.
Vamos chegar a um consenso aqui, então. É o seguinte, ó. Cara, você concorda comigo que o serviço público precisa ser o serviço de referência? Claro. Né?
Você concorda comigo que tem que haver, por exemplo, uma competição entre o serviço público e o serviço privado? Por exemplo, você acha que só tem que ser serviço público? Não sei se tem que haver essa competição. Por exemplo, vou dar um exemplo aqui. A gente pode ter o serviço privado ali, atendendo a sociedade. Eu não vejo problema de você ter empresas privadas, mas o que é essencial para a população tem que ser público. Você tem que ter o serviço público funcionando,
população. Beleza, concordo com você. O Estado tem que tomar conta disso. Ponto. Isso é negociável no meu ponto de vista. Só que, em nenhum momento, eu não posso criar uma concorrência com o Estado desses mesmos serviços. Então, por exemplo, eu tenho um hospital público. Cara, eu quero que tenha vários hospitais privados. Não, hospital eu só acho que tem que ser tudo público. E que o hospital privado... Eu não acho, eu não acho.
E eu acho que o hospital público e privado, ele deve existir. E digo mais, as pessoas têm que preferir, por
do Estado, por excelência do serviço do Estado, preferir ir para o hospital público. Você mostra a competência quando você compete frente a frente com alguém que tem investimento privado e você se mostra superior àquilo. A sua gestão é boa, a sua gestão é legal e ela é excelente ao ponto de que a referência é você sempre. Ah, eu não tenho como, por quê? Porque, tipo, meu, nosso hospital público é tão bom que todo mundo quer ir lá. Ah, eu vou ter que pagar aqui uma consulta no...
Eu acho que é isso. Só que quando você obriga a pessoa necessariamente só no público, você impõe. A gente falou sobre isso, né? É legal, assim, você ter um controle do Estado, né? Pra isso serve o Estado. Hoje, no almoço, a gente trocou nesse assunto de saúde, né? Os planos de saúde no Brasil hoje, eles cresceram tanto. E tem um lobby também. Eles ficaram tão fortes, mas tão fortes, que acumulou tanta grana, que começou a fazer o lobby. Tem lobby. E aí, a hora que começa a fazer o lobby,
destinada a onde? A destruir o sistema de saúde pública. Mas aí o problema... É aí que atua o lobby. Destruir o sistema de saúde... Opa! Pra caralho! E aí sabe o que que acontece? A hora que os caras ficam... A hora que os caras ficam fortes mais, que é o que tá hoje, mano. Hoje o plano de saúde, bicho. Assim, se você tem um pouquinho... Hoje se você tem um pouquinho de renda na sua casa, a primeira coisa que você faz é você vai pro plano de saúde. Porque você não quer ir no SUS. Principalmente se você tem filho,
Você tem pai, mãe, idoso. Você vai pro plano de saúde na hora. E aí você vai ver hoje o plano de saúde, o que ele tá fazendo? Tá cada vez mais diminuindo a qualidade dele. Hoje se você tem um caso sério, que precisa de um plano de saúde, na maioria das vezes você tem que judicializar. Precisa de um tratamento pra câncer. Pra câncer é caro demais, não vou pagar. Não vou pagar, porque ele sabe que o cara tem que entrar na justiça, tem que brigar na justiça, e na maioria das vezes é tão cansativo,
O cara não faz. O negócio é o seguinte, cara. Eu acho que você pega pontos que eu concordo, que está certo, que você está falando, mas você mistura com pontos que, na minha concepção, não fazem o menor sentido. Por exemplo, para que é feito o lobby do plano de saúde? Para esse tipo de coisa acontecer e não ter punição. Beleza? Estamos de acordo com isso? Não para sucatear o SUS. O que sucateia o SUS não é o empresário do plano de saúde. O que sucateia o SUS é a má gestão. Ponto.
É a má gestão. Me dá uma luz aqui, então. E por que é a má gestão? O lobby não é feito para que o SUS continue assim, porque o SUS não é de graça. Ele gera uma receita, talvez a maior receita de saúde do Brasil seja com o SUS. Isso é feito por uma entidade também, que recebe uma boa grana. Eu acho que o lobby é feito, inclusive, para manter isso lá. Eu acho que é o seguinte, cara. O cara que está ali não quer perder isso, não. O que eu sinto,
na verdade, é que você deu uma série de medidas para o plano de saúde poder prestar um péssimo serviço. E isso ser permitido pela lei brasileira. O plano de saúde te atende, igual você falou, cada vez pior. E a gente não tem, por exemplo, regras. O plano de saúde tem que estabelecer um atendimento assim. Antigamente era um pouco mais assíduo a coisa. O negócio foi se afrouxando a um tal ponto de que você paga o plano plus plus e o plus plus já não te dá mais assíduo.
um monte de coisa. E pra quem não paga o Plus Plus, meu Deus do céu, talvez ter que parar. Eu prefiro, tô falando sério, eu, Gabriel Piauí, entre você pegar o plano raso de saúde e o SUS, eu prefiro pro SUS. Sim. Eu prefiro 100% ir pro SUS. 100%, tá? Aí, é que tá, o SUS Plus, que o pessoal chama, que é esse plano raso, cara, ele é péssimo. Ele é um atendimento de merda, você morre lá, velho. É isso. Aí o que tá, eu não acho que esse lobby, ele é feito, juro, eu não acho que esse
O lobby é feito para sucatear. Eu acho que você tem práticas de corrupção constante no SUS, porque a maior parte do dinheiro brasileiro é destinado para o SUS, não é isso? Destinado para a saúde, não é isso? Então, tipo, é meio que obrigatório. Inclusive, a verba para a saúde é a única verba obrigatória, né? Que é obrigatória a destinar. Acho que da educação também é. Tipo, da educação acho que é 8%, alguma coisa. Às vezes tem números que são obrigatórios. É um negócio absurdo. Cara, legal, bacana,
isso. Só que é que tá. É muito dinheiro envolvido. Pra mim, pra vocês, a gente olha e fala assim, pô, é muito dinheiro envolvido e a gente tem que pensar na melhor maneira de utilizar esse dinheiro pra entregar um serviço de igualdade pra população. Só que pro político maldito que faz disso o seu playground, ele olha e fala, é muito dinheiro envolvido. É muitas possibilidades de roubar esse dinheiro. Ponto. E aí ele sucateia. Aí vai falar assim, ah, é lobby.
Não é. Tipo, você pode até falar que o cara que sucateia, que rouba, que faz a parada com a emenda, ele tem um
com o plano de saúde. Você pode até falar isso. Mas eu não acho que uma coisa está diretamente ligada à outra. Eu acho que ele faz porque ele tá cagando. Entendeu? Por exemplo, se colocar caras como nós lá, que tá preocupado com a população brasileira de fato. Cara, você é comunista. Eu não sou comunista. Você também não é comunista. A gente vai olhar pro SUS e vai falar não, pera, isso aqui precisa melhorar, precisa entregar.
Nós três vamos concordar. Nós não temos a mesma ideologia. Mas a gente sabe muito bem que aquilo tem que atender o brasileiro.
que não tem acesso a isso aqui e que a gente tem que transformar isso aqui nisso aqui. O brasileiro começou a olhar pra isso aqui e falar, eu quero mais disso, menos disso. Sacou? É isso, cara. Eu penso dessa maneira, só que agora. Quantos pensam dessa maneira lá em Brasília? Ó, vou continuar nos superchats aqui, que tem muito aí, a gente precisa ler isso. Beleza. As trava da vida, na hora que a gente tava conversando, depois ela mandou mais dois superchats e o primeiro ela falou, que fique claro, o Gabriel veio
Ah, nossa! Tá muito claro, Michelle. A gente já falou isso. Foi exatamente a história que eu contei. Contra trans. Ela coloca o PL do Kim contra o trans. Pelo amor de Deus, meu Deus do céu.
pelo amor de Deus. É uma coisa assim, absurda. Um dos PLs que ela falou, inclusive, era sobre... Ai, que eu sou péssimo. Uma coisa que eu sou péssimo é a memória. Mas se não me engano, salvo engano, salvo engano, era sobre um projeto que visava proibir a competição de mulheres... No esporte. É, de mulheres trans. Mulheres trans no esporte. Com mulheres biológicas. Com mulheres cis, perdão. Porque o que acontece?
Na visão da Michelle Travas da Vida, depois que você faz o tratamento lá com o hormônio, enfim, hormônio que inibe a produção do hormônio masculino, você perde a condição física masculina. Então, são dois anos e você está livre de ser um macho fisicamente. Não está, é mentira isso. Pelo amor de Deus, você cuspiu na minha cara. Pelo amor de Deus. O homem tem uma formação completamente
diferente, completamente diferente. Então você tem um cara, só por ser homem, só por ser homem, o cara tem uma caixa torácica maior, uma capacidade pulmonar maior. O fato da capacidade pulmonar maior, o fato do cara ter uma capacidade pulmonar maior, ele consegue, através da sua respiração, mandar mais oxigênio para as suas células. Ou seja, mais oxigenação nas musculaturas. Uma recuperação mais rápida da musculatura. Então, esportes,
de corrida, esportes de combate. Cara, você tem uma ampla vantagem por causa do aumento de oxigenação das células no seu corpo. Você também tem ossos maiores, muito maiores, porque o homem é maior que a mulher, naturalmente. Você tem isso, se você levar pra física, a alavanca de alguém que faz isso aqui, e ele tem um braço maior em relação a uma pessoa que faz um braço menor,
O que gera mais impacto? Eu bater daqui ou bater daqui? Isso aqui gera mais impacto por si só. Eu nem estou falando de força, eu estou falando de alavanca. Isso é física, entendeu? Torque. Beleza, tem isso. Aí você também está falando de um sujeito que ainda nos ossos tem ossos mais densos. Ah, mas Gabriel, eu vou fazer o tratamento de dois anos e meu osso vai ficar menos denso. Não vou perder densidade óssea? Ele vai perder densidade óssea, óbvio que vai. Só que aí que está.
Pensa no osso feminino. Ele já é menos denso, naturalmente, do que o de um homem. Se o homem é mais denso e ele perde densidade, não significa necessariamente que ele vai chegar à densidade de um osso feminino. Afinal de contas, aquele osso naturalmente é mais denso. Então ele perde densidade. Mas não quer dizer que ele vai chegar na estrutura óssea de uma mulher. Se o osso é mais forte, o osso pesa mais. O impacto é maior em relação a tudo.
como exemplo, os esportes de contato. Os esportes de contato, luta e tal. O osso, o peso do osso batendo, os ossos, eles impactam muito mais nos golpes, por exemplo. Você também tem uma capacidade cognitiva de combate, porque esporte é um combate controlado. Todo mundo concorda comigo, né? É uma situação de luta ou fuga ali que está sendo controlada. Você tem uma condição cognitiva de combate mais aguçada nos homens em relação
As mulheres. Isso no ser humano. No homo sapiens. Rapaz, você tá falando aí. Eu tô vendo a minha caixa toráxica aqui. Que é a maior de todos aqui. Pulmão grande pra caralho. Oxigênio pra caralho. E só tô lembrando o dia que a mulher do meu professor de Gil. Passou o carro em mim assim, velho. Mulher 1,60m, bicho. Pulmão pequenininho. E eu tentava puxar pra vir energia pro músculo. E não vinha. E a bicha braba. E meu osso pesado.
o bicho pegou, velho. Então vamos fazer assim. Que surra, que surra. Treina ao mesmo tempo que ela e você vai acontecer isso. Não, para. A bicha é foda. Ela é violenta demais. Não dou conta, não. Ó, vamos lá. Pô, todo mundo querendo debater com você, velho. O irmão Isma mandou aqui. O cara se coloca como uma voz cristã. Bora debater os aspectos de doutrinação ideológica e religiosa cristã e estrutura econômica no Brasil? Você sabe quem que é o irmão Isma? Não conheço.
Também não sei, né? Vai ser topa debater com ele? Depende, né? Depende de quem é. Vamos fazer aquele cálculo famoso. Tu já quer calcular, né? Já quer calcular. O João Pavanetti mandou aqui. Rodrigo e Roberto, chamem o Julian Lemos, da Paraíba. Tô conversando com ele. Vai vir aqui. A gente vai trocar ideia. Tem muita coisa pra falar aí. Pediu, a gente pede mesmo, né? Vai atrás. O Andaro falou aqui. Ah, velho. O povo tá metendo o pau aqui, bicho. Deixa meter o pau.
Vai censurar, vou ter que ver isso depois, não vou nem poder responder, cara. Entendeu? Vou ter que ver isso depois. Maria Luisa CP. Gabriel, o MBL parece ter ideias transfóbicas sim, na minha visão. Por que você não mostra que não é e na argumentação? Debatendo com a Michelle. O pessoal que tá pedindo se debater com a Michelle. Primeiro eu tenho que me mostrar o que é. Esse debate só faz sentido se me mostraram o que é. Falando assim, essa ideia é transfóbica por essa razão. Se me mostrarem isso, vou jogar o jogo deles.
O Andaro comentou aqui, algo radical deve ser feito, entre parênteses. Se for a seguir a linha eugenista desses caras, qual vai ser a solução? Prender ou matou? Esses caras detestam pobre. Ah, mano, se liga. Quem que falou isso aí? Qual o nome da pessoa? O Andaro. Andaro. Não, Anradaro. Anradaro. Andaro, pelo amor de Deus. Pelo amor de Deus. Política eugenista, o cara mistura duas coisas. Algo radical precisa ser feito. Quem falou de prender ou matou? Eu passei a entrevista inteira sem falar de prender ou matou.
que, embora eu acredite, sim, não prendeu, matou, entendeu? No conceito de prendeu, matou. Você já sabe qual é o conceito de prendeu, matou, né? Já entendeu a explicação, né? É que a galera não entende. Essa frase, ela fica muito forte. Porque, principalmente nos dias de hoje, você explicando, muita gente não vai entender. Quando você só fala isso, pra eles é tipo assim, vamos prender e vamos matar o cara. Eles não têm entendimento da rendição, do que acontece ali, se entregou, vai ser preso. Entendeu? O que fica é, prendeu, matou.
E as pessoas repetem isso como um papagaio e sem entender o que é realmente o termo, né? Sim, o que carrega esse termo. Então, só para o pessoal aqui entender, talvez eles não tenham ouvido falar disso ainda, prender um ator, é simples. Cara, a gente vai declarar guerra ao crime organizado. O agente de segurança vai tentar prender esses caras. O que a gente quer, na verdade, é que o criminoso pague, atrás das grades, os crimes cometidos.
Ponto. Então a gente quer um encarceramento em massa. A gente entende que não é fácil dessa maneira.
vai prender um cara. Oh, tudo bem, com licença, vim te prender. Não é assim. O cara tem fuzil, ele tem um exército na favela, ele tem toda uma organização para impedir que esse tipo de coisa aconteça. Quando ele vê a polícia subindo o morro para tentar prender ele, ele vai tentar atirar contra o nosso policial, contra o nosso agente de segurança. Ele vai tentar matar aquele agente do estado. E a partir desse momento que você identifica que um cidadão está lá em cima do morro com um fuzil, ainda que ele não tenha percebido que você chegou, você tem todo o direito de matá-lo. Por quê?
Porque se não for você matando ele, vai ser ele matando você. E entre o bandido morrer e o policial morrer, nós preferimos... Todo mundo aqui concorda, né? Todo mundo aqui concorda. Não é todo mundo não, viu? Nós preferimos que o bandido morra em vez do policial. Se a gente for calcular que alguém tem que morrer, não queremos... Lembrando, não queremos que ninguém morra. Não queremos que ninguém morra. Nós queremos que a pessoa vá pra cadeia e pague pelos crimes que cometeu. Que crimes? Estupro.
nas favelas por parte dos faccionados, extorsão que acontece nas favelas por parte dos faccionados, assassinatos que acontecem na favela por parte dos faccionados, venda
de drogas, tráfico de drogas. Enfim, tudo isso. Corrupção de menor que acontece nas favelas por outros faccionados. A gente só quer que esse cara pague atrás das grades pelos crimes cometidos. Esse cara vai matar o nosso policial. Se um dos dois tiver que morrer, todo mundo aqui concorda que é o bandido? Não, eu acho que ninguém tem que morrer. Concordo. E eu ainda tenho uma preocupação. Se alguém tiver que morrer... A minha preocupação é só uma só.
É só uma só. E, por favor, Robertinho, eu não tô defendendo bandido aqui no podcast.
Pô, a gente tá aqui realmente pra ter uma conversa saudável, assim. A hora que a gente fala, a partir do momento que a gente tá falando isso aqui agora, prendeu, matou, prendeu, matou, a gente tá falando que as pessoas que serão mortas, elas não têm oportunidade nenhuma na vida. Elas não tiveram educação de qualidade, não tiveram saúde de qualidade, não tiveram nada. Tanto é que elas tiveram que ir pro tráfico de drogas. Elas tiveram? Sim, sim.
acabou empurrando pra elas. Não, pá. Não, sim, sim, sim. Isso é um problema social também, cara. Cara. Isso é um problema social. Mas vamos lá, vamos lá. Você pode não concordar com isso daí. A hora que a gente fala prendeu, matou, a gente tá falando pra esse cara, a hora que a polícia chegar em você, se você não aceitar ir pra cadeia, ele vai te matar. Mas... E aí o cara não quer ir pra cadeia. O que que ele vai fazer? Ele vai matar o policial.
Ele vai tirar no policial. É a única opção dele. Porque ou ele vai preso, ou ele morre,
Ou ele mata o policial pra fugir? Ou ele mata o policial pra fugir? Cara... O que a gente pode fazer de política pública pra defender a vida do policial? Porque tem sim essa consequência. O discurso prendeu, matou, vai falar pro cara reagir pra ele não morrer ou não ser preso. Não necessariamente. O cara pode fugir. Sim, necessariamente. Não, o cara pode olhar e falar, polícia, eu vou fugir. Necessariamente. Por que ele não pode fugir?
Necessariamente. Por que ele não pode tentar fugir? Mas isso vai aumentar a violência.
policiais vão morrer. O que a gente pode fazer pra defender a vida do policial? Já morre pra caralho e vai morrer mais ainda. Eu não acho. Até porque se você olhar na história do Brasil, os governos, por exemplo, os governos do PT foram os governos que mais prenderam pessoas. Mas, veja bem. Foram os governos que mais prenderam. Veja bem, veja bem. A população carcerária do Brasil nunca aumentou tanto igual aumentou no governo Dilma, no governo Lula. O policial. Ou seja, prende pra caralho.
prende pra caralho. E cada vez mais policiais estão morrendo. Eu tenho amigo policial. Eu tenho amigo policial. O que a gente pode fazer pra defender a vida desse policial? Você vai me desculpar, mas o simples fato do policial não ter que esperar levar uma bala, como acontece nos dias de hoje, pra não ter que responder criminalmente dentro da instituição polícia, isso já é um adianto gigante. O policial identificou que o cara tá armado. O policial não pode
atirar, ele identificou que o homem está armado. Ele sabe da intenção daquele homem. Quando aquele homem, hoje, sem prender ou matou, ver a polícia em uma operação, ele vai atirar para matar o policial. Se ele errar o tiro, ou seja, nós vamos contar com o cara viu, atirou, errou, agora sim, policial. Tá claro que ele tentou contra a sua vida e agora você pode reagir. Cara, desculpa. Deixa eu te falar, eu não concordo com isso. Pois é. Eu acho que se o cara tiver com um fuzil na mão,
Bandoleira, ele já tá ostensivo já. Morre. Se o cara tiver com fuzil na mão e bandoleira ali, ele já tá ostensivo. Já tá ostensivo. Mas se o policial... Se o policial... Aí você tem amigo policial, você falou. E sei que o policial... A hora que ele vê um cara de fuzil na mão, ostensivo ali, e ele não faz nada, ele pode perder a vida dele. Ele pode perder a vida. Eu sei. E se ele der um tiro? Mas a partir do momento que a gente avisa pro crime organizado que, ó, a partir de hoje, amanhã, a partir de hoje, prendeu, matou. Prendeu, matou.
Se não for preso, você pode matar. Você pode ter certeza que todos, todos vão trocar tiro com a polícia. Todos vão ficar violentos. Automaticamente. Concordo. E policiais vão morrer. E quem que manda? Gente, a partir de amanhã, tá liberado, policial prendeu, matou. O crime organizado não vai aceitar ser preso e vai matar o policial. Beleza. A hora que ele vê, eu vou atirar no policial. Ele vai ficar mais agressivo. Hoje já não é assim. Esse é um excelente ponto. Hoje é assim. Hoje é assim.
potencializar isso. Você não imagina, porque você tá falando aqui, Robertinho, prendeu, matou pro crime organizado. Ou você vai ser preso, ou você vai ser morto. Ou você vai ser morto. Então, assim, eu quero te prender. Aí o cara vai fugir. Tem opção de fugir. Não, não, não. Fugir, você vai ser morto. Porque ou é prendeu, ou é matou. Eu não vou te perseguir, eu não vou correr atrás de você, ou você vai ser preso, ou eu vou te matar. Não tem opção de fugir. Cheguei aqui, você fugiu, então você vai morrer.
Então não posso fugir. Não quer ser preso. Então eu vou trocar a tira com a polícia. Eu vou atirar do polícia. Eu vou tentar dar um na testa do polícia que aí eu vazo. E quem vai morrer é o policial, porra. Isso não muda nada pro crime. Só muda pro policial. O prendeu, matou não muda nada pro criminoso. O criminoso vê o policial como ameaça. O criminoso vê o policial como um alvo. O criminoso quer matar o policial pra permanecer fazendo algazarra que ele faz na favela.
Se ele puder matar 500 mil policiais pra não ter que ir preso, ele o fará. Não duvide disso. Não muda nada pro criminoso. O prendeu, matou,
muda pro agente de segurança, que vai ter permissão institucional pra chegar, olhar pro crime, mesmo criminoso, com bandoleira, que você mesmo disse que considera ostensivo, em cima de uma laje, que ainda não identificou que aquele policial chegou, de costas, e ele falar, beleza, se ele me ver, ele vai matar. Pronto. Você tem o aval do Estado para fazer isso. O que o policial não tem hoje? O aval do Estado. Hoje o policial precisa de uma série de mecanismos.
O cara atirou, atirou pra caramba contra você. Ele correu. Você não pode atirar. Por quê? Porque ele tá de costas.
que dá pra ele a opção de poder fugir. Ele tentou evadir do combate, o policial maldoso foi lá e deu um tiro nas costas dele. É isso que acontece hoje. E isso, isso, essa política do prender ou matou garante que esse tipo de coisa não vai mais acontecer. Mas entenda, escute aqui, escute aqui o que o seu irmão está te falando. Ele está dizendo basicamente que não vai mudar absolutamente nada na perspectiva do criminoso e não vai. Porque o criminoso hoje vê o policial como ameaça.
se ele está em mega operação ou não. Ele é polícia, ele está na quebrada. É isso. Sacou? Isso já existe. O policial não precisa estar na quebrada, ele não precisa estar na ação. O policial precisa estar só com a roupa dele guardada dentro da mochila. E se o cara descobrir que ele é um policial, ele vai matar o cara. O policial não tem culpa sobre a ação nem nada. Falar que o policial agiu e tá, e lógico, aí você tem que explicar cada ponto individual aqui, que sim, existe um policial que tem desvio de conduto dentro da corporação. Isso ainda não muda o que é um
policial. Sim. O policial é o cara mais sacrificado junto com o professor dentro do Brasil. Concordo 100% com o que você tá falando. E, ó, posso falar? Você tinha que concordar com a gente nisso. Sabe por quê? Porque o policial é um agente público. Você é a favor das instituições públicas serem fortalecidas. A gente tem que fortalecer as instituições públicas, não tem? Então a gente tem que fortalecer a nossa polícia também, que é a segurança do nosso povo.
Ó, a Strava da Vida mandou aqui de novo que a Ana Hering, a Ana é aquela loira do MB, né? Sim, Ana Hering. Inclusive eu convidei ela pra vir aqui também.
boa, hein? Ela é bonita pra cá. Não deixa isso fazer isso. Ana Helle diz no Ironcatch que aqueles que não estão com o MBL não são virtuosos. Esse discurso se assemelha a extremistas do passado. Por que isso? Ah, eu acho que a perspectiva é simples. Eu entendo que ele parece extremista, mas é uma leitura.
Mas você acha que quem não tá com o MBL não é virtuoso? Ah, acho que, veja bem. Pega o pesado, né? Veja bem, o que que acontece? Eu vou explicar aqui a perspectiva. Cara, você tem um partido que é anticorrupção, você tem uma galera que realmente luta por isso, é extremamente idealista, que tem uma vontade de fazer o Brasil ser um país desenvolvido, um país bom, um país nobre, cheio de oportunidades, produtivo, e você tem um grupo político... Desculpa, pessoal. É verdade.
sério no país. Desculpa, não dá pra gente aplicar outro grupo político sério aqui nesse país. Eu tô errado. Tem algum outro grupo político sério nesse país que não seja o Partido Missão? Eu preciso ver o Missão trabalhando pra ver isso. Rapaz, eu também preciso ver o Partido Missão. De verdade, ainda não aconteceu. É tipo assim, você entende, igual você falou assim, pô, não tem nenhum caso de corrupção na Missão. Mas não tem nenhum caso de nada, né?
Então, tudo bem. Mas vamos trabalhar então na teoria. Na teoria de tudo. Esquece tudo e vamos falar só de teoria. Teoria. Esquece a parte prática.
Tem algum outro partido sério no país? Não. Cara, partido sério não tem nenhum. Não tem. Tem um partido Missão. Inclusive, a gente falou mais cedo, denúncia de como o partido Missão foi criado. Não, cara, desculpa. Se o partido Missão foi criado dessa forma, já não é um partido sério. Mas é que tá. Você tá falando se... O Brasil existem políticos, poucos políticos sérios. Isso existe. A gente precisa de mais políticos, a gente precisa de
mais as pessoas. A gente precisa conscientizar as pessoas. A gente precisa pedir que as pessoas procurem o partido que elas se identificam. Começa a militar nesse partido. Ah, você acredita no Missão? Então filia no Missão. Beleza. Mas tu acredita no PCBR? Você acredita no PSTU? Filia também. PSTU é partido. PSTU é partido. O P é partido. Se você acredita nesse partido, cara, se filia.
O Brasil precisa de você. O Brasil precisa de mais pessoas discutindo política. Isso a gente precisa mesmo, porque começar a formar bons quadros. A gente precisa formar bons quadros. Mas partido político, a gente não tem nenhum partido político sério. Vamos lá, peraí. Você tá querendo diminuir a missão por um rumor que você ouviu falar do não-rumora, cara. Me desculpa. Tem vídeo dos caras mostrando. Desculpa, cara. Eu vi um vídeo, Piauí. Desculpa, cara. Eu vi um vídeo. Pô, cara. Que vídeo é esse?
Eu vi um vídeo do cara pedindo pra assinatura em nome da Amazônia. Cara, eu vi vários vídeos de gente cometendo atrocidades e dizendo eu sou Bolsonaro! Há muito tempo atrás. Isso é ser Bolsonaro? Inclusive começou várias pessoas indo agora na mídia falando ó, eu assinei a ficha pra criação do Partido Missão. Eu assinei e eu não
Não foi pra isso que eu assinei. Foi por outro motivo. Foi por outro motivo. Mas cadê essas pessoas? Tem várias denúncias. Eu não vejo... Eu só escuto rumor. Rumor, rumor, rumor. Não vi nada oficial. Inclusive, qualquer... Qualquer... Qualquer adversário político pode inventar isso. Qualquer adversário político pode, hoje, nas ruas, fazer um vídeo desse e falar que é de antigamente. Não, não precisa. Se a pessoa falou que assinou a ficha e tem a assinatura dela, ela assinou mesmo. Eu ouvi... Tem a ficha lá registrada no cartório. Eu ouvi uma mulher.
Eu vi. Eu vi isso na história da política do Brasil. Uma mulher virar público, com rosto, cara tapa, na mídia, dizer o meu marido me batia sim, sim, sim, sim, sim, porque ele era um candidato à presidência da república. Depois descobriram que essa mulher recebeu dinheiro do adversário político desse ex-marino. Ah, para. Pra falar esse tipo de absurdo. Cara, desculpa, a política é suja. E a gente vai sair acreditando em qualquer coisa que saiam falando por aí sem prova?
Então a gente vai ter que condenar todo mundo de fato, pessoal. Porque até de mim, coisas já inventaram. Por exemplo, quando eu prendi o traficante e tem vídeo no YouTube, tem vídeo, tá tudo lá. Não é tipo assim, tem vídeo. A gente chegando na favela, a gente pegando o traficante, a gente fazendo todo o procedimento, levando ele pra delegacia. Mano, a GCM pega o cara, põe no porta-malo, leva pra delegacia, a gente faz tudo. Tem um relatório da polícia civil, tudo. Cara, vieram falar, isso é montado.
Eu conheço o suposto traficante que o Gabriel e sua turma prenderam. E essa pessoa falou que recebeu uma quantia específica de dinheiro pra poder atuar dessa maneira. Aí, essa pessoa é verificada no X. Ganhou uma boa repercussão esse tweet desse cara. Simplesmente virou a verdade. Ah, esses caras do Missão é mentiroso pra caramba. Nossa, quer ser o delegado da Cunha 2. Ah, que não sei o que. Gente, vamos lá.
É só ver. Assistam o vídeo. Depois você fala. Não, Gabriel. Isso aí foi montado. Vai lá e me dá a sua opinião sincera sobre a situação. Tipo, cara, não tem nada montado. Falaram isso de a gente. Aí, beleza. Eu vou ser reduzida a esse rumor que criaram de mim? Você acha justo? Eu coloquei minha vida em risco. A vida da minha turma inteira em risco. Para ir lá e prender o traficante que estava traficando drogas atrás de uma escola primária.
Numa região extremamente perigosa e periférica de São Paulo. Isso foi real. Eu acordei de madrugada. Eu não dormi direito à noite pensando no que eu faria e que eu poderia sair de lá.
baleado. Sai teinando. Tipo assim, o quanto coisa envolve pra gente fazer uma coisa, pra chegar uma pessoa lá e falar assim, ah, é mentira. Isso é falso. Eu conheço. Aí você pega o trabalho dos caras que estão sentados aqui. Eles estão sentados aqui. Coletores. Caras que coletaram fichas. Tudo coletor? Vocês dois foram coletor? Coletores. Quantas assinaturas você coletou? Duas mil? E você? Na separação? Quantas pessoas você falou que era da Amazônia? Nenhuma.
O que você mais falava pra coletar assinatura? A própria ficha tá escrito Criação do Partido Missão. A pessoa nem lê. A pessoa tá pequenininha inscrita. A ficha tá escrito. Eu vi a ficha, eu vi a ficha. A ficha tá escrito. O que mais convencia a pessoa assinar? É desse tamanho aqui, ó. É desse tamanho, ó. Criação do Partido Missão. Mas você falava muito do projeto e aí a hora que a pessoa se interessava aí você falava, então assina aí que é pra criação do Partido Missão. Não é tão simples, não é tão simples.
Pra ela passar, ela já fica cuei, né? Pra ela passar, ela já fica cismada, né? Pra que você quer isso aí? Quanto você recebia por assinatura coletada? E por que você coletava lá? 1,50 só? Caralho, velho! E eles pediam 25 reais pra cada assinatura?
É porque eu lembro que o pessoal do MBL mandou o WhatsApp pedindo grana pra coletar a assinatura. Você deu? Não, não dei, não. Na época eu já tava... Cara, você precisa entender o seguinte, é um movimento que depende muito da força dos seus apoiadores. A pessoa que se envolve, tanto o pessoal que tá aqui que foi lá coletar, tanto o pessoal que investe financeiramente, são pessoas que de fato acreditam na parada. Então a gente só tem um partido hoje,
Porque o povo se uniu por essa causa. Seja pra assinar, seja pra doar, seja pra fazer ambos. Entendeu? Seja pra ajudar na formação do livro amarelo. Então, tipo assim, cara... Você lê o livro amarelo? Tô lendo. Tô lendo. Tô lendo. Você escreveu alguma parte dele? Não. Cheguei agora, né, pô? Cheguei agora. Quem foi o cara que mais coletou assinatura? Coletou quantas? É? Mais de 5 mil o cara coletou? Coletou mais que isso, né? Caralho.
Cara, tipo assim, é um trampo, mano. Aí você vê. O cara desse... Pô, achei muito...
barato pagar 1,50 por assinatura. Você recebeu muito pouco, bicho. Cara, aí que tá. Você vê. Assim, o pessoal faz por ideologia, faz porque acredita, faz porque quer ver a coisa acontecer. Não é por remuneração, não é por ganhos, vantagens, excusas, não. É porque acredita na parada de maneira organizada e ordenada. Todo mundo vem fazendo isso e nós conseguimos criar um partido. Aí chega um rumor desse. Mas vocês desenvolveram um software que o cartório
começou a usar o software desenvolvido por MBL. Desconheço, desconheço. O MBL forneceu um software pro cartório pra poder ler as fichas e validar as assinaturas que foram coletadas. Só isso daí eu já acho que já era ilegal. Como que o cartório usa um software do MBL pra validar essas fichas? Gente, mas aí você tá falando de...
Eu nem conhecia essa história. Calma aí, pra mim eu já tô achando absurdo tudo o que você tá falando. Tá vendo que é absurdo? Tá vendo que é absurdo? É absurdo o que você tá falando. É absurdo, velho. É o seguinte, cara. Pera aí. O cara desenvolveu uma tecnologia, beleza, por um propósito, mas que desburocratiza a coisa toda e você tá achando ruim? Sabe o que a gente tá falando aqui antes do... Não, não é isso. Eu não sei como é que é esse software.
Sabe o que a gente tá falando? Vai que esse software foi programado de forma indebida pra validar assinatura ilegal? Não sei como é que é, velho. É o que a gente tava aqui falando antes de você chegar.
e se o produto for bom e for testado, for verificado e falar, ó, não vale, pode usar pra todo mundo, bacana, vamos usar, vamos implementar. Você acredita no cartório? Você acredita na função do cartório? Não, e nem o MBL acredita, por isso que eles desenvolveram um software pro cartório usar. É burocrático, é burocrático. Porque tava demorando a ler a assinatura, não, vamos desenvolver um software, porque senão nós não vamos conseguir criar o partido e desenvolver.
É o que nós estávamos falando aqui antes de começar. O cartório não deveria existir mais. Ponto. Não faz mais sentido o cartório,
A gente estava conversando aqui sobre o quanto de dinheiro se paga para o cartório para fazer umas coisas absurdas que eles fazem. Não tem mais necessidade do trabalho. Não existe uma demanda de trabalho gigante, como por exemplo você estava citando antes, que antigamente tinha que abrir um livro de registros, procurar a sua assinatura, procurar as coisas e tal. Isso dava trabalho. Isso talvez justificasse você fazer um pagamento alto para ter esse serviço. Hoje não tem mais sentido isso.
tudo é digital, não faz mais sentido. Isso daí... Eu vou dar uma ideia, assim, que eu acho foda. O MBL, ele é exemplo de transparência em alguns casos. Por exemplo, uma vez falaram que tinha indícios de corrupção dentro do MBL, até teve apreensão de computador, rolou uma parada lá, assim, né? É, e não arrumaram nada. Quando rolou isso daí, os caras do MBL foram lá e antes de alguém pedir, eles abriram as contas. Acho que o Kim fez isso, o Renan
fez isso, o Arthur fez isso, falou, ó, toma as nossas contas aqui. Pode verificar, verifica o caixa do MDL, pode verificar tudo. E isso é da hora fazer isso, sabe? Eu acho que, tipo, ah, o Flávio Bolsonaro teve rachadinha, expõe as contas. É, ele se escondeu, né? Ah, o filho do Lula recebeu grana do INSS, tá as contas aqui. Tá sempre escondido também. Ah, o Alexandre de Moraes recebeu, tá aqui as contas aqui. Esse aí. Eu acho que é fundamental ter essa transparência, né? Então, tipo assim, já que os caras
falando isso, já que os caras estão falando isso, transparência de novo. Eu acho que toda live do MBL, o Renan, o Arthur, o Renato, você, tinha que falar assim, ó, gente, se você teve a sua assinatura coletada e não sabia que era pra criação do Partido Missão, procura a gente que a gente vai mostrar isso. Isso é transparência. Desculpa, isso não é transparência. Lógico que é, pô. Isso é se fazer de idiota. Sabe por quê?
é o seguinte, toda vez que alguém for nos acusar de alguma coisa, nós ficarmos dando essa moral, igual você falou, toda santa live. Entendeu? Cara, isso não existe. Isso não existe. Tipo assim, cara, o partido foi criado, você assinou aquilo, você validou. Tinha custo? Tinha custo pra quem assinava? Não? Ah, tá. Cara, tinha todo lugar. Tá muito claro, tá muito nítido. Você tá entendendo? Tipo assim, pelo amor de Deus. É, a pessoa não tem que passar dados comuns, tipo nome e sobrenome.
o número do título de eleitor da pessoa. É, até o título de eleitor tinha. É obrigatório. É mesmo? É obrigatório. Difícil você pegar na hora ali o título do cara, né? Não, nem tanto, nem tanto. Aqui, ó, graças a isso aqui, graças a isso aqui, a gente tem o nosso título de eleitor. Eu tenho o meu aqui, por exemplo. Agora, se você quiser puxar... Não, mas não é qualquer um que tem ali, às vezes a tiazinha lá. É bem comum, é bem comum.
Aí você tinha que instalar o aplicativo pra ela e... De umas três eleições pra cá... Ah, você pegava no site...
Onde eu tenho firma reconhecida. Ah, tá. E aí tinha o trabalho dos núcleos, né? Pra fazer isso, né? Então, cara, desculpa. É muito frustrante você ter toda uma organização, todo um trabalho, tudo isso, e aí você ter que ouvir de fulano, de fulano e de beltrano. Ah, vocês falcatruaram a parada aí. Mano, não é assim. Ah, mas faz par. Você concorda que faz par.
E outra coisa, enfim, o cabeleiro está certo. Obrigado, Albertinho. O Ricardo 299792 mandou aqui. Você costuma ir em universidades públicas e ocupações feministas covardemente confrontar estudantes e mulheres. Como isso contribui para o debate democrático ou é apenas conteúdo para as redes sociais? Bom, vamos lá. Eu não costumo. Costumar quer dizer o quê? Que eu tenho um hábito frequente.
isso não aconteceu. Eu fui. Em universidade ou manifestação? Eu fui em uma universidade e eu fui em uma ocupação. Em uma vez. Então não tem esse negócio de, ah, acostuma. Não, já começa aí. Você foi uma vez em casa. Segunda. Primeiro lugar é isso. Segunda. Perdão. Invasão. Invasão. Sim. Enfim, eu fui uma vez na invasão e fui uma vez na universidade. Pô, deixa eu falar ocupação, velho. Ocupação. E aí a parada... Agora que eu me liguei,
Enfim, o negócio é o seguinte. O lance da invasão. Nós fomos recepcionados por um cara do MLB pra mostrar a invasão pra gente. Nós batemos, entramos, recepcionamos. O cara abriu, a gente entrou. Ele tá em vídeo. Não me deixe mentir. Ah, o Gabriel tá inventando. Não tô inventando. Tá em vídeo. Vai e veja o vídeo. Ele fala assim, ah, aqui é tal coisa. Aí eu pergunto pro cara ainda, vocês moram aqui? É, não, a gente mora aqui e tal, não sei o que. O cara vai lá, mostra a estrutura do lugar, mostra a fiação,
que está toda lascada lá. Então, assim, a gente faz esse trabalho de mostrar a ocupação e mostrar a condição que essas pessoas vivem. A ocupação é a invasão. Invasão, a ocupação, o diabo lá que eles moram. Não sei o que é, eu não vi o vídeo. A ocupação, ele sabe que é a ocupação. É que pra mim, cara, ocupar um lugar público, invadir um lugar público é sinônimo. Enfim, o negócio é o seguinte, a gente queria mostrar as condições que eles viviam lá dentro e explicar o porquê que eles vivem
aquelas condições, quem os sustenta lá dentro. A gente sabe muito bem o que acontece. E aí, o que aconteceu? No meio dessa ação, que estava sendo guiada por este cara, que mora ali, segundo ele, chegou os outros moradores da invasão, começaram a gritar com a gente, e querem expulsar a gente de lá, e a gente não terminou o nosso tour. A gente queria terminar o nosso tour, a gente queria ver os quartos de cima, a gente queria ver toda a estrutura, pra ver onde eles estão enfiando criança pra morar e tal. Pra mostrar pra galera, ó, é isso que acontece, por isso, isso, isso.
E aí você tem um debate público sobre isso. Pô, isso tá certo? Isso tá errado? Quais são as medidas? A gente não tem que trabalhar em moradia popular pra essa galera? A gente não tem que construir? A gente não tem que, talvez, usar da força do Estado pra prover uma condição melhor pra que essas pessoas possam ter onde morar? Minha briga, brother, minha briga é o cara invade um prédio destruído, lá em específico, era um hospital, entendeu?
aquele lugar, um monte de coisa que tá lá, você tá entendendo? Você mora em condições, vê o vídeo, cara, te convido a ver o vídeo. É feio, é feio, é feio de ver crianças, pô, morando nessa condição, água sujeira, água parada, dengue, sabe? Não, cara, eu quero que essa criança tenha um lugar adequado pra ela morar. Vamos lutar por isso, então? Só que eu acho que vocês estão empregando a força de vocês em uma parada errada, que não vai, não vai tirar vocês daqui.
Eu vou manter vocês aqui, porque é importante para eles que vocês fiquem aqui. Vocês estão empregando a luta de vocês, eles falam,
A LB, nossa luta é pra valer. A luta de vocês tá empregada na coisa errada. A gente pode unir as nossas forças e cobrar as autoridades competentes pra resolver o problema de forma efetiva. Não te enfiar morrifado num lugar abandonado, sem menor condição de salubridade pra você morar com pessoas idosas, pra você morar com crianças de colo. Tá entendendo? Isso tá aí desumano. Isso é desumano, porra. E aí, olhar pra isso e falar assim, vocês,
Movimentos malditos. Ligados a partidos malditos. Amaldiçoados. Vocês estão mantendo essas pessoas aqui. A troco de tê-las. Como capital político. Vocês vendem o sonho da casa. Para essa pessoa. Sabendo que. Assim que ela conseguir esta casa. Você vai tirar esta pessoa de lá. E botar ela para invadir um outro local. Porque essa casa. Ela vai servir de renda. Para os seus projetos. Essa pessoa vai receber um aluguel dessa casa. Que ela vai botar para o lugar. E ela vai invadir outro lugar.
Não é porque ela quer, é amando. E a universidade pública, a gente foi para mostrar como que fica a condição de zeladoria da faculdade em relação à depedração do patrimônio feito pelos próprios estudantes. Então a gente tem, vamos lá, um alto investimento na educação focado no ensino superior. E isso não é, no meu ponto de vista, convertido para profissionais bons.
Por diversos fatores. Diversos fatores, né? E um deles é que na universidade pública não tem ordem. Na universidade pública você faz o que se quer. Na universidade pública você não tem nem tempo pra se formar. Você fica lá jubilando, jubilando, jubilando aquela porcaria e você não termina nunca. E você fica sendo um eterno aluno de universidade pública. Assim, dá um descaso completo. Não dá pra citar uma coisa, dá pra citar várias.
E aí, nós identificamos que tinham muitas paredes pichadas. E o que nós fomos fazer?
Além de mostrar todo o trabalho de zeladoria que não está sendo feito, e uma universidade que recebe muita grana para se manter, a gente foi lá fazer esse trabalho de zeladoria. Então, foi isso. Nós nem conseguimos executar o trabalho de zeladoria. Não tem nem como falar que a gente fez alguma coisa. Nós fomos afrontados pelos estudantes logo que nós chegamos no local. Os estudantes nos expulsaram de lá a gritos, a agressões e tal. Roubaram uma câmera de um dos nossos caras,
que estava filmando toda a trajetória. Então, assim, como que a gente pode acrescentar com isso no debate público? Digam vocês, eu trouxe aqui situações para vocês que acontecem de maneira cotidiana,
a vida de dois públicos distintos, em duas situações distintas, e ambas são problemas. Vocês concordam? Perfeito. Então vamos debater. Então vamos falar sobre isso. Como é que a gente chega num denominador comum que resolva o problema dessas pessoas? É isso? Agora, você está achando que o meu trabalho é inútil? Pergunta para o cara aí que fez esse pimba aí, mandou o pimba aí. Está achando que é inútil? Eu digo para você, inútil é você, que não faz nada.
Se quer, sai de trás da tela do computador para fazer alguma coisa. Se quer, grava um vídeo expondo sua opinião sobre um determinado problema.
Eu vejo essa atitude como uma atitude inútil.
os restos pra população matar a fome e exportar riqueza? Não, não quero, não. É porque o resto que você tá chamando de resto, na verdade não é resto. É o conteúdo bruto, genuíno, integral, só que é jogado fora. Não é resto. Não é como se a gente pegasse o resto que sobrou do boi aí que a gente não vendeu. Não. É tipo assim, esse boi vai morrer porque ele não encontrou. Ele não encontrou destino pra carne dele. Vai morrer à toa. Esse boi vai morrer à toa. Então não é resto. É o boi fresquinho.
um mortinho que poderia ser vendido até um preço menor por causa da demanda da oferta, que seria maior, perdão, ele vai ser desperdiçado, ele vai ser jogado no lixo, entendeu? Porque o serviço público não entra pra intervir com esse material que sobra de uma maneira efetiva. Então, é simplesmente descartado. Então, não é resto. O nosso boi, a nossa colheita, é tudo de primeira, só que
Tá sendo desperdiçado. A Lesita mandou aqui também. Por que usar Piauí, cara? Deixa a gente quieto. Logo hoje é da celebração da adesão do Piauí à independência do Brasil separando de Portugal. É porque, infelizmente pra você, a minha família tem esse sobrenome. Piauí. E é desse jeitão aí. P-I-A-U-H-Y. Então é meu sobrenome. Qual que é a origem desse sobrenome? Você sabe? Cara, existem umas histórias muito loucas que não são oficiais.
Mas, enfim, basicamente tinha um cara. Você deve ter uma descendência muçulmana aí, né? Árabe. Não. Piauí? Piauí? Não, você já chegou a buscar seus descendentes, assim, de onde que eles vieram? Acredito que não seja esses. Acredito que não. Ah, mas também, sei lá, não duvidaria não se fosse. Muita gente veio da África, entendeu? Pô, é isso. Pode ser. Pode ser. Mas por que você falou isso? Tipo, você...
a sua fisionomia. Eu achei que você tem um pouco o rosto de alguns muçulmanos que eu conheço. Parece a fisionomia. Eu não sei. Eu sei que Piauí é um nome de origem indígena. Então eu ia falar pra mim que você tem mais talvez de índio mesmo. Já me falaram isso. De índio um pouco. Já me falaram isso daí. O último aqui é a Michelle de novo. Falou que já que você tem tantos argumentos, você aceitar o debate com ela e provar que ela tá errada.
Michelle, esquece. Você caiu totalmente no meu conceito. Ela é muito boa pra debate. Eu vejo que muita gente do MBL não aceita debater com ela porque ela é muito boa. É, desculpa, cara. Igual o Breno Altman. Ninguém do MBL quer debater com o Breno Altman. Eu perdi, sabe o que eu perdi? O respeito por ela. Isso é um problema, entendeu? Porque, juro pra você, quando você perde o respeito por uma pessoa, seja por uma determinada forma que ela te tratou ou com a atitude que ela teve em relação a algo, cara, não dá. Sabe, é forçar uma coisa que, tipo, pode acabar mal, entendeu?
Irmão, obrigado por já ter vindo aqui. Espero que você tenha gostado da conversa. Deixa suas redes sociais aí, pra quem quiser te seguir. Gabriel Piauí SP no Instagram, Gabriel Piauí aqui no YouTube. Agradecer o nosso parceiro do canal também, que é Instituto Oliver Carreiras Policiais. Se você tem um sonho de ser policial, procure agora o Oliver. Ele vai te ajudar muito nesse processo. O Oliver é quem mais aprova no Brasil. Pedrão, dá até uma coçada na cabeça ali a hora que eu falo um parceiro.
que não tava preparado. É? Ah, moleque, você não tá incomodado ali. Quero ver se você vai colocar o parceiro de agora, que é a Soldiers Nutrition. Se você quer creatina aí pro seu dia a dia, pra você treinar, ficar forte igual esses caras aqui, ó, Robertinho, Piauí, creatina também é boa pra outras coisas. É o melhor suplemento pro seu dia a dia. Na Soldiers você encontra a creatina mais barata do Brasil.
com cupom de desconto do Três Irmãos, creatina aí por 18, 19 reais. É a mais barata do Brasil. Dependendo do valor aí, você ainda tem frete grátis. Lá tem creatina de todo tamanho também, creatina de 1kg e outros suplementos. Então, acessem agora a Soldiers com cupom Três Irmãos. Aproveita essa oportunidade e até amanhã à tarde que a gente vai estar aqui de novo com o Joel Paviotti. Para falar sobre o assunto mais importante que a gente tem na política hoje, porque está tudo envolvido,
que é o Banco Master. O MBL tem cobrado, o resto não. Valeu! Fui!
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