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Pastora Helena Raquel | Podcast #130

08 de maio de 2026
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PASTORA HELENA RAQUEL
A pastora Helena Raquel se tornou um dos assuntos mais comentados das redes sociais após uma pregação impactante no Congresso Gideões Missionários. Em uma mensagem forte e necessária, ela abordou a importância da proteção de mulheres e crianças, despertando debates dentro e fora do meio cristão e alcançando milhões de pessoas.

Nesta entrevista, Helena Raquel fala sobre a repercussão inesperada da mensagem, o crescimento nas redes sociais, os relatos que recebeu após a pregação e o impacto que tudo isso causou em sua vida e ministério. A pastora também comenta as críticas que surgiram, a discussão sobre o papel da igreja diante desses temas e a diferença entre defender mulheres biblicamente e aderir a discursos ideológicos.

Além disso, em um momento emocionante, ela compartilha como está vivendo a expectativa do seu primeiro Dia das Mães após a adoção da pequena Maria Clara. Uma conversa profunda, atual e cheia de reflexões sobre fé, responsabilidade e transformação.
Participantes neste episódio3
M

Mayara Macedo

HostRepórter
N

Natália

Co-host
H

Helena Raquel

ConvidadoPastora
Assuntos8
  • Mensagem sobre proteção de mulheres e criançasDefesa bíblica vs. discursos ideológicos · Violência doméstica · Abuso infantil · Pedofilia
  • Ministério feminino e o papel da mulher na igrejaDiscussão teológica sobre ministério feminino · Críticas ao título de pastora · Oportunismo e patologia nas críticas · Livro 'Eleitas'
  • Viralização da pregaçãoRepercussão nas redes sociais · Xuxa · Linda Quebrada · Cláudia Leite · Fred Nicasio
  • Falha da igreja na educação cristãEducação cristã · Pureza sexual em adolescentes e jovens · Denúncia de abusos · Impacto social da igreja
  • Mulheres na BíbliaDiferença entre feminismo e defesa bíblica · Submissão · Masculinidade sadia · Voz feminina
  • O papel da igreja na sociedadeCombate à violência doméstica · Transformação social · Cultura do reino
  • Adoção e primeiro Dia das MãesMaria Clara · Mãe biológica · Profecia da mãe
  • Cristocentrismo da pregaçãoCristo como solução · Denúncia profética
Transcrição107 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

News, eu sou Mayara Macê.

Olá pra todo mundo que acompanha a gente aqui no Pleno News, eu sou Mayara Macedo, repórter aqui do Pleno. Hoje nós temos uma live muito especial com a pastora Helena Raquel, que viralizou após uma pregação muito impactante no Congresso Gideões Missionários. Essa pregação, com certeza você deve ter visto cortes dela nas suas redes sociais. É uma pregação que atingiu pessoas não só do meio cristão, mas fora do meio cristão também, mas por trás de toda essa repercussão.

Existe uma mulher com uma história de fé, posicionamento e propósito, ela já esteve conosco aqui algumas vezes.

E nós vamos conversar com ela para saber um pouco mais do impacto dessa mensagem que tem repercutido tanto. Então, por favor, pastora Helena Raquel, seja muito bem-vinda. Querida Mayara, é sempre muito bom poder falar com o Pleno News, poder conversar com vocês. E em meio a essa semana, com tantas...

tantas possibilidades de falar um pouco mais sobre a fé, sobre o Jesus, sobre o que acreditamos, falar também com o Pleno News, é indispensável. Era quase que indispensável e, graças a Deus, a gente conseguiu estar aqui agora. Verdade, pastora. Muita gente passou a conhecer a senhora por conta dessa pregação, principalmente quem não era do meio cristão. Então, eu gostaria de começar pedindo para a pastora se apresentar. Quem é Helena Raquel?

Helena Raquel é a filha do Carlos, filha da irmã Vandinha, é a esposa do Eleomar, é a mãe da Maria Clara, é pastora auxiliar ao lado do marido, na ADVIP. Mas, acima de tudo, Helena Raquel é pessoa humana e é filha de um pai de amor. E é isso que faz realmente toda a diferença na minha jornada.

Agora, entrando um pouco mais nesse tema que viralizou nessa semana, que foi lá no Congresso dos Gideões. Pastora, quando essa mensagem veio ao seu coração, em algum momento a pastora hesitou, pensou, será que eu devo tocar nessa ferida? Ou assim que o Espírito Santo tocou no seu coração, a senhora decidiu, falando, eu vou fazer, vou falar? O meu único desafio, Natália, foi até conhecer Mayara, desculpe.

foi até conhecer qual era o desejo de Deus para esta pregação, para este congresso. Deus, o que o senhor quer? Precisava saber o que Deus queria dizer, e essa era a minha única preocupação. Depois que Deus confirmou no meu coração o texto, a mensagem, e inclusive trechos que estavam de fato ali...

preparados, eu não tive nenhum tipo de resistência. Na verdade, eu não tenho problemas algum em relação a isso. Para mim é muito natural receber de Deus uma palavra e então entregá-la. Sobretudo porque isso também é natural entre nós.

É natural na igreja. Nós estamos muito acostumados a sermos confrontados, bem mais do que as pessoas aí fora pensem. Algumas das pessoas pensam que olha a igreja, o que eles falaram. Não, a gente apanha direto por aqui. No sentido de ser confrontado biblicamente acerca das nossas próprias mazelas e questões. Isso é muito natural.

E, pastora, em que momento a senhora percebeu que essa pregação tinha furado a bolha, vamos usar esse termo aí, tinha saído do meio cristão e estava chegando no meio secular também? Bom, eu não saberia dizer exatamente em que momento eu percebi isso, mas digamos que o ponto, assim que a gente pode usar como uma referência para isso,

entre as muitas, foi quando, por exemplo, a Xuxa colocou um trecho nos stories. É incomum, uma vez que ela é uma celebridade, mas não é uma pessoa que habitualmente esteja envolvida nessa temática acerca de pregações.

possivelmente ela tem também aí suas preocupações enquanto cidadã, enquanto pessoa humana, com algumas das questões que eu pontuei ali. Mas não com essa vivência, pelo menos eu não sabia que ela já tinha em algum momento feito uma publicação como essa. Ali eu percebi, se chegou em alguém que não está ligada a essas questões no sentido de igreja evangélica, então, de fato, está indo rápido.

E ali foi uma questão de horas para eu começar a perceber que era também agora um alcance que ia além das celebridades, mas de gente de todas as classes sociais, religiões, sendo de alguma maneira representadas em mensagens que recebi nesses últimos dias.

E eu posso até complementar, eu vi outras pessoas famosas e que são completamente de um círculo diferente do meio cristão, como a Linda Quebrada, a Cláudia Leite, o Fred Nicasio, enfim, vários famosos, compartilharam essa mensagem, o que é muito bom. E aí eu posso até perguntar para a senhora sobre essa questão das redes sociais, se as suas redes cresceram, se a pastora percebeu esse aumento, porque enquanto cristã, isso é muito importante, porque é mais um meio, mais um veículo.

para falar da mensagem de Deus, né, pastora? Sim, eu estou certa, Natália. Mayara, cadê a Natália? Natália está nos bastidores, acompanhando. A misericórdia entrou aqui hoje, acho que eu tenho que orar pela Natália, essa noite. Mayara, é óbvio que algumas dessas pessoas estão no brilho. Então, eu veho que o senhor

não as citadas aqui, porque eu não as conheço pessoalmente, não posso fazer esse juízo de valor, mas, em vias gerais, algumas dessas pessoas tiveram a ideia ali de dizer assim, ó, viu, como a gente sempre soube que a igreja tem problemas, olha, está vendo como isso acontece lá? E isso me causa zero incômodo, porque nós, enquanto igreja, não temos que a igreja tem problemas,

a menor condição de bancar a ideia de perfeição humana. Mas como comunidade viva e atuante, nós enfrentamos de forma responsável os nossos dilemas.

E esse grupo majoritário que existe na igreja de pessoas fiéis, pessoas do bem, bons cidadãos, nós até fazemos questão de que pautas como essa sejam levantadas em público para dizer que estamos fazendo alguma coisa para que o restante do nosso grupo, que possa ainda ter qualquer comportamento que flerte com conivência...

possa ser devidamente confrontado e, se for o caso, criminalizado. Então, isso para mim soou com tranquilidade. Falando agora do restante, entre influenciadores e celebridade de um modo geral, eu vi que a intenção foi a melhor.

foi de fato usar ali a potência das frases que eu coloquei, da maneira que eu coloquei, até para despertar outras pessoas que não são evangélicas, que não são católicas, mas que também podem estar em ambientes de abuso. É quase que histórico casos de abuso dentro de religiões por uma questão óbvia.

O líder em si precisa ser um indivíduo carismático. Então ele tem esse poder de influência. Ele tem esse poder também de acesso. Se ele usar isso de forma boa, vai ser incrível. Mas se ele usar isso de forma nociva, vai ser horrível. E isso está aí na história de diversas religiões. Agora vê a mensagem do Evangelho.

acelerando, porque é muito bacana perceber que quem foi para assistir um corte ou por causa do corte, acabou ouvindo uma mensagem inteira. E para os desavisados dentro de nós, aí eu falo com mais liberdade isso no pleno do que falaria em outro lugar.

Porque aqui eu sei que a maior parte dos seguidores, somos nós, é do nosso grupo, os desavisados que acharam que eu fiz uma denúncia, que eu fiz um palanque, uma pauta social, unicamente estão totalmente equivocados.

No final da mensagem, eu culmino apresentando Cristo como a solução para as demandas mais profundas da sociedade. Foi uma pregação cristocêntrica e missional, agora com um cunho de denúncia profética, que é importante que a igreja faça, não só para fora, mas faça também pelo lado de dentro, que foi o que a gente fez ali.

Com a ajuda do Espírito Santo, com a orientação do Espírito Santo, debaixo do sangue de Jesus, não é nada nosso, né? Nada nosso. É tudo dele. Impactante, muito bonito, muito bom ouvir isso, pastora. E a pastora, quando subiu no púlpito lá dos Gideões, a pastora já tinha, já estava com essa ideia de falar sobre esse tema? Como surgiu a ideia de tocar, abordar esse tema?

totalmente preparada para falar desse tema. Eu orei ao Senhor. E o Senhor me conduziu a um texto que estou lendo há 13 anos e fazendo anotações. 13 anos e fazendo anotações. Eu não estou esperando há 13 anos para falar de violência contra a mulher e pedofilia, não.

Isso eu já falei em vários lugares, em vários momentos. Você vai encontrar uma mensagem específica no meu canal do YouTube A Culpa Não Foi Minha, onde eu falo sobre Tamar. Eu tenho DVDs antigos, por exemplo, com o título de Só Para Meninas, onde eu falo de algumas questões como essa. Respondo nas caixinhas de pergunta quase semanalmente. Busque um lugar seguro, denuncie. Quem agride pode matar. Então, eu não esperei 13 anos para abordar isso.

Eu esperei 13 anos para pregar esse capítulo. E aí, quando eu estou decidida por orientação divina a pregar nesse capítulo e começo a fazer as minhas anotações, eu chego naquele ponto da mensagem. E aí eu coloco, dizer isso, trabalhar aquilo, como normal no esboço. E, de repente, me vem assim, eu acho que é ideal que eu leve algum dado estatístico. Anoto. Daqui a pouco vem ao meu coração.

Anote os números. Uma esquerdista que quis desvalorizar o impacto da mensagem publicou em suas redes que o meu discurso era tão frágil que eu não sabia os números de cabeça. Talvez ela nunca tenha tido a oportunidade de falar por mais de uma hora.

a um grupo ávido, num ambiente extremamente lotado, ávido por ouvir, por aprender, num ambiente totalmente lotado, tendo dificuldades como eu tenho relacionadas à atenção, que quem me acompanha sabe, que eu tenho uma dificuldade enorme com foco e atenção. E é óbvio que eu levei escrito para não correr o risco de perder a oportunidade de fazer o que deveria ser feito.

Para você ter uma ideia, estou com o esboço aberto aqui, diante de mim, estou falando isso agora pela primeira vez, com o pleno. Eu comecei esse estudo no ano de 2013...

e concluir no dia que eu preguei, 2 de maio, meio-dia e 58. Eu tenho o hábito sempre de anotar o horário que eu termino de fazer o meu esboço. 2 de maio, meio-dia e 58. Então, quando eu cheguei ali, eu cheguei com uma mensagem pronta, um esboço pronto, que Deus me confiou, sobre um tema importante que tinha um tópico específico, que falava de denúncia, de culpa, quando é a hora que ele coloca a menina para fora e se defende.

Só que depois disso, Mayara, eu ainda tinha alguns tópicos do meu estudo. Porque eu pensei que essa parte seria um tópico e pronto. Mas quando eu comecei a falar, eu fui tão revestida de poder espiritual que fazendo a leitura, como alguém que prega mais de 30 anos, eu percebi, essa mensagem acabou aqui. Deus já falou... Deus já falou...

o que ele realmente queria falar. Aí eu caminho para a conclusão, sem abordar, por exemplo, a hora que ele pede para ela levantar, as mãos dela na soleira da porta, que eram coisas que eu ia comentar, sem comentar, por exemplo, quando ele solicita, quando Israel solicita que algumas tribos se unam, e quando pede para ser entregue só os culpados, e eles não querem entregar, tudo isso estava ali.

Só que como uma pregadora é experiente, eu percebi, Deus já alcançou seu objetivo. O resto do meu estudo vai ficar para um outro momento, porque não é para agora. O que eu vim entregar, eu já entreguei. E aí, culmina da forma que culminou. Amém, pastora. Pastora, por acaso, a senhora ficou sabendo de casos de denúncia ou alguma decisão tomada de pessoas, de mulheres que fizeram isso depois de ouvir a sua pregação?

Sim, eu não posso nesse momento entrar em detalhes, especialmente porque envolve menores, mas vou dizer algo que eu recebi dos lábios da minha cunhada, Camila Barros, que eu reconheço como uma profetisa de Deus. Deus está fazendo uma revolução. Amém. Deus está fazendo.

Quero falar para você que é vítima que não há o que temer no sentido das consequências que isso trará à sua denúncia. Em que ponto? Você não é responsável pelas consequências que um abusador viverá sendo um pouco mais... Como eu posso dizer? Direta, né? Um estrupador viverá.

Um pedófilo viverá depois de uma denúncia. Se perder a família, não foi porque você denunciou, foi porque ele errou. Se tiver que viver os últimos anos de vida num cárcere, também não é porque você denunciou, é porque ele se constituiu criminoso.

Por fim, quero dizer que existem vítimas que carregam culpa e peso de coisas muito dolorosas que a gente não gostaria jamais que terminassem assim, mas que, infelizmente, em alguns casos terminaram.

Homens que não sustentaram, mulheres que não sustentaram a denúncia de ter, por exemplo, seu computador apreendido, participar de esquemas de pornografia infantil e acabar por tirar a própria vida. Sabe o que alguns fazem com a vítima? Viu o que você fez? Não. Não, você não fez. Ele fez.

consigo, e ele fez com os outros. Então, quando a gente diz assim, ó, pare de orar por ele, ore por você, não é para que você nunca mais ore por essa pessoa, não. É assim, você já orou bastante, não é? Então, agora, ore para que você tenha coragem, para que as amarras do medo não te prendam, porque denunciar não é uma coisa fácil, simplista.

Estou me acusando pouquíssimas pessoas, eu quero dizer claro isso, a repercussão foi muito favorável, de ser muito simplista em dizer denuncie como se eu quisesse colocar um novo fardo sobre a vítima. Você tem que denunciar. Não é nada disso. Seja razoável, seja inteligente.

Quando você tem uma hora e pouquinho, na verdade, eu recebi uma hora para pregar. Eu que extravazei o tempo, estourei o tempo. Quando você tem uma hora para pregar, você não tem como dar um manual de sobrevivência pós-denúncia.

Eu estou ali dando direcionamentos rápidos para, no mínimo, tentar salvar pessoas, sabendo que depois a igreja, a comunidade... E aí eu vou além, Mariara, tá bom? O centro espírita, a paróquia que a pessoa frequenta, o clube, sabe? A ONG vai continuar trazendo manuais de sobrevivência para quem vive uma pós-denúncia.

Querer atribuir tudo isso a uma mensagem de uma hora é injusto. E em alguns casos específicos denota profunda inveja pelo que deixou de fazer. Perfeito, pastora. Também gostaria de saber da pastora onde a igreja, onde a pastora acredita que a igreja falhou quando o assunto é proteger mulheres e ensinar os meninos, os adolescentes, os homens, a honrar as mulheres.

Falhou em educação cristã. A Bíblia diz, no livro do profeta Oséias, o meu povo é destruído porque lhe falta o conhecimento. A igreja falhou em educação cristã. Eu não estou generalizando, mas eu quero falar para você que se incomoda quando a gente diz a igreja, a igreja. Não, tem que dizer quem? Nós somos um corpo. Como corpo, falamos de forma plural Então, o que você lembra?

no plural, não só para os nossos louros, não só para as nossas vitórias, mas também para os nossos equívocos. Pregar submissão de forma rasa, sem tocar, aprofundar o tema da masculinidade cristã, da posição do homem como alguém que ama a esposa, como Cristo ama a igreja, é uma falha de educação cristã.

Falar às crianças sobre pureza sexual, agora desculpe, não quero dizer crianças, mas adolescentes e jovens, sobre pureza sexual, mas não pontuar o risco eminente de abusos e o quanto é importante que ele se sinta apoiado para uma possível denúncia dentro da própria comunidade, é uma falha.

Não estou dizendo que todas as igrejas locais falharam. Mas olhando de forma organismo, nós precisamos investir mais em educação cristã e menos em coisas supérfluas.

Se a gente pudesse ter um índice, eu não sei se existe, as igrejas mais bíblicas, as igrejas que trabalham mais o ensino, o estudo, certamente são aquelas cujas questões dessa natureza estão despencando no ranking, estão caindo.

porque a pessoa está sendo liberta pelo conhecimento. Agora, se você vai para uma reunião, onde pouco se fala em português, não é verdade? Porque quem está ali acredita que só falar em línguas que revela espiritualidade. Eu sou assembleana, sou pentecostal, e estou orando em línguas estranhas há mais de 30 anos, porque Jesus me batizou no Espírito Santo quando eu tinha 12 anos de idade.

Agora eu preciso ter uma mensagem inteligível para quem está sentado ali e entenda o que eu estou dizendo. E aí, depois de edificados, a gente vai falar em línguas, a gente vai marchar. Quem não marcha, não marcha. Isso não é problema, desde que a gente possa acertar na educação cristã. Então, vamos investir nisso? Vamos investir em educação cristã? Sabe o que acontece, Mayara? Esse índice que a gente tem de mulheres...

cristãs que passaram já por violência, isso também se dá por uma questão social, porque a igreja chega em lugares de periferia, a igreja chega em lugares onde há analfabetismo, também funcional, a igreja chega em lugares onde as mulheres vêm de históricos, de um círculo de baixa renda, de dependência, de semi-escravidão.

em alguns setores. A igreja entra e Jesus salva essa mulher. E essa mulher entra no índice, algumas vezes, porque, para começar, nem todas têm o cônjuge cristão e evangelizado.

A igreja tem sua maioria de mulheres. Então, você vai ver que não são todas ali casais, que tem um marido, uma esposa e um marido. Então, já entra aí. Esse indivíduo que agride essa mulher, a maioria das vezes não é um cristão. E depois, ela passa por isso como um reflexo social de todas as dores que a envolve.

que são essas que eu mencionei. Ah, então a igreja está eximida, está desculpada. Não. Porque cada mulher que o evangelho de Jesus alcançou precisa ser alcançada por um discipulado real, pulsante, que comunique a ela de forma direta tudo que você viveu de sofrimento até aqui, você não deve mais viver de forma conformada.

Se é uma questão de pobreza, olhe para a vida sob uma outra dimensão, volte a estudar, acredite no seu futuro. Se é uma questão de desvalor, se olhe generosamente de novo no espelho, se acolha. Se é uma questão de violência e de crimes, levante e denuncie, porque você é uma filha de Deus. Imagine esse impacto.

Aí os índices vão ter que cair e vão ter que mostrar que a igreja que chegou aonde o Estado muitas vezes não chega e nem quer chegar, conseguiu transformar uma realidade de forma completa. Não só uma realidade espiritual, mas essa maravilhosa tricotomia espírito, alma e corpo.

Amém, pastora. Uma outra coisa também que eu gostaria de falar com a pastora é o seguinte. É muito comum que a gente veja as pessoas do mundo secular falando que a Bíblia, que a igreja são machistas, principalmente por conta dessa questão da submissão, que as pessoas não entendem biblicamente como é, enfim. A senhora acredita que essa repercussão da sua mensagem ajudou muito para mostrar que existe, sim, uma preocupação, um posicionamento dentro da igreja? Sim.

Sabe por que, Maiara? Porque fantasiaram muita coisa sobre a igreja. A polarização política que o país vive fez com que alguns discursos sobre a igreja fossem repetidos sem que ao menos a pessoa pudesse parar para avaliar se há sensatez ou verdade neles.

A impressão que se dá ouvindo algumas pessoas, não todas, obviamente, tenho conversado com pessoas da direita, da esquerda, brinquei esses dias na live, seja bem-vinda à direita, seja bem-vinda à esquerda. Depois eu falo, meu Deus, tem mais um negócio aí, alguém avisou, centrão, falo, isso aí, bem-vindos também. Mas sabe o que acontece? Alguns...

Repetem um discurso que chega a ser... É trágico e cômico ao mesmo tempo. Ainda há pouco no meu closet, eu ouvindo um discurso sobre mim, olha, ela está a serviço de fulano de tal e daqui a pouco ela vai pedir os votos. Eu falo, gente, o que é isso? O que é isso? Eles têm uma visão sobre a igreja?

que limitam o entendimento de que uma mulher como eu é uma mente pensante, que tem clareza sobre as questões que envolvem a humanidade, que é capaz de falar sem precisar de permissão ou apoio político de quem quer que seja, e que a igreja, na sua maioria esmagadora, acolhe isso e se sente bem com isso. A igreja não é um manicômio, como alguns de vocês estão tentando pintar.

A igreja não é uma seita retrógrada medieval. A igreja é viva. A igreja é pulsante. A igreja é poderosa. Nossos jovens estão nas universidades, quebrando paradigmas. Nossas mulheres estão escrevendo. Estão trabalhando em ajuda mútua.

Nós funcionamos enquanto igreja do Senhor Jesus, organismo vivo, mas também temos representatividade em ONGs, representatividade em comunidades no Brasil, no Rio de Janeiro, onde eu estou, como poucas pessoas conseguiram fazer. A igreja profissionaliza, a igreja impulsiona. Então, se serviu para pelo menos eu fazer assim com a minha mãozinha, sabe? Ei, pessoal!

Tem gente aqui? Então eu já posso agradecer a Deus por isso. O que eu tenho visto em alguns lugares é muito gostoso, sabe? É muito bom. Porque alguém dizendo assim, eu não sabia que a igreja... Ah, mas eu acho que eu vou conhecer a sua igreja. Olha, mas você como evangélica...

E isso não me traz nenhum tipo de vanglória, muito pelo contrário, me responsabiliza muito, porque eu sei que Deus só está usando a minha vida para sinalizar porque nós não somos uma Helena Raquel, nós somos milhares e milhares de crentes, sadios, lúcidos, e que acreditamos nas transformações necessárias da nossa comunidade para cada vez espelharmos mais a cultura do reino.

e a imagem de Cristo. E a minoria...

que age de forma contrária, que aguente a pressão. Porque nós, Igreja de Jesus, que estamos aqui para ser luz, para ser verdade, não vamos tolerar, tolerar que a presença de vocês entre nós sacrifique, toda uma comunidade. Não. Deus nos chamou para fazermos a diferença, para abençoarmos as pessoas. Historicamente, esse é o nosso lugar e é nele que nós vamos continuar fluindo para a glória de Deus.

Amém. Pastora, algo que me chamou muita atenção nos comentários de todos os cortes, rios, fotos, de tudo que compartilharam sobre a senhora, foram comentários de homens falando o seguinte, ela não pode ser chamada de pastora, não existe mulher pastora. Enfim, esses comentários que a senhora já ouve desde sempre, há 30 anos, né?

Só que esses comentários desviando do foco principal, né? A senhora estava dando uma mensagem tão impactante, tão forte, e eles mais preocupados com o seu título do que com o tema do que a senhora estava falando. Pastora, o que isso revela sobre a nossa sociedade e até sobre parte da igreja?

A discussão teológica sobre o ministério feminino não está proibida, ela é sadia. E deve ser até motivadora para que as mulheres não fiquem só gritando assim Deus me escolheu e pronto. Para a gente pensar como apresentar o que a gente entende doutrinariamente, para a gente conversar, para a gente também ouvir, perceber o outro.

Então, quando há respeito nessas colocações, tudo bem, né? É diferente de zombadores, de homens que chegam querendo descredibilizar, blá, blá, blá, blá, né? Que algumas vezes escrevem debaixo dos nossos comentários como se nós fôssemos só uma bonequinha do blá, blá, blá. Isso é horrível, isso é nocivo. Mas a discussão teológica...

Aceitável, pertinente e importante. Agora, diante do tema que está sendo exposto, reduzir a uma pergunta inicial qual título a Helena carrega, vou dizer uma coisa para você, Mayara, isso denota um comportamento obsessivo. Isso não tem relação com doutrina.

porque eu conheço mestres no Brasil respeitadíssimos que fazem sempre oposição a essa questão ministerial e nenhum deles foi no meu post nessa temática para querer falar desse assunto. Por quê? Porque eles estão discutindo ideias, porque eles estão sendo firmes nos seus posicionamentos doutrinários, mas entendem que nesse momento não é disso que se está falando. Quem assim o faz está obcecado.

Quem assim o faz tem problemas com a femininidade presente nos públicos e na vida, sim. E se esconde através de um zelo doutrinário para continuar descredibilizando e massacrando mulheres. Então, o que a gente está vivendo é uma questão patológica, não é uma questão doutrinária. É impossível que...

Num vídeo onde a gente está tratando de uma demanda seríssima, alguém se ocupa em dizer, mas ela não deveria ser pastora. Outra coisa. Algumas dessas pessoas são rasas. Elas não têm profundidade sobre o tema. Normalmente, quando elas escrevem sobre isso, logo a seguir vem uma série de pataquadas. Você vai ver.

Porque a Bíblia diz isso e aquilo e aí mistura ditado popular, mistura seus achismos. Sabe por quê? O mestre, o verdadeiro mestre, sobretudo se ele, além de mestre pela questão de formação, ele é mestre por um chamado.

assim como Deus deu apóstolos, a igreja, profetas, também deu mestres. Primeiro, o mestre é humilde, porque ele se parece com Cristo. E segundo, o mestre é profundo, porque ele não ousa discursar sobre o que ele não conhece. Então, há muito oportunismo nessas falas. Deixa eu ver se o meu comentário viraliza.

a obsessão que esconde traumas profundos e problemas emocionais, e há também um esvaziamento, sabe? Eu quero encontrar a palavra certa. Parece que no momento que nós estamos vivendo, eu compreendo quando você falou assim, da nossa sociedade.

da nossa sociedade. Uma agressividade coletiva, um esvaziamento dos bons costumes, sabe? Da gentileza, da hombridade. Eu, às vezes, vejo, leio outros comentários sobre outros temas envolvendo outras pessoas.

Eu fico pensando, gente, quem teve coragem de escrever uma coisa dessas? Que não pode simplesmente passar e ignorar o que não acredita ou o que não concorda, se não for algo que diga respeito à vida, que diga respeito à pessoa humana. Então, nós estamos vivendo uma crise de agressividade horrorosa que tende a piorar agora nos próximos meses, infelizmente, e que Deus encontre entre os homens gente lúcida, gente amorosa,

gente amável firme que consiga expor as suas ideias com um pouco mais de gentileza com um pouco mais de humanidade Amém! E pra você que tem interesse em ouvir de forma mais completa o que a pastora Helena Raquel tem pra falar sobre o pastoreio feminino, ela esteve no Podes Crer, o primeiro podcast dela no Podes Crer ela falou sobre isso durante um bom trecho ela explicou, ela falou do embasamento bíblico E aí

Então convido você a assistir também se quiser saber um pouco mais. Pastor, a gente está quase finalizando. Eu tenho mais duas perguntinhas para a senhora. Por favor. Nesse momento, eu gostaria de falar com a senhora sobre feminismo, né? Porque existe uma linha muito tênue entre defender as mulheres de forma bíblica e aderir ao discurso feminista. Como a senhora enxerga essa diferença e os cuidados que tem que ter para essas duas coisas não se misturarem?

Basta que cada pastora, cada menina, cada mulher ou até homem que queira falar sobre esse tema, seja bíblico. Se você for bíblico, as coisas vão ficar muito claras para quem ouve e você vai conseguir não atravessar a linha.

Quando falo de proteção à mulher, falo também de submissão e falo também de masculinidade sadia. Essas coisas vão se encontrando no mesmo bojo para formar um conceito saudável de casamento, um conceito saudável de família.

Quando eu falo de voz feminina, eu estou falando de uma voz que, desde o Éden, Satanás tentou distorcer, tentou perturbar, mas que é poderosa para continuar comunicando verdades profundas sem usurpar um lugar e uma autoridade que não lhe pertence, dada ao homem no contexto da família ou ainda da igreja.

Eu acredito que não há o menor perigo em sermos incisivos na nossa fala contra a violência doméstica, proteção da mulher, proteção das crianças, porque isso não contraria nenhum princípio bíblico nem flerta com o feminismo. Feminismo é uma pauta, feminismo é uma visão que talvez possa convergir em algum ponto até com o que a gente acredita. E por isso, pareça, será que é?

Será que é? Mas não é. O que nós estamos falando é sobre a Bíblia, o que nós estamos falando é sobre a palavra de Deus. É sobre ser feminina a luz da Bíblia.

Amém, pastora. Agora, saindo um pouco desse assunto, estamos aí perto do Dia das Mães, domingo, Dia das Mães, e esse vai ser o primeiro Dia das Mães da pastora Helena Raquel, como mãe da Maria Clara, né? Mãe por adoção dessa menina incrível, é um testemunho maravilhoso, que também já foi contado, não pode crer, tá? Então, pode crer mais recente com a pastora Helena Raquel. Olha aí a minha menina!

a Maria, gente pastora, como é que está o seu coração sabendo que você vai comemorar esse dia com a sua filhota? poxa, você tinha que ter me preparado pra esse momento deu até uma tremida aqui falar do assunto sério a pastora falou da Maria Clara, né? o coração derrete acabou, viu? estava aqui eu tão incisiva e agora já estou até tremendo de amor

Esse é o meu primeiro dia das mães, graças a Deus, graças a Érica, que gerou a minha filha, que é a mãe biológica dela, é a mãe também. E eu estou com muitas expectativas, sabe? Para viver esse dia com a Maria, para viver esse dia em família e para voltar a sorrir no dia das mães.

porque durante muitos anos, mesmo sem ser mãe, essa data para mim foi maravilhosa por poder celebrar com a minha mãe. Mas, sendo muito franca, nos últimos anos foi um pouquinho puxado. E eu me lembro de, no último ano, eu ter dito para o Leomar assim, é complicado não ter mãe nessa data e ainda por cima não ser mãe.

Esse ano eu já estou sorriendo desde já. Primeiro porque a palavra profética, a última que minha mãe me entregou, se cumpriu. Minha mãe disse para mim, no leito de hospital, olhando nos meus olhos, minha filha, você fez a cirurgia, não perdeu o seu útero, porque Deus não permitiu, Deus foi glorificado.

Agora o seu filho, sua filha, você vai encontrar e vai adotar. Minha mãe partiu para a eternidade e no céu eu pretendo correr disparada com a Maria Clara do meu lado para apresentar a minha mãe e para dizer a ela, Mãezinha, você tinha razão. Então, é uma celebração...

como mãe, mas também uma celebração como filha. E nesse momento poder ser mãe como a minha mãe foi, poder repetir muito do que ela fazia, poder lembrar da conduta dela para repetir inúmeras vezes e viver isso em plenitude com a Maria, que é minha filha, uma menina muito especial.

uma menina muito amável, uma menina que também teve boas expectativas para, em um momento como esse, viver o Dia das Mães de uma forma melhor do que ela viveu nos últimos anos. E eu quero agradecer a Deus por isso. As expectativas estão lá em cima. Ela bem aqui está, não é, Maria Clara? Linda e plena. E eu quero aproveitar que estou em uma live para dizer Maria, minha filha...

não esqueça do presente da sua mãe. Pastor Helena Raquel, eu sempre falo isso para a senhora quando estou com a senhora, que é sempre um prazer muito grande te ouvir. Eu aprendo muito com a pastora. É com certeza uma das nossas maiores referências no meio cristão.

Então, muito obrigada pela sua fala, pelo seu posicionamento, pela sua entrega, pela sua dedicação, pela sua coragem. Muito obrigada também por estar aqui conosco mais uma vez no Pleno, sempre tão solícita com a gente quando a gente pede. Você sabe que a casa está sempre de portas abertas para te receber. Ou pode crer também, porque a gente ama conversar com a senhora. É a minha casa também, né? É, com certeza. E feliz Dia das Mães, que você e a Maria tenham um domingo abençoado em família, curtindo muito juntos esse dia.

E com presente, hein, Maria Clara? Sem dúvida. Querida, muito obrigada, Maiara, por esse tempo tão especial por aqui. E eu quero dizer a vocês que o Senhor me confiou um livro, eu estou aqui procurando ele, porque eu não separei antes, me veio do nada aqui. Filha, vê se você acha um Eleitas ali, pra mamãe. Ah, está ali, ó, aquele cantinho ali.

Deus me confia um livro, Eleitas, que fala sobre a legitimidade e o valor do Ministério Feminino. Tem a participação da pastora Antonieta Rosa, que vocês já ouviram me falar sobre ela muitas vezes.

E eu quero dizer para você que é mulher e tem dúvidas sobre as questões que envolvem o Ministério Feminino. A mulher pode falar, pode pregar, pode ensinar, quando ela pode, quando ela não pode. Eu acredito que esse livro vai te ajudar muito. E os homens que também quiserem aprender sobre essa temática, ou no mínimo ouvir um contraponto, porque é muito saudável que a gente faça isso, aqui está o meu livro, tá? Eleitas, ele está disponível na minha loja.

lojahr.com.br é um excelente presente para o dia das mães e também uma excelente forma de você aprender, se atualizar crescer aí na graça do conhecimento eu quero aproveitar para deixar aqui o meu abraço, tá? o meu beijo para todas as mães nessa semana tão especial nessa semana tão maravilhosa eu quero dizer para você que Jesus beijo

Ele poderia ter surgido num cesto, nas águas de um rio, como Moisés entrou na vida da filha de Faraó. Jesus poderia ter sido formado fisicamente, direto pelas mãos de Deus, como foi...

Adão, mas Deus em sua graça permitiu que o seu filho encarnasse no ventre de uma mulher. Ser mãe, de certa forma, é ver a repetição do milagre de Deus a cada dia, em cada estação.

se você é o útero que gera, se você é o braço que acolhe, se sinta abraçada e se sinta feliz em ver Deus compartilhando o seu principal projeto, que é o nascimento dos homens, das pessoas, junto com você, mulher. Um beijo, que o Senhor abençoe a todos. Beijo, pastora, até a próxima entrevista.

Beijo!