BANCO MASTER, PCC E STF: ATÉ ONDE VAI A CORRUPÇÃO? | MAURO MATTOSINHO | #939
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Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra pra trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990,00 pra CNPJ. Fala até uma concessionária BYD e faça um test drive. Consulte condições em byd.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
O que é isso?
Depois a gente fala, deixa quem tem responsabilidade aqui, quem tem coragem em falar. Nossa obrigação é dar voz para as pessoas, até porque quantos terão que se sacrificar? Sei lá, quantos terão que morrer?
quantos terão que pagar inocentemente por crimes que acontecem diariamente dentro do nosso país. E, pô, nunca vira nada. Não é possível que quando uma pessoa se sujeita a trocar sua vida por informações, que isso não vai ter validade nenhuma, que as pessoas não vão entender o quanto isso é sério, o quanto isso é responsabilidade que todo mundo tem que abraçar junto.
Ó, eu vou cantar uma pedra pra audiência de como que vai ser esse episódio hoje. A palavra mais colocada nessa mesa aqui pelo Robertinho vai ser supostamente. Claro. Supostamente. Ele vai usar isso o episódio inteiro. Supostamente. E ele vai convidar durante esse episódio, gente. Tantas pessoas. E vai convidar todo mundo pra participar aqui. Vai dar voz pra todo mundo hoje. É sobre isso. Tô certo, Robertinho? Não. Minha parte.
Pai, quem tem, tem medo, meu filho. Você é louco. Bom, agradecer aqui. Hoje a gente tem mais um episódio sério aqui no nosso canal. Uma segunda parte que a gente gravou um lá atrás que fez sucesso pra caramba. Você tá chegando pela primeira vez e não assistiu. Vou deixar um link embaixo pra você ver o primeiro episódio. Hoje a gente tá com o Mauro Matosinho aqui na nossa casa. Obrigado, irmão.
Boa noite, boa noite para a audiência, valeu gente, obrigado por me receber de novo, nessas condições um pouco particulares que envolvem me receber, então eu agradeço muito o profissionalismo, opa, beleza, então eu agradeço muito o profissionalismo de vocês e a coragem de...
fazer o que precisa ser feito para a gente passar essas informações para a audiência. Esse episódio vai estar sendo transmitido ao vivo, mas provavelmente a gente não vai estar ao vivo, então não adianta vir aqui no nosso estúdio e tentar fazer alguma coisa com a gente, porque a gente está gravando escondido em outra data, em outro horário.
E a hora que esse episódio estiver no ar, eu já vou estar bastante longe daqui. Sua vida está assim ainda. Infelizmente. Agora essa semana completou seis meses, desde que eu fiz a denúncia. E são seis meses vivendo...
em moradia itinerante, de casa em casa, de cidade em cidade, até mesmo para outros países aqui dos nossos vizinhos eu tenho visitado. Continuo sem conseguir ver meus amigos, ver minha família, estou há seis meses desempregado. Então, sigo cumprindo a tarefa que eu me dispus a cumprir, sobre todos os percalços que isso envolve.
Arrependeu ou mal? Não, não me arrependi não. Admito que no começo, nos primeiros meses, nas primeiras semanas, e como tudo parecia se desenhar nos bastidores para um grande acordão, cara, aquilo me deu uma frustração terrível.
Mas como eu ouço muita gente que tem uma visão de mundo semelhante à minha, dizendo que a gente tem que fazer o enfrentamento, a gente tem que seguir lutando, pessoas se juntaram a essa causa comigo, hoje em dia...
Eu tenho uma rede de apoio muito bacana de gente, de advogados, de criminalistas, de pessoas de rede social, de pessoas que entendem de proteção à testemunha, que conseguem me ajudar com todos os tipos de protocolo que envolvem a minha segurança.
Então é um momento que isso está finalmente sendo construído para que a gente possa seguir fazendo a denúncia, seguir apresentando os fatos, seguir correspondendo e me colocando sempre perante todas as instituições para que meu depoimento possa ser ouvido e investigado.
Porque o que eu vi é grave, não à toa eu abri mão, infelizmente, da minha carreira para trazer isso à tona. Então, eu entrei de cabeça nisso para fazer a denúncia. Eu me planejei por um ano para fazer o que eu fiz. Então, eu não entrei para andar para trás não, cara. Agora, é só passo para frente. E se tem gente achando que eu me arrependi ou que eu estou com medo.
Eu tô, mas isso só me motiva a continuar seguindo em frente. Sabe, irmão, assim, eu sinceramente mesmo, olhando o seu olho, eu entendo o seu propósito, sabe? Até porque eu acredito que eu faria o mesmo, sabe? Eu entendo muito, assim, e acredito em você.
Mas eu tenho que te fazer essa pergunta, assim, sabe? Porque muita gente não acredita em você. E eu sei os motivos que você fez isso. Você ainda deixou claro no último episódio. E eu acredito no que você falou. Mas muita gente ainda acha que, pô...
Não tá muito claro pra mim, eu acho que o Mauro tem o rabo preso nessa história, por isso que ele tá fazendo essa denúncia séria, ele deve ter alguma ligação com isso, ele deve tá sendo mandado por alguém fazer isso daí. O que você me fala sobre isso, cara? Você já escutou alguém questionando isso aí também?
Já escutei algumas pessoas, houve um vídeo durante esse período da última vez que eu vim para cá até hoje, um dos grandes divisores de água nessa história toda, foi um vídeo que eu fiz explicando exatamente o fluxograma da denúncia toda.
Esse vídeo foi exibido até no Jornal da Band, em horário nobre, rodou todo tipo de página que você pode imaginar, e dentre cortes, etc, ele passou de 10 milhões de visualizações. Depois desse vídeo, muitas pessoas de diversos espectros políticos diferentes passaram a vir para o meu Instagram e divulgar o meu conteúdo.
Gente de esquerda, gente de direita, gente despolitizada. Todo mundo estava divulgando o meu conteúdo porque muita gente entendendo a relevância disso. Isso fez com que certos atores políticos entendessem necessário descredibilizar o que eu estava dizendo. E eu sabia que isso ia acontecer em algum momento.
Agradeço a relevância, porque isso é sinal de que a denúncia é de fato importante. A tentativa de descredibilizar já era esperada, lidei com isso e sigo lidando, porque não é uma coisa que comece e para. A bazuca de rede social que esses atores políticos têm é muito grande, muito forte.
Então eles conseguem adaptar o meu texto da forma que interessa para eles. Adaptar os fatos que eu descrevo da forma que interessa. E com muita força para propagar uma falsa informação. E inclusive imputar crime. Porque houve um indivíduo aí que é um advogado criminalista.
aparentemente uma vergonha para a categoria, que decidiu me imputar crime e dizer isso que você me perguntou, que eu teria conexões com uma organização criminosa ou que eu estaria cumprindo o papel de garoto de recados dessa facção, o que é simplesmente mentira.
e criminoso, é uma imputação de crime que está sendo feita contra mim. Então, eu não mudo a minha versão, porque os fatos correspondem à minha versão, decidi não entrar nesse debate em rede social, e isso está sendo tratado da forma que tem que ser tratado, que é juridicamente.
Por outro lado, houve um deputado do Partido Novo que também fez uma reação ao meu vídeo, tentando explicitar uma conexão política que ele enxergou ali, que nunca foi um segredo.
mas nitidamente visando romper as pontes de diálogo do público dele comigo. Porque o público dele estava interessado no que eu estava falando. O público dele acredita no que eu estou falando. O público dos deputados...
e parlamentares de direita, entende a importância do que eu estou falando. Então, há uma necessidade dessas pessoas de tentarem me afastar desse público. Eu entendo, acho que faz parte, acho que eles fizeram...
com qualidade, o que eles se propuseram a fazer, que foi tentar me imputar crime, mas eu sigo tranquilamente dizendo as mesmas coisas que eu sempre disse, descrevendo os fatos, descrevendo o que eu testemunhei, e minha versão não tem como mudar.
A minha versão não se adequa a um gosto ou a uma narrativa partidária. O que eu falo são os fatos. Você acha que esse cara do novo tentou afastar o público dele de você só por conta disso, por uma relação com essas pessoas, por engajamento, coisa do tipo, ou algum motivo a mais?
O motivo que ele apontou no vídeo dele é que eu seria um infiltrado. O que é uma versão até cômica, porque eu nunca pensei em dialogar ou cooptar o público dele de qualquer forma. O público dele me identificou como uma pessoa que tinha uma fala coerente e uma denúncia importante.
Ele me identificou como, na visão dele, um opositor político, uma pessoa de campo político diferente do dele, o que de fato é verdade. E ele achou necessário cortar as pontes do eleitor dele com uma pessoa em tese do campo oposto.
Mas essa classificação, essa divergência política, isso hoje, aliado a outras grandes armas que os poderosos têm, é uma máquina maravilhosa de moer não só reputação, mas de divisão de ideias.
Então, é assim, é muito fácil hoje todo mundo comprar toda ideia. Por exemplo, se eu tenho um espectro de esquerda e o cara que está falando é de esquerda, ele pode estar parcialmente errado, que ainda assim, eu vou concordar e vou apoiar esse cara. E o de direita faz a mesma percepção. Mesmo que o cara esteja errado, ele vai apoiar a ideia desse cara contra o outro. Ou seja, com essa simples classificação ideológica política, eles já conseguem fragmentar qualquer verdade.
Por mais que seja verdade, um bando deixa de acreditar, porque quem está falando é um cara de um espectro diferente. Então isso já é uma divisão que eles sabem usar perfeitamente no cenário que eles estão. E essa denúncia está muito acima da política, dessa ideologia. Você começou a falar e citou algumas vezes que sim, você tem um espectro diferente do cara, mas o que te motiva a nenhum instante, pelo menos do que eu sei, é a motivação política.
Não tem nada a ver com o político que você faz. Olha, eu acho que... Vamos lá. Primeiro que eu acho que tem tudo a ver com política, porque... Porque eles estão envolvidos. Justamente. Mas não tem uma motivação partidária, no sentido de, ah, eu vou denunciar adversários.
inclusive eu sou uma pessoa que me entendo mais à esquerda, porém, boa parte, eu diria que talvez a maior parte do meu público no Instagram é um público de direita, porque são pessoas, seja de esquerda ou de direita, que não toleram corrupção, que não toleram esse tipo de esquema.
E eu acho que há uma oportunidade aqui de que qualquer espectro político leve essa denúncia para frente, siga investigando ela nas instituições e seguindo todo o funcionamento do Estado de Direito, mas isso deve ser feito tanto por políticos de esquerda quanto por políticos de direita. Eu, até o momento...
Dialoguei com parlamentares, deputados e senadores de esquerda e dialoguei com deputados e senadores de direita. Dialoguei com pessoas que se mostraram com interesse sério de pautar essas denúncias no parlamento, seja em comissões, seja em outras investigações, enfim.
Há pessoas de ambos os espectros que se colocaram dispostas a caminhar com essa denúncia para frente. Há pessoas que se colocaram de uma forma a tentar entender o que eu sei, para ver se esbarrava em algum lugar, se pisava em algum calcanhar que ele não gostaria de pisar.
Então a gente vê as duas coisas acontecendo. Gente séria e comprometida dos dois lados e gente tentando fazer cálculo e negociata dos dois lados.
O que eu quero é ver essas investigações prosperarem. Se isso for conduzido pela esquerda, pela direita ou pelo parlamento como um todo, ainda melhor. Mas o meu objetivo é de ver as pessoas envolvidas nessa denúncia, investigadas, para ver se aquilo tudo...
Isso de fato faz sentido. A construção da investigação da Polícia Federal indica que tudo aquilo que eu vi não foi só visto por mim, como já foi delatado ou denunciado por outras pessoas, envolvendo os mesmos esquemas, as mesmas figuras, os mesmos dinheiros. Então tudo leva a crer que isso precisa ser investigado até o fim.
Seja as figuras da esquerda ou da direita que estiverem envolvidas nisso. Eu sei o que eu vi. Eu sei o que eu testemunhei com meus próprios olhos. Eu não posso adaptar narrativas, inventar nomes para atender demanda da mídia que me procura querendo falar de fulano ou de ciclano e não falar dos fatos que eu sei.
Por isso, eu escolho estar em locais de mídia independente, onde há um respeito pelos fatos, e não uma tentativa de direcionar esses fatos para atingir um lado ou outro. Ou seja, você não é um contador de histórias. Não adianta te procurar para você falar de assuntos que estão em alta, polêmica. Não! Olha, por acaso você viu fulano... Gente...
Não é por aí. Quem estava lá dentro é quem estava lá dentro. Eu sou uma testemunha de um crime que aconteceu. E o que eu falo é o seguinte. O meu testemunho, o que eu vi, era um avião de uma pessoa, de dezenas de pessoas que estão nesse esquema. Isso é uma frestinha. O que eu estou dizendo é, olhem para essa fresta e vamos abrir isso um pouco mais? Vamos olhar para a frota inteira?
Vamos olhar para a aviação executiva como um todo? Vamos passar isso aqui a limpo? Vamos ver quem é dono de qual avião? Por que esses aviões não têm um proprietário pessoa física? Por que os outros aviões ali não se conectam a ninguém? Por que um político A voa num jatinho do empresário B, sendo que aquele jatinho é privado e não pode ser fretado?
Esse tipo de coisa, eu acho que a gente tem a oportunidade de avançar. Para além das minhas denúncias, há mais o que ser visto através dessa fresta da aviação executiva. Quem cuida dessa investigação, ação especial, é a Polícia Federal. É a Polícia Federal, sim. Ela tem te dado algum tipo de apoio, suporte, ou ela só quer informação a troco de nada? Como que é essa sua relação?
de assumir essa responsabilidade, carregar essas denúncias que são de pessoas extremamente influentes, poderosas, e com raras exceções são muito más. Olha, a Polícia Federal não me dá qualquer feedback a respeito dos meus depoimentos, que a essa altura já foi mais de um.
E em todos eles eu aponto que eu temo pela minha integridade física. A Polícia Federal também não me retorna a respeito disso. Então, eu tenho duas leituras. Ou a polícia entende que não arrisco a minha integridade física.
Ou a polícia não se coloca à disposição nesse sentido. O meu advogado, que está cuidando exatamente da minha oitiva na operação Carbono Culto e na operação TENC, ele me colocou a possibilidade de solicitar ao juiz um programa de proteção à testemunha. Só que isso envolve um nível de custo que eu não estou disposto a pagar. Eu não fiz essa denúncia.
para viver fugindo, largando meu nome, abandonando minha família, abandonando meus amigos, abandonando meu país. Eu faço uma denúncia, porque eu acredito que dela a gente pode dar um avanço como país, a gente pode ir para um novo momento civilizatório na nação, em que a gente consiga limpar uma certa casta que se apropria dos nossos recursos. Eu não fiz isso para ir embora.
Eu fiz isso para continuar aqui, cara. Eventualmente, claro que minha segurança exige que eu passe um tempo fora do país, que eu passe um outro período, enfim, viajo muito, sem detalhes. Mas a minha intenção não é largar a minha identidade, largar as pessoas que eu amo, largar o meu país e viver uma outra vida em outro lugar.
meio que então o que você tem hoje é uma rotina de proteção e testemunho como se você estivesse já vivendo esse mundo de mudança, de transporte físico invisível aí, onde ninguém sabe onde você está, às vezes nem você mesmo está sabendo onde está passando
Mas com o mínimo de escolha, porque se você opta por essa escolha, que seria essa proteção, essa segurança que eles podem te oferecer, você não teria escolha nem de onde você vai passar. Aí eles vão tomar conta 100% do seu horário, do seu dia, não é isso? Exatamente.
Eu quero sair ali. Não, você não vai, você vai ficar nessa casa hoje, amanhã. É mais ou menos isso, não é? Veja que a minha rotina atualmente já envolve isso. Então, é o mínimo de escolha. Eu arco com os meus próprios recursos, com a contratação de um profissional de segurança e de proteção à testemunha, um especialista que me orienta nos protocolos para segurança digital e para segurança física.
Então, claro, eu não tenho essa livre escolha de ir para onde eu quero, da forma que eu quero, isso não existe. Isso há seis meses da minha vida não existe. E o pior de tudo é não poder encontrar as pessoas. Cara, faz seis meses que eu não sento para tomar cerveja com um amigo. Faz seis meses que eu não vou para a casa da minha mãe comer uma macarronada. Esse tipo de coisa eu tive que abrir mão por esse período.
Mas eu não vou dar o próximo passo que seria abrir mão da minha própria identidade para viver uma outra vida sob um outro nome, sob uma outra realidade que eu sequer sei qual é. Eu estou aqui para enfrentar e eu estou reunindo recursos para que esse enfrentamento seja...
o mais eficaz, o mais assertivo possível. Há riscos no que eu estou fazendo, eu estou ciente disso desde o dia que eu fiz a denúncia. Eu não fui um...
Não foi um momento rompante em que eu decidi que eu vou denunciar. Eu planejei isso por um ano, desde o dia que eu vi no Fantástico quem eram as pessoas donas daquele avião. E que no mês seguinte eu estive com essas pessoas levando sacola de valores para encontros com senadores, eu decidi que eu ia fazer a denúncia. Eu não sabia como.
E eu me preparei por um ano. Isso envolveu juntar dinheiro, isso envolveu conhecer jornalistas, isso envolveu entender os meandros dessa política institucional. Cara, envolveu tudo isso, velho. As pessoas falam, por que você não denunciou antes?
Porque é difícil pra caramba fazer isso. Não é fácil. Cara, e você planejou tão bem, assim, que da última vez que você conversou com a gente pra cá, apareceu nomes, assim, na sua denúncia que eu nem imaginava, bicho. Eu queimei putasso com você disso aí da última vez. Pô, mas conversou, você carregou o Dias Toffoli, você não contou pra gente. Você tava de rolo aí com o Alcolumbre também, não contou pra gente. Todos esses caras aí você privou da última conversa nossa, caramba.
Vamos lá, Rodrigão. Vai lá, Robertinho, faz os convites, Robertinho. Faz os convites, Robertinho. Vai lá, Robertinho, chama aí, chama aí, Dias Tófolis. Posso fazer? Você está convidado para vir aqui. Davi Alcolumbre, o senhor está convidado para vir aqui. Porta aberto. Rodrigão, você me dá licença para fazer ser anfitrião do Três Irmãos por um minuto? Por favor, claro.
Qualquer contraparte que quiser sentar aqui nessa mesa, na minha frente, e dizer que eu estou enganado e me mostrar o porquê eu estou enganado, é só me chamar. Você está disposto para sentar e conversar. Com quem quiser. Ciro Nogueira. Vamos conversar.
Davi Alcolumbre... Vamos conversar, me diga que eu estou enganado. Vamos falar das datas, vamos falar dos itinerários, vamos falar de tudo que eu sei, de tudo que eu disse que eu sei. Venha, vamos sentar aqui, me diga que eu estou enganado. Se me provar que eu estou enganado, a gente aperta a mão e peça desculpa, público, o que quiser.
Eu sei o que eu vi. Eu estava lá, Rodrigão. Eu não sou um maluco, eu não sou uma pessoa que se move por objetivos exclusivos, então não há a possibilidade de eu ser comprado, de minha narrativa mudar porque alguém me ofereceu alguma coisa boa ou financeiramente importante.
Quem quiser se contrapor, eu estou à disposição. No último episódio, você falou que tinha uma sacola de dinheiro em uma das aeronaves que você voou e que dentro da aeronave tinha uma conversa de entregar essa sacola para o senador Ciro. Isso. Você chegou a levar sacola de dinheiro também para o Davi Alcolumbre? Chegou a levar sacola de dinheiro para o Dias Toffoli? O que você fez com essas pessoas?
Para o Davi Alcolumbre, o que eu fazia era levar o Roberto com o time de funcionários ali, que eram os funcionários da REAG, que é o fundo de investimento. Roberto seu patrão, Roberto Leme e Roberto Loco, isso. Levava o Roberto para Brasília e eu conhecia os itinerários por meio...
da operação da taxa aérea Piracicaba. Olha, ele está saindo da reunião com o senador Davi Alcolumbre. Ele está indo para a reunião com o senador Davi Alcolumbre. Então, eu sei que ele foi para a reunião com o senador Davi Alcolumbre. Não sei o que ele fez. Ah, tinha sacola?
Tinha. Não sei o que era dentro da sacola, porque eu não as manipulei da mesma forma que eu manipulei a sacola do dia do Ciro Nogueira. Aquela sacola, eu digo, tinha formato de dinheiro, tinha peso de dinheiro, tinha aspecto de dinheiro, tinha textura rígida. Então, se não era dinheiro, eram blocos de post-it, sei lá o que se manda em sacola de...
Mas eu não manipulei as sacolas no dia da reunião com o Davi Alcolumbre dessa maneira. Mas sempre levava alguma coisa ali no avião. Já cheguei até a pensar que poderia ser o tal do Monjaro.
Mas não sei De fato, não sei o que tinha nas sacolas Eu sei que os encontros aconteceram O Roberto permaneceu em encontros com o Davi Alcolumbre até madrugada Voltando para o aeroporto uma hora da manhã O Beto tinha negócios na região norte do país?
negócios na região norte sim sim é pelo que eu conhecia assim da da rotina de visitar uma refinaria de comprar alguma uma usina assim ele fazer negócio na região norte também o columbra é senador pela pelo estado do amazonas o amapá na mamá para uma porta agora
Eu tenho as datas e os horários que o Beto esteve em reuniões que teriam sido com o Davi Alcolumbre, segundo a operação do táxi aéreo. Isso, na minha opinião, é possível, acredito eu, cruzar com a lista de acessos ao Senado, que infelizmente está em sigilo.
E a gente não sabe o conteúdo dessa lista. O Beto chegou a voar para ter reunião com prefeitos desses estados, governadores, deputados desses estados também? Sim. Não era sempre que eu conseguia acesso ao itinerário do Beto com detalhes. Como eu te falei, eu estava me preparando para fazer essa denúncia. Então eu ativamente buscava saber.
onde é o encontro? há quanto tempo do aeroporto? está no Senado? está no Congresso? então eu perguntava essas coisas para tentar extrair o máximo de informação possível eventualmente surgiu um nome como foi o caso do Davi Ocolumbre como foi o caso do Ciro Nogueira como foi o caso do Antônio Rueda diversas vezes então vamos lá
Esses nomes surgem para mim com clareza ali circulando na operação. Agora, eu sei que ele tinha negócio com o governo do Amazonas. Eu sei que tinha negócios em Teresina. Eu sei que tinha negócios em São José do Rio Preto. Eu sei que tinha negócios, enfim, posso listar uma... Uma ramificação enorme de lugares. É de lugares que a gente ia em voos a negócios. Quem ele ia encontrar nesses voos...
Aí eu já não sei dizer a respeito de todos. Sei os que eu já apontei nominalmente, mas quem ele encontrava em Alagoas, quem ele encontrava no Amazonas, quem ele encontrava no Amapá, não sei quem era. Todos esses estados ele ia com frequência.
Todos esses estados ele ia, alguns com mais frequência do que outros, e eu tenho todos os diários de bordo que já foram entregues, então o itinerário desse avião já está em posse da Polícia Federal.
É porque essa parada de jatinho Geralmente rola uns favores Você vê o que está acontecendo Com o voar cara O pessoal pedia iate emprestado Vai até ali na Europa E busca tal pessoa Provavelmente o dono Desse taxa aérea deve ter falado Ô Matosinho, busca um frango caipira Para o meu amigo comer Vou lá patrão, vou lá buscar
O nosso amigo prefeito aqui, vou aparecer pra ele. Coisas desse tipo devem ter acontecido com vocês. Esse tipo de coisa acontece e é comum na aviação executiva. Às vezes não tão caricato quanto vai buscar um frango pra fulano. Embora esse é o tipo de coisa que aconteça também. Já houve outros momentos da minha carreira em que busquei bolo, em que busquei gravata.
Não é o caso nesse avião do Beto. Quando voavam outras pessoas ali, ele era como convidado daquele voo, como usuário do avião, o que estava em objeto do favor era o transporte, não algo que estava sendo levado.
Você chegou a levar o Dias Toffoli para... Foi para o Tayhayá que você levou ele? Foi para a cidade de Ourinhos, que é o aeroporto mais próximo ali do resort Tayhayá. Então eu levo ele até Ourinhos e dali ele decola num helicóptero com destino ao resort.
Quando a gente começa aqui, o Cabreira falou que você tinha informações sobre um, sobre o outro, e que você não falou para a gente, que ficou grilado com você. Sim mesmo. E, cara, então, quem é que determina o que é que você pode falar para quem e quando? Sou eu que determino.
Quem determina o que eu falo sou eu e as minhas decisões do que falar, quando falar, não passam por ninguém além de mim. Mas eu falo assim, você entregar, por exemplo, você já entregou todo mundo ou tem gente que você ainda não falou? Tem dois nomes aí que ainda a mídia não falou a respeito, eu já falei para a polícia, mas aí que está e aí eu vou responder a sua pergunta. Por que que alguns nomes você fala, outros você esperou um pouco mais? É isso que eu quero. Porque havia investigação em curso, Robertinho.
Quando eu faço a denúncia, isso abre linhas de investigação na polícia que dependem de sigilo para prosperarem. Então, como eu te falei, eu não tinha o interesse de vir aqui jogar tudo no ventilador, aloprado e vamos falar tudo.
Há uma investigação para ser respeitada. E quando eu faço a denúncia, é porque eu desejo de verdade que isso seja investigado. Então eu não posso chegar aqui e dizer, ó, eu fui lá e denunciei fulano, enquanto há uma investigação em curso a respeito dessa pessoa. Então eu até espero que você não fique chateado comigo. Estou sempre... Podem surgir novos nomes nesse cenário.
triste pelo fato que eu sei que você tem que ir em podcast, cara. Pra esse assunto não morrer. Você precisa que esse assunto não morra. Se a Polícia Federal fosse mais ágil, se as punições do Brasil realmente acontecessem, porra, Robert, que isso? Se as punições do Brasil realmente acontecessem, você nem precisava vir em podcast. Você fazia sua denúncia e ia viver sua vida, cara. Ia viver minha vida. Agora você tem que...
Tem que ficar forçando, alimentando o assunto. As pessoas tem que ficar compartilhando. Você depende disso pro assunto correr, cara. Isso tem que fazer. Porque se esse assunto for jogado no ostracismo, você tá ferrado, cara. Não, mas isso que você falou é o mais importante, mano. A galera tem que compartilhar, seguir o motozinho, começar a subir ele nas sedes. Acompanhar a gente, sabe? Pegou aí, você tá assistindo aí agora? Já dá like, manda o link pros brother tudo, sabe?
Pra assim, mano, olha isso aqui, ó. Vamos compartilhar. Vamos fazer um corte isso aqui.
Entendeu? Tem que fazer um negócio acontecer. Dependendo se você é de direita ou se é de esquerda, você tá fazendo alguma coisa pra uma pessoa que tá dando a vida pelo seu país, velho. Um minuto que você pode fazer é isso com a Albertina. Tem que fazer, até porque é o seguinte, e vou voltar de novo da defesa, que eu falei, você falou, eu acho que a polícia faz um bom trabalho. Ela gasta um tempo necessário, porque não dá pra a polícia virar a vacina, não dá isso aqui, vamos ver.
Eu sei que depois que chega lá, ela faz uma investigação, ela conflita ali as informações.
E não para na polícia, para em um outro lugar, que é, tipo assim, quem manda na polícia. Eu estou falando aqui de quatro, cinco pessoas que eu ouvi que iriam se encontrar, que eu soube que ele se encontrou.
Mas tem um outro número enorme de vezes que ele foi para Brasília e a gente não sabe com quem ele se encontrou. E por isso que, de novo, eu vou bater na tecla. Existe uma lista de acesso ao Senado, de acesso à Câmara dos Deputados, que deve ser escrutinada de 2024 até 2025. Não adianta olhar só 2025, tem que vir de lá de trás.
As reuniões acontecem com muita frequência, ali entre julho, agosto e setembro de 2024. Foi após a cassação das licenças da COPAP, a refinaria principal do grupo do Beto e do Primo. Esse é um nó que precisa ser desatado. Por que eles iam lá? Por que determinadas figuras que...
Teriam se encontrado com ele, tentaram passar medidas para interferir na ação e no funcionamento da ANP. Isso precisa ser visto, gente. Vamos montar o fluxograma de novo? Você se importa a gente fazer isso de forma rápida? Quem são as pessoas envolvidas desde o começo para a gente explicar para a audiência? Até para o pessoal que está chegando aqui pela primeira vez? Vamos, vamos sim. Isso seria o desencadeamento da carbono oculto.
A Carbono Oculto, eu acho que foi... Primeiro houve o escândalo do INSS, né? É porque depois, só para a gente que enxergar já... Porque minha dúvida seria sobre isso. A sua versão não muda. Ela é única. Sim. É o que realmente você viu e viveu. Outro ponto é, ela surge para dar base a Carbono Oculto, que é interligada ao INSS, e hoje tem ramificações até no Banco Master.
Até onde eu posso entender, sim. Por quê? Há uma empresa chamada REAG. REAG é uma distribuidora de valores e títulos. Basicamente um fundo de investimento, no jargão mais popular. Esse fundo, entre 2018 e 2023, que foi quando eu entrei na taxa de piracicaba,
ele teve um salto de patrimônio, um avanço de patrimônio brutal. Isso é uma empresa que era negociada na Bolsa, então isso é informação pública. Quando eu começo a tentar me interar exatamente daquilo, eu vou fazer uma pesquisa ali, o que é o REAG, como esse fundo surgiu, quem são essas pessoas? E aí eu vejo que há um salto de patrimônio em 4 ou 5 anos de...
Uma centena de vezes. A gente está falando assim, que sai de... Olha, eu não tenho um número preciso de cabeça, tá? Então, mas vamos dizer assim, que é algo como parte de um bilhão e vai para cem bilhões. Em um período assim de poucos anos. É a mesma coisa que a gente viu acontecer no Banco Master. E quando a Polícia Federal começa a abrir essas investigações, a gente começa a ver que há uma troca de papéis entre o Banco Master e o REAG.
Ah, de quem que é o REAG? Eu não sei, o que eu ouvia dizer na empresa era que era do Beto. Ah, o fundo do Beto, a empresa do Beto, os funcionários do Beto eram funcionários da REAG, eram diretor financeiro, um advogado, enfim, funcionários que a gente conhecia como pessoal da REAG. Eram gestores desse fundo, pessoas que trabalhavam no fundo.
Isso. Então, esse fundo é evidente e isso, assim, é a polícia que está dizendo. Não sou só eu. Esse fundo tem vínculos com Beto e Primo e essa estrutura de lavagem de dinheiro de facção. E aí o fundo do seu patrão, de um bi, em pouco tempo, ele salta para 100 bilhões.
A partir de 2018. Cara, isso é informação pública. Entra lá no site da CVM, baixa os balanços do fundo, qualquer pessoa pode ver. Agora, se isso é legítimo ou não, eu não sei dizer. Tudo indica, pelo que a polícia está mostrando, por tudo que a gente está vendo, que isso é legítimo. Não à toa, a REAG foi, como é que chama, como o Banco Master foi, né? Liquidada. A REAG foi liquidada.
Eu não sei se antes ou depois do Banco Master, mas ali quase junto.
porque quando abre aquela caixa já se vê aquele tipo de negociação em que o Banco Master não tinha caixa para garantir uma operação e aí eles alegam que o caixa são fundos da REAG. E aí quando a polícia vai ver esses fundos da REAG, eles são fundos fraudulentos que estão ali girando títulos de um banco de Santa Catarina que já fechou há anos. E eles ficam girando do tipo um fundo compra do outro opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity opportunity
E aí eles ficam vendendo e comprando entre si, para fazer o ativo se valorizar. E aí você tem ativos lá que valiam centavos e que estavam valorizadíssimos. Esse era um pouco do, ao que parece, o centro da fraude. Um caixa fictício para garantir operações como a compra de títulos de previdência, essas coisas todas que a gente está vendo. E por isso que eu digo.
O INSS, a Carbono Oculto e o Banco Master estão tudo junto e misturado. E aonde que isso vai se conectar? No REAG. É no REAG que vai se conectar. Agora, quem pode abrir o REAG?
Pelo que eu entendo, e eu não sou nenhum especialista jurídico aqui para dizer, eu sou só um estudioso, mas pelo que eu entendo, o fato da REAG ter sido liquidada deixa disponível todos esses documentos para serem apurados e entender.
Aquela coisa do follow the money, né? Segue o dinheiro. Se conecta com esse, se conecta com esse, se conecta com esse. E aí vai ver que ali naqueles fundos, tem fundos que são proprietários de avião da taxa aérea Piracicaba.
São fundos da REAG. E aí, quando você vai para cima desses fundos, eles pertencem a outro fundo, a outro fundo, e aí um fundo que só tem um proprietário. Quem é que poderia identificar esse proprietário? CVM, Comissão de Valores Imobiliários.
É uma autarquia, está sob interesses políticos, pelo que a mídia circulou recentemente em interesses do presidente do Senado, do Davi Alcolumbre, que é quem tem as suas articulações e conexões ali na CVM. Então eu imagino que dependa do interesse do Alcolumbre.
para que isso seja de fato movido. Estou dizendo aqui tudo que eu pude entender disso. Pode ser que algum advogado diga que tem um outro caminho. E isso tem acontecido, porque eu estou juntando um grupo de pessoas que se dispôs a lutar essa luta comigo e tem advogados ali. E que falam, tem um caminho aqui. Esse caminho aqui, a gente pode apresentar isso.
para um parlamentar, para que isso, de repente, seja corrigido na lei. Porque o problema também não é só o crime. O problema é que a lei favorece esse tipo de negócio. A gente tem um arcabouço legal de controle do mercado financeiro, que, está claro, favorece o crime. Se tem centenas, dezenas de bilhões circulando de maneira ilegal,
desculpe, de maneira irregular, qualquer que seja, e isso está podendo acontecer, é porque a nossa lei é um arcabouço falho, e precisa ser revisto. Você consegue fazer uma ligação do crime organizado, de facções criminosas, com a REAG?
Veja, eu consigo fazer isso partindo do subsídio das investigações da Polícia Federal. A Polícia Federal aponta Roberto e Primo, Beto Louco e Primo, como pessoas que fariam a lavagem do dinheiro do crime organizado na Faria Lima. Isso é uma coisa que a Polícia Federal aponta e que é, e quando eu fico sabendo disso, é o que desperta essa minha indignação.
Partindo dessa premissa, o Beto ou era dono ou um sócio nesse ecossistema do REAG. Como você sabe? Porque eu trabalhava nessa empresa e a gente ouvia o fundo do Beto, a empresa do Beto.
Então, assim, eu não tenho documento que mostra a propriedade da empresa. Eu sei o que circulava nos corredores ali e o que era senso comum dentro da empresa. Mas a Polícia Federal já apontou que o Beto e o Primo, eles faziam lavagem do dinheiro do PCC e por isso justifica esse aumento da grana do REAG de 1 bi para 100 bi em pouco tempo. O que justifica o aumento da grana do REAG não é só isso.
Há uma série de coisas aí. E aqui existe o que como testemunha eu poderia dizer e o que como alguém que tem sua vida dedicada a estudar essa situação. E eu vou partir nesse segundo lugar. Alguém que estuda esse caso para poder opinar.
O REAG é onde vai se encontrar dinheiro do INSS, dinheiro da Carbono Oculto, e aí dinheiro de facção, e dinheiro de tudo que envolve o Banco Master, Previdência, etc. A gente vai encontrar isso dentro do REAG.
Como eu tenho certeza disso? Eu não tenho certeza disso, mas eu tenho fortes indícios partindo daquilo que eu vi acontecer. Então, por exemplo...
Cronologicamente, quando estoura o escândalo do INSS, é quando começa a haver a aquisição de uma frota em um ritmo intenso. Dentro da empresa, essas aeronaves todas pertenciam a fundos que se conectam no ecossistema da REAG. Ah, é dinheiro do INSS? Não sei, mas foi logo depois.
Estourou a crise e começaram a comprar. E eram valores enormes, né? Não era um dinherozinho. Ah, está comprando uma aeronave, que já seria muito dinheiro. Era uma negociação realmente muito diferente do convencional. Quantas aeronaves foram adquiridas? Foi isso que aconteceu, não foi? Olha, de quando eu entro no Taxéreo Piracicaba, que tinha ali três aeronaves, três ou quatro.
Mas quando eu saio, já está chegando a 12ª. E isso não é um movimento comum de uma empresa de táxi aéreo. É crime? Pode ser.
Mas não é comum, não é normal. E o Rueda era dono dessas aeronaves novas? Segundo o Epaminondas, dono da taxa de piracicaba, sim. O Rueda e um indivíduo chamado Danilo Trento, que é um lobista que já foi investigado na CPI da Covid, por fraude na vacina, e posteriormente na CPMI do INSS.
Ele era sócio do Rueda na aquisição dessas aeronaves, segundo o Epaminondas, dono do táxi aéreo. O Rueda entra quando as novas aeronaves são adquiridas. Exatamente. Antes não tinha Rueda na jogada.
Antes o Rueda era um usuário da taxa aérea Piracicaba, até mesmo usando a aeronave do Beto emprestada. Você chegou a já levar o Rueda em alguns lugares. Cheguei, cheguei. Voei com o Rueda poucas vezes, porque ele voava principalmente um outro avião lá. Mas no avião do Beto eu voei com ele acho que duas ou três vezes. E aí era curioso, porque aí no dia seguinte eu voava com o Beto e o Beto perguntava E aí, o que o Ruedinha achou do avião? Gostou? Gostou do voo? Não gostou?
Com quem que ele tava? Tava com a esposa ou tava com a namorada? Então tinha essas perguntas, assim, que me levavam a deduzir, na minha opinião, que aqueles voos se tratavam de empréstimos, assim, e que o Beto tinha algum interesse em entender que movimentação o Rueda fazia. Tinha toda uma preocupação do Beto de servir o Rueda bem. De servir o Rueda bem e saber pra onde ele foi, de onde ele saiu, com quem ele estava. Havia um interesse em saber também detalhes do que o Rueda estava fazendo.
O Beto demonstrava essa preocupação com outros passageiros? Não, não, não, não. Não, o Beto era um cara... Ele não era um cara preocupado.
Ele era um cara assim, sempre autoastral, sempre fazendo piada de tudo, mas havia alguns passageiros, e aí no caso do Rueda foi muito evidente, porque eu voei num dia com o Rueda, no dia seguinte com o Beto, e aí ele perguntava, mas e aí, o Rueda gostou do avião? O Rueda gostou do voo?
O Rueda estava acompanhado, estava com fulano ciclano. Então ele queria saber detalhes do que aconteceu. Mas você conseguiu entender o porquê dessa tensão especial só com o Rueda? Cara, hoje em dia, entendendo a forma como o Vorcaro, por exemplo, atua, que é uma forma um tanto...
Envolve talvez uma chantagem, talvez ter uma carta na manga a respeito de uma pessoa ou outra. Eu posso deduzir que se operava ali da mesma maneira. Olha, Rueda foi para lá, foi fazer o quê, foi com quem? Ah, beleza, foi na manga. Esse tipo de coisa.
Entendi, era só... Eu entendi. É o... Seria um... Um poder de influência. Se precisa... Caso precisa... Imagino que sim. Você não fala... Cara, você lembra aquele dia? Você foi lá? Tô sabendo, hein? É meio que... Sendo a Elisaki...
Eu sei o rabo preso teu, sabe? Coisas desse tipo. Cara, e tá, isso é um cronológico do que você viveu e do que você vivenciou. O que é o ponto que passa desapercebido das pessoas e que é realmente, talvez, o momento importante disso tudo? E que as pessoas ainda não entenderam.
Cara, eu acho que o que as pessoas ainda não entenderam, primeiro, é que, quer dizer, as pessoas, é uma expressão muito ampla. Mas eu vejo que... O que é um ponto que tem que ser... Onde você quer jogar o holopote, ó? Cara, o que é o ponto que todo mundo tem? Vamos abrir essa caixa do REAG, é ali que essas pontas se conectam. A cobrança tem que falar pouco do REAG, eu vejo pouco interesse da mídia no REAG, e é ali que essas pontas vão se amarrar.
Eu acho, acredito, que a Polícia Federal já sabe de tudo que tem lá dentro do REAG. E que...
e que há outras questões que mantêm todas essas informações por fora da mídia. Agora, eu vejo que não é do interesse da mídia falar desse assunto, por exemplo. Não é do interesse da mídia saber que dia foi o encontro com o Ciro Nogueira, que dia foi o encontro com o Davi Alcolumbre. Não, o interesse é outro, é saber se fulano já chegou perto desse avião.
Não que eu saiba, talvez ele tenha chegado, mas assim, a mídia tem um interesse muito grande em tirar o foco dos fatos, cara. Isso é impressionante, eu acho e acredito que é importante que isso seja visto como uma estrutura, como um...
Uma organização que articulava entre Congresso, entre Senado, entre todos os poderes, aparentemente, e isso tem que ser visto e investigado dessa forma. Do contrário, a gente não vai saber, não vai conseguir chegar até o fim desse novelo.
Só para a gente concluir aqui, eu acho que a gente espalhou um pouco os assuntos e não fechou o fluxograma que a gente queria. Mas, basicamente, a gente vem aí de fraude do NSS, aquisição dos aviões que eram ali... Verdade, verdade. Em tese ali do Rueda e do Danilo Trento, segundo o proprietário da táxi aérea. Esse Trento tem uma família bem forte lá em Laranjeiras do Sul, lá para o lado...
Eu não sei, não sei. Aí eu não quero envolver uma família que talvez não tenha nada a ver com a história, né? É porque lá tem uma família Trento, por exemplo, que é dono de uma cidade inteira, praticamente. É, eu não sei se ele tem vínculo. Se é o mesmo. Não sei, realmente não sei responder, cara. Mas eu sei que era o Danilo Trento, chamado ali de Danny Boy, que já sentou na cadeira como investigado ali na CPI da Covid e na CPI do INSS.
As movimentações financeiras do Danilo Trento devem ser investigadas a fundo, porque esse cara aparece em todo...
Todos os lugares onde você pode ver uma articulação, um rolo, um lobby de uma farmacêutica, um lobby de um banco, o Danilo Trent sempre está na jogada. E aí, por isso que a cronologia é importante. Depois que estoura a fraude do INSS, é quando ele e Rueda começam a adquirir esses aviões.
O dinheiro é o mesmo? Não sei dizer. A cronologia precisa ser investigada. Porque é muito dinheiro. Conforto para o seu dia a dia e atitude para o seu estilo. Encontre o tênis que acompanha o seu passo agora no App Net Shoes. Explore as categorias, garanta as melhores marcas e aproveite. Net Shoes, no seu ritmo. Baixe o app. É fácil de achar, né?
Eu acredito que sim. Porque esses documentos ali com 5 mil de pixels vão pegar. Vai querer falar que não pega um cara com a transação dessa? Então, eu não consigo imaginar que isso já não está mapeado.
Imagino que já esteja. Mas é necessário, e por isso que eu acredito muito nesse movimento das pessoas, da rede social, que mantém esse assunto na pauta. Que mantém e que o pessoal vai, comenta e marca parlamentar e chama parlamentar.
Cara, os contatos de parlamentares que me procuraram, parte do Instagram, é da galera que marca, que chamou a atenção do cara. E muitos te procuraram? Eu diria que aí talvez uma meia dúzia.
Eu acho que são poucos. Pela importância... Será que o resto está voando ainda? Ainda não percebeu? Pela importância do assunto. Cara, todo mundo tem que abraçar, né? Pela importância do assunto, eu acho que assim... Eu estou tentando fazer a conta correta, mas ó... Seis pessoas. E algum desses seis você sente que realmente abraçou essa bandeira? Tipo, ó, vou com você, conta comigo, me liga.
Tô o tempo todo batendo, a gente tem que fazer a CPI do Jatinho, CPI do Hangar, tem algum que você sentiu firmeza? Até o momento não. Até o momento não.
Eu sinto que há interesses, depende do lado que o vento está soprando. Então, um dia na CPMI está se falando de um nome, e aí esses que estão nessa investigação saem do foco. E aí, ah não, depois a gente vê, ou a pessoa falou, me liga na semana que vem que aí eu vou fazer uma representação do Ministério Público. Foi um caso.
E aí depois, deixa isso para um outro momento, agora está difícil, a articulação ali está puxada. Então, cara, a política é um jogo de interesses. O que me parece é que tem uma correlação de forças que favorece quem está interessado em colocar tudo isso para baixo do tapete.
Esse é um ano político. Você acha que isso é um ponto positivo? Ou você acha que por ser um ano político, vocês vão, sei lá, novamente vai ir para debaixo do tapete e esperar passar?
Eu acho que essa pergunta é boa, cara. E eu acho que a gente só vai entender exatamente se isso vai tomar proporções. Porque pode mudar a eleição geral. Exatamente. E então eu acho que esse é o grande motivo pelo qual todo mundo pisa em ovos o tempo todo.
Pô, tem uma eleição pela frente, aí aparece nome de um candidato presidente de um lado, do outro candidato do outro, e fica todo mundo pisando em ovos. Hoje, pelo que a mídia mostrou, parece que tinha lá nome de Flávio na agenda do Vorkar.
Novamente, se isso é crime, eu acredito que simplesmente ter o nome ali não é o caso. Mas isso, de repente, toma a mídia e aí as pessoas começam a me procurar do tipo, Ah, você ouviu falar alguma coisa do Flávio?
E aí, de repente, na CPMI e do INSS, querem quebrar o sigilo do Lulinha. E aí começa, ah, você tem alguma coisa do Lulinha? Então, cara, eu não estou a fim de ser instrumentalizado para fortalecer uma narrativa ou outra. Eu quero falar com gente séria, que queira fazer a investigação e que queira apurar tudo que tem para ser apurado. Você tem medo no final dessa história?
Alguém usar o que você tem para o bem, para o bem não, porque é exatamente o que você quer, mas para o mal, sei lá, para prender inimigos.
Sim, e por isso que eu sou tão cuidadoso, cara. Tem gente que reclama, que fala, porra, você está sempre falando de uma forma morna, você tem que ser mais combativo, você tem que ir lá e chamar e inflamar. Cara, mas precisa ter cuidado, velho, porque a gente vê que esse cenário inflamado...
que chamam de polarização, politização, enfim, dê o nome que quiser, mas esse cenário inflamado já proporcionou muitas injustiças. Então, eu tenho receio de que haja um interesse em instrumentalizar a minha denúncia.
Por esse motivo, eu sou muito cuidadoso, enfim, abro diálogo com pessoas que parecem, pelo menos, estar interessadas em conduzir isso.
Me frustro com frequência. Ah, porra, vamos fazer aqui, vai acontecer isso. Eu vou te convocar para falar na CPMI, porque a gente pode institucionalizar essa denúncia no parlamento. E aí, de repente, deixa o piloto para lá um pouco. Espero mais um pouco para ouvir o piloto. Vamos ouvir fulano na frente. Precisamos organizar o cronograma de oitivas na CPI para que o piloto entre no momento certo. Já ouvi tudo isso.
Da boca de deputado e da boca de senador. Da última vez que você esteve aqui, você tinha falado só do nome do Ciro Nogueira e do Rueda. Do Rueda. Até então, né? E você já tinha sofrido algumas ameaças de morte já. Já. As pessoas te mandaram mensagem pelo celular, tudo. Agora que você cita mais nomes, nomes até maiores nessa denúncia, essas ameaças de morte aumentaram?
Eu diria que a temperatura esquentou mais. Em que sentido? Eu não recebi novas ameaças. O que eu recebi foi uma visita de uma polícia em um endereço antigo meu, me procurando. O que queriam eu não sei, porque quando a portaria disse que eu não residia mais ali, eles simplesmente foram embora e não deixaram. Polícia Federal? Uma convocação.
O porteiro só me disse que era a polícia, que estavam uniformizados e tal. E como não deixaram nenhum documento ali, eu não sei se era a polícia mesmo, se era alguém querendo uma informação, mas é o tipo de coisa que vai te deixando preocupado. E aí um pouco tempo depois, uma pessoa próxima minha me liga dizendo que já é a segunda vez que eu vejo um carro parado na porta da minha casa me fotografando.
Porra E assim O que eu percebo disso? Que há pessoas interessadas em saber da minha vida Para alguma coisa Ah, é para me matar? Honestamente Eu acredito que não Mas eu acredito que é para me amedrontar
que é para me deixar preocupado. E olha que loucura, a gente está falando constantemente de feminicídio, de violência contra a mulher, as pessoas que recebem as ameaças no meu lugar, quando o cara me liga e diz, eu vou cometer...
uma violência sexual contra fulana vou arrancar os mamilos com mordidas esse nível de grafismo está se referindo à violência contra uma mulher a pessoa que está recebendo a visita desse fotógrafo misterioso na porta da sua casa é uma mulher a pessoa da minha equipe é que recebe uma pedrada no seu carro é uma mulher então cara
É foda, Rodrigo. Mano, o Rueda é presidente de um partido, né? União Brasil é o partido que ele é presidente. E assim, eu vejo que hoje os presidentes de partido no Brasil são vistos assim como os caciques, os caras que mandam no país. E realmente eles têm muito mais poder e influência do que outros parlamentares.
Eu acredito que um cara igual o Rueda deve ter muita gente ao redor dele ali, puxando o saco, querendo conversar, querendo marcar uma reunião, com uma proposta, com um negócio. Você chegou a ver isso daí também dentro? Você já tinha saído do táxi aéreo quando ele compra, né?
Não, eu saio da táxi aéreo em... foi no dia 1º de setembro de 25. E já tinha adquirido as aeronaves, já estava dentro. Já tinha adquirido 4 e estava adquirindo ali mais uma ou duas. Então eu não sei se ele chegou a adquirir essas outras, mas no momento que eu saio da táxi aéreo, que está aí em vias de aquisição, são mais duas aeronaves e um hangar no aeroporto de Brasília.
Angaresse que, segundo o Epaminondas, dono da táxi aérea, seria financiado com o dinheiro do BRB numa articulação do Rueda. O BRB é o que ia comprar o Banco Master? Uhum. Né?
A gente vê as mesmas figurinhas em baralhos diferentes, né? Talvez os baralhos não sejam tão diferentes assim. E você via esses parlamentares, assim, passando pelos hangares, tentando negociar algo com o Rueda, coisa do tipo? Não, cara, não, porque eu não acompanhava muito o dia a dia do Rueda. A minha rotina era ali com o Beto e com o primo mesmo, né? Mas, assim, a gente tinha ali os grupos de operação da empresa em que eu sabia que o avião tal... O...
Papa Sierra Mike Romeo Lima, o avião que o Rueda mais usava. Ah, ele estava ali no Amapá, ele estava no Amazonas, aí foi para o Rio de Janeiro. Então a gente sabia a movimentação que esses aviões faziam, né? Foi para a Europa, enfim. Então era dessa forma que eu sabia as movimentações das aeronaves do Rueda. Porque a gente compartilhava o mesmo grupo em que as aeronaves...
o que a gente faz é mandar a mensagem de posição, que basicamente é aeronave tal, decolando de onde para onde, estima tanto tempo de voo, tem tanto de autonomia, se alternar, vai alternar para o aeroporto tal. Isso é uma mensagem que por regulamentação e por...
para atender algo que chama MGO, Manual Geral de Operações, a gente deveria mandar via WhatsApp. Era o canal oficial que... Deixa eu explicar um pouquinho? Porque eu estou citando coisas muito específicas. Manual Geral de Operações é um manual que uma empresa de táxi aéreo tem, que descreve exatamente como ela opera um voo em determinada aeronave.
para todas as fases. Então, todos os detalhes de como se opera esse voo tem que constar naquele manual. Esse manual é apresentado para a ANAC. A ANAC homologa esse manual, devolve para a empresa e diz vocês podem praticar exatamente isso que vocês estão dizendo que vão praticar. Está tudo certo. E quando tiver uma verificação...
vai avaliar se a empresa de fato está seguindo o que foi combinado com a ANAC através do MGO. Então, na Taxelho Piracicaba, o canal oficial para comunicar a posição era o WhatsApp. Então, ah, porra, o WhatsApp é uma coisa informal. Não, estava no MGO que aquele era o canal oficial. Então, tudo que está ali é documento.
Porque é assim que a ANAC trata. Aquelas mensagens são documento. Então, tudo aquilo ali, esse histórico todo, foi disponibilizado para a polícia, foi disponibilizado para equipes jornalísticas. Então, tudo isso pode ser apurado.
para ver exatamente onde cada aeronave estava. Agora... Isso, assim, é o canal oficial da ANAC. Mas a ANAC é o órgão responsável pela aviação geral. Quem realmente determina é a ANAC. É a agência reguladora, né? Então, existe um arcabouço legal e a ANAC regula se isso está, de fato, sendo aplicado ou não.
Sim, mas e se a polícia precisar? Então esses códigos têm que ser imediatamente abertos, porque o WhatsApp tem, em tese, uma linguagem que é criptografada, que você não consegue extrair lá de dentro o que você quer. Se a polícia pedir, a ANAC entrega tudo isso, mapeadinho, limpinho para eles. A ANAC talvez não tenha todas essas informações pelo seguinte, as vistorias, muitas vezes, elas são a posteriori.
Então, a empresa operou um ano inteiro e de repente a ANAC vai lá dar uma olhada por amostragem em cima do material. E a ANAC não leva esse material, eles só verificam, ah, beleza, estão de fato cumprindo o manual, estão operando nos conformes.
Isso muito por amostragem e existe um certo corporativismo nessas relações. E aí a gente entra em outros pormenores da aviação que tem muitas sombras nessas relações todas. Que é uma outra coisa que eu acho importante debater.
Porque envolve segurança de voo, envolve vidas e etc. Mas a ANAC faz essas vistorias a posteriori, ou seja, talvez eles nem tenham esses documentos em posse. Mas quem tem e que por lei deve manter a guarda disso é a Taxelipirascaba.
Se eles não tiverem esses documentos, eles estão incorrendo em crime. Então, eu acredito que a essa altura do campeonato a polícia já tenha todas essas informações. Não sei se de fato tem ou não tem. Estou supondo pelo avançado, já são seis meses, né? Então, imagino que isso tudo já tenha sido averiguado.
No caso de ser um crime, quem vai responder? O piloto que não colocou a informação? Quem que roda esse brinquedo aí? Pode ser a empresa e o piloto que assinou o diário. Geralmente é responsabilidade compartilhada. Entendi. E isso é um outro problema que a gente também pode falar em algum momento, que é como os trabalhadores da aviação, os pilotos de avião, são coagidos, pressionados.
E nessa relação de trabalho, onde você atende diretamente o seu patrão, você fica ali numa saia justa para assinar alguma coisinha aqui. Porra, isso aqui não podia muito bem ter sido feito, passou 10 minutos do horário que eu poderia ter voado. Aí o patrão, olha, tem um outro mano ali que voa esses 10 minutos. E aí, putz, e agora? Sério, rola esse assédio assim? Já rolou com você? Caramba, muito, muito, muito, muito.
Existem algumas empresas que dão subsídio para que o piloto se posicione de fato e exige o cumprimento da lei frente ao patrão. Não é a maioria dos casos, é a minoria. A maioria dos casos, a maioria esmagadora dos casos, envolve o patrão fazer uma pressão direta. Cara, o cara comprou um avião de 50 milhões de dólares. E aí você vai falar para ele que, porra, cara, minha jornada venceu 10 minutos atrás, não posso decolar.
O cara paga lá um salário de dezenas de milhares de reais. E tem ali o avião que ele pagou centenas de milhões de reais, eventualmente. Esse cara vai pressionar. Curiosamente, não era o caso do Roberto. O Roberto nunca foi um cara que pressionou por operação irregular. Eu não ia te fazer coisa errada.
Ele não era de pressionar o piloto para a operação irregular. Por quê? E isso é muito curioso, cara. Porque os patrões que geralmente têm esse hábito de pressionar é gente que tem avião há muitos anos. É gente que está acostumada a andar de jato para cima e para baixo. Eu não sei o que é o limite. Eu não sei o que é o não. É até emergente nessa parada.
E o Beto também tinha lá seus receios. Se eu falasse para ele, cara, a meteorologia está ruim, não dá para ir lá não. A pista é curta, não dá para pousar lá não. Beleza, não vamos forçar a barra então. Agora a gente tem... E aí exemplos práticos de acidentes aeronáuticos que foram investigados e a gente obteve...
seja por análise de caixas pretas, seja pela análise de todo o contexto de destroços, meteorologia, etc. A gente, ao final, percebe que um dos fatores contribuintes para aquele acidente acontecer foi pressão de patrão.
E aí eu posso citar uns 100 números de acidentes, inclusive acidentes muito polêmicos, do tipo Teori Zavascki, Eduardo Campos, que envolveram pilotos extremamente fadigados, cumprindo jornadas irregulares.
Do Campos, do Teori Zavascki, são casos semelhantes? São semelhantes nesse sentido, de que eram pilotos fadigados. No caso do Teori Zavascki, estava tendo um pouso ali para Paraty. Paraty e Angra dos Reis, eles ficam dentro de uma baía. Então, mais ou menos assim, você tem Paraty aqui e Angra dos Reis aqui.
Isso aqui é tudo uma Bahia. E quando você está voando no que a gente chama de tubulão, que é o eixo que liga São Paulo e Rio de Janeiro. Quando você sai do tubulão para entrar na Bahia, você abandona as regras de voo por instrumento e você precisa pousar com referências visuais. Isso demanda que você faça a sua separação de tráfego visualmente, ou seja, se tiverem outros aviões ali...
É assim, eu estou voando ali na Bahia, você também. Eu vou falar, ô Rodrigão, você está por onde? Ah, estou passando aqui perto da usina de Angra. Estou em tal posição. Ah, beleza, eu estou a duas milhas aqui de Paraty. Você está a cinco mil pés, eu estou a sete. E aí você vai mantendo uma separação. Não tem um controlador fazendo a gestão disso, né? Para uma aeronave não colidir com a outra ali, tomar essa segurança. E para além disso, a necessidade de você ter...
os mínimos regulamentares para a operação meteorológica em condição visual, ou seja, 1.500 pés de teto. Teto seria a base da nuvem. No caso do acidente do Teori, ele estava pousando para Paraty com o teto baixíssimo aqui e, assim, infelizmente é um procedimento comum a operação em Paraty e Angra dos Reis em condições meteorológicas adversas. É comum.
tem muita neblina por causa da água e o litoral norte de São Paulo aquele o litoral sul do Rio de Janeiro ali tem tem sempre uma sujeirinha e fica dentro da Bahia
Cara, é muito comum ali estar com o teto super baixinho. Nesse caso, a gente tinha uma série de circunstâncias. O cara pressionado para cumprir um voo para um ministro para pousar lá em Paraty, que estava voando sozinho. Eu, e isso é uma opinião minha, é polêmico e outros aviadores podem discordar de mim. Mas aquele avião que era um King Air, embora a legislação permita que se voe com um piloto só,
Isso não é prudente. Nesse caso desse acidente, isso fica evidente. Por quê? O piloto estava tentando pousar abaixo dos mínimos regulamentares de teto, e para isso...
Vamos lá, está aqui pilotando. Estou olhando para os instrumentos, altímetro, onde eu vejo a minha altitude. E ao mesmo tempo, olhando para fora, para ver se eu consigo enxergar a pista. Esse cara abandonou a rampa, olhando para fora, tentando achar a pista, não acompanhou o altímetro. Um segundo piloto ali diria para ele, 300 pés, 400 pés, 200 pés, arremete, vai embora.
Não tem um alarme de dispara quando você está... Mas isso é mais o problema das condições meteorológicas, não? Porque o King Air é extremamente seguro, cara. É extremamente seguro. E é aí que está. Nenhum acidente acontece por causa de um fator só. Ah, era a chuva que estava ali. Era a chuva que estava ali, mas se o piloto não tivesse pressionado a atender esse pouso...
ele teria simplesmente dado meia volta e voltado para casa ninguém quer morrer numa bola de fogo numa pista de pouso cara nenhum piloto que é isso cara o cara faz isso porque ele se sente pressionado ele sente que o seu emprego seu ganha-pão pode estar em jogo ali
Esse cidadão, esse aviador, um aviador no melhor sentido do termo, é uma vítima dessa circunstância. Muita gente tenta falar, ah, porque fulano varou os limites ali. Claro, existe a responsabilidade do piloto nisso.
Mas tem todo um contexto que precisa ser observado de que dinâmica que se trata ali de um cara que de repente se perdeu o emprego, já tem 60 anos de idade, e um piloto com 60 anos, difícil se recolocar. E aí o cara fala, porra, eu preciso muito pousar em Paraty.
o piloto do meu amigo pousou antes. Então o cara já vem ali, se eu não pousar, o piloto do amigo pousou, o cara precisa muito chegar lá, então esse tipo de pressão é comum. Naquele caso, teoria em Paraty, isso estava acontecendo, ele estava pressionado para chegar ali, para pousar em Paraty, comete esses desvios de regras de voo, perde a referência do que a gente chama de rampa de aproximação, então... ...
Faz uma rampa em grime demais, sem acompanhar o altímetro. Ah, como é que você sabe que ele não acompanhava o altímetro? E aí a investigação é muito interessante, porque até a respiração do piloto é analisada no relatório para entender se ele está sob estresse, se ele não está sob estresse.
Tem algumas expressões que ele fala, e aí entende-se ali na dinâmica que ele está preocupado. A falta de um segundo piloto é um outro fator contribuinte. O descumprimento das regras de voo por instrumento é um fator contribuinte. A meteorologia é um fator contribuinte. A pressão do proprietário é um fator contribuinte.
Colocar um segundo piloto é a opção da empresa? No caso de um King Air, operando sob o RBAC-91, que é a legislação de aeronaves particulares, ele pode ser operado por um piloto só. Se for num táxi aéreo, não pode. Então existem essas diferenças. Porque torna o voo muito mais caro, né? Você colocar um segundo piloto na aeronave. Com certeza, com certeza. Mas veja bem.
É dinheiro de pinga para uma pessoa que tem uma aeronave de esporte. É a pior economia. E eu falo, se você é proprietário de aeronave, não economize no piloto. Bota dois caras para voar, dois caras bem treinados, manda esses caras para o simulador, em boas escolas, faça um bom treinamento para os seus pilotos. É a sua família. Sim, sim, sim.
Pô, você já chegou, o Beto acostumava em festas, assim, levava ele em festas, geralmente essa galera adora, né? Essa turma gostava muito de festas, desculpa, eu te cortei. É, porque agora tá na moda, né? Eu até te perguntei porque faz parte do mesmo fundo, né? O fundo que tinha o Banco Master, tudo, então assim, pô, a gente tá vendo as festas que rolavam aí do Banco Master, loucura, né, bicho?
Olha, a gente ia muito pra Trancoso. Trancoso é um destino super comum. Surubão lá em Trancoso, assim? Aí eu não sei dizer, Rodrigão. Eu nunca fui. Então eu não sei pra onde eles iam, mas de fato, Trancoso é um destino comum. O Beto tinha uma casa lá em Trancoso. Eu brinco que é o... Você dormiu nessa casa alguma vez? Não, não. Sempre que eu ia pra Trancoso, eu... Nunca dormiu, né?
Não dava tempo. Cara, eu nunca fui chegado em Trancoso. Eu gosto de Arraial da Ajuda, que é ali do lado. Do lado, do lado. Eu acho que Trancoso virou um lugar muito... Pô, tudo é muito caro e todo mundo com topetão de gel. Não é minha praia, cara. Eu sou um pouco mais de boa. Por causa do topete ou por causa do preço?
por causa dos donos do topete, que é uma galera que eu não me enturmo muito. Mas aí, direto, você tinha que decolar para trancoso. Direto, cara. Era, inclusive, um dos meus voos preferidos, porque aí passava o fim de semana lá em Arreald da Ajuda. Como é um destino muito comum, você sempre encontra piloto lá.
Então, a gente ia, encontrava o piloto de fulano, o piloto de um outro cara, e a gente já tinha uma turma lá, cada avião tem dois pilotos, já tem meia dúzia, já faz farra, vai tomar uma cerveja, todo mundo se encontra, é divertido. A gente pega uma praia, todo mundo junto, bate papo, conta história. Nesse meio, todo mundo se conhece. Todo mundo se conhece. Então, provavelmente, você...
Já topou com o piloto do Vorcar alguma vez. Ah, sim. O piloto do Fernandinho OIG, lá do Tigrinho. Esses aviões que agora estão meio na boca do povo, né? Avião do Vorcar, avião de não sei o que. De sertanejo também, cantores, essa parada. Sim, eu tinha muitos colegas que voavam pra essa turma toda, cara. A aviação executiva é uma panelinha minúscula. Então, porra, cara.
eu falo, parece meio surreal mas eu estava em San Martan no Caribe, encontrei o piloto do Fernandinho OLG, o piloto de um outro político e a gente se encontra aí pelo Caribe está todo mundo na mesma ilha, sabe? está todo mundo na mesma festa então os pilotos desses aviões acabam se encontrando e assim a gente sabe quem está lá, se eu tomei uma cerveja com o piloto do Fernandinho OLG em San Martan em San Martan OLG
É porque ele estava lá também. Então assim a gente fica sabendo. A rotina dessas aeronaves todas. É isso, Rodrigão. É uma panela minúscula. Todo mundo se conhece. E esse é um dos motivos pelo qual hoje eu sou persona não grata nesse mercado. Todos os donos de avião se conhecem. Eu virei um funcionário problema.
Até mesmo os colegas da categoria evitam falar comigo, evitam atender o telefone, responder um WhatsApp, mas entendo que cada um sabe onde seu calo aperta, todo mundo está levando o pão para casa e faz parte.
E você encontrava com os passageiros nos hangares também? Com frequência, normal. Tinha algum político que era mais frequente você encontrar nesse meio? Depende do aeroporto. Por exemplo, em São Paulo, a gente encontrava alguns políticos, em Brasília outros, em Minas Gerais, em BH, que era um destino comum, outros.
encontrou com o Nicolas Ferreira aqui em Minas? encontrei na Pampulha algumas vezes encontrei sim não era no avião do Beto que ele estava não não, não, o Nicolas frequentava bastante a aviação da Cedro Mineradora
e a Cedro tem um hangar, que é na Pampulha. Esse hangar na Pampulha, ele recebia o avião do Beto, quando a gente ia com o avião do Beto para lá, estacionávamos no hangar da Cedro, e aí você fica ali na sala VIP, a sala VIP dos passageiros e dos pilotos é meio pertinho, você fica praticamente no mesmo ambiente.
Cara, e na moral, assim, não rola uma indignação ou sua, ou parte dos outros pilotos? Tipo, mano, tem um deputado que tá voando no avião do dono daquela rede de supermercado. Tem um deputado que tá voando no avião daquela mineradora. Um deputado que tá voando no avião daquela refinaria ali, sabe?
Como assim, bicho? Como assim, né, cara? Eu compartilho da tua indignação, mas não é o clima geral na aviação executiva. Isso é tudo muito normalizado, Rodrigão. Se você perguntar para piloto aí que seja bom de prosa, você vai ouvir muita história cabeluda, cara. Isso é o que eu te falei.
Aquele avião, o meu testemunho, é uma frestinha, cara. Esse mundo da aviação executiva tem muita coisa pra ser investigado. Sei lá, cara, a Amazon. A Amazon no Brasil tem um hangar ali com algumas aeronaves. Aí, de repente, tem vários políticos voando nos aviões da Amazon. Frequente, assim... Cara, o que tá acontecendo? Você acha que esses políticos não vão favorecer essas empresas em Brasília, Albertinho?
Não, tô falando de sério, Robertinho. Da sua opinião, bicho. É pra me falar mesmo? Você pode falar, Lorde, você pode falar da sua opinião, cara. Você é roxo aqui nesse podcast. Cara, é... Eu sei que você quer ficar assim. Não, não, é óbvio que vai. É porque é uma pergunta tão óbvia que é, tipo assim... Você acha que se der banana pro macaco, ele vai fazer o quê?
Como que o cara voa no avião do dono de uma mineração? É dar banana pro macaco, ué. Você tá dando banana pro macaco, ué. Como que o cara voa no avião do dono de uma fazenda, ó. Que dono da fazenda ali, né? Plantação de soja. Toda hora tem um deputado voando no avião dele ali, velho. Então, mas aí é como o teuzinho falou, mano. Sabe por que que ninguém fala nada? Porque se fosse talvez um deputado, o cara voou.
Agora, quando você fala, o João, o Antônio, o Francisco, o Augusto, o Otávio... Todos estão voando, mano. É uma merda. Será que é, cara? Todos, Matheus? Você é mesmo? Eu não acho que são todos, não. Falta sete que não voam. Eu não acho que são todos, não. O sete que te procurou. Não, tem umas figurinhas... Não, tem sete que te procurou. Esse sete, talvez... Aí já te procurou pra ter apoio. Ah, ó, né? A meia dúzia que... Meia dúzia que te procurou.
Então deve ter seis ou sete que eu acredito que não voam. Esse eu nunca topei em hangar. O que não procurou tá voando, mano.
mas tem umas figurinhas meio carimbadas assim que a gente que a gente vê sempre são essas figuras mais fisiológicas da política assim essa que assim alguns deles tem até aviação própria
Porra, vai ver a aviação do Edir Macedo. Quanto político voa nessa aviação, cara? É pra cima e pra baixo toda hora, o tempo todo. Sério? Tu já topou com, sei lá, Silas Malafaia? Já topou com ele em algum hangar? Não, porque o Silas Malafaia, ele... Ele tem um avião dele. Não, ele tem uma aviação que é meio pé de breque, assim.
É uma categoria abaixo. Só aeroporto clandestino. Opera ali em Jundiaí, é um bom aeroporto, mas é um avião velho. Mas, por exemplo, eu voei algumas vezes com o Valdomiro Santiago. O chapelão. O chapelão. Pra fazenda? Você foi pra fazenda? Parece que tem muito boi. A gente foi pra África, onde ele rezava umas missas lá.
um enfrentamento do voo desse custa mais de um milhão de reais, cara sério? um voo desse, fretado? mas você chegou a levar ele para o continente africano? o Valdomiro Santiago? eu não fiz o voo com ele, mas eu preparei toda a documentação do voo porque eu não tripulei aquele avião naquele dia
Mas eu era responsável pela documentação. Então eu fiz toda a documentação do voo, fiz o planejamento do voo. E os pilotos que voaram, assim, eram meus amigos, eram gente do meu... Mano, se um cara faz um voo desse e volta com droga, volta com diamante. Vai pro continente africano e volta com avião cheio de diamante. Foi lá rezar uma missa, aí tá, tá, rolou umas doação ali, o cara volta com um voo cheio de grana. E aí, velho? Você não tem responsabilidade nisso, não? Tem. Tô com...
O comandante do avião é responsável por tudo que está ali dentro. Perante a legislação, o Código Brasileiro da Aeronáutica, o comandante é responsável por tudo que embarca no avião. Então, por isso que é saia justa, Rodrigão. Porque você é responsável por saber o que tem numa sacola ali.
Só que o cara não vai te falar o que tem na sacola. E você vai pressionar o teu patrão e falar, porra, eu preciso abrir a sacola e ver o que tem dentro? São situações muito delicadas e que não deveriam estar...
nessa nessa relação elas deveriam estar fora dessa relação deveria ter uma uma lei e uma fiscalização que não deixasse isso na mão de um trabalhador que é sempre o ponto mais fraco desse desse rolê todo porque a hora que o cara chega para mim fala velho você abre essa bagagem aqui amanhã você passa no RH para as coisas embora
Não deveria ser responsabilidade do comandante da aeronave. Deve ser responsabilidade. Deveria ter, sei lá, um alfândega. Esse cara tem que passar na alfândega. A partir do momento que ele passou, é responsabilidade da alfândega. Isso existe. Alfândega, claro, existe. Mas existem aeroportos e aeroportos. Aeroportos onde a fiscalização é mais ou menos rigorosa. Aeroportos onde a...
Combinados mais favoráveis ou menos favoráveis. E aqui eu não vou entrar em detalhes nisso, porque a gente começa a falar de coisas que podem ser crime. Mas há, assim, em aeroportos onde circula apenas aviação executiva, inclusive no estado de São Paulo, um grande aeroporto, uma fiscalização bastante falha do que entra por ali. E você vai uma pista particular, porque você pode também sair de uma pista particular?
Numa pista particular, você não vai poder fazer o internacional. Lá não tem fiscalização nenhuma, mas pode ser aqui dentro. Pode ser aqui dentro. E acontece. Porque lá na particular não tem nenhum tipo de fiscalização. Vamos falar de um aeroporto que não é nenhuma pista particular, que não é uma fazenda, que é o Aeroporto Internacional de Brasília. Se vocês já embarcaram no aeroporto de Brasília, certamente vocês passaram no raio-x.
Certamente vocês tiveram que colocar todas as suas coisas lá e se você tinha esse relógio aí, você teve que tirar do pulso. Tem que tirar, exato.
Porém, se você freta um jato executivo, não é por ali que você vai. Existe um outro terminal, afastado do terminal principal, que é um terminal executivo, inclusive patrocinado pelo BRB, tem ali o logão do BRB, bonitão na frente. Nesse terminal, você que vai até um avião executivo, você chega ali, se identifica, passa com as suas coisas, porém...
você vai para um hangar, onde você vai embarcar nessa aeronave, correto? Chego ali, passei no raio-x e eu vou até o hangar, onde a aeronave que eu vou decolar está me esperando ali. Cara, esse hangar tem uma entrada dos fundos, tem uma entrada de serviço, que se eu chego ali, vamos supor, tá?
Ô meu irmão, tô indo ali no hangar da Sagres, que eu vou prestar um serviço no ar-condicionado, vou fazer um reparo. Opa, beleza, tá entrando aí com tua ferramenta, demorou, vai lá. E aí eu posso deixar o que eu quiser nesse hangar e o passageiro que já entrou pelo terminal executivo e passou pelo raio-x, pode encontrar com a bagagem dele já na sala VIP, prontinha pra entrar pro avião. Eu vi isso acontecer.
Mais de uma dezena de vezes. Caixa, devinho, caixa...
Aquelas caixas de arquivo, de papelão, assim? Caixa de postiche. Caixa de postiche. Vamos chamar de caixa de postiche? Enfim, cara, eu falei já para a polícia, já falei para outros parlamentares. Vôos, passei as datas. Se quiserem as datas, a gente abre aqui no celular e te fala exatamente as datas. Vôos do Danilo Trento. Ele embarcava, o dinheiro embarcava pelos fundos.
Estou falando, eu vi isso acontecer. O dinheiro entrou no avião que eu estava pilotando. Desembarquei essas caixas de vinho em São Paulo, tirei foto dessas caixas de vinho, mandei para a Polícia Federal. Então...
Por isso que eu digo. Tudo isso, então, já está em prova, em arquivo mesmo, no processo lá dentro da sala da Polícia Federal. Eu acredito que sim. Como eu te falei, a Polícia Federal não me diz, ó, isso aqui que você passou, bacana, vai para a Carbonocult. Isso aqui que você passou, legal, vai aqui para o INSS.
Não sei, mas eu passei as informações. Você acha que existe esse silêncio do piloto? A gente já falou aqui por uma questão de emprego. O cara quer manter o seu emprego também. Eu acho que sim, cara. Eu acho que sim. Veja bem, os bons empregos na aviação executiva não são muitos.
Diria que são aí, de repente, uma centena de empregos no Brasil. É mais fácil você ser deputado federal do que você ser um comandante de uma aviação executiva das grandes do Brasil. Tem mais cadeira lá no Congresso do que cadeira no cockpit de avião grande que paga salários.
Muitas vezes acima de 100 mil reais por mês. Salários grandes mesmo. Bons salários. Salários equivalentes a salários de diretores, grandes executivos, C-levels de empresas multinacionais, né? Já viu o Lulinha voar em algum desses aviões aí? Não, cara. Eu nunca vi o Lulinha pessoalmente. Nunca. Já viu os filhos do Bolsonaro voar em algum?
Eu já voei uma vez com o Eduardo, numa outra empresa, não tinha nada a ver com esse avião do Beto, era um táxi aéreo, era uma outra ocasião, foi na eleição de 2018, eu fiz um voo com ele, se não me engano, de São Paulo para Rio de Janeiro ou do Rio para São Paulo. Ali parecia ser um fretamento que o PL fez, enfim, numa empresa de táxi aéreo. Estou respondendo a título de curiosidade, mas nesses aviões do Beto,
Eu nunca vi um filho do Bolsonaro voando, nem um filho do Lula voando. Já vi... Nem o Lula e nem o Bolsonaro, um desses já viu. Vamos lá.
Nem o Lula e nem o Bolsonaro, porém uma pessoa que foi muito próxima do Bolsonaro no governo anterior. Um indivíduo chamado Fábio Weingarten.
Também aqui, isso é uma coisa que eu já falei bastante com a polícia, a mídia não se interessou muito em publicar isso, mas sim, inclusive uma ocasião muito pitoresca, em que ele levou de presente um berrante.
Assinado pelo Sérgio Reis para entregar ao Beto Louco, dizendo que seria um presente do presidente para o Beto.
Tudo isso foi coisa que eu vi e ouvi e informei a Polícia Federal. As investigações a respeito disso, acredito que estejam em andamento. Mas, enfim, era esse tipo de contato. Nunca teve, de repente, um Bolsonaro ali dentro desse avião. Mas teve uma pessoa ali que era do círculo. O amigo do amigo.
É, o Fábio, se eu não me engano, naquele momento, ele estava ali prestando um serviço de assessoria de imprensa para o Beto. E ali, assim, houve um pouco da conversa, tinha o advogado do Beto junto, no mesmo voo, no mesmo dia.
E eles estavam indo fazer uma reunião, ao que tudo indica, com o Davi Alcolumbre, por conta dessas conversas de... Ah, a reunião com o Davi acabou agora, estão voltando para o aeroporto, esse tipo de coisa. Não sei se foi com o Davi mesmo, mas foi a informação que circulou ali no dia dessa ocasião. Ô Mauro, como que eu posso ajudar a lente da voz aqui no Três Irmãos?
Cara, eu acho que isso, me receber aqui pra gente falar a respeito disso é a maior ajuda que vocês com esse veículo de comunicação que eu acho que... Você acha que eu posso cobrar de algum político quando vem aqui?
Eu acho. Eu acho sim. Você ajudaria? Eu acho sim. Igual a gente recebe ministros, recebe deputados, senadores. Eu acho sim. Daqui a pouco a gente vai começar a receber candidato a presidente. Já recebeu algum? Talvez fosse interessante você perguntar. Você está ciente das denúncias que o piloto do Beto Louco fez?
Talvez essa pessoa não esteja ciente, não sei. Mas colocar essa pessoa à parte... É verdade, porque... Você falou que é realmente interessante. Às vezes a gente cobra, e não porque o cara seja ruim, ou porque ele tem outras coisas que ele cuida, que ele vê e passa desapercebido, é verdade. Eu acredito que sim. Nem tudo é má fé, né? Nem tudo é desonestidade. De forma legítima, assim... Cara...
Eu estou vivendo esse lance da denúncia há seis meses. Muitas vezes, o que para mim parece óbvio, para outras pessoas não é óbvio. Eu vivo isso, eu relembro os fatos, eu leio notícias, eu acompanho tudo isso todos os dias. Às vezes, o que para mim está muito claro e muito vivo na minha memória, para uma pessoa que ouviu falar seis meses atrás, acha até que ficou de lado. Então, se você acha que você tem espaço para isso nessa mesa, perguntar.
você ouviu falar das denúncias do piloto, o que você acha? Isso deve ser investigado, não deve ser investigado? Não sei, às vezes a gente encontra aliados aí que podem entender que...
aí tem algo importante para ser visto. Principalmente esses candidatos que chegam aqui com essa pauta de segurança pública, né? Pô, a gente tem que combater o crime organizado, tem que combater as facções criminosas. Concordo, eu acho que tem que combater o crime organizado mesmo. Essa é uma maneira importantíssima, né, cara? E eu acho que o trabalho que foi feito na Carbono Oculto se mostrou extremamente eficaz para combater o crime organizado. Afinal, você vai secando o dinheiro, né?
Você vai cortando caminhos onde esse dinheiro circula e que no final das contas é o dinheiro que financia esses tais exércitos de garotos armados no morro. Será que não vale a pena a gente cortar o dinheiro que financia isso?
Eu acho que tem que combater o crime organizado em todas as escalas da pirâmide. Com certeza. Na base, mas eu não vejo as pessoas falar de combater na ponta, que é onde traz mais efetividade. Todo mundo quer combater na base. Vamos combater ele na base, é importante. O que está acontecendo não pode acontecer e não pode mesmo. Mas vamos falar da ponta da pirâmide, que ninguém está falando? E vamos lá, a gente foi lá... Eu falo isso para a galera que tem que pegar os milionários, os caras que estão explorando as mãos de obra, está tudo lá em cima.
E lá em cima e pegar eles mesmo, entendeu? Você não é contra essa galera. Vamos agir junto, porra. O Beto Morabial, família, ele não morava no Morro da Penha, sei lá. Explorador de mão de obra. Eu acho que é uma força-tarefa que deve, obviamente, enfrentar o crime no território, porque esse crime massacra quem vive naquele território dia após dia.
é o filho da trabalhadora que é cooptado pelo tráfico é o senhorzinho voltando para casa tarde depois do trabalho que tem o celular roubado que enfim todo tipo de violência que acontece no território ameaça gato net todas essas coisas mas e aí prendeu toda essa galera se continuar chegando dinheiro no dia seguinte tem uma galera nova
Nesse episódio aqui, a hora que ele acabar, você quer que a audiência mande mensagem para algum deputado em específico, marcando ele e falando, mano, ajuda nisso aqui que a gente está precisando de você? Deputados específicos? Eu não vou nominar deputados, mas eu diria que os membros das comissões da CPMI do NSS e da CPI do Crime Organizado. Eu acho que essas são as pessoas que devem ser cobradas.
Olhem para esse caso. Olhem para essas denúncias. Isso é importante. Já conversei com parlamentares em ambas as comissões, tanto da direita quanto da esquerda, em ambas as comissões. As coisas não caminham.
Eu acho que é importante cobrar. Eu acho que para que as coisas caminhem mesmo, tem que ter pressão, cara. A gente está vendo. Desculpa, eu estou te cortando seguidamente. Não, é o Robertinho que está te cortando seguidamente aqui. Não, é porque tem uma galera que fala que o CPMI, por exemplo, não tem que acontecer. Tem uma galera que vem aqui e fala que não adianta fazer isso porra nenhuma.
Olha, se não tiver... Eu vou dar a minha opinião, tá? E essa é uma opinião independente de partido A ou partido B. Eu acho que a CPI tem que acontecer. A CPI do Banco Master, provavelmente, é a que você está se referindo, que é que está em vias de acontecer ou não, né?
porque é uma oportunidade e a gente tá tendo aqui uma oportunidade seja no INSS no crime organizado ou na CPI do Banco Master se ela vier a acontecer de ter essa roupa suja entre aspas lavada em público porque isso promove debate isso promove qualificação da do eleitorado as pessoas veem isso no jornal e falam porra fula eu ia votar no fulano mas olha só
ou porra eu não sabia que as coisas funcionavam desse jeito não fazia ideia que os braços eram tão profundos cara isso que é politizar não ficar dizendo a PT ou é bolsonaro
Eu não acho que isso é uma politização que produz, de fato, um rico debate na sociedade. Eu acho que o que pode ser visto na CPI, se ela for conduzida com seriedade, porque, de novo, a gente vê CPIs aí que são completamente cooptadas por uma intenção midiática, claro, em uma eleitoral isso provavelmente ainda mais, mas é a oportunidade da população ter acesso a essas informações, porque na CPI...
as coisas saem do sigilo, elas são debatidas em público, enquanto muitas vezes na Polícia Federal, até por uma necessidade da investigação, muitas coisas são batidas em sigilo. Então eu acho que, primeiro, a gente tem que tomar cuidado para que a CPI do Banco Master não se torne um palco de dizer se era o Flávio Bolsonaro ou o Lulinha que estava falando com fulano ou ciclano. Porque isso vai virar um debate improdutivo. Sim.
Mas as investigações, se elas de fato acontecerem seriamente, a exposição de documentos, debate parlamentar qualificado, cara, isso é uma oportunidade enorme, a gente está tendo uma aula de como funciona o sistema político no Brasil. A gente está conseguindo enxergar pelo menos...
Muitas pessoas estão. O quanto estrutural é esse problema? E que muitas vezes falar de, ah, fulano, ciclano, sendo que vem esse cara não estiver lá, vai ter outro no lugar. Se a gente não combater essa estrutura que permite que isso funcione dessa forma, e aí a gente está falando de trabalho legislativo.
A gente está falando de produzir leis, produzir um arcabouço legal de fato eficaz para combater esse tipo de crime financeiro que a gente está vendo que subsidia facção criminosa, gente.
Eu acho que é o grande terror da população, principalmente nos estados tipo São Paulo, Rio de Janeiro, alguns estados do Nordeste, na Bahia, onde há um movimento forte de facção, isso é o terror das famílias. O filho sai de casa e não volta, ou o filho é cooptado para trabalhar no tráfico enquanto você está lá pegando três horas de busão para ir, três para voltar. Isso é o terror das famílias.
E a gente tem uma oportunidade histórica de passar isso a limpo. Talvez a nossa geração não tenha isso de novo. Talvez se esse escândalo do Banco Master, que tem tentáculos por todo o sistema político...
Se isso for, de fato, deixado para baixo do tapete, ou se estancar a sangria, a gente conhece essa expressão, né? Se estancar a sangria em determinado patamar e não avançar para próximo, cara, a gente vai perder uma oportunidade histórica de, de fato, passar limpo.
no ônus e no bônus, num ano eleitoral, que permite que as pessoas tenham as informações frescas na cabeça, o debate fresco na cabeça, e que isso possa refletir na decisão do voto dessa pessoa, que ela vai lá e fala, esse cara não, esse cara está metido num rolo enorme desse tamanho, não vou eleger esse cara de novo.
Então, cara, eu acho que esse assunto do Banco Master não deve sair da baila. Não acredito que vai sair da baila porque, de novo, os dois lados do espectro de direita e esquerda estão interessados nesse assunto. Um tentando empurrar no colo do outro. Mas há pessoas sérias, eu acredito nisso, que estão a fim de fazer o trabalho.
que estão a fim de cumprir a sua tarefa histórica de seu parlamentar que vai conduzir isso até o fim. O cara que não vai deixar isso morrer. O grupo, porque eu não acho que isso é uma responsabilidade individual de um ou dois parlamentares, mas o grupo que vai se colocar como a frente parlamentar, que vai levar isso a cabo, independente das consequências, se a gente tem uma tarefa histórica para cumprir. E a gente conta com vocês, gente.
É isso, cara, parabéns. Eu vou ler algumas mensagens aqui, durante a semana eu pedi para a audiência mandar algumas perguntas para você. Antes de eu começar a lê-las, tem alguma coisa que você queria falar que a gente não conversou aqui durante esse episódio?
Cara, na verdade a gente conversou aqui, eu sempre falho em fazer isso, quer dizer, qual que é meu Instagram, né? Eu tava esperando terminar, eu não ia deixar você acabar sem falar isso. Meu sobrenome é Matosinho, com dois T's e S, e meu Instagram é mauro__matosinho. Eu te peço que siga, que acompanhe, ali eu atualizo informações do caso, eventualmente faço uma leitura, faço um complemento com informações que eu tenha.
que possam somar o noticiário e é um canal assim que eu acredito de fato que está me ajudando a manter seguro a gente tem ali um grupo de pessoas que primeiro me dá visibilidade cobra parlamentares cobra a mídia e a gente muito engajada a gente que tá afim ali se juntou uma galera assim
Existem 80 mil pessoas no país que abominam esses escândalos que a gente está vendo. E essa gente está ali quente, cobrando, comentando, compartilhando e me ajudando a me manter seguro e manter pressão nas investigações. Então não faltou nenhum ponto. Depois você vai falar, ah, não me perguntaram. Não me perguntaram.
Aí o político tá lá, ninguém nunca me perguntou. Olha, eu acho que a gente falou de todos os pontos. Se você tem algo em mente que por acaso eu tenha deixado passar, você pode me cobrar e eu falo agora. Ó, vamos lá. O DevSevJr, que é um membro aqui do canal bem ativo aqui, obrigado por ajudar tanto o Três Irmãos, mandou aqui, quais as provas que você apresentou sobre as aeronaves serem do Rueda?
Vamos lá, qual o nome dele? Deve serve. Deve serve. O que eu apresento sobre as aeronaves do Rueda são todas as informações que o Epaminondas, dona da taxa de piracicaba, compartilhou comigo.
os prefixos de aeronaves que foram comprados, os valores das aquisições dessas aeronaves, o fluxo de compra dessas aeronaves e qual era o interesse na compra dessas aeronaves. Bom, isso que eu estou dizendo são conversas das quais algumas eu tenho print screen e que foram compartilhadas como prova, como indícios.
Outras delas eu tenho comprovante de diários de bordo, que confirmam uma movimentação, por exemplo, nesse dia nós fomos para tal aeroporto com Rueda, com Beto, enfim. Então os diários de bordo, eu tenho todos os diários dessa aeronave e eles são documentos...
É o documento da aeronave. Tudo que está registrado naquele diário tem valor legal. Como se fosse uma ata. Isso. E quem assinou aquilo tem responsabilidade legal sobre o que está escrito ali. Para além disso, existem provas que estão sob a guarda da taxa de Sérgio Prascaba e precisam ser apuradas.
E a gente está falando aí principalmente de listas de passageiros, as quais algumas eu tenho, outras não, porque essas listas eram produzidas pela própria Taxério Piracicaba e armazenadas, como a lei solicita, junto com uma das cópias do diário de bordo, que fica na documentação da empresa.
essas listas de passageiros dizem exatamente quem entrou em cada avião. Aviões, de novo, sob a legislação 135, podem ser táxi aéreo, podem ser fretados. Os 91 são particulares e se a pessoa entrou nele, ela era proprietária ou ela era convidada do proprietário. Então há explicação a ser dada. Você acha que tem mais parlamentares do União Brasil envolvidos nesse caso?
Eu acho que sim, eu acho que sim, porque principalmente no Mike Romeo Lima, que era o avião do Roeda, ele circulava com muitos parlamentares do União Brasil. Agora, eu não sei dizer quem são esses parlamentares, eu sei um ou outro, não tenho provas a respeito da existência desses voos, desses parlamentares, porque eu não tenho o diário de bordo de uma aeronave que eu não opero, que eu não piloto.
Mas são documentos que existem O caminho das provas foi entregue Para a Polícia Federal E eu acredito que o trabalho será feito De apurar todas essas listas de passageiros Chegou a ver o Kim Kataguir em uma dessas aeronaves Eu já vi algumas pessoas cobrando dele Essa questão Nunca vi O presidente do partido dele está envolvido nesse cano de corrupção
Honestamente, nunca vi o Kim Kataguiri circular por esse ambiente de aviação executiva aqui de São Paulo, Brasília. Legal, legal. O Renan Santos, você fala? Inclusive, o Renan esteve aqui e quando ele esteve aqui eu conversei com ele. Ele falou que tinha interesse em conversar com você. Para expor também, para você poder denunciar isso lá no canal deles. Eu sei que há algumas pessoas do Missão que fazem um trabalho lá no Amazonas.
e que falaram comigo interessadas em expor o governador, que era um usuário, quanto mais, das aeronaves do Beto, isso já é uma informação pública, mas como eu tenho algumas listas de passageiros que têm o nome do governador, algumas pessoas do Missão se interessaram em levar isso para solicitar a abertura de uma CPI na Assembleia Legislativa lá.
Não tive retorno, não sei que ponto que está, mas sei que o trabalho deles lá na Amazonas parece estar acontecendo. Eu vi o Aldo Rebelo essa semana falando que o Banco Master se beneficiou muito com a operação de crédito de carbono.
E que estava diretamente envolvido com algumas ONGs da região do Amazonas, assim, sabe? Que inclusive o Ministério ali do Meio Ambiente tem que se posicionar sobre isso. Como que esses caras ganharam tanto, tanta grana com crédito de carbono, sabe? Foi, diz o alto, foram 45...
bilhões de crédito de carbono. Pelo que eu vi em algumas notícias, haveria terras que geravam esses créditos de carbono, que são terras da União. Terras da União. O Waldo é foda, hein? Agora, de fato, era um destino muito comum a cidade de Manaus.
Muito comum. Então, novamente, tenho todos esses registros, todos os dias que esses aviões foram para Manaus. Isso tudo foi... Chegou a escutar alguma reunião do Beto com ONGs nessa cidade? Não, cara. Tem uma coisa, assim. As conversas que eu escutava do Beto aconteciam em momentos muito pontuais. Por quê? Porque o avião está com os motores ligados durante o voo e não é... Você não escuta o que está sendo conversado lá no fundo. Em que momento isso acontecia?
Quando eu ia lá para trás oferecer uma bebida, servir... O avião não tem comissária de bordo, né? Que embora não seja uma trabalhadora que exerça a função de servir o passageiro apenas, a comissária de bordo tem uma função de segurança, e a primeira função da comissária é evacuar uma aeronave com segurança em caso de necessidade, mas...
Como evacuar aeronaves não é uma constante, a comissária também faz o serviço de entretenimento e de comes e bebes, enfim. Em avião executivo isso é menos comum, por conta da privacidade que os passageiros querem. Então, muitas vezes cabe a um dos pilotos, que a gente decide na hora quem vai, ir lá atrás, servir os passageiros, dar uma...
fazer uma socialização do tipo, ó, tanto tempo de voo, a meteorologia tá boa lá, tá tranquilo. E aí, nessas situações, a gente acaba escutando conversas. Pra além disso, era o momento em que eu mais escutei coisas, né, que eram os momentos de desembarque. Quando a gente chega no hangar, corta os motores e aí fica tudo muito silencioso, né.
E aí é aquele momento onde eles estão decidindo, vamos para tal lugar, vamos encontrar fulano. E é onde eu conseguia escutar justamente sobre os encontros que iriam acontecer. Por exemplo, no caso do Ciro Logueira. Foi ali, cortamos os motores, já está tudo certo com o senador Ciro, ele vai nos receber. Ali no momento de desembarque. Mesma coisa aconteceu com o nome do Davi Alcolumbre. Pô, o senador Davi já está nos aguardando. Está indo ali no desembarque.
Então por isso que eu consegui ouvir alguns nomes, né? Muito por esse momento de desembarque, de dizer, ah, vamos encontrar fulano ciclano e ali a troca, compartilhando esses planos logísticos aí com o outro, né? Bom, mas eu acho que eu fugi um pouco do tema da pergunta. Bom, é isso, é isso. O Beto, ele era um cara que comprava muitos favores, assim, né? Quer dizer, não era um cara da chantagem, assim, igual... Não era um cara que comprava muitos anos, né?
nunca me pareceu, não sei dizer como o Beto operava nos pormenores dos seus negócios, mas nunca me pareceu uma pessoa que fazia chantagem.
embora essas trocas de voo, leva um carona para outro... É a troca de favores, né? Os caras exercem uma influência com isso. Sempre faz com que um deputado ali que de repente usou esse avião deixe um rabo preso, né?
Então isso pode ser desde uma troca de favores até de repente um... Olha, eu tenho um negócio seu aqui, você não me ajudar. Não sei como ele operava. Mas, de fato, havia trocas que podem ser usadas de diversas maneiras. É a dívida moral, né? Dívida moral, é isso.
Irmão, obrigado, cara. Obrigado mais uma vez por participar do Três Irmãos. Portas abertas para você. Valeu demais. Eu que agradeço de novo por me abrirem nesse espaço. Eu confio muito no trabalho de vocês. Valeu, obrigado. Vejo que tem se tornado rapidamente um dos podcasts mais relevantes no debate político.
Então, por isso, para mim, é sempre importante estar aqui, conversar com vocês e falar com a audiência que vejo que é uma audiência interessada nesse tipo de assunto. Com certeza. Redes sociais, mais uma vez? De novo, é Mauro Underline Matosinho, Matosinho com dois T's e S.
Esse é o meu Instagram, é onde eu mais me comunico. E é onde eu estou sempre ali respondendo inbox, às vezes abro uma caixinha, muita gente faz pergunta. E eu tento manter o contato sempre aberto com a galera que chega lá, enfim, interessada nesse assunto. Eu sou um amplo divulgador de tudo que eu vi, tudo que eu sei.
Boa, mais uma vez aí, confere se está inscrito no canal, se o sininho está ativado, né, Robertinho? Isso aí. Importante demais. Agradecer ao parceiro desse canal, que é o Instituto Oliver Carreiras Policiais. Se você tem um sonho em ser policial, bombeiro, procure imediatamente o Oliver. Ele é quem mais aprove em todo o Brasil, tem material de estudo em todos os estados. E tem o EJA também, né, Robertinho? Para quem não completou.
o segundo grau, né? Se você quer prestar um concurso e pensa, poxa, ainda nem terminei meus estudos, é uma oportunidade ótima, porque ele vai acelerar, vai conseguir fazer com você termine seus estudos mais rapidamente, com parceria com diversas universidades, certificado pelo MEC. Galera de Minas aí, tem um edital de bombeira aberta agora, então aproveitem essa oportunidade. E oportunidade maior que essa, só alfacou, com cupom de desconto 3irmãos, mês do consumidor. Você consegue uma camiseta igual essa que o Robertinho tá usando.
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Valeu, galera. Valeu, galera. Fui.
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