#392 ME CONTE SUA FOFOCA: términos de relacionamento
Edu Oliveira e Thiago Theodoro comentam fofocas da internet, dos famosos e da audiência.
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Mona, eu tenho uma fofoca babado pra te contar.
Então me conta essa fofoca, viado!
Olá, olá, olá, olá, olá!
Êêê, ai amiga, feliz Dia dos Namorados!
Não, Dia dos Namorados é só semana que vem. Hoje é o dia das solteiras.
Tempo tá correndo, amiga. Uma semana.
Das assustadas.
Uma semana para vocês arrumarem um namorado aí, gente.
Precisa.
Ah, não vem me dar esse lacre. O dia dos namorados tem que ter namorado, dia das mães tem que ter mãe, dia do pai tem que ter pai.
Vamos fazer o dia dos amigos.
Ah, vai tomar no cu. Dia dos amigos é o cu. Ah, gente.
Dia dos amigos, vamos sair todas as amigas pra beber, ocupar os restaurantes.
Perdedor, coisa de gente derrotada. Todo ano você vai fazer essa piada, todo ano eu vou manter essa versão. Ai, no dia dos namorados Fiquei em um bar com as minhas amigas. Para de ser derrotada! Eu vou ter que fazer o quê? É só não comemorar, se você não tem.
Tem que matar em casa?
Não, tem que viver normalmente. É um dia que não é feito pra você, nem tudo é pra você. Tu daí, no dia dos namorados, quer fazer o dia do solteiro.
Mas o casado também tem que comemorar o dia dos namorados?
Eu não comemoro esse dia não.
Ah, eu sou um eterno namorado. Ai, odeio também essa. Somos eternos namorados.
Amiga, eu acho brega dia dos namorados, gente. Pra falar a verdade.
Eu não acho.
Eu acho.
Eu acho lindo, sabia?
Eu acho o amor brega.
E é bonito ser brega, é bom ser brega.
Dia dos Namorados é um dia difícil para curtir.
Por quê?
Acho que é um dia para você ficar em casa curtindo com a sua parceria, não é para você cair nas pegadinhas do Dia dos Namorados.
Quais são as pegadinhas do Dia dos Namorados?
Sair de casa. Todo o resto que vier depois disso é pegadinha, amiga. Restaurante é caro, não sei o quê é caro, tudo é um inferno, tudo tem espera. Acho que não pensei nisso.
Amiga, mas quando Não é um motivo para você sair de casa, amiga.
Sabe quem gosta de Dia dos Namorados? Quem não tem namorado. Porque fala: "Ai, um dia eu vou ter o Dia dos Namorados." Aí você vai ter, vai ver que não é nada demais. Não tem de ter namorado ou de comemorar o Dia dos Namorados?
Agora você me jogou muitas coisas também, muitas responsabilidades.
Mas você tem a cara de básica que já pediu alguém em namoro no Dia dos Namorados?
Não, mas eu já fui pedido.
Ah, todo mundo já passou por isso. Eu também já fui pedido. E o que eu fiz? Aceitei, claro. Eu tava desesperado. Eu pensei, tava desesperada, quer não? A pessoa nem terminou comigo, eu já falei sim.
Durou muito tempo, amiga?
Durou, menina, duraram 3 anos quase.
3 anos?
Era, fui pedir no Dia dos Namorados, ele fez uma lasanha. Gente, durou lasanha! Esse ex mora até fora hoje. Namoramos 3 anos.
3 anos?
2 anos e 9 meses.
Nossa, meu foi bem rápido.
3 dias. Acabou no dia 15, amiga?
Foi o que morreu.
Ai, de novo essa história. Por que ela faz isso, gente? Eu não tô rindo, mas é toda hora, fica chamando.
Não tô chamando nada, amiga, só avisei.
Vai começar a piscar a mão atrás de mim.
Só avisei, tá?
Mas acabou por quê? Não acabou porque ele morreu. Você é viúvo? Não, amiga, preciso saber.
O que você preenche? Vamos terminar essa história.
O que você preenche lá no cadastro da loja de departamento? É solteiro ou viúvo que você preenche?
Depois vão descobrir que eu que matei.
É, amiga, cuidado, você tá levantando suspeita contra você agora. Diz que ele falou "olá" e aí foi, gente.
Ai, de novo, ai, o Xereca, você tá me deixando emocionada com essa história, cara.
Ô amiga, eu sei que é uma memória difícil, mas a gente vai rir junto, você vai ficar bem agora.
Tá pegando em lugares sensíveis mesmo.
Eu não quero parecer que eu sou uma pessoa insensível, eu respeito o seu luto. Vamos pro programa agora. Gente, vamos jogar pra cima? Aqui pra comemorar o Dia dos Namorados, a gente trouxe o quê, Eduardo?
Histórias de términos, gente. Ó que alegria! Porque eu lá quero saber Quero saber como você vai comemorar seu Dia dos Namorados. Eu quero saber quanto tempo vocês estão juntos. Eu lá quero saber se vocês estão felizes. Eu quero saber de desgraça, quero saber de como foi um término complicado, alguma coisa que traumatizou, te deixou 2 anos sem transar com alguém, 3 anos na terapia, 4 anos sem conseguir trocar mensagens.
Nunca— eu gosto de transar, né, gente, tem gente que não gosta. Nunca fiquei 2 anos sem transar, amiga. Não, imagina.
Aumentar um pouco.
Mas é que fala, tem pessoas que depois de término ficam sem transar um tempão.
Tô pensando aqui na pandemia. Pandemia, acho que eu fiquei um ano sem transar.
Foi de máscara, né, amiga?
Eu lembro o primeiro sexo que eu tive pós-pandemia.
Você lembra? Foi um momento que marcou muito a vida de todo mundo, né? Que transa. Porque foi muito tenso pra quem tava sozinho em casa ou tava em isolamento, né?
Foi com um cara que morava na minha rua, que foi a primeira pessoa que eu tive... "Como sentir a vontade para ir transar e tal". A gente tava conversando há um tempo.
Já tava flexibilizando. Você não foi à Pugliese, né?
Não, tava se flexibilizando.
Foi péssimo. Amiga, mas foi o de todo mundo, gente. Ai, foi muito ruim! E quem tava namorando, quem tava casado...
Acho que eu tinha ficado mais de 1 ano e meio sem transar.
Quem tava namorando e quem tava casado também, foi péssimo sexo na pandemia. A gente tava todo mundo deprimido, não tem como! Todo mundo deprimido.
Só o seu foi ruim, para, bi.
Só eu? Sou o único chavinho? Sou o único chavinho que sofreu? Não tinha clima, gente.
Acho que tem muito... Ah, para, bi.
Não tinha clima, amiga.
Não tinha. Tinha gente que o mundo tava acabando, tava lá fodendo.
É, amiga. Se o mundo vai acabar, que seja fodendo mesmo, né?
Que seja no pelo.
Ó, a gente pediu pra vocês aí história de término. Gente, tem uma pior que a outra. Então assim, a pessoa: "Ai, que eu terminei hoje, gatilho". Tá avisada.
Tá avisado. "Ai, tô pensando em terminar." Esse programa vai te inspirar. Esse programa vai ser o passo que falta pra você dar, gente. Se você tá em dúvida em terminar, já é um processo do término.
Eu vou pedir pro Dantas depois rodar no final do programa os arrobas dos casais que eu quero que termine, gente. Ai, que horror, gente. Que eu quero pegar, tá?
Vamos lá, então?
Vamos!
Olha só. Você que vai começar, então?
Eu ia começar aqui com término de ficante, será? Ai, eu gostei dessa, posso começar com uma?
Com certeza.
Olha só, gente, o título dessa daqui, eu vou trocar o nome para Bruna. Pronto.
Ok.
Entreguei meu apartamento para ir morar com meu webnamorado e ele terminou comigo 2 dias antes da mudança. Ó, que bacana.
Ah, gente, top coisas que eu mais odeio no mundo.
Webnamorado.
Não ia falar Luiza Sonson.
Taylor Swift.
Não, mudança.
Mudança é muito ruim, né, amiga?
É muito ruim, gente. Se for a minha, é péssima. Se é de algum amigo que eu tenho que ajudar, é pior ainda.
Se é a do amigo que eu tenho que ajudar, fiquei doente no dia, amiga. Não vou ajudar.
Tive, tive, ai, gente, o mosquito da dengue me picou.
Na hora, amiga. Ah, não posso, vou ter que gravar Me Conte, vou ter que gravar o Me Conte. Ah, não posso. Eu invento um plantão na hora, amiga.
Me chamaram agora pra gravar o Wanda, gente. Ai, são todos desorganizados. Alguém cancelou. Ai, sou sempre eu.
Amiga, que bom que você pegou um exemplo que é verdadeiro, que é a zona do Wanda, né, gente. É muita desorganização lá. Não sei como estão no ar até hoje. Fico passada, gente.
E a gente nunca mais foi, né?
Ah, também não chamam mais, né, Eduardo? Cadê o convite?
Aí depois fala: "Ah..." Eles têm medo de colocar duas potências tão fortes juntas.
Amiga, vai ser muito gay junto, né? Eu ia te perguntar, na verdade, é que pra mim esse conceito Gente, acabou. O quê? Que é o conceito de webnamorado. Os jovenzinhos, será que fazem isso ainda?
Mona, pelo amor de Deus. Existe ainda.
Isso é coisa de jovem LGBT, viu?
Existe ainda coisa de jovem LGBT e dos jovens e-girl, sei lá o quê.
Isso não acabou também, não acabou e-girl?
Tá entrando em desuso, né? Mas o babado é que existe ainda o webnamoro e existem os relacionamentos à distância que precisam se manter à base da internet, né?
Isso eu tenho amigos que...
Isso eu tenho pavor.
Atualmente eu tenho amigos que estão em relacionamento à distância E realmente é um fator de dificuldade.
Muitas das vezes a pessoa recebeu uma proposta de emprego para trabalhar no Canadá, a pessoa que tá trabalhando aqui tá com emprego fixo. Às vezes o emprego que ela tem não tem essa mobilidade para ir trabalhar lá. Não existem vários empregos, gente, que se você pensar, ah, eu tenho um emprego aqui super legal, será que eu consigo trabalhar com a mesma coisa que eu trabalho lá nos Estados Unidos, lá no Canadá, lá na Europa? Muitas vezes não.
Acho que na maioria das vezes, não.
Acho que não na maioria, mas uma boa parte.
53%, vou trazer um dado aqui do Ibope agora.
Boa, amiga, boa. Agora sim, senti confiança. Então, 53% das coisas eu acho que dão, né?
Amiga, eu sempre dou.
Ok, vamos lá então.
Seguindo aí. Então tá, eu queria só xoxar essa ideia de webnamorado. Saia dessa!
Gente, pra mim...
"Ai, é aquela véia que namorava o Brad Pitt, entendeu?
Acorda!" E o relacionamento à distância que tá nessa situação, pra mim, ele tem que ter uma margem para acabar e sair dessa situação.
Exato, é o que eu sempre digo. Namoro à distância, qual é o combinado de vocês pra vocês morarem na mesma cidade? Tem que ter um prazo.
Um prazo de validade.
"Daqui um ano, daqui um ano e meio, daqui 6 meses." "Estou indo atrás pra morar com você na mesma cidade." Tudo isso é sinal de interesse.
Pra mim é fundamental, desculpa. Não existe essa pra mim: "Ai, moramos cada um em um estado". Não.
Então é melhor ficar, eu acho que nesse caso, pra mim, como funcionaria? Melhor ficar e cada um pode ir pegando as pessoas da sua cidade.
Deixa aberto.
E aí um dia vê o que faz.
Não, nem aberto.
É que já é aberto, não é? Quando a gente se encontrar, a gente fica, mas pode ficar com outras pessoas, aí melhor. Mas os românticos estão se matando agora: "Não, eu vou esperar meu grande amor morar na minha cidade". Vamos aqui pra história da Bruna, né? Foi que eu chamei ela. Isso. "Oi, amores. Vocês já são muito paparicados, então vou direto ao assunto." Que grossa! Que grossa, mal-educada, né? "Me envolvi no webnamoro e você quer ser a boa ainda pra cima da gente?
Conheci o menino do pior jeito possível. Eu vi os vídeos dele na internet." Puta merda! Nunca vi isso.
Algumas das pessoas que me dão match no Tinder é assim. É?
"Conheci essa bicha do pior jeito possível." Ai, amiga, pior coisa, gente, é você gostar da pessoa e ver as redes dela. Que quase sempre você vai perder o tesão, gente. Será que é assim que as pessoas Não dá, para de postar, amiga. Agora já, gente, não dá. Você conhece o boy, você vai ver no Instagram, fala: que desgraça! Mas às vezes tem o contrário. Para mim, quase sempre é o contrário. Quando eu vejo pessoalmente, falo: nossa, nem parecia que era tão interessante como era nas redes.
Eu gosto desse sentimento, eu adoro. Mas é que eu não escolho a pessoa pelas redes sociais, né, gente?
Ele fazia por aí, amiga. É, eu sou muito mais chata nas redes, pessoalmente sou muito mais legal.
É, é, vamos acreditar nisso, se Deus quiser, amiga. Segue, segue. Não, é verdade, amiga, é verdade. Ele fazia vídeos de um conteúdo que eu não vou contar para vocês. Fez mistério. Porque vocês já vão me esculachar muito. Ah, mas vamos se preparar.
Ele falava de futebol.
Ai, amiga, eu acho que deve ser uma coisa bem pior. Sabe aquelas pessoas que postam conteúdo? Como instalar roteador? Eu acho que ele fazia isso. Ai, eu uso muito. Eu uso muito. "Minha máquina de lavar roupas está vazando".
Eu clico muito ali, gente.
E é sempre um velho, 50 mais, com uma luz péssima. Mike explica perfeitamente os problemas, gente. Um que eu sofro muito, que é como trocar o filtro do filtro. É sempre o veinho. É sempre o veinho que ensina a desencaixar e botar o novo e passar os 3 litros de água nova.
O meu, eu tava reclamando do meu filtro, que esquentava. Tava sujo. O negócio lá, era só tu limpar atrás.
Mas não acende a luz vermelha.
Foi um velhinho que me explicou, é.
Eu adoro, gente. É a melhor coisa que tem.
Tá?
"Mas ele fazia vídeos e eu assistia". Eles se conheceram assim.
Tá criticando, mas assiste essa bosta.
"Achei ele bonitinho".
Será que ele faz stand-up na internet?
Aí, isso era ruim, né? Isso é foda. Prefiro instalar roteador. Nossa. "Despretensiosamente, a Bruna mandou uma mensagem para o Divo. Ele respondeu e a gente começou a conversar. Parecia surreal o tanto que a gente era parecido". Duas doidas.
Nós dois gostamos de chocolate.
Chocolate, tudo em comum.
Nós dois somos fãs dos Beatles.
É, ai, tomamos banho todo dia. Ai, almas gêmeas.
Ai, amamos estrogonofe.
Não dá, né? Ai, adoro pizza. Ele também. Que romântico, feito um para o outro.
Gente, a gente ama dormir, acredita?
Nos dias de hoje ainda, gente. Melhor coisa que você faz da companhia de alguém é dormir, viu? "Ele veio para..." A gente acabou se envolvendo muito rápido. "E ele veio para minha cidade, foi tudo de bom." "Depois de um mês, eu fui para a cidade dele." Ok.
"Gastando dinheiro de passagem." Tá, até então ela tá seguindo toda a cartilha.
Ela já começou a cartilha diferente. Ela mandou mensagem pra uma pessoa que ela via vídeos. Isso é normal hoje em dia?
Normal, a maioria das pessoas que eu me relacionei foram que ou ouviam podcast já, ou conheciam. Te seguiam nas redes. Ou já tinham visto alguma coisa aí algum dia da vida. Pra mim é normal, acho que todos—
É um cartão de visita, né?
Quase sempre.
É tipo quem vai trabalhar na loja e o povo passa lá na frente da sua loja, te vê, uma hora entra e fala: "E aí, gatinho?" Exato. É, dá igual.
Ai, Jesus, eu dei em cima do menino que ele tava trabalhando, mas não sei se ele—
Se ele tinha dado abertura. Então... Você vai se arrepender no ar.
Eu tava no bar, tava no bar, tem umas...
Ah, eu conheço essa história. Amiga, foi tu e ele?
Eu contei, eu contei.
Não se martiriza, aconteceu, vocês conversaram super de boa.
Eu tava afim, tá?
É, você tava afim. E deveria. Mas você conseguiu achar ele depois? Não, que esse foi o problema.
Será que ele me bloqueou?
Porque a gente não achou o boy, gente. Foi muito triste. Fiquei 15 dias na cidade lá do Webdivo, tá? Foi muito bom também, mas eu tive que voltar, tem que trabalhar, né, minha filha? Quando eu cheguei no aeroporto na minha cidade, mandei mensagem para ele e ele já estava esquisito. "Não fazia nem 3 horas que a gente tinha se despedido." Foi um voo até que curto, ó.
Ai, gente, esse momento quando começa a responder mais demorado, passado. Esse momento quando já não manda mais bom dia.
Aí tem que reativar, gente. Tem que mandar nude de novo pra ressuscitar aquela conversa, né. "Foi eu chegar em casa e tirar minha mochila das costas que ele me dispensou." Ué, já vai terminar a história, gente? Até aí tudo bem.
Bem pra quem?
Falei beleza e segui com a minha vida, mas eu gostava dele. Então ele voltou atrás e eu voltei atrás também. Mas ele começou com papo de que tinha feito isso porque não estava pronto para namorar a distância e de que precisava que eu fosse morar com ele para que o nosso namoro desse certo. Lembrando que ela só foi na cidade dele uma vez, tá? "Ele morava numa cidade bem linda do Brasil." São Paulo?
Parabéns! Guarulhos?
Guarulhos!
Não?
Diadema? "Que eu sempre quis conhecer e morar. Mas não estava pronta para tudo isso ainda, me mudar. Depois de alguns meses, 6 para ser exata..." Aí ela já tava pronta. Aí, amiga, a gente é muito conservadora, né? Eu jamais faria isso, gente.
Jamais.
"Depois de muita insistência e brigas pelo mesmo motivo, eu falei que iria pra cidade dele." Ó, foi uma festa! "Vendi minhas coisas..." Calma que vai piorar. "Vendeu minhas coisas." Sabe o quê, né, amiga? 3 calcinhas e um botijão de gás.
Ela teve também aquela latinha de 32 polegadas.
"Vendi minha Mitsubishi, avisei minha família..." Meu Deus. "Entreguei meu apartamento..." Meu Deus. Ele terminou comigo novamente.
Quem diria?
Quem poderia imaginar? Faltando 2 dias para minha mudança, sem eu ter mais onde morar na minha cidade. Ela ia para a cidade dele. E aí ela sem apartamento, sem casa na minha cidade, no dia seguinte eu tinha me organizado para ir para a cidade dele. Fiquei em pânico na TV. Sem ter para onde ir, desempregada e descaralhada da cabeça. Que você já tá desde o começo dessa história.
Você se colocou nesse paredão, gata.
É, não foi ela? Ai, o seu voto é em quem, Bruna?
Em mim.
Voltou em si, voltou em si mesma. Fui para casa dos meus pais, que também eram em outra cidade, mas no mesmo estado de Roraima. Caralho, gente, essa daí viajou, né? É a nossa Bruna, aviação, cometa. E fiquei lá pensando na minha vida também. Já não tinha casa, não tinha móvel, não tinha nada, né?
Pensa nessa desgraça mesmo.
Não o suficiente, aparentemente, porque uma semana depois ele voltou atrás de novo, web namorado, e eu aceitei novamente. Caralho, o Ariel tá puto já, gente. Falei que ia para cidade dele, sim. Batendo no peito com orgulho.
É o que você tinha de opção, né?
Tava sem morar, tava sem lugar nenhum para viver. A gente ia fazer dar certo, ela disse aqui com exclamação. Ó, eu sei, o Thiago já está me esculachando aqui.
Não, eu respeito a sua jornada. Esperava apoio.
Calma, Edu, fica pior, viu? Vai ficar pior, tá? Eu fui para a cidade dele, foi até gostoso por alguns Anos? Não, meses.
Meses.
Até que ele começou a mudar comigo. Ué, quem diria? Ele já terminou com você 3 vezes. Quem poderia imaginar que ele ia mudar? Eu não saberia disso.
Que agora vocês iam durar anos, né?
É, como é que é aquela música que o boy troca de coisa, como se troca de— ai, que o verso é em inglês. É Hot and Cold. Esse boy é Hot and Cold, gente, total. Kate Perry que vem aí pra todo mundo no Rio, hein, gente. Eu tô aqui, ó, torcendo. Ele começou a mudar comigo e eu tentava conversar com ele, gente. E ele me ignorava literalmente. A gente morando na mesma casa.
O que seria não ignorar literalmente?
Seria mentir que ignora, não sei. Como que é não ignorar literalmente? É falar com você, né? Que aí seria não ignorar.
Tá, tá, ok.
A gente morando na mesma casa, eu arranjei um emprego finalmente. Ou seja, ela também tava meses mamando nas tetas do Web Diva lá, né? Mas eu acho que ela merecia um tempo, porque ela foi a que trocou de cidade. Opa, não era obrigada a tá pronto.
Ela que deixou ali o conforto da sua vida para ir.
O emprego, a casa, os móveis, a TV 32 polegadas, tá?
Nessa condição, ela teria falado: você quer voltar? Então você vem para cá.
Pois é. Eu nem tinha sido, nem tinha começado no meu primeiro emprego e ele me colocou para fora da casa dele. Mais uma vez, amiga, numa cidade que eu não conhecia nada nem ninguém.
Esse cara é um lixo, o cara é extremamente tóxico, pelo amor de Deus.
É, amiga, tava esperando alguém falar isso. Eu tô aqui há horas levantando para você cortar. Eu em nenhum momento ri da nossa ouvinte, eu tava respeitando a história dela. Foi bem difícil, amigas. Eu imagino, agora troca o tom, né? Fui muito bem acolhida pelas pessoas, inclusive por vocês, quando leram a minha história.
Por que ela foi acolhida? Tinha ninguém na cidade que ela conhecia?
Que eu conhecia há menos de 2 meses. Ai, gente, vai se juntar com mais gente doida aqui, olha.
Então, jogar problema pra gente que ela conhece há 1 mês.
E eram os amigos dele de infância. Gente, quando o amigo do boy fica contra o boy a seu favor, o boy é porcaria mesmo, né? Que nem os amigos defendem, Eduardo.
E geralmente tem essa mesmo, que às vezes aparece o namorado do amigo que é muito mais legal que o amigo.
Ai, amiga, aí você torce para terminar, para você ficar com o outro, né, gente?
Pior que não dá, amiga.
Dependendo do amigo, não dá, né?
Ah, já sofri mais com alguns amigos quase que terminam. O ex era legal, né?
É chato quando o ex é legal, gente. Eu espero 3 meses, depois eu já paro de seguir.
Ah, e quando ele é legal?
Amiga, mas eu não posso continuar falando com ele, que ele é ex do meu amigo e meu amigo odeia ele. Como que eu fico? Nisso, esse problema ninguém resolve.
Ah, eu não dou um follow.
Isso aí, Érica Hilton não tá na pauta.
Eu não dou um follow, amiga. Só dou um follow se a pessoa é chata mesmo. Agora, se meu amigo que terminou, meu amigo que tá cheio de trauma, eu tenho que dar um follow?
Agora você tá refletindo aí.
Eu me coloquei nesse paredão agora também?
Você se colocou nesse paredão.
Amiga!
Eu não falei que você tem que ir em nada, eu falei o que eu faço. O que você faz literalmente é problema seu. Literalmente.
Gente, tudo bem, se é uma coisa pesada, se é uma agressão...
Tem certeza que tem um amigo bem ciumento com raiva dela?
Eu não falo, mas se são problemas do casal...
Eu tenho um amigo que eu conheço, eu perguntei: "Você quer que eu pare de seguir?" Ah, eu nunca perguntei. Eu perguntei, porque eu sabia que era essa pessoa. Eu pensei que ele ia falar sim. E ele falou: "Quero". Porque eu fui só confirmar, e eu parei.
É?
Ai, amiga, muitos anos de amizade.
Ah, amiga, eu não sou pau mandado.
Eu sou. Não, não vou arrumar essa confusão.
Ai, eu também sou um pouco.
Amiga, não. O amigo fala: "Para de seguir". Eu vou parar de seguir. Eu não ligo.
Amiga, você tá certa, eu faço isso sempre. Todo amigo meu que termina, eu dou um follow.
Mas eu sigo ex de amigo e que eu gosto de seguir, que eu acho conteúdo bom, que eu me divirto, eu mantenho. Agora não são todos, não. Eu fico ali meio que—
é um grupo seleto, né, amiga? Comigo é um grupo seleto.
Pior é, por exemplo, já tem amigo que tem muitos ex. Esse eu já nem sigo. Quando começa a namorar, eu já espero que fala: já vai terminar.
Amigo meu que ele tava meio enrolado agora, não precisa. Aí eu até fui falar para ele, eu falei: amiga, você vai ou não vai se enrolar com esse boy, que eu já conheci ele, já viajei, não segui ele até agora. Você me dá um check na hora que— amiga, pode dar o follow agora, tá?
Veio aí? Ainda não. Gente, ela foi acolhida pelos amigos do webnamorado. Reconstruí minha vida, ela disse aqui. Moro na mesma cidade que ele. Ficou na cidade?
Amiga, pois eu vou culpar e resistir sem eu conheci o local.
Gente, ficou muito certo!
Vou namorar um homem mais bonito e te mostrar, minha gata.
Ah, isso é certo, né?
Ah, coisa de... também vai.
Ai, agora vem uma parte triste.
Lá vem.
Sou meio boba. Será? E ele voltou para minha vida algumas vezes ainda. Ai, gente, aí eu fiquei triste de verdade, sabe?
Você não é boba não, você é burra mesmo.
Ele voltou como amigo. Não tem que ter esse amigo.
Não mesmo, essa pessoa não é amiga.
Mas nunca dava certo. Por que será? A gente sempre discutia por alguma coisa e ele arranjou uma nova mulher agora que me odeia e me bloqueou em tudo. É livramento, né, amiga, que diz. Veio até me avisar e pedir desculpas, foi avisar que ia bloqueá-la. Ó, benção, eu chamo isso, tá? E assim acaba essa linda história.
Chorou ainda para quem?
Web namorado, né? Fica aí, ó. Aí vocês me matam, eu já vou falar no primeiro, eu para não me irritar mais para frente, tá? Fica aí o recado. Que recado? Você só fez cagada, gente. Ah, ficou o recado mais hipócrita de todos. Ah, bom, admitiu. Os sinais estão aí, amigas, e é a gente que decide se fazer de doida. Beijos para vocês, amores. Obrigado por sua história, Bruna. Que homem porcaria que você arranjou, minha filha! Para de pegar influencer, viu? Pelo amor de Deus, é muito burra, viu?
Ah não, alguém tem que avisar, gente.
Alguém tem que falar, dar o nome da coisa, né?
Que que tem aí? Um que me pega, gente. Esse eu sofro, sabia?
O quê?
Nossa, parece— nossa, sofro demais. É foda, termino com ficante.
Eu acho ridículo, gente.
Cala a boca, amiga! Tem ficante que são 6 meses.
Amiga, é ridículo sofrer por término de ficante.
Não é não.
Ai não, vamos combinar que é, amiga. Não é, não é nem namorado. Do Eduardo. Só que você tá ficando.
Eu sofri. Ah, não, meu sofrimento foi real.
Ai, tá literalmente, você sofreu literalmente, sofri, tá? Tá. Não existe, né? Existe, né?
Não existe, Ariel. Eu sofro por terminar com ficante. A gente quer mó legal, que a gente poderia ter um futuro.
E tá tudo na tua cabeça, amiga.
Deixa eu criar cenários.
Olha lá, o outro tonto balançando a cabeça lá também.
Verdade, tem várias pessoas aqui. O outro tonto que tá assistindo também é eu também.
Rola outro, tem um monte de tonto lá, ó. Agora eles vão postar ouvindo o episódio, fazendo assim, ó. Um monte de tonto.
Olá! Olá. Meu nome é... Vou mudar os nomes, tá? Meu nome é Ariana Grande.
Olha!
E eu conheci o Shai Swede na faculdade de Direito. Grandes merdas ser advogado, né?
Grandes merdas ser advogado, ó.
Ele era o meu calouro, bonitinho. Bom moço, bonitinho, mas ordinário, cheiroso e insistente.
Adoro, adoro, adoro!
Ai, como eu amo!
Adoro gente que pode me perseguir.
Não, rapaz, você é doida! Ai, mas quem insiste no flerte, eu adoro, adoro. Mas também, né, não, uma hora tem que desenvolver, uma hora tem que gozar, caralho.
É que eu gosto, é do cheiroso me pega demais, amiga.
Cheiroso me pega.
Sabe a pessoa que erra, gente, que passa Perfume demais, amo, amo, amo, amo, adoro, adoro, adoro, toma na minha, olha, eu instalo o seu perfume na minha casa se você quiser, amo, adoro.
Acabamos ficando pequenininha essa letra, é demais, tô aumentando aqui. Nossa, lembrei, tem muitos botoristas de aplicativo que reclama de cheiro, né? E eu sou desse povo que toma banho, eu sou borrifada também, eles já chegam no carro abrindo no vidro. É assim, é foda. Ó, acabamos ficando pela primeira vez depois de passar uma tarde e uma noite inteiras conversando sobre a vida.
Ai, que ficada fofa!
Eu adoro um sexo que, nossa, mete, mete, mete.
É feita de boneco de pano ali, isso é humilhada na cama.
Aí daqueles 3 segundos você deita no peito da pessoa. E aí começa a falar sobre a vida naquela luz escura, talvez só uma amarela bem baixinha de canto. E aí vocês começam a falar sobre a vida, sobre planos futuros, sobre coisas que vocês pensam, sobre vontades que vocês têm. Nossa, amiga, eu sou dos dois pelados assim, um sentindo o outro pelo do outro.
Ai, que delícia!
Um cheiro ainda da pessoa no travesseiro, sabe?
Você aqui Encostado no peito assim, ó.
Com o braço meio dormente, que você tá deitado em cima.
Mas você não quer tirar também.
Você não quer tirar.
Que tá tão gostoso.
Tá tão gostoso. Até o caramujinho tá ali dentro ainda.
Ai, que gostoso. Vou fazer isso hoje.
Momentos únicos, né?
Ai, vou fazer isso hoje.
Adoro, delícia, amiga. Faça mesmo.
Adorei.
Fiz ontem, foi bom.
Nossa, amiga, você foi tudo agora. Você foi lendária.
Vai, desculpa, me perdi. Acabamos ficando aí pela primeira vez, tararam. Mas logo depois da gente se beijar "Ele comentou que ainda não tinha esquecido a ex." Isso é ruim.
Para a gravação!
Para a gravação, gente. Isso, pra mim, é total red flag. "Ah, se usa isso ainda?" Usa, né?
Red flag. Usa. Amiga, quando eu era solteira, falou que não esqueceu a ex, eu ia embora na hora, gente.
Na hora mesmo, é alerta, tá?
"Ah, mas eu tô muito apaixonado, não sei o quê lá." Gente, essa é uma das... Fora as criminosas.
Ai, às vezes eu... Teve um recente que eu meio que... Sei disso e vou continuar.
Ah, mas aí você tem que continuar por conta e risco, que se você se apaixonar—
Mas o risco foi forte.
Mas valeu o risco.
Acho que eu nunca te contei essa história.
Ai, Eduardo, meu Deus do céu, você se apaixonou?
Tô com medo de contar, chegar na pessoa.
Não, então não conta, conta só para mim depois. Eu vou ficar sabendo, gente, vocês não. Ela tá doida para contar, doida para contar. Amiga, conta aquela história que eu te contei do amigo meu.
Amiga, você teve um amigo seu, aquele amigo meu, você conheceu do Paraná, ele tava mal resolvido com ex. E aí esse amigo falou: ah, tudo bem, confia, vou continuar, é, vou continuar. Aí ele chegou até ir para um show com essa pessoa, meu amigo, seu amigo, cara, ele adora show.
Meu amigo, né?
Adora!
É meio barbudinho.
E a pessoa chorou no show pensando no ex, e o seu amigo, amiga, o meu amigo ficou muito triste quando a pessoa chorou.
Mentira! Ai, que bapho, né? Ai, que merda de vida! Ainda bem que eu tenho um podcast, eu não preciso mais falar da minha vida pessoal. Amiga, eu gosto tanto dessa sua fase que você tá mais, é, protegendo mais, né, sua vida pessoal.
É bastante, gente.
É, eu quero dizer, fora a parte de crimes, red flag é pessoa que não esqueceu ex, é red flag, cai fora. A pessoa tá muito machucada ainda, gente, não dá.
E você não é responsável para curar essa pessoa.
E até pesado No sentido de saúde mental mesmo, porque a pessoa às vezes tem uma demanda de terapia e ela fica usando o seu ouvido.
E às vezes a pessoa também não tá bem, quer ajudar outra que também não tá bem.
Ah não, aí vão as duas para o buraco, entendeu?
Muitos acontecem isso, né?
Muito. Quase sempre acaba, quase sempre não, mas muitas vezes você acaba contaminado pela história da outra, vai todo mundo para o buraco.
Uma fragilizada, a outra fodida.
Pois é, que também só uma fodida vai topar ficar com uma pessoa que tá fragilizada pelo ex, né? Tá todo mundo cagado nessa história. Eu falei do meu amigo do Paraná. Claro, amiga, juro, gente, eu tenho que calar minha boca, sério, não tem muitos Literalmente, eu estou sofrendo. Por que que eu sou assim? Vou ficar quieta, vai.
Eu tô chorando, cara.
Eu tô falando do meu amigo do Paraná.
Claro, amiga, claro.
Meu amigo do Paraná, um beijo para ele. Um beijo, amigo do Paraná. É paranaense, ele chama Russo. Um beijo, Russo! Amiga, você vê, vocês têm bastante coisa em comum.
Ai, gente, a guerra na Rússia tá pela hora, né? Olha só, tá aí, ele ainda não tinha esquecido a ex, tá? E que eles só estavam separados porque ela queria se encontrar nos estudos para passar passar na faculdade de medicina.
Não queria ficar com você mais, porque se ela quisesse ficar com você—
Desculpa, queria se concentrar nos estudos para passar na faculdade de medicina.
Gente, não existe! Passou na faculdade, é um período complicado, é, mas dá para passar na faculdade.
Ah, eu já vi essas desculpas, gente. Ai, quero prestar o concurso público, vou terminar o meu namoro, que eu não tô conseguindo focar. Ai, quero fazer meu mestrado, meu namoro tá atrapalhando.
Mentira, não quer namorar mais.
É, gente, fala a real. Essa informação já me broxou um pouco. É porque achei que ele nem precisava ter falado disso tão cedo.
Precisava, amiga, eles só acabaram de ficar.
Acho que é melhor avisar, depois vai falar: não avisei.
Ah, depois é que é o outro que não avisou, né?
É verdade, avisou, avisou e você quis continuar.
É, pois vai, entendeu?
Um dia eu conto com detalhes.
Esse show, meu amigo do Paraná falou que esse show foi num Desconsolação.
Cuida da sua vida. Mas decidi continuar ficando porque a pegada era boa.
Ó, burocracias que eu vejo por aí.
Às vezes é bom mesmo, gente, você não encontra em outra pessoa. Tem poucas pessoas no mundo, né?
Boas como essa, que é apaixonada pelo ex, poucas. Nada vai ser melhor que isso.
Por umas duas semanas saímos quase toda noite.
Ai, que cansativo!
Ele sempre insistia para pagar. Ai que bom! Ele fazia gracinhas quando me encontrava na faculdade ou no nosso estágio, sempre mandava mensagens do tipo: vi isso e lembrei de você.
Olha, óbvio, otária! Viu?
Motar é ver isso, lembrei de você. Lembrei dele, minha ex, até que chegou o quê? O Dia dos Namorados.
Ó gente, olha aí dentro do tema! Tá dentro do tema. Aí, amiga, a gente escolheu os melhores casos para ler.
Eu acordei na casa dele, tomamos banho juntos, e durante o banho—
Ai, eu gosto, detesto tomar banho junto.
Não sempre, é uma vez especial.
Ai, detesto. Não, uma vez especial.
Durante o banho, ele comentou que a música lembrava a ex dele.
Ai, que boy também obcecado com a ex, né?
Nossa. Outro tapa na minha cara, né? É, já tava no chão, já tinha apanhado bastante, pelo jeito.
Já tá pisoteada agora.
À noite, na faculdade, eu acabei trincando o meu tornozelo lá. E foi o que eu chamei agora, do nada, uma fratura. Um amigo me levou ao hospital e quando eu estava lá, recebi uma mensagem do Maurício, minha ex também.
Recebi uma mensagem também trincou o tornozelo.
Contei para ele o que tinha acontecido e ele imediatamente veio ao hospital. Ficou, ah, eu já conheço, eu conheço ficantes que não iriam, sabia?
Amiga, eu não iria não. Eu conheço você, você me conhece, não iria não.
Chama um amigo próximo, talvez.
Ah, não tem ninguém na cidade, em outro caso eu veria se eu iria. Agora ficante, eu vou no E hospital, detestem ir para hospital.
Não vou, não vou, desculpa.
Pode me chamar. Também não foi no hospital por causa de ficante.
Vou ficar quieta, tem uma outra história. Ah, eu preciso voltar, não preciso voltar a contar minhas histórias pessoais.
Amiga, você acha que o Brasil precisa disso? Melhor não, melhor não, né?
Tá, mas é muito boa.
Aí essa eu não conheço, é de hospital.
Eu vou ficar quieta, gente. Ó, contei para ele o que tinha acontecido e ele imediatamente veio ao hospital, ficou comigo até terminarem de colocar o gesso e me levou para casa.
Tá.
Eu ia ter que ficar sem pisar no chão por um mês inteiro.
Ai, que azar, gente!
Ah, tava no céu já com esse boy, né?
É, ele não precisa mais pisar. Você, bom, você já não tava pisando no chão faz tempo, né?
Quem tava derrubado, né? Tava deitado já no chão, né? E não sabia como ia fazer para ir para a faculdade. Eu estava no último ano e para o estágio também, né? Não sabia como ir. Ainda não existia aplicativo de transporte e eu não—
Gente, eu vou ler na história de uma idosa, né?
Podia ser sua.
Pior que é, gente. Aí tomei na cara agora, ó.
Ainda não existia esse aplicativo de transporte.
Meu amigo do Paraná faz isso comigo às vezes, gente. Igualzinho.
E eu não conseguia, e eu não conseguiria pagar táxi durante esse tempo, não daria, porque era pobre e era caro de verdade.
Era muito caro.
Vocês não sabem como é. Transporte ficou barato também, né?
Ficou caro também, mas era muito mais caro. As pessoas tinham medo, a gente tinha medo de pegar táxi, que a gente não sabia o que ia acontecer. Era coisa de último caso, último do último, último do último. Deu tudo errado na tua vida, não vai passar nem um ônibus, não vai passar charrete, não vai passar seu tio de bike, não tem patins, não tem skate, não tem nada. Você ia, entrava no táxi, rezava para dar o dinheiro.
Era isso, mais cara.
Exato, era terrível, era muito, muito elitizado, muito.
Ele prontamente se ofereceu para virar meu motorista particular e eu aceitei porque, um, eu estava precisando, dois, gostava dele, três, sou otária. Não, não colocou isso.
Amiga, mas como que ela ia pro estágio e pra faculdade? Fez bem de aceitar carona, gente.
Por um mês, tivemos uma convivência de casal. Estudando juntos, passeando, trocando confidências, dormindo juntos quase toda noite.
Vai dar certo!
No dia de tirar o gesso, ele me levou ao hospital. Gente, tá parecendo tudo perfeito, né? Esse caminho não para um namoro?
Tô chorando, amiga!
Ele me levou ao hospital, me ajudou a— eu já teria pedido para segurar o boy.
Saudade, né? Um mês o boy te levando para escola, para escola, para faculdade e para o estágio. Amiga, eu na tirada do Gesso eu tava casada.
Desculpa, eu não sou iludida, eu sou profissional.
Um mês eu já tava casada com esse homem, gente.
Não é, amiga?
O carro já tava no meu nome. Desculpa se vocês não têm talento.
No dia de tirar o gesso, ele me levou ao hospital, me ajudou a dar os primeiros passos.
Ai, que otária! Nossa! E me levou a dar os primeiros passos. Mona, você ficou um mês de gesso, também vamos dar uma segurada, né, amiga? O povo aí fala: "Tá vendo como o povo é emocionado?" Aí o Twitter, o Twitter que tá errado, entendeu? Aí o Twitter tá certo.
Era uma sexta-feira de manhã, tínhamos aí— eu sou apegada a tantos detalhes também.
Eu sei direitinho, adoro.
Eu sei quando era uma quinta-feira, 3 horas da tarde. Eu vou ficar quieta.
A roupa que você tava usando, que era o quê?
Ah, provavelmente a mesma de sempre. Tínhamos combinado que eu ligaria para ele quando eu quisesse voltar para casa, porque meu pé ainda não estava 100%. Também tava dependendo dela, né?
Já tava se fazendo seu pé pra ficar sendo carregada, né? Ela sabia que o momento que ela caminhasse, o pé na bunda viria. Ela se fez também.
Por volta das 7 da noite, liguei pra ele, que respondeu o seguinte: sabe o que é?
Sou eu. O que que era isso mesmo?
Sabe o que é? Eu estou na fila do restaurante agora, aquele que você comentou.
Quem tava na fila do restaurante? O advogado?
O boy?
O boy? O Shai Swede?
Vim aqui com os meus sogros e a fulana, a ex, porque a gente vai voltar.
Mas tava na fila do restaurante, o quê? Coco Bambu, gente?
Vim aqui com os meus sogros e com a minha ex porque a gente vai voltar. Tem como outra pessoa te levar hoje?
Olha o choque de realidade que ela tomou, né, amiga?
E foi assim que meu ficante de um mês e meio terminou comigo.
Nossa, eu achei que ia dar certo essa história, gente.
Amo que ela deixou um PS aqui. Acabei de ouvir no episódio que o Eduardo tem tesão em homens árabes.
Ah, olha, amiga, quando a gente—
ele era um sabor.
Ai, por que que não mandou foto, gente?
Eu não feticizo nada, tá? Eu só tenho preferências, tá?
Desculpa, eu usei a palavra errada. Quem fetichiza é meu meu amigo do Paraná, não é você?
Esse amigo do Paraná deve ser tão legal, amiga.
Eu adoro ele. Ele fala um pouco alto, me irrita um pouco. Ah, ele grita um pouco, mas enfim, ninguém é perfeito, né, amiga?
Eu acho, amiga.
Não dá pra gente aí querer induzir, né?
Ai, ele deve ser de Londrina ou Maringá, né?
Ah, com certeza que é da cidade onde sai todas as bichas do Paraná, né?
Deve ser amigo da Jessicão.
Gente, é impressionante. A bicha é de Maringá, é bicha. Nunca vi lugar para sair bicha, gente.
Se é Curitiba, Londrina, Maringá, só sai viado, só sai viado. Tem até a Holândia lá também, não é?
É, mas é, só sai viado dessa cidade, gente.
Ponta Grossa, só tem bicha nesses lugares, gente. E eu já peguei metade, já fui 3 vezes para parada de Maringá, já fui para 3 vezes para parada de lá, menina.
Tinha boy bom?
Ai, delícia, amiga! Seu amigo era uma delícia.
Ai, você pegou meu amigo?
Chegou.
Ele era tudo, amiga, muito pouco tonto, né? Eu vou ler a história de uma, eu vou ler a história de uma gay aqui que me irritou muito, gente. Ó, meu nome é Paulo, já tá trocado o nome, tá? E vou contar a minha história. E eu sou o tóxico do relacionamento. Lugar de fala, né?
Autocrítica é fundamental.
É, vamos mostrar todos os lados. Confesso, emoji de risos. Pode parar, né? Pode falar meu nome. Aí ele não tinha trocado, não. Tem uma história de término completamente caótica para compartilhar com vocês, e sim, envolve o aplicativo Hornet.
Eita, ainda usa, amiga? Tá mais forte hoje em dia.
Teve uma época que eu achava mais equilibrado: Grindr, Hornet e o outro lá.
Eu tô no Grindr.
É, eu acho que é o que mais funciona, né?
É o que mais tem funcionado, é o mais popular.
Pronto, eu acho que é o mais popular, o que tem mais lá. É, é, né? Meu amigo do Paraná tá no Grindr, gente. É, envolve hornet, pedido de namoro em menos de 15 dias, fumar um, tapa na bunda. E termino em menos de 24 horas. Gente, a vida dela é uma montanha russa.
Nossa, viver na vida doidada!
Ela é. She's so crazy, I love her. Tudo começou no dia 19 de dezembro, quando conheci um rapaz pelo Hornet. Ele morava a uns 20 km da minha casa.
Jesus amado!
Amiga, mas é babado nas outras cidades, tem 20 km de bicha pra você chegar. Você já abriu o Grindr no interior? Já. É babado, amiga.
10, 15... 10, 15, 20, 50... 50... Pra mais, bicha.
O raio é potente.
Ai, que pavor, gente.
Desculpa. Amiga, diz que pra funcionar entra até o coisa da NASA lá pra achar a bicha.
Desculpa, gente. Que pavor. Vou continuar indo com o Paulo mesmo.
É, não, gente. 2K longe, já não vou. 2K já não vou. Ele morava a 20 quilômetros. O povo querendo se matar lá.
Ai, Vi, meu limite tá em 5, vai.
5 tem que ser muito legal.
Nossa, amiga.
Ai, não vou. Muito longe, amiga. Tô sem tempo também, muita gravação do Me Conte. É corrida, minha vida, amiga. Tô escrevendo livro. Meu Deus, ele morava uns 20 km da minha casa e o match foi instantâneo. Bom, se foi match, foi instantâneo, né? Não dá para mudar o match ou dar um match depois. Match, duas pessoas deram, então é instantâneo. Conversa vai, conversa chata, né? Conversa vem, marcamos de nos encontrar no dia 23 de dezembro.
Ó, nossa, que boa data, hein, gente!
Roberto Carlos, né?
Meu Deus, essa data para date! Aí eu pensando, eu tive uma date no dia 20 de dezembro.
Amiga, sendo que ano passado você botou o limite 18 de dezembro, você foi no dia 20 e foi bom?
Ótimo, foi mesmo.
Não tem mais detalhes?
Eu acho que eu já dei detalhes demais da vida do seu amigo.
Chega, meu amigo do Paraná também teve um date no mesmo dia. Ai, que coincidência!
Foi com ele que eu te perguntei.
Nesse dia fui encontrá-lo na estação levando uma flor. Ai, gente, é o Professor Girafales agora. Vamos também, né?
Nossa, eu acho que eu nunca dei flor.
Menina, deu match no Hornet, já vai com flor. Eu já fugia para outro lado.
Para de ser doida, né? Para de ser doida.
Ah, eu vou estar lá de camisa azul, já te boto a vermelha na hora, já troca a roupa, tá? Parecia um protagonista de filme romântico da Netflix. Ainda fez a propaganda da plataforma e eu li.
Deve ser filme ruim, pertinho.
Pois é. O encontro foi ótimo, chocada. Química perfeita, tudo maravilhoso. No dia 24 de dezembro, ele voltou para casa dele para passar o Natal, né, que só faltava as bicha passarem o Natal junto.
Já imagina, acabou de se conhecer.
Imagina, Deus o livre, com a família dele. Afinal, a gente tinha acabado de se conhecer, falou aqui o Paulo. Continuamos nos falando e surgiu um convite para passar o Ano Novo na casa dos amigos dos amigos dele. Mona, a bicha deu match dia 19 de dezembro, no Natal, 10 dias, 11 dias. Menina, não tinha dado 11 dias ainda, porque no Natal ela foi convidada para passar o Ano Novo com os amigos dos amigos do boy que ela tinha acabado de conhecer no aplicativo.
Eu já fiz muita burrada na vida, como vocês sabem, mas essa não, não, não, essa eu nunca fiz. Ano Novo é sagrado, gente, que palavras lindas, não é?
Meu Ano Novo é sagrado, meu Eu também, amiga. Não brinco com o Ano Novo não.
Já decidiu desse ano? Já. Ai, me conta, amiga.
É para surpresa de todos. Vou para Salvador.
Eu também acho que eu vou.
Mentira!
A gente passa junto!
Ai, vai ser tudo, amiga!
É no Novo Sagrado?
Ia ser. Ano Novo é sagrado. No meio, agora inclusive, gente, julho tá chegando a hora para bater o Ano Novo, viu? Tudo bem, até setembro dá, mas julho é melhor.
Não, eu já vou fechar. Não fechou, né?
Pelo jeito não fechei, mas tem que fechar, menina.
Mas também não vou dividir com você.
Não, também não te convidei, também passa na casa do caralho, tá? Quero que você se foda também, vai passar com essa bicha aqui, com os amigos dos amigos dela, tá? Meu amor, meu amigo do Paraná me chamou para passar o Réveillon lá.
Fazer porta aberta nesse apartamento.
Ah, eu e ele vai ficar as duas empinadas, as duas lá, tá, gente? Não, não dá para pessoa no Natal que conheceu, te chamar para passar o ano novo e você ir, gente, tá? Só que existe um detalhe importante. Sou doida? Não, eu sou, eu sou ariano. Não vou deixar cair isso nas costas do meu signo, que a gente é doida, mas a gente é normal também. Andar ali junto?
Não, não, não.
É que não seria o problema. Acho que pelo fato de ser ariano que você iria. Você não tá sabendo Isso é, você não tem autoconhecimento, Paulo, tá? Sou sistemático. Que sistemático são esses, gente, que vai passar ano novo com desconhecido? Não, também achei uma bosta.
Você não é não?
Você é, amigo Paraná também é. Não gosto de muvuca. Ó, ainda jogou o hate na Regina Casé do nada. E muito menos de dormir no chão da casa de desconhecidos.
Mas quem gosta, pelo amor de Deus?
Quem acha bom isso, Eduardo? Cagado.
Quem não gosta de comer merda dos outros?
Eu gosto que o pombo cague na minha cabeça. Céu é azul, né, gente? Então vocês viram, gente, ele é sistemático. Ele odeia muvuca, casa cheia de gente, não gosta de dormir no chão da casa de gente que ele não conhece. Mas aceitei o convite, estava apaixonado e emocionado. Apaixonada, amiga, não deu nem 10 dias. Isso é um ariano raiz, agora eu te respeitei.
Tá uma doida raiz, vai.
Agora você representou bem o signo de Áries, gente. Chegando lá, tudo para dar certo essa história, né?
Linda história de amor, né, amiga?
Os amigos me receberam super bem. Olha, deram água, deram biscoito, água, até que um deles simplesmente pediu para eu ajudar nos preparativos da ceia. É claro que você tá lá na casa, você é o quê, a rainha de Sabá?
Pelo amor de Deus, você vai falar: ai, só me sirvam. Pois é, você já veio convidada no horário atrasada, você já é a que chegou de—
como é que é? Bom dia andando.
Bom dia andando.
E aí não quer fazer nada, quer sentar lá com a salsicha, quer passar pela catraca por baixo? Não, que louco! Ó, na minha cabeça ajuda seria tipo cortar um tomate, mexer uma farofa, mas não foi isso, gays. Era limpar fogão.
Ai, gente, desculpa, eu sou essa pessoa. Sempre, sempre, esse meus amigos, a gente tá fazendo alguma coisa, nossa, já aconteceu algumas situações dessa, tá, de a gente viajar tipo em grupo, eu não conheço o novo ficante do meu amigo, E aí eu vejo a bonita lá de perna para cima, meu amor, eu sou a primeira a incomodar. Se eu vejo ela fazendo isso, aí que eu vou ser a barata que vai incomodar ela.
Gosto de você por causa, amiga.
Pois que eu vejo a bicha que é um pouquinho mais folgada, meu amor, ó, vamos me ajudar aqui. E eu não pegar coisa pequena não, cortar tomate, cortar cebola, tá louca.
Pega o freezer que tá lá embaixo, traz aqui para cima, limpar a geladeira.
Ah, me poupe, gata!
Pois é, mano, acho que ela foi aí, ó.
Me poupe!
Você falou agora, me lembrou. Nossa, igual, meu amigo, faz mesmo.
A bicha do Paraná faz mesmo.
Foi, ó, gente, pasmem, eu tinha que limpar fogão, limpar geladeira, prateleira, praticamente um episódio de Arrumação Extrema especial Réveillon.
Enquanto eu limpava a cozinha igual funcionário temporário, todo mundo tava fazendo uma coisa, você ficar sem fazer nada. Procura uma coisa para fazer.
Pareceu que era só ele que tava fazendo.
Duvido. Procura uma coisa. Todo mundo já tinha feito provavelmente antes também.
Então você tá contra o nosso ouvinte?
É que eu sou contra gente que é folgada. Não vou falar folgada, acomodada. Amiga, chega no lugar, já é convidada atrasada. "Não quer fazer nada? A gente vai fazer alguma coisa assim." Amiga, mas assim, tá, eu cheguei depois. Acho que é que eu fico incomodado com gente que eu não ajudo em nada.
Eu cheguei depois. Ai, vou ajudar a fazer coisa. Agora, limpar a geladeira, fogão, aí é foda também.
Mas é porque isso só se a gente foi dormir numa sala que era—
Que casa foi essa que tava tudo sujo? Que gente porca!
Ai, pois a última que eu fui passar meu ano novo tava podre.
Ai, que raiva que dá, né?
Pois Mas eu tava com um monte de gente.
Botou todo mundo para vacinar?
Todo mundo saiu, amiga. Não, todo mundo saiu da casa, foi não sei lá fazer o quê. Todo mundo saiu para beach.
Você ficou? Você deu a geral?
Mulher, quando a galera chegou, acho que todo mundo ficou meio assustado comigo. Bicho, tava jogando água na cozinha inteira, inteira.
A gente tava, sabe, esperando.
E aí todo mundo: meu Deus do céu, o que aconteceu? Gente, eu não tava conseguindo ficar nesse lugar.
Não dá para ficar, né?
Não dá, mulher. Eu sou Não dá assim, desculpa.
Ai, amiga, também não aguento.
Ai, gente, o negócio tava podre, eu nem ia conseguir ficar.
Não dá, gente.
E aí você procura coisa pra fazer, gente. Se você é doida, você consegue arranjar motivo.
O doido sempre tem uma doideira, né, amiga? Sempre, amiga. Sempre acha uma coisa pra fazer. Você devia ter ido nessa viagem aqui, ó. Era tua cara, ó. Enquanto eu limpava a cozinha igual funcionário temporário contratado, sem carteira assinada, o querido, lembra que ele tava ficando com uma pessoa, que agora a gente só tá vendo ele limpar.
Até esqueci, é.
Que ele conheceu no Hornet. Ah, é verdade, sumiu com os amigos dele e me deixou sozinho com pessoas que eu nunca tinha visto na vida.
Ah não, mas aí também ia começar a sujar mais do que tava. Eu ia também agora começar a sujar. Não, agora também eu vi que o negócio aí tá todo mundo fazendo folgado comigo, aí eu vou sujar mais o negócio.
Tem que ser folgado, você não conhece ninguém mesmo. Eu hein, foda-se. Bagunça a geladeira, joga o molho em cima do fogão, nem aí, nem aí, tá? Quando ele voltou, conversei com ele, falei que estava desconfortável, mas seguimos. Afinal, eu já estava preso naquela situação mesmo. Não estava, não.
Se você pode ir para rodoviária e ir embora, gente, e você pode falar: ai, eu não gosto muito de limpar fogão, mas eu posso ajudar uma outra coisa que eu me sinto confortável. Tem uma coisa para cortar aí? Gente, não é boa essa resposta também, gente, porque eu já tive isso assim. Alguém chegou e fala assim: ai, bicho, você pode lavar a louça? Posso. Ai, mas ele tá todos, todas as panelas que a gente usou tá ali. Falei: ai, não gosto de lavar panela, dá todas as outras coisas.
A panela vocês desempatam aí, chama para outra pessoa.
Eu corto que tiver cortar, arruma que tiver que arrumar, mas a panela deixa para outra. Você também coloca limites, bicha.
Tem que colocar limite. Mas o que eu tava dizendo nesse caso é: você chega no esse lugar com ficante. Ela é doida, né? Menos de 10 dias. Você não sentiu confortável nessa situação com uma pessoa que você acabou de conhecer? Um ficante? Não vai embora! Vai embora! Sai andando!
Vai embora! Vai embora! Vai aí, vai passar o ano novo dela sozinha.
Melhor do que ficar mal acompanhada. Vai embora! Pode dar uma merda enorme, pelo jeito vai dar. É, vai embora! Vai para rodoviária. Ai, tô sem dinheiro. Dorme na rodoviária, pega ônibus de manhã, gente. Faz qualquer coisa, liga para alguém, pede 'Faz um Pix pro seu amigo, vai embora, saia da situação.' 'Ah, já tô aqui mesmo, vou aguentar.' Não, vai embora, vai embora. Acho, ah, mas no final do ano não vai achar uma pousada. Vai embora, vai embora.
Chega a noite de Ano Novo, vai chegar o Ano Novo, tá? Surge um amigo dele do trabalho e do nada o cara vai lá e dá um tapa na bunda dele. A gente, para mim, esse é o menor problema.
Normal. Aí eu faço um pouco nos outros, não?
Eu faço também.
Nossa, jogando vôlei, só tapinha na bunda.
Tem que dar tapa na bunda no vôlei, senão não é vôlei, né?
Fica mais gostoso.
É claro, tá? Detalhe importante, eu já está— gente, se não tivesse a foto, que vocês não vão ver, eu não acreditaria, mas tem, tá?
Vai!
Eu já estava com as alianças compradas no bolso.
Que não, não é o clássico também pedir no dia do Ano Novo, né, amigo? Namoro.
Que clássicos são esses, gente?
É um clássico péssimo, amiga.
Tem esse clássico?
Tem, tem clássico, é um clássico real. Gatilho, gatilho, ou aniversário da aniversário da pessoa, ou Ano Novo, ou no Dia dos Namorados, são os mais clássicos.
Gente, já falei isso aqui, escolhe um dia que não é dia de nada, que aí vira a data do pedido. Deus o livre você pedir namoro no dia do meu aniversário, gente, eu vou dizer não.
Existe essa?
Eu vou dizer não. Que presentes são esses? Eu querendo ganhar o último iPhone, ganhei pedido de namoro? Deus o livre, gente. Já estava com as alianças no bolso, Porque sim, eu conheci esse boy no dia 19, encontrei no dia 23 e já ia pedir em namoro na virada do ano. Que é esse clássico aí que Eduardo falou, tá?
Depois querem que eu não chame ela de doida.
A velocidade da emoção do gay carente é uma coisa impressionante.
Ela mesmo disse, é impressionante mesmo.
Eu não me impressiono não, fiquei revoltada, tá? Todo mundo da casa já sabia do pedido. Eu fiquei incomodado com "Com tapa na bunda." Como que todo mundo da casa sabia?
Se eles nem eram seus amigos.
Mô, enquanto ficaram um dia inteiro faxinando, ele foi contando, né, que tinha comprado as alianças, tá? "Fiquei incomodado com o tapa na bunda, mas tentei relevar. Deu meia-noite, teve fogos, abraço, emoção, e pedi ele em namoro." Até aí, aparentemente, tudo lindo.
Não tava nada lindo!
Eu achando tudo feio, gente. Só que depois foi a primeira vez que ouvi bolando, que fazendo F1 é bolando, né? Bolando, bolando um baseado com os amigos.
Você acabou com ele? É, todo o resto tava ok.
O homem é ótimo, fez você de faxineira, fez o diabo, mas bolou um, nossa, não, drogas, blá, drogas, blá.
Deixa eu ver.
Ele começou a ficar estranho, que a pessoa que fumar um realmente fica estranha.
Todo o resto era normal.
Crack, Mona, crack. Crack. Ela tava vendo um crack lá, tá? E soltei a frase: você não vai dormir comigo desse jeito. Que bicha chata, nossa ouvinte, né, gente? Aí eu tô torcendo pro boy agora, porque, ó, já ia roubar minha brisa. Você parar para pensar, gente, o garoto não viajou, não fez o Ano Novo com os amigos dele que ele queria.
A doida é a ouvinte, ainda chamou ele, foi com aliança, chamou ele na educação esperando que ele não Ele aceitou, ela aceitou dobrar a aposta e levou aliança para pedir namoro.
Foi na casa das alianças, comprou dois bambolê. E aí o boy quer fumar um baseado e ela vai usar de tudo. Só no Ano Novo, amiga, também é um dia especial. Mas no Ano Novo, gente, pesa mesmo, né? Passa tudo, né? Passa tudo. Até eu que não usa, às vezes uso no Ano Novo. De novo. E aí soltei a frase: você não vai dormir comigo desse jeito. Queria falar de novo essa coisa ridícula, tá? Pronto, começou a Terceira Guerra Mundial do Réveillon.
É babado, babado. A discussão voltou para o tapa na bunda, que aí ela foi jogar na cara o tapa na bunda. Mona, você implicou com tapa na bunda em baseado? É sinceramente que homossexuais são esses que estão vindo aí agora, Eduardo? Meu Deus, tudo que a gente lutou Tudo que a gente conquistou enquanto comunidade jogado no lixo.
Eu quero tapa na bunda enquanto a pessoa coloca um baseado na minha boca.
Ai, que delícia!
Ah!
E eu ali oficialmente namorando há poucas horas. Ficou com dó dele agora?
Dá pra te ver isso aí na cara, viu?
Na manhã seguinte, um dos amigos dele simplesmente solta: "Vocês três vão embora juntos." Vocês três quem? Vamos ver. Os três eram, ele explica aqui, meu namorado, eu e o cara do tapa na bunda. Olha, vamos fazer homenagem, amiga. Aí, bicha, se oriente também, tá? Nessa hora eu já tava completamente surtado. Mona é um baseado no tapa na bunda, juro, não dá. Começamos a discutir, bati a mão na mesa, virou um barraco digno de final de reality show.
Aqui, gente, tô com raiva de terminar o programa com essa história, gente.
Resultado: foi embora para casa dele, fiquei sozinho. Ele lá, minto, li errado, perdão, gente. Ele foi embora para casa dele, eu fiquei sozinho na casa dos amigos dele.
Mentira!
Pessoas que eu nunca tinha visto antes na vida. Depois ainda voltamos a conversar e continuamos juntos. Só que no outro final de semana, dia 8 de janeiro, fomos novamente para casa dos amigos dele e brigamos de novo e terminamos de novo. Ou seja, burra. Foi um relacionamento extremamente intenso, conturbado e emocionado. Mas eu acho que o grande destaque é— olha, vai dar uma lição agora, bicha, que fez tudo de errado. Gente, importante agora que ele vai dar a lição dele.
Ele tá, então, experiência, sabe?
Ai, amiga, assim, quero seguir os passos dele. Então, pessoa que me inspira. Pedi alguém na amor na virada do ano e praticamente terminei antes do ano realmente começar. Olha ela falando cheia de orgulho, gente. Legal, né?
Legal, né?
Legal, né? Boa! Isso aí dá vontade de namorar, né, amiga?
Depois desse episódio, eu me sinto tão inspirado por Dia dos Namorados. Você não?
Ai, eu também, claro. Acho que todo mundo gostou, né?
Um pouquinho inspirado, né?
Pedir alta pressão em namoro, comentar agora, gente. Nossa, vou começar a namorar hoje! Comenta aí depois desse episódio.
Ai, monas, lembrando que hoje foi ao ar esse episódio do Me Conta Sua Fofoca, porque ontem foi feriado, tá? E bem lembrado, não é, amiga? Não é porque essa amiga do Paraná foi Brasília, né?
Não, a gente merece feriado, a gente e a nossa equipe.
Um beijo, beijo, tchau!
umapenca.com