O fim da trégua - BP 1108
Conheça a Rio Claro Investimentos: www.rioclaro.com.br/petitjournal
Para patrocínios, palestras e parcerias: contato@petitjournal.com.br
Quer conhecer nossos cursos e aulas gratuitas? Acesse https://petitjournal.cademi.com.br/area/vitrine/home
Chave PIX: petitjournal.pj@gmail.com
Inscreva-se na Petit News, a newsletter gratuita do Petit Journal: https://petitcursos.com.br/#newsletter
Apoie o Petit Journal: https://www.apoia.se/petit
Se você vive no exterior: https://www.patreon.com/petitjournal
Quer apoiar pelo YouTube? Clique em “Valeu” e deixe seu apoio ou vire membro do Canal do Petit Journal no Youtube.
Inscreva-se no canal de cortes do Petit Journal:
https://youtube.com/@petitjournalcortesoficial?si=HnJloDVeGCrrSelB
Acompanhe nossas redes sociais:
https://www.instagram.com/tbaghdadi/
https://www.instagram.com/danielsousaeconomista/
https://www.instagram.com/petit_journal_/
Donald Trump anuncia o fim da trégua com o Irã e autoriza uma nova rodada de ataques, recolocando o Oriente Médio em estado de máxima tensão. No episódio analisamos os bombardeios, os novos incidentes no Estreito de Ormuz, que levaram embarcações a recuar, e os impactos sobre o mercado internacional de energia. Também discutimos a aproximação entre Trump e Volodymyr Zelensky, com o anúncio de uma licença para que a Ucrânia produza mísseis Patriot em Ancara, além da grande ofensiva ucraniana contra refinarias, petroleiros e oleodutos russos.
Falamos ainda sobre a decisão de Gustavo Petro de não reconhecer a eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia, paralisando a transição de governo, a ordem de Trump para suspender o comércio com a Espanha durante a cúpula da OTAN e a abertura do setor petrolífero venezuelano ao capital privado. Também debatemos por que a Copa do Mundo de 2026 caminha para ser a mais lucrativa da história e quem deve capturar a maior parte dessas receitas.
Na Geleia da Shakira, Trump protagoniza mais um momento inusitado ao chamar o Irã de "Japão" e confundir Volodymyr Zelensky com Vladimir Putin durante uma coletiva na cúpula da OTAN.
#Irã #OTAN #Ucrânia #Copa2026 #Geopolítica
- Fim da 'taxa das blusinhas'Fim da trégua EUA-Irã · Donald Trump · Irã · Estreito de Ormuz · Bombardeios
- Aproximação Trump-ZelenskyAproximação Trump-Zelensky · Donald Trump · Volodymyr Zelensky · Mísseis Patriot · Ucrânia · Rússia
- Ataques ucranianos em território russoOfensiva ucraniana · Ucrânia · Rússia · Refinarias de petróleo · Oleodutos · Navios petroleiros
- Geleia da Shakira: Papa e Melania TrumpDonald Trump · Irã · Japão · Volodymyr Zelensky · Vladimir Putin
- Reunião da CELAC na ColômbiaCrise política na Colômbia · Gustavo Petro · Abelardo de la Espriella · Colômbia · Transição de governo
- Tensões comerciais EUA-EspanhaTensão comercial EUA-Espanha · Donald Trump · Espanha · União Europeia
- Lei de mineração da VenezuelaAbertura petrolífera venezuelana · Venezuela · Capital privado
- Copa do Mundo 2026Copa do Mundo 2026 · Lucratividade · Receitas
PetiJornal, inteligência e irreverência em doses diárias. Olá, gente, bem-vindos, bem-vindas ao PetiJornal. Esse é o bate-papo número 1108. Estamos gravando uma live no YouTube do PetiJornal, são exatamente 19 horas e 33 minutos. Da quarta-feira, 8 de julho de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor: Tanguy, o Bagdadi animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado e preocupado.
Muito preocupado com o cenário internacional. Aliás, as preocupações do professor Bagdadi multiplicaram-se ao longo das últimas horas. Vamos falar sobre isso. Tenho certeza que mais noites de insônia virão por conta disso. Mas estamos aqui no PetiJornal para tentar acalmar o professor Bagdadi, para dizer que tudo dará certo, tudo terminará bem, ou não, mas seguiremos aqui juntos no podcast do PetiJornal. E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala.
Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos internacionais das últimas horas. Como vai, professor Bagdadi? Vamos a isso!
Tudo bem, Daniel Souza com S. Vamos lá para mais um episódio, para esse bate-papo 1108. E Daniel Souza, ninguém pode dizer que foi pego de surpresa hoje quando acabou, segundo Donald Trump, o cessafogo entre Estados Unidos e Irã. Deixa aqui as boas-vindas a todo mundo que tá junto com a gente, né, para acompanhar mais esse capítulo dessa crise, né, desse Enfim, essa fase da crise, né, uma crise bastante antiga já, mas que começou no finalzinho de fevereiro, no dia 28 de fevereiro.
A gente teve o cessafogo estabelecido algumas semanas atrás e a gente vinha dizendo aqui também, não, nenhum mérito nosso também, né, Daniel, tava claro para quem quisesse ver que era um cessafogo muito frágil, mas muito frágil. Iniciou-se naquele momento um período de 60 dias para aí as negociações começarem, né. Então cessafogo que até me pareceu que durou até tempo demais, né, perspectiva era talvez até durar menos tempo. Mas ao longo dos últimos dias a gente teve uma série de entreveiros, uma escalada de tensões.
O Irã bombardeou inclusive, né, alvejou 3 navios petroleiros comerciais que cruzavam o Estreito de Ormuz. Então, segundo o Irã, esses navios passaram por ali sem negociar, sem avisar, sem qualquer tipo de comunicação. Os Estados Unidos responderam de ontem para hoje, né, então de terça para quarta-feira, com bombardeio mais severo desde a assinatura daquele memorando algumas semanas atrás contra alvos iranianos para, segundo os Estados Unidos, garantir que o Estreito de Ormuz permanecesse aberto.
A própria aviação militar dos Estados Unidos alvejou 60 alvos estratégicos localizados em áreas costeiras controladas pelo Irã. Naturalmente, o Irã reagiu mais uma vez. Foram atingidas instalações dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait, Daniel. Então a gente teve de fato uma retomada das tensões, é uma retomada dos ataques. E o Donald Trump, que tá lá em Âncara, né, na capital da Turquia, fez uma série de declarações nesse sentido, afirmando categoricamente, com todas as letras, que o cessafogo acabou.
Não tem mais cessafogo. Ele disse inclusive, disse isso na presença inclusive do puxa-saco dele lá, puxa-saco oficial dele, que é o Mark Rutte, né, que é o secretário-geral da OTAN. Abro aspas: no que me diz respeito, é só uma perda de tempo lidar com eles. Eles são mentirosos e até onde sei acabou. Ele disse inclusive que os negociadores, Daniel, aqui ele tá falando principalmente do Steve Wittkoff e do Jared Kushner, que é genro dele, que são pessoas de coração muito bom e que querem negociar, querem continuar negociando, mas eles vão ter que falar comigo, segundo Donald Trump.
Então sou eu que vou decidir. E o cessafogo, portanto, não terá futuro. A guerra voltou. E ele disse inclusive, Daniel, que ele mesmo, Donald Trump, pode ser morto. Eu tenho a chance, eu sou um alvo e tal. E ele estipulou, Daniel, isso aqui me pegou de surpresa, tá? Ele disse que a chance dele sofrer um atentado é de 5,2%. Não falou 5%, ele não falou 6%, não falou 50%. Ele falou que a chance é— ele fez o cálculo, Daniel Souza, e chegou à conclusão de que a chance dele ser um alvo é de 5,2%. Aí Donald Trump sendo preciso nas previsões.
Daniel, ele chutou esse número, Tanguy? Ele tirou esse número da cachola? Alguém disse para ele que se ele apresentasse um valor com esse tipo de especificidade ofereceria credibilidade ao público? E, consequentemente, Donald Trump se martiriza, se mostra ali como alguém que está vivendo dias difíceis, apesar de estar enriquecendo como nunca como presidente dos Estados Unidos. E, claro, volta a incerteza para o mercado internacional de energia, que já está bastante nervoso por conta da perspectiva de uma retomada do conflito por um prazo um pouco mais longo.
É claro que nós tínhamos um cessar-fogo, o conflito continuava, na prática, em vigor, mas agora existe a perspectiva de um aquecimento e de mais impacto sobre o mercado internacional de energia. Aliás, no dia de ontem, o governo dos Estados Unidos já tinha suspendido a suspensão das sanções, ou seja, as sanções ao petróleo iraniano tinham sido retomadas por parte do governo americano, O que já era, agora olhando em perspectiva, claramente um gesto preparatório para os ataques de hoje.
E, uma vez mais, temos lá um monte de navios presos, querendo passar pelo Estreito de Ormuz, presos ali no Golfo Pérsico, tanto navios carregando gás, o GNL, quanto navios carregando petróleo bruto. E os ataques que você fez referência há pouco, Tanguy, a bases dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait, em particular, restabelecem ali o clima de insegurança e incerteza por parte dos aliados dos Estados Unidos, que agora voltam a ficar preocupados porque podem voltar a ter, inclusive, infraestrutura energética bombardeada.
Diante disso, nos resta agora aguardar o que vai acontecer nas próximas horas. Mas a chance de você ter de novo uma escalada do preço do petróleo e, consequentemente, uma escalada inflacionária e, consequentemente, um desgaste da popularidade do presidente Trump acaba sendo muito significativa. Embora nós tenhamos tido, ao longo dos últimos pouco mais de 3 meses, uma certa reorganização do mercado de energia global, que acabou ampliando, inclusive, o espaço de países como os Estados Unidos e até o próprio Brasil, dentro dessa rede de fornecedores e de potenciais países a substituir o petróleo fornecido pelo Golfo Pérsico, o petróleo que passa ali pelo Estreito de Ormuz.
Mas não é simples observar, claro, a retomada do bombardeamento do Irã por parte dos americanos, até porque nós não temos certeza até onde o Donald Trump está disposto a ir. Claro que, num primeiro momento, parece um presidente Trump tentando forçar os iranianos a ceder nas negociações que estão em curso com os Estados Unidos, mas o Trump tem muito a perder também caso essa guerra se alongue. Então, a gente não sabe até que ponto ele está disposto a manter o fogo, o seu poder de fogo em ação.
Vamos acompanhar, Tanguy, mas é algo que renova preocupações que nós já tínhamos para economia mundial e, claro, para a própria, para as próprias vidas e pessoas que são impactadas por esse tipo de situação.
O fato, Daniel, que tá todo mundo olhando para isso, já fazendo conta de novo, né? As pessoas já tinham feito conta do conflito que tinha iniciado, tinha se iniciado lá em fevereiro, deram uma tranquilizada no momento em que houve o anúncio do cessafogo. Nesse momento tá todo mundo fazendo conta de novo, né? Até onde que vai o preço do barril do petróleo? Por quanto tempo a gente espera que o Estreito de Ormuz fique fechado, o que que isso vai fazer com o custo da energia na produção de uma forma geral, no valor da gasolina, é, na, enfim, nos juros, né?
Os juros vão acabar aumentando mundo afora. E tudo isso impacta a vida não apenas dos países, impacta a vida de todos nós. E você que tá nos ouvindo tem que pensar também no seu futuro, tem que pensar o que que você espera para daqui a 5 anos, 10 anos, 15 anos, e para sua aposentadoria lá na frente, daqui a muitos anos. E é muito importante você ter alguém do seu lado que te ajude a fazer esse planejamento, a fazer essa gestão.
A gente indica os nossos parceiros da Rio Claro Investimentos. Eles têm um time, Daniel, que eu sempre acho muito impressionante, porque eles estão atentos a tudo que tá acontecendo, ao que acontece no Brasil, aos prognósticos futuros, o que que dá para a gente esperar lá na frente, quais são os elementos de atenção, dá para diversificar investimento, diversificar investimentos para onde, sempre ouvindo o cliente, trabalhando para o cliente de acordo com os objetivos do cliente.
Então, se você tem aquele dinheiro que tá guardado e quer fazer uma boa gestão, fala com a Rio Claro Investimentos, que eu tenho certeza que eles podem dar o caminho das pedras. Conversa com eles porque a gestão de lá é muito profissional.
O auxílio de profissionais, Tanguy, acaba sendo fundamental, particularmente em um momento como esse. Há pouco falávamos justamente de uma nova mudança de cenário, mais incerteza com potencial impacto sobre o preço da energia, desaceleração da atividade econômica mundial. Aliás, o FMI já tem inclusive projetado essa desaceleração há bastante tempo, em função de uma nova onda de ataques por parte dos americanos. Por isso, fica aqui a nossa recomendação: entre em contato com os amigos da Rio Claro Investimentos, link no descritivo desse episódio, converse com eles, que temos certeza que você vai gostar demais do trabalho da Rio Claro Investimentos como forma, justamente, de melhorar a gestão do seu patrimônio, com foco nos seus sonhos e no longo prazo.
Daniel Souza, eu tô cada vez mais conhecido, convencido de que o presidente Donald Trump está envolvido em algum esquema de bet por aí, porque não é possível, não é possível. Esse camarada recebeu Zelensky ano passado na Casa Branca, escorraçou o presidente da Ucrânia, imprensou na parede, falou que ele é um irresponsável. Aí ele conversa com Putin, conversa, concorda com tudo que o Putin fala, concorda com tudo que o Putin fala, e liga para o Zelensky, fala: Zelensky, tem que ceder aí, cara.
Cede esse território aí. Ninguém sabe onde é que fica Luhansk, Donetsk. Eu não sei onde é que fica. Cede esse negócio para Rússia porque tem que ter paz e tal. E aí, essa semana inclusive, né, a gente falou sobre isso. O Putin, na verdade semana passada, né, o Putin ligou para o Trump que tava indo para cúpula da OTAN, e aparentemente foi uma boa conversa, uma conversa bastante amistosa. Mas como você mesmo já falou, Daniel, o Trump ele é um cara que é direcionado pela última pessoa que fala com ele.
Isso se confirmou mais uma vez. Tivemos hoje o encontro entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky lá em Âncara, onde está acontecendo a cúpula da OTAN. E o Trump disse que os ataques que a Ucrânia tem feito contra a Rússia são ótimos, Daniel, são ótimos. E tá todo mundo preocupado: ai, meu Deus, o que que vai acontecer? Vai levar um escalado de tensões. Ele falou: os europeus estão aqui, ó, desesperados, que vai levar É um problema que a Rússia vai querer reagir.
Não é nada disso, Daniel. Segundo ele, abro aspas, é uma escalada, mas uma escalada que pode ajudar a levar ao fim da guerra.
Ah, claro, é lógico. É claro, vai precisar da guerra para chegar à paz, ué.
É isso. E o Zelensky, Daniel, já sabe disso, né? O Zelensky já entendeu como é que funciona a cabeça do Trump. Então, antes de falar com Trump, ele ordenou mais um ataque grande contra refinarias de petróleo da Rússia. Que tem sido um problemaço para Rússia, né? Então hoje, um pouquinho antes deles se encontrarem, um pouquinho antes do encontro entre Trump e Zelensky, a Ucrânia atingiu 3 refinarias de petróleo russas e concentrou inclusive bombardeios contra 8 navios petroleiros russos que estão sob sanção no Mar Negro.
Então o objetivo do Zelensky é chegar para o Putin e falar— pera, chegar para o Trump e falar: ó, Trump, ó o que que eu tô fazendo. Eu tô certo ou não tô? Então a gente tem uma mudança mais uma vez muito grande da maneira pela qual o Zelensky é tratado pelo Trump, a maneira pela qual essa relação se dá. Que aí a gente começa a ter inclusive uma série de sinalizações por parte do Trump de que vai permitir que a Ucrânia avance nessa guerra contra a Rússia.
Inclusive, né, Daniel, queria te ouvir sobre isso com relação aos mísseis Patriot. Aí o Trump, ele engraçadinho, ele fala Um passarinho me contou, vamos falar sobre isso, eu gosto dessa ideia e tal. Conta, Daniel, qual é a ideia de Donald Trump com relação aos mísseis?
Há muito tempo, Tanguy, o Zelensky vem pressionando os Estados Unidos a permitir ali uma produção de mísseis Patriot dentro do território ucraniano, para que os americanos produzam esses mísseis Patriot dentro do território ucraniano. E dessa vez o Donald Trump sinalizou que sim, sim, Zelensky, vamos produzir os mísseis Patriot dentro do território ucraniano, eles acabam sendo muito importantes porque são mísseis capazes de derrubar os mísseis balísticos russos e, consequentemente, melhora demais a infraestrutura de defesa por parte dos ucranianos.
Como você fez referência há pouco, nós tivemos ataques importantes por parte da Ucrânia a 3 refinarias russas, também a navios petroleiros russos, a oleodutos russos, Tudo com o objetivo, justamente, de tentar desarticular, desorganizar ainda mais o abastecimento de combustíveis na Rússia. Aliás, a Rússia está tentando bloquear a Starlink para neutralizar os drones ucranianos, como forma, justamente, de contra-ataque, o que mostra, realmente, que os ataques ucranianos têm sido muito efetivos e estão genuinamente incomodando a Rússia.
A Rússia, inclusive, suspendeu as exportações de diesel. Estão banidas as exportações de diesel para garantir o abastecimento interno. E, com isso, os preços de referência do diesel na Europa atingiram níveis recorde. Aliás, o próprio Brasil, ao longo dos últimos anos, foi um grande comprador de diesel russo. Você tem um impacto sobre o mercado internacional desse combustível no momento em que a Rússia resolve restringir as exportações de diesel.
Isso já estava mais ou menos contratado, já não era algo fora do radar essa possibilidade diante dessa gravíssima desorganização no abastecimento de combustíveis dentro da Rússia. Mas chama muito a atenção essa biruta de aeroporto que é o Donald Trump. Em um determinado momento, ele parece estar a favor da Rússia, em outro momento, ele parece estar a favor da Ucrânia, em outro momento, ele parece estar a favor da guerra, em outro momento, ele parece estar contra a guerra, em outro momento, ele parece estar a favor dos dois, contra os dois, dependendo realmente de quem é a última pessoa com a qual o Donald Trump conversou.
E, nesse momento, como a Ucrânia tem sinalizado força, como a Ucrânia tem sinalizado uma capacidade e um poder de fogo relevante, o Trump já passou a olhar para a Ucrânia e pensar: está aí, opa! Então, podemos até conversar com a Ucrânia, eu posso levar a Ucrânia um pouco mais a sério. O que mostra um padrão de comportamento por parte do Trump. Ele não tolera derrotados, ele não tolera subservientes, ele não tolera lacaios, ele gosta de quem demonstra força, ele gosta de quem demonstra realmente ali uma certa altivez.
Isso, em diferentes situações, se mostrou uma estratégia eficiente, uma estratégia efetiva, e está se mostrando agora com a Ucrânia também. Se a Ucrânia é capaz de bombardear a Rússia, se ela é capaz de gerar escassez de combustíveis na Rússia, Ucrânia, você conquistou a minha atenção, vamos conversar aqui, inclusive, vamos produzir esses mísseis Patriot dentro do seu território, como forma justamente de enfrentar a Rússia. Porque tenho certeza, esses mísseis Patriot vão contribuir para paz.
Afinal, se a Ucrânia equilibra a guerra, o Vladimir Putin vai poder conversar com a Ucrânia e a paz será construída num futuro não muito distante.
E os dois estão cheios de gracinha, tá, Daniel? Trump e o Zelensky tiveram um diálogo no mínimo curioso, né, que o Trump disse o seguinte: o Putin me convida para Moscou. Mas eu não sei se o Zelensky iria para Moscou. Zelensky, você iria para Moscou? E o Zelensky falou assim, olha, é difícil porque Moscou tá muito perigoso, porque Moscou tá cheio de drone ucraniano, e aí tá difícil ir para lá. O Trump adorou, aí deu uma risada, falou, é, tá difícil para Moscou demonstrar força, tudo enturmado, tem turmada ali com o Zelensky.
O Zelensky voltou para casa, porra, gigante, né, na imoral ali com o Donald Trump. Eu fico imaginando, não sei, Daniel, um certo amargura ali nessa relação com Putin, né? O Putin deve estar olhando para isso sem dúvida nenhuma bastante incomodado. Daniel, queria mudar a nossa conversa aqui, trazer para América do Sul, porque a gente teve, a gente acompanhou isso aqui, eleições na Colômbia recentemente, e o candidato governista, que era o Iván Cepeda, né, que era o cara que foi indicado pelo atual presidente, né, o Gustavo Petro, foi derrotado pelo candidato da ultradireita colombiana, que é o Abelardo de la Espriella.
E o Ivan Cepeda, Daniel, demorou 3 dias para reconhecer o resultado da eleição. Reconheceu, mas fez uma série de ressalvas, disse que os Estados Unidos contribuíram, que isso era um problema e tal. A questão, Daniel, é que o Gustavo Petro, o atual presidente, até agora não reconheceu o resultado da eleição. E disse que não reconhecerá. Gustavo Petro, abro aspas, disse o seguinte: Abelardo não venceu as eleições. O presidente da Colômbia aceita, de acordo com a decisão do povo colombiano, a vitória do filósofo Ivan Cepeda.
Então, segundo o presidente Gustavo Petro, Ivan Cepeda venceu a eleição. Naturalmente, Daniel, o Abelardo de la Espriella reagiu dizendo que, olha, a gente não pode sentar, abro aspas aqui, Não podemos nos sentar à mesa com banda de golpistas e indivíduos corruptos. Não é possível fazer uma transição com o governo que não reconhece a vitória do governo entrante. E segundo Abelardo de la Espriella, não haverá transição. A transição, ela foi interrompida.
Então os dois governos, né, quer dizer, o governo que sai e o governo entrante não vão dialogar. A gente tem que ver inclusive como é que vai ser para o Gustavo Petro entregar o poder, Daniel, se como é que vai ser isso, porque segundo ele não há a vitória do Abelardo de la Espriella. A gente teve inclusive, Daniel, um argumento que parece um argumento muito frágil por parte do atual governo, que diz o seguinte: o Abelardo de la Espriella, né, enfim, o candidato da oposição que venceu a eleição, possui nacionalidade americana e que, portanto, ao fazer o juramento da cidadania nos Estados Unidos ele se comprometeu formalmente a colocar a Constituição americana acima de qualquer outro interesse ou ordem jurídica estrangeira, que portanto seria de uma certa maneira, esse é o argumento do governo, um estrangeiro governando a Colômbia.
Só que ele é estrangeiro, mas também é colombiano. Então uma coisa meio que anula a outra, não interessa, ele tem dupla nacionalidade, não há nada na Constituição colombiana que impeça um cara que tenha dupla nacionalidade de ser presidente do país. Mas o fato, Daniel, é que isso aqui é um problema sério de governabilidade, assim, de estabilidade institucional. No fim das contas, como é que vai ficar a Colômbia daqui para frente?
O Gustavo Petro tá subindo muito, tão muito além, aliás, do que o próprio Ivan Cepeda fez, né? Ivan Cepeda, que é o candidato derrotado, ele demorou, fez uma série de ressalvas, mas, ó, beleza, perdi. O Ivan Cepeda falou que, olha, tem um problema aí de inteligência artificial. Inteligência artificial foi utilizado durante a campanha, isso pode ter influenciado e tal. Mas ele não questionou numericamente. O Abelardo de la Espriella recebeu mais votos, questionou uma série de outras coisas.
Mas o fato é que o Gustavo Petro não aceitou o resultado da eleição e declara que o seu candidato Ivan Cepeda é o vencedor da eleição. Vamos ver, Daniel, o que que vai acontecer na Colômbia, mas a tendência é que a gente tem um cenário muito tenso daqui para frente.
O argumento do governo Petro também não para de pé, porque a Constituição colombiana é muito clara e um cidadão com dupla nacionalidade pode, sim, governar a Colômbia. Então, se ele tem ali uma nacionalidade americana, isso não é impeditivo. Não é uma questão de opinião. Ah, porque o governo Petro não gosta do presidente eleito. Azar do governo Petro! Mais ou menos como aconteceu no Brasil na eleição de 2022. Não cabe ao presidente que está no cargo tecer comentários.
Você teve ali uma eleição e uma pessoa acabou sagrando-se vitoriosa, e, no caso, uma pessoa da oposição. Isso não pode ser normalizado, isso não pode ser naturalizado. Se você teve ali um processo eleitoral e esse processo eleitoral teve legitimidade, azar de quem perdeu. Quem perdeu tem que reconhecer Tem que fazer a transição e tem que seguir a vida. E utilizar esse tipo de argumentação fragiliza institucionalmente a Colômbia, fragiliza o processo democrático.
E é sempre importante lembrar que democracia e autoritarismo acabam vindo em ondas. Então, é sempre muito preocupante quando um país vizinho ao Brasil flerta com autoritarismo, porque isso pode trazer consequências para a região e é algo que a nós, brasileiros, não interessa. O que interessa é o fortalecimento institucional e o fortalecimento, claro, da democracia na região. Agora, Tanguy, tivemos Donald Trump uma vez mais ameaçando a Espanha de rompimento comercial.
O Trump acabou orientando uma vez mais o secretário do Tesouro, o Bassett, a fazer esse tipo de suspensão. Ele não explica como. Porque, na prática, a Espanha faz parte da União Europeia e, consequentemente, você não teria muito como suspender o comércio apenas com a Espanha. Você teria que suspender o comércio com a União Europeia como um todo. E a gente está falando de um relacionamento entre Estados Unidos e Espanha que vem se deteriorando bastante ao longo dos últimos meses por conta de questões como, por exemplo, a utilização do espaço aéreo espanhol, que não foi permitida para aeronaves americanas.
Também tivemos ali questões relacionadas ao Oriente Médio, tivemos questões relacionadas à Palestina. E nós temos aí um governo espanhol que tem ali se colocado de maneira muito clara contra o Donald Trump, até porque isso traz popularidade para o governo Sánchez internamente. A própria Meloni, que não é de esquerda como Sánchez, muito pelo contrário, é de direita e bem à direita, também ganhou popularidade se contrapondo ali ao Donald Trump.
E é interessante observar que o governo Sánchez reagiu a essa nova ameaça com naturalidade. Basicamente, como quem diz: quiser fazer aí, Trump, pô, faz aí, cara. Quer bloquear o comércio conosco? Nós temos déficit comercial com vocês, então, se vocês bloquearem o comércio com a gente, vai sobrar até uma grana extra. Foi mais ou menos o que o governo espanhol sugeriu diante dessa nova ameaça. Então, foi uma coisa meio business as usual, por conta desse novo tensionamento das relações entre Washington e Madri.
E a ministra, inclusive, Mónica García, chegou a destacar o seguinte: é lamentável confundir diplomacia com intimidação Fecha aspas. E vamos observar o que vai acontecer, mas não é a primeira vez que essa ameaça é feita, não é a primeira vez que o governo Trump ameaça romper comercialmente com a Espanha. Acho que vai ficar só na ameaça, é ali uma tentativa de pressionar os espanhóis, mas não deve ir muito além disso. E, uma vez mais, o Trump vai criando ali rusgas com países da Europa Ocidental, o que não é algo que me parece interessar aos Estados Unidos ou ir ao encontro do interesse dos Estados Unidos, mas é uma dificuldade que o Trump tem muitas vezes de lidar com países que são historicamente próximos e aliados dos Estados Unidos.
E a Geleia da Shakira, hein, Daniel Souza? O que que você traz para gente hoje?
Ô, rapaz, na Geleia da Shakira de hoje eu quero trazer Donald Trump lá no encontro da OTAN E ele trocou, rapaz, todo mundo. Ele chamou a República Islâmica do Japão, rapaz. Ele trocou Irã com Japão.
É parecido, né, Daniel?
É. Ele trocou o Zelensky com Putin. Ele trocou o Khamenei com Khomeini. Rapaz, ele começou a trocar generalizadamente todos os nomes enquanto estava ali diante dos repórteres e diante dos questionamentos desses repórteres. Eu fiquei até com um pouco, um pouco preocupado, rapaz, porque Donald Trump já não é jovem, né, já tem uma certa idade, etc., tá diante de muito estresse, de muita pressão que o cargo de presidente americano exige, tá enriquecendo como nunca, é verdade também, diante desse novo cargo, tá tendo ali oportunidades de reformar piscina, tá tendo oportunidade de reformar salão de baile, etc., mas às vezes a pressão faz mal, né, cara, às vezes a gente começa a esquecer as coisas.
Trocar os nomes. Então, de repente, Donald Trump tá precisando descansar um pouco, tá precisando dar uma relaxada, jogar um golfe, né, buscar ali atividades um pouco mais lúdicas do que essas atividades de significativa pressão impostas ao cargo de presidente dos Estados Unidos. Ô Trump, descansa, rapaz, tira umas férias aí, dá uma descansada, relaxada, porque você tá confundindo aí os nomes de muitas pessoas que não são exatamente pessoas tão próximas ou que não deveriam estar na mesma prateleira dentro do seu cérebro.
Ô Daniel Souza, você me permite trazer uma geleira Shakira hoje também?
Ah, por não, por favor.
Daniel Souza, a gente sabe que a Rússia tá passando por dificuldade de abastecimento de combustível, né? Então a Rússia produz muito petróleo, mas não tá conseguindo refinar porque o Zelensky tá lá atacando as refinarias. E aí o governador da religião de Volgoda, que é o senhor Jorge Filimonov, ele foi para o Telegram para acalmar os cidadãos. Ele falou: gente, olha só, tá tendo muita notícia de racionamento aí, Mas tá tudo sob controle, a gente tá priorizando, tá?
Então serviço de emergência vai ter prioridade, não é para ir para o posto de gasolina para ficar estocando gasolina, tá tudo bem, tá tudo certo. E aí, Daniel, imagina que a população tenha lido isso e fala assim: porra, ufa, ainda bem, né? Veio o governador aí a público para dizer que não é para se desesperar, estamos todos mais calmos. E aí, Daniel, coisa de uma hora, uma hora e meia depois, vem a notícia que o governador teve uma pane seca, Daniel Souza.
Acabou a gasolina no carro dele e ele teve que ser resgatado por um guarda de trânsito. Então, guardinha de trânsito apareceu com carrinho dele para levá-lo para casa. Uma situação um pouco constrangedora. Ficou um abraço aí para o Sandro Fernandes, né, o Café com Kremlin, que deixou essa dica aqui dessa notícia. Mas o fato é que o senhor Jorge Filimonovi, Daniel Souza, comprovou que sim, o desespero É justificado, gente. Desesperem-se, não tem gasolina.
Tem que desesperar, tem que estocar gasolina em casa porque o bicho tá pegando, não tem gasolina. E se você quer saber mais sobre os assuntos todos, quer saber mais sobre Rússia, sobre Estados Unidos, sobre Copa do Mundo, essa miscelânea toda, peticursos.com.br tem curso sobre todos esses assuntos lá. E se você se torna aluno, você passa a ter acesso também às nossas aulas ao vivo que acontecem toda terça-feira Às 19 horas, com interação, a gente conversa, a gente bate papo, responde dúvidas, além de acesso a todas as aulas que estão lá na plataforma. Repito, peticursos.com.br.
Fica aqui também o nosso agradecimento aos apoiadores e apoiadoras do Pet Jornal, vocês que ajudam a manter o nosso projeto de pé. Fica nosso carinho, nosso abraço, nosso muito obrigado a cada um de vocês. O Pet Jornal é uma mídia pequena, é um produto artesanal, E o apoio de nossos apoiadores, a ajuda deles é de fundamental importância para a manutenção do nosso projeto, e por isso fica aqui registrado o nosso agradecimento a cada um de vocês.
Fica também o convite: se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar. No descritivo desse episódio tem várias alternativas. Tem a chave Pix, que é uma forma prática e instantânea de apoiar o Pet Jornal, você pode inclusive ativar o Pix recorrente. Chave Pix no descritivo desse episódio. Tem o link do Apoia.se, que acaba sendo uma forma bacana também para quem quer automatizar o processo.
Tem o Patreon, que é uma forma bacana principalmente para quem vive no exterior. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você.
É isso, Daniel Souza. Amanhã estamos de volta. Um abraço, até a próxima.
Valeu, tchau tchau! Petit Jornal, inteligência e irreverência em doses diárias. Acesse www.petijornal.com.br.
Petit Cursos
Cursos onlineRio Claro Investimentos