O derretimento do bitcoin - Invest 119
Aproveite os descontos da Insider Store!
https://creators.insiderstore.com.br/PETIT
Para patrocínios, palestras e parcerias: contato@petitjournal.com.br
Quer conhecer nossos cursos e aulas gratuitas? Acesse https://petitjournal.cademi.com.br/area/vitrine/home
Chave PIX: petitjournal.pj@gmail.com
Inscreva-se na Petit News, a newsletter gratuita do Petit Journal: https://petitcursos.com.br/#newsletter
Apoie o Petit Journal: https://www.apoia.se/petit
Se você vive no exterior: https://www.patreon.com/petitjournal
Quer apoiar pelo YouTube? Clique em “Valeu” e deixe seu apoio ou vire membro do Canal do Petit Journal no Youtube.
Inscreva-se no canal de cortes do Petit Journal:
https://youtube.com/@petitjournalcortesoficial?si=HnJloDVeGCrrSelB
Acompanhe nossas redes sociais:
https://www.instagram.com/tbaghdadi/
https://www.instagram.com/danielsousaeconomista/
https://www.instagram.com/petit_journal_/
Neste episódio do Petit Invest, analisamos como a guerra envolvendo o Irã alterou profundamente o comportamento dos mercados financeiros. A aceleração da inflação levou os juros americanos para um novo patamar, fortalecendo o dólar e tornando os títulos do governo dos Estados Unidos novamente mais atrativos para investidores do mundo inteiro. Explicamos como essa mudança de cenário provocou uma forte reprecificação dos ativos financeiros e marcou uma nova fase para os mercados globais.
Também discutimos por que ouro e criptomoedas perderam valor nesse ambiente de juros elevados e maior retorno dos ativos tradicionais, explorando o desempenho do bitcoin e de outras criptomoedas diante da fuga de capitais para investimentos considerados mais seguros. O episódio mostra como geopolítica, política monetária e comportamento dos investidores continuam profundamente conectados e ajudam a explicar os movimentos recentes dos mercados.
#Bitcoin #Criptomoedas #EconomiaGlobal #Juros #PetitInvest
- Hegemonia do DólarSubstituição do Dólar · China · Euro · Mercado de capitais dos EUA · Países emergentes · Donald Trump
- Desdolarização e Bitcoin como Ouro DigitalGuerra no Oriente Médio · Inflação nos EUA · Política de juros do Fed · Fortalecimento do Dólar · Bitcoin · Ouro · Computadores quânticos
- Relação Geopolítica e InvestimentosGeopolítica · Economia · Ambiente de negócios · Ambiente de investimentos
- Análise de Criptomoedas e OuroGangorra de ativos · Carteira de investimentos diversificada · Ouro digital
- Política prevalecendo sobre futebolFIFA · Esporte · Autoritarismo · Símbolos nacionais
Petit Journal. Inteligência e irreverência em doses diárias. Olá, gente, bem-vindos, bem-vindas ao Petit Journal. Esse é o Petit Invest nº 118. Estamos gravando uma live no YouTube do Petit Journal. São exatamente 10 horas e 26 minutos da sexta-feira. 26 de junho de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de cor: Tanguy, virgula, o Bagdadi animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado, e mais tarifas a caminho, preocupado com a dinâmica internacional de muita incerteza e muita imprevisibilidade.
E temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos, vamos repercutir os principais acontecimentos do ambiente econômico, na dinâmica de investimentos ao longo dos últimos dias. Esse é o Pet Invest, espaço de toda sexta-feira aqui no Pet Jornal. E uma vez mais poderemos observar a relação direta entre geopolítica, economia e o ambiente de negócios e de investimentos, que acaba sendo uma expertise muito bacana do Pet Jornal. Tudo bem, Tanguy? Vamos a isso.
Tudo bem, Daniel Souza, vamos lá para mais esse Pet Invest. Como toda sexta-feira, estamos aqui. Um prazer estar aqui com vocês. Mais uma vez, mais uma vez, para a gente tratar de temas. E aí, Daniel, é interessante porque a gente pega até temas como guerra, por exemplo, consegue trazer para temas internacionais, para temas, enfim, econômicos, né, financeiros, o que é sempre muito interessante. Agora, Daniel, o que mais do que a guerra, mais do que oscilação das finanças, o assunto aqui no Rio de Janeiro, pelo menos, é o frio que tá fazendo, viu?
Estamos com uma onda de frio aqui, a qual não estamos acostumados, E vou deixar aqui a recomendação. Se você, na sua cidade, onde quer que seja, está passando frio também, fica a recomendação da Insider Store. A Insider Store tem tudo que você precisa para poder passar por esse período de frio, né, pelo inverno, com galhardia, Daniel, com elegância e com flexibilidade. Vai viajar no meio de ano agora? Aproveita a Insider Store.
Você vai conseguir levar menos peças de roupa, sem aquela mala pesadíssima. Tendo flexibilidade. Às vezes, Daniel, você tá num lugar que tá frio num determinado horário, depois esquenta, depois esfria de novo. A Insider Store tem tudo que você precisa, com desconto que tá na descrição desse episódio, utilizando o link. Utiliza lá o cupom do Pet Jornal, que é PETIT, simples, Daniel. PETIT, P-E-T-I-T. Bota lá que você já ganha um desconto para fazer as suas compras de inverno na Insider Store.
Imperdível, gente! Condições especialíssimas para os amigos e amigas do Pet Jornal. Inverno chegou de vez,. E a Insider Store também oferece alternativas e peças altamente tecnológicas para essa estação do ano. Link no descritivo desse episódio.
Daniel Souza, eu queria que você me explicasse qual é a relação entre o que tá acontecendo no Irã, a guerra, o cessafogo, né, tudo que tá acontecendo, esse acordo de paz, enfim, e o derretimento de alguns ativos, como por exemplo as criptomoedas. Tem relação? Me explica aí.
Tem relação, sim, Tang. A gente tem observado, nos últimos tempos, uma queda muito importante, tanto do Bitcoin, que é a principal das criptomoedas, embora não seja a única, quanto do ouro. E isso tem relação com política externa, com geopolítica. Os Estados Unidos, a gente acompanha isso muito bem no PetJornal, entraram numa guerra no Oriente Médio, uma guerra que era para ser rápida, afinal, o regime iraniano ia cair, era questão de dias.
Para que houvesse ali uma substituição. Isso não aconteceu, os iranianos fecharam o Estreito de Hormuz, a oferta de energia no mercado internacional diminuiu, o preço do petróleo disparou, gerou inflação. E, diante dessa inflação, a política de juros nos Estados Unidos mudou de rumo, e as expectativas em relação a essa política de juros também, porque não é só o impacto no curto prazo, é o impacto também nas expectativas de prazo um pouco mais dilatado.
Nós tivemos a manutenção da taxa de juros por parte do Fed em patamares um pouco mais altos e já existe a perspectiva de aumento de juros um pouco mais à frente em função da alta inflação nos Estados Unidos, que é explicada fundamentalmente por razões geopolíticas. E daí? E daí que com juros mais altos nos Estados Unidos, a tendência é que os investidores aloquem mais recursos em dólares americanos. E alocando mais recursos em dólares americanos, eles abandonam o ouro e também o Bitcoin.
Nesse sentido, a gente tem tido uma tendência de valorização do dólar e de desvalorização desses outros dois ativos, ativos que tinham se valorizado bastante até bem pouco tempo atrás. No caso do Bitcoin, também tem alguns problemas adicionais. Nós estamos falando de um Bitcoin onde, com preços mais baixos, a mineração já não está mais tão atraente, já não está mais tão interessante. O custo de mineração vai aumentando muito conforme passa o tempo, justamente por conta da própria característica desse criptoativo, a escassez.
Então, tem gente também migrando para outros criptoativos por considerar que o Bitcoin já está caro demais. E existe o risco de longo prazo, sobre o qual já se fala, que é o risco de computadores quânticos quebrarem ali a criptografia e, consequentemente, representarem um risco para o Bitcoin, para outros criptoativos. Existe inclusive a perspectiva de que essa tecnologia seja alcançada bem mais cedo do que se previa antes, e consequentemente isso também acaba sendo um elemento de risco.
Daniel, vou perguntar aqui em nome dos leigos que nos ouvem, tá? Dá para a gente considerar que o dólar e esses outros ativos, né, então tanto as criptomoedas quanto o ouro, são uma espécie de gangorra, né? Então no momento em que um valoriza, o outro acaba compensando e vice-versa. Porque eu sei que tem muita gente que acaba fazendo uma carteira de investimentos que é diversificada, ela tem tanto investimentos em dólar quanto em criptoativos e ouro.
Na hora que um sobe, o outro compensa. Na hora que, na verdade, que na hora que um cai, o outro compensa e vice-versa. Faz sentido a gente pensar que a tendência é que a valorização de um acabe sendo a queda do outro, ou não tem relação direta?
Faz sentido, Tanguy. Quando a gente tá olhando realmente, né, para essa gangorra, o que a gente observa é que num determinado momento uma parte do portfólio das pessoas é colocada em ativos um pouco mais seguros é o ouro e a criptomoeda, que no caso Bitcoin, que acaba sendo um ouro digital. Muita gente encarou durante algum tempo o Bitcoin como ouro digital, inclusive tem uma nomenclatura semelhante, mineração, etc., uma ideia de escassez e assim por diante.
Com um ambiente onde você começa a ter juros mais altos em dólares, você começa a ter um movimento: ah, mas não posso, não vou deixar o meu dinheiro alocado em Bitcoin e ouro porque isso não rende juros. Só vale a pena realmente se eu quiser ter segurança ou se eu tenho ali uma expectativa de valorização. Como esses ativos tinham subido demais, muita gente considerou que eles estavam caros demais, e estavam mesmo, e consequentemente algum tipo de ajuste tinha que ser observado.
E aí, se você deixa de buscar segurança no ouro e troca, mesmo que parcialmente, essa segurança pelo dólar, que rende juros, troca uma parte da segurança do Bitcoin para o dólar, que rende juros, isso acaba funcionando realmente como uma dinâmica de gangorra, exatamente como você está descrevendo. As duas coisas acabam se relacionando em função de movimentos de carteira que os investidores acabam realizando. É muito interessante observar que a explicação fundamental para a valorização anterior era geopolítica, você tinha ali um ambiente de muita incerteza no cenário internacional, E a nova explicação acaba sendo geopolítica também, quer dizer, questões geopolíticas acabaram gerando uma pressão inflacionária relevante, fazendo com que a política de juros nos Estados Unidos fosse modificada e, consequentemente, você tivesse ali uma realocação de ativos.
É por isso que é muito interessante, Tanguy, esse trabalho, esse exercício que a gente faz permanentemente aqui no Pet Jornal, de mistura da política internacional, da geopolítica com questões econômicas, porque elas estão cada vez mais relacionadas. A gente fala inclusive sobre isso nas nossas palestras, acaba trazendo ali conjuntura política e conjuntura econômica como elementos umbilicalmente ligados.
No meio disso tudo, Daniel, fico lembrando daquele argumento, foi um argumento muito forte algum tempo atrás, que era: o dólar vai ser substituído. E aí a gente vê um cenário no qual, mesmo quando os Estados Unidos estão numa situação ruim uma situação em que eles são derrotados. A prática é essa, né? A gente tem que usar exatamente o termo que a gente vem utilizando. Aliás, os Estados Unidos estão saindo dessa guerra com Irã derrotados, né?
Não militarmente, mas o acordo que os Estados Unidos tiveram que aceitar com Irã é uma derrota, é uma capitulação, tá? Aceitou termos ali que numa situação de maior vantagem os Estados Unidos não chegariam nem perto. E ainda assim o dólar se valoriza, o que é impressionante, né? A gente Tenderia a imaginar, no raciocínio um pouco mais superficial, que no momento no qual os Estados Unidos demonstram fraqueza, as pessoas fugissem do dólar.
Só que o que tá acontecendo é o contrário, né? No momento em que o resultado para os Estados Unidos é ruim, os Estados Unidos têm que controlar a inflação, sobe os juros, os Estados Unidos conseguem mais uma vez atrair esses investimentos do mundo todo. Todo mundo volta a colocar o dinheiro por lá. No fim das contas, Daniel, aquele raciocínio que a gente já fez aqui outras vezes Os investidores estão doidos para ter algum tipo de justificativa para levar o seu dinheiro de volta para os Estados Unidos.
E ficou nublado? Ah, vou levar meu dinheiro de volta. Então assim, as pessoas aparentemente elas tiram o dinheiro dos Estados Unidos meio com lágrimas nos olhos, né? Na hora que aparece a primeira justificativa, o dinheiro volta. Me parece que o caminho é esse, né?
Perfeita análise, Tanguy. É exatamente isso. É claro que o dólar não tem a mesma hegemonia e força que teve no passado, até um passado não tão distante assim. Você tem tido diversificação, você tem buscado alternativas e tudo, mas isso é algo que a gente já falou sobre isso no PetJornal e no PetCursos. O mercado tira dinheiro dos Estados Unidos, mas devagar e com lágrimas nos olhos e louco para voltar. Porque, a bem da verdade, Tanguy, os Estados Unidos não têm um substituto.
Consequentemente, quando você sai dos Estados Unidos, você vai para o mundão de meu Deus. E aí você tem que espalhar o dinheiro, vai mandar para Coreia, vai mandar para Turquia, para o Brasil, sei lá para onde. E aí é difícil, né, tem que— é muito país diferente, é muita imprevisibilidade acontecendo. Claro que a diversificação acaba sendo uma estratégia de diluição de risco interessante.
O câmbio, você acaba tendo que lidar com câmbio, né? Quanto é que vale a moeda? Moeda valorizou, desvalorizou. A quantidade de variáveis aumenta dramaticamente.
Pois é, então a gente está falando de um ambiente muito inseguro, né? Um ambiente muito assustador. Os Estados Unidos oferecem um ninho muito quentinho, né? Puxa, eu voltei para os Estados Unidos, cara, que bom! Aqui eu sei como as coisas funcionam. Tem o Donald Trump? Tem, mas o Donald Trump vai passar e tal. Os Estados Unidos continuam sendo os Estados Unidos. Muita gente acaba pensando nisso e acaba sempre levantando Esse questionamento: tá, mas qual a alternativa, hein?
Alternativa leva para onde o dinheiro, né? E consequentemente essa diversificação aconteceu, ainda acontece em algum grau, mas basta o juro nos Estados Unidos subir um pouquinho ou você ter uma expectativa de um juro um pouquinho mais alto nos Estados Unidos que o pessoal volta correndo para os Estados Unidos por considerar que ali você tem um refúgio seguro nesse ambiente internacional extremamente conturbado.
Posso fazer um jabazinho aqui, Daniel?
Ah, por favor, Daniel.
Lá no PetiCursos, que a gente fala todos os dias aqui, não é brincadeira, tá, gente, todos os dias a gente fala aqui sobre PetiCursos, acessa lá, peticursos.com.br. A gente tá com uma promoção maravilhosa, aliás, né, que tá com 39% de desconto usando o cupom Além do Jogo. Mas o meu ponto aqui, Daniel, é que lá no PetiCursos a gente tem falado ao longo dos últimos meses, né, talvez do último ano, que essa ideia de uma substituição do dólar ela esbarra 'Então o dólar vai ser substituído, teremos uma outra moeda, tal.' Ela esbarra na inexistência de algum outro país que assuma esse papel.
E aí as pessoas pensam automaticamente assim: 'Não, mas tem a China.' Gente, a China não quer. O fato é que a China, ela se sente muito confortável na posição que ela tem hoje. A posição chinesa hoje é: deixa os Estados Unidos sustentando esse sistema aí, deixa o dólar ser utilizado, Eu tenho reservas em dólar, eu tô diminuindo um pouco a minha exposição ao dólar porque se tornou um pouco mais inseguro do que antes, mas eu continuo tendo dólares.
E a China não quer assumir essa responsabilidade. Dá para entender a estratégia chinesa, né, Daniel? Para China é uma boa. Vai ser quem? Vai ser o euro? Olha a situação da Europa, uma Europa que tá em decadência, tá perdendo importância. Vai ser mais quem? Vai, qual outra moeda que se prontifica? Então é por isso que o mundo, quando a gente fala isso aqui, pessoal, às vezes fica falando, ah, Petit Journal, é, pô, é fã do dólar.
É uma constatação, gente. A constatação é, você tira o dólar e você vai fazer transações internacionais baseado em quê? É o Bitcoin durante algum tempo? Era. Não, vai ser criptomoedas. Olha o desafio da criptomoeda, gente. Criptomoedas chega no limite, aí tem que pensar em mineração, tem que pensar em energia, tem que pensar em computador quântico, tem que pensar no próprio dólar. Na hora que o dólar pisca o olho, a galera tira o dinheiro da criptomoeda e vai para o dólar de novo.
Então o dólar, ele continua sendo essa moeda, a despeito de ter nesse momento alternativas aqui e acolá, mas o dólar continua entronizado, né, Daniel? Tirar o dólar dessa posição é muito difícil. E me parece que num determinado ponto, até de uma certa maneira, uma certa independência da própria posição dos Estados Unidos. Mesmo que os Estados Unidos percam um pouco de força O dólar vai permanecer durante mais algum tempo como uma referência, simplesmente porque todo mundo que anda na Terra nesse momento, né, que toma decisões econômicas, viveu sua vida inteira tendo como lastro na sua cabeça, como, como referência de valor, o dólar. Tirar isso da cabeça das pessoas é muito difícil.
E é muito interessante, tem que, porque o mercado de capitais nos Estados Unidos, em função de décadas e décadas de domínio global, acabou sendo formatado com um grau de sofisticação muito elevado. O que muitas vezes acontece é o seguinte: "Ah, eu quero investir num país emergente." Aí sabe o que você faz? Você manda o dinheiro para os Estados Unidos, porque nos Estados Unidos você vai ter uma série de produtos financeiros para que investimentos sejam realizados em mercados emergentes.
É muito difícil você mandar o dinheiro diretamente para aquele mercado emergente. Afinal, você tem que centralizar em uma conta. Você vai ter uma conta na Coreia do Sul, uma conta na Tailândia, uma conta no Brasil, uma conta no Chile? Não, né? Você vai ter uma conta nos Estados Unidos e, a partir dessa conta, você pode investir em fundos em cada um desses países, ou em fundos que diversificam em todos, recursos em todos esses países.
Nesse sentido, a substituição do dólar americano não é tão simples, não é tão trivial assim. O mercado de capitais americano é muito bem estruturado e muito sofisticado. E, de novo, como você muito bem pontuou, se a China não quer, se a Europa não tem condições, se o Reino Unido já viveu dias melhores, qual é a alternativa? Vai para onde, gente? Então, a qualquer momento, a qualquer saculejo, que o dólar mostra um pouquinho mais de rentabilidade.
Poxa, o juro nos Estados Unidos não vai cair como eu achei. Os Estados Unidos de repente vão aumentar o juro mais um pouquinho lá na frente. Ah, vou para os Estados Unidos, volto para os Estados Unidos, volto para os Estados Unidos, porque esse mundo é muito perigoso, ficar circulando por aí é muito arriscado, é muito país diferente, é muito câmbio flutuando. E os Estados Unidos, apesar dos pesares, ainda tem ali uma sofisticação e uma centralidade no mercado de capitais, e tá todo mundo lá.
Por mais que você tenha tido uma diversificação, porque a gente sempre falou isso, você tirava um pouquinho do dinheiro dos Estados Unidos, você não tirava um montão de dinheiro dos Estados Unidos, você tirava um pouquinho. Consequentemente, isso foi suficiente para gerar um sacolejo internacional, mas não dá para dizer que nós ainda tivemos uma mudança estrutural. Embora o dólar, de novo, não seja tão hegemônico como já foi, não tenha a centralidade que já teve, mas ele ainda é a moeda hegemônica.
Se passar um carro vermelho, Daniel, na rua, na próxima meia hora, eu levo meu dinheiro de volta para os Estados Unidos. Aí o investidor fica esperando, e passou um carro vermelho, ah, então, né, melhor levar o dinheiro de volta para os Estados Unidos. A lógica é meio essa, né? Então tô vendo pouco carro vermelho por aí, mas se passar um, eu vou ter que voltar, vai ser o jeito. Daniel Souza, vou deixar aqui de novo nosso jabá.
Petcursus.com.br. Lá a gente se dedica exatamente a fazer esse tipo de análise mais aprofundada, mais de longo prazo, né, pensando tanto na história, momento presente, o que que a gente vislumbra para o futuro. E nesse momento agora de Copa do Mundo, Daniel, a gente tá com desconto especial, 39% de desconto para quem entrar no plano anual.
Mas é até o final da Copa do Mundo?
Não, prazo curtíssimo, tá, gente, são os próximos dias apenas. Não perde essa oportunidade. O valor realmente tá especial. O valor, ele já é bastante competitivo. A gente deu um desconto ainda maior só para esse período agora da Copa do Mundo. A gente já teve uma aula, uma aula gratuita, conduzida de forma brilhante, foi uma das melhores aulas que eu já assisti pelo professor Daniel Souza. Tá lá no YouTube do PetJornal. E a gente é sobre a FIFA, né?
A gente falou bastante sobre a FIFA, enfim, sobre as entranhas da FIFA. E a gente vai ter um curso que vai começar na próxima terça-feira em que a gente vai falar sobre esporte, né, sobre o futebol, o impacto político-econômico que o futebol tem. A gente não vai falar de campo e bola, adoraria, mas não é esse o assunto. A gente vai falar, portanto, sobre a maneira pela qual o esporte se relaciona de forma direta, umbilical, tanto com economia quanto com política, com autoritarismo, né.
O que que a gente pode falar sobre os símbolos nacionais. Não perde essa oportunidade, peticurso.com.br, o link tá na descrição desse episódio. Daniel Souza, segunda-feira pela manhã não teremos episódio por conta da bendita da Copa do Mundo. Mas tem ninguém prestando atenção em Petit Jornal, e a gente entende, beleza. Na segunda-feira pela manhã, o jogo do Brasil é às 2 da tarde, horário de Brasília, mas a gente vai ter episódio na segunda-feira à noite.
Então na segunda-feira, 19 horas, a gente volta com mais um bate-papo para falar sobre tudo que vem acontecendo Na política internacional, Daniel Souza, um abraço e até a próxima. Valeu, tchau tchau!
Petit Jornal, inteligência e irreverência em doses diárias. Acesse www.petitjornal.com.br.
Insider
Roupas para o inverno