Episódios de Petit Journal

Trump anula cartão vermelho - BP 1106

06 de julho de 202630min
0:00 / 30:34
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Donald Trump interfere diretamente na Copa do Mundo ao ligar para Gianni Infantino e conseguir a liberação de Balogun, após a anulação de seu cartão vermelho antes do jogo contra a Bélgica. No episódio analisamos o peso político desse gesto, os riscos para a credibilidade institucional da FIFA e a forma como o futebol se transforma em mais um palco da diplomacia pessoal de Trump. Também discutimos a queda do petróleo após a OPEP+ anunciar novo aumento de produção e a ligação de Vladimir Putin para Trump antes da Cúpula da OTAN em Ancara.
Falamos ainda sobre a provocação de Trump a Giorgia Meloni, ao dizer que seria necessária uma “ordem de restrição”, e sobre o funeral de Ali Khamenei, marcado pela ausência de Mojtaba Khamenei, o que amplia dúvidas sobre seu estado físico e sobre a sucessão iraniana.
Na Geleia da Shakira, Trump lança um passaporte comemorativo dos 250 anos dos Estados Unidos com sua própria imagem, em mais um episódio de autopromoção presidencial.
#Copa2026 #Trump #FIFA #Petróleo #Geopolítica
Participantes neste episódio2
D

Daniel Sousa

HostJornalista
T

Tanguy Baghdadi

HostJornalista
Assuntos6
  • Influência de Donald TrumpDonald Trump · Balogun · FIFA · Gianni Infantino · Copa do Mundo · Federação Belga
  • Morte Ali KhameneiAli Khamenei · Mostafa Khamenei · Irã · Estados Unidos · Israel
  • Possível saída dos EUA da OTANVladimir Putin · Donald Trump · OTAN · Ancara · Ucrânia · Zelensky
  • Relação entre Trump e Giorgia MeloniDonald Trump · Giorgia Meloni · Itália · OTAN
  • Queda do PetróleoOPEP+ · Estreito de Ormuz · Arábia Saudita · Emirados Árabes Unidos · Kuwait · Iraque
  • Cidadania AmericanaDonald Trump · Estados Unidos · Coreia do Norte · Rússia
Transcrição17 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
DSDaniel Sousa

PetiJornal, inteligência e irreverência em doses diárias. Olá, gente, bem-vindos, bem-vindas ao PetiJornal. Esse é o bate-papo número 1106. Estamos gravando numa live no YouTube do PetiJornal, são exatamente 9 horas e 16 minutos da segunda-feira, 6 de julho de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor, que esteve até bem pouco tempo atrás aqui nessa live trazendo reflexões sobre a derrota do Brasil na Copa do Mundo no dia de ontem.

Se você quer ouvir a nossa opinião, vá no YouTube do Petit Jornal que você vai saber. Sempre temos uma animada resenha antes e depois do episódio, que às vezes atrapalha um pouco a resenha, né, Tanguy? Mas a gente tem que trabalhar. Mas eu dizia que nós temos aqui Tanguy, o Bagdadi, nesse episódio, que está preparado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado, triste por conta da derrota do Brasil, preocupado por conta dessa incerteza internacional, desse ambiente pantanoso no qual o mundo está inserido.

E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais temas internacionais das últimas horas e, claro, hoje torcer muito pela seleção portuguesa. Força Portugal, é o que temos a dizer. Obrigado, CR7. Vamos a isso, João, contamos com você. E é isso, vamos começar o episódio de hoje. Obrigado, vamos a isso.

DSDaniel Sousa

Tudo bem, Daniel Souza com S? Vamos lá para esse bate-papo 1106. Tudo improviso, gente. Ele não tinha planejado falar isso, só que foi mais forte que ele. Ele precisava falar alguma coisa sobre O Brasil, ok, tá, mas ele precisava falar sobre a seleção portuguesa, então vocês relevem, tá, gente. Então sejam muito bem-vindos para esse primeiro episódio da nossa semana nesse dia 6 de julho. Um prazer tá aqui mais uma vez. E Daniel Souza, a gente vai começar o nosso episódio de hoje falando sobre Copa do Mundo do ponto de vista político, né.

A gente sempre fala aqui, aliás, a gente sempre defendeu isso, que futebol e política não tem como ser separados. E às vezes essa relação ela vai um pouco além, ela vai ainda mais além, de uma forma absolutamente fora dos padrões ou fora do que deveria ser. A gente teve nos últimos dias, Daniel, um jogo entre a seleção dos Estados Unidos e a Bósnia e Herzegovina, e um jogador dos Estados Unidos foi expulso pelo árbitro brasileiro, aliás, o Rafael Claus, né?

Quem acompanha futebol brasileiro aí conhece o senhor Rafael Claus. Nunca critiquei, né, excelente árbitro como sempre, tudo, não há críticas a Rafael Claus. Mas ele expulsou o atacante americano, o Balogun, que aliás é o artilheiro da seleção americana, é um dos jogadores mais importantes. O que se tornou um problema, afinal de contas, se ele é expulso em um jogo, ele é suspenso para o jogo seguinte. E portanto, Balogun não estaria à disposição do time dos Estados Unidos para o próximo jogo que vai acontecer contra a Bélgica.

E a gente sabe, Daniel, que Donald Trump ele não entende nada de futebol, mas alguém falou para ele que isso ia acontecer, que ele não ia poder jogar o próximo jogo, e ele resolveu que ia resolver essa questão. Pegou o telefone e deu uma ligada para o presidente da FIFA, o Gianni Infantino, que é o maior puxa-saco da história da FIFA. Nunca houve alguém com tanto medo de um presidente que sediou uma Copa do Mundo quanto Gianni Infantino tem medo de Donald Trump.

Ele tem medo do Donald Trump dificultar a Copa do Mundo, de bagunçar tudo, de impedir que jogadores passem pela, entrem nos Estados Unidos e tal. Então a gente sabe que a FIFA ela se molda muito aquilo que Donald Trump deseja, e portanto isso foi confirmado, tá? Assim, várias fontes, quer dizer, não oficialmente, mas várias fontes confirmaram que sim, Donald Trump ligou para Gianni Infantino para tentar solucionar a questão. E Donald Trump foi para a rede social para agradecer ao presidente da FIFA pelo fato de que a FIFA resolveu suspender o cartão vermelho.

Ou seja, Daniel, criou-se uma artimanha, né, que vai ser, foi utilizado ali o artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA, que estabeleceu que Balogun, o jogador americano que foi expulso na última partida, fica à disposição do time americano para o próximo jogo contra a Bélgica. Mas não é assim, Daniel, também não é bagunça, é uma liberação condicional. Ou seja, se ao longo do próximo ano, Daniel, ele for expulso alguma vez, aí ele vai cumprir uma suspensão maior.

Ou seja, Daniel, pode ser que ele cumpra suspensão contra El Salvador num campeonato ou no amistoso qualquer do ano que vem, daqui a, sei lá, 7 meses, 8 meses, mas não durante a Copa do Mundo. O que é um assíntio do ponto de vista político, né, Daniel? Obviamente a política interferindo diretamente no jogo de futebol.

DSDaniel Sousa

E é muito impressionante porque vem justamente de Donald Trump, que é conhecido por esse personalismo no que diz respeito a determinadas decisões que deveriam ser estritamente técnicas. Nós tivemos recentemente, e está lá no YouTube do PetJornal, uma aula gratuita sobre a FIFA, falando um pouco justamente de questões econômicas e políticas relacionadas à entidade e seu relacionamento com diferentes governos. E sim, o atual presidente da FIFA, que era secretário executivo da UEFA, acabou sendo alçado ao posto de mandatário máximo dessa organização.

E claro, a Federação Belga— a Bélgica é justamente o adversário dos Estados Unidos— manifestou surpresa com a decisão em comunicado oficial. A seleção belga, com toda a razão do planeta, argumenta que o artigo 66.4 do Código Disciplinar da FIFA prevê que cartão vermelho resulta automaticamente em suspensão para a próxima partida, regra aplicada a todos os outros casos nessa Copa do Mundo. Não foi apenas uma situação aplicada aos Estados Unidos.

Os belgas apontam também que a liberação contraria o artigo 10.5 do regulamento da Copa do Mundo. Sim, a Copa do Mundo tem um regulamento. E você tem aí uma contrariedade no artigo 10.5. Eles reafirmam que a FIFA, em circulares anteriores da partida, havia justamente reforçado esse mesmo regulamento. A Federação Belga informou que investiga todas as opções diante do caso. Ou seja, eles também querem reagir porque claramente você está tendo um desrespeito à regra do esporte.

E é muito constrangedor eu observar a postagem do Donald Trump se vangloriando de ter contornado uma regra futebolística. Não é algo para você se vangloriar, é algo para você ficar constrangido. Não tem muito tempo, presidentes dos Estados Unidos, se a gente pensa na própria Copa de 94, acabavam respeitando ali a dinâmica do jogo, tinha um fair play, tinha uma lógica esportiva, etc. Mas, nesse caso em particular, os Estados Unidos acabam impondo a sua força e o mais inacreditável é que a FIFA recua.

Porque, se a FIFA tivesse mantido a sua posição, o que o Trump ia fazer? Ia impedir, realmente, que os jogadores entrassem nos Estados Unidos? O que Trump vai fazer numa situação como essa? É porque o presidente da FIFA é um medroso, é disso que se trata, está muito preocupado com essas questões políticas, com essas articulações, um puxa-saco. De marca maior e quer estar bem ali com o presidente dos Estados Unidos, não importa o que aconteça.

Mas isso mostra um processo de politização do esporte que é ruim para o esporte e é ruim para a imagem dos Estados Unidos também, porque, afinal, o mundo todo olha para isso e pensa: bom, mas os americanos pensam que são melhores do que os outros, são melhores do que todo mundo. Nesse sentido, é Donald Trump sendo Donald Trump, America First, e eu não me importo com a opinião de vocês. Isso para a imagem dos Estados Unidos, que sempre foi uma imagem aspiracional, uma imagem de um país que, olha, poxa, que legal, eu queria que meu país fosse mais parecido com os Estados Unidos, isso é destroçado por atitudes como essa.

Porque você olha para os Estados Unidos e pensa, eu não quero que meu país seja como os Estados Unidos. Eu queria, eu queria no passado, etc. Eu acabava tendo ali uma admiração pelos Estados Unidos, mas atitudes como essa do presidente Trump, que são atitudes personalistas, e ele tá preocupado apenas com ele para mostrar como ele é poderoso, como ele é fantástico, como ele consegue reverter até cartão vermelho, isso acaba trazendo problemas de longo prazo para a imagem que os Estados Unidos projetam internacionalmente.

DSDaniel Sousa

Porque também, Daniel, a gente vai ter uma Copa do Mundo na Arábia Saudita que vai acontecer em 2034. Se numa Copa do Mundo que acontece na Arábia Saudita a coroa saudita vira para FIFA e fala: não, meu jogador foi expulso, mas ele tem que estar em campo, O mundo inteiro vai cair matando nisso, né? O mundo inteiro vai falar: que absurdo, uma monarquia tá querendo se impor sobre a FIFA, sobre um jogo, né, centenário e tal. E é exatamente o que o presidente dos Estados Unidos faz, né?

O que cada vez surpreende menos, né, quando a gente olha para os Estados Unidos. Aliás, falar em Donald Trump, Daniel, a gente vai ter a partir de amanhã uma cúpula da OTAN que vai acontecer em Âncara, né, capital da Turquia. Vai durar então, vai ser ao longo dos dias 7 e 8 de julho. Exatamente por conta dessa cúpula, a gente teve uma ligação de Vladimir Putin, presidente da Rússia, para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Essa ligação aconteceu no dia 4, né, então no sábado, né, foi o dia dos 250 anos da independência dos Estados Unidos. Aliás, os Estados Unidos fizeram toda uma festa, inclusive a Copa do Mundo que não tinha nenhuma obrigação, né? Você teve ali o jogo entre França e Paraguai, você teve o hino dos Estados Unidos sendo tocado, você teve aquela patriotada toda e tudo. E Vladimir Putin deu uma ligada para Donald Trump para parabenizá-lo em nome da Federação Russa pelos 250 anos da independência.

Obviamente, né, Vladimir Putin não fez essa ligação somente para parabenizar pelos 250 anos da independência, ele tava preparando o terreno, né? A gente sabe, Daniel, a gente já falou sobre isso aqui, a gente já hackeou a mente de Donald Trump e a gente sabe, você falou isso há pouco tempo, que Donald Trump, ele segue a opinião da última pessoa que falou com ele. Então Vladimir Putin tentou dar uma influenciada em Donald Trump, que vai para essa cúpula agora dos dias 7 e 8 de julho.

Aliás, não tá nem claro se ele vai estar na cúpula. Em algum momento ele disse que não ia, depois ele disse que ia. A gente vai ter que ver se ele vai aparecer lá em Âncara, mas pelo menos a posição dos Estados Unidos, principalmente porque os membros europeus da OTAN estão cada vez abraçando mais a Ucrânia. A Ucrânia tava meio largada às traças, né, Daniel? O pessoal tava meio que deixando a Ucrânia para lá, um certo cansaço e tudo.

Só que a guerra entre Rússia e Ucrânia tem ganhado tração ao longo dos últimos, das últimas semanas, né? A gente pode colocar assim. E portanto existe uma preocupação por parte de Vladimir Putin que os europeus tentem aprovar novos pacotes de ajuda, novos incentivos. O que que ele faz? Ele dá uma ligada para o Trump e diz: Trump, ó, tem que ver aí essa guerra na Ucrânia, a gente precisa resolver isso, como é que a gente vai pensar?

E coloca, portanto, Donald Trump como um solucionador da questão. Trump, olha só, eu confio em você, não é para ficar armando a Ucrânia, a gente tem que pensar em soluções diplomáticas. E a gente sabe como é que Donald Trump reage a isso, né? Trump se coloca numa posição de: caramba, eu vou ser o pacificador, sou eu que vou fazer essa paz. Então, quando Donald Trump for para essa cúpula, ou quando enviar alguém para essa cúpula em Âncara, a gente já sabe que essa vai ser uma, um viés, né, que ele vai ter.

O fato dele ter falado recentemente com Vladimir Putin, ele gosta do Putin, ele nunca escondeu isso. Fica claro desde o primeiro mandato dele que ele tem admiração pelo Putin e que ele não tem paciência para o Zelensky. A gente lembra, isso foi em março do ano passado, né, aquela descompostura que ele deu no Zelensky na Casa Branca. Aliás, o Zelensky saiu Antes do término da reunião, ele simplesmente deixou a Casa Branca. Então a relação entre o Trump e o Zelensky não é uma relação boa.

Então Vladimir Putin tentou dar uma influenciada no presidente dos Estados Unidos. Vamos ver no que que vai dar essa cúpula, Daniel, mas a minha impressão é que se qualquer coisa tentar ser aprovada, né, se tentarem aprovar qualquer coisa durante essa cúpula que favoreça a Ucrânia, provavelmente os Estados Unidos vão se colocar numa posição de resistência a esse apoio.

DSDaniel Sousa

E é impressionante, Tanguy, porque nesse final de semana o Donald Trump fez uma postagem na sua rede social em que ele compartilhou uma imagem da Meloni, da primeira-ministra da Itália, olhando para ele, acompanhada da frase, abre aspas, é preciso uma ordem de restrição, fecha aspas. A gente sabe que há poucos dias a Meloni publicou um vídeo muito contundente nas redes sociais dela acusando o Donald Trump de mentir em relação a ela, Meloni, dizendo que ela teria implorado uma foto com ele, Donald Trump, algo que ela afirmou categoricamente que era mentira.

E ali, em um determinado momento do vídeo, ela reclama também do fato dos Estados Unidos maltratarem os seus aliados e tratarem bem os seus inimigos, o que, quando a gente olha para o Donald Trump, acaba sendo razoavelmente verdade. Quer dizer, os aliados dos Estados Unidos acabam sendo mais maltratados do que adversários, inimigos. Se a gente pega o caso da Ucrânia e da Rússia, por exemplo, puxa, a Rússia é adversária dos Estados Unidos e acaba sendo muito mais bem tratada do que a própria Ucrânia, que até ontem era aliada no governo do Biden.

No governo do Trump continuou recebendo inclusive armamentos. Quer dizer, a sua aliada é a Ucrânia, não é a Rússia. E você acaba sendo mais sensível a demandas do seu adversário do que a demandas do seu aliado. E, nesse caso em particular, ele acaba provocando a Meloni poucos dias antes do início de uma reunião de cúpula da OTAN, da qual a Itália faz parte. Quer dizer, então, você azeda o clima com um parceiro super importante, com um aliado super importante, que é a Itália, Itália, que está longe de ser um país pequeno, é uma das maiores economias do mundo, tem uma indústria militar que é relevante, tem ali, inclusive, um programa de caças de última geração com o Reino Unido e com a Índia.

É um país que tem alternativas e possibilidades. E o Trump, por uma picuinha, acho que não tem como classificar de outra forma, resolve ali fustigar a Meloni, sugerindo que ele precisaria de uma ordem de restrição para se proteger da Meloni. É, a Meloni realmente tem se mostrado braba. E a Meloni está longe de ser uma política de esquerda, está longe de ser uma política progressista. Muito pelo contrário, é uma política conservadora, é uma política de direita, aliás, uma direita bem direita.

E, consequentemente, é muito estranho observar determinados posicionamentos do presidente dos Estados Unidos que, a meu ver, deveria colocar o relacionamento com os seus aliados, eu disse aliados, em primeiro lugar e à frente do seu relacionamento com adversários ou potenciais inimigos.

DSDaniel Sousa

E no mundo como esse, né, Daniel, a gente sabe que isso tudo traz consequências para nós, né, pessoas comuns. Afinal de contas, a gente tá vendo agora durante a Copa do Mundo, né, dependendo de onde você é, você tem uma liberdade maior ou menor de trânsito, né, isso acontece. E quando você tem essa picuinha entre Estados Unidos e Itália, isso fica bastante claro, né, que isso tudo acaba levando a preferências, né, por um ou outro político.

E aí, Daniel, ter passaporte, né, se você tiver a possibilidade de ter um passaporte de um país europeu, isso traz, é inevitável, né, Daniel, traz uma liberdade maior. Você traz uma liberdade maior não apenas para você, mas também para os seus filhos, né, para o seu cônjuge, enfim, para sua família de uma forma geral. Se você acredita que tem direito a uma cidadania de um país europeu, em especial de Portugal, da Espanha e da Itália, sobre o qual a gente tá falando aqui, vale a pena dar uma procurada.

E a gente tem o parceiro perfeito para você, quem você tá procurando, que é a Você Português. Então, se você souber que algum antepassado seu tinha nacionalidade portuguesa, espanhola ou italiana, seja essa pessoa viva ou não, procura Você Português, porque você provavelmente tem direito a essa cidadania. Inclusive, você tem análise, né, de viabilidade que é feita de forma gratuita. Se você tiver algum antepassado, fala com eles que a análise de viabilidade é gratuita.

O atendimento deles é premium, é realmente muito bom, nível muito elevado, e eles têm tudo que você precisa para buscar essa possibilidade de nacionalidade. Então você vai ter pessoas na Europa e no Brasil buscando documentos, garantindo certidões, garantindo que você tem o caminho que você precisa para fazer todos os trâmites para buscar essa nacionalidade. Isso pode ser fundamental para você e para sua família de uma forma geral.

DSDaniel Sousa

Tanguê, minha família é cliente da Você Português. Fica aqui a minha recomendação pessoal do trabalho deles, um trabalho de alta qualidade. Eles são incansáveis na busca de informações, nesse garimpo, nesse trabalho que é um trabalho complexo, sofisticado, e consequentemente vale muito a pena você buscar o auxílio luxuosíssimo da Você Português, da Você Europeu. Link no descritivo desse episódio. Clica, entra em contato, conversa com eles, explica qual é o seu caso, que eu tenho certeza que eles vão poder ajudar demais a você e a sua família.

DSDaniel Sousa

Daniel, eu queria trazer como próxima pauta o funeral do Ali Khamenei, né, o ex-líder supremo do Irã, que foi morto nas primeiras horas daquele ataque que os Estados Unidos coordenado com Israel fizeram ao Irã no dia 28 de fevereiro, né, que ele foi um ataque muito poderoso, né, que foi lançado nas primeiras horas, o que acabou lançando inclusive uma impressão, né, por parte dos Estados Unidos de que eles poderiam tentar derrubar o regime, o que não aconteceu, né.

A gente já explicou aqui várias vezes inclusive os motivos disso não ter acontecido, mas o fato é que agora, né, ao longo dos últimos, das últimas semanas, né, vem acontecendo o funeral oficial de Ali Khamenei. Então, aproveitando que agora há um cessafogo, não, os Estados Unidos portanto não vão atacar o funeral. Essa era uma preocupação constante que acontecia. Então você vai ver que vai ter aglomeração de pessoas. Os Estados Unidos fazerem um ataque ali poderia ser muito humilhante, poderia levar inclusive a problemas muito graves, né, inclusive para estabilidade do regime iraniano.

Então agora, como há algum nível de estabilidade, previsibilidade, esse funeral está acontecendo. E um dos dias mais importantes foi o dia de ontem, esse domingo Dia 5 de julho foi um dia importante pelo fato de que foi o momento que antecede a circulação, né, do corpo de Ali Khamenei por alguns locais importantes do Irã, né, alguns locais, uma procissão, né, uma procissão é por alguns locais simbólicos dentro do Irã. Então hoje, por exemplo, você vai ter uma grande procissão em massa no centro de Teerã.

Então há uma enorme movimentação de fiéis de dentro do Irã indo para Teerã para acompanhar essa procissão. O corpo dele amanhã, na terça-feira, vai ser enviado para Qom, que é um centro de peregrinação xiita, né, um país muito importante para o xiísmo de uma forma geral. E depois vai ser, vai passar também por Najaf e Karbala, né, são duas cidades também muito simbólicas para o Irã. Volta para Teerã para finalmente acontecer o enterro, né, enfim, o funeral definitivo.

E o que chamou atenção nessa cerimônia de ontem, Daniel, que mais uma vez, né, nesse domingo você teve a reunião ali de altas autoridades, muita gente e tal, foi que 3 filhos de Ali Khamenei estiveram presentes: Mustafa Khamenei, Meissam Khamenei e Massoud Khamenei. Como já deve ter ficado claro, quem não compareceu foi o atual líder supremo do Irã, o filho de Ali Khamenei também, Mostafa Khamenei. Então seus irmãos estiveram presentes, mas o líder supremo não esteve, o que aumenta a especulação de que Mostafa Khamenei pode estar com problemas graves de saúde.

Quando aconteceu o ataque, matou Ali Khamenei, o que se dizia, e a gente falou sobre isso aqui no Petit Jornal, a versão oficial do Irã era que Mostafa Khamenei não estava com o pai. Então ele não teria sido ferido, ele estaria em algum outro lugar escondido, enfim, fazendo alguma outra coisa. Não dá para saber exatamente o que que tava acontecendo, mas que ele não estaria presente. Vem ganhando força a ideia de que sim, ele estava presente e que ele estaria desfigurado.

Essa é uma teoria. Ou que ele estaria aí, e ou, né, a gente não dá para saber se é uma coisa ou outra, que ele estaria com problema sério nas pernas. Então que talvez as pernas dele tenham sofrido algum tipo de problema grave e que por isso que desde que ele foi nomeado ele não fez nenhuma aparição pública. Outra coisa que chamou atenção também, Daniel, foi o tamanho da dramaticidade desse funeral. No pátio do complexo religioso onde aconteceu a cerimônia de ontem, Daniel, o caixão do Ayatollah Ali Khamenei foi exibido ao ar livre, protegido por uma estrutura de vidro, e ao lado dele foram dispostos os esquifes, né, enfim, os caixões, né, enfim, abertos, de outros 4 familiares mortos na mesma ação.

A filha de Ali Khamenei, o seu genro, né, então marido da filha, a sua nora e a sua neta de apenas 14 meses, né, de um ano e pouquinho, também estavam ali. Então é um nível de dramaticidade bastante grande da família de Mostafa Khamenei. E mesmo assim ele não esteve presente, o que reforça muito a ideia de que talvez ele tivesse com problemas muito graves de saúde. Não tem como confirmar, não tem como saber, mas muita gente fala sobre isso, fontes diferentes, inclusive dentro do próprio Irã.

A gente vai ter que esperar um pouquinho para ter certeza do que que pode ter acontecido com ele.

DSDaniel Sousa

Daniel, tem que ir avançando aqui para a próxima pauta. Quero registrar que a OPEP+ resolveu anunciar um aumento de produção. Foi nesse domingo, ontem. A OPEP+ concordou em aumentar as metas de produção em 188 mil barris por dia a partir de agosto, somando-se a altas semelhantes já anunciadas para junho e julho. O aumento, porém, tem permanecido no papel. Afinal, a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, ao fechar o Estreito de Ormuz, ao trazer problemas ali na passagem, tem impactado produtores-chave, como é o caso da Arábia Saudita, do Kuwait e do Iraque.

As exportações do Golfo em junho, elas acabaram saltando, aumentaram, mais de 3 milhões de barris em relação a maio, superando 10 milhões de barris/dia, mas ainda algo em torno de 40% abaixo dos níveis pré-guerra. É importante lembrar, a gente tem falado sobre isso aqui no Pet Jornal, que os Emirados Árabes Unidos recentemente deixaram a OPEP, nem foi a OPEP+, foi a OPEP, e o Kuwait também sinalizou a possibilidade de eventualmente deixar deixar a OPEP.

A OPEP, o Kuwait não, desculpa, o Iraque sinalizou a possibilidade de deixar a OPEP. Com isso, a organização está sob pressão e tem autorizado aumentos na produção. Agora, aumentos muito, muito pequenos, né? A gente está falando ali de aumentos muito pontuais. Os países do Golfo Pérsico realmente têm ali uma demanda, vários deles, por aumentar substantivamente a produção para tentar recuperar as receitas perdidas, para tentar reequilibrar até contas públicas.

Muitos desses países dependem das receitas do petróleo para manter os respectivos governos funcionando. E a OPEP, nesse caso, a OPEP+, se movimenta, mas se movimenta muito lentamente, muito devagar, aumentando a produção, E vamos ver onde essa história vai permanecer, vai terminar, porque a pressão é grande para que haja uma ampliação substantiva da produção. Caso contrário, países importantes como Iraque eventualmente podem deixar a OPEP. Não é nem a OPEP+, podem deixar a OPEP.

DSDaniel Sousa

Daniel Souza, a geleia da Shakira de hoje, ela é engraçada, mas ela é meio triste também, né? Conta pra gente, Daniel Souza, o que você vai trazer na geleia da Shakira de hoje?

DSDaniel Sousa

Ô, Tanguy, nesse final de semana, dia 4 de julho, os Estados Unidos fizeram 250 anos. E o Trump já havia publicado, inclusive, uma imagem de um passaporte comemorativo de edição limitada como parte das celebrações desses 250 anos. A capa interna tem ali o Trump inclinado sobre a mesa Resolute, com o texto da Declaração de Independência ao fundo de sua assinatura na parte inferior. Na página oposta, temos a reprodução da pintura A Declaração de Independência de John Trumbull.

O Trump, Tanguy, ele quer, inclusive, então, um passaporte comemorativo que tenha a foto dele e a assinatura dele. Rapaz, se alguém me dissesse que isso foi feito na Coreia do Norte, eu ia achar exótico, engraçado, mas normal. Se alguém me dissesse que isso aconteceu na Rússia, Eu ia achar um pouco ousado, mas é a Rússia do Vladimir Putin. Mas o United States of America, Tanguy, botando ali a caroça do presidente, assinatura do presidente, num gesto personalíssimo de patrimonialismo, de confusão entre público e privado.

É o processo de latino-americanização dos Estados Unidos, que é incontornável. Incontornável. Eles acharam que não faziam parte do nosso continente, eles acharam que não eram um de nós, mas são sim. Os Estados Unidos também tem patrimonialismo.

DSDaniel Sousa

Não, e aí Donald Trump pegou essa imagem, Daniel Souza, e foi para o X lá, para Twitter, aliás, né, a rede social dele, para falar. E colocou a seguinte, colocou a imagem e colocou o seguinte, seguinte frase: sejam bem-vindos, mas comportem-se. O Daniel Souza, alguém tem que explicar para ele que quem usa o passaporte dos Estados Unidos da América não são os estrangeiros, Daniel Souza. Quem usa o passaporte dos Estados Unidos são cidadãos dos Estados Unidos que querem sair do país e não entrar.

Ele tá achando que o passaporte vai ser utilizado por algum venezuelano, por algum brasileiro, por algum iraquiano, que você vem para cá, você se comporte, hein? E não é, Daniel Souza. Tem que explicar para ele quem é que usa passaporte. Então ele tá dizendo: você é bem-vindo, mas comporte-se. Que comporte-se? Que bem-vindo, cara? Pessoal quer o passaporte para sair do país e não para entrar. Quer dizer, precisa para entrar também.

Mas é para quem tá saindo, Daniel, um passaporte emitido pela administração dos Estados Unidos para você deixar o país. Enfim, então até isso, né, Daniel, ele quer botar o símbolo ali, mas ele não sabe exatamente para que que serve, né? Ele não chegou a pensar. E o que mais me impressiona é que numa administração como americana não tem ninguém para dar uma cutucada no ombro dele, falou: presidente, acho que não era bem esse o recado que tinha que ser passado, acho que talvez não dê certo e tudo.

Porque mais uma vez, do presidente da FIFA até o assessor mais próximo, ele é cercado por puxa-sacos do início ao fim, né? A impressão que dá é essa.

DSDaniel Sousa

Mas você tem que perceber que o Trump quer que todos se comportem, todos que se comportem. E todo mundo que sai volta, né, Tanguy? Então entre-se e comporte-se. Ah, isso aí você não pegou essa referência, que o Donald Trump já tá pensando na volta, tá pensando na volta de quem tá entrando nos Estados Unidos.

DSDaniel Sousa

Dessa maneira a gente chega ao fim do nosso episódio. Queria muito agradecer vocês que estão aqui com a gente mais uma vez. Quero lembrar que Hoje à noite não teremos episódio. A gente volta na terça-feira, né, no nosso horário tradicional, para mais um episódio, né. A gente vai analisar tudo que aconteceu ao longo dessa segunda-feira e ao longo da terça-feira também. E quero deixar o convite: se você ficar com saudade da gente, pô, não vai ter episódio, vou ficar com saudade, acessa lá peticursos.com.br, que lá é um streaming, né, Daniel.

Então você vai poder assistir a aula na hora que você quiser. Do jeito que você quiser, sobre o tema que você quiser. Não falta é tema que foi trabalhado lá em algum momento. Então você tem acesso a uma plataforma, né, com uma biblioteca bastante vasta de temas para você assistir, com preço competitivo, aulas sempre em dupla. Acessa lá peticursos.com.br. Aliás, fica a dica, tem um link na descrição desse episódio que você vai direto para o catálogo, né?

Você vai ver lá todas as aulas que já foram desenvolvidos. Tornando-se aluno, você passa a ter acesso a todas as aulas do jeito que você quiser, na hora que você quiser.

DSDaniel Sousa

Fica aqui também o nosso agradecimento a todos os apoiadores e apoiadoras do Petional, vocês que ajudam a manter o nosso projeto de pé. Fica nosso carinho, nosso abraço, nosso muito obrigado a cada um de vocês. O Peti é uma mídia pequena, um produto digital artesanal, e por isso a ajuda de nossos apoiadores é de fundamental importância. Fica aqui o nosso agradecimento a cada um deles. Fica também o convite: se você gosta do nosso projeto, se ele faz diferença na sua rotina, considere nos apoiar.

No descritivo desse episódio tem algumas alternativas. Tem, por exemplo, a chave Pix, que é uma forma prática e instantânea de apoiar o Pet Jornal. Você pode, inclusive, ativar o Pix recorrente. Chave Pix no descritivo desse episódio. Tem o link do Apoia.se, o link do Patreon. Tenho certeza que uma dessas alternativas será confortável para você.

DSDaniel Sousa

É isso, Daniel Souza. Amanhã estamos de volta. Um abraço, até a próxima, valeu, tchau tchau!

DSDaniel Sousa

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