#309 - Filmes assistidos em Agosto
Mais um mês acaba e venho aqui comentar dos filmes que assisti. Dessa vez foram 13, sendo 6 deles dirigidos por mulheres. Tem um pouco de tudo, fui bem eclética em agosto.
Tudo sem spoilers, claro
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Oi, gente. Tudo bom com vocês? Meu nome é Larissa, esse é o podcast Filme da Semana. Essa semana eu vou conversar com vocês sobre os filmes que eu assisti no mês de agosto de 2026. Foram vários filmes, um pouco acima da média. Foram 13 no total. Desses 13, 6 são dirigidos por mulheres. Um número acima da média porque estou correndo um pouco atrás do prejuízo de meses com poucos filmes. Principalmente junho, né. Mas quantidade nem sempre é igual a qualidade.
Esse mês eu vi muitos filmes bastante esquecíveis. Muitos filmes 3 estrelas. Não sei se eu tava mal-humorada, se eu escolhi os filmes mal, se eu não tava no clima pra ver. Não sei. Mas teve vários filmes que eu não gostei tanto. Assim, não é que não gostei tanto, não teve nenhum filme que eu odiei. Mas teve poucos filmes que eu de fato amei. E alguns dos filmes, principalmente os melhores, eu assisti nas últimas 72 horas. Porque esse episódio eu tô gravando com antecedência.
Uma coisa rara aqui nesse programa. Hoje é dia 30 de agosto. Tá domingo à noite. Tô aqui, tive um tempinho, tava animada, falei, vou gravar. Amanhã é segunda-feira, dia 31. Ainda é agosto, mas é uma segunda-feira. Eu acho que vai ser um dia corrido. Então não acho que eu vou conseguir parar. Pra sentar e ver um filme de fato. Então já resolvi encerrar o mês aqui hoje, porque eu vi muitos filmes recentemente. E eu não digeri todos ainda do jeito que eu deveria digerir.
Eu assisti alguns filmes mais cabeçudos hoje de manhã. E aí eu não sei se eu consigo falar do jeito que eu queria falar aqui. Mas esse episódio é justamente um episódio mais rápido. Eu não vou entrar com muita profundidade em nenhum dos filmes. Eu falo rapidamente de cada um dos filmes que eu assisti, na ordem que eu os assisti. Assistir. Então começo lá do começo do mês até os mais recentes, não é um ranking de jeito nenhum. E esse é um episódio sem spoilers também, então podem ficar tranquilos que não vou falar nada demais, nada que tenha revelações demais sobre o enredo de nenhum desses filmes que eu vou falar aqui hoje.
E eu vou comentar os streamings que eles estão disponíveis, no caso na data de gravação desse programa, que é dia 30 de agosto, vai virar o mês, capaz de algumas coisas saírem. Se eu perceber que isso aconteceu na edição, eu tento fazer um insert. Mas se você está no futuro ouvindo esse episódio daqui meses e aí vocês vão procurar um filme num determinado streaming e ele não tá, aí não tem nada que eu posso fazer, né. Então essas informações, elas são meio que pontuais pra data que estamos hoje.
Os streamings, eles agem do jeito que eles agem, de maneira imprevisível, por assim dizer. Eu vou começar pelo primeiro filme que eu assisti no mês, que foi no dia 1º de agosto, que foi feriado aqui em Bauru. E que foi o melhor filme que eu assisti esse mês, assim. Eu vou começar com o clima lá em cima e depois ir caindo. Mas eu comecei o mês muito bem. Eu peguei esse filme pra ver numa tarde, assim, de sábado. Que eu queria ver uma coisa leve, divertida.
Esse era um filme que tava fazia muito tempo na minha watchlist. E eu dei play e eu me diverti horrores, assim. Eu amei esse filme, que é Para o Wong Fu, Obrigada por Tudo, Julie Newmar. Um filme norte-americano de 1995, dirigido pela Beban Kidron, uma diretora. A mesma diretora do primeiro Bridget Jones. Esse é o filme do Patrick Swayze de drag. Algumas pessoas talvez conheçam esse filme desse jeito. E ele tem a grande coincidência de ter sido lançado no mesmo ano que Priscilla, Rainha do Deserto, que é outro filme com drag queens.
E dá pra fazer uma sessão dupla. Eu tô ensaiando pra fazer um episódio falando um pouco mais sobre esses dois filmes, talvez procurar o contexto da produção dos dois, porque são dois filmes que eles estavam sendo feitos meio que ao mesmo tempo. Priscila acho que saiu primeiro, esse saiu alguns meses depois. Mas quando um tava fazendo o outro, eles ficaram meio que sabendo que tinha um outro filme de drag queen sendo feito. Uma alegre coincidência do destino.
E é muito curioso que esse filme tenha sido feito nos anos 90, né, 30 anos atrás, 31 anos atrás na verdade. E hoje eu assistindo esse filme, eu penso que Hoje, nesse ano do Senhor 2026, um filme desse porte... Na verdade, assim, um filme desse com um elenco desse porte fazendo, interpretando drag queens num filme que é uma comédia, num filme que ele tem essa coisa de feel good, de tipo ter um sentimento gostosinho de alegria e que o futuro é bonito.
Esse filme não seria feito, não tem como esse filme existir hoje. Talvez 10 anos atrás, sim. Mas hoje não. Quem sabe daqui 10 anos no futuro. A gente tem que ter esperança que as coisas vão melhorar, né. Aqui a gente tem 3 drag queens interpretadas pelo Patrick Swayze, pelo Wesley Snipes e pelo John Leguizamo. Na verdade, o Patrick Swayze e o Wesley Snipes, eles são amigas. É difícil os pronomes nesse filme, porque eles são drag queens.
E tem um dado momento do filme que eles meio que fazem o discursinho da diferença. De drag queen, de uma pessoa trans, de só uma pessoa que se veste de mulher, tipo uma transformista. É um pouco datado porque é uma coisa de 30 anos atrás. Mas ao mesmo tempo, mesmo naquela época, drag queens não ficavam montadas o tempo todo. Vide Priscila. E é uma coisa que eu sabia porque eu conheço um pouco de cultura drag. Eu assisti 12 temporadas de RuPaul's Drag Race.
Mas os personagens ficam montados. O tempo todo. E aí eu tenho um pouco de dificuldade de saber qual pronome que eu me refiro a elas. Porque são drag queens. No cânon do filme, são drag queens. Mas a gente nunca vê eles fora de drag. A gente nunca vê eles enquanto homens gays vivendo. Então assim, dado esse contexto, esse talvez mea culpa minha da dificuldade às vezes que eu tenho com alguns pronomes. Que não vem de um lugar de maldade, eu espero que não.
Só que às vezes eu acho... Que eu sou um pouco desastrada, mas daqui pra frente eu vou me referir às drags no feminino. Então a gente tem duas drags mais experientes, Patrick Soares e Wesley Snipes. Eles estão num concurso ali de drag que é apresentado pela RuPaul, com um vestido da bandeira confederada. E o nome dela de drag nesse filme é Rachel Tensions. É muito camp, tudo nesse filme é muito camp. Então elas estão nesse concurso com várias outras drags, inclusive o John Leguizamo está ali.
E as duas ganham, é um empate, e elas ganham. E o prêmio delas é uma passagem de avião pra Las Vegas, que elas estão acho que em Nova York, na costa. Elas estão numa costa e elas ganharam uma passagem pra outra costa dos Estados Unidos, pro concurso nacional de drag, que elas estão num curso regional. Então esse é o prêmio delas. Então elas ganham a passagem e a inscrição, né, nesse concurso nacional. Elas ficam super felizes, daí quando elas estão indo embora lá, elas encontram o João Leguziano chorando.
É uma cena muito famosa que eu sempre vejo nas redes sociais, que o Patrick Swayze olha pra ela e fica com dó, e fala pro Wesley Snipes, ai, vai lá, a drag, a pequena drag latina está chorando, vai ver por que a pequena drag latina está chorando. Aí o Wesley Snipes meio que rola os olhos e fala, ah, ele deve ter descoberto que o Menudo acabou. Enfim, não parece muito engraçado comigo falando, mas a cena é bem engraçada. O filme todo é bem engraçado.
Mas resumindo, a Udi Oleguzi, a Monroi, que é a Titi, ela tá triste porque ela não ganha nada. Ela é bonita e não ganha nada, a vida é horrível pra ela. E aí o Patrick Swayze, que é a vida boêmia, fica com dó e resolve vender as passagens de avião E no lugar elas vão de carro, que assim vão as três, que elas só tinham duas passagens de avião. Agora elas venderam, conseguem dinheiro suficiente pras três irem de carro de uma costa a outra.
Então esse filme inicialmente vai ser um road movie, um filme onde as coisas acontecem na estrada, assim como Priscila, Rainha do Deserto. Ai, as coincidências são muito engraçadas. Mas o filme não fica um road movie por muito tempo, porque o carro que elas alugam eventualmente quebra, porque elas escolhem um carro bonito ao invés de um carro prático. Para fazer sentido com a estética delas. E o carro eventualmente quebra, sei lá, elas andam 100 km, o carro quebra, é muito rápido.
E elas ficam presas numa cidadezinha porque é fim de semana, então eles só vão conseguir consertar o carro na segunda-feira quando abrir a loja de autopeças da região e o mecânico conseguir comprar a peça que elas estavam precisando. Então elas ficam fim de semana ali nessa cidadezinha minúscula E pra todos os efeitos, elas chegam enquanto mulheres. Mulheres muito altas e muito bem vestidas, sim, mas mulheres. E aí elas vão meio que se integrando ali nessa pequena comunidade.
Existem algumas tensões ali, aqui e ali. Elas ficam com muito medo de serem descobertas. Porque é bem assim, aquele ideal de cidadezinha pequena, comunidade fechada. Um pessoal que sempre tava acostumado com aquilo, não tá acostumado com nada que seja diferente daquilo, enfim. Só que o que poderia tomar rumos bizarros não toma, porque acaba sendo um filme de... da força da comunidade e de... do poder transformador da arte e de várias coisinhas.
É um filme que eu achava que ia pra alguns lados que ele não vai. Ele desafiou um pouco as minhas expectativas. E ele é uma grande fantasia, porque ele tem alguns riscos que ele constrói, mas ele logo já meio que fala, ó, esse risco não é um risco tão grande assim, pode ficar tranquilo. Que ninguém vai morrer nesse filme, porque esse filme não é desse tipo de coisa, não é um drama super sério, não é uma denúncia, é uma fantasia.
E uma vez que você compra essa fantasia, você consegue aproveitar o filme melhor, acho. No começo tava meio incomodada que elas estariam de drag 100% do tempo, mas teve uma hora que eu falei, não, se eu ficar, se eu for ficar irritada com isso o tempo todo, eu não vou curtir o filme. Então beleza, elas vão ficar de drag o tempo todo porque é uma visão, sei lá, fantasioso do que é ser drag. Então vamos lá, passando esse primeiro estranhamento, vamos ver o que o filme vai me mostrar.
Eu amei esse filme, ele é muito gostosinho, as piadas são muito boas. Claro que uma coisa ou outra não envelheceu tão bem, mas mesmo assim, pelo menos não tem aquela plot esquisita da noiva filipina lá que tem no Priscila, da Rainha do Deserto, que é uma coisa muito esquisita. Enfim. Não vou ficar acompanhando os dois filmes porque aqui não é o momento. Eu espero fazer esse episódio no futuro, vamos aguardar. E assistam Para o Kung Fu, Obrigada por Tudo, Julie Newmar.
É um título gigantesco, eu confesso que eu queria um título mais curto, mas ele faz sentido dentro da história do filme. Para o Kung Fu tá disponível na MUBI. Próximo filme é Bonus Track, de faixa bônus, mas não foi traduzido esse título. É um filme de 2023 da Julia Jackman, a mesma diretora de 100 Noites de Desejo, que eu assisti alguns meses atrás, gostei bastante. Esse foi o primeiro longa-metragem dela e de fato tem cara de longa de estreia.
Esse filme só entrou no meu radar porque é de uma mulher diretora, que não é o tipo de filme que eu daria play em outro contexto, mas a vibe me pareceu muito de Heartstopper e eu gosto de Heartstopper. Assim, eu assisti acho que só a primeira temporada, talvez a segunda. Acho meio bobinho, mas é bonitinho, né? E esse filme também, ele é meio bobinho, mas ele é bonitinho, mas ele é um pouco mais Porque Headstopper ainda tem uma linguagem visual que eu acho bem interessante, que conversa com a história.
E aqui esse filme nem tem tanto. Ele brinca com o negócio de música. Mas é meio engraçado como isso não é relevante pra história quanto você acha que vai ser no começo. Tipo, ele é dividido em partes e cada parte tem o nome de uma música. E aí toca música, e tem uma super nostalgia porque isso se passa no meio dos anos 2000, né. Então é uma nostalgia pra uma época que eu tinha a idade do protagonista, as músicas que eu ouvia naquela época.
E o protagonista, ele tem o quê de pender mais pra música, dele querer fazer música, mas isso acaba não sendo muito importante pro final. Tipo, isso acaba sendo algo que vai pra catarse do filme, mas não tem muito peso. Essa é meio a questão com o filme inteiro. Ele é meio bobinho e ele é meio inofensivo, ele meio que não vai a lugar nenhum. Ele joga várias ideias que poderiam ser interessantes se fossem melhor tratadas, mas que acaba não dando em nada e que acaba não tendo o peso que precisava ter e as consequências não importam muito.
E no final acabou o filme e eu assisti ele no começo do mês e não lembro de muita coisa. Eu não lembro o nome dos personagens. A gente tem o nosso protagonista, que é o George. Ele é um menino meio quieto, meio na dele, ele não é bom em nada. O que poderia ser uma ótima premissa, que ele não se destaca em nada na escola. Ele tá no final do colegial, então o pessoal tá meio que, ai, vendo o que que vai fazer da vida, o que vai fazer de faculdade, o que que vai se especializar e tal.
E os professores estão ajudando e a professora dele meio que não vê muito futuro nele, não vê muita vontade nele de fazer nada. Só que aí ele quer fazer música, mas ele não é bom nisso. Aí o professor dele já meio que falou tipo, ai, para com isso. Mas aí ele poderia, isso poderia virar uma chavinha nele para ele se dedicar muito e ficar muito bom, mas não é o que acontece também. E aí acontece uma fantasia maluca que ele gosta muito de uma dupla de cantores que talvez eles estejam passando por um divórcio, né.
Tem umas gravações de rádio que talvez seja alguma coisa nostálgica para quem cresceu na Inglaterra, né. Eu não esse repertório. Mas tem ao longo do filme algumas coisas assim que é tipo insertos de rádio contando desse casal de artista que o protagonista parece gostar muito. E aí acontece uma coisa que o filho deles vai estudar na escola dele, na sala dele. E esse cara é muito bonito, muito descolado, é o Max. Todo mundo gosta dele, ele consegue fazer amizade sem esforço nenhum.
E por algum motivo ele vai querer ser amigo do George. Só que assim, o George é aquela típica pessoa que é normal, que não tem nenhum grande atrativo físico ou de personalidade. Então parece muito uma fanfic. Eu tava vendo as coisas se desenrolando, eu fiquei, cara, esse filme parece uma fanfic que virou filme. Mas enfim, né, quem nunca achou que um dia o artista que você gosta ia do nada reparar em você? E te achar interessante por sei lá que motivo.
Amor à primeira vista, se é que isso existe, né? Mas enfim, eles acabam se envolvendo ali. É um filme gay, só que assim, eu não consigo nem definir o que que ele é. Ele não chega a ser um drama de amadurecimento, porque tem uma jornada de descoberta do protagonista, mas não é muito boa. Aí ele tem uma proposta de ser uma comédia romântica, mas ele também não muita comédia. O romance é bonitinho, mas também é uma parte— não é uma parte muito grande do filme.
Eu não sei direito o que que esse filme é. Eu acho que eu já falei demais dele aqui. Tem vários outros filmes para falar. Então, se você se interessou, vai assistir. É curtinho, você não vai perder muito tempo de sua vida. Agora, se não é muito que você gosta, nem tenta, né? Não tem para quê. Ver esse filme. Mas pra quem se interessou, Bonus Track tá disponível na HBO Max. Daí eu assisti O Mestres do Universo, o filme do He-Man que chegou recentemente no streaming.
E aí fui ver, né, tava lá fazendo nada. Fiquei surpresa com a duração, que é um filme de 2 horas e meia quase. Fiquei, meu Deus do céu, pra quê tudo isso? E enquanto eu assistia, eu pensei a mesma coisa, tipo, pra quê tudo isso? Teve uma hora que eu dei uma cansada do filme, mas é um filme muito legal. Assim, bom, bom, bom, ele não é tanto. Porque ele me lembrou muito outros filmes. Ele me lembrou muito Guardiões da Galáxia, ele me lembrou vários desses filmes engraçaralhos, tipo Deadpool, que meio que é muito ligado em como ele é ridículo.
Então ele já vai fazer piada do quão ridículo ele é antes que você possa achar aquilo ridículo, então você ri junto porque você de fato acha que é ridículo. E o filme ser cínico o suficiente pra falar, realmente, isso aqui é ridículo, haha, risadas. Então tem uma leva de filmes nessa vibe. Mas ele me lembrou principalmente de Guardiões por ser uma coisa fantástica, por não se levar a sério, por ser cheio de piada. E por ter bastante música também, ter, sabe, a vibe de anos 80.
E ter uma trilha sonora com várias músicas dos anos 80. E ter esses momentos assim que a música domina, que é meio que feito assim pra invocar essa nostalgia e tal. Mas eu achei assim pálido em comparação. Ao mesmo tempo que eu acho que o protagonista é melhor do que o protagonista de Guardiões. O He-Man é muito melhor que o Senhor das Estrelas. O Nicholas Galitzine tem muito mais carisma que o Chris Pratt. Mas o elenco de apoio deixa bastante a desejar.
Ao contrário de Guardiões, que o elenco de apoio é quem brilha. Aqui no He-Man eu achei eles bem fracos. E todas as histórias paralelas, né, as coisas do elenco de apoio, eu achei muito, muito fraco. Aliás, a história principal também não é grandes coisas, né, mas o coração do filme, né, onde está a relação da Teela com o pai dela, eu achei muito fraquinho. Mas enfim, sobre o que que é o He-Man, eu nem sei por onde começar. E olha que eu nem assisti o desenho dos anos 80, né, eu nasci nos anos 90.
Eu lembro que às vezes passava, mas eu achava meio besta, não sei, eu não tenho essa muito hoje com desenho, não via muita coisa. Eu vi o desenho da She-Ra que tinha na Netflix uns anos atrás, eu gostava. Mas do He-Man não lembro muita coisa. Ele é um príncipe dessa terra fantástica que vivia de boa lá com os pais dele, com todo mundo ali que tava em volta do castelo, até que eventualmente o reino é invadido pelo esqueleto. E para tentar salvar ele, os pais dele meio que mandam ele para uma outra dimensão que é na Terra.
E o pai dele morre, acho, a mãe fica presa. Enfim, o esqueleto tá com o terror no reino, o pessoal fica, uma galera morre, quem sobrevive fica escondido. Eles fazem meio que uma coisa de guerrilha assim para se sobreviver sobre o reino de terror do esqueleto. E aí o He-Man, que aí tem um nome na verdade, né, que é o Adam o Adam vai para o mundo real. E é bem legal o jeito que esse contexto é explicado para gente, né, que a gente tem a narração dele falando, né, não, eu nasci num lugar super legal e não sei o que tem.
E aí a gente vai vendo, né, as coisas acontecendo e ele narrando. E aí depois corta que ele tá num date, ele tá no encontro com uma moça e ela tá tipo uma cara assustadíssima. E ele contando, ah, então é daí que eu vim, e você é da onde? E assim, eu não sei vocês. Se eu estivesse fazendo conversinha mole num primeiro encontro e a pessoa me contasse uma história extremamente complexa e trágica, eu não sei se eu estaria pronta pra ter algo a mais, não sei.
A honestidade é boa, mas tudo tem seu tempo, né. Mas a gente é apresentado a esse personagem que ele é um pouquinho sem noção, mas ele tem um bom coração. E eventualmente, ele vai ser jogado de volta pra esse mundo. A Attila, né, que era a melhor amiga dele, Que é a Camila Mendes aqui, acaba achando ele, que ele tá procurando a espada dele. Aí um monte de coisas, coisas de fantasia, sabe? Tem um monte de condição, ele tem que achar a espada, ele tem que estar em um lugar, ele viaja.
E aí ele é o herdeiro e várias coisas, não importa eu falar, é fantasia. E aí tem toda a questão da Tila com o pai dela, que o pai dela ficou alcoólatra depois de tudo isso. E ai, é muito chato essa parte. Enfim, o He-Man precisa voltar pra casa dele, derrotar o esqueleto e fazer todo mundo ter um bom dia e ter uma mensagenzinha no final. É divertido, é divertido, mas como eu falei, eu já vi muitos filmes com premissas muito parecidas ou com vibes muito parecidas, né?
Filmes que esse quer se tornar, principalmente Guardiões. Eu vejo como principal assim em questão de ter sucesso em fazer essa estética e tornar essa estética popular e também sucesso financeiro, que esse filme não conseguiu, né? Mestres do Universo foi um grandíssimo flop lá fora. Aqui no Brasil fez uma bilheteria boa, porque eu acho que a nostalgia por He-Man é muito maior aqui no Brasil do que lá fora. Eu acho que esse filme não merecia bombar assim no mau sentido não, é um filme divertido, mas é isso.
Aí a melhor coisa nesse filme são as roupas do He-Man, porque existe uma grande exploração desse corpo quase irreal, completamente sarado. Às vezes parece uma pessoa com uma roupa inflável, não parece que esse corpo é de verdade, mas a câmera passeia muito pelo corpo dele assim os ângulos são muito propositais. Isso eu achei bem divertido, porque não é uma coisa que a gente vê sempre, né? Então a gente precisa aproveitar quando a gente tem.
Mestres do Universo tá disponível no Prime Video. Agora vamos para uma parte um pouco mais cult desse episódio. Eu assisti Harvest, ou Colheita, mas eu não acho que teve título em português esse filme, porque é da MUBI. A MUBI às vezes não traduz título, né? É um filme de 2024 da diretora grega Athena Rachel Zingari. É a mesma diretora de Attenberg, que eu assisti alguns anos atrás, comentei por aqui. É um filme que eu gosto médio, é um filme esquisito, porque a Tina ela é grega e ela faz parte do movimento do novo cinema grego, que é de onde surgiu Yorgos Lanthimos.
Então quem conhece o Yorgos consegue sentir a vibe dos filmes esquisitos que estavam sendo feitos na Grécia uns 15 anos atrás. Então é de lá que ela vem. Harvest é um filme em língua inglesa É uma coprodução entre vários países europeus, mas a língua dele é basicamente inglês e português surpresa. Depois eu fui ver, tem uma atriz brasileira, que assim, eu não sabia que ela era brasileira. Depois eu fui ver e falei, nossa, o que que essa menina tá fazendo em português?
É tipo português brasileiro, não é português de Portugal não. É a Thalissa Teixeira. Depois eu vi que ela fez alguns filmes aí, acho que ela nasceu na Inglaterra e ou o pai ou a mãe dela era brasileira, enfim. Sucesso para ela. Mas quando ela começou a falar português, eu fiquei, meu Deus, o que tá acontecendo? Porque no filme, teoricamente, a personagem dela é uma bruxa. Mas enfim, sobre o que que é esse filme, é difícil de dizer porque ele é uma grande vibe, é um grande filme de nada.
Na verdade, assim, é um vilarejo numa data não muito definida. Você vê que é passado, mas quão passado é É meio difícil de ver. Não é um vilarejo— depois na sinopse eu vi que é um vilarejo escocês. Eu por mim não consegui definir que eles estavam na Escócia, mas era um vilarejo europeu isolado de tudo, muito pequeno. Eles estão passando pela época da colheita, então eles estão lá colhendo. E aí depois tem as festas da colheita, eles ficam muito doidos e tal.
Mas tem um cara lá que ele é um estrangeiro que é muito nítido que ele é um forasteiro porque ele é um ator negro, né? Então você vê que ele é uma pessoa de fora. Ele tá lá para desenhar o mapa da região. No primeiro momento parece que ele foi contratado pelo líder ali da comunidade, que é o Harry Melling, o primo Duda do Harry Potter, não sei se vocês lembram. Ele tá com uma carreira bem interessante, esse cara, ele faz uns filmes interessantes.
Eu já vi ele pipocando nos filmes aleatórios assim. Que são bons, como por exemplo a balada de Buster Scruggs e a tragédia de Macbeth. Mas conforme o tempo passa, você vê que ele não foi contratado pelo Harry Melling, ele foi contratado pelo cunhado do Harry Melling, que na verdade é o dono da terra. Que a gente vai meio que vendo que tem um cara que é dono dessa terra e ele tá querendo expulsar o pessoal de lá. Estão tendo coisas, estão acontecendo coisas, tem várias coisas meio esquisitinhas acontecendo.
E um filme que ele vai se passar ao longo de uma semana, onde eventualmente esse vilarejo deixar de existir. Isso já fala na sinopse, então não é uma grande revelação, não é um plot twist, porque esse é um filme vibe, esse não é um filme de história, é um filme de várias coisinhas acontecendo e você vai meio que juntando as pistas e entendendo o que tá acontecendo, que no começo você não entende muito bem, mas no final você vai pegando as coisas e vai entendendo.
Mas acho que o contexto ajuda bastante. Assim, eu gostei do filme? Depende. Eu acho que ele tem uma ideia legal, porque ele meio que— porque no começo você meio que não sabe que época que que esse filme tá. E aí quando aparece esse dono da terra, você meio que coloca ele no século 19, porque as roupas dele tem mais esse indicativo temporal. E também o filme quer falar um pouco sobre quando a terra deixou de ser da comunidade e se tornou uma propriedade de uma pessoa que vai usar a terra para fazer lucro, para botar pessoas para trabalhar e para gerar um lucro para uma pessoa apenas, e não pra ser o trabalho da comunidade, pra sustentar a comunidade, pra manter a comunidade.
Esse é o comentário que o filme quer fazer. E ele faz bem feito? Aí a gente pode debater. Eu achei cansativo, e olha que ele nem é comprido. Quer dizer, ele é um pouco comprido, ele tem 2 horas e 10. Mas eu não posso falar que ele é feio, porque esse é um dos filmes mais coloridos que eu já assisti, assim, dos filmes recentes que tem saído. Esse filme é muito colorido e ele tem muita textura também, porque ele foi filmado em filme.
Dá para perceber o grão da película, a textura. Todas as cenas têm cores. Todos aqueles fazendeiros, as roupas deles não são cinzas, as roupas deles são azuis, as roupas são vermelhas. Você consegue ver as cores bem definidas e as paisagens com cores verdejantes. E tem várias cenas, tem uma exploração de profundidade de campo também, os detalhes. A gente consegue ver bem as texturas. É um filme com muita textura, que era uma coisa que eu tenho que tá desaparecendo um pouco, até textura de pele.
Dependendo do filme, a gente não vê, são aquelas peles tão perfeitas e acabadas, tão bem iluminadas, que você nem vê os poros das pessoas mais, né, linha de expressão, essas coisas que fazem as pessoas parecerem reais, não parecerem bonequinhos de cera atuando ali na sua frente, né. Então gostei disso, assim, realmente cada cena desse filme dá para Porque elas são muito bonitas e muito bem filmadas. Existe um cuidado com o visual desse filme que é legal, é bonito.
Mas não dá para julgar um filme só sobre a beleza dele, principalmente um filme que ele já passa das 2 horas, né? Então é um pouco chatinho. Mas se você se interessou, quer assistir, Harvest tá disponível na Depois eu assisti A Avaliação, um filme de 2024 dirigido pela Fleur Fortuné. Esse é o primeiro longa-metragem dela. Ela tem uma carreira de direção de videoclipe e direção de arte, o que dá para perceber nesse filme porque ele tem uma direção de arte bem peculiar, por assim dizer.
E a história desse filme poderia ser um episódio de Black Mirror porque ele tem esse quê de ficção científica, porque ele se passa num futuro onde aconteceu alguma coisa e a vida não é muito parecida com a vida que a gente tem hoje. Só que o que aconteceu e o que tem de diferente a gente não sabe muito bem, a gente vai descobrindo ao longo do filme. Mas a gente tem esse casal que é a Elizabeth Olsen e o Rimesh Patel, eles moram numa casa à beira-mar, aparentemente isolados de tudo, não tem nenhuma casa perto deles, eles não saem para lugar nenhum, eles ficam lá em casa.
Fazem as coisas de casa, existe uma tecnologia na casa e eles estão lá. E aparentemente eles estão querendo ter filhos, só que nesse mundo quando você quer ter filhos você recebe na sua casa uma avaliadora pra avaliar se vocês estão aptos pra criarem uma criança, porque tem alguma coisa que a reprodução pelo meio tradicional ela não está acontecendo, por razões que ao longo do filme vão ser exploradas mais ou menos. Mas nesse universo, se você quer ter um filho, você recebe essa examinadora na sua casa, que no caso é a Alicia Vikander, e ela vai propor algumas dinâmicas para testar o casal.
E aí as coisas rapidamente saem do controle de todo mundo, né? Porque ele tem essa vibe do tipo, ai, tem alguma coisa esquisita aí. Ele é construído como um suspense, Aquela sensação de que vai ter uma hora que vai dar alguma coisa muito errado. De fato dá, não acho que é spoiler, o filme constrói essa expectativa na gente. E aí a gente vai acompanhando essa maluquice aí, né. Eu gosto da premissa dele, eu gosto do começo dele.
Na verdade, eu gosto bastante do filme até mais ou menos a metade, onde tem uma cena de um jantar, que é um momento que a gente explora mais esse mundo, porque eles recebem umas pessoas diferentes na casa deles. Eles, alguns familiares, algumas pessoas aleatórias que moram ali perto. E aí eles conversam, e nessas conversas a gente entende um pouco mais como que funciona esse mundo, porque até então a gente só tava vendo a dinâmica do casal.
E aí eu gosto muito dessa cena do jantar, só que depois começa a aparecer umas coisas que eu já tava tipo, cara, vocês estão aí faz tanto tempo, vocês não percebem que isso aqui é um teste? Tipo, vocês já foram testados de tantas maneiras e agora apareceu esse problema aqui que claramente é um teste, vocês não percebe que isso aqui é um teste. E aí, e aí daí para frente eu já não gosto mais desse filme, porque eu não quero dar spoiler, porque eu acho que é um filme que vale a pena ser assistido.
Não é muito longo, ele tem menos de 2 horas, ele é dirigido por uma mulher, ele tem essa premissa Black Mirror que eu acho que muitas pessoas se interessam. Mas a partir do momento que A Elizabeth Olsen precisa sair um pouquinho e ficar um pouquinho fora de cena. Aí eu já não gosto mais do filme. O rumo que as coisas tomam... Eu achei que talvez fosse ser uma lição sobre quando você se torna mãe, você deixa sua vida pra trás e tudo muda.
E você não consegue mais voltar pro que era antes. Eu achava que ia ser isso, e eu não tava amando. Essa mensagem, mas ok, mas não é exatamente isso. E aí eu fiquei, que que você quer me dizer com isso? E aí eu já não gostei mais muito do filme não, eu não gosto da resolução dele não, e acabei dando só 3 estrelas. Mas foi uma jornada, foi uma jornada, me despertou algumas emoções, eu fiquei entretida. É um filme bem peculiar, por assim dizer.
A avaliação tá disponível no Prime Daí teve um dia que eu tava querendo uma coisa leve, né, que eu tava assistindo um monte de filme não pesado. O He-Man foi leve, né, mas passou-se alguns dias, eu queria ver outro filme leve, e eu assisti O Bom Bandido, que é um lançamento de 2025 dirigido pelo Derek Cianfrance, que é o mesmo diretor de dramões pesadíssimos como A Luz Entre Oceanos e Blue Valentine. Mas aqui ele se aventurou na comédia.
Só que esse filme é muito mais dramático do que eu achava que seria. E aí eu fiquei um pouco decepcionada com ele, porque eu queria que fosse uma comédia de crime, porque é isso que ele se propõe a ser no começo, né? Ele é um criminoso com bom coração, o Channing Tatum. Ele é um veterano do exército que quando ele voltou, né, terminou de cumprir o tempo dele lá e voltou para viver na sociedade, ele meio que não conseguia se adequar em lugar nenhum.
Nenhum, né? Ele percebia que ele era um bom soldado, mas não um bom outras coisas. E para prover as coisas para a família dele, né, que ele tem uma filha, uma filha de uns 10 anos e outros filhos menorzinhos, né? Mas o importante aqui é a relação dele com a filha, que ele ficava triste que ele não conseguia dar as coisas que ela queria e tal. Então ele começou a cometer alguns, alguns crimes. Sempre era o mesmo modus operandi.
Aí ele ficou conhecido como o Roofman, que é o título original desse filme, porque ele sempre assaltava a rede de fast food e ele entrava pelo teto, rendia os funcionários, roubava o caixa, saía. Mas ele sempre era descrito como uma pessoa muito educada, ele nunca quis machucar ninguém, ele fazia questão que ninguém se machucasse e tal. Ele levava o lucro de uma grande franquia de fast food, não, ele não roubava comércios locais.
E assim ele conseguia prover uma vida de luxo pra filha dele. Até que eventualmente ele é pego. E aí ele é preso. E aí ele escapa. Gente, é o contexto desse filme. A primeira meia hora dele é esse setup. Porque eventualmente ele foge da prisão e vai viver numa loja de brinquedos. Uma loja da Toys R Us, que é uma franquia. É tipo a ReHap deles. E aí ele fica vivendo meio que escondido nessa loja. Usando, né, as coisas da loja pra Pra se...
Ah, pra viver, né. Pra tomar banho no banheiro e se atualizar das coisas na TV. E comer as coisas que tem na loja, que é só porcaria, né. Enfim. E ele tá lá, meio que se mantendo low profile. Porque as pessoas estão procurando ele. Até que ele começa a ficar envolvido no drama da loja. Então ele fica assistindo a câmera do dia, assim, do que acontece na loja. E aí, ele começou a ficar investido numa funcionária. Ele achou ela bonita e tal.
Aí escutou ela falando da igreja que ela frequenta. Aí ele apareceu lá assim como quem não quer nada. E pipipi papapó, eles começam um romance. Mas aí tem toda essa questão que ele é um foragido da polícia, sem teto. E... aí as coisas se desenrolam aí. Mas assim, eu achava que ia ser mais comédia. E acabou sendo mais drama. E é baseado em fatos reais, gente. Toda essa loucura aconteceu. No final do filme tem os testemunhos das pessoas retratadas no filme.
E tem tipo, ai, como é que acabou essa história, sabe? E eu fiquei tipo, nossa, é uma loucura. Na verdade, eu achei uma grande loucura porque o crime dele não parecia ser tão de high profile assim para ter toda perseguição que tem com ele no final, né? Mas enfim, no fim eu achei o filme, ai, bonitinho, mas bobinho. Eu não sei, ter todo esse núcleo da igreja já foi uma coisa que eu já fiquei tipo, ai, não acredito, porque não é uma coisa que eu gosto muito.
Muito, né? E, ah, sei lá, eu achei filme meio bobo, bem esquecível. Eu já não lembro direito do que acontece nele, mas eu sei que muita gente gostou. Eu lembro quando saiu esse filme, eu ouvi muitos elogios, que foi por isso que eu mantive ele no meu radar. E eu falei, ah, vou ver, né? Deve ser legalzinho. É legalzinho, mas ele não é muito memorável. Eu não achei, pelo menos. E tem uma coisa que me irritou muito, que assim, o Chenny Tatum nesse filme, ele tá com cavanhaque.
E assim, ele tá vivendo de maneira insalubre nos fundos de uma loja de brinquedo. Se lavando no banheiro dos funcionários, que é aqueles banheiros de shopping assim. E mesmo assim ele mantém esse cavanhaque, sendo que ele está sendo procurado. Ele tem um perfil assim que não é o Channing Tatum, não é uma pessoa assim que não se destaca da multidão. O rosto dele eu acho qualquer coisa, mas ele tem um porte muito grande. E quando dava os boletins dos jornais, falavam muito do porte atlético dele, dele ser grande, dele ser alto, tem esse porte atlético.
E aí ele fica meses morando na loja de brinquedo e ele não tira o cavanhaque, sendo que ele está sendo procurado pela polícia. E uma das coisas que destaca, né, o rosto dele é o cavanhaque. E ele também continua com porte atlético vivendo na loja de brinquedo. É, ele não perdeu o shape mesmo se alimentando de MM de amendoim. E isso. Mas se você ficou interessado nesse filme, O Bom Bandido tá disponível no Prime Prime Video tem um negócio que se você não para um filme, a hora que ele acaba e passa todos os créditos do filme e depois todos os créditos das dublagens em todos os idiomas que ele tá disponível, o Prime vai dar play em alguma coisa aleatória que ele acha que você vai gostar.
Ele não vai interromper a programação. E eu sempre acho muito divertido para ver o que que vai vir depois. É muito raro eu de fato assistir o que vem aí, mas eu fico curiosa para ver o que que o algoritmo vai me sugerir. Teve um dia, eu não lembro o que que eu assisti, acho que foi algum filme mais antigo assim dos anos 2000, porque a hora que acabou, o que começou a tocar era Smallville, primeiro episódio, primeira temporada de Smallville, As Aventuras do Superboy.
E aí eu fiquei, nossa, eu nunca assisti Smallville na minha vida! Mas o episódio começou e eu fiquei, nossa, isso é Smallville! E de fato era. Então eu me senti muito conhecedora da cultura pop. Mas nesse caso acabou o Boi Bandido— não, Bom Bandido, é um trava-língua esse nome. Saudades do Boi Bandido, quem lembra da novela América? Acabou esse filme e aí começou a tocar um outro filme de comédia assim, meio comédia dramática norte-americana desses anos aí.
E aí eu meio que fiquei interessada e eu fui assistindo. E aí eu fiquei com sono, pausei, mas eu voltei dali uns dias para terminar de assistir, que é Quando o Céu Se Engana, ou título original Good Fortune, filme de 2025 dirigido pelo Aziz Ansari. Eu não sabia que ele dirige filmes, eu sabia que ele é o criador daquela série Master of None, que eu lembro de gostar muito da primeira temporada, mas depois eu não voltei para ver.
Nossa, faz muito tempo. E eu gostava muito dele em Parks and Recreation também, mas ele dirigiu aqui esse filme e ele também é o protagonista e tem o Keanu Reeves como anjo. Esse é um filme que acompanha o personagem do Aziz Ansari, que é o Ele é um cara de 30 e vários anos que fez faculdade, né, foi estudar o que tinha paixão e chegou no mercado e não tinha oportunidade nenhuma para ele, com a questão dele ser filho de imigrante, não ser uma pessoa branca, etc.
E aí ele tá meio que vivendo da economia de bicos, né, ele tá morando em Los Angeles no carro dele dele, que ele tá fazendo vários, vários bicos aqui e ali, entregando coisa e fazendo freela em escritório, todo tipo de freela ele tá fazendo. E mesmo assim não tem dinheiro para nada, nunca. E ele vive no carro dele, ele tá tipo cansado dessa vida porque ele queria já ter conquistado alguma coisa, ele queria trabalhar com alguma coisa que fizesse sentido.
Nem isso, ele não tem nem ambição de trabalhar com algo que faça sentido para ele, que seja uma paixão dele. Ele só quer ficar de boa, ele só quer trabalhar em um lugar só que dê um salário suficiente para ele morar em algum lugar que não seja o carro dele e que tem algum tipo de rotina, com alguma, com algum tipo de rotina. E nem isso ele consegue. Então ele tá lá desistindo de tudo até que eventualmente ele conhece o personagem Seth Rogen, que eu nem sabia que tava nesse filme.
Ele que é um milionário do Vale do Silício e ele começa a trabalhar de assistente. E aí tem essa coisa dos contrastes, né? Ele morando no carro e o Seth Rogen jogando dinheiro fora em qualquer coisa. E aí tem o personagem do Keanu Reeves, que é um anjo. Só que ele é um anjo assim da baixa hierarquia. A função dele é proteger as pessoas que estão mexendo no celular e dirigindo. Então ele tem uma montagem dele prevenindo acidentes.
Acidentes de pessoas mexendo no celular e dirigindo. Só que ele também não tá feliz com o trabalho dele, ele acha que ele pode fazer coisas melhores e tal. Só que aí os outros anjos, eles não botam muita fé nele. E aí ele olha para o personagem do Aziz Ansari e fala, aquele cara é um ferrado, eu vou melhorar a vida dele e isso vai fazer eu ser um anjo melhor. E aí as coisas do filme acontecem, dá certo isso. Debatível. Mas aí vão acontecer várias coisas.
Eu acho a premissa desse filme mais interessante do que o desenrolar dele. E eu acho que ele tem boas intenções, a discussão que ele traz é interessante, mas tem uma hora que ele traz tanto problema para ser resolvido, e são problemas que não são de indivíduos, são problemas da sociedade, que não tem atitude nenhuma individual que vá mudar o que tá tão enraizado na sociedade. Então chegou um momento que eu falei, cara, como que vão resolver isso?
Porque não tem como resolver. O problema das mazelas do capitalismo não é resolvido por uma ou duas, três pessoas bem-intencionadas. E aí, de fato, a resolução do filme não é assim super satisfatória. Mas o que importa é a jornada. É uma jornada legal, é divertido, é uma comédia com esses tons de drama e de reflexão e piada com peso na consciência. É um filme com muito mais consciência de classe do que eu costumo ver vindo dos Estados Unidos.
Esse tipo de comentário eu costumo ver muito mais em outros cinemas, mas Estados Unidos não costumo ver tanto. Aliás, eu vejo mais em coisas bem, bem mais independentes. Esse filme eu não acho que ele seja super independente porque ele tem um elenco de peso assim, tem o Keanu Reeves, tem o Seth Rogen, tem a Keke Palmer, a Sandra E tem várias outras pessoas que eu vou falar o nome, vocês não vão sacar de primeira, mas que são rostos conhecidos.
Então assim, é bacana. É bom, maravilhoso, indispensável? Não. Mas é divertidinho. E só que assim, eu acho que Keanu Reeves enquanto ator tem filmes que ele funciona mais, tem filmes que ele funciona menos. Eu não acho que ele tá muito bom aqui. Eu não acho que ele tá ruim, mas eu já vi ele melhor. E eu também vou fazer uma crítica. Uma coisa também que me tirou um pouco do filme é o personagem do Keanu Reeves chamar Gabriel, porque tem esse rolê que às vezes os anjos têm nomes que terminam em -el, mas o anjo que a Sandra Oh faz chama Marta.
E assim, Gabriel é o maior anjo da hierarquia celeste. Você não pode dar o nome de Gabriel para um anjo Zemané, que o personagem que eu não revisei é o anjo Zemané. A não ser que tenham tantos anjos que os nomes se repetem, e aí quando nasce um anjo, às vezes você quer homenagear um outro anjo, porque isso é uma coisa da história assim. Se você analisar momentos históricos e você perceber que tem uma concentração muito grande de um nome específico numa região específica, você interpreta que tem alguma pessoa com esse nome de uma relevância naquela sociedade.
Então várias outras pessoas nascem e recebem o mesmo nome como uma homenagem ou talvez uma possibilidade de orgulho. Tipo, se a pessoa que você se inspirou é uma pessoa que você gosta, que você acha boa, forte, você quer que seu filho seja tão bom e forte quanto aquela pessoa que você deu o nome em homenagem. Aqui no Brasil você consegue ver muito esse movimento com novelas, popularidade de alguns nomes geralmente tem a ver com a novela que estava sendo exibida naquela época ou com momentos específicos de cultura pop e tal.
A quantidade de Dianas que devem ter surgido nos momentos do auge da Princesa Diana, enfim, esse tipo de coisa. Mas eu abri uma tangente. O que que eu tava falando? Ah, não faz sentido o personagem do Keanu Reeves se chamar Gabriel, a não ser que tenham muitos anjos e os nomes se repetem e por algum motivo a mãe anjo dele quis homenagear o anjo, o arcanjo, né? O Gabriel não é só um anjo, é um arcanjo. Então achei esquisito botar esse nome no personagem do Keanu Reeves, mas tudo bem, né?
Quando o Céu Se Engana tá disponível no Prime Video. E aí eu já tava nesse limbo do Prime Video porque eu não ia ver esse filme, eu queria ver o do Channing Tatum lá, Bandido. E aí depois eu acabei vendo esse do Keanu Reeves anjo. E aí ele acabou e começou um outro filme, só que esse foi meio que Não intencional, porque o filme acabou e eu meio que saí da sala, fui fazer umas outras coisas, fiquei uns 5 minutos fora. Voltei, tava um outro filme começado.
E aí eu fiquei, tá, vamos ver que filme que é esse. Sempre gosto de me desafiar, de começar a ver um filme sem ter informação e ver se eu descubro qual filme que é aquele. Várias vezes eu consigo. E o que eu ganho com isso? Apenas massagens no meu próprio ego, vindos de mim mesma. Mas começou esse filme e eu não tava entendendo muito bem que filme que era. Na verdade, eu achei que era série, eu achei que era aquela série Reacher.
Porque é com o mesmo ator, é com o Alan Ritchson. Só que não era a série. Eu fiquei, nossa, será que essa é a série do Richard que tá sempre em primeiro lugar no Prime Video? E aí eu acabei parando pra prestar atenção no filme. Eu tava entretida pelo filme, só que tava tarde, tava com sono. Falei, vou pausar, depois eu vejo se eu continuo isso aqui ou não, né. Porque é uma série, eu não sei se eu quero assistir e tal. Fui dormir e dali uns dias eu voltei a abrir o Prime Video e eu vi que na verdade o filme não era Sally Ridge, era um filme que tava quase no final assim, acho que faltava 20 minutos para acabar, que é Um Dia Fora de Controle, ou título original Playdate.
É um filme de 2025 dirigido pelo Luke Greenfield, que é um diretor de comédia, dessas comédia besta norte-americana que eu via nessa locadora, mas nunca pegava porque eu sabia que ia ser comédia besta. E esse filme né, esse Playdate também é uma comédia besta. Assim, quando eu tava assistindo sem saber o que era, me chamou atenção como os diálogos eram ruins. Mas assim, eu não assisto tanto comédia norte-americana e eu parei de assistir também sitcom, série de comédia.
Eu assisto muita pouca série e esse formato de sitcom eu acabo vendo muito pouco. Eu vejo de vez em quando Abbott Elementary, mas já faz um ano que eu parei com o Disney Plus, então faz um ano que eu não assisto, tenho muitas saudades, eu gosto bastante. Mas esse formato de comédias com diálogos não complexos, mas com muita informação falada, umas frases, uma estrutura de frase que não é a nossa estrutura normal de falar, mas só para mostrar que aquele personagem é interessante, ou que ele é inteligente, ou que ele é engraçadinho, ou que ele tem referência, fazer uma referência a alguma coisa, cultura pop.
Então tem aquele diálogo que não é muito natural, uma coisa meio de Friends. Eu lembro muito de Friends quando eu falo isso, porque são coisas que você não fala assim naturalmente, né? São coisas que fazem mais sentido escritas do que faladas. Quando você vê aquela frase escrita, você fala, beleza, essa pessoa foi articulada. Quando você vê uma pessoa falando, você fica, nossa, isso não tá encaixando, está muito ensaiado para ser uma conversa assim espontânea.
Mas talvez seja apenas o fato de eu ver muito mais filme naturalista do que esses relatados norte-americanos. Então talvez o problema seja eu. Mas enfim, esse é um filme com Kevin James e com o Alan Ritchson. Eles são pais de menino. Assim, qual que é a história, né? O Kevin James, ele é casado com uma mulher lá que eu conheço, aquela atriz também de sitcom. Eu acho que ela fazia Scrubs, mas eu acho que eu lembro dela em How I Met Your Mother também.
Enfim, é uma loira. Eles são casados e ela tem um filho de um relacionamento anterior. Que, mas pai é quem cria, né? E ele ama o menino, eles têm um ótimo relacionamento. Aconteceu alguma coisa que ele perdeu o emprego dele de contador. Assim, ele é uma pessoa bem, bem normal, é o Kevin James, ele é a pessoa mais normal do mundo, o cara bom na chão, engraçado, gente boa, mas que você olha e você fala, é uma pessoa. Então quando ele perde o emprego, a esposa fala, ah, você não quer ficar um pouquinho de boa?
Eu pausei um pouco a minha carreira para cuidar do meu filho, eu posso voltar agora e você fica um pouco mais de boa, descansa aí, cuida do menino, tá bom? Tá bom. E imediatamente ela volta para carreira dela de advogada. Tipo, a recolocação no mercado de trabalho dos Estados Unidos foi maravilhosa, né? Eu não acabei de ver um filme sobre o problema do mercado de trabalho, né? Mas enfim, aí o Kevin James tá cuidando do menino dele lá.
Ele tem quantos anos? 12, 13? Assim, tá naquele— ele é grande para ser criança, mas ele é meio pequeno para ser adolescente, tá nesse esse momento da vida de pré-adolescente. Eu não lembro qual que é o contexto que ele conhece o Alan Richardson, mas eles meio que são os únicos pais ali cuidando das crianças. Então eles ficam amigos, e aí eles marcam de levar os filhos para brincar e para ficar conversando, né, o que é o playdate deles, né, é isso que a palavra significa.
E aí eles ficam conversando lá, o Alan Richardson fica falando, né, como é ser um pai solo, porque ele é um pai solo, para o menino dele. E aí eu não sei muito bem como isso acontece, mas eles são, acabam indo parar numa trama de filme de ação que eu não lembro muito bem qual que é também. Eu não prestei muita atenção nesse filme, vou confessar, mas ao mesmo tempo ele é meio genérico. Então assim, eu não sei se eu não prestei atenção ou se eu já nem lembro mais o que que era, porque já tem uns dias e é meio genérico, né?
Então Eu percebia que tinha muitas referências de outros filmes de ação, de outros filmes no geral. Muita trilha sonora assim torando, nenhuma música digna de nota assim, tipo as músicas mais manjadas do mundo pra cenas. Eu fiquei tipo, não acredito que eu estou ouvindo essa música pra essa cena, né? Nesse ano do Senhor 2026. Mas beleza, né? Quem sou eu para julgar? Porque uma pessoa que assiste, sei lá, 10 filmes no ano vai se divertir horrores.
Eu achei divertidinho. Esse foi o filme que eu dei a nota mais baixa no mês, mas não significa que ele me decepcionou, porque eu nunca tive expectativa nenhuma para ele. Eu achava que era Sari Reacher e também não tinha expectativa nenhuma. Outra pessoa que fala que é bom Eu não sei, eu achava muito engraçado o personagem do Alan Richthofen, que ele tava com uma blusa de manga comprida. Só que assim, o cara é um armário, e é muito estranho ver uma pessoa muito musculosa completamente vestida, porque parece uma coisa artificial, né?
Parece que você tá com um negócio de inflável por baixo, por cima, e ele não parecia uma pessoa de verdade. E sei lá, falei demais desse filme meia-boca. Quem quiser assistir, tá no Prime Video, né? Tocou direto para mim assistir, loguei no Letterboxd. É mais um filme para o meu ano. É um filme bom? De jeito nenhum, mas poderia ser pior. Eu juro que esse é o último filme que eu vi no Prime Video, porque eu fiquei meio que uma sequência presa por lá.
Mas eu assisti O Morro dos Ventos Vivantes, a versão de 2011, da Andrea Arnold, que eu fiquei super feliz que apareceu por lá, porque é um filme que eu tava querendo ver fazia muito tempo, desde que eu li o livro. Uns 3 anos atrás, eu já tava querendo assistir essa versão porque é a única dirigida por uma mulher. Quer dizer, agora não é mais, né, tem a da Emily Atchison. Mas é a única versão que o Heathcliff é interpretado por um ator não branco.
Aí eu fiquei curiosa para ver. E eu gosto da Andrea Arnold, ela fez Birdie, ela fez Docinho da América, ela fez vários outros filmes que eu não assisti, mas eu assisti Docinho da América, eu assisti Birdie, e eu gosto muito dos dois. É uma coisa mais vibes, os filmes dela, é uma coisa mais de silêncios e de contemplação e de observar o tempo. Mas eu já vou falar, eu não gostei muito desse filme não. Assim, eu gostei mais do que do filme da Emily Artifanel, mas o filme da Emily Artifanel tinha mais coisa acontecendo, ele era mais colorido, ele tinha mais estímulos visuais para distrair minha cabeça.
Aqui, né, agora eu só vou falar aqui do filme da Andrea Arnold É muito bonita a fotografia, muito bonita as cenas, a construção das cenas são muito bonitas. Só que eu não gostei, eu achei chato. E eu também achei, eu não sei, eu não senti o peso do romance, que às vezes o silêncio, a contemplação pode ajudar a tornar uma paixão, principalmente uma paixão proibida, ainda mais intensa no que a gente não ver, né? Então deixar coisas não vistas pode deixar elas mais intensas também.
Achei que ia para esse lado, não foi. Aqui o Heathcliff, ele é um homem negro, e isso é importante para história, assim como é no livro. Assim, no livro não é definido qual que é o contexto de onde veio Heathcliff, nem se ele é filho do pai da Catherine ou se ele é uma pessoa aleatória que ele acabou trazendo para casa no ato de bondade. É debatível, não existe resposta certa abertas. A etnia dele também, algumas pessoas defendem que ele talvez seja árabe, ou seja indiano, ou seja cigano, ou às vezes só seja espanhol, moro, ou seja de algum lugar mais para o sul da Europa, que naquela época já era considerado diferente o suficiente para ser digno de nota, né.
Então existem várias versões da etnia do Heathcliff. Aqui nesse filme ele é um homem negro e isso tem um peso. E beleza, porque no livro é importante que ele não seja branco, é importante que ele seja diferente, não só ser uma pessoa de fora, mas ele ser fisicamente diferente para o contexto, né, para o jeito que as pessoas tratam ele e como isso acaba desenvolvendo a personalidade não muito agradável dele. Só que assim, uma coisa no livro é que o Heathcliff é diferente, logo ele é tratado diferente, e isso faz ele criar uma casca e começar a ser grosso e tratar as pessoas mal, que na verdade é um reflexo de como ele era tratado.
Aqui no filme ele já chega assim todo arisco quando o pai da Kathy traz ele para casa, ele já vem todo arisco. Aí um mestre já fica: o que que você tá vendo? O que que você tá olhando? Tipo, ele já tem um comportamento desde o início já muito arisco. E aí eu já fiquei: ok, é uma escolha. Eu não gostei muito, mas foi uma escolha. E o Heathcliff de fato é bastante arisco, ele é bastante desagradável. Até aí tudo bem, tá dentro do contexto do livro.
A Cathy, ela não é tão insuportável quanto do livro e também não é tão insuportável quanto a personagem da Margot Robbie. Ela é selvagem, tem dicas visuais para indicar isso. O cabelo dela sempre tá bagunçado, o coque sempre tem cabelo saindo, ela sempre tá cavalgando. Existem dicas visuais sobre os personagens, isso eu achei interessante, mas Mas aí eu achei o conjunto da obra meio chatão assim, sabe? Eu queria ter gostado mais desse filme, mas eu senti que, não sei, meio que o roteiro não sabia para onde olhar, qual das questões ele ia focar mais.
Ele acabou não focando em nenhuma e ele acaba na metade do livro, assim como a maioria das adaptações do Morro dos Ventos Vivantes acaba no meio do livro e não continua com a segunda geração. É uma pena. A versão de 2011 do Morro dos Ventos Vivantes está disponível no Prime Video, mas um alerta que eu não tinha reparado até da Play: só tem dublado. Então acabei assistindo dublado, mas não tem muito diálogo. É um filme muito mais de contemplação do que de falação.
Então tinha horas que eu esquecia que era dublado porque não tinha ninguém falando por vários minutos. Depois eu assisti Em Carne Viva, In the Cut, filme de 2003 da Jane Campbell. É um filme meio infame, ele tem uma fama assim não muito boa porque foi um filme que dizem que acabou com a carreira da Meg Ryan. Não foi só esse filme, foi uma série de coisas que estavam acontecendo na época, né. Ela veio dos anos 90 como cena namoradinha na América, fazendo muita comédia romântica, e tal, e tem essa coisa muito jovem nela.
Aí teve algumas coisas na vida pessoal dela, algumas, alguns probleminhas na vida pessoal dela que vieram a público, o pessoal saiu julgando ela. Ela também tava sofrendo umas pressões estéticas porque ela tava ficando, ela tava envelhecendo, né. Nessa época ela já tinha os seus 40 anos, começou a fazer umas cirurgias plásticas, o pessoal caiu em cima dela, tipo, não, você tem que valorizar sua beleza natural. Mas aí se ela não faz nada, acusam ela de não se cuidar, né.
Enfim, nunca é fácil ser mulher E aí ela fez esse filme, que é um thriller erótico. E aí o pessoal também caiu matando, porque na época o filme não foi muito bem recebido. E foi um grande estranhamento, né, ver essa atriz que todo mundo amava, que era namoradinha da América, que fazia um monte de comédia romântica. Querendo ou não, as comédias românticas são filmes comportados, são filmes para toda família. Mesmo as que se passam um pouquinho, sempre mantém uma classificação indicativa baixa.
Enfim, é um lugar meio seguro assim, é filme meio seguro para você assistir com a família, porque raramente vai ter uma coisa muito diferente. No máximo, sexo antes do casamento. Algumas nem isso. Mas aqui é um trailer erótico, né? Um filme muito esquisito. Esse filme foi bastante esquisito. Ele tem partes que são intragáveis, mas daí é tudo feito com propósito, né? Porque eu confio muito na diretora. Tem alguns diretores que eu vejo filme e vejo umas cenas, eu fico, nossa, Será que isso tinha alguma visão além de preencher alguma fantasia ou algum desejo estético?
E aqui eu imagino, né, que todas as cenas elas têm um quê de ser. E tem várias partes que elas são entregáveis, mas são entregáveis pra fazer você pensar nelas e fazer você refletir. Tipo, por que que eu tô me sentindo tão mal por causa disso? Será que todo mundo tá se sentindo mal nessa cena também? Ou eu só tô me sentindo mal porque eu sou mulher? Será que outras pessoas conseguem ter essa percepção também? Enfim, é um filme que se apropria dos clichês do thriller erótico para fazer um filme sobre medos femininos, como é difícil ser uma mulher se relacionar com homens.
A gente tem a personagem da Meg Ryan, que no começo do filme eu achei que era Nicole Kidman porque ela tá a cara da Nicole Kidman e ela tá cabelo meio loiro, meio ruivo também, então me lembrou muito Nicole Kidman dos anos 90. Ela é uma professora que ela também tá escrevendo umas coisas, então ela divide o tempo entre dar aula e entre escrever. E aí ela tá fazendo umas pesquisas de umas coisas, então ela encontra com um aluno dela fora do horário de aula para fazer uma consultoria, né, fazer umas perguntas desse tópico do livro que ela tá escrevendo.
Ela tem uma irmã que é a Jennifer ali e é toda espivetada, por assim dizer. Acho que seria um bom adjetivo para ela. Só que a rotina dela muda muito quando começa a aparecer um policial na casa dela, que é o Mark Ruffalo, falando que acharam um corpo numa lixeira ali perto da casa dela, se ela tinha visto alguma movimentação. E ele começa a falar mais da investigação para ela, que é um serial killer que tá rondando lá, que ele mata mulheres solteiras e estilhaça os corpos dela e meio que descarta cada corpo numa parte da cidade.
E aí ela fica, nossa, né, que loucura. Só que aí ela meio que começa a ter um relacionamento com esse policial, ela meio que começa a ficar envolvida nessa investigação. Então tem essa coisa do suspense, o elemento do suspense do filme vem dessa história. E ela tem a impressão que ela já viu esse policial antes num contexto meio suspeito, mas falar desse contexto vai fazer ela falar desses encontros que ela tem com esse aluno, que também é uma outra coisa que é, nossa, super inapropriada.
E aí tem um ex dela que é meio que stalker dela também, e tem várias coisinhas acontecendo, e são várias coisinhas bem desconfortáveis. E aí culmina nesse filme que as coisas vão escalonando, né? E aí você fica meio que no suspense para saber se essa história do serial killer vai ser relevante, se eles vão descobrir se é alguém ali esse núcleo do filme, porque o filme dá algumas pistas que pode ser alguém ali do núcleo principal.
E aí tem muita coisa dos desejos reprimidos da protagonista também. Isso é muito não falado, mas mostrado. Então assim, é um filme muito intenso em várias coisas. Eu gostei porque eu gosto de um filme safadinho às vezes, né? Eu fiquei pensando em várias coisas. Eu não acho que eu entendi ele completamente, mas teve várias e várias cenas que eu fiquei muito desconfortável. E eu acho que essa é a ideia mesmo, eu acho que é para todo mundo ficar desconfortável naquelas cenas.
E eu achei interessante, eu achei uma experiência boa, principalmente por estar vindo de uma onda de um monte de filme meio mais ou menos que não tava me despertando grandes emoções. Tem isso também, tem um momento que a gente tá. Então eu tinha visto vários filmes que eu dei 3 estrelas, 2 estrelas e meia, que assim, eu não achei ruim, mas eles não me trouxeram nada muito grandioso na parte de emoção. E esse filme ele trouxe, várias emoções, vários sentimentos, várias coisas.
E aí eu gostei mais dele. Então aqui está começando a voltar até uns filmes melhores, né, que começou o mês muito bem, aí ele ficou no marasmo e agora volta a ter filmes bons, porque daqui para frente são filmes bem bons assim que eu assisti. Tá acabando, mas fiquem aí mais uma meia horinha que vai ter e acabou. O In the Cut, ou Em Carne Viva, tá disponível na HBO Max. Mas eu acho que esse é o tipo de filme que é interessante ter um pouco de contexto, porque ele foi assim, não vou dizer importante na história do cinema, mas ele foi um momento da cultura pop relevante ali, principalmente no que tange a carreira da Meg Ryan.
Então acho que é um filme que é interessante ter um pouquinho de contexto para assistir. Depois eu assisti Reflexões de um Liquidificador, um filme nacional de 2010, dirigido pelo André Klotsel. E esse filme é fantástico, fantástico. Eu já sabia da existência dele, mas tava enrolando para assistir. Aí sexta-feira eu tava de boa assim, falei, quero assistir um filme maluco. E aí eu lembrei dele, falei, vou ver. Achei no YouTube porque ele não tava em nenhum streaming.
Eu achava que ele tava em alguns lugares que eu assino, não tava. Mas eu procurei no YouTube e eu achei o filme o filme inteiro. Esse é o filme que o Saltomelo é um liquidificador. Na verdade, a protagonista é a Ana Lúcia Torre, que interpreta Dona Elvira. Ela é uma dona de casa já idosa, e desde o começo do filme a gente já vê ela conversando com o liquidificador dela, e o liquidificador respondendo, e a voz sendo do Saltomelo.
Mas ele reage às coisas como um liquidificador, ele não reage como a consciência dela que está dentro da cabeça dela e que conversa com ela sobre coisas que ela sabe não. Ele é o liquidificador, que um dia ele foi para o conserto, voltou com umas hélices novas e uma consciência. Ele conta a história dele em flashback eventualmente, né. A gente vê que a Dona Elvira e o marido dela tinham um bar lanchonete e o liquidificador era o liquidificador do suco.
Eventualmente eles fecharam a lanchonete e foram absurdo e o Lichicador foi junto. E aí o Lichicador adquiriu consciência quando estava no bar. Em algum momento ele se revelou para Dona Elvira e desde então eles são bestes. Mas no começo do filme você percebe que a Dona Elvira tá meio inquieta e o Lichicador tá conversando com ela. E aí a gente percebe o que tá acontecendo quando ela vai na delegacia para falar que o marido dela saiu de casa e não voltou mais.
Então o marido dela está desaparecido, ela está muito nervosa com essa situação. Desapareceu. A polícia meio que não liga muito para ela, fala: minha querida, eu acho que ele te largou. E ela fica: não, não é possível. E aí a gente acompanha o policial meio que dá uma investigada nisso, né? Então tem esse núcleo do policial investigando, o núcleo da Dona Elvira, da vida dela ali no bairro. Tem uma vizinha que tá sempre visitando ela, ela inclusive é ótima, é interpretada pela Fabíola Nascimento, ela é muito boa.
Tem uns alívios cômicos assim que vem do nada que eu muito bom. E ela e o liquidificador, e o liquidificador filosofando sobre a vida. Tem vários momentos que ele tá sozinho, falando sozinho, contando a história dele pra gente, porque ele conversa com a gente telespectador. E é muito bom esse filme porque as coisas escalam, gente. Quando eu terminei de ver esse filme, o que veio na minha cabeça foi aquele meme do a gente nunca sabe o que tá realmente acontecendo na casa das pessoas.
Tanto que eu fiz um post no Instagram sobre isso, porque esse filme é muito isso. A gente realmente não sabe o que se passa dentro da casa dos outros, porque é uma maluquice. As coisas, elas chegam num ponto que eu fiquei, gente, eu não tô acreditando que as coisas estão indo para esse lado. E foram. E é maravilhoso. Esse filme é muito bom, gente. E eu nem falo para vocês terem a cabeça aberta por causa do liquidificador, porque esse é o menor dos problemas.
Acontece algumas coisas ali que eu fiquei tipo, eu não estou acreditando que isso está acontecendo, mas vamos lá. E é muito bom. Tem um momento Coringa. Tem um momento dançando na cozinha que parece muito a dança do banheiro do Coringa, só que assim quase uma década antes. É muito bom esse filme, gente, assistam. Ele é curtíssimo, ele tem 1 hora e 20, passa voando. É um dos melhores papéis do Celton Mello. Eu acho que meu personagem favorito do Celton Mello no cinema, pelo menos, é o Liquidificador e o Cusco.
Acho que os dois ali, top 3, Liquidificador, do Fusco e o rapaz do Alto da Compadecida também. É, acho que eu botaria esse top 3 de papéis do Selton Mello. Agora vamos para o momento mais cult desse programa, que é ouvir um filme que não é apenas cult, não é apenas em uma língua que não é o inglês, mas também é um filme antigo, que é O Sétimo Selo, do Bergman. É uma uma loucura. Assim, eu achava que ia ser mais loucura do que foi.
Eu achava que ele ia ficar mais tempo na praia ali com a morte, que é a cena mais famosa do filme, né, que ele tá jogando xadrez com a morte. Eu achei que ia ficar mais ali, ia ser uma coisa de diálogos, mas não. Ele tem um quê de odisseia assim, de ter que ir por vários lugares e ter várias provações e fazer uma jornada e pegando e chegar no lugar, conhecer a pessoa pessoa e levar essa pessoa na jornada com você. É sobre um cavaleiro sueco que ele volta para casa depois das cruzadas, né, que foi aquele rolê que aconteceu na época medieval lá de ir para Jerusalém para lutar nas Guerras Santas.
Só que ele volta, ele já tá meio assim, já tá desanimado porque teve um pessoal que voltou meio traumatizado assim, viu, não via sentido na guerra, perdia gente, e tal. Ele já voltou enquanto homem quebrado. E aí, quando ele volta para o país deles, ele vê que tá tudo tomado pela peste, né? Tem uma praga, uma doença se espalhando, que provavelmente é a peste bubônica. E ninguém sabe muito bem o que que tá acontecendo, mas é aquela coisa, as pessoas ficam doentes e morrem.
O pessoal da igreja fica botando terror na cabeça da galera, que o apocalipse tá chegando e tal, aquele papo sempre. E com esse cenário ele precisa lidar com o cenário. Não é um filme fácil, não é um filme cheio de coisa. Ele tem mais coisa que eu achava que ele teria, mas não é exatamente um filme fácil. É um filme que eu preciso pensar mais nele ainda, porque eu terminei de ver e eu fiquei, tá legal, bom, é um bom filme, não tem nenhuma dúvida com relação a isso, mas eu preciso pensar mais nesse filme.
E eu assisti esse filme hoje de manhã. Eu gosto bastante de domingo de manhã assistir um filme muito cabeça porque eu acabei de acordar e eu tô com a cabeça fresca. Então assim, não é que nem algum dia que eu trabalhei o dia inteiro, cheguei em casa cansada, eu quero ver uma coisa para me distrair, eu não tô a fim de ler legenda, então vou botar uma coisa em inglês mesmo porque se eu perder alguma coisa eu consigo ouvir, consigo entender de ouvido.
Então quando eu tô meio à toa assim de domingo, eu gosto de acordar e assistir um filme muito cabeça. Eu achei esse, e aí eu fiquei, será que eu sou tão inteligente quanto eu acho que eu sou? Então é um filme que eu preciso pensar um pouco mais nele, mas assim, eu gostei, recomendo. Eu acho que é um filme que você também precisa ter um pouco de contexto para assistir. Eu não acho que eu gostei mais do que o outro filme que eu assisti do Bergman, que é o Gritos e Sussurros.
Eu acho que eu gosto mais de Gritos e Sussurros, mas é interessante perder o medo e se se aventurar no cinema mundial e na história do cinema e nesses lugares que esses diretores que eles são aclamados e que eles são referências. Porque querendo ou não, assistindo esse filme, eu meio que saquei algumas referências de filmes que vieram depois, tanto de construção de cena quanto de tema quanto de linguagem visual mesmo. Deu para pegar algumas coisas e isso é muito interessante, saber de onde as coisas vieram.
O Sétimo Céu tá disponível na MUBI. Por último, filme que eu assisti hoje no final da tarde e que eu considero que é o último filme que eu assisti no mês de agosto, é o terceiro filme da franquia Extermínio, Extermínio 3: A Evolução, ou título original de 28 Anos Depois, né, 28 Years Later, que a franquia é marcada nesse 28, né. O título original é 28 Dias, 28 Semanas e 28 anos. Lembrando, né, eu tô maratonando essa franquia já tem alguns meses.
O primeiro filme é do começo dos anos 2000, dirigido pelo Danny Boyle. Ele tem um caráter muito experimental no jeito que ele foi filmado, foi filmado com câmera caseira, foi um experimento no cinema digital numa época onde poucos cineastas filmavam digital. Depois teve o segundo filme da franquia, Extermínio, que não era o Danny Boyle dirigindo, era um outro cara, era um outro filme com uma outra uma pegada bizonha. O segundo filme eu acho meio bizonho.
O primeiro eu gosto, acho legal. O segundo eu acho bem ruim. E agora o terceiro, que é de 2025, do ano passado, o Danny Boyle volta para direção. Tem um outro gimmick que ele é filmado em iPhone, então tem uma outra experimentação com a forma que é filmada para ser uma coisa que se destaca tempo. E eu gostei bastante desse filme. Na verdade, é o meu favorito da franquia até agora, porque ainda tem o Templo dos Ossos. Na verdade, eu só comecei essa maratona porque eu queria assistir Templo dos Ossos e eu tava com medo de ir direto para ele e não ter o contexto.
Então assisti esses 3 filmes e em algum momento eu vou ver Templo dos Ossos. Ainda não chegou esse momento, eu quero dar uma respirada porque eu gostei bastante desse filme. Eu gostei mais que o primeiro primeiro e infinitamente mais que o segundo, porque o segundo é muito ruim. Contexto, né, a franquia Extermínio começou com um apocalipse zumbi. Então o primeiro filme retrata como começou, como que começou a espalhar esse vírus, que foi um vírus que foi liberado, começou a transformar a população em zumbi, zumbis extremamente hostis, comedores de carne.
E aí o filme se passa um mês depois, né, enquanto as pessoas estavam tentando sobreviver ali naquele apocalipse que começar. O segundo filme passa algum tempo depois que o apocalipse começou e o que aconteceu naquele espaço de tempo. E agora passou-se quase 3 décadas, e então a gente tem um mundo completamente apocalíptico, né? O primeiro era uma coisa assim, ai, acabou de acontecer agorinha, e agora nesse filme está há muito tempo.
A vibe lembra muito The Last of Us, gente. Eu não consigo não pensar nisso. Eu assisti já vários outros filmes de pós-apocalipse e de sociedades vivendo isoladas por causa de coisas que estão soltas aí pelo mundo, mas eu lembrei muito de The Last of Us, principalmente a segunda temporada que tem a cidade e tal. Porque aqui a gente tem uma comunidade que vive isolada, mas vive bem. Eles têm lá as trincheiras, coisa para evitar que os mortos-vivos cheguem na cidade, Eles conseguem se organizar o suficiente para a vida funcionar lá tão normal quanto seja, mas o mundo lá fora é perigoso, é cheio de coisa.
E aí a gente tem o personagem do Aaron Taylor-Johnson, que ele tem uma esposa acamada que é a Judy Comer, e eles têm um filho que é o Spike, que ele já tem uns 12 anos, ou menos. A personagem da Judy Comer, ela parece ter algum tipo de esquizofrenia, que ela às vezes tá lá, às vezes ela tá meio que presa num passado. Talvez seja algum estresse pós-traumático, que tem uns momentos que parece que ela regride para uma época talvez antes do apocalipse, uma época que ela era criança.
E às vezes ela tá lá, mas, né, ela vive de cama e tal. E o Spike fica, ele quer que a mãe dele se cure, ele quer que a mãe dele fique bem, né. Não se sabe desde quando que ela está assim, se ela sempre foi assim, se ela ficou depois que a criança nasceu. O filme não responde muito essa questão, mas começa com o Aaron Taylor-Johnson levando o filho dele para fora das muralhas da cidade, meio que para mostrar como sobrevive, né, como que caça, como que, ou até onde ele pode ir, esse tipo de coisa, né, fazer o menino matar o primeiro zumbi dele, fazer um rito de passagem.
Então o filme ele funciona como um drama de amadurecimento do menino, só que eventualmente esse menino ele vai querer sair desse vilarejo, explorar o mundo, por razões, para ajudar a mãe dele, né. E aí eles saem para explorar esse mundo e eles encontram várias coisas. E aí é muito interessante já ter a noção da série, de saber como as coisas começaram, mutaram e como elas mudaram, né, como os mutantes mudaram nesse meio tempo, como que as pessoas mudaram.
Eles encontram tanto pessoas que sofreram algum tipo de mutação quanto pessoas que não, e tá cada um vivendo de um jeito, sendo hostil ou não. E ele tá numa missão para encontrar um médico que supostamente poderia ajudar a mãe dele, só que o pessoal tem um pouco de medo porque ele é meio maluquinho, que é o personagem do Ralph que eu sei que ele vai ser um dos principais do Templo dos Ossos. Então eu não tinha certeza se ele ia aparecer nesse filme.
Quando ele apareceu, eu fiquei feliz porque ele tá muito bom. Eu adorei o personagem dele. E esse filme, ele é meio doido na estrutura dele, porque ele tem meio que 3 partes muito diferentes. Tem o começo, né, do pai e do filho ali explorando e mostrando o mundo. É como se fosse o tutorial do jogo, mas é uma parte meio extensa. Aí tem a hora que o menino resolve sair com a mãe. E aí a gente tem duas pessoas que não têm muitas habilidades para se virar no mundo, se virando no mundo como dá.
E depois que ele encontra o Ralph Fiennes, ele meio que passa por um processo de amadurecimento. E aí meio que o filme muda também, porque acontece umas outras coisas. Então é como se fosse meio que três filmes dentro de um. Ele não é tão extenso assim, ele tem duas horas. Então assim, a estrutura dele é meio esquisita, mas eu gostei muito. Eu adorei assim, o começo tava gostando muito, aí depois mudou, falei ok, mudou, mas eu também gostei muito.
Adorei a parte dele com a mãe dele, nossa, quase chorei. E depois, olha que muda no final, eu fiquei meio tá, eu achava que o filme tava acabando, pelo visto não está. E aí ele foi continuando, foi continuando, foi continuando, acabou com o quê? Cliffhanger. Agora eu vou ter que ver O Templo dos Ossos em breve, tanto que os filmes foram lançados bem perto. Acho que não teve nenhum ano de intervalo entre eles. Então quero muito ver Templo dos Ossos agora para saber o que que vai acontecer, se vai ter algum tipo de fechamento, se vai continuar alguma outra ponta solta para uma possível continuação.
Porque todos os outros filmes, os anteriores, eles encerram a história que ele tava contando, mas ele meio que fala tipo, olha, talvez continue. O primeiro nem tanto. Primeiro ele fecha a história e ele tem um onde talvez as coisas deem certo. O segundo fecha a história e termina tipo deu tudo errado. E aí o terceiro fecha a história, mas fala, ó, vai acontecer um outro negocinho aqui. E aí eu tô bem curiosa para ver o que aconteceu.
Mas o filme eu gostei bastante, eu achei bem interessante o jeito que ele é filmado. Eu não reparei que era iPhone até terminar o filme e ler os comentários no Letterboxd sobre o que foi. Tem algumas cenas que talvez fique mais aparente do que outras. Tem alguns truques de câmeras que eu acho bem legal, tem algumas coisas de edição que eu achei bem legais, bem diferentes assim. Nossa, tem tanto ângulo holandês assim, que quando a câmera fica meio tortinha, que é para você ficar desconfortável porque alguma coisa vai vir aí, é o tempo todo.
Porque é para você constantemente ficar alerta nesse mundo, porque a qualquer momento pode acontecer alguma coisa que pode te matar. É bem gore, é bem violento, sangrento, bem mais que os outros também são. A franquia inteira é bem sangrenta, mas é que tem um negócio nesse filme que tem um boss assim, um vilão, uma criatura que eles encontram, que ele arranca a cabeça não só de seres humanos, ele faz isso com animais e seres humanos, que ele arranca a cabeça e meio que sai a coluna junto, como se tivesse tirando uma cabeça de um peixe e saindo a coluninha dele.
Brasília, a mesma lógica, mas é com gente, né? Aí é bem desagradável de se ver, é muito sangue. Se você é fraco para isso, você não viu nem o primeiro filme, né? Porque todos os filmes da franquia são bem sangrentos assim. Esse filme me lembrou muito videogame, tanto nas cenas assim de ação quanto nessa estrutura que parece que o começo dele é tutorial, aí depois você se solta, aí depois você já tá mais experiente, consegue fazer as coisas sozinho.
Gostei, gostei bastante do filme. Não foi meu favorito do mês, mas encerrei num tom legal assim. Comecei o mês e terminei o mês lá em cima assim, com filmes bem bons. O meio de agosto teve lá seus tropeços, mas no geral foi um mês ok, mas bem ok no geral. Não foi o melhor do ano, mas mas não acho que foi o pior. Mas é isso, gente, esses foram os filmes do meu mês de agosto. Espero ter mais em setembro, vamos ver o que que o futuro traz para gente.
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