Episódios de Podcast 3 Irmãos

ANTHONY GAROTINHO- PODCAST 3 IRMÃOS #944.mp4

02 de abril de 20262h6min
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Participantes neste episódio3
R

Roberto Andrade

Hostpodcaster
R

Rodrigo Tchorró

Co-hostpodcaster
A

Anthony Garotinho

Convidado
Assuntos6
  • Critica PoliticaCorrupção no Brasil · Dívida pública · Perseguição política
  • Implicações e Investigação PolíticaTrabalhismo conservador · Fundação do PT · Polarização política no Brasil
  • CorrupçãoMensalão · Petrolão
  • Perspectiva de esquerda sobre CubaRegime político cubano · Embargo dos EUA
  • Criminalidade Rio de JaneiroComando Vermelho · PCC
  • Desindustrialização do BrasilComparação com a China · Meta de investimento
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Podcast Três Irmãos na área, quem fala com vocês mais uma vez, Rodrigo Tchorro. Na minha frente, meu brother, meu irmão, Roberto Andrade, filho Borracha, na mesa operando nosso diretor, Pedro Henrique. E aí, Robertinho, como é que você tá? Tudo bem? Fala aí, meus irmãos, beleza? Fala aí, meu irmão, muito bem. Eu acho que dessa conversa hoje a gente pode dar continuidade naquilo que a gente tava conversando ontem na viagem. A gente, então, teoricamente, vai descobrir de que espectro político é o garotinho?

Não só isso, mas vários outros assuntos, dependendo do que falar aqui. Talvez a condução é sua. Vamos então. O garotinho está até perdido, não sabe o que a gente está falando. É, está entendendo isso. Mas vamos agradecer a presença dele aqui na nossa casa. Obrigado, viu, garotinho? Obrigado a vocês todos aí. É um prazer. E como eu sempre digo, né? Pessoas públicas...

elas têm que responder sobre qualquer assunto. Então você pode perguntar o que você quiser. Que coisa boa, bom saber isso aí, a gente tá com várias perguntas. Mas na verdade eu quero uma pergunta bem tranquila. Ontem a gente tava viajando, sempre o Três Irmãos faz um ao vivo de São Paulo, pra Minas, quando a gente tá voltando pra casa, conversa com a nossa audiência. Ontem a gente tinha muita gente acompanhando o Três Irmãos.

E ficou uma dúvida, pô, o garotinho, eu falei que você era de esquerda. Falei, cara, o garotinho é de esquerda. Rapaz, o chat inteiro começou a bater e brigar comigo. Falou, não, o garotinho é de direita, ele é de direita. E aí, quem é seu eleitor hoje? Como que se define como político? Me fala um pouco sobre isso, garotinho. Olha só, eu me recuso.

aos dois títulos, você não é obrigado a ser de direita nem de esquerda. Você pode ser, por exemplo, trabalhista, conservador, como eu sou. Você pode ser democrata cristão. Essa história de querer forçar a barra no Brasil, uma polarização entre direita e esquerda, isso é para quem não estudou, para quem não leu.

ou então para uma certa idade da vida. Então, quando você é muito jovem, você tem uma tendência mais à esquerda, quando você vai adquirindo mais maturidade, conhecimento, amadurecimento. Então, eu, desde cedo, fui fundador do PT, e antes disso eu militei em grupos...

clandestinos, lutando pela abertura política, mas depois, fazendo uma revisão histórica, sou uma pessoa que eu leio muito, costumo ler dois, três livros, às vezes uma semana, sou formado em filosofia e teologia. Eu fui vendo que a coisa não era bem com a lavagem cerebral que eu tinha tomado. Então eu me encontro num momento...

num posicionamento que eu adquiri por volta dos 45, 46 anos, ou já vou fazer 66, de ser um trabalhista conservador. Ou seja, o trabalhismo na história do Brasil foi um período de maior crescimento com justiça social. Foi no período de...

Vargas, que o Brasil teve as conquistas mais importantes da economia, cresceu a uma taxa média de 7% ao ano, mas, ao mesmo tempo, Vargas deu a carteira de trabalho, instituiu uma série de direitos, como, por exemplo, o voto da mulher e outras questões importantes de defesa de minorias e dos trabalhadores. Então, eu sou trabalhista.

conservador

É interessante, assim, porque eu entendo essa posição, né, até porque você consegue abranger várias pessoas, né, vários eleitores. Quem concorda com o trabalho? Acho que todo mundo concorda com o trabalho. Todo mundo concorda que você tem que ter boas condições de trabalho, né, que você tem que ter bons salários. Quem concorda com desenvolver o Brasil? Todo mundo concorda com desenvolver o Brasil, né, ninguém é contra isso.

E do mesmo jeito, ser conservador. Por que conservador? Porque eu sou a favor da família. Mas eu acho que também ninguém é contra a família. Todo mundo é a favor da família. Todo mundo tem família. Todo mundo é a favor do seu pai, da sua mãe, dos seus irmãos. Mas é interessante porque...

Eu até gostaria de escutar mais essa história. Então você está na fundação do PT, provavelmente você militou antes de criar o PT, na época da Aliança Nacional da Libertação, a ELN, né? Não, não. A ELN, para nós, era muito conservadora. Era conservadora? Eu era do CGD, coletivo Gregório Mizer. Era mais radical ainda.

Muito mais. Nós pegávamos luta armada mesmo. Luta armada. Pegávamos ditadura do proletariado. Mas você chegou a atuar assim na luta armada na época? Lutou contra o exército? Não. Eu dei uns tirinhos só. É? Você chegou a conhecer, por exemplo, o Genuíno nessa época? O Genuíno nessa época estava lá no... No Araguaia. No Araguaia.

Fazendo guerrilha. E o nosso grupo, ele era mais urbano. A gente fazia ações urbanas. Era o mesmo da Dilma? Hã? Era o da Dilma? Não, o da Dilma não. A Dilma era ação popular. Ah, tá, tá.

Era um grupo diferente. Existiam mais de 30 grupos clandestinos. Sério? Uma característica da esquerda é que o único lugar que eles se reúne era a cadeia, porque antes eles brigam com todo mundo. Tem 30 facções. Aí o gente vai preso.

Fica todo mundo junto. E nessa caminhada, garotinho, o que te faz largar dessas ideias revolucionárias? Porque você, para estar nisso aí, tem que ser um revolucionário. Realmente a ditadura do proletariado ali. O que te fez abandonar dessas ideias? Eu fui vendo com o tempo, analisando, que era muita utopia.

é bom você ter um sonho, é bom você ter uma utopia na vida, mas elas têm que se realizar. E eu ficava procurando um lugar onde aquilo que eu imaginava tinha funcionado, não conseguia achar nenhum. E toda vez que eu ia a Cuba, a gente ia muito a Cuba, Cuba só piorava. Aí eu falava, o negócio não é bem assim. Até que depois eu...

fui abrindo o meu leque de leitura, e quando você está nesse movimento, você é quase que obrigado a ler os mesmos autores. E depois, quando você começa a ler outro tipo de autor, outro tipo de ideia, e você quer furar essas bolhas, aí você começa a perceber que o mundo vai além disso.

Existem outras dimensões da sociedade, outros sistemas. E também eu tive algumas decepções pontuais.

o patrimonialismo da esquerda. Quase todo mundo que eu conheci de esquerda falava de socialismo, mas quando tinha uma chancezinha de estar no governo, metia a mão. Então eu fiquei um pouco decepcionado, porque eram ricos. E isso demonstrava que...

Uma coisa é a teoria e a outra é a prática. Agora, Tim, você falou que ia muito em Cuba.

E me deu uma dúvida aqui, até pelos depoimentos que a gente sempre teve aqui. O quanto você acha que o declínio de Cuba, a situação ruim que eles vivem, é por conta do regime político e o quanto é de embargo? Porque uma classe fala que a culpa é do regime político. Para outros, a culpa é do embargo das sanções que os Estados Unidos colocam ali. O quanto é a parte de cada um nesse processo? É mais do regime político. Claro que o embargo...

Ele prejudica também. Mas, se fosse um regime democrático, não teria nem embargo. Então, eu acho que a culpa é do regime político. Eu acho que Fidel, quando fez a Revolução, ele não era socialista. Ele se tornou socialista depois.

uma questão, na visão dele, de sobrevivência do regime político. Então, assim, eu acho que é mais culpa do regime político.

Você acha que tem um problema? Até porque eu... Aí é a minha opinião, tá? Pra mim, as pessoas podem mudar de espectro, até de partido político, mas não a essência dessa pessoa, você entende? Pra você não é um problema mudar de partido.

Você começou, por exemplo, na formação do PT e foi se liando mais, vamos pensar, mais para o centro e depois até um pouco mais para a direita. Isso não tem um problema? Ou não? Isso é uma vantagem? Como que a gente tem que ver um político nessa situação? Não, os partidos do Brasil, eles são tudo uma ficção. No papel é tudo igual. E na prática também. Então, assim, eu...

Digo o seguinte, corrupção não tem partido. Isso é uma questão de princípios. E papel aceita tudo. Então, esses programas, esses partidos, você tirar uma cópia, é quase tudo igual.

Então, assim, o que vale para mim são pessoas Você citou, por exemplo, uma pessoa aí Que é uma das poucas pessoas do PT que não aderiu ao patrimônio alívio Foi o genuíno Apesar de ser do PT, ele continua uma pessoa honrada, honesta Uma vida simples Diferente da maioria do PT que meteu a mão na jaca

Quer dizer então que, por exemplo, o Januíno, aquelas acusações, aqueles crimes dele, se não me engano ali do Mensalão...

Aquilo lá não era, aquilo lá era uma substituição de poder, talvez? Não, aquilo ali é o seguinte, ele confiava muito no Zé de Seu, né? E ele assinou muita coisa ali em confiança do Zé de Seu, porque o cabeça ali do PT sempre foi e continua sendo José de Seu. O Lula mesmo era uma espécie de representação.

Tanto que a primeira vez que ele venceu a eleição, perguntaram a ele, ô Lula, você é de direita ou de esquerda? Sou no programa Jô Soares. Ele falou assim, eu sou torneiro mecânico. E era isso mesmo, pegaram o trabalhador, era um símbolo, botaram como símbolo e os grupos de esquerda, mais um grupo de membros das comunidades eclesiais de base da Igreja Católica.

ligados a Frei Beto e Leonardo Boff, com a Teologia da Libertação, mais os antigos membros da Pastoral da Terra, que se transformou em MST, e mais alguns intelectuais, e botaram Lula ali como símbolo. Lula foi aprendendo as coisas aos poucos. Lula não sabia nada.

ele foi se tornando uma pessoa de esquerda, mas o cabeça, o cara estudioso, que conhecia ali bem o que era comunismo, o que era socialismo, que o José de Seu é stalinista. O PT, no início, ele tinha pessoas que eram trotskistas, que saíram ao longo da história do PT.

Muitos deles foram para o PSOL, seguiam a Trotsky, Leão Trotsky, tinham os estalinistas, que são do grupo Zé de Seu, tinha um grupo de sindicalistas pragmáticos, ligados à CUT, fundaram a CUT para evitar...

a CGT, que era o que existia quando houve o golpe militar, a Central Geral dos Trabalhadores. Era muito importante. Então, o PT no início era uma espécie de frente de esquerda, como a Arena foi uma frente de direita durante muito tempo, juntava ali conservadores, e como o MDB, até hoje, a frente de tudo.

Mas o Lula hoje é mais do que isso, né? O Lula hoje não é mais um, vamos pensar, um símbolo, mas ele não é uma pessoa ali para representar. O Lula hoje realmente tem força. Se depois desse tempo todo aprendesse nada...

Eu falei para você que ele foi se formando. Você acha que ele aprendeu bem ou ele aprendeu até demais? Eu acho que ele piorou. Quem leu o livro do Romeu Tuma, como eu li, onde o Romeu Tuma fala que durante a ditadura militar, o Lula era dedo duro, dedurava os colegas dele sindicalistas. O Lula hoje é um bom.

É um, vamos dizer assim, um esquerdista com baixa formação de entendimento político, pragmático. O Lula, se precisar se unir aos bancos, que ele sabe que representam o verdadeiro entrave do Brasil, ele se une também, se precisar amanhã se unir com...

O Centrão, como ele já está unido de novo, ele se une também. Volta com o Alckmin, né? Com a pragmática. Mas você acha que se o Lula não se unir com os bancos, os bancos deixam o Lula governar? Ou será que pode surgir um impeachment? Existe perseguição política no Brasil quando você não atende esse status quo do momento? Não, claro que existe, né?

Eu mesmo fui vítima de perseguição política aqui no Recurador. Denunciei a quadrilha do Sérgio Cabral, e fui à Procuradoria-Geral da República entregar lá duas mil páginas de documentos, com fazenda de um, conta do exterior de outro, mansão. E tinha lá também o chefe do Ministério Público do Estado, que foi preso, mas tinha o presidente tribunal poderoso, filho de um ministro do STJ.

Eu só fui conseguir provar a minha inocência agora, dez anos depois. Então você entende o porquê do motivo do Lula sempre estar negociando com bancos, esse tipo de coisa, né? É uma crítica, mas você entende o motivo. Não, eu sou crítico porque tem coisas que eu não precisava negociar. Tipo o quê? Tipo a dívida. A dívida do Brasil, ela está consumindo.

1,1 trilhão de reais dos cofres do governo. E isso faz o quê? Faz faltar dinheiro para todos os outros setores, para a segurança, para a saúde, para a educação. Aí o governo, para poder honrar esses compromissos dessa dívida, ele tem que aumentar imposto. Aí o povo paga mais imposto, mas não paga imposto para ter melhoria. Ele paga imposto para concentrar...

a renda na mão dos mesmos. O sistema brasileiro é uma loucura, porque se você pegar as 100, 150 famílias mais ricas do Brasil, elas detêm mais de 50% da riqueza do país inteiro. Elas têm mais de 200 milhões de habitantes para 150 famílias.

A família Moreira Salles, a família Setúbal, a família Marinho, a família Sapra, a família Lembo. A maioria deles voltado com os bancos. Os banqueiros, quem não é banqueiro, está aliado aos banqueiros desse sistema de concentração de renda. O problema do Brasil é aí, não é não pagar a dívida.

não é chegar e dar um calote, isso deixaria o país enviado. É chegar e renegociar essa dívida, auditar, alongar o prazo e acabar com o privilégio. O Haddad teve que ir e falou que eles fazem auditoria da dívida todos os dias. Quem riu? O Haddad, ministro Haddad, na época, ministro? Na época, até uns meses. Ele falou que eles fazem auditoria da dívida todos os dias. Eu vou perdoar o...

ou a Dade, porque não entende nada de economia. Então, ele falar isso só é uma confirmação de que ele não entende nada de economia mesmo. A dívida no Brasil é tão transparente que eu pesquiso muito sobre a dívida e tal, você sabe o total. Mas você procura em algum lugar, você consiga achar quantos...

milhões, bilhões, recebeu, cada instituição foi paga. Eu procurei no Banco Central, não tem, no Tesouro Nacional, não tem, no Ministério da Fazenda, não tem. Por último, depois de um requerimento de informação formal, foi me dito que é proibido divulgar. Ah. Como é que é proibido divulgar?

A maior dívida do Brasil é proibida de ser explicitada para as pessoas. As pessoas não podem saber da maior dívida. Quem são os recebedores? E quanto estão recebendo? Quem são e quanto? Você sabe até que são tantos fundos de investimento, tantos bancos, tantos fundos de pensão, mas não te diz quais são e quanto cada um recebe. É proibido.

Eu perdoe o Haddad. Talvez o Haddad não saiba nem o que é um negócio chamado... Eu estou brincando, acho até que ele sabe. Ele não teve coragem de mexer. Na chamada taxa de administração combinada.

Sabe o que é taxa de administração combinada? Pois é. A maioria não sabe. Eu acho que eu já posso ser secretário da Fazenda, porque eu não sei. Então, é o seguinte, o governo, através do Banco Central, ele diz a quantidade de moedas circulantes. Nem todo o dinheiro que está nos bancos é de circulação, porque senão tem...

uma super oferta de moeda. Como é que ele faz isso? Ele faz estabelecendo o depósito compulsório. Certo? Então, olha, só pode ir tantos por cento. O resto fica retido nos bancos. Pois bem, o único país do mundo que paga juros sobre o dinheiro que está retido no banco

que não é do banco, é meu, é seu, é das outras pessoas, os depósitos que estão no banco. É o Brasil. Ou seja, o banqueiro no Brasil, ele ganha quando ele não empresta o dinheiro. E o governo é que paga. E nós somos o único do mundo que faz esse tipo de serviço? E nós somos o único do mundo?

Eu não conheço outro. Se o Haddad quiser citar um outro exemplo aí, talvez possa apelar um. Não tem lugar que copiou. E por que nós aplicamos esse sistema, se é tão ineficiente e prejudica tanto a população? Uma boa pergunta para você fazer ele. Eu sou ministro da Fazenda, porque se eu fosse eu não aplicaria não, porque isso é uma burrice sem tamanho. Os banqueiros mandam no Brasil, na época da eleição.

Eu, por exemplo, vou te contar aqui a minha experiência. Em 2001, eu fui candidato a presidente. Verdade, com o ULA ali, né? Ficou em terceiro lugar, não foi? E eu fui crescendo, crescendo. Quando eu cheguei ali na faixa de 15%, eu terminei com 18,8%, quase 16 milhões de votos. Me chamaram lá na Fibraban. Olha lá aquele pessoal todo lá, reunido.

Agora eu vou falar sobre o meu plano econômico. Olha, a primeira coisa que eu vou fazer é acabar com esse tripé macroeconômico que vocês iam usando aí. Câmbio fixo, meta de pagamento de juros, meta de inflação e superávit primário.

Eu falei, como é que é isso, galera? Eu vou botar meta de crescimento, meta de investimento. Eu tenho que ter metas para fazer o país crescer. Aí, olhou para a cara do outro. Você é economista? Eu falei, não, sou jornalista. Você aprendeu isso aonde? Olha.

não lendo os livros de economia pessoal que é pago com vocês, escreve. Porque sabe, todo pessoal de economia no Brasil, todos eles recebem de um banco para prestar consultoria. Bate você assistir um desse programa de televisão aí, que os comentários falam tudo a mesma coisa. Bom, sim, não muda de um para o outro. Se você vê a CNN, se você vê a Dona Miriam, tudo igual. Eles ficam repetindo.

aqueles boletins que foram elaborados pelos técnicos, contratados pelos banqueiros. E ficava todo mundo de olho ali. Naquela época, eu tinha ultrapassado o Ciro, e eu era uma espécie de azarão, correndo por fora, candidato pelo Partido Socialista Brasileiro, com um discurso muito duro contra o sistema financeiro.

Aí, no final, fizeram uma carta para assinar. Eu vou assinar essa carta aqui. Essa carta é compromisso. Eu tenho compromisso com o Brasil. Vocês fazem parte do Brasil. Alguns aqui se consideram dono do Brasil. Eu não considero vocês dono do Brasil. Vocês fazem parte, são importantes, são pessoas muito influentes, mas o dono do Brasil é o povo brasileiro. O senhor pretende fazer isso mesmo?

Eu falei, olha, se eu ganhar, é o que eu pretendo fazer. Aí um cruzou o braço assim. Quantos anos você tem, menino? Eu falei, 42. 42 anos. E você acha que vai conseguir fazer isso aí assim? Eu não vou não. Ele falou assim, o sistema não deixa.

Aí que eu fui entender o que era sistema. Até expliquei isso no programa aí, muita gente assistiu. Como é que funciona esse sistema? Aí eu não quis assinar. A gente está fazendo uma doação, por exemplo, Lula, por Ciro, por Serra. Agora, todo mundo está tendo o compromisso de ter um diálogo conosco. Mas eu vou ter diálogo com vocês. Não sou obrigado a aceitar a ideia de vocês. Tchau!

Eu acho que a gente pode ter com todo mundo. Eu falei, obrigado, sem dizer, e mandar eu fazer o que eu tenho que fazer. Aí, falei, agora se eu dizer um negócio, eu não vou aceitar essa contribuição de você, não. Eu duro, rapaz, precisando de dinheiro para a campanha, devendo até avião que o partido tinha alugado. Mas eu falei, se eu aceitar, eu fico na mão desse pessoal.

E não aceitei. E aí, até hoje eu tenho convicção de que todos os governos, todos, depois da abertura política no Brasil, sejam governos de direita ou de esquerda, eles ficaram subservientes aos caprichos do sistema financeiro brasileiro. Todos. Não é questão da direita, nem da esquerda.

O que nós temos hoje no Brasil é que os bancos ditam a regra da economia. E eu nunca vi, lugar nenhum, alguém ditar a regra contra ele mesmo. Sim. É isso. Eu era assim, só pra mim entender. Essa carta que você assinou, ela era... O que a Febraban pediu pra você assinar, ela era parecida com a carta aos brasileiros de 2002? Era igual.

Era igual, então? Era a mesma carta? É, a mesma coisa. A mesma carta que o Lula assinou, então. Você não assinou, mas o Lula assinou. O Lula assinou, o Ciro assinou, o Céreo assinou. Nós quatro fomos lá, né? E os outros não tinham chance. Ah, vocês estavam juntos nessa reunião? Não, não, não. Um de cada vez. Um de cada vez, mas foi a mesma reunião, a mesma carta e só você que não quis assinar, então.

Eu achei que eu não devia. Você imagina, vai que eu ganho a eleição. Aí, esses camaradas vão dizer na minha... Ah, pra você...

Receber o dinheiro da gente é um negócio agradável. É ver agora o caso do Banco Master. E você que é contra o tripé macroeconômico, qual seria a sua ideia se a gente tira esse teto de gastos? O Brasil não precisa mais ter superávit primário. A gente vai alterar a meta da inflação. Como que vai ficar para você? Na sua ideia. Não.

Eu parto uma premissa. Nós não devemos o que está contabilizado. Porque os planos econômicos que se sucederam, cortou zero daqui, cortou zero dali, era cruzado novo, cruzado velho, real. Então, essa dívida já paga em grande parte dela. Mas o que sobrar da auditoria, e deve sobrar metade do que é devido, nós vamos ao longo da...

E vamos, então, honrar de maneira certinha com os fundos de investimento, com os bancos. E aí, eu vou estabelecer, primeiro, um superávit primário para investimento. E vou colocar, além de uma meta...

que não existe hoje no Brasil, você tem meta de inflação, você não tem meta de investimento. O Brasil vai ter que investir tantos bilhões por ano em estrada, em segurança pública, em educação. Então, a primeira alteração nesse tripé é a meta de investimento. Outra situação que precisa mudar...

é que você tem, por exemplo, o câmbio flutuante. Eu deixaria o câmbio flutuante com bandas. Ou seja, como existe em vários países do mundo.

Ele pode flutuar, mas ele pode flutuar dentro de bandas. Máximo tanto, mínimo tanto, para evitar que você perca numa manobra qualquer do sistema financeiro, bilhões de reservas em um único só dia. Isso é muito comum.

os países que adotam bandas, é para não ficarem reféns do sistema financeiro e desta palavra mágica chamada mercado. Também, dentro dessa filosofia, você perguntou qual seria, eu também estabeleceria metas por setor. Então, por exemplo...

É inadmissível um país como o nosso, com as riquezas que tem, riquezas naturais, riquezas que às vezes...

nenhum país tem, não consiga se industrializar para que esses produtos naturais, sejam minerais ou agrícolas, sejam industrializados. Então, eu teria uma meta de industrialização do país.

fixada pelo governo, quanto nós teríamos que investir por ano através do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES. É uma mudança de paradigma. Eu sei que não é simples fazer, mas tem que ser feito. Por quê? O que adianta você ter, por exemplo, a maior produção de cacau do mundo?

e mandar quase tudo para fora, para você comprar depois aqui o chocolate belga, um país que não tem nem um pé de cacau, é o mais caro do mundo. O que adianta você produzir esses milhões de barris de petróleo por dia e depois importar fertilizantes?

É um absurdo. A agricultura brasileira importa mais de 80% dos fertilizantes. Um barril de petróleo que o Brasil exporta produz 100 produtos. 100. Aí a gente vende o barril de petróleo e depois tem que importar todos esses produtos para fabricar um monte de questões que são fundamentais. Se o Brasil pegasse os seus produtos...

e financiasse o seu processo de industrialização, o país cresceria, geraria emprego e seria um grande player mundial. O que aconteceu com o Brasil em relação ao mundo? Se nós pegarmos aqui há 40 anos atrás...

talvez um pouquinho mais, 45 anos atrás, o Brasil tinha uma economia mais dinâmica que a China. Sim. O Brasil foi se desindustrializando e a China foi se industrializando. A China foi investindo em ciência e tecnologia e o Brasil foi investindo em boice.

No Brasil, o legal é não ter diploma. É gente que se vandoria. O presidente da República, no discurso dele, o auge foi quando ele disse esse é o primeiro diploma que eu recebo na minha vida. Mas isso é uma coisa muito bonita.

É, mas a China não precisa trabalhar com superávit primário, né? A China trabalha com déficit. E a China desenvolveu... Não só a China, como outros países também, né? E ela desenvolveu num preço que o Brasil não está pronto a pagar o garotinho. O quê? A China desenvolveu na parte de produção industrial, usando muita mão de obra, muito barata, num processo quase que de escravidão, semelhante à escravidão ali.

E a gente já estava evoluído nesse ponto. Eu falo nesse ponto de proteção do funcionário. Isso é besteira. Foi assim que a gente conversou. Ainda assim... Não, não é besteira. Você que está negando. Ainda assim... Não é assim hoje, mas foi. O que é? A China hoje não é assim, mas ela passou por esse processo. Mas ainda assim, o Brasil cresceria muito mais. Você vê agora. Mão de obra nos Estados Unidos não é tão barato.

E o Trump está adotando uma política radical, em vários posicionamentos muito questionáveis, mas para trazer as indústrias de volta para os Estados Unidos, porque ele entende que a desindustrialização americana prejudicou demais.

o meio oeste americano, são aqueles chamados estados decisivos na eleição que mandaram para o Brasil e para outros países do mundo suas fábricas de automóveis, as suas grandes empresas de outros setores. Então, assim, devemos entender que o Brasil precisa ter um projeto. Nada que não tenha projeto...

Vai para frente. Agora, só quem constrói um projeto é uma pessoa que tem a visão do todo. Qual é a visão do todo? Eu preciso do trabalhador, eu preciso do capital, eu preciso da inteligência nacional, eu preciso do empresário, eu preciso de todo mundo. Isso é uma visão. Eu te pergunto, qual é a visão que predomina a visão do todo?

nos últimos anos do Brasil. Não tem. Você não sabe o que o Brasil quer para daqui a 10 anos. Lá na China, quando eles se reúnem lá para fazer aquele plano decenal,

Eles só admitem qualquer tipo de mudança se houver um problema gigantesco no mundo. Eles seguem aquilo que foi definido e aquilo foi amplamente debatido, discutido, foi analisado do ponto de vista do cenário interno, do cenário externo. Olha, um país que tira todo ano da miséria...

70 milhões de pessoas tira do campo e traz para as grandes cidades, não é brincadeira. São 70 milhões por ano. E vem fazendo isso já ao longo do período. Agora, por exemplo, eles já perceberam que eles vão ter problema na Previdência daqui a 20 anos. Sabe o que eles fizeram? Acabaram com a política do filho único. Sim. Nasci no casal, só podia ter um filho. Agora eles estão estimulando...

através de outro tipo de política, para que os casais tenham mais de um filho.

Então assim, falta o Brasil planejamento, estudo, conhecimento dos problemas reais do Brasil. Mas esse processo eleitoral hoje no Brasil não atrapalha? A gente tem que ter eleições de quatro em quatro anos, políticos que não são qualificados, donos de partido que escolhem a classe política, não é isso que atrapalha? O político entra e acha que não pode. Assim a gente não consegue ter direção não.

Tu planeja um negócio, depois entra outro governador do Rio, desmancha tudo o que você fez, quer fazer de novo. Acaba com a CIEPS. Aí depois dos quatro anos entra outro. É, tanto é que acabaram com o CIEPS do Brizola no Rio. Projeto bom porque tem o nome do outro cara e eles acabam. Vamos entender o seguinte. Na democracia, quem escolhe esses políticos é a população.

Não é. Então, vamos lá. Ele já chega lá escolhido, garotinho. Ele finge pra gente que vai deixar a gente escolher. Quem escolheu foi o chefão. Olha só. Mas, vamos dizer, em tese... Tá, tá. Só pra seguir, né? Quem escolhe é o povo. Olha, o povo brasileiro não tem sido feliz nas suas escolhas, mas não é agora, não. Isso já vem de um...

de um longo período, vota em mitos, salvadores da pátria. Não estou falando, talvez até usar o tema errado, mas salvadores da pátria. Collor, o caçador de Marajá. O Brasil vai. Todo mundo viu no que deu. Tem que votar em programas, projetos e cobrar. Cobrar.

Olha só, quem foi o estadista brasileiro mais preparado da história brasileira ao longo de anos? Preparado? Quem? Dom Pedro II. Foi ele que trouxe o Telegram Brasil, foi ele que trouxe a telefonia, a estrada de ferro Leopoldina.

Foi ele que criou o Observatório Nacional, o Jardim Botânico e tudo o que o Brasil tem em termos de modernização. Era respeitadíssimo no mundo. Mas ele foi preparado. Ele teve um pudor quando recebeu aos cinco anos o trono e foi um homem preparado para liderar. A maioria hoje não é preparado para liderar nada. Nem a casa do cara, o cara lidera.

Aí fica difícil. Então, assim, a elite brasileira, quando eu falo elite, eu não estou me referindo à classe social, eu estou falando à classe dirigente. Você tem também uma elite sindical, você tem uma elite da comunicação. A elite brasileira não pensa no Brasil. Ela sabe que quando der um problema, o caminho mais curto para ela chama-se...

Estados Unidos, desce tudo em Miami, vai tudo para a Flórida ali. Grudinho. Infelizmente, é a realidade. Você falando que, vamos seguir na sua linha de raciocínio, que a gente é que escolhe os nossos políticos, né? E você já acompanha a política do Brasil há muito tempo.

Me cita um político aí que trouxe um plano que você considera que era válido. Nossa, esse político aqui, eu acompanhei ele e a gente poderia ter escolhido ele, a gente não escolheu, e que ele tinha bons planos, que ele tinha, pelo menos, não bons, mas que tinha um plano. Olha, eu, por exemplo, acho que o plano educacional criado por Darcy Ribeiro, que eram centros integrados de educação pública,

que inspiraram o Brizola a fazer o Cielo, o Brizolão, era um plano espetacular. Infelizmente, Moreira Pronto veio depois e acabou com tudo. Por que acabou, garotinho? Você que sabe da história do Rio. Quem come esses projetos, né? Quem come? Me conta os bastidores. Por que acabou? Acabou porque ia ficar aquela marca do Brizolão.

É uma briga política. Só por isso? É uma briga política. É que nem eu criei, por exemplo, aqui algumas marcas. Restaurante Popular. Isso. Uma marca do Garotinho. Uma delegacia legal.

para as delegacias que eu fiz sem carceragem, modernas, informatizadas. Ou entrou o governo depois, acabou com tudo. Foi uma bagunça. Eu já ouvi falar que para construir Brizolão era muito caro. Tinha que ter muito investimento. E era mais barato você construir creche. Você ganhava até mais voto construindo creche. E aí foi uma opção. Em vez de investir em Brizolão, vamos investir em creche que dá mais voto no Rio. Olha, primeiro, caro.

É ignorância. Essa é clássica. Isso é que é caro. Muito caro. Segundo, o CIEP é para uma faixa etária e a creche é para outra. Sim. Então, uma coisa não impede a outra. A criança vai na creche de bebezinho.

até a idade que ela completa para ir para o Centro Integrado de Educação Pública, que era o CIEP. Ali foi politicagem mesmo. O PT era contra. Ah, não, isso é uma escola-restaurante. As famílias botam as crianças lá para comer. Bota para comer porque era uma família pobre, não tinha nem o que comer. O PT foi contra essas escolas?

O PT foi contra essas escolas? Foi. O PT só mudou de posição em relação ao CIEP quando, em 98, o Lula chamou o Brizola para ser vice dele. Eles tiveram que mudar a posição. O PT era contra. E por que o Brizola não foi vice do Lula? Me conta essa história aí. Não, ele foi vice. Ele aceitou ser vice do Lula? Em 98. Contra a minha opinião.

Contra a sua opinião? Não, eu fui contra. Eu falei para ele um dia que ele me telefonou, eu era prefeito em Campos. Aí ele me falou, olha, garotinho, tu sabe quem está aqui em casa, reunido comigo, e estamos tendo aqui uma revisão da história. O Brizola é um sujeito que conhecia profundamente a história do Brasil. Eu falei, mas governador, eu vou fazer um sujeito que conhecia.

Sou quase tanta gente potente, como eu vou saber quem está aí? Ele disse, olha, mas está aqui em volta de uma mesa, o Lula, o Zé Dirceu, o Geruíno, eu, ele falou o nome do pessoal todo reunido, e eles me fizeram um convite. Eu falei, qual é? Que eu seja o vice do Lula para unir o trabalhismo do Brasil. O que você acha?

O senhor foi governador do Rio Grande do Sul, foi prefeito de Porto Alegre, foi governador do Rio duas vezes, comandou a resistência ao descumprimento da Constituição com a campanha da legalidade, o homem da legalidade do Brasil. O senhor tem toda uma história grande. Ei, garoto, mas às vezes nós precisamos recuar.

não dão um passo atrás para derrotar esse neoliberalismo. Combinador, eu sei que o senhor, quando começa a justificar, porque o senhor já aceitou, então. O que o senhor quer que eu faça aí? Não, tu vem aqui na terça-feira. Terça-feira é o seguinte, estava lá eu na casa dele, na Copacabana. Aí...

Fala daqui, falou Lula, fala ele e tal. Aí vira o Brizola e fala assim, agora faz o seguinte, tu vai ali para aquela parede ali, tira uma foto com o Viridito e eu vou tirar foto com o Lula aqui do outro lado. Falei, como é que é? É, é porque a chapa aqui nós combinamos que vai ser o Lula e eu, mas no Rio vai ser ao contrário, vai ser você e a Viridito. O governador, peraí, ninguém combinou isso comigo não.

Isso aí não foi combinado comigo, não. Eu sou prefeito e ainda tenho três anos de mandato pela frente. E para concorrer a governador, eu tenho que renunciar à prefeitura. Para disputar com um cara aí que está muito forte, né? Era o César Maia, que é 54% de intenção de voto, ele eleito o Conde no primeiro turno. Mas não liga para isso, não, porque nós vamos ganhar.

E se tu perder, vai ser nosso ministro aí, tu que quiser. Ah, não é isso, Lula. Não é isso mesmo. Só que eu ganhei e eles perderam. Sério? Você chega aí, inverteu o papel, foi tudo então. É, eu ganhei a eleição, derrotei o César Maia, eu e o Benedito e o Lula. E o Brizola perderam o Fernando Henrique no primeiro turno.

Me lembro, me lembro. E por que que depois, em 2002, eles tiraram o Brizola da jogada e colocaram o José de Alencar? Aumentar a bola. Olha, essa campanha... Foi uma traição pro Brizola aquilo lá? Não. Essa campanha, ela acabou consolidando no Brizola uma impressão que ele tinha. E que eu também tinha.

desde que tinha saído. Que o PT, na verdade, tinha sido lá atrás um partido criado pelo sistema para inviabilizar a volta do verdadeiro PTB. Não esse PTB que vocês conhecem hoje aí, que teve com o Alberto Che, pessoal, pelo puto ali.

O verdadeiro PTB, que foi o que levou os militares a fazerem a revolução no Brasil e depois traírem o compromisso, que é ficar só um ano e fazer eleições novamente. Quando eles perceberam que o PTB ia voltar e voltar pelas mãos...

do líder popular Leonel Brizola, que domina a palavra, eles então tiraram o PTB do Brizola, em cima da hora, ainda maquiaram a transferência do partido. Uma pessoa que parecia ser trabalhista, que era Ivete Vargas, entregaram o partido para Ivete Vargas e o Brizola teve que criar em cima da hora o PDT. Depois daquela convivência ali, vendo?

o pouco conhecimento de história dos líderes petistas, especialmente do Lula, a pouca formação política deles, eles, na verdade, serviram como instrumento para dividir a linha trabalhista brasileira entre o PDT, o falso PTB,

e o PT. Isso acabou dividindo os trabalhistas. Aí eles partiram para quê? Quais eram as grandes forças do antigo PTB? No campo, as ligas camponesas. Eles foram criando o MST. As ligas camponesas eram lideradas por Francisco Julião, que era um homem no campo armado. Uma das bandeiras era a reforma agrária.

A outra força do antigo PTB era a CGT, Central Geral dos Trabalhadores. O PT foi em cima e criou a CUT para esvaziar CGT. Então, a conexão que havia entre o antigo PTB e a cúpula progressista da igreja.

O PT vai, se alia às comunidades eclesiais de base, atrai os teóricos brasileiros da teologia da libertação, uma teoria criada no Peru, mas que veio para o Brasil. Leonardo Boff, Frei Beto. Então, aquilo serviu para a gente ter dentro da gente a convicção de que mesmo em mutação,

O PT foi mudando. A origem do PT foi para dividir o movimento trabalhista brasileiro. E o que reforçou na gente? Essa convivência no dia a dia. Conversa com o Lula. Ele, por exemplo, era contra a Era Vargas. Tom Brizola se decepcionou e por isso não aceitou o serviço do Lula em 2002.

É. Esse é um dos motivos. Mas engraçado que me parece que o PT, ele tinha uma proposta melhor, né? Por isso que ele conseguiu agrupar mais pessoas, né? Eles falam que na fundação do PT, eles reuniram vários intelectuais, esse grupo da Teologia da Libertação, tinha o Lula, que era o responsável pela União dos Sindicalistas. Então, assim, eles formaram um grupo mais forte, mais qualificado, e por isso acabou crescendo tanto, e hoje é o...

o maior representante da classe operária do Brasil. Na verdade, a teoria que o Brizola desenvolve, da cor comum, é que eles foram ajudados para isso. Eles favoreceram isso.

Mas tu acha que essa ajuda veio de onde? Teve ajuda externa também? Ajuda externa. Teve também? Financiamento externo, assim? Sim, financiamento externo. O Lula foi lá nos Estados Unidos buscar dinheiro? Não. Diz que já foi lá na CIA. Hã? Diz que o Lula já foi na CIA. Não. Quem financiou o PT, em grande parte, foi a social democracia alemã.

que colocou grana no PT. Boa parte do dinheiro da fundação do PT era dinheiro da social democracia alemã e também de partidos de esquerda, pelo mundo afora. E depois o PT foi saindo daquela origem e caminhando mais para a esquerda. E ficou ali naquele miolo.

que depois criou o Foro de São Paulo, com esse grupo mais radical à esquerda. Mas perdeu o encanto porque caiu no patrimonialismo e caiu numa confusão conceitual entre ideologia e costume. Você acha que o que rolou no meu salão foi crime mesmo, Grotinho? Eu conheci pessoas ali que foram envolvidas.

eu achava pessoas muito honestas. Foi uma armação, então? Que é o primeiro escândalo de corrupção grande do PT, né? É o mensalão ali, desestrutura totalmente o PT, e muitas pessoas falam que aquilo ali foi uma armação pro PT. Agora eu não sei se foi ou se... Não foi? Mas eles falam que é Caixa 2. Caixa 2 tu acha que é crime? Então, só antes de você responder, garoto. Não foi Caixa 2. Não foi Caixa 2?

Não, não foi caixa 2. Foi pagamento por votação. Entendeu? Eles recebiam para votar em propostas do governo. O que eu não acredito é que tinham parlamentares do PT que receberam. João Paulo Cunha. Eu não acredito que o João Paulo Cunha fosse pedir dinheiro para votar em projeto do PT.

Não tinha sentido isso. Eu acho que aproveitaram e empurraram ali gente demais. Mas, assim, eu sou jornalista investigativo. Desde jovem. Desde que eu comecei no rádio, depois fui para o jornal e agora nas redes sociais. Quando você vê uma situação como essa aí, você tem que analisar, além do fato em si, descrito,

você tem que analisar três questões. A primeira questão, o julgador tem isenção? E parece que o julgador deste caso tinha muita isenção. Joaquim Barbosa. Tinha tanta isenção que ele foi escolhido pelo Lula. Ele não era um adversário político do Partido dos Trabalhadores.

O juiz deste caso, ministro, Joaquim Barbosa, havia sido expulido pelo Lula. E era um homem honrado. Ninguém até hoje disse dele 1% do que a gente sabe de alguns ministros da Corte Brasileira. Então, primeiro item, o julgador era isento. O processo, ele teve um procedimento normal?

Acusação, defesa e julgamento teve. Porque a acusação, ela é feita pelo Ministério Público, e quem acusou à época também era o procurador Fonteles, a que havia sido indicado também pelo PT, que era militante católico. E terceiro,

Terceiro ponto, as vítimas, em sua grande maioria, apresentaram defesas consistentes? Não, não apresentaram. Então, existia ali, a meu ver, os elementos necessários para o devido processo legal

está sendo aplicado. Pode ter tido um erro? Pode. Alguém pode ter sido envolvido que não merecia estar? Pode. Provavelmente isso ocorreu, mas que o fato em si era verdadeiro?

Era. O garotinho. Não existiu. Mas assim, eu já ouvi falar por parte deles que eles pegavam essa grana. Não estou falando se é certo ou se é errado, tá? Até porque eu acho errado. Mas eles pegaram essa grana para votar de acordo com o interesse das pessoas que estavam financiando.

E usava esse dinheiro como caixa 2 na campanha. Que nenhuma dessas pessoas se beneficiou com isso na sua vida particular. Toda essa grana foi colocada na campanha. Só se ele tivesse sido reeleito, né? Não foi isso? Não foi. Não foi? Porque isso ocorre normalmente com empresas. Por exemplo, quando se aproxima a eleição, as empreiteiras...

que já é o caso do Petrolão. As empreiteiras financiam candidatos, os bancos. Os bancos normalmente escolhem 40, 50 senadores para apostar, 100, 200 deputados federais, e eles dão uma parte por dentro e outra parte por fora. É assim, isso é o tradicional caixa 2. E isso é um problema para você?

Olha, acaso-se-casso. Eles falam que você fez isso com a JBS, não foi? Não. Que a JBS colocava grana em você para articular de acordo os endereços. Os pessoal da JBS eu nem conheço. Até desculpa a forma que eu estou perguntando, é que você podia perguntar o que quisesse. A acusação contra mim foi a JBS. Foi a Ondebrecht. A acusação contra mim?

Foi da Odebrecht, foi da JBS. Odebrecht era da Alissa que colocaram seu nome de Avestruz lá, não é isso aí? Não, Avestruz é o Cabral, isso é outra coisa. Ah, tá, então desculpa, então me explica aí. E com a Odebrecht aconteceu mesmo.

Eu não nego, não. Só que o que que acontecia? Eu tava enfrentando o Cabral. Eu era um candidato de oposição rasgada a todo o sistema do Rio de Janeiro. Aí os caras chegaram pra mim e disseram, a gente vai te ajudar, mas não pode aparecer, porque a gente tá fazendo obra do Maracanã. A gente tá fazendo obra disso, tá fazendo obra daquilo. Bom, ele ia dizer, não, eu vou ter que assaltar o banco pra fazer campanha, porque eu não tenho dinheiro. Eu aceitei.

Não vou negar, não. E o que era o acordo? O que eles queriam em troca nessa época? Nada. Pelo investimento financeiro. Como assim, garotinha? O cara vai dar dinheiro e não pede nada em troca? Não, rapaz, dava todos os candidatos. Eles queriam continuar as obras que eles estavam fazendo. Caso eu viesse a vencer... Não precisava entregar nada novo. Não. Não, não tinha esse compromisso. Pelo menos eu assumi esse compromisso com ele. Aham. Tanto que...

Vou contar aqui uma particularidade a vocês. Boa. Eu fiz a representação em Brasília, ao procurador-geral. Ele mandou criar uma força-tarefa no Rio, para analisar as minhas duas mil páginas de denúncia, certidões. Bem, em primeira reunião, virou procurador, ele disse, é, suas denúncias são muito graves.

Eu falei, eu também acho, por isso que eu denunciei. Todo mundo aí, casa em Mangaratiba, Angra, apartamento do Lebon, em Paris. É, mas o senhor também fez caixa dois, o Zinha lá falou. Olha, eu não vou negar para o senhor que eu tive ajuda na minha campanha, mas a pessoa dizia assim para mim, olha, se eu disser que eu dei dinheiro para vocês, me tiram na mesma hora da obra que eu estou fazendo.

Mas, procurador, se eu for fazer uma pergunta aqui para o senhor, o senhor não encara isso como ofensa, o senhor, antes de ser procurador, é o quê? É advogado. Muito bem. O senhor pegava recimo de todos os seus clientes, declarava o imposto de renda?

de silêncio. Não, isso é outra coisa, isso é pior. Isso é caixa 2, sonegação fiscal. Eu aqui, o senhor não quer transformar o denunciante em denunciado. Essa estratégia eu já conheço, eu sou jornalista há muito tempo, então isso aí não vai colar coisa em sentido, não. Então vamos aos fatos, vamos investigar os fatos, porque, peraí, eu estava denunciando um esquema que tinha roubado do Estado mais de 10 bilhões de reais.

E o cara queria discutir uma doação de 400 mil, que eu não declarei, e que foi gasto na campanha. Ele falou assim, mas qual é o seu critério? O meu critério é muito simples. É um critério que eu acho que a população toda deve usar. O camarada é deputado. Vamos supor que ele ganhe de salário 47 mil.

aí deduz isso, então sobram uns 30 mil. Mas ele começa a aparecer com carro que custa 500 mil, ele começa a comprar uma casa que vale 14, 15 milhões, ele compra fazenda, ele é ladrão. Por que não tem dinheiro para isso? Agora, eu quero saber, o que eu tenho? E olha que eu tenho outra atividade.

O que eu tenho? Os senhores acharam alguma fazenda minha? Não. Os senhores acharam aí alguma mansão minha, em algum lugar aí? Não. Então, vocês acham que eu gastei esse dinheiro aonde? Não está no nome de parente, dos filhos...

De sobrinho, de primo. Não tem não, filho. Não tem nem um garotinho aí com esse dinheiro aí, não? O camarada, para ter coragem de falar o que eu falo e denunciar abertamente as pessoas que eu denuncio, eu tenho que ter muita coragem e não pode ter rapo preso. E se tiver, é a primeira coisa que faz. Aí eu disse para o...

para esse juiz que me condenou nessa operação que foi anulada agora pelo Supremo, o tal do chequinho. Meu excelência, vou dar uma pergunta para o senhor. Você deve ser um cara muito experiente, né? Porque, olha, eu bato de frente com a Globo há mais de 20 anos. A Globo revirou minha vida, não achou nada. O COAF fiscalizou toda a minha movimentação financeira, único...

uma coisa que eles estranharam ali, era um cheque diferente, e depois foram ver que foi uma indenização que o Eurico Miranda teve que me pagar, porque ele me xingou, eu ganhei dele na justiça. A polícia federal... Ganhar a Deurica é difícil, hein? É difícil ganhar a Deurica, hein? Não, rapaz, você não lembra daquele jogo final do campeonato? É... Vasco e São Caetano que caiu a lambrar? Lembro demais, poxa. Então, eu era governador, e o Eurico...

Eu assisti no jogo pela televisão, sou flamengo, né? Estou até com a camisinha do Flamengo, Henrique. Bonita camisa, hein? Então, aí eu estou assistindo o jogo em casa e o Henrique pressionando, o jogo recomeçava, recomeçava, recomeçava. E eu estou vendo que o meu secretário que estava lá, de Defesa Civil, o Coronel Paulo, estava já assustado, todo mundo em cima, mas daqui a pouco vem um juiz com a bola em baixo do braço.

pede para tirar todo mundo de campo. E eu falei, o jogo vai começar. Peguei o dedo do telefone. Coronel, está aqui. Tem jogo, não. Olha só, esse negócio de fazer muralha de policial, uma muralha humana.

Isso aí vai terminar numa tragédia. Esse pessoal vai... Se tiver um problema aí, vão invadir o campo, quebrar tudo do tempo ali, vai morrer, gente. E a culpa vai ser do senhor que está aí e no final, como sempre, vai sobrar para mim, que sou governador. Não, mas... E agora eu faço o quê, né? Eu sou... Vai ao juiz aí e diz que o senhor recebeu um telefone do governador que o jogo está suspenso. Quando ele falou isso com o juiz, o juiz falou com o Eurico.

Eurico foi para o microfone, o jogo estava sendo transmitido. Um monte de emissora de rádio, a Globo estava transmitindo.

Ele me chamou de, desculpa o termo, não sei se pode falar a palavra aqui, viado, viado da puta. Pode falar o que você quiser. Não, estou falando... Sim, o Dô Eurico, né? Dô Eurico Miranda. Ele falando. Aí tudo que você puder imaginar, ele me chegou. Gay, eu era um viadinho, estava em casa assistindo o jogo pela televisão. Quem é que ia devolver o ingresso dos torcedores do VAR? Bom...

Teve jeito. Eu botei ele na justiça e era a indenização dele. Eu falei para o juiz, escuta, eu fui investigado pelo COA, pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Estadual, pelo Ministério Público... Ninguém descobriu nada. Como é que o senhor conseguiu descobrir alguma coisa minha aí? Não. Eu não estou dizendo que o senhor fez. Não. Não. Eu estou dizendo que o senhor sabia.

Isso, se o senhor não sabe direito, é a teoria do domínio do fato. Como é que é? Meu pai era professor de direito romano. É, a teoria do domínio do fato. Ele falou, bom, já estou condenado. O cara quer me condenar, não tem jeito. Tem jeito de escapar. Então, garotinho... Só faltava ali, vamos dizer assim, a encenação e a sentença já estava pronta.

Brasil é assim. E é isso que eu ia te perguntar, porque você chegou a ter algumas passadas por momentos em que você esteve preso. Ninguém achou nada, ninguém achou nada, então como chega no ponto da prisão? Quatro vezes. Então, não é fácil ser preso aqui no Brasil? Não, era assim. Eu entrava de manhã, teve dia que eu saí à noite, teve um dia que eu entrei de tarde e saí no outro dia de manhã. Era só pra eu dormir ali.

É uma palhaçada. Não era isso. Quando você ficava enjoado demais, ela falava assim, gente, vem cá e busca o garotinho para lá. Me deixa dormir um dia, que é tão estressado demais aqui. É, infelizmente, agora, pelo menos, o povo está vendo, né, que o judiciário também é um problema muito sério no Brasil. Talvez, sem querer despazer de outros poderes, um poder infestado pela corrupção também.

É assim, garotinho, essa é uma parte que o cabeleiro sabe, eu nem gosto de passar muito por ela, porque a gente sempre viveu de muita insegurança política. A gente sabe que você começa um projeto, pode ser bom o tanto que for, pode ser para o povo. Daqui a quatro anos eles vão acabar com isso porque um outro partido vai assumir, por carregar um nome ou ser um benefício que vai exaltar, eles vão... Mas viver a insegurança jurídica, onde você não sabe mais a normativa...

Porque normativa hoje não é pra ser cumprida, ela é pra ser...

É aquele ditado, aos amigos do rei, os benefícios da lei, aos inimigos, os segores da lei. E eu, sinceramente, como brasileiro, eu tenho sentido, mesmo sem estar sendo pressionado diretamente, que isso está existindo muito fortemente no Brasil. Isso é muito triste. Você calar as pessoas por medo, por opressão. Absurdo. Olha, o Brasil, seja quem for o próximo presidente, ele vai ter que fazer...

uma espécie de nova constituinte. Eita! Para resolver alguns problemas grávidos. Primeiro problema grávido. O regime brasileiro é presidencialista no papel. Só no papel. Ele não é presidencialista na prática. Na Assembleia, no Congresso Nacional...

câmaras municipais, a última palavra é sempre do parlamento. Nós vivemos um sistema parlamentarista com apelido de presidencialismo. Isso é um problema sério. O outro problema sério é que a Constituição diz que nós vivemos num país cujo regime de aprovação de leis é bicameral, ou seja, tem Câmara e tem Senado. O Brasil, na prática, é tricameral.

Porque a Câmara e o Senado fazem a lei e o Supremo muda. Então o Supremo virou uma instância legislativa. Não pode. Isso tem que mudar. Ou muda isso, ou fica em governar para qualquer um.

Ó, vou agradecer o pessoal que tá na nossa audiência aí. Mais de mil pessoas ao vivo. Tentei fazer isso, vai lá. Dá o like aí, contribui. Depois eu vou deixar de colab o canal do Gorotinho. O Gorotinho tem um canal no YouTube também. A hora que você for se inscrever no canal do Três Irmãos, já se inscreve no canal do Gorotinho aí. E tô vendo que muita gente tá falando, ó, pergunta isso, pergunta aquilo. Pode mandar superchat, que a gente vai ler no final da live aí pra vocês. Eu vou falar um negócio pra vocês. E aí

Sempre acontece quando eu participo. Os petistas, quando eu critico o PT, eles sentam porrada em mim. Os bolsonaristas, quando eu critico o Bolsonaro, eles sentam porrada em mim. Eu apoio dos dois lados. Seja bem-vindo ao nosso mundo. Porque eu... Falei que eu gosto de ler, né? Mas tem um...

cronista brasileiro, que para mim era um craque. Escrevia sobre tudo, mas gostava muito de escrever sobre futebol. Escrevia teatro também. E Nelson Rodrigues. E Nelson Rodrigues tem uma frase, quando perguntaram a ele, Nelson, o que você apanha de tudo quanto é espectro político? Ele dizia, porque meu compromisso é com sua excelência o fato.

Então, o jornalista tem que ter compromisso com o fato. Claro, claro. Entendeu? Mas hoje em dia, você vê um canal...

defendido pela direita, só pode falar bem da direita. Ah, não, não. Isso aí a gente não aceita, não. Outra da esquerda, só pode falar bem da esquerda. Não, isso aí a gente não aceita, não. Ô, garotinho, mas voltando um pouquinho aqui, eu queria saber o seguinte. Quando você falou dessa propina de 400 mil reais que você recebeu, teve gente até falando que foi mais, viu? Teve uma parada aí de 3 milhões aí. É, da JBS. É, e teve gente falando da JBS. Mas, enfim, você falou que... Essa da JBS não foi pra mim, não.

Não, pra quem? Do partido. É. Quem recebeu lá no partido foi o Valdemar da Costa Neto, que passou depois pra mim pra campanha. Foi tudo legalizado e provado depois. Ó, o Valdemar é o presidente do PL. É, mas eu era do PL. Ele que recebeu essa parada toda aí. Não, o partido recebeu, legalmente.

Foi uma doação legal Então da JBS Depois distribuiu para os candidatos Porque a JBS Ela é muito esperta Ela quer doar para todos os partidos Claro que ela tem de preferência dela Mas ela dá para todos os partidos

o Valdemar, a JBS não tem nada no Rio aqui. E 3 milhões é pouco pra JBS, não é não? 3 milhões é dinheiro de pinda pra eles ali. E vocês dão pro partido, ainda deve dar um pouquinho pra cada parlamentar, cada deputado ali, tem que pegar um pouquinho também. Isso foi o que veio pra minha campanha de governador.

Pode ser que tenha doado mais, e ele só uma parte vai pra esse candidato. Vai pra outro. Só tinha eu de candidato. Batido tem um monte de candidato. E esses 400 mil que você falou que recebeu da Odebrecht, eu queria entender, assim, é muita curiosidade, como que esse dinheiro chega na sua mão? Eles entregam dinheiro em espécie? Ou faz um doc pra você numa conta fantasma? Ou cai na conta normal mesmo? Eu pedi pra pagar uma gráfica,

E pagar a equipe minha de televisão, porque eu estava sem dinheiro para pagar a equipe. Então eu falei, vocês pagam lá a equipe de televisão, na época, né? Hoje valeria muito mais, mas na época. E pagam aí um...

Uma gráfica que eu tava devendo. Foi assim. E é uma negociação difícil essa, assim, com a Aldebrecht? Como que é estipulado esse valor de 400 mil? Tipo, a obra é de 4 milhões, então tem que ser 10%. Porque esse dia vazou um áudio aqui no Brasil de um deputado, e o deputado tava falando que queria 200% do valor da licitação. E as licitações da Aldebrecht eram tudo monstruosas.

Não, deveria ser, mas só que eu não tratava disso diretamente até para não me expor. Entendeu? Sempre você tem, bota lá um tesoureiro de campanha, bota o cara lá para conversar lá. E ele que tem um planejamento da campanha. Isso. Aí disse para o senhor, está pago lá na gráfica, está pago lá. E será que esse tesoureiro pediu mais? Porque não tem como você saber, né? Vai que se...

Vai que o tesourinho pediu 800 e passou 400 para você? Mas nessa hora o tesourinho tem que ser o filho ou a mulher. Não, mas tem que ser o filho. É o risco. É o risco. Você conta, né? É o risco. Caramba, velho. Foi aqui. Ô, garotinho. Agora, eu queria voltar um pouquinho. A gente começou a falar dos bancos aqui. Você chegou a mencionar, né, sobre o Banco Master.

O que é que é o Banco Master, na verdade? O Vorcaro é um líder porque ele ameaça fazer uma delação, mas pra fazer... Já vai pro Banco Master? Você quer fazer o quê? Não, agora já, pois vai então, né? Depois eu vou voltar de novo, tem coisa pra caralho. Porque a gente tava no banco, eu até queria ter falado sobre a caixa econômica na hora ali, e a gente seguiu pra um outro caminho. Bora, bora.

o que é o Banco Master de verdade? O Varcaro ameaça uma delação, se tem uma delação tem alguma coisa acima dele. O que é o Banco Master? Eu queria ir um pouco além de dizer o que é o Banco Master. Eu quero que vocês entendam a minha visão sobre isso que está ocorrendo. Existia um acordo entre...

o senhor André Esteves, do BTG Pactual, e o senhor Daniel Vorcar, do Banco Master, para comprar o espólio do Banco Nacional. Eles brigaram por causa de um banco falido.

que já tinha sido liquidado, é que esse banco tinha 31 bilhões de prejuízo fiscal. E pela lei brasileira, o prejuízo fiscal pode ser abatido no imposto de renda. Havia uma carta, que havia sido dada ao André Esteves, que a preferência de compra, aquela famosa carta de preferência, era do BTG.

Mas o Vorcaro foi lá e comprou na Prept. Aí começou a briga dos dois. O André Esteves partiu para dentro do Vorcaro. E ele sabia tudo do Master, porque ele tinha feito uma du diligência para comprar ativos do Master. Então, ele começa a vazar assuntos relacionados ao que ele havia descoberto. Boa!

Ser repórter, você acha mesmo que o Vorcar ou o Guido Mantegra iam divulgar quanto era o salário do Guido Mantegra para ser conselheiro, ganhar um milhão de reais? É claro que não foi nem o Vorcar e nem o próprio Guido Mantegra. Se não foi nenhum dos dois, quem podia ser? Quem fez o levantamento para comprar o banco. E quem fez o levantamento foi...

O BTG foi André Esteves. Você acha que, por exemplo, o Vorcar ou o Lewandowski iam divulgar que o escritório do Lewandowski recebia 250 mil durante anos e ia receber o contrato de 36 meses? É lógico que o Lewandowski era até ministro na época, não ia falar nunca isso. Quem divulgou? Quem sabia?

Tudo que veio à tona através da Malu Gaspar, pela boca da Malu Gaspar, veio por informação dada pelo André Esteves. O Vorcaro é o bandido há tempo. É agora. Todo mundo sabe que ele é um cara superenvolado. Mas o que ele faz?

ele tinha ali os esquemas dele montados com outros picaretas do nível dele. Então, essa briga aí não tem santo nenhum. Estão querendo pegar para pó dispiatório esse cidadão. Ele tem que pagar por todos os crimes que ele cometeu, e principalmente por ele ter tomado o dinheiro de um monte de gente que vai perder dinheiro aí.

Agora, vamos lá. E a XP que vendeu 26 bilhões de títulos do Banco Master. Ela vendeu. Chegou lá na XP. O cara te ofereceu. Olha, eu tenho aqui um CDI que vale 140% de remuneração. Boa, hein? É do Master. Me recomenda comprar? Recomendo. Aí o banco quebra.

Esse CDI era podre. Só quem emitiu é que é responsável. Ou quem comprou e revendeu e ganhou 4% ou 5% de comissão é responsável também. O BTG vendeu 7 bilhões em títulos podres do Master. O André Esteve tem nada com isso?

O Nubank vendeu 2 bilhões. Então, é o seguinte, o sistema entrou em crise. Eu vou até explicar de novo aqui o que é sistema, que alguém pode entender. O sistema, primeiro, é o andar de cima aqui, onde estão os bilionários, bilionários e o sistema financeiro. Aqui do lado direito deles,

Tem as cortes superiores, que trabalham como escudos do sistema, protegem, são uma espécie de quarta-costas do sistema. Do lado direito, você tem os legisladores do sistema, aqueles que fazem leis para manter esse sistema intacto. São, normalmente, 50 senadores, 340 deputados.

E ainda há uma comunicação direta com a chamada mídia tradicional. Se esse escândalo todo tivesse acontecido antes de nós termos a internet, a gente não ia saber nem 5% do que a gente está sabendo hoje em dia. Sim. Então, o que este sistema entrou em crise? Porque duas partes do sistema querem entregar o VORCARO.

outras duas partes querem defender o Vorcá. Estão ganhando bem para isso. Então, quando o sistema, esses quatro elementos que compõem a cabeça do sistema, ao invés de viver em harmonia, eles entram em crise, em confrontação, isso nunca termina bem.

Aí há quatro maneiras de terminar. A primeira maneira de terminar é inviável no Brasil. Teria estilo Revolução Francesa, o povo na rua, liberdade, igualdade, botar os bandidos na guilhotina. Isso aqui é Brasil. Descarta essa. A segunda seria um impeachment, como aconteceu com a Dilma. Não há clima. O Lula não é Dilma.

Todo mundo é esperto, não vai cair assim como a Dilma, peitando todo mundo que ela queria peitar. Bom, há uma terceira que é golpe. Não há clima hoje. Até os militares ficaram irritados há poucos dias atrás e o presidente foi chamado pelo ministro da Defesa para dizer que ouviu de fontes militares.

da ativa, esse pessoal negócio de clube militar, pessoal que já está de pijama, não resolve nada. Porque resolve o pessoal da ativa. O pessoal da ativa diz o seguinte, nós prendemos aí o Braga Neto, o coronel Heleno, o presidente, prendemos todo mundo. E vocês aí? Como é que vai ficar? Nós cumprimos a Constituição. Só vale pra gente? Eita! Aí o negócio ficou feio. Aí também acalmaram, né?

Então, esta possibilidade igual também hoje é uma possibilidade descartada. E a última, que é a tradicional do Brasil, o famoso acordão. Nesse acordão, o que se faz? Cada um dá um pedacinho estilo Maquiavel, para parecer que mudou e tudo continuar como sempre esteve. Então, qual é o acordo?

da parte do Supremo. O Supremo vai dar uma cabeça. Os militares querem duas, mas eles só vão dar uma. Seria o Tófoli. Hoje seria o Tófoli. Embora eles quisessem o Tófoli e o Moraes, mas eu acho que... O Moraes tem muita força. Exatamente. Então, eu acho assim. Vai cair um. E eles vão relaxar.

para todo mundo cumprir as prisões em casa, e no final vai ter uma anistia com o pessoal da praça, os manifestantes. Essa é a parte do Supremo nesse acordo. Vai ter uma conta com parte do sistema financeiro. Vão entregar o VORCAR, e no final das contas, anote aí. Eu, quando faço previsão aqui no Rio, o pessoal diz, pode demorar, mas vai acontecer. Todo mundo que garotisse que vai preso, vai preso.

O André Esteves vai cair também. O André Esteves falou demais. Ele falou coisas que o sistema sabe que acontece, mas que ele não poderia expor. Ele está expondo gente muito de cima. Então vai.

nesse acordo com o André Esteves, o BTV, e vai o Volcaro. Da parte do PT, o Luan vai ser candidato. Pode anotar aí o que eu estou te falando hoje.

O Lula não vai ser candidato. Não vai ser? Ele não vai ser? O Lula não sai para presidente? Ele acabou de falar que o Alckmin é o vice dele. Ele acabou de falar que o Alckmin é o vice dele. Beleza, pode falar à vontade. Nós vamos ver quando começar a campanha. Se o Lula não vai, vai ser quem?

Aí você quer que eu seja profeta, eu sou analista. Mas eu falo, não dá para o Lula desistir sem ter alguém. O Lula não vai sair para deixar em... O que te leva a crer o cara que tem que encerrar uma biografia da vida dele e, tipo, na última hora ele vai fazer cocô na última página e vai entregar o Brasil de mão beijada para a direita? Sério? Você acha que o Lula vai ser esse cara que vai fazer isso?

Eu não sei se ele vai fazer, se ele não vai fazer. Está escuro, é isso mesmo? Caiu a luz, voltou. Tinha caído a luz aqui. Bom, eu entendo o seguinte. O sistema precisa de alguém que controle de maneira meio que imparcial as forças que compõem o andar de cima do sistema. O Lula perdeu a confiança.

desse pessoal. Mas ele só vai sair, ele sabe o problema que vai dar depois do prazo encerrar, mais na frente. Pode anotar o que eu estou te falando aí. Aí vai ter uma crise do PT, porque o PT não vai aceitar.

Uma corrente do PT vai querer o Haddad, outra corrente vai querer outra. Vamos ter outra novela. É muito mais fácil. O Genuíno está voltando. Será que o Genuíno vai agora? Eu já te falo pessoalmente. É muito mais fácil o Lula ir e perder as eleições para o Flávio. É muito mais fácil do que o Lula não vai concorrer. Ele já falou, o Geraldo é meu visto. O que eu acho é o seguinte nessa leitura. O Geraldo vai vir primeiro. Eu até quero ouvir sua opinião sobre isso. Assim.

Na época do governo Lula, a gente viu Mensalão, Petrolão, aí Dilma entra Lava Jato, né? Aí depois vem o Bolsonaro, que acaba com a corrupção no Brasil. Não tem mais corrupção. Acabou com a Lava Jato, não prende ninguém.

Aí volta o Lula, acha que tava rolando INSS, começa a pegar Banco Márcia, começa a pegar carbono oculto, brocar na Faria Lima, combate direto ao crime organizado. Então, tipo assim, eu até acho que sim, o sistema não gosta do Lula. Porque é sempre no governo dele que começa a prender esses caras lá de cima. Que no outro governo você não prende os caras lá de cima. O que eu tô dizendo é o seguinte.

A minha avaliação é que esse acordão inclui a não candidatura de Lula, porque ele não é mais confiável a esse sistema que precisa de um presidente meio chuchu. E o Lula era o Lulinho. Para ganhar, ele tem que se tornar o Lulinho a paz e a amor. Lembra disso? Que o Lutur da Mendoza criou, tirou aquela imagem do empregão, de picanista. Então...

Dentro desse acordo ainda tem. Já teve a primeira etapa. Eu estou falando com vocês, eu já tinha dito isso. Fechar a CPI do INSS. Já teve. Não vai sair a CPI do Master nenhum. E no final das contas fica tudo zerado para todo mundo. E vida que segue. E o Brasil continua se apundando.

Cada vez mais. Então, é isso que é a minha visão. Eu acho que é isso que vai acontecer. Você espera que você vai ver. Eu concordo com algumas coisas aí, só não concordo o Lula não sair. Eu acho muito mais fácil o Lula sair, né? E o Flávio que tá sendo financiado, tá ganhando grana pra caramba, apoio dos Estados Unidos aí direto na eleição do cara, vai chegar, ó, deu Flávio.

O que o garotinho falou do Lula há tempos atrás é o formato que a gente vê do Flávio hoje. É um cara mais pacífico, não é igual ao pai dele, já está se mostrando um cara mais paz e amor, um cara mais popular, que faz dancinha e faz tudo mais. O Flávio, então, está sendo montado para ficar nesse lugar. Seria isso? O Guadelo.

Eu estou te dizendo aqui o acordo que eu soube, da reunião que foi promovida no auge da insatisfação militar que poderia criar um problema. Então foi feito um grande acordo. Entrega essa parte, entrega aqui, o Supremo entrega aqui, o Congresso entrega ali, vamos caçar fulano. E o que o Exército ganhou nesse acordo?

Os generais vão para casa. A anistia é o requisito do exército. Não, a anistia é para o pessoal da praça. Não é para os generais que estão presos. Não, os generais vão ganhar prisão domiciliar, vai todo mundo para casa. Já começou ali. É o único pedido do exército que foi esse.

É porque ele não pode fazer mais nada além disso. Eles queriam só que o seguinte, ou cumprem a lei para todo mundo, ou nós também vamos sentindo o direito de não cumprir. Sabe, garotinho, é legal conversar com você... Eu acho horrível isso. Porque você é um... Olha só, eu te falei aqui, eu tenho compromisso em falar o fato. Não estou dizendo que eu concordo com isso, não. Eu estou dizendo só que eu sei...

eu tenho ciência desses acontecimentos. Pode ser que mude, mas acho difícil mudar, porque tinha muita gente pesada envolvida nisso aí.

Sabe, garotinho, é legal conversar com você porque você é um cara que fala, né? Você fala tudo o que você tá vendo, tudo o que tá acontecendo, né? Eu vi uma matéria sua essa semana, de uma entrevista que você deu pro Cabrini. Vai fazer 10 anos essa entrevista. E nessa época, você falou pro Cabrini...

que você tava com muito medo de morrer. Que você podia perder a sua vida a qualquer momento. Que você tava mexendo com gente muito grande. E não só isso. Você foi secretário de segurança pública do Rio de Janeiro no governo da sua esposa, né? Da Rosinha. E, cara...

A pessoa que se presta esse cargo de ser secretário de segurança de um estado tão perigoso quanto o estado do Rio, que você luta direto com o Comando Vermelho, né? Terceiro Comando. Cara, você tá... O que é, Pedrão? Você tá caçando uma briga com os grandes, né? Com os gigantes. E tem 10 anos você voltava com medo de morrer e até hoje não aconteceu nada com você.

Graças a Deus. Não, graças a Deus. Graças a Deus. Também não queria que você morresse. Mas será que você correu tanto risco de vida assim? Eu acho que se eu fosse secretário de segurança e peitasse o crime organizado no Rio de Janeiro e lutasse pela população carioca, pluminense, eu seria morto. O crime não ia me aceitar nesse cargo. Eu tomei um bocado de tiro, mas...

Agora mesmo, recentemente, no final de 2003, mesmo com segurança, carro blindado, eu fui alvo de uma tentativa violenta, mas, graças a Deus, a pontaria dele não me acertou. Mas foi uma vez, Sorão. Essa mão moscada aí não é de nenhum atentado, não.

Então, você acha que hoje eles têm outros sistemas? Lembrando que você tem falado verdades e que elas são cobradas. Você explicou que o sistema funciona lá em cima e que alguém, quando fala alguma coisa sobre o sistema, mesmo que todo mundo saiba, quando você é exposto, que essas pessoas, as cabeças rolam nesse instante, você vem fazendo isso também com a sua força. Você acha que existem outros processos sem ser tentado a tiro? Por exemplo, onde eu vou chegar?

Você foi isentado as acusações pelo Zanini. Mas a PGR tá recorrendo pra tirar isso aí. Não tá? Eu acho difícil, né? Você entende? Eu quero saber, Robertinho, a minha pergunta... Ah, então desculpa, desculpa. Depois você volta nessa. Foi por que o crime organizado não executou o garotinho, velho?

Se você lutou com crime organizado aí na segurança pública aí, você pegar a Marielle, que fez muito menos, mataram a Marielle, velho. Por que que não te mataram? Não dá pra brincar com esses caras, comando vermelho. Os caras passam a faca, velho. Se você é um impeditivo pros caras, os caras te queimam. O Rio tá cheio de milícias, milícias não respeitam. Se você tá na frente das milícias, os caras passam por cima de você. Se você ocupou esse cargo e lutou com esses caras, por que que eles vão te matar até hoje? Bom.

Tentados tentaram, né? Inclusive, quando eu prendi o Fernandinho Iberamar, duas vezes tentaram sequestrar minha filha, a Clarissa. E nas duas vezes, deram mal. Numa ocasião, eu estava entregando viaturas num batalhão de polícia militar, e estou vendo um falatório ali, atrás de mim. Aí eu...

Acabei e falei, pô, estou entregando aqui, estou falando, vocês falando alto atrás de mim. Não, é que estamos comentando aqui que lá em Bangu 3, tem um rapaz, encontraram na revista um roteirozinho, um retrato da sua filha, ela saindo à noite da faculdade, e a diretora apertou e tal, e o cara disse que aquilo ali não era nada não, mas estão desconfiados que era para sequestrar. Logo que eu prendi o Fernando de Viramão.

Bom, eu falei, eu vou lá. Não, você não vai, eu não vou lá. Aí eu fui lá. Liguei lá, vim para a diretora, falei, doutora, deixa eu ficar com ele aqui um pouquinho. Era o Bangu 3. Eu falei, rapaz, olha só. Dá um negócio para você. Bandido é bandido, polícia é polícia, família é família. Tá legal? Pulei, se faz alguma coisa comigo, com alguém da polícia. Pode pegar minha filha que está estudando, está na faculdade aí de marketing.

Não faça isso, não tem nada com isso. Como é que você não tem, rapaz? Olha só. Não vai ficar bonito para você não, tá, cara? Você está me ameaçando? Não, estou falando que vai ficar bonito para você. O que é que? Não vai ficar bonito. Aí eu falei para ele. Eu não vou nem falar o que eu falei não, porque é meio pesado. Aí ele falou assim, então tá. Você vai lá em banco 1.

E fala com Marcinho e com Isaías. Aí eu... Foram eles, né? Ó, cara, eu tô aqui no 3. Se eu tô aqui no 3, é porque meu nível não é 1. Eu obedeço o 8. Você vai lá no 3, vai lá no 1. Aí eu chamei a diretora, botaram ele lá na galinha e lá vou eu pra Bangu. E ele lá pôs. Pelo amor de Deus! O senhor não vai entrar aí? Eu digo, vai entrar, senhor.

mandei botar todo mundo dentro da galinha, fiquei no meio da galeria e gritei, Marcinho VP! Botou a cara de fora, o senhor olhou. O que eu ouvi aí? Eu falei, escuta. Ele disse, não, peraí, o senhor é o garotinho? Eu falei, ué.

Sou, por quê? Muito parecido, sou eu mesmo. Falei, olha, chega aí. Olha essa moça aqui. Está vendo esse roteirinho aqui? Essa moça aqui chama Clarissa Garotinho, minha filha. Eu só não preciso de ódio para a turma aí fora, para sequestrar ela, trocar por seu chefe aí. Verá lá. É verdade isso aí?

Você é mentira, você é coisa de outra facção pra entregar a gente. Não quer nem saber, só quero te avisar o seguinte. Conhece seu filho, conhece sua mãe, conhece sua família toda. Bandido é bandido, polícia é polícia, família é família. Legal? Entendeu? Caramba, velho. Não, o que é isso? Eu tô só te perguntando se você entendeu. Entendeu?

isso é terrorismo. Aí ele falou assim, fala lá com o Isaías. Onde é que está o Isaías? Fala lá no final. Aí eu fui lá no finalzinho, lá na última cela, falei você que é Isaías do Borel? Sou eu, sei. O que é que acha? Eu é que essa moça aqui é minha filha. Nada a ver com política na época.

estudante, vou falar um negócio com você aqui. Queimou lá onde você mora, Borel, conhece aquilo tudo ali, Casa Branca, Formilho aqui do lado, próprio Borel. Olha, tem tia lá, você tem mãe lá, você tem irmã lá, meu irmão vai ser um... vai ser um problema. Que isso, chefia? Chefia é o cacete. Chef seu é o Fernando Iberamar.

Tá impedido? Porra. Joguei a verga. É a verga. É a verga. Tá ligado? Polícia é polícia. Bandido é bandido e família é família. Entendeu? Foi embora. Ó. Sossegado. Aí teve uma segunda vez. Passados os três meses. Opcionada.

De noite toca o telefone do comandante do centro. Batalhão do centro aqui, né? Telefone vermelho. 11 horas da noite, falei, pô, que pra suíça. Governador, aqui é o comandante aqui do centro. Nós pegamos uma escuta aqui. E tem um plano aí. Tem alguém na sua família fora de casa?

Eu falei, a minha mãe saiu com as crianças, foi lá assistir o show de Roberto Carlos no Maracanãzinho. Pois é, eles vão interceptar o túnel, carro, né? Vê eles, a van, dentro do túnel, fechar o túnel e tentar pegar alguém da sua família lá. Tem sua filha, tem seu filho, sua mãe, o pessoal que está lá. Eu falei, é. O que eu faço? Eu só faço o seguinte, vai lá agora, bota dentro.

de um outro carro, dá a volta pelo ateu, não passa pelo túnel. Agora o senhor vai me fazer uma gentileza. O que? O senhor vai deixar os carros dele como se tivessem pessoas dentro. E vai botar lá dentro da van uns 10 caras do bote, tudo com fuzil. Quando eles abordarem lá, ele já entende. Não precisa falar o resto do banco, eu já entendi. Não deu outra.

O pessoal voou, chegou em casa. Quando o carro, as duas vãs e o carro da frente, puxando o comboio e o de trás, protegendo, foram obstruídos pela viatura. Os criminosos desceram cinco na parte da frente e dez de dois carros atrás. Desceram aqueles policiais do BOPE, tudo com fuzil. Naquele dia subiram 11.

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Mas não, pessoal, não dá. Não dá. Então, uma coisa o pessoal tem. E isso ninguém esquece. Ninguém esquece aqui no Rio de Janeiro. Comigo não tinha moleza. Você falou de milícia. Na minha época não tinha milícia. Não tinha. Não tinha uma milícia pequena no Rio. A milícia surgiu do governo do Sérgio Cabral para frente. Só existia uma assim, Rio das Pedras.

E essa situação do Rio hoje chegou ao ponto que chegou porque Sérgio Cabral relaxou com aquela palhaçada de UPP que não resolvia nada, dizendo o seguinte, pode usar droga à vontade, só não pode ter conflito entre facção. Aí botava lá um latão, contêiner, onde não tinha lugar nem para o policial fazer xixi, ele tinha que pedir no barco.

E o bar é controlado pelo tráfico. O tráfico foi ganhando dinheiro, foi se fortalecendo, se fortalecendo, se fortalecendo. O Rio de Janeiro hoje, todo mundo sabe da ligação do governo com o tráfico. Todo mundo sabe. O presidente da Assembleia estava enjoado de denunciar ele como um dos integrantes da bancada do Comando Vermelho na Assembleia. Todo mundo sabia.

precisou acontecer para todo mundo dizer que o Garotinho tinha razão. Todo mundo... Olha, ontem, eu denunciei o chefe de um GAT, um grupo de ação tática do bairro de Santa Cruz, onde ele botou o grupamento tático aliado à milícia do bairro. O Rio de Janeiro virou uma escolhambação geral em termos de segurança, roubalheira.

Eu cheguei ao ponto, eu estava com duas seguranças. Uma colocada pelo Ministério Público e a outra pela CPI do crime organizado. O governador tirou, esse que renunciou aí, tirou no peito. Eu hoje estou andando com segurança, porque eu tive que juntar aqui meia dúzia de amigos meus, gente que tem anúncio, que eu tenho minha agência de publicidade, para me proteger.

Então a coisa também não é tão simples assim como você pensa, não. A gente passa por dificuldade, enfrenta problemas, mas vamos em frente. O Rio, infelizmente, quatro anos de Sérgio Cabral. Depois mais quatro de Cabral, oito. Depois mais quatro de Pesão, eleito de Cabral, doze. Depois mais seis desse...

Dó de Castro, 18 anos, mais daquele 20 anos que o Rio de Janeiro vem vivendo uma bagunça que quebrou o Estado, que fez com que o crime do Rio de Janeiro fosse exportado para outros estados e agora o Rio vive importando criminosos.

Hoje, no complexo do Alemão, na Rocinha, e em algumas comunidades do Comando Vermelho, tem mais bandido de fora do que do Rio. Eles mandam do Rio para outro lugar e mandam de outro lugar para o Rio. Faculdade. É, é uma espécie de permuta. Tem como resolver isso, Garotinho? Tem, você tem informação. Você só tem que ter gente que ter coragem de tomar decisão.

Mas como é que você vai tomar uma decisão se o governo, o cara que patrocinou a campanha do Cláudio Castro e desse Rodrigo Vasselar, que está preso, presidente da Assembleia, é o cara que lava dinheiro dos pós de gasolina dele para o Comando Vermelho. É o empresário que, nos pós de gasolina dele, o Comando Vermelho. Só em um ano lavou um bilhão de reais. Então, o...

Como disse aqui no meu podcast, um membro da Casa Civil foi demitido no dia seguinte. O gabinete do crime organizado do Rio é o Palácio Guarabara. Pode ser que tenha eleições antecipadas no Rio agora. E um dos nomes cogitados e apoiados pelo governo PT é o Eduardo Paes. Você acredita que o Eduardo Paes tem competência para solucionar esse problema do Rio?

Rapaz, olha só. O Eduardo Paes era do grupo do Cabral. Ele estava inclusive naquela festa dos Guadalajos lá. Ele estava lá, que dia. Estava lá. Mas não é só isso, não. Se um lado apoia o Comando Vermelho, quem é que apoia o Eduardo Paes? Quem é que foi presa, a deputada estadual, como madrinha da milícia do Zinho?

A deputada estadual Lucinha, o filho dela, é secretário de Eduardo Paes. Então, olha que situação. O candidato do governo é do Comando Vermelho e da oposição é da milícia. Difícil, né? A classe política do Rio de Janeiro está vivendo um momento complicadíssimo.

E a população é que sofre com isso. É, claro. Ficam as dúvidas. Como que a gente soluciona esse problema? Onde que a gente vai enfrentar primeiro? Precisa de informação, integração? Mas o que a gente faz com essa informação?

Olha só, não precisa de informação, porque eu te falei, precisa só de ter coragem de fazer o que é necessário fazer. Todo mundo sabe o que tem que fazer. Um dia, recebi um telefonema, um auxiliar do ministro Lewandowski, perguntando, escuta, nós queríamos entrar firme no Rio. Por onde começa? O sistema penitenciário. Ah, é? Olha, é, sistema penitenciário. O sistema penitenciário do Rio está tão avacalhado que quando roubaram aquelas...

armas lá de Barueri, quartel do Exército, lá em São Paulo. O que aconteceu? O Exército botou o sistema de inteligência para trabalhar e descobriu que as armas estavam na Rocinha. Prepara uma operação e avisa ao governo do Estado que o Exército ia cercar a Rocinha, ia subir a polícia militar e pegar as armas onde o Exército tinha localizado. O governo do Estado, não, melhor, não aconteceu isso.

Porque pode haver uma chacina, morrer gente, tal. Bom, então o que a gente faz? Aí pegaram os dois oficiais do exército, levaram na prisão, e os caras do comando-meiras falaram, não precisa disso não. Vai amanhã lá no bairro da Gardene, em Jacarepaguá, na rua tal, em frente ao número tal, vai ter um carro lá, você pega as armas lá dentro do carro. Que assim?

O exército negociando com o Comando Vermelho. Eu, quando falei isso na CPI do Crime Organizado, o general Hamilton Mourão levantou da mesa, eu falei, vai brigar comigo. Foi lá fora, levou uma meia hora e voltou para lá. Eu quero dizer que eu conversei, de fato, o relatado aqui é verdadeiro, mas o exército só agiu assim para evitar um confronto que morresse com muitas pessoas. Era um país onde o exército entra na cadeia para negociar com o Comando Vermelho. Era aí, né?

Aí, virou bagunça. O glorioso exército brasileiro entrar pra conversar com dois bandidos, os caras entregar onde tá, mas não dá isso aí. O Comando Vermelho cresceu a ponto dele já sair do Rio, tá em Brasília, tá em... Tá em todo lugar. Todo lugar. Duas facções agindo de forma diferente.

são as únicas que estão presentes em todo o território nacional. A maior de todas, o PCC. Porém, o PCC trabalha no atacado. A segunda, o Comando Vermelho, trabalha no varejo. O Comando Vermelho tem milhares de bocas de fundo, por isso ela tem tanto armamento, porque ela vai no varejo.

espalhadas pelo Brasil inteiro. Então são quase as mesmas, então. Uma depende da outra para viver. O PCC vende para o Comando Vermelho, que liquida a droga no atacado, no varejo. O Comando Vermelho vende também droga do PCC, mas não é tanto. O PCC, só para você ter uma breve ideia do tamanho que o PCC tomou hoje,

O PCC, ele, da droga que passa por dentro do Brasil, 25% a 30% fica dentro do Brasil. Essa droga vem do Peru, da Colômbia, da Bolívia e a maconha vem do Paraguai. E do Equador também. O Equador é cocaína, mas o forte da cocaína é Colômbia e Peru.

Muito bem. Pouco mais de 25% fica no Brasil. O resto vai para onde? Ásia, Europa e África. Ah, Estados Unidos? Não. Estados Unidos, o PCC não entra porque os cartéis mexicanos não deixam. A droga nos Estados Unidos é controlada pelos cartéis mexicanos. Há até conversas entre eles para...

Negociação de droga vai ter que ser feita por ele, não diretamente pelo PCC, como é feita em outros países. Como é que o PCC virou essa máquina que só um pouco para acreditar que marcou a gente via isso? O PCC tem hoje 25%...

de todo o combustível utilizado no Brasil, é lavado em postos sob controle do PCC. 25%. O PCC tem 40% das betes do Brasil. Mais de 1.500 farmácias. Todo lugar que você chegue no Brasil tem farmácia. Porque o PCC compra a franquia da farmácia de várias bandeiras.

Para não dar bandeira, ele usa a bandeira de uma farmácia dessa. Então, imóveis. O PCC controla operacionalmente o Porto de Santos, que é por onde sai toda a droga. Isso, uma empresa transnacional, é um poderio. O Comando Vermelho...

É mais violento, é mais sanguinário, mata. Mas não tem o poder que o PCC tem. O PCC paga a faculdade para formar policiais, para formar juízes, para formar promotores. O PCC tem uma célula em Portugal com mil homens. Mil integrantes.

Esse é um negócio assim, inimaginável. E eles financiam companhia também, igual o Debrecht financiava, JBS, os caras colocam grana na campanha de político? Não pegue a dúvida. Um setor que eles começaram a entrar muito agora é o setor público. Licitações, né? Os caras estão atuando demais. Não, linhas de ônibus.

entendeu? Linhas de ônibus, empresas, empresas que são ligadas a construtoras, é muito dinheiro, não é pouca coisa não, é muita coisa. Então o PCC hoje é muito mais difícil de combater do que o Comando Vermelho? O Comando Vermelho é mais agressivo, porque faz varejo, então tem contato direto com a população, mas do ponto de vista

empresarial, a grande força é a força do PCC. É, mas eu falo assim, se a gente for combater pra acabar com essas facções, tudo indica que pelo poder que o PCC já tem, pelo fato do PCC estar em Brasília, deputados, vereadores, prefeitos, é muito mais difícil você combater o PCC hoje. Ah, é. Não tenho dúvida. O PCC chegou a um tamanho que o PCC.

Difícil. Olha, a minha produtora aqui está dizendo o seguinte, tem uma obra aqui no prédio e eu pedi para parar a furadeira, porque ela está fazendo barulho aqui com a furadeira.

Eles querem retomar a obra aqui. Estou pedindo para eu parar. Eu falei, gente, olha, eu não sou dono do programa. Mas eu acho que eu já falei o suficiente. Não, falamos... Ô, garotinho, falando bem, dava para falar bem mais, assim, porque... É igual eu falei, é muito bom falar com você. Mas eu preciso pelo menos ler o Super Chats. Isso eu preciso ler. Pode ser, Albertinho? Vamos lá, né? Vamos ler aqui o Super Chats, enquanto isso, se eu selecionar eles aqui...

Galera, já achou aí? Fala pra galera se inscrever no canal enquanto isso. O gráfica do Jockey. Garotinho, como fazer para recuperar a boa política sem extremismos de anos atrás? Vivemos hoje com péssimas referências, tanto na direita quanto na esquerda. E com isso os partidos de centro, esquerda e direita sucumbiram. Abraços, professor Rodrigo Scherene.

É isso, professor. O senhor fez uma análise que parece muito com a minha. É aquilo que eu digo. Você não é obrigado a fazer parte dessas bolhas extremistas. Mas para isso você precisa ter o quê? Formação. Hoje no Brasil se confunde muito informação com formação. Tem gente que tem muita informação. Às vezes tem informação até que não serve para nada.

Tem pessoal com o dedinho na tela passando, aí vê história que BPP, mulher pelada, isso e aquilo. Mas quando você vai ver, o cara não tem formação, não tem base. Nós precisamos de uma geração bem formada, que leia, que entenda, que estude, que se prepare para discutir os temas que realmente importam para a sua vida.

Ó, o Monteiro Recife, parem de botar a culpa no Lula. Quem manda no Brasil é o lobismo no Congresso e no Senado. O Executivo tem que pagar emendas para provar o que seja. E o RC Neto, você e sua esposa passaram anos no governo do Rio. Por que não retornaram com o CIEPS?

Bom, primeiro respondendo a primeira pergunta, eu falei aqui que o Brasil vive esse problema, que o regime é presidencialista, mas que acaba tendo que se curvar. O Lula...

e está há muito mais tempo do que o Rosinha no governo, ele já devia ter feito o que eu disse, alterar a Constituição, convocar uma Assembleia Nacional Constituinte para mudar essa situação. O Lula podia ter promovido esse arranjo novo da dívida, uma auditoria da dívida.

Nós, eu e Rosinha, quando nós encontramos o CIEP, já estava praticamente destruído. O projeto educacional não é o prédio. O dia CIEP até que tinha virado delegacia.

Ó, o capitão Léo Ribeiro, excelente análise, governador Garotinho, está salvando o Rio de Janeiro pela segunda vez. O trabalhismo brasileiro hoje está com você. Suas denúncias são um gol de placa. Copacabana presente, ad sumos. Um abraço aí pro capitão Léo, né? Um abraço pra ele. Eu estava até pouco tempo atrás como uma voz solitária no Rio.

Eu falava as denúncias todas, todo mundo dizia que era... Ah, eu não tinha que estar viajando na maioria. Não é possível que tenha tanto ladrão no governo. E hoje em dia eles estão vendo que eu tinha razão tudo que eu estava falando. Aliás, ontem à noite eu dei uma entrevista para um colega nosso aí, que tem um Fala Guerreiro, um outro podcast querido aqui no Rio de Janeiro, e eu falei para eles, olha, a Polícia Federal precisa completar o trabalho.

O Bacelar e o Cláudio Castro não roubaram isso tudo sozinho, não. Tem uns 20 a 30 deputados envolvidos nessa safadeza aí. Tem que levar o resto também. É para limpar? Limpa tudo. Ô, garotinho, e você vai se candidatar agora em 2026? Rapaz, olha, não sei. Isso é uma contradição que tem dentro da minha família. Minha família, minha esposa, sofreu muito.

acabou ficando um pouco aduentada por causa da porradia que fizeram com ela. Mas eu não sei. O partido até me pediu para ser candidato para essa eleição tampão. E vai ter aí. Eu falei, olha, imaginar eu ganhar com a Assembleia, que eu chamo de bandido.

Eu chamo os deputados tudo de formador de quadrilha. Aí eu vou ser eleito, mas não tem eleição para deputado agora, só tem eleição para governador. Aí eu vou ter que sentar para negociar com o chefe de quadrilha.

Não é fácil não, hein? Vai arrumar pra cabeça, né? Ó, o último aqui. Boa tarde. Se a tese do garotinho estiver certa, de quem escolhe é o povo, então o Rubão pra presidente. Conhece o Rubão, garotinho? Rubem Gonzalez. Eu conheço o Rubão? Quem não conhece o Rubão, né? É, o povo tá pedindo pra juntar vocês dois, hein?

Rapaz, olha, eu disse que o povo deveria escolher. Mas como bem disse o colega da mesa, quando a gente vai votar, já estão escolhidos.

É isso aí. Ó, na verdade tem mais um aqui que foi o Capitão Léo que mandou de novo, que ele falou o apresentador está partindo da lógica de que o mal sempre vence. Pesquise sobre a teoria dos jogos, vai ver que nem sempre os bandidos vencem. Obrigado aí por mandar. Foi na hora que você falou, tipo assim por que o garotinho não tá morto? Por que você não morreu? Mas é isso. Obrigado, viu, garotinho?

Obrigado a você. Ô, Garotinho, a gente precisa marcar um outro papo, tá? Porque eu tenho algumas coisas pessoais que eu queria muito saber de você. Então eu fico com um convite pra você voltar. E se quiser deixar também uma rede social aí pra galera te seguir antes da despedida. Eu tenho meu Instagram, que é o Oficial Garotinho. Tem lá o Facebook, também é Oficial Garotinho. E todas essas redes todas aí. TikTok.

todas as redes sociais eu estou dentro aí, porque eu, durante muito tempo, fiz sucesso no rádio. Agora, de um tempo para cá, eu entendi que o tempo do rádio se modificou. Ou seja, o rádio nunca vai acabar porque é um veículo de comunicação importantíssimo.

Mas hoje o podcast entra mais fácil com uma geração que não me conheceu no rádio. Quem me conheceu no rádio? Eu comecei com 17 anos. Me falaram 15, hein? Não, olha só. Profissionalmente aos 17. Mas desde os 15 eu já narrava uma corriguinha de cavalo aí.

Pô, garotinha, é verdade isso. Vamos combinar o outro. Toma a ponta, Rodrigo. Livra um, dois, três copos de vantagem para três irmãos em segundo. Passam a faixa dos 100 metros iniciais. Cruzam a reta final. Terminou. Boa.

Boa. Até a próxima. Ficou muita coisa aqui pra gente falar, então tem que marcar outra mesa. Talvez a gente vai ir no Rio e tenta combinar de fazer alguma coisa aí presencialmente. Porque presencial é muito melhor do que o online. A gente prefere. Se você ficou aqui até agora...

Vou agradecer o nosso parceiro do canal, que é Instituto Oliver. Carreiras Policiais é quem mais aprova em todo o Brasil. O Oliver tem concurso em todos os estados. Se você tem um sonho de ser policial militar, policial civil, delegado, bombeiro, polícia penal, procurem o Oliver agora, que ele vai te ajudar muito nesse processo. E também falar de As Soldiers, né?

Que é a creatina mais barata e a melhor creatina do Brasil. Usando o cupom 3irmãos, você tem desconto lá no site. Você pode usar pra comprar Whey, creatina e outros produtos da Soldier. Eu sei que tem creatina lá a partir de R$18,00, velho.

Então, assim, se você usa e quer um excelente produto, a Soldiers vai te ajudar muito. Cupom 3irmãos, garanta já a sua e ajuda o nosso trabalho aqui no canal também, fortalecendo os nossos partidos. É, aproveite os nossos cupons. Pode ser da Alphacol ou pelo Oliver mesmo, ou mesmo a creatina. Cara, tudo que a gente indica aqui são produtos que a gente realmente sabe que são muito bons. Valeu, garotinho. Garotinho, brigadão, sucesso. Deus te proteja. Um abraço, querido. Fui.

Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra para trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990 para CNPJ. Fala até uma concessionária BYD e faça um test drive. Consulte condições em byd.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

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