294 - Festival de Cannes 2026
Veio aí o episódio anual comigo comentando sobre os filmes que estão na seleção oficial de Cannes de 2026.O festival começa no dia 12 de maio.
Fiz uma introdução relembrando os filmes da edição passada do festival e fazendo um levantamento de quantos eu consegui ver e quantos estão disponíveis aqui no Brasil.
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- Festival de Cannes 2026Seleção oficial e filmes concorrentes · Filmes franceses em destaque · Ausência de filmes latino-americanos · Presença feminina na seleção · Presidente do júri Park Chan-wook · Homenagens e Palmas Honorárias · Mudanças nas regras do Oscar para filmes internacionais
- Análise de filmes do Festival de Cannes 2025Filmes premiados e seus vencedores · Disponibilidade de filmes no Brasil · Filmes assistidos pela apresentadora · Filmes brasileiros em Cannes
- Filme: FatherlandDiretor Paweł Pawlikowski · Atuação de Sandra Hüller · Viagem de Thomas Mann e sua filha · Thomas Mann e sua obra
- Filme: Amarga NavidadDiretor Pedro Almodóvar · Temas de mortalidade e legado · Comparação com Dor e Glória
- Filme: FjordDiretor Christian Mungiu · Atuações de Renate Reinsve e Sebastian Stan · Mudança para uma região remota na Noruega · Relações familiares e comunitárias
- Filme: All of a SuddenDiretor Hizuki Yamaguchi · Atuações de Tao Okamoto e Virginie Éfera · Baseado no livro You and I, The illness suddenly gets worse
- O filme Jejum de AmorAtuação de Javier Bardem · Relação pai e filha
- Filme: La Bola NegraDiretores Javier Calvo e Javier Ambrosi · Inspirado em peça de Federico García Lorca · Três homens gays em diferentes momentos históricos
- Filme: CowardDiretor Lukas Dhont · Cenário da Primeira Guerra Mundial · Romance gay em tempos de guerra
- Filme: HopeDiretor Na Hong-jin
Oi gente, tudo bom com vocês? Meu nome é Larissa e esse é o podcast Filme da Semana. Essa semana vamos falar de Cannes. O festival de Cannes tá chegando e já faz uns dois anos que eu faço um episódio dando uma olhada nos filmes que estão na seleção oficial, vendo o que parece interessante, fazendo umas previsões, umas apostas.
Eu gosto desse formato de episódio que acaba sendo quando eu vou ver os filmes e pensar neles, e pensar em quais que eu vou deixar no meu radar pra quando eles vão chegar daqui um ano ou mais aqui no Brasil.
E ano passado eu fiz um segundo episódio sobre cânis, que foi ver o festival passado, ver quais filmes eu vi, quais filmes que chegaram nos streamings. Esse ano eu vou colocar esse conteúdo aqui nesse episódio também. Então vai ser um episódio meio longo, vamos lá. Como eu vou fazer meio que um conteúdo dois em um...
Eu não vou entrar tanto em detalhes sobre como funciona o festival. Porque os episódios anteriores já falei um pouco sobre isso. Mas principalmente o primeiro episódio de Cannes que eu fiz. Lá em 2024. Episódio número 207. Eu acho que se você tem alguma dúvida. Ou se você não sabe muito bem como funciona. Ouve esse episódio. Ou pelo menos o começo dele. Se você não quer ouvir falar sobre...
a seleção daquele ano, o que eu achava que ia ser da seleção daquele ano. Só o começo já fala como funciona o festival, e depois a gente segue aqui. Mas, em resumos muito grandes, o Festival de Cannes é um festival de cinema que acontece na cidade de Cannes, na França, durante o mês de maio.
Tem muita coisa acontecendo, é um dos maiores festivais, porque tem várias mostras acontecendo, tem as coisas do festival principal, mas tem outras exibições paralelas e festivais paralelos que acontecem também. Dentro do festival de Cannes tem várias mostras que o pessoal chama, que é meio que grupos de filmes que eles estão lá para serem...
vistos por grupos de pessoas, e os prêmios são dados por um júri, composto de poucas pessoas, que chegam no acordo. Então, por causa disso, não tem muito um filme estilo Cannes, por mais que tenha, mas cada ano o vencedor acaba sendo um filme muito diferente, porque são pessoas diferentes que estão no júri, e acaba refletindo um pouco as pessoas que estão lá.
No ano passado foram 22 filmes. A presidente do júri foi a Juliette Binoche. E o júri foi composto por um mix de atores, diretores, roteiristas, escritores. De vários lugares do mundo com vários perfis diferentes. Mas o júri do ano passado tinha um perfil muito europeu. E muito engajado socialmente.
Tanto que o vencedor da Palma de Ouro foi apenas um acidente, que é um filme iraniano, bem político. Vou passar aqui rapidinho todos os prêmios que foram dados no ano passado. O melhor roteiro ficou com Jovens Mães, dos Irmãos Dardene, uma dupla de diretores que é a figurinha carimbada do festival. Eles já ganharam a Palma de Ouro duas vezes.
A melhor direção ficou com o Cláudio Mendonça por Agente Secreto e o melhor ator com Wagner Moura do Agente Secreto. O representante do Brasil no ano passado ganhou dois prêmios, o que não é uma coisa comum de acontecer. O prêmio de melhor atriz foi para a Nádia Melitti, de A Pequena Irmã, que é um filme francês. O Júri sempre tem um prêmio especial para um filme um pouquinho mais fora da casinha. O ano passado foi O Ressurreição do Bigan, um filme chinês. O prêmio do Júri, que ele funciona mais ou menos como um terceiro lugar,
Ficou empatado entre Sirat e O Som da Queda. Sirat, um filme espanhol, foi indicado ao Oscar. O Som da Queda, um filme alemão. O Grand Prix, que é o segundo lugar, foi para Valor Sentimental. Filme norueguês do Joaquim Trier, que acabou fazendo uma boa temporada de premiações e ganhou o Oscar de filme internacional. E como já falei, a Palma de Ouro, que é o grande prêmio do festival, ficou com Foi Apenas Um Acidente, do Joffar Panahi, que foi indicado ao Oscar de filme internacional, mas acabou ficando por aí, né? Acabou ficando um pouco esquecido.
Na temporada de premiações. Entre eu gravar esse episódio. E tá aqui editando. Saiu uma matéria sobre o Oscar. Que ele mudou algumas regras. De algumas categorias. Mas eu só vou falar aqui. Do que é relevante pra esse episódio. Que é a categoria de filme internacional. Agora.
Tem seis festivais, os maiores festivais de cinema. Os vencedores desses festivais estão automaticamente qualificados para o Oscar. E aí vai ter o rolê de que cada país tem sua comissão, vai escolher o seu filme. E aí com isso pode ser que tenha...
mais de um filme do mesmo país, indicado ao Oscar. Tanto que agora os créditos do vencedor das indicações vão para o diretor, não só para o país, do jeito que estava agora. Então, os vencedores do festivais de Cannes, Berlim, Sundance, Veneza, Busan e Toronto estão automaticamente classificados.
O pessoal da Variety tá chamando essa da regra de anatomia de uma queda, porque foi todo um furor que a anatomia de uma queda ganhou. Palma de Ouro em Cannes, não foi o escrito da França, um grande bafafá. Mas enfim, agora quem vencer Palma de Ouro já vai estar classificado pro Oscar.
classificado não, elegível, porque eles têm uma seleção de filmes que daí eles escolhem a shortlist, depois escolhem os indicados e por fim o vencedor, então vai continuar o esquema de cada país mandar o seu escolhido, mas os filmes que vencerem o prêmio principal desses seis festivais também vão estar aptos a serem indicados.
Tava ouvindo o episódio que eu fiz no ano passado. E é muito engraçado ver as coisas que eu acertei. Mas também as coisas que eu errei. Na verdade eu errei muito mais que eu acertei. Por exemplo, eu falei que a história do som ia chegar logo aqui no Brasil. Porque tinha um rostos coincididos no elenco. E era em língua inglesa. E assim, chegou.
mas atualmente ele tá só pra aluguel digital, ele teve um circuito de cinema muito limitado, eu acho que até chegou aqui em Baudu, mas ficou uma semana e sumiu, não tá em nenhum streaming no momento, também eu falei que Novela e Vague, o filme do Linklater, sobre os bastidores do Acossado, tinha potencial pra temporada de premiações, e acabou meio que não vingando.
E dos 22 filmes da seleção oficial do ano passado, eu assisti apenas 5. O que é menos do que no ano anterior. Eu assisti O Agente Secreto, que eu gostei muito. Cansei de falar no podcast sobre ele. Também assisti Foi Apenas Um Acidente, Vencedor da Palma de Ouro. Comentei mais recentemente, acho que não assisti dos de março. Gostei bastante. Valor Sentimental, que também foi um dos meus favoritos do ano passado. The Mastermind.
e Morra Amor. Foram esses os cinco filmes que eu vi. Um filme brasileiro, um filme noruegueso, um filme iraniano e dois filmes norte-americanos. Dos 22, 13 estão disponíveis no Brasil. Então, a gente tem O Agente Secreto na Netflix. No Prime Video tem O Esquema Fenício, que é o filme novo do Wes Anderson.
Na Mubi tem quatro filmes, O Mohamor, da Aline Ramsey, Foi Apenas Um Acidente, do Jafar Panahi, O Valor Sentimental, do Joaquim Trier e The Mastermind, da Kelly Richard. Na Reserva Movijão tem o filme egípcio A Guerra da República. No Telecine está Sirat, filme espanhol. No Velho Vague, o filme do Linklater, que é francês. E Dois Procuradores, que é um filme russo.
Em aluguel digital tem o Eddington, que é o filme novo do Ari Aster. E a história do som, que eu citei, que tem o Paul Mescal e o Joshua Conner. E nos cinemas está o filme Caso 137, que é um filme francês, que chegou agora nos cinemas aqui do Brasil, uma distribuidora muito pequenininha. Então, está só em capitais, em algumas cidades, aqui em Bauru não chegou.
E os filmes que não estão disponíveis, ou pelo menos que eu não encontrei disponibilidade, que provavelmente passaram no Festival do Rio ou no Festival de São Paulo, mas que não estão com uma distribuidora muito aqui, são Mulher e Criança, Ressurreição, A Pequena Irmã, Romaria, Renoir.
Também tem Jovens Mães dos Irmãos Dardene, que eu lembro de ter visto que tava no cinema. Assim, eu vi propaganda da distribuidora, com um circuito bem limitado, não chegou aqui em Bauru, mas agora não tá disponível em nenhum lugar, nem pra alugar o digital eu achei. A Alfa da Júlia do Cornô vai chegar em breve nos cinemas pela MUBI. Demorou um pouquinho pra lançar a MUBI, mas vamos lá. E tem o Som da Queda aqui.
Eu não tenho nenhuma informação oficial, mas as vozes da minha cabeça dizem que eu vi em algum lugar, ou eu posso ter imaginado que vai chegar no cinema ainda esse ano. Vamos ver, porque é um dos filmes que eu mais tô querendo ver, que eu falei no episódio do ano passado, que é um dos filmes que eu mais queria ver, e eu ainda não vi um ano depois. Então agora a gente vai falar do festival de 2026.
Ele vai acontecer entre 12 e 23 de maio. Vão ter correspondentes brasileiros por lá. Sempre tem. Eu gosto muito de acompanhar no canal da Lenogari. No Instagram e no YouTube dele. A Flávia Guerra sempre tá cobrindo pelo UOL também. Gosto de acompanhar por ela. Eu vi que a Carol do No Sofá com Gatos vai estar também esse ano. A Natália Bocaneira vai estar cobrindo pelo feito por elas. Então sempre... Tchau.
Tem pessoas que eu sigo ou que eu acabo conhecendo através de outras pessoas que eu sigo, que eu vejo que estão lá e eu gosto de acompanhar para ver a cobertura do festival de vários ângulos. Também aparecem os gringos de vez em quando, mas eu prefiro acompanhar pelos brasileiros que estão lá. Sempre tem uma turma lá cobrindo.
Todo ano tem um tema pro pôster, pras coisas, ou é de um filme, ou é de uma retrospectiva da carreira de alguém. Esse ano a homenagem é pra Thelma e Louise, o filme do Ridley Scott, eu amo esse filme. O pôster tá belíssimo.
A gente vai ter duas palmas honorárias, que são os homenageados da edição, que vão para o Peter Jackson, o cineasta do Senhor dos Anéis, e a Bárbara Streisand, atriz, cantora, diretora, completamente não relacionada com aquela música Bárbara Streisand que bombou nos 2010. E nesse episódio eu vou falar só da seleção oficial dos filmes que competem pela Palma de Ouro. Tem outras mostras, tem Um Certo Olhar, tem a Semana dos Realizadores, tem a competição de curtas, tem muitas coisas.
Não fui olhar muito atenta a esses lugares. Eu vi que não tem filme brasileiro concorrendo. Eu vi talvez algumas coproduções nas outras mostras.
Mas eu não conhecia muito bem os nomes. Eu vi muito rápido. Aliás, tem um filme que é uma coprodução Brasil e Chile. Que é a adaptação de A Cachorra. Dito pela Dominga Soutenmaier. E tem o Salton Mello no elenco. Mas é um filme primariamente chileno. E ele vai estar na quinzena dos cineastas.
O júri da seleção oficial não saiu ainda. Só saiu o presidente do júri, que vai ser o Park Chan-wook. Que é um cineasta sul-coreano. Ele lançou o filme recentemente. A única saída que eu assisti mês passado. Gostei muito. E ele já é um diretor que eu gosto muito. Ele fez A Criada, O Old Boy. Vários outros filmes também que eu gosto bastante. Apesar que eu não gosto muito de O Old Boy. Mas eu entendo.
o apelo, então, né, respeito muito Park Chan-wook, fico curiosa sobre qual vai ser o caminho que o júri dele vai escolher, até porque esse ano tá bem francês, assim, olha, olha, quem diria que um festival francês clássico ia ser bem francês, a maioria dos filmes são franceses, tem muito poucos filmes norte-americanos, acho que dois, três no máximo,
Mas tem vários nomes cativos, nomes que já apareceram em seleções de outros anos, às vezes em mostras paralelas e agora estão debutando na competição oficial. Enfim, vou passar rapidamente, vou seguir a ordem que está na Wikipedia, que eu imagino que seja a ordem alfabética.
Vou falar muito brevemente sobre cada um dos 22 filmes, até porque tem pouca coisa divulgada até agora, o festival serve como vitrine desses filmes, todos eles vão ter sua estreia por lá, e daí vão estar abertos para conseguir distribuição ao redor do mundo, inclusive aqui no Brasil.
Então muitos nem pôster tem, tem duas linhas de sinopse no letterboxd. E é isso, alguns eu conheço de diretor, alguns eu não conheço. Nenhum deles tem previsão de estreia aqui no Brasil, claro. Nenhum deles eu acho que tem distribuição no Brasil ainda. Então vamos que vamos. O primeiro filme é All of a Sudden, de repente, numa tradução livre. É o filme do Hizuki Yamaguchi, um diretor japonês de 47 anos.
Ele já venceu o Oscar de filme internacional com Drive My Car, que fez aí um barulho alguns anos atrás, um filme muito bom. E esse filme novo dele é a primeira vez dele fazendo um filme falado numa língua que não é japonês, mas não é o inglês também, é francês. Eu falei que tava bem francês esse festival. O filme vai se passar na França, mas vai ter personagens japoneses, então vai ter as duas línguas lá. Ele vai ser protagonizado pelo Tao Okamoto.
E pela Virginie Éfera, que é uma figurinha carimbada do cinema francês. Se você já viu dez filmes franceses contemporâneos, você deve ter visto pelo menos dois com ela. E tá aí. Parece que é um filme de chorar.
Mas conhecendo o diretor, visto um filme dele, não vai ser aquela coisa hollywoodiana, com trilha sonora crescendo, num momento emocionante. Vai ser uma coisa lenta, contemplativa, que no final vai quebrar seu coração, talvez. É ligeiramente baseada num livro. O livro chama You and I, The illness suddenly gets worse, da Maquê Kumiano e do Marro e Sono. Segundo informações da Wikipedia, é a enciclopédia livre, escrita por pessoas.
E vai se passar numa casa de repouso com pessoas doentes. Então, assim, eu acho que vai ser um filme emocionante. Mas de um jeito contemplativo, de um jeito francês, talvez. Vamos ver o que vai ser dele. Depois vem um filme que tá com o título de Another Day.
É um filme francês, o título original é Garhans. É escrito e dirigido pela Jeanne Henry. É uma diretora francesa de 48 anos. Eu não conheço ela. Ela já tem outros trabalhos também que eu não lembro de ter visto. E esse filme é protagonizado pela Adélie Chapoulos.
Tem pouco material, mas parece ser a história de uma atriz que não é uma estrela, mas ela tá ali tocando a carreira dela do melhor jeito possível. E várias coisas acontecem, eu espero. Tem cara de filme que vai brotar na MUBI ou na Reserva Movision daqui a dois anos, timidamente. Mas pra mim não tá com cara de filme que vai se destacar muito, mas vamos ver, né?
Daí tem um filme que chama El Ser Querido, ou The Beloved, o Amado. Sei lá como vai ficar o título em português. É um filme espanhol, dirigido pelo Rodrigo Soragoen. Um diretor de espanhol, de 44 anos. Ele dirigiu As Bestas, de 2022. Que é um filme que está na minha lista na MUBI nesse momento, mas que eu não vi.
Não tenho memória de ter visto nenhum dos filmes dele. Mas esse filme é basicamente valor sentimental, gente. É com o Javier Bardem. E a história é de uma relação de pai e filha. Que o pai é um diretor de cinema aclamadíssimo. A filha é uma atriz. E eles vão se reunir depois de muitos anos distantes. Para trabalharem juntos num lugar meio isolado.
É valor sentimental. Quer dizer, tem potencial pra ser uma coisa completamente diferente, mas uma sinopse dessa, no ano seguinte do filme do Rocky Interior, é esquisito, não é mesmo? Daí corta pro futuro, e esse filme é um grande sucesso, um grande furor, uma grande revolução, e eu aqui te lançarro dele, né? O próximo filme é Ristoris de Lanou, ou ficou em inglês a festa de aniversário.
um pulo um pulo de tradução mas é um filme francês da Léa Misuse que é uma diretora francesa de 37 anos ela dirigiu o Cinco Demônios que é um filme que tá na MUBI, também está na minha lista desde que saiu lá, que é um filme de 2022
E que parece que é um filme meio loucura, loucura. E esse filme novo dela também parece ser loucura, loucura. A sinopse que tem é que tem um casal com a filha. Eles moram num lugar isolado. A única companhia, o único contato que eles têm é um vizinho. Que parece ser artista, deve ser excêntrico, sei lá. E aí eles querem fazer uma festa surpresa pra mãe, né? Tipo, acho que o pai e a filha devem se unir pra fazer uma festa de aniversário surpresa pra mãe.
Só que aí algumas coisas acontecem. Essa é a sinopse. Eu estou lendo de um jeito meio emocionante. Mas é basicamente isso que eu tenho de conhecimento sobre o filme. O pôster que tem é só uma foto. Essa foto dessa família escondida meio que atrás de uma janela. Parece um pôster de filme de terror. Mas sei lá, eu acho que é um filme maluquice, francesa. Estou curiosa pra ver. Mas eu acho que eu devia ver o outro filme da Kalamubi pra me preparar.
O próximo filme é Amarga Navidad, ou Bitter Christmas, Natal Amargo, um filme novo do Almodovar, filme espanhol, ele voltou para a Espanha depois de fazer o primeiro longa em inglês dele, que foi aquele quarto ao lado, ele voltou a fazer filmes espanhóis na Espanha. Almodovar, para quem não conhece, é um diretor muito grande da Espanha, muito particular com o estilo dele, ele tem 76 anos.
E esse filme parece ter as coisinhas dele, o pouco que eu vi, o pôster, a divulgação, sempre muito interessantes, como todos os trabalhos que ele traz. Todos os filmes dele que eu vi eu gostei. Até os que eu gostei um pouco menos, como por exemplo Mães Paralelas, ele tem coisas muito boas e coisas muito interessantes, e uma brincadeira com uma linguagem que eu gosto muito que ele faz.
A sinopse é sobre uma mulher que trabalha com marketing, com publicidade. Ela acabou de perder a mãe, então ela resolve se jogar no trabalho pra lidar com isso. Só que aí, eventualmente, ela precisa fazer uma pausa, porque ela tem um ataque de pânico. E aí ela resolve fazer uma viagem com a amiga dela.
E aí tem essa história correndo paralela com a história de um diretor roteirista que tá explorando como que é impossível separar vida e ficção, como é impossível criar sem ecoar coisas da sua vida. E essa é a sinopse do filme. Com uma tradução livre aqui, eu tô usando como base a Wikipedia e o Letterboxd.
Essa sinopse me deixou muito curiosa, porque é uma coisa bem Almodovar, ter histórias correndo paralelo, colocar coisas da vida dele. Não sei se vocês assistiram Dora e Glória, mas eu acho que esse filme pode funcionar talvez como uma continuação de Dora e Glória, que é uma grande reflexão na carreira dele.
enquanto cineasta, enquanto legado que ele vai deixar, ao mesmo tempo que ele também tá com a mãe doente, ele tá confrontando a mortalidade da própria mãe. É um tema que é bem presente no Dor e Glória. É uma coisa que me pegou muito, que é quando você começa a perceber que você precisa se cuidar porque você tá ficando velho, e isso significa que seus pais estão mais velhos ainda, inspiram mais cuidados ainda.
Então você se confronta com a mortalidade, o que nunca é uma coisa fácil de fazer. Enquanto você também reflete sobre carreira, legado, criação. E esse filme parece que vai por um caminho semelhante, não igual, mas... Eu acho que pode ser um bom filme. Eu tô muito ansiosa, acho que esse é o filme que eu tô mais querendo ver da seleção toda. E eu acho que ele não deve demorar muito pra chegar aqui no Brasil, não. Não sei quem vai pegar esse filme pra distribuir, mas eu aposto que até o final do ano ele vai estar aqui pra gente.
Daí temos La Bola Negra, da Black Ball. A Bola Preta é um filme espanhol, mais um filme espanhol, dirigido pelo Javier Calvo e pelo Javier Ambrosi. Acho muito engraçado quando tem duplas de diretores com o mesmo nome, que não são parentes. Imagina a coincidência, assim.
A quantidade de voltas que o mundo tem que dar pra duas pessoas com o mesmo nome e com os mesmos ideais criativos começarem a criar juntos. Por isso também acho muito engraçado quando tem casais com o mesmo nome, principalmente casais LGBT, né, que é mais sage acontecer. Os dois são muito jovens. O Javier Ambrosi é espanhol, tem 41 anos. E o Javier Calvo não é calvo. A foto da Wikipedia dele é uma cabeça cheia de cabelo.
E ele é de 1991, gente. Ele é um ano mais velho que eu. 35 anos. Uma criança. Pera, o quê? Eles são um casal? Eles são um casal com o mesmo nome. Mas pera, eles terminaram. Ah, poxa. Bom, enfim. Então, eles não apenas são uma dupla criativa. Mas eles foram um casal por 13 anos. Mas terminaram o relacionamento no final do ano passado. E mesmo assim, estão aqui juntinhos pra divulgar o filme novo. Que maravilha.
Nossa, aparentemente, eu tô lendo aqui a Wikipedia do Javier Calvo, ele parece ser uma pessoa meio famosinha lá na Espanha. Assim, ele participou do Masked Singer, ele foi jurado do Drag Race da Espanha. Ah, ele também fez aquela série da Veneno, que tem na HBO Max. Ah, os dois criaram, né? Acho que talvez o trabalho mais famoso da dupla seja.
A minissérie Veneno, que tem na HBO. Gente, a Wikipedia dos dois é muito grande. Eles devem ser muito famosos lá na Espanha. Russos muito conhecidos. O que me deixa um pouco mais com expectativa com esse filme. Que eu não tava, assim, dando muita moral. Eu achava que ia ser alguma coisa de futebol. Mas não, não tem nada a ver sobre futebol. Gente, eu viajei muito.
Até porque eu não li a sinopse, né? A sinopse é basicamente... Fala que o filme é inspirada numa peça inacabada do Federico Garcia Lorca, um poeta espanhol. E é sobre três homens gays em três momentos diferentes da história na Espanha e como a vida deles tá meio que conectada.
interessante, eu fiquei interessada nesse filme. Agora, o pôster não me dizia nada, o pôster é... parece uma neve, assim, um chão de neve, aí tem uma bola preta, uma bola que parece... uma bola, uma bola lisa, assim, parece, na verdade, uma azeitona, sei lá, nesse negócio de neve, aí tá escrito lá, bola negra com uma fonte bem bonitinha, até.
Mas não me diz nada esse pôster. Agora fiquei curiosa pra ver o filme. O próximo filme é Coward. Não é covarde. Tem esse título em inglês. Mas é uma coprodução França, Bélgica e Holanda. Aqui na Wikipedia diz que as línguas faladas são francês e holandês. É dirigido pelo Lucas Dont. Que também é um cineasta muito jovem. Também é um cineasta de 1991.
Ele é belga, ele dirigiu Close, que é um filme lindo, acho que foi indicado no Oscar. Ele tem outros filmes também, mas o que eu vi é Close. Tem esse olhar muito contemplativo e tem as cenas nos campos de flores que eu acho tão bonito, muito colorido, enfim.
Ele está de volta com um filme novo. Muitos de essas que tem o último filme deles em 2022 estão lançando um filme novo agora. Lucas Dante é um deles. E aqui em Coward, a premissa dele, a sinopse que temos, é que ele vai se passar em 1916, durante a Primeira Guerra, com soldados nas trincheiras.
Tentando se alegrar em meio de tanta desgraça. Aparentemente teremos um romance gay. Espero que seja bonito. Espero que eu não sofra muito. Essas são as expectativas para Coward. O próximo filme é... A sonhada aventura. The Dream Adventure. O título original é em alemão. Eu não vou nem tentar falar.
É da diretora Valerjka Grischbach. É uma alemã de 58 anos. Ela já tem alguns outros filmes na carreira dela, mas que eu não me recordo de ter visto por aí. Não conheço o trabalho dela. E aqui nesse filme...
conta a história de uma mulher que ela mora numa região fronteiriça entre a Bulgária, a Grécia e a Turquia, e ela concorda em ajudar um amigo com um negócio que parece ser meio ilegal, e isso vai colocar ela numa situação de perigo, onde ela terá que confrontar seus desejos.
Essa é a sinopse que tá no Letterboxd. Isso é o que eu sei. Próximo filme é Fatherland. É um dos filmes que eu vejo mais hype da comunidade Snefla entre os selecionados. É o filme novo do Paweł Palakowski. Que é um diretor polonês. De 68 anos. Ele tem uma carreira. Todos os filmes dele estão na minha watchlist até hoje. Eu não vi.
mas ele chega com banca, ele venceu o Oscar de filme internacional em 2013, com o filme Ida, ele ganhou o prêmio de melhor direção em Cannes em 2018, com Guerra Fria.
E também esse filme foi indicado ao Oscar de Filme Internacional. E ele foi indicado à direção naquele ano. Então, é assim que ele chega aqui em Cannes. E esse filme, Fatherland, é meio que biográfico sobre uma viagem do Thomas Mann com a sua filha. Durante a Guerra Fria. Uma viagem que aconteceu entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental. O Thomas Mann é um escritor alemão muito conhecido. Ele escreveu A Montanha Mágica.
e muitas outras obras, eu acho que essa é a mais conhecida dele, ele ganhou o prêmio Nobel em 1929. Então, assim, ele é uma figura grande. Fazer um filme dele não deve ser uma coisa fácil. Tenho certeza que as questões de pai e filha vão ser exploradas, então já gosto.
Desse tipo de filme. E temos no elenco. A Sandra Huller. Fazendo essa protagonista. A filha do Thomas Mann. A Erika Mann. Estou ansiosa para esse filme. Vamos ver. Inclusive esse é o ano da Sandra Huller. Porque ela está em Devoradores de Estrelas. E ela também ganhou. Prêmio de atuação em Berlim. No começo do ano. Com outro filme.
E eu vi qualquer coisa que ela tem um outro filme pra sair, mas no final do ano, Mulher que tá aqui tá. Um ótimo pós da indicação dela no Oscar por Anatomia de uma Queda, que é excelente. E que é vencedor da Palma de Ouro, né? Anatomia de uma Queda venceu a Palma de Ouro em 2023, se não me engano. Depois temos Fjord, um filme do Christian Mungu.
É um diretor romeno de 58 anos, que também chega com banca. Ele já venceu a Palma de Ouro em 2007 por quatro meses, três semanas e dois dias, que é um filme muito grande. Se você pesquisar sobre cinema romeno, esse vai ser um dos primeiros filmes que vai aparecer.
Eu não vi. Isso tá na minha lista. Muitos dos filmes dele, tá na minha lista também. Eu estou sentindo que isso é um padrão. Porque eu tô sempre vendo filmes que estão na minha lista, mas mesmo assim, ela não para de crescer. E ela sempre me aterroriza muito. Enfim.
Ele já venceu outros prêmios em Cannes também. O último filme dele também foi em 2022 e também estreou em Cannes, que foi o RMN. E agora temos Fjord, que é uma coprodução entre vários países, Romênia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, França e Suécia. Ele vai se passar na Noruega, que tem um casal que o cara é romeno, a mulher é norueguesa.
e eles têm uma família, crianças pequenas, e eles resolvem se mudar pra Noruega, pra uma região remota, e lá eles fazem amizade com vizinhos, e as crianças ficam amigas, só que aí alguma coisa acontece, e as coisas descamam pro caos. Parece um tema comum entre os filmes dessa lista, não é mesmo?
E aqui no elenco a gente tem dois rostos muito conhecidos, porque esse casal principal, que era norueguesa e ele é romeno, vai ter a Renate Rens-Rive, que está vindo de valor sentimental, que teve presente no ano passado em Cannes, ela foi indicada ao Oscar, etc. E o marido é o Sebastian Stem. Não sei se ele tem ascendência romena, mas...
Caraca, Sebastiastain nasceu na Romênia. Estamos aprendendo muitas coisas no episódio de hoje do podcast. Bom, temos Sebastiastain careca. Eu não reconheci ele no pôster, né? A imagem do pôster que tem...
É uma foto de uma família feliz, então tem o casal e tem quatro filhos, um já adolescente, a menina parece ter uns 12 anos e duas crianças, ao fundo tem uma cidade pequenininha e montanhas e o céu, e o título escrito bem grande, que é a típica foto de família, e o Sebastian Stentacalvo de barba e óculos, ele tá parecendo o Dave Cross em Arrested Development, mas essa é a impressão de apenas uma foto.
E eu fiquei interessada nesse filme. Eu espero que a Mubi traga. Tenho muita cara de filme da Mubi isso aqui. E muito surpresa que o Sebastian Stan é romeno. Vamos ver. O próximo filme é Gentle Monster. Esse é o título que tá aqui em inglês mesmo.
É um filme da Marie Kreutzner. Ela é uma diretora austríaca de 48 anos. E o filme mais famoso dela é Corsage. Que é um filme com a Vicky Crips sobre os últimos anos da Imperatriz Sissi da Áustria.
Eu assisti, eu gosto desse filme. E aqui, Gentle Monster, é uma coprodução Áustria, Alemanha e França, protagonizado pela Lia Sedu. Parece aquele negócio de duas histórias que têm alguma conexão, que são histórias de duas mulheres que precisam fazer sacrifícios na sua vida, sacrifícios que envolvem deixar a carreira de lado por causa de homens nas suas vidas.
Então eu acho interessante. Acho uma premissa interessante. Vou ficar de olho nesse filme. Quando ele aparecer por aqui. Depois temos Hope. Esperança. Um filme sul-coreano. Que parece que se passa na Coreia do Sul. Finalmente alguma coisa de fora da Europa. É dirigido pelo Nahong Jin.
Um diretor sul-coreano de 52 anos. Ele tem alguns filmes, principalmente de terror, ação, thriller. Eu não conheço muito, mas ele produziu e escreveu A Medium, aquele filme de terror tailandês, que foi um certo sucesso nas bolhas de terror. Então, eu não conheço muito a carreira do diretor.
Mas o filme eu achei que tem uma premissa interessante. Num vilarejo remoto. Que chama Hope Haber. Então daí que deve vir o título. Um dia aparece um tigre. Eu tenho suspeitas de que tem um tigre por ali. Então o chefe de polícia local alerta a população. Que fiquem espertos. Tem um tigre rondando. Só que isso vai levar as coisas para o caos. Olha só.
Mas parece que não é só isso, porque o filme tá marcado como ficção científica. Então, parece que vai ser uma coisa meio mistério, meio terror, muitas coisas. Só que agora eu acabei de ver o elenco, né? Tem vários nomes coreanos, mas tem também o Michael Fassbender e Alicia Vikander. Então, sei lá, né?
Mas de qualquer maneira, eu achei interessante a premissa. É legal ver filme de gênero aparecendo em Cannes. Vamos ver como vai ser a recepção dele. E como vai ser a recepção dele não só pela crítica, mas também pelo júri. Que vamos lembrar que o diretor do júri é o Park Chan-wook, um diretor sul-coreano. Não tô falando que ele vai puxar a sardinha pro país dele. Então é um filme que parece ser um filme esquisito sul-coreano. E o presidente do júri é famoso por fazer os filmes mais esquisitos sul-coreanos.
Quer dizer, não esquisito, mas peculiar. Acho que é a melhor palavra. Então vamos ver como esse filme vai se sair lá. O próximo filme é Not Re Salute. O título em inglês é A Man of His Time. Sei lá como vai ficar em português. É um filme do Emmanuel Marais, que é um diretor francês de 46 anos. Esse é o segundo longa-metragem dele. O primeiro foi Zero Fox Given.
Ficou desse jeito, a MUBI não traduziu, mas é aquele filme que a Adele Exapolos é uma comissária de bordo, outro que tá amofando a minha watchlist da MUBI. Mas é que O Homem de Seu Tempo é um filme de épocas que passa na Segunda Guerra, sobre um homem que...
quer publicar um manuscrito, um manifesto para resgatar a França do regime que estava rolando durante a Segunda Guerra, depois da derrota para a Alemanha. Mas, sei lá, não fiquei interessada. Vamos para o próximo.
Vamos agora para um filme norte-americano. Nossa, tão poucos nessa seleção. The Man I Love é um filme do Ira Sacks. Ele é um diretor norte-americano de 60 anos. É um nome que eu só fui conhecer por causa da MUBI. Teve uma época que tinha uma mostra lá com vários filmes dele. O mais recente é o Peter Hoosier's Day, que eu ouvi falar bem.
Todos os filmes dele eu ouvi falar bem em nichos extremamente específicos da cinefilia. Ele parece ser um cara bem do cinema independente, assim, bem dos filmes do Spirit. Mas eu nunca assisti nenhum deles pra falar com propriedade. Aqui o filme novo dele é um musical fantástico. E no elenco temos Rami Malek, Tom Sturridge, Rebecca Hall, Eban Moss, Baccarat.
E Luther Ford se passa na Nova York dos anos 80 e segue um ator encarando uma doença que ameaça a sua vida. E ele vai encarar o que parece ser o seu último grande papel.
muitas metáforas, eu me pergunto que doença será que é essa nos anos 80, sabendo que o Irasakis é gay, né, e que esse é um tema muito presente nos trabalhos dele, pelo pouco que eu sei da sua carreira, cara de filme triste, cara de filme triste, vamos ver como vai ser recebido.
Daí temos Minotauro, é um filme russo, dirigido pelo Andrei... Caraca, quanta consoante tem esse nome? Andrei Zivainstav. Ele tem 62 anos e uma grande carreira.
Seu primeiro filme, O Retorno, venceu O Leão Dourado no Festival de Veneza. Ele teve dois filmes premiados no Festival de Cannes. Leviathan, de 2014, venceu o Melhor Roteiro. E Sem Amor, de 2017, venceu o Prêmio do Júri. Esses dois filmes foram indicados ao Oscar em seus respectivos anos na categoria de filme internacional.
representando a Rússia. Minotauro é um thriller político, um filme de drama, que eu não sei se eu entendi a sinopse dele. Eu vou traduzir aqui livremente. Ele acontece numa pequena cidade russa em 2022. Segue um empresário que ele está quase despedindo os seus funcionários quando ele descobre que a sua mulher está tendo um affair.
O que uma coisa tem a ver com a outra, eu não tenho ideia. Como isso faz esse filme ser um thriller político, não tenho ideia. Da onde vem o Minotauro? Um grande mistério. Dito isso, eu fiquei curiosa. O próximo filme é Moulin, dirigido pelo Laszlo Nemes, um diretor húngaro de 49 anos. Ele tem alguns filmes, mas a sua estreia, o seu debut, foi O Filho de Sol, em 2015.
E foi um filme que arrasou com a Arturões. Eu lembro mais ou menos dessa época. Eu acompanhava mais ou menos. Eu lembro desse nome desse filme. Que está na minha lista desde então. Uma coisa que eu estou repetindo muito nesse episódio. O Filho de Sal levou o Grand Prix em Cannes. E ganhou vários prêmios de filme internacional. Incluindo o Globo de Ouro e Oscar.
Eu acho engraçado quando o filme de maior sucesso de um diretor acaba sendo o filme de estreia, porque bota uma barra tão lá em cima que às vezes é difícil de voltar. Mas Moulin é um filme francês, filme de drama histórico, uma biopic, eba, a gente não teve nenhuma dessa até agora. O filme vai seguir o Jean Moulin.
que é um membro da resistência francesa durante a ocupação nazista da França. Olha só, eu acho que a gente já viu esse tema por aqui. Mais um filme de segunda guerra, mais um filme que se passa na Paris, ocupado pelos alemães. O que será que está acontecendo esse ano para esse tema ser revisitado tantas e tantas vezes, não é mesmo?
Enfim, eu não vou falar que eu achei chato, mas eu não aguento mais filme de Segunda Guerra, então quem sabe. Daí temos Nagi Notes, um filme japonês, também conhecido como Nagi Diary, sei lá como vai ficar a tradução aqui no Brasil, se é que vai ter.
É um filme dirigido pelo Kodi Fukata, um diretor japonês de 45 anos, que tem muitos filmes. E eu acho que eu não conhecia ele. Nenhum dos títulos dele me parece familiar. Mas aqui Nag Notes é um filme de drama. Vou fazer uma tradução rápida da sinopse do Letterboxd. Yoriko, uma artista vivendo na região rural de Nagi, é assombrada por um romance que ela não consegue...
Quando Yuri, uma arquiteta recém-separada, viaja de Tóquio para visitar sua amiga e ex-cunhada, as duas mulheres se encontram numa encruzilhada, cada uma procurando maneiras de deixar o passado e definir suas identidades. Esse filme está elegível para a Cur Palme, então significa que, né, vamos ter um romance aí entre essas mulheres, talvez, ou a possibilidade de um romance.
Gosto de filmes de mulheres se reerguendo, se ajudando, superando o passado. Mas tem cara de filme lento contemplativo. Tá com carinha desses filmes de muita reflexão e paisagens bucólicas. Vamos ver. Eu acho que vai demorar uns dois, três anos pra chegar no Brasil. Mas parece interessante. Daí temos mais um filme norte-americano. Paper Tiger. Dirigido pelo James Gray.
Que é um diretor norte-americano de 57 anos. Ele teve cinco filmes competindo pela palma de Uricanes. Eu assisti A Diastra, rumo às estrelas dele. Eu gosto, acho um filme bom. Acho a melhor atuação da carreira do Brad Pitt. O filme mais recente dele é de 2022. Aquele Armageddon Time.
Que é meio autobiográfico. Ele vem nessa esteira de Belfast. De The Fabermans. De diretores. Recontando pedaços de sua infância. Com uma magia do cinema. Eu não vi. Era um filme que estava prometendo um pouco para a temporada de premiação. E acabou sendo meio engolido no processo. Mas Paper Tiger. É um filme de drama e crime.
Eu acho que deve ser passar em algum momento a Guerra Fria, porque eu tô vendo o pôster e tem a Scarlett Johansson com um penteado, que eu não sei dizer exatamente de quando que é, mas não é de hoje. Além dela, no elenco também tem o Adam Driver e o Miles Teller. A sinopse é que dois irmãos buscam o sonho americano, mas acabam se enrolando com a máfia russa, que aterroriza sua família, testando o seu laço, assim que traição se torna possível.
Não sei se me interessou muito não, mas, né, tá aí. A Neon já comprou esse filme. Essa aqui é uma distribuidora que desde 2019 compra o Vencedor da Palma de Ouro antes, né, de ser revelado. Porque Cannes também é uma grande vitrine pros filmes encontrarem distribuição. E distribuição acontece por territórios. É muito raro uma distribuidora global de um filme, salvo produções muito grandes que tem distribuidoras muito grandes, como a Warner Universal, etc.
E daí, conforme os filmes vão passando e vai tendo a recepção, o pessoal vai comprando a Neon, a Mubi, várias distribuidoras vão comprando os direitos dos filmes em alguns territórios. E a Neon sempre compra o vencedor da Palma de Ouro com antecedência, porque eu acho que deve ser mais barato também, né? Depois que o filme ganha a Palma de Ouro, o preço dele deve ficar mais caro. Se é que ele não foi comprado por outra pessoa antes...
Então, ano passado, a distribuidora teve uma estratégia bem agressiva, comprou muito filme, o que fez com que ela tivesse quatro dos indicados a filme internacional, nesse ano no Oscar, né, que quatro filmes que foram indicados.
a filme internacional, foram filmes que debutaram em Cannes, foram filmes distribuídos pela Neon, nos Estados Unidos, né, aqui no Brasil é um pouco diferente, e nem começou o festival ainda, mas já saiu notícia de que a Neon já comprou alguns filmes pra distribuição nos Estados Unidos, e esse Paper Tiger é um deles.
Restorres Paraleles, Contos Paralelos, Parallel Tales, é o filme novo do Asghar Fahad, que é um diretor iraniano de 53 anos, vencedor do Oscar, é um nome muito grande no cinema iraniano.
Na verdade, ele já venceu duas vezes o Oscar de filme internacional. Com A Separação, de 2011, e O Apartamento, de 2016. Esse último filme também venceu o prêmio de roteiro no Festival de Cannes. Ele tem vários filmes em farsa, em francês, em espanhol. Então, assim, não é uma coisa nova. Ele tá fazendo um filme em francês. Mas é o caso aqui de histórias paralelas.
Parece que ele é levemente baseado numa série do Krzysztof Kieselowski, que é o Decalogue. Nossa, aqui é muito Iceberg da cinefilia isso. Mas tinha uma época que tava na MUBI, foi assim que eu descobri que isso existia. Mas esse diretor, que é o mesmo diretor da Vida Dupla de Verônica, das trilogias das cores, ele tem uma série.
Que chama Decalogue. Cada parte é meio que baseada. Num dos dez mandamentos. E aqui. Histórias paralelas. É baseado. Na sexta parte desse Decalogue. E aqui a gente tem um elenco. Diverso. Temos Virginia Eiffel aqui de novo. Segundo filme dela com papel de destaque. Também tem Isabelle Rupert. O Vicente Cassell. Catherine de Nouveau.
Se não me engano, é a segunda vez que eu vejo o nome da Catherine de Nuve aqui. Loiras francesas trabalhando sem parar. É engraçado que a sinopse da Wikipedia e do Letterboxd são ligeiramente diferentes. Mas elas são as duas curtas, então vou falar outra. No Letterboxd, traduzindo aqui mais ou menos.
Um jovem se apaixona perdidamente por uma mulher mais velha, o que o leva a uma obsessão perigosa. E aí o que a Wikipédia diz é que o filme segue a personagem da Isabelle Rupert, uma autora famosa que procura inspiração nos vizinhos, e contrata o misterioso Adam como seu assistente, mas ele logo transforma sua vida de ponta cabeça.
A Isabel Roper tem cara de pessoa que realmente muda vidas. Então, não sei o que esperar, mas eu tô intrigada com esse filme. Eu acho que ele pode ser um dos destaques dessa seleção. Vamos ver.
Sou muito mais a favor de filme de gente doida do que mais um drama histórico. O próximo filme é Ship in the Box. É o título em inglês. Porque é um filme japonês. Dirigido pelo Hirokazu Koreeda. Um diretor japonês de 63 anos. Muito prolífico. Tem uma dezena de filmes.
Todos eles estão na minha watchlist e eu não assisti nenhum. Mas ele já venceu o prêmio do Júri em Canes com Pais e Filhos em 2013. Ele já venceu a Palma de Júri em Canes com Assuntos de Família de 2018.
Assuntos de família também foi indicado a filme internacional. E o filme mais recente dele é Monster, de 2023. Que eu acho que também foi em Cannes, ou foi em algum outro festival. Mas eu lembro de ouvir falar bastante desse filme. Acabei não assistindo por uma série de desencontros aí da vida. Ship in the Box.
É um filme de ficção científica. É isso aí. É o leste asiático trazendo o cinema de gênero pra Cannes. A gente vai acompanhar um casal que, depois da morte do filho deles, recebe um robô humanoide.
E é isso tudo que sabemos. Assim, eu falei que é uma ficção científica, mas eu não imagino que vai ser uma coisa, como a gente imagina de ficção científica, de ação e de futuro e de várias coisas brilhantes.
Eu acho que vai ser um filme bem mais quieto, pelo que eu sei do Coreda, né? Um filme um pouquinho mais focado no diálogo, focado mais nas relações do que nos acontecimentos. Mas estou curiosa pra ver. Eu acho que tem uma premissa interessante. Me lembrou um pouquinho outros filmes, com situações parecidas.
Me lembrou Lambe, o filme islandês. Me lembrou um pouquinho a Nete também, que é uma loucura, mas envolve filhos que não são exatamente humanos. Mas eu acho que tem potencial. Eu vou ficar de olho nesse filme, sim. E eu acho que tem potencial pra prêmio também. Vamos ver.
O Desconhecido, Le Incunut, em inglês, está The Unknown. É um filme francês dirigido pelo Arthur Harari. É um diretor francês de 45 anos. Ele é co-roteirista de Anatomia de uma Queda. Junto com a Justin Trier e juntos eles venceram muitos prêmios. Muitos, muitos, muitos prêmios. Porque Anatomia de uma Queda é um filme fantástico. Ele estreou na direção em 2016 com o filme Dark Inclusion.
Ah, ele é casado com a Justin Trier. Tá explicado. Tá explicado. Ele também co-escreveu o Sibio com ela. Adoro o Sibio. Uma maluquice. Não conheço muito o trabalho dele enquanto diretor, mas enquanto roteirista eu gosto dos filmes. E agora ele tá com um filme novo, que é esse O Desconhecido, vagamente inspirada por uma HQ, Le Cas da Vizimema, que ele escreveu com seu irmão. E no elenco temos ali esse do e no elenco.
E o Nils Schneider. Nossa, ele é cedo também. Esse acho que é o segundo filme com ela. A sinopse, traduzindo aqui do Letterboxd, fala que o David Zimmerman é um fotógrafo que raramente deixa sua casa, até que os amigos levam ele pra uma grande festa. E lá ele fica meio obcecado com uma mulher misteriosa, acaba seguindo ela, e pela manhã a vida dele se transforma. Ele acorda no corpo dessa mulher.
É, parece que vai ser uma loucurinha francesa, né? Vamos ver. Mas nada indica que vai ser uma comédia. Eu acho muito pouco provável que vá pro viés cômico. Eu acho que vai pro viés dramático e pro absurdo.
E pra fechar, o último filme, La Vida d'une Femme, ou A Vida de Uma Mulher. É um filme da Charlene Bourjois-Tacquet, uma diretora francesa de 40 anos. Esse é o segundo filme de longa-metragem dela. O primeiro filme dela, A Nine Love, eu já ouvi falar, mas eu nunca assisti. Já ouvi falar muito bem.
A Vida de Uma Mulher é uma comédia dramática, francesa, com vários nomes franceses no elenco. A sinopse dela é que acompanhamos a Gabriele, uma cirurgiã de meia idade, sem filhos.
cuja vida é consumida por seu trabalho e suas responsabilidades, até que um dia um escritor começa a observar a sua vida para escrever um romance e coisas começam a acontecer, mudanças começam a acontecer.
Acho curioso, todos os filmes dirigidos por mulheres dessa seleção, até os que parecem mais basiquinhos, ah, é só um drama de amadurecimento, ah, é uma historinha pequenininha, é um filme quieto, eles me interessam porque eu me interesso muito por histórias de mulheres e por visões diferentes de histórias de mulheres. Então, vou ficar de olho nesse filme, mas tem cara de filme que vai demorar pra chegar e quando chegar vai ser numa distribuição minúscula e depois vai ficar... Muito obrigada.
enterrado no catálogo de algum streaming pequeno, que talvez eu tenha acesso, talvez não. Mas esses foram os filmes do Festival de Cães. Pode ser que entre mais filmes até o começo do festival de fato. Ano passado teve anúncio, faltando cinco dias para começar o festival, do que o filme do Bigan ia entrar. Então, não é incomum que esse tipo de coisa aconteça.
Eu achava que nessa altura do campeonato o júri já teria sido revelado, né? Faltam 12 dias para o começo do festival, mas ainda não foi. Eu achei engraçado reparar em temas que parecem que se repetem de alguns filmes e também na quantidade esmagadora de filmes franceses, acho que são 10.
Filmes que ou são franceses, 100%, ou que são de diretores não franceses, fazendo filmes falados, em sua maioria, em francês. O que é natural, já que o festival é francês. Mas em outros anos tem um equilíbrio um pouco maior de outros países.
Tem uma presença muito pequena de Estados Unidos, tem só dois filmes norte-americanos. Apesar de ter outros com alguns atores hollywoodianos, isso não caracteriza eles como filmes de Hollywood ou filmes norte-americanos. Aliás, os dois filmes norte-americanos que tem...
Não são necessariamente filmes hollywoodianos. A gente consegue ver uma presença muito marcante do cinema europeu. Tem vários filmes espanhóis, um russo, um belga, um alemão, um norueguês. Alguns asiáticos, né? Tem dois diretores japonês e um diretor sul-coreano.
mas nada de cinema sul-americano ou latino-americano como um todo, nada africano, que é muito raro de ter, mas às vezes aparece, mas a falta do cinema latino-americano realmente faz falta.
Vários fatores podem contribuir pra isso. Não vou me alongar muito mais porque esse podcast já está longo. Mas são coisas pra serem notadas. A presença feminina eu acho que tá uma menos do que no ano passado. Acho que no ano passado tinha um oito, agora tem seis ou sete. Então assim, coisas pra notar. Muitos dramas históricos, muitas coisas de França, de história francesa.
Enfim, vamos ver qual vai ser a repercussão desses filmes, quais que vão vencer os prêmios, quais que vão permanecer relevantes, não só em questão de campanha de premiação, mas em questão de história do cinema também. Eu acho sempre muito legal pegar a lista de Cannes de anos anteriores.
E ver, tipo, nossa, esse filme estava em Cannes em 2017. Ou, tipo, nossa, que piada que foi esse line-up desse ano. Acho sempre muito interessante de ver, de observar. E também de ser um lugar para buscar filme. Principalmente quando você está procurando filmes diferentes. Filmes que sejam um pouco mais de fora de Hollywood. Um pouco mais fora do caminho mais batido. As listas de Cannes sempre têm seleções muito boas.
Mas o episódio foi esse. Eu vou compartilhar mais algumas coisas lá no meu Instagram conforme o festival for acontecendo. Mas eu não vou fazer uma grande cobertura, nem nada muito especial. Só meio que as coisas interessantes mesmo. Me sigam lá, arrobafilme.aponta.semana. Eu também tô no Blue Sky e também posto conteúdo por lá. ArrobaLalariLand. E eu também tenho e-mail pra contato, que é o podcastfilmedassemana.gmail.com
pra falar comigo e também pra fazer uma contribuição com o meu trabalho, caso você queira me pagar um cafezinho, esse e-mail é uma chefpix. E por hoje é só, gente, fiquem bem e até semana que vem. Tchau, tchau.