Episódios de Petit Journal

O IPO da SpaceX - Invest 118

19 de junho de 202616min
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RIO CLARO
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Neste episódio do Petit Invest, analisamos o IPO da SpaceX, que captou mais de US$ 1,7 trilhão e se tornou um dos eventos financeiros mais marcantes da história recente. Discutimos o que esse movimento revela sobre a transformação da economia global, o papel crescente das empresas de tecnologia avançada e a capacidade de atração de capital de projetos ligados à exploração espacial, telecomunicações e infraestrutura estratégica. Também avaliamos como a trajetória da SpaceX redefiniu a indústria aeroespacial e alterou a relação entre governos e empresas privadas em setores tradicionalmente dominados pelos Estados nacionais.
O episódio explora ainda a centralidade política e estratégica da empresa de Elon Musk, cujos serviços passaram a desempenhar funções críticas em áreas como defesa, comunicações, logística e segurança nacional. Analisamos os impactos dessa concentração de poder econômico e tecnológico, os desafios regulatórios que ela impõe e o significado geopolítico de uma companhia privada que se tornou peça fundamental para os interesses de diversas potências ao redor do mundo.
#SpaceX #ElonMusk #EconomiaGlobal #Tecnologia #PetitInvest
Participantes neste episódio2
D

Daniel Sousa

HostJornalista
T

Tanguy Baghdadi

HostJornalista
Assuntos5
  • IPO da SpaceXSpaceX · Elon Musk · Maior IPO da história · Valorização das ações · Prejuízo líquido em 2025
  • Dependência do governo americanoGoverno dos Estados Unidos · Donald Trump · Joe Biden · Dependência estratégica · Competição com China e Rússia
  • Modelos de negócio da SpaceXStarlink · Starship · XAI · Internet via satélite · Viagens espaciais · Inteligência artificial
  • Concentração de poder e influênciaElon Musk · Poder econômico e tecnológico · Influência política · Desafios regulatórios · Geopolítica
  • Corrida tecnológica EUA vs ChinaEstados Unidos · China · Liderança tecnológica · Hegemonia econômica · Investimentos em IA
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DSDaniel Sousa

Petit Journal, inteligência e irreverência em doses diárias. Olá, gente, bem-vindos e bem-vindas ao Petit Journal. Esse é o Petit Invest número 117. Estamos gravando numa live no YouTube do Petit Journal, são exatamente 10 horas e 18 minutos da sexta-feira, 19 de junho de 2026. Cá está a dupla de costume, a dupla que você conhece de Tanguy, vírgula, ou Bagdadi, animado, contente, preparado, revigorado, resiliente, retumbante, descansado, tarifado e mais tarifas a caminho, preocupado com esse cenário internacional multifacetado e pantanoso.

Isso tem levado a muitas noites de insônia do professor Bagdadi. Temos também Daniel Souza, que é esse que vos fala. Ao longo dos próximos minutos vamos falar um pouco sobre ambiente econômico, ambiente de negócios internacional dos últimos dias. Esse é o Pet Invest, espaço de toda sexta-feira aqui no Pet Jornal, e começamos com o tema, Tanguy, Que tem muita economia e tem muita política também. Afinal, tivemos a abertura do capital da SpaceX, a empresa do Elon Musk.

Elon Musk que é parça de Donald Trump e que tem relações profundas com o governo dos Estados Unidos. Tudo bem, Tanque? Vamos a isso.

TBTanguy Baghdadi

Tudo bem, Daniel Souza com S. Vamos lá para esse Petinho Invest 117 para falar sobre os assuntos econômicos e financeiros Dessa semana temos informações novas aí, como você disse, Daniel, temas políticos e econômicos, tudo na mesma pegada, é exatamente o que a gente faz aqui no PetJornal. E lembrando, né, Daniel, que a gente está falando sobre algo que mexe muito com a economia, mexe com perspectivas futuras, e você que está pensando na sua aposentadoria lá na frente, está pensando em ter uma vida tranquila mais lá para frente, precisa ter alguém para te indicar se um determinado IPO, por exemplo, Vale a pena ou não?

Sou eu que vou te dizer isso? Não sou eu, não é o Daniel também. Você precisa de uma equipe profissional para fazer isso junto com você. Por isso que a gente recomenda a melhor gestora que você vai encontrar por aí, que é a Rio Claro Investimentos. A Rio Claro, Daniel, eu sou cliente da Rio Claro e eu fico sempre muito satisfeito porque dá para ver que eles estão muito atentos a tudo que está acontecendo ao nosso redor, te ajudando a fazer boas escolhas.

Personalizando tudo o que você precisa. Então eles pegam quais são os seus objetivos, o que você espera, o quanto você já tem, o que você pretende fazer daqui pra frente, qual o seu prazo. Tudo isso a Rio Claro faz junto com você, uma gestora completa. Não deixe de entrar em contato com eles, que eu tenho certeza que você vai estar muito bem assessorado para o futuro. Daniel Souza, o IPO da SpaceX foi um negócio meio inacreditável, né?

A gente está falando sobre quase o PIB do Brasil sendo movimentado somente nesse IPO, o que só você viu, Daniel Souza?

DSDaniel Sousa

Me conta. Pois é, Tanguy, nós tivemos aí o IPO da SpaceX há exatamente 7 dias e consequentemente já depurou um pouco, nós já tivemos aí esse processo decantando e dá para fazer uma análise um pouco mais embasada. E a abertura de capital da SpaceX foi a maior abertura de capital que se tem notícia, uma empresa que foi avaliada no seu lançamento em 1,75 1 trilhão de dólares. Então é o maior IPO da história. Na primeira semana de negociação, as ações subiram 37% em relação ao preço do IPO, que havia sido ali de $135 por ação, elevando o valor de mercado para aproximadamente 2,4 trilhões de dólares.

Então saiu de 1,75, o valor da empresa, para 2,4 $1,5 trilhões. Com essa valorização, a empresa passou a figurar entre as 6 maiores companhias do mundo, ao lado de gigantes como Microsoft, NVIDIA, Apple, Amazon e Alphabet. E aí tem um elemento que chama muito, muito atenção, Tanguy, porque em 2025, apesar de ter faturado $18,7 bilhões, a empresa teve um prejuízo, eu disse prejuízo líquido, de $4,94 bilhões. Ou seja, as pessoas estão colocando dinheiro, estão achando que vale muito a ação de uma empresa que no ano passado deu prejuízo.

Ela tem 3 grandes ramos de atuação, a SpaceX. Tem a Starlink, que dá lucro, realmente dá lucro, todo mundo conhece a Starlink, é realmente o fornecimento de internet através de um sistema de satélite. Você tem a Starship, que promete reduzir drasticamente os custos de acesso ao espaço, então na prática são as naves espaciais que o Elon Musk quer mandar ao espaço, quer mandar à Lua, etc. E tem a XAI, que é a parte de inteligência artificial.

A parte espacial, ela deu um leve prejuízo no ano passado. A parte de inteligência artificial deu muito prejuízo por conta da necessidade de se investir pesadamente no desenvolvimento de um sistema de inteligência artificial. Consequentemente, as pessoas olham para essa empresa e dizem: bom, essa empresa Vai dar certo no longo prazo. Ela tá no curto prazo tendo aqui um prejuízo, mas ela tá tendo prejuízo por conta de um capex elevado, ou seja, ela tá fazendo muitos investimentos no curto prazo.

E ao fazer muitos investimentos no curto prazo, ela vai colher frutos lá na frente, até porque são negócios que fazem sentido. Você tem ali uma, um sistema de oferta de internet por satélite, você tem as viagens espaciais, você tem inteligência artificial, quer dizer, tem todo ali um conjunto, um portfólio de áreas nas quais ela atua que é considerado de muito futuro e nos quais a empresa estaria muito bem posicionada.

TBTanguy Baghdadi

E tem uma coisa que todo investidor sempre vai olhar, né, Daniel, que é a posição que essa empresa tem, né, que a SpaceX tem com relação a negócios futuros. Ora, um dos principais clientes da SpaceX é ninguém menos que o governo americano. E a gente já falou sobre isso aqui outras vezes, mas eu acho importante relembrar. A SpaceX, ela é tão agressiva quando a gente fala sobre lançamento de objetos em órbita, que hoje ela tem uma parcela gigantesca da quantidade de objetos em órbita no mundo.

Isso acaba tornando inclusive o próprio governo dos Estados Unidos dependente. O governo dos Estados Unidos tenta criar inclusive alternativas, fomentar outras empresas e tal, só que a SpaceX, ela é tão gigante que no fim das contas qualquer coisa que os Estados Unidos precisem que envolva o espaço E é muita coisa, depende da SpaceX. Se os Estados Unidos recuarem, não tiverem contratos com a SpaceX, a China pode chegar junto, a China pode equiparar os Estados Unidos.

Não vai ser rápido, mas pode. A Rússia, que também tem uma presença espacial importante, também pode chegar perto. Então existe um incentivo muito importante para o governo americano, qualquer que seja o presidente, tá? Pode ser Donald Trump, pode ser Biden, pode ser Obama, pode ser quem quer que seja, J.D. Vance no futuro, pode ser quem quer que seja, vai precisar da SpaceX. O investidor americano, Daniel, olha para isso e fala, quer dizer, investidor, ele olha para isso e fala assim: "Pô, essa empresa aqui não tem como ela quebrar, daqui a um tempo ela vai começar a dar lucro." Então ela tem um braço espacial que é muito importante e esse braço da inteligência artificial tende a tornar a empresa toda mais lucrativa.

Você imagina, Daniel, uma empresa que já tem Toda essa capacidade, se ela tiver um sistema de inteligência artificial que deslanche e de fato dê certo e faça com que inclusive as próprias operações espaciais se tornem mais baratas, porque você tem uma inteligência artificial, você otimiza, você consegue mais longe, você consegue fazer mais coisas, você consegue ser mais eficiente. Então a lógica é: dá prejuízo? Dá. Mas dá prejuízo hoje.

Lá na frente vai começar a dar lucro. Principalmente porque a SpaceX, a verdade é essa, ela tem no bolso o governo dos Estados Unidos, o que não é pouca coisa.

DSDaniel Sousa

Não é pouca coisa. E muita gente olha justamente para esses ramos nos quais ela atua e considera que ela não tem muita concorrência. Tanguy, se a gente pensa na Starlink, quem é concorrente da Starlink? E você tem ali um negócio altamente lucrativo e que tem prognósticos de crescimento muito interessante. Viagens espaciais, você até tem ali uma outra experiência, mas ninguém como a empresa do Elon Musk. E como você o Bruno muito bem pontuou, a questão da inteligência artificial acaba desdobrando nos outros ramos de atuação da empresa e eventualmente ela também pode se tornar uma referência global no ramo de inteligência artificial por conta dos pesados investimentos que está fazendo.

Por que que as pessoas estão dispostas a pagar tão caro por ações dessa empresa? Porque tem muita gente que aposta que no ano de 2030 o atual faturamento da empresa, que é de $18 bilhões de dólares por ano, vai saltar para 200 bilhões de dólares por ano, por conta do crescimento desses diferentes ramos de atuação. Então, Tanguy, é claro que é uma aposta, é uma aposta arriscada, pode dar errado por inúmeras razões. Você tem aí elementos tecnológicos, você tem elementos geopolíticos, você tem elementos relacionados até a própria dinâmica do governo americano com a empresa, com Elon Musk, mas muita gente projeta que há uma boa chance desses negócios darem certo, da receita aumentar, e consequentemente você ter uma empresa altamente lucrativa num futuro não muito distante.

Vale a pena realmente acompanhar, porque é no mínimo estranho, pelo menos no primeiro momento, você pensar: nossa, o maior IPO da história para uma empresa que dá prejuízo. É isso mesmo, e ela tá dando prejuízo porque ela tá investindo muito. Ela tá investindo muito porque é necessário investir muito agora para que no longo prazo ela tenha lucros muito elevados. Se isso vai Vai se confirmar ou não? Ainda é cedo para dizer, mas é uma aposta que uma parte importante do mercado está fazendo.

TBTanguy Baghdadi

Agora, outro elemento que a gente tem que olhar, Daniel, do ponto de vista político e até geopolítico, é como é que uma empresa consegue concentrar tanto poder. A gente já fala desde a década de 70 para 80, a questão das grandes corporações rivalizando eventualmente com empresas era um grande assunto. Só que hoje a gente está vendo a materialização e até a extrapolação disso. A gente está falando sobre uma empresa Que, claro, está numa economia muito grande, então ela nem se destaca de maneira tão absoluta assim, porque a economia dos Estados Unidos é muito grande, muito diversificada.

Mas a gente está falando sobre um IPO que é maior do que, sei lá, 90% dos PIBs mundiais. Então é uma empresa que consegue exercer uma influência muito grande no governo dos Estados Unidos. É uma empresa que eventualmente lá no futuro vai ter condições, inclusive acho que até já tem, de pressionar o governo americano a mudar determinadas políticas públicas, políticas de investimento, Porque tem uma capacidade de pressionar o governo americano, de ter quase o governo americano como refém.

Se eventualmente você não fizer aquilo que a empresa está falando, está determinando, está demandando, ela cruza os braços, Daniel, ou então ela vende essa tecnologia para algum outro país, sabe-se lá o que pode ser feito. Mas o poder que a SpaceX tem nas suas mãos é algo que é meio perturbador, ainda mais quando a gente olha para a figura do Elon Musk. A gente sabe como é que ele é um cara volátil, como é que ele tem algumas pautas muito questionáveis, muito questionáveis.

A gente vê a atuação dele, por exemplo, à frente do antigo Twitter, né, do X e tudo, e a gente vê como é que a gente tem de fato uma figura que acumula muito poder sem ter exatamente um cargo eleito, quer dizer, sem ter um cargo eleito, né. Então é com uma capacidade de pressionar inclusive um dos países mais importantes politicamente, militarmente, culturalmente do planeta Terra.

DSDaniel Sousa

Não é exatamente a primeira vez que isso acontece, mesmo nos Estados Unidos. Se a gente pensa ali no final do século 19, homens como J.P. Morgan tinham a capacidade de pressionar demais o presidente dos Estados Unidos, inclusive no que diz respeito a escolhas geopolíticas, no que diz respeito até a participação de uma guerra contra os espanhóis no final do século 19. Mas agora a gente volta até esse elemento. Só para a gente ter uma ideia de ordem de grandeza, a SpaceX ela foi ali avaliada no seu lançamento em $1,75 trilhão de dólares. $1,8 trilhão de dólares é o PIB da Austrália e da Coreia do Sul, que tão longe de serem países pobres.

E agora a gente já teve uma valorização, quer dizer, o valor da SpaceX já alcançou aí $2,4 trilhões de dólares. É claro que a gente tá falando de coisas diferentes, uma coisa é o valor de uma empresa, a outra é o PIB de uma economia ao longo de um ano de um determinado país, mas é um montante muito impressionante. Quando a gente olha realmente para o tamanho do valor de mercado que essa empresa atingiu e pensar que ainda existem 5 empresas mais valiosas do que ela, 5 empresas e todas americanas.

É claro que no caso do mercado chinês você tem algumas diferenças, o mercado chinês você tem muitas empresas que tem ali uma certa opacidade nos dados, nos valores, na participação do governo da própria China, etc. Mas de qualquer maneira mostra aí uma pujança e uma força que a economia dos Estados Unidos ainda Ainda tem. E sim, me parece que a gente tá falando de empresários do Vale do Silício que precisam muito do governo americano, mas um governo americano que também precisa muito dos empresários do Vale do Silício para tentar manter ali uma certa liderança dos Estados Unidos no que diz respeito à dinâmica tecnológica internacional e a própria hegemonia econômica planetária, dentro de um contexto onde a China vem ganhando cada vez mais espaço e vem fazendo investimentos pesadíssimos justamente para tentar ultrapassar os Estados Unidos nesses múltiplos campos.

Vale a pena acompanhar, mas me parece que é uma notícia que mostra que nós temos aí uma corrida tecnológica em curso e muita gente ainda acredita que os americanos têm fôlego, que os americanos ainda têm condições de serem competitivos internacionalmente nessa corrida. E claro, a gente vai ter que observar se isso vai acontecer ou não ao longo dos próximos anos, Mas é aquela velha máxima do the winner takes it all, quer dizer, o vencedor acaba estabelecendo qual é o padrão, estabelece qual o padrão da corrida espacial, estabelece qual o padrão da questão da inteligência artificial, da internet via satélite.

Mas os chineses também correm por fora, também tem o seu programa espacial, também investem pesadamente inteligência artificial como forma de justamente tentar alcançar e eventualmente ultrapassar os Estados Unidos da América. É um momento no mínimo curioso que a gente está vivendo. Acho que a gente no futuro vai olhar para esse momento e pensar: nossa, lá atrás ainda tinham muitas respostas para serem dadas e muitas definições que nós ainda não conhecíamos.

E de lá para cá muita coisa acabou acontecendo. E me chama particularmente a atenção como pessoas como Elon Musk, o próprio Donald Trump, não são exatamente muito afeitos a instituições e a regimes democráticos, as regras, etc., que também mostra um momento novo dos Estados Unidos atropelando ali alguns valores, o que pode trazer consequências importantes até para o regime democrático americano e para o futuro institucional do país.

TBTanguy Baghdadi

E pensar também que duas das pessoas mais importantes da maior potência do mundo são Donald Trump e Elon Musk, né? Então isso mostra também o cenário que a gente tem daqui pela frente. Daniel Souza, dessa maneira a gente chega ao fim do nosso episódio. Quero deixar mais uma vez a recomendação: você tá ouvindo isso tudo que a gente tá falando aqui e tá pensando o que que vai ser do futuro da economia, como é que vai ser, saber o que vai acontecer com as suas finanças, entre em contato com a Rio Claro Investimentos, tenho certeza que você não vai se arrepender.

Daniel Souza, segunda-feira estamos de volta com mais bate-papo, temos que falar de Oriente Médio na segunda-feira, já tivemos Israel atacando de novo o Líbano, já tivemos cessafogo também, já foi declarado entre Israel e Hezbollah, muita coisa acontecendo, a gente vai depurar essas informações todas, segunda-feira a gente volta. Daniel Souza, um abraço, até a próxima.

DSDaniel Sousa

Valeu, tchau tchau! Petit Jornal, inteligência e irreverência em doses diárias. Acesse www.petitjornal.com.br.

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