PODSENTIR 02x01 - Metas inteligentes: a bússola emocional e estratégica para advocacia. Chega de viver de promessas. É hora de transformar objetivos em conquistas jurídicas concretas.
Metas inteligentes são a bússola emocional e estratégica que guia a advocacia rumo a conquistas reais. Neste episódio, você vai descobrir como transformar sonhos em resultados concretos, alinhando propósito, disciplina e inteligência emocional. E mais: apresentamos o passo a passo prático para criar metas jurídicas específicas, mensuráveis e realizáveis. Chega de viver de promessas, é hora de agir e construir uma carreira de excelência.
Gisele Tursin de Oliveira Vivã
Tuani Silva
- Metas inteligentes na advocaciaCritério 1: Metas positivas · Critério 2: Metas desafiadoras e realistas · Critério 3: Metas no controle do indivíduo · Critério 4: Metas específicas e mensuráveis · Critério 5: Metas ecológicas (alinhadas a valores) · Critério 6: Metas com prazo definido · Inteligência emocional e metas · Neurociência aplicada a metas
- Inteligência EmocionalInteligência emocional como treino · Alta performance pessoal e profissional · Autoconhecimento e autorreflexão · Comportamento humano e seus polos · A importância da comunicação
- Projeção de expectativas em filhosMetas que não pertencem a si · Impacto da projeção nos filhos · A importância de não gerar culpa · Comunicação e acordo familiar
Seja muito bem-vindo ao nosso Pode Sentir, o podcast que vai transformar a sua advocacia de dentro para fora. Para nós, inteligência emocional é treino e o objetivo desse podcast é treinar, é te ajudar a treinar a sua inteligência emocional, fazer com que você desenvolva alta performance tanto na vida pessoal quanto profissional. Vamos lá?
Eu sou Gisele Tursin de Oliveira Vivã, sou analista de perfil comportamental, sou especialista em desenvolvimento pessoal, atualmente eu sou presidente da Comissão de Inteligência Emocional da OB de Itapema, advogada.
E também sou pós-graduanda em Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness. E eu estou aqui junto com a minha super amiga Tuani. Olá, eu sou a Tuani Silva, advogada, consteladora sistêmica, pós-graduanda em Comportamento Humano e também vice-presidente da Comissão de Inteligência Emocional da Subsessão de Itapema. Bom, o nosso podcast hoje...
Não só hoje, mas o grande propósito do nosso podcast é sobre inteligência emocional aplicada à advocacia. Mas o nosso tema de hoje é sobre metas. Metas inteligentes, a bússola emocional e estratégica para a advocacia. Então, chega de viver de promessas. É hora de transformar os objetivos em conquistas jurídicas concretas.
Uau! Então vamos começar já provocando todos com uma super pergunta. Quantas vezes você fez no começo do ano uma lista de metas, de objetivos, de promessas e chegou agora em... Estamos em abril, né, doutora Tuani? Isso. Em abril e elas ainda não saíram do papel.
Olha, alguns meses já se passaram, quase quatro meses. E aí? Quase 50% do ano já vivido, já percorrido. Como estão essas metas, hein?
E aqueles sonhos, né? Aquelas promessas que a gente tanto tem no começo do ano, a gente coloca no papel, mas elas não saem do papel. Elas ficam só naquele desejo, no sonho. Na ideia, na imaginação e não parte para a concretização. Por que isso acontece? Porque muitos advogados hoje em dia sonham com uma advocacia de sucesso, sonham com um escritório diferenciado.
Sonho com uma especialidade, estar mais focado em alguns objetivos, em algumas áreas. E o que acontece, eles ficam sempre repetindo a mesma situação. E aí que mora o nosso segredo ali, né? As metas. Metas, se você não tem metas claras e bem definidas, o sonho não sai do papel. Se você não tem metas claras, objetivas, neurologicamente corretas, elas só ficam na promessa, elas deixam de ser reais.
E agora nós vamos contar o segredo, que não é segredo, de como fazer metas que realmente aconteçam, né, Tu? Pois bem, não é segredo, mas eu iria dizer que o segredo será revelado. Verdade. Pois bem, temos alguns critérios que podem ser obedecidos, alguns critérios que podem ser seguidos, né, doutora Gisele? Que nos trazem muita clareza para sairmos do campo da ideia, da idealização e irmos para a concretização.
Então agora, se você pode, pegue papel e caneta e anota esses critérios, porque nós vamos agora, de uma maneira muito simples e prática, te mostrar como fazer metas saírem do papel, como aquelas promessas, sonhos vão se tornar metas realizáveis, neurologicamente realizáveis. Vamos lá? Vamos falar seis metas, né, Tuani? Isso. São seis metas, então anota a primeira meta. Seis critérios. Seis critérios, desculpa.
Vamos para o primeiro critério para você ter metas neurologicamente corretas. O primeiro critério é estabeleça sua meta de forma positiva. O que é isso? Você não deve dizer o que você não quer para você. Você tem que dizer o que você...
Quer. Um exemplo muito prático, vamos lá. Não quero cumprir mais, você não pode falar não quero cumprir mais prazos no último dia. Ao contrário, você tem que dizer eu quero agendar os prazos para fazer 48 horas antes do término do prazo. Então você não pode pôr a palavra...
Não na sua meta. É isso, Tuani. Isso, perfeito. O não, ele já traz uma conexão, uma conotação, em que traz uma certa confusão para o cérebro. Ele já não está compreendendo o que, de fato, ele precisa fazer. Quando eu coloco o não na frente...
ele vai entender que aquilo ali é algo para ser feito. Não vou cumprir, ou melhor, não vou mais deixar de cumprir os prazos no último dia. Obviamente, o cérebro vai entender que essa é uma informação correta e tudo indica que continuarás.
Repetindo. Repetindo esse mesmo ato, esse mesmo padrão. Exatamente isso, ó. Neurologicamente, o não, o cérebro não entende. Então, ele repete o mesmo comportamento com a palavra não. Então, tudo que você vai falar agora, você tem que falar de uma forma positiva. Transformar o não quero em algo que você vai fazer positivo. Porque você sempre tem que dizer o que você quer conquistar e não o que você não quer.
Então, isso neurologicamente transforma suas ações em algo positivo. Porque sempre que você fala assim, eu não quero cumprir prazos no último dia, o teu cérebro já imagina, já faz uma imagem, você cumprindo o prazo no último dia. Já vai criar esse cenário mental. A tela mental já vai estar feita. Já vai estar criada. Então, tudo indicará com que você seguirá por esse caminho. Porque, de fato, essa sinapse neural já foi criada.
Então, qual que seria uma meta positiva neurologicamente correta? Vou organizar minha agenda para cumprir todos os prazos processuais com antecedência mínima de 48 horas. Isso é uma meta positiva. Então, tire o não das metas. A primeira coisa que você vai lá, quando você for elaborar as suas metas, é que elas sejam todas positivas, certo? Metas positivas atraem soluções.
Metas negativas atraem problemas, né? Então, elas atraem. Então, a gente precisa aprender com a neurociência como programar esse tipo de objetivo. Certo, Tu? Perfeito. Perfeita a colocação e trago aqui como é o primeiro critério, como é a primeira fase. Ainda estamos aqui construindo todos esses critérios. Vamos trazer a ideia de uma introdução. Ainda estamos na base. Trago agora também uma pergunta.
Eu vim aqui só para trazer perguntas, eu não vim para trazer respostas. Isso faz parte da inteligência emocional. Exatamente. Eu trago aqui uma percepção de, talvez até uma certa profundidade, a ponto de nos perguntarmos, nos questionarmos. Essa meta, de fato, ela é minha? Essa meta, ela está de acordo com o meu querer, com o meu objetivo? Isso, obviamente, vai te atrair para um processo de autoconhecimento, um processo de autorreflexão.
Essa meta, além de ela estar construída de forma positiva, ela tem de fato uma conexão comigo?
e trago aqui um passinho um pouquinho mais além do ponto de vista do comportamento humano, o nosso cérebro vai atuar em dois polos, o consciente e o inconsciente. O consciente define a meta, e eu quero. Então, eu posso estabelecer, posso e devo estabelecer a minha meta de forma positiva. Mas eu tenho um outro lado, a outra polaridade...
que é a operação inconsciente. Nesse inconsciente, que ele é muito mais profundo e que ele precisa ser um pouco mais descoberto,
Nesse inconsciente, ele pode trazer algumas barreiras, algumas codificações que nós ainda não trouxemos para o consciente. Digamos que o consciente define a meta, ok? Eu sei que a meta é isso. Mas algo precisa ser feito.
Então, parar para analisar se essa meta, de fato, ela é sua, ela está coordenada consigo, vai fazer com que se acesse de uma forma mais clara, objetiva e fluida a positividade desse próprio critério.
É a autoconsciência, né? Você ter o teu autoconhecimento. Então, por isso que a gente sempre vai fazer a meta positiva para que a tua consciência, o teu cérebro entenda que é uma ação.
É algo a ser feito. Então, a meta positiva é um agir. E a inteligência emocional é baseada nisso. Em ações. Ações positivas. Então, olha lá nas metas que você fez lá em janeiro. As metas de janeiro. Ou dezembro. Ou dezembro, né? Que é o final do ano, a gente faz o balanço final. E aí, você está colocando não. E transforma essa meta negativa em positiva. Positiva. Tá certo? Isso mesmo. Ótimo. Primeiro critério fechou, anotado, cheque.
Segundo critério. Vamos lá. Vamos lá, número dois. A meta, ela tem que ser desafiadora, mas realista. Uma meta que é muito fácil, ela não te motiva, ela não te desafia. Só que também uma meta muito difícil, você já fica desanimado antes de começar.
Você já perde a vontade. Então, as metas, elas precisam ser desafiadoras, te desafiar de algum modo, mas ela também tem que ser possível, realista. Você não vai fazer uma meta impossível. Mas o que é interessante disso... Tá, Gisele, mas eu tenho um sonho, sou advogada.
Eu tenho o sonho de ter um grande escritório com vários advogados, né? Uma banca de advogados. Eu estou sozinha aqui no meu escritóriozinho, né? Mas eu tenho um sonho de ter um grande escritório. Ok. É uma meta. Ela é possível? Sim.
Se alguém já fez, é porque é possível. Então, a gente conhece vários escritórios grandes. Mas o que acontece? Para ser realista, você precisa fazer, como a gente fala, da hierarquia das metas. Pequenas metas para chegar na grande meta. Exato. Então, assim, ela é desafiadora? É. Ter um escritório, vamos lá, positivo. Eu quero um escritório na cidade tal. Você tem que determinar a cidade.
na cidade tal, e com uma banca de oito advogados, com tais e tais áreas especializadas, colocar as áreas, né? Quero ter esse escritório em 2030. Ok? Ok, perfeito. É uma meta. Positiva, sim. Quero um escritório. Positiva, positiva.
Ela é uma meta realista? Sim, é possível. Ela é desafiadora? Muito. Só que é para 2030, que você tem que dar um prazo. E aí você vai hierarquicamente construindo pequenas metas para chegar a esse patamar. Perfeito. As micrometas até eu atingir a macrometa. Macrometa, exatamente. Perfeito. Então, assim, pode ser para 2030? Ótimo. Mas também você tem que ter uma meta para o ano que vem. Sim. Né? Você pode ter uma meta para o próximo semestre.
Então, elas têm que ser possíveis e realistas, mas elas têm que desafiar, né? Você tem que se sentir desafiado. E o desafiado aqui é para tirar da zona de conforto. Perfeito. E trago até uma nomenclatura, em vez de eu tratar o difícil como algo desafiante, o nosso cérebro vai ter uma tendência natural a nos proteger, a economizar energia. Quando eu trago...
e enfatiza o termo difícil, eu vou criando uma barreira de dificuldade. E essa barreira, quanto mais eu reforço esse termo e eu conduzo o meu cérebro a acreditar que realmente é difícil, essa barreira vai aumentando e vai se fortificando. Quando eu trago...
A nomenclatura como algo desafiante, algo desafiante faz com que eu em algum nível me estimule a sair dessa possível zona de conforto ou saia do lugar onde eu esteja e siga para o próximo passo, para o próximo patamar.
Então, desculpa te interromper, o desafiante, ele vai te estimular. Então, só a questão de nomenclatura mesmo. Desafiante, ele tende a te estimular, a te impulsionar. Agora, o difícil, ele tem uma tendência. Para para analisar, para ouvir a tua própria voz quando tu fala difícil e desafiante. O difícil, ele tende a ser mais pesado.
Ele tende a te deixar mais estagnado, é algo mais pesado, mais cansativo. O desafiante, ele te dá um certo estímulo, semelhante a uma mola propulsora. Ele faz com que tu tenha esse desejo interno de agir.
Nossa, isso é incrível, né? Como a palavra, né? Ela muda o nosso agir. E é isso que a gente fala na inteligência emocional, né? Na neurociência. Tira o desafio. Difícil. Difícil. Tira o difícil, né? Na neurociência, vamos abolir a palavra difícil. Por quê? O difícil faz com que o cérebro diga assim, não vou nem gastar energia.
Porque a gente fala também que o cérebro é preguiçoso. Exatamente. É o sistema de segurança dele que vai ser acionado. Opa, não, aqui eu vou ter um desgaste de energia. Então, há uma forte tendência, há uma reação do cérebro que diga, opa, não, aqui realmente tem uma barreira, então eu vou proteger esse ser humano. Vou economizar energia, já que é difícil, vou deixar pra lá.
Então, tudo que você vai falar substitua o difícil para desafio. É desafiador, né? E aí você vai, como a tu disse, o teu cérebro já fala assim, vou ter que agir, porque é um desafio, né? E aí tem alguns perfis comportamentais. Exato. Como o meu, perfil dominante, que se você fala, é um desafio, meu cérebro vai lá e fala assim, não, agora eu vou fazer.
Eu vou ser provocada. Aqui a mola propulsora desse perfil comportamental é o desafio. Opa, é desafio, então eu vou encarar. Sabe aquele fogo interno, aquele estímulo interno de ação?
Muito bem, funcionado. Faz parte do meu perfil dominante. Então, assim, falou a palavra, eu te desafio, aí que eu faço mesmo. É o segredo, né? Isso. Para os perfis comportamentais. Exato. Então, vamos lá. Para finalizar, então, esse tema que é incrível, esse tema não, esse tópico, esse critério top. Então, metas fáceis não te movem, te deixam na zona de conforto.
Só que metas impossíveis, elas te paralisam. Então, você precisa saber, como a Tua Anny falou, o equilíbrio. Exatamente. Fechou? Primeiro critério, check. Segundo critério, check. Terceiro critério, sua meta deve estar no seu controle.
Ah, Gisele, mas isso é óbvio, né? O óbvio precisa ser dito. Exatamente isso que eu ia falar. O óbvio precisa ser dito. Porque muitas vezes nos deixamos levar pelo externo, pelo alheio, e acabamos delegando, apontando o dedo para outra pessoa. Exatamente. Sendo que isso precisa ser determinado e precisa de uma ação e de um controle só nosso.
E aí eu pergunto, as suas metas, as suas promessas, os seus desejos, os seus sonhos, dependem só de você? Ou você está esperando alguém para realizá-los? A meta tem que depender exclusivamente do seu agir, da sua ação. Não adianta você fazer uma meta que vai depender do teu cliente, que vai depender do teu sócio.
que vai depender do juiz. Da tua família. Da tua família. Isso aí, né? Não funciona. A meta tem que ser sua. Tanto o agir, como o resultado também tem que ser para você, tá? Então, a gente muitas vezes começa a colocar a culpa, né? Eu não realizo porque dependo do outro.
Isso não é meta, né? Isso é expectativa, isso é desculpinha, historinha. A tua meta, ela tem que exclusivamente estar no seu controle. Não adianta nada você falar assim, nossa, eu quero que o meu escritório cresça, né? Eu quero mais clientes, mas eu preciso que meu sócio vai lá e fazer o network, angariar mais clientes. Você fica esperando o teu sócio fazer isso e você... Não, eu só coordeno o escritório. Ele que tem que ir lá buscar clientes.
Essa não é uma meta sua. Essa é uma meta do outro. Você está depositando o controle da sua meta em outra pessoa. E até um pouco redundante a fala que eu vou trazer, a meta precisa depender exclusivamente de você para ela ser sua. Porque se ela depender de terceiros, de outras pessoas, ela não é exclusivamente sua. É até um pouco redundante a fala, mas é importante trazer. É a questão do óbvio que precisa ser dito.
É aquilo que a gente fala, né? A gente dá um exemplo, eu como mãe, né? A gente sempre assim, não, eu quero que meu filho seja, no meu caso, advogado, né? Como assim, né? Essa meta, né? Eu quero que meu filho seja advogado, eu quero que ele assuma o meu escritório e tal. Essa meta não pode ser minha. Essa meta não está no meu controle. Porque o meu filho fazer direito, escolher essa profissão, não depende de mim. Eu posso dar suporte, né? Pra que ele...
estude, para que ele faça um vestibular. Agora, que eu tenha como meta o meu filho advogado assumir o meu escritório, essa meta não me pertence. Essa meta é dele. Ele que vai ter que escolher. Não está no meu controle. Perfeito. Até só complementando aqui esse teu exemplo, que é muito bom que tu trouxe, trago aqui uma outra pitadinha aí, para deixar reverberando internamente, é a questão da projeção.
Esse exemplo que a Gisele trouxe, né, eu espero que o meu filho seja advogado, espero que o meu filho, ou eu quero que o meu filho continue com esse legado profissional que eu estou deixando, isso talvez tenha aí um belo apontamento de projeções daquilo que você quer.
Então, projetar no outro, isso acaba sendo, infelizmente, uma falha. Porque se é o teu objetivo, se é o teu querer, se é a tua intenção de, por exemplo, deixar esse legado, estabeleça apenas como sua meta e seja somente sua.
não projete em terceiros. Independente de quem seja, seja filho, se seja irmão, se seja um sócio, não importa qual é o vínculo relacional aqui. A questão é de fazer essa projeção. Ah, eu quero que tal coisa aconteça com meu filho.
Trazer esse, seguindo esse exemplo da Gisele aqui, que é lindíssimo e excelente, porque muitas vezes, nessa projeção, nós colocamos tanto o nosso querer, a nossa intenção, e sem perceber no nível inconsciente, nós também colocamos um pouco das nossas dores. Verdade. Então, deixo aqui, assim, mais um pontinho de reflexão a respeito disso.
E assim, vamos trazer um pouquinho para o pessoal, porque a inteligência emocional é pessoal e profissional. Eu digo assim, nós mães e pais, na nossa infância, a gente deixou de ter muita coisa. E de repente, o nosso filho vai ter a possibilidade de ter muito mais do que a gente.
E aí a gente quer que ele faça, que ele sonhe, que ele goste do que a gente não teve oportunidade de ter. Eu vou colocar um exemplo meu aqui e a gente tá aqui pra também, né, se expor, então vamos lá. Vamos lá, é momento de vulnerabilização, entendeu? Nada melhor que a prática pra dizer. Exato. Por exemplo, o meu sonho, né, é que meu filho fale fluentemente inglês.
Porque eu, na idade dele, não pude fazer. Não teve a oportunidade. Não tive essa oportunidade de ter a língua, né? Aprender língua. E eu tenho nele, confesso, a expectativa de que ele seja influente em inglês.
Só que muitas vezes eu sei que essa projeção, esse sonho é meu, né? E eu quero que ele faça, eu estimulo ele. Mas muitas vezes ele já me falou pra mim, eu odeio inglês. Olha só, olha só o exemplo. Eu já cheguei a um nível de pressioná-lo, e eu reconheço aqui, né? Mesmo estudando, de pressioná-lo, que ele já chegou a não gostar. O que eu trabalhei nisso?
Eu tentei deixar o inglês pra ele algo bom. Não da forma como eu acho que ele deveria estudar inglês. Mas na forma em que ele gosta de estudar inglês. Entendeu? Então, agora eu vou convencendo, vou explicando, vou falando pra ele das possibilidades do inglês. Mas forçá-lo a fazer inglês...
Como eu forçava antigamente, é impossível. E era isso, eu confesso, era uma expectativa minha. E nós, mães, pais, a gente sempre espera isso. Que a gente dê ao nosso filho o que a gente não teve. Mas é uma meta nossa, não uma meta dele. Então, essa questão a gente precisa cuidar muito bem. Porque a gente começa a criar, inconscientemente, barreiras.
E frustrações que são nossas e não deles, né? E vale também só ressaltar aqui, não vamos crucificar mães e pais, por favor. Sem culpa, por favor. Sem culpas, né? Não vamos entrar nesse lugar de culpa. E é justamente isso que eu quero falar. Não acessar esse lugar da culpa. Tá tudo bem, é um comportamento. O exemplo que a Gisele trouxe foi... Ela conseguiu perceber, ela conseguiu acessar esse comportamento dela.
E ela poderia, muito bem, permanecer no modo automático e agindo totalmente pelo inconsciente. Mas ela percebeu, através da reação e do comportamento do filho, que era um ato, que era um desejo exclusivamente dela. Então, essa relação com o filho, essa conversa com o filho, esse desejo que ela projetou, ela percebeu. Então, aí que nós temos uma grande, a tal da grande virada de chave, o tal do grande segredo.
Mas é parar para realmente observar qual é a tua fala, qual é o teu comportamento e acessa. As pessoas mais próximas de nós, quanto maior o vínculo, maior a nossa oportunidade de desenvolvimento e de crescimento. Quanto mais próximo nós temos, quanto maior a proximidade com as pessoas, são essas pessoas as nossas maiores escolas. É muito verdade isso, né? E é ter a autoconsciência, né? Um autoconhecimento.
Então, graças à inteligência emocional, que a gente começa a entender, ter autoconhecimento, se conhecer, conheço o meu comportamento. E também a conhecer o comportamento do outro, a gente começa a identificar. E aí a gente erra, mas a gente começa a ter consciência do momento em que você está passando do limite e aí o outro te ensina. Quando ele falou assim, mãe, eu odeio o inglês.
Já foi um sinal de alerta para a gente, né? Ali foi que eu falei, peraí, eu estou fazendo algo errado, eu estou colocando as minhas expectativas nele, as minhas metas nele. E aí, a gente, como a gente faz? Recalculou a rota. E ainda estou conseguindo, ele está fazendo inglês, agora de uma maneira mais leve, como ele gosta, né? A gente vai aprendendo. Então, vamos rever já, vamos rever que já foram três, né? Primeiro critério, estabeleça sua meta de forma positiva. Segundo critério.
Meta desafiadora, mas realista. Desafiadora. E o terceiro critério. Vamos lá. Sua meta deve estar no seu controle. E vamos para o quarto critério. A meta precisa ser específica e mensurável ao longo do processo. Tem uma frase que o Paulo Vieira fala, que eu acho incrível, que é O que você não mede, não cresce.
Então, assim, se você não consegue mensurar as coisas, elas não vão evoluir, elas não vão crescer, né? Isso a gente, o que você não tem ideia de como está, você não consegue saber se está evoluindo ou não, né? Então, tudo que você quer saber, você tem que...
Saber o que você quer, detalhar o que você quer, com os mínimos detalhes, para saber se você está chegando perto ou não da sua meta. Então, por exemplo, na advocacia, quero aumentar o meu faturamento em 20% até dezembro, aumentar a minha renda.
Como que você vai fazer isso? Oferecendo consultoria preventiva, empresas locais, estão oferecendo mais serviços. Então, você tem que pôr uma mensura ao quanto você quer, 20% a mais, para você poder o quê? Medir para ver se você está chegando na sua meta ou não. Porque se você falar assim, eu quero aumentar meu faturamento.
É muito genérico, é muito amplo. Aumentar 5%, 1% já aumentou, né? É, exato. É como mirar no futuro. É, exatamente. Ok, eu estou mirando no futuro, mas qual é o caminho mesmo? O que eu quero, né? É, porque se não sabe exatamente onde quer chegar, qualquer caminho vai servir, né? Então, é isso que eu digo. A meta precisa ser específica e mensurável ao longo do processo é você detalhar exatamente o que você quer. Eu quero aumentar meu faturamento 20% até dezembro.
específico. Ou eu quero ganhar, né, um colaboro, quero receber por mês, ter uma renda mensal de 50 mil reais por mês. Você tem que mensurar. Até quando? Até dezembro, ou até 2027. Então, essa visualização específica, quanto mais específica a meta, mais ela vai ser realizável. Por quê? Porque você vai traçando no seu cérebro os caminhos para chegar a lá.
você vai tendo a rota para isso, né? Isso, perfeito. É importantíssimo trazer isso minucioso. Os detalhes, exatamente como a Gisele trouxe. Especificar nos detalhes. Nesse caso aqui que tu trouxe de faturamento, 20%. Desejo aumentar em 20% o faturamento do meu escritório até dezembro de 2026.
estabelecer essa meta. Se porventura em julho, em agosto eu já consigo ter uma visualização opa, eu vou conseguir chegar ou eu não vou? Então, por isso que precisa mensurar ao longo do processo se eu estabeleci uma meta a longo prazo pra cinco anos ou eu estabeleci uma meta pra um ano
Eu preciso ter isso muito claro, muito especificado, eu ter isso em números, eu ter essa organização para, de fato, eu conduzir até mesmo o meu cérebro. Estamos trazendo aqui muito essa percepção da neurociência.
do próprio desenvolvimento das sinapses neurais, para que nós não nos percamos no caminho. Métricas não é mais, como há algumas boas décadas atrás, não é mais apenas necessária dentro de um ambiente corporativo.
As métricas, elas são necessárias para o nosso dia a dia. Nesse exemplo específico, eu quero aumentar em 20% o meu faturamento, se três meses antes eu não alcancei nem os 10%, opa, aqui eu tenho a possibilidade de recalcular a rota. Exatamente. Eu consigo analisar o que eu deixei de fazer. Exatamente. Onde eu estou errando? Por que não está subindo? Isso, eu errei em algo, ok, mas eu também não vou focar no erro.
focar aqui, ó, o que aconteceu até aqui, vou repetir ou não vou? Opa, se eu repetir eu não vou atingir essa meta que eu estabeleci, então eu vou de fato recalcular a rota e como a Tônia disse, a gente precisa ter a mensurar pra gente começar a ver se a gente tá chegando naquele lugar, né? Então assim se você tá no escritório, ó pessoal reunião do escritório, nossa meta até dezembro é 20%
Se você não sabe, se você tá vendo cada mês que não tá subindo, que não tá fazendo, você começa a ter ideias, medidas pra chegar naquele objetivo. Porque eu quero chegar nos 20%. Cheguei nos 10 em... já tô em outubro, vamos supor.
O que a gente pode fazer agora esse mês ou mês que vem para aumentar isso? Por que não aumentou? E ali você tem um diagnóstico e você está medindo porquê. E sabendo a razão de você não estar atingindo a sua meta. Então, até no planejamento familiar, gente. Isso.
A gente quer comprar alguma coisa Ou quer uma viagem A gente precisa A gente quer viajar pra Europa em novembro Vamos precisar fazer tais e tais coisas A gente precisa saber o que a gente quer Ou como a gente quer Quanto a gente vai gastar E como a gente vai chegar até ali
né? Então, isso faz parte pra que você tenha o objetivo e chegue a sua meta. Organização. Se você quer assim, não, eu quero viajar para a Europa em novembro e não faz nada, chega novembro, você não viajou para lugar nenhum. É, você fica ali de bracinho cruzado esperando algo cair do céu. Não cai, né? Infelizmente não cai, né?
Só chuva. Só chuva, Cadizal. Ok. Então, o que não se mede, não se conquista. Então, a gente precisa, sim, especificar o quanto mais a nossa meta é melhor, porque a gente vai ter, como disse a Tuani, indicadores para saber se a gente está chegando ou não. Perfeito. Quinto critério, e eu adoro essa meta, que é a meta ecológica, que não tem nada a ver com ecologia, com meio ambiente, tá?
Meta ecológica, tem que fazer bem ao meio ambiente, não. Olha, em algum nível, se nós analisarmos, sim, mas não vamos focar nisso nesse momento. Não, é nesse momento isso. O que quer dizer a meta ecológica? Essa meta, ela tem que fazer bem a você, obviamente.
mas também a todas as pessoas que estão à sua volta, todas as pessoas que você ama, todas as pessoas que você entende que são importantes na sua vida. Porque não adianta você fazer uma meta que seja só boa para você e não seja boa para a sua família, ou não seja boa para o seu sócio, ou não seja boa para as pessoas que estão trabalhando com você, porque ela não vai se realizar. Porque você vai chegar...
Chegar no lugar errado, sozinha. Uau. Uau, né? É importante observar o ecossistema à tua volta. Exatamente. Por isso que é ecologicamente correto. Por quê? Porque ela vai alinhar seus valores. E a gente vai falar, próximo episódio, sobre valores de uma maneira bem profunda. Cenas dos próximos capítulos, hein? Já convido a todos a ficarem ligados. Spoiler. Mas falando da meta ecológica, é isso. Você tem que ver se essa meta é boa para você e também para as pessoas que estão à sua volta.
Por exemplo, você quer aumentar o seu faturamento em 20%, ok? Até dezembro de 2026. Mas para isso, você vai ter que fechar mais contratos, por exemplo, você trabalha com direito empresarial, vamos lá. Você fecha mais cinco empresas, que fazem você ter que trabalhar...
mais finais de semana, né? Na sábado e no domingo, trabalhar até tarde. Se a tua família exige a tua presença, ou se você é uma mulher e quer ficar à noite com seu filho, ou você gosta de passar os finais de semana com os filhos.
Essa meta talvez você até atinja, mas ela vai, não é ecológica, porque ela vai estar firando um valor que é a sua família, estar com a família. Então você tem que ver muitas vezes se a sua meta vai ser boa só para você e vai ferir alguma coisa que é importante para você. Olha, um ponto bem interessante que tu trouxe agora, que voltamos aqui para um termo que já citamos, equilíbrio.
Equilibrar esses pratinhos. A exemplo, quero aumentar o faturamento, porém, contudo, entretanto, todavia, eu quero e, entre aspas, preciso fechar mais contratos e, obviamente, eu precisarei me dedicar mais ao trabalho. Mas será que isso vai trazer um certo equilíbrio para o teu outro lado da vida?
Porque a inteligência emocional, ela trabalha com os pilares. Nós estamos aqui só focados aqui numa mente estratégica, só na organização e saber gerir as próprias emoções. Estamos tratando aqui de todos os pilares da vida. Estamos num ambiente profissional, conversando para com advogados, mas antes do, ou por trás do CNPJ, há um CPF.
Todos nós, quando entramos no ambiente de trabalho, no escritório, nós não entramos vazios. Todos nós carregamos uma bagagem invisível. Todo mundo tem uma mochila invisível, ninguém chega zerado, puramente zerado no ambiente de trabalho.
Nós temos a nossa essência que nós levamos em todos os lugares. Tudo o que nós fizemos contém nós mesmos. Verdade, perfeito. Então, se essa meta não está alinhada com esse teu ecossistema, com as pessoas que tu também convives, se isso há algum confronto com algum valor teu, pessoal, isso não vai ser leve. Verdade. A meta para ser fluida, para ter um processo gostoso,
É aquela meta de alma. Sabe aquilo de alma que te toca, que dá aquele calorzinho no coração, que te dá aquela sensação gostosa, que às vezes vem com aquele friozinho da barriga, que é algo desafiante. Mas quando isso é verdadeiro, quando isso está conectado com a tua essência...
É algo fluido. É algo que tu consegue até apreciar o próprio percurso. O percurso não é pesado. Ele não é extremamente difícil. Aquele difícil que eu me refiro, sabe? Aquele difícil que eu mencionei anteriormente, que ele é pesado, que te bloqueia. Vamos trazer aqui uma tela mental, né? De uma algema no teu pé. Sabe aquela bola de peso?
amarrada aos teus pés, é esse difícil que eu estou me referindo. Sabe? Então, o desafiante aqui que pode acontecer no caminho, e até uma característica, até um próprio critério aqui da meta, é pra te dar aquele impulso, sabe? Aquele friozinho na barriga, aquele calorzinho no coração que te leva. Então, estar conectada com os teus valores, isso é necessário.
É fundamental, porque como a gente disse, a jornada deve ser tão prazerosa quanto a chegada. Isso, perfeito. Então, como a Tônia disse, a meta também tem que respeitar os seus valores, porque meta sem os valores, ela vira uma prisão, ela vira um sacrifício. E aí você chega até conquistar a meta, só que você...
ver a caminhada, você perdeu tanta coisa, isso a gente vai falar no próximo podcast, com certeza, que ela deixa de ser, você deixa de comemorar. Então, você, vamos dar um e mais um spoiler, a subir a montanha errada. Então, assim, ecologicamente correta, ecologicamente correta é você subir, fazer o processo, mas também
tendo as coisas importantes à sua volta, não perdendo isso. Então, assim, se você entender que a sua meta de faturamento de 20% vai te tirar o tempo de finais de semana, recalcula a rota, repensa isso. Porque você aumenta 10%, mas você já conseguiu algo melhor, já está evoluindo, mas ainda preserva.
a tua família, ou preserva o teu momento de lazer ou até a tua saúde, às vezes, né, você tira um período para cuidar da tua saúde e se você trabalha demais, você acaba não tendo. Aí, o que vale a pena? A saúde ou trabalhar mais e ganhar mais sem ter tempo de cuidar da saúde, sem ter tempo de tirar um momento de lazer? Esse equilíbrio que a gente precisa fazer. Então, o que a gente precisa fazer na hora de elaborar as metas?
se essas metas realmente vão estar respeitando o que é importante para mim e para a minha família, ou para as pessoas que eu amo, para as pessoas que eu convivo. Isso é muito legal e no próximo podcast a gente vai falar mais sobre isso, é muito importante também, né, Tu? Nossa, isso é extremamente importante. Então, só para dar um desfecho aqui nesse último critério, é realmente parar para analisar.
Para para analisar se realmente isso está em equilíbrio, se faz sentido para ti. Se porventura essa dedicação um pouco maior ao trabalho, isso vai ser descompensado em outra área da vida. Isso em algum nível vai te tirar algo, isso vai ser pesado para ti. Porque também vale aqui a questão de que quando tu tem uma meta...
e tu precisas em algum nível, talvez até de um certo apoio do teu ecossistema, das pessoas que estão à tua volta, é muito importante que tenha essa comunicação. Deixe isso muito claro. Ai, mas é óbvio. Ok, novamente, o óbvio precisa ser dito. A comunicação é essencial, ela é primordial.
verbalizar, verbaliza aquilo que tu sente, aquilo que tu objetiva verbaliza, conversa com as pessoas ao teu redor sobre essa meta pra que isso esteja em conformidade com as pessoas que estão ao teu redor pra chegar em algum momento
em perceber que talvez isso é momentâneo. Se porventura essa área aqui da minha vida, eu estou um pouco ausente, mas eu sei que isso depois vai compensar, porque é algo momentâneo. Nossa, perfeito. Leu meus pensamentos, né? O combinado. Isso. É o combinado, porque, claro, gente, existem momentos na nossa vida em que a gente tem que plantar, e plantar muito, né? Ninguém vive aqui de brisa, né?
É plantar e plantar muito. Só que isso que a Tuani falou é essencial. Tá, Gisele? Então, eu tenho que pensar em tudo. Claro, só que tem momentos em que a gente vai ter que ficar ausente. Por exemplo, eu não gosto, vou colocar a minha vida também, vamos lá. Eu não gosto de ir à noite, deixei de dar aula em faculdade, né? Porque eu tinha que dar aula à noite e pra mim não faz sentido, né? Ficar ausente à noite agora que eu tenho meu filho, meu marido e tal.
Mas existem momentos em que eu preciso me ausentar, eu tenho curso, tenho treinamentos, e quando eu vou ter uma agenda de momentos ausentes à noite, eu passo para eles e combino com eles, e ainda pergunto, está tudo bem, está tudo certo, é um momento que eu preciso fazer isso, vai ser bom para mim, ou viajar para fazer algumas imersões, vai ser ficar uma semana fora de casa.
isso tem que ser falado e eles tem que entender que é importante pra mim também isso e aí eles se sacrificarem e eu me sacrificar mas todos ali compartilhando dessa decisão então assim, se você tá numa fase da sua vida em que realmente você vai ter que
trabalhar muito mais para chegar a um objetivo maior, não é que você vai deixar de fazer isso. Mas, como a Tony disse, fala, verbaliza isso. Vai ser por esse período, por esse prazo. Vocês aceitam? Estão junto comigo? Vamos juntos se sacrificar para esse objetivo e ter esse prazo. Porque para você também vai ficar tranquilo, vai ficar leve. Porque eles estão sabendo que é por um prazo determinado.
eles estão cientes disso e que isso vai passar. E eu apoio, eu digo pra vocês por experiência própria o apoio é muito melhor, sabe? Você não se sente, aí a mulher que tem todo aquele sentimento, né?
Culpa vai embora. Ai, a culpa da mulher é a culpa da maternidade. A culpa vai embora, porque tá combinado, eles estão sabendo, eles estão cientes de que é um período e é algo pra família ou tal. Então, assim, é isso que eu digo. O ecológico não é você deixar de fazer, mas quando você precisa fazer, comunicar. Perfeito, tu. Olha. Ótimo. Como diz o meu pai, o combinado não sai caro. Não sai caro. Também escuto bastante isso.
Para o nosso último critério, então, já foram cinco. Sexto critério. Sua meta deve ter um prazo para se realizar. Né? Aquilo lá, um dia, o ano que vem, semana que vem, na segunda-feira. No futuro. Quando, né? Não tem, tá? Desculpa, vai ter que colocar uma data. Olha, dia, mês e ano, se possível, a hora.
específico, né? Se for uma meta de longo prazo, você tem que estabelecer submetas também, pra você, como a gente falou anteriormente, e sempre colocar um prazo, tá? Porque se você não coloca um prazo, ela vira um desejo. O teu cérebro diz assim, ah, um dia, um dia. Então, como eu sou preguiçoso, cérebro preguiçoso, tranquilo, se é pra um dia não vou nem pensar o que eu posso fazer. Não vou nem gastar energia. Porque um dia...
Exato, vou deixar para deferir esse alvará lá para frente, vou deixar lá no final da fila Bom dia Lembra do alvará que você vai dar um prazo É isso mesmo, então assim sempre colocar prazo o que eu escuto de muitas pessoas e a Tônia também deve escutar assim Ah não, mas e se no dia chegar e não deu certo?
Ninguém quer pôr prazo, ninguém quer pôr data, porque vai que não dê certo. Aí já entra algumas camadas de crença, mas também entra o medo. O medo, ele vai existir sim, porque ele existe. Ele existe, ele faz parte da nossa vida, em qualquer fase da nossa vida, em qualquer pilar da nossa vida. Só que se nós alimentarmos e retroalimentarmos esse medo, nós não sairemos do lugar.
E essa meta? Essa meta vai ficar só no desejo, só nesse anseio. E assim os dias vão se passar, os anos passarão. E cadê? E cadê essa ação com todos esses critérios aqui? E é como a gente estava dizendo, a gente coloca um prazo, dezembro de 2027, né? Ou janeiro de 2030. Coloca a data.
Porque isso também vai ser um referencial pra ver se você tá chegando ou não, né? O teu cérebro agir, você vai se motivar. Escreva, gente. Inteligência emocional, ela é ação. Ela não fica só aqui no cérebro. Ah, não, meu desejo. Você tem que escrever. Escreve no papel. Escreve no celular, no bloco de notas, né? Escreva, coloque a data. Coloque... O teu cérebro, ele entende quando ele começa a registrar as informações. Isso, até um...
Um dos pontos aqui, porque eu também sou visual, eu e o Gisele somos duas visuais aqui, trazendo aqui duas características comportamentais. Para quem é visual, a escrita é sensacional. Então, exteriorizar isso. Porque se eu fico aqui só no mental, só no desejo, só no pensamento, é importante que eu tenha os outros sentidos conectados. Eu penso, eu falo e eu escrevo.
Essa conexão aqui de sentidos te traz uma maior clareza. E esse fato, esse critério da meta, além de organização, também te traz clareza. Exatamente. Ok, eu estou visualizando. Sei onde que eu quero chegar, eu tenho a visão, eu tenho já a imagem. Isso. Você vai produzindo, né? Você já vai produzindo mentalmente tudo o que você vai fazer e o que você pode fazer. Porque é isso que eu digo, a gente tem que tirar a promessa, o desejo.
A gente tem um desejo de ganhar dinheiro, a gente tem um desejo de expandir, a gente tem um desejo de ser especialista. Mas a gente não coloca isso no agir. E as metas, como a gente está colocando aqui, são critérios que vão fazer com que as suas metas, elas saiam do papel. Elas começam, você começa a agir em direção a elas. E a outra coisa que é incrível, né, é você falar das suas metas. Você não fala assim, não, como é que é?
Tem aquela frasezinha, não, não posso contar, revelar, porque não vai se realizar, né?
Primeiro que se você não pode contar das suas metas, para as pessoas que estão perto de você, você está perto das pessoas erradas. Então, assim, primeira coisa, né? Então, eu conto, todo mundo sabe meus sonhos, meus desejos. Por quê? Porque eu tenho pessoas que estão ali junto comigo na minha caminhada, na minha jornada. Então, todas as pessoas sabem das minhas metas. E por que é legal também, além de escrever, você vai olhar, visualizar, falar da sua meta, compartilhar a sua meta. Isso, assumir uma responsabilidade em público.
Porque meta a verbalizada, as pessoas vão cobrar. E você se cobra por ter verbalizado. É excelente, gente. Vai lá na reunião do escritório e fala, ó, a partir, nós vamos subir, vou fazer isso, né? Agora, a partir de agora, vou ser organizada, vou fazer na minha agenda lá os prazos. Serão cumpridos 48 horas antes.
Todo mundo vai querer saber se você está cumprindo os prazos com 48 horas antes. Exatamente, pode botar em prática. Coloca em prática. As pessoas saberem da tua meta faz com que você também se comprometa com ela. Isso. O comprometimento, o agir. E é normal, o ser humano ele é assim, ele é estimulado, ele precisa dos estímulos. Então, assim, não tenha medo de falar dos seus sonhos, dos seus desejos, das suas metas, neurologicamente corretas, obviamente, para o outro.
Porque é isso, você se compromete perante o terceiro também. E isso faz com que você realize e se mova em direção a ela. Excelente. A ação, aqui ela está muito em pauta. Falamos de desejo, sim, porque esse desejo ardente, ele precisa existir. Mas a ação também. Porque se eu só desejar, eu só mentalizar, eu só idealizar. Se eu ficar simplesmente nesse campo da idealização, eu vou ter um esforço.
uma dedicação de energia, um direcionamento de energia que será em vão. E esse esforço vai ser desperdiçado. Então, analisa bem se essa energia que você está dedicando a tanta mentalização, a tanto querer e a tanto desejo, não pode ser direcionado também para a ação. Verdade. Então, assim, muito a gente fala do querer, né? E eu estava estudando ali e estava dizendo assim...
Não diga eu quero, diga eu vou fazer. Sempre no agir. Coloque um verbo de ação, tá? Não diga eu quero. Quero, todo mundo quer. Agora, eu vou fazer, eu vou agir, eu vou provocar, eu vou construir, eu vou realizar, sabe? Coloque isso na sua meta, tá? Porque o querer, ele é muito vago, né? Ele não te coloca na obrigação. E se...
E aí eu pergunto assim, né, agora analisando, a gente terminou os critérios, advogado, você sabe exatamente, né, qual que é a sua meta? Você colocou ali, né, qual que é o prazo da sua meta? Porque nós advogados temos vários sonhos, né, vários objetivos, mas você colocou um prazo de quando vai ser realizado? Por quê? Você não tem medo que ele não se realize.
E se não se realizar? Se você chegar na data e não realizar o teu desejo, tua meta, o que você vai fazer? Você vai recalcular a rota, você vai reformular, você vai fazer o quê? Você vai aprender, né, ver o que que faltou, o que que aconteceu para que esse prazo não fosse cumprido.
Então, o medo de colocar um prazo tem que acabar porque você está aprendendo até quando as coisas não acontecem. Inteligência emocional é isso, né? Você aprende com os erros, com o aprendizado disso. Perfeitamente. Você não se bloqueia, nada te impede. Você aprende, reformula, vê o que faltou.
E aí, na próxima vez, você vai fazer e vai conseguir completar o seu objetivo. Perfeitamente. Como tudo na vida é aprendizado, o erro também. O erro também é uma escola. Meta sem prazo é só desejo. Então, coloque um prazo na sua meta e não tenha medo de colocar o prazo, tá? Seja corajoso que você vai conseguir. Perfeito. Vamos revisar, então, os critérios de Céline? Show. Vamos lá. Primeiro critério, estabeleça sua meta de forma positiva.
Segundo critério, meta desafiadora, mas realista. Terceiro critério, sua meta deve estar no seu controle, hein? Quarto critério, a meta precisa ser específica e mensurável ao longo do prazo. E quinto critério, a meta precisa estar alinhada com seus valores. O desfecho, critério seis, sua meta deve ter um prazo para ser realizado.
Perfeito. Anotadas as metas? Então, agora, para finalizar o nosso podcast, é a sua vez, advogado. Escolha uma meta específica para a sua advocacia. Escreva ela no papel. Determine um prazo e como você vai mensurar essa meta. Então, escreva no papel, coloque um prazo, como você vai medir esse prazo, como você vai mensurar esse indicador dessa meta. E também, coloque...
ela, apresente ela para a sua equipe ou para as pessoas de confiança, para que elas também lembrem dessa meta e te cobrem dessa meta, tá? Porque promessas inspiram, mas metas realizáveis é que transformam, certo?
E para finalizar, advogados, amigos, não se contentem com promessas. Transforme sua advocacia em um projeto de vida com metas claras e realizáveis. Transforme sua advocacia em um projeto de vida com metas claras e realizáveis. Fechou?
Perfeito. Esse foi o Pode Sentir. Se você que nos ouve e se identifica com esse conteúdo, curta, compartilhe com os outros colegas e acompanhe os próximos episódios. No Pode Sentir, nós acreditamos que a verdadeira alta performance, ela nasce do equilíbrio entre razão e emoção.