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ALI RAMOS - GUERRA IRÃ x EUA - - PODCAST 3 IRMÃOS #933

18 de março de 20262h33min
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Podcast Três Irmãos na área, quem fala com vocês, Rodrigo Tchorro, na minha frente, meu brother, meu irmão, Roberto Andrade, filho borracha, na mesa operando, nosso diretor, Pedro Henrique. E aí, Robertinho, como é que você tá? Tudo bem? Fala aí, meus irmãos, beleza? Fala aí, meu irmão, como é que você tá? Muito bem? A guerra está acontecendo, né, Robertinho? Não é algo que a gente tem que comemorar, mas a gente tem que se informar sobre isso, né?

E com esse assassinato da verdade, com a guerra escalando, parece que os nossos inimigos vêm escalando também, né, Albertinho? Não vamos... Porra, deixa os caras falar, né?

Mas parece que nossos amigos vêm diminuindo. Não sei o que está acontecendo. Será que a gente vai conseguir sair de boa desse episódio aqui hoje? Então, o problema é isso. A gente sempre procura escutar os dois lados aí, né? Tenta ser ponderado, né? Conversar com todo mundo, mas o bicho está pegando. Esse é o problema de quem se expõe. Você está ligado? É o que eu falo assim, ó. Eu vou trazer para um exemplo brasileiro para que todo mundo entenda onde a gente está aqui.

futebol hoje, que é a paixão do brasileiro, o árbitro está ali simplesmente por organizar, trazer entendimento, trazer que a coisa aconteça da melhor forma possível. Isso é o trabalho do árbitro. Só que no Brasil e hoje, parece que no mundo de forma geral, se o árbitro apita, a metade quer matar o árbitro, a família dele, quer que o árbitro morra. Se ele não apita, quem quer isso é a outra metade. E isso é o que a gente vive aqui. A gente tenta trazer a verdade de todos os lados,

alguém querendo atacar a gente de forma direta. Então, mano, não está sendo fácil. Por isso que a gente acaba tendo que pedir humildemente para as pessoas se inscreverem no canal, colaborarem, dar like. Porque não está fácil, entendeu? Se a galera não ajudar a gente, uma voz que busca trazer a verdade pode ser mais uma vez calada. Inclusive, hoje eu espero de você, Robertinho, perguntas duras para esse convidado. Aí eu faço a pergunta para você. Olha lá, o Robertinho quer enquadrar agora.

Robertinho quer enquadrar! Quero ver sua performance hoje aí com o Ali Ramos, que a gente está recebendo aqui do canal Vento Leste. Tudo bem? Boa tarde, é um prazer estar aqui, um enorme prazer. O pessoal estava pedindo bastante do meu canal para eu vir e fiquei muito feliz com o convite. Vamos tentar entender, como o Robertinho falou corretamente, desde o século XIX, o Klaus Evitz afirmou sobre a névoa da guerra. A guerra tem atritos previsíveis e imprevisíveis

grande parte aí se perde na propaganda, né? Tanto de um lado quanto do outro, tá, pessoal? Porque o Irã também faz propaganda. A diferença é que a propaganda iraniana não chega na grande mídia, né? É só a gente que analisa ali as colocações do Ministério da Defesa iraniana que pega. Mas agradeço. É, realmente, o pessoal tá pedindo você ter um tempão aqui, viu, ali. E assim, cara, é interessante que a gente já trouxe vários convidados pra falar do Oriente Médio, mas na maioria das vezes a gente traz convidados

para falar de Israel, do porta-voz de Israel, ou é um rabino, ou é um judeu. A grande maioria das vezes que o Três Irmãos abriu esse espaço foi para isso. Eu acho que falando de outros locais, talvez só o Alid Rabah, que veio falar da Palestina duas vezes, inclusive uma participação recente dele aqui no canal. E o Tiago Abla outra vez. Já mais de anos antes do conflito. Você está sendo o quarto aqui no nosso canal.

olhar falando de Israel, dessa publicidade que a gente está falando aqui. Acho que a gente já trouxe aí, beirando 20, 30 pessoas para falar sobre esse assunto. Então é muito importante ter pessoas falando do outro lado também. Por isso eu te agradeço mais uma vez por estar aqui esclarecendo as nossas dúvidas. E antes de entrar nesse conflito, nessa guerra, falar de geopolítica, eu queria entender de você que tem tanto contato com pessoas do Irã.

as pessoas falam do Irã, como é o Irã, se o Irã realmente é uma ditadura, se lá realmente matou 30 mil pessoas agora, se eles estão jogando gage de prédio, o que que tá acontecendo lá. É importante falar também que a gente recebeu duas irmãs iranianas, né, Albertinho? Sim. Que foi a Máxima e a Mamoni, né? E a Mamoni e a Máxima, né? E elas fugiram da ditadura pra não serem perseguidas, né? Pra que sua arte não fosse cerceada, vieram pro

Brasil, beber da liberdade brasileira, né, que elas tanto adoram aí, e essa é a experiência que a gente tem do Irã. Então, eu queria ouvir de você esse pedaço, cara. Bom, perfeito, né, primeiro deixar claro aqui pro público, que eu não sou iraniano, tá, pessoal, eu sou muçulmano, então, minha perspectiva é a perspectiva de um muçulmano brasileiro apaixonado pela região, que estudou a religião, se converteu e que conhece a realidade regional, que trabalha na área de exportações, mas vamos lá, né, eu vou falar da política interna,

do Irã, que vamos expandir aqui para entender o complexo da sociedade iraniana. O Irã tem um presidente, tem um parlamento e tem um conselho de sábios que está acima deles, que funciona como um poder moderador. Se nas monarquias europeias você tinha o rei enquanto a figura do moderador, no Irã existe um líder supremo que responde também ao conselho dos ayatollahs. É assim que se configura ali o vilá pelo faquí. Existem dois setores políticos organizados no Irã hoje.

setor linha dura, que a gente fala, que é o Sipá, a guarda revolucionária, o Artex, o exército regular, o Basij, que é um terceiro exército que o Irã tem, o setor religioso, e aí nós temos o Bazar, que é a oposição. Bazar é mercado em Persa. Quem compõe o Bazar ali? A classe média ascendente de kurdos, azeres, árabes, judeus, inclusive judeus têm cadeira dentro do parlamento iraniano, e por aí vai. E aí ocorre esse choque entre os reformistas e a linha dura. Qual a questão?

A questão é que sempre que os Estados Unidos fazem essas ingerências geopolíticas no Oriente Médio junto de Israel, eles acabam fortalecendo exatamente a linha dura do regime. O atual presidente, por exemplo, Pesachian, ele é do setor reformista. Ele queria uma aproximação com o Ocidente e foi atacado duas vezes sentado na mesa de negociação. Posso dizer o mesmo aqui do Rafsanjani, que foi presidente ali nos anos 90. Rafsanjani, pessoal, ele era um mayatolá reformista.

da mediação durante a guerra Irã-Iraque entre o Mossad israelense e o Irã. Por quê? Porque o Mossad vendeu Miseistow, Miseistow, Armamento para o Irã enquanto ele guerreava contra o Iraque. Nos anos 90 ele também buscou uma aproximação com o Ocidente, nesse caso aí. Só que em 96 veio o novo pacote de sanções da IPAC, que é o lobby israelense dentro dos Estados Unidos. Fez forte pressão ali no governo Bill Clinton na época. E aí a linha dura ganhou poder de novo.

Iraque, Israel estava lado a lado do Irã ali, fornecendo armas para o Irã? Sim, famosos estados. É isso aí, é pouco lembrado pelo pessoal, porque eles criam a imagem de autocracias, ditaduras contra a democracia, só que não é bem assim. Todo mundo aí na região, em questão de guerra, quando é necessário, se deita na cama com Israel. Vou citar aqui vários exemplos. Citei esse caso do Irã, durante a guerra Irã-Iraque, o Saddam Hussein tinha toda aquela retórica antesraelense, apoiava o Hamas, apoiava

a jihad islâmica e o Fatah, mas durante a guerra civil libanesa ele apoiou o Kataib e as forças libanesas junto de Israel. Rafes Al-Assad, a mesma coisa, basicamente ele interviu durante a guerra civil libanesa e durante a incursão israelense em 82, que chegou em Beirute em quatro dias, as tropas sírias cederam o terreno e não ofereceram combate a Israel. Então existe muita coordenação, esse reino das agências de inteligência é sujo, elas conversam entre si, etc.

a par desse reino da retórica que impera. Inclusive, lembro aqui que durante a Guerra ao Terror, o Irã cooperou profundamente com os Estados Unidos, inclusive o general Kassim Suleimani atuou ali no Afeganistão. Para pegar a Al-Qaeda ali, o Osama Bin Laden, o Irã estava parceiro dos Estados Unidos nessa época. Sim, não podemos esquecer que o Afeganistão faz fronteira com o Irã. O Irã não tem interesse nenhum nessa conflagração no território afegão,

do Irã, partindo do Afeganistão. Só que hoje existe uma grande miríade de xiitas ali no centro do Afeganistão, de Etnia Hazara, nesse caso, que compõe inclusive as milícias da bandeira Fatimida, que lutou na Guerra Civil Síria, do lado do presidente Bashar al-Assad, da qual o Talibã depende para governar ali dentro da sua consertação tribal, no Afeganistão. Então é muitíssimo complexo. Só que as pessoas querem pintar a geopolítica como sendo preto no branco,

quando na verdade tem milhares de tons de cinza aí. Cita aqui outro exemplo. Enquanto o Hezbollah lutou ao lado do Bashar al-Assad na Guerra Civil Síria, o Hamas apoiou os rebeldes sírios, contra o Hezbollah e o Irã. Inclusive, os maiores apoiadores do Hezbollah não vêm do Irã, ou do Hamas, não são o Irã, nesse caso. São o Qatar e a Turquia, de onde vem a maior parte do dinheiro ali. Então é muitíssimo complexa a situação, ao contrário do que se vende. Mas o do Hezbollah,

O maior, vamos pensar em incentivador do Hezbollah, aí sim é o Irã. Sim, do Hezbollah e dos Hutis. Apesar de hoje os Hutis estarem até mais próximos da Coreia do Norte do que do Irã, nesse caso. Em 2019, o Irã não queria que os Hutis negociassem um cessar-fogo com a Arábia Saudita. Eles deram o dedo do meio para o Irã e negociaram um cessar-fogo. Desde então, eles dependem, colaboram profundamente mais com a Coreia do Norte que com o Irã.

estarem dentro aí do guarda-chuva de segurança iraniano, porque eles não têm muito para onde correr, né? Nesse caso, mas isso é pouco citado. Inclusive, todos esses mísseis e foguetes que vocês veem disparados pelos Lutis, né? Tutem aí de onde vem a cobertura satelital. Da China, pessoal. Da China, tá? Mas a China, pelo menos com a cobertura de satélite, está explícita. Ela não está escondendo nisso. Ela é uma parceira tecnológica do Irã. Sim, mas... Posicionado mesmo, eu falo, não tem...

Tem um mapa aí nos slides que eu mandei, depois eu vou fazer uma explicação mais a fundo. Eu acho que é o último slide. Mas, enfim, a China depende do Irã. Por quê? Porque ela criou um cordão de isolamento na Ásia Central com Irã, Paquistão e Afeganistão. Nesse caso aí, perfeito. Por quê? Se vocês olharem aí o mapa bem, existe uma milícia que atua no Kirguistão e no Tajikistão chamada de Partido Islâmico do Turquestão Oriental.

igures, dentro da China. Então, via a organização da cooperação de Xangai, cooperação em defesa e estratégia, a China conseguiu sufocar essa veia logística. Se o Irã cair hoje, vão meses até voltar a chegar armas e se estabelecer a logística no Quirguistão, e a China voltar a ver a guerra ali nas suas fronteiras. E o mesmo na Rússia, ali no Cazaquistão e no Uzbequistão, existe um grupo que a gente chama de IMU, é o Talibã Uzbek, o movimento islâmico do Uzbequistão, que é quem

transforma historicamente os chechenos e os daguestaneses e os tártaros dentro da Rússia. Então o Irã hoje, ele é o coração do mundo, tá? Pra todo esse projeto da nova rota da ceda chinesa. Se o Irã cair, cria-se ali uma cabeça de ponte perfeita pra fazer atentados como já ocorre no Paquistão aí, em toda a infraestrutura chinesa na Ásia Central, e a guerra chegar aí nas fronteiras da China e da Rússia. Caramba, velho, é muita treta num lugar só, assim, é como se no Brasil um Estado,

estivesse brigando com outra, assim, sabe? Minas, de repente, tá brigando com a Bahia, Bahia, de repente, tá brigando com Pernambuco e assim por diante. Que loucura, velho. Que loucura. Não, sim, é porque a gente tem que entender essa área do mundo aí de forma diferente, né? Basicamente, esses países aí, tanto do Oriente Médio, o Oriente Médio, a África e a Ásia Central, eles deram um salto direto, né? Ali da Idade Média pra Idade Contemporânea, né? Eles, em sua maioria, durante a Idade Moderna, estavam colonizados

O que isso significa? Significa que eles não tiveram a construção nacional que a França teve depois da Revolução Francesa, que a Alemanha teve com o Bismarck, que a Inglaterra teve ali com a Revolução Gloriosa, que o Brasil teve durante o Império e o período Vargas e por aí vai. Então o que acontece? A mentalidade ainda é em grande parte tribal e tribal religiosa. Isso aí para quem quer sabotar a região e os vizinhos da região, no caso a China e a Rússia, é um prato cheio.

aproveitam disso daí? Não, na verdade, os inimigos deles, nesse caso aí. Tá, querem sabotar... Ah, entendi. Querem sabotar a China e a Rússia, quem querem aproveitam disso daí. Sim, sim, sim, sim. Não tem dúvida. Ah, manda esses jihadistas aí. Lembra aqui que a Rússia teve que travar duas guerras brutais, né? Na Chechênia, nesse caso aí, pra manter sua integridade territorial. Então é... Olha, eles falam que o Irã, antes de 1979,

Era uma democracia, as pessoas eram livres, as mulheres tinham liberdade de vestir as roupas que elas queriam, de professar a fé que elas quisessem. Tinha muito mais liberdade que no Irã de hoje. Por que disso? Primeiro que a liberdade religiosa existe até hoje. O Irã tem zoroastristas, tem cristãos de umas três ou quatro denominações diferentes, tem judeus, tem praticantes da fé Bahá'í.

cadeira garantida no parlamento. Então, não existe essa perseguição religiosa que se pinta. A questão do VEL, em específico, que o Charles Aparlevi, ali, durante o seu governo, promulgou uma lei chamada Kashfi Hijab. Ele proibia o VEL, basicamente, porque ele tinha ali um modelo de Estado baseado no secularismo ali do Ataturk, uma Turquia que fez mais ou menos a mesma coisa. Quando ocorre a Revolução Islâmica, nesse caso aí, aí o VEL deixa de ser

um aparato religioso e se torna uma espécie de símbolo nacional de resistência anticolonial e é imposto. Só existiam, só existem, na verdade, dois países no mundo hoje que impõem o uso do véu dentre os mais de 30 países islâmicos. São eles o Irã e o Afeganistão. Mas no Irã, ano passado, a lei do véu já foi afrouxada. Se você olhar vídeos de Esfarrã, Terã, etc., já tem um monte de mulher andando sem véu. E conforme o país for se introduzindo economicamente, se enriquecendo,

de ele se secularizar e parar de impor religião tão pesada. O problema, como eu falei, é que sempre que os Estados Unidos da América vão para a região, eles causam esses problemas e fortalecem exatamente as alas mais linhaduras do regime, que é o que está acontecendo exatamente agora. O general Ahmed Bahid, que é o atual ministro da Defesa, ele é uma das figuras mais linhaduras e ele é sancionado pela ONU por crimes de guerra e por aquele atentado na Argentina, legadamente feito pelo Red Polar, por participação.

Qual o problema todo? É que os Estados Unidos não têm liberdade de manobra estratégica nenhuma no que diz respeito ao Oriente Médio e Ásia Central. Todos os movimentos deles são cooptados e direcionados por Israel. E Israel tem uma doutrina que a gente chama de doutrina begging, que Israel não aceita rivais e adversários regionais, só aceita países submetidos. Por quê? Porque ninguém que tenha capacidade militar, Israel permite que sobreviva. Foi feito com o Iraque, foi feito com a Síria, agora é feito com o Irã.

perdendo essa guerra, mas se perder, a Turquia é o próximo, e o Naftali Bennett já deixou claro, exatamente por esse motivo. Se os Estados Unidos tivessem, digamos assim, liberdade de manobra, separados de Israel, o que acredito que seria feito? Escooptariam o Irã pela via econômica, abririam econômicamente, que nem fizeram com todos os países do Golfo, que também não são democracias liberais, nesse caso aí, e trariam ele para fora do guarda-chuva de influência da China, mas não é, então,

só a carta da guerra. Foi exatamente por essa falta de manobra. E sobre o Chárez Aparelevo, gostaria de lembrar aqui que o povo iraniano elegeu o Mohamed Mossadegh, que queria nacionalização do petróleo, que tinha ali um viés de nacionalismo secular, nos mesmos modos do BAF, do Sedan 100, foi derrubado na operação da Ajax, e não só isso, como se criou ali uma polícia secreta, uma agência de inteligência chamada SAVAX, que fazia tudo quanto é tipo de desumanidade com a população iraniana.

Mulheres eram torturadas única e exclusivamente por usarem véu. E o mais engraçado, para derrubar o Mossadegh, o MI6 britânico e a CIA financiaram exatamente os setores religiosos, que eram contra o secularismo do Mossadegh, e depois se tornou o problema que nós vemos hoje. Você falou que o Irã não está perdendo a guerra. Você tem acompanhado mais próximo aí. A guerra, de certa forma, está escalando. Ela tem ficado proporcionalmente maior, mais agressiva.

intensificados, o Irã não está perdendo. Onde é que ele está se, vamos pensar, se beneficiando, já que os bombardeios nele são diretamente frequentes? Ele também tem bombardeado, mas é porque a gente vê muita notícia. Eu vi, por exemplo, essa semana um edifício totalmente destruído em Irã. Parece que foi passado para a gente aqui, que seria uma parte de estudos tecnológicos, mas

Me parecia ser um prédio comercial, então. A questão maior aí é que o Irã é 70 vezes maior que Israel. Então, quando a gente fala em guerra, o Irã tem uma profundidade estratégica que tanto Israel não tem, quanto os Estados Unidos não tem também para atuação na região. Todo o pacto do Golfo, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein, ele sobrevive de uma lógica bem simples. Os Estados Unidos fornecem a segurança e defesa e nós enriquecemos. Qualquer cenário em que o regime iraniano sobreviva,

em que ele não caia, é de derrota estratégica dos Estados Unidos, porque essa imagem de garantidor e mantenedor da segurança vai sair atacada. Nenhum país na região nunca teve a coragem de atacar todas as bases estadunidenses ao mesmo tempo e sobreviver para contar a história. Isso foi feito pela última vez, eu acho que durante a guerra do Vietnã. Nem o Iraque do Saddam Hussein chegou a fazer isso, nem o Talibã, até porque não tinha poder para tal. E por aí vai. O que os Estados Unidos precisam fazer para vencer o Irã?

destruir toda a capacidade de produção missilística e de lançamento de mísseis e de drones. Pedro, eu acho que tem um mapa do Irã aí, nos slides, o mapa dos ataques ao Irã, se você puder colocar aí. Aí, é esse aí. Esse aí é o padrão dos ataques. O que vocês observam, analisando, esse padrão de ataque aí? Os ataques estão concentrados no oeste do Irã. O que isso significa? Que os Estados Unidos não têm supremacia aérea, como estão vendendo desde o primeiro dia de guerra.

É. Vocês veem que o norte e o leste do país seguem inatacados e, historicamente, os mísseis Scud, fornecidos pela China e pela Coreia do Norte, entram aí, nesse caso, pela fronteira com o Afeganistão e o Paquistão. E essa logística não está sendo quebrada. Tem outro padrão operativo aqui também. Mas ele não está atacando o Oeste porque ele está atacando as principais cidades do Irã. Mas aí você está esquecendo que o Irã tomou contramedidas e está se preparando há 30 anos para essa guerra. Basicamente, existem silos de lançamento de mísseis,

lançadores terrestres e tudo isso, tanto no norte quanto no leste, nesse caso aí. E as defesas aéreas iranianas não foram destruídas, ao contrário do que se vende aí. Tanto é que estamos aí numa média de dois a três drones sendo derrubados por dia, tanto o Hermes 900 quanto o MK9 Reaper estadunidense. O que significa? Significa que o padrão operativo está o seguinte, os drones fazem os ataques em profundidade, enquanto os caças estão atacando de mais longe.

E essa guerra aí vai levar seis, sete meses, talvez anos, para conseguir se depletar realmente a capacidade de lançamento de mísseis iranianos. E aí o mercado de hidrocarbonetos aguenta até lá? O Japão depende totalmente dessa rota de comércio aí, não é autossuficiente em petróleo e gás, não é autossuficiente em aço, em insumos essenciais, a maioria dos países asiáticos a mesma coisa.

do Japão, e eu ouvi dizer que a China depende 1,5% do petróleo iraniano para o seu abastecimento energético. Sim, mas a China fez um estoque gigantesco antes dessa guerra. A China está cooperando com o Irã, não é de hoje. Aquela tentativa de mudança de regime que vimos em dezembro, o que ocorreu ali? Houve um grande transbordo de curdos, do PJAC, do PKK e do PAC para dentro do Irã, via fronteira com o Iraque e com a Azerbaiján,

E eles fizeram levantes armados contra as forças policiais. Só que aí veio o pulo do gato. A China e a Rússia, o MSS, que é a Agência de Inteligência Chinesa, e o SBR russo, cortaram a comunicação do satélite Starlink na época. E aí o Bazi de iraniano conseguiu conter. Mais de 600 mesquitas foram destruídas e queimadas dentro do país. Acredito que de lá para cá, a China sabe, nesse caso, que essa guerra era inevitável. Eu passei...

Eu quero entender. A China cortou o acesso ao Starlink deles? Por qual motivo? Porque a CIA, o MI6 e o Mossad, que armam historicamente os curdos, estavam passando terminais e se comunicando através desses terminais com os guerrilheiros que foram transbordados para dentro do país. Então houve um mega ataque de guerra eletrônica que tirou a cobertura satelital. Isso saiu na Reuters, saiu no The Guardian. Pessoal, isso não é informação só de mídia independente.

confirmado. Tanto é que logo depois que deu errado a tentativa de derrubado do regime no Irã, o que aconteceu? O Rojava caiu em três dias. O HTS fez uma investida com apoio do Irã e da Turquia e derrubou o Kurdistão sírio em três dias. Aquela manifestação de pessoas que estavam lá no Irã, então eram kurdos infiltrados inflando a população para tentar derrubar o regime? Houve uma manifestação legítima. O povo tem direito a protestar.

com o direito a ser contra certos direitos do regime. Por qual motivo que foi essa manifestação legítima? Principalmente pela questão econômica, porque o Irã sofreu um ataque especulativo. O Scott Bassett admitiu isso, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, em novembro, que quebrou a economia iraniana, desvalorizou totalmente a moeda, tirou o país de prumo, e aí isso criou uma inflação de custo muito grande. Aí a população foi para as ruas protestar, aí durante os protestos houve esse transbordo de curdo,

miliciando para dentro do Irã e tentaram derrubar o regime, atacar as forças de segurança, só que não foram só a China e a Rússia. A China ajudou, a Rússia ajudou, o MIT, que é a Agência de Inteligência Turca, ajudou, porque a última coisa que os turcos querem é mais um Kurdistão no Oriente Médio, já tem um na Síria e um no Iraque. O ISI, que é a Agência de Inteligência Paquistanesa, apoiou também, porque se vocês analisarem esse mapa aí, vocês vão ver uma grande fronteira ali entre o Irã e o Paquistão e, historicamente,

os baluques do Paquistão, que são separatistas, realizam atentados dentro do Irã e dentro do Paquistão. Então, o ISI paquistanês também ajudou, e outra agência de inteligência pouquíssimo conhecida também ajudou, o ISS, que é a agência de inteligência de Oman. Oman, inclusive, é o único país do Golfo ali que coopera em segurança e defesa profundamente com o Irã. E foi nesse dia, nessa revelião lá dentro, que 30 mil pessoas morreram? Eu não acredito nesses números, se você me diz.

Mas foi nesse dia que o Ocidente entrega esses números, que 30 mil pessoas foram mortas. 30 mil pessoas é número de guerra civil. Para ter 30 mil mortes, o exército iraniano tinha que estar usando caça, submarino. Se me disserem que 3, 5 mil pessoas morreram, eu acredito, mas esse número não é factível. E não existem dados forenses também que comprovam. Agora, provavelmente, morreram sim muitas pessoas que estavam pegando em armas e se rebelando contra o regime.

famílias dessa classe média iraniana que perderam parentes, que estão indo nas mídias, se queixando do Irã. Existe esse material na internet? Existe, existe sim, muito provavelmente, só que depois dessa guerra, o bazar iraniano saiu tremendamente enfraquecido. Porque o bazar iraniano, só que o nosso público tem que entender, ele também não é unificado. Você tem um ala liberal, que quer alinhamento com o ocidente, que é a privatização de tudo, etc.

Você tem um ala nacionalista, que ali é meio que herdeira do Shah Raza Pilev, porque a ideologia

A ideologia do Charles Apalev era uma ideologia nacionalista também, baseada no nacionalismo russo, ali de Pedro Grande e do Ataturk, na Turquia e por aí vai. Só que com essa guerra, as alas liberais acabaram sozinhas. Mesma coisa que aconteceu durante a guerra Irã-Iraque. Houveram levantes parecidos antes da guerra Irã-Iraque, só que depois que as bombas começaram a cair, a população se unificou. E parece haver aí uma compreensão nacional de que, diante de um inimigo externo,

existe uma unificação. Então, existe uma unanimidade hoje dentro do Irã que a guerra deve continuar, que eles não vão parar. Na maior parte dos setores políticos organizados, com absoluta certeza que sim. Salvo essas alas liberóis minoritárias ligadas à diáspora iraniana, fora do país. Mas mesmo figuras fortes da diáspora iraniana já estão saindo para falar contra a guerra e por aí vai. Então, assim, eu acredito,

Não existe comprovação disso, mas acredito que o Trump recebeu inteligência viciada do Netanyahu e do Mossad e entrou nessa guerra imaginando que quando ele matasse o Khamenei, haveria um grande levante no país que ia derrubar o governo. E ocorreu o oposto, nesse caso. O general Dan Kaine e a Tulsi Gabbard, a Tulsi Gabbard que falou que o Irã não está desenvolvendo um programa nuclear, chefe da CIA, e o general Dan Kaine falou que a guerra não seria como o Trump estava imaginando. O Trump não ouviu seus generais,

os seus oficiais. Os Estados Unidos têm oficiais e generais brilhantes, não podemos fingir o oposto aqui, mas a decisão de ir à guerra é política. E não é o primeiro fiasco desse que os Estados Unidos entram. Lembra aqui que aquela incursão ali em Cuba durante o período Kennedy também foi alimentada por inteligência falsa. Você me fala que depois do ataque, o assassinato do líder religioso, que a população ao invés de se levantar, ela se uniu. E que eles têm um entendimento de que o enfrentamento é necessário,

e eles, de certa forma, por esse entendimento, vão aceitar as baixas, as mortes que vão acontecer dentro do país. Porque isso vai acontecer e já está acontecendo. Então a gente tem, só para me entender, um país pronto para isso, disposto a passar o sacrifício e tolerar isso enquanto puder. A gente tem os Estados Unidos agindo diretamente, com a força que tem, e que não é lesado diretamente na batalha, eu falo com vidas humanas. Em pequenas bares, parece que sete oficiais. E 21 bilhões.

Eles estão passando sete baixas, mas para o nosso público entender, todas as 27 bases americanas foram atacadas e danificadas. E assim, me desculpe, os sistemas de armas não estavam sendo operados? Você derruba um prédio na base em Israel, em Dubai, etc., e não tem baixas de soldados americanos? Mas aí a gente chega onde eu quero que é Israel. Israel é bem menor e continua sendo diretamente

agredido, eu falo, com mísseis do Irã. E lá, sim, existem baixas consideráveis, eu imagino. Israel está pronto para segurar isso? Será que o povo de Israel vai aceitar essa guerra com baixas, assim como o Irã está disposto a suportar, ou Israel, em algum momento, vira e, sei lá, pede um cessar-fogo? Sabendo que o Estado não precisa disso, porque dinheiro não vai ser um grande problema para eles. Apesar de estarem quebrados, mas...

Não, essa guerra já custou 14 bilhões e a crise econômica vai bater nos Estados Unidos. Eu vi hoje 21 bilhões de dólares. Você acha que essa crise bate antes das mortes do pessoal de Israel? Acredito que sim, porque é bem simples. Essa guerra, a estratégia iraniana que eu considero acertada, vai fazer essa guerra gerar uma gigantesca inflação de custos. Quando aumenta o preço do petróleo, não aumenta só o preço do petróleo, aumenta o preço do gás, da eletricidade,

tudo chega na nossa casa em diesel. Então a estratégia iraniana é fazer bater no bolso do povo americano e no bolso do especulador em Londres e em Nova York. Saiu no The Guardian a semana passada, inclusive mostrei em live, os Estados Unidos já tentaram dois pedidos de cessar-fogo via o Steve Wyckoff, que é mediador do Trump, e o Irã se recusou. Mas o pedido de cessar-fogo dele é a rendição total do Irã, não é isso, não? Provavelmente ele pediu um cessar-fogo para haver negociações,

e aí quando os Estados Unidos se reconstituir, eles atacam o Irã de novo, como foi feito nessa guerra, como foi feito na Guerra dos Doze Dias, e por isso não acredito que o Irã vai aceitar sem concessões. E aí o problema, chegamos no impasse, e geopolítica, historicamente, quando há impasses assim, o campo de batalha resolve. Estamos aí na guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que é um exemplo clássico do século XXI já, nesse caso.

Então, se o Pedro puder chegar... A primeira imagem do slide aí, Pedro, por favor.

explicação aqui dos custos da guerra partindo daí. Cara, esses slides ficaram bonitos, hein? Parabéns. Muito massa isso aí, bicho. Ficou incrível. Tô me sentindo na base do Call of Duty aqui, vamos lá. Obrigado, obrigado. O custo de cada strike group, o grupo de ataque, pessoal, é de 6 a 9 milhões de dólares por dia. Tem pelo menos 3 aí na região. O que que aconteceu? O Irã atacando todas as bases ali no Golfo, né? Esses porta-aviões e as embarcações são forçados

às vezes se retrair, para o índio, principalmente para a base de Diego Garcia, pode estar sendo usado a base ali na Índia também, não sabemos, e para o Mediterrâneo Oriental, ou seja, o custo pode chegar a duplicar, essa guerra pode estar custando só em termos de manutenção logística de porta-aviões e strike groups, coisa de mais de 20 milhões de dólares por dia, e nós não estamos sabendo, isso fora os interceptadores, que são caríssimos também, cada interceptação de míssil custa de 10 a 15 vezes mais cara que o míssil de ataque,

de dois interceptadores. E para o nosso público ter uma ideia que cada míssil Patriot vai variar de 1 a 5 milhões de dólares. Ou seja, você está batendo drones de 30 mil dólares com milhões e queimando dinheiro nesse caso. E essas bases no Golf estão todas inutilizadas. Nesse caso é isso. A que segue a operante é a da Jordânia, que não é no Golfo. Mais próximo de Israel. Mas só em destruição de radares também já passa da casa dos bilhões.

Mas aí, se puder passar para o segundo slide, Pedrão. Opa aí, aqui eu vou falar da degradação logística, para o nosso público entender. Foram 2,7 bilhões em radares destruídos. Um radar AN-TPS 59, um radar AN-FPS 132 e dois radares AN-TPY2. Um radar AN-FPS 132 leva de 5 a 8 anos para ser fabricado pela Rachel e não cobre só essa região, cobre também a Ásia e o sul ali do Cáucaso, perto da Rússia.

Ou seja, o Irã está deixando cego o aparato logístico americano, exatamente para os sistemas terem mais precisão. E por isso agora, em grande parte de Israel, não tem nem mais sirenes cantando antes dos mísseis. Elas começam a soar durante os bombardeios, nesse caso aí, por essa e por outras questões. E hoje, mais um radar foi destruído, mais um do sistema Taad, e ontem, não estava aí, levantei essa informação à noite, mas mais um radar foi destruído ali,

embaixada em Bagdad, né? E um sistema SIREN de defesa aérea. Então, as referências estão todas aí na arte. Depois, se o nosso público quiser, ele só pausar aí que... Eu vou colocar arte também na comunidade, viu, Ali? Eu acho que vale a pena. Eu vou colocar todas as artes na comunidade do podcast. Tá muito bacana isso. Muito bacana. Vou compartilhar com a galera. Ou seja, então o prejuízo em radares, se a gente for mensurado aqui alguns dias, vai ser mais ainda, né? Estamos destruindo radar dia após dia aí, né?

Radar é o termo que você usou, que era o que eu estava imaginando. É a cegueira mais difícil de ser sanada ali, porque você perde parte do entendimento do que você tem na Terra, você fica cego totalmente nas movimentações e até da sua própria operação. Porque quando você tem um radar, você consegue mapear tudo o que está acontecendo ao redor ali. Volta aqui, Pedrão, só para me dar umas dicas do outro ali. Mas esses porta-aviões, não tem radares nos porta-aviões? Via satélite também?

isso não é possível ser monitorado? Te pergunto isso porque eu vi uma informação, não sei se é verdade, que a China está gravando a guerra todinha. Ela está monitorando tudo o que acontece. Ela está analisando todas as estratégias norte-americanas, passo a passo. Eles sabem a hora que os caras decolam, a hora que os caras voltam, quanto tempo de abastecimento. A guerra está gravada 24 horas. É um Big Brother da guerra lá na China. Isso realmente está rolando?

Sim, existe uma empresa, uma startup chamada Mizar Vision, que está transmitindo a guerra 24 horas por dia. Você entra no site, lá você vê, e os canais de Telegram estão fazendo a festa com imagem de base destruída, de radares destruídos, etc. Inclusive, acredito que esses radares foram recomendados pela China e pela Rússia também. O Irã não tem cobertura satelital e não tem profundidade de inteligência para guerrear dessa forma. Inclusive, existem vídeos aí, eu contei, pessoal, tem vídeo, tá?

desviando de 6, 7 baterias de mísseis. Os técnicos iranianos não têm capacidade de fazer isso. Existem técnicos chineses em campo ou técnicos russos, dando apoio à firma que corroboram. Porta-aviões têm seus próprios sistemas de sonar, radar. A questão é o tamanho da cobertura. Um radar que nem esse... É a área, né? A área que ele vai cobrir. Sim, sim. É uma área mais de defesa, né? O que ele mapeia é o espaço para ele não ser agredido, não é isso? Sim, sim. Porque quando você pede um radar de alerta antecipado,

lado desse, o que significa? Significa que você percebe o míssel e o drone, quando ele já está muito mais próximo, aí as contramedidas são feitas mais nas coxas, vamos colocar assim. E por isso aí tem base sendo atacada dia sim, dia também, filmagem, foto e tudo aí, saindo na internet, tanto em Israel quanto no Google. Pode falar? Me fala aqui, esses aqui são os mísseis iranianos, né? Alguns deles. O que é que cada um faz aqui? Isso aqui é para uma distância maior, o outro é para interceptar

Interceptação? O que é isso? Cada um vai ter uma especificidade, né? O cédio que está aí, por exemplo, o quarto míssel, ele se desembota, né? Faz o decoy em 60, 80 mísseis distintos ali. Ah, estou ligado. Esse é um que ele abre, ele pulveriza. Esse é um modelo dos que é jogado, por exemplo, contra Israel. Sim, sim. Porque cada... Pensa o seguinte, cada interceptação, ela precisa de dois mísseis interceptadores.

E as baterias ali de Israel, o Taad, o Arrow, o Iron Dome, elas têm oito mísseis interceptadores. Oito, algumas vão ter dez. Se tem mais, tem doze, quatorze. Aí você vai e tenta interceptar. Só que como você vai interceptar oitenta ogivas de uma vez? Simplesmente não tem como. Simplesmente impossível. Nesse caso aí. Então, o que vai variar neles aí é a velocidade e o alcance. Ou seja, ele além de esgotar o interceptador,

ele, que gasta uma fortuna esgotando ele, ele ainda atinge o alvo e causa destruição o negócio. Sim, sim. Tem uma imagem aí, se o Pedrão puder avançar, eu não sei se é a terceira ou a quarta, que é... Peguei da Autoridade Tributária de Israel. Vai avançando aí. Próximo. Essa aí, ó. Essas aí são o total de reclamações que Israel recebeu de danos, né? Eu fiz uma pesquisa, o link tá aí abaixo, pra quem quiser acessar, e eu postei no meu Twitter também. Isso aí são os danos em Israel.

edifício, 1.044 danos de equipamento e 1.485 danos em veículos, né, nesse caso aí. Então, vem aí que a guerra não é nada que a mídia tá falando, e segundo a própria autoridade israelense, tá, pessoal? Não é nenhuma fonte iraniana, né? Cadê os danos do Irã? Você mapeou também? Ah, e é imensurável, é imensurável. É gigantesco, né, maior mesmo. Mas assim, você sabe, você tem mais ou menos assim, por exemplo, você tem danos em veículos 1.485, que são

veículo civil e militar. E no estrutural aqui, vocês têm um entendimento já do que é militar e o que é civil? Não, isso é geral também. Mas porque aí vai entrar qualquer tipo de avaria, vamos supor, um estilhaço, o míssil interceptado em estilhaço cai no telhado do sujeito, quebra o vidro, o telhado e por aí vai. Aí ele vai ligar para autoridades israelenses pedindo ressarcimento. Entendi, entendi. A mentalidade que nós temos que ter aqui é que primeiro que o Irã,

país mais empobrecido e muito mais destruído economicamente que Israel. Ou seja, não há muito a perder do ponto de vista iraniano, guerreando desse jeito e absorvendo o dano. Segundo lugar, que Israel é 70 vezes menor. O que significa? As veias logísticas israelenses sofrem um impacto muito mais que o Irã, porque é difícil para Israel redirecionar a logística, porque é um território muito menor. Uma rodovia, uma ferrovia destruída em Israel causa um impacto muito maior que no Irã, pela

O Irã também é 10 vezes maior em população. Será que um pouco do que provocou a crise no Irã não foi esse investimento de anos no armamento bélico? Isso custou. Quem pagou isso foi a população iraniana. Sim, com absoluta certeza, mas todo o regime político, isso aqui é a lógica geopolítica básica, a teoria geopolítica básica do século XIX, visa antes a sua sobrevivência do que outros objetivos estratégicos.

China vai viabilizar antes a construção da sua indústria de defesa e a sua capacidade de sobreviver se colocado sob risco, do que o oposto. Não dá para comparar o Irã com a Costa Rica, por exemplo. Costa Rica não tem exército desde a Segunda Guerra Mundial, mas por quê? Os Estados Unidos entraram e enriqueceram o país, investiram pesado para transformar ele ali num roubo logístico, só que é um país de soberania limitada. Já o Irã está sob ataque desde a Revolução.

Coreia do Norte, a mesma coisa, desde a Guerra da Coreia. Então, perspectivas distintas.

Ou seja, o Brasil não faz o dever de casa nesse quesito aí. Não, não faz e além disso a indústria de defesa iraniana traz muitas divisas para o país. O país vende muitos sistemas de armas e questões que o valham para a Rússia. Por exemplo, a Rússia consegue guerrear porque o Irã fornece drones shahid e alguns sistemas de mísseis para ela, assim como a Coreia do Norte. E por aí vai. E além disso, toda indústria de defesa tem uma indústria subjacente que é dependente dos componentes.

Então, vamos supor que para o nosso público entender, com a indústria de blindados e tanques, você desenvolve muito facilmente uma indústria de implementos e suplementos agrícolas, de tratores, etc. Tecnologia produzida ali. Com a indústria de foguetes e mísseis, você faz uma indústria de foguete civil também, para lançamento, para satélite. E você vende a sua cobertura satelital para países próximos, e por aí vai. Então, não é preto no branco.

a indústria tem, que o Estado pode gerar oferta e demanda ao mesmo tempo. Ele compra o equipamento e gera um empréstimo para a empresa produzir o equipamento e gera emprego, gera riqueza e por aí vai. E o Irã também não está só na fronteira tecnológica nessa área. O Irã, além de ser um grande produtor de hidrocarbonetos, tem uma indústria petroquímica forte, está na frente do Brasil em diversos fármacos, em vacinas e por aí vai. Você falou do Irã e

E eu me pôs uma pulga aqui agora, porque todo mundo sabe que quem fornece, por exemplo, boa parte dos drones e de tecnologia para a Rússia é o Irã. E agora a Rússia ainda está em conflito e usa muito do que o Irã tinha. O Irã agora não vai mais poder, por exemplo, colaborar com a Rússia. Ele vai ter que primeiro cuidar do quintal e depois do vizinho. Você acha que pode prejudicar a Rússia em algum momento?

o Irã colaborava ali com a Rússia? Sim, mas a Rússia tem de onde tirar, né? A Coreia do Norte produz tantos drones, por exemplo, quanto o Irã e não está em guerra, citando um exemplo. E a Rússia também não podemos esquecer que ela tem uma profunda cooperação estratégica com Israel também, e isso é pouco mencionado. Lembro aqui que durante a guerra do Yom Kippur, pessoal, a Rússia, a União Soviética na época, segurou caças MIG, mísseis Scud, tanques que iam para o Egito para favorecer Israel.

na Síria, a Rússia não só teve uma sala de cooperação conjunta com Israel, como Israel fez mais de 600 operações nos céus da Síria sem nunca ser atacado pelo sistema S-300 russos. Então, digamos que se a Rússia necessitar, até Israel coopera com a Rússia. O jogo geopolítico não é preto no branco. Israel deveria ser eternamente grata à Rússia, velho. Sério mesmo, é uma obrigação moral. A Rússia matou os nazistas. Então, é gratidão eterna, meu irmão.

Mas eu quero voltar no mapa. Antes de voltar, Robertinho, a gente está com 3 mil pessoas ao vivo. Então, vou pedir para todo mundo deixar o like na live. Uma live importantíssima. Se inscreve no canal também. A gente vai colocar em collab o canal do Ali, Vento Leste. Então, a hora que você for se inscrever no canal, já aproveita e se inscreve no canal dele também. Olha a quantidade de informação de qualidade, Robertinho. Então, a gente tem que ajudar de alguma forma.

Porque grana não tem, né, Ali? Acho que a única forma que a pessoa pode ajudar é se inscrever.

mesmo, mandando um live pixel, superjet. Virar no membro. Pessoal, aqui como a análise é aprofundada dessa forma e, digamos assim, contra a propagandística, nunca vai ter financiamento e patrocínio alto de veículos de mídia e por aí vai. Então a forma que tem de ajudar é se inscrever no canal, comentando aqui no Três Irmãos e lá no Vento Leste, se tornando membro, porque tem plena consciência que não é do interesse da grande mídia

brasileira, que o Brasil, ele tem um elite, né? Que é a seguinte, é uma direita que quer ser Miami, uma esquerda que quer ser Paris, né? Ninguém quer pensar Brasil, quer ser Brasil, quer entender estrategicamente o mundo, então paciência. Exatamente. E falar que a gente tá ao vivo mesmo, e no final a gente vai inserir todos os superchats aí, colocar vocês na conversa, então mandem suas perguntas, perguntas de qualidade, a gente vai ler.

Você quer voltar onde você parou aí, Robertinho? Você quer que eu retorne? Não, pode seguir. O meu é... Tá, tá.

Ali, voltando lá nos mísseis, naquele print, naquela imagem dos mísseis que estavam na tela, eu vi uma matéria essa semana que o que o Irã gastou até agora eram mísseis da década passada, que ontem parece que ele começou a usar mísseis novos, hipersônicos. É isso mesmo? Sim, não existem só mísseis iranianos. Informação inédita aqui em português, pessoal, para vocês.

Primeira vez que isso é falado em um canal cobrindo essa guerra. Mas a Coreia do Norte é um grande fornecedor de mísseis para o Irã, e historicamente esses mísseis entram ali pela fronteira com o Afeganistão, que não está conflagrado. Tem muito míssel Scud-B soviético sendo disparado aí no bolo, junto dos mísseis iranianos, e isso não está entrando aí no cálculo. Mas os Estados Unidos não conseguem identificar esses mísseis? Parece que quando caiu aquele míssel na escola no Irã,

viram que era um Tomahawk ali pelas imagens. Esses mísseis que estão sendo disparados, os Estados Unidos não conseguem identificar e falar, ó, isso aqui tá vindo da Coreia do Norte, isso aqui tá vindo da Rússia, coisa do tipo. Conseguem, só que eles vão fazer o quê? Vão guerrear contra a Coreia do Norte? Nesse caso aí, não há muito o que fazer, nem acredito que seja muito do interesse estratégico, pragmático deles, falar porque eles querem criar a imagem de que o Irã tá sozinho enfraquecido. Tanto é que hoje o Trump foi pedir o quê? Pra marinha chinesa,

ajudar a abrir o Estreito de Hormuz. Eu já tinha pedido para a Marinha Francesa também, não? Sim, sim, mas uma operação dessa monta é tremendamente difícil, porque o Estreito de Hormuz está no alcance da artilharia convencional iraniana. Qualquer marinha que entrar ali... Eu falei para você, está operando no Índico e no Mediterrâneo Oriental. Qualquer marinha que entrar naquele range ali vai poder ser atacada pela artilharia convencional iraniana e por mísseis muito mais defasados.

até porque hoje é bem complexo a gente saber o que é uma verdade, uma imagem verdadeira ou não, mas há alguns caças japoneses voando com caças americanos. Tem alguma coisa a ver com essa operação do Irã? Provavelmente, provavelmente é a operação conjunto e exercício, mas lá no Japão. Os Estados Unidos, eles criaram, transferiram caças F-35 deles mesmos para uma base. Fiz uma live sobre isso, não lembro o nome da ilha, etc.,

chinês, então muito provavelmente vai nesses exercícios aí. Agora, se o Japão mandar a marinha dele para aí, assim, pensa o seguinte, a OTAN funciona sob a seguinte lógica desde os anos 90, e aqui vocês podem colocar os aliados estadunidenses, o Japão, a Tailândia, etc, no bolo, apesar da Tailândia já estar mais dentro da esfera de influência chinesa. Nos anos 90, a OTAN desenvolveu a seguinte lógica, os Estados Unidos fornecem a defesa e a segurança e nós enriquecemos. O nosso público tem uma ideia aqui,

O maior porta-aviões britânico, Queen Elizabeth, ele nem participa mais de exercícios da OTAN, que não tem peça de reposição. O Reino Unido teve que intervir na British Steel, que é a companhia que produz aço no país, para não deixar ela falir, porque o Reino Unido é a superpotência aí que ia perder a capacidade de produzir aço. Como é que está o nível de apronto dessas marinhas aí? Como é que está o nível de sistemas de defesa? Sistemas aegis americanos,

É bom, tem sistemas parecidos com o nível de apronto do americano no Charles de Gaulle, que é um porta-avião francês, no Prince of Wales, que é o britânico, eu duvido. Então, a minha ótica, vão ser só mais alvos para os foguetes e para os mísseis iranianos e os drones. Não acredito que eles vão cometer esse nível de disparate, até porque seria um impacto psicológico muito grande nós vermos um porta-avião britânico em chamas. Já existe confirmação visual de um destroyer americano,

atacado em chamas, de um navio logístico americano atacado em chamas, falo isso porque eu vi a imagem do satélite, só por isso eu acredito, e teve um incêndio aí muito estranho no Abram Lincoln, incêndio na lavanderia, mas é aquela coisa, digamos assim que perto do Irã, perto do Iêmen, acidentes acontecem muito mais com o equipamento americano, são caças F-15 derrubadas com fogo amigo, durante aquela incursão contra os rutismos

e M. Dois caças Super Hornet, né, F-18, foram pousar no porta-aviões e caíram no mar, né, alegadamente. Então, assim, desculpe, mas não acredito. Qual que é o... Não se sabe o nível de destruição do Abraham Lincoln, né? Eu vi algumas imagens no Twitter, eu acredito que não são reais, completamente destruídas, assim, acho que era fake aquilo ali, mas nenhum canal conseguiu colocar essas imagens verdadeiras ainda, né? Não, não, e tem bravata dos dois lados.

para o nosso público entender aqui. Por exemplo, nos primeiros dias de guerra, o Irã veio com a notícia de que tinha capturado forças especiais americanas, pilotos americanos, etc. Se isso fosse verdade, o próprio Ministério da Defesa iraniano teria liberado os vídeos para fazer pressão, para causar comoção pública, etc. Então, tem muita bravata aí. É a famigerada névoa da guerra ali do Klaudevitz. Então, o...

A parte da marinha do Irã é uma boa frota? Eles têm, sei lá, um destroyer? Eles têm navios com capacidade bélica? Eles têm um porta-drones que eu considero muito bom. Está operando, foi danificado, mas ainda está operando. Esse do Irã realmente foi abatido? Não, mas ele foi atingido. Sim, sim, foi atingido. Só que a melhor iniciativa da marinha iraniana que eu considero são os mini submarinos, que são difíceis de detecção e têm um poder de fogo grande,

ainda não estão sendo usados, pelo menos que eu saiba. Eles podem estar atacando com mísseis as bases no Golfo e a gente não está nem sabendo. O submarino, aqui para o nosso público entender, em questão de guerra naval, é a arma que traz mais assimetria, porque ele é de difícil detecção e ele tem um poder de fogo gigantesco, só que ele tem que atacar e evadir. Pode estar sendo usado e nós não estamos sabendo. Então, e os drones submarinos?

Porque tem o drone aquático também, não tem? O Irã tem essa tecnologia que está conseguindo usar?

Não sabemos, mas acho difícil, porque esses navios não estão operando no range desses sistemas. Estão lá no Índico, estão lá no Mediterrâneo Oriental, então está longe. Agora, se entrar para o Estreito de Hormuz, aí a guerra muda de rosto. Tinha pessoas no chat perguntando qual é o poder de ataque de um drone, qual distância, qual o tamanho da destruição que ele pode causar. Vai depender do drone. O mais usado pelo Irã é o Shahid, ele tem um alcance de 2.500 km, é muita coisa.

Muita coisa e eu não lembro de cabeça agora quantas tonelagens de explosão ele carrega, mas é muita coisa também. E aí o caráter disruptivo, né? Porque um drone desse, ele custa 30, 20, 50 mil dólares e ataca ali um sistema de bilhões de dólares, né? Como o radar aí que eu citei foi destruído por um drone, não foi por um míssil. E além disso, pelo padrão operativo que eu estou notando nessa guerra, os Estados Unidos e sua coalizão ali no Golfo não se prepararam, Israel, também para a guerra antidrone.

O Netanyahu já pediu ajuda pro Zelensky. Ali, o... Desculpa te interromper. O porta-voz de Israel, ele estava aqui no Três Irmãos, e ele falou que Israel tá monitorando da seguinte maneira. Ele vê um ponto de lançamento de mísseis, vê um ponto de lançamento de drones, e a partir do momento que ele identificou onde tá, dali só sai uma vez. Que ele vai lá e ataca aquele alvo e destrói. E que Israel tá conseguindo fazer isso muito bem. Tá atacando todos os pontos de lançamento,

minando o Irã. Daqui a pouco o Irã não consegue ter mais nenhum lugar pra lançar mísseis, foguetes e drones. Balela, balela. Ô, Pedro, coloca aí a imagem. Tem uma imagem, acho que é a terceira ou a quarta, que é sobre confirmação. É a próxima. Aí, esse aí tem um portal que eu acompanho, recomendo, tá? Um perfil no Twitter chamado Elmastek, que ele acobre a guerra no Irã e na Ucrânia, né? E ele faz confirmação visual de alvos atingidos.

Isso aí é o que tem prova visual e do lado direito é o que Israel e os Estados Unidos reivindicam ter destruído. Basta comparar. 5%, 10% em alguns casos. É porque, como eu falei, o Irã é muito grande e entendam que esses lançadores móveis são caminhões, em sua maioria. Eles têm uma mobilidade muito grande. Esse lançador dispara e evade e se esconde. Não é assim? Não dispara e fica no mesmo lugar. Entendeu? Então não condiz com a natureza da guerra.

Inclusive, os alvos mais críticos para os Estados Unidos são exatamente os lançadores. Só que aí tem outra questão, né? A topografia iraniana também é muito difícil, né? De você fazer a cobertura. Eu comentei exatamente isso com ele, que você falou. Exatamente, assim. Falei, os caminhões, eles mudam de lugar e tal. Ele falou assim, não duvide do exército israelense. É, foi difícil. É, pra vencer guerra é difícil. Agora, pra fazer propaganda em podcast, realmente é muito bom. Caramba, velho. Então... E esse portão...

Esse portal, esse site, você consegue ter todas essas informações em tempo real, monitorar mesmo. O pessoal estava perguntando no chat como que acessa esse site. Qualquer pessoa pode acessar. Sim, é só pesquisar no Twitter e tem vários portais assim. Tem vários portais geocinti que vocês acham. E a gente... Essa aqui deve ser a sétima ou oitava guerra que eu cubro, né? Porque é a minha área de estudo aí. Sou cientista político, mas eu gosto de defesa geopolítica. Sempre aparece em portais assim e se mantém constantemente.

o canal, porque não dá view, né? Já fiz live e o pessoal não assiste. Estudão, por exemplo. Esses portais que você consegue acessar aí, de onde que essa galera consegue as informações? Ah, tem. Se você entrar no Telegram agora, tem uns 80 canais só cobrindo essa guerra. Aí você faz cruzamento de informação, porque analisando o canal, você sabe mais ou menos o viés dele. E aí você tem que entender também de geopolítica e teoria militar.

Como eu falei, os dois lados fazem propaganda, os dois lados fazem gravata. É porque o canal pode até surgir independente, mas a hora que

começa a dar informações de relevância. Isso aqui é uma informação do caramba, meu irmão. Sabe, quem tem isso aqui tem a proporção do que vai gastar de tempo, de assertividade. Cara, isso aqui é uma planilha bacana. Ele pode ir lá e comprar o canal, velho. É parte de inteligência militar isso aqui, dá pra você usar. É porque toda inteligência militar vai ter que ser repensada agora no século XXI. Já existem debates acadêmicos sobre isso. Pessoal pesquisar, eles acham antigo. Porque nos anos 80 e 70

a propaganda tinha um poder muito maior, né, hoje com a internet, e com esses, que nem o Mizar Vision chinês, que faz cobertura satelital o tempo inteiro, é muito difícil você manter um segredo nesse sentido aí, ou mentir, né, então toda doutrina militar vai ter que ser repensada. O Ali, o que é verdade e o que é mentira dessas bases iranianas, assim, parece que já sai o vídeo do Irã mostrando o estoque de drones que ele tem, que é um estoque quase infinito o negócio, tanto drone, e que essas

As bases estão a 600 metros de profundidade, 300 metros de profundidade. O que é real nisso aí e o que não é? Primeiro lugar que a gente precisa entender aqui outra coisa quando a gente compara a Coreia do Norte, Rússia, China, Irã e as potências ocidentais. Ali nos anos 80 e 90, para quem gosta de neoliberalismo, o governo Reagan e o governo Bill Clinton tiveram a ideia de espalhar a logística do OTAN, mundo afora, para levar riqueza para os países.

da produção bélica no seu país. O que significa? Significa que um míssel estadunidense vai ter um componente vietnamita, um componente chinês, um componente japonês, um componente britânico. Ou seja, é muito mais difícil produzir por não se ter a cadeia logística centralizada. Para o nosso público ter uma ideia, palavras do Mark Ruth, chefe da OTAN, não minhas. A Rússia produz em três meses em munição de artilharia, o que a OTAN inteira produz em um ano, por conta dessa centralização. Agora, sobre as bases iranianas.

Existem bases sendo atacadas, existem estoques sendo atacados, depletados. O que eu duvido é que está surtindo o efeito que a mídia está falando, que primeiro o Irã tomou contramedidas. Segundo, o Irã pode redirecionar a sua logística da mesma forma que o Stalin fez ali durante a Segunda Guerra Mundial. Entregou ali a região oeste da Rússia e retraiu para os Urais, para a Sibéria, exatamente para manter o seu esforço de guerra e acredito que é o que o Irã está fazendo. Todas as cidades têm essa capacidade de transformação,

mudar a indústria bélica de um lugar pra outro, assim, rapidamente? Não, mas como o Irã tá 30, 40 anos se preparando, ele pode ter tomado essa contramedida... No Irã isso é possível. No Irã, chutaria que no Irã e na Coreia do Norte, tá? E eu chuto um que é certeza, lá na Rússia. Ah, com certeza. Lá na Rússia eles trocam a base dele a hora que quiser. Que você tem que entender a cultura industrial e burocrática de um país, né? Um país que tá em guerra desde sempre, a indústria dele vai se desenvolver já pensando nessas contramedidas.

Nesse caso aí, é diferente dos Estados Unidos. Os Estados Unidos só foram atacados no seu território continental durante a Segunda Guerra Mundial, ali em Pearl Harbor, e nunca tiveram nenhum perigo de serem invadidos, porque eles estão isolados dos miúdos de disputa geostratégica do mundo. Agora, não estou falando que isso aqui é garantia de vitória iraniana. Não podemos subvalorizar e fingir que não existem generais brilhantes do lado estadunidense.

Não podemos fingir que a força aérea israelense não é a melhor do mundo, tá, pessoal? Se a infantaria e a cavalaria israelense não são boas,

a Força Aérea Israelense é a melhor do mundo. É a única que está engajada em guerra ininterruptamente desde os anos 80. Nem os Estados Unidos têm essa expertise. O que faz a Força Aérea Israelense ser a melhor do mundo? Como que isso é mensurado? Esse know-how, essa capacidade de ataque, o soldado israelense vai ter um know-how de manobra, de ataque, de evasão, o piloto, perdão, que as outras Forças Aéreas do mundo não vão ter, exatamente porque está engajado em guerras há tanto tempo,

seja melhor, a tática seja melhor. Eles consigam atacar em profundidade, percebendo, por exemplo, o ponto cego do radar, questões assim, explicando aqui. Porque guerra também é que nem arte marcial, né? Não sei se algum de vocês pratica. Quão mais você treina, melhor você fica. Então, o país que está engajado em guerra desde os anos 80, e sua força aérea principalmente, ele vai ter um know-how muito maior que as outras forças aéreas do mundo.

E eu não posso chegar aqui, subvalorizar e fingir que não é assim, por ter preferência por um lado ou outro.

É porque a arte marcial dá pra você treinar a vida inteira, né? Guerra não dá, não. Guerra, eu acho que você tem um quesito sorte muito grande envolvido ali. Sorte na guerra. Pode ser que você vá embora bem antes do que você imaginou. Sorte na guerra é difícil. Se a gente avaliar as guerras de Israel, Israel não tem uma vitória estratégica desde a guerra do Yom Kippur, que foi um empate, mas em que o país teve uma vitória estratégica porque ele conseguiu cooptar o Egito pra dentro da sua esfera de influência.

Israel entrou no Líbano em 2006 para acabar com o Hezbollah, não aguentou o atrito, saiu, vendeu, que acabou com o Hezbollah, etc. E o Hezbollah saiu mais forte. Em 2024, a mesma coisa. Em Gaza, passou três anos, cometeu um genocídio, e o Hamas não acabou, não aceitou se desarmar, não se depletou, e saiu mais legitimado politicamente. Nosso público tem uma ideia aqui também, quando a gente fala em guerra, existem objetivos operacionais, ou estratégicos, operacionais e táticos. O objetivo estratégico, ele tem que ser um objetivo político alcançável,

Exatamente para você saber ali quando você está ganhando ou vencendo a guerra. Qual o problema de uma guerra como essa? É que não existe objetivo político. Qual o objetivo político dos Estados Unidos nessa guerra? Causar uma mudança de regime? Não vai acontecer, como já apontado aqui. Só se eles conseguirem infiltrar ali a guarda revolucionária, eu acho tremendamente difícil. Seria um verdadeiro cisne negro. O objetivo político dele é enfraquecer as relações da China com outros países e ficar cada vez mais independente de energia.

petróleo da Venezuela, ele está de olho no petróleo do Irã ali. Ah, mas na Venezuela ali foi o primeiro que foi tudo acordado. O Irã não é o Venezuela e eles conseguiriam esse mesmo objetivo estratégico só com o político. Se os Estados Unidos prometessem levantar sanções iranianas e dialogassem com o país sem tentar uma mudança de regime, o país entraria na esfera de influência estadunidense porque o atual presidente é do Bazar, entendeu?

É da oposição iraniana e é dos setores moderados. Então, como eu falei, o problema aí é que

Israel capitaneia. E aí entra-se numa guerra, como eu falei, sem objetivos políticos claros. A guerra do Vietnã foi igual. E nós sabemos aqui o desfecho. Para o Irã, qual que é o fim da guerra? Acredito que desgastar economicamente a coalizão estadunidense, mas principalmente os países do Golfo, a ponto da guerra se tornar pouco atrativa. Nenhum desses países do Golfo tem condição de se manter seis meses em guerra, por exemplo, sem todas as suas economias dilapidarem. Hoje, postei lá no meu Twitter, inclusive, quem quiser siga,

Os economistas da Goldman Sachs já falaram que o Kuwait, o Qatar, a economia deles pode retrair 15% do PIB, só como fruto do que guerreou-se até agora. Eles são países que não têm indústrias, são dependentes de hidrocarbonetos, e que o setor de serviços é profundamente ligado ao setor especulativo. Então, com mais a guerra ocorrer, com mais fica pior. E esses países do Golfo, principalmente os Emirados Árabes Unidos, eles também são profundamente dependentes de migração. Eles não têm população para manter,

seu Estado funcionando, sua economia funcionando, sua burocracia, então é uma situação terrível. Não existe um objetivo fim do Estado de Israel? Não, não acredito que isso entre no rol dos objetivos iraníteis. Porque antes da guerra o Irã financiava Hezbollah, Hamas, fornecia armas para esses grupos. Porque o Irã é isolado geopoliticamente, o Irã tem uma doutrina chamada solidão estratégica. Como ele não pode traçar parcerias econômicas, etc.,

projetar poder. O Irã tem uma mega empresa chamada Hatam Alambia, que é ligada à Guarda Revolucionária, que é da área de construção civil, da área de hidrocarbonetos, etc. Ela está na Síria, no Líbano, no Chifre da África, só que aí o Irã projeta poder e entra com o seu aparato econômico através dessas milícias. O Chárez Aparlevi fazia algo parecido a essa doutrina vendês da época dele. Lembro aqui que o Chárez Aparlevi financiou junto de Israel os montanheses ali no Iêmen que guerrearam

Na época, contra o Egito do Nasser, deram uma surra com o Egito do Nasser. Voltando um pouquinho, na hora que a gente estava falando das forças que Israel tem para esse conflito, e você fala que a parte de aeronaves, de conflito que eles têm, eles são os melhores. A tecnologia vem mudando todos os cenários e a gente sabe que, em tempos de guerra, isso evolui muito mais rápido. A guerra acelera diversos fatores, diversas vertentes.

hoje e ela operacional, vamos pensar em cinco meses, você acha que não dá para substituir os pilotos e essa vantagem que eles têm militar, pessoal, humana, seja, sei lá, descartável ou não a melhor mais? Não, está longe, longe disso. A IA, ela dá um grande serviço no seguinte, a guerra é neticêntrica, desde os anos 90, muito centrada em redes, em cruzamento de informação, o que a IA tem feito até o momento é acelerar

o processo de tomagem de decisão. Todo radar, por exemplo, ele tem um sistema amigo-inimigo. O que a IA faz é coletar a informação do terreno e passar o que é amigo e o que é inimigo mais rápido. A decisão de matar ou não ainda é humana. Mas o acidente na escola de Minabe aconteceu por conta disso. Tenho certeza absoluta que a IA levantou aquela escola como alvo e que ela foi atacada como sendo um alvo da guarda revolucionária.

Tenho certeza absoluta que foi a IA que fez isso. Por quê? Que foi um ataque com double check. Foram dois mil

Mísseis do Marroco bater em cheio na escola. Não foi um estilhaço. Entendeu? Não foi algo assim. Então surgem esses problemas éticos. Os Estados Unidos, Israel, China e Rússia estão dispostos a cruzar essa fronteira? Acredito que com a IAC nós temos no momento não, porque é o seguinte. Geopolítica é ação, reação e precedentes. Esqueçam o direito internacional. Pelo menos na minha escola de geopolítica que é a escola realista. Liberais vão pensar de modo diferente.

Lembra aqui que quem inaugurou ataques a embaixadas no Oriente Médio foi Israel quando atacou a

O Ali, eu não sei se isso é mundial, eu queria saber a sua opinião, mas aqui no Brasil, o que Israel provocou em Gaza, desgastou muito a imagem de Israel, a ponto que o Brasil

inteiro quer, pelo menos as pessoas que eu converso, quer apoiar o Irã, está contra Israel. O que Israel vinha fazendo com Gaza era inaceitável. E acaba que isso desgastou muito a imagem de Israel. Um Estado que sempre se preocupou com a sua imagem, sempre investiu grana nisso aí para ser bem quiso nos lugares. Isso é só no Brasil ou é no mundo todo? É no mundo e vai ser odi mais ainda.

Tony Hayley conseguiu jogar 100 anos de soft power no lixo, e basicamente eu não acredito que tenha volta. A única razão pela qual não se queimou mais ainda é que Israel tem um lobby muito grande dentro dos Estados Unidos, formado pela IPAC, a IDL e diversas outras organizações, projetam poder na política institucional estadunidense, e os Estados Unidos acabam segurando a erosão israelense, nesse caso aí, mas conforme as novas gerações forem tomando poder,

foram sendo substituídos nos países, a situação vai ficar pior. E por isso também acredito que é do interesse dos próprios israelenses eles constituírem ali um novo pacto, uma nova mentalidade estratégica e mudarem a política interna do seu país. E se não, quem vai ser punido pelo que está sendo feito agora são os netos deles e os filhos. E não queremos isso. Não queremos as pessoas... Será que a consequência do final da guerra é o Likud sair do poder? Ah, difícil, porque o Likud é muito forte em Israel, Rodrigo. Muito forte.

de centrão em Israel, nesse caso aí. Pode sair a ala do Likud e do Netanyahu, aí entra a ala do Naftali Bennett, que é um dos mais cotados ali, etc. Acho tremendamente difícil e em Israel essa questão da guerra hoje é bipartidária. O Yair Lapid, que é uma figura da oposição, alegadamente de esquerda, foi a público recentemente para defender a expansão dos assentamentos na Cisjordânia. Então é bipartidária. Quem pode fazer alguma coisa é o povo israelense. Não é do interesse estratégico

Israel, essa guerra, né, a questão é que Israel se acostumou, digamos assim, a lidar com seus rivais estratégicos contando com os Estados Unidos da América, mas como estamos vendo agora, nem os Estados Unidos da América tem mais esse caixa todo, né, pra bancar as coisas assim, estão aguentando, por conta da assimetria que os mísseis e os drones trouxeram pra guerra, e a situação no médio e longo prazo vai ficar pior, porque vai ficar muito difícil que os Estados Unidos se justificarem pra Arábia Saudita, pros Emirados, pro Bahrein, pro Catar, pro Kuwait,

enquanto ser um mantenedor de defesa. E a China vai ter esse compromisso com Israel, os Estados Unidos tiveram, acho difícil. Depois, para reconstruir esses países que foram atacados, os Estados Unidos têm grana para fazer esse investimento? Não, não tem. Eles vão ter que emitir dívida, rolar dívida, só que eles tiveram que fazer uma grande recompra de dívida recentemente, porque os títulos deles já não estão sendo tão aceitos pelo mercado. Então, é uma situação... Não existe correlação possível

Estados Unidos estão hoje, é que eles estavam no século XX. Não podemos negar aqui que no século XX, vamos supor, um país que nem o Brasil, que entrasse na esfera de influência estadunidense, ele recebia investimento pesado em infraestrutura, vinham empresas do país para cá, etc. Hoje ele não tem condição de manter a indústria nem no seu próprio país. Tanto é que a estratégia tarifária do Trump está servindo para quê? Para ele vampirizar a indústria europeia e os cérebros europeus para dentro dos Estados Unidos. A Europa é quem está mais sofrendo. Pô, o pessoal está impressionado

a qualidade das suas informações. Estão perguntando aqui o seu canal. O canal é Vento Leste, pessoal. Já dá o like aí na live. 3.300 pessoas ao vivo. A gente vai deixar o canal do Ali de collab com três irmãos. Na hora que acabar a live, você já confere se tá inscrito no canal. E já se inscreve no canal Vento Leste do Ali também. Que eu também tô adorando aí as informações que o Ali tá passando pra gente. E vou me inscrever em breve no canal do Ali também.

O Oseias mandou aqui para a gente um superchat e perguntou o seguinte, os mísseis lançados contra Israel, que se divide em vários, seriam os ditos mísseis genocidas? A gente falou sobre esse míssel, mas é esse que é conhecido como míssel genocida? Sim, sim, porque existem tratados internacionais que proíbem o uso de mísseis decoias em guerra. Só que Israel também não é signatário desse tratado. Me desculpem, mas o pau que dá em Chico, dá em Francisco.

Israel está usando muito fósforo branco nessa guerra ali? Contra o Irã não vi ainda, mas no Líbano já existe confirmação de uso, sim. Israel tem uma doutrina chamada doutrina da RIA, vocês podem pesquisar na internet o que vocês acham, que é o seguinte, Israel tenta impor o máximo de dano à infraestrutura civil possível para fazer pressão para a população derrubar o seu governo e fazer pressão no seu governo. Só que o que nós temos visto aí na experiência militar do século XXI no Oriente Médio é o oposto.

as guerrilhas e milícias se fortalecendo por conta disso. Toda operação de contra-insurgência, ela depende de um negócio chamado ganhar corações e mentes. Quando você vai conter uma guerrilha que nem o Hamas, que nem o Hezbollah, você depende mais do apoio civil para delatar os membros da guerrilha, os centros de comando, entregar informação, etc., do que simplesmente achatar infraestrutura civil e cantar vitória. Então, a doutrina israelense, nesse sentido, ela é contra-doutrinária e contra-intuitiva.

Porque, como eu falei, Israel se acostumou com o cenário de guerra no século XX,

em que ele tinha uma superioridade tecnológica muito grande em relação aos seus rivais, só que a guerra mudou. Não só a guerra mudou, como as populações desse país também mudaram, os exércitos mudaram. O Rubão, a gente fez um episódio com ele também falando dessa guerra ali, e ele comentou que Kamenei foi o cara fundamental para segurar o desenvolvimento nuclear do Irã. Que o Irã só não tem bomba nuclear porque Kamenei era a pessoa que impedia esse desenvolvimento.

Você acredita que o filho dele, o nome dele é Mostaba? Mostaba. Mostaba Khamenei, ele pode começar a desenvolver esse programa nuclear no Irã? Provavelmente já está desenvolvendo. A mídia oficial da Guarda Revolucionária... Já está desenvolvendo? Pode ser, pode ser que sim, não tem como nós sabermos. Mas a mídia oficial do Ministério da Defesa iraniano já se pronunciou falando que ele não tem compromisso com a não

proliferação nuclear, como era o caso do pai dele. Aí vem o que eu falei pra vocês aqui no início da live. É contraintuitivo, entendeu? Os objetivos políticos e a forma como os Estados Unidos estão guerreando no Oriente Médio. Eles estão tirando os moderados do poder e colocando as alas mais faca no dente. Você acredita que Israel já tem bomba nuclear? Ah, com absoluta certeza. Israel desenvolveu esse programa nuclear ali com o auxílio da África do Sul, do Apartheid e da França. Isso é notório, sabido. Tem mísseis com capacidade

Com capacidade de uso? Sim, tem os mísseis Jericho 2 e Jericho 3, que tem capacidade de entrega. Eles podem usar esses mísseis no Irã? Podem. Dentre todos os países do mundo hoje, Rodrigo, o único que eu aposto que usaria armas nucleares é Israel. Quando a gente analisa a geopolítica, o pressuposto que se tem é a racionalidade dos atores. Mas o Estado israelense está imerso em grande parte do seu establishment. Uma doutrina supremacista, uma ideologia supremacista,

Digamos assim que não há racionalidade nas ações. Por exemplo, os Estados Unidos perderam a guerra no Vietnã, empataram lá na Coreia com um gosto de derrota, perderam lá no Afeganistão e não utilizaram armas nucleares. Por quê? Porque quando você usa uma arma nuclear, vamos usar o Oriente Médio como exemplo. Vai criar-se um pressuposto que a Arábia Saudita vai querer, a Turquia vai querer, o Egito vai querer, a Argélia vai querer, os Emirados vão querer. Vai haver uma proliferação nuclear geral, caso se utilize aí.

como eu falei, Israel não está atuando como um Estado racional dentro do seu processo de tomada de decisão. Em que momento que eles podem apertar o botão de uma bomba nuclear? Quando perceber que o país está sob risco existencial. Por exemplo, o Irã ainda não atacou as fábricas de dessalinização nem a usina nuclear de Gimona. Acredito que isso está, nem em guerra, tem um negócio chamado domínio de escalada. Estou explicando aqui, se o seu inimigo atacar com a base sua, você tem que atacar duas para impor o domínio de escalada. Quem escala mais é mais agressivo, vem.

O Irã ainda não atacou as fábricas de destanalização e a usina nuclear de Dimona, porque eu acredito que ele está guardando esse trunfo para uma escalada, caso ocorram ataques mais pesados e o regime seja colocado mais em xeque e mais contra a parede do que já está. Se isso acontecer, acredito que Israel utilizaria um artefato nuclear. O fato dele guardar isso aí é um fator intimidante, para ele falar, não faça isso para não receber,

essa contrarresposta. E é também, de alguma forma, um entendimento porque ele ainda guarda capacidade? Porque se ele começar a perder força, não seria interessante ele usar o que tem para, de alguma forma, causar o maior dano possível? Sim, isso aí. Ele ainda pode minar o estreito de homus. Não foram colocados minas no estreito de homus, mas o nosso público entender aqui também é uma operação de desminagem, pessoal, é uma das coisas mais complicadas aqui da ciência naval.

Um estreito de Hormuz inteiro, coisa de 5, 6 anos para ser desminado, né? Até porque não existem tantos navios desminadores assim. Os Estados Unidos tem dois, salvo engano, e as minas hoje, elas operam abaixo da lâmina da água, né? E elas reconhecem, tem um campo eletromagnético ali, um sensor que reconhece o casco do navio pelo movimento da água. Ou seja, você mina um estreito que nem um estreito de Hormuz, causa acidentes aí, e para desminar isso depois? São anos, e desminar esse território conflagrado, esqueça, então, esqueça.

São dois tipos. Ainda existe aquela que quando você toca nela, que é essa que fica na margem d'água. Aí ela explode. A outra é um sensor que vai estar no fundo mesmo, lá no chão. Tem essa que fica no fundo e tem essa que eu falei que fica flutuando abaixo da lâmina da água. Abaixo do nível da água, mas flutua também. Não fica no fundo. Alice, você é a segunda pessoa que eu vejo, nesse tempo todo,

Essa é a segunda pessoa. A primeira que eu vi era o professor Yang, que eu não sei se é assim que pronuncia o nome dele, que algumas pessoas estão até falando que ele é um agente secreto chinês, que o cara tem tanta informação privilegiada, assim, ele fez um vídeo estratégico ali, falando, cara, se atacar essas usinas de dessalinização, mina Israel completamente. Você acredita nisso também, cara? Se o Irã for colocado contra a parede, sim, né?

Guerra é guerra, pessoal. Infelizmente, quando o Ministério da Defesa, como o do iraniano, se colocado sob a parede, pensar ou eu faço isso ou eu não sobrevivo, ele vai fazer, assim como Israel vai usar o artefato nuclear. Engraçado, eu realmente não consigo entender a guerra. Se o objetivo é você cercar o seu inimigo, é você minar o seu inimigo, por que já não atacar essas usinas,

a água de Israel, deixar os caras de joelho no chão e falar, mano, acabou, acabou, a gente perdeu, perdeu, né? Por que ficar sacrificando sua população, ficar sacrificando suas cidades, né? Por que disso? Porque você envia uma imagem que é a seguinte, uma mensagem que é a seguinte, eu não estou ligando para as vidas civis, né? Porque se fizer isso, não vai ser só o escalão militar e o escalão político israelense que vai ser afetado, vai ser os civis israelenses, né? E as doutrinas

A boa doutrina militar ensina, desde a batalha de Stalingrado, que você atacar civis é um péssimo negócio. O Hitler, quando ele destruiu integralmente a cidade de Stalingrado, ele só fez os bolcheviques terem mais apoio dentro da população civil. E aí no Oriente Médio acontece a mesma coisa, quando Israel achata a infraestrutura civil como foi em Gaza. Fora os outros problemas operacionais que surgem disso. Por exemplo, Israel é profundamente dependente da sua cavalaria, porque sua infantaria é formada por reservistas.

um tanque blindado, pesado, que nem um tanque mercavar, no meio de um

Você só deu, além de mais apoio e legitimidade para o seu inimigo, além disso você deu mais trincheiras para ele também. Então existem todas essas questões aí que entram no cálculo. Toda guerra é política, pessoal. Não é só bomba, tiro e essas coisas. Será que Israel faltou essa aula? Porque os caras atacam Gaza ali sem se importar com nenhuma vida civil. O Netanyahu provavelmente viu a oportunidade. Achou que teria certos ganhos.

não teve e levou adiante. E existe grande chance aqui também dos israelenses não estarem agindo sozinhos desde o princípio. Existe um corredor econômico costurado entre a China, Israel e os países do Oriente Médio e o Reino Unido, o IMEC. Se vocês pesquisarem IMEC Corridor no Google, vocês acham a imagem. É um corredor alternativo à Nova Rota da Seda. E ele desemboca exatamente na costa de Gaza. E é uma iniciativa da Índia, junto dos britânicos,

da ceda chinesa. Não é coincidência. Então, Israel, muito provavelmente, tem garantidores aí, os quais nós não sabemos, e os britânicos também, o pessoal sobrevaloriza a CIA, mas o Reino Unido é dez vezes pior que os Estados Unidos da América, nessas questões. Inclusive, o que ocorreu na Síria, a derrubada do Bashar al-Assad, via investida ali do HTS, tem mais dedo do MI6 britânico do que da CIA. O agente em campo se chama Jonathan Powell, se vocês pesquisarem aí no Google, vocês vão achar um monte de literatura a respeito.

tem uma miríade muito grande de atores aí, e os interesses são estratégicos. Por exemplo, do outro lado, por que Qatar e Turquia apoiam o Hamas? A Turquia tem um projeto chamado Mavivatan, Pátria Azul. Ela quer a supremacia no Mediterrâneo Oriental, no Egeu e no outro mar aqui, e no Mar Negro. E a Turquia também tem o projeto de se tornar um grande hub de escoamento de gás e de petróleo. Existem bilhões de metros cúbicos de gás na costa de Gaza,

para projetar poder no Oriente Médio. Cada um está buscando seus interesses. Mas tem a questão do Israel. Tentou dar um golpe na Turquia também? Tentou e deu errado duas vezes. Em 2016, e deu errado também naquela tentativa de revolução colorida no passado. Fiz lives na época e falei, porque o Edogand fez o dever de casa. Fortaleceu muito os militares, rachou os lobos cinzentos no meio, criou o seu setor dentro dos lobos cinzentos e criou, digamos, uma caça dentro dos militares para se manter no poder.

difícil. Inclusive, isso é lembrado pela população turca o tempo todo, cara. A gente teve na Turquia, fomos até Istambul, cara. No centro de Istambul, tem um carro, uma BMW, toda fodida lá, dentro de um aquário. E lá tá contando, assim, ó, essa BMW que a gente destruiu na ponte, o Dicos e Zé Lente tentou dar o golpe aqui na Turquia, né? Então, assim, eu até entendo que tem toda essa questão econômica, política, tudo. Eu não sei, eu acho que tem mais outra questão também,

sabe? Tipo, de patriotismo, de soberania, dos caras... Com absoluta, nada tem um fator só, né? A gente só elenca os mais importantes e os menos importantes, mas é um somatório de fatores. Eu lembro que quando tava na Turquia, eu fui numa esfirraria lá, e aí eu comecei a trocar ideia com turco lá, escrevi uma mensagem no tradutor e falei, cara, ó, lá no Brasil, a gente acha o absurdo que Israel tenha feito com Gaza, né? E aqui na Turquia?

O que vocês pensam disso, né? Cara, ele escreveu assim, não, a gente pensa que Israel vai cair em breve e vai cair pelas mãos dos turcos. O cara escreveu desse jeito assim, mano, no celular, sabe? E parece que tem uma hegemonia desse pensamento dentro da Turquia, sabe? Não, existe, porque eles são muito nacionalistas, né? Inclusive a questão, por exemplo, do desenvolvimento da indústria de defesa turca, que hoje é uma das maiores do mundo,

inclusive a diplomacia turca é submetida ao M&T, que é a Agência de Inteligência, desde essa tentativa de golpe. Isso foi passado no parlamento. O atual ministro das Ações Exteriores, o Hakan Fidan, ele é um curdo, mas que vem da Agência de Inteligência Turca. Inclusive, ele tem artigos publicados sobre inteligência, eu leio bastante para entender. Inclusive, a Turquia é um inimigo muito mais implacável para Israel, se o Irã cair. Sério? Sério?

Com absoluta certeza. Que outro país você conhece que no auge da Guerra Fria peitou a OTAN inteira, invadiu o Chipre e ficou por isso mesmo? Você acha que o Irã teria que parar de fazer isso? Os caras ali são guerreiros, velho. Desde a época da OTAN turca ali, os bichos foram forjados na guerra mesmo, bicho. É foda. E os lobos cinzentos turcos? Lobos cinzentos, para o nosso público entender, que é um grupo turco que se chama Boscurtlar.

Eles são uma mistura de organização religiosa, grupo paramilitar, grupo político, etc.

ali o estado profundo da Turquia. Eles têm a expertise de uma guerra no Chipre, de duas guerras na Chechênia, de uma guerra na Síria, da guerra na Líbia, da guerra na Somália. E quando derrubou o Bachar Al-Assad, o Netanyahu tirou o Bachar Al-Assad, que era ali sem presas já, o exército sírio, sem capacidade de combate, e trouxe essa gente para dentro do Oriente Médio. A Turquia não tinha o pé no Oriente Médio desde então, e aqui informação inédita também, saiu no Nordic Monitor e na própria Midisailense,

já está financiando o Hezbollah junto do Irã. Tanto é que, por isso, o Hezbollah se reconstituiu tão rápido e reapareceu tão rápido. Eu vi, falando do Hezbollah e desses grupos que agem como se fossem alguns braços, os Estados Unidos parecem que têm investido em algumas pessoas para tentarem criar, sei lá, como se fossem mercenários para agir dentro. Isso está tendo algum efeito? No combate, não. Eles financiaram um grupo em Gaza.

vem à mente aqui agora, que era um grupo ligado a um PMC, um grupo de mercenários que fazia a fila de comida, de distribuição de comida, mas que matou centenas de palestinos na fila de comida. Agora, no campo de batalha em si, Israel não precisa de mercenários, porque o exército israelense aqui, com todo respeito, já é um exército com forte composição de mercenários pelo seu caráter binacional, nesse caso. Então, Israel tem a capacidade de garantir cidadania lá,

cidadão lá na Polônia, ou na África do Sul, na Alemanha, etc., e trazer ele para o seu exército, nesse caso aí, aplicá-lo como PMC, como mercenário, sem precisar contratar diretamente companhias de PMC, como a Blackwater, a Sadat, a Turquia tem sua companhia de mercenário, chama Sadat, os Emirados tem o GSSG, o Global Security Service Group, por aí vai. Se o Irã resistir, resistir, e uma hora cai, Israel automaticamente assumiria o controle,

do Irã. E nesse ponto Israel passaria talvez a ser um dos atores mais importantes do mundo, tendo o coração financeiro que ele já tem, ele é um país extremamente rico e talvez um ponto estratégico, realmente o coração, no meio de todos os objetivos que ele possa precisar. Primeiro que racharia o Irã em quatro, cinco países distintos. Teria um Azerbaijão iraniano, um Kurdistão iraniano, um Arabistão iraniano,

iraniana, ali na região do Cusistão. Foi a região que o Saddam Hussein e o Irã disputaram. E uma parte persa. O Paquistão deixaria suas barbas de molho aí. Já já os balucos que são armados por Israel começariam a fazer atentados dentro do Paquistão. Geralmente o pessoal esquece que o Paquistão é rival de Israel. Israel foi contra o programa nuclear paquistanês. Que foi desenvolvido, né? O Paquistão possui bomba atômica. Possui, possui sim. Inclusive existe um grupo jihadista chamado

que atua dentro do Paquistão, o nome dele era Jundullah. Aí, em 2014, sai um relatório mostrando que ele era financiado pelo Mossad e ele magicamente mudou de nome. Hoje se chama de Ashulab. Mas ele faz atentados no Paquistão e no Irã. Nesse caso aí, o interesse do Paquistão em não permitir que o Irã caia também. E, além disso, tem outra questão também. Israel ia ter uma capacidade de projeção ímpar na África. Israel já tem muitos negócios na África, principalmente no Congo, no chifre da África, reconheceu a Somalilã,

recentemente, para ter uma cabeça de ponte ali, para projetar poder na rota do chifre da África, próximo ao canal de Suez, mas tem outra questão, existe um sufocamento logístico feito pelos hutis e pela Turquia, os hutis apoiados pelo Irã e pela Coreia do Norte, já falaram, ali no chifre da África, no Mar Vermelho. Hoje a maior rota de pirataria da África é do outro lado, é no Golfo da Guiné. O que esse sufocamento logístico está fazendo ali, numa aliança profana que existe entre o Al-Shabaab

os rutis. Faz com que o armamento não chegue nas mãos do Genin e do ISIS, do Boko Haram, no Sahel inteiro. Ou seja, se o Irã cair, o Ibrahim Traoré em Burkina Faso, o capitão Assime Goita no Mali e todo esse outro projeto da nova rota da seda no Sahel, esses regimes alinhados à Rússia e à China, vão estar sob cheque, que vão voltar a chegar muito mais armas nas mãos dos jihadistas africanos. Ali, eu vejo que no soft power israelense,

Eles tentam explicar isso pra nós. Que é como se o... O Irã é um urso. Um urso terrorista. Que tá correndo atrás de duas pessoas. E uma já tá lá na frente. Já correu desse urso que é o Ocidente. E só ficou Israel pra brigar com esse urso. E o Ocidente tem que entender isso. E tem que apoiar Israel. Brigar com esse urso. Porque se não, depois ele vai demorar o próximo irmão.

não é só uma briga política. Essa é uma briga religiosa também. Israel é o guardião da democracia. É o guardião da liberdade. Lá em Israel se aceita gays. As pessoas têm liberdade de escolhecerem o que elas querem. E só Israel permite isso. Outros lugares não. E se Israel cair, em breve esses países vão migrar pro ocidente. Isso vem pro Brasil. Isso vai pros Estados Unidos.

isso vai para toda a América. O que você me fala sobre isso aí? Realmente o islâmico tem esse projeto expansionista? Não, não só não tem, como nações se relacionam por interesse, não por afinidade ideológica. Nenhum desses países no Golfo são democracias e se é problema se relacionar com não democracia, os Estados Unidos e a União Europeia deviam abrir mão dos hidrocarbonetos deles. Outro exemplo, existe uma guerra nesse momento na Líbia,

nós temos o LNA ali do general Khalifa Haftar, que é apoiado por Rússia, França e Emirados Árabes Unidos, e do outro lado nós temos o GNA, que é apoiado por Turquia, Catar, Itália e Egito. Ou seja, cadê a afinidade ideológica? Era para estar o Ocidente de um lado e o Oriente do outro. Por quê? Porque o que está em disputa são minérios, rotas comerciais, hidrocarbonetos. Esse conto da carochinha, quem trouxe ele para o Brasil, foi aquela figura decrépita do Olavo de Carvalho, mas não tem base nenhuma na realidade.

Estados Unidos poderiam abrir mão de todos os países do Golfo e deixarem eles venderem para quem eles quisessem, do próprio Irã, porque são autocracias, não são democracias liberais. Em segundo lugar, que o que causa a imigração para o Ocidente não são essas questões. O que causa a imigração para o Ocidente é o seguinte, existe um aparato de controle que funciona da seguinte forma, o Ocidente vai para o Oriente Médio, controla as rotas comerciais, controla os ativos estratégicos, importa toda a mão de obra,

desses países como mão de obra semi-escrava para trabalhar ali na base da sua indústria. E aí o europeu e os estadunidenses ficam sem emprego e culpam os muçulmanos que tiveram seus países destruídos. Se existe um problema com a imigração islâmica, frizes, tá? Eu não sou favorável à imigração islâmica. Eu acho que os países têm direito a fortalecer suas fronteiras, a não quererem imigração irrefreada. Basta parar de destruir os países do Oriente Médio, né?

Que o que causa imigração foi o quê? Foi a guerra na Síria, foi a guerra na Líbia. A Líbia do Gaddafi,

inclusive tinha um IDH mais elevado da África e servia como um escudo natural aos países, à imigração, porque os imigrantes ali do Magreb e da África paravam e ficavam morando na Líbia, construíam sua vida ali. Então, assim, isso aí é simplesmente o conto da carochinha e vem ali do livro do senhor Huntington, Samuel Huntington, que o Olavo plagiou sem dar os devidos créditos do Huntington, teorizou ali no início do século XXI que o embate geopolítico no século XXI

seria entre o Ocidente esclarecido, a civilização ocidental e o Oriente bárbaro, nesse caso aí. Não concordo com a tese do Huntington, ele não é da minha linha geopolítica, mas o Olavo bebeu tudo no Huntington e não deu os créditos, e trouxe isso aqui para o Brasil, e aí a gente tem essa chapelada de alumínio verdadeiramente analfabeta, em termos geopolíticos, defendendo essas questões. Assim, pessoal, a Liga Árabe é o terceiro maior parceiro econômico do Brasil de exportações, é um mercado de 2 bilhões de pessoas.

com exportações. Se tem problema, só fala para o agro aqui no Brasil parar de vender para os países do Oriente Médio, para os países islâmicos, nesse caso, e parar de comprar também fertilizantes do Irã, que é um dos nossos maiores fornecedores de fertilizantes. Você falou que você trabalha com importação e tudo mais, e tem um canal que traz informações até onde eu consigo perceber fidedignas, e, cara, você não sofre nenhum tipo... Porque no canal,

a gente sabe que existe uma pressão direta para que você fale algumas coisas, para que você mostre algumas coisas do jeito que eles acham que é conveniente. Mas e na sua outra empresa, no seu trabalho direto, já que você mexe com o mercado internacional, isso não te afeta? Tu já foi perseguido pelo dinheiro sionista? Eu já recebi algumas ofertas de patrocínio, mas recusei porque não sei se de Israel em específico, não posso afirmar isso aqui, mas recusei porque eles queriam que eu mudasse a minha linha editorial. Isso eu não vou fazer,

análise, é a boa análise. Eu fiz um canal para analisar geopolítica e teoria militar, não para defender lado A, B ou C. Se o Irã perder a guerra, eu vou analisar porque ele perdeu. Se ele der sinais que está perdendo a guerra, vou explicar porque está perdendo. E se vencer também, vou explicar porque venceu. E vida que segue. Mas no meu trabalho em específico, nunca sofri, porque eu também sou muito fechado em relação à minha vida pessoal.

E ali no meu Twitter, volta e meia aparece algum maluco aí me xingando e eu só bloqueio. Então,

Não tive nenhuma represália ainda, mas creio que por esse meu cuidado. Quando a gente fala de conflito internacional, você falou assim, o que estiver acontecendo eu vou passar aqui para vocês. Quanto tempo você precisa para realmente passar uma mudança de cenário? Isso pode acontecer de um dia para o outro ou não? É alguma coisa que realmente vai sendo construída? Porque o Cabrera falou assim, porra, na guerra não é assim, tem a sorte ali, eu dei um tiro certo, dei um tiro errado.

eu não concordei e continuo não pensando nisso, porque eu acho que é sempre muito planejamento. Eu não sei de nenhuma guerra que o cara ganhou porque deu sorte, sabe? Foi sempre um esquema tático que funcionou ou não. Não, mas eu não falei da individualidade. Quer dizer, eu não falei do todo, eu falei da individualidade. É sorte da peça que está participando da guerra. Se você for para uma guerra lutar hoje, você, Robertinho, voltar ou não é questão de sorte, na minha opinião.

Você pode ser muito bom, você pode tomar um tiro e não voltar. É isso, ele é o rango.

Eu sei que ele é o Rambo, ele é muito foda. Mas é questão de sorte o Rambo voltar. Eu falei na individualidade. Na individualidade. É questão de sorte, cara. Olha a quantidade de mercenários que foram pra Ucrânia aí. E os caras estão perdendo a perna. Estão voltando amputados. Os caras eram bons, treinados. Achou que ia dar show lá, Braddock. E se fudeu lá, velho. É questão de sorte, bicho. Agora, analisar.

Ao todo, aí sim, aí é totalmente competência. Mas o mercenário, segundo a convenção de Genebra, que é a convenção de A, ele perde a sua cidadania, automaticamente, e ele não é protegido pelas leis de guerra. Então, o cara que vai ser mercenário numa guerra de atrito aí, que nem essa, entre Rússia e Ucrânia, ele tem que ir já com a cabeça feita que isso vai acontecer. A questão é que existem canais aqui no Brasil fazendo recrutamento de mercenários abertamente, desde o início dessa guerra, com a questão que não deveria ser

permitida porque o Brasil é signatário do Pacto da Costa Rica, além de ter relações econômicas profundas com a Rússia, não existe agro no Brasil sem os fertilizantes russos e a Rússia também é um grande comprador de mercadoria brasileira, o Ministério Público deveria cair de pau em cima, mas não cai, não cai simplesmente sabe-se lá porquê. E eu vou ressaltar aqui da América quem merece, o comandante Robson Forinaz foi um dos poucos canais que avisou há muito tempo

vai não, não vai não, o pessoal tá pagando 2.500, 5.000 pra ir, não vai não, que você vai se ferrar. Todos que foram se ferraram, né? Então tem gente que tá fazendo um bom serviço aí, avisando todo mundo pra não se meter nessa. O Farinazos já teve, cara, são vários acertos, esse é um ponto central, merecedor talvez até de uma medalha, sabe? Pô, esse cara realmente falou uma coisa que era importante, mas se fosse pra me dar uma medalha pro Farinazos hoje, era da vibração.

Vibras, que foi um dos caras que mais abraçou a causa, e aí a gente fala de um conflito, da importância da soberania, e a Vibras é que faz, vamos pensar, os nossos foguetes aqui, né? Também. Sim, exatamente. E um abraço aí pro nosso comandante Farinazes também, né? Canal Arte da Guerra. Vamos ler mais uns... Vamos ler mais umas mensagens aqui, Ali, pode ser? Pode, pode. Colocar a galera na conversa. Eu só queria fazer um comentário aqui sobre essa questão de mercenários, que o pessoal não tá percebendo ainda a gravidade

Já foi encontrado aparato de guerra, eletrônica, antidrone, com facções no Rio de Janeiro. Depois da Guerra Civil da Bósnia, onde teve um grande emprego de mercenários, o que os mercenários foram fazer da vida? Eles foram, nesse caso, criar uma organização criminosa chamada a Gangue dos Panteras Coisas de Rosa, que se tornou a maior gangue de roubo de joias na Europa. Já existem avisos pela inteligência ucraniana que cartéis mexicanos estão infiltrando esses

mercenários para pegar know-how de guerra com drones. Para onde vocês acham que esses mercenários brasileiros vão ao fim dessa guerra? Não são os brasileiros, mas os colombianos também, que tem um monte. Eles vão ser mão de obra a ser empregada pelo crime organizado brasileiro. E por isso tem que se agir por agora, para ontem, antes dessa guerra acabar. Porque eles vão ficar desempregados e o que eles aprenderam só tem uma aplicabilidade.

E só tem um cliente no Brasil para contratá-los. Ali, a gente estava conversando

nessa semana, não lembro com qual convidado. Você acredita que essa terceirização da indústria bélica dos Estados Unidos, ela tem como consequência alimentar o narcotráfico? Dá pra fazer essa relação? Dá, dá sim, porque se ganha negabilidade plausível. Com menos controle estatal os Estados Unidos da América tem sobre determinadas indústrias, mas é fácil ali pra se vender por baixo do pano armamento, fingindo aí nesse caso que não tá faltando um inventário

ou construindo um inventário falso, etc. Por exemplo, por que os Estados Unidos da América, aqui criando um paralelo, não exatamente correlacionado, por que os Estados Unidos da América usam a Black Order para projetar poder na África? Por que a Turquia usa a Sadat, que é uma companhia de mercenários? Os Emirados Árabes Unidos usam o GSG, o Global Security Service Group, que dá negabilidade plausível. Se der problema, se cometer crime de guerra, se alguém morrer... Não foi eles. Não, não sou eu, é uma empresa privada. Sim, sim, sim.

E o uso dessas empresas privadas acaba facilitando a corrupção, até por isso a indústria bélica dos Estados Unidos custa muito mais do que a indústria bélica de outros países. Se o cara paga um míssil de 1 milhão na China, nos Estados Unidos esse mesmo míssil vai custar 5 milhões, porque tem corrupção pra caralho nisso daí. Tem míssil iraniano de 400, 300 mil dólares.

cartel no México, que o cartel tem bateria antiaérea dentro do cartel. Como que essa arma foi parar lá, velho? Como que os caras conseguiram comprar um helicóptero? Como que os caras têm helicóptero de guerra? É impossível, bicho. Então, eu acredito que tá muito relacionado com essa terceirização da indústria e com essa corrupção que ola também. Ah, mas os cartéis aqui na América Latina são, classicamente, modus vivendi, uma mão longa da CIA projetar poder. Quando o Kiki Camarena,

que era um agente da DEA, foi assassinado no México. A investigação depois descobriu que a CIA esteve ciente antes, durante e depois do assassinato e não fez nada para parar pelas relações que tinha ali com os cartéis e com o governo mexicano da época. Então, se você analisar a história dos cartéis aqui na Colômbia, por exemplo, você vai ver ali uma pancada de mercenário do Mossad, dos Estados Unidos, da Noruega, fornecendo treinamento para os cartéis. Então, assim, não me faz rir.

e achar que não tem envolvimento. Porra, ali tem muita informação, velho. Ó, mandaram 20 reais aqui, obrigado pelo superchat. Boa noite. O objetivo dos Estados Unidos e de Israel seria uma possível causa de ruptura na OTAN, visto que, sem o Irã no caminho, a grande Israel coloca a Turquia em cheque. E para os Estados Unidos, a OTAN hoje seria um stop, visto a Groenlândia? Muitas perguntas.

É uma série de perguntas numa só, então vamos lá por partes. Primeiro, os objetivos estratégicos são três. Segundo, Israel, né? São fim do programa nuclear, enriquecimento a 0%, fim dos mísseis balísticos, fim das milícias, e nas últimas negociações ali, o Steve Wittkopf queria, inclusive, que o Irã abrisse mão da sua marinha, né? Então, assim, são esses três objetivos aí. Acredito, novamente, que a crença era de que, assassinando o Tamenei, haveria um grande levante popular, né?

derrubava e não ocorreu, e aí por isso estamos nesse atoleio, e a guerra aí já vai para três semanas. Segundo lugar, a OTAN nos Estados Unidos, hoje nada mais são que uma reserva de mercado, a OTAN já morreu, já morreu, a Hungria e a Turquia são muito próximas estrategicamente da Rússia, triangulam gás e petróleo russo, ao mesmo tempo estão na OTAN, a Itália firmou uma parceria estratégica com a Argélia recentemente, que é inimiga histórica da França, nesse caso aí a Itália compra hidrocarbonetos da Argélia,

e a Argelia recebe transferência tecnológica na área de defesa da Itália e por aí vai. Então o futuro da Europa é um só, é de desenho de novos blocos de poder e de visão. Para que serve a OTAN hoje? Os Estados Unidos projetaram o poder para eles seguirem capitalizando o processo de tomada estratégica da Europa e trazendo sua indústria para dentro dos Estados Unidos e as suas melhores mentes via fuga de cérebro. Teve alguma outra pergunta aí do rapaz que eu não respondi?

Groenlândia também é... Ah, Groenlândia, Groenlândia, Groenlândia. A Rússia tem o dobro de bases da OTAN no Ártico e a China entrou no Ártico recentemente via cooperação com a Rússia. Não acredito que o Trump esteja errado nisso aí, porque pelo Ártico ali dá para invadir os Estados Unidos via Alasca, é muito próximo. Então aí é uma questão estratégica. Mas tem outra questão. O petrodólar funciona numa lógica bem simples. No fim da guerra do Vietnã, os Estados Unidos quebraram, aí abandonaram o padrão ouro e adotaram o petrodólar.

e os Estados Unidos emitem dívida e diluem ela no mundo afora via petrodólar. Com o crescimento dos BRICS e das trocas não feitas em dólar, os Estados Unidos dependem de muito controle de ativos estratégicos, principalmente de hidrocarbonetos, gás e petróleo, para manter o petrodólar funcionando ali. Pois bem, a Groenlândia tem reservas de hidrocarbonetos inexploradas desde 2021. E aí só os europeus, para acharem que eles vão seguir essas normas de ESG, não vão explorar hidrocarbonetos.

e os Estados Unidos vão assistir o petrodólar se dilapidar sem sentar a mão nesses ativos estratégicos. Então tem essas duas questões. Tem uma questão estratégica imediata em relação à Rússia que considero compreensível, porque eu também não iria querer os Estados Unidos, rival estratégico do Brasil, com bases como estão sendo feitas duas na Argentina e uma no Paraguai. Então nesse ponto aí o Trump está certo. Agora tem também a questão dos hidrocarbonetos do petrodólar. Vamos continuar aqui.

Que a guerra é a última carta dos Estados Unidos? Acredito que com o governo Trump agora eles não têm mais carta nenhuma para usar. Não podemos fingir que os Estados Unidos não venceram a Guerra Fria, que eles não tiveram um soft power forte, que eles não conseguiram vender esse estilo de vida, essa propaganda. Mas o Trump é, digamos assim, o elefante na sala de cristais. Está quebrando tudo isso e aí sobrou só a carta da guerra. Será que o fim da hegemonia do dólar está mais próximo do que a gente imagina?

minha humilde análise, vai definir todo o século XXI. Se os Estados Unidos perderem, eles vão lentamente se dilapidar na região do Oriente Médio inteiro. Se eles vencerem, eles chegam na fronteira da China e da Rússia, via as milícias que citei aqui na Ásia Central. Em algum momento a China e a Rússia podem entrar nessa guerra diretamente? Não, não acredito. Não acredito, porque não é do interesse de ninguém. Por exemplo, também não acredito em guerra por Taiwan, por esse mesmo motivo. Por exemplo,

Se os Estados Unidos e a China entrarem em guerra diretamente, o que isso significa? Significa que a Rússia é a próxima potência hegemônica. Ela vai ficar sentada assistindo. Não podemos fingir que existem interesses unificados aqui entre China, Rússia e BRICS, porque não existem. Citei aqui a Índia, mas a Rússia e a China também competem em muitos interesses. Existe uma guerra no Sudão aqui, por exemplo. Nós temos o exército sudanês apoiado por Rússia, Turquia, Paquistão, Catar. E tem mais um ator aqui, Arábia Saudita e Irã.

exército sudanês. Do outro lado, existe a milícia das RSF, as Forças Rápidas de Apoio, que são apoiadas por Emirados Árabes Unidos, França e Reino Unido, mas que automaticamente recebem, volta e meia, algumas dúzias de drones chineses. Ou seja, temos uma guerra por procuração que a China mantém relações econômicas com o lado apoiado pela Rússia e fornece armamento pelo lado apoiado pelo Reino Unido e os franceses. Então, não existe essa unidade dentro da OTAN, do BRICS, como um todo, como

vem de estar longe dela ocorrer. Outra situação. No Cáucas existe uma disputa entre Azerbaijão e Armênia. Azerbaijão é armado por quê? Turquia, Israel, Paquistão e China. Enquanto a Índia, a Rússia e a França estão armando a Armênia. Vai falar em unidade de BRICS, vai querer que eu acredite estrategicamente em BRICS, se o BRICS não tem nem unidade para levar adiante seus interesses estratégicos, criar uma zona de contenção nessa região do Cáucas, que está na imediação.

ali da Rússia e da China, os dois. Que doido. Caralho. A gente falou do soft power, que foi uma grande arma, e aí o cabeleiro perguntando se os Estados Unidos, a guerra é a última carta dele, eles usaram os embargos como uma grande arma por muito tempo. O embargo hoje já não é uma arma, é uma arma que foi vencida. Por que que eu digo isso? Ele tentou com a China, se frustrou profundamente, acho que ele pensou, caralho, por que que eu fui falar que eu ia embargar ali? Seria os tarifatos, né? É um tipo de embargo.

Vou te taxar mais. É uma taxação. Enfim, não é um embargo, mas é um embargo indireto.

O Brasil, o Lula, o país é fraco. O Brasil é um país fraco comparado aos Estados Unidos. Comparado aos Estados Unidos, não que o Brasil seja fraco. O Lula peitou também, ele retrocedeu. E agora Cuba, que era um país que estava lá, aí sim, em embargos, parece que os embargos vão cair. Simplesmente existe tanto país sancionado hoje que simplesmente não faz mais efeito nenhum. Se sanciona um país, ele faz relações econômicas com o outro,

fornece a mesma coisa e você perde o parceiro estratégico. E graças exatamente a essa exaustão de taxações e sanções e tarifas que os Estados Unidos impuseram ali, na era Bush e na era Obama, principalmente. O Obama tinha um problema até com a Arábia Saudita, que é um aliado estratégico tradicional dos Estados Unidos. Falando desse passado histórico, acho que foi você que falou que todos os presidentes dos Estados Unidos fizeram guerra.

Aí eu falei assim, cara, eu acho que todos não. Não, não falei que todos, falei que a maioria.

Ah, tá. Aí eu falei assim, o Obama, o Obama não fez, não. O Obama fez pra caralho. É, o Obama fez. Ele pagava tão de bonzinho, mano, que... Ele foi o presidente, antes desse mandato do Trump, ele foi o presidente que mais bombardeou a África na história dos Estados Unidos, principalmente a Somália. Fez a derrubada do regime do Gaddafi ali, ocorreu durante o governo dele. A guerra civil na Síria começou durante o governo dele.

O problema dos democratas, Robertinho, é porque eles são muito melhores em vender enquanto defensores da democracia e vender esse avanço do interesse estratégico estadunidense perfumado, vamos colocar assim, e sob boas intenções. Você tem mais medo dos democratas que dos republicanos? Dez vezes mais. Se você olha o Pete Hegseff, por exemplo, você tem mais medo dele ou da Hillary Clinton?

pra muita gente aqui no Brasil, e os democratas. Você não lembra do Axé Kamala, aqui na época da eleição do Trump? Então... É o que você falou, né? Eles trabalham melhor, né? Eles são mais bonitinhos. Ó, o Michael Douglas, 695, mandou 20 reais aqui e falou, Ali, poderia dar um contexto histórico geral do Irã, desde a monarquia até a Revolução Árabe atual? E qual a opinião jovem dos iranianos sobre o governo atual? Abraços e beijo na boca do

Robertinho. Estamos todos dentro dele. Lá ele, rapaz. Não, o cara quer... Quanto que mandou aí? 6 mil reais pra contar 3 mil anos de história ali? Não, é... Basicamente, a dinastia Kájar, ali no século XIX, era praticamente uma dinastia de enfeite. Os britânicos controlavam ela de fora pra dentro. Em 1905, o Irã tem uma revolução constitucionalista. E aí a monarquia vai lentamente se dilapidando. Aí tem o golpe de Estado do Reza Khan, que é o

o pai do Scheiss, a Pylev, que assume o poder. Durante a Segunda Guerra Mundial, como o país dele estava ocupado, era praticamente um satélite dos britânicos, ele tenta se alinhar ao eixo, e aí a União Soviética e o Reino Unido ocupam militarmente o país e causam uma crise de fome gigantesca, que mata milhões de pessoas de fome. Depois o filho dele assume o poder, ele tenta fazer uma geopolítica não alinhada inicialmente, mas vai cada vez, depois da Operação Ajax, quando eles derrubam o Mossadegh,

empurrado por causa dos britânicos, até que ocorre a Revolução Islâmica. O que geralmente as pessoas esquecem aqui nesse resumão é que foi o MI6 britânico quem financiou os ayatollahs para derrubarem o Mossadegh. Isso é esquecido, então eles empoderaram, do mesmo jeito que aconteceu com o Talibã durante a Operação Ciclone no Afeganistão. Então eles criam um problema e depois querem vender a resolução, criando mais problemas. Luzia 4450 mandou aqui, por que o Irã não consegue destruir os interceptores?

base. Tá destruindo, sim, base interceptadores. Agora, a questão é que a gente não pode fingir que não existem estrategistas do outro lado também. É, que Israel não tem estoque pra reposição de interceptadores, Estados Unidos, etc. Em algum momento vai faltar interceptadores, já não tá faltando, tá? Porque tem vídeos aqui, inclusive recebi um aqui no Aguarinha, de míssel caindo em Israel sem interceptação nenhuma. Então, eles já tem que escolher que algo deixar atingir, que algo deixar cair, né?

Para o nosso público ter uma ideia aqui, o Patriot, por exemplo. Durante os quatro anos de guerra da Ucrânia, a Ucrânia utilizou 600 mísseis Patriot. Só na primeira semana de guerra foram 800 mísseis utilizados em Oriente Médio, por Israel, pelo Golfo e pelos Estados Unidos. Qual a produção anual? Tem um slide aí, acho que é o segundo ou terceiro, que tem aí as produções anuais dos mísseis. Vai avançando aí, tem um infográfico aí que eu fiz.

Pode avançar. Próximo, próximo, próximo. Aí tem a produção anual. De Patriot, da Lockheed Martin. 620 anuais. Existem fontes que falam que a produção é de 500 por ano. Mas vamos elevar para cima. O Taad, 96 por ano. O PRSM, 54. Tomahawk, 57. E não é fornecido só para os Estados Unidos e para Israel. Fornece para o Golfo.

Coreia do Sul, o sistema sul-coreano já foi redirecionado para os Emirados Árabes Unidos, por exemplo. Então a situação não é fácil. E como eu falei, com esse espaçamento logístico feito ali na época do Bill Clinton e do Reagan, vai ficar muito difícil centralizar isso aí para produzir a tempo de suprir as necessidades no campo de batalha, porque toda essa conta aí dos mísseis, ela está muito, muito, muito errada, da forma como ela foi feita e pensada atualmente.

Passa os slides aí, Pedro. Vamos olhar os outros slides aí, o que a gente não passa.

Esse slide aí, ali, as tropas. Isso aí é de lapidação logística das forças estadunidenses no Oriente Médio. As referências estão ali no cantinho. Os três irmãos depois vão postar aí para vocês, pessoal, para vocês acessarem os slides aí, tem essas referências. Nos anos 90, durante a Operação Tempestade no Deserto, tinham 540 mil tropas na região. No auge da Guerra do Afeganistão, tinham 320 mil tropas e por isso também foi perdido.

porque o que garante conquista de território, domínio de território, e o que garante vitória numa guerra de conta e insurgência é a ocupação de terreno também. E se você está guerreando contra uma guerrilha, como é o caso do Hamas, do Talibã, etc., você precisa botar a bota no solo ali e ocupar permanentemente um prédio, uma vila, para não permitir que a guerrilha volte e reocupe. E hoje tem 50 mil tropas só na região, entendeu? Então vocês veem aí a degradação logística dos Estados Unidos na região,

região, que vem junto da degradação econômica. Por quê? Manutenção de base é muito cara. Não pensa só na base física, mas pensa que todos os soldados ali precisam comer, beber, os tanques precisam de combustível, os blindados precisam de combustível, as aeronaves precisam de peças de reposição. É muito caro manter esse tanque de base muito lá fora. Então nós estamos vendo aí o ocaso dos Estados Unidos na região. Tem mais algum slide que a gente não passou? Eu acho que tem mais um, né, Pedro? Faça aí, por favor.

Esse daí. E esse aí, esse aí. Era pra ter falado também, um passando aqui, mas foram 11 drones MK Reaper, até semana passada. Esse final de semana já foram abatidos mais uns 3 ou 4 aí. E 7 aeronaves KC-135 danificadas ou abatidas. O Irã destruiu 5 de uma vez, só numa base na Arábia Saudita. Como que fez isso, velho? Como que fez isso? Essa é cena do Top Gun, isso aí, velho. Os Estados Unidos tem que copiar essa cena.

Estava estacionado, caiu lá. Disparam 5 aeronaves de uma vez assim, bicho? Estava estacionado, caiu, provavelmente o míssel já não estava com a cobertura de radar muito boa, né? Foi avisado na hora e o míssel bateu e danificou 5 de uma vez. Inclusive que é notícia, eu postei lá no meu Twitter, saiu em várias fontes. Depois, pode falar. Mas enfim, o que significa essa degradação logística, né? Desses KC-135. Significa que as missões dos caças vão ficar mais longas, o espaço entre uma e outra, porque se tem menos reabastecedor.

para o nosso público ter ideia aqui da força engajada nessa guerra, metade da força de F-16 inteira dos Estados Unidos está nessa região. Cada drone derrubado desse MK9, além de custar 30 milhões de dólares, que é o preço de um caça, de um caça de quarta geração, ele é também um centro de cruzamento de informação e um centro de levantamento de inteligência. Ou seja, o Irã está mirando exatamente a logística para encarecer a guerra.

Norte-americanos são bons, velho, mas o Irã também tem estratégia fodida demais, bicho. Depois desses, sim, que eles destruíram junto, eles começaram a estacionar um por uma vaga e põem o outro. Essa não deixa mais... Os caras são muito bons de estratégia, velho, muito bons mesmo. Vai ter que fazer uma base por aeronave, né? Então, não tem bobinho nesse jogo, né, cara? É o que você falou, acho que bem no início. Os Estados Unidos superestimou ou teve uma informação errada,

pra enfrentar, pra dar start nessa guerra. Um amigo nosso, não me lembro se foi o Farinazo, ele também assina muito dentro dessa opção de que os estádios foram enganados pelo Netanyahu. Com absoluta certeza. O Farinazo é meu amigo, também gosto muito dele. O comandante Farinazo não é só um professor, ele é uma referência pessoal de ser humano pra mim. Quero fazer um podcast vocês dois, viu? Quero fazer um podcast vocês dois em São Paulo, cara.

Merece, vocês são muito bons. É, vou te mandar uma data aí, juntar você e o Farinaz, velho. Vocês são muito bons. Será que então daqui uns 10 dias tem os dois juntos, será? Será que a galera que tá aí já pode ligar o sininho pra ver? Se o Ali topar, mano, eu tô super aqui, cara. Super aqui mesmo. Comandante Farinaz eu não tenho nem programa de podcast, é missão. Comandante Farinaz é meu comandante. Pô, e é real que os caras estão pintando álbuns no chão?

que a China está fornecendo boias de helicóptero, boias de tanque de guerra. Cara, aquilo é louco. Boia não é inflável, né? É, mas aquilo é uma boia, você põe ali... Um balão, né? É porque o identificador é termal, né? Não tem como você ver a textura ali e ver o que é, entendeu? Então isso aí é clássico. Não é a primeira vez que isso é feito. Na guerra do Golfo, o Saddam Hussein fazia umas iscas que ele colocava um barril de querosene

fogo dentro de uma isca, aí o caça vinha e atacava, achando que era um tanque, um lançador de míssel, entendeu? Então a arte da guerra tem essas coisas, né? Caralho, que prejuízo que deve ser isso aí. Ó, vamos lá. O Vanderlei comentou aqui que a Ali conhece muito e outro que sabe muito também é o Lineker, pra gente convidar o Lineker. Um abraço pra ele, se estiver nos assistindo. O David Schutz. Nos Estados Unidos, democratas versus republicanos são lados opostos da mesma moeda.

É direita conservadora versus direita liberal. Pensamento intervencionista. Doutrina moral e de manifesto versus pensamentos isolacionistas. E o Cristiano, infográficos do Ali, tá dando de 10 na Folha de São Paulo. O Leandro mandou aqui, tô liso, mas valeu pelo convidado, tá mandando superchat por isso. Valeu, Leandro, é isso aí. Obrigado. Valeu mesmo. Vou ler também as mensagens da galera que segue o Três Irmãos,

no Instagram. A gente tem um grupo lá no Instagram. Sempre eu tô mandando uma caixinha lá, dando oportunidade pra quem tá lá participar. E o Biel, PLO, mandou aqui. Qual a posição do Irã perente a subserviência dos países árabes? Em especial, Arábia Saudita, Emirados Árabes, a interesses dos Estados Unidos e Israel. Esses países estão lentamente se distanciando dos Estados Unidos. Só pro nosso público ter uma ideia aqui. Arábia Saudita,

recentemente firmou um pacto de cooperação estratégica com o Paquistão, e a Turquia quer entrar em resposta aos Emirados Árabes Unidos, esses sim, os mais próximos de Israel na região, o primeiro até a reconhecer é Israel, antes dos acordos de Abraão, firmou um pacto de cooperação estratégica com a Índia. Por quê? Porque a Índia é o país do BRICS mais próximo de Israel, de longe. Israel forneceu os mísseis Barak-8 para a Índia, forneceu tecnologia de IA, de diversos equipamentos, e a Índia é um dos maiores fornecedores de armamento

Já o Catar se vale muito da Turquia. A questão maior, eu acredito que não é nem os árabes, é porque esses países têm exércitos disfuncionais e não têm capacidade de projeção estratégica. Todos os exércitos da Arábia Saudita, por exemplo, são compostos por paquistaneses, Bangladesh, só os oficiais são sauditos. Além disso, os quadros são distribuídos por patrimonialismo, por aproximação com determinada casa real,

de F-16 são príncipes. Então, esses países não têm muito o que fazer. A nível econômico, eles já estavam acomodando o Irã de alguma forma. E, ao meu ver, se o Irã vencer essa guerra, que é o que tudo indica que há boa análise, até que surja um fato novo, um cisne negro, os Estados Unidos vão se esvaziar totalmente na região enquanto mantenedores da segurança e da defesa. Mas, para o nosso público aqui entender, por fim, existem quatro exércitos que contam no mundo islâmico, pessoal. Paquistão, Irã, Turquia e Argélia.

O Egito ali, mais ou menos. De resto, esqueçam, são exércitos disfuncionais, que servem mais como tropas policiais do que como exército. O X Cortes falou, está próximo do conflito acabar do Irã e Estados Unidos, ou é apenas o começo? Acredito que é apenas o começo, porque quem vai acabar com o conflito vai ser o mercado. Quando o preço do petróleo for lá no alto, quando o peso econômico começar a bater, os Estados Unidos vão sair, nesse caso.

reservas de petróleo já, né? Já, já sim, mas digamos assim que em relação a Israel, eles têm pouca margem de manobra e por isso eu não acredito numa saída rápida não. Posso queimar minha língua, né? E essa aqui é uma análise difícil de fazer, pessoal. Porque a relação entre Estados Unidos e Israel, entenda-se, tá? Não existe nada a nível de comparação na geopolítica do século XIX, do século XX, ou algo que o valha pra gente servir de entreposto, né? Servir de comparação.

O Alfredo Carvalho perguntou aqui também, será que teria alguma chance do Irã fechar o Estreito de Suez? Existe, existe sim. Eu acredito que a Arábia Saudita não entrou pesado nessa guerra exatamente por isso. O de Suez é o que passa lá pela Palestina? Pelo Egito, pelo Egito. O canal de Suez, o público aqui tem uma ideia, durante aquele bloqueio dos Lutis ao Mar Vermelho, o fluxo de mercadoria caiu 60%, e a dívida do Egito escalou.

de uma forma, nas alturas. Então acredito que isso aí, principalmente o Babel Mandeb, e o Mar Vermelho passando por Suez, lá em cima, está sendo usado como um trunfo estratégico iraniano para os sauditas não entrarem mais pesados nessa guerra. Mas se seguir escalando, em algum momento vai ser fechado, e aí a situação econômica vai ficar muito, muito, muito mais difícil. Porque aí o fluxo de petróleo da Arábia Saudita vai ficar fechado também. O nosso amigo Geopolítica, em português, mandou 10 libras aqui, falou,

Pessoal, passa aqui... Um canal gente boa, hein? Passa aqui para prestigiar o canal do Três Irmãos e para dizer ao Rodrigo e ao Roberto que acho que vocês não se arrependeram de atender o meu pedido de convidar o Ali. Multipolar TV na área. Na verdade, eu queria dizer que eu tenho um certo arrependimento, sim. A gente deveria ter feito isso antes, mas vem um bom momento. É sempre bom conhecer pessoas iguais a você. E eu quero falar que o Ali tá ferrado, velho,

já era, gente. Vai virar refém do três irmãos aqui. Já vai ser sequestrado por nós. Você vai entender o que é ser um terceiro irmão, o preço desse. O Ramo Jr. 7995. Ali, você acha que o regime iraniano já está fissurado por dentro? Entre parênteses, ele colocou o núcleo político separou-se do núcleo militar que ainda resiste em lutar? Não, não acredito.

mas o núcleo político já vinha bem erodido, antes mesmo da guerra. O pesesquiano não conseguiu passar nem o orçamento de 2026, o parlamento iraniano estava isolando ele, etc. Eu acredito que agora a Guarda Evolucionária assumiu o poder de vez. E, inclusive, o Ayatollah Mostaba foi eleito sob forte pressão da Guarda Evolucionária. Como eu falei, as alas mais paca no dente do regime assumiram o poder. Ali, uma coisa que tem consequência nessas guerras no Oriente Médio,

é que depois sempre surgem grupos que atacam os Estados Unidos. Você pegar o que aconteceu nas Torres Gêmeas é fruto de uma guerra que foi do Oriente Médio. E anos depois os caras vão lá e atacam os Estados Unidos. Você acredita que isso pode escalar também em uma proporção maior ainda? Sim, o seu erro é achar que eles veem problema nisso. Quem criou a Al-Qaeda foram eles mesmos ali durante a Operação Ciclone no Afeganistão.

não estou falando que foram eles mesmos que fizeram, não interpretem assim, mas civil, digamos assim, como carta estratégica para eles irem muito além do que eles deveriam ter feito, que era guerrear só contra o Afeganistão, eles invadiram o Iraque, derrubaram o governo, causaram a revolução colorida na Síria, derrubaram o Gaddafi na Líbia, então assim, não acredito que eles ligam para isso, até porque quem morre é civil, nesse caso aí, e esse jogo aí, ele é sujo, das potências nesse caso, sempre que existe o desmonte de um exército no Oriente Médio na África, surgem mil grupos de raristas,

quando não muito apoiado pelos Estados Unidos. Por exemplo, o ISIS surge depois da Operação Timber-Sikamor, que escoa as armas de Benghazi, ali na Líbia, para dentro da Síria, via Jordânia e Israel. Nesse caso aí, quem encabeçou isso foi o MI6, a Síria e a inteligência turca. E depois do desmantelamento do exército do ISIS, o exército Saddam Hussein, serviu para dar armas para o ISIS também. Os mempédios que os UTIs disparam hoje,

e derrubam castas estadunidenses, chutem de onde eles vieram. Era um dos mempédios do exército do Iraque do Saddam Hussein. O Boko Haram na Nigéria também surge, não só na Nigéria, mas na África inteira, depois do desmantelamento do exército do Gaddafi na Libia. Então, assim, isso está no cálculo estratégico deles e eles não ligam. Porque essas milícias são muito convenientes para eles projetarem poder. Quando falaram que mataram o Netanyahu, você acreditou nessa notícia? Você teve uma cautela assim, vou esperar mais para entender o que aconteceu?

Eu tenho muita cautela pra esse tipo de notícia. Porque, como eu falei, tem propaganda dos dois lados. Ele apareceu agora. É ele mesmo que apareceu ali naquele vídeo lá. Aquele vídeo tá meio estranho, mas eu não posso confirmar nada até o momento. Você acha que tá estranho aquele vídeo? Ah, tá. Muito esquisito ali. Resolução alto, o copo ali não mexe, né? O café em cima do copo e tal. Mas, assim, vamos esperar pra ver, né? Então, era o que eu ia falar. Tipo assim,

a imagem. Eu perguntei se o que você viu foi esse do café. Mas ele mostrou que não tinha seis dedos ali, né? Cinco dedos. Mas devido à gravidade e tudo mais, até pra mostrar o que realmente... Porque é um líder, mano. Ele não deveria ter sido feito um pronunciamento, alguma coisa oficial realmente. Filma uma foto minha aqui tomando um café. Isso não é a postura de um líder. Não sei. Calma, tem outras questões que você tem que levar em

Ele não pode dar a geolocalização dele. Não, um promissoramento. Vem aqui, me filma aqui. Filma, ó. Vem aqui explicar para toda a população, para todo o povo judeu, para todo o Israel. Preciso ser ao vivo. É, que eu estou aqui. Meu nome é Netanyahu. Hoje é o dia tal, tal, tal, tal, às cinco horas. E essa imagem vai sair daqui dois dias. E pronto. E está lá o oficial falando, porra. Com um selo de validação da entidade que foi responsável, sei lá, pelo exército. Não, mas ele está certo.

em ter certas cautelas e precauções. Hoje, pra vocês terem uma ideia, teve uma reunião no Knesset, que o parlamento israelense tem vídeo aí dos deputados saindo correndo porque choveu o míssel, entendeu? Então, assim, ele não pode dar geolocalização, até porque ele sabe que a situação estratégica dos interceptadores israelenses não são boas, né? Será que ele tá em Israel? Acredito que sim, né? Eu conheço alguns sionistas, assim, que foram pra lá e já vazaram fora, já voltaram pro Brasil e falaram, vou ficar aqui o quê, velho?

fora. E você acredita que o filho da Ali Khamenei, ele foi atingido mesmo? Amputaram a perna dele? Coisas do tipo? É outra coisa que não dá pra confirmar, né? Mas assim, ele não pode também dar a sua localização, porque vai ser fácil geolocalizar ele. Mas é verdade que a casa desses líderes, essas casas foram atingidas? Sim, ele só não morreu junto do pai dele, porque ele estava no jardim, né? Foi o que a guarda revolucionária falou. E acredito que seja verdade.

nesse caso aí. Ele perdeu a esposa, a filha, o pai, entendeu? Então, mas o caso do Ali, do Ali Khamenei, ele sabia do risco e ele assumiu isso como uma proposta mesmo, foi uma forma de enfrentamento, não é isso? Sim, ele aceitou o martírio, é o que dá a entender, e serviu como um fator galvanizador e unificador muito forte dentro do Irã. É algo que ocidentais acabam não entendendo, mas o líder escolheu se martirizar desse jeito.

É algo que unifica a população de uma forma nesses países que é até meio difícil entender. Eu falo isso porque é pelo filho dele. Às vezes pode... Eu não faria, mas é o que você falou. A gente nunca vai entender isso porque para eles é realmente um fator importante. Os caras realmente abraçam isso. Falam, cara, eu não me entrego. Eu sou o mártir, mas eu vou estar aqui no meio do meu povo. Vamos entender assim. Ele podia ter ido para um banque. Poderia.

sei que ele errou bastante e não permitiu o desenvolvimento do artefato nuclear. O Maquiavel perguntou ali, o Irã é o estalingrado do sul global? Ah, isso é só o tempo para dizer, mas a tendência, diria que no momento é assim. O Maria, PSBR, mandou aqui também, vão usar bombas termobáricas no Irã, como em Gaza? Acredito que não, acredito que não, porque como eu falei, o Irã tem para onde escalar.

Quando o outro lado tem um certo domínio de escalada, aí a coisa muda de figura. Elizabeth Belizio, professor Ali, o senhor acredita que para a secularização do Irã, a melhor saída seria a queda das sanções? Com absoluta certeza que sim. Por exemplo, todos os países do Golfo surgem ali sob o pacto do marrabismo, que é a corrente mais extremista da religião islâmica. E aí o que acontece?

comercial com outros países, eles vão se abrindo. Tanto é que hoje na Arábia Saudita, o pessoal tem até centro-espírito. Tem show da Shakira, então assim, não existe mais essa lei religiosa pesada. Só no Afeganistão e no Irã, e no Irã ela já está sendo afrouxada, já estava antes da guerra. Como eu falei, a lei do Velja praticamente caiu. O Davi Schutz, Ali, o que acha da análise do professor Jiang sobre o conflito geopolítico entre Irã, Estados Unidos e Israel? Eu acho uma análise dele boa.

nós vamos ter algumas diferenças mínimas ali, porque ele é de outra escola, a metodologia é diferente, ele usa muito a teoria dos jogos, e eu uso muito a escola do realismo estruturalista, do Merchheimer, do Stephen Waltz, existem duas escolas de geopolítica, você tem os realistas e os liberais, existe também uma escola marxista, mas hoje ela é bem marginal, porque ela foi enfraquecida com a queda da União Soviética. Então, ele sendo um realista também, nossas análises vão bater bastante, só vai ter uma divergência ou outra ali,

Em pontos minoritários. Mas tu acha que ele é um agente secreto na China? Tem informações privilegiadas? Não, até porque ele fala mal da China, de vez ou outra. Já vi a análise dele falando que ele não aposta muito na China, por fator X, Y ou Z. Não, então ele é mesmo. Então ele é mesmo, que eu estou disfarçando. Robertinho pegou o pulo do gato. É, meu filho. O David Schutz mandou aqui que o vídeo do café é inteligência artificial. Para mim é também.

Franciele comentou aqui também, mandou 5 libras. Que felicidade ver o Ali aqui. O acompanho no Substack. Beijão pra vocês. A Luzia, Elis, Elis, três irmãos, chamem Flexa Mura. E o Ricardo Pedroso comentou, o cenoura de fralda achou que ia ser facinho, igual o que ele fez na Venezuela. Caiu do cavalo se ele achou, né? A Venezuela foi um acordão, né? Tá mais que claro assim. Pessoal,

usou-se sim um grande aparato de guerra eletrônica. Esse aparato de guerra eletrônica desabilitou os sistemas Bulk, os sistemas S-300, etc. Mas me fala que guerra eletrônica é essa que desabilita fuzil, RPG-7, entendeu? Os Estados Unidos não conseguem colocar helicópteros em cima da Somália e do Afeganistão sem sofrer baixa. Vai colocar 10 helicópteros em cima de Caracas e não vai ter um abate, não vai ter um abaixa. Por que o Trump não usa arma disco-bombuladora sonora lá no Irã agora?

Isso que eu falei. O Sámer usou aquela tecnologia do Sónico. Gastou, gastou. Nossa senhora. Tá fabricando outra, Robertinho. Eles falam que... Estourou os alto-falantes. Entregar a localização de Ali Khamenei foi algo que eles conseguiram comprar ali, né? Foi espionagem. Pode ter sido porque, assim, o Irã não tem controle integral do seu território, né? Nenhum país continental tem. A Rússia não tem, o Irã não tem.

Simplesmente que é difícil desenvolver uma força policial para isso, desse tamanho e instituições para isso. Então, muito provavelmente, algum civil pode ter entregado e vazado do país. Chutaria mais essa possibilidade. Mas, assim, só para a gente entender também, isso realmente foi assertivo, realmente funcionou, tanto é que assassinaram o líder religioso, mas que isso não foi nada incrível, porque ele não estava se escondendo.

Ele não estava escondendo, sabe? Sim, e a nível estratégico, o que mudou? Antes dessa guerra, a doutrina iraniana era reativa. O Irã atacava e sempre segurando a mão para não pesar demais. Depois do assassinato dele, o Irã escalou, assim, tem pouco espaço para o Irã escalar além do que ele escalou agora. Só fábrica de dessalinização, atacar as refinarias da Arábia Saudita e a usina nuclear de Dimona, né? De resto, tudo que tem para atacar, o Irã atacou. Então, assim, surtiu o efeito espiritual.

Acredito que não. O Marlon Costa mandou o último superchat da noite aqui e comentou. Os Estados Unidos só levam a democracia onde tem petróleo. Eu já ouvi falar que eles têm muita sorte. Sempre que eles vão levar a liberdade, eles encontram petróleo. Às vezes eles levam também onde tem terra rara e minério. Não é só petróleo, não. Ali, obrigado, cara. Eu que agradeço. Eu queria pedir mais um favor. Já que você está aqui.

Pra você lembrar do seu livro, pra você não esquecer Que você foi gente boa, vou liberar o Merchan

Ah, não, é meu livro, pessoal. Brasil, Veneza dos Trópicos. Tem uma vaquinha, mas ela foi fechada. Já, já vocês vão encontrar ele aí no site do Brasil Grande, a venda. Estamos entregando aí as primeiras tiragens. Meu canal, Vento Leste, né? Sigam aí no YouTube. Meu Twitter, Ali, Anderlane, Ramos, Anderlane, Rakan, com HKIM. Meu Twitter é só notícia, tá, pessoal? O dia inteiro. Portal oriental aí sobre essa guerra e outras. E meu Substack, né? Ali, Ramos, a do Rakan, também, com HKIM.

onde eu escrevo meus artigos, mas tudo referenciado, né? Os infográficos aí. E agradeço aqui profundamente, é um prazer estar aqui, vocês dois são gente boa demais. Valeu. E à disposição. E avisar também que 9 horas tem live lá no meu canal hoje. Ó, daqui a pouco. Bom, em breve a gente se encontra em São Paulo. Vou pedir mais uma vez, se inscrevam no canal do Três Irmãos. Vai estar em collab com o Vento Leste, já aproveite. Se inscreva também no canal do Ali. Agradecer o nosso parceiro aqui do canal,

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