Episódios de PodCrê

PASTORA RAQUEL DIAS | PODCRÊ #135

06 de maio de 2026
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A convidada da semana é a pastora Raquel Dias, da igreja Rhema Matriz. Advogada, teóloga e escritora, ela tem uma linda história de fé e superação. Casada, mãe de três filhos e avó de quatro netos, ela conta seu testemunho de vida.
Assuntos6
  • Testemunho de assaltoAssalto à residência · Oração durante o assalto · Perdão e bênção aos assaltantes · Reação do marido · Fé em prática
  • Paternidade e MaternidadeFilhas médicas e odontologistas · Adoção de filhos · Desafios na criação dos filhos · Importância da presença materna · Educação religiosa dos filhos · Netos e a continuidade da fé
  • Obra de Deus e a fé em CristoCriação em lar evangélico · Rigidez dos costumes religiosos · Adoção de filhos · Visão de evangelização através da adoção · Doutrina vs. Costumes · Obediência e fé dos pais
  • A Função e o Ministério de JeremiasInício da pregação na adolescência · Oportunidades na igreja pentecostal · Formação teológica e jurídica · Cristocentrismo no Ministério Rhema · Pregação sobre Jesus · Comparação com figuras bíblicas
  • Ministério feminino e o papel da mulher na igrejaMachismo e preconceito cultural · Diferenças de tratamento entre homens e mulheres · Preconceito racial · Vaidade e vestimentas · Autoridade e liderança feminina
  • Experiência com a filha DanielaDoença na infância · Erro na dosagem de medicamento · Tratamento médico e espiritual · Intervenção divina e cura
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Meu Deus é bom Meu Deus é bom Meu Deus é bom Meu Deus

Olá, seja muito bem-vindo ao PodCrer, o seu podcast de fé, testemunho e vida espiritual. Eu sou Natália Lopes, hoje eu estou sem a minha companheira de sempre aqui, Mayara Macedo, mas logo, logo ela está de volta. Antes de apresentar a nossa convidada, queria chamar você para se inscrever aqui no canal, você que está aqui pela primeira vez ou você que ainda não é inscrito, e lembrar você que nós também estamos nas redes sociais no arroba podcrer.ofc. Estamos também em todas as plataformas de áudio.

E a nossa convidada de hoje é uma pessoa muito querida aqui no nosso episódio de Dia das Mães, pastora Raquel Dias, aqui do Rio de Janeiro. Obrigada, pastora. É um prazer estar aqui. Benção por parte de Cristo a todos quantos já estão inscritos e fazendo parte do momento. Obrigada, Natália. Obrigada mesmo por vocês terem lembrado do nosso nome e ter nos honrado de estar aqui. Muito obrigada.

A pastora tem três filhos, né? Duas meninas e um menino. Então, é a figura aqui da nossa semana de Dia das Mães. Mas antes de chegar nessa parte de mães, assim...

Eu conheci a senhora por um vídeo recente, que eu vi recentemente da pastora Camila Barros, e que ela conta um testemunho incrível da senhora, que a senhora sofreu um assalto já tem alguns anos. E antes dos bandidos, o que ela conta é que antes dos assaltantes irem embora, acho que foi na casa da senhora, a senhora chamou para fazer uma oração. Eu queria que a senhora contasse com mais detalhes isso. Olha, na verdade, esse testemunho tem 38 anos.

e alguns elementos entraram em nossa residência, mais ou menos por volta de umas duas horas da manhã. Eu estava realmente muito cansada naquele dia, então eu durmo e eu apago, tá, Natália? Eu não sou aquela pessoa que barulho e me acorda, não.

E quando eu acordei, eu acordei por causa da luz acesa, que na nossa casa a gente tem por hábito dormir com luz apagada. E aquela luz, eu acho que me acordou. Quando eu virei assim para o meu esposo, ele estava acordado de um olho aberto para mim, e nós, assim, porque eu pensei que ele estivesse passando mal, e aí eu olhando assim, deitada no travesseiro, eu falei, Bauer, está passando mal? Por que você está olhando tanto para mim?

Aí aquela voz falou assim, sua casa está sendo assaltada. E ele estava amarrado, mão para trás, pé para trás, então tinha amarrado ele. Eu dormindo, eu não vi foi nada. E ele com muita raiva naquele momento. E aí eu perguntei para esse rapaz que estava tomando conta aqui do meu quarto do meu marido, de mim. E logo à frente, no meu quarto, tinha o quarto de minha filha.

que é a do meio, a Daniele, que a Dani estava com um ano e pouquinho. Aí eu falei com ele, eu falei, meu querido, eu poderia sentar aqui na minha cama? Ele falou, pode.

Mas virada para a parede, com certeza, sentei olhando para a parede, só vi a sombra dele. Aí eu falei com ele, você poderia falar com a menina que toma conta aqui de minha filha, se ela está bem? Porque era a esposa do pastor Elias, a Denise.

E aí, na época, ela trabalhava em minha casa. E aí ela gritou para mim. Ele foi e falou lá, aqui no corredor, fala que você está bem. Aí a Denise foi e falou, Raquel, eu estou bem. Eu e sua filha, eu e Daniela estamos bem. Então está bom.

Aí eu achei que ele era um pouquinho legal, não sei. Aí eu comecei a ficar assim com a boca meio seca. Aí eu fui e falei, meu filho, posso te pedir mais um favor? Ele parado aqui tomando conta de nós. E eu acredito que dois ou três elementos levando minhas coisas. Porque eles colocaram tipo uma picapezinha.

na porta lá de casa, e foi na porta que a gente podia levar. E aí eu falei, meu filho, eu posso te pedir mais uma coisa? Ele disse, claro. Eu disse, agora eu estou com muita sede, eu acho que é nervoso. Você poderia me dar um copo de água? Aí ele disse, a senhora não vai olhar para mim, né? Eu falei, de jeito nenhum. Ele foi lá em minha cozinha.

E ele pegou um copo de água gelada. Foi aí que gerou talvez uma bênção para ele. Porque eu tinha filtro de cerâmica. Que era de cerâmica. Tinha nada dessa história de elétrico. Não, diz que é um dos melhores. E tinha bica.

naquela pressa de um assalto, ele poderia pegar, sei lá, até da bica. Não, ele abriu a geladeira e levou para mim um copo de água gelada. Quando ele passou o copo por cima do meu ombro, que eu estava de cara para a parede, então ele, toma. E aí, quando eu provei aquela água gelada, eu, menino, você acabou de receber uma benção nesta casa.

Aí ele disse, o quê? E eu disse, a Bíblia diz que aquele que der um copo de água a um dos pequeninos do Senhor, não passará necessidade, nem nessa geração e nem os seus descendentes, nem em outras gerações. Então, meu filho, para Deus.

Não pegar pesado em cima de você e de seus companheiros. Eu estou ofertando para vocês tudo o que vocês levarem de minha casa. Não está mais computado como um assalto, como um roubo. Agora eu estou dando tudo para vocês. Então, quer saber, leva tudo o que vocês quiserem, porque você está saindo daqui abençoado. Ele não falou nada. Não falou nem sim, nem não. Só ouviu. Aí...

Levaram as coisas que quiseram, ele voltou. Agora eu posso pedir uma coisa para a senhora? Eu disse, pode. É porque nós já estamos indo embora. Eu vou abrir aqui o chuveiro da senhora, que o nosso quarto era uma suíte, eu vou abrir aqui o chuveiro. Quando a senhora escuta o barulho da água caindo, é porque nós nos retiramos. Dá dez minutos, não desamarra seu marido, não? Aí eu falei, palavra dada, dez minutos para vocês. E aí eles foram embora e meu marido militar,

da Aeronáutica, e ele me solta, me solta, me solta, eu não, que eu dei minha palavra, né? Ah, não, mas...

E parecia que o olho do Bauer ia explodir para fora de raiva. E eu, não, não, dez minutos. Aí depois que eu entendi que já tinha passado uns dez, quinze minutos, peguei uma tesoura, cortei aquelas cortas, libertei o Bauer. A reação dele foi logo sair para fora. Tá ok. Agora o melhor, Natália, foi outro dia. Que aí, isso foi de uma quinta para sexta, e eu tinha que ir para um trabalho de oração na Pian, que eu dirigia nove horas da manhã.

Depois daquilo, madrugada, tomamos café, nem dormimos mais. Deu assim, oito horas da manhã, eu me arrumando e tudo. Aí ele, nós temos que ir para a delegacia. Eu tenho que dirigir esse trabalho agora. Vamos fazer disso? Passa lá para me pegar. Vai ser de nove às onze, Bauer. Vai lá me pegar. Tá, eu vou. Aí quando deu onze e dez, ele chegou na porta da igreja. Vamos, vamos. Aí eu vou até te acompanhar, mas eu não vou entrar na 54 com você.

Mas por quê? Porque esqueceu que eu doei tudo. Aí ele, isso não é um pouco de fanatismo, não? Eu disse, Bauer, nesse momento, amor, eu sei que está com raiva, está chateado. Eu entendo você. Mas eu não doei tudo, eu não ofertei tudo. Eu não vou ir contra a minha própria palavra, não, Bauer. Não, isso não funciona no mundo espiritual, não. Você entendeu? Ele me deu um copo de água e tal.

Aí ele também não quis ir. Não, tá. Então, sozinho eu não vou, não. Então, fomos para casa. E ficou assim. Pastora Raquel, essa gente salvou, esse não sei. Ah, como a pastora Camila Barros citou, me devolveram alguma coisa? Não. Mas eu só sei que eu fiz a minha parte, entendeu, Natália? E fico bem com isso. E olha que depois de 38 anos, a pastora Camila Barros ressuscitou esse testemunho direto do túnel do templo.

Mas é incrível mesmo como ela disse, a senhora é crente mesmo, né? Porque muita gente não está preparada para fazer o que a senhora fez. Mas, Natália, devido até ao testemunho da pastora Camila Barros,

Eu estive no Atacadão para fazer umas compras semana passada, aí vem o segurança de moto e ele chegou para mim e falou para mim, pastora Raquel, meu Deus, eu não conhecia esse testemunho, eu fico impactado. Beleza. Então ele disse assim, ah, isso aí é uma chamada. Ele falou, isso é uma chamada. Eu não respondi nada a ele, que eu estava apressada, eu estava com o meu neto e tal.

com uma pessoa que dirige meu carro para mim e tal. E aí eu falei amém e tudo. Beleza. Mas isso não é chamada. Chamadas são ofícios. Você é chamada aqui, pode crer. Simpática, alegre. Eu já não conseguiria, de repente, estar aí.

Eu ia falar mais do que quem foi convidada. Então, chamada é alguém que o Senhor separa para a missão, ou para o ofício pastoral. Isso aí não. Isso aí é você crer na prática da palavra de Deus.

Então aquilo eu fiz de coração, de fé, não sou apegada, que a ideia é ser desapegada. Nós precisamos viver com desapego. Quando o ser humano entender que onde está o vosso tesouro estará também em vosso coração, então isso é muito perigoso. Ah, pastor Raquel, então eu não tenho que pensar em conquista, não, muito pela vez. Você tem que pensar em conquista, pensar em crescimento, estudar, minha família é...

de gente que pensa para a frente, é para a frente que se pensa. Na igreja, orientamos os jovens a fazer faculdade, a terem cursos. Então, não é disso que estamos falando. Temos que ser desapegados. Porque a qualquer momento, né, Natália, a gente pode perder alguma coisa.

Então, se a gente está preparada a se desapegada, a gente vai compreender, agradecer a Deus. Isso não te inibe, nem te coíbe de ficar triste, porque meu marido, Bauer, ele pode crer, ele vai ver isso. Ele ficou muito chateado mesmo.

Porque algumas coisas... Eu estava apenas três anos de casada. Então foi embora muita coisa de choval, hack, TV, som, aquelas coisas todas. Então ele ficou chateado. Mas depois que eu deixei ele viver... A gente não espera as pessoas viverem o luto? Eu esperei ele viver a raiva dele.

Não contradizia, tá? Que ele falava, ah, não sei o quê, esses marginais, em vez de trabalhar, tudo nosso aqui é de muito sacrifício. Eu deixava ele viver a raiva dele. Quando eu entendi que era a hora de eu falar, aí eu disse assim, olha só, poxa vida, você manifesta a tua raiva, o teu ressentimento.

Eu concordo. Inclusive, algumas vezes ele falou para mim, Raquel, nossa, você tem uma fé muito esquisita. E depois eu falei com ele, eu não entendo a minha fé ser esquisita. De repente a tua fé está precisando ser um pouquinho aprimorada. Aí falei, poxa, vamos olhar o lado bom. Três ou quatro elementos dentro de nossa casa desconhecidos.

A nossa filha, de um ano e meio, ficou intacta, ficou bem. A Denise, que atualmente é a esposa do pastor Elias Dias, trabalhava em minha casa. Uma moça na época de 21 ou 22 anos. Está bem, não foi tocada. Tudo que eles levaram, você pôde pagar. Bauer, que coisa boa. Nós não éramos os ladrões, eram eles. Nós somos aqui os abençoadores.

O Senhor tem que ser glorificado, porque a mão do Senhor esteve conosco, além do que podemos pensar, do mesmo jeito que te amarraram, poderiam ter te matado, eu hoje ser uma viúva, mas o Senhor nos abençoou. E aquele rapaz, Bauer, na medida que ele foi pegar um copo de água para mim, eu percebi, Natália, que de repente a vida o levou àquele caminho. Eu percebi que ele não era uma pessoa má, perversa.

Entendeu? Então eu dei uma palavra de bênção para ele e que ele e a família dele, nesse momento, possam estar vivendo com a bênção da palavra de Deus. A minha parte eu fiz, eu não sei qual foi a parte dele, mas para mim está tudo bom. E a partir dessa palavra, o meu marido acalmou e falou, meu Deus do céu, eu falei, você já teve um tempo de agradecer a Deus pelo livramento?

Sim, é muito importante a gente fazer esse exercício de olhar o lado positivo das coisas. Justamente. E a fé traz isso, Natália. É engraçado, né? A fé é proativa justamente para isso. A fé não aliena. Não. A fé abre a sua mente para você ver melhor. Então, eu enxerguei desse jeito. E...

Hoje, esse testemunho, gente, o Brasil me convidando para pregar, aquela coisa, o Instagram, cada dia que passa, aonde eu vou, aqui no bairro, fui comprar um sapato, a gerente falou com a...

com a Pathy que dirige para mim. Ela é a pastora que a pastora Camila Barros falou? A loja veio... Ah, Raquel, conta em detalhes. Hoje eu não vou contar, não. Se quiser, um dia. A minha própria igreja, a nossa igreja. A pastora Raquel.

Curta em detalhes. Agora, quando pedirem, a senhora fala, assiste ou pode crer. Eu vou falar, pode ir, pode crer que está lá. Mas o Senhor é bom, viu, Natália? É bom demais. Pastor, agora eu queria voltar mais no tempo. Fala quando a senhora nasceu. Qual era o contexto ali da sua família? O seu pai era presbítero, né? Como que a senhora foi esse início da senhora na fé? Olha, eu já nasci no Evangelho, como você está falando. Meu pai, a vida inteira, ele serviu no campo de Madureira.

sob a autoridade de Paulo Leivas Macalão, e nós fomos criados no Evangelho. Eu já nasci no Evangelho, eu nunca me desviei, me afastei, apesar do Evangelho... Era Natália, Natália! Ah, meu Deus do céu! Nossa, era uma rigidez, menina, mas a gente sobreviveu. E aí, a partir de então...

sendo criada no evangelho, com pai e mãe evangélicos, e uma família crente, tá, Natália? Crente de verdade. Quando eu falo crente de verdade, meu pai era um exemplo de fé, de oração, de trabalho, de esforço. A minha mãe, uma mulher de uma sabedoria, uma mulher que era sempre para abençoar a quem quer que fosse. Em nossa casa.

nós éramos proibidos de falar o nome alheio, a não ser que fosse para contar uma coisa boa. Se fosse para falar em Natália, era para falar uma coisa boa, uma virtude sua. Se fosse para falar de João, tinha que ser para falar uma coisa boa, virtude. Crítica ou qualquer outra coisa na nossa casa, debaixo do teto de nossa casa, nós éramos proibidos. Então, essa criação virtuosa...

de muita verdade, de muita honestidade. Meus pais também, eles eram hiper desapegados, eles eram generosos demais. Eu me pergunto, que marido e mulher que tem sete filhos biológicos e adotam cinco?

Caramba! De várias idades. O Leival tinha 12 anos quando o papai o trouxe. A Paulinha tinha, parece, nove meses. O Wallace, ele encontrou no ferro velho dele, debaixo de um jornal. Por é, fora. Então, eles tinham uma visão de evangelho.

assim, muito maravilhoso. A minha mãe dizia, que algumas irmãs diziam, Marli, irmã Marli, como pode você ter filho pequeno, vocês pegarem outras crianças? Aí ela sempre dizia que a maneira mais fácil do evangelho chegar a uma vida era...

tratando uma criança já em nome de Jesus. Então ela via até as adoções como uma forma de evangelização. Então ela dizia, o que for plantado nessas crianças agora, dificilmente o passarinheiro vai retirar a semente plantada. Então veio já de uma família muito bacana, crentes maravilhosos, que o peso do costume...

Nem pesou muito. Porque quando você tem um conteúdo espiritual verídico dentro de sua casa, quando eu falo peso do costume, é porque tudo era pecado, né, Natália? Eu falo que eu sou toda errada. Não sei nadar, não sei dançar e não sei cantar. Gente, não tem coisa pior do que isso, você não nadar, não cantar e não tocar. Entendeu? Por quê? Porque ir na praia era pecado, Natália.

E eles seguiam costumes, porque não é doutrina. Doutrina é extremamente bíblica. Costumes não, usos e costumes não. Está ligado àquilo que o outro entende. Então, meu pai também era um homem de obediência.

Então ele entende disso. Se eu entrei nesse segmento, é para me obedecer ao segmento. Ele era um pregador também maravilhoso, um pregador leigo, mas ele fazia umas colocações muito interessantes. Ué, eu não consegui entrar na Marinha. Eu entrei no Exército. Então agora, por causa da minha frustração, eu vou vir para o Exército de roupa branca? Não pode.

Então ele dizia, se ele estava na Assembleia de Deus, aqui, sob a autoridade de Paulo de Macalão, era o que ele mandasse, era para ser obedecido. Então o uso dos costumes era pesado. Era pecado você cortar o cabelo, era pecado você ter televisão, era pecado você ir na praia, era pecado você ir no circo, porque palhaço falavam que não era uma coisa boa, entre aspas e tal.

Não deixa de ser um trabalhador ganhando o pão de cada dia com alegria, com humor. Mas dentro de casa nós tínhamos culto doméstico. Minha mãe era uma mulher muito da paz, muito cheia do espírito. Nós jejuávamos.

Nós orávamos, morávamos num apartamento de baixa renda, que era no amarelinho, cercado ali da comunidade do Acaria, também da comunidade do Ninho das Cobras. Nenhum dos filhos de minha mãe e de meu pai se perderam. Todos servem a Jesus. Eu vejo algo muito bonito nessa questão da quantidade de filhos, que hoje as pessoas têm condição, mas são muito controladas em relação a isso.

E eles não tinham tanta condição, mas tinham esse olhar de dividir, e Jesus vai prover, que a gente não tem hoje em dia isso. É mais, Natália, vou te falar, não quero justificar a quem quer que seja, eu penso hoje que o mais problemático são pessoas, não querem ter filhos, outros não podem ter, não tem um olhar para a adoção.

tá? Então, o que mais, assim, preocupa, porque o ser humano está vindo de uma forma muito egoísta, né, Natália? E não podemos deixar de falar que o Brasil, cada dia, mais problemático a nível socioeconômico. Então, algumas pessoas descansam nisso. Ah, não tem condição, mas tem quem vai cuidar, a escola está muito cara, tudo, tudo é um empecilho. E com a minha mãe e com o meu pai, não, eles, realmente, eles não tinham muito.

mas vou dizer que o Senhor bradou com poder, todos nós somos formados, todos nós temos faculdade, nossos filhos, a minha família é uma família hoje abençoadíssima a nível de intelecto, de rendimentos, Deus tem os abençoado, eu sinto que espiritualmente que tudo aquilo que meu pai e minha mãe plantou, o Senhor...

Ele lá falou assim, vou fazer chover nessa família. Mas eu concordo com você plenamente. Hoje está havendo uma dificuldade, até mesmo da geração, de gerar. Quanto mais adotar.

Pastora, sobre esses costumes, como que era para a senhora crescer com esses costumes, sendo tão limitada e entendendo que tinha que respeitar a religião? Como que foi esse conflito ali? Olha, eu vou dizer que houve um conflito sim, tá? Porque quando você completa certa idade na adolescência, aos 13 anos, eu queria saber assim, pai, por que que eu não posso usar um brinco?

Por que eu não posso cortar o cabelo? E ele, na verdade, não tinha um argumento bíblico não, Natália.

Ele simplesmente olhava e dizia, ah não, porque o segmento que nós entramos é desse jeito. Aí eu falei para ele, Jesus está na igreja batista? E ele falou, claro que está. Está na presbiteriana? Claro que está. Aqui na época eram as igrejas. Eu falei, então eu vou ser batista. Se o problema é de segmento, o senhor me permite ser crente batista?

Aí, ele, por isso que eu digo que meu lar era de muito conteúdo espiritual, assim, ele tinha uma sabedoria muito própria. Aí o senhor deixa eu ser da Igreja Batista? E antes dele responder, a minha mãe foi e falou assim, querido, eu posso dar aqui uma palhinha? E ele falou para ela, né, fala amor, o que você falaria?

E a minha mãe olhou para mim e falou para mim só isso. Falou, minha filha, se há questão aqui...

É não perder você para o inferno. Se a questão é que é não perder você para o inferno, se a questão é que é te manter no caminho da salvação, está de bom tamanho, batista, presbiteriano, porque a questão não é o externo, é o interno. Nós somos de um segmento tradicional, mas a salvação não está nessas coisas. A salvação está na pessoa bendita de Jesus.

Isso entrou tanto, Natália, que quem conhece o Ministério Rema sabe. A nossa igreja é cristocêntrica. A pastora Raquel, o que é isso? Toda pregação da nossa igreja só se fala de um nome, Jesus. Inclusive a pastora Helena Raquel, uma amada querida, está sempre ministrando. Meu Deus do céu, é a pregadora.

E ela fala o mesmo da senhora. A professora Eliana Raquel é pregadora. Menina que mente é aquela, que memória é aquela. E o poder da oratória, articulação das palavras. A Eliana Raquel é tudo de bom. Se a gente colocasse aqui é 10, 10, 10, 10, vai dar 10. Então, a professora Eliana Raquel, ela conversando comigo uma vez, ela falou, a professora Raquel...

Às vezes, alguém se sente impedido de ministrar aqui por causa da ideia só de Jesus. Porque o que ela falou? Que alguém comentou que...

A pessoa entendeu que o Ministério Rima só trabalhava só com o Novo Testamento. Não, não. O que a gente diz é que Jesus está presente desde Gênesis até Apocalipse. Aí, Natália, não sei se vai chocar o pessoal que vai ver o Podcrio, que eu vou falar agora.

Mas, com toda honestidade, o Moisés é muito bacana, mas viveu, eu estou falando, o profeta Moisés, ele é muito bacana, ele viveu toda aquela experiência com Deus, não tem homem mais poderoso que Moisés, é na Bíblia, só que o Moisés morreu.

E ficou lá. Aí, eu estou no século XXI, eu vou ficar com todo respeito. Aqui é porque Davi Golias, Davi Golias, por favor. Ou, ou, aquilo ali, você entendeu? É um outro contexto. Então, pegue a figura de Davi, que é tipo de Cristo.

Eu penso que a pessoa tem que conhecer um pouco mais do Deus Pai para revelar melhor o Deus Filho e ter uma comunhão com o Espírito Santo para que essas revelações cheguem. Aí você, eu digo isso com respeito, porque tudo vai de uma limitação daquilo de quem está falando. Aí você vai para um culto...

evangelístico ou de libertação para você ficar, não sei o que, a muralha de Jericó caiu. Eu vou até dizer para vocês, a muralha de Jericó caiu pelo poder de Deus hoje. Basta chamar japonês que eles vão dinamitar qualquer coisa e vão botar o prédio abaixo. Você entendeu a diferença de contexto? Aí Jesus é o mesmo, ontem, hoje e eternamente.

Jesus, aleluia, ele é o fundamento da nossa fé. Se Jesus não tivesse falado sim para o plano da salvação, Moisés estaria frito, Davi estaria frito, nós aqui, eu e você, Natália. Então Jesus fez o resgate de todos.

Então eu não posso, de jeito nenhum, de jeito nenhum, prender alguém uma hora para ficar ouvindo acerca de quem quer que seja sem atrelar Jesus nisso. Porque aí eu vou te falar. Se aí a gente vai pregar, só vai dar Pedro? Ah, porque é o Pedro, porque é o Pedro, porque é o Pedro, porque é o Pedro. Tem alguma coisa errada no final para falar quem quer aceitar Jesus. Tem que falar quem quer aceitar Pedro.

Agora, se a Bíblia de Jesus está desde Gênesis, logo ali no versículo Gênesis 3,15, ali Jesus já se revela a semente da mulher. Então, se a gente vai vendo as profecias progressivas, que tudo caminhou para ir cumprindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho, nascido de mulher, sob a lei.

Vamos amar mais Jesus. O nome de Jesus é que faz o inferno tremer. O nome de Jesus é que quebra cadeias. O nome de Jesus é que recua com enfermidades. Então a igreja tem poder espiritual pelo nome de Jesus. De mais ninguém. Amém.

A senhora falou da pastora Helena Raquel e ela contou que a senhora foi a primeira mulher que ela viu pregar quando ela tinha 11 anos e que ela ficou muito impactada com isso. Eu queria que a senhora contasse como que a senhora viu ali o seu chamado e como que começou. Olha Natália, por ter sido criada num lar evangélico, então tudo era muito pentecostal mesmo, tá? E louvo a Deus.

pela igreja pentecostal, que eu amo. E a igreja pentecostal, lá tinha uma coisa interessante, mas ainda tem as oportunidades. Eu costumo dizer, assim, que as igrejas pentecostais têm um tom meio democrático. Eu não sei como é que vão entender isso, porque quando a gente fala de democracia, o governo do povo, pelo povo e para o povo...

Então, o povo pentecostal, assim, Natália canta, o microfone vai ser seu também. Não importa se você é filho de fulano ou de ciclano, se chega no ouvido de um pastor, olha, a Natália canta, o Fernando prega, eles vão dando oportunidade, eu penso que a igreja foi crescendo muito, dessa maneira eu acho também muito positivo. E aí, como eu já gostava assim de...

de falar, de ler a bíblia, e aí alguém me convidou, um pastor me convidou para dirigir um trabalho de oração para adolescentes. Eu tinha 13 anos. E é claro, aceitei e vou lhe falar.

que foi uma bênção, um sucesso total, o Senhor batizava no Espírito Santo, curava e por aí afora. E nisso eu comecei a ler a Bíblia, assim, de uma forma mais sistemática, porque a gente lia a Bíblia apenas para conhecer as histórias da Bíblia. Então, o Antigo Testamento, eu amo toda aquela experiência de homens que tiveram com o Senhor, porque eu costumo dizer que não tem nem como a gente ficar sem o Antigo Testamento, porque se a gente tira...

o Antigo Testamento, por incrível que pareça, o nosso evangelho seria manco. Porque a gente entende aqui o Novo Testamento por todo um processo do Antigo. Isso aí, a gente lia a Bíblia, né? Eu era pentecostal, você lia o Antigo Testamento todo, você lia o Novo, aquela coisa. Daí, eu, quando eu completei 14 anos, por causa desse trabalho de...

de oração, de consagração, que o pastor Claudomiro Alves de Oliveira me convidou, eu comecei a ser convidada para pregar. E comecei a ministrar a palavra de Deus, etc. E acabou que agradeço muito ao Senhor pelas portas que se abriram, principalmente o campo de Madureira, que meu pai fazia parte.

mas uma igreja que me deu muitas oportunidades nas congregações Paulinho Leis de Macalão. Eu, mais ou menos, com meus 18, 19 anos, me convidou para pregar na Assembleia de Deus de Madureira, em uma festa de um trabalho, que ele dirigia, de um trabalho de libertação, que ele era o dirigente. Então, ele me viu ministrar em uma congregação de Madureira e simplesmente falou, ó, você vai ser pregadora lá do meu trabalho. E foi o lugar que eu mais tremia.

Foi naquele dia Eu estou com 64 anos Eu tinha de 18 para 19 E foi comigo mais adolescente Inclusive a diaconisa Elizabeth Campista Ela hoje faz parte ainda Do Ministério Rema Eu digo para todo mundo Eu estou com 64 Quantos anos ela tem eu não sei

Ela não gosta que eu fale o nome dela, eu fico me zoando. Então ela estava comigo e, sinceramente, eu falei, meu Deus, então o senhor foi fazendo coisa, por quê? Porque a igreja pentecostal tinha isso, e é muito legal. E agradeço ao senhor que, a partir de então, o pastor Joab Matos...

é um homem que eu tenho um carinho tremendo, pastor Zoab Matos, que antigamente, Natália, nos congressos de mulheres, nos aniversários de oração, eram muitos pastores convidados para pregar. E o pastor Zoab Matos tinha uma agenda muito grande, ele inclusive foi secretário um bom tempo da SEADER.

na convenção estadual do Rio de Janeiro, e ele... Ficamos nos amigos por trabalho de consagração, que ele foi ministrar, num trabalho que eu dirigi, é que eu continuei dirigindo. Daí eu fui migrando. Aí saí aqui de adolescente, já fui dirigir, consagração mesmo, igreja, Deus fazendo coisas tremendas, e ele foi pregar, um homem conhecedor da palavra, e ali ficamos amigos. Ele foi e falou, será que seu pai deixaria eu levar você?

Eu era adolescente, levava você para alguns locais que eu sou chamado para pregar. Aí eu falei, só se o senhor falar com meu pai. E aí ele falou, meu pai liberou. Falou, não, meu pastor, pode levar ela. Aí ele me levava. Ele era o pregador e chegava nos congressos. Olha, gente, é um prazer estar aqui, mas hoje quem vai pregar no meu lugar.

É a jovem Raquel Dias. Então o Senhor colocou muitos anjos na minha vida. Eu sou uma pessoa muito grata e muito feliz. Com todas as experiências que vivi, com pessoas muito maiores do que eu. Porque na verdade eu me tornei com todo respeito quase única.

Na adolescência, eu pregava em igrejas, assim, Guaratinguetá, brasileiro, porque papai gostava de missões e me levava também. E chegava lá, me botava, começou a copiar o pastor Zobb Matos.

Ele falou, minha filha, não é que esse pastor teve uma ideia boa? Papai, vai e você vai pregar. Então, Deus, eu fui pegando aquela segurança e me esforçando mais. Aí você tinha que ler mais, você tinha que estudar mais.

Na primeira oportunidade eu fui fazer bacharel em teologia, pós-graduação, depois fiz a faculdade de direito. Então aqui você vai se esmerando mais. E o Senhor foi fazendo acontecer. Mas tudo partiu, vou te falar de novo, de um lar muito equilibrado na fé.

em Cristo, no Espírito. Então é uma coisa incrível. A gente tinha até medo de... Por exemplo, eu poderia fazer algumas coisas escondidas quando eu era adolescente, em termos de bobeira, de botar um cordão e tal. Não fazia. Por quê? Nesse momento eu não estava nem ligada a Deus. Estava ligada a não chatear nem meu pai, nem minha mãe.

Pastor, aí já aconteceu o contrário A gente recebeu aqui a pastora Antonieta Rosa Vieira Deixa eu te falar de Helena Raquel Aí a pastora Helena Raquel Me viu pregando lá na Assembleia de Deus De Nova Iguaçu, na matriz E ela era, gente, júnior Ela era pré-adolescente E a parte Ela é tão

inteligente, que ela até hoje gravou a palavra que eu ministrei. Pode isso, gente? E aí ela viu aquilo e ela se empolgou de tal maneira que ela, segundo o testemunho dela, meu Deus, mulher pode pregar. Ah, eu quero pregar igual a irmã Raquel. E daí começou a jornada dela. E é muito bonito porque hoje vocês se encontram nos eventos.

Inclusive, 16 de junho, tá? Já vou até fazer uma comercial pra lá, tá? Na Campestre, é 19, 9. 9 de junho, Raquel Lima, Helena Raquel e Raquel Dias. Enquanto das Raquéis. Poderosas. Elas já vieram aqui, as duas.

Eu queria que a senhora falasse se já sofreu também preconceito, né? Porque no início acho que não era fácil. A mulher era preterida, se aparecia um pastor ou homem. Como que funcionava pra senhora isso? Ó, Natália, até hoje, tá? Até hoje eu digo que o diabo se esconde atrás do machismo e até da cultura, tá?

Até hoje as mulheres em si, elas sofrem.

É preconceito de todas as maneiras. Não vamos nem falar de nada a nível de sociedade. Porque você é mulher, Natália. Independente até da diferença da nossa cor, existem preconceitos terríveis simplesmente por ser mulher. Isso não é da agora, não é um problema do Brasil, é um problema cultural de longas dades.

Então, eu, na verdade, venho de uma família muito forte, que o meu pai, pastor João Fabiano da Silva, tem a honra de dizer que quando o Senhor o levou, pastor Abner...

fez a cerimônia de sepultamento de meu pai, porque a vida inteira ele servia em Madureira. Então ele começa com o Paulo Lirelles Macalão, termina com o pastor Abner Ferreira. Ele prezava muito o campo de Madureira, e graças a Deus por isso, nunca foi um homem duvidoso daquilo que ele entendia. Então o fato de você vir também com uma figura muito forte, que o...

Meu pai era um homem muito respeitado, ele era muito usado por Deus, ele tinha uma presença muito marcante. Então eu sofria os preconceitos normais, mas embutidos na própria religião.

Porque aí seriam todas, por exemplo. Não importava. Eu não falo. A irmã Natália, hipoteticamente, é a loura de olhos verdes, ela vai dirigir aquele trabalho ali, ela vai ter o direito de sentar lá em cima. Não, não.

estava embutido aqui no segmento. Não, aí, presta atenção, você tinha a graça de dirigir um trabalho de consagração, a tua mesinha tinha que ficar aqui embaixo. Aí os homens tinham que ficar lá em cima. Uau! Eu queria saber o que é isso. Se a parte da igreja ali que eles estão sentados é mais santa do que a que você está, tem alguma coisa errada então.

Que a parte que você está é menos santo e é aqui que você tem a autoridade de ministrar sobre o povo. Você entendeu? Então, você, para você viver em paz com Deus, você precisa não se importar com essas coisas. Eu, particularmente, assim, nunca me abalei com isso. Eu tive um caso que eu fui ministrar no interior de São Paulo. E...

O pastor pediu que uma pessoa fosse me buscar. E ainda era ônibus, tá? Rodoviária e tal. Falaram no rodoviário. A pessoa passava aqui, ó, na minha frente. A pessoa que foi me buscar. Passava na minha frente, só que eu não conhecia. Em nenhum momento ele perguntou pra mim. Esse diácono.

Perguntou para pessoas assim do lado, eu não sabia o que ele estava perguntando, mas ele via alguém e ele falava alguma coisa. A pessoa balançava a cabeça. Isso levou uma hora e meia e até que o pastor resolveu ir lá. Porque não tinha nada de telefone, nada de celular. O pastor preocupado que tinham preparado um café.

O que aconteceu? Será que houve alguma coisa? Estava indo para um congresso em Paraguaçu Paulista, uma cidade no interior de São Paulo. E o pastor preocupado, falou, meu Deus, será que aconteceu alguma coisa? Meia hora já era para ele estar aqui. Chegou lá, foi. Esse pastor tinha me visto pregar, em tatuapé, me convidou para ir lá. Aí o pastor me viu, oi, tal, minha irmã, etc.

Quando o pastor olha, ele andando e tal, procurando o pastor sobre fulano, vem. O que houve aqui, irmã? Ele olhou para mim e falou. O senhor não falou que ela era negra? Nossa. Você entendeu? Mas isso ele falou na minha cara, na cara da doutora Vanda Martins Neto, que estava me acompanhando nesse dia. E aí a Vanda é uma advogada muito eficaz, era mais nova, que agora também está coroa, está já com os seus 70. E aí ela...

Falou para minha irmã Raquel, que homem grosseiro. O que ele quis dizer? Eu falei, amiga, o que importa é que Jesus apareça. Vamos diminuir. Nós temos um congresso para fazer. Eu tenho que ministrar sexta, sábado e domingo. Eu não vou entregar o meu coração em uma bandeja para Satanás atuar. Não. Jesus, aí entra Jesus.

Ele sofreu martírio, humilhação, constrangimentos e disse, pai, perdoe-os porque não sabe o que faz. Tudo está consumado. Me poupe. Eu não vou ficar com esse vítima mesmo, não. Natália, não tenho. Não tenho. De jeito nenhum. Sou uma pessoa de bem com a vida. Eu fui ministrar em uma igreja alguns anos atrás. Eu estava com meus 29. Agora eu estou com 64. 29.

Eu fui, coloquei meu cabelo para o alto, fiz um coque. Gente, hoje eu estou de cabelo cortado, estou moderna, estou linda. Está linda. Aí, o coque, né? Então, era o coque. Eu simplesmente peguei uma presilha douradinha e prendia.

Quando eu sentei aqui, que era uma festa de irmãs e tal, então os irmãos lá em cima, a gente aqui, quando eu sentei aqui, perto da dirigente, ela viu aqui, ela imediatamente escreveu para uma irmã, chama ela, fala para a pregadora tirar essa vaidade da cabeça. E aí me chamaram e tal, aí falaram, a irmã Raquel, a senhora pode tirar?

Esse diadema do horário, que não era um diadema, era uma presilha maiorzinha e tal. Eu, sem problema nenhum, tirei, coloquei dentro da bolsa. Não vou questionar nada. Mas a irmã estava com a dirigente, estava com um vestido vermelho, de citim, brilhoso e etc. Você entendeu? Por isso que você tem que entender. É o limite do outro. Então, se a gente fosse pegar a Bíblia...

Aquele vestido de sitim, brilhoso. Você sabe, no passado era muito babado, com aqueles babados e tal. Agora, ela estava chamando mais a atenção do que uma presilha aqui em um coque.

Melhor não entrar. Eu sempre fui de bem com a vida. Para mim, não está. É bom, Natália. Eu só não posso deixar de falar do meu Jesus. Amém. Pastor, agora eu queria passar para um bloco mais de família. A senhora tem três filhas. Duas filhas que são médicas. Médicas e odontologistas. O que é muito legal de a gente falar.

Queria que a senhora falasse como que foram suas gestações, como que foram, elas têm idade bem próximas. E depois falasse também do menino, Felipe. Felipe. Olha, Natália, eu tive uma filha atrás da outra, porque eu nunca tomei remédio na minha vida para evitar filho, porque eu já queria o resultado dos filhos, tá?

Só que eu não esperava, amiga, que seria tão rápido. Uma atrás da outra. Ah, não vou te enganar não, Natália. Quando me deram a notícia que eu estava grávida de novo, a Priscila nasceu no dia 21 de janeiro, a Daniele nasceu no dia 23 de janeiro do outro ano. Nossa! Aí eu pedi autorização ao marido para ligar.

Aí eu falei com ele, ai, papai Bauer, não dá para mim não. É muita coisa e tal. Você se importa de nós ficarmos só com as duas filhas? Não, não me importa não. Que ainda vou te dizer mais que eu só pude fazer isso porque eu já não estava mais sob autoridade de costumes. Usos de costumes. Aí ele já era pastor, dirigindo uma congregação na autoridade da SEAD, meu marido. E aí, claro, como esposa dele, eu...

Estava debaixo da autoridade dele. Não, pode sim, ok. Aí liguei. Essas filhas são uma bênção. Daniel Dias é uma pregadora de quinta grandeza, excelente. A Priscila Dias é uma ministra de louvor de quinta grandeza, excelente. Minhas filhas servem a Deus primorosamente, espontaneamente.

Entendeu? Nunca fiquei. Vamos para a igreja. Escola dominical, não. Elas são de EBD, elas são de evangelismo. A Priscila é líder do departamento de missões. Domingo, nós fizemos um trabalho lindo, porque a gente pega as campanhas importantes do Brasil e associa no nosso evangelismo de missão urbana. Inclusive, no domingo, foi o dia do autismo.

E aí a gente leva muita gente para a rua, faz um trabalho lindo. Então elas gostam de trabalhar para Jesus e gostam de estudar também. Então a nossa casa e tal. No momento que elas fizeram a doutologia, Natália, era só aquilo que a gente podia proporcionar naquele tempo. Para ela, estava bom. Então minha filha Priscila, ela é um pequeno gênio. Ela aprendeu a ler e escrever com dois anos e seis meses.

Ela saiu da faculdade de odontologia da Gama Filho com 19 anos. Ela foi a menina mais jovem da história da Gama Filho.

a se formar, a se graduar com 19 anos. Isso prova que ela entrou na faculdade com 15. Então, se tivesse mídia naquele tempo, ela ia parar no jornal. Aí, então, sempre gostaram de estudar. Daniele fez odonto também, orto, a Priscila fez implanto, fez endo. A Priscila deve ter umas três ou quatro pós-graduação, porque ela gostava.

E aí montou a clínica dela, Dias de Sorriso, em Belforros e tal. E depois de 13 ou 14 anos formada, abriu-se a porta da medicina. A Daniele fazia odontologia, mas nunca gostou. Fez porque eu impus. Dani, pensa comigo.

Vocês duas dentistas. Então, no futuro, aqui, você com uma pós, a Priscila com outra. Daniela e mamãe, vou fazer, mas eu não gosto. Beleza. Eu quero fazer medicina. A porta, chegou o momento que a porta se abriu. E eu também não me incomodei, não.

Se vocês quiserem fazer medicina, é agora. E aí elas fizeram medicina. Também não incomode não ter duas filhas médicas. Aí a Daniela passou em residências, com não sei o que do estômago, e a Priscila Clínica. Então, assim, Deus tem nos abençoado muito. E aí depois, quando minhas filhas estavam adolescentes, Natália, eu fiz uma adoção.

Muito legal. Aí eu fiz uma adoção, inclusive quando eu terminei a faculdade de Direito, o meu hoje fala CCC, mas antigamente era um outro nome, eu fiz sobre adoção à Brasileirada.

eu fiz a minha monografia em adoção abrasileirada. Porque eu vinha de uma família que tinha feito adoções e que deu tudo certo. E eu fiz uma monografia mostrando que o senhor Moisés, esse belo homem de Deus, esse homem cheio do poder de Deus, o homem mais poderoso que a Bíblia mostra, é que ele foi adotivo. Ele foi um filho adotivo.

Durante muitos anos e não deu problema. Porque existe muito preconceito. É, muito preconceito. E ele não deu problema. Eu quero lembrar, na minha monografia, eu citei isso tudo porque o meu mentor falava, não, claro que a Bíblia pode ser citada. Eu vou dizer que a minha querida rainha Esther não deixa de ser uma filha adotiva. Ela não foi criada nem pelo pai, nem pela mãe. E olha que não deu problema.

E a Bíblia mostra outras coisas, assim como o próprio Jefité. Ele era tipo um meio irmão daquela família que foram buscar ele, porque a mãe não tinha lá um currículo bacana. E aí ele foi discriminado. Mas, quando o senhor precisou de um juiz, o trouxe. Então, beleza, fizemos um trabalho. E eu manifestei todo um conceito diferenciado para a adoção.

E reclamei realmente da dificuldade burocrática. Então eu fiz um trabalho legal.

E não tirei dez não, mas tirei nove e meio. Então já valeu alguma coisa, né? E nisso eu falei com o marido. Papai Bauer. Aí me acendeu assim uma paixão, eu quero fazer uma adoção. Reuni a Priscila e a Daniela, os adolescentes, e falei ao papai, concorda de uma adoção? Vocês concordam? Claro, mãe, pode adotar e tal. A dificuldade foi o sexo, porque o marido não queria menino.

Ele queria outra menina. Porque ele gosta de menina, porque na casa dele, quatro homens. Um falecido e ele tem dois irmãos vivos. E aí, ele, ah não, chega de homem, chega de homem. Só queria ter filha mulher. Aí eu falei, aqui foi, vamos fazer disso, o que Deus mandar então?

Deus mandar, está bem. Aí levaram esse meu filho em minha casa, porque eu falei, gente, eu estou tão feliz, minha vida é tão plena, para ficar melhor ainda, eu preciso fazer uma adoção.

Eu preciso contribuir de certa maneira com a vida de alguém, com a família, com o país, eu não sei. Aí uma pessoa que conhecia ele estava no culto, que não era nem mesmo de nossa igreja. Aí falou com a amiga que a levou. Ah, meu Deus, essa palavra da pastora foi para mim. Eu conheço um garotinho que está lá em queimados, sendo muito preterido.

porque a mãezinha dele tinha falecido, ele tinha quatro meses, e ele foi o caçula de oito.

E o pai se embrenhou pelo álcool. Mas oito filhos. A mãe morre. Né, Natália? Que dificuldade. E aí os maiorzinhos, um pegou, outro pegou. Ninguém queria o bebê. Porque ele só tinha cinco meses quando a mãe morreu. E aí, na época, ele já estava com quatro anos. Essa irmã amiga da membro da nossa igreja me leva na casa dela. Eu vou levar ele, eu vou levar. Acordei segunda-feira com um presente.

Ele. Já no dia seguinte? No dia seguinte. Essa irmã Marilda, ela foi na casa do avô, que não sabia onde estava o pai, explicou, o avô pegou o óbito da mãe, pegou a certidão do neto, que estava tudo com ele, falou, entrega, dá para essa rapaçora. E ela levou. Eu, assim, de primeira mão, não vou negar, não.

Não sei, muito exquisitinho, porque ele tinha, Natália, quatro aninhos, com peso e tamanho de um ano e oito meses. Ele era muito maltratado pela vida, todo picado de mosquito, para você ter uma ideia, um chinelo era preto, o outro era amarelo. E o short, que ele era tão pequenininho, puxaram o elástico aqui na cintura, o short vinha no pé, porque falou que ele só andava pelado. Tanto é que o apelido dele era Adão. Eu falei para a irmã, mas Adão por quê? É peladão.

Aí eu, tá bom. Olhei assim.

Falei, meu Deus, o que faço? Aí eu tive uma experiência, que eu tinha uma cadela, um pastor alemão, que eu tratava muito bem, amo cachorro. E aí eu falei para a Marilda e falei para a Annalira, que levou a criança. Eu falei, olha, gente, sinto muito, o marido não está aqui, ele está lá em Taipuaçu, uma casinha de praia que a gente ia, ele está fazendo umas obras. Se ele estivesse aqui e tal, não sei, eu achei ele tão feinho.

A gente é folgada, né? A gente é muito vaidoso, até para adotar. A gente tem problema. Falei, masquei. Aí eu tinha que... Eu trabalhava, eu tinha um escritório. E quando eu entrei no meu carro para sair, Natália, o Espírito do Senhor veio a mim e disse assim, pode tratar tão bem uma cadela e não pode acolher.

esta criança que eu tenho um plano na vida dele. Aí o Senhor me desmontou. O Espírito Santo já deu com a minha cara na parte. Já situou a senhora. Desperta, mulher. Aí, quando eu voltei para dentro de casa, essa irmã Marilda, porque quando eu saí...

A minha funcionária já tinha chegado e aí eu falei para ela assim, Paulinha, por favor, faz um lanche para essas irmãs que elas vieram de queimados longe. Dá alguma coisa para essa criancinha e tal. E saí. Nisso que eu saí, a irmã Marilda foi para a cozinha. Em vez de comer, começou a orar. Senhor, fala com ela. Traz ela de volta. Senhor, fala com ela. Essa criança é dela, meu Deus. Fala com ela. Aí eu entro, ela estava orando.

Eu fui e falei, irmã Marilda, Deus já falou comigo. Já pode parar de orar e come.

Tá bom, deixa ele aí E aí A primeira coisa que eu fiz foi providenciar Um hospital, uma clínica Para fazer todos os exames Nele E que ele era muito pequenininho Então eu fui atendida, graças a Deus Por uma médica, a doutora Lúcia Evangélica

no Hospital das Clínicas, e aí ela falou, vamos fazer todos os exames nele, vamos. Olha, ele está com peso, ele está com déficit de peso, aí pezinho pequeno, aí passou um leite, a senhora pode manter ele com pediassure, que agora eu não sei quanto custa, mas na época era cotado por dólar.

Então não era um leite barato. Claro que eu posso. É para a gente ajudar ele. Ele está muito além. Ele passava tanta fome, Natália, quando ele era criancinha, que ele não sabia que você comia mais que uma vez por dia.

Então o estômago dele era muito pequenininho. Se desse a ele meio copinho de Todd, ele bebia um dedinho deitado e um pão. Ele dava duas mordidas e acabou. Ele não entendia. O verbo dele era muito ruim, ele não sabia falar direito. E aí a gente teve que fazer um tratamento.

bacana, a doutora Lúcia ela falou comigo, pastora Raquel vamos fazer um negócio com ele igual como se ele fosse um bebezinho? Eu falei, como? De três em três horas vamos dar alguma coisa líquida pra ele? Mas tipo pastosa? Aí ela fez uma dieta pra ele bem bacana de três em três horas a gente dava ele pra o estômago dele vir acostumando e tal então ele passou daquela fase Ppodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpodpod

e creme na pelezinha dele, os exames, muita falta de ferro, anemia, a gente veio curando aquilo tudo, a pele dele foi ficando bonita, ele ficou muito bonito. Só que o Natalinho nunca pude forçar a barra em cima dele a nível de escola, porque ele tinha um bloqueio. Aí eu levei ele em uma neuro e fez exames, aí passou para ele Ritalina, e eu comprei o Ritalina.

que falaram que era o top, o boom do boom para ele e tal. E ele tomou o Ritalino uma semana e ele começou a ser... A mente dele começou a ficar mais fixada nas coisas, compensação, ele passou a perder muito peso, ele não era já gordo. E aí eu fui orar. Senhor, o que eu faço? Senhor, as pessoas estudam para saber o que está fazendo. Eu não fiz medicina na época, as meninas ainda eram...

adolescente, né? A Priscila estava fazendo o segundo ou terceiro ano de odonto. Senhor, eu não quero contradizer a quem quer que seja, as pessoas estudam para saber das coisas. Eu não estou gostando desse remédio no meu filho, não, Senhor. Comecei a orar, aí o Espírito Santo falou comigo. Pare com esse remédio. Não dê mais esse remédio, não provoque essa dependência nele.

Ó, joguei a caixa de Ritalina fora pela fé. Aí levei ele num psiquiatra evangélico, o doutor Alcides, que me indicaram. E quando eu o levei, ele falou. Levei todos os exames que ele já tinha. Ele falou, a escola, Brito Elias, também que a gente agradece. Mó paciência com ele.

A ciência, eles, olha, tem que ter uma psicóloga e tal, pastora, tudo que você possa pensar eu dei para ele. E aí, até que o psiquiatra falou, olha, ele tem um retardo cognitivo assim, leve. Deixa ele amadurecer no tempo dele.

Deixa ele amadurecer no tempo dele. Avaliação, prova, dá um bloqueio nele. Deixa ele amadurecer naturalmente. Aí, ele só tinha feito aquela série antiga, né? Que agora mudou tudo. Ginásio. É, mas não era nem o ginásio, menino. Aquele primário. Aí ele tinha feito o primário, não quis mais estudar. As irmãs dele, né? Incentivava. Não, meu irmão e tal.

Menina, o Felipe quando completou 21 anos, o Felipe junto com a irmã Cida, uma irmã da igreja, uma centro social, arranjou uma escola, Natália, um colégio à noite, porque ele tinha atividade, não ficou também na vagabundagem não. Botei para trabalhar. Você, meu filho, tem que trabalhar. Um homem que não estuda tem que trabalhar. Então vamos dar tempo ao tempo.

Não, está bem, mãe, porque ele é muito bacana, muito legal, muito calmo. Está bom. Aí foi com a Emancida, Natália, arranjaram essa escola de incentivo do Estado. Meu filho fez o ginásio, o que é o fundamental. Parece em dois anos. Aí foi passando em tudo.

Aí ele já estava com 21. Aí está bom. Quando eu pensei que nessa mesma mansida, Felipe, vamos fazer agora o segundo grau. Arranjou uma escola para ele também do Estado, que ele fez o segundo grau em dois anos. E chegou na minha casa.

a Natália, e chegou na minha casa no meio do ano passado, no início do ano passado, lembra? Ele chegou para mim e falou para mim assim, mamãe, vou te dar uma notícia boa e também vou fazer um pedido que não é bom. Eu falei, Felipe, meu filho, o que você pede?

Aí ele falou, o que eu peço é que você pague a minha faculdade, porque eu passei no vestibular para nutrição. Eu quase caí, Natália. E haja voto financeiro para ele. Porque todas as minhas ofertas, o nome era Felipe Bauer. Todas. Quando falava de voto na igreja, eu colocava Felipe Bauer. Senhor, amadurece meu filho. Senhor, amadurece meu filho. Aí ele chegou, eu falei.

A notícia boa e ruim qual é? Não, a boa é que eu passei. E a ruim é que tu vai pagar. Meu filho, isso não é ruim, isso é uma coisa boa demais pra mim. Aí eu até tentei dissuadilo ao fazer veterinária. Aí meu marido, Raquel, para de palhaçada, para de graça. Deixa ele fazer nutrição. Natália, surpresa agora.

Ele passou para o segundo período de nutrição com 5, 10, 1, 8 e 1, 7,5. Olha. Meu Deus do céu. O Deus é maravilhoso. O nosso Cristo é maravilhoso. E ele serve a Jesus. Ele casou-se, tá? Ele é casado.

E eu tenho um neto, Bernardo Bauer, que tem oito meses. Na verdade, eu tenho quatro netos. Por que Bauer? Os filhos botam tudo o nome do pai. O nome do pai é Bauer. Aí o Afonso Bauer...

É Bauer. Aí veio o Edgar. É Edgar Bauer. Aí veio o Bernardo. É Bernardo Bauer. Ah, pastora Raquel, tu ficou sozinha? Não. Jesus me deu uma neta que o nome é Raquel Neta. Meu Deus! Ô Jesus, Jesus é bom demais. Eu não tenho que ser de bem com a vida, Natália? Natália, eu tenho que ser de bem com a vida. Jesus é maravilhoso. Você sair do amarelinho.

Um edifício de baixa renda. Você ser uma pastora bem-sucedida naquilo que você faz. Você ter filhos. As meninas, odontologia pós-graduada, agora medicina pós-graduada. Ter um filho maravilhoso, que agora também está fazendo faculdade. Natália, eu olho para mim e digo, Senhor, me bilisco, eu estou num sonho. É isso que Jesus faz na nossa vida.

A gente tem aqui, pastora, a gente dá uma palavra-chave, as pessoas comentam essa palavra-chave e a gente sorteia um livro. E a palavra-chave de hoje, acho que vai ser de bem com a vida. Comenta aí de bem com a vida que a gente vai sortear um livro. A pastora Sara também tem um testemunho em relação ao problema de saúde que uma das meninas tiveram, né? Conta pra gente. A Daniele, a do meio, ela, eu fui fazer uma...

Uma pequena viagem, pequena mesmo porque foi dentro do estado do Rio mesmo, mas eu tinha que ministrar no sábado e no domingo. Então, meu marido falou, não vai, porque eu pensei em voltar.

porque a Daniele estava gripadinha tomando os remédios. Aí a minha funcionária não pôde ir nesse dia e uma irmã se ofereceu de deixar a filha dela lá em casa. E aí essa menina, ela deu uma dosagem de um xarope.

Errado, que o xarope não era pediátrico, não era para neném de dois meses. E deu aquele balde de xarope. Aquele remédio, ele fez tipo uma pequena úlcera, uma queimadura aqui no estômago da Daniela. A partir dali, aquilo inflamou. A Daniela.

já não comia mais, ela sentia dor, a gente não sabia. Então, o marido da aeronáutica, nós levamos na aeronáutica, o Major Jair atendeu a Daniele, um pediatra top, e a gente até então não sabia do que aconteceu. E ela contou para a mãe.

que percebeu depois. A mãe, claro, logo me fez saber. Mas na primeira consulta não sabia. Ok. Aí ela continuou. Aí passaram para ela também um remédio caríssimo de fórmula alemã. O doutor Major Jair passou.

médico pediatra top, aí compramos nada, não dava jeito. A menina veio emagrecendo, emagrecendo, a menina foi ficando ocipele. Ela só tinha dois meses, né? Ela só tinha dois meses, dois meses e cinco dias assim. E aí eu já sem saber o que fazer, noite sem dormir, quase uma semana sem dormir, nenhum tratamento dava certo.

Aí eu fui para o doutor Mário Vaz, crente batista, o pai, porque parece que o filho dele agora também é médico. Mas o doutor Mário Vaz, um pediatra conhecidíssimo dentro de Nova Iguaçu, porque ele era uma bênção mesmo na medicina, eu levei ela lá, particular. E lá ele, ao examinar a menina, ele encontrou...

ele falou assim, eu vou fazer um tratamento, uma rapidez no tratamento para ela, porque a menina sente muita dor. Ele até falou que isso era raríssimo acontecer. O que houve? Eu falei do remédio, deve ter queimado alguma coisa aqui, inflamou. Ok. E ele falou, eu vou mandar uma carta para a aeronáutica, pedindo a hospitalização dela rápida.

Aí, fez um tratamento já sabendo o que era, porque imediatamente tirou sangue e mandou para um laboratório de um amigo. Eu fiquei esperando com a menina lá o resultado, aquela coisa toda. E ele foi e passou uma injeção em caráter de urgência, que aí ele deu uma e falou assim, Quando for nove horas da noite...

a senhora vai ter que aplicar outra injeção e amanhã, de manhã, de madrugada, que a senhora está muito exausta, a senhora vai para a aeronáutica e leva isso aqui. Aí assinou, carimbou, indicando o que ele desconfiava ter encontrado. Ele falou, leva lá e tal. Eu falei, com certeza. Eu estava tão exausta. Porque quando eu desci, como ele mesmo lá fez todo o tratamento, deu a injeção, fez tudo. Quando eu descia,

Eu pensei, aí eu vou para a casa da minha mãe. Aí eu estava acompanhada da irmã Arlete, irmã Arlete do violão. E aí eu falei, Arlete, faz um favor para mim, que ela morava no bairro que eu morava. Tem como você passar lá na minha casa e avisar o Bauer, que não tinha telefone, nada disso, né? Que eu fui para a casa da minha mãe, que lá minha mãe vai se tomar conta dela, tem uns remédios a dar, eu estou muito cansada. Fui.

Cheguei lá, retalatei tudo para minha mãe. Minha mãe me dá, ela aqui. Ela enrolou e estava no soro. Só o soro que ia. Aí ela, depois daquela injeção, ela dormiu. Dormindo. Quando deu assim, sete e meia da noite, a minha mãe. Ah, minha filha, nós vamos ter que adiantar essa injeção. Porque minha mãe morava onde, menina? Lá no Bom Pastor.

Ai, minha mãe, vamos ter que adiantar, Raquel, essa injeção na Daniela. E mamãe, por quê? A farmácia aqui, minha filha, 8 horas da noite e fecha. Aqui não é o centro de Nova Iguaçu, nem o centro de Belfort Rocha. Será que vai ter problema se adiantar a injeção? Vou falar, é uma hora e meia, não vai ter, não.

Aí desci com a minha irmã, que hoje é pastora Fabiana Dias, também advogada, bem-sucedida. Aí minha irmã, Fabiana, vou contigo. Eu falei, mãe, a senhora está certa. Aí me arrumei.

Desci para ir lá para o centro, lá daquele bom pastor lá, para a farmácia. Menina, quando eu passo aqui na rua, aquela igreja que era filial do Castelar, Assembleia de Deus, cantando os corinhas cinzino, quando eu dou um passo, Natália, que a pessoa creia no que quiser, mas o Espírito Santo ainda fala muito conosco.

E quem entra em comunhão com ele, a vida seria muito melhor. Quando eu passo em frente à igreja, aí eu pensei, que bênção, meu Deus, que igreja. Aí quando eu dou um passo, o Espírito Santo falou comigo, entra nesta igreja.

Eu não vou negar não que eu falei, meu Deus, eu acho que eu estou tantos dias dormindo mal, minha filha doente, ela toda enrolada em uma manta, porque o doutor Mário Vaz falou, ela sente muito frio, então deixa ela sempre muito aquecida. E eu falei, não, isso aí é minha mente, eu é que já estou doida para entrar na igreja, meu Deus. Dei mais um passo, o Espírito Santo falou, volta e entra nesta igreja. Eu voltei.

Aí eu falei, eu não quero saber se a farmácia vai fechar, não quero saber de nada, não. Vou voltar. Quando eu entrei na igreja, Natália do céu, não tem essas meninas de igreja do passado que não podia ver bebê? Foi tudo tão rápido que eu botei o pé dentro da igreja. Veio assim uma adolescente, aí é um neném, apanhou da minha mão, eu não tive nem a reação de falar assim, ela não está bem, ela está doente. Sentou com a menina e ficou embalando. Natália, pelo Espírito do Senhor que está aqui.

Até hoje eu tenho o hábito de entrar na igreja e ajoelhar. Eu sou nascida e criada no Evangelho. Tem hábitos que para mim tem que ser preservado, eu gosto. Então não me custa nada, eu não tenho atroz, eu não tenho atlite. Eu estou na bênção com 64 anos, por que eu não vou ajoelhar? Então é hábito.

Ajoelhei e comecei a orar. Senhor, estou aqui. O que tu tens para fazer aqui? Espírito Santo, eu estou certa. É para mim estar aqui? Meu Deus e tal. Natália, quando eu acabo de orar, sentei o dirigente, pastor Roberto, que até então não conhecia, conheci naquele dia. Ele olhou assim para mim e falou assim, irmã.

De qual igreja a irmã é? Eu fui à Assembleia de Deus em Heliópolis, pastor Bauer do Nascimento, que era o meu marido. A senhora tem a oportunidade. É por isso que eu digo que o Cris de Pentecostal é muito engraçado, né? Eu falei, meu Deus, eles estavam querendo gente para falar nesse corpo. Não é possível. Aí eu, meu Deus, eu estava sem Bíblia, Natália. Eu estava indo para a farmácia.

Fui andando aqui no altar, o Espírito do Senhor veio em minha mente e disse, 1 João 12, 18, filhinhos, é já a última hora. Por onde conhecemos que o Espírito do anticristo já tem se manifestado neste mundo. Por isso afirmo que é já a última hora. Quando eu subi e botei a mão no microfone, o Senhor me revelou uma palavra.

O Senhor avivou aquela igreja de ponta a ponta. Foi uma glória tão grande. O Senhor batizou com o Espírito Santo. O Senhor fez coisa tremenda. E eu, preocupada de certa maneira com a minha filha e com a farmácia. Só que ninguém parava de falar a língua. Ninguém parava de dar glória a Jesus. O pastor também não. E eu tive que...

Eu ministrei uns 35 minutos, a glória do Senhor descendo e tal. Aí eu fui e fiz assim nele, ele falando e nem eu chorando. Aí eu falei assim para ele, pastor, minha filha está muito doente. Eu tenho que correr para a farmácia, porque minha mãe falou que fecha 8 horas. E o poder caindo aqui, eu falando com ele aqui. Minha filha está muito mal. Aí ele chorando assim para mim, falou, minha irmã, o Senhor te trouxe aqui.

para avivar essa igreja. Já tinha quase seis anos que eu não falava em línguas com Deus. O Senhor restaurou essa igreja. Era para a irmã entrar aqui. A irmã não vai sair daqui sem a benção, não. Essa igreja vai orar e Jesus vai curar a sua filha. Natália, ele perguntou, você creu? Disse, eu creio.

Aí ele debaixo daquele poder, traz aqui a menina, traz a menina, a filha está doente, a igreja vai orar, a gente está com o poder de Deus. Quando eu ajoelhei, quando ele começou a buscar o Senhor, eu senti um poder, um fogo descendo na minha cabeça, pegando a minha filha. Um poder inexplicável, aquele fogo, aquele fogo, parecia que eu tinha entrado dentro de uma sauna, uma glória de Deus. Por isso minha mãe com meus irmãos, vai procurar sua irmã, porque aí eu não voltava.

vai procurar sua irmã que a Daniela deve ter tido alguma coisa e ela está indo para algum hospital e meus irmãos já se organizando e tal e aí quando acaba o culto e tal eu fui embora para casa de nove horas e a minha irmã Fabiana, porque hoje é a pastora Fabiana Dias falou comigo tem uma outra farmácia não sei o que, Vilar dos Teles Fabiana não vou não

Jesus sabia que a proposta era esta igreja. A inovação da palavra. A partir daqui é só vitória. Chega em casa, todo mundo arrumado, você já entra em carro. Mãe, não sabe o que aconteceu. Ela era muito cheia do poder. Aleluia, glória a Deus. Tem certeza que Jesus criou a tua filha? Eu tenho. Vou fazer uma mamadeira para ela agora.

Eu, mamãe, aí outra coisa, minha filha, vou fazer do tipo A. Porque teve um tempo aqui nesse país que era tipo A, tipo C, sei lá. Aí, melhor a senhora misturar com água. Minha filha, eu criei vocês todos. Deixa comigo. Não, vou dar muito. Vou dar pouquinho. Só sei, não vou negar, não. Eu fui deitar assim no sofá, eu apaguei. Eu só acordei.

No outro dia, a minha mãe com a minha filha no colo. E eu falei, mãe, e aí? E aí que ela começou a mamar na minha filha, 40. Depois sua mãe resolveu botar...

60. E a última que eu dei agora aqui, eu botei 75. Meu Deus, mamãe, ela só tem dois meses e pouco. É, mas ela estava com muita fome. Olha, mamou, não vomitou, e a glória de Deus aconteceu, e a proposta do céu era que eu entrasse naquela igreja. Deus nos usou pra abençoar a igreja, mas a igreja abençoou a minha vida. Glória a Deus. Trabalho em equipe.

Muito bonito o testemunho. E a senhora conta com muitos detalhes, né? Já tem 40 anos, mas é muito vivo. É muito vivo pra mim. A minha mente, as coisas de Deus. Você vê que eu lembro o nome das pessoas. Assim, a gente... Eu dou muita importância, Natália. Mas pode ser o mínimo testemunho.

Já aconteceu comigo? Sinceramente, sei lá, deu passar assim numa loja, eu gosto de caneca. Você vê que a primeira coisa que eu falei é o quê? Natália, que caneca linda. Eu gosto de caneca de xícara. Já aconteceu coisa tão assim, deu passar assim. Gente, mas que caneca bonita. Assim, de achar bonita. Ai, de caneca linda mesmo.

Passar uma semana, chegar alguém, ah, pastor Raquel, eu estava passando em tal lugar, aí eu vi essa caneca, caneca igual. Então até isso eu dou testemunho. Falo, gente, até caneca o senhor manda para você quando você gosta. Pastor, eu queria que a senhora falasse o que significa maternidade para a senhora. Olha, você tocou em um ponto. Maternidade para mim é tudo, Natália. Uma coisa que eu vou aqui no Pode Crer.

Falar, a igreja nunca me impediu de ser mãe, como não me impede de ser avó. Se forem no meu Instagram, vão ver. Eu estou sempre com o neto, coloco meus netos para aprender a andar.

porque eu não tenho medo, eu não sou insegura. Então eu não passo essa insegurança para eles. Com nove meses e vinte dias, eles estão andando. A pequenininha Raquel Neta, nove meses depois, começou a andar comigo. Até minha filha filmou. Aí, o que acontece? A maternidade, para mim, é de responsabilidade. Eu quis ser mãe. Me casei querendo ser mãe.

Nunca tomei remédio, não estou dizendo que você não possa fazer planejamento familiar, não é isso. Eu venho de um segmento religioso, que tudo era muito cauteloso, né? Então, eu preferi deixar tudo por obra de Deus. Aí eu descobri só depois que a obra não era bem de Deus, era do marido.

Que aí uma filha atrás da outra, meu Deus. Por quê? Porque eu sou a mãe de reunião de escola. Saía, não tem jeito. Eu sou a mãe de Devain Park. Aquelas fotos preta e branca, aquelas depois veio a colorida. Eu tenho tudo. Eu tenho o álbum da Priscila e da Daniele. Os primeiros dentes que nasceram. Mecha de cabelo. Dedinho do pé pintado de tinta. Eu chamava uma pessoa para tirar foto. A gente...

O irmã Raquel, tem como levar a Priscilinha no aniversário da minha filha? Natália, se eu tivesse uma igreja para ir, eu dizia assim, olha, chamava uma amiga minha, Márcia Costa, que é miguelinha.

amiga querida até hoje, que hoje mesmo eu vindo para cá, eu falei, Marcinha, que ela mora perto de uma clínica que eu estou fazendo implante, Marcinha, vai lá saber se amanhã que eu tenho que ir lá para tirar, que eu estou com os pontos aqui, até hoje, a Marcia adorava bolo e festa de criança, eu chamava Marcia, tem como você levar a minha filha, elas não foram criadas sem alegria e tal, parque, até hoje eu gosto de parque

Eu levava no parque, andava no bate-bate com elas. Gosto do bate-bate até hoje. Não gosto muito de altura. Sou de bem com a vida. Sou de bem com a vida. E sempre levar para o circo. Quando o Orlando Orfei veio aqui no Rio. Gente, vamos para o circo. Aí fomos para o circo. A minha filha Priscila, com seis anos, falou que não esquece a minha expressão. Porque lá na Argentina teve um circo que aquele elefante...

atrás de uma maçã que a criança estava comendo, foi atrás da maçã e infelizmente pisou na criança. Meu Deus do céu, eu coloquei o narizinho vermelho nelas. Aí a gente estava tirando foto com aqueles cavalos, depois eu soube que o homem que ela tirou foto não era nem o dono, que era um sósia. Aí eu, larga para lá que a emoção a gente já viveu.

Menina, um elefantinho assim, ó, olhou para minhas filhas assim, é que eu, meu Deus, para esse elefante, isso aqui não é maçã não, tirei, a Priscila falou que eu não esqueço essa data, mamãe, você ficou, eu, Priscila, eu pensei isso, e vai pensar que é maçã, vai acabar com a minha filha.

Então, eu sempre fui mamãe presente de leitura bíblica, de oração com elas. Não exaustiva, não fico falando bobeira, não falo na igreja. Gente, não tem como fazer, com todo respeito, não tem como fazer culto, Natália. Todo dia, quem puder que faça. Na minha casa, onde eu fui criada, dava para fazer culto todo dia, a mamãe não trabalhava fora.

Era só o meu pai. Então ela estava ali gerenciando a casa, que isso era muito importante. Então tudo era oração. Aí o jejum, os mais velhos jejuavam até um pouquinho mais tarde, os menores um pouquinho menos. Hoje não, todo mundo trabalha pelo mesmo tempo. Mas ao sábado tem que ter aquela reunião à mesa, sentar à mesa, falar de Jesus.

Meu filho, Felipe Bauri, ele tem foto, Natália, que eu ia para os Estados Unidos, eu trazia para ele aquele esterno lindo, colete e gravato. Chegava o sábado, que na nossa casa tinha escala de pregador. Não importava. E Felipe, quem vai pregar no sábado que vem é você. Ele, mãe, mas o que eu vou falar? Meu filho, qualquer coisa que você falar.

Daquilo que você entende do teu amor por Deus, por Jesus, está bom para nós. E aí eu arrumava ele igual um pregador. Colocava ele todo arrumadinho, botava ele na cadeira, a gente chorava e tal. Cantava, agora vamos ouvir o nosso pregador Felipe. E aí o Felipe vinha.

O Senhor é meu pastor, nada me faltará. Só isso, tá bom. Chegava na escala dele, o Senhor é meu pastor, nada me faltará. Ele viveu a vida inteira pregando a mesma pregação, só que para a gente estava de bom tamanho. Por incrível que pareça, cada dia ele tinha uma noção diferenciada.

quando ele era escalado. Então, a cada dia ele entendia as coisas do jeitinho dele. Então, uma vez por semana, eu falo na igreja, a gente, pelo menos uma vez por semana, reúne seu filho, mas num dia só para vocês. Não estou falando dos cultos na igreja, com os cultos ordinários a gente vai. Estamos falando dessa comunhão. Aí eu tinha o dia da Priscila, o dia da Daniela, o dia do pai e da mãe, entregar uma palavra. Nada também de nada exaustivo. O nosso culto não passava de 20 minutos.

Você entendeu? Então nada exaustivo. Não. O Bauer toca violão, a Priscila cantava, eu e o Daniel ficavam inspirados de oração. Acabava aqueles dois louvor. Agora quem está escalado para pregar, oração final, abençoando a nossa casa. Acabou.

Então eu falo, gente, então não precisa ser nada tão rígido. Mas com certeza marcou a vida dele. Marcou, porque são todos evangélicos, são todos crentes, de uma forma muito espontânea. Porque a gente não trabalha a ideia, você é obrigado, não.

Então é tudo espontâneo, é a fé, gostam de servir a Jesus. E essa é a minha maior vitória, ter meus filhos na presença de Deus. Agora, eu sempre fui uma mãe muito presente, mas muito. Em tudo, em tudo. Para conversar e tal, as minhas filhas, a pessoa fala, a senhora é tão brava, porque a igreja é morta. A senhora é brava. Não, mas a Daniele só apanhou uma única vez de mim.

por questões até de igreja. Dandam cismava de ficar andando dentro da igreja, correndo dentro da igreja, correndo dentro da igreja, comando pouco, e entrava debaixo dos bancos. E chegou um dia que a minha tolerância ficou zero, levei para fora da igreja, tirei meu cinto, dei duas cintadas nela e falei, minha filha, é partir de hoje.

A casa do Senhor é para ser reverenciada. Ela tinha um ano e oito meses.

Deixei bem claro, se você sabe pedir um presente e até escolher o que você quer, você está entendendo a mamãe. A igreja, Deus tem que ser reverenciado. Você vai sentar perto da mamãe, que era uma igreja que não tinha DPI. Hoje, graças a Deus, o Senhor, glória a Jesus. Helena Raquel, vou ter que citá-la de novo. Ela pregando uma vez, ela falou, irmãos, graças a Deus que nossas igrejas cresceram financeiramente.

E é verdade, porque por crescer financeiramente é que hoje os pastores oferecem um conforto maior até ter os filhos pequenininhos. Porque há de conviculto para a criança é maçante. Me poupe. Fica sentada, cantuzindo, em pé. E um adulto ministrando 40, 50 minutos. A pastora Raquel é perdida em vão, não. A fotografia dos olhos é que a criança está em uma casa diferenciada que é a casa de Deus.

Mas falar que a criança assimila alguma coisa, não. E nem o adulto consegue prestar atenção devida. Hoje a neurociência fala isso. Não é que tem adulto que escuta 10 minutinhos e já está com a cabeça afuando. É, mas eu digo mais porque tem que tomar conta da criança, né? Se não tem o departamento. E a criança, hoje os DPIs são muito bacanas. Tem telão.

Tem filme. Outro dia eu cheguei na igreja, porque as criancinhas lá da igreja, as criancinhas me amam. Aí eu também abraço elas e tal. Eu gosto das crianças. Aí passo, eles falam, será que é o Pato Senhor? Pato Senhor. Aí estava passando lá, acho que era o príncipe do Egito. Pipoca.

suco. Maravilha. Aí eu fiquei pensando, meu Deus, a gente do tempo passado é crente mesmo, porque a gente não tinha isso não. Então eu falei, você não pode, não pode fazer. Eu te pergunto, ela negligenciou mais? Não.

E dentro de casa, a casa era dela, a casa era minha. Então eu disse aqui em casa, entra debaixo do sofá, faz o que você quiser, nunca esquentei minha cabeça, se quebrou alguma coisa, as coisas foram feitas para ser quebrada, estou nem aí. Mas a igreja precisa entender que é um lugar diferenciado.

Onde o Senhor está sendo adorado. E a Priscilinha só apanhou duas vezes. E a segunda vez que ela apanhou. De mim, o pai nunca bateu. O pai é da paz do Senhor.

O pai olhou, a criança já... O pai, aí eu simplesmente, ela era pequenininha e tal, mas depois apoiou com 11 anos, porque falou uma palavra para mim, que a nossa autoridade na nossa casa, tá, Natália? Não é ferida. Eu, não existia celular, eu esperando um telefonema dos Estados Unidos.

que eu ia fazer um congresso lá em New Jersey. E aí eu falei assim, Priya, ó minha filha, não fala agora com as suas amigas não. Por quê? Porque o telefone ficava uma hora, uma hora e meia. Mamãe está esperando nesse tempo aqui. Olhou para mim e falou assim, mãe, eu tenho que conversar com não sei o que, acho que era a Monique, quero conversar com a Monique e tal. Aí outro detalhe, eu posso ficar com esse telefone assim, porque quem paga a conta é meu pai. Ah, amiga, amiga, o telefone era sem fio.

Peguei o telefone da mão, dei logo uma telefonada na lata, que é telefone e toma. Entra nesse quarto aí e não sai mais. Fogou mais comigo? Nunca mais. Acabou o problema. Eu não ligo não, a filha é minha, quem paga as contas sou eu, quem governa sou eu. Porque não pode, não pode, não pode o quê? Me poupe, a autoridade é que sou eu.

Então eu não me ligo nessas coisas de que lei, disso, aquilo, aquilo, outro não. Aí está maravilhosa, fez odontologia, ela fez duas pós-graduação, ela fez uma especialização, agora é médica, é mãe, tem três filhos. Acatando, pregando, saudável. Está saudável e ninguém se perdeu. Aleluia, glória a Deus!

Adorei a senhora, pastora. Obrigada, Natália. A gente está indo para o final. Agora tem um pingue-pongue aqui. O momento inesquecível com seus filhos. Olha, eu vou te falar que o momento inesquecível com meus filhos, quando nós fizemos uma viagem juntas.

Lá para o Beto Carreiro Wurt. Aí lá foi tudo de verdade. Então estávamos todos presentes, comíamos juntos, participávamos juntos. Momento inesquecível. Um versículo favorito. 1 Coríntios capítulo 15, versículo 58. Meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.

Uma palavra que define sua família. Amizade. Uma oração que nunca falta. O Senhor é o nosso pastor e nada nos faltará. Algo que aprendeu sendo mãe. Ceder. Um conselho em uma frase. Sejam sempre de bem com a vida. E para encerrar, o que a senhora vai falar quando encontrar com o Senhor?

Eu vou falar, senhora, onde está Adão? Porque eu quero dar um cascudo nele. Ele tinha que ter mais sabedoria no Jardim do Éden. Pastora, adorei. Foi um prazer. Natália, obrigada. Feliz dia das mães para a senhora. Feliz dia agora que também é avó, né? Que é mãe duas vezes. Duas vezes. E também feliz dia das mães para todos quantos forem participar do Pode Crer. Obrigada. Deus te abençoe.

Você que acompanhou, muito obrigada por chegar até aqui com a gente. Até semana que vem. Tchau, tchau. Tchau. Tchau.

E aí

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