GLAUBER BRAGA e LUCAS PAVANATTO - PSOL x PL - PODCAST 3 IRMÃOS #943
✅ Envie sua mensagem no LIVEPIX https://3irmaos.in/pix❤️ SEJA MEMBRO do canal e COLABORE para que possamos fazer programas CADA VEZ MELHORES https://3irmaos.in/membro ✅ INSCREVA-SE em nossos OUTROS CANAIS no YouTube:Canal de Cortes Oficial - https://www.youtube.com/@cortespodcast3irmaosoficialCanal Lixeira - https://www.youtube.com/@podcast3irmaoslixeiraVale a Pena Ver de Novo - https://www.youtube.com/@3Irm%C3%A3ospdc ‼️ Faça parte do DISCORD do 3 Irmãos - https://3irmaos.in/discord ➡️ SIGA o Podcast 3 Irmãos nas Redes Sociais:Instagram - https://www.instagram.com/podcast3irmaos/Tiktok - https://www.tiktok.com/@podcast3irmaosTwitter (X) - https://twitter.com/podcast3irmaosTwitch - https://3irmaos.in/twitchInsta de Cortes - https://www.instagram.com/3irmaoscortes/Threads - https://3irmaos.in/threadsFacebook - https://www.facebook.com/Podcast3irmaos/Canais WhatsApp - https://3irmaos.in/zap | https://3irmaos.in/zap2Novidades e posts EXCLUSIVOS no canal "Família 3 Irmãos" do Insta - https://3irmaos.in/instacanal 🎧 OUÇA o Podcast 3 Irmãos no seu agregador de podcasts favorito!Spotify - https://3irmaos.in/spotifyApple Podcasts - https://3irmaos.in/appleAmazon Music - https://3irmaos.in/amazonmusicDeezer - https://3irmaos.in/deezer ➡️ Demais LINKS e CONTATO COMERCIAL em https://3irmaos.in/links_________________________________________________ GURUJA✨ PARCEIROS DO PODCAST 3 IRMÃOS ✴️ GURUJA CONCURSOSDomine os concursos Fiscais e de Controle com quem mais aprova no Brasil! Acesse o site https://guruja.link/pd3irmaosInstagram: https://3irmaos.in/instaguruja____________________________________________________ INSTITUTO OLIVER✴️ INSTITUTO OLIVER - Escola Preparatória para Carreiras Policiais📖 Curso SUPERIOR RECONHECIDO PELO MEC, à distância (EAD) e em apenas 3 meses! https://3irmaos.in/institutooliver🎓 Conquiste seu DIPLOMA do ENSINO FUNDAMENTAL ou MÉDIO em 6 meses e à distância (EAD) https://3irmaos.in/institutooliver________________________________________________________SOLDIERSA Soldiers Nutrition entrega qualidade, performance e o melhor custo-benefício em suplementos🔥 Mais força. Mais energia. Mais resultado.Garanta agora 👉 https://3irmaos.in/soldiers________________________________________________________ALPHA CO✴️ Conheça as camisetas, bermudas e ROUPAS de treino TECNOLÓGICAS da ALPHA CO e faça parte da nossa alcateia!Acesse nosso link https://3irmaos.in/alphacouse o cupom "3IRMAOS" para ganhar 10% off! #usealphaco ________________________________________________________TOPWAY Use o cupom 3IRMAOS e garanta 25% de desconto nos melhores produtos alimentícios saudáveis.👉 Aproveite agora e cuide da sua performance!https://3irmaos.in/topway________________________________________________________ ✴️ Conheça e experimente os cafés da VEROO CAFÉS ESPECIAIS ☕ café de verdade, de gente pra gente!Acesse pelo link do 3 Irmãos em https://3irmaos.in/veroo use o cupom "3IRMAOS" e receba DESCONTOS e BRINDES EXCLUSIVOS!__________________ ✴️ Futuristic Games & Magazine - Loja especializada em Games e Brinquedos!Conheça as novidades e faça sua encomenda, com envio para todo o Brasil, no https://3irmaos.in/insta-futuristic__________________ ✴️ WN Telecom - Internet Ultra Fibra Ótica (FTTH) e muito mais!Conheça em https://3irmaos.in/wntelecom e acompanhe as novidades no https://3irmaos.in/insta-wntelecom__________________ ✴️ Taiwan Hotel - Sua melhor estadia em Ribeirão Preto!Faça sua reserva pelo site https://3irmaos.in/taiwanhotel e acompanhe as novidades no https://3irmaos.in/insta-taiwan-hotel______________________✴️ Participe da BATALHA DE CORTES do Podcast 3 Irmãos!https://3irmaos.in/batalha__________________________________ ➡️ SAIBA MAIS SOBRE O CONVIDADO:https://www.instagram.com/glauberbraga_oficial/https://www.instagram.com/lucaspavanato/
- Debate sobre Glauber Braga e Lucas PavanatoRegras de debate · Ausência de Pavanato · Expectativas da audiência
- Direitos das MulheresLei da misoginia · Direitos das mulheres · Alzheimer e cuidados
- CorrupçãoDesvio de recursos · CPI do INSS
- Possível intervenção internacionalIntervenção dos EUA · Cuba e Venezuela
- Crise ClimáticaDesastres em Nova Friburgo · Política de prevenção
- Segurança OperacionalReforma da Previdência · Valorização dos policiais
- Letramento e Educação PolíticaFormação de policiais · Educação política
Podcast Três Irmãos na área, quem fala com vocês mais uma vez, Rodrigo Tchorro, do meu lado, meu brother, meu irmão, Roberto Andrade, filho, o Borracha, na mesa operando o nosso diretor, Pedro Henrique. E aí, Robertinho, mais um debate aqui na casa do Três Irmãos. Fala aí, meus irmãos, beleza? Fala aí, meu irmão, bacana? Rapaz, mais um debate e eu vou te falar uma coisa, hein?
Quem acompanha já me viu posicionar aqui diversas vezes, até às vezes o incômodo que eu sinto, quando a gente traz um debate aqui, logo depois a galera fica naquela expectativa, nossa, quem foi melhor, quem venceu o debate? E eu sempre tentando fazer aquela situação de equilíbrio, falando, não, nem sempre o debate tem um melhor ou um pior, mas hoje eu acho que vai ser difícil eu manter esse meu argumento falando que o debate foi igual, tá?
Eu começo a imaginar que hoje o debate só tem um lado mesmo. Hoje o doutor advogado Robertinho não consegue fazer a sua defesa. Minha defesa vai ficar complicada. Defender W.O. é complicado. É, não dá pra... Hoje vai ser complexo pra mim, viu? Bom, mas eu vou... Vou marcar o tempo, pelo menos, né?
Eu vou agradecer aqui meu camarada, meu amigo, meu irmão, que compareceu. A gente marcou esse debate já tem muito tempo já. Ele aceitou, a gente combinou as regras, combinou data, horário. E ele está aqui, Glauber Braga. Obrigado, irmão.
Obrigado vocês mais uma vez. Obrigado a todo mundo que está acompanhando, que divulgou o debate também. Rodrigão, Robertinho. É um prazer estar aqui com vocês mais uma vez para debater. Esperava que fosse para debater. Desculpa, cara. Eu sei que você veio de ônibus aqui para São Paulo, que você organizou sua agenda, que é corrida.
Assim, eu fico chateado, eu tentei fazer de tudo, assim, pra conseguir honrar o que eu tinha combinado com você. Mas com as formas que foram impostas, né? Nem eu, nem o Robertinho, nem o Pedro, a gente não aceita fazer debate dessa forma, sabe?
Você não tem responsabilidade nenhuma. Você não precisa me pedir desculpas. Eu é que ainda tenho expectativa. Quem sabe o rapaz ainda chega aí para a gente poder fazer o debate nessa altura do campeonato. Me surpreendeu, em parte, porque eu não o conhecia bem. Mas o que ele tentou exigir é inconcebível. Sim. É importante falar... Vocês falam ou eu falo?
Não, eu acho que eu e o Robertinho vai ocupar esse espaço seu agora um pouquinho, porque é importante falar, né, essa casa aqui, ela vem sendo conhecida como a casa de debates do Brasil, até por conta da seriedade que a gente cobra aqui, sabe?
Ah, o Rodrigão é parcial Mas isso mostra a nossa imparcialidade Que o que eu não aceitei com ele Eu não aceitaria com você E qualquer outra pessoa Porque o nosso compromisso aqui Meu, do Albertinho, do Pedro Sempre foi com a audiência Quer debater? Eu quero ver o debate Eu quero ver a troca de ideias Eu quero ver um falando com o outro Eu quero, principalmente quando são Dois parlamentares Eu quero que vocês se engalfiem aqui Eu quero ver
Quanto mais melhor, eu quero ver a verdade, o que vai sair dessa conversa. Agora, fazer algo combinado? Não, não. Se for combinar pergunta, combinar o que um vai falar, o que o outro vai responder, ou qualquer tipo de combinação aqui, a gente não vai aceitar, velho. Não vai aceitar e não vai fazer. É isso, Albertinho? É isso. O que acontece, às vezes a galera está chegando aqui agora e não está entendendo.
é que seria um debate, o Glauber viria para representar talvez as ideias da esquerda e tinha combinado com o Pavanato para vir aqui representar talvez as ideias, os planos da direita. E no último momento, já no instante final, o Glauber já com a passagem compra para vir para cá, com a estrutura preparada para isso, a gente movimenta também uma estrutura para que o debate aconteça com qualidade.
A gente antecipadamente manda uma proposta, é assim que acontece, a gente convida os participantes, manda para eles uma proposta de quem é o debatente e vamos falar sobre o Brasil, vamos falar sobre política. A gente manda as regras, que é o tempo do debate, cada um vai ter cinco perguntas, cada um vai ter tanto tempo de resposta, de réplica e tudo mais, que é o formato que vocês já acompanharam.
E dessa vez, soltando pouco tempo, a equipe do Pavanato entra em contato com a gente, nem foi o próprio Pavanato, querendo que a gente fizesse algumas modificações para manter o debate de pé, para entregar para vocês o que a gente prometeu, o que a gente mostrou, o que a gente pôs em público.
A gente falou com o Glauber, ele aceitou alguns pontos que, por exemplo, era o uso de celular. Isso já aconteceu em outros debates, mas a gente entende que isso não é produtivo, que isso não é a melhor forma de trazer um debate, porque o cara pode não usar as ideias dele, mas a gente quer realmente conhecer a capacidade, o pensamento da pessoa que está na mesa.
Mas ele queria usar o celular e o Glauber sim, falou que não era um problema, então a gente abriu a mão desse ponto. Ele queria trazer... Acessores, né? Uma assessoria para ficar aqui dentro. A gente prefere que não seja assim, porque pode desviar a atenção tanto...
Vamos pensar do Pavanato, que estava com a equipe dele, ou do Glauber, que não é da equipe dele e que se sente incomodado com o movimento aqui, ou com as situações, ou com às vezes até uma torcida indesejada no fundo, que acontece. Então a gente prefere que sejam só os dois aqui dentro da sala, mas o Glauber também aceita essa situação. Não pode levar a equipe dele, não vai ser um problema para mim.
E chega num ponto onde a gente realmente entende que é inegociável, que seria uma pré-combinação de perguntas. Eu quero perguntar nesse sentido sobre isso. E tá aqui as minhas e eu quero entender do Glober quais são as perguntas dele, em que sentido, sobre o quê. E nessa hora a gente acha que não, porque aí sai da verdade, sai do que cada um tem que entregar e fica um jogo combinado com cartas marcadas. Não é isso que a gente quer aqui.
E nesse momento, então, a gente meio que não cancela o debate. A porta está aberta se o Pavanato quiser vir aqui. O Glauber tem as cinco perguntas dele pronto, eu tenho certeza disso. Ele se preparou para isso. E se o Pavanato também quiser chegar aqui com as cinco perguntas dele, quaisquer perguntas que sejam, o Glauber está disposto a responder. Com certeza. Entregar o que ele tem de melhor e tentar entregar para o povo o que ele entende sobre o assunto.
E a porta continua aberta até agora, até o momento de começar, que é o horário. E como o Pavanato não apareceu, não sei se ele mandou aqui um não posso ir por qualquer outro motivo, não sei se ele avisou o Rodrigo, eu não fui informado, deu o horário e a gente começa o debate sem o Pavanato, por ausência dele, por falta da presença dele mesmo. Lembrando, Robertinho, que eu estou olhando aqui nas conversas, a gente começou a conversar sobre esse debate no dia 25 de fevereiro.
E essa conversa foi prolongando até o dia que nós encontramos a data ideal para que ele fosse promovido. E fechamos o debate no dia 9 de março. No dia 9 de março você me deu ok, eu peguei e dei ok. O pessoal está marcado. Foi o dia que nós divulgamos. Tal dia vai ter o debate do Glauber, do Pabarato. Colocamos na nossa comunidade do YouTube.
E faltando dois dias para realizar a ação do debate, o assessorio do Pabanato me manda mensagem falando que o Pabanato quer ver quais são os temas do debate para que...
ele possa se preparar. A gente falou, a gente já tinha conversado, esse é um debate entre dois políticos, um da esquerda e um da direita, e a gente vai falar de Brasil. Ah não, mas Brasil é muito vago. Eu vou mandar aqui. Ele pegou e me mandou. Eu quero conversar sobre esses três temas com Glauber.
A gente até vai conversar sobre esses temas. Eu queria falar da lei da misoginia, do Banco Master, do escândalo do INSS. Eu quero falar desses três temas com o Glauber. Eu quero saber quais os três temas que o Glauber quer falar comigo. Eu falei assim, vou dar uma enrolada aqui. Peguei e mandei assim, vai falar de bolsonarismo, eleições 2026 e segurança pública.
Aí ele falou assim, não, não, não, não, muito genérico, até porque bolsonarismo envolve muitos temas, muitas coisas, tem coisa que nem diz respeito ao meu trabalho, então assim, eu preciso que seja mais específico. E aí eu falo com Glauber, Glauber, quer combinar?
E você decidiu que não, que não faria isso. Não tem condições, né? Ou seja, eu fico até me perguntando se os outros debates que esse rapaz já fez, se ele previamente fez uma combinação daquilo que ia ser perguntado para ele. Que conversa é essa?
Eu ainda estou na esperança, porque eu sei que ele está assistindo agora. Estou na esperança que ele ainda pegue o carro, se não estiver aqui na frente, sente aqui. Faça as perguntas que quiser, sem prévia combinação. Agora, que história é essa? Eu tenho que definir previamente o que eu vou perguntar para ele, para ele ter um tempo de estudar. Ele pode me perguntar eventualmente coisas que eu não tenha maior profundidade. Eu digo, olha, esse tema eu não tenho.
Eu posso fazer a mesma coisa para ele. E ele também ter a oportunidade de trazer.
elementos que ele considere fundamental daquilo que vai ser apresentado. Bom, o fato é, se ele estiver vendo esse debate agora, vereador, coisa feia, vem debater. Essa história de fugir de um debate, porque só aceita as perguntas previamente identificadas ou os temas previamente identificados, demonstra que você é uma fraude. Tanto você é uma fraude, que você vai para a porta das universidades dizendo que está aberto.
para responder a qualquer questionamento, a qualquer pergunta que façam. Aí agora quando tem um debate aqui com regras, aí você não aceita. Isso para mim demonstra duas coisas, Rodrigão Robertinho. E quem está falando sou eu, a responsabilidade é minha e não é de vocês. Primeiro, que não tem conteúdo para debater.
aquilo que é a realidade concreta do Brasil, e segundo, que só aceita aquele tipo de debate onde ele vai interrompendo a pessoa, onde a pessoa não consegue completar o raciocínio e ele já entra desestabilizando com um procedimento que é muito característico do MBL e de onde ele foi filiado. Mas, paciência, eu queria dizer para vocês...
Que ele normalmente, vocês não sabem disso, também a responsabilidade é minha. Me disseram que ele normalmente traz um bonequinho para constranger o seu adversário nos debates. Eu também trouxe um bonequinho para ele. Eu vou aqui botar o meu bonequinho na expectativa de que ele ainda possa...
vir para esse debate. O bonequinho que eu trouxe aqui é o burrinho do Shrek. Agora, eu não estou trazendo esse bonequinho porque eu estou chamando ele de burro ou desprovido de inteligência até porque eu sou defensor da proteção animal. Não estou comparando ele ao burrinho. Mas como me disseram que nos capítulos, ou no filme, no Shrek, o burrinho normalmente pergunta, está chegando? Está chegando?
Fica aqui o burrinho também para perguntar ao Pavoná, está chegando? Está vindo para o debate? Eu espero que ele possa vir para cá e responder os questionamentos para não demonstrar que além da covardia é uma fraude completa. Se entrar por essa porta agora, eu vou dizer que pelo menos ele se indignou a demonstrar que não é uma fraude completa.
e que veio aqui para debater os mais variados assuntos. Agora, que papelão! Querer combinar previamente aquilo que ia ser perguntado para poder se preparar para um debate? Que fraude, hein, vereador? Que fraude!
E eu acho que foge do compromisso, Glauber, com a nossa audiência e com o seu eleitor também, cara. Sem dúvida. Imagina o seu eleitor, o Glauber tá fazendo debate combinado. Que isso, cara? Eu não espero isso do cara que eu boto, entendeu? Eu ia ficar com vergonha, porque não é certo, não é correto com a audiência.
E por isso a gente não aceitou. Eu e o Robertinho, a gente ainda discutiu várias coisas. Eu e o Robertinho, a gente não concorda com o assessor aqui, cara. Às vezes já aconteceu o debate de ficar três, quatro assessor, manda papelzinho debaixo da mesa, chama atenção, responde isso, atrapalha o outro na hora que está falando, atrapalha na concentração. Então a gente acha que o assessor tem que ficar de fora.
A gente está montando as nossas regras, melhorando isso. Talvez ficar um, no máximo dois na sala, mas se colocar todo um equipe, a gente não quer. Você já veio aqui, é a segunda vez que você vem para um debate aqui, nunca trouxe assessor. A maioria da galera que vem não traz assessor, então a gente não gosta de assessor. Estava conversando com o Albertinho também. Não, não gosta, Albertinho. Na hora do debate... Não é que eu já não gosto do assessor. Eu já não gosto do assessor. Não é que não gosta da pessoa do assessor.
Não gosta do assessor aqui atrapalhando o nosso trabalho, cara. Atrapalhando o conteúdo que a gente está criando. É chato, atrapalha. Mas mesmo assim, o Glauber falou assim, mano, ah, não tem problema. O cara pode usar assessor. Pode levar. Então, assim, para não cancelar o debate, a gente ainda passou por cima disso, sabe? O Glauber autorizou. Para não cancelar o debate, vamos aceitar assessor.
Eu e o Robertinho, a gente vem conversando. Pô, tem que parar com essa parada de celular. Ó, mas é importante combinar antes. Vamos avisar antes, porque depois combina em cima da hora e o cara tá com o celular. Mas a gente quer tirar isso. A gente quer ver o cara debater o que tá na cabeça dele ali, sem consultar chat EPT, Google, nem nada.
A capacidade de solução de problemas. A capacidade do cara. Vamos ver o que esse cara tem de potencial. E o Glauber também falou assim, cara, não vejo problema. O cara não é obrigado a saber de tudo. Pode trazer o celular, pode trazer assessor. Mas combinar a pergunta eu não vou. Ainda bem que você aceitou isso também. Obrigado por você ter falado isso. Eu não vou combinar a pergunta. Porque talvez, acho que se você aceitasse combinar a pergunta, eu acho que nem a gente faria, né, Roberto? Então, o que pega aqui para mim é uma coisa só.
A gente já enfrentou um monte de dificuldades, a gente já peitou um monte de problemas para fazer o que a gente acredita que é o certo. Claro. Entendeu? A gente pode não ser amado por todos porque a gente não se sujeita a estar aqui para agradar ou fazer o que todo mundo quer. A gente está aqui para fazer o que a gente acredita que é certo.
Então, acordos com a gente, a menos que sejam extremamente honrosos e, vamos pensar, moralmente corretos, se não for assim a gente não vai aceitar. A gente não está aqui para fazer um hype ou para fazer um corte. A gente está aqui para tentar de verdade. A gente começou isso aqui como um brinquedo.
E a gente entendeu a importância de uma voz, sabe? Da responsabilidade que ela tem. Então a gente está aqui para... Eu não estou aqui para torcer, e quem me acompanha sabe, para nenhum político. Eu não tenho político de estimação. Aliás, muito pelo contrário, eu começo a cada dia mais ter uma necessidade de cobrança dos políticos, sabe? De enfrentamento com o político.
Porque essa é a minha obrigação aqui. Eu não estou aqui para achar que você está fazendo alguma coisa como se fosse um favor. Eu sou testemunha disso. Se você não for capaz, Glauber, desculpa. Deixa essa vaga para outra pessoa. Eu sou testemunha disso. Inclusive, em determinados momentos, vocês já fizeram críticas à minha aqui no programa. Tem que fazer. Eu absorvi a crítica. Concordei? Não concordei. Na hora você gosta? Não gosta.
Mas vocês têm que ter a liberdade de fazê-lo. Porque se ficar tudo combinadinho, como quis o vereador, desculpe, perde a credibilidade. Então parabéns a vocês por terem mantido também essa firmeza. Obrigado. E só para concluir, está aqui a prova de que a gente deixa a porta aberta. Você não concorda com o que eu estou falando aqui? Ou ele está achando que não está certo o que a gente falou? A porta continua aberta?
Vem aqui agora, vem no momento que ele quiser e vem aqui e fala assim, foi falado isso aqui, isso aqui, isso aqui, eu não concordo. Cara, pavanato, está aqui o convite. Se você não puder vir hoje, sei lá o que aconteceu, talvez realmente vai chegar aqui amanhã com um atestado de saúde, não consegui, passei mal, não sei o que aconteceu. O momento que você quiser vir, a porta está aberta.
Mas nesse momento, o que eu tenho para falar é isso, e de cobrança, nem considero isso uma cobrança. Eu considero uma obrigação minha falar do que aconteceu aqui hoje. Entendeu? A gente sai, eu sei que você fez uma viagem, a gente também faz uma viagem extremamente cansativa. E, cara, não é uma responsabilidade com o eleitor que você falou do Glauber.
É com o eleitor dele que tá esperando ver ele aqui. Não viu? O eleitor do Glauber tá vendo ele aqui, ó. Sim. O nosso inscrito tá vendo a gente aqui. Duas mil pessoas aí ao vivo aí já. O cara que tá aqui pra ver o Pavanato é que não tá vendo ninguém.
É sobre isso, entendeu? Não é a falta de respeito comigo ou com o Glauber. É com a galera que acredita nele. Porque eu sou pé atrás com todo mundo. O Glauber talvez não acredite nele. Mas tem uma galera que acredita. E quem que eles estão vendo agora? É sobre isso pra mim. Eu não falei isso pro Glauber, mas eu deixei claro pra ex-Glauber que o episódio aconteceria, sabe? Foi, ó, a gente abriu mão aí da assessoria, abriu mão do celular.
A gente só não abre mão de combinar as perguntas. Isso não vai ser combinado. O Glauber já disponibilizou o horário dele, já travou a agenda dele, vai estar aqui. Então, assim, a gente está esperando vocês até as 15 horas, o episódio vai acontecer. Você tem o endereço aqui. Antes disso, o Robertinho decidiu, e aí? Vamos fazer esse episódio? Faz só com o Glauber, se ele não aparecer.
se o Lucas não aparecer no debate. Eu acho que também é um compromisso com a audiência. Esse pessoal está esperando, a gente precisa explicar para eles o que aconteceu. De última hora foi me oferecido outra pessoa, através desse assessor que sempre está casando esses episódios. Não sei se é assessor direto do Pavanato, eu acho que não, mas ele que casa esses episódios. Eu falei, ó, o Pavanato se não for, tem outra pessoa que vai.
Não, mas aí também não é justo nem com Glauber. Como que eu vou colocar outra pessoa de última hora? Que às vezes não é interesse do Glauber fazer esse debate. O Glauber está se preparando aí desde o dia 9 de março que a gente firmou o debate. Então não tem como eu colocar outro cara aqui de última hora para debater com você. Então não faz sentido nenhum.
Agora, eu acho que... Parece ser na armadilha. Cláudio, vem aqui que você vai lutar com o Robertinho. Beleza, você se prepara. Fala, não, eu conheço a Aline de Sossin D, deixa eu me preparar para esse tipo de situação que é onde ele atua. Você chega aqui, está um cara do tamanho do Rodrigo. Tá, você vem para o enfrentamento, mas é uma outra preparação.
Eu te confesso que eu nem conhecia, nem acompanhava bem esse rapaz. Quando o Rodrigão mandou a mensagem para mim, eu já o conhecia de alguns vídeos ele arrumando confusão na porta de universidade. Fui ver, vi que ele foi mais votado, o apoio que ele recebeu do Nicolas.
vi a dimensão que ele tinha nas redes também e imediatamente aceitei o debate. E claro, a partir dali, fui entendendo um pouco mais qual era a lógica dele. Agora, em momento nenhum, eu imaginei que ele fosse faltar ao debate por não combinar perguntas ou temas para serem perguntados. Lamento, mas vamos em frente. Só demonstra que é uma fraude.
e que não está preparado para fazer minimamente o debate agora. Espero que daqui a pouco ele entre, chegue por aquela porta, sente aqui no lugar do burrinho do Shrek, porque aí a gente vai poder fazer o debate, ele vai poder me perguntar frente a frente e eu perguntar para ele. Não pode demorar muito, senão eu vou queimar as perguntas dele, porque eu vou começar a fazer as perguntas.
Maravilha. Quem começa? Eu começo o que eu perguntaria pra ele? Galera, a gente tá ao vivo então, então já dá like, compartilha. Vamos ajudar o Glauber, ele fez uma viagem, tá preparado aqui e como o Pavanato não vai perguntar, se você quiser perguntar alguma coisa, manda um super chat aí e dá o like, né? Vamos fortalecer aqui quem tá com a gente.
Ó, eu vou te falar um negócio. Ele tinha mandado aqui três temas que ele queria conversar com você nesse debate, né? Sim. E um deles seria sobre o feminismo, lei da misoginia, a Erika Hilton, agora ela foi...
presidente da Comissão da Mulher, ele ia fazer esses questionamentos para você. O que você pode me falar sobre isso? Sobre essa lei da misoginia? Ela realmente é uma lei necessária para o país? Foi interessante a gente incluir ela na lei do racismo? O que você me fala sobre isso? É uma lei importante. E olha o que está falando aqui. Alguém que não é fã de criação de novos tipos ou modificação de tipos de um viés punitivo.
Essa não é a minha linha, nunca foi dentro do parlamento. Inclusive, eu sempre denunciei o fato de que a extrema direita e o status quo, a direita de plantão, eles só cedem espaço para a esquerda, normalmente quando é de ampliação do estado penal policial punitivo. Porque isso serve, inclusive, para mascarar a necessidade de que outras políticas públicas que precisavam ser implementadas não estão sendo. Dito isso...
Não dá para tapar o sol com a peneira da realidade duríssima que a gente tem enfrentado no Brasil. E esse é um tema que não só o parlamento, mas os poderes de plantão têm que se debruçar sobre a violência e o assassinato de mulheres no nosso país. Muito disso...
relacionado diretamente a uma cultura misógina, a uma cultura de ataque e de violência às mulheres. Nesse sentido, o projeto que foi aprovado no Senado Federal, ele tem sim um papel muito importante, porque ele levanta uma pauta, ele faz com que você tenha uma ampliação de outras políticas fundamentais de proteção e garantia dos direitos das mulheres.
Então, se estivesse na Câmara dos Deputados, evidentemente, porque eu estou suspenso até o dia 12 de junho, o meu voto seria sim. E não seria sim por um constrangimento, como foi, por exemplo, o voto da Damares ou do Flávio Bolsonaro. Seria pela convicção de que a gente tem que ter a estruturação de políticas cada vez mais ampla, de garantia de direitos e de proteção às mulheres brasileiras, enfrentando, inclusive...
Esse discurso permanente que vem, na maior parte das vezes, da extrema-direita ou dos chamados grupos redpills, que quer fazer com que mulheres brasileiras sejam desprovidas de direito por serem desumanizadas ou atacadas de maneira cotidiana. Então, meu posicionamento, evidentemente, é favorável à legislação que foi aprovada, mas não no sentido de considerar que ela é o suficiente.
Precisa de muito mais. A gente precisa ter mecanismos e órgãos de garantia dos direitos das mulheres de fato, centros de referência das mulheres espalhados por todo o Brasil, com garantia de atendimento psicológico, de assistência social, casas-abrigo de prevenção à violência contra as mulheres. Eu estou numa luta danada agora, por exemplo, no município de Novo Friburgo.
que é a minha cidade natal, eu fiz encontros de emendas participativas em Friburgo, voltados especificamente para a garantia dos direitos das mulheres, porque a média de feminicídios em Friburgo, inclusive, é o dobro do estado do Rio de Janeiro. Então, a gente fez encontros especificamente para o debate desse tema. A Prefeitura de Friburgo está colocando todo tipo de dificuldade para dar a contrapartida, que é a disponibilização do espaço para casa-abrigo. E com o argumento de quê?
nós não o fazemos porque não existe demanda. Como é que não existe demanda? Ou seja, se você não tem a casa, você tem mulheres que estão sendo submetidas à violência e muitas vezes estão morrendo pela ausência desse equipamento público que possam dar essas garantias. Então tem que ser uma política, evidentemente, muito mais ampla do que uma simples função penal ou ampliação do tipo penal.
mas como demonstração simbólica da necessidade prática de garantia de direitos e de políticas para as mulheres, evidentemente o meu voto seria favorável. Você chegou a, como você está suspenso, mas você chegou a ver a lei, estudar a lei? Cheguei. Ela está bem elaborada, porque parece que uma das reclamações é de que ela não é específica sobre o que é...
O crime é o que não é, sabe? Ela deixa uma margem. O que é misoginia. O que vai ser, o que não vai ser. Por exemplo, sei lá, se você... Bem esdrúxulo esse exemplo, tá? É só porque foi citado isso onde eu vi. A mulher está carregando alguma coisa. Deixa eu carregar para você. Ela pode interpretar como assim. Ah, você acha que eu não tenho capacidade disso? E talvez te acusar. Tem uma característica bem limpa nesse sentido de determinar aonde começa.
tem menor cabimento. Eu falei bem estruxo, eu falei bem estruxo, mas é o que foi citado e é onde às vezes começa a fazer a cortina de fumaça. Esse tipo de interpretação não tem menor cabimento. O que a lei faz é introduzir a misoginia comparando
com outras práticas que já são reconhecidas, inclusive, pelo Supremo Tribunal Federal, como de necessidade de responsabilização. Esse, inclusive, foi um debate que, em determinados momentos, dividiu os segmentos da própria esquerda quando do julgamento da LGBTfobia com a equiparação com crimes com a responsabilidade que hoje já existe por decisões pretéritas do próprio tribunal. Por quê?
Porque existe uma parte da esquerda que tem uma avaliação de preocupação com o que é a ampliação de tipos penais como se fosse a solução ou de modificações nos tipos existentes, como se isso fosse o elemento fundamental de modificação de uma realidade que estruturalmente é racista, que estruturalmente é misógina, que estruturalmente é machista e LGBTfóbica.
Parte do movimento disse que a nossa prioridade devia ser dada para um outro viés, principalmente aqueles que têm uma linha de orientação ligadas ao abolicionismo penal, ao antipunitivismo. Isso é uma coisa, ou seja, esse é um debate que precisa ser feito dentro de um campo político.
E mais do que respeitar, eu dialogo com as vertentes que fazem esse diálogo. Agora, o que está disposto na legislação aprovada é uma garantia de que a misoginia, inclusive como elemento de lucratividade de determinados grupos políticos, ela não pode ser utilizada como elemento...
de ampliação, de retirada de direitos das mulheres, para que você tenha grupos específicos que vão fazer com que...
o lucro esteja voltado à garantia retirada de direitos de mulheres, ou seja, o lucro sobrepondo o que são os direitos das mulheres. Agora, no judiciário, toda e qualquer norma passa por um processo de interpretação jurídica, toda ela, ou seja, qualquer coisa que você vai colocar em discussão vai passar por um processo de interpretação jurídica. Agora, essa interpretação vem com um processo de regulamentação.
ela vem com as decisões reiteradas dos tribunais, com aquilo que foi chamado de jurisprudência. Não tem jurisprudência possível ou regulamentação possível posterior que vá dizer que é você se colocar à disposição para levar uma sacola de compras que vai fazer com que alguém seja responsabilizado ou que esteja sendo considerado misógino por conta disso. Não, isso não é razoável.
Ali o que se tem é o seguinte, nós temos casos concretos e uma ampliação de grupos que disseminam violência contra as mulheres e que precisam de responsabilização? Sim. Isso então foi incluído na norma como uma necessidade.
para que direitos das mulheres sejam respeitados e garantidos. É simplesmente isso. Você pega ali a lei, ela tem poucos artigos, inclusive. Elas são modificações de direitos consagrados que já existiam para outros grupos historicamente discriminados e excluídos.
Se essa lei tivesse sido aprovada antes, esse caso que aconteceu recente aqui em São Paulo, um tenente coronel que matou companheira, não sei se você viu o teor das conversas, mas onde ele se refere como o macho alfa, o provedor da casa, que ela era a fêmea beta, que ela tinha que ser submissa a ele. Provavelmente, se essa lei existisse, essa mulher já teria prendido.
o algoz dela. Ela estaria viva, você concorda com isso? Existe uma grande possibilidade, porque ela seria protegida. Talvez ela estivesse menos vulnerável. E assim, menos vulnerável ainda quando a gente vê a ampliação de uma cultura que não seja misógina e de uma cultura de garantia dos direitos das mulheres. Nós não estamos falando aqui de modificações culturais que são feitas com acúmulo ao longo de décadas e que de uma hora para outra que são feitas com acúmulo.
você vai responsabilizar aqueles que estão conscientes dessa condição social e que estão procurando modificar essa realidade. Nós estamos falando da utilização da lei para responsabilização de grupos que não só têm consciência da violência cotidiana contra as mulheres e que se utilizam dessa violência para excluir ainda mais as mulheres dos espaços de decisão de poder que...
que ampliam a violência de maneira consciente contra as mulheres e que acham que tem que ser assim mesmo. E ainda mais grave, eu não digo mais grave porque não dá para hierarquizar, gente que ganha dinheiro com violência contra as mulheres, inclusive utilizando os seus meios, sejam as plataformas, sejam os canais, para ter um público...
que no final das contas vai estar disseminando, principalmente entre os jovens, a juventude, os adolescentes, ideias que sejam de restrição de direitos das mulheres, de violência contra as mulheres. Então é um aspecto cultural fundamental.
para que a gente modifique uma etapa onde você tenha a consolidação na sociedade brasileira da misoginia como um fato político que precisa ser suprimado. A lei é apenas o primeiro passo. É um passo, entre muitos outros passos, que precisam ser colocados em prática. Alguns deles eu já citei aqui. Mas você tem uma agenda, por exemplo, do Ministério das Mulheres.
Você tem uma agenda em debate com a sociedade brasileira do movimento feminista que precisa ser não só analisada, mas cumprida e colocada em avaliação pela sociedade de uma maneira mais ampla. Glauber, por que você acredita que esse assunto é tão importante para o Pavanato, que ele queria combinar essa pergunta com você? Por que você acha que o Pavanato quis abordar esse tema com você? E qual você acha que seria o questionamento que ele faria?
sobre esse tema.
acho que um pouco na linha do que o Robertinho colocou, ou seja, eu vi que alguns podcasts, alguns entrevistadores, principalmente mais ligados à extrema-direita, têm feito um debate nesse sentido. Ou seja, sempre que você tem a ampliação da garantia de direitos, você tem grupos que reagem a essa situação. E grupos que normalmente dialogam com o pensamento reacionário. Acho que pode ser por aí.
Ou seja, ele aglutina um campo político a partir dessa pauta reacionária. Ele mantém a sua mobilização ativa com um grupo político, com um grupo de interesse, inclusive para influenciar um grupo de jovens, de adolescentes, com quem eles procuram dialogar e trazer para as suas próprias pautas. Eu acho que esse é um elemento aglutinador da extrema-direita.
A extrema-direita sempre tem a sua cloroquina. A cloroquina, depois passa-se a anistia, a anistia depois passa-se as operações matança, mas ela precisa de um tema que esteja sempre aglutinando a extrema-direita. E eu acho que eles estão trabalhando esse como um dos aspectos.
Esse rapaz, pelo que eu vi das intervenções dele, é um agente disso, até porque foi o deputado, o vereador apoiado por Nicolas Ferreira, que já procura fazer isso com muita frequência. Agora, eu perguntaria para ele também outros temas, outros elementos. Primeira pergunta que eu ia fazer para ele...
é de um tema muito importante para o Estado de São Paulo e para o Brasil. Eu ia falar sobre política de redução de risco de desastres. São Paulo sofre, e muito, com colapso climático, inundações bruscas, deslizamentos. Nos últimos dez anos,
nós tivemos 300 mortes. No litoral norte, vários municípios foram atingidos. A gente pode relembrar aqui o que aconteceu em São Sebastião, o que aconteceu em Ilha Bela. E eu sou relator...
de uma lei nacional, que foi a primeira norma que trouxe o tema prevenção à ocorrência de desastres para dentro da lei. Porque até então, toda legislação nacional, ela só tratava da resposta ou da reconstrução depois do desastre acontecer.
Eu sou então o relator, autor na prática da Lei nº 12.608, que foi uma guerra no Congresso Nacional há muitos anos, uma lei que vinha por parte do governo como uma medida provisória com cinco ou seis artigos, eu apresento uma matéria com 50 artigos e no final a legislação se transforma em 31 artigos, que entre outras coisas fala em mapa de risco, em um cenário de suscetibilidade, a necessidade de você ter audiências públicas para plano de contingências que salve vidas.
que você tenha a possibilidade de ter um trabalho intensivo na garantia de moradia segura, mas cumprindo os protocolos internacionais, pelo menos e de imediato garantir escolas e hospitais em locais seguros quando você tem cidades que entram em colapso, quando é reconhecida a situação de emergência ou a calamidade pública. E eu ia perguntar para o Pavanaro...
Ele, como vereador, que medidas ele já tinha adotado com essa realidade dura que vive a cidade de São Paulo para a redução de risco de desastre, e ele, eventualmente, como candidato a um cargo federal, quais eram as medidas que ele adotaria também, o que ele acha que precisa ser feito, que ainda sejam lacunas numa política de redução de risco que garanta prioritariamente a vida das pessoas.
Era uma pergunta simples que eu ia fazer para ele como primeira pergunta do debate. E falando, inclusive, ia fazer uma comparação de recursos que foram disponibilizados entre governo Lula, governo Bolsonaro, governo Tarcísio, para drenagem, macro-drenagem, elementos que são preventivos nesse sentido. Essa era a primeira pergunta que ia fazer para ele. Caramba, podia ter deixado combinar.
Ia ser bacana, não, mas ia ser bacana debater sobre esse tema, assim, ó. Desde ele sabendo antes, se preparando, eu ia querer ter. É um tema fundamental, né? É importante pra caramba. E pra galera dele mais que tudo, né? Não, demais, velho. Era a oportunidade dele mostrar. Eu não sei se ele... Você tinha que ter deixado, velho. Essa pergunta é foda, gente. Mas tá à disposição, se ele quiser entrar agora aqui e responder. A cadeira do burrinho tá aqui, à disposição pra ele vir, sentar e debater. Então tá completamente à disposição.
Agora, eu não sei se ele gostaria de fazer esse tipo de debate, porque ele tem que assumir que existe uma situação de colapso climático.
E para ele assumir isso, ele tem que se colocar contra o negacionismo das figuras que ele exalta, como Bolsonaro, Trump e companhia. Ele gostaria de fazer isso? Então, ele se depararia com esse dilema e teria que falar sobre o assunto e ver se ele tem medidas concretas, de fato, para debater. Ele poderia dizer, não, olha, isso não é... Você acha que ele nega o aquecimento global? Não sei.
Ele poderia vir aqui e responder a esse questionamento. E dizer se tem medidas objetivas na garantia de vidas e na redução de risco de desastre. No debate, por exemplo, que eu estou fazendo no Rio de Janeiro, sobre uma eventual candidatura ao governo estadual, um debate que a gente fez foi a introdução da discussão sobre a criação da Secretaria do Clima, que tem uma ação transversal com o conjunto das secretarias de governo e que lide...
Exatamente com elementos do colapso climático e com uma política de redução de risco de desastre para além da já existente Secretaria de Meio Ambiente. Ele poderia aqui vir e debater esse ponto. Era a primeira pergunta que eu ia fazer para ele. Já avanço para a segunda? Cara, eu estou puto com você, velho.
Podia ter contado, bicho. Ah, não, isso é importante para caralho. Vai, manda segunda aí. O que você ia? Aqui eu estou trazendo também elementos da diminuição histórica do governo de Jair Bolsonaro em medidas para redução de risco de desastres. Que, entre outras coisas, fez com que no ano de 2021 a gente tivesse mais baixo o patamar medido de 914 milhões.
Com uma comparação com o governo Lula, o governo Lula botou mais dinheiro, mas eu indico ainda uma deficiência, que mesmo do mais de bilhão que foi colocado pelo governo Lula, ainda hoje, e essa é uma cultura que tem que ser modificada, só 3% desse valor, desse dinheiro, normalmente é utilizado para prevenção à ocorrência de desastres, e não para...
resposta depois do desastre acontecer. Mas o governo Lula colocou mais dinheiro por conta dos desastres que aconteceram no governo dele. Também, mas não só. Ou seja, você tem uma situação, entra governo, sai governo, os desastres continuam a ocorrer.
E teve, vocês lembram disso, em um dos desastres que aconteceu durante o governo de Jair Bolsonaro, a resposta simbólica que ele deu foi a pior possível, andando de jet ski enquanto o desastre estava acontecendo. Em Minas Gerais. Numa forma, inclusive, de virar as costas para o sofrimento que as pessoas estavam vivenciando. Foi brumadinho isso aí, né? A época do...
Não, Brumadinho foi outro. Ou seja, depois nós temos que pegar, porque infelizmente todos os anos tem acontecido. Sim, sim, sim. O maior desastre até hoje, em número de vítimas...
na história brasileira, infelizmente, foi na região em que eu sou nascido, que é a região serrana do Rio de Janeiro, quando a gente teve sete cidades com reconhecimento de calamidade pública e com o maior número de mortes, identificadas mais de mil pessoas mortas.
Em estragos materiais, o que aconteceu no Rio Grande do Sul foi considerado o maior desastre. Inúmero de vidas perdidas, a tragédia do Rio de Janeiro. Foi a partir daí, inclusive, que eu passei a me dedicar sobre o tema e que apresentei três propostas legislativas. A Lei nº 12.608, o Estatuto de Proteção e Defesa Civil, a sugestão ao Executivo da criação de um fundo...
para prevenção à ocorrência de desastres e indicações ao Executivo de medidas que não poderiam ser trabalhadas por lei, como, por exemplo, a regulamentação da ação do agente de proteção e defesa civil, porque seria de iniciativa exclusiva do Executivo. Mas continua sendo um tema muito sério que precisa...
ser tratado e trabalhado no Brasil de uma maneira bastante profunda. O Glauber, esse seu projeto é realmente uma calamidade, um inferno que acontece recorrente. Tanto é que se você pegar, por exemplo, algumas videntes, não estou falando que elas não acertam, que elas preveem, mas é bem comum eu virar e falar assim, em outubro, daqui a um mês eu estou vendo aqui um alagamento ali no rio. Um deslizamento na encosta.
Porque são coisas que acontecem todo ano na época da chuva, coincidentemente. E elas sabem essa época.
O que é um plano realmente que tem? O que pode ser feito? Porque, vamos pensar, já tem uma galera que está alojada ali. Seria realmente removida? Tem como mudar essa estrutura? Os 31 artigos da legislação tratam desse tema das mais variadas formas. Mas não está se falando ali num processo de remoção de famílias vulneráveis em detrimento do que é a ação que deve ser realizada, inclusive, por famílias abastadas. Não é isso.
Ali, inclusive, você trabalha com a lógica de ter espaços sociais por moradia digna. Porque não dá para você falar em redução de risco de desastre sem você ter uma política de moradia concreta, onde você reduz o déficit habitacional brasileiro, onde você dê função social, de fato, à propriedade, onde ela não tem hoje no Brasil. Ali, Robertinho, a gente está, por exemplo, falando do serviço militar alternativo, onde a pessoa poderia fazer a opção.
Ao invés de servir para as forças armadas, ela cumpriu seu período como agente de proteção e defesa civil em áreas consideradas mais vulneráveis. Ali a gente fala de um cadastro nacional dos municípios considerados mais vulneráveis, com planos a serem realizados ao longo do tempo para a redução de risco de desastre. A gente fala das audiências públicas, como eu disse, para planos de contingência como uma obrigação.
de natureza municipal, a gente divide as responsabilidades entre União, Estados e Municípios. Agora, tem coisa que não está na lei e que está muito presente nos debates que vocês fazem aqui no programa, nos programas, que é um sistema econômico que concentra riqueza, maximiza desastre.
E aí, nesse caso em específico, a gente tem que falar de socialismo, de superação do capitalismo como concentrador de riqueza que maximiza desastre. Vou dar um exemplo prático, bem objetivo. Eu sou natural de Nova Friburgo. A cidade tem hoje aproximadamente 200 mil habitantes. Do lado de Friburgo tem um município que se chama Trajano de Moraes.
No passado recente, avaliado em décadas, Trajano de Moraes teve mais de 70 mil habitantes. Hoje, Trajano de Moraes tem menos de 10 mil pessoas. Essas pessoas migraram para onde? Migraram para Friburgo, porque era o centro econômico onde você tinha mais dinheiro circulando. A presença dessas pessoas que não tiveram a sua sobrevivência garantida em Trajano de Moraes maximizou desastres.
tanto para as pessoas que já viviam em Nova Friburgo, como para as pessoas que se deslocaram de Trajano de Moraes para viver em condições precárias em Friburgo. Então nós temos que analisar colapso climático, nós temos que analisar o que é um sistema que maximiza desastres, mas nós temos que ter também regras objetivas específicas que deem a garantia de uma redução de risco e um colapso climático que já é evidente. Mas se vocês me dão oportunidade, e nessa ele teria muita dificuldade de responder, eu vou trazer...
Um ponto que eu fiquei impressionado com uma declaração que um de vocês dois deu. Eu queria até que vocês adivinhassem se foram vocês dois que deram essa declaração ou se foi Samia. Fui eu. Foi você? Certeza. Nós, abre aspas. Peraí, peraí, peraí. Antes, seguinte. 3 mil pessoas ao vivo, pessoal perguntando o que aconteceu. Sim, o Pavanato não veio. Ele quis combinar as perguntas, o debate. A gente não aceitou.
Não é a postura do Três Irmãos com a nossa audiência. Então, assim, eu vou pedir que em respeito ao Três Irmãos e ao Glauber, 3 mil pessoas, gente, dá o like. Dá o like na live aí. A gente precisa mais de vocês. Vamos bater 5 mil aí no mínimo hoje. Dá um like agora. Por favor, Glauber, sua segunda pergunta. Vamos fazer esse corte aqui para o covardão. Vamos lá.
Abre aspas. Nós estamos aqui hoje porque Bolsonaro traiu as promessas de campanha. Prometeu defender a vida, mas esteve ao lado da morte na pandemia. Pessoas morreram sufocadas sem oxigênio por culpa da irresponsabilidade do Bolsonaro. Bolsonaro prometeu defender a economia, mas o que estamos colhendo é inflação, desemprego e estagnação.
Bolsonaro prometeu ser contra a corrupção, mas acabou com a Lava Jato e traiu o juiz Sérgio Moro. Aqui sou eu que estou dizendo, dois picaretas. Mas a pessoa que disse isso assim não interpretou. Bolsonaro prometeu defender a família, mas a única família que ele defendeu até hoje é a própria família Bolsonaro. Jair Bolsonaro traiu o povo brasileiro. Foi você, Robertinho, que disse isso?
Acho que não, não me lembro. Foi você, Rodrigão? Não. Também não foi Samia. Quem disse isso foi Lucas Pavanato. Numa manifestação pública durante o período da pandemia. Eu ia perguntar pra ele aqui.
Porque quando ele diz que pessoas morreram sufocadas, sem oxigênio, por culpa da irresponsabilidade do Bolsonaro, no período em que ele estava no MBL, ele deu essa declaração, eu perguntaria para ele. Existe um conjunto de provas e indícios que ainda estão no Ministério Público Federal e que não tem o tempo ainda consolidado de prescrição.
e que pode ter oferecimento de nova denúncia em relação ao senhor Bolsonaro por aquilo que ele fez durante o período da pandemia. Do ponto de vista jurídico, o que o Pavanato está dizendo aqui é o chamado dolo eventual, que na universidade é conhecido popularmente como o foda-se.
Uma pessoa entra numa rua estreita, onde ela sabe que estão circulando por ali várias crianças, ela tem o conhecimento disso, e ela entra dirigindo um carro a 150 km por hora. E na cabeça dela ela diz, se atropelar, foda-se. Isso é o chamado dolo eventual. Se ela atropela alguém...
ela é responsabilizada não por homicídio culposo, mas por homicídio doloso. Quando ele diz pessoas morreram sufocadas sem oxigênio por culpa da irresponsabilidade de Jair Bolsonaro, o nome disso aqui é dolo eventual, a minha pergunta, ele apoia o senhor, Pavanaro, vereador, apoia que o senhor Jair Bolsonaro seja responsabilizado pelo crime cometido?
A partir das evidências e das provas que ainda estão no Ministério Público Federal, por aquilo que o senhor mesmo está dizendo aqui, essa era a segunda pergunta que eu faria para ele. Essa ele ia riscar, eu acho. Eu acho que foi essa hora que ele não veio. Foi por isso que eu queria combinar. Não veio. Não posso julgar, mas... Ele falou isso quando estava no MBL. Falou isso na manifestação pública.
Mas nessa época ele era jovem. Ele era jovem, agora já não. Você nunca mudou de pensamento assim? Você pode mudar de pensamento, mas você não pode mudar de lado. Você pode mudar posições políticas, você pode fazer variações táticas, mas aqui nós não estamos falando de variações táticas. Se eu digo que um sujeito é responsável pela morte de milhares de pessoas que morreram sufocadas...
E eu fico depois, do lado desse sujeito, defendendo ele incondicionalmente, o nome disso é oportunismo, malcaratismo, no mínimo. Ele viu a associação com o senhor Nicolas Ferreira como uma possibilidade de se eleger para os cargos posteriores.
E a partir daí fez uma revisão de tudo aquilo que ele disse. O que ele vai dizer? Ele vai dizer que não disse isso? Não dá. Tem vídeo na internet que já está circulando nesse sentido. Ele vai dizer que modificou a sua percepção? Então que sujeitozinho fraco, né? Ou seja, porque tinha...
uma concepção e palavras tão duras em relação a um sujeito, e de uma hora para outra ele modifica por completo essa posição política, isso é um oportunismo, um oportunismo eleitoreiro, mas nesse caso em específico, que demonstra ausência de caráter. Você pode modificar taticamente posições, você pode ter críticas a determinado projeto e seguir com ele, mas aqui nós não estamos falando de críticas...
eventuais ou táticas a um projeto político. A gente está falando de uma acusação evidente de homicídio doloso. E ele está aqui dizendo que segue junto. A não ser que tenha provas concretas de que isso não aconteceu agora. O que ele conseguiria justificar isso. Responder aqui no programa. Uma coisa é você ter variações táticas em determinado momento. Outra coisa é você abrir mão de princípios.
a partir de um oportunismo, que é exatamente o que ele fez. Agora, se não é isso, ele pode, ainda tem tempo, sentar aqui e se defender.
Você tem outra pergunta? O que era a outra pergunta aí, Cabreira? Era sobre a Erika Hilton? O Pabanata queria conversar sobre a Erika Hilton, né? Podemos falar. Se puder falar. Eu vi dizer que estão criando um espantalho sobre isso, porque ela era a única pessoa disponível para ser votada na chapa, e ela se prestou essa função, as pessoas escolheram ela, ela era a única opção, e está todo mundo criando um alvoroço, porque...
Ela foi escolhida para esse cargo. O que você pode falar? Isso era uma opção do PSOL. Sim. Seria um representante do PSOL para a cadeira. Eu começo dizendo que a Érica tem todas as qualificações para exercer a presidência da comissão. Mas vamos lá. Como é que funciona a definição de comissões temáticas na Câmara? Você tem um número das chamadas comissões permanentes, que hoje, se eu não me engano, está em 30 comissões.
E aí você tem as pedidas por parte dos partidos políticos baseado no tamanho das suas respectivas bancadas. Então, o partido que tem mais deputados, ele tem as primeiras pedidas. E o partido que tem uma quantidade menor de deputados normalmente fica no final da fila.
Eu, no ano passado, fui presidente da Comissão de Legislação Participativa da Câmara, que é uma comissão importante, porque é quem dialoga com a sociedade civil organizada. Recebe temas que são apresentados, avalia esses temas e coloca em votação. É a única comissão, por exemplo, que um representante de uma associação de moradores pode ir utilizar o microfone e defender uma ideia.
Por que a comissão de legislação participativa foi indicada pelo PSOL? Porque ela é uma comissão ainda muito desprestigiada pelas bancadas, pelos deputados, e foi a comissão naquele momento que sobrou, apesar de que para mim é uma das mais importantes, uma comissão que foi idealizada pela deputada Luísa Erundina lá atrás. Normalmente as primeiras comissões que eles pedem são a comissão de Constituição e Justiça, onde todos os projetos vão passar por ali.
Então, o pessoal teve a possibilidade de fazer a indicação para a comissão da mulher. E tomou a decisão, então, de que essa indicação seria da deputada Erika Hilton. E assim o fez.
E a deputada Erika Hilton tem um conjunto de propostas e de projetos de defesa das mulheres, das mulheres trans, das mulheres cis. É uma parlamentar que tem a capacidade política de trazer para a discussão daquela comissão temas que são fundamentais para a sociedade brasileira e contou com o nosso apoio incondicional da bancada do pessoal para poder estar exercendo o papel à frente daquela comissão.
E me chama a atenção que essa mesma turma do PL que faz todo esse estardalhaço com a presença da deputada Erika Hilton na Comissão de Garantia e Defesa dos Direitos das Mulheres, indicam para comissões espalhadas pelo Brasil homens...
para poderem exercer o papel de presidente em comissões de mulheres. Aí o argumento que eles usam é, ah não, mas eu não falo em lugar de fala, então eu posso indicar quem quer que seja. Uma conversa fiada, né? Agora, por exemplo, tinha no Brasil até muito pouco tempo o Partido da Mulher Brasileira. O Partido da Mulher Brasileira era presidido e liderado por um homem.
Nunca o PL ou esse grupo da extrema direita se levantou para falar contra o partido da mulher brasileira sendo presidido ou dirigido por um homem. Muito pelo contrário. Fizeram aliança com esse partido na maior parte dos municípios brasileiros. Então, assim, deputada Erika Hilton tem.
produção legislativa de garantia dos direitos das mulheres, tem uma história de vida que precisa, mais do que tudo, ser respeitada e tem o apoio da bancada do PSOL para o exercício daquela tarefa, como teve nessa eleição e como terá novamente no futuro.
for candidata mais uma vez à presidência da Comissão das Mulheres. A Erick tem uma pauta, uma bandeira muito importante e muito difícil. Ela faz um enfrentamento muito grande ali dentro. Ela assumindo essa nova cadeira, essa nova proposta.
não pode, de alguma forma, diminuir a tensão dela na bandeira dela, das trans, desse tipo de situação, onde ela tem um trabalho o maior de todos, visivelmente bem feito. Ela não corre o risco, você entende, de perder o foco principal dela, que é muito importante?
Na minha avaliação, não, Robertinho, porque as garantias dos direitos das mulheres, da população LGBTQIA+, são complementares como a garantia dos direitos da classe trabalhadora. Quando a gente vai para a realidade concreta, que no ano de 2025, 80 pessoas trans, na sua grande maioria, mulheres trans, foram assassinadas no Brasil,
Sem dúvida nenhuma está aí a necessidade de que essas agendas possam trabalhar conjuntamente. Quando a gente vai para a realidade concreta brasileira, onde a expectativa de vida de uma mulher trans no Brasil é de 35 anos de idade,
Está aí um dado concreto que faz com que essas pautas tenham que dialogar e elas trabalham e devem ser trabalhadas conjuntamente. Ou seja, porque no final das contas a gente está tratando de um processo de exclusão profundo.
que precisa estar interconectado como uma luta de defesa e de classe. E a deputada Erika Hilton tem condições de fazer isso à presidência da comissão, ainda mais com apoio e com respaldo do pessoal que tem feito essa luta há bastante tempo. Não considero, acho que pelo contrário, ou seja, chama a atenção de temas que são fundamentais.
traz temas que são importantíssimos na garantia dos direitos das mulheres e dialoga um espaço comum de luta por agendas que são também específicas da bancada da população LGBTQIA+, até porque parte significativa desses temas são trabalhados e devem ser trabalhados conjuntamente.
A mulher brasileira, de forma geral, ela tem, até pela criação da cultura brasileira, uma cultura bem familiar. E o aborto é sempre um ponto bem espinhoso de defesa e tudo mais. Vi algumas mulheres reclamando, por exemplo, que talvez a Erika não tivesse a capacidade de entender sobre a gravidez, sobre a gestação. Isso não é um problema.
Não, eu acho que inclusive é uma forma da gente ter a possibilidade de refletir que a deputada Erika Hilton traz consigo, no exercício da presidência da Comissão das Mulheres, a responsabilidade de trabalhar o conjunto desses temas. E na primeira fala que ela fez, ela demonstrou exatamente isso, elencando lá pontos que são fundamentais e que seriam trabalhadas por ela.
Então não, de forma alguma. A nossa avaliação é que ela tem todas as condições políticas de fazê-lo, tem sensibilidade política, já demonstrou ao longo da sua atuação política que tem condições de estar presidindo a comissão de uma maneira bastante substantiva.
Glauber, não é um pouco frustrante para você, igual você está lá na Câmara em Brasília com propostas para combater desastres ambientais, desenvolver o país, gerar mais emprego, criar empresas, desenvolver setores importantes?
ter de volta setores estratégicos que a gente acabou privatizando e perdendo esses setores. Essa é a tua luta lá dentro. E você não pode levantar essa bandeira porque você está tendo que combater pessoas que estão lá dentro de Brasília querendo remover direitos, querendo atacar minorias, criando todo esse espantalho. Eu vi pessoas da direita esse final de semana falando que no Brasil não tem feminicídio.
No Brasil não tem feminicídio. A mulher não morre porque ela é mulher, não. A mulher morre porque ela traiu o cara. A mulher morre porque ela resolveu largar do cara. É por isso que ela morre. São crimes passionais. Mas feminicídio não existe. É todo um negacionismo que atrapalha muito. Isso atrapalha muito a gente avançar o nosso país. Esse negacionismo é método, Rodrigão.
para a aglutinação de uma base de extrema-direita e para fazer, inclusive, com que outros temas fiquem fora da rede ou que tenham uma menor capilaridade nas redes. Vou trazer aqui dois pontos específicos. Quando foi...
que o senhor Nicolas Ferreira foi para as cordas e teve que se explicar nas suas redes. Eu relembro para vocês dois momentos em específico. Primeiro, quando ele teve que justificar o motivo de não ter assinado a proposta de emenda à Constituição pelo fim da escala 6x1, ele teve que se explicar na rede porque não tinha feito isso. E dois, quando ele votou a favor da PEC da blindagem, ele também teve que vir a público e se explicar porque tinha feito aquilo.
Então eles trabalham o reacionarismo como um elemento de aglutinação de uma base para fazer, inclusive, com que aqueles temas que são fundamentais, e não estou dizendo que esses outros não sejam, porque nós temos que enfrentar esse reacionarismo, não só como cortina de fumaça, mas como elemento fundamental dessa turma, como uma política de retirada de direitos, mas quando ele faz isso, ele tem um objetivo evidente.
a aglutinação dessa base naquilo que é uma tática do chamado pânico moral. Eles são especialistas em fazer isso, fazem isso o tempo inteiro. Aí você me pergunta se isso não te frustra? Não mais.
Eu não espero nada diferente desses caras. Eu já sei do que eles são capazes. Eu sei o que eles fazem. Eu, sabendo o que eles fazem, eu também não gero em mim ou na atuação política do nosso mandato uma expectativa diferente naquilo que eles vão fazer. Se essas são as armas dele, eu tenho que compreender isso e eu tenho que enfrentar.
as armas deles, mostrando para a população o que está em jogo a partir da agenda reacionária defendida por eles e de retirada de direitos básicos da classe trabalhadora. Acho que essa é a nossa tarefa.
que a gente faz pra esclarecer essa bolha reacionária que, assim, tá presa nesses temas, eu tenho certeza que todo brasileiro concorda que a gente tem que combater desastres ambientais. Todo brasileiro concorda com isso. Todo não, né? Não, não. Eu não tenho dúvida, não é possível. Não é possível que vamos chamar alguém aqui e a pessoa vá assim, não, desastre ambiental acontece, a gente não tem que fazer nada. Não existe. Todo brasileiro concorda que a gente tem que combater.
Mas quem vai para uma posição negacionista que nega a existência de colapso, evidentemente não está preocupado e tem isso como um fator natural, onde se ele se proteger com a sua família do desastre acontecer, os outros que se danem. Tem gente, infelizmente, que pensa assim. Ainda bem que é uma minoria.
E é uma minoria abastada que são os donos do poder político e econômico. Mas uma minoria pensa dessa forma, infelizmente. Por isso que era importante ele estar aqui para ele poder dizer se acredita ou não em modificações ou em colapso climático no mundo. Essa era uma pergunta importante para ele responder. Agora, acho que cabe a nós fazer o enfrentamento dessa realidade. Ah, mas como enfrentar isso? Ou seja, fazendo o que a gente está fazendo aqui.
Falando a verdade, trazendo elementos, se abrindo para a discussão. Vendo que o senhor Nicolas Ferreira e o senhor Pavanato, eles são inimigos a serem enfrentados. Silas Malafaia é inimigo a ser enfrentado. Mas a base da classe trabalhadora que pode ser influenciada por eles, essa não.
essa tem que ser conquistada, essa tem que ser trabalhada, a gente tem que ter ouvidos para ouvir o que ela tem a dizer para a gente. Eu vou te citar dois exemplos objetivos que aconteceram com a minha vida.
Primeiro deles, cheguei no menor município do estado do Rio de Janeiro, chamado Macuco. Chego na praça, tem um jovem capinando. Ele vira para mim e fala assim, Glauber, que surpresa ter você por aqui, que legal. Aí ele já se adianta e diz, Glauber, eu sou conservador, mas eu estou gostando do que você está fazendo, é denunciando a privatização da água, porque está um absurdo o preço da conta de água que eu estou tendo que pagar.
Ali já se estabeleceu uma relação e uma conversa. E quando a gente conversou, ficou evidente que ele não era conservador ou reacionário, coisa nenhuma. Ele era um trabalhador precarizado e que estava sentindo os efeitos da implementação da política que o senhor Pavanato, que o senhor Nicolas Ferreira e o senhor Bolsonaro defendem. Ali se estabeleceu de maneira imediata uma conversa. Acho que é uma forma.
Outra, na campanha eleitoral que eu disputei para a prefeitura de Nova Friburgo, eu perdi por 4% dos votos. Durante aquela eleição, não sei se já falei isso para vocês, o Silas Malafaia gravou dois vídeos dizendo por que a população de Nova Friburgo não deveria votar em mim. E aí ele utilizava aqueles argumentos esdrúxulos, que vocês já conhecem bem também de pânico moral. Ele falava, esse Globo fala bonito e tal, mas está tentando corromper as nossas crianças nas escolas e tal.
No dia da eleição, eu cheguei numa comunidade chamada Santa Bernadette e tinha lá uma senhora que eu virei para ela e falei, cumprimentar eu posso, porque cumprimentar no dia da eleição não é crime. Ela vira para mim e disse o seguinte, pode e honre o meu voto, porque eu votei em você apesar da orientação contrária do meu pastor Silas.
Não adianta eu imaginar que eu vou dialogar com ela exclusivamente no período da campanha eleitoral e que o Silas vai dialogar duas, três vezes por semana e que essa barreira vai continuar sendo furada de eterno o tempo inteiro. Não, não vai.
Então a gente tem que ter núcleos de organização política que sejam espaços de acolhimento e de disseminação das nossas ideias nas comunidades. Seja através dos chamados centros socialistas, seja através dos círculos comunitários. Esse tem que ser um trabalho permanente. É o que chamam de a esquerda estar na base. Eu acho que esse é um trabalho fundamental, inclusive, porque o olho no olho, o chegar perto, o acolhimento.
Isso, às vezes, tem muito mais efeito do que você fazer um vídeo muito bem produzido para passar exclusivamente na campanha eleitoral. Eu acho que esses dois elementos são interessantes do que eu acho que são tarefas que a gente tem que cumprir para o futuro.
Um terceiro tema que o Lucas queria combinar com você, da pergunta dele, seria sobre o INSS. Ele queria te perguntar sobre isso. Posso antes de falar do INSS, falar da próxima pergunta que eu faria para ele? Você prefere fazer essa aí primeiro? É porque vai ser coisa rápida, porque ele não está aqui para responder mesmo. Eu acho que a vez da pergunta é a dele. Tá, então tá.
Boa, Robertinho. Está defendendo bem. Está defendendo bem. Qual é o estado que tem a maior arrecadação do Brasil? São Paulo. Se você for fazer uma avaliação dos últimos números, você está falando aí de 580 bilhões de reais. É o maior orçamento. É o orçamento. O estado de São Paulo. Só perde pelo orçamento da União. Ah, sim. Como a arrecadação entre os estados é o maior orçamento. Bom.
Qual é a polícia? Eu queria entrar na base dele, tirar aí uns 10, 20% da base dele. Qual é o menor pagamento proporcional ao tamanho da arrecadação de polícia civil, polícia penal e polícia militar do Brasil? Estado de São Paulo.
Ele poderia contestar esse dado aqui, mas não conseguiria fazê-lo, porque é um fato. E aí eu queria falar sobre isso, ou seja, qual era a política que ele tinha, inclusive de segurança pública, que dialogasse com esses profissionais. Relembraria ele o que fiz no debate com Eduardo Bolsonaro, eu e Samir.
Eduardo Bolsonaro e Paulo Bilins, que durante o governo de Bolsonaro, a concessão de aumento para as forças nacionais, como Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, foi de 0%. Relembraria a ele a Lei 13.954, que fez com que a família Bolsonaro...
fosse odiada por uma parcela significativa de praças das Forças Armadas. E perguntaria a ele, primeiro, se ele reconhece esses dados, que não teria como dizer que não, teria que pesquisar, muito provavelmente, no chat EPT com seus aliados e assessores. Mas chegando à conclusão de que essa é a política, eu perguntaria o que você propõe para reverter essa realidade. E diria que a primeira proposta que eu faço é a revulgação da Lei 13.954.
e a adoção de medidas práticas de plano de carreira para esses profissionais sendo trabalhados como trabalhadores. Eu queria ouvir ele sobre isso. Qual lei que é essa 13.994? A 13.954 é que a garantiu privilégios para oficiais das Forças Armadas em detrimento de praças das Forças Armadas, que representam mais de 80% das Forças Armadas brasileiras e que ficaram com rendimentos mais do que defasados. Eles tiveram uma parte significativa do seu orçamento.
capturado por aquilo que foi chamado da reforma da Previdência de Bolsonaro. E que não atingiu só praças das Forças Armadas, ela serviu como referência também para leis estaduais que modificaram e retiraram direitos de praças nos estados, como no Rio de Janeiro teve uma lei que se baseou na Lei 13.954 para fazer isso. Eu ia fazer essa pergunta para ele.
Aqui no estado de São Paulo, eles falam que o governo Tarciso investiu em equipamentos, viaturas, mas que o salário da polícia está totalmente defasado. Eles falam que reajustaram em 30%, mas se jogar junto com a inflação ali, parece que é um reajuste de menos de 3%. A polícia do estado de São Paulo vem sofrendo mesmo. Rodrigão, o dado é esse. São Paulo é o estado que mais arrecada no Brasil.
e que proporcionalmente ao arrecadado é o que paga os piores rendimentos. Para policiais militares, civis e para polícia penal. Esse é o dado concreto. Como é que ele responde a isso? Se ele estivesse aqui no lugar do burrinho, ele poderia responder.
E tu, o que você pensa assim? Quais medidas poderiam ser tomadas para valorizar mais a polícia? Como eu já falei aqui, primeiro, a revogação da 13.954, que serviu como referência para leis similares no plano estadual, que retiraram prioritariamente...
direitos de praças, segundo a adoção de planos de carreira que garantisse ao longo dos exercícios uma ampliação gradual e que modificasse esse cenário nos estados brasileiros. Mas para isso você tem que conceber o policial como um trabalhador.
A partir do momento que você concebe, e essa não é uma ideia minha, é dos chamados policiais antifascismo, quando você concebe os policiais como trabalhador, você vai buscar a garantia de direitos para esses agentes ou para essas forças policiais, mas você vai alterar prioritariamente o currículo de formação dessas forças.
Essas medidas iriam valorizar o salário desses policiais? Valorizo o salário, mas modifico o currículo, porque também senão não adianta. Você simplesmente alterar o salário, garantir uma melhora de rendimento, mas você manter o mesmo currículo, você vai estar simplesmente ampliando o estado penal policial punitivo sem uma modificação das tarefas que são desempenhadas por essas forças. Eu vou dar alguns exemplos do que já aconteceu comigo nesse sentido também.
Guarda Portuária do Brasil. Um dia chega um grupo de guardas portuárias no meu gabinete e pedem, nós gostaríamos de te pedir aqui para que nos ajudasse a aprovação desse projeto que amplia a possibilidade do porte para a gente. Eu falei, não, desculpe, eu não tenho condições de dar apoio para essa matéria que vocês estão pedindo. Ninguém gosta de ouvir um não, todo mundo gosta de ouvir um sim.
E expliquei os motivos. Passa um tempo muito curto, eles voltam ao meu gabinete. Glauber, na chamada lei dos portos, está com a possibilidade concreta de terceirizarem, de privatizarem a tarefa da Guarda Portuária Brasileira. Nós gostaríamos de pedir a sua ajuda contra a privatização. O que eles pensaram?
Vamos voltar lá, não, Gabriela é daquele doido, porque ele rapidamente responde e não fica enrolando. Depois eles me disseram isso. E eu imediatamente falei para eles, conte comigo, vamos lutar contra essa privatização. E não só por minha causa, por outros parlamentares também. A gente derrubou a tentativa de terceirização da guarda portuária no plenário, na época o líder do governo era o tal do Vacareza, e a gente conseguiu fazer esse debate político com...
esses trabalhadores da guarda. Um exemplo prático. E hoje eu não tenho dúvida, o deputado federal que mais aloca a guarda portuária no Rio de Janeiro sou eu. Segundo, lei 13.954. Discussão na bancada do PSOL. Quem vai assumir lá a comissão da reforma da Previdência do Bolsonaro?
E quando o tema é difícil, um fica jogando para cima do outro. Glauber, você vai? Eu falei, depende. Para fazer o quê? Para reforçar aquilo que eles já esperam do pessoal, como se eu fosse inimigo deles, ou para demonstrar nessa comissão que existe um abismo entre privilégios concedidos a oficiais e restrições pelas quais passam praças. Ah, não, pode ser para isso. Fui para a comissão.
E lá fiz a defesa, do início ao fim, de direitos de praças, em detrimento dos privilégios dos oficiais. Vocês acham que algum desses deputados bolsonaristas defendeu o direito de praça das Forças Armadas ou da Polícia Militar lá?
Nenhum. Todos viraram as costas para ele. Não à toa, eu falo para vocês também sem medo de errar, na última eleição para deputado federal, o deputado que foi mais votado entre praças das Forças Armadas no Rio de Janeiro fui eu. Com trabalho consolidado, com núcleo, com gente que conversa comigo o tempo inteiro.
Terceiro exemplo. Foi votada na Câmara a adoção da chamada polícia penal, que antigamente eram os agentes penitenciários. Eu votei contra e fui um dos poucos a votar contra. E fui para a tribuna dizer por que eu estava votando contra. Numa lógica de que a gente não podia ampliar o estado penal policial punitivo como solução para tudo. As galerias estavam lotadas. Se eu quiser simplesmente agradar...
aqueles agentes que estavam ali, eu tinha votado a favor, ou se votasse contra, eu ficava calado. Foram só cinco que votaram contra. Entre eles, eu o único que subiu à tribuna para falar porque estava votando contra, fui eu. Parava com eles por meia hora, 40 minutos, nos corredores da Câmara, explicando os motivos do meu voto contra, falando da influência na minha vida, da chamada criminologia crítica.
Mas dizia para eles, quando tiver em jogo a discussão dos direitos de vocês, me procurem de novo, porque eu vou estar votando a favor. Não deu outro. Agora surgiu a história das chamadas debêntures incentivadas e a possibilidade de privatização de unidades prisionais.
Quem que os policiais penais organizados foram procurar? Novamente, o nosso gabinete. Fui eu que fiz a resistência na Comissão de Segurança Pública, em um dos encontros, contra a privatização da polícia penal, que eles queriam fazer. E representantes da polícia penal, inclusive sindicato, ou seja, alguns nos chamam de sindicato, de associação, mas na prática exercem esse papel.
tiveram um papel fundamental de solidariedade ao mandato contra a tentativa de cassação que tentaram impor agora. É mais uma demonstração de que existe um diálogo a ser estabelecido e que aqueles que dizem o tempo inteiro defender a polícia, eles defendem oficial e defendem a ampliação do estado penal policial punitivo. Na hora de se tratar de praça...
seja das polícias ou das forças armadas, eles viram as costas. Um quarto exemplo, sei que já estou repetido, mas para ser rápido. Cláudio Castro faz a matança no Rio de Janeiro, penha e alemão. E ele diz o tempo inteiro que defende as polícias. Eu vou para o microfone da Câmara e relembro todos os compromissos que o Cláudio Castro fez com a polícia militar no período da campanha eleitoral, inclusive a recomposição daquilo que não foi cumprido. A minha caixa postal do Instagram choveu de mensagem de policial militar.
E era me criticando, não, de jeito nenhum, dizendo, olha, você esqueceu de dizer isso. E eu passei a utilizar a tribuna da Câmara dos Deputados para ler as cartas desses policiais militares, sem citar os nomes, para que eles não sofressem represália. Então eu queria perguntar isso para o vereador que diz defender a polícia, mas que na prática apoia o governo, que dá proporcionalmente o menor rendimento para policiais no Brasil.
Por que você acha que um governo de São Paulo, diferente do governo do Rio, onde você teve a maioria dos praças, mas o governo de São Paulo, um governo que trata tão mal os seus policiais, tem na sua base de apoio vários policiais?
Por qual motivo isso acontece? Eu dou até mais exemplos. A gente tem aí vários policiais que estão se destacando no Estado de São Paulo como representantes da direita. Entre os quatro prováveis senadores aqui do Estado de São Paulo, dois são policiais, Delegado Palumbo e Derrite. E vários outros policiais que se destacaram provavelmente serão eleitos como deputado estadual, deputado federal. Por quê?
Porque a polícia foi criada para isso, filosoficamente. Dois, porque eventualmente esses agentes defendem interesses corporativos, eventualmente, ou eles pelo menos servem de referência para a defesa de alguns desses interesses, pelo menos fazem pose para isso, ou tentam demonstrar isso. E terceiro, na minha avaliação,
porque existe uma fortíssima influência, principalmente no processo de formação das forças policiais, de uma linha reacionária.
Então não dá para eu falar também em garantia dos direitos sem falar em alteração de currículo. Não dá para eu falar na formação ou na melhoria de rendimento de praça das Forças Armadas, mas os caras continuarem sendo recebidos com tapete dourado em Washington. E não ter combinado com isso a adequação de um currículo que seja de orientação antiimperialista, por exemplo. Então os currículos e a formação são voltados para uma linha que é reacionária. Por que?
foram concebidas para tal. Tu consegue enxergar uma crítica que eles olham para a esquerda como uma barreira para que o trabalho deles seja bem feito? Vou dar exemplo, conversei com um delegado, a esquerda atrapalha demais o nosso trabalho, eles defendem que o preso saia mais rápido, que o preso não fique tanto tempo preso, isso atrapalha demais a segurança pública, então a esquerda defende bandido, a esquerda não defende as pessoas.
E nós estamos defendendo o cidadão de bem. E nós somos a direita de verdade. Isso não acontece? Isso não atrapalha? Esse discurso é repetido, mas na hora H, para defender direitos de policiais na Assembleia Legislativa do Rio, quem é que defendeu?
Sozinha, a bancada do PSOL. Na hora de defender os direitos da guarda portuária, quem é que defendeu? O deputado do PSOL. Na hora de defender os direitos de praças das Forças Armadas e das Polícias Militares, quem é que fez a defesa? O deputado do PSOL. Os oficiais que repetem esse discurso que você falou, ficaram contra eles. E apoiaram o governo Bolsonaro naquilo que foi uma política para praças das Forças Armadas tenebrosas.
Na hora de discutir na comissão de segurança com a chamada bancada da bala, a bancada da bala, em sua grande parte, ficou a favor da privatização dos presídios. Quem é que defendeu os direitos do policial penal? Foi a bancada da esquerda, foi o deputado do PSOL. Eu acho que nós temos que enfrentar esse discurso e fazer esse enfrentamento de frente. O PSOL defende muito mais a polícia brasileira do que a direita.
Eu não digo que defenda a polícia como um instrumento de ampliação do estado penal policial punitivo. Naqueles casos, inclusive, que possam ser citados de enfrentamento ao que é a representação do abuso ou da estrutura policial como chicote de pobre, o parlamentar do pessoal da esquerda tem que exercer o seu papel, sim, de criticar, de denunciar, inclusive, o que é essa representação. Agora,
Respondendo objetivamente a sua pergunta, na defesa ou na garantia dos direitos materiais e previdenciários, como classe trabalhadora, quem faz prioritariamente, disparadamente, é a esquerda. Porque na hora H, essa turma se junta da extrema direita e principalmente aqueles que estão como parlamentares, eles se juntam aos oficiais. Eles não se preocupam com direitos ou garantias para quem é praça.
Tu quer fazer a quarta pergunta ou você quer que eu vou... A quarta pergunta que eu ia fazer para ele era sobre política de cuidado. Sobre a política de garantia de direitos de pessoas da terceira idade e prioritariamente de quem tem Alzheimer e outras demências. Eu passei a me dedicar mais em relação a esse assunto prioritariamente por conta de uma vivência pessoal. Minha mãe faleceu com Alzheimer avançado.
E aí, no Rio de Janeiro, eu fiz uma emenda participativa à discussão de um recurso, porque eu não sabia até então disso, mas quando passei a saber, fiz um encontro específico para discutir o tema. Os centros mais avançados de pesquisa sobre o Alzheimer no Brasil ficam no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, e numa universidade pública que é tão atacada pelo vereador.
E eu fiz uma emenda participativa para que a gente pudesse garantir recursos básicos para essa política de pesquisa sobre o Alzheimer. E por ano, um laboratório como esse, que é o mais avançado do Brasil, precisa de um milhão de reais de investimentos.
quando você tem do chamado orçamento secreto, numa ligação, Liera desviando dos seus objetivos originais 300 milhões de reais, como eu já denunciei aqui no programa de vocês no podcast. O que daria para sustentar uma política como essa por 300 anos. Combinado com isso...
O governo federal aprovou a lei 14.878 de 2024, que define diretrizes para o cuidado integral a pessoas com Alzheimer e outras demências. Uma política de cuidado nacional. Eu perguntaria para ele o que ele acha que são os elementos fundamentais da política de cuidado que precisam ainda ser efetivados.
eventualmente com algum artigo que ele discorde, o que precisa de implementação e como conectar isso com a política real da garantia do cuidado no posto de saúde, no programa de saúde da família. Qual é o papel das universidades públicas, inclusive, no fomento a pesquisas relacionadas ao Alzheimer para o Brasil e de que forma, se ele de fato quer ser candidato a deputado, ele apoiaria iniciativas como essa.
Vamos fazer um debate sobre esse tema, Glauco? Vamos!
Nossa, isso é tão importante, Roberto. Então, achei que você queria fazer um debate sobre o tema. Já vai, já vai. Camiliano está interessado mesmo. Mas assim, mano, isso é muito importante, cara. Política de cuidado é isso que a gente tem que começar a debater aqui no Brasil. Inclusive, eu fiz uma coisa que eu nunca tinha feito até então. Eu acho que eu já falei para vocês em um papo nosso que, além de denunciar o orçamento secreto, 100% das emendas individuais no mandato, a gente faz emendas participativas.
com plenárias públicas onde o povo decide onde o recurso vai ser aplicado, forma comitês de acompanhamento da implementação desses recursos. Eu fiz um encontro específico com 13 milhões de reais na área de saúde para a política de cuidado no Rio de Janeiro.
É uma emenda grande que foi apresentada e discutida coletivamente. O resultado desse encontro foi a criação daquele que muito provavelmente vai ser o maior centro de pesquisa sobre o Alzheimer e de acolhimento de famílias que estão passando por uma situação com parente seu com Alzheimer no estado do Rio de Janeiro.
Então, os primeiros equipamentos da emenda anterior de um milhão começaram a ser liberados em janeiro e a gente está acompanhando. Eu já apresentei ao Ministério da Saúde essa emenda participativa que foi aprovada de 13 milhões e a gente não tem um centro como esse no Brasil. Se vocês já passaram por isso, tem alguém na sua família com Alzheimer?
Ou você hoje em dia, ainda, apesar de que está avançando, você se vira do ponto de vista particular para ter uma rede de cuidadores e cuidadoras. Ou se você não tem essas condições, a pessoa normalmente não tem os cuidados que ela precisa ter, inclusive para diminuir.
os efeitos relacionados ao Alzheimer. E a família, normalmente, alguém tem que pedir a demissão do seu emprego para poder fazer o cuidado cotidiano da pessoa. E quando faz isso, amplia a situação de precariedade daquela família, que normalmente é da classe trabalhadora, e vai ter ainda menos dinheiro dentro de casa para comprar medicamentos e para poder botar uma melhor alimentação na mesa. Então, acho que esse é um debate fundamental e a gente tem procurado trabalhar isso.
de uma maneira consistente também no mandato. Cara, a importância de um debate quando ele é feito sério, com uma boa intenção, é isso aí, cara. Você entende? É mexer em pontos que às vezes são esquecidos, é entender possibilidades, é amadurecer ideias. Isso é a importância do debate. Por isso a minha frustração, a minha contrariedade. Seria interessante.
Uma coisa que eu não sei, mas que é importante, que você não falou sobre o Alzheimer, é que esse acompanhante, além de perder a capacidade financeira, pelo desgaste excessivo que ele vai sofrer, ele acaba ficando, de alguma forma, também prejudicado fisicamente. Tem que ter uma política de saúde mental específica para a família.
O cara que fica ali junto, ele vai desenvolver uma ansiedade, uma depressão, porque é muito sacrificante para quem acompanha. Robertinho, eu lembro da primeira vez. Meu pai foi o principal cuidador da minha mãe e contou com o apoio de cuidadoras também maravilhosas. Teve uma estrutura, pelo menos. A gente tinha uma estrutura que poderia garantir essa rede de cuidado. Mas eu lembro da primeira vez que minha mãe me chama na cozinha.
E fala assim, meu filho, eu não estou entendendo. Porque ela reconhecia a sala, mas quando ela chegava na cozinha, ela não entendia o que era aquilo.
Esse é um processo de desestruturação que eu senti mentalmente naquele momento que nunca mais na minha vida eu vou esquecer. E famílias que precisam ter uma rede de apoio, de acompanhamento psicológico e garantia da estrutura básica precisam ter apoio dos governos para conseguir fazer isso. Precisam ter redes de atendimento que deem orientações. Você fica se fazendo as seguintes perguntas. Eu devo falar?
para ela que ela está passando por essa situação, eu não devo falar quem é o profissional que pode me ajudar nesse sentido. Isso é fundamental. Então a estruturação de uma política como essa é muito importante. Mas para não parecer que eu estou fugindo do teu questionamento sobre INSS e Banco Master, que foi o que você tinha falado. Eu tenho até vergonha de ficar tocando esse tema depois disso aí. E outra coisa, eu tenho que falar isso aqui, Robertinho, assim, cara...
Isso aqui virou uma propaganda pro Glauber. Na hora que você falou de proteção dos idosos, eu falei eu vou falar. Tem que falar assim, porque a galera quer saber sobre isso. O resultado de tentar combinar perguntas, né? E lógico que a gente não ia aceitar combinar perguntas e por isso o debate não tá acontecendo, porque a gente não aceitou, o cara não apareceu no debate. E aí, mano, vira um...
Desculpa, Glau, falar desse jeito. Isso aqui foi mamão com açúcar pra você, velho. Você tá deitando e enrolando aqui. Esse episódio virou uma propaganda aí pras suas propostas. Então, eu não sei se isso é o melhor ou se isso é o pior.
Por que eu falo isso? Porque parece que está muito fácil para o Glauber. Porque ele está perguntando e ele mesmo está respondendo. Isso é simples. Mas isso poderia ser melhor para o Glauber. Por quê? É verdade. Você tem razão. Quando o cara não vem, eu tenho que pensar... Pelo menos a minha imaginação caminha nesse sentido. Eu não teria condições. Ficaria melhor ainda para o Glauber. Porque além de fazer o que ele está fazendo... ...s...
E fazer um esculacho. Não sei se foi, enfim. Bom, o pessoal está perguntando aqui. Você pode mandar perguntas, pode. No final a gente vai ler superchat. Não vou ler superchat de arregão, de xingando, esse negócio. Mas a gente agradece todos. Todos superchat é muito bem-vindo. Se mandar isso aí eu fico feliz. Talvez até leia para dar uma moral para o cara. Mas mandem perguntas boas. Mas eu só leio o superchat quem deu like e compartilhou.
Agora, do INSS, é óbvio que ele ia falar para você que você está protegendo o Lulinha, o filho do Lula, que está envolvido em toda essa corrupção, que viajou para a Europa com careca do INSS. Que ameaçada. O que você me fala disso aí, velho? Se tiver envolvimento em provas, eu sou da linha que foi exposta publicamente pelo próprio Lula. Que seja responsabilizada e que pague por aquilo que cometeu.
Agora, olha a diferença de abordagem entre o Lula e o Bolsonaro no caso da relação dos seus filhos. O Lula publicamente fala, se tiver culpa no cartório, que pague por isso. O Bolsonaro, com provas consistentes em relação aos seus filhos, o que ele fez? Ele fez todo tipo de modificação na Polícia Federal para que o seu filho não fosse investigado e responsabilizado. E disse isso publicamente numa reunião com ministros.
Aqueles pagamentos que foram realizados...
pelo careca do INSS, foram para o filho do Lula? Se foram, eu espero que a Polícia Federal demonstre a comprovação disso e que ele seja responsabilizado por isso. Ponto. Mas tem uma proteção, Glauber. O problema é esse. Não fica transparente, a galera continua perguntando por isso. Cara, sério. Eu já falei isso aqui outras vezes. Se tem alguma coisa que está sendo jogada sobre mim e eu tenho a capacidade de provar que isso não está correto, eu sou o primeiro a abrir minhas contas.
Eu não tenho que esconder nada, falar assim, eu entendo da lei, porque vai ter um bando de pessoas que vão falar assim, mas ele não é obrigado a fazer. Cara, ele não é, mas a minha responsabilidade com a galera... Eu não digo nem que ele seja ou não seja, mas as contas dele já não foram quebradas. Ou seja, já não teve a decisão do André Medonça quebrando os sigilos bancários do filho do Lula? Essa decisão já aconteceu.
Então, isso foi visto e não tem nada. Não sei se já foi visto ou se vai ser visto ainda. Parece que mostrou uma orientação de 20 milhões. Agora, a Polícia Federal fez uma solicitação ao Supremo Tribunal Federal, mais especificamente ao André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal.
para que quebrasse os sigilos bancário e fiscal. Mas parece que o Dino pediu para... Outra coisa diferente. O que o Flávio Dino fez foi em relação à decisão adotada...
pela CPMI do INSS. Naquela decisão da CPMI do INSS, onde teve uma contagem de votos fraudulenta, quando o presidente da CPMI fez uma contagem simbólica e não verificada, onde a maioria dava a negativa do requerimento.
Mas ele aprovou de maneira parcial a decisão do Dino, foi sobre essa. Mas a quebra do sigilo já tinha sido feita pelo André Mendonça. Essa é a informação que eu tenho. E essa votação que a Câmara fez essa semana, ficou até 1h30 da manhã votando, e eles cancelaram essa investigação do INSS. O que aconteceu? Quem é o Alfredo Gaspar? Me conta. O relator dessa história. É um deputado de Alagoas.
que só não fala sobre a operação Taturana, que envolve diretamente Arthur Lira, e que tem uma posição política que é, evidentemente, anti-esquerda e a favor das articulações da família Bolsonaro e a favor da extrema-direita. Isso ninguém precisa acreditar em mim, não.
Entra nas redes dele agora que você vai ver isso. Então é evidente que um processo de investigação conduzido pelo Alfredo Gaspar, ele não poderia culminar em algo que tivesse o mínimo de imparcialidade. Inclusive ele está tentando ou está querendo ser candidato ao Senado.
por Alagoas, inclusive, com o apoio da família Bolsonaro para o cumprimento dessa tarefa. A pergunta que eu faço é, qual investigação avançou com mais consistência? Aquela que já vinha sendo tocada pela Polícia Federal?
ou a investigação, entre aspas, tocada pela própria CPMI. Na minha avaliação, foi a investigação que vinha sendo tocada pela Polícia Federal. Ah, então você está dizendo que não tem que ter CPI, CPMI? Não. Em determinados casos elas são fundamentais, principalmente quando você tem evidências substantivas de blindagem de autoridades públicas que poderiam estar sendo responsabilizadas e não estão. A minha pergunta é...
Na investigação da Polícia Federal, tem algum indício de blindagem a uma autoridade pública e que precisa, então, do acompanhamento da CPMI ou da contestação da CPMI em relação a isso? Eu não tenho nenhuma informação nesse sentido. Ali tinham 4 mil folhas de indícios e de pessoas, e se não me engano, mais de 200 pedidos de prisões. Tinha.
E isso segue, essas pessoas vão ficar livres, porque, sério, quando a gente fala dessa do Rombo, tanto do INSS ou do Banco Master, do Banco Master acho que escala até, mesmo por difícil que seja, escala ainda do que o INSS foi.
São pessoas todas influentes. Você entende que elas mexeram com o banco, com a aposentadoria do país inteiro. Todo mundo que está ali tem muita influência. E me faz pensar, Glauber, que elas são protegidas sim, que elas têm capacidade de intervenção clara para mim. Tirou dinheiro dos aposentados? Participou de algum tipo de desvio?
que seja devidamente responsabilizado. Eu estou falando genericamente em relação a todas as pessoas, e não só aquelas que já foram identificadas. Em apuração futura, ficou determinado que alguém meteu a mão no dinheiro e tem que responsabilizar essa pessoa, seja ela quem for. Seja de que poder for, seja ligada a quem for.
Agora, você tem que fazer um cruzamento das informações que eventualmente tenham sido apuradas por essa CPI, mesmo com toda a desconfiança de quem eventualmente seja esse relator, com aquilo que foi apurado também pela Polícia Federal. E com a investigação que está sendo realizada nesse sentido. Agora, quem deflagrou a operação da Polícia Federal? Foi o governo Bolsonaro? Não, não foi.
Quando são os indícios de início das fraudes no INSS? É no governo atual ou é remanescente do governo Bolsonaro? Parece que você é mais velho até do que isso. Pode ser mais antigo do que isso. E que pegue quem pegar. É, mas tem que ser. Que pegue quem pegar e que responsabilize quem tiver que ser responsabilizado. Agora, o relatório do seu Alfredo Gaspar, ele teve uma conotação evidentemente política para atacar a esquerda e para blindar os seus amigos das tribunais.
direita teve e não dava pra esperar nada diferente daquele sujeito quem conhece ele minimamente sabe disso agora que se avancem as investigações e que onde tiver comprovação que seja devidamente responsabilizado e mais que sejam restituídos os valores de todos os aposentados que foram lesados e digo mais que aqueles que forem responsabilizados a minha defesa é que tire cada real
que eles tiraram dos aposentados e mais do que isso, como indenização para pagar a esses próprios aposentados que foram lesados. O que é, assim, quando a gente fala de Arthur Lira, assim, enfim, acho que pouca gente tem coragem de fazer um enfrentamento e, sei lá, pôr a mão na taturana. O que é a taturana?
Teve uma operação na Assembleia Legislativa de Alagoas de desvio por parte de um conjunto de deputados estaduais na época da Assembleia. Isso fez, inclusive, com que um deputado fosse preso e outro fosse afastado do cargo de deputado.
O deputado preso, anos depois, aliado conhecido de Arthur Lira, foi ser prefeito de uma cidade chamada Rio Largo, em Alagoas. E ele foi pego em áudios, onde ele conversa com o secretário da mesa da Assembleia Legislativa dizendo que quer o meu dinheiro e não desconte em NSS não, porque isso é dinheiro de roubo. Isso está na gravação.
Esse sujeito se chama GG, Gilberto Gonçalves. Ele até hoje é o principal aliado em Alagoas entre os municípios de Arthur Lira. E foi com o GG. GG já foi preso quatro vezes. E foi com o GG que surgiu o maior escândalo já comprovado de desvio de recursos públicos relacionados ao orçamento secreto. Tudo filmado. Um carro entra num beco.
Entrega dinheiro para um outro carro. Esse carro vai até a prefeitura e entrega o dinheiro lá, nesse caso, para o GG. E antes do carro ir para o Beco, eles fazem aproximadamente 100 saques de dinheiro vivo no caixa. Isso está tudo comprovado. Essa operação fez com que GG fosse afastado da prefeitura de Rio Largo. Você acha que Arthur Lira ficou, de alguma forma, inibido de manter suas relações políticas com o GG?
De jeito nenhum. Você chega lá em Alagoas, como eu fui, quando desce do aeroporto, você não desembarca em Maceió, você desembarca em Rio Largo. Tem um enorme altidoro em praça pública, com Arthur Lira e a filha de Gegê, que é deputada estadual. E a candidata dele é a deputada estadual. Com a comprovação...
de milhões de reais, quase chegando à cifra dos 100, se não me engano, 70 milhões de reais de orçamento secreto indicados por Arthur Lira para Rio Largo. Investigação essa que foi feita por Breno Pires, jornalista e que já está amplamente difundida. Então, ali você tem tudo, você tem a demonstração de tudo que foi feito, de tudo que foi operado. É um escândalo que não está para ser provado.
É um escândalo que já foi provado. E por esse motivo você quase rodou lá. Quase, foi por um fio de cabelo. Você foi o cara que resolveu pôr o dedo nessa ferida e peitar o Arthur Lira. Fio de cabelo, foi quase. E ele mesmo, a arrogância do Arthur Lira, também foi um elemento fundamental para que eu não fosse caçado. Por quê? Porque a votação que valeu para eu não ser caçado foi 226 a 220.
porque era a votação que definia o que seria votado primeiro, se era a suspensão ou a cassação do mandato. O meu voto não seria validado, mas quem tinha que retirar o meu voto seria o presidente da Câmara na hora do cômputo final. Então eu votei para que não fosse votada a cassação primeiro. Desconsiderando o meu voto, 225. 225 a 220. Três votos.
modificados, seria 223 a 222. Nesse caso, seria votada cassação primeiro. Se a votação fosse cassada, votada primeiro, eu estaria cassado. Por quê? Porque o presidente da Câmara, ele controla quem votou e quem não votou. Ele vê no painel se a pessoa votou, se a pessoa não votou ele liga para o líder partidário, ele faz as conexões para que aquela pessoa vá ao plenário e dê o seu voto. Isso, muito dificilmente, não resultaria na minha cassação.
E o Lira dizia que já estava resolvido. Com todo mundo ele dizia, não, vai ter mais de 400 votos para a cassação. No dia da votação, um jornalista presenciou, ele entra pela chapararia da Câmara, cuspindo o marimbona e diz, não é possível que não tenha 257 votos. E começa a tentar virar voto. O Hugo Mota sai da mesa, vai à sua sala, o indicativo é que ele foi encontrar com o Lira, enquanto eu, inclusive, fazia o pronunciamento do meu discurso.
O Lira chamou atenção do Gmota por isso. É, depois ele disse que a Câmara estava uma bagunça, porque ele não tinha conseguido entregar os votos para a cassação. Então foi por um fio de cabelo. Então a arrogância dele de achar que ia ter mais de 400 votos e a opção prioritária pela disputa política quente...
Claro, a diplomacia no dia foi importante? Foi. Mas a decisão de denunciar o que estava acontecendo é o que garantiu que cada deputado soubesse que aquele seu voto estava sendo acompanhado. Isso foi fundamental para que a cassação não se operasse. E aí eu estou suspenso até o dia 12 de junho, dia dos namorados, quando eu retorno nessa minha relação de amor com o Congresso Nacional.
Ó, preciso aproveitar esse momento pra conversar com o chat. A gente tá com quase 4 mil pessoas ao vivo. E tem uma galera de direita no chat que tá questionando. Falando, pô, você e o Robertinho tem que se preparar pra conversar com o Glauber. Vocês não tão fazendo os questionamentos corretos. Tem que enquadrar o Glauber melhor.
Só que eu quero lembrar o seguinte, gente. Eu não estou preparado para esse episódio. Eu estava preparado para um debate, igual o Robertinho. Estava preparado para um debate. Posso ir ao banheiro para vocês me enquadrarem na rola? Eu e você, a gente está preparado para um debate. Quando a gente vem para São Paulo, a gente faz 12 episódios em 4 dias. Esse aqui é o 11º episódio que a gente está fazendo pelo 4º dia. O famoso penula.
É o penúltimo episódio que a gente tá fazendo. Cara, eu me preparei pra trocar ideia com o cara da manhã. Mais tarde a gente vai gravar com o Helder do Galãs Fez. A gente se preparou pra trocar ideia com ele. Pra esse episódio, velho, eu tô preparado pra um debate aqui. Era um debate que ia acontecer. Só que infelizmente foi cancelado de última hora.
Porque o Lucas queria combinar as perguntas com o Glauber, a gente não aceitou, o Glauber também não aceitou, o Lucas não veio. Simples assim, velho. Simples assim. E que isso fique claro pra nossa audiência, pra várias outras pessoas que querem debater aqui no Três Irmãos. Quer debater no Três Irmãos? Cara, é um prazer receber vocês. A gente vai fazer um puta trabalho foda. Vai divulgar, vai fazer corte, vai fazer entrega, vai fazer de tudo pro episódio ser um sucesso. Um sucesso.
mas com as nossas regras. Cara, a gente não vai aceitar. Não tem combinação de perguntas aqui. Esse tipo de debate a gente não quer. Quer combinar como vai ser o debate, quem vai falar mais, quem não vai, o que vai falar, o que não vai. Vai ver em outro lugar, vai fazer em outro lugar. Aqui não, cara. Aqui o debate é pro três irmãos e pra audiência do três irmãos. E as regras têm que ser respeitadas, porra. Não, eu tenho uma coisa muito mais simples.
Realmente, eu vou aqui entregar a minha pouca capacidade. Eu não estou pronto para enquadrar o Glauber.
Não acho que seja o momento, até pela postura que ele teve, a honradez de vir aqui e cumprir a obrigação dele. Então esse não é o momento disso. Em um outro momento eu serei muito ferreiro, vou acabar com a vida dele. Mas hoje essa oportunidade é sua. Manda um superchat aí. Pergunta se você quer saber, porra. Aproveita aí e manda um superchat. Enquadra ele, enquadra você.
Vamos esperar o Banco Master para o Superchat ou já vamos agora? Não, o Banco Master é só no Superchat. Só no Superchat? Tá bom, tá bom. Posso falar da próxima pergunta que eu faria? É a quinta pergunta agora, né? Seria a quinta pergunta. A última. A última pergunta que você faria. Essa é a famosa...
Eu preparei mais três em caso de necessidade. É interessante isso. Porque às vezes muda o rumo ali, você vai se adaptando. De repente ele já ia responder alguma coisa de uma pergunta posterior e tem a réplica também. Então eu acabei preparando um número maior. Se vocês deixarem, eu falo das outras também. Eu quero ver porque dessas perguntas até agora, duas vão nascer debate. A gente vai fazer debate sobre elas.
Eu ia fazer uma pergunta objetiva. O líder político dele, o Nicolas Ferreira, votou a favor da PEC da blindagem e que garantiria que deputados federais, para serem processados por qualquer coisa...
estupro, corrupção, homicídio, eles só poderiam começar a ser processados depois de uma análise feita por deputados. A maioria absoluta da população brasileira evidentemente rejeitou isso, de todos os campos políticos. E o líder político dele reforça que votou certo, que votaria e tal. A pergunta que eu ia fazer é, essa possibilidade de retornar à votação da PEC e da blindagem, está sempre aí como uma sombra.
Porque passou um tempo, daqui a pouco os caras tentam colocar novamente. Eu ia perguntar para ele o seguinte, se você, talvez ele possa responder nas redes dele, né? Já que não teve coragem de vir aqui presencialmente. Você pode mandar um superchat para responder aí se ele quiser. Eu ia perguntar para ele o seguinte, você está querendo ser candidato a deputado. Você assume o compromisso?
de se colocar na votação da PEC e da blindagem votar contra, se você diz que sim, você condena então a votação que foi dada pelo seu líder político, Nicolas Ferreira? Essa era uma pergunta. E junto com essa, orçamento secreto.
Três deputados do PL acabaram de ser condenados no Supremo Tribunal Federal pelo desvio de dinheiro do orçamento secreto, das chamadas emendas parlamentares. O líder do partido dele, do PL, foi pego no seu armário com 400 mil reais e utilizou como justificativa o fato de que tinha esquecido de depositar.
e que era oriundo de uma transação de um imóvel. E não foi retirado da liderança, pelo contrário, foi reconduzido à liderança do PL esse ano. O que demonstra que tem muita gente de rabo preso com ele, porque senão ele denunciaria os demais. Pergunta simples que eu faria a ele era, você assume o compromisso de não usar dinheiro de orçamento secreto se você for eleito deputado?
Sexta pergunta. Posso? Você não usa o dinheiro de orçamento secreto? Evidentemente que não. Não só não uso, como denuncio recurso do orçamento secreto. E parte significativa das investidas com tentativa de cassação no mandato foi quando a gente entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal e que o relator foi o ministro Flávio Dino, onde ele suspendeu o pagamento imediato de 4 bilhões de reais. Você imagina como é que os caras não ficaram lá na Câmara dos Deputados.
Nós não estamos falando de 4 reais nem de 4 mil. A suspensão de pagamento naquele momento de 4 bilhões de reais por conta de uma ação nossa. Os caras morrem de raiva. Você já pensou num projeto para deixar essa comunicação mais acessível para a população? Eu sei que tudo isso tem nas páginas do governo. Pior que não tem. Algumas são bem complicadas. Pior que não tem. Por isso que é orçamento secreto.
Sim, mas quem pegou tem, não tem? Não. Não tem? Esse que é o problema. Esse é o problema e por isso existe o amorçamento secreto. Eu achava que era tipo assim, você só pegou, mas não sabe para onde você mandou. Não, é o contrário disso. Às vezes você não sabe para onde mandou, mas você não sabe de maneira permanente quem indicou aquela verba. Como é que funciona essa história? Isso já foi chamado emenda RP2 e emenda RP9.
Essas emendas eram as chamadas emendas de relator. É escolhido uma figura toda poderosa, que é o relator do orçamento federal. Ao invés de você ter ali, Rodrigão é que indicou essa verba para o município de Zacarias. Você tem o nome de quem? Do relator do orçamento. E o seu nome, então, fica oculto. O pessoal, então, entra com uma ação no Supremo Tribunal Federal para acabar com o orçamento secreto. E acabou, então, com a figura do relator do orçamento, podendo indicar em nome de outro. O que os caras fizeram?
Eles passaram a fazer indicação pelo líder da bancada partidária.
Então, mais uma vez, você, Rodrigão, quer indicar emenda para o município de Zacarias. Mas lá em Zacarias, todo mundo sabe que a empresa que vai executar a obra é tua. Ou é do teu irmão. Isso é ilegal, isso é o cometimento de um crime. Então você não pode ter o seu nome aparecendo. Ao invés de ser o relator do orçamento a indicar isso, passou a ser o líder partidário. Ou seja, aparece o líder do teu partido e não você.
como tendo indicado aquela emenda, continua sendo secreto. Porque não é a pessoa que indicou que vai ter com nome. Tem uma ação no Supremo Tribunal Federal, onde a gente está solicitando aos ministros, que continuam, inclusive, a negar a possibilidade de que essa indicação seja feita pelo líder partidário. Porque é uma forma de burlar a decisão já adotada, lá atrás pela ministra Rosa Weber, acabando com o orçamento secreto. Isso está vigente até agora.
Mas esse deputado depois, no município, ele acaba farmando em cima disso? Claro. Aí mete um outdoor lá, fala assim, deputado tal, doou 180 milhões para o hospital. No município, ele coloca... Claro, e da onde? Quando eu vejo, por exemplo, deputado dizendo assim, aqui...
Eu indiquei 80 milhões de reais. Eu fico me perguntando de onde, né? Porque, assim, as chamadas emendas individuais são aproximadamente de 30 a 40 milhões de reais. Quando aparece um valor desse, ele está identificando que se trata do orçamento secreto. Um dia desse, pegaram um deputado.
com o microfone que estava aberto, ele celebrando, não sei se vocês viram isso, numa inauguração, ele dizendo, essa daí vai ser da minha empresa. Ou seja, ele não sabia que o microfone estava pegando. Esse é o esquema que está ali colocado. E é isso que a gente está enfrentando lá. Repito, o valor suspenso pela ação do pessoal do ministro Flavidino foi de 4 bilhões de reais naquele momento. Depois ele liberou os que passavam por algum tipo de avaliação e de identificação de autoria.
Mas os caras nunca perdoaram isso. Cara, na minha cidade tem três deputados, um da região, e lá tem um baita outdoor. Esse cara aqui trouxe R$ 180 milhões para o hospital. E depois tem outro outdoor. Esse deputado aqui dou R$ 80 milhões para fazer a festa do peão da cidade. Então, essa grana...
É do orçamento secreto. Se ele não tiver a identificação do nome dele na indicação, sim. A não ser que ele pegue, por exemplo, ele pode fazer isso. Ele pega o acumulado do que ele indicou. Vamos dizer que ele tenha dois mandatos. E ele todos os anos indicou emendas. E ele faz uma propaganda com o acumulado do que ele indicou durante aquele período. Mas ele tem que explicar isso, se for isso. E quem que cria essas estruturas ali de...
de política de entrega de favores. Por exemplo, toda essa articulação que é o relator que faz, depois é o líder partidário. Quem que cria essa estrutura funcional ali dentro? Esse toma lá da caca, emenda parlamentar, é histórico.
Entra governo, sai governo, isso aconteceu. O cara que cria esse protocolo. Agora, em relação ao orçamento secreto, ele ganha fôlego, ele começa antes até do Lira, ainda no período de Rodrigo Maia com o Temer ali na presidência da República. Mas quem dá envergadura a essa história, peso político, as chamadas emendas de relator e ganha o EI em escala para isso? Arthur Lira.
É com ele, durante o governo Bolsonaro. Naquele período em que Bolsonaro estava sem apoio legislativo do Centrão, ele entrega o orçamento público, o orçamento secreto, e o grande articulador dessa aliança e da entrega do orçamento foi o Arthur Lira. Ao ponto de hoje, Robertinho, o governo federal ter, para fazer um investimento, uma nova escola, uma creche, um novo projeto social, 200 bilhões de reais por ano.
De orçamento de emendas hoje, nós estamos falando de 50 a 60 bilhões. Um quarto do orçamento público hoje para investimentos, hoje é capturado pelo Congresso Nacional. Caraca. Dá poder, né? Muito. Vamos à próxima? Vamos.
Próxima pergunta, eu falaria sobre o candidato dele à presidência da República, o senhor Flávio Bolsonaro. Flávio Bolsonaro tem ligações com o crime organizado no Rio de Janeiro. E eu não vou falar de suposições, eu vou falar de elementos objetivos.
Adriano da Nóbrega, um conhecido matador do escritório do crime no estado do Rio de Janeiro, com relação com as milícias, caça-níqueis e etc. Quem quiser entender um pouco mais, quem foi Adriano da Nóbrega tem um documentário, vale o escrito, onde fala dessas relações no Rio de Janeiro, envolvendo crime organizado, jogo do bicho, milícias, grupos matadores. Flávio Bolsonaro coloca no seu gabinete, como deputado estadual, a mãe e a esposa de Adriano da Nóbrega.
Quando confrontado com a pergunta do que elas faziam no seu gabinete, a resposta dele foi não sei, quem cuidava disso era o Queiroz. Queiroz que serviu junto com Adriano da Nóbrega em um dos batalhões de polícia no estado do Rio de Janeiro. Como essa resposta ficou muito ruim, depois, numa entrevista seguinte para o Roda Vivo, o Flávio Bolsonaro readequou essa resposta.
E ele diz, então, que elas tiveram um papel muito importante na ação de defesa de direitos policiais. E, por isso, mesmo o Adriano, depois tendo ido para o caminho errado, ele não quis demiti-las do seu gabinete. Isso é mentira, né? Porque, num primeiro momento, quando confrontado com a pergunta, ele disse que não sabia o que elas faziam, que quem cuidava disso era o Queiroz.
Mas eu não ia nem falar sobre a ficha corrida do Flávio Bolsonaro do candidato dele. Eu ia fazer uma pergunta objetiva a ele. Flávio Bolsonaro é senador por oito anos, vai completar oito anos ao final desse ano. O único projeto em que ele ganhou destaque no Senado Federal foi o que ele defendeu a chamada privatização das praias, nos chamados terrenos de marinha.
Eu ia perguntar ao Pavanato, desse período de oito anos, qual era o projeto de Flávio Bolsonaro que ele tinha mais gostado. Ou seja, que ele acha que foi o melhor projeto apresentado ou defendido pelo Flávio Bolsonaro durante esse período de oito anos, já que ele o defende como candidato a presidente da República.
Esse foi o melhor projeto dele? Esse foi um projeto tenebroso. Mais visível, não melhor, o mais visível dele. Esse foi um projeto tenebroso, mas eu perguntaria para ele, para demonstrar a ausência de consistência política de quem defende a candidatura do Flávio Bolsonaro. Ele não veio, talvez ele tenha...
Feito certo. Ele ia gaguejar nessa hora. Ele não ia saber projeto nenhum. Agora ele vai se preparar para um próximo debate e já vai ver qual é o projeto que tenha sido apresentado pelo Flávio Bolsonaro durante esse período de oito anos. Mas ele teria muita dificuldade em identificar.
O Nicolas tem uma conduta parecida na Câmara? Ele é um deputado que apresenta projetos? Como que ele é lá no dia de grava? Eu não conheço a produção legislativa dele, mas eu conheço aquilo que são as pautas que ele debate no plenário, que são todas elas.
para fazer estardalhaço e para poder aglutinar a base de extrema direita. Mas eu também tive essa preocupação, porque eu fui procurar a produção legislativa do Nicolas e do Pavanato para ver se eles tinham aprovado algum projeto. Não porque eu acho que isso seja medição de qualidade parlamentar. Eu, por exemplo, que sou um militante socialista, eu sigo a linha de orientação de Lênin, que o deputado...
O parlamentar tem que ser um tribuno ou exercer a tribuna do povo. Ficar menos preocupado com a produção legislativa, entre aspas, só interna, mas em agutinar forças para que políticas fundamentais possam ser implementadas, dando força à mobilização que é feita para além do palácio, além da institucionalidade. Mas como eu queria falar das minhas propostas, eu também procurei saber se eles tinham algum projeto aprovado.
E pelo que eu pesquisei, não. Não tem nenhum projeto aprovado. Agora, se não tivesse nenhum projeto aprovado, mas tivesse uma aglutinação positiva do ponto de vista social, de matérias que são fundamentais de discussão, eram outros 500, mas também não tem.
Mas tem, assim, eu sei que uma boa proposta resolve muitas coisas, mas eu também já ouvi falar que, às vezes, o fato do deputado estar lá para barrar algumas propostas é mais eficiente do que fazer. Então, assim, eu não sei se é tão importante, às vezes, você estar propondo muita coisa ali que não tem finalidade.
E às vezes a sua atuação de corte de otícios e gastos necessários ou benefícios é melhor. Eu concordo com isso. Pode ser atuante nesse sentido. Eu não jogo nessa lógica de que o melhor deputado é aquele que teve mais projeto aprovado, até porque fica muito dependente, inclusive, também, do presidente da Câmara para poder pautar a matéria. Eu também acho que não. Eu, por exemplo...
destaco no meu mandato anterior o papel que o mandato exerceu contra as privatizações. O mandato teve um papel fundamental contra a privatização da Casa da Moeda, que quase foi aprovada a partir de uma medida provisória que trabalhava para esse fim. Eu já destaquei aqui para vocês o papel que o mandato teve contra a privatização da Guarda Portuária. Então acho que também esses elementos defensivos...
e de aglutinação com uma relação com a classe trabalhadora, para além do aprovado, ele é fundamental. Eu concordo plenamente. Eu chamei um deputado da direita para vir aqui no Três Irmãos, recente, para falar do caso do Banco Master. Sim. Ele, no particular, virou para mim e falou assim, Rodrigo, espera um pouco, porque dá para pegar essa galera aí que você leva aí no Três Irmãos, que você protege esse pessoal. Vai pegar seus amiguinhos de esquerda aí.
Eu até falei pra ele, vai mesmo, cara. Tá pegando os caras? Não, vai pegar a gente pra caramba. Não, mas aí você falou, tomara que pegue, né? É igual quando a galera fala assim, sei lá, do Flávio Bolsonaro, eu acho que tem rachadinho.
prende essa porra, mano. Claro, pô. Você tá louco aí. Você acha que porque... Pode ser... É porque eu falo, fala depois, eu acho que eu sou bolsonarista. E não é isso. Mas você entende? Qualquer um que o cara falar, eu quero ver. Sim, sim. Eu quero saber. E eu falei pra ele, falei, não, então vamos lá, cara. Vamos lá, entrega, entrega meus amiguinhos aí. Então, vamos lá. É, me morra. Uma certeza eu tenho. Que eu não vou estar.
Sério? Ah, mano... Tu não foi nenhuma festa do Vorcaro aí? Conheci o senhor Vorcaro... Conheceu? Conheci o senhor Vorcaro através da mídia...
nos últimos tempos, a partir do escândalo já surgido. Não sabia nem quem era. Você não é de festa, não? Não sou. Quer dizer, sou quando tenho confiança política e confiança pessoal, humana, com quem está comigo na festa. Adoro festa, adoro show, adoro tomar cerveja no boteco, adoro confraternizar com amigos.
Mas uma coisa que reclamavam muito de mim, inclusive, nesse período de cassação, é que eu tinha que ser mais simpático com os deputados. E eu, de fato, não frequento as festas. Não frequento as festas do Centrão, da extrema-direita, mas quando tem gente que gosta da minha presença e que eu gosto também de bater um papo, adoraria tomar um chope com vocês, eu com um bocado de gente. Então, adoro festa, mas não faço disso um circuito meu...
para angariar relações políticas com X, Y ou Z. O que também, se for algo que seja feito às escondidas, não é problema. Você se relaciona nos mais variados lugares. O problema é que os jantares, as festas, normalmente são utilizadas.
para fazer os piores negócios. O material postulado. Os piores negócios. A zona cinzenta ali é aquele lá. E negócios também. Ou seja, negócios que não podem ser ditos publicamente. Então, te garanto, Rodrigão.
não vai ter a minha participação em nada dos escândalos do Banco Master. Mas carona de jatinho, tu já pegou com alguém assim? Não, nunca peguei. Carona de jatinho, nunca peguei coisa nenhuma. Pelo contrário. Estou vindo de presidente prudente para cá, de ônibus. Passei a noite inteira dentro de um ônibus.
Exatamente para poder estar aqui batendo um papo com vocês nesse momento. Então não pego carona de jatinho, não faço articulação política com essa turma, não tenho algo que possa ser explicitado para dizer ah, teve uma interferência, alguma coisa no sistema financeiro, o Banco Mais? Nunca, isso não vai aparecer simplesmente porque não existe. Tá, belezinho.
Você falou que não, estou limpo nessa parada. Mas esse é um escândalo que está abraçando várias ideologias políticas ali dentro de Brasília. Tem pessoas da direita ligada, tem pessoas da esquerda, tem pessoas do STF. Tem muita coisa para sair do Banco Márcia. Que sejam responsabilizados todos que cometeram algum tipo de crime.
em todas as esferas de poder. Todos. Cometer o crime, que seja responsabilizado pelo crime cometido. Agora isso é inocência. Primeiro.
Não dá para utilizar isso como arma para que os golpistas do dia 8 de janeiro e principalmente os líderes desmoralizem as decisões que foram adotadas para que eles sejam responsabilizados. São coisas diferentes. Porque senão os caras tentam utilizar isso como instrumento para dizer que as decisões relacionadas a eles têm que ser anuladas. Ponto um. Ponto dois. Sem a inocência também de saber que cada banco privado tem o seu vorcaro.
Ou seja, existe um processo de competição entre os próprios bancos dentro de um segmento que é privado. Por isso que nós, do PSOL, defendemos, por exemplo, a estatização com ser tornado público sistema financeiro.
porque nós sabemos que essa relação estabelecida pelo senhor Vorcaro não é uma exceção à regra. Esse processo de captura dos espaços institucionais para um projeto próprio, do ponto de vista econômico e político de poder, é a regra.
regra em um sistema capitalista. Então nós temos que aprofundar essa discussão, para além da responsabilização imediata dos envolvidos nos crimes em todas as esferas, discutir o que vem como causa dos crimes cometidos para propor alternativas a isso. Como enfrentar esses caras do STF nesse caso, Galber?
Olha, primeiro com o avanço do processo das investigações. Com o avanço do processo das investigações, você tem a possibilidade concreta, demonstrado o cometimento de crimes, de ter a opinião pública a favor de um processo de responsabilização pelos crimes cometidos. Ponto um. Segundo, eu já não estava mais no exercício do mandato.
Mas foi proposto pelo Chico Alencar e assinado por vários parlamentares da bancada do PSOL e segue em consonância com a linha que tem sido defendida também pelo Fachin, de ter um instrumento próprio, um código de ética para o judiciário em relação a essas relações que se estabelecem ao longo do tempo.
dar força para iniciativas como essas, para além da responsabilização específica de quem cometeu crimes, eu acho que é fundamental. Agora, a sua pergunta também pode vir no seguinte sentido. Mas como é que você vai responsabilizar...
se você tem um processo de blindagem mútuo entre o conjunto das instituições. Aí é amplificando a discussão política sobre o que aconteceu e quem foi diretamente responsável pelos desvios com a sociedade brasileira. Isso ganha uma dimensão a partir do momento que tem provas objetivas que as próprias instituições que normalmente se protegem, elas se sentem obrigadas pela atenção pública a um processo de responsabilização.
Eles falam que o deputado Jordi apresentou lá uma forma de investigar esses juízes do STF. Qual foi a forma? E que vários deputados do PSOL não quiseram assinar. O Jordi, assim como o relator da CPMI do INSS, evidentemente eles vão operar para que a investigação seja realizada para blindar os seus.
E para atacar a esquerda, eu assinei, mas não assinei a dele. Eu assinei a do deputado Rodrigo Hollenberg, que foi o primeiro recolhimento de assinaturas sobre a CPMI do Banco Master. Então, essa história, quando eles dizem a bancada do pessoal não assinou a CPMI do Banco Master. Mentira!
Mentira. A gente não assinou o requerimento dele, Jordi. A gente assinou o requerimento, tanto o primeiro do deputado Rodrigo Hollenberg, como o seguinte que foi apresentado pela deputada Fernanda Melchione e Heloísa Helena.
Quando tem uma proposta igual essa de uma outra bancada ou de um outro partido político, não dá para ter um ajuste entre elas para que todo mundo entre fazendo pedido? Depende. Porque você fala, não, quando é o Jordi que fez, ele tem intenções diferentes da minha, ele vai proteger nesse sentido que eu não quero e vai forçar nesse aqui que não é interessante para mim. Não dá para ter um consenso ali e fazer uma coisa que... Depende, assim, porque...
normalmente, e isso não é regra, a identificação de quem vai ser presidente da CPI depois da relatoria, ela leva do ponto de vista político a dimensão de quem também fez o recolhimento das chamadas assinaturas. Então, se você tem duas ou três propostas,
elas, que uma pode prevalecer sobre a outra, por que eu vou apoiar uma proposta do Jordi, que está querendo blindar os seus aliados, que junto com o Sóstines Cavalcante, foi pego naquela operação da Polícia Federal, com sóstines com 400 mil.
dentro do seu armário e o Jordi já demonstrou através de todas as suas atitudes que o que ele está querendo de fato é atingir o ministro do Supremo, não para ter investigações relacionadas ao Banco Mais, mas para livrar a turma que tentou uma ação golpista no 8 de janeiro. Se eu fizer um negócio desse, já sabendo quais são as intenções dele, eu não vou estar sendo inocente, eu vou estar sendo cúmplice.
dessa linha, e aí não. Ou seja, em nome de um bom mocismo, como se eu trabalhe para todo mundo, não, meu trabalho não é neutro, meu trabalho tem uma linha de orientação política. E se eu sinto que a linha do Jordi tem esses objetivos, eu tenho que ser evidente em demonstrar qual é a linha dele. Ou seja, ele está querendo se livrar. Ele está querendo livrar os parceiros dele.
Aí eu vou deixar que ele utilize instrumentos públicos para fazer isso? Não, de jeito nenhum. Você falou dos bancos privados aqui, que tem vários workarons aí, em vários bancos privados. Sim. O que o Banco do Brasil e a Caixa tem aqui? Eles não conseguem ser um regulador, ou pelo menos a fonte principal de condição financeira, movimentação financeira dentro do país? Elemento fundamental que você traz, Robertinho, assim, porque...
O nosso mandato se dedica ao fortalecimento, não só das estatais, mas dos bancos, por exemplo, que têm recurso público. A Caixa ainda é 100% estatal. O Banco do Brasil, não. Já é uma empresa de economia mista com capital privado dentro dela.
Se a gente tivesse o fortalecimento desses bancos públicos numa operação que fosse evidente de enfrentamento à linha de fortalecimento do setor privado, a gente teria uma realidade completamente diferente. Agora, o processo de desestabilização dos bancos públicos com ameaças permanentes de privatização ocorre o tempo inteiro.
em todas as campanhas eleitorais. Ou seja, há uma pressão permanente para que você privatize Caixa Econômica Federal, para que privatize o Banco do Brasil. Por isso que existe frente parlamentar de apoio aos bancos públicos. Por quê? Porque tem sempre gente querendo privatizar. Para que esses bancos não deem cumprimento.
A esse papel. Que papel é esse? A garantia de juros baixos. A garantia de um maior prazo de carência. Vou vir mais uma vez, porque às vezes a gente fica falando teoricamente e a gente não trata de temas que são objetivos para a vida das pessoas. Friburgo, a minha cidade natal, sofreu aquele que foi o maior desastre climático da história do Brasil. Economia arrasada.
Na época, se disponibilizou uma linha de financiamento específico para recuperação do setor produtivo, dos comércios, da atividade econômica na cidade de Novo Friburgo e nos municípios vizinhos.
A Caixa Econômica Federal, se não fosse ela e o Banco do Brasil, essas linhas não tinham sido operadas. Eu tinha um amigo que trabalhava em um desses bancos privados e que no particular ele falou, Glauber, a orientação objetiva que a gente está recebendo do mais alto escalão, apesar deles poderem operar a linha que tinha sido disponibilizada pelo BNDES, é para não fazer.
É para a gente não realizar. Um município destruído, uma região destruída, e os bancos privados não queriam operar esse crédito. E por que eles não queriam operar esse crédito que vinha do BNDES? Porque o prazo de carência para pagamento era maior e os juros eram menor. Então eu não estou falando de uma abstração, estou falando de algo objetivo. Que se não fossem os bancos públicos, as empresas, os comércios de Novo Friburgo não teriam recebido esse dinheiro. E ponto.
Ó, a Jéssica mandou aqui, Glauber, sabemos que a direita está pagando até páginas com mais de 20 milhões de seguidores para espalhar fake news e posts tendenciosos sem sinalizar publicidade. Isso pode mudar o resultado das eleições? Não farão nada para mudar isso? Numa eleição, Jéssica, que vai ser definida na minha avaliação por um fio de cabelo, evidentemente que qualquer movimentação pode fazer sim.
Toda a diferença. Denunciar páginas e espaços políticos que fazem isso, eu acho que é fundamental. Mas ter também páginas de conteúdo que façam a divulgação de notícias com as mais variadas vertentes, sem esconder que faz uma análise crítica dos fatos.
eu acho que também é fundamental. Então, tenho certeza que a Jéssica está falando aí do alfineteio da vida. Desculpe se eu cito o nome, mas é uma que tem feito e operado essa política de maneira permanente. Se coloca como se fosse uma página de fofoca.
mas está ligada a grupos políticos para que uma determinada tendência prevaleça. Nós temos que denunciar publicamente, dizer quais são os nomes, fazer o acompanhamento e também ter os nossos veículos de disseminação de notícias sem falar mentira e sem se vender como se fosse uma coisa diferente. Não, aqui a gente fala sobre temas do cotidiano, mas a gente fala também sobre política e essa é a nossa linha. Ter uma linha editorial que possa ser identificada eu acho que é fundamental.
É importante lembrar também que o Conar, se você vê alguma publicidade, essa publicidade, não estiver mencionando publi, hashtag publi, pode denunciar, o Conar vai na hora, assim, em cima, e derruba a publicidade. O governo sabe disso. Acho que um ano ou um tempo atrás, ele une uma quantidade grande de influenciadores para prestar um tipo de serviço assim, não teve?
O governo já entende esse jogo. Você contratar influenciadores para se apresentarem como defensores de uma política, de uma política de comunicação, que é publicizada, acho que...
Não tem problema. O problema é você contratar por debaixo dos panos as pessoas que estão lá. Não sabem que existe aquela contratação. E aquele veículo se apresenta como se fosse neutro na disseminação daquelas informações. Então assim, tem recurso de propaganda que esse recurso de propaganda seja devidamente publicizado. Um ponto.
Ó, mandaram um live pix aqui, o Thiago Vieira, falou, Glauber, obrigado por trazer o tema do Alzheimer para o debate. Tenho um familiar com essa doença e sei como é difícil para a família. Estamos juntos, venceremos. Um abraço, Thiago. Sétima pergunta aí, o que ia rolar? Eu queria, muito provavelmente, ele falaria sobre o aborto.
sobre a legalização do aborto, sobre a descriminalização. E eu responderia a isso, falando, entre outras coisas, da defesa que foi feita no Supremo Tribunal Federal pela professora Débora Diniz.
que indica, inclusive, que numa pesquisa realizada e que serviu como sustentação para a tese da descriminalização, o fato de que entre cada cinco mulheres na sociedade brasileira, uma já realizou a interrupção da gravidez, que todos nós conhecemos na nossa vida, no nosso cotidiano.
pessoas que já passaram por uma interrupção de gravidez. E que seria fundamental, então, que as pesquisas também perguntassem e questionassem, no momento em que fazem os seus questionários, se a consequência da ilegalidade ou da criminalização é aceita como melhor política para a sociedade brasileira.
Se você faz a pergunta questionando, você é a favor que uma mulher ou uma pessoa que fez um aborto vá presa, o resultado da pesquisa seria completamente diferente daquele que a gente tem hoje. E eles costumam, inclusive, para sustentar...
o que é a chamada lei do estupro, que foi a possibilidade de equiparação ao homicídio a partir de 22 semanas, inclusive para quem é menor de idade, eles costumam sustentar com a pergunta feita para a sociedade brasileira no percentual de quem é a favor ou contra o aborto.
Mas as pesquisas também indicam que a maioria absoluta dos brasileiros, uma pesquisa inclusive da Atafolha indicou que 66% dos brasileiros são contrários ao projeto que propunha equiparar o aborto após 22 semanas, inclusive em casos de estupro, ao crime de homicídio. O Pavanato, eu vi uma participação dele num debate.
onde ele defende, inclusive, que o aborto seja proibido, inclusive nos casos em que a legislação já permite no dia de hoje. Ou seja, que mulheres estupradas não possam fazer a interrupção da gravidez.
Eu, inclusive, num dia, numa comissão que debatia o tema em Brasília, eu perguntei ao deputado Sóstines Cavalcante, que é o líder do PL, na época não era, se ele era contra a interrupção da gravidez, inclusive do ponto de vista legal, mesmo em casos de estupro.
ou no caso de risco para as mulheres. E ele falou, por uma questão de princípio, eu sou contra em qualquer circunstância. Só que nesse caso do estupro, eu queria perguntar se ele questionasse, Sr. Pavanato, se ele mantém a posição que defendeu em outros podcasts, se ele é contrário, inclusive, à interrupção da gravidez em caso de estupro e indo além.
Se ele é a favor dessa que foi chamada do PL, do estupro, que equipara o homicídio numa realidade brasileira em que de cada 10 mulheres estupradas, 7 são menores de 18 anos de idade. Esse era um questionamento que eu faria se ele abordasse também o tema aqui no programa. Mas eu falaria mais sobre política de cuidado.
E eu traria um tema que eu acho também que é fundamental para a sociedade brasileira. Eu apresentei junto com o Samir o projeto da licença parental, que é a possibilidade de você ter duas pessoas de referência para a criança, responsáveis pela criança, pelo bebê, tendo a oportunidade de ficar 180 dias à disposição dos cuidados com essa criança.
Inclusive, o projeto 1974 de 2021 tem que continuar a tramitar, porque foi aprovada agora uma ampliação da licença paternidade, mas ainda é muito pouca em relação à necessidade. E aí eu trouxe também a comparação com outros países. Suécia, por exemplo, são cerca de 480 dias.
Noruega mais de 300 dias, Canadá mais de um ano. Aí ele ia dizer, mas você só apresentou países ricos e tal. E aí eu fiz a comparação também, Estados Unidos e Cuba. Nos Estados Unidos, até 12 semanas, mas de licença não remunerada. Aquilo que é.
apresentado por eles como capital do capitalismo a ser exportado para o mundo inteiro, você não tem a possibilidade de ter licença remunerada parental. Cuba, até 15 meses com pagamento integral do salário. E aí eu perguntaria para ele se ele aprovava.
o projeto de licença parental que eu e Samia apresentamos, que Samia e eu apresentamos, para poder dar a garantia de 180 dias para que um casal, para que duas figuras de referência possam cuidar da criança. Por que duas figuras de referência? Porque pode ser um pai e a mãe, podem ser duas mães, pode ser a mãe e a avó, a depender de quem tem a obrigação legal de cuidado com aquela criança.
Combinado com isso, eu também trouxe para poder debater aqui junto com ele a situação das estatais brasileiras. Provavelmente ele falaria sobre os Correios, sobre o que eles chamam de rombo nos Correios. Eu gostaria de falar também.
sobre a necessidade de que a gente tenha uma política de valorização das estatais brasileiras e o papel que os Correios têm do ponto de vista social presente em todos os municípios brasileiros com entregas, com a garantia de eleições em todas as cidades, com a demonstração objetiva de que é um fator também fundamental de garantia da soberania nacional e de articulação entre os mais variados territórios, se ele viesse a perguntar sobre.
Queria falar sobre antiimperialismo, mas também falar sobre preço de combustível. Eu iria perguntar para ele se ele era a favor da manutenção ou da reinstauração da chamada política de paridade de importação, que é diferente da política de paridade internacional. A paridade internacional é você ter...
a venda do combustível no Brasil associada na produção ao preço do barril do petróleo no mercado internacional, o que já é ruim. Mas a paridade de importação é pior. É você dizer que aquilo que é importado do exterior, a Petrobras não pode exercer na produção um preço menor do que o importado no mercado interno, com o argumento de que a produção de petróleo...
no Brasil exerceria uma competição desleal com as importadoras de combustíveis. E aí eu perguntaria para ele, inclusive, se ele é a favor da reestauração dessa política, que começou durante o governo Temer, que permaneceu durante todo o governo Bolsonaro, que teve uma alteração em alguns dos seus critérios durante o governo Lula.
Mas eu também confrontaria ele sobre o questionamento em relação ao preço do combustível, qual é a posição dele sobre a entrega das refinarias e da BR distribuidora no cálculo final do preço do combustível, que por algumas estimativas poderia ter uma diminuição nos momentos de pico e de pressão no mercado internacional de 25% a 30% do valor na bomba, se essas medidas fossem controladas pelo Estado e não pelo setor privado.
Trouxe dados comparativos sobre o questionamento que normalmente aparece e com a retaliação que eles tentam fazer com Cuba, num momento muito difícil que Cuba está vivenciando, com uma ameaça de ataque militar a Cuba. Eu fiz uma atividade com o Frei Beto, no Rio de Janeiro, e o Frei Beto disse que o momento que Cuba está enfrentando agora...
Está mais difícil do que quando do fim da União Soviética. Inclusive, a gente teve a oportunidade de falar de como as pessoas poderiam auxiliar a Cuba. Depois a gente bota aqui nos comentários também o PIX, que foi indicado pelo Frei Beto para tal. Mas aí eu peguei dados de comparação econômica e de índice de desenvolvimento humano de Cuba com o Brasil, desfazendo normalmente os ataques que eles...
operam nesse sentido. Bom, fiz comparativo de dados econômicos relacionados ao governo Bolsonaro, que eu queria debater com ele aqui também, porque eles falam que o país estava muito melhor com o Bolsonaro. Isso é mentira absoluta e eu queria demonstrar isso através de dados aqui para ele. Inclusive algo que eu não defendo, porque para a política de austeridade, eles insinuam...
que a dívida pública é um fator fundamental de atração de investimentos a partir da chamada fada da confiança, e não através da abertura de mercados a partir da demanda existente, do fortalecimento do mercado interno. Até nesse argumento eu queria bater nele aqui, demonstrando que teve a dívida bruta associada ao PIB, era de 74, agora está 72. Eu não elogiaria essa medida, mas demonstraria que até no campo deles...
Ele está mentindo. Falaria do aumento do preço da luz e da água relativa a medidas que foram aprovadas de privatização durante o governo Bolsonaro, daquilo que eles chamaram de marco do saneamento. E a privatização da Eletrobras, que era responsável por 50%.
da distribuição e 30% da produção de energia elétrica no Brasil e questionaria como confrontaria a posição deles de defesa das privatizações num atrelamento, inclusive, que esses aumentos que são provenientes ou consequências da privatização incidem sobre o alimento.
Tem material para três, quatro debates aí, Robertinho. Não tem matoso não, Glauber. Não tem ouro, mas não. Falaria sobre a escala 6x1, falaria sobre as reestatizações que estão acontecendo no mundo e por aí vai. Agora, o rapaz não quis vir debater. Glauber, você falou do imperialismo aí, você falou da situação de Cuba, de às vezes ter uma intervenção militar ali.
Você, dentro da política, você acha que a gente sofre alguma pressão ou tem o risco de ter algum tipo de intervenção? Eu falo direta mesmo, Estados Unidos, porque indireta tem todo dia. Já estamos vivendo direta. Foi bom você ter feito essa pergunta, porque nós já estamos vivendo uma intervenção direta. Não do ponto de vista militar, mas do ponto de vista diplomático e econômico. Vamos lá.
Donald Trump sequestra Maduro e Cília na Venezuela, leva para um julgamento nos Estados Unidos. Antigamente ele apareceria em uma entrevista e diria que era por conta da democracia ou das liberdades democráticas. Hoje nem faz isso, ele diz que é por causa do petróleo, é mesmo. E se a próxima não me entregar o petróleo, eu derrubo também.
Ataque embarcações colombianas e ameaça retoricamente a possibilidade de uma intervenção também militar. A mesma coisa faz com o Canadá. A anexação da Groenlândia. A mesma coisa faz com o México. Combinado com isso agora, depois de jogar uma bomba da cabeça de mais de 100 crianças no Irã, fala que o próximo da lista para um ataque militar é Cuba. Eu gostaria que o Brasil não estivesse sofrendo esse risco.
Mas não dá para tapar os olhos, primeiro porque nós somos humanos, em relação a tudo que está acontecendo no planeta. Segundo que nós somos latino-americanos, e o que está acontecendo com os nossos países, irmãos latino-americanos, incide diretamente sobre nós. E terceiro, por uma questão de sobrevivência. Eu não vou falar do que vai acontecer, eu vou falar do que já está acontecendo. Há aproximadamente dez dias, o governo dos Estados Unidos fez um seminário no Brasil.
onde diz que ia conversar com aproximadamente 100 investidores para tratar de que tema? Terras raras. Com a participação do governo brasileiro? Não. Eles vieram para o Brasil para fazer um seminário no Brasil para tratar de terras raras no nosso território, sem a participação do governo brasileiro.
A medida que ficou mais conhecida foi o que veio como consequência disso, que foi a assinatura de um protocolo de intenções entre Ronaldo Caiado e o governo dos Estados Unidos sobre exploração de terras raras. Em Goiás. Em Goiás. Só que ele sabe que ele não tem prerrogativa para fazer isso, porque a Constituição Federal é evidente.
Quem tem a prerrogativa de estabelecer relações com outros países é a União, mais especificamente o Ministério das Relações Exteriores. E quem tem a prerrogativa para definir futuro estratégico de minerais, minerais críticos, é também a União. Mas eles estão trabalhando sobre a política do fato consumado. Ou seja, eles operam, tocam a política e se a gente reagir, eles ameaçam com um ataque.
Não à toa, o Flávio Bolsonaro acabou de ir para os Estados Unidos e citar as terras raras que podem exercer um papel fundamental da relação do Brasil com os Estados Unidos. Então, assim, eu não quero falar só do que pode acontecer, Robertinho, eu quero falar do que já está acontecendo. E muita gente no Brasil não sabe disso. De que esse seminário foi realizado aqui, sem a participação do governo brasileiro, realizado pelo governo dos Estados Unidos.
em sequência com a assinatura de um protocolo de tensões do governador de Goiás com o governo dos Estados Unidos, mesmo sem ter prerrogativa para fazê-lo. O governo tem ciência da possibilidade do governo norte-americano agir no nosso processo eleitoral?
Evidentemente que sim. Ele tem assinamentos? Com certeza. A gente está vendo aí, Igor. Parece que tem uma chapa que é chapa Trump. Evidentemente. Todo mundo sabe disso. E o governo sabe disso. Ou seja, que eles... E eles já demonstraram que antigamente... Esse é o momento mais difícil. Eu sou nascido em 82. Eu nasci no final da ditadura empresarial militar. Então eu era uma criança e não tinha consciência do que estava acontecendo.
Eu nunca passei por um momento tão dramático do ponto de vista das relações internacionais como esse que a gente está vivenciando hoje. Antigamente, os caras, pelo menos, fingiam. Eles diziam, não, é pelas liberdades democráticas. Não, não somos nós. São as forças políticas internas. Nós estamos aqui só para prestar apoio. Ainda que ficasse escrachado, mas eles mentiam. Agora não. Agora eles dizem, ou atende os nossos interesses ou não, vamos intervir. Econômica, política ou militarmente.
Qual a necessidade da gente... Pensando no que a gente começou a falar aqui sobre as terras saadas e até na parte da intervenção política direta, como o Cabileira falou, não é a hora da gente fortalecer o nosso exército? Sem dúvida. Você acha que... Porque, na verdade, tem o estigma de que o pessoal da esquerda é contra o exército, é contra qualquer tipo de fortalecimento militar ou armamentista que exista.
Tem que fortalecer as Forças Armadas, sem dúvida nenhuma. Eu vou contar para você algo que aconteceu comigo e que demonstra a gravidade do que a gente está enfrentando. Eu falei para vocês no início aqui da nossa conversa que por conta da Lei 13.954 eu gerei uma relação de aproximação com praças das Forças Armadas. Iniciado o governo Lula, muito expectativo de que essas regras pudessem ser alteradas. Houve um aumento linear.
para praças e também para oficiais, mas não houve o atendimento daquilo que praças esperavam, que seria a revogação da Lei nº 3.954. E aí eu fui ao Ministério da Defesa, acompanhado de outros parlamentares, e eu nunca vi uma mesa, Robertinho, Rodrigão, com tanto general, um monte de general para nos receber.
E eu fui tratar especificamente da Lei 13.954. E eu só digo isso publicamente porque eu acho que esse diagnóstico que chama atenção é fundamental para que a gente possa rever a situação em que a gente se encontra. Senão, eu nem diria.
O ministro da Defesa, o Múcio, em determinado momento da reunião, ele vira para a gente, sem nenhuma intimidade, na frente de todos os generais e ele diz, aqui os generais são todos bolsonaristas. Alguns são bolsonaristas entreguistas e outros legalistas, golpistas, melhor dizendo, não falou entreguistas. Alguns são golpistas e outros legalistas, mas bolsonaristas todos são.
Nada como você dar uma reputação para a pessoa cuidar, né? Ou seja, ele estava ali dizendo na prática para aquele generais que não tinha problema. Quando ele fala isso, na nossa frente, na frente dos oficiais, olha o tamanho do buraco.
do ponto de vista de fortalecimento das Forças Armadas que a gente está. Então, respondendo a sua pergunta, eu acho que tem dois caminhos necessários. Conquistar a base. Ah, mas isso é quebra de hierarquia. Não, não é quebra de hierarquia.
Você está, na verdade, dando a mão para quem ficou no meio do caminho, porque os oficiais já tiveram os seus privilégios, que não são direitos, garantidos por aquilo que foi feito por Bolsonaro. Você tem que movimentar essa base para uma outra linha política, mas não adianta só...
garantir melhores rendimentos e refazer a linha do que foi proposto por Bolsonaro na garantia de direitos. Você tem que mudar imediatamente o processo de formação das forças armadas para uma linha antiimperialista.
Você só tentar impor uma linha soberana sem modificar aquilo que é a garantia de direitos, você não vai conseguir. Você só garantir direitos materiais sem você modificar a linha de orientação e de formação é uma oportunidade perdida. Então, na minha avaliação, as duas coisas têm que caminhar conjuntamente, senão nós vamos estar daqui a quatro, dez anos olhando para trás e dizendo perdemos uma oportunidade importante que poderia ter sido tocada.
Pra fazer isso o Lula tem que fazer expurgos dentro do exército? Tem. Sem dúvida. Tem. Eu fico pensando, ontem a gente tava até conversando, a necessidade, e não vejo ninguém falar isso, da gente fortalecer o nosso serviço de inteligência no Brasil. Também. O que a nossa ABIN faz hoje? Qual o país que a ABIN atua sem ser o Brasil?
Ela atua no Brasil? Em podcast. Em podcast a BIM tá fazendo. Eu acho que esse era o agente mais inteligente. Ele pegava informação geral, criava crédito de liberdade. Todo... Gosto do cara, mas, mano, é uma crítica a BIM, não ao cara. É porque ele fez um bom trabalho.
Não, o cara está num podcast. E durante o período do governo Bolsonaro, ou seja, com a evidência de que Bolsonaro queria relatórios próprios para estar na sua mesa, fornecido por aquilo que ele chamou de forças de inteligência, numa reunião filmada com ministros, que aquilo era fundamental na proteção dos seus próprios filhos. Ou seja, com uma utilização que evidentemente não pode ser.
realizada e que não deveria ser pra tal. Mas você vai ver também o serviço de inteligência. E servindo pra monitorar movimentos sociais, figuras de esquerda. Em outros países os caras estão roubando plano pra fazer arma nuclear, né? Os caras estão desenvolvendo o país mesmo, o serviço de inteligência do Paquistão. O que os caras não fizeram ali? É essencial, velho. Eu te falei, Rodrigão, da Lei 13.954. Se você pega, depois dá uma buscada na rede, eles fizeram monitoramento.
de parlamentares que defenderam direitos de praças. Nessa fui incluído eu, foi incluído o Freixo. Eu não estou dizendo qual foi o serviço específico, mas esse monitoramento foi feito nessa época, ou seja, utilizado para esse fim, o que não tem nada a ver com o serviço estruturado de inteligência que defenda a nossa soberania.
Em vez dos caras infiltrarem, sei lá, numa big tech. Olha o que esses caras podem fazer numa eleição agora, com tanta grana, né? E interesse norte-americano no país. Ó, vou ler mais um superchat, pode ser? Vamos matar aqui, colocando a galera na conversa. Eu começo a achar que o Lucas não vem mais. Então vamos pôr a galera. Eu começo a achar que não vem, mano. Já posso aposentar o burrinho? Vou aposentar o burrinho. Vamos jogar a galera na conversa. Vamos jogar a galera na conversa.
A Shirley mandou aqui, Glauber, qual a sua opinião sobre Getúlio Vargas, João Goulart, Marechal Lott e Leonel Brizola? Qual a importância deles para o Brasil? Tem papéis complementares e diferentes do ponto de vista histórico. Eu sou filho de um casal de brizolistas.
e considero que eles tiveram um papel fundamental na defesa da nossa soberania e na criação de espaços que são estratégicos para o fortalecimento da classe trabalhadora no Brasil, com uma linha política de enfrentamento que foi fundamental do ponto de vista internacional. Agora, cada uma dessas lideranças...
tem papéis diferentes, em momentos históricos diferentes. Algumas, inclusive, que evidentemente contam com a minha crítica com episódios específicos. Eu, por exemplo, sou um mariguelista. Então, evidentemente...
eu vou ter críticas objetivas às ações nesse sentido que foram tocadas por Getúlio. Não posso deixar de ter. Ao mesmo tempo, a minha vivência política e a minha orientação política, ela consegue reunir no mandato...
Um diálogo com essas tradições, com os comunistas, com os socialistas, com os trabalhistas, com os brisolistas no estado do Rio de Janeiro, hoje tem muita referência no trabalho que é realizado pelo mandato. Agora, a minha posição política é de que exerceram um papel fundamental para o Brasil e para a classe trabalhadora brasileira.
O Gabriel, boa tarde. Um bate-papo entre o Glauber e Eduardo Paes. Precisamos muito do Glauber como governador do Rio de Janeiro. Quem foi o Gabriel? É o Gabriel que mandou. Eu já ia propor isso, ou seja, se tiver, primeiro, se tiver eleições diretas anunciadas, vai ser definido pelo Supremo Tribunal Federal no dia 8 de abril. Se tiver eleição direta antecipada no Rio, já coloquei meu nome à disposição do partido para ser candidato a governador.
E tem hoje três possíveis candidatos que vão disputar a avaliação dos eleitores, na minha avaliação, com um pouco mais de densidade, sem desmerecer ninguém. Que é o próprio Eduardo Paes, com uma linha neoliberal já conhecida. A candidatura do filho do prefeito de São Gonçalo, que é a candidatura do Cláudio Castro. E se eu for escolhido pelo pessoal, a minha candidatura...
relembrando o Brizola, o que foram os CIEPs e políticas públicas para a esquerda, a começar pela reestatização da CEDAI. Eu acho que esse debate seria maravilhoso, mas eu acho que eles vão fazer igual ao Pavanato. Eu acho que eles vão também correr de debate. Eles não vão querer enfrentar debate, não. Você acha? Eu acho. Se o país aceitar, você aceita? Aceita, já está aceito. Tanto ele quanto o filho do prefeito São Gonçalo.
Beleza, então. Já está aí a proposta, né? A porta está aberta. Maguati. Qual o prejuízo para a corrida presidencial? Não temos candidatos radicais pautando enquanto Lula estará sitiado por todos os outros candidatos.
para fazer justiça, a UP, o PCB e o PSTU, o PSTU não tem certeza, mas acho que já anunciaram eventualmente as suas pré-candidaturas, que são pré-candidaturas da esquerda radical, com a impossibilidade de estarem presentes nos debates. Impossibilidade não, isso poderia ser garantido pelas emissoras, mas a obrigação legal...
que a emissora não tem como dizer se chama ou não, foi determinada numa lei restritiva aprovada no Congresso Nacional, que leva em conta o número de parlamentares eleitos. Tanto é que há quatro anos atrás eu defendi que o pessoal tivesse candidatura própria à presidência da República.
Isso ficou em 54% a 46%. Eu era o pré-candidato. Falo isso, evidentemente, respeitando a posição do PSOL, que naquele momento definiu ter candidatura própria, respeitei então a decisão do partido, e agora já tem uma maioria ampla, com uma posição do Diretório Nacional, que vai apoiar a candidatura do Lula ainda no primeiro turno. Mas eu acho...
As candidaturas da esquerda radical desempenham um papel fundamental de fazer o debate político, que muito provavelmente não vai estar nos debates televisionados, e de aglutinar a força política com núcleos, com organização de base, de enfrentamento à extrema direita, associando esse enfrentamento à extrema direita, ao enfrentamento ao neoliberalismo, que eu acho que é fundamental. Então, vou respeitar.
aquela que foi a decisão do meu partido, inclusive entendendo que é uma eleição que pode se definir por um fio de cabelo e a prioridade máxima tem que ser derrotar a extrema-direita, no caso do senhor Flávio Bolsonaro, mas só vai ter da minha parte elogios a essas candidaturas que desempenham esse papel importante.
Se o Bols fizer a incorporação do PSOL dentro do PT, você vai respeitar e vai para o PT? Não, isso não vai acontecer. Não vai? Não, essa decisão já foi adotada, já foi tomada pelo partido por ampla maioria. 75% do PSOL na sua direção nacional definiram pela não-federação.
Mas eles falaram que parece que só vão concorrer agora em 2026 e depois eles vão decidir isso. Olha, eu acho que são duas coisas diferentes. Se quem vai permanecer ou não permanecer no partido, é uma decisão que eventualmente vai caber a eles. Eu acho que assim, um partido político, você só sai ou você só rompe quando você acha que não tem mais espaço político para o desenvolvimento da linha que você acha que é fundamental, estrutural. Isso é uma coisa.
A outra coisa é a decisão sobre federação. A decisão sobre federação, com a manutenção da independência política do PSOL, foi adotada por ampla maioria do diretório. Vamos dar um exemplo prático, ou seja, do ponto de vista eleitoral, inclusive, de tática eleitoral, para nem precisar ir para outros elementos que são fundamentais. Nós acabamos de falar do PSOL ter uma candidatura própria no Rio de Janeiro contra o Eduardo Paes. Se tivesse compondo a federação, não ia poder ter.
ia ter que estar formalmente ligado à campanha do Eduardo Paes. Isso não tem menor cabimento. Não tem menor cabimento. Então essa hipótese que você trouxe aqui para a gente não existe, porque essa deliberação já foi adotada. E a decisão política da direção nacional foi apoio à candidatura do Lula no primeiro turno e não à federação partidária que compõe hoje o PT, o PCdoB e o PV. Posso guardar esse corte? Pode, à vontade. Essa decisão já foi adotada.
tu acha do Jones Manuel no pessoal? Excelente, excepcional. Acho que vai exercer um mandato como já disse isso publicamente que vai fazer o que é a tarefa de um parlamentar revolucionário socialista, que é utilizar o mandato não como um fim, mas como uma tribuna, um tribuna do povo se articulando prioritariamente com as bases, com a sociedade brasileira na busca da construção da Revolução Brasileira. Acho ótimo.
Mas um camarada que tinha críticas duras ao Lula, a Haddad, agora ser obrigado, óbvio, você vem pro pessoal, mas tu vai ter que defender Lula no primeiro turno. Eu acho que o Jones já sabe a tática eleitoral que foi definida pelo pessoal nas suas instâncias. E com certeza o processo de negociação...
que levou a sua entrada no partido, levou em conta também quais são os limites fundamentais tanto do PSOL como também do Jones. A partir do momento em que se chegou a uma decisão comum, todo mundo já está sabendo quais são esses limites e já tem um acordo para que ele tenha se filiado e que possa se candidatar como deputado federal. Por isso, não é uma adesão dele como filiado do PSOL, do partido organicamente. É uma filiação democrática, porque ele continua na construção do PCBR.
O observador comentou, que mandou 2790 e comentou, tipo penal em aberto, insegurança jurídica disfarçada de lei, incompatível com a democracia. Eu vi isso aí, é sobre a lei da... Eu concordo que, assim, eu sempre fui um crítico de tipos penais abertos, né? Mas eu acho engraçado, né? A extrema direita sempre defendeu isso. Ou seja, toda semana na Câmara...
eles votam algum tipo penal aberto para ser chicote de pobre. E eu nunca vi eles se mobilizarem contra isso. Nunca. Agora, se for uma crítica estruturada a partir da criminologia crítica, do abolicionismo penal, do antipunitivismo...
tem todo o meu respeito. Mesmo uma defesa tática eventual que não obedeça ao rigor do que venha proposto como um tipo penal de natureza mais fechada, vai ter não só o meu respeito como a minha consideração. Agora tem que ver quem é o interlocutor que faz a crítica. Se é alguém que tem essa linha política consolidada para a sua vida, ou se está fazendo isso de maneira circunstancial agora só para justificar os ataques e a violência contra as mulheres.
O Bandastamp mandou aqui, Glauber, permita me perguntar, por que um monte de produto que não é fabricado aqui no Brasil tem sido taxado? Eu coleciono CDs e eles não são mais fabricados aqui, só consigo comprar lá de fora, mas a taxação tá absurda.
Eu não sei se ele está se referindo também àquilo que foi chamado das leis das blusinhas, ou seja, que ampliou inclusive a taxação sobre produtos importados. E eu pessoalmente acho que ele tem razão no sentido de que...
produtos que poderiam ser mais acessíveis à classe trabalhadora passam a ter preços mais caros do que eventualmente poderiam entrar no mercado nacional. O contra-argumento disso é que a partir do momento em que você tem uma política de desenvolvimento industrial sólida, que não é o caso, a gente não tem hoje, você tem que também garantir...
que produtos sejam produzidos no Brasil a um preço acessível para a classe trabalhadora. Para isso, a gente tem que ter ampliação do poder estatal na economia e não deixar só por conta do setor privado. Não é só uma política de alíquota, mas uma política de desenvolvimento industrial soberano de fato.
Agradecer o Vitor aqui, o Jorge também, que mandou superchat. O Ítalo, galera, não acha uma boa ideia falar as perguntas que seriam feitas para o Pavanato, porque ele pode usar isso para alimentar suas redes e manipular a narrativa. Eu posso tranquilizar só o Ítalo? Por favor.
Se o Pavanato aceitar um outro debate, vão ter outras perguntas diferentes dessas. Ele vai ter que se preparar para outras, porque isso daqui foi só um resumo. Tem muito mais coisa que pode ser debatida e apresentada, e eu, infelizmente, pela ausência dele hoje, tenho certeza que ele vai ficar na mesma dificuldade, porque ele não tem consistência política e está administrado pela covardia.
Se o Pavanato falar, ó, deu merda, vamos fazer de novo, tu volta com perguntas diferentes. Voltamos com perguntas diferentes. Tá, beleza, então. Ele pode vir com o assessor, pode vir com o celular. Pode, vir com o que ele quiser. Você combina com ele. Você aceitou que era de última hora, mano. Tá, mas aí você fala para ele as perguntas ou não? Da minha parte, ele pode montar uma equipe aqui com 30 pessoas.
E ficar consultando cada um com um computador para ficar fazendo a consulta e passando as respostas todas para ele na hora. Ou seja, a inconsistência dele não vai ser superada por esse apoio que ele possa ter eventualmente aqui no debate. A Chile mandou também. Tabata apresentou o PL que iguala o antisionismo ao antissemitismo. E Luiz assinou. Qual sua opinião sobre sua suplente ter assinado uma PL sionista? O projeto é terrível.
ele evidentemente precisa ser rejeitado e criticado. E eu fiquei tranquilo, ou pelo menos acolhido e satisfeito de saber que a Heloísa já pediu a retirada da assinatura dela desse projeto. Ou seja, eu não sei quais foram as condições de assinatura, se foi naquela coisa de que passa ali no corredor, dá uma assinadinha aqui e a pessoa assina sem saber exatamente o que é, ou se foi uma avaliação política mais ampla, eu não conversei com a Heloísa sobre isso.
Mas fiquei muito feliz de saber que ela tem um compromisso de solidariedade com o povo palestino e já retirou, já pediu a retirada da assinatura dela. Inclusive, recebi pelo meu celular o pedido da retirada de assinatura dela. Eu não sei se é real ou não, mas... Espero que os outros deputados que têm um compromisso com a causa palestina façam a mesma coisa. Boa. Tem muita gente que fala assim, pô, eu assinei sem saber o que era.
Nossa, só depois que eu assinei eu vi que eu fiz errado, votei errado. Existe a possibilidade de você retroceder no seu voto. Você tem um tempo para isso. Isso é real? Às vezes. Ou seja, com o recolhimento de assinaturas, não. Você tem mais tempo de avaliação. Eu sou, por exemplo, chato com isso. Você já votou errado?
Acho que não. Não estou lembrando de nenhum episódio em que tenha votado errado e que tenha tido que me justificar sobre isso. Mas vou então responder primeiro essa história do voto errado. Mas tem votos que você dá e que, intencionalmente, o presidente da mesa coloca uma matéria sem que você tenha tempo de tomar conhecimento de todos os itens que estão naquela proposta. O cara quer botar um chamado jabuti.
Ou seja, ele quer botar o apoio ou a garantia de um interesse de algum grupo econômico, mas não quer identificar isso. Ele bota uma proposta lá com 30 arquivos e com uma pressão política para assim, porra, isso é muito bom, o grupo tal, os trabalhadores tais.
querem a aprovação dessa proposta, temos que aprovar. Só que você não teve tempo de fazer a leitura. Isso é método na Câmara. Então, para quê? Para que depois você seja responsabilizado por algo que estava no texto que você nem teve possibilidade de conferir. Eu passei a fazer coisa, uma coisa que antigamente eu não fazia.
que é votar abstenção em alguns casos. Por que abstenção? Porque abstenção você pode justificar publicamente o motivo daquele voto. Você vai dizer o seguinte, olha, tinha um elemento aqui muito interessante, mas a gente não teve tempo nem de ler o projeto.
Como é que eu vou votar num projeto favoravelmente que eu não tive o tempo de ler e que tem suspeitas de que eles podem ter incluído alguma coisa aqui extremamente negativa? Agora, eu não gosto disso, porque o voto abstenção pode parecer em determinado momento que você está em cima do muro. E não é isso. Nesse caso, é uma posição política em relação a um método...
que é fazer com que as coisas corram para que você não tenha tempo de avaliação ou de mobilização política das suas bases contra aquela proposta. A segunda coisa é sobre assinatura em projetos. Você tem trabalhadores e trabalhadoras que batalham muito e que ficam nos corredores da Câmara tentando pegar a assinatura.
para projetos. Então, para você apresentar uma proposta de emenda à Constituição, você tem que ter 171 assinaturas. Então, você tem que ter deputados que assinem. Tem deputado que vai assinando de todo mundo. Eu não faço isso. Ou seja, eu sou considerado pelo pessoal que recolhe assinatura um chato, porque eu sempre quero saber, eu quero fazer a leitura da justificativa do que está ali. Ou seja, mas isso também não é fácil.
Porque muitas vezes a pessoa está com uma proposta que precisa ser apresentada num tempo, por exemplo, de recurso ao plenário, e você precisa, em determinados momentos, assinar em confiança. Então, por exemplo, se eu chego lá e já conheço as tuas posições políticas, Rodrigão, e você chega para mim e fala assim, Glauber, pode assinar isso daqui.
porque isso a gente está apresentando um recurso contra uma decisão nefasta. Eu já fiz isso, algumas vezes já. Falei, Rodrigão, posso confiar, posso ficar tranquilo sobre o que é o tema. Ah, é sobre isso, isso e isso. Se for isso, eu assino sem nenhum tipo de problema. Pode assinar. Eu tenho que ter muita confiança política em você para eu poder fazer isso. Então eu faço isso com quem eu tenho total confiança.
política para uma assinatura. Tanto é que eu não vejo até hoje, depois de todo esse tempo de mandato, ninguém dizendo, ah, assinou, mas não deveria ter assinado e tal. Mas isso pode acontecer, eventualmente pode. Eu não vou ser aqui hipócrita também de dizer que a pessoa não pode dar um deslize e se deu um deslize em algum momento, ela volta atrás e ela demonstra isso daqui foi por isso. Agora,
Boa parte dos deputados do centrão e da direita não é deslize, né? De não conhecer a proposta. É porque votou, porque vota mesmo. E depois que a pressão da opinião pública foi grande, o cara vem publicamente e volta atrás. Tu lembra quando o CQC colocava uma bonitona lá dentro de Brasília para colher a assinatura?
E aí ela assinava todo mundo. Inclusive botou para incluir a cachaça na cesta básica. Exato. Eu sou muito restritivo nessas assinaturas. Seja no corredor ou seja no plenário. Agora, vocês falaram de aprovação de projetos. Tem o outro lado dessa história. O fato de eu ser restritivo
para assinar dos outros, os outros são restritivos para assinar as minhas propostas. Uma vez estavam recolhendo assinaturas para um projeto meu de formação da Frente Parlamentar em Defesa da Soberania, Frente Parlamentar Nacionalista em Defesa da Soberania, e o pessoal que estava recolhendo falou, porra, tem muita dificuldade de recolher assinatura para você também.
Você falou assim, o Rodrigão está passando lá, você pega o dele, assina de confiança, você está muito corrido, não dá tempo de você fazer isso, você assina o dele de confiança, porque é um cara que você já conhece, sabe? Mas ele me dizendo quais são os termos da proposta. Isso é alinhado com ele politicamente. Isso é isso, isso e isso.
outra coisa, sou eu passando o mesmo corredor, você já me conhece mas a gente não é alinhado politicamente mas você sabe que eu sou um cara bom, que meus propósitos não são do mal, mas a gente não tem alinhamento político, se assina o meu não, se a gente não é alinhado politicamente e se você souber que é um bom projeto
Para eu saber que é um bom projeto, eu vou ter que fazer a leitura pormenorizada dos termos que estão contidos. Porque você pode ser uma pessoa honesta, mas incluir na justificação do seu texto elementos que são fundamentais da sua linha política e eu não posso assinar. Se a Samia pedir para você assinar a senha, assino. Para Samia eu assino.
Se você não assinar também, não adianta nada. Ela tem procuração para assinar. Assino pela confiança política completa. E porque sei, inclusive, que nas diferenças políticas que a gente também tem, porque dentro do PSOL, apesar de a gente ter muito alinhamento, ela é de uma organização política, eu sou de um coletivo de organizações. Se estende, Bíblia.
Temos, temos. Por isso que às vezes você passa um monte, perdeu. Se tiver diferenças, ela vai me falar de quais são essas diferenças antes de qualquer assinatura. Eu achei a ação muito boa, debatedora, viu? Mas acho que ela não ia debater com você, não ia dar... Não é debate, ali é um diálogo. A gente conversa sobre a ação política todo dia. Na parte, por exemplo, da discussão sobre política penal, a gente tem diferenças.
Na parte de relações exteriores, a gente tem diferença. Eu tenho mais liberdade para defender algumas posições. Ela é de uma corrente política, de uma organização política que tem centralismo democrático. Então, ela tem que expressar também o que é natural as posições que foram acumuladas dentro da sua organização. É normal que tenha diferença, apesar de a gente ter muita afinidade no estrutural e no fundamental.
O Elgapo Duro mandou aqui, afinal, você vem para o governador do Rio? Precisamos. Se tiver eleição direta e antecipada nessa decisão a ser adotada pelo Supremo Tribunal Federal, no dia 8 de abril eu já coloquei meu nome à disposição do partido e vou reunir...
Todos os núcleos, as 50 reuniões que fiz, mais de mil pessoas participaram por todo o Estado do Rio, onde a gente discutiu programa, tática eleitoral, discutiu conjuntura nacional e internacional, vamos fazer um encontro com todo mundo e eu vou pedir o apoio para apresentar a candidatura ao governo para consolidar. E, pelo que eu sinto, a maioria absoluta das regionais vai ter uma posição favorável, mas eu vou me reunir com todo mundo.
Caso essa seja a decisão do Supremo. Eleições diretas e antecipadas. Para agora eu coloco o meu nome à disposição para esse período. O Leonardo Glauber, você é foda. Eu era fotógrafo da Câmara de 2010 até 2013. Você era do PSB, mas destoava de sua bancada. Sempre foi mais radical no melhor sentido. Sempre foi protagonista. Beijo para vocês e para a minha terra. Tupaciguara.
Obrigado, Leonardo. Tu posso igual, ó, vizinho. Mário... Não, maravilha, ia agradecer. Mário Souza, sei que o pessoal diverge do PT, o que é saudável. O que acha do PT lançar a Tebet em São Paulo em vez de Haddad para aumentar a chance de derrotar Tarcísio?
Olha, eu pessoalmente, vou falar pessoalmente, eu não vou falar como posição do pessoal, eu tenho enormes dificuldades com a posição política de quem defende ações de austeridade. Reforma da Previdência, reforma trabalhista. Então eu pessoalmente acho que a gente tinha que ter uma outra candidatura no Estado de São Paulo ao Senado Federal. Agora quem vai definir isso?
é o pessoal no estado de São Paulo, é eles quem vão fazer essa discussão política. Agora, eu pessoalmente me reservo ao direito de não defender candidaturas que são ala da direita da frente amplíssima. É evidente que numa disputa, eventualmente se tivesse um segundo turno...
Entre uma candidatura da Tebet e do atual governador, você vai na redução de danos. Agora, no primeiro turno, eu acho fundamental a gente ter candidaturas da esquerda radical no estado de São Paulo.
Boa. O Felipe, boa tarde, Glauber. Ajude a divulgar, por favor, a campanha para a ação de Páscoa na comunidade da Carobinha, na zona oeste do Rio de Janeiro. Mais informações na rede de fotos do Orlando Calheiros. Tá divulgado, né?
E o Fábio Brito, já pensaram em convidar o professor Leonardo Trebizan para o Três Irmãos? Ele manja muito de relações internacionais. Chama para ele falar da guerra do Irã. Beleza, está convidado aí. Inclusive, ontem a gente teve um episódio falando sobre o conflito do Irã. Israel, Estados Unidos versus o Irã, com o Farinaz e com o Ali. Cara, foi um episódio incrível. Então, quem não viu, quer saber um pouco, atualizar, foi feito ontem. Se você assistiu hoje, ainda está...
Dando para as validade. Johnny diz, Glauber, por que muitos da classe trabalhadora votam em pessoas de direita, barra extrema direita, barra liberal? Falta de consciência de classe, desinformação, sonho de meritocracia, falta de trabalho base, abraço, parabéns pelo trabalho, amigo. Pô, como é o nome dele? É o Johnny. Johnny, eu acho que você...
Perguntou já trazendo as respostas na sua própria pergunta. É multifatorial e dialoga com o conjunto dos elementos que você trouxe aí no teu questionamento tão bem formulado.
Boa. O QEBB Glauber ajuda a ANM. Precisam chamar os concursados. A agência está na decadência. Nosso setor de mineração está entregue aos urubus. Fundamental. Nós, inclusive, que somos críticos a essa política de agências, historicamente, porque elas vêm como uma consequência da entrega de setores estratégicos ao capital.
principalmente nas privatizações que foram realizadas por Fernando Henrique Cardoso, mas com a compreensão de que atualmente elas exercem um papel importante de trabalhadores que resistem contra as tentativas do setor privado de desregulamentação total e de garantia de interesse privado com o que deveria ser de interesse público, tem que ter mais fiscalização.
tem que ter apoio às ações administrativas desses servidores que exercem um papel fundamental. Então, todo apoio à causa que foi aqui apresentada, com certeza. Os dois últimos aqui. Patrick, gostaria de saber como é sua atuação e dos demais do nosso campo perante aos ataques às políticas ambientais e a órgãos ambientais como o IBAMA. Barrar a fiscalização por meio de satélites é escarne.
Então, eu acho que a pergunta anterior dialoga com essa. Ou seja, você tem que ter uma ampliação do processo de regulamentação com fortalecimento dos órgãos de acompanhamento, de fiscalização ambiental. Eu fiz uma batalha dura aí, inclusive.
que foi feita também por vários trabalhadores no sentido de chamar os concursados que já tinham sido aprovados. Agora, é fundamental a gente dizer, uma política de fortalecimento do IBAMA, que amplie o processo de regulamentação sobre o setor privado, que amplia a fiscalização, se faz também com a reversão de políticas de austeridade. Então, não tem que ter arcabouço fiscal, não tem que ter teto de gastos, porque tudo que restringe...
a capacidade do Estado em fazer políticas que são fundamentais, elas vão ter também um papel de diminuir a capacidade concreta de preservação ambiental. Tomo a liberdade de citar que lá no Real já fiz isso no início do programa, a gente está discutindo inclusive a criação da Secretaria do Clima, que consiga dialogar com o colapso climático.
e com o que é a representação da política de desestruturação das forças que fazem fiscalização e acompanhamento em defesa do meio ambiente. Antigamente, você chegava no município e perguntava assim, aqui vocês têm problemas com desastres climáticos? Acabou, isso não existe mais.
Onde você chega, as consequências do colapso climático são evidentes em todas as cidades. Então, fortalecer órgãos como o IBAMA, através de políticas de garantia de concurso público, de reversão da austeridade, políticas de teto e com a ampliação do processo de regulamentação do setor privado fiscalizado é fundamental.
O Richard comentou, três irmãos e Glauber, o Pavanato, achou que o debate era na Câmara, por isso a ausência dele. No máximo respeito aos trabalhadores brasileiros. Na Câmara dos Vereadores? Valeu, Richard. E por último, o meu amigo Mauro mandou aqui também. Eu fiz uma denúncia envolvendo estruturas de poder muito grandes. Mauro Matosinho? Mauro Matosinho.
E na prática, eu estou lidando com isso sozinho, sem proteção, sem suporte institucional, claro, e com dificuldades reais de fazer isso avançar. Minha pergunta é, o que o parlamento consegue fazer de concreto para proteger quem denuncia esse tipo de coisa e garantir que trabalhadores não sejam calados pelo medo?
Mauro, eu retorno, eu tenho acompanhado, não com a profundidade que deveria as denúncias que você tem feito, mas essa é uma oportunidade aqui de assumir alguns compromissos. Eu retorno ao mandato de deputado federal no dia 12 de junho. Eu proponho que a gente faça um diálogo, uma conversa daqui até lá. E a comissão de legislação participativa, por exemplo, ela pode propor, eu posso propor uma audiência pública.
onde a gente dialogue com um dos temas que você tem denunciado publicamente. Eu sei que nesse momento a exposição pode ser fundamental também, não só para a sua proteção, mas para que as denúncias que você tem feito possam ganhar consequência. Então acho que essa é uma boa hipótese. Se você achar que é positivo, que é bom...
e puder mandar aqui o teu contato para Rodrigão e Robertinho, a gente dialoga e combina alguma coisa depois do retorno do mandato, quando tiver sessões na Câmara, que é também um ano difícil, porque normalmente eles estabelecem um calendário mais de natureza eleitoral. Mas a gente vai conversando sobre isso, vai combinando. Da minha parte, eu estou completamente à disposição.
Para o pessoal que estiver aí não entender, o Mauro Motosinho fez uma denúncia que acabou sendo um principal ponto na Carbono Oculto, onde ele era o piloto de um avião que carregava pessoas influentes, líderes do tráfego, a relação que eles têm de compra, não sei de compra, mas de negociação em dinheiro, em espécie, vários outros favores. Ele fez essa denúncia e tem alguns episódios dele aqui, quem quiser ver é bem interessante, a pessoa precisa entender e acompanhar isso aí.
Irmão, obrigado mais uma vez. Obrigado a vocês. Desculpa. Eu sei que sua agenda é complicada, não é isso que eu esperava. E obrigado não só por nós aqui, mas pela nossa audiência também, de mostrar o respeito, comparecer. E a gente esclarece mais uma vez. Quer debater no Três Irmãos? As regras são essas, a gente não vai combinar nada.
Não vai combinar teatro, não vai combinar pergunta. O debate tem que ser honesto com a nossa audiência, porque senão a gente não vai fazer nada. Com regras e tudo mais, é isso. Dá um presente para aí, cabeleiro, para não perder nada. Boa, Robertinho. Creatina da Soldiers para você. A creatina mais barata do Brasil. E você pode ajudar o Três Irmãos comprando essa creatina.
que além de ser creatina mais barata, é uma excelente creatina. Você consegue comprar ela a partir de R$18 no site da Soldiers. Com desconto? Com o cupom 3irmão você garante desconto e frete graça dependendo do valor da sua compra. Creatina é algo que todo mundo tem que usar, é bom demais. Então se você usa, já compra. E se você não usa, conheça esse produto que vai ser excelente.
Glauber, considerações finais aí. Obrigado pela oportunidade, pelo convite de vocês para estar fazendo o debate sobre temas que eu acho que são muito importantes para a realidade brasileira. Esse espaço que é sempre fundamental para o grande debate político nacional. Então, muitíssimo obrigado. Lamentar.
que o vereador tenha fugido, tenha corrido o debate, porque não tem consistência política e porque queria combinar antes aquilo que seria questionado para poder estudar e decorar as respostas. Lamento muito e me leva, inclusive, a questionar os outros debates, vereador, que o senhor fez até aqui, se o senhor só foi quando teve uma combinação daquilo que seria questionado para o senhor. Lamentável que alguém...
tão jovem como o senhor, tem uma prática política tão atrasada e que não combina com o que é a expectativa da maioria absoluta da juventude brasileira. Lamento a sua fuga, lamento não estar aqui para responder aos questionamentos. A partir de agora, eu queria terminar por aí. Todo debate que você fizer, vereador, vai ficar o questionamento.
Se o debate é combinado ou não. Se você só vai para o debate com uma prévia combinação daquilo que vai ser questionado ou se você só vai para o debate que você tem possibilidade de ficar interrompendo a pessoa para que ela não conclua o seu raciocínio. Como sabia que aqui no podcast Três Irmãos você não conseguiria fazê-lo. O senhor cometeu um erro gravíssimo.
Você poderia ter vindo para cá, feito uma trocação, defendido as suas respostas, aquilo que não soubesse dito, que não sabia, feito questionamentos para mim também, que eu eventualmente não saberia em profundidade, ninguém sabe tudo agora. Essa demonstração de inconsistência e covardia política vai custar muito caro para você, porque a partir de agora, todo o debate que você fizer, as pessoas vão olhar e não vão acreditar que esse debate seja...
real. Obrigado Robertinho, obrigado Rodrigão, obrigado a toda audiência do podcast Três Irmãos. Bom, comentem aí o que vocês acharam desse debate e até a próxima. Até agorinha. Que dia, Pedro? Até agorinha. Agorinha a gente já sai daqui de vez. Ah, verdade. A gente vai viajar e vai ao vivo. É isso. É ao vivo dentro do carro lá, trocando ideia. A gente pode até falar o bastidor aqui. Vamos falar.
isso é legal, o 3 Irmãos sempre que viaja, agora a gente liga a internet aí, viaja ao vivo com vocês e vocês acompanham a gente até o fim, até a chegada e ajuda muito, cara, é essencial a gente estar junto aí eu acho que eu fico até mais empolgado, dirijo demais, então me ajuda aí vamos participar dessa live com a gente daqui a pouco. A gente sai daqui faz o seguinte Mas
vê se você está inscrito, se não estiver se inscreve e se você estiver inscrito, aciona o sininho porque a hora que for começar a live você vai ser notificado e aí você consegue ver que está começando a hora lá para meia noite, meia noite a gente vai dirigir da meia noite até 4 horas da manhã trocando ideias valeu valeu, flui
Soldiers
Creatina